I Can't Help Falling In Love With Me

Autora: Naomi S. e Jess P.
Status: Em Andamento
Revisada por: Hata
Categoria: Dougie Poynter Fics
Sub-Categoria: LongFic - Romance/Comédia
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Aonde eu estou? Minha cabeça dói. Por que eu não consigo lembrar de nada de uma hora atrás? Só me lembro de coisas não muito recentes. E esse cheiro de álcool em minha roupa me deixa tonto. É incrível! Mesmo do jeito que eu estou ela não sai da minha cabeça. Estou começando a me lembrar do por que eu estou aqui, e de onde estou; meu subconsciente não esta sendo bom comigo! Foi nessa praça que eu a conheci, só de me lembrar dela faz nascer um sorriso em meu rosto, porem é ela que faz ele sumir. Ela não tem noção do que faz comigo, não tive sequer um dia com o céu limpo desde quando ela se foi e levou com sigo uma parte de mim.
Não me arrependo te ter a conhecido, foi com ela que tive meus melhores dias e noites, ela era meu vício, não consegui viver sem vê-la, e agora... Já se faz quatro meses que não tenho nenhuma notícia dela. Minto; tenho notícias até demais, porém nenhuma que me deixasse feliz. Como uma pessoa pode mudar a vida de outra desse jeito? É como se a tempestade parasse quando ela chega e o céu fica limpo o dia todo. Ainda me lembro como era minha vida com ela, foram os melhores tempos e dias com aquela que me ensinou a viver.
Capítulo um – Começo da primavera
Já era a segunda semana de primavera, as árvores estavam todas floridas e sobrava uma brisa que fazia as flores caírem, fazendo o chão ficar cheio delas. Eu estava deitado no chão tentando pegar o sol fraco que batia. De vez em quando algumas meninas vinham até mim com todo o cuidado pra pegar um autógrafo, mas nada que me atrapalhava. Até que uma hora fui pisoteado por uma mulher que passava todo apresada e aparentemente se xingando.
- Aii – falei passando a mão sobre meu peito onde recebi a pisada de salto alto.
- Me desculpe, – ela se virou rápido e foi ao meu encontro – te machuquei?
- Se eu não ficar com um buraco em meu peito...
- Sinto muito mesmo! – ela parecia estar preocupada.
- Não foi nada! – disse parando de olhar minha mão e olhei-a, e ela era incrível! Tinha os cabelos ondulados, eram um pouco vermelhos, sua pele era lisinha, seus olhos eram castanhos com um pouco de verde, tinha um batom vermelho em sua boca.
- Você está bem? – ela estalou os dedos na frente do meu rosto, acho que eu fiquei a fitando – acho que eu acertei seu rosto!
- Não, eu estou bem mesmo – falei me levantando – me desculpa te fiz se atrasar!
- Já estava! E tudo aparenta que eu já não tenho mais emprego! – disse se sentando na grama e bufando – Ainda bem que eu já estava prestes a me demitir!
- Me desculpa! Não quis fazer isso.
- Você não tinha como saber, você só estava deitado... – ela começou a olhar as árvores e virou me olhando e estendendo a mão – Juliana!
- Dougie. – a cumprimentei – Prazer!
- O mesmo! – falou soltando minha mão e indo pegar seu celular que tocava.
- Alo!
- Você vai demorar? – deu para ouvir a voz de uma moça gritando do outro lado da linha.
- Sinto muito, mas eu não trabalho mais aí! – ela falou virando os olhos e fazendo careta.
- Como assim? Você não vai vir mais? A Amanda vai te matar...
- Olha Sophia eu já falei com a Mandy e ela já sabe que eu iria sair, falei com ela ontem!
- OBRIGADA POR ME DEIXAR!
- Pára de escândalo mulher! Eu vou na sua casa no final de semana!
- Tá! Beijos então...

Ela desligou e ficou olhando o topo das árvores, e se deitou e abraçou sua bolsa.
- Trabalha com o que? – perguntei ao me deitar do lado dela.
- Decoração de interiores! – ela se virou e ficou me olhando nos olhos – e você?
- Sou baixista!
- De que banda? – ela ainda me fitava, porém desviou seu olhar para sua mão onde tinha caído um flor – Flor de cerejeira, conhecia como a flor da felicidade!
- Uhu! Como você sabe disso? – eu falei levando uma flor no rosto.
- Minha mãe trabalhava com flores, árvores, hortaliças... – ela colocou a flor no cabelo, fazendo ela ficar terrivelmente linda – Você ainda não me respondeu em que banda!
- McFly! – falei colocando a flor que caiu em mim no chão, vi ela se levantar rápido
- Eu ganhei um CD de vocês hoje quando fui comprar o jornal. – ela falou tirando o CD da bolsa e me mostrando – Por que vocês estão dando o CD?
- Publicidade... – me sentei e fiquei vindo ela olhar atenta para o CD – o que foi?
- Estou vendo as faixas... Outro dia ouvi uma música muito linda no rádio, – ela aparentava procurar o nome da música – ela falava que queria colocar o coração no plástico bolha...
- Bubble Wrap!
- Que? – ela se virou rápido e ficou me olhando.
- O nome da musica é Bubble Wrap! E não está nesse CD.
- Ah... Achei muito linda, me fez chorar! – ela ficou um pouco corada depois que falou isso e se escondeu com a mão.
- Sabe de uma coisa? Estou precisando de alguém para decorar minha nova casa... E estava pensando se você pode fazer isso?
- Ah SÉRIO? – ela se levantou rápido e deu alguns pulos – Ah finalmente!
- Finalmente? Você ainda não decorou nenhuma casa?
- Não... Só faz três meses que me formei. – ela voltou a se sentar e pegou uma blusa em sua bolsa – Está ficando frio e tarde!
- É verdade – olhei para o relógio – já está escurecendo!
- Ok então... Vou deixar meu telefone caso você me escolha mesmo pra decorar sua casa – ela me entregou um papel com seu número e saiu andando tentando lutar contra o vento.
Ela era tão incrível, animada e parecia estar feliz com tudo. Guardei o seu número em meu bolso e fui saindo da praça, já estava anoitecendo e as luzes estavam sendo acesas. Cheguei em casa e olhei a sala, estava toda bagunçada, porém tinha móveis bons... Na minha opinião! Tirei algumas peças de roupas que estavam em cima do sofá e algumas... Digamos cuecas, sim eu não sou o cara mais limpo do mundo! Mais foda-se eu sou lindo e toco muito! Eu sou um cara lindo, todas me querem então isso é uma coisa banal!
Acabei de arrumar minha casa, não está toda limpa, mas dá pra enganar, espero que a Juliana não note que ainda está sujo. Vou ligar pra ela e ver se ela esta disponível amanhã para dar um olhar aqui, peguei seu número em meu bolso e disquei o número. Tive que ligar duas vezes pois ela não atendia, na terceira finalmente consegui.
- Alo! – ela atendeu e parecia que tinha acabado que correr.
- Oi! Aqui é o Dougie...
- Ah! Oi Dougie, então está me ligando por quê?
- Pra saber se você pode vir aqui em casa e fazer um milagre!
- Ah! Mentira! Eu pensei que você estivesse só me cantando ou coisa do tipo! Então tá, que tal às duas?
- Da tarde?
- Não da manhã Dougie! É lógico! – ela falei em meio de risos era uma risada linda – Desculpa...
- Não foi nada, meus amigos fazem a mesma coisa comigo!
- Então tá bom! Tchau – ela desligou na minha cara e eu fiquei ali com o telefone no ouvido ainda.

Quem aquela menina pensa que é pra desligar o telefone na minha cara? Ninguém faz isso comigo! Essa menina tá se achando demais! Vou sair pra beber que eu ganho mais.

Capítulo dois – Diferente.
Tinha acabado de chegar à boate, minha favorita! Tinha mulheres, bebidas e mulheres. A primeira coisa que eu fiz foi ir para o bar, pedi uma cerveja e o barman já me entregou me sentei pra olhar se tinha muitas garotas bonitas, e tinha! Uma mais linda do que a outra, porém nenhuma que eu quis puxar conversa, mas me chamou a atenção uma menina loira, estilo surfista, levantei e fui em sua direção, a toquei no ombro e ela se virou mostrando seus lindos olhos azuis. A garota era incrível, pele um pouco morena, loira, olhos verdes, um sorriso lindo e uma boca carnuda, infelizmente não consegui muita coisa; pois ela não falava muito bem inglês então não deu para conversar. Fui até o bar de novo e voltei a minha velha posição. Pois além dela ninguém me chamou a atenção, estava prestes a ir embora quando eu ouvi uma voz que eu já tinha ouvido.
- Oi, por favor, um coração de fogo – era ela, .
- Agora mesmo, linda – o barman falou e só pude ouvir ela soltar um riso abafado.
Virei-me um pouco para tentar observar, ela estava sentada olhando a parede enquanto batinha suas unhas no balcão, o barman chegou e lhe entregou o drink que estava com uma peque chama em cima do morango, quando ela ia saindo o barman entregou um papel, provavelmente com seu telefone, ela pegou e saiu. Não pude ver como ela estava pois o bar é um pouco escuro, mas quando ela foi pra pista e passou bem em baixo do globo de luz pude ver como ela estava linda. Estava usando um vestido tomara que caia preto e uma sandália de também preta, porém vermelho na sola, não entendo por que isso? Ela era muito linda e já estava um pouco alegre, pude notar quando ela jogou o cabelo para frente que tinha uma tatuagem nas costas. Era na verdade seis desenhos, cinco eram de coroas e só um era uma nuvenzinha preta, não entendi o porquê desse desenho, mas talvez eu perguntasse pra ela amanhã!
Eu não estava bravo com ela? Quem consegue ficar bravo com aquela garota com rosto de boneca? Ela fazia todos os problemas sumirem só de olhar em seus olhos. Ela estava voltando para o bar porém com uma amiga, pegaram duas cervejas, ouvi a amiga dela falando que iria dançar mais enquanto ela iria ficar ali. A vi procurar alguma coisa em sua bolsa era o celular dela que tocava, ela atendeu e só pude ouvir algumas coisa, eu sei, sou muito curioso que ela aparentava preocupação.
Ouvi as seguintes frases: “Já é daqui a seis meses Harry?”, “Não pode falar pra vovó que eu não quero fazer isso?”, “Mas o Will pode fazer isso, eu sou mulher não posso! Ok então até, te amo!”. Harry? Will? Que menina estranha, mas eu não tenho nada com a vida dela, porém o que mais me deixou confuso foi a última frase: “O mundo vai ficar confuso, talvez só a Inglaterra mesmo!” como assim? Confuso? Isso é muito estranho, porém acho que não deve ser tudo isso. Comecei a suspeitar que era sobre ETs mas logo mudei de ideia.
Isso estava me deixando louco, fui para casa, fiquei pensando que deveria ter falado com ela. Mas infelizmente não pude, mas acho que poderia sim, só estava ela e a amiga que sumiu depois de deixar a no bar. Chegando em casa fui tomar um banho e me deitar, amanhã ela vem aqui em casa e vai deixar isso aqui enfim com cara de casa de verdade. Vou deixar ela fazer tudo, pintar, comprar os moveis, e coisas assim. Fui dormir pensando como ela ira fazer as coisa.
Acordei com o sol batendo em meu rosto, me xinguei pois tive que me levantar só para fechar a cortina, ao me deitar novamente notei que já era meio dia, ela chegaria as duas, me levantei mais rápido que pude, tirei minha roupa e liguei o chuveiro, senti a água fria bater em meu corpo, que me ajudou a acordar, mas logo ficou quente. Saí do banho e peguei uma bermuda preta e uma blusa branca. Fui para sala e dei mais uma limpada, depois disso, foi tomar café, minha cabeça estava a ponto de explodir, minha ressaca nunca foi tão grande, não sei como não cai correndo daquele jeito pra tomar banho. Ouvi meu celular tocar corri para atender.
- Alo! Dougie? – era .
- Oi, sou eu sim!
- Bom como eu falei ontem eu vou a sua casa e tudo mais, porém você tem que me falar onde é sua casa!
- O meu Deus, como sou burro! – bati a mão direita na testa – Me desculpa! Me espera naquela praça que eu te conheci.
- Ok, tchau! – ela falou desligando e de novo na minha cara, acho que já é costume dela, um costume muito do ruim!

Saí de casa e tranquei a porta, essas horas me deixam estressado por eu não saber dirigir. Fui caminhando com passos largos até chegar na praça onde pude avistar ela de longe, pois usava um blusa com uma alça só amarela, porém muito vibrante, um short jeans e um tipo de um chinelo, honestamente não sei como chama aquilo; logo quando me viu tirou seus óculos escuros e deu provavelmente seu melhor sorriso, sorri de volta e fui em sua direção.
- Hey! – ela falou me dando dois beijos no rosto – Tudo bem?
- Tudo sim e você?
- Tudo ótimo, vamos? – ela falou colocando seus óculos e pegando sua bolsa que estava no banco.
- Vamos!
O caminho todo fomos conversando, eu falei a ela que ela teria carta branca pra fazer o que quiser em casa e ela foi logo me chamando de louco, porém aceitou. Quando chegamos a minha casa ela pediu licença e entrou, deu uma boa olhada em volta e falou que teria que fazer a planta da casa e me perguntou seu eu tinha cachorro, se sei cuidar de planta; falei que eu não sei cuidar nem de mim quando mais de uma planta, ela meu uma gargalhada gostosa e prendeu seu cabelo deixando sua tatuagem a vista de novo. Foi medindo os cômodos da casa e eu fiquei a fitando e olhando sua tatuagem que tanto me deixava confuso; não posso falar muito, pois a minha é sobre um alien e a Terra, não tem muito sentido para os outros. Ela notou que eu estava a observando.
- Vai ficar ai me olhando? – ela falou anotando alguma coisa em um papel e nem olhou pra mim.
- Er... Desculpa – falei levando uma dos minhas mãos a nuca.
- Tudo bem. Você me deixa pintar as paredes? – ela falou olhando nos meus olhos e me deixando em transe – Dougie?
- Hã? – falei olhando bobo pra ela – Ah pode sim eu deixei você fazer tudo o que quiser aqui!
- Oh! Desculpa aí ô eu tenho dinheiro – ela falou entre risos e se sentando no sofá e eu dei uma gargalhada e me sentei ao seu lado.
- Que comer algo?
- Leu meus pensamentos? – ela disse me vendo indo pra cozinha e pude a ouvir se levantar se me seguir – O que você come? Salada?
- Não – ela soltou um riso abafado – Quero um belo sanduíche.
- Pensei que garotas comiam só salada e tofu... – falei pegando as coisas na geladeira.
- E abrir mão das coisas boas? Nunca – ela disse levantando a mão e fazendo careta.
Comecei a fazer os lanches e ao mesmo tempo falando muito com ela, peguei rápido amizade com ela; normalmente só fico com elas, mas com ela é diferente.

Capítulo três – Idiota e estúpido. (Coloque para carregar: http://www.youtube.com/watch?v=q22gnHovf9E)
- Você só pode estar brincando? – ela me disse logo quando entramos na loja.
- Não, estou falando muito sério.
- Ok! Então você escolhe e eu só falo se é legal ou não – ela colocou a mão na cintura e ficou olhando pra mim.
- É lógico que não. Pode escolher tudo e sem reclamar.
Como eu tinha prometido a deixei escolher todos os novos móveis. Ela demorou até aceitar a minha ideia, porém concordou. Ela foi escolhendo com todo o cuidado e me falando onde iria colocar cada coisa, eu não entendia nada do que ela falava. Em um momento ela me disse que iria falar com um funcionário se tinha o modelo que ela queria de cortina em branco, fiquei a olhando e ela estava linda, mais ainda do que no dia que eu a conheci, no dia da festa e ontem. Usava uma blusa branca um pouco grande escrito: I Love E.T em preto, com uma jaqueta de couro por cima, calça legging, que mais parecia couro também e uma sapato de salto alto preto. Ela acabou de falar com o cara e veio até mim.
- É estrela do rock, acho que vamos ficar sem aquela cortina!
- Tudo bem, ainda sim vai ficar lindo, pois é você que vai fazer.
No mesmo momento que eu falei isso ela ficou vermelha e deu um sorriso tímido me fazendo sentir um total idiota. Como não pude notar isso? Eu já estava tendo uma queda por ela. Depois de termos comprado alguns móveis fomos até uma loja de tinta que tinha li perto. Entramos na loja e ela foi até uma parede grande com amostras de tinta, ela foi escolhendo de cada parte da casa e pedindo minha opinião; coisa que não deu muito certo, mas acabei escolhendo a cor do meu quarto, da sala, do banheiro e da sala de música. Assim quando saímos da loja pude ouvir meu estômago roncar, já eram duas horas da tarde, então a chamei para almoçar em um restaurante novo que tinha ali perto, ela aceitou. Fui caminhando e a olhando, cada traço do seu rosto era lindo, seu olhar, seus olhos, seu jeito de morder o lábio inferior e sua boca. Ela era perfeita!
Chegando e o lugar ela bonito, as paredes em cor de marrom, luminárias grandes com luzes brancas e outras amarelas, as mesas eram cobertas por toalhas brancas e as cadeiras eram marrons. Um lugar muito agradável, pedi mesa pra dois e logo fomos levados até o nosso lugar. Puxei a cadeira para que ela se sentasse e puder ouvir ela falando que eu era um cavalheiro, depois me sentei com aquele velho sorriso de bobo no rosto. Fique a olhando, ela olhava ao redor e então ela se virou pra mim e falou:
- Vocês sabia que é um pouco estranho ficar sendo fitada?
- Er... Desculpa!
- Acho que eu já ouvi isso hoje! – ela falou apoiando a cabeça nas mãos que estavam sobre a mesa – Vamos pedir?
- Vamos – chamei o garçom e olhei pra ela – Pede primeiro!
- Sim?
- Vou querer… – ela falou olhando o menu – Quero esse peixe ao molho branco!
- E o senhor? – ele se virou pra mim.
- O mesmo, porém sem salsinha!
- OK, com licença!
Ficamos esperando e ela foi puxando assunto, falei sobre a minha banda, do outros caras e como cada um é, comecei com o Harry, falei que ele é o típico nojento e engraçado; Danny é o lerdo, bobo e um amigão, e por último o Tom, disse que ele é o cérebro que o Danny não tem a fazendo soltar uma gargalhada. Nossos pedidos enfim chegaram e notei que não tinham tirado a salsinha como tinha pedido.
- Que palhaçada é essa? – soltei apontando para o prato.
- O seu pedido senhor!
- Eu pedi sem salsinha, seu idiota!
- Dougie, ele não tem culpa de nada – ela falou me olhando séria.
- Lógico que tem! Esse estúpido não sabe nem anotar um pedido certo!
- O único idiota e estúpido que eu vendo aqui é esse na minha frente, que esta dando um show por nada. Agora você vai pedir desculpa ao – ela parou pra ler o nome do moço – Anderson, e tentar ter um almoço cordial e agir como uma pessoa adulta e civilizada. - ela se sentou e ficou me olhando, voltei a olhar o garçom que estava olhando pra baixo, pedi desculpas e ele aceitou, comecei a comer e pude notar que ela não me olhava por nada desse mundo; ela estava aparentemente brava e ela tinha os motivos certos. Eu fui grande idiota, ela esta tão irritada comigo; como eu posso fazer ela voltar a falar comigo?
- Quer sobremesa?
- Não obrigada – ela mantinha seus braços cruzados e olhava para a taça de vinho quase vazia, coloquei minha mão na mesa e comecei a ouvir alguns barulhos estranhos, mas nem liguei.
- Me desculpa – pedi olhando ela levantar a cabeça e me olhar nos olhos – eu...
- Tá tudo bem, Dougie!
- Não, não está tudo bem!
- Só... Esquece! Vamos? Já estou começando a ficar com dor de cabeça!
- Ok, vamos!
Me levantei e fui pagar a conta, chegando ao caixa comecei a ouvir aqueles mesmos barulhos estranhos; depois de pagar fomos em direção a porta, fui na frente, no mesmo momento em que eu abri a porta fiquei cego de tantas luzes piscando; o flash de cada câmera me deixava cada fez mais cego. Entrei rápido e notei que estava com uma cara de paisagem, era óbvio que ela não era acostumada com isso.
- Vamos sair pelos fundos – disse pegando sua mão, senti como se estivesse levando um choque quando a pele dela tocou na minha, sai perguntando se tinha saída pelo fundo e me falaram onde, fui andando em passos largos sendo acompanhado por ela que tentava tirar seu sapato de salto. Chegando lá a coloquei atrás de mim e fui ver se tinha alguma coisa lá fora; quando abri a porta, não tinha ninguém, não ouvia nada e também não via nada.
- Vem! – a puxei pra fora.
- Você sempre passa por isso?
- Não, só quando estou acompanhado, o que é muito difícil!
- Sei!
Fomos andando, estávamos de mãos dadas ainda e ela nem notava, ou parecia que não. Só separou nossas mãos quando uma senhora passou por nós e falou que formavamos um lindo casal, ela soltou minha mão e entrou em uma farmácia que estávamos em frente, me deixando totalmente sozinho.
- Quero uma caixinha de aspirina, por favor – ela batia suas unhas no balcão.
- Algo mais? – o farmacêutico falou colocando a caixa do remédio em cima do balcão.
- Você sabia que aspirina deixa as pessoas surdas! – falei me juntando a ela, e sendo ignorado.
- Só isso – ela disse pegando o dinheiro.
- É mal educado ignorar os outros?
- Pessoas como você merecem serem ignoradas. – ela falou saindo da loja.
- Olha aqui menina, quem você pensa que é?
- Sou um ser humano melhor do que você – ela se virou e me olhou nos olhos e voltou a andar.
- Se é por causa do que eu fiz no restaurante, eu já pedi desculpas!
Ela parou de novo e me olhou nos olhos, mas dessa vez foi um pouco diferente, seus olhos me olhavam totalmente diferente, como se ela estivesse decepcionada comigo, quando eu pensei que ela iria gritar comigo ela acabou soltando sua voz mais doce.
- Dougie, o fato de você pedir desculpas não faz a pessoa deixar de se sentir magoada, o jeito que você tratou ele foi humilhante, isso não se faz com ninguém, nem com cachorro quanto mais pessoas! – ela voltou a andar e foi indo em direção ao parque, fiquei um pouco vendo ela ficar longe e a vi comprar uma água e pegar seu remédio, fui até ela e me sentei ao seu lado, me deitei e pude sentir que ela fez o mesmo.
Coloque a música agora.
- Vamos começar de novo?
- O que? – levantei e ela fez o mesmo
- Oi, meu nome é Dougie! – falei estendendo a mão.
- , prazer – ela entrou na brincadeira e me cumprimentou.
- O prazer é todo meu, vem aqui sempre?
- Às vezes! Moro aqui perto...
- Você poderia me levar pra sua casa!
- Acho que é um pouco estranho levar desconhecidos a sua casa!
- Não sou um desconhecido, nós acabamos de nos conhecer! – disse me deitando.
Senti ela se deitar, e bem em cima do meu braço, colocou sua mão em meu peito e segurei, como ela me fazia me sentir bem, eu amava como ela me fazia sentir, isso era como um meu vício. Ficamos ali; ela com os olhos fechados e eu olhando entre os topos das árvores, era tudo tão lindo, senti ela se mexer e levantar, ela me disse que tinha que ir e era pra eu a encontrar no dia seguinte, meio dia, ela iria me levar até a casa dela. Ela se sentou, me deu um beijo na testa, se levantou e foi embora; fiquei mas um tempo deitado quando sinto alguém me dando pequenos chutes.
- Oi!
- Oi dude, esta fazendo o que aqui? – falei me sentando.
- Passeando e você?
- Pensando!
- Cara, pára com isso, isso é coisa só para quem tem cérebro, deixa disso!
- Falou o cara mais inteligente da banda – soltei um riso abafado.
- Vai levanta, amanhã tem ensaio cedo, vai dormir! E tem uma entrevista na casa do Tom daqui a pouco!
- São cinco da tarde ainda!
- Eu sei! Por isso mesmo, vai lá.
- Ta Harry eu vou! E Harry, posso levar semana que vem no show um pessoa?
- Pode! Uma menina, imagino!
- Não, vou levar meu bisavô!
- Vai pegar a porcaria daquele baixo antes que eu te bata!
- Ah, não quero ir, eu sempre acabo pelado!
- Dessa vez vai ser diferente, eu juro!
- Você sempre fala a mesma coisa – falei me levantando e limpando minha calça.
Corri até em casa, peguei as coisa e fui até a casa do Tom; quando eu cheguei lá o pessoal já estava arrumando para gravar, fui até a cozinha e tinha uma moça fazendo chá junto com o Tom que fazia bacon. Depois de todo mundo comer começamos a gravar e no final, como sempre, acabei pelado, mas dessa vez foi jogando o jogo “eu nunca”, mas tenho certeza que a mulher fez isso de propósito! As perguntas eram sobre mim, eles sempre querem me ver pelado!
Depois disso fui pra casa, tomei banho, e pedi uma pizza; fui procurar meu celular, notei que tinha uma tinha uma mensagem da .
Oi Dougie, desculpa pelo o que eu falei hoje!
Tudo bem, eu sou isso que você falou.
Eu não estou me desculpando pelo que eu falei e sim por ter falado na sua cara!
Nossa! Tá, mudando de assunto, você gostaria de ir em um show essa segunda?
Está me chamando pra sair?
É mais ou menos isso! Você gostaria sim ou não?
Sim, adoraria! Mas de que banda?
Da minha!
Ok, então segunda que horas?
Às sete! Vou te buscar em casa.
Então ta! Beijos.




CONTINUA


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