Violent Kiss
Autora: Arize
Status: Em Andamento
Revisada por: Pamela Leão
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: LongFic + Drama/Romance/Suspense
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~Flashback#
~Jake~
Mais um dia naquela festa de rua, enchendo a cara. Ela chegou e meus sentidos falharam. Eu não conseguia falar ou colocar a merda da garrafa na boca e muito menos enxergar direito. Eu não a conhecia e nem sabia o teu nome, mas sabia que ela ainda me causaria problemas. Minha namorada gostosa arrancou a garrafa da minha mão e tomou o resto daquele líquido verde enquanto eu me perdia numa imensidão de pensamentos vazios. Isso mesmo, eu não pensava em nada, minha mente estava bloqueada, incapaz.
-'Jake, essa é a . - meu amigo Jeremy (gay) - realmente, ele é gay - me apresentou á garota que seria um problema para mim. Ela me olhou tímida,os pés balançando. A boca rosada, pele mais pálida do que a minha e os olhos com muito rímel a deixava com um ar de bonequinha de porcelana. Impecável, uma beleza realmente intrigante.
-'Oi. - lhe disse friamente.
-'Oi. - me respondeu no mesmo tom.
Eu via seu rosto e corpo se afastar e não me conformava em acreditar no quanto fui idiota e indelicado naquela hora.
Você deve estar se perguntando, por que que diabos eu achava que ela seria um problema pra mim? Porque ela foi. Eu já sabia disso desde o inicio apenas por olhar em seus belos olhos e sentir o terror que eles me causavam.
~~
Eu nunca havia frequentado o tipo de festa em que eu estava. Simplismente por achar emos ridiculos, depressivos e cansativos. Mesmo sabendo que nem todos são assim e não tendo a certeza do que é ser emo, eu tinha sim um preconceito tremendo contra esse tipo de gente.
Jeremy me apresentou a um tal de Jake, que tinha namorada, era lindo e gostoso e, não parecia ser depressivo. Ou era, mas o alcool em seu sangue não deixava que ele demonstrasse isso. Parecia muito alegre até a hora em que eu cheguei, mas percebi que assim que pisei naquele lugar, seu olhar foi em direção á mim, sua expressão mudou, de felicidade e contentação, para desânimo e uma pequena dose de raiva ou até mesmo de vazio.
Fingi não me importar, afinal, nem o conhecia. Mas aquele rosto com traços perfeitos e a energia que vinha de sua alma, me acalmavam. Deixando meu corpo leve e sensível, com vontade de abraçá-lo e olhar bem fundo nos olhos daquele estranho. Aqueles olhos lindamente castanhos claro, que quase teriam me hipnotizado se eu não fosse logo para longe dele.
Fiquei imaginando como deveria ser o cheirinho dele. Torci pra que fosse de sabonete, como se tivesse acabado de sair do banho. Eu amo esse cheirinho, é melhor do que perfume e se mistura ao cheiro e perfume naturais da pele humana.
Bebi muito vinho naquela noite e não conseguia parar de pensar no bendito emo. Ás vezes ele olhava pra mim mas eu o fazia virar o rosto de volta para a sua namorada estranha. Com apenas um pensamento e ele se movia para onde eu queria.
Tive então uma idéia que me deu um certo medo a princípio, mas que teria um resultado muito prazeroso, talvez.
Olhei atentamente em sua direção e mandei, com a minha voz em seu pensamento, que viesse até mim.
Ele me olhou assustado e eu, lhe respondi com um sorriso doce e mentiroso. Ainda um pouco assustado, veio até mim. Pude então sentir o seu cheiro a distancia ao apurar minhas narinas. Sabonete. Como poderia ser tão perfeito e estranho ao mesmo tempo? Ele tinha uma beleza extraordinaria.
A pele humana é uma delícia, não é mesmo? Tão macia, guarda todos os músculos e veias. Veias são saborosas como suco de framboesa, seu líquido vermelho é doce e quente ao paladar de quem sabe apreciar um bom sangue.
Sim, sou uma vampira, caso esteja se perguntando. Mas não uma vampira como os da série de Crepúsculo. Aah, não. Eu sou muito cruel, comparada a esses vampirinhos purpurinados da ficção.
Já matei muita gente em meio a frenesis famintos, por puro prazer e satisfação.
Mas agora não fico mais desperdiçando tanto sangue assim, sabe, eu comecei a dar mais valor para essa bebida pura e só me alimento uma vez por semana com sangue humano.
Acho que por ter 567 anos, aprendi a controlar minha necessidade de sangue e me alimentar uma vez por semana somente. Nos outros dias? Como comida normal e tomo muito vinho. Não gosto de sangue de animais, eles são inocentes e mais puros do que os humanos em questão de amor ao próximo.
Minha idade era de uma velha morta, mas meu corpo permanecia jovial e minha pele com aparência de 19 anos. O lado bom de ser uma vampira é não ter que se preocupar com os sinais de idade, pois eles nunca aparecem. Ao não ser que você seja trancado em algum lugar e definhe por falta de sangue.
Jake enfim chegou próximo de meu corpo. Os lábios levemente rosados, os olhos com aquele maldito deneliador; e os cabelos na cara escondiam seu traços masculinos e deliciosamente convidativos.
-'E então, quantos anos você tem?
-'Er, 18. - não ousou perguntar minha idade. Muito bem, pelo jeito alguns jovens não perderam o cavalheirimo e sabem que não se deve perguntar a uma mulher a sua idade, mesmo que ela te pergunte. Eles devem deixar que a mulher mesma fale e, se não falar, que esqueça e descubra depois. Ok, chega de aulas de etiqueta por aqui.
-'Você é nova aqui, não é?
-'Sim, eu vim de outra cidade.
-'Hm... qual?
-'Jacareí. Conhece? [n/a: pra quem não conhece, é uma cidade do interior de São Paulo]
-'Conheço sim. Veio pra cá porque? Tava cansada da roça? - senti o sarcasmo em sua voz, mas ignorei.
-'Na verdade, eu tive alguns problemas lá e tive que sair da cidade. Eu ja estava encrencada demais e, lá nem é tão "from roça" assim, vai... HAHAH
-'Encrencada, é? Com a polícia? - a curiosidade matou o gato impiedosamente, sabia?
-'Não. As pessoas não aceitavam que eu gostava de viver sozinha e dormir com um cara diferente a cada semana. - mal sabia ele que na verdade eu comia um cara diferente a cada semana. hah! E, é claro que eu escolhia as pesoas que eram apenas visitantes na cidade. Pois os moradores me causariam problemas demais.
-'Então você gosta da vida independente? - ele acabou com a distancia entre nossos corpos, pousando uma mão em minha cintura. Os dedos de sua outra mão dedilhavam minha boca com desejo e luxuria, seu olhos deixavam claro suas intenções.
-'Ah, sim... E como! - mordi seu lábio e puxei com força os cabelos de sua nuca. Eu sentia seus lábios quentes contra os meus, imaginando a quantidade de sangue que se mantinha ali, circulando rápido o suficiente pra deixar aquele beijo mais irresistivel ainda.
Nossa noite havia apenas começado e terminaria muito tarde. pelo menos para mim. Já para Jake... Eu não poderia prometer nada. Afinal, eu estava faminta por não comer há oito dias.
Pensei melhor e achei mais viável que o banquete fosse a namorada esquisita de Jake. Pois ele era bom demais para acabar com ele assim tão rápido. Eu o curtiria mais um pouco e então quebraria seu coração. Pelo menos era o que tinha em mente, mas mal sabia eu, que ele viraria o jogo.
Nos separamos daquele beijo entorpecente para que eu o convidasse para ir até minha nova casa, recém mobiliada.
Jake despistou sua namorada com qualquer desculpa esfarrapada, mas enquanto ele se despedia dos amigos, eu aproveitei para jantar.
Eu havia notado que perto dali tinha um beco. Mandei mentalmente que a namorada de Jake me seguisse até lá. Cheguei primeiro do que ela e a esperei ansiosamente.
Logo vi aquela garota estranha, com o cabelo colorido super comprido e armado só na parte de cima. Ela tinha um rosto muito bonito, mas cheirava a bebida. "Tsc... Tsc... Esses emos..." pensei comigo mesma.
-'Olá, criança. - lhe apresentei um sorriso fraternal.
-'O-oi. Qu-quem é v-v-você?
-'Seu pior pesadelo. E sabe porque? Além de transar com seu namorado essa noite, você será meu banquete. Que delicia! Não acha?
Ela fez menção de correr mas eu ordenei que ficasse. Esses jovens não têm um pingo de educação! Quando você os convida para um banquete, eles querem simplismente correr!
A menina ficou imóvel, com um olhar aterrorizado. Cheguei perto dela em questão de segundos e rasguei seu vestido. Sem perder tempo, ordenei a ela que abrisse a boca e colocasse a língua para fora, para que eu pudesse arrancá-la e sentir o sangue jorrar em minha boca. Quando enfim arranquei sua língua, ela caiu desmaiada no chão, de tanta dor. Entrei em mais um frenesi com tanto sangue jorrando em mim, comecei a morder o resto de seu corpo pouco a pouco, saboreando aquele corpo de menina jovem e sangue tão fresco. Não aguentei mais de tanta ansiedade e a suguei o mais rápido que pude, até não sobrar mais quase nada de sangue em seu corpo. Quando terminei o jantar, quebrei-lhe um dedo e guardei na bolsa para a minha coleção.
Estalei os dedos e em questão de segundos, seu corpo e roupas sumiram. Como? Segredinho! Vocês só descobriram mais tarde, quando eu decidir contar!.
Mais um estalo de dedos e eu estava limpa novamente, pronta para conduzir Jake até minha residencia.
Meu carro nos esperava perto de uma padaria fechada, pela hora tardia em que nos encontrávamos. Uma Hummer H2 preta, novinha e com cheirinho de carro novo.
Jake ficou adimirado pelo carro, até entrar nele. O interior todo rosa e com os bancos revestidos por um tecido imitando pele de oncinha fez com que ele fizesse cara de "nojo".
-'Achei que emos gostassem de oncinha. - ele me pareceu irritado com o meu comentario mas logo sua cara amarrada se foi ao ouvir as primeiras notas de "The Lover", da banda "Alesana", que soavam lindamente do meu som potente.
-'Você tem um ótimo gosto musical! É quase uma emo. - seu sorrisinho esperto era tão fofo que me fez sorrir sinceramente. Há muito tempo aquilo não acontecia. Meus sorrisos eram sempre falsos e vazios, frios como um sopro de vento, do mais rigoroso inverno.
-'Não sou tão sentimental como uma emo, não amo como uma emo e gosto de sexo como uma vadia. Agora cale a boca até chegarmos em minha casa.
Ele riu. Sim, DEU RISADA da minha cara, como quem não estivesse acreditando e muito menos levando minhas palavras a sério.
O CD da Alesana tinha chego até a metade quando estacionei o carro á minha linda e grande casa. Jake continuava cantarolando "Ambrosia" enquanto eu colocava o carro dentro da garagem.
-'Seus pais não estão, né? - que garotinho mais idiota! Uma mulher que tem um carro como uma Hummer só pra ela, mora com os pais? Prêmio de "O Idiota do Ano" pra ele! Pois é, Danny Jones perdeu essa! Brincadeirinha.
-'Eu moro sozinha. Ou você acha que eu faria sexo com você, na minha casa, se eu morasse com meus pais?
-'Ei, ei. Só foi uma pergunta Sra Ignorancia! Aposto que por debaixo de toda essa mulher durona tem uma garotinha frágil, querendo o ombro de um menino gato como eu pra desabafar.
-'Se eu fosse uma vampira você já estaria morto. Porque vampiros não tem saco pra conversinhas dispensáveis e idiotas como essa. - menti, é claro. A conversa estava me irritando e eu falei aquilo só pra ver se ele calava a boca. Mas não adiantou nada.
-'Bom, se você fosse uma vampira, você seria muito gostosa! Mais do que já é. Não que você não seja gostosa o suficiente, mas sabe, eu adoro vampiras. Elas sabem o que fazem por causa de tanta experiencia.
-'Você não sabe nada sobre vampiros. - o encarei séria, mas sincera.
-'Ah, e você sabe? Então me conte, Dona-Sabe-Tudo! - fiquei alguns segundos em silêncio e depois saí do carro. Eu NÃO iria desabafar pra um pirralho que eu mal conhecia. Fica a dica.
Sou uma vampira moderninha, ok? Eu sei falar "fica a dica", "aloka", "te manque, travesti!", "tu juuura?" e etc. Hah! Ok, isso foi desnecessário.
Jake saiu do carro logo depois de mim. Liguei o alarme logo após fechar o portão automático.
Minha casa era grande o suficiente para impressionar qualquer um. Vampiros gostam de ser adimirados pelos seus bens materiais, e eu também sou assim. Desculpe-me se afeto alguém com isso, faz parte de minha natureza.
Entramos em casa, na sala se encontrava alguns quadros de meus ancestrais. Minha mãe, lindamente impecável com um vestido na cor verde musgo, que dava contraste a seu cabelo levemente ruivo e olhos completamente negros. Meu pai, loiro, olhos verdes e vestido sofisticadamente bem em um belo terno antigo, do século XV(15). Já nasci vampira, sou sangue puro. Meus pais vivem na Europa, com um estilo de vida do qual eu não gosto muito. Eles se alimentam todos os dias com visitantes que ousam entrar em nosso castelo. Minha familia é muito rica, e cruel. Acredite, meus pais são mais cruéis do que eu. Eles não perdoam ninguém, nem um animal divino.
Em um outro quadr, meu avô, com traços de um bom velhinho - enganaria qualquer um - ao lado de minha tia avó. Ela tinha uma cara terrível de bruxa. Eu a temia, mas a amava. Ok, agora contarei meu pequeno segredinho a vocês.
Minha tia avó morreu queimada na fogueira, quando eu ainda era criança, por bruxaria. Ela havia me ensinado muitos feitiços, pois eu havia herdado o sanque de vampiro e o dom dos feiticeiros de minha família. Quando completei 15 anos, minha mãe me presenteeou com o antigo livro de bruxaria da minha querida tia avó. Ela era incrívelmente genial! Aprendi tudo em pouco tempo por causa do meu talento herdado.
Vocês também devem estar curiosos sobre minha aparêcia. Pois bem, quando uma pessoa já nasce vampira, ela só envelhece até os 19 anos, e então mantém a aparêcia jovial de uma menina-mulher, ou de um moço, no caso de um menino.
Agora que vocês ja sabem mais um pouco sobre minha história, poderei continuar narrando esse episódio de minha vida, em que envolvia Jake.
Jake comtemplou a sala com paredes brancas e sofás negros. Deitou-se sobre meu Puff gigante e vermelho. Me olhava dali, como se eu fosse alguém especial, algo muito lindo e apreciável. Mal sabia que ele encarava naquele momento um monstro que havia matado sua namorada.
-'Casa legal! - disse com ar de menino inocente.
-'Mas você só viu a sala! - não tive como não rir. Jake era realmente cativante.
-'Hm, deixa pra ver a casa amanhã! Quero conhecer seu quarto. - sorrisos pervertidos me excitam.
O guiei pelas mãos até meu quarto, que ficava no andar de cima.
Abri a porta e vi as paredes verdes, num tom de limão. Minha cama gigante estava coberta por um edredom azul petróleo brilhante. do lado esquerdo do quarto, tinham duas portas; uma dava para o banheiro com minha hidromassagem deliciosa, e a outra dava para o meu closet. Do lado esquerdo, uma porta que dava para a sacada do quarto. Era ali que eu ficava quando queria ouvir um pouco de musica e meditar.
Jake entrou no quarto e deitou-se sobre a cama, tirou os sapatos, se aconchegou em meus travesseiros e com uma voz doce, embargada de sono, sussurrou:
-'Eu sei que você me trouxe aqui pra a gente se divertir, mas você se importa em deixar isso pra amanhã? Estou muito cansado. Trabalhei hoje e minha cabeça está doendo demais...
Mordi o lábio inferior e pensei por alguns segundos. Também estava um pouco cansada depois daquele jantar delicioso (a namorada de Jake). Jake era espertinho, mas também era fofo e um tanto quanto intrigante pra mim.
-'Tudo bem, também estou cansada. Vou só tomar um banho e já venho me deitar.
Jake dormia como uma criança, era lindo de se ver.
Fui até meu closet e peguei meu pijama, uma calcinha e tirei meus sapatos. Liguei a hidromassagem, deixando que ela enchesse para mais um banho relaxante. Me perdi naquela água morninha e acabei adormecendo.
~Jake~
Acordei com uma dor de cabeça muito forte. Havia dormido não mais que meia hora. Na verdade, apenas cochilei. Olhei em volta e me lembrei de que estava no quarto de . Que garota gostosa! Meu Deus!
Olhei para a luz que vinha de uma porta entre-aberta e fui até lá. Quando enfiei minha cabeça para dentro do cômodo, vi nua na hidromassagem, adormecida. Parecia um anjo, de tão linda.
Fui até ela para depositar um beijo em sua testa. Ela acordou e sorriu pervertidamente.
-'Não sabe que é falta de educação ver garotas tomando banho?
-'Porque não trancou a porta? Assim eu não teria sido tão curioso a ponto de vir aqui ver o que você estava fazendo.
-'Volte para a cama. Estarei lá em alguns minutos.
Fechei a porta após dar uma ultima olhada em seu corpo, ou pelo menos partes dele, onde a espuma não cobria e a água transparente me deixava deslumbrar sua pele nua.
Me deitei em sua cama novamente, deixando minha imaginação me exitar. Eu precisava dela, precisava sentir sua pele me dando choques involuntários.
CONTINUA
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