Hooker
Autora: Daniella (Danie)
Status: Andamento
Revisada por: Kath Fletcher
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: PartFic - Romance, Drama
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Suando evidentemente, ele caminhava com pressa pelo corredor daquela grande empresa multinacional com vidros impecavelmente limpos. Tinha destino certo: sala de seu amigo, Thomas. Thomas Fletcher.
- Cara! – ele disse antes mesmo de abrir a porta de madeira da sala do dono da mesma. – Sexo, eu preciso de sexo! – comentou, passando as mãos pelos cabelos desesperadamente, os puxando para trás e deixando sua face um pouco avermelhada, enquanto seu amigo o encarava ainda com as mãos no teclado do computador com a expressão completamente assustada e confusa.
Tom suspirou fundo, contando até cinco mentalmente enquanto seu amigo se descabelava.
- O que te faz vir à minha sala, não dizer um bom dia e ainda comentar desnecessariamente que precisa de sexo? – o amigo perguntou incrédulo, colocando as mãos na borda da mesa e fazendo impulso pra que a cadeira giratória chegasse pra trás.
- Aquela secretária é muito gostosa, cara! – ainda tinha desespero no tom de voz, apontando pra porta atrás de si.
- Sua namoradinha não está dando conta do recado? – Tom já tinha um meio sorriso sacana no canto dos lábios, se aproximando de Danny com os braços cruzados sobre o terno.
- Cala a boca, seu idiota. – ele suspirou, inconformado com a frase sem noção do amigo. – Vou fazer um abaixo-assinado pra tirarem ela. Parece que tenho orgasmos toda vez que ela entra na minha sala pra dar algum recado... – continuou, os olhos presos ao chão e a mão na cintura sob o smoking.
- Relaxa. Vamos tomar um café pra acalmar os nervos. – o outro disse num tom de riso, descruzando os braços e colocando uma mão no ombro do amigo, o fazendo virar-se pra sair.
- Tudo bem. – concordou, tocando a maçaneta e a girando em seguida. – Mas não quero passar pelo corredor dois. – avisou, abrindo a porta enquanto ouvia a risada baixa do amigo atrás de si. – Porque senão, eu não me responsab... – e calou-se ao vir de longe uma figura ultrapassar a grande porta de vidro no final do corredor, acompanhada do chefe, Paul Hooke.
Este aparentava ter trinta anos, ou um pouco mais. Seus cabelos frisados eram bem contrastados, graças a sua pele branca, tão branca que chegava a ser avermelhada em algumas partes do corpo (como a bochecha, a orelha...). Seus olhos azuis eram tapados sempre pelo óculos preto, que ele insistia em usar, mesmo não havendo nenhum problema de vista. Andava sempre bem vestido; a cor de seu paletó era sempre cinza claro, apenas mudava o modelo.
Já a moça que o acompanhava, possuía cabelos negros, tão negros que chegavam a brilhar quando o sol forte da tarde, que entrava pelas frestas da persiana branca, adentravam o estabelecimento. Suas madeixas estavam presas num rabo-cavalo baixo, algumas mechas jogadas sobre o ombro casualmente, enquanto a franja um pouco grande tapavam seus olhos castanhos, assim como o óculos vermelho quase fundo de garrafa. Não usava maquiagem, apenas um brinco de pérola branca bem pequeno. Nos pés, tinha uma rasteirinha cinza, prateada... Danny não soube definir. A calça jeans parecia que tinha comprado no inverno passado, tamanha as falhas que havia nelas. E sua blusa completamente larga batia um pouco abaixo da cintura, a deixando um pouco mais alta do que provavelmente era. Agarrava os papéis com força nos seios, com o olhar atento ao chão, ouvindo claramente o que seu chefe dizia.
Danny não pôde evitar uma careta ao reparar na garota.
- Anda, Daniel! – Tom estava cansado de pedir passagem, mas o cidadão a sua frente não cedia, apenas encarava com aquela mesma careta a garota sumir pelo outro corredor com seu chefe. Mas antes disso, ele pôde notar que seu olhar se cruzou com o dela e um sorriso extremamente malicioso proveio dos lábios grossos da garota.
- Meu Deus! – aéreo, Danny se virou lentamente pro amigo. – Você viu aquilo? – quis saber de olhos arregalados, vendo Tom rolar os olhos e bufar com vontade. – Retire o que eu disse. Se aquela... – procurou um adjetivo mentalmente para o que acabara de vir – filhote de cruz credo ser nossa nova secretária, eu... Eu... Cara! – colocou as mãos no cabelo novamente. – Eu quero a Jeniffer de volta! – e deu as costas, procurando a secretária gostosa com os olhos.
- Pare de falar merda, vamos logo tomar o café porque eu tenho mais o que fazer. – Tom dizia, passando por Danny e seguindo pelo corredor. O amigo deu um longo suspiro, rezando pra que a novata não fosse a nova secretária.
Enquanto Danny tentava alcançar os passos rápidos do amigo, o celular deste começou a vibrar dentro do bolso de seu terno, o fazendo parar no meio do corredor. Com os lábios entortados em tédio, ele pôs a mão de onde ‘Say Ok’ de Vanessa Hudgens ecoava em alto e bom som.
- Alô? – atendeu, fitando um ponto qualquer, vendo Danny aparecer em seu campo de visão.
Ele esperou pacientemente até o final da ligação, sem deixar de procurar a secretaria com os olhos, as mãos na cintura e o suor escorrendo.
- Cara, eu tenho vontade de socar a Giovanna, às vezes. – Tom comentou após desligar, colocando o celular no bolso novamente e chamando atenção de Danny, que estava ao seu lado, pra ele.
- O que houve? – perguntou, ainda com as mãos na cintura com cara de tédio.
- Ela quer que eu saia daqui e vá pra casa da mãe dela pra comemorar o aniversário, e blábláblá... – o loiro foi afinando a voz gradativamente, fazendo gestos exagerados no final da frase, e causando uma risada baixa do amigo.
- Qual é, dudes! – ouviram uma voz familiar e olharam pra frente, de onde a voz brotou, avistando caminhar em direção a eles com uma vassoura na mão. O boné azul escuro (parte do uniforme) virado completamente pro lado, enquanto suas calças da mesma cor do boné, estavam caindo, deixando amostra a cueca preta. – Pra onde vão? – quis saber ao se aproximar mais, parando diante dos dois.
- Tomar um café. O Dan tá elétrico hoje. – Tom riu, levando junto e dedo do meio do dito-cujo.
- O café vai deixar ele mais elétrico. – comentou, apoiando o corpo sobre a vassoura – literalmente falando.
- Bem capaz. Mas, pelos menos, depois ele me deixa em paz. – Tom ainda tinha um tom de riso, fitando a sua frente, enquanto Danny ainda tinha cara de tédio, incrédulo por estar sendo mal falado na cara de pau.
- Ei, eu estou aqui, ok? – ele disse um pouco alto, se encolhendo em seguida. – Vamos logo tomar um ar. – puxou Tom pela mão, passando por e fazendo este o seguir com o olhar.
- Ei, ei! Vão pro corredor do chefe? – quis saber, vendo os amigos pararem e virarem, fitando o dono da voz. Assentiram, confusos. – Cuidado com o dragão que está lá. – riu. – Pode ser perigoso. - e gargalhou, fazendo Danny rir junto e Tom rolar os olhos, soltando o próprio pulso das mãos de Danny e andar em direção ao tal corredor, ouvindo os passos e a risada calma de Danny atrás.
Conversando sobre um assunto sem importância, chegaram ao pequeno espaço com um sofá preto completamente cômodo e espaçoso, onde tinha uma mesa pequena do lado com biscoitos e uma garrafa térmica, uma porta branca ao lado.
Pararam ao vir senhor Hooke no lado oposto a essa porta, conversando com a tal novata. Ela estava de costas aos dois, somente ele viu os funcionários ali.
- Fletcher, Jones! – ele disse alto, chamando a atenção dos dois que estavam fitando os cabelos negros da garota de costas. – Que bom que estão aqui. Quero que conheçam a minha nova assessora. – disse com um sorriso, colocando a mão no ombro da menina, a fazendo girar lentamente. Ela, novamente, abriu um sorriso maligno, fazendo Danny suspender a sobrancelha, por notar tal ato, e Tom fazer uma pequena representação do que é levar um susto. – O nome dela é Alisson Gorden.
- Bom dia. – ela mal esperou que o chefe a apresenta-se, e estendeu a mão para os dois, que estava há uns cinco metros de distância, encarando-a incrédulos, com as mãos na cintura sob o palitó. Vendo que eles a olhavam estáticos, ela abaixou a mão, mas não parecia ter se comovido com tal ato dos meninos.
- Ela trabalhará na sala quatro, porq...
- Quê?! – Danny olhou rapidamente para Hooke, o fazendo arregalar os olhos pelo tom alto de voz que seu empregado usou com si. – Quero dizer...
- Ela trabalhará lá, porque não há mais espaço na empresa. – o superior disse. Não a fim de dar satisfações; ele queria apenas terminar a frase que tinha começado.
- Tu-tudo bem... – sussurrou. Tom não tinha reação, pouco se importava. Apenas estava assustado com o estilo e beleza estranha da garota a sua frente. – Estou voltando pra minha sala, eu... – não conseguiu terminar a frase, já tinha os olhos grudados no chão, dando as costas a quem estava presente e caminhando com rapidez e precisão a sua sala. – Merda, que saco! Logo eu, tudo eu! – reclamava, batendo a porta com tudo atrás de si. Passou as mãos pelos cabelos novamente, suspirando alto. – Concentre-se, Jones, concentre-se. Aproveite os poucos minutos de boa visão que você tem por aqui. – repetia, caminhando até sua mesa, ao do lado esquerdo, e jogando-se sobre a cadeira giratória. Esta girou com o peso do dono e ele relaxou a cabeça pra trás, fechando os olhos.
Relaxou por alguns segundos, e instantaneamente, abriu um sorriso safado ao pensar nas pernas da secretária. Mas precisaria parar de pensar nela; ora, ele tinha namorada!
O barulho da maçaneta girando rapidamente o fez abrir os olhos arregalados e mirar logo a porta, ouvindo vozes adentrar sua sala:
- Fique a vontade, Gorden. – e ela entrou; o chefe apenas segurava a maçaneta, esperando que ela entrasse por completo pra fechar a porta. Ela assentiu ao que o homem disse, entrando na sala visivelmente tímida, ainda agarrando com força as folhas no peito.
A porta se fechou e ele encarou a menina com uma careta, a qual desfez ao ouvir sua companhia pigarrear. Danny embalançou a cabeça negativamente, voltando sua atenção ao computador com a foto de uma loira desconhecida como plano de fundo, numa pose sensual – de acordo com ele. Sua concentração em não olhar pra ela (apenas ouvir os passos de sua rasteirinha tocar o chão) era tão grande, que ele não havia visto a folha que ela deixara cair no chão; nem ela havia notado no relaxamento. Ainda ignorando aquela criatura estranha, ele sentiu um perfume completamente agradável chegando aos poucos às suas narinas, o fazendo parar de digitar e levantar a cabeça lentamente. Seu olhar encontrou-se com Alisson, que sentava-se na cadeira de sua mesa, ao lado oposto da mesa de Danny. Ela mexia nas poucas mechas sobre os ombros, aguardando que o computador ligasse, e quando ela notou que estava sendo observada, correspondeu o olhar, abrindo um sorriso indecifrável, mas que de boa índole não era. Rapidamente, ele voltou seu olhar pra porta, tentando disfarçar, e logo notou um papel no chão, suspendendo a sobrancelha. Ainda fitando tal ponto, levantou-se e caminhou em direção a folha, sentindo o perfume bom se aproximar mais e mais. Abaixou-se para pegar a folha, mas uma mão pintada perfeitamente de vermelho pegou-a junto a ele. Mas não deixou de puxar o que tinha nas mãos pra si. Virou o papel e viu seu próprio rosto estampado na folha retangular, assustando-se.
- Que porra é essa? De onde essa foto saiu? – virou seu olhar pra ela, vendo que esta tinha os olhos arregalados. – Isso é seu? – ergueu a folha na altura dos ombros, a pele do rosto ficando levemente vermelha. Rapidamente, ela embalançou a cabeça negativamente. – Claro que é, sua idiota! – soltou, rasgando a folha rapidamente. – Por que cargas d’água você tem uma foto minha com você? – perguntou um pouco mais alto, amassando os picadinhos em suas mãos e transformando-os numa bolinha pequena. Ela deu impulso pra responder, mas ele não deixou: - Já sei! Você tem uma apaixonite por mim. Sim, claro! – disse sarcástico, e logo ela desfez a expressão assustada, e formou uma tediosa, incrédula. – Mas olha aqui, - começou, apontando o dedo na cara da menina, enquanto segurava com força a bolinha de papel na outra mão – eu não quero ter nada com você. Nunca! Está entendendo? – concluiu preciptadamente, se afastando com um bico de fúria, enquanto ela começava a ter um sorriso satisfeito nos lábios. Deu as costas, andando com certo charme até a lixeira e jogando a bola dentro desta, mas antes que se sentasse, sentiu uma mão o puxar pela gola do palitó, o sufocando de início, mas logo as mãos de Alisson o fizeram virar. Ainda com as mãos na gola do cara, ela o colocou na borda da mesa, colocando seu corpo sobre ele.
- E quem te disse que eu quero ter alguma coisa com você, hein? – quis saber, dando ênfase no último murmúrio. Olhando naqueles olhos, ele ficou sem reação. Eles eram tão penetrantes, sua boca era tão convidativa de perto... – Vai, responde, Jones! – exigiu, o fazendo arregalar os olhos.
- C-como sabe... – engoliu a seco, apoiando os cotovelos sobre a mesa de vidro, a medida que ela apoiava seu corpo sobre o dele, ainda segurando firme em sua gola. - Meu sobrenome? – conseguiu terminar, fechando os olhos por sentir aquele perfume de perto. – Você lê mentes agora? – tentou ser fime, na tentiva de ser engraçadinho e ele rir, na esperança que ela se afastasse.
- Não. – respondeu firme, nem um pouco abalada com os olhos azuis do cara. – Eu leio crachás. – sussurrou, os olhos vidrados na boca do cara. Ele abriu os olhos, formando uma expressão sem graça por esquecer que seu palitó havia crachá. – Mas então, me diz: quem é que garante que você não quer ter nada comigo?
- Eu te garanto! – disse após alguns segundos, tirando vontade de si e empurrando-a com certa violência. – E não faça mais isso, eu tenho namorada. – disse-lhe, fitando o chão; as mãos na cintura, pensativo.
- É mesmo? – ela ainda tinha aquele tom cínico, o fazendo bufar. Logo viu seus pés no campo de visão. – E você... É tão fiél a ela? – abriu outro sorriso maligno, o puxando novamente pela gola pra perto. Novamente, ele ficou sem reação. E sem pensar duas vezes, ela puxou uma cadeira próxima com uma mão, e o colocou sentando com a outra. O gesto foi tão rápido, que o cara não teve nem tempo de pensar. Estava assustado.
Mesmo de calça, ela sentou-se sobre o coloco do rapaz; os pés completamente ao chão, a barriga encostada à barriga dele. Segurou firme nos cabelos de Danny pela nuca, os puxando para trás e fazendo com que o cara inclinasse a cabeça. Ele soltou um gemido de dor e de excitação, por sentir a intimidade da garota (mesmo sob a calça) tocar seu membro.
Com movimentos lentos, ela passou o rosto pela lateral da cabeça de Danny, sentindo o perfume masculino do homem. Ele fechou os olhos, colocando as mãos na borda da cadeira, controlando seus batimentos cardíacos e juntando forças pra tirá-la de cima de si. Mas parecia que ele estava completamente dopado, hipnotizado.
Provocando, ela robolou sobre a ereção dele, que ficou enrijecida instantaneamente. Danny soltou um gemido involuntário, ouvindo batidas na porta em seguida. Assustou-se, abrindo os olhos e direcionando-os à porta. A garota riu baixo, saindo do colo dele e, como nada tivesse acontecido, foi em direção a sua mesa, abanando o ar com uma mão.
Ele suspirou fundo e foi em direção a porta, passando as mãos pelo rosto pra tentar tirar o suor que escorria com mais intensidade. Abriu a porta, e logo a imagem da secretária em sua porta o fez arfar.
- O senhor está bem? – ela quis saber, passando as mãos casualmente pelos cabelos loiros.
Ele, que tinha uma das mãos um pouco acima da cabeça, segurando a porta, desceu seu olhar lentamente até os seios fartos da garota.
- Estou... ótimo! – disse-lhe, ainda fitando o que – provavelmente – ela tinha de maior.
- Hm. – murmurou, descendo seu olhar pelo corpo de Danny também, chegando até a ereção do homem. Ela pigarreou ao notar o quão grande seu membro estava, e logo ele se pôs atrás da porta, deixando somente a cabeça avista. – Bom, sua namorada está na linha dois. – deu um sorriso rápido e deu as costas, fazendo com que o cara, desviasse seu olhar á bunda da garota que se afastava rebolando.
Quando ela não pôde mais vê-lo, suspirou alto, e fechou a porta, indo em direção a mesa com os cabelos alvoroçados.
- É demais pra mim, é demais pra mim... – repetia pra si num tom baixo, sentando-se e pondo o telefone no ouvido, sentindo olhares sobre si. – Alô? – a voz de sua namorada ecoou do outro lado da linha, o fazendo relaxar e fechar os olhos. – O que houve, amor?
- Ãhn, era só pra saber se você vai vir almoçar em casa hoje. Porque mamãe disse que viria aqui. - ela dizia completamente incerta, enquanto ele girava a cadeira lentamente. O ar-condicionado parecia não funcionar pra ele.
- Tudo bem, . Eu tento chegar mais cedo hoje, tá legal? – disse tudo correndo, louco pra desligar e ir ao banheiro.
- Então está bem. – disse feliz, o fazendo sorrir. Pouco, mas sorriu. – Te espero. Beijos, amo você.
- Tá, eu também. – e desligou, mal dando tempo pra que ela dissesse alguma coisa, ou iniciasse aquela brincadeira ridícula de namorados, a qual a única fala é ‘eu te amo mais’, ou ‘desliga você primeiro’.
Pôs o telefone no gancho, voltando sua atenção ao computador. Mas aquele perfume, novamente, o chamou atenção.
- Se concentra, Danny. Concentra-se. – dizia, olhando fixamente pro teclado. O perfume voltava a atingir suas narinas, o deixando preocupado – de certa forma.
- Aí, - ouviu, o fazendo olhar pro dono da voz, a qual era Alisson, diante dele; as mãos apoiadas na borda da mesa – nunca, eu disse nunca tome suas decisões precipitadamente. Fui clara, Daniel Jones? – deu tanta ênfase no nome, que ele voltou a arregalar os olhos. Apenas assentiu, mesmo contra vontade.
Ela deu aquele mesmo sorriso malicioso e deu as costas, caminhando de volta à sua mesa.
Dois
A velocidade do carro era razoável. Dirigia sem prestar muita atenção na pista, apenas fazia o caminho que seu cérebro já conhecia. Seus olhos fechavam gradativamente devido ao sono e sua vontade era que aquela sua nova companhia de sala fosse apenas um pesadelo. Ou então que tudo continuasse do mesmo modo que o final do dia anterior tinha sido: sem nenhuma, nenhuma troca de palavras.
Estacionou na garagem do grande prédio comercial e desceu, pegando o casaco do paletó e sua maleta preta no banco do carona. Deu mais uma olhada no espelho retrovisor e seguiu para a entrada do elevador.
Caminhou com certa pressa pelos corredores e o paletó pendurado no ombro, rumando antes até a recepção a procura de café. Mas quase deu as costas ao avistar aquela mesma mulher de cabelos negros e olhos castanhos tapados por óculos sentada num dos bancos da bancada, Thomas Fletcher em pé conversando animadamente com a mesma. Parou onde estava e ficou perplexo, encarando seu amigo incrédulo. Queria voltar, e só não o fez porquê, casualmente, Tom o viu ali. Ele fez sinal para que ele se aproximasse, balançando as mãos ao ar com um sorriso amigável. Voltando em si, Danny balançou a cabeça rapida e negativamente, repetindo em pensamentos “Isso não está acontecendo, meu amigo não está me chamando para fazer companhia àquela tribufu...”. Já que Tom começou a embalançar as mãos mais freneticamente, Alisson notou que seu companheiro chamava alguém, então se virou pra ver quem era, mesmo tendo ideia de quem fosse. Então, ao encontrar com os olhos azuis e brilhantes do cara, abriu um sorriso triunfante, o qual deixou Danny confuso, assustado e... Realmente confuso.
- Cara, chega aí! – Tom disse mais alto, vendo que Danny não se movia, apenas abria a boca a fim de emitir algum som, mas ainda estava incrédulo. Como seu amigo ousa a falar com aquele projeto de gente?
- Bom, eu... – gaguejava. - Preciso ir fazer algumas coisas, eu... – e antes que terminasse a frase, já tinha dado as costas com os olhos presos ao chão. Andou mais rápido do que o normal e sentia olhares sobre si, ignorando agora todos os cumprimentos que recebia dos colegas de trabalho. Bateu a porta com tudo atrás de si e se jogou na cadeira em seguida, louco pra começar o trabalho e tirar da cabeça que seu amigo tinha criado uma amizade de uma hora pra outra com a novata mais mal estilosa da empresa. Ligou o computador, jogando a pasta em qualquer canto e focou no que tinha que fazer.
Mas sua paz durou tão pouco, que ele até se sentiu levemente abalado por lembrar que teria que encarar aquela espécie de mau gosto durante o dia.
Como se fosse um uma alegria extraordinária trabalhar naquela mesma sala que Danny, ela entrou sorrindo e logo fechou a porta com uma força desnecessária atrás de si, indo em direção a sua cadeira ainda com aquele sorriso, o qual, desconhecido por Danny, este não conseguiu tirar os olhos por um segundo. Quando caiu em si, estava ainda a fitar aquela boca que um dia antes parecia convidativa a ele, e logo embalançou a cabeça negativamente, se achando um completo idiota por fitá-la e ainda entrar num breve transe. Ele voltou sua atenção ao computador, sentindo – novamente, mas pela primeira vez naquele dia – aquele perfume adorável ocupar o ambiente aos poucos. Não sabia definir se o cheiro era puro perfume que provinha dela, ou se era apenas o cheiro de seus cabelos negros, presos num rabo de cavalo; o mesmo penteado chulo do dia anterior.
Ela colocou as duas pernas sobre a mesa, uma típica posição de pessoa folgada, deixando transparecer certas partes de seu corpo que, definitivamente, Danny não queria ver. Ou talvez sim. Ela não se importou; apenas deixou o computador ligar enquanto reforçava o penteado, sem se importar com o olhar confuso e caloroso que sentia sobre si.
Ele tentava se concentrar, mas uma parte de seu corpo implorava pra olhá-la; já a outra o condenava por fazer tal ato. Depois da provocação da noite anterior, já não sabia como agir com ela. Não sabia, ao menos, quem era ela e quais suas intenções em agir daquela maneira em seu primeiro dia de trabalho, sem ao menos saber de sua vítima. Se sentia, também, intrigado por não saber por que motivo ela tinha uma foto dele no meio de suas coisas. Queria saber mais sobre isso, mas não queria dirigir a palavra a ela uma vez sequer.
O toque repetidos e rápidos na porta, o fez olhar pra esta rapidamente, assim como ela. Os dois na sala se encararam brevemente, escolhendo por pensamentos quem atenderia. Aos poucos, o olhar dela se tornou autoritário, o fazendo bufar e levantar, indo até a porta com certa pressa.
Abriu, e logo sentiu uma leve excitação.
- Bom dia, Jones. – a loira disse com sua típica expressão inocente, passando as mãos pelos cabelos em sinal de provocação. Ele se pôs atrás da porta; apenas a cabeça era visível a ela. Deu um sorriso safado, a olhando dos pés a cabeça.
- Bom dia, Kathy. – disse num tom sombrio, porém sexy, fitando descaradamente os seios dela ainda com um sorriso tarado no canto da boca.
- Então, - logo apareceu Alisson ao pouco espaço que tinha entre a porta e o batente – deseja algo, querida? – finalizou no seu melhor tom cínico, fazendo questão de pôr a mão na cintura, e encarando com sarcasmo a loira a sua frente, sem se importar com o olhar incrédulo e desdenhoso que esta lhe lançou, ou com o olhar reprovador que sentia sobre si, vindo do cidadão ao seu lado.
- Hm, - ela começou, olhando Alisson dos pés a cabeça no mesmo olhar de desdém – o chefe lhe chama na sala dele. – disse por fim, a olhando nos olhos e não pôde deixar de notar o sorriso indescritível que nasceu nos lábios de quem ela se dirigia.
Sem dizer nada, ela saiu de sala rebolando os quadris, fazendo Danny rolar os olhos e Kathy a seguir com o olhar, encenando vômito em seguida.
- Mesquinha! – reclamou mais pra si do que pra qualquer outro ser que pudesse ouvir quando avistou a silhueta de Alisson sumir pelo outro corredor. Se virou pra Danny. – Boa sorte. – disse numa tentativa bem sucedida de ser sexy. Danny mordeu o lábio, vendo a loira dar as costas e andar, também, rebolando à sua mesa no corredor dois.
Se virou e fechou a porta, encostando a cabeça na mesma em seguida, sentindo o suor descer por sua testa, e a excitação o deixando aos poucos. Fechou os olhos.
- Essa mulher me deixa louco. – murmurou pra si, tocando a porta com força.
Tomou vontade e abriu os olhos, voltando a caminhar em direção a sua mesa, sem deixar de notar algumas folhas jogadas sobre a mesa de sua companhia indesejada. Sentiu uma súbita curiosidade em saber o motivo de uma foto sua estar com ela, ou saber – ao menos – quem era ela. Ou o que uma mulher mal vestida como aquela tinha dentro da bolsa. Foi em direção à mesa de Alisson com a insegurança subindo a cabeça, na intenção de matar a tal curiosidade. Dividindo seu olhar entre a porta e a mesa, sentou-se a cadeira dela, remexendo rapidamente nas folhas espalhadas sobre a mesa.
Contas, contas, contas e contas. Todas com o logotipo da empresa multinacional.
Avistou um aparelho vermelho e preto jogado sobre a mesa de vidro, próximo a tela de plasma do computador. Lentamente, parou os movimentos nas folhas de papel ofício, e fitou com interesse aquele aparelho. Olhando para porta com receio, levou uma de suas mãos ao telefone celular e o pegou com pressa, apertando qualquer tecla em seguida. A luz acendeu e uma imagem de fundo se fez visível; seu queixo caiu levemente ao avistar uma mulher com cabelos longos, nem tão loiros, mas não eram pretos. Um tom bege, quase castanhos, com longos e perfeitos cachos. Os olhos brilhavam e estes eram azuis e redondos. Misteriosos e sensuais – de acordo com ele. Sua pele era branca, bem parecida com sua colega de trabalho.
Não sabia se estava fascinado, ou assustado em relação aquela imagem, já que tinha uma semelhança extraordinária com Alisson. Por incontáveis minutos, ele ficou analisando cada traço daquele rosto, e aquela boca ele conhecia de algum lugar. Sabia de quem era. Então ela tinha uma irmã?
Sua mente não permitia acreditar que aquela era ela. Era muito diferente, mas ao mesmo tempo tão igual!
Ouvindo vozes conhecidas, ele saiu do leve transe e olhou pra porta com desespero começando a transparecer pela expressão. Largou o aparelho de qualquer forma na mesa de vidro, causando um pequeno estrondo e em seguida girou a cadeira levemente para que pudesse sair da mesa alheia. Com mais precisão, causada pelo desespero de ser pego, foi em direção a sua mesa e jogou-se na cadeira, e em menos de um segundo a luz forte do corredor adentrou a sala. Mas seus olhos estavam arregalados e fixos sobre a cadeira de Alisson, onde tinha deixado a chave cair. Olhou rapidamente pra porta e esta se fechou. A morena caminhava em direção a mesa com alguns papéis nas mãos, parecendo realmente interessada no que tinha escrito neles.
A respiração de Danny ficara falha e precisava pensar em algo pra não fazê-la sentar-se à cadeira sobre sua chave, senão iria ser descoberto; ela saberia que seu companheiro havia mexido em suas coisas e deixado rastros.
Levantou-se sem pensar muito, e, passando as mãos pelos cabelos, foi em direção a ela, a puxando pela cintura em seguida.
- Ei, ei. – sussurrou, a puxando mais pra perto. Ela não se moveu, apenas tirou os olhos das folhas e os levou até a janela, onde poucos vestígios da luz do sol entravam pela persiana. – Eu estava pensando... – começou, sem acreditar no que estava prestes a dizer. – Bom, eu estava reparando em você, e... Está a fim de sair hoje à noite? – fez a pergunta ao pé do ouvido da garota, mas esta não teve reação corporal alguma, como um arrepio. Estranhou. Todas as garotas costumavam ter tais reações, por quê ela não?
- O que te leva a me perguntar isso, - se virou pra ele, o encarando com cinismo na expressão – Jones? – abriu um pequeno sorriso duvidoso.
- Bom, ér... – gaguejou, olhando para os lados, mas sem deixar de soltar as mãos da cintura da garota. Fechou os olhos e suspirou fundo, abrindo-os em seguida. Ela ainda tinha aquela mesma expressão, aguardando pacientemente a resposta do cara.
Mordendo o lábio e ainda incrédulo com sua ideia idiota e petulante, ele apertou a cintura dela levemente, a puxando mais pra perto até que a distância entre os corpos acabassem por completo. O sorriso de Alisson sumia a cada segundo, seu olhar brilhava de forma inexplicável. Encostou sua testa a dela, juntando os narizes em seguida.
– Se importa? – sussurrou, mordiscando levemente o lábio inferior de Alisson. Como conseqüência, ela fechou os olhos. Danny subiu uma das mãos pelo braço de Alisson levemente, passando a língua pelos lábios grossos da garota. Esta estava paralisada, sem realmente saber o que dizer, o que fazer. Ao alcançar a nuca da moça sob os cabelos negros, ela colocou a mão no braço de Danny que estava suspenso por estar tocando sua nuca, e o fez baixá-lo até sua cintura novamente, soltando os papéis que estavam nas outras mãos em seguida. Não se importou.
Colocou uma das mãos entre os cabelos desalinhados do cara, sentindo a língua deste pedir passagem rapidamente. Ela cedeu, arranhando de leve a região onde seus dedos estavam, sentindo-o arrepiar. Ele se assustou, mas continuou com o beijo, começando a explorar agora cada parte do corpo da garota. Antes, não tinha vontade alguma de descobri-lo. Agora, tinha mais que curiosidade de desvendar aquela garota, de saber porquê sentiu um arrepio inesperado com seu toque. Apenas com seu toque. O surpreendendo, ela pôs as pernas em volta da cintura do rapaz, sem cessar o beijo, fazendo carinhos insistentes na cabeça do rapaz, enquanto este ainda tinha suas mãos tocando seu braço, sua cintura, suas pernas, suas coxas. Passou a mão pela bunda da garota, a arrastando - a mão - até a coxa, apertando-a levemente, enquanto sua outra mão estava estacionada na cintura de Alisson. A intimidade desta tocando a ereção de Danny, o deixava estranhamente louco. Ele não entendia porque estava correspondendo ao beijo, um beijo que era apenas pra distraí-la, e pegar uma chave. Apenas uma chave. Ridículo, pensou.
Sentindo a excitação e o desejo vir aos poucos, andou com precisão e pressa até a mesa, a colocando sentada sobre ela em seguida sem cortar o beijo. Com uma mão, ela jogou os papéis que ali estavam pra longe, enquanto Danny tinha urgência em saber como era a pele de Alisson sob a blusa larga. Alisava com certa força a extensão da barriga da garota, arrancando suspiros desta entre o beijo. Rapidamente, ele subiu as mãos e alcançou o sutiã, assustando a garota. Não pensou que fosse passar determinado ponto.
- Dan... – tentou alertá-lo, partindo o beijo de forma bruta.
- Sh. – murmurou, a puxando novamente para o beijo ainda de olhos fechados. Estava receosa, mas seu desejo também falava mais alto, então deixou levar e logo Danny continuou fazendo o que fazia antes, tendo um pouco de dificuldade pra tirar o sutiã vermelho de renda da garota. Assim que conseguiu, o objeto íntimo caiu sobre o colo de Alisson, enquanto Danny alisava os seios desta. As mãos dela tiravam com pressa o paletó preto do cara, o deixando cair no chão. Voltando a se ajeitar entre as pernas dela sem partir o beijo, ele ainda fazia carinhos no busto de Alisson, parando logo que sentiu que não estava podendo esperar. Estava sentindo um desejo incontrolável de sentir aquela mulher.
Esqueceu de suas roupas mal escolhidas, esqueceu de seus óculos quase fundo de garrafa, esqueceu de seus cabelos negros que parecia estar sempre naquele mesmo rabo de cavalo, esqueceu de quem Alisson realmente era. Ali, só havia uma Alisson que ele sabia que desconhecia completamente.
A fez deitar sobre a mesa de vidro, cortando o beijo e derrubando alguns arranjos que ali estavam e sem esperar que ela abrisse os olhos ou acalmasse a respiração, ele suspendeu a blusa de Alisson, encarando seus seios fartos em seguida. Nunca achou que sob aquela blusa horrorosa, cheia de paetês, houvesse algo tão desejável.
Passou a língua pelos lábios, enquanto ela abria um sorriso vitorioso e tirava o óculos, o jogando de qualquer forma sobre a mesa. Inclinou-se sobre ela, alcançando o bico de seus seios e o sugando com vontade e desejo, enquanto suas mãos faziam movimentos circulares no outro. Alisson mordeu o lábio levemente para não dar gemidos altos, enquanto ele transformava seus movimentos em beijos, os descendo pela barriga da garota, fazendo esta contorcer-se com o toque quente dos lábios de Danny. Quando chegou à bainha da calça jeans surrada que ela usava, embalançou a cabeça negativamente, abrindo um sorriso altamente safado, e não pensou duas vezes antes de puxá-la com os dentes – levando a calcinha junto. Caiu-se ao chão, e ele a jogou para trás com os pés. Seus olhos estavam bastante ocupados em fitar a intimidade da garota, que mostrava o quão excitava ela estava. Inclinou-se até tocar o órgão dela, sentindo sua ereção latejar de desejo. Em poucos segundos, ele sugava e lambia a intimidade de Alisson, a deixando louca e fazendo-a contorcer-se sobre a mesa de vidro. Ela levou um dedo à boca, evitando gritar de prazer; prazer diferente e estranho causado por ele.
Dando alguns grunhidos, ele desistiu de dar prazer a ela desta forma e então levantou-se por completo, tirando o cinto com pressa e fitando os olhos de Alisson, que mostravam luxúria a ele enquanto seus lábios estavam presos entre os dentes.
Quando terminou sua luta com o próprio cinto, ele apenas abaixou um pouco sua calça e sua cueca, colocando seu membro completamente pra fora. Não pensou, não perguntou, não se importou. Apenas a penetrou, inclinando a cabeça para trás com os olhos fechados, suspirando aliviado por finalmente sentir aquela mulher. E junto, soltou um gemido de prazer, que abafou o gemido mais baixo que Alisson deu ao sentir a investida forte do cara. Ele levou as mãos à cintura da garota, segurando uma de cada lado, e em seguida investiu com mais força, porém devagar. Queria sentir cada sensação que ela podia dar a ele. Queria saber se, ao menos, ela era capaz de dar novas sensações a ele. Para facilitar, Alisson colocou a perna esquerda sobre a mesa, deixando a outra pendurada.
Passou a gemer baixo o nome do rapaz, mesmo com o lábio entre os dentes, o deixando mais excitado, porém cansado. A adrenalina de ser pego por qualquer um, motivava Danny ir mais rápido a cada segundo, dando mais e mais prazer a Alisson, já que nem as mãos grandes de Danny conseguiam controlá-la pela cintura, assim como ele não conseguia controlar a própria respiração. O suor descia por sua testa e rosto, mas não se importava.
- Vo-você é... Muito gos-tosa! – murmurou de olhos fechados e a cabeça inclinada pra trás, arrancando um sorriso tarado da garota.
- Ãw, Jones, co-com mai-s força... – ela sussurrou, mas ele pôde ouvir, aumentando a velocidade de suas investidas o mais rápido que podia, a fazendo dar um grito alto e rápido. Ela o puxou pela gravata, o chamando para um beijo.
Após várias investidas e novas sensações, após morder o lábio várias vezes e reprimir gemidos, sentiu algo bem conhecido por ele na ponta do estômago.
- Eu vou go-zar... – disse pra si, se segurando mais um pouco, já que vira que ela não havia gozado. Mais alguns segundos e ele tirou seu membro de dentro dela, gozando em seguida.
Ela soltou um gemido longo, relaxando a perna que estava sobre a mesa, e virando a cabeça pro lado. Fechou os olhos, sentindo seu suor misturar-se com os fios de cabelos espalhados pela mesa. Ela estava tão ocupada em acalmar os batimentos cardíacos, que não se preocupou em notar a presença de Danny. Este, mesmo anestesiado pelo prazer, deu a volta na mesa e foi em direção a cadeira da garota, pegando sua chave silenciosamente e colocando o molho no bolso em seguida. Mas o cheiro de seus cabelos atrás dela o denunciou.
- O... o que está fazendo? – ela quis saber num tom baixo, ainda de olhos fechados. Danny entortou os lábios em desespero, suspendendo as calças. Como não havia nada na mente, sentou-se na cadeira após abotoar o cinto e, hesitante, levou uma das mãos até os cabelos negros da garota, na tentativa de fazer um cafuné. Mas ela abriu os olhos assim que ele começou os movimentos com os dedos, e então Alisson levantou-se, dando conta que estava praticamente nua. Puxou a calça jogada no chão com a ponta dos dedos dos pés, segurando firme na borda da mesa de vidro pra não cair, e disse no seu melhor tom cínico:
- Pra quem não queria nada comigo, até que você foi bem, Jones. – virou a cabeça a fim de ver Danny sobre o ombro. Este bufou com vontade, começando a sentir raiva de si e dela. Ao vir o rosto de Danny tomar a cor vermelha aos poucos – causada pela irritação-, ela deu um sorriso sarcástico e voltou sua atenção a calça, suspendendo-a até poder tocar suas mãos. Pôs sua roupa, ouvindo a voz Danny ecoar:
- E pra quem disse que também não queria nada comigo, até que... – dizia com os olhos presos nas costas da garota.
- Você quem me beijou. – ela o interrompeu com um tom tão simples, que irritou ainda mais ao cara, que planejava que ela se irritasse também.
- E você não o cortou. – disse num tom alto. Ela não se abalou com o tom de voz; ela virou-se apenas para encará-lo incrédula.
- Eu tentei, seu idiota! – revidou, ainda sem acreditar na cara-de-pau do moreno a sua frente.
- Fala sério, vai dizer que você não queria? – ele deu um sorriso cínico e debochado, altamente irritante a ela.
- Não! – respondeu alto, abotoando seu sutiã.
- Como não?! Seus gemidos me disseram tudo! – disse-lhe convencido, levando-se da cadeira que não pertencia a ele. – Ãw, Jones, vai Jones, oh Jones! – encenou com a voz afeminada e com gestos obscenos, fazendo a garota bufar.
Ela deu as costas, indo em direção a saída com pressa, pisando fundo.
- Ei, onde você vai? – ele quis saber, transformando sua expressão divertida pra uma confusa.
- Não é da sua conta, imbecíl. – ela deu dedo feio pra ele, fechando a porta com tudo atrás de si em seguida.
Ele suspirou rolando os olhos, indo em direção a mesa com certa dificuldade. Sentou-se em sua confortável cadeira e mexeu no mouse para que a proteção de tela saísse. Tentou se concentrar, mas por algum motivo desconhecido a ele, aqueles minutos atrás não saiam de sua cabeça, o deixando intrigado. De novo.

