Caught Between Goodbye and I Love You

Autora: Lary F.
Status: Finalizada
Revisada por: Hata
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: ShortFic - Drama
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Nenhum minuto havia se passado, a despeito da confusão em que minha mente se encontrava. Eu não sabia o que fazer e o peso da minha decisão martelava a minha cabeça com uma marreta de quinze quilos.
Ainda tinha dez minutos para me decidir antes que ela chegasse e tornasse tudo pior do que já estava. Nem preciso de poderes premonitórios para saber que ela ficaria brava, gritaria, xingaria e choraria, mas eu pretendia estar bem longe quando isso acontecesse. Eu não suporto vê-la chorar, principalmente quando eu sou o causador do pranto.
Eu estava preso entre as palavras que vinham na minha mente. “Adeus” era uma palavra forte que poderia resolver tudo e me fazer ir embora com mais facilidade. Mas só eu sabia o quanto ela me odiaria por dizer aquilo, só eu sabia o quanto ela temia aquelas palavras. Eu não podia dizer adeus a .
Por outro lado, eu poderia apenas abraçá-la bem forte e dizer “eu te amo” verdadeiramente. Eram palavras fortes, mas eram as que eu mais queria dizer. Eu precisava dela tão desesperadamente que às vezes tinha a impressão de que eu respirava e não ar. Mas eu não podia dizer isso. Era contra tudo o que planejava, ela me odiaria quando acabasse, por ter dito que a amava e mesmo assim ter partido.
Oito minutos. Apenas dois minutos se passara e eu ainda não tinha a mínima idéia do que fazer. Machucá-la seria inevitável. De uma maneira ou outra, o coração dela, o bem mais precioso que eu tinha, sairia partido dessa história toda.
Malditas circunstâncias. Mil vezes amaldiçoadas sejam vocês! Eu não podia deixá-la sozinha, mas também me doeria demais ter que ficar e deixá-la acompanhar o meu fim. Nunca me senti mais indeciso na vida. Minto. Já me senti assim, anos antes quando vi e não sabia o que fazer: ir falar com ela e me arriscar a tomar um fora da garota mais linda que já conheci, ou deixar quieto e apenas observá-la de longe.
“Odeio hospitais, médicos e tudo relacionado a isso!”, agora a voz dela ecoa em minha cabeça sem parar. Eu também odeio, minha amada, mas nesse momento eu não posso fazer nada. Estou doente, vou morrer. E a certeza desse fato me deixa tão mal, por saber que, no momento em que eu não estiver mais com ela, o coração de não baterá mais.
Adeus? Eu te amo? Meu Deus! Eu não posso ficar, não posso partir. Não me deixe nessa situação. Seis minutos. Eu tinha que me decidir rápido, enquanto seus belos olhos ainda não me encaravam apaixonados, como sempre costumavam fazer. Escutei um barulho na porta e meu coração acelerou.
Minha nossa! Será que ela chegara mais cedo? O meu peito arfava devido a minha respiração acelerada, tinha certeza que era . O meu corpo conhece a presença dela tão bem que reage a isso imediatamente a isso.
E a decisão? Eu permanecia entre um adeus e um eu te amo. Mias palavras vinham a minha mente como “Desculpe” ou “Sinto Muito”.... Mas Adeus e Eu te Amo eram as que mais se repetiam. Que droga!
Me virei para a porta a tempo de vê-la na sala tirando o cachecol com um sorriso exuberante destinado a mim.
Me senti um lixo, talvez algo pior. me entenderia um dia. E esse dia chegaria quando a saudade se tornasse apenas uma companheira e não mais uma assassina de seus sonhos. Na verdade, eu sabia o que me doía tanto. Me doía saber que indo embora, eu poderia estar deixando o seu coração vazio para que outra pessoa pudesse ocupá-lo. Eu a deixaria livre. Tinha que deixá-la livre.
“Que bom te ver, meu amor” ela disse se jogando nos meus braços enquanto me intoxicava com o seu perfume tão único. A abracei também, com toda a força que fui capaz de fazer. A decisão era minha. A escolha estava feita. As palavras finalmente estavam na ponta da língua. Segurei-a pelos ombros e a afastei de mim para que pudesse ver seus olhos e como já disse, apaixonantes. Ela piscou sorrindo e eu não consegui fazer o mesmo, tamanho era o meu nervosismo.
” chamei ela com um tom de voz suave. “Eu te amo”.
Ela sorriu, como eu previ que ela fosse fazer. Eu te amo, a palavra que atormentava a minha mente, finalmente estava livre e a fizera sorrir. Incrível o modo como o sorriso dela conseguia iluminar tudo a minha volta.
Minhas mãos escorregaram pelos braços dela até eu segurar suas mãos quentes e macias. Ela sussurrou “Eu também” e foi então que minha consciência mais pesou, mas eu não podia mais desistir.
Afastei-me vagarosamente ainda mantendo nossas mãos unidas, ao chegar a porta nossos dedos ainda se tocavam. Abri a porta encarando o corredor com o olhar parado por alguns segundos antes de voltar a encará-la, que continuava com o sorriso em seu rosto, que espelhava também uma certa confusão.
“Mas, adeus” disse antes que o arrependimento batesse de uma vez e me fizesse esquecer o objetivo maior: proteger o coração dela a qualquer custo.
Fechei a porta e caminhei firmemente para o elevador, escutando os passos rápidos e leves de correndo atrás de mim. Antes das portas de aço se fecharem ainda consegui ver o seu rosto inundado de lágrimas e pude mover os lábios murmurando “Desculpe-me”.
Ela entenderia, ela saberia. Um dia. Eu fiz o melhor para nós dois. Deixei-a livre do meu sofrimento, mesmo agora tendo que terminar meus dias vendo seus belos olhos chorando, enquanto eu partia.




FIM


N/A: Eu achei essa fic uma gracinha. Escrevi ela em uma hora sentada na sala do MunHá enquanto ele ficava testando fontes no Corel DRAW. A idéia dessa fic veio de repente quando eu vi o título de uma música do The Carpenters, que tem o mesmo nome dessa fic. Quando eu li o nome da música me deu algo e eu tinha que escrever. E aí está.
As beijokas de sempre vão para Line, Mari, Nalls, Nells, Débi e a Babi. Acho que é só. SE quiser me seguir é @Laryzza, oks? Beijokas e comente, hein?! Xx Lary F. Xx

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