From The Very First Time

Autora: Yuki Briza Satomi
Status: Finalizada
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: ShortFic - Comédia Romântica
Comentários:




Sempre fui aquele cara popular na escola, as garotas sempre babavam por mim em todo lugar que passava, minha mãe sempre me sustentou, apesar de meu pai ter nos abandonado quando eu tinha apenas cinco anos. Sempre tive do bom e do melhor, sinceramente não há nada do que eu possa reclamar. Nunca namorei nunca me apaixonei por ninguém, afinal sempre levei a vida na vagabundagem mesmo, com muitas mulheres, sexo, bebidas e é claro, muito, mas muito rock’n’roll. Ah, esqueci-me de me apresentar: sou , tenho 21 anos e uma banda chamada McFLY. Eu e os caras fazemos sucesso há quase cinco anos e eu sou muito feliz por isso, já fizemos turnê pelo mundo (quase) inteiro, somos uma das bandas mais famosas da Inglaterra e estivemos duas vezes em turnê no Japão, na Austrália e no Brasil. Como já tinha dito anteriormente, nunca me apaixonei por ninguém, nunca tive um relacionamento sério, até que outro dia...
Julho de 2008, férias de verão na Inglaterra, sábado à noite. Minha banda iria tocar numa casa de shows chamada The O2 lá em Londres e era praticamente um show particular, pois a casa só portava 500 pessoas. Nós tocávamos Friday Night e enquanto fazia meu solo de guitarra, havia várias garotas, mas reparei em uma menina em especial, que olhava diretamente para mim, sem tirar os olhos dos meus. Fiz o mesmo com ela (porra, fazer o que se a menina era linda?), dando uma piscadinha junto com um sorriso, ela sorriu de volta, não era uma beleza padronizada, era uma beleza diferente, morena de cabelos longos e de olhos castanho-claros, e é claro que eu não perdia uma chance. Tocamos mais duas músicas e terminamos com The End, mas no final do show, acabei não encontrando mais a tal garota. Resolvi não pensar muito nisso, mas a imagem da morena sorrindo para mim não queria sair da minha cabeça. Logo após o show, eu e os caras fomos para o camarim, tomar umas e conversar sobre umas coisas da banda, sabe como é.
- E aí cara, curtiu o show? – tentava falar comigo, mas eu não prestava atenção, claro, minha cabeça estava em outro lugar, eu pensava em outra coisa.
- Dude, fala comigo! – ele ainda insistia em falar comigo. – ACORDA PORRA! - gritou, quase acabando com meus tímpanos.
- MEU OUVIDO CARALHO! QUE É ? – respondi meio estúpido, passando a mão na orelha.
- , estou tentando falar contigo faz uns dois minutos cara, que mundo você tava?
- Mal aí , que tá pegando? – perguntei meio distraído ainda, peguei uma cerveja no frigobar e sentei no sofá.
- , a gente está precisando ensaiar mais, estamos errando em algumas partes da músic... – e de repente, alguém bateu na porta do camarim interrompendo a fala de e um Neil meio alterado apareceu na porta, me chamando. Levantei-me do sofá e fui em direção a ele.
- Fala Neil, beleza cara? – e foi então que olhei pro lado e a vi, a tal menina da platéia, tão mais linda de perto, a poucos centímetros de mim, linda daquele jeito diferente.
- , essa garota tava querendo falar contigo. Diz ser sua fã e não parava de perguntar de você! – Neil explicou meio alegre, provavelmente por causa do álcool, e foi pra dentro do camarim.
- Oi, prazer, , mas pode me chamar de ! – me inclinei pra frente para cumprimentá-la e a beijei na bochecha, dude que cheirinho bom.
- Eu sei quem você é, . - ela fez uma careta - Eu que devo me apresentar, , mas pode me chamar de . - deu uma piscadinha pra mim e sorriu, mordendo o lábio. Dude, ela tava dando mole pra mim?
- Prazer em conhecê-la , quer entrar no camarim pra conhecer a banda?
- Mas é claro! - deu uns pulinhos tipo criança quando recebe presente no Natal e abriu um sorriso de orelha a orelha. Meu Senhor, que sorriso era aquele?
Entramos no camarim e entrou envergonhada, meio sem graça. Apresentei-a aos guys, e ela toda com sorrisos e pulinhos, muito meiga. Aproveitou também para pegar autógrafos, tirar foto e conversar um pouco com a banda. Havia mais três ou quatro meninas que conseguiram entrar no camarim, por sorte, que ficaram conversando com , e . Eu, claro, fiquei conversando com a , tentei chegar, mas ela era muito difícil, não que nem aquelas garotas que eu estava acostumado, que só de olhar, eu já tava na cama com elas. Não, pelo fato de ela conseguir juntar toda aquela inocência com seu jeitinho difícil, era diferente.
Após um bom tempo que conversamos e eu estávamos sentados no sofá quando comecei a me aproximar lentamente dela e coloquei uma mão na sua coxa, tentando beijá-la. Ela rapidamente se levantou do sofá, se afastando de mim - com uma cara nada legal - me deixando com cara de tacho, claro. Foi até o , e puxou uma conversa animada com ele, e é claro que eu fiquei morrendo de ciúmes! Afinal, quem tinha olhado para ela na platéia? Eu. Quem tinha deixado-a entrar no camarim? Eu. Quem estava a fim dela? EU! Erm... eu estava a fim dela?
Quando caiu minha ficha, reparei que estava se despedindo dos caras para ir embora e eu ainda ali, com cara de tacho. Rabisquei meu número num papel rapidamente, a fim de entregar a ela, abracei-a e disfarçadamente, deixei cair o papel dentro de sua bolsa.
- E aí , posso pegar seu telefone? - sussurrei pertinho de seu ouvido, pondo minha mão na sua cintura.
- Hum, eu realmente preciso ir . - deu um meio sorriso tristonho e foi embora. E mais uma vez, eu fiquei com aquela cara de tacho e ela se foi.
Saímos da casa de show já eram quase duas e meia da manhã, não tinha reparado que eu e tínhamos conversado todo esse tempo, o show havia terminado meia noite. Cheguei em casa, quebrado de tanto tocar e tudo mais, desabei na cama e fiquei fitando o teto, pensando no que tinha acontecido naquela noite, pensando na difícil, no sorriso dela quando... Senti meu celular vibrar no bolso, era mensagem dela. – Então foi por isso que você perguntou do meu telefone? Acabei de achar seu número perdido aqui na minha bolsa, ! Haha, obrigada pela melhor noite de fã que já tive na minha vida *-* xoxo – abri um sorriso enorme (eu sabia que eu estava parecendo um idiota, mas fazer o que se ela era perfeita?) quando terminei de ler a mensagem, resolvi ligar para ela, disquei o número da sms e logo atendeu no primeiro toque:
- Mas que surpresa você me ligando nesse horário! – exclamou toda feliz, muito diferente da de antes, estranhei.
- Ué, foi você quem me mandou mensagem, linda, não posso fazer nada. Só resolvi te ligar, não podia? – perguntei já sabendo a resposta.
- Pode, não, deve ligar! Afinal, não é todo dia que se recebe ligações de , não é mesmo?
- Erm, depende do ponto de vista.. Quando eu estou muito a fim da garota, daí é quase todo dia. – dei um sorriso safado.
- Posso entender isso como uma indireta? – ela perguntou.
- Pode, não, deve entender. – deu uma risada meio alta. E foi assim que a conversa fluiu. contou-me sobre a vida (quase) inteira dela, aliás, a história dela era um pouco triste, em relação à minha, pois sofreu muito quando pequena, o pai alcoolizado abusava da mãe com a filha menor, e por ser bebê não tinha como se defender, era filha única e não tinha irmãos para protegê-la do pai. Agora, ela tinha dezoito anos e fazia faculdade de Jornalismo, morava apenas com a mãe já que seu pai estava internado numa clínica de reabilitação no subúrbio de Londres. Contei a ela um pouco sobre minha vida, sobre a banda (foi desnecessário, pois ela parecia saber de tudo) e achamos irônico o fato de nossas vidas serem tão diferentes. Havia um contraste muito grande entre o padrão de vida dela e o meu. O horário parecia ter voado em um segundo e nem eu e nem , havíamos percebido. Olhei o relógio, quatro horas da manhã.

- , já são 4h da manhã dude! Você não está com sono não?
- Erm, pra falar a verdade não... Fiquei tão concentrada na conversa que... – a ouvi bocejar – mas agora que bateu um soninho viu? – ela riu.
- É, eu também fiquei com sono agora, - bocejei também – me deixa falar... Você vai fazer algo amanhã?
- Amanhã é domingo .
- E qual é o problema de ser domingo ?
- É que amanhã é dia de ir pra casa da minha avó, sempre vou com minha mãe. – ela bufou, pelo visto não era muito legal ir à avó.
- Mas e a noite?
- Erm, à noite não farei nada, por quê?
- Bom, é que sabe como é né, eu estava pensando em sair contigo, topa ir jantar em algum restaurante? – perguntei meio esperançoso.
- Hum, camarim do McFLY com direito a tudo, ligação de no meio da noite, conversa de duas horas no telefone, e ainda ele me convida para sair? – não sei por que, mas senti os olhinhos dela brilhando – É muito pro meu dia ! – ela riu – Mas é claro que eu aceito.

Eu realmente fiquei... Eu não diria espantado, mas impressionado o quanto aquela fã era discreta em relação a conhecer seu ídolo porque normalmente, as fãs que eu conhecia, já dormiam comigo e com não fora assim. Não sei o motivo, mas a partir daquele momento, daquela noite, daquela conversa, eu sabia que não era apenas uma fã, uma garota qualquer daquelas que eu sempre brinquei e joguei fora. Não, ela era diferente, eu sabia que ela era especial. fazia com que eu me sentisse o cara mais feliz do mundo e ao mesmo tempo, o mais idiota. E de alguma forma incrível, me tornava um cara decente, não pensava mais em sexo com a mesma freqüência que antes, agora eu só pensava nela, na minha menina da platéia.

Naquele domingo que combinamos de jantar foi normal. Fomos comer em um restaurante chinês no centro de Londres e pareceu se divertir e eu também, é claro. Não tinha como simplesmente sair com ela e não se divertir, sair com era diversão na certa, ela sabia exatamente como te animar e por incrível que pareça, dizer as palavras certas nos momentos certos. Até aquele dia, não havia acontecido nada demais entre nós, já que era muito difícil de se levar, decidi primeiro conquistar sua amizade pra depois conquistá-la por inteiro. Três meses haviam se passado, e os sentimentos à flor da pele pela menina do sorriso mais lindo do mundo iam crescendo cada vez mais, três meses sem pegar ninguém, três meses sem chapar o coco, três meses seco, literalmente. Os guys até me estranharam, andaram perguntando o que estava acontecendo, se eu não andava me drogando e essas coisas preocupantes de amigos. Não que eu tivesse do que reclamar, até porque, esses três meses ao lado de , me fizeram refletir sobre várias coisas, em como minha vida era cheia de futilidades e eu gostava disso, o que me deixara frustrado. Conseqüentemente, ela conseguira transformar-me em um cara decente, em um cara “limpo”, em um cara prestável.
Novembro chegou juntamente com a bela estação do outono, as folhas secas caindo das árvores do Hyde Park distraíam-me enquanto eu andava com as mãos no bolso devido ao frio, com ao meu lado silenciosa, me acompanhando. Sentamos em um banco próximo a uma árvore seca por causa do tempo e me encarava, de um jeito sério.
- Que houve minha linda? Sua cara não está nada boa, aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado.
- Sim, aconteceu. Na verdade, não aconteceu nada, esse é o problema. – ela respondeu meio chorosa e desviou os olhos dos meus.
- Como assim? Qual é o problema? – eu realmente não estava entendendo nada de nada.
simplesmente começou a chorar desesperadamente, soluçando e cobriu seu rosto com as mãos, não me respondendo mais nada. Eu, rapidamente a acolhi em meus braços, abraçando-a e disse que ia ficar tudo bem, que eu estava ali para ajudá-la de qualquer forma, independente de tudo. Após uns cinco ou seis minutos abraçados, finalmente parou de soluçar, recuperou o fôlego e começou a falar...
- , eu preciso conversar contigo sobre umas coisas... – ela olhou para mim com os olhos marejados e colocou um fio de cabelo atrás da minha orelha.
- Fale meu amor, estou aqui para isso mesmo. – disse a ela carinhosamente.
- Bom, lembra que ontem à noite eu comentei contigo que ia a uma festa com minhas amigas, na casa do Adam? – eu assenti. – Então, eu fiz uma cagada muito grande , mas muito grande m-m-mesmo. – soluçou novamente.
- Calma , estou aqui pra te ajudar, pode confiar em mim. – dei o meu melhor sorriso, entrelaçando minhas mãos nas dela.
- Então, eu acabei fazendo merda ontem, a festa estava muito agitada, com muita gente e eu precisava de algo para me distrair, sabe como é né? Pegar alguém e tudo mais. – pontada de ciúmes. - Minhas amigas já estavam totalmente bêbadas e se agarravam com uns garotos que eu mal conhecia e pelo visto, elas também não. Enfim, comecei a beber, mas eu bebi demais! Misturei um monte de bebidas, vodka com tequila, cerveja com rum, e você sabe muito bem que eu não sou de beber muito, tenho estômago fraco. Quando percebi, lá estava eu no banheiro, vomitando quando Adam me encontrou - Adam era o melhor amigo de , desde crianças eles se conheciam. - deitada no chão, e foi me ajudar. Pra quê né ? Ele me contou hoje de manhã que eu comecei a dar em cima dele, fazia de tudo para ele me beijar, mas Adam também estava um pouco alterado e se aproveitou disso, e a gente acabou ficando. – pontadas de ciúmes ao infinito expoente. – Mas , eu acabei fazendo uma merda muito grande sabe por quê?
- Por quê? – sussurrei, eu mal conseguia falar. Até então, até esse dia, eu não havia contado dos meus “sentimentos” por e ela mal sabia, pois eu disfarçava muito bem.
- Porque eu pensava em outra pessoa enquanto beijava Adam. Por mais que eu tenha ficado bêbada, tenha misturado umas cinqüenta bebidas, eu tinha consciência do que estava fazendo. Por mais que Adam fosse pegável, gente boa e tudo mais, ele é meu melhor amigo. Não tem porque ficarmos juntos. Eu pensava em você enquanto beijava o Adam, . Você não saía da minha cabeça por nada, por mais que eu me esforçasse, a sua imagem não saía do meu pensamento, você não saía da minha cabeça e até então, eu percebi coisas.
Eu não pensava em mais nada, meus olhos de alguma forma inexplicável se perderam na profundeza dos olhos dela, e eu não conseguia mais piscar. Eu tinha escutado certo? Eu não saía da cabeça dela por nada? Ela pensava em mim enquanto beijava aquele nojento aproveitador do melhor amigo dela? Parecia que o mundo tinha parado, e guardado aquele momento somente para nós dois, e nada mais importava. Eu ainda estava em transe quando me despertou, estalando os dedos para me acordar.
- Ei, . Acorda! – ela ria da minha cara de idiota.
- Eita. me distraí um pouco. Me desculpa, você poderia repetir o que me disse uns dois minutos atrás? – sem graça, passei uma mão no meu cabelo, bagunçando-o.
- Eu tinha dito que eu pensava em você enquanto beijava o Adam ontem à noite, . Você, não sei por que, não saía dos meus pensamentos. – repetia agora, mais calma e claramente, porém, seus olhos eram de desconfiança. – Eu sei, eu estou parecendo uma idiota te falando essas coisas, mas sei lá, senti que devia te contar isso.
- Calma lá , pare aí mesmo. – me encarou atônita, esperando eu continuar. – Você não tem nada que achar que é idiota me dizendo essas coisas, você sabe muito bem que pode me contar tudo, que tem a liberdade para me contar tudo, e não ter vergonha disso, não é amor? – balançou a cabeça, afirmativamente. – Então pronto, não tem o que ficar falando que é idiota e tudo mais. Enfim, quer dizer que você ficou pensando em mim enquanto dava uns pegas no Adam é? Foi isso mesmo que eu ouvi? – dei um sorriso torto, observando sua reação.
- Sim , foi isso mesmo que você ouviu e nem vem se achar não, que comigo não é assim que funciona, você sabe. – ela riu, mordendo o lábio e eu conseqüentemente, ri também. - De alguma forma que eu não sei explicar, você não sai da minha cabeça mais, desde uns dois meses pra cá, eu só tenho pensado em ti. Antes, era normal porque eu não te conhecia dessa maneira, era só “ meu amor, minha vida, meu ídolo.” Entende? Agora não, é algo totalmente mais natural, não é nada forçado e contigo, as coisas rolam tão mais espontaneamente. Por exemplo, se fosse com qualquer outra pessoa que eu estivesse conversando, as palavras não sairiam tão natural como saem com você, sabe. Você tem esse poder sobre mim, infelizmente. – ela suspirou, terminando seu desabafo.
- Bom , eu não vou mentir pra você dizendo o contrário. Até porque, eu também não paro de pensar em você desde uns dois meses ou mais pra cá. Enfim, preciso concordar que as coisas contigo rolam espontânea e naturalmente, e é impressionante como somente você consegue dizer as palavras certas nos momentos certos e me divertir de uma forma que só a sua pessoa consegue. Estes três, quatro meses ao seu lado foram suficientemente necessários para provar o quanto é bom estar ao seu lado, e o quanto eu me sinto feliz com isso. Você não faz idéia do quanto eu sou grato por você ter entrado na minha vida , o quanto eu agradeço por você ter aparecido aquele dia na The O2 pra ver o McFLY. – eu dei um sorriso de lado, aproximando meu rosto do rosto da , pegando o mesmo com uma mão delicadamente e com a outra, coloquei na sua cintura.
- Eu fui ver você , em especial, você sempre foi meu favorito, não tem nem o que ser discutido. – aproximou seu rosto também do meu, deixando a distância entre nossas bocas quase inexistente.
- Como assim seu favorito? – me fiz de desentendido.
- Meu fave, é que assim, de todos os guys, você é o que eu mais acho perfeito, o mais foda. O que melhor canta, o que melhor toca, essas coisas, entende?
- Ah, entendi. Agora... – me aproximei mais ainda dela (se isso era visivelmente possível), beijando o cantinho de sua boca, a fim de provocá-la – nós podíamos ficar quietinhos por um minuto... – dessa vez, mordi seu lábio inferior de leve – não é mesmo?
– Falou tudo . – ela puxou meu rosto com mais força para finalmente nossos lábios se encostarem. O beijo começou com movimentos lentos, porque afinal, nem eu nem estávamos com pressa e não queríamos que aquele momento acabasse. Senti sua língua em meus lábios pedindo passagem, e eu sem muito sacrifício abri minha boca para sua língua poder encontrar-se com a minha. Parecia que nossas bocas e nossos lábios haviam sido projetados um para o outro, com a sintonia perfeita, eles encaixavam-se perfeitamente e pareciam não querer se desgrudar jamais. O sabor e o aroma que vinham de sua boca não eram nada parecidos com que eu já havia provado, era algo inexplicável e impossível de se descrever. permaneceu com a mão no meu rosto e com a outra desceu até minha cintura, levantou um pouco minha camisa e eu senti meus pêlos do pé se arrepiarem até minha nuca quando seus dedos frios encostaram minha pele quente.



FIM


Volte ao topo para comentar!



Fechar a janela para voltar ao POP