God Save The Queen

Autora: Mila Alves
Status: Finalizada
Revisada por: Hata
Categoria: Seriado/Livro - Gossip Girl
Sub-Categoria: LongFic - Romance/Drama
Nota pelo desafio: 9.
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PRÓLOGO

- Desculpe , eu sei que é difícil pra você estar mudando tão de repente assim, mas o seu pai foi transferido e nós não queremos ficar longe dele, você vai se adaptar rápido, vai ver! – minha mãe dizia passando a mão em meus cabelos.
Eu não estava chorando ok, só tinha ficado meio preocupada em como minha vida ia ficar, meu pai tinha sido transferido no trabalho para a área do Upper East Side e nós teríamos de nos mudar para lá, seria uma nova casa, novo colégio, novos amigos... Uma nova vida que eu não sabia como seguiria. Minha mãe provavelmente já sabia que eu iria enterrá-la de perguntas e como sempre vem com alguma coisa nova falando e falando, dizendo que me ama, me dá um beijo na cabeça e começa a falar, é sempre assim, dessa vez ela apareceu com uma blusa nova, que eu admito que AMEI mas não era sobre a blusa que eu iria falar com a minha mãe claro. Na verdade eu a entendia e também não queria ficar longe do meu pai, além de que eu também tinha uma irmã mais nova que eu aposto que em semanas já iria estar chorando pedindo o papai de volta, então deixar ele ir sozinho não dava, ou a gente ia junto ou ninguém ia, e eu não seria a pessoa que iria estragar o trabalho do meu pai.
- Oks, eu entendo mãe, também não quero atrapalhar e você não precisa fazer todo um discurso porque eu entendo e vou tentar me adaptar, ta bom? – Eu disse a ela rindo e me desvencilhando dos seus braços.
- Ah, obrigada filha, você sabe como isso é importante para o seu pai!
- Sim eu sei, por isso não quero atrapalhar, então... Quando que a gente vai? – Eu perguntei a ela colocando a mão no bolso e tirando meu pacote de chiclete preferido tentando não mostrá-la, ela disse que eu já estava viciada demais em chiclete e que isso estraga o dente e bla bla bla, quem vai no dentista sou eu não ela mesmo.
- O seu pai vai receber a resposta hoje pra saber quando que ele pode ir pra lá. – Ela disse mexendo na pulseira em seu braço e fingindo não reparar no chiclete, acho que ela não queria brigar comigo até a mudança, ela sabia como eu era quando estava estressada.
- Ah, ok, então... Er, eu vou subir! – Foi a última coisa que eu disse antes de correr para as escadas e ir parar no meu quarto, a primeira coisa que eu fiz? Computador é claro, em momento de ‘desespero’ era a primeira coisa que eu fazia, ou então ligava pra alguma das minha amigas, mas hoje eu não estava muito afim de falar com ninguém. Olhei meus e-mail, e fiquei procurando algo para fazer antes de pegar o meu iTouch para escutar alguma música, eu tocava violão e a música me fazia parar pra pensar em tudo que estava mudando na minha vida, em todos os sentimentos do mundo, nas minhas amigas, nas pessoas que eu amava e nas coisas que eu mais amava fazer. Depois de uma certa hora desliguei o computador e me joguei na minha cama, tentando dormir. Tentativa falha, tirei da estante o primeiro livro que vi e comecei a ler, até que meus olhos começaram a pesar e eu não via mais nada.


CAPÍTULO 1

- !!
- Oiii mãe... – Eu respondia minha mãe com a maior preguiça do mundo, era hoje que nós iríamos nos mudar, o apartamento já estava vazio, tudo que restava lá dentro era eu, minha bolsa com meu notebook e meus pais e a Claire, que estavam no corredor com a porta aberta e me esperando para irmos embora. Dei uma última olhada em tudo a minha volta e fui em direção a porta sem olhar mais nada, entrei no elevador e esperei até chegarmos no térreo, de boca calada. Passei pela portaria do prédio, o Sr. Watson sorriu para mim, eu apenas acenei com a mão e segui para o carro ainda calada, me joguei lá dentro e passei toda a viagem sem dar uma palavra, apenas concentrada nas músicas que passavam por meus ouvidos.
- , chegamos! – Jack, o motorista, disse abrindo a porta, tirei os fones do ouvido e percebi que todos já estavam fora do carro, saí de dentro e olhei em volta e fui em direção ao hall do prédio.
Meu pai tinha parado para resolver alguma coisa com um cara lá em baixo, peguei a chave com ele e o andar, cobertura de novo, entrei no elevador e subi pensando comigo mesma, como seria daqui para frente...
Abri a porta e entrei no apartamento, andei por cada cômodo, a Laura já tinha colocado tudo no lugar, parei na varanda da sala de estar, me apoiei e fiquei vislumbrando a minha “nova” paisagem. Voltei e me dirigi as escadas do apartamento, olhei em volta e logo vi qual era o meu quarto, larguei minhas coisas em cima da cama e me joguei em cima dela, amanhã eu já começava naquele colégio infernal que eu nem sonhava em entrar, confesso que preferia milhões de vezes mais continuar onde estava antes.
Meus pais subiram, deixaram cada um as coisas em seus lugares, almoçamos e eu passei o resto da tarde lendo e no computador, até que deu por volta das 10h da noite e eu fui dormir por falta do que fazer mesmo, fechei os olhos me concentrando em qualquer ator bonito existente, (técnica infalível) até que eu não sabia mais onde estava.

Wet Hot American Summer do Cobra Starship tocava no meu celular, abri os olhos, olhei em volta e me levantei calçando minhas sandálias, vesti meu robe e saí do quarto em direção ao banheiro, quando estava devidamente vestida e arrumada, desci, tomei um copo d’agua e saí pela porta de casa, é eu sei, eu não comia direito de manhã.
Entrei no carro e mandei o Jack me levar no colégio, coloquei os fones no ouvido novamente olhando todo o caminho até o colégio.
- Senhorita, chegamos! – Jack se pronunciou olhando pelo retrovisor dentro do carro, agradeci e saí dele olhando em volta. Como estava com pressa antes de sair de casa peguei qualquer blusa, minha saia preta de cintura alta e o primeiro sobretudo que vi na frente, o bege.
Soquei os fones dentro da bolsa e fui andando em direção aos portões que me levavam a uma escadaria, fui passando e percebi que diferentes pessoas olhavam para mim, isso não me importava, passei direto sem falar com ninguém.
Fui andando pelos corredores e sem querer esbarrei em outra garota.
- Hey, olha por onde você anda garota! – Ela disse na maior grosseria, de cabelo castanho escuro, usava roupas bonitas e uma tiara vermelha na cabeça.
- Desculpa, mas eu tenho nome, e que por sinal é ok! Não precisa ser grossa! – Eu disse a ela dando um sorriso irônico e observando as suas “seguidoras” que estavam atrás dela sem falar nada, apenas observando.
- Hunf! – Ela se esbarrou propositalmente em mim de novo e saiu andando. Ela pensa que eu sou estúpida ao ponto de ficar com “medo” dela e pedir milhões de desculpas e... HAHA, sonhe amor.
Algumas aulas passaram e o intervalo tocou, eu estava sem fome, peguei apenas uma maçã e me sentei em uma mesa qualquer, coloquei os fones no ouvido e fiquei apenas gesticulando com a boca a letra da música, até que senti alguém se sentando ao meu lado, tirei os fones do ouvido e olhei para o lado, era uma garota com os cabelos curtos e loiros, tinha cara de simpática.
- Olá, - Ela disse sorrindo de lado. – É, eu sei, é meio estranho eu aparecer aqui do nada e vir falar com você, a gente nem se conhece mas eu vi que você era novata porque tratou a Blair daquele jeito e eu pensei em vir falar com você e... – Ela desembestava a falar até que eu a interrompi.
- Ok, - Eu disse sorrindo. – Não tem problema mas, quem é Blair?
- Aquela garota de cabelos escuros com quem você “falou” ... – ela disse fazendo aspas com as mãos –... no corredor.
- Ah, sim, aquela idiota!
Ela riu, e se ajeitou na cadeira ao meu lado.
- Enfim, o meu nome é Jenny, e o seu é... – Ela perguntou ajeitando o cabelo.
- , prazer! – Eu disse sorrindo.
- Então... – A partir daí nós desenrolamos uma grande conversa, sobre diversas coisas diferentes e eu descobri que ela tinha ódio daquela tal de Blair, me disse que ela era uma metida isso e aquilo, falamos sobre roupas e ela me contou que queria seguir carreira como estilista, conversamos até o sinal tocar e eu ter que ir embora, nos despedimos e ela seguiu pra onde tinha que ir.
O resto do dia passou rápido e eu não encontrei com a Jenny de novo, cheguei na frente do colégio e Jack já estava lá, no carro, claro, enquanto algumas pessoas observavam ele, passei direto e entrei dentro do carro, ele arrancou e cheguei em casa minutos depois, passei direto pela minha mãe para deixar minhas coisas lá em cima, arrumei tudo e troquei de roupa, segundos depois ela já estava me chamando.
- !!
- Já vai mãe. – Respondi já saindo do quarto e descendo as escadas em direção a mesa onde o almoço estava posto, meu pai vivia trabalhando por isso não estava em casa, mas eu não me importava, ele quase não tinha contato comigo, estava sempre fora e viajando. - O que é isso? – perguntei apontando para o prato em cima da mesa enquanto andava até o meu lado da mesa.
- Peixe, ! Agora coma, porque você já não comeu no café. – Ela disse pegando seus próprios talheres e colocando um pedaço dele na boca.
Eu sabia que não podia ficar esquelética, isso era doença, mas de manhã eu realmente não tinha fome, isso não era minha culpa. Peguei um pedaço do peixe e maior parte da salada e comecei a comer, eu e minha mãe não nos pronunciamos na mesa, então eu terminei de comer, me levantei e fui para o meu quarto, passei o resto da tarde fazendo coisas insignificantes já que no primeiro dia de aula não tinha vindo nenhum dever.


CAPÍTULO 2

Acordei com aquela mesma voz de sempre, Gabe Saporta, acho que já estava na hora de eu mudar o toque desse despertador. Me levantei e realizei a mesma rotina matinal de sempre, claro, assim que fiquei pronta passei reto pela porta e Jack me esperava já dentro do carro, cumprimentei-o e entrei sem mais delongas, em minutos já estava na frente do Constance. Atravessei os portões, subindo as escadas e sentindo olhares sobre mim. A mudança de colégio e de cidade não tinha sido muito drástica, apenas as reações das pessoas não eram as mesmas, já que antes eram olhares de interesse e agora olhares de interesse mas também de “medo”, mesmo eu sem saber o porquê.
- Você é a ? – Um garoto de cabelos pretos, muito curtos e olhos castanhos se dirigiu a mim, ele era meio estranho, inseguro talvez.
- Sim sou, por quê? – Perguntei não olhando mais diretamente para seus olhos.
- É que a minha irmã, a... hm... Jenny... Me pediu para te entregar isto, ela não vinha hoje, disse para eu lhe procurar. – Ele disse abaixando levemente a cabeça e entregando um envelope de cor vermelha em minhas mãos.
- Ah, obrigada, ... Jenkins. – Eu lhe disse olhando para o seu rosto, na verdade tentando, já que ele estava de cabeça baixa.
- Daniel Humphrey, Dan – Ele disse levantando a cabeça com um sorriso no canto do rosto.
- Prazer, tenho que ir. – Acenei com a cabeça para ele e caminhei rapidamente na direção contrária, virando o rosto para olhar para trás, tentando averiguar se ele não estava me seguindo claro, consegui mais uma vez esbarrar em alguém. - Me desculpe – Foi tudo que eu pude dizer antes de abaixar a cabeça sentindo vergonha por ter esbarrado em um menino, se fosse aquela... Blair? É acho que era isso, eu não estava pouco me importando, mas era um garoto, bonito.
- Chuck Bass – ele disse com um sorriso malicioso no rosto segurando e beijando a parte superior de minha mão, me fazendo levantar a cabeça e olhá-lo fixamente.
- Jenkins.
- Prazer. - ele completou deixando minha mão cair vagarosamente. Sorri para ele.
- Licença, eu... Tenho que ir. – Disse já me dirigindo aos corredores novamente, mas fui impedida por ele, que segurou a barra de minha saia. Olhei para onde sua mão estava e em seguida para o seu rosto, até que ele soltou. Ele olhou para minha mão, onde o envelope que a Jenny havia me mandado, ainda estava. Deu um sorriso significativo e me olhou.
- Te encontro lá. – Simplesmente se virou para o lado contrário e saiu andando, passei breves segundos o observando e tentando entender o que tinha acontecido, ainda sem conseguir associar os fatos, saí do meu transe e segui em direção a sala que eu devia estar, mesmo que a Jenny fosse mais nova que eu e nós não tivéssemos as mesmas aulas, eu tinha ficado com ela nos intervalos e agora estaria sozinha.
As aulas passaram rápido, e no refeitório 3 garotas tinham vindo falar comigo, eu não lembro do nome delas mas isso é irrelevante. Deu a hora e Jack já me esperava fora dos portões do colégio, me joguei no carro e só me dei conta do tempo quando ele me chamou atenção, com o carro já parado na frente do meu prédio.
Entrei em casa e passei direto pelas escadas antes que alguém me obrigasse a comer antes de tomar banho, o que eu sempre fazia assim que chegava em casa. Larguei minhas coisas em cima da cama e segui para o banheiro.
Reparei minhas roupas no cesto dentro do banheiro e pude avistar um post-it colado em sua barra, coisa que eu não tinha percebido antes, que gafe.
O tirei de dentro assim que percebi que havia algo escrito, oks, não eram letras, eram apenas números. Uma sequência de números que parecia resultar em um celular.
O analisei, mas, não fui capaz de reconhecer, digitei em meu celular para verificar se o tinha em meus contatos... Nada. Larguei o post-it em cima da cama junto com o celular e saí do quarto em direção à mesa que ainda estava posta, somente a minha espera, provavelmente.
Comi e subi em direção ao meu quarto de novo, enquanto eu não tinha festas para frequentar ou não conhecia certos lugares, a minha vida se resumia a isso. Estava tirando minhas coisas de cima da cama para me deitar quando o envelope vermelho caiu no chão, eu já tinha me esquecido dele, com tudo que aconteceu. O apanhei e levantei a aba que o lacrava, havia mais um papel dentro. Li:
"Festa. Sábado. 21h. Banshee Pub."
Eu sabia que ele iria, não sabia como a Jenny havia conseguido o convite, mas acredito que ela também fosse, tinha pego a semana meio atravessada, por isso hoje já era sexta feira. Sim, eu iria aquela festa, adorava festas e na primeira oportunidade que me aparecesse eu a “agarraria”, então ela apareceu, e ainda bem viu porque eu já estava cansada dessa vida entediante, e simples, se minha mãe não deixasse... Eu fugiria de casa, era só uma noite mesmo.
O resto da tarde passou rápido, eu tinha arrastado a Jenny pra dentro de um shopping qualquer atrás de uma roupa para o sábado, eu estava sem opções em meu guarda roupa e já que ela queria seguir a carreira de estilista, deixei que ela “cuidasse” de mim. Depois de meus preparativos, ela própria arrumou o que iria vestir, mesmo depois de eu oferecer mil vezes qualquer roupa de meu closet e ela sem aceitar. À noite, voltou para casa e eu simplesmente me joguei na cama, deixando meus devaneios dominarem minha mente por completo até o ponto que minha consciência não estava em mais pleno estado e eu sonhava com qualquer coisa insignificante nesse mundo.

Merda, tinha esquecido de desativar o despertador.
É, e por conta disso eu acordei super cedo em um SÁBADO, cocei os olhos e virei para o outro lado. Soquei minha cabeça no travesseiro. Virei de lado, nada. Fiquei de barriga para cima, nada. Virei para o outro lado e escondi os olhos da luz. Até que desisti. Perder sono uma hora dessas não é nada legal. Não me levantei, fiquei apenas observando o teto do quarto com a mente vazia. O vento atingiu a janela de meu quarto e eu senti frio por segundos, puxando o cobertor até minha cintura. Fechei os olhos dois segundos e decidi me levantar. Segui para o banheiro e escovei meus dentes antes de tomar coragem de descer aquelas escadas para comer alguma coisa.
Entrei na cozinha e abri a geladeira, achei morangos. Era isso que eu ia comer, problema resolvido.
Me joguei no sofá e liguei a TV em um volume razoável já que meus pais e a Katherine, minha irmã, ainda dormiam. Coloquei minha mão no pote e quando olhei percebi que já tinha comido todos os morangos, me levantei para colocar o pote na cozinha e senti algo vibrar em meu bolso. O celular, não lembrava de tê-lo colocado no bolso, mas isso era indiferente. Tinha acabado de chegar uma mensagem, abri para verificar o que era.

Depois de um longo verão todos recolhem suas coisas e voltam às mesmas rotinas de sempre. Festas e mais festas, são coisas que nunca faltam entre os da elite de Manhattan.
Escolha a melhor roupa, consiga seu convite e nos encontre lá, onde tudo pode acontecer.
And who am I? That’s a secret I’ll never tell, I know you love me, Xoxo Gossip Girl


Gossip Girl?
Sinceramente, acho que a Jenny tinha comentado algo sobre ela para mim, mas... Como que ela tinha o número do meu celular para me mandar essa mensagem, por mais que não parecesse estar endereçada a MIM mas sim a mais de uma pessoa, eu não me lembrava do que a J tinha falado sobre ela, algo como... Uma blogueira de fofocas? É acho que era isso. Balancei a cabeça e sacudi o celular no sofá, tomando o caminho que pretendia antes do celular vibrar. Quando estava voltando para a sala o visor dele se iluminou e pude enxergar uma única letra, J, na tela. O peguei e atendi.
- Jenkins?
- Hey Jenny! – Eu disse segurando o celular no ombro para ajeitar meu cabelo que estava na frente de meus olhos.
- Você vai mesmo na festa certo?
- Vou né, mas... Você vai? Eu não vou ficar sozinha lá!
- Claro que vou, nunca perco essas festas. E você é nova, preciso te mostrar tudo que acontece por aqui. – Ela disse rindo.
- Haha, é bom mesmo. Ah, e posso te fazer uma pergunta?
- Claro, o que é?
- É que eu recebi uma mensagem no celular meio que falando sobre essa festa, com algo como “beijos, gossip girl” no final.
- Ah, e você quer saber o que é certo?... Garota, é aquela blogueira que eu te falei – Ela disse com uma voz indignada, mas querendo rir.
- Imaginei, mas queria tirar minha dúvida – Eu disse a ela dando um risinho.
Depois de um tempo conversando, desliguei e fui arrumar algo para fazer. O notebook me parecia uma boa idéia, eu não era uma pessoa viciada em internet, mas nas horas vagas é sempre válido esse “amigo” do seu lado certo?
Conferi minha caixa de e-mails, blogs e afins. Até que eu enchi o saco, olhei a hora, 11h da manhã.
Almocei um tempo depois, e o tempo passou como o vento. Às 20h30min eu já estava vestida, arrumando meu cabelo quando meu celular tocou. Era a Jenny, estava saindo de casa daqui a pouco, por morar mais longe do pub que eu. Terminei de arrumar às 21h20min e pedi ao Jack que me levasse ao local, aproveitando que meus pais tinham saído para jantar juntos, e a Katherine estava assistindo a programas inúteis na TV distraidamente.

Pouco tempo depois já estava dentro do pub com luzes na cara e vendo várias pessoas se deslocando de um lado ao outro, na pista de dança, vários adolescentes aproveitavam a companhia do que deviam ser seus namorados(as), ou não. Meu olhar passou pelo bar e as pessoas que ali estavam e eu decidi seguir para lá.
- Sabia que você vinha. – Senti uma mão passar por minha cintura e uma voz sussurrar em meu ouvido, fazendo o arrepio subir por minha espinha por segundos.
- Quem é você? – Perguntei normalmente e consegui me desvencilhar de seus braços, ficando de cara a cara com ele. – AH, é você. – Eu disse já me virando de volta com o objetivo de seguir o caminho de antes.
- Você não me ligou – Ele me segurou e falou sorrindo.
- O post-it era seu. – Eu afirmei sorrindo e já associando as coisas.
- Claro – ele respondeu sorrindo e me soltando, visto que eu não sairia dali.
Eu ia falar alguma coisa quando ouvi aquela vozinha IRRITANTE atrás de mim e me virei para olhá-la concluindo que era exatamente quem eu imaginava, Blair Waldorf. Sim, eu sabia o sobrenome dela.
- Chuck Bass e... Jenkins!? – Ela me analisou e olhou novamente para ele. - Não pensei que fosse ser tão rápido com ela.
- Hey, eu não fiz nada com ela. – Ele disse rindo, ela riu também.
- Você não brinca comigo. – Eu disse a ele deu um sorrisinho, olhei para ela e saí andando sem mais nem menos, sentindo o olhar dele ainda em mim.
- !! – Me virei e vi Jenny andando em minha direção com uma cara chocada. – O que foi aquilo? – Ela perguntou rindo.
- Nada demais. – Eu disse balançando a mão e me virando notando que 2 garotas no bar tinham o olhar em cima de mim, pude vê-las levantarem e se olharem e percebi que estavam vindo em nossa direção(?).
- Ok que... – Antes que ela falasse qualquer coisa, as garotas chegaram até nós e a interromperam como se ela nem existisse.
- Kathy Snow, prazer. – A loira disse sorrindo para mim.
- Brittany Jones - A outra disse também sorrindo.
- Jenkins. – Respondi as olhando normalmente.
- Sim, nós sabemos.
- Martini? – Uma delas, Kathy, disse me entregando uma taça.
- Sim, obrigada. – Eu disse sorrindo e pegando a taça de sua mão.
- Uma volta? – a morena, Brittany, perguntou. Afirmei com a cabeça e fomos andando pelo pub, passei e Chuck Bass pesou seu olhar em mim, sendo acompanhado pela Waldorf.

- O Bass e você em... – A Kathy disse sorrindo.
- Não tenho nada com ele, ele parece ser um idiota. – Eu disse a ela tomando um gole do Martini.
- Idiota? Chuck Bass? Nunca, ele só é galinha. – Dessa vez a Brittany se pronunciou.
- É, aparenta mesmo. – Eu falei sorrindo maliciosamente quando percebi que ele me olhava do bar. – Uma pergunta. O que essa Blair Waldorf tem com ele? – Eu perguntei a elas duas franzindo a testa.
- Sempre foi apaixonada por ele, mas pra ele o que importa é o jogo. Estando com ela ou não, ele vai estar sempre constante no Vitrola. – Disse Kathy tomando um gole da bebida que tomava.
- Vitrola? Humm... Bom saber. – Eu disse sorrindo ainda mais.
- É o que eu estou pensando? – Perguntou Kathy me olhando em seguida.
- Provavelmente, - Lhe respondi pegando mais uma taça de Martini quando o garçom passou oferecendo.
- Gostei de você... – Disse Brittany rindo.
- Também gostei de vocês. – Respondi rindo junto com elas. – Preciso fazer uma coisa.
- À vontade. – Disse ela segurando minha taça enquanto eu andava em meio as pessoas que se afastavam dentro do pub. Até que encontrei ele. Passei a mão em seu ombro sussurrando em seu ouvido, fazendo-o sorrir. Desenrolei seu cachecol e ele se virou para mim, quase alcançando meus lábios, mas eu fui mais rápida e virei o rosto, sorrindo de lado com sua pressa, e percebi que seria muito mais fácil do que eu imaginava.
- Você mudou de idéia rápido – Ele sussurou para mim sorrindo como sempre. Em minha mente eu diria “Eu disse 'Você não brinca comigo'", mas não gostaria que meu plano fosse por água abaixo, certo.
- Às vezes não agimos como falamos, - Foi na verdade o que eu disse, colocando meu rosto na curva de seu pescoço, ele me beijou e eu senti ele ir me empurrando para trás e o barulho diminuir com o tempo, até que ele cessou completamente e ouvi uma porta se fechando.
- Que bom - Foi apenas o que ele disse, ainda ofegante.
- Você vem muito aqui.
- Isso é uma afirmação. – ele disse sem expressão aparente.
- Claro – Foi o que eu respondi.
- Sim, por quê? – Ele perguntou com o rosto em minha nuca.
- Ninguém deve saber que aqui há quartos.
- Sim – Ele disse rindo e já entendendo a origem de minha afirmação após eu "explicar" com poucas palavras.
- Imaginei, - respondi a ele, sentindo seus beijos descerem por meu colo e tentar abrir o zíper do meu vestido que se encontrava na parte de trás. Desenrolei seu lenço completamente e depois de algumas tentativas inúteis consegui tirar sua camisa. Sem que ele percebesse, peguei meu celular, no bolso do vestido que era praticamente inotável e acionei um dos seus dispositivos inúteis que pela primeira vez em toda sua existência seria útil para mim. Ele me empurrou e senti minhas costas caírem sobre uma superfície mole. Ele beijou meu colo já nu e subiu com os beijos desde meu pescoço, queixo até minha boca. Agarrei seus cabelos e deixei que ele “tentasse” agir. Mordi seus lábios e senti ele tentar desabotoar meu sutiã. Ele acionou justamente na hora esperada, a luz do celular acendeu e ele tocava alguma música, sorri internamente e o afastei com a mão em seu peito antes de me levantar, pegar o celular e fingir atendê-lo. Sim, eu tinha acionado a “chamada falsa”. Dei a ele um olhar falso de desculpas e me vesti quando encontrei meu vestido jogado em um dos cantos do quarto, enquanto isso falava qualquer besteira ao telefone, algo como “desculpe”, “não vi a hora” ou “daqui a pouco eu volto”, o olhei deitado na cama e vi sua cara emburrada. Sem dizer nada, e já vestida, claro, bati a porta com ele lá dentro apenas de boxer. Sai andando pelo pub sorrindo.
- Jenkins... – Ouvi Kathy se dirigir a mim com Brittany ao seu lado. Sorri para as duas.
- Olá,
- Vejo que... – Ela olhou para o lado e eu vi Chuck passando por nós três com a cara fechada e se dirigindo a limousine estacionada na frente do pub. – Deu certo.
- Sim - respondi rindo para ela.
- Você definitivamente é louca, ninguém brinca com Chuck Bass, garota. – Disse Brittany a mim.
- É... Regras mudam. – Eu disse piscando o olho e pegando uma taça de qualquer bebida que passou ao meu lado na bandeja.
- Verdade. – Disse ela sorrindo.
Minutos depois, me despedi delas, peguei o celular e pedi que Jack viesse me buscar. Em minutos ele já estava na porta do pub e pouco tempo depois eu entrava em casa tentando fazer o mínimo de barulho possível, contando que já eram quase 3h da manhã. É, o tempo passa rápido. Subi as escadas com sucesso, tirei minha roupa e tomei um banho rápido, me jogando na cama logo em seguida. Antes que pudesse sequer fechar meus olhos, senti o celular vibrar, uma mensagem.

Festas sempre resultam em coisa não tão boas na escandalosa Manhattan, parece que alguém deixou o Bass hoje. Foi visto saindo do pub com uma cara nada boa e antes saindo de um quarto escondido nos fundos do Banshee Pub.
Quem será a garota responsável por tal ato? Cuidado com quem se envolve Bass.
And who am I? That's a secret I'll never tell , I know you love me, Xoxo Gossip Girl


Sorri sozinha. Larguei o celular na mesa de cabeceira e me virei, fechando os olhos e pegando no sono em pouco tempo.
Meu domingo passou rápido, nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhum e-mail... E eu também não tinha o que fazer, oks admito eu estava com preguiça de fazer qualquer coisa, por isso passei a tarde mofando em casa para em poucas horas voltar a mesma rotina colegial de sempre.

- Jenkins. – Brittany disse assim que seu olhar me alcançou, sorri para ela e senti olhares sobre mim assim que atravessei os portões.
- Jones...
- Pode chamar de Britt – Ela disse piscando e se aproximando.
- Viu a Kathy? – Perguntei ajeitando a bolsa e também me dirigindo a ela.
- Falando de mim hein... – Olhei para trás e a avistei sorrindo e andando em nossa direção. Alguem passou por nós, Jenny, me fuzilou com os olhos e passou direto sem dizer nada, a segui com o olhar não entendendo nada. O sinal tocou e tivemos que seguir para nossas respectivas salas. Depois de algumas horas de inúteis aulas o sinal finalmente tocou para o intervalo maior e assim que entrei no refeitório avistei Britt e Kathy em uma mesa diferente da qual eu sentava com Jenny. Acenaram para mim e eu fui andando na direção delas, estava localizada bem no meio do refeitório e reparei que Blair Waldorf estava sentada em uma mesa ao lado, com duas meninas.
- Hey garotas. – Disse sorrindo e me sentando.
Uma garota loira passou por nós, seu olhar pesou em mim e ela se dirigiu a mesa da Waldorf falando alguma coisa a ela que a fez arregalar os olhos e me dar um pequena olhada.
- Quem é essa? – Perguntei às duas que estavam sentadas de frente para mim com o olhar direcionado para o mesmo local.
- Serena Van Der Woodsen, melhor amiga da Blair, já foi rainha do Constance mas a Waldorf tomou seu posto. – Kathy explicou.
Me levantei e segui em sua direção, que já tinha se afastado da mesa da Waldorf, Britt e Kathy olharam para mim sem entender.
- Hey - Eu disse sorrindo e colocando a mão em seu ombro. Ela se virou, olhou por trás de meu ombro e sorriu.
- Serena Van Der Woodsen.
- Jenkins. - ajeitei o cabelo e sorri de lado.
- Quem você pensa que é? – Ela perguntou, olhando por meu ombro de novo.
- O que eu fiz para ser recebi com tal pergunta? – Perguntei a ela franzindo a testa levemente e ainda sorrindo.
- A Blair sabe que você dormiu com o Chuck.
- Eu não dormi com ele, fui embora antes de qualquer coisa. – Disse a ela fingindo uma cara indignada.
- Então o que a Gossip Girl disse é realmente verdade!? - Ela disse pesando os fatos.
- Claro. - Respondi colocando a mão na cintura fingindo não entender nada.
- Mas é que o Chuck...
- Já era de se esperar, - eu disse a interrompendo.
- Verdade, não pensei nessa possibilidade... O Chuck é um idiota mesmo. – Ela disse balançando a cabeça.
- É, eu sei. Sempre foi assim? – Perguntei levantando a sobrancelha.
- Por incrível que pareça, sim. Ele não muda nunca, - Dessa vez ela olhou para meu outro lado e sorriu maliciosa. – Volta pra mesa.
Sorri, dei meia volta e segui em direção à minha mesa junto a Kathy e Britt. Quando olhei em sua direção novamente ela falava com Chuck.
- Como isso? – Britt perguntou.
- Isso o que? – Perguntei, tirando os olhos dos dois assim que Chuck me olhou de lado.
- Ainda não entendo como que... Você sendo novata aqui, pegou o Chuck e ainda deixou ele na merda, senta em uma mesa ao lado da Waldorf, tem a gente e falou com a S. Van Der Woodsen. Tudo isso em muito pouco tempo. Em pensar que você andou por alguns dias com "Jenny Humphrey". – Kathy disse rindo e enfatizando o nome de Jenny.
- Que tem a Humphrey? – Perguntei e ri junto com o pensamento dela.
- Ela é do Brooklyn. – Respondeu Britt levantando uma das sobrancelhas para mim.
- Ah, não sabia. – Disse franzindo a testa. Por que a Jenny não tinha me dito isso?
- Percebi viu, porque...
- Posso falar com você? - Antes que ela terminasse de falar, Chuck a interrompeu sorrindo e com a mão em meu ombro. Olhei para o lado e vi Serena passar sorrindo para mim.
- Claro, Bass. – Respondi me levantando e andando junto a ele.
- Por que você disse aquilo a Serena? – Ele me perguntou.
- Aquilo o que?
- Você negou que tinha dormido comigo. – Ele disse enquanto andávamos lado a lado sem olhar um para a cara do outro.
- Claro que neguei, não era verdade.
- Você sabe que eu preciso disso.
- Precisa? Precisa do que? Espalhar para todo mundo que você pegou mais uma no Constance e...
- Eu preciso que a Blair me deixe. – Ele disse se virando para mim e me segurando pelos braços.
- Por quê? Ela é a rainha do colégio, não é isso que você quer? – Lhe perguntei franzindo a testa e virando a cabeça de lado.
- Não. – Ele disse balançando a cabeça e me olhando profundamente.
- Então o que você quer? – Perguntei balançando a cabeça sem entende-lo.
- Você. – O olhei profundamente e...
- Jenkins! – Me virei rapidamente e vi Blair Waldorf andando em nossa direção, me soltei dos braços de Chuck e me virei para ela.
- Waldorf... – Disse sorrindo e agradecendo mentalmente por ela ter aparecido.
- Só Blair por favor. – Ela disse sorrindo, olhou por meu ombro e voltou o olhar para meu rosto.
- Claro. , Jenkins.
- Eu sei, - ela disse sorrindo. – Chuck, er...
- Licença, - Senti sua mão passar pela parte superior de meu bumbum, ele sorriu e saiu andando sem olhar para trás.
- Obrigada – Blair disse fazendo com que minha atenção voltasse novamente para ela.
- Pelo que? – A perguntei.
- Por não ter cedido ao Chuck. – Ela disse sorrindo e em seguido tomou algum rumo desconhecido e que não importava a mim. Tudo ia muito bem, e eu agradecia mentalmente pelo convite aquela festa no Banshee Pub.


CAPÍTULO 3

Minha semana tinha sido cheia, apesar da Jenny não atender aos meus poucos telefonemas, havia conversado com a Serena sobre o “estado de espírito” da Blair quanto ao Chuck e ela me explicou tudo que Chuck aprontava mesmo estando com ela (a Blair), falei algumas vezes com Chuck e ele me apresentou um amigo seu, Nate Archibald, que já tinha namorado com a Blair e enquanto namorava com ela tinha dormido com a Serena, é... Esse colégio era cheio de controversas. E a tal “Gossip Girl” mantinha todos BEM cientes disso. Meus pais tinham um jantar de trabalho nesse final de semana com o dono de algum hotel aí e minha mãe resolveu que eu era literalmente obrigada a ir, então... Sem festas essa semana, mas como tudo anda a meu favor nenhum convite tinha chegado às mãos de qualquer pessoa então, ninguém tem festa essa semana. Que pena, ou não.
A sexta feira passou como sempre, aulas, intervalo, Britt e Kathy, mais aulas, casa, almoço e afins. No jantar minha mãe me informou que esse tal jantar de trabalho seria no sábado às 20h na casa do cara, e que eu estivesse pronta antes disso, affes.
Ainda bem que eu não tinha deixado o despertador acionado, então só fui acordar quase 10h da manhã. Entrei no chuveiro e deixei que a água quente absorvesse tudo que havia em minha mente naquele momento, me vesti e desci as escadas para comer alguma coisa. Não vi meus pais, apenas a Katherine grudada na tela da TV de novo. Subi as escadas e enquanto não fazia nada li um livro inteiro, mesmo ele não sendo muito grande. Almocei e passei o resto da tarde fazendo inutilidades na internet, até que minha mãe mandou eu me arrumar, e foi o que eu fiz. Tomei banho e coloquei um vestido vermelho qualquer que eu tinha. Meus pais chegaram e nós saímos em direção a casa do tal cara, que tédio viu. Chegamos, e observei o hall do prédio, era tudo muito lindo. Entramos no elevador e em poucos segundos já estávamos na porta tocando a campainha, uma empregada atendeu e nos mandou entrar e sentar. Estava olhando minhas unhas distraidamente até que ele chegou na sala junto com...
- Chuck Bass!? – Eu disse arregalando os olhos, por essa eu realmente não esperava.
- Jenkins. – Disse sorrindo abertamente, pelo visto ele sabia dos negócios do pai.
- Vocês já se conhecem? – Perguntou o Sr. Bass olhando para o filho e em seguida para mim.
- Do Constance. – Chuck respondeu sorrindo de lado para mim.
- Que ótimo. – Meu pai disse sorrindo também.
- Chuck, ofereça algo a garota. Vamos Sr. Jenkins. – O Sr. Bass disse apontando o braço a uma sala do outro lado, para que meu pai o seguisse.
- Já ia pai. – Chuck disse abaixando a cabeça. Nossos pais se dirigiram a outra sala e em seguida ele se pronunciou.
- Quer beber alguma coisa?
- Não obrigada. – Respondi o olhando e me aproximando, ele parecia já ter bebido uns copos. – O que houve?
- Ahn? O que? Ah, nada. – Ele disse se “despertando” de um transe.
- Senta aqui. – Eu disse o guiando para o sofá.
- Desculpe. – Ele sussurrou deixando o rosto cair sobre meu pescoço.
- Me diz o que aconteceu. Por que você bebeu? – Eu perguntei suspirando, imaginando se ele e o Sr. Bass teriam tido um briga antes de chegarmos.
- Eu... Quero vomitar.
- Onde tem um banheiro aqui? – O perguntei tentando olhar o corredor para ver se conseguia distinguir qual daquelas portas era.
- Segunda porta à direita. – É, facilitou meu trabalho Chuck.
- Vem. Levanta. – O arrastei até o banheiro e deixei que ele se ajoelhasse para vomitar, aquilo era nojento, mas eu tinha ficado com um pouco de pena dele depois de ver aquela cena. Depois de um tempo suportando aquele cheiro ele finalmente terminou de vomitar, mandei–o entrar no chuveiro e tomar um banho, o que surpreendentemente ele atendeu na mesma hora e se eu não o tivesse impedido e saído do banheiro antes ele teria tirado a roupa e entrado no chuveiro com eu ali dentro mesmo.
Depois de entrar em várias portas achei seu quarto e parei sentada ali em sua cama, olhando em volta e esperando ele terminar o banho. Perdi minha atenção quando ouvi um barulho vindo da porta e ele entrou apenas com a toalha enrolada na cintura.
- Você saiu de lá – Ele disse com a voz fraca, já parado no meio do quarto.
- Eu não ia ficar te olhando tomar banho – Eu disse me levantando e andando em sua direção.
- Não tinha problema. – Ele disse fechando os olhos e deixando a cabeça cair de lado.
- Claro que tinha. Agora vamos, entra nesse closet e troca de roupa vai.
- Me ajuda? – Ele pediu manhoso.
- Não. Vai, se arruma logo garoto! – Eu dizia rindo das besteiras que ele falava com aquele sorriso tarado na cara. Depois de algum tempinho de insistência ele entrou na droga do closet e trocou de roupa. Mesmo que em uma hora eu quase que cedia a entrar no closet com ele, mas eu não podia me deixar levar, eu sabia o que queria e sabia muito bem a que ponto Chuck Bass poderia chegar.
Quando saímos do quarto ele já estava mais lúcido, me ofereceu alguma coisa e eu só pedi um copo d’água. Horas mais tarde, já depois do jantar servido na casa dos Bass meus pais resolveram que já era hora de ir, mesmo com a insistência do Sr. Bass para que meu pai ficasse mais um pouco.

6:30h. Segunda-Feira, Maio.
Droga, tinha perdido a hora. Acho que o despertador tinha tocado às 6h e eu não escutei porque já eram 6h e meia da manhã, me levantei, me arrumei rápido e desci as escadas correndo, pegando apenas uma maçã dando bom dia aos meus pais e passando direto pela porta. Encontrei Jack já encostado na frente do carro me esperando.
- Atrasou Srta. Jenkins? – Perguntou ele rindo.
- Não sei como, mas acho que não ouvi o despertador. – Disse também sorrindo, mas sem olhar para o seu rosto, já entrando na parte de trás do carro. Jack, consciente de que eu estava meio atrasada foi o mais rápido que pôde, pelo menos amenizando o meu deslize. Passei pelos portões e subi as escadas do colégio, assim percebendo que ainda haviam pessoas pelo corredor.
- . – Ouvi a voz de Kathy vindo de um dos lados do corredor, ao lado dela Brittany vinha sorrindo de lado.
- Kathy, - Eu simplesmente disse sorrindo de lado.
Passamos juntas pelo corredor e trombamos com quem eu menos desejava, mesmo que por dentro, Blair Waldorf. Ela com mais suas duas “seguidoras” atravessaram um lado do corredor enquanto nós três passávamos para o outro.
Sem intrigas.
Parte da manhã passou, até a hora do intervalo. Segui para o refeitório e encontrei Kathy e Britt sentadas na mesma mesa de sempre. Sentei-me junto as duas com um copo de suco na mão.
- Hey, posso falar com você? – Pude escutar a voz de Chuck a pouca distância, afirmei com a cabeça e me levantei em sua direção.
- O que você quer? – Perguntei a ele.
- Hoje na minha casa às 20h. – Ele disse enfiando um pedaço de papel em meu bolso.
- Ahn? É o que? Você... – Antes de eu completar ele já tinha saído andando para o lado contrário, idiota. Voltei para mesa e me sentei novamente.
- O que ele queria? – Perguntou Britt curiosa.
- Nada não. – Eu respondi balançando a cabeça, tomando mais um gole do suco e olhando na direção em que ele tinha saído. Nenhuma das duas sabia do jantar que eu tinha tido na casa do Bass, e não sei se contava, na verdade eu não me sentia a vontade o bastante para ficar falando de tudo.
Tocou o sinal, aulas e mais aulas até as 12h, quando eu finalmente entrava em casa pra fazer qualquer coisa que fosse, mas hoje os professores tinham que me dar a enorme alegria de passar trabalho para casa. Depois de tudo feito, de ter almoçado, tomado banho e afins, eu não tinha o que fazer. Quer dizer, até a hora que Tereza, nossa governanta, me informou que a Claire vinha fazer minhas unhas hoje, não estava muito afim, mas não tinha nada para fazer mesmo então era irrelevante. Não demorei muito para escolher o esmalte, eu demorava mais quando eram ocasiões importantes e... Oks, hoje eu só ia me encontrar com o Chuck mesmo, e eu tinha acabado de me lembrar disso, sou uma pessoa muito desatenta pode falar a verdade. Peguei o primeiro frasco de tonalidade vermelha que vi na caixa da manicure e entreguei em sua mão já tirando minha atenção dela de novo. Era começo da semana, não ia aguentar até a sexta ou o sábado se tivesse alguma festa, então a cor era insignificante naquela hora.

19h35. Segunda Feira, Maio.
Eu sei, às vezes eu me atrasava um pouquinho com essas coisas. Tinha acabado de tomar banho e estava dentro de meu closet tentando escolher alguma roupa accessível para um jantar com Chuck Bass. Terminei pelo meu tomara que caia preto. Destacava as unhas vermelhas.
Não sabia o que ele queria, mas não ia fazer diferença eu ir lá, talvez até me ajudasse, ou não. Passei por um lado do quarto e me olhei no espelho. Cabelos longos e ondulados caídos pelos ombros, castanhos, olhos cinza azulado. Pernas à mostra e colo nu. Era isso que eu via naquela superfície plana à minha frente. Sorri de lado. Peguei minha bolsa e celular em cima da cama e passei pela porta descendo as escadas do apartamento. 20h.
Passei pelo hall daquele prédio já reconhecível, subi no elevador e minutos depois já estava na sala do apartamento do Bass. Foi quando o vi vindo pelo corredor em minha direção, sorrindo de lado.
- Você veio. – Foi tudo que ele disse.
- E por que não viria?
- Fatos não correspondem situações.
- Verdade.
Ele sorriu. Entregou-me uma taça, olhei e pude reconhecer. Martini.
- Por que me pediu para vir aqui? – Pondo a taça na boca e tomando o primeiro gole da bebida.
- Minha sala, por favor? – Ele disse sorrindo e indicou uma porta à esquerda do apartamento.
- Claro. – O segui até a sala, ele bateu a porta e me virei em sua direção.
- O que você quer? – Ele me perguntou cerrando os olhos.
- Desafiando-me? – Respondi cerrando os olhos para ele também.
- Você sabe do que eu estou falando.
- Blair!?
- Como eu pensei. – Ele disse rindo, atravessou a sala e se sentou na cadeira por trás da mesa.
- Então você idealiza. – Disse me aproximando.
- Sei quando estão me usando.
- E o que quer dizer com isso? – Perguntei sorrindo de lado. Ele sorriu também e bateu a mão em sua perna, neguei com a cabeça. Ele estirou o braço pra mim e eu me aproximei mais de onde estava sentado.
- Eu sei que você me entende.
- Sim.
- Então sabe do que eu estou falando.
- Correto.
Senti algo vibrar em minha mão, algo dentro de minha bolsa ao mesmo tempo que o visor do celular dele se iluminava em cima de sua mesa. Uma mensagem de texto, olhei pra Chuck e ele voltou o olhar para o celular lendo a mensagem ao mesmo tempo que eu.

Estrelas brilham nos céus de Manhattan enquanto tudo acontece embaixo de seus próprios narizes. No Upper East Side, as aparências normalmente enganam. Dos amigos a cor do cabelo, sempre há mais do que os olhos enxergam. A cada ano somos importunados com mais brotos que esperam alcançar algo no UES, mas às vezes surgem algumas exceções.
As rainhas do Upper East Side não nascem no topo. Elas escalam seu caminho de salto. E não importa em quem tenham de pisar. Parece que seu percurso foi mais curto certo Mrs. Jenkins?
And who am I? That's a secret I'll never tell, I know you love me, Xoxo Gossip Girl


Continuei encarando a tela do celular e senti o olhar de Chuck sobre mim. Ele sorria.
- Seria a Queen agora?
- Não ponha para fora o que você não sabe.
- O destino é quem define, não é você, nem a Blair, nem mais ninguém. – Ele disse sorrindo pra mim.
- Acho melhor eu ir. – Eu disse me ajeitando e colocando o celular de volta na bolsa.
- Boa noite. – Foi tudo que ele disse antes de apertar algum botão na mesa em que estava sentado, que por sinal era bem bagunçada e eu escutar a porta da sala sendo aberta pela governanta, fui levada pela mesma até a porta.
Cheguei em casa tentando fazer o mínimo de barulho possível, por mais que não fosse muito tarde. Subi as escadas, troquei de roupa e me joguei na cama, afinal, amanhã ainda era terça feira, inferno de vida.


CAPÍTULO 4

6h, terça-feira.
Ao ouvir o som do despertador repeti toda a minha mesma rotina matinal e depois de estar pronta, já vestida, desci e me dirigi ao carro, onde Jack já estava parado. Dei-lhe bom dia e em poucos minutos eu já estava na frente do Constance por mais uma vez naquele mês.
- Bom dia Jenkins. – Fui recebida por três meninas na entrada do colégio, olhei na direção delas, sorri e segui em frente subindo as escadas do colégio, por onde uma vez ou outra eu podia sentir olhares sobre mim, sorri comigo mesma, essa Gossip Girl parecia realmente “comandar” tudo que acontecia ali dentro, se ela dizia isso, todos aceitavam que era o certo e era por ali que iriam seguir e no que iriam acreditar, independente de ninguém ali saber quem por acaso era essa garota, ou garoto, ninguém sabe. Nunca tive nenhum grande interesse em saber quem era, mas era um tipo de informação prestigiada por outras pessoas. Me dirigi pelo corredor até a sala onde seria minha primeira aula, mas antes trombando com alguém que eu já tinha encontrado em menos de 24h, meus encontros com ele estavam cada vez mais constantes.
- Heey, - Ele disse sorrindo sedutoramente e me olhando no fundo dos olhos, sendo retribuído da mesma forma, fazendo-o sorrir ainda mais.
- Você de novo.
- Não gosta de minha companhia? – Ele perguntou ajeitando o lenço que carregava consigo no pescoço, seu preferido.
- É algo que me agrada em certas ocasiões. – Respondi sorrindo de lado.
- Agradeço.
- Não tem de quê. – Respondi puxando a fita do meu sobretudo para o lado, passei direto ainda sentindo seu olhar sobre mim. Sorri comigo mesma e entrei na sala. As primeiras aulas passaram rápido até o momento em que escutei o toque que indicava que já era permitido a entrada ao refeitório, recolhi minhas coisas e caminhei em direção ao próprio encontrando Jenny no meio do caminho. A olhei e pensei que ela não fosse me dirigir a palavra, mas ela me fez parar.
- Eu preciso falar com você. – Ela disse em um tom natural.
- Sem problemas. – Disse franzindo a testa.
- Em outro lugar. – Ela disse virando a cabeça de lado e medindo a situação.
- Carlow East às 21h. – Disse a ela, coloquei minha bolsa no ombro e segui o caminho que antes estava antes de ser interrompida por ela. Entrei no refeitório e encontrei Kathy e Britt sentadas no mesmo lugar de sempre, ainda não tinha encontrado elas hoje.
- Jenkins... Sumiu.
- Eu não, sempre estive aqui. – Disse sorrindo a Kathy.
- Os olhares sobre você agora aumentaram. – Observou Brittany.
- Gossip Girl. – Disse cruzando minha perna por baixo da mesa.
- Correto. – Afirmou Kathy dando uma primeira mordida na maçã que estava em suas mãos.
- Ela comanda tudo. – Eu disse analisando minhas unhas.
- Tecnicamente sim, todos sabem de tudo através dela, os nerds e excluídos tem como agradecer mais? Se não fosse ela, eles seriam piores do que já são, porque além de excluídos seriam desinformados.
- Sim, você tem razão. – Disse Kathy a Brittany.
- Sistemas complicados.
- Só para eles.
- É, ainda bem.
Com isso, papo encerrado porque o Mr. Chuck Bass andava em direção a nossa mesa e isso foi bem observado por Kathy, que afirmava com toda certeza que ele estava indo ali por minha conta, por mais que eu soubesse que era verdade preferi negar que achava isso.
- Licença. – Disse ele ao chegar ao meu lado. Kathy e Britt se levantaram na mesma hora sorrindo para mim e migrando rumo a não sei onde porque Chuck não me deixou prestar atenção, sentou-se ao meu lado, de lado olhando para mim.
- Que você quer? – Perguntei virando meu olhar para ele.
- Posso te encontrar hoje? – Ele se dirigiu a mim sorrindo.
- Tenho compromisso. – Informei-o
- Coisa mais importante que eu, não. – Ele disse com toda a certeza do mundo.
- E o que me levaria a pensar nisso? – Desafiei-o de sobrancelha arqueada.
- Eu sou Chuck Bass. – Ele disse sorrindo.
- Sei disso. – Afirmei sorrindo também.
- Minha casa, às 22h.
- Tenho compromisso, já disse.
- Te espero lá.
- Espere sentado. – Foi a última coisa dita antes de ele se levantar e seguir a mesa onde Blair estava sentada junto as suas “ombreiras”, como era chamado ali, posso dizer.
Me levantei e fui rumo ao corredor onde pude avistar Kathy e Britt conversando e sorrindo.
- Obrigada por esperar. – Disse me juntando a elas.
- Por Chuck Bass não é. – Disse Britt rindo.
- Não entendo vocês.
- Você é a primeira depois de tudo. – Disse Kathy.
- Primeira depois de tudo o que? – Perguntei franzindo a testa.
- O Bass já namorou a Blair. – Afirmou Britt olhando por meu ombro.
- Percebe-se, ela morre de ciúmes dele.
- Mas tudo que ele queria era a parte do jogo de seduzi-la, quando conseguiu a largou. Ela se magoou porque tinha se apaixonado, depois disso, ela só vai atrás, mas ele não a quer de volta. – Me explicou Kathy.
- Por isso ela é meio mal humorada assim.
- Sim – Disse Kathy sorrindo de meu comentário. Conversamos ainda por um tempo e eu segui pelos corredores junto a Kathy já que nossa próxima aula era a mesma, aqui era tudo dividido por matérias, e isso era muito ruim porque às vezes eu ficava até sozinha nas aulas e era mais entediante do que o normal, já que o tempo demorava mais para passar. O resto do dia seguia normal, sem mais nenhuma confusão e eu também não encontrei mais Jenny pelos corredores do colégio. Me dirigia a saída para encontrar Jack e voltar para o lugar que não me era mais estranho aqui, minha casa. Quando senti algo vibrar, celular. Tirei do bolso do sobretudo e toquei a tela, mensagem. No mesmo momento pude escutar outros celulares apitarem perto de mim, Gossip Girl, quando olhei... Sim, era ela.

O mundo dá voltas e a vida também, às vezes velhos oponentes ressurgem para melhorar a briga, mas é o que deixamos para trás que parece custar mais caro. Mesmo assim, é quando perdemos, forçados a ver nosso prêmio ir pra casa com outra pessoa, que as regras do protocolo não mais se aplicam. Ainda não abaixaria as placas, quem sabe o que as pessoas farão quando estiverem desesperadas? Concorda Queen B? Ou seria Ex-Queen? And who am I? That's a secret I’ll never tell, I know you love me, Xoxo Gossip Girl

Nessa mesma hora, pude ver Blair passar ao meu lado com uma cara nem um pouco amigável, olhares sobre ela e em seguida sobre mim. Dei um laço no sobretudo e segui ao carro onde Jack já me esperava. Mesmo percurso de sempre e casa. Cheguei em casa e não encontrei meus pais, apenas Katherine que brincava na sala junto com outra pirralha.
Sentei-me a mesa e comi rapidamente, tomando um gole apenas do suco que estava ao lado do meu prato e subi as escadas correndo. Larguei minhas coisas em cima da cama ligando o notebook, peguei qualquer roupa no closet e entrei no banheiro, deixando que a água quente caísse sobre mim levando tudo que vagava em minha mente junto com ela. Minha vida nunca tinha sido tão cheia de conversas importantes, encontros, festas e afins. Mas para tudo existe uma primeira vez. Saí do banheiro, já vestida e me joguei na cama de frente para o note. Chequei todos os sites que eu costumava visitar antes dessa vida conturbada, chequei meus e-mails e fiquei fazendo algumas inutilidades já que eu não tinha obrigações por hoje.
Não estava com fome, então à noite tudo que fiz foi me arrumar e cumprimentar meus pais antes de atravessar a porta rumo ao bar onde eu encontraria Jenny hoje. Desci e encontrei Jack dentro do carro, informei a ele onde iria e ele me deixou lá em pouco tempo. Saí do carro e disse que ele esperasse já que eu não demoraria muito. Entrei no bar e pude avistar os cabelos loiros de Jenny, de costas para mim. Aproximei-me e sentei ao seu lado.
- Um Martini, por favor. – Pedi ao barman, cruzando as pernas e fazendo com que parte do vestido levantasse.
- Não acreditei que viria. – Ela disse sem olhar para mim.
- Por que eu não viria? – Perguntei levando a taça de Martini a boca, quando ele já tinha chegado.
- Você é muito ocupada agora, Queen , certo? – Ela disse ironicamente.
- Não acredito nisso. – Eu disse balançando a cabeça levemente e rindo baixinho.
- Não acredite que foi por isso que pedi para falar com você.
- Mas é o que parece, Humphrey. – Disse a ela limpando os lábios molhados com o guardanapo que havia em cima do balcão.
- Só queria lhe esclarecer uma coisa, e peço que não se pronuncie até eu terminar.
- Pois não... – Falei a ela indicando com a cabeça para que começasse falando.
- Você conheceu a Kathy e a Brittany e nós nos afastamos. Você não fala mais comigo nem eu com você. Mas eu queria antes de tudo te esclarecer que isso não aconteceu por conta delas duas. Eu sei que essas mensagens da GG são todas diretas a você, o Chuck e a Blair, e eu sei que eu nunca te contei isso então não tenho direito a reclamações, mas agora eu gostaria de falar. Eu já fiquei com o Bass uma vez, e sei verdadeiramente como ele é nessas ocasiões, por isso é sempre difícil fugir ou se desvincular, eu não consegui e terminei me iludindo demais e gostando dele, o que não deveria ter acontecido. Mesmo eu tendo ficado com outras pessoas em festas e tals eu não consegui esquecer ele, eu ainda amo o Chuck.
Ela falava tudo diretamente a mim e eu pude ver lágrimas brotando em seus olhos, continuei lhe encarando séria.
- E por que você não me disse nada disso? – Perguntei a ela me virando para o bar e tomando mais um gole do Martini.
- Depois de um tempo é impossível conversar com as pessoas. – Ela disse enxugando o rosto.
- Jenny me desculpe, mas eu não posso fazer nada por você. – Disse a ela virando um pouco a cabeça de lado.
- Termine com ele. – Ela disse para mim séria.
- Primeiro: Eu não tenho nada com o Bass e segundo: se eu tivesse e quisesse continuar não iria ser você que iria me impedir. – Respondi a ela indignada com seu pedido, que mais parecia estar sendo uma ordem, coisa que vinda dela eu realmente não cumpriria.
- Mas existem pessoas que podem impedir.
- A Blair? É isso que você quer dizer? Posso te fazer uma pergunta? Por que do nada você está se metendo na minha vida? – Perguntei a ela franzindo a testa.
- Eu já não aguentava mais o Chuck com aquela cara dele de tarado para cima de você todo intervalo.
- Me desculpa criança mas, eu não posso controlar olhares e nem você a minha vida.
- Nem você as minhas vontades. – Ela disse com a voz um pouco alterada, pedindo mais uma taça do que bebia ao barman.
- Quando elas estão relacionadas à minha vida, posso sim. – Disse falando já um pouco mais alto que ela.
- É DIFÍCIL UMA PESSOA SE COMUNICAR COM VOCÊ. SE ACHA A RAINHA DO MUNDO, VOCÊ NÃO É ISSO SÓ PORQUE A GOSSIP GIRL ESCREVEU. – Ela gritou na minha cara.
- VOCÊ ACHA QUE EU POR ACASO VIVO EM UM MUNDO PARALELO POR CONTA DE MENSAGENS DE TEXTO GAROTA? VOCÊ REALMENTE NÃO ME CONHECE. – Gritei de volta, com a taça de Martini, ainda bem, ainda intacta em cima do balcão.
- NÃO É DIFÍCIL VER QUE ISSO ACONTECE. UMA PRIMEIRA PROVA É QUE NEM PARA NÃO MAGOAR UMA AMIGA SUA VOCÊ CONSEGUE SEGURAR SUA ATRAÇÃO POR SEXO, GAROTA. – Dei uma tapa na cara dela pelo que tinha dito. Como ela ousava falar aquilo?
- CALE A SUA BOCA, SUA VADIA IMBECÍL. VOCÊ NÃO ME CONHECE PRA FALAR QUALQUER COISA DO TIPO. E COMO AINDA PODE DIZER QUE SOMOS AMIGAS? VOCÊ PAROU DE FALAR COMIGO NOS PRIMEIROS DIAS. DEPOIS DAQUELA FESTA NO BANSHEE.
- VADIA AQUI, SÓ VOCÊ GAROTA, SE ENXERGA. E SE É AMOR QUE VOCÊ PROCURA NELE, NÃO VAI ENCONTRAR, PODE APOSTAR.
- Acho que alguém aqui precisa usar óculos para enxergar o que lhe vem pela frente e o que lhe passou antes de qualquer coisa. – Disse a ela, baixando completamente o volume, me levantando pegando a bolsa e ajeitando a barra do vestido. Deixei alguns dólares em cima do bar e segui para a porta, onde Jack me esperava do lado de fora, no carro.
- Casa de Chuck Bass, por favor.


CAPÍTULO 5

Noites são obscuras e repletas de segredos. Mas existem vezes que os próprios são revelados nela. Um prêmio muitas vezes é passado de mão e mão, com diferentes significados para cada dono das mesmas. Vadias não nascem de um dia para o outro Little J, mas quando nascem, tem uma razão para aparecer. Não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver. And who am I? That’s a secret I’ll never tell, I know you love me, Xoxo Gossip Girl.

- Pensei que você não viria. – Chuck se pronunciou com um sorriso no rosto assim que entrei em sua sala.
- Desculpe, mudei meus planos.
- Para melhor, só se for. – Ele disse se levantando e se aproximando de mim.
- Obrigada. – Foi a última coisa que eu disse antes de ele colar nossos lábios ferozmente, não tinha como recusar então, retribui seu beijo. Era algo como uma necessidade, como quando se está na seca há muito tempo e precisa recuperar o tempo perdido, péssimo exemplo eu sei. Ele tinha uma mão em minha cintura e a outra em meu pescoço enquanto eu agarrava seus cabelos com as mãos. Pôs a mão em meu bumbum e me levantou junto a si, dei um salto e entrelacei as pernas em sua cintura. Não pude vê-lo andando, mas sabia que não estávamos mais ali quando senti uma superfície mole e confortável em minhas costas, sendo logo após acompanhada de seu peso sobre mim. Arranquei seu lenço do pescoço e comecei a desabotoar sua camisa quando senti suas mãos tirando o casaco e minha blusa com facilidade. Passado essa fase, tive um arrepio ao sentir sua mão passeando por minhas costas em busca do fecho do sutiã. Minutos depois todas as peças de roupa já estavam no chão, e ele estava jogado ao meu lado.
- Obrigado. – Seus braços entrelaçaram minha cintura e em pouco tempo dormimos ali mesmo.

Acordei no dia seguinte me levantando rapidamente porque tinha acabado de lembrar que hoje era quarta feira, eu tinha colégio e meus pais iam me matar porque eu não estava em casa. Recolhi minhas roupas e em pouco tempo já estava vestida.
- Chuck, Chuck... Levanta garoto, são 6h30. – Ele abriu os olhos e me olhou sorrindo. – Ta doido? Levanta logo, hoje é quarta-feira. Acorda.
Ele se levantou lentamente, depois de algum tempo em seu quarto saiu já vestido,
- Vamos? – Ele perguntou se dirigindo a mim.
- Com você?
- E o que é que tem? – Ele perguntou sorrindo de lado com um sorriso tarado notável. Balancei a cabeça e o segui até o carro onde seu motorista o esperava, uma limousine. Chegou rapidamente ao Constance, eu não tinha notado, mas Chuck saiu primeiro e segurou a porta aberta estendendo a mão para mim, sorri para ele e saí. Pude sentir muitos mais olhares que o comum sobre nós dois assim que passamos pelos portões do colégio.
- Te vejo mais tarde. – Ele disse sorrindo e apenas tocou meus lábios com os seus. Sorri e afirmei. Segui em frente me direcionando à aula que eu já sabia que teria, Jack tinha ido deixar minha bolsa com minhas coisas em minha sala, eu tinha pedido a ele enquanto Chuck se arrumava em casa.
- Hey hey, que história é essa que ta rolando aí? – Perguntou Kathy assim que me encontrou.
- Quanto a...
- Você ter discutido com a Humphrey ontem e depois ter ido para a casa do Bass e ter DORMIDO lá! – Ela disse com os olhos arregalados de surpresa.
- É verdade.
- Meu deus, você é pior do que eu pensava. Mas por que brigou com a Jenny? E o que VOCÊ foi falar com ela? – Perguntou Britt com a testa franzida.
- Ela pediu para falar comigo, eu disse que tudo bem. Mas ela queria que eu terminasse o que eu supostamente teria com Chuck porque ela gostava dele e não queria me ver com ele. Não me aguentei desculpem, ela não controla minha vida.
- Claro que não, haha. Você fez bem, essa garota sempre quis se “infiltrar” – Britt disse fazendo aspas com as mãos – no grupo da Blair, mas quando viu que não ia conseguir, desistiu e ficou querendo fazer confusão por aqui e por isso foi atrás do Chuck, arrumar intriga com a Blair e conseguir o próprio grupo dela, mas foi tentativa falha e ela se prejudicou, se apaixonou pelo mais galinha, porque vamos combinar, o Bass sai com garotas direto.
- Bela observação. E que reputaçãozinha viu. – Eu disse rindo.
- Tem razão, - Kathy dizia assim que o sinal tocava e indicava que devíamos ir para nossas respectivas salas, agora, nenhuma das duas me acompanharia então segui sozinha pelos corredores ainda suportando olhares irritantes e comentários inaudíveis.
O resto do dia seguiu normal, Chuck tinha aparecido mais uma vez em minha mesa no refeitório mas, dessa vez apenas beijou minha cabeça e seguiu para mesa onde Nate Archibald estava sentado, sim eu ainda me lembrava dele. 12h, quando tocou o sinal Jack estava nos portões de saída do colégio, entrei no carro e em pouco tempo já estava em casa, esperando pelo que me viria. Meus pais não estavam em casa. Almocei e subi para o meu quarto fazendo o que tinha de fazer, o resto da tarde passou como vento mesmo eu sem fazer nada de útil e extremamente agradável. Terminei de jantar com meus pais, que ainda bem não comentaram nada sobre minha noite fora de casa, só falavam de trabalho, trabalho e mais trabalho. Subi para meu quarto, e me joguei em cima da cama, o som do KOL invadiu meu quarto e percebi que meu celular tocava em cima da mesa no meu quarto, me levantei lenta e preguiçosamente para pegá-lo e sem mesmo olhar no visor quem era, atendi.
- Boa noite. – Aquela voz sedosa invadiu meus ouvidos.
- Chuck Bass. – Disse rindo.
- Tem algo para fazer na sexta à noite? – Ele me perguntou calmamente.
- Não sei, por quê?
- Acabei de receber dois convites para uma festa em qualquer bar desses aí. Pensei que gostaria de ir comigo. – Ele disse como se estivesse desinteressado.
- Ok, eu vou. Que horas?
- Às 22h, passo pra te pegar às 21h30, ok?
- Estarei esperando. – Desliguei o telefone e me joguei na cama já vestida pra dormir, minha vida estava uma loucura.

O resto da semana passou normalmente, aquelas mesmas mensagens da Gossip Girl, os olhares esgueirados e os comentários indiscretos. Garotas que tomavam coragem de vir falar comigo e esclarecer a história quanto a meu suposto caso com Chuck Bass, mesmos almoços com Kathy e Britt. Olhares raivosos de Jenny sobre mim, que eram retribuídos calmamente, ela queria que eu me revoltasse com ela e arrumasse qualquer tipo de briga e me rebaixar, se era isso, que ela esperasse sentada. Saí de casa algumas vezes para compras com Brittany e Kathy, nada demais, mas que me ocupava por algumas tardes. Sexta-feira chegou, tínhamos prova, fiz e como era o último horário, assim que terminei fui para casa.
A tarde passou rápido e às 21h30 eu já estava pronta esperando na sala de frente para TV quando meu celular tocou, era Chuck, já estava lá embaixo com o motorista. Encontrei com ele e dei um beijo em seu rosto, ele sorriu e nos encaminhamos ao bar onde seria mais uma das festas semanais que aconteciam entre os adolescentes de Manhattan. O bar estava bem movimentado e eu pude avistar algumas pessoas que conhecia do Constance, mesmo que só de vista mesmo, mas conhecia. Chuck me levou ao bar e conversamos durante o tempo intercalando com goles da taça de Martini que ele tinha pedido, uma para cada um de nós. Várias pessoas dançavam nos arredores do bar, outras conversavam, se pegavam e outras se encaminhavam a quartos que sabíamos que existiam na parte de trás do bar. Eu e Chuck conversamos por muito tempo, até que ele fez algo que eu não esperava, tirou uma caixa de seu bolso e...
- Queria saber se você aceitaria namorar comigo. – Ele disse com os olhos brilhando e um sorriso brincando no canto de seus lábios.
- Eu, eu... Claro. – Respondi a ele sorrindo com uma tamanha felicidade que eu não imaginava que teria, na verdade eu não tinha pensado nem que ele me pediria em namoro algum dia, para mim ele considerava tudo uma simples brincadeira, um jogo de iniciante. Ele colocou o anel em dedo e me beijou como nunca tinha beijado antes, me fazendo até estranhar a cena. Como comemoração ele pediu mais uma taça de Martini, que foram seguidas por muitas outras. Me levantei uma hora informando a ele que iria ao banheiro, retoquei a básica maquiagem e ajeitei o vestido que insistia em subir as minhas coxas. Voltei e... Simplesmente não acreditava na cena que estava vendo, Chuck se agarrava com uma loira qualquer, não sabia quem era, mas era indiferente, ele tinha acabado de me pedir em namoro e era bem observado que ele nem sequer teria dito que me amava uma vez.
- Chuck Bass. – disse encarando aquela cena depreciável, - Como você tem coragem?
- Ahn? – Ele olhou para a loira e entendeu, era notável que ele estava bêbado. – AH, desculpe eu... Eu, não sei o que estou fazendo eu...
- Você está bêbado, não é só essa minha raiva. – Eu dizia a ele já tremendo e sentindo meus joelhos querendo ceder. Me virei e fui seguindo para o lado de fora, onde meu carro estava, Jack tinha o levado lá como eu havia pedido a ele. Mas antes fui parada pela sua mão que agarrava meu braço.
- Por favor, não vá.
- Por quê? Me dê um motivo. E "Eu sou Chuck Bass" não conta. – Disse a ele seriamente, mas ainda com as mãos tremendo.
- Porque você não quer. – Foi tudo que ele disse.
- Não é o suficiente.
- Porque eu não quero também.
- Não é o suficiente.
- O que mais é?
- O motivo verdadeiro para eu ficar onde estou e não entrar no carro. Três palavras. Sete letras. Diga e eu sou sua
- Eu...
- Obrigada. Isso era tudo o que eu precisava ouvir. – Saí de junto dele e me dirigia ao carro nervosamente, tirei as chaves de dentro da bolsa e me joguei no banco do motorista, girei a chave e acelerei com toda a força que eu podia. Andava com ele na rua rapidamente e sentia as lágrimas querendo cair sobre meu rosto, tirei uma mão do volante para secar e baixei um pouco a cabeça durante 2 segundos, foi o tempo que eu levantei, olhei para frente, pude enxergar uma luz e tudo ficou preto.


CAPÍTULO 6

Eu não sentia mais meu corpo, algo como quando você bebe demais e não tem mais consciência do que faz, fala, nem de onde está. Só que era uma sensação mais “exagerada” posso dizer. Senti um leve choque que parecia até ter atingido o coração, como quando você se decepciona com alguém e termina com o coração machucado e quando é lembrado daquele fato leva pequenos choques neles te levando a realidade. Mais um choque, e outro. Em seguida tudo que eu pude escutar foi um barulho agudo contínuo e o choque da luz em meu rosto, abri os olhos. Percebi que estava dentro de uma sala toda branca, deitada em uma cama com várias pessoas ao meu redor, pessoas da qual eu não conhecia, todas vestidas também de branco, olhei para o lado e vi o que apitava, o monitor cardíaco que levava consigo uma linha que atravessava de uma lado a outro com esse mesmo barulhinho.
- Hora da morte, 4h37 da manhã.
- Quem avisará aos pais?
- Dá licença senhor.
- Obrigada Izzy.
De quem eles estavam falando? Hora da morte? Quem tinha morrido? Quem estava ali e tinha morrido? Me levantei e foi aí que percebi que eu REALMENTE não estava no meu corpo, parte dele se levantou mas também continuou deitado. Eles estavam falando de mim? Não, não podiam. O que tinha acontecido? O que eu tinha feito para morrer? Começaram a tirar alguns tubos que estavam em meu corpo e ajeitar alguma coisa no quarto enquanto outros médicos saíam de dentro do mesmo. Saí de cima daquela cama, olhei em volta e foi quando percebi que a sala estava abarrotada de flores. De diferentes cores e com cartões pendurados em todas elas. Ouvi um barulho, olhei para a porta e vi Chuck entrar no quarto junto com meus pais e minha irmã mais nova, como a porta era de vidro pude ver que Kathy, Brittany, Serena, Blair e... Jenny, é, a Jenny estava lá, depois de uma discussão e muito tempo sem falar com ela, ela estava ali, do meu lado.
- Me desculpem. – Escutei aquela voz sedutora que tinha conseguido me fisgar em tão pouco tempo. E agora...
- Charles, você sabe que a culpa não foi sua. – Minha mãe dizia chorando e tentando tranquilizá-lo.
- Claro que foi, eu poderia ter controlado ela na festa, ter levado=a para casa antes ou não ter dito aquilo, daí ela não teria ido embora daquele jeito e... Qualquer coisa poderia ter impedido. – Ele dizia chorando, eu nunca tinha o visto chorar.
- Ela mor... Agora, por conta de uma parada cardíaca, o médico acabou de nos dizer. – Meu pai se pronunciou sério.
- Mas ninguém sabe se a parada cerebral não resultou a cardíaca. – Chuck disse de cabeça baixa.
- Nenhum de nós 3 somos médicos para saber e não acho que a gostaria que você estivesse se culpando por isso, Charles. – Minha mãe disse a ele colocando a mão em seu ombro. Sim, mamãe tinha razão eu realmente não estava gostando daquela conversa, por mais que ela estivesse me fazendo entender o que tinha acontecido. Virei meu rosto para meu próprio corpo estendido na cama do hospital e reparei em algo em minha mão esquerda. Era um anel, de ouro. Aproximei-me mais e me lembrei, Chuck tinha me pedido em "namoro". Eu aceitei, ele colocou o anel, nos beijamos, eu bebi, "briguei" com ele, ele me deveu palavras e... O carro. Uma luz e em seguida, hospital, onde agora eu estava. Foi só então que eu entendi tudo. Pude ver Jenny abrir a porta do quarto com força, já que alguém tentava a impedir de entrar. Ela correu em direção à cama onde eu estava deitada, se ajoelhou, e pegou minha mão.
- Me desculpa, eu... Eu... Não queria brigar juro, não sei se você pode me escutar, mas... Ah, sei lá. Por que isso? – Ela dizia chorando. Pude ver Blair entrar no quarto, deixar um jarro de flores ao lado da cama e colocar a mão no ombro de Jenny, o que realmente me chocou. J não se mexeu, continuou segurando minha mão ainda de cabeça baixa, mas agora chorando baixinho.
Passei o resto da noite apenas vendo pessoas entrando e saindo do quarto enquanto meus pais choravam mais já sentados em um sofá recostado no canto do quarto, junto com Chuck, que não saiu do quarto por um segundo se quer. Horas depois, uma mulher entrou no quarto pedindo licença, me cobriu completamente com o lençol, em seguida dois homens levaram a maca para fora do quarto.

Flagra: Chuck Bass perdendo algo que ninguém sabia que ele tinha, seu coração. É a noite que as piores coisas acontecem, as quais nunca podemos imaginar. O que às vezes pode nos levar a outro "plano", se este realmente existe. E a Queen pôde nos mostrar da pior forma possível. Entram e saem pessoas de um quarto branco carregando flores no braço. Com amigos como estes, quem precisa de exército? Dias vão e vem, barracos passam, escândalos surgem e tudo nos faz a cada dia subir mas um degrau da própria vida, por mais pacata que ela seja. Mesmo que com uma simples explosão tudo possa mudar, às vezes, a única coisa que nos resta é abraçar o outro, e então... Dizer adeus. And who am I? That's a secret I'll never tell, I know you love me, Xoxo Gossip Girl




FIM


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