I Need To Go Home
Autora: Manu Sarrans
Status: Em Andamento
Revisada por: Isa
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Romance/Drama - LongFic
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1º Capítulo - Ele acordou de seus sonhos e calçou seus sapatos.
O relógio marcava 3 da manhã, não conseguia mais dormir, meus sonhos eram totalmente assombrados pela menina que eu nunca vi na minha vida, como isso pode acontecer? Você se apaixonar por um sonho? Isso é quase impossível, bom... Não quase, isso é impossível. Não dá mais para ficar deitado aqui. Levantei-me, botei uma roupa e meu tênis, e saí de casa, às 3:45 da manhã, talvez eu só queira tomar um pouco de ar, mas eu acho que eu quero esquecer ela, tirar ela da minha mente. A rua está fria, está parecendo que vai chover mais tarde, mas isso não importa quando você está apaixonado pelo seu sonho! Quão babaca eu sou? De pensar que ela existe? Não aguento! Não mais isso!
Estava passando perto de um bar, música alta, pessoas alegres e bêbadas. Isso é bom correto?
Entrei no bar, pessoas estavam se amontoando, uma empurrando a outra para conseguir apenas respirar, estava abafado, gritaria pura, tinha uma banda no palco tocando uma música que ficou marcada na minha cabeça, como estavam gritando, não deu para eu escutar ela até o final, mas enfim. Sentei na cadeira que ficava em frente a bancada do bar, e um garçom com cara de poucos amigos veio me atender.
-O que o senhor deseja?
- Um Martine, bem forte, por favor! – Eu disse sorrindo o mais amigável que eu pude, ele respondeu apenas com sim, e foi preparar minha bebida. Enquanto a bebida estava ficando pronta, eu dei mais uma olhada pelo pessoal, estavam cantando junto com a banda, uns pulando, outros apenas se pegando em cantos de parede, outros vomitando na porta do banheiro.
-Aqui senhor! – Disse o garçom me entregando à bebida.
-Obrigado. – Disse, sorri amigável e dei um gole na bebida, sim ela estava realmente forte. Pedi mais um Martine. Depois veio a cerveja, e logo mais tarde um copo de vinho para esquentar. Eu já estava rindo por nada, vendo tudo somente flashes, resolvi sair dali. O lugar já tinha esvaziado um pouco, mas ainda tinha bastante gente por ali. Quando eu estava no meio do caminho meu corpo se tromba com um corpo a sua frente. Ouvi um barulho de copos caindo junto com uma bandeja de metal, suponho eu.
-Desculpa senhor! – Disse a garota, sim, eu só reconheci por que a voz era feminina.
-Não, foi minha culpa. – Eu disse abaixando para ajudar ela a pegar os cacos de vidros do chão, pelo jeito ela devia ser garçonete do lugar. Quando acabamos, eu levantei ajudando ela a se reerguer. Como se fosse um flash de lembrança, eu olhei para o rosto dela. Ela era familiar, não conseguia lembrar-me da onde, continuei olhando para ela, parado ali do meio de todo mundo, simplesmente tentando lembrar de onde eu poderia conhecer ela.
-Senhor? Tudo bem com o Senhor? – Disse ela me tirando de meus pensamentos.
-Sim estou bem... Boa noite... Desculpe alguma coisa! – Ela apenas sorriu, e eu saí o mais rápido que podia, estava frio, cruzei meus braços a frente do meu peito tentando me aquecer, mas de nada adiantou. “De onde, Danny? De onde?” eu me perguntava a cada segundo que meu pé pisava no chão, a cada passo, era um “De onde?”. Foi quando de repente meu corpo todo pára, como se tivesse levado um choque, um choque de realidade. “É a menina dos sonhos”. Como se fosse a última coisa que eu fosse fazer na minha vida, eu saí correndo como um louco pela rua, esbarrando em cada pessoa que passasse na rua. Nunca disse tantas desculpas em um dia, mas eu não me importava, eu estava correndo, correndo para achá-la, as pessoas estavam olhando assustadas.
Quando eu entrei no bar, meus olhos olhavam desesperados para cada canto, já não tinha ninguém, somente os garçons no balcão limpando as coisas, quando eu vi lá no fundo o cara que tinha me atendido algum tempo atrás.
-EI EI VOCÊ AI! – Eu disse correndo até ele.
-Senhor? – Disse ele se encostando à vassoura.
-Eu quero fazer uma pergunta... Você viu por aqui, uma menina que trabalha aqui, ela tem estatura mediana, cabelos bonitos e um sorriso bonito? – O homem ficou me olhando como se eu fosse louco.
-Desculpe não senhor, eu não vi ninguém assim por aqui não, ela deve ser do turno da manhã, mas devia estar fazendo extra, eu não posso te ajudar, mas eu tenho certeza que nenhuma menina viria trabalhar hoje.
-Obrigado! – Ele sorriu e continuou a varrer o chão cheio de copos, papeis pratos jogados pelo chão. Mais uma vez, eu delirei talvez eu devesse me internar.
2° Capitulo - Começou sua rotina passada.
Mais um dia Daniel Jones. Eu disse levantando da cama, indo em direção ao espelho, cada dia eu acordava cada vez mais péssimo. Rosto cansado, barba mal feita, olheiras profundas.
-Não aguento mais. – Eu disse olhando para mim do espelho do banheiro. Meu Deus, o que essa menina está fazendo comigo? Eu preciso de um psicólogo, ou algo que me diga que ela realmente não existe, talvez algo para me fazer sentir como se eu estivesse ficando louco, é melhor que ficar vagando por ai sem saber onde estou, quem sou, quem é ela, quem somos nós ou por que o nós existe.
Já eram 7 da manhã de segunda-feira. Eu tenho que ir trabalhar, ou ao menos tentar. Pode ser que eu me distraia um pouco. Peguei meu carro e fui pelo caminho que eu já sabia até de olhos fechados. Chegando lá em menos de 15 minutos. Quando eu entrei no estúdio já tinha avistado minha equipe: Thomas é o meu carteiro pseudo melhor amigo pseudo motorista, Ruanitha é a menina que faz a maquiagem, Douglas é o meu Office boy, Harry é o meu tesoureiro, e eu sou um merda de um fotógrafo rico apaixonado por um sonho. Legal não? Não, não é legal!
-Daniel temos que tirar as fotos das meninas para a capa da revista Mode, eles querem as meninas de biquínis brancos, e bolas prata! – Disse Rachel, eu tinha me esquecido dela, é como se fosse minha secretária/mãe/figurinista/quebra galho. Eu sorri para ela o melhor que pude e entrei na minha sala. Peguei minha câmera e as lentes que iriam precisar e entrei na sala que as meninas iam tirar as fotos. Sorri amigável mente para todas, esperei elas se posicionarem e comecei o meu trabalho. Elas eram lindas, cada uma com seu jeito, raça, cultura e cor. Tiramos fotos com as bolas pratas caindo, com elas uma em cima da outra, no sofá de couro preto para realçar os biquínis e pronto, tivemos que refazer algumas fotos, e tirar 10 fotos de cada menina, sendo que eram sete meninas, da o total de 70 fotos, tirando as juntas, vamos dizer que eu não quero ver mulheres de biquínis por um bom tempo... Ou não! Depois de arrumarmos tudo, passei editor nas fotos, mandei para a gráfica para imprimirem. Avisaram-me para pegar amanhã às 11 da manhã. Deviam ser umas 6 da tarde quando eu acabei de fazer o meu trabalho. Quando estava saindo começou a chover fraco, fui ao estacionamento, e quando olhei para o outro lado da rua estava uma das meninas que eu havia fotografado, ela estava se encolhendo dentro do casaco, não passava nenhum ônibus se quer... Já que eu sou um cavalheiro, por que não?
-EI MENINA! – Não sei o nome dela, menina esta ótimo. – ALOOU GAROTA! – Depois de me esgoelar ela olhou para mim. – Quer uma carona? -Não seria incômodo? – Não sei!
-CLARO QUE NÃO! – Por que só eu estou gritando?
-Tudo bem então! – Ela atravessou a rua, chegou sorrindo para mim. – Obrigada! – Ela era realmente linda, olhos castanhos, cabelos marrom em um tom meio dourado, e uma cor meio dourada. Sorri simplesmente e entramos no meu carro. Conversamos sobre a campanha que ela estava fazendo para a Mode, conversarmos sobre ela, afinal o nome dela é Jenny, conversamos sobre peixe/cachorro/ tudo que você pode imaginar.
-Sério? – Disse ela se virando para mim ficando de joelhos no banco do carro.
-Eu também amo The Who! Pra mim eles são um máximo! – Disse ela me olhando e rindo, eu não pude deixar de rir, ela era engraçada. -Que legal, você tem um bom gosto para as coisas, além de ser uma modelo! Você não e fútil! – Ela começou a rir.
-Nunca quis ser modelo mesmo! – Eu sorri, e continuei olhando para a rua. Parei com o carro enfrente a casa dela.
-Obrigada, Daniel!
-De nada! – Ela foi chegando perto de mim, creio que para dar beijo no rosto, mais ela não desviava o rosto, quando eu vi que nossos lábios iam se encontrar, como se fosse um idiota, eu virei o rosto. Ela se afastou e olhou pra mim, e abaixou o rosto.
-Desculpa, você deve ter namorada!
-Não, eu só estou amando! E não consigo mais ficar com ninguém. – Eu disse olhando ela sorrindo fraco.
-Que sorte dela! – Ela disse me devolvendo um lindo sorriso.
-Se ela existisse!
-Como assim?
-Desculpa! – Eu disse encabulado. – Pensei alto demais! – Ela riu.
-Tudo bem, er... Vou indo! – Eu sorri e apenas acenei a cabeça. Ela saiu do carro, esperei até ela entrar em casa e fui embora. Deviam ser umas 7:30 PM, meu estômago começou a revirar e lembrei-me que eu estava sem comer desde do intervalo do almoço. Parei uma lanchonete perto de casa mesmo. Sentei em uma mesa que ficava na parte de trás, depois de 5 minutos a garçonete foi me atender.
-O que deseja? – Disse a mulher ruiva de cabelos longos e pequena a minha frente.
-Poderia me ver bacon e ovos, com uma cerveja e molho picante em cima das panquecas! – Ela anotou o pedido e foi embora. Ao entrar na cozinha ela passa por uma pessoa do outro lado do balcão com o jornal tampando seu rosto, a matéria falava sobre as novas ações das viagens, algo assim, não fiquei prestando atenção na mulher, claro! Depois de um certo tempo, veio o meu pedido, saboreei cada pedaço.
Quando eu levantei, deixei o dinheiro na mesa, e fui andando em direção a porta, tinha uma mulher saindo, o vento frio entrou fazendo ela se auto-abraçar, e deixando o jornal voar para trás, nesse momento eu pude ver clara mente o rosto dela, por que essa menina esta me perseguindo na vida real, já não basta em sonho? “Danny, se mova vá atrás dela, se mova”, nesse momento quando ela sai da lanchonete eu saio atrás dela, quando estava chegando à porta entrou mais pessoas do que na minha casa em dia de festa, parecia ser jogo do Manchester U. Tinha pessoas de caras pintadas, pessoas coberta da cor vermelha, foi suado poder passar por todas elas, quando eu cheguei à rua, eu vi a menina virando a esquina, “Danny, corre de novo Danny, agora ela não foge”, eu sai correndo, eu vi ela virando a esquina, quando eu consegui virar a mesma esquina, ela já tinha sumido, tipo evaporado, tinham pessoas voltando do trabalho, torcedores, meninas fofocando, pessoas atravessando a rua com seus próprios problemas, mais não havia nenhuma pista de onde ela se meteu. Voltei à lanchonete, ainda estava cheia com esses jogadores. Cheguei à bancada e perguntei para a dona que ficava atrás do balcão se ela havia visto uma menina sentada na ultima cadeira do balcão, descrevi ela para todas as garçonetes e zeladores, mas ninguém havia a visto. Frustrante, eu sei.
Voltei para casa mais um dia sem respostas e querendo me internar o mais rápido possível. Cheguei em casa é me afoguei em cerveja até ficar tão bêbedo ao ponto de dormir no chão da sala e sonhar com ela.
3º Capitulo - Duas da manhã. Virava-me na cama, não conseguia dormir, era como se todas essas noites eu não conseguisse respirar, ela esta me sufocando. “Beba”, pensei comigo mesmo, beber eé uma saída? SIM, foi o que eu fiz, fui pra cozinha, peguei o mini-engradado de cervejas, contendo seis cervejas de 600 ml, sentei-me no sofá, fiquei passando os canais ao ponto que nem ouvia o que eles estavam falando de tão rápido que eu passava. Até achar um canal de séries, estava passando Two And A Half Man. Comecei a ver, depois de um tempo tava rindo até se eles morressem, depois de cinco bebidas já não estava bem, tudo girava, eu parecia que ia me afundar no chão. Comecei a beber a última.
-Vem aqui, Danny!
-O que foi menina? – Eu dizia rindo, e pegando a mão dela que estava esticada.
-Vamos à montanha-russa?
-Eu não estou a fim de vomitar, pequena! – Eu disse vendo ela fazer um enorme bico. -Ta bom né, fazer o que?Tenho escolha?
-NÃÃÃO! – Disse ela rindo. Depois da montanha-russa fomos comer da barraquinha do cachorro-quente.
-Danny, diz que me ama?
-Eu te amo! – Disse com a boca cheia, enquanto ela se sentava no banco verde da praça a minha frente.
-Diz que nunca vai me deixar?
-Eu nunca vou te deixar! – Ela sorriu e continuou a comer seu cachorro-quente. Depois andamos mais um pouco até a hora que começou a chover, fomos correndo para meu carro. Quando entramos no carro ela sorriu para mim como se fosse uma criança pronta para brincar com seu novo brinquedo.
-Que foi amor?
-Eu te amo Danny! – Ela disse sorrindo e sentando no meu colo e me dando um beijo, não consigo contar as grandes sensações que eu senti em um beijo só. Ela começou a explorar minha barriga ao mesmo instante que eu passava a mão pela sua perna. Estávamos quase sem ar, quando eu abri um pouco a janela, como um impulso curto eu a joguei no banco de trás, subi em cima dela, passando a mão pela sua barriga e seu peito, tirei sua blusa o mais rápido que eu pude, ela tirou a minha. Comecei a beijar seu pescoço lentamente, enquanto eu sentia sua mão apertar minhas costas e a outra no meu cabelo já úmido, seus gemidos era o impulso que me fazia continuar. Tirei sua calça meio molhada rapidamente, ela pedia por meu beijo cada vez mais alto, eu não conseguia respirar, eu estava quase chorando, não me pergunte porque! Ela beijava meu pescoço enquanto tirava o cinto da minha calça, eu arrepiava a cada toque e beijo da sua pele em contato com a minha, foi quando eu peguei a camisinha que estava no porta-luvas, eu já estava bem ereto, meu corpo precisava do dela...foi quando tudo começou a se desconfigurar, não sentia mais a presença dela ali, estava tudo ficando preto e branco, e depois começou a sumir, e ficar preto até que...
Acordei com um impulso e caí no chão, minha respiração estava sem ritmo. Eu estava suando, quando eu olhei para a parte de baixo do meu corpo enxergando meu órgão masculino, eu pude ver que ele estava ereto, mais um sonho, cada vez indo mais longe, cada vez se entregando mais, não sei se aguento mais tempo assim.
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O relógio marcava 3 da manhã, não conseguia mais dormir, meus sonhos eram totalmente assombrados pela menina que eu nunca vi na minha vida, como isso pode acontecer? Você se apaixonar por um sonho? Isso é quase impossível, bom... Não quase, isso é impossível. Não dá mais para ficar deitado aqui. Levantei-me, botei uma roupa e meu tênis, e saí de casa, às 3:45 da manhã, talvez eu só queira tomar um pouco de ar, mas eu acho que eu quero esquecer ela, tirar ela da minha mente. A rua está fria, está parecendo que vai chover mais tarde, mas isso não importa quando você está apaixonado pelo seu sonho! Quão babaca eu sou? De pensar que ela existe? Não aguento! Não mais isso!
Estava passando perto de um bar, música alta, pessoas alegres e bêbadas. Isso é bom correto?
Entrei no bar, pessoas estavam se amontoando, uma empurrando a outra para conseguir apenas respirar, estava abafado, gritaria pura, tinha uma banda no palco tocando uma música que ficou marcada na minha cabeça, como estavam gritando, não deu para eu escutar ela até o final, mas enfim. Sentei na cadeira que ficava em frente a bancada do bar, e um garçom com cara de poucos amigos veio me atender.
-O que o senhor deseja?
- Um Martine, bem forte, por favor! – Eu disse sorrindo o mais amigável que eu pude, ele respondeu apenas com sim, e foi preparar minha bebida. Enquanto a bebida estava ficando pronta, eu dei mais uma olhada pelo pessoal, estavam cantando junto com a banda, uns pulando, outros apenas se pegando em cantos de parede, outros vomitando na porta do banheiro.
-Aqui senhor! – Disse o garçom me entregando à bebida.
-Obrigado. – Disse, sorri amigável e dei um gole na bebida, sim ela estava realmente forte. Pedi mais um Martine. Depois veio a cerveja, e logo mais tarde um copo de vinho para esquentar. Eu já estava rindo por nada, vendo tudo somente flashes, resolvi sair dali. O lugar já tinha esvaziado um pouco, mas ainda tinha bastante gente por ali. Quando eu estava no meio do caminho meu corpo se tromba com um corpo a sua frente. Ouvi um barulho de copos caindo junto com uma bandeja de metal, suponho eu.
-Desculpa senhor! – Disse a garota, sim, eu só reconheci por que a voz era feminina.
-Não, foi minha culpa. – Eu disse abaixando para ajudar ela a pegar os cacos de vidros do chão, pelo jeito ela devia ser garçonete do lugar. Quando acabamos, eu levantei ajudando ela a se reerguer. Como se fosse um flash de lembrança, eu olhei para o rosto dela. Ela era familiar, não conseguia lembrar-me da onde, continuei olhando para ela, parado ali do meio de todo mundo, simplesmente tentando lembrar de onde eu poderia conhecer ela.
-Senhor? Tudo bem com o Senhor? – Disse ela me tirando de meus pensamentos.
-Sim estou bem... Boa noite... Desculpe alguma coisa! – Ela apenas sorriu, e eu saí o mais rápido que podia, estava frio, cruzei meus braços a frente do meu peito tentando me aquecer, mas de nada adiantou. “De onde, Danny? De onde?” eu me perguntava a cada segundo que meu pé pisava no chão, a cada passo, era um “De onde?”. Foi quando de repente meu corpo todo pára, como se tivesse levado um choque, um choque de realidade. “É a menina dos sonhos”. Como se fosse a última coisa que eu fosse fazer na minha vida, eu saí correndo como um louco pela rua, esbarrando em cada pessoa que passasse na rua. Nunca disse tantas desculpas em um dia, mas eu não me importava, eu estava correndo, correndo para achá-la, as pessoas estavam olhando assustadas.
Quando eu entrei no bar, meus olhos olhavam desesperados para cada canto, já não tinha ninguém, somente os garçons no balcão limpando as coisas, quando eu vi lá no fundo o cara que tinha me atendido algum tempo atrás.
-EI EI VOCÊ AI! – Eu disse correndo até ele.
-Senhor? – Disse ele se encostando à vassoura.
-Eu quero fazer uma pergunta... Você viu por aqui, uma menina que trabalha aqui, ela tem estatura mediana, cabelos bonitos e um sorriso bonito? – O homem ficou me olhando como se eu fosse louco.
-Desculpe não senhor, eu não vi ninguém assim por aqui não, ela deve ser do turno da manhã, mas devia estar fazendo extra, eu não posso te ajudar, mas eu tenho certeza que nenhuma menina viria trabalhar hoje.
-Obrigado! – Ele sorriu e continuou a varrer o chão cheio de copos, papeis pratos jogados pelo chão. Mais uma vez, eu delirei talvez eu devesse me internar.
2° Capitulo - Começou sua rotina passada.
Mais um dia Daniel Jones. Eu disse levantando da cama, indo em direção ao espelho, cada dia eu acordava cada vez mais péssimo. Rosto cansado, barba mal feita, olheiras profundas.
-Não aguento mais. – Eu disse olhando para mim do espelho do banheiro. Meu Deus, o que essa menina está fazendo comigo? Eu preciso de um psicólogo, ou algo que me diga que ela realmente não existe, talvez algo para me fazer sentir como se eu estivesse ficando louco, é melhor que ficar vagando por ai sem saber onde estou, quem sou, quem é ela, quem somos nós ou por que o nós existe.
Já eram 7 da manhã de segunda-feira. Eu tenho que ir trabalhar, ou ao menos tentar. Pode ser que eu me distraia um pouco. Peguei meu carro e fui pelo caminho que eu já sabia até de olhos fechados. Chegando lá em menos de 15 minutos. Quando eu entrei no estúdio já tinha avistado minha equipe: Thomas é o meu carteiro pseudo melhor amigo pseudo motorista, Ruanitha é a menina que faz a maquiagem, Douglas é o meu Office boy, Harry é o meu tesoureiro, e eu sou um merda de um fotógrafo rico apaixonado por um sonho. Legal não? Não, não é legal!
-Daniel temos que tirar as fotos das meninas para a capa da revista Mode, eles querem as meninas de biquínis brancos, e bolas prata! – Disse Rachel, eu tinha me esquecido dela, é como se fosse minha secretária/mãe/figurinista/quebra galho. Eu sorri para ela o melhor que pude e entrei na minha sala. Peguei minha câmera e as lentes que iriam precisar e entrei na sala que as meninas iam tirar as fotos. Sorri amigável mente para todas, esperei elas se posicionarem e comecei o meu trabalho. Elas eram lindas, cada uma com seu jeito, raça, cultura e cor. Tiramos fotos com as bolas pratas caindo, com elas uma em cima da outra, no sofá de couro preto para realçar os biquínis e pronto, tivemos que refazer algumas fotos, e tirar 10 fotos de cada menina, sendo que eram sete meninas, da o total de 70 fotos, tirando as juntas, vamos dizer que eu não quero ver mulheres de biquínis por um bom tempo... Ou não! Depois de arrumarmos tudo, passei editor nas fotos, mandei para a gráfica para imprimirem. Avisaram-me para pegar amanhã às 11 da manhã. Deviam ser umas 6 da tarde quando eu acabei de fazer o meu trabalho. Quando estava saindo começou a chover fraco, fui ao estacionamento, e quando olhei para o outro lado da rua estava uma das meninas que eu havia fotografado, ela estava se encolhendo dentro do casaco, não passava nenhum ônibus se quer... Já que eu sou um cavalheiro, por que não?
-EI MENINA! – Não sei o nome dela, menina esta ótimo. – ALOOU GAROTA! – Depois de me esgoelar ela olhou para mim. – Quer uma carona? -Não seria incômodo? – Não sei!
-CLARO QUE NÃO! – Por que só eu estou gritando?
-Tudo bem então! – Ela atravessou a rua, chegou sorrindo para mim. – Obrigada! – Ela era realmente linda, olhos castanhos, cabelos marrom em um tom meio dourado, e uma cor meio dourada. Sorri simplesmente e entramos no meu carro. Conversamos sobre a campanha que ela estava fazendo para a Mode, conversarmos sobre ela, afinal o nome dela é Jenny, conversamos sobre peixe/cachorro/ tudo que você pode imaginar.
-Sério? – Disse ela se virando para mim ficando de joelhos no banco do carro.
-Eu também amo The Who! Pra mim eles são um máximo! – Disse ela me olhando e rindo, eu não pude deixar de rir, ela era engraçada. -Que legal, você tem um bom gosto para as coisas, além de ser uma modelo! Você não e fútil! – Ela começou a rir.
-Nunca quis ser modelo mesmo! – Eu sorri, e continuei olhando para a rua. Parei com o carro enfrente a casa dela.
-Obrigada, Daniel!
-De nada! – Ela foi chegando perto de mim, creio que para dar beijo no rosto, mais ela não desviava o rosto, quando eu vi que nossos lábios iam se encontrar, como se fosse um idiota, eu virei o rosto. Ela se afastou e olhou pra mim, e abaixou o rosto.
-Desculpa, você deve ter namorada!
-Não, eu só estou amando! E não consigo mais ficar com ninguém. – Eu disse olhando ela sorrindo fraco.
-Que sorte dela! – Ela disse me devolvendo um lindo sorriso.
-Se ela existisse!
-Como assim?
-Desculpa! – Eu disse encabulado. – Pensei alto demais! – Ela riu.
-Tudo bem, er... Vou indo! – Eu sorri e apenas acenei a cabeça. Ela saiu do carro, esperei até ela entrar em casa e fui embora. Deviam ser umas 7:30 PM, meu estômago começou a revirar e lembrei-me que eu estava sem comer desde do intervalo do almoço. Parei uma lanchonete perto de casa mesmo. Sentei em uma mesa que ficava na parte de trás, depois de 5 minutos a garçonete foi me atender.
-O que deseja? – Disse a mulher ruiva de cabelos longos e pequena a minha frente.
-Poderia me ver bacon e ovos, com uma cerveja e molho picante em cima das panquecas! – Ela anotou o pedido e foi embora. Ao entrar na cozinha ela passa por uma pessoa do outro lado do balcão com o jornal tampando seu rosto, a matéria falava sobre as novas ações das viagens, algo assim, não fiquei prestando atenção na mulher, claro! Depois de um certo tempo, veio o meu pedido, saboreei cada pedaço.
Quando eu levantei, deixei o dinheiro na mesa, e fui andando em direção a porta, tinha uma mulher saindo, o vento frio entrou fazendo ela se auto-abraçar, e deixando o jornal voar para trás, nesse momento eu pude ver clara mente o rosto dela, por que essa menina esta me perseguindo na vida real, já não basta em sonho? “Danny, se mova vá atrás dela, se mova”, nesse momento quando ela sai da lanchonete eu saio atrás dela, quando estava chegando à porta entrou mais pessoas do que na minha casa em dia de festa, parecia ser jogo do Manchester U. Tinha pessoas de caras pintadas, pessoas coberta da cor vermelha, foi suado poder passar por todas elas, quando eu cheguei à rua, eu vi a menina virando a esquina, “Danny, corre de novo Danny, agora ela não foge”, eu sai correndo, eu vi ela virando a esquina, quando eu consegui virar a mesma esquina, ela já tinha sumido, tipo evaporado, tinham pessoas voltando do trabalho, torcedores, meninas fofocando, pessoas atravessando a rua com seus próprios problemas, mais não havia nenhuma pista de onde ela se meteu. Voltei à lanchonete, ainda estava cheia com esses jogadores. Cheguei à bancada e perguntei para a dona que ficava atrás do balcão se ela havia visto uma menina sentada na ultima cadeira do balcão, descrevi ela para todas as garçonetes e zeladores, mas ninguém havia a visto. Frustrante, eu sei.
Voltei para casa mais um dia sem respostas e querendo me internar o mais rápido possível. Cheguei em casa é me afoguei em cerveja até ficar tão bêbedo ao ponto de dormir no chão da sala e sonhar com ela.
3º Capitulo - Duas da manhã. Virava-me na cama, não conseguia dormir, era como se todas essas noites eu não conseguisse respirar, ela esta me sufocando. “Beba”, pensei comigo mesmo, beber eé uma saída? SIM, foi o que eu fiz, fui pra cozinha, peguei o mini-engradado de cervejas, contendo seis cervejas de 600 ml, sentei-me no sofá, fiquei passando os canais ao ponto que nem ouvia o que eles estavam falando de tão rápido que eu passava. Até achar um canal de séries, estava passando Two And A Half Man. Comecei a ver, depois de um tempo tava rindo até se eles morressem, depois de cinco bebidas já não estava bem, tudo girava, eu parecia que ia me afundar no chão. Comecei a beber a última.
-Vem aqui, Danny!
-O que foi menina? – Eu dizia rindo, e pegando a mão dela que estava esticada.
-Vamos à montanha-russa?
-Eu não estou a fim de vomitar, pequena! – Eu disse vendo ela fazer um enorme bico. -Ta bom né, fazer o que?Tenho escolha?
-NÃÃÃO! – Disse ela rindo. Depois da montanha-russa fomos comer da barraquinha do cachorro-quente.
-Danny, diz que me ama?
-Eu te amo! – Disse com a boca cheia, enquanto ela se sentava no banco verde da praça a minha frente.
-Diz que nunca vai me deixar?
-Eu nunca vou te deixar! – Ela sorriu e continuou a comer seu cachorro-quente. Depois andamos mais um pouco até a hora que começou a chover, fomos correndo para meu carro. Quando entramos no carro ela sorriu para mim como se fosse uma criança pronta para brincar com seu novo brinquedo.
-Que foi amor?
-Eu te amo Danny! – Ela disse sorrindo e sentando no meu colo e me dando um beijo, não consigo contar as grandes sensações que eu senti em um beijo só. Ela começou a explorar minha barriga ao mesmo instante que eu passava a mão pela sua perna. Estávamos quase sem ar, quando eu abri um pouco a janela, como um impulso curto eu a joguei no banco de trás, subi em cima dela, passando a mão pela sua barriga e seu peito, tirei sua blusa o mais rápido que eu pude, ela tirou a minha. Comecei a beijar seu pescoço lentamente, enquanto eu sentia sua mão apertar minhas costas e a outra no meu cabelo já úmido, seus gemidos era o impulso que me fazia continuar. Tirei sua calça meio molhada rapidamente, ela pedia por meu beijo cada vez mais alto, eu não conseguia respirar, eu estava quase chorando, não me pergunte porque! Ela beijava meu pescoço enquanto tirava o cinto da minha calça, eu arrepiava a cada toque e beijo da sua pele em contato com a minha, foi quando eu peguei a camisinha que estava no porta-luvas, eu já estava bem ereto, meu corpo precisava do dela...foi quando tudo começou a se desconfigurar, não sentia mais a presença dela ali, estava tudo ficando preto e branco, e depois começou a sumir, e ficar preto até que...
Acordei com um impulso e caí no chão, minha respiração estava sem ritmo. Eu estava suando, quando eu olhei para a parte de baixo do meu corpo enxergando meu órgão masculino, eu pude ver que ele estava ereto, mais um sonho, cada vez indo mais longe, cada vez se entregando mais, não sei se aguento mais tempo assim.

