Worthwhile II
Autora: Lary F.
Status: Finalizada
Revisada por: Hata
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: ShortFic - Drama
Comentários:
Eu sentia um calor estranho no meu rosto. Devia ser o sol. Mas era abril, o que dificultava a chance de ser o sol, já que abril era sempre chuvoso. Principalmente em Londres. E então senti o perfume de . O que realmente estava acontecendo?
A dor da saudade falou mais alto que tudo. Era sempre assim quando eu pensava nela. A dor vinha e apertava meu peito. Não era a toa que eu vivia sempre com constantes dores no peito. Eu pensava nela a cada segundo, lembrava da última vez que eu a tinha visto no Hide Park. Era a lembrança mais bonita de toda a minha vida.
Mais de quatro anos haviam se passado desde aquela noite em que ela me prometera que teríamos o nosso FINAL FELIZ. E era nisso que eu acreditava.
O primeiro ano sem ela tinha sido difícil, mas superei com a ajuda de e dos caras que sempre me apoiavam e me colocavam pra cima quando eu pensava que sem não existiria mais vida.
Agora as coisas pareciam um pouco melhores. Não melhores e sim menos dolorosas. Eu estava namorando com Jane. Ela era legal, bonita e eu realmente gostava dela, mas acho que ela sabia que eu nunca poderia amá-la tanto quanto eu amei um dia, era pra sempre.
e resolveram se casar, e eu fui escolhido como padrinho, juntamente com e que pareciam achar cada detalhe da cerimônia uma piada e riam sem parar me fazendo rir também.
Uma das primas de deu uma piscada para que parou de rir na hora e começou a paquerar a garota descaradamente no meio da igreja enquanto e faziam os votos.
Jane estava ao meu lado segurando a minha mão, mas eu queria era que estivesse ali. Que ela estivesse comigo, segurando a minha mão e rindo das piadas sussurradas de , que ela estivesse ali naquele instante planejando nosso casamento e a nossa vida inteira, que seria a mesma. A vida que eu escolheria pra mim sem pensar duas vezes, a vida perfeita pra mim. Jane apertou minha mão com um pouco mais de firmeza e eu olhei para o fundo da igreja e pude ver . Respirei fundo e olhei novamente para ter certeza de que aquilo não era uma alucinação. Não! Ela realmente estava lá, pude até mesmo sentir aquele cheiro de flores tão característico dela.
Era mais que óbvio que ela não faltaria no casamento dos melhores amigos, ela parecia muito emocionada e depois de sorrir para mim daquele jeito doce, me fazendo sorrir também, ela se virou e sumiu, do mesmo jeito que ela fizera no Hide Park quando eu a vira pela última vez. olhou na mesma direção em que eu olhara minutos antes e respirou fundo me olhando em seguida e sorrindo. Tive vontade de lhe explicar sobre a última vez que eu vira mas achei que não era o momento ainda. Aquele era um segredo meu, o mais doce e maravilhoso de todos os meus segredos.
A festa do casamento estava bem animada e eu quase chorava de rir com as piadas do sobre sogras e parecia cada vez mais desconfortável por rir das piadas ao lado de . Mas ela nem parecia estar ligando.
- Eu gostaria que estivesse aqui. - ela disse com um sorriso triste. - Se existe uma pessoa que é responsável por esse casamento essa pessoa é .
Eu fechei os olhos tentando não demonstrar minhas emoções tão fácil assim, se bem que todos ali já haviam me visto chorar por mais de uma vez. ficou um pouco culpada por fazer todos se lembrarem de num momento feliz como aquele e desafiou-nos a beber o máximo de vodka ou teríamos que ajudá-la a jogar o buquê. Mal ela acabou de fechar a boca e já estava correndo em direção ao bar do Buffet.
Ao invés de correr para o bar como os outros dois fizeram eu peguei Jane para dançar já que percebi que ela não estava muito bem. Ela estava muito calada e dava sorrisos tristes. Tinha alguma coisa acontecendo com minha namorada, mas eu não sabia o que era. Talvez isso já estivesse acontecendo há algum tempo e eu ainda não havia percebido, já que estava mais ocupado pensando em .
- Aconteceu alguma coisa, Jane? - perguntei tocando seu rosto com carinho. Ela apenas respirou fundo e me deu um beijo bem leve.
- Eu sinto tanto, . - ela disse um pouco triste e eu a olhei sem entender aonde ela queria chegar. - Eu não posso competir com ! Seus amigos são simpáticos e parecem realmente gostar de mim. Eu gosto deles também, mas já faz um tempo que percebi que nunca poderei tomar o lugar dela. O lugar de .
- Eles gostam de você. - eu justifiquei.
- Gostam, . Assim como você gosta. Eu estou aqui, tenho um lugar aqui, mas esse lugar tem que ser outro, longe do da . Porque o lugar dela é cativo, vocês não querem uma substituta e toda vez que eu me aproximo desse lugar vocês me repelem.
- Não... - comecei.
- Principalmente você. Você não me ama, . Nunca me amou. Você gosta de mim, e sinceramente por um tempo achei que esse "gostar" poderia ser o suficiente, mas eu não posso mais viver do resto de amor que me sobra. - ela me olhou nos olhos. - Não quero viver com a certeza de que você pensa nela quando me beija. Me faz mal! - Eu só poderia falar sinto muito, já que era tudo o que eu tinha a dizer no momento. Eu não poderia me defender ou justificar, já que cada palavra dela era verdade e eu nunca poderia dar o amor que ela esperava de mim.
- Sinto muito! - disse um pouco culpado. - Eu realmente queria te amar como você merece, Jane, mas...
- Eu não te culpo, . Juro! - ela disse apertando minhas mãos na frente do rosto. - Eu quero encontrar um homem que me ame como você ama , se ele me amar pelo menos a metade disso já serei uma mulher completa.
- Você merece esse cara, Jane! E tenho certeza de que você vai encontrá-lo. - ela sorriu e ficou na ponta dos pés pra me dar um beijo na testa. Ela realmente era uma pessoa incrível, mas não era a pessoa que eu escolhera pra ser minha.
- Ei, Dude. - chamou prestando atenção em mim, mas ele já estava bêbado. - O que houve?
- Jane me deu o fora. - eu disse apenas indo com ele de volta ao bar onde começamos a beber. chegou logo depois e estava com a cara mais feliz que eu já havia visto. Eu sorri de volta e bebi mais um gole do whisky.
- , você está bebendo? - ele perguntou assustado. Perguntei por que não poderia beber e ele disse que eu viera dirigindo e ainda teria de levar e embora.
Olhei para o lado e vi contando piadas de loira para um dos garçons e volta e meia repetia a mesma. estava aos amassos com uma das primas de .
Eu estava bêbado mas um pouco melhor que eles. Com certeza conseguiria dirigir de volta para casa. E sinceramente do Buffet até minha casa não era tão longe e nem tinha um tráfego tão perigoso. Poderia dirigir sossegado.
- Está tudo bem, . - acalmei-o. - Pode ficar tranquilo, nós pegaremos um táxi. - menti.
pareceu mais calmo e voltou a dar aquele sorriso tão brilhante que ele estampava desde que disseram sim no altar. Altar me lembrou . Jane tinha razão. Eu a amava demais e nunca conseguiria ser feliz com outra pessoa.
Algumas horas mais tarde, e decidiram que já era hora de ir e jogar o buquê. Eu tinha certeza de que se estivesse ali, ela teria combinado com para que o buque caísse "acidentalmente" nela. Rindo me afastei junto com os outros homens e vi o buquê voar pelos ares e cair no chão, não muito distante de onde as outras mulheres estavam. Mas perto de mim.
Assim que abaixei pra pegar o buquê e devolver a para que ela jogasse de novo eu senti o perfume de . Fiquei um pouco transtornado e peguei o buquê rapidamente e fingi uma cena gritando para o que agora poderíamos nos casar e viver felizes para sempre.
Todos riram e veio buscar o buquê de volta pra poder jogar mais uma vez. Assim que ela parou ao meu lado ela respirou fundo e sorriu.
- Sabia que pegaria. Ela sempre foi sortuda com esse negócio de buquê.
Eu a olhei e nós dois sorrimos. estava sempre presente, ela estava sempre ao nosso lado. Sempre comigo.
jogou o buquê de novo e uma das tias solteironas dela pegou fazendo um escândalo e piscando para um dos garçons.
Eu e os outros guys fomos nos despedir de e e quando fui abraçá-la ela se aproximou do meu ouvido e disse bem baixinho, para que só eu escutasse.
- Tive um sonho estranho essa noite, . Nele estavam você e juntos, mas não parecia ser como um sonho do passado e sim do futuro.
- Não pense nisso agora, . - disse a ela com um sorriso confiante. - Pense só em você e em . - e fazendo uma voz bem afeminada eu completei: - E cuida bem do meu bofe, sua mocréia!
Todos rimos e ela pareceu menos preocupada. Depois que ela e foram embora no carro que eu e os meninos demoramos horas pra bagunçar e colocar latinhas, eu me virei para e e disse que era hora de ir.
- Que bom, Dude! - disse. - Minha cabeça está explodindo, preciso ir logo pra casa, tomar um remédio e me jogar na cama. continuava contando piadas de loiras e agora parecia ter esquecido o final de uma delas.
- E então ela... Nossa, não consigo lembrar. Pera aí! Ah... Ela... Ah não é assim!
Entramos todos no carro e eu nem parei para pensar em cinto de segurança. Liguei o carro e fui dirigindo pela noite de volta para casa. As curvas me pareciam um pouco retas.
Bem que havia me avisado sobre beber e dirigir. Mas já estávamos na metade do caminho de volta pra casa. O que tivesse que acontecer já deveria ter acontecido. Se não aconteceu... Bem, então não era pra eu morrer naquele dia.
esqueceu as piadas por enquanto e começou a cantar We'll Rock You do Queen e todos nós no carro o acompanhamos. Sua voz parecia um pouco fanha por ter bebido demais, o que deixava a situação ainda mais engraçada.
Eu não vi o que vinha na minha direção já que eu ria de e .
Foi tudo muito rápido. Uma dor forte. Um barulho muito alto e de repente ... Nada.
Meu Deus, aquele calor continuava e eu estava me sentindo um pouco mais leve. Agora além do calor eu sentia cócegas em minhas bochechas. Resolvi abrir os olhos para ver porque eu senti aquilo e o fiz bem devagar.
Assim que abri os olhos vi os cabelos de no meu rosto do mesmo jeito que acontecia quando acordávamos juntos, quando ela ainda era viva. O cabelo dela no meu rosto sempre fazia cócegas e às vezes ela fazia aquilo de propósito para me deixar irritado.
- Poderia parar de fazer isso, ? - perguntei rindo.
E então ela riu também. Nossa! Quantos anos faziam que eu não escutasse o som daquela risada. Aquele som tão perfeito para mim.
- Não enquanto você não disser que me ama.
- Eu te amo, eu te amo e eu te amo. - disse rindo e ela parou de fazer aquilo. - Não sabia que eu te amo era tudo o que eu precisava dizer.
Ela riu novamente e meu interior se contraiu com aquilo. Meu Deus! Como alguém podia amar outra pessoa desse jeito? Como era possível amar alguém a ponto de se sentir tão perdido sem ela?
Eu passara quatro anos procurando um rumo, uma direção para onde seguir. E agora eu reencontrava aquele rumo. Aquela direção. O caminho era simples, era apenas olhar dentro dos olhos de e tudo ficava bem. Simplesmente ficava bem, eu nunca me senti tão feliz do que quando estava ao seu lado.
- Eu te amo, . Você sempre soube disso! - ela se aproximou e se deitou ao meu lado apoiando a cabeça no meu ombro e olhando para mim com aqueles olhos doces que tanto me guiavam. - Em que você está pensando? - ela perguntou curiosa.
- Em como eu me sinto perdido sem você. - eu me virei para ela e roubei um beijo rápido para ter certeza de que ela estava realmente ali. - Eu pensei que não seria capaz de continuar sem você. Doía mais a cada dia e eu não conseguia deixar de pensar em você por um minuto.
- Eu sei que foi difícil, mas agora estamos aqui, meu amor. Estamos aqui entregando nossos corações mais uma vez. Eu estive ao seu lado durante todo esse tempo. Eu simplesmente não poderia deixar você assim. Você não imagina o quanto foi difícil para mim também, ter você tão perto, tão perfeito e não poder te tocar. Estar tão perto e tão distante ao mesmo tempo. Foi difícil e foi uma experiência que eu não quero repetir nem em sonho. - ela riu mais uma vez e eu senti lágrimas nos meus olhos.
Mas logo as lágrimas foram secas por beijos carinhosos dela. Era essa a minha idéia de perfeito, de para sempre. Era assim que eu queria estar até o fim. Com em meus braços e sem pensar em mais nada, só me concentrar em memorizar cada milímetro daquele rosto de anjo e beijar cada pontinho daquela boca tão macia e suave que ela tinha.
- E agora? - perguntei sem saber o que fazer. Eu não sabia onde eu estava, o que eu fazia lá e por quanto tempo aquela fantasia iria durar, e por mais que eu quisesse continuar ali, eu tinha que saber se me era permitido ficar ao lado dela para sempre. Pois era o que eu mais queria nesse mundo.
'S POV
Era tão estranho ver deitado naquela maca tão pálido e sem vida. Já fazia um mês que ele estava em coma, e não havia dado nem mesmo um sinal de melhora continuava no mesmo estado desde o dia do acidente.
Eu me sentia culpada por isso, mas se sentia bem pior. Afinal ele dissera que já havia avisado a para não dirigir bêbado. Alias, não éramos sós nós que nos sentíamos culpados. e também estavam com a consciência pesada e voltavam ao hospital diariamente e ficavam junto da cama conversando com na esperança de ele ter alguma reação. Eu sabia que não estava nos escutando.
estava num estado de semi morte, o que deveria significar que ele, de alguma forma, estava com .
Como no sonho que eu havia tido antes do dia do meu casamento. Uma hora dessas, ele deveria estar abraçado a enquanto ela dava beijinhos carinhosos nele, como costumavam fazer.
estava num lugar melhor e com a melhor pessoa que poderia estar. A pessoa a quem ele mais amava e que nutria o mesmo sentimento por ele.
E de repente o bip que estava ligado ao seu coração começou a soar. Eu já sabia que estava partindo.
'S POV
Eu e estávamos deitados há alguns minutos e ela ainda não me respondera o que aconteceria dali para frente. Apenas me olhava com carinho e pesar. Era uma expressão que eu nunca vira nela antes, e eu conhecia todas as expressões daquele rosto.
- O que você quer, ? - ela perguntou ansiosa. - Quer ficar comigo... Ou tentar tudo de novo? Você ainda tem uma chance... Eu sei que você pode ser feliz com outro alguém. Você apenas não se empenhou o suficiente com Jane, na verdade acho que eu fui o problema por trás de tudo isso. Eu estava sempre por perto... Mas dessa vez eu prometo fazer diferente. Você poderá ter sua chance. Vai poder amar e ser amado, ter uma família e... E... Ser feliz. - ela completou com lágrimas escorrendo desesperadas pelo rosto.
estava louca se pensava que eu iria deixá-la. Eu não seria capaz de dar um passo sem ela. Eu não saberia nem ao menos respirar se o perfume dela não estivesse pelo ar. Não! Eu nunca a deixaria.
Ninguém pode deixar o coração em algum lugar e tentar amar novamente sem ele. E era exatamente assim. Eu não a deixaria. Seria sempre assim, eu estaria com ela até o final, até onde eu pudesse estar... Até nossos destinos mudarem as coordenadas e nos separarem. O que nunca aconteceria, já que e eu éramos almas gêmeas. Destinados a se encontrar, não importava o que fizessem, falassem ou acontecesse.
Éramos apenas um. Dois corpos, mas apenas um coração que nunca pararia de bater no ritmo daquele amor.
- Eu não poderia ficar em outro lugar a não ser onde você estiver, . - eu disse secando suas lágrimas. - Eu amo você, não preciso amar mais ninguém, apenas você, para todo o sempre.
Ela deu um sorriso radiante que iluminou o meu dia e me fez sorrir como bobo de volta e me abraçou forte me beijando em seguida.
- Lembra-se do final feliz que eu lhe prometi?
- Claro.
- Bem vindo a ele. - ela disse se levantando e me puxando pela mão.
Sim. Aquele era o perfeito "felizes para sempre", aquele pelo qual eu sonhara a vida inteira e viveria agora e para sempre. Ao lado de , a pessoa que eu mais amava no mundo e que eu sempre faria feliz. E viveríamos com todo o amor do mundo o nosso conto de fadas.
'S POV
O caixão de foi tampado e me abraçou chorando como uma criança pela morte do amigo. Logo os outros vieram me abraçar também.
Eu era a única que não chorava ali. Porque talvez, eu fosse a única que soubesse que o destino de dali pra frente era rumo ao Final Feliz que ele sempre esperou. E era ao lado de , por isso não havia o que temer.
Abracei os três e vi o caixão descer lentamente para a cova ao lado da de . Era justo enterrá-lo ao lado dela. olhou nos meus olhos e me deu um leve beijo nos lábios e eu tive certeza de que assim como e haviam achado o fim perfeito dos contos de fadas no céu, eu achara o meu final perfeito na terra, e ele era com .
Fechei os olhos e sorri, sabendo que o amor venceria sempre no final, onde quer que estivéssemos ou o que fizéssemos.
N/A: Quero mandar um salve... Skaokspoakspoapsa Brinks!
Quero agradecer a Mari e Line por me ajudarem a ter sempre a inspiração! Amo ocês Divaas! ;) Hello L.A.
A minha Family por me apoiar a ser Diva e a minha Beta que é a própria DIVA!
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A dor da saudade falou mais alto que tudo. Era sempre assim quando eu pensava nela. A dor vinha e apertava meu peito. Não era a toa que eu vivia sempre com constantes dores no peito. Eu pensava nela a cada segundo, lembrava da última vez que eu a tinha visto no Hide Park. Era a lembrança mais bonita de toda a minha vida.
Mais de quatro anos haviam se passado desde aquela noite em que ela me prometera que teríamos o nosso FINAL FELIZ. E era nisso que eu acreditava.
O primeiro ano sem ela tinha sido difícil, mas superei com a ajuda de e dos caras que sempre me apoiavam e me colocavam pra cima quando eu pensava que sem não existiria mais vida.
Agora as coisas pareciam um pouco melhores. Não melhores e sim menos dolorosas. Eu estava namorando com Jane. Ela era legal, bonita e eu realmente gostava dela, mas acho que ela sabia que eu nunca poderia amá-la tanto quanto eu amei um dia, era pra sempre.
e resolveram se casar, e eu fui escolhido como padrinho, juntamente com e que pareciam achar cada detalhe da cerimônia uma piada e riam sem parar me fazendo rir também.
Uma das primas de deu uma piscada para que parou de rir na hora e começou a paquerar a garota descaradamente no meio da igreja enquanto e faziam os votos.
Jane estava ao meu lado segurando a minha mão, mas eu queria era que estivesse ali. Que ela estivesse comigo, segurando a minha mão e rindo das piadas sussurradas de , que ela estivesse ali naquele instante planejando nosso casamento e a nossa vida inteira, que seria a mesma. A vida que eu escolheria pra mim sem pensar duas vezes, a vida perfeita pra mim. Jane apertou minha mão com um pouco mais de firmeza e eu olhei para o fundo da igreja e pude ver . Respirei fundo e olhei novamente para ter certeza de que aquilo não era uma alucinação. Não! Ela realmente estava lá, pude até mesmo sentir aquele cheiro de flores tão característico dela.
Era mais que óbvio que ela não faltaria no casamento dos melhores amigos, ela parecia muito emocionada e depois de sorrir para mim daquele jeito doce, me fazendo sorrir também, ela se virou e sumiu, do mesmo jeito que ela fizera no Hide Park quando eu a vira pela última vez. olhou na mesma direção em que eu olhara minutos antes e respirou fundo me olhando em seguida e sorrindo. Tive vontade de lhe explicar sobre a última vez que eu vira mas achei que não era o momento ainda. Aquele era um segredo meu, o mais doce e maravilhoso de todos os meus segredos.
A festa do casamento estava bem animada e eu quase chorava de rir com as piadas do sobre sogras e parecia cada vez mais desconfortável por rir das piadas ao lado de . Mas ela nem parecia estar ligando.
- Eu gostaria que estivesse aqui. - ela disse com um sorriso triste. - Se existe uma pessoa que é responsável por esse casamento essa pessoa é .
Eu fechei os olhos tentando não demonstrar minhas emoções tão fácil assim, se bem que todos ali já haviam me visto chorar por mais de uma vez. ficou um pouco culpada por fazer todos se lembrarem de num momento feliz como aquele e desafiou-nos a beber o máximo de vodka ou teríamos que ajudá-la a jogar o buquê. Mal ela acabou de fechar a boca e já estava correndo em direção ao bar do Buffet.
Ao invés de correr para o bar como os outros dois fizeram eu peguei Jane para dançar já que percebi que ela não estava muito bem. Ela estava muito calada e dava sorrisos tristes. Tinha alguma coisa acontecendo com minha namorada, mas eu não sabia o que era. Talvez isso já estivesse acontecendo há algum tempo e eu ainda não havia percebido, já que estava mais ocupado pensando em .
- Aconteceu alguma coisa, Jane? - perguntei tocando seu rosto com carinho. Ela apenas respirou fundo e me deu um beijo bem leve.
- Eu sinto tanto, . - ela disse um pouco triste e eu a olhei sem entender aonde ela queria chegar. - Eu não posso competir com ! Seus amigos são simpáticos e parecem realmente gostar de mim. Eu gosto deles também, mas já faz um tempo que percebi que nunca poderei tomar o lugar dela. O lugar de .
- Eles gostam de você. - eu justifiquei.
- Gostam, . Assim como você gosta. Eu estou aqui, tenho um lugar aqui, mas esse lugar tem que ser outro, longe do da . Porque o lugar dela é cativo, vocês não querem uma substituta e toda vez que eu me aproximo desse lugar vocês me repelem.
- Não... - comecei.
- Principalmente você. Você não me ama, . Nunca me amou. Você gosta de mim, e sinceramente por um tempo achei que esse "gostar" poderia ser o suficiente, mas eu não posso mais viver do resto de amor que me sobra. - ela me olhou nos olhos. - Não quero viver com a certeza de que você pensa nela quando me beija. Me faz mal! - Eu só poderia falar sinto muito, já que era tudo o que eu tinha a dizer no momento. Eu não poderia me defender ou justificar, já que cada palavra dela era verdade e eu nunca poderia dar o amor que ela esperava de mim.
- Sinto muito! - disse um pouco culpado. - Eu realmente queria te amar como você merece, Jane, mas...
- Eu não te culpo, . Juro! - ela disse apertando minhas mãos na frente do rosto. - Eu quero encontrar um homem que me ame como você ama , se ele me amar pelo menos a metade disso já serei uma mulher completa.
- Você merece esse cara, Jane! E tenho certeza de que você vai encontrá-lo. - ela sorriu e ficou na ponta dos pés pra me dar um beijo na testa. Ela realmente era uma pessoa incrível, mas não era a pessoa que eu escolhera pra ser minha.
- Ei, Dude. - chamou prestando atenção em mim, mas ele já estava bêbado. - O que houve?
- Jane me deu o fora. - eu disse apenas indo com ele de volta ao bar onde começamos a beber. chegou logo depois e estava com a cara mais feliz que eu já havia visto. Eu sorri de volta e bebi mais um gole do whisky.
- , você está bebendo? - ele perguntou assustado. Perguntei por que não poderia beber e ele disse que eu viera dirigindo e ainda teria de levar e embora.
Olhei para o lado e vi contando piadas de loira para um dos garçons e volta e meia repetia a mesma. estava aos amassos com uma das primas de .
Eu estava bêbado mas um pouco melhor que eles. Com certeza conseguiria dirigir de volta para casa. E sinceramente do Buffet até minha casa não era tão longe e nem tinha um tráfego tão perigoso. Poderia dirigir sossegado.
- Está tudo bem, . - acalmei-o. - Pode ficar tranquilo, nós pegaremos um táxi. - menti.
pareceu mais calmo e voltou a dar aquele sorriso tão brilhante que ele estampava desde que disseram sim no altar. Altar me lembrou . Jane tinha razão. Eu a amava demais e nunca conseguiria ser feliz com outra pessoa.
Algumas horas mais tarde, e decidiram que já era hora de ir e jogar o buquê. Eu tinha certeza de que se estivesse ali, ela teria combinado com para que o buque caísse "acidentalmente" nela. Rindo me afastei junto com os outros homens e vi o buquê voar pelos ares e cair no chão, não muito distante de onde as outras mulheres estavam. Mas perto de mim.
Assim que abaixei pra pegar o buquê e devolver a para que ela jogasse de novo eu senti o perfume de . Fiquei um pouco transtornado e peguei o buquê rapidamente e fingi uma cena gritando para o que agora poderíamos nos casar e viver felizes para sempre.
Todos riram e veio buscar o buquê de volta pra poder jogar mais uma vez. Assim que ela parou ao meu lado ela respirou fundo e sorriu.
- Sabia que pegaria. Ela sempre foi sortuda com esse negócio de buquê.
Eu a olhei e nós dois sorrimos. estava sempre presente, ela estava sempre ao nosso lado. Sempre comigo.
jogou o buquê de novo e uma das tias solteironas dela pegou fazendo um escândalo e piscando para um dos garçons.
Eu e os outros guys fomos nos despedir de e e quando fui abraçá-la ela se aproximou do meu ouvido e disse bem baixinho, para que só eu escutasse.
- Tive um sonho estranho essa noite, . Nele estavam você e juntos, mas não parecia ser como um sonho do passado e sim do futuro.
- Não pense nisso agora, . - disse a ela com um sorriso confiante. - Pense só em você e em . - e fazendo uma voz bem afeminada eu completei: - E cuida bem do meu bofe, sua mocréia!
Todos rimos e ela pareceu menos preocupada. Depois que ela e foram embora no carro que eu e os meninos demoramos horas pra bagunçar e colocar latinhas, eu me virei para e e disse que era hora de ir.
- Que bom, Dude! - disse. - Minha cabeça está explodindo, preciso ir logo pra casa, tomar um remédio e me jogar na cama. continuava contando piadas de loiras e agora parecia ter esquecido o final de uma delas.
- E então ela... Nossa, não consigo lembrar. Pera aí! Ah... Ela... Ah não é assim!
Entramos todos no carro e eu nem parei para pensar em cinto de segurança. Liguei o carro e fui dirigindo pela noite de volta para casa. As curvas me pareciam um pouco retas.
Bem que havia me avisado sobre beber e dirigir. Mas já estávamos na metade do caminho de volta pra casa. O que tivesse que acontecer já deveria ter acontecido. Se não aconteceu... Bem, então não era pra eu morrer naquele dia.
esqueceu as piadas por enquanto e começou a cantar We'll Rock You do Queen e todos nós no carro o acompanhamos. Sua voz parecia um pouco fanha por ter bebido demais, o que deixava a situação ainda mais engraçada.
Eu não vi o que vinha na minha direção já que eu ria de e .
Foi tudo muito rápido. Uma dor forte. Um barulho muito alto e de repente ... Nada.
Meu Deus, aquele calor continuava e eu estava me sentindo um pouco mais leve. Agora além do calor eu sentia cócegas em minhas bochechas. Resolvi abrir os olhos para ver porque eu senti aquilo e o fiz bem devagar.
Assim que abri os olhos vi os cabelos de no meu rosto do mesmo jeito que acontecia quando acordávamos juntos, quando ela ainda era viva. O cabelo dela no meu rosto sempre fazia cócegas e às vezes ela fazia aquilo de propósito para me deixar irritado.
- Poderia parar de fazer isso, ? - perguntei rindo.
E então ela riu também. Nossa! Quantos anos faziam que eu não escutasse o som daquela risada. Aquele som tão perfeito para mim.
- Não enquanto você não disser que me ama.
- Eu te amo, eu te amo e eu te amo. - disse rindo e ela parou de fazer aquilo. - Não sabia que eu te amo era tudo o que eu precisava dizer.
Ela riu novamente e meu interior se contraiu com aquilo. Meu Deus! Como alguém podia amar outra pessoa desse jeito? Como era possível amar alguém a ponto de se sentir tão perdido sem ela?
Eu passara quatro anos procurando um rumo, uma direção para onde seguir. E agora eu reencontrava aquele rumo. Aquela direção. O caminho era simples, era apenas olhar dentro dos olhos de e tudo ficava bem. Simplesmente ficava bem, eu nunca me senti tão feliz do que quando estava ao seu lado.
- Eu te amo, . Você sempre soube disso! - ela se aproximou e se deitou ao meu lado apoiando a cabeça no meu ombro e olhando para mim com aqueles olhos doces que tanto me guiavam. - Em que você está pensando? - ela perguntou curiosa.
- Em como eu me sinto perdido sem você. - eu me virei para ela e roubei um beijo rápido para ter certeza de que ela estava realmente ali. - Eu pensei que não seria capaz de continuar sem você. Doía mais a cada dia e eu não conseguia deixar de pensar em você por um minuto.
- Eu sei que foi difícil, mas agora estamos aqui, meu amor. Estamos aqui entregando nossos corações mais uma vez. Eu estive ao seu lado durante todo esse tempo. Eu simplesmente não poderia deixar você assim. Você não imagina o quanto foi difícil para mim também, ter você tão perto, tão perfeito e não poder te tocar. Estar tão perto e tão distante ao mesmo tempo. Foi difícil e foi uma experiência que eu não quero repetir nem em sonho. - ela riu mais uma vez e eu senti lágrimas nos meus olhos.
Mas logo as lágrimas foram secas por beijos carinhosos dela. Era essa a minha idéia de perfeito, de para sempre. Era assim que eu queria estar até o fim. Com em meus braços e sem pensar em mais nada, só me concentrar em memorizar cada milímetro daquele rosto de anjo e beijar cada pontinho daquela boca tão macia e suave que ela tinha.
- E agora? - perguntei sem saber o que fazer. Eu não sabia onde eu estava, o que eu fazia lá e por quanto tempo aquela fantasia iria durar, e por mais que eu quisesse continuar ali, eu tinha que saber se me era permitido ficar ao lado dela para sempre. Pois era o que eu mais queria nesse mundo.
'S POV
Era tão estranho ver deitado naquela maca tão pálido e sem vida. Já fazia um mês que ele estava em coma, e não havia dado nem mesmo um sinal de melhora continuava no mesmo estado desde o dia do acidente.
Eu me sentia culpada por isso, mas se sentia bem pior. Afinal ele dissera que já havia avisado a para não dirigir bêbado. Alias, não éramos sós nós que nos sentíamos culpados. e também estavam com a consciência pesada e voltavam ao hospital diariamente e ficavam junto da cama conversando com na esperança de ele ter alguma reação. Eu sabia que não estava nos escutando.
estava num estado de semi morte, o que deveria significar que ele, de alguma forma, estava com .
Como no sonho que eu havia tido antes do dia do meu casamento. Uma hora dessas, ele deveria estar abraçado a enquanto ela dava beijinhos carinhosos nele, como costumavam fazer.
estava num lugar melhor e com a melhor pessoa que poderia estar. A pessoa a quem ele mais amava e que nutria o mesmo sentimento por ele.
E de repente o bip que estava ligado ao seu coração começou a soar. Eu já sabia que estava partindo.
'S POV
Eu e estávamos deitados há alguns minutos e ela ainda não me respondera o que aconteceria dali para frente. Apenas me olhava com carinho e pesar. Era uma expressão que eu nunca vira nela antes, e eu conhecia todas as expressões daquele rosto.
- O que você quer, ? - ela perguntou ansiosa. - Quer ficar comigo... Ou tentar tudo de novo? Você ainda tem uma chance... Eu sei que você pode ser feliz com outro alguém. Você apenas não se empenhou o suficiente com Jane, na verdade acho que eu fui o problema por trás de tudo isso. Eu estava sempre por perto... Mas dessa vez eu prometo fazer diferente. Você poderá ter sua chance. Vai poder amar e ser amado, ter uma família e... E... Ser feliz. - ela completou com lágrimas escorrendo desesperadas pelo rosto.
estava louca se pensava que eu iria deixá-la. Eu não seria capaz de dar um passo sem ela. Eu não saberia nem ao menos respirar se o perfume dela não estivesse pelo ar. Não! Eu nunca a deixaria.
Ninguém pode deixar o coração em algum lugar e tentar amar novamente sem ele. E era exatamente assim. Eu não a deixaria. Seria sempre assim, eu estaria com ela até o final, até onde eu pudesse estar... Até nossos destinos mudarem as coordenadas e nos separarem. O que nunca aconteceria, já que e eu éramos almas gêmeas. Destinados a se encontrar, não importava o que fizessem, falassem ou acontecesse.
Éramos apenas um. Dois corpos, mas apenas um coração que nunca pararia de bater no ritmo daquele amor.
- Eu não poderia ficar em outro lugar a não ser onde você estiver, . - eu disse secando suas lágrimas. - Eu amo você, não preciso amar mais ninguém, apenas você, para todo o sempre.
Ela deu um sorriso radiante que iluminou o meu dia e me fez sorrir como bobo de volta e me abraçou forte me beijando em seguida.
- Lembra-se do final feliz que eu lhe prometi?
- Claro.
- Bem vindo a ele. - ela disse se levantando e me puxando pela mão.
Sim. Aquele era o perfeito "felizes para sempre", aquele pelo qual eu sonhara a vida inteira e viveria agora e para sempre. Ao lado de , a pessoa que eu mais amava no mundo e que eu sempre faria feliz. E viveríamos com todo o amor do mundo o nosso conto de fadas.
'S POV
O caixão de foi tampado e me abraçou chorando como uma criança pela morte do amigo. Logo os outros vieram me abraçar também.
Eu era a única que não chorava ali. Porque talvez, eu fosse a única que soubesse que o destino de dali pra frente era rumo ao Final Feliz que ele sempre esperou. E era ao lado de , por isso não havia o que temer.
Abracei os três e vi o caixão descer lentamente para a cova ao lado da de . Era justo enterrá-lo ao lado dela. olhou nos meus olhos e me deu um leve beijo nos lábios e eu tive certeza de que assim como e haviam achado o fim perfeito dos contos de fadas no céu, eu achara o meu final perfeito na terra, e ele era com .
Fechei os olhos e sorri, sabendo que o amor venceria sempre no final, onde quer que estivéssemos ou o que fizéssemos.
FIM
N/A: Quero mandar um salve... Skaokspoakspoapsa Brinks!
Quero agradecer a Mari e Line por me ajudarem a ter sempre a inspiração! Amo ocês Divaas! ;) Hello L.A.
A minha Family por me apoiar a ser Diva e a minha Beta que é a própria DIVA!

