E a Lenda continua
Autora: Jeh Judd
Status: Em Andamento
Revisada por: Mady
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Long Fic - Comédia Romântica
Comentários:
Prólogo:
Há muito tempo, era muito fácil ouvir sobre as Sahnartse, 4 garotas muito bonitas, que viviam em Ehnha.
Elas eram muito diferentes, pois, além de serem extremamente bonitas, cada uma tinha um talento especial e um defeito que as atrapalhava.
Ainfe conseguia ver o futuro e tinha um grande poder espiritual. Era a conselheira do povoado, porém era muito mimada, chegando a fazer um escândalo quando as coisas não aconteciam como ela queria.
Yday era a pessoa mais inteligente que existia. Tanto que podia falar com os astros. Era sempre chamada quando havia problemas sérios. Mas era um pouco distraída, o que, às vezes, fazia com que as pessoas tivessem uma idéia errada a seu respeito.
E por último havia Ziarra que sempre estava ligada à sua terra e podia sentir quando havia problemas. Contudo, se estressava facilmente, causando sérias brigas com as pessoas ao seu redor.
Elas viviam em paz e sempre faziam de tudo o que podiam para ajudar as pessoas de Ehnha.
Foi aí que apareceram os Sotoram. 4 garotos que eram muito bonitos, mas que levavam confusão por onde passavam.
Eles já haviam passado por vários povoados ao redor de Ehnha e estavam planejando visitar o povoado.
As Sahnartse estavam preparadas para o que poderia ser uma batalha, mas assim que eles se encontraram encantaram-se uns com os outros. Pelo menos, era o que parecia.
- Interessante... Acho que vou precisar de ajuda com essa lenda - uma mulher falava sozinha em uma biblioteca de Londres.
Capítulo 1
- Ai, ai não toca agora não telefone! – uma mulher de 23 anos falava sozinha em seu banheiro.
Não deu outra, cinco segundos depois que ela falou, o telefone começou a tocar.
- Adoro quando as pessoas me atrapalham no meio do meu banho!
Ela desligou o chuveiro e caminhou em direção ao seu quarto, onde havia um telefone em cima do criado mudo.
- ‘Poxa, , é assim que você me atende?’
- ! Ai desculpa, mas eu estava tomando banho, sabe? E daí o telefone começou a tocar...
- ‘Ah, já entendi... Desculpa aí... ’
- Não, tudo bem... E aí, tudo bom com você?
- ‘Ah tudo ótimo! E com você?’
- Ah, tudo na mesma...
- ‘‘Tá tão monótono assim?’
- É, mais ou menos...
- ‘Pois se prepare, pois eu tenho uma coisa que vai quebrar essa monotonia!’
- Não me diga! Você descobriu uma lenda e vai precisar de mim?
- ‘Assim você estraga a surpresa, não tem graça, você usou os seus poderes, não usou?’
- Pra ser sincera, não, mas agora que você falou... Essa semana eu tive um sonhos estranhos e nós quatro estávamos neles.
- ‘Nossa, que estranho! Eu quero saber de tudo, portanto trate de arrumar as suas malas e vir pra cá.
- Certo então, no fim de semana estou aí... E você também vai me contar tudo sobre essa nova lenda!
- ‘ Claro! Até Sábado então! Beijos’
- Beijos.
desligou o telefone e foi terminar o seu banho, a semana seria cheia.
~~~~~~`´~~~~~~
- Agora é a parte das curvas.
- Certo.
Mônaco. Era o melhor circuito para ela, não por ser mais fácil, era simplesmente, divertido.
- Mais um percurso terminado, preciso descansar – a piloto saia do carro um tanto atrapalhada.
- ! Uma ! ligou e pediu para que você retornasse.
- A ! me ligando? O que essa menina quer?
! foi para o seu “camarim”, que na verdade era uma espécie de salinha onde ela ficava depois dos treinos.
- ‘Alô!’
- !! Sou eu, a !.
- ‘!! Há quanto tempo!’
- Pois é, como anda a vida?
- ‘Muito bem, e a sua?’
- Tudo ótimo! E aí, o que aconteceu para você me ligar assim?,br> - ‘Nossa, outro dia eu fui para a biblioteca fazer umas pesquisas e achei uma lenda super interessante!’
- Opa, outra? Sobre o que é?
- ‘Então, só vou contar quando todas estiverem em Londres, mas eu prometo que essa é a melhor que eu já achei!’
- Agora eu fiquei curiosa! Vou chegar aí no sábado então, tudo bem pra você?
- ‘Tudo ótimo, a ! só vai chegar no sábado e a !, provavelmente, é a mesma coisa’
- Então, ‘tá tudo certo, mal posso esperar para nos reunirmos de novo depois de tanto tempo.
- ‘Eu também, até sábado! Beijos!’
- Beijos.
! desligou o telefone e ficou imaginando como seria bom encontrar as amigas depois de tanto tempo separadas.
~~~~~~`´~~~~~~
- Srta. com licença.
- John?! O que aconteceu?
- Telefonema, uma tal de ...
- Já estou indo!
sempre fora uma menina uma pouco lerda para entender as coisas, mas quando queria se mostrava uma pessoa muito esperta e inteligente, tanto que fora aceita como astronauta na NASA.
- ? Menina, quanto tempo! Tudo bem por aí?
- '! 'Tá tudo ótimo! E por aí?'
- Tudo às mil maravilhas. Mas me conta, o que aconteceu para você me ligar?
- 'Nossa! Quase me esqueci! Você sabe como eu adoro ir atrás de lendas, né?
- Claro! Quem seria você sem elas?
- 'Então, outro dia eu estava fazendo umas pesquisas na biblioteca e eu descobri uma lenda muito interessante!'
- Outra?! Sobre o que é?
- 'Surpresa! Quero que você venha para Londres e me ajude com ela!'
- Nossa! Que mistério! Tudo bem... Mas só posso ir no final de semana, afinal eu ainda não acabei meu treinamento.
- 'Certo, vou te esperar! Beijos! Até logo!'
- Beijos!
E desligou.
Capítulo 2:
- Ajoelhou agora tem que rezar !
- É isso mesmo, pode começar a contar a sua nova lenda misteriosa.
- Estamos todas aqui.
- Que garotas apressadas são vocês!
- Ah, nem vem, , você que nos deixou curiosas.
- Tudo bem, mas sem interrupções, okey?
- Sim, senhorita.
começou contando que ultimamente vinha procurando novidades e foi até a biblioteca perto de sua casa para ver se nos livros encontrava algo especial.
Foi para a seção onde tinha os livros mais antigos, escolheu um que só tinha lendas e começou a ler. Depois de certo tempo lendo, chegou à conclusão de que aquele livro não tinha qualquer lenda que fosse diferente. Quando foi devolvê-lo à prateleira, acabou por derrubá-lo, abrindo-o na parte em que estava a lenda das Sahnartse. Começou a ler, parecia mais uma lenda clichê, mas à medida que ia avançando se surpreendia.
deu todos os detalhes possíveis, até mostrou umas cópias que havia tirado do livro. , e leram com muito interesse, pois a cada palavra que liam, achavam-se mais parecidas com as garotas da lenda, era como se tivessem lendo a suas histórias.
Quando chegaram ao “fim” do texto, ficaram super intrigadas, pois não havia final, estava faltando uma grande parte do texto de acordo com os seus pensamentos.
- , cadê o final? – perguntou depois de virar e revirar a folha em busca do fim do texto.
- Não tem. – disse com simplicidade.
- Como assim, não tem? – perguntou chocada.
- Simplesmente, foi assim que eu encontrei a lenda. Tinha uma folha rasgada logo após essa, que provavelmente tem o final da história e foi por isso que eu chamei vocês, eu quero achar logo essa folha. Eu preciso saber o que acontece com as Sahnartse. Acho que vocês também perceberam que elas são extremamente parecidas com a gente, para não falar iguais. Não pode ser mera coincidência.
- Concordo, pode contar comigo!
- Obrigada, ! E vocês, também estão comigo?
- Claro! O que poderia ser mais interessante do que correr atrás de histórias de garotas lendárias que são extremamente parecidas com a gente?
- Qual a chance de uma coisa dessas acontecer de novo?
- , , , vocês são as melhores! – estava emocionada com o entusiasmo de suas amigas.
- Nós sabemos, mas voltando ao assunto Sahnartse, vocês perceberam que é ‘estranhas’ ao contrário? – , a mais inteligente das quatro sempre estava um passo a frente das outras.
- Nem tinha notado!
- Nem eu, que coisa... Estranha.
DING-DONG (N/A: Campainha!)
- , você estava esperando mais visitas?
- Eu não...
- Vai logo atender menina!
- Ai, to indo!
Na porta o carteiro esperava segurando uma caixa parda.
- Sim?
- Senhorita ?
- Sou eu mesma.
- Por favor, assine aqui.
Depois que assinou o papel, o carteiro lhe entregou o pacote. Ela ficou olhando o pacote enquanto voltava para a biblioteca.
- E aí, , quem era?
- Algum admirador secreto? - brincava com a amiga.
- Ah, não, era o carteiro...
- Ah...
- E o que ele trouxe?
- Esse pacote... – colocou-o em cima da mesinha.
- E o que você acha que tem aí dentro?
- Não faço a mínima idéia.
- Vamos abrir então...
rasgou o papel que envolvia o pacote. Era uma caixa e dentro dela havia variados objetos, um mapa, duas chaves e alguns acessórios, além de um bilhete sem assinatura.
- Meninas, tem um lugar circulado no mapa, e não é muito longe daqui – analisava o mapa cuidadosamente.
- Essas chaves são bem diferentes entre si, uma é relativamente nova e pequena, a outra é grande e antiga – tentava adivinhar o que aquelas chaves abriam.
- Nossa, tem muitos acessórios aqui, uma tiara, uma presilha, várias pulseiras e um broche... – admirava as jóias.
- “Espero que consigam o que desejam. Essa foi apenas uma pequena ajuda de minha parte. Encontrarão mais explicações em meu chalé, a chave mais nova abre a porta. Boa sorte para vocês.” – lia intrigada o pequeno bilhete.
- Não tem remetente?
- Não.
- Que estranho, isso está ficando cada vez mais enrolado. Afinal, que chalé é esse?
- Não sei, não tem nenhum nome aqui...
- Mas aqui tem... – chamava a atenção de todas – Atrás deste mapa tem o nome de uma cidade, que provavelmente é o lugar circulado, e o nome de um chalé, os dois têm o mesmo nome, Azys.
- Azys... Azys... – repetia o nome baixinho – Já sei... Ainfe, Ziarra, Yday e Siass.
- Que coincidência, não? – observava somente a chave mais nova depois do que havia lido.
- Acho que isso não é coincidência, de alguma forma, isso é proposital...
- A está certa... Além disso, a nossa vidente aqui é muito poderosa, aposto que está sentido umas vibrações, não está?
- !
- Eu.
suspirou. As quatro adoravam tirar com a cara uma da outra, sempre fora assim, desde que se conheceram. Mas as brincadeiras só fortaleciam a amizade. De repente, ela começou a ver algumas imagens em flashes: um carro parado em uma rua deserta, um homem parado em frente a uma hospedaria e uma casa em uma colina.
- ?
- Ah, oi, gente.
- O que aconteceu? Você ficou meio estranha, viu alguma coisa?
- Vi umas imagens...
- Sobre a gente?
- Sei lá, acho que é sobre a nossa viagem.
- E o que você viu?
- Um carro, muito bonito por sinal, um cara, que também era lindo, em frente a uma hospedaria e uma casa em alguma colina.
- Carros! Adoro carros.
- Você nem escutou a parte que ela falou do cara, né?
- Cara? Que cara?
- , em que mundo você vive?
- Acho que foram visões, – ignorou a “briga”das outras duas.
- É, eu também acho. E não acho que elas estejam muito longe de acontecer.
- Se for sobre a nossa viagem, então realmente vão acontecer bem rápido.
- Vocês duas nos excluíram! – reclamava como uma criança.
- E agora nós vamos chorar por toda a eternidade.
- Muito bem vocês duas, parem de teatrinho. A gente sabe que não é verdade.
- Okay, a gente para. Vamos voltar ao assunto principal, a nossa viagem.
- Eu pensei que era a lenda.
- A lenda, a viagem, ‘tá tudo interligado.
- Ah, sim.
- Nós vamos, né? Quero dizer, vocês vão me ajudar nessa também, não vão?
- Claro, !
- Sempre juntas, esqueceu?
- Vamos passear de carro, eba, eba, eba!
- , se controla mulher!
- Vocês ainda não mexeram nesses acessórios aqui, né? – mostrava o que estava observando anteriormente.
- Não – responderam as três juntas – Por quê?
- Assim, eu acho que cada uma tem o seu ‘utensílio’, por exemplo, o meu, ou melhor, os meus seriam as pulseiras, porque elas têm várias estrelinhas penduradas, que simbolizaria o meu ‘poder’ misterioso e o da Ainfe também. O da seria a tiara, estão vendo que o detalhe tem o formato de uma flor? Então, isto simbolizaria a ligação com a terra que ela e a Ziarra têm. O da seria a presilha que tem o formato de asas, representa o vento, com o que a Siass era comparada. E por fim temos o broche-lua, como devem ter ouvido falar é o símbolo da inteligência que é marca da Yday e da .
- , sua explicação foi demais – olhava admirada a amiga e a presilha que reluzia em suas mãos
. - Verdade – também contemplava a sua jóia.
- Sei que ainda temos que conversar muito, mas acho melhor arrumarmos as nossas malas primeiro, pois está ficando tarde – se levantava com a tiara segura em sua mão – amanhã vamos acordar cedo e ir para Azys o mais rápido possível.
- Nós podemos ir no meu carro, que é maior que o da - propunha também se levantando.
- Por mim tudo bem – e falaram ao mesmo tempo.
- Então combinado, quem acordar primeiro acorda as outras.
Cada uma foi para seu respectivo quarto. , e não precisaram de muito tempo para arrumar as suas malas, já que estas já estavam preparadas por causa da viagem até a casa de . Esta última preparou a sua mala rapidamente, pois já tinha deixado algumas coisas separadas. Não demoraram muito para pegarem no sono, todas mal podendo esperar pelo próximo dia.
Capítulo 3:
foi a primeira a acordar. Foi para o quarto de , que era o mais próximo e acordou-a. A terceira a ser chamada foi e a última, . Todas tomaram um banho e foram tomar café.
- Não sei quanto a vocês, mas eu estou muito animada – ia colocando comida na mesa para elas enquanto falava.
- A gente também ‘ta, mas você acordou muito cedo... São 8h ainda – ainda bocejava.
- , é óbvio que a acordou cedo, ela sempre fica ansiosa quando acha algo novo – apoiava o rosto nas mãos, uma óbvia tentativa de tentar manter a cabeça erguida.
- , da próxima vez que você chamar a gente pra ir com você, tenta acordar um pouco mais tarde, ‘ta? – também aparentava estar com sono.
- Assim vocês me deixam pra baixo...
- Ah, , o que é isso, você sabe que a gente te ama, não sabe?
- Às vezes eu duvido disso, mas vamos comer, porque quero partir o mais rápido possível.
Comeram em silêncio, , e , pois estavam sonolentas demais para raciocinar direito. , pois tinha que se concentrar para não engasgar, tamanha era a sua velocidade.
Quando terminaram, arrumaram a cozinha e colocaram as malas no carro, todas mais acordadas e animadas, exceto , que já estava animada o suficiente.
- Prontas? – perguntava enquanto ligava o carro.
- Ótimo, Azys, aqui vamos nós! olhe esse mapa direito, não quero me perder.
- Sim, senhorita, posso ligar o rádio ou vai atrapalhar?
- Pode ligar.
ligou o rádio e colocou em uma estação que tocava umas músicas agradáveis. Elas iam conversando sobre vários assuntos, principalmente de seu passado. Quando se conheceram, se separaram e depois se encontraram novamente.
- Sabe, eu nunca parei para pensar nisso antes, mas nós temos muita sorte. Digo, a e a nunca terminaram a faculdade, mas mesmo assim tem uma ótima vida.
- Bom, todas nós viemos de famílias que tem um bom fundo financeiro.
- Eu sei, mas mesmo assim. Eu, por exemplo, consegui ir para a NASA muito rápido.
- Se eles deixassem a sua inteligência de lado, seria porque são burros demais.
- Obrigada, , mas me deixa terminar. A aqui sempre sabe onde estão os melhores tesouros, de tão incrível, chega até a ser assustador.
- Não é bem assim... – tentava ser humilde.
- É sim , e você sabe muito bem disso.
- Ah, eu não sei como funciona, mas eu simplesmente sei que está lá.
- Por isso que tem um monte de museu correndo atrás de você.
mostrou a língua para .
- Hey, , você conhece quem está tocando? – aumentou o volume para que todas escutassem.
- Hm... Acho que é a McFly.
- Eu gosto do som, é legal.
Elas pararam de conversar e ficaram escutando a música.
-É, eles são bons mesmo – comentou depois que a música acabou.
- McFly é uma banda?
- Aham, é formada por quatro meninos e se não me engano os nomes são: Tom, Danny, Dougie e Harry.
- Você já falou deles antes, não?
- Acho que já.
- Se eu tivesse mais tempo, eu pesquisava sobre eles.
- Ah, meninas, aquilo lá na frente é um carro parado ou eu estou imaginando coisas? – apontava para um pontinho um pouco mais a frente.
- Tem um carro mesmo , e acho que os donos estão precisando de ajuda.
- Hey, esse é o carro da minha visão.
- Tem certeza? É um carro muito bonito.
parou seu carro um pouco a frente do outro e foi oferecer ajuda.
- Hm... Com licença, será que vocês precisam de ajuda?
Dois pares de olhos se viraram para ela e olharam-na de cima a baixo.
- Bom... O carro parou e não quer pegar, se você souber algo de mecânica, eu agradeceria muito se ajudasse – o mais loiro respondeu.
- Acho que eu posso ajudar sim, só esperem um pouquinho.
Ela virou e foi para seu carro avisar que era melhor as meninas esperarem do lado de fora, pois ela não sabia o quanto ia demorar. E, além disso, sabia que suas amigas adorariam ver os donos do carro.
- Pronto, já posso tentar ajudá-los, me chamo e vocês são?
- Eu sou o Tom – o menino que respondera antes falou primeiro.
- E eu sou o Danny – o outro tinha cabelos encaracolados.
- Prazer, aquelas ali, saindo do carro, – apontou para suas amigas – são: , e . foi arrumar o carro e enquanto isso, as outras meninas conversavam com Tom e Danny.
- Fiquem tranquilos, a é boa com carros e afins – tentava tranqüilizá-los
- Nesse mundo, só ela e a aqui entendem tão bem de carros.
- Se vocês dizem.
Após dez minutos, os quais foram passados com conversa, o carro estava concertado e todos teriam de voltar à viagem. Nesse pequeno tempo de conversa algumas coisas foram descobertas.
- Meninos, acho que já podem seguir em frente.
- Muito obrigado. Acho que nos vemos em Azys então...
- Azys, vocês vão para lá também?
- Vamos sim. Temos que ir, muito obrigado.
Enquanto os meninos já seguiam o caminho, perguntava às suas amigas o que tinham descoberto.
- Então eles vão para Azys também? – subia no banco do motorista.
- Vão, e pelo que eles falaram, vão ficar na pousada.
- E o que eles vão fazer lá?
- Trabalhar.
- Mas não seria melhor comprar uma casa?
- Não é um trabalho longo, eles iam gravar alguma coisa, acho.
- Ah, sim. Mas, tem uma coisa que eu quero perguntar ainda – olhava maliciosamente para suas amigas – gostaram deles?
- Assim, não fazem muito meu gosto não – olhava a paisagem – mas não são de se jogar fora...
- Bia, Mady...
- Eles eram bonitos... – mantinha seus olhos no mapa.
- Eles... Qual deles ?
- Ahm... O loirinho.
- Muito bem... ?
- Hmm... Eu preferi o moreno.
- Sabia que vocês iam gostar – fazia uma “comemoração”.
- Mantenha os olhos na pista...
- Não falei nada demais.
O resto da viagem foi tranquilo. Algumas brincadeiras, mas não aconteceu nada de especial. A coisa mais estranha que aconteceu para elas foi a sensação que tiveram quando entraram na cidade. quase perdeu a direção.
Para elas, foi como se alguma coisa retornasse para dentro delas. A pequena vila era muito familiar, podiam até se arriscar a dizer que viveram por lá a vida inteira.
Ao passarem em frente à pousada, notaram que o carro que encontraram antes estava parado lá e havia três homens, dois que já conheciam e mais um que logo reconheceu como sendo o cara de sua visão e que, em sua opinião, era mais bonito do que se lembrava.
Não havia muitas ruas, portanto logo chagaram no chalé Azys. Ele era grande e bonito, do lado de fora se podia ver a varanda que ficava no segundo andar. Ao entrarem na casa, se depararam com uma sala espaçosa, elegante e bem iluminada. Havia uma escada que levava ao andar de cima. A cozinha, que era logo em frente, era muito bonita e grande também. No lavabo estava tudo organizado.
No segundo andar havia quatro quartos e a varanda, a casa parecia feita sob medida para elas. se encantou com o quarto que ficava no canto inferior esquerdo. escolheu o quarto que ficava em frente ao de . preferiu o que ficava à direita da escada. E ficou com o mais perto da varanda.
- Não sei o que vocês acham, mas, para mim, essa casa foi feita para nós – comentava enquanto sentava em um dos banquinhos da bancada.
- , concordo com você! – se sentava de frente para a amiga.
- Meninas, acho que teremos que ir ao supermercado o mais rápido que pudermos – revistava a cozinha atrás de comida.
- Podemos fazer isso depois de descarregarmos as malas, tudo bem para vocês?
Todas concordaram. Cada uma pegou sua mala no carro e subiu para o seu respectivo quarto. Ao abrirem seus armários, tiveram uma surpresa, pois em cada um havia um embrulho e um bilhete.
Para:
Espero que fique tão elegante quanto Ainfe nesse vestido e que seus poderes fluam como os dela.
Após ler o bilhete, abriu o embrulho cuidadosamente, dentro dele havia um vestido longo e um par de brincos. O vestido chegava até seus pés e não tinha uma cor definida, era uma mistura de rosa, roxo e marfim. Tinha uma capa, mas esta poderia ser retirada a qualquer hora. Os brincos eram dourados e formavam uma cascata de estrelas, combinavam perfeitamente com as pulseiras que ganhara antes.
Para :
Ziarra passava uma imagem de força para todos, você deve ser capaz de fazer o mesmo.
Mal acabou de ler, começou a abrir o embrulho, dentro havia um vestido que ia até seus joelhos e um bracelete. Seu vestido era verde esmeralda, apertado abaixo do busto e a barra era franzida e virada para fora. O bracelete era dourado e continha o mesmo desenho de flor que a tiara que ganhara anteriormente.
Para :
Esse vestido dava mais mobilidade a Siass, além de ajudá-la em um momento difícil.
abriu o embrulho cuidadosamente. Havia um vestido e um colar dentro. O vestido ia até seus joelhos, era parecido com o de , porém, era azul-claro e a barra era virada para dentro, esse detalhe fazia a parte da barriga ficar volumosa. O colar era prata e o pingente, assim como a presilha, tinha o formato de asas.
Para :
Yday era muito inteligente, esse vestido a ajudava em momentos quando precisava de clareza em seus pensamentos.
, assim como suas amigas, ganhou um vestido. Ele era longo, de um azul-escuro intenso. Mas ao contrário da outras, ela havia ganhado três anéis, cada um com um símbolo diferente. Havia um com uma lua, outro com uma estrela e por fim um com um sol.
Todas estavam maravilhadas com aqueles presentes e também estavam ansiosas para o que aconteceria depois. Cada uma terminou de arrumar seu respectivo quarto, tendo o cuidado de deixar seu “presente” em um lugar separado.
Reuniram-se novamente na cozinha/sala e começaram a falar ao mesmo tempo:
- Vocês não vão acreditar no que me aconteceu!
Elas olharam uma para a cara da outra. Era muita coincidência para um dia só. - Não sei se com vocês aconteceu a mesma coisa, mas quando eu fui arrumar o meu armário, eu achei um embrulho endereçado a mim – foi a primeira a se manifestar.
As outras três confirmaram que o mesmo havia ocorrido com elas.
- Que coisa louca! - estava espantada.
- Acho que nós vamos nos deparar com muitas coisas loucas ainda – como sempre era a voz da sabedoria.
- Mas enquanto isso, vamos ao supermercado, porque nessa casa não tem nada para comer.
- A só pensa em comer.
- Engraçadinha.
Mas não era só que estava com fome, todo aquele ar de novidade havia deixado-as cansadas e elas precisavam repor as energias. Enquanto saiam, uma sombra se escondia atrás de algumas árvores que rodeavam a casa e um pequeno sorriso era visto em seu rosto.
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Há muito tempo, era muito fácil ouvir sobre as Sahnartse, 4 garotas muito bonitas, que viviam em Ehnha.
Elas eram muito diferentes, pois, além de serem extremamente bonitas, cada uma tinha um talento especial e um defeito que as atrapalhava.
Yday era a pessoa mais inteligente que existia. Tanto que podia falar com os astros. Era sempre chamada quando havia problemas sérios. Mas era um pouco distraída, o que, às vezes, fazia com que as pessoas tivessem uma idéia errada a seu respeito.
E por último havia Ziarra que sempre estava ligada à sua terra e podia sentir quando havia problemas. Contudo, se estressava facilmente, causando sérias brigas com as pessoas ao seu redor.
Elas viviam em paz e sempre faziam de tudo o que podiam para ajudar as pessoas de Ehnha.
Foi aí que apareceram os Sotoram. 4 garotos que eram muito bonitos, mas que levavam confusão por onde passavam.
Eles já haviam passado por vários povoados ao redor de Ehnha e estavam planejando visitar o povoado.
As Sahnartse estavam preparadas para o que poderia ser uma batalha, mas assim que eles se encontraram encantaram-se uns com os outros. Pelo menos, era o que parecia.
Capítulo 1
- Ai, ai não toca agora não telefone! – uma mulher de 23 anos falava sozinha em seu banheiro.
Não deu outra, cinco segundos depois que ela falou, o telefone começou a tocar.
- Adoro quando as pessoas me atrapalham no meio do meu banho!
Ela desligou o chuveiro e caminhou em direção ao seu quarto, onde havia um telefone em cima do criado mudo.
- ! Ai desculpa, mas eu estava tomando banho, sabe? E daí o telefone começou a tocar...
- ‘Ah, já entendi... Desculpa aí... ’
- Não, tudo bem... E aí, tudo bom com você?
- ‘Ah tudo ótimo! E com você?’
- Ah, tudo na mesma...
- ‘‘Tá tão monótono assim?’
- É, mais ou menos...
- ‘Pois se prepare, pois eu tenho uma coisa que vai quebrar essa monotonia!’
- Não me diga! Você descobriu uma lenda e vai precisar de mim?
- ‘Assim você estraga a surpresa, não tem graça, você usou os seus poderes, não usou?’
- Pra ser sincera, não, mas agora que você falou... Essa semana eu tive um sonhos estranhos e nós quatro estávamos neles.
- ‘Nossa, que estranho! Eu quero saber de tudo, portanto trate de arrumar as suas malas e vir pra cá.
- Certo então, no fim de semana estou aí... E você também vai me contar tudo sobre essa nova lenda!
- ‘ Claro! Até Sábado então! Beijos’
- Beijos.
desligou o telefone e foi terminar o seu banho, a semana seria cheia.
~~~~~~`´~~~~~~
- Agora é a parte das curvas.
- Certo.
Mônaco. Era o melhor circuito para ela, não por ser mais fácil, era simplesmente, divertido.
- Mais um percurso terminado, preciso descansar – a piloto saia do carro um tanto atrapalhada.
- ! Uma ! ligou e pediu para que você retornasse.
- A ! me ligando? O que essa menina quer?
! foi para o seu “camarim”, que na verdade era uma espécie de salinha onde ela ficava depois dos treinos.
- ‘Alô!’
- !! Sou eu, a !.
- ‘!! Há quanto tempo!’
- Pois é, como anda a vida?
- ‘Muito bem, e a sua?’
- Tudo ótimo! E aí, o que aconteceu para você me ligar assim?,br> - ‘Nossa, outro dia eu fui para a biblioteca fazer umas pesquisas e achei uma lenda super interessante!’
- Opa, outra? Sobre o que é?
- ‘Então, só vou contar quando todas estiverem em Londres, mas eu prometo que essa é a melhor que eu já achei!’
- Agora eu fiquei curiosa! Vou chegar aí no sábado então, tudo bem pra você?
- ‘Tudo ótimo, a ! só vai chegar no sábado e a !, provavelmente, é a mesma coisa’
- Então, ‘tá tudo certo, mal posso esperar para nos reunirmos de novo depois de tanto tempo.
- ‘Eu também, até sábado! Beijos!’
- Beijos.
! desligou o telefone e ficou imaginando como seria bom encontrar as amigas depois de tanto tempo separadas.
~~~~~~`´~~~~~~
- Srta. com licença.
- John?! O que aconteceu?
- Telefonema, uma tal de ...
- Já estou indo!
sempre fora uma menina uma pouco lerda para entender as coisas, mas quando queria se mostrava uma pessoa muito esperta e inteligente, tanto que fora aceita como astronauta na NASA.
- ? Menina, quanto tempo! Tudo bem por aí?
- '! 'Tá tudo ótimo! E por aí?'
- Tudo às mil maravilhas. Mas me conta, o que aconteceu para você me ligar?
- 'Nossa! Quase me esqueci! Você sabe como eu adoro ir atrás de lendas, né?
- Claro! Quem seria você sem elas?
- 'Então, outro dia eu estava fazendo umas pesquisas na biblioteca e eu descobri uma lenda muito interessante!'
- Outra?! Sobre o que é?
- 'Surpresa! Quero que você venha para Londres e me ajude com ela!'
- Nossa! Que mistério! Tudo bem... Mas só posso ir no final de semana, afinal eu ainda não acabei meu treinamento.
- 'Certo, vou te esperar! Beijos! Até logo!'
- Beijos!
E desligou.
Capítulo 2:
- Ajoelhou agora tem que rezar !
- É isso mesmo, pode começar a contar a sua nova lenda misteriosa.
- Estamos todas aqui.
- Que garotas apressadas são vocês!
- Ah, nem vem, , você que nos deixou curiosas.
- Tudo bem, mas sem interrupções, okey?
- Sim, senhorita.
começou contando que ultimamente vinha procurando novidades e foi até a biblioteca perto de sua casa para ver se nos livros encontrava algo especial.
Foi para a seção onde tinha os livros mais antigos, escolheu um que só tinha lendas e começou a ler. Depois de certo tempo lendo, chegou à conclusão de que aquele livro não tinha qualquer lenda que fosse diferente. Quando foi devolvê-lo à prateleira, acabou por derrubá-lo, abrindo-o na parte em que estava a lenda das Sahnartse. Começou a ler, parecia mais uma lenda clichê, mas à medida que ia avançando se surpreendia.
deu todos os detalhes possíveis, até mostrou umas cópias que havia tirado do livro. , e leram com muito interesse, pois a cada palavra que liam, achavam-se mais parecidas com as garotas da lenda, era como se tivessem lendo a suas histórias.
Quando chegaram ao “fim” do texto, ficaram super intrigadas, pois não havia final, estava faltando uma grande parte do texto de acordo com os seus pensamentos.
- , cadê o final? – perguntou depois de virar e revirar a folha em busca do fim do texto.
- Não tem. – disse com simplicidade.
- Como assim, não tem? – perguntou chocada.
- Simplesmente, foi assim que eu encontrei a lenda. Tinha uma folha rasgada logo após essa, que provavelmente tem o final da história e foi por isso que eu chamei vocês, eu quero achar logo essa folha. Eu preciso saber o que acontece com as Sahnartse. Acho que vocês também perceberam que elas são extremamente parecidas com a gente, para não falar iguais. Não pode ser mera coincidência.
- Concordo, pode contar comigo!
- Obrigada, ! E vocês, também estão comigo?
- Claro! O que poderia ser mais interessante do que correr atrás de histórias de garotas lendárias que são extremamente parecidas com a gente?
- Qual a chance de uma coisa dessas acontecer de novo?
- , , , vocês são as melhores! – estava emocionada com o entusiasmo de suas amigas.
- Nós sabemos, mas voltando ao assunto Sahnartse, vocês perceberam que é ‘estranhas’ ao contrário? – , a mais inteligente das quatro sempre estava um passo a frente das outras.
- Nem tinha notado!
- Nem eu, que coisa... Estranha.
DING-DONG (N/A: Campainha!)
- , você estava esperando mais visitas?
- Eu não...
- Vai logo atender menina!
- Ai, to indo!
Na porta o carteiro esperava segurando uma caixa parda.
- Sim?
- Senhorita ?
- Sou eu mesma.
- Por favor, assine aqui.
Depois que assinou o papel, o carteiro lhe entregou o pacote. Ela ficou olhando o pacote enquanto voltava para a biblioteca.
- E aí, , quem era?
- Algum admirador secreto? - brincava com a amiga.
- Ah, não, era o carteiro...
- Ah...
- E o que ele trouxe?
- Esse pacote... – colocou-o em cima da mesinha.
- E o que você acha que tem aí dentro?
- Não faço a mínima idéia.
- Vamos abrir então...
rasgou o papel que envolvia o pacote. Era uma caixa e dentro dela havia variados objetos, um mapa, duas chaves e alguns acessórios, além de um bilhete sem assinatura.
- Meninas, tem um lugar circulado no mapa, e não é muito longe daqui – analisava o mapa cuidadosamente.
- Essas chaves são bem diferentes entre si, uma é relativamente nova e pequena, a outra é grande e antiga – tentava adivinhar o que aquelas chaves abriam.
- Nossa, tem muitos acessórios aqui, uma tiara, uma presilha, várias pulseiras e um broche... – admirava as jóias.
- “Espero que consigam o que desejam. Essa foi apenas uma pequena ajuda de minha parte. Encontrarão mais explicações em meu chalé, a chave mais nova abre a porta. Boa sorte para vocês.” – lia intrigada o pequeno bilhete.
- Não tem remetente?
- Não.
- Que estranho, isso está ficando cada vez mais enrolado. Afinal, que chalé é esse?
- Não sei, não tem nenhum nome aqui...
- Mas aqui tem... – chamava a atenção de todas – Atrás deste mapa tem o nome de uma cidade, que provavelmente é o lugar circulado, e o nome de um chalé, os dois têm o mesmo nome, Azys.
- Azys... Azys... – repetia o nome baixinho – Já sei... Ainfe, Ziarra, Yday e Siass.
- Que coincidência, não? – observava somente a chave mais nova depois do que havia lido.
- Acho que isso não é coincidência, de alguma forma, isso é proposital...
- A está certa... Além disso, a nossa vidente aqui é muito poderosa, aposto que está sentido umas vibrações, não está?
- !
- Eu.
suspirou. As quatro adoravam tirar com a cara uma da outra, sempre fora assim, desde que se conheceram. Mas as brincadeiras só fortaleciam a amizade. De repente, ela começou a ver algumas imagens em flashes: um carro parado em uma rua deserta, um homem parado em frente a uma hospedaria e uma casa em uma colina.
- ?
- Ah, oi, gente.
- O que aconteceu? Você ficou meio estranha, viu alguma coisa?
- Vi umas imagens...
- Sobre a gente?
- Sei lá, acho que é sobre a nossa viagem.
- E o que você viu?
- Um carro, muito bonito por sinal, um cara, que também era lindo, em frente a uma hospedaria e uma casa em alguma colina.
- Carros! Adoro carros.
- Você nem escutou a parte que ela falou do cara, né?
- Cara? Que cara?
- , em que mundo você vive?
- Acho que foram visões, – ignorou a “briga”das outras duas.
- É, eu também acho. E não acho que elas estejam muito longe de acontecer.
- Se for sobre a nossa viagem, então realmente vão acontecer bem rápido.
- Vocês duas nos excluíram! – reclamava como uma criança.
- E agora nós vamos chorar por toda a eternidade.
- Muito bem vocês duas, parem de teatrinho. A gente sabe que não é verdade.
- Okay, a gente para. Vamos voltar ao assunto principal, a nossa viagem.
- Eu pensei que era a lenda.
- A lenda, a viagem, ‘tá tudo interligado.
- Ah, sim.
- Nós vamos, né? Quero dizer, vocês vão me ajudar nessa também, não vão?
- Claro, !
- Sempre juntas, esqueceu?
- Vamos passear de carro, eba, eba, eba!
- , se controla mulher!
- Vocês ainda não mexeram nesses acessórios aqui, né? – mostrava o que estava observando anteriormente.
- Não – responderam as três juntas – Por quê?
- Assim, eu acho que cada uma tem o seu ‘utensílio’, por exemplo, o meu, ou melhor, os meus seriam as pulseiras, porque elas têm várias estrelinhas penduradas, que simbolizaria o meu ‘poder’ misterioso e o da Ainfe também. O da seria a tiara, estão vendo que o detalhe tem o formato de uma flor? Então, isto simbolizaria a ligação com a terra que ela e a Ziarra têm. O da seria a presilha que tem o formato de asas, representa o vento, com o que a Siass era comparada. E por fim temos o broche-lua, como devem ter ouvido falar é o símbolo da inteligência que é marca da Yday e da .
- , sua explicação foi demais – olhava admirada a amiga e a presilha que reluzia em suas mãos
. - Verdade – também contemplava a sua jóia.
- Sei que ainda temos que conversar muito, mas acho melhor arrumarmos as nossas malas primeiro, pois está ficando tarde – se levantava com a tiara segura em sua mão – amanhã vamos acordar cedo e ir para Azys o mais rápido possível.
- Nós podemos ir no meu carro, que é maior que o da - propunha também se levantando.
- Por mim tudo bem – e falaram ao mesmo tempo.
- Então combinado, quem acordar primeiro acorda as outras.
Cada uma foi para seu respectivo quarto. , e não precisaram de muito tempo para arrumar as suas malas, já que estas já estavam preparadas por causa da viagem até a casa de . Esta última preparou a sua mala rapidamente, pois já tinha deixado algumas coisas separadas. Não demoraram muito para pegarem no sono, todas mal podendo esperar pelo próximo dia.
Capítulo 3:
foi a primeira a acordar. Foi para o quarto de , que era o mais próximo e acordou-a. A terceira a ser chamada foi e a última, . Todas tomaram um banho e foram tomar café.
- Não sei quanto a vocês, mas eu estou muito animada – ia colocando comida na mesa para elas enquanto falava.
- A gente também ‘ta, mas você acordou muito cedo... São 8h ainda – ainda bocejava.
- , é óbvio que a acordou cedo, ela sempre fica ansiosa quando acha algo novo – apoiava o rosto nas mãos, uma óbvia tentativa de tentar manter a cabeça erguida.
- , da próxima vez que você chamar a gente pra ir com você, tenta acordar um pouco mais tarde, ‘ta? – também aparentava estar com sono.
- Assim vocês me deixam pra baixo...
- Ah, , o que é isso, você sabe que a gente te ama, não sabe?
- Às vezes eu duvido disso, mas vamos comer, porque quero partir o mais rápido possível.
Comeram em silêncio, , e , pois estavam sonolentas demais para raciocinar direito. , pois tinha que se concentrar para não engasgar, tamanha era a sua velocidade.
Quando terminaram, arrumaram a cozinha e colocaram as malas no carro, todas mais acordadas e animadas, exceto , que já estava animada o suficiente.
- Prontas? – perguntava enquanto ligava o carro.
- Sim, senhorita, posso ligar o rádio ou vai atrapalhar?
- Pode ligar.
ligou o rádio e colocou em uma estação que tocava umas músicas agradáveis. Elas iam conversando sobre vários assuntos, principalmente de seu passado. Quando se conheceram, se separaram e depois se encontraram novamente.
- Sabe, eu nunca parei para pensar nisso antes, mas nós temos muita sorte. Digo, a e a nunca terminaram a faculdade, mas mesmo assim tem uma ótima vida.
- Bom, todas nós viemos de famílias que tem um bom fundo financeiro.
- Eu sei, mas mesmo assim. Eu, por exemplo, consegui ir para a NASA muito rápido.
- Se eles deixassem a sua inteligência de lado, seria porque são burros demais.
- Obrigada, , mas me deixa terminar. A aqui sempre sabe onde estão os melhores tesouros, de tão incrível, chega até a ser assustador.
- Não é bem assim... – tentava ser humilde.
- É sim , e você sabe muito bem disso.
- Ah, eu não sei como funciona, mas eu simplesmente sei que está lá.
- Por isso que tem um monte de museu correndo atrás de você.
mostrou a língua para .
- Hey, , você conhece quem está tocando? – aumentou o volume para que todas escutassem.
- Hm... Acho que é a McFly.
- Eu gosto do som, é legal.
Elas pararam de conversar e ficaram escutando a música.
-É, eles são bons mesmo – comentou depois que a música acabou.
- McFly é uma banda?
- Aham, é formada por quatro meninos e se não me engano os nomes são: Tom, Danny, Dougie e Harry.
- Você já falou deles antes, não?
- Acho que já.
- Se eu tivesse mais tempo, eu pesquisava sobre eles.
- Ah, meninas, aquilo lá na frente é um carro parado ou eu estou imaginando coisas? – apontava para um pontinho um pouco mais a frente.
- Tem um carro mesmo , e acho que os donos estão precisando de ajuda.
- Hey, esse é o carro da minha visão.
- Tem certeza? É um carro muito bonito.
parou seu carro um pouco a frente do outro e foi oferecer ajuda.
- Hm... Com licença, será que vocês precisam de ajuda?
Dois pares de olhos se viraram para ela e olharam-na de cima a baixo.
- Bom... O carro parou e não quer pegar, se você souber algo de mecânica, eu agradeceria muito se ajudasse – o mais loiro respondeu.
- Acho que eu posso ajudar sim, só esperem um pouquinho.
Ela virou e foi para seu carro avisar que era melhor as meninas esperarem do lado de fora, pois ela não sabia o quanto ia demorar. E, além disso, sabia que suas amigas adorariam ver os donos do carro.
- Pronto, já posso tentar ajudá-los, me chamo e vocês são?
- Eu sou o Tom – o menino que respondera antes falou primeiro.
- E eu sou o Danny – o outro tinha cabelos encaracolados.
- Prazer, aquelas ali, saindo do carro, – apontou para suas amigas – são: , e . foi arrumar o carro e enquanto isso, as outras meninas conversavam com Tom e Danny.
- Fiquem tranquilos, a é boa com carros e afins – tentava tranqüilizá-los
- Nesse mundo, só ela e a aqui entendem tão bem de carros.
- Se vocês dizem.
Após dez minutos, os quais foram passados com conversa, o carro estava concertado e todos teriam de voltar à viagem. Nesse pequeno tempo de conversa algumas coisas foram descobertas.
- Meninos, acho que já podem seguir em frente.
- Muito obrigado. Acho que nos vemos em Azys então...
- Azys, vocês vão para lá também?
- Vamos sim. Temos que ir, muito obrigado.
Enquanto os meninos já seguiam o caminho, perguntava às suas amigas o que tinham descoberto.
- Então eles vão para Azys também? – subia no banco do motorista.
- Vão, e pelo que eles falaram, vão ficar na pousada.
- E o que eles vão fazer lá?
- Trabalhar.
- Mas não seria melhor comprar uma casa?
- Não é um trabalho longo, eles iam gravar alguma coisa, acho.
- Ah, sim. Mas, tem uma coisa que eu quero perguntar ainda – olhava maliciosamente para suas amigas – gostaram deles?
- Assim, não fazem muito meu gosto não – olhava a paisagem – mas não são de se jogar fora...
- Bia, Mady...
- Eles eram bonitos... – mantinha seus olhos no mapa.
- Eles... Qual deles ?
- Ahm... O loirinho.
- Muito bem... ?
- Hmm... Eu preferi o moreno.
- Sabia que vocês iam gostar – fazia uma “comemoração”.
- Mantenha os olhos na pista...
- Não falei nada demais.
O resto da viagem foi tranquilo. Algumas brincadeiras, mas não aconteceu nada de especial. A coisa mais estranha que aconteceu para elas foi a sensação que tiveram quando entraram na cidade. quase perdeu a direção.
Para elas, foi como se alguma coisa retornasse para dentro delas. A pequena vila era muito familiar, podiam até se arriscar a dizer que viveram por lá a vida inteira.
Ao passarem em frente à pousada, notaram que o carro que encontraram antes estava parado lá e havia três homens, dois que já conheciam e mais um que logo reconheceu como sendo o cara de sua visão e que, em sua opinião, era mais bonito do que se lembrava.
Não havia muitas ruas, portanto logo chagaram no chalé Azys. Ele era grande e bonito, do lado de fora se podia ver a varanda que ficava no segundo andar. Ao entrarem na casa, se depararam com uma sala espaçosa, elegante e bem iluminada. Havia uma escada que levava ao andar de cima. A cozinha, que era logo em frente, era muito bonita e grande também. No lavabo estava tudo organizado.
No segundo andar havia quatro quartos e a varanda, a casa parecia feita sob medida para elas. se encantou com o quarto que ficava no canto inferior esquerdo. escolheu o quarto que ficava em frente ao de . preferiu o que ficava à direita da escada. E ficou com o mais perto da varanda.
- Não sei o que vocês acham, mas, para mim, essa casa foi feita para nós – comentava enquanto sentava em um dos banquinhos da bancada.
- , concordo com você! – se sentava de frente para a amiga.
- Meninas, acho que teremos que ir ao supermercado o mais rápido que pudermos – revistava a cozinha atrás de comida.
- Podemos fazer isso depois de descarregarmos as malas, tudo bem para vocês?
Todas concordaram. Cada uma pegou sua mala no carro e subiu para o seu respectivo quarto. Ao abrirem seus armários, tiveram uma surpresa, pois em cada um havia um embrulho e um bilhete.
Espero que fique tão elegante quanto Ainfe nesse vestido e que seus poderes fluam como os dela.
Todas estavam maravilhadas com aqueles presentes e também estavam ansiosas para o que aconteceria depois. Cada uma terminou de arrumar seu respectivo quarto, tendo o cuidado de deixar seu “presente” em um lugar separado.
Reuniram-se novamente na cozinha/sala e começaram a falar ao mesmo tempo:
- Vocês não vão acreditar no que me aconteceu!
Elas olharam uma para a cara da outra. Era muita coincidência para um dia só. - Não sei se com vocês aconteceu a mesma coisa, mas quando eu fui arrumar o meu armário, eu achei um embrulho endereçado a mim – foi a primeira a se manifestar.
As outras três confirmaram que o mesmo havia ocorrido com elas.
- Que coisa louca! - estava espantada.
- Acho que nós vamos nos deparar com muitas coisas loucas ainda – como sempre era a voz da sabedoria.
- Mas enquanto isso, vamos ao supermercado, porque nessa casa não tem nada para comer.
- A só pensa em comer.
- Engraçadinha.
Mas não era só que estava com fome, todo aquele ar de novidade havia deixado-as cansadas e elas precisavam repor as energias. Enquanto saiam, uma sombra se escondia atrás de algumas árvores que rodeavam a casa e um pequeno sorriso era visto em seu rosto.

