Falling Over Me
Autora: Reh
Status: Em Andamento
Revisada por: Reh
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria:Comédia Romântica - LongFic
Comentários:
Algumas horas e eu estaria na glamurosa Londres, longe de qualquer sinal de Vancouver. Em pensamento, tudo seria simples demais, não sentiria falta deste lugar, não tinha tantas lembranças boas a querer me recordar. Mas em prática tudo se torna mais... complicado. Não pude levar comigo todas as minhas coisas - tive que vender grande parte delas - e ficaria longe de meu único e melhor amigo (a quem eu não tenho certeza se me considera do mesmo jeito) e ainda por cima teria que distribuir sorrisos falsos para minha futura-e-odiada família.
Nunca pensei que veria meu pai se casar de novo, ainda mais depois do que aconteceu (um dia ainda conto), pensei que ele não teria coragem. E aliás, ele já não está na idade de se aventurar de novo. E aquela Danielle oi-sou-uma-loira-oxigenada não está na lista de pessoas em que eu chamaria de mãe. NÃO MESMO!
E agora lá vou eu para Londres brincar de casinha!
Coloquei meu celular na bolsa e desci com o que restou da minha vida: 3 malas de viagem.
Enquanto meu pai colocava as malas no taxi (ou pelo menos tentava), vi que meu querido amigo, David, vinha em minha direção. Só que não estava sozinho, estava com a sua namorada Jéssica (ela me odeia mas ele não acredita).
- Nossa! Ainda aqui? - perguntou a Jéssica Jeca.
- HUm... Mas você já vai? - falou meu David, meio estressado com a Jéssica, mas ainda assim com um olhar doce para mim que me faria pegá-lo no colo se eu não estivesse emocionalmente controlada (e se eu soubesse que iria conseguir pegá-lo no colo, porque ele tem uns músculos de Haja Força! - isso me faz lembrar de uma vez que eu entrei no quarto dele e ele estava...)
- Ei, Terra chamando Júpter! - ele disse enquanto estalava os dedos. - Vou sentir saudades.
Ouvi um som de desaprovação da Jeca, digo... Jéssica.
- Não mais do que eu vou sentir. - respondi.
- Bem, bem, muito mais. - respondeu ele e me abraçou.
Legal, vou morrer estrangulada pelo abraço do meu amigo. Não disse que ele era musculoso e...
- Ãan, vamos embora então... é... - disse meu pai meio desajeitado. Não deve ser muito legal ver um Deus Grego agarrando sua filha. Me desvencilhiei dele e entrei no carro e, enquanto o carro virava a esquina, vi David acenando e a Jeca, digo... Jéssica abaixava seu braço e o agarrava.
Durante todo o trajeto - de avião - para Londres, pensei no quanto tudo mudaria. Será que eu ia gostar de lá? Será que eu ia gostar das pessoas de lá? Será que alguém iria gostar de mim? Oh, minhas questões existenciais! Mas eu não deveria me preocupar com essas coisas, pois eu sabia que tinha que deixar minha mente aberta para novas opiniões porque as primeiras impressões quase sempre falham - pelo menos comigo. - e convenhamos que as minhas primeiras impressões com a minha nova família não foram boas... nem um pouco. Nem queira saber o quanto! Com tudo isso em mente, até que eu me senti um tanto ansiosa para chegar lá, melhor encarar tudo rápido e de uma vez só. Então eu fiquei aliviada ao ouvir a vozinha da aeromoça alertando para apertarmos nossos cintos de segurança pois Londres Baby Aqui Estamos Nós!
Tive que controlar meu pai para ele não sair correndo sem pegar as malas, só que não adiantou muito porque em um segundo eu o perfi de vista. Pai apaixonado é um saco, confie em mim.
Nessa "espectativa" de pegar as malas e medo de pegar e cair no chão na frente de todo mundo - ah, fala sério, só uma das minhas malas deve pesar, no mínimo, o triplo de mim. - eu o avistei. Pois é, pensava que de Deus Grego só existia meu David mas me enganei, o Cara Da Pilastra ali parecia poder entrar nessa lista. Essa Londres está começando a ficar interessante...
"Ah ah ah, esquece isso porque tem uma mala ali que parece ser do meu pai. Ah é sim! Pretinha básica... ah é sim. Será que alguém está de olho nessa mala?" pensei. Olhei para os lados e não tinha ninguém esperando essa mala. E também não tinha nenhum Deus Grego encostado perfeitamente ali na pilastra. Acho que tive uma ilusão de ótica. Minha felicidade sempre dura pouco.
Bem, a mala estava chegando... e chegando... E eu peguei! E tive um momento feliz já que a mala estava mais leve do que eu pensava.
Na verdade, estava MUITO leve. Algo estava estranho, então olhei para as outras mãos que seguravam a mala, em seguida para o rosto e vi. O Deus Grego Da Pilastra!!! Tive um momento de transe. Fiquei observando e admirando o cara como se ele fosse uma batata frita - ah, é que eu amo batata frita. - e babando (não literalmente. Sou estúpida mas nem tanto.). Ele tinha os olhos bem fortes, cabelos perfeitos - estilo rebeldezinho, rock n' roll -, os lábios convidativos e músculos perceptíveis por detrás de sua camisa da Hurley. )(
- Ei, com licença, mas essa mala é minha. - ele disse prendendo o riso.
- Ãan, é... O quê?! NÃO, essa mala é do meu pai! - disse eu enquanto tentava recobrar o juízo e desvencilhiar a mala das mãos dele (sem muito sucesso, admito).
- Ah, pois você pegou a mala errada!
- Você que pegou! Agora solta!
- Louca... Solte essa mala já!
Ah legal, duas criancinhas brincando de cabo de guerra.
- Louco é você! Quer roubar a mala do meu pai! Sabe, queridinho, tamanho 44 não vai ficar muito bem em você não! Agora solta!
- Tá bom!
E ele soltou. E eu caí. E a mala caiu em cima de mim.
Resumo: mico total. Bem o que eu temia.
As pessoas passavam por mim e prendiam risadas e já ele...! HÁ, ele ria altas gargalhadas!
Por um momento eu esqueci que ele era lindo e minha vontade foi de matá-lo!
- Vem, eu te ajudo a levantar. - disse rindo e estendendo a mão.
- Eu sei me virar sozinha! - disse tentando levantar. Tropecei na mala e quase caí de novo. Quase, porque dessa vez ele me agarrou.
- Estou vendo... pegando a mala dos outros e se jogando em cima das pessoas... - ele disse rindo.
- HÁ HÁ, muito engraçado! Eu não me joguei em cima de você, eu tropecei! E essa mala é do meu pai!
- Ah é? E por acaso seu pai se chama ? - eu olhei para ele com cara de desentendida, porque eu realmente não estava entendendo. Já me disseram muitas vezes que eu sou meio lerda mas eu nunca acreditei.
- Como assim? - Eu já estava pressentindo que eu havia pagado um mico maior do que só cair no chão, então fui checar o nome que estava na mala...
Hum, lata de lixo? Cadê você quando eu mais preciso me jogar fora?
- Ãan, é... desculpa... , né? Ãan... tchau então... ? - disse tentando disfarçar a vontade que eu estava de tacar minha cabeça na parede. Tinha que ser a senhorita aqui pra pagar mico na frente do cara mais lindo que eu já conheci! Ai ai ai!
- Tudo bem, mas só porque você é bonita. - U-a-u. Se eu já estava vermelha antes, com certeza eu estava parecendo uma pimenta. - Já que você sabe o meu nome, eu posso saber o seu?
- Ãan... - tive uma leve impressão de que eu não estava conseguindo disfarçar a minha cara de pastel (um pastel vermelho, por sinal - existe?). - .
Vi meu pai acenando em um lugar muito distante, talvez em um outro mundo, já que eu estava em um planeta particular e perfeito com algum príncipe lindo - que não parava de segurar o riso, eu devia estar parecendo uma besta mesmo. -, e percebi que junto a ele estavam todas as malas. Legal! Paguei mico à toa!
Dei um sorriso de despedida ao ser maravilhoso, o que foi recíproco já que eu percebi que ele tinha um sorriso lindo. Perdi o ar por um momento e fui embora.
E agora estou aqui no carro, com minha nova família, pensando se algum dia o verei de novo ou se, ao menos, conhecerei outro alguém como ele.
E tive uma prova de que a força do pensamento é bem... digamos que fortinha. Assim como a batida do carro.
Sim, você leu direito.
Enquanto eu pensava no Deus Grego Da Pilastra e em toda a sua beleza máscula, o sinal de trãnsito deu verde e o carro começou a andar, mas um carro prateado estranho (oi,nãoseionomedecarros) avançou o sinal da rua paralela à que nós estávamos e... BAM!
Soooorte que eles não estavam correndo e nem nós!
Ninguém se machucou... ninguém exceto eu (nossa, grande novidade! Eu sempre me machuco). Em uma tentativa louca de me segurar, mesmo com o cinto de segurança, eu me segurei no banco da frente e crack! Minha mão quebrou. Na hora doeu bastante mas agora eu nem sinto nada... AI MEU DEUS, EU NÃO SINTO A MINHA MÃO!!! /ok, momentocriseoff.
Todos nós saímos do carro, inclusive as pessoas do outro carro (também ninguém machucado. Oh, como eu tenho sorte!) e foi aí que eu o vi. Na verdade, os vi, porque minha visão estava meio afetada e eu enxergava dois s ao invés de um. Isso mesmo, !
GRAÇAS A DEUS A GENTE BATEU NO CARRO DELE! Quer dizer, o carro dele bateu no nosso, mas é só um detalhe. Deus bem que poderia ter pulado a parte da minha mão quebrada e tal, né...
O que foi mais estranho do que essa coinscidência foi como ele agiu.
Enquanto meu pai e madrasta falavam com o que parecia ser os pais dele, ele veio falar comigo.
- Ei, é , né? - ele perguntou com um ar meio preocupado enquanto olhava para a minha cabeça. Isso me fez ter uma idéia estúpida de que ele talvez estivesse lendo meu pensamento e que então ele sabia o quanto meu coração estava batendo forte, não pelo acidente, mas por ele e também sabia o quanto eu estava feliz por ter sofrido esse acidente. Bem, se ele é tipo um Edward Cullen, ele provavelmente deve achar que eu sou louca agora. - Hum, sim. E voc~e é... , né? - É claro que eu sabia o nome dele, mas eu não podia parecer desesperada pra ele e por ele. Só que não adiantou muito já que a minha voz falhou no final e já que eu tinha quase certeza de que eu estava com um olhar de cachorro sem dono. Ai, ele poderia ser meu dono quando quizesse, haha. Ok, parei.
- Sou sim, que bom que você lembra... mas me chame de .
- Como eu poderia esquecer? - tentei insinuar um pouco que eu estava afim dele, o que deve ter parecido um tanto estúpido com a minha cara pós-acidente e ainda mais vindo de mim, alguém que nunca soube "flertar" e que já está até acostumada a pagar micos na frente de caras gatos.
- Hum, bem, porque parece que você bateu a cabeça bem feio... tá sangrando. - ele disse sorrindo gentilmente e preocupado. Ele colocou a ponta do dedo dele na minha testa. Ardeu. Eu recuei um pouco dele como reflexo e ele me puxou pra perto dele de novo. Eu teria ficado bem satisfeita com isso se ele não tivesse me puxado pela minha mão quebrada. Dei um grito bem escandaloso que, de início, eu não tinha nem certeza se tinha vindo de mim.
Bem, pelo menos agora eu sentia minha mão.
Bem, pelo menos agora eu sabia porque eu ainda estava enxergando dois Deuses Gregos da Pilastra!
- Desculpa, desculpa, perdão, mil desculpas. - disse ele meio desesperado, tentando não tocar na minha mão ao mesmo tempo que queria tocar pra tentar ajudar em alguma coisa. Muito fofo. Até aquele momento, ele era o único que tinha se preocupado comigo.
- Não tem problema. Nem está doendo. - menti, porque estava doendo e muito depois que ele tinha me puxado. E minha cabeça havia começado a latejar.
- É, tõ vendo... você está com cara de "oi vou desmaiar daqui a um minuto". - É, eu devia estar mesmo horrível, bem típico de mim.
- Talvez seja porque eu vou desmaiar daqui a... - não consegui terminar a frase porque eu simplesmente comecei a girar e eu sabia que estava desmaiando.
Tenho raiva do meu corpo. Sempre que eu tenho dor eu me livro desmaiando. Eu não podia ter desmaiado ali, naquela hora, com ele. Eu ainda nem tinha pego o msn dele!
Ouvi em um lugar bem distante de mim alguém chamando "Pai", até que eu percebi que não era um lugar tão distante assim. Era perto, muito perto por sinal. Com dificuldade, abri um pouco os olhos e percebi que estava no colo de . Senti os braços dele me segurando firme e encostei minha cabeça no peito dele. Ele tinha um cheiro muito bom. Ouvi ele dizendo "Calma, " e tive tempo de surtar um pouco em pensamento com a voz dele me chamando pelo meu apelido. A voz dele era linda, não tinha percebido antes o quanto. Queria ficar acordada e ter forças para olhar para ele mas eu vacilei. Entrei na escuridão do meu próprio pensamento e em um instante eu já estava apagada.
Odiava desmaiar.
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Quando eu recobrei meus pensamentos, eu estava no hospital. Olhei para o sofá ao meu lado e vi dois s dormindo. Ai, visão distorcida é uma merda! Mas mesmo assim deu pra apreciar aquela vista máscula e gostosa e linda e perfeita. É, recobrei os pensamentos mas não o juízo. Só estava achando meio estranho ele estar ali, comigo, como se a gente já se conhecesse há bastante tempo e não só há algumas horas. Aliás, eu não tinha certeza se havia passado só algumas horas já que eu tinha apagado legal. Depois de alguns minutos apreciando ele, ele começou a se espreguiçar e a abrir os olhos com uma cara muito fofa de criancinha. Não consegui evitar um riso. Ele olhou para mim e sorriu.
- Ué, resolveu acordar? - disse ele.
- Hum, sim, quanto tempo eu fiquei dormindo?
- Bem, bom dia pra você! - exclamou ele após olhar no relógio.
- O QUÊ?! Eu dormi UM dia? - me exaltei e minha cabeça doeu um pouco.
- Aham.
- Um dia inteiro?
- Como um bebê!
- Cadê meu pai? - perguntei.
- Seus pais estão lá fora, tomando um café, pelo o que eu saiba. - disse ele se levantando.
- Ela não é minha mãe! - Danielle nunca será, isso menosprezaria muito o ex-cargo da minha mãe.
- Não? Desculpa, eu pensei que fosse, porque ela é bonita e você também e você tem os olhos como os dela... - ele estava meio desajeitado e percebeu que eu não estava gostando. - Hum... é... eu poderia saber por que tanta... mágoa?
- Longa história.
- Ainda bem que eu tenho todo o tempo do mundo.
- Mas eu não tenho toda a paciência para contar. - disse meio arrogante. Maldade, eu sei, mas eu não gostava de falar sobre isso, muito menos para alguém que eu mal conhecia!
Ele me lançou um olhar e sorriso gentil e pegou na minha mão não-quebrada.
- Uau, sua mão está super gelada! Está com frio? - ele perguntou.
- Não. Minha mão sempre fica assim, até nos dias quentes. - respondi. Ai, eu sou muito estranha.
Ele riu. Apreciei o toque da mão caliente dele por alguns instantes até que a porta do quarto se abriu, entrando meu pai e a minha MÁ-drasta.
Imediatamente, quase como flash, deu um salto quase pro outro lado do quarto e eu não consegui conter uma gargalhada.
- Do que você está rindo? - perguntou meu pai.
- Ai, nada demais, só uma piada interna. - respondi tentando me controlar e vi que estava sorrindo. Ficou aquele silêncio estranho até que o se manifestou.
- Bem, eu tenho que ir embora...
- Ah... okay então. - respondi com cara de criança que quer um brinquedo que não pode ter.
Ele veio em minha direção e meu coração palpitou mais do que já estava palpitando. Se aqui tivesse aquele monitorzinho de batimentos cardíacos, iriam achar que eu estava tendo uma síncope ou algo assim. Ele me deu um beijo de biquinho no rosto. Até aí minhas pernas já estavam tremendo, assim como as minhas mãos. Parecia que eu estava com o mal de Parkinson (é assim que se escreve?). Seus lábios estavam quentes e macios e o beijo demorou mais que o normal. Deve ser muito bom beijar ele na boca. E então ele sussurrou no meu ouvido:
- A gente se vê, ... logo. - E saiu após um aceno.
Eu percebi que tinha ficado super vermelha já que meu rosto queimava. Danielle me lançou um olhar de "eu sei o que você fez no verão passado" e eu tive vontade de voar no pescoço dela. me controlei e voltei a um sono fingido para eles me deixarem pensar no em paz.
Passaram alguns dias desde a minha chegada triunfal e eu ainda não tinha me acostumado com Londres.
E também não tinha visto o novamente.
Mas, bom.
Eu tenho que admitir que a minha nova casa era muito linda, moderna e sofisticada. Muito maior que a minha antiga casa. Grande o suficiente para eu não ver os outros moradores: pai, MÁ-drasta e mais 3 irmãos. Lola era a mais nova, de 7 anos - fofa, mas eu odeio crianças nessa idade. Pra mim, elas ficam meio bestas; Tish, de 10 anos - se acha uma miss universo. Onde já se viu uma garota dessa idade usar 10kg de maquiagem para ficar em casa?! Influência de Danielle, certeza; e Stephen (ou Steve), de 19 anos - sem opinião sobre ele ainda, ele mal para em casa!
Mas o melhor de tudo era o meu quarto, onde eu fico a maior parte do tempo. É gigante, com um closet maior ainda, cheio de roupas (pelo menos isso de bom Danielle fez por mim.) e um banheiro lindo (com banheira!!! - eu não tinha isso na outra casa). Paredes de cor azul-piscina e rosa, com carpete de pelo rosa só em volta da minha cama. Altas tecnologias... realmente, um quarto de princesa. Eu não sabia o que tinha feito pra merecer isso mas tudo bem. Ou talvez, meu pai tenha feito isso pra se redimir, mas não vai adiantar. Um dia eu conto.
Mas, bom.
Ainda assim, tudo era estranho demais. Só iria me acostumar mesmo quando começasse as aulas.
E elas começaram.
Acordei cedo demais. Na verdade, eu nem dormi direito de tanta ansiedade. Ai, eu sei que eu não devia me preocupar com essas coisas e tinha que deixar minha mente livre e essa coisa e tal, mas as minhas questões existenciais simplesmente não paravam! Depois de experimentar trocentas roupas diferentes, optei pelo básico: uma calça jeans, uma blusa rosa clara e uma sapatilha rosa shock. Melhor do que ir com um dos 300 vestidos de noite que Danielle deu pra mim.
É, melhor não chamar tanta atenção assim no primeiro dia. Passei uma maquiagem leve, peguei meus óculos Ray-ban e minha bolsa Macey's e desci.
É, talvez essa bolsa super rosa shock chame atenção, mas não me importo muito.
Comi qualquer coisa e saí. Sunny Day em Londres. Nos filmes nunca fica tão ensolarado assim. Minha MÁ-drasta tinha me ensinado o caminho da escola então eu fui sozinha.
No caminho, meu celular tocou. Era David. Ai ai Senhor, faz meu coração parar de bater rápido? Confesso que sou meio caidinha por ele. Fui atravessar a rua enquanto atendia o celular e de repente eu senti alguma coisa me puxando e eu caindo em algo macio. Nossa, até o chão de Londres é bom? Macio desse jeito... Fiquei apalpando aquele chão até que o chão falou.
- Ei, será que dá pra você parar de me apalpar? - disse uma voz bonita.
- Hm, desculpa. - saí de cima do que eu percebi ser um garoto e não um chão.
Não abri os olhos. Não queria ver o estrago que essa aventurazinha tinha me feito. Eu já até sabia que eu devia estar machucada, isso sempre acontece comigo.
- Você não olha por onde anda? Se não fosse por mim você teria virado uma panqueca de baixo de um ônibus! - ah, legal que as pessoas me comparam com comidas. Pelo menos eu iria ser atropelada por um õnibus de 2 andares, valeria a pena. haha, ai tenho que ficar quieta as vezes.
- Obrigada?
- De nada. - ele tirou os meus óculos que estavam super tortos no meu rosto. - Abra os olhos. - eu ainda estava de olhos fechados.
- Não!
- Por quê não?
- Porque é melhor não ver!
- Ah vai, eu não sou tão feio assim.
Me levantei, ainda de olhos fechados, com a ajuda dele. Uau, nenhum osso quebrado.
- Vai, abre os olhos... - disse ele com uma voz carinhosa. - já está tudo bem, você nem se machucou.
- Agora não, mas daqui a pouco alguma coisa vai sair do lugar ou sangrar. Eu sei, confie em mim.
- Ta bom então... aqui seu celular. - ele colocou alguma coisa na minha mão. Agora que eu não ia abrir os olhos mesmo, meu celular devia estar todo quebrado. - tem um David ligando, sabe. - ele falou isso meio arrogante, com ênfase no "David".
- Ahn... - fui apertando uns 500 botões até que eu ouvi o barulhinho do celular desligando. Que bom, eu não podia contar pro David que eu quase fui atropelada. Ele iria morrer, ou rir de mim... ou morrer de rir de mim. - Tchau. - Saí andando de olhos fechados.
- Hum... será que não é melhor você abrir os olhos? - disse ele controlando um riso. Eu balancei a cabeça negativamente. Estava agindo feito uma criança, eu sei, mas na hora minha burrice era tanta que eu não podia controlar. - Ah, então eu te levo. - ele me guiou para a direção oposta á que eu estava indo.
- Como você sabe pra onde eu vou?
- Seus pais, digo, seu pai e madrasta disseram.
- O QUÊ? - eu realmente não estava entendendo. Burra ¬¬'
- Confia em mim, abra os olhos.
E eu abri. E vi um sorridente. E eu gritei. E tropecei em uma pedra. E eu quase caí. E ele me segurou. E aí eu senti o cheiro maravilhoso dele. Como uma viciada, minha vontade era de agarrar ele e o cheirar profundamente, mas eu me controlei. Um pouquinho na verdade...
- Nossa... eu não sabia que era tão horrendo assim... feriu meus sentimentos. - mal sabia ele que eu estava hipnotizada por ele.
- Não é isso. É que eu fiquei surpresa! Como assim "seus pais me disseram"? O que você está fazendo aqui? - perguntei entre uma cheirada e outra. Ele é viciante!
- Pensei que você soubesse que eles viraram amigos dos meus pais... pelo visto não sabia...
Cheirei ele mais um pouquinho, ainda nos braços macios e musculosos dele.
- Ei, será que dá pra você parar de me cheirar? - disse ele rindo mas fingindo voz de autoridade.
- É... dá... - e me efastei dele. Ele ainda estava rindo.
- Você pega a minha mala, se joga em cima de mim, bate no carro dos meus pais, desmaia me orbigando a te carregar, fica chamando pelo meu nome no hospital... - dessa eu realmente não sabia. - quase é atropelada como desculpa para cair em cima de mim, fica me apalpando, cai em cima de mim de novo e fica me cheirando. Isso é assédio sexual! Você é louca por um acaso?
- Ai, essa doeu. - eu disse e saí. Senti meus olhos se enxendo de lágrimas, mas era de raiva e não de tristeza. Eu nunca chorei de tristeza... bem, exceto uma vez. Mas então era isso que ele pensava de mim? Que eu era uma louca? Isso magoou. Ele veio em minha direção e me puxou pelo braço. Por que ele tinha essa mania?
- Ei, você ficou chateada? Eu estava brincando!
- Bom saber que você me carregou por obrigação naquele dia! - Eu sou muito sensível, admito. Ele me olhou com cara de desentendido, como se parecesse que me carregar na hora fosse a coisa mais óbvia e única a se fazer. Mas ele não tinha a necessidade de me carregar, tinha?
- Eu estava brincando! - Ele já estava ficando um pouco desesperado.
- ADORO esse tipo de brincadeira! - disse sarcástica. Já contei que me estresso fácil? E então eu voltei a andar, mas ele me prendeu. - Deixa eu ir, vou chegar atrasada assim!
- Ta bom. Mas eu vou com você.
- Ah você não vai não!
- Ah vou sim. Eu estudo na mesma escola que você. - UAU, legal.
- Vá por outro caminho!
- Aaaah, eu vou por este caminho há mais tempo que você, novata.
- Ta BOM! - disse irritada.
- Ok...
E ele foi andando do meu lado por todo o caminho. Ás vezes ele dizia alguma coisa mas eu não respondia. Ele tinha que fazer mais que isso para conseguir meu perdão. HAHA, sou MÁ! Tipo... deixar eu cheirar ele ou até me beijar. Ô, quem dera!
Nós chegamos na escola. Era bem bonita mesmo. Com árvores na frente e um espaço ao ar livre com umas mesinhas para as pessoas ficarem a vontade. Por um momento eu até esqueci minha raiva. Quer dizer, eu já tinha esquecido mas eu não ia dar meu braço a torcer. Falando em torcer, minham mão ainda estava enfaixada. Pelo menos minha cabeça não estava com um hematoma enorme como nas últimas semanas.
- Vem, vou te apresentar a algumas pessoas.
- Eu não vou a lugar nenhum com você! - Little Drama Queen.
- Você já veio comigo até aqui, que diferença faz?!
- ... - falei meiga e isso paralisou ele. De repente, ele sorriu.
- Sabia que eu adoro quando você fala meu nome? - Mal sabe ele que eu me sinto do mesmo jeito quando ele fala o meu. Aí ele se aproximou... e se aproximou... será que ele tinha lido meus pensamentos quando eu "disse" que ele deveria me beijar para conseguir meu misericordioso perdão?
E de repente, tudo ficou escuro de novo.
Pelo menos dessa vez eu acordei rápido. E vi que tinha um monte de gente em volta de mim. Alguém havia tacado uma bola de beisebol na minha cabeça. Ai que sorte que eu tenho! E justo na hora que parecia que o ia me beijar!
- Ei, mil desculpas. - disse um garoto, também bonito, enquanto me ajudava a levantar.
- Acho que você já fez demais, Jesse. - disse arrogante ao garoto bonito que agora eu sabia que se chamava Jesse. Eu gosto desse nome.
- , que tal você parar com essa briguinha de 3ª série? E então, garota bonita, qual seu nome? - ele perguntou doce para mim. Oh, jesse.
- Hm, .
- Prazer, linda. Muito mesmo.
- Tá, vamos embora. - disse com raiva enquanto saía e me puxava pelo braço. Já disse que odeio quando ele faz isso?
Saímos e fomos para uma mesa onde estavam os amigos e amigas de , os quais, até o final do dia já eram meus também. Esses eram: (me identifiquei mais com ela) - nunca a chame pelo nome se não quizer levar um lápis no olho; (pedida certa para rir); (ela ficou meio quieta comigo, acho que eu sou alguma intrusa. Percebi que ela é sensível demais, mais ainda em relação ao ); E os meninos: , e . Todos bem divertidos, divertidos até demais já que eles ficavam fazendo comentários... um tanto pornográficos de mim pro , achando que eu não estava escutanto. Ele ficou bem vermelho.
Na aula de biologia, eu realmente estava viajando em outro mundo. Naquele mundo perfeito onde o era meu príncipe encantado mas não tão encantado assim. E de repente, alguém bateu na porta da sala e disse que precisava falar com uma . Eu fiquei olhando que nem uma besta pros lados procurando quem estavam chamando e vi que todos os olhares da sala estavam em mim. Só depois eu me lembrei que eu me chamava . Er, lerda.
- É... ela é toda sua! - agora disse o mais baixinho (que ainda assim conseguia ser mais alto que eu!). uau, é de mim que ele falou? Eu deixava o Jesse ser meus dono, hein?! Ah, esqueci que já tenho dono: o .
- Aproveite! - disse um outro e então os 4 saíram, deixando eu e Jesse a sós. A sós sem contar as câmeras do corredor e a turma que prestava mais atenção na gente do que no professor, o que eu não podia culpá-los já que qualquer coisa é mais legal que mitocôndrias. Deu para eu ver de relance a cara de e ele estava muito vermelho e eu já até sabia que ele queria que o Jesse queimasse no fogo do inferno, e então Jesse me puxou para um canto onde ninguém nos veria. Acho que daqui a pouco o vem com um tridente bater no Jesse (sabe aqueles tridentes de filme, que o "coisinha do mal" usa? então, é isso.).
- Então, linda... vim te salvar dessa aula idiota. - ele disse no estilo mais super-homem possível.
- Oh, meu heroi!
- E seu vilão, né? Como anda sua cabeça?
- Normal. - ta, ele não precisava saber que eu não tenho uma cabeça normal assim.
- Ah, então eu acho que você já pode sair comigo... - ele disse enquanto se inclinava em minha direção. Ah, ele é alto! Se a intenção dele era me deixar tonta ele conseguiu!
- Agora? - perguntei sem ar. Acho que ele percebeu isso porque se afastou um pouco de mim pra me deixar respirar, eu acho. Não adiantou muita coisa já que ele sorriu e me tirou o ar de novo. Por quê eu estava tão vulnerável a sorrisos e olhares assim? Me irrita.
- Acho que seria impróprio ser expulsa no 1º dia de aula por matar a própria aula. - uau, será que todo mundo em Londres sabia ler pensamentos? - Hoje à noite, às 19:00h.
- Acho que tudo bem.
Ele me passou o número do celular dele e pegou o meu número. Oh, que bom que meu celular não havia quebrado naquele acidentizinho com o .
Falando em , ele ainda estava bem vermelho e inquieto quando eu voltei para a sala. E todos eles quiseram saber o que o Jesse queria comigo e quando eu contei eles não pareceram muito alegres já que eles simplesmente disseram: Legal! E olharam pro , que apenas murmurou um: Faça bom proveito.
Eu não estava entendendo aquela reação, principalmente a do meu Deus da Pilastra. Quer dizer, tá legal que agora eu sou amiga dele e a gente se dá muito bem, mas pra quê esse... ciúmes? E eu percebi que ele e o Jesse estão longe de serem amigos, mas eu posso ser amiga de quem eu quiser. Aliás, eu podia ser o que eu quisesse de quem eu quisesse. E eu queria ser do Jesse (e do também mas isso é só um detalhe.). E mesmo que fosse a situação melhor (ou pior) de ele estar "gostando" de mim, ele não podia me olhar atravessado como agora ele estava fazendo. Ta bom, podia, a vida é dele. Mas mesmo assim... Se ele estava chateado ele deveria vir conversar comigo... Ou então me beijar logo de uma vez. Depois do incidente da bola de beisebol, ele parecia ter esquecido que estava prestes a me beijar. E nem foi ele quem levou a bolada na cabeça! Se ele me beijasse, eu inventaria uma desculpa para não sair com Jesse.
Bateu o sinal da saída e eu fui andando com a .
- Legal o Jesse te convidar para sair, já está conquistando corações... e partindo uns... - ela disse essa última frase baixinho para eu não escutar, mas não adiantou.
- Essa não era minha intenção... - respondi.
- Mas você e o não estão ficando? Você não deveria então ter aceitado ficar com o Jesse!
- NÃO! A gente não está ficando! O que te faz pensar assim?
- Bem... o falou de você direto nessas últimas semanas, chegava até a irritar um pouco, até porque vocês nem se conheciam direito... mas pelo visto vocês não estão ficando...
- Não!
- E parece que eu vou morrer se ele souber que eu te contei que ele gosta de você...
- Ele gosta de mim? - perguntei ansiosa e ela me olhou com uma cara tipo "Claro, sua lerda!" - É por isso que ele ficou bravo com a coisa do Jesse?
- Isso e também por ele odiar profundamente o Jesse.
- E ele odeia o Jesse porque... (?)
- Briga de infância não tão infância assim. Longa história, outro dia te conto. Tenho que ir. Tchau.
E ela foi embora e eu fui seguindo meu caminho e percebi que Jesse ficava me olhando mas eu não fui falar com ele. Ouvi alguém correndo atrás de mim e como instinto, apressei meu passo. Logo o serzinho me alcançou, nunca fui uma boa corredora.
- Fugindo de mim, é? - perguntou sorrindo e com a respiração acelerada.
- Não. Mas você está! - respondi e o sorriso dele se foi.
- Por que você aceitou sair com aquele idiota?
- Pensei que o nome dele era Jesse!
- Que se dane!
Fiquei em silêncio por um instante, pensando em algo pra dizer além de "Porque ele é gato!".
- Seria bom fazer novas amizades, ué! - respondi.
- Ah sim, claro! Amizades! - disse ele sarcástico.
- Que se dane também!
A gente foi andando em silêncio, aquele silêncio incômodo. Pelo visto ele me acompanharia até em casa.
- Talvez a gente devesse parar de arrogância. - ele disse.
- Foi você que começou!
- Não saia com ele, por favor... ele não é bonzinho como ele faz parecer... - ele disse tão carinhoso e... não sei, talvez protetor que eu quase baixei minha guarda. QUASE.
- Me deixa fora dessa sua richinha com ele!
- Ta bom, mas por favor...
- Esquece isso, !
Ele ficou meio emburrado mas ainda assim me aconpanhou até a porta de casa, com aquele silêncio incômodo mais uma vez. Ele me deu um beijo muchucho de despedida no rosto e foi embora. Essa teria sido a chance dele me beijar, né? Me agarrava, me tacava na parede, me chamasse de lagartixa, TUDO menos ir embora assim! Entrei dentro de casa e vi que havia uma mensagem no meu celular. Era do Jesse.
" Já disse que você fica linda enquanto foge? Principalmente fugindo do . =D"
Ai, coitado do meu Deus da Pilastra. Me senti mal. Mas ainda assim não pude evitar um sorriso.
Ai ai, Jesse.
Pelo menos dessa vez eu acordei rápido. E vi que tinha um monte de gente em volta de mim. Alguém havia tacado uma bola de beisebol na minha cabeça. Ai que sorte que eu tenho! E justo na hora que parecia que o ia me beijar!
- Ei, mil desculpas. - disse um garoto, também bonito, enquanto me ajudava a levantar.
- Acho que você já fez demais, Jesse. - disse arrogante ao garoto bonito que agora eu sabia que se chamava Jesse. Eu gosto desse nome.
- , que tal você parar com essa briguinha de 3ª série? E então, garota bonita, qual seu nome? - ele perguntou doce para mim. Oh, jesse.
- Hm, .
- Prazer, linda. Muito mesmo.
- Tá, vamos embora. - disse com raiva enquanto saía e me puxava pelo braço. Já disse que odeio quando ele faz isso?
Saímos e fomos para uma mesa onde estavam os amigos e amigas de , os quais, até o final do dia já eram meus também. Esses eram: (me identifiquei mais com ela) - nunca a chame pelo nome se não quizer levar um lápis no olho; (pedida certa para rir); (ela ficou meio quieta comigo, acho que eu sou alguma intrusa. Percebi que ela é sensível demais, mais ainda em relação ao ); E os meninos: , e . Todos bem divertidos, divertidos até demais já que eles ficavam fazendo comentários... um tanto pornográficos de mim pro , achando que eu não estava escutanto. Ele ficou bem vermelho.
Na aula de biologia, eu realmente estava viajando em outro mundo. Naquele mundo perfeito onde o era meu príncipe encantado mas não tão encantado assim. E de repente, alguém bateu na porta da sala e disse que precisava falar com uma . Eu fiquei olhando que nem uma besta pros lados procurando quem estavam chamando e vi que todos os olhares da sala estavam em mim. Só depois eu me lembrei que eu me chamava . Er, lerda.
- É... ela é toda sua! - agora disse o mais baixinho (que ainda assim conseguia ser mais alto que eu!). uau, é de mim que ele falou? Eu deixava o Jesse ser meus dono, hein?! Ah, esqueci que já tenho dono: o .
- Aproveite! - disse um outro e então os 4 saíram, deixando eu e Jesse a sós. A sós sem contar as câmeras do corredor e a turma que prestava mais atenção na gente do que no professor, o que eu não podia culpá-los já que qualquer coisa é mais legal que mitocôndrias. Deu para eu ver de relance a cara de e ele estava muito vermelho e eu já até sabia que ele queria que o Jesse queimasse no fogo do inferno, e então Jesse me puxou para um canto onde ninguém nos veria. Acho que daqui a pouco o vem com um tridente bater no Jesse (sabe aqueles tridentes de filme, que o "coisinha do mal" usa? então, é isso.).
- Então, linda... vim te salvar dessa aula idiota. - ele disse no estilo mais super-homem possível.
- Oh, meu heroi!
- E seu vilão, né? Como anda sua cabeça?
- Normal. - ta, ele não precisava saber que eu não tenho uma cabeça normal assim.
- Ah, então eu acho que você já pode sair comigo... - ele disse enquanto se inclinava em minha direção. Ah, ele é alto! Se a intenção dele era me deixar tonta ele conseguiu!
- Agora? - perguntei sem ar. Acho que ele percebeu isso porque se afastou um pouco de mim pra me deixar respirar, eu acho. Não adiantou muita coisa já que ele sorriu e me tirou o ar de novo. Por quê eu estava tão vulnerável a sorrisos e olhares assim? Me irrita.
- Acho que seria impróprio ser expulsa no 1º dia de aula por matar a própria aula. - uau, será que todo mundo em Londres sabia ler pensamentos? - Hoje à noite, às 19:00h.
- Acho que tudo bem.
Ele me passou o número do celular dele e pegou o meu número. Oh, que bom que meu celular não havia quebrado naquele acidentizinho com o .
Falando em , ele ainda estava bem vermelho e inquieto quando eu voltei para a sala. E todos eles quiseram saber o que o Jesse queria comigo e quando eu contei eles não pareceram muito alegres já que eles simplesmente disseram: Legal! E olharam pro , que apenas murmurou um: Faça bom proveito.
Eu não estava entendendo aquela reação, principalmente a do meu Deus da Pilastra. Quer dizer, tá legal que agora eu sou amiga dele e a gente se dá muito bem, mas pra quê esse... ciúmes? E eu percebi que ele e o Jesse estão longe de serem amigos, mas eu posso ser amiga de quem eu quiser. Aliás, eu podia ser o que eu quisesse de quem eu quisesse. E eu queria ser do Jesse (e do também mas isso é só um detalhe.). E mesmo que fosse a situação melhor (ou pior) de ele estar "gostando" de mim, ele não podia me olhar atravessado como agora ele estava fazendo. Ta bom, podia, a vida é dele. Mas mesmo assim... Se ele estava chateado ele deveria vir conversar comigo... Ou então me beijar logo de uma vez. Depois do incidente da bola de beisebol, ele parecia ter esquecido que estava prestes a me beijar. E nem foi ele quem levou a bolada na cabeça! Se ele me beijasse, eu inventaria uma desculpa para não sair com Jesse.
Bateu o sinal da saída e eu fui andando com a .
- Legal o Jesse te convidar para sair, já está conquistando corações... e partindo uns... - ela disse essa última frase baixinho para eu não escutar, mas não adiantou.
- Essa não era minha intenção... - respondi.
- Mas você e o não estão ficando? Você não deveria então ter aceitado ficar com o Jesse!
- NÃO! A gente não está ficando! O que te faz pensar assim?
- Bem... o falou de você direto nessas últimas semanas, chegava até a irritar um pouco, até porque vocês nem se conheciam direito... mas pelo visto vocês não estão ficando...
- Não!
- E parece que eu vou morrer se ele souber que eu te contei que ele gosta de você...
- Ele gosta de mim? - perguntei ansiosa e ela me olhou com uma cara tipo "Claro, sua lerda!" - É por isso que ele ficou bravo com a coisa do Jesse?
- Isso e também por ele odiar profundamente o Jesse.
- E ele odeia o Jesse porque... (?)
- Briga de infância não tão infância assim. Longa história, outro dia te conto. Tenho que ir. Tchau.
E ela foi embora e eu fui seguindo meu caminho e percebi que Jesse ficava me olhando mas eu não fui falar com ele. Ouvi alguém correndo atrás de mim e como instinto, apressei meu passo. Logo o serzinho me alcançou, nunca fui uma boa corredora.
- Fugindo de mim, é? - perguntou sorrindo e com a respiração acelerada.
- Não. Mas você está! - respondi e o sorriso dele se foi.
- Por que você aceitou sair com aquele idiota?
- Pensei que o nome dele era Jesse!
- Que se dane!
Fiquei em silêncio por um instante, pensando em algo pra dizer além de "Porque ele é gato!".
- Seria bom fazer novas amizades, ué! - respondi.
- Ah sim, claro! Amizades! - disse ele sarcástico.
- Que se dane também!
A gente foi andando em silêncio, aquele silêncio incômodo. Pelo visto ele me acompanharia até em casa.
- Talvez a gente devesse parar de arrogância. - ele disse.
- Foi você que começou!
- Não saia com ele, por favor... ele não é bonzinho como ele faz parecer... - ele disse tão carinhoso e... não sei, talvez protetor que eu quase baixei minha guarda. QUASE.
- Me deixa fora dessa sua richinha com ele!
- Ta bom, mas por favor...
- Esquece isso, !
Ele ficou meio emburrado mas ainda assim me aconpanhou até a porta de casa, com aquele silêncio incômodo mais uma vez. Ele me deu um beijo muchucho de despedida no rosto e foi embora. Essa teria sido a chance dele me beijar, né? Me agarrava, me tacava na parede, me chamasse de lagartixa, TUDO menos ir embora assim! Entrei dentro de casa e vi que havia uma mensagem no meu celular. Era do Jesse.
" Já disse que você fica linda enquanto foge? Principalmente fugindo do . =D"
Ai, coitado do meu Deus da Pilastra. Me senti mal. Mas ainda assim não pude evitar um sorriso.
Ai ai, Jesse.
De tarde eu fiquei pensando se deveria mesmo sair com o Jesse. Quer dizer, eu nem o conhecia e eu sei que essa seria uma boa oportunidade para conhecer mas eu também sabia que, do jeito que eu estava com altas espectativas em relação a ele, eu poderia cair, me machucar (no sentido figurado. Apesar de que, se tratando de mim, eu posso acabar caindo literalmente mesmo.). E outra coisa: tem o . Se eu fosse, ele ficaria triste. E eu não posso fazer isso com ele, pois ele eu conhecia (não tanto assim mas conhecia) e eu sabia que ele não merecia isso. Por isso, eu mandei uma mensagem ao Jesse:
"Não vou poder ir. Pai não deixa. Desculpa. =/"
E em menos de 30 segundos ele respondeu:
"Tudo bem. Só não queria que o fosse o causador disso."
Respondi:
"Ele não tem nada a ver. beijos, b-bye."
Ele: "Finjo que acredito. Beijos."
É, ele estava certo, porque o é praticamente o causador-mór disso. Mas eu também sabia que se eu pedisse, meu pai não iria deixar. Ele não gostava nem quando eu saía com o David! Falando em David, ele me ligou e eu contei da minha nova vida pra ele, tirando a parte versus Jesse e eu de mocinha a ser resgatada. Ele não precisava saber disso, vai que isso fizesse ele ficar triste ou algo assim? Ta, eu duvido que ele ficaria triste, ele tem namorada! Mas sempre há uma luzinha no fim do túnel... Ai Meu Deus, estou me tornando uma galinha! Estou gostando de 3! Eu disse 3 garotos! Ao mesmo tempo!
Ok, nem é tanto garoto assim, relaxa !
Resolvi entrar na internet. Fui no myspace e vi que tinha novas solicitações de amigo e me surpreendi ao ver que eram 12 solicitações. 12! Eram da , , , , , , , dos quatro amigos do Jesse e, é claro, do próprio Jesse. Aceitei. Fui no twitter e foi a mesma coisa. "Segui" eles também. Adicionei todos eles no msn. Uau, eu estava popular! Assim que eu fiquei on, o veio falar comigo. AI MEU DEUS! Minhas pernas começaram a tremer! Para com isso, ! Nossa, ele estava gato na foto do msn, fiquei admirando aquela foto um pouco, quase perdi o rumo da minha vida ali.
says:
Ooooii!!!
; can't stop, won't stop. says:
Ooi..
says:
O que você está fazendo aqui? São 18:47, não era pra você estar com o Jesse?
; can't stop, won't stop. says:
Não, não era.
says:
Hã? Não entendi...
; can't stop, won't stop. says:
Eu não vou mais sair com ele.
says:
SÉRIO?! Que bom! Digo... que pena mas que bom porque aí você pode falar comigo. Por quê?
; can't stop, won't stop. says:
Não posso. Não quero. Ah, é melhor não.
says:
concordo, é melhor.
; can't stop, won't stop. says:
É, eu sei, pode dar os seus pulinhos de alegria. haha.
says:
já estou dando...
Tentei imaginar ele dando esse pulinhos... é, melhor não imaginar. Ficou aquele silêncio chato por alguns instantes até que a janelinha da conversa piscou. Pernas bambas on, coração acelerado on.
says:
Você me entende, não é? Essa coisa do Jesse. Quer dizer, você sabe porque eu estava estranho com você, né?
; can't stop, won't stop. says:
Talvez... posso estar errada. Me diz. (:
Depois de um tempo, ele respondeu. E eu imagino o quanto deve ser difícil admitir, no lugar dele eu só faria isso se acontecesse um milagre.
says:
Porque eu gosto de você, sabe... daquele jeito.
E eu enlouqueci. Agora minhas pernas (joellhos principalmente) começaram a tremer comulsivamente, mais do que já estavam tremendo. Meu coração acelerou mais ainda, mais rápido do que uma Ferrari agora e eu até fiquei sem ar. Nossa, eu nunca tinha ficado descontrolada desse jeito. Ok, já, mas uma vez só na minha vida. Tentei digitar alguma coisa pra mandar pra ele mas as minhas mãos tremiam tanto que só o que saía eram letras sem rumo, palavras sem sentido.
says:
... tudo bem?
NÃO, não estava tudo bem! Ele estava me causando um quase ataque cardíaco!
says:
posso te ligar?
Eu ainda não estava em condições de responder "NÃO ME LIGUE". Se eu ouvisse a voz maravilhosa dele eu com toda a certeza do mundo morreria.
says:
é... vou te ligar, ok?
E nisso eu escutei o toque de celular que eu havia colocado especialmente para ele: Are You Afraid? - Rooney. Eu havia colocado essa música como toque dele só por ser uma música que eu gosto, mas ali, naquela situação, pareceu tão irônica que eu quase ri. QUASE, eu ainda estava tendo a minha crise. Na verdade, estava tendo mais do que nunca. Peguei meu celular e senti mais uma onda de adrenalina. Se eu atendesse eu iria pirar mesmo e acabar falando besteira então eu resolvi não atender. Ei, eu tenho auto-preservação, ok? Só auto-controle que não...
Tive um impulso de tacar meu celular pela janela mas eu não fiz isso porque eu gostava do meu celular e também porque eu não ia inventar pro meu pai uma desculpa besta tipo "ele se tacou da janela sozinho! Foi algo sobrenatural!", então eu taquei o celular na cama mesmo. Êê, parece que jogar as coisas acalma o nervosismo um pouco. Vou jogar tudo meu no chão! Ta, não vou! O ceular tocou mais um pouco e depois parou. Ufa! E logo eu vi a janelinha do msn piscando.
says:
acho que você não está aí... desculpa qualquer coisa, ok? Vou sair.
Oh, ele ainda se desculpou! EU é que devia pedir desculpas. Pra umas coisas eu sou tão madura e para outras eu sou tão criança! Eu fui muito estúpida! Deveria ter respondido ele ou atendido o celular. Ta, eu tinha que responder alguma coisa mas o quê? O QUÊ? E ele ficou offline. Merda. Agora se eu quisesse dizer alguma coisa eu teria que ligar para ele. Ah, mas eu não ia ligar pra ele mesmo!
Resolvi tomar um banho para relaxar um pouco, eu ainda estava com o coração acelerado. A água quente, pelando para ser mais exata, batia muito bem na minha pele. Fiquei pensando no que tinha acontecido. Então o realmente está afim de mim. E agora era diferente porque ELE havia admitido isso.
Demorei 15 minutos no banho gostoso, o que foi uma coisa feia, já que eu sou ecologicamente correta. Eu estava fazendo uma nota mental para tomar um banho bem rápido da próxima vez para compensar essa enquanto saía do banheiro e entrava no quarto, até que eu notei um ser encostado perfeitamente na parede... meu Deus da Pilastra! E imediatamente minha crise voltou.
- MEU DEUS! O que fazendo está você aqui? - embaralhei tudo.
- Hã? É... será que não é melhor você colocar uma roupa pra gente conversar? - ele disse meio embaraçado enquanto sorria e tenatva desviar o olhar ao mesmo tempo que não queria. Ah, não acredito que eu estava nua! Não podia ser! Eu olhei para o meu corpo e vi que estava de toalha. Menos mal... se você não contar o fato de que eu estava SÓ de toalha com um garoto, no meu quarto, com pai e MÁ-drasta provavelmente dormindo e aliás, essa era uma toalha pequena em relação à minha vergonha e qualquer movimento em falso revelaria alguma parte íntima minha.
- MEU JESUS CRISTINHO! - tentei me apoiar na cama. Senti meu corpo queimando mas não pelo banho e sim de vergonha.
- Eu vou esperar no corredor, ok?
- NÃO! - me levantei. Nossa, parecia que eu estava implorando para ele me abusar sexualmente!
- Ok então... sabia que esse seu look está perfeito? - ele disse se aproximando... e aproximando...
- Ah, obrigada, eu acho. - disse tímida.
Ele chegou muito perto e me prendeu contra a parede. O corpo dele estava quente, como eu me lembrava. Ele me olhou nos olhos com admiração, hesitando em dizer algo. Ficou beijando minha nuca enquanto me apertava em seu corpo e eu até me esqueci de respirar. Involuntariamente, minha perna se enroscou com a dele e agora eu já até sabia que essa toalha não estava ajudando. Ele beijou meu rosto e em seguida, um leve beijo na boca. E eu soube que a partir dali, seria difícil fugir do paraíso.

