Awakened

Autora: Ju Peninck
Status: Em Andamento
Revisada por: Bruns
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria:Drama- Romance / Long Fic
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Capítulo 1
O vento batia em meu rosto, e por algum motivo, minha cabeça parecia querer explodir e eu estava com vontade vomitar. Meus pais estavam demorando pra chegar, todo mundo já tinha ido embora. Era ano novo.
Meu celular tocou e eu atendi, já meio aborrecida por causa da demora.
- Oi? – Eu não reconheci o número.
- ? – a voz do meu tio Henri falou do outro lado da linha, e ele parecia estar... chorando?
- Oi tio! Sou eu. Ta tudo bem?– resolvi ser simpática né? Ele devia estar querendo desejar feliz ano novo, apesar de parecer estranho porque meus pais estavam indo me buscar pra ir na casa dele.
- , eu não sei como dizer isso, seus pais, eles é..é.. – ele soltou um suspiro angustiado e suspirou, tentando manter a calma.
- Ai meu Deus, que aconteceu tio!? – senti uma coisa tão horrível dentro de mim que meus olhos se encheram de água.
- Eles bateram o carro no muro. - Ele fez uma pausa e eu só consegui esperar que ele continuasse.Tensa. –A batida foi muito forte e, e eles.. Infelizmente não, não resistiram, . – Ele mal conseguia falar, e eu mal conseguia respirar. Senti que não tinha mais chão ali, e nem ar. Fazia tanta força pra respirar que senti meu peito arder.
- ?? – Tio Henri perguntou meio desesperado me fazendo lembrar que precisava responder.
- Eu... eu..
- Sinto muito , me diz onde você está que eu vou te pegar.
Perdi meus pais? Tentei me controlar, mas meu coração batia muito rápido. Fechei os olhos esperando acordar do pior pesadelo da minha vida, mas nada aconteceu.
Tio Henri parou o carro na rua, desceu correndo e me abraçou, eu estava chorando e ele tentava me acalmar passando a mão na minha cabeça e dizendo que tudo ia ficar bem.
Desejei ter morrido junto, só pra não passar por aquela dor insuportável, só pra não perde-los.

Eram 6h da manha. Só sabia disso porque tinha um relógio do meu lado. Minha cabeça latejava, minha garganta, tudo, tudo doía. Tinha dormido 1 hora e meia, tive sonhos horríveis e ainda estava muito cansada. Liguei pro tio Henri e ele falou que o velório começaria as 8, e a tia Kelly ia passar lá pra me levar em casa, para que eu pudesse tomar um banho, e me arrumar.

Capítulo 2
Tia Kelly era casada com tio Henry, eles tinham 4 filhos: três homens e uma mulher, sem contar os 6 cachorros e Mimi, a tartaruga. Eram exemplos de pessoa. O resto da família morava em lugares diferentes, eu moro na Austrália, mas nasci na Inglaterra, Londres, sai de lá quando fiz um ano e sempre tive vontade voltar. Tenho um tio que mora lá, cara de sorte. Tinha acabado de fazer 17 anos e ia pro segundo ano do ensino médio, não repeti, só entrei mais tarde.
Teve uma época da minha vida que, eu era simplesmente, uma idiota. Era fútil, sem graça e grossa. Ninguém gostava realmente de mim e acho que até hoje ninguém realmente se importa. Minha “melhor” amiga já ficou com meu atual namorado 3 vezes (que eu tenha visto), enfim, já cortei relações umas mil vezes com ele e sempre volto atrás, desculpando-os. Sei que não devia, mas eles são as únicas pessoas que continuaram conversando comigo depois da minha mudança. O resto? Até hoje fingem que eu não existo, o que não faz diferença nenhuma pra mim, já que são uns falsos. As garotas só ligavam quando eu tinha amigos populares e gostosos o bastante pra apresentar, os caras a mesma coisa, só que ao contrario, só se importam se você puder transar com eles, coisa que hoje eu nunca faria. Prefiro esquecer que fui tão besta.
Lilly só anda comigo até hoje porque eu sou mais inteligente do que as seguidoras dela, então ela precisa de mim pra entender as matérias. Ou ela masca chiclete, ou ela pensa. Presumo que ela prefira a primeira opção. Josh é um coitado, tinha uma queda por Lilly (o que era bem normal, já que praticamente todos os meninos da escola já se apaixonaram por ela), assim como ela sempre tentou rouba-lo de mim. Josh não era popular, nem esportista nem nerd nem nada dessas coisas, ele era normal, estava no terceiro ano, era inteligente e bonito. E eu gosto dele, namoramos desde que ele estava no primeiro ano, ele tinha acompanhado todas as minhas fases e aguentado todas as minhas traições. Acho que ele me ama, vejo isso nos olhos dele. Ele diz isso todo dia. Tia Katty buzinou lá em baixo. E eu desci as escadas, resumindo minha vida: Eu não tinha amigos de verdade, das 3 pessoas que me entendem, duas morreram e a outra me trai todo mês. Estava sentindo um aperto enorme em meu peito, estava me sentindo insegura e completamente sozinha. Tinha cansado da Austrália, cansado de tudo aquilo. Precisava mudar, precisava pensar.
Entrei no carro e sorri fraco pra Katy, que me olhava curiosa e triste.
- Conseguiu descansar? – Ela me perguntou, apertando meu ombro e depois passando a mão em meu rosto.
- Tive pesadelos’ – eu disse meio rouca. Não , sua vida é um pesadelo. Uma voizinha disse, de dentro da minha cabeça, e eu fingi não ouvir, respirei fundo tentando me preparar para o dia de hoje. Fechei os olhos e suspirei, as lágrimas já estavam ali, encostei a cabeça no banco e com cada segundo que se passava, podia ter certeza de uma coisa: minha vida estava uma merda .

Eram 9h da noite, eu estava tão cansada que achei que podia dormir em pé, achei também que as lágrimas tinham secado, mas quando meu tio Mark (aquele de Londres) veio me abraçar, comecei a chorar de novo. Eu queria que ninguém tivesse que passar por aquele sofrimento. Quase toda família estava ali, tinham saído de suas cidades para chegar a tempo do enterro, pelo menos (eu nunca vi um enterro de noite, mas tudo bem..). Eu não ia ver o enterro, já foi difícil ficar no velório, não queria pensar muito na realidade daquilo, apesar da minha mente e meu corpo já estarem consumidos pelo vazio, pela perda.
Peguei Josh pela mão e fomos para uma área vazia, sentamos de costas pro enterro, longe o bastante para não ouvir o que os outros falavam.
- Josh, eu to tão cansada.. – encostei minha cabeça no ombro dele.
- Eu imagino, assim que nós sairmos daqui você pode ir pra casa e descansar - ele beijou minha cabeça.
- Não, eu to cansada da minha vida, Josh. Eu preciso fazer alguma coisa, não posso mais viver assim, entende?
- Mas como assim? O que você vai fazer então? – Ele perguntou meio irônico e eu odiava quando ele fazia isso, dava impressão que aquilo era impossível e que eu estava doida. Olhei pra ele com olhar de reprovação, mas ele não viu porque estava olhando pra frente.
- Eu não sei, mas não agüento mais viver na minha vida.
- ? – Olhei pra tras e Mark me olhava com as mãos no bolso. “Posso falar com você?” – Ele deu uma olhada rápida pro Josh e depois pra mim. - Aham.– eu levantei a fui em direção a ele, meio tímida. Fazia um tempo que não o via.
- É.. eu sinto muito por tudo isso que está acontecendo, ta sendo horrível pra todo mundo - ele disse sincero e eu só assenti, sorrindo fraco. Queria não sentir que aquele sorriso era falso. - E também queria te fazer uma proposta – agora ele sorriu - Sabe que eu moro sozinho em Londres, e eu sei que você sempre quis voltar pra lá e como agora, bom, agora que seus pais se foram, imagino que você não quer ficar sozinha – ele pareceu escolher as palavras, eu estava sem reação, ele continuou.. – Estou te chamando para ir morar em Londres comigo , não que você tenha que ir sabe? A casa ta vazia e eu estou sempre ocupado, também não sei se você vai gostar ou vai querer ir, eu só imaginei que seria bom pra você e.. – Mark disparou e eu sorri, sem pensar em mais nada, era perfeito.
- Eu vou – Ele olhou pra mim e parou de falar, abriu um sorriso animado e disparou de novo – Então ta, vou falar com o pessoal. Posso fazer a transferência de escola? Tem uma perto de casa que parece ser legal!
- Ta, pode. Mas Mark, eu não quero te incomodar ou... - ele pôs as mãos abertas no ar, pedindo que eu parasse.
- Não vai incomodar, fui eu que convidei! Você só precisa ser uma boa garota e não arranjar problemas na escola, porque eu não vou ter tempo pra essas coisas, ok? – ele riu e eu bufei rindo também, deixando obvio que eu não ia dar trabalho, lógico, eu era uma anjinha (A).
- Vou arranjar tudo então, e acho que daqui uns dias você já vai poder ir. Eu vou ter que voltar amanhã e aviso quando estiver tudo pronto. Não leve muitas coisa ta? Você vai ter dinheiro pra comprar lá – ele piscou e eu o abracei, agradecendo. Pelo o que pude perceber, ele não parecia estar fazendo aquilo porque alguém pediu.
Eu estava super animada de repente, tio Mark se sentou num banco longe do enterro, acho que ele também não queria ver. E eu voltei pro Josh. Droga, e o Josh?
- Então? – ele perguntou curiosa - Nossa você ta vermelha - Eu ri.
- Mark me chamou pra morar com ele... Em Londres – não olhei pra ele ao dizer isso, estava com medo de sua reação.
- Londres?!
- É.
- E você vai? – Resolvi olhar, ele estava meio pálido.
- Ah Josh, eu te disse, estou cansada daqui, eu quero mesmo ir pra outro lugar, conhecer outras pessoas e nunca tinha pensado em Londres, acho que seria legal. Eu quero ir, eu vou sim.
- E seus amigos? A escola? E eu? – ele perguntou incrédulo.
- Que amigos Josh? Me diz se eu tenho amigos de verdade aqui, só tenho você agora, mas eu quero começar uma vida nova, por favor me entenda.. - eu olhei pra ele com piedade e ele assentiu, olhando pra frente, ficando sem expressão. - O que eu posso fazer, não é? Quando você bota uma coisa na cabeça não tem quem faça você desistir.
- Você sabe que eu preciso disso. – olhei pra baixo arrancando um matinho.
- Vou sentir sua falta então. – ele bufou e olhou pra mim como se fosse um pai repreendendo o filho por ter tentado matar uma mosca com o perfume caro (-q).
- Eu também vou. – dei um beijinho nele e ele me abraçou pelo ombro, olhando pro nada. O que eu podia fazer? Não ia me prender ali e perder a chance de ser tentar ser feliz em outro lugar por causa dele, ainda mais porque ele não é totalmente fiel a mim.

Bagunça total em casa, os meus parentes estavam decidindo o que fazer com as coisas de lá, eram muitas coisas pra arrumar, realmente. Perguntaram-me se eu ia querer ficar com algo, eu peguei os álbuns de fotos e alguns objetos pequenos dos meus pais, que tinham um valor sentimental. Na verdade tudo ali tinha valor sentimental, mas como ficar com tudo? Pra que ficar olhando pra tudo aquilo e sofrer?
Todo mundo já estava sabendo que eu ia pra Londres e todos aprovaram, enfim uma luz no fim do túnel. Despedi-me deles e fui dormir, estava muito cansada.

Acordei devagar, estava tudo escuro, abri a janela e mesmo assim não entrou muita luz, peguei meu celular, Josh tinha ligado duas vezes e mandado mensagem, eram 17h23min. Eu tinha conseguido dormir bastante então. Ouvi barulhos lá em baixo e lembrei que tio Henry e alguns amigos viriam pra tirar algumas coisas da casa. Resolvi que ia arrumar minhas malas, mas precisava tomar um banho, estava horrível. Olhei-me no espelho e.. é, eu estava horrível.
Mesmo sendo da Austrália nunca consegui pegar uma cor legal, eu era muito branca pra uma australiana e meu rosto branco estava todo amassado, meu cabelo cacheado agora estava todo crespo na parte de cima, meu olho estava inchado e o castanho claro dele agora estava escuro, acho que chorei muito.
Depois de horas, eu observava as duas malas grandes cheias encostadas na parede, tentando imaginar como seria em Londres. Alguém bateu na porta, me afastando dos meus pensamentos. Era Josh.

Dois dias se passaram (super devagar), e eu já estava me desanimando, queria ir logo. Estava num momento de puro tédio quando alguém bateu na porta.
- Oi Henry! Entra. – eu disse simpática tentando esconder a curiosidade.
- ! Não vou entrar não, é só um recado. Olha. Mark me ligou e disse que já está tudo pronto e que você já pode ir, na quinta – AE! Aleluia! (\o/) eu não via a hora de ir, abri um sorrisão e Henry retribuiu, depois me chamou pra ir almoçar na casa dele e de Katy, pra se despedirem e quinta vinha me pegar 5 da manhã para me levar ao aeroporto. Hoje é terça, ok, só mais dois dias, eu nunca tinha me sentido mais animada em toda minha vida.

- Não se esquece de mim. – Josh colocou o colar que dele, que ele tanto amava em mim, olhou pra mim com os olhos vermelhos, me pegou no colo e me beijou. Eu sorri, abracei-o com força, agora ele podia ser feliz com Lilly, eu não iria atrapalhá-los.
Pedi para Henry passar no cemitério, já que tínhamos algum tempo. Eu ia-me sentir culpada se não passasse lá.
Abaixei ali, olhando pras flores que cobriam o chão onde meus pais estavam. Por incrível que pareça senti a presença deles, senti uma coisa boa. Um vento forte bateu movendo meus cabelos e eu sorri me despedindo. Era como se eles quisessem que eu fosse, eu podia sentir isso. Agradeci mentalmente por tudo o que meus pais fizeram por mim em toda a vida deles, peguei uma pulseira minha e encaixei em uma florzinha. Levantei e voltei pro carro.

Finalmente, estava saindo da Austrália.




CONTINUA


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n/a: Oii gente, beleza? Então, eu sei que esses capítulos são cansativos, mas é preciso porque se não a história fica perdida! Continuem lendo, ok? Garanto que ela fica BEM mais legal daqui pra frente. Eeee comentem, quero saber o que vocês estão achando :D
Quem acredita em sorte? SAUDH
Beeijos :*

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