Caught Between Goodbye and I Love You II

Autora: Lary F.
Status: Finalizada
Revisada por: Hata
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: ShortFic - Drama
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Eu não devia estar lá, essa era a minha certeza. Ele me dispensara da forma mais cruel que eu poderia imaginar, me dizendo um simples “eu te amo” que eu pensei que mudaria as nossas vidas, mas no mesmo momento ele disse “adeus” e partiu meu coração em tantas partes que não posso juntá-las, estão perdidas por aí e a parte maior ainda está com ele.
Eu não devia estar nem na porta daquele hospital. Ele não merecia isso após o jeito como me deixara. Espero que eu tenha assombrado os sonhos dele por várias noites, ou não, se ele me deixara como deixara não deveria estar nem ao menos se recordando ou sentindo falta da minha presença.
A mãe dele sempre fora uma pessoa boa demais para mim e eu simplesmente não poderia negar um pedido dela. Ela ficara ao meu lado quando me deixara, mas em nenhum momento dissera o motivo pelo qual aquilo acontecera, apesar de ela ter me confessado uma vez que conhecia os motivos para agir daquela forma, mas não disse a razão.
Não precisava saber mesmo. Ele me deixara, eu me recuperaria, certo? Errado. Eu não estava conseguindo levar minha vida adiante sem um pedaço de mim. Sempre, sempre aquele mesmo aperto no coração que doía dentro da alma e me fazia chorar copiosamente. Sempre aquela coisa estranha que dominava meu peito e me deixava mais triste do que já estava.
Eu não devia estar ali. Mas agora era tarde, eu já estava com o pé no portal de entrada e algumas pessoas atrás de mim esperavam para entrar também. Eu teria que vê-lo. Mas não me aproximaria, não deixaria que ele visse que eu estava ali. Ele não merecia me ver.
A mãe de não quis me dizer por que ele estava em um hospital, mas eu o conhecia e sabia que ele devia ter feito alguma besteira, o que era bem típico de . Ele sempre fora meio imprevisível e impulsivo, mas quando ele pensava bem antes de tomar uma decisão, as coisas ficavam piores ainda.
O nosso relacionamento é uma prova disso.
Parei na recepção e perguntei do quarto dele com a voz fraca. Estar tão perto dele tinha esse efeito em mim. A mulher simpática me respondeu que era o quarto 547 e me mandou subir pelo elevador.
Com o coração, ou os pedaços dele que me sobraram, na mão, subi pelo elevador contando os segundos. Não estava preparada, não estava pronta para vê-lo de novo depois que seus olhos encontraram os meus e ele dissera “adeus”.
Mas eu precisava ser forte. Estar ali naquele momento era uma prova de coragem. Eu o olharia e diria “adeus” não “eu te amo”. Nem mesmo os dois como ele dissera para mim. Mas ao me aproximar do quarto 540, minha mente estava confusa e tudo o que eu queria era entrar naquele quarto e gritar “eu te amo” tão alto a ponto de ser expulsa do hospital.
Mas ele não merecia, ele merecia escutar o mesmo que eu escutara dele. Um “adeus” seco, sem nenhuma emoção, um “adeus” que provaria que eu poderia muito bem viver sem o fantasma dele assombrando meus dias e noites, como vinha acontecendo desde que ele me deixara.
O nosso, ou melhor, meu apartamento era torturante e olhar para cada ponto dele era o mesmo que pedir para cravarem um punhal em meu peito. Doía, mas eu tinha que superar uma hora ou outra. E se para superar eu tivesse que dizer “adeus” eu estava pronta para fazê-lo.
Mentira. Eu não estava pronta para dizer “adeus” a . Nunca estava. Era difícil apenas encarar a nossa distância, quem dirá um adeus.
Finalmente cheguei ao quarto 546, onde parei escondida atrás de uma pilastra admirando-o pela grande janela do quarto. Uma enfermeira estava lá dentro com ele e colocava algo em seu soro.
Eu já tive visões que me deixaram abalada, como quando eu vi a porta do elevador se fechar com dentro dele, após me dizer “adeus”, mas nunca pude prever que eu teria uma visão dessas. todo cheio de tubos, plugues e eletrodos pendurados nele e ligados a uma grande máquina ao seu lado. Era dolorido para eu vê-lo daquela forma, quando da última vez que eu o vira ele estava bem e ainda por cima me dando o fora.
A enfermeira saiu da sala e eu a chamei, curiosa. Eu precisava saber o que acontecia com . Ele parecia bem quando saíra de casa. Ela se aproximou e sorriu, solicita como todas as enfermeiras que eu já havia conhecido.
“Esse é o quarto de não é?” perguntei esperando que fosse apenas um cara bem parecido com ele e não realmente .
“Sim. Você é familiar dele?”
“Namorada, na verdade, ex-namorada” ela sorriu com a minha resposta e ao contrário do que pensei, ela não chamou os seguranças para me mandarem para fora do hospital.
“Então você deve ser a . Ele fala de você todos os dias.”
Sorriso idiota. Por que só ao ouvir que fala de mim todos os dias, esse sorriso bobo já tem que aparecer em meus lábios. Sem falar de meu coração que estava disparado e sem controle algum, batendo loucamente dentro do meu peito.
“Sim, eu sou ” respondi tentando sempre ser simpática com a enfermeira, ela não tinha culpa pelo que tinha me acontecido. Os únicos culpados dessa história toda eram e meu coração idiota que se deixou enganar pelas coisas que ele dizia. A enfermeira sorriu para mim mais uma vez e eu olhei pela janela vendo observar alguma coisa no teto. Ele estava péssimo. E uma hora ou outra aquela fatídica pergunta sairia da minha mente, então que saísse de uma vez:
“O que ele tem?”
A enfermeira me olhou com pena, sim eu deveria estar mesmo despertando aquele sentimento nas pessoas desde a partida de , e começou a me explicar que tinha uma doença genética que afetava o lóbulo temporal esquerdo do seu cérebro. Bem, explicando melhor ainda, tinha um tumor maligno no cérebro e morreria em breve, já que não importava tirar o tumor ou não, ele voltaria e mataria de qualquer forma.
Segurei as lágrimas com pesar e um esforço sobre-humano. Ele morreria. Longe de mim, já que me afastara de sua vida daquela maneira.
“Querida, por que não vai falar com ele?” a enfermeira disse ainda com aquele sorriso penoso no rosto. “Diga a ele algumas palavras.”
As únicas palavras que passavam na minha mente nesse momento não cabiam à situação. Eu te amo e Adeus eram palavras mínimas demais para expressar o que eu queria dizer com tudo aquilo que ele me fizera passar.
Um “eu te amo” era o que meus lábios mais queriam proferir, me aproximar dele e deixar meus lábios quase encostados no dele e dizer essas palavras lindas de um jeito tão apaixonado, para ele saber que eu realmente sentia aquilo, que eu estaria com ele no que ele precisasse.
Mas o “adeus” parecia tão tentador no momento. Uma vingança era sempre tão agradável, não me importaria com a situação em que ele se encontrava no momento e chegaria sorrateiramente dizendo “adeus” com a cara mais calma do mundo, assim como ele dissera para mim naquele dia.
“Vá lá, garota! Não perca a oportunidade de dizer a ele. Pode ser tarde demais amanhã.”
As palavras da enfermeira realmente me assustaram agora. Andei até a porta sempre olhando para ela como se pedisse aprovação, ou permissão, não sabendo ao certo o que fazer. Só sei que minhas mãos tremiam incontrolavelmente. Minha respiração estava mais ofegante do que eu poderia imaginar. Senti mais uma vez os pedaços do meu coração próximos a boca.
Toquei na maçaneta e me virei para a enfermeira, mas ela já não estava lá. Queria deixar eu e a sós. Tínhamos muito o que conversar. Ou não. Ele já dissera tudo o que eu precisava ouvir. “Eu te amo” e “Adeus”.
E agora eu estava presa entre essas duas palavras, pronta para me vingar ou pedir para tê-lo de volta, mas não sabia ao certo o que faria, o que diria. Poderia dizer até mesmo “eu te odeio”, mas mesmo essas fortes palavras pareciam idiotas no momento.
Abri a porta bem lentamente para não chamar a atenção dele, o que não funcionou já que assim que eu abri a porta, os olhos dele se fixaram em mim acompanhados de um sorriso radiante. Por que aquele sorriso, Deus? Se ele tivesse me olhado com nojo e repulsa, eu poderia sim esquecê-lo definitivamente e dizer “adeus” a ele sem o menor remorso.
” ele disse contente enquanto eu me aproximava de seu leito. “Estava pensando em você nesse instante. Parece até que você se materializou de meus sonhos”.
. Eu...”.
Palavras. Precisava de palavras urgentemente ou as duas palavras confusas sairiam. As duas não, apenas uma. Eu não sabia qual, mas sabia que apenas uma sairia, era impossível conviver com as duas.
“Sinto muito por tudo, . Minha mãe disse o quanto estava sofrendo e eu sofri o dobro. Por te deixar e por saber que o seu sofrimento era todo por minha culpa. Mas eu não podia ficar. Não desse jeito.”
O olhei confusa. De que jeito ele estava falando. Como não ficar? Eu ficaria sempre ao lado dele. O problema era a doença? Se fosse ele me deixara por um motivo tolo, eu não iria embora porque ele estava doente, pelo contrário, esse era mais um motivo para eu ficar ao seu lado.
“Que jeito?” perguntei verbalizando meus pensamentos.
“Doente. Não podia deixar você sofrer ao meu lado. Tinha que te deixar livre, , você tem uma vida inteira pela frente, enquanto eu tenho apenas dias. E nem sei ao certo quantos.”
Eu que fora tão forte lá fora segurando as lágrimas para não chorar quando soube de sua doença, não consegui mais segurar as lágrimas. Não tinha outra palavra para aquele momento. A palavra tinha que ser dita.
“Adeus, ”.
Ele, que até então apenas olhava para minhas mãos que estavam na frente do meu corpo segurando minha bolsa do Snoopy, desviou o olhar para meus olhos e respirou fundo. A palavra pairava entre nós como uma nevoa densa e maldita.
Eu realmente tinha dito aquelas palavras. Tinha dito.
...”
“Não consigo. Eu não consigo.” Disse roucamente me aproximando da cama e deixando minha bolsa cair. Abracei-o sem pensar duas vezes. Não, eu nunca iria embora. Disse as palavras apenas para tirá-la da minha cabeça. Deixando espaço para apenas uma. Agora eu não estava mais presa entre um “adeus” e um ”eu te amo”, eu estava apenas com um “eu te amo” entalado na garganta esperando o momento certo de ser dito. “Não poderia nunca te dizer adeus, . Por mais que eu quisesse, que eu tenha passado dias e dias ensaiando o que dizer, eu nunca poderia te deixar, meu coração está em pedaços, mas as maiores partes dele estão com você. E como eu poderia viver sem meu coração? É o mesmo que tentar respirar sem ar.”
Ele rodeou meu corpo com seus braços quentes de um jeito um tanto quanto desajeitado pelo numero de fios e eletrodos presos ao seu corpo, mas foi tão carinhoso que eu nem reclamei. Por muitos meses eu fiquei esperando para senti-lo dessa forma novamente. Senti-lo meu.
“Você... Sabe que não temos muito tempo, não sabe?” eu assenti com a cabeça sem me mexer muito para não perder o contato de sua pele. “Mas você, mesmo assim, quer ficar comigo?” “É o que eu mais quero, .”
Ele me abraçou mais forte e sussurrou no meu ouvido que ele tinha medo de me perder e antes que ele fechasse os olhos e nunca mais me visse, ele teve que me tirar de sua vida, para quando o momento final chegasse, ele não sentisse tanto a dor de me deixar.
Ele quis me acostumar com a dor da perda e só o que fez foi me deixar mais perdida do que ele.
Tirando os tênis, me deitei ao seu lado e ele me aconchegou mais contra o seu corpo. Fechei os olhos aproveitando o contato e senti que agora era a hora de dizer a última palavra.
“Eu te amo, ”. Ele sorriu e tocou meu rosto com os lábios.
“Eu também te amo, mas você sabe que uma hora ou outra, não estaremos mais presos entre adeus e eu te amo, e apenas uma palavra deve ser dita.”
Eu realmente sabia, mas enquanto ele me rodeava contra si, me acariciando levemente e beijando meus cabelos, eu rezei silenciosamente para que esse dia não chegasse nunca.
E se Deus me atendesse, eu nunca teria que dizer “adeus”.



FIM


N/a: Hey! O que dizer acerca desse fim? A maioria já sabia que ele estava no fim dos dias, mas ninguém sabia que ela não se decidiria sobre o que dizer também, né? Bem, quero mandar um beijo especial às BFF’s que sempre estão comigo: Mari, Line e Reddie. Como sempre! Quero mandar a beijoka para todas as pessoas lindas e especiais que curtem o que eu escrevo. Se você é uma delas, me mande uma beijoka de volta por comentário, ok?! Sigam-me no twitter de cada dia. Beijokas e comentem para fazer a titia Lary mais feliz.
Xx Beijokas Lary xX
P.S:
Meu vilão favorito é Darth Vader, não Lex Luthor! Humpf! – Parece idiotice, mas isso é uma indireta e o destinatário vai entender!

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