Amor Incondicional

Autora: Natashia Kitamura
Status: Em Andamento
Revisada por: Cáa Pardine
Categoria: LongFics
Sub-Categoria: HotFics
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1.

E então eu a vi. Ali. Num palco.
A música era gostosa de se ouvir. A sincronia era maravilhosa. O estilo era diferente. A letra era pessoal. Mas o melhor de tudo. Ela. Ela era perfeita. Ela fazia aquela banda ser tão boa. A voz dela que sempre me acalma. A voz dela que me faz sentir bem. Faz o dia mais sombrio se tornar o melhor de minha vida até eu ter um outro dia pior e ela fazer com que ele se torne o novo melhor dia de minha vida.
Vocês devem estar se perguntando "de quem diabos ele está falando?". Então eu respondo: ". ".
Quem é ela? Minha ídola. Minha melhor amiga. Meu amor. Eu a conheci sem querer no shopping. Ela estava com a banda dela comprando umas palhetas de última hora, porque os caras tinham esquecido de levar e ela simplesmente esbarrou em mim enquanto fugia de um deles.

- Nossa! Me desculpa! - ela falou me ajudando a levantar. Quando eu a vi, eu juro, foi amor à primeira vista. Pode ser idiota, mas eu sabia que era para ela ser o amor da minha vida. Era não, é. - Peraê, Joe. Não tá vendo que eu o derrubei? - ela falou empurrando o amigo para trás, que olhou para mim e riu. Ele é meio lesado, se querem saber. É o melhor amigo dela, mas não usa muito a cabeça. Ela olhou para mim - Você tá bem?
- Oi? - eu falei sem pensar. Sim, podem falar: "ótima maneira de começar um diálogo com a menina dos teus sonhos, . Se mate." Foi isso mesmo o que eu pensei na hora, achei que ela iria me zoar ou algo do gênero, mas não. Ela deu uma risada e entrou na conversa:
- Oi, tudo bem? Eu sou . - e estendeu a mão.
Eu fiquei olhando para a mão dela, pensando se eu cumprimentava ou não. Sim, eu sou um zé-mané. Ela riu e disse:
- Essa era a hora que você aperta a minha mão e se apresenta.
Eu dei um sorriso sem graça e apertei:
- .
- Prazer, . - e então ela abriu um dos mais belos sorrisos que eu já vi em minha vida.

Agora eu vou explicar uma coisa antes de vocês começarem a achar que eu sou um idiota sem noção e tudo mais. Eu tinha 13 anos naquela época; Ela tinha 12. Ela sempre teve uma mente mais avançada mesmo. Nós nos tornamos muito amigos. Não daqueles que vivem grudados, afinal, ela já tinha os dela, e eu não podia competir com eles. Ela agora tem 17 anos e é vocalista de uma das bandas mais famosas da Europa; Crossworld. Nome estranho não é? Eu que o diga. Ela diz que é porque gosta de ficar falando essa palavra e muita gente não sabe falar, o que é verdade. Só tem ela de garota na banda, o que chama a atenção de vários. E os caras vivem estando nos tops dos caras mais bonitos de tal lugar e de outro lugar e blábláblá. Ela apenas brinca com a cara deles. Mas depois deles, eu sei que sou o melhor amigo dela. Quer dizer, quando ela quer conversar algo BEM sério, ela vem até mim. Ela diz que eu passo uma confiança e tranquilidade que ninguém consegue passar. E eu não reclamo. Eu tenho minha vida também e meus melhores amigos. Nós temos uma banda, chamada McFLY, por causa do filme De Volta Para o Futuro. É o único filme que conseguiu me deixar com a bunda parada num único lugar por mais de três horas. Eu sempre assisto todos de uma só vez.
Enfim. Naquele dia do shopping, ela me convidou para ir assistir uma apresentação deles, que eles iam fazer num bar por ali, eu disse que tudo bem e levei os meus amigos comigo. Antes que vocês me batam por não apresentá-los: , e . Os melhores amigos do mundo. Os mais cafajestes, mas não deixam de serem os melhores. E eu? Bom. Eu sou . . Eu costumo ser bem tímido com gente estranha, mas um animal com o pessoal que eu conheço. Eu vou resumir a nossa vida agora. Somos os quatro garotos mais queridos da escola (e fora também), temos todo o dinheiro que precisamos para não precisar trabalhar o resto da vida, somos hot's (não querendo ser modesto), todas as garotas nos desejam e vivemos na área da elite, junto com o resto de um terço do pessoal da minha escola. Nós quatro não somos como os outros caras ricos e bonitões, e é por isso que todas nos querem, porque somos diferentes. Os três patetas sabem dos meus sentimentos pela , quer dizer, eu contei para o , que deixou escapar sem querer na frente do , que sem perceber contou para o , tudo isso em... Trinta minutos. É geralmente difícil esconder algo dos três. Se um sabe, todos sabem, de uma maneira ou de outra. E cara, eles me zoaram pra caramba no começo, mas depois do segundo mês eles perceberam que o negócio era sério. E até hoje eles não acreditam que eu ainda amo essa menina. Sim. Menina. Ela sempre será a pitoco que eu conheci no shopping.
- Dude, na real, - o começou a falar enquanto eu pagava uma revista que tinha a na capa. - você é doente. Precisa dar um jeito nisso.
- Não existe um clube que ajuda vícios em garotas? - o é um idiota. Eu não sou psicótico. Talvez um pouco, mas não a ponto de precisar disso. Eu acho.
Nós olhamos para ele com uma cara de "idiota" e demos um pedala na cabeçona do garoto.
- Você nunca pensou em contar para ela? - o estava sério. Ele sempre ficava sério quando o assunto era a . Ele levava a sério os sentimentos. Quer dizer, alguns deles.
Eu olhei com uma cara para ele de "o que você acha?" e ele simplesmente levantou os ombros e murmurou algo que eu não entendi, e nem fiz questão, porque eu estava com a em minhas mãos. Quer dizer, a revista em que ela estava. E... Que mixaria! Eu paguei nove libras numa revista que tem meia página de entrevista dela?! Puta merda!
- Bosta de revista! - eu disse mais para mim do que para qualquer um alí, mas eles devem ter ouvidos biônicos, porque os três ouviram e ficaram olhando para mim - Me dão um desfalque para uma bosta de matéria repetida. Nunca mais compro revista feminina. - eu rasguei a folha que tinha a entrevista e joguei o resto no lixo.
- Você fala isso desde que a garota saiu pela quinta vez na capa de uma revista a dois anos atrás. - o disse olhando para o chão. - E você nunca deixou de comprar uma revista que soubesse que tinha alguma entrevista da .
Eu bufei. Eles sempre me faziam ficar com a cabeça quente. Mas eles não entendem. Não ter a perto de mim é uma droga. Ela não sai do meu pensamen-- tá certo. Ela nunca sai do meu pensamento, mas tudo fica pior quando ela não está por perto. É como se eu quisesse ter ela mais perto cada vez que eu comprasse uma revista que continha algo dela, ou da banda dela. De qualquer maneira, a gente só se fala por telefone uma vez por semana e uns dez minutos, e as vezes pelo MSN, na qual ela sempre demora para responder e eu sempre tenho de acabar saindo, por causa da minha mãe. Mas isso não deixa de ser ruim, porque é sempre ela que me liga e me chama. E isso ocorre já faz dois anos; Dois anos que ela ficou famosa; Dois anos que ela não pára num lugar; Dois anos que a gente não se vê direito e não sai direito; Dois anos que meu coração dói cada vez mais por não tê-la por perto; dois anos que eu corro atrás de CD's e DVD's, reportagens, vídeos, fotos e tudo mais dela.
- Você tem de acabar logo com isso, dude. Sério. - o colocou a mão no meu ombro, me tirando dos meus pensamentos. Ele geralmente sempre faz isso. Mas não faz mal. Eu já me acostumei. - Cara, você é um dos caras mais vistos do colégio, você pode ter qualquer garota nos seus pés, você tem grana, você tem humildade, tem amigos, tem saúde, tem nota boa, o que mais falta?
- Quer que eu responda? - eu olhei para ele com um olhar vazio. Ele olhou para mim e sacou o que tava acontecendo, novamente. O e o olharam também e ficaram meio que tristes. - Cara, eu já tentei de todas as maneiras acabar com tudo isso, sabe? Mas não dá. Não. Dá. - eu falei bagunçando meu cabelo.
O pegou a reportagem da minha mão e leu ela em alguns minutos.
- Bom. Você vai ter mais uma chance de falar para ela tudo o que você sente. - ele olhava para mim e o pegou a folha da mão dele e leu:
"Parece que a banda Crossworld finalmente decidiu parar no pit stop e tirar umas férias bem merecidas. Depois de dois anos de carreira, três álbuns lançados, doze singles vendidos, sendo que cinco deles chegaram ao topo no dia de estreia e mais de 700 mil cópias vendidas em toda a Europa, , Joe, Lou, Andrew, CJ e Oliver finalmente decidem descansar o que deveriam ter feito há muito tempo atrás.
"Nós apenas paramos porque sentimos necessidade de sentir aquela vida de antes novamente, nem que seja por uma semana, sabe." Disse o guitarrista Joe numa das entrevistas coletivas em que nós estivemos presentes. "A não parou para pensar em que lugar ela iria; Essex. Foi o que ela respondeu, na hora." ele completou. Andrew, baterista, ainda comentou da surpresa que a companheira havia feito anunciando o lugar em que queria passar as férias. "Quando nós éramos uma banda de garagem, ela não parava de nos atormentar dizendo que queria sair de Essex e morar em Londres. Agora ela quer desesperadamente voltar para o lugar de origem". Ele ria enquanto contava e via as caretas da amiga. A jovem apenas sorriu para a imprensa quando perguntaram se havia algum motivo para ela querer voltar para a cidade natal. De acordo com os produtores da banda, os garotos tiram férias de duas semanas agora e depois um mês no final do ano, por causa do natal. Mas eles prometem voltar com novas letras e dizem, ainda, lançar um álbum totalmente feito pela vocalista no próximo ano. Um álbum pessoal? Tomara que ele venha cheio de declarações e surpresas."

olhou para mim depois de ter terminado de ler a reportagem. Só naquele momento eu havia sacado o que havia na entrevista. Então ela voltaria? Então ela ficaria duas semanas aqui? Será que ela se lembraria de me avisar? Eu acho que não. Quer dizer, ela não me avisou até aquele momento, provavelmente não iria avisar mais. Eles me deixaram em casa e disseram que iam me ligar, por causa de uma festa de uma das patricinhas da minha escola. Eu não estava muito afim de ir, mas eu disse para a menina que iria aparecer lá. E eu sempre cumpro o que eu falo. Eu entrei em casa, dei oi pra minha mãe e subi direto pro meu quarto, ignorando as perguntas habituais dela logo que eu chego em casa. Me tranquei no quarto, o que eu faço desde que me conheço por gente e abri uma caixa enorme que estava escondida num canto não visto dentro do meu armário. Lá era meu esconderijo . Tudo o que eu conseguia dela, eu guardava ali. Desde uma palheta que ela me deu, até uma camiseta rasgada que ela tacou em mim num dos shows que ela deu. Não que ela tenha feito um streap tease na apresentação, mas ela havia colocado uma baby look por cima da de manga comprida, por causa do frio do inverno europeu, mas ela logo o tirou na segunda música. E disse para eu ficar com a camiseta.

Flashback

- ! - eu tentava me aproximar dela, mas estava difícil, o monte de garoto em cima dela deixava a minha posição meio chata e estressante. - ! - eu gritei novamente.
Eu vi ela olhando para mim e ela mesma tentou vir até onde eu estava, mas não conseguia, até que ela apontou para o banheiro feminino e seguiu para lá. Eu fui atrás dela.
- Sua camiseta - eu falei, entregando para ela. - o queria roubar pra ele, mas não iria caber de qualquer maneira.
Ela sorriu e empurrou a camiseta para mim. Eu olhei confuso pra ela:
- Guarda para você. Então se um dia eu ficar famosa. Você leiloa ela e eu vejo o quão famosa eu estarei. - e então ela piscou. Eu quase caí duro, mas a vontade de sorrir para ela foi maior.
Fim do Flashback

De qualquer maneira, eu nunca tive coragem de leiloar a camiseta até agora. Eu ainda podia sentir o cheiro dela nela. Acreditem, ela suava morango com champaghe.
Eu re-li pela milésima vez uma re-postagem que ela citava o meu nome. Foi a um ano atrás, mas eu lembro como se fosse ontem o quanto eu fiquei feliz e orgulhoso de mim mesmo. Eu até comprei três revistas para colar a reportagem em tudo quanto é canto.

"E você não tem amigas?
Não. Eu acho muito mais produtivo ter amizade com garotos do que garotas. Pode ser estranho, mas pelo menos com eles eu sei que não irei ter problemas de fofocas e intrigas, ou brigas por um mesmo homem. (risos)
Você não sente falta de uma pessoa que pense igual a você?
Quando você convive muito tempo com algumas pessoas, você não vê dificuldade de se relacionar apenas com elas. E então não depende de outras para se satisfazer. Para quem tem amigos como os meus, não precisa de mais ninguém para ser feliz.
E você fala isso se referindo apenas aos garotos de sua banda?
Não, não. Claro que não. Eu tenho mais alguns melhores amigos, e eles são o motivo de eu me arrepender tanto de ter saído de ; Principalmente , que é a pessoa com quem eu mais dependo do mundo.
Ele deve estar bem orgulhoso por você.
Com certeza. é o tipo de amigo que você quer ter em todos os lugares, em qualquer momento e para sempre."

Eu fiquei lendo e relendo aquela parte por uma hora. Uma pergunta inteira relacionado à mim. Quer dizer, depois desse dia, meu myspace lotou de pedidos de aceitação e na escola eu comecei a ser mais popular. Tudo por causa da .
Meu telefone tocou; Era o perguntando se eu já estava pronto para a festa. Eu capotei. Sério. Fiquei uma hora e meia olhando as coisas da e me esqueci completamente de me arrumar para a festa. Menti dizendo que sim e logo que desliguei, saí correndo para o meu armário.
Coloquei uma jeans e uma camisa e tentei dar um jeito no meu cabelo para que parecesse que passei um tempo considerável me arrumando. Tomei banho de perfume e peguei o presente no hall que a minha mãe havia comprado. Eu sei, é idiota pedir para a mãe comprar um presente para uma garota, mas eu nem gosto dela, quer dizer, não como eu gosto da , apenas como uma colega de classe. E então eu sempre peço pra minha mãe fazer essa parte para mim. Ela adora. Eu também. As aniversariantes, eu acho que não. Mas elas fingem gostar. fala que elas fingem só para aumentar meu ego e tentarem algo comigo. Mas eu nunca caio na delas, elas quem caem na minha. Nem que eu esteja bêbado elas me levam para a cama. E eu fui assim, de qualquer maneira, mas bem-vestido para a festa.

2.

Eu cheguei chegando, como sempre. Os três também. Afinal, nós éramos, e ainda somos, o quarteto fantástico do colégio. Qualquer garota esperta o suficiente queria ficar conosco. Não querendo ser modesto, mas é verdade. Nós estamos no último ano do colegial e mesmo assim meninas do primeiro ano do ginásio nos paqueram. Nós apenas rimos da situação. Ninguém sabe do meu sentimento pela vocalista do Crossworld. Ninguém. Apenas meus três melhores amigos. E meu cachorro.
A garota quase me esmagou fingindo ter amado o presente que ela fez questão de abrir na hora na frente das sete melhores amigas-mas-não-tão-amigas. Quando eu vi eu quase quis morrer. Uma camisola daquelas de freira com uma vaquinha desenhada na frente era a última coisa que eu iria dar para uma patricinha daquelas, que parecia usar apenas lingeries especiais para dormir. Mas a garota pareceu toda feliz por ter ganho aquilo e disse que iria usar naquela mesma noite. Eu dei um sorriso de "que bom que você gostou, eu comprei com carinho" e segui com os três, que riam da minha cara e iam para o bar da festa.
Depois de duas horas de festa, eu já não sabia se decidia ir para casa e dormir, pensando na vida (diga-se ) ou iria para a cama de alguma das garotas que davam em cima de mim e que não cansavam nem por um minuto. Eu sei que sou um cafajeste dos grandes. Mas minha mãe sempre disse para eu aproveitar agora o que eu não vou poder aproveitar depois de casado. E ficar com um monte de garotas sem gostar delas está nesse "aproveitar". E antes que suspeitem. Eu SEMPRE uso camisinha. Mesmo que elas não queiram, eu uso. Os três manés já haviam decidido que iriam para a cama de outra garota. Ou da mesma. Não sei. E estavam aos amassos com elas num canto da casa. Mansão, desculpe. As festas dos ricos sempre foram feitas para o pessoal acabar se pegando e transando em algum lugar. Como apenas os de elite eram convidados, ninguém se importava de transar com o primeiro que via na frente. Todos sabiam que dificuldade não iriam passar caso algo desse errado. E as festas eram minimamente programadas para sexo. Quartos e mais quartos para um ou dois casais, ou até três, às vezes. Mas sempre haviam pessoas na piscina ou no sofá, ou em algum outro lugar. Resumindo. Sexo por toda parte. As pessoas eram levadas a transar. Pois se não queriam, começavam a querer logo que viam pessoas e mais pessoas suadas, gemendo e nuas pela casa. E se queriam, bom. Apenas iam e faziam. Menores de 17 nunca eram convidados a entrar nas nossas festas. Nenhum cara queria uma menina de 15 anos no pé, dizendo que engravidou e nenhuma garota queria ser vista com um menino de 16 por aí. E é assim. Você podia ser lésbica, gay, bi. Mas se fosse menor de 17 o preconceito era grande. aproveitava para pegar as duas garotas que ele sempre disse que queria pegar juntas. Então tá, o sonho dele estava se realizando, porque ele realmente estava disposto a transar com as duas. sempre pegava uma por noite. às vezes ia para a quarta, mas era difícil, porque as meninas nunca largam do pé antes que achem outro cara para atacar. E eu. Bom. Ou eu pego uma ou duas e as levo para um lugar mais calmo. Ou eu saio e vou pra casa. Mas naquele dia, a aniversariante estava disposta a ser a minha vítima.
- Hey - ela logo se sentou em meu colo, fazendo com que as garota que estavam ao meu lado, a olhassem feio e grudassem mais em mim. - O que está achando da festa?
- Agitada - eu respondi olhando para o casal a minha frente fazendo sexo oral. Isso não me excitava nem um pouco. Eles faziam de uma maneira que a gente começava a sentir nojo.
- Hum... Sabe , ninguém acredita quando eu digo que ainda sou virgem. - ela falou encostando em meu ombro. Eu estava com os braços em volta das duas garotas ao meu lado, então eu não podia simplesmente largá-las e agarrar a Kim (aniversariante). Eu não sou tão cafajeste assim. A Kim é o tipo de garota que qualquer garoto de ginásio queria poder pegar. Eu não vou negar dizendo que ela não é gostosa. Porque ela é. E muito. Loira, com os olhos azuis piscina, o peito maior que duas melancias juntas, o corpo mais definido que o da Gisele Bundchen. E ela estava com um vestido de seda mini, preto, mas para tentar conquistar alguém, ou ME conquistar. Ela sabe que eu amo garotas com as pernas a mostra. Uma coisa que eu gosto mais que tudo eram pernas. Eu não estava nem aí para peitos ou bundas, mas pernas... ah... isso elas deviam ter de melhor. E Kim tinha. Mas tinha melhor. Eu sempre comparava as garotas com . Era inevitável. Mas eu sempre cedia para algumas delas. A não ser que eu estivesse MUITO afim de penetrar em alguma garota. Sabe quando a gente tem necessidade de ouvir um gemido, e de nos movimentar mais que o normal? Pois é, garotos tem muito disso. E eu não sou nem um pouco diferente.
- É mesmo? - eu perguntei para ela. - Que coisa, não?
Ela começou a fazer carinho em meu peito. Eu gosto disso. E ela parecia saber exatamente tudo o que eu gostava. Droga. Não era ela quem eu queria.
- Pois é... Eu queria perder com alguém que eu goste muito, sabe? Que seja bom para mim. - ela disse e enfiou o rosto em meu pescoço. Eu nem me movimentei. As duas garotas ao meu lado bufaram e se mexeram impacientes. Eu olhei para cada uma delas e sorri, fazendo com que elas acalmassem. Eu não sei porquê. Não ia transar com elas de qualquer maneira.
- Entendo. - eu murmurei.
- E esse alguém é você, . - ela disse começando a beijar o meu pescoço. Empurrou as duas meninas e colocou uma perna em cada lado de mim, ficando de frente para a minha pessoa. Olhou para as duas que reclamavam alto - É meu aniversário, minha casa, minha festa. Eu mereço ficar com o melhor. Saiam. - ela disse. E era verdade. Todos tinham essa lei. E todos sabiam que eu era o melhor para as garotas, eu, , & , claro. Dependia do gosto de cada um.
Eu a fiquei olhando. E ela olhou para mim. Eu pousei minhas mãos na coxa dela e ela sorriu. Pobre coitada. Está sofrendo de desilusão. Eu não iria transar com ela. Pelo menos era o que se passava em minha cabeça até aquele momento. Ela se mexeu em cima de mim. Todos ficaram nos olhando. É sempre assim. Quando a aniversariante escolhe alguém, todo mundo fica observando o desenvolvimento do sexo. E isso apenas acontecia comigo quando eu tinha preguiça de levar a garota para algum lugar, o que estava acontecendo naquele momento. Estava tudo perfeito. Eu tinha a garota da festa, tinha a inveja dos outros caras, tinha o desejo das outras garotas. Mas não tinha a . E isso não me conformava. Eu queria ela. . Ela mesma dizia que era para eu aproveitar as festas aqui, que ela aproveitava onde ela estava. Então eu interpretei da maneira que me conveio. E era o seguinte: ela transava com quem ela quisesse, e eu também. Isso me desconfortava totalmente, mas eu não podia fazer nada. Ou podia, mas não tinha coragem o suficiente para isso.
- Olha para mim, . - a Kim fez com que eu levantasse o meu olhar lentamente para ela, que sorriu e começou a me beijar. Um beijo de boa vontade, da parte dela. Eu apenas fazia o que sempre fazia. Ela estava com as mãos em meus ombros e se movimentava algumas vezes em cima de meu membro. E eu apenas a beijava. - Me toque, . - ela disse pegando em minhas mãos e fazendo com que eu colocasse as mãos nos peitos e coxas dela. As pessoas pareciam querer imitar o que fazíamos ou então se masturbavam com isso. Eu apenas ria internamente. Bando de idiotas. Eu acariciava lentamente as coxas dela, não estava interessado nos peitos, minha boca faria o trabalho de minhas mãos. E passei a beijar o colo dela. Ela gemia baixo em meu ouvido. E eu sorria. Ouvir o gemido da garota são uma das maiores satisfações para um cara durante uma transa. Eu acariciava cada vez mais arduamente as coxas, passando para o lado interno da própria.
De onde eu tiro tanta vontade? Fácil, não era Kim ali, era , sacam? É sempre assim. . . . Morena, olhos castanhos, não muito alta, não tão baixa, corpo de acordo com a altura, não magricela, e não gorda. Não cheia de peito, não seca. Mas com uma coxa... Apenas ela conseguia me fazer ficar excitado. Com apenas um sorriso ela já me deixava em êxtase.
Eu decidi tirar logo o vestido da garota e fazer os caras daquela sala babarem. Mas quando eu achei o botão do zíper, ela pára tudo e segura em meu rosto.
- Eu não quero aqui. - ela se levanta e pega em minha mão, me fazendo levantar atrás dela. - Quero em meu quarto.
Cochichos. Por quê? Ora, ninguém nunca transa com alguém no próprio quarto. A não ser que esse alguém ame a pessoa e a pessoa ame o alguém. Eu a fico observando. Ela parecia ansiosa para saber minha resposta.
- Eu quero numa sacada, ou algo assim. - eu falei. Sacada? De onde eu tirei isso? Foi a primeira parte da casa que eu pensei. Não era uma má ideia. Mas não era o que a Kim queria, o sorriso dela murchou, ela inclinou levemente a cabeça e levantou os ombros.
- Do meu quarto? - ela disse.
- Se for confortável o bastante. Sim. - eu não queria machucar a garota no dia do aniversário dela.
Ela aumentou o sorriso novamente e me puxou escada acima. Eu vi o com as duas garotas, elas nuas e ele de boxer, entrando num dos quartos. Fora isso, apenas algumas pessoas transando no corredor e algumas garrafas de vodka no chão. Nós entramos no quarto dela e eu senti um perfume bom. Eu entrei e fui direto para a sacada, antes que ela tente me empurrar para a cama e não dê para eu ir para outro lugar. Eu olho para baixo e todo o pessoal se concentrava agora fora da casa. "Inúteis. Arranjem alguém e não me atormentem". Eu odeio isso. Eu nunca parei para observar alguém transando. Por que sempre param para me ver? Sinto duas mãos subindo meu corpo a partir de minha cintura. Fico olhando para o céu por mais alguns segundos, pensando em onde a poderia estar até aquele momento, antes de virar para Kim e a colocar em cima de uma poltrona que ela tinha na sacada. Ela ficou em pé. E eu fiquei de frente para ela. Dessa vez eu consegui descer o zíper, ela não usava sutiã, apenas um fio dental preto. Eu a observei por alguns instantes e ela sorriu.
- Gostou? - eu ouvia assovios e gritos. Eu abri um meio sorriso e passei a beijar o pescoço dela. Ela mordia minha orelha e começou a tentar tirar minha camisa. Mas ela não conseguia. Estava totalmente dopada de uma sensação boa. Eu tinha o controle total. Ela enlaçou as pernas em minha cintura e eu tive de ficar com as mãos em sua bunda, a segurando. Ela tentava me beijar de todas as maneiras e eu apenas fazia o meu trabalho. Eu não gostava de nada rápido. Com calma era sempre melhor, mas todas as meninas tinham mania de querer logo que eu abaixasse as calças e penetrasse nelas sem mais nem menos. Totalmente dadas. Por isso que elas sempre queriam uma segunda vez comigo. Elas gostavam do meu jeito de transar. Eu não era rápido. Eu me virei e fiz com e ela se sentasse na sacada, fazendo com que ouvíssemos gritos e assovios. Ela sorri. - Viu, ? Você tem o que todos lá em baixo queriam ter. - ela sorria para mim e desabotoava minha camisa. Eu a olhava sem emoção. - Você sabe que eu te desejo. E mesmo que não seja em minha cama, eu quero que isso seja inesquecível para você. - ela terminou, tirando minha camisa e jogando para trás, fazendo com que garotas pegassem e brigassem por ela. Kim sorri mais ainda. - E você é meu agora. - ela me puxa pelo braço e faz carinho neles. Eu me ponho entre as pernas dela e a beijo. Eu odeio que elas fiquem se achando. Prefiro que não falem nada e apenas abram a boca para gemer.
Eu comecei a provocá-la. É uma coisa que sempre faço. Pego na renda da calcinha e começo a fingir que irei tirar. Ela ficava cada vez mais excitada. Pegou minha mão e fez com que eu colocasse-a dentro da calcinha dela. Eu abri um pequeno sorriso. Se ela queria aquilo, eu iria dar. Feliz aniversário, Kim. Com dois dedos, eu penetrei na vagina dela, fazendo-a soltar um imenso e alto gemido de prazer.
- Ahh, . - ela bagunçava meus cabelos e eu beijava o pescoço dela. Dentro da vagina, eu movimentava meus dedos e cada vez mais ela gemia, quando eu os retirei e os penetrava novamente, cada vez mais rápido e ela se mexia, com os olhos fechados, e jogava a cabeça para trás, eu observava tudo. Eu gostava de ver as expressões das garotas. Olho para baixo e vejo o pessoal boquiaberto. "Tomem essa, idiotas". Ela mexia o quadril dela, como se fosse para eu ir mais fundo. Mas eu não podia, iria machucar, se ela fosse realmente virgem. E eu queria tirar com meu próprio membro, não com dedos. Eu retiro os dedos e passo apenas a beijá-la. Ela pega minha mão e passa a lamber os dedos que eu havia penetrado nela. Eu amo quando elas lambem meu pescoço, dedos, orelha. Partes que ninguém desconfia que eu possa sentir prazer. Kim estava com sorte naquele dia, acertava tudo. Eu sorri. Ela sorriu e desceu da sacada, me empurrando para o sofá e fazendo com que eu sentasse. Ela retirou meus tênis e minha calça. Ficou de costas para mim e colocou as nádegas dela em meu membro, começando assim, a rebolar, como se fosse para me provocar. Não vou mentir dizendo que meu membro estava normal, porque não estava. E ela estava fazendo doer já. Ela me olhou e sorriu, agachando-se em minha frente e retirando minhas boxers. Jogou para o lado e tocou em meu membro, já enrijecido. Eu encostei a minha cabeça no sofá e apoiei meus braços, abrindo-os e relaxando. Eu sabia o que ela iria fazer, e não demorou muito para ela estar com a boca em meu pênis e variando com a mão. Eu abri um sorriso e fechei meus olhos. Eu não gemi. Às vezes eu fazia um carinho na cabeça dela, mas nada além disso. Quando eu senti que iria gozar, eu a puxei e tirei a calcinha dela, fazendo com que ela sentasse em meu colo, com as pernas uma de cada lado.
- Sabe penetrar? - eu perguntei. Ela assentiu. - Se não souber, não tem problema, eu o faço.
- Você prefere penetrar? - ela queria que eu me sentisse bem. Ela não estava conseguindo.
- Eu estou confortável assim. - eu disse, fechando os olhos.
- Então eu penetro. - ela disse.
Eu sorri e abri meus olhos. Ela não sabia penetrar. Dava para ver nos olhos dela. Eu a posicionei no lugar. Olhei para ela.
- Eu irei encaixar, quando você quiser, é só se movimentar. - e a beijei. Ela parecia insegura. Eu peguei a minha camisinha, no bolso de minha calça e ela pareceu perturbada por eu ter lembrado. Eu disse que nunca esqueço. Coloquei e posicionei meu pênis na vagina dela. Hesitei e esperei alguma reação dela. Grunhidos. Ela queria ainda. Eu adorava quando as garotas desistiam na hora H. Penetrei lentamente, a puxando para mim, fazendo com que ela soltasse um gemido mais forte do que a primeira vez. E parei. Re-encostei no sofá. Agora era ela. Não demorou muito para ela começar a se movimentar gemendo consigo mesma e bagunçando meus cabelos. Eu segurava em sua cintura, dando-lhe suporte. Ela beijava meus lábios quando lembrava e eu beijava o pescoço dela quando ela esquecia de mim.

3.

Eu procurava a minha camisa em todos os cantos. As meninas bufavam ao me ver apenas com a calça e o sapato e não poderem fazer nada. Kim havia dormido e eu a deixei na cama dela. Alguma garota devia ter levado minha camiseta para a casa dela. Procurei , e , mas o máximo que eu encontrei foi o relógio de dentro da piscina. Cocei a cabeça e resolvi voltar para casa daquela maneira mesmo. Eu estava a pé, mas e daí? Virei e meu coração parou. Ela estava lá. Estava em minha frente.
- ... - eu murmurei fraco. Agora meu coração parecia querer poder sair pela minha boca e gritar todo o meu amor para ela. Mas ela não parecia feliz. Jogou minha camisa em mim e sorriu:
- Não acredito que você é o desejado da festa.
Eu abri um pequeno sorriso, colocando minha camisa e abotoando apenas os quatros últimos botões. Eu não sabia como agir, mas não podia ser um idiota. Todos observavam. Era uma surpresa ver na festa da Kim, afinal, ela não havia sido convidada. Mas qualquer pessoa famosa tinha passagem VIP para as nossas festas, não importasse quem era e a idade. Era celebridade, era da festa.
- Desde quando está aqui? - eu queria morrer. Ela não podia ter me visto com a Kim.
- Desde que a sua namorada jogou a sua camisa aqui. - ela riu - Acha que eu roubei ela de alguma garota?
Eu engoli seco. 'Merda, merda, merda'. Era a única coisa que passava pela minha cabeça naquele momento.
- Ela não é minha namorada. - eu respondi baixo. ficou me olhando e olhando mais.
- Você realmente é um cara igual aos outros? - ela perguntou insegura.
- Não. Me vê com outra agora?
Ela riu e balançou a cabeça negando.
- Então o senhor não é um desgraçado.
Eu ri.
- Não tanto.
Ela abre a boca e dá um tapa no meu braço.
- Vai fazer o que agora? - ela sorria para mim: 'te beijar e dizer o quanto eu a amo'. Era o que eu queria fazer agora.
- Não sei, procurar alguma outra garota, talvez. Kim era inexperiente, se é que me entende.
- Hum... Entendi. Coitada. E... Não pode abrir uma exceção para mim hoje?
Com esse sorriso? Posso abrir exceções a você para o resto de minha vida. Droga, droga! Se mentes falassem...
- Tá bem.

E depois de quinze minutos, nós estávamos num parque de frente para a casa de . A casa que eu não visitava havia anos.
- E os caras da banda? - eu resolvi iniciar um diálogo. Ela levantou os ombros.
- Ficaram na festa. Eles são desgraçados.
Nós rimos.
- Entendi. Você... Ficou com alguém--
- Não. - ela me cortou legal. Suspirou e deitou na grama, colocando as mãos na barriga e olhando para o céu. - Eu não mudei nada desde que saí daqui, .
Eu fiquei olhando para ela. Como assim? Ela pareceu ler a minha mente.
- Eu ainda não beijei ninguém.
Eu abri a boca. Não. Não, não, não, não. Droga! Eu pensando que ela aproveitava com outros caras e ela nem havia beijado ainda! Nota: chegar em casa e virar masoquista. Me espancar até achar que minha dor irá ser amenizada.
- A-ah... - eu não conseguia falar nada. Ela riu.
- É idiota, eu sei. Mas eu não consigo.
- Não é idiota. - eu tinha de falar isso. 'Idiota é você agir como eu estive agindo'. Com certeza.
- É sim. Todo mundo achando que eu dou para qualquer um que eu vejo em minha frente, e eu nem ao menos beijei alguém. É totalmente idiota.
Eu deitei do lado dela.
- Não é idiota. Acredite. Idiota é ser como aquelas pessoas da festa. Como eu estive sendo... - eu não queria falar aquilo, mas minha consciência fez falar. Eu senti o olhar dela sobre mim.
- Como você esteve sendo?
Eu suspirei. Será que eu devia contar? Mas e se ela se estressasse e me deixasse de vez por causa das minhas atitudes? Eu mereço isso. Então eu não tenho o que temer. Pelo menos eu ficarei limpo comigo mesmo e ela saberá o cafajeste que eu sou.
- Um desgraçado. - eu apenas disse isso. Ela entendeu e olhou para o céu. Era desse jeito, caso não tenham percebido, que nós chamamos os garotos que 'comem' todas. - Quer dizer, não um total desgraçado, mas não deixo de ser.
- O que quer dizer?
Ai caramba. Ela faz cada pergunta difícil.
- Quer dizer que... - eu hesitei. Eu não queria contar, mas eu devia contar - que eu não pegava todas em uma noite ou várias de uma vez. Eu não sou assim, sabe disso. Mas... Eu não sentia nada.
Ela ficou calada me olhando. Virou o corpo em minha direção, o que me fez ficar nervoso, a atenção agora era exclusiva. Eu abri a boca.
- Eu não sentia amor por elas, nem atração, nem nada. E não demonstrava nada.
Eu sabia que ela queria que eu falasse isso. Ela apenas virou novamente e observou o céu.
- Entendi.
Ela disse apenas isso e depois ficou totalmente muda. Eu queria que ela falasse algo, mas eu não acho que estava em condições de pedir por alguma palavra dela.
Ficamos calados olhando para o céu por uma meia hora. Até que eu virei para o lado e vi que ela havia dormido. Levantei e a peguei no colo. Tentei entrar na casa dela, mas não consegui. Procurei chave nos bolsos da roupa que ela vestia e nos lugares que ela costumava esconder quando ainda morava aqui. Nada. Eu tinha de levá-la para casa.

Eu acordei desconfortável. Estava dormindo no sofá da sala, e apesar dele ser macio, eu ainda ficava com dor na coluna. Senti um cheiro bom vindo da cozinha, mas eu me sentia exausto para levantar.
- Toma - eu ouvi a voz dela falar e me deu um comprimido com um copo d'água.
- Obrigado - eu peguei o copo e bebi tudo.
- Dor de cabeça? - ela sentou na mesinha de frente para mim. Eu a observei bem. Ela vestia a minha boxer e um moletom meu. Ela é meio sonâmbula, o que ajuda a fazê-la se trocar de madrugada.
- Não... Dor nas costas. - e eu fiz uma careta. Tava terrível mesmo. E meu massagista era só daqui a duas semanas.
- Deita no chão. - ela levantou e afastou a mesinha.
- Por quê?
- Só deita. - ela disse já me empurrando para o chão.
Eu deitei e ela ajeitou minhas pernas e braços.
- Quando doer de mais, me avisa. - ela estava descalça e assim, ela subiu nas minhas costas, fazendo com que estralasse tudo.
- AI !! - eu gritei abafado.
Ela desceu rapidamente das costas e eu respirava forte.
- Desculpa .
- Tá bem. Tá melhorando - eu tentei abrir um pequeno sorriso, mas tava difícil. Ela começou a fazer massagem com as mãos.

- ! A CAMPAINHA! - eu gritei dentro do banho. Depois que ela havia terminado a massagem, eu demorei meia hora para conseguir levantar, de tão mole que estava e fui direto para o banho.
- TÔ INDO, TÔ INDO! - eu ouvi passos correndo e depois berros. , & haviam chegado.
Eu terminei meu banho e me troquei. Coloquei uma bermuda, uma camiseta e meia. Desci assim. Dei de cara com a minha mãe servindo os três manés e a . Eles sorriam um para o outro e minha mãe paparicava a garota. Ela ama a . Desde que ela sempre a acompanhava no supermercado e me fazia ajudar a carregar e guardar as compras.
- Quanto tempo vai ficar aqui, querida? - a minha mãe sentou no lado dela. Eu cheguei, cumprimentei os três e sentei numa poltrona de qualquer jeito. Eles olhavam para mim e para ela, sorrindo. Eu apenas devolvi o sorriso. Eu sabia que aquelas duas semanas seriam a chance de minha vida.
- Duas semanas. - ela parecia triste com isso.
- Só isso? Mas é tão pouco tempo... - minha mãe sempre disse que a é a única garota que merece a minha atenção, eu, pela primeira vez, concordo com ela. É bom saber que minha mãe me apóia mesmo sem saber.
- Pois é, tia. Eu queria ficar mais, mas o chato do meu empresário marcou shows e tals. - ela bufou e nós rimos. - Não que eu não goste de fazer show e tudo mais, mas é que eu estou com saudades da minha vida aqui.
- Nada - o já ia falar besteira - Ela tava é com saudades da gente.
Ela riu e confirmou com a cabeça.
- Eu vou levar vocês comigo nessa turnê. Assim eu poupo conta de telefone. - e olhou sorrindo para mim, que apenas devolvi ele.
- Se você nos levar para abrir todos os shows de vocês, eu aceito - o disse na maior cara de pau. Eu olhei assustado para ele, ele piscou para mim e a pulou.
- Mas isso é uma ótima ideia, !! Caramba! Eu não me surpreendo com suas ideias. Eu vou falar com o meu empresário sobre isso. - ela riu. Nós quatro nos entreolhamos e sorrimos. Eu já disse que amo o ? Bom, é difícil dizer, mas, eu amo o .
A minha mãe conversou mais um pouco com a e depois saiu para comprar umas coisas para a janta, ela havia convidado a família da , a banda e mais os três patetas para a refeição.
- Quer que eu vá com a senhora, tia? - uma coisa que a não fingia gostar de fazer, era compras com a minha mãe. Eu nunca vi alguém gostar tanto de comprar coisas com uma mulher BEM mais velha. A minha mãe é meio que a melhor amiga dela. Então a gente se surpreende menos.
- Não, querida. Aproveite o tempo que está aqui. - ela disse piscando e sorrindo. A olhou para nós e sorriu.
- E aí? Como foi a festa, cafajestes?
Os três abriram a boca indignados e nós dois rimos.
- Eu não sou cafajeste! - o tentou protestar, mas pelo olhar da , ele desistiu rapidinho de argumentar com ela.
Ela olhou para os outros dois, que disfarçaram e viraram a cabeça.
- Como são bobos, esqueceu que sou eu quem está perguntando? - ela riu.
- Não deixa de ser mulher - mostrou a língua.
- Ah, que é isso. Vocês deviam abrir exceção para mim. - ela piscou e sorriu.
- Negativo - nós quatro dissemos juntos. Ela bufou e encostou no sofá resmungando 'eu nem queria mesmo' e nós rimos.
4.

Como nós estávamos de férias, nós tínhamos mais tempo de ficarmos juntos e ir em mais festas.
Em todo esse tempo eu e a não nos desgrudamos. Ela parecia estar mais feminina do que da última vez que veio. Até aquele momento ela apenas havia rolado comigo na lama. Praticamente todo dia alguém inventava de dar uma festa. E agora que a estava ali, todos convidavam ela também. Ela sorria agradecendo, mas sempre me falava a mesma coisa:
- Só vou se você for. - ela repetiu pela milésima vez. Eu ria.
- . Você pode ir pra onde você quiser. Não precisa depender de mim para isso.
- Tá querendo se livrar de mim, garoto? - ela fez uma cara de indignada tão falsa, que eu comecei a rir e ela junto.
- Eu tenho vontade de te abraçar e não deixar você ir embora nunca mais. - eu disse sem pensar e só quando ela parou de rir instantaneamente que eu percebi o que eu havia falado. Eu olhei sério para ela.
Ela sorriu para mim de uma maneira nova, que eu não havia visto em nenhum outro momento que nós dois passamos juntos e me abraçou. Eu me senti bem. A abracei fortemente. Naquela hora eu vi que podia tentar falar algo para ela.

Ela saía mais comigo, o , & do que com os caras da banda dela, que aproveitaram para ir visitar as famílias nas cidades próximas.
Era aniversário da Breena, uma garota que é amarrada no , mas ele não suporta ela. Então ele fez a prometer que não ia desgrudar dele na festa. Eu não falei nada. Eu sei o que é sofrer de perseguição.
Nós chegamos e a menina veio correndo receber a gente. Sorrimos, demos parabéns, os presentes e tudo mais. A festa não parecia ter tanta gente quanto da festa da Kim, mas não demorou 10 minutos e já estava bombando. A disse que tinha a ligeira impressão de ver todos mandando mensagens pelo celular ao mesmo tempo quando nós entramos.
A menina parecia querer o naquela noite de uma maneira ou de outra, e ele não largava do pé da . Ela só ria da situação. Tinha alguns idiotas dando em cima dela, mas ela sempre levava tudo na esportiva.
O , & não pegaram ninguém naquela festa, muito menos eu. Eu havia prometido a mim mesmo que a próxima garota que eu pegasse, eu iria ficar pra sempre, e essa garota seria a . Eu ficava de olho nela a festa inteira, certo de que nenhum cara sumiria com ela de perto de mim. Apenas os meus três amigos percebiam a minha atenção. Eles também estavam atentos à isso, para mim. Toda vez que ela saia de perto de mim, um deles a seguia para ter certeza de que ela estava 'segura', pode ser exagero meu, mas depois de todo esse tempo, eu apenas preciso me preparar psicologicamente de levar um fora dela e deixarmos de ser amigos.

Passaram-se as duas semanas num piscar de olhos, a foi embora da mesma maneira que voltou, bv e sem saber de nada do que eu sentia por ela. Eu queria me matar. Sério. Eu fiquei trancado no meu quarto por durante duas semanas. Eu estava deprimido, e eu tinha certeza de que os meus três amigos iriam encher meus ouvidos com 'não te avisei?' que eu nem queria me expor à esse prazer. Minha mãe até chamou um médico porque ela desconfiava de que eu peguei alguma gripe, mas o médico disse que eu apenas estava cansado. E me recomendou descanso. Eu poderia até estar doente. Do coração.
Depois de alguns dias que o médico veio em casa, eu comecei a receber muitos presentes de melhoras das garotas de minha escola. Cartões, flores, roupas, essências, tudo. E mais alguns dias depois , e acamparam em casa. É assim, somem todos de uma vez, para depois virem com tudo.
- Dude, você vacilou! - andava de um lado para o outro, como se estivesse a espera do nascimento de um filho.
- Quer parar de me amolar e me deixar pior? - eu resmunguei - Eu sei que vacilei. Se não soubesse não estaria assim, mané.
- O único mané aqui é você, - o falou sério - Cara, você disse que ia falar pra ela!
- Eu não percebi o tempo passar! - eu quase gritei - Porra, vocês acham que eu estou feliz assim? Eu já estou me dando um sermão, e ainda vem vocês também? - eu estava desesperado. Aquilo tudo estava me enlouquecendo. Eu tinha de falar o que eu sentia para a . Ela havia me ligado praticamente todos os dias. Queria voltar para me visitar, mas eu disse que estava tudo bem. Que só precisava de um repouso, ou seja, eu estava afastando-a de mim. - Caramba, eu sei que mereço a bronca e tudo mais, mas não podem deixar para depois? - meu tom de voz já dizia tudo o que eu sentia.
- Tá bom, não vamos mais falar nada - parecia sério e bem pensativo sentado na borda da minha janela - Nós só não gostamos de te ver assim, cara.
Eu olhei para o meu cobertor. É. Diretamente nele, para onde eu olharia? Para a cara feia que o estava fazendo? Nem morto.
- , eu sei que nenhum de nós três podemos dar muito palpite na sua situação - o , por incrível que pareça me surpreendeu muito quando ele começou a falar, cara, eu nem o reconheci. - quer dizer, nenhum de nós três nos apaixonamos do jeito que você está apaixonado, nós não sabemos como agiríamos no seu lugar.
- Talvez possamos ser piores - o sorriu para mim como um pai faz para um filho quando lhe explica algo.
- É. - apontou para o olhando para mim - Mas nós sentimos tanto o amor que você demonstra pela e tudo o que você passa por ela, que nós já dependemos de ver você com ela, como se fôssemos nós no seu lugar.
- Podemos ser um pé naquele lugar - eu sempre achei que o não sabe falar palavras sensíveis - Mas somos assim porque sabemos que ela é a sua única solução de imensa felicidade.
Eu fiquei olhando boquiaberto para os três, caramba, eles nunca haviam demonstrado esse lado para mim, nunca, nem quando eu estava no hospital por ter quebrado a perna. Eu abri a boca para falar algo, mas minha mãe bateu na porta:
- Filho, telefona para você.
- Agora não, mãe - eu falei ainda olhando para os três, eu estava sonhando?
- Tudo bem - eu ouvi a minha mãe dizer do outro lado da porta e então ela falar no telefone - , querida, não po--
- Alô? - eu peguei meu telefone correndo ao ouvir as três primeiras letras do nome da . Os três apenas riram de mim - ?
- ? - se eu falasse para vocês o quanto a voz dela me faz bem, vocês não acreditariam, e se sim, se surpreenderiam - Hey, como está o Sr. Doentinho? - e então ela deu aquela risada gostosa que eu amo ouvir. Eu sorri para mim mesmo.
- Tô melhor e você?
- Tava preocupada, mas como cê já está melhor, eu já posso sair para a night. - ela riu e depois deu um pequeno grito - Ahhh! Brincadeira.
Eu ri, havia simplesmente esquecido que os três estavam ali e olhando de um para o outro com um sorriso no rosto. Fiquei conversando com ela, até pegar o telefone da minha mão e voltar para a borda da janela:
- E aí, ? E o nosso show? - ele ria da minha cara junto com os outros dois, até ficar mais sério com o que deve ter ouvido. Porque eu tive a impressão de não ter sido algo bom? - Hum...entendi. Não, tudo bem. Uhum.
- O que? O que, ? - eu tentava falar com ele e chamava a atenção do cara de todas as formas e maneiras, só faltou eu acender uma fogueira no meu do meu quarto e fazer sinal de fumaça.
- Claro, claro. Beleza. Depois do Natal então. Beijo. Tchau - e desligou.
Eu parei de me mexer quando ele desligou o telefone e fiquei com os olhos arregalados e boquiaberto olhando para o telefone, como se meu coração tivesse parado quando ele acabou com o meu modo de comunicação com a . Ele não deixou eu nem ao menos dizer um 'tchau' ou 'boa noite', ou pelo menos arriscar dizer 'eu te amo' como ela fala para mim muitas vezes. Eu fiquei olhando o objeto por um tempo, até ouvir a voz do :
- O telefone tá desligado, , e ele não vai ligar sozinho.
Eu o olhei por olhar, mas ainda com a cabeça no fato de eu não ter me despedido, até que eu me toquei e perguntei pro :
- O que ela falou?
Ele levantou os ombros, e pareciam estar nervosos com a resposta.
- Disse que não conseguiu que a gente abrisse nessa turnê, porque os caras da banda dela já haviam prometido para uns amigos de Stains que eles iriam abrir e tudo mais. - eu não sei o que senti naquela hora, mas era como se eu tivesse um balão de esperança dentro de mim e com a notícia, ela tenha sido furada e murchada. - Mas ela disse que na turnê depois do natal, a gente já tá confirmado e que se nós dermos um fora nela, ela manda um serial killer para cima de nós.
Eu levantei o olhar para , que pulava com . dá uns tapinhas em minhas costas sorrindo e eu os fico olhando com um sorriso bobo. Quer dizer que a próxima turnê dela eu vou acompanhá-la? Em todos os shows, eu poderei saber o que ela faz, como ela foge dos tarados, se ela fala de mi... Ta. Eu tô pedindo demais.
Depois desse dia, minha 'saúde' melhorou rapidamente e logo eu tava na escola, tendo de fazer aula extra para adiantar o que eu tinha perdido.

4.

Como nós estávamos de férias, nós tínhamos mais tempo de ficarmos juntos e ir em mais festas.
Em todo esse tempo eu e a não nos desgrudamos. Ela parecia estar mais feminina do que da última vez que veio. Até aquele momento ela apenas havia rolado comigo na lama. Praticamente todo dia alguém inventava de dar uma festa. E agora que a estava ali, todos convidavam ela também. Ela sorria agradecendo, mas sempre me falava a mesma coisa:
- Só vou se você for. - ela repetiu pela milésima vez. Eu ria.
- . Você pode ir pra onde você quiser. Não precisa depender de mim para isso.
- Tá querendo se livrar de mim, garoto? - ela fez uma cara de indignada tão falsa, que eu comecei a rir e ela junto.
- Eu tenho vontade de te abraçar e não deixar você ir embora nunca mais. - eu disse sem pensar e só quando ela parou de rir instantaneamente que eu percebi o que eu havia falado. Eu olhei sério para ela.
Ela sorriu para mim de uma maneira nova, que eu não havia visto em nenhum outro momento que nós dois passamos juntos e me abraçou. Eu me senti bem. A abracei fortemente. Naquela hora eu vi que podia tentar falar algo para ela.

Ela saía mais comigo, o , & do que com os caras da banda dela, que aproveitaram para ir visitar as famílias nas cidades próximas.
Era aniversário da Breena, uma garota que é amarrada no , mas ele não suporta ela. Então ele fez a prometer que não ia desgrudar dele na festa. Eu não falei nada. Eu sei o que é sofrer de perseguição.
Nós chegamos e a menina veio correndo receber a gente. Sorrimos, demos parabéns, os presentes e tudo mais. A festa não parecia ter tanta gente quanto da festa da Kim, mas não demorou 10 minutos e já estava bombando. A disse que tinha a ligeira impressão de ver todos mandando mensagens pelo celular ao mesmo tempo quando nós entramos.
A menina parecia querer o naquela noite de uma maneira ou de outra, e ele não largava do pé da . Ela só ria da situação. Tinha alguns idiotas dando em cima dela, mas ela sempre levava tudo na esportiva.
O , & não pegaram ninguém naquela festa, muito menos eu. Eu havia prometido a mim mesmo que a próxima garota que eu pegasse, eu iria ficar pra sempre, e essa garota seria a . Eu ficava de olho nela a festa inteira, certo de que nenhum cara sumiria com ela de perto de mim. Apenas os meus três amigos percebiam a minha atenção. Eles também estavam atentos à isso, para mim. Toda vez que ela saia de perto de mim, um deles a seguia para ter certeza de que ela estava 'segura', pode ser exagero meu, mas depois de todo esse tempo, eu apenas preciso me preparar psicologicamente de levar um fora dela e deixarmos de ser amigos.

Passaram-se as duas semanas num piscar de olhos, a foi embora da mesma maneira que voltou, bv e sem saber de nada do que eu sentia por ela. Eu queria me matar. Sério. Eu fiquei trancado no meu quarto por durante duas semanas. Eu estava deprimido, e eu tinha certeza de que os meus três amigos iriam encher meus ouvidos com 'não te avisei?' que eu nem queria me expor à esse prazer. Minha mãe até chamou um médico porque ela desconfiava de que eu peguei alguma gripe, mas o médico disse que eu apenas estava cansado. E me recomendou descanso. Eu poderia até estar doente. Do coração.
Depois de alguns dias que o médico veio em casa, eu comecei a receber muitos presentes de melhoras das garotas de minha escola. Cartões, flores, roupas, essências, tudo. E mais alguns dias depois , e acamparam em casa. É assim, somem todos de uma vez, para depois virem com tudo.
- Dude, você vacilou! - andava de um lado para o outro, como se estivesse a espera do nascimento de um filho.
- Quer parar de me amolar e me deixar pior? - eu resmunguei - Eu sei que vacilei. Se não soubesse não estaria assim, mané.
- O único mané aqui é você, - o falou sério - Cara, você disse que ia falar pra ela!
- Eu não percebi o tempo passar! - eu quase gritei - Porra, vocês acham que eu estou feliz assim? Eu já estou me dando um sermão, e ainda vem vocês também? - eu estava desesperado. Aquilo tudo estava me enlouquecendo. Eu tinha de falar o que eu sentia para a . Ela havia me ligado praticamente todos os dias. Queria voltar para me visitar, mas eu disse que estava tudo bem. Que só precisava de um repouso, ou seja, eu estava afastando-a de mim. - Caramba, eu sei que mereço a bronca e tudo mais, mas não podem deixar para depois? - meu tom de voz já dizia tudo o que eu sentia.
- Tá bom, não vamos mais falar nada - parecia sério e bem pensativo sentado na borda da minha janela - Nós só não gostamos de te ver assim, cara.
Eu olhei para o meu cobertor. É. Diretamente nele, para onde eu olharia? Para a cara feia que o estava fazendo? Nem morto.
- , eu sei que nenhum de nós três podemos dar muito palpite na sua situação - o , por incrível que pareça me surpreendeu muito quando ele começou a falar, cara, eu nem o reconheci. - quer dizer, nenhum de nós três nos apaixonamos do jeito que você está apaixonado, nós não sabemos como agiríamos no seu lugar.
- Talvez possamos ser piores - o sorriu para mim como um pai faz para um filho quando lhe explica algo.
- É. - apontou para o olhando para mim - Mas nós sentimos tanto o amor que você demonstra pela e tudo o que você passa por ela, que nós já dependemos de ver você com ela, como se fôssemos nós no seu lugar.
- Podemos ser um pé naquele lugar - eu sempre achei que o não sabe falar palavras sensíveis - Mas somos assim porque sabemos que ela é a sua única solução de imensa felicidade.
Eu fiquei olhando boquiaberto para os três, caramba, eles nunca haviam demonstrado esse lado para mim, nunca, nem quando eu estava no hospital por ter quebrado a perna. Eu abri a boca para falar algo, mas minha mãe bateu na porta:
- Filho, telefona para você.
- Agora não, mãe - eu falei ainda olhando para os três, eu estava sonhando?
- Tudo bem - eu ouvi a minha mãe dizer do outro lado da porta e então ela falar no telefone - , querida, não po...
- Alô? - eu peguei meu telefone correndo ao ouvir as três primeiras letras do nome da . Os três apenas riram de mim - ?
- ? - se eu falasse para vocês o quanto a voz dela me faz bem, vocês não acreditariam, e se sim, se surpreenderiam - Hey, como está o Sr. Doentinho? - e então ela deu aquela risada gostosa que eu amo ouvir. Eu sorri para mim mesmo.
- Tô melhor e você?
- Tava preocupada, mas como cê já está melhor, eu já posso sair para a night. - ela riu e depois deu um pequeno grito - Ahhh! Brincadeira.
Eu ri, havia simplesmente esquecido que os três estavam alí e olhando de um para o outro com um sorriso no rosto. Fiquei conversando com ela, até pegar o telefone da minha mão e voltar para a borda da janela:
- E aí, Natileca? E o nosso show? - ele ria da minha cara junto com os outros dois, até ficar mais sério com o que deve ter ouvido. Porque eu tive a impressão de não ter sido algo bom? - Hum...entendi. Não, tudo bem. Uhum.
- O que? O que, ? - eu tentava falar com ele e chamava a atenção do cara de todas as formas e maneiras, só faltou eu acender uma fogueira no meu do meu quarto e fazer sinal de fumaça.
- Claro, claro. Beleza. Depois do Natal então. Beijo. Tchau - e desligou.
Eu parei de me mexer quando ele desligou o telefone e fiquei com os olhos arregalados e boquiaberto olhando para o telefone, como se meu coração tivesse parado quando ele acabou com o meu modo de comunicação com a . Ele não deixou eu nem ao menos dizer um 'tchau' ou 'boa noite', ou pelo menos arriscar dizer 'eu te amo' como ela fala para mim muitas vezes. Eu fiquei olhando o objeto por um tempo, até ouvir a voz do :
- O telefone tá desligado, , e ele não vai ligar sozinho.
Eu o olhei por olhar, mas ainda com a cabeça no fato de eu não ter me despedido, até que eu me toquei e perguntei pro :
- O que ela falou?
Ele levantou os ombros, e pareciam estar nervosos com a resposta.
- Disse que não conseguiu que a gente abrisse nessa turnê, porque os caras da banda dela já haviam prometido para uns amigos de Stains que eles iriam abrir e tudo mais. - eu não sei o que senti naquela hora, mas era como se eu tivesse um balão de esperança dentro de mim e com a notícia, ela tenha sido furada e murchada. - Mas ela disse que na turnê depois do natal, a gente já tá confirmado e que se nós dermos um fora nela, ela manda um serial killer para cima de nós.
Eu levantei o olhar para , que pulava com . dá uns tapinhas em minhas costas sorrindo e eu os fico olhando com um sorriso bobo. Quer dizer que a próxima turnê dela eu vou acompanhá-la? Em todos os shows, eu poderei saber o que ela faz, como ela foge dos tarados, se ela fala de mi... Tá. Eu tô pedindo demais.
Depois desse dia, minha 'saúde' melhorou rapidamente e logo eu tava na escola, tendo de fazer aula extra para adiantar o que eu tinha perdido.




Continua...


Nota da Autora: Estou muito feliz que estão gostando! (:
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