In Love With My Killer
Autora: Jú Zibetti
Status: Em Andamento
Revisada por: Reh
Categoria: Fics Nacionais - Cine
Sub-Categoria: ShortFic/Drama/Romance/Comédia
Comentários:
Naquele domingo, o sol tinha saído de baixo das nuvens, ou melhor, de cima delas, o dia estava ensolarado, o que permitia de usar óculos escuros, os quais havia esquecido em casa, “bela cabeça ” ela pensou. Estava indo pra casa de uma amiga, , e lá encontraria uma de suas melhores amigas, . Estava quase estragando suas unhas recém pintadas em um verde combinando com sua camiseta, que era preta e tinha Planet Hollywood escrito em rosa pink, verde limão e amarelo... bom, amarelo chamativo! Usava seu jeans e seu tênis favoritos, o tênis era branco com vários c’s coloridos, o cabelo estava preso por uma tiara rosa pink, do tom da blusa. Chegou no prédio da amiga, apertou o interfone e subiu.
- Vamos? – disse ela com um brilho nos olhos, as duas meninas que estavam na sua frente concordaram, com o mesmo brilho nos olhos. Bom, pelo menos uma delas, a outra não estava tão entusiasmada quanto as amigas. Na verdade, ela nem gostava daquilo, só estava indo porque tinha pedido. Saíram as três do prédio, iriam a pé, pois a casa de era perto do lugar onde queriam ir, mas infelizmente não sabiam pra onde era! Elas andaram até a rua que deveriam virar, mas pra que lado? Ficaram discutindo pra que lado ir quando uns cinco meninos do outro lado da rua, que era uma avenida larga e movimentada, começaram a gritar e apontar pra direita.
- Eles devem estar tirando uma com a nossa cara, é pra esquerda. – dizia , que assim como as outras, estava rindo muito.
- E se não estiverem? – e nesse momento teve uma idéia – olha no ingresso! – por fim, olhou no ingresso e os meninos estavam certos, era para a direita. Elas chegaram no lugar do show e se sentiam no paraíso. Já estavam lá dentro e tinha recebido uma grande noticia: foi sorteada para conhecer eles depois do show.
O show terminou e agora vinha o grande momento, ela se segurou, não ia chorar ou dar ataque. A porta do camarim se abriu e ela viu ele ali, na frente dela, era ele, ! “Meu Deus, o tá na sua frente e você não faz nada, você é uma covarde!” esse era seu pensamento, mas tinha muito medo de falar besteira! Foi quando alguém resolveu dizer algo!
- Oi? – droga, aquela não era a voz dela e porque a boca da perfeição mais conhecida como ali na sua frente havia se mexido? Ela tinha que falar alguma coisa, ele ia achar que ela era uma monga!
- Oi! – saiu um pouco mais trêmula do que ela queria, na verdade, muito mais – ern, será que...
- Eu poderia tirar uma foto com você? – ela disse que sim com a cabeça e ele riu – quantas quiser baby! – aquilo lembrou de como ele rebolava no show, enquanto todas, inclusive ela, deliravam. Ela riu, começando a se sentir a vontade.
Eles tiravam várias fotos, conversavam, a cada segundo ela gostava mais e mais deles, principalmente do , que a cada palavra fazia ela ficar mais e mais apaixonada e ela achava que aquilo não fosse possível! Pena que ela só tinha 15 anos e ele tinha qualquer mulher que quisesse! Era hora de ir, se despediu dos outros meninos e foi pro canto que o estava. Mas ela se surpreendeu quando, depois dela dizer tchau, ele a puxou e a beijou, aquilo era uma pegadinha? O beijo era calmo, mas ele tinha pegada, e muita, só que a diversão durou pouco, logo chamaram eles porque os meninos precisavam ir para o hotel, e o tempo dela tinha se esgotado a tempos.
Então ele disse “a gente se vê!” e saiu dali, ela estava com um sorriso bobo no rosto e foi encontrar suas amigas, estava contando detalhes por detalhes no caminho pra casa, chorando de emoção, quando de repente, ouviu um estrondo, uma dor aguda e tudo escureceu, as lágrimas que agora caiam não eram nada parecido com emoção e alegria, eram lágrimas de dor!
Quando retornou a si, não estava mais no carro, estava zonza e as pessoas a sua volta choravam, não conseguiu decifrar seus rostos, enxergava tudo embaçado! Porque raios estavam chorando e porque seu abdômen doía tanto? Ninguém havia notado que ela tinha acordado, e o médico falava alguma coisa, era sobre a situação dela, ela se concentrou pra ouvir o que ele estava dizendo.
- A situação é complicada, há grandes chances dela não passar de amanhã! – o desespero estava estampado nos rostos de todos e fungava, todos olharam pra ela e sua mãe a abraçou. Elas estavam voltando para casa no carro da mãe da e outro carro, com um motorista bêbado, avançou o sinal vermelho e bateu nele, bem na porta que estava, por isso ela foi a única que se machucou. O acidente tinha machucado alguma coisa que ela não sabia o que era, odiava biologia, o fato é que não lhe restaria muito tempo de vida!
Não, ela não podia morrer, ela não podia, aquele era o melhor dia de sua vida, e seria o último? Ia perder tanta coisa, espera, lembrou das palavras do seu querido naquela tarde, “a gente se vê!”, ela precisava vê-lo, e não só ele, precisava ver Cine de novo! Ela chorava desesperadamente, todos choravam desesperadamente, estava apavorada, aquele dia só podia ser um sonho (que agora virou pesadelo), ver sua banda favorita, o amor da sua vida e descobrir que vai morrer, alguém devia estar brincando, tinha que ser uma pegadinha, onde estavam as câmeras? Sentiu uma pontada de dor que deu a ela a certeza de que aquilo não era uma pegadinha e nem um sonho, ela simplesmente não sabia o que dizer.
- e-eu... – ela fez esforço pra falar – eu preciso ver eles de novo – mais lagrimas escorriam de seus olhos já vermelhos e inchados, ninguém entendeu o que ela queria dizer tão desesperadamente – os meninos, do Cine – só ela sabia quanto esforço fazia para falar essas poucas palavras, mas ela precisava vê-los pelo menos mais uma vez, principalmente um deles...
- Do que ela está falando? – o pai de perguntou.
- Do Cine, os meninos do show de hoje, ela os conheceu e eles ainda estão pela cidade, a turnê só começa amanhã – agora era falando, entre lágrimas – eu acho que não custa tentar pela nossa !
- Obrig... – nesse momento desmaiou, e não viu mais nada até acordar com cinco carinhas conhecidas. Por um instante queria gritar de felicidade, mas isso com certeza iria doer, e ela também se lembrou que não teria muito tempo respirando, então só sorriu fraco.
- Calma, não faz esforço, está tudo bem? – falou preocupado e fez uma cara de sou-um-idiota – hm, desculpa, é claro que você não está bem – agora a feição dele era triste.
- Não liga pra ele – deu um sorriso amigável – a gente está aqui já, calma!
- Vocês gostam da palavra calma né? – ela tentou rir, mas desistiu – será que eu... poderia falar com o ? – os meninos disseram que sim e saíram do quarto, deixando um quieto e receoso, nem parecia o menino que tinha visto rebolar no palco aquela tarde, ele tinha medo do que falar, e ele nem sabia de tudo, ainda!
- É muito grave... – ele começou sem jeito – A sua situação?
- O médico acha que eu não passo de amanhã – ela segurou as lágrimas que teimavam em continuar querendo cair.
- O QUÊ? – ele fez uma cara de preocupado e surpreso, com tão pouco tempo restando ela gastava tempo com ele!
- Sabe... - ela começou, lutava contra todas as suas dores - O que eu sinto por você deixou de ser amor de fã há muito tempo, eu sei que hoje a tarde não significou nada pra você, mas pra mim...
- Eu sei disso! - valeu, você é o rei da sensibilidade - Mas eu também sei que é só porque eu sou famoso e tenho uma banda - ele sabia que não era verdade, mas ela tinha quinze anos e estava morrendo, ele simplesmente não queria se envolver e não imaginava o quanto estava fazendo ela sofrer - e você tem quinze anos, por favor, você é uma criança, não vale a pena se envolver! - não conseguia acreditar que ele estava dizendo aquilo. Ele saiu do quarto sendo observado pela menina que não podia sair da maca e que começou a sentir pontadas no peito.
Quando estava saindo do quarto, ouviu o barulho agudo do instrumento acusar a parada dos batimentos cardíacos, era tarde demais, ela estava morta, seu coração tinha parado de bater e a culpa parecia ser dele. Viu os médicos correndo para o quarto da menina, com aqueles aparelinhos que tentam reanimar as pessoas, mas não acreditava que iam conseguir aquilo, as chances eram mínimas! Chegou na sala de espera e os seus amigos e companheiros de banda estavam com cara de interrogação.
- Eu matei ela! - exclamou baixinho, saindo dali o mais rápido possível, lágrimas grossas saiam de seus olhos e escorriam pelo seu rosto. O que era aquilo? Ele estava chorando? Se sentia péssimo, sabia que a culpa tinha sido dele, ele tinha matado a menina doce e alegre que chamou a atenção dele com seu jeitinho e fez ele não se aguentar e a beijar na tarde do dia anterior! Eram cinco da manhã, mas ele não estava com nenhum sono, a única coisa que sentia era culpa. E os meninos, que não sabiam o que acontecia ali, estavam dando apoio para ele, dizendo que a culpa não era dele e ela apenas faleceu enquanto eles conversavam.
Um mês tinha se passado e ele ainda nao havia esquecido, a imagem de chorando não saia de sua cabeça, se arrependeu profundamente de tudo que havia falado, ele tinha que ter sido legal com ela, ela quis vê-lo quando tinha poucas horas de vida, ela quis gastar os ultimos momentos respirando com ele! Ele se arrependeu de ter dito que duvidava do amor dela, se arrependeu de falar que ela não valia a pena, ela valia mais a pena do que qualquer outra! E ele fez ela sofrer quando não conseguia suportar mais sofrimento, simplesmente queria poder voltar no tempo. Ele tinha que fingir toda hora, fingir que estava bem, não aguentava mais, por isso decidiu chamar os meninos para irem na sua casa de praia gravar novas musicas no mini-stúdio que tinham lá. A verdade era que ele não aguentava mais perguntas. Só que, nesse momento, não achava que isso tinha sido uma boa ideia, tinha muito tempo pra pensar e sempre acabava pensando naquele dia. Ele necessitava de algo para se distrair ou pelo menos para aliviar um pouco esse peso que estava em suas costas, pegou um papel e uma caneta e olhou pela janela procurando inspiração, mas as unicas coisas que vinham em sua cabeça eram letras para , poderia ter qualquer garota a qualquer hora! As palavras começaram a vir e ele as passou para o papel, quando acabou pegou o celular e ligou para o primeiro nome feminino da lista que viu.
Era domingo e o sol invadia o quarto, viu que tinha alguém ao seu lado e achou que fosse mas lembrou que não podia ser ela. Era uma tal de, ah, como era o nome dela mesmo? Não importava, não se sentia melhor, "você está virando gay", pensou consigo mesmo. Estava com raiva, não conseguia tirar a menina de um mês atrás da cabeça! Acordou a menina ao seu lado e sutilmente a mandou embora, foi tomar café e encontrou .
- Eu tenho uma nova música - disse fingindo indiferença - Será que a gente pode trabalhar nela hoje?
- Claro cara - disse com animação - Só melhora essa cara ai, alguém morreu?
- Há um mês atrás cara, há um mês atrás... - e sorriu fraco, naquele dia mesmo eles finalizaram a música. Todos ficaram surpresos, era simplesmente ótima! Na semana seguinte gravaram e na outra já estava tocando nas rádios.
Não dava pra acreditar, já tinha se passado dois meses desde o acidente, do dia em que o amor da vida dela tinha a feito morrer, tudo bem que os médicos a reanimaram e depois fizeram uma cirurgia bem sucedida, mas nao sabia disso quando a deixou, morrendo na maca do hospital! Hoje era sua última consulta e depois disso poderia retornar à sua vida normal. Enquanto ia para o consultório ouviu uma voz conhecida no rádio, lágrimas começaram a escapar dos seus olhos, mas ela não ligava, queria ouvir o que a voz estava falando. "Essa musica é para uma amiga que infelizmente se foi dois meses atrás e se chama As Cores!" Uma melodia começou a tocar e ela ficou atenta para escutar a musica inteira. (n/a.: coloque 'As Cores' pra tocar, fikdik)
O vento bate a porta e não me engana mais
Decoração branca não me satisfaz
Eu queria estar no seu lugar
Mas não estou
Acham que enlouqueci
Perguntam de você pra mim
Eu tento dizer que está tudo bem
Estou igual vivendo o irreal
Perguntei do final pras flores
As flores são partes do total
Já se tornou banal
Me sentir mal
Me sinto mal
As cores lá fora me disseram pra continuar
Elas me disseram pra continuar (Eu já superei)
Mas eu queria suas mãos nas minhas
Revelar as fotos que tiramos e ninguém sabia
Da sua partida (Da sua partida)
E se foi
Se jogou num mar aberto de ilusões
E as ondas te acertaram como eu planejei
Eu exagerei
Um sentimento tão forte
Eu sei que tive sorte
Aquilo não era o que eu sou
Agora eu sei muito bem quem sou
E o que me tornou
Tão igual vivendo o irreal
Perguntei do final pras flores
As flores são partes do total
Já se tornou banal
Me sentir mal
Me sinto mal
As cores lá fora me disseram pra continuar
Elas me disseram pra continuar (Eu já superei)
Mas eu queria suas mãos nas minhas
Revelar as fotos que tiramos e ninguém sabia
Dessa sua partida (Da sua partida)
Tudo que eu penso parece que é você
Eu tento outros meios, mas não vou esquecer
Tudo que eu falei te fazia chorar
Não te ouvia falar
Só te peço perdão
Hoje canto pra que ouça dos céus que eu não
Duvidei do amor
Tão igual, vivendo o irreal...
Lágrimas e mais lágrimas iam escorrendo por seu rosto. Então essa musica era pra ela? A ferida que já cicatrizava se abriu novamente, ela lembrou daquele dia em que ele a deixou, lembrou das palavras dele que a feriram e ainda a feriam como espadas, lembrou do acidente, lembrou de tudo e chorou, por meia hora foi isso que ela fez, sem parar, não sabia se era por tristeza ou emoção, apenas chorava!
O tempo se passou, já fazia um ano que o acidente tinha acontecido, descobriu que em uma semana haveria um show dos meninos no mesmo lugar do outro ano, não sabia se devia ir, não queria ver na sua frente outra vez, sabia que teria recaída. Ela agora namorava com Pedro, mas conhecido como Pe, Pe Lanza! o amava, mas era !
Ela ia, estava decidido, mas ia pela banda, agora era só ligar para , para e o pior de tudo, para Pe, que sabia de toda a história e não ia gostar de nada disso, e também tinha a pequena rivalidade entre as bandas. Resolveu começar com o mais difícil... Pedro Lanza. Pegou o celular e discou o número que já sabia de cor e salteado! Não demorou muito para que uma voz sonolenta atendesse.
- Alô?
- Pê, meu amor, te acordei? Se você quiser eu ligo depois e...
- , calma, acordou sim, mas agora já acordei né... Fala, aconteceu alguma coisa? - sempre preocupado com ela, tão fofinho.
- Não, é que, quer dizer, você não vai gostar muito do que eu vou falar - ela fez uma pausa, sem jeito pra continuar - v-você tá sabendo q-que - gaguejou - vaitershowdocinedomingo - falou tão embolado, que nem entendeu o que ela mesma tinha dito.
- Calma, respira, e fala de novo, não entendi nada, e não gagueja, desde quando minha namorada é gaga?
- Ok, você tá sabendo que domingo que vem vai ter show de erm, você sabe...
- Cine? - Um 'uhun' fraco foi tudo o que a menina conseguiu dizer - , você não tá pensando em ir né? Pelo amor de Deus, depois de tudo o que eles te fizeram? - ele estava incrédulo, como ela poderia querer ver eles mais uma vez, aqueles... argh, eles quase a mataram!
- O fez, os outros foram muito queridos, e eu gosto da banda, e poxa, foi há um ano!
- Ta bem, tá legal - ela sorriu - mas eu vou contigo, quero ter certeza que você vai ficar bem, aquele moleque não vai te fazer nada comigo junto!
- Como quiser, papai! Beijos, eu te amo!
Eles desligaram, ficou pensando em como seria ver Diego de novo, e lembrou que ainda faltava ligar pras meninas, o que foi tranqüilo. Por mais preocupadas que elas estivessem se acalmaram quando descobriram com quem ela ia! Lanza tinha sido o bote salva vidas de , e com ele, todo o problema sumia, simplesmente desaparecia. Ele tinha uma banda, bem conhecida, por isso ela tinha que agüentar alguns olhares tortos de vez em quando, que eram multiplicados por mil quando os dois saiam juntos! A menina começou a lembrar do dia em que se conheceram, era engraçado, e com certeza, o sonho de milhares de garotas...
Flashback on
O supermercado estava praticamente vazio, cantarolava uma musica qualquer, baixinho, quando esbarrou em alguém, ai, doeu! Estava pronta pra dizer algo como "não vê por onde anda" ou "ei, qual é o problema" ou simplesmente um escandaloso "ai, que droga", quando ouviu a risada do menino, não conseguiu se segurar, e riu também, afinal, a culpa não era só dele né? Decidiu ver o rosto do ser que a atropelou, e que estava fazendo-a rir pela primeira vez em muito tempo, levantou a cabeça e seu olhar se encontrou com o do menino, uma onda de tranqüilidade passou pelo seu corpo, ela estava bem!
- Você está bem? - ele perguntou, parando de rir
- Estou sim, desculpa, eu ando meio desligada por esses tempos! Erm, meu nome é .
- Bonito nome, garota desastrada! - ele sorriu sapeca, parecia uma criança - Eu sou...
- Pedro Lanza! - ela o cortou - Qual é, acho que até o padeiro sabe seu nome! - os dois sorriram, oi, ela estava sorrindo de novo?
- Seu sorriso é lindo! - ela corou - Então, , posso te chamar assim? - ela afirmou com a cabeça, é claro que podia chamar daquele jeito, podia chamar do jeito que quisesse - Você tem telefone?
Flashback off
Depois desse dia eles se encontravam várias vezes por semana, todo mundo via o resultado que tudo isso estava tendo, e todos apoiavam os dois, eles começaram a namorar e estavam firme, até agora.
O tempo se passou, já fazia um ano que o acidente tinha acontecido, descobriu que em uma semana haveria um show dos meninos no mesmo lugar do outro ano, não sabia se devia ir, não queria ver na sua frente outra vez, sabia que teria recaída. Ela agora namorava com Pedro, mas conhecido como Pe, Pe Lanza! o amava, mas era !
Ela ia, estava decidido, mas ia pela banda, agora era só ligar para , para e o pior de tudo, para Pe, que sabia de toda a história e não ia gostar de nada disso, e também tinha a pequena rivalidade entre as bandas. Resolveu começar com o mais difícil... Pedro Lanza. Pegou o celular e discou o número que já sabia de cor e salteado! Não demorou muito para que uma voz sonolenta atendesse.
- Alô?
- Pê, meu amor, te acordei? Se você quiser eu ligo depois e...
- , calma, acordou sim, mas agora já acordei né... Fala, aconteceu alguma coisa? - sempre preocupado com ela, tão fofinho.
- Não, é que, quer dizer, você não vai gostar muito do que eu vou falar - ela fez uma pausa, sem jeito pra continuar - v-você tá sabendo q-que - gaguejou - vaitershowdocinedomingo - falou tão embolado, que nem entendeu o que ela mesma tinha dito.
- Calma, respira, e fala de novo, não entendi nada, e não gagueja, desde quando minha namorada é gaga?
- Ok, você tá sabendo que domingo que vem vai ter show de erm, você sabe...
- Cine? - Um 'uhun' fraco foi tudo o que a menina conseguiu dizer - , você não tá pensando em ir né? Pelo amor de Deus, depois de tudo o que eles te fizeram? - ele estava incrédulo, como ela poderia querer ver eles mais uma vez, aqueles... argh, eles quase a mataram!
- O fez, os outros foram muito queridos, e eu gosto da banda, e poxa, foi há um ano!
- Ta bem, tá legal - ela sorriu - mas eu vou contigo, quero ter certeza que você vai ficar bem, aquele moleque não vai te fazer nada comigo junto!
- Como quiser, papai! Beijos, eu te amo!
Eles desligaram, ficou pensando em como seria ver Diego de novo, e lembrou que ainda faltava ligar pras meninas, o que foi tranqüilo. Por mais preocupadas que elas estivessem se acalmaram quando descobriram com quem ela ia! Lanza tinha sido o bote salva vidas de , e com ele, todo o problema sumia, simplesmente desaparecia. Ele tinha uma banda, bem conhecida, por isso ela tinha que agüentar alguns olhares tortos de vez em quando, que eram multiplicados por mil quando os dois saiam juntos! A menina começou a lembrar do dia em que se conheceram, era engraçado, e com certeza, o sonho de milhares de garotas...
Flashback on
O supermercado estava praticamente vazio, cantarolava uma musica qualquer, baixinho, quando esbarrou em alguém, ai, doeu! Estava pronta pra dizer algo como "não vê por onde anda" ou "ei, qual é o problema" ou simplesmente um escandaloso "ai, que droga", quando ouviu a risada do menino, não conseguiu se segurar, e riu também, afinal, a culpa não era só dele né? Decidiu ver o rosto do ser que a atropelou, e que estava fazendo-a rir pela primeira vez em muito tempo, levantou a cabeça e seu olhar se encontrou com o do menino, uma onda de tranqüilidade passou pelo seu corpo, ela estava bem!
- Você está bem? - ele perguntou, parando de rir
- Estou sim, desculpa, eu ando meio desligada por esses tempos! Erm, meu nome é .
- Bonito nome, garota desastrada! - ele sorriu sapeca, parecia uma criança - Eu sou...
- Pedro Lanza! - ela o cortou - Qual é, acho que até o padeiro sabe seu nome! - os dois sorriram, oi, ela estava sorrindo de novo?
- Seu sorriso é lindo! - ela corou - Então, , posso te chamar assim? - ela afirmou com a cabeça, é claro que podia chamar daquele jeito, podia chamar do jeito que quisesse - Você tem telefone?
Flashback off
Depois desse dia eles se encontravam várias vezes por semana, todo mundo via o resultado que tudo isso estava tendo, e todos apoiavam os dois, eles começaram a namorar e estavam firme, até agora.
Os dias passaram rapidamente e quando se deu conta, já era o dia do show, estava nervosa e não sabia o que esperar. Será que ele a veria? Devido a popularidade de seu namorado, eles ficaram no backstage mesmo sem ter a pulseira verde de acesso a este, logo uma pequena aglomeração de pessoas - a maioria meninas - se formou em volta deles, ou melhor, em volta de Pe.
- Esse lugar me traz lembranças - observava o camarim, que era o mesmo do dia do acidente.
- Cara, já faz um ano, na verdade, mais de um ano! Já está na hora de superar, não acha? - dava tapinhas nas costas do amigo, tentando consolá-lo.
- É, talvez esteja! - ele estava triste, queria poder voltar no tempo. Ele a agarraria e não a deixaria sair dali de jeito nenhum, assim aquele carro estupido não acertaria ela, não a mataria! Por que aquilo ainda machucava daquele jeito? Ele precisava superar!
Já era hora do show, os meninos deixaram o camarim e seguiram em direção ao palco, os viu chegando e logo reparou na pequena aglomeração que se formara na área que deveria ser o backstage, e no meio daquelas pessoas, ele a viu, como poderia? Ele devia estar louco, ela estava morta, não estava? Mas era ela, ele tinha certeza que era! Chamou e apontou para o local.
- Eu estou louco ou...
- É, a concorrência veio para o nosso show! - interrompeu antes que ele pudesse terminar, surpreso e achando que seu amigo falava sobre Lanza.
- Não, quer dizer, é, mas olha quem está do lado dele! - era alucinação ou eles estavam de mãos dadas?
- Meu Deus, é a ? Pelo menos parece muito ela! - o menino só concordou com o amigo e desviou o olhar, era hora do show! A sequência das musicas foi: Prometa, Flashback, Vem Aqui, A Praia, Namora Comigo, Dance e Não Se Canse, Garota radical e a última música estava para ser tocada, a música que não estava preparada pra ouvir, que ela achava que nem iam tocar, a música que Diego tinha feito para ela! As Cores começou a tocar e tentava impedir as lágrimas que mais cedo ou mais tarde iam acabar caindo, e no palco o menino tentava conter a emoção, ele ia tocar a musica pra ela, uma coisa que ele achava ser impossivel, ela estava viva! (n/a.: coloque 'As Cores' pra tocar, denovo)
O vento bate a porta e não me engana mais
Decoração branca não me satisfaz
Eu queria estar no seu lugar
Mas não estou
Acham que enlouqueci
Perguntam de você pra mim
Eu tento dizer que está tudo bem
A musica começou e as lágrimas escorriam livremente no rosto de ambos, que se encaravam nos olhos, não importava se havia mais milhares de pessoas ali, eram só os dois, era o momento deles, e nenhum ousava desviar o olhar.
As cores lá fora me disseram pra continuar
Elas me disseram pra continuar (Eu já superei)
Mas eu queria suas mãos nas minhas
Revelar as fotos que tiramos e ninguém sabia
Da sua partida (Da sua partida)
Nessa hora sabia que não havia superado, queria pular do palco e abraçá-la, mas infelizmente teria que esperar até o fim do show.
Tudo que eu falei te fazia chorar
Não te ouvia falar
Só te peço perdão
Hoje canto pra que ouça dos céus que eu não
Duvidei do amor
Tão igual, vivendo o irreal...
A música acabou e os meninos agradeceram a todos e saíram do palco em direção ao camarim, aos poucos a casa de shows ia esvaziando, Pe olhou para e disse que ia pegar algo pra beber, e ela ficou ali, parada, ainda estava sem reação deois daquela ultima musica. Ouviu passos atrás de si e gritos histéricos de meninas que se encontravam perto. Não, não podia ser ele, ela não queria e nem aguentaria falar com ele!
- ?
CONTINUA
N/A: Posso aparecer? Ou vão me matar? Sim, eu demorei um século pra atualizar, eu sei. Não, eu não fiz isso por querer. Sim, eu tenho uma explicação razoável. Eu estou fazendo intercâmbio nos Estados Unidos, então menos tempo pra computador e mais tempo pra vida. Até um ou dois meses atras eu nem tinha meu próprio computador! Eu sei que dever ser muito chato ficar esperando por atualização, então eu resolvi tirar um tempinho às duas da manhã pra mandar o próximo capítulo. Finalmente você encontrou ele, hein? Enfim, obrigada pelos lindos comentários, e me desculpe por levar um século pra att. Comente se tiver duvidas ou reclamações. Comente mais ainda se tiver elogios... haha, brincadeira. Vou tentar atualizar mais rápido mais não prometo nada. Aproveite. Até a próxima e obrigada por ler!

