Don't Kill Me
Autora: Duda C. W.
Status: Finalizada
Revisada por: Faah Rodrigues
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: Suspense/Terror, ShortFic
Comentários:
Prólogo:
- Por favor. Não me mate, eu sinto muito. – Disse entre minhas lágrimas, era o fim, o fim de mim, o fim de tudo, como? Eu nem realizei meus sonhos, nem tive minha primeira vez.
- É tarde, e você sabe demais. Suas últimas palavras? – Senti uma coisa gelada encostar em meu pescoço, dei um grito e chutei a primeira coisa que vi.
Capitulo 1.
(Everybody knows the end. When the curtain hits the floor)
Senti a coisa gelada desencostar de mim e o barulho de metal se espatifando no chão, saí correndo; estava escuro, mas eu já estava acostumada, há quanto tempo eu estava aqui? A polícia estava atrás de mim? Claro que não, quem iria sentir a minha falta?
- Socorro. – Eu sabia que ninguém iria me ouvir, vi uma luz no fim do túnel, no caso... no fim do quarto. Saí correndo para perto e vi uma janela aberta, aquilo nunca esteve ali antes, eu estava em uma espécie de quarto de terror, provavelmente ele, o cara que quer me matar entrou por ali. Olhei para fora e vi o nada, um deserto. Não estava com forças para correr, não comia nada há dias, mas ou eu corria ou eu morria.
Senti a luz encostar no meu rosto e senti meu corpo arder, meus olhos se encherem de lágrimas, eu não via a luz do sol, mas saí correndo. Corri muito, não sei por quanto tempo, mas minhas pernas vacilaram e eu caí no chão, batendo minha cabeça numa pedra, e de repente tudo escureceu.
Capitulo 2
(It's not over, 'till it's over)
Acordei sentindo uma dor de cabeça absurda, coloquei minha mão na cabeça e senti... um curativo? Abri os olhos e vi um quarto branco, e havia um barulho irritante de “PIPIPI”, e então a ficha caiu: eu estava em um hospital. Mas... como eu fui parar em um hospital? Tentei me levantar, mas minhas costas não deixaram, parece que tinham me batido infinitamente com um bastão de ferro, e acreditem em mim, eu sei como é.
- Ora, ora, veja quem acordou. – Um senhor segurando uma prancheta entrou no quarto, me mantive em silêncio. – A senhorita ficou em coma por 2 dias, está se sentindo melhor? – Olhei assustada para o médico que deu um sorriso. – Não achamos nenhum documento com você, não achamos sua ficha aqui no hospital e ninguém veio te procurar... Qual o seu nome? – O médico me olhava compreensivo.
- -. – Falei baixo, minha voz estava ruim, minha garganta ardia.
- Então, senhorita . Você tem algum parente que poderíamos contatar? – Balancei minha cabeça negativamente. – Entendo. Alguma amiga? Namorado? – Ele continuou tentando, pensei na Jennifer, mas ela me odiava, e eu ainda não sabia porquê, balancei minha cabeça negativamente de novo.
- A senhorita sabe quem te trouxe para cá? – Balancei minha cabeça negativamente de novo. – Um garoto, te encontrou em uma estrada abandonada e te trouxe para cá. Ele está aí fora, gostaria de falar com ele? – Queria falar não, não estava afim de falar com ninguém, não estava afim de ver ninguém, estava afim de morrer, mas de um jeito civilizado. Não por um maníaco que queria me matar.
- Vou chamá-lo. – Dito isso o Médico saiu e deixou meu quarto em paz até ele voltar com o tal garoto. Não olhei, fiquei olhando fixamente para a janela, e senti a tal pessoa me olhando. Me virei para encará-la: um garoto realmente bonito, com olhos verdes claros, cabelos bagunçados castanhos claros.
- Oi. – Ele disse sorrindo e eu retribui com um sorriso fraco. – Você está bem? – Neguei, não sei o que deu em mim, mas não consegui mentir. – Quer que eu chame o médico? – Neguei de novo. – Vou te deixar sozinha. – E ele saiu, fechei meus olhos e as memórias ruins me atingiram.
FlashBack On.
- Você não merece compaixão de ninguém, você é uma pobre coitada que foi abandonada, e que vive nas ruas, você é um incomodo para as pessoas. – O homem falava enquanto passava a faca que segurava nos meus braços, me cortando.
- Não. – Berrei.
- Você sabe a verdade, ninguém sentiria sua falta se você morresse. – Ele tinha razão, eu chorava descontroladamente, e ele passou a faca ensanguentada no meu rosto...o meu sangue.
FlashBack Off
Os barulhos do monitor começaram a acelerar e o médico entrou com uma enfermeira.
- Senhorita , você está bem, apesar de tudo, poderia te dar alta em breve, mas... teríamos que fazer exames de rotina, para ver se você realmente está bem.
- Espe-pera. – Gaguejei – O hospital é particular, quem está pagando? E-eu não tenho dinheiro algum.
- O bondoso garoto que te trouxe disse que vai arcar com todos os custos.
- O quê? – Falei alto. – E-ele nem me conhece.
- Ele insistiu.
O resto do dia correu assim; fiz os exames, e o médico saiu do quarto avisando que no dia seguinte, cedo, os resultados sairiam. Queria ir embora daqui; apesar de eu estar segura, eu não aguentaria mais um dia neste lugar.
Capitulo 3.
(I need to live with nothing fixed. Don't tell me what's gonna happen next)
Estava indo de carro. Isso, de carro para a casa de um garoto que eu nem sei o nome, mas que por acaso salvou minha vida. Ele insistiu, enquanto eu dizia que não queria, mas ele falou: “Só para comer, e para você tomar um banho e descansar, amanhã mesmo você pode ir embora” e cá estou eu, indo para a casa de um estranho.
- Chegamos. – O carro parou na frente de uma casa enorme, branca, com dois andares, um jardim bem tratado e com uma piscina no canto. A porta do carro se abriu e o garoto misterioso sorriu quando eu saí do carro. Estava usando uma bermuda e uma regata que uma enfermeira me emprestou.
Chegamos na porta, o garoto abriu e entrou. Fiquei do lado de fora olhando para a enorme sala.
- Entra. – Ele disse.
- Obrigada. – Falei baixinho, e ele ouvir e fez uma cara surpresa, ele não tinha escutado minha voz ainda.
- Ah, por acaso, sou , mas pode me chamar de . – Ele estendeu a mão para mim.
- Sou , . – Apertei a mão dele e senti um choque elétrico percorrer meu corpo e rapidamente soltei a mão.
- . Eu conheço esse sobrenome. – Ah, não, só falta ele ter conhecido a minha irmã. – Enfim vou pegar umas roupas para você. – Ele saiu para um corredor comprido e voltou com uma muda de roupa feminina, olhei para ele com um olhar acusador e ele rapidamente concertou – Ah, não, não, é da minha prima. Vou preparar a comida. O banheiro é na quarta porta à direita.
Fiz o que ele falou, tomei um banho quente relaxante e fiquei vendo o sangue que tinha no meu corpo escorrer ralo abaixo, saí do banheiro e coloquei a roupa, que ficou boa em mim. Desci as escadas passando os dedos no meu cabelo para pentear.
- Está pronto, minha especialidade. Macarrão a la bolonhesa. – Ele me mostrou a cadeira e eu me sentei, tenho que admitir, estava realmente bom.
Logo depois, fui para o quarto de hóspedes descansar, e logo peguei no sono.
Acordei com barulhos de vidro quebrando, olhei em volta assustada.
Desci as escadas lentamente, e me dei de cara com uma cena nada agradavel, estava caído no chão com um corte na testa, senti o coração dele e o coloquei deitado no sofá, andei pela casa e vi a janela da cozinha quebrada.
- Olá, vejo que nos encontramos de novo. – Ouvi a voz que eu tanto conhecia, me virei e lá estava ele. – Que garota má, fugiu de mim por quê? – Dava para ver muito bem o rosto dele, não era uma pessoa velha, aparentava uns vinte e seis anos e era bonito, pena que um assassino. – Você não se verá longe de mim tão cedo. – Dito isso ele me deu um soco no rosto e eu caí. Coloquei a minha mão no rosto e meu lábio sangrava, me levantei rapidamente para dar um soco nele, mas ele segurou meu pulso. – Nananinanão, flor do dia, você vem comigo. – Ele tapou minha boca e colocou os braços envolta do meu pescoço.
Comecei a gritar, mas saía abafado, já que o filho da puta estava com a mão na minha boca.
- Se comporta aí. – Fui jogada na mala de um carro e comecei a chorar, tudo de novo.
Capitulo 4
(Is where you hope you never say : "I could have done it better")
Fui jogada na a sala que eu tanto conhecia, me encolhi no canto e ouvi a voz.
- Você não vai escapar de novo, você vai morrer. AGORA. – Ele me puxou pelos cabelos e encostou uma lâmina no meu pescoço. – Você é tão bonita, que pena que tem que morrer.
- Po-por quê? Por que você tem que me matar? O que eu te fiz?
- Você nasceu, você tá viva, por isso eu quero te matar. – Ele começou a pressionar mais a lâmina no meu pescoço.
- Eu não fiz nada a você, eu nem te conheço. – Gritei para ele.
- Sabe o que dizem, o seu passado te condena, mas na verdade não é bem o seu passado que te condena. – Como eu fui tão estúpida? Foi ele, ele que matou minha mãe, meu pai, meus irmãos.
- FOI VOCÊ, VOCÊ MATOU TODOS QUE ME AMAVAM. – Comecei a me debater.
- Demorou... sua família prendeu meus pais e eles me falaram “Você é um inútil”. E eu jurei que ia matar todos, mas infelizmente você sobreviveu, que pena. Menina malcriada, por que não estava em casa? – Ele passava a lâmina pelo meu pescoço.
- Mas eu não tenho culpa. – Saiu como um sussurro.
- Seu sobrenome tem culpa. – Começou a passar a lâmina com muito mais força. – Suas últimas palavras?
- QUEIME NO FOGO DO INFERNO, INFELIZ. – Ele caiu no chão, e eu fui junto.
- Você está bem? – me segurou.
- Me tira daqui, por favor. – Falei soluçando.
Espilógo
(Figure out how to get a life. Leave tomorrow, live tonight)
Estava no banco traseiro deitada, chorando, indo para o hospital. Ele estava morto, acabou meu pesadelo, estava na hora de começar de novo. Construir uma casa, terminar os estudos, e sem ter que ficar olhando para trás para ver se não estava sendo seguida.
“No final tudo acaba bem” minha mãe falava para mim. “Não tenha medo do amanhã, o que passou, passou”. Mas nunca irá passar. Os cortes podem cicatrizar, mas a dor da perda, o medo do escuro nunca vai passar; o seu passado realmente te condena, mas tá na hora de parar de pensar no passado e construir um novo futuro.
- Chegamos. – falou olhando para mim e dando um sorriso.
E eu já sei por onde começar.
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- Por favor. Não me mate, eu sinto muito. – Disse entre minhas lágrimas, era o fim, o fim de mim, o fim de tudo, como? Eu nem realizei meus sonhos, nem tive minha primeira vez.
- É tarde, e você sabe demais. Suas últimas palavras? – Senti uma coisa gelada encostar em meu pescoço, dei um grito e chutei a primeira coisa que vi.
Capitulo 1.
(Everybody knows the end. When the curtain hits the floor)
Senti a coisa gelada desencostar de mim e o barulho de metal se espatifando no chão, saí correndo; estava escuro, mas eu já estava acostumada, há quanto tempo eu estava aqui? A polícia estava atrás de mim? Claro que não, quem iria sentir a minha falta?
- Socorro. – Eu sabia que ninguém iria me ouvir, vi uma luz no fim do túnel, no caso... no fim do quarto. Saí correndo para perto e vi uma janela aberta, aquilo nunca esteve ali antes, eu estava em uma espécie de quarto de terror, provavelmente ele, o cara que quer me matar entrou por ali. Olhei para fora e vi o nada, um deserto. Não estava com forças para correr, não comia nada há dias, mas ou eu corria ou eu morria.
Senti a luz encostar no meu rosto e senti meu corpo arder, meus olhos se encherem de lágrimas, eu não via a luz do sol, mas saí correndo. Corri muito, não sei por quanto tempo, mas minhas pernas vacilaram e eu caí no chão, batendo minha cabeça numa pedra, e de repente tudo escureceu.
Capitulo 2
(It's not over, 'till it's over)
Acordei sentindo uma dor de cabeça absurda, coloquei minha mão na cabeça e senti... um curativo? Abri os olhos e vi um quarto branco, e havia um barulho irritante de “PIPIPI”, e então a ficha caiu: eu estava em um hospital. Mas... como eu fui parar em um hospital? Tentei me levantar, mas minhas costas não deixaram, parece que tinham me batido infinitamente com um bastão de ferro, e acreditem em mim, eu sei como é.
- Ora, ora, veja quem acordou. – Um senhor segurando uma prancheta entrou no quarto, me mantive em silêncio. – A senhorita ficou em coma por 2 dias, está se sentindo melhor? – Olhei assustada para o médico que deu um sorriso. – Não achamos nenhum documento com você, não achamos sua ficha aqui no hospital e ninguém veio te procurar... Qual o seu nome? – O médico me olhava compreensivo.
- -. – Falei baixo, minha voz estava ruim, minha garganta ardia.
- Então, senhorita . Você tem algum parente que poderíamos contatar? – Balancei minha cabeça negativamente. – Entendo. Alguma amiga? Namorado? – Ele continuou tentando, pensei na Jennifer, mas ela me odiava, e eu ainda não sabia porquê, balancei minha cabeça negativamente de novo.
- A senhorita sabe quem te trouxe para cá? – Balancei minha cabeça negativamente de novo. – Um garoto, te encontrou em uma estrada abandonada e te trouxe para cá. Ele está aí fora, gostaria de falar com ele? – Queria falar não, não estava afim de falar com ninguém, não estava afim de ver ninguém, estava afim de morrer, mas de um jeito civilizado. Não por um maníaco que queria me matar.
- Vou chamá-lo. – Dito isso o Médico saiu e deixou meu quarto em paz até ele voltar com o tal garoto. Não olhei, fiquei olhando fixamente para a janela, e senti a tal pessoa me olhando. Me virei para encará-la: um garoto realmente bonito, com olhos verdes claros, cabelos bagunçados castanhos claros.
- Oi. – Ele disse sorrindo e eu retribui com um sorriso fraco. – Você está bem? – Neguei, não sei o que deu em mim, mas não consegui mentir. – Quer que eu chame o médico? – Neguei de novo. – Vou te deixar sozinha. – E ele saiu, fechei meus olhos e as memórias ruins me atingiram.
FlashBack On.
- Você não merece compaixão de ninguém, você é uma pobre coitada que foi abandonada, e que vive nas ruas, você é um incomodo para as pessoas. – O homem falava enquanto passava a faca que segurava nos meus braços, me cortando.
- Não. – Berrei.
- Você sabe a verdade, ninguém sentiria sua falta se você morresse. – Ele tinha razão, eu chorava descontroladamente, e ele passou a faca ensanguentada no meu rosto...o meu sangue.
FlashBack Off
Os barulhos do monitor começaram a acelerar e o médico entrou com uma enfermeira.
- Senhorita , você está bem, apesar de tudo, poderia te dar alta em breve, mas... teríamos que fazer exames de rotina, para ver se você realmente está bem.
- Espe-pera. – Gaguejei – O hospital é particular, quem está pagando? E-eu não tenho dinheiro algum.
- O bondoso garoto que te trouxe disse que vai arcar com todos os custos.
- O quê? – Falei alto. – E-ele nem me conhece.
- Ele insistiu.
O resto do dia correu assim; fiz os exames, e o médico saiu do quarto avisando que no dia seguinte, cedo, os resultados sairiam. Queria ir embora daqui; apesar de eu estar segura, eu não aguentaria mais um dia neste lugar.
Capitulo 3.
(I need to live with nothing fixed. Don't tell me what's gonna happen next)
Estava indo de carro. Isso, de carro para a casa de um garoto que eu nem sei o nome, mas que por acaso salvou minha vida. Ele insistiu, enquanto eu dizia que não queria, mas ele falou: “Só para comer, e para você tomar um banho e descansar, amanhã mesmo você pode ir embora” e cá estou eu, indo para a casa de um estranho.
- Chegamos. – O carro parou na frente de uma casa enorme, branca, com dois andares, um jardim bem tratado e com uma piscina no canto. A porta do carro se abriu e o garoto misterioso sorriu quando eu saí do carro. Estava usando uma bermuda e uma regata que uma enfermeira me emprestou.
Chegamos na porta, o garoto abriu e entrou. Fiquei do lado de fora olhando para a enorme sala.
- Entra. – Ele disse.
- Obrigada. – Falei baixinho, e ele ouvir e fez uma cara surpresa, ele não tinha escutado minha voz ainda.
- Ah, por acaso, sou , mas pode me chamar de . – Ele estendeu a mão para mim.
- Sou , . – Apertei a mão dele e senti um choque elétrico percorrer meu corpo e rapidamente soltei a mão.
- . Eu conheço esse sobrenome. – Ah, não, só falta ele ter conhecido a minha irmã. – Enfim vou pegar umas roupas para você. – Ele saiu para um corredor comprido e voltou com uma muda de roupa feminina, olhei para ele com um olhar acusador e ele rapidamente concertou – Ah, não, não, é da minha prima. Vou preparar a comida. O banheiro é na quarta porta à direita.
Fiz o que ele falou, tomei um banho quente relaxante e fiquei vendo o sangue que tinha no meu corpo escorrer ralo abaixo, saí do banheiro e coloquei a roupa, que ficou boa em mim. Desci as escadas passando os dedos no meu cabelo para pentear.
- Está pronto, minha especialidade. Macarrão a la bolonhesa. – Ele me mostrou a cadeira e eu me sentei, tenho que admitir, estava realmente bom.
Logo depois, fui para o quarto de hóspedes descansar, e logo peguei no sono.
Acordei com barulhos de vidro quebrando, olhei em volta assustada.
Desci as escadas lentamente, e me dei de cara com uma cena nada agradavel, estava caído no chão com um corte na testa, senti o coração dele e o coloquei deitado no sofá, andei pela casa e vi a janela da cozinha quebrada.
- Olá, vejo que nos encontramos de novo. – Ouvi a voz que eu tanto conhecia, me virei e lá estava ele. – Que garota má, fugiu de mim por quê? – Dava para ver muito bem o rosto dele, não era uma pessoa velha, aparentava uns vinte e seis anos e era bonito, pena que um assassino. – Você não se verá longe de mim tão cedo. – Dito isso ele me deu um soco no rosto e eu caí. Coloquei a minha mão no rosto e meu lábio sangrava, me levantei rapidamente para dar um soco nele, mas ele segurou meu pulso. – Nananinanão, flor do dia, você vem comigo. – Ele tapou minha boca e colocou os braços envolta do meu pescoço.
Comecei a gritar, mas saía abafado, já que o filho da puta estava com a mão na minha boca.
- Se comporta aí. – Fui jogada na mala de um carro e comecei a chorar, tudo de novo.
Capitulo 4
(Is where you hope you never say : "I could have done it better")
Fui jogada na a sala que eu tanto conhecia, me encolhi no canto e ouvi a voz.
- Você não vai escapar de novo, você vai morrer. AGORA. – Ele me puxou pelos cabelos e encostou uma lâmina no meu pescoço. – Você é tão bonita, que pena que tem que morrer.
- Po-por quê? Por que você tem que me matar? O que eu te fiz?
- Você nasceu, você tá viva, por isso eu quero te matar. – Ele começou a pressionar mais a lâmina no meu pescoço.
- Eu não fiz nada a você, eu nem te conheço. – Gritei para ele.
- Sabe o que dizem, o seu passado te condena, mas na verdade não é bem o seu passado que te condena. – Como eu fui tão estúpida? Foi ele, ele que matou minha mãe, meu pai, meus irmãos.
- FOI VOCÊ, VOCÊ MATOU TODOS QUE ME AMAVAM. – Comecei a me debater.
- Demorou... sua família prendeu meus pais e eles me falaram “Você é um inútil”. E eu jurei que ia matar todos, mas infelizmente você sobreviveu, que pena. Menina malcriada, por que não estava em casa? – Ele passava a lâmina pelo meu pescoço.
- Mas eu não tenho culpa. – Saiu como um sussurro.
- Seu sobrenome tem culpa. – Começou a passar a lâmina com muito mais força. – Suas últimas palavras?
- QUEIME NO FOGO DO INFERNO, INFELIZ. – Ele caiu no chão, e eu fui junto.
- Você está bem? – me segurou.
- Me tira daqui, por favor. – Falei soluçando.
Espilógo
(Figure out how to get a life. Leave tomorrow, live tonight)
Estava no banco traseiro deitada, chorando, indo para o hospital. Ele estava morto, acabou meu pesadelo, estava na hora de começar de novo. Construir uma casa, terminar os estudos, e sem ter que ficar olhando para trás para ver se não estava sendo seguida.
“No final tudo acaba bem” minha mãe falava para mim. “Não tenha medo do amanhã, o que passou, passou”. Mas nunca irá passar. Os cortes podem cicatrizar, mas a dor da perda, o medo do escuro nunca vai passar; o seu passado realmente te condena, mas tá na hora de parar de pensar no passado e construir um novo futuro.
- Chegamos. – falou olhando para mim e dando um sorriso.
E eu já sei por onde começar.

