Ghost City
Autora: NinfyJ
Status: Em Andamento
Revisada por: Reh
Categoria: Filme - Terror em Silent Hill.
Sub-Categoria: Comédia/Terror/Suspense/Romance
Comentários:
- , eu NÃO acredito que você me trouxe até aqui!. - Disse berrando a palavra "Não".
- Ah, para de reclamar, você sempre quis vir para cá.
- É, mas eu queria vir sozinha, SO-ZI-NHA! Não com esse bando de gente. - Falei soletrando "Sozinha".
- HAHA! Imaginei você em Centralia sozinha.
- Para de rir ! É sério.
- Olha... A gente só vai passar um final de semana. - Esse disse doce segurando a minha mão.
- Eu sei, mas... EU odeio gente medrosa e você sabe... - Falei com uma voz manhosa.
- Ok, seus amigos são medrosos. Mas que adoram um perigo, isso não dá para negar. - Ele disse e eu comecei a rir descontroladamente. - O que foi sua louca?
- Meus amigos Atoron Uam Periguan xD [a/n: xD Não resisti].
- HAHA! - Ele disse num tom irônico e saiu andando para perto dos outros.
- HAHA 2, ! - Berrei indo atrás dele.
Eu, , , , , , , ,, , e estavamos indo para uma "cidade fantasma". Ok, eu sei, 12 pessoas em uma cidade fantasma não é uma coisa muito segura, mas...
Nós somos pessoas felizes xD. Ok, eu não queria vir com um monte de gente, mas eu meio que fui "arrastada" para cá... me paga... Ah se me paga... O único lado bom é a Pensilvânia *--*.
- !! - berrou no meu ouvido me fazendo sair dos meus pensamentos e pular pra o lado.
- QUE FOI PESSOA ?? - Berrei de novo.
- Olha, se anima, a gente está em uma cidade fantasma, onde tudo é cinza e tem fumaça! Hospitais, escolas, casas, ruas abandonadas. Você sempre quis estar aqui. - Ele disse doce passando o braço por cima de mim.
- Eu sei , mas eu acho meio difícil eu me divertir com tantos problemas na cabeça...
- Erick ?
- Ah.... É...
- Ah , é passado. Já faz meses isso.
- Eu sei, mas...
- Sem mas, levanta a cabeça e vamos explorar essa cidade até achar um hotel! - Ele disse levantando e me dando a mão para levantar.
- Ok, a gente está andando há mais ou menos uma hora, e o que achamos? Nada! - Disse parando de andar.
- Eu juro que...
- VAMOS BRINCAR? - disse cortando .
- DE QUÊ? - Perguntou pulando que nem uma criança feliz.
- EU NUNCA! - Eu disse na mesma empolgação que .
- Ok, mas como a gente vai fazer, tipo...
- A gente precisa de bebida - Disse .
- A gente pode fazer com outra coisa. - Sugere .
- Tipo o quê?
- Tipo...
- Alguém tem comida? - Perguntei.
- M&M serve? - perguntou.
- Serve! Então... Ao invés de beber a gente come M&M.
- OK! - Todos concordaram e nos sentamos em círculo. Sim, em um círculo quase no meio da rua, mas isso é uma cidade fantasma mesmo... Não passa carro.
- EU COMEÇO! - Berrou .
- Não vamos perder nosso tempo jogando porque a gente precisa achar um lugar para ficar. - disse cortando o barato de .
- Certo, mas deixa eu começar.
- Como a idéia foi minha, eu decido quando o jogo acaba. Duas rodadas e a gente vai achar o hotel, a gente termina lá! - Disse e de novo... Cortando . - Pronto , agora você pode começar.
- Obrigado! - Ele disse sério me encarando e eu dei um sorrisinho. - Bom. Eu nunca falei com estranhos. - Ele disse, todos olharam estranho para ele, mas mesmo assim comemos o M&M.
- Eu nunca fiz um strip-tease. - disse e comeu um M&M.
- Não creio. Só podia ser essa bixa do ! - disse dando um pedala nele.
- Que foi? Minha ex-namorada me obrigou. - Ele disse como se fosse óbvio.
- Eu nunca me apaixonei por uma amiga, no caso das meninas, amigo. - disse. Todos comemos.
- Claro né, você namora uma! - Eu disse. é namorado da há mais ou menos um ano.
- Eu nunca me apaixonei por nenhuma pessoa dessa roda. - disse olhando para e todos nós comemos.
- Eu nunca beijei ninguém dessa roda. - disse e comeu um M&M, junto com , , , e eu.
- O QUE? e , e tudo bem, mas e ? - disse. - Quando foi? - Perguntou curiosa, eu olhei para e ele falou:
- Foi tipo... Segredo.
- É isso ai! - Disse e o jogo continuou.
- Ok, só pra confirmar um fato, eu nunca achei a Hot. Só os meninos respondem. - disse e todos os meninos comeram, o que me deixou vermelha.
- Eu nunca toquei violão. - disse e todos comemos.
- Eu nunca disse nunca. - disse e todos nós nos olhamos e comemos.
- Eu nunca gostei de McFLY! - disse colocando 5 M&M's na boca, eu e fizemos o mesmo.
- Ok... Eu nunca quis vir para cá. - disse e ninguém comeu.
- Minha vez! AMEM! - Disse pulando a vez de . - Eu nunca... - parei para pensar - Ok, eu nunca parei para pensar. - Todos me olharam com dúvida, e não comeram.
- Ok, agora é a minha vez! - disse ficando de pé. - Eu nunca quis beijar ninguém daqui. - Todos trocaram olhares e comeram.
- Ok, isso foi uma revelação... - Disse.
- Realmente... - disse e um papel voou bem na cara dele. - Outch cara, fui atacado! - Ele disse tirando o papel do rosto.
- Olha, um mapa! - disse arrancando o papel da mão de .
- Olha, o hotel. - falou apontando o hotel no mapa.
- Ok, vamos para lá! - disse andando.
Capítulo 2 - Nightmare
- Tem certeza que é abandonado? - perguntou olhando o lugar.
- Inteligência, ninguém mora em Centralia! - Disse , dando um pedala nele e indo até o outro lado do balcão pegar uma chave que estava pendurada no painel.
- ESPERA! - gritou assustando todos nós.
- O QUE? - Dissemos todos juntos com medo.
- A gente esta em Centralia? Pensei que estivéssemos em Kolmanskop... - Disse como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- Cara, eu vou me matar! Quem trouxe o para cá? - perguntou se jogando num sofá velho que tinha ali.
- A SCRIPT>document.write(Lola)! - Dissemos juntos de novo.
- Sério, Kolmanskop não é aquela cidade onde os predios ficaram tão altos que a luz do Sol não conseguia alcançar e eles tiveram que colocar luz florescente? - Perguntou sentando do lado de .
- Não, aquela é Kowloon Walled. Kolmanskop é a cidade que está coberta por areia. - Respondi.
- Cara, a gente poderia ter ido para lá.
- É, mas a gente já está aqui, então vamos dormir que já esta anoitecendo. - disse pulando a bancada e indo para o corredor.
- Só uma chave? - Perguntou.
- Era o que tinha... - Disse abrindo a porta do quarto.
- Ok... - Disse olhando em volta.
- Silent Hill total. - disse.
- Nem me fale. Mas vai ser aqui mesmo que a gente vai dormir. - falou fechando a porta.
O quarto era, digamos que grande, havia duas camas, uma porta que levava para o banheiro, uma janela e uma mesinha. Uma das camas estava quebrada, e havia uma manxa na coberta (o que parecia ser sangue), as paredes do quarto eram vermelhas e estavam descascando.
Mesmo num ambiente, digamos, assustador, nós fomos dormir.
e dormiram na cama que estava inteira. e tiraram o colchão da cama quebrada e colocaram no chão, dormido lá. , eu, e ...Improvisamos um “Big” colchão e deitamos para dormir.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! - Acordamos com gritando.
- QUEM MORREU? - Levantou com um chinelo na mão.
- Ninguém... Ainda... Mas quase que eu tenho um Infarto. - Eu disse e veio me abraçar.
- Mas o que foi? - perguntou.
- UM RATO! UM RATO! - respondeu berrando.
- Um rato? - Disse indignada. - Aquele Hamster? - Perguntei apontando para o canto do quarto.
- É... - Ela disse quase chorando abraçada em .
- Se fosse uma Ratazana tudo bem, mas um Hamster... Minha amiga, isso é lastimável. - Disse .
- Ah, eu tiro ele daqui. - foi até o rato, o pegou pelo rabo e colocou ele do lado de fora.
- Como se vocês não tivessem medo de rato.
- Não temos! - Eu disse.
- É... - Todos concordaram menos .
- Insensíveis....
TOC... TOC... TOC.. [n/a: Tentativa frustrada de fazer passos].
- Vocês ouviram isso? - Dougie perguntou.
- Sim... , tranca a porta. - Falei empurrando ele.
- Por que eu?
- Porque você já esta aí. - Ouvíamos os passos cada vez mais perto.
- Tranca logo. - disse baixo.
- Ok... - Ele disse colocando a mão na chave. - Aarrrg.
- Que foi? - Perguntamos.
- Tem alguma coisa gosmenta na chave. - Ele disse e tirou o Celular do bolso para poder enxergar com a luz. - É sangue...
- Sangue... Você anda assistindo muito filme de terror. - Disse , indo até a porta, mas foi impedida de tocar na chave por .
- Eu acho que ele tem razão... - Disse .
- Estou com medo de perguntar, mas por quê? - simplesmente olhou ao redor.
As paredes que antes eram de um tom velho de vermelho, estavam em vermelho vivo, com uma textura estranha, parecida com carne. Escorria uma gosma vermelha escura pelas paredes, até o chão, que for falar nisso, estava grudento e igual as paredes. Tudo no quarto ficou grudento e com a mesma textura de "carne" das paredes e do chão.
- Meu Deus... - Dissemos juntos.
- Por favor que isso que está lá fora não seja um da daqueles mutantes sem braços. - Eu disse com a voz trêmula.
- Por favor que isso não seja sangue e carne humana. - Disse .
- Acho que o seu pedido não vai ser atendido. - Disse abraçada com o namorado.
Nós ficamos em silêncio por um tempo, e aparentemente os passos haviam parado, mas a textura das paredes, chão e objetos continuavam a mesma.
- , levanta que a gente está indo embora! - dizia me sacudindo.
- Para de me sacudir, . - Disse e fiz um esforço para me levantar e fomos embora do hotel.
- Cara, eu tive um sonho muito estranho... - Comentei.
- Que você estava no hotel, a acorda a agente berrando por cauda de um ratinho e do nada as paredes ficam com carne humana? - Perguntou .
- Como você sabe? - Disse o encarando.
- Porque estranhamente todos nós sonhamos a mesma coisa...
- Ou não foi um sonho. - disse.
- Ok, esquecendo esse sonho, ou "não sonho", para onde a gente vai agora? - Perguntei.
- Vamos andando... - respondeu.
- Se fôr como Sillent Hill, de noite vocês sabem o que acontece. - disse, fazendo uma cara assustadora.
- Mas não é, então vamos explorar? - disse.
- Já sei! Vamos até uma escola abandonada! - Disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
- Certo. Cadê o mapa?
- Esta com a . - pegou o mata e localizou a escola.
- Próxima parada: A Escola de Sillent Hill. - disse e nós fomos.
Capítulo 3 - Scholl
- Ah, que maravilha, a porta está trancada! - disse forçando a porta.
- Espera aí. - Eu disse empurrando ele e parando em frente à maçaneta, me ajoelhando.
- O que você vai fazer? - Perguntou se ajoelhando ao meu lado. Eu abri minha mochila e tirei de lá um grampo, tirei as "pontinhas" do grampo e com facilidade abri a porta.
- Nossa você é boa. - Disse indignado ao meu lado.
- Valeu. Agora... A hora da verdade... - Disse levantando e empurrando a porta.
- Woou! - Dissemos todos ao mesmo tempo.
- Então é assim que é uma escola abandonada por dentro... - Comentou .
- Isso é só a ponta do Ice Berg. - disse colocando a mão no ombro de .
Entramos pela porta e olhamos em volta. Logo na entrada havia uma grande escada amarela, e logo acima, uma faixa escrita: "Os Inimigos Dos Justos Serão Condenados". As paredes tinham uma cor esverdeada e estavam descascando. Começamos a andar pelos corredores cheios de armários na cor amarela. As portas dos armários estavam enferrujadas e a maioria estava amassada e levemente caída. O chão já não era mais branco, como aparentava ser antes, agora estava com uma cor meio marrom.
- O que a gente veio fazer aqui mesmo? - perguntou, analisando os armários à sua direita.
- Nós viemos explorar. - Respondeu .
- Ok, mas o quê? - Perguntou ela do mesmo modo como a respondeu. Ele fez uma cara engraçada, sem saber o que responder e foi conversar com .
começou a andar.
- , aonde você vai? - Perguntou .
- Explorar.
- Você não sabe para onde está indo.
- E...? - Disse entrando em um corredor e desaparecendo de nossas vistas.
- Aff , segura esse seu namorado que ele vai acabar nos matando. - Falei.
Fomos atrás de . Ele estava na secretaria do colégio, um lugar sombrio, sem luz alguma, só a que entrava pela janela. Tinham muitos papéis espalhados pela mesa, as cadeiras eram sujas e enferrujadas, haviam vários quadros estranhos pendurados em volta.
- Que lugar sinistro. - disse.
- Nem me fale. - Respondi e tentei abrir uma gaveta. - Está trancada.
- Você queria o quê? Isso é um colégio.
- E...?
- Nada. - passou por mim indo em direção a um sofá, de frente para a mesa.
- NÃO SENTA AI! - Gritei assustando todos.
- Por quê?
- Por quê? Olha para o assento que você descobre. - Alem de estar totalmente sujo, havia manchas e alguns insetos mortos.
- Deixa de ser fresca.
- Se você sentar eu queimo as suas roupas. - Disse sério.
- Estou com a . - Disse .
- Mais um. - Disse levantando a mão.
- Mas por que?
- Você não sabe o que passou por aí.
- Ah, claro. Um zumbie sentou aqui.
Girei os olhos e continuei mexendo nos papéis em cima da mesa. Abri uma gaveta que não estava trancada e peguei uma lanterna que tinha lá.
- Faz o que você quiser. - Completei.
- Um armário. , abre para mim? - perguntou.
- Abro. - Fui até a porta do armário e a abri, como abri a porta da entrada.
Estava escuro, o armário não era muito fundo, mas quase não dava para enxergar.
- Um vestido? - Disse confuso.
- Roxo? - Completei.
- Como no filme! - parecia empolgado com a idéia.
- Esquece o filme. Isso é real! - Disse dando um pedala em sua cabeça.
- Au. Doeu.
- Era para doer mesmo.
Estávamos todos na frente do armário.
- Estranho... comentou.
Saímos da secretaria e ficamos de frente para um corredor com mais ou menos sete portas, com coisas caídas e quebradas, alguns pedaços de porta e coisas que não conseguimos decifrar o que era.
- Ok. Agora é a hora que a gente entra numa sala abandonada. - Disse parada na frente do corredor.
- É, vai lá. - disse me dando um leve empurrão.
- Medroso... - Falei, o encarando.
- A gente vai com você .
- Valeu .
- De nada! - Fomos eu, , e até a ultima sala do corredor.
A sala estava com mais ou menos 16 carteiras, todas empoeiradas e algumas com coisas dentro. A lousa ainda estava com algumas coisas escritas.
Havia tábuas nas janelas, impedindo que elas fossem abertas e impedindo que a luz do sol entrasse.
- "Bruxa, onde está se escondendo?" - disse.
- O que? - Perguntamos.
- Está escrito aqui.
Passei a mão pela carteira, tirando o pó. A frase estava escrita por ela toda.
Na parte de colocar materiais na mesa, havia alguns cadernos. Peguei um, o abrindo e lendo a primeira pagina.
- Oh, meu Deus. - Disse.
- O que?
- Olha de quem é esse caderno.
Mostrei o caderno para elas, onde estava escrito: "Alessa".
Os meninos entraram correndo para dentro da sala, fechando a porta.
- O que foi? - Perguntou .
- Tem alguém aqui. - Respondeu .
- Alguém quem?
- Eu não sei! Ouvimos alguém falar, depois os passos e a sombra. Precisamos sair daqui.
Peguei o caderno e o guardei na minha mochila.
- Ali tem uma porta. - Apontou .
Abrimos a porta, ela dava para um grade pátio, havia uma grande árvore no canto direito dele, a mesma estava morta. Suas folhas estavam espalhadas pelo pátio. Havia também um poço com pouca água dentro.
Corremos até a outra porta - do outro lado do pátio - e a abrimos com dificuldade. Ela dava na outra parte do colégio.
- "Devem estar aqui." - Ouvimos uma voz masculina falar.
- Hey! - nos chamou apontando para uma porta.
Uma garotinha de vestido roxo estava parada a menos de dois metros de nós.
- Hey, você! - Gritou .
A menina olhou para nós e correu para dentro da sala. Não deu para ver seu rosto, seu longo cabelo negro o escondia. Corremos para o mesmo lugar que a menina.
- Isso é um...
- BANHEIRO?! - Dissemos todos juntos.
Capítulo 4 - Not just a tale about toilets
O banheiro estava destruído. Espelhos quebrados, janelas quebradas, paredes e chão sujos. As cabines estavam todas entupidas. As paredes descascavam como as do corredor.
Ouvimos o som de uma criança chorando.
- Ela está aqui. - Disse , baixo.
Andamos devagar e abrimos a primeira cabine. Ela não estava lá. Fizemos a mesma coisa nas outras três cabines.
- Essa não quer abrir. - Disse.
- Espera aí. - foi para trás e só deu um chute na porta.
- AI MEU DEUS! - deu um grito e grudou no pescoço de .
- Um cara morto... Nada mais natural. - Disse .
- Nada mais natural. - Disse.
O corpo de um homem estava "pendurado" por arames farpados, numa posição digamos que estranha. Ele estava sem roupa alguma, seu corpo estava meio esverdeado, seus olhos estavam arregalados, a cabeça estava para trás, quase encostando eu seus pés que também estavam dobrados para trás (ou para frente, sei lá).
- O que é aquilo na boca dele? - Perguntou .
- Um pedaço de... - não sabia ao certo o que era aquilo.
- De...?
- Sei lá. Plástico?
- É, mas tem algo escrito no "plástico".
- A gente vai pegar? - Perguntei.
- Eu duvido que você tenha coragem. - me desafiou.
- Não acredito que você a desafiou. - disse. - Você sabe que ela odeia ser desafiada.
apenas deu um sorriso de canto.
Eu entrei na porta e passei minha mão cuidadosamente pelo arame, que a arranhou um pouco. Cheguei mais perto e senti o cheiro forte do cadáver. "Eu não vou desistir agora!" Pensei.
Coloquei a mão acima da boca do sujeito e puxei sutilmente o pedaço de plástico.
- É um hotel. - Disse saindo de dentro da cabine.
- Aquele que a gente estava?
- Não. E um perto de um hospital.
- MEU DEUS! - gritou. - A gente esqueceu do povo lá fora.
- MEU DEUS! - Todos imitamos .
- Isso não pode ser só sorte. - Falei entrando de novo na cabine.
- Como assim? - Perguntou .
Sai de lá mostrando o molho de chaves que peguei no chão.
Fomos até a porta e a trancamos. As pessoas se aproximaram e forçaram a porta.
- Eles vão entrar. - estava quase chorando.
- Não vão não! - Disse a abraçando.
Depois de mais ou menos 20 minutos, a porta parou de balançar.
saiu do meu lado e colou o ouvido na porta.
- Acho que já foram. - Disse.
Ouvimos o barulho de uma sirene.
- Cara, eu ouvi esse barulho ontem à noite. - Disse .
- Eu também. - Disse
Paramos por um momento e ficamos ouvindo o som da sirene, que logo se misturou ao som de alguém agoniando.
De repente tudo ficou escuro.
- De novo não. - Disse .
- , abre seu celular aqui em mim. - Disse e o fez. Peguei a lanterna dentro da mala, acendendo.
A apontei para frente, e depois para o lado esquerdo. As paredes começaram a se deteriorar, os poucos azulejos começaram a cair e a quebrar no chão, a pintura da parede ficou vermelha, igual a do quarto de hotel da noite anterior, as cabines do banheiro começaram a desmanchar, sobrando apenas o ferro. Apenas a última cabine (com o cara morto) continuou intacta.
Vimos sair pela porta o homem morto. Como reparamos antes, as pernas estavam amarradas na cabeça. Ele se arrastava no chão, se puxando com os braços. Não tinha mais olhos, parecia que tinham sido arrancados, e em volta dava para ver as veias, veias que haviam saltado e grudado em sua pele.
Tinha uma língua totalmente roxa, que ficava sacudindo.
Tocou a parede com a mão esquerda e, instantaneamente uma camada grossa de sangue e carne tomou conta dela, saindo de sua mão e estendendo-se pela dimensão da parede.
Começamos a gritar. Tentamos abrir a porta, mas estávamos muito nervosos para reparar que não havia mais uma chave para ser virada.
A porta se abriu e olhas as dimensões do colégio.
Tudo estava assim, ferro, sangue, escuridão.
Começamos a correr em direção ao pátio, para ir à primeira parte do colégio.
Estávamos perto da arvore, que agora - como o resto do colégio - parecia mais morta do que nunca.
- AI! - Olhamos para trás e vimos que havia caído. - Eu machuquei meu tornozelo.
- Dá para andar?
- Dá, mas não correr. - foi até ela e a pegou no colo.
- Vamos!
Chegamos na outra parte do colégio, dava para enxergar lá sem a lanterna então a desliguei.
- Baratas... - Alguém que eu não sei dizer quem foi disse.
- Baratas? - Perguntei. balançou a cabeça afirmativamente e apontou para a parede atrás de mim.
- Baratas. - Disse.
Não eram exatamente baratas, eram bichos grandes, marrons com grandes e grossos cascos. Pareciam baratas gigantes.
Eles estavam por toda a parte. Paredes, chão, teto...
- EU VOU ENLOUQUECER COM ESSE BARULHO! - gritou. Era um barulho de batidas fortes, Parecia que estavam jogando carros de 5 metros de altura bem ao seu lado.
- Vamos embora daqui! - Disse.
- Lá fora deve estar pior que aqui. - Rebateu .
- Não podemos ficar aqui.
- E também não podemos ir embora.
- Vamos ficar lá fora, na arvore. - Sugeri.
- Eu não sei o que tem lá.
- Não deve ser pior do que tem aqui.
Saiamos novamente do prédio e fomos para perto da árvore.

