Dangerous Attraction
Autora: Cahh Nascimento
Status: Em Andamento
Revisada por: Cáa Pardine
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: LongFic
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Prólogo
Eu queria ficar com ele, queria mesmo, mas eu não poderia deixá-lo arriscar a vida por mim. Sou e sempre vou ser uma assassina. O que eu sinto por ele é muito mais que atração ou desejo, é mais do que sexo, contem sentimento. O ruim é que o sentimento era o que eu jamais pensei que poderia ser capaz de sentir. Era Amor!
Chapter 1
“Nothing's certain at the start. Letting go, so something can begin”
(The End – Mcfly)
Um barulho de tiro ecoava por todo aquele lugar abandonado, mais um verme que eu matei. De acordo com as minhas contas já era o quinto em três dias. Uau, meu recorde. Olhei mais uma vez para o homem morto em minha frente, um traficante de drogas qualquer. Não! Não é o que você está pensando. Não sou uma agente do FBI ou algo do tipo, não que eu goste de fazer justiça com as próprias mãos, mas era melhor do que esperar aqueles policiais incompetentes. Eu sou melhor do que eles, mas como não tenho licença para matar ou algo do tipo, sou considerada uma assassina em série. Mesmo salvando essa maldita cidade de todo o mal eles ainda acham que eu sou uma ameaça. Ouvi a sirene das viaturas policiais chegando, peguei a minha pistola 45 ACP (Automatic Colt Pistol), coloquei no coldre, pulei o muro e saí andando normalmente. Hoje o serviço foi mais rápido, geralmente eles dão mais trabalho fazendo eu ter que usar a força ou, em último caso, partir para a tortura apesar que não ser tão ruim, todo eles morrem no final mesmo. Hoje eu só tive que cutucar o infeliz e puf ele morreu com um lindo tiro na cabeça.
Muito fácil.
Meu apartamento ficava a poucas quadras daquele local, ou seja, não tive que andar tanto. Cheguei, tirei meus sapatos que estavam me matando de dor, tirei o coldre que ficava na minha coxa e o joguei no sofá, tirei minha blusa caminhando até o banheiro. Chegando lá, tirei meu short preto e fiquei só de calcinha e sutiã, liguei o chuveiro e então sentei no vaso sanitário para esperar a água ficar quente o suficiente. Minutos depois tirei o conjunto de calcinha e sutiã branco que eu vestia e entrei embaixo da água, estava tão quentinha poderia ficar ali pra sempre. Você deve estar se perguntando por que eu faço justiça com as minhas próprias mãos, certo? Pois então, quando eu tinha mais ou menos cinco anos, um traficante que vendia drogas para meu pai entrou na casa onde eu morava totalmente furioso porque meu pai não tinha pago uma dívida, como ele não tinha o dinheiro o cara falou que tiraria dele algum bem muito precioso, e então matou minha mãe que estava - no momento - na porta da cozinha tentando me fazer não ver nada daquilo. Sabe como eu fiquei depois daquilo? Ver sua mãe morrer na sua frente sem poder se defender é a pior coisa do mundo. Depois disso simplesmente resolvi sair por aí andando atrás do infeliz que a matou, mato todos os traficantes dessa cidade, na verdade acho que eu gostei tanto de matar, que mato todo o tipo de ladrão existente aqui. Quando ela morreu simplesmente meu mundo todo acabou, ela era minha heroína, a pessoa mais forte, doce e gentil do mundo. Eu, ao contrário dela, me tornei fria, sem emoções, a única coisa que me dá prazer é saber que estou chegando cada vez mais perto do responsável que a matou. E quando eu estiver de frente para ele vou matá-lo com gosto, ou melhor, vou torturá-lo primeiro, assim ele vai sentir a dor que eu senti quando a perdi.
Percebi que passei tempo demais no banho, meus dedos estavam enrugandos. Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha, fechei o box e fui para o meu quarto. Peguei um pijama simples. Short preto curto e blusa de alça cinza. Desfiz a cama e então deitei.
Fiquei por longos minutos olhando para o teto branco tentando conciliar minhas idéias e foi assim que eu acabei pegando no sono.
*
Acordei com frio, deveria estar mais ou menos uns cinco graus lá fora. Londres é sempre fria. Apesar da preguiça reinar no meu corpo e mente eu tinha que levantar. Tomei coragem o suficiente e levantei, quando meus pés tocaram no chão eu tremi, estava muito gelado, mas fazer o quê. Fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e fui para a cozinha ver o que tinha para comer. Tomei um café preto com torradas, tinha muito trabalho pela frente. Levantei, lavei a louça e depois fui para meu quarto escuro. Ao contrario do que vocês pensam, eu tenho trabalho, só mato a noite. Vi que tinha algumas fotos de alguma sessão que eu fiz semana passada para revelar, eu revelo foto a moda antiga, acho que ficam bem mais naturais e bonitas. A fotografia é realmente algo fascinante, capturar momentos, guardar memórias em pedaços de papel é realmente lindo. Nossa! Como fui sentimental agora. Depois de revelar minhas fotos, fui caminhando de volta para meu quarto e então peguei a caixa que ficava guardada embaixo da minha cama. Era lá que ficava todas as reportagens, fotos e tudo o que eu sei sobre o assassino da minha mãe. Não era muita coisa, mas já ajuda muito. Fiquei olhando meus rascunhos, fotos e outras coisas e então descobri quem seria meu próximo alvo, outro traficante, esse vivia mais no centro, em uma mansão. Um histórico completo. Traficante de drogas, estuprou cinco meninas, já foi preso por roubar carros. Hum, interessante. Hoje à noite vai ser difícil, acho que vou ter que usar mais das minhas armas.
Como hoje eu estava de folga do trabalho resolvi descansar e tentar bolar algum plano para hoje à noite, a única que sabia que eu matava essas pessoas era minha melhor amiga, , ela me ajuda de vez em quando. Resolvi pedir ajuda. Não! não é que nem eu, ela tem sentimentos e um coração, coisa que eu duvido que eu tenha. Peguei o telefone que estava no sofá e disquei os números mais que conhecidos por mim.
- Alô? – atendeu com voz de sono.
- Hey , é a .
- E aí, o que me conta, amor da minha vida?
- Já sei meu alvo de hoje, mas preciso de um plano. Ele será realmente difícil.
- Hum, estou indo, me espere.
- Claro, venha logo.Mbr< - Okay, até daqui a pouco. Beijos.
- Beijos.
Desliguei o telefone e peguei o controle remoto da televisão, com certeza às dez e meia da manhã não tinha nada de interessante passando. Fiquei zapeando canais até que ouvi o barulho da campainha, devia ser . Me levantei e vi que estava parada na porta com cara de quem tinha o plano perfeito em mente, sorri junto, quando ela estava com esse sorriso, a noite com certeza valeria a pena.
- Me fala seu plano, quando você sorri assim é porque idéia boa esta em sua mente – falei enquanto me sentava no sofá e me seguia fazendo o mesmo, se sentando ao meu lado e virando-se para mim.
- Acertou. – ela sorriu maleficamente, já disse que ela me assusta às vezes? Quando ela quer ser má ela é. – O plano é simples, você como uma boa mulher... – ela disse olhando para o meu corpo, ou seja, coisa boa não era. – simples, você vai seduzi-lo e depois mate-o, coloca aquele conjunto vermelho que você só usou uma vez, sedutora do jeito que você é ele está no papo.
- Eu aqui pensando que você iria falar, olha pule o muro da casa dele, mate algum dos seguranças, suba a escada estilo 007 e depois mate-o, e você me vem com essa idéia de seduzi-lo antes. Caramba amiga, seus planos maléficos estão ficando cada dia mais mixurucas – falei.
- Você pode fazer isso se quiser, mas será mais difícil e não esqueça de que temos uma balada para ir hoje e estou tentando poupar seu tempo - ela sorriu convencida. O pior é que ela tinha razão. Mais que saco, vou ter que seduzi-lo, mereço? Ah!
- Tudo bem eu vou seduzi-lo, – bufei. – mas fiquei bem claro que é a última vez que eu faço isso, eu mato sem dó nem piedade e não sou nenhuma puta para ficar seduzindo quem não merece.
- Tudo bem! Agora vamos preparar as coisas, hoje vai ser digamos que... Divertido – falou com um sorrido maquiavélico, ela estava feliz hoje, fato.
*
O resto do dia foi baseado em ficar comendo pipoca, vendo filme de romance e tomando coca cola – para você ver como foi produtivo.
Estava dando a hora para eu poder ir fazer meu serviço. estava na sala esperando eu me trocar, depois me levaria à casa do meu mais novo alvo. Terminei de colocar o sobretudo e então desci as escadas.
- Vamos? – perguntei.
- Claro.
pegou as chaves do meu carro e então descemos de elevador até o subsolo. Desativou o alarme e entramos no carro, ela ligou-o e então me disse:
- Não esqueça, estou na rua de trás, qualquer coisa grita ou sei lá, arrume um jeito. Ande o mais rápido que puder, pelo que eu soube a rua dele tem vigilantes noturnos, se um deles suspeitar de algo pode chamar a polícia.
- Se acalme . – falei enquanto colocava o cinto de segurança e ela saía da garagem – sou uma profissional.
- Isso é o que você acha. – falou quando saímos em direção à casa do traficante.
Realmente seria uma noite no mínimo... Interessante.
*
- Tudo bem! Seja o mais sensual possível. – falou quando paramos em frente a mansão na qual o verme de hoje morava.
- Claro, vou tentar. – falei arrumando meu sobretudo que ia quatro dedos abaixo do joelho, peguei meu coldre e o coloquei na minha coxa, peguei minha arma no porta–luvas e coloquei no coldre, dei uma olhada no retrovisor do carro para ver se estava tudo em ordem. Dei um até logo para e fui começar o meu serviço de hoje.
Cheguei à porta da mansão e vi que tinha um porteiro, me arrumei e tentei jogar todo meu charme para cima daquele porteiro que no fundo tinha cara de tarado.
- Olá. – sorri. – O senhor sabe se o seu patrão está em casa? – fiz cara de inocente.
- Não posso te dar essa informação moça. – filho de uma puta. arrombado! Fiz minha maior cara de safada e então disse.
– Sabe, é que ele ligou aonde eu trabalho para eu poder fazer um trabalhinho hoje, se é que me entende.
O porteiro em olhou de cima a baixo e não acreditou, acho que vou ter que apelar, ninguém merece. Lembre-me de matar esse porteiro quando eu sair daqui.
- Está duvidando de mim senhor? – perguntei.
- Quem, eu? Que isso moça, você não está muito digamos... Vestida demais para ser quem você diz ser? – ele perguntou.
Então eu fiz o que eu tinha que fazer, abri o sobretudo revelando meu conjunto de calcinha e sutiã de renda na cor vermelha e branca como a arma estava na parte de trás do coldre , ele achou que era algum acessório que fazia parte do conjunto e dei um sorriso forçado. Ele, depois de ficar uns longos minutos olhando para mim com cara de bocó, finalmente me deixou entrar. Caramba isso que eu chamo de casa. Entrei e fiquei olhando aquela sala, era realmente bonita, mas isso não importa agora, tenho mais o que fazer e isso inclui matar alguém. Bem, de acordo com aquele porteiro, ele provavelmente estaria me esperando no quarto. Subi as escadas deduzindo que era o andar no qual os quartos ficavam, andei um pouco pelo corredor e vi várias portas, mas qual delas seria o quarto dele? Continuei andando até que vi uma porta aberta e um homem de aparência jovem falar ao telefone. Fiquei encostada na parede ao lado da porta esperando ele desligar o telefone, quando isso aconteceu, eu passei as mãos pelos cabelos e me arrumei. Pronto essa era a hora, vamos lá , você consegue. Seja o mais sensual possível e acabe com isso logo. Entrei no quarto e o verme olhou para mim confuso e então comecei meu trabalho.
- Acho que o senhor me chamou aqui – falei sorrindo.
- Eu não chamei ninguém. Quem é você? – ele perguntou pegando o telefone que estava em cima da cama. Ele iria ligar para algum dos seguranças, mais eu não deixaria.
- Eu vim fazer um trabalho para o senhor ,sabe? – falei caminhando até ele. Quando cheguei perto o suficiente, abri o sobretudo e então a cara de confuso dele se transformou em malícia. Cheguei mais perto e sussurrei no ouvido dele. – Tem certeza que não se lembra? – ele estremeceu e eu sorri. Ele não disse nada só estava aproveitando, por pouco tempo. Ele colocou uma mão na minha coxa então a levantou – ainda bem que a arma esta na outra coxa – aproveitei que ele estava distraído passando a mão nojenta dele pela minha coxa e levei minha mão até o coldre, peguei a arma discretamente encostei ela atrás do seu pescoço e então ele parou e eu disse – Ora , acho que a sua diversão acabou – dei um sorriso vitorioso e atirei nele. Ah, agora com certeza precisaria tomar um banho. Coloquei minha arma de volta no coldre e saí do quarto, tinha que correr já dava para ouvir as sirenes das viaturas policiais, porteiro idiota. Desci as escadas rapidamente, passei pela porta e me escondi mas plantas que tinham lá perto, andei mais um pouco e vi o segurança na cabine dele falando ao telefone, peguei minha arma, cheguei mais perto e quando cheguei à cabine me abaixei, mirei bem na cabeça, atirei e ele caiu morto logo em seguida. Coloquei a arma de volta no coldre e caminhei até os fundos da casa. Pulei o muro e vi que me esperava no carro, corri, abri a porta e ela deu partida logo em seguida.
*
Estava no banco de trás do carro trocando de roupa, iríamos para uma boate nos divertir, merecíamos depois da noite que tivemos.
- E aí, você não me contou, como foi lá na casa? – perguntou enquanto eu tentava a todo o custo colocar a meia calça com o carro em movimento.
- To com nojo de mim, sério. – bufei – Ele colocou aquelas mãos nojentas nas minhas coxas, mas eu fui rápida, peguei e arma e acabei com ele.
- Wow, quando chegar em casa tome um banho, agora nós vamos nos divertir um pouco porque merecemos – Vi pelo retrovisor do carro que sorriu. – Tá difícil aí? – ela perguntou rindo.
- Está sim, eu não sou uma contorcionista para conseguir colocar essa meia calça enquanto o carro esta em movimento, já bati meu joelho na porta umas três vezes.
- HaHa, vamos, se troca logo, só falta mais um quarteirão e já chegamos. – me apressou.
Terminei de colocar a meia calça, coloquei um vestido que parecia mais um blusa social, ela fica a quatro dedos acima do meu joelho e era branco, coloquei meu salto alto preto e pulei de volta para o banco da frente, passei um rimel, lápis de olho (com bastante dificuldade, devo dizer) um pouco de blush e sombra. Passei um perfume bem fraquinho, amarrei meu cabelo num rabo de cavalo deixando alguns fios soltos.
Alguns poucos minutos depois, estacionou na frente da Lipstick, a boate mais famosa de toda Londres. Lá era aonde os ricos e famosos iam se divertir, só a entrada custava no mínimo 450 Libras. Como nós íamos entrar lá? Simples, a também é fotografa e ela teve a imensa sorte de fotografar um modelo mega famoso essa semana que deu para ela dois ingressos vip's.
deu a chave para o manobrista e então mostramos nossos ingressos para o segurança, que liberou a nossa entrada. UAU! Isso é o que eu chamo de boate. Tudo em neon, a pista de dança era um palco de vidro com lasers de todas as cores possíveis se movimentando enquanto as pessoas dançavam. O bar era imenso, todos os tipos de bebidas eram vendidas. A área vip ficava no andar de cima, com puffs coloridos e cortinas para privacidade dos clientes – se me permite dizer tinha muita gente se comendo por aqui – e eu resolvemos ir para o bar primeiro, tínhamos que tomar algo bem forte, precisávamos nos soltar um pouco mais e para isso, coloque álcool na veia.
Sentamos nos bancos e então eu chamei o barman que por sinal me olhou de cima a baixo – ate que ele não era feio – eu o ignorei e pedi um Cuba Libre e pediu Christmas Love.
- Já vou fazer os pedidos – o barman disse e então saiu.
- ? – me chamou baixinho, mas porque diabos ela está sussurrando?
- Fala.
- Tem um menino lindo te olhando lá da área vip.
- Sério? – fiz cara de interesseira, vai que é bonito mesmo?!
- Aham – ela fez cara de tarada.
- Como ele é? – qual é, eu tinha que saber se o sujeito era bom mesmo.
- Alto, bonito, moreno e parece que tem cabelos – ela o observou. – Hum, estpa te comendo com os olhos.
- Sério? – Interessante. – Posso olhar?
- Pode, você sempre foi cara de pau mesmo – ela riu.
Virei-me e o vi, é ele parecia bem bonito e realmente estava me comendo com os olhos. Voltei minha atenção para e então começamos a conversar até que o DJ começou a tocar Justin Timberlake – Futuresex – lovesounds. A música era perfeita para provocar alguns caras que estavam na pista, mas na verdade eu queria provocar o cara que estava me olhando lá na área vip, olhei para e ela entendeu o que eu queria, olhei pra área vip onde ele me observava, me levantei e fui para a pista de dança.
(ouça a música - Justin Timberlake - Futuresex)
You know what you want
And that makes you just like me
See everybody says you're hot, baby
But can you make it hot for me
Said if you're thinking 'bout holding back
Don't worry, girl
'Cause I'm gonna make it so easy
So slide a little bit closer to me, little girl
Daddy's on a mission to please
Quando cheguei à pista de dança, comecei a dançar o mais provocante possível. Mexia os quadris como se fosse uma dança do ventre, passava as mãos por meus cabelos. Então os homens começaram a chegar mais perto e dançar comigo. Eu revezava um por um, sempre provocante, mas não deixava nenhum deles me tocar, o que os deixava mais excitados ainda.
Wait a second
She's hopped up on me
I've got her in my zone
Her body's pressed up on me
I think she's ready to blow
Must be my future sex love sound
And when it goes down
Baby all you gotta do is
Senti uma mão na minha cintura e então olhei para trás e sorri, era o homem que ficava que encarando da área vip. Ele me olhava com malícia. Seria divertido provocá-lo. Coloquei meus braços em volta da nuca dele e então comecei a rebolar de costas, ele segurava minha cintura e a cada movimento ele a apertava mais.
Just tell me which way you like that
All you gotta do is
Tell me which way you like that
Do you like it like this
Do you like it like that
Tell me which way you like that
Tell me which way you like that
Virei-me e fiquei de frente para ele. Coloquei uma perna no meio das dele e então comecei a mexer meu quadril. Desci minha mãos da nuca dele para o ombro e comecei e me mexer mais ainda. Ele então entrou na brincadeira e começou a dançar junto. Ele viu que eu estava provocando-o e começou a fazer o mesmo joguinho. Puxou meu corpo para mais perto do dele e um choque elétrico passava pelo meu corpo. Resolvi provocar mais ainda.
You can't stop, baby
You can't stop once you've turned me on
And your enemy are your thoughts, baby
So just let em go
'Cause all I need is a moment alone
To give you my tone
And put you out of control
And after you let it in
We'll be skin to skin
It's just so natural
Encostei meu corpo mais perto do dele (como se fosse possível) e então susurrei no ouvido dele “You can’t stop baby”. Ele deu um sorriso discreto e apertou mais ainda minha cintura. Estávamos ofegando muito, minha boca encostada no ouvido dele soltava gemidos discretos cada vez que ele me trazia para mais perto.
Wait a second
She's hopped up on me
I've got her in my zone
Her body's pressed up on me
I think she's ready to blow
Must be my future sex love sound
And when it goes down
Baby all you gotta do is
Mordi o lóbulo da orelha dele, respirando pesadamente. A respiração pesada dele batia no meu pescoço me dando uma sensação maravilhosa. Ele tinha um cheiro viciante, era sexy e bastante atraente. A cada vez que nossas pernas se grudavam mais uma na outra gemidos escapavam de nossas bocas fazendo ambos sorrirem. Mais eu queria saber até onde ele agüentava e então desci minhas mãos do ombro dele para o abdômen subindo um pouco a blusa social que ele vestia e passando minha mão por toda sua barriga que realmente era bem definida. Ele começou a ficar mais ofegante, – Uh, ponto para mim – só que a situação reverteu, ele começou a beijar meu pescoço fazendo os gemidos da minha parte serem cada vez mais freqüentes. Nós nos provocávamos cada vez mais, era impossível parar, parecia uma necessidade ter meu corpo colado no dele. Era extremamente bom.
Just tell me which way you like that
All you gotta do is
Tell me which way you like that
Do you like it like this
Do you like it like that
Tell me which way you like that
Tell me which way you like that
- Tell me which way you like that – ele sussurrou no meu ouvido passando a mão na minha coxa. Como ele conseguia me provocar assim? E então a música acabou e nós nos separamos ambos um pouco suados e com a respiração pesada. Ele sorriu – que sorriso lindo – e eu sorri junto. Andei até o bar e vi que ele estava atrás de mim me acompanhando. Me sentei e vi que tinha saído, com certeza ela estava se pegando com alguém em algum lugar. Ele sentou-se do meu lado e chamou o barman.
- O que vai querer? – o barman perguntou.
- Cerveja - ele falou de imediato e então me olhou.
- Ah! Vou querer vodka obrigada – então o barman sorriu e saiu em busca das nossas bebidas.
- Então... – ele disse se virando - ...posso saber o nome da menina que dançou comigo?
- E se ela não quiser falar o nome dela? – dei um sorriso vitorioso, vai pensando que eu ia falar meu nome assim na lata há há há.
- Acho que vou ter que apelar. – ele sorriu maliciosamente. Ele realmente quer me provocar.
- Tente – falei segura, ele acha que me provocando vai me fazer falar meu nome? Há sou mais forte do que pareço.
Ele se levantou e chegou mais perto de mim e deu um sorriso. Aproximou sua boca da minha roçando seus lábios com os meus e então colocou uma mão na minha coxa e a outra na minha nuca. Ótimo, ele quer provocar? Há ele não me conhece.
Coloquei minha mão nas entradas dele e comecei a arranhar fazendo ele contrair a barriga – sorri e falei:
- Fala você primeiro – ele suspirou pesadamente quando eu o arranhei de novo.
- – ele fechou os olhos e suspirou de novo. – meu nome é .
- Hum! Nome bonito . – sorri e tirei minhas mãos recebendo um olhar de insatisfação dele. – Meu nome é . – cheguei mais perto do rosto dele e então sussurrei. – Muito prazer!
Ele se aproximou e então sussurrou perto da minha boca:
- O prazer é todo meu.
As bebidas já haviam chegado. Ele voltou para seu lugar e então começamos a conversar. Ele era bastante legal e gostava das mesmas coisas que eu. Mas eu não poderia me envolver com ninguém mesmo que fosse por uma noite. Era perigoso, os policiais estavam abrindo um inquérito sobre mim e eu sei que iriam até o fim do mundo para me descobrir, não poderia colocar ninguém em risco, já bastava a .
Minutos depois chegou e falou que tínhamos que ir embora. (como ele pediu pra que eu o chamasse) disse que tinha que falar com um amigo e que não era pra eu ir embora ainda. Falei que esperaria (na verdade menti) depois que eu vi que ele estava longe o suficiente e que não poderia me ver saí de lá o mais rápido possível e fui embora. Eu tinha simpatizado com ele, mas não iria encontrá-lo mais. Pelo menos era isso que eu achava e desejava.
Chapter Two
You say that you just want someone But I'm the only one you need.
(Back to Me – The All American Rejects)
Acordei com os malditos raios de sol no meu rosto – prefiro Londres fria como sempre – me levantei porque tinha muito trabalho para fazer hoje e provavelmente iria ficar o dia inteiro no estúdio. Fui para o banheiro, lavei o rosto com água bem fria – argh ressaca do caramba, resolvi tomar um banho gelado – realmente eu estava precisando.
Depois de meia hora no banho, vinte minutos para trocar de roupa e dez minutos para tomar café eu finalmente saí de casa. O dia tava um inferno – literalmente falando – Sol de no mínimo 32 graus, nunca vi a Inglaterra fazer tanto calor como está hoje. Por isso vesti um short preto curto de pano fino meio social, uma blusa de alça branca e sandálias de salto alto brancas. Peguei minha bolsa e então rumei ao trabalho com a minha melhor expressão falsa.
Cheguei ao estúdio mais ou menos meia hora adiantada, vi as sessões que eu tinha hoje – Ai cristo quanto trabalho. Esperei meu primeiro cliente chegar, um rico qualquer que queria tirar foto para alguma revista de empreendimento que realmente não me interessava nenhum pouco, mas eu sou paga para isso, por isso tenho que aturar esse ser mesquinho dando ordens em mim e a minha paciência se esgotando.
Depois do meu pequeno “inferno”, ele foi embora e eu fiquei feliz novamente.
As outras sessões foram normais. Duas modelos da Victoria Secrets, uns caras de uma banda que eu não sei pronunciar o nome, os novos modelos de cuecas da Calvin Klein, e outras modelos que queriam fazer um book profissional. Resolvi sair para tomar um café. O bom de trabalhar numa das ruas mais movimentadas de Londres é que aqui tem uma Starbucks na esquina facilitando meu trabalho de ir a pé até a Starbucks a quatro quadras daqui.
Entrei e senti o maravilhoso cheiro do pó de café. Dirigi-me até o caixa e pedi um Frappuccino de chocolate e um muffin também de chocolate, falei meu nome e então procurei uma mesa vaga. Eu tinha mais ou menos duas horas e meia de tempo livre até a próxima sessão de fotos, ou seja, não estava não preocupada na demora do meu pedido. Cinco minutos depois, uma garçonete chegou e entregou meu pedido. Agradeci com um sorriso falso e comecei a comer. Depois de devorar meu delicioso muffin, resolvi pesquisar mais alguma coisa sobre o meu próximo alvo. Peguei o notebook na minha mochila e o abri, coloquei a senha de entrada e esperei a internet conectar. Na maioria das Starbucks daqui de Londres tem internet sem fio como nos cybers café.
Fui no Google e digitei Jack Mattweys e encontrei o de sempre.
Jack Mattweys, 22 anos. O maior traficante de drogas da costa oeste
Cometeu 212 assassinatos em um ano, 3 estrupos e 32 assaltos. Nunca foi preso.
- Por que esta pesquisando sobre Jack Mattweys? - Uma voz surgiu atrás de mim me fazendo levar um susto. Coloquei a mão no coração tentando me acalmar e quando olhei para trás vi o cara do bar. Ah, era só o que me faltava, eu não queria encontrá-lo de novo e parece que tudo esta acontecendo exatamente ao contrário.
- Te interessa? - perguntei seca.
- Uh, calma aí senhorita agressiva – ele levantou as mãos parecendo que está se rendendo – Só estou perguntando.
Ele puxou a cadeira se sentando de frente para mim.
- Te dei permissão para sentar? – perguntei ainda mexendo no notebook.
- É um país livre, eu sento aonde eu quiser – ele sorriu cínico.
- Tanto faz – revirei os olhos.
Voltei à minha pesquisa, mas tudo o que eu achava na internet eu já tinha lido. também estava pesquisando para me ajudar. Mas acho que ela também teve o mesmo resultado que eu porque até agora ela não tinha me ligado com nenhuma novidade.
- Então... – começou a falar.
- Então o que?
- Nossa garota você é tão grossa, eu hein!
- Sério? E daí? Não preciso ser educada com ninguém. Você que se sentou aqui e está me enchendo o saco, por que eu tenho que ser educada?
- Não está mais aqui quem falou, aliás, desculpa aí, mas ontem você foi bem educada... Até demais comigo se é que você lembra – ele sorriu vitorioso.
- Pois é, e você deve se lembrar muito bem que aquilo era uma boate e que eu estava com bastante álcool na veia – o encarei.
- Lembro – ele sorriu mais ainda – E lembro também da dança que tivemos e do modo como você me largou lá.
- Ótimo! Ainda bem que se lembra disso. – sorri cinicamente – Por que esta conversando comigo? Ontem realmente não foi o suficiente para você?
- Não desisto de quem eu quero – a expressão dele ficou séria. – Você me atraiu ontem, e muito, devo dizer. Para saber aonde você trabalhava foi muito difícil.
- Não pedi para você me seguir. Se eu te atraí? Ótimo! Bom saber que eu tenho esse poder sobre os homens, agora me deixa em paz.
Fechei o notebook e o guardei na mochila. Chamei a garçonete e então paguei minha conta. Ele apenas me olhava. Levantei-me, coloquei a mochila nas costas e andei em direção a porta. Comecei a caminhar de volta para o estúdio, senti que alguém estava me seguindo, olhei para trás e vi me seguindo. Virei-me ficando de frente para ele.
- Você não cansa de levar fora, não? – perguntei com raiva. Ele chegou mais perto de mim, ficando a poucos metros do meu corpo. Por que eu estava sentindo vontade de agarrá-lo?
- Não – ele falou chegando cada vez mais perto. A minha respiração estava começando a ficar falha, minhas pernas começavam a ficar moles. Por que eu estava sentindo tudo isso? Meus pensamentos foram interrompidos pelo meu celular que estava tocando dentro da minha mochila. Achei-o e vi no visor escrito “”. Atendi de imediato.
- Fala! – eu atendi rapidamente.
- ! Precisamos conversar e rápido! – A voz dela era de pânico.
- O que aconteceu?
- Descobri algo – ela suspirou. – Temos que sair da cidade o mais rápido possível, estamos em perigo.
- O que você descobriu? – Perguntei. Eu estava em pânico e me olhava confuso.
- Não posso falar por telefone. Encontre-me naquele beco perto do estúdio em dez minutos.
- Tudo bem! Estou indo.
Desliguei o celular e voltei a andar rapidamente deixando para traz. Algo bom não era. Por que a gente tinha que sair da cidade? Por que ela estava nervosa? Só se...
*
Cheguei ao beco e vi encostada na parede pensativa.
- O que aconteceu? – Cheguei perguntando. Ela levantou a cabeça e me olhou. Droga, era tão ruim assim?
- Os policiais abriram uma investigação para descobrir quem matou aqueles traficantes – fiquei branca, não era possível. – Mas que droga!
- Eles estão perto, não estão? – Perguntei mesmo já sabendo a resposta.
- Estão... – ela suspirou – e muito perto. Precisamos sair da cidade o mais rápido possível.
- Eu sei! Mas eu não tenho um lugar, alias, nós não temos um lugar pra ficar e - fui interrompida por . O que diabos ele esta fazendo aqui?
- Desculpa interromper, mas eu tenho uma casa em Brighton e sei lá, se vocês quiserem ir – ele falou normalmente.
- Até que parte da conversa você ouviu? – Perguntei.
- Só ouvi um “não temos lugar para ficar” – ele falou dando os ombros.
- ! – me chamou e então eu virei. Ela me olhou com aquela expressão de: Temos que aceitar a ajuda dele.
- Não! – falei decidida – Não vou envolver ele em tudo isso, .
- ! Precisamos de ajuda – ela disse triste.
- Não me importa, eu não vou envolvê-lo nisso.
- ? – me chamou. – Sei que você não vai me contar nada, mais sério pode ir pra minha casa e...
- Porque está me ajudando? – Perguntei curiosa.
- Eu já disse! Não desisto de quem eu quero. Mas você despertou minha curiosidade. Quero descobrir mais sobre você. Eu senti algo estranho na boate ontem quando eu dançava com você e eu quero saber o que é. Eu sei que parece estranho... – ele passou as mãos pelos cabelos s e me olhou. Só agora eu fui perceber o quanto os olhos dele eram lindos... Caramba que lindos o que você não pode se envolver com ele – Mas eu sei que por trás dessa menina grossa, existe a menina com o sorriso mais hipnotizante e lindo que eu já vi e a menina mais gentil que eu sei que vou conhecer. – Depois que ele falou isso, senti milhares de borboletas no estomago e não fazia idéia do porquê, mas resolvi deixá-las de lado e seguir a razão.
- , – o olhei seriamente, não porque isso me doeu, – Você não pode ficar perto de mim. – ele me olhou confuso. – Eu não vou explicar para você, mas eu sou perigosa, você não pode se envolver comigo está entendendo?
- Não. – ele falou rapidamente. – Olhe, eu não vou desistir. Vocês precisam de um lugar para ficar e eu tenho uma casa. Larga de ser responsável uma vez na vida e aceita a minha oferta.
- Quem você acha que é para me julgar assim? Você me conheceu ontem!
- Eu sei! Mas eu já disse. Você despertou minha curiosidade.
- E daí? Você não é ninguém para me julgar.
- Aceita minha proposta logo .
- Não!
- ! – falou. – Nós não temos onde ficar, – ela chegou mais perto e então sussurrou para mim – faça pela sua mãe. – Ela pegou no meu ponto fraco.
- Tudo bem ! – falei e ele sorriu – Eu aceito.
- Ótimo! Quando vocês vão? – Ele perguntou.
- Hoje mesmo, precisamos ir rápido. – falou.
- Tudo bem.
- Vou ligar no estúdio e falar que eu tenho que ficar ausente por uns dias, depois vamos para minha casa arrumamos as malas e... - fui interrompida por de novo.
- Eu vou com vocês. – Ele falou. – De lá é só eu ir direto, tenho roupas lá não preciso fazer malas nem nada.
Eu ia abrir a boca para protestar, mas me olhou com raiva e então eu resolvi me calar.
- Vamos então? – perguntou.
- Vamos. – e eu falamos juntos fazendo dar risada e sair andando na nossa frente.
- Esses dias vão ser, no mínimo, interessantes. – falou.
- Já disse , não pode se envolver comigo.
- Eu não vou. – Ele me olhou e então saiu andando mais rápido.
Realmente eu acho que ele não entendeu. O que eu faço?
Chapter three
Every way and when they set me free Just put your hands on me
(I Wanna – The All American Rejects)
Estava em meu quarto arrumando minha mala, estava na sala assistindo algum tipo de talk show. Eu ainda estava grilada, acho que ele não entendeu quando eu disse que nós dois não podíamos nos envolver – bufei – sujeitinho teimoso esse. Eu não iria me aproximar dele, fiz uma promessa para mim mesma e não vou ceder a ele, mesmo que isso seja difícil. Coloquei o que eu mais precisava na mala. Roupas intimas, umas bermudas, uma saia, um vestido, umas camisetas e algumas calças jeans. Fui ao banheiro e estava lá pegando alguns produtos de higiene. Voltei para o quarto e sentei na cama, eu não posso ficar pensando nisso, não posso. Eles estão chegando perto. Mas que droga, eu tinha planejado tudo, fiz tudo cautelosamente para eles não me acharem e olha só no que isso deu, vou passar um tempo indeterminado na casa de um cara que eu conheço há um dia e que eu sinto uma atração que eu jamais senti por outro homem, ou seja, eu ia enlouquecer em breve.
Coloquei as mãos na cabeça – mas que droga de dor de cabeça, ela é sempre pior pela manhã – levantei e fui para a cozinha, precisava de um analgésico e rápido, estava doendo muito. Desci as escadas e a dor só piorava – merda eu não bebi tanto assim para ter uma dor de cabeça tão grande – quando cheguei ao último degrau não contive e dei um grito de dor, não passava nunca estava doendo muito.
-AHHHHHH! – Comecei a chorar colocando as mãos na cabeça tentando conter a dor mais não parava – olhei para frente e vi me olhando com medo e confuso e ele mexia os lábios rapidamente, deveria estar falando algo mais eu não entendia e a dor piorava mais e mais.
- Pega um analgésico , pelo amor de deus – Eu disse soluçando ainda com as mãos na cabeça e apertando o mais forte possível e fechando os olhos, droga de dor de cabeça.
- ! – Ouvi gritando e a minha cabeça latejou mais ainda. Abri os olhos e vi em minha frente me olhando assustada. – O que aconteceu? – Perguntou preocupada.
- Dor de cabeça, nada de mais – Falei. Eu estava me sentindo fraca, que estranho. Vi vir correndo em minha direção com um copo d’água e um comprimido branco nas mãos. A fraqueza estava se tornando maior, sentia que ia cair a qualquer momento, meus olhos queriam se fechar quando chegou mais perto, eu só o vi largando o copo e o comprimido, correr até onde me encontrava e então tudo se apagou.
*
Acordei com uma luz forte vinda da janela, eu estava no meu quarto, e estavam sentados, conversando baixinho. viu que eu acordei e então falou:
- Ainda bem que você acordou – Ela correu até onde estava e me abraçou. – O que aconteceu? Você, do nada, começou a gritar e depois desmaiou.
- Eu não sei. – Suspirei e então olhei para que me olhava preocupado. – Senti uma dor de cabeça muito forte, comecei a sentir tontura e então desmaiei. – Falei. me olhou preocupada. – Eu estou bem, eu juro, agora vamos sair daqui, temos que ir embora o mais rápido possível.
- Tem certeza que está bem? – se pronunciou.
- Tenho! Só foi um dor de cabeça, nada de mais. – Falei enquanto me levantava e evitava olhar para , tinha que ser fria com ele, eu fiz uma promessa.
- Tudo bem! Vamos indo, meu carro está lá fora. – Ele falou se levantando, pegando as chaves do carro e andando em direção a porta. me olhou, dei os ombros e saí atrás de com ao meu encalço, peguei minhas malas, tranquei a porta e quando eu vi o carro de meu queixo caiu, onde ele trabalha para ter uma BMW? Ele pegou as nossas malas e colocou-as no porta-malas, abriu a porta de trás do carro e entrou rapidamente fechando e travando a porta. Fazendo com que eu fosse no banco da frente com .
*
A viagem foi tranquila, eu fiquei no notebook enquanto dirigia e ouvia música no mp3. Chegamos por volta das seis horas da tarde. A casa era meio isolada das outras ficava num lugar perto da praia, de difícil acesso. Ela era linda, tinha uma pintura meio amarelada, portões de madeira escura e uma garagem enorme. estacionou e então saímos do carro, ele abriu o porta–malas, pegou nossas bagagens e levou até a porta de madeira com pequenos detalhes esculpidos, pareciam pequenos anjos. Ele tirou a chave do bolso e abriu a porta levando nossas malas junto. O seguimos e então eu fiquei mais espantada ainda, a sala era linda, branca com móveis pretos e uma TV de plasma de 45 polegadas, com home theater, do lado. Mais para o canto tinha uma instante com milhares de DVDs, tinha um tapete branco com pelos e uma mesa de centro. jogou a chave na mesa de centro e subiu as escadas, nós o seguimos. mostrou o quarto de primeiro. Era bege, com uma cama de casal, um armário de madeira antiga e um banheiro, ela ficou toda feliz, pulou na cama e então saiu rindo e indo em direção ao quarto que ficava no fim do corredor.
- Bem, esse é o seu quarto. – falou abrindo a porta e me mostrando um quarto cor de pêssego, com uma cama de casal, lençóis bege, um armário de madeira antigo com pequenos anjos esculpidos, um tapete egípcio, persianas bege e um banheiro. Peguei minha mala, coloquei no canto do quarto e me virei encarando pela primeira vez desde quando eu tinha desmaiado.
- Obrigada por tudo – falei com a cabeça . – Eu não quero dar trabalho para você, por isso vamos dividir as despesas, e eu lavo a louça e limpo a casa – falei. começou a rir.
- De nada – ele sorriu sinceramente. – As despesas eu concordo, mas arrumar a casa e lavar louça? Não precisa disso, aqui tem a Maria. Ela é a empregada, vem para arrumar tudo uma vez por semana.
- Hum!
- Bom, vou para o meu quarto, trocar de roupa, vamos sair para algum lugar que tal? – Ele perguntou sorrindo angelicalmente.
- Tudo bem, vou fazer o mesmo, avise a .
- Aham – ele falou e então fechou a porta, respirei profundamente, coloquei minha mala em cima da cama, e procurei uma roupa, optei por um vestido preto curto e solto, com sandálias de salto também pretas. Tirei a roupa e fui para o banheiro, liguei o chuveiro e senti a água morna molhar meu corpo e fazer eu esquecer todos os meus problemas. Depois de um tempo embaixo do chuveiro, resolvi sair. Enrolei-me na toalha branca, e voltei para o quarto, coloquei uma lingerie preta com detalhes rosa, depois o vestido. Passei uma maquiagem leve, sombra branca com brilho, batom rosa claro, um pouco de blush e rimel, calcei as sandálias e saí do quarto, fui para a sala esperar e . Quando desci as escadas vi sentada, já pronta. Ela estava com um vestido apertado e curto na cor dourado, sandálias de salto na mesma cor e maquiagem fraca com os cabelos presos em um coque com alguns fios soltos – minha amiga é linda, fato – sentei ao lado dela e engatamos uma conversa. Minutos depois ouvi passos vindos da escada, era ele. estava deslumbrante, usava uma calça jeans escura, uma camiseta branca, cabelos bagunçados e all star branco. Lindo.
- Vamos? – perguntou.
- Claro – eu e falamos juntas e rimos.
- Para onde vai nos levar, ? – Perguntei e ele fez careta quando falei seu nome.
- Vou levar vocês para uma boate ao ar livre – ele falou pegando as chaves da BMW e abrindo a porta.
- Boate ao ar livre?
- É – ele me olhou sorrindo e eu ainda estava confusa. – É uma boate que fica na praia, Não! Não é uma roda de violão nem nada, é mesmo uma boate, com bar, pista de dança, área vip e tudo o mais, a única diferença é que fica na praia, tem palcos montados para ninguém pisar na areia. É bem legal.
- Nossa que diferente. – falou entrando no carro, como sempre, no banco de trás.
- Sim, bastante. – falou entrando no carro e colocando a chave na ignição. - Mas vocês vão gostar. – virou-se para e disse. - Um amigo meu vai , acho que ele é a sua cara – ele sorriu maliciosamente.
- Sério? Hum, estava a fim mesmo de pegar alguém essa noite. – falou e depois riu. Ah safada.
- E você? – virou-se para mim e perguntou.
- Eu o quê?
- Vai pegar alguém essa noite?
- Não sei.
- Acho que você vai sim. – ele sorriu convencido.
- Pois acho que você está errado. Não vou pegar ninguém hoje e nem tão cedo.
não falou nada, apenas deu um sorriso de canto e deu partida no carro.
*
Chegamos à Small’s - a boate ao ar livre que tinha falado. Ele estacionou no calçadão e então saímos do carro. Não pegamos fila, foi só o falar com o segurança e ele liberou nossa entrada imediatamente. A boate era legal, como era umas oito da noite mais ou menos, o céu começava a ter estrelas, tinha um DJ, bar, e uma pista de dança, era realmente surreal.
acenou para alguém e quando eu vi, era um menino. Ele veio até nós e então eles se abraçaram.
- Já chegou -boy! – O menino falou.
- Já sim! Essas são e . – nos apresentou.
- Meninas, esse é o . - sorriu.
- É um prazer conhecê-las meninas! – falou dando um abraço em mim e em , demorando mais no último. É, rolou o clima.
- Digo o mesmo ! – falou.
- Quer dançar? – chamou e ela aceitou na hora.
Fiquei olhando para e ele para mim o silencio não era confortável, quando ele abriu a boca para falar eu o interrompi:
- Vou para o bar – Falei e saí indo em direção ao bar e deixando para trás.
Cheguei ao bar e pedi uma vodka – como eu precisava de álcool. – depois que o barman trouxe o meu pedido eu virei o copo de vodka dando uma sensação de queimação na garganta e no estomago. chegou minutos depois e se sentou ao meu lado pedindo uma cerveja, ele suspirou e disse:
- Por que você foge de mim? – ele me perguntou, ia responder mais ele interrompeu – Olha, eu não entendo porque eu não posso me envolver com você. Deve ser algo bem sério para você não querer nada comigo depois da química que ficou entre você e eu na boate.
- ... – Comecei, mas fui interrompida de novo.
- Pode parecer ridículo, mas você me deixa louco. – Ele me olhou. – É um sentimento muito forte e eu não consigo controlar, quando eu fico perto de você eu fico com uma vontade louca de te beijar, de te tocar e é incontrolável... Parece uma necessidade ter meu corpo colado no teu e eu fico imaginando isso e me deixa cada vez mais louco.
Ele passou as mãos pelos cabelos nervoso e virou a lata de cerveja inteira em um gole. Ele tinha razão. A química entre ele e eu era incontrolável, eu também tinha a necessidade de ter meu corpo colado no dele e queria, como ele, ter essa sensação, mas era errado, não posso me envolver, não quero que ele acabe com a vida dele por minha culpa e se ele se apaixonar por mim vai ser mil vezes pior, ele vai sair magoado nessa história por minha culpa. Levantei-me e sai andando, tirei meu salto alto e corri pela praia, queria ficar longe dele.
Quando mais longe, melhor.
Cheguei a um local onde ficava as pedras, me sentei na areia mesmo e olhei para o mar pensando em como seria ficar esse tempo indeterminado morando na mesma casa que . Senti algo se sentar ao meu lado e era ele.
Uma música conhecida começou a tocar e ele olhou para mim, wlw queria alguma coisa, seu olhar era diferente.
(coloque para tocar I Wanna – The All American Rejects)
I never thought that I was so blind
I can finally see the truth
It's me for you
Ele se aproximou mais, ficando de frente para mim. Me olhou nos olhos, se aproximou mais e quando chegou perto o suficiente da minha boca ele perguntou:
- Seja minha só por hoje?
Não respondi apenas abaixei a cabeça. Ele segurou meu queixo, levantando-o e então me beijou. Era um beijo calmo, com vontade, era... Incrível. Lutei no começo, mas não resisti, eu o queria mais que tudo.
Tonight you can't imagine that I'm by your side
Cuz it's never gonna be the truth
So far for you
O beijo foi se intensificando mais ainda. Ele me deitou na areia e ficou por cima de mim. As mãos dele começavam a correr pelo meu corpo e isso era tão bom.
But can you hear me say?
Don't throw me away
And there's no way out
I gotta hold you somehow
Minha mãos corriam pelo corpo dele. Dos ombros para o peito depois para a barriga. Segurei na barra da camiseta dele e puxei-a para cima, ele quebrou o beijo levantando os braços para facilitar o meu trabalho de tirar a camiseta, voltou a me beijar agora com mais vontade. As mãos dele passaram pelos meus seios, depois pela minha barriga e foi parar na barra do meu vestido.
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Everyday but all I have is time
Our loves is a perfect crime
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Every way and when they set me free
Just put your hands on me
Eu agarrava os cabelos dele com mais força. As mãos dele agora iam para as minhas coxas as apertando, ele subia e descia as mãos nas minhas coxas fazendo gemidos involuntários saírem da minha boca. Ele sorria toda vez que eu gemia, eu sabia que eu tinha que parar, mas eu não conseguia.
Take everything that I know you'll break
And I give my life away
So far for you
But can you hear me say
Don't throw me away
There's no way out
I gotta hold you somehow
Minhas mãos foram para no cinto dele. Mexi na fivela do cinto, senti o volume que o amiguinho dele estava e ele soltou um gemido baixo. Tirei o cinto e desabotoei a calça, descendo ela até os joelhos dele e depois ele mesmo tirou-a ficando só de boxers preta.
Tonight I'm weak
It's just another day without you
That I can't sleep
I gave the world away for you to
Hear me say
Don't throw me away
There's no way out
I gotta hold you somehow
As mãos dele foram subindo e meu vestido ia junto. Quando chegou à minha barriga, ele levantou meu vestido o tirando e me deixando só de calcinha e sutiã. Ele parou de me beijar e me olhou, seus olhos brilhavam de malícia, mas se você o olhasse naquele momento, juraria que existia sentimento naquele olhar. Ele tentava desesperadamente tirar meu sutiã e quando conseguiu começou a beijar meus seios. Minhas mãos foram para a boxer dele e comecei a brincar com o elástico da mesma.
All I wanna do is touch you
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Everyday but all I have is time
Our loves is a perfect crime
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Every way and when they set me free
Just put your hands on me
Ele dava gemidos no meu ouvido me deixando mais exitada. As mãos dele foram para a minha calcinha e foi aí que eu me toquei. O que eu estava fazendo? Não podia dormir com ele e então eu o interrompi:
- ... – Falei ofegante e ele me olhou. – ...Não dá para continuar, desculpe.
- Por que não? Estava tudo bem, a gente estava se entregando um para o outro... – Ele passou as mãos pelos cabelos, chateado. – ...Estava tudo bem, por que você interrompeu?
- Porque não podemos fazer isso, a gente... – Meus olhos encheram de lágrimas. – Nós não podemos ficar juntos ... Não... Podemos. – Falei, me levantei e peguei meu sutiã, o vesti rapidamente, peguei meu vestido e vesti-o e quando eu ia sair dali, ele me puxou pelo braço.
- Nós podemos sim ficar juntos, por que você sempre foge quando está tudo bem? – Ele perguntou alterando um pouco da voz.
- Porque é o certo a fazer – falei e então sai correndo daquele lugar.
’s POV.
- Eu te amo. – Eu disse baixinho, mas ela já estava longe o suficiente para não ouvir. Depois que eu quase tive-a para mim. Depois de senti-la do jeito que eu a senti hoje. Eu sabia que eu o que eu sinto por ela é mais que atração. Eu sou completamente apaixonado por ela.
’s POV end.
Cheguei à boate e falei para que iria embora. Ela perguntou se me levaria para casa porque era muito longe e eu menti falando que sim. Saí por aí, andando sem rumo, sem saber para onde ir. Tudo o que eu quero é ficar longe dele por um tempo. É o melhor a se fazer.
Chapter Four
Not a million fights Could make me hate you You're invincible Yeah, It's true It's in your eyes Where I find peace
(Broken – Secondhand Serenade)
Andava pelas ruas. Faltavam poucas horas para amanhecer, essa hora com certeza e estariam voltando para casa e não me encontrariam lá. O tempo estava frio, e eu estava com vestido e salto alto. Ótimo!
As ruas estavam desertas às quatro e meia da manhã, com certeza as pessoas estariam em suas casas dormindo profundamente e sonhando com algo que lhes agradassem. Resolvi sentar em um banco perto de um beco para descansar, esses saltos estavam me matando, eu andei muito, não sabia onde estava. Droga! Por que ele foi fazer aquilo? Se ele não tentasse chegar perto de mim eu não teria feito aquilo. Me levantei e resolvi voltar a andar, precisava achar o caminho de volta para a praia. Eu estava começando a ficar com medo.
’s POV
Dez minutos haviam se passado desde que resolveu sair correndo de volta para a boate. Levantei-me e resolvi voltar, tinha que saber o porquê que eu e ela não podermos ficar juntos, ela teria que me contar ou eu descobriria sozinho.
Cheguei à boate e vi e dançando animadamente, fui lá e interrompi.
- , cadê a ? – Perguntei e virou e me olhou confusa.
- Ela disse que você iria leva-la pra casa - Ela falou.
- Ela saiu sozinha? – Perguntei desesperado.
- ! Acho que ela voltou pra casa e... – A interrompi, mas que droga! Essa menina é louca de ficar andando sozinha essa hora.
- Ela não pode ter voltado pra casa , daqui até lá é quase uma hora de carro! – Passei as mãos pelos cabelos nervoso, onde ela estava?
- Vamos voltar pra casa, precisamos chamar a polícia – falou.
- NÃO! – gritou. – Não vamos chamar a polícia., aqui é uma cidade pequena, vamos sair com o carro e procurá-la, ela não deve estar muito longe, ela está de salto alto e não conseguirá andar por muito tempo.
- Mas... – Eu fui falar e ela interrompeu.
- Faça o que eu mando , não envolva a polícia nisso, será inútil. – disse correndo para a o calçadão onde estava minha BMW.
Liguei o carro com no banco da frente comigo. , como tinha vindo com o carro dele, falou que procuraria pelo outro lado da cidade. Nos separamos e então começamos a procurar.
’s POV End
Resolvi tirar minhas sandálias e andar descalça. Eu estava com medo, sentia que algo ruim iria acontecer. Ouvi passos e olhei para trás e não tinha nada. Estava começando a ficar paranóica. Andei mais rápido. Ouvi de novo os barulhos de passos e de novo não era ninguém. Comecei a correr. Entrei em um beco ali perto, ouvi os passos de novo e eles estavam mais perto. Corri mais rápido. Cheguei ao fim do beco, era sem saída. Estava ferrada.
’s POV
Uma hora, já fazia uma hora que eu estava rondando essa cidade de cima abaixo por causa dessa garota. Onde ela estava?
A preocupação era evidente em meu rosto. Eu não sabia onde ela estava não sabia se ela estava bem, se estava machucada. Só em pensar nisso meu estomago deu uma volta de 360 graus. Olhava para todos os lados para ver se a achava, mas nada. Uma sensação de perda começou a aparecer. E eu não estava gostando nada daquilo.
’s POV End
Ouvi uma risada assustadora. Ela estava cada vez mais próxima. Eu estava com medo. Mas eu sentia que conhecia essa risada. De onde eu a conhecia?
- Olha só o que temos aqui – A voz falou e então eu me virei.
- Quem é você? – Perguntei tentando não parecer assustada.
- Nossa , assim você me ofende, tem certeza que não se lembra?- O homem falou e não conseguia ver seu rosto, estava muito escuro e só conseguir ver que ele tinha uma faca na mão. – Pois deixa eu refrescar sua memória... – Ele falou. – Ah mamãe, não morre por favor. – ele falava fazendo gestos exagerados. Não era possível!
- Você! – Só o que eu consegui falar foi isso. Como ele me achou?
- Olha só, resolveu lembrar? O que você estava fazendo aqui sozinha? Sabia que andar por becos sozinha é perigoso? Sua mãe não lhe ensinou isso?
-Seu... – Não consegui pensar direito, só segui meus instintos e fiz o que eu tinha que fazer. Fui para cima dele, teria minha vingança hoje.
’s POV
A sensação ficava cada vez pior, o desespero cada vez mais evidente.
- cadê ela? Para onde ela foi? – perguntava desesperada.
- Não sei, . Temos que achá-la. – Disse tentando ser convincente, mas o desesperado não ajudaria em nada.
’s POV End
Ele me deu um soco no rosto, mas eu não ia desistir. Dei-lhe uma rasteira e então ele caiu gemendo de dor. Toma desgraçado.
- Você vai pagar por tudo o que fez a minha mãe. – Disse já chutando sua barriga o mais forte que eu podia. Quando eu ia chutar de novo ele pegou minha perna me puxando e fazendo eu cair em cima de umas madeiras que tinham lá, fazendo-me gemer de dor. Iria ficar roxo, mas eu não ia desistir e esse desgraçado pagaria. Levantei-me com dificuldade e lhe dei um soco na cara, ele cambaleou um pouco, mas ainda estava de pé.
- Desgraçada, eu fui bonzinho com você até agora, mas você me deixou com raiva. – Ele disse e então ele veio para cima de mim, me deu um soco e depois outro e outro. Eu estava sem forças e então eu senti uma dor no abdômen.
’s POV
Meu peito doía fortemente, era como se eu tivesse perdendo alguém. Passei por um beco e então eu a vi. Tinha um cara na frente dela e ele tinha uma faca e ela tinha uma expressão de dor. Não!
Saí correndo do carro e então o homem me olhou e saiu correndo. Ela caiu no chão com a mão no abdômen.
’s POV End
Soltei um gemido de dor, ele forçava a faca no meu abdômen cada vez mais forte. Eu vi uma luz a então ele puxou a faca e saiu correndo de lá e então eu o vi. vinha correndo e atrás dele, . Ambos desesperados. Olhei para o local onde a faca tinha entrado e, vi sangue, muito sangue. Apertei mais o local tentando acabar com a dor, mas ela não passava. Ao contrário, ela ia se estendendo pelo meu corpo cadê vez mais rápido.
’s POV
Ela apertava o local com força, saía muito sangue. Ela ficava cada vez mais pálida e eu não sabia o que fazer. Então ela levantou a cabeça e olhou. Parecia que estava se despedindo.
- ? ? Está me escutando? – Perguntei.
- ... - Ela me chamava bem fraquinho. – Eu...
Ela não conseguiu terminar a frase fechou os olhos e eu senti o seu corpo amolecendo. Não, eu não a perderia desse jeito.
’s POV End
Ele me olhava diferente, parecia que tinha medo de me perder. Ele me chamou.
- ? ? Está me escutando? – Ele perguntava.
- ... – Eu tentava falar, meu corpo estava amolecendo eu só tinha que falar o que eu nunca tive coragem: Que eu o amava. – Eu...
Não consegui terminar a frase, meu corpo amoleceu e então tudo escureceu.
’s POV
tinha chamado uma ambulância. Minutos depois de perder a consciência, eles chegaram. Tiraram-na dos meus braços e a colocaram numa maca. Faziam milhares de coisas rapidamente. Até que eu ouvi minha sentença de morte:
- Ela não esta respirando. – Um dos homens gritava tentando estancar o sangue que saía do abdômen dela.
- Estamos perdendo-a. – O outro gritava no rádio tentando chamar um helicóptero para salvá-la.
Eu estava perdendo-a. Saí correndo em direção à maca onde ela estava. Eu não a perderia. Eu não queria perdê-la, eu não podia perdê-la.
Chapter Five
Tell me that you love me And it'll be alright Are you thinking of me Just come to me tonight You know I need you Just like you need me Can't stop, won't stop I must be dreaming.
(I Must Be Dreaming – The Maine)
Acordei com o sol no meu rosto, meu corpo doía muito e eu estava em um quarto branco. Respirei fundo e então me levantei um pouco para pode ficar sentada e senti uma dor forte no meu abdômen. Fiz uma careta e soltei um "ai". Olhei para o lado e então eu o vi. estava sentado em uma poltrona preta me olhando. Ele sorriu e então se levantou, chegou perto da minha cama e ficou me olhando.
- Ainda bem que você acordou, estava preocupado. – Ele disse esboçando um lindo sorriso.
- O que aconteceu? - Perguntei. Eu estava confusa, me lembrava de poucas coisas do acontecera.
- Você não lembra? – Ele perguntou com preocupação, fiz que não com a cabeça e ele suspirou.
- Você saiu da boate depois que... – Ele parou de falar e ficou quieto depois de um tempo ele suspirou e voltou a falar. –... Você saiu da boate com pressa, sozinha e ficou por aí andando, eu e te procuramos por todos os lados, quando achamos você tinha um cara com uma faca e então ele... – ficou mudo novamente, mas dessa vez eu tinha entendido.
- Tudo bem eu já entendi. – Falei com calma, pegando em sua mão ele me olhou com os olhos marejados e disse:
- Fiquei com medo de te perder. – Abri a boca para interrompê-lo, porém ele continuou falando. – Eu... Eu não saberia o que fazer se perdesse você. Quando eu te vi lá caída e sangrando foi como se metade de mim tivesse ido embora. Quando os médicos falaram que você estava morrendo eu me senti só, eu... Eu queria morrer junto com você.
- . – Chamei-o. – Eu estou bem, estou viva. – sorri. – Esquece isso, 'tá legal? – Falei olhando-o e sendo o mais sincera possível, ele balançou a cabeça e me deu um selinho. Fiquei assustada no começo, mas depois que o vi sorrindo, não me importava mais.
*
Um mês havia se passado, eu estava bem melhor. O médico me deu alta do hospital e eu estava ainda na casa da praia, me recuperando, na verdade não sentia mais dores no abdômen. Já estava cicatrizando e eu andava normal, só não podia carregar peso. Depois que eu vi o assassino de minha mãe, fiquei mais segura e mais determinada a matar o desgraçado, não importava se eu morresse junto, mas ele estaria morto e minha mãe seria vingada; eu morreria feliz. Essa era minha promessa, no hospital eu prometi para e e que não iria atrás dele, mas estava mentindo. Eu estava pesquisando e me preparando sem eles verem. Quando chegar a hora, eu vou embora atrás do infeliz e eles ficarão aqui e se me procurarem, não vão ter sucesso. Irei estar muito longe daqui, se as minhas pesquisas estiverem certas.
- ! – Ouvi me chamando no andar de baixo.
- Já estou indo! – Gritei.
Desci as escadas calmamente e vi sentada no sofá com algumas malas. Assustei-me. Para onde ela estava indo?
- Porque as malas? – Perguntei séria.
- Calma , eu vou para Londres ver como estão as coisas por lá depois eu volto. - Ela falou calmamente e eu ficava com mais raiva.
- VOCÊ NÃO PODE IR, VÃO PEGAR VOCÊ!
- Não, não vão você sabe disso. – Ela falou se levantando e ficando de frente para mim. – Eles não suspeitam de mim, eu vou e volto, calma.
- VOCÊ NÃO PODE IR! – Continuei gritando.
- POR QUÊ? – Dessa vez ela se alterou. – ESTÁ COM MEDO DE FICAR SOZINHA COM ?
- Porque eu teria medo de ficar com ele?
- Porque depois do selinho e da declaração de amor que ele te fez no hospital você esta estranha, fica evitando ele. Que foi, descobriu que gosta dele?
- Eu... Eu não estou evitando-o. – Gaguejei. – Droga.
- Olha, você está com medo de ficar com ele porque você acha que vai prejudicá-lo, mas eu vou te dizer algo, não vai mudar em nada. Pense em você.
pegou as malas e foi em direção à porta, colocou as malas no chão e se virou, eu ainda a olhava, não sabia o que dizer.
- O me emprestou o carro, já avisei a ele e ele concordou, estou indo volto em dois dias. – Ela disse e então o olhar dela se dirigiu a outro lugar. – Tchau . – Ela disse e então fechou a porta, engoli seco e me virei. Ele estava lá me olhando com expressão triste, balançou a cabeça negativamente e desceu o resto dos degraus indo em direção a cozinha.
- QUER COMER? – Ouvi gritando. Andei até a cozinha e encostei na porta.
- Quero sim.
Ele se virou, encostou na pia e ficou me olhando.
- Por que esta me olhando? – Perguntei nervosa.
- Por que esta me evitando? – Ele retrucou.
- Não estou. – Falei engolindo seco.
- Não? Então por que toda vez que eu tento chegar perto, você recua? Quando eu tento falar algo você finge que não escuta? Se isso não é evitar, é o que? Hein? – Ele perguntou nervoso.
- ... - Tentei falar algo, mas ele me interrompeu.
- EU CANSEI! – Ele gritou e socou a porta da geladeira que ficava ao lado da pia, fiquei assustada. - VOCÊ ME EVITA, ISSO TUDO POR QUÊ? PORQUE EU FALEI O QUE EU SENTIA POR VOCÊ? NÃO É PECADO AMAR ALGUÉM , NÃO FAZ MAL. O QUE FOI, O BEIJO NA PRAIA NÃO FOI BOM? EU NÃO SOU BOM PARA VOCÊ? – Ele gritava e eu chorava baixinho, ele era perfeito, o problema era eu, eu não podia ficar com ele, ele não pode ficar com uma assassina, não pode!
- VOCÊ É BOM PARA MIM SIM, É SO QUE É MUITO COMPLICADO, ... – Eu gritei olhando para ele e as lágrimas caíam cada vez mais.
- O QUE É COMPLICADO? ME EXPLICA PORQUE EU NÃO ENTENDO. O QUE DIABOS NOS IMPEDE DE FICAR JUNTOS?
- TUDO! – Gritei. – TUDO IMPEDE, EU NÃO SOU O QUE VOCÊ ACHA QUE EU SOU – Gritei uma última vez e saí correndo para o quarto. Cheguei ofegante por subir as escadas rapidamente, meu abdômen doía um pouco, mas eu não ligava. Era normal. Joguei-me na cama e comecei a chorar mais ainda, eu não quero me entregar assim, eu vou sair machucada e ele também. Eu não sei o que fazer.
- Não me importa o que você é. – Ouvi dizendo baixinho. Olhei para ele e ele se aproximou mais. - Eu gosto de você assim. – ele estava muito perto os narizes se roçavam e as bocas ficavam cada vez mais próximas. – É assim que você foi feita para mim.
(Coloque para tocar The Maine - I Must be Dreaming)
She thinks I'm crazy
Judging by the faces that she's making
And I think she's pretty
Pretty's just part of the things she does that amaze me
She calls me sweetheart
I love it when she waits for me
When its still dark
And she watches the sun
She's the only one I have my eyes on
Ele me beijou e eu não impedi, era um beijo calmo, continha sentimento de ambas as partes. Ele aproveitou que eu estava deitada e então ficou em cima de mim com uma mão no colchão e a outra na minha nuca fazendo carinho. Depois de um tempo, ele rompeu o beijo e me olhou. Eu apenas sorri para ele o mais sincera possível. Ele sorriu e voltou a me beijar, dessa vez com mais intensidade. Ele segurou na minha cintura e rolou para o lado me deixando por cima.
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
As mãos dele eram macias enquanto percorriam meu corpo a sensação era a melhor. Minhas mãos arranhavam o abdômen dele fazendo-o gemer baixinho me deixando cada vez mais excitada, os gemidos roucos dele eram como música para os meus ouvidos que eu queria ouvir mais e mais. Ele parou de me beijar e seu próximo alvo passou a ser meu pescoço, ele beijava e dava pequenos chupões me fazendo suspirar e deixar ele mais excitado.
She moves in closer
Whispering to me about "I told ya"
Oh, she's playing games now
And I figured it out
Now that we're,
Now that we're closer
- Eu disse que você… - Eu tentei falar mesmo com a voz falha, mas ele me interrompeu invertendo as posições agora, ele por cima e então ele voltou a beijar meu pescoço e sussurrou no meu ouvido:
- Você disse que eu não posso me envolver com você, - Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha. – mas quem disse que eu ligo? – E então voltou a me beijar com mais força.
A mão dele foi descendo dos meus ombros para a minha cintura e então para barra da minha blusa. Ele ficou com a mão lá e depois começou a subi-la até o meu busto. Depois disso, fiquei sentada e levantei os braços para poder tira-la, ficando só de sutiã que por sinal, era branco com rendas verdes. Ele ficou olhando para mim e para o meu corpo e então sorriu e eu o beijei.
Two kids, one love
Who cares if we make it up
Her voice's sweet sound
Our clothes lay on the ground
She moves in closer (She moves in closer)
Whispers, "I thought I told ya"
Nossos corpos ficavam mais colados. Tirei a camiseta dele e então minhas mãos percorreram toda a extensão do abdômen sarado dele. A pele dele era lisinha. A mão dele foi para minha coxa onde ele apertava. E então ele dobrou minha perna para nós podermos nos encaixar melhor. A mão dele foi para o botão do meu short enquanto a outra voltava para minha cintura, com um pouco de dificuldade desabotoou o short e abaixou o zíper e então foi puxando para baixo e, quando chegou no meu joelho eu, com os pés, tirei-o e joguei em algum canto do quarto, ficando de calcinha e sutiã. Ele subiu a mão para o fecho do meu sutiã e com um pouco de dificuldade ele conseguiu abri-lo. Ele puxou o sutiã e o jogou para algum lugar do quarto que eu não consegui enxergar e então ele começou a dar atenção para os meu seios apertando e lambendo eles me deixando mais louca ainda.
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Minhas mãos foram para a barra da Bermuda dele e então eu puxei fazendo ela descer facilmente por ser muito larga, ele ficou só de boxer preta e me mostrando a sua ereção. Resolvi brincar com o elástico da boxer dele fazendo-o suspirar e dar pequenos gemidos, coloquei minha mão dentro da boxer brincando um pouco com o membro dele. Quando parei, ele soltou um suspiro de indignação e então eu puxei a boxer dele, deixando-o nu. Inverti as posições ficando por cima olhei-o e ele estava ofegando, sorri e comecei a dar pequenos beijos nos ombros, peito, barriga e então cheguei ao seu membro, ele me apenas jogou a cabeça pAra trás e eu entendi isso como um sinal verde. Coloquei minha mão no seu membro e então levei-o até a minha boca. Brinquei com a cabeça, lambendo e dando pequenas mordidinhas e, depois o coloquei por inteiro e comecei a me movimentar lentamente. Senti a mão dele nos meus cabelos me dando as coordenadas certas fazendo eu ir mais rápido. Senti ele se contrair, sabia que ele estava quase lá e então eu parei os movimentos. E voltei a beijá-lo.
Remember the day when we started this
And you made the shape of my heart with your hands
We tried to make some sense of it
But she called me on the phone and said
Tell me that you love me.
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
A mão dele foi para a barra da minha calcinha, ele brincou um pouco e então tirou-a. Ele dessa vez me beijou delicadamente. E então pegou uma camisinha no bolso da bermuda, colocou e me penetrou fazendo-nos gemer alto. Ele começou a fazer movimentos lentos, me deixando louca. Ele queria me provocar. Nossos corpos se movimentavam se encaixando um no outro, era como se nossos corpos fossem feitos para ser o encaixe perfeito um do outro. Ele apertava minha cintura e investia mais. Os gemidos eram incontroláveis e o prazer era imenso, estávamos molhados de suor, mas nós podíamos parar.
- ... – Falei tentando controlar um gemido. – Ma... Mais. Ele atendeu meu pedido aumentando os movimentos. E então ele falou:
- Eu... Eu vou...
Então ele gozou, mas continuou se movimentando e então logo depois foi a minha vez. Ele parou os movimentos ofegando. olhou para mim, tirou uma mecha de cabelo que estava nos meus olhos e saiu de mim, tirou a camisinha, jogou no lixo do banheiro e voltou, deitando do meu lado e me abraçando pela cintura enquanto puxava um lençol para nos cobrir. Ele colocou o queixo no meu ombro e ficou me observando.
- Eu te amo.
Foi o que eu ouvi antes de pegar no sono e foi a primeira vez que eu ouvi que alguém me amava e eu tinha gostado.
Go on and tell him that you love me
And it'll be alright (I must be dreaming)
Are you thinking of me? (I must be dreaming)
Just come to me tonight (I must be dreaming)
She moves in closer
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
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Eu queria ficar com ele, queria mesmo, mas eu não poderia deixá-lo arriscar a vida por mim. Sou e sempre vou ser uma assassina. O que eu sinto por ele é muito mais que atração ou desejo, é mais do que sexo, contem sentimento. O ruim é que o sentimento era o que eu jamais pensei que poderia ser capaz de sentir. Era Amor!
Chapter 1
“Nothing's certain at the start. Letting go, so something can begin”
(The End – Mcfly)
Um barulho de tiro ecoava por todo aquele lugar abandonado, mais um verme que eu matei. De acordo com as minhas contas já era o quinto em três dias. Uau, meu recorde. Olhei mais uma vez para o homem morto em minha frente, um traficante de drogas qualquer. Não! Não é o que você está pensando. Não sou uma agente do FBI ou algo do tipo, não que eu goste de fazer justiça com as próprias mãos, mas era melhor do que esperar aqueles policiais incompetentes. Eu sou melhor do que eles, mas como não tenho licença para matar ou algo do tipo, sou considerada uma assassina em série. Mesmo salvando essa maldita cidade de todo o mal eles ainda acham que eu sou uma ameaça. Ouvi a sirene das viaturas policiais chegando, peguei a minha pistola 45 ACP (Automatic Colt Pistol), coloquei no coldre, pulei o muro e saí andando normalmente. Hoje o serviço foi mais rápido, geralmente eles dão mais trabalho fazendo eu ter que usar a força ou, em último caso, partir para a tortura apesar que não ser tão ruim, todo eles morrem no final mesmo. Hoje eu só tive que cutucar o infeliz e puf ele morreu com um lindo tiro na cabeça.
Muito fácil.
Meu apartamento ficava a poucas quadras daquele local, ou seja, não tive que andar tanto. Cheguei, tirei meus sapatos que estavam me matando de dor, tirei o coldre que ficava na minha coxa e o joguei no sofá, tirei minha blusa caminhando até o banheiro. Chegando lá, tirei meu short preto e fiquei só de calcinha e sutiã, liguei o chuveiro e então sentei no vaso sanitário para esperar a água ficar quente o suficiente. Minutos depois tirei o conjunto de calcinha e sutiã branco que eu vestia e entrei embaixo da água, estava tão quentinha poderia ficar ali pra sempre. Você deve estar se perguntando por que eu faço justiça com as minhas próprias mãos, certo? Pois então, quando eu tinha mais ou menos cinco anos, um traficante que vendia drogas para meu pai entrou na casa onde eu morava totalmente furioso porque meu pai não tinha pago uma dívida, como ele não tinha o dinheiro o cara falou que tiraria dele algum bem muito precioso, e então matou minha mãe que estava - no momento - na porta da cozinha tentando me fazer não ver nada daquilo. Sabe como eu fiquei depois daquilo? Ver sua mãe morrer na sua frente sem poder se defender é a pior coisa do mundo. Depois disso simplesmente resolvi sair por aí andando atrás do infeliz que a matou, mato todos os traficantes dessa cidade, na verdade acho que eu gostei tanto de matar, que mato todo o tipo de ladrão existente aqui. Quando ela morreu simplesmente meu mundo todo acabou, ela era minha heroína, a pessoa mais forte, doce e gentil do mundo. Eu, ao contrário dela, me tornei fria, sem emoções, a única coisa que me dá prazer é saber que estou chegando cada vez mais perto do responsável que a matou. E quando eu estiver de frente para ele vou matá-lo com gosto, ou melhor, vou torturá-lo primeiro, assim ele vai sentir a dor que eu senti quando a perdi.
Percebi que passei tempo demais no banho, meus dedos estavam enrugandos. Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha, fechei o box e fui para o meu quarto. Peguei um pijama simples. Short preto curto e blusa de alça cinza. Desfiz a cama e então deitei.
Fiquei por longos minutos olhando para o teto branco tentando conciliar minhas idéias e foi assim que eu acabei pegando no sono.
*
Acordei com frio, deveria estar mais ou menos uns cinco graus lá fora. Londres é sempre fria. Apesar da preguiça reinar no meu corpo e mente eu tinha que levantar. Tomei coragem o suficiente e levantei, quando meus pés tocaram no chão eu tremi, estava muito gelado, mas fazer o quê. Fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e fui para a cozinha ver o que tinha para comer. Tomei um café preto com torradas, tinha muito trabalho pela frente. Levantei, lavei a louça e depois fui para meu quarto escuro. Ao contrario do que vocês pensam, eu tenho trabalho, só mato a noite. Vi que tinha algumas fotos de alguma sessão que eu fiz semana passada para revelar, eu revelo foto a moda antiga, acho que ficam bem mais naturais e bonitas. A fotografia é realmente algo fascinante, capturar momentos, guardar memórias em pedaços de papel é realmente lindo. Nossa! Como fui sentimental agora. Depois de revelar minhas fotos, fui caminhando de volta para meu quarto e então peguei a caixa que ficava guardada embaixo da minha cama. Era lá que ficava todas as reportagens, fotos e tudo o que eu sei sobre o assassino da minha mãe. Não era muita coisa, mas já ajuda muito. Fiquei olhando meus rascunhos, fotos e outras coisas e então descobri quem seria meu próximo alvo, outro traficante, esse vivia mais no centro, em uma mansão. Um histórico completo. Traficante de drogas, estuprou cinco meninas, já foi preso por roubar carros. Hum, interessante. Hoje à noite vai ser difícil, acho que vou ter que usar mais das minhas armas.
Como hoje eu estava de folga do trabalho resolvi descansar e tentar bolar algum plano para hoje à noite, a única que sabia que eu matava essas pessoas era minha melhor amiga, , ela me ajuda de vez em quando. Resolvi pedir ajuda. Não! não é que nem eu, ela tem sentimentos e um coração, coisa que eu duvido que eu tenha. Peguei o telefone que estava no sofá e disquei os números mais que conhecidos por mim.
- Alô? – atendeu com voz de sono.
- Hey , é a .
- E aí, o que me conta, amor da minha vida?
- Já sei meu alvo de hoje, mas preciso de um plano. Ele será realmente difícil.
- Hum, estou indo, me espere.
- Claro, venha logo.Mbr< - Okay, até daqui a pouco. Beijos.
- Beijos.
Desliguei o telefone e peguei o controle remoto da televisão, com certeza às dez e meia da manhã não tinha nada de interessante passando. Fiquei zapeando canais até que ouvi o barulho da campainha, devia ser . Me levantei e vi que estava parada na porta com cara de quem tinha o plano perfeito em mente, sorri junto, quando ela estava com esse sorriso, a noite com certeza valeria a pena.
- Me fala seu plano, quando você sorri assim é porque idéia boa esta em sua mente – falei enquanto me sentava no sofá e me seguia fazendo o mesmo, se sentando ao meu lado e virando-se para mim.
- Acertou. – ela sorriu maleficamente, já disse que ela me assusta às vezes? Quando ela quer ser má ela é. – O plano é simples, você como uma boa mulher... – ela disse olhando para o meu corpo, ou seja, coisa boa não era. – simples, você vai seduzi-lo e depois mate-o, coloca aquele conjunto vermelho que você só usou uma vez, sedutora do jeito que você é ele está no papo.
- Eu aqui pensando que você iria falar, olha pule o muro da casa dele, mate algum dos seguranças, suba a escada estilo 007 e depois mate-o, e você me vem com essa idéia de seduzi-lo antes. Caramba amiga, seus planos maléficos estão ficando cada dia mais mixurucas – falei.
- Você pode fazer isso se quiser, mas será mais difícil e não esqueça de que temos uma balada para ir hoje e estou tentando poupar seu tempo - ela sorriu convencida. O pior é que ela tinha razão. Mais que saco, vou ter que seduzi-lo, mereço? Ah!
- Tudo bem eu vou seduzi-lo, – bufei. – mas fiquei bem claro que é a última vez que eu faço isso, eu mato sem dó nem piedade e não sou nenhuma puta para ficar seduzindo quem não merece.
- Tudo bem! Agora vamos preparar as coisas, hoje vai ser digamos que... Divertido – falou com um sorrido maquiavélico, ela estava feliz hoje, fato.
*
O resto do dia foi baseado em ficar comendo pipoca, vendo filme de romance e tomando coca cola – para você ver como foi produtivo.
Estava dando a hora para eu poder ir fazer meu serviço. estava na sala esperando eu me trocar, depois me levaria à casa do meu mais novo alvo. Terminei de colocar o sobretudo e então desci as escadas.
- Vamos? – perguntei.
- Claro.
pegou as chaves do meu carro e então descemos de elevador até o subsolo. Desativou o alarme e entramos no carro, ela ligou-o e então me disse:
- Não esqueça, estou na rua de trás, qualquer coisa grita ou sei lá, arrume um jeito. Ande o mais rápido que puder, pelo que eu soube a rua dele tem vigilantes noturnos, se um deles suspeitar de algo pode chamar a polícia.
- Se acalme . – falei enquanto colocava o cinto de segurança e ela saía da garagem – sou uma profissional.
- Isso é o que você acha. – falou quando saímos em direção à casa do traficante.
Realmente seria uma noite no mínimo... Interessante.
*
- Tudo bem! Seja o mais sensual possível. – falou quando paramos em frente a mansão na qual o verme de hoje morava.
- Claro, vou tentar. – falei arrumando meu sobretudo que ia quatro dedos abaixo do joelho, peguei meu coldre e o coloquei na minha coxa, peguei minha arma no porta–luvas e coloquei no coldre, dei uma olhada no retrovisor do carro para ver se estava tudo em ordem. Dei um até logo para e fui começar o meu serviço de hoje.
Cheguei à porta da mansão e vi que tinha um porteiro, me arrumei e tentei jogar todo meu charme para cima daquele porteiro que no fundo tinha cara de tarado.
- Olá. – sorri. – O senhor sabe se o seu patrão está em casa? – fiz cara de inocente.
- Não posso te dar essa informação moça. – filho de uma puta. arrombado! Fiz minha maior cara de safada e então disse.
– Sabe, é que ele ligou aonde eu trabalho para eu poder fazer um trabalhinho hoje, se é que me entende.
O porteiro em olhou de cima a baixo e não acreditou, acho que vou ter que apelar, ninguém merece. Lembre-me de matar esse porteiro quando eu sair daqui.
- Está duvidando de mim senhor? – perguntei.
- Quem, eu? Que isso moça, você não está muito digamos... Vestida demais para ser quem você diz ser? – ele perguntou.
Então eu fiz o que eu tinha que fazer, abri o sobretudo revelando meu conjunto de calcinha e sutiã de renda na cor vermelha e branca como a arma estava na parte de trás do coldre , ele achou que era algum acessório que fazia parte do conjunto e dei um sorriso forçado. Ele, depois de ficar uns longos minutos olhando para mim com cara de bocó, finalmente me deixou entrar. Caramba isso que eu chamo de casa. Entrei e fiquei olhando aquela sala, era realmente bonita, mas isso não importa agora, tenho mais o que fazer e isso inclui matar alguém. Bem, de acordo com aquele porteiro, ele provavelmente estaria me esperando no quarto. Subi as escadas deduzindo que era o andar no qual os quartos ficavam, andei um pouco pelo corredor e vi várias portas, mas qual delas seria o quarto dele? Continuei andando até que vi uma porta aberta e um homem de aparência jovem falar ao telefone. Fiquei encostada na parede ao lado da porta esperando ele desligar o telefone, quando isso aconteceu, eu passei as mãos pelos cabelos e me arrumei. Pronto essa era a hora, vamos lá , você consegue. Seja o mais sensual possível e acabe com isso logo. Entrei no quarto e o verme olhou para mim confuso e então comecei meu trabalho.
- Acho que o senhor me chamou aqui – falei sorrindo.
- Eu não chamei ninguém. Quem é você? – ele perguntou pegando o telefone que estava em cima da cama. Ele iria ligar para algum dos seguranças, mais eu não deixaria.
- Eu vim fazer um trabalho para o senhor ,sabe? – falei caminhando até ele. Quando cheguei perto o suficiente, abri o sobretudo e então a cara de confuso dele se transformou em malícia. Cheguei mais perto e sussurrei no ouvido dele. – Tem certeza que não se lembra? – ele estremeceu e eu sorri. Ele não disse nada só estava aproveitando, por pouco tempo. Ele colocou uma mão na minha coxa então a levantou – ainda bem que a arma esta na outra coxa – aproveitei que ele estava distraído passando a mão nojenta dele pela minha coxa e levei minha mão até o coldre, peguei a arma discretamente encostei ela atrás do seu pescoço e então ele parou e eu disse – Ora , acho que a sua diversão acabou – dei um sorriso vitorioso e atirei nele. Ah, agora com certeza precisaria tomar um banho. Coloquei minha arma de volta no coldre e saí do quarto, tinha que correr já dava para ouvir as sirenes das viaturas policiais, porteiro idiota. Desci as escadas rapidamente, passei pela porta e me escondi mas plantas que tinham lá perto, andei mais um pouco e vi o segurança na cabine dele falando ao telefone, peguei minha arma, cheguei mais perto e quando cheguei à cabine me abaixei, mirei bem na cabeça, atirei e ele caiu morto logo em seguida. Coloquei a arma de volta no coldre e caminhei até os fundos da casa. Pulei o muro e vi que me esperava no carro, corri, abri a porta e ela deu partida logo em seguida.
*
Estava no banco de trás do carro trocando de roupa, iríamos para uma boate nos divertir, merecíamos depois da noite que tivemos.
- E aí, você não me contou, como foi lá na casa? – perguntou enquanto eu tentava a todo o custo colocar a meia calça com o carro em movimento.
- To com nojo de mim, sério. – bufei – Ele colocou aquelas mãos nojentas nas minhas coxas, mas eu fui rápida, peguei e arma e acabei com ele.
- Wow, quando chegar em casa tome um banho, agora nós vamos nos divertir um pouco porque merecemos – Vi pelo retrovisor do carro que sorriu. – Tá difícil aí? – ela perguntou rindo.
- Está sim, eu não sou uma contorcionista para conseguir colocar essa meia calça enquanto o carro esta em movimento, já bati meu joelho na porta umas três vezes.
- HaHa, vamos, se troca logo, só falta mais um quarteirão e já chegamos. – me apressou.
Terminei de colocar a meia calça, coloquei um vestido que parecia mais um blusa social, ela fica a quatro dedos acima do meu joelho e era branco, coloquei meu salto alto preto e pulei de volta para o banco da frente, passei um rimel, lápis de olho (com bastante dificuldade, devo dizer) um pouco de blush e sombra. Passei um perfume bem fraquinho, amarrei meu cabelo num rabo de cavalo deixando alguns fios soltos.
Alguns poucos minutos depois, estacionou na frente da Lipstick, a boate mais famosa de toda Londres. Lá era aonde os ricos e famosos iam se divertir, só a entrada custava no mínimo 450 Libras. Como nós íamos entrar lá? Simples, a também é fotografa e ela teve a imensa sorte de fotografar um modelo mega famoso essa semana que deu para ela dois ingressos vip's.
deu a chave para o manobrista e então mostramos nossos ingressos para o segurança, que liberou a nossa entrada. UAU! Isso é o que eu chamo de boate. Tudo em neon, a pista de dança era um palco de vidro com lasers de todas as cores possíveis se movimentando enquanto as pessoas dançavam. O bar era imenso, todos os tipos de bebidas eram vendidas. A área vip ficava no andar de cima, com puffs coloridos e cortinas para privacidade dos clientes – se me permite dizer tinha muita gente se comendo por aqui – e eu resolvemos ir para o bar primeiro, tínhamos que tomar algo bem forte, precisávamos nos soltar um pouco mais e para isso, coloque álcool na veia.
Sentamos nos bancos e então eu chamei o barman que por sinal me olhou de cima a baixo – ate que ele não era feio – eu o ignorei e pedi um Cuba Libre e pediu Christmas Love.
- Já vou fazer os pedidos – o barman disse e então saiu.
- ? – me chamou baixinho, mas porque diabos ela está sussurrando?
- Fala.
- Tem um menino lindo te olhando lá da área vip.
- Sério? – fiz cara de interesseira, vai que é bonito mesmo?!
- Aham – ela fez cara de tarada.
- Como ele é? – qual é, eu tinha que saber se o sujeito era bom mesmo.
- Alto, bonito, moreno e parece que tem cabelos – ela o observou. – Hum, estpa te comendo com os olhos.
- Sério? – Interessante. – Posso olhar?
- Pode, você sempre foi cara de pau mesmo – ela riu.
Virei-me e o vi, é ele parecia bem bonito e realmente estava me comendo com os olhos. Voltei minha atenção para e então começamos a conversar até que o DJ começou a tocar Justin Timberlake – Futuresex – lovesounds. A música era perfeita para provocar alguns caras que estavam na pista, mas na verdade eu queria provocar o cara que estava me olhando lá na área vip, olhei para e ela entendeu o que eu queria, olhei pra área vip onde ele me observava, me levantei e fui para a pista de dança.
(ouça a música - Justin Timberlake - Futuresex)
You know what you want
And that makes you just like me
See everybody says you're hot, baby
But can you make it hot for me
Said if you're thinking 'bout holding back
Don't worry, girl
'Cause I'm gonna make it so easy
So slide a little bit closer to me, little girl
Daddy's on a mission to please
Quando cheguei à pista de dança, comecei a dançar o mais provocante possível. Mexia os quadris como se fosse uma dança do ventre, passava as mãos por meus cabelos. Então os homens começaram a chegar mais perto e dançar comigo. Eu revezava um por um, sempre provocante, mas não deixava nenhum deles me tocar, o que os deixava mais excitados ainda.
Wait a second
She's hopped up on me
I've got her in my zone
Her body's pressed up on me
I think she's ready to blow
Must be my future sex love sound
And when it goes down
Baby all you gotta do is
Senti uma mão na minha cintura e então olhei para trás e sorri, era o homem que ficava que encarando da área vip. Ele me olhava com malícia. Seria divertido provocá-lo. Coloquei meus braços em volta da nuca dele e então comecei a rebolar de costas, ele segurava minha cintura e a cada movimento ele a apertava mais.
Just tell me which way you like that
All you gotta do is
Tell me which way you like that
Do you like it like this
Do you like it like that
Tell me which way you like that
Tell me which way you like that
Virei-me e fiquei de frente para ele. Coloquei uma perna no meio das dele e então comecei a mexer meu quadril. Desci minha mãos da nuca dele para o ombro e comecei e me mexer mais ainda. Ele então entrou na brincadeira e começou a dançar junto. Ele viu que eu estava provocando-o e começou a fazer o mesmo joguinho. Puxou meu corpo para mais perto do dele e um choque elétrico passava pelo meu corpo. Resolvi provocar mais ainda.
You can't stop, baby
You can't stop once you've turned me on
And your enemy are your thoughts, baby
So just let em go
'Cause all I need is a moment alone
To give you my tone
And put you out of control
And after you let it in
We'll be skin to skin
It's just so natural
Encostei meu corpo mais perto do dele (como se fosse possível) e então susurrei no ouvido dele “You can’t stop baby”. Ele deu um sorriso discreto e apertou mais ainda minha cintura. Estávamos ofegando muito, minha boca encostada no ouvido dele soltava gemidos discretos cada vez que ele me trazia para mais perto.
Wait a second
She's hopped up on me
I've got her in my zone
Her body's pressed up on me
I think she's ready to blow
Must be my future sex love sound
And when it goes down
Baby all you gotta do is
Mordi o lóbulo da orelha dele, respirando pesadamente. A respiração pesada dele batia no meu pescoço me dando uma sensação maravilhosa. Ele tinha um cheiro viciante, era sexy e bastante atraente. A cada vez que nossas pernas se grudavam mais uma na outra gemidos escapavam de nossas bocas fazendo ambos sorrirem. Mais eu queria saber até onde ele agüentava e então desci minhas mãos do ombro dele para o abdômen subindo um pouco a blusa social que ele vestia e passando minha mão por toda sua barriga que realmente era bem definida. Ele começou a ficar mais ofegante, – Uh, ponto para mim – só que a situação reverteu, ele começou a beijar meu pescoço fazendo os gemidos da minha parte serem cada vez mais freqüentes. Nós nos provocávamos cada vez mais, era impossível parar, parecia uma necessidade ter meu corpo colado no dele. Era extremamente bom.
Just tell me which way you like that
All you gotta do is
Tell me which way you like that
Do you like it like this
Do you like it like that
Tell me which way you like that
Tell me which way you like that
- Tell me which way you like that – ele sussurrou no meu ouvido passando a mão na minha coxa. Como ele conseguia me provocar assim? E então a música acabou e nós nos separamos ambos um pouco suados e com a respiração pesada. Ele sorriu – que sorriso lindo – e eu sorri junto. Andei até o bar e vi que ele estava atrás de mim me acompanhando. Me sentei e vi que tinha saído, com certeza ela estava se pegando com alguém em algum lugar. Ele sentou-se do meu lado e chamou o barman.
- O que vai querer? – o barman perguntou.
- Cerveja - ele falou de imediato e então me olhou.
- Ah! Vou querer vodka obrigada – então o barman sorriu e saiu em busca das nossas bebidas.
- Então... – ele disse se virando - ...posso saber o nome da menina que dançou comigo?
- E se ela não quiser falar o nome dela? – dei um sorriso vitorioso, vai pensando que eu ia falar meu nome assim na lata há há há.
- Acho que vou ter que apelar. – ele sorriu maliciosamente. Ele realmente quer me provocar.
- Tente – falei segura, ele acha que me provocando vai me fazer falar meu nome? Há sou mais forte do que pareço.
Ele se levantou e chegou mais perto de mim e deu um sorriso. Aproximou sua boca da minha roçando seus lábios com os meus e então colocou uma mão na minha coxa e a outra na minha nuca. Ótimo, ele quer provocar? Há ele não me conhece.
Coloquei minha mão nas entradas dele e comecei a arranhar fazendo ele contrair a barriga – sorri e falei:
- Fala você primeiro – ele suspirou pesadamente quando eu o arranhei de novo.
- – ele fechou os olhos e suspirou de novo. – meu nome é .
- Hum! Nome bonito . – sorri e tirei minhas mãos recebendo um olhar de insatisfação dele. – Meu nome é . – cheguei mais perto do rosto dele e então sussurrei. – Muito prazer!
Ele se aproximou e então sussurrou perto da minha boca:
- O prazer é todo meu.
As bebidas já haviam chegado. Ele voltou para seu lugar e então começamos a conversar. Ele era bastante legal e gostava das mesmas coisas que eu. Mas eu não poderia me envolver com ninguém mesmo que fosse por uma noite. Era perigoso, os policiais estavam abrindo um inquérito sobre mim e eu sei que iriam até o fim do mundo para me descobrir, não poderia colocar ninguém em risco, já bastava a .
Minutos depois chegou e falou que tínhamos que ir embora. (como ele pediu pra que eu o chamasse) disse que tinha que falar com um amigo e que não era pra eu ir embora ainda. Falei que esperaria (na verdade menti) depois que eu vi que ele estava longe o suficiente e que não poderia me ver saí de lá o mais rápido possível e fui embora. Eu tinha simpatizado com ele, mas não iria encontrá-lo mais. Pelo menos era isso que eu achava e desejava.
Chapter Two
You say that you just want someone But I'm the only one you need.
(Back to Me – The All American Rejects)
Acordei com os malditos raios de sol no meu rosto – prefiro Londres fria como sempre – me levantei porque tinha muito trabalho para fazer hoje e provavelmente iria ficar o dia inteiro no estúdio. Fui para o banheiro, lavei o rosto com água bem fria – argh ressaca do caramba, resolvi tomar um banho gelado – realmente eu estava precisando.
Depois de meia hora no banho, vinte minutos para trocar de roupa e dez minutos para tomar café eu finalmente saí de casa. O dia tava um inferno – literalmente falando – Sol de no mínimo 32 graus, nunca vi a Inglaterra fazer tanto calor como está hoje. Por isso vesti um short preto curto de pano fino meio social, uma blusa de alça branca e sandálias de salto alto brancas. Peguei minha bolsa e então rumei ao trabalho com a minha melhor expressão falsa.
Cheguei ao estúdio mais ou menos meia hora adiantada, vi as sessões que eu tinha hoje – Ai cristo quanto trabalho. Esperei meu primeiro cliente chegar, um rico qualquer que queria tirar foto para alguma revista de empreendimento que realmente não me interessava nenhum pouco, mas eu sou paga para isso, por isso tenho que aturar esse ser mesquinho dando ordens em mim e a minha paciência se esgotando.
Depois do meu pequeno “inferno”, ele foi embora e eu fiquei feliz novamente.
As outras sessões foram normais. Duas modelos da Victoria Secrets, uns caras de uma banda que eu não sei pronunciar o nome, os novos modelos de cuecas da Calvin Klein, e outras modelos que queriam fazer um book profissional. Resolvi sair para tomar um café. O bom de trabalhar numa das ruas mais movimentadas de Londres é que aqui tem uma Starbucks na esquina facilitando meu trabalho de ir a pé até a Starbucks a quatro quadras daqui.
Entrei e senti o maravilhoso cheiro do pó de café. Dirigi-me até o caixa e pedi um Frappuccino de chocolate e um muffin também de chocolate, falei meu nome e então procurei uma mesa vaga. Eu tinha mais ou menos duas horas e meia de tempo livre até a próxima sessão de fotos, ou seja, não estava não preocupada na demora do meu pedido. Cinco minutos depois, uma garçonete chegou e entregou meu pedido. Agradeci com um sorriso falso e comecei a comer. Depois de devorar meu delicioso muffin, resolvi pesquisar mais alguma coisa sobre o meu próximo alvo. Peguei o notebook na minha mochila e o abri, coloquei a senha de entrada e esperei a internet conectar. Na maioria das Starbucks daqui de Londres tem internet sem fio como nos cybers café.
Fui no Google e digitei Jack Mattweys e encontrei o de sempre.
Jack Mattweys, 22 anos. O maior traficante de drogas da costa oeste
Cometeu 212 assassinatos em um ano, 3 estrupos e 32 assaltos. Nunca foi preso.
- Por que esta pesquisando sobre Jack Mattweys? - Uma voz surgiu atrás de mim me fazendo levar um susto. Coloquei a mão no coração tentando me acalmar e quando olhei para trás vi o cara do bar. Ah, era só o que me faltava, eu não queria encontrá-lo de novo e parece que tudo esta acontecendo exatamente ao contrário.
- Te interessa? - perguntei seca.
- Uh, calma aí senhorita agressiva – ele levantou as mãos parecendo que está se rendendo – Só estou perguntando.
Ele puxou a cadeira se sentando de frente para mim.
- Te dei permissão para sentar? – perguntei ainda mexendo no notebook.
- É um país livre, eu sento aonde eu quiser – ele sorriu cínico.
- Tanto faz – revirei os olhos.
Voltei à minha pesquisa, mas tudo o que eu achava na internet eu já tinha lido. também estava pesquisando para me ajudar. Mas acho que ela também teve o mesmo resultado que eu porque até agora ela não tinha me ligado com nenhuma novidade.
- Então... – começou a falar.
- Então o que?
- Nossa garota você é tão grossa, eu hein!
- Sério? E daí? Não preciso ser educada com ninguém. Você que se sentou aqui e está me enchendo o saco, por que eu tenho que ser educada?
- Não está mais aqui quem falou, aliás, desculpa aí, mas ontem você foi bem educada... Até demais comigo se é que você lembra – ele sorriu vitorioso.
- Pois é, e você deve se lembrar muito bem que aquilo era uma boate e que eu estava com bastante álcool na veia – o encarei.
- Lembro – ele sorriu mais ainda – E lembro também da dança que tivemos e do modo como você me largou lá.
- Ótimo! Ainda bem que se lembra disso. – sorri cinicamente – Por que esta conversando comigo? Ontem realmente não foi o suficiente para você?
- Não desisto de quem eu quero – a expressão dele ficou séria. – Você me atraiu ontem, e muito, devo dizer. Para saber aonde você trabalhava foi muito difícil.
- Não pedi para você me seguir. Se eu te atraí? Ótimo! Bom saber que eu tenho esse poder sobre os homens, agora me deixa em paz.
Fechei o notebook e o guardei na mochila. Chamei a garçonete e então paguei minha conta. Ele apenas me olhava. Levantei-me, coloquei a mochila nas costas e andei em direção a porta. Comecei a caminhar de volta para o estúdio, senti que alguém estava me seguindo, olhei para trás e vi me seguindo. Virei-me ficando de frente para ele.
- Você não cansa de levar fora, não? – perguntei com raiva. Ele chegou mais perto de mim, ficando a poucos metros do meu corpo. Por que eu estava sentindo vontade de agarrá-lo?
- Não – ele falou chegando cada vez mais perto. A minha respiração estava começando a ficar falha, minhas pernas começavam a ficar moles. Por que eu estava sentindo tudo isso? Meus pensamentos foram interrompidos pelo meu celular que estava tocando dentro da minha mochila. Achei-o e vi no visor escrito “”. Atendi de imediato.
- Fala! – eu atendi rapidamente.
- ! Precisamos conversar e rápido! – A voz dela era de pânico.
- O que aconteceu?
- Descobri algo – ela suspirou. – Temos que sair da cidade o mais rápido possível, estamos em perigo.
- O que você descobriu? – Perguntei. Eu estava em pânico e me olhava confuso.
- Não posso falar por telefone. Encontre-me naquele beco perto do estúdio em dez minutos.
- Tudo bem! Estou indo.
Desliguei o celular e voltei a andar rapidamente deixando para traz. Algo bom não era. Por que a gente tinha que sair da cidade? Por que ela estava nervosa? Só se...
*
Cheguei ao beco e vi encostada na parede pensativa.
- O que aconteceu? – Cheguei perguntando. Ela levantou a cabeça e me olhou. Droga, era tão ruim assim?
- Os policiais abriram uma investigação para descobrir quem matou aqueles traficantes – fiquei branca, não era possível. – Mas que droga!
- Eles estão perto, não estão? – Perguntei mesmo já sabendo a resposta.
- Estão... – ela suspirou – e muito perto. Precisamos sair da cidade o mais rápido possível.
- Eu sei! Mas eu não tenho um lugar, alias, nós não temos um lugar pra ficar e - fui interrompida por . O que diabos ele esta fazendo aqui?
- Desculpa interromper, mas eu tenho uma casa em Brighton e sei lá, se vocês quiserem ir – ele falou normalmente.
- Até que parte da conversa você ouviu? – Perguntei.
- Só ouvi um “não temos lugar para ficar” – ele falou dando os ombros.
- ! – me chamou e então eu virei. Ela me olhou com aquela expressão de: Temos que aceitar a ajuda dele.
- Não! – falei decidida – Não vou envolver ele em tudo isso, .
- ! Precisamos de ajuda – ela disse triste.
- Não me importa, eu não vou envolvê-lo nisso.
- ? – me chamou. – Sei que você não vai me contar nada, mais sério pode ir pra minha casa e...
- Porque está me ajudando? – Perguntei curiosa.
- Eu já disse! Não desisto de quem eu quero. Mas você despertou minha curiosidade. Quero descobrir mais sobre você. Eu senti algo estranho na boate ontem quando eu dançava com você e eu quero saber o que é. Eu sei que parece estranho... – ele passou as mãos pelos cabelos s e me olhou. Só agora eu fui perceber o quanto os olhos dele eram lindos... Caramba que lindos o que você não pode se envolver com ele – Mas eu sei que por trás dessa menina grossa, existe a menina com o sorriso mais hipnotizante e lindo que eu já vi e a menina mais gentil que eu sei que vou conhecer. – Depois que ele falou isso, senti milhares de borboletas no estomago e não fazia idéia do porquê, mas resolvi deixá-las de lado e seguir a razão.
- , – o olhei seriamente, não porque isso me doeu, – Você não pode ficar perto de mim. – ele me olhou confuso. – Eu não vou explicar para você, mas eu sou perigosa, você não pode se envolver comigo está entendendo?
- Não. – ele falou rapidamente. – Olhe, eu não vou desistir. Vocês precisam de um lugar para ficar e eu tenho uma casa. Larga de ser responsável uma vez na vida e aceita a minha oferta.
- Quem você acha que é para me julgar assim? Você me conheceu ontem!
- Eu sei! Mas eu já disse. Você despertou minha curiosidade.
- E daí? Você não é ninguém para me julgar.
- Aceita minha proposta logo .
- Não!
- ! – falou. – Nós não temos onde ficar, – ela chegou mais perto e então sussurrou para mim – faça pela sua mãe. – Ela pegou no meu ponto fraco.
- Tudo bem ! – falei e ele sorriu – Eu aceito.
- Ótimo! Quando vocês vão? – Ele perguntou.
- Hoje mesmo, precisamos ir rápido. – falou.
- Tudo bem.
- Vou ligar no estúdio e falar que eu tenho que ficar ausente por uns dias, depois vamos para minha casa arrumamos as malas e... - fui interrompida por de novo.
- Eu vou com vocês. – Ele falou. – De lá é só eu ir direto, tenho roupas lá não preciso fazer malas nem nada.
Eu ia abrir a boca para protestar, mas me olhou com raiva e então eu resolvi me calar.
- Vamos então? – perguntou.
- Vamos. – e eu falamos juntos fazendo dar risada e sair andando na nossa frente.
- Esses dias vão ser, no mínimo, interessantes. – falou.
- Já disse , não pode se envolver comigo.
- Eu não vou. – Ele me olhou e então saiu andando mais rápido.
Realmente eu acho que ele não entendeu. O que eu faço?
Chapter three
Every way and when they set me free Just put your hands on me
(I Wanna – The All American Rejects)
Estava em meu quarto arrumando minha mala, estava na sala assistindo algum tipo de talk show. Eu ainda estava grilada, acho que ele não entendeu quando eu disse que nós dois não podíamos nos envolver – bufei – sujeitinho teimoso esse. Eu não iria me aproximar dele, fiz uma promessa para mim mesma e não vou ceder a ele, mesmo que isso seja difícil. Coloquei o que eu mais precisava na mala. Roupas intimas, umas bermudas, uma saia, um vestido, umas camisetas e algumas calças jeans. Fui ao banheiro e estava lá pegando alguns produtos de higiene. Voltei para o quarto e sentei na cama, eu não posso ficar pensando nisso, não posso. Eles estão chegando perto. Mas que droga, eu tinha planejado tudo, fiz tudo cautelosamente para eles não me acharem e olha só no que isso deu, vou passar um tempo indeterminado na casa de um cara que eu conheço há um dia e que eu sinto uma atração que eu jamais senti por outro homem, ou seja, eu ia enlouquecer em breve.
Coloquei as mãos na cabeça – mas que droga de dor de cabeça, ela é sempre pior pela manhã – levantei e fui para a cozinha, precisava de um analgésico e rápido, estava doendo muito. Desci as escadas e a dor só piorava – merda eu não bebi tanto assim para ter uma dor de cabeça tão grande – quando cheguei ao último degrau não contive e dei um grito de dor, não passava nunca estava doendo muito.
-AHHHHHH! – Comecei a chorar colocando as mãos na cabeça tentando conter a dor mais não parava – olhei para frente e vi me olhando com medo e confuso e ele mexia os lábios rapidamente, deveria estar falando algo mais eu não entendia e a dor piorava mais e mais.
- Pega um analgésico , pelo amor de deus – Eu disse soluçando ainda com as mãos na cabeça e apertando o mais forte possível e fechando os olhos, droga de dor de cabeça.
- ! – Ouvi gritando e a minha cabeça latejou mais ainda. Abri os olhos e vi em minha frente me olhando assustada. – O que aconteceu? – Perguntou preocupada.
- Dor de cabeça, nada de mais – Falei. Eu estava me sentindo fraca, que estranho. Vi vir correndo em minha direção com um copo d’água e um comprimido branco nas mãos. A fraqueza estava se tornando maior, sentia que ia cair a qualquer momento, meus olhos queriam se fechar quando chegou mais perto, eu só o vi largando o copo e o comprimido, correr até onde me encontrava e então tudo se apagou.
*
Acordei com uma luz forte vinda da janela, eu estava no meu quarto, e estavam sentados, conversando baixinho. viu que eu acordei e então falou:
- Ainda bem que você acordou – Ela correu até onde estava e me abraçou. – O que aconteceu? Você, do nada, começou a gritar e depois desmaiou.
- Eu não sei. – Suspirei e então olhei para que me olhava preocupado. – Senti uma dor de cabeça muito forte, comecei a sentir tontura e então desmaiei. – Falei. me olhou preocupada. – Eu estou bem, eu juro, agora vamos sair daqui, temos que ir embora o mais rápido possível.
- Tem certeza que está bem? – se pronunciou.
- Tenho! Só foi um dor de cabeça, nada de mais. – Falei enquanto me levantava e evitava olhar para , tinha que ser fria com ele, eu fiz uma promessa.
- Tudo bem! Vamos indo, meu carro está lá fora. – Ele falou se levantando, pegando as chaves do carro e andando em direção a porta. me olhou, dei os ombros e saí atrás de com ao meu encalço, peguei minhas malas, tranquei a porta e quando eu vi o carro de meu queixo caiu, onde ele trabalha para ter uma BMW? Ele pegou as nossas malas e colocou-as no porta-malas, abriu a porta de trás do carro e entrou rapidamente fechando e travando a porta. Fazendo com que eu fosse no banco da frente com .
*
A viagem foi tranquila, eu fiquei no notebook enquanto dirigia e ouvia música no mp3. Chegamos por volta das seis horas da tarde. A casa era meio isolada das outras ficava num lugar perto da praia, de difícil acesso. Ela era linda, tinha uma pintura meio amarelada, portões de madeira escura e uma garagem enorme. estacionou e então saímos do carro, ele abriu o porta–malas, pegou nossas bagagens e levou até a porta de madeira com pequenos detalhes esculpidos, pareciam pequenos anjos. Ele tirou a chave do bolso e abriu a porta levando nossas malas junto. O seguimos e então eu fiquei mais espantada ainda, a sala era linda, branca com móveis pretos e uma TV de plasma de 45 polegadas, com home theater, do lado. Mais para o canto tinha uma instante com milhares de DVDs, tinha um tapete branco com pelos e uma mesa de centro. jogou a chave na mesa de centro e subiu as escadas, nós o seguimos. mostrou o quarto de primeiro. Era bege, com uma cama de casal, um armário de madeira antiga e um banheiro, ela ficou toda feliz, pulou na cama e então saiu rindo e indo em direção ao quarto que ficava no fim do corredor.
- Bem, esse é o seu quarto. – falou abrindo a porta e me mostrando um quarto cor de pêssego, com uma cama de casal, lençóis bege, um armário de madeira antigo com pequenos anjos esculpidos, um tapete egípcio, persianas bege e um banheiro. Peguei minha mala, coloquei no canto do quarto e me virei encarando pela primeira vez desde quando eu tinha desmaiado.
- Obrigada por tudo – falei com a cabeça . – Eu não quero dar trabalho para você, por isso vamos dividir as despesas, e eu lavo a louça e limpo a casa – falei. começou a rir.
- De nada – ele sorriu sinceramente. – As despesas eu concordo, mas arrumar a casa e lavar louça? Não precisa disso, aqui tem a Maria. Ela é a empregada, vem para arrumar tudo uma vez por semana.
- Hum!
- Bom, vou para o meu quarto, trocar de roupa, vamos sair para algum lugar que tal? – Ele perguntou sorrindo angelicalmente.
- Tudo bem, vou fazer o mesmo, avise a .
- Aham – ele falou e então fechou a porta, respirei profundamente, coloquei minha mala em cima da cama, e procurei uma roupa, optei por um vestido preto curto e solto, com sandálias de salto também pretas. Tirei a roupa e fui para o banheiro, liguei o chuveiro e senti a água morna molhar meu corpo e fazer eu esquecer todos os meus problemas. Depois de um tempo embaixo do chuveiro, resolvi sair. Enrolei-me na toalha branca, e voltei para o quarto, coloquei uma lingerie preta com detalhes rosa, depois o vestido. Passei uma maquiagem leve, sombra branca com brilho, batom rosa claro, um pouco de blush e rimel, calcei as sandálias e saí do quarto, fui para a sala esperar e . Quando desci as escadas vi sentada, já pronta. Ela estava com um vestido apertado e curto na cor dourado, sandálias de salto na mesma cor e maquiagem fraca com os cabelos presos em um coque com alguns fios soltos – minha amiga é linda, fato – sentei ao lado dela e engatamos uma conversa. Minutos depois ouvi passos vindos da escada, era ele. estava deslumbrante, usava uma calça jeans escura, uma camiseta branca, cabelos bagunçados e all star branco. Lindo.
- Vamos? – perguntou.
- Claro – eu e falamos juntas e rimos.
- Para onde vai nos levar, ? – Perguntei e ele fez careta quando falei seu nome.
- Vou levar vocês para uma boate ao ar livre – ele falou pegando as chaves da BMW e abrindo a porta.
- Boate ao ar livre?
- É – ele me olhou sorrindo e eu ainda estava confusa. – É uma boate que fica na praia, Não! Não é uma roda de violão nem nada, é mesmo uma boate, com bar, pista de dança, área vip e tudo o mais, a única diferença é que fica na praia, tem palcos montados para ninguém pisar na areia. É bem legal.
- Nossa que diferente. – falou entrando no carro, como sempre, no banco de trás.
- Sim, bastante. – falou entrando no carro e colocando a chave na ignição. - Mas vocês vão gostar. – virou-se para e disse. - Um amigo meu vai , acho que ele é a sua cara – ele sorriu maliciosamente.
- Sério? Hum, estava a fim mesmo de pegar alguém essa noite. – falou e depois riu. Ah safada.
- E você? – virou-se para mim e perguntou.
- Eu o quê?
- Vai pegar alguém essa noite?
- Não sei.
- Acho que você vai sim. – ele sorriu convencido.
- Pois acho que você está errado. Não vou pegar ninguém hoje e nem tão cedo.
não falou nada, apenas deu um sorriso de canto e deu partida no carro.
*
Chegamos à Small’s - a boate ao ar livre que tinha falado. Ele estacionou no calçadão e então saímos do carro. Não pegamos fila, foi só o falar com o segurança e ele liberou nossa entrada imediatamente. A boate era legal, como era umas oito da noite mais ou menos, o céu começava a ter estrelas, tinha um DJ, bar, e uma pista de dança, era realmente surreal.
acenou para alguém e quando eu vi, era um menino. Ele veio até nós e então eles se abraçaram.
- Já chegou -boy! – O menino falou.
- Já sim! Essas são e . – nos apresentou.
- Meninas, esse é o . - sorriu.
- É um prazer conhecê-las meninas! – falou dando um abraço em mim e em , demorando mais no último. É, rolou o clima.
- Digo o mesmo ! – falou.
- Quer dançar? – chamou e ela aceitou na hora.
Fiquei olhando para e ele para mim o silencio não era confortável, quando ele abriu a boca para falar eu o interrompi:
- Vou para o bar – Falei e saí indo em direção ao bar e deixando para trás.
Cheguei ao bar e pedi uma vodka – como eu precisava de álcool. – depois que o barman trouxe o meu pedido eu virei o copo de vodka dando uma sensação de queimação na garganta e no estomago. chegou minutos depois e se sentou ao meu lado pedindo uma cerveja, ele suspirou e disse:
- Por que você foge de mim? – ele me perguntou, ia responder mais ele interrompeu – Olha, eu não entendo porque eu não posso me envolver com você. Deve ser algo bem sério para você não querer nada comigo depois da química que ficou entre você e eu na boate.
- ... – Comecei, mas fui interrompida de novo.
- Pode parecer ridículo, mas você me deixa louco. – Ele me olhou. – É um sentimento muito forte e eu não consigo controlar, quando eu fico perto de você eu fico com uma vontade louca de te beijar, de te tocar e é incontrolável... Parece uma necessidade ter meu corpo colado no teu e eu fico imaginando isso e me deixa cada vez mais louco.
Ele passou as mãos pelos cabelos nervoso e virou a lata de cerveja inteira em um gole. Ele tinha razão. A química entre ele e eu era incontrolável, eu também tinha a necessidade de ter meu corpo colado no dele e queria, como ele, ter essa sensação, mas era errado, não posso me envolver, não quero que ele acabe com a vida dele por minha culpa e se ele se apaixonar por mim vai ser mil vezes pior, ele vai sair magoado nessa história por minha culpa. Levantei-me e sai andando, tirei meu salto alto e corri pela praia, queria ficar longe dele.
Quando mais longe, melhor.
Cheguei a um local onde ficava as pedras, me sentei na areia mesmo e olhei para o mar pensando em como seria ficar esse tempo indeterminado morando na mesma casa que . Senti algo se sentar ao meu lado e era ele.
Uma música conhecida começou a tocar e ele olhou para mim, wlw queria alguma coisa, seu olhar era diferente.
(coloque para tocar I Wanna – The All American Rejects)
I never thought that I was so blind
I can finally see the truth
It's me for you
Ele se aproximou mais, ficando de frente para mim. Me olhou nos olhos, se aproximou mais e quando chegou perto o suficiente da minha boca ele perguntou:
- Seja minha só por hoje?
Não respondi apenas abaixei a cabeça. Ele segurou meu queixo, levantando-o e então me beijou. Era um beijo calmo, com vontade, era... Incrível. Lutei no começo, mas não resisti, eu o queria mais que tudo.
Tonight you can't imagine that I'm by your side
Cuz it's never gonna be the truth
So far for you
O beijo foi se intensificando mais ainda. Ele me deitou na areia e ficou por cima de mim. As mãos dele começavam a correr pelo meu corpo e isso era tão bom.
But can you hear me say?
Don't throw me away
And there's no way out
I gotta hold you somehow
Minha mãos corriam pelo corpo dele. Dos ombros para o peito depois para a barriga. Segurei na barra da camiseta dele e puxei-a para cima, ele quebrou o beijo levantando os braços para facilitar o meu trabalho de tirar a camiseta, voltou a me beijar agora com mais vontade. As mãos dele passaram pelos meus seios, depois pela minha barriga e foi parar na barra do meu vestido.
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Everyday but all I have is time
Our loves is a perfect crime
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Every way and when they set me free
Just put your hands on me
Eu agarrava os cabelos dele com mais força. As mãos dele agora iam para as minhas coxas as apertando, ele subia e descia as mãos nas minhas coxas fazendo gemidos involuntários saírem da minha boca. Ele sorria toda vez que eu gemia, eu sabia que eu tinha que parar, mas eu não conseguia.
Take everything that I know you'll break
And I give my life away
So far for you
But can you hear me say
Don't throw me away
There's no way out
I gotta hold you somehow
Minhas mãos foram para no cinto dele. Mexi na fivela do cinto, senti o volume que o amiguinho dele estava e ele soltou um gemido baixo. Tirei o cinto e desabotoei a calça, descendo ela até os joelhos dele e depois ele mesmo tirou-a ficando só de boxers preta.
Tonight I'm weak
It's just another day without you
That I can't sleep
I gave the world away for you to
Hear me say
Don't throw me away
There's no way out
I gotta hold you somehow
As mãos dele foram subindo e meu vestido ia junto. Quando chegou à minha barriga, ele levantou meu vestido o tirando e me deixando só de calcinha e sutiã. Ele parou de me beijar e me olhou, seus olhos brilhavam de malícia, mas se você o olhasse naquele momento, juraria que existia sentimento naquele olhar. Ele tentava desesperadamente tirar meu sutiã e quando conseguiu começou a beijar meus seios. Minhas mãos foram para a boxer dele e comecei a brincar com o elástico da mesma.
All I wanna do is touch you
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Everyday but all I have is time
Our loves is a perfect crime
I wanna I wanna I wanna touch you
You wanna touch me too
Every way and when they set me free
Just put your hands on me
Ele dava gemidos no meu ouvido me deixando mais exitada. As mãos dele foram para a minha calcinha e foi aí que eu me toquei. O que eu estava fazendo? Não podia dormir com ele e então eu o interrompi:
- ... – Falei ofegante e ele me olhou. – ...Não dá para continuar, desculpe.
- Por que não? Estava tudo bem, a gente estava se entregando um para o outro... – Ele passou as mãos pelos cabelos, chateado. – ...Estava tudo bem, por que você interrompeu?
- Porque não podemos fazer isso, a gente... – Meus olhos encheram de lágrimas. – Nós não podemos ficar juntos ... Não... Podemos. – Falei, me levantei e peguei meu sutiã, o vesti rapidamente, peguei meu vestido e vesti-o e quando eu ia sair dali, ele me puxou pelo braço.
- Nós podemos sim ficar juntos, por que você sempre foge quando está tudo bem? – Ele perguntou alterando um pouco da voz.
- Porque é o certo a fazer – falei e então sai correndo daquele lugar.
’s POV.
- Eu te amo. – Eu disse baixinho, mas ela já estava longe o suficiente para não ouvir. Depois que eu quase tive-a para mim. Depois de senti-la do jeito que eu a senti hoje. Eu sabia que eu o que eu sinto por ela é mais que atração. Eu sou completamente apaixonado por ela.
’s POV end.
Cheguei à boate e falei para que iria embora. Ela perguntou se me levaria para casa porque era muito longe e eu menti falando que sim. Saí por aí, andando sem rumo, sem saber para onde ir. Tudo o que eu quero é ficar longe dele por um tempo. É o melhor a se fazer.
Chapter Four
Not a million fights Could make me hate you You're invincible Yeah, It's true It's in your eyes Where I find peace
(Broken – Secondhand Serenade)
Andava pelas ruas. Faltavam poucas horas para amanhecer, essa hora com certeza e estariam voltando para casa e não me encontrariam lá. O tempo estava frio, e eu estava com vestido e salto alto. Ótimo!
As ruas estavam desertas às quatro e meia da manhã, com certeza as pessoas estariam em suas casas dormindo profundamente e sonhando com algo que lhes agradassem. Resolvi sentar em um banco perto de um beco para descansar, esses saltos estavam me matando, eu andei muito, não sabia onde estava. Droga! Por que ele foi fazer aquilo? Se ele não tentasse chegar perto de mim eu não teria feito aquilo. Me levantei e resolvi voltar a andar, precisava achar o caminho de volta para a praia. Eu estava começando a ficar com medo.
’s POV
Dez minutos haviam se passado desde que resolveu sair correndo de volta para a boate. Levantei-me e resolvi voltar, tinha que saber o porquê que eu e ela não podermos ficar juntos, ela teria que me contar ou eu descobriria sozinho.
Cheguei à boate e vi e dançando animadamente, fui lá e interrompi.
- , cadê a ? – Perguntei e virou e me olhou confusa.
- Ela disse que você iria leva-la pra casa - Ela falou.
- Ela saiu sozinha? – Perguntei desesperado.
- ! Acho que ela voltou pra casa e... – A interrompi, mas que droga! Essa menina é louca de ficar andando sozinha essa hora.
- Ela não pode ter voltado pra casa , daqui até lá é quase uma hora de carro! – Passei as mãos pelos cabelos nervoso, onde ela estava?
- Vamos voltar pra casa, precisamos chamar a polícia – falou.
- NÃO! – gritou. – Não vamos chamar a polícia., aqui é uma cidade pequena, vamos sair com o carro e procurá-la, ela não deve estar muito longe, ela está de salto alto e não conseguirá andar por muito tempo.
- Mas... – Eu fui falar e ela interrompeu.
- Faça o que eu mando , não envolva a polícia nisso, será inútil. – disse correndo para a o calçadão onde estava minha BMW.
Liguei o carro com no banco da frente comigo. , como tinha vindo com o carro dele, falou que procuraria pelo outro lado da cidade. Nos separamos e então começamos a procurar.
’s POV End
Resolvi tirar minhas sandálias e andar descalça. Eu estava com medo, sentia que algo ruim iria acontecer. Ouvi passos e olhei para trás e não tinha nada. Estava começando a ficar paranóica. Andei mais rápido. Ouvi de novo os barulhos de passos e de novo não era ninguém. Comecei a correr. Entrei em um beco ali perto, ouvi os passos de novo e eles estavam mais perto. Corri mais rápido. Cheguei ao fim do beco, era sem saída. Estava ferrada.
’s POV
Uma hora, já fazia uma hora que eu estava rondando essa cidade de cima abaixo por causa dessa garota. Onde ela estava?
A preocupação era evidente em meu rosto. Eu não sabia onde ela estava não sabia se ela estava bem, se estava machucada. Só em pensar nisso meu estomago deu uma volta de 360 graus. Olhava para todos os lados para ver se a achava, mas nada. Uma sensação de perda começou a aparecer. E eu não estava gostando nada daquilo.
’s POV End
Ouvi uma risada assustadora. Ela estava cada vez mais próxima. Eu estava com medo. Mas eu sentia que conhecia essa risada. De onde eu a conhecia?
- Olha só o que temos aqui – A voz falou e então eu me virei.
- Quem é você? – Perguntei tentando não parecer assustada.
- Nossa , assim você me ofende, tem certeza que não se lembra?- O homem falou e não conseguia ver seu rosto, estava muito escuro e só conseguir ver que ele tinha uma faca na mão. – Pois deixa eu refrescar sua memória... – Ele falou. – Ah mamãe, não morre por favor. – ele falava fazendo gestos exagerados. Não era possível!
- Você! – Só o que eu consegui falar foi isso. Como ele me achou?
- Olha só, resolveu lembrar? O que você estava fazendo aqui sozinha? Sabia que andar por becos sozinha é perigoso? Sua mãe não lhe ensinou isso?
-Seu... – Não consegui pensar direito, só segui meus instintos e fiz o que eu tinha que fazer. Fui para cima dele, teria minha vingança hoje.
’s POV
A sensação ficava cada vez pior, o desespero cada vez mais evidente.
- cadê ela? Para onde ela foi? – perguntava desesperada.
- Não sei, . Temos que achá-la. – Disse tentando ser convincente, mas o desesperado não ajudaria em nada.
’s POV End
Ele me deu um soco no rosto, mas eu não ia desistir. Dei-lhe uma rasteira e então ele caiu gemendo de dor. Toma desgraçado.
- Você vai pagar por tudo o que fez a minha mãe. – Disse já chutando sua barriga o mais forte que eu podia. Quando eu ia chutar de novo ele pegou minha perna me puxando e fazendo eu cair em cima de umas madeiras que tinham lá, fazendo-me gemer de dor. Iria ficar roxo, mas eu não ia desistir e esse desgraçado pagaria. Levantei-me com dificuldade e lhe dei um soco na cara, ele cambaleou um pouco, mas ainda estava de pé.
- Desgraçada, eu fui bonzinho com você até agora, mas você me deixou com raiva. – Ele disse e então ele veio para cima de mim, me deu um soco e depois outro e outro. Eu estava sem forças e então eu senti uma dor no abdômen.
’s POV
Meu peito doía fortemente, era como se eu tivesse perdendo alguém. Passei por um beco e então eu a vi. Tinha um cara na frente dela e ele tinha uma faca e ela tinha uma expressão de dor. Não!
Saí correndo do carro e então o homem me olhou e saiu correndo. Ela caiu no chão com a mão no abdômen.
’s POV End
Soltei um gemido de dor, ele forçava a faca no meu abdômen cada vez mais forte. Eu vi uma luz a então ele puxou a faca e saiu correndo de lá e então eu o vi. vinha correndo e atrás dele, . Ambos desesperados. Olhei para o local onde a faca tinha entrado e, vi sangue, muito sangue. Apertei mais o local tentando acabar com a dor, mas ela não passava. Ao contrário, ela ia se estendendo pelo meu corpo cadê vez mais rápido.
’s POV
Ela apertava o local com força, saía muito sangue. Ela ficava cada vez mais pálida e eu não sabia o que fazer. Então ela levantou a cabeça e olhou. Parecia que estava se despedindo.
- ? ? Está me escutando? – Perguntei.
- ... - Ela me chamava bem fraquinho. – Eu...
Ela não conseguiu terminar a frase fechou os olhos e eu senti o seu corpo amolecendo. Não, eu não a perderia desse jeito.
’s POV End
Ele me olhava diferente, parecia que tinha medo de me perder. Ele me chamou.
- ? ? Está me escutando? – Ele perguntava.
- ... – Eu tentava falar, meu corpo estava amolecendo eu só tinha que falar o que eu nunca tive coragem: Que eu o amava. – Eu...
Não consegui terminar a frase, meu corpo amoleceu e então tudo escureceu.
’s POV
tinha chamado uma ambulância. Minutos depois de perder a consciência, eles chegaram. Tiraram-na dos meus braços e a colocaram numa maca. Faziam milhares de coisas rapidamente. Até que eu ouvi minha sentença de morte:
- Ela não esta respirando. – Um dos homens gritava tentando estancar o sangue que saía do abdômen dela.
- Estamos perdendo-a. – O outro gritava no rádio tentando chamar um helicóptero para salvá-la.
Eu estava perdendo-a. Saí correndo em direção à maca onde ela estava. Eu não a perderia. Eu não queria perdê-la, eu não podia perdê-la.
Chapter Five
Tell me that you love me And it'll be alright Are you thinking of me Just come to me tonight You know I need you Just like you need me Can't stop, won't stop I must be dreaming.
(I Must Be Dreaming – The Maine)
Acordei com o sol no meu rosto, meu corpo doía muito e eu estava em um quarto branco. Respirei fundo e então me levantei um pouco para pode ficar sentada e senti uma dor forte no meu abdômen. Fiz uma careta e soltei um "ai". Olhei para o lado e então eu o vi. estava sentado em uma poltrona preta me olhando. Ele sorriu e então se levantou, chegou perto da minha cama e ficou me olhando.
- Ainda bem que você acordou, estava preocupado. – Ele disse esboçando um lindo sorriso.
- O que aconteceu? - Perguntei. Eu estava confusa, me lembrava de poucas coisas do acontecera.
- Você não lembra? – Ele perguntou com preocupação, fiz que não com a cabeça e ele suspirou.
- Você saiu da boate depois que... – Ele parou de falar e ficou quieto depois de um tempo ele suspirou e voltou a falar. –... Você saiu da boate com pressa, sozinha e ficou por aí andando, eu e te procuramos por todos os lados, quando achamos você tinha um cara com uma faca e então ele... – ficou mudo novamente, mas dessa vez eu tinha entendido.
- Tudo bem eu já entendi. – Falei com calma, pegando em sua mão ele me olhou com os olhos marejados e disse:
- Fiquei com medo de te perder. – Abri a boca para interrompê-lo, porém ele continuou falando. – Eu... Eu não saberia o que fazer se perdesse você. Quando eu te vi lá caída e sangrando foi como se metade de mim tivesse ido embora. Quando os médicos falaram que você estava morrendo eu me senti só, eu... Eu queria morrer junto com você.
- . – Chamei-o. – Eu estou bem, estou viva. – sorri. – Esquece isso, 'tá legal? – Falei olhando-o e sendo o mais sincera possível, ele balançou a cabeça e me deu um selinho. Fiquei assustada no começo, mas depois que o vi sorrindo, não me importava mais.
*
Um mês havia se passado, eu estava bem melhor. O médico me deu alta do hospital e eu estava ainda na casa da praia, me recuperando, na verdade não sentia mais dores no abdômen. Já estava cicatrizando e eu andava normal, só não podia carregar peso. Depois que eu vi o assassino de minha mãe, fiquei mais segura e mais determinada a matar o desgraçado, não importava se eu morresse junto, mas ele estaria morto e minha mãe seria vingada; eu morreria feliz. Essa era minha promessa, no hospital eu prometi para e e que não iria atrás dele, mas estava mentindo. Eu estava pesquisando e me preparando sem eles verem. Quando chegar a hora, eu vou embora atrás do infeliz e eles ficarão aqui e se me procurarem, não vão ter sucesso. Irei estar muito longe daqui, se as minhas pesquisas estiverem certas.
- ! – Ouvi me chamando no andar de baixo.
- Já estou indo! – Gritei.
Desci as escadas calmamente e vi sentada no sofá com algumas malas. Assustei-me. Para onde ela estava indo?
- Porque as malas? – Perguntei séria.
- Calma , eu vou para Londres ver como estão as coisas por lá depois eu volto. - Ela falou calmamente e eu ficava com mais raiva.
- VOCÊ NÃO PODE IR, VÃO PEGAR VOCÊ!
- Não, não vão você sabe disso. – Ela falou se levantando e ficando de frente para mim. – Eles não suspeitam de mim, eu vou e volto, calma.
- VOCÊ NÃO PODE IR! – Continuei gritando.
- POR QUÊ? – Dessa vez ela se alterou. – ESTÁ COM MEDO DE FICAR SOZINHA COM ?
- Porque eu teria medo de ficar com ele?
- Porque depois do selinho e da declaração de amor que ele te fez no hospital você esta estranha, fica evitando ele. Que foi, descobriu que gosta dele?
- Eu... Eu não estou evitando-o. – Gaguejei. – Droga.
- Olha, você está com medo de ficar com ele porque você acha que vai prejudicá-lo, mas eu vou te dizer algo, não vai mudar em nada. Pense em você.
pegou as malas e foi em direção à porta, colocou as malas no chão e se virou, eu ainda a olhava, não sabia o que dizer.
- O me emprestou o carro, já avisei a ele e ele concordou, estou indo volto em dois dias. – Ela disse e então o olhar dela se dirigiu a outro lugar. – Tchau . – Ela disse e então fechou a porta, engoli seco e me virei. Ele estava lá me olhando com expressão triste, balançou a cabeça negativamente e desceu o resto dos degraus indo em direção a cozinha.
- QUER COMER? – Ouvi gritando. Andei até a cozinha e encostei na porta.
- Quero sim.
Ele se virou, encostou na pia e ficou me olhando.
- Por que esta me olhando? – Perguntei nervosa.
- Por que esta me evitando? – Ele retrucou.
- Não estou. – Falei engolindo seco.
- Não? Então por que toda vez que eu tento chegar perto, você recua? Quando eu tento falar algo você finge que não escuta? Se isso não é evitar, é o que? Hein? – Ele perguntou nervoso.
- ... - Tentei falar algo, mas ele me interrompeu.
- EU CANSEI! – Ele gritou e socou a porta da geladeira que ficava ao lado da pia, fiquei assustada. - VOCÊ ME EVITA, ISSO TUDO POR QUÊ? PORQUE EU FALEI O QUE EU SENTIA POR VOCÊ? NÃO É PECADO AMAR ALGUÉM , NÃO FAZ MAL. O QUE FOI, O BEIJO NA PRAIA NÃO FOI BOM? EU NÃO SOU BOM PARA VOCÊ? – Ele gritava e eu chorava baixinho, ele era perfeito, o problema era eu, eu não podia ficar com ele, ele não pode ficar com uma assassina, não pode!
- VOCÊ É BOM PARA MIM SIM, É SO QUE É MUITO COMPLICADO, ... – Eu gritei olhando para ele e as lágrimas caíam cada vez mais.
- O QUE É COMPLICADO? ME EXPLICA PORQUE EU NÃO ENTENDO. O QUE DIABOS NOS IMPEDE DE FICAR JUNTOS?
- TUDO! – Gritei. – TUDO IMPEDE, EU NÃO SOU O QUE VOCÊ ACHA QUE EU SOU – Gritei uma última vez e saí correndo para o quarto. Cheguei ofegante por subir as escadas rapidamente, meu abdômen doía um pouco, mas eu não ligava. Era normal. Joguei-me na cama e comecei a chorar mais ainda, eu não quero me entregar assim, eu vou sair machucada e ele também. Eu não sei o que fazer.
- Não me importa o que você é. – Ouvi dizendo baixinho. Olhei para ele e ele se aproximou mais. - Eu gosto de você assim. – ele estava muito perto os narizes se roçavam e as bocas ficavam cada vez mais próximas. – É assim que você foi feita para mim.
(Coloque para tocar The Maine - I Must be Dreaming)
She thinks I'm crazy
Judging by the faces that she's making
And I think she's pretty
Pretty's just part of the things she does that amaze me
She calls me sweetheart
I love it when she waits for me
When its still dark
And she watches the sun
She's the only one I have my eyes on
Ele me beijou e eu não impedi, era um beijo calmo, continha sentimento de ambas as partes. Ele aproveitou que eu estava deitada e então ficou em cima de mim com uma mão no colchão e a outra na minha nuca fazendo carinho. Depois de um tempo, ele rompeu o beijo e me olhou. Eu apenas sorri para ele o mais sincera possível. Ele sorriu e voltou a me beijar, dessa vez com mais intensidade. Ele segurou na minha cintura e rolou para o lado me deixando por cima.
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
As mãos dele eram macias enquanto percorriam meu corpo a sensação era a melhor. Minhas mãos arranhavam o abdômen dele fazendo-o gemer baixinho me deixando cada vez mais excitada, os gemidos roucos dele eram como música para os meus ouvidos que eu queria ouvir mais e mais. Ele parou de me beijar e seu próximo alvo passou a ser meu pescoço, ele beijava e dava pequenos chupões me fazendo suspirar e deixar ele mais excitado.
She moves in closer
Whispering to me about "I told ya"
Oh, she's playing games now
And I figured it out
Now that we're,
Now that we're closer
- Eu disse que você… - Eu tentei falar mesmo com a voz falha, mas ele me interrompeu invertendo as posições agora, ele por cima e então ele voltou a beijar meu pescoço e sussurrou no meu ouvido:
- Você disse que eu não posso me envolver com você, - Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha. – mas quem disse que eu ligo? – E então voltou a me beijar com mais força.
A mão dele foi descendo dos meus ombros para a minha cintura e então para barra da minha blusa. Ele ficou com a mão lá e depois começou a subi-la até o meu busto. Depois disso, fiquei sentada e levantei os braços para poder tira-la, ficando só de sutiã que por sinal, era branco com rendas verdes. Ele ficou olhando para mim e para o meu corpo e então sorriu e eu o beijei.
Two kids, one love
Who cares if we make it up
Her voice's sweet sound
Our clothes lay on the ground
She moves in closer (She moves in closer)
Whispers, "I thought I told ya"
Nossos corpos ficavam mais colados. Tirei a camiseta dele e então minhas mãos percorreram toda a extensão do abdômen sarado dele. A pele dele era lisinha. A mão dele foi para minha coxa onde ele apertava. E então ele dobrou minha perna para nós podermos nos encaixar melhor. A mão dele foi para o botão do meu short enquanto a outra voltava para minha cintura, com um pouco de dificuldade desabotoou o short e abaixou o zíper e então foi puxando para baixo e, quando chegou no meu joelho eu, com os pés, tirei-o e joguei em algum canto do quarto, ficando de calcinha e sutiã. Ele subiu a mão para o fecho do meu sutiã e com um pouco de dificuldade ele conseguiu abri-lo. Ele puxou o sutiã e o jogou para algum lugar do quarto que eu não consegui enxergar e então ele começou a dar atenção para os meu seios apertando e lambendo eles me deixando mais louca ainda.
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Minhas mãos foram para a barra da Bermuda dele e então eu puxei fazendo ela descer facilmente por ser muito larga, ele ficou só de boxer preta e me mostrando a sua ereção. Resolvi brincar com o elástico da boxer dele fazendo-o suspirar e dar pequenos gemidos, coloquei minha mão dentro da boxer brincando um pouco com o membro dele. Quando parei, ele soltou um suspiro de indignação e então eu puxei a boxer dele, deixando-o nu. Inverti as posições ficando por cima olhei-o e ele estava ofegando, sorri e comecei a dar pequenos beijos nos ombros, peito, barriga e então cheguei ao seu membro, ele me apenas jogou a cabeça pAra trás e eu entendi isso como um sinal verde. Coloquei minha mão no seu membro e então levei-o até a minha boca. Brinquei com a cabeça, lambendo e dando pequenas mordidinhas e, depois o coloquei por inteiro e comecei a me movimentar lentamente. Senti a mão dele nos meus cabelos me dando as coordenadas certas fazendo eu ir mais rápido. Senti ele se contrair, sabia que ele estava quase lá e então eu parei os movimentos. E voltei a beijá-lo.
Remember the day when we started this
And you made the shape of my heart with your hands
We tried to make some sense of it
But she called me on the phone and said
Tell me that you love me.
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
A mão dele foi para a barra da minha calcinha, ele brincou um pouco e então tirou-a. Ele dessa vez me beijou delicadamente. E então pegou uma camisinha no bolso da bermuda, colocou e me penetrou fazendo-nos gemer alto. Ele começou a fazer movimentos lentos, me deixando louca. Ele queria me provocar. Nossos corpos se movimentavam se encaixando um no outro, era como se nossos corpos fossem feitos para ser o encaixe perfeito um do outro. Ele apertava minha cintura e investia mais. Os gemidos eram incontroláveis e o prazer era imenso, estávamos molhados de suor, mas nós podíamos parar.
- ... – Falei tentando controlar um gemido. – Ma... Mais. Ele atendeu meu pedido aumentando os movimentos. E então ele falou:
- Eu... Eu vou...
Então ele gozou, mas continuou se movimentando e então logo depois foi a minha vez. Ele parou os movimentos ofegando. olhou para mim, tirou uma mecha de cabelo que estava nos meus olhos e saiu de mim, tirou a camisinha, jogou no lixo do banheiro e voltou, deitando do meu lado e me abraçando pela cintura enquanto puxava um lençol para nos cobrir. Ele colocou o queixo no meu ombro e ficou me observando.
- Eu te amo.
Foi o que eu ouvi antes de pegar no sono e foi a primeira vez que eu ouvi que alguém me amava e eu tinha gostado.
Go on and tell him that you love me
And it'll be alright (I must be dreaming)
Are you thinking of me? (I must be dreaming)
Just come to me tonight (I must be dreaming)
She moves in closer
Can't stop, won't stop
I must be dreaming

