Anyway - Always & Forever

Autora: Juh Claro
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Romance/Humor/Drama - PartFic
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Capítulo 1 - But my heart has a place for the smile on your face.

As meninas desceram do carro que havia estacionado debaixo de uma árvore. Fazia um pouco de sol, então uma sombra era boa para não esquentar o volante e os bancos. Olharam uma para a outra e respiraram fundo. Seguiram juntas para o pátio, cumprimentando algumas pessoas que passavam por elas. Ainda estava cedo demais para todo o pessoal chegar ao primeiro dia de aula. Foram até um quadro azul que ficava ao lado da porta do teatro. Havia alguns papéis pendurados nele, com a série e a lista dos alunos desta. correu para ver em qual sala ela ficaria e aproveitou para ver a sala das outras meninas. Surpresa! estudariam todas juntas, pela primeira vez.
O número da sala era 10, e elas acharam engraçado. Sempre quiseram estudar na sala 10, mas não sabiam bem o motivo. Talvez por ser a única sala com cadeira almofadada e sem computador. Assim teriam que sair mais vezes da sala, para aquelas aulas que necessitam de um computador para ajudar o professor.
Sentaram-se na escada que ficava em frente ao salão que acontecia as maiores festas da escola. St. Andrews era bem fashion quando queria ser. Ficaram conversando e observando as pessoas novas. Algumas meninas típicas de intercâmbio, sem-saber-o-que-vestir-no-primeiro-dia, meninos que pareciam losers, mas provavelmente se tornariam os populares da escola e aquelas meninas, digamos, vulgares.

- É claro que não podia faltar uma dessas, né? - riu e revirou os olhos.
- O que seria das nossas fofocas sem essas? - deu uma olhada geral no pátio.
- É, pelo menos agora a gente não precisa se preocupar em ver os meninos novos. - sorriu abobalhada.
- Ou não... - ficou paralisada por um menino não muito alto, louro escuro e de olhos... bem, não dava para ver, já que ele estava com um óculos super-lindo da Oakley.
- , não é porque voltaram as aulas que você vai esquecer do seu namorado, não é? - estalou os dedos na frente do rosto da menina, como quem diz "acorda".
- Que namorado? - continuou olhando para o menino. Ele deu um sorriso de canto quando olhou na direção das quatro.
- O Dougie. Dougie Lee Poynter, conhece? - deu um tapinha na testa dela.
- Hum, conheço. Só não sabia que ele era meu namorado. - abaixou a cabeça, envergonhada pelo sorriso do garoto.
- , pelo amor, né. - pegou a bolsa dela. Seu celular havia apitado.
- Honeys, é sério. O Dãgui nunca me pediu em namoro, ou sei lá o que. Acho que a gente tem tipo uma amizade colorida. - ajeitou o cabelo e olhou para elas.
- Tá mais pra um desfile gay, do que pra uma amizade colorida. - riu e levou um tapa de .
- Que seja. Quando ele pedir pra namorar comigo, eu páro de olhar pra esses gatinhos. Por enquanto, eu vou fazer o que eu bem entender, e vocês não vão contar pra ninguém! - falou séria.
- Você é uma piranha, ! - As três riram e fez cara de metida.

O sinal bateu e elas tiveram que ir ao teatro. Era uma tradiçãozinha da St. Andrews. Todo primeiro dia de aula, todos os alunos deveriam ir ao teatro para conhecer os professores novos e relembrar daqueles chatos, que só sabem deixar os pobres adolescentes de recuperação.
Dessa vez, só três professores novos. Um tal de Heath, um Jackson e um Ben. Educação física, música e literatura, respectivamente.
O tal do Jackson foi ao microfone:

- Bom dia alunos. Só para dizer que será um prazer passar esse ano com vocês. Quero dizer que a minha matéria será a preferida de vocês. Afinal, sem a música, não seríamos como somos, não é? Divirtam-se e... Na minha aula falaremos mais. - Todos o aplaudiram. Ele tinha cara de ser simpático e bem amigo. As meninas nem gostavam de música, com um professor divertido, iriam odiar mais ainda, não?
Foi a vez do Ben ir ao microfone:

- Bom dia pessoal. Não é porque sou o mais velho, ou melhor, o mais experiente entre nós três, que eu sou o mais chato e tudo mais, tá bem? Conversaremos sobre mim na nossa primeira aula. Só para dizer que literatura pode ser legal, quando tem um professor legal ensinando. - Mais aplausos. O antigo professor de literatura era um porre. Tinha suspendido e da aula mais de quatro vezes em um mês. e não tiveram problema nenhum disso, porque estudavam em salas separadas. É, o final de 2004 e o começo de 2005 foi bem estranho. e na mesma sala, em outra e na mais longe. Mas, agora seria diferente, não é?
Heath foi ao microfone:

- E aí dudes. - Já do começo, todos gritaram. Adoravam professores mais novos, que sabiam como conversar com os adolescentes. - Ahn, não sei o que falar. Prefiro falar sobre mim na nossa primeira aula. - Ele sacaneou Ben. - Não, brincadeira. É que eu prefiro conversar com cada sala de um jeito e sem, bem... sem um diretor que puxa orelha por perto. - O Sr. Grefy, o diretor, riu. - Nos vemos mais tarde. Vou deixar todos em forma, e tenho dito! - Todos o aplaudiram muito. cutucou .
- Não era esse o gatinho que você tava paquerando mais cedo?
- Meu deus, é verdade. Que vergonha, um professor! - corou um pouco, mas na verdade não estava nem aí.
- Shiu, o Grefy vai dar as últimas palavras. - cutucou as duas.
- Bem, não tenho mais o que falar. Só tratem bem os professores e sigam as nossas regras. Boas aulas! - Os alunos aplaudiram sem muito entusiasmo e saíram devagar do teatro. As meninas seguiram para a tão sonhada sala 10.

Capítulo 2 - In the future where will I be?

Estava um pouco quieto na casa de Dougie. Fazia tempo que ele não se sentia sozinho em casa, sem . Ligou para Danny e o chamou para uma velha partida de video game. Logo que Danny chegou, o telefone tocou com Tom nele. Estava se sentindo meio sozinho também e correu para a casa de Dougie. Ligaram para Harry e pediram para ele levar alguns outros jogos. Sentaram os quatro no sofá da sala e ligaram o tão competitivo jogo. 'Winning Eleven', pra variar um pouquinho. Danny, claro, que escolheu o jogo de futebol, com um pouco de reclamação de Tom, mas logo aceitou quando chegou sua vez de enfrentá-lo. Mas é claro, como sempre, ninguém ganhou de Danny, o que o deixava ainda mais chato.
Depois de horas e horas de video game, resolveram desligar um pouco para conversar sobre a banda. O show de gravação do dvd estava cada vez mais perto e eles nem pararam para pensar nisso.

- Alguém já tem idéia da roupa? - Tom perguntou encarando os três.
- A mínima. - Danny deu de ombros. - A gente podia fazer de boxer.
- CLARO DANNY. - Harry riu. - E a ia deixar aquelas groupies te olhando assim.
- Ia.
- Não foi uma pergunta. - Harry arqueou a sobrancelha. - Esquece isso. Próxima sugestão.
- Calças? - Dougie abriu um sorriso. Os outros três o encararam. - Vai estar frio pra gente ir de bermuda.
- É, isso é verdade. Certo, calças. E o resto? - Tom parou para pensar nas roupas de seu armário.
- Por que a gente não deixa as meninas pensarem nisso, por nós, hein? - Danny sugeriu e os outros aceitaram. Olharam para o relógio e viram que já era uma e meia da tarde. Foram buscar as meninas no colégio.

- E então, o que vamos fazer hoje? - terminou de guardar seu material e colocou a mochila nas costas.
- Ai, eu to tão cansada. - pegou o fichário nas mãos e colocou a bolsa no ombro.
- Nem vem, . A gente acabou de voltar das férias e não tem como você estar cansada. - pegou o celular, Danny tinha ligado.
- Vamos ver se os meninos querem sair ou sei lá? - foi saindo da sala.
- A gente podia tirar um dia só pra gente, não? - ainda estava copiando a matéria da lousa.
- ! Sério menina, o que você tem? Você não quer passar um tempo com o Dougie? Você ficou o dia todo sem mandar mensagem pra ele, sem falar nele... - a ajudou a guardar o material.
- Vocês falam isso porque não moram com o namorado de vocês. Sério, sentir saudade ia ser bom até. - se levantou. - Sei lá. Eu faço o que vocês quiserem fazer.
- Então a gente podia ir comer no shopping, já que hoje liberaram a gente mais cedo. - sugeriu ainda esperando as meninas na porta.
- Pode ser. Deixa eu ligar pro Danny, que ele acabou de ligar. - colocou o celular na orelha. - Oiiiiiii meu amor! - Ela disse toda animada.
- E aí, gostosa, tudo bom? Escuta, a gente tá aqui na porta.
- Na porta? Mas, meu carro tá aí! - seguiu as meninas para o corredor.
- Depois a gente passa e pega. Eu to no meu carro e o Tom no dele. A gente tava pensando em sair pra almoçar...
- Sério? A gente também. A gente tinha pensado em ir pro shopping, sei lá.
- Vem cá que a gente decide.

Elas foram até a entrada da escola e acenaram para algumas meninas e meninos que passavam por elas. Avistaram os meninos do outro lado da rua e foram em direção a eles. O professor de educação física passou por elas e deu um sorrisinho, que foi retribuído. Dougie sentiu alguma coisa estranha.
Combinaram de ir mesmo ao shopping, assim cada um comeria onde quisesse e talvez até aproveitassem para fazer algumas compras. Afinal, o que é um shopping sem compras? Nada.
As meninas andavam e bocejavam de cinco em cinco minutos. Chegaram à conclusão de que elas estavam cansadas pelo seu primeiro dia de aula e decidiram ir embora logo. Tom deixou e Dougie na casa deles, Danny deixou Harry e e foi até a escola para a pegar o carro da . Se despediram lá, assim podia seguir para a sua casa.

- Eu tava pensando... Tenho que falar com o meu tio e a minha mãe, se vai ter problema de eu ir morar com você. - Tom havia estacionado na frente da casa de e estavam se despedindo.
- Claro, . Eu não vejo a hora de você ir morar comigo. Vai ser tão bom! - Tom a abraçou e deu um beijo na testa dela.
- Então, até amanhã. - deu um selinho nele e desceu do carro. Abriu a porta de casa e olhou para atrás para acenar.
- Eu acho bom você começar a procurar um lugar pra morar. - Luís falou sem olhar para o sobrinha, trocando os canais da televisão.
- Eu já tava pensando nisso... Mas preciso falar com a minha mãe antes. - deixou a bolsa em cima da mesa e foi dar um beijo no tio.
- Ah é? E o que você pensou? Ficar na casa da ?
- Não... - 'Bobinho' - Na casa do Tom.
- Boa idéia. Ele é seu namorado e bem legal. Não acho que sua mãe vai achar problema nisso. - Luís finalmente parou de trocar os canais. Virou para e sorriu. - Que bonitinho você crescendo.
- Ai que tio avô, você, Luís! - riu e se levantou do sofá. - Vou dormir, to morta.
- , são quatro horas da tarde. - Então... Eu to acordada há muito tempo. - pegou suas coisas e subiu para o quarto.

Tomou um banho quente e foi para a internet. Viu que os meninos estavam pedindo autorização para adicioná-la no MySpace e resolveu deixar um recadinho. Não era o primeiro, porque quem estreiou foi a , mas mesmo assim ficou feliz de ser uma das primeiras futuras 31238192 amigas deles. Desligou o computador e deitou na cama. Ligou a televisão e deixou na MTV. Viu alguns clipes e imaginou quando voltaria a passar um dos clipes dos meninos. A fama estava começando e com isso, será que tudo continuaria normal? Entre todas as meninas e eles? Ela esperava que sim.

Capítulo 3 - I need you most.

- Haz?
- Oi , diga. - Harry atendeu o telefone de casa.
- Tudo bem?
- Tudo... Que foi?
- Não sei. - Harry ficou em silêncio até ela falar de novo. - Você sabe que eu te amo, né?
- Mas é claro que eu sei... Eu também te amo, . Mas você ligou pra falar isso?
- Não exatamente... Eu queria ouvir sua voz.
- , a gente se despediu há menos de uma hora. - Harry desligou a televisão para ouví-la melhor.
- Eu sei. Mas agora com as aulas e tudo mais, vai ser sempre assim. A gente vai ter que se despedir, não vai poder passar muito tempo juntos e aí você com a banda vai ficar mais ocupado, e você com asuafamachegando... - atropelava as palavras.
- , calma. Eu to indo aí. - Harry desligou antes que ela respondesse e seguiu para a casa de .

Chegando lá, a porta da frente estava aberta e ela estava sentada no banquinho que ficava na entrada. Harry a abraçou forte e colocou a cabeça no seu peito, suspirando. Harry passou uma mão nos cabelos dela e com a outra levantou o queixo dela para poder olhar em seus olhos. Ela havia chorado e Harry não estava entendo o que tinha acontecido. Deu um beijo na ponta do nariz dela e esperou que ela falasse alguma coisa. suspirou e finalmente falou.

- Eu tenho medo. - Ela quase sussurrou.
- De?
- Perder você.
- E porquê isso aconteceria?
- Eu não sei... Você já percebeu quantas mil menininhas têm no pé de vocês? Quantas meninas lindas e tudo mais? Você vai acabar me trocando um dia.
- ... Pára agora com isso. Eu não vou te trocar assim tão fácil. Não sei se você vai ficar contente com isso, mas você vai ter que me aguentar, senão por toda a sua vida, por um bom tempo. - Harry sorriu para ela. - Eu te amo.

Ficaram abraçados por um bom tempo e a hora foi passando. Começou a bater uma brisa gelada e Harry achou melhor ir para casa. tinha que dormir para o próximo dia de aula. Demoraram para se despedir, mas quando Harry a deixou, ela já se sentia melhor. Estava segura que ele a amava. Entrou em casa e foi se arrumar para dormir. Tomou um banho bem quente e deitou-se na sua cama. Ligou o rádio e caiu no sono em dois minutos.

- Bom dia. - Dougie deu um selinho em para acordá-la. - Você tem aula hoje.
- Eu já disse que eu tenho que acordar cedo, não você! - abriu os olhos devagar. - Você pode ficar dormindo.
- E não te ver saindo? Não mesmo. - Dougie sorriu e se afastou para poder se levantar. - E além do mais, você tá atrasada. - Ele apontou para o relógio.
- Sete horas? Aimeudeus, eu preciso pegar minha toalha no varal, eu preciso tomar banho, eu preciso fazer café, eu preciso...
- Calma! Sua toalha tá no banheiro, seu café tá te esperando e suas coisas já estão no carro. Eu sei, eu sou o melhor namorado do mundo. - Dougie estufou o peito. o agarrou.
- Você disse namorado? - olhou fundo nos olhos azuis dele.
- Acho que tá na hora da gente passar pra esse nível, não? - Dougie tirou os braços de de sua cintura e se afastou um pouco. Colocou a mão no bolso da bermuda e a esticou para . Os olhos dela brilharam. - , você quer namorar comigo?
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! - gritou, abriu a mão de Dougie, pegou a aliança e se atirou nele novamente. Sorrindo. - Aaaaaaaai! - olhou para a aliança. Era linda. Não era daquelas normais, era uma daquelas que o centro girava e tinha coisas escrito. - I need you most. - leu as letrinhas que ela girava sem parar.
- Posso? - Dougie pediu a aliança de volta e a colocou no dedo de . Ela fez o mesmo com a outra aliança, colocando no dedo dele e a encarando por um instante. - Não gostou? - Dougie perguntou vendo que ela olhava para a aliança no dedo dele.
- Eu só não pensei que a gente chegaria tão longe. - olhou para ele, dando um selinho rápido. - EU TENHO UM NAMORADO! - Ela gritou e riu. Correu para o banho.

- O que é isso na sua mão? - apontou para a mão direita de .
- Veja com os seus próprios olhos. - Ela esticou a mão para as três meninas. Ainda bem que tinha amigas que guardavam um lugar decente para ela na sala de aula, senão teria que sentar na primeira carteira, já que havia se atrasado.
- I need you most. - leu e sorriu. - É uma aliança?
- ÉÉÉÉ! - gritou esquecendo que a professora estava na sala.
- Não acredito! Você e o Dougie de aliança... Que lindo. - apertou a mão da amiga.
- Não é lindo? Eu fiquei tão... Surpresa. - não tinha parado para pensar que no dia anterior tinha paquerado o professor de educação física e não estava ligando para Dougie. E agora estava com uma aliança que ele tinha dado à ela para comprovar seu amor.
- As quatro aí do fundo querem sair da sala? - A professora de qualquer-máteria-chata chamou a atenção das meninas. Elas ficaram quietas e se ajeitaram nas carteiras. ficou encarando a mão direita.

Capítulo 4 - 'Cause everyone knows thats how you get famous.

O dia passou rapidamente e logo as meninas estavam almoçando juntas no refeitório da escola. Terças e quintas-feiras eram os dias que elas deveriam ficar o dia todo na escola, para aulas extras. Não exatamente o dia todo, mas até às três horas da tarde. O que parecia uma eternidade. e foram escovar os dentes após terminarem de comer, enquanto e conversavam sobre os namorados.
A semana passou rapidamente e sexta-feira logo chegou. O final de semana do show da gravação do dvd ficava cada vez mais perto e as meninas sentiam a tensão que os meninos estavam sentindo. Resolveram sair para se divertir naquela sexta-feira de lua cheia.
Foram até a Memory Lane tomar um sorvete e conversar. As meninas contaram dos professores novos, das aulas extras e das vezes que elas foram colocadas para fora da sala - que não foram poucas. Os meninos riram de como elas necessitavam conversar nas aulas, mesmo se vendo o resto do dia.

- De onde surge tanto assunto? - Tom perguntou rindo.
- Ah, sei lá. São as fofocas. - piscou para as meninas.
- Daqui a pouco as fofocas serão sobre vocês. - Harry abraçou .
- E quem disse que já não são? - estufou o peito. - Nós somos a sensação do momento.
- Ah é, ? E quem fala tanto assim de você? - Dougie a encarou, mas não conseguiu conter o riso.
- A gente é famosinha assim por culpa de vocês. - olhou para os meninos.
- Por quê? - Danny olhou com cara de desentendido, esperando respondê-lo.
- Será que é porque agora vocês são famosos? - deu um tapinha na testa dele.
- Ué, mas então, nós somos famosos. - Danny retrucou.
- Mas nós somos as namoradas de vocês. - gostava de falar essa palavra, agora que tinha uma aliança brilhando no dedo dela.
- Ah, inveja? - Danny finalmente se tocou. - Que legal.
- Não tem nada de legal, Danny Jones. - cruzou os braços. - Será aquela velha história das fãzinhas nos odiarem, cochichar quando nós passarmos do lado delas, falarão sobre a nossa vida o tempo inteiro...
- Vai com calma, . Não é tão ruim assim. - abraçou Harry de volta.

Será que não era tão ruim? Qualquer coisa que elas fizessem, seria motivo para fofoca na St. Andrews e aquela escola não era tão pequena para quase a cidade inteira de Manchester descobrir o que acontecia na vida delas.

- Eu não me importo. Quem tá com o gato da banda sou eu, mesmo. Elas podem colocar olho gordo, fazer minha bonequinha de vodoo, jogar macumba, sei lá, mas não vão me tirar dele. - agarrou Dougie e apertou a bochecha dele. Dougie sorriu.

Ficaram mais algumas horas conversando e então pediram a conta. Saíram de lá e foram para a casa de Danny, onde não iam muito, mas ele quis convidá-los para assistir um filme que ele havia alugado. Não que algum deles estivesse muito a fim de assitir um filme, mas passar mais tempo juntos seria legal.
Cada um se acomodou do jeito que dava nos sofás. sentou-se no chão, já que não havia mais lugar nos sofás, e Dougie logo deitou-se no colo dela. Danny apagou a luz e deu play no filme. fez cafuné em Dougie o filme inteiro, e não demorou muito para ele pegar no sono. e Harry não abriram a boca um minuto sequer, apenas assistiram o filme, abraçados um no outro. e Danny não conseguiam ficar tão perto e não aproveitar o momento para dar uns amassos. Tom e , o casal-fofura, trocavam beijos, abraços e comentários sobre o filme.
A noite passou rapidamente e cada um seguiu para a sua casa. Que bom que era quem dirigia o carro, pois Dougie estava caindo de sono e nunca conseguiria dirigir.
Tom deu uma carona para .

- Você falou com a sua mãe? - Tom desligou o carro assim que chegaram na porta da casa dela e abaixou o volume do rádio.
- Falei... - abaixou a cabeça de vergonha.
- E?
- E ela disse que eu posso sim morar com você. - sorriu para ele e seus olhos brilharam.
- E quando você vai se mudar?
- Assim que eu terminar de arrumar as minhas coisas e você disser que eu posso ir.
- Se você quiser ir agora, eu estou pronto. - Tom sorriu e deu um beijo de leve nos lábios de .
- Então vamos. - brincou. - Até semana que vem eu termino de arrumar tudo. Se a gente não for fazer nada nesse final de semana, eu acho que até termino antes.
- Você quer ajuda? Aposto que em dois a gente termina rapidinho.
- O Joey e a Amy estão me ajudando, mas mais uma ajuda nunca é demais. - apertou a covinha dele.
- Então amanhã eu venho te ajudar.
- Tá bem. Mas agora vai pra casa que tá tarde e eu não gosto de você dirigindo por aí sozinho. - deu um último beijo em Tom e seguiu para a porta de casa. Virou-se para acenar um tchau para ele.

Capítulo 5 - You give it all but I want more.

O final de semana foi bem normal. Os meninos ensaiaram, as meninas fizeram as lições de casa e todos se encontraram de noite. Só teve uma coisa especial, de diferente, no Domingo; o show dos meninos! Aquele show que eles não acreditavam na quantidade de pessoas que tinham comprado tickets.
Como todos os outros, o show foi um sucesso, só que dessa vez mais pessoas sabiam cantar cada verso das músicas. Os quatro saíram do palco muito bem, avisando sobre o show de gravação de DVD, que seria daqui a dua semanas, e ainda tinham alguns tickets para venda. As quatro saíram da pista e foram até o camarim, orgulhosas dos namorados, para falar com eles.

- Me fala se isso não foi demais. - Danny abraçou com um braço, segurando uma Stella Artois com a outra mão.
- Vocês estão de parabéns, gatinhos. - deu um beijo nas bochechas suadas de Danny, Tom e Harry. Olhou para Dougie, que pingava de suor e fez uma cara de nojo.
- Foi muito bom, mesmo. Ouvimos vários elogios. - abriu um sorriso para eles.
- Tá com nojo, ? - Dougie percebeu a careta dela.
- Claro, né. Parece até que você tava debaixo de chuva. - riu de Dougie.
- Mas ela é minha namorada, não pode ter nojo. - Dougie cruzou os braços, fechando a cara.
- Quem disse que não? - deu um passo para trás, afastando-se de Dougie.
- Xi, cara. Parte pra outra. - Danny disse levando um tapa de .
- É, não tinha um monte de gostosinhas gritando seu nome hoje? - Harry o lembrou.
- Vai lá fora e escolhe uma. Aposto que elas nem ligam se você tá suado ou não. - Tom tentou conter o riso.
- Vejo vocês em casa, então. - Dougie limpou o rosto na toalha e colocou a mão na maçaneta da porta. Sentiu uma mão na sua barriga.
- Eu to brincando, meu sujinho. - o abraçou e deu um beijo na nuca dele, fazendo Dougie se arrepiar.
- Vamos pra casa? - estava cansada de empacotar coisas da mudança.
- Calma, né. A gente tem que falar com o Fletch e levar os instrumento pra casa. - Harry deu um tapa de leve na cabeça dela.
- Até parece que a Jones é você. - riu e recebeu um olhar mortal de .
- Nem vem, Jones aqui, só eu. - deu um beijo rápido em Danny, em um dos poucos momentos que e a cerveja não estava na boca dele.
- Isso aí. - Ele a beijou de volta.
- Poxa, Dan, e o nosso caso? - fez uma cara de desapontada para ele.
- E o nosso? - foi ao lado de , para encarar Danny também.
- Ei, eu tive um caso primeiro! - se soltou de Dougie e foi pra o lado das meninas.
- Caramba, Danny. Uma só não tá bom? - Harry olhou para a cara das três meninas.
- Uma só não dá conta de toda essa gostosura. - respondeu piscando para Danny.
- É, mas eu consigo. - puxou Danny para um beijo sufocante e as outras três riram.

Ficaram lá até o Fletch aparecer, conversar, elogiar, entregar o dinheiro do show e dar uns toques sobre a gravação do DVD.
Voltaram cada um pra sua casa e descansaram para a semana que estava prestes a começar.


Segunda feira amanheceu cinzenta, mas não fazia muito frio. As meninas foram sem vontade para a escola e os meninos resolveram dormir até mais tarde, para descansar bastante do dia anterior.

- Ei, algum assunto pra hoje, meninas? - sussurrou para as três amigas.
- Pega uma folha pra gente conversar. - disse para ninguém em especial, mas arrancou a última folha de seu caderno.

'Oi!' - Ela escreveu e passou para , que estava na sua frente.
'hey meus amores! to com preguiça de prestar atenção nessa aula. alguém tem assunto?' - Ela passou para , que estava do seu lado direito.
'na verdade, não =/ vocês tão quase o tempo todo comigo, sabem do que tá acontecendo.' - passou para , que sentava atrás dela.
'isso é verdade... ? nenhum babado, rainha da fofoca?' - O papel voltou para .
'bem... acho que o único é que o Heath deu umas olhadas pra mim... mas babado BABADO, nada não.' - O papel seguiu o mesmo curso.
'mentira, !! OMG. e você nem contou pra gente? quando que aconteceu isso?'
'ELE deu umas olhadas pra você, ou foi ao contrário? haha.'
'conta tudo, menina. haha'
'ah, foi acho que na quinta feira da semana passada. na nossa aula. na hora que terminou, eu tava ajudando a guardar as bolas lá e aí ele tava naquela salinha de almoxarifado. daí ele perguntou meu nome e disse que lembrava de mim de algum lugar. daí eu perguntei se não tinha sido do primeiro dia que ele tava na escola, que eu tava no pátio e com a maior cara de pau, não tirei os olhos dele.'
'você tá brincando que disse pra ele que você tava secando ele! aimeudeus.'
'ela é a , . ela faz tudo que dá na telha. mas e aí??'
'safada! você já tava com a aliança do Dougie.'
'ah, falei né. haha. é então, daí a gente ficou conversando um pouco e tudo mais e chegamos na pergunta de namorados e namoradas. daí ele comentou que só tinha namorado sério uma vez na vida, mas que já tinha acabado ano passado. e perguntou pra mim.. e sabem, eu não resisti, né. disse que tava sozinha :X '
'! não acredito que você fez isso com o Dougie! aaai, não acredito.'
'não vou falar nada.'
'impossível. você não traiu o Dougie! me diz que não, .'
'haha. to brincando mesmo. eu nem falei nada, só mostrei minha aliança maravilhosa pra ele. daí ele disse que já tinha visto aquela frase em algum lugar, aí eu comentei que era de uma música da banda do meu namorado.'
'poxa, perdeu a graça querer saber agora! haha'
'! muito bem. é assim que eu gosto da minha amiga.'
'aaah bom. sabia que você não seria capaz de fazer isso.'
'ai gente, vocês falam como se eu fosse qualquerzinha aí, que nem a Keeley. mas então, adivinhem só? ele conhece McFly e gosta! não é lindo isso? nosso professor de educação física gosta da banda dos nossos namorados!'
'haha, ninguém é igual a Keeley.'
'aaaaaaai, que lindo! ele pode pedir vips pra você, !'
'é, ele vai te usar, honey.'
'que use! vamos pro intervalo, vai.'
'vaaaamos.'
'táá.'


E nem precisou responder o bilhetinho, só leu, rasgou em mil pedacinhos e jogou no lixo que ficava na porta da sala.

Capítulo 6 - Damn, this guy can make me smile.
( narrando)

Depois da aula, resolvemos ir até uma lanchonete nova que tinha sido inaugurada na semana passada, na rua da casa da . Cada uma pegou o seu carro e paramos na frente do lugar. Estava bem movimentadinho. Pedimos mesa para quatro e entramos lá. O garçom (gato) nos trouxe cardápios e começamos a folhear. Tinha bastante opção, mas eu quis uma empadinha e um suco natural. Enquanto esperávamos o nosso pedido ficar pronto, a começou a falar.

- Vocês pararam pra pensar que já é nesse final de semana, o show do DVD?
- Sim! Eu to tão feliz pelos meninos. - A deu um sorriso enorme. - Vocês não?
- Claro que sim. - Eu respondi olhando para as duas, que sorriam que nem bobas, e depois olhei pra , que tava sem expressão. - Que foi, ? - Ela não respondeu, parecia estar longe. - ? ! - A chamei de novo e uma lágrima escorreu pelo olho dela. Ficamos preocupadas.
- , o que aconteceu? - A passou a mão no cabelo dela e com a outra, limpou a lágrima dela.
- Eles tão crescendo tão rápido. - Ela falou com uma voz manhosa.
- Oh, mamãe, não precisa chorar. - também passou a mão no cabelo dela.
- Ah, gente, mas... Ai, eu to tão orgulhosa deles. - chorou mais um pouco, mas logo depois ela mesma enxugou as lágrimas.
- Honey, é só por isso que você tá chorando? - Eu olhei pra ela e as outras duas me olharam de cara feia.
- Ah, ... Também. - Ela respondeu ainda chorosa.
- Então fala o que mais você tá sentindo. - Já que ela não foi direta, eu tive que perguntar.
- A gente não vai ter a mesma vida de antes.
- E por quê? - Foi a vez da perguntar.
- Porque a gente não vai mais conseguir sair por aí com eles, eles vão passar a maior parte do tempo ensaiando... Vai faltar atenção pra gente.
- Sabe, , teve um dia aí que eu liguei pro Harry, ele veio em casa e me confortou. Eu disse que tava com medo dele me trocar por alguém, sei lá e ele disse pra eu ficar tranquila e tudo mais. - Eu falei lembrando daquela noite.
- Mas , a sabe que o Dougie não vai trocá-la, não é esse o medo dela. - olhou para nós duas e a abaixou a cabeça.
- Duvido. - Eu simplesmente falei e ficamos quietas por um tempo, até o garçom (já disse que ele era gato?) nos servir e se afastar da mesa.

Comemos em silêncio. Provavelmente todas estavam pensando na mesma coisa. Confiávamos nos nossos namorados, mas estávamos inseguras com tudo o que viria pela frente. Terminamos de comer e já pedimos a conta. Elogiamos o atendimento e a comida e fomos para a frente dos carros. Ficamos nos olhando, lendo a mente de cada uma. Acordamos do transe, com um susto. Algum idiota passou buzinando, porém diminuindo a velocidade.

- Ê, filho da... - Parei de falar quando vi quem era.
- Ei gatinhas. - Danny gritou piscando para nós, do banco do passageiro do carro do Tom. - Se assutaram? - Ele riu daquele jeito que eu achava engraçado.
- Magina, Danny, a gente nem tava distraída. - Enquanto o sacaneava, Tom ia encostando o carro.
- O que vocês tão indo fazer? - Perguntei quando eles atravessaram a rua para chegar até a gente.
- Nada. A gente acabou de almoçar com o Fletch e tava indo deixar o sem carro aqui na casa dele. - O meu Harry apontou para o Dougie.
- Tá na hora de tomar vergonha na cara e tirar sua carta, hein Poynter? - Tom apertou o alarme do carro e se juntou à gente.
- Enquanto eu tiver uma choffer aqui, não preciso. - O Dougie foi abraçar a , que ainda tava meio mal. Eu precisava conversar direito com ela depois...

Todos se cumprimentaram e se despediram rápido, queríamos ir pra casa logo. Dougie entrou no carro da e pudemos ver os dois chegando em casa, já que a lanchonete em que estávamos, era na rua deles. Entramos cada um no seu carro. Só Tom teve que voltar sozinho. Danny entrou no carro de e o Harry no meu. Ele pediu pra que eu deixasse ele dirigir, então entrei pela porta do passageiro. Fomos conversando até a minha casa.

- , você sabia que a gravação do nosso DVD é nesse final de semana?
- Claro que sim. A gente tava falando disso lá na lanchonete.
- Ah, é? E o que vocês tavam falando? - Na hora que o semáforo fechou, ele olhou para mim com aqueles olhos azuis que me matam.
- Que a gente tá orgulhosa de vocês. - Ele me deu um selinho rápido e voltou a dirigir.

Chegamos em casa e ele desligou o carro. Saímos de lá e ficamos encostados - na verdade, o Harry escostou na porta do carro e eu fiquei entre as pernas dele. Nos abraçamos e nos beijamos, como sempre fazemos.

- Até amanhã, meu amor. - Ele me deu um último beijo.
- E como você vai pra casa? - Eu apontei para o meu carro.
- Er... - Ele coçou a cabeça e eu ri. Ouvi uma buzina.
- E aí, dois! - Joey parou o carro para falar com a gente.
- Tudo bom? - Eu fui até lá para dar oi para ele. - Quanto tempo.
- É, não te vi mais na escola. - Ele me cumprimentou de volta e também o Harry. Olhei para os dois. - Ei, Joey, você pode levar o Harry pra casa dele?
- Claro. Ele mora na rua de trás da minha. Sem problemas.
- Não precisa, Joey. Não quero te atrapalhar.
- Não cara, entra aí. A gente vai conversando e eu não fico sem companhia pra voltar pra casa. - Ele disse simpaticamente.
- Ok, valeu cara. Tchau, meu amor. - Harry deu um beijo rápido e um abraço em mim e entrou no carro de Joey.

Entrei em casa e coloquei as chaves do carro em cima da bancada de vidro que tinha logo no hall de entrada. Fui até o meu quarto para poder tomar um banho e vi que junto das roupas limpas e passadas - que a moça que trabalhava em casa havia lavado -, tinha um buquê de flores e mais alguma coisa junto. Fui até lá para ver. Havia uma cartinha, uma caixa de bombons e uma outra caixinha embrulhada. Peguei primeiro a carta. Li alto para mim mesma.

", antes de ler essa cartinha, abra a caixa embrulhada." Peguei a caixa e abri, havia uma caixinha preta lá dentro, no meio de um monte de bexiguinhas. Continuei a ler. "Tem uma caixinha preta aí dentro, não tem? Bem, antes de você abrí-la, eu queria que você lesse algumas coisas que eu preciso que você saiba: desde aquele dia na Memory Lane, quando o Tom pediu pra você adivinhar a música que eu tinha escrito pra você e o prêmio seria um beijo, eu comecei a ver o meu mundo com outros olhos. Percebi que faltava algo em mim, algo que há algum tempo eu estava de olho, mas o medo não me deixava completar esse vazio dentro de mim. E foi naquele dia que eu vi a minha chance e não a desperdicei. Senti que estava completo e feliz ao seu lado e quero te agradecer por tudo o que passamos em apenas dois meses. E pela intensidade do meu sentimento, que eu espero que seja igual à sua, eu acho que já está na hora de passarmos para a próxima fase, para termos algo um pouco mais sério. Pode abrir a caixinha agora." Eu enxuguei as lágrimas que rolavam pela minha bochecha. Abri a caixinha e meus olhos brilharam, assim com o que tinha lá dentro. Sorri e continuei a ler. "Sim, é isso mesmo. , quer namorar comigo?". Gritei um 'sim' para mim mesma e terminei de ler a cartinha. "Eu realmente espero que você aceite. Eu te amo!" Fechei a carta e liguei correndo para ele. Chamou apenas duas vezes e Harry logo atendeu.

- Fala, meu amor. - A voz maravilhosa dele ecoou do outro lado da linha.
- Sim, sim, sim! - Eu dizia feliz e sem parar.
- Sim o quê, sua louca? - Ele riu, sabia que estava fingindo.
- Sim, eu aceito namorar com você!
- Eu sabia que você ia aceitar. Gostou da surpresa?
- Gostei, mas queria que tivesse sido pessoalmente, aí eu poderia responder te beijando.
- Teremos tempo para você fazer isso, não se preocupe, minha namorada. - Meus olhos brilharam ao ouvir como ele me chamou.
- Então a gente se vê amanhã?
- Com certeza. Vá fazer suas coisas da escola e descansar, pra amanhã a gente poder aproveitar bastante.
- Tá bem, meu amor. Te amo muito.
- Eu também, você sabe. - Ele mandou um beijo e desligou.

Me joguei na minha cama, suspirando e sorrindo que nem uma criança quando vê o papai noel, senta no colo dele, pede seu presente e no dia de natal, ganha o que pediu. OK, essa comparação foi horrível, mas eu tava bem feliz. Levantei e fui tomar um banho. Tinha trezentas lições de casa para eu fazer e à noite ia passar um filme interessante na televisão. E afinal, amanhã tinha aula. Ainda era segunda feira. Mas não foi uma segunda feira chata dessa vez, foi especial.

Capítulo 7 - Times like these we'll never forget.
( narrando)

"BÉÉHBÉÉHBÉ..."

Bati delicadamente no despertador e fui tomar meu banho. Terça-feira. Cada vez mais perto do final de semana, mas parecia que o relógio andava pra trás. Sequei meu cabelo um pouco e desci para tomar café. Peguei dinheiro no cofrinho que ficava do lado da porta de entrada e fui para o meu carro. Cheguei na escola e fui cumprimentar as meninas. Pra variar, a tava atrasada. Bateu o sinal e a gente foi entrando pra pelo menos guardar lugar pra ela. Ela chegou ao nosso lado assim que entramos no corredor dos nossos armários. Deu um oi "normal" e entrou na sala. Sentamos todas perto e esperamos o professor de geografia entrar. Não deu nem tempo de conversar direito e ele já tava lá na frente, passando uma tonelada de matéria.
Pra variar, aqueles 50 minutos pareceram 3 horas, mas finalmente o sinal bateu. Normalmente os professores demoravam de 5 a 10 minutos pra entrarem na sala, então aproveitamos a troca de aula pra conversar.

- Agora que estão todas aqui, eu tenho uma coisa pra contar. - virou-se para trás pra poder ver todas. também virou-se.
- Conta. - Eu sorri pra ela. Ela simplesmente esticou a mão direita e uma coisinha brilhou no dedo dela.
- Ah, mentira!
- Ainda bem que não. - Ela deu um sorriso enorme.
- Que lindo, ! Viu só, tava toda com aquele medo idiota dele te trocar ou sei lá e agora tem uma aliança brilhando no seu dedo. - Eu peguei a mão dela pra ver melhor.
- Deixa eu ver. - pediu, esticando a mão. - "" e "", que lindo!
- Aham. - pegou a aliança de volta e enxugou uma lágrima que tinha escorrido do olho direito dela. Ela e viraram pra frente, assim que o professor de física entrou.

Legal. Mais uma aula pra contar quantas luzes têm nessa sala.
É claro que essa aula também demorou pra passar, mas quando bateu o sinal, fomos liberados para o intervalo. Nos levantamos juntas e fomos as quatro para a cantina. Pedimos o mesmo de sempre e fomos sentar no nosso lugar preferido. Lá estava ela, a nossa árvore. Uma das únicas que tinha uma sombra grande e refrescante daquele pátio. Era uma maple tree, a única que no outono não ficava sem folhas e que no inverno era coberta por flocos de neve. A árvore era importante nas nossas vidas, ela tinha até nome: Maree. Uma brincadeirinha juntando maple com tree. Foi debaixo daquela árvore que nós quatro ficamos amigas. Lembro até hoje do dia, de dois anos atrás...

*Flashback...

Era tudo novo pra mim. Escola nova, casa nova, cidade nova, país novo, vida nova. Meu tio tinha resolvido se mudar, na verdade, a empresa dele o mandou para fazer um estágio fora do país. Eu fiquei sabendo uma semana antes dele embarcar, que o tal país seria a Inglaterra. Como sempre foi meu sonho conhecer o país cinzento e meu tio já tinha pedido permissão para me levar pra minha mãe, corri para arrumar as minhas malas. Era Agosto de 2003 e eu nem pude me despedir dos amigos brasileiros, mas tinha certeza que eles entenderiam a minha pressa.
Cheguei na Inglaterra e me instalei na casinha que meu tio tinha alugado. As aulas começariam em duas semanas e eu tinha que me preparar.
Fui atrás do uniforme, dos materiais e do que era preciso fazer. A St. Andrews ficava a mais ou menos duas milhas da minha casa e era caminho para o meu tio, então ele começou me levando e depois eu me virei, com o meu carro.
Desci do carro e meu tio tee que me acompanhar. Como maior (ir)responsável, ele precisava assinar algumas coisas com o diretor. Não tive problemas, já que achava meu tio um amor e além disso, bem gato. Ele andou comigo até a diretoria, com o braço em volta de mim e preciso dizer que todos me olharam. Sabia que muita gente ia me olhar, por eu ser nova, mas tenho certeza que me olharam por causa do Lu.
O diretor me levou até a minha sala. A sala 8. Me sentei na 4ª carteira da fileira do canto direito e ajeitei as minhas coisas. Havia mais uma menina nova na sala e então os professores pediam pra gente se apresentar. Legal, era brasileira. , disse ela. Os pais tinham arranjado um trabalho aqui e ela teve que vir junto. O primeiro sinal do intervalo tocou e eu aproveitei para dar uma volta no pátio, para ver as pessoas que dividiriam o mesmo espaço comigo, por pelo menos dois anos.
Vi uma árvore linda no meio do jardim. Parecia coisa de filme. Aquele gramado verdinho, enorme, com os alunos de uniforme sentados comendo, conversando, ouvindo música, dormindo e alguns até se pegando. Ri de algumas cenas e fui direto pra debaixo daquela árvore que tinha chamado a minha atenção, já quer era enorme e fazia uma sombra gostosa. Me sentei e peguei meu celular novíssimo na mão. Não deu nem tempo de mandar uma mensagem pra minha melhor amiga, fui interrompida.

- Han... Oi? - Uma menina parou na minha frente com dois meninos ao lado dela. Percebi que a tal da estava atrás dela.
- Oi... - Eu mordi meu lábio sem saber o que fazer. Já tinha visto aquela menina, tinha certeza...
- É que esse é o nosso lugar. - Um menino baixinho, moreno, com piercing no lábio e bem estiloso falou, apontando pra mim.
- Ai, desculpa. É que eu sou nova aqui e não sab...
- É, você tá na nossa sala. - O outro menino, bem parecido com o outro que ainda tinha o dedo apontado pra mim, só que loiro, falou. Há! Era daí que eu conhecia a menina, da minha sala.
- Não, fica aí. - A menina (ainda sem nome) disse enquanto eu ia me levantando.
- Aproveite pra conhecer as pessoas mais legais. - O loiro riu e sentou-se ao meu lado. - Dougie, prazer. - Ele estendeu a mão e eu a apertei.
- , mas pode me chamar de . Prazer.
- É, a gente sabe. Marco. - O outro menino estendeu a mão e eu o cumprimentei também.
- . Mas, , por favor. - Ah, sim, a menina tinha nome.
- , mas você já deve saber. - A brasileira da minha sala riu. Todos se sentaram debaixo da árvore, em círculo e então as perguntas começaram.
- Vocês não são daqui, né? Eu notei pelo sotaque. - Eu falei olhando pra eles.
- Nós dois somos brasileiros também. Só o Dougie é britânico. - A disse fazendo cara de nojo pra ele.
- Ele tá de intrometido aqui. - Marco riu.
- É, nem sei porque eu to nessa escola. - Dougie abaixou a cabeça.
- Calma, é só até alguma banda sua dar certo. - fez carinho na cabeça dele.
- Você toca? - A perguntou.
- Aham, baixo. - Dougie sorriu.
- Mas é meu baixista. - deu ênfase no "meu".
- Vocês são namorados? - Perguntei e fui fuzilada com os olhos dos dois e com os do Marco também.
- Não, a gente só mora junto. - Dougie disse com um tom diferente.
- Hum... - Eu tava sem graça pelo jeito que eles me olhavam.
- Depois, se ficarmos amigas, que pelo jeito vamos, eu te conto toda a história. - A me tranquilizou. O sinal bateu e os três falaram um "afe" juntos. Eu e rimos.

Voltamos para a sala e já nos ajeitamos perto um do outro. Na verdade, só eu e a mudamos de lugar, já que os três já sentavam juntos, no fundo.
As aulas passaram rapidamente e o sinal do segundo intervalo logo tocou. Esse intervalo tinha só 15 minutos, enquanto o primeiro tinha meia hora. Fomos para a mesma árvore e conversamos mais. Descobri que naquele dia, o Dougie tinha uma audição para uma banda. Ele tava morrendo de medo e tentava acalmá-lo. Me ofereci pra acompanhá-los e eles aceitaram. Voltamos para a sala para as duas últimas aulas e depois fomos almoçar juntos. Liguei para o meu tio pra avisar que eu voltaria mais tarde pra casa e quando descobri pra onde eu ia, contei pra ele e ele me deixou ir. Supresa! Seria em Londres a tal audição. Estava esperando alguém me levar pra conhecer a cidade e então eles prometeram que no outro final de semana fariam isso. Pegamos um trem e partimos pra Londres.
Chegando lá, pegamos o metrô, o tão famoso "The Tube" e achamos o estúdio que tava cedendo espaço para a audição. Só havia mais dois baixistas esperando serem chamados. Dougie tremia a cada segundo que passava. Quando o segundo menino entrou e, portanto, só faltava ele, Dougie pediu licença pra ir ao banheiro. Quando voltou, começou a rir dele e pegou um lencinho pra limpar a boca do mesmo. Ele tinha ido vomitar! (É, ele é zoado até hoje) Dougie entrou, se apresentou e voltou para perto da gente, que estava mandando energias positivas. Ele chegou com um sorriso no rosto e avisou que a seleção seria divulgada no dia seguinte.
Voltamos para Manchester e fomos cada um para a sua casa. O outro dia seria tenso até a hora que Dougie recebesse (ou não) a ligação. Acordei, fui pra escola, direto pra sala e me sentei ao lado dos quatro novamente. Assistimos às aulas, fomos para os dois intervalos, assistimos as duas últimas aulas e ficamos debaixo da nossa árvore na hora da saída, esperando o telefone de Dougie tocar. Uma menina apareceu na nossa frente, toda envergonhada.

- Você que é o Dougie? Poynter? - Ela perguntou.
- Aham. - Dougie desgruou os olhos do celular por um minuto, para olhar pra menina.
- Hum, você foi pra audição da banda lá em Londres ontem, né? Pra ser baixista?
- Sim.
- Sabia! Pera aí. - A menina virou-se e chamou alguém. Um menino moreno de olhos azuis, um tanto quanto alto, apareceu e nos cumprimentou. Vi os olhos de se arregalarem. - Ah, me desculpem. Eu sou a e esse é o Harry. Ele fez a audição para baterista ontem e adivinhem? Ele foi escolhido.
- Wow, parabéns cara. - Dougie o parabenizou. - Sentem-se.
- Valeu. E acho que teu telefone vai tocar daqui a pouco.
- To realmente esperando que sim.
- Dougie, e os bons modos? - o cutucou.
- Ahm você tá bem grandinha pra se apresentar. - olhou feio para ele. - Tá. Harry, , esses são , Marco, e . - Nós os cumprimentamos. - Os quatro são brasileiros. - Dougie virou os olhos.
- Eu também sou e logo percebi isso. - riu.
- Dougie...
- Que foi, ? - Ela apontou para o celular dele. - Ahn... Alô? Ele mesmo. Posso. Claro que eu quero! Wow. Dude. Valeu. Valeu mesmo. Amanhã? Combinado! Falou. Cheers. - Dougie desligou o celular e sorriu. - Fui escolhido!
- Aaaaah! - gritou e se jogou em cima dele.
- Parabéns, cara. - Marco o abraçou.
- Muito bem, Dougie. - Eu e sorrimos para ele.
- Eu sabia que você ia ser meu companheiro. - Harry riu e apertou a mão dele.
- Parabéns. - deu um beijo na bochecha dele e fez cara feia. Eu ri.
- Valeu gente. Olha só, amanhã a gente vai ter o primeiro encontro com a banda e eu quero que vocês venham comigo. - Dougie sentou-se novamente.
- Claro! Onde? - Eu perguntei.
- Em uma sorveteria... Lanchonete, sei lá, que tem aqui em Manchester.
- É na Memory Lane, Dougie. - Harry sorriu. - Nos vemos amanhã.
- Com certeza. - Dougie sorriu também.
- Você não estuda aqui? - Eu perguntei antes dele ir embora.
- Não, larguei a escola. - Harry riu mais ainda e nós também.

e Harry se despediram e nós ficamos mais um pouco lá, conversando. Fomos cada um para a sua casa, assim que a fome bateu.
Fomos para aula no dia seguinte e à noite nos encontramos na tal da Memory Lane. E a partir daquele dia, as coisas nunca mais foram as mesmas...

*End flashback...

Ficamos debaixo da Maree até o intervalo acabar e voltamos para a sala. Não demorou muito para o dia acabar e eu ir logo para a minha casa. Ou ex-casa? Meu tio ia embora no final da semana e eu já estava terminando de encaixotar as minhas coisas, para levar pra casa do Tom. Fiz o almoço e servi meu tio e a Tracy. Joey apareceu lá e eu preciso admitir que tava com saudade dele. Mesmo ele me ajudando com as caixas, fazia quase uma semana que ele não aparecia lá. Só vinha a Amy. Ele me ajudou a terminar de arrumar as minhas coisas, deixando pra fora só meu uniforme, pijama e algumas trocas de roupa, que eu colocaria em uma malinha depois. Eu tinha combinado com o Tom que iríamos chamar um caminhão de mudanças na quarta-feira (amanhã!) e eu me ajeitaria lá com ele até sexta.
Passei a tarde fazendo lições e assistindo televisão. Fui dormir não muito tarde, já que tava cansada. Precisava sonhar com o meu amor...

Capítulo 8 - Everybody's got their problems.
( narrando)

Finalmente o sinal da última aula tocou. Me despedi das meninas e fui pra casa. Eu tava necessitando descansar. Ainda era quarta-feira e o relógio não ajudava pra passar logo. Fiz meu almoço, almocei, dei uma ajeitada na casa, tomei um banho e coloquei uma roupa confortável. Fui pro computador, já que na televisão não tinha nada que prestasse e as minhas lições estão em dia.
Entrei no MySpace, respondi os recados, fucei em alguns sitese finalmente abri o MSN, mas não entrei. Dei uma olhada nas pessoas que estavam online e das interessantes, somente Danny, Dougie e Amy.

*; the surfer babe is now online.

Vi a janelinha de Danny piscar. Um sorriso apareceu involuntariamente no meu rosto.

Danny Jones says:
hey, minha surfer babe! como você tá?
; the surfer babe says:
oii! to ótima e aí?
Danny Jones says:
muito bem também. e aí, vamos sair hoje?
; the surfer babe says:
ai, , eu queria muito, mas eu to tão cansada =/ acho melhor a gente sair na 6ª mesmo, que tal?
Danny Jones says:
daí eu é que não vou poder. tenho que descansar pra sábado, né gostosa.
; the surfer babe says:
hum... fazia tempo que você não me chamava assim. então a gente sai todo mundo junto depois do show, huh?
Danny Jones says:
claro, nossa 1ª after party depois de uma gravação de DVD! eu to tão feliz com isso tudo, amor.
; the surfer babe says:
eu sei! e é pra estar mesmo. tudo vai voltar a dar certo e pra melhor, você vai ver =]
Danny Jones says:
assim espero.

Dougie. Zukie's in my heart asked your attention.
; the surfer babe says:
já te disse que eu ODEIO quando você aperta esse botãozinho?
Dougie. Zukie's in my heart says:
provavelmente, haha. como você tá, queridinha?
; the surfer babe says:
ai, Dougie, você é insuportável!
eu to bem e você?
Dougie. Zukie's in my heart says:
aham. tá falando com o Jones?
; the surfer babe says:
sim senhor. por quê?
Dougie. Zukie's in my heart says:
é que ele tava choramingando pra mim até a hora que você entrou e daí ele parou de me responder :(
; the surfer babe says:
é porque ele veio falar comigo. você sabe que ele não consegue fazer muita coisa ao mesmo tempo.
Dougie. Zukie's in my heart says:
haha. nossa, vou falar pra ele!
; the surfer babe says:
vai lá, bebê. conta tudo pro titio.
Dougie. Zukie's in my heart says:
tonta.

Danny Jones says:
amor, vou tomar banho. até depois.
te amo muito, minha gostosa.
; the surfer babe says:
vai lá, meu gostoso. te amo mais.

*Danny Jones is now offline.

Dougie. Zukie's in my heart says:
ah, ele só me deu tchau! nem respondeu o que eu tinha perguntado =\
; the surfer babe says:
que dó de você =P
o que você tá fazendo? estranho você no pc sem a .
Dougie. Zukie's in my heart says:
besta.
a gente não nasceu grudado, .
; the surfer babe says:
seu grosso! só queria saber dela.
Dougie. Zukie's in my heart says:
ela chegou, colocou o almoço na mesa, comeu, tomou banho e foi pro quarto dela.
; the surfer babe says:
quê? por quê?
Dougie. Zukie's in my heart says:
nem sei. bati lá na porta dela e ela não fala nada.
; the surfer babe says:
e por que você não entrou lá?
Dougie. Zukie's in my heart says:
porque tá trancada...
; the surfer babe says:
eita! o que você fez, senhor Poynter?
Dougie. Zukie's in my heart says:
nada! nada mesmo. até ontem, tava tudo normal. a gente assistiu filme junto, lá na sala; depois ela foi dormir e eu fui dar um beijo de boa noite. hoje de manhã ela saiu e eu ainda tava dormindo. ou seja, não troquei UMA palavra com ela.
; the surfer babe says:
tem alguma coisa estranha aí, então. me diz, na 2ª feira, vocês conversaram?
Dougie. Zukie's in my heart says:
hum... sobre nada demais.. o Zukie tava doente, daí logo que a gente chegou aqui, a gente levou ele pro veterinário.
Dougie. Zukie's in my heart says:
ah NÃO! isso foi ontem! 2ª que a gente viu filme e tals.
; the surfer babe says:
e não conversaram?
Dougie. Zukie's in my heart says:
não... ontem eu conversei mais com a veterinária do que com a .
; the surfer babe says:
veterináriA?
Dougie. Zukie's in my heart says:
é, ela é nova lá. o antigo veterinário do Zukie tá viajando, daí essa Colbie que nos atendeu.
; the surfer babe says:
han... Dougie, sem querer me intrometer (mais), o que você conversou com essa Colbie? tipo, sem ser sobre o Zukie?
Dougie. Zukie's in my heart says:
ahn, ela me reconheceu, na verdade. daí ficou falando da banda e tudo mais. daí a ficou meio como um plano de fundo lá, né...
; the surfer babe says:
então tá aí o problema, Dougie.
a tá morrendo de medo do que possa acontecer quando vocês voltarem com a fama toda, que agora vai ser pior do que nunca.
Dougie. Zukie's in my heart says:
mas medo do quê?
; the surfer babe says:
de você trocá-la por alguma fã, de você dar menos atenção...
essas coisas.
Dougie. Zukie's in my heart says:
mas eu não vou trocar a por ninguém! eu amo aquela coisinha, eu nunca faria isso. e ela sabe.
não sabe?
porra, eu dei uma aliança pra ela com uma frase da música que eu escrevi pra ela e só pra ela, ela mora na minha casa, o que já nos obriga a nos ver todos os dias, eu sou um bom amigo, a gente já se conhece há 4 anos...
que porra, não tem como eu fazer nada desse tipo. isso é pra fracos.
; the surfer babe says:
é Dougie, mas não adianta você falar isso pra mim. você tem que falar isso pra ela. conversa com ela, sério. pega um momento que ela esteja sem fazer nada, mas que esteja de bom humor e conversa. ela tá precisando disso.
Dougie. Zukie's in my heart says:
vou tentar fazer isso amanhã. deixa ela descansar um pouco lá no quarto dela.
e agora eu tenho que ir cuidar do meu outro bebê.
valeu pelas dicas aí, .
beijo e manda um beijo na bunda do fedido do Jones.
; the surfer babe says:
de nada, to aqui pra isso.
pode deixar que eu mando. um beijo pra você também.

*Dougie. Zukie's in my heart is now offline.

Atualizei meu MySpace pela última vez e desliguei o computador. Fui para a cozinha pegar qualquer coisa para comer e sentei na frente da televisão. Já eram sete horas da noite e isso me fez pensar como o tempo passa rápido. Não que eu tenha percebido isso só agora, mas ele realmente passa.
Olhei para mim e percebi que precisava de um banho. Esperei terminar o episódio de Friends que estava passando na TV, a desliguei e fui levar o potinho que eu tinha colocado 'qualquer coisa pra comer' pra cozinha. Voltei pra sala para poder subir as escadas e a campainha tocou. Pulei de susto involuntariamente e fui até o olho mágico. Meu coração bateu mais rápido ainda.

- Danny?
- Eu não aguentei não vir te ver. Não precisamos sair, então você não tem desculpa de estar cansada. - Ele entrou em casa, me dando um beijo.
- Hum, tá bem. Não vou fugir. - Ele riu e me abraçou.
- O que você tá fazendo? Até a TV tá desligada.
- Tava indo tomar banho...
- Huuum, então vamos? - Ele me olhou com aquela cara de safado que eu mais amava no mundo.
- Claro. - Respondi piscando pra ele e agarrando o pescoço daquele gostoso. Subimos as escadas juntos.

Capítulo 9 - I'll be there for you, like I've been there before.
( narrando)

Acordei e agradeci por ser sexta-feira. O final de semana finalmente estava mais próximo do que nunca. Quinta-feira foi insuportável. Perdi a hora e nem fui pra escola. Dormi até meio dia e fui tomar um bom banho. Fiz o almoço, almocei sozinha e passei a tarde toda vendo televisão. Não atendi nem o telefone de casa e nem o meu celular em nenhuma das 12 vezes que cada um tocou. Sim, eu contei. Respondi só uma mensagem que o Dougie enviou duas vezes, perguntando se eu tinha acordado, se tinha almoçado e se eu precisava de alguma coisa. Só falei que tava bem e mandei um coração no final.
Ainda não tinha conseguido conversar com o Dougie.
Na segunda-feira, assistimos filme juntos e eu acabei dormindo no colo dele. Ele me levou até meu quarto e me deu um beijo de leve de boa noite.
Na terça-feira, tivemos que levar nosso filhote, o Zukie, no veterinário. Passamos o dia todo lá, o que, pra mim, foi uma perda de tempo. Se o Dougie tivesse deixado eu levar o Zukie sozinha, demoraria bem menos. Tudo estava indo bem até sabermos que o antigo veterinário do Zukie, o senhor Peanut, tava viajando e a filha dele o estava substituindo. Sem problemas, até ela quase ter um ataque ao ver o dono do Zukie. Nunca vi uma profissional tão desequilibrada. Ela fez mil e uma perguntas pra ele e ao invés do Dougie se preocupar em pedir pra ela diagnosticar o seu tão-amado-lagarto, ele respondia tudo sorrindo.E ainda deu um ingresso para o show da gravação do DVD. Se ela realmente fosse fã, já teria o seu. Qunado ela percebeu que tinha passado tempo demais sem fazer nada, pediu desculpas e finalmente percebeu a minha presença e acho que a de Zukie. O examinou e viu que era um probleminha nos rins, como se fosse uma pedra no rim, que os humanos têm. Tínhamos que dar mais água pra ele e ver se ele tava eliminando todo o líquido adequadamente. Voltamos pra casa e logo fomos dormir.
Na quarta-feira, eu cheguei stressada da escola, apenas por perceber que eu não tava mais conseguindo prestar atenção em nenhuma aula, por ficar pensando no Dougie. Fiz e servi o almoço e fui para o meu quarto. Cuidei do Zukie, porque nem isso o Dougie tava fazendo. Tomei meu banho, vi TV, desci pra jantar e vi que Dougie tava no computador do quarto dele e ele nem desviou os olhos da tela pra me olhar. Comi em silêncio e voltei para o meu quarto. Conectei o iPod no rádio, coloquei no shuffle e peguei rapidamente no sono.
Acordei ontem e ele já tinha saído de casa, precisava ensaiar com os meninos. Voltou tarde e eu só ouvi a porta do meu quarto abrindo, mas continuei de olhos fechados. Ele sentou-se ao meu lado e deu um beijo nos meus lábios. Ficou fazendo carinho nos meus cabelos e eu senti que ele tava chorando. Ele sussurou no meu ouvido: "eu amo você e você nem consegue perceber o quanto", me beijou mais uma vez, me cobriu e saiu do quarto. Eu sorri e dormi, mais feliz.
Combinei entre as meninas de não ir pra escola na sexta-feira. Íamos arrumar tudo para o dia seguinte. Não que tivesse alguma coisa pra arrumar, mas tudo era motivo para faltar na escola.

- Bom dia, ! - bateu na porta uma vez e já foi entrando em casa.
- Bom dia querida. Nossa, que sorriso é esse na sua cara? - Falei apontando para ela.
- Ah, nada. - Ela disse envergonhada e eu já pude perceber bem o que era.
- Danny te fez uma visitinha, é? - Ela balançou a cabeça positivamente e nós rimos. - Oi, !
- Oi . - Ela sorriu e me cumprimentou.
- Entrem, entrem, entrem logo. - Puxei para dentro de casa também. - Trouxeram roupas?
- Claro! Como que nós vamos escolher as roupas que vamos usar amanhã, sem elas? - fez um 'L' na testa e me fuzilou com os olhos.
- Ai...
- Tá, whatever. Vamos subir logo. - Segurei no corrimão da escada e pisei no primeiro degrau, segundo, terceiro... Mas percebi que nenhuma estava me acompanhando. - Meninas? - Vi que elas cochichavam entre elas e não me respondiam. Parei e cruzei meus braços. - Que foi?
- Ahn... ... - começou a falar, mas no final não falou nada.
- A gente precisava falar com você. - Foi a vez de falar, mas não falar nada.
- Sobre...?
- Você. - As três responderam.
- Nossa. O quê?
- Tá, a gente vai pro seu quarto e aí a gente conversa. - empurrou as duas pra escada.

Não estava entendendo nada. Elas ficavam se entreolhando, pra ver quem falaria. Mas pra que tanto drama? Provavelmente não era nada demais e elas ficavam enrolando desse jeito. Era sempre assim. Entramos no meu quarto e elas se sentaram na minha cama. Sentei no puff que ficava entre o armário e a cama e esperei uma delas falar. deu de ombos e abriu logo a boca.

- , a gente sabe que tá rolando alguma coisa estranha entre você e o Poynter. - Ela olhou pras meninas e continuou. - A gente já tá cansada de ser tudo sempre rodeado de vocês dois. Se a gente fosse escrever uma história, nem que fosse começando nesse ano, as páginas seriam praticamente só de vocês dois. Os dois tão sempre brigando, depois fazendo as pazes de uma maneira um tanto quanto vulgar... Sabe, às vezes cansa. - Eu engoli em seco, mas esperei ela terminar.
- , a gente te ama, de verdade, mas ou vocês dois decidem ficar juntos, bem, ou terminam de vez e vive cada um em seu mundo. Não dá mais. - falou de cabeça baixa. Esperei para ver se elas iam falar mais algo. Não.
- Tá, o que aconteceu dessa vez?
- O Dougie veio falar comigo antes de ontem no msn. Perguntei de você e ele disse que você tava estranha. Tinha chegado em casa, dormido, sei lá, não lembro. Disse que tinham ido levar o Zukie no veterinário e você ficou com ciúmes da menina que atendeu vocês e bla bla bla. Sei, , que você disse que ia conversar com ele, sobre você estar insegura quanto à fama dele e tudo mais, mas não, você não conversou com ele. , você não pode ficar adiando essas coisas. - falava olhando fundo nos meus olhos. - A gente sabe que briguinhas e tudo mais, faz parte de um relacionamento, mas vocês dois exageram. Ou vocês se amam, ou vocês não podem ficar juntos. É uma coisa ou outra. E isso de morar junto, já não cola mais como desculpa.
- Resumindo, honey, a gente quer que vocês sejam felizes, a gente quer ser feliz. Sair todos nós juntos, como antes, mas agora como casais e pessoas maduras. Pra poder conversar, falar sobre várias coisas, sem vocês dois de cara fechada. Ninguém precisa ficar sabendo se vocês se deram bem na noite anterior ou não. A gente não precisa saber que vocês brigam o dia todo. A gente quer saber dos momentos felizes. Que eu sinto que faz tempo que vocês não têm. De verdade, . A gente tá falando como amiga, não é pra levar como uma crítica... - cortou a .
- E sim como um conselho. A gente sempre foi tão unida e agora a gente tá tão distante de você. A gente te ligou que nem umas loucas ontem pra ver o que tinha acontecido pra você não ter ido pra escola e nem retornar nossas ligações você se deu ao luxo de fazer. Ficamos sabendo que você tinha se atrasado, porque o Dougie comentou com o Danny e ele contou pra . Se não, a gente teria vindo aqui sem saber se você tava ao menos viva.
- Tá... - Foi a única coisa que o nó em minha garganta me permitiu falar. Elas estavam certas, então eu não tinha o que falar. - Desculpem-me. - Deixei uma lágrima rolar, então escondi meu rosto entre meus joelhos.
- ... - As três falaram juntas e veio me abraçar.
- Naaah, eu preciso chorar um pouco... Eu preciso de vocês aqui comigo. - Eu falei em meio às lágrimas. - Eu amo vocês.
- A gente também te ama, . E é exatamente por isso que a gente quis conversar disso com você.

Enxuguei minhas lágrimas e abri um sorriso para elas. Me levantei e fui em direção ao meu armário.

- Certo, eu vou me resolver com isso. Vamos fazer o que tínhamos pra fazer mesmo, então?
- É assim que se diz! - me abraçou rapidamente e nós começamos a escolher as nossas roupas para a noite seguinte.

Capítulo 10 - And an hour seems much longer.
(Tom narrando)

Finalmente esse sábado chegou! Não aguentava mais esperar para começar logo essa turnê com direito a gravação do nosso primeiro dvd. Abri meus olhos e sorri ao ver que tinha uma mensagem da no meu celular.

Escolhe sua melhor roupa e arrase hoje! Você sabe onde eu estarei... Na sessão vip, na sua frente, para ver o amor da minha vida encantar uma platéia de 70 mil pessoas. Te amo.

Ela tinha ido dormir na casa da , porque disse que eu precisava dormir sozinho para descansar para o dia de hoje. Levantei-me e fui para o lugar mais visitado na hora que eu acordo... Qual é, eu não consigo sair de casa dar uma passadinha lá. E posso dizer que é lá que saem as inspirações para as minhas músicas? Ok, melhor ficar quieto.
Tomei meu banho e coloquei a música no volume mais alto. Claro que eu peguei o controle da televisão para fazer de conta que era um microfone. Quando eu preciso relaxar ou estou feliz, eu preciso cantar músicas muito alto e foi exatamente isso que eu fiz. Quase não ouvi o telefone tocar, mas peguei no último toque.
- E aíííí meu melhor guitaaaaaaaaaaaaaaarrista, depois de mim, é claro!
- Fala Jones. Já tá de pé?
- Claro, dude, são dez horas da manhã.
- Exatamente por isso que eu perguntei...
- Era uma piada? Enfim, e aí, queria saber se o Fletch te ligou ou sei lá.
- Ainda não, mas acredito que logo mais ele liga pra ver se todo mundo já acordou e não esqueceu que a gente tem um show hoje à noite.
- A gente tem um show hoje à noite! - Danny e suas piadinhas sem graça. - Haha, te peguei!
- É, Danny, você é bom nisso.
- Tá bom, quando o chefe ligar, me avisa se precisa fazer alguma coisa.
- Você precisa tomar um banho e não esquecer de separar todas as suas guitarras. Quatro horas a gente vai passar o som lá, lembra?
- Sim, sim, pode deixar. Estarei pronto às quatro e cinco! Haha, te peguei de novo.
- Tchau, Daniel.

Desci para tomar meu café da manhã sem bananas e peguei meu violão pra rever a nossa setlist.

A hora foi passando rápido e o Fletch logo ligou para avisar que uma van passaria para nos pegar e uma outra para colocar os instrumentos por volta das três horas. Liguei para os outros e avisei que era bom eles estarem prontos, senão não conseguiríamos passar o som lá na arena.
me ligou para perguntar se estava tudo certo e avisei que ela e as meninas poderiam ir para a arena nos ver ensaiar, mas ela disse que elas queriam que tudo fosse surpresa. Nos combinamos de nos encontrar no camarim meia hora antes do show começar. Respondi o "te amo" dela com um "eu amo mais" e fui pegar todas as minhas coisas. Logo mais a van estaria chegando.

- Certo, vamos começar marcando o lugar de vocês. - Fletch nos disse já em cima do palco.
- Mas nós sempre ficamos na mesma posição em todos os shows. Nós não vamos mudar isso não, né? - Danny sempre preocupado em não aprender as coisas em cima da hora.
- Não Danny, só quero marcar a distância certa entre os microfones e tudo mais.

Fletch foi marcando um "X" em cada lugar que nós teríamos que ficar. Como na hora da surpresa do Harry em que nós teríamos que... Sem estragar a surpresa.
Passamos todas as músicas, Danny fez suas gracinhas, Harry reclamou da sua tendinite e eu respondi como sempre respondia:
- Se você reclama tanto dessa coisa, por que ainda toca bateria?

Muitas vezes tinhamos que encurtar o show por causa dele e dessa porcaria de tendinite. Onde já se viu um baterista ter tendinite? Só esse narigudo mesmo.
Fizemos tudo que tínhamos que fazer e fomos para o camarim tomar um banho rápido. Nosso dvd teria alguns extras e nós estávamos prontos para gravar algumas coisas idiotas que nós fazíamos normalmente quando estávamos juntos esperando dar a hora pro show.
Não sei quem exatamente teve essa brilhante idéia, só sei que vi mil e uma frutas voando pra lá e pra cá. Todo mundo rindo até a hora que o Danny jogou na roupa que o Harry ia usar na noite. Claro que aí sim que o Danny riu mais e sabe-se lá por quê, o Harry descontou amassando uma banana nos olhos do Dougie. Ê criancinha indefesa. Só ria e falava para ele parar, mas não fazia nada. Fletch chegou e todos pararam. Claro. Mandou Dougie lavar o rosto e veio conversar com a gente sobre a gravação.
Já eram sete horas e faltava apenas uma hora para começar. Como combinado, antes de entrarmos cantando "I've Got You", passaria um filmezinho que a gente gravou na semana passada nos telões. Bateram à porta.
- Como estão os caras mais lindos do muuuuundo? - com seu jeito mãezona abriu a porta com um sorriso e saiu correndo para abraçar cada um de nós. Deixou Dougie por último, claro, para se melar com ele. As outras meninas fizeram o mesmo - tirando a parte de se melar com o Dougie.
- Dougie! O que houve com o seu cabelo? - apontou para ele.
- zinha pintou ontem à noite. - Ele sorriu e deu um selinho nela. - Não gostaram?
- Ficou engraçado. Nem lembrava que você já tinha pintado seu cabelo dessa cor. Beterrabinha. - riu ao lembrar do apelido que nós tínhamos dado para ele no começo do ano, quando ele decidiu pintar dessa cor engraçada.
- Vá vá vá, . - Ele mostrou a língua para ela e ela riu mais ainda.
- E aí, tudo pronto? - olhou para mim, apertando a minha mão.
- Tudinho. Só esperar a hora dar e entramos. - Sorri para ela e ela sorriu mais ainda. Não tirava o sorriso do rosto por coisa alguma. Eu sei que ela e as outras meninas estavam orgulhosas por nós.
- Eu to tão orgulhosa de vocês, amores. - sorriu para nós quatro. Não disse?

Fletch veio bater na porta pra avisar que faltavam dez minutos e as meninas se despediram da gente para poderem seguir ao lugar delas. Harry e Danny pegaram mais uma Heineken, eu o violão e tocamos a música que o Dougie tinha escrito sozinho e que nos orgulhou muito. Claro que já tínhamos tocado antes, quando ele apresentou pra e tudo mais... Mas, cadê ele pra ensaiar com a gente? Ele também cantava uma pequena parte dessa.
- Eu acho que ele tá com a . Quando elas tavam saindo, ele foi junto. - Danny respondeu minha pergunta.
- Oi, oi, oi. Desculpa gente, tive que falar com a . E aí, vamos?
- Apaixonadinho... - Falei e ele me deu um tapa na cabeça.
- Olha quem fala. - Ele riu e levou um susto quando o Fletch gritou dois minutos lá de fora.

Fomos para o começo da escada que levava ao palco e nos demos as mãos. Rezamos rapidinho ali e nos abraçamos, dando boa sorte uns aos outros. As luzes se apagaram e só ouvimos gritos. Nosso filmezinho começou a passar nos telões e nós só imaginamos o que as meninas iriam achar, porque nós não tínhamos contado nada a elas. Dougie foi dar uma espiadinha na platéia e voltou com a boca aberta, dizendo que só tinha visto tanta gente assim no show do Blink. Mentira, porque no show do Limp Bizkit que nós fomos juntos - mas não nos conhecíamos ainda -, também tinha bastante gente. Mas, como Blink é a vida desse moleque, era melhor concordar.
Chegou a hora. Sentimos os nossos corações batendo em nossas mãos. Subimos as escadas e assim que os telões foram desligados, toquei as primeiras notas e algumas luzes foram acessas. Danny fez suas gracinhas de sempre, eu fui para frente do meu microfone e senti meus olhos brilharem de tanta gente que tinha lá. Dougie ficou andando para lá e para cá, assim como Danny. Comecei a cantar e achei que não conseguiria, por causa do nó na minha garganta...

The world would be a lonely place
Without the one that puts a smile on your face
So hold me 'til the sun burns out
I won't be lonely when I'm down


E aí Danny se juntou a mim, como da primeira vez que cantamos essa música.

'Cause I've got you
to make me feel stronger
when the days are rough
and an hour seems much longer.


Vez dele de fazer as meninas irem à loucura. Assim como todas iam cada vez que o Harry aparecia em zoom no telão, todas as vezes que o Dougie dava um passo para lá e um para cá e todas as vezes que eu sorria e minha monocova aparecia. É, elas nos amavam e os meninos da platéia também, porque eles cantavam as músicas inteirinhas sem errar uma palavra sequer.
Sorri para as nossas meninas que estavam à frente da primeira fileira, em uma área meio VIP, onde ficavam os cameramen e os fotógrafos. Elas estavam de mãos dadas e pulando a cada frase da música. Estava indo tudo muito bem...

Capítulo 11 - You roll me, control me, console me; please, hold me.
(Danny narrando)

Começamos a tocar Nothing e eu vi a alegria no rosto de , já que as 70 mil pessoas que tavam lá, tavam cantando a música que ela escreveu. Troquei meu violão pra gente começar a tocar Obviously e foi outro grande sucesso, com todo mundo cantando junto. Demos uma paradinha para dar um oi pro pessoal e Tom anuncionou sua música favorita, Ultraviolet. Conforme cantávamos o refrão, as meninas dançavam e riam, sabendo que elas eram nossas reais "summer girls".
Fui bancar o engraçadinho de pedir para todo mundo levantar os celulares, para ficar uma coisa meio romântica e melancólica ao mesmo tempo, mas bem na hora esqueci como era a porcaria do nome daquela coisa.

- Nós queremos ver os seus celulares no ar. - Tom disse debochando de mim. Mas pelo menos todo mundo levantou os celulares e a platéia ficou uma gracinha.

document.write(Juh) ficar emocionada ao ouvir as primeiras notas de Too Close For Comfort. Dougie não tirava os olhos dela e nem ela dele. Ele estava totalmente nervoso para ir até o microfone cantar aquela frase super enorme que era a parte dele, mas segundo , era uma das suas partes favoritas. Ainda acho que é porque ele que canta, mas tudo bem.
Pude ver várias pessoas enxugando as lágrimas assim que a música acabou. E como combinado, depois de uma música tão tristinhas, viríamos com uma mais animada e que faria as pessoas rirem do nosso cenário. Por quê? Simplesmente mandamos fazer duas pernas gigantes que cobriram o palco. Elas eram feitos do mesmo material que são feitos aqueles bonecos que ficam no posto, que tem vento dentro, sabe? Mas elas não tinham vento... Mas enfim, foi um sucesso, todo mundo riu.
That Girl começou e eu tive algumas lembranças da noite de quinta-feira...

*Flashback...

- Ah, antes que eu me esqueça, o Dougie pediu pra te mandar um beijo. Na bunda! - falou divertida e eu fiz cara de nojo.
- Nossa , obrigada por estragar o clima. Agora vou ficar imaginando o Dougie me beijando na bunda! Valeu meeeesmo - Ela riu mais ainda e me deu um tapa de leve no braço.
- Amor, vai enchendo a banheira que eu vou pegar um CD aqui pra gente ouvir.

Fui ao banheiro para encher a banheira e deixei a água em uma temperatura agradável. voltou depois de alguns minutos e a banheira já estava quase cheia. Ela me deu um beijo rápido e pediu mais um minuto. Perguntei o que ela ia fazer e a vi pegando um roupão e um chinelo de pelinho. Ela levantou o dedo indicador como se pedisse para eu esperar, mas não aguentei e fui para perto dela.

- Você não acha que vai tirar a roupa sem eu te ajudar, não é? - Sorri safado pra ela e ela mordeu seu lábio inferior.
- , você sabe que eu não me sinto à vontade com isso.
- Quê? Ah não, ! Não começa com isso. Você não quer que eu comece a falar as mesmas coisas de sempre, não é? - Ela me fitou com cara de confusa. - Que a gente não precisa ter vergonha um do outro, uma vez que nós já...
- Tá, Danny, tá. Que droga. Me mostra o que você sabe fazer, então! - Ela soltou o roupão e levantou os braços, esperando eu tirar a blusinha dela.
- Não é assim, tem que ser com calma, com carinho...

Fui chegando perto de e segurei sua cintura com as duas mãos. Ela então abaixou os braços para colocá-los em volta do meu pescoço. Puxei-a pra mais perto de mim e segurei a barra de sua blusa. Ela deu um beijo no canto da minha boca e soltou um risinho baixo. Eu comecei a subir a blusa enquanto beijava seu pescoço e sentia que ela se arrepiava. Me afastei um pouco para poder tirar a blusa por completo, finalmente beijando-a na boca. Nos soltamos do beijo assim que consegui desabotoar seu sutiã e lembramos que a torneira da banheira ainda estava ligada. Corremos pro banheiro e tava quase começando a transbordar. Enquanto ia desligar a torneira, riamos pela nossa distração. Provavelmente a gente era o casal mais distraído do mundo, falando sério. Terminamos de tirar as nossas roupas e entramos na banheira...

*End Flashback...

Abri um sorriso involuntariamente ao lembrar de tudo o que aconteceu naquela noite e o vazio que senti na noite anterior por ter que dormir sozinho, pra descansar desse show. Quanto tempo mais eu aguentaria passar uma noite com, mil noites sem ela? Acho que precisava tomar alguma atitude quanto a isso... Mas isso não é hora de pensar sobre esse assunto! Tem um show rolando aqui, Danny Jones.
Terminamos That Girl e tava na hora de dar boas risadas com o senhor Douglas. Preciso admitir que ele já é uma piada quando deixa o cabelo dessa cor meio beterraba, mas tudo bem...

Capítulo 12 - Didn't mean much that much, anyway...
(Dougie narrando)

Wow, dude. Obviamente esse não foi o primeiro show que eu tava no palco e não na platéia, mas esse tava sendo demais. Eu ia apresentar uma música que nem ao menos as meninas tinham ouvido antes. Duas, na verdade, mas essa primeira era especial pra mim. A primeira música que eu escrevi sozinho! Contei uma pequena história que fez todos rirem e comecei a música

When you're climbing up a tree and it's running down your knee
Diarrhea, Diarrhea
When you're sitting in the gutter and your eating bread and butter
Diarrhea, Diarrhea
When your climbing in the loft and you tread in something soft
Diarrhea, Diarrhea
When you think you're having fun, but you got a smelly bum
Diarrhea, Diarrhea
When it's coming out your bum, like a bullet in a gun
Diarrhea, Diarrhea
Diarrhea, Diarrhea
Diarrhea

A começou a rir e balançar a cabeça negativamente pra mim. Eu só dei de ombros e continuei rindo. Danny apresentou a música seguinte dizendo que foi escrita por mim. Mas essa era menos ridícula. Eu comecei a escrevê-la enquanto tava na outra banda, a Ataiz, ainda na escola. Eu terminei de escrever nos dias que estava puto com a . Mas agora acho que não tem mais nada a ver. Resolvemos tocar mesmo assim, já que o Tom me ajudou a finalizar a melodia e disse que seria um sucesso. Parei de rir e fui até o microfone:

- Essa música se chama ‘Silence’s a Scary Sound’ e é assim...

I look into the sky
And I have to ask why
She'd go and leave me
Oh why do feelings have to die?
Was it all just a sign?
Of what it’s meant to be

Thomas Fletcher gritou ao microfone:

Well I'm just too excited
Everything has got me tiding
She's only doing for a break out
Better go she blows my brains out
Silence is a scary sound

Funny feeling happened today
Somewhere buried in the past
Didn't mean much that much, anyway
I know that love will never last

Senti o Danny se aproximando e tava só esperando o que ele ia fazer dessa vez.

I'm torn up inside
There's a hole in my mind
When you're not next to me

Ok, foi só um beijo na bochecha. Menos mal!

So I hope you choke and die
At every single lie
And it's what you've done to me

Well, I'm just too excited
Everything has got me tiding
She's only doing for a break up
Then again she blows my brains out
Silence is a scary sound

Funny feeling happened today
Somewhere buried in the past
Didn't mean much that much anyway
I know that love will never last

Pedi para o Danny me dar uma forcinha e colocar aquela voz sexy dele na última parte...

Well I'm just too excited
The end of this can be sighted
She's over due for a break out
I better go she blows my brains out
Silence is a scary sound

Funny feeling happened today
Somewhere buried in the past
Didn't mean much that much anyway
I know that love will never last

Funny feeling happened today
Somewhere buried in the past
Didn't mean much that much anyway
I know that love will never last


- Palmas para o Dougie! – Tom gritou enquanto eu terminava de tocar a música. Adorei ver todo mundo gritando pela música que eu escrevi, era muito emocionante! Olhei para e imagino que ela tenha ficado surpresa por eu ter conseguido guardar essa música pra mim, sem mostrar pra ela antes de tocar ao vivo. Ela ia pedir explicações sobre a letra, certeza!
Bem, agora o show seria do senhor Fletcher. Nós quatro saímos do palco e o Tom correu pra parte de baixo, pra sentar-se diante de um piano. Ele tocaria She Falls Asleep junto com a orquestra que a gente trouxe pra esse show.
O pessoal da orquestra tocou a primeira parte e o Tom surgiu no palco do nada, sentado no seu banquinho e tocando piano. Foi lindo, oun. Enquanto ele se matava lá, eu, Danny e...

- Cadê o Harry, Danny?
- Tá se cagando de medo de voltar pro palco. - Danny gargalhou e apontou pra um Harry de olhos fechados, se concentrando, sentado em cima de um de nossos amplificadores desligado que tava em uma das coxias.
- Por q... Aaaah... - Antes de eu terminar de perguntei, Danny fez uma cara engraçada e eu me lembrei. A surpresa do meu querido Harry ia acontecer assim que voltássemos ao palco! - Harry? - Cheguei perto dele, encostando em seu ombro e ele pulou de susto.
- Ô caralho, que foi Poynter?
- Dude, só ia falar pra você se acalmar! Vai dar tudo certo. Se ficar nervoso, ou sei lá, na hora, olha pra ! Sei que ela vai sorrir de volta pra você e você vai se acalmar. Eu fiz isso em Too Close, olhando pra .
- Hm, valeu cara. Bem, o Fletcher tá acabando, vamos voltar?

Capítulo 13 - You can take my breath away...

(Harry narrando)

E então chegou minha hora. A bateria foi um pouco pra frente pra eu poder ficar mais perto dos outros e eu comecei a fazer um solo. Até aí nada de novo. Toda banda faz cada integrante tocar um pouco do seu instrumento. Mas eu fui pegar o microfone pra dar um oi pra galera e, como combinado, os outros três idiotas iam pedir pra eu cantar alguma coisa. Eu estive ensaiando esses dias, mas sei lá, minha voz não é a das melhores! Eu tava tremendo que nem um idiota, mas tentei.
Comecei errando.
Que ótimo!
Mas todo mundo riu, menos mal. Danny foi dando alguns acordes. Fiz o que o Dougie disse antes de entrarmos lá, olhei pra e ela estava sorrindo que nem uma criança feliz. Me animei, respirei e fui em frente.

Would you dance
If I asked you to dance?
Would you run
And never look back?
Would you cry
If you saw me cryin'
Would you save my soul tonight?

Would you tremble
If I touched your lips?
Would you laugh?
Oh please tell me this.
Now would you die
For the one you love?
Hold me in your arms tonight.


Vi que o pessoal tava gostando e então me empolguei.

I can be your hero, baby.
I can kiss away the pain.
- COME ON! - Gritei.
I will stand by you forever.
You can take my breath away.
- E então apontei pra que já tava se afogando em lágrimas, mas sorriu orgulhosa de mim.

Ouvi muitos gritos, os meninos bateram palmas e as nossas meninas sorriam aprovando. Acho que vou virar vocalista!
Calma, eu tava só brincando.

- Tá bom, tá bom. Vou aproveitar pra ler alguns cartazes de vocês. Por favor, levantem os cartazes pra eu poder ver alguns!

Li alguns cartazes do pessoal e depois voltamos a tocar. Era a vez de "Unsaid Things".
Provavelmente eu to pensando a mesma coisa que os outros três ali, mas eu to impressionado em como o pessoal já sabe cantar nossas músicas! Fala sério, esse estádio tá lotado e a gente nem é lá tããão famoso assim. Ainda, né.
Depois dessa seria a música que a gente não queria tocar, por causa do Dougie, mas ele insistiu pra que tocássemos, porque ele dizia que faria sucesso. Acontece que a maior parte da letra da "The Ballad Of Paul K" foi escrita por ele. Ele queria escrever alguma coisa pro seu pai, que o abandonou duas semanas antes dele entrar comigo pro McFLY. Olhei pra ele pra gente começar a música e ele fez um "tudo bem" com a cabeça.
Era uma música bem forte. E foi tocando ali que eu fui tendo idéias pra um possível clipe.
Posso parar pra escrever minhas idéias em um papel? É que eu vou esquecer depois do show!
Não?

Capítulo 14 - This is my generation, baby...

(Narradora narrando(?))

Dougie tentou engolir o choro, mas uma lágrima sem vergonha escorreu pela sua bochecha. Ele a secou rapidamente, coçou o nariz e se recompôs. (N/A: Nem acredito que eu to fazendo uma N/A no meio da fic. Mas é meio importante. Reparem como no DVD o Dougie realmente tá "caidinho" no final dessa música! x)
Danny anunciou no microfone que a próxima música ele tinha feito com a sua irmã, Vicky e também era em relação ao seu pai.

E então começou Five Colours In Her Hair. A música mais esperada da noite. A música que todo mundo que estava ali sabia cantar. A primeira música deles.
Preciso dizer que foi um sucesso e que eles ficaram totalmente cansados após terminar a música? Acho que não.
- Bem, a gente quer saber se tem algum fã da banda The Who aqui - Tom perguntou ao microfone e a platéia gritou.
- Então vocês vieram ao lugar errado, nós somos o McFLY! - Dougie riu no microfone, mas ninguém achou graça. Nem riu.
- Por favor, digam boas vindas ao Roger Daltrey... Há, é brincadeira. - Danny fez uma careta
- É, ele está brincando. Bem que nós queríamos...
- Mas não faz muito tempo, nós estávamos no estúdio com ele e nós gravamos "My Generation" - Danny ia falando empolgado - e foi absolutamente incrível!
- Aham, e a gente adoraria que vocês baixassem essa música porque os fundos irão para o Teenager Cancer Trust!

Aproveitando que eles tinham comentado do The Who, Tom anunciou a música cover da noite, Pinball Wizard.

Room On The Third Floor foi a próxima música e então a surpresa para as meninas...
Um telão atrás deles começou a passar uma montagem de gravações desde o começo do McFLY até alguns dias antes do show e elas puderam ouvir os primeiros acordes de Memory Lane.
A música que eles escreveram juntos.
Os oito!
virou os olhos quando a maior parte dos gritos foi quando o Dougie apareceu no telão. "Há, ele é meu mesmo", pensou e riu sozinha.

1, 2, 3, 4!
Two years away, got back today
Tried calling up this girl I used to know
But when I said hello, she didn't know
Just who the hell I was supposed to be.

Memory Lane
We're here again
Back to the days
When I'll remember you always
So much has changed
Now it feels like yesterday I went away

The words around, that she's moved town
About a thousand miles away from here
And I found something she wrote a long time ago
And it reminds me of a place I know called

Memory Lane
We're here again
Back to the days
When I'll remember you always
So much has changed
Now it feels like yesterday I went away

So much has changed
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)

Down Memory Lane
We're here again
Back to the days
And I'll remember you always
And so much has changed
But it feels like yesterday I went away

So much has changed
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)
So much has changed
(So much has changed)


As meninas mal conseguiram se recuperar de todo o chororô e eles pediram para todo mundo na platéia se abraçar. All About You estava começando.
se lembrou do dia em que ela e Dougie estavam juntos na cama cantando essa música, onde ela começou a ter forma de música e sorriu. Abraçou as três amigas e cantou junto delas a música que era só dele e dela e que agora seria de muitos casais apaixonados. Um certo orgulho crescia no coração dela.
Dougie lembrou da primeira vez que tocou All About You em um show. Foi quando ele teve coragem de terminar com a menina que estava estragando a vida dele e da , mesmo que eles fossem só amigos naquela época. Riu e subiu na bateria de Harry, abrançando-o e fingindo chorar. Harry se levantou e eles cantaram a música um pro outro.

- Que gays! - e gritaram juntas.

E então foi a vez de se emocionar. I'll Be Ok tomou o lugar das músicas que te fazem chorar mesmo que você se segure e ela se lembrou do dia do show do Blink 182, que um pouco antes de todos se encontrarem no estádio, que inclusive era o mesmo que os meninos estavam tocando hoje, eles escreveram a tal música juntos. Ele sorriu pra ela e começou a tocar.

I Wanna Hold You encerrou a noite pra deixar emocionada também. Os meninos agradeceram a todos, fizeram alguns (muitos) barulhos, Danny se jogou no chão e tocou lá mesmo e Dougie correu pra pular em cima de Tom, que levou um tombo bem bonito. As meninas começaram a gargalhar e logo foram saindo de lá pra entrarem no camarim deles. Incrivelmente chegaram antes deles e se sentaram nos sofás pra esperá-los. Estavam suadas e nojentas, mas sabiam que eles também estariam assim, então nem ligaram.
E então os mais novos meninos-talentosos chegaram. Eles estavam sorrindo tanto, mas taaaaanto, que talvez o maxilar deles doería no próximo dia.
As meninas se levantaram pra aupladi-los em pé, eles mereciam! O show tinha sido maravilhoso, de longe o melhor que elas já tinham ido (depois do Blink, claro!).

Capítulo 15 - The after party won't get started 'till 'bout three or four...

As meninas foram até o camarim esperar os meninos e quando os quatro entraram, elas aplaudiram muito, junto com toda a produção. Tinham mandado fazer um bolo de 7 quilos de chocolate com a cobertura feita artesanalmente, escrito "You guys are the best. Keep rocking, McFLY!" ("Vocês são os melhores. Continuem mandando ver, McFLY!"). Eles abriram um sorriso enorme e todos levamos um susto quando Fletch estourou uma garrafa de champagne. Rimos e logo pegamos as tacinhas de plástico para brindarmos a noite maravilhosa que todos tivemos.
A equipe da filmagem do dvd entrou no camarim e demos taças pra eles comemorarem também. Depois dos meninos tomarem uma ducha, sentaram com o pessoal da produção, Fletch e o diretor do DVD, para falar sobre o processo de edição do vídeo e tudo mais.
Depois que terminaram a reunião, pegaram as meninas e foram para a casa de Dougie e . A after party seria lá mesmo, estavam cansados demais pra comemorar em outro lugar.

Sentaram todos no sofá/tapete da sala. As meninas ouviam orgulhosas os meninos contarem como tinha sido o show pra eles e logo todos estavam chorando emocionados com tudo que estava acontecendo na carreira deles.
- Então vamos parar de choração e vamos brindar!
- Danny, choração? Essa palavra nem existe. - riu e deu um tapinha na cabeça dele.
- A partir de agora existe. Vamos brindar! - Ele balançava uma garrafa de Heineken na mão quase derrubando tudo no chão.
- AO McFLY! - Tom se levantou e colocou sua garrafa pra cima.
- AO McFLY! - Todos disseram juntos e encostaram as garrafas umas nas outras, fazendo com que caísse um pouco (ok, muita) de cerveja no tapete. Deram um gole e logo voltaram a se sentar.

Beberam, riram, riram mais um pouco, beberam mais um monte e logo começou a comemoração particular. Cada casal em um canto comemorando do jeito que queria. Danny e foram os primeiros a se tocarem que ficar ali se amassando não seria muito legal, então logo foram pra casa de Danny. Logo depois Harry e decidiram ir, fazendo com que Tom e fossem para a casa deles também. Dougie olhou safada pra quando viu que os dois estavam sozinhos e logo estavam na cama de Dougie, se beijando furiosamente.

No dia seguinte a farmácia estava cheia: todo mundo comprando remédio para ressaca.
Brincadeira, todos eles tinham esses remédios em casa.
Tom acordou com uma dor de cabeça insuportável, mas não pôde evitar o sorriso em seu rosto ao ver aquela menina linda dormindo no travesseiro ao lado do seu. A cobriu com o edredom e foi ao banheiro fazer sua higiene matinal e tomar banho para ver se a dor de cabeça melhorava um pouco.
Desceu para tomar algum remédio e aproveitou para preparam um café da manhã pra . Foi até o jardim colher uma flor e colocou tudo em uma bandeja para levar até a cama. Chegando lá ela ainda dormia, então deixou o café no criado mudo e sentou-se ao lado dela para acordá-la. Deu três selinhos rápidos e sussurrou "amor, acorda" em seu ouvido. demorou para acordar completamente, apenas sorria e se espreguiçava. Quando abriu os olhos, se deparou com aqueles olhos castanhos brilhantes e aquela covinha apaixonante. Colocou o dedo indicador nela e Tom logo parou de sorrir, fingindo estar bravo. Ele odiava que fizessem isso na covinha dele, mas era a única que podia. Sabendo disso, ela apenas riu e ficou sentada na cama.
- Bom dia. - Ela disse ainda sorrindo pra ele.
- Bom dia, pequena. Olha só o que eu fiz pra você... - Pegou a bandeja de café da manhã e colocou no colo dela. pegou a flor e a cheirou.
- Você é o melhor namorado do mundo, sabia? - Ela deu um abraço nele, dando mil beijos na sua bochecha.
- Sabia sim. - Ele estufou o peito e mostrou a língua.
- Convencido. Vamos ver o que tem de bom aqui... Hmmm, waffles com amora? Virou americano, amor?
- Er, bobinha. Só fiz porque sei que você gosta, ué. Por mim a gente iria na Starbucks tomar um Machiatto Grande bem quentinho.
- Acho que hoje a gente podia ficar em casa, não é? - Ela olhou preguiçosa pra ele. - To tão cansada.
- Tudo bem, eu também to. Podemos assistir alguma coisa e ficar deitados no sofá o dia todo! - Tom falava animadamente, como se fosse uma criança que passaria a tarde toda jogando videogame.
- Sim, amor. Vamos tirar o dia pra gente, tá bem? - Ele afirmou com a cabeça e o lambuzou com a calda de amora, beijando cada parte de seu rosto que tinha sido lambuzado.

- BOM DIIIIIIA! - gritou quando viu Dougie finalmente acordar. Ela já tinha acordado há duas horas e o café que ela tinha feito já devia ter esfriado.
- Tinha um jeito mais carinhoso de me acordar, pequena? - Dougie esfregou os olhos com as mãos e tentou sorrir.
- Sim, mas esse foi o mais legal. - riu e pulou na cama ao lado dele. - Boooom diiiiia. - E deu um beijo de leve nele.
- Ah não, vem cá. - Ele a puxou de volta e deu um beijo calmo, intenso e gostoso. - Bem melhor.
- Vai ficar mal acostumado! Vem, fiz café pra gente. - saiu da cama e o segurou pela mão. Dougie fez graça de não querer sair, mas não parou de puxá-lo, até que ele cedeu e desceu as escadas correndo, competindo com ela pra ver quem chegava primeiro na cozinha.
- Af, eu sou bom demais! - Douglas pegou a caixa de leite e a levantou. - E o prêmio vai para Dougie Lee bom demais Poynter. Yeah, yeah! - Ele subiu em uma banqueta para fingir que era um podium e mandava beijos aleatórios para a "platéia".
- Dougie Lee tonto demais Poynter, isso sim. - virou os olhos e se sentou à mesa para comer.
- Tá com inveja porque eu ganhei, nem vem. Você me ama, !
- Claro né, sou sua namorada, tenho que te amar. - Ela riu e Dougie deu um selinho rápido nela.
- Eu sei, é por isso que eu te amo também. - E logo começaram a comer.

Capítulo 16 - I wanna rock 'n roll all night...

- Gostooooosa... Acorda, meu amor.
- hm, hm... - balançava a cabeça negativamente e Danny ria, fazendo carinho na sua bochecha.
- Vai gostosa, levanta daí. O dia está tão cinza e chuvoso...
- Mais alguma razão pra eu continuar aqui? - Ela disse manhosa e ainda de olhos fechados.
- Ah, , vamos lá, vamos aproveitar o dia! - Danny puxou o lençol dela e logo se encolheu, sentindo frio.
- Daniel! Que saco. - Ela tentava puxar o lençol de volta, mas ele não deixava. - Tá, tá, acordei. Pronto. Tá feliz?
- Demais! - Danny a beijou rapidamente e logo se levantou. - Vai, toma um banho pra tirar essa cara do seu rosto e desce pra almoçar.
- Almoçar? Que horas são? E, você fez o almoço? Ai. meu Deus. Teve que chamar os bombeiros?
- É uma da tarde e sim, eu fiz. E não chamei bombeiro nenhum, porque eu sou um ótimo cozinheiro, tá bom? - Ele estufou o peito e riu.
- Tá bom, é sim. Já vou descer então, amor. Me espera lá embaixo.
- Vou arrumar a cama e já desço.
- Arrumar a cama? , você tá bem? Desde quando você arruma a cama? - colocava a sua mão na testa dele, como se fosse pra ver se ele não estava com febre.
- Desde hoje! - Ele deu seu melhor sorriso e eu só balancei a cabeça, indo ao banheiro para tomar um banho.

Na casa de Harry os dois já estavam em pé há muito tempo. Decidiram dar uma caminhada no parque e aproveitaram para parar na Starbucks e tomar café e comer uns muffins de Blueberry. O tempo começou a ficar feio e eles logo voltaram pra casa. O dia seria resumido em filmes e curtição um do outro.
- O que vamos assistir hoje? - deitou no colo de Harry no sofá enquanto ele zapeava pelos canais da televisão.
- Podemos ver se tem algum filme pra comprar aqui na tv... Que tal esse?
- A Sogra? Pode ser! - Harry comprou o filme e apareceu na tela que ele começaria em quinze minutos. aproveitou o tempo pra fazer pipoca e logo voltou com um potinho cheirando à manteiga e dois copos de coca cola. Deu um selinho em Harry e apontou pra tv, mostrando que o filme já havia começado.

O filme trazia uma história interessante, engraçada e um pouco emocionante. Os dois gostaram do filme e depois ficaram discutindo qual dos dois tinha tanto bom gosto pra escolher o filme e acabaram em cócegas e risadas. O celular de Harry tinha tocado, mensagem.
"Hey dude, qual a boa pra hoje? Eu e a já cansamos de ficar aqui sem fazer nada."
- Quem é, ?
- Dougie... Perguntando se a gente quer fazer algo. Ele a cansaram de não fazer nada.
- Devem ter enjoado um do outro, são 24 horas juntos! Mas o que vamos fazer?
- Não sei, você quer sair?
- Ah, pode ser. A gente podia ir na Memory Lane, não?
- Por mim...

"A sugeriu a Memory Lane. Tem algo melhor em mente? E os outros?"
- Não me diga que eles disseram pra gente ir pra Memory... - perguntou deitada no colo de Dougie, que lia a mensagem.
- Como você sabe?
- Típico dos dois, né. - Eles riram. - A gente podia ir no Hard Rock, hein?
- Ai, como eu te amo!

"Hard Rock Café às 17h. Dougie&."
- Amor, vai se arrumar que a gente vai pro Hard Rock!
- Com quem?
- Dougie e e os outros.
- Tá bem, vai se arrumar também, Tom.
- Mas eu já to arrumado.
- Você não vai sair com essa camiseta dos Star Wars de novo, Thomas. Por favor, né.
- Mas eu gosto dela...
- Não ligo. Que horas eles combinaram?
- Às cinco...
- Tá, você tem quarenta minutos. Vai logo que eu vou tomar outro banho.
- Tá, tá... Mandona! - mostrou a língua pra Tom, que logo mostrou onde ela deveria estar.

"Hard Rock Café às 17h. Dougie&."
- Olha isso, parece um convite de casamento. - Danny mostrou a mensagem pra .
- Cala a boca, . Nada a ver!
- Mas você tá rindo.
- Claro, você é um besta mesmo... Ai, ai... Olha quem eu fui escolher namorar... - Ele olhou feio. - E aí, a gente vai?
- Você quer?
- Vamos, vamos! Eu gosto de lá.
- Então vamos nos arrumar. - Danny sorriu pervertido e balançou a cabeça negativamente.

- Hard Rock. - Harry leu para .
- Legal! Vamos nos arrumar.
- Quer passar na sua casa?
- Acho que ainda tem alguma roupa no seu armário, vamos ver.

E, como bom ingleses, às 17 horas em ponto eles estavam na porta do Hard Rock.
Sentaram-se e pediram as bebidas e comidas. Conversaram sobre o que tinham feito mais cedo e todos responderam a mesma coisa: nada.
Aproveitaram a noite e não voltaram muito tarde pra casa, já que no dia seguinte as meninas teriam aula.
E uma prova surpresa.
E mais muitas outras...


CONTINUA



N/A: Oi amores. É, resolvi reescrever os últimos capítulos. Como eu estava de saco cheio dessa fanfic, quis dar um pulo na história, mas ninguém gostou. Então vou continuar de onde parei, escrevendo as ideias que eu tinha antes de querer pular três anos. Espero que eu tenha agradado algumas de vocês e que vocês voltem a acompanhar a história.
Thanks!
xx

Gostou das frases dos capítulos? Aí vão os nomes das músicas que me inspiraram:

Cap. 1 - Autumn Goodbye # Britney Spears
Cap. 2 - Talk # Coldplay
Cap. 3 - Too Close For Comfort # McFly
Cap. 4 - I Don't Know # Lilly Allen
Cap. 5 - With or Without You # U2
Cap. 6 - Contagious # Avril Lavigne
Cap. 7 - No Worries # McFly
Cap. 8 - The Hell Song # Sum41
Cap. 9 - I'll Be There For You # The Rembrandts
Cap. 10 - I've Got You # McFly
Cap. 11 - The Game Of Love # Michelle Branch & Santana
Cap. 12 - Silence Is A Scary Sound # McFly -> Sim, foi dessa música que eu tirei o nome da fanfic, girls :)
Cap. 13 - Hero # Enrique Iglesias
Cap. 14 - My Generation # The Who
Cap. 15 - Insurance? # The Higher
Cap. 16 - Wanna Rock 'n Roll All Night # Kiss

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