Force Of Nature

Autora: Daiane Ismério
Status: Em Andamento
Revisada por: Gabi Gleriani
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Romance, Comédia, Drama - LongFic
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Prólogo

Suas mãos estavam nervosas e seus olhos, semi-serrados. Danny finalmente conseguiu abrir a porta de seu apartamento, virou-se para trás e deu seu melhor sorriso. A garota que antes o agarrara por trás, o retribuiu, e, assim, iniciaram um beijo.
Entraram no apartamento, sem sequer notar a bagunça que faziam por onde passavam. Loiras, morenas, ruivas, japonesas, americanas, inglesas... Daniel realmente havia perdido a conta de quantas mulheres passaram por seus braços. Mas escolhera somente uma, uma felizarda.
Chegou a seu quarto, e a jogou na cama. Ela deu um sorriso um tanto safado, e o chamou com um de seus dedos. Ele tirou sua própria camisa e a calça, ficando apenas de boxer. A menina tirou seu vestido, ficando apenas de calcinha e sutiã.
Mais uma vez, loiras, morenas, ruivas, japonesas, americanas, inglesas... Para que tantas, se só uma ocupava a sua mente? Para que tantas, se ele só queria uma?



Capítulo I

- Você prometeu, ! Será só um mês, Dougie e eu contamos com você. – tentava fazer a cabeça da amiga pelo telefone.
- Eu sei que prometi, mas ando atarefada! Estudar já é complicado, imagina Direito!
- , você está de férias da faculdade que eu sei, e sei também que as suas férias serão prolongadas por mais algumas semanas, pelo fato de você ter sido estagiária do todo poderoso e ter se saído muito bem. Coisas que você aprenderia agora, você já sabe! – a amiga disse, já cansada de ter que pensar em argumentos para convencer .
- ...
- Seremos só você, Danny, que é um dos amigos de Dougie, o próprio Dougie e eu. – , nesse exato momento, cruzou os dedos, torcendo para que (como gostava de ser chamada) caísse em sua lábia. Se ela dissesse que nada feito, Dougie falaria bastante em seu ouvido e tudo isso porque ele queria, porque queria que Danny e se conhecessem.
- O Dougie que está te enchendo com isso, não é?
- É. – disse a menina rindo, e a acompanhou.
- Eu vou, , mas deixo bem claro que vou levar meu notebook, minhas anotações e tudo mais para eu estudar e dar uma olhada quando achar que é preciso.
- Isso! Obrigada, amiga, você não vai se arrepender. O Danny é um gato! – disse, num tom bem safado.
- , você tem um péssimo gosto pra homens... Basta olhar pro seu namorado para saber do que eu estou falando. – riu .
- Nossa, amiga, tem certeza de que você estuda para ser advogada? Pensei que era algo relacionado à comédia.
- Você é bem sarcástica.
- E você é bem chata! Gastei trinta minutos no telefone tentando te convencer a ir nesta viajem. Tem noção de como isso vai sair uma nota?
- Sua mão de vaca. – riu e, já , fez um som incompreensível com a boca. – Me fala, quando vamos, quando voltamos?
- Você tem exatamente uma hora e meia para fazer as malas, e uma hora e meia para se arrumar. Partiremos daqui três horas.
- COMO? Você pirou, ?
- Não, quem pirou foi o Dougie. Ele quer viajar ainda hoje, e de trem! – riu.
- Manda esse recado pra ele: Feioso! disse, e começou a rir.
- Eu to ouvindo, porra. – a voz de Dougie invadiu os ouvidos de e, por mais que sua voz estivesse séria, isto não impediu que a menina caísse na gargalhada.
- Era isso que eu queria! Você está doido, Dougie? Viajar agora, à noite? Daqui a três horas?
- Sim, temos muito que fazer amanhã em Saint Tropez.
- Mas...
- Agora, chega de papo, garota. Vá arrumar suas coisas! - Dougie impôs, e desligou o telefone sem ao menos esperar uma resposta.
- Como ele é educado. – resmungou. – Certo, vamos começar fazendo uma lista mental das coisas que irei levar:
Notebook, cinco biquínis, três calças jeans, dez shorts, telefone celular, iPod...



Tudo o que decidia levar na viajem, jogava em cima de sua cama.
morava sozinha em Londres, num apartamento com cozinha, dois quartos, dois banheiros, sala de estar e jantar, área e varanda. Fazia exatamente um ano e meio que ela havia tomado essa decisão e tinha que admitir, sentia saudade da sua casa. Mas ali era o mundo dela. Fazia o que queria. Se quisesse dar uma festa ou levar um namorado pra lá, não tinha que comunicar a sua mãe e seu pai.
O dinheiro que ela pagava por aquele aposento vinha de uma pensão fornecida por seu avô, e de seus estágios remunerados. Seus pais também a ajudavam.



Três malas, uma nécessaire e duas pastas. Isso era o que ela levaria para a sua viajem até Saint Tropez. Olhou no relógio e viu que tinha exatamente vinte minutos para se arrumar e sair de casa. Ficou boba por ter demorado tanto para fazer as malas, mas paciência! Ninguém mandou Dougie e lhe comunicarem em cima da hora.
Quando mais nova, a menina vivia atrasada e todos reclamavam disso com ela. Mas com o tempo obteve responsabilidade não só em seu horário, mas em outras coisas também.



- CINCO MINUTOS, ! – Dougie gritou, assim que ela atendeu o celular.
- Calma, Dougie! Eu já estou indo.
- Você não vai chegar aqui em cinco minutos! Você é uma chata. – o menino disse com voz embargada, e riu, riu muito.
- Você não quer chorar, né? – a menina ainda ria. – Amigo, vamos de avião! Aproximadamente, é uma hora... Na volta, nós podemos vir de trem, do que você quiser. Hoje, não dá. – controlou a risada para falar com o menino. Ela parecia a tia explicando ao aluno que ele não pode comer cola.
- ‘Ta bom. – ele resmungou. – Mas deixo claro que eu topo porque o Danny ainda não chegou também.
- Ok, amigo. Eu já estou indo, ta bom?
- ‘Ta bom, . Até daqui a pouco.
- Por que você não vai adiantando as coisas? Vá para o aeroporto e compre nossas passagens! Te encontro em quinze minutos.
- ‘Ta bom. – ele resmungou e ela desligou, voltando a se arrumar. Uma calça jeans escura de boca bem fina, um scarpin e uma blusa preta. Era assim que viajaria. adorava usar aquela combinação, se achava mais bonita com aquela roupa, ela só não sabia o porquê.
Scarpin na praia?, ela pensou, erguendo a sobrancelha. Pegou seu telefone e pediu para que o porteiro a ajudasse com as malas. Se ficasse mais um tempinho dentro de casa, era capaz de mudar de roupa, e ela tinha a certeza de que a próxima roupa que escolheria estaria dentro das malas. Mulheres.



Como ela havia dito a Dougie, o encontraria em quinze minutos, e foi isto o que fez. Assim que chegou ao aeroporto, viu a cara de tédio de e a cara emburrada de Dougie. Mas quando este a viu, logo abriu um sorriso e cutucou .
- Nem demorei muito, viu!
- Tem certeza de que vamos passar só um mês na França? – Dougie perguntou, olhando para as malas da menina e, em seguida, desviou seu olhar para a humilde mochilinha dele.
- Sou menina, Poynter, não vivo a base de boxers e shorts, não!
- Eu estou explicando isso pra ele desde quando saímos de casa. – resmungou.
- Então, cadê o Danny? – ela passou os olhos pelo local. Não o conhecia pessoalmente, mas tinha noção de como o menino seria.
- Ele vai no próximo vôo. Agora, só iremos os três. – Dougie disse, mostrando as três passagens.
- Então, Saint Tropez, aí vamos nós. – ela fez um gestinho de Cheerleader e tanto Dougie quanto reviraram os olhos.



A viajem correra muito bem e, como havia dito, durou cerca de uma hora.



-

escutou um ruído e abriu os olhos. Em seu apartamento, seu sono era bem pesado – o mundo podia estar acabando, e ela nem se daria conta. Mas em um novo ambiente, além de demorar a pegar no sono, este, era levíssimo.
Olhou no relógio da cabeceira, que marcava seis e meia da manhã. Ela ficou de bruços, a fim de voltar a dormir, mas novamente escutou um barulho. Passos?, pensou ela.
A menina se levantou rapidamente, colocou um robe por cima de sua camisola e, então, chegou perto da janela. Olhou para o terraço e viu uma sombra se mover. - Ai, meu Deus. - ela sussurrou, com as mãos pressionando fortemente sua boca. Iria até o quarto de e Dougie que, só para contrariar, ficava do outro lado da sala.



sentiu um vento frio em sua espinha e se abraçou. - Calma, ! Existem três pessoas nessa casa, e ele é só um. - ela dizia para si mesma, a fim de se acalmar. O nervosismo era tanto que a menina umedecia os lábios de cinco em cinco segundos, mordendo o inferior em seguida.
Pé ante pé, estava quase atravessando a sala quando um movimento à sua esquerda chamou a atenção. Um homem alto, com cabelos aparentemente pretos estava do outro lado da sala, perto da porta que dava para a varanda. Distraído com algo em sua mão, por pouco tempo chegou não notar a menina ali.
Ela foi chegando para trás, a fim de gritar e acordar os amigos, mas sua voz simplesmente não saía e tudo o que ela conseguiu foi murmurar um "socorro".
- Er, oi?! Desculpa invadir... – ele ia dizendo, enquanto se aproximava, e ela só se afastava mais, sentindo seus olhos lacrimejarem de medo, nervoso, tudo!
- Se afasta de mim. – ela sussurrou, e o rapaz, parou imediatamente de andar.
- Calma, não precisa ter medo. – ele disse sorrindo, mas ela nem reparou em nada. Aliás, ela só reparava na saída, que estava bem à sua frente, e no celular de Dougie, que estava na mesinha do telefone. Num gesto rápido, ela pegou o aparelho e correu para fora da casa. Parecia que ela estava numa maratona, nunca tinha corrido tanto.
Um pouco distante dele, ela sentiu o nó em sua garganta se desfazer, e então ela gritou. Gritou alto o suficiente para tentar acordar Dougie e .
corria pelo mato e pela areia e, ao mesmo tempo, tentava discar para a polícia. Olhou para trás, e o homem ainda corria atrás dela e, no momento que ela fora gritar outra vez, ele chegou perto o suficiente para a puxar pelo braço e conseguir calar sua boca.
Com o outro braço, ele agarrou a cintura dela e suas pernas se chocaram, fazendo com que ambos perdessem o equilíbrio e caíssem.
- Calma, garota! Deixa de ser histérica. – ele disse, soltando uma gargalhada depois e ela, mordeu sua mão. – Ai, minha mão, porra! – ele finalmente tirou a mão da boca dela e, quando a menina se preparava para gritar novamente, ele a calou. De novo.
- Quer mesmo acordar e Dougie? – após dizer isso, a expressão dela mudou. Ela se sentiu mais relaxada e, notando isso, ele retirou suas mãos da boca dela.
- Você os conhece?
- Claro! Sou amigo do Dougie. Danny Jones. – ele estendeu a mão para a menina. – Eu me atrasei e peguei o vôo às cinco e meia da manhã. O tapado trocou minhas passagens errado. – ele disse de um jeito divertido, e riu.
Eles não tinham reparado, mas estavam deitados na areia, abraçados.
- Er ,não é por nada, Danny, mas você é pesadinho, sabe? – disse, dando um leve sorriso, e Danny demorou um pouquinho para se tocar. Quando a ficha lhe caiu, projetou sua nuca em um só movimento e a pôs para trás. Mas ao invés de se levantar, baixou seus olhos no decote – recém-descoberto – da menina.
- Er... – Danny tentava ao menos disfarçar, mas estava difícil. Muito difícil, para falar a verdade. Então, com uma de suas mãos tentou cobrir o decote da menina, ato que deu muito errado.
- Mas o que você... – ela tentou pronunciar, enquanto sentia o menino mexer em sua camisola. Mas com a luta de Danny com a camisola de , a tal acabou abrindo, quase deixando os seios da menina à mostra. , ao notar seu estado, arrumou sua camisola rapidamente e então olhou para o rosto do menino. O mesmo estava muito vermelho, como se estivesse soltando fumaças pelos ouvidos.
não se desesperou. Pelo contrário: - Que fracote! Ficou vermelho por que quase viu peitos? - pensou ela, com a sobrancelha erguida.
-Mas... – e Danny escutaram uma voz bem conhecida dizer. Danny se levantou, e estendeu a mão para que pudesse fazer o mesmo. Ele não estava mais vermelho e parecia ter esquecido o episódio anterior. Era isso, ou ele disfarçava muito bem. Olharam para a direção da qual vinha a voz, e viram um Dougie sonolento com uma barra de ferro a mão.
- Poynter, amigo! – Danny disse, abrindo os braços e indo na direção do tal. Dougie jogou a barra de ferro de lado e também abriu os braços.
- Fala aí, dude. – disse Dougie.
- Você é um tapado, trocou minha passagem para às cinco da manhã! – Danny disse, abraçando o menino.
- Sério? Desculpa, cara, eu estava tão eufórico com a viagem que acabei nem me ligando. – disse ele com um sorriso de criança.
- Aquela gritaria, aquele corre-corre para achar alguma coisa que pudesse matar alguém, foi à toa? – apareceu da greta da porta.
- Parece que sim. – riu, se aproximando.
- Cunhada! – Danny balançou os cabelos de .
- Vamos entrar, e vocês dois – apontou para e Danny, – vão explicar essa fofocada toda. – impôs Dougie.



Já dentro de casa e sentados à mesa, onde cada um segurava uma xícara de café, eles conversavam.
- Por que invadiu a casa, Jones? – perguntou.
- Porque eu não tinha a chave para entrar, oras! Não iria dormir na rua como um objeto sem utilidade. – ele disse em meio a dúvidas, o que fez dar uma risadinha. Com toda a correria, a menina mal pôde reparar em Danny e, sabe que tinha razão? Ele era interessante.
- Não acredito que estou acordado às sete horas da manhã por nada. – Dougie resmungou, passando as mãos fortemente pelo rosto.
- Já que estamos os quatro acordados, poderíamos começar a aproveitar o dia. – disse com um doce sorriso, passando as mãos no cabelo do namorado. – Eu vi umas bicicletas na garagem, poderíamos dar uma volta.
- Eu topo! – e Danny disseram juntos.
- Amor, não fique decepcionada, mas eu quero dormir. – disse Dougie, dando um selinho na menina. De selinho, o beijo foi ficando mais intenso e os dois já se beijavam fervorosamente, ignorando e Danny.
- Vai se acostumando, Daniel, vai ser assim a viagem toda. – ela apontou para os amigos, levantando em seguida e pegando a sua e mais uma xícara vazia. Danny fez o mesmo.
- Eu sei bem como é, já estou acostumado. – sorriu. – Eu me interessei pelas bicicletas que a disse... Topa fazer esse passeio comigo?
- Claro, por que não? – a menina respondeu. – Só me dê um tempo para tomar um banho e trocar de roupa, ok?
- Tudo bem, mas me dê um tempo para eu tomar um banho e trocar de roupa também.
- Claro. Nos encontramos daqui a trinta minutos?
- Quinze. – ele disse com um sorriso encantador, e a menina balançou a cabeça positivamente, indo para o seu quarto em seguida.



Quinze minutos depois...

- ? – o menino bateu à porta do quarto dela, e escutou um "entra" abafado. Provavelmente, ela ainda estava no banheiro. Ele fez o que a menina disse e entrou em seu quarto. Este, era espaçoso e ainda bagunçado. Viu o notebook dela jogado numa escrivaninha – bem velha, por sinal. Pegou o aparelho e começou a mexer.
- Não me bate, Daniel, mas quinze minutos é pouco para uma menina se arrumar. Ainda mais quando ela rolou na areia e correu de um psicopata. – ela disse de um jeito divertido, atraindo o olhar do menino para si.
Tudo bem, ele era Daniel Jones, o rei do pedaço, o que pegava todas e tudo mais. Mas ao ver apenas de toalha à sua frente, fez com que seu sangue parasse de bombear. O ar que respirava pareceu sumir, e seu coração batia de um jeito estranho, em sua visão.
Ela estava com uma toalha branca enrolada em volta de seu corpo e esta tinha o comprimento até a metade da coxa da menina. Seus cabelos estavam molhados e nas pontas do mesmo, formavam-se cachos largos e definidos. O cheiro de sabão, hidratante ou sabe-se lá o que, invadia o quarto e isso só deixava Danny mais tonto.
Enquanto a menina pegava suas roupas, ele começou a se recompor.
- Eu estou viciado em Internet, então espero que não se importe por eu estar usando seu notebook.
- Imagina, Daniel. Pode usar à vontade. – essa sorriu para ele, mostrando duas peças de roupa para o menino. Uma era um short jeans curto e a outra, uma calça de ginástica.
- Jeans. – ele disse. – Você tem mais cinco minutos, moça. – dito isso, correu para o banheiro e, incrivelmente, terminou de se aprontar no tempo determinado por ele.
- Vamos?
- Bonita camiseta. – ele elogiou e sorriu, agora tensa. Ela não sabia exatamente o porquê, mas fazia uma idéia. Ordenou-se por pensamento a relaxar, afinal, estava parecendo uma colegial boba.
Os dois foram até a garagem e pegaram suas bicicletas. Riram bastante com a bicicleta dupla, imaginando e Dougie andando nela. Aliás, imaginaram a cara de sonhadora de e a de rabugento de Dougie.



-

- Então, Daniel, me fala um pouco de você. – disse. Os dois caminhavam lentamente, lado a lado.
- Hum, ok. Primeiro, me chame de Danny, porque nem minha mãe me chama mais de Daniel. – disse, e ela balançou a cabeça positivamente. – Eu tenho vinte e três anos, moro em Londres e faço parte da banda do Dougie. Sou o guitarrista e vocalista.
- Legal! Mas não é formado em nada?
- Sou formado no Ensino Médio, serve? – ele disse de um jeito cômico, fazendo a menina rir. – Eu não tive tempo para pensar no meu futuro, sabe? Pensar além da música.
- Entendo. – ela sorriu, mas sem mostrar os dentes.
- Por que eu nunca te vi em um dos shows do McFly, na nossa casa, festas e outros...? – o menino perguntou, curioso, e parou um momento, parecendo pensar.
- Na verdade, na época em que a começou a namorar o Dougie, eu comecei a faculdade, então eu fiquei totalmente sem tempo e sem ânimo para festas, shows e outras agitações.
- Mas isso não justifica, moça. Queria ter te conhecido antes! – ele disse sério, fazendo bico depois, e riu.
- Eu só tinha tempo para programas caseiros, entenda: programas em que ia na minha casa.
- Hum. Continue me falando sobre você.
- Sou uma brasileira que mora em Londres há muitos anos. Tenho vinte anos e saí da casa dos meus pais faz pouco tempo, estudo Direito e é isso aí. – riu, e ele também.
- Tem namorado? Noivo? É casada ou viúva?
- Solteiríssima. Ou melhor, como um amigo meu do Brasil dizia: Estou solteira, mas não estou a pé.
- Gostei! Acho que vou dar essa resposta quando perguntarem sobre a minha vida pessoal. – ele disse, pensativo. – Então, você tem seus rolos?
- Tenho. E tudo bem, não é tão simples assim.
- E são muitos? – ele perguntou, desconfiado.
- Digamos que... Sejam suficientes para me trazer problemas. – ela piscou, e ele engasgou do nada, freando a bicicleta. também parou, descendo de seu meio de transporte e indo até o menino.
- Danny, você está bem? – perguntava ela, dando leves batidas em suas costas.
- Acho... – ele tossiu. – Acho que sim.
- Você é forte. – ela tinha pensado alto... Droga!
- E você é linda. Apesar de não entender nada sobre estruturas físicas, te digo que seria merecedora de uma vaga entre as Angel's da VS. – ele disse, fazendo-a corar.
- Exagerado. – ela voltou para a sua bicicleta e então retomaram o passeio.
- Não, sou realista.
Deveria ser aproximadamente oito horas da manhã, e o céu estava incrivelmente claro e o sol brilhava, estonteante. Avistaram uma das praias de Saint Tropez e o sorriso brotou no rosto dos dois.
- Adoro o mar. – ela disse.
- Por mais que eu more em Londres e por mais que lá chova direto, eu também gosto.
Eles ficaram num breve silêncio, que era mantido - não por falta de assunto: ambos ali gostariam de saber mais um do outro. Estavam em silêncio porque era gostoso. Estava gostoso.
- , temos um problema. – Danny disse sério, olhando para frente.
- Que foi?
- Estou com fome. – ele voltou o olhar para a menina, fazendo um bico no estilo sinta pena de mim. A menina riu.
- Que tal pararmos na primeira padaria que virmos? Você pode comer um pãozinho. – ela disse meiga, e Danny adorou aquilo. Simplesmente adorou.
- Certo. – disse ele. Caminharam por cerca de dez minutos, até pararem numa pequena cafeteria.
- Me acompanha? – ele perguntou com uma mini-cesta cheia de Muffins.
- Por que não? – disse, pedindo um café para si e, juntos, sentaram numa mesa.
Ele reparava no jeito de ela comer e beber. Como era educada, meiga em seus gestos.
Ela reparava no jeito de ele comer e beber. Como era esfomeado e um pouco sem educação em seus gestos.
- NÃO ACREDITO! – os dois ouviram alguém gritar. – MÃE, É O DANNY JONES! – o menino, ao escutar seu nome, fechou os olhos fortemente. Sabia o que viria a seguir. – AAAAAHHHH! – a pessoa gritou e correu até Danny, o abraçando. Ele retribuiu ao tal e, quando pôde se livrar, limpou sua boca e sorriu para a menina. somente observava.
- Eu não acredito que encontrei você, Danny! Você é a minha vida, eu te amo! – a menina disse, um pouco mais controlada.
- Obrigado. – ele murmurou, tímido.
- Pode tirar uma foto comigo e me dar um autógrafo? Meu nome é Maggie. – a menina dava um guardanapo e caneta para ele, enquanto sua mãe batia várias fotos. Maggie passava as mãos nos cabelos, no rosto de Danny, como se quisesse ver se ele era real ou não. deu um riso abafado daquele papelão.
- Quem é ela? – Maggie perguntou, olhando a menina de cima a baixo.
- Uma amiga, .
- Amiga? – ela perguntou, desconfiada.
- Er, sim, amiga. – foi a vez de responder. Mas logo se calou. A guria havia lhe lançando um olhar...
- Eu não acredito em você, o que está acontecendo?
- E-eu não sei do que você está falando. – ele gaguejou, nervoso. Nervoso porque estava perdendo a paciência com aquele ser.
- Maggie, seu pai está nos esperando! Faça logo uma pose para a foto. – a mãe dela disse e assim fez a garota.
- Adorei te conhecer, Danny, você é muito mais bonito pessoalmente.
- Obrigado. – sussurrou novamente.
- E quanto a você – ela se virou para , – se fizer o meu gatinho sofrer, acabo com você.
No desespero, somente balançou a cabeça positivamente. Que garota alucinada! Ela, então, se aproximou para dar um beijo de despedida no menino, ele achava que este seria no rosto, mas alguma coisa dizia a que...
Pronto, ela deu um selinho muito roubado - mais que roubado! - no menino, e isso foi motivo suficiente para ele fechar a cara.
Terminaram de tomar o café em silêncio e, quando já tinha acabado, murmurou para que fossem logo pra casa.
- Está chateado? – a menina perguntou, já sabendo a resposta.
- Sim. Odeio falta de respeito. Uma coisa é pedir um autógrafo, outra, é me beijar do nada.
- Aquela garota tinha um olhar psicopata. – disse pensativa, fazendo Danny rir.
Eles voltaram para casa, não mais em silêncio absoluto. Conversaram sobre música, viagens, homens, mulheres, entre outras coisas. Chegaram a casa praticamente na hora do almoço e, para a surpresa de ambos, e Dougie ainda dormiam.
- Alguma idéia para acordar os pombinhos? – perguntou de um jeito perverso, e Danny retribuiu da mesma forma.
- Que tal o clássico copo de água na cara?
- Acho ótimo! – a menina correu para a cozinha, enchendo dois copos de água. Entregou um a ele.
- Eu jogo no Dougie e você, na . – Danny disse, em frente ao quarto dos dois.
- ? – arqueou uma sobrancelha, e o menino a respondeu com uma cara meio óbvia.
- Uhum.
- Ela sabe que você a chama assim?
- Não. – disse ele, já meio triste, e riu.
- Ah, ta! Porque ela odiaria esse apelido.
De soslaio, entraram no quarto. e Dougie dormiam abraçados. Ele estava de barriga pra cima, com o braço em volta do pescoço da menina, que estava com a cabeça apoiada em seu peito. Uma cena até bonitinha.
- Vou contar até três. – Danny sussurrou e balançou a cabeça positivamente. – Um... Dois... Três! – e os dois jogaram água no rosto dos dois preguiçosos na cama.
Dougie gritou que estava se afogando e xingou um palavrão bem feio. Isso foi o suficiente para que e Danny explodissem em risadas.
- Não teve graça, caralho. – Dougie disse, enxugando o rosto com o lençol.
- Teve sim, amor. Você gritando que estava se afogando foi ótimo. – agora ria.
- Deveríamos fazer isso mais vezes, . Deixou tudo bem mais feliz aqui na casa. – Danny disse, com a mão estendida para menina, de modo que ela a tocasse e, assim, ela o fez.
- Concordo, Danny.
Passaram mais alguns minutos rindo, se divertindo, até e Danny perceberem o quão convidativa era a cama de e Dougie, e se juntarem ao casal, deitando com eles na cama.
- Sério que vocês vão ficar aqui dentro o dia todo? – perguntou, sentindo Danny acariciar seus cabelos. Mais um pouco com aquele carinho, e ela dormiria.
- Sim, aqui está muito bom. – Dougie se aconchegou mais a .
- Vocês não dormiram de novo, não? Se encheram de café e por isso, estão elétricos desse jeito? – indagou.
- Na verdade, nós fomos dar aquele passeio de bicicleta. – Danny contou.
- E foi bem legal, Saint Tropez promete! É um lugar muito bonito. – completou.
- Nossa! Para quem não queria vir – a olhou com reprovação, – você está empolgada, moça.
- Tenho meus motivos, ok. – respondeu , dando a língua para a amiga.
- O papo está bem legal e tudo mais, mas, amor, eu sinto fome. – Dougie disse, passando a mão na barriga, e o olhou, toda derretida.
Por mais que o menino estivesse com os cabelos bagunçados, cara amassada e tudo mais, ela simplesmente o achava lindo. Na verdade, pra ela, ele era lindo de qualquer jeito.
- Não seja por isso, vou fazer nosso almoço. – o mimou.
- Nós te ajudamos. – disse Danny.



e Dougie tomaram banho e colocaram uma roupa bem fresquinha. Era aproximadamente uma hora da tarde e o sol castigava. Os quatro decidiram comer nhoque com carne assada e salada. Um ótimo cardápio.
- e Danny cuidam do nhoque, Dougie, da salada e eu, da carne, pode ser? – impôs, e os outros três concordaram.
- Vamos lá, Danny, cante a receita que eu vou pegando os ingredientes.
- Uma colher de sopa de margarina, um ovo, dois copos de farinha de trigo, dois copos de leite e uma colher de chá de sal. – ele disse, e a menina foi fazendo como havia dito.
- Coloque, em uma panela, a margarina, o ovo batido, o leite, o sal e a farinha de trigo. Mexa sempre até dissolver a farinha. – Danny leu e foi ajudar a menina. – Abaixe o fogo e mexa até que desgrude do fundo da panela, então desligue o fogo. – e assim eles fizeram. Com a massa depois de pronta, esperaram até que ela ficasse fria para tirarem-na da panela e fazer o formato do nhoque que eles queriam.
olhava para aquela massa como se fosse a coisa mais legal do mundo. Ela não era acostumada a cozinhar.
Pegou a massa e pôs em cima do balcão, começando a massageá-la.
- Posso, também? – Danny perguntou à ela, com os olhos brilhando, e apenas balançou a cabeça negativamente pensando: - Duas crianças brincando de cozinhar, eu mereço!
disse sim para o pedido de Danny e, imediatamente, ele se posicionou atrás da menina, colocando um braço de cada lado do corpo dela, deixando suas mãos chegarem no balcão. teve que chegar um pouco mais para frente, se escorando no tal, pois sentiu suas pernas bambearem quando Danny posicionou atrás de si. A respiração calma do menino batia em sua nuca, o que lhe rendia arrepios.
A menina se conhecia muito bem para ter a certeza de que essas sensações eram por conta de uma leve atração física que ela sentia pelo menino. Aproveitou para reparar nos braços do garoto, que não eram tão musculosos; eram na medida certa, e também tomados por sarda.
Danny estava adorando aquela situação. Estava praticamente agarrado a uma gostosa, sentindo o perfume dos cabelos dela e mexendo, massageando uma massa de nhoque. Era patético - ele sabia disso -, mas mesmo sendo patético, estava bom ali. Muito bom.



- Não como algo tão bom assim desde quando morava com meus pais. – disse, saboreando a comida, e todos ali concordaram. O máximo que comiam era comida congelada.
- Depois do almoço, o que vamos fazer? – perguntou.
- Eu vou à praia pegar um solzinho, aproveitar que ele não está tão forte agora. – disse.
- Eu acho que vou ficar por aqui. – e esse foi Danny.
- Nós dois poderíamos caminhar, amor. – Dougie disse, acariciando as mãos da menina, que concordou, dando um lindo sorriso.



-

A casa em que estavam era bem próxima da praia. Bastava que eles fossem para a parte de trás da casa, atravessassem um portão de madeira, e pronto.
Danny estava no terraço, e viu quando chegou à praia, segurando seu notebook numa mão e uma toalha na outra. Tudo o que ele menos queria era ser taxado de tarado, mas estava impossível não olhar para a menina.
Ela estava com um biquíni branco e suas pernas longas e bem torneadas eram um colírio para os olhos de quem as visse. Seu andar era bem gracioso e sexy, e, segundo Danny, os quadris da menina eram perfeitos, assim como seus seios. Nem pequenos e nem grandes demais. Seus cabelos estavam presos num rabo de cavalo mal feito e no rosto, usava óculos a lá Paris Hilton. Sua boca era tão convidativa! Parecia pedir beijos. Foi ela pisar na areia para chamar mais atenção ainda. Linda. Simplesmente linda.
Infelizmente, uma hora Danny tinha de sair de lá, e essa hora chegou quando cansou de lutar contra o sono. Como e Dougie estavam passeando sabe-se lá onde e ele estava sozinho em casa, resolveu tirar um cochilo na sala mesmo.



-

Foi aproximadamente uma horinha na praia. Pouco tempo para quem adora o mar, mas o motivo pelo qual a menina resolvera voltar para casa era porque ir à praia sozinha era realmente muito chato, a não ser que você vá para surfar - o que não era o caso.
Quando chegou em casa, até passou por sua cabeça voltar à praia, mas dessa vez com Danny. Ele era uma boa companhia. Sem fazer escândalos, viu o menino dormindo. Sua respiração estava leve, sua boca, entreaberta. Seus cabelos já desgrenhados e sua roupa, amassada. A vontade de deitar com o ele no sofá tomava conta de seu pensamento, mas calma lá! Ela o conhecera naquela manhã, certo? Ela não podia apenas chegar e fazer o que dava na telha com o rapaz, pois não estavam numa balada ou em qualquer outra coisa onde se veriam por apenas uma noite, e pronto. Passariam um mês de férias e teriam que conviver juntos, dividindo uma casa durante esse tempo, então - paciência! -, só ficaria na vontade.
- Ele está dormindo, não? Então, não tem problema eu dar um beijo de boas vindas nele. – ela falou para si mesma. Enrolou sua toalha em volta do corpo, pôs seu notebook numa mesinha e se aproximou do rapaz.
Olhando de perto, ele conseguia ser ainda mais lindo. A vontade de dar o tal beijo ia diminuindo, afinal, não teria graça se ele não pudesse corresponder, e ficar olhando-o tão de perto lhe causava uma sensação tão boa.
- ? – Danny abriu os olhos. Não por completo, mas mantendo-os semicerrados.
- Hey! Vim te acordar para você ir deitar na cama, senão você vai acordar morto, literalmente. – ótima desculpa. Ela sorriu, e o menino balançou a cabeça positivamente, levantando-se em seguida, e foi para o próprio quarto.
Quando viu que Danny já estava longe o suficiente, bufou e se jogou no sofá em que ele estava há poucos instantes.





Capítulo II

No dia anterior, ninguém mais se viu naquela casa. Acredite. e Dougie chegaram e foram direto para o quarto, fazer o quê, não sabemos. após se xingar por ter mandado Danny para o quarto foi arrumar seu e acabou dormindo. Danny cansado da viajem, dormiu praticamente direto até o dia seguinte. Ele só havia acordado para ir ao banheiro e tomar um copo de água.

Era aproximadamente dez horas e ainda dormia, ou melhor ela tentava continuar a dormir. Um barulho vindo do terraço estava a tirando do sério. Ela cobriu a cabeça com o travesseiro e nada, então jogou o mesmo para fora da cama e sentou-se na mesma.
Coçou os olhos e foi ao banheiro lavar o rosto e fazer toda a sua higiene matinal. Sempre que acordava na hora em que não queria, além do mau humor ela trazia consigo um enjôo.
Caminhou pela casa toda, estava sozinha. Provavelmente estavam todos no terraço. foi para a cozinha preparar seu café com torradas e com ele depois de pronto, sentou-se em cima da mesa e começou a se alimentar.
- Olha, a bela adormecida acordou! - disse Danny. rapidamente virou seu olhar para o menino. Ele estava apenas de bermuda, cabelos desarrumados e bem suado. -Bom dia. -ela murmurou.
- Bom dia princesa, dormiu bem? - perguntou ele já perto da menina. Mais exato entre as pernas dela.
- Dormi, só não acordei muito bem com a zona que vocês três estão fazendo no terraço.
- Ah, Dougie e eu estávamos limpando a piscina e a estava nos dando ordens. - ele fez uma pequena careta e riu. - Daí quando acabamos, Dougie foi babar ovo dela e logo começaram a se pegar. Daí eu vim ver se você havia acordado.
- Ah claro, então só lembra de mim quando está no aperto? - ela cruzou os braços.
- Não! Claro que não... Te conheci ontem e você está no meu pensamento por todo tempo que me mantenho acordado. - ele disse de um jeito fofo.
- Você não vai me comprar com a sua simpatia, Daniel.- ela frisou o nome dele.
- Daniel, não!
- Daniel, sim!
- Ah é? - ele perguntou e a viu balançar a cabeça positivamente. - Tem uma coisa sobre mim que você não sabe, quando as pessoas me chamam de Daniel e isso me irrita eu faço um tratamento intensivo nelas...
- É, Daniel? E que tratamento seria este? - ela perguntou desafiadora.
- Cócegas intensivas! - ele disse e isso bastou para a menina correr pela casa toda aos berros. não conseguiu ir muito longe, quando chegou na sala Danny a alcançou e isso bastou para ele começar a fazer cócegas nela.
- Pá... Pára Danny! - ela ria, tentando o afastar.
- Agora você chama de Danny, né? Curioso. – ele ainda fazia cócegas nela.
- Eu vou fazer xixi nas calças, Dan, para com isso. - ele parou por um breve momento.
- Isso seria divertido. - disse e voltou a torturá-la.
- Ora, ora, ora, vejo que estão se dando muito bem. - Dougie disse chegando a sala abraçado a . Só aí que Danny parou de torturar a menina, que saiu correndo, provavelmente iria ao banheiro.
- Sim, estamos. - o menino respondeu. - Sua amiga é muito legal, .
- É mesmo... Mas ela é só legal? Só isso mesmo? - a menina perguntou sabendo muito bem a resposta de Danny.
- Ela é gostosa, dude... - ele disse sonhador e tanto quanto Dougie, riram da cara dele. - Eu conheço muito bem a e ela de uns tempos pra cá, mais exato quando começou a estudar Direito, se tornou uma menina um pouco séria. Quase recusou vir a viajem para ficar estudando... Mas quando ela está com você, percebo que ela volta ser a idiota de sempre. - disse um pouco mais baixo, exatamente para a amiga não escutar.
- Eu disse Danie... Danny, que por pouco eu faria xixi nas calças. - vinha reclamando do banheiro.
- Ah não acredito que perdemos esse espetáculo! - Dougie disse rindo e lhe deu língua, resmungando que iria tomar banho.
- Voltando ao assunto, investe nela Danny. -.
- Eu não sei, a gente é meio que, diferente. - disse o menino bem pensativo.
- Dougie e eu também somos! Nem por isso deixamos de ser um casal e vocês fazem um casal bem bonitinho.
- É cara, pelo menos fica com ela por um mês, quem sabe não acabam gostando e vocês começam a namorar?
- Vocês estão querendo dar uma cupido ou o quê?
- Só estamos querendo te desencalhar, meu querido Jones. - Dougie disse.

A manhã dos quatro foi bem calma, conversaram, riram e brincaram bastante. O sol estava quase se pondo e Dougie e resolveram ir assistir esse espetáculo da Natureza juntos na praia. e Danny alegaram que aquele programa era para casais apaixonados, que eles ficariam na piscina ou dormindo.

Ever ever after (happily)...

Storybook endings, fairytales coming true
Deep down inside we want to believe they still do
In our secretest heart
It's our favorite part of the story
Let's just admit we all want to make it to ever ever after
If we just don't get in our own way
Ever ever after
It may only be a wish away


- , o que é isso que está tocando? - Danny perguntou de um jeito engraçado, parecia que segurava o riso.
- Nunca assistiu "Encantada"? É a música do final do filme. - ela fazia gestos engraçados com a mão.
- Nunca assisti. - e então ele deu uma gargalhada.
- Que foi?

Start a new fashion - wear your heart on your sleeve
Somethings you reach what's realest by making believe
Unafraid, unashamed
There is joy to be claimed in this world


- A letra é um pouco engraçada... Só isso.
- Hey a letra não tem nada de engraçada, ok? Só porque fala de final feliz e essas coisas? - a menina que estava sentada na borda da piscina observando Danny dentro da mesma, se levantou e foi para um canto no terraço. Aquele que dava a privilegiada visão da praia. Danny a observou e se sentiu culpado pelo silêncio dela.

You even might wind up being glad to be you
Ever ever after
Though the world will tell you it's not smart
Ever ever after
The world can be yours if you let your heart believe in ever after


O sol começou a se pôr e era tudo tão lindo, tão mágico. Com certeza aquele era um dos pontos mais positivos daquela viajem.
- Eu não falei por mal, , é que essa letra tem a cara da Disney, sabe?
- Mas o filme é da Disney. - ela o olhou. Agora estava lado a lado.
- Eu só... Prefiro músicas que falem mais a verdade. Só isso. - ele disse de um jeito amargurado, como se lembrasse de algo.
- Você não acredita num final feliz? Você não acredita que possamos ser felizes para sempre?-ela perguntou e ele ficou em silêncio. - Quem cala consente. - ela concluiu para si mesma, voltando a olhar a vista.

And no wonder your heart feels it's flying
Your head feels it's spinning
Each happy ending's a brand new beginning
Let yourself be enchanted you just might break through to ever ever after
Forever could even start to day
Ever ever after
Maybe it's just one wish away
Your ever ever after
(I've been dreaming of a true love's kiss)
Forever ever after


Assim como o pôr do sol, a canção também acabou e quando isso aconteceu, Danny murmurou que iria lá em baixo. viu o menino descer e demorou cerca de dez minutos para ir atrás dele.
Passou pela sala e ele não estava, foi ao quarto do menino, também nada. Começou achar estranho, mas ao entrar em seu quarto, se deparou com Danny jogado em sua cama, deitado de bruços com os olhos fechados.
Sorriu aliviada, chegando perto do menino e deitando ao seu lado.
- Se eu falei alguma coisa lá em cima que não deveria, desculpa. - falou baixo, acarinhando o cabelo do rapaz.
- Eu só acho que nem todos nascemos para ter finais felizes. Que nem todos encontram seu príncipe ou princesa encantados. - agora ele virou de fronte a ela e seus rostos estavam tão próximos, que ambos sentiam a respiração uma do outro.
- Eu também acredito nisso, mas... Cada um tem o que merece. Se você plantar a ruindade irá colher ruindade e as coisas não darão certo para você. Já se plantar o amor, o colherá. - ela disse sorrindo. - Independente do tempo que isto leve.
- Eu nunca fui um cara de uma menina só. Mas um dia me apaixonei e sabe o que ela fez? - balançou a cabeça que não. - Me abandonou. Preferiu voltar para não sei onde e me deixou, sem ao menos esclarecer as coisas para mim.
- Talvez ela não seja o amor da sua vida.
- Mas eu pensei que fosse. Eu a amava.
- Amava?
- Não a amo mais. Já superei.
- Não superou.
- Superei, isso só... Magoa um pouco. - olhou no fundos dos olhos do garoto. Era nítido que ele ainda gostava dessa tal menina que o abandonou. Talvez ele até poderia não gostar, mas o jeito que ele ficava balançado ao falar dela...
- To me sentindo culpada em começar esse assunto. - ela fez uma careta.
- Diz isso por...
- Porque você ficou desanimado.
- Eu posso me animar rapidinho se você fizer algo... - ele disse de um jeito maroto.
- Lá vem a droga da chantagem.
- Vamos caminhar na praia hoje à noite?
- Posso pensar?
- Se você disser não, vou voltar a ficar triste. - e então ele fez um bico, que a menina julgaria tentador.
- Como eu não tenho escolha... Eu topo sim. - disse e se ajeitou na cama, abraçando mais o menino e descansando sua cabeça no peito dele.
Danny gostou muito daquela sensação, então não relutou nem um pouco em começar a alisar os cabelos da menina. Aos poucos foi notando a respiração dela ficar mais calma e a escutou resmungar algo sobre como aquilo estava bom. Se curvou mais um pouco e viu que a menina havia pego no sono.
- Que preguiçosa... - ele disse rindo para si mesmo.
-
sentia um calor diferente, sentia algo tão gostoso, tão bom de se sentir. Ainda estava de olhos fechados, havia cochilado por cerca de alguns minutos.
Sentiu o carinho no seu cabelo, estava com tanta preguiça que nem os olhos queria abrir, mas quando finalmente sentiu uma mão em volta do seu pescoço e outra em sua cintura, ela o fez rapidamente e se deparou com um Danny bem confuso.
- Que foi? - ele perguntou.
- O que aconteceu, eu dormi? - perguntou ela passando as mãos pelo cabelo e em suas roupas.
- Dormiu. - riu.
- Nossa, Danny, suas mãos são mágicas. Geralmente demoro horas para dormir em lugares estranhos... Quando faz o meu sétimo dia na casa, mais ou menos, que eu começo a me acostumar.
- Não são só minhas mãos que são mágicas. Na verdade, eu sou mágico por inteiro. - ele tentou fazer uma pose convencida, mas tudo o que conseguiu enxergar foi uma pose bem sexy. Ela sacudiu a cabeça para ver se parava com essas besteiras.
- Ah claro. Eu dormi muito?
- Umas duas horas... - ele disse olhando no relógio.
- Nossa e você? Não ficou acordado esse tempo todo olhando pro nada, não, né?
- Na verdade, sim. - ele disse sério, porém o olhou desconfiada. - Ok, eu dormi. - se rendeu. - Mas eu acordei fazem meia hora e foi tempo o suficiente para eu...
- Não acredito que você me viu dormindo, Daniel! - ela exclamou indo pro banheiro em seguida e o menino a seguiu. Ele ficou no batente da porta enquanto ela passava uma água no rosto.
- Você nem me deixou terminar de falar. - ele foi até ela, que agora secava o rosto.
- E precisa? - perguntou agora, olhando o reflexo dele no espelho a sua frente. Danny posicionou-se atrás dela e abraçou pela cintura, apoiando sua cabeça no ombro da menina.
- Claro! Foi tempo o suficiente para eu ver como você é linda dormindo. - e então beijou o pescoço da menina.
- Linda dormindo? Aham, cheia de remela, cabelo desgrenhado, roupa amassada... - ela resmungou.
- Deixa de ser fresca, pequena! - gargalhou. apenas pegou suas mãos e entrelaçou nas mão de Danny, que ainda permaneciam em volta da sua cintura. Nenhum dos dois sabia o que estava acontecendo por ali exatamente, mas seja o que for, era bom de mais.
Ele beijou o pescoço dela novamente e ela fechou os olhos, seguida por ele.

Looking for beauty in a certain
Finding the strength inside a gray


A voz de Nick Carter soou no quarto da menina e os dois levaram um breve susto, apesar da música começar bem calminha. O susto foi porque os dois estavam ali, praticamente agarrados e em silêncio. Não esperavam que uma música começasse a tocar do nada. Mas não pensem que com o pseudo susto eles se separaram. Isso não aconteceu, pelo contrário, apenas aprofundaram mais seus corpos.

Maybe you're heading for a breakdown and maybe that's ok
Could be that you're hanging on for dear life


Danny beijou o pescoço da menina mais uma vez e ela não escondeu o sorriso que brotara no cantinho de sua boca. Ela afastou um pouco seu rosto do de Danny e ele abriu os olhos rapidamente, procurando a entender. Ela por sua vez, virou seu rosto para o dele e se aproximou devagar, acarinhando seu nariz na bochecha do garoto e em seguida lhe dando um beijo naquele mesmo lugar. Um beijo demorado, onde ela procurava transmitir como estava gostando daquela sensação.
Looking for beauty in a certain Finding the strength inside a gray

O início da música repetiu e levou um estalo. Claro, aquele era seu celular, era o dito cujo que estava tocando.
- Meu celular, Dan, preciso atender. - disse.
- Tudo bem, então vamos. - e lá foram os dois abraçados para o quarto. A menina olhou o visor de seu telefone e viu a foto de uma amiga. A atenderia, claro.
[A conversa foi toda no viva voz]
- Jess, do meu coração. - sorriu.
- Eu to com saudades, , chega de férias. Volte para Londres, agora mesmo. - a outra resmungou.
- Ah claro. Deixa de frescuras e me conta como está esse seu segundo dia de folga, gostando?
- Não! Eu não saí de casa ainda. Só vou viajar sábado que vem, vou para Brighton .
- Ah amiga, é um bom lugar vai.
- Bom lugar? Bom lugar é Saint Tropez, onde há pessoas ricas e aristocratas.
- Er, eu estou em Saint Tropez, Jess. - deu um sorriso sarcástico, enquanto Danny gargalhava.
- Desculpa amiga, eu esqueci. Mas hei, foi um homem que riu aí?
- Não Jess, preciso desligar, falo com você no sábado para saber como foi a viajem.
- Mas...
- Beijo amiga, amo você. - e desligou.

- É assim que você trata seus amigos é?
- Você não conhece a Jess, confia em mim, foi melhor coisa a se fazer. - disse ela com uma cara meio triste. Mas é claro que estava de brincadeira.
- Está muito bom, ficar aqui agarrado a você - disse e a menina corou -, mas eu tenho que ir caçar algo para comer. Minha barriga implora por socorro. - e enfim eles se soltaram do pseudo abraço.
- Vou com você, ainda vamos caminhar, certo?
- Certíssimo! - e a puxou pela mão. Quando chegaram na cozinha, Danny resolveu preparar dois sanduíches enquanto a menina resolveu fazer um suco para eles. Depois de tudo pronto, foram para a sala, dando de cara com e Dougie esparramados no sofá, com duas enormes bacias de pipoca e latinha de cerveja na mão, assistindo um filme qualquer.

- Enfim apareceram! - Dougie disse de um jeito exagerado, levantando as mãos para o alto.
- Rei do drama. - lhe deu língua.
- Nossa, quanta consideração. Estão com baldes de pipoca, assistindo um filme e nem nos chamaram.
- Hey pesquise antes de sair falando moço. - o olhou feio. - Eu procurei vocês dois pela casa toda até ir no quarto de e ver os dois dormindo. Estavam tão bonitos juntos que nem resolvi acordar vocês.
- Aham, sei. Desculpas! Se quisesse ficar sozinha com esse seu namorado feio, era só falar...
- Não precisava inventar. - Danny completou e ambos viram a cara de limão azedo de .
- Eu não estou inventado nada!
- E nem eu sou feio! - e então ele lhe tacou um punhado de pipoca.
- Dougie! - ela retribuiu com um pedaço do seu sanduíche.
- Hey, olha o meu homem! - tacou mais um punhado de pipoca que acertou bem no meio da carinha de Danny, que ficou emburrado por ter que tirar um pedaço do seu sanduíche para ter que tacar em .
Fez-se o apocalipse! Os quatro começaram uma guerrinha de pipocas, sanduíches, cervejas e sucos.
Não precisa descrever o estado em que a sala ficou, os quatro estavam melados por causa da bebida e pela sala eram pedaços de sanduíches e pipocas.
- ‘To cansado. - Danny resmungou.
- Dois. -.
- Três. -.
- Quatro. -Dougie.
- Danny querido, você ainda quer caminhar na praia? - perguntou com uma cara de sofrida.
- Por que não fazemos um programinha mais caseiro, tipo dormir? - disse ele com um sorriso esperto.
- Não! Que tal um verdade ou consequência com muita vodca? - Dougie sugeriu com um sorriso bem pervertido.
- Eu topo! - e Danny falaram juntos e olharam para , que parecia mais estar interessada em suas unhas.
- Sei não gente...
- Deixa de frescura, , que eu sei muito bem que você se amarra numa malvada. -.
- Só brinco se tiver Martini de Maçã...
- Feito. - Dougie disse e eles ficaram num breve silêncio.
- Vou tomar um banho, vocês também, certo? Nos encontramos daqui alguns minutos. - disse e os outros concordaram, balançando a cabeça positivamente.
Logo a sala ficou deserta, cada um foi para o seu quarto, tomar banho e se preparar para o jogo que estava por vir. É claro que não se produziram, como se fossem a uma festa. Pelo contrário, colocaram seus pijamas e foram para a sala.
-
- Prontos para a diversão? - Dougie perguntou mostrando a garrafa de vodca para os amigos. estava prestes a protestar quando não viu o seu amigo, o Martini. Mas antes de fazer, Dougie mostrou a outra garrafa para a menina.
- Vamos lá galera, todo mundo sentando em círculo e Dougie, sai de perto da . - Danny foi logo dizendo. - Eu conheço muito bem vocês dois para saber que vão se agarrar em cinco e cinco minutos.
Já com o chinelo no centro da roda, a ordem era: , , Danny e Dougie.
- Posso rodar? - perguntou e os outros fizeram que sim. A menina rodou o chinelo e este parou com a ponta virada para e as costas, para a própria .
- Verdade ou consequência?
- Verdade!
- , minha querida , com quantos anos você deu o seu primeiro beijo? -a menina perguntou e todos os olhares se voltaram para .
- Sete. - ela disse num sussurro. E os três ficaram olhando sem entender, ela bufou e então disse num tom mais audível? - SETE! - então jogou o chinelo para cima. Se ele caísse de costas a menina teria que pagar uma prenda, do contrário sairia ilesa dessa. E então o chinelo caiu para cima.
- Dougie pergunta para . - a própria disse. Dougie pareceu pensativo e logo abriu um sorriso. Um sorriso que conhecia muito bem e então ela escolheu consequência.
- Me dá um beijo?
- Aaaaahhhhhhhhhh. - e Danny o vaiaram enquanto ele se aproximava de , para receber seu beijo. Como sempre, beijo leve no início, mas logo estava pegando fogo. e Danny tiveram que tacar almofada nos dois, para ver se o fogo abaixava. Esses apaixonados...
- Isso não foi uma conseqüência, foi um castigo mesmo. - Danny disse rindo e o acompanhou.
- Chega de palhaçada. - Dougie disse rodando o chinelo.
- Então Danny, verdade ou conseqüência? - perguntou e ele escolheu verdade.
- Daniel Jones, porque você se atrasou para a nossa viajem? Ah, a resposta tem que ser satisfatória. - a menina disse com um sorriso vitorioso.
- Eu estava num encontro. - disse ele olhando para um ponto fixo no chão e tanto quanto Dougie, começaram a tirá-lo. jogou o chinelo para cima e ele caiu normalmente.
- Dougie, verdade ou conseqüência? - disse, ela perguntaria agora para ele.
- Se eu disser conseqüência isso vai ter a ver com a ?
- Não, Dougie. - a menina rolou os olhos.
- Verdade, então.
- Hum, quando você viu a pela primeira vez, pensou o quê?
- Dude, acho que to apaixonado. - ele disse de um jeito bem meloso, fez e Danny fazer caretas, já , abriu um sorriso do tamanho do mundo.
- Eu tinha me esquecido como vocês são melosos quando juntos. - a menina resmungou jogando mais uma vez o chinelo para cima e ele, caiu de 'barriga' pra cima.
Segunda rodada:
- Para dar entusiasmo poderíamos dar cada um, um gole na bebida certo? - sugeriu e assim o fizeram. - , pergunta para o Danny. É impressão minha, ou ela - apontou para a amiga - não quer deixar a gente jogar hein.
- Cala a boca, . - a menina disse rindo.
- Verdade! -Danny já foi dizendo.
- Ahn, qual coisa que você fez, que se arrependeu?
- Na verdade? Não me arrependo de nada que eu tenha feito. - ele disse sorrindo. E então jogou o chinelo, mas dessa vez ele não foi tão parceiro. Caiu do avesso e os outros três vibraram.
- Danny, o chinelo está dizendo que você está mentindo então... Vai ter que pagar uma prenda que é...
- Fazer a dança de That Girl! - disse rindo. não havia entendido muito bem, mas resolveu aderir a idéia. Danny resmungou algo que eles não entenderam, tomou um gole da bebida e foi para o centro da roda dançar.
não estava entendendo, e Dougie já riam e ele nem havia começado a fazer nada! Mas quando o garoto pôs sua calça na boca do estômago e sua blusa para dentro, ela já havia entendido tudo. Os três riram muito, praticamente perdendo o ar. A dança do macaco - nomeada por - era mágica.
- A roda sempre gira, valeu? E logo vai chegar a vez de vocês três. - ele disse bem sério, voltando ao seu lugar. O próprio girou o seu chinelo e ele perguntaria para .
- Há! Verdade ou conseqüência, moça?
- Para mostrar que não estou com medo desse seu papo de que a roda sempre gira, conseqüência. - ela sorriu e por pouco, Danny não se sentiu amolecido. Enquanto Danny pensava, a menina já havia dado um gole na bebida.
- Já sei, liga para aquela sua amiga de hoje mais cedo e passe um trote pra ela e eu vou te falar o que você vai ter que falar pra ela.
- Danny eu não tenho dez anos para ficar passando trote! E já está tarde. - resmungou.
- Está com medo, menina que não tem medo da roda? - ele perguntou bem sarcástico e como o álcool é malvado, mandou o dedo feio pra ele e foi pegar seu celular.
- Preciso do telefone de um de vocês, o meu ela tem gravado. Danny correu e pegou o celular dele. discou para a amiga e deixou o aparelho no viva voz.
- Alô... - a voz da Jess surgiu bem rouca. Ela já estava dormindo.
- Alô é do restaurante Porcão? - repetia o que Danny falava.
- Não... - Então porque tem uma porca falando comigo? - disse em meio a risos, já que todos na sala começaram a rir.
- Vai se fud... - e desligou.
Após se recuarem do ataque de risos do trote da Jess, voltaram à brincadeira. Ok, a piada nem tinha graça... O que alguns goles de vodca não fazem, uh?!
- para Dougie. - o menino escolheu conseqüência.
- Amor eu te amo muito, mas, eu quero que você vá no nosso vizinho daqui do lado e bata na porta dele apenas de boxer, se fingindo de sonâmbulo, de bêbado, do que quiser.
e Danny começaram a rir de imediato, imaginando a cena.
- Você está brincando?
- Não. - riu.
- Eu não vou fazer isso, , esquece. - ele fez birra.
- Tudo bem, isso é meio pesado. Então você vai ter que ir na sacada da nossa varanda, ainda sim de boxer e cantar a primeira pessoa que passar na rua.
Dougie não tinha escolha, era essa conseqüência ou a primeira. O menino tirou sua camiseta branca, fingiu que ia vomitar e Danny foi tapar seus olhos.
Apesar de ser tarde a rua estava bem movimentada. Dougie avistou duas senhoras caminhando e as chamou.
- Hey gatinhas! - elas olharam, com um sorriso maternal nos lábios.
- Vocês gostam de frango? - ele perguntou.
- Gostamos, porquê?
- Porque vou deixar meu pintinho crescer, há. - ele disse e então abaixou a sua caça moletom, ficando apenas de boxer. Uma das senhoras o chamou de depravado... Já a outra, era A depravada, isso sim.
Quem viu riu? Não, imagina.
- Danny pergunta para .
- Verdade ou desafio, boneca? - ele piscou e Dougie logo lhe deu um pedala.
- Verdade, Danny boy.
- Quais... Quais seriam suas intenções nessa viajem? - ele tentou parecer misterioso, mas acabou foi confundido o pessoal.
- É, me divertir? Passar mais tempo com o meu namorado?
- Hey isso não vale, ela roubou. - reivindicou ele.
- Porque ela roubou Danny? - ria que só.
- A resposta dela foi previsível!
- E a sua pergunta foi estranha? - disse e ele ficou mais emburrando ainda, jogando o chinelo e o vendo parar certamente.
- Dougie pergunta para o Danny.- ele escolheu conseqüência.
-Jones, quero que você pegue um ketchup e escreva na barriga de : Me lambe, e depois faça o que está escrito.
Sabe aquele coro de Aleluia? Pelo olhar de Danny, Dougie sabia que o menino o havia escutado. Como o The Flash, ele foi à cozinha, pegou o ketchup e foi falando para deitar no chão, que ele pagaria a prenda. Sobre protestos a menina o fez. Ela alegava que aquilo era bem nojento. Ignoremos o arrepio vindo de ambas partes. deitou-se no chão e Danny levantou sua blusa lentamente, passando a mão na barriga da menina em seguida e a sentindo contrair. Sorriu sozinho.
Pegou o ketchup e começou a escrever o que Dougie havia mandado na barriga da menina e assim que terminou, jogou o frasco em qualquer canto da sala, voltando sua atenção apenas para a menina.
- Agora eu infarto de vez. - ela disse vendo Danny desviar os olhos da barriga dela, para os olhos da mesma.
- Agora que eu me dou bem. - foi a vez dele dizer.
Num movimento bem leve ele passou sua língua no M, olhando fixamente para menina. De certo ele queria a provocar. Quando lambeu o M por completo, subiu a boca até o rosto da menina e lhe deu um beijo na testa. Depois foi a vez do E. Ele não lambeu a letra como fez com o M, ele a sugou. De um jeito bem tentador, segundo . Aquilo fazia cócegas.
Quando acabou a letra E ele subiu novamente sua boca, depositando um beijo no ouvido dela. Chegou a vez do L, e Danny lambia e parava, lambia e parava até que lambeu a letra toda e assim, deu um beijo na bochecha da menina.
Letra A... Danny passou o dedo indicador em uma parte da letra e levou a boca e assim foi sucessivamente. Quando terminou a letra, foi até e lhe deu um beijo na ponta de seu nariz.
M, Danny lambia partes da letra e onde não tinha vestígio de catshup ele dava uma mordida. Foi até o rosto da menina e lhe beijou o queixo.
Na B, detonou a letra com lambidas circulares. Após o feito, deu um beijo no canto da boca da menina.
Agora era a vez da última letra, a E. Assim como ele fez com a primeira letra M, fez agora com E. A lambeu bem de vagar, olhando nos olhos de , que mais parecia ter parado de respirar.
Quando acabou com o tal, subiu até o rosto da menina e lhe deu um beijo no topo da cabeça. - Mas...- era tudo o que vinha na cabeça de nesse momento. Danny se afastou dela, ou pelo menos iria, até a menina o puxar para perto novamente.
viu Danny fechar os olhos e inclinar a cabeça na sua direção. Ela fez o mesmo, mas...
- Dougie?
- - Oi.
- Estou passada e você? - o olhou.
- Eu também. - esse mini diálogo entre os dois, fez como se acordasse de um transe, assim como Danny. Eles abriram os olhos, deram um sorriso bem sem graça e simplesmente se afastaram.
- Vamos continuar? - perguntou com um sorriso bem sem graça no rosto.

Passaram-se a terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona rodada.

Décima rodada:
Dougie olhava atentamente para o seu dedo e então o enfiou na bochecha de Danny e começou a rir. Não só ele como os outros três também.
- Eu mal consigo levantar minha cabeça dessa almofada. - resmungou. A garrafa de vodca já havia acabado e tudo que sobrara fora uma garrafa de Martini de maçã, menos da metade.
- Deixa de ser boba amiga, vamos continuar, só essa vai. - a sacolejou.
- ‘Ta bom, mas depois eu vou dormir. - disse voltando a se sentar. Eles não tinham forças nem para rodar o chinelo.
pergunta para Dougie. O menino escolheu conseqüência.
- Quero ver seus músculos amor, tira a camisa. - ela pediu e assim ele fez, após tomar uma dose do Martini.
- , eu não quero enjoar, qual é... - reclamou, recebendo um pedala da amiga.
- Dougie, você quase me seduziu. - riu o bêbado. Digo, Danny.
- É? Pois ele me seduziu faz tempo, já. - foi engatinhando até o menino, lhe dando um beijo... Arrebatador.
Tanto Danny quanto assistiam aquilo incomodados. Eles eram amigos? Sim, mas não precisavam ficar vendo aquele beijo explícito.
Cambaleando e muito, Danny foi até o radinho e ligou. Nenhum dos quatro estava em condições de identificar a música que tocava no momento, mas este foi o suficiente para empolgar um pouco mais e Dougie. Nem se deram o trabalho de se separarem, foram aos beijos e cambaleando muito para o quarto em que dividiam.
havia voltado a deitar no chão e Danny correu para deitar ao seu lado.
- Quer que eu te leve para a cama? - ele perguntou a acarinhando.
- Na verdade, eu queria tomar um banho. ‘To melada de ketchup ainda. - ela disse com a língua enrolada e o que Danny achou? Engraçadinho.
- O que acha de tomarmos um banho de banheira, onh? Bem quentinho e tudo mais. - ele a puxou para um abraço. Ambos estavam quase dormindo ali, estava tão gostoso.
Eles ficaram em silêncio por um breve instante e seus olhos estavam fechados. Danny acarinhava o cabelo de , que por sua vez brincava com os dedos do menino.
- Danny? - sussurrou seu nome.
- Princesa...
- O banho de banheira ainda está de pé? – ela abriu os olhos e viu o menino com os seus ainda fechados. Parou de brincar com os dedos dele e passou a contornar suavemente seu dedo no rosto do rapaz.
- Só se você continuar com esses carinhos. - ele sorriu.
-
Danny não deixou que a banheira transbordasse. Na verdade nem a esperaram encher. A menina colocou seu biquíni, mas só a parte de cima. A parte de baixo, ficou de short e Danny colocou uma bermuda. Foram para a banheira que ainda estava bem rasa.
Danny entrou primeiro e recostou na borda da tal e entrou depois, recostando no peito do menino que tratou de abraçá-la pela cintura. Ela fazia desenhos imaginários em seu braço, enquanto ele a fazia cafuné.
- Danny, eu sei que a brincadeira já acabou, mas... Eu queria te perguntar uma coisa e queria que você me respondesse com sinceridade. - a menina disse se afastando um pouco dele, para que pudesse o olhar nos olhos.
- Tudo bem, o que quer saber? - ele passou as costas de sua mão no rosto dela.
- A menina do tal encontro... Quem era? - ela perguntou fechando os olhos levemente, como se aguardasse a resposta dele.
- Era alguém sem importância alguma. - ele lhe beijou o rosto.
- Tenho mais uma pergunta.
- Pode fazer. - ele sorriu, de um jeito bem doce.
- Você ainda gosta da menina que te fez sofrer? - se sentiu culpada por fazer Danny lembrar da vadia, mas... Ela precisava saber e sóbria, não teria coragem de fazer esta pergunta.
- Não... Mas já gostei muito dela. - ele disse a olhando seriamente e o que ela viu ao retribuir o olhar do menino? Viu uma imensidão da qual ela não queria mais sair. Viu ele sendo verdadeiro, sincero, falando o que ele gostaria de acreditar.
Ela sorriu de lado e automaticamente seus rostos começaram a se aproximar. O que viria a seguir? Algo que eles estavam querendo desde a primeira vez que conseguiram prestar a atenção um no outro.
Danny pegou o queixo da menina com dois de seus dedos. entrelaçou seus dedos no cabelo do menino. Se aproximaram mais, até seus corpos ficarem colados. Fecharam os olhos incrivelmente juntos, acarinharam o rosto do outro e por fim se beijaram.
Eles se beijaram não fervorosamente e sim calmamente. Desejo? Eles até tinham naquela hora, mas este era só o de estar perto. Se separaram com muito custo.
- Eu não vou lembrar do que está acontecendo aqui, amanhã. - disse e Danny riu. - E você não sabe como vou me odiar por isso. - ela disse dando um selinho nele, e assim voltaram as suas posições iniciais. Danny encostado a borda da banheira e recostada em seu peito.
- É bem capaz de acontecer a mesma coisa comigo. - riu.

Capítulo III

- Você tinha razão, , essa trilha é espetacular. - dizia com seu olhar paralisado no que se via. Uma vista com uma beleza inconfundível e jamais apreciada pelos outros três tão intensamente.
- Eu já viajei muito, já fui a lugares paradisíacos e etc... Mas nenhum deles me fez me sentir, do jeito que me sinto agora. - Dougie respondeu abraçando a namorada.
- Parece que estamos em outro planeta, certo? Esperem até chegarmos à praia. - sorriu. A paisagem das dunas e do mar tornava-se quase irreal à luz que vinha do céu. Este que estava incrivelmente azul, sem vestígio de nuvens.
- Esse cenário me fez até esquecer a dor de cabeça por causa da bebedeira de ontem. - Foi a vez de Danny dizer de um jeito divertido, arrancando boas risadas dos presentes.

-

Naquela manhã e Daniel, se falaram bem pouco. O final da noite anterior de ambos ecoava em suas cabeças, porém, tanto um quanto o outro não tinha coragem o suficiente para tocar no assunto.
Quando acordou pela manhã percebeu que a luz do sol invadia todo o seu quarto e foi isso que a fez despertar. A garota se assustou levemente ao olhar pela janela e ver a vista de Saint Tropez, que a fez constatar que não havia sonhado e que tudo aquilo que tomou vida em sua mente, realmente havia acontecido. E o mais curioso, havia acontecido com um cara que ela mal conhecia.
O flashback rolava em sua mente e um sorriso se instalou em seus lábios. Mas este se desfez rapidamente, ao se lembrar das palavras de Danny, que ele provavelmente não se lembraria da noite anterior. E agora? Como reagiria quando estivesse com o menino? Pois bem, ela não reagiria.
Danny acordou com muito custo. Ele não queria ter acordado tão cedo, na verdade ele nem queria ter acordado. Estava sonhando curiosamente com a noite anterior e beijar mais uma vez, nem que fosse em seus sonhos era gratificante. Pelo menos para ele.
O sol estava estonteante e o calor infernal. Sua cabeça doía, na verdade parecia o Sambódromo Marquês de Sapucaí durante o desfile da Beija-Flor. Quando conseguiu se levantar da cama, Danny foi direto para o banho e abriu um sorriso automático nos lábios (por mais que esse simples gesto fizesse sua dor de cabeça ficar pior) ao lembrar-se do banho que 'tomara' com . Entretanto, este logo murchou dando lugar a seriedade. Por mais que ele fosse o homem da relação, por mais que ele fosse aquele cara confiante e destemido, naquele momento ele se sentia vulnerável... Não, ele se sentia tímido e incapaz. Optou por deixar pra lá e agir normalmente até criar coragem para falar do beijo.

-

Voltando à trilha, cada um ali estava perdido em pensamentos. O silêncio que havia se formado contribuía para a sensação e se não fosse pelas gaivotas, o mundo exterior poderia até ter deixado de existir por aqueles minutos.
- Vamos continuar pessoal, estamos chegando à praia. - disse e com muita dó, eles voltaram a seguir o caminho.
- Você ainda não nos contou como soube desse lugar. - Danny perguntou à menina, tentando puxar um assunto.
- É uma longa história. - Ela sorriu e ele se sentiu estremecer.
- Acho que ainda temos alguns minutos de trilha, então dá para você contar essa longa história. - Ele segurou o braço da menina impedindo que ela voltasse a andar. e Dougie percebendo um clima estranho resolveram passar a frente dos dois. Não era tão difícil, eles seguiriam a trilha e esperariam os dois mais à frente.
- Não acho que seja uma história interessante, Danny. - Ela sorriu de um jeito meio morto e o garoto estranhou um pouco. Breves possibilidades passaram por sua cabeça. Uma delas foi que a menina estaria o ignorando.
- Você... Está tudo bem? - Danny perguntou e o observando viu sua pele antes branca, ficar um pouco corada. Seus lábios se apertaram brevemente, demonstrando certo nervosismo da parte do rapaz. E ele estava realmente nervoso, com medo de que ela dissesse que estava tudo mal e que o motivo era ele.
- Não, não está nada bem. - Disse a menina finalmente se soltando das mãos dele. Ela então cruzou os braços e se posicionou de fronte a ele.
- E eu posso saber o que te aflige? - Ele deu um passo para frente e com essa proximidade era possível que ao olharem um nos olhos do outro, pudessem ver cada um seu reflexo.
- Odeio coisas mal resolvidas e assuntos inacabados, Danny. - Ela disse em meio a um sussurro. Estar tão perto dele a fazia sentir sua respiração falhar.
- Temos isso em comum, então. - Ele disse descruzando os braços da menina e os colocando em sua cintura. Já ele, pôs uma de suas mãos no rosto da garota e a outra nas costas, de forma que a acarinhasse. Ela deu um sorriso tímido e ele também. Seus rostos começaram a se aproximar, ela fechou os olhos seguida por ele. Sentiam suas respirações uma no rosto do outro e por estarem tão envolvidos, abraçados, podiam sentir também seus corações batendo descompassados.
Selaram seus lábios num selinho, mas antes que pudessem aprofundar o beijo se separaram por conta do susto que levaram ao escutar um grito bem estridente.
- ! - Ele disseram um para o outro e saíram correndo pelo trilha, até avistarem se debatendo e chorando e um Dougie feliz, com uma cobra na mão.
Após o susto e acalmarem , que tomou quase o estoque de água deles todo, voltaram a caminhar. Eles se revezavam na trilha que agora estava estreita, impossível de ser percorrida lado a lado.
Entretanto, por mais lindo que fosse o cenário sempre que ficava atrás de Danny encontrava dificuldade em afastar os olhos das costas e ombros largos e viris do menino.
A praia finalmente surgiu, esta que estava deserta, dando a entender que muitas pessoas não sabiam da existência daquele lugar.
- A praia será só nossa! - Dougie disse com um olhar de criança feliz, jogando por ali sua mochila e saindo correndo na direção do mar.
- Ele foi pro mar de tênis? - Danny perguntou enquanto ajudava as meninas a desamarrarem a cesta de piquenique e pegar os cobertores, toalhas e etc que eles haviam levado.
E sim, Dougie estava dentro do mar de tênis.
, e Danny terminaram de ajeitar as coisas e logo foram para a beira do mar; queriam ficar o mais próximos das ondas que fosse possível. O assunto do beijo, ou melhor, pseudo beijo entre e Danny não foi comentado e Danny não procurou repetir o gesto, embora não tivesse dúvidas de que a vontade não o abandonara, pelo modo em que o surpreendia fitando-a.
Danny resolveu fazer companhia ao amigo e ir mergulhar um pouco, já que aquele calor estava de matar. e resolveram pegar um pouco de sol.

-

- Agora você pode me contar o motivo daquele mistério todo na cozinha de lá de casa? - perguntou.

Flashback
foi ao banheiro, passou uma água pelo rosto, fazendo seu ritual de toda a manhã e em seguida foi para a cozinha, precisava de um café extra forte e uma garrafa de um litro no mínimo, de água.
- Bom dia. - Ela murmurou a .
- Bom dia! - Ela disse sorrindo e só fez fechar mais a cara. Como alguém consegue acordar de ótimo humor depois de uma puta de uma bebedeira? Ah, . - Eu te odeio, você não fica de ressaca? - A menina pôs a mão na cabeça. - Não, o Dougie não deixa. Ele cuida muito bem de mim.
- Dougie e blá blá blá. - Ela fez uma breve careta.
- Amiga, inveja mata sabia? E fica tranquila, se você fisgar o Danny ele será tão fofo quanto. -Bastou tocar no nome do menino para ela perceber o quanto a feição de mudara e por mais que ela tentasse ler, prever ou sei lá mais o quê, ela só via a amiga confusa.
- Ele já acordou? - Perguntou em baixo tom.
- Acho que não... Pelo menos não o vi.
- Onde o Dougie está? - Ela sussurrou.
- No quarto. Quer me dizer por que estamos sussurrando?
- Preciso te contar uma coisa, mas não aqui. Porque não fazemos uma trilha, já estamos quase todos acordados?! - sugeriu e concordou de imediato. A menina terminou de usar a cozinha e foi falar com Dougie, preparou um café preto bem forte e sem açúcar. Santo remédio.
Flashback – Off

- Antes de começar esse assunto, , eu quero que prometa que você não vai contar ao Dougie. Não até eu mesma contar.
- você sabe que ele e eu não temos segredos.
- Mas esse segredo é meu e não seu. Promete, vai. - E então elas cruzaram o mindinho.
- Ontem, quando você e o Dougie foram para a sessão privê de vocês. - Disse e viu dar um sorrisinho contente. - Danny e eu ficamos sozinhos na sala, abraçados, sabe? Ele fazia carinho no meu cabelo, eu brincava com os dedos dele, enfim. Ele se ofereceu para me colocar na cama e eu disse que antes queria tomar um banho... - Vocês tomaram banho juntos? - cortou a amiga, a olhando com os olhos bem esbugalhados.
- Não... Aliás, sim...
- Sim ou não? - Perguntou agora com uma das sobrancelhas erguida. - Me deixa continuar, . Depois que eu disse isso, ele sugeriu um banho de banheira e então lá fomos nós.
- Vestidos?
- Vestidos, sua pervertida! - E as duas riram. - Enquanto estávamos lá, tivemos uma breve conversa e no fim acabamos nos beijando. Acho que aquele foi o beijo mais calmo de toda a minha vida, . - Suspirou. - Depois do beijo, nós dois dissemos que era provável que não lembrássemos nada e não foi bem assim. Assim que eu acordei, veio tudo à tona, mas hoje antes de sair, o Danny agiu comigo como se não tivesse acontecido nada entre a gente... Ele chegou insinuar uma coisa, mas no fim ele estava falando da dança que você o pediu para fazer. - resmungou a última parte e deu uma risadinha.
- Mas quando você e o Dougie nos deixaram a "sós" - Ela fez aspas. - Nós acabamos nos beijando de novo. Quer dizer, seria um beijo se você não tivesse dado o ataque por causa da cobra.
- Você gostou de ficar com ele? - perguntou e viu a amiga balançar a cabeça positivamente. - Era isso que eu queria ouvir! , depois daquela cena de vocês com o ketchup, amiga, se não rolasse um beijo entre vocês eu mudaria de nome.
- Você viu? - Ela perguntou assustada.
- Claro! Não só eu, o Dougie também... Ficamos passados.
- Ah... Eu me lembro de vocês comentando isso vagamente...
- Sobre o meu escândalo por causa da cobra, amiga ela tinha passado no meu pé poxa. - resmungou e riu. - E voltando com o seu assunto em relação ao seu querido Danny Jones, está esperando o que para agarrar ele?
- Hum... Não é fácil eu chegar e dizer: Danny, nós nos beijamos ontem, você lembra? Parece que sim, já que quase tivemos uma reprise hoje.
- Eu sei, . - rolou os olhos. - Você já foi sem vergonha pra muita coisa, por que essa frescura toda para falar de um beijo?
- Talvez ele não tenha gostado, sei lá.
- Pára tudo. com medo? É isso mesmo? E pensa comigo, se ele não tivesse gostado... Ele teria um "remember" com você?
- Não enche, . - A menina parou brevemente. - Se bem que... Você até que pode estar certa.
-
- Aee dude, pensei que eu fosse o único a aproveitar essa beleza natural. - Dougie disse assim que Danny nadou até seu lado.
- Nada melhor que um banho de mar e frio, para terminar de curar minha dor de cabeça. - A ressaca te pegou de jeito, não? - Perguntou vendo o amigo se jogar na piscina.
- Não foi só a ressaca que me pegou de jeito não... também.

Flashback
ia voltar ao seu quarto, quando resolveu passar pelo de Danny. Por mais que estivesse desesperada por dentro, era mais forte que ela. Ela queria vê-lo. Ela tinha que vê-lo.
Bateu antes de entrar e escutou o menino murmurar para entrar.
- Bom dia... Eu te acordei?
- Bom dia. - Ele murmurou com a mão na cabeça. - Não, eu acordei há muito tempo, mas estou sem coragem de levantar. Só tomei um banho e voltei para cama, minha cabeça dói. - Bastou ele dizer isso para ir até a cozinha, pegar uma aspirina, um copo de água e uma xícara de café para o menino.
- Toma isso, você vai melhorar. - Ela então deu a aspirina e a água para ele, que com uma certa dificuldade, os tomou. Ela sentou na cama do menino e ele pôs sua cabeça no colo dela, de imediato.
- Se eu soubesse que iria acordar um caco, não teria enchido a cara ontem. - Ele falou baixo, fazendo uma careta em seguida. - Mas não posso reclamar, se eu estivesse sóbrio, tenho certeza que não faria certas coisas.
- Certas coisas? - perguntou com medo da resposta que viria a seguir. Será que ele se lembrava?
- Uhum, não lembra que fiz uma dança ridícula que a pediu? - Então ele olhou para a menina, que tentou ao máximo disfarçar sua cara de decepção.
- Ah é... Na verdade não me lembro de muitas coisas, então... - E então eles ficaram em silêncio, apenas absorvendo a paz do lugar.
- Vem, deita aqui comigo. - Danny disse apontando para o espaço em seu lado.
- Não posso querido, vamos fazer uma trilha agora. - disse e logo se levantou. - Toma o seu café e vá para a sala, estaremos te esperando. - E então ela lhe beijou a testa.
Flashback – Off

- Se eu disser que não esperava por esse beijo, mentiria.
- Estava tão na cara assim? - Danny perguntou encucado. Se o Dougie que é o Dougie, percebeu que ele estava a fim da menina... Ele realmente não sabia disfarçar o que estava sentindo.
Dougie balançou a cabeça positivamente e Danny continuou.
- Quando você e a nos deixaram sozinhos, nós demos um selinho... Que viraria muito mais, se a sua namorada não tivesse um colapso nervoso por causa de uma cobrinha.
- Ah claro, Danny Jones o rei da selva é quem está falando? Dude, você tem medo de baratas! E até hoje os únicos "bichos" que você diz gostar são macacos e ratos. - Dougie disse com desdém deixando Danny com uma cara bem emburrada.

-

Cansadas de falar e torrar no sol, as meninas foram à beira da praia, molharam os pés, os pulsos e a nuca e logo deram um mergulho. Os esfomeados, vulgo, rapazes resolveram dar um tempo a água e foram até a toalha de piquenique armada.
- A água está uma delícia! - disse chegando até Dougie e Danny.
- Esperou eu ficar enrugado para entrar na água, né . - Resmungou Dougie. - Como o meu namorado é rabugento. - E lhe deu um selinho.
- Aqui tem picles? - Foi a vez de Danny reclamar, amostrando o alimento. foi até ele e roubou o tal de sua mão, dando uma mordida incrível, para uma menina.
- Não reclama, Dan, isso está ótimo. - E então ela mordeu de novo.
- Está? - Ele sorriu de um jeito bobo e ela balançou a cabeça que sim, encostando a mesma no ombro do menino, que com a proximidade já se sentiu estremecer. Estar perto de e não tocá-la era suicídio, então o que ele fez foi passar uma de suas mãos em volta da cintura dela.
Era tudo tão estranho... Eles haviam se conhecido há dois dias e a presença um do outro, já era motivo de arrepios, calafrios, calores, garganta seca, falta de ar... Amor à primeira vista? Não, amor à quarenta e oito horas.
As meninas resolveram fazer companhia aos meninos e resolveram lanchar de uma vez. Após este...
- , estamos nessa ilha, só nós dois, ignorando aqueles dois idiotas - Dougie apontou para e Danny que soltaram um muxoxo em forma de reclamação. -, porque não vamos dar uma volta por aí? Sabe que sempre quis nadar pelado? [N/A: Em homenagem aos meus amigos idiotas e aquele carnaval inesquecível.(L)]
- Dougie! - o repreendeu, já e Danny disseram como aquilo seria nojento.
- Que é? Então, vamos dar uma volta? - Ele sorriu. Maldito sorriso que deixava hipnotizada. Pensando somente o quanto era sortuda por vê-lo sempre que quisesse.
- Eu topo dar uma volta com você, mas nada de nadar como veio ao mundo, Dougie. - Ela disse rindo, se levantando e dando as mãos para o menino. Eles entrelaçaram as mesmas e começaram a andar.
e Danny encararam aquela oportunidade como um "Agora ou nunca" ou "Vai ou racha". Eles estavam sozinhos e assim poderiam resolver seus mal entendidos ou poderiam simplesmente concluir e selar o que eles já sabiam e queriam.
A timidez ou algo que eles não sabem muito bem, fez com que eles iniciarem outro assunto qualquer, fazia trinta minutos e eles conversavam sobre tudo... Menos o beijo, mas chegaria uma hora que teriam de falar.
- ... Jura que não visa o dinheiro? - perguntou o olhando desconfiada.
- Juro! Eu gosto de passar para as pessoas o que eu estou sentindo.
- Já cheguei a ter uma pseudo banda na adolescência. Foxx era o nome. - Ela sorriu envergonhada e o menino gargalhou.
- Olha, eu acho Foxx bem mais interessante que McFly. - Ele disse num tom debochado e a menina serrou os olhos, dando um soquinho no menino.
- Pelo menos fomos originais, Daniel, não tiramos isso de um filme. - Ela sorria forçadamente.
- Você consegue ficar ainda mais bonita quando sorri... - Danny sussurrou. Ele sabia muito bem que não conseguiria ficar tanto tempo a sós com a menina sem a elogiar ou sem seguir seus instintos, que eram o de sentir a menina. - Mas não quando está tirando uma com a minha cara. - E então a menina gargalhou e Danny automaticamente pôs uma de suas mãos no rosto dela, em seguida ergueu o queixo da menina. - Queria muito te beijar outra vez. - Ele disse por fim. Suas respirações estavam densas e ambos sentiam-se nervosos.
- Eu também. - Danny a segurou pela nuca e a aproximou lentamente do próprio peito. A menina já estava de olhos fechados. O toque de Danny e a brisa que batiam em seu rosto era uma combinação perfeita.
- Quero um beijo longo, intenso... Como teria sido aquele que interrompeu. - Ele sorriu.
- Não se pede permissão para se dar um beijo Danny, não quando você sabe que a outra pessoa também quer. - Depois dessa declaração da menina, Danny a puxou finalmente para o beijo e seus lábios pousaram sobre os dela com paixão. Seus braços a puxaram pelo quadril e pelas costas, fazendo com que suas pernas entrelaçassem. Pela cabeça de Danny, tudo o que passava era: Tenha autocontrole. Mas seu coração pensava exatamente ao contrário. Como este é mais forte, suas emoções estouraram e o menino rolou para cima da garota, apoiando seu peso sobre os cotovelos e isto deixou suas mãos livres para mergulharem nos cabelos sedosos dela e nesse instante o beijo se tornou mais suave e gentil.
Danny murmurou algo quando partiram o beijo, este que não fez questão de entender. Ela o puxou pela nuca e em poucos minutos Danny sentiu a língua da menina invadir sua boca com movimentos descompassados.
Um caminho de fogo foi traçado do queixo ao pescoço dela. O contato do corpo de ambos era tão preciso que chegava a ser torturante. Torturante por saberem que não poderiam passar daquilo.
Quase sem poder respirar ouviu o seu próprio gemido e um sussurro de Danny... Seguido por uma risada e algo que ela julgaria ser um latido. Eles separaram suas bocas e abriram os olhos, que até então estavam raivosos. Mas foi um direcionar o olhar no outro para a serenidade ganhar lugar.
olhou instintivamente para a direção do som e Danny fez o mesmo. Havia um poodle latindo e um grupo de crianças correndo na direção do mar, seguidos por um casal. Danny deu um soco na areia e rolou de imediato para o lado de , ajudando a menina a se sentar.
- Eu não sei se foi boa ou ruim a aparição desse grande público. - Disse o menino. o olhou curiosa e ele continuou. - Eu estava indo longe demais e chegaria num ponto em que não poderia parar. - Ele se jogou de costas na areia, fechando seus olhos fortemente.
- Tenho as minhas dúvidas quanto a minha reação. - Ela disse e ele abriu os olhos rapidamente, notando que a menina estava deitada de lado, com a sua cabeça apoiada em sua mão.
- Eu iria ou tentaria ir longe demais e você, me daria um tapa.
- Não te agrediria, mas pediria que parasse... Eu acho. Esse amasso na areia pode ter te feito ter um novo conceito sobre mim, mas te digo que não estou acostumada a ir tão longe com caras que conheci ontem e também não estou acostumada a ter casos de uma noite. - A menina disse dando um sorriso de lado. Ela estava sem graça e ela mal sabia o quanto aquilo deixava Danny com vontade de agarrá-la novamente.
- Continuo tendo de você a primeira impressão que tive, não se preocupe. Agora posso te pedir um favor? - Ele olhou suplicante para a garota.
- Afasta um pouco o seu rosto, seu corpo de mim, se não vou esquecer a educação que a minha mãe me deu e vou te agarrar de novo na frente das criancinhas. - Ele fez uma voz dolorida e gargalhou, fazendo o que o menino havia pedido.
- Também não precisa ficar tão longe. - Ele murmurou. Na verdade a menina mal tinha se afastado.
- Deixa de ser fresco, Danny. Se eu esticar o meu braço um pouquinho, consigo tocar em você.
- Só duas coisas: Não me chama de fresco e, eu sinto muito, mas agora que nos acertamos só consigo pensar o quanto eu quero beijar você. - E dito isto, o menino já estava praticamente em cima de .
- Danny - ela o afastou. -, você se lembra do nosso beijo de ontem, certo?
- Claro e como poderia esquecer? Sonhei com ele a noite toda, praticamente. - Não faltaram palavras para inclinar-se de olhos fechados e sem demoras beijar o menino, que sentiu o delicioso calor que vinha dos lábios dela.
- Eu não sabia como te contar sobre o beijo de ontem. - Ela disse assim que sentiu os braços de Danny lhe envolverem num abraço.
- Eu também não e por incrível que pareça, eu tirei forças para chegar em você graças ao que o Dougie me disse: "Investe nela, dude, ela não é a , mas até que é gostosa". - Ele imitou o amigo e riu, riu muito.
- Imagina a cara daqueles dois, quando souberem que... - parou de falar no mesmo momento. Como se tivesse recebido um estalo.
Ela se separou do abraço do menino e o olhou. Já ele, não entendia nada. - Quando souberem que... - Ele tentou a encorajar.
- Eu não sei. - Ela disse.
- Como assim você não sabe?
- Eu não sei... Eu não sei o que está rolando aqui. - disse, sentindo seu rosto queimar por inteiro. Maldita vergonha. - Isso foi só mais um beijo, nós estamos ficando ou o quê? Eu não estou dizendo que quero me casar ou um namoro eu só não gosto das coisas sem estarem resolvidas. Gosto de viver algo que seja bem claro pra mim, onde as coisas sejam transparentes. - A menina desencadeou a falar, não respirava, não piscava. Só se calou porque o menino pôs o dedo indicador em seus lábios e assim a silenciou.
- Primeiro, "isso" - Ele fez aspas. - Não foi só mais um beijo, foi muito mais, em segundo, a cara dos nossos amigos seria a mais boba de todas, já que eles queriam porque queriam que tentássemos algo, porém acho legal torturá-los mais um pouco. - Ele fez uma cara um tanto "maléfica" e entendeu o que ele quis dizer. - E em terceiro, eu namoraria e casaria com você numa boa. Você é quase da minha estatura, poderíamos usar as mesmas roupas! - em resposta sussurrou um idiota dando um tapinha no braço do menino que tratou de a posicionar entre suas pernas, porém de costas para si, de modo que ela pudesse se apoiar no peito do rapaz. Estavam de fronte ao mar que estava meio agressivo devido a maré que aumentara, mas toda essa agressividade não diminuiu o espetáculo, pelo o contrário. As criancinhas brincavam na beira da água, o casal que os acompanhava estava numa espreguiçadeira e de vez em quando arriscavam umas olhadas para e Danny.
e Dougie haviam saído para passear há cerca de uma hora. e Danny cansados de só olhar, resolveram entrar no mar. Banharam-se por longos minutos, quando o vento começou a ficar mais frio, resolveram arrumar suas coisas para voltarem pra casa. O propósito era eles ficarem na praia até o entardecer, mas e Danny resolveram ir para a praia perto de casa, aquele novo grupo de turistas estava os irritando os olhando de cinco em cinco minutos.

- Que vontade de ir embora e deixar aqueles dois por aqui. - Danny resmungou.
- Ai Danny, não seja tão malvado. - riu da cara que ele fez.
- Não estou sendo malvado! É só que, com aqueles dois perdidos nessa praia, a casa seria só nossa. - E então ele abraçou a menina pela cintura e lhe deu pequenos beijos que variavam entre seus pescoço e rosto.
Ao longe, avistaram uma bem emburrada, com os cabelos desgrenhados, pisando fortemente e andando um pouco mais a frente que Dougie. Ele que estava no mesmo estado que sua namorada.
- Mas... O que aconteceu? - perguntou a amiga.
- O que aconteceu? O que aconteceu foi que o amigo de vocês fez a gente se perder! - A menina disse e e Danny se olharam por alguns minutos. Eles tentaram, mas foi impossível segurarem o riso.
- Vocês estão rindo porque não foi com vocês! - Dougie resmungou. - Fiquei nervoso dude, não queria ficar perdido com a chateada comigo. - Ele disse de um jeito meigo e fez todos os três o olharem com os olhos brilhando. O rosto de havia até ficado mais sereno.
- você sabe que o Dougie tem uma pequena conturbação no cérebro, vai. Ele não é do jeito que é por mal. - disse debochada, rindo do menino assim como Danny.
- Não fala assim do meu namorado, tá? Antes ele tendo uma pequena conturbação no cérebro, do que não o ter. - E então ela olhou de um jeito fulminante, digamos assim, para Danny. Que parou de rir no exato momento, dando língua para a menina.
Dougie, abriu um sorriso do tamanho do mundo, aquele sorriso do tipo: Oi, eu sou Dougie e sou o cara mais feliz do mundo porque eu a tenho e aponta para . Ou então do estilo: Por trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher e a minha grande mulher é a .

Eles saíram dessa praia aproximadamente duas horas da tarde, aproveitaram bastante até. Refizeram toda aquela trilha maravilhosa, não era sacrifício passarem por ali novamente.
- teve algum progresso com o Jones? - perguntou bem baixo para a amiga. abriu um sorriso, porém o disfarçou.
- Não amiga, progresso nenhum. - Lamentou e rolou os olhos.
- Pelo visto ele é mais lerdo que o Dougie. - Disse ela e riu.

-

- Chegou na e Dougie reconheceram onde estavam, disseram para e Danny irem andando, pois eles dariam uma passeada por ali. Esperaram os amigos se afastarem para finalmente entrelaçarem suas mãos. Uma sensação gostosa passou pelo corpo dos dois. E cansados de pensarem como aquilo era estranho, resolveram aproveitar. Aproveitar aquela sensação que não obtinham por aí com qualquer casinho. Chegaram num ponto da praia onde já pudessem ver a casa em que estavam hospedados.
- E então, sua amiga perguntou alguma coisa sobre mim? - Danny perguntou envolvendo num abraço.
- Perguntou. -Riu. - Foi tão engraçado ela dizendo que você era mais lerdo do que o Dougie.
- Eu? Mais lerdo que o Poynter? Mal sabe ela... - Disse ele agora de um jeito esperto, colocando uma de suas mãos no rosto de . Era engraçado, com aquela garota tudo o que ele queria sentir era a presença dela e não os atributos que ela oferecia. Certo os atributos também, mas ele sentia mais emoção ao tocar o rosto dela e ver que ela era real.
Os dois permaneceram um bom tempo se beijando; estava muito gostoso ali e nenhum dos dois queria acabar com aquilo, mas...
Logo avistamos Dougie e correndo de mãos dadas em nossa direção.
Parece que os dois sempre combinavam de estragar meu momento e do Danny, isso ainda terá volta, pensou . - Vocês não fazem idéia do que encontramos! Nossa noite está salvoa. - Disse Dougie todo alegre.
- É lindo. - completou dando um sorriso para a amiga.
- Digam logo. - Danny resolveu se manifestar.
- Bom estávamos andando mais a frente perto das pedras no fim da praia, e encontramos um local na areia que estava sendo todo arrumado para um luau que terá daqui a pouco e bem, já comprei nossos convites.
- Luau? - Questionou com os olhos brilhando.
- Sim! E se eu fosse você já iria para casa se trocar, porque ele começa daqui à uma hora. - disse e pegou a amiga levando-a para dentro de casa.
- Ninguém perguntou minha opinião sobre esse luau, mas eu te respondo que você acertou em cheio dessa vez, Poynter. - Disse Danny dando um soquinho no amigo.
- É claro, eu sempre acerto tudo, eu sou demais. - E então ele sorriu, mostrando todos os seus 32 dentes.
- Menos Dougie, bem menos.
- E claro que a minha linda namorada e eu armamos tudo isso com a intenção de dar um empurrão em você e na de vez.
- Ótimo, nós precisamos conversar sobre a noite anterior, porque sempre que surge o assunto alguma coisa começa a rolar, sempre tem algo que atrapalha, né senhor Dougie euestragotodososmomentosdodanny Poynter.
- Eu não tenho culpa que você faz as coisas em momentos impróprios, mas, essa noite será mágica e essa é sua chance! Agora vamos para dentro cara, antes que elas já saiam prontas de lá e nós continuemos aqui.

estava diante a sua cama, com roupas espalhadas sobre a mesma. Um vestidinho florido chamava muito a sua atenção, mas não como a sua saia de seda com motivos tropicais, num estilo que marcava bem a cintura.
- Você vai para um luau, e não para um encontro. - Ela falava para si. - Mas essa saia fica tão bonita para a noite.
No final de tudo optou por um vestido branco e rasteirinha. Uma ótima escolha para quem não sabe o que vestir por conta de sua indecisão.
Deixou seus cabelos com uns cachos largos, maquiou-se levemente, passou seu perfume e pronto, já estava pronta para sair.
Toc-toc.
- Quem é?
- A menina mais gata da casa. - Ela disse num tom divertido ao abrir a porta do quarto de Danny. O garoto estava com uma toalha enrolada em volta da cintura, olhando atentamente para cima de sua cama, estava no mesmo dilema que a garota estava a poucos estantes.
- Menina mais gata, seja bem vinda ao meu humilde quarto. - Ele foi ao encontro da menina lhe dando um selinho na boca, depois beijou o ombro e o pescoço da menina, sussurrando o quão ela estava bonita e cheirosa.
- Deixa de ser bobo, Danny, só estou com um vestido branco. - Ela riu e ele parou para analisá-la, mas a menina foi bem mais rápida. - Se tem alguém aqui que está bem cheiroso e gato, esse alguém é você. Essa toalha lhe caiu muito bem. - E então ela o puxou para um beijo. Suas mãos estavam em volta do pescoço do menino, porém não conseguia domá-las, pois estavam inquietas.
Já Danny, nem ligando mais para a sua toalha estava. Suas mãos seguravam a cintura de fortemente e variavam entre o rosto da garota também. Da boca o beijo passou para a orelha, da orelha para o pescoço, do pescoço para o colo. Aquele quarto deveria estar fazendo mais de quarenta graus, os dois suavam muito e suas respirações estavam ofegantes.
Caminharam entre beijos até a cama e como era Danny guiava, acabou encostando sua panturrilha na beirada da cama e interrompeu o beijo, voltando para a realidade. - Acho que você tem que acabar de se arrumar, certo?
- Não quero mais sair. - Danny resmungou com o rosto afundado entre o pescoço da menina, onde ele continuava com os carinhos.
- Vai ter que dizer isso para os seus amigos. - Ela disse e assim o menino a encarou.
- Dougie reagiria feito uma criança boba, certo? - O menino perguntou emburrado e viu confirmar. - Vou me arrumar.
- E eu, retocar a maquiagem. - Eles deram mais um selinho e quando estava saindo do quarto de Danny, deu de cara com Dougie, entrando no mesmo.
- O que você estava fazendo aí? - Perguntou ele com a sobrancelha erguida. - Vendo se o Danny já está pronto, eu vou terminar de me arrumar, tchau. - Ela sorriu sem graça e foi a direção de seu quarto.

-

Logo as garotas saíram, encontrando os rapazes sentados na escada na parte de fora da casa. estava com um vestido florido até a metade da perna, cabelos soltos e uma sandália rasteirinha branca. Já optou pelo mesmo modelo da amiga, porém a estampa era lisa e branca, vinha até o joelho e seus cabelos estavam com uma tiara prata que combinava com sua sandália.

- Uau, tudo isso pra gente? - Dougie disse se levantando e as observando de cima embaixo.
- Claro que não Poynter, este luau vai estar cheio de gatinhos, temos que aproveitar. - disse dando uma piscadela, recebendo um sinal de acordo com a cabeça da amiga.

A decoração do luau parecia ter sido escolhida sob medida. Por mais que o mar dispensasse qualquer decoração, a mesa, as comidas a pista de dança se adequaram e muito àquele cenário. e Danny queriam um tempo a sós e resolveram dar uma caminhada, enquanto e Dougie estavam sentados num sofá improvisado, apensas se curtindo.
- Dougie - o chamou, fazendo com que o garoto a olhasse -, vamos dançar? - Perguntou ela meiga, sabendo que este, não era um dos hobbies preferidos do namorado.
- , você sabe que eu detesto dançar. - Disse olhando para a garota e oferecendo-a mais um copo de uma bebida que a mesma recusou com a cabeça.
- Mas essa música é linda Dougie e não tem quase mais ninguém aqui, vamos? Por favor?
- Ok! Ok! Mas fique de olho para que o Danny e muito menos a veja essa cena, eles me zoariam para sempre.
- Pode deixar. - Deu seu melhor sorriso estendendo a mão para o garoto que levantou com uma timidez nítida. Saíram para a pequena pista de dança, como já era tarde da noite, haviam poucas pessoas, a maioria não via um palmo a frente dos olhos devido a quantidade de bebida ingerida. se posicionou bem no meio da pista e abraçou Dougie pelos ombros, que imediatamente a puxou pela cintura juntando totalmente seus corpos, praticamente não havia mais nenhuma distância entre eles. Como a música era lenta, começaram a se balançar aos poucos, com os rostos colados. Dougie por incrível que pareça comandava aquela pseudo dança com movimentos leves e quase levantando a garota do chão de tão abraçados que estavam.
- Você está me surpreendendo. - Sussurrou no ouvido do garoto.

Your beautiful eyes
Stare right into my eyes
And sometimes I think of you late at night
I don't know why
I wanna be somewhere
Where you are
I wanna be where

You're here
Your eyes are lookin' into mine
So baby make me fly
My heart has never felt this way before
I'm lookin' through your
I'm lookin' through your eyes

I wake up I'm alive
In only a little while
I'll cry
'Cause your my lullaby

So baby come hold me tight
'Cause I
I wanna be everything you need
I wanna be where
Just as long as your mine
I'll be your everything tonight
Let me love you, kiss you

Baby let me miss you
Let me see your
Dream about your eyes
Eyes
Beautiful eyes


- You're here, Your eyes are lookin' into mine, So baby make me fly. - Cantou ao ouvido de Dougie.
- My heart has never felt this way before, I'm lookin' through your, I'm lookin' through your eyes. - Respondeu ele e em seguida parou e olhou nos olhos da menina que brilhavam como nunca. Ficaram assim por alguns minutos. - Ah, esses seus lindos olhos me deixam louco . - Grudou sua testa com a da garota. sorriu envergonhada, sussurrando um "Obrigada".
- Eu estou tão feliz por estar aqui com você hoje, é como se todo o resto do mundo, tivesse parado e não existisse mais ninguém. Não há outro lugar que eu gostaria de estar, senão aqui com você.
- Obrigada por fazer minha vida valer mais a pena, eu te amo pequena. - A beijou carinhosamente ao som daquela música que os embalava.

Em algum lugar próximo dali, e Danny caminhavam a beira mar conversando sobre coisas aleatórias, sobre o passado principalmente. conseguiu contar mais sobre seu antigo relacionamento e Danny sobre a tal garota que era apaixonado. - Mas enfim, tudo isso é passado. Meu ex vai entender de uma vez por todas que tudo acabou entre nós e eu quero começar do zero. - Disse deitando na areia, olhando para o céu.
- Posso te ajudar nesse recomeço? - Danny disse sem desviar seu olhar para o céu, apenas entrelaçando suas mãos nas da garota.
- Não só pode como deve, eu sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas eu preciso de você neste recomeço, você me faz querer ser uma pessoa melhor todos os dias e me faz muito bem. Quero que isso que estamos vivendo seja inesquecível, independente do tempo que dure.
- Que seja eterno enquanto dure e que dure para sempre. - Danny caiu na gargalhada com a frase manjada, mas logo se virou ficando em cima da garota, beijando cada parte de seu rosto.
- Você me faz sentir engraçado, meu coração acelera quando estou perto de você sente só. - colocou a mão da garota em seu peito, que sorria devida a proximidade dos dois.
- Sabia que ficar a noite toda perto de você e não poder te dar um beijo sequer, foi bem torturante? - A menina disse antes de grudar suas bocas.
- Sabia que ficar te vendo de risinhos e conversinhas ao pé do ouvido com cada cara que chegava em você foi bem torturante? A vontade de dar um soco na cara de cada um que chegava em você estava me deixando louco. - Concluiu o garoto por fim, fazendo uma pequena careta em seguida.
- Mas, Dan a cara de desespero da e do Dougie, a cada hora que nos distanciávamos era algo cômico! - Riu a garota.
- Eu tenho que concordar, ninguém mandou querer dar uma de cupido.
O fim de noite seguiu assim, cada casal em um lugar, apenas conversando e se curtindo. Quando e Danny, foram encontrar e Dougie estavam de mãos dadas, ato que fez os amigos praticamente soltarem rojões de tanta felicidade. e Danny lhes contaram que já haviam se resolvido desde cedo e que apenas fingiram que não, para os agoniar.

Capítulo IV

Looking for beauty in a certain
Finding the strength inside a gray

Maybe you're heading for a breakdown and maybe that's ok
Could be that you're hanging on for dear life


A menina apertou os olhos fortemente, tentando conter um pouco de sua raiva. Eram exatamente oito horas da manhã e estavam ligando pra ela. O imbecil tem que ter um motivo bem sério.
- São oito horas da manhã caralho, 'tá me ligando por quê? - Santo mau humor.
- Para escutar a sua voz. - abriu os olhos rapidamente e olhou no visor "Pierre" era o que estava escrito.
- O que você quer? - Ela disse séria, agora se descobrindo e indo até a porta de seu quarto, verificando se a mesma estava trancada.
- Já disse, escutar sua voz. Sinto saudades...
- E eu disse que era para você parar de me ligar Pierre, me deixa em paz, okay? Nosso namorou acabou. - Só de estar tendo aquele início de conversa, já se sentia mal. Seus olhos estavam lacrimejantes e o que ela lutou tanto para esquecer estava começando a ganhar vida em sua mente. Mas não, não seria dessa vez que tudo voltaria a ser como antes, não seria dessa vez que ela cederia e voltaria para ele. Não para as coisas serem como eram antes.
- Eu sinto sua falta, , eu sinto muito por tudo. - Ele suspirou. - Eu te amo, volta pra mim? Eu mudei e posso te provar.
- Pierre, acabou. - Ela disse e então sentiu as lágrimas pularem de seus olhos. - Não quero que você me ligue, não quero que me procure nunca mais, está me ouvindo? Passar bem. - E então ela desligou. Desligou o telefone e jogou o mesmo em cima de sua cama. Foi para o banheiro e lavou o rosto.
Lembrar de seu passado com Pierre a fazia sofrer e muito. Arrependeu-se por não ter trocado o número de seu aparelho celular quando tivera a chance, mas assim que voltasse para Londres o faria.
Naquele momento o que ela mais queria era um abraço e naquela casa, ninguém melhor que Danny para fazer isso.
- ? - Danny perguntou ao abrir os olhos, dando de cara com a menina deitada ao seu lado, o observando dormir.
- Hey, entrei o mais devagar possível para não te acordar. - Ela disse fracamente.
- Senti seu cheiro, daí tive que abrir os olhos para ver se estava sonhando ou se você realmente estava perto. - Disse o menino e ela sentiu seus olhos lacrimejando.
deu um sorriso e se aconchegou mais no menino, apoiando sua cabeça no peitoral do rapaz.
- Você está bem? - Disse num tom de voz mais sério.
- Sim, só estou com um pouco de sono. - Dito isso, sentiu as mãos de Danny em seus cabelos, fazendo um carinho bem gostoso, e fazendo também com que a menina se esquecesse da ligação anterior.
- Você tem certeza? Seus olhos me pareceram tristes...
- Não é nada, Dan... - Ela suspirou.- Me abraça mais forte? - E então ela olhou suplicante para o menino que fez exatamente o que ela pediu.

It's only been a day
But it's like I can't go on
(Só se passou um dia,
Mas parece que eu não consigo seguir em frente )

I just wanna say
I never meant to do you wrong
(Eu só quero dizer,
Que eu nunca quis te fazer mal )

And I remember you told me baby
Something's gotta give
(E eu me lembro que você me disse baby,
Alguém tem que ceder)

If I can't be the one to hold you baby
I don't think I could live
(Se eu não posso ser aquele que te abraça baby,
Eu não acho que poderia viver )


Danny cantou enquanto abraçava a menina e lhe fazia carinho. Ela não havia dito, mas ele sabia que alguma coisa a incomodava. Os olhos dela não estavam brilhando como de costume e seu rosto não estava corado, estava pálido.
Ele sabia que não era nada dela, a não ser um caso de "amor" neste verão... Portanto não poderia lhe cobrar nenhuma explicação, porém o que ele podia fazer, era mostrar a ela que estava ali, junto a ela, para o que precisasse.
- Durante esses quatro dias, essa é a primeira vez que você canta pra mim. - A menina se afastou um pouco do abraço para que pudesse olhar nos olhos de Danny.
- Estou aprovado como cantor? - Ele perguntou e a menina viu seu rosto corar e sua boca pressionar de leve. Ele sempre mantinha essa "expressão" quando estava nervoso.
- Aprovadíssimo! Sua voz é linda, Danny, assim como tudo o que vem de você. - E então ela o viu abrir um sorriso bobo. Será que ele sabia como ficava lindo daquele jeito?
Sem mais pensar, a menina aproximou seus rostos. Acarinharam-se por um instante e logo se beijaram meticulosamente. O beijo começou devagar, calmo, porém foi se aprofundando mais e mais, em busca de uma intensidade maior. Na mente de Danny, a garota conseguia transmitir com o simples toque dos lábios o que desejava e isso sempre lhe causava novas sensações. Conhecia aquela menina há quatro dias e já se sentia estranho em pensar que daqui a um mês, talvez, as coisas não seriam mais assim.
Na mente de , o garoto conseguia não só beijá-la com a boca, mas sim com o corpo todo. É confuso para quem quer entender, mas é fácil demais para quem pode sentir. O sabor do beijo de Danny ganhava vida por todo o seu corpo, como se quisesse ultrapassar barreiras, descobrir o desconhecido e fazê-la acreditar no inacreditável. Disso tudo, ela tiraria uma lição. Não é preciso mais de um dia para se apaixonar, basta seus sentimentos serem compatíveis e seus beijos dados com desejo. Basta deixar que seus corações pulsem e seus corpos se entreguem.

Cada vez que beijava , Danny percebia seu crescente constrangimento; não que ele estivesse reclamando, beijá-la lhe trazia sensações únicas e era maravilhoso... O problema é que ele acabara de descobrir que beijos apenas não estavam sendo suficientes.
sentia o peso de Danny sobre si, as mãos do menino começaram a subir pelas suas coxas e ela pôde sentir o quão firmes elas eram, quentes e suaves. Aquilo estava bom, muito bom, mas a menina não poderia deixar que continuasse, não agora.
Afastou o rosto de Danny e o garoto olhou fundo de seus olhos. Ela disse algo, que ela própria não entendeu, e ele a silenciou com um beijo profundo e exigente, forçando seu corpo ao da menina, que não o afastou novamente, pelo contrário, ela o envolveu pelo pescoço.
- Você é muito linda e... - Danny se afastou por um momento, tirando sua própria camisa e em seguida beijando o pescoço da garota, enquanto a acariciava por todo o corpo, por cima da roupa. - Eu quero poder beijar as partes que toco, . - E então ele parou e encarou o rosto da menina firmemente. Ela tirou a própria blusa e o beijou, e em um momento de distração do rapaz, trocou suas posições, ficando em cima do menino.
- E eu... - ela tentava dizer durante o beijo. - Sentir você mais intensamente, se é que isso é possível. - E então ela sorriu, ato que Danny entendeu como mais uma distração, fazendo com que voltassem à posição anterior. Danny tirou a parte de baixo do babydoll da menina e ela desabotoou a calça do pijama que ele usava. sentiu Danny brincar com a barra de sua calcinha, mas esta "brincadeira" não durou por muito tempo.
- O que foi? - Ela perguntou ao ver que o menino havia parado subitamente. A reação de Danny esfriou, e ele saiu de cima da garota. Deitou ao seu lado de bruços, com os olhos pressionados, assim como seus lábios.
sentou-se a cama e se cobriu com um lençol qualquer, virou para Danny e de imediato, uma de suas mãos começou a acariciar os cabelos do rapaz. - Você está bem?
- Eu sinto muito, não deveria ter forçado uma situação. - Ele disse com sua voz rouca. Pegou a mão da menina que lhe acariciava e a beijou. - Você é especial demais para eu estragar o que está nascendo entre a gente.
- Mas eu não ofereci resistência porque... Eu te quero, assim como você me quer.
- Eu sei! Eu sei disso, é só que você merece algo que seja de acordo com você, incrível, entende? Não quero ter que estar aqui com você, preocupado com quem pode abrir essa porta. Não quero ter que omitir o tesão que eu estou sentindo ao estar com você. Eu fui impaciente, de alguma maneira fui, e acho melhor irmos com mais calma.
- Eu tive um namorado por um ano e meio e ele não me proporcionou o que você tem me proporcionado durante esses quatro dias, e nem me fez sentir as coisas que sinto perto de você... Tem certeza que você é real? - Ela o olhou nos olhos e se aconchegou mais perto do rapaz, pegando o braço do mesmo e o envolvendo em sua cintura. No silêncio da manhã, ouviam-se pássaros cantando e o distante sussurrar das ondas. Com o som perfeito e a companhia exata, eles voltaram a dormir.

-

, Dougie, e Danny dormiram até a tarde. Ambos estavam confortados demais e cansados da noite anterior. Dançar até altas horas não é para qualquer um.
Como sempre, fora a última a acordar. Escutou um murmurinho vindo do terraço e resolveu ir até o mesmo, mas antes resolveu passar em seu quarto. Ao se levantar da cama de Danny, seu cérebro foi tomado pela lembrança do que aconteceu, e do que quase acontece entre ela e Danny. Não estava exagerando quando perguntara se ele era real. Pelo menos, por sua vida nunca havia passado um homem tão... Diferente como ele.
Já em seu quarto a menina tomou um banho e vestiu seu biquíni. Quando estava quase saindo, viu seu notebook e sua pasta com anotações em cima da escrivaninha. Como não faria nada agora, resolveu pegar as coisas e dar uma revisada rapidinho. Só para não perder o costume.
A menina passou pela cozinha e preparou um suco de laranja, junto com um sanduíche e foi atrás de seus amigos.
- Boa tarde. - Ela resmungou ao chegar, pondo suas coisas em cima da mesa. Viu , Dougie e Danny na piscina conversando.
- Boa tarde, meu amor. - Danny disse arrancando um sorriso da garota. Já e Dougie prestavam atenção, mal piscavam.
- Hey, acordou há muito tempo? Nem te vi sair do quarto. - Ela disse chegando até a borda da piscina e sentando na mesma, pondo seus pés na água. Danny nadou até a menina e ficou entre suas pernas. - Acordei faz um tempinho sim, não queria te acordar. - Disse ele e abriu ainda mais o sorriso, se inclinando até o menino e lhe dando um selinho.
- Será que nós somos tão melosos assim? - cochichou para Dougie.
- Hey, eu ouvi isso, okay? E vocês são muito mais chatos e melosos. Danny e eu somos um casal normal, vocês não. - A menina disse rindo junto com Danny. - Se me dão licença, terminarei meu café enquanto dou uma olhada nos meus e-mails.
- Ah, grande café. - Dougie debochou da menina.
- Fica quieto aí, mini-craque! Pelo menos meu café da manhã não é pizza e cerveja. - Ela disse rindo da cara emburrada do amigo. - Ih, disse, e o menino a olhou intrigado. - Eu conheço a há não sei quantos anos e essa é a primeira vez que ela acorda de bom humor. - A amiga concluiu, e viu Danny abrir um sorriso do tamanho do mundo e a olhou de rabo de olho, com o clássico olhar de: Te pego lá fora.

Para:
[@hotmail.co.uk]
De: Pierre [pierredek@hotmail.co.uk]
Assunto: Ainda te amo

, por que desligou o telefone? Eu só queria te dizer o quanto eu te amo e quero te fazer feliz. Vai ficar tudo bem, meu amor, se voltarmos tudo ficará bem. Voltarei a te ligar.
Com amor, Pierre.

Para:
[@hotmail.co.uk]
De: Pierre [pierredek@hotmail.co.uk]
Assunto: Me atende!

Será que é tão difícil para você entender que eu só quero matar a saudade de você? Será que é difícil para você entender que só de escutar a sua voz eu me sinto melhor? Te sinto perto de mim, princesa.

Para:
[ @hotmail.co.uk]
De: Pierre [pierredek@hotmail.co.uk]
Assunto: Eu te amo.

Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo.

Para:
[@hotmail.co.uk]
De: Pierre [pierredek@hotmail.co.uk] Assunto: Amor.


Mais do que nunca, eu acredito que só a morte pode separar um amor, . Você é minha, só minha.

Para:
[@hotmail.co.uk]
De: Pierre [pierredek@hotmail.co.uk]
Assunto: Você.


Vai chegar uma hora em que eu não vou querer te atender, e você vai implorar por mim. Só que aí, já vai ser tarde.

A menina lia os e-mails atônita. Eles foram mandados de hora em hora. Como fazia mais de uma semana que o garoto não a procurava, achou que se afastar faria Pierre entender de uma vez por todas que o namoro deles havia acabado. Achou que se afastar a faria esquecer, ou ao menos tirar algumas "férias" das perseguições de Pierre.
-, você está bem? - perguntou de repente, o que fez fechar o notebook rapidamente. A menina estava pálida e seu olhar assustado.
- Es... Estou, eu vou lá em baixo, estou com um pouco de sede. - Ela disse e saiu o mais rápido que pôde dali.
Tanto Danny, quanto Dougie acharam estranha a atitude da menina. Dougie por sua vez continuou na piscina e foi fazer companhia a ele, enquanto Danny saiu da tal e foi na direção do aparelho eletrônico da garota.
- Você vai mexer nas coisas dela, Jones? - - Ela não gosta...
...
- Pois não? - Jess... - disse num tom manhoso e Jess logo percebeu que alguma coisa estava errada.
- O que aconteceu dessa vez, ? - O Pierre, ele voltou a me procurar. - A menina disse agora chorando. Já havia segurado muito as lágrimas, agora ela simplesmente não aguentava mais.
- Calma, ... Ele te mandou e-mails de novo? - Ele me ligou também.
- o que eu te disse? Falei pra você trocar seu número amiga. - Mas eu ia trocar, eu só não o fiz porque ele estava há um tempo sem me procurar e... Eu não aguentaria cruzar com ele de novo, Jess, não depois de tudo o que ele fez e foi de ruim pra mim. - A menina fungou e Jess sentiu seu coração apertar mais. Aquele momento era ideal para um abraço e não para palavras. E o fato de estar em Saint Tropez e ela em Brighton só dificultava mais as coisas.
- Queria estar aí para te fazer um balde de brigadeiro e te da um abraço bem forte, amiga. Fica calma, aquele doido não vai chegar perto de você.
- A marca da nossa última briga sumiu na semana passada.
- para de pensar nele, para de lembrar essas coisas ruins. Você está aí para se divertir, por favor. Você não merece ficar sofrendo assim. - Jess concluiu, e a menina ficou quieta. A amiga tinha razão. Ouviu leves batidas na porta e abriu a mesma, dando de cara com Danny. Com a cabeça, fez sinal para que ele entrasse.
- Preciso desligar, Jess, obrigada por tudo.
- Imagina, deixa o seu celular ligado que mais tarde ligo pra saber como você está. - A amiga disse e concordou, desligando o aparelho em seguida.

- Vamos subir, só vim dar um telefonema. - Disse ela, chegando em Danny e o abraçando pela cintura. Ele retirou as mãos da menina de lá, porém permaneceu as segurando.
- Quem é Pierre, ? - O menino perguntou em baixo tom e congelou.
- Ele é o meu ex-namorado, por quê? Você...
- Eu li seus e-mails. Eu sei que não deveria, mas você ficou tão tensa depois que começou a mexer no notebook que eu resolvi ver... Sem contar que hoje de manhã, quando você chegou ao meu quarto seu olhar estava triste. Eu só quero te ajudar, .
- Se você quiser me ajudar, Daniel, chega e fala comigo. Não mexe nas minhas coisas pessoais sem meu consentimento. - Ela disse séria.
- Chega e fala contigo? Que nem eu fiz hoje de manhã e você me disse que não tinha nada? - Eles já haviam soltado as mãos, e cada um estava de um lado do quarto. Parecia a primeira briga de um casal de namorados.
- Eu te conheci há quatro dias, Daniel. Acha mesmo que eu tenho que ficar te contando meus problemas?
- Não, mas acho que você deveria deixar de ser grossa! Eu só vim aqui saber se você estava legal. - E então o menino foi em direção à porta. Estava chateado. Na verdade ele nem sabia o porquê, mas sabia que também estava certa em reclamar sobre a audácia do rapaz em mexer em suas correspondências.
- Como eu te disse ontem à noite, nós terminamos faz dois meses e ele parece não aceitar. Vive me ligando, me mandando e-mails e deixa quase sempre o carro estacionado em frente ao meu prédio. Eu já tentei mostrar a ele de todas as maneiras que não queria mais ficar com ele... Mas foi tudo em vão. - Ela disse de costas para Danny. O menino não estava mais perto da porta. Pelo contrário, ele caminhava até a garota. Passou lentamente um de suas mãos no cabelo dela e ela virou de imediato para o menino, que pôde ver seus olhos lacrimejando.
- Não gostei da maneira como ele falou com você. - Disse e , por estar tão perto de Danny, queria que suas mãos tocassem algo além de seus cabelos. Ela queria que ele a envolvesse num abraço aconchegante e acolhedor.
Danny escutou a menina chorando baixinho, deixou que ela desabafasse um pouco e quando seu choro cessou, ele ergueu o rosto dela na sua direção, limpou as lágrimas quase secas do rosto da garota e a beijou. Beijou de um jeito tão sereno, tão calmo. Ela se agarrou mais ao menino, dando a impressão de que não queria que ele a soltasse nunca mais.
- Quer dar uma volta? Assim você pode me contar com calma tudo o que aconteceu. -Danny disse quando se separaram do beijo.
- Não sei se quero falar sobre isso, Danny.
- Você acha que duas pessoas podem começar algo sem uma saber o passado da outra? - Ele perguntou olhando-a no fundo dos olhos. - Eu quero saber como foi seu namoro com esse tal de Pierre e ver como posso te ajudar.
- Você já tem uma noção, e você já está me ajudando, acredite. - Ela sorriu e ele contornou os lábios da menina com um de seus dedos. Danny se aproximou mais de e lhe beijou outra, mais outra e várias outras vezes. - Estou começando a ficar viciado em você. - Ele sussurrou ao ouvido da menina enquanto a abraçava, ela esboçou um lindo sorriso. Era incrível o poder que ele tinha sobre ela, era incrível como só a presença dele já era o suficiente para isso.
- Eu já estou em você. - Ela disse sorrindo, com a sua boca entre a dele.
- Está? - Ele deu um selinho e viu a menina balançar a cabeça positivamente. - Não mais do que eu estou ficando por você. - E assim ele a puxou para um beijo.
Sabe aquelas molduras específicas, que ficam muito bem naquele objeto feito para elas? Então, a boca de ambos parecia ser assim. Juntas, uma completava a outra. Juntas se encaixavam perfeitamente.
O beijo não durou muito, já que os dois escutaram um barulho bem estranho. Separaram-se e trocaram olhares curiosos, entrelaçaram suas mãos e foram seguindo o tal barulho, até chegarem à parte de baixo da casa, em um quarto bem velho.

- Mas... o que você está fazendo e onde você arranjou isso? - perguntou confusa e Danny começou a rir.
- Isso é um trompete, e eu estou tocando! - Ela disse feliz. - Não é amor? - Virou para Dougie. O menino já estava roxo, provavelmente de tanto segurar a risada. Ele balançou a cabeça positivamente, dando um sorriso sem mostrar os dentes.
- Parece que você quer derrubar a casa. - Danny ainda ria. - Tem certeza de sabe tocar isso?
- Olha aqui, Daniel Jones eu sei tocar sim, 'tá legal? Só estou um pouco enferrujada porque faz anos que não toco.
- Bota anos nisso.
- Danny, não seja insensível! - deu um tapinha no braço dele.
- Não é só um trompete que tem por aqui, dá uma olhada, dude. - Dougie apontou para uma guitarra e dois violões.
- Dude, que maneiro! - Danny disse correndo até o violão e dedilhando o mesmo, mas de cara percebeu que este estava bem desafinado.
- Será que o dono da casa era músico? - perguntou. - Acho que sim, porque ninguém daria uma grana preta por essa Gibson Les Paul, reedição de 1957! - Danny apontou para uma guitarra dourada.
, Danny e Dougie continuaram no tal quartinho com os instrumentos. Como estava desinteressada, a menina decidiu voltar para o andar de cima e preparar algo para comerem.
- O que está fazendo? - Danny chegou em silêncio absoluto, fazendo com que a menina levasse um pequeno susto.
- Gosta de Chili com queijo? - Ela perguntou e viu os olhos do menino brilharem.
- Adoro! - Ele olhava a mistura de tomate, pimentões verdes, cebolas e queijo que estavam na panela. - Eu pensei em esperar um pouco mais pra fazer esse pedido, mas... , quer casar comigo? - Ele disse divertido.
- Não acredito que a que conheceu o Jones há quatro dias, vai se casar antes de mim. - fazia um pequeno show. - E eu que achava o Jones era mais devagar que o Poynter. - E então lançou um olhar crucial para o menino, que pegava uvas passas e as jogava para o alto, tentando fazer com que elas caíssem em sua boca.
- Aí é que você se engana, . - virou de fronte a Danny. - Me desculpe, Daniel. Você é um cara muito legal, mas tenho que recusar o seu pedido. - Disse e logo viu a cara de nada do rapaz.
O Chili já estava pronto, pegou a panela, disse para pegar algumas tortilhas e Danny e Dougie algumas cervejas. Comeriam no terraço, na beira da piscina.
- , quem te enganou dizendo que você sabia tocar trompete? - Danny perguntou e viu o olhar de nada da garota.
- Ninguém me enganou, Jones, eu fazia parte da banda da minha cidade! Eu só esqueci algumas coisas. - Disse ela, vendo o garoto pegar uma tortilha, passá-la com tudo no Chili e levar a mesma a boca. sabia que aquilo estava bem quente e que ele poderia queimar a boca, mas...
- Ai, porra, 'tá quente! - Disse o garoto tomando um gole de cerveja.
- Bem feito! - apontou para ele e começou a rir. A rir muito.
- Você é muito malvada, Poynter. Muito! Vou dar um mergulho. - Ele resmungou, se jogando na piscina. e Dougie estavam entretidos comendo, que nem repararam o que acontecera com Danny.
- , posso te fazer uma pergunta? - perguntou, e viu a amiga balançar a cabeça positivamente.
- Por que você saiu daquele jeito hoje mais cedo?
- Ah, eu recebi uns e-mails do Pierre...
- O mané do seu ex? - Dougie perguntou de cara fechada. - Ele é um idiota, e eu não sei o porquê de você ficar com ele. - Porque você diz com tanta certeza, Dougie, se falou com ele três vezes e nós namoramos por um ano?! - Era só citar o nome de Pierre para o humor de a menina mudar e as lembranças virem à tona. - Nós simplesmente sentimos, . - .
- E resolveram se afastar, passaram a não ir mais a minha casa... Só nos falávamos por telefone e e-mails!
- Porque ele tinha ciúme de qualquer pessoa que chegava perto de você... Você está defendendo o Pierre ou é a minha impressão? - Dougie perguntou com a sobrancelha erguida.
- Não estou, até mesmo porque vocês têm razão. Briguei com o Danny hoje por causa dele e estava prestes a repetir com vocês. - disse já sentindo seus olhos marejarem. - Me desculpe.
- Desculpa a gente também, amiga. Por um momento esquecemos que vocês chegaram a ter algo, sabe? - disse e viu a amiga confirmar com a cabeça. - A propósito, , você nunca nos contou por que terminaram. - Dougie.
- Hum, sério que viemos aqui para remoer este assunto? - A menina perguntou, sentindo um nó em sua garganta.
e Pierre namoraram por quase um ano e meio. Na verdade iriam completar um ano e meio daqui a um mês, mas ela resolveu terminar antes disso. Os dois se conheceram em um coquetel de uma firma de advogados, da qual o pai de Pierre era dono. A atração entre os dois, foi o auge para iniciarem uma conversa e durante esta, só conseguiu admirar mais o rapaz. Além de lindo, era educado e bem sucedido! Um pouco mauricinho, mas ninguém é perfeito, não é? Começaram a sair na mesma semana em que se conheceram e um mês depois, iniciaram um namoro. Nos primeiros doze meses, Pierre se mostrava o mesmo cara por quem a menina havia se interessado um tempo atrás... Mas mais tarde ele foi se revelando alguém possessivo e ciumento. Ele alegava que sentia até ciúmes de , Dougie e Jess. Ambos os amigos da menina.
Mais tarde foi se tornando cada vez pior, às vezes extrapolava na bebida e quando isso acontecia, rendia bons hematomas para . Ele não batia na garota, mas suas pegadas eram muito precisas e a machucavam. Na última briga que tiveram, ele perdeu a cabeça e acabou dando um tapa no rosto da garota, que sem reação correu para o quarto e chorou, ignorando os pedidos de desculpas do namorado. No dia seguinte, terminou com ele, e foi a partir daí que ele começou a espioná-la, ligar para ela, mandar e-mails e etc.
Ele não havia chegado perto da menina para machucá-la outra vez, pelo contrário. Ele tentava fazer transparecer aquele Pierre por quem ela havia se apaixonado... Mas era tarde de mais, havia sacado o completo idiota que ele era. E o amor que sentia por ele não existia mais.
Se esse relacionamento conturbado a traumatizou? Sim e muito, já que ela sempre estivera no comando de suas relações. resolveu dividir aquilo tudo com Jess. Na época, ela mal via e a amiga estava vivendo uma época tão especial com o namorado que não queria a conturbar com seus problemas... Isso foi um erro, já que tantas vezes precisou do abraço, do olhar e das palavras que só sabia dar... Mas superou; não por completo, mas sim em partes.

e Dougie resolveram interromper o assunto sobre Pierre, mas fizeram jurar que assim que voltassem para Londres, ela os contaria todos os motivos que levaram ao fim do namoro dos dois. A menina concordou com seus dedos cruzados, ela não teria coragem de contar.


Capítulo V


[N/A: Capítulo especial para a sua amiga Poynter.]

O dia anterior não fora um dos melhores para . A ligação de Pierre mexeu muito com seus nervos e por mais que estivesse assustada, revoltada e com medo, a garota fazia o máximo para não deixar estes sentimentos tomarem conta dela, e o que estava a ajudando, e muito, era Danny. O rapaz havia chegado de mansinho e não haviam demonstrado um ao outro que rolava um possível interesse, mas como o coração é algo inusitado, não foi preciso mais que dois dias para dar conta que não conseguiriam "se" resistir.
adorava nadar, afinal a garota praticou o surfe por alguns anos. A maré estava cheia por conta do horário, era de manhã, bem cedo, e por milagre a menina acordou antes que todos na casa. Na verdade ela mal havia pregado os olhos.
Fazia quarenta minutos que dava suas braçadas e se estivesse numa piscina poderia calcular facilmente quantos metros havia percorrido, mas no mar era preciso basear-se na relação de tempo e distância e sem uma prancha de surfe a garota não gostava de ir muito além. Pensando nisso, resolveu voltar à praia. Se seus colegas da faculdade a vissem naquele instante a parabenizariam por estar tão tranqüila, e suas amigas e Edward, seu amigo gay, ficariam eufóricas com Danny. Mas sabe que ela trocaria aquilo tudo pela resolução de um caso no tribunal?
Encaminhou-se para o ponto onde deixara suas coisas. Óculos, chinelo, toalha... Era impressão dela ou a praia ficava mais bonita naquele horário? A localização da casa em que estavam era perfeita; a faixa de praia era estreita e após alguns metros de areia e pedras erguia-se um pequeno rochedo. O lugar estava tranquilo, poucas pessoas o visitavam naquela hora da manhã. A menina se enxugou e enrolou a toalha na cintura, pôs seu chinelo e seguiu até o calçadão, parou numa barraquinha e comprou um sorvete e em seguida, resolveu voltar para casa.
A espreguiçadeira no quintal chamou a sua atenção e estava bem convidativa. foi até dentro de casa, vestiu um short e uma blusa, pegou um lençol e seu travesseiro. Chegou até a espreguiçadeira e estendeu o lençol na mesma. A menina colocou os óculos e se deitou.
Depois de alguns minutos, escutou um barulho de bicicleta e deu de cara com Danny chegando à mesma, onde carregava duas sacolas de supermercado.
não sabe explicar como, mas no instante em que piscou, viu Danny caído no chão feito uma banana podre, ela então correu para ajudá-lo.
- Calma, Dan, não se mexe. - Ela disse e ele obedeceu. A garota o olhou atentamente e viu que o menino não havia batido com a cabeça e parecia não ter quebrado nada. Havia apenas arranhões.
- Caralho, isso doeu. - O menino resmungou. - O café da manhã que eu ia preparar pra você. - Danny disse olhando para as frutas ao chão.
- Oh, meu amor. - deu um beijo na ponta seu nariz, já que em sua boca havia um pequeno corte. - Consegue andar? Podemos cuidar disso? - Ela perguntou.
- Eu ia te fazer um café da manhã surpresa, você já estava acordada e eu não sabia! - Resmungou.
- Eu aceito o café assim mesmo, Danny, mas só depois que a gente limpar esses cortes, certo? - Ela o viu balançar a cabeça positivamente. Danny estava com o corpo dolorido por causa do tombo de bicicleta e pegou uma das mãos do menino e posicionou em seu ombro, entrelaçando suas mãos. A outra mão da menina, ela posicionou na cintura do rapaz.
A sensação de ser responsável por alguém, deixava a menina extasiada.
A sensação de ser cuidado por alguém deixava o menino extasiado.


Já dentro de casa, resolveu ir com Danny direto para seu quarto e com muito zelo, o ajudou a deitar-se na cama. Danny sabia que aquilo era um exagero, afinal, ele era homem e só levou um tombinho de bicicleta... Mas ver tão sensível e cuidadosa fazia com que as palavras de negação/rejeição fugissem de sua mente.
- Eu estou todo sujo, , e não quero sujar a sua cama.
- Imagina, Danny. Vou pegar meu estojo de primeiros socorros no banheiro. – Em menos de cinco segundos a menina retornou ao seu quarto. - Vejamos. Iodo, antisséptico, álcool... Pra gente não ter mais trabalho, vou usar o antisséptico para limpar a sua pele e desinfetá-la.
- , isso vai arder. - Murmurou Danny, fazendo um bico em seguida, o que fez a menina gargalhar. Ela abriu o vidro e apanhou uma compressa de gaze. Olhou para o menino e resolveu começar pelo seu queixo. No momento em que ela aplicou o antisséptico, Danny deu um pulo da cama, resmungando uma sequência de palavrões.
- Danny, eu sei que arde, mas eu preciso limpar seus machucados para que eles não infeccionem e fiquem bem feios. - O menino não respondeu, apenas fechou os olhos fortemente. - Vou assoprar para não arder tanto. - Dito isso, viu o menino balançar a cabeça positivamente. Ela tornou aplicar o medicamento no queixo do rapaz e assoprou em seguida, fazendo, por um instante, Danny se esquecer do machucado e abrir um sorriso bem lindo.
Após muitos murmúrios, palavrões, tremedeiras e mais da parte de Danny, a menina finalmente acabou com todos os curativos.
- Agora vou pegar um relaxante muscular pra você, se não mal vai conseguir levantar da cama. - disse saindo do quarto, deixando Danny perdido em pensamentos. A menina voltou ao cômodo com um copo de água e um comprimido. - Eu vou catar as suas compras, ou melhor, o que sobrou delas e depois eu volto para ver se está tudo bem. Esse remédio que eu te dei acalma um pouco também, tenta dormir. - E assim, deu um sorriso doce, que o Danny retribuiu no mesmo instante.
Ainda sorrindo ele aproximou seu rosto do da menina, e com uma de suas mãos passou a mão no mesmo. - Obrigado por cuidar de mim. - Ele sussurrou e , bem, ao sentir a respiração do garoto, fechou os olhos. Ele preencheu o rosto de , com beijos, chegando por fim a sua boca.
Lentamente passou a língua nos lábios da garota, pedindo passagem, que foi cedida sem ela ao menos pensar duas vezes. Danny soltou um pequeno gemido, em sinal de dor por conta do corte que havia em sua boca e interrompeu o beijo, com medo de machucá-lo mais.
- Tenta dormir, que eu já volto para te ver. - disse, dando um beijo na testa e saindo do quarto em seguida.

-

- O que você está fazendo aí? - Dougie perguntou sonolento, ao ver no quintal catando algumas coisas do chão.
- O Jones caiu da bicicleta e deixou algumas compras cair, eu só vim pegar para ele.
- Sério? E como está?
- Ele está bem, só se arranhou um pouquinho, está com o corpo dolorido... - ia dizendo, chegando agora até o menino. Já tinha pegado o que dava para aproveitar.
- Não estou falando do Danny, mas sim das coisas que estão aí dentro. - Dougie apontou para a sacola e lhe deu um tapa.. - Que foi? Eu só quero comer sustância!
- Você deveria perguntar pelo seu amigo e não pela comida, Dougie. - A menina disse o óbvio e viu o amigo fazer caretas durante seu breve sermão. - Mas hey, o que você está fazendo acordado a essa hora? Vai dar dez horas ainda. - A menina o olhou desconfiada.
- Eu tenho que dar uma saída, vou até o píer falar com um pescador que conheci... Ele me falou de uma tal ilha do amor, da perdição ou alguma coisa assim. Quero alugar os serviços dele para ele me levar até lá com a . - E então, Dougie abriu um sorriso bobo. Ou melhor, apaixonado.
- Que romântico, Dougie. - A amiga sorriu sincera.
- Eu sei que sou um ótimo namorado. - Gabou-se.
- Eu não disse isso!
- Mas ia dizer! - A menina murmurou um "não ia não", mas ele ignorou. - Se a acordar e eu não tiver chegado ainda, invente qualquer coisa... Diga que eu fui caminhar, nadar, enfim...
- Senhor, sim senhor. - A menina bateu continência e o menino lhe deu um pedala. Quando foi revidar já era tarde, Dougie havia saído correndo.
e Dougie namoravam por cerca de dois anos e meio, quase três. Quando foram apresentados, de certa maneira sentiram que o encontro dos dois não ficaria por ali, não se resumiria num simples aperto de mão e muito menos em uma noite.

O menino passou a manhã toda fora, e teve que escutar as reclamações de pelos cantos, dizendo que estava com saudades do beijo que ele lhe dava quando acordava, do café que tomavam juntos e muito mais. se martirizava por não ter se trancado em seu quarto e ter feito companhia a Danny, que dormira feito um anjo.
- Poxa, você não sabe como é chato acordar e não ver a sua frente rosto do homem da sua vida! Aquele rosto retangular, com um queixo fino mais lindo, olhos pequenos e azuis, cabelos loiros, quase dourados, um nariz perfeito, fininho, que mais parece que foi moldado para o rosto dele e... Dougie, onde você esteve? - A menina perguntou assim que ele chegou na sala.
- Bom dia, meu amor! - Ele foi ao encontro de e a beijou. aproveitou a deixou, saindo de fininho e agradecendo mentalmente por conseguir o feito.
- Você ainda não respondeu a minha pergunta. - Ela murmurou com a cabeça enterrada no peito do rapaz. Eram algumas horas de longe do menino, que se sentia só, carente. Ela estava viciada e Dougie, era a sua droga.
- Eu não posso te dizer, mas posso te mostrar. - Ele sorriu ao ver o olhar da menina nos os seus. - O que você quer dizer com isso? - Ela sorriu de lado.
- Eu quero dizer para você tomar um banho, colocar seu biquíni e em uma bolsa colocar uma calça moletom e casaco. Não falo nada, além disso. - ia reclamar, pois era curiosa e não gostava de mistérios. Mas antes que pudesse fazer isso, sentiu Dougie beijar seus lábios e como a saudade era tanta, apenas se deixou levar. Suas mãos estavam entrelaçadas e ambos podiam sentir o quanto suavam! Afinal, estavam um junto ao outro, não tinha como ficarem calmos esta hora.
Por mais que estivessem juntos há tanto tempo, o sentimento era o mesmo... Na verdade, ele se intensificava a cada minuto que passavam juntos, ele se intensificava a cada palavra, a cada olhar, a cada toque.
- Se eu pudesse não interromperia esse beijo nunca. - Dougie dizia enquanto enchia o rosto de de selinhos. - Mas temos que ir, estão nos esperando e eu também tenho que me arrumar. - Ele fez careta.
- Só quero saber o que você está aprontando, Poynter.
- Você verá! Para ir mais rápido, toma banho no nosso quarto que eu tomo no quarto do Danny. Nós encontramos daqui a trinta minutos, no máximo. - Ele disse e a menina balançou a cabeça positivamente. Eles fizeram o que Dougie havia dito, e por milagre, conseguiu se arrumar antes do seu tempo limite, santa curiosidade.
Não avistaram e muito menos Danny, optaram por deixar um bilhete, apenas dizendo que saíram. Como já sabia do que se tratava não ficaria preocupada com o sumiço dos dois.
e Dougie saíram de casa com uma mochila e mais nada. Caminharam pela praia, até chegar ao píer que Dougie fora antes. Com todo orgulho do mundo, apresentou para o pescador e disse que já estavam prontos para o tal passeio.
- Eu deveria vendar seus olhos com isto. - Dougie mostrou a venda em suas mãos.
- Ah, Dougie, você...
-Mas seria um pecado vendar seus olhos hoje... Eles estão tão vivos que mal consigo ficar sem olhar para eles. - O menino disse rindo fraco e retribuiu o sorriso. Ainda não estava acostumada com os elogios que o menino fazia.
- Estão prontos? - O pescador perguntou com um sorriso do tamanho do mundo.
e Dougie entrelaçaram seus dedos, olharam-se brevemente e finalmente concordaram positivamente. - A senhora irá adorar a vista, seu noivo gosta muito de ti.
- Oh não, ainda não somos noivos... - Ela respondeu um pouco sem graça.
- Não? Pensei que fossem. Geralmente namorados não fazem surpresas tão... - O pescador bonzinho percebeu que estava falando um pouco demais e se calou. Dougie agradeceu mentalmente e resmungou qualquer coisa, seu plano de descobrir um pouco mais do passeio foi falho.
Velejaram por aproximadamente trinta minutos. De longe pôde ver pequenos pontos vermelhos na areia. Fechou os olhos com força e os permaneceu assim por alguns minutos.
Sentiu seu nariz arder e automaticamente as lágrimas brotarem em seus olhos. Quando a água batia no joelho dos dois, Dougie pediu que o barco parasse por ali e assim o fizeram.
Murmurou para o pescador quando que ele deveria os buscar e por fim, o dispensou.
estava atônita. Ela não queria chorar, ela queria agarrar Dougie e dizer que aceitava.
Se ainda não está claro, a surpresa de Dougie foi escrever "Quer casar comigo?" na areia da ilha em que estavam, porém a escrita do pedido fora com pétalas de rosas vermelhas.
O menino estava apreensivo; qualquer um ali perceberia que o choro de era de alegria, mas ele, só enxergava o pior. Passavam pela sua cabeça, coisas do tipo: E se ela odiou tudo? E se estiver chorando por que não sabe como me dar um fora.
Mas não, não pensava em nada disso, melhor dizendo, estas coisas não passavam nem perto de seu pensamento.
- Dougie! - A menina disse e se jogou nos braços do, ainda, namorado.
- Meu amor, calma. - Ele acarinhou os cabelos de . - Eu pensei que você fosse gostar, sorrir... E não chorar. - Ele disse com receio, e a menina se afastou por um momento, olhando firmemente nos olhos do menino. Aqueles que muitas vezes a fizeram se perder, se perder em um lugar que ela não queria mais sair. O nome deste lugar? Paraíso.
- Eu sempre me perguntava se algum dia eu teria alguém para chamar de "meu" e eu sabia que teria... Só não sabia que esse alguém seria você! Aquele que está muito além dos meus sonhos. Dougie Lee Poynter, eu aceito me casar com você. - enxugou as lágrimas, porém, outras delas davam sinais de vida.
Dougie sentiu seu coração bater de um jeito diferente, um jeito que ele nem sabia que era possível por conta de tão diversificadas que eram as batidas. Com muita suavidade acarinhou o rosto de e a puxou para um beijo.
Não sabiam a quantidade de amor que era emanada por ali, só sabiam que era algo imensurável, inesquecível e inexplicável.
- Ah, tenho que te dar uma coisa. - O menino disse assim que romperam o beijo. Ele mexeu no bolso do short e retirou uma caixinha de lá, se ajoelhou e a abriu.
pôde ver um lindo anel banhado a ouro branco, com uma enorme pedra azul no meio. Azul, sua cor favorita. O menino tirou o material da caixinha, pegou a mão direita [N/A: Se não for à direita, me perdoem.] da garota e colocou em seu dedo. Deu um beijo no anel, depois um na mão, no pulso, no braço, antebraço... Enfim, percorreu toda a extensão do braço da menina, passando por seus ombros e pescoço, para por fim chegar à boca de .
-
- Eu sempre suspeitei que você fosse um marco na minha vida. - disse sentindo Dougie abraçá-la por trás.
Ambos estavam dentro da casa que Dougie alugara apenas para os dois. A casa era toda de vidro e tinha um quarto, sala, banheiro, cozinha... Aquela casa havia sido feita para um casal apenas e não era à toa que a ilha que estavam era conhecida popularmente de "Ilha do amor". Aquela casa em que estavam tinha, sem dúvida, muita história para contar de casais apaixonados, dispostos a aproveitarem ao máximo esta fase de suas vidas.
- É?
- Sim, desde a primeira vez que eu te vi, Dougie... Eu pensei comigo: Aí tem, esse menino ainda vai me fazer muito feliz. E você está fazendo... Eu já disse o quanto eu te amo hoje? - Ela virou de frente par ele e o viu pensar brevemente.
- Hum, hoje você não disse nem uma vez sequer.
- Que noiva ingrata eu sou! – Ela murmurou, dando um tapa na própria testa. - Eu te amo. - Ela então o beijou na testa. - Eu te amo. – Beijou o olho esquerdo do menino. - Eu te amo. - Beijou o direito. - Eu te amo. - Beijou a bochecha direita. - Eu te amo. - Beijou a esquerda. - Eu te amo. - Beijou o queixo do menino, porém seus lábios permaneceram ali por mais tempo. Ela amava o queixo de Dougie... Será que ele sabia disso? Reformulando, ela amava Dougie por inteiro, será que ele sabia disso? - Eu te amo. - Ela por fim, deu um selinho demorado no menino, que tratou de transformá-lo em um beijo longo e intenso. Assim que partiram o beijo, Dougie correu feito uma criança boba e se jogou na cama.
- Nem acredito que passaremos algumas horas sozinhos nesta casa, nesta ilha!
- Muito menos eu... E quando que eu imaginaria fazer uma viagem de apenas um mês, sair de casa namorando e voltar como noiva?! Nunca.
- Por um momento eu pensei em desistir. - O menino murmurou, enquanto mantinha o olhar fixo no teto. - Eu não sei, fiquei com medo de você dizer não.
- Eu nunca diria não, Dougie. Eu te amo! Custa entender, moço? - A menina gargalhou e Dougie a acompanhou.
- Ah, amor! - O menino disse saltando da cama num pulo. - As surpresas de Dougie Poynter ainda não acabaram. - Ele disse orgulhoso ao ver o olhar de surpresa de . - Vamos até a cozinha. - Ele pegou nas mãos da menina e a levou até o cômodo.
Chegando lá, viu o menino retirar da geladeira sacolas que pareciam ser de um restaurante local. Quando o menino abriu uma quentinha, pôde ver uma lagosta. Ela soltou um gritinho em forma de aprovação.
- Lagosta, Dougie. Lagosta!
- É, acho que sim. - Ele disse rindo da empolgação da menina. Os dois esquentaram a comida e por fim almoçaram juntos. comeu quase tudo sozinha. Esta era a prova do quanto a menina era fascinada por aquele prato.
- Acho que vou fazer um sanduíche, minha noiva não me deixou comer direito. - Dougie murmurou sério e lhe deu um tapa no ombro, mas o menino aproveitou o ato, para puxar a menina para mais perto.
- Está dizendo que sou uma comilona, Dougie?
- Não, estou dizendo que te amo! - Seus lábios estavam estendidos num amplo sorriso. Estavam tão próximos que a menina podia sentir a respiração dele em seus cabelos. - Mas foi engraçado te ver toda lambuzada de molho. - Ele gargalhou.
- Eu não pude resistir. - A menina pigarreou. - Eu queria provar tudinho!
- E se eu te disser que mesmo no meio daquele molho todo, você estava linda e provocante? Acreditaria em mim?
- E se eu disser que está sendo indescritível cada minuto com você? - Ela lhe deu um selinho.- Você acreditaria em mim? - A menina sorriu de um jeito encantador e por fim, Dougie a puxou para um beijo de verdade, onde suas línguas pareciam dançar fielmente unidas. Uma das mãos do menino percorreu todo o rosto de , a outra se posicionou no anel de noivado da garota, começando a brincar o mesmo. Ela sorriu durante o beijo e aproveitou o feito, para puxar Dougie para mais perto através da gola da blusa do menino. O calor tomava a casa, o desejo tomava seus corpos.

Que aquele dia estava sendo especial para e Dougie, eles já sabiam. E também agradeciam mentalmente por estarem ali, juntos. Estavam deitados na cama, onde apoiava sua cabeça no peito de Dougie e ele, acariciava um dos braços da menina.
- Sem querer me gabar, mas... Nossos filhos serão lindos. - Dougie murmurou.
- Filhos? Amor, vamos falar no singular por enquanto. - A menina disse, fazendo uma breve careta e Dougie a beijou na ponta do nariz.
- Então, a nossa filha será uma criança privilegiada com a beleza... Com dois pais desses, não tem nem como ela não ser.
- Filha? - riu. - Nossa Dougie, em relação a filhos, não temos nada em comum... Eu queria ter um filho primeiro, queria um filhotinho com torneirinha, entende? - Ela disse de um jeito besta, fazendo Dougie gargalhar.
- Por que você quer ter um menino?
- Porque eu quero que ele seja inteiramente igual a você. - o olhou, enrolando o lençol no seu corpo rolou para cima do menino, de modo que pudessem se encarar melhor. - Dougie, eu quero que ele tenha seus olhos, sua boca, seu nariz, seu cabelo. – Disse, e passou a mão neles. - Eu quero que ele tenha o seu cheiro e o seu abraço, você sabe como seu abraço é confortante! Quero que ele tenha seu queixo e seu sorriso. Eu quero poder ver o meu amor gerado, entende? Diante de mim. E o meu amor é você. Quero que no futuro o nosso filho encontre uma pessoa que proporcione a ele tudo o que eu proporciono a você. Quero ver nosso amor sendo passado de geração em geração. - Ela disse por fim, beijando o menino lentamente e após isso, descansou novamente no peito do rapaz. Ela gostava de sentir a respiração calma de Dougie.
- Se você queria me deixar sem palavras, você conseguiu. - Ele disse após alguns minutos em silêncio. - Eu não sei o que dizer.
- Só diz que me ama. - Ela o olhou.
- Eu te amo.

-

- Eu estou apaixonado pelo seu cheiro. - Danny disse enquanto abraçava por trás, afagando seus cabelos. A menina abriu um sorriso bobo. A noite havia chegado bem rápido para os dois, já que não fizeram nada além de dormir.
- É? Bom saber, vou abusar do meu perfume natural então. - Disse ela em um tom bem besta. - Besta! - Danny gargalhou. - Então, o que estava fazendo por aqui?
- Olhando o céu. Veja, o Cisne. - Ela apontou e Danny olhou de imediato.
- Não vejo nada. - Ele resmungou. Eles estavam no terraço e a brisa não estava tão quente, ambos estavam com blusa de manga. Mas foi só um ficar perto do outro, para começarem a sentir calor.
Como e Dougie haviam saído, resolveu apagar todas as luzes da casa para ver melhor as estrelas e o conjunto da beleza do céu e da praia.
- Olha, aquela é a Via Láctea, certo?
- Sim.
- Então, bem no meio dela está a estrela mais brilhante da constelação. - A menina apontou. - Achei.
- Dois pontos ao lado, parecem formar asas e mais embaixo tem uma que parece formar o corpo.
- Danny contemplava o céu, estava maravilhado com aquela visão.
desviou o seu olhar para Danny, jogando sua cabeça para trás, de modo que esta ficasse apoiada no ombro dele.
não estava preparada o suficiente para sentir as sensações que Danny despertara. Ela achava que gostava de Pierre, mas... Quem gosta, ama de verdade, não esquece o amado tão rápido, e com ela havia acontecido isso. Mas tem um porém, o que ela sentia por Pierre veio se desgastando com o tempo por conta das atitudes do rapaz! Ela não acordou um dia e decidiu deixar de gostar dele, para começar a gostar de Danny. Quer dizer, gostar não, "curtir". Isso curtir, aquilo tudo não passava de uma curtição, um amor de verão, uma pegação de férias. Pensando no episódio do tombo de Danny mais cedo, a garota não pôde deixar de lembrar como se sentiu pela primeira vez, realmente prestativa a alguém... Ao mesmo tempo, Danny tinha o poder de enfeitiçá-la com seus lindos olhos azuis e penetrantes. Sua voz grave e harmoniosa. A menina suspirou profundamente, inalando o perfume do rapaz e assim voltou ao céu.
- ... - Danny murmurou.
- Me ajuda, o que o cisne está fazendo? - A garota riu e respondeu.
- Voando. - A menina abriu os braços, ao estilo Cristo Redentor e o menino seguiu seus movimentos, abrindo também os seus. Os dois fecharam os olhos e o barulho das ondas passou a ser uma sinfonia em seus ouvidos. Poucos minutos ficaram daquele jeito, mas eles pareceram uma eternidade. Voltaram a se abraçar e retomaram o assunto.
- Há, achei! Dude, em Londres eu não consigo ver essas coisas. - Murmurou ele ainda maravilhado. - Qual é o seu signo, Daniel?
- Peixes e o seu?
- Aquário.
- Então, eu sou o peixe do seu aquário? - Ele perguntou entre gargalhadas, e a menina murmurou o quão aquela pseudo piada havia sido péssima. - Acho que seu signo combina com você... Atrevida, mas serena. Sexy, mas inocente. Carinhosa, legal, chata... - Ele riu ao ser cortado por ela.
- Chega Jones. - Ele gargalhou. - Chata é? - Ela saiu do abraço dele e lhe deu um soquinho no peito, porém Danny, sendo mais ágil, segurou a mão da menina antes que ela pudesse a afastar.
- Linda. - Danny murmurou e pôs-se a acariciar a parte do punho da menina que ele segurava. Os dois foram se aproximando e chegaram perto o suficiente para começarem um beijo. Um arrepio intenso percorreu o corpo de ambos e , sentindo suas pernas bambas, agarrou-se em volta do pescoço de Danny, que por sua vez, abraçou firmemente a cintura da menina, colando ainda mais seus corpos e deixando escapar de seus lábios um inusitado gemido. Danny abriu os olhos durante o beijo e olhou a menina à sua frente com os olhos fechados. Estava linda o beijando. Seus cabelos se confundiam com a noite, não havia lua. Daniel sorriu durante, e mesmo não sabendo do quê, sorriu também. Ele voltou a fechar os olhos e trouxe para mais perto dele o corpo da menina, que agora estava na ponta dos pés para beijá-lo.
Estavam quase sem ar, por isso interromperam o beijo, porém as carícias continuaram. Danny beijava lentamente o pescoço da garota e ela de olhos fechados, fazia carinhos na nuca dele. Sentiu Danny mordendo seu ombro e, por conta disso, puxou os cabelos dele um pouco forte demais, fazendo com que ele a olhasse. Com tamanha proximidade, ela tratou de grudar suas bocas novamente. As mãos do menino passeavam por de baixo de sua blusa, ato que lhe rendiam tremores, e ela sentia que aquilo mexia com Danny também.
Mas no fundo, algo na cabeça de dizia que não passariam daquilo. Não aquela noite, já que Danny afirmara a ela no dia anterior que ela merece algo especial, mas... Aquela noite não seria o momento ideal para um se entregar ao outro? e Dougie não estavam em casa e e Daniel se desejavam.
- Acho melhor entrarmos, está tarde. - O menino murmurou ao se afastar de . E não, aquela noite não era o momento ideal na concepção de Danny. Já na de , boa parte das coisas passaram a ser ideais se o Danny estiver nelas. Com as mãos entrelaçadas voltaram para dentro de casa.
- O que acha de dormimos na sala hoje? - Ela sugeriu.
- Uma boa idéia, vamos pegar o colchão. - Danny disse, e assim fizeram. Logo a cama dos dois estava arrumada e já estava jogada nela.
- Amor, sabe onde encontro papel e caneta?
- Hum, eu tenho nas minhas coisas. Vou pegar, aproveito e dou uma lida em algumas leis. - Ela passou por Danny e lhe deu um selinho, indo ao seu quarto em seguida e pegando suas coisas.
- Violão, papel e caneta... Está pensando em escrever?
- Isso, você me deixa inspirado. - Respondeu ele fofo, e o que fez foi sorrir.
- Quer dizer que eu vou ter uma música?
- Acho que sim. - Ele gargalhou. - Esta será a primeira de muitas. - E então ela o viu rabiscar algo na folha.
- Aí é que você se engana, Danny boy, já fizeram músicas e poemas para mim, ok? - Ela respondeu estufando o peito e viu o rapaz a olhar interrogativo.
- Mas aposto que essas músicas não ficaram tão boas quanto as minhas. - Ele murmurou. - E a propósito, me conte essa história.
- Não é nada de mais! Eu estudava em um colégio de uniforme tradicional, saia de prega, meia três quartos, sabe? - Ela o viu confirmar positivamente. - E eu nunca fui santa. O comprimento da saia tinha que ser até ao joelho, mas o comprimento da minha era na coxa. - Ela riu. - E eu era meio rebelde, sabe? Então acho que me viam como uma espécie de um símbolo sexual. - Ela gargalhou. - Era engraçado quando minhas amigas e eu andávamos na rua, os elogios eram de gostosa em diante... Daí escreviam cartas, poemas, nos ligavam... Um namorado que eu tive, fez uma música pra mim em um aniversário, ele era músico. Depois um amigo colorido também fez, ele fazia parte de uma boy band... - Ela ia dizendo e foi vendo Danny ficar cada vez mais emburrado. - Que foi, Danny?
- Não gostei de saber dessa história, . Não gostei mesmo.
- Nossa, você me chamou de ... Deve ter odiado então.
- Símbolo sexual de um bando de adolescentes tarados... Você é meu símbolo, minha inspiração. Não tenho que ter que dividir minha fonte de riquezas com mais ninguém. - Ele murmurou.
- Isso faz anos, Dan. - Ela riu e foi até ao garoto, o enchendo de beijos por toda a extensão do seu rosto. - E agora essa fonte de riqueza aqui - ela se gabou - é só sua. - E assim, seus rostos se acarinharam e ela lhe deu um selinho demorado. - Agora anda, vai fazer minha música. - Ordenou ela voltando ao seu lugar.
- Não será difícil, estou com ela na minha cabeça há dias. - Dito isso, ele começou a escrever, enquanto lia, gravava algumas coisas. Está certo, ela tentava dar uma estudada, mas estava mais concentrada olhando para Danny do que fazendo seus afazeres. Optou por deixar os estudos de lado e se ajeitou mais na cama improvisada, ficou observando o garoto escrever, sobretudo acabou dormindo.
-

Dougie acordou com um enorme clarão. Levantou-se e foi direto até a janela, viu que uma garoa estava por vir. Sentiu seu estômago implorar por comida e foi na direção da cozinha. A mesma não estava tão abastecida, já que ele e passariam apenas uma noite na casa. Lembrou-se do doce de maçã que comprara mais cedo e foi em busca do mesmo. Quando deu sua primeira colherada no doce, viu em pé, o olhando do batente da porta da cozinha.
- Amor? - Ela então caminhou até Dougie.
- Noiva - Ele disse e riu. -, você tem que experimentar isto. - Ele então pegou uma lasca do doce e deu para . A menina sentiu os olhos brilharem e foi correndo pegar um pouco de doce pra ela.
- Vai chover. - A menina fez bico e Dougie lhe mordeu a bochecha.
- Amanhã de manhã estará sol novamente. - Ele disse. Ficaram em silêncio até escutarem a chuva finalmente cair. deu um sorriso de criança feliz e saiu correndo da cozinha. A menina abriu a porta da casa, admirou todo aquele cenário revolto e correu para a praia. Abriu os braços, como se quisesse demonstrar o quanto aquela chuva era bem vinda. Dougie correu até a menina, ele estava adorando aquilo tudo. Quando finalmente sentiu em seus braços, ele a abraçou. Abraçou-a tão apertado que a menina sentiu-se sendo erguida pelo rapaz. Eles estavam próximos de mais para poderem se controlar. Suas respirações tornaram-se ofegantes e a garota parecia exalar perfume. Dougie, simplesmente perdeu a razão. Não era muito difícil ficar desnorteado com por perto. Ele então a beijou no pescoço e no colo. Ela não tinha o que dizer naquela hora.
- ... - A menina estremeceu ao escutar a voz de Dougie, tão rouca e próxima ao seu ouvido, e quando deu por si, sem perceber quando aconteceu, seus dedos estavam embrenhados no cabelo do menino, e as mãos de Dougie haviam deslizado até sua cintura em lentos movimentos.
Dougie tentou ler a verdade no rosto expressivo de , no entanto seus olhos estavam ansiosos, a boca ligeiramente entreaberta e por mais que os pingos frios da chuva tomassem todo o seu corpo, este estava quente e sua pele, corada. Incapaz de se conter, Dougie tomou os lábios da menina em um beijo exigente, completo e apaixonado.
Posicionando-se melhor de encontro ao corpo palpitante da garota, Dougie murmurou algo que ele esqueceu assim que saiu de seus lábios.



CONTINUA


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