On Monday II
Autora: Tah Castro
Status: Finalizada
Revisada por: Juh Claro
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: Drama - Long Fic
Comentários:
Já havia se passado oito meses desde aquele 12 de maio e as aulas haviam terminado há cerca de um mês. Vida nova, tudo novo, de novo. Eu falava uma vez na vida outra na morte com o , mas muito de vez em quando, e ainda tinha notícias dele pelo ... Mas já é melhor do que nada, certo? Certo. Até que um dia, para a minha surpresa, quem veio falar comigo? Não, não foi o , mas foi alguém bem parecido... . É, o irmão gêmeo. Conversamos um tempo (ao ponto de ele me contar que havia entrado para a RONE) e ele me chamou para sair. O que eu poderia perder, afinal? O , mas eu ainda não sabia disso. Eu e o fomos a um pub. Bebemos, conversamos e... Nos beijamos. Depois de algumas cervejas, já não fazia mais diferença se aquele não era o meu soldado e sim seu irmão gêmeo, o que importava era que na minha visão quem estava ali era o .
- Quer ir lá pra casa? - estava com a boca colada no meu ouvido sussurrando com a voz mais sexy que conseguia fazer.
- Não acho que seja boa ideia, tem seus pais, seu irmão... - respirei fundo ao lembrar do irmão.
- Eles não estão. Foram todos para a praia, estou sozinho.
Eu já havia perdido o controle do que estava fazendo, estava bêbada o suficiente pra me deixar levar por ele e então fomos. A cada oportunidade que tinha, dava um jeito de me agarrar no carro e eu não o impedia, aliás, nessa hora, eu já estava com vontade disso. Ao chegarmos em seu prédio, entramos no elevador, ele me encostou no espelho, segurou meu rosto e sorriu - aquele mesmo sorriso do -, então me beijou. No início era um beijo calmo que começou a se intensificar até a boca dele não estar mais satisfeita apenas com a minha. Desceu os beijos para meu pescoço, chupando e dando algumas mordidas de acordo com a sua vontade que ia aumentando. Paramos no andar e fomos direto para o quarto dele. Não tive tempo para reparar em nada, estava me apertando contra a parede de forma que eu podia sentir sua ereção sob aquela roupa que, WOW o deixava extremamente sexy ou era impressão minha? Então, resolvi corresponder de fato a tudo aquilo: olhei séria para seus olhos, mordi seu lábio inferior sem força e escorreguei minha boca até o seu ouvido e dei um gemido baixo para provocá-lo. Ele caiu, aquilo havia o enlouquecido. Ele passou as mãos pela lateral do meu corpo até a barra da minha blusa, então começou a puxá-la para cima tocando cada parte do meu corpo que suas mãos alcançavam, sem desgrudar sua boca do meu pescoço, às vezes subindo só para dar leves mordidas na minha orelha, mas logo voltava ao seu alvo principal que ele já tinha percebido que era meu ponto fraco. Logo ele havia tirado minha blusa e meu sutiã e já brincava de beijar e lamber meus seios. Para não ficar em desvantagem, em seguida ele já estava sem camiseta. Afastei o corpo dele do meu e me deparei com uma visão que, se o que fôssemos fazer não fosse pecado, seria uma visão divina. Comecei a beijar seu pescoço enquanto acariciava sua barriga e arranhava seu tórax. Me perdi em seu corpo incrivelmente malhado e quando dei por mim, já estava apenas de calcinha e sendo puxada por ele até a cama. Não posso dizer que ele me colocou gentilmente sobre a cama, mas né... A nossa pressa era tanta que não me importava aquilo. Ele terminou de tirar a única peça de roupa que estava em meu corpo, sorriu safado e vitorioso e, então, começou a passar a língua de forma enlouquecedora pela minha virilha, descendo para as coxas e voltando... Até, finalmente, colocar sua língua em minha intimidade e me enlouquecer de vez. Ele ficou alguns poucos minutos brincando assim e antes que eu explodisse de prazer o puxei para cima, e com pressa tirei as peças de roupa dele que faltavam e ele me ajudou com as pernas. Ele parou por um instante e observou nossos corpos ali, suados e grudados, completamente nus, e com uma cara impagável pegou correndo uma camisinha que estava na gaveta da cômoda ao lado da cama.
- Posso? - perguntou sussurrando ao meu ouvido.
Minha resposta foi puxar seu rosto próximo ao meu e beijá-lo intensamente. Logo ele entendeu e pude sentir seu membro inteiro dentro de mim. Eu mordia meu lábio e apertava minhas unhas em suas costas com o máximo de força que tinha naquele momento a cada investida que ele dava. ia aumentando a velocidade de acordo que nossos corpos entravam numa sintonia nunca vista antes, e eu, quanto mais rápido ele investia, mais gemia, e podia ouvi-lo fazer o mesmo. investiu por mais algum tempo e logo seu corpo cansado estava sobre o meu, ofegante e suado. Era nessa hora que eu contava para ele que havia feito isso apenas uma vez? Hm, melhor não. Mas foi nessa hora que ele me surpreendeu mais do que eu poderia imaginar:
- Acho melhor você ir embora agora. - se levantou após recuperar o fôlego e começou a se vestir.
- Como é que é? - me vesti na velocidade da luz.
- Sei lá. É melhor. Posso chamar um táxi se quiser.
- Tá bem. Deve ser realmente melhor. - me sentia um lixo e uma vadia nessa hora, e fui esperar o táxi na portaria.
Já havia passado alguns dias desde aquela noite com o e tudo que eu mais queria era esquecer aquele momento. Mas, tinham duas pessoas que não deixariam:
- VOCÊ É RETARDADA OU O QUE, ? - gritava comigo assim que eu atendi sua ligação.
- Oi, tudo bem com você, ? Oi, tudo e com você, ? - falei irônica.
- Oi. E eu sei que não está tudo bem com você, senão você não teria feito o que fez. Agora pare de enrolar e me explique, O QUE ESTAVA PASSANDO NA SUA CABEÇA?!
- E que tal você me dizer sobre o que está falando? Eu não estou bem esses dias e...
- Por que resolveu dar para o , né?! - ouvia em sua voz que ele estava extremamente nervoso.
- C-co-como sabe disso?
- Ele contou. Pra mim e para o .
Então, me explicou tudo que o havia contado para ele e para o . E, como se fosse possível, eu me sentia mais lixo do que naquela noite. Então, me disse tudo o que eu menos queria e precisava ouvir:
- O está irritado e decepcionado com você. Disse que não esperava uma coisa dessas vinda de você e que não quer mais falar contigo. Na verdade, eu te liguei pra te dar uma bronca e passar o recado dele pra você.
- Ele não é capaz nem de vir conversar comigo sobre isso?
- Ao que parece não. Pequena... Ele, acho eu, ficou com ciúmes. Eu ainda mais, você sabe... Que eu amo você, mas você ama o e isso soa como aquela poesia de Carlos Drummond de Andrade. - ele riu com o último comentário.
- Você anda lendo poesias?! - por um momento aquilo me fez esquecer os gêmeos.
- Pois é. Dizem que quando a gente se apaixona a gente muda, né?
- E quando a gente sofre por amor, mais ainda. - e nesse momento me veio à cabeça a imagem do contando ao o que tinha acontecido. - , eu preciso desligar. Pensar sobre isso tudo.
Nos despedimos e eu simplesmente desabei. Como o podia ter feito aquilo? Digo, o que ele fez aquela noite eu até entendo, é comum. Mas, agora, contar pro ? O que ele ganhava com isso, afinal de contas? Resolvi esquecer aquilo. Esquecer os gêmeos e tudo que eu havia passado com eles. O era canalha demais pra merecer qualquer coisa e o , aparentemente, covarde demais para vir conversar comigo sobre tudo o que aconteceu.
O tempo passou, já fazia dois anos e meio que eu havia conhecido o e o , e cerca de um ano e meio da minha noite com o . Com o eu ainda conversava, mais raramente, mas ainda sim, e nunca mais eu havia perguntado dos gêmeos, realmente tinha decidido que não queria mais saber deles. Até que um dia eu sonhei com o , e a primeira coisa que veio a minha cabeça foi aquele sinal do hospital de quando ele foi baleado, e...
- , eu sei que eu prometi pra nós que nunca mais, mas... Como o está? - queria me matar por depois de tanto tempo voltar a pensar nele.
- Eu sabia que esse dia ia chegar. Por mais orgulhosa que você seja, e teimosa, para admitir, você nunca esqueceu ele. - deu uma longa pausa e respirou fundo. - Não sei, pequena. Quer dizer, sei o básico: que ele está vivo. Mas não conversamos mais há um tempo. Tenho conversado mais com o , apesar do que ele te fez. Estamos trabalhando juntos agora.
- E como ele está?
- Vivo. E cafajeste como sempre. Acho que você sabe bem disso. - sentia uma dose exagerada de ciúmes na voz dele.
- Pois é. E quando falar com ele, avisa que eu estou uma vadia como sempre. Acho que ele sabe bem disso. - aquele comentário de havia me deixado irritada, respondi e desliguei o telefone sem que ele pudesse me responder.
me ligou algumas vezes aquele dia ainda, mas eu não queria falar com ele. Sabia que relembrar os gêmeos faria com que tudo voltasse à tona e eu não queria isso. Inevitavelmente, depois de alguns dias, fui atrás do . Encontrei seu perfil na internet, assim como o do . Não os adicionei. Só queria saber como estavam. Mas os dias iam passando e os dois não saíam mais da minha cabeça. Por quê? Por que eu fui pensar neles de novo? Você é uma idiota, . Nesse intervalo de tempo eu havia conhecido um policial da ROTAM (N./A.: “Ronda tático-motorizada”, também divisão da Polícia Militar), e ele era tão gracinha. E nessa brincadeira de voltar a pensar nos gêmeos o deixei de lado e, acho que perdi mais um policial.
Os dias iam passando e a minha vontade de falar com os meus soldados gêmeos era enorme, mas eu me segurava. E tudo o que eu havia prometido a mim mesma? E o tempo que eu aguentei? Não poderia deixar tudo isso ser em vão. Para minha sorte vieram as festas... Natal e Ano Novo. Nada melhor do que passar um tempo com a família para esquecê-los. Ledo engano. O tempo todo, a cada coisa que acontecia eu pensava neles... Pensava em como eles estavam passando esse período com a família deles. Me segurei ao máximo, mas não aguentava mais, eu precisava conversar com o meu de novo. Era seis de janeiro, entrei no perfil dele e o adicionei morrendo de medo do que iria acontecer dali em diante e, quase que imediatamente ele aceitou minha solicitação. Meu coração disparou, minhas mãos começaram a tremer, eu estava suando. Não podia acreditar que ele estava ali, de novo, tão perto de mim e que eu tinha chance de voltar a ser amiga dele e tentar ir além. É, era isso que eu iria fazer. Afinal, o que de pior poderia acontecer? Se não acontecesse nada, continuaria como nos últimos dois anos e oito meses, se acontecesse, eu estaria no lucro. Então começou um filme na minha cabeça: como eu realmente não o havia esquecido. Como sempre que passava algo da Polícia Militar eu ficava como uma idiota esperando pra ver se ele apareceria. Como meu coração disparava a cada vez que eu via uma viatura do COE passar na rua. Como meu coração doía quando eu passava em frente ao Batalhão dele. Como eu ainda sonhava com ele e me pegava pensando nele do nada. Então, deixei alguns dias passarem e mandei uma mensagem para ele: “Oi, . Obrigada por me aceitar depois de tanto tempo”.
No dia seguinte que enviei a mensagem entrei de novo do perfil e dele e... Ele havia me deletado. Eu não entendi o porquê de ele ter feito isso. Não tivesse me aceitado então! Eu estava uma mistura de triste e irritada. Por que ele havia feito isso? Por que quis brincar comigo dessa forma? Dói demais. Se ele não queria conversar comigo que não respondesse. Naquela hora a única coisa que eu sentia era uma dor quase que insuportável e tudo, nesses quase três anos, ia passando na minha cabeça de novo em forma de flashes. Mas eu não chorei. Estava a ponto disso, mas não iria fazê-lo. Eu tentei pela terceira vez e pela terceira vez ele “sumiu”. Ele não quer. Juro que num momento que torci para que algo de ruim acontecesse a ele. Mas logo depois me senti a pior pessoa do mundo por isso... Jamais poderia desejar mal a ele. E o pior de tudo nem era isso: a raiva logo iria passar e eu ainda o amaria como nunca. Estava decidido, essa seria a última vez que eu fui atrás dele. Machuca demais e não vale a pena. E talvez seja melhor assim. Assim ele continuará sendo para sempre o meu anjinho, aquele cara incrível que eu convivi por dois meses e que, para mim, é perfeito.
Eu o idealizei. Ele não é perfeito e eu não esperava que fosse. Mas na minha cabeça ele é o cara perfeito, aquele cara que vive num pedestal em minha mente e que é sinônimo de perfeição e que nenhum outro homem conseguirá alcançar. Ele se tornou um Deus: aquela figura incrivelmente perfeita e que jamais podemos tocar. Três anos de passaram desde a primeira vez que o vi sentado na primeira fileira da sala e dizendo que havia trabalhado no dia anterior. Três anos haviam passado desde que aquelas costas me chamaram a atenção e eu me apaixonei por ele.
Podem pensar o que quiserem, mas eu desisti. Não de amá-lo, porque, se algum dia me perguntarem o que é amor verdadeiro eu explicarei o que eu senti todo esse tempo pelo , mas desisti de ir atrás dele e sofrer. Já dizia o ditado: “Deus escreve certo por linhas tortas”, e se for para ele ser meu um dia, ele será. Enquanto esse dia não chega, se alguma vez chegar, eu continuarei rezando por ele, para que Deus proteja e cuide daqueles (apesar de tudo, o entra aqui também) que eu não posso cuidar. Eu posso nunca mais vê-los, mas eu sei que de algum modo eles podem sentir a minha presença cuidando deles. Eu rezo para que meu bisavô (que era militar também e hoje eu considero meu anjo da guarda) guarde-os, que proteja-os e que não deixe, nunca, nada de mal acontecer com o e o . Eu posso não estar lá ao lado deles, mas só de saber que eles estão bem minha vida faz sentido. Não importa o que aconteça ou o tempo que passe, ele será para sempre o meu anjinho. E hoje eu sei que só poderei e conseguirei me relacionar com alguém quando a presença do não doer mais. Quando eu puder olhar uma foto dele e me sentir feliz por tê-lo amado, mas que naquele momento não o amo mais. Enquanto esse dia não chega, eu sigo amando o meu soldado mais do que algum dia eu poderia ter imaginado ser capaz. E sei também que eu jamais vou esquecê-lo e nem poderia, esquecer dele seria a coisa mais difícil que eu teria que passar desde que ele me deu aquele último sorriso e foi embora, para sempre. E se um dia eu pudesse olhar dentro daquele olhos lindos que ele tem e dizer apenas uma coisa seria: “eu tenho te amado por vários anos e amarei por muitos mais, porque eu posso ter mil motivos para deixá-lo, mas eu sempre escolherei aquele único que me fará estar aqui por você”. E ao contrário do que eu pensava, eu sei que eu sempre o terei por perto, porque ele sempre estará nas minhas lembranças e nos meus sonhos mais bonitos. Porque o que eu senti, e ainda sinto, por ele é a coisa mais bonita que eu poderia sentir por alguém. E ele estará sempre ali, tão perto e tão longe de mim. Eu te amo para sempre, .
The time has come to say goodbye. I haven't got the strength to carry on.
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- Quer ir lá pra casa? - estava com a boca colada no meu ouvido sussurrando com a voz mais sexy que conseguia fazer.
- Não acho que seja boa ideia, tem seus pais, seu irmão... - respirei fundo ao lembrar do irmão.
- Eles não estão. Foram todos para a praia, estou sozinho.
Eu já havia perdido o controle do que estava fazendo, estava bêbada o suficiente pra me deixar levar por ele e então fomos. A cada oportunidade que tinha, dava um jeito de me agarrar no carro e eu não o impedia, aliás, nessa hora, eu já estava com vontade disso. Ao chegarmos em seu prédio, entramos no elevador, ele me encostou no espelho, segurou meu rosto e sorriu - aquele mesmo sorriso do -, então me beijou. No início era um beijo calmo que começou a se intensificar até a boca dele não estar mais satisfeita apenas com a minha. Desceu os beijos para meu pescoço, chupando e dando algumas mordidas de acordo com a sua vontade que ia aumentando. Paramos no andar e fomos direto para o quarto dele. Não tive tempo para reparar em nada, estava me apertando contra a parede de forma que eu podia sentir sua ereção sob aquela roupa que, WOW o deixava extremamente sexy ou era impressão minha? Então, resolvi corresponder de fato a tudo aquilo: olhei séria para seus olhos, mordi seu lábio inferior sem força e escorreguei minha boca até o seu ouvido e dei um gemido baixo para provocá-lo. Ele caiu, aquilo havia o enlouquecido. Ele passou as mãos pela lateral do meu corpo até a barra da minha blusa, então começou a puxá-la para cima tocando cada parte do meu corpo que suas mãos alcançavam, sem desgrudar sua boca do meu pescoço, às vezes subindo só para dar leves mordidas na minha orelha, mas logo voltava ao seu alvo principal que ele já tinha percebido que era meu ponto fraco. Logo ele havia tirado minha blusa e meu sutiã e já brincava de beijar e lamber meus seios. Para não ficar em desvantagem, em seguida ele já estava sem camiseta. Afastei o corpo dele do meu e me deparei com uma visão que, se o que fôssemos fazer não fosse pecado, seria uma visão divina. Comecei a beijar seu pescoço enquanto acariciava sua barriga e arranhava seu tórax. Me perdi em seu corpo incrivelmente malhado e quando dei por mim, já estava apenas de calcinha e sendo puxada por ele até a cama. Não posso dizer que ele me colocou gentilmente sobre a cama, mas né... A nossa pressa era tanta que não me importava aquilo. Ele terminou de tirar a única peça de roupa que estava em meu corpo, sorriu safado e vitorioso e, então, começou a passar a língua de forma enlouquecedora pela minha virilha, descendo para as coxas e voltando... Até, finalmente, colocar sua língua em minha intimidade e me enlouquecer de vez. Ele ficou alguns poucos minutos brincando assim e antes que eu explodisse de prazer o puxei para cima, e com pressa tirei as peças de roupa dele que faltavam e ele me ajudou com as pernas. Ele parou por um instante e observou nossos corpos ali, suados e grudados, completamente nus, e com uma cara impagável pegou correndo uma camisinha que estava na gaveta da cômoda ao lado da cama.
- Posso? - perguntou sussurrando ao meu ouvido.
Minha resposta foi puxar seu rosto próximo ao meu e beijá-lo intensamente. Logo ele entendeu e pude sentir seu membro inteiro dentro de mim. Eu mordia meu lábio e apertava minhas unhas em suas costas com o máximo de força que tinha naquele momento a cada investida que ele dava. ia aumentando a velocidade de acordo que nossos corpos entravam numa sintonia nunca vista antes, e eu, quanto mais rápido ele investia, mais gemia, e podia ouvi-lo fazer o mesmo. investiu por mais algum tempo e logo seu corpo cansado estava sobre o meu, ofegante e suado. Era nessa hora que eu contava para ele que havia feito isso apenas uma vez? Hm, melhor não. Mas foi nessa hora que ele me surpreendeu mais do que eu poderia imaginar:
- Acho melhor você ir embora agora. - se levantou após recuperar o fôlego e começou a se vestir.
- Como é que é? - me vesti na velocidade da luz.
- Sei lá. É melhor. Posso chamar um táxi se quiser.
- Tá bem. Deve ser realmente melhor. - me sentia um lixo e uma vadia nessa hora, e fui esperar o táxi na portaria.
Já havia passado alguns dias desde aquela noite com o e tudo que eu mais queria era esquecer aquele momento. Mas, tinham duas pessoas que não deixariam:
- VOCÊ É RETARDADA OU O QUE, ? - gritava comigo assim que eu atendi sua ligação.
- Oi, tudo bem com você, ? Oi, tudo e com você, ? - falei irônica.
- Oi. E eu sei que não está tudo bem com você, senão você não teria feito o que fez. Agora pare de enrolar e me explique, O QUE ESTAVA PASSANDO NA SUA CABEÇA?!
- E que tal você me dizer sobre o que está falando? Eu não estou bem esses dias e...
- Por que resolveu dar para o , né?! - ouvia em sua voz que ele estava extremamente nervoso.
- C-co-como sabe disso?
- Ele contou. Pra mim e para o .
Então, me explicou tudo que o havia contado para ele e para o . E, como se fosse possível, eu me sentia mais lixo do que naquela noite. Então, me disse tudo o que eu menos queria e precisava ouvir:
- O está irritado e decepcionado com você. Disse que não esperava uma coisa dessas vinda de você e que não quer mais falar contigo. Na verdade, eu te liguei pra te dar uma bronca e passar o recado dele pra você.
- Ele não é capaz nem de vir conversar comigo sobre isso?
- Ao que parece não. Pequena... Ele, acho eu, ficou com ciúmes. Eu ainda mais, você sabe... Que eu amo você, mas você ama o e isso soa como aquela poesia de Carlos Drummond de Andrade. - ele riu com o último comentário.
- Você anda lendo poesias?! - por um momento aquilo me fez esquecer os gêmeos.
- Pois é. Dizem que quando a gente se apaixona a gente muda, né?
- E quando a gente sofre por amor, mais ainda. - e nesse momento me veio à cabeça a imagem do contando ao o que tinha acontecido. - , eu preciso desligar. Pensar sobre isso tudo.
Nos despedimos e eu simplesmente desabei. Como o podia ter feito aquilo? Digo, o que ele fez aquela noite eu até entendo, é comum. Mas, agora, contar pro ? O que ele ganhava com isso, afinal de contas? Resolvi esquecer aquilo. Esquecer os gêmeos e tudo que eu havia passado com eles. O era canalha demais pra merecer qualquer coisa e o , aparentemente, covarde demais para vir conversar comigo sobre tudo o que aconteceu.
O tempo passou, já fazia dois anos e meio que eu havia conhecido o e o , e cerca de um ano e meio da minha noite com o . Com o eu ainda conversava, mais raramente, mas ainda sim, e nunca mais eu havia perguntado dos gêmeos, realmente tinha decidido que não queria mais saber deles. Até que um dia eu sonhei com o , e a primeira coisa que veio a minha cabeça foi aquele sinal do hospital de quando ele foi baleado, e...
- , eu sei que eu prometi pra nós que nunca mais, mas... Como o está? - queria me matar por depois de tanto tempo voltar a pensar nele.
- Eu sabia que esse dia ia chegar. Por mais orgulhosa que você seja, e teimosa, para admitir, você nunca esqueceu ele. - deu uma longa pausa e respirou fundo. - Não sei, pequena. Quer dizer, sei o básico: que ele está vivo. Mas não conversamos mais há um tempo. Tenho conversado mais com o , apesar do que ele te fez. Estamos trabalhando juntos agora.
- E como ele está?
- Vivo. E cafajeste como sempre. Acho que você sabe bem disso. - sentia uma dose exagerada de ciúmes na voz dele.
- Pois é. E quando falar com ele, avisa que eu estou uma vadia como sempre. Acho que ele sabe bem disso. - aquele comentário de havia me deixado irritada, respondi e desliguei o telefone sem que ele pudesse me responder.
me ligou algumas vezes aquele dia ainda, mas eu não queria falar com ele. Sabia que relembrar os gêmeos faria com que tudo voltasse à tona e eu não queria isso. Inevitavelmente, depois de alguns dias, fui atrás do . Encontrei seu perfil na internet, assim como o do . Não os adicionei. Só queria saber como estavam. Mas os dias iam passando e os dois não saíam mais da minha cabeça. Por quê? Por que eu fui pensar neles de novo? Você é uma idiota, . Nesse intervalo de tempo eu havia conhecido um policial da ROTAM (N./A.: “Ronda tático-motorizada”, também divisão da Polícia Militar), e ele era tão gracinha. E nessa brincadeira de voltar a pensar nos gêmeos o deixei de lado e, acho que perdi mais um policial.
Os dias iam passando e a minha vontade de falar com os meus soldados gêmeos era enorme, mas eu me segurava. E tudo o que eu havia prometido a mim mesma? E o tempo que eu aguentei? Não poderia deixar tudo isso ser em vão. Para minha sorte vieram as festas... Natal e Ano Novo. Nada melhor do que passar um tempo com a família para esquecê-los. Ledo engano. O tempo todo, a cada coisa que acontecia eu pensava neles... Pensava em como eles estavam passando esse período com a família deles. Me segurei ao máximo, mas não aguentava mais, eu precisava conversar com o meu de novo. Era seis de janeiro, entrei no perfil dele e o adicionei morrendo de medo do que iria acontecer dali em diante e, quase que imediatamente ele aceitou minha solicitação. Meu coração disparou, minhas mãos começaram a tremer, eu estava suando. Não podia acreditar que ele estava ali, de novo, tão perto de mim e que eu tinha chance de voltar a ser amiga dele e tentar ir além. É, era isso que eu iria fazer. Afinal, o que de pior poderia acontecer? Se não acontecesse nada, continuaria como nos últimos dois anos e oito meses, se acontecesse, eu estaria no lucro. Então começou um filme na minha cabeça: como eu realmente não o havia esquecido. Como sempre que passava algo da Polícia Militar eu ficava como uma idiota esperando pra ver se ele apareceria. Como meu coração disparava a cada vez que eu via uma viatura do COE passar na rua. Como meu coração doía quando eu passava em frente ao Batalhão dele. Como eu ainda sonhava com ele e me pegava pensando nele do nada. Então, deixei alguns dias passarem e mandei uma mensagem para ele: “Oi, . Obrigada por me aceitar depois de tanto tempo”.
No dia seguinte que enviei a mensagem entrei de novo do perfil e dele e... Ele havia me deletado. Eu não entendi o porquê de ele ter feito isso. Não tivesse me aceitado então! Eu estava uma mistura de triste e irritada. Por que ele havia feito isso? Por que quis brincar comigo dessa forma? Dói demais. Se ele não queria conversar comigo que não respondesse. Naquela hora a única coisa que eu sentia era uma dor quase que insuportável e tudo, nesses quase três anos, ia passando na minha cabeça de novo em forma de flashes. Mas eu não chorei. Estava a ponto disso, mas não iria fazê-lo. Eu tentei pela terceira vez e pela terceira vez ele “sumiu”. Ele não quer. Juro que num momento que torci para que algo de ruim acontecesse a ele. Mas logo depois me senti a pior pessoa do mundo por isso... Jamais poderia desejar mal a ele. E o pior de tudo nem era isso: a raiva logo iria passar e eu ainda o amaria como nunca. Estava decidido, essa seria a última vez que eu fui atrás dele. Machuca demais e não vale a pena. E talvez seja melhor assim. Assim ele continuará sendo para sempre o meu anjinho, aquele cara incrível que eu convivi por dois meses e que, para mim, é perfeito.
Eu o idealizei. Ele não é perfeito e eu não esperava que fosse. Mas na minha cabeça ele é o cara perfeito, aquele cara que vive num pedestal em minha mente e que é sinônimo de perfeição e que nenhum outro homem conseguirá alcançar. Ele se tornou um Deus: aquela figura incrivelmente perfeita e que jamais podemos tocar. Três anos de passaram desde a primeira vez que o vi sentado na primeira fileira da sala e dizendo que havia trabalhado no dia anterior. Três anos haviam passado desde que aquelas costas me chamaram a atenção e eu me apaixonei por ele.
Podem pensar o que quiserem, mas eu desisti. Não de amá-lo, porque, se algum dia me perguntarem o que é amor verdadeiro eu explicarei o que eu senti todo esse tempo pelo , mas desisti de ir atrás dele e sofrer. Já dizia o ditado: “Deus escreve certo por linhas tortas”, e se for para ele ser meu um dia, ele será. Enquanto esse dia não chega, se alguma vez chegar, eu continuarei rezando por ele, para que Deus proteja e cuide daqueles (apesar de tudo, o entra aqui também) que eu não posso cuidar. Eu posso nunca mais vê-los, mas eu sei que de algum modo eles podem sentir a minha presença cuidando deles. Eu rezo para que meu bisavô (que era militar também e hoje eu considero meu anjo da guarda) guarde-os, que proteja-os e que não deixe, nunca, nada de mal acontecer com o e o . Eu posso não estar lá ao lado deles, mas só de saber que eles estão bem minha vida faz sentido. Não importa o que aconteça ou o tempo que passe, ele será para sempre o meu anjinho. E hoje eu sei que só poderei e conseguirei me relacionar com alguém quando a presença do não doer mais. Quando eu puder olhar uma foto dele e me sentir feliz por tê-lo amado, mas que naquele momento não o amo mais. Enquanto esse dia não chega, eu sigo amando o meu soldado mais do que algum dia eu poderia ter imaginado ser capaz. E sei também que eu jamais vou esquecê-lo e nem poderia, esquecer dele seria a coisa mais difícil que eu teria que passar desde que ele me deu aquele último sorriso e foi embora, para sempre. E se um dia eu pudesse olhar dentro daquele olhos lindos que ele tem e dizer apenas uma coisa seria: “eu tenho te amado por vários anos e amarei por muitos mais, porque eu posso ter mil motivos para deixá-lo, mas eu sempre escolherei aquele único que me fará estar aqui por você”. E ao contrário do que eu pensava, eu sei que eu sempre o terei por perto, porque ele sempre estará nas minhas lembranças e nos meus sonhos mais bonitos. Porque o que eu senti, e ainda sinto, por ele é a coisa mais bonita que eu poderia sentir por alguém. E ele estará sempre ali, tão perto e tão longe de mim. Eu te amo para sempre, .
The time has come to say goodbye. I haven't got the strength to carry on.

