Inseparable

Autora: Mandy Ponce
Status: Finalizada
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Comédia Romântica - LongFic
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Capítulo 1

Era uma tarde como outra qualquer, eu estava deitada na minha cama, ouvindo McFly no meu MP4 pela milésima vez no dia, cantando mentalmente o refrão de Corrupted junto com Danny.
Minhas férias haviam começado há 2 semanas, meus pais trabalhavam o dia inteiro, de modo que eu ficava sozinha em casa das 8:00 da manhã até as 8:30 da noite.
Eu havia me mudado para NY quando tinha 8 anos, mas quando fiz 10 (há 7 anos atrás) voltei para São Paulo, que é onde estou morando até hoje.
Ouvi o telefone tocar, não estava com a mínima vontade de correr atender então deixei tocando, até que aquele barulho irritante cessou. Se essa pessoa quisesse falar comigo, ligaria no meu celular. Apenas alguns segundos depois do telefone ficar quieto, meu celular começou a tocar You Belong With Me - Taylor Swift, eu sabia que era , afinal apenas ela tinha esse toque no celular. Tirei os fones do ouvido, apertei pause e atendi o celular.
- Heey , fala amore - eu falei um pouco animada.
'!, só liguei pois não tinha o que fazer'
- Ahh quer dizer que agora eu sou sua ultima opção?!?! - fingi estar magoada, mas ela sabia muito bem que eu estava apenas fingindo, ela me conhecia muito bem, tão bem que nós praticamente líamos a mente uma da outra.
'Não é nada disso , você sabe que aqui em casa o tédio faz parte da rotina, como ligar pra você e atrapalhar sua música, também faz..' - eu falei que nós nos conhecíamos bem.
- Ta, ta, chega de falar disso.. A sua vizinha maluquete ainda não voltou da casa da brisada? - a vizinha dela se chamava e tinha uma prima que brisava demais, a .
'Não, ela vai ficar lá até o final de semana..'
- Ahh, eu queria perguntar se ela vai no show conosco.
'Ela falou que vai sim, e também já comprou os ingressos'
- Óia só, nem espera a gente pra comprar.
'Éhh.. whatever, você vai comigo amanhã levar o Sami no aeroporto?' - Sami era o primo mais novo da , tinha 4 anos e estava na casa da tia dela, tia dele também, e amanhã voltaria para o Japão depois de 3 meses aqui no Brasil.
- Claro que vou, aí a gente aproveita e pede para sua tia passar no estádio do Santa Rosália antes de levar o Sami para comprar os ingressos do show dos McHots - fiz minha melhor cara de safada mesmo sabendo que ela não veria.
'Of course my darling, eu já falei isso e ela concordou em nos levar até lá'
- Oh thanks amore! Eu acho que agora vou ligar um pouco o computador para ver se a 'ta on no msn.. - era outra amiga minha, eu, ela e éramos grudadas feito chiclete em cabelo de pobre, difícil de desgrudar.
'Okay, eu também já estou entrando no msn.. tchau , até daqui a pouco.'
- Até.
Sabe aqueles computadores que, de tão lerdo, te da vontade de chutá-lo para ver se vai mais rápido? Pois é o meu era assim, eu demorei exatos 8 minutos apenas para fazer o login do Windows, fora o tempo que demorei para conectar a internet, abrir o msn...
*You are now online in msn
Mal entrei e pude ver 1... 2... 3 janelinhas piscando na minha barra de tarefas. , e . Depois mais uma com os 3 juntos. Ignorei as 3 primeiras e fui logo para a “janelinha-irritante-que-pisca” como a havia chamado.
*Voce está na conversa
says: Heey , como vc 'ta?!
says: eu to beem i vses?
says: Affew, a janelinha-irritante-que-pisca de novo? ¬¬ Eu to lgl..
says: eu tb =]
says: então , jah decidiu quando a gente vai comprar os ingressos pro show dos guys?
says: eu tava flando com a sobre isso agr msm. Nós vamos comprar amanhã, a tia dela vai leva nois.
says: show de quem??
says: o do McFLY, anta.
says: aahh, claro, o dos mcgays..
says: affew
says: whatever, eu vo passar aí mais tarde pra deixar o dinheiro pra vc comprar ingresso pra mim tbm. Aff'z, tenho que sair, minha mãe ta acabando com o resto da minha paciência.. xx
* Saiu da conversa.
Está offline.
says: eu tb me vou people, a geladeira 'tá gritando meu nome.. byebye ;]
*Você está como aparecer offine.

Depois que saí do msn, fui na cozinha pegar alguma coisa para comer, meu estômago estava roncando tão alto que era capaz dos vizinhos ouvirem.. Ta, não era tão alto assim, mais que 'tava roncando, 'tava.
- Ahhhhhhhhhhhhhhh quem deixou as barras de chocolate fora da geladeira??? Eu mato essa criatura! - Minhas preciosas barras, fora da geladeira derretendo com o calor que fazia lá fora, coitadinhas. - Pronto minhas barrinhas, vocês já estão na geladeira, nenhuma formiga feia e suja fará mal a vocês de novo.. - coloquei-as na geladeira, depois de passar uma embaixo da água para tirar as formigas. - Isso , continue falando consigo mesma que daqui a pouco televam pra um hospício.. - Ai eu fiz isso de novo!

Capítulo 2

*Danny's POV

- Danny, você 'ta bem dude? - Tom me perguntava a toda hora
- Dude, você tem certeza que consegue tocar hoje? - Dougie me fazia a mesma pergunta pela 2ª vez.
- Tenho. – Eu sempre respondia com a maior calma possível. - Pela milésima vez, eu estou bem e vou conseguir tocar hoje.
- Não parece que está bem... - Eu estava me sentindo estranho, como se soubesse que alguma coisa iria acontecer, hoje nó tocaríamos aqui no Rio de Janeiro e amanhã iríamos tocar em São Paulo, passaríamos 3 dias lá e depois voltaríamos para Londres já que o Brasil era nosso último país da turnê mundial.
- Ahh será que vocês podem me esquecer um mísero segundo? Aff, só estou um pouco nervoso por ser nosso primeiro show no Brasil!
- Tudo bem... - Dougie disse com aquela cara de “’tá ‘tá, já parei, não me olha com essa cara”.
Fiquei a tarde inteira ensaiando com os caras, nós queríamos fazer bonito hoje. Já estávamos no camarim esperando a hora chegar, podíamos ouvir as fãs gritando lá fora, eu ainda estava com aquela sensação estranha, mesmo depois de tomar um calmante com suco de maracujá.
- 5 Minutos. - Fletch, nosso empresário, nos avisou, o que queria dizer que faltava apenas 5 minutos para entrarmos no palco, parecia que aquela sensação estranha ficara mais forte. Fizemos as orações de sempre antes de subirmos para o palco, pulamos, nos abraçamos, demos boa sorte um ao outro e subimos.
Ficamos atrás de um pano imenso que ficava na parte da frente do palco, de modo que, do outro lado, aparecia somente nossas sombras, os gritos das fãs eram muitos, estávamos super animados, mas minha sensação ainda não tinha passado, Harry deu as primeiras batidas, depois Dougie e eu, antes de Tom começar a cantar Corrupted o pano caiu, fazendo-nos ver quantas pessoas estavam lá e, dude, era muita gente.
A seqüência das musicas era essa: Corrupted, Going Through The Motions, One For The Radio, Point Of View, Everybody Knows, Do Ya, The Heart Never Lies, Smile e por último Falling In Love.
Já estávamos em Point Of View, quando eu a vi , seus cabelos castanhos um pouco ondulados, seu rosto era lindo e perfeito, os olhos castanhos, e ela tinha uma placa nas mãos escrito:

"And I would answer all your wishes If you asked me too But if you deny me one of your kisses Don't know what I'd do..." To: Danny Jones.

Quando a vi, minha sensação sumiu na mesma hora, então era isso, eu estava daquele jeito por causa daquela garota que nem conhecia.
Cantei o resto das músicas para ela, mesmo com garotas em volta dela achando que eu olhava para elas, eu apenas enxergava a garota da placa. Como eu queria simplesmente parar o show para conversar com ela, mas não podia. Quando o show acabou, fiquei esperando atrás das cortinas para ver se achava a tal garota, mas nada, ela tinha sumido, provavelmente estaria lá fora, esperando por um autógrafo nosso, então corri até lá, mas ela também não estava lá. Então voltei para o hotel com os caras, ainda com a imagem dela na cabeça.
- Danny, você ‘ta bem mesmo? ‘Ta com uma cara estranha. - Dougie me falou.
- Claro que ele ‘ta bem Dougie, ele ficou olhando um bom tempo para um único ponto na platéia. - As vezes o Tom me conhecia tão bem.
- Ui, então o problema do Dannyzinho aqui é uma garota? - Harry falou com uma voz de gay muito realista. Talvez ele fosse um e tivesse nos enganado esse tempo todo. Nunca se sabe. - Muito interessante. Muito interessante mesmo.
Eu não dava a mínima para eles, estava pensando somente nela.
-Tem certeza de que era uma garota, né, Danny? – Eu olhei Tom com desprezo. Ele até ficou assustado, levantando as mãos com as palmas viradas para mim. – Só conferindo, só conferindo...
- Quem é a coitada? – O que eu fiz para ser tão tirado? Além de ficar enchendo o saco do Dougie, do Tom e do Harry? E de ter colocado spray pra hálito no lugar do perfume do Dougie (Ele ficou todo grudento e fedendo a cereja durante uma entrevista inteira)? E ter trocado uma vez os Tic Tacs laranjas do Tom por Tic Tacs azuis (Pobre Tom... Ficou com a língua ardendo e nunca mais comeu Tic Tac)? E ter trocado o katchup do Harry por molho de pimenta malagueta (Ele ficou pulando e gritando feito um louco pelo restaurante)? E... bem, isso não vem ao caso.
- Na verdade, querido amigo, eu queria saber também. – Falei meio triste. Eles deram de ombros e começaram a conversar entre si, não dando mais atenção ao meu comportamento atípico.

Capitulo 3

Chegando ao hotel, subi para o nosso quarto e fui tomar um banho enquanto os outros davam um pulo na piscina aquecida (literalmente).
O banho me ajudou a esquecer tudo por alguns momentos, mas eu ainda pensava na garota... será que eu ainda a veria? Não conseguia esquecê-la de maneira alguma, especialmente seus belos olhos. Bom, seria difícil encontrá-la, já que ela deveria morar ali no Rio de Janeiro e nós partiríamos para São Paulo no dia seguinte.
Suspirei alto quando pensei nisso. Gostaria mesmo de saber quem ela era.

*'s POV

- O show foi incrível gente, parecia que o Danny estava olhando apenas para mim - eu disse super animada para , e (ela havia voltado um pouco mais cedo da casa da brisada para ir ao show conosco).
- Foi mesmo, eu finalmente vi a covinha em pessoa - disse com os olhinhos brilhando, pulando e batendo palminhas.
- Ahhh o Dougie é muito mais lindo pessoalmente - disse do mesmo jeito que .
- Ai gente, nada se compara ao SexyJudd!! - disse entrando no meio das três.
- Ok, Ok, deixem para continuarem esse papo a caminho do hotel - A tia da disse, sim, a mesma tia que levara o Sami até o aeroporto e eu e a para comprar os ingressos, acontece que quando chegamos lá, não havia mais ingressos para o show de São Paulo, então tivemos que comprar para o do Rio de Janeiro, e aqui estávamos nós, no Rio, voltando do show dos McHot's, com a tia da , que havia se oferecido para nos acompanhar, então a aproveitou a carona para vir também.
Já no hotel, era 23:15 e eu não conseguia dormir, então falei para , que estava acordada lendo um livro, que iria descer para tomar ar fresco e depois comeria alguma coisa no restaurante e não demoraria, ela falou que tudo bem, iria me esperar para abrir a porta.

*Danny's POV

Depois de meia hora debaixo da água quente e relaxante do chuveiro, saí do banheiro somente com uma toalha do banho cobrindo minhas... ahn, partes inferiores e fui até minha mala. Vasculhei-a inteira procurando por roupas que não chamassem tanta atenção num país quente como esse e acabei colocando uma blusa branca com uma estampa simples, uma bermuda preta e chinelos. Completei meu visual com óculos sem lente de grau para tentar não ser reconhecido, além de um boné preto.
Desci até a sala de jogos e comprei algumas fichas no balcão para poder jogar. Entre os diversos aparelhos eletrônicos que estavam funcionando, o que mais me chamou atenção foi um daqueles jogos de corrida de dupla. Havia alguém jogando o jogo então me sentei ao seu lado para esperar acabar a rodada.
- Quer jogar comigo? – Pela voz percebi que era uma garota. Sorte a minha que ela não viu o meu rosto, mas eu não pude ver o dela. E imagina se ela me olhasse e descobrisse que eu era um McGuy? Ela podia muito bem ser uma fã que viera para o show aqui e tal.
- O quê? – Perguntei em inglês. Sim, ela havia perguntado em português e eu não tinha entendido coisa alguma. Afinal, no Brasil espera-se que todos falem português. Todos menos 4 adolescentes que vêm da Inglaterra para fazer um show aqui. E também os turistas estrangeiros.
- Oh, desculpe. Quer jogar comigo? – Ela perguntou em inglês, ainda concentrada no jogo.
- Claro. – Respondi, obviamente, na mesma língua. Ela parou o jogo dela e colocou para recomeçar.
Na minha tela, o jogo pediu para eu colocar uma ficha e apertar o botão verde. Fiz tudo isso e escolhi meu carro enquanto minha oponente escolhia o dela. Dez segundos depois estávamos no ponto de partida e o sinal estava vermelho.
Quando ficou verde, nós aceleramos ao mesmo tempo.

Capítulo 4

Devo admitir que ela jogava muito bem para uma garota. Não que eu fosse preconceituoso com garotas que joguassem bem, mas convenhamos que ver uma garota arrasando num jogo de corrida não é a coisa mais comum de se ver.
Logo na segunda curva eu bati na barreira que separava a platéia (que parecia ser feita de papelão) da pista. Já minha oponente fez uma curva perfeita e continuou seu caminho, despreocupada.
- Acho melhor você fazer melhor que isso se quiser ganhar de mim. – A garota comentou e eu dei uma risada enquanto voltava para a corrida.
- Você não joga mal para uma garota. – Acelerei na maior parte do percurso restante e, em pouco tempo, eu a alcancei novamente.
- Querido, se eu fosse você eu tomava cuidado com o que está na sua frente, e não ao seu lado. – Ela falou e eu, estupidamente curioso, tentei olhar para ela. Logo na hora que eu ia me virar, uma curva muito fechada apareceu à minha frente e eu bati na barreira mais uma vez. Já a garota, pra variar um pouco, fez uma curva perfeita sem ao menos tocar o freio.
- Não diga que não lhe avisei. – Sorri com o comentário dela e dei ré, recomeçando a correr. Agora eu prestaria total atenção à corrida, não me importava mais quem estivesse ao meu lado.
- Vou começar a jogar sério. – Falei enquanto acelerava o máximo que o carro me permitia. Ouvi a garota ao meu lado rir.
- Por favor, todos os homens falam isso quando estão perdendo. Mude o disco.
Fiquei meio desnorteado com seu comentário, mas isso não me faria desconcentrar da corrida novamente. Eu estava ali para vencer.
Oh yeah, genes competitivos dos Jones.
Infelizmente, na última curva a garota ficou alguns centímetros à minha frente, vencendo a corrida. Acho que colocaram nitro no carro dela porque ele estava correndo mais do que o meu! Isso não era justo!
Mentira, eu é era mau perdedor mesmo.
- Parabéns, apesar de achar que colocaram nitro no seu carro. – Levantei-me da cadeira e virei na direção da garota, com a intenção de cumprimentá-la decentemente e até me apresentar. Mesmo que fosse uma fã louca e varrida, ela merecia saber com quem competira só para ficar feliz. Afinal, ela ganhara de mim honestamente, era o mínimo que eu poderia fazer. Eu acho.
- Você também não joga mal para um garoto, foi um ótimo oponente. – Ela respondeu enquanto se virava na minha direção.
Quando ela o fez, nós dois ficamos olhando um para o outro com cara de tacho. O cabelo, os olhos, o rosto, tudo era exatamente como eu me lembrava! Era a garota da placa! - Definitivamente ficar durante tanto tempo na frente dessa tela não me fez bem, estou tendo ilusões. – A garota da placa esfregou os olhos com as mãos. – Desculpe-me, eu achei que tinha visto...
Ela abriu os olhos novamente e percebi que eles se arregalaram levemente e sua boca se abriu um pouco. Assim como eu, a garota estava paralisada de surpresa.
Eu não podia acreditar na minha sorte e acho que ela também não. Sem querer ser presunçoso ou algo parecido, mas você não se acharia a pessoa mais sortuda no mundo se encontrasse seu maior ídolo ao acaso?
- Oh. Meu. Deus. – Ela murmurou chocada enquanto colocava uma das mãos na boca. Peguei sua outra mão e a arrastei para longe dali, na direção dos auditórios do hotel e evitando ser visto por qualquer outra pessoa.
Minha surpresa ao encontrá-la fora grande, mas a noção de perigo falou mais alto. Não queria que metade das fãs que estavam ali no salão de jogos soubesse que eu e os caras estávamos hospedados naquele hotel em particular. Se descobrissem, adeus tudo o que conseguimos armar até hoje.
- Acalme-se, ok? – Falei ao entrarmos em um dos auditórios, vazio a esta hora da noite. O lugar era extremamente espaçoso, com um pequeno palco e várias cadeiras acolchoadas enfileiradas. – Mas... isso é impossível! Não acredito que é você!
- Se você não acredita, imagine eu! DANNY JONES! Eu estou falando com DANNY JONES! – Ela colocou as mãos sobre a boca novamente, depois ela as retirou e respirou fundo, tentando se acalmar. Eu particularmente achei aquela cena engraçadíssima. – Desculpe-me, por favor, não pense que eu sou uma fã sem miolos e louca pra arrancar suas roupas e vendê-las na internet.
A garota olhou para mim e percebi suas bochechas ficarem vermelhas. Segurei-me ao máximo para não rir.
- Ah não, eu não sou assim, eu sou até normal. – A garota respirou fundo mais uma vez. – Eu sempre imaginei como seria esse momento, sempre pensei “Eu não vou ficar dando chilique como aquelas loucas do show”... Cara! Que susto foi esse?!
- Eu que o diga. – Murmurei baixinho, não a permitindo ouvir. Ela ficava linda até mesmo quando estava toda nervosa e vermelha. – Já está de boa aí?
- Tudo bem, eu acho. O tranco já passou. – Ela sorriu para mim. Pérolas brancas e perfeitas, os dentes dela. E o sorriso era simplesmente perfeito também, deixando seu rosto mais lindo que antes, se isso fosse possível. – Só reorganizar minhas idéias aqui... Ela respirou fundo mais uma vez, depois passou a mão em frente ao rosto como um ator faz antes de começar a interpretar um papel. Achei bem divertido ver isso tudo.
- Pronta? – Eu perguntei e ela concordou com a cabeça. Sorri e estendi minha mão. – Olá, fã louca varrida que vende minhas roupas na internet, sou Daniel Jones, mas me chame de Danny. E você?
- Sem graça. – Ela ficou vermelha de novo. – Ficar zoando com o meu nervosismo, isso é covardia. Mas, enfim, olá, pessoa que faz parte da mais perfeita boyband do mundo, sou , mas me chame de .
Apertamos as mãos brevemente, sua mão era macia e um tanto pequena se comparada a minha. Logo após nossa bizarra introdução, caímos na risada.
- Me diga, Daniel Jones, você e sua banda não estavam hospedados no Copacabana Palace? – me perguntou enquanto saíamos lado a lado do tal auditório.
- É o que queríamos que as fãs pensassem, então contratamos quatro sósias para irem para lá com a nossa limusine. No passado, algumas fãs invadiram nossos quartos e... han... furtaram inocentemente alguns dos nossos pertences. – Ela concordou com a cabeça.
- Ouvi falar desse tipo de fã, fique sossegado que eu não sou assim! – Nós dois rimos juntos. – E não vou contar para ninguém sobre seu plano genial.
- Obrigado. Sabia que a idéia foi do Harry? – Eu perguntei. O Harry servia para uma coisa: fazer planos bons. Mas também só servia para isso, para o resto ele era um completo inútil.
- Realmente ele é um gênio do mal. Eu NUNCA pensaria nisso cara, acharia muito “filme Hollywood”. – Como o sorriso de alguém poderia ser tão perfeito? Acho que a olhei demais, pobre , teve que desviar o olhar de tão sem graça que ficou. Mas o que eu poderia fazer? Ser bonita demais deveria ser proibido.
- Vem, vou te apresentar os caras. – Peguei-a pelo pulso e a levei correndo até a área externa onde ficava a piscina.

Capítulo 5

Vi Dougie e Harry pulando de um trampolim, um deles normalmente e o outro do modo “bomba” enquanto Tom esperava sua vez para cair em cima dos dois.
– Acho que você, só de vê-los pulando, já adivinhou qual é qual, certo?
- Acho que sim, mas nunca se sabe. – Ela sorriu e eu sorri de volta, depois a levando mais para perto da mesa onde os pertences dos meus irmãos estavam. Os dois já estavam voltando para lá, subindo pela escada e indo pegar umas toalhas para se secarem.
- Danny. – Tom estava vestindo sua bermuda e sua camiseta, em seguida secando o cabelo com a toalha do hotel. – O que você ‘tá fazendo aqui? – Ele então pareceu perceber . Afinal, como alguém não a notaria? – Olá...
- Tom, Dougie, Harry, essa é . , esses são Tom, Dougie e Harry, os caras da banda. Mas acho que você já sabia, certo, fã louca varrida? – ficou vermelha novamente e eu comecei a rir. Eles perceberam imediatamente quem era e cumprimentaram de volta. Bom, Tom e Harry perceberam e a cumprimentaram. Já o Dougie...
- Olá, você é a tal garota da placa? – Ê beleza, como alguém pode ser tão descarado por natureza?
- Placa? Que placa? – virou-se para mim sem entender.
- Ah, uma placa que o Danny... – Talvez o Harry não seja tão inútil quanto eu pensei, já que antes que Dougie continuasse ele pisou no pé dele, fazendo-o ficar quieto finalmente. Por pouco, muito pouco. Sou eu quem deve contar a história a ela.
- Vamos comer? – Harry perguntou, tentando disfarçar um gemido dolorido de Dougie. Nós quatro concordamos com ele e fomos até o restaurante do hotel que, por incrível que parecesse, ainda estava aberto àquela hora da noite.
Definitivamente perdemos a hora naquele restaurante. Mas como poderíamos prestar atenção no tempo quando estávamos na companhia de alguém tão legal e interessante quanto a ? Entre uma garfada e outra, nós conversávamos animados e ríamos dos casos que ela e Dougie contavam.
Não parei de observá-la durante toda noite. Ela tinha um jeito tão espontâneo, meigo e doce! E, ao mesmo tempo, se fazia de durona e brincava bastante conosco, simplesmente perfeita.
Não, eu não estava gostando da garota. Certo?

*'s POV

Eles eram simplesmente o que eu sempre sonhei, engraçados, divertidos e brincalhões. Eu realmente achava que estava sonhando... Ah, fala sério, conhecer os McGuys não era coisa que se fazia todos os dias...

[n/a: Apartir daqui, será somente do ponto de vista do Danny.]

*Danny's POV

Chegou uma hora que o garçom teve que “gentilmente pedir para que nos retirássemos porque o restaurante já estava fechando”. Então saímos do restaurante e acompanhamos nossa mais nova amiga até os elevadores, onde Tom apertou os dois botões. Ela olhou seu relógio.
- Oh céus, a deve estar surtando! – falou enquanto torcia uma mecha de cabelo, parecendo um tanto preocupada. – Tadinha, falei que não ia demorar aqui embaixo...
- Foi muito bom te conhecer, , gostaria de encontrá-la novamente. – Tom falou tristemente.
Senti um leve aperto no coração. Odiava despedidas.
- Se você quiser, pode ir conosco para o show de São Paulo. – Harry sugeriu e eu senti uma pequena esperança dentro de mim. Vê-la de novo.
- Bem que eu gostaria... – Ela suspirou. – Eu moro lá, só que os ingressos para o show haviam acabado quando fui comprar. Daí tive que vir aqui.
- Bom, então confira amanhã sua correspondência quando estiver indo embora que você terá uma surpresinha lá. – Tom sorriu para . – Seu quarto é o...?
- 306. – agora sorria de orelha a orelha, vê-la feliz dessa maneira me afetava também. Sentia-me leve como uma pluma... eu veria novamente!
- O Danny aqui com certeza não vai esquecer. – Dougie falou, dando-me um tapinha nas costas. – Mas se não tiver nada na sua correspondência amanhã, culpe eternamente o Daniel.
Os quatro começaram a rir e eu fiquei sério. Realmente tinha que decorar esse número custe o que custasse.
- É isso então. – Tom abraçou . – Foi ótimo conhecê-la, esperamos você lá, viu?
- Nem que eu tenha que fugir de casa eu vou para esse show. – Ela sorriu para nós, depois olhando especialmente para mim. – Vocês realmente acham que eu perderia uma chance dessas?
- Tchau, tampinha de garrafa pet. – Dougie abraçou-a. – Sentirei muitas saudades, acho que não vou agüentar.
- Te vira, playboy. – Ela respondeu rindo.
- Te vejo lá. – Eu sussurrei no ouvido dela quando a abracei. Ao sair do abraço, percebi suas bochechas ficarem mais vermelhas que um pimentão.
- Até lá, garotos. Adorei conhecê-los. – Ela falou enquanto entrava no elevador e apertava o botão do seu andar. – Tchau boys.
Ela me olhou pela última vez e sorriu antes da porta do elevador fechar, fazendo meu coração acelerar levemente. O que foi isso?
- Então Dannyzinho, quando foi que você se apaixonou por ela? Antes ou depois de conhecê-la? – Céus, como Dougie era inconveniente. ‘To falando, ninguém merece ele às vezes... só ele mesmo. Na verdade, essa era uma boa pergunta. Será que o Dougie se agüentava ou era um daqueles emos reprimidos que aprenderam a se odiar desde pequenos?
Tenho que armazenar essa pergunta para quando não tiver como encher o saco desse cara.
- Cale a boca e entra logo na porcaria do elevador. – Respondi enquanto o empurrava na direção do outro elevador que estava nos esperando. Mas como esse cara era particularmente chato e irritante, ficou com a famosa cara de “eu sei que você sabe que eu sei, então pare de negar”. Famosa porque eu já perdera a conta de quantas vezes por dia ele fazia essa cara para mim. Até mesmo quando era desnecessária.
- Tom, quando o Danny vier conversar com você, faça o favor de me contar. Assim posso zoar com a cara dele.
Que irritante. Tá, eu tinha uma pequena grande mania de conversar com o Tom quando tinha algum problema e precisava de conselhos. Mas isso porque havia coisas que não podíamos conversar com nossos pais (por mais que eles insistissem, tinha coisa que simplesmente não dava), o Harry era muito sem noção para entender bem os meus problemas "adolescentes" amorosos e o Dougie era um idiota. Já o Tom era um bom ouvinte e dava conselhos bons.
- Dougie, pare de encher o saco do Danny, isso está ME dando dores de cabeça.
- ‘Ta bom, tio Fletch – Dougie resmungou. Fletch já havia acostumado com nós o chamando de "tio Fletch" por isso que não reclamava mais.
Voltamos rapidamente para o quarto e, por mais que as pessoas pedissem para eu prestar atenção no que elas falavam, eu não conseguia. Minha mente estava especialmente direcionada para a . Essa noite seria inesquecível, eu nunca havia passado tanto tempo com uma garota tão legal daquele jeito.
Mesmo sendo famosos e tal, depois do choque que ela teve ao nos encontrar, ela não ficou nos bombardeando com mil e uma perguntas sobre nossa vida pessoal e profissional. Muito pelo contrário, com ela nós tivemos uma conversa de verdade, algo que não tínhamos com praticamente nenhuma fã.
Naquela noite eu não havia conseguido dormir por um segundo sequer. Se dormi, fora daquela maneira que ninguém percebe e parece que foram segundos de descanso. Sei que durante um longo tempo fiquei pensando em , relembrando esse maravilhoso tempo que tivemos juntos.
Será que Dougie estava certo? Eu estava realmente apaixonado por alguém que conhecia há menos de 24h?

Capítulo 6

No dia seguinte, acordei com Dougie batendo em mim com um travesseiro. Ê pessoa inconveniente, sabe. Ao invés de me acordar normalmente, como qualquer outra pessoa normal faria, não. Me acorda berrando no meu ouvido, vai, eu amo isso tanto quanto amo pisar em pregos.
- ACOOOOORDAAAAAAA!!!!! – A voz irritada de Dougie me irritava naturalmente. Irritante.
- PÁRA DE BERRAR NO MEU OUVIDO QUE EU JÁ ACORDEI! – respondi, tacando um travesseiro nesse meu querido e amado Mc-meio-irmão. Esfreguei meus olhos com as mãos e olhei então para o relógio...4h30 da manhã. – POR QUE DIABOS VOCÊ ME ACORDOU QUATRO E MEIA DA MANHÃ CRIATURA DESAGRADÁVEL????
- Acorda toda estressadinha e ainda me culpa. Ingratidão em pessoa, te acordei para você arrumar suas coisas. – Dougie respondeu mal humorado, percebi que ele arrumava sua mala. Ele mal humorado era muito chato, mas quem não é? – O ônibus vai sair em uma hora e você nem arrumou sua mala.
- Sabe, pessoa estressada naturalmente, eu mal mexi na mala pra não ficar toda baitola quando estivéssemos indo embora. – Falei irritado enquanto pegava o travesseiro e fechava os olhos novamente, tentando dormir.
Eu consegui dormir, mas tive um sonho bem curto e... no mínimo estranho. Por quê? Bom, primeiro eu ‘tava andando num estacionamento vazio. Ah que legal, um estacionamento vazio, acho que um monstro vai aparecer e me pegar.
Ah.
Sim, isso foi um grito.
Depois do meu acesso de ironia no meu próprio sonho, eu começo a andar e logo na minha frente avisto um palco gigantesco. Simplesmente isso. Um palco, sem nada em volta.
Tá né... daí eu continuo me aproximando do palco e vejo alguém em cima desse palco, parado e me observando caminhar. Percebo vagamente que os cabelos dessa pessoa são castanhos, parecia ser a silhueta de uma mulher... uma garota!
A pessoa deu um passo para frente e... caiu.
Tentei correr para segurar a pessoa, mas como em qualquer típico sonho, você mal consegue caminhar sem se sentir na água. Meus movimentos ficavam em câmera lenta e eu me senti frustrado ao ver a pessoa de costas no chão.
Chegando perto, tentei perguntar se essa pessoa estava bem, mas minha voz não me obedecia de maneira alguma. Então tentei correr mais rápido, só para ficar mais frustrado que antes: minhas pernas agora estavam ainda mais lentas.
De repente eu não andava mais para frente, e sim para trás. A pessoa continuava deitada no chão, imóvel, e eu ali andando para trás. Droga, por que eu não conseguia me mover corretamente? Por que eu não podia ajudar essa pessoa?
Conforme eu fui me afastando mais e mais, percebi que a pessoa se levantava vagarosamente. Em pouco tempo, ela era apenas um fiozinho no horizonte.
- ACOOOOORDAAAAAAA!!!! – Dougie berrou no meu ouvido. Uma vez já é péssimo, mas duas vezes? Ele só podia estar me sacaneando, não era possível que alguém conseguisse ser tão chato como esse meu "irmão" de mau humor.
- NÃO TEM MEDO DA MORTE, CRIATURA?! – gritei, pulando em cima dele e derrubando-o no chão. Dei um peteleco no nariz ele, eu sabia que ele ODIAVA quando alguém fazia isso. Dougie ficou ainda mais irritado e tentou se levantar, mas acho que ele subestimou meu peso.
- SAI DE CIMA DE MIM, SEU GORDO! – Ele berrou e eu comecei a rir da irritação dele.
- Você atrapalhou um sonho muito importante, sabia? Para sair daí, precisa dizer que eu sou o mais gostoso da banda. – Eu cruzei os braços.
- NEVER! SAI DE CIMA DE MIM AGORA!
- Se nos atrasarmos para sair, a culpa é sua. – Eu lembrei. Dougie muitas vezes nos atrasava, todo mundo ficava zoando dele. E eu sabia como ele ficava irritadinho.
- NINGUÉM VAI ACREDITAR EM VOCÊ! – Ele me acusou.
- Ah é, ninguém vai acreditar no mais pontual. – Eu coloquei a mão no queixo, parecendo pensar. – Entre acreditar que o mais atrasado atrasou novamente ou o mais pontual se atrasou pela primeira vez... hum, difícil decisão.
- Mente maléfica essa sua. – Ele suspirou, me fazendo rir. – Fine, você é o mais gostoso da banda.
- Eu sempre soube. – Saí de cima daquele pobre cara atrasado e fui ao banheiro para tentar conter meu cabelo. Dougie continuou arrumando sua mala, resmungando ocasionalmente sobre qualquer coisa sem importância.
Depois de arrumados e prontos, encontramos Tom, Harry e "Tio Fletch" no térreo nos esperando para ir embora. Antes de ir...
- Harry, pegou os ingressos? – Tom perguntou enquanto Fletch ia para a limusine que nos levaria ao aeroporto.
- Peguei e já deixei com o recepcionista. Quarto 306 né? – Hary perguntou. - Exatamente. – Eu respondi sorrindo. – Só espero que ela se lembre de checar as mensagens.
- Pobre apaixonadinho, quer um ombro para chorar? – Quem será que fez esse comentário? Óbvio que fora Dougie Poynter, quem mais seria?
- A vingança é doce, Dougie. A vingança é doce como mel. – Eu respondi enigmaticamente. Espera só até ele ficar in love, sofrerás em minhas mãos! (Eu daria uma risada maléfica, mas infelizmente não tenho esse maravilhoso dom...)
Infelizmente, ficar o tempo que for num avião com tempo livre para pensar nunca é bom para alguém como eu. Sempre que eu fico assim, eu começo a pensar em coisas ruins. Por exemplo, como ficarei com a depois que voltar para a Inglaterra? Não quero ficar sem vê-la durante um tempo tão longo e conversar por telefone não é tão bom... droga, viu? Tempo livre é horrível muitas vezes para mim.
Obriguei-me a ficar lembrando os momentos que passamos juntos na noite passada e, distraídamente, olhei para Harry. Ele possuía uma câmera digital nas mãos.
- Ai Deus, não acredito. A gente podia ter tirado uma foto com a . Por que vocês não pensaram nisso?
- Menos, Danny, não tivemos tempo. – Tom respondeu.
- Tempo?! Uma foto não leva menos que 5 segundos! – Me senti um idiota, acho que isso era a ansiedade.
- A gente tira foto lá em São Paulo, cara, relaxa. – Tom cruzou os braços e encostou a cabeça no encosto do banco, fechando os olhos.
- Mas e se ela não for? E se ela se esquecer de falar com o recepcionista? E se alguma coisa acontecer e ela não puder ir?
Great, eu estava ficando paranóico.
- Vai estressar com a parede, Daniel! – Harry reclamou. – Por favor, né, obsessão desse jeito é doença! Imagina se ela ficar sabendo...
- Ela quem? – Dougie-eu-sou-inteligente perguntou.
- A Rihanna, Dougie, nós a vimos no hotel hoje. – Respondi sem saco pra aguentar a inteligência artificial que esse garoto recebera quando veio ao mundo.
- SÉRIO??? OMG, E VOCES NÃO ME FALARAM QUE ELA ESTAVA LÁ? EU SOU SUPER FÃ DEL...
- CALA A BOCA DOUGIE - Falamos os três juntos, interrompendo-o.
- Aiin, ta bom. - ele finalmente ficou quieto por alguns minutos. Deus ouviura minhas preces. - Mas era ela mesmo? - Ai Deus, como uma pessoa podia ser tão burra desse jeito??
- Claro que não né Dougie, pensa um pouco dude - Harry respondeu.

Capitulo 7

O resto da viagem foi extremamente monótono. Na verdade, tudo fica monótono quando você está esperando por algo bom. Além do tempo demorar o dobro para passar, a ansiedade ficava ali, te incomodando o tempo todo.
Resolvi pegar um pequeno caderno meu que usava para anotações e escrever músicas. Peguei também uma lapiseira e comecei a escrever algumas coisas desconexas. Sim, minhas músicas começavam com pensamentos desconexos. Eu ia escrevendo o que estava sentindo em versos, depois os arrumava e organizava melhor.
Harry estava sentado ao meu lado e, apesar de estar tentando dormir, pude percebê-lo olhar furtivamente meus rabiscos. Chegou um momento que ele abriu por completo os olhos e deu algumas sugestões para a letra.
- Eu sabia que você estava me espionando. – Falei para ele.
- Não estava espionando ninguém, você é que não se preocupa com privacidade ao escrever. – Harry deu de ombros e eu ri dele.
Com esse meu passatempo, o tempo passou (entendeu o trocadilho?) mais rápido e as horas passaram no que pareciam ser minutos. Todos nós nos preparamos para a aterrissagem, que foi tranqüila e sem transtornos.
No aeroporto, havia algumas fãs no portão de desembarque esperando por nós. Eu falei algumas? Quis dizer muitas. Elas haviam literalmente invadido o lugar, lutando entre si para chegar perto do vidro e berrando ao menor sinal de movimento. Um fato muito hilário, já que se alguém que tivesse mais ou menos a nossa altura, nem que fosse o piloto ou qualquer outra pessoa, acenasse para elas, as fãs deliravam.
Mas a gritaria realmente começou quando eu e os caras, além do tio Fletch, entramos num pequeno ônibus que nos levaria ao portão de desembarque.
- Espero que o vidro seja resistente. – Harry comentou e nós todos concordamos. As fãs estavam grudadas no vidro, pulando, gritando e balançando cartazes com as mais diversas frases.
Fomos recebidos pelo administrador do aeroporto, que nos explicou como seria a melhor forma de sairmos.
- Vocês vão enfrentar as fãs, garotos, e uma van com vidros escuros vai estar esperando para levá-los ao ponto de troca. – O homem falou.
Lá fomos nós, enfrentando uma passarela com muitos seguranças nos lados afastando as fãs. Nós paramos brevemente para tirar fotos e dar autógrafos, mas não demoramos a chegar à van.
- Essas fãs são doidonas. Acho que perdi um dedo ali. – Dougie reclamou enquanto massageava a mão esquerda. – Fui dar um autógrafo e uma garota segurou minha mão com muita força. Tá doendo agora.
- Você já deveria estar acostumado, isso sempre acontece. – Tom pegou seu celular e começou a mexer, provavelmente entrando na internet.
- Ele tem razão. – Apoiei. Eu já havia levado até puxão de cabelo e o Harry já perdera uma peça de roupa... nada muito importante, provavelmente só um óculos ou chapéu. Mas mesmo assim cara... era assustador.
- Garotos, hoje nós não vamos sair o dia inteiro, por isso podem descansar no hotel. – Tio Fletch nos falou e eu fiquei dividido: Estava feliz porque não havia dormido nada, mas ficar a tarde inteira à toa... pensamentos indesejáveis invadiriam minha mente. Isso não era bom.

Capítulo 8

Chegamos ao ponto de troca (o lugar escolhido fora um túnel que fora fechado temporariamente), trocamos de carro com nossos sósias e fomos para o hotel que escolhemos. Havia algumas fãs no saguão, provavelmente hospedadas naquele hotel por pura sorte, por isso tivemos que entrar pela porta dos fundos.
Fomos todos para os nossos quartos conjugados, e a primeira coisa que fiz depois de deixar minhas malas na mesa foi deitar na cama de barriga para cima e ficar olhando pro teto, vegetando. A inspiração para escrever havia acabado.
- O que exatamente você ‘tá fazendo? – Tom perguntou quando entrou no quarto, olhando para mim com uma cara muito estranha.
- Fazendo a fotossíntese, obviamente. – A preguiça de responder era tanta que falei a primeira besteira que veio à cabeça. Tom conhecia bem esses meus momentos vegetativos, então apenas deu de ombros e pegou um violão, indo para sua cama.
- Harry me falou que vocês escreveram uma música. – Ele comentou.
- Eu escrevi, mas ele deu uns palpites bons. – Sentei-me na cama. Esse Harry adorava levar crédito pelas coisas que muitas vezes não fazia. Óbvio que só quando eram coisas boas, do contrário ele culpava o mundo inteiro.
- Tem alguma melodia em mente?
Tom me passou o violão e sentei-me na cama, tocando para meu irmão um pouco do que havia imaginado no avião. Ele concordou e, quando pediu para eu tocar novamente, deu algumas sugestões de variações que foram muito boas.
- Tocando a música nova? – Dougie perguntou. Ele entrou no quarto com Frankie sentado em seus ombros. [n/a: eu provavelmente não falei que Frankie é o filho do Fletch e que estava acompanhando-os pela turnê, já que estava de férias da escola.. Mal'z gente, esqueci desse detalhe =S] – Pestinha, você tá cada dia mais pesado.
- Quero crescer forte e bem nutrido. – Frankie deu de ombros enquanto Dougie se sentava na cama.
- Estamos sim, quer ouvir? – Tom perguntou.
- Pode ser, cadê a letra? – Entreguei-lhe o bloquinho.
Começamos a tocar e Dougie logo pegou o ritmo e a melodia, até Frankie se divertiu batucando na cabeça de Dougie como se fosse uma bateria. Esse guri ainda tinha futuro na música. Logo depois Harry entrou no quarto e pegou o ritmo também.
Apesar de estarmos tocando uma música totalmente nova, meus pensamentos estavam bem longe da letra ou de qualquer outra coisa ali por perto.
Parei por um momento e notei que estava mais ansioso agora que havia chegado a São Paulo. Em pouco tempo eu veria .
A linda .
Ó céus, por que eu estava meloso desse jeito? Era óbvio que isso era por causa da ... Será que o Dougie tinha razão e eu realmente 'tava apaixonado por ela? Mas nós passamos tão pouco tempo juntos... amor à primeira vista?
Nesses dias, só sei que nada sei.
Lembro claramente da última vez que me apaixonei... fora por ninguém naquela época do nunca. Eu nunca me apaixonei de verdade na vida, só aqueles rolos de adolescente mesmo.
Vamos examinar por um momento: quando eu fico perto da , quais são os “sintomas”?

1. Felicidade imediata, isso não tenho como negar.
2. Batimentos cardíacos acelerados, sempre que a vejo meu coração parece querer sair do meu peito.
3. Minhas mãos ficam suadas (é nojento, mas é a vida.)
4. Eu fico meio que nervoso, sei lá.
5. Meus olhos não conseguem desviar do rosto de tão facilmente.

Ai não.
Okay, PARE DE PENSAR NISSO AGORA MESMO! VOCÊ TEM UM SHOW A FAZER ESSA NOITE...
E antes de tocar para as suas fãs, vai encontrar a .
- DROGA, PÁRA!
- Calma aí, se não gostou é só falar dude. – Tom levantou os braços naquele velho sinal de inocência.
- Desculpem, estavam pensando em outra coisa. – Murmurei. Depois peguei o violão e entreguei para Dougie, que estava ao meu lado. – Tome. Vou tomar um banho.
- Só não demora muito, eu, o Tom e o Harry temos que ir também. – Dougie gritou antes de eu trancar a porta.
Dessa vez usei água morna, que não me refrescou do mesmo jeito que um banho frio faria, mas não foi ruim de maneira alguma.
Acho que a verdade mesmo sobre esse lance de me apaixonar era que eu tinha medo de me apaixonar. Tá, não de me apaixonar e somente, mas de sair machucado depois disso tudo. Tinha medo de não dar certo e acabar magoado depois de tudo.
Não, não podia estar apaixonado. Simplesmente não posso me apaixonar, principalmente porque eu só conhecia há quatro horas. Não era possível. Daniel Jones não podia se apaixonar.
Daí sempre tem aquela vozinha idiota que fala alguma besteira nesses momentos tensos. A minha vozinha interior falou: “Olhe pelo lado bom, imagine quantas músicas boas de amor viriam...”
Não, eu não estava apaixonado! Estava decidido, eu não estava apaixonado.
Não podia estar.
Saí do banho e foi a vez de Dougie entrar (Depois de uma pequena discussão com o Harry, para ver quem iria primeiro). Tom estava no outro quarto assistindo televisão com Frankie e Harry deitado na cama de Tom.
Como eu não estava com vontade alguma de ficar olhando para uma tela que te hipnotizava totalmente, deitei na minha cama que ficava ao lado da de Tom e fiquei ali deitado. Por incrível que pareça, o sono chegou mais rápido que pude notar.

Capitulo 9

Tive um sonho. Um não, o sonho. Era o mesmo sonho que tive noite passada, eu no estacionamento com um palco e uma garota de cabelos castanhos.
Dessa vez, eu não permiti a lentidão de sonhos me afetar. Lutei com todas as minhas forças contra a “sensação água” e, no momento em que ia começar a andar para trás, isso não aconteceu. Continuei andando para frente, me aproximando ainda mais da garota.
Ela estava agora se levantando vagarosamente, mas seu cabelo não me permitia ver claramente seu rosto. Quando estava chegando mais perto...
- DÁ PRA ACORDAR, Ô FILHOTE DE PREGUIÇA? – Acho que o objetivo na vida desses caras era me acordar toda vez que eu estivesse tendo um sonho importante. Pensando bem, eles me acordavam assim toda vez.
- Dougie, você tem medo da morte?
- Mais do que você imagina. – Vi ele estremecer, o que me fez rir. – Mas isso não vem ao caso. E você, tem medo de chegar atrasado ao próprio show?
- Já entendi, to indo... – respondi, me levantando muito devagar da cama e esse bendito cara me deu um pedala.
- A GENTE TÁ SAINDO EM QUINZE MINUTOS, ESPERTO!
- Não fala antes e depois fica dando chilique. – Resmunguei enquanto levantava mais rápido. Corri até o banheiro, lavei o rosto, dei um trato rápido no meu cabelo e coloquei minha roupa para o show daquela noite.
Ao chegar ao local do show, passamos rápido o som e depois fomos para um lugar perto do camarim. Hora de Meet&Greet. Recebemos as nossas fãs brasileiras que tiraram fotos conosco e nos pediram autógrafos, ficaram dando gritinhos, etc.
Eu não estava normal, para variar. Sentia a ansiedade praticamente me consumindo por dentro a cada minuto que se passava. As fãs notaram meu comportamento atípico e perguntavam se estava bem, eu respondia que elas estavam imaginando coisas.
Depois daquilo tudo, voltamos para o camarim e eu fiquei ainda mais inquieto. A cada minuto alguém batia na porta, mas nunca era quem eu mais esperava ver naquela noite.
- Será que ela vem? – Eu me perguntei baixinho e pela primeira vez eles não souberam o que falar.
Pela milésima vez bateram na porta, mas eu já havia perdido a esperança. Tom foi atender.
- zinha! – Ele falou e eu dei um pulo na cadeira onde estava. .
- Tom! – Ela respondeu. – Você por aqui?
Os dois começaram a rir. Eu me levantei rápido e olhei no espelho, tentando ajeitar meu cabelo. Harry foi até a porta, mas antes olhou para mim com cara de “patético”.
- Heey , você veio! – Ouvi Harry falar.
- Nãão, ainda estou lá na minha casa querido. Esse aqui é o meu fantasma nas horas vagas. – Ela começou a rir com eles. – Óbvio que eu vinha, né, criatura. Ganhei ingressos pro show do McFLY. Qualquer um que perdesse essa oportunidade seria um completo idiota.
Fui então para a porta, olhando para o chão porque estava com medo de tropeçar. Eu estava muito nervoso, muito feliz, minhas mãos suavam, meu coração batia forte no meu peito, mas quando cheguei perto de eu levantei meu rosto e olhei em seus olhos, hipnotizado pela sua beleza.
- ! – Eu sorri para ela, recebendo um sorriso como resposta. Ela veio até mim e me abraçou, permitindo-me sentir o perfume que exalava de seus cabelos. Melancia.
- Oi, Danny! – Ela passou os braços pelo meu pescoço, então tive que abraçá-la pela cintura.

Capítulo 10

Perdemos brevemente a noção do tempo, não nos soltando tão rapidamente quanto ela deve ter feito com os outros três. Por fim um daqueles delinquentes pigarreou, fazendo se soltar e eu fazer o mesmo. Percebi que suas bochechas estavam vermelhas. Ela ficava tão linda assim!
- Então , conte: qual o seu hobby? – Harry perguntou. Ele deve ter sido o delinquente que pigarreara.
- Ahn... eu gosto muito de ler e cantar, não sei qual dos dois eu prefiro. – Ela respondeu, parecendo pensar um pouco. – Mas nem sei cantar bem, sabe...
- Ih, ela sabe cantar... – Tom falou, cruzando os braços e olhando para , que ficava mais vermelha. – ... e muito bem, pelo jeito.
- Mas eu falei que... – ela começou.
- Por isso mesmo. E ainda olhou para o chão, o que significa – Tom, Harry, Dougie e eu sorrimos. – que você sabe cantar sim senhora, mas tem vergonha.
- Canta pra gente? – Pedi, fazendo carinha de cachorro abandonado. – Please, please, please?
- Não sei... – Ela riu da minha cara, mas depois ficou séria. – Acho melhor não, vocês devem ter alguma coisa para fazer.
- Ah é mesmo, deixe-me ver na agenda o que temos pra fazer.. Ixi, a agenda está totalmente em branco. – Tom sorriu para a garota. Ela ficou receosa, depois suspirou.
- Se vocês realmente querem... mas vou avisando, eu NÃO canto bem. – Ela desistiu de discutir, percebendo que não a levaria a lugar algum.
- Vamos descobrir. – Dougie e Tom pegaram dois violões e todos nós nos sentamos nos três sofás, os caras começando a tocar Falling In Love.
olhou para mim, ainda receosa, então segurei sua mão e a incentivei a começar. Ela começou.
Que linda voz.
A voz mais linda que já ouvira, doce, afinada e com emoção. não hesitou mais ao cantar, e eu apenas ficava ali como um idiota, a observando fechar os olhos para se concentrar na melodia. Certas notas que eram demasiado agudas ela apertava minha mão, mas não errou uma sequer.
Perfeita.
- Se isso for cantar mal, eu não sei mais o que é cantar. – Tom sorriu para , posso dizer que nós três estávamos de queixo caído. Ela ficou muito vermelha.
- Obrigada, mas eu não acho realmente que minha voz seja muito boa... – Ela soltou minha mão e a usou para mexer em uma mecha de cabelo. Mania bonitinha essa.
- , sua voz é perfeita. Sem brincadeiras. – Eu sorri para ela, mas apenas desviou o olhar para o chão, sem fazer comentário algum.
- Ah, quando o comentário é dele você aceita de boa! – Tom reclamou e nós todos começamos a rir. – Então, qual música você vai querer cantar conosco?
- NÃO, NÃO, NÃO E NÃO. – Ela levantou e cruzou os braços. – NÃO HÁ MILAGRE QUE ME FAÇA ENTRAR NAQUELE PALCO PRA CANTAR!
- Por quê? – Harry perguntou. – Você canta bem!
- Já ouviu falar em vergonha e medo de público? Devem ter mais de 40 mil pessoas nesse lugar, e elas esperam ver vocês!
- É um dueto, . – Dougie explicou. – Você vai cantar conosco, e não sozinha. Relaxa.
- Ai gente, vocês me torturam. – Ela colocou as mãos no rosto. Eu fui até ela, passando meu braço por seus ombros. – Eu não posso mesmo fazer isso.
- Tudo bem então... mas você vai ter uma surpresinha. – Eu falei para ela, acariciando seu ombro.
- Epa, epa, que intimidade toda é essa dude? – Harry perguntou, nos fazendo rir e ficou vermelha novamente.
Alguém bateu na porta e Fletch colocou a cabeça para dentro do nosso camarim, avisando que faltavam 5 minutos para entrarmos.
- Cara, esses 5 minutos me perseguem. – falei fazendo todos ali presentes, menos eu, rirem.

Capitulo 11

Nos encontramos com o resto da equipe, tio Fletch e Frankie, mas desta vez ao rezarmos, foi junto e ficou ao meu lado. Pedimos novamente por um bom show e que tudo desse certo.
Eu, Dougie, Tom, Harry e fomos para a beira do palco pegar nossos instrumentos, acessórios e coisas semelhantes. A introdução começou a tocar e antes de entrar no palco, virei para .
- Preste atenção na música All About You. – Ela concordou com um aceno. Ficamos com os rostos próximos e nossos olhares não conseguiam se desviar. Por fim, nossos lábios se tocaram.
Senti uma corrente elétrica passar dela para mim, me esquentando por dentro e deixando uma sensação deliciosa por onde havia passado. Os lábios de eram tão doces e macios quanto eu imaginava.
- Danny!
Sorri para a linda e dei-lhe outro beijo, mais rápido, entrando no palco logo em seguida. Uma ou duas vezes eu olhei para onde ela estava, e percebi que ela havia colocado as mãos na boca e estava sorrindo.
Tocamos animados como sempre, pulando muito e interagindo com o público paulista. O show foi muito bom como sempre, mas chegando à penúltima música, eu parei um pouco e falei com o público. - Essa música que vamos tocar agora é realmente linda e eu gostaria de dedicá-la a alguém muito especial. – Sorri para o público, olhando discretamente para . Esta, por sua vez, sorriu para mim. – Essa se chama All About You.
A gritaria nos ensurdeceu, aparentemente muitas pessoas ali conheciam essa música. Ouvi o violino começar com suas notas no início...
Olhei para durante os primeiros acordes dessa música, até que entramos com a letra. Ouvi o público cantar conosco, não hesitando durante uma parte sequer.
Foi uma linda apresentação, quando acabamos a música o público foi ao delírio.
Agradecemos e tocamos a última música, finalizando em seguida o show com a apresentação de toda a equipe e o agradecimento final.
Ao sair do palco, não estava mais no mesmo lugar. Perguntei a alguns funcionários e eles responderam que ela havia ido para o camarim.
Voltei então para lá e, ao entrar no camarim, deparei com sentada em um dos sofás. Ela estava com os olhos vermelhos.
- Danny, isso foi a coisa mais linda que alguém já fez por mim! – Ela se levantou bruscamente e correu até mim, pulando no meu pescoço. Apesar do meu choque, passei meus braços por sua cintura e abracei-a forte. Ouvi-a fungar baixinho.
- Hey, porque você ‘ta chorando? – Afastei-a de mim para olhá-la nos olhos.
- Ah Danny, isso tudo está sendo bom demais para ser verdade. – Ela voltou a me abraçar. – Parece que tudo é um sonho e eu estou morrendo de medo de acordar e descobrir que nada disso aconteceu, entende?
- Então somos duas pessoas tendo o mesmo sonho. – E que maravilhoso sonho.
Ela se soltou de mim e ficou me olhando nos olhos. Por fim, sorriu.
- Você ainda não conheceu o tio Fletch, né? – Eu segurei sua mão e a levei para fora do camarim. Com o resto da equipe, tio Fletch, Frankie e os caras estavam brindando o fim da turnê.
- Que a próxima turnê seja ainda melhor! – Alguém falou. Peguei uma taça de champanhe para mim e peguei outra para .
- E que o McFLY continue fazendo sucesso!
Todos encostaram os copos e em seguida beberam o conteúdo, sendo Frankie o único a beber refrigerante.
Depois do brinde, puxei na direção do tio Fletch.
- , esses são Frankie e o tio Fletch. Tio Fletch, essa é a . – Eu os apresentei. - Muito prazer, senhor Fletch. – cumprimentou-o sorrindo genuinamente.
- O prazer é todo meu. – Fletch respondeu. – Você é daqui do Brasil, certo?
- Sim. Mas morei 2 anos em Nova York com meus pais. Quando fiz 10 anos voltei aqui para o Brasil.
- Adoramos ficar aqui, os brasileiros são um povo muito simpático! – Ele falou.
- Muito obrigada, senhor Fletch. Acho que falo em nome de todas as fãs brasileiras quando digo que nós adoramos que vocês tenham vindo para cá. – Ela sorriu novamente.
- Muito obrigado! – Foi minha vez de responder, fazendo “meus pais” e rirem.
- E ah, por favor me chame de tio Fletch - Ele falou sorrindo.
- Claro, tio Fletch - Rimos.
- Hey , vem aqui! – Harry chamou, ele e Tom estavam numa rodinha com os caras da equipe. [n/a: repare que Dougie não estava ali. Ele estava ao lado da mesa de comida.]
- Com licença. – pediu educadamente e depois foi na direção deles.
- Ela é muito simpática, Daniel. – Tio Fletch comentou, colocando uma mão no meu ombro. – E parece ser muito meiga também. - Às vezes, ele dava uma de pai, sempre fora muito atencioso conosco.
- Ela é, tio. – Eu respondi enquanto observava . Ela estava na rodinha da equipe junto com os caras, rindo de alguma coisa que um deles havia contado.
- Danny, podemos conversar? – Tio Fletch pediu, parecendo um pouco desconfortável. Acho que a coisa não estava boa para o meu lado.

Capítulo 12

- Claro. – Respondi enquanto caminhávamos para um lugar mais isolado. Apesar de não querer perder de vista, não entraria em pânico. Ela estava com meus "irmãos" e, apesar deles não serem a melhor companhia, ela ficaria bem.
Nossa, estou me sentido todo protetor. Que coisa mais esquisita.
- Daniel... por favor, peço-lhe que não fique chateado.
- Tá... – Eu falei com incerteza.
- É o seguinte: apesar de termos adorado o Brasil e tudo mais, amanhã nós teremos que ir embora.
Senti meu coração praticamente parar ali mesmo, a falta de ar me assaltou e parecia que nada mais era real. Tudo agora parecia negro, um pesadelo, o mundo literalmente perdera as cores. Meus pensamentos pareceram parar no lugar, eu simplesmente parei.
- Eu sei que isso não deveria estar acontecendo, principalmente agora que você encontrou essa linda garota , mas infelizmente, Danny – Ele colocou a mão no meu ombro. – ocorreu um imprevisto e nós teremos que ir embora. Eu sinto muito.
Continuava petrificado ali, sem conseguir voltar a respirar.
- Por favor, Daniel, fale alguma coisa! – Fletch começou a ficar assustado e estalou uma ou duas vezes os dedos em frente aos meus olhos. Eu pisquei uma vez. Duas. Três. Voltar amanhã para a Inglaterra.
Ficar longe da .
Não fazia sentido na minha cabeça.
- Eu... tá... é... okay. – Me ouvi gaguejar. – Eu preciso... é... dar um pulo... ali... é.
Tudo o que eu conseguia pensar era: Eu não quero deixar a .
Sim, antes eu sabia que a deixaria em dois dias, mas isso pelo menos era algum tempo. Agora nós tínhamos, bem, nada de tempo. Era apenas essa noite e amanhã eu estaria indo para Londres e nunca mais a encontraria.
Não ver mais .
Algo apertava meu coração. Angústia.
Ao voltar para o local onde todos estavam, agora conversava com Tom e Harry e eles continuavam rindo, ela parecia muito animada naquele lugar.
Eu não poderia vê-la rindo novamente.
Eu não poderia ver seu rosto novamente.
Ela me avistou então e sorriu.
Senti outro aperto no coração.
Não conseguia obrigar os músculos do meu rosto a sorrirem novamente e por isso fiquei sério, fazendo-a olhar para mim interrogativamente.
Ela chamou meus irmãos e apontou para mim. Quando eles se viraram e viram minha expressão, provavelmente falaram para ela esperar ali, porque em seguida vieram na minha direção.

Capítulo 14

Não sei quanto tempo fiquei ali parado, olhando para o lugar, onde antes, ela estava. E agora não estava mais.
Meus pensamentos pareciam ter parado, a única coisa que eu conseguia notar agora era o aperto no meu peito, que só aumentava de intensidade. Coloquei a mão no lugar onde meu coração estava e fechei meu punho.
Ela se fora.
Meus olhos latejaram e em segundos, senti algo úmido descer pela minha bochecha.
Passei a mão e limpei a lágrima. Nesse momento, não me importei em chorar.
- Danny! – Alguém me chamou. Ou quem sabe tenha sido uma voz na minha cabeça. Não sei, para mim tudo parecia distante e irreal agora, como se eu estivesse mesmo em um sonho.
Na verdade, em um pesadelo.
- Danny! – Continuei onde estava. Nenhum músculo do meu corpo conseguia me obedecer, minha mente estava em branco, a única coisa na qual eu conseguia pensar era nela.
. Seus olhos castanhos, que pareciam me hipnotizar quando olhava para eles, uma imensidão da qual não conseguia retornar. Seu rosto, o mais lindo que eu já vira, parecendo ser esculpido. Seu sorriso, a obra de arte que iluminava seu rosto.
Ela é perfeita.
Ela se foi.
- Ele está aqui! – Alguém gritou. – Danny, dude! Estávamos te procurando por toda parte! Temos que voltar para o hotel... Danny?
Não sabia quem falava comigo. Nem queria saber.
- Ele ‘tá bem? – Alguém perguntou.
- Sei lá, a gente vê isso no hotel. Vamos. – Senti alguma coisa puxando meus braços e acabei andando, mas não sabia para onde. Não conseguia me concentrar o suficiente no ambiente ao meu redor para entender o que estava acontecendo. Minha mente havia parado.
Falaram comigo, isso eu tenho certeza. Mas não sei o que, quem ou quando. Sei que sentei em algum lugar. E logo estava andando novamente.
- Dude, ele ‘tá mal.
- Acha que é por causa da ?
Ao ouvir aquele nome, senti uma dor no peito e fechei meus olhos com um pouco de força.
- Agora eu tenho certeza. Danny, acorda. Pára com isso, dude. – Começaram a me balançar, mas eu continuava não conseguindo focar meu olhar em ponto algum. – Ele ‘tá meio que em choque cara, pega água gelada aí.
- Pronto. Mas antes tira... – Senti uma coisa gelada na minha cara e levei um susto. Pareci acordar novamente, balançando a cabeça e conseguindo olhar novamente. Assim como pensar. - ...a camisa dele.
Olhei em volta. Quarto do hotel arrumado, minha mala em cima da mesa. Na minha frente, três patetas retardados, um deles com um copo de vidro e um sorriso no rosto. Os outros dois olhando pra minha roupa arruinada.
- Pelo menos funcionou. – Dougie respondeu, deixando o copo na mesinha de granito ao lado. – Desculpe pela roupa, sei que gostava dessa camisa.
Olhei para baixo e senti a água gelada chegar ao meu peito.
- Vocês perderam o senso de perigo ou o quê? – Eu falei baixo, indo até minha mala e pegando uma roupa pra dormir.
- Pelo menos você voltou ao normal. Você tava todo “sou um zumbi”. – Harry foi até a mala dele, procurando por alguma coisa. – Então, falou com a né? Como ela reagiu?
Outro aperto no peito, dessa vez, acompanhado de uma leve falta de ar. Respirei fundo. Percebi Tom repreendendo Harry com um olhar, mas ele simplesmente levantou as mãos e olhou para Tom com cara de “Quê que eu fiz?”.
- Preciso de um banho. – Murmurei enquanto me dirigia para o banheiro, levando minhas roupas.

Capítulo 15

Não conseguia mais pensar nela. Se eu pensasse entraria em estado vegetativo novamente, e eu não queria isso. Não agora.
Depois do banho meus irmãos não tocaram mais no assunto e simplesmente continuaram seus afazeres. Eu me deitei na cama.
Senti pena dos caras e do tio Fletch, eles deveriam estar preocupados comigo a me ver naquele estado. Eu tinha que sair dessa o mais rápido possível, mas era difícil.
Não queria esquecê-la.
Voltei a pensar nela, agora melhor preparado para o estado vegetativo. Perdi os sentidos em segundos, mas não tenho certeza do que aconteceu em seguida. Acho que adormeci.
Sei que eu não estava mais no quarto. Eu estava voltando a um lugar onde já estivera... era o estacionamento.
O palco estava logo à frente, com a mesma pessoa em cima dele.
Novamente, corri vagarosamente até o palco, frustrado mais uma vez por não conseguir segurar a pessoa antes dela cair. Seus cabelos castanhos mais uma vez cobriam seu rosto, impossibilitando-me de saber quem era.
Mas dessa vez, algo aconteceu de diferente. Ao invés da pessoa se levantar sozinha, eu estendi minha mão. Ela a segurou gentilmente e levantou-se, ficando de pé muito próxima a mim. Ela levantou o rosto, o cabelo saiu da frente das suas feições e ela sorriu para mim.
Era .
Ela continuava sorrindo para mim, agora percebia lágrimas descendo por suas bochechas. Eu a abraçava, sentindo o calor do seu corpo contra o meu.
Ela me dizia que me amava. Ela me dizia que nunca me esqueceria.
Tento falar, mas nada sai da minha boca. Nenhum som, nada.
Tento dizer que a amo também, como nunca amei ninguém. Tento falar-lhe que sentiria muita falta dela, que nunca a esqueceria. Porém, minha voz havia desaparecido.
Em segundos, ela também começa a desaparecer.
Tudo fica escuro novamente.
Abro meus olhos, surpreso por tudo isso ter sido um sonho. Eu sentia o seu calor, ouvia sua voz e via seu lindo sorriso. Era tão real.
O sonho tinha um significado.
Eu não falara que a amava.
Eu iria embora sem ela saber que eu a amava. Não, não podia fazer isso. Deixar para falar por telefone era impessoal, até mesmo covarde. Tinha que falar para ela pessoalmente. Tinha que ver sua reação quando ouvir as palavras saindo da minha boca.
Eu a amo.
- Tom, acorda! – Chamei enquanto chacoalhava meu irmão, que se levantou assustado e olhando para os lados.
- Quê que foi, alguma coisa com a Laila? Harry? Tio Fletch? – Ele finalmente olhou para mim. [n/a: Laila é a panda de pelúcia dele]
- Eu tive um sonho cara. – Ele revirou os olhos e voltou a se deitar, cobrindo-se com o cobertor.
- Quando você voltar a pensar, volte a falar comigo, Daniel. – Ouvi sua voz abafada pelo cobertor.
- Eu sonhei com a única pessoa que continuará com o meu coração, mesmo a milhas e milhas de distância.
- Sério? E por acaso eu perguntei alguma coisa?
- Eu sonhei com a , Tom. E eu a amo. – Finalmente esse idiota se levantou e olhou para mim.
- Você o quê? – Ele perguntou e eu sorri como um idiota.
- Eu a amo, Tom!
- E EU TINHA RAZÃO! – Dougie se levantou apontando para mim. - Você realmente veio falar com o Tom!
- E isso vai mudar em que na sua vida, Dougie? – Levantei uma sobrancelha pra o meu querido irmão chato.
- Nada. – Ele respondeu dando de ombros e voltou a se deitar, virando de costas para nós dois.
- O que você vai fazer agora, Danny? – Tom perguntou, se sentando na cama e esfregando os olhos.
- Tenho que falar pra ela. Tenho que dizer que a amo.
- Como?
- Não faço a mínima idéia.
- Pois eu tenho uma, dude. – Harry falou pela primeira vez naquela conversa.

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Capítulo 16

- Se ainda quiser falar alguma coisa com a , é agora ou nunca! – Tom se levantou da cama e foi até sua mala, pegando algumas roupas. - ACOOOOOOOOOOOOOOOOORDA! – Sempre quis acordar o Dougie desse jeito, então consideremos isso uma breve vingança.
- AI CACILDA! – Dougie me empurrou para fora da cama. – O que é?
- Vai se arrumar, a gente tá indo agora! – Eu falei enquanto ia até minha mala.
- Por quê? O avião só sai às 8h! – Ele olhou no relógio da cabeceira. – Ainda são 4h! Vocês têm problemas mentais?
- Não, mas se você não se arrumar agora eu te arranjo um. – Falei enquanto trocava rapidamente minhas roupas. – Tom, não se esquece de pegar os violões.
Dougie foi se arrumar, Tom foi pegar os instrumentos e Harry foi se olhar no espelho mais uma vez enquanto eu ia até o quarto do tio Fletch.
- Tio. – Eu o cutuquei de leve.
- Fala, Daniel. – Ele estava meio dormindo ainda.
- Eu e os caras estamos indo atrás da , eu preciso falar com ela. A gente volta antes de vocês saírem, okay?
- O Frankie vai?
- Não. – Pergunta mais sem sentido. Acho que ele ainda estava dormindo.
- Vão com Deus e não percam a hora. – Ele foi dar um tapinha nas minhas costas, mas eu me virei e acertou meu rosto e dude, doeu pra caramba. – Boa sorte.
- Obrigado. – Acho que quando ele acordasse e não nos visse na cama teria um ataque, mas não podia pensar nisso agora.
Os caras já estavam prontos, então saímos do quarto e encontramos o cara da administração da equipe [n/a: isso existe?] do lado de fora.
- A gente vai encontrar uma amiga, sabe a que entrou com os ingressos especiais? Precisamos das informações dela. – Tom pediu.
- Tá bom, esperem aí meninos. – Ele falou com um segurança ao lado que saiu correndo. – Ele foi buscar o papel. Que amiga é essa?
- Digamos que ela é especial para o Danny. – Dougie sorriu para o cara.
- Muito bem, vão logo. Peçam para o gerente arrumar um táxi nesse endereço. – Ele apontou para um local no papel. – Boa sorte.
- Rá, rá, Daniel, que marca de mão é essa na sua cara, dude? - Dougie falou quase sem ar de tanto rir. Ele ainda teria a vingança que merece. Eu fiz cara de 'Vai encher outro' e não respondi.

Capítulo 17

Corremos até o térreo e falamos com o gerente, que nos ajudou o mais rápido que pôde. No táxi, demos as informações necessárias (sem falar inglês, só mostrando mesmo o papel.) e o táxi começou a andar. Não demorou muito, Harry perguntou:
- Como vocês têm essas informações todas sobre a ?
- Os ingressos especiais que demos para ela requerem nome, endereço, telefone fixo e CPF. – Tom respondeu, fazendo Harry e Dougie ficarem meio assustados.
- Só faltava mesmo pedir tipo sanguíneo. - Dougie brincou e até mesmo eu ri um pouco. – Mas então Danny, porque temos que trazer os violões?
- Sabe a música nova?
- A que você escreveu especialmente para a ? – Dougie perguntou e eu o olhei interrogativamente. – Por favor, estava muito na cara dude.
- Enfim, vou cantá-la para ela.
- Own, que fofo gente. – Dougie falou totalmente sem emoção. – Acho que vou chorar. Que lindo. Uau.
- Shut up.
Ainda estava escuro quando o táxi parou na frente de uma casa linda, branca com detalhes em caramelo e de dois andares. Na frente, havia um jardim e uma grade alta com cerca elétrica no topo. Um impasse.
- Isso vai ser difícil. – Eu comentei enquanto saía do táxi. O taxista concordou em esperar por nós, só não sei como ele entendeu a péssima performance do Harry tentando se comunicar com ele.
- Olha ali. – Tom apontou para uma das janelas da casa, a única que possuía as luzes acesas.
– Acho que nós estamos com um pouco de sorte.
Peguei algumas pedrinhas pequenas ao lado do jardim e comecei a jogá-las na janela sem muita força. Não queria enfrentar a polícia brasileira hoje, não seria algo agradável.
- Isso é tão Romeu e Julieta. – Dougie revirou os olhos. – Por que você não liga e pede para ela sair?
Ia começar a explicar o sentido da palavra “romântico” para Dougie quando ouvi um barulho leve vindo do segundo andar e virei-me para olhar.
abriu a janela, ela estava com uma camisola de seda coberta por um casaco de moletom, seu cabelo estava solto, seus olhos vermelhos. Ela fez uma cara de surpresa quando nos viu.
Eu olhei com o canto dos olhos para meus irmãos, que entenderam o sinal e começaram a tocar.

“I wanted to pass my finger on your cheek
Feeling your soft skin under mine
You did not need to speak
Cause now, we will be fine

I wanted to look in your eyes
And smile as the world was alright
I have to go now, but then
We’ll never say goodbye again

It’s just a complication
It hurts, our separation
I love you, my little darling
I don’t wanna see you crying

It’s just a complication
It hurts, our separation
Please don’t cry, my little Darling
Your eyes are prettier when you’re smiling

I wanted to tell you
That I love you, it’s true
That everything would be okay
If beside me you wanted to stay

I wanted to say that
You did not need to cry
I’ll pick up your tears, no matter what
We’ll never say again goodbye

It’s just a complication
It hurts, our separation
I love you, my little darling
I don’t wanna see you crying

It’s just a complication
It hurts, our separation
Please don’t cry, my little Darling
Your eyes are prettier when you’re smiling

I wanted to have you in my arms
Since the first time I saw your eyes
Now We need to be strong
To each other’s arms, we belong

Please wait for me
So together we’ll be
I love you, my little darling
I don’t wanna see you crying
Please don’t cry, my little darling
Your eyes are prettier when you’re smiling”


Capitulo 18

Meus irmãos pararam de tocar e eu parei de cantar também, ainda olhando para . Ela tinha lágrimas nos olhos e sorria para mim.
- Não ouse mexer um músculo. – Ela falou enquanto entrava novamente em casa. Eu respirei fundo.
- Agora é com você, dude. Estaremos no carro. – Tom colocou a mão no meu ombro brevemente e depois foi para o carro junto com Harry. Mas teve que voltar para puxar Dougie que continuou parado observando a casa.
Ouvi o barulho de alguém mexendo em chaves e apareceu na porta da sua casa, agora com calças e um casaco de moletom. Ela correu até o portão e abriu-o com a chave, pulando no meu pescoço quando não havia mais nada entre nós.
- Daniel! – Ela falou e pude perceber a felicidade em sua voz. Eu a levantei do chão pela cintura e rodei, típica cena de um filme antigo.
- Eu me esqueci de lhe falar algo importante. – Nos separamos e eu fiquei olhando nos olhos dela, sorrindo. Pude perceber que o sol estava nascendo.
- E o que é? – Ela perguntou, uma lágrima rolou por sua bochecha.
- Eu te amo, . – Dei um beijo na sua bochecha, sentindo a lágrima atingir meu lábio superior. Distanciei-me dela, olhando em seus olhos mais uma vez. Eu sentiria falta deles. – Sei que é precipitado, mas eu te amo. E vou entender completamente se...
- Sshhh. – Ela me calou com um beijo.
O sol nasceu e ainda estávamos nos beijando, aproveitando nosso último momento juntos. Era um beijo suave, romântico, característico dos apaixonados. Nós possuíamos uma sincronia incrível, não imaginava que pudesse ter algo assim com alguém.
- A propósito, essa música é simplesmente linda. – Ela comentou quando nos separamos. – Eu nunca a esquecerei, assim como não te esquecerei, Danny.
- E eu não te esquecerei, . – Nós sorrimos e mais uma vez nos beijamos. Ouvi uma buzina de carro atrás de mim e interrompi o beijo. – Infelizmente, tenho que ir embora.
- Tenha uma boa viagem. – Ela falou para mim e mais uma lágrima rolou por sua bochecha.
- Eu te amo. – Eu sussurrei em seu ouvido e deixei mais um beijo em seus lábios. – E não importam as milhas e milhas de distância entre nós, eu nunca a esquecerei, my little Darling. Somos inseparáveis.
- Para sempre.




FIM


N/a:Ai meu deus, me desculpem pela demora! sério mesmo. D: Podem me matar se quisereem ! Como eu estava em semana de provas, não consegui arrumar tempo e talz, até ai tudo bem. Acabaram as provas, a primeira coisa que eu fiz foi ligar o computador, ou pelo menos tentar, já que o carregador dele resolveu parar de funcionar e meu primo fez o favor de ficar ouvindo musica e acabar com o resto de bateria que tinha. Acabei tendo que pegar emprestado o carregador da minha vizinha. Tá, pc carregado, capítulo pronto, abri o hotmail pra mandar a att, e quem disse que a internet pegava? Lá se foram mais 4 dias esperando o técnico vir aqui em casa. D: Sério, quando eu vi que estava sem internet, lembrei na hora da Amandita B. da Those girls, com ela aconteceu umas coisa mais ou menos assim.. Aliaaas, Those Girls é muuuito boa, super recomendo ! ;D Maria, a música é de uma amiga minha. Ela tinha a letra há um tempinho, e eu achei que combinava com o momento então pedi "emprestada" É uma pena que ela não fez a melodia, senão eu colocava aqui tbm. ^^' Aahh, melhor eu ir porque já falei demais. Só espero que tenham curtido ler Inseparable, porque eu curti escrever.. (= xx


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