My Lies

Autora: Nessy e Joanna
Status: Finalizada
Revisada por: Hata
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: LongFic - Romântica/Drama/Comédia
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Capítulo 1
Desde muito cedo sonhava em ser jornalista, queria ser como os grandes nomes do meu país, queria ser uma Fátima Bernardes, Wiliam Bonner, nada me encantava mais do que poder levar informação para as pessoas. Informações com conteúdo, não do tipo fofoca.
Bom, aqui estou em Londres com 21 anos, recém formada em jornalismo e trabalhando em uma revista chamada Range Of Girls, uma revista sobre variedades, mas principalmente sobre fofocas.
Não era isso que eu queria realmente, eu queria mesmo trabalhar no The Sun, um famoso jornal que me encantava só de ver suas páginas em preto e branco. Mas mesmo assim sabia que um dia iria chegar minha vez de estar lá.
Moro em um apartamento pequeno, mas muito aconchegante. Meu prédio não fica muito longe da revista, mas também não dava para ir caminhando. Não tenho carro, quando sobra um dinheiro a mais posso pegar um táxi.
Todo dia era a mesma coisa, às vezes inventavam umas histórias bem sem noção, já estava ficando cansada de tudo. Hoje mais uma manhã tediosa de segunda-feira, estava sentada na minha mesa revisando minha mais recente matéria sobre a estadia de George Clooney em Londres, quando Brian, meu chefe, me chamou a sala dele. Bati de leve na porta e entrei quando o ouvi resmungar qualquer coisa. Brian apontou a cadeira a sua frente em um sinal que era para eu sentar, me sentei e esperei ele começar o que não demorou muito.

' vou direto ao assunto, tenho uma proposta para te fazer.'
Fiquei apreensiva, o que será que Brian esta querendo de mim, ele nunca faz proposta para ninguém.
'E que proposta seria?’
‘Um passarinho me contou que você deseja mudar de área jornalística, e vai surgir uma vaga na área de política, eu estava pensando que talvez você estivesse interessada.’
Meus olhos brilharam e automaticamente abri um sorriso, mas logo esse sorriso se desfez, será que ele queria dormir comigo, para poder me transferir para lá?
‘Sim, eu gostaria muito de ir para lá. ’
‘Eu posso te transferir, mas... ’

Eu sabia agora é a parte que ele fala que tenho que fazer o teste do sofá.

‘Mas… ’
‘Eu preciso saber se você é capaz, eu te mando para lá se você fizer uma matéria para mim, uma matéria que realmente iria levantar o nome da revista. ’
‘E que matéria seria essa?’
‘Você deve conhecer o McFly, eles são muito famosos já há algum tempo.’
‘Conheço mais ou menos, mas o que eles têm a ver com isso?’
‘Eu quero que você descubra tudo sobre a vida deles, quero que você descubra os segredos mais sórdidos de cada um deles, quero que você descubra o que ninguém sabe e nunca vai saber, até sair a matéria claro.’
‘E como você acha que eu irei descobrir essas coisas?’
‘Você é uma jornalista esforçada tenho certeza que pensará em alguma coisa.’
‘Eu não sei, Brian.’
‘Você pode recusar se quiser ficar aqui na área de celebridades.’

Ótimo o cretino tá me chantageando.

‘Mas como vou conseguir saber de coisas que ninguém sabe? Eles não vão me contar, sabendo que vai ser publicado.’
‘Eles não precisam saber quem você é, se aproxima deles e garanto que vai descobrir mais coisas do que você imagina.’
‘Não sei, não acho isso legal.’
‘Se quiser ser transferida terá que me mostrar que é capaz de fazer um bom trabalho, além do mais se você fizer essa matéria muitos jornais e revistas renomados vão querer você, inclusive o The Sun.’
The Sun, meu ponto fraco, meu sonho de consumo. Ponderei um pouco, eu nem conheço esses caras e é o meu futuro em jogo.
‘Eu topo, quando começo?’
Brian deu um sorriso.
‘Quando você quiser, faça a matéria inteira primeiro e depois a gente revisa e publica, você pode trabalhar em casa, já que eles não podem nem imaginar que você é uma jornalista.’
Ainda fiquei acertando uns detalhes com Brian, depois fui para casa pensar em um jeito de me aproximar desses caras, aproveitei para pesquisar um pouco sobre eles e tentar achar uma brecha para uma aproximação, fiquei horas na internet pesquisando, depois de muito fuçar na internet vi uma única solução. O único solteiro no momento era o tal de Danny Jones, não achei ele bonito, mas pelo que pude ver com a minha pesquisa ele é muito mulherengo.
Então meu plano seria o seguinte: aproximar-me de Danny Jones, tentar ter um caso com ele para poder me aproximar dos outros integrantes da banda, mesmo que esse caso não dure, o importante é durar tempo suficiente para eu poder me aproximar de todos, o suficiente para ter o que eu preciso.
Procurei os lugares em que ele costumava ser visto, e depois de notar as várias vezes em que ele foi visto em um mesmo pub decidi que lá seria minha primeira tentativa de encontrá-lo.
Tomei um banho, e coloquei uma roupa discreta e ao mesmo tempo provocativa, também não queria que ele achasse que eu sou uma vadia, e rumei para o pub em busca do meu sonho, que começaria a se realizar se meu plano desse certo.

Capítulo2
O tal pub não estava tão cheio, olhei o lugar rapidamente tentando encontrar meu alvo, nada.
Fui me sentar em um banco que tinha em frente a um balcão, pedi uma marguerita, se eu encontrasse o Danny ia precisar estar com álcool no sangue.
Já estava na minha terceira marguerita e nada dele aparecer, já estava pensando em desistir e ir procurar por outros lugares em que ele era visto, me virei no banco encostando no balcão, passei meus olhos pelo lugar novamente, já pensando em me levantar e ir embora. Abri um sorriso instantaneamente, o vi sentado com alguns outros caras em uma mesa, um pouco escondida. Virei-me novamente de frente para o balcão pensando em como me aproximar.
Não sei ao certo quanto tempo eu fiquei pensando nas minhas opções, até que ouvi uma voz rouca ao meu lado pedir uma cerveja, me virei para o dono da voz e dei de cara com Danny Jones. Nossa o destino está conspirando a meu favor, eu acho, e quando ia abrir minha boca para falar alguma coisa uma outra voz disse atrás de mim.
'Está procurando boa companhia?'
Olhei para o ser que tinha me interrompido, vi pelo canto do olho que Danny também o olhou e depois olhou para mim e ainda ficou observando a cena.
'Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil de encontrar.'
Dei meu melhor sorriso pro cara. Ele ficou sério e disse com desdém:
'Não queria sua companhia mesmo. '
Crianção.
'Ótimo, então estamos os dois com sorte.' – me virei para Danny – 'Mas a sua quem sabe.' – falei, nem eu sabia que podia ser tão cara-de-pau.
'Mas, eu posso não querer a sua.' - Danny respondeu dando um sorrisinho, fiquei puta, como assim? Ele ia mesmo me dar um fora? Mas eu não iria e nem podia deixar barato.
'Então tá, façam companhia um para o outro então.' - disse e me levantei indo para a direção do banheiro frustrada por ter levado um fora.

Me encarei no espelho do banheiro. Eu posso não ser nenhuma Angelina Jolie, mas também não sou tão feia pra levar um fora de um cara que se acha o gostosão só porque tem uma banda, e um monte de adolescentes com os hormônios a flor-da-pele querendo ter uma noite com ele. Aff quem ele pensa que é? Retoquei minha maquiagem e saí do banheiro decidida a pegar um cara gostosão, no maior estilo Vin Diesel e mostrar para aquele franguinho que eu posso ficar com homens lindos.
Saí desfilando no maior estilo Naomi Campbell, rebolando e até dando uma jogadinha no cabelo, mas mal saí do corredor do banheiro e senti uma mão na minha cintura me puxando.
Até me assustei, não sabia que minha desfilada estava arrasando tanto assim, quando me virei dei de cara com Danny, perigosamente perto.
Fiquei um pouco sem graça, mas gostei, ele tem pegada.

'O que você está fazendo? Você disse que não queria minha companhia.' – disse me fazendo de difícil.
'Eu disse que eu podia não querer sua companhia, não que eu não queria. E eu não podia furar o olho do meu amigo.'
'Mas agora eu posso não querer sua companhia.'
Disse me afastando dele, mas Danny me puxou de volta e me encostou na parede e sussurrou em meu ouvido.
'Eu sei que você quer e está com a mesma vontade que eu estou de fazer nesse exato momento.'
Ri para ele e falei sussurrando em seu ouvido.
'Você sabe que vontade dá e passa né?'
'A minha não. '
Rapidamente Danny uniu nossos lábios e sem mesmo perceber passei meus braços pelo pescoço dele aprofundando o beijo, nossas línguas se tocavam calmamente. Minhas pernas amoleceram quando Danny me puxou mais para perto. Estava me perdendo em sensações, minhas mãos bagunçavam seu cabelo conforme eu me empolgava com o beijo, acho que estava quase em cima dele literalmente.
Quando o beijo cessou continuei de olhos fechados me recuperando, não pensei que seria tudo isso. Abri os olhos encontrando Danny com um sorriso malicioso me fitando, sorri de volta estendendo minha mão.
'Prazer .' – Danny sorriu sem mostrar os dentes, e apertou minha mão.
'Danny Jones, prazer. Acho que pulei essa parte, desculpe.'
'Tudo certo, bom Danny acho que já tenho que ir.'
'Por quê? Nem está tão tarde.'
'Bom, eu não tenho companhia, não tenho o que ficar fazendo aqui.'
Eu estava jogando a isca, e esperava que ele a pegasse, porque se não desse certo eu teria que pensar em uma maneira de conseguir me encontrar com ele de novo.
'Nossa valeu, não sabia que minha companhia era tão desagradável assim.'
'Não é isso, é que você está com seus amigos, não quero te atrapalhar.'
Disse mordendo de leve meu lábio inferior, ele estava mordendo a isca.
'Você não vai me atrapalhar, lindinha, você quer ficar com a gente ou quer ir para outro lugar?' – Danny disse com um sorrisinho safado no rosto, deixando claro suas intenções. E claro que eu não daria esse mole para ele, Danny ia transar comigo e me descartar na manhã seguinte, e para o que eu pretendia, essa era a pior coisa que poderia acontecer.
'Acho que podemos ficar por aqui mesmo, por enquanto.'
Não quis acabar com as esperanças dele, afinal, se fizesse isso ele poderia achar uma vadia qualquer para transar e adeus plano.
Danny sorriu safado e me puxou pela mão até a mesa em que seus amigos estavam, ficamos por ali conversando e dando risada, tenho que admitir que o Danny é um fofo, muito gentil e bem tarado. Sua mão alisava e apertava minha coxa por baixo da mesa, enquanto eu dava sorrisinhos sem graça me sentindo estranhamente quente.
Depois de beber demais, conversar muito, Danny resolveu que era hora de ir embora, me deu um friozinho na barriga e de repente já não sabia mais como agir.
Assim que chegamos à porta do pub Danny soltou minha mão, é claro que ele faria isso.
Já dentro do carro Danny se virou para mim.
'Você vai para onde?'
Para sua casa, pensei em dizer isso, mas não disse.
'Para minha casa, claro.'
Ele me pareceu meio decepcionado, mas não disse nada. Enquanto eu pensava em alguma coisa para que eu pudesse manter contato com ele. Fui mostrando a direção do meu apartamento, no rádio tocava uma música qualquer que eu nem prestava atenção, ele estava um pouco quieto, acho que a noite não estava terminando como ele esperava.
Chegamos na frente do meu prédio simples, que para ele deveria parecer um muquifo perto da onde ele morava.
'Você quer entrar?'
Quebrei o silêncio me virando para Danny que me pareceu surpreso com a minha pergunta.
'Não quero te incomodar.'
'Imagina, você não vai me incomodar.'
Ele deu um sorrisinho, e saiu do carro, tadinho agora que ele deve estar achando que vai se dar bem essa noite.
Entrei e subi as escadas - no meu prédio não tem elevador - com Danny logo atrás de mim, podia sentir seu olhar sobre mim, ele devia estar me medindo. Parei na frente da minha porta e peguei minha chave na bolsa, antes de abrir a porta me virei para Danny.
'Meu apartamento não é lá essas coisas, não repara.'
Danny arqueou uma sobrancelha, mas antes que ele me respondesse abri a porta e entrei, parei e me virei para ele.
'Não vai entrar?'
Danny entrou e caminhou até minha mini sala, enquanto eu fechava a porta e tirava meu casaco.
'Você quer beber alguma coisa?'
Perguntei me aproximando dele, que se virou para mim e balançou a cabeça negando.
'Fique a vontade eu já volto.'
Fui até meu quarto, tirei meu sapato e minha roupa, coloquei uma camisola e um roupão por cima, se eu aparecesse só de camisola na frente dele, com certeza Danny iria achar que iríamos transar.
Voltei para sala, e Danny estava com minha câmera na mão. Seu olhar subiu para mim demorando um pouco nas minhas pernas.
'Você é fotógrafa?'
'Sou, tiro fotos de aniversários, casamentos essas coisas.'
Não deixa de ser verdade, preciso de um dinheiro extra.
'Interessante, e essas fotos aqui?' – disse apontando para umas fotos que estavam na mesinha ao seu lado - 'Quem são?'
'São minha família, amigos que deixei no Brasil'.
Me sentia estranhamente confortável com Danny, sabe aquelas pessoas que te deixam a vontade? Esse era Danny.
'Você é brasileira?'
'Sou sim, mas não pense que tudo o que dizem do meu país é verdade, porque não é viu.'
'Não estou pensando nada, e por que você veio para Londres?'
Me sentei ao seu lado no sofá e me virei de frente para Danny.
'Vim tentar a sorte, sempre foi meu sonho conhecer Londres.'
'E está tendo sorte por aqui?'
'Por enquanto sim, as coisas começaram a dar certo para mim.' - respondi com um sorriso suave. - 'Estou falando muito de mim, você sabe mais de mim do que eu de você.'
'O que você quer saber?'
'O que você faz?'
'Sou músico.'
Respondeu simplesmente.
'Hum… legal, você toca sozinho?'
'Não, eu tenho uma banda, McFly, conhece?'
Me perguntou meio desconfiado.
'Acho que já ouvi falar, vocês são famosos?'
'Acho que sim, até agora estamos indo bem, me surpreende você não saber quem eu sou.'
'Me desculpe, sou meio desligada para essas coisas.'
Menti um pouquinho, claro que eu sabia quem ele era.
'Que nada, acho interessante conhecer alguém que não sabe quem eu sou, o que é meio difícil.'
'Deve ser difícil, você deve ficar confuso com o tipo de interesse que uma pessoa pode ter ao se aproximar de você.'
Nossa nem eu sabia que eu era tão cínica assim, como eu podia falar isso se eu mesma só tinha me aproximado dele por interesse?
'É sim, mas dá para perceber logo quando uma pessoa tem algum outro tipo de interesse.'
Eu quase dei bandeira quando ele me falou isso, mas disfarcei e dei um sorriso.
Danny se aproximou de mim e de repente ficou calor.
'Acho que você está me enrolando.'
'E por que eu te enrolaria?'
'Não sei, me diz você.'
'Não tenho porque te enrolar, nós estamos conversando.'
'Acho que já falamos demais.'
Danny beijou meu pescoço, me fazendo arrepiar e quando vi já tinha me deixado levar pelos meus instintos.
'Também acho.'
Poxa sou humana e tenho sentimentos. Danny passou a língua pelos meus lábios e começamos a nos beijar, fui me deitando devagar no meu pequeno sofá com Danny entre minhas pernas, acho que foi uma má idéia ter colocado uma camisola, ela só estava deixando as coisas mais propícias .
Desci minhas mãos por suas costas enquanto as mãos de Danny subiam pela minha perna, me fazendo suspirar e apertar seus ombros, estava me deixando levar pelas sensações e isso não podia acontecer, mas eu não conseguia raciocinar direito.
Danny desfez o laço do meu roupão, enquanto dava mordidinhas de leve no meu pescoço e tentava tirar aquela peça de roupa. Já estava vendo minhas resistências indo ralo a baixo até que.
“Na madruga boladona, sentada na esquina
esperando tu passar altas horas da matina”
Meu celular não tocava, ele berrava aquela música tão conhecida por mim, e por ela eu já sabia quem era. Afastei Danny de mim com um pouquinho de dificuldade, ele respirou fundo e se sentou no sofá passando a mão pelo cabelo. Aproveitei para me recompor.
'Desculpe, mas eu preciso atender.'
Disse sorrindo amarelo, e Danny sorriu meio frustrado.
Peguei o celular e atendi em português.
'Oi amor da minha vida, minha salvadora.'
'Nossa que animação é essa?'
'Prima eu te amo, você me salvou de uma boa.'
De uma boa não, de uma ótima, mas eu não precisava citar isso.
'Nossa o que acontece, o que você estava fazendo? Sei que aí é madrugada, vai me conta.'
'Depois te conto tudo, agora me conta você como vão as coisas por aí?'
Comecei a conversar com minha prima que eu tanto amo, praticamente vi essa garota nascer, e quando morava no Brasil éramos super apegadas, o que não mudou muito já que nos falamos todos os dias seja por telefone ou pela internet. Danny me olhava como se implorasse para que eu desligasse logo.
Depois de rir muito com a maluca da minha prima, desliguei o telefone.
'Desculpe, mas era minha prima que mora no Brasil, não podia deixar de atender.'
'Tudo bem, eu sei como é, também não vejo minha família freqüentemente.'
'Nossa faz muito tempo que não vejo minha família pessoalmente, sinto tanta falta deles.'
'Imagino, deve ser difícil para você morar em outro país sozinha.'
'Muito, mas eu estou acostumada, no começo foi pior, mas prometi a minha prima que quando ela terminasse o colegial a traria para morar comigo, para fazer faculdade aqui, assim não vou me sentir tão só.'
'Eu sei como é, eu ainda tenho os caras da banda, então não me sinto muito sozinho.'
'Foi bom ela ter ligado agora.' - Danny me olhou confuso - 'Não me leve a mal, mas eu não costumo ir para cama com uma pessoa que eu não conheço direito.'
'Tudo bem, não quero que você pense mal de mim.'
'Bom, você me disse que tem uma banda, e pelo que me disse vocês são famosos, deve estar acostumado a meninas que se matam para dormir com você.'
'É, mas isso é um pouco chato, eu me sinto como um objeto às vezes.'
Eu ri, mas pelo menos eu estava conseguindo fazer ele se interessar por mim. Eu acho.
'Acho que eu vou indo, ta muito tarde e você deve estar querendo dormir.'
Ótimo, acho que ele é do tipo que por não estar acostumado a levar um fora, não aceita quando leva um.
'Tudo bem.' – fingi que não me importava, mas eu me importei, meu plano poderia ir por água a baixo. Mas se eu fizesse o que ele queria o meu plano também iria falhar, mas pelo menos eu teria aproveitado. Tá esquece que eu disse isso.
Danny se levantou e eu fiz o mesmo, caminhamos até a porta em silêncio, abri a porta e Danny saiu, ótimo nem pediu meu telefone.
'Tchau , foi um prazer te conhecer.'
'Tchau Danny, o prazer foi meu.'
Antes de sair Danny me beijou mais uma vez e depois que ele foi embora fiquei encarando o corredor vazio, mas que merda. E agora como vou encontrar essa pessoa de novo. Ai Deus eu quero me matar, minha chance, eu devia ter pedido o número do telefone dele.

Fiquei virando na cama sem conseguir pregar o olho, peguei a lista que tinha feito dos lugares onde poderia encontrá-lo, iria em todos até me encontrar com ele “acidentalmente”.

Três semanas se passaram, fui em todos os lugares possíveis e nada de encontrar Danny Jones por aí, o cara parecia que tinha evaporado, procurei por ele na internet e nas revistas, mas só via que o McFly estava fazendo alguns shows por aí, e nesses dias nem me dava ao trabalho de sair de casa. Eu também não poderia aparecer em um show deles, iria ser estranho e eu nem conseguiria chegar perto dele.
Estava tentando enrolar meu chefe o máximo que podia, ele estava me pressionando cada vez mais.
Decidi que sábado ficaria em casa, não estava afim de sair, queria descansar e lá estava eu assistindo qualquer coisa na televisão quando a campainha tocou.

Capítulo 3
Larguei o saco de pipoca em cima do sofá e fui atender, quase caí para trás quando abri a porta. Danny estava parado encostado na parede de braços cruzados e oh, ele estava lindo. Com uma camiseta de botões branca, um casaco por cima, uma calça jeans escura e tênis branco, tão branco que até doía olhar para eles.
'Oi.' – disse sorrindo sem mostrar os dentes – 'Desculpa vir sem avisar, mas eu esqueci de pegar o número do seu telefone e, como eu sabia onde você morava, eu resolvi vir até aqui, algum problema?'
Eu ainda estava processando que ele estava na minha porta, quando finalmente consegui sair do meu transe causado pela sua visita totalmente inesperada - e pela sua beleza claro – sorri para ele.
'Problema nenhum, entra.'
Dei espaço para que ele passasse e Danny assim o fez, fechei a porta, comemorando por dentro.
Me sentei no sofá acompanhada por ele, peguei o saco de pipoca e o coloquei na mesa de centro.
'Achei que nunca mais fosse te ver.'
'Acho que passei mesmo essa impressão.'
'Você demorou para aparecer, achei que você tinha evaporado.'
Danny deu uma risadinha, que eu achei fofa.
'Estive trabalhando muito, se tivesse seu telefone teria te ligado, mas eu estou aqui.'
Sorri para ele, acho que as coisas vão começar a dar certo de agora em diante.
'O que você estava fazendo? Te atrapalhei?'
'Claro que não, eu estava vendo TV, mas nada conseguiu segurar minha atenção. Já estava entediada.'
'Eu vim te chamar pra sair, o Harry vai dar uma festa na casa dele, você quer ir?'
As coisas estavam melhores do que eu pensava, essa era minha oportunidade de me enfiar no mundo do McFly.
'Mas não tem problema você me levar?'
'Claro que não, eles são muito legais.'
'Não duvido disso, você espera eu me trocar?'
Danny apenas fez que sim com a cabeça, me levantei e corri para meu quarto, procurei uma roupa decente o mais rápido que pude. Me troquei, escovei meus dentes e passei uma maquiagem básica.
Peguei minha bolsa jogando minha carteira e meu celular dentro e voltei para sala. Danny assistia um clipe que passava, quando cheguei a sala ele me olhou e sorriu.
'Vamos?' - disse ajeitando meu cabelo.
'Vamos.'
Danny se levantou, peguei o controle da TV e a desliguei caminhando para a porta em seguida, ele não me beijou o que me deixou um pouco desapontada, ele beija tão bem.
No caminho Danny me fazia inúmeras perguntas sobre minha vida, cheguei a achar que ele estava desconfiando de alguma coisa, mas ele parecia bem interessado em me conhecer, ponto pra mim.
Depois de uns trinta minutos, entramos em um condomínio e depois Danny parou o carro em frente a uma casa grande e muito bonita, onde tinha alguns carros parados na frente.
'Chegamos.'
Danny disse desligando o carro e tirando o cinto de segurança. Comecei a ficar um pouco nervosa, não sabia como deveria agir, não sabia como eram as namoradas dos outro meninos da banda, e se eles não gostassem de mim? Danny parecia ter lido meus pensamentos.
'Relaxa lindinha, eles são muito legais.'
Sorri para ele respirando fundo, desci do carro e fechei a porta. Fiquei esperando Danny descer do carro, ele veio em minha direção e pegou minha mão, senti algumas borboletas no meu estômago, mas o que inferno estava acontecendo comigo?
Caminhamos até a porta e o Danny nem bateu, foi entrando e me puxando para dentro. Fiquei super sem graça quando entramos, não havia muita gente por ali, mas eu estava muito tímida.
Logo que chegamos onde a música era um pouco mais alta, e algumas pessoas conversavam ou apenas bebiam, ou faziam qualquer outra coisa, um garoto baixinho que logo depois reconheci como o tal do Dougie Poynter, assim que viu Danny deu um grito e veio correndo na nossa direção, Danny soltou minha mão, no começo fiquei meio confusa, mas logo vi o porquê de ele ter o feito.
Dougie pulou no colo de Danny e começou a dar beijinhos pelo rosto dele, enquanto Danny o apertava, os dois estavam parecendo um casal, me deu uma vontade de estar no lugar do Dougie.
Depois do momento ternura dos dois, Danny me apresentou para Dougie.
'Prazer, Dougie.' – disse estendendo minha mão, Dougie a pegou e deu um sorrisinho de lado.
'Prazer só na cama querida, mas se você está com o Danny você deve saber disso.'
Fiquei vermelha na hora, e Danny deu um tapa na cabeça do Dougie.
Danny me puxou pela mão e foi me apresentando as pessoas, como uma amiga, mas pela cara das pessoas parecia que isso era um pouco comum.
A namorada do Tom foi a mais simpática comigo, as outras duas pareciam que não haviam gostado muito de mim, mas também dane-se, as pessoas que eu precisava me enturmar estavam me tratando super bem, acho que estavam até gostando de mim.
O que eu estava me dando melhor era o Harry Judd, ele me parecia o mais sério dali, só parecia porque na verdade ele era uma criança como os outros três, porém ele conseguia falar de assuntos mais sérios sem fazer nenhuma piadinha.
Foi impossível não reparar em Danny durante a noite, sempre sorrindo, tratando todo mundo muito bem, ele era uma criança sem dúvida, meio avoadinho quase sempre demorava para entender o que alguém falava, e várias vezes via ele viajando olhando o nada.
Depois de praticamente só ficarem os “casais” na casa os meninos foram jogar vídeo game e eu fui para o jardim com a Giovanna.
'Espero que você não tenha ficado assustada.'
'Por que eu ficaria?'
'Os meninos são bem agitados como você pode perceber, mas como você está com o Danny que é o pior de todos, acho que o comportamento dos meninos não te assusta tanto assim.'
'Na verdade não o conheço muito bem, o conheci há mais ou menos três semanas atrás, ele sumiu por esses dias e hoje ele apareceu lá em casa.'
'Espero que vocês fiquem juntos, você parece ser uma boa pessoa, e o Danny merece alguém legal, ele geralmente se mete com umas vadias frescas, que querem status e nada mais.'
'Bom não sei o que vai ser daqui para frente, espero também que a gente de certo.'
Não sei por que disse isso, mas nós teríamos que dar certo, se eu quisesse escrever minha matéria.
Ficamos mais um tempo conversando até Danny aparecer para me levar para casa.
'Gostei dos seus amigos, eles são bem legais.'
Disse sincera, Danny sorriu para mim.
'Eu te disse.'
'Acho que a única que foi com a minha cara foi a Giovanna, as outras me olhavam meio estranho. Elas são sempre assim?'
'Elas são meio ciumentas demais, mas não liga elas são inofensivas.'
'Faz tempo que eles estão juntos?'
'A Gio e o Tom faz sim, agora os outros não faz muito tempo não, e acho que nem vai durar. O Dougie sempre pula a cerca.'
Hum, e os podres começam a sair, isso tá ficando cada vez mais fácil.
'E os outros? Eles também são galinhas assim?'
Danny deu um sorriso de canto, isso vamos Danny me conte tudo.
'Não me lembro do Tom traindo a Gio, o Harry também não é nenhum santo, mas ele gosta da namorada dele e eu nunca o vi traindo ela.'
'Então só o Dougie é infiel? E você, trai suas namoradas?'
'Eu não costumo namorar, nunca me interessei por alguém o suficiente para isso, então posso dizer que se um dia eu realmente gostar de alguém eu não trairia, não gosto disso. Trato as pessoas do jeito que gostaria de ser tratado, e tenho muitos motivos para odiar traição.'
'Hum, você já foi traído?'
'Uma pessoa muito importante para mim já foi, e isso basta.'
Minha língua coçou para perguntar quem era e tal, mas me controlei, ele não parecia a vontade com o assunto, então não falei nada.
Chegamos ao meu prédio e Danny parou o carro.
'Está entregue.' – Danny sorriu.
'Quer ficar aqui?'
Perguntei no impulso, não queria que ele fosse embora, digo tinha que aproveitar a chance para tentar me aproximar dele.
'Você quer que eu fique, se eu ficar eu posso não querer ir embora.'
'Quero sim, me sinto muito sozinha às vezes, e você é uma ótima companhia.' – se não quiser ir embora nunca mais, eu não vou ligar. Isso eu não disse, mas que inferno esta acontecendo comigo mesmo? Eu nem conheço ele direito, foco , você tem que fazer uma matéria.
'Tudo bem, eu te faço o favor de te dar a honra da minha companhia.'
'Você é bem convencido hein.'
'Você que disse que eu sou uma ótima companhia.'
Danny deu de ombros e eu saí do carro rindo, ele veio logo atrás de mim, subimos até meu apartamento e eu já cheguei tirando os sapatos.
'Vou trocar de roupa, já volto.'
Deixei Danny na sala e fui para meu quarto, coloquei o moletom que estava quando ele chegou e aproveitei para tirar a maquiagem e voltei para a sala, Danny estava tirando fotos com a minha câmera.
'Se divertindo?'
'Estou sim, você me disse que é fotografa, tem alguma foto aí?'
'Tenho algumas, você quer ver?'
'Quero.'
Danny se sentou no carpete, e eu fui até um armarinho que tinha em minha sala pegando uma caixa onde tinham algumas fotos que eu já havia tirado.
'Essas foram as que eu tirei que eu mais gostei, por isso guardei umas cópias para mim.'
Disse me sentando de frente para Danny e abrindo a caixa.
'Essa aqui foi de um casamento que eu fotografei.'
Disse estendendo uma foto em que a noiva e o noivo estavam sentados na grama, o noivo abraçava a noiva por trás e estava dando um beijo um pouco acima do ombro dela, enquanto o rosto dela estava inclinado um pouco para o lado do rosto dele.
'Eu amei essa foto assim que a tirei, eu achei que eles passaram todos os sentimentos deles pela foto.'
'Ficou linda mesmo' - Danny disse analisando a foto – 'O que mais tem aí?'
Fui mostrando as fotos que eu tinha para ele, nem vi o tempo passar, Danny sempre fazia comentários sobre minhas fotos, sempre elogiando.
'Acho que você escolheu a profissão certa, você tira fotos muito bem.'
'Obrigada, eu sempre gostei de tirar fotos.'
Ficamos mais um tempo vendo as fotos, Danny às vezes ria de algumas, mas sempre gentil em seus comentários.
'Nossa já tá quase amanhecendo.'
Danny comentou olhando através da janela.
'Nem vi o tempo passar.'
'Acho que já está na hora de ir.'
Fiquei triste, não queria que ele fosse embora.
'Fica.'
Mais uma vez disse no impulso, fazendo Danny me olhar.
'Se você quiser ficar, claro.' – disse dando um sorriso tímido.
'Tá bom, mas onde eu vou dormir? Seu sofá não me parece muito confortável para dormir, não me leve a mal.'
'Você pode dormir na minha cama.'
Danny deu um sorrisinho vitorioso, safado.
'Já que você insiste.'
Insisti sei, me levantei recolhendo as fotos e as guardando na caixa. Deixei a caixa por ali mesmo, e fui para o quarto chamando Danny.
Danny tirou os tênis e depois a camisa, se controla, mas que corpinho bonitinho é esse, e que entradas são essas? Desviei meu olhar antes que ele percebesse e me deitei na cama.
Depois de estar “pronto” para dormir Danny se deitou ao meu lado olhando para o teto, me virei para ele.
'Eu te mostrei minhas fotos, amanhã é sua vez de me mostrar a sua música.'
Danny me olhou e sorriu.
'Claro, te mostro o que você quiser.'
Eu ri com o duplo sentido da frase do Jones.
Me ergui um pouco ficando de frente para ele, e o beijei, sim eu o beijei. Eu estou perdida.
Enquanto o beijava, Danny me trazia para junto de si, com as mãos em minha cintura, aproveitei para passar minhas mão pelo peitoral dele.
Suas mãos adentram por minha blusa fazendo carinho nas minhas costas, Danny foi se deitando por cima de mim, enquanto eu arranhava suas costas, ótimo agora não teria ninguém para me salvar, ou me atrapalhar se preferir.
Danny passou a beijar meu pescoço, minhas mãos foram para seus cabelos e ficaram os bagunçando, coloquei minha perna em volta do seu quadril e Danny deslizou a mão pela minha coxa a apertando, deixei escapar um gemido.
Eu estava perdida em sensações, minha blusa foi jogada para longe, os restos de nossas roupas tomaram o mesmo destino, dessa vez eu tinha me deixado levar, e teria que arcar com as conseqüências se acordasse e não houvesse nem sinal de Danny.

Acordei me sentindo leve, flashes da noite passada vieram a minha cabeça e automaticamente minha mão procurou outra pessoa na cama e claro não encontrou nada.

Capítulo 4

Suspirei frustrada, claro que isso iria acontecer, eu não podia ter feito isso, droga de hormônios que não se controlam, agora eu seria só mais uma e adeus artigo. Bom pelo menos eu aproveitei.
Me levantei colocando minha roupa estava um pouco frio, e fui para o banheiro, escovei meus dentes e joguei uma água no rosto, prendi meu cabelo de qualquer jeito e fui procurar uma roupa para vestir, estava afim de dar uma volta no parque.
Abri meu closet e coloquei metade do meu corpo para dentro.

‘Achei que você não iria mais acordar.’
Dei um pulo e soltei um gritinho com o susto, me virei rapidamente para o dono da voz.
‘Desculpe, não queria te assustar.’
Danny disse encostado no batente da porta segurando uma xícara na mão, os cabelos um tanto bagunçados.
‘Tudo bem, eu estava distraída. Achei que estava sozinha.’
Ele ignorou meu comentário.
‘Eu fiz café, espero que não se importe.’
‘Não, tudo bem.’ – disse ainda tentando encontrar uma roupa.
‘Você quer um pouquinho? Acho que não ficou muito bom.’
‘Eu não costumo tomar café, mas mesmo assim obrigada.’
Dei um sorriso agradecida, consegui achar uma blusa decente dentro do closet e a joguei na cama, enquanto procurava uma calça senti os braços de Danny envolver minha cintura.
‘Você sempre acorda com esse humor?’ – deu um beijo no meu pescoço.
Me arrepiei e ele percebeu claro.
‘Não costumo acordar assim, me desculpe.’ – disse pegando uma calça e me virando de frente para Danny, dei um selinho nele e me soltei de seus braços.

Depois de me trocar, Danny me levou até sua casa. Sério que depois de ver a casa dele fiquei com vergonha da minha, acho que a casa dele dava dez da minha.
‘Você mora aqui sozinho?’
Perguntei olhando em volta.
‘Moro, por quê?’
‘Você não se sente sozinho nessa casa enorme?’
‘Na maioria das vezes os outros da banda estão aqui ou eu estou na casa de um deles.’
‘Entendi, mas deve ser assustador dormir aqui sozinho.’
‘Eu não tenho medo.’
‘Pára de me enrolar, você tem que me mostrar sua música. O que você faz na banda?’
‘Eu canto, toco guitarra e violão.’
‘Então me mostra se você é bom.’
Danny sorriu, e saiu da sala me deixando sozinha. Observei umas fotos na parede, tinha um monte de fotos dele com o McFly e mais algumas com uma garota e uma mulher, supus serem parentes dele.
Danny voltou com um violão, me sentei no chão da sala e Danny se sentou ao meu lado apoiando o violão em seu colo.
‘Então o que você vai tocar para mim?’
‘O que você quer ouvir?’
‘Uma música da sua banda.’
Danny começou a dedilhar algumas notas, e logo uma melodia começou a tomar conta do silêncio.

Life is getting harder day by day
And I don't know what to do, what to say, yeah
And my mind is growing weak every step I take
So uncontrolable now they think I'm fake, yeah

Quando ele começou a cantar meu coração deu um salto, que voz linda que ele tinha, nunca pensei que ele tivesse uma voz tão linda cantando.

'Cause I'm not alone, no no no
But I'm not alone, no no no
Not alone
And I, I get on the train on my own
Yeah my tired radio keeps playing tired songs
And I know that there's not long to go, oh
When all I wanna do is just go home
Yeah yeah, no no
'Cause I'm not alone, no no no
But i'm not alone, no no no no
People rip me for the clothes I wear
Everyday seems to be the same, they just swear, yeah
They just don't care
They just don't care
They just don't care
'Cause I'm not alone, no, no, no
But I'm not alone, no no no no
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
No, no
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
Nah nah nah nah nah nah nah nah nah nah
No, no
But I'm not alone, la la la la
Yeah yeah, I'm not alone

Quando a música terminou, eu estava maravilhada, sua voz era maravilhosa e a música muita linda.
‘Que música linda, quem escreveu?’
‘Eu.’
‘Então você também compõe? Acho que vou comprar um CD.’
‘Você deveria mesmo, nós somos muito bons.’
‘Esqueceu de dizer que você é muito modesto.’
Dei um tapinha em seu ombro, me levantei e peguei um pouco de água.

Já se fazia três semanas que eu e Danny estávamos “juntos”, nos divertíamos muito e o tempo passava sem que eu percebesse. Danny é um amor de pessoa, me tratava super bem, não só ele como os outros garotos da banda, já estava muito amiga do Harry, era como se nos conhecêssemos há anos e não há semanas, Harry era como um irmão para mim.
Tinha descoberto algumas coisas já, nada muito comprometedor, mesmo assim, coisas muito pessoais tipo:
O Tom teria começado a namorar a Giovanna por ter perdido uma aposta feita com Danny, isso é o que o Harry e o Danny me contaram, eu nem imaginaria uma coisa dessas, os dois parecem tão apaixonados, mas o Harry me disse que a Giovanna já sabe dessa tal aposta, e que o Tom teve um castigo por ter feito isso.

Estava na minha cama escrevendo o artigo, colocando sobre o namoro do Tom, meu celular começou a vibrar. Olhei no visor era uma mensagem de Danny.

“O que você esta fazendo? Queria te ver, quero conversar. Pode ser? Espero sua resposta, beijo lindinha.”

Fiquei encarando a mensagem dura feito pedra, com as mãos tremulas, é agora que tudo ia por água abaixo, ele vai acabar tudo comigo, sem nem ao menos ter começado, deve ter encontrado uma modelo bonitona, toda pra frente e muito magrela, não deve nem saber “dar”.
Fiquei pensando no que deveria responder, e quando vi já tinha mandado uma resposta.
“Podemos sim, você vem na minha casa ou eu vou à sua?”
Enviei a mensagem e fiquei com meu celular na mão esperando a resposta, roendo minhas unhas. Logo o celular vibrou na minha mão, outra mensagem.

“Estou indo, te vejo daqui a pouco, beijos.”

Desliguei meu notebook rapidamente, pulei da cama o guardando dentro do meu closet e corri para o banheiro, claro que eu iria dar um tapa no visual, mesmo que seja para levar um fora.
Saí juntando a pouca bagunça que tinha na sala, e voltei para o quarto para me vestir – ainda estava apenas de roupão – abri meu closet e peguei uma calça skinny escura, uma blusa xadrez branca e preta e um all star branco.
Depois de me vestir, fui até a sala e liguei a TV, estava na MTV e ironicamente passava um clipe do McFly.
O clipe era engraçadinho, eles estavam em um posto de gasolina e uma menina chegava num carro e se engraçava com o meu Danny – aff to um pouco estranha hoje, deve ser o nervoso – depois a garota troca o meu Danny por um cara, que na minha humilde opinião era bem feinho.
Own o Danny estava tão bonitinho. A campainha tocou e eu quase fui correndo atender.
Dei uma ajeitada no cabelo e abri a porta, Danny estava sorrindo, foi inevitável não sorrir de volta.
‘Entra.’ – dei espaço para ele entrar e assim ele fez, me virei para fechar a porta e Danny me abraçou por trás, afastando meu cabelo e me dando um beijo no pescoço.
‘Senti sua falta.’ – Danny disse apoiando o queixo em meu ombro, foi impossível não sentir um alívio com isso, sinal de que eu não iria levar um pé na bunda.
‘Eu também, mas você não veio até aqui só para me dizer isso, não é?’
Ele me soltou, e minha insegurança voltou com força total.
‘É, queria falar com você. ’
Respirei fundo e caminhei até o sofá, me sentei e apontei o lugar ao meu lado para que ele se sentasse.
‘Pode falar, sou toda ouvidos.’ – acho que fui meio grossa, mas era o nervosismo. Danny passou a mão no cabelo nervoso.

Capítulo 5
‘Não sou muito bom com essas coisas, nem sei como te falar’ – Danny sorriu envergonhado o que deixou ele uma gracinha – ‘não quero que você me ache um idiota.’
‘Danny, você está me deixando nervosa, fala.’
‘A gente já se conhece há algum tempo, e eu posso estar apressando um pouco as coisas entre nós. Acho que nunca gostei assim de alguém. E não tem jeito mais fácil de falar, eu quero namorar você.’

Danny estava visivelmente envergonhado e olhava seu tênis, já eu estava chocada, como assim ele quer me namorar? Espera que eu vou ali desmaiar já volto. Me senti sortuda e feliz, eu gostava tanto dele, me senti com 15 anos diante do meu primeiro amor me dizendo que correspondia aos meus sentimentos, ri com meu próprio pensamento. Danny me olhou na mesma hora, um pouco sério se levantando.

‘Eu sabia que você ia me achar um idiota, esquece tá. To indo nessa.’ ‘NÃO.’
Disse um pouco alto demais, Danny me olhou assustado. Me levantei rapidamente do sofá e o abracei ficando na ponta dos pés.
‘Demorou hein, achei que você fosse me enrolar por mais tempo.’
‘Isso é um sim?’
‘Não’ – Danny me olhou meio confuso, e um pouco decepcionado – ‘Isso é um sim.’

Aproximei meus lábios dos dele e o beijei, um beijo bem empolgante. Tomei um impulso entrelaçando minhas pernas em sua cintura, Danny me abraçou mais forte e foi caminhando comigo até o quarto.
Danny me colocou delicadamente na cama e cortou o beijo olhando em meus olhos. Meu coração batia apressadamente.
‘Você tem certeza da sua decisão? Minha vida é meio complicada.’
‘Nunca estive tão certa na minha vida.’ – disse o puxando pela gola de sua camisa e colando nossos lábios num beijo apaixonado.
Danny apertou minha cintura e começou a levantar minha blusa até tira–la completamente, puxei de leve seus cabelos e desci minhas mãos por suas costas até chegar a barra de sua camiseta, as colocando por de baixo dela e erguendo devagar. Me levantei um pouco para poder tirar sua camiseta. Desci minhas mãos por seu peito nu e o puxei para mim pelo cós de sua calça, caímos na cama novamente.
Danny beijava meu pescoço languidamente, enquanto eu arranhava suas costas.
Estávamos tão empolgados que esquecemos a camisinha, pelo menos tomo remédio, minha vida sexual anda agitada ultimamente, se é que você me entende.

Depois do orgasmo, deitei minha cabeça no peito de Danny e acabei pegando no sono com ele fazendo carinho em minhas costas.

Acordei com um celular gritando na minha orelha, mas sabia que não era o meu, Danny se mexeu um pouco e eu levantei minha cabeça para olhá-lo, ele ainda dormia e parecia não se incomodar com o barulho que o aparelho fazia, ao contrário de mim. Comecei a cutucar Danny para ver se ele acordava e desligava aquela porcaria, quando eu achava que o ser que estava ligando havia desistido, o celular começava a tocar insistentemente.
Danny finalmente acordou depois que meus cutucões ficaram mais “carinhosos”.
‘Ai, meu celular tá tocando.’ – Danny disse massageando o local em que eu havia feito “carinho” para acordá-lo.
‘Ah, jura? Eu nem percebi.’
Disse irônica me virando para o lado e tapando a cabeça com o travesseiro assim que ele se levantou. Danny foi até sua calça e pegou o celular e o atendeu em seguida.

Dois meses se passaram desde que eu e Danny começamos a namorar, eu estava realmente feliz, ele era tão carinhoso. Ninguém da imprensa sabia do nosso namoro, eu não queria aparecer na mídia. Se o Brian descobrisse sobre meu namoro com Danny ele poderia por tudo a perder. Tinha ficado bastante amiga da Gio, ela é uma amor de pessoa.
Estava deitada na cama do Danny vestindo uma camiseta sua, ele estava tomando banho. Meu celular começou a tocar aquela música tão conhecida, me levantei apressada quase caindo da cama, e peguei o celular o atendendo em seguida e gritando.
‘Primaaa, que saudades de você, porque a senhorita não tem me ligado ultimamente hein?’
‘Calma piriguete, oi eu estou bem sim e você?’
‘Ah pára, pode me contando por que você me abandonou.’
‘Eu tava muito ocupada sabe.’
‘Nossa, aí você esqueceu de mim né? Eu sabia que isso ia acontecer.’
‘Eu estava muito ocupada organizando minha viagem para ir morar com você.’
‘O que? Ahhh eu não acredito, você vem quando? Como assim? Você não vinha só no fim do ano?’
‘Tá me chamando de pobre sua vadia? Só porque agora você namora um rock star tá se achando né?’
‘Ai nada disso, mas é que você estava guardando dinheiro para vir morar comigo.’
‘Só faltava o dinheiro da passagem, mas meu pai me deu de presente de aniversário antecipado, assim posso aproveitar Londres antes de começar a estudar.’
Comecei a pular na cama de tão feliz que estava, Danny saiu do banheiro enxugando os cabelos e me permiti babar um pouquinho no meu namorado.
, acorda porra, to falando com você.’
Saí do meu transe, e me concentrei na conversa com minha prima.
‘Desculpa, me distrai. Mas e aí?’
‘Eu já pesquisei sobre a banda do seu namorado na internet e OMG ele tem amigos bem gatinhos, eu quero conhecer todos. E você como é minha prima do coração vai me apresentar para todos né.’
‘Bocê não perde tempo, mas eu te apresento pra todos sim, você vem quando?’
‘Ainda não sei, provavelmente daqui uma semana.’
‘Tá, vou ficar te esperando ansiosa, vou te levar em todos os lugares. Agora me fala como meus pais estão?’
‘Eles estão morrendo de saudade de você, estamos tirando várias fotos para eu te levar, mas agora eu tenho que desligar, sabe como é.’
‘Tá bom, manda um beijo no coração de todo mundo aí, e diz que eu amo eles.’
‘Oode deixar, e manda um beijo na boca dos amigos do seu namorado, e fala que eu to chegando pra quebrar o barraco deles.’
‘O beijo eu mando, o resto não falo não, o que eles vão pensar de você?’
Ri e riu junto.
‘Tá bom prima, beijos pra você e até daqui a alguns dias.’
E ela desligou, fiquei encarando o celular na minha mão um tempo tentando assimilar que minha prima quase irmã estava vindo finalmente dividir o apartamento comigo, despertei com Danny me abraçando.
‘O que foi, você tá animada.’
‘Minha prima ta vindo morar comigo.’
Disse sorrindo e me joguei por cima de Danny na cama.
‘Tenho que me organizar para recebê-la, eu sinto tanta falta da minha família.’ – suspirei.
‘Faz quanto tempo que você não vê eles?’ - Danny perguntou mexendo no meu cabelo.
‘Um ano, mais ou menos. A última vez que fui para o Brasil foi um presente do pessoal da empresa.’
Danny parou de mexer no meu cabelo e me olhou confuso.

Capítulo 6
‘Como assim, você não é fotógrafa de eventos? Não trabalha sozinha?’
Puta merda, o Danny tem que ser esperto justo nessas horas? Procurei rapidamente uma desculpa na minha cabeça.
‘De vez em quando trabalho para um Buffet, aí o pessoal de lá me deu uma viagem de presente no final do ano para ver minha família. Eles disseram que era como um agradecimento pelo meu trabalho, geralmente os clientes ficavam com todas as fotos.’
Rezei para que ele acreditasse, Danny fez a típica carinha de compreensão dele, e eu fiquei aliviada.
‘Ah tá, eu tenho que ir agora. Tenho que ir para a gravadora e se me atrasar hoje de novo o Fletch me mata, você vai ficar aqui?’
‘Hoje não, tenho que ir para minha casa, vou começar uma faxina antes de a chegar.’
‘Tá, depois que sair da gravadora passo lá. Agora se apressa que eu te levo em casa.’
Dei um beijinho em Danny e fui me trocar.
Passei a semana inteira inquieta, Danny me dizia que parecia que haviam me ligado na tomada. me ligou avisando que chegaria no sábado, eu fiquei de ir buscá-la no aeroporto. Quase não consegui dormir de tanta ansiedade, e sábado às oito da manhã já estava acordada e logo tratei de acordar Danny também, estávamos o famoso casal chiclete. Quando eu não dormia na casa dele, ele dormia na minha.
‘Danny, docinho, acorda bebê.’ – disse fazendo carinho em seus cabelos.
‘Que horas são, ?’ - disse sem mover um músculo.
‘São oito horas, acorda. Temos que buscar a no aeroporto.’ - disse dando um beijinho em suas costas.
‘O vôo dela não chega só às dez?’ – Danny perguntou ainda de olhos fechados.
‘Sim, mas você ainda tem que se trocar e tomar café, acorda.’
Disse já o chacoalhando. Danny se virou para mim bravo.
‘Ontem você não me deixou dormir e agora quer que eu acorde às oito da manhã pra ir buscar a sua prima. Eu to cansado , trabalhei a semana inteira na gravadora, você pensa que é fácil?’ – Danny se levantou bruscamente da cama e foi até o banheiro se trancando lá, fiquei olhando a porta fechada com cara de idiota, bufei e levantei da cama indo para a cozinha.
Fui até o armário e peguei o maço de cigarros que deixava guardado ali, eu já estava ansiosa e Danny havia me deixado nervosa, peguei um cigarro e o acendi, logo estava com uma xícara de café na mão parada perto da janela tragando o cigarro. Danny entrou na cozinha e me olhou espantado.
‘Desde quando você fuma?’ – me perguntou olhando a fumaça que eu soltava.
‘Desde quando eu fico muito ansiosa ou nervosa.’ – respondi seca tragando novamente o cigarro.
‘Ontem você estava ansiosa e não fumou.’ – disse fazendo uma cara confusa.
‘É, já estava ansiosa, mas consegui controlar. Mas juntar a ansiedade e o nervosismo é demais para mim.’
‘E porque você tá nervosa?’- Danny perguntou confuso.
‘Rá, você acorda super carinhoso comigo e quer que eu fique como? Eu não tenho culpa se você esta mal-humorado.’
‘Você acorda quase todo dia mal-humorada, eu não posso acordar um dia assim.’
‘Mas já é normal meu mau humor quando acordo, agora pra você isso não é normal.’ – disse apagando o cigarro e colocando a xícara na pia.
sua prima não vai fugir, e ainda é um pouco cedo pra você querer ir pro aeroporto.’
‘Tudo bem Danny, não vou brigar com você por causa disso. Para você pode não ser nada a chegada da minha prima, mas para mim é uma grande coisa, faz séculos que não vejo ela e ela vindo morar comigo significa muito para mim, é como se eu ficasse mais próximo da minha família, mas é claro que você não se importa não é?’ – eu estava sendo um pouco dramática demais.
‘E quem disse que eu não me importo? Eu não falei nada disso, você tá de TPM né? Pode falar.’
‘Você é um idiota Daniel.’ – disse passando por ele e indo me sentar no sofá.
‘Se eu sou um idiota, porque você tá namorando comigo? Quem sabe você não arruma alguém bom o suficiente pra você.’
‘É talvez eu arrume mesmo, eu sou muita areia pro seu caminhãozinho. Caminhãozinho não, carrinho.’ – disse já nervosa com o rumo da “conversa”.
‘Agora você é demais pra mim? Se liga , eu já fiquei com mulher muito mais bonita que você.’ - Danny disse visivelmente afetado.
‘É? E porque você não vai atrás de uma delas?’
‘Talvez eu deva mesmo.’ – Danny disse debochado.
Me levantei rapidamente do sofá e corri para meu quarto me joguei na cama abraçando um travesseiro e começando a chorar, é acho que eu estava mesmo com TPM.
Senti o colchão afundar do meu lado e logo em seguida a mão de Danny em meus cabelos.
‘Você tá chorando ?’
‘Sai daqui, vai atrás de uma modelo peituda, não sou bonita o bastante pra você. ’
Danny me abraçou beijando minha cabeça.
‘Você esta com TPM’ – funguei – ‘desculpa lindinha, você sabe que você é linda.’
‘Não adianta você tentar me agradar Daniel, não sou fácil assim.’
‘Desculpa, não queria falar isso, mas eu sou um idiota você sabe.’ – Danny me abraçou mais apertado – ‘mas eu sou um idiota que te ama.’
Ele disse e eu congelei, ele disse que me ama? Eu ouvi direito? E eu? Eu amo o Danny? Não conseguia falar nada, estava travada até meu choro cessou tamanha foi minha surpresa.
Ficamos abraçados um tempo em silêncio, até Danny me tirar dos meus pensamentos nem um pouco saudáveis.
‘Você dormiu?’ – perguntou baixinho no meu ouvido me fazendo arrepiar.
‘Não, estou acordada. ’
‘Então é melhor nós irmos, já são...’ - parou provavelmente verificando o relógio - ‘nove e vinte.’
Me virei para Danny o olhando, eu devia estar horrível. Beijei Danny e me levantei indo até o banheiro e me ajeitando.
Fomos para o aeroporto conversando sobre amenidades, quando chegamos Danny ficou no carro e eu fui para o portão de desembarque esperar .
Já estava quase comendo meus dedos quando a chegada do vôo dela foi anunciado, quando as pessoas começaram a sair do portão comecei a procurar freneticamente, ficando nas pontas dos pés para poder ver entre as cabeças.
Quando entrou em meu campo de visão sorri comigo mesma, ela ainda não tinha me visto. Como ela havia mudado desde a última vez que a vi, estava um pouco mais alta, os cabelos num tom avermelhado, mais peituda do que nunca, assim que ela me viu abriu um sorriso mostrando o aparelho em seus dentes.
‘PRIMMMAAAA’ – gritou correndo em minha direção atraindo alguns olhares para nós, corri também ao seu encontro a abraçando.
‘Coração nem acredito que você tá aqui, senti tantas saudades.’ – disse deixando umas lágrimas escaparem de meus olhos.
‘Ai prima eu também senti muitas saudades, tenho tantas coisas para te falar.’
‘Então vamos pegar suas malas e ir para casa, aí você me conta tudo.’ – disse a soltando.
‘Sim, sim. To louca para conhecer os garotos da banda do seu namorado.’
Ri do comentário dela, a vai ser sempre a . Pegamos as duas malas dela e fomos para o estacionamento.
‘Nós vamos de táxi?’ – perguntou .
‘Não, Danny veio comigo, mas ele não entrou porque certamente ele iria chamar a atenção mais do que nós gostaríamos.’
‘E aí você já saiu em muitas revistas?’ - perguntou empolgada.
‘Não, a imprensa não sabe que nós estamos juntos.’
desfez o sorriso e me olhou confusa.
‘Como assim? Ele não quer te assumir?’
‘Não é isso, eu que não quero aparecer, lembra daquela história que te contei?’ – sim a sabia de toda a verdade, tá talvez não toda, mas ela sabia da matéria que eu tinha que fazer, ela balançou a cabeça positivamente, então continuei – ‘então, mas essa é uma longa história que depois eu te conto, vamos ter muito tempo para isso.’
Chegamos ao carro de Danny e ele logo desceu do mesmo abrindo o porta malas, só pela cara da minha prima já sabia o que ela havia achado dele, mas mesmo assim ela fez questão de falar, em português claro.
‘Tá bem hein piriguete, que belezinha, muito gatinho seu namorado.’
Danny parou ao meu lado me abraçando pela cintura e sorrindo para .
esse é o Danny, Danny essa é a minha prima.’
‘Oi Danny, tudo bem com você?’
‘Oi, tudo bem sim e com você?’
Danny disse simpático, riu antes de responder.
‘Tudo ótimo’ – e completou em português – ‘e vai ficar ainda melhor depois que você me apresentar seus amigos.’
Ri junto com , Danny nos olhou confuso e eu apenas neguei com a cabeça. Depois de colocar as malas dela dentro do carro fomos para minha casa.
Danny nos deixou lá e foi para sua casa, disse que ia nos deixar a vontade e que depois voltava, meu namorado é muito fofo.

Capítulo 7
Chegando em casa, deixou sua coisas ali mesmo na porta quando a fechei para que pudéssemos mergulhar no sofá e por as fofocas em dia.

Sentamo-nos rapidamente e me olhava com cara tipo “TO ESPERANDUUU!!”, adorava as caras delas!
não se agüentava mais e falou mastigando aquele chiclete com força.
'E aí como você conseguiu fisgar aquele gato?'
Ri olhando para minhas mãos, e comecei a contar tudo, mas tudo mesmo.
'Sabe prima acho que o pior é que eu estou apaixonada mesmo por ele e não sei se a matéria vai sair do jeito que o Brian espera.'
me olhou com uma expressão séria e deu um sorriso de canto.
'Você sabia que isso poderia acontecer, mas com aquele doção quem não se apaixonaria né?'
'É né, mas vamos deixar o tempo passar e ver no que vai dar.'
'É, pois “dar” é o que ultimamente, ,você tá fazendo, e bastante.' - rimos as duas juntas.
é foda só pensa em besteira.
Então levantamos e foi recolher suas coisas que tinha deixado no chão e levou para o quarto, e eu fui até cozinha preparar alguma coisa para nós comermos, pois se eu estava com fome, imagina com aqueles biscoitinhos que dão no avião, ninguém merece.
Depois que comemos ficamos ali conversando, ou melhor dizendo, perguntando sobre os amigos de Danny e eu respondendo.

Logo depois que limpamos a cozinha meu celular vibrou, era uma mensagem de Danny me chamando pra sair (pô será que ele esqueceu que estou com visitas em casa?).
Acabei de ler e liguei para ele. O celular não precisou chamar duas vezes e Danny logo atendeu.
'Oi minha lindinha, estava com saudades. Vamos sair hoje?'
'Danny se esqueceu que minha prima está aqui em casa? Tenho que fazer companhia pra ela, pois ela não conhece nada daqui!.'
'É verdade. Então levamos ela no pub em que nos conhecemos.'
Ri na hora que ele falou isso, não imaginava que ele ainda se lembrava do dia em que nos conhecemos.
'Ah. Mas sei lá, ela vai ficar desconfortável, conheço ela.’
'Então vou ver aqui se o Harry ou o Dougie quer ir, os dois são os únicos que estão sozinhos hoje' - consegui ouvir o Dougie gritando atrás.
'Quem? Eu vou, .'
Ri, Dougie sempre se intrometia na ligação.
'Bom, achamos a solução então!' – disse ainda rindo.
'Então tá, vê aí com a sua prima e nos vemos às 22:30 tá bom pra você?'
'Pra mim ta ótimo.'
'Beijos então lindinha até mais tarde, passo aí pra pegar vocês!'
'Tá amor, vou te esperar. '
Desliguei o telefone e fui correndo na sala contar para , pois ela mesma estava louca pra conhecer os garotos da banda.
'Primaaaaaaaaaa, temos um encontro essa noite!'
Gritei assim que cheguei a sala, se virou rapidamente sorrindo de orelha a orelha.
'Mas com quem? Você já trocou o Danny.'
Dei um pedala na cabeça de , e ela me olhou com uma carinha de cachorro sem dono.
'Claro que não né, não troco ele por nada e nem empresto viu senhorita?!' - disse me jogando em cima dela. - 'Eu e o Danny vamos te levar para sair, vamos em um pub!' - antes que eu terminasse de falar me interrompeu.
'Eu não vou a lugar nenhum, é lindo, boba, eu e o casal super melequento juntos. Não vou mesmo.'
Putz cara melequenta eu?? A merecia uns vinte tapas depois disso.
Mas deixei passar, ela parecia o Danny de tão lerda às vezes.
'Não né , o Dougie vai junto, você não queria conhecer os garotos da banda? Então você vai.'
'Bem falado, queria conhecer OS GAROTOS não um só.'
'Você não muda mesmo' - disse rindo e olhando para sua cara de quem tinha gostado da noticia mesmo fazendo graça.
'Ah é né, isso é de família.'
'Então o Danny vem nos buscar 22:30, não demora pra se arrumar pois você é fogo, demora um século pra se arrumar. E outra coisa, vê se a senhorita não vai ficar dando patadas em tudo o que eles falarem ouviu, você é mestre em fazer isso.'
fez uma carinha debochada, ela era craque nisso.
'Como você pode falar assim de mim? Sabe que sou um anjo!'
Começamos a rir, pois tudo que saia da boca de era apenas bobeiras e palhaçadas, fora algumas “patadas” que eu já tinha me acostumado, era o jeito dela extrovertido e marrenta ao mesmo tempo. Isso me confundia às vezes.
Passamos a tarde inteira conversando ela estava me falando um pouquinho da família, que tanto sentia falta. Até umas lágrimas caíram no decorrer da conversa, mas nada fora do comum.
A hora que fomos olhar no relógio, já eram exatamente vinte e uma hora e dezoito minutos.
Putz éramos duas pra se arruma dessa vez. E ambas demoravam, mas acho que ia dar tempo, pois Danny tinha uma qualidade necessária: ele era extremamente pontual.
'Prima corre vai vamos nos arrumar você viu que horas já são?'
'Vi sim, to indo toma banho e você vai logo atrás tá?'
'Tá, então corre vou ver uma roupa pra mim'
Nos levantamos totalmente apavoradas com o pouco tempo que tínhamos para tomar banho e nos vestir, arrumar o cabelo e dar um tapinha na cara com uma maquiagem, sem querer me se sentir, eu tinha muitas coisas de maquiagem e manjo em fazer isso!
foi ao banheiro, e eu me enfiei no meu closet pra achar uma roupa decente.
Peguei um vestido preto de babados curto, mas era lindo. E meu all star branco adorava ele, me sentia bem com eles.
demorou no banho, mais ou menos uns 20 minutos ela saiu de roupão e logo que ela virou as costas, eu já estava de baixo do chuveiro. Tomei meu banho de duração parecida com a da minha prima e saí, na hora que eu entrei no quarto, não sabia se enfartava pela roupa da ou pelo sapato que estava do lado da minha roupa.
' o que significa esse sapato do lado da minha roupa?'
'Significa que a senhorita não vai sair com esse all star comigo! Você vai colocar salto sim, você fica mais glamourosa de salto.'
Olhei a fuzilando, mas não contive a risada, pois a cara dela e o gesto da mão negando foi demais.
'Ah você sabe que eu não gosto.'
'Não interessa, tá parecendo uma veia caquética reclamando, vai colocar sim.'
Pô ela sempre me convencia das coisas, tinha que desacostumar ela!
'Tá eu vou. Humm e esse vestido toda piriguete? Com esse salto super diva não nega que é do Brasil assim.'
'Ah eu sou foda mesmo.'
Ri junto, o vestido da era lindo, preto justo e super curto, fora o sapato que era mega alto. Será que ela sabe que Dougie é nanico? Acho que não, mas nem vou falar, se não ela vai me xingar e outra a era baixinha! Então não ia fazer muita diferença mesmo.
Arrumamo-nos, cacheou todo seu cabelo que dava no meio de suas costas, e eu claro com o cabelo chegando na bunda liso escorrido. Foda ter cabelo liso, mesmo achando o cabelo de minha prima lindo, preferia assim a liso. Passamos maquiagem e foi o tempo exato a hora que acabamos de passar o gloss o meu celular tocar, era Danny.
'Oi amor pode subir estamos prontas.'
Danny respondeu com a voz num timbre preocupado.
'Então, desse aí e entra no carro, a rua tá lotada de jornalistas.'
Achei estranho, ok nunca vi sequer um jornalista ali, a não ser eu mesma, pensei confusa e respondi rapidamente.
'Claro desço sim, em um segundo.'
Desliguei o celular e estava me encarando, eu devia estar meio pálida por sabe que havia jornalistas na minha rua. Será que descobriram? Será que eles estão aqui pra me flagrar com Danny? Ouvi a voz de chamando minha atenção.
' acorda, você tá me ouvindo? O que aconteceu? Por que você tá aí parada com essa cara? Vai, responde.'
Olhei pra ela e respondi meio gaguejando.
'S-s-abe tem jo-jornalistas na rua, Danny me falou, e nunca passa nenhum jo-jornalista aqui. To preocupada.'
'Putzz, quer que eu desça primeiro e veja o que tá acontecendo?'
'Não, o Danny vai estranhar se você descer sem mim vamos juntas e seja o que Deus quiser.'
Fiz o sinal da cruz e me acompanhou no gesto. Pegamos nossos casacos e saímos, chegando à portaria senti minhas pernas tremerem.
E a muito curiosa, foi até o porteiro e falou como se não quisesse nada.
'Senhor o que aconteceu aqui? A rua tá movimentada.'
O velhinho coitado não enxergava nada, só trabalhava à noite lá, então acho que a pergunta não iria adianta nada, mas não custa tentar!

Capítulo 8
veio rindo e eu não entendi nada.
'Prima você não acredita, sabe por que esse movimento todo? Lembra aquela senhora do poodle branco?'
Meio confusa e lerda respondi.
'Lembro sim, o que tem a ver a rua cheia de jornalistas?'
'O cachorro dela desapareceu, e ela tá oferecendo dinheiro para quem achar. E fez o marido dela comunicou a imprensa acredita nisso? Só aqui mesmo pra acontecer uma coisa desse tipo.'
Rapidamente meu humor mudou, era só uma maluca querendo chamar a atenção pro próprio drama pessoal. Acho que estava paranóica por estar com a consciência pesada, Danny não merecia que eu mentisse tanto para ele, mesmo o meu amor sendo sincero.
Senti meu celular vibrar dentro do casaco, o peguei e vi que Danny tinha mandado uma mensagem.
"Amor você vai ficar ai até quando? Vamos quero sair daqui logo, o Dougie tá no carro de trás, o prata, avisa sua prima que ela vai com ele."
Sorri para e seguimos para os carros, parou ao lado do carro de Danny junto comigo, não a avisei que ela iria com Dougie.
olhou meio desconsertada, e falou baixinho para que só eu escutasse!
'Prima cadê o moleque? Ele não tá no carro.'
Antes de abrir a porta eu comecei a rir e falei.
'Ah é, você vai ali com ele, taávendo aquele anãozinho atrás do volante então é ele' – disse apontando para o carro estacionado logo atrás do de Danny.
'Coitado, prima.'
'Você esta com dó dele?'
'Não, de mim né, nanico? Eu mereço.'
Rimos juntas dei um beijo no rosto da minha prima e entrei no carro, dei um selinho no Danny que sorriu e com uma mão tirou minha franja do olho e falou.
'Você me surpreende a cada dia que passa.'
'E com o tempo isso vai ficar pior, então se acostume.'
'Me acostumo sim, se puder te ter todos os dias e acordar ao seu lado sem ter medo de algo ou alguém.'
Como Danny estava romântico.
Ele me deu outro beijo sem que eu pudesse falar qualquer coisa e depois se virou para que pudesse prestar atenção e começar a dirigir.
Olhei no retrovisor para saber se a tinha entrado no carro e sim, ela já estava dentro do carro, mas eu não conseguia ver o que estava acontecendo dentro do outro carro. Queria ser uma mosca para poder entra lá e ver.
Danny viu eu me esticando toda para olhar em seu retrovisor e disse:
'Calma os dois vão se dar muito bem, Dougie sabe conquistar uma garota com sua gentileza e educação.'
'É, mas a não, ela sabe usar sua gentileza e educação, e afasta melhor ainda.'
'Nossa ela e assim muito brava? Puxou você quando acorda.'
Olhei para ele, e fiz minha cara típica de quem não gostou.
'Não engraçadinho, ela vive de bom humor, mas mexeu com ela com uma cantada ridícula ela “tira” na hora e ainda o trata mal. entendeu?'
'Ah sim, mas você vai ver, ela vai se apaixonar assim como todas se apaixonam por um McFly.'
'Eu não, nem sabia que você existia bobão. Mas vamos ver e torcer né!'
Puxei Danny pelos cabelos e dei um beijo nele, acho que nos empolgamos tanto que Dougie logo começou a buzinar e a fazer gestos com as mãos para que pudéssemos ir. Separei-me de Danny para que ele começasse a dirigir e rimos juntos.
Chegamos rápido no pub. Danny e Dougie nos deixaram na portaria para que eles pudessem estacionar os carros no estacionamento.
Não me agüentei e logo que eles se afastaram de nossas vistas, eu e automaticamente nos viramos uma para outra segurando as mãos falando todas eufóricas!!
'Primaa me conta como foi dentro do carro?'
'Ufa, aí sim prima, ele e um fofo, se apresentou formalmente me elogiou, falou que sou linda e tals, acredita?!!'
'Acredito, e aí você não foi grossa com ele não né?'
'Não, você sabe que sou muito tímida, só tenho fogo no facho longe, perto sou um anjo da guarda!!'
'É, você tem dupla personalidade, uma hora tá bem, e na outra tá super fera!!'
riu em seguida me deu um tapa! Putz nós duas juntas era fogo mesmo. Avistamos os meninos vindo rindo, Danny era mega bobinho e ainda se juntava com Dougie daí que as coisas pioravam.
Danny chegou a meu lado e segurou minha mão, entramos no pub, mas claro que tive que dar uma olhadinha para trás, para espiar minha prima e quem sabe um futuro primo.
Vi abaixando seu vestido e Dougie olhando de rabo de olho, que menino safado não muda mesmo. Logo depois ele pegou na sua mão, cara quase morri ou esmaguei a mão de Danny o fazendo prestar atenção nos dois que vinham logo atrás de nós.
Danny olhou e riu comigo me fazendo virar e parar de encará-los e deixá-los sem graça. Entramos direto e fomos procurar uma mesa, achamos uma de canto, para exatamente 4 pessoas nos sentamos lá.
Danny, Dougie e pediram cerveja, eu pedi minha marguerita. Ficamos conversando o maior tempão, no começo tava meio tímida, mas depois de pegar “intimidade” com os meninos e beber umas quatro cervejas, ela já estava quase me matando de tanto rir.
Ela conseguia falar mais besteira que aqueles dois juntos.
'Prima chega né.'
Disse abraçando Danny e fazendo carinho em sua nuca, Danny ainda ria do comentário da minha prima. Que depois de receber uma cantada barata do Dougie, chamou ele de pau-mole. Acho que foi a primeira vez que vi Dougie vermelho, tadinho.
'Ah, nem vem meu amorzinho, não tenta se fazer de boa moça só porque tá perto do…' – ela fez uma pausa como se pensasse em algo, medo do que estava por vir - 'como você chama ele mesmo?' – disse apontando para Danny, ela não iria fazer aquilo – 'Ah é, não se faça de boa moça só porque esta perto do Jonão.'
É ela fez, assim que proferiu essas palavras, Dougie que estava tomando um gole de sua cerveja cuspiu todo o líquido e começou a rir. Minha cara foi ao chão, e Danny ficou sem graça, chegou até a corar.
'Nossa, até que enfim alguém não acha seu pau pequeno hein “Jonão”.' – Dougie disse frisando bem o Jonão, o que deixou Danny mais sem graça ainda, arqueei minhas sobrancelhas para Dougie, e começou a fazer um escândalo.
'Pára tudo! Como assim? Prima você não me falou que seu namorado era desprovido coitado.'
não ria, ela gargalhava, estava quase chorando de tanto rir, eu por outro lado estava seria.
'Acho que o tamanho do pau de ninguém aqui esta em discussão não é mesmo? Que assunto mais desagradável.'
Disse um pouco irritada com aquele papo, esse assunto estava deixando Danny desconfortável, e eu não estava gostando disso.
'Ah, não fica brava a gente só esta brincando.' – Dougie disse fazendo uma carinha sapeca.
'Pois eu não estou achando graça nenhuma, você está Danny?'
Danny fez que não com a cabeça e me abraçou.
'Claro que ele não esta achando graça, o assunto é ele.' – minha prima disse um pouco mais controlada – 'E se eu fosse ele já estava contando algum podre do Dougie.'
'Eu não tenho nenhum podre.' – Dougie disse ficando sério rapidamente e olhando para Danny que deu uma risadinha sarcástica, aí tem, ah se tem.
'Vai amor, envergonha o Dougie.' – disse colocando lenha na fogueira, Danny me olhou e sorriu perverso para Dougie.
'Dougie, como era mesmo o nome daquela “garota”' – Danny fez aspas no ar com os dedos – 'que você gostava mesmo?' – Dougie ficou sério, e Danny sorriu – 'Acho que era Sheila né?' – Danny olhou para que estava com um verdadeiro ponto de interrogação na testa, acho que eu não estava muito diferente – 'Ou eu deveria te perguntar como era o nome daquele garoto que você gostava?'
E Danny simplesmente começou a gargalhar, nem eu, nem minha prima estávamos entendendo nada, mas eu ri só de escutar Danny rindo.
'Eu não sabia tá legal, se eu soubesse nem teria chegado perto dela, ou dele que seja.' – Dougie disse visivelmente afetado, só ai eu fui entender e ri mais ainda, porém, continuou sem entender.
'Alguém poderia me explicar o que é tão engraçado.' - disse olhando todos na mesa.
'Depois dizem que o lerdo sou eu…' - Danny disse e minha prima mandou o dedo do meio para ele – 'Eu vou contar a história do primeiro amor do Dougie para vocês. Dougie era apaixonado por uma “garota” que morava na rua da casa dele antes da nossa banda fazer sucesso, ele só falava nessa tal de Sheila, quando começamos a fazer alguns shows e começamos a ficar conhecidos, fomos a uma festa e Dougie reencontrou a tal da Sheila. Eu a achei um pouco, como posso dizer? Achei-a um pouco macho demais para uma garota, não só eu como o Harry e o Tom também. Na tal festa ela e o Dougie ficaram horas conversando, e depois o Dougie ficou com a “menina” e levou ela para o hotel, e digamos que quando ele desembrulhou o presente no hotel, ele acabou tendo uma surpresinha nada agradável, ele descobriu todo o lado masculino da Sheila.'
Assim que entendeu, outro escândalo da parte dela começou, mas dessa vez eu também ria, e muito. Enquanto Dougie estava quase roxo de vergonha.
'Eu não acredito que você quase transou com um homem pequeno Poynter.' - eu falei em meio as risadas.
'Qual a sensação de beijar outro homem Dougie?' - perguntou dando tapinhas no ombro do menino – 'Bem que dizem que em toda banda tem um viado.' – riu mais ainda.
'Eu não sou viado, você quer que eu te mostre?'
Logo Dougie já não estava mais envergonhado.
'Você não agüenta comigo não moleque.' – minha prima disse debochada, eu ri e Danny começou a provocar o pequeno Poynter.
E foi tudo muito rápido, quando vi Dougie já estava se agarrando com , não dava para ver onde começava um e onde terminava o outro.
'Esse é o meu garoto.'
Danny riu, eu observava a cena, Danny deu um beijo no meu pescoço, e eu me virei para ele.
'Que história foi essa? Meu Deus, estou chocada. Vocês são impossíveis.' – Disse passando os dedos pelo rosto dele.
'Você ainda não viu nada.'
Nem tive tempo de responder, já estava beijando Danny furiosamente. Nossas mãos exploravam os corpos um do outro como se estivéssemos no meu quarto.
Depois de nos acalmarmos e o outro casalzinho fazer o mesmo, voltamos a conversar, e dessa vez muito mais coisas surgiram. Cada vez que eles contavam alguma coisa absurda me dava olhares significativos.
Não estava mais querendo escutar aquelas histórias, não queria ter conteúdo para o artigo, tratei de dar um jeito de chamar Danny para ir embora, como ele estava muito animadinho fomos todos os quatro para a casa dele, já que na minha casa só havia um quarto.
Depois que Dougie arrastou minha prima para um quarto eu e Danny fomos para o dele, só espero que minha prima não faça nenhuma besteira.

Capítulo 9
Entrei no quarto de Danny e me sentei na cama. E fiquei observando Danny tirar seus objetos e depois seu casaco e a blusa - como ele era lindo tinha um corpo escultural - ri com meus pensamentos e ele em pé me perguntou:
'Achou graça do que?'
'Nada só estava lembrando da e Dougie. Será que vai rolar alguma coisa? Se é que você me entende.'
'Acho que sim né. E eu entendi sim, não sou lerdo.'
'Ah é sim'
Danny começou a andar para frente e chegando cada vez mais perto, colocou as mãos em meu ombro olhando em meus olhos, foi empurrado e me deitou na cama, logo subiu em cima de mim e falou.
'Vou te prova que a lerdinha aqui é você!'
'Se você acha que consegue isso, sou toda sua pode me usar para o teste.'
Então nos começamos a nos beijar, Danny passava mãos por baixo do meu vestido, depois de tirá-lo mandou a peça de roupa longe. Saiu de cima de mim - pois ele era bem pesadinho pra mim - mas agüentava o tranco firme sem reclamar. Conduzindo meu corpo ele me colocou por cima dele para que eu pudesse me sentar no quadril dele tratei logo de abrir sua calça e fazê-lo tirá-la, ficando só de boxer, eu já estava de calcinha e sutiã.
Parei olhando para ele que estava com uma carinha de tarado e com um sorriso debochado falei.
'Acho que essa parada eu vou ganhar facinho!'
Danny se levantou rindo, para que ficassemos cara a cara e num giro rápido ele me deitou completamente na cama começou a espalhar beijos e chupões pelo meu pescoço e eu segurava seus cabelos e arranhava de leve suas costas que era grande, fato.
Cada beijo era um pequeno gemido que saía de ambas as partes, até que senti Danny impaciente para tirar meu sutiã sem conseguir. Comecei a rir e afastei ele.
'Algum problema aí?'
Ele com a testa franzida e meio suada, seu cabelo grudado na testa respondeu meio nervoso:
'Lógico, essa bagassa ta me atrapalhando de te mostrar o “Jonão” tão famoso e citado por vocês!!'
'Nossa então quer dizer que tem outras?'
'Não, você e sua prima só. Mas esse fecho abre ou não abre!'
'Abre só você repara que o fecho é na frente, mais prático assim - eu disse com as mãos em meu sutiã o abrindo - viu Jonão é assim fácil e mole.'
'Agora tá ficando duro'
Danny falou mandando meu sutiã longe e dando graças a Deus daquele pequeno estorvo ter sido solucionado.
Voltamos aos amassos, logo depois de pequenas carícias, mas com afobação, me livrei de minha calcinha e Danny (agora conhecido e comprovado Jonão) deu um jeito de se livrar de sua boxer, e fomos completamente unidos em um só corpo com gemidos e suor escorrendo por nossos corpos.
Logo depois que Danny e eu chegamos ao orgasmo, ficamos cansados tínhamos nos superados dessa vez, Jonão tinha me provado que a lerdeza era só nas conversa (ainda bem pois ninguém merece um “pau-mole" como tinha dito). A minha sorte que tomava remédio, esquecer a camisinha tava virando rotina - sei que é errado mesmo me prevenindo, mas simplesmente esquecíamos.
Coloquei minha cabeça sobre o peito de Danny e começamos a conversa:
'Viu o lerdo, mole e principalmente o Jonão em ação?!! Pode falar, uma combinação perfeita.'
Dei um tapa em seu braço e falei rindo:
'Oh bonitão, não se empolga não.'
'Nossa bonitão, mais um pra minha lista de perfeito.'
'Afff, mas agora mudando de assunto.'
Danny me interrompeu.
'Tá, e Dougie. Você não pode pára de pensar neles e pensa em nós dois?'
'Não, pois sei que o senhorzinho tá louquinho pra saber de também, te conheço Daniel Alan David Jones!'
Danny fez uma carinha de sapeca.
'É né, será que o processo tá indo bem lá!'
'Não sei, mas amanhã eu pergunto, e você faz o mesmo tá. Só sei o meu “processo” aqui já foi dado o veredicto.'
'Já sei, fui inocentado!' Danny riu como se fosse o cara.
'Não, CULPADO!'
Olhei séria pra ele e ele fez uma cara de cachorro no meio da chuva.
'Mas por quê?'
'Por me apaixonar por uma pessoa que é completamente diferente do que eu esperava aquela noite no NOSSO pub.'
Danny riu e depois deu um beijo na minha testa, se abaixou erguendo meu queixo e nos beijamos dessa vez com calma para que um entendesse o outro.
Depois disso caímos no sono, lembro de Danny acariciar meus cabelos e depois puxar o edredom para nos aquecer.
Acordamos no outro dia, quer dizer eu acordei, Danny dormia igual a uma pedra mal se movimentava na cama.
Vesti uma blusa de Danny que estava em cima de sua cadeira e ajeitei o cabelo em um coque meio desajeitado, estava pronta para descer. Abri a porta do quarto e segui pelo corredor e comecei a desce a escada, logo senti um cheiro maravilho de café e desci rapidamente.
Na hora que entrei na cozinha estava sentada de costas no banquinho segurando uma caneca e bebendo devagar olhando alguma coisa pela janela. Fui até ela e soprei seu ouvido, ela deu um pulo.
'Você tá louca? Perdeu o juízo? Você quer ver uma caneca voar?!'
'Nossa prima quem acorda de mau humor sou eu aqui.'
Falei rindo da cara dela e pagando uma caneca para acompanhá-la no café e me sentei de frente para ela.
'Cadê o Dougie tá dormindo ainda?'
'Tá sim, eu que acordei cedo demais, sabe que não durmo muito.'
tinha esse péssimo costume de acordar cedo demais até quando não era necessário. Então lembrei dos dois e dei um sorri meio afobada.
'Vai, me conta tudo, to muito ansiosa pra sabe se o pequeno Poynter manda bem?!'
soltou uma gargalhada me olhando.
'Oo, até que ele tentou viu prima!'
'Mas o que aconteceu? Vocês não chegaram nos finalmentes?'
'Tipo. Vou te contar tudo.'
'Mas conta rápido, antes que as pessoinhas lá em cima desçam.'
'Então chegamos no quarto, eu fiquei parada em pé e ele parou na minha frente me olhando nos olhos e falou: "sabe, nunca achei que ia achar alguém tão especial e linda como você" Ele falava e passava as mãos em meus cabelos alisando meu rosto. "Que bom que você gostou de mim, gostei de você também, e você é bem SUPORTÁVEL fica tranqüilo!" Soltei uma risadinha e ele riu junto e me deu um beijo. Mas se lembra que eu estava de salto e a parte de ele não ser muito alto? Então.
Eu e começamos a rir.
'Tipo ele ficou na ponta dos pés e eu tive que abaixar minha cabeça assim como uma girafa faz! Então ele parou de me beijar e começou a tirar a roupa e a primeira coisa que fiz foi tirar o salto para que pudesse ficar da sua altura. Tipo fiquei com vergonha pois ele e todo pra frente sabe não sentir vergonha, eu tava morrendo em ver aquela cena.
'E daí ? Continua. Não espera vou pegar um cigarro, to nervosa.'
Antes de sair para ir ate a sala a falou:
'Então traz dois'
'Mas só vou fumar um, prima!'
'Pra mim né !'
'Você fuma?? Como isso? Você perdeu o juízo garota?!'
', estamos anos muito pra frente, pega logo e vem depois te conto!!'
'Tá mocinha vou te dar um desconto, mas você tá marcada aqui no meu caderno.'
Depois que peguei os cigarros acendi o meu e o outro ambas estavam eufóricas, mas tínhamos que nos controlar se não eles iam acordar e atrapalhar tudo.
continuou falando sobre sua noite com Dougie.
'Depois que ele se despiu, colocou apenas um samba canção. Aí ele me pergunto se eu iria ficar com aquela roupa pra dormir. Ele achava um pouquinho curta e justa poderia ser desconfortável, então ele me deu sua blusa, a que ele estava sabe? A xadrez social de baixo do casaco ontem?'
'Sei essa de agora que você está?'
'Sim, essa aqui mesmo!!'
Rimos as duas juntas. continuou a falar.
'Bom eu coloquei e ele ficou observando cada gesto que eu fazia para tirar o vestido. Curiosinho ele eu pensei sabe, mas nem liguei, quem não quer ver estrela não olha pro céu. Então ele estendeu seus braços e me puxou ao seu lado, já que ele estava deitado na cama, ficamos nos amassos, de mãos bobas, beijos pelo pescoço, barriga e costas. Nada demais e depois ele deitou de frente pra mim mexendo em meu cabelo e passamos quase a noite inteira conversando.'
Eu com a cara muito surpreendida falei - quer dizer gritei:
'Primaaaaaaaaaa você não deu para o Dougie?'
me olhou furiosa e tampou minha boca com uma mão, já que a outra ela segurava o cigarro!
'Prima fala baixo vai acordá-los, presta atenção né!!'
Rimos baixinho.
'Desculpa foi empolgação. Então foi ou não foi??'
'Não foi!! Achei melhor não fazer isso de cara o que ele vai pensar que eu sou?!!'
'É mesmo, melhor se fazer de difícil, assim como eu me fazia pro Danny.'
'E sua noite com Danny foi boa?'
'Ufa, ele até me mostrou o Jonão na ativa. Que calor viu prima.'
Eu e apagamos os cigarros e ouvimos passos na escada. Danny e Dougie entraram na cozinha com desespero e se esbarraram na porta até entrarem.
Danny e Dougie automaticamente falaram juntos:
'PENSEI QUE VOCÊS TINHAM IDO EMBORA!!!!'
respondeu:
'Fomos sim. Isso que vocês estão vendo é um sonho!!'
Ri junto com concordando.
Então Dougie foi para perto de a segurando pela cintura.
'Sonhando sei que estou, e quero acordar com um beijo seu.' E rapidamente o safadinho tinha a beijado.
Danny ficou sem jeito de ver a cena dois.
'E você lindinha vai me acordar de um sonho ruim pra viver a realidade ao seu lado?!!'
'Claro né, tudo fica melhor quando estou ao seu lado!'
Danny já foi se aproximando segurando meu cabelo para que nossos lábios se aproximassem até se unirem com um beijo de levantar até defunto!!

Capítulo 10
50 Cent - Baby By Me ft. Ne-Yo Passamos o dia inteiro na casa de Danny e quando chegamos em casa foi tomar um banho, aproveitei e abri meu e-mail. Tinham mais de três e-mails do Brian. Ele estava cobrando alguma “novidade” sobre a matéria.
Mandei um e-mail dando uma satisfação e uma desculpa plausível para a demora.
Na mesma semana Danny e os outros viajaram a trabalho, ainda não conhecia Tom e Harry. Ela e Dougie eram quase tão grude quanto eu e Danny, quem é melequento agora hein?
'E aí piriguete? Como vai seu trabalho?' perguntou se jogando ao meu lado na cama.
'Pela primeira vez na minha vida eu não sei o que fazer em relação ao meu trabalho.'
'Como assim?' perguntou fazendo carinho na minha cabeça.
'Sei lá, depois que essa droga de matéria sair, o que eu vou falar para o Danny?'
'Por que você não fala com ele antes desse artigo sair?'
'E qual você acha que vai ser a reação dele? Nem pensar, ele não pode nem desconfiar.'
'E depois que essa matéria for publicada? Você vai fazer o que? Esconder a revista dele? Você não vai conseguir esconder pra sempre prima, assim que isso for publicado, vários outros meios de comunicação vão comentar.'
'Eu sei, mas não sei o que eu faço. Eu preciso do emprego.'
'Eu acho que você deve contar pra ele, antes que ele descubra de outro modo.'
'Vira essa boca pra lá, eu vou contar. Só quero esperar o momento certo.'
'E quando vai ser esse momento? Quanto mais você enrolar, pior vai ficar. Explica pra ele que quando aceitou fazer a matéria você não o conhecia, ele vai entender.'
'Será? Eu tenho medo.'
'Uma hora ou outra ele vai saber, então que seja por você.'
'Se eu estivesse no lugar dele, não entenderia. Que tipo de pessoa faz o que eu estou fazendo?'
'Se ele gostar de você como eu acho que ele gosta, vai entender os seus motivos.'
Ficamos em silêncio, fiquei pensando nas minhas opções, talvez eu devesse arrumar outro emprego. Engraçado se fosse a alguns meses atrás eu estaria pouco me fodendo pelo que Danny iria achar.
Aproveitei que Danny não estava na cidade e fui até a redação da revista, precisava dar uma satisfação ao Brian, fazia algumas semanas que eu o estava evitando.
Assim que entrei na redação dei de cara com Brian, que me olhou e abriu um sorrisinho irônico.
'Olha quem resolveu dar o ar da graça.'
'Oi Brian, podemos conversar?'
'Claro, venha comigo.'
Eu sabia que ele estava sendo gentil daquele jeito por estar perto de outras pessoas, mas na verdade ele queria mesmo era gritar comigo.
Assim que Brian fechou a porta de sua sala me encarou sério.
'Onde foi que você se meteu? Você ainda trabalha aqui sabia? Por que não respondeu meus e-mails?'
'Eu estou aqui, não estou? Não respondi seus e-mails porque estava trabalhando.'
'E o artigo? Ele já esta pronto? Com esse tempo todo você já deve ter conseguido o que precisa.'
Fiquei um pouco nervosa, me sentei na cadeira em frente sua mesa e o encarei.
'Não é fácil fazer um artigo desse tipo sabia?! Eu consegui algumas coisas, mas acho que nada muito importante.'
'Ótimo, me mostre o que você tem e eu decido se é importante ou não.'
'Brian, não acho que essa matéria vá servir de alguma coisa, afinal o que de tão interessante as pessoas acham em futricar a vida dos outros? Não estou me sentindo bem em fazer isso.'
'O que houve? Você não me parecia preocupada a alguns meses atrás. O que esta acontecendo, ?'
'Não esta acontecendo nada, só não acho certo invadir dessa forma a privacidade das pessoas.'
'Se você quiser desistir me fala de uma vez, mas eu garanto que você nunca mais vai arrumar um emprego como jornalista na sua vida.'
Brian disse já um pouco alterado, fiquei com raiva.
'Você esta me ameaçando?'
'Não querida, mas veja bem. Que jornal ou revista contrataria uma jornalista que não consegue fazer uma simples matéria?'
'Eu já escrevi tantos artigos, por que um iria interferir?'
'Você é quem sabe querida, te dou mais dois meses para terminar esse trabalho, caso você queira desistir pode passar no RH e entregar sua carta de demissão, já que você não tem responsabilidade.'
'Eu já entendi, não adianta você me chantagear, Brian.'
Brian riu, me cortando.
'Não estou te chantageando, só estou te dizendo que se você não consegue escrever uma simples matéria, você escolheu a profissão errada. Você não é capaz de trabalhar no The Sun, aliás você não é capaz de fazer nada ligado ao jornalismo, você deveria ter escolhido outra profissão, você acabou de me provar que é uma péssima jornalista.'
'Eu sei que sou uma boa jornalista.'
'Então prove querida, eu não te disse, mas eu conheço algumas pessoas influentes no The Sun, apareça com uma matéria sobre o McFly que me impressione e eu mesmo te coloco dentro do The Sun. A não ser que você não seja capaz.' Brian me lançou um sorriso vitorioso.
'Mais dois meses?' Ele apenas balançou a cabeça positivamente 'Tudo bem, te vejo em breve.'
Me levantei e saí daquela sala, como Brian ousa dizer que não sou responsável? Ele queria uma matéria sobre o McFly? Era isso que ele teria, mas seria do meu jeito, afinal eu não precisava expor os meninos desse jeito, eu poderia fazer uma matéria como qualquer outra. Estava decidido, eu começaria outra matéria e esqueceria a que eu já havia começado a escrever.
Assim que cheguei em casa fui direto ao meu notebook começar a trabalhar.

Eu já não agüentava mais de saudade de Danny, e acho que a estava apaixonada, já que ela também estava quase morrendo de saudade do Dougie também.
Danny havia me ligado dizendo que chegaria no dia seguinte, disse para que eu e fossemos para sua casa – sim eu tinha as chaves, assim como ele tinha as chaves do meu apartamento - pois eles chegariam bem cedo.
Eu e arrumamos nossas coisas, e ela me pediu para levar a câmera fotográfica, fomos para casa de Danny.
Tentamos de tudo para ver se o tempo passava, mas nada adiantava.
', eu to morrendo de tédio. O que você acha de tirarmos umas fotinhas nossas?'
'Só se eu tirar sua, alguém tem que bater a foto né.'
'Coloca em cima de algum móvel e programa ela, vamos tirar fotos.'
'Tá, vou pegar a câmera.'
Tiramos algumas fotos, fazendo caras e bocas.
'Vamos colocar uma música.'
(Dê play no vídeo)
já foi fuçando no rádio do Danny, logo o som estava alto e nós duas dançávamos tirando fotos e cantando – gritando mesmo – a música, descíamos até o chão, fazíamos uma coreografia, falávamos besteiras e ríamos muito.
subiu no sofá apoiando o pé no encosto e rebolando enquanto eu batia fotos, depois trocamos de lugar e foi minha vez de subir no sofá e repetir o gesto dela, enquanto batia fotos minha.
A música foi chegando ao fim e ficamos uma de frente para a outra rebolando, a música acabou e nós começamos a rir. deu um grito quando escutamos assobios e palmas, dei um pulo e me virei para porta, encontrando Danny e Dougie assobiando e batendo palmas.
Na hora fiquei super sem graça, morrendo de vergonha, a então, ela estava quase roxa de tanta vergonha.
Mas assim que me liguei que Danny estava ali esqueci a vergonha e corri me jogando em cima dele, ficou onde estava, ainda afetada por ter sido “pega”.
'Não ganho essa recepção não?'
Dougie perguntou fazendo carinha de criança abandonada.
'O que vocês estão fazendo aqui?'
perguntou, abracei Danny de lado e olhei para minha prima.
'É, pelo jeito não.'
Danny disse rindo, Dougie jogou a mochila em um canto qualquer, correu e agarrou a jogando no sofá. começou a gritar palavras nada românticas, mas logo os dois já estavam se agarrando, causando vergonha alheia.
'Vocês não iam chegar amanhã de manhã?'
'Ah, eu queria fazer uma surpresa.'
'Você devia ter me dito, eu teria feito alguma coisa pra você.'
'Tipo uma festa?'
Danny perguntou parecendo uma criança.
'Não, mas poderia ter pensado em alguma coisa. Vamos pro quarto?'
'Mas já? Você tá muito safadinha.'
'Muito engraçado, anda vamos.'
Saí puxando Danny pela mão e, quando chegamos ao quarto, me sentei na cama enquanto ele se jogava ao meu lado.
'E aí como foi? Vocês se divertiram?'
'Nós sempre nos divertimos, eu queria que você tivesse ido com a gente.'
'Quem sabe da próxima, você se comportou?'
'Claro, eu sempre me comporto.'
Danny me abraçou me puxando para perto, passei minhas mãos por seus cabelos.
'Eu senti sua falta.' Disse e dei um selinho, Danny me abraçou acariciando meu rosto com as pontas dos dedos.
'Também senti sua falta.'
Colei meus lábios aos seus, iniciando um beijo carinhoso. É engraçado pensar em como eu vim parar nessa situação, eu não pedi para essas coisas acontecerem, eu não pedi para Danny ser um fofo.
Por mais que a minha matéria tivesse tomado outro rumo, eu ainda precisava contar para Danny a verdade, ele tinha que saber qual era minha profissão.
Mas me faltava coragem cada vez que olhava para seu rosto, ele me olhava com tanto carinho.
Danny quebrou o beijo e começou a fazer carinho com as pontas dos dedos em meu rosto, o olhei e ele sorriu. Comecei a pensar em como ele se sentiria em saber que eu só me aproximei dele por interesse. De um jeito ou de outro eu havia me aproximado por interesse e ele nem havia percebido, sempre acreditava em tudo o que eu falava, nas minhas mentiras, essas que não eram poucas. Por outro lado eu falava muitas verdades também.
Nem percebi que uma lágrima escapou e desceu por minha bochecha, Danny me olhou confuso e eu fechei os olhos.
'O que foi, lindinha? Por que você está chorando?' Perguntou secando algumas lágrimas que escapavam.
'Não é nada Danny, tá tudo bem. '
Danny saiu de cima de mim e deitou ao meu lado apoiando a cabeça em sua mão.
'O que aconteceu? Você não pode estar chorando sem motivo.'
Enxuguei meu rosto, e olhei para ele. Eu poderia contar agora, ou não, acho que sou medrosa demais.
'Danny, você é tão importante para mim. Não só você, todos os meninos são, vocês são como uma família para mim, e eu nunca faria nada que os magoasse, principalmente você.'
'Do que você tá falando? Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava fora?'
Danny estava um pouco nervoso eu pude perceber.
'Não aconteceu nada, eu estou bem. Eu senti muito a sua falta, e com esse tempo que você estava longe, eu percebi que não quero te perder. Tenho medo que você me deixe, que deixe de gostar de mim, tenho medo de te perder.'
'Eu não vou te deixar, amor, você é importante pra mim' Danny deu um beijo delicado em meus lábios e se afastou olhando em meus olhos 'Eu te amo e isso não vai mudar.'
Me senti no paraíso ao ouvir Danny dizendo que me amava, sorri e fiz um carinho em sua cabeça.
'Eu também te amo, nunca se esqueça disso. Você promete que nunca vai esquecer que você é uma das pessoas mais importantes da minha vida e que eu te amo?'
'Eu prometo, eu não vou esquecer.'
Um beijo apaixonado e cheio de significados se iniciou, e logo eu estava sentada no colo de Danny e suas mãos percorriam o meu corpo. Nunca achei possível me sentir da maneira que me sentia quando estava com ele. Me sentia completa, viva e feliz.
Logo nossas roupas estavam perdidas em algum canto do quarto, que não fiz questão de saber, enquanto Danny beijava e distribuía mordidas por meu pescoço, eu arranhava de leve suas costas e puxava seu cabelo. Danny olhou meu rosto fechou os olhos soltando um gemido quando nossos corpos foram conectados, fechei meus olhos também deixando as sensações que eu jamais me acostumaria quando estava com ele tomar conta do meu corpo.

Tateei a cama esperando encontrar o corpo de Danny, mas só o que encontrei foi o colchão mesmo, abri os olhos lentamente olhando ao redor e encontrei o quarto vazio, olhei no relógio e marcava dez da manhã. Danny já havia se levantado? Isso só podia ser um milagre.
Me levantei e fui ao banheiro, fiz tudo o que tinha que fazer e voltei para o quarto procurando minhas roupas, acabei achando ali minha mochila, peguei um vestido estampado e o vesti, enquanto estava fazendo um rabo de cavalo em meu cabelo, Danny entrou no quarto, ele vestia uma camiseta xadrez azul e branca e uma bermuda preta e estava descalço, ele se sentou na cama e ficou me observando. Terminei de arrumar meu cabelo e caminhei até ele me jogando em cima dele, que conseqüentemente caiu na cama.
'O que deu em você para acordar tão cedo?'
Perguntei dando um selinho nele.
'Você ronca demais acabei acordando.'
Dei um tapa leve em seu braço.
'Eu não ronco, você deveria ter me acordado também.'
'Não mesmo, você acorda muito mal humorada quando alguém te acorda.'
'E por que você acordou cedo? Você costuma dormir pelo menos até as onze.'
'Minha mãe e minha irmã estão vindo pra cá, e nós vamos fazer um almoço.'
Paralisei na hora, Danny notou meu desconforto e deu uma risadinha.
'Não precisa ficar com medo bobona, elas não mordem.' Disse passando o nariz pelo meu rosto.
'E se elas não gostarem de mim, Danny?'
'Elas vão adorar você, não se preocupe. Apesar de querer muito ficar aqui com você é melhor descermos que já tem gente aí.'
'Como assim? Não era só sua mãe e sua irmã?'
'Elas, o Tom, a Gio, o Harry , a Izzy, o Dougie,' Danny fez uma pausa e coçou a cabeça entortando a boca, arqueei minhas sobrancelhas 'e a namorada do Dougie.'
Arregalei meus olhos, tinha me esquecido que Dougie tinha uma namorada, aliás, não tinha me esquecido, achei que eles tivessem terminado.
'Danny, eu achei que ele não estava mais com ela.'
Disse saindo de cima dele e ficando em pé, Danny se sentou na cama.
'Eles estão juntos ainda. '
'A sabe disso?'
Perguntei já prevendo a reação da minha prima, ela certamente faria um escândalo. Danny coçou a cabeça mais uma vez, e eu já sabia a resposta.
'Nem precisa responder, vou falar com ela. Eu não acredito que você não me disse nada Danny, e que ainda o acobertou.'
Disse e saí do quarto antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, saí pela casa a procura de , a encontrei no quintal conversando com Tom e Gio.
'Oi gente, tudo bem com vocês?'
Disse dando um abraço em Gio e logo depois em Tom.
'Tudo sim, e você ? Você sumiu menina.' Gio disse se sentando novamente.
'Muitas coisas para resolver Gio, e você Tom, tudo bem? Como foi de viagem?'
'Tudo sim , a viagem foi ótima, obrigado.'
'Humm…' Pausei sem saber o que dizer 'Cadê o Harry e o Dougie?'
'O Harry ainda não chegou, e o Dougie foi para casa trocar de roupa.'
Tom respondeu, olhei para que estava tomando alguma coisa verde e parecia estar alheia a conversa, ela estava com o olhar perdido e um sorrisinho brincava no canto de sua boca. Acho que já imaginava o que tinha acontecido, e isso só iria piorar a situação.
'Prima posso falar com você em particular?'
Ela me olhou e sorriu deixando o copo em cima da mesa e se levantando.
Caminhamos para dentro da casa encontrando Danny na cozinha procurando alguma coisa na geladeira.
'Danny, posso conversar com a no seu quarto?'
Ele deu um pulinho e eu quase gargalhei, se virou para nós duas e sorriu.
'Claro lindinha, o quarto é seu também.'
Sorri e dei um beijo delicado em seus lábios antes de me dirigir a .
'Prima vai subindo que eu já vou.'
'Aff, mas vocês já vão se agarrar na cozinha?'
Olhei para ela de cara feia, ela riu e saiu da cozinha, Danny me enlaçou pela cintura e eu o olhei.
'Só pedi para ela ir na frente para te dar um aviso' Danny arqueou as sobrancelhas me olhando divertido 'Não me responsabilizo pelo escândalo que a vai fazer e muito menos por qualquer dano que ela cause no seu quarto ou no Dougie, ou até mesmo em você.' Danny arregalou os olhos e eu continuei 'Se você tivesse me dito antes que Dougie ainda namora, evitaria isso.'
O beijei de novo e saí da cozinha deixando um Danny espantado na cozinha, cheguei ao quarto e olhava suas unhas despreocupadamente, sentada na cama, fechei a porta e me sentei ao seu lado.
'O que você queria falar comigo, eu não fiz nada eu juro, quer dizer fiz, mas nada que você também não tenha feito.'
Não pude deixar de rir, mas logo o significado de suas palavras atingiram minha mente.
'Como assim? O que você quer dizer com isso?'
deu seu típico sorriso malvado e se virou para ficar de frente para mim.
'Prima nem te conto, se segura pra não cair. Eu e o Dougie fizemos.'
A olhei levantando uma sobrancelha.
'Fizeram o que eu to pensando?'
Ela riu e concordou com a cabeça.
'Vou te contar tudo.'
Não queria tirar a empolgação dela, então esperei ela me contar. Tá eu estava curiosa também.

Capítulo 11

P.O.V
'Tipo depois que eu entrei no quarto com ele. O Dougie foi tomar um banho pois eu já havia tomado.'

Flashback on
Quando ele saiu se deitou ao meu lado e começou a falar que estava feliz ao meu lado, que ele nunca iria me magoar que sou a pessoa que ele procurava, e blá blá!!!
Depois disso ele me abraçou e me deu um beijo. Juro perdi o fôlego na hora.
Depois de repormos o fôlegos, minhas mãos começaram a deslizar sobre as costas de Dougie fazendo ele se arrepiar, logo depois senti beijos e chupões de leve em meu pescoço, fazendo minhas pernas ficarem trêmulas até que elas se abriram fazendo Dougie ficar no meio delas, Dougie fazia carinho em minha barriga, ele já havia tirado minha blusa. Fui perdendo o sentido cada vez que nossos corpos se uniam, era como uma corrente elétrica que passava por meu corpo. Enquanto Dougie apertava meu quadril com força fui tratando rapidamente de me livrar de sua bermuda e juntamente da cueca que já estava atrapalhando demais. Logo que consegui tirá-las em um só movimento Dougie tirou meu shortinho que nem sei aonde foi parar - mas também não estava muito preocupada com isso, eu necessitava que nossos corpos fossem realmente unidos. E assim foi feito com apenas um gemido senti que estava completa, e Dougie e eu nos entregamos completamente um ao outro, senti alguns incômodos com seus movimentos no começo, já que fazia tempo que não transava com ninguém, mas logo passou.
Depois de chegamos ao ápice, Dougie me olhou e chegou perto de meu ouvido e disse com uma voz rouca e baixa quase sem fôlego."Te amo"!
Flasback off

'Putz prima morri quando ele falou isso, não consegui nem responder só ergui seu queixo com uma de minhas mãos e dei um beijo lento e carinhoso. Logo depois me deitei sobre seu peito puxando o edredom para nos cobrir, ele foi acariciando meu cabelo até que eu dormi e quando acordei ele já havia se levantado. Essa foi minha noite mágica, não vou esquecer por um bom tempo.'
Disse com um imenso sorriso no rosto, parecia surpresa.
P.O.V off
'Nossa quem diria o pequeno Poynter hein? E você poderia ter me poupado dos detalhes.'
'Ufa, nem me fale. Mas o que você queria conversar comigo? Não foi pra saber da minha chinelada com o Dougie que você me chamou para conversar.'
'É, eu te chamei para conversar para te perguntar uma coisa. – ela assentiu com a cabeça e então continuei – o que você sente pelo Dougie?'
'Ah, sei lá prima. Eu gosto dele sabe, ontem foi incrível e tudo mais, mas eu não acho que nós tenhamos o que você e o Danny têm.'
Ela disse deixando de lado a expressão brincalhona.
'Como assim?'
'Ah você e o Danny se gostam tanto, quero dizer como um casal sabe, já eu e o Dougie estamos mais para amigos do que para casal, mesmo depois de ontem não sinto aquelas coisas que você diz sentir quando está com Danny.'
'Entendo.'
Foi a única coisa que consegui dizer, não vou negar que por um lado senti um alívio, talvez não ficasse tão chateada.
'Era só isso?'
Ela me perguntou quebrando o silêncio.
'Na verdade tenho uma coisa para falar com você.'
'Então fala logo mulher.'
Respirei fundo e a encarei, pensando em como começar. Decidi falar logo de uma vez.
'O Dougie te contou que ele tem uma namorada?'
arregalou os olhos e abriu a boca, dava para ver claramente que ela estava chocada, abria e fechava a boca várias vezes. Eu estava esperando que ela gritasse, quebrasse as coisas, mas parece que nada disso iria acontecer. Já estava aliviada quando ela me assustou quase me fazendo cair da cama, essa sim era a reação que eu esperava, levantou rapidamente da cama e começou a gritar.
'Eu não credito que aquele nanico me enganou, quem ele pensa que é? Eu vou matar aquele anão de jardim, e por que você não me disse antes? Por que você não disse antes que eu "desse" pra ele? Ai que ódio que eu to, ele me fez de palhaça.'
'Eu não sabia que ele ainda namorava, o Danny acabou de me dizer.'
'E o idiota do seu namorado sabia esse tempo todo? Ele vai pra minha lista negra prima, junto com o imbecil do Poynter.'
'Ei fica calma tá legal? O Danny não sabia que você não sabia, e você mesma disse que não gosta dele.'
'Eu posso não amar ele prima, mas não quer dizer que eu não me sinta machucada, que não me sinta traída de qualquer maneira.'
De repente se sentou na cama e começou a chorar, me sentei ao lado dela a abraçando, uma raiva começou a tomar conta do meu corpo, eu sempre soube que por mais que a fizesse pose de durona ela era extremamente sensível.
'Não fica assim, não vale a pena. Ergue a cabeça e mostra pra ele que você não precisa dele.'
'Ele me usou prima, me usou e aposto que vai me descartar, como um absorvente velho.'
disse fungando.
'Acho que ele não faria isso. Acho que ele não criaria uma situação desagradável com a prima da namorada de um dos melhores amigos dele.'
'Agora acho que ele é capaz de qualquer coisa.'
'Prima ele vai vir com a namorada hoje.'
me olhou enxugando o rosto.
'Olha eu sei que sua sogra e sua cunhada daqui a pouco estarão aqui, e você sabe que se eu ver aquele pau de amarrar jegue eu vou fazer um escândalo, então é melhor eu ir pra casa. Não quero que elas tenham uma impressão ruim de você.'
'Nem pensar que eu vou te deixar sozinha agora, se você vai pra casa eu também vou.'
Disse a encarando séria.
'Não, a mãe e irmã do Danny vêm aqui só para te conhecer, melhor você ficar. Eu me viro não se preocupe comigo.'
'Elas não vem só para me conhecer, elas vem ver o Danny amorzinho.'
revirou os olhos já um pouco recuperada.
'Não, o pinscher Poynter, me disse que elas vem para te conhecer de tanto que o Danny fala de você.'
'Nossa, espero que ele fale bem.'
'O bassê disse que ele fala bem até demais. Mas agora eu vou indo, não quero vê-lo.'
'Tá bom, vou pedir para o Danny te levar em casa.'
'Não precisa prima eu pego um táxi.'
'De jeito nenhum , o Danny te leva.'
emburrou a cara e eu dei um abraço nela, saímos do quarto e fomos para o jardim, Danny estava conversando com Harry e Tom, não vi a Gio por ali, na certa estava com a namorada do Harry, que mostrava toda antipatia que tinha por mim. Assim que vi Harry corri em sua direção, Harry abriu os braços e me abraçou apertado.
'Harry como é bom te ver, senti sua falta. Você se esqueceu de mim.'
Disparei de uma vez, Harry riu e me deu um beijo no topo da cabeça.
'Não esqueci de você tampinha, mas o Danny não desgruda de você, aí fica difícil.'
'Você fala como se vocês não fossem amigos.'
'Mas ele sabe ser bem ciumento, agora mesmo ele está todo enciumado, ele não agüenta me ver com outras pessoas.'
Dei risada e olhei para Danny que conversava com Tom, mas nos observava, quando nossos olhares se encontraram ele sorriu e eu retribuí.
'Ah deixa eu te apresentar minha prima, vem aqui vem.'
veio na nossa direção meio... tímida? Aí tinha, a minha prima nunca era tímida.
'Harry essa é a , esse é o Harry.'
Harry deu um beijo no rosto da , ela deu um sorriso sem graça. Fui para perto de Danny e disse que queria falar com ele, nos afastamos um pouco, passei meus braços em volta de seu pescoço.
'Você pode levar a pra casa?'
Danny entortou a boca.
'Por quê? Ela não vai ficar?'
'Não, ela quer ir embora, ela disse que se ficar vai fazer um escândalo com o Dougie na frente da namorada dele mesmo.'
Danny apenas balançou a cabeça, e fomos para perto de e Harry que conversavam, ou seria melhor dizer que Harry falava e ela ouvia?
'Prima vamos, o Danny vai te levar.'
'Ei, você não vai ficar?'
Harry perguntou e acho que pela primeira vez a abriu a boca perto dele.
'Não, eu tenho que ir pra casa – ela vendo que ele iria questionar emendou – é uma longa história.'
'Hum, eu posso levar ela Dan.'
Olhei espantada para ele e Danny sorriu.
'Pode ser, se ela estiver de acordo.'
Danny disse e me olhou como se me pedisse ajuda, dei de ombros.
'Por mim tudo bem, só vou pegar minhas coisas.'
disse e me deu um olhar significativo, que eu logo entendi.
'Vou te ajudar prima.'
Disse e segui com ela para dentro da casa. Quando entramos no quarto de hóspedes soltou um grito.
'Prima, ele é muito gato, se eu fizer alguma coisa no caminho a culpa é sua por me deixar ir com ele.'
'Eu sei que você não vai fazer nada, você fico toda sem graça perto dele.'
Ela deu uma risadinha, pegamos as coisas dela e saímos do quarto, Harry já a esperava na sala com as chaves do carro na mão, me deu um beijo no rosto e saiu com ele.
Assim que a porta se fechou me virei para Danny.
'O que foi isso? A namorada dele não vai ficar brava?'
'Calma anjo, uma pergunta de cada vez. O que foi isso eu não sei, mas acho que ele gostou dela, e quanto a Izzy, ela está muito ocupada com as amigas dela fazendo qualquer coisa.'
'Ela não veio? – Danny negou com a cabeça – Menos mal, acho que ela não gosta de mim.'
'Não liga pra ela, quem tem que gostar de você sou eu, e eu gosto muito de você.'
Danny abaixou o rosto e passou a língua pelos meus lábios, logo aprofundei o beijo ficando na ponta dos pés, quando nossas línguas se tocaram, Danny apertou um pouco mais minha cintura, minhas mãos bagunçavam seus cabelos e se não fosse uma voz feminina invadir nossos ouvidos aquele beijo iria longe.
'O beijo de vocês está lindo, mas eu queria um pouco de atenção.'
Me soltei na hora de Danny e ele sorriu.
'E aí maninha? Tá virando estraga prazer agora?'
Danny disse me soltando lentamente, fiquei envergonhada e a olhei, ela veio caminhando e o abraçou.
'Não querido, mas eu não iria agüentar esse mel todo, eu poderia ficar diabética e do jeito que vocês estavam indo, eu acabaria presenciando uma cena que sinceramente eu não gostaria de ver.'
Ela riu, e me deixou super sem graça, minhas bochechas esquentaram. Danny a soltou também rindo.
'Você anda muito engraçadinha, Jones. Essa aqui é a , minha namorada, essa aqui é a Vicky minha irmã.'
Vicky me olhou de cima a baixo me deixando mais envergonhada ainda, sorri sem graça e ela me abriu um sorriso enorme.
'Então você é a famosa ? Prazer em te conhecer e vou te dizer que o meu irmão se superou dessa vez, você é muito linda, e se ele não fosse meu irmãozinho lindo do meu coração arriscaria dizer que você é muita areia pro caminhãozinho dele.'
Ela conseguiu me deixar mais sem graça do que eu já estava.
'Obrigada, prazer em te conhecer também Vicky.'
Respondi ainda sem graça, Danny a olhou e logo perguntou:
'Cadê a mamãe?' 'Ela esta conversando com o Dougie lá fora ainda.'
E nesse momento minha sogra entrou acompanhada de Dougie e a namorada dele.
A mãe de Danny caminhou em nossa direção e o abraçou, enquanto eu fuzilava Dougie com o olhar, a namorada dele nem percebeu.
'Meu bebê, como você está?'
'To bem mãe e não me chama de bebê.'
Dougie deu uma risadinha.
'Pra mim você sempre vai ser meu bebê, e essa garota linda do seu lado deve ser a , não?'
Ela disse e eu sorri, notei a Louise revirar os olhos, o garotinha insuportável.
'Sim, sou eu mesma, prazer em te conhecer.'
'Oi querida o prazer é meu, me chame apenas de Kathy. O Danny fala muito de você.'
'Espero que fale bem.'
Eu disse um pouco sem graça, Danny me abraçou.
'Ele fala muito bem querida, cadê as outras crianças?'
Danny fez uma careta antes de responder.
'O Tom e a Gio estão lá fora, e o Harry foi levar a prima da embora.'
Quando falou sobre , Danny olhou significativamente para Dougie que abaixou a cabeça.
Kathy e Vicky foram para o jardim e Louise as acompanhou, aproveitei para falar com Dougie.
'E então Dougie, acho que você deve uma explicação para a .'
Disse me sentando no sofá, Dougie passou a mão pelos cabelos visivelmente nervoso olhando para a porta da cozinha.
'Ela sabia que eu tenho namorada.'
Disse como se fosse a coisa mais normal do mundo.
'Ela não sabia não, nem eu sabia até hoje de manhã, e agradeça ela ter ido embora e não fazer um escândalo na frente da Louise, aliás agradeça a mãe e a irmã de Danny.'
Disse já um pouco nervosa, Dougie suspirou e Danny permaneceu calado.
'Ela esta muito brava? - fez uma cara de cachorrinho sem dono – Eu queria falar com ela.'
'Claro que ela está brava, eu não acredito que você fez isso. Você não tem o direito de usar minha prima como se ela fosse uma vadia.'
Comecei a me alterar, e quem estava quase fazendo um escândalo era eu.
'Calma aí , eu não usei ninguém não, até parece que eu iria fazer isso com ela. Eu gosto dela.'
'Não parece, quem gosta não mente.'
Irônico eu dizer isso não?
'Eu não menti pra ninguém, eu achei que ela soubesse que eu tenho namorada.'
'Agora não faz mais diferença, conhecendo a como eu conheço, posso dizer que ela não vai mais olhar na sua cara.'
Dougie abaixou o olhar e pareceu pensar um pouco.
'Eu quero conversar com ela, não quero que ela pense que é só mais uma.'
Direcionei um olhar debochado para ele, essa é boa, agora o Dougie iria dar uma de vítima.
'Olha Dougie só vou te dizer uma coisa, eu realmente espero que você consiga se desculpar com a , pois não quero ficar em um clima chato com um dos melhores amigos do Danny.'
Disse e saí em direção ao jardim, eu realmente estava muito nervosa com essa história. Cheguei ao jardim e me sentei em uma mesa e fiquei olhando o nada. Logo Vicky se sentou ao meu lado e engatamos uma conversa sobre coisas aleatórias.
Depois de algum tempo os outros se juntaram a nós. Harry chegou um pouco depois e sorriu para mim.
Depois de almoçarmos ajudei Kathy a arrumar a cozinha e decidi que já estava na hora de ir para casa.
'Danny você me leva para casa?'
'Ainda é cedo querida, fique mais um pouco.'
Kathy disse me lançando um sorriso.
'Eu realmente tenho que ir, minha prima não estava se sentindo muito bem e eu quero ver como ela está.'
'Tudo bem então, espero te ver mais vezes.'
'Eu também, foi um prazer te conhecer.'
Disse e me despedi do pessoal, peguei minhas coisas e fui para o carro. Estava em silêncio ainda processando os fatos recentes, ainda processando que meu namorado havia encobertado a traição do amigo, o que me levava a conclusão que um acobertava o outro, e eu poderia estar na mesma situação da Louise.
Sou um pouco paranóica mesmo, e quem não seria no meu lugar com o histórico do Danny? Se ele fosse infiel nem o Harry que eu sei que gosta muito de mim me contaria. Saí dos meus devaneios com o toque de Danny na minha mão.
'Um beijo pelos seus pensamentos. '
'Acho que você não gostaria de saber o que estou pensando.'
'Por que não me diz? Aí eu digo se gosto ou não.'
Ele disse me olhando quando paramos em um semáforo.
'Por que você acoberta as traições do Dougie? Isso não é certo.'
Disse desviando meu olhar do seu, antes de responder Danny voltou a acelerar o carro.
'Porque ele é meu amigo.'
Danny respondeu simplesmente.
'Sabe isso me faz pensar que eu poderia estar na situação da Louise, e jamais saberia.'
Danny freiou o carro na hora fazendo com que o carro que estava atrás começasse a buzinar, Danny respirou fundo e voltou a andar com o carro.
'Não fala merda , se você não tem o que falar é melhor ficar quieta.'
Me assustei com o tom rude dele, Danny quase nunca se alterava, mas quando o fazia ele sabia ser realmente grosso. O olhei com vontade de gritar.
'Você que disse que queria saber o que eu estava pensando, se não gostou problema seu.'
Disse fechando a cara e me virando para a janela, senti uma imensa vontade de chorar, mas eu me segurei ao máximo. Danny foi o resto do caminho em silêncio, quando parou em frente ao meu prédio encostou a cabeça no banco e passou a mão pelo rosto, soltei o cinto de segurança, mas antes que abrisse a porta a voz de Danny agora um pouco mais calma quebrou o silêncio.
'Por que você não confia em mim?'
'Digamos que seu passado te persegue Danny.'
Disse sem pensar, afinal para ele eu não sabia de sua existência até o dia no pub. Danny me encarou um pouco desconfiado.
'Que passado? Eu achei que você tinha dito que não sabia quem eu era.'
Pensa rápido, droga eu e minha boca grande.
'Eu não sabia mesmo, mas depois eu soube quem você era. Joga seu nome ou o nome da sua banda no Google aí você vai entender.'
Danny fez um barulho estranho com a boca.
'Não acreditou que você investigou minha vida pelo Google, tem muita coisa ali que não é verdade.'
'Mas tem muita coisa que é verdade, vai negar? Aposto que você pegou a Kelly Osbourne.'
'Isso não é um assunto que eu queira discutir.'
Danny fechou a cara, o que me levou a acreditar que era mesmo verdade.
'Esse assunto te incomoda? – Danny continuou olhando para frente – Pelo visto incomoda, que foi você tem vergonha de ter pegado ela, só porque ela não faz o tipo padrão, não sabia que você era tão fútil Danny.'
Mais uma vez segui meu impulso e acabei falando demais.
'Cala boca , você não sabe de nada. Você não me conhece e já esta começando a me irritar. Que diferença faz quantas eu comi antes de comer você? Isso não vai mudar o fato que no momento você é a única mulher que eu estou comendo caralho, dá pra você parar de ser infantil, o Dougie é o Dougie e eu sou eu porra.'
Olhei bem pra cara do Danny com uma raiva incontrolável dentro de mim, eu realmente estava sem palavras e muito menos estava acreditando que ele havia falado desse jeito comigo.
'Acho melhor eu entrar, mas é bom saber o quanto eu significo pra você, na verdade seria ótimo te conhecer de verdade. Mas sabe de uma coisa? Acho que não vale a pena Daniel, adeus.'

Capítulo 12
Coloque para carregar Crazy - Aerosmith

Abri rápido a porta do carro e a bati com tanta força que achei que pudesse ter quebrado a coitada, comecei a correr para dentro do prédio assim que escutei a porta do lado de Danny bater.
Subi as escadas correndo e como vi que não conseguiria abrir a porta antes que Danny me alcançasse subi até o terraço. Escutei a porta batendo atrás de mim e sabia que ele estava ali.
Senti Danny me abraçar por trás e colar seu corpo ao meu, pode até soar engraçado, mas alguém ligou o som em um volume extremamente alto em que se dava para escutar perfeitamente a música da onde nós estávamos.
(de play no vídeo)
'Desculpe.'
Danny sussurrou antes de começar a cantar em meu ouvido.

Come 'ere baby / Venha aqui baby
You know you drive me up the wall / Você sabe que me deixa subindo pelas paredes
the way you make good on all the nasty tricks you pull / com o seu jeito de fazer perversidades
Seems like we're makin' up more than we're makin' love / Parece que estamos mais fingindo do que fazendo amor
And it always seems you got someone on your mind other than me / E sempre pareceu que você tinha alguém além de mim nos seus pensamentos
Girl, you got to change your crazy ways/ Garota, você tem que mudar o seu jeito louco
You hear me / Me escute
Danny me virou de frente para ele e me beijou furiosamente, me levando de encontro a parede me encostando nela sem nem um pouco de delicadeza.

Say you're leavin on the seven thirty train / Você está indo embora no trem das 7:30
and that you're headin' out to Hollywood / E está indo para Hollywood
Girl you been givin me the line so many times / Garota você me fez perder a linha tantas vezes
it kinda gets like feelin bad looks good/ Que parece que o que era mal ficou bom
That kinda lovin'/ Esse tipo de amor
Turns a man to a slave/ Trasnforma um homem num escravo
That kinda lovin' / Esse tipo de amor
Sends a man right to his grave / Manda um homem para a sepultura

Seus beijos passaram ao meu pescoço, suas mãos deslizaram pela lateral do meu corpo chegando as minhas coxas, Danny deslizou as mãos por elas levantando um pouco meu vestido apertando minha coxa, suas mãos desceram novamente por minha perna parando atrás de meus joelhos e em um movimento rápido e preciso levantou minhas pernas as encaixando em sua cintura, Danny pressionou seu quadril no meu.

I go crazy, crazy, baby, I go crazy/ Eu vou enlouquecer, enlouquecer, baby, eu vou enlouquecer
You turn it on / Você apronta
Then you're gone / Depois vai embora
Yeah you drive me / Você me deixa
Crazy, crazy, crazy for you baby /Louco, louco, louco por você baby
What can I do, honey / O que eu posso fazer, querida
I feel like the color blue... / Eu me sinto como a cor azul...

Danny cantou o refrão da música em meu ouvido me fazendo arrepiar, abri sua camiseta apressadamente, enquanto Danny voltava a me beijar, sua língua atacava minha boca furiosamente enquanto suas mãos exploravam meu corpo por baixo do vestido.

You're packin up your stuff and talkin like it's tough / Você guarda suas coisas e dizendo como é difícil
and tryin to tell me that it's time to go / Me dizer que é hora de partir
But I know you ain't wearin' nothin' underneath that overcoat / Mas eu sei que você não está vestindo nada debaixo desse casaco
And it's all a show / E isso é só um show
That kinda lovin' / Esse tipo de amor
Makes me wanna pull / Me fez querer
Down the shade, yeah / Abaixar as cortinas
That kinda lovin' / Esse tipo de amor
Yeah, now I'm never gonna be the same / Agora eu nunca, mais serei o mesmo

Não sei o que ele fez com sua bermuda, só sei que quando dei por mim nós já estávamos conectados, com movimentos rápidos Danny fazia com que minhas costas batesse de encontro a parede, desviei minha boca para seu pescoço enquanto embrenhava minhas mãos em seu cabelo e o puxava, talvez um pouco forte demais, os gemidos roucos de Danny preenchiam meus ouvidos me fazendo perder um pouco os sentidos.

I'm losin my mind, girl / Eu estou perdendo a cabeça, garota
'Cause I'm goin' crazy / Porque eu estou enlouquecendo
I need your love, honey / Eu preciso do seu amor, querida
I need your love / Eu preciso do seu amor

Sorte que a música que vinha não sei de onde estava alta, assim ninguém poderia nos ouvir, sentia a boca de Danny em meu pescoço e mantinha meus olhos fechados, não conseguia abri-los com a intensidade de sensações que me invadiam naquele momento.

Crazy, crazy, crazy for you baby
I'm losin my mind, girl
'Cause I'm goin' crazy
Crazy, crazy, crazy for you baby
You turn it on, then you're gone
Yeah you drive me

Chegamos ao ápice juntos e aos poucos Danny foi parando com os movimentos ate cessá-los completamente, encostando sua testa na minha. Mantive os olhos fechados enquanto nossas respirações se normalizavam. Quando abri os olhos encontrei duas orbes azuis me fitando com carinho.
Afastei Danny delicadamente para que eu pudesse ficar em pé, abaixei meu vestido percebendo que a bermuda de Danny estava em seus pés, dei uma risadinha enquanto Danny se ajeitava.
'Você não deveria ter vindo atrás de mim.'
Disse terminando de me ajeitar, os cabelos de Danny estavam super bagunçados, estavam piores que os meus quando eu acordo.
'Você sabe que isso não vai resolver as coisas não é, Jones?'
Cruzei meus braços e o encarei, Danny me encarou de volta enquanto fechava a camiseta.
'Eu tinha que fazer alguma coisa, não podia te deixar magoada comigo.'
'E você acha que me jogar na parede e transar comigo vai apagar as coisas que você me falou.'
Danny me abraçou encostando sua testa na minha, apoiei minhas mãos em seus braços.
'Me desculpe, eu não consigo controlar minhas reações perto de você, tudo que tem a ver com você me leva ao extremo, eu tenho medo disso. Eu nunca sei o que esperar, e eu odeio isso.'
'Tudo bem, eu também não devia te dito aquelas coisas. Acho melhor nós descermos, tenho que pegar minhas coisas e ver como a tá, e você tem que voltar para sua casa.'
'Certo, mais tarde eu volto.'
Balancei minha cabeça positivamente e Danny me deu um selinho, peguei minhas coisas no carro de Danny e subi para meu apartamento.
Quando entrei a casa estava em silêncio e as luzes apagadas, fui para o quarto e encontrei deitada na cama, me sentei ao seu lado e fiz carinho em sua cabeça. se remexeu e abriu os olhos.
'Que horas são?'
Perguntou com cara de sono.
'São seis e quinze. Desde que horas você esta dormindo?'
'Acho que desde as três, sei lá.'
'E como você está? Esta se sentindo melhor?'
Perguntei me deitando ao seu lado.
'Não sei realmente como estou me sentindo, acho que estou me sentindo enganada. Cara essa sensação é horrível.'
'Eu imagino, o Dougie disse que quer falar com você.'
fez uma careta e ficou quieta por alguns minutos.
'Acho que não quero conversar com ele agora, acho melhor esperar um tempo.'
'Você quem sabe.'
Dei de ombros e ficamos encarando o teto, eu podia imaginar como ela estava se sentindo e isso me assustava. Será que Danny se sentiria da mesma forma quando eu contasse toda a verdade a ele?
Eu odiava a idéia de vê-lo sofrer, eu sofria só de imaginar isso.
'No que você tá pensando piriguete?'
me questionou.
'No de sempre, em como contar pro Danny essa história.'
'Olha eu vou te falar como uma pessoa enganada, conta logo pra ele, vai ser melhor. Ele vai sofrer claro, mas há uma possibilidade de ele entender e vocês resolverem isso. Não deixe ele descobrir sozinho, isso vai magoá-lo. E eu te digo que isso dói muito.'
Senti uma lágrima escorrer por meu rosto, eu sabia que isso doía, eu já fui magoada. O problema é que eu simplesmente não conseguia nem me imaginar contando isso para ele.
'Eu não sei se consigo, só de pensar já dói.'
'Prima, vai doer muito mais se ele descobrir. E não vai doer só nele, vai doer em você também. Se você contar ele vai sentir que pode confiar em você por ter sido honesta, agora se ele souber de outra maneira o Danny não vai querer mais te ver na frente dele.'
'Eu sei.'
Foi a única coisa que consegui dizer, me lembrei de mais cedo, de toda discussão desnecessária, de como Danny ficava quando estava nervoso. Um arrepio subiu pela minha espinha.
'O Harry é gatinho.'
disse de repente me fazendo sorrir.
'Você tá encantada pelo Judd, e aí como foi?'
'Como foi o que garota?'
deu um sorriso travesso.
'Pode me contar, o Harry demorou para voltar.'
'Não aconteceu nada demais, ele me trouxe para casa, eu o chamei para entrar e ele aceitou. Ficamos conversando um pouco, ele é muito legal. Ele me disse também que o Danny parece um panaca quando o assunto é você.'
Sorri mais abertamente.
'Eu sabia que você ia fica toda boba, o Harry é um fofo, eu adorei ele. Você e o Danny podiam ter me apresentado ele ao invés daquele nanico traidor.'
'Prima o Harry tem namorada.'
'Eu sei, eu não tenho sorte. Mas ele me convidou para sair, me disse que me mostraria Londres.'
'Você já conhece Londres.'
'Mas ele não precisa saber disso né.'
'Você definitivamente não presta , você sabe que ele tem namorada né. Por favor não vá fazer nenhuma besteira.'
'Eu sei que ele tem namorada, mas ao contrário do anão de jardim, ele não me cantou nem nada, nós só conversamos.'
Ficamos conversando mais um pouco ali, até que decidi ir tomar banho. Danny apareceu umas duas horas depois com Harry. Comemos pizza e depois ficamos conversando. Eu poderia estar errada, mas eu sentia na atmosfera um interesse do Harry pela , eu sabia que ela tinha achado ele lindo, fofo e tudo mais, mas também sabia que se Harry estava interessado nela, ele teria que esperar resolver o lance dela com o Dougie, e Harry teria que resolver o namoro dele primeiro.

Já havia se passado uma semana e nada do Dougie aparecer para conversar com a , parecia até que ele estava fugindo dela. Já o Harry era outra história, sempre que podia ele dava um jeito de aparecer.
Estávamos na casa do Danny sem fazer nada, Danny e Tom estavam no estúdio trabalhando em uma musica, enquanto eu, Gio, e Harry estávamos jogados na sala assistindo um filme que passava na TV.
Dougie entrou saltitante na sala, mas sua feição feliz desapareceu assim que seus olhos caíram sobre deitada no sofá fazendo um carinho na cabeça de Harry.
'Oi gente.'
Ele disse um pouco sem graça, respondemos todos ao mesmo tempo exceto por que continuou prestando atenção na TV.
'Ei pequeno Poynter, por onde você andou? Senti sua falta.'
Harry disse e mandou um beijo para Dougie.
'Estava na casa da minha mãe, eu te disse que iria até lá.'
Dougie se sentou ao lado de Giovanna, ela assim como eu deve ter notado o clima tenso que pairava por ali, e tratou logo de chamar minha atenção.
', vamos lá no estúdio ver o que nossos namorados estão aprontando?'
'Vamos sim, Harry vem também. Não esqueci que você me prometeu que iria me ensinar a tocar bateria.'
Disse tentando fazer com que Dougie e ficassem a sós, minha prima me olhou me fuzilando, já Harry olhou de um lado para o outro e parece que uma luz se acendeu em sua cabeça, levantou rapidamente e veio ao meu encontro.
'Vamos, lá tem uma bateria que nós podemos usar.'
Assenti com a cabeça e fomos para o estúdio.

Capítulo 13

P.O.V
Deitada no sofá pude perceber que Dougie me olhava, mas não dei a mínima bola, queria que ele tomasse a iniciativa para que eu pudesse tentar entender o lado dele, deixando minhas grosserias de lado. Ele continuou sem falar nada então decidi sair dali, me levantei e fui saindo ate que senti sua mão me segurar pelo braço.
'Não espera, quero falar com você!'
Dougie disse com a voz fraca.
Me virei de frente para ele e cruzei os braços dizendo:
'Pode falar sim, desde que não seja mais mentiras, pois tudo que sai da sua boca parece ser mentiras!'
'Lamento ter mentido para você. Sei que o que eu fiz não tem perdão!'
'Pior que não tem mesmo. O que você tinha na cabeça moleque?'
'Não sei, fiz as coisas por impulso. Não percebi que poderia magoar uma pessoa que gosto tanto.'
'Você está medindo essas palavras? Dougie não faz sentido você dizer que me AMA como você falou aquela noite, ainda mais tendo uma namorada e nem ao menos me contar da existência dela.'
Dougie passou a mão em seus cabelos e se sentou.
'Eu me deixei levar.'
'Dougie só me responde uma coisa? Você realmente me ama?'
Nessa hora me ajoelhei e fiquei cara a cara com ele para que pudesse olhar em seus olhos.
'Não sei , eu gosto de você, de ficar ao seu lado, de conversar com você, mas não sei se é amor!'
'Então Dougie a melhor coisa a se fazer é cada um seguir o seu caminho, talvez até como bons amigos. Eu gosto de você, mas não o amo, só tenho um enorme carinho por você.'
' e o que rolou entre a gente da última vez que nós ficamos não significou nada?'
'Lógico que significou, mas sabe? Prefiro esquecer antes que eu ou você saia mais magoado ainda!'
'Se você prefere assim, respeito sua decisão.'
'Olha o que você me fez foi muito errado, mas eu já devia imaginar, mas vamos passar uma borracha em tudo, tudo mesmo e deixar que o destino nos guie!'
Dougie se levantou estendeu os braços me levantado, me deu um beijo na testa e me abraçou apertado sussurrando em meu ouvido:
'Você me perdoa mesmo? Você é especial e merece alguém melhor do que eu. Ah nunca vou esquecer nossos dias felizes juntos!'
Me afastei de Dougie com um sorrisinho no rosto e uma lágrima escorreu quando dei um pequeno beijo em seu rosto, peguei minha bolsa e saí. Antes de abrir a porta me virei e falei dando muita risada, mas ainda com lágrimas no rosto.
'Seu nanico filho de uma mãe, pau de amarra jegue, pau mole, cabaço, virgem, você me paga!!!'
Dougie com sorriso no rosto respondeu:
'Te amo !'
P.O.V off

Quando chegamos Tom e Danny estavam tocando violão. Gio se jogou em um sofá que tinha por ali e Harry se virou para mim.
'Você quer mesmo aprender a tocar bateria ou foi só uma desculpa pra deixar os dois sozinhos lá?'
'Eu até quero, mas não agora.'
Disse entortando a boca e me sentando no colo de Danny e o abraçando pelo pescoço, Harry se sentou no sofá em que Gio estava folheando uma revista.
'Essa revista aqui vai publicar um artigo sobre vocês na edição de aniversário dela.'
Giovanna disse mostrando a capa da revista, quase caí do colo de Danny quando vi de qual revista se tratava. Na capa havia escrito em letras enormes e bem conhecidas por mim “Range of Girls”. Meu coração deu um salto dentro do meu peito.
'Mesmo? E porque ninguém procurou a gente pra fazer uma entrevista?'
Tom perguntou colocando o violão no chão, sentou no braço do sofá e pegou a revista para olhar. Eu esperava desesperadamente que ninguém percebesse meu nome em qualquer parte da revista. Danny apertou um pouco o braço que estava ao redor de minha cintura levando a boca até meu ouvido.
'Qual o problema lindinha? Você me parece um pouco nervosa.'
'Não é nada, só estou preocupada com aqueles dois lá na sala.'
Danny beijou meu ombro.
'Não se preocupe, eles vão se acertar.'
Disse deixando o violão de lado e passando o outro braço ao redor de minha cintura.
'Eles ainda podem nos procurar, aí tá dizendo que seremos capa. Como eles fariam um artigo sobre a gente para a capa se não nos entrevistassem?'
Harry disse, e mais uma vez eu fiquei tensa. Mas que droga! Porque o Brian tinha que colocar essa porcaria antes mesmo da matéria ficar pronta.
'Gente nem da importância pra isso, eles certamente iram procurar vocês.'
Giovanna disse, me remexi desconfortável no colo do Danny, mas logo Tom começou com alguma conversa prendendo a atenção deles. Eu não conseguia prestar atenção em nada. Precisava falar com Brian.
Depois de ficar um pouco alheia a conversa fui para o jardim ligar para Brian. Não precisou chamar muito e ele logo atendeu.
'Nossa sua ligação era a última que eu esperava.'
'Brian, como você coloca uma nota na revista dizendo que o McFly vai ser capa da revista na edição de aniversário?'
Disse um pouco nervosa, meus olhos sempre na porta para não ser pega de surpresa.
' querida eu tinha que alertar os leitores, já estou até vendo o sucesso que vai ser.'
'Alertando os leitores e eles também né?'
Falei demais, como sempre fazia quando ficava nervosa.
'Como você sabe que eles viram a nota? O que a senhorita esta escondendo de mim?'
'Não estou escondendo nada, eu conheço eles só isso. Você não queria que eu fizesse o que você pediu pesquisando tudo na internet não é?'
'Hum, boa menina. E você é amiga de quem? De uma das namoradas de algum deles? Ou é amiga de algum deles? Ou melhor, ainda, você está tendo um caso com algum deles?'
Brian estava empolgado, enquanto eu ficava cada vez mais irritada.
'Não estou pegando ninguém – menti claro – trabalho como estilista deles.'
Disse a primeira besteira que me veio a cabeça, mas acho que ele engoliu.
'Eles tem uma estilista? Isso vai para a matéria não vai?'
Vi Danny abrir a porta da casa, merda, merda, merda, mil vezes merda.
'Eu preciso desligar, depois a gente se fala.'
'Algum deles esta perto não está? Me fala qual é.'
Nessa mesma hora Danny parou em minha frente, tentei não mostrar meu medo.
'Melhoras para você Kate, tchau.'
Desliguei o celular sem nem ao menos esperar Brian dizer alguma coisa. Olhei para Danny e sorri.
'Queria falar com você. '
Fiquei em alerta, OMG será que é agora que ele fala que descobriu tudo?
'Pode falar. ' - tentei sorrir, mas acho que não deu certo.
'Tá tudo bem com você? Você está estranha.'
'Não é nada amor, tá tudo bem.'
'Tem certeza?'
Balancei a cabeça afirmando, Danny pegou minha mão e me levou até um banco que havia por ali.
'A gente vai fazer um show aqui em Londres e eu queria que você fosse, depois nós vamos tirar uma folga antes de começar a trabalhar no novo CD. E eu estava pensando em ir para Bolton e quero que você vá comigo.'
'Achei que nunca iria ver o McFly tocar ao vivo, claro que vou. E quanto ir para Bolton eu não sei Danny. Quanto tempo você pretende ficar lá?'
'Quantos dias você puder ficar.'
Sorri e beijei de leve seus lábios.
'Vou ver quanto tempo posso ficar por lá e te aviso, quando vai ser o show?'
'Esse fim de semana, na sexta para ser mais exato. Aí a gente vai para Bolton no domingo a tarde.'
'Tudo bem.'
Depois de namorar um pouquinho com Danny no jardim, fui procurar para ir para casa e Dougie me disse que ela já havia ido embora, peguei minha bolsa e Danny me levou para casa, quando cheguei estava assistindo Edward Mãos de Tesoura e tomando sorvete, fui até a cozinha pegar uma colher, voltei e me sentei ao seu lado.
'E aí? Como foi?'
'Você é muito curiosinha piriguete.'
'Ah me conta logo vai.'
Disse pegando um pouco de sorvete.
'Tá vou quebrar o seu galho e vou te contar.' – e então ela começou a me contar tudo o que havia acontecido, fiquei impressionada em como a conversa foi civilizada.
'Foi só isso prima. Sabe não quis ofendê-lo e nem exagerar, pois esfriar a cabeça e um bom negocio antes de resolver algo.'
'Estou orgulhosa de você, se comportou como uma adulta.'
'Você está dizendo que eu sou infantil?'
'Claro que não, mas você tinha todo o direito de gritar e espernear se comportando feito uma criança, mas ao invés disso, você procurou ver o lado dele, espero que o Danny também se comporte assim.'
'Ele vai amor, não se preocupe.'
'Nós vamos ao show deles sexta, é a primeira vez que vou ver uma apresentação deles ao vivo.'
'Então temos que começar a ver nossas roupas, eu quero ir gatona.'
e a mania dela de achar que precisamos escolher roupas com antecedência.

Estava super nervosa, não sabia que roupa colocar, não sabia se a imprensa estaria lá, eu não sabia de nada mais.
estava super animada, já eu estava super nervosa.
'Piriguete relaxa, é só o show do seu namorado, arruma uma roupa super diva para aparecer ao lado dele.'
'É esse o problema , eu não posso aparecer ao lado dele. E se a imprensa estiver lá?'
Disse roendo minhas unhas, deu um tapa na minha mão me fazendo parar com o ato.
'Você vai estragar sua unha, e pára de encanar com esse negócio de que você não pode aparecer com ele. Ele é seu namorado o que tem demais vocês aparecerem juntos?'
'Eu não quero que o Brian saiba que a gente tá junto entendeu. Pelo menos não agora.'
'Manda esse Brian ir pra merda que é o lugar dele. Agora borá se arrumar que daqui a pouco alguém passa pra pegar a gente.'
Enquanto se encarregava de escolher uma roupa para mim, fui tomar banho. Durante o banho fiquei pensando no pouco prazo que me restava, eu tinha que arrumar uma maneira de dizer logo a verdade ao Danny, se ele não me aceitasse depois de saber a verdade, meus dias com ele estavam contados. Senti um aperto no coração, uma dor que nunca senti. Só de pensar na possibilidade de ficar longe dele.
Desliguei o chuveiro e fui me arrumar, assim que sai do banheiro entrou. Analisei a roupa que ela havia escolhido para mim, um vestido preto colado que dava até mo meio das minhas coxas, um sobretudo creme e um sapato também preto.
Me vesti e fui fazer a maquiagem, quando estava acabando saiu do banheiro e já foi se trocar. Terminei minha maquiagem e mandei uma mensagem para Danny avisando que já estávamos quase prontas. Ele não viria nos buscar, pois ele já estava no local do show, ele mandaria um carro para nos levar até lá. Quando voltei ao quarto já estava passando a maquiagem, e ela estava linda. Estava vestindo uma calça skinny clara, um camisão preto e um scarpin vermelho, vi um sobretudo preto em cima da cama, e deduzi que ela o colocaria.
Depois de estarmos prontas fomos para fora do prédio esperar o carro, que não demorou muito, um homem alto saiu do carro e veio até nós.
'Boa noite senhoritas, meu nome é Bob sou segurança do McFly e o Jones me pediu para vir buscá-las.'
'Boa noite Bob.' - eu e respondemos em coro.
Entramos no carro e fomos para o local do show, quando chegamos na rua da casa noturna onde seria o show fiquei espantada. Havia uma fila enorme com muitas pessoas, com cartazes e ursos de pelúcia nas mãos.
Haviam muitas meninas, com decotes e saias curtíssimas, mas haviam bastante garotos ali também. Entramos em um estacionamento localizado atrás da boate, quando desci do carro pude ver Fletch falando no celular, assim que ele nos viu acenou com a mão para que nós nos aproximássemos.
'Olá meninas, como estão?'
Disse assim que desligou o celular.
'Estamos bem sim, e você?' já respondi por mim e por .
'Bem também, venham vamos entrar.'
Ele nos guiou para dentro, o lugar parecia maior visto de dentro. Andamos por um corredor um pouco longo, e paramos em uma porta que tinha um papel escrito McFly. Dava para escutar as vozes e gargalhadas escandalosas - que eu reconheci ser a do Danny - vindas de dentro do camarim. Fletch bateu na porta e a abriu, Dougie e Harry estavam jogando vídeo game, Tom comia alguma coisa que eu não consegui identificar, e Danny estava em pé tentando atrapalhar a concentração de Harry.
'Acho melhor vocês começarem a se arrumar para entrar no palco, mais uns trinta minutos mais ou menos até a casa estar cheia, e as meninas chegaram.'
Fletch disse e já foi se retirando, entrei acompanhada por e fui direto abraçar Danny.
'Oi pra você também , eu estou ótimo e você?'
Harry disse enquanto eu dava um selinho em Danny.
'Oi Harry, eu estou muito bem, e aí Dougie, tudo certinho?'
'Oi , você tá animadinha hoje hein, viu o passarinho verde?'
Dougie disse sem desgrudar o olho da TV.
'Acho que ela viu o passarinho Jones mesmo, Dougie.'
Harry disse dando risadinhas, dei um tapa em sua cabeça mostrando a língua.
'Não liga pra eles , eles são idiotas.'
'Nossa o Tom tá de TPM, ou é falta da Gio mesmo.'
Dougie disse fazendo uma cara estranha, Tom mandou o dedo do meio para ele.
'Eu já vou falar com todo mundo de uma vez só e poupar meu tempo. Oi meninos, como estão? Espero que bem, eu estou ótima.'
disse e todos olharam para ela com um ponto de interrogação na testa, ela foi até o sofá e se socou no meio de Harry e Dougie.
'A Gio não veio?'
Perguntei a Danny enquanto tirava meu casaco, como não obtive resposta o encarei, Danny me olhava mordendo o lábio.
'Danny eu estou falando com você' – ele ergueu o rosto na direção do meu – 'A Gio não esta aqui?'
'Não, ela não veio, não estava se sentindo muito bem.'
'O que ela tem? É grave?'
'Não é nada demais, ela só estava com um pouco de dor de cabeça. Vamos dar uma voltinha amor?' – Danny estava com cara de tarado.
'O Fletch não pediu para vocês se arrumarem?'
'É rapidinho lindinha, quero te mostrar uma coisa.'
'Eu sei bem o que você quer mostrar Danny, mas acho melhor você começar a se arrumar e arrumar esse cabelo.'
Danny fez uma careta e foi até um espelho, eu o segui.
'O que tem de errado com meu cabelo?' – Danny dizia enquanto passa a mão pelos fios.
'Ele está feio amor.' – disse simplesmente, trocando suas mãos pelas minhas, tentando dar uma ajeitada no cabelo dele.
Depois de conseguir ajeitar o cabelo de Danny, ele e os meninos foram se arrumar para o show, eu e ficamos do lado de fora do camarim conversando. Fletch veio avisar os meninos que faltavam apenas dez minutos. Os meninos começaram a sair de lá de dentro todos muito bonitos, mas o mais bonito era o meu namorado, com sua camiseta branca, sua calça jeans escura larga e caindo, e seu tênis super branco.
Danny me abraçou pela cintura colando sua boca na minha, pousei minhas mãos em seus braços – seria muito perigoso deixá-las perto de seu cabelo - o beijo era calmo e carinhoso, alguém pigarreou ao nosso lado e nos separamos, olhei em sua boca para ver se não estava manchada de batom.
'Boa sorte Jonão, me mostra o rock star que existe dentro de você.'
Dei uma piscadinha, e Danny sorriu. Seguimos de mãos dadas pelo corredor até que chegou a hora de nos separar, Danny ainda me deu um selinho, antes que Bob levasse eu e até uma área vip para que nós pudéssemos ver o show.
Nós duas tínhamos uma vista privilegiada do palco de onde estávamos. Era uma espécie de cabine que devia ser usada por DJs que tocavam na boate, só ficamos nós duas ali.
'Você e o Dougie estão se comportando direitinho.' – disse enquanto esperava o McFly entrar no palco.
'Combinamos de ser amigos, eu estou tentando.'
'Eu sei, e esta se saindo super bem.'
Abracei de lado e sorri para ela que retribuiu, as luzes se apagaram e a gritaria começou. Logo os meninos entraram no palco e eu assisti um show incrível, Danny tocava tão bem guitarra. Com certeza eles arrasavam em cima do palco, eles nasceram para isso.
Quando eles tocaram Not Alone Danny olhou diretamente para mim, sorri instantaneamente, me lembrando do dia em que escutei essa música pela primeira vez.

Capitulo 14

Depois que o show acabou eu e fomos para o camarim, eles já estavam lá, enquanto babava no Harry sem camisa, fui até Danny.
'Parabéns, vocês arrasaram .' – o abracei pouco me importando que ele estava todo suado.
'Eu sei, a gente sempre arrasa.'
'Nossa amor, sempre me surpreendo com a sua modéstia.'
'Eu só falo a verdade lindinha.'
'A imprensa vai estar aí na hora que nós sairmos?' – perguntei temendo que a resposta fosse sim.
'Provavelmente, por quê?'
'Você sabe que não me sinto bem Danny, não quero que fiquem explodindo flashes na minha cara.'
'Eu posso pedir para o Bob levar vocês para casa.'
'Eu gostaria muito, você vai lá pra minha casa né?' – perguntei fazendo biquinho.
'Vou sim, só vou tomar um banho aqui e já vou. E nem pense em tirar esse vestidinho.'
'Seu tarado, pode deixar não vou tirar.'
Demos um selinho e eu fui falar com que se divertia com Dougie e Harry.
'Prima vamos para casa?'
'Ah prima eu vou sair com os meninos, eu sei que o Danny vai pra lá e não quero ficar de vela.'
'Vocês a levam embora depois?' – perguntei para Harry e Dougie que assentiram.
Me despedi de todos e fui para casa, depois de uma hora mais ou menos Danny chegou.
'Você não tirou mesmo o vestido.'
Disse já enlaçando minha cintura.
'Eu disse que não iria tirar, estava esperando você chegar para me ajudar.'
Mordi seu lábio inferior e passei a língua em seguida, Danny atacou minha boca furiosamente, parecia que nossas línguas estavam batalhando uma com a outra. Danny deslizou a mão por minhas costas e apertou minha bunda me levando às cegas para o quarto, ele me deitou na cama se deitando por cima, Danny levou a mão até meus cabelos e os puxou de leve levando minha cabeça um pouco para trás, seus beijos desceram para meu pescoço enquanto uma de suas mãos adentravam meu vestido apertando minha coxa.
Coloquei minhas mão por baixo de sua camiseta e passei minhas unhas de leve em sua barriga, subi as mãos levando a camiseta junto até conseguir tirá-la, eu podia transar com Danny todos os dias e ainda sim cada vez era diferente, mas as mesmas sensações ainda estavam ali, as borboletas sempre faziam festa na minha barriga, um simples toque seu me arrepiava inteira, sensações que eu duvidava que sentiria algum dia na minha vida se não fosse com ele.
Conversamos um pouco antes de pegarmos no sono, eu estava decidida que contaria a verdade para ele em Bolton ou assim que voltássemos, não podia adiar mais que isso.
Acordei me sentindo leve, talvez pela noite que tive, ou talvez por ter decidido contar tudo logo para Danny, saí devagar de seu abraço para não acordá-lo, ele devia estar muito cansado. Fui até a cozinha sem fazer barulho, fiz café e encontrei um bilhete de pregado na geladeira.
"Prima fui dar uma volta por Londres, tirar umas fotos para mandar para família, não me espere para almoçar devo voltar só no fim do dia, hoje quero passear bastante, aproveita para curtir seu namorado! Beijos te amo."
Sorri com o bilhete, tomei um pouco de café e voltei ao quarto. Danny ainda dormia feito uma pedra, me sentei ao seu lado e fiquei o observando dormir, sua expressão era tão serena, ele ficava mais bonito – se fosse possível – dormindo, acariciei seu cabelo e voltei a me levantar.
Liguei meu notebook e o coloquei em cima da mesinha que ficava em meu quarto, entrei no meu e-mail para ver se tinha alguma coisa, mas não havia nada, só algumas mensagens já lidas do Brian.
Minimizei a janela do meu e-mail e decidi apagar a matéria que tinha feito sobre os meninos, a primeira delas que era o objetivo de Brian. Abri o arquivo denominado segredos, passei meus olhos por ele e o minimizei com um alerta de e-mail que havia chego.
Era de meus pais, abri e li o que tinha no e-mail, respondi e já ia voltar ao que estava fazendo, mas a voz de Danny invadiu meus ouvidos me fazendo virar para ele.
'Amor, porque você acordou tão cedo?'
Sorri com a carinha de sono de Danny, fechei o notebook e fui até a cama me sentando.
'Já são quase meio dia, amor, nós podíamos fazer alguma coisa hoje, o que você acha?'
Disse enquanto mexia em seus cabelos.
'Por mim tudo bem.'
'Eu vou tomar um banho, eu fiz café se você quiser está lá na cozinha.'
Danny balançou a cabeça e eu fui em direção ao banheiro, entrei e me tranquei lá.

Danny P.O.V
Fiquei observando entrar no banheiro e fechar a porta, um sinal claro que ela iria mesmo tomar banho e que não era para eu entrar lá.
Me levantei resolvendo tomar o café pra ver se eu acordava de vez, peguei minha calça que estava perto da mesinha onde o computador da estava e a coloquei, vi que ela havia esquecido o notebook ligado e o abri para desligar.
Assim que levantei a tela uma mensagem de e-mail piscou, ela tinha deixado o e-mail aberto também, e não sei bem por que o e-mail me chamou a atenção.
"De: Briancollins@rangeofgirls.com
Para: nessymarcon@rangeofgirls.com
Assunto: matéria."
Eu conhecia esse Range of Girls de algum lugar, mas de onde? Dei mais uma olhada, mas o tal matéria que estava no assunto do e-mail me chamou a atenção. A curiosidade falou mais alto e abri o e-mail. Quando meus olhos caíram no que estava escrito, senti um arrepio na espinha, não dos arrepios bons, dos ruins mesmo.
" espero que você tenha tido algum progresso na sua matéria, seu prazo está acabando, e eu preciso de alguma coisa. A edição de aniversário já está chegando e eu preciso revisar tudo antes de publicar. Vai ser corrido, mas tenho certeza que vai valer à pena."
Fiquei meio confuso com o e-mail, todas aquelas coisas de matéria, prazo, edição de aniversario só estavam me confundindo. Fechei o e-mail, e pude ver que havia vários outros desse tal de Brian, escolhi um qualquer e abri.
Ele estava tão confuso quanto o outro, para mim pelo menos, mas uma coisa me chamou a atenção, na verdade uma palavra me chamou a atenção, jornalista.
Arregalei meus olhos, peguei o notebook e sentei na cama, quando já ia abrir outro e-mail meu olhos focaram em uma coisa no canto inferior da tela, uma janela onde estava escrito segredos. Mais uma vez a curiosidade falou mais alto e abri a janela, e antes não tivesse feito. Não dizem que a curiosidade matou o gato?
A primeira coisa que saltou aos meus olhos foi “a famosa banda britânica McFly” depois dali em diante, não conseguia ler, só via algumas coisas destacadas, meus olhos passaram focando nas frases mais chocantes e como num estalo tudo se encaixou.
Matéria, prazo, edição de aniversário, segredos, Range of Girls... Jornalista.
Eu via ali na minha frente a vida dos meus amigos e minha própria vida exposta, vaca. Senti uma lágrima descer por minha bochecha e a enxuguei rapidamente, vaca, vaca, vaca. Encarei a porta do banheiro ainda fechada, mentirosa, ordinária. Encarei novamente a tela a minha frente não acreditando que aquilo estava realmente acontecendo.
Joguei o notebook de qualquer jeito na cama e vesti minha roupas em um tempo recorde, não queria olhar na cara dessa vadia, não agora pelo menos, ou ela teria mais uma coisa para colocar na porra da matéria dela, e seria agressão.
Eu queria gritar, meu peito doía de um jeito que acho que não conseguiria explicar, parecia que meu coração estava sendo triturado. Peguei minhas chaves e saí rapidamente daquele lugar. Quando finalmente entrei no meu carro, as lágrimas começaram a cair com força. Eu parecia uma criança de cinco anos chorando, só me lembro de ter chorado assim quando meus pais se separaram, quando meu pai traiu minha mãe.
Traição,a pior coisa na vida de alguém, ser traído por alguém que você ama, por alguém que você seria incapaz de machucar. Acho que não levei nem dez minutos para chegar a minha casa, estacionei de qualquer jeito, saí do carro e bati a porta com a maior força que consegui, pude ver Tom colocando o lixo para fora, mas nem me importei. Saí pisando duro até a porta da minha casa, a qual também bati com a maior força que consegui. Peguei um vaso que estava por ali e joguei na parede, Tom entrou correndo assim que o vaso se espatifou na parede, não me importei com a presença dele ali e continuei jogando tudo o que encontrava pela frente.
'Dan, cara o que tá acontecendo?'
'Ela é uma vadia Tom, ordinária, vaca mentirosa.'
'Ela quem? A ?'
'Essa biscate mesmo, ela me traiu.'
Tom fez uma expressão chocada.
'Tem certeza, vocês não passaram a noite juntos?'
'Antes aquela vadia tivesse colocado um chifre em mim, ela é a porra de uma jornalista que tava só me usando pra escrever uma matéria sobre a gente, sobre os nossos "segredos".' – fiz aspas com os dedos, Tom abriu a boca, mas nada saiu dela, ele me abraçou e lá estava eu chorando de novo, patético.
'Como você descobriu isso?'
Me soltei de Tom e encostei na parede escorregando por ela até me sentar no chão.
'Eu vi a matéria.'
Foi só o que eu disse, e voltei a chorar. Tom se afastou e pegou o telefone, e começou a discar. Nem me importava para quem ele estava ligando, eu só queria nunca ter conhecido aquela mulher na minha vida. Depois de desligar Tom se sentou ao meu lado e ficou em silêncio, logo Dougie e Harry entraram como dois furacões em minha casa, ninguém falou nada apenas se sentaram ao meu lado e eu voltei a chorar.
Danny P.O.V off.

Capítulo 15

(Coloque para carregar http://www.youtube.com/watch?v=bT1GXvjNkNg)

Saí do banho com meu roupão e Danny não estava mais no quarto, olhei em volta e suas roupas também não estavam mais por ali, foi só então que reparei que meu notebook estava aberto em cima da cama, minhas pernas fraquejaram na hora, não era possível que ele tenha descoberto agora. Caminhei lentamente até a cama, peguei o notebook e me sentei.
Fechei meus olhos com força quando li o que estava na tela, ele tinha visto. Abri os olhos novamente e passei a matéria todinha ela já estava pronta há mais de um mês, mas não tive coragem de entregá-la, eu já estava com a outra matéria que era bem diferente daquela pronta para entregar. O Danny devia estar me odiando, sem pensar muito peguei minhas roupas, as vesti e saí correndo de casa, peguei um táxi que por sorte estava parado em frente ao meu prédio e fui na direção da casa de Danny, eu precisava explicar toda a história para ele, ele teria que entender. Eu precisava dizer que o amava, precisava dizer que eu era uma idiota por ter aceitado fazer essa matéria estúpida.
Quando o táxi parou na frente da casa paguei o motorista e corri para a porta, mas antes de fazer qualquer coisa parei, fiquei encarando a porta pensando no que iria falar. Respirei fundo e apertei a campainha.
Quem me atendeu foi Gio, ela me olhou sem expressão e como ela não disse nada eu quebrei o silêncio.
'O Danny tá aí?'
'Está, mas não sei se ele vai querer falar com você, acho que você nem deveria ter vindo, você já conseguiu o que queria de nós, deveria deixar o Danny em paz.'
'Gio, por favor eu te explico tudo depois, mas eu preciso falar com o Danny.'
'Eu acho que não tem nada para ser explicado, mas se ele quiser falar com você eu que não vou impedir, espera aí.'
Ela disse séria, nem me mandou entrar, certo eu estava esperando meu namorado do lado de fora da casa dele. Não demorou muito e Gio, voltou sozinha, meu coração se apertou, será que ele não queria falar comigo?
'Ele disse para você entrar, ele está te esperando no estúdio.'
Uma chama de esperança se acendeu dentro de mim, talvez nem tudo estivesse perdido, quando passei pela sala pude ver todos os meninos ali, Dougie estava sentado no chão com os braços apoiados nos joelhos, Harry estava no sofá e Tom ao seu lado, nenhum deles me olhou. Passei direto e fui para o estúdio, entrei sem bater mesmo.
Danny estava sentado em uma cadeira olhando para uma janela de costas para mim. Comecei a ficar nervosa, tentei falar, mas minha voz parecia ter se perdido em algum lugar dentro de mim.
(coloque a música)
Danny p.o.v :
Por mais que ela tivesse sido silenciosa a ouvi entrar no estúdio, não conseguia encara-la, tinha medo de olhar para ela e ver que tinha perdido a pessoa que eu amava.
Let me hold you/Deixe-me abraçá-la
For the last time/Pela última vez
It's the last chance to feel again/É a última chance de sentir novamente
But you broke me/Mas você me quebrou
Now I can't feel anything/Agora eu não consigo sentir nada
'Não foi coincidência aquele dia no pub não é? Desde que você falou comigo a primeira vez foi planejado não foi?'
Essa pergunta estava martelando minha cabeça desde que fora para o estúdio ficar sozinho. Nada além de que eu fui fodidamente iludido se passava por minha cabeça. Lembrar de tudo o que vivera com ela até ali só me fazia me sentir pior.
When I love you/Quando eu te amo
Rings so untrue/Soa tão falso
I can't even convince myself/Eu nem consigo me convencer
When I'm speaking/Quando estou falando
It's the voice of someone else/É a voz de outra pessoa

Ela não falava nada, e apesar saber que seria insuportável olha-la eu tinha que fazer. Me virei lentamente em sua direção, ela estava chorando, mas sinceramente isso não me fez sentir nada. Aquela não era a , era uma estranha.
Oh it tears me up/Oh isso acaba comigo
I try to hold on but it hurts too much/Eu tentei me manter firme, mas dói demais
I try to forgive but it's not enough/Eu tentei perdoar, mas não é suficiente
To make it all okay/Para tornar tudo bem

'Você não precisa mais fingir, já tem o que queria. Pode nos deixar em paz agora.'
Me perguntava o que ela ainda queria, o que eu queria é que ela me deixasse para sofrer em paz.
'Danny, as coisas não são assim. Tem tantas coisas que eu queria te falar. Me desculpe. Eu não sou perfeita.'
You can't play on broken strings/Você não pode tocar em cordas quebradas
You can't feel anything/Você não consegue sentir nada
That your heart don't want to feel/Que seu coração não queira sentir
I can't tell you something that aint real/Eu não posso te dizer uma coisa que não é real

Eu queria poder acreditar em cada palavra que ela fosse dizer, mas eu simplesmente não podia. Olhando para seus olhos eu não conseguia enxergar ali a única garota que eu realmente amei, eu só conseguia enxergar uma pessoa de coração frio, capaz de pisar nos sentimentos das pessoas para conseguir o que quer.
Oh the truth hurts/A verdade dói
A lie's worse/E mentiras são piores
I cannot give anymore/Não posso oferecer mais nada
When I love you a little less than before/Quando eu te amo um pouco menos do que antes

'Eu não quero ouvir o que você tem a dizer. Eu não quero te ver nunca mais, não quero uma pessoa como você perto de mim, perto dos meus amigos. Eu te dei o que jamais dei pra nenhuma garota, sempre fui fiel, mesmo com um monte de mulher atrás de mim, porque eu te amava e achei que você também me amasse. E agora eu descubro que tudo era uma grande mentira, você é toda uma mentira. E eu não quero viver uma mentira, não quero viver a sua fantasia.'
Oh what are we doing/Oh o que estamos fazendo
We are turning into dust/Nós estamos nos transformando em pó
Playing house in the ruins of us/Brincando de casinha em nossas ruínas

Ela soluçou passando as mãos no rosto para enxugar as lágrimas, eu queria poder ficar com ela, mas não tem como fingir que nada aconteceu, não tem como fingir que ela entrou na minha vida interessada em algo que eu poderia dar a ela.
Running back through the fire/Correr de volta através do fogo
When there's nothing left to say/Quando não há mais nada pra salvar
It's like chasing the very last train/É como perseguir o último trem
When it's too late/Quando é tarde demais

'Eu te amo Danny, eu queria muito que você me entendesse. Você acha mesmo que eu seria capaz de te magoar?'
Deu um passo em minha direção, conseguindo em troca um sorriso totalmente cínico meu.
Oh it tears me up/Oh isso acaba comigo
I try to hold on but it hurts too much/Eu tentei me manter firme, mas dói demais
I try to forgive but it's not enough/Eu tentei perdoar, mas não é suficiente
To make it all okay/Para tornar tudo bem

'Eu não amo você, nem ao menos sei quem você é. A que eu amava não existe, e se ela não existe, o amor também não existe. Eu realmente espero que consiga seus objetivos, tudo o que você queria, tudo que você lutou bravamente para conseguir. Deve ser algo realmente importante, já que você não se preocupou em passar por cima de muita gente. Você é a pior espécie de pessoa que eu já conheci.' – Só depois de ter dito, vi como aquelas palavras faziam sentido para mim.
Aquela não era a minha .
You can't play on broken strings/Você não pode tocar em cordas quebradas
You can't feel anything/Você não consegue sentir nada
That your heart don't want to feel/Que seu coração não queira sentir
I can't tell you something that aint real/Eu não posso te dizer uma coisa que não é real

'Por favor Danny, me escuta. Só me escuta.'
Peguei seu braço com mais força do que eu pretendia, não me importei. Fui tomado pela raiva, pela dor, pela decepção, pela desilusão e pela perda. Eu não queria ouvir mais nada que pudesse me machucar ainda mais.
'Eu não quero escutar porra nenhuma que você tem para falar, se estiver faltando alguma coisa na sua matéria, marque uma entrevista.' - soltei seu braço, antes que pudesse machuca-la. Pela primeira vez naquela tarde eu vi que não queria ficar longe dela, mas não podia insistir mais no nosso relacionamento e me machucar ainda mais.
Oh the truth hurts/A verdade dói
A lie's worse/E mentiras são piores
I cannot give anymore/Não posso oferecer mais nada
When I love you a little less than before/Quando eu te amo um pouco menos do que antes

'Agora some daqui, eu não quero ver você nunca mais, e se precisar de alguma coisa não me procure.' – ela ainda tentou argumentar, mas fui mais rápido, tudo o que eu queria era acabar logo com aquilo – 'E não adianta você dizer nada, eu não acredito em mais nada que você me fale, você é uma mentirosa e eu tenho nojo de você, sai da minha casa e da minha vida.'
E então ela engoliu o choro e saiu, senti uma lágrima descer por meu rosto. Passei a mão a enxugando me obrigando a não chorar mais por ela.
But we're running through the fire/Mas estamos correndo por meio do fogo
When there's nothing left to say/Quando não há mais nada para salvar
It's like chasing the very last train/É como perseguir o último trem
When we both know it's too late/Quando nós dois sabemos que é tarde demais

Voltei a sentar na cadeira olhando através da janela sem realmente ver e toda a nossa história se passou pela minha cabeça. Eu tentei pensar em uma forma de entender o porquê de ela ter feito o que fez, mas machucava muito pensar que cada toque, cada beijo, cada palavra de amor, foi planejado por ela. Eu fui enganado por uma das pessoas que eu mais amava na vida e nesse momento a única coisa que eu queria era esquecer que um dia a conheci.
You can't play on broken strings/Você não pode tocar em cordas quebradas
You can't feel anything/Você não consegue sentir nada
That your heart don't want to feel/Que seu coração não queira sentir
I can't tell you something that aint real/Eu não posso te dizer uma coisa que não é real
Oh the truth hurts/A verdade dói
A lie's worse/E mentiras são piores
I cannot give anymore/Não posso oferecer mais nada
When I love you a little less than before/Quando eu te amo um pouco menos do que antes

Não consegui mais segurar as lágrimas, então as deixei vir, quem sabe elas levariam toda a dor que agora eu sentia.
Oh you know that I love you a little less than before/Oh, você sabe que eu te amo um pouco menos que antes
Let me hold you for the last time/Deixe-me abraçá-la pela última vez
It's the last change to feel again/É a última chance de sentir novamente

Danny p.o.v off
Saí da casa de Danny arrasada, uma chuva fina começava a cair, mas não me importei, fui caminhando pela rua sem realmente ver a direção que estava tomando, meu coração parecia esmagado por um peso enorme e eu era a única culpada disso, nunca pensei que iria me envolver tanto nessa história e aqui estou eu, chorando igual uma criança enquanto a chuva engrossava me encharcando.
Só fui perceber que estava indo embora a pé quando cheguei ao meu prédio, estava me movimentando automaticamente.
Tomei um banho e abri meu closet e logo avistei um moletom de Danny que estava jogado por ali, o peguei e o vesti, me deitei na cama e abracei o travesseiro que exalava o perfume de Danny, minha cama toda cheirava a ele, chorei ainda mais, me encolhendo, não sei por quanto tempo fiquei chorando até pegar no sono.
Acordei com uma mão acariciando minha cabeça, por um segundo achei que poderia ser Danny, mas aquele não era seu toque. Abri os olhos e as orbes verdes de minha prima me encaravam.
'Prima, tá tudo bem?' – apenas neguei com a cabeça, meus olhos já estavam marejados - 'O que aconteceu?
Ela perguntou e eu me sentei na cama.
'O Danny, me odeia. Ele descobriu tudo, e não quer mais me ver.'
Solucei e minha prima me abraçou tentado me confortar, mais uma vez dormi depois de chorar até meus olhos não agüentarem mais.
Fiquei uma semana em casa pensando em como minha vida tinha dado uma reviravolta, em alguns meses eu estava totalmente apaixonada por Danny, devia ter previsto que isso aconteceria, é impossível não se apaixonar por ele.
Todos esses dias só ficava em casa me lamentando, estava na hora de erguer a cabeça e seguir em frente, minha vida tinha que continuar, afinal, Danny estava seguindo a vida dele, todo dia com uma mulher diferente – sim me torturava procurando saber dele como eu podia - decidi começar a seguir minha vida também ou pelo menos tentar.
Me levantei e fui até a mesinha que ficava em meu quarto, peguei meu pen-drive dentro da gaveta, liguei meu notebook, abri os arquivos das matérias que tinha feito, coloquei o pen-drive no notebook copiei uma das matérias e apaguei a outra.
Tomei um banho, troquei de roupa e liguei na revista avisando Brian que meu artigo estava pronto e o estava levando para que ele revisasse e o publicasse.
Peguei um táxi e fui para a redação da revista, cheguei e Brian já me esperava com um sorriso no rosto.
'Já era hora, demorou um bocado para essa matéria ficar pronta hein, espero que valha a pena.'
Ia dizendo enquanto íamos para sala dele.
Brian conectou meu pen-drive no computador e começou a ler a matéria.
' que merda é essa?'
'É a matéria que eu fiz sobre o McFly.' – respondi simplesmente enquanto ele ficava cada vez mais sério.
'Cadê aquela matéria esplêndida que você estava escrevendo?'
'Eu achei melhor publicar essa aí, a outra era muito dramática e apelativa.'
' Marcon acho melhor você parar com a brincadeira e me entregar a matéria.'
'A matéria está aí Brian, e se não gosta dela sinto muito, mas é a única que tem a outra eu já deletei do meu computador.'
'Você fez o que?' – Brian começou a ficar vermelho – 'Eu te mandei fazer uma coisa e você fez outra, se você não me aparecer aqui amanhã com o que eu pedi eu demito você.'
'Então pode me demitir, porque eu não vou te dar aquele artigo, aliás ele nem existe mais.'
'Você é muito burra, eu posso acabar com a sua carreira que mal começou agora mesmo garota.'
'Que seja, você queria um artigo sobre o McFLY e aí está, se não esta bom pra você eu não posso fazer nada.'
'Pode sair e passar no RH para assinar sua demissão.'

Não disse nada, apenas peguei meu pen-drive e saí da sala, passei no RH e fiz tudo que tinha de fazer, é agora eu sou uma mulher desempregada.
Sorri e fui para casa, precisava começar a procurar um emprego, ou morreria de fome.
1 mês depois
Acordei sentindo uma bile subir por minha garganta, dei um salto na cama correndo em direção ao banheiro levantando a tampa do vaso e rapidamente despejando o pouco que havia conseguido comer noite passada.
Quanto mais o odor do vomito invadia minhas narinas, mais ânsia eu sentia. Me ajoelhei em frente ao vaso, e logo as mãos de estavam segurando meus cabelos.
Quando não havia mais nada para colocar para fora, o mal estar se foi tão rapidamente como veio. Me sentei passando as mãos em meu rosto para enxugar as lágrimas que estavam em meus olhos devido ao esforço.
'Estou começando a ficar preocupada com você. Você anda vomitando demais, acho melhor procurar um médico.'
Disse visivelmente preocupada.
'Não preciso de médico, estou bem. Deve ter sido alguma coisa estragada que comi ontem.'
Me levantei sob o olhar de , fui ate a pia para lavar minha boca.
'Você deve estar comendo muita coisa estragada ultimamente, todo dia você fica assim. Sem contar que às vezes até o cheiro da comida te faz enjoar, você não usa mais perfume porque ele te enjoa. Estou começando a achar que você está grávida.'
encostou-se na parede com os braços cruzados, todo o sangue do meu corpo congelou, eu não queria nem pensar nessa hipótese.
'Isso é impossível, faz um pouco mais de um mês que não transo com ninguém, e quando eu estava namorando eu tomava remédio. Ou seja, impossível. Esses enjôos devem ser estresse.'
Disse tentando convencer a mim mesma de que essa possibilidade estava descartada.
'Sua menstruação já veio?' – Ela ainda me analisava minunciosamente, como se quisesse ler meus pensamentos. Respirei fundo me virando para ela.
'Não, mas deve ser o estresse.' – saí do banheiro a escutando bufar.
'Fala sério , quer se enganar até quando? Vamos até a farmácia comprar um teste de gravidez e acabar logo com isso. Se você estiver grávida, vai precisar ir ao médico.'
Passei as mãos pelo cabelo, estava nervosa. Eu sabia que ela tinha razão, mas não conseguia aceitar o fato de que pudesse estar gravida. Eu tomava remédio, isso é impossível não é?
'Ok, vou trocar de roupa.'
Fomos até a farmácia que havia perto de casa, pegou uns cinco testes de uma vez. Quando passamos no caixa, ao notar que a senhora do caixa nos olhava estranho soltou um "é pra ter certeza absoluta", e ao ver que a senhora não mudou a expressão emendou um "tá olhando o que? Compro quantos testes quiser" o que me fez dar uma cotovelada nela e sorrir para a senhora que fechou ainda mais a expressão. Pagamos o teste e caminhamos de volta para a casa.
Quando chegamos em casa tomei muita água, fui até o banheiro e fiz os testes, roía minhas unhas enquanto esperava os minutos para ver os resultados, quando finalmente chegou a hora respirei fundo e olhei um por um.
'E aí? O que deu? Vai prima eu já to nervosa.'
estava impaciente ao meu lado, peguei os testes e dei na mão dela.

Capítulo 16
Inspira, expira, positivo, inspira, expira, positivo... E foi assim com o restante, todos positivos, o ar já não saia mais dos meus pulmões, era como se o tivessem congelado ali.
Só quando tocou minha mão percebi que estava tremendo, isso não podia estar acontecendo comigo, eu sabia que ela falava alguma coisa, mas o som da sua voz parecia um zumbido. Minha visão ficou turva e logo algumas lágrimas desciam por meu rosto. Tentei engolir a bola em minha garganta e prestar atenção no que ela dizia.
'Prima respira, você vai sufocar. Não entra em pânico, não há motivos. Você vai ser mãe e isso é maravilhoso.' – Foquei seu rosto que dizia totalmente ao contrário, ela também estava em pânico.
'O que eu vou fazer agora? O que eu vou dizer pros meus pais? Como eu vou criar essa criança, se nem um emprego eu tenho?' – minha voz estava estrangulada, como isso foi acontecer?
'Eu vou estar aqui pra te ajudar.' – ainda tentava em vão me acalmar.
'O que eu vou dizer pro Danny?' – essa pergunta ficou no ar, apenas me abraçou enquanto eu afundava em lágrimas, agora sim eu acreditava que quando as coisas estão ruins elas podem sim piorar.
2 semanas depois
Avistei uma Starbucks do outro lado da rua, depois de sair de mais uma entrevista fracassada de emprego, suspirei atravessando a rua. Entrei no ambiente quente e aconchegante, pedi um chocolate quente e fui me sentar em uma mesa no canto, um pouco isolada, precisava colocar as ideias no lugar.
Se já estava difícil arrumar um emprego antes, imagina agora grávida? Eu sempre falava que estava grávida, queria ser honesta. dizia que eu não devia contar, mas eu sabia que eles pediriam exames para me contratar. Quando não era isso, era o fato do Brian ter me queimado na praça. Ele realmente era um filho da puta.
Meu dinheiro estava acabando, e logo não teria mais nada. Eu ainda pensava em como minha vida deu uma reviravolta. Uma hora eu era a recém formada batalhando um sonho, na outra eu estava dormindo por interesse com um rockstar, depois eu estava apaixonada por ele, logo depois o perdi porque fui covarde e fraca e no segundo seguinte me descubro grávida e desempregada. Eu precisava urgente de um emprego, o que seria do meu filho se eu não conseguisse nada? estava trabalhando de garçonete em uma boate, ela me ajudava bastante, mas não era a obrigação dela. Logo ela teria que se preocupar com a faculdade e eu realmente não queria atrapalha-la.
'?' – virei meu rosto para ver quem era, tive uma enorme surpresa.
'Lizzy?' – ela sorriu, há quanto tempo eu não a via? Me lembro que nos conhecemos quando fui cobrir um evento musical. Me levantei a abraçando.
'Quanto tempo, você está muito bem. E ai me conta as novidades.' – Disse me soltando e se sentando a cadeira ao meu lado. Dei um sorriso triste a ela.
'Ah, as coisas estão indo.' – voltei meus olhos ao copo em minha mão.
'Epa. Estão indo? Como assim estão indo? O que aconteceu?' – me encheu de perguntas. Nós não ramos o que se pode chamar de melhores amigas, mas Lizzy era uma excelente pessoa.
'Não quero te encher com meus problemas.' – passei a mão pelo rosto suspirando. Minha vida estava uma bagunça.
Ela pegou minha mão que estava na mesa me olhando solidária.
'Você não vai me encher, pode conversar comigo.' – sorriu me encorajando, sorri de volta. Um sorriso triste, ainda sim um sorriso.
Então eu contei, desde quando aceitei fazer o artigo até a hora em que nos encontramos, ela me ouvia atentamente. Enquanto contava minha história trágica a ela, não pude evitar algumas lágrimas.
'Nossa, que história .' – Disse apertando um pouco minha mão. 'Você já pensou em procurar o pai do seu filho?'
'Sim, já pensei sim, mas nas circunstâncias em que tudo aconteceu ele não iria acreditar em mim, acho que se eu estivesse no lugar dele também não acreditaria.' – suspirei vendo Lizzy entortar a boca.
'Eu acho que posso te ajudar.' – disse mechendo em sua bolsa.
'Como?' – perguntei curiosa, a vi tirar o celular da bolsa e sorrir para mim.
'Você vai ver. ' – piscou discando alguns números e levando o aparelho à orelha.
'Rob? Você está onde?' – pausou esperando a resposta. – 'Você ainda precisa de uma assessora de imprensa?' – outra pausa, e eu já não estava entendendo mais nada. - 'Hum, eu tenho uma amiga que esta precisando de trabalho, ela é de confiança.' - outra pausa – 'Ok, daqui a pouco estou aí.'
Desligou e sorriu para mim.
' acho que te arrumei um trabalho.' – alargou mais o sorriso de dentes brancos perfeitos.
'Que trabalho? Não estou entendendo Lizzy.'
'Meu irmão é ator, ele acabou de gravar um filme. E assim, nós não esperávamos que seria um sucesso, e agora a agente dele esta procurando uma assessora de imprensa pra ele. E como você esta desempregada e grávida, acho que pode ficar com o emprego.' - ela piscou na minha direção, eu estava confusa demais.
'Lizzy eu to grávida, como vou assessorar seu irmão?' – perguntei desanimada, eu já não tinha mais esperanças.
'Meu irmão é muito legal , vou contar sua história para ele. Tenho certeza que ele não vai se negar a ajudar. Vai ser uma troca, você ajuda ele e ele te ajuda.' – sorri com o fio de esperança que nasceu em mim. - 'Eu tenho que ir, vou falar com ele. Me passa seu número que eu te ligo.'
Trocamos os números de telefone e nos despedimos com um abraço. Fui para casa feliz, afinal eu poderia estar empregada, contei para que disse que iria torcer por mim. Por fim fiquei esperando a ligação de Lizzy, que veio ao anoitecer.
Marcamos de nos encontrar em um pub, ela disse que o irmão estaria lá com a a gente. Tomei banho e me arrumei o mais formal possível, me desejou boa sorte e rumei para o único fio de esperança que eu tinha.
Cheguei ao pub e pude notar que era muito discreto, quando entrei olhei a minha volta e logo avistei Lizzy, que assim que me viu me chamou com a mão.
Me aproximei da mesa onde mais duas pessoas estavam, uma mulher loira e um rapaz com um capuz na cabeça, não consegui ver seu rosto nem quando ele olhou para mim, o lugar já era escuro e com o capuz ficava difícil ver seu rosto. Os cumprimentei sentando a mesa.
A primeira a falar foi a mulher loira, seu nome era Julia, ela era a agente do Robert, ela me explicava tudo sobre o trabalho. Dizia as viagens que teria de fazer, e quando já estava me perguntando se ela sabia da minha gravidez, ela mesma tocou no assunto.
'Acho que quando sua barriga crescer e essas coisas o Rob vai estar gravando, então acho que não precisamos nos preocupar com isso.'
Preciso dizer o alívio que senti? Ela sorriu e eu retribui, conversamos por mais um tempo, o Robert falava muito pouco sobre o assunto.
Julia disse que tinha que ir embora e que antes da viagem que teríamos que fazer dali a duas semanas me mandaria o contrato de trabalho.
A viagem era o que mais me perturbava, eu teria que me adaptar a um novo lugar.
'Não se preocupe, você se acostuma, Los Angeles não é tão ruim assim.'
A voz masculina me assustou, olhei em direção ao Robert que havia tirado o capuz da cabeça e me encarava.
'Vou ter que morar lá?' – Ele sorriu, ele era lindo.
'Não, você só vai ter que ficar lá quando eu estiver por lá.'
Ficamos no pub por mais algumas horas, Rob era muito legal, em poucos instantes já conversávamos como se fossemos velhos conhecidos. Fui embora sentindo como se um peso fosse tirado de minhas costas, conseguir o emprego me animou um pouco, agora eu teria como dar uma vida decente ao meu filho.
Uma semana depois assinei o contrato, nessa semana me encontrava com Rob todos os dias, para que pudéssemos nos conhecer melhor. Ele era um amor de pessoa, procurava me animar sempre e até já dava palpites sobre o nome do meu filho, tenho que dizer que era um mais sem noção que o outro. Ah, ele disse que se eu resolvesse que não queria ser uma mãe independente - ele dizia que mãe solteira soava maldoso demais - ele se casaria comigo sem problemas. Claro que ele estava brincando, estar com ele fez os dias passarem rapidamente e quando vi já estava na correria com os preparativos da viagem.
'Daqui a uma semana estaremos no states, prima acho que você deveria contar pro Danny. Ele tem o direito de saber.' – dizia enquanto se preparava para tomar banho.
'Eu sei, mas não tenho coragem.' – me deitei na cama abraçando um travesseiro.
'Você tem que contar, não pode simplesmente sumir. Essa criança merece ter um pai, prima, não é justo com ela, nem com o Danny. Faça a coisa certa.'
entrou no banheiro e eu fiquei pensando no que ela tinha dito, e ela tinha razão. Até quando eu iria continuar ferrando minha vida por medo? Levantei sentindo uma súbita coragem. Me arrumei rapidamente, quando terminava de calçar o tênis saiu do banheiro.
'Onde você vai?' – começou a pentear os cabelos.
'Vou falar com o Danny. Você tem razão, sempre teve. Eu fui medrosa, e o que isso me trouxe?'
sorriu, me levantei pegando minha bolsa.
'Boa sorte, qualquer coisa me liga.' – nos abraçamos e saí jogando um beijo no ar.
Peguei um táxi e fui até a casa de Danny, quando cheguei tive que respirar fundo algumas vezes antes de tocar a campainha. Demorou um pouco, mas a porta finalmente se abriu, Danny pareceu um pouco surpreso ao me ver, encostou o ombro na parede e cruzou os braços me encarando, ele parecia cansado.
'O que você quer aqui?' – ignorei o tom frio dele.
'Eu preciso conversar com você.' – disse sentindo toda a minha coragem sair junto com as palavras.
'Não quero falar com você, achei que tinha deixado bem claro.'
'Danny o que eu tenho para conversar é sério.' – Ele fez uma expressão debochada.
'Quando você vai entender que não quero nenhum tipo de contato? Me deixa em paz garota. Larga do meu pé, não quero ninguém atrás de mim. Não quero você, deu pra entender ou tá difícil? Procura alguma coisa de útil pra fazer e me esquece, porque eu já te esqueci faz tempo.'
Eu não iria chorar na frente dele por mais que eu quisesse, suspirei para tentar conversar numa boa.
'Eu só vim aqui porque eu realmente preciso conversar com você. Danny por favor, não torne as coisas mais difíceis.'
E então uma voz enjoativa soou lá dentro.
'Quem é Danny? Você vai demorar?'
'Não é ninguém importante, eu já estou indo honey.' - virou o rosto em minha direção com a expressão dominada por deboche. - 'Não quero saber de nada que venha de você. Quero mais que você e suas crises existenciais vão para o inferno. Como você pode ver, eu estou ocupado.'
A última coisa que vi foi a porta em frente ao meu rosto. Ele bateu a porra da porta na minha cara.
Virei as costas e saí, eu havia tentando falar com ele, mas se ele não queria me ouvir eu não poderia fazer mais nada.
Depois que contei a o que havia acontecido, ela queria fazer um escândalo, mas a convenci que não valia a pena. Um escândalo só traria mais problemas, eu não poderia me dar ao luxo de perder o meu emprego, o que eu tinha que fazer agora era tentar organizar minha vida. Depois que estivesse estabilizada eu veria o que iria fazer em relação ao Danny. Agora eu precisava garantir um futuro digno ao meu filho que não tinha culpa de nada o que havia acontecido.
Fechei minha mala enxugando uma última lágrima que descia pelo meu rosto. Olhei as coisas ao meu redor e respirei fundo. Começaria uma vida nova, deixando pra trás minhas metas, meus antigos sonhos, minhas lágrimas e junto com tudo isso a pessoa que me ensinou o que é amar. Olhei minha barriga que já estava começando a aparecer e mesmo sem querer sorri. Sorri por que apesar de tudo, havia valido a pena, eu tinha ganhado o melhor presente que alguém poderia me dar. Estava partindo para uma nova vida, e uma parte de Danny Jones seguia comigo nela.




FINALIZADA


N/A Nessy: Oi gente, então não fiquem bravas por não terminarem essa primeira parte da fic com o Danny ok? Vou tentar explicar o porquê desse final para que vocês não fiquem muito bravas comigo. Quando começamos a escrever a fic foi meio complicado, eu já tinha essa ideia a muito tempo, mas nunca tive coragem de escrever, a Joanna me encorajou, e acabou que ela entrou nessa também e começou a escrever, vou sentir uma falta imensa dela. Eu não sabia desenvolver muito bem as historias antes de começar a escreve-la, e hoje relendo ela eu vejo como eu evolui, esse último capítulo eu acrescentei algumas coisas. Bom quando começamos a escrever My lies estávamos meio perdidas ainda, ai eu escrevi o último capítulo e nos achamos na história, esse capítulo foi o primeiro a ser escrito, desde o inicio já teria esse final. Eu queria um final realista, o Danny nesse capítulo foi um pouco cabeça dura, mas eu acredito que pessoas magoadas por alguém que gostam fiquem um pouco cabeça dura mesmo. Bom agora tem um filho no meio da história, um filho que por mais que o Danny possa estar magoado não iria ignorar. Espero que ninguém tenha ficado decepcionado com o final, que não é realmente um final, é o fim de uma fase digamos assim. Bom a segunda parte já esta quase pronta, só não sei se alguém vai querer ler. Não posso esquecer de agradecer a toda força das minhas amigas lindas que me ajudaram tanto Mayh, Angie, Divadodanny. Obrigada suas lindas, sempre aguentando meus surtos no msn, vocês são demais. Bom por último quero agradecer a cada uma de vocês que leram, comentaram, ficamos muito felizes de saber que vocês estavam gostando da fic. Vou calar meus dedos, mais uma vez obrigada a todas e nos vemos em My Lies 2 : That's The True.
Ps: Não posso deixar de agradecer a Haata, nossa beta linda. Espero que ela queira betar a segunda parte cof cof viu Haata cof cof . E claro a minha coisa linda co-autora Joanna, sabe que eu te amo né bitch?
Quem quiser bater um papo pode me chamar no meu twitter @vanesil.
Beijossss

N/A Joanna: Olá pessoas lindas, espero que vocês estejam MUITO FELIZ com mais um final de fanfic kkk (ironia on) bom, sei que o final não está agradando a todos, pois sempre esperamos o lindo menino ficar com a mocinha mais bela kkk mais a nossa não foi assim, queríamos ser um pouco dramáticas, causar um impacto, mas só para deixa-las mais ansiosas!
Já adianto que a fic My Lies terá sua segunda parte, não adianta implorar, chorar não irei contar NADA sobre a parte 2 vocês iram ter que ler e ficarem cada vez mais nervosas! Uma coisa só a parte dois falta pouco para acabar ;) kk........ múaaaaaaa
Eu quero agradecer muito a vocês que lêem, que nos deixam comentários que nos animam cada vez mais para darmos o melhor e fazer uma fic boa (não é aquela coisa que se diga NOSSAAAA VOCÊS ARRASAM kkkkk), as meninas que em alguns capítulos nos ajudaram com ideias, a nossa SUPER beta Haata que teve a paciência gigante de aguentar eu e a !
Bom já falei demais! Espero mesmo que vocês nossas leitoras lindas ? continuem aqui com a gente *-*
Um ótimo final de ano feliz natal adiantado para todassssssss!!
Beijoss By:Andreza Joanna

N/Revisora: Invadindo a fic um pouquinho haha Foi uma delícia revisar cada capítulo dessa fic e, apesar dos pequenos probleminhas da minha parte, as meninas são autoras super talentosas e lindas que não desistiram de mim! E no que depender de mim não precisa nem perguntar porque é uma honra revisar a segunda parte dessa fic! Que venha 2012 e mais My Lies (: xx

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