OMG, What the Fuck!?

Autora: Fer Felicio
Status: Finalizada
Revisada por: Juh Claro
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: Comédia - Free Fics
Nota pelo desafio: 6,5
Comentários:




- CLAIRE – gritei com minha irmã, lançando um olhar furioso a ela. – POR QUE VOCÊ COLOCOU MEU NOTEBOOK NA PISCINA?
- Ele estava quente, ! Precisava esfriar um pouco – Claire disse, com toda sua inocência, junto com sua incrível lógica, que, realmente, não fazia nenhum sentido para mim.
O problema é que meu pai e minha mãe sumiram. E eles, muito divos, deixaram apenas um bilhete e nele escrito:
“Fomos viajar para o Caribe. Cansamos de Londres. Cuide de Claire e não destrua nossa casa. Voltamos daqui um mês.”
E apesar da minha irmã ser uma graça – ela é muito linda e educada, awn –, o que atrapalha mesmo, é o fato de ela ter 5 anos.
- Claire, escuta com atenção, okay? – falei e ela assentiu positivamente. - NÃO PODE JOGAR QUALQUER COISA NA PISCINA! VOCÊ QUER ACABAR COM MINHA VIDA, MENINA?
E eu também sou muito educada, rum.
- Não quero acabar com sua vida, – fez bico e arregalou seus olhos verdes.
- Que bom – sorri, tentando fazer ela não chorar. – Mas então, você vai fazer um favor para sua irmãzinha hoje?
- VOOOU – disse, abrindo um sorriso e mexendo no seu cabelo loiro escuro.
- Você vai ficar na casa da nossa vizinha hoje à noite? – eu disse, esperando ouvir um outro “VOOOU” de Claire.
- NÃÃÃO, hoje tem festa de Halloween na casa do Henry.
- VOCÊ NÃO VAI EM FESTA ALGUMA, CLAIRE! – perdi o controle, cara. Pois se ela não ficasse com a minha vizinha, eu não poderia ir à festa que eu tanto esperava!
- Por que não?
- Porque lá fora tem zumbis – tentei amedrontá-la.
- Eu gosto de zumbis.
MEUDEUS, que criança mais anormal!
- Na rua está cheio de espíritos malignos querendo correr atrás de você.
- WOW! Que foda, maaan!
- Onde você aprendeu a falar assim, Claire? Que falta de respeito – eu disse, horrorizada.
- Foi com você – sorriu, fofa.
Aposto que por trás dessa inocência, é pura malignidade, aposto!
- Okay, então nunca faça nada que eu faço. Sou um péssimo exemplo de pessoa, fique atenta – avisei.
- Certo – olhou-me confusa.
- Ah, e outra – voltei com motivos para assustá-la –, tem muitos vampiros querendo acabar com sua vida nessa noite.
- Vampiros são sensuais, nhác – Claire disse e eu arregalei os olhos.
- Vou te colocar no manicômio, irmã! – puxei o braço dela e peguei a chave do carro.
- Se não me levar nessa festa, , eu conto para o papai e a mamãe que você queria me deixar com aquela bruxa.
- Ela é nossa vizinha, okay? – contrariei.
- Continua sendo bruxa – ela arqueou uma sobrancelha.
- Pensa! Halloween e bruxas tem tudo em comum. E já que você gosta tanto desse dia, você ia se divertir bastante com a nossa bruxa, quer dizer, vizinha – sorri torto.
- Arruma um vestido para mim? – falou a pequena, ignorando minha hipótese. – Eu vou tomar banho para ir à festa do Henry e já volto.

- , vamos à festa sim! insistiu.
- Não tem jeito, sério – respondi.
- Claro que tem jeito! – ouvi a voz de pelo celular.
- Já chegou aí, ? – ri.
- Sou rápido, oh yeah! brincou. – Mas então, tem jeito de você ir à festa sim. É só levar a Claire junto!
- ENLOQUECEU DE VEZ? – berrei.
- Por quê? – perguntou meio assustado.
- , se eu levar Claire, além dela ver que a irmã dela não presta, ou seja, EU – falei e ouvi e concordarem; bufei –, as pessoas podem pegar ela e, sei lá, queimá-la na lareira com Vodka.
- WOW! – ambos disseram juntos, rindo.
- Pois é, tudo é possível, gente.
- , VEM CÁ! – ouvi Claire me chamando, então logo terminei a ligação.

Saí do divã da sala de TV e fui até o quarto da minha irmã – ugh, muito pink aquilo –, perguntando, em seguida:
- Que você quer, chata?
- Fica bom esse vestido mesmo? Parece ser escuro demais – Claire apontou para a roupa que eu escolhi para ela ir à festa do Henry.
- Idiota, é uma festa de Halloween! Você quer ir parecendo um arco-íris, retardada?
- Eu vou ignorar seus apelidos carinhosos comigo, pois sei que você me ama – sorriu.
- Não tenha tanta certeza – retruquei, completamente maligna.
- Revoltada! – revirou os olhos e riu. – Hey, já tomou banho e se arrumou, ?
- Eu não vou à festa nenhuma mesmo, então não tem motivo – suspirei, triste.
- Vai sim! Eu ouvi o que disse, sobre me levar nessa festa que você quer ir.
Me odeio, sério mesmo! Porque eu coloquei no viva-voz, cara?
- Então você ouviu a parte em que eu disse que eles podem te queimar na lareira com Vodka?
- Ouvi! Mas eu sou muito fofa para eles me queimarem. E o que é Vodka? – disse, com os olhos brilhando intensamente.
- E modesta também – fui irônica. – E você não precisa saber o que é Vodka. Só saiba que é uma coisa que você não pode beber por enquanto, NÃO PODE MESMO, ESTÁ OUVINDO?
- Okay, vai logo tomar banho, pois já é 20h.
- A festa só começa às 23h, Claire.
- VAI LOGO!

Cadê a delicadeza de sempre dessa criança? Viu no que dá os pais deixarem crianças sobre a responsabilidade de pessoas que não prestam? Resulta-se nisso, uma cópia de mim!

Eu já havia acabado de tomar banho e secado meu cabelo. Assim, coloquei meu vestido muito lindo feito de tule preto, calcei um peep toe Christian Louboutin e coloquei alguns acessórios em cor prata.
Para melhorar, deixei meu cabelo liso naturalmente, fazendo babyliss apenas nas pontas e então, coloquei um diadema com um lacinho muito fofo. E fiz uma maquiagem meio pesada, abusando bastante de tons escuros.
Por fim, estava tudo ótimo e, apesar de eu realmente estar com medo de haver algum acontecimento bizarro nessa festa – já que Claire estaria lá –, senti que tudo daria certo. Ou não, né.
- Já acabou, ? – minha irmã perguntou, entrando no meu quarto, sem bater na porta, nem nada.
- E a privacidade, Claire? – falei, enquanto eu mexia um pouco mais no meu cabelo.
- Você está linda! – exclamou.
Tudo bem que ela ignorou minha pergunta, mas pelo menos me elogiou, awn.
- Okay, obrigada, sou diva e já sei disso, então vamos embora – falei, pegando uma bolsa de mão, preta, e saindo do quarto.
- Espera, olha para mim! Ficou boa a roupa?
- Ficou ótima, mas ONDE você conseguiu isso? – com o “isso”, fiz referência a asas meio obscuras que estavam presas atrás de Claire.
- Roubei da neta da nossa vizinha muito bruxa – sorriu mostrando todos os dentes.
- Awn, estou orgulhosa. Minha irmã é uma linda mesmo! Mas por que você está usando asas, Claire?
- Eu sou uma fada – ela disse completamente feliz.
- Mas é Halloween, Claire! Então, você é uma fada, mas é má, MUITO MÁ! Está ouvindo?
- Okay, eu sou uma fada má! – levantou o queixo. – VOU QUEIMAR TODO MUNDO NESSA FESTA, MANOLA! Porque eu sou má, rum.
AIMEUDEUS! Minha mãe vai me matar quando souber que Claire está ficando pior que eu.
- NÃÃÃO! Você só se finge de má já que é Halloween, mas continua sendo boazinha.
- Ah, okay então – fez bico.

Logo, peguei a chave do meu carro – um Veloster preto muito divo – e segui para a casa de , o garoto mais popular do meu colégio. E também meu amigo e dono da festa de Halloween incrível que Claire e eu estávamos indo.
Quando cheguei à casa de , a rua estava lotada de carros e um som alto vinha de onde rolava a festa. Enquanto eu procurava um canto para estacionar meu Veloster, pedi para Claire ligar para e saber onde ela e estavam.
Claire disse que eles já tinham chegado à festa e agora estavam nos esperando na frente da casa do . Nisso, finalmente consegui uma vaga e então fomos caminhando por três quadras até avistarmos meus amigos.
- Que bom que você chegou! – exclamou. – Preciso te apresentar a uma pessoa – sorriu e puxou um cara pela camisa, que antes estava virado de costas para nós e conversando com alguém, jogando-o com força para cima de mim. – Ah, e você está linda, .
- Err, obrigada, – resmunguei e depois me afastei um pouco do cara que foi arremessado em minha direção. – E aí, tudo bem? – cumprimentei-o e o analisei.
Ele vestia um jeans escuro com uma camiseta preta e por cima uma camisa xadrez branca, preta e cinza; muito foda, aliás. E em seus pés estavam um All Star Converse.
- Tudo e com você?
- Também – sorri toda fofa. Eu sei fingir, né, porque de fofa eu não tenho nada. – Ah, sou , mas pode me chamar de – apresentei-me.
- , mas ninguém me chama assim; sempre é mesmo – lançou um sorriso lindo para mim e eu tentei retribuir da melhor forma.
- Ah, vamos entrar? – falei e concordou.
E err, só depois de ter entrado na casa de que fui reparar que Claire já não estava mais comigo.
- Ow, gente, alguém viu a Claire? – perguntei.
- Ela está ali com o meu irmão e o de , e também com a prima da respondeu.
- Olha! – disse.
- O que? – questionei, tentando saber do que se tratava.
- Uma abóbora! – ela disse, extremamente contente.
- QUE MÁGICO! – comecei a saltitar, fingindo achar uma abóbora a coisa mais legal do mundo. – Sabe como vai ficar melhor? Estando em você! – falei, tirando a abóbora da decoração e encaixando na cabeça da minha amiga linda.
- AIMEUDEUS, EU NÃO ESTOU ENXERGANDO PORRA NENHUMA! – berrou, tentando tirar a abóbora da cabeça, mas não saía.
Acabou que ela bateu na parede, tropeçou em um dos pufs e deu um mergulho de cara na pista. E o pior, é que ela não parava de gritar. Muito diva a .
- Ops – sorri forçado quando arqueou uma sobrancelha e olhou para mim, então fui saindo de fininho.
Enquanto eu tentava me manter longe de , Claire apareceu do meu lado, gritando loucamente:
- DOOOCES, DOOOCES – ela pulou e começou a berrar de felicidade.
- Okay, doida, agora para de me fazer passar vergonha, porra! – resmunguei.
- Tem cupcakes, cookies, muffin, brownie e tem teias de aranha em cima disso tudo! – Claire disse, me olhando, tentando ver se eu ficava feliz que nem ela pelos doces.
- Aham, aposto que deve estar muito bom esses doces com teias de aranha. Uma delícia – comentei, sendo irônica. Mas Claire não percebeu; inocente demais para isso.
É sério, não sei o que tem de errado com essa menina! Quando eu tinha 2 anos, eu já entendia super bem o uso do sarcasmo e da ironia.
- ? – Claire chamou, parecendo mudar repentinamente de humor.
- Que é?
- Eu posso, pelo menos, jogar ácido em algumas pessoas? – ela fez bico e as crianças atrás também fizeram.
Não sei como, sério, mas Claire já tinha unido um exército de crianças em uma festa QUE NÃO TINHA CRIANÇAS! A não ser ela própria, o irmão de e o de e a prima da . MAS PORRA, JÁ TINHA UMAS DEZENOVE CRIANÇAS NA FESTA!
- Faz o que você quiser, mas toma cuidado, viu? – avisei e deixei minha irmã lá.

Fui sozinha até o bar, já que eu havia me perdido de todos que tinham entrado comigo na festa. Enquanto eu não fazia nada, quer dizer, a não ser ouvir sobre a vida do barman divo, eu virava um shot atrás do outro.
Não que eu seja alcoólatra, okay? Mas é que nessa noite eu me empolguei demais.
- Mas, sabe, meu irmão é um idiota! Eu já devia ter percebido que não posso confiar nele – resmungou, gesticulando, e até deixando de atender algumas pessoas para ficar desabafando comigo. – E o pior, é que minha namorada não impediu meu irmão de fazer aquilo – e nisso eu só fazia uma expressão de “Nossa, tadinho de você, barman”. – Eu queria jogar ácido sulfúrico neles e torturá-los lentamente e... – AIMEUDEUS, que psicopata! Deve ser amigo da Claire, com certeza.
Discretamente, fui me distanciando do bar.
- ? – ouvi alguém me chamar quando eu já estava longe o suficiente do maníaco.
- ! – gritei e fui abraçá-lo.
Ignora o fato de eu ter enroscado os meus pés na perna de alguém – já que eu estava no meio da pista – e quase ter caído no chão, se não fosse por ter me segurado pela cintura. Ignora isso.
- Você está bem? – perguntou, rindo do desastre que eu sou.
- Sim – ri também. Afinal, eu já estava com muito álcool nas minhas veias, e geralmente, quando eu estou assim, tendo a rir de tudo e ficar parecendo uma retardada. – E você?
- Ótimo – muito fofo piscou para mim. – Precisa de ajuda para encontrar alguém?
- Preciso. O e a . E o , eu acho.
- Tudo bem, eu vi o aqui por perto, então eu já trago ele para você, certo?
- Okay – sorri.

Ignora também o fato de após eu ter falado com , eu ter ido para a pista, ter conhecido umas garotas “tensas” e ter subido com essas meninas em cima do balcão do bar e ter feito uma dança muito louca e sensual. Apenas ignore. Isso acontece, afinal. Não com todos, pois poucos têm esse privilégio de ser perseguida pelo azar 24h por dia, mas tudo bem.
Finalmente, quando eu sentei na banqueta novamente e parei de passar vergonha, e apareceram boquiabertos.
- Que foi aquilo? – ambos perguntaram.
Provavelmente, eles se referiam à dança que eu havia feito. Gente, e a vontade de morrer de vergonha, fica como?
- Não acredito que vocês ficaram assistindo ao invés de intervir! Se vocês tivessem aparecido antes, eu não tinha feito aquilo – fiz bico.
- Vão comentar eternamente dessa dança no colégio – disse, animado. Vai saber porque, né.
- Obrigada pela ajuda – fui irônica.
- Já está todo mundo bêbado em uma hora dessas, ninguém nem vai lembrar nada – falou , tentando ajudar meu psicológico a se acalmar.
Mas não funcionou, devo ressaltar.
- Ow, está todo mundo comentando sobre o que está acontecendo nos andares de cima, vamos ver? – sugeri, tentando esquecer a dança.
- Vão lá – sorriu e logo foi para um grupo onde havia várias garotas.
- Vamos? – perguntou e eu afirmei, mas não sem antes pegar uns drinks para nós.

Nós estávamos analisando a decoração do lugar, soltando alguns comentários e gerando alguns risinhos, até que no início do corredor do segundo andar, algo prendeu minha canela.
Quando eu voltei meus olhos para trás para ver o que era, dei de cara com um fantasma. Okay, foi o clima assustador que ajudou tudo ser mais apavorante – mas só estava nesse clima os andares de cima, porque no primeiro não tinha nada de assustador, a não ser a linda da com uma abóbora na cabeça, awn –, mas é mentira! Não foi clima nenhum, e não me julguem, mas porra, eu tenho pavor de fantasmas, cara.
Mas o ruim não foi para mim, foi para o fantasma locão mesmo, já que só deu eu jogando as bebidas na cara do tal fantasma, puxando pelo pulso e gritando para o mundo ouvir:
- AIMEUDEUS, UM FANTASMA! COOORRE, MANOLADA! – ai, sou muito diva.

O mágico mesmo foi que e o estava firme e forte correndo ao meu lado, e atropelando geral para sair de perto daquela porra de assombração. E tinha zumbis no caminho, vampiros, bruxas e mais fantasmas. Porra, eu tenho medo! Como fugir disso?
Sei lá que aconteceu, mas quando apareceu um zumbi – ODEIO zumbis – eu entrei no primeiro quarto que eu vi na frente e foi junto, trancando a porta rapidamente. Mas então o zumbi resolveu começar a bater com as mãos na porta e eu comecei a gritar, mais ou menos assim:
- AIMEEEUDEUS! AAAAAAAAAAH, CARALHO! ELE VAI COMER MEU CÉREBRO! NÃO PODE, NÃO PODE! AAAAAAAAAAH, INFERNO! VAI LÁ ESPANCAR ELE, FAZ ALGUMA COISA! EU VOU MOOORRER, PORRA!

Pior era que eu não encontrava a merda do interruptor para ligar a luz do quarto e isso estava me deixando totalmente com mais medo. Só quando eu caí na cama que consegui achar um abajur e, o liguei; iluminando um pouco o quarto.
Isso parecia filme de terror e eu tinha minutos de vida. Okay, pode parecer exagerado, mas eu tenho pânico a isso. É sério.
Antes das batidas na porta cessarem, ouvi a voz de minha irmã dizer:
“JOGUEM ÁCIDO, RÁPIDO!”
Impressão minha ou Claire estava matando as coisas aterrorizantes da festa? AIMEUDEUS!
Mas então, quando tudo estava em silêncio, saiu de perto da porta e sentou ao meu lado da cama – estávamos em um quarto que devia ser da irmã do .
- Mais calma agora? – ele perguntou.
- Um pouco – falei, aproximando-me mais de .
- Que bom – sorriu de lado, malicioso.
E de repente, nossos olhares se encontraram e enquanto uma de suas mãos acariciou minha face, a outra me segurou possessivamente pela cintura. Nossos lábios estavam a centímetros de se tocarem quando algo começou a fazer barulho. E depois, eu ouvi dizerem com uma voz bem maligna dentro do quarto:
- Que feio fazerem isso.
- Que isso, ? – questionei com medo, olhando ao meu redor.
- Não sei – respondeu.
- Adolescentes são tão inconscientes atualmente – sussurrou e um barulhinho de engrenagem foi ouvido.
E então, saindo da escuridão, apareceu um robô velho de brinquedo, tipo o Wall-e. Mas não era bonzinho; era mau, e tinha praticamente o meu tamanho, junto com um olhar extremamente maníaco.
- Ele está falando e se movendo sozinho – murmurei, indignada.
Então, me colocou atrás dele e foi abrir a porta. Nisso, o robô nos seguia lentamente. Era assustador, cara!
- A porta não abre! – exclamou, mexendo na chave e na fechadura.
- , ele está vindo – avisei, tremendo muito.
- Eu vou pegar vocês – o robô disse.
- CHEGA! – gritou , indo até o robô e o chutando.

Mas nisso, o corpo dele foi meio que tomado por uma corrente elétrica e caiu no chão. E então o robô veio em minha direção.
Ai, que cenas lindas!
No desespero, dei um chute na porta e os pedaços de madeira se partiram. No corredor escuro, eu gritei por ajuda e então Claire e as crianças apareceram.
- Tire o do quarto – minha irmã falou.

Quando eles entraram no quarto, o robô foi tentar se esconder e enquanto isso, eu tentava fazer sair dali. Ainda bem que ele se levantou rapidamente e nós conseguimos correr para outro lugar.
Enquanto andávamos atentos ao corredor, um dos garçons apareceu, ofecendo bebida; peguei logo uma taça e bebi de uma vez, assim como fez.
- Está bem sinistro isso, não é? – indagou , quando fomos parar no início do terceiro andar.
- Pois é, chega até parecer meio assombrado o lugar – comentei.
- DEMÔÔÔNIOS! CARALHO, VOU MORRER! – apareceu repentinamente berrando e correndo por nós.
- Que tenso, cara! – olhei para ela, como se minha amiga fosse retardada. – Ai, nem falo nada, né? Afinal, era eu que estava correndo de um fantasma, zumbi e um Wall-e estilo malvado há minutos atrás.
riu e nós ficamos conversando por um tempo, até que ele começou a agir de forma estranha.
- Por que você fica olhando para todos os lados, ? – já fui perguntando, estressada. – Está procurando alguém? – quase rosnei.
- Não, mas porque você está tão nervosa? – disse, soltando um riso fraco.
, deixa eu te apresentar um grande inimigo meu. O nome dele é CIÚMES, conhece?
- Err, não é nada – corei.
- Mas então, eu estava esperando algum, sei lá, vampiro aparecer.
- Por quê? – indaguei, tentando imaginar os motivos de ele querer que um vampiro aparecesse.
E o que a minha imaginação fértil lançou em minha mente, não foi legal. Foi algo como ser gay, viciado em Edward Cullen - nada contra, já que eu gosto de Twilight - e querer ser purpurinado. Ou seja, DEFINITIVAMENTE, o pensamento não foi agradável.
- Geralmente, as garotas tem medo de vampiros – disse e eu ainda não havia entendido.
Ainda na hipótese de ser gay, ele queria que um vampiro aparecesse para eu ter medo, sair correndo e então ele dar uns pegas no tal vampiro? AIMEUDEUS, NÃO PODE SER! Que eu tenho que só consigo manter relacionamentos ruins?
- Não entendi – eu disse. - Ô idiota apareceu repentinamente e disse para mim –, ele está dizendo de maneira subjetiva, que quer que um vampiro apareça logo para então você ter medo e buscar proteção nos braços dele. Entendeu, retardada?
- Okay, entendi, vadia – pisquei para ela e continuei caminhando com o garoto ao meu lado. – É verdade o que ela disse?
- Praticamente.
- Então saiba que eu não tenho muito medo de vampiros, rum! – exclamei.
- É?
- Sim – olhei de forma fofa para ele.
- Então olha o que está atrás de você – lançou um sorriso lindo.

Quando virei para trás, dei de cara com um “vampiro”. E posso afirmar que vai ser bem difícil encontrar algum vampiro com maquiagem mais mal feita e dentes tão ridiculamente falsos como esse que está a minha frente, viu?
E como sou locona, agi por impulso, só para variar. E eu não sei como não correu para longe de mim. De fato, foi tenso. Pois quando o vampiro veio me assustar, levou um soco incrivelmente forte e foi ao chão.
- Err – resmunguei quando vi o vampiro no chão e encarando-me com os olhos arregalados. – Pode parecer estranho, ainda mais depois de eu ter deixado um cara inconsciente, mas eu sou fofa, okay? E bastante delicada – sorri forçado, constrangida.
- Você tem A força ou é impressão minha? – perguntou .
- Não sou o HeMan, nem nada, fica tranquilo – suspirei e fui andando para a direção contrária.
E mais uma vez consegui estragar tudo. Sou muito foda, beijos.
- Hey, , espera! – me chamou. – Não vai me abandonar, vai?
- Awn, não vou não – fui correndo de volta para ele.
Nós continuamos andando, e mais a frente – não sei como, sério, a não ser que eles se teletransportem para os lugares – estava , e Claire sem seu exército.
- GEEENTE! – Claire gritou, arregalando os olhos.
- Que é? – perguntei, assustada, enquanto chegava perto deles com o .
Aquela festa estava conseguindo me fazer parecer uma completa medrosa. E a minha reputação, gente, como fica?
- Aquela boneca piscou para mim – minha irmã respondeu, apontando para a decoração.
- Não, você está ficando louca, Claire. Bonecas como essa, não conseguem fazer nenhum movimento, muito menos piscar – tentei argumentar com lógica, mas quando olhei para a boneca, incrivelmente, eu consegui vê-la piscando.
- Ô LOCO, MANO! – gritei, jogando Claire para cima de boneca e me escondendo atrás de e . – AIMEUDEUS, gente, essa boneca é demoníaca!
- Eu sou do bem – a boneca me respondeu. A BONECA ME RESPONDEU! E ainda por cima veio andando na minha direção. PORRA!
- BEIJOS PARA QUEM FICA, ESTOU ME RETIRANDO DESSA FESTA! – gritei e corri para longe daquela festa. Mas não sem antes de puxar comigo.
Ou pensou que eu ia sozinha? Não mesmo. Se a boneca locona aparecesse para arrancar meus cabelos, sei lá, alguém precisava mantê-la longe de mim, né!

- Aposto que vai chover hoje! – comentou.
- Aposto que vamos morrer hoje! – falei.

Londres estava em um de seus dias gélidos, e mesmo eu estando com o casaco de , o frio era intenso. Eu apostava que daqui alguns minutos era perigoso começar a nevar e eu, muito linda, morrer de hipotermia.
Andando pelas ruas frias da cidade de madrugada, havia apenas e eu, indo em direção a algum lugar que eu não sabia onde era.
- Seu pensamento positivo é realmente empolgante – ele foi irônico, mas mesmo assim foi fofo, awn.
- Okay, vamos tentar novamente – falei.
- Aposto que vai chover hoje! – repetiu, rindo.
- Também, olha como as nuvens estão! Vai chover muito – fingi entusiasmo.
- Boa atuação – fez “joinha” e lançou um sorriso perfeitamente maravilho.
- Minha atuação não vai valer nada quando aquela boneca do mau aparecer e me matar lentamente – arquei uma sobrancelha, suspirando e fazendo rir muito mais.
- Só você, ! Mas fica tranquila, se a boneca aparecer, eu queimo ela na lareira com Vodka – piscou para mim.
- AIMEUDEUS! Meu salvador com ideias malignas e estranhas é você – falei, abraçando-o enquanto andávamos e fiquei rindo junto a ele.
Enquanto caminhávamos, conversávamos sobre qualquer coisa banal e, não sei se era o álcool fazendo efeito, mas ríamos demais.
- Não acredito nisso! – bufei, totalmente furiosa.
- Que aconteceu? – perguntou, meio preocupado.
- Meu salto quebrou, cara! Não é possível isso – falei indignada.
- Será que é porque você enroscou seu pé em uma cratera segundos atrás?
- Fica quieto, ! Mas olha, ainda bem que eu tenho uma sandália gladiador aqui dentro da bolsa, pois ficar mancando no meio da rua, não é nada legal – falei, enquanto remexia na minha bolsa de mão.
- Como você conseguiu colocar um sapato dentro de uma bolsa tão pequena?
- questionou incrédulo. - Você não sabe de nada ainda. Nessa bolsa aqui tem até umas roupas e maquiagem, e meu Iphone, e as chaves de casa e do carro, e... AIMEUDEUS, O CARRO E A CLAIRE!
- O que? – disse confuso.
- O meu Veloster lindo está estacionado em algum lugar perto da casa de e a minha irmã, nada fofa, acabou ficando por lá – expliquei, entrando em total desespero. – Quer dizer, as chaves do carro e da casa não estão comigo, estão com Claire, sei lá por que. Aquela coisinha pequena e maligna – referi-me a Claire – deve ter pegado e eu nem percebi.
- Liga para a ou o e pergunta se eles podem achar a Claire e depois levá-la para a sua casa – deu uma boa ideia enquanto eu enlouquecia.

Então, eu sentei na calçada em frente à Harrolds, ao lado de . E sério, eu não sabia como eu havia chegado aqui, sendo que a casa de Dougie ficava meio distante de onde estávamos.
Mas então, primeiramente, eu coloquei minha sandália gladiador e depois liguei para saber de Claire. Afinal, meus pés estarem confortáveis é mais importante que minha irmã estar sendo morta em uma festa de Halloween.
Err, para você ver o que bebidas alcoólicas fazem comigo com as pessoas!
Liguei para e aquela maldita não me atendeu. Liguei para o e no segundo toque, ele disse um “OOOOI” meio bêbado e insano.
- , a Claire deve estar sendo morta nesse exato momento! Procura o cadáver dela e traz para a minha casa, fazendo favor? – pedi.
- Fica tranquila, ! A Claire está comigo – disse . E eu ouvi uns gritos muito loucos naquela festa, tirando o som alto, claro.
- Ai, que bom! – sorri. – Estão na festa de ainda?
- Não, estamos na sua casa.
- O QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE? – berrei. – POR QUE ESTÁ PARECENDO QUE NA MINHA CASA ESTÁ ROLANDO UMA FESTA, ?
- Claire pegou seu Veloster – ele falou um pouco mais alto, por causa do barulho. – Ela foi dirigindo e nisso, chamou um monte de gente para a sua casa. E WOW, ESTÁ MUITO FODA AQUI, ! VEM PARA CÁ CURTIR!
AIMEUDEUS, não podia ser.
- E meu Veloster divo? Não aconteceu nada com ele não, né?
- Claire bateu seu carro na árvore que fica em frente à sua casa, mas está tudo bem com ela.
- O QUE AQUELA MALDIÇOADA FEZ? – perdi o controle, a sanidade, qualquer coisa. Só o que eu queria, realmente, era matar Claire. – EU NÃO QUERO SABER DAQUELA ORDINÁRIA! EU QUERO SABER COMO MEU CARRO ESTÁ!
- Calma!
- Okay, tirando o fato de uma das coisas mais importantes da minha vida ter sido destruída, está tudo certo aí? – perguntei, quase chorando por causa do meu Veloster.
- Tudo certo, já arrancaram sua cortina e queimaram seu sofá. Ah, e também quebraram aquele treco que é passado de geração em geração na sua família lá, que era de 1622, lembra? MAS UHUUUL, ESTÁ MUITO LOUCO AQUI, CARA!
- VAI SE FUDER, ?! PARA DE DAR NOTÍCIA RUIM, MANO!
- Espera, espera. Claire colocou fogo no cabelo daquela cheerleader chata e... OOOPA! Claire acabou de colocar alguém na lareira agora – informou-me .
- Por favor, não me diz que ela está com uma garrafa de Vodka nas mãos – pedi e revirei os olhos, esperando muito que o que estivesse acontecendo fosse mentira.
- Sim, ela está!
E é nessas horas que eu penso que o fato de meus pais estarem viajando, não é uma coisa totalmente ruim. - Ah, não! Espera um pouco, , alguém está me ligando – falei e logo atendi a outra ligação. – Ooi, quem é? – perguntei, já que eu sou muito idiota e não vi o nome da pessoa no visor do celular.
- Filha? – AIMEUDEUS! Parei de respirar, cara, entrei em choque! – ?
- Oi, gente – falei, sorrindo totalmente forçado, mesmo meus pais não conseguindo me ver. – Tudo bem aí no Caribe?
- Estamos em Londres já, querida.
Pânico. Pânico! EU VOU SURTAR, PORRA!
- Não, não estão não – discordei. ELES NÃO PODIAM ESTAR AQUI!
Claire estava dando uma festa, matando pessoas e destruindo a nossa casa. E eu estava com um cara desconhecido no meio do nada, tinha largado minha irmã sozinha em uma festa de Halloween, junto com o meu Veloster, que depois de Claire com seus 5 anos de idade ter dirigido e batido com ele em uma árvore, estava totalmente quebrado em frente da nossa casa, e agora, todo mundo está louco e bêbado e meus pais em Londres, onde toda essa desgraça estava acontecendo! CARALHO, PRECISAVA SER ASSIM?
- Filha, você está bem? – minha mãe perguntou.
- Se vocês verem no noticiário que a filha mais velha de vocês se suicidou, não se preocupem, okay? Saibam que eu amo demais vocês. E QUE EU NÃO VOU PAGAR OS PREJUÍZOS QUE CLAIRE ESTÁ DANDO NESSE EXATO MOMENTO!
- Nossa filha enlouqueceu – minha mãe disse ao meu pai.
- Já era de se esperar – ele respondeu.
- Olha, estamos pegando um taxi e já chegamos aí em casa.
- NÃÃÃÃÃO, NÃO FAÇAM ISSO E... – gritei e ela desligou a ligação, ai ai.
Suspirei e olhei para , que me encarava, já percebendo que eu estava totalmente ferrada.
- Vamos pegar um táxi e ir para sua casa? – ele disse, oferecendo ajuda.
- Vamos.

Quando o táxi parou em frente à minha casa e eu vi meu Veloster todo amassado, eu tive uma séria necessidade de chorar e destroçar minha irmã, mas me contive.
- Não fica assim, linda – disse, enquanto me abraçava de lado.

Após pagar o taxista, nós fomos andando até a porta. O volume do som era ouvido a duas quadras de distância, não sei como não chamaram a polícia. Talvez seja porque o bairro todo estava nessa festa de Claire. Esquece o “talvez”, de fato é porque todos estavam na minha casa.
Lindo mesmo eram as velhinhas caquéticas – vulgo: minhas vizinhas – tirando a roupa em cima do balcão de mármore, as crianças quebrando as coisas da casa e várias pessoas gritando e correndo porque estavam pegando fogo. Situação extremamente agradável.
Nem saí da porta direito e ouvi um “AIMEUDEUS!” extremamente alto na voz da minha mãe nem um pouco fofa.
- Oooi, mãe, pai – sorri, mostrando todos os dentes e acenando.

Ou seja, simplesmente a minha forma de mostrar que eu estava total e completamente desconfortável com o desejo insano dos meus pais me matarem.
Os dois que me deram a vida, primeiramente olharam para as coisas da casa quebradas e fora do lugar, para as velhas caquéticas, para as crianças, para as pessoas que passavam por nós em chamas, para Claire que tentava destruir a vida de alguém na lareira, para a mão de em minha cintura, para o meu Veloster amassado e então para a minha cara muito diva.
- ! - meu pai berrou e minha mãe ficou só contendo sua vontade de pular em meu pescoço. Mas com aquele grito do meu pai, um silêncio reinou o local; a festa parou.
E ai, que lindo, morri agora!




FIM


Volte ao topo para comentar!


Fechar a janela para voltar ao POP