Deathly Illusion - The Island Of Games

Autora: Cookie Jones e Nicole Cichovski
Status: Em Andamento
Revisada por: Hata
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: LongFic - Romance/Drama/Suspense
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Prólogo

Pilhas de papéis estavam sendo espalhadas sobre a grande mesa de carvalho, enquanto cada nome ia sendo pronunciado. Um por um, aquelas pessoas eram escolhidas minuciosamente de acordo com seus atributos únicos.
Cansado, ele tirou seus óculos de leitura e começou a divagar sobre suas escolhas. Involuntariamente, sorriu. Nunca poderia ter encontrado um melhor encaixe de indivíduos. Eles seriam facilmente manipulados, ele tinha certeza daquilo.
A partir desse momento, aquelas pessoas pertenceriam somente a ele, sendo suas pequenas marionetes, afinal naquele jogo macabro, ele é quem ditava todas as regras.


Capítulo 1
" A cada dia um desafio; em alguns desafios; alguns erros; a cada erro a oportunidade de aprender e de não errar novamente."
Quezia


Olhos aflitos se abriram procurando por alguma explicação. Nada fazia sentido a muito tempo para ele. Por que iriam querer prendê-lo? Por que justo agora, pelo menos? Harry não sabia como responder aquelas perguntas de sua cabeça. E talvez ninguém ao seu lado soubesse.
Dez pessoas acorrentadas, por um último desejo de permaneceram anônimas para a sociedade. Algo a esconder? Talvez mais do que nos pudessem contar.
Do outro lado da sala, uma pessoa observava o chão. Ela tinha suas mãos igualmente presas pro grossas correntes de aço que faziam sua circulação parar. As pontas de seus dedos estavam frias e uma sensação estranha havia se apossado dela.
Até quando seria atormentada por suas lembranças?
Ao seu lado, havia alguém preso por algo mais forte do que aquelas simples correntes. Ela estava presa a um passado nebuloso o qual não estava certa se queria se lembrar. Afinal, realmente merecia aquela tortura? Ela não era capaz de decidir.
e Eduardo, mesmo nunca tendo se encontrado compartilhavam o mesmo medo de um passado similar. Seria a força do destino colocando-os frente a frente para um bem maior? Seria uma indagação interessante se não estivessem à deriva de um psicopata.
A frente de quatro garotas, Daniel estava tentando domar seus impulsos. Suas mãos tremiam incontrolavelmente de desejo e sua boca estava seca, porém tudo o que ele conseguia pensar era: sexo e qual daquelas mulheres seriam sua próxima vítima.
olhava fixamente para o homem ao seu lado. Muitas coisas do seu passado apareciam desfiguradas em sua mente, entretanto ela tinha certeza que nunca o esqueceria. Descontrolada com toda aquela pressão, ela começou inutilmente a puxar as algemas como se fosse a resposta para tudo.
Ouvindo aquele barulho, Dougie não pode deixar de sorrir, lembrando de como lhe soava familiar. Ele não estava desesperado como os outros, ele simplesmente fixou seu olhar em um ponto fixo e permaneceu com suas feições frigidas, como se soubesse algo que ninguém mais sabia.
Já Tom parecia alheio a todo o sofrimento a sua volta, mas um tique nervoso em seus joelhos entregava o quão aterrorizado ele estava. Engoliu a seco e perdeu-se em suas dúvidas.
Observando aquela cena peculiar e mórbida, em o que parecia ser um deposito abandonado e sujo, Michael não podia deixar de notar o quão desconfortável ele estava. Alertas de mau agouro passavam por suas veias e como, infelizmente ele pode perceber: ele era o alvo mais fácil do bando.
Em um lugar bem distante dali e confortável, havia um homem que os monitorava com o máximo de atenção. O mínimo movimento de algum deles era motivo para ser anotado e cuidadosamente analisado.

Enfim, o teste iria começar.


Capítulo 2
"Desafios todos nós enfrentamos, o que faz a diferença é a forma como nós o encaramos, pois isto é o que define nossos limites enquanto humanos…"
Paulo Moreira


Um barulho metálico foi ouvido. Aquele som irritante foi crescendo até que, em certo momento, pôde ser identificado como o som de um microfone. Alguém estava testando-o antes de poder anunciar algo que nenhum dos presentes queria ouvir.
- Olá, cobaias. - uma voz distorcida, provavelmente por um aparelho, soou pelo imenso galpão. - Estão prontos para a primeira prova?
- WHAT THE FUCK IS IT??? - Danny Jones gritou.
- Shiuuu!! - disse. - Fica quieto!
- Vejo que vocês estão um tanto surpresos com meu anúncio. - a voz eletrônica falou novamente.
- Que anúncio? - Danny perguntou para quase num sussurro.
- Fica quieto.
- Mas que anúncio? - Danny insistiu, virando-se para a pessoa do lado. - Ele falou algo?
- Acho que é algo sobre a primeira prova ou algo assim. - falou.
- Que prova?
- Não sei! - disse com um pouco de medo.
- Mas como é que ele fala essas coisas e não explica nada? - Daniel falou mais alto. - Que sacanagem é essa? Ahhh, já seiii!!! – gritou. - Cadê as câmeras? Eu sei que sou lindo e maravilhoso, mas não preciso de programas como este para ser adorado! E você, - disse apontando para . - é uma ótima figurante! Parabéns!
- SHIIUU!! - falou muito nervosa. - Isso não é um programa de tv!
- Fica quieto, idiota! - disse, mais irritada que . - Não vê que nada disso é brincadeira?
- Isto está muito longe de ser uma brincadeira. - a voz estranha foi ouvida nos auto-falantes. - Vocês sempre brincaram com a vida que têm. Todos vocês têm algum segredo bem escondido que ninguém pode saber. Até quando conseguirão guardá-los? Que preço pagarão para continuarem no anonimato? Isto veremos agora. Se quiserem sobreviver, devem saber que a união faz a força.
E neste mesmo momento, algumas correntes começaram a se mover.
, , Eduardo, Poynter e Harry foram bruscamente levantados do chão e levados para uma espécie de piscina que havia sido aberta no chão. Ficando suspensos pelas correntes que prendiam seus pé e mãos. Abaixo deles, dentro da piscina, podiam ser vistas inúmeras espécies de serpentes e cobras. Era uma infinidade de cores e formas enroscando-se na água fria. O pavor vindo dos corpos suspensos podia ser sentido por toda parte. Os gritos de horror e aflição eram sufocantes. Eles aumentaram ainda mais quando foram envolvidos por uma gaiola preta. Agora os cinco jovens estavam presos como pequenos papagaios na jaula. O restante do bando via-se paralisado pela cena que seus companheiros se encontravam e nem perceberam quando suas próprias correntes foram soltas.
- Ao fundo desta piscina, há cinco chaves. Cada uma abre especificamente uma das jaulas, de acordo com o número gravado tanto na chave quanto na jaula. - a voz falava pausadamente. - Cada participante tem sua própria dupla: e Daniel Jones; e Michael Muscovish; Harry Judd e ; Eduardo Visik e Thomas Fletcher e por último, Dougie Poynter e . Como podem perceber, seus amigos na jaula dependem exclusivamente da coragem de vocês, sobreviventes da terra firme. - quando ele disse isso, as jaulas começaram a descer lentamente em direção à água. - Vocês têm exatamente 10 minutos para retirá-los da jaula, senão, eles se afogarão. Boa sorte!
- Eu não vou pular nisso. - Danny falou com cara de nojo.
- CLARO QUE VAI, IMBECIL! - gritou desesperada dentro da jaula. - VAI LOGO! PULA, PULA, PULA!
- Nem pensar, está louca!?
- Vai! Por favor, não quero morrer tão jovem! - implorava para Daniel.
- Nada feito! Já viu a quantidade de cobras nojentas ali embaixo?
- Já viu o que vai acontecer comigo se você não mexer sua bunda mole do lugar?
- Agora que não irei mesmo.
- IDIOTA!!! Você é um homem ou um rato?
- Sou um rato. - ele respondeu enquanto brincava com um cachinho que caía no olho dele.
- AHHHHH!!! - gritou ao ver que a água estava quase em seus pés - Vai! Vai! VAI! Me solta! Eu faço tudo que você quiser, mas me salva, por favor!!!
Quando essas palavras foram ditas, algo passou pela mente de Daniel. Talvez fosse um jeito de aliviar seu desejo reprimido. Era uma brilhante ideia, na opinião dele. Uma excelente ideia.
- Qualquer coisa? - Jones perguntou em dúvida. Aquilo era perfeito demais para ser verdade.
- Sim! Qualquer coisa, mas vá logo!
Daniel pensou mais um pouco e foi se aproximando da borda. Não sabia se conseguiria pular, as serpentes lá embaixo se espremiam e ele logo começou a imaginar o que aconteceria se ele pulasse. Seria esmigalhado ou conseguiria sair com vida e ganhar seu prêmio? Antes que pudesse responder, ouviu-se o barulho de um corpo caindo na água e logo após uma pequena tremulação na superfície da piscina. Tom havia entrado na água cuidadosamente, atraindo olhares não só das pessoas presentes, como também das cobras. Ele foi acercou-se com cuidado do meio de toda aquela confusão de répteis e então, afundou para buscar a chave.
- Até que enfim alguém toma atitude! - disse. - Você não vai, não?
- Eu vou sim, deixe-me ver se ele vai voltar vivo primeiro. - Danny disse como se a vida de não estivesse em suas mãos.
- PUTA MERDA! - exclamou a garota aborrecida.
Enquanto Fletcher não voltava, nenhum deles ousava se mexer ou falar alguma coisa. Só quando a água bateu nos pés de Dougie, que ele resolveu gritar:
- ! Me salva! Minha vida depende de você!
A garota olhou para ele sem escolha. Ela não queria entrar na piscina, para ela aquilo era algo muito assustador, só de pensar já lhe dava calafrios. Mas o peso da consciência dela pesava mais que chumbo, havia uma vida em suas mãos. Se ela não salvasse Dougie, ele morreria afogado e depois seria devorado pelas víboras.
Enquanto pensava no que fazer e em como fazer, Tom emergiu da piscina, trazendo consigo a chave com o número 4 gravado.
- ESTOU LIVRE! - Eduardo gritou de emoção após ver que era o mesmo número de sua gaiola. Tom se aproximou e o libertou. - Cara, eu te devo minha vida. Obrigado!
- De nada. Você faria o mesmo por mim. - Tom respondeu meio inseguro da sua última fala.
- C-como você conseguiu? - perguntou surpresa.
- Eu tinha uma vida para salvar, não me sentiria bem se o deixasse morrer. - deu uma pausa. - Entrem sem fazer muito barulho na água que elas não atacam. Talvez tentem se enroscar, mas se for só isso, é só tomar cuidado com o pescoço. - Tom disse seguro do que falava. - Acho que não são venenosas.
- Vai, Daniel! Ouviu o que ele disse? - alfinetou Danny.
- Ok. Eu vou. - respondeu incerto.
Jones colocou vagarosamente seus pés na piscina. O medo era maior que qualquer coisa dentro dele, porém, tudo tem sua exceção, e a exceção de Danny era o seu desejo. Ele pulsava mais que qualquer medo que Jones podia sentir. Daniel vibrava só com a ideia de poder tocar com suas mãos, ela seria seu novo objeto sexual. Ele já a queria. E com esses pensamentos, Danny mergulhou por entre as serpentes e foi com um novo estímulo buscar a chave com o número 1.
Na superfície, as únicas meninas se entreolhavam, não sabendo o que fazer. Para elas aquele desafio era pior do que qualquer coisa que elas haviam imaginado um dia. A aflição de ver aquele monte colorido se mover de um lado para o outro e ver vê-lo enroscar-se às vezes no pé de Danny, era insuportável. Elas trocavam olhares cúmplices, pois no fundo entendiam o quanto custaria para ambas fazerem aquilo. Porém, não tinham escolha se não pular e salvar uma vida. Deram as mãos para tentar aliviar o medo e desejaram-se boa sorte antes de mergulharem na água, assim como Jones.
Michael era o único em terra firme que não se movia. Ignorava os gritos desesperados de na jaula e os conselhos de Tom, que dizia como entrar lá sem ser devorado. Ele estava irredutível, não queria pular de jeito nenhum. Ele não arriscaria sua preciosa vida para salvar a vida de uma desconhecida, não faria isso. Quem conhecesse Michael há muito tempo, saberia que ele não pularia nem que fosse sua falecida mãe dentro da gaiola. O seu medo era maior do que qualquer sentimento de solidariedade que ele pudesse sentir.
- MICHAEL! Vamos! Por favor! A água já está chegando à minha cintura! - dizia com voz chorosa. - Se você não agir logo, eu vou morrer afogada! Eu sei que não é fácil descer nesta piscina gelada e cheia de cobras. Pode ter certeza que eu sei disso, porque já estou sentindo-as em minhas pernas. - ela tentava convencê-lo pela conversa. - Mas veja, eu irei morrer se você não se sacrificar um pouquinho.
- Já disse que não vou descer de jeito nenhum nesse ninho de cobras. - Michael respondia sem nenhum pingo de dor na voz.
- Michael, vamos, você quer ser responsável por minha morte?
- Não serei de nenhuma maneira responsável por isto.
- Vai me salvar? - ela perguntou com esperança nos olhos.
- Não! - Michael respondeu rápido - O doido que nos botou aqui será responsável.
- Mas eu dependo de você! Por favor! - dizia olhando desesperada para o relógio que já marcava 5 minutos.
- Não me importo.
Danny então saiu da água e foi correndo abrir a jaula de , que estava com água na mesma altura de que , nas cinturas.
agradeceu mentalmente a todos os santos que lembrava o nome e deu um abraço bem forte em Daniel, quando já estava livre para tal ato. Ele gostou muito do que recebeu, entretanto, precisava garantir que sua "festinha" ainda estivesse de pé.
- Sua proposta ainda está de pé, né? - Danny perguntou receoso.
- Sim, claro! - dizia saltitante. - Você me salvou! Eu pensei que iria morrer!
Era tamanha alegria que ela não percebeu como aquelas palavras haviam afetado a Jones. Em seus lábios abrira-se um sorriso sapeca.
O relógio não parava, assim como a busca incansável de pela bendita chave. Ela já havia mergulhado umas três vezes e nada de achá-la, Doug não estava nada feliz com isso. O pavor por escuro estava convertendo-se em pavor por répteis, os animais que ele sempre amara. Não era confortável ter que senti-los entrarem por suas pernas e subirem até seu... Isso mesmo, seu amiguinho. Dougie estava amaldiçoando a calça larga que ele havia colocado antes de ser raptado. Nunca mais a usaria! A partir daquele dia, só usaria calças coladas no corpo, ou pelo menos, uma boxer bem justa.
teve mais sorte que e logo no primeiro mergulho, achou a chave de número 3. Liberou Harry, que disse um "Obrigado" em troca. Agora ela tentava se esquecer daqueles bichinhos nojentos que até poucos minutos, atrás estavam prendendo-se em seu corpo.
era a única que não conseguia nada com seu companheiro. Já havia tentado de tudo: subornar, implorar, ameaçar, chorar, espernear... Nada fazia Michael arrastar o pé de onde estava, nem sequer se dava o luxo de dar respostas decentes à pobre menina. O relógio já marcava 2 minutos e a água já estava nos ombros de , ela tinha que se esforçar para manter-se em pé, já que algumas serpentes estavam apoderando-se da jaula. Ela queria poder desistir, mas não faria isso. continuaria lutando até o último suspiro, até o último átomo de oxigênio deixar seu corpo.
- MICHAEL! VAMOS LOGO! MOSTRE DO QUE É FEITO! VENHA AQUI ME SALVAR COMO UM HOMEM FARIA!
- Que homem? - Michael se fez de desentendido.
- UM HOMEM DE VERDADE!
O desespero de continuaria, pois os insultos só faziam Michael acomodar-se ainda mais no lugar onde estava, ele não ligava mais para o que ela falava. Já estava decidido que não enfiaria sequer um fio de cabelo seu naquela coisa. Oras, não era a sua vida que estava em jogo. finalmente obteve sucesso, para o alívio de Doug. Achou a bendita chave, como a havia apelidado, num dos cantos da piscina escondida, por uma cobra preta. Após puxar cuidadosamente a chavezinha, foi nadando até Poynter e o libertou de seu pesadelo. Ao chegarem a um lugar seguro e seco, puderam ver que ainda restava uma presa àquela tortura. Michael passou a ser atormentado não só por , mas por Tom, , , e Dougie. Danny e Eduardo estavam entretidos demais em seus pensamentos para se dar contar do que se passava e Harry ainda estava decidindo o que faria para fugir daquela sala.
O relógio não parava de piscar. Um minuto foi marcado.
estava quase sem frestas onde pudesse buscar ar e já tinha que se agarrar às barras da jaula da parte de cima para poder resgatar o pouco de oxigênio que conseguia obter. Sua voz era de pura aflição, de uma morte certa. Era um misto de choro, água, medo e muito desespero. Ela não se importava mais com as cobras que a abraçavam. Não, ela se importava com sua vida, ela queria viver. E foi quando o relógio começou a contagem regressiva de 10 segundos que esse desejo cresceu. lutou para se soltar das grades, num ímpeto de desespero chutou a estrutura de metal. Mas nada adiantou.
3, 2, 1.
O relógio zerou.





CONTINUA


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