J.A.M.
Autoras: Hata e Vê Inamonico
Status: Em Andamento
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: Comédia Romântica - LongFic
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Capítulo 1.
Sábado à noite. O som alto chegava à rua onde o táxi diminuía a velocidade até finalmente parar. Foi lhe deixado a quantia, mas o troco não foi requisitado. Scarpins pretos e roxos envernizados apontaram no asfalto que, àquela hora da noite, começava a perder o calor do dia.
Com as mãos nos bolsos de seus sobretudos, os quais delineavam minuciosamente suas curvas, duas garotas se aproximavam da porta de uma das boates mais badaladas de Londres, atraindo o olhar de diversos marmanjos que, do lado de fora jaziam, como cafetões ou apenas bêbados mesmo.
Elas passaram direto por eles, ignorando as provocações que partiam dos lábios secos daqueles rapazes e finalmente conseguiram passar pelo segurança que impediu que aqueles atrevidos as seguissem para o interior da boate. Chegando à chapelaria, elas tiraram seus sobretudos e os entregaram às moças que lá estavam, deixando todos ali presentes de queixo caído.
, a mais alta, vestia meia calça preta, scarpins roxos, uma saia de cintura alta cinza com um laço na frente e, por baixo, uma blusa tomara-que-caia preta. O modelito ressaltava as curvas em seu corpo, quase imperceptíveis. Todos poderiam jurar que ela era modelo, mas bem que ela queria.
vestia meia calça também preta, scarpins pretos, um short cinza coberto por uma longa blusa xadrez vermelha e preta, um cinto azul sobre sua cintura e um chapéu preto levemente inclinado para trás. Ela gostava de roupas mais casuais e que dessem maior movimento. Não que seu corpo não fosse invejável, muito pelo contrário, ela até preferia evitar que as pessoas a olhassem mais do que deveriam.
Andaram até a borda da pista de dança, de onde conseguiam ver toda a casa noturna. já se mexia ao som da batida, o que fez começar a rir. Aproximou-se da amiga e disse que iria ao bar, apenas balançou a cabeça e murmurou um "bêbada" que foi inaudível devido ao volume da música que estava lá dentro. E então ela se sentiu livre para se infiltrar na pista, sendo levada pela multidão que dançava tanto quanto ela. Enquanto isso, seguia contornando a pista, tentando evitar ser empurrada pela multidão que dançava descontrolada, para chegar ao bar.
Alcançou o bar inteira, embora os muitos empurrões e mãos bobas que haviam lhe acometido durante sua passagem por entre as pessoas. Debruçou-se por cima do balcão, apesar do barman se encontrar na outra ponta, atendendo a um casal que praticamente se comia sobre os banquinhos que havia ali. Revirou os olhos e depois de conseguir pedir sua bebida a outro barman, virou-se de costas para o balcão apoiando-se em seus cotovelos e dando uma bela encarada em todos os indivíduos que estavam ali no bar. Depois de analisar seu lado direito de ponta a ponta, sua cabeça virou-se para o lado esquerdo, mas seus olhos não acompanharam o movimento muito bem, já que um rapaz chamou-lhe a atenção.
Vestia uma camisa social com as mangas dobradas até os cotovelos, o colarinho estava aberto e podia-se ver parte de seu peito. O cabelo bagunçado caía sobre os olhos do garoto que encarava seu dry Martini sem emoção alguma. Não pôde evitar voltar seus olhos à pista de dança, levemente envergonhada, ao que percebeu uma leve movimentação ao seu lado. Assim que sentiu uma mão a cutucando no ombro virou-se de súbito dando de cara com o bartender segurando seu drink em um copo colorido. Sorriu agradecida e tomou um gole, olhando de esguelha para o rapaz ao seu lado que, agora, a encarava descaradamente. A diferença era que, durante sua rápida análise na pista de dança, ele havia se movimentado distância suficiente para que seus braços agora quase se tocassem.
O rapaz virou o Martini num só gole e o observou com a sobrancelha arqueada. Não pela rapidez com que havia tomado o drink, mas com a quantidade de copos que se acumulavam ao seu lado. Ele deveria ter tomado, pelo menos, todos os drinks servidos naquele bar visando os diferentes formatos de copos.
Ele a encarou e sorriu de canto, devolvendo o olhar. Era provável que estivesse bêbado, mas imaginá-lo todo certinho antes daquela bagunça feita pela bebida e por ele mesmo estava sendo divertido para ela.
- Hey linda, sabe o que tem 142 dentes e guarda o incrível Hulk? - ele debruçou-se, ficando ainda mais próximo à que curvou os cantos da boca, sorrindo.
- Os portões do inferno? - arriscou ela, sorrindo enviesada.
- Não, meu zíper! - ele fez um biquinho e segurou a risada, virando seu rosto de volta para a pista de dança. - Ok, isso foi péssimo, mas, hey, está sozinha? - perguntou o garoto chamando a atenção de novamente para o seu rosto.
- Na verdade, eu estou com uma amiga aqui e... - ... Ah sim. - ele a interrompeu e bufou discretamente. - Você tem nome ou planos para hoje? - Aproximou-se ainda mais e colocou uma de suas mãos sobre o braço de que se apoiava sobre o balcão. Sua mão estava quente, o que fez com que a menina pensasse que correntes elétricas saíam do corpo do rapaz para passarem direto para o seu. "Ai meu Deus, e agora? Digo que não planejei nada e vou para a cama com um bêbado, mas deus grego, ou digo que já está tudo esquematizado e deixo essa visão do paraíso me escapar por entre os dedos?" pensou ela mordendo o canto do lábio inferior. "Ele deve ficar uma delícia quando..." seus pensamentos foram interrompidos por ninguém menos do que ele.
De novo.
- E então? - insistiu.
- Ahm, , mas me chame de . - ela mordia os lábios, ainda incerta sobre a decisão que tomaria. - E você é...?
- , . - ele disse no melhor estilo 007, com direito a voz e tudo o mais. achou muito sexy. - Mas sou para você. E você ainda não me respondeu à outra pergunta. - disse ele comprimindo os lábios.
"É, talvez eu possa acompanhá-lo até sua casa. Só para ter certeza de que ele não vai sair dirigindo embriagado." disse inclinando a cabeça levemente para o lado enquanto o encarava. Parecia estar fora de órbita. "O duro é se a gente se empolgar e, no dia seguinte, ele nem se lembrar de mim." ela olhou para cima com cara de pensativa retorcendo a boca, indecisa. acompanhava cada expressão da menina com diversão.
- Acho melhor eu te acompanhar até sua casa, sabe, para ter certeza de que você não fará nenhuma besteira... - " ...do tipo cair sentado na sarjeta ou escolher uma loira peituda ao invés da minha pessoa."
- Me acompanhar, sei... - ele sorriu malicioso. "Céus, só espero que ele não vomite em mim." disse ajudando-o a se levantar, mas quando ia passar um dos braços do garoto por sobre seus ombros, ele negou com a cabeça e a abraçou pela cintura firmemente. - Então vamos? - disse próximo ao seu ouvido e ela concordou, seguindo para fora da boate sem sequer lembrar-se da amiga que se perdia no meio da multidão... na pista de dança.
Saíram da boate depois de pegar seu sobretudo de volta. O vento frio e carregado, típico de Londres, fazia com que os dois, há algumas horas perfeitamente desconhecidos, andassem agarrados numa tentativa de aquecer a garota, afinal, o estoque de bebida correndo pelas veias de era o suficiente para mantê-lo aquecido durante toda a noite.
Chamaram um táxi, já que ambos estavam embriagados, pela bebida e pela presença confortável do rapaz ao seu lado. Assim que entraram, ele disse o endereço e o motorista pisou fundo, deixando que o silêncio se instalasse no veículo. aproveitou que seu braço ainda estava envolto na menina para fazer-lhe carinho na cintura, parecia absorta demais em pensamentos para se dar conta da carícia, portanto, deixou que ele prosseguisse.
Chegaram na metade do tempo previsto, já que o motorista dirigia como um louco, provavelmente numa tentativa de acabar logo o serviço e dormir. Ele pagou a corrida e ela ficou surpresa por ele ser cavalheiro mesmo bêbado e o acompanhou até a porta ainda o abraçando. Demoraram alguns segundos para que finalmente o rapaz acertasse a fechadura com a chave certa, o que parecia muito difícil já que, de todo o molho de chaves, ele chegou a testar todas pelo menos duas vezes.
- Não vai entrar? - ele perguntou quando abriu a porta e ela permaneceu do lado de fora.
Mordendo os lábios ela considerava novamente, "Entrar e foda-se o resto ou ser decente e ir para casa?..."
- Você tem muito dessa mania de fazer careta enquanto finge pensar não é? - ele a puxou pela mão com o mesmo sorriso malicioso.
Ela, convencida pelo sorriso dele, apenas sorriu em resposta e se deixou levar para dentro da casa aquecida e para perto do corpo dele.
A casa não era nem um pouco modesta, na verdade, no bairro em que se encontravam, as casas eram de altíssimo padrão e isso foi o que mais surpreendera . Como um rapaz aparentemente rico voltava de táxi para a sua mansão completamente bêbado? Ela observava cada detalhe da casa que era muito maior que seu pequeno apartamento próximo ao lugar onde trabalhava. Inclusive era maior que o de também.
- Onde é a cozinha? - ela perguntou livrando-se de seus devaneios e abaixando o olhar para que havia se largado no sofá, mas a encarava.
- À direita. - ele esticou o braço mole na direção além da porta que separava a enorme sala de um corredor. Ela assentiu com a cabeça e pôs-se em direção à cozinha. Não era sempre que fazia essas mordomias, mas ela e costumavam fazer batidas de frutas e legumes para curar a bebedeira. E era isso que ela pretendia fazer para .
Ao entrar no cômodo e acender a luz ficou embasbacada com a imensidão do lugar. Moveu-se lentamente até a geladeira para que tivesse tempo de dar uma breve analisada e quando abriu a porta da mesma seu queixo caiu. Embora aparentasse morar sozinho, era de uma organização impecável. Sua geladeira colorida pelos diversos vegetais e frutas e a forma como estavam dispostos chamou sua atenção. O que ele fazia mesmo naquela boate todo bêbado? Pegou alguns ingredientes e quando se virou deu de cara com o dito cujo parado, escorado no batente da porta com os olhos semicerrados.
- O que vai fazer? - ele sentou-se em um dos bancos que ficavam em volta de uma bancada de mármore.
- Um suco, é bom para amenizar a ressaca. - ela sorriu deixando tudo próximo a pia para poder lavá-los.
- Liquidificador à esquerda sobre sua cabeça. - ele disse apoiando o queixo em uma das mãos e observando cada movimento da menina.
- Obrigada. - ela esticou-se para pegá-lo fazendo com que sua blusa levantasse e mostrasse parte de suas costas, chamando mais a atenção de para a tatuagem que tinha perto do cós do short.
- Como sabe de tudo isso? - ele passou as mãos pelo cabelo ainda concentrado em .
- Anos de experiência...
- ... como bêbada? - interrompeu. o olhou séria e sorriu sarcástica.
- Não. - disse apenas, curta e grossa.
- Desculpe, é que você não é uma garota comum. - um sorriso brincou nos lábios de chamando a atenção de .
- Eu sei que não, se fosse, já estaria na cama com você. - disse sem rodeios assustando um pouco a . - Me, me desculpe, eu não quis dizer isso. - rapidamente consertou olhando para baixo.
- O quê? Que eu sou só um riquinho que sai para a boate e dorme com qualquer uma? - disse ácido, mas depois riu. - Não se preocupe, eu também não sou um garoto comum. - chamou a atenção de que já cortava alguns dos ingredientes para jogá-los no liquidificador.
Ela sorriu e balançou a cabeça terminando de picar e finalmente fechando a tampa do liquidificador. O líquido que se formava lá dentro não conseguia se decidir sobre qual cor ficaria, acabando por ficar meio esverdeado causando uma cara de nojo em .
- Prontinho, beba tudo e adeus ressaca! - serviu o conteúdo em um copo e o empurrou para o garoto que se manteve imóvel. - Vamos, você já é grandinho e sabe beber sozinho. - disse zombeteira e ganhou a língua de que pegou no copo na melhor pose de macho virando-o em um gole só. Tossiu um pouco e sentiu um líquido amargo voltar para sua garganta. - E em 5, 4, 3... - começou a contar enquanto a expressão de ficava cada vez mais alarmada sendo preciso sair correndo em direção ao banheiro mais próximo que havia por ali. - Sempre funciona! - sorriu sozinha pegando os utensílios para lavar.
- Nossa, o que foi isso? - ouviu pronunciar com voz de nojo. Seu rosto estava pálido e o cabelo bagunçado ainda mais. - Eu disse que curava a ressaca, só não falei como. - deu de ombros. sorriu ao observar de costas e moveu-se silenciosamente para perto da garota.
- Por que não deixa aí? Amanhã a faxineira vem aqui de manhã. - ele sussurrou próximo ao seu ouvido, quase fazendo com que derrubasse o liquidificador que enxaguava. Suas mãos se apoiaram na pia enquanto tomava a liberdade de abraçá-la pela cintura. - Vamos nos conhecer melhor. - ele sussurrou deixando o ar escapar de sua boca batendo diretamente na pele do pescoço de que se arrepiou. Ele estendeu um dos braços e fechou a torneira. - Eu sei que você não gosta de ser tão difícil assim. - roçou os lábios rosados próximo à nuca e fechou os olhos.
"Droga, por que tem sempre que ser aí?" pensou ela soltando um longo e pesado suspiro. sorriu confiante e a guiou para fora da cozinha.
Quando deu por si, ela e estavam sentados, de volta à sala, encarando-se em silêncio. Ela mexia no fecho de sua bolsa de mão enquanto ele mantinha a mesma posição largada com as mãos entrelaçadas sobre o abdômen, sendo uma visão do paraíso para .
- Então, , o que você faz aqui em Londres? - ele perguntou tentando parecer casual. A menina desviou o olhar do que estava fazendo e o encarou confusa, ele realmente queria ter uma conversa daquelas? "Claro né, dã, sexo selvagem é o que vocês não vão fazer." pensou a menina revirando os olhos. a olhava divertido, pois sabia que estava pensando.
- Sou estagiária em um escritório próximo ao centro. Moro por perto e de noite faço faculdade. - ela disse automaticamente. A verdade era que já havia explicado aquela história tantas vezes que praticamente virava um discurso ensaiado ao invés de sair com naturalidade.
- E cursa o que? - deu continuidade ao seu interrogatório, ignorando a maneira sem sal nem açúcar com a qual a menina havia respondido sua pergunta anterior.
- Direito. - ela sorriu deixando os olhos esbugalhados, mas felizes. Ele soltou um risinho.
- Você não tem cara de advogada. - provocou ele. - Mas acho que diz muito a respeito dessa sua personalidade ‘pulso firme’. Advogadas são ótimas na cama. - ele piscou e tacou a primeira coisa que viu, nele. Foi apenas uma almofada e, ainda por cima, ele a agarrou no ar.
- Só consegue pensar em sexo garoto? O que é que você faz, playboy? - cruzou os braços deixando que um leve biquinho tomasse conta de seus lábios ainda com um resquício de gloss incolor.
- Eu? Sou formado em administração de empresas há um ano e meio. - "Oh, um cara mais velho" pensou ela sorrindo de canto, mas disfarçando ao que viu sorrir prestando atenção em sua expressão. - Não, eu não sou mais velho. - disse ele pausadamente assustando a menina.
- Desculpe eu, eu não disse nada. - colocou a mão sobre o peito, assustada.
- Mas pensou. - ele sorriu vitorioso e bufou.
- O que foi? Também é vidente nas horas vagas? - disse a menina encostando-se no braço do sofá com os braços cruzados.
- Posso ser, quer saber sobre seu futuro? - ele ajeitou-se pegando uma das mãos de e virando a palma para cima, passando seus dedos delicadamente sobre a pele da menina, arrepiando os pêlos de sua nuca. - Olhe só, eu vejo... - disse fazendo suspense. desencostou-se do sofá e se aproximou dele, focando os olhos em sua mão.
- O que você vê? - rebateu com uma voz curiosa. sorriu.
- Vejo um futuro muito promissor... - beijou a palma da mão da menina. - vejo também uma sucessão de dias com muita sorte. - beijou o pulso de . - Também vejo uma mudança de rotina. - subiu para o antebraço. - E um novo sentimento pairando no ar. - ele já chegava próximo ao ombro da menina quando se virou na direção de seu pescoço. – O futuro acaba de chegar. - sussurrou contra o pescoço de , beijando-o em seguida. Ficou de joelhos no sofá ao que a menina entrelaçou os dedos de uma das mãos em seu cabelo conforme ele distribuía beijos em seu pescoço.
- ... isso, isso não é certo... você está bêbado. - dizia, já deitada no sofá com sobre seu corpo enquanto ele lhe distribuía beijos por todo o rosto e colo, exceto a boca e uma de suas mãos adentrava a blusa de , acariciando-lhe a pele ao redor do cós de seu shorts.
- Hum... - fingiu pensar olhando para cima. - uma garota linda me fez um suco estranho e, acredite ou não, ele é mágico! - disse sorrindo, parecendo uma criança. Seu hálito fresco de pasta de dente afetou mais do que ela poderia imaginar. Ele definitivamente não estava mais bêbado.
- Então, - aproximou-se do rosto de , deixando que apenas seus narizes se tocassem. - deixa de ser essa menina certinha e faz logo o que 'tá escrito na sua testa que você quer fazer. - ele sorriu, encarando-a diretamente nos olhos. Aquela era uma sensação nova, se sentia hipnotizada pelos olhos de , ele era como imã que a atraía cada vez mais, fosse pelo o que ele falava ou pelo o que fazia.
A última coisa que os separou foi a respiração de que, ao bater nos lábios de , foi tido como um sinal de largada, uma luz verde para que ele prosseguisse. Os lábios pareciam duas peças de Lego que se encaixavam perfeitamente, não hesitou em voltar a puxar os cabelos de , dessa vez, trazendo-o para mais perto de si. O beijo começou lento, pois ainda havia um obstáculo a ser vencido. Em um pedido silencioso e cavalheiro, passou a língua levemente sobre os lábios da menina que permitiu sua passagem, transformando-o em um beijo profundo e intenso.
finalmente sentiu-se seguro para deslizar seus dedos mais para dentro da blusa de , desabotoando a peça até chegar ao pescoço. entrelaçou as pernas na cintura do garoto e ele pegou em seu bumbum para finalmente levantar-se, isso tudo sem desgrudarem os lábios. Seguiram escada acima, depois de passar por um corredor enorme, até abrir a porta do que seria seu quarto. sentiu a cama macia sob si e fechou os olhos por um momento. se ajoelhou na cama, tirando os scarpins da menina e depois a blusa que já estava aberta. Quando voltou a abrir os olhos seu queixo caiu. Não por conta da magnitude do cômodo, mas sim do rapaz a sua frente que já se encontrava com a camisa social inteirinha aberta deixando à mostra o tronco bem definido, embora um pouco branco demais. Mas ela não se importava, pelo contrário, o achava sexy até.
Ela sentou-se, mantendo as pernas por entre as do garoto, que ainda se mantinha ajoelhado, e desabotoou o sutiã jogando-o no chão bem ao lado da cama. sorriu malicioso e deixou que sua camisa escorregasse pelos ombros largos, deixando-a finalmente cair. Desafivelou o cinto de sua calça e reparou na expressão nada angelical que fazia enquanto mordia seu próprio lábio esperando que ele tirasse logo aquela peça, a qual ela sabia que estava o incomodando muito.
voltou a se deitar na espaçosa cama quando já estava apenas de boxers, suspendeu o quadril para que o garoto pudesse tirar seu shorts e a meia-calça e, por fim, deitar-se sobre ela que já o esperava sorrindo. Suas mãos deslizaram pelo cabelo do garoto e desceram até suas costas. Sua pele macia estava deixando-a desnorteada. Como ele poderia existir? E, melhor, como isso tudo poderia estar acontecendo com ela? Quando seus lábios se selaram não havia mais dúvidas... aquele era o seu dia de sorte.
Capítulo 2.
se distraía na pista de dança, dançava e cantava, se divertia tanto que demorou a se dar conta do sumiço da amiga. De tempos em tempos alguns homens vinham passar uma cantada, ou a mão mesmo, mas ela nem se importava, estava ali para se divertir e era somente isso que planejava para aquela noite. ", eu vou te procurar assim que essa música acabar." prometia mentalmente a ela mesma. A música que tocava acabou alguns minutos depois e antes que desse qualquer passo para fora daquela pista, sua música tocou.
Red Wine
Konvict
Gaga
Oh eh
"Quer saber, ela já esperou até agora, pode esperar mais um pouco, deve 'tá com alguém mesmo para estar demorando tanto..." pensava enquanto rebolava ao som de Lady Gaga.
I've had a little bit too much, oh oh oh
All of the people start to rush, start to rush by
A dizzy twister dance. Can't find my drink or man.
Where are my keys? I lost my phone, phone.
Por mais impossível que pudesse parecer, a pista havia lotado mais ainda quando o som de Just Dance começara a tocar, e aqueles que já estavam animados antes, dançando, tal música libertara o lado "Gaga" de cada um; requebrando, fazendo caretas ou cantando e tudo acabou por ficar muito mais animado e excitante.
What's going on on the floor?
I love this record baby but I can't see straight anymore
Keep it cool, what's the name of this club?
I can't remember but it's alright, a-alright
dançava de olhos fechados, ouvindo a música e deixando que seu corpo fizesse o resto. Estava tão desligada do mundo que quando sentiu duas grandes mãos a envolvendo por trás e abraçando sua cintura, já estava dançando colada com o desconhecido. Pensou em se desvencilhar, pois aquele não seria o primeiro a assediá-la ali.
- ... - imediatamente esqueceu-se de tudo ao reconhecer a voz. - Você não costumava dançar com estranhos...
Sorriu como uma boba e se virou para confirmar com os próprios olhos quem estava ali, colado a ela, falando em seu ouvido. Esqueceu-se da música, parou de dançar imediatamente para analisar a pessoa à sua frente. Lá estava ele, sexy, lindo, com os olhos brilhando até com a pouca iluminação e a boca desenhada num sorriso, um sorriso de tirar a respiração de qualquer garota.
- Você está sozinha aqui? - confirmou com a cabeça incapaz de produzir um som decente. - Quer ir para um lugar mais, hum... menos cheio? - perguntou elevando a voz e a sobrancelha. parou por um momento. O que fazia em um lugar como aquele? Ela se perguntava sem conseguir parar de encará-lo. Ele era um dos garotos mais certinhos, além de veterano, de seu curso na faculdade. Não que eles fossem íntimos, mas tinham certa simpatia.
"Lugar menos cheio + + = ...you do the maths" com uma leve sacudida de cabeça para espantar os pensamentos, saiu andando sem mais nem menos por entre as pessoas, mas não pôde dar nem dois passos sem antes sentir a mão dele que, agora, envolvia sua cintura segurando-a bem próxima a seu corpo quente e perfumado. Atravessaram o mar de gente e só se soltaram ao alcançar o bar.
Já sentados nos banquinhos, começou a perceber a ausência da amiga. Virava a cabeça para todos os lados à procura de algum sinal de , mas nada.
- Ahm, 'tá tudo bem? - perguntou ao ver a agitação da garota.>br: - Ah, claro, eu só... perdi minha amiga, - disse fazendo-o rir. - me dá só um segundinho?
Ela chamou um barman e após anotar os drinks de ambos, não se conteve e perguntou:
- Ahn, sei que é muita gente, mas será que você não se lembra de uma amiga minha que veio aqui sozinha, ficou por aqui e sumiu? - apenas segurava a risada, ouvindo a conversa.
- Er... como ela era? - o barman pareceu confuso.
- Uma de cabelos lisos, compridos, usava um shorts curto, blusa xadrez e um chapéu. - descrevia conforme apontava para as partes do próprio corpo ao dizer as peças de roupa. continuava a observando.
- Acho que vi, saiu com um rapaz há alguns minutos. - ele apontou para a porta e pediu licença para preparar os drinks.
sentou-se no banco e bufou, estava completamente sozinha e sem saber como agir ao lado dele.
- Então você foi abandonada? - perguntou rindo.
- Ééé... - ela respondeu rolando os olhos.
- Não tem problema, eu te dou uma carona... - disse dando uma piscadela.
- Magina, eu volto de táxi. - ela disse corando um pouco. - E então como anda a faculdade?
- Bem, me encaixei na área, mas não mude de assunto, eu te levo ok?
- Ok, que seja... - respondeu sorrindo e rolando os olhos novamente.
- Ótimo, - ele sorriu antes de continuar. - não tenho te visto muito pelo campus...
- É, nossos prédios são muito longe, raramente nos vemos... - disse sendo interrompida pelo barman com os drinks. - Obrigada.
- Mesmo assim, antes você passava com seu namoradinho nerd toda hora pelo meu prédio. - alfinetou ele.
- Mas um dia tudo acaba... - disse mexendo em seu drink sem muito entusiasmo.
- Nem tudo... - disse baixo.
Ela de súbito olhou para ele e o encontrou mudando de assunto.
- Não esperava te encontrar aqui, sabia? - disse com aquele sorriso.
- É, muito menos eu, você sempre tão concentrado na faculdade. - disse fazendo careta ao virar seu drink. riu e alcançou o seu para tomar um gole.
- Às vezes é preciso se divertir um pouco não é mesmo? - piscou novamente para a menina. "Se ele continuar com essas piscadelas eu posso me arrepender muito dos meus atos mais tarde" sorriu ela ao pensar que não seria nada mal "pegar" naquela boate. What happens in Vegas, stays in Vegas right?
- Ain, quero dançar! - fez cara de pidona.
- Ok, ok, só o último gole e... - ele virou a bebida tudo de uma vez e saiu puxando-a pela mão.
Se infiltraram na maré de pessoas, sempre de mãos dadas, os braços bem esticados, mas as mãos atadas sempre que alguém tentava passar entre os dois. a levou até o centro, ou o que ele julgou ser o centro, mas estava mais para canto e parou de frente para ela, a puxando pela mão e colando-a em seu corpo. Apoiada no peito do garoto, levantou a cabeça e encontrou o sorriso branco ali, os olhos a encarando e a hipnotizando novamente. Deslizou as mãos de sua cintura para as bochechas dela, trazendo-a mais para perto, se curvando um pouco, colocando-a na ponta dos pés. Os lábios roçaram. Era instintivo, queria tanto quanto , se deixaram levar. colocou um de seus braços por cima do ombro esquerdo do garoto e espalmou a mão direita pelo seu peito.
O choque inicial foi cortado e logo, dessa vez, uniram os lábios com força; ele passou a língua pelo lábio inferior dela sem quebrar o beijo e ela entreabriu os lábios, uma boca colada na outra, as línguas se massageando e explorando o gosto de cada um. Ela não se conteve e passou a mão do peito dele para suas costas e deslizou o outro braço, seguindo o mesmo caminho para as costas dele, ambas foram até a base da camiseta e voltavam passeando por toda a extensão. Ele, ao ver o movimento dela, soltou as mãos de suas bochechas e posicionou uma em sua nuca e outra em sua cintura apertando o local e a puxando mais para perto. As bocas não se soltavam, as línguas estavam entretidas demais uma com a outra, os carinhos ficavam cada vez mais quentes, ousando, por vezes, passar a mão por dentro da camiseta dele, causando-lhe arrepios.
cortou o beijo a abraçando, beijou seu pescoço e a puxou novamente, desta vez para um lugar perto da chapelaria, onde havia menos gente. A encostou na parede enquanto se beijavam fervorosamente, ele passava a mão por suas costas, descendo mais, e mais um pouco, chegando à cintura e ficando por ali, apertando o local. já estava bem solta e à vontade com ele, passava as unhas pela barriga definida dele, e deslizava as mãos para as costas por dentro da camiseta, descia mais um pouco e chegava à cintura, quando enfim desceu mais um pouco e chegou ao local que queria, colocou as mãos dentro dos bolsos dele, mesmo com a calça praticamente na metade da bunda. Apalpou ali por uns instantes o que fez com que pensasse besteiras a respeito daquilo, então quando ele pensou em fazer o mesmo, ela cortou o beijo e o afastou, indo até a chapelaria, apoiou-se no balcão e tirou do decote um papelzinho igual ao que retirara do bolso do garoto e pegou o casaco de ambos. Virou-se para ele e o chamou com a mão, ele se aproximou a abraçando pela cintura.
- Cheguei a ter outras idéias sobre suas mãos... - ele disse baixo.
- Isso que dá pensar com a cabeça de baixo... - ela respondeu rindo.
- Falar em cabeça de baixo... - ela se assustou, não achou que ele seria tão direto. - sua amiga resolveu dar altos pensamentos com a dela e provavelmente do cara que foi com ela.
- Ah... - ela ficou quieta.
Vestiram os casacos, ele a envolveu pela cintura e saíram, o frio cortante só não os fez tremer pelo fato da bebida ainda os estar aquecendo por dentro. Ele tirou a chave do bolso da calça e ela já se adiantou.
- Guarda isso, não 'to afim de morrer...
- Pois saiba que eu sou um ótimo motorista! - disse rindo.
- Um ótimo motorista que bebeu álcool! - ultimamente andava paranóica com isso.
- Vem logo, vou te levar a um lugar legal.
- Se eu for para o hospital, acho bom você estar lá também, não ‘to afim de ser deixada como resto de acidente... - ela disse baixinho.
- Opa, valeu... - ele riu - relaxa, não é a primeira vez que eu faço isso...
Andaram até os poucos carros que ainda restavam ali, ao chegar perto do carro ela parou bruscamente, se livrando do abraço e olhando estática para o automóvel.
- Não vai entrar não? - ele perguntou abrindo a porta do passageiro para ela.
- Espero que você não tenha roubado isso... - ela disse passando por ele e se sentando no banco de couro.
- Isso é o humilde presente por eu ter entrado na faculdade... - ele disse fechando a porta.
- Humilde... hunf... - ela murmurou bufando.
- E então, para onde vamos? - perguntou com um sorriso ao colocar o cinto de segurança.
- Não sei, ‘tá afim de quê? - ele levantou uma sobrancelha e ela logo completou. - esqueci que você só pensa com a cabeça de baixo.
- Não que isso seja uma coisa ruim, não é? - ela corou e ele soltou uma gargalhada.
"Ai essas provocações..." teve seus pensamentos interrompidos por um selinho dele.
- Presta atenção em mim... - ele sussurrou brincando, ligando o carro em seguida.
- Dirige logo... - ela respondeu no mesmo tom.
Ele acelerou o automóvel e saíram do estacionamento para a rua não tão movimentada, considerando a hora. Ele dirigia rápido, cada vez mais acelerava, com o sorriso nos lábios sempre. Ela olhava para a paisagem e de vez em quando se pegava olhando para ele, analisando a face de perfil, os deliciosos braços fortes, as mãos grandes que entornavam o volante, as coxas largas, mas principalmente o sorriso provocativo.
Cedendo às vontades, puxou o cinto de segurança o suficiente para chegar muito perto dele. "Pode ser loucura, mas mesmo assim não arrisco morrer" riu do próprio pensamento, apoiando o braço direito no banco do motorista [n/a: vale lembrar que na Inglaterra o lugar do motorista é na direita!], a outra mão acariciou de leve a coxa esquerda do garoto que virou rapidamente o rosto e lançou-lhe o sorriso malicioso. Ela por sua vez mordeu o lábio inferior e continuou a carícia na perna dele, passando a mão para a parte interna, subindo mais um pouco, chegando perigosamente perto da virilha do mais velho e recuando. Ele virou algumas ruas e parou o carro bruscamente.
- Ficou louco é? - ela perguntou com as sobrancelhas levantadas.
- Você vem com provocação e ainda pergunta? - ele riu. - Não sei se reparou, mas sou homem.
- É mesmo? - respondeu debochada.
Ele soltou o cinto sorrindo provocativo e se debruçou sobre ela, soltou o cinto da menina e envolveu-a em um beijo com segundas intenções. Antes de se deixar levar percebeu uma movimentação do lado de fora do carro.
- , pirou de vez?! Tem gente lá fora, seu louco! - disse cortando o beijo.
- Não seja por isso... - ele saiu do carro e ela permaneceu estática. - venha, mademoiselle...
Ela o seguiu para fora do carro e se deparou com uma casa, nem grande, nem branca, nem nada daquelas casas sempre descritas sobre os filhinhos de papai. Era uma casa comum.
Assim que ele girou a chave e abriu a porta, puxou-a para dentro e a beijou. Empurrou a porta à suas costas e segurou a cintura dela. Ela desceu as mãos e arranhou o abdômen dele que soltou um grunhido em resposta, logo puxou sua camiseta para cima não demorou a começar a explorar o peito, as costas e a barriga definida dele.
Ele subiu com pouca dificuldade alguns degraus e mais a frente empurrou uma porta com o ombro e depois a chutou para fechar, e com um baque, mas suavemente, a colocou na cama, subindo por cima do corpo da garota. Ela chutou os sapatos e ele desceu os beijos para o pescoço da menina.
- Hey dude... IIIH FOI MAL! - uma voz os assustou, e em seguida o barulho da porta sendo fechada ecoou pelo quarto.
- Merda... - ele sussurrou.
- Er... relaxa... - "isso já estava indo longe demais, de qualquer maneira..." pensava enquanto olhava para o quão longe tinha ido para um primeiro 'encontro'. Saiu debaixo dele e se sentou na beirada da cama arrumando o cabelo.
- Vem... - ele murmurou, afundando a boca em seu pescoço novamente.
- ... - ela gemeu - espera...
- Hm... - ele murmurou ignorando-a.
- Não, chega... - ela disse baixinho chegando para o lado. Ele a encarou confuso, mas logo trocou a expressão por um sorriso.
- Já sei... Fui precipitado. - ela assentiu com a cabeça.
- Acho melhor não... - ela abaixou o rosto, corada. - pelo menos não hoje. - completou dando ênfase à última palavra.
- Tudo bem... - ele disse sorrindo.
- Esse sorriso... - ele abriu a boca para dizer algo e ela continuou - você podia pelo menos fingir decepção, qualquer coisa menos sorrir assim...
- D-decepção? - ele ergueu ambas sobrancelhas. - eu não entendo vocês mulheres...
- Nem eu entendo... Bom, vou para casa. - ela disse caçando os sapatos.
- Vem, vou te levar... - ele disse passando a mão pelo braço e sentindo falta da camiseta.
- Relaxa, eu vou de táxi.
- Nem tente, , eu vou te levar. - ele disse sorrindo.
- Okay... - respondeu o seguindo até a sala.
Chegando à sala onde ele achou a camiseta, um garoto os interrompeu.
- Er... já vão?
- É, , vou levá-la para casa. - disse um tanto grosso.
- Hm, prazer então... - o mais velho o fuzilou com o olhar e a garota sorriu.
saiu sem dizer nada, entrou no carro quieta e antes de ligar o motor ele fez questão de esclarecer.
- Eu e ele dividimos a casa... uma parte meu pai bancou, outra parte o pai dele, mas no fim a gente tem que dar duro para nos manter... Sorte que a faxineira passou lá hoje de manhã...
- Eu não pedi nenhuma explicação, . - ela disse gentilmente.
- De qualquer maneira, não foi legal o que aconteceu e também não me deixou com a imagem muito boa. - ele se desculpou.
- Pára de falar besteira - ela respondeu rindo. - me leva para casa vai...
Ele riu do jeito desencanado dela e seguiu para o endereço que ela lhe disse. A viagem durou 10 minutos e logo estavam parados em frente ao apartamento que dividia com a amiga. Ela soltou o cinto e ele fez o mesmo, tomou a iniciativa e o beijou, disse um 'boa noite' baixinho e ia sair, mas ele a interrompeu.
- Hm, ... Eu deveria esperar dois dias e te ligar de novo mas, amanhã eu queria ter uma companhia feminina... - disse meio sem jeito.
- E você também não tem meu telefone... - ela o lembrou.
- Não seja por isso. - ele tirou o celular do bolso e entregou a ela que rapidamente salvou seu número ali e anotou o dele no dela. - Agora diga, quer vir comigo amanhã?
- Depende... onde?
- Comprar um presente, queria uma opinião feminina...
- Me pega que horas? - ela perguntou sorrindo.
- Passo aqui às 17h. - respondeu sorrindo.
Trocaram um último rápido beijo e se separaram.
Assim que ouviu o ronco do motor da BMW de , fechou a porta e se virou, dando de cara com uma sala escura e vazia. Descalçou os sapatos e segurando-os na mão direita seguiu cuidadosamente para o quarto da amiga, ignorando a luzinha da secretária eletrônica.
- , posso entrar? - perguntou batendo na porta do quarto ao lado do seu. Esperou alguns segundos e não obteve resposta, nem mesmo um grunhido ou um berro de "ME DEIXE EM PAZ", nada. O que era estranho até para o sono pesado da amiga.
Delicadamente girou a maçaneta temendo a reação de por estar invadindo o quarto às 4h20 da madrugada, sendo que provavelmente ela estaria de ressaca. Ao abrir o suficiente para seu corpo passar deslizou para dentro, encontrando a janela aberta, a cama feita e nenhum sinal de que ela havia sequer tocado em algo desde que haviam saído. Voltou correndo à sala assim que se lembrou da luzinha, apertou o botão 'play' e não ouviu a voz da amiga, mas sim a voz do chefe dela, ignorando tudo o que ele dizia apenas apagou o recado e decidiu ir para a cama.
Foi para o quarto, trocou de roupa, tirou a maquiagem, checou o celular e não encontrou nem sinal de mensagem, muito menos ligação perdida de .
Antes de dormir ficou um tempo pensando, lembrando do agitado sábado. Desencanada de encontrar a amiga, deixou que outros pensamentos tomassem conta de sua mente. Lembrou-se de quando sentiu aquelas mãos em sua cintura enquanto dançava, de quando conversavam no bar, de quando voltaram para a pista, do primeiro contato dos lábios, de quando saíram e viu aquele carro, de quando o provocou durante o caminho. "Deveria estar mega bêbada, nunca teria coragem para fazer de novo..." pensava, lembrou-se de quando entraram na casa e de todos os toques, provocações, sorrisos, mordidas, beijos e carícias trocadas na cama. "E como fui longe para um primeiro 'encontro', isso é tão coisa da , não se parece comigo", pulou logo para lembrar do quanto ele foi fofo ao convidá-la para se verem logo no dia seguinte.
Sentindo calafrios só de se lembrar dos toques, adormeceu.
Capítulo 3.
"You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough
You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough"
- Alô? - ela se debruçou sobre o corpo para alcançar o celular que tocava insistente. – ‘Tá, sim, sim, já estou a caminho... Isso não é da sua conta, . - ela jogou o celular na cama enquanto terminava de se vestir às pressas.
- Namorado? - perguntou, cruzando os braços atrás da cabeça.
- Pior, meu chefe. - bufou a menina. - Aquela imprestável da minha secretária não deve ter entregado os relatórios.
- Você é estagiária e já tem uma secretária? - rebateu em tom de deboche.
- Não pergunte. - por fim, pegou a bolsa e resgatou seu celular e deu uma última olhada em . Seu chefe ficaria lhe devendo uma. - Eu preciso ir, a gente se vê por aí. - E saiu em disparada para a rua, chamando o primeiro táxi que apareceu.
Chegou ao escritório, depois de uma corrida equilibrada entre parecer apresentável fazendo a maquiagem e ignorando a fome com um chiclete, uma das assistentes de a esperava na porta do elevador. Ela nada disse, apenas começou a andar esperando que fizesse o mesmo. A garota não hesitou, mantinha a bolsa na frente de seu corpo, cobrindo parte de seu modelito que estava, bem, curto demais para um escritório de advocacia.
- Muito bem, - ouviu a voz de assim que se aproximaram da porta. Entraram e ele a encarou diretamente nos olhos, parecendo surpreso. - eu, eu ligo mais tarde. - bateu o telefone no gancho e olhou mortalmente para a secretária que saiu apressada sem dizer uma palavra. revirou os olhos, odiava o jeito com o qual o Sr. tratava seus funcionários.
- O senhor queria me ver? - perguntou sutil. sorriu de canto.
- Belo modelito, . - seu jeito largado enquanto se apoiava sobre a mesa, a calça social preta, a blusa branca aberta nos primeiros botões e o blazer que ressaltava seus ombros largos. Realmente não poderia reclamar do chefe que tinha, porque ele era muito gostoso.
- Ah corta essa , o que você quer? É domingo, por Deus! - a garota explodiu, cansada demais para os joguinhos do chefe. O rapaz apenas riu e deu alguns passos em sua direção.
- , , você sempre tem trabalho a fazer. E é comigo. - no final de sua fala ele já se encontrava a centímetros da menina.
- Oh sim, você deveria me dar um aumento por me fazer trabalhar aos domingos. - a menina sorriu enviesada e o pegou pelas bordas do blazer, puxando-o até sua cadeira executiva e o jogando nela. Apoiou-se na mesa de vidro do advogado e colocou um de seus pés apoiado na cadeira, entre as pernas do garoto que aumentou o sorriso malicioso.
- Mal começou o dia e minha garota já está faminta, assim que eu gosto. - deslizou seus dedos quentes desde o tornozelo de até seu joelho que, devido à sua pressa em se vestir, estava sem a meia calça.
- Chega de falatório. - pressionou o peito do rapaz fazendo com que a cadeira se inclinasse levemente. sorriu a puxando pela mão, assim que sentou-se em seu colo ele rapidamente deslizou seus dedos ágeis por debaixo da blusa xadrez da menina. Os lábios tocaram-se com voracidade, não havia tempo a perder, embora ninguém os fosse interromper. Entretanto, sabia a diferença entre beijar e beijar naquele momento, mais do que nunca. Antes ela acreditava que a luxúria existente entre seu chefe e ela era suficiente para saciá-la, mas naquele momento não era a mesma coisa. Havia algo entre ela e que deixava em um patamar abaixo, bem abaixo.
Sem paciência para dividirem a cadeira, colocou sentada sobre sua mesa e desceu os beijos para o pescoço dela, arrancando-lhe suspiros pesados e sussurros falhos. Ele adorava quando ela inflava seu ego, deixando claro que estava fazendo um bom trabalho. Começou a desabotoar a camiseta de enquanto ela colocava seu chapéu na cabeça dele.
- Meu Deus, , sem sutiã? - disse com a boca deslizando pelos seios da menina, mas tudo o que esta fez foi retrair a expressão. "Merda, esqueci na casa do ." pensou urgente enquanto o chefe continuava descendo seus lábios nada cordiais. - Você sempre me surpreende.
revirou os olhos e virou a cabeça levemente para o lado, mantendo os olhos de esguelha nos movimentos do chefe. Entretanto, seu olhar foi atraído para o canto de sua enorme mesa, onde havia alguns arquivos abertos. Seus olhos se focalizaram e quando deu por si, já estava falando.
- Está defendendo ? - perguntou e o rapaz gemeu em desgosto. Afastou-se da estagiária a olhando nos olhos enquanto apoiava cada uma das mãos ao lado de seu corpo ainda em cima da mesa.
- Sim, por quê? Você o conhece? - pôde notar o ciúmes presente na voz do chefe e se segurou para não bufar. Até onde sabia, não era nada dele além de uma fonte no meio de sua seca.
- Ouvi falar. - deu de ombros.
- Já sei, - sorriu satisfeito. - você quer trabalhar no caso. - sentou-se na cadeira e cruzou os braços.
- Se me deixar, é claro. - sorriu maliciosa começando a abotoar a blusa novamente.
- E por que não? Será minha assistente. - disse autoritário acariciando a coxa totalmente despida da menina que sorriu ainda mais.
- Como quiser, senhor. - levantou-se da mesa e deu-lhe um beijo no melhor estilo "desentupidor de pia", deixando o escritório em seguida. Sabia que todos os olhares pairavam sobre ela, mas não ligava sobre a putaria que acabara de presenciar no escritório do próprio chefe; na verdade, pensava em como seria dali para frente com e , lado a lado. A quem ela não resistiria? Talvez um ménage não fosse tão absurdo assim.
Chamou outro táxi e deu-lhe o endereço de seu apartamento. Deixaria que curtisse seu sutiã lembrando-se da noite anterior, ela tinha mesmo um monte deles, para que se preocupar justo com aquele? Girou as chaves na porta e tirou os sapatos adentrando o apartamento. Ouviu barulhos na cozinha e antes que pudesse correr para o quarto escutou:
- , venha já aqui! - soltou um gemido derrotado e seguiu com os ombros relaxados até a cozinha.
- Sim, mãe. - disse emburrada enquanto observava driblar as panelas no fogão.
chegou de mansinho enquanto segurava uma frigideira ameaçadoramente, a mediu com os olhos e chegou mais perto ainda segurando a panela.
- Obrigada. - disse por fim a abraçando.
- Sai daqui, sua louca! - disse a empurrando e rindo ao mesmo tempo. - Põe essa frigideira no lugar e me conta o porquê do 'obrigada', louca...
- Ainda bem que você me abandonou e eu encontrei... - ela parou por um momento - espera aí, é mesmo, você me abandonou!
- Me poupe , quanto você bebeu ontem? - olhou a amiga, divertida, cruzando os braços enquanto se encostava no batente da porta.
- Eu não bebi nada! - a menina disse histérica arregalando os olhos. - Eu só... ah, deixa para lá. Onde esteve? - balançou a cabeça tirando o foco de si.
- Com um tal de . - disse virando-se e seguindo para o seu quarto. , curiosa, seguiu a amiga.
- Como assim? Quem é ele? - insistiu e soltou um grunhido irritado. Virou-se de frente para a amiga e deu seu sorriso sacana. Sabia que ela ficaria horrorizada em saber e aquilo a divertia.
- Só o cara com quem eu transei noite passada. - deu de ombros e o queixo da amiga só faltou tocar o chão.
- MEU DEUS! - disse boquiaberta. - Bem que ele falou sobre você pensar com a cabeça debaixo... - murmurou.
- Quem falou um absurdo desses? Eu nem tenho cabeça de baixo. - disse sarcástica olhando para as pernas.
- Ha-ha conta logo vai, como ele era? - perguntou sentando na cama da amiga.
- Não tente esconder, - se olhava no espelho enquanto prendia o cabelo em um rabo alto. - quem você encontrou lá? - olhou através do espelho, o que fez de seu olhar muito mais acusador do que realmente era.
- Pára de mudar de assunto, pode contar... - respondeu devolvendo o olhar.
- Ok, mas depois você não me escapa. - disse ela finalmente se virando e indo se sentar de frente para a amiga. - Eu o conheci no bar da boate, a gente foi para a casa dele, ele estava bêbado, aí fiz aqueles sucos anti-ressaca sabe? Então, ele vomitou, ficou melhor, a gente começou a se agarrar e acabamos na cama dele. O resto você já sabe. - deu um tapinha na amiga que não parava de rir. - Mas e você, dona certinha, sei que também se divertiu noite passada, já que nem me ligou!
- Não acredito... - ela começou rindo - você deu aquela gororoba para ele?! E o mais incrível, - se recompôs e continuou - AINDA ASSIM terminou na cama dele?! Inacreditável!
- Você também terminaria, não negue! - fez bico. - Ele é bom no que faz.
- Não sou como você, zinha - mostrou a língua. – Ele, o suco anti-ressaca, ou o... o... como é o nome dele mesmo?
- . - revirou os olhos. - É claro que ele, né, mulher?! Agora chega de falar de mim, vamos falar da SUA noite.
- Qual parte de você ter me abandonado nas mãos de um estranho nem tão estranho, mas muito bonito e rico... - parou e começou a pensar nas características do garoto - E antes que me pergunte, não, nós não transamos... Não que eu não tenha tentado...
sentia sua expressão se surpreender a cada segundo que a amiga falava, cada vez mais confusa. Um sorriso brotava em seus lábios e ela conseguia sentir um grito histérico querer sair do fundo de sua garganta. O que havia feito afinal?
- ? Eu não acredito! Justo ele que parecia ter mais salvação do que você. - a garota soltou de uma vez fazendo cara de falsa reprovação. - E, oh meu Deus, você tentou transar com ele! Onde estava a sua dignidade naquele momento ?
- C-como você sabe que foi ele? - abriu ao máximo os olhos - E não fale da minha dignidade, por favor, a não ser que queira que eu me arrependa cada segundo de cada movimento, er, meu e dele.
- Está escrito na sua cara amiga, eu sabia que você não chegaria a esse ponto se não fosse com ele. - disse como se fosse óbvio. - E você não se arrepende, também demonstra isso. - apontou o dedo no meio do rosto da amiga que ficou até vesga seguindo onde ela apontava. - Agora, deixe o passado para trás, hoje é domingo e está na hora de descansarmos antes de retomarmos nossas vidas normais.
- Ah é, ligou aqui em casa, o que ele queria? - levantou-se, mas antes de sair do quarto, se lembrou.
- Uma rapidinha no escritório, como sempre. - revirou os olhos e viu a cara de assustada da amiga. - Não me olhe desse jeito, eu sei o quanto sou depravada por fazer isso, mas consegui algo melhor do que sexo dessa vez. - sorriu de canto.
- E o que foi? - demonstrou-se impaciente.
- Bom, digamos que eu consegui conciliar e em um só lugar. - soltou um risinho debochado.
- Tenho medo de você às vezes... - disse olhando a cara de diversão da amiga. - E eu não sei você, mas sei que seu querido chefe não é otário para cair nessa de "conciliar" os dois, e imagino que esse tal também não seja...
- Aguarde e verá. - dito isso, trancou-se no banheiro para um banho relaxante. Ela definitivamente precisava disso. , por sua vez, voltou à cozinha absorta em pensamentos. fingiria que nada havia acontecido na segunda-feira?
"É lógico que não, , quer dizer, ele já te chamou para sair, isso significa alguma coisa, certo?!" ficou um tempo mentalizando e imaginando as atitudes de no dia seguinte, por fim decidiu que seria mais inteligente perguntar à .
Assim que fritou duas omeletes de queijo subiu para chamar a amiga e a encontrou de pijamas e cabelos pingando, com o olhar perdido em um ponto fixo da parede do cômodo.
- Ainda pensando no -da-noite-passada ou ‘tá concentrada assim por causa do seu querido chefinho? - perguntou entrando sem pedir permissão.
- Na verdade não, - a menina sorriu olhando a amiga. - esqueci meu sutiã na casa do , sabe como é. Um dos meus preferidos. - deu de ombros.
- Não sei o que é mais estranho, você não ter se lembrado de pegar o seu sutiã preferido ou estar pensando nele enquanto poderia estar pensando na pessoa que está com ele... - comentou olhando para as unhas.
- Culpa do , ele me ligou às pressas para ir ao escritório, fui até sem meia calça. - bufou. - E não faz o tipo pegador, só ficamos porque ele estava bêbado. - Olhou a amiga que arqueara a sobrancelha descrente. - Tudo bem, talvez ele seja um problema, está o defendendo em algum processo e me chamou para ser sua assistente.
- Essas coisas só acontecem com você mesmo, viu... e , unindo o útil ao agradável... Puta sorte a sua, vaca. - lançou um olhar divertido à amiga.
- Não é unir o útil ao agradável, é unir o sexy ao conveniente. - disse, mas depois franziu a testa. - Ok, esqueça o que eu disse.
- Prefiro quando você 'tá bêbada... - disse dando-lhe as costas - Ahn, fica aí pensando enquanto eu devoro sua omelete...
- Como quiser. - deitou-se na cama e lá permaneceu.
- Não, é sério, você não vem mesmo? Tipo assim, eu vou mesmo comer sua omelete! - ameaçou com um brilho nos olhos.
- Come logo sua gulosa. - murmurou a garota quase adormecida.
Fechou a porta e foi para a cozinha, lá devorou as duas omeletes, lavou a louça e se jogou no sofá na sala, ligou a TV e ficou zapeando os canais, parou, como sempre, em um que passava a previsão do tempo.
"O tempo deve permanecer instável com pancadas de chuva à tarde e..."
- Como sempre... - disse bufando.
E então rapidamente seus olhos foram parar no canto direito superior da tela onde o relógio do canal indicava 15h28. Abriu ao máximo os olhos e tacou o controle longe, saiu correndo e bateu a porta do quarto sem nem ao menos acordar .
Tirou as roupas do corpo e jogou em qualquer lugar, se tacou dentro do chuveiro frio e ficou lá um tempo. Saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cabeça e outra no corpo, e então começou a demorada busca por uma roupa decente.
"Por favor, algo que não seja muito 'dia' nem muito 'noite'" pensou jogando várias camisetas e vestidinhos no chão, parou por um minuto e olhou para as roupas na cama, no chão e no armário. "Não tenho tão pouca roupa assim..." e lembrou-se do dia anterior e da semana corrida, não tivera tempo nem mesmo para ligar a máquina de lavar. "Merda."
Sem pensar duas vezes invadiu o quarto da amiga que dormia pacificamente, abriu o armário mesmo sabendo que a amiga não vestia o mesmo número que ela e começou a fuçar ali.
Encontrou uma blusa cinza que mais parecia um camisetão, com bicos que apontavam quase na metade de sua coxa e, para combinar, um sobretudo preto com gola de pele sintética. Também optou por pegar um par de botas pretas, as quais tinham os botões combinando com os do casaco. Agora só faltava a skinny jeans que ela havia deixado em seu quarto. Estava perfeito.
Vestiu-se em minutos, olhou no relógio e lá indicava 16h33. "O que está acontecendo com o tempo hoje?!" pensou assustada por ter perdido tanto tempo procurando alguma roupa. Entrou no banheiro novamente e começou a secar o cabelo, se xingava mentalmente a cada segundo por não deixá-lo da maneira que queria, mas no final o resultado ficou melhor do que esperava. Pegou o tubinho de corretivo e começou a se maquiar, passou um primer, uma base, um blush leve, pois ficaria com as bochechas coradas pelo frio de qualquer maneira, o indispensável delineador na parte superior dos olhos, o rímel e o gloss clarinho, tudo bem básico para parecer o mais natural possível.
Quando saiu do banheiro o relógio gritava 17h07. Correu para a sala e conferiu o estado interior da grande bolsa cinza que sempre carregava, agora estava pronta, não faltava nada. Pegou o celular e viu duas mensagens. A primeira dizia:
"Acabo de chegar, pontual como um bom inglês." ela sorriu, mas logo fechou a cara ao ver o horário da mensagem: 16h58. Abriu a segunda mensagem, que também era dele:
"Mulheres, sempre atrasadas... x" novamente olhou o horário: 17h05
Olhou pela janela do apartamento e lá estava, a BMW a esperando, com o motor no frio, e o dono, um inglês pontual, lá dentro. Até cogitou a idéia de ficar com dó e então lembrou que aquilo não fazia o menor sentido e saiu correndo, tendo sorte de pegar o elevador que estava no andar de cima.
Olhou para o espelho no elevador e fez algumas caretas ao arrumar o cabelo. O elevador parou e ela desejou ao seu próprio reflexo ‘boa sorte’ se sentindo boba depois. Saiu do hall do prédio e logo que ultrapassou o portão de ferro, ele saiu do carro. Primeiro pensou como era sortuda, depois não pensou em nada, sua mente ficou vazia ao retribuir o ‘oi’.
Ele lentamente a puxou pela nuca e ela sentiu o hálito de menta quando ele disse.
- Você é sempre linda assim ou é só porque eu tenho um carro mesmo? – brincou e depois deu-lhe um beijo.
- Melhor a gente ir logo para o shopping. – disse se separando dele.
- Já fui, mas ainda tenho que te levar a um lugar. – deu uma piscadinha e entrou no carro. Ela deu a volta e sentou-se no lugar do passageiro. – Pega aí atrás a sacola e não faça nenhuma pergunta.
Ele deu a partida no carro e se concentrou na rua enquanto ela abria a sacola e o sorriso desaparecia do rosto.
Capítulo 4.
- Pode me explicar o que isto aqui significa e... MEU DEUS, - ela disse séria - isso aqui custou uma nota!
- Ei, me dá isso, não era para você ter visto o comprovante do cartão. - ele disse ao parar em um semáforo.
- Ah qual é . Você precisava da minha ajuda para escolher isso? A meu ver parece que você arranjou alguém com um gosto mil vezes melhor que o meu. - ela disse colocando a sacola no banco traseiro.
- Eu precisava sim da sua ajuda. Mas ontem eu tive que comprar um presentinho para os meus pais e bom, ‘tava na vitrine. Só achei que você fosse gostar... - ele disse fazendo bico.
- Tira esse bico, seu bobo... - ela o imitou. - eu adorei, e tenho certeza de que quem ganhar vai gostar também.
- Bom, bom saber. - disse voltando a se concentrar na rua. - Achei que você diria que é um presente exagerado...
- Não deixa de ser, mas quero ver alguém que ganhar uma coisa dessas reclamar. - ela risse rindo.
***
Can call all you want, but there's no one home
And you're not gonna reach my telephone
Out in the club and I'm sipping that bub
And you're not gonna reach my telephone
acordou com o celular vibrando e tocando, amaldiçoou mentalmente a pessoa que a atormentava e estava quase xingando a pessoa quando a voz de sua mãe saiu do aparelho.
- Sabe que dia é hoje? - foi a primeira pergunta.
- Domingo. - respondeu ainda sonolenta.
- Sabe que dia foi ontem? - sua mãe não estava feliz.
- Sábado? - respondeu com certa ironia.
- E por que raios você não dá notícias há mais de DOIS meses? - perguntou brava.
"Começa com as fáceis e depois vem com essas..." pensava enquanto sua mãe explicava o quão preocupados ela e seu pai ficavam, depois de deixá-los para morar com uma amiga longe deles, como sentiam faltas dos telefonemas de todas as semanas como no começo, e tudo aquilo que uma mãe coruja adorava dizer.
- Mãe, relaxa, eu ‘to bem, a ‘tá bem, eu ando muito ocupada, só isso! - se defendeu.
- A me garantiu que você não estava sobrecarregada de trabalho, filha a gente só quer seu bem. - a ladainha de sempre.
- A diz essas coisas para não te deixar preocupada, mas dessa vez não deixa de ser verdade, só que o pouco tempo que não estou trabalhando, estou me divertindo. - sua mãe exclamou algo como 'não acredito!' e ela continuou ignorando-a. - Sinceramente, estou na flor da juventude e preciso de um tempo só para mim, entende? Você foi assim que eu sei.
Sua mãe se calou e, por segundos, se arrependeu do que havia dito.
- Está certa, me desculpe filha. - podia sentir que sua mãe estava sentida, mas sendo verdadeira. - Eu só, ah filha, ficamos preocupados, você sabe como seus pais são corujas...
- Eu sei mamãe, eu sei que vocês se preocupam comigo, mas, olha, eu estou bem, eu garanto. - ela sorriu. - E se algo de ruim acontecesse vocês saberiam no mesmo instante. Pode deixar mãe, se eu não te mantiver informada tenha certeza de que a fará, fofoqueira... - sussurrou a última palavra e sua mãe não ouviu.
- Certo, se cuide, beijos.
- Beijos.
Desligou o celular e percebeu como já estava tarde, o visor brilhava os números 17h30. Tinha certeza de que tinha saído, então decidiu fazer algo útil.
- Você é sempre tão quieta? - perguntou enquanto dirigia.
- Não sei o que falar. - ele gargalhou e ela sorriu em troca. - Aonde vamos?
- Achei que não fosse perguntar nunca. - ele disse divertido. - Um lugar que você vai adorar.
- Iiiih, que metido, acha que sabe até o que eu vou ou não gostar. - ela brincou rindo.
- Sei mesmo, você é previsível demais. - ela o encarou sério. - É brincadeira, bobinha... Vamos, coloque sua bolsa no ombro que nós já estamos chegando.
- , essa é a sua casa por um acaso? - perguntou.
- Não. A casa é dos meus pais. - ela gelou.
- Não precisa fazer essa cara de medo... - ele fez carinho na perna dela. - Eles são normais, acredite.
Ela soltou uma risada ainda tensa e, antes de sair do carro, a puxou e a beijou segurando firmemente na lateral de seu rosto.
- Só relaxa... - ele sussurrou.
- Não sabe como eu 'to tentando - disse ajeitando a blusa para parecer apresentável. - Vamos encarar isso logo, de uma vez!
- Não gosta dos meus pais hein? Descobri seu ponto fraco. - ele disse prendendo o riso.
- Não é isso, só não quero passar muito tempo com eles, vai que eu acabo me acostumando e eles também, depois vai ser uma confusão. - terminou com um selinho.
- Vamos.
Deixaram o carro na frente da casa e entraram de mãos dadas. tentava ao máximo aparentar não estar assustada pela visita repentina, mas não obteve muito sucesso. percebia isso e segurava firme sua mão, tentando, no mínimo, dizer que ela estava com ele e passando segurança.
- Até que enfim veio nos visitar! - o pai vestia um moletom e um suéter cinza. - E trouxe alguém, seja muito bem-vinda, querida! - disse festivo. - É um prazer. - o senhor disse apertando com firmeza a mão da menina.
- O prazer é todo meu, senhor. - ela retribuiu sorrindo.
- Passei só para deixar isso aqui para o senhor. - lhe entregou uma caixinha preta, tirando-a de dentro da sacola - E onde está dona Emma?
- Na sala, vendo a novela, como sempre.- respondeu alegre. Os três se dirigiram até a sala de estar onde uma senhora, muito bem conservada diga-se de passagem, estava sentada segurando o controle remoto.
- HARRY! - ela berrou ao vê-lo.
- Mamãe, passei apenas para lhe deixar isto. - e entregou-lhe a outra caixinha do mesmo tamanho que dera a seu pai.
- Obrigada, filho, não precisava. - ela disse abraçando-o e vendo a garota bem atrás. - Mas onde estão seus modos, ?! Muito prazer, Emma, mãe dele como percebeu.
- O prazer é todo meu, senhora, . - apertou sua mão igualmente como fizera com o senhor. A Sra. manteve um sorriso também.
- Estamos indo, outro dia passo aqui com mais calma. - o garoto explicou. - Espero que gostem do relógio e do pingente.
- , como você é estraga prazeres... nem me deixou adivinhar! - sua mãe brincou. - Adoramos, obrigada filho.
- Certo, certo. Aproveitem o resto do fim de semana. - acenaram quando os dois já estavam porta afora.
Entraram no carro e, quando deu a partida, ele provocou.
- Não foi tão ruim, não é?
- Achei que eles seriam muito piores comigo. - ela respondeu aliviada.
Ele riu e continuou dirigindo.
- Aonde está me levando agora? - ela perguntou curiosa.
- Agora sim, minha casa. - respondeu com um sorriso.
Ela retribuiu, mas não deixou de se lembrar da última vez, ou seja, no dia anterior, quando haviam sido interrompidos antes que ela fizesse algo de que pudesse futuramente se arrepender, o que duvidava. Cerca de 20 minutos depois eles estavam na casa de , saíram do carro e logo que ele abriu a porta e deu passagem para ela entrar, sussurrou por trás, em seu ouvido.
- Sabia que hoje todos foram viajar? - ela tremeu e ele se distanciou dela perguntando. - Quer um chá? Água? Cerveja? Refrigerante? ?
- Não, eu 'to bem assim... - respondeu provocante.
- Nem mesmo a última opção? Garanto que é a melhor... - disse chegando perto.
- Hm, vou pensar... - respondeu com um sorriso sacana.
Sem outra palavra, partiu para cima dele com um beijo. As bocas se movimentavam com certa urgência, as línguas se encontravam na necessidade do contato entre elas. As mãos dela puxavam o cabelo da nuca dele enquanto as dele passeavam por cima da blusa dela.
- Esse barulhinho de tecido me irrita. - comentou ele com o sorriso malicioso.
Rapidamente ela abriu os botões e se livrou do sobretudo enquanto ele já havia tirado a jaqueta e a camiseta que usava.
- Estraga prazeres. - ela disse beijando-o novamente com mais intensidade.
passava as unhas pelas costas e voltava à barriga dele que imediatamente se contraía quando ela chegava perto da borda da cueca. Ele comandava os passos, a empurrando gentilmente até o sofá de três lugares; assim que ele a sentou no sofá, pressionou sutilmente ambos os ombros dela para que a garota deitasse e ele prestasse atenção ao resto de seu corpo. Mas levantou à procura do contato com a boca do outro e ele pressionou com um pouco mais de força seus ombros até que ela se deitasse novamente.
Quando passou as mãos geladas por dentro de sua blusa ela contraiu na hora sua barriga e soltou um gemido baixo seguido de um suspiro, ele logo tratou de acabar com aquilo e ela arqueou as costas para facilitar a passagem da peça que agora estava no chão da sala; aproveitando as costas arqueadas da menina ele soltou seu sutiã rapidamente com dois dedos.
- Hm, quanta... aw, prática... - disse entre gemidos.
- Sou melhor em... outras coisas... - respondeu com um sorriso malicioso e uma sobrancelha levantada.
Ela não teve tempo de responder e logo já estava descendo seus beijos para seu colo e seus seios, ele sugava e dava mordidinhas em um enquanto massageava o outro e brincava com o bico, depois trocando. Passou a descer os beijos e as mordidinhas para a barriga dela e logo abaixo do umbigo, se deteve no cós da calça jeans que suas mãos rapidamente abriram e empurraram para baixo e ela, com ajuda dos pés, a jogou no chão. Ele voltou a atenção para onde havia parado, mas pulou para a coxa dela e, enquanto suas mãos agarravam sua bunda, ele se concentrava em trabalhar na parte interna da perna, perto da virilha. Ele puxou com os dentes e a ajuda da mão direita a calcinha e a jogou no chão, afastou as pernas dela e depositou vários beijos, mordidinhas leves em sua intimidade, logo depois passou a brincar com seu clitóris com a língua. arqueava o corpo e segurava com força no encosto e na almofada do sofá onde apoiava a cabeça, gemia constantemente o nome dele e arfava ofegante.
De repente ele parou, e subiu os beijos para a boca dela, antes que pudesse reclamar ele a penetrou com dois dedos e começou a fazer movimentos de vai e vem, ela, de boca aberta, não se continha com tanto prazer e gemia alto.
- Para, ... - ela o alertou.
Mas ele a ignorou com um sorriso e passou a brincar com os seios dela enquanto sua mão trabalhava freneticamente em seu órgão. Poucos minutos depois e ela gozava em sua mão.
- Hm... você fica com um cheiro delicioso... - ele disse cheirando seu pescoço.
- Sabia que... - ele a encarou nos olhos, aqueles olhos azuis a encarando.
- Que...? - ele incentivou com um sorriso.
- Tem algo de muito sexy em eu estar nesse estado e você aí, ainda de calça jeans. - ela disse com os olhos negros de desejo. - Mas vamos dar um jeito de acabar com isso...
Ela se esquivou de baixo dele e catou sua camiseta, a vestindo como um vestido. Ele se levantou e foi atrás dela, assim que ela passou a camiseta pelo corpo, a pegou no colo.
- Você precisa de um banho... - ele sussurrou e ela apenas riu.
Segurando com um braço debaixo de seus joelhos e com outro suas costas, a levou até o banheiro sem muito esforço. A depositou no chão do box e ligou o chuveiro, tirou rapidamente o jeans e a boxer e se jogou debaixo d'água colando os corpos. A beijou avidamente e a puxou para seu colo, ela deu um impulso e enroscou as pernas em sua cintura, ele não perdeu tempo e a prensou na parede a penetrando de uma vez.
soltava gemidos em sua orelha toda vez que ele a penetrava. tentava se manter de pé na água e lúcido o suficiente para o ato, a cada investida ele tremia com os gemidos dela e gemia em seu ouvido também. Não passou muito tempo e eles atingiram o orgasmo. Ele beijou sua nuca e se separou dela.
- O que você pensa que 'tá fazendo? - a menina disse quando o viu pegar a esponja e enchê-la de sabonete líquido.
- Eu te disse, você precisa de um banho... - apenas respondeu com o sorriso safado.
Ele deslizava a esponja suavemente sobre a pele dela e vez ou outra fingia ensaboar suas costas apenas para agarrá-la e beijá-la. Ela repetiu o processo nele e depois de devidamente enxaguados entregou-lhe uma toalha e ela se enrolou enquanto ele enrolou uma em sua própria cintura.
Repetindo coisas como "adoro sua pele", "você é linda" e respostas como "pare com essas coisas" ambos se deitaram na cama de solteiro dele depois dele a entregar uma boxer e uma camiseta, enquanto ele se vestia apenas com uma cueca. Rapidamente adormeceram de conchinha.
abriu os olhos no dia seguinte se sentindo perdida como sempre. Olhou para o lado, mas ele não estava lá, se levantou lembrando-se da noite passada com um sorriso bobo e sentou-se na cama olhando em volta o quarto, agora iluminado, por poucos raios de sol que entravam pela janela. Foi até o banheiro e escovou os dentes com pasta de dente no dedo, lavou o rosto e saiu do quarto. O encontrou na cozinha apoiado no balcão.
- Ah acordou é? - disse dando-lhe um selinho - Bom dia...
- Bom dia! - respondeu animada. - Que horas são?
- 11h30. - ele olhou a face inexpressiva dela e completou. - Não se preocupe estará em casa antes do almoço.
- Estava mais pensando no que estamos fazendo parados aqui. - perguntou com um sorriso.
- Na verdade eu vim procurar suas roupas e aí fiquei pensando no que comeríamos. - ele respondeu feliz.
- Você eu não sei, mas acho melhor eu ir para casa agora... - ele fez bico.
- Hoje é segunda-feira, sua amiga vai trabalhar, não precisa chegar tão cedo, certo?
- É, mas aposto que logo seu amigo estará por aqui... - obteve uma negação com a cabeça em resposta. - Mesmo assim, é melhor eu ir...
olhou para ela e a beijou. Bem mais calmamente do que na noite anterior, ela entrelaçou os braços em seu pescoço e ficou entre ele e a bancada, as bocas unidas e as línguas estavam calmas, aproveitando um ao outro, até ela morder seu lábio inferior e cortar o beijo.
- Vou procurar minhas roupas.
- Estão em cima da pia do banheiro, te espero no carro. - finalizou com um selinho. andou até o banheiro, se vestiu e foi direto para o carro do lado de fora. abriu a porta para ela como das outras vezes e depois deu a volta para entrar no lugar do motorista. Engataram uma curta conversa sobre tudo e nada ao mesmo tempo e logo estavam na frente do prédio da garota.
- Até amanhã... no campus. - ele disse com aquele sorriso.
- Até... - ela o beijou e depois saiu do carro passando pelo portão e ouvindo o motor dele se afastar.
"That boy is a monster
M-M-M-Monster
That boy is a monster
M-M-M-Monster
That boy is a monster
Er-er-er-er"
ouviu seu celular tocar e se deu conta de que já era outro dia e o sol já estava nascendo. Bufou pegando o aparelho e viu que era uma mensagem... do seu chefe.
"Reunião com o às 8hrs. Quero você aqui. Beijos, ."
Seus olhos reviraram então olhou o relógio do celular. 7h30. Ah, que ótimo! Pulou da cama sentindo-se um pouco zonza e com uma dor de cabeça absurda, seguiu para o banheiro e tomou um rápido banho, saiu com o cabelo já penteado e a maquiagem feita. Agradecia mentalmente por tê-lo lavado no dia anterior.
Abriu o guarda-roupa e pegou a primeira combinação que viu pela frente. Uma saia preta de cintura alta com um zíper lateral, uma blusa branca listrada de mangas curtas e, próximo à gola da blusa, um laço grande preto. Jogou um sobretudo bege e nos pés scarpins pretos. Pegou a bolsa branca e saiu apressada do apartamento, chamando o táxi que passava por ali naquele instante.
Estava prestes a estar na mesma sala de dois dos seus maiores problemas: e . Assim que as portas do elevador se abriram, todos os olhares se dirigiram à ela, mas não que isso a incomodasse, pelo contrário, já havia se acostumado a receber olhares tortos.
Deixou a bolsa com sua secretária que gentilmente havia lhe estendido seu caderno de anotações, o qual ela agradeceu com um sorriso e seguiu para a sala com portas de vidro jateado. Respirou fundo antes de entrar e ficou infeliz ao saber que era a última. e a olharam. Mas eram olhares diferentes, enquanto o Sr. a olhava com satisfação, luxúria, parecia surpreso em vê-la.
- Bom dia. - disse com a voz quase inaudível. Andou apressada até a cadeira vaga, ao lado esquerdo de , que estava na ponta da larga mesa de reuniões e sentou-se, cruzando as pernas. O silêncio ainda pairava entre os dois rapazes, deixando-a ainda mais nervosa.
- Bom dia . - pronunciou-se, aproximando-se de . Apoiou sua mão direita sobre a coxa da menina, próximo à virilha e beijou-lhe o rosto, fingindo escorregar, e depositando os lábios próximos ao seu ouvido. , que estava com a mão direita movimentando impaciente seu brinco, olhou diretamente para que franziu o cenho parecendo atordoado.
voltou a se sentar corretamente com um sorriso vitorioso. Estava claro que ele queria provar que ele estava no comando e, pior, que ele a possuía.
- Pois bem ... - começou a falar como se nada houvesse acontecido. balançou a cabeça afastando os acontecimentos assim como e todos finalmente puderam se focar na reunião. Ou pelo menos era o que fingiam fazer.
Capítulo 5.
- Muito bem, nos vemos no tribunal em dois dias. - apertou a mão de e os dois se despediram. terminou de ajuntar as suas coisas e, quando passou atrás de , para seguir à porta, o mesmo a segurou fortemente pelo pulso.
- Achei que você fosse diferente. - disse o rapaz com os dentes trincados.
- O que disse? - virou-se e o rapaz se levantou, parecendo inquieto.
- Eu vi, não tente esconder. Quando seu chefe te ligou eu achei que ele fosse um carrasco com você, mas agora estou entendendo tudo. - passou a mão pelo cabelo desgrenhado, o desajeitando ainda mais.
- Eu não sei do que você está falando. - arqueou uma das sobrancelhas confusa.
- Você é igualzinha à todas as outras, a estagiária que faz de tudo para ficar no emprego, inclusive ser a putinha do chefe.
- Cala a boca! Você não sabe o que está dizendo. - se alterou apontando para .
- Não sei? Ah por favor, poupe-me, eu vi a troca de carinhos e olhares entre vocês, não diga que isso foi ilusão. - despejou e ficou em silêncio. - Eu achei que você fosse diferente , mas o que vi aqui, hoje, já disse muito a seu respeito.
- É? O que você descobriu? - rebateu a menina, ainda mantendo-se na defensiva.
- Que você não passa de uma vagabunda, menina dos olhos do seu chefe. Vai lá, vai correndo atrás dele, tenho certeza de como ele fica feliz e te dá um aumento toda vez que você paga um boquete, não é isso?
- , o que está dizendo? - sua voz vacilou um pouco, o nó na garganta se formou de imediato. Quem era aquele rapaz parado em frente a ela? Com certeza não era o mesmo que havia conhecido há dois dias. Não, ele nunca a trataria mal daquele jeito.
- É isso que você ouviu . Bem, se me der licença, preciso ir, talvez eu esbarre com uma mulher de verdade ao sair daqui, quem sabe. - pegou o paletó que estava pendurado na cadeira e saiu rapidamente da sala deixando uma assustada e confusa para trás.
A menina fungou levemente e tentou parecer composta para sair da sala, embora suas pernas vacilassem a cada passo. Precisava tirar o dia de folga, sua manhã já havia sido bem tensa.
- ? - abriu a porta do escritório do chefe receosa.
- Entre. - o rapaz disse um pouco animado e a menina rapidamente o fez.
- Posso tirar o dia de folga? Não estou me sentindo muito bem. - ela disse pausadamente, de modo a impedir que a voz de choro transparecesse. olhou sua assistente, apreensivo, dava para ver que havia algo realmente errado com ela.
- Claro linda, me ligue se precisar de alguma coisa, está bem? - ele levantou-se de sua cadeira e acariciou o braço de que concordou em silêncio, beijou-lhe a testa levemente suada e depois a menina deixou a sala cabisbaixa.
Correu até seu escritório e resgatou a bolsa o mais rápido que pôde, precisava sair urgentemente daquele prédio, ninguém poderia vê-la se desmanchar em lágrimas, como estava prestes a fazer. Entregou o crachá na portaria e chamou o primeiro táxi que seus olhos marejados puderam focalizar. Entrou e disse ao motorista o endereço já sem esconder a voz de choro e instável, encostou-se abruptamente contra o encosto do banco e passou a observar a paisagem ao seu redor.
“You think I'm pretty without any makeup on,
You think I'm funny when I tell the punch line wrong,
I know you get me so I let my walls come down, down”
"Teenage Dream" tocava na radio, fazendo apenas com que abafasse os soluços com a mão, sentindo-se a pessoa mais suja e promíscua da Terra. As palavras de ainda ecoavam em sua cabeça, fazendo com que ela apenas se sentisse pior e pior.
Deu o dinheiro ao motorista, balbuciando que ficasse com o troco e saltou do carro o mais rápido possível, passou correndo pela portaria, não queria ver ninguém. Subiu no elevador, por sorte, vazio. Girou as chaves, embora estivesse com as mãos trêmulas e adentrou o apartamento rapidamente, deixou os sapatos no hall e a bolsa no chão e correu para a cozinha.
De um dos armários tirou uma garrafa de uísque e pegou um copo, serviu-se e virou tudo em um só gole. Respirou fundo enquanto sentia a bebida queimar garganta abaixo, empurrando o nó que a sufocava, junto, para o estômago. Virou-se de costas para a pia e deixou que seus pés escorregassem no chão, até se sentar nele, com as costas encostadas no armário.
Virou mais uma dose, fungando, enquanto ainda tentava controlar o choro. Qual era o seu problema afinal? Em um acesso de raiva, arremessou o copo de vidro contra a parede oposta à que estava, fazendo com que vários pedaços quicassem pela cozinha. Enroscou os dedos frios e suados no cabelo e dobrou os joelhos, escondendo seu rosto ali.
- O que aconteceu? - ouviu uma voz familiar, mas não se deu ao trabalho de levantar o rosto. - , o que foi? - duas mãos a consolaram, a abraçando delicadamente pelo ombro. levantou o queixo da amiga, dando de cara com aos prantos, de maquiagem totalmente borrada.
- Eu sou uma puta. - murmurou a jovem, comprimindo o rosto novamente.
- Não é não, - a abraçou, mas ela continuou a chorar. - quem disse um absurdo desses?
- O-O . - soluçou a menina.
- Quem é esse? Ah sim, o cara da boate. - bateu na própria testa, sabia que seus lapsos de memória não seriam muito úteis naquele momento. - , você o conheceu sábado, como pode acreditar em tudo o que ele diz? Ele nem te conhece! - separou-se para poder olhar a amiga nos olhos.
- Mas, mas é verdade . - choramingou ela.
- Sabe o que é verdade? - a menina disse determinada, negou com a cabeça. - Verdade é que você vai parar de chorar agora, - limpou o rastro preto de delineador que as lágrimas haviam feito no rosto de . - vai tomar um banho, se acalmar e me contar toda essa história direito, tá bom? - passou firmeza e sacudiu a amiga.
- Ok. - concordou baixinho. sorriu aliviada, ajudou a se levantar e a não pisar nos cacos de vidro espalhados pela cozinha, levou-a para seu quarto e deixou que a menina tomasse banho, enquanto lidaria com a sujeira na cozinha.
Começou pelos cacos espalhados no chão, não era lá a melhor no quesito limpeza, mas minutos mais tarde tudo estava como antes, tirando o fato de que agora faltava um copo no armário e o uísque devidamente posto em seu lugar. Sentou-se na bancada da cozinha, como sempre fazia mecanicamente, e teve altos pensamentos desde a substituição dos copos de vidro pelos de plástico até pensamentos sobre aonde teria ela e principalmente amarrado seu burrinho.
Demorou certo tempo para perceber que não havia descido; se dirigiu ao quarto da amiga encostando-se à porta e nem sinal de chuveiro ligado ou de alma viva ali, abriu a porta e encontrou a amiga de cabelos molhados e roupas largas jogada toda torta e encolhida, dormindo na cama. Murmurou um 'preguiçosa' e a cobriu, fechando cautelosamente a porta e se retirou para a sala.
Seria mentira dizer que não ficou pensando na noite anterior, mas também seria mentira dizer que só pensava nisso. estava realmente preocupada com a amiga, quando estava passando os canais da TV se deparou com o seriado Law & Order e não somente pela formação em Direito da amiga que se aproximava, mas principalmente porque amava aquela série, parou no canal e vagava os olhos pela cena com os pensamentos na amiga. Ela chegara a beber consideravelmente e a ter um acesso de fúria por causa de simples palavras de um estranho que conhecera em uma noite por aí.
Sem nem ter entendido uma palavra do que os personagens diziam, desligou a televisão e se dirigiu à cozinha a fim de fazer um chá e relaxar a cabeça. Pegou a caneca e foi para seu quarto, terminou de virar o líquido quente e ficou na frente do notebook pensando em nada.
Acordou com a bochecha marcada pelas teclas do computador e com o mesmo desligado, esfregou a face sem sucesso e ainda sonolenta olhou para o relógio constando que eram apenas 14h46, prendeu o cabelo de qualquer jeito e foi para a cozinha.
Encontrou a amiga praticamente dentro dos armários e sem que ela percebesse chegou perto e berrou.
- AH MEU DEUS QUE BARATA NOJENTA!
bateu a cabeça com força na porta do armário e se desequilibrou, logo conseguindo pular para cima de um banco, gaguejando.
- E-ela ‘tava perto de mim?
- Relaxa, só queria ver o porquê de tanta cautela... nem foi me acordar, eu ‘tava curiosa... - mostrou a língua.
- Puta que pariu, . - respondeu descendo do banquinho. - Só subi nessa coisa porque me assustei com seu berro e nem era verdade, te catar garota.
- Tá, tá, chega de bebida para você, vem aqui...
- Que bebida o quê?! - a interrompeu bruscamente - Quero só uma aspirina, criatura.
- Ahhn, ‘tá aqui olha... - a amiga disse apontando para a cartela de comprimidos dentro da fruteira vazia.
- Você e seus lugares estranhos... Que seja... - falou engolindo um comprimido e bebendo água.
- Você anda bem fraquinha...
- Fraquinha? Vai lá ouvir as coisas que eu ouvi, chorar toda água do seu corpo, tentar se embebedar e o pior: ser interrompida enquanto tenta. - deu as costas e se jogou no sofá da sala.
- , relaxa... - falou em um tom alarmado - Você sabe que tanto eu como você já ficamos pior por muito menos bebida...
- Não achei que você fosse lembrar... - disse rindo um pouco.
- Mas então, agora vamos à parte difícil, me conte... - sentou-se no sofá ao lado da amiga, confortável para ouvir.
- Bem, você se lembra do cara que eu conheci na boate e te contei né, o ? A gente mal se conheceu e transou na primeira noite e tal. Só que, também já te contei que ele é um dos clientes do , certo?
- Sim, você até estava toda animada com esse lance de colocar os dois na mesma sala. - disse animada, mas sorriu fraco.
- Hoje foi a nossa primeira reunião juntos, e você sabe o quanto o é descarado e possessivo. - a amiga concordou levemente. - Pois bem, ele fez isso na frente do e então ele disse várias coisas horríveis para mim. Não vou negar que transo com o meu chefe, mas isso não dá o direito a ele de dizer essas barbaridades para mim.
- Não mesmo. - mais uma vez concordou.
- Então ele começou a dizer que eu era como todas as outras, que o deveria ficar feliz em me dar um aumento cada vez que eu fazia um boquete nele. - a garota soluçou. - Resumidamente, ele me chamou de vagabunda.
- Isso só mostra que ele já saiu com outras para poder ter esse parâmetro de comparação. - a mais velha concluiu arrancando um riso tímido da amiga. - Sério , não fique triste, as palavras dele não têm fundamento e ele ainda vai se arrepender de tê-la tratado assim.
- É, acho que sim. - ela enxugou as lágrimas.
- Tudo bem agora então? - segurou nas mãos da amiga apertando-as para passar confiança.
- Tudo. - sorriu e abraçou a amiga. - Obrigada .
- Não foi nada. Agora vê se relaxa e curte porque amanhã temos aula.
- O que foi isso? - deu um salto do sofá quando uma música um pouco alta começou a tocar.
- Deve ser o seu celular. - virou-se para encarar a amiga sair correndo em direção ao seu quarto e balançou a cabeça. Voltou a encarar a TV, finalmente se sentindo bem o suficiente para focar no aparelho.
"Oi linda, espero que minha super assistente esteja melhor. Você pode vir ao escritório? Queria te passar alguns detalhes do processo. Beijos, "
sorriu, normalmente ficaria irritada ou emburrada, mas a mensagem não poderia ter chegado em hora mais oportuna. Seguiu para o seu guarda-roupa e escolheu uma saia leve e esvoaçante verde-oliva de cintura alta. Por baixo, uma blusa azul e scarpins bege. Pegou sua bolsa e o celular, borrifando perfume pouco antes de sair. Acenou para que ficou sem entender sua pressa repentina e desceu às pressas para o hall, esperando encontrar um táxi disponível, mesmo sendo a hora do rush londrino.
Por sorte conseguiu um em menos de cinco minutos de espera, deu ao motorista o endereço do prédio comercial em que ficava o escritório e encostou-se no banco, sentindo a alegria tomar conta de cada pedacinho de seu corpo. Parecia tudo estar dando certo, o taxista conhecia um atalho, o que a fez chegar lá na metade do tempo que levaria pelo caminho convencional.
Agradeceu, pedindo que ficasse com o troco e desceu rapidamente. Seguiu até a recepção e a moça que lá ficava perguntou se estava melhor. Era incrível como as notícias corriam naquele edifício. Como já passava das seis, não haveria mais ninguém no escritório, então ela não se preocuparia em dar satisfações a ninguém a não ser seu chefe.
O elevador estava no térreo e ninguém entrou junto com ela. Um sorriso enviesado tomou conta de seus lábios enquanto ela passava diretamente pelos andares, sem parar em nenhum. Pensando nisso, tirou sua calcinha, uma pequena tanga vermelha e a guardou dentro da bolsa. que a aguardasse. Virou a chave na porta envidraçada do escritório, por sorte tinha uma cópia, senão sua surpresa estaria arruinada. Seguiu silenciosamente até a sala onde encontraria o chefe, a única com a luz acesa naquele momento. Bateu com os nós dos dedos de leve e ao ouvir um murmúrio, adentrou.
- Olha se não é a minha assistente! - o rapaz abriu os braços sorrindo animado. retribuiu, colocando a bolsa sobre a cadeira que havia de frente para a mesa do chefe, onde seus clientes normalmente se sentavam. - Como está se sentindo?
- Muito melhor, obrigada. - deu a volta e parou de frente para , entre ele e a mesa. - Você parece tão tenso , aceita uma massagem? - ela disse enquanto puxava a gravata do rapaz, afrouxando-a. O paletó do terno já estava pendurado na cadeira, então ela só precisava abrir alguns botões de sua camisa. Assim que o fez, deu a volta na cadeira e começou a massageá-lo nos ombros.
soltou um suspiro relaxado e fechou os olhos. Longos dois minutos se passaram sem que nenhum deles dissesse uma palavra. Por fim, resolveu quebrar o silêncio.
- Sabe, , eu sempre achei esse seu perfume tão... - ela parou um momento e aproximou seus lábios da pele quente de para poder averiguar o doce aroma que emanava dele. Aproximou-se de seu ouvido e sorriu. - provocante. - foi como se uma brisa gelada os atravessasse, teve a pele de seu pescoço inteirinha arrepiada, assim como os pêlos de seu braço. - Vamos lá, pode afrouxar a calça, eu sei o quanto ela está te incomodando. - pronunciou no mesmo tom provocativo, descendo as mãos pelo peito dele abrindo, assim, os últimos botões restantes.
- ... - ele iria começar uma frase quando a garota o girou na cadeira rapidamente. Ela apoiou seu pé já descalço na cadeira, entre as pernas do rapaz e ele não pôde evitar de acompanhar as linhas bem delineadas, não só com os olhos como também com as mãos. Adentrou a saia rodada da garota e foi para a lateral do corpo, chegando mais ou menos em sua cintura. Olhou-a com brilho nos olhos quando nada encontrou lá.
- Ops, acho que me esqueci. - ela fez uma falsa cara angelical e o chefe sorriu diabólico, deslizando suas mãos para o interior de sua coxa, raspando levemente sobre sua intimidade. fechou os olhos sorrindo e então percebeu o chefe se levantar. - Sabia que eu adoro a sua mesa? - ela fingiu desconversar e os girou novamente para a posição onde primeiramente estavam. Sentou-se sobre a mesa e curvou o corpo, deitando lentamente sobre o tampo de vidro, empurrando tudo o que estivesse em seu caminho para o chão.
- Sabia que eu adoro garotas espaçosas? - ele sussurrou já ofegante. Sua calça caiu aos seus pés e ele logo se livrou dela.
- Adoro garotos de boxer. - os olhos de brilharam de luxúria enquanto ela voltava a se sentar.
- E os sem? - ele provocou, puxando o elástico para frente, mas não podia negar: já estava ficando apertada.
- A-do-ro. - disse pausadamente puxando com força o elástico da peça e a abaixando com os dedos ágeis.
Palavras não foram necessárias, em poucos segundos, arrancava a saia de jogando-a longe. A blusa foi o de menos, empurrou o chefe de volta à sua cadeira e sentou sobre uma de suas pernas enquanto com uma das mãos tocava seu membro enrijecido. franziu o cenho, inquieto, ele sabia o quanto ela poderia ser provocativa se quisesse. Mas também sabia que isso só acontecia se ela estivesse no comando. Bem, ele queria estar.
- Sem joguinhos hoje, . - puxou-a pela nuca de encontro aos seus lábios e eles se beijaram ferozmente. apoiou uma perna de cada lado do mais velho, mantendo-se alta o suficiente para que ele não a tocasse. O rapaz se inquietou ainda mais e a pegou pelas coxas, levantando-se em um movimento brusco e indo contra a parede. sorriu, a parede gelada atrás de si a excitou de certa forma. Quando ele a penetrou, rapidamente seu corpo se esquentou. Ela procurou qualquer objeto ao seu alcance que pudesse apertar para aliviar sua satisfação, mas como nada encontrou, voltou-se para os ombros largos do chefe.
Ele soltou um risinho baixo e começou com leves movimentos de ida e volta, aumentando-os gradativamente. Nenhum deles conseguia esconder os gemidos um do outro, estava ficando cada vez mais iminente, a sensação de prazer aumentava cada vez mais e a parede gelada às costas de , agora, estava fervendo, assim como ela.
- Mais... rápido... ... mais... - ofegava a garota bagunçando os próprios cabelos enquanto o rapaz a segurava fortemente pelas coxas, fazendo movimentos bruscos de ida e volta. Até que ele parou.
- Hoje eu estou no comando, gata. E você vai ter que implorar para mim. - sussurrou bem próximo ao pé do ouvido de e a garota gemeu insatisfeita. Ele recomeçou os movimentos, dessa vez tão devagar que quase pareciam em câmera lenta. não estava mais aguentando, precisava tê-lo, mas de forma alguma iria se rebaixar daquela maneira. Então, toda vez que o rapaz estocava para dentro dela, ela rebolava para que pudesse sentir mais prazer. Ao perceber isso, riu. - Adoro quando você se contorce assim . - seus ombros poderiam estar vermelhos, mas ele também não estava mais aguentando. Deu mais algumas investidas lentas antes de acelerar de uma só vez, fazendo com que o eco de suas partes íntimas se chocando invadissem o escritório.
Os olhos da mais nova só faltavam revirar de prazer enquanto os gemidos a sufocavam por estar sem ar para soltá-los. , por outro lado, abocanhava um de seus seios enquanto ainda terminava o seu "trabalho". Até que finalmente eles chegaram ao orgasmo e finalmente puderam relaxar. fechou os olhos se sentindo satisfeita, apoiou seu rosto sobre o peito suado da garota e beijou-lhe os lábios antes de cambalear para o divã de couro preto que havia em sua sala.
- ... - disse depois de um tempo em silêncio, já com a respiração normalizada. - eu queria te dizer uma coisa, mas você saiu muito rápido hoje do escritório, nem me deu tempo para pensar. - ele riu passando a mão sobre o cabelo desgrenhado e levemente suado.
- Por que conversar agora? Vamos curtir. - voltara a usar seu tom provocante, agora um pouco rouco por conta de sua garganta seca. Colocou-se sobre o corpo do mais velho e rastejou lentamente até chegar à altura de seu rosto, ficando a centímetros do mesmo. - Ainda quer estar no comando? - seu dedo indicador subiu de sua cintura até os lábios vermelhos do rapaz que a encarou nos olhos.
- Sempre. - virou-a de costas para si e "acidentalmente" inclinou-se para frente, apoiando as mãos à frente do corpo. O rapaz riu maliciosamente e segurou nas nádegas da mais nova, penetrando-a com cuidado por trás. A voz da menina saiu em um fio, ela sabia o quão difícil seria e como estava apertado. Mas resolveu ir devagar, cada vez que ia e voltava, procurava se aprofundar mais um pouco. Quando tudo finalmente entrou empinou ainda mais seu quadril e virou seu pescoço o suficiente para olhá-lo, seus lábios se curvaram em um sorriso satisfeito e encarou aquilo como um sinal verde para finalmente começar com a diversão.
Capítulo 6.
Não seria a primeira vez que eles transavam no escritório, mas com certeza havia sido a melhor de todas. e descansavam de seu segundo ápice em silêncio, deixando apenas que seus corpos se tocassem e uma imensa quantidade de calor fosse trocada. tinha em mente o que ele precisava dizer, mas tinha medo de soar brega demais. Não fazia o seu estilo, por que ele estava parecendo um nerd virgem?
- Quer ir para o meu apartamento? - ele sorriu malicioso chamando a atenção de que se perdia em seus pensamentos.
- Claro. - sorriu a garota e começou a se vestir, assim como ele. Rapidamente pegou seu celular e mandou uma mensagem para avisando que passaria a noite fora. Em seguida seguiu abraçada à para o estacionamento do prédio, de onde seguiram para a casa do rapaz em sua BMW.
- Seja bem-vinda. - abriu a porta de seu apartamento, um duplex. De cara, um pequeno hall que dava acesso à sala de televisão, cozinha e a uma sala de estar. Toda a parede era feita de janelas. estava maravilhada, só havia visto apartamentos como aquele em revistas de decoração! Ela ouviu um leve risinho atrás de si e tratou de se recompor. jogou seu paletó em qualquer lugar e foi se desvencilhando das roupas pelo caminho. - Me acompanha no banho? - sorriu maliciosamente e não pôde deixar de aceitar. Deixou sua bolsa em um dos sofás e seguiu o rapaz, deixando o trabalho de se despir para que ele o fizesse.
- Uau. - Chegando ao banheiro, não pôde evitar a exclamação ao deparar-se com o tamanho do cômodo, sem contar a banheira que, mesmo em um canto, conseguia chamar tanta atenção quanto. Seus olhos brilhavam e o rapaz entendeu perfeitamente, pois seguiu até a banheira e ligou-a, deixando a água escorrer enquanto ajustava sua temperatura. - Está brincando não é?
- Tudo para você, linda. - ele acariciou seu rosto e beijou-lhe os lábios. - Agora venha, você precisa de um banho. – “Outro?” pensou , mas tratou de se livrar logo desses pensamentos. Ah, o que era aquele deus grego nu diante dela? Deixou que se sentasse primeiro na banheira e assim que ele estendeu a mão para que ela também o fizesse, não se demorou.
fechou os olhos, aquela sensação da água morna em sua pele mais bem próximo era o combo perfeito. E não parava por aí. Depois de se certificar de que a garota estava bem apoiada e confortável, ele deslizou as mãos por seus seios enquanto ocupava seus lábios, deslizando-os na linha dos ombros de .
- Você é insaciável. - murmurou a garota deliciada.
- Tanto tempo esperando por isso, você só acumulou. - ele sussurrou provocante em seu ouvido, fazendo-a gemer um pouco mais alto.
sorriu satisfeito. Depois de um tempo beijando-se, ele puxou para o chuveiro onde finalmente puderam tomar um banho relaxante. No quarto, ele a emprestou uma camisa que ficou até metade da coxa na menina, também lhe emprestou uma boxer e deitaram-se na cama aos beijos. Dormiram abraçados, o dia seguinte daria o que falar no escritório.
Assim que saiu do apartamento, continuou sua longa e difícil jornada de ficar jogada no sofá e mudar os canais assim que começava o comercial. Tirou uma, duas, talvez até três ou quatro sonecas seguidas por puro tédio. Deveria estudar, deveria abrir, ao menos, um livro para afastar aquela consciência pesada de quem tinha certeza de que bombaria na próxima prova. Mas não, permanecia ali, deitada no sofá, imóvel, pensando em coisas que nem mesmo ela sabia.
"A maioria das pessoas ficaria feliz considerando que a pessoa que divide a casa contigo não vai voltar tão cedo, só espero que ela não encontre nenhum ..." desviou sua atenção do seriado por alguns segundos "Nenhum babaca que vai fazê-la se sentir mal..."
Levantou-se e foi até a cozinha, pegando um copo de água e bebendo-o em um gole. "Faculdade, que merda, amanhã tem aula... me sinto em um domingo à noite, todos os domingos são um porre... Mas ontem à noite, oh céus lá se foi o tempo que eu não transava com um cara no segundo encontro... o tempo que eles não me convidavam pra sair antes de dois dias... mas quer saber? Foda-se, desse jeito foi muito melhor..."
- Ai que idiota, , rindo sozinha e conversando com você mesma, deprimente... - colocou o copo dentro da pia e voltou para seu momento 'morta'.
As horas demoravam a passar, os minutos se contraíam em demorados segundos, estes determinados a fazer o tempo passar em câmera lenta, tudo para que aproveitasse o grande momento solitária e angustiada.
Depois de longas duas horas que mais se pareceram com quatro, levantou-se de súbito e andou até o quarto, fuçou em algumas gavetas do armário e até mesmo no banheiro. Correu novamente para a sala onde viu sua bolsa jogada sobre a mesinha de deixar chaves e coisas afins que ficava colada na parede ao lado da porta, abriu o objeto preto e enfiou ambas as mãos ali dentro, rezando para achar alguma coisa que salvasse seu dia.
- Certo, pelo menos isso ainda ‘tá aqui! - berrou feliz assim que encontrou a carteira com algumas notas dentro.
Voltou a remexer na bolsa, dessa vez não obtendo sucesso em encontrar algum sinal da chave do carro, que obviamente estava com e ela só foi lembrar depois de retirar e recolocar duas vezes todos os itens - que não eram poucos – de dentro da bolsa.
Decidiu sair de casa assim mesmo, a pé. Voltou para o quarto e colocou uma t-shirt estilo camisetão com uma estampa na frente, uma skinny jeans preta enrolou um cachecol xadrez com as tradicionais cores vermelho e preto no pescoço, catou o primeiro tênis que achou - mesmo este sendo um all star amarelo - abriu o armário e de cor já sabia onde estava o casaco que procurava, um meio sobretudo, também xadrez vermelho, preto, branco e cinza muito confortável e quentinho, e talvez o mais importante se tratando de Londres: quase que impermeável. Passou uma base, um corretivo, rímel a prova d'água, um lápis básico e um batom rosa pálido. Passou uma escova pelo cabelo e sorriu para o espelho - um velho costume - antes de deixar o quarto, caminhando pela sala e agarrando a bolsa preta. Trancou a porta e jogou o chaveiro no esquecimento dentro da enorme bolsa.
Desceu pelo elevador, de costas para o espelho, evitando ficar desesperada pelo provável cabelo desalinhado e pela face entediada escondida atrás da maquiagem. "Aleluia... Quanta tortura" agradeceu mentalmente depois que pôde sair do elevador e sentir o frio cortante ao ultrapassar o portão. Começou com passos lentos em direção à Starbucks, que sua memória lhe recordava ser mais próxima que qualquer coisa útil ali.
- Ô porcaria, deveria ter vindo com o outro tênis... - reclamou quando percebeu o que usava nos pés.
Andou por mais alguns quarteirões e chegou ao lugar aconchegante e quentinho por dentro. Em questão de segundos estava sentada em uma poltrona fofinha com seu amado Caramel Macchiato em mãos. Ficou observando o local durante um tempo e acompanhou com o olhar quando um homem bonito, bem vestido e com braços fortes passou por ela, parou, encarou bem seu rosto e mesmo assim perguntou:
- Ashley? Sou eu, ! - ele sorriu, mas ela teve a reação contrária.
- Er, eu não sou essa...
- Ai Ash, eu sei que da última vez te fiz passar vergonha, mas não hoje, ah hoje não! - então ela percebeu que ele não estava totalmente lúcido.
- Olha, sério, eu não te conheço! - as pessoas os observavam de canto de olho.
- Eu vou ali pegar uns chás pra gente, não saia daqui! - ele se levantou e foi em direção ao balcão.
Ela pensou em mudar de lugar, em colocar os óculos escuros e sair dali, em fingir que era a tal Charlie, mas preferiu ficar ali pronta para esclarecer que tudo era um grande engano.
Alguns minutos depois o tal voltou com duas canecas de chá fumegante, depositando-as na mesinha que separava os dois sofás.
- Certo, isso é muito estranho, eu nunca te vi na minha vida, então licença... - ela ia se levantar, mas ele se debruçou abruptamente sobre a mesinha sem querer virando as canecas e sujando parte da sua camisa e o chão.
- Oops. - ele parou na posição que estava, olhou para a garota e arregalou os olhos.
- Você é pirado. - ela se levantou e saiu da loja, enquanto dava os primeiros passos pela calçada ouviu um "Eeei calma!" seguido de um assovio e um "Espera um pouco!". Virou-se e viu o ser alterado e sujo dando uma corridinha até onde estava.
- Hm, desculpa por aquilo... - ela o cortou tentando se livrar do louco.
- Tudo bem, eu preciso ir...
- Espera, será que você poderia me ajudar? - ele lançou um olhar de cãozinho perdido. - Eu acho que já te vi e...
- De novo não, tchau. - lhe deu as costas e ia andando com ele a acompanhando do lado.
- Não, agora te reconheci, de verdade, você é a garota do , certo?
- Como é? - ela parou subitamente.
- É, a garota que estava com ele no dia... - ele sorriu de lado - ah desculpa por aquele dia...
- Ah, você é o cara que mora com ele... Não esquenta...
- Então, já que você sabe que eu não sou um doido maníaco, posso te pedir um favor? - "Doido você é, maníaco eu ainda não sei" ela mentalizou.
- Só pedir, pode...
- Posso usar seu banheiro?
Um silêncio se instalou, não acreditava no que havia acabado de ouvir e não parecia envergonhado por ter perguntado aquilo no meio da rua, mesmo a tendo conhecido há apenas 10 minutos.
- Digo, só para eu poder dar uma lavadinha nessa camisa e no meu braço que estão nojentos por causa do incidente, aliás peço desculpas. - ainda assim ela parecia meio tonta, sem ter o que dizer.
- Acho que... tudo bem - ele sorriu - e você já se desculpou.
- Certo, certo, obrigado. - ele jogou o braço sobre o ombro dela, que se esquivou, e recomeçaram a andar.
- Quantas garrafas você tomou?
- Nossa eu pareço tão mal assim?! - ele colocou uma das mãos em frente à boca e assoprou ali, sentindo seu hálito com uma careta. - Foram só duas taças de vinho seguidas de algumas cervejinhas...
- Levou um fora foi? - disse brincando.
- Na verdade não, fui demitido... - ele respondeu olhando para frente.
- Nossa... que péssimo. - "Que péssimo? Ai que patético, ".
- É, eu era só mais um estagiário para eles... - deu um sorriso amarelo - Agora eu não quero estar por perto quando meu pai ficar sabendo...
- Ah, não se preocupe, você vai achar outro estágio!
- É que assim, sabe, meu pai é um homem de negócios, um verdadeiro workaholic, para ele eu sou só um filhinho de papai mimado que não faz nada certo - a garota abriu e fechou a boca pensando no que falar - estou te enchendo o saco contando essas coisas né? Foi mal... Você já está sendo muito legal me dando um teto...
- Er... Você não acha que vai morar na minha casa, acha? - ela olhou assustada para ele.
- Não! Mas eu estou sem dinheiro para chamar um táxi... - ela riu.
- Tudo bem, sorte a sua ter me encontrado, vou ligar para o .
- Sorte...
- E não se preocupe, podemos pensar em um jeito de arranjar algum trabalho para você. - ele deu um sorriso enorme.
- Obrigado, de verdade. - continuaram a caminhar lado a lado.
Chegaram ao apartamento das meninas, retirou o casaco e apontou onde era o banheiro e a pequena lavanderia onde ele poderia colocar a camisa para lavar.
- Então... - ele disse entrando na cozinha coçando a cabeça.
parou o que estava fazendo e descaradamente analisou o corpo do garoto sem blusa. Os olhos iam dos braços fortes para o peitoral definido e a barriga lisinha, desceu o olhar mais um pouco para o cós da calça e voltou rapidamente para o que estava fazendo, com o rosto corado.
- Quer uma ajuda? - ele se apoiou na pia observando-a abrir e fechar a geladeira. - Aliás o que você vai fazer?
- Só um delicioso suco que minha amiga me ensinou... - ele assentiu com a cabeça observando ela jogar alguns ingredientes no liquidificador.
Ela ligou o aparelho fazendo certo barulho, virou de frente para que se encontrava do lado oposto a ela na cozinha quadrada. Mal percebeu quando o garoto lentamente se aproximou dela, encurralando-a entre ele e a pia. pegou uma mecha do cabelo que caía na face de e enrolou no dedo, levou então a mão para os macios fios dela que apenas ficou encarando com a boca entreaberta.
Enrolou firme os dedos no cabelo da garota e apertou a outra mão junto à cintura dela, não obtendo resistência aproximou os lábios e a beijou. Completamente confusa, apenas se entregou ao beijo, não só correspondendo como também espalmando as mãos no peitoral dele, ela aprofundou o beijo tornando-o em algo mais excitante. Apalpou a pia até achar os botões do liquidificador, apertou o primeiro de todos e logo o barulho cessou, ele desceu a mão de seus cabelos para sua cintura e apertou ali até ela soltar um suspiro.
Ela, por sua vez, apoiou ambas as mãos na pia e com uma ajuda do garoto sentou-se ali mesmo, ela se inclinava levemente para continuar o beijo cada vez mais quente. Sentiu as mãos dele passando por suas coxas e não hesitou em retirar imediatamente a camiseta jogando-a em qualquer canto da cozinha, ele subiu as mãos e passou a massagear um dos seios dela ainda cobertos pelo sutiã.
- O quarto... - ela balbuciou liberando os lábios dele - para o quarto...
Ele entendeu os sussurros e a segurou pela cintura enquanto ela envolvia suas pernas nele, moveu suas mãos para a bunda dela e começou a caminhar, voltando a beijar seus lábios.
- A segunda porta... - ela sussurrou ofegante em seu ouvido.
Assim que entraram, a jogou na cama, voltando para trancar a porta e retirando sua calça, sapatos e meias.
- Sem graça... - ela riu e ele passou a beijar e chupar de leve seu pescoço. As ágeis mãos dele abriram a calça e o sutiã dela ao mesmo tempo, ele jogou a parte de cima longe e voltou-se para a calça dela.
- Essas calças são ótimas pra apalpar, mas uma merda quando um cara precisa tirá-las. - ela gargalhou e passou a ajudá-lo a retirar a calça, assim que se livraram dela ele puxou a calcinha para baixo.
ergueu seu tronco e empurrou com os dedos o ombro do garoto, trocando de posições e ficando por cima. Passou a brincar com o elástico da boxer dele, que gemeu baixinho em resposta, e a retirou observando o membro já extremamente rígido do garoto, mordeu o lábio inferior receosa.
- , você não precisa... - antes que pudesse terminar, sentiu seu membro ser envolvido na base pelas mãos dela. - eu... só... ah...
Enquanto ele se perdia com as palavras, ela aproveitou para se debruçar. Seu pênis latejava de tanta luxúria e ele tremeu quando sentiu a respiração dela batendo em nele.
não pensou e, após um sorriso um tanto enviesado, abocanhou tudo o que podia do garoto, ele gemeu tão alto que ela tremeu por dentro. Retirou-o de sua boca e movimentando a mão na base passou a lamber lentamente a glande, dando mordidinhas. Ele por sua vez estava enlouquecendo e gemia alto toda vez que voltava a abocanhá-lo. Puxou de leve os cabelos da menina e ela o soltou, dando-se por satisfeita e subindo de encontro a sua boca.
Ele levantou o tronco pretendendo trocar de lugar com a garota, mas ela negou com a cabeça, agora sentados se envolveram em mais um beijo bruto. Lentamente ela rebolava em cima dele, friccionando as intimidades em contato. Ele empurrou a cintura dela para o lado e se levantou pegando uma camisinha na carteira, que estava no bolso da calça no chão, colocou o preservativo e voltou para a cama, onde o esperava mordendo o lábio.
Finalmente ficou por cima e a penetrou. Ela gemia alto e ele praticamente urrava de prazer, os movimentos ficavam rápidos, as unhas dela estavam cravadas nas costas suadas dele.
Gemiam alto, pouco se importando com os vizinhos, por fim ele chegou ao orgasmo, mas continuou até pouco depois para ela chegar ao seu ápice também. Saiu dela e deitou-se como pôde na cama de solteiro, ficaram ali por um tempo, ofegantes.
Ela rompeu aquele momento "pós-sexo" e se dirigiu ao banheiro enquanto o garoto murmurava um "volta" ou algo do gênero. Lavou o rosto, vestiu um roupão, amarrou o cabelo em um coque desleixado e deixou a suíte, abandonando um cansado demais para se levantar.
Sentada no sofá da sala estava tentando separar as diferentes emoções e sensações. Sentia-se uma tremenda idiota por ter dormido com o colega de quarto do único cara que mexera com ela, mas também não se arrependia em nada; " e " só de pensar nos nomes ela bagunçava os cabelos pensando na confusão. Por mais que não quisesse, estava preocupada com , que sempre fora louca, "mas esses dias anda bem pior" completava em pensamento. Voltou a pensar nos dois garotos e pegou o celular dentro da bolsa, foi em 'últimas chamadas', discando o primeiro número.
- Surpresa! - disse rindo assim que foi atendida.
- Já ficou com saudades é? - respondeu rindo.
- Nem tanto...
- , posso usar seu chuveiro? - a interrompeu.
se calou, assim ela não pôde fazer nada a não ser gelar. "Agora sim, porra, o que é que eu fiz? Arruinei tudo. Merda." começava a entrar em pânico, mas nada que não pudesse controlar.
- Pode...
- Essa não foi a , ... - falava cauteloso.
- É, foi o...
- , aonde ‘tá a minha camisa? - gritou da cozinha.
- Na máquina de lavar, olha lá se já dá para colocar na secadora... - A tensão podia ser vista a olho nu, o ar estava ficando grosso como uma faca e não estava tendo tanto controle assim.
- Quem mesmo, ? - estava notavelmente irritado.
- , o cara que divide a casa contigo. - sua voz era calma.
- E você só vai dizer isso? - falou seco.
- Não, na verdade te liguei para te contar que o encontrei bêbado e a pé, então se você puder por favor parar de agir assim e vir...
- Assim como? - ela a pegou de surpresa.
- Assim, oras... Como se eu tivesse feito algo a mais além de trazê-lo para casa, ligar para você vir buscá-lo e deixá-lo tomar um banho. - respondeu seca, com uma pontada de dor no coração.
- A gente conversa quando eu chegar aí. - e desligou.
"Me fodi." foi só o que pensou.
Capítulo 7.
acordou no dia seguinte sentindo-se ótimo, respirou profundamente antes de se virar para o lado direito onde uma peça humana descansava ali. Suave e delicada como um anjo, estava deitada de bruços, o rosto sereno e a respiração calma davam a a paisagem perfeita a ser observada. Ouviu uma leve batida na porta e se levantou silenciosamente, seguindo até a mesma na ponta dos pés.
- Sr. , isto chegou para o senhor. - a governanta sorriu para ele entregando-lhe uma capa cinza comprida; sorriu.
- Oh, muito obrigada Susie. - ele disse à velha senhora que cuidava dele e da própria casa há anos. - Quer ver a garota que vai usar isto aqui? - balançou levemente o cabide.
- Deve ser uma garota muito bonita, senhor.
- Su, já me conhece há tantos anos, é como uma mãe para mim, por que não só ? - ele sorriu mais uma vez e abriu espaço na porta para que a simpática senhora desse uma olhada dentro do quarto.
- Como disse, uma garota muito bonita, . - ela sorriu. - Com licença. - ele assentiu e voltou a fechar a porta, pendurando a capa em um dos espelhos que mantinha no canto do quarto. Seguiu para o banheiro fazer sua higiene matinal e, quando voltou, deitou-se na cama, próximo à . Segurou-a pela cintura e traçou uma trilha de beijos até seu pescoço.
- Hora de acordar meu amor... - ele disse bem próximo ao ouvido da menina que esticou o indicador diante de seu rosto, pedindo por um momento. Levantou-se, pegou algo na bolsa que estava em uma poltrona daquele imenso quarto e seguiu para o banheiro.
abriu a porta novamente, dessa vez deixando o cômodo com uma escova de dentes na boca fazendo movimentos aleatórios sem prestar muita atenção. sorriu para ela e logo retornou já com o rosto lavado e a higiene bucal feita. Sentou-se sobre o rapaz que se mantinha deitado, porém com a cabeça apoiada na cabeceira, e sorriu enviesada enquanto ele dedilhava sobre sua coxa adentrando a larga camiseta que vestia.
- O que faremos hoje? - perguntou ela deitando-se sobre o peito nu do rapaz e inspirando o perfume que ele emanava.
- Temos um coquetel para ir, na hora do almoço. - disse descontraído, mas logo encontrou com a expressão confusa de . - Não se preocupe, será na sua faculdade o que significa que você foi dispensada da aula e do escritório.
- Mas eu não tenho roupa, ninguém me avisou nada. - sua voz tinha uma leve ponta de histeria. O mais velho riu.
- A sua roupa está bem ali. - ele apontou com a cabeça um conjunto de espelhos e, no centro deles, estava pendurado um cabide coberto com uma capa cinza de zíper. o olhou curiosa e ele a encorajou a pegar o cabide e olhar o que havia dentro.
Quando o zíper foi aberto ela se deparou com um lindo vestido frente única rosa claro e todo cheio de fendas e decotes. Por um momento sua expressão se fechou, confusa, realmente gostava de exibi-la como um troféu para quem quisesse ver. Ela virou-se para ele com um sorriso estampado no rosto e agradeceu o presente.
- Quero que você esteja deslumbrante, alguns de nossos clientes estarão lá. - sorriu a puxando para o banheiro. Não deveriam se atrasar em hipótese alguma. , por outro lado, só desejava que um desses clientes não fosse .
Com uma roupa decente, empurrou a porta de correr cuidadosamente e encontrou sentado em cima da máquina de lavar desligada e a secadora funcionando.
- Não vai acontecer de novo. - ela falou apoiando-se no batente da porta e cruzando os braços.
- E não vamos falar para o . - ele completou, ela sorriu sem mostrar os dentes e concordou com a cabeça.
- Falando nele, ele está vindo e você estava bem bêbado e a pé, então você veio para cá e tomou um banho frio, só. - ambos encararam a secadora que tinha parado de fazer barulho, anunciando que a camisa estava pronta.
- Espero que ele não tente conferir se eu cheiro a sabonete. - riu. Ele pegou a camisa amassada e a vestiu assim mesmo, no terceiro botão a campainha tocou.
- Oi. - disse seco.
- Entra. - a menina respondeu confiante. - Vou chamar seu amigo.
- Antes a gente deveria conversar. - ele disse sério.
- Eu já te falei o que aconteceu: ele estava bêbado no meio da rua e a pé, eu o trouxe, ele tomou uma ducha e fim. - ela disse medindo as palavras.
- Sério? Se eu perguntar a ele, ele vai me dizer exatamente a mesma coisa? - ele disse cruzando os braços.
- Não, eu estou mentindo... Você acha o quê? Que eu dormi com o cara que divide a casa com você? - ela perguntou irônica. Ele respirou sem tirar os olhos dos dela.
- Tem razão. Desculpe, acho que eu fiquei preocupado sobre você ficar sozinha com um bêbado. - ele falou sem jeito segurando uma mão da garota.
- Se você for ficar desconfiando toda a vez que eu tentar ajudar alguém ou encontrar com algum amigo seu na rua, vai ser meio difícil continuar o nosso lance. - ela o encarou, se fazendo de difícil.
- Eu sei que posso confiar em você e você pode confiar em mim. Fim? - sorriu e a puxou pela cintura. Selaram os lábios.
- Melhor você levar logo o antes que ele durma do lado da máquina de lavar. - ele sorriu e se dirigiu para a apertada lavanderia.
- E aí man, vamos embora e deixar a em paz... - ambos encararam o garoto sonolento pulando de cima da máquina de lavar.
- Valeu . - a agradeceu com um abraço. Ela os acompanhou até a porta e trocou um último beijo com .
- Até depois. - ela mordeu o lábio inferior sorrindo e fechou a porta.
"Enfim, salva." pensou não podendo conter um suspiro aliviado.
e adentraram o salão de eventos da faculdade da menina e, exatamente como havia lhe dito, todos os olhares se voltavam para eles. Mais especificamente para .
- Eu disse que você arrasaria. - ele sussurrou-lhe no ouvido antes de se separarem para que o mais velho fosse cumprimentar um homem de cabelos grisalhos que acenou para .
A menina sorriu um pouco desconfortável e se dirigiu ao bar. Precisava de uma bebida para encarar os próximos clientes de que se mostrariam mais interessados em seu decote do que no preço que ele cobraria pelos serviços de advogado. Odiava ser usada como isca, mas, bem, era ele quem pagava o seu salário. O que havia de tão ruim nisso?
- Vejam só, - ela ouviu ao seu lado e sua mão apertou o copo de vodca com força. O que ele estava fazendo ali? - você realmente aceitou meu conselho e resolveu vir vestida a caráter, como a putinha do chefe? - a voz dele estava ácida, mas um sorriso debochado brincava em seus lábios.
- Você só está com inveja porque não tem uma dessas. - rebateu ela. - O que foi ? Por que não para de encarar meu decote? - seu riso foi abafado pelo gole que deu.
- Só estou olhando o que você quer mostrar. - ele passou a língua pelos lábios.
- Fácil assim? - perguntou ela entrando na provocação.
- Fácil assim. - concordou ele pigarreando e apoiando um dos braços sobre o bar. olhou para os lados, ninguém os observava naquele momento. Suspirou e pegou a mão de direcionando-a para a lateral de seu seio esquerdo, discretamente.
- Tem certeza de que você não quer isso sob os seus lábios? - fez o contorno de uma ponta à outra o observando ficar desconcertado. - Não quer meus lábios aí embaixo, sugando até você revirar os olhos? - os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso enviesado enquanto subia o olhar do meio das pernas de até seus olhos confusos.
- Não se esqueça de que você já tem um dono. - ele separou-se com a cabeça rodando e pigarreando ao que se aproximava.
- , meu caro, não esperava encontrá-lo por aqui! - apertaram as mãos e o rapaz sorriu amarelo.
- Pois é, foi um convite meio de última hora, sabe... a sua secretária me ligou tarde da noite. - olhou para com a testa franzida.
- Por falar nisso ela receberá um aumento, sei que não foi fácil ligar para tantas pessoas em poucas horas. - ele continuou sem demonstrar o mínimo sinal de constrangimento. A boca de se abriu, inconformada, ele havia armado aquele circo todo?
Afastou-se dos dois pedindo licença e foi até o banheiro, seu sangue fervilhava. Os olhos encararam o reflexo no espelho, agora ela se sentia completamente nua, como uma vadia de esquina. O que estava acontecendo? Por que se sentia tão mal naquela roupa? Não eram os homens de meia idade que a observavam com desejo, nem os jovens que a comiam com os olhos. Sentia-se invadida, uma obra de arte à mostra sem o consentimento do artista.
Aquilo só dava mais um motivo para denegri-la em algo que (talvez) ela não fosse. Respirou fundo e saiu do banheiro com um falso sorriso, para a sua sorte, havia desaparecido. Aproximou-se de novamente e resolveu acompanhá-lo em cada canto do salão, sendo apresentada a cada cliente que perdia os olhos em seu magnífico corpo, deixando-a constrangida. Mas ela levava um ponto a favor: poderia reclamar de cansaço quando quisesse, afinal, estava acompanhando o chefe em tudo o que ele se dispunha a fazer. Quando chegou a hora ela disse:
- eu estou cansada, será que você pode me levar para casa? - perguntou fazendo sua melhor expressão de cansaço, embora fosse fingido.
- É claro minha linda, você foi de grande companhia para mim hoje, vou deixá-la aproveitar o seu dia de folga. - ele beijou-lhe a bochecha e seguiram para a saída.
Em poucos minutos, atravessava a porta da frente e dava de cara com sentada na sala, assistindo a um programa qualquer.
- Você não saiu daí desde ontem? - perguntou horrorizada. A amiga virou a cabeça e deixou seu queixo cair.
- Oh. Meu. Deus. Quem te deu essa roupa? - ela levantou-se rapidamente e ficou de frente para .
- Eu fui com o a um coquetel da faculdade hoje, ele que me deu. - respondeu de má vontade.
- Por que está rabugenta? Essa roupa é linda! A Gisele Bündchen que usou uma vez! - respondeu vislumbrada, mas apenas revirou os olhos. - Deixa pra lá. Que tal irmos até a boate hoje?
- Hoje, ? Mas estamos no meio da semana! Isto não é um sábado à noite. - protestou.
- Eu sei disso tola, só pensei que talvez pudéssemos esvair um pouco, sei lá, agir sem nos preocupar com as consequências. - ergueu os braços no ar e começou a rodopiar sem controle.
- Você andou bebendo? - disse enquanto seguia para o seu quarto para tirar aquela roupa.
- É claro que não, estou me guardando para a noite! - parou na porta, apoiando-se no batente.
- Mas e ? - perguntou tirando o brinco e desabotoando o vestido.
- Ai amiga, eu acho que fiz uma besteira. - suspirou ela e arqueou uma sobrancelha. - Eu transei com o colega dele, o .
- VOCÊ O QUÊ? - a mais nova apoiou-se no espelho dramaticamente, tentando conter o sorriso. - Meu Deus , é só eu passar uma noite fora que você acha que você mesma pode ser a minha substituta?
- , entenda, ele estava bêbado e... - a menina travou. caiu na gargalhada.
- Não, pare, não quero ouvir o resto. Mas pela sua cara realmente desesperada imagino que tenha mentido para o sobre os fatos.
- Isso. - concordou cabisbaixa.
- Ah. Meu. Deus. Você realmente pode se parecer comigo se quiser. - ela abanou o ar ainda rindo enquanto vestia um roupão felpudo. - Está bem , pelo seu sucesso em tentar se parecer comigo, nós vamos até a boate hoje. - a amiga pulou feliz e saiu para encontrar o vestuário perfeito para a noite.
optou por uma saia de couro preta, regata nadador branca, scarpins pretos com salto em tons de azul, uma corrente e brincos de coroa além de uma bolsa preta e dourada. Optou por deixar o cabelo solto, descendo em ondas pelas costas, prendendo apenas a franja que não era muito curta. , por outro lado, optou por um tubinho preto com detalhes em branco, scarpins Pink, uma bolsa Channel preta com alça dourada e na maquiagem deixou os olhos bem delineados e a boca chamativa com um batom da mesma cor que os sapatos.
Chamaram um táxi e seguiram para a boate Nighters, o lugar onde toda a alta classe de Londres frequentava e que só o trabalho de poderia pagar naquela noite. É claro que se sentiu incomodada com isso, mas estava animada demais para deixar este sentimento dominá-la e estragar a diversão. Na pista de dança estava tocando Rude Boy, de Rihanna, e havia um aglomerado de pessoas dançando na pista, mas entre elas avistou uma em especial. tentava se misturar na multidão, mas ficava evidente que ele não sabia dançar.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
- Eu vou ao bar, quer alguma coisa? - perguntou próxima à para que a menina pudesse ouvi-la.
- Não, tenho outras coisas a fazer. - deixando a amiga sem entender nada, ela se dirigiu à pista de dança.
se distraía com uma jovem de vestidinho balonê vermelho que rebolava para qualquer um que quisesse olhar. foi muito mais agressiva ao puxar pela camisa para se grudar ao seu corpo.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
- Come here, Rude boy, boy, Can you get it up, Come here, Rude boy, boy, Is you big enough - cantarolou a menina sarcástica, o desafiando. sorriu entrando em seu jogo e a virou bruscamente, fazendo suas costas encostarem-se a seu peito. Estava mais do que claro que ele não sabia dançar, então decidiu lhe dar uma ajudinha. Mexeu seu quadril lentamente, apoiando-se nos passadores de cinto da calça de para que ele pudesse acompanhá-la no movimento.
Tonight, Im a let you be the captain
Tonight, Im a let you do your thing, yeah
Tonight, Im a let you be a rider
Giddy up, giddy up,
Giddy up, babe
Sentiu um suspiro atravessar seu pescoço e não pode evitar se arrepiar com um sorriso habitando os lábios. Estava funcionando. sentiu se cabelo ser jogado para o lado e a respiração de se aproximou perigosamente, mas ela se afastou quando faltavam milímetros para que a boca do rapaz fosse de encontro à pele de seu pescoço. O clima estava esquentando, porém não poderia perder o controle, não com .
Tonight, Im a let it be fire
Tonight, Im a let you take me higher
Tonight, Baby we can get it on
Yeah we can get it on
Yeah
Virou-se de frente para ele novamente, os rostos extremamente próximos e roçou seus lábios nos dele, que já se encontravam entreabertos, parecendo desesperados. ficou de costas para e deslizou uma das mãos por sua nuca enquanto pegava a mão do rapaz e a colocava em sua cintura, se remexendo com ele novamente. Dessa vez chegou a seus ouvidos um gemido contido, estava se aproximando do ponto que ela queria. Deixar enlouquecido para que pagasse a própria língua.
Do you like it boy
I wa-wa-want
What you wa-wa-want
Give it to me baby
Like boom, boom, boom
What I wa-wa-want
Is what you wa-wa-want
Na, na
Ah, ah
Sentiu o aperto de se estreitar em seu corpo e pode notar o volume crescente dentro de seus jeans. Todos os homens eram iguais, ele não poderia se controlar quanto a isso. Seus lábios novamente seguiam em direção à pele perfumada da menina, mas quando ela se afastou para virar-se de frente, foi segura firmemente pelo pulso. Seus olhos se encontraram e o sorriso sapeca de foi abafado por um beijo urgente.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
As mãos do rapaz deslizavam por seu corpo, eles haviam parado de dançar e estendiam sobre a pista de dança, aquém de todos que estavam à sua volta. separou-se de e o olhou nos olhos, havia algo de diferente. Eles se olhavam não mais com sarcasmo ou provocação, ali era a pura expressão da necessidade, do desejo e de até mesmo da saudade.
sorriu levemente e o pegou pela mão, tirando-os dali. a prensou contra uma parede antes que pudessem dar mais um passo, seus dedos enrolaram-se no cabelo longo de , o bagunçando enquanto ele exigia de seus lábios, os quais já pulsavam.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
- Vamos para o meu carro. - sussurrou ele contra os lábios de , ambos ofegantes. Não perderam tempo, atravessando o estacionamento em questão de segundos. Mas antes que pudessem entrar, o prensou contra a porta do seu Nissan Infiniti, procurando por seus lábios enquanto as mãos deslizavam pelas laterais do corpo másculo dele, adentrando os bolsos da calça e finalmente tirando de lá as chaves.
- Eu dirijo. - sorriu enviesada entrando no lado do motorista e deixando que desse a volta para sentar-se no banco do carona. - Espero que seu carro tenha seguro. - ela deu um sorriso sinistro antes de arrancar do estacionamento. afundou no banco, temeroso que aquela maluca os colocasse em um acidente bem no centro de Londres.
Mas ele pode respirar aliviado quando estacionaram de frente para um prédio residencial luxuoso e a menina não hesitou em saltar do banco. Assim que ele saiu, ela o puxou pela mão, passando diretamente pela portaria e seguindo apressadamente pelo elevador. Ele aproveitou a deixa para reascender a chama entre eles enquanto o andar do apartamento não era alcançado.
A porta destrancada e foi empurrado para um quarto no final do corredor, onde havia uma cama espaçosa, deitando-se nela tão rápido quanto já estava por cima de si. Ele sorriu enquanto a segurava pela cintura a impedindo de começar sem antes lhe analisar de cima a baixo. Percebeu as bochechas da menina corarem levemente e finalmente permitiu que ela avançasse contra seus lábios. A noite prometia.
Capítulo 8.
puxou o zíper da blusa de até o final deixando à mostra seu sutiã roxo com um pingente de folha bem entre os seios. Seu sorriso aumentou quando ela tirou a blusa e sentou-se sobre seu colo o trazendo consigo. Segurou o cabelo acima da linha do pescoço e ele aproveitou para traçar um caminho lento de beijos e mordidinhas enquanto a livrava de seu colar. Quando deixou a correntinha na cômoda ao lado da cama desceu a boca para o colo da menina, parando entre seus seios antes de soltar o fecho, que se encontrava na frente, com um movimento rápido dos dentes.
deixou seu cabelo cair novamente pelas costas nuas e desceu suas mãos até a barra da camiseta do rapaz, puxando-a para cima e o obrigando a separar-se de seu corpo por um momento. segurou em uma de suas coxas para inverter as posições e subiu a saia de couro até a cintura enquanto sugava um de seus seios até sentir o bico tornar-se duro entre seus dentes. Passou ao outro enquanto com as mãos descia até a saia da garota, puxando-a para baixo junto com sua lingerie. Ela gemeu em protesto, pois estava em desvantagem, inverteu as posições novamente e livrou-o da calça jeans e das boxers rapidamente. Olhou o membro enrijecido do rapaz e sorriu para ele, envolveu seus seios ao redor do pênis pulsante e inclinou a cabeça até que seus lábios tocassem a glande.
A boca de se abriu, era algo que ele nunca imaginara acontecer com ele. O sonho de todo cara era que a garota lhe fizesse uma espanhola. , apesar de nunca ter feito isso, se mostrava ágil e coordenada para lhe proporcionar prazer até que os olhos revirassem. Ele lhe avisou quando estava por vir e ela parou para a sua surpresa. Subiu por seu corpo e beijou-lhe dos lábios até o pescoço. esticava seu braço em direção à calça a procura de um preservativo, mas negou com a cabeça.
- É mais gostoso sem. - sussurrou com a voz ofegante e falha e o rapaz sorriu enviesado.
- Não tem medo do que possa acontecer? - desafiou ele.
- Não se esqueça de que sou sua advogada , eu sei tudo sobre você. E não, não tenho medo. - concluiu enquanto era dominada pelo rapaz na cama. Seus pulsos eram seguros fortemente na altura de sua cabeça, uma de suas pernas subiu até o quadril de e ele a penetrou sem maiores dificuldades.
O som de suas partes íntimas se chocando misturava-se com os gemidos de prazer que, ora ou outra, deixavam os lábios relutantes de e . Ele se divertia ao ver as expressões de a qual mantinha os olhos fechados, concentrada nas sensações que ele a estava proporcionando. Ele fazia muito bem, até melhor do que , por que havia sido tão rude com ela então? Seus pensamentos foram interrompidos por algo que se aproximava, ela avisou murmurando seu nome com urgência, ele parou de se movimentar fazendo-a gritar abafado, mas seu corpo todo se relaxou quando os lábios de alcançaram sua intimidade.
A língua fazia um excelente trabalho, percorrendo todas as regiões, mas concentrando-se no clitóris, onde aplicava mais pressão. O corpo de começou a tremer, penetrou dois dedos e começou a fazer movimentos frenéticos. Ela se contorcia na cama, estava mais do que próximo. Então ele parou novamente e ela o olhou com raiva. Sentou-se na cama e o puxou para deitar-se ao seu lado.
- Fique calma, acha que só você vai se divertir aqui? - ele ofegou antes de beijá-la nos lábios. ficou por cima e suas intimidades se encaixaram rapidamente. Ela não economizou nos movimentos de ida e volta deixando-o fascinado com sua pressa em finalmente atingir o orgasmo. Ele segurou em sua cintura e passou a controlar os movimentos, não protestou.
Tinha de admitir que seus lentos movimentos lhe davam maior satisfação e deixou, então, que a guiasse para o clímax. Deitou-se sobre ele, ocupando o espaço da cama a seu lado logo em seguida. Não tinha coragem de olhá-lo nos olhos e ele parecia sentir o mesmo.
- Me desculpe por ter lhe dito aquelas coisas no escritório. - ele desabafou encarando o teto. apoiou a cabeça em um dos braços o olhando bem, analisando sua expressão minuciosamente.
- Não posso lhe desculpar agora. - disse ela sem deixar de olhá-lo. - Isso é algo que você vai ganhar com o tempo, , não depois de uma noite de sexo.
- Tudo bem. - sua voz lhe denunciava que estava levemente desapontado, mas ele disse isso olhando nos olhos de .
- Mas pedir desculpas já é um progresso, vou contar isso a seu favor. - ela sorriu e ele também.
pegou no sono primeiro enquanto lhe fazia carinho nos cabelos bagunçados. Ele respirou fundo e encarou o teto, o que estava fazendo? Depois daquele sábado a noite ele nunca mais fora o mesmo. Mal sabia o quanto era grato por não ter transado com ela enquanto estava bêbado, teria sido um grande desperdício não se lembrar de nada no dia seguinte. Mas depois, quando a encontrou no escritório e percebeu que o chefe a tinha na palma da mão, isso o fez ficar extremamente irritado. Como uma garota tão incrível poderia ser suscetível aos caprichos do chefe e não tomar uma posição? Ele disse sem pensar, e só depois foi perceber que a havia machucado com as palavras.
Naquela noite, entretanto, tê-la novamente havia acendido um sentimento novo que ele experimentava. Ele se sentia bem ao saber que ela se sentia bem. Poderia pensar que estava ficando louco, uma paixonite típica de seus tempos de adolescente. Ainda estava pensando sobre a noite quando adormeceu.
"You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough
You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough"
cobriu o rosto com o lençol, estaria ele sonhando? Já havia escutado aquele toque antes e, coincidentemente, depois de uma noite com . Ele sentiu movimentação na cama e se deu conta de que já estava acordado e, não, sonhando.
- Alô? - disse a voz arrastada da garota. Ele descobriu o rosto para olhá-la, estava sentada na cama passando a mão no cabelo enquanto bocejava e conversava em voz sonolenta. O lençol havia escorregado até seu quadril deixando seus seios à mostra. Engoliu em seco, tentando se controlar, mas não pode evitar o sorriso pela bela visão ao acordar. – , são sete e meia da manhã. - ela pegou o relógio da mesinha de cabeceira e o jogou sobre a cama. - Sim, sim, eu estou bem, não se preocupe. - suspirou. - Não precisa, eu vou ficar com a hoje, não estou me sentindo muito bem. Ok, tchau. - ela desligou o celular e esfregou o rosto.
- Já reparou como ele sempre liga depois da gente ter passado a noite juntos? - resmungou olhando para o teto. riu.
- Ele só está preocupado comigo.
- Ou é um grude. - apoiou-se nos cotovelos e a olhou nos olhos antes de descê-los para seu colo dando um sorrisinho sacana. - Sabe, eu não me lembro da última vez que acordei com uma visão tão bela. - cantou ele enquanto sentava-se na cama.
- Certo, - riu. - então a sua bela visão vai tomar um banho e volta já.
- Mas tão cedo? Não vai nem esperar pela rapidinha matinal?
- Garoto, você não consegue pensar em mais nada que não seja sexo? - o segurou pelos ombros enquanto invadia seu pescoço com leves mordidas.
- Faz bem para o meu ego ouvir você gemer o meu nome.
- , eu... - sua voz se perdeu quando ele se colocou atrás dela, colocando seu cabelo para frente enquanto suas mãos deslizavam pelos braços da garota, provocando-lhe arrepios.
- Você não gosta disso? - seus lábios grudaram-se no ouvido de enquanto as mãos desciam até seu tronco nu. - Por que não se senta no meu colo e me deixa desvendar todos os desejos da sua cabeça? - gemeu com a provocação. sorriu e virou-a de frente para si.
- ... - murmurou ela, sentindo um calor crescente vindo de suas partes íntimas, ele a estava enlouquecendo.
- Adoro quando você me chama assim, dá para sentir o tesão na sua voz. - um suspiro trêmulo deixou os lábios de e ela se viu completamente suscetível ao encanto do rapaz.
- Apenas faça. - suplicou ela inclinando a cabeça para trás agarrando os braços fortes e másculos dele que a sustentavam nas costas.
- É mais gostoso sem, certo? - ele recebeu um aceno de cabeça e a trouxe para sentar-se sobre o seu membro já enrijecido. - Deixe-me penetrar mais fundo, na sua consciência. Deixe-me conhecê-la como nenhum outro jamais conseguiu.
- Faça. - segurou em ambos os lados do rosto de e o beijou nos lábios dando início aos movimentos de ida e volta.
- Fazer o quê? - perguntou ele enquanto descia seus lábios para o pescoço da menina em direção aos seios.
- Me possua. - ele a olhou por baixo e sorriu malicioso.
- Com todo o prazer. - as mãos escorregaram até as nádegas de e passou a forçá-la para baixo cada vez que ela investia.
revirou-se na cama ao notar a claridade que tomava conta dos seus olhos. Que horas deveriam ser? Lembrava-se perfeitamente da noite passada, oh, lhe devia uma. Já não era a primeira vez que elas iam para a boate e ela tinha de voltar sozinha para casa. Ok, talvez estivesse sendo um pouco dramática demais, da outra vez ela havia se encontrado com e ele a havia levado para casa. Mas dessa vez ela não escapou de pegar um táxi sozinha, tarde da noite. Pelo menos não estava bêbada demais a ponto de ficar vulnerável.
Em todo caso, ela agora jazia na cama com uma ressaca daquelas, talvez fosse o momento para se levantar, tomar uma ducha fria para afastar o enjôo e seguir para a cozinha a fim de fazer um daqueles famosos sucos. Mas antes de fazer qualquer barulho, seria bom conferir se a amiga estava em casa, odiava pensar que corria o risco de acordá-la. sabia melhor do que ninguém que odiava ser acordada, ainda mais no dia seguinte à balada.
Arrastou-se para fora da cama e deu uma breve olhada no espelho, fazendo com que quase caísse das pernas. Ela estava um trapo, que bom que não havia homem algum ao seu lado naquela manhã ou ele sairia correndo do apartamento e nunca mais voltaria. Mas no que ela estava pensando? Ela não era o tipo de garota que saía transando com qualquer um... bem, pelo menos não até aparecer.
- Ok, já chega . Pro banho. - murmurou para si mesma enquanto estapeava a própria face no intuito de afastar o peso na consciência pelo erro fatal. Entrou no boxe e regulou a temperatura do chuveiro de acordo com a sua necessidade gritante de espantar o mal estar.
Lavou os cabelos e segurou-se uma ou duas vezes devido à tontura. Deixou o cômodo com uma toalha nos cabelos e escolheu por uma roupa confortável, afinal, era o seu dia de folga. O que também significava que teria de arrumar a casa, pôr a roupa para lavar e checar a dispensa para fazer a lista de compras. É, morar sozinha tinha os seus pontos negativos. Não que ela pudesse reclamar, afinal, a ajudava nesses dias. E era isso mesmo com o que ela estava contando quando terminou de secar as madeixas, pousando o secador sobre a pia de mármore.
Abriu a porta do quarto e marchou até o da amiga, batendo levemente antes de abrir a porta.
- você já está...ai meu Deus, me desculpa! - ela tapou os olhos ao dar de cara com um rapaz deitado na cama da amiga, as costas apoiadas na cabeceira e o lençol até sua cintura. - Desculpa, eu não sabia que a tinha companhia. - ela ficou parada com medo de se mexer e tropeçar já que ainda tapava os olhos.
- Está tudo bem, - ela ouviu o rapaz dizer com um riso. - eu sou , por acaso, você deve ser a ? - ele encarava a menina de cima a baixo com diversão.
- Na verdade é , é só meu apelido. - explicou-se, mas então levou um susto. - Espera, você é ? ! Aquele desgraçado que chamou a minha amiga de vagabunda? - ela voltou a olhá-lo e apontou para ele ameaçadoramente.
- Espera, eu já me desculpei com a . - ele estendeu as mãos à frente do peito, pedindo por calma.
- Eu não posso acreditar nisso. - olhou para o teto, irritada. - Como você foi parar na cama dela? Você a drogou ou algo do tipo, porque eu vou chamar a polícia hein?! - continuou dizendo ignorando os pedidos de calma que lhe pedia.
- Olha, eu sinto muito que tenha sido esse o jeito que nos conhecemos, mas foi a que me trouxe aqui.
- Eu não acredito. - disse pausadamente, respirando fundo para não ir atrás da amiga e estapear-lhe o rosto. - Ou a é muito burra ou você deve ser muito bom de cama, porque né... - ela se interrompeu. - Onde ela está? - seus olhos passearam pelo quarto percebendo que, até o momento, não havia escutado nenhum protesto vindo da amiga.
- Ela está tomando banho. - disse dando de ombros ignorando o último comentário de .
- Que seja, quando ela sair, mande-a ir até a cozinha. - ela disse em um rosnado e saiu do quarto pisando duro.
- Foi bom te conhecer ! - acenou e ouviu um urro do lado de fora.
- É ! - gritou em resposta arrancando risos do rapaz.
- Acho que eu irritei a sua amiga. - disse assim que abriu a porta do banheiro.
- A passou por aqui? - arregalou os olhos e foi até a porta. - Ai meu Deus ela deve estar furiosa! - suas mãos foram até o cabelo molhado e ela sentou-se na ponta da cama.
- Pelo quê? Por você ter trazido companhia para casa ou por essa companhia ser o desgraçado que chamou a amiga dela de vagabunda? - disse despreocupado o que deixou a menina ainda mais horrorizada.
- Ela disse isso? - conteve a histeria arrancando risos do rapaz. - Me desculpa, por favor, ela, ela só quer me proteger é que... - parou de repente. Será que deveria contar?
- É que...? - incentivou ele cruzando os braços na altura do peito.
- Depois que você disse aquelas coisas para mim eu fui dispensada do trabalho com a desculpa de que estava passando mal. Eu cheguei aqui e tentei tomar um porre, mas quebrei o copo e ela me achou na cozinha. Ficou me consolando até que eu parasse de chorar e fosse tomar um banho para dormir logo em seguida. Ela realmente ficou preocupada comigo, por isso a irritação com você.
- , eu já disse que sinto muito pelo o que disse, agora, mais do que nunca eu me sinto péssimo por isso. Saber que você ficou assim tão mal só me deixa pior. E eu sei que você não está pronta para me perdoar, mas eu vou me esforçar para fazer jus à sua confiança. - ele engatinhou até ela e segurou sua mão.
- É muita bondade sua, . - ela sorriu meio sem jeito e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha enrolando a ponta em seu dedo indicador. - Por que não vai tomar um banho? Assim você volta para casa se sentindo melhor. E não se preocupe, eu vou conversar com a .
- Tudo bem. - ele sorriu e beijou-lhe os lábios antes de se levantar e fechar a porta do banheiro.
respirou fundo e abriu o guarda-roupa em busca de uma roupa confortável, sabia que os dias de folga das duas significava o tempo de que precisavam para colocar as coisas na casa em dia. Arrumar, limpar, fazer listas, lavar. Esses dias nunca eram os melhores para , pois sempre estava de ressaca ou então recebia um chamado urgente de para suprir suas necessidades sexuais. Por sorte naquele dia ele não a incomodaria mais e ela teria o dia todo para passar com a amiga, coisa que já não faziam há tempos.
- Então, você estava na cama com o cara que te linchou? - disse de costas enquanto fazia a contagem na dispensa assim que colocou os pés na cozinha.
- Me deixa explicar. - pediu ela cerrando os olhos com medo da reação da amiga.
- É melhor você explicar mesmo, porque eu estou ansiosa para ouvir a sua desculpa. - ela levantou-se anotando algumas coisas no bloquinho e em seguida olhou para a menina parada à sua frente.
- , ele pode ter dito aquelas coisas horríveis sobre mim, mas não posso negar que quando ele me toca ou a gente se beija eu sinto alguma coisa diferente. - disse com um sorriso e um olhar lunático, sentando-se na mesinha que havia ali. - Ele é tão delicado e grosso ao mesmo tempo, sempre se preocupa com o que eu quero...
- ...Ok não precisa entrar em detalhes. Amiga, eu só quero que você fique bem e não se machuque. - sentou-se ao lado de e pegou sua mão com o olhar preocupado.
- Ele já me pediu desculpas, mas eu ainda não aceitei. - explicou ela devolvendo o olhar, compreensiva. - Disse que ainda não estou pronta e que o que ele disse me machucou bastante.
- E mesmo assim você transou com ele? Qual é o seu problema ? Não consegue manter as pernas fechadas?
- pare de agir como se fosse a minha mãe. - disse antes que ela continuasse com a lista de broncas. - Você já se esqueceu do que eu disse? Ele é especial, faz eu me sentir especial.
- Então por que ele te tratou daquele jeito? - quis saber colocando as mãos na cintura.
- Eu não sei, talvez ele tenha ficado com raiva por ter que me dividir. - as duas riram. - Eu sei que quem não me trata bem de vez em quando é o , sei lá, ele parece querer me exibir o tempo todo sabe? Isso me incomoda demais. - balançou a cabeça.
- Para que se preocupar com o se você tem o afinal de contas?
- Isso é mais complicado do que você imagina, , bem mais complicado do que isso. - ela suspirou e ouviram passos ecoando pelo corredor.
n/a: OMG! HAHA Este foi o melhor capítulo que eu já escrevi nessa fic. Sério. Espero que gostem tanto quanto eu e, é claro, comentem! Talvez seja a última atualização, talvez haja outra na semana que vem, ainda não sei. Mas, se não aparecer mais por aqui quero desejar a vocês um Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Que todas sejam felizes em 2011! xx, V
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Sábado à noite. O som alto chegava à rua onde o táxi diminuía a velocidade até finalmente parar. Foi lhe deixado a quantia, mas o troco não foi requisitado. Scarpins pretos e roxos envernizados apontaram no asfalto que, àquela hora da noite, começava a perder o calor do dia.
Com as mãos nos bolsos de seus sobretudos, os quais delineavam minuciosamente suas curvas, duas garotas se aproximavam da porta de uma das boates mais badaladas de Londres, atraindo o olhar de diversos marmanjos que, do lado de fora jaziam, como cafetões ou apenas bêbados mesmo.
Elas passaram direto por eles, ignorando as provocações que partiam dos lábios secos daqueles rapazes e finalmente conseguiram passar pelo segurança que impediu que aqueles atrevidos as seguissem para o interior da boate. Chegando à chapelaria, elas tiraram seus sobretudos e os entregaram às moças que lá estavam, deixando todos ali presentes de queixo caído.
, a mais alta, vestia meia calça preta, scarpins roxos, uma saia de cintura alta cinza com um laço na frente e, por baixo, uma blusa tomara-que-caia preta. O modelito ressaltava as curvas em seu corpo, quase imperceptíveis. Todos poderiam jurar que ela era modelo, mas bem que ela queria.
vestia meia calça também preta, scarpins pretos, um short cinza coberto por uma longa blusa xadrez vermelha e preta, um cinto azul sobre sua cintura e um chapéu preto levemente inclinado para trás. Ela gostava de roupas mais casuais e que dessem maior movimento. Não que seu corpo não fosse invejável, muito pelo contrário, ela até preferia evitar que as pessoas a olhassem mais do que deveriam.
Andaram até a borda da pista de dança, de onde conseguiam ver toda a casa noturna. já se mexia ao som da batida, o que fez começar a rir. Aproximou-se da amiga e disse que iria ao bar, apenas balançou a cabeça e murmurou um "bêbada" que foi inaudível devido ao volume da música que estava lá dentro. E então ela se sentiu livre para se infiltrar na pista, sendo levada pela multidão que dançava tanto quanto ela. Enquanto isso, seguia contornando a pista, tentando evitar ser empurrada pela multidão que dançava descontrolada, para chegar ao bar.
Alcançou o bar inteira, embora os muitos empurrões e mãos bobas que haviam lhe acometido durante sua passagem por entre as pessoas. Debruçou-se por cima do balcão, apesar do barman se encontrar na outra ponta, atendendo a um casal que praticamente se comia sobre os banquinhos que havia ali. Revirou os olhos e depois de conseguir pedir sua bebida a outro barman, virou-se de costas para o balcão apoiando-se em seus cotovelos e dando uma bela encarada em todos os indivíduos que estavam ali no bar. Depois de analisar seu lado direito de ponta a ponta, sua cabeça virou-se para o lado esquerdo, mas seus olhos não acompanharam o movimento muito bem, já que um rapaz chamou-lhe a atenção.
Vestia uma camisa social com as mangas dobradas até os cotovelos, o colarinho estava aberto e podia-se ver parte de seu peito. O cabelo bagunçado caía sobre os olhos do garoto que encarava seu dry Martini sem emoção alguma. Não pôde evitar voltar seus olhos à pista de dança, levemente envergonhada, ao que percebeu uma leve movimentação ao seu lado. Assim que sentiu uma mão a cutucando no ombro virou-se de súbito dando de cara com o bartender segurando seu drink em um copo colorido. Sorriu agradecida e tomou um gole, olhando de esguelha para o rapaz ao seu lado que, agora, a encarava descaradamente. A diferença era que, durante sua rápida análise na pista de dança, ele havia se movimentado distância suficiente para que seus braços agora quase se tocassem.
O rapaz virou o Martini num só gole e o observou com a sobrancelha arqueada. Não pela rapidez com que havia tomado o drink, mas com a quantidade de copos que se acumulavam ao seu lado. Ele deveria ter tomado, pelo menos, todos os drinks servidos naquele bar visando os diferentes formatos de copos.
Ele a encarou e sorriu de canto, devolvendo o olhar. Era provável que estivesse bêbado, mas imaginá-lo todo certinho antes daquela bagunça feita pela bebida e por ele mesmo estava sendo divertido para ela.
- Hey linda, sabe o que tem 142 dentes e guarda o incrível Hulk? - ele debruçou-se, ficando ainda mais próximo à que curvou os cantos da boca, sorrindo.
- Os portões do inferno? - arriscou ela, sorrindo enviesada.
- Não, meu zíper! - ele fez um biquinho e segurou a risada, virando seu rosto de volta para a pista de dança. - Ok, isso foi péssimo, mas, hey, está sozinha? - perguntou o garoto chamando a atenção de novamente para o seu rosto.
- Na verdade, eu estou com uma amiga aqui e... - ... Ah sim. - ele a interrompeu e bufou discretamente. - Você tem nome ou planos para hoje? - Aproximou-se ainda mais e colocou uma de suas mãos sobre o braço de que se apoiava sobre o balcão. Sua mão estava quente, o que fez com que a menina pensasse que correntes elétricas saíam do corpo do rapaz para passarem direto para o seu. "Ai meu Deus, e agora? Digo que não planejei nada e vou para a cama com um bêbado, mas deus grego, ou digo que já está tudo esquematizado e deixo essa visão do paraíso me escapar por entre os dedos?" pensou ela mordendo o canto do lábio inferior. "Ele deve ficar uma delícia quando..." seus pensamentos foram interrompidos por ninguém menos do que ele.
De novo.
- E então? - insistiu.
- Ahm, , mas me chame de . - ela mordia os lábios, ainda incerta sobre a decisão que tomaria. - E você é...?
- , . - ele disse no melhor estilo 007, com direito a voz e tudo o mais. achou muito sexy. - Mas sou para você. E você ainda não me respondeu à outra pergunta. - disse ele comprimindo os lábios.
"É, talvez eu possa acompanhá-lo até sua casa. Só para ter certeza de que ele não vai sair dirigindo embriagado." disse inclinando a cabeça levemente para o lado enquanto o encarava. Parecia estar fora de órbita. "O duro é se a gente se empolgar e, no dia seguinte, ele nem se lembrar de mim." ela olhou para cima com cara de pensativa retorcendo a boca, indecisa. acompanhava cada expressão da menina com diversão.
- Acho melhor eu te acompanhar até sua casa, sabe, para ter certeza de que você não fará nenhuma besteira... - " ...do tipo cair sentado na sarjeta ou escolher uma loira peituda ao invés da minha pessoa."
- Me acompanhar, sei... - ele sorriu malicioso. "Céus, só espero que ele não vomite em mim." disse ajudando-o a se levantar, mas quando ia passar um dos braços do garoto por sobre seus ombros, ele negou com a cabeça e a abraçou pela cintura firmemente. - Então vamos? - disse próximo ao seu ouvido e ela concordou, seguindo para fora da boate sem sequer lembrar-se da amiga que se perdia no meio da multidão... na pista de dança.
Saíram da boate depois de pegar seu sobretudo de volta. O vento frio e carregado, típico de Londres, fazia com que os dois, há algumas horas perfeitamente desconhecidos, andassem agarrados numa tentativa de aquecer a garota, afinal, o estoque de bebida correndo pelas veias de era o suficiente para mantê-lo aquecido durante toda a noite.
Chamaram um táxi, já que ambos estavam embriagados, pela bebida e pela presença confortável do rapaz ao seu lado. Assim que entraram, ele disse o endereço e o motorista pisou fundo, deixando que o silêncio se instalasse no veículo. aproveitou que seu braço ainda estava envolto na menina para fazer-lhe carinho na cintura, parecia absorta demais em pensamentos para se dar conta da carícia, portanto, deixou que ele prosseguisse.
Chegaram na metade do tempo previsto, já que o motorista dirigia como um louco, provavelmente numa tentativa de acabar logo o serviço e dormir. Ele pagou a corrida e ela ficou surpresa por ele ser cavalheiro mesmo bêbado e o acompanhou até a porta ainda o abraçando. Demoraram alguns segundos para que finalmente o rapaz acertasse a fechadura com a chave certa, o que parecia muito difícil já que, de todo o molho de chaves, ele chegou a testar todas pelo menos duas vezes.
- Não vai entrar? - ele perguntou quando abriu a porta e ela permaneceu do lado de fora.
Mordendo os lábios ela considerava novamente, "Entrar e foda-se o resto ou ser decente e ir para casa?..."
- Você tem muito dessa mania de fazer careta enquanto finge pensar não é? - ele a puxou pela mão com o mesmo sorriso malicioso.
Ela, convencida pelo sorriso dele, apenas sorriu em resposta e se deixou levar para dentro da casa aquecida e para perto do corpo dele.
A casa não era nem um pouco modesta, na verdade, no bairro em que se encontravam, as casas eram de altíssimo padrão e isso foi o que mais surpreendera . Como um rapaz aparentemente rico voltava de táxi para a sua mansão completamente bêbado? Ela observava cada detalhe da casa que era muito maior que seu pequeno apartamento próximo ao lugar onde trabalhava. Inclusive era maior que o de também.
- Onde é a cozinha? - ela perguntou livrando-se de seus devaneios e abaixando o olhar para que havia se largado no sofá, mas a encarava.
- À direita. - ele esticou o braço mole na direção além da porta que separava a enorme sala de um corredor. Ela assentiu com a cabeça e pôs-se em direção à cozinha. Não era sempre que fazia essas mordomias, mas ela e costumavam fazer batidas de frutas e legumes para curar a bebedeira. E era isso que ela pretendia fazer para .
Ao entrar no cômodo e acender a luz ficou embasbacada com a imensidão do lugar. Moveu-se lentamente até a geladeira para que tivesse tempo de dar uma breve analisada e quando abriu a porta da mesma seu queixo caiu. Embora aparentasse morar sozinho, era de uma organização impecável. Sua geladeira colorida pelos diversos vegetais e frutas e a forma como estavam dispostos chamou sua atenção. O que ele fazia mesmo naquela boate todo bêbado? Pegou alguns ingredientes e quando se virou deu de cara com o dito cujo parado, escorado no batente da porta com os olhos semicerrados.
- O que vai fazer? - ele sentou-se em um dos bancos que ficavam em volta de uma bancada de mármore.
- Um suco, é bom para amenizar a ressaca. - ela sorriu deixando tudo próximo a pia para poder lavá-los.
- Liquidificador à esquerda sobre sua cabeça. - ele disse apoiando o queixo em uma das mãos e observando cada movimento da menina.
- Obrigada. - ela esticou-se para pegá-lo fazendo com que sua blusa levantasse e mostrasse parte de suas costas, chamando mais a atenção de para a tatuagem que tinha perto do cós do short.
- Como sabe de tudo isso? - ele passou as mãos pelo cabelo ainda concentrado em .
- Anos de experiência...
- ... como bêbada? - interrompeu. o olhou séria e sorriu sarcástica.
- Não. - disse apenas, curta e grossa.
- Desculpe, é que você não é uma garota comum. - um sorriso brincou nos lábios de chamando a atenção de .
- Eu sei que não, se fosse, já estaria na cama com você. - disse sem rodeios assustando um pouco a . - Me, me desculpe, eu não quis dizer isso. - rapidamente consertou olhando para baixo.
- O quê? Que eu sou só um riquinho que sai para a boate e dorme com qualquer uma? - disse ácido, mas depois riu. - Não se preocupe, eu também não sou um garoto comum. - chamou a atenção de que já cortava alguns dos ingredientes para jogá-los no liquidificador.
Ela sorriu e balançou a cabeça terminando de picar e finalmente fechando a tampa do liquidificador. O líquido que se formava lá dentro não conseguia se decidir sobre qual cor ficaria, acabando por ficar meio esverdeado causando uma cara de nojo em .
- Prontinho, beba tudo e adeus ressaca! - serviu o conteúdo em um copo e o empurrou para o garoto que se manteve imóvel. - Vamos, você já é grandinho e sabe beber sozinho. - disse zombeteira e ganhou a língua de que pegou no copo na melhor pose de macho virando-o em um gole só. Tossiu um pouco e sentiu um líquido amargo voltar para sua garganta. - E em 5, 4, 3... - começou a contar enquanto a expressão de ficava cada vez mais alarmada sendo preciso sair correndo em direção ao banheiro mais próximo que havia por ali. - Sempre funciona! - sorriu sozinha pegando os utensílios para lavar.
- Nossa, o que foi isso? - ouviu pronunciar com voz de nojo. Seu rosto estava pálido e o cabelo bagunçado ainda mais. - Eu disse que curava a ressaca, só não falei como. - deu de ombros. sorriu ao observar de costas e moveu-se silenciosamente para perto da garota.
- Por que não deixa aí? Amanhã a faxineira vem aqui de manhã. - ele sussurrou próximo ao seu ouvido, quase fazendo com que derrubasse o liquidificador que enxaguava. Suas mãos se apoiaram na pia enquanto tomava a liberdade de abraçá-la pela cintura. - Vamos nos conhecer melhor. - ele sussurrou deixando o ar escapar de sua boca batendo diretamente na pele do pescoço de que se arrepiou. Ele estendeu um dos braços e fechou a torneira. - Eu sei que você não gosta de ser tão difícil assim. - roçou os lábios rosados próximo à nuca e fechou os olhos.
"Droga, por que tem sempre que ser aí?" pensou ela soltando um longo e pesado suspiro. sorriu confiante e a guiou para fora da cozinha.
Quando deu por si, ela e estavam sentados, de volta à sala, encarando-se em silêncio. Ela mexia no fecho de sua bolsa de mão enquanto ele mantinha a mesma posição largada com as mãos entrelaçadas sobre o abdômen, sendo uma visão do paraíso para .
- Então, , o que você faz aqui em Londres? - ele perguntou tentando parecer casual. A menina desviou o olhar do que estava fazendo e o encarou confusa, ele realmente queria ter uma conversa daquelas? "Claro né, dã, sexo selvagem é o que vocês não vão fazer." pensou a menina revirando os olhos. a olhava divertido, pois sabia que estava pensando.
- Sou estagiária em um escritório próximo ao centro. Moro por perto e de noite faço faculdade. - ela disse automaticamente. A verdade era que já havia explicado aquela história tantas vezes que praticamente virava um discurso ensaiado ao invés de sair com naturalidade.
- E cursa o que? - deu continuidade ao seu interrogatório, ignorando a maneira sem sal nem açúcar com a qual a menina havia respondido sua pergunta anterior.
- Direito. - ela sorriu deixando os olhos esbugalhados, mas felizes. Ele soltou um risinho.
- Você não tem cara de advogada. - provocou ele. - Mas acho que diz muito a respeito dessa sua personalidade ‘pulso firme’. Advogadas são ótimas na cama. - ele piscou e tacou a primeira coisa que viu, nele. Foi apenas uma almofada e, ainda por cima, ele a agarrou no ar.
- Só consegue pensar em sexo garoto? O que é que você faz, playboy? - cruzou os braços deixando que um leve biquinho tomasse conta de seus lábios ainda com um resquício de gloss incolor.
- Eu? Sou formado em administração de empresas há um ano e meio. - "Oh, um cara mais velho" pensou ela sorrindo de canto, mas disfarçando ao que viu sorrir prestando atenção em sua expressão. - Não, eu não sou mais velho. - disse ele pausadamente assustando a menina.
- Desculpe eu, eu não disse nada. - colocou a mão sobre o peito, assustada.
- Mas pensou. - ele sorriu vitorioso e bufou.
- O que foi? Também é vidente nas horas vagas? - disse a menina encostando-se no braço do sofá com os braços cruzados.
- Posso ser, quer saber sobre seu futuro? - ele ajeitou-se pegando uma das mãos de e virando a palma para cima, passando seus dedos delicadamente sobre a pele da menina, arrepiando os pêlos de sua nuca. - Olhe só, eu vejo... - disse fazendo suspense. desencostou-se do sofá e se aproximou dele, focando os olhos em sua mão.
- O que você vê? - rebateu com uma voz curiosa. sorriu.
- Vejo um futuro muito promissor... - beijou a palma da mão da menina. - vejo também uma sucessão de dias com muita sorte. - beijou o pulso de . - Também vejo uma mudança de rotina. - subiu para o antebraço. - E um novo sentimento pairando no ar. - ele já chegava próximo ao ombro da menina quando se virou na direção de seu pescoço. – O futuro acaba de chegar. - sussurrou contra o pescoço de , beijando-o em seguida. Ficou de joelhos no sofá ao que a menina entrelaçou os dedos de uma das mãos em seu cabelo conforme ele distribuía beijos em seu pescoço.
- ... isso, isso não é certo... você está bêbado. - dizia, já deitada no sofá com sobre seu corpo enquanto ele lhe distribuía beijos por todo o rosto e colo, exceto a boca e uma de suas mãos adentrava a blusa de , acariciando-lhe a pele ao redor do cós de seu shorts.
- Hum... - fingiu pensar olhando para cima. - uma garota linda me fez um suco estranho e, acredite ou não, ele é mágico! - disse sorrindo, parecendo uma criança. Seu hálito fresco de pasta de dente afetou mais do que ela poderia imaginar. Ele definitivamente não estava mais bêbado.
- Então, - aproximou-se do rosto de , deixando que apenas seus narizes se tocassem. - deixa de ser essa menina certinha e faz logo o que 'tá escrito na sua testa que você quer fazer. - ele sorriu, encarando-a diretamente nos olhos. Aquela era uma sensação nova, se sentia hipnotizada pelos olhos de , ele era como imã que a atraía cada vez mais, fosse pelo o que ele falava ou pelo o que fazia.
A última coisa que os separou foi a respiração de que, ao bater nos lábios de , foi tido como um sinal de largada, uma luz verde para que ele prosseguisse. Os lábios pareciam duas peças de Lego que se encaixavam perfeitamente, não hesitou em voltar a puxar os cabelos de , dessa vez, trazendo-o para mais perto de si. O beijo começou lento, pois ainda havia um obstáculo a ser vencido. Em um pedido silencioso e cavalheiro, passou a língua levemente sobre os lábios da menina que permitiu sua passagem, transformando-o em um beijo profundo e intenso.
finalmente sentiu-se seguro para deslizar seus dedos mais para dentro da blusa de , desabotoando a peça até chegar ao pescoço. entrelaçou as pernas na cintura do garoto e ele pegou em seu bumbum para finalmente levantar-se, isso tudo sem desgrudarem os lábios. Seguiram escada acima, depois de passar por um corredor enorme, até abrir a porta do que seria seu quarto. sentiu a cama macia sob si e fechou os olhos por um momento. se ajoelhou na cama, tirando os scarpins da menina e depois a blusa que já estava aberta. Quando voltou a abrir os olhos seu queixo caiu. Não por conta da magnitude do cômodo, mas sim do rapaz a sua frente que já se encontrava com a camisa social inteirinha aberta deixando à mostra o tronco bem definido, embora um pouco branco demais. Mas ela não se importava, pelo contrário, o achava sexy até.
Ela sentou-se, mantendo as pernas por entre as do garoto, que ainda se mantinha ajoelhado, e desabotoou o sutiã jogando-o no chão bem ao lado da cama. sorriu malicioso e deixou que sua camisa escorregasse pelos ombros largos, deixando-a finalmente cair. Desafivelou o cinto de sua calça e reparou na expressão nada angelical que fazia enquanto mordia seu próprio lábio esperando que ele tirasse logo aquela peça, a qual ela sabia que estava o incomodando muito.
voltou a se deitar na espaçosa cama quando já estava apenas de boxers, suspendeu o quadril para que o garoto pudesse tirar seu shorts e a meia-calça e, por fim, deitar-se sobre ela que já o esperava sorrindo. Suas mãos deslizaram pelo cabelo do garoto e desceram até suas costas. Sua pele macia estava deixando-a desnorteada. Como ele poderia existir? E, melhor, como isso tudo poderia estar acontecendo com ela? Quando seus lábios se selaram não havia mais dúvidas... aquele era o seu dia de sorte.
Capítulo 2.
se distraía na pista de dança, dançava e cantava, se divertia tanto que demorou a se dar conta do sumiço da amiga. De tempos em tempos alguns homens vinham passar uma cantada, ou a mão mesmo, mas ela nem se importava, estava ali para se divertir e era somente isso que planejava para aquela noite. ", eu vou te procurar assim que essa música acabar." prometia mentalmente a ela mesma. A música que tocava acabou alguns minutos depois e antes que desse qualquer passo para fora daquela pista, sua música tocou.
Red Wine
Konvict
Gaga
Oh eh
"Quer saber, ela já esperou até agora, pode esperar mais um pouco, deve 'tá com alguém mesmo para estar demorando tanto..." pensava enquanto rebolava ao som de Lady Gaga.
I've had a little bit too much, oh oh oh
All of the people start to rush, start to rush by
A dizzy twister dance. Can't find my drink or man.
Where are my keys? I lost my phone, phone.
Por mais impossível que pudesse parecer, a pista havia lotado mais ainda quando o som de Just Dance começara a tocar, e aqueles que já estavam animados antes, dançando, tal música libertara o lado "Gaga" de cada um; requebrando, fazendo caretas ou cantando e tudo acabou por ficar muito mais animado e excitante.
What's going on on the floor?
I love this record baby but I can't see straight anymore
Keep it cool, what's the name of this club?
I can't remember but it's alright, a-alright
dançava de olhos fechados, ouvindo a música e deixando que seu corpo fizesse o resto. Estava tão desligada do mundo que quando sentiu duas grandes mãos a envolvendo por trás e abraçando sua cintura, já estava dançando colada com o desconhecido. Pensou em se desvencilhar, pois aquele não seria o primeiro a assediá-la ali.
- ... - imediatamente esqueceu-se de tudo ao reconhecer a voz. - Você não costumava dançar com estranhos...
Sorriu como uma boba e se virou para confirmar com os próprios olhos quem estava ali, colado a ela, falando em seu ouvido. Esqueceu-se da música, parou de dançar imediatamente para analisar a pessoa à sua frente. Lá estava ele, sexy, lindo, com os olhos brilhando até com a pouca iluminação e a boca desenhada num sorriso, um sorriso de tirar a respiração de qualquer garota.
- Você está sozinha aqui? - confirmou com a cabeça incapaz de produzir um som decente. - Quer ir para um lugar mais, hum... menos cheio? - perguntou elevando a voz e a sobrancelha. parou por um momento. O que fazia em um lugar como aquele? Ela se perguntava sem conseguir parar de encará-lo. Ele era um dos garotos mais certinhos, além de veterano, de seu curso na faculdade. Não que eles fossem íntimos, mas tinham certa simpatia.
"Lugar menos cheio + + = ...you do the maths" com uma leve sacudida de cabeça para espantar os pensamentos, saiu andando sem mais nem menos por entre as pessoas, mas não pôde dar nem dois passos sem antes sentir a mão dele que, agora, envolvia sua cintura segurando-a bem próxima a seu corpo quente e perfumado. Atravessaram o mar de gente e só se soltaram ao alcançar o bar.
Já sentados nos banquinhos, começou a perceber a ausência da amiga. Virava a cabeça para todos os lados à procura de algum sinal de , mas nada.
- Ahm, 'tá tudo bem? - perguntou ao ver a agitação da garota.>br: - Ah, claro, eu só... perdi minha amiga, - disse fazendo-o rir. - me dá só um segundinho?
Ela chamou um barman e após anotar os drinks de ambos, não se conteve e perguntou:
- Ahn, sei que é muita gente, mas será que você não se lembra de uma amiga minha que veio aqui sozinha, ficou por aqui e sumiu? - apenas segurava a risada, ouvindo a conversa.
- Er... como ela era? - o barman pareceu confuso.
- Uma de cabelos lisos, compridos, usava um shorts curto, blusa xadrez e um chapéu. - descrevia conforme apontava para as partes do próprio corpo ao dizer as peças de roupa. continuava a observando.
- Acho que vi, saiu com um rapaz há alguns minutos. - ele apontou para a porta e pediu licença para preparar os drinks.
sentou-se no banco e bufou, estava completamente sozinha e sem saber como agir ao lado dele.
- Então você foi abandonada? - perguntou rindo.
- Ééé... - ela respondeu rolando os olhos.
- Não tem problema, eu te dou uma carona... - disse dando uma piscadela.
- Magina, eu volto de táxi. - ela disse corando um pouco. - E então como anda a faculdade?
- Bem, me encaixei na área, mas não mude de assunto, eu te levo ok?
- Ok, que seja... - respondeu sorrindo e rolando os olhos novamente.
- Ótimo, - ele sorriu antes de continuar. - não tenho te visto muito pelo campus...
- É, nossos prédios são muito longe, raramente nos vemos... - disse sendo interrompida pelo barman com os drinks. - Obrigada.
- Mesmo assim, antes você passava com seu namoradinho nerd toda hora pelo meu prédio. - alfinetou ele.
- Mas um dia tudo acaba... - disse mexendo em seu drink sem muito entusiasmo.
- Nem tudo... - disse baixo.
Ela de súbito olhou para ele e o encontrou mudando de assunto.
- Não esperava te encontrar aqui, sabia? - disse com aquele sorriso.
- É, muito menos eu, você sempre tão concentrado na faculdade. - disse fazendo careta ao virar seu drink. riu e alcançou o seu para tomar um gole.
- Às vezes é preciso se divertir um pouco não é mesmo? - piscou novamente para a menina. "Se ele continuar com essas piscadelas eu posso me arrepender muito dos meus atos mais tarde" sorriu ela ao pensar que não seria nada mal "pegar" naquela boate. What happens in Vegas, stays in Vegas right?
- Ain, quero dançar! - fez cara de pidona.
- Ok, ok, só o último gole e... - ele virou a bebida tudo de uma vez e saiu puxando-a pela mão.
Se infiltraram na maré de pessoas, sempre de mãos dadas, os braços bem esticados, mas as mãos atadas sempre que alguém tentava passar entre os dois. a levou até o centro, ou o que ele julgou ser o centro, mas estava mais para canto e parou de frente para ela, a puxando pela mão e colando-a em seu corpo. Apoiada no peito do garoto, levantou a cabeça e encontrou o sorriso branco ali, os olhos a encarando e a hipnotizando novamente. Deslizou as mãos de sua cintura para as bochechas dela, trazendo-a mais para perto, se curvando um pouco, colocando-a na ponta dos pés. Os lábios roçaram. Era instintivo, queria tanto quanto , se deixaram levar. colocou um de seus braços por cima do ombro esquerdo do garoto e espalmou a mão direita pelo seu peito.
O choque inicial foi cortado e logo, dessa vez, uniram os lábios com força; ele passou a língua pelo lábio inferior dela sem quebrar o beijo e ela entreabriu os lábios, uma boca colada na outra, as línguas se massageando e explorando o gosto de cada um. Ela não se conteve e passou a mão do peito dele para suas costas e deslizou o outro braço, seguindo o mesmo caminho para as costas dele, ambas foram até a base da camiseta e voltavam passeando por toda a extensão. Ele, ao ver o movimento dela, soltou as mãos de suas bochechas e posicionou uma em sua nuca e outra em sua cintura apertando o local e a puxando mais para perto. As bocas não se soltavam, as línguas estavam entretidas demais uma com a outra, os carinhos ficavam cada vez mais quentes, ousando, por vezes, passar a mão por dentro da camiseta dele, causando-lhe arrepios.
cortou o beijo a abraçando, beijou seu pescoço e a puxou novamente, desta vez para um lugar perto da chapelaria, onde havia menos gente. A encostou na parede enquanto se beijavam fervorosamente, ele passava a mão por suas costas, descendo mais, e mais um pouco, chegando à cintura e ficando por ali, apertando o local. já estava bem solta e à vontade com ele, passava as unhas pela barriga definida dele, e deslizava as mãos para as costas por dentro da camiseta, descia mais um pouco e chegava à cintura, quando enfim desceu mais um pouco e chegou ao local que queria, colocou as mãos dentro dos bolsos dele, mesmo com a calça praticamente na metade da bunda. Apalpou ali por uns instantes o que fez com que pensasse besteiras a respeito daquilo, então quando ele pensou em fazer o mesmo, ela cortou o beijo e o afastou, indo até a chapelaria, apoiou-se no balcão e tirou do decote um papelzinho igual ao que retirara do bolso do garoto e pegou o casaco de ambos. Virou-se para ele e o chamou com a mão, ele se aproximou a abraçando pela cintura.
- Cheguei a ter outras idéias sobre suas mãos... - ele disse baixo.
- Isso que dá pensar com a cabeça de baixo... - ela respondeu rindo.
- Falar em cabeça de baixo... - ela se assustou, não achou que ele seria tão direto. - sua amiga resolveu dar altos pensamentos com a dela e provavelmente do cara que foi com ela.
- Ah... - ela ficou quieta.
Vestiram os casacos, ele a envolveu pela cintura e saíram, o frio cortante só não os fez tremer pelo fato da bebida ainda os estar aquecendo por dentro. Ele tirou a chave do bolso da calça e ela já se adiantou.
- Guarda isso, não 'to afim de morrer...
- Pois saiba que eu sou um ótimo motorista! - disse rindo.
- Um ótimo motorista que bebeu álcool! - ultimamente andava paranóica com isso.
- Vem logo, vou te levar a um lugar legal.
- Se eu for para o hospital, acho bom você estar lá também, não ‘to afim de ser deixada como resto de acidente... - ela disse baixinho.
- Opa, valeu... - ele riu - relaxa, não é a primeira vez que eu faço isso...
Andaram até os poucos carros que ainda restavam ali, ao chegar perto do carro ela parou bruscamente, se livrando do abraço e olhando estática para o automóvel.
- Não vai entrar não? - ele perguntou abrindo a porta do passageiro para ela.
- Espero que você não tenha roubado isso... - ela disse passando por ele e se sentando no banco de couro.
- Isso é o humilde presente por eu ter entrado na faculdade... - ele disse fechando a porta.
- Humilde... hunf... - ela murmurou bufando.
- E então, para onde vamos? - perguntou com um sorriso ao colocar o cinto de segurança.
- Não sei, ‘tá afim de quê? - ele levantou uma sobrancelha e ela logo completou. - esqueci que você só pensa com a cabeça de baixo.
- Não que isso seja uma coisa ruim, não é? - ela corou e ele soltou uma gargalhada.
"Ai essas provocações..." teve seus pensamentos interrompidos por um selinho dele.
- Presta atenção em mim... - ele sussurrou brincando, ligando o carro em seguida.
- Dirige logo... - ela respondeu no mesmo tom.
Ele acelerou o automóvel e saíram do estacionamento para a rua não tão movimentada, considerando a hora. Ele dirigia rápido, cada vez mais acelerava, com o sorriso nos lábios sempre. Ela olhava para a paisagem e de vez em quando se pegava olhando para ele, analisando a face de perfil, os deliciosos braços fortes, as mãos grandes que entornavam o volante, as coxas largas, mas principalmente o sorriso provocativo.
Cedendo às vontades, puxou o cinto de segurança o suficiente para chegar muito perto dele. "Pode ser loucura, mas mesmo assim não arrisco morrer" riu do próprio pensamento, apoiando o braço direito no banco do motorista [n/a: vale lembrar que na Inglaterra o lugar do motorista é na direita!], a outra mão acariciou de leve a coxa esquerda do garoto que virou rapidamente o rosto e lançou-lhe o sorriso malicioso. Ela por sua vez mordeu o lábio inferior e continuou a carícia na perna dele, passando a mão para a parte interna, subindo mais um pouco, chegando perigosamente perto da virilha do mais velho e recuando. Ele virou algumas ruas e parou o carro bruscamente.
- Ficou louco é? - ela perguntou com as sobrancelhas levantadas.
- Você vem com provocação e ainda pergunta? - ele riu. - Não sei se reparou, mas sou homem.
- É mesmo? - respondeu debochada.
Ele soltou o cinto sorrindo provocativo e se debruçou sobre ela, soltou o cinto da menina e envolveu-a em um beijo com segundas intenções. Antes de se deixar levar percebeu uma movimentação do lado de fora do carro.
- , pirou de vez?! Tem gente lá fora, seu louco! - disse cortando o beijo.
- Não seja por isso... - ele saiu do carro e ela permaneceu estática. - venha, mademoiselle...
Ela o seguiu para fora do carro e se deparou com uma casa, nem grande, nem branca, nem nada daquelas casas sempre descritas sobre os filhinhos de papai. Era uma casa comum.
Assim que ele girou a chave e abriu a porta, puxou-a para dentro e a beijou. Empurrou a porta à suas costas e segurou a cintura dela. Ela desceu as mãos e arranhou o abdômen dele que soltou um grunhido em resposta, logo puxou sua camiseta para cima não demorou a começar a explorar o peito, as costas e a barriga definida dele.
Ele subiu com pouca dificuldade alguns degraus e mais a frente empurrou uma porta com o ombro e depois a chutou para fechar, e com um baque, mas suavemente, a colocou na cama, subindo por cima do corpo da garota. Ela chutou os sapatos e ele desceu os beijos para o pescoço da menina.
- Hey dude... IIIH FOI MAL! - uma voz os assustou, e em seguida o barulho da porta sendo fechada ecoou pelo quarto.
- Merda... - ele sussurrou.
- Er... relaxa... - "isso já estava indo longe demais, de qualquer maneira..." pensava enquanto olhava para o quão longe tinha ido para um primeiro 'encontro'. Saiu debaixo dele e se sentou na beirada da cama arrumando o cabelo.
- Vem... - ele murmurou, afundando a boca em seu pescoço novamente.
- ... - ela gemeu - espera...
- Hm... - ele murmurou ignorando-a.
- Não, chega... - ela disse baixinho chegando para o lado. Ele a encarou confuso, mas logo trocou a expressão por um sorriso.
- Já sei... Fui precipitado. - ela assentiu com a cabeça.
- Acho melhor não... - ela abaixou o rosto, corada. - pelo menos não hoje. - completou dando ênfase à última palavra.
- Tudo bem... - ele disse sorrindo.
- Esse sorriso... - ele abriu a boca para dizer algo e ela continuou - você podia pelo menos fingir decepção, qualquer coisa menos sorrir assim...
- D-decepção? - ele ergueu ambas sobrancelhas. - eu não entendo vocês mulheres...
- Nem eu entendo... Bom, vou para casa. - ela disse caçando os sapatos.
- Vem, vou te levar... - ele disse passando a mão pelo braço e sentindo falta da camiseta.
- Relaxa, eu vou de táxi.
- Nem tente, , eu vou te levar. - ele disse sorrindo.
- Okay... - respondeu o seguindo até a sala.
Chegando à sala onde ele achou a camiseta, um garoto os interrompeu.
- Er... já vão?
- É, , vou levá-la para casa. - disse um tanto grosso.
- Hm, prazer então... - o mais velho o fuzilou com o olhar e a garota sorriu.
saiu sem dizer nada, entrou no carro quieta e antes de ligar o motor ele fez questão de esclarecer.
- Eu e ele dividimos a casa... uma parte meu pai bancou, outra parte o pai dele, mas no fim a gente tem que dar duro para nos manter... Sorte que a faxineira passou lá hoje de manhã...
- Eu não pedi nenhuma explicação, . - ela disse gentilmente.
- De qualquer maneira, não foi legal o que aconteceu e também não me deixou com a imagem muito boa. - ele se desculpou.
- Pára de falar besteira - ela respondeu rindo. - me leva para casa vai...
Ele riu do jeito desencanado dela e seguiu para o endereço que ela lhe disse. A viagem durou 10 minutos e logo estavam parados em frente ao apartamento que dividia com a amiga. Ela soltou o cinto e ele fez o mesmo, tomou a iniciativa e o beijou, disse um 'boa noite' baixinho e ia sair, mas ele a interrompeu.
- Hm, ... Eu deveria esperar dois dias e te ligar de novo mas, amanhã eu queria ter uma companhia feminina... - disse meio sem jeito.
- E você também não tem meu telefone... - ela o lembrou.
- Não seja por isso. - ele tirou o celular do bolso e entregou a ela que rapidamente salvou seu número ali e anotou o dele no dela. - Agora diga, quer vir comigo amanhã?
- Depende... onde?
- Comprar um presente, queria uma opinião feminina...
- Me pega que horas? - ela perguntou sorrindo.
- Passo aqui às 17h. - respondeu sorrindo.
Trocaram um último rápido beijo e se separaram.
Assim que ouviu o ronco do motor da BMW de , fechou a porta e se virou, dando de cara com uma sala escura e vazia. Descalçou os sapatos e segurando-os na mão direita seguiu cuidadosamente para o quarto da amiga, ignorando a luzinha da secretária eletrônica.
- , posso entrar? - perguntou batendo na porta do quarto ao lado do seu. Esperou alguns segundos e não obteve resposta, nem mesmo um grunhido ou um berro de "ME DEIXE EM PAZ", nada. O que era estranho até para o sono pesado da amiga.
Delicadamente girou a maçaneta temendo a reação de por estar invadindo o quarto às 4h20 da madrugada, sendo que provavelmente ela estaria de ressaca. Ao abrir o suficiente para seu corpo passar deslizou para dentro, encontrando a janela aberta, a cama feita e nenhum sinal de que ela havia sequer tocado em algo desde que haviam saído. Voltou correndo à sala assim que se lembrou da luzinha, apertou o botão 'play' e não ouviu a voz da amiga, mas sim a voz do chefe dela, ignorando tudo o que ele dizia apenas apagou o recado e decidiu ir para a cama.
Foi para o quarto, trocou de roupa, tirou a maquiagem, checou o celular e não encontrou nem sinal de mensagem, muito menos ligação perdida de .
Antes de dormir ficou um tempo pensando, lembrando do agitado sábado. Desencanada de encontrar a amiga, deixou que outros pensamentos tomassem conta de sua mente. Lembrou-se de quando sentiu aquelas mãos em sua cintura enquanto dançava, de quando conversavam no bar, de quando voltaram para a pista, do primeiro contato dos lábios, de quando saíram e viu aquele carro, de quando o provocou durante o caminho. "Deveria estar mega bêbada, nunca teria coragem para fazer de novo..." pensava, lembrou-se de quando entraram na casa e de todos os toques, provocações, sorrisos, mordidas, beijos e carícias trocadas na cama. "E como fui longe para um primeiro 'encontro', isso é tão coisa da , não se parece comigo", pulou logo para lembrar do quanto ele foi fofo ao convidá-la para se verem logo no dia seguinte.
Sentindo calafrios só de se lembrar dos toques, adormeceu.
Capítulo 3.
"You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough
You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough"
- Alô? - ela se debruçou sobre o corpo para alcançar o celular que tocava insistente. – ‘Tá, sim, sim, já estou a caminho... Isso não é da sua conta, . - ela jogou o celular na cama enquanto terminava de se vestir às pressas.
- Namorado? - perguntou, cruzando os braços atrás da cabeça.
- Pior, meu chefe. - bufou a menina. - Aquela imprestável da minha secretária não deve ter entregado os relatórios.
- Você é estagiária e já tem uma secretária? - rebateu em tom de deboche.
- Não pergunte. - por fim, pegou a bolsa e resgatou seu celular e deu uma última olhada em . Seu chefe ficaria lhe devendo uma. - Eu preciso ir, a gente se vê por aí. - E saiu em disparada para a rua, chamando o primeiro táxi que apareceu.
Chegou ao escritório, depois de uma corrida equilibrada entre parecer apresentável fazendo a maquiagem e ignorando a fome com um chiclete, uma das assistentes de a esperava na porta do elevador. Ela nada disse, apenas começou a andar esperando que fizesse o mesmo. A garota não hesitou, mantinha a bolsa na frente de seu corpo, cobrindo parte de seu modelito que estava, bem, curto demais para um escritório de advocacia.
- Muito bem, - ouviu a voz de assim que se aproximaram da porta. Entraram e ele a encarou diretamente nos olhos, parecendo surpreso. - eu, eu ligo mais tarde. - bateu o telefone no gancho e olhou mortalmente para a secretária que saiu apressada sem dizer uma palavra. revirou os olhos, odiava o jeito com o qual o Sr. tratava seus funcionários.
- O senhor queria me ver? - perguntou sutil. sorriu de canto.
- Belo modelito, . - seu jeito largado enquanto se apoiava sobre a mesa, a calça social preta, a blusa branca aberta nos primeiros botões e o blazer que ressaltava seus ombros largos. Realmente não poderia reclamar do chefe que tinha, porque ele era muito gostoso.
- Ah corta essa , o que você quer? É domingo, por Deus! - a garota explodiu, cansada demais para os joguinhos do chefe. O rapaz apenas riu e deu alguns passos em sua direção.
- , , você sempre tem trabalho a fazer. E é comigo. - no final de sua fala ele já se encontrava a centímetros da menina.
- Oh sim, você deveria me dar um aumento por me fazer trabalhar aos domingos. - a menina sorriu enviesada e o pegou pelas bordas do blazer, puxando-o até sua cadeira executiva e o jogando nela. Apoiou-se na mesa de vidro do advogado e colocou um de seus pés apoiado na cadeira, entre as pernas do garoto que aumentou o sorriso malicioso.
- Mal começou o dia e minha garota já está faminta, assim que eu gosto. - deslizou seus dedos quentes desde o tornozelo de até seu joelho que, devido à sua pressa em se vestir, estava sem a meia calça.
- Chega de falatório. - pressionou o peito do rapaz fazendo com que a cadeira se inclinasse levemente. sorriu a puxando pela mão, assim que sentou-se em seu colo ele rapidamente deslizou seus dedos ágeis por debaixo da blusa xadrez da menina. Os lábios tocaram-se com voracidade, não havia tempo a perder, embora ninguém os fosse interromper. Entretanto, sabia a diferença entre beijar e beijar naquele momento, mais do que nunca. Antes ela acreditava que a luxúria existente entre seu chefe e ela era suficiente para saciá-la, mas naquele momento não era a mesma coisa. Havia algo entre ela e que deixava em um patamar abaixo, bem abaixo.
Sem paciência para dividirem a cadeira, colocou sentada sobre sua mesa e desceu os beijos para o pescoço dela, arrancando-lhe suspiros pesados e sussurros falhos. Ele adorava quando ela inflava seu ego, deixando claro que estava fazendo um bom trabalho. Começou a desabotoar a camiseta de enquanto ela colocava seu chapéu na cabeça dele.
- Meu Deus, , sem sutiã? - disse com a boca deslizando pelos seios da menina, mas tudo o que esta fez foi retrair a expressão. "Merda, esqueci na casa do ." pensou urgente enquanto o chefe continuava descendo seus lábios nada cordiais. - Você sempre me surpreende.
revirou os olhos e virou a cabeça levemente para o lado, mantendo os olhos de esguelha nos movimentos do chefe. Entretanto, seu olhar foi atraído para o canto de sua enorme mesa, onde havia alguns arquivos abertos. Seus olhos se focalizaram e quando deu por si, já estava falando.
- Está defendendo ? - perguntou e o rapaz gemeu em desgosto. Afastou-se da estagiária a olhando nos olhos enquanto apoiava cada uma das mãos ao lado de seu corpo ainda em cima da mesa.
- Sim, por quê? Você o conhece? - pôde notar o ciúmes presente na voz do chefe e se segurou para não bufar. Até onde sabia, não era nada dele além de uma fonte no meio de sua seca.
- Ouvi falar. - deu de ombros.
- Já sei, - sorriu satisfeito. - você quer trabalhar no caso. - sentou-se na cadeira e cruzou os braços.
- Se me deixar, é claro. - sorriu maliciosa começando a abotoar a blusa novamente.
- E por que não? Será minha assistente. - disse autoritário acariciando a coxa totalmente despida da menina que sorriu ainda mais.
- Como quiser, senhor. - levantou-se da mesa e deu-lhe um beijo no melhor estilo "desentupidor de pia", deixando o escritório em seguida. Sabia que todos os olhares pairavam sobre ela, mas não ligava sobre a putaria que acabara de presenciar no escritório do próprio chefe; na verdade, pensava em como seria dali para frente com e , lado a lado. A quem ela não resistiria? Talvez um ménage não fosse tão absurdo assim.
Chamou outro táxi e deu-lhe o endereço de seu apartamento. Deixaria que curtisse seu sutiã lembrando-se da noite anterior, ela tinha mesmo um monte deles, para que se preocupar justo com aquele? Girou as chaves na porta e tirou os sapatos adentrando o apartamento. Ouviu barulhos na cozinha e antes que pudesse correr para o quarto escutou:
- , venha já aqui! - soltou um gemido derrotado e seguiu com os ombros relaxados até a cozinha.
- Sim, mãe. - disse emburrada enquanto observava driblar as panelas no fogão.
chegou de mansinho enquanto segurava uma frigideira ameaçadoramente, a mediu com os olhos e chegou mais perto ainda segurando a panela.
- Obrigada. - disse por fim a abraçando.
- Sai daqui, sua louca! - disse a empurrando e rindo ao mesmo tempo. - Põe essa frigideira no lugar e me conta o porquê do 'obrigada', louca...
- Ainda bem que você me abandonou e eu encontrei... - ela parou por um momento - espera aí, é mesmo, você me abandonou!
- Me poupe , quanto você bebeu ontem? - olhou a amiga, divertida, cruzando os braços enquanto se encostava no batente da porta.
- Eu não bebi nada! - a menina disse histérica arregalando os olhos. - Eu só... ah, deixa para lá. Onde esteve? - balançou a cabeça tirando o foco de si.
- Com um tal de . - disse virando-se e seguindo para o seu quarto. , curiosa, seguiu a amiga.
- Como assim? Quem é ele? - insistiu e soltou um grunhido irritado. Virou-se de frente para a amiga e deu seu sorriso sacana. Sabia que ela ficaria horrorizada em saber e aquilo a divertia.
- Só o cara com quem eu transei noite passada. - deu de ombros e o queixo da amiga só faltou tocar o chão.
- MEU DEUS! - disse boquiaberta. - Bem que ele falou sobre você pensar com a cabeça debaixo... - murmurou.
- Quem falou um absurdo desses? Eu nem tenho cabeça de baixo. - disse sarcástica olhando para as pernas.
- Ha-ha conta logo vai, como ele era? - perguntou sentando na cama da amiga.
- Não tente esconder, - se olhava no espelho enquanto prendia o cabelo em um rabo alto. - quem você encontrou lá? - olhou através do espelho, o que fez de seu olhar muito mais acusador do que realmente era.
- Pára de mudar de assunto, pode contar... - respondeu devolvendo o olhar.
- Ok, mas depois você não me escapa. - disse ela finalmente se virando e indo se sentar de frente para a amiga. - Eu o conheci no bar da boate, a gente foi para a casa dele, ele estava bêbado, aí fiz aqueles sucos anti-ressaca sabe? Então, ele vomitou, ficou melhor, a gente começou a se agarrar e acabamos na cama dele. O resto você já sabe. - deu um tapinha na amiga que não parava de rir. - Mas e você, dona certinha, sei que também se divertiu noite passada, já que nem me ligou!
- Não acredito... - ela começou rindo - você deu aquela gororoba para ele?! E o mais incrível, - se recompôs e continuou - AINDA ASSIM terminou na cama dele?! Inacreditável!
- Você também terminaria, não negue! - fez bico. - Ele é bom no que faz.
- Não sou como você, zinha - mostrou a língua. – Ele, o suco anti-ressaca, ou o... o... como é o nome dele mesmo?
- . - revirou os olhos. - É claro que ele, né, mulher?! Agora chega de falar de mim, vamos falar da SUA noite.
- Qual parte de você ter me abandonado nas mãos de um estranho nem tão estranho, mas muito bonito e rico... - parou e começou a pensar nas características do garoto - E antes que me pergunte, não, nós não transamos... Não que eu não tenha tentado...
sentia sua expressão se surpreender a cada segundo que a amiga falava, cada vez mais confusa. Um sorriso brotava em seus lábios e ela conseguia sentir um grito histérico querer sair do fundo de sua garganta. O que havia feito afinal?
- ? Eu não acredito! Justo ele que parecia ter mais salvação do que você. - a garota soltou de uma vez fazendo cara de falsa reprovação. - E, oh meu Deus, você tentou transar com ele! Onde estava a sua dignidade naquele momento ?
- C-como você sabe que foi ele? - abriu ao máximo os olhos - E não fale da minha dignidade, por favor, a não ser que queira que eu me arrependa cada segundo de cada movimento, er, meu e dele.
- Está escrito na sua cara amiga, eu sabia que você não chegaria a esse ponto se não fosse com ele. - disse como se fosse óbvio. - E você não se arrepende, também demonstra isso. - apontou o dedo no meio do rosto da amiga que ficou até vesga seguindo onde ela apontava. - Agora, deixe o passado para trás, hoje é domingo e está na hora de descansarmos antes de retomarmos nossas vidas normais.
- Ah é, ligou aqui em casa, o que ele queria? - levantou-se, mas antes de sair do quarto, se lembrou.
- Uma rapidinha no escritório, como sempre. - revirou os olhos e viu a cara de assustada da amiga. - Não me olhe desse jeito, eu sei o quanto sou depravada por fazer isso, mas consegui algo melhor do que sexo dessa vez. - sorriu de canto.
- E o que foi? - demonstrou-se impaciente.
- Bom, digamos que eu consegui conciliar e em um só lugar. - soltou um risinho debochado.
- Tenho medo de você às vezes... - disse olhando a cara de diversão da amiga. - E eu não sei você, mas sei que seu querido chefe não é otário para cair nessa de "conciliar" os dois, e imagino que esse tal também não seja...
- Aguarde e verá. - dito isso, trancou-se no banheiro para um banho relaxante. Ela definitivamente precisava disso. , por sua vez, voltou à cozinha absorta em pensamentos. fingiria que nada havia acontecido na segunda-feira?
"É lógico que não, , quer dizer, ele já te chamou para sair, isso significa alguma coisa, certo?!" ficou um tempo mentalizando e imaginando as atitudes de no dia seguinte, por fim decidiu que seria mais inteligente perguntar à .
Assim que fritou duas omeletes de queijo subiu para chamar a amiga e a encontrou de pijamas e cabelos pingando, com o olhar perdido em um ponto fixo da parede do cômodo.
- Ainda pensando no -da-noite-passada ou ‘tá concentrada assim por causa do seu querido chefinho? - perguntou entrando sem pedir permissão.
- Na verdade não, - a menina sorriu olhando a amiga. - esqueci meu sutiã na casa do , sabe como é. Um dos meus preferidos. - deu de ombros.
- Não sei o que é mais estranho, você não ter se lembrado de pegar o seu sutiã preferido ou estar pensando nele enquanto poderia estar pensando na pessoa que está com ele... - comentou olhando para as unhas.
- Culpa do , ele me ligou às pressas para ir ao escritório, fui até sem meia calça. - bufou. - E não faz o tipo pegador, só ficamos porque ele estava bêbado. - Olhou a amiga que arqueara a sobrancelha descrente. - Tudo bem, talvez ele seja um problema, está o defendendo em algum processo e me chamou para ser sua assistente.
- Essas coisas só acontecem com você mesmo, viu... e , unindo o útil ao agradável... Puta sorte a sua, vaca. - lançou um olhar divertido à amiga.
- Não é unir o útil ao agradável, é unir o sexy ao conveniente. - disse, mas depois franziu a testa. - Ok, esqueça o que eu disse.
- Prefiro quando você 'tá bêbada... - disse dando-lhe as costas - Ahn, fica aí pensando enquanto eu devoro sua omelete...
- Como quiser. - deitou-se na cama e lá permaneceu.
- Não, é sério, você não vem mesmo? Tipo assim, eu vou mesmo comer sua omelete! - ameaçou com um brilho nos olhos.
- Come logo sua gulosa. - murmurou a garota quase adormecida.
Fechou a porta e foi para a cozinha, lá devorou as duas omeletes, lavou a louça e se jogou no sofá na sala, ligou a TV e ficou zapeando os canais, parou, como sempre, em um que passava a previsão do tempo.
"O tempo deve permanecer instável com pancadas de chuva à tarde e..."
- Como sempre... - disse bufando.
E então rapidamente seus olhos foram parar no canto direito superior da tela onde o relógio do canal indicava 15h28. Abriu ao máximo os olhos e tacou o controle longe, saiu correndo e bateu a porta do quarto sem nem ao menos acordar .
Tirou as roupas do corpo e jogou em qualquer lugar, se tacou dentro do chuveiro frio e ficou lá um tempo. Saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cabeça e outra no corpo, e então começou a demorada busca por uma roupa decente.
"Por favor, algo que não seja muito 'dia' nem muito 'noite'" pensou jogando várias camisetas e vestidinhos no chão, parou por um minuto e olhou para as roupas na cama, no chão e no armário. "Não tenho tão pouca roupa assim..." e lembrou-se do dia anterior e da semana corrida, não tivera tempo nem mesmo para ligar a máquina de lavar. "Merda."
Sem pensar duas vezes invadiu o quarto da amiga que dormia pacificamente, abriu o armário mesmo sabendo que a amiga não vestia o mesmo número que ela e começou a fuçar ali.
Encontrou uma blusa cinza que mais parecia um camisetão, com bicos que apontavam quase na metade de sua coxa e, para combinar, um sobretudo preto com gola de pele sintética. Também optou por pegar um par de botas pretas, as quais tinham os botões combinando com os do casaco. Agora só faltava a skinny jeans que ela havia deixado em seu quarto. Estava perfeito.
Vestiu-se em minutos, olhou no relógio e lá indicava 16h33. "O que está acontecendo com o tempo hoje?!" pensou assustada por ter perdido tanto tempo procurando alguma roupa. Entrou no banheiro novamente e começou a secar o cabelo, se xingava mentalmente a cada segundo por não deixá-lo da maneira que queria, mas no final o resultado ficou melhor do que esperava. Pegou o tubinho de corretivo e começou a se maquiar, passou um primer, uma base, um blush leve, pois ficaria com as bochechas coradas pelo frio de qualquer maneira, o indispensável delineador na parte superior dos olhos, o rímel e o gloss clarinho, tudo bem básico para parecer o mais natural possível.
Quando saiu do banheiro o relógio gritava 17h07. Correu para a sala e conferiu o estado interior da grande bolsa cinza que sempre carregava, agora estava pronta, não faltava nada. Pegou o celular e viu duas mensagens. A primeira dizia:
"Acabo de chegar, pontual como um bom inglês." ela sorriu, mas logo fechou a cara ao ver o horário da mensagem: 16h58. Abriu a segunda mensagem, que também era dele:
"Mulheres, sempre atrasadas... x" novamente olhou o horário: 17h05
Olhou pela janela do apartamento e lá estava, a BMW a esperando, com o motor no frio, e o dono, um inglês pontual, lá dentro. Até cogitou a idéia de ficar com dó e então lembrou que aquilo não fazia o menor sentido e saiu correndo, tendo sorte de pegar o elevador que estava no andar de cima.
Olhou para o espelho no elevador e fez algumas caretas ao arrumar o cabelo. O elevador parou e ela desejou ao seu próprio reflexo ‘boa sorte’ se sentindo boba depois. Saiu do hall do prédio e logo que ultrapassou o portão de ferro, ele saiu do carro. Primeiro pensou como era sortuda, depois não pensou em nada, sua mente ficou vazia ao retribuir o ‘oi’.
Ele lentamente a puxou pela nuca e ela sentiu o hálito de menta quando ele disse.
- Você é sempre linda assim ou é só porque eu tenho um carro mesmo? – brincou e depois deu-lhe um beijo.
- Melhor a gente ir logo para o shopping. – disse se separando dele.
- Já fui, mas ainda tenho que te levar a um lugar. – deu uma piscadinha e entrou no carro. Ela deu a volta e sentou-se no lugar do passageiro. – Pega aí atrás a sacola e não faça nenhuma pergunta.
Ele deu a partida no carro e se concentrou na rua enquanto ela abria a sacola e o sorriso desaparecia do rosto.
Capítulo 4.
- Pode me explicar o que isto aqui significa e... MEU DEUS, - ela disse séria - isso aqui custou uma nota!
- Ei, me dá isso, não era para você ter visto o comprovante do cartão. - ele disse ao parar em um semáforo.
- Ah qual é . Você precisava da minha ajuda para escolher isso? A meu ver parece que você arranjou alguém com um gosto mil vezes melhor que o meu. - ela disse colocando a sacola no banco traseiro.
- Eu precisava sim da sua ajuda. Mas ontem eu tive que comprar um presentinho para os meus pais e bom, ‘tava na vitrine. Só achei que você fosse gostar... - ele disse fazendo bico.
- Tira esse bico, seu bobo... - ela o imitou. - eu adorei, e tenho certeza de que quem ganhar vai gostar também.
- Bom, bom saber. - disse voltando a se concentrar na rua. - Achei que você diria que é um presente exagerado...
- Não deixa de ser, mas quero ver alguém que ganhar uma coisa dessas reclamar. - ela risse rindo.
***
Can call all you want, but there's no one home
And you're not gonna reach my telephone
Out in the club and I'm sipping that bub
And you're not gonna reach my telephone
acordou com o celular vibrando e tocando, amaldiçoou mentalmente a pessoa que a atormentava e estava quase xingando a pessoa quando a voz de sua mãe saiu do aparelho.
- Sabe que dia é hoje? - foi a primeira pergunta.
- Domingo. - respondeu ainda sonolenta.
- Sabe que dia foi ontem? - sua mãe não estava feliz.
- Sábado? - respondeu com certa ironia.
- E por que raios você não dá notícias há mais de DOIS meses? - perguntou brava.
"Começa com as fáceis e depois vem com essas..." pensava enquanto sua mãe explicava o quão preocupados ela e seu pai ficavam, depois de deixá-los para morar com uma amiga longe deles, como sentiam faltas dos telefonemas de todas as semanas como no começo, e tudo aquilo que uma mãe coruja adorava dizer.
- Mãe, relaxa, eu ‘to bem, a ‘tá bem, eu ando muito ocupada, só isso! - se defendeu.
- A me garantiu que você não estava sobrecarregada de trabalho, filha a gente só quer seu bem. - a ladainha de sempre.
- A diz essas coisas para não te deixar preocupada, mas dessa vez não deixa de ser verdade, só que o pouco tempo que não estou trabalhando, estou me divertindo. - sua mãe exclamou algo como 'não acredito!' e ela continuou ignorando-a. - Sinceramente, estou na flor da juventude e preciso de um tempo só para mim, entende? Você foi assim que eu sei.
Sua mãe se calou e, por segundos, se arrependeu do que havia dito.
- Está certa, me desculpe filha. - podia sentir que sua mãe estava sentida, mas sendo verdadeira. - Eu só, ah filha, ficamos preocupados, você sabe como seus pais são corujas...
- Eu sei mamãe, eu sei que vocês se preocupam comigo, mas, olha, eu estou bem, eu garanto. - ela sorriu. - E se algo de ruim acontecesse vocês saberiam no mesmo instante. Pode deixar mãe, se eu não te mantiver informada tenha certeza de que a fará, fofoqueira... - sussurrou a última palavra e sua mãe não ouviu.
- Certo, se cuide, beijos.
- Beijos.
Desligou o celular e percebeu como já estava tarde, o visor brilhava os números 17h30. Tinha certeza de que tinha saído, então decidiu fazer algo útil.
- Você é sempre tão quieta? - perguntou enquanto dirigia.
- Não sei o que falar. - ele gargalhou e ela sorriu em troca. - Aonde vamos?
- Achei que não fosse perguntar nunca. - ele disse divertido. - Um lugar que você vai adorar.
- Iiiih, que metido, acha que sabe até o que eu vou ou não gostar. - ela brincou rindo.
- Sei mesmo, você é previsível demais. - ela o encarou sério. - É brincadeira, bobinha... Vamos, coloque sua bolsa no ombro que nós já estamos chegando.
- , essa é a sua casa por um acaso? - perguntou.
- Não. A casa é dos meus pais. - ela gelou.
- Não precisa fazer essa cara de medo... - ele fez carinho na perna dela. - Eles são normais, acredite.
Ela soltou uma risada ainda tensa e, antes de sair do carro, a puxou e a beijou segurando firmemente na lateral de seu rosto.
- Só relaxa... - ele sussurrou.
- Não sabe como eu 'to tentando - disse ajeitando a blusa para parecer apresentável. - Vamos encarar isso logo, de uma vez!
- Não gosta dos meus pais hein? Descobri seu ponto fraco. - ele disse prendendo o riso.
- Não é isso, só não quero passar muito tempo com eles, vai que eu acabo me acostumando e eles também, depois vai ser uma confusão. - terminou com um selinho.
- Vamos.
Deixaram o carro na frente da casa e entraram de mãos dadas. tentava ao máximo aparentar não estar assustada pela visita repentina, mas não obteve muito sucesso. percebia isso e segurava firme sua mão, tentando, no mínimo, dizer que ela estava com ele e passando segurança.
- Até que enfim veio nos visitar! - o pai vestia um moletom e um suéter cinza. - E trouxe alguém, seja muito bem-vinda, querida! - disse festivo. - É um prazer. - o senhor disse apertando com firmeza a mão da menina.
- O prazer é todo meu, senhor. - ela retribuiu sorrindo.
- Passei só para deixar isso aqui para o senhor. - lhe entregou uma caixinha preta, tirando-a de dentro da sacola - E onde está dona Emma?
- Na sala, vendo a novela, como sempre.- respondeu alegre. Os três se dirigiram até a sala de estar onde uma senhora, muito bem conservada diga-se de passagem, estava sentada segurando o controle remoto.
- HARRY! - ela berrou ao vê-lo.
- Mamãe, passei apenas para lhe deixar isto. - e entregou-lhe a outra caixinha do mesmo tamanho que dera a seu pai.
- Obrigada, filho, não precisava. - ela disse abraçando-o e vendo a garota bem atrás. - Mas onde estão seus modos, ?! Muito prazer, Emma, mãe dele como percebeu.
- O prazer é todo meu, senhora, . - apertou sua mão igualmente como fizera com o senhor. A Sra. manteve um sorriso também.
- Estamos indo, outro dia passo aqui com mais calma. - o garoto explicou. - Espero que gostem do relógio e do pingente.
- , como você é estraga prazeres... nem me deixou adivinhar! - sua mãe brincou. - Adoramos, obrigada filho.
- Certo, certo. Aproveitem o resto do fim de semana. - acenaram quando os dois já estavam porta afora.
Entraram no carro e, quando deu a partida, ele provocou.
- Não foi tão ruim, não é?
- Achei que eles seriam muito piores comigo. - ela respondeu aliviada.
Ele riu e continuou dirigindo.
- Aonde está me levando agora? - ela perguntou curiosa.
- Agora sim, minha casa. - respondeu com um sorriso.
Ela retribuiu, mas não deixou de se lembrar da última vez, ou seja, no dia anterior, quando haviam sido interrompidos antes que ela fizesse algo de que pudesse futuramente se arrepender, o que duvidava. Cerca de 20 minutos depois eles estavam na casa de , saíram do carro e logo que ele abriu a porta e deu passagem para ela entrar, sussurrou por trás, em seu ouvido.
- Sabia que hoje todos foram viajar? - ela tremeu e ele se distanciou dela perguntando. - Quer um chá? Água? Cerveja? Refrigerante? ?
- Não, eu 'to bem assim... - respondeu provocante.
- Nem mesmo a última opção? Garanto que é a melhor... - disse chegando perto.
- Hm, vou pensar... - respondeu com um sorriso sacana.
Sem outra palavra, partiu para cima dele com um beijo. As bocas se movimentavam com certa urgência, as línguas se encontravam na necessidade do contato entre elas. As mãos dela puxavam o cabelo da nuca dele enquanto as dele passeavam por cima da blusa dela.
- Esse barulhinho de tecido me irrita. - comentou ele com o sorriso malicioso.
Rapidamente ela abriu os botões e se livrou do sobretudo enquanto ele já havia tirado a jaqueta e a camiseta que usava.
- Estraga prazeres. - ela disse beijando-o novamente com mais intensidade.
passava as unhas pelas costas e voltava à barriga dele que imediatamente se contraía quando ela chegava perto da borda da cueca. Ele comandava os passos, a empurrando gentilmente até o sofá de três lugares; assim que ele a sentou no sofá, pressionou sutilmente ambos os ombros dela para que a garota deitasse e ele prestasse atenção ao resto de seu corpo. Mas levantou à procura do contato com a boca do outro e ele pressionou com um pouco mais de força seus ombros até que ela se deitasse novamente.
Quando passou as mãos geladas por dentro de sua blusa ela contraiu na hora sua barriga e soltou um gemido baixo seguido de um suspiro, ele logo tratou de acabar com aquilo e ela arqueou as costas para facilitar a passagem da peça que agora estava no chão da sala; aproveitando as costas arqueadas da menina ele soltou seu sutiã rapidamente com dois dedos.
- Hm, quanta... aw, prática... - disse entre gemidos.
- Sou melhor em... outras coisas... - respondeu com um sorriso malicioso e uma sobrancelha levantada.
Ela não teve tempo de responder e logo já estava descendo seus beijos para seu colo e seus seios, ele sugava e dava mordidinhas em um enquanto massageava o outro e brincava com o bico, depois trocando. Passou a descer os beijos e as mordidinhas para a barriga dela e logo abaixo do umbigo, se deteve no cós da calça jeans que suas mãos rapidamente abriram e empurraram para baixo e ela, com ajuda dos pés, a jogou no chão. Ele voltou a atenção para onde havia parado, mas pulou para a coxa dela e, enquanto suas mãos agarravam sua bunda, ele se concentrava em trabalhar na parte interna da perna, perto da virilha. Ele puxou com os dentes e a ajuda da mão direita a calcinha e a jogou no chão, afastou as pernas dela e depositou vários beijos, mordidinhas leves em sua intimidade, logo depois passou a brincar com seu clitóris com a língua. arqueava o corpo e segurava com força no encosto e na almofada do sofá onde apoiava a cabeça, gemia constantemente o nome dele e arfava ofegante.
De repente ele parou, e subiu os beijos para a boca dela, antes que pudesse reclamar ele a penetrou com dois dedos e começou a fazer movimentos de vai e vem, ela, de boca aberta, não se continha com tanto prazer e gemia alto.
- Para, ... - ela o alertou.
Mas ele a ignorou com um sorriso e passou a brincar com os seios dela enquanto sua mão trabalhava freneticamente em seu órgão. Poucos minutos depois e ela gozava em sua mão.
- Hm... você fica com um cheiro delicioso... - ele disse cheirando seu pescoço.
- Sabia que... - ele a encarou nos olhos, aqueles olhos azuis a encarando.
- Que...? - ele incentivou com um sorriso.
- Tem algo de muito sexy em eu estar nesse estado e você aí, ainda de calça jeans. - ela disse com os olhos negros de desejo. - Mas vamos dar um jeito de acabar com isso...
Ela se esquivou de baixo dele e catou sua camiseta, a vestindo como um vestido. Ele se levantou e foi atrás dela, assim que ela passou a camiseta pelo corpo, a pegou no colo.
- Você precisa de um banho... - ele sussurrou e ela apenas riu.
Segurando com um braço debaixo de seus joelhos e com outro suas costas, a levou até o banheiro sem muito esforço. A depositou no chão do box e ligou o chuveiro, tirou rapidamente o jeans e a boxer e se jogou debaixo d'água colando os corpos. A beijou avidamente e a puxou para seu colo, ela deu um impulso e enroscou as pernas em sua cintura, ele não perdeu tempo e a prensou na parede a penetrando de uma vez.
soltava gemidos em sua orelha toda vez que ele a penetrava. tentava se manter de pé na água e lúcido o suficiente para o ato, a cada investida ele tremia com os gemidos dela e gemia em seu ouvido também. Não passou muito tempo e eles atingiram o orgasmo. Ele beijou sua nuca e se separou dela.
- O que você pensa que 'tá fazendo? - a menina disse quando o viu pegar a esponja e enchê-la de sabonete líquido.
- Eu te disse, você precisa de um banho... - apenas respondeu com o sorriso safado.
Ele deslizava a esponja suavemente sobre a pele dela e vez ou outra fingia ensaboar suas costas apenas para agarrá-la e beijá-la. Ela repetiu o processo nele e depois de devidamente enxaguados entregou-lhe uma toalha e ela se enrolou enquanto ele enrolou uma em sua própria cintura.
Repetindo coisas como "adoro sua pele", "você é linda" e respostas como "pare com essas coisas" ambos se deitaram na cama de solteiro dele depois dele a entregar uma boxer e uma camiseta, enquanto ele se vestia apenas com uma cueca. Rapidamente adormeceram de conchinha.
abriu os olhos no dia seguinte se sentindo perdida como sempre. Olhou para o lado, mas ele não estava lá, se levantou lembrando-se da noite passada com um sorriso bobo e sentou-se na cama olhando em volta o quarto, agora iluminado, por poucos raios de sol que entravam pela janela. Foi até o banheiro e escovou os dentes com pasta de dente no dedo, lavou o rosto e saiu do quarto. O encontrou na cozinha apoiado no balcão.
- Ah acordou é? - disse dando-lhe um selinho - Bom dia...
- Bom dia! - respondeu animada. - Que horas são?
- 11h30. - ele olhou a face inexpressiva dela e completou. - Não se preocupe estará em casa antes do almoço.
- Estava mais pensando no que estamos fazendo parados aqui. - perguntou com um sorriso.
- Na verdade eu vim procurar suas roupas e aí fiquei pensando no que comeríamos. - ele respondeu feliz.
- Você eu não sei, mas acho melhor eu ir para casa agora... - ele fez bico.
- Hoje é segunda-feira, sua amiga vai trabalhar, não precisa chegar tão cedo, certo?
- É, mas aposto que logo seu amigo estará por aqui... - obteve uma negação com a cabeça em resposta. - Mesmo assim, é melhor eu ir...
olhou para ela e a beijou. Bem mais calmamente do que na noite anterior, ela entrelaçou os braços em seu pescoço e ficou entre ele e a bancada, as bocas unidas e as línguas estavam calmas, aproveitando um ao outro, até ela morder seu lábio inferior e cortar o beijo.
- Vou procurar minhas roupas.
- Estão em cima da pia do banheiro, te espero no carro. - finalizou com um selinho. andou até o banheiro, se vestiu e foi direto para o carro do lado de fora. abriu a porta para ela como das outras vezes e depois deu a volta para entrar no lugar do motorista. Engataram uma curta conversa sobre tudo e nada ao mesmo tempo e logo estavam na frente do prédio da garota.
- Até amanhã... no campus. - ele disse com aquele sorriso.
- Até... - ela o beijou e depois saiu do carro passando pelo portão e ouvindo o motor dele se afastar.
"That boy is a monster
M-M-M-Monster
That boy is a monster
M-M-M-Monster
That boy is a monster
Er-er-er-er"
ouviu seu celular tocar e se deu conta de que já era outro dia e o sol já estava nascendo. Bufou pegando o aparelho e viu que era uma mensagem... do seu chefe.
"Reunião com o às 8hrs. Quero você aqui. Beijos, ."
Seus olhos reviraram então olhou o relógio do celular. 7h30. Ah, que ótimo! Pulou da cama sentindo-se um pouco zonza e com uma dor de cabeça absurda, seguiu para o banheiro e tomou um rápido banho, saiu com o cabelo já penteado e a maquiagem feita. Agradecia mentalmente por tê-lo lavado no dia anterior.
Abriu o guarda-roupa e pegou a primeira combinação que viu pela frente. Uma saia preta de cintura alta com um zíper lateral, uma blusa branca listrada de mangas curtas e, próximo à gola da blusa, um laço grande preto. Jogou um sobretudo bege e nos pés scarpins pretos. Pegou a bolsa branca e saiu apressada do apartamento, chamando o táxi que passava por ali naquele instante.
Estava prestes a estar na mesma sala de dois dos seus maiores problemas: e . Assim que as portas do elevador se abriram, todos os olhares se dirigiram à ela, mas não que isso a incomodasse, pelo contrário, já havia se acostumado a receber olhares tortos.
Deixou a bolsa com sua secretária que gentilmente havia lhe estendido seu caderno de anotações, o qual ela agradeceu com um sorriso e seguiu para a sala com portas de vidro jateado. Respirou fundo antes de entrar e ficou infeliz ao saber que era a última. e a olharam. Mas eram olhares diferentes, enquanto o Sr. a olhava com satisfação, luxúria, parecia surpreso em vê-la.
- Bom dia. - disse com a voz quase inaudível. Andou apressada até a cadeira vaga, ao lado esquerdo de , que estava na ponta da larga mesa de reuniões e sentou-se, cruzando as pernas. O silêncio ainda pairava entre os dois rapazes, deixando-a ainda mais nervosa.
- Bom dia . - pronunciou-se, aproximando-se de . Apoiou sua mão direita sobre a coxa da menina, próximo à virilha e beijou-lhe o rosto, fingindo escorregar, e depositando os lábios próximos ao seu ouvido. , que estava com a mão direita movimentando impaciente seu brinco, olhou diretamente para que franziu o cenho parecendo atordoado.
voltou a se sentar corretamente com um sorriso vitorioso. Estava claro que ele queria provar que ele estava no comando e, pior, que ele a possuía.
- Pois bem ... - começou a falar como se nada houvesse acontecido. balançou a cabeça afastando os acontecimentos assim como e todos finalmente puderam se focar na reunião. Ou pelo menos era o que fingiam fazer.
Capítulo 5.
- Muito bem, nos vemos no tribunal em dois dias. - apertou a mão de e os dois se despediram. terminou de ajuntar as suas coisas e, quando passou atrás de , para seguir à porta, o mesmo a segurou fortemente pelo pulso.
- Achei que você fosse diferente. - disse o rapaz com os dentes trincados.
- O que disse? - virou-se e o rapaz se levantou, parecendo inquieto.
- Eu vi, não tente esconder. Quando seu chefe te ligou eu achei que ele fosse um carrasco com você, mas agora estou entendendo tudo. - passou a mão pelo cabelo desgrenhado, o desajeitando ainda mais.
- Eu não sei do que você está falando. - arqueou uma das sobrancelhas confusa.
- Você é igualzinha à todas as outras, a estagiária que faz de tudo para ficar no emprego, inclusive ser a putinha do chefe.
- Cala a boca! Você não sabe o que está dizendo. - se alterou apontando para .
- Não sei? Ah por favor, poupe-me, eu vi a troca de carinhos e olhares entre vocês, não diga que isso foi ilusão. - despejou e ficou em silêncio. - Eu achei que você fosse diferente , mas o que vi aqui, hoje, já disse muito a seu respeito.
- É? O que você descobriu? - rebateu a menina, ainda mantendo-se na defensiva.
- Que você não passa de uma vagabunda, menina dos olhos do seu chefe. Vai lá, vai correndo atrás dele, tenho certeza de como ele fica feliz e te dá um aumento toda vez que você paga um boquete, não é isso?
- , o que está dizendo? - sua voz vacilou um pouco, o nó na garganta se formou de imediato. Quem era aquele rapaz parado em frente a ela? Com certeza não era o mesmo que havia conhecido há dois dias. Não, ele nunca a trataria mal daquele jeito.
- É isso que você ouviu . Bem, se me der licença, preciso ir, talvez eu esbarre com uma mulher de verdade ao sair daqui, quem sabe. - pegou o paletó que estava pendurado na cadeira e saiu rapidamente da sala deixando uma assustada e confusa para trás.
A menina fungou levemente e tentou parecer composta para sair da sala, embora suas pernas vacilassem a cada passo. Precisava tirar o dia de folga, sua manhã já havia sido bem tensa.
- ? - abriu a porta do escritório do chefe receosa.
- Entre. - o rapaz disse um pouco animado e a menina rapidamente o fez.
- Posso tirar o dia de folga? Não estou me sentindo muito bem. - ela disse pausadamente, de modo a impedir que a voz de choro transparecesse. olhou sua assistente, apreensivo, dava para ver que havia algo realmente errado com ela.
- Claro linda, me ligue se precisar de alguma coisa, está bem? - ele levantou-se de sua cadeira e acariciou o braço de que concordou em silêncio, beijou-lhe a testa levemente suada e depois a menina deixou a sala cabisbaixa.
Correu até seu escritório e resgatou a bolsa o mais rápido que pôde, precisava sair urgentemente daquele prédio, ninguém poderia vê-la se desmanchar em lágrimas, como estava prestes a fazer. Entregou o crachá na portaria e chamou o primeiro táxi que seus olhos marejados puderam focalizar. Entrou e disse ao motorista o endereço já sem esconder a voz de choro e instável, encostou-se abruptamente contra o encosto do banco e passou a observar a paisagem ao seu redor.
“You think I'm pretty without any makeup on,
You think I'm funny when I tell the punch line wrong,
I know you get me so I let my walls come down, down”
"Teenage Dream" tocava na radio, fazendo apenas com que abafasse os soluços com a mão, sentindo-se a pessoa mais suja e promíscua da Terra. As palavras de ainda ecoavam em sua cabeça, fazendo com que ela apenas se sentisse pior e pior.
Deu o dinheiro ao motorista, balbuciando que ficasse com o troco e saltou do carro o mais rápido possível, passou correndo pela portaria, não queria ver ninguém. Subiu no elevador, por sorte, vazio. Girou as chaves, embora estivesse com as mãos trêmulas e adentrou o apartamento rapidamente, deixou os sapatos no hall e a bolsa no chão e correu para a cozinha.
De um dos armários tirou uma garrafa de uísque e pegou um copo, serviu-se e virou tudo em um só gole. Respirou fundo enquanto sentia a bebida queimar garganta abaixo, empurrando o nó que a sufocava, junto, para o estômago. Virou-se de costas para a pia e deixou que seus pés escorregassem no chão, até se sentar nele, com as costas encostadas no armário.
Virou mais uma dose, fungando, enquanto ainda tentava controlar o choro. Qual era o seu problema afinal? Em um acesso de raiva, arremessou o copo de vidro contra a parede oposta à que estava, fazendo com que vários pedaços quicassem pela cozinha. Enroscou os dedos frios e suados no cabelo e dobrou os joelhos, escondendo seu rosto ali.
- O que aconteceu? - ouviu uma voz familiar, mas não se deu ao trabalho de levantar o rosto. - , o que foi? - duas mãos a consolaram, a abraçando delicadamente pelo ombro. levantou o queixo da amiga, dando de cara com aos prantos, de maquiagem totalmente borrada.
- Eu sou uma puta. - murmurou a jovem, comprimindo o rosto novamente.
- Não é não, - a abraçou, mas ela continuou a chorar. - quem disse um absurdo desses?
- O-O . - soluçou a menina.
- Quem é esse? Ah sim, o cara da boate. - bateu na própria testa, sabia que seus lapsos de memória não seriam muito úteis naquele momento. - , você o conheceu sábado, como pode acreditar em tudo o que ele diz? Ele nem te conhece! - separou-se para poder olhar a amiga nos olhos.
- Mas, mas é verdade . - choramingou ela.
- Sabe o que é verdade? - a menina disse determinada, negou com a cabeça. - Verdade é que você vai parar de chorar agora, - limpou o rastro preto de delineador que as lágrimas haviam feito no rosto de . - vai tomar um banho, se acalmar e me contar toda essa história direito, tá bom? - passou firmeza e sacudiu a amiga.
- Ok. - concordou baixinho. sorriu aliviada, ajudou a se levantar e a não pisar nos cacos de vidro espalhados pela cozinha, levou-a para seu quarto e deixou que a menina tomasse banho, enquanto lidaria com a sujeira na cozinha.
Começou pelos cacos espalhados no chão, não era lá a melhor no quesito limpeza, mas minutos mais tarde tudo estava como antes, tirando o fato de que agora faltava um copo no armário e o uísque devidamente posto em seu lugar. Sentou-se na bancada da cozinha, como sempre fazia mecanicamente, e teve altos pensamentos desde a substituição dos copos de vidro pelos de plástico até pensamentos sobre aonde teria ela e principalmente amarrado seu burrinho.
Demorou certo tempo para perceber que não havia descido; se dirigiu ao quarto da amiga encostando-se à porta e nem sinal de chuveiro ligado ou de alma viva ali, abriu a porta e encontrou a amiga de cabelos molhados e roupas largas jogada toda torta e encolhida, dormindo na cama. Murmurou um 'preguiçosa' e a cobriu, fechando cautelosamente a porta e se retirou para a sala.
Seria mentira dizer que não ficou pensando na noite anterior, mas também seria mentira dizer que só pensava nisso. estava realmente preocupada com a amiga, quando estava passando os canais da TV se deparou com o seriado Law & Order e não somente pela formação em Direito da amiga que se aproximava, mas principalmente porque amava aquela série, parou no canal e vagava os olhos pela cena com os pensamentos na amiga. Ela chegara a beber consideravelmente e a ter um acesso de fúria por causa de simples palavras de um estranho que conhecera em uma noite por aí.
Sem nem ter entendido uma palavra do que os personagens diziam, desligou a televisão e se dirigiu à cozinha a fim de fazer um chá e relaxar a cabeça. Pegou a caneca e foi para seu quarto, terminou de virar o líquido quente e ficou na frente do notebook pensando em nada.
Acordou com a bochecha marcada pelas teclas do computador e com o mesmo desligado, esfregou a face sem sucesso e ainda sonolenta olhou para o relógio constando que eram apenas 14h46, prendeu o cabelo de qualquer jeito e foi para a cozinha.
Encontrou a amiga praticamente dentro dos armários e sem que ela percebesse chegou perto e berrou.
- AH MEU DEUS QUE BARATA NOJENTA!
bateu a cabeça com força na porta do armário e se desequilibrou, logo conseguindo pular para cima de um banco, gaguejando.
- E-ela ‘tava perto de mim?
- Relaxa, só queria ver o porquê de tanta cautela... nem foi me acordar, eu ‘tava curiosa... - mostrou a língua.
- Puta que pariu, . - respondeu descendo do banquinho. - Só subi nessa coisa porque me assustei com seu berro e nem era verdade, te catar garota.
- Tá, tá, chega de bebida para você, vem aqui...
- Que bebida o quê?! - a interrompeu bruscamente - Quero só uma aspirina, criatura.
- Ahhn, ‘tá aqui olha... - a amiga disse apontando para a cartela de comprimidos dentro da fruteira vazia.
- Você e seus lugares estranhos... Que seja... - falou engolindo um comprimido e bebendo água.
- Você anda bem fraquinha...
- Fraquinha? Vai lá ouvir as coisas que eu ouvi, chorar toda água do seu corpo, tentar se embebedar e o pior: ser interrompida enquanto tenta. - deu as costas e se jogou no sofá da sala.
- , relaxa... - falou em um tom alarmado - Você sabe que tanto eu como você já ficamos pior por muito menos bebida...
- Não achei que você fosse lembrar... - disse rindo um pouco.
- Mas então, agora vamos à parte difícil, me conte... - sentou-se no sofá ao lado da amiga, confortável para ouvir.
- Bem, você se lembra do cara que eu conheci na boate e te contei né, o ? A gente mal se conheceu e transou na primeira noite e tal. Só que, também já te contei que ele é um dos clientes do , certo?
- Sim, você até estava toda animada com esse lance de colocar os dois na mesma sala. - disse animada, mas sorriu fraco.
- Hoje foi a nossa primeira reunião juntos, e você sabe o quanto o é descarado e possessivo. - a amiga concordou levemente. - Pois bem, ele fez isso na frente do e então ele disse várias coisas horríveis para mim. Não vou negar que transo com o meu chefe, mas isso não dá o direito a ele de dizer essas barbaridades para mim.
- Não mesmo. - mais uma vez concordou.
- Então ele começou a dizer que eu era como todas as outras, que o deveria ficar feliz em me dar um aumento cada vez que eu fazia um boquete nele. - a garota soluçou. - Resumidamente, ele me chamou de vagabunda.
- Isso só mostra que ele já saiu com outras para poder ter esse parâmetro de comparação. - a mais velha concluiu arrancando um riso tímido da amiga. - Sério , não fique triste, as palavras dele não têm fundamento e ele ainda vai se arrepender de tê-la tratado assim.
- É, acho que sim. - ela enxugou as lágrimas.
- Tudo bem agora então? - segurou nas mãos da amiga apertando-as para passar confiança.
- Tudo. - sorriu e abraçou a amiga. - Obrigada .
- Não foi nada. Agora vê se relaxa e curte porque amanhã temos aula.
- O que foi isso? - deu um salto do sofá quando uma música um pouco alta começou a tocar.
- Deve ser o seu celular. - virou-se para encarar a amiga sair correndo em direção ao seu quarto e balançou a cabeça. Voltou a encarar a TV, finalmente se sentindo bem o suficiente para focar no aparelho.
"Oi linda, espero que minha super assistente esteja melhor. Você pode vir ao escritório? Queria te passar alguns detalhes do processo. Beijos, "
sorriu, normalmente ficaria irritada ou emburrada, mas a mensagem não poderia ter chegado em hora mais oportuna. Seguiu para o seu guarda-roupa e escolheu uma saia leve e esvoaçante verde-oliva de cintura alta. Por baixo, uma blusa azul e scarpins bege. Pegou sua bolsa e o celular, borrifando perfume pouco antes de sair. Acenou para que ficou sem entender sua pressa repentina e desceu às pressas para o hall, esperando encontrar um táxi disponível, mesmo sendo a hora do rush londrino.
Por sorte conseguiu um em menos de cinco minutos de espera, deu ao motorista o endereço do prédio comercial em que ficava o escritório e encostou-se no banco, sentindo a alegria tomar conta de cada pedacinho de seu corpo. Parecia tudo estar dando certo, o taxista conhecia um atalho, o que a fez chegar lá na metade do tempo que levaria pelo caminho convencional.
Agradeceu, pedindo que ficasse com o troco e desceu rapidamente. Seguiu até a recepção e a moça que lá ficava perguntou se estava melhor. Era incrível como as notícias corriam naquele edifício. Como já passava das seis, não haveria mais ninguém no escritório, então ela não se preocuparia em dar satisfações a ninguém a não ser seu chefe.
O elevador estava no térreo e ninguém entrou junto com ela. Um sorriso enviesado tomou conta de seus lábios enquanto ela passava diretamente pelos andares, sem parar em nenhum. Pensando nisso, tirou sua calcinha, uma pequena tanga vermelha e a guardou dentro da bolsa. que a aguardasse. Virou a chave na porta envidraçada do escritório, por sorte tinha uma cópia, senão sua surpresa estaria arruinada. Seguiu silenciosamente até a sala onde encontraria o chefe, a única com a luz acesa naquele momento. Bateu com os nós dos dedos de leve e ao ouvir um murmúrio, adentrou.
- Olha se não é a minha assistente! - o rapaz abriu os braços sorrindo animado. retribuiu, colocando a bolsa sobre a cadeira que havia de frente para a mesa do chefe, onde seus clientes normalmente se sentavam. - Como está se sentindo?
- Muito melhor, obrigada. - deu a volta e parou de frente para , entre ele e a mesa. - Você parece tão tenso , aceita uma massagem? - ela disse enquanto puxava a gravata do rapaz, afrouxando-a. O paletó do terno já estava pendurado na cadeira, então ela só precisava abrir alguns botões de sua camisa. Assim que o fez, deu a volta na cadeira e começou a massageá-lo nos ombros.
soltou um suspiro relaxado e fechou os olhos. Longos dois minutos se passaram sem que nenhum deles dissesse uma palavra. Por fim, resolveu quebrar o silêncio.
- Sabe, , eu sempre achei esse seu perfume tão... - ela parou um momento e aproximou seus lábios da pele quente de para poder averiguar o doce aroma que emanava dele. Aproximou-se de seu ouvido e sorriu. - provocante. - foi como se uma brisa gelada os atravessasse, teve a pele de seu pescoço inteirinha arrepiada, assim como os pêlos de seu braço. - Vamos lá, pode afrouxar a calça, eu sei o quanto ela está te incomodando. - pronunciou no mesmo tom provocativo, descendo as mãos pelo peito dele abrindo, assim, os últimos botões restantes.
- ... - ele iria começar uma frase quando a garota o girou na cadeira rapidamente. Ela apoiou seu pé já descalço na cadeira, entre as pernas do rapaz e ele não pôde evitar de acompanhar as linhas bem delineadas, não só com os olhos como também com as mãos. Adentrou a saia rodada da garota e foi para a lateral do corpo, chegando mais ou menos em sua cintura. Olhou-a com brilho nos olhos quando nada encontrou lá.
- Ops, acho que me esqueci. - ela fez uma falsa cara angelical e o chefe sorriu diabólico, deslizando suas mãos para o interior de sua coxa, raspando levemente sobre sua intimidade. fechou os olhos sorrindo e então percebeu o chefe se levantar. - Sabia que eu adoro a sua mesa? - ela fingiu desconversar e os girou novamente para a posição onde primeiramente estavam. Sentou-se sobre a mesa e curvou o corpo, deitando lentamente sobre o tampo de vidro, empurrando tudo o que estivesse em seu caminho para o chão.
- Sabia que eu adoro garotas espaçosas? - ele sussurrou já ofegante. Sua calça caiu aos seus pés e ele logo se livrou dela.
- Adoro garotos de boxer. - os olhos de brilharam de luxúria enquanto ela voltava a se sentar.
- E os sem? - ele provocou, puxando o elástico para frente, mas não podia negar: já estava ficando apertada.
- A-do-ro. - disse pausadamente puxando com força o elástico da peça e a abaixando com os dedos ágeis.
Palavras não foram necessárias, em poucos segundos, arrancava a saia de jogando-a longe. A blusa foi o de menos, empurrou o chefe de volta à sua cadeira e sentou sobre uma de suas pernas enquanto com uma das mãos tocava seu membro enrijecido. franziu o cenho, inquieto, ele sabia o quanto ela poderia ser provocativa se quisesse. Mas também sabia que isso só acontecia se ela estivesse no comando. Bem, ele queria estar.
- Sem joguinhos hoje, . - puxou-a pela nuca de encontro aos seus lábios e eles se beijaram ferozmente. apoiou uma perna de cada lado do mais velho, mantendo-se alta o suficiente para que ele não a tocasse. O rapaz se inquietou ainda mais e a pegou pelas coxas, levantando-se em um movimento brusco e indo contra a parede. sorriu, a parede gelada atrás de si a excitou de certa forma. Quando ele a penetrou, rapidamente seu corpo se esquentou. Ela procurou qualquer objeto ao seu alcance que pudesse apertar para aliviar sua satisfação, mas como nada encontrou, voltou-se para os ombros largos do chefe.
Ele soltou um risinho baixo e começou com leves movimentos de ida e volta, aumentando-os gradativamente. Nenhum deles conseguia esconder os gemidos um do outro, estava ficando cada vez mais iminente, a sensação de prazer aumentava cada vez mais e a parede gelada às costas de , agora, estava fervendo, assim como ela.
- Mais... rápido... ... mais... - ofegava a garota bagunçando os próprios cabelos enquanto o rapaz a segurava fortemente pelas coxas, fazendo movimentos bruscos de ida e volta. Até que ele parou.
- Hoje eu estou no comando, gata. E você vai ter que implorar para mim. - sussurrou bem próximo ao pé do ouvido de e a garota gemeu insatisfeita. Ele recomeçou os movimentos, dessa vez tão devagar que quase pareciam em câmera lenta. não estava mais aguentando, precisava tê-lo, mas de forma alguma iria se rebaixar daquela maneira. Então, toda vez que o rapaz estocava para dentro dela, ela rebolava para que pudesse sentir mais prazer. Ao perceber isso, riu. - Adoro quando você se contorce assim . - seus ombros poderiam estar vermelhos, mas ele também não estava mais aguentando. Deu mais algumas investidas lentas antes de acelerar de uma só vez, fazendo com que o eco de suas partes íntimas se chocando invadissem o escritório.
Os olhos da mais nova só faltavam revirar de prazer enquanto os gemidos a sufocavam por estar sem ar para soltá-los. , por outro lado, abocanhava um de seus seios enquanto ainda terminava o seu "trabalho". Até que finalmente eles chegaram ao orgasmo e finalmente puderam relaxar. fechou os olhos se sentindo satisfeita, apoiou seu rosto sobre o peito suado da garota e beijou-lhe os lábios antes de cambalear para o divã de couro preto que havia em sua sala.
- ... - disse depois de um tempo em silêncio, já com a respiração normalizada. - eu queria te dizer uma coisa, mas você saiu muito rápido hoje do escritório, nem me deu tempo para pensar. - ele riu passando a mão sobre o cabelo desgrenhado e levemente suado.
- Por que conversar agora? Vamos curtir. - voltara a usar seu tom provocante, agora um pouco rouco por conta de sua garganta seca. Colocou-se sobre o corpo do mais velho e rastejou lentamente até chegar à altura de seu rosto, ficando a centímetros do mesmo. - Ainda quer estar no comando? - seu dedo indicador subiu de sua cintura até os lábios vermelhos do rapaz que a encarou nos olhos.
- Sempre. - virou-a de costas para si e "acidentalmente" inclinou-se para frente, apoiando as mãos à frente do corpo. O rapaz riu maliciosamente e segurou nas nádegas da mais nova, penetrando-a com cuidado por trás. A voz da menina saiu em um fio, ela sabia o quão difícil seria e como estava apertado. Mas resolveu ir devagar, cada vez que ia e voltava, procurava se aprofundar mais um pouco. Quando tudo finalmente entrou empinou ainda mais seu quadril e virou seu pescoço o suficiente para olhá-lo, seus lábios se curvaram em um sorriso satisfeito e encarou aquilo como um sinal verde para finalmente começar com a diversão.
Capítulo 6.
Não seria a primeira vez que eles transavam no escritório, mas com certeza havia sido a melhor de todas. e descansavam de seu segundo ápice em silêncio, deixando apenas que seus corpos se tocassem e uma imensa quantidade de calor fosse trocada. tinha em mente o que ele precisava dizer, mas tinha medo de soar brega demais. Não fazia o seu estilo, por que ele estava parecendo um nerd virgem?
- Quer ir para o meu apartamento? - ele sorriu malicioso chamando a atenção de que se perdia em seus pensamentos.
- Claro. - sorriu a garota e começou a se vestir, assim como ele. Rapidamente pegou seu celular e mandou uma mensagem para avisando que passaria a noite fora. Em seguida seguiu abraçada à para o estacionamento do prédio, de onde seguiram para a casa do rapaz em sua BMW.
- Seja bem-vinda. - abriu a porta de seu apartamento, um duplex. De cara, um pequeno hall que dava acesso à sala de televisão, cozinha e a uma sala de estar. Toda a parede era feita de janelas. estava maravilhada, só havia visto apartamentos como aquele em revistas de decoração! Ela ouviu um leve risinho atrás de si e tratou de se recompor. jogou seu paletó em qualquer lugar e foi se desvencilhando das roupas pelo caminho. - Me acompanha no banho? - sorriu maliciosamente e não pôde deixar de aceitar. Deixou sua bolsa em um dos sofás e seguiu o rapaz, deixando o trabalho de se despir para que ele o fizesse.
- Uau. - Chegando ao banheiro, não pôde evitar a exclamação ao deparar-se com o tamanho do cômodo, sem contar a banheira que, mesmo em um canto, conseguia chamar tanta atenção quanto. Seus olhos brilhavam e o rapaz entendeu perfeitamente, pois seguiu até a banheira e ligou-a, deixando a água escorrer enquanto ajustava sua temperatura. - Está brincando não é?
- Tudo para você, linda. - ele acariciou seu rosto e beijou-lhe os lábios. - Agora venha, você precisa de um banho. – “Outro?” pensou , mas tratou de se livrar logo desses pensamentos. Ah, o que era aquele deus grego nu diante dela? Deixou que se sentasse primeiro na banheira e assim que ele estendeu a mão para que ela também o fizesse, não se demorou.
fechou os olhos, aquela sensação da água morna em sua pele mais bem próximo era o combo perfeito. E não parava por aí. Depois de se certificar de que a garota estava bem apoiada e confortável, ele deslizou as mãos por seus seios enquanto ocupava seus lábios, deslizando-os na linha dos ombros de .
- Você é insaciável. - murmurou a garota deliciada.
- Tanto tempo esperando por isso, você só acumulou. - ele sussurrou provocante em seu ouvido, fazendo-a gemer um pouco mais alto.
sorriu satisfeito. Depois de um tempo beijando-se, ele puxou para o chuveiro onde finalmente puderam tomar um banho relaxante. No quarto, ele a emprestou uma camisa que ficou até metade da coxa na menina, também lhe emprestou uma boxer e deitaram-se na cama aos beijos. Dormiram abraçados, o dia seguinte daria o que falar no escritório.
Assim que saiu do apartamento, continuou sua longa e difícil jornada de ficar jogada no sofá e mudar os canais assim que começava o comercial. Tirou uma, duas, talvez até três ou quatro sonecas seguidas por puro tédio. Deveria estudar, deveria abrir, ao menos, um livro para afastar aquela consciência pesada de quem tinha certeza de que bombaria na próxima prova. Mas não, permanecia ali, deitada no sofá, imóvel, pensando em coisas que nem mesmo ela sabia.
"A maioria das pessoas ficaria feliz considerando que a pessoa que divide a casa contigo não vai voltar tão cedo, só espero que ela não encontre nenhum ..." desviou sua atenção do seriado por alguns segundos "Nenhum babaca que vai fazê-la se sentir mal..."
Levantou-se e foi até a cozinha, pegando um copo de água e bebendo-o em um gole. "Faculdade, que merda, amanhã tem aula... me sinto em um domingo à noite, todos os domingos são um porre... Mas ontem à noite, oh céus lá se foi o tempo que eu não transava com um cara no segundo encontro... o tempo que eles não me convidavam pra sair antes de dois dias... mas quer saber? Foda-se, desse jeito foi muito melhor..."
- Ai que idiota, , rindo sozinha e conversando com você mesma, deprimente... - colocou o copo dentro da pia e voltou para seu momento 'morta'.
As horas demoravam a passar, os minutos se contraíam em demorados segundos, estes determinados a fazer o tempo passar em câmera lenta, tudo para que aproveitasse o grande momento solitária e angustiada.
Depois de longas duas horas que mais se pareceram com quatro, levantou-se de súbito e andou até o quarto, fuçou em algumas gavetas do armário e até mesmo no banheiro. Correu novamente para a sala onde viu sua bolsa jogada sobre a mesinha de deixar chaves e coisas afins que ficava colada na parede ao lado da porta, abriu o objeto preto e enfiou ambas as mãos ali dentro, rezando para achar alguma coisa que salvasse seu dia.
- Certo, pelo menos isso ainda ‘tá aqui! - berrou feliz assim que encontrou a carteira com algumas notas dentro.
Voltou a remexer na bolsa, dessa vez não obtendo sucesso em encontrar algum sinal da chave do carro, que obviamente estava com e ela só foi lembrar depois de retirar e recolocar duas vezes todos os itens - que não eram poucos – de dentro da bolsa.
Decidiu sair de casa assim mesmo, a pé. Voltou para o quarto e colocou uma t-shirt estilo camisetão com uma estampa na frente, uma skinny jeans preta enrolou um cachecol xadrez com as tradicionais cores vermelho e preto no pescoço, catou o primeiro tênis que achou - mesmo este sendo um all star amarelo - abriu o armário e de cor já sabia onde estava o casaco que procurava, um meio sobretudo, também xadrez vermelho, preto, branco e cinza muito confortável e quentinho, e talvez o mais importante se tratando de Londres: quase que impermeável. Passou uma base, um corretivo, rímel a prova d'água, um lápis básico e um batom rosa pálido. Passou uma escova pelo cabelo e sorriu para o espelho - um velho costume - antes de deixar o quarto, caminhando pela sala e agarrando a bolsa preta. Trancou a porta e jogou o chaveiro no esquecimento dentro da enorme bolsa.
Desceu pelo elevador, de costas para o espelho, evitando ficar desesperada pelo provável cabelo desalinhado e pela face entediada escondida atrás da maquiagem. "Aleluia... Quanta tortura" agradeceu mentalmente depois que pôde sair do elevador e sentir o frio cortante ao ultrapassar o portão. Começou com passos lentos em direção à Starbucks, que sua memória lhe recordava ser mais próxima que qualquer coisa útil ali.
- Ô porcaria, deveria ter vindo com o outro tênis... - reclamou quando percebeu o que usava nos pés.
Andou por mais alguns quarteirões e chegou ao lugar aconchegante e quentinho por dentro. Em questão de segundos estava sentada em uma poltrona fofinha com seu amado Caramel Macchiato em mãos. Ficou observando o local durante um tempo e acompanhou com o olhar quando um homem bonito, bem vestido e com braços fortes passou por ela, parou, encarou bem seu rosto e mesmo assim perguntou:
- Ashley? Sou eu, ! - ele sorriu, mas ela teve a reação contrária.
- Er, eu não sou essa...
- Ai Ash, eu sei que da última vez te fiz passar vergonha, mas não hoje, ah hoje não! - então ela percebeu que ele não estava totalmente lúcido.
- Olha, sério, eu não te conheço! - as pessoas os observavam de canto de olho.
- Eu vou ali pegar uns chás pra gente, não saia daqui! - ele se levantou e foi em direção ao balcão.
Ela pensou em mudar de lugar, em colocar os óculos escuros e sair dali, em fingir que era a tal Charlie, mas preferiu ficar ali pronta para esclarecer que tudo era um grande engano.
Alguns minutos depois o tal voltou com duas canecas de chá fumegante, depositando-as na mesinha que separava os dois sofás.
- Certo, isso é muito estranho, eu nunca te vi na minha vida, então licença... - ela ia se levantar, mas ele se debruçou abruptamente sobre a mesinha sem querer virando as canecas e sujando parte da sua camisa e o chão.
- Oops. - ele parou na posição que estava, olhou para a garota e arregalou os olhos.
- Você é pirado. - ela se levantou e saiu da loja, enquanto dava os primeiros passos pela calçada ouviu um "Eeei calma!" seguido de um assovio e um "Espera um pouco!". Virou-se e viu o ser alterado e sujo dando uma corridinha até onde estava.
- Hm, desculpa por aquilo... - ela o cortou tentando se livrar do louco.
- Tudo bem, eu preciso ir...
- Espera, será que você poderia me ajudar? - ele lançou um olhar de cãozinho perdido. - Eu acho que já te vi e...
- De novo não, tchau. - lhe deu as costas e ia andando com ele a acompanhando do lado.
- Não, agora te reconheci, de verdade, você é a garota do , certo?
- Como é? - ela parou subitamente.
- É, a garota que estava com ele no dia... - ele sorriu de lado - ah desculpa por aquele dia...
- Ah, você é o cara que mora com ele... Não esquenta...
- Então, já que você sabe que eu não sou um doido maníaco, posso te pedir um favor? - "Doido você é, maníaco eu ainda não sei" ela mentalizou.
- Só pedir, pode...
- Posso usar seu banheiro?
Um silêncio se instalou, não acreditava no que havia acabado de ouvir e não parecia envergonhado por ter perguntado aquilo no meio da rua, mesmo a tendo conhecido há apenas 10 minutos.
- Digo, só para eu poder dar uma lavadinha nessa camisa e no meu braço que estão nojentos por causa do incidente, aliás peço desculpas. - ainda assim ela parecia meio tonta, sem ter o que dizer.
- Acho que... tudo bem - ele sorriu - e você já se desculpou.
- Certo, certo, obrigado. - ele jogou o braço sobre o ombro dela, que se esquivou, e recomeçaram a andar.
- Quantas garrafas você tomou?
- Nossa eu pareço tão mal assim?! - ele colocou uma das mãos em frente à boca e assoprou ali, sentindo seu hálito com uma careta. - Foram só duas taças de vinho seguidas de algumas cervejinhas...
- Levou um fora foi? - disse brincando.
- Na verdade não, fui demitido... - ele respondeu olhando para frente.
- Nossa... que péssimo. - "Que péssimo? Ai que patético, ".
- É, eu era só mais um estagiário para eles... - deu um sorriso amarelo - Agora eu não quero estar por perto quando meu pai ficar sabendo...
- Ah, não se preocupe, você vai achar outro estágio!
- É que assim, sabe, meu pai é um homem de negócios, um verdadeiro workaholic, para ele eu sou só um filhinho de papai mimado que não faz nada certo - a garota abriu e fechou a boca pensando no que falar - estou te enchendo o saco contando essas coisas né? Foi mal... Você já está sendo muito legal me dando um teto...
- Er... Você não acha que vai morar na minha casa, acha? - ela olhou assustada para ele.
- Não! Mas eu estou sem dinheiro para chamar um táxi... - ela riu.
- Tudo bem, sorte a sua ter me encontrado, vou ligar para o .
- Sorte...
- E não se preocupe, podemos pensar em um jeito de arranjar algum trabalho para você. - ele deu um sorriso enorme.
- Obrigado, de verdade. - continuaram a caminhar lado a lado.
Chegaram ao apartamento das meninas, retirou o casaco e apontou onde era o banheiro e a pequena lavanderia onde ele poderia colocar a camisa para lavar.
- Então... - ele disse entrando na cozinha coçando a cabeça.
parou o que estava fazendo e descaradamente analisou o corpo do garoto sem blusa. Os olhos iam dos braços fortes para o peitoral definido e a barriga lisinha, desceu o olhar mais um pouco para o cós da calça e voltou rapidamente para o que estava fazendo, com o rosto corado.
- Quer uma ajuda? - ele se apoiou na pia observando-a abrir e fechar a geladeira. - Aliás o que você vai fazer?
- Só um delicioso suco que minha amiga me ensinou... - ele assentiu com a cabeça observando ela jogar alguns ingredientes no liquidificador.
Ela ligou o aparelho fazendo certo barulho, virou de frente para que se encontrava do lado oposto a ela na cozinha quadrada. Mal percebeu quando o garoto lentamente se aproximou dela, encurralando-a entre ele e a pia. pegou uma mecha do cabelo que caía na face de e enrolou no dedo, levou então a mão para os macios fios dela que apenas ficou encarando com a boca entreaberta.
Enrolou firme os dedos no cabelo da garota e apertou a outra mão junto à cintura dela, não obtendo resistência aproximou os lábios e a beijou. Completamente confusa, apenas se entregou ao beijo, não só correspondendo como também espalmando as mãos no peitoral dele, ela aprofundou o beijo tornando-o em algo mais excitante. Apalpou a pia até achar os botões do liquidificador, apertou o primeiro de todos e logo o barulho cessou, ele desceu a mão de seus cabelos para sua cintura e apertou ali até ela soltar um suspiro.
Ela, por sua vez, apoiou ambas as mãos na pia e com uma ajuda do garoto sentou-se ali mesmo, ela se inclinava levemente para continuar o beijo cada vez mais quente. Sentiu as mãos dele passando por suas coxas e não hesitou em retirar imediatamente a camiseta jogando-a em qualquer canto da cozinha, ele subiu as mãos e passou a massagear um dos seios dela ainda cobertos pelo sutiã.
- O quarto... - ela balbuciou liberando os lábios dele - para o quarto...
Ele entendeu os sussurros e a segurou pela cintura enquanto ela envolvia suas pernas nele, moveu suas mãos para a bunda dela e começou a caminhar, voltando a beijar seus lábios.
- A segunda porta... - ela sussurrou ofegante em seu ouvido.
Assim que entraram, a jogou na cama, voltando para trancar a porta e retirando sua calça, sapatos e meias.
- Sem graça... - ela riu e ele passou a beijar e chupar de leve seu pescoço. As ágeis mãos dele abriram a calça e o sutiã dela ao mesmo tempo, ele jogou a parte de cima longe e voltou-se para a calça dela.
- Essas calças são ótimas pra apalpar, mas uma merda quando um cara precisa tirá-las. - ela gargalhou e passou a ajudá-lo a retirar a calça, assim que se livraram dela ele puxou a calcinha para baixo.
ergueu seu tronco e empurrou com os dedos o ombro do garoto, trocando de posições e ficando por cima. Passou a brincar com o elástico da boxer dele, que gemeu baixinho em resposta, e a retirou observando o membro já extremamente rígido do garoto, mordeu o lábio inferior receosa.
- , você não precisa... - antes que pudesse terminar, sentiu seu membro ser envolvido na base pelas mãos dela. - eu... só... ah...
Enquanto ele se perdia com as palavras, ela aproveitou para se debruçar. Seu pênis latejava de tanta luxúria e ele tremeu quando sentiu a respiração dela batendo em nele.
não pensou e, após um sorriso um tanto enviesado, abocanhou tudo o que podia do garoto, ele gemeu tão alto que ela tremeu por dentro. Retirou-o de sua boca e movimentando a mão na base passou a lamber lentamente a glande, dando mordidinhas. Ele por sua vez estava enlouquecendo e gemia alto toda vez que voltava a abocanhá-lo. Puxou de leve os cabelos da menina e ela o soltou, dando-se por satisfeita e subindo de encontro a sua boca.
Ele levantou o tronco pretendendo trocar de lugar com a garota, mas ela negou com a cabeça, agora sentados se envolveram em mais um beijo bruto. Lentamente ela rebolava em cima dele, friccionando as intimidades em contato. Ele empurrou a cintura dela para o lado e se levantou pegando uma camisinha na carteira, que estava no bolso da calça no chão, colocou o preservativo e voltou para a cama, onde o esperava mordendo o lábio.
Finalmente ficou por cima e a penetrou. Ela gemia alto e ele praticamente urrava de prazer, os movimentos ficavam rápidos, as unhas dela estavam cravadas nas costas suadas dele.
Gemiam alto, pouco se importando com os vizinhos, por fim ele chegou ao orgasmo, mas continuou até pouco depois para ela chegar ao seu ápice também. Saiu dela e deitou-se como pôde na cama de solteiro, ficaram ali por um tempo, ofegantes.
Ela rompeu aquele momento "pós-sexo" e se dirigiu ao banheiro enquanto o garoto murmurava um "volta" ou algo do gênero. Lavou o rosto, vestiu um roupão, amarrou o cabelo em um coque desleixado e deixou a suíte, abandonando um cansado demais para se levantar.
Sentada no sofá da sala estava tentando separar as diferentes emoções e sensações. Sentia-se uma tremenda idiota por ter dormido com o colega de quarto do único cara que mexera com ela, mas também não se arrependia em nada; " e " só de pensar nos nomes ela bagunçava os cabelos pensando na confusão. Por mais que não quisesse, estava preocupada com , que sempre fora louca, "mas esses dias anda bem pior" completava em pensamento. Voltou a pensar nos dois garotos e pegou o celular dentro da bolsa, foi em 'últimas chamadas', discando o primeiro número.
- Surpresa! - disse rindo assim que foi atendida.
- Já ficou com saudades é? - respondeu rindo.
- Nem tanto...
- , posso usar seu chuveiro? - a interrompeu.
se calou, assim ela não pôde fazer nada a não ser gelar. "Agora sim, porra, o que é que eu fiz? Arruinei tudo. Merda." começava a entrar em pânico, mas nada que não pudesse controlar.
- Pode...
- Essa não foi a , ... - falava cauteloso.
- É, foi o...
- , aonde ‘tá a minha camisa? - gritou da cozinha.
- Na máquina de lavar, olha lá se já dá para colocar na secadora... - A tensão podia ser vista a olho nu, o ar estava ficando grosso como uma faca e não estava tendo tanto controle assim.
- Quem mesmo, ? - estava notavelmente irritado.
- , o cara que divide a casa contigo. - sua voz era calma.
- E você só vai dizer isso? - falou seco.
- Não, na verdade te liguei para te contar que o encontrei bêbado e a pé, então se você puder por favor parar de agir assim e vir...
- Assim como? - ela a pegou de surpresa.
- Assim, oras... Como se eu tivesse feito algo a mais além de trazê-lo para casa, ligar para você vir buscá-lo e deixá-lo tomar um banho. - respondeu seca, com uma pontada de dor no coração.
- A gente conversa quando eu chegar aí. - e desligou.
"Me fodi." foi só o que pensou.
Capítulo 7.
acordou no dia seguinte sentindo-se ótimo, respirou profundamente antes de se virar para o lado direito onde uma peça humana descansava ali. Suave e delicada como um anjo, estava deitada de bruços, o rosto sereno e a respiração calma davam a a paisagem perfeita a ser observada. Ouviu uma leve batida na porta e se levantou silenciosamente, seguindo até a mesma na ponta dos pés.
- Sr. , isto chegou para o senhor. - a governanta sorriu para ele entregando-lhe uma capa cinza comprida; sorriu.
- Oh, muito obrigada Susie. - ele disse à velha senhora que cuidava dele e da própria casa há anos. - Quer ver a garota que vai usar isto aqui? - balançou levemente o cabide.
- Deve ser uma garota muito bonita, senhor.
- Su, já me conhece há tantos anos, é como uma mãe para mim, por que não só ? - ele sorriu mais uma vez e abriu espaço na porta para que a simpática senhora desse uma olhada dentro do quarto.
- Como disse, uma garota muito bonita, . - ela sorriu. - Com licença. - ele assentiu e voltou a fechar a porta, pendurando a capa em um dos espelhos que mantinha no canto do quarto. Seguiu para o banheiro fazer sua higiene matinal e, quando voltou, deitou-se na cama, próximo à . Segurou-a pela cintura e traçou uma trilha de beijos até seu pescoço.
- Hora de acordar meu amor... - ele disse bem próximo ao ouvido da menina que esticou o indicador diante de seu rosto, pedindo por um momento. Levantou-se, pegou algo na bolsa que estava em uma poltrona daquele imenso quarto e seguiu para o banheiro.
abriu a porta novamente, dessa vez deixando o cômodo com uma escova de dentes na boca fazendo movimentos aleatórios sem prestar muita atenção. sorriu para ela e logo retornou já com o rosto lavado e a higiene bucal feita. Sentou-se sobre o rapaz que se mantinha deitado, porém com a cabeça apoiada na cabeceira, e sorriu enviesada enquanto ele dedilhava sobre sua coxa adentrando a larga camiseta que vestia.
- O que faremos hoje? - perguntou ela deitando-se sobre o peito nu do rapaz e inspirando o perfume que ele emanava.
- Temos um coquetel para ir, na hora do almoço. - disse descontraído, mas logo encontrou com a expressão confusa de . - Não se preocupe, será na sua faculdade o que significa que você foi dispensada da aula e do escritório.
- Mas eu não tenho roupa, ninguém me avisou nada. - sua voz tinha uma leve ponta de histeria. O mais velho riu.
- A sua roupa está bem ali. - ele apontou com a cabeça um conjunto de espelhos e, no centro deles, estava pendurado um cabide coberto com uma capa cinza de zíper. o olhou curiosa e ele a encorajou a pegar o cabide e olhar o que havia dentro.
Quando o zíper foi aberto ela se deparou com um lindo vestido frente única rosa claro e todo cheio de fendas e decotes. Por um momento sua expressão se fechou, confusa, realmente gostava de exibi-la como um troféu para quem quisesse ver. Ela virou-se para ele com um sorriso estampado no rosto e agradeceu o presente.
- Quero que você esteja deslumbrante, alguns de nossos clientes estarão lá. - sorriu a puxando para o banheiro. Não deveriam se atrasar em hipótese alguma. , por outro lado, só desejava que um desses clientes não fosse .
Com uma roupa decente, empurrou a porta de correr cuidadosamente e encontrou sentado em cima da máquina de lavar desligada e a secadora funcionando.
- Não vai acontecer de novo. - ela falou apoiando-se no batente da porta e cruzando os braços.
- E não vamos falar para o . - ele completou, ela sorriu sem mostrar os dentes e concordou com a cabeça.
- Falando nele, ele está vindo e você estava bem bêbado e a pé, então você veio para cá e tomou um banho frio, só. - ambos encararam a secadora que tinha parado de fazer barulho, anunciando que a camisa estava pronta.
- Espero que ele não tente conferir se eu cheiro a sabonete. - riu. Ele pegou a camisa amassada e a vestiu assim mesmo, no terceiro botão a campainha tocou.
- Oi. - disse seco.
- Entra. - a menina respondeu confiante. - Vou chamar seu amigo.
- Antes a gente deveria conversar. - ele disse sério.
- Eu já te falei o que aconteceu: ele estava bêbado no meio da rua e a pé, eu o trouxe, ele tomou uma ducha e fim. - ela disse medindo as palavras.
- Sério? Se eu perguntar a ele, ele vai me dizer exatamente a mesma coisa? - ele disse cruzando os braços.
- Não, eu estou mentindo... Você acha o quê? Que eu dormi com o cara que divide a casa com você? - ela perguntou irônica. Ele respirou sem tirar os olhos dos dela.
- Tem razão. Desculpe, acho que eu fiquei preocupado sobre você ficar sozinha com um bêbado. - ele falou sem jeito segurando uma mão da garota.
- Se você for ficar desconfiando toda a vez que eu tentar ajudar alguém ou encontrar com algum amigo seu na rua, vai ser meio difícil continuar o nosso lance. - ela o encarou, se fazendo de difícil.
- Eu sei que posso confiar em você e você pode confiar em mim. Fim? - sorriu e a puxou pela cintura. Selaram os lábios.
- Melhor você levar logo o antes que ele durma do lado da máquina de lavar. - ele sorriu e se dirigiu para a apertada lavanderia.
- E aí man, vamos embora e deixar a em paz... - ambos encararam o garoto sonolento pulando de cima da máquina de lavar.
- Valeu . - a agradeceu com um abraço. Ela os acompanhou até a porta e trocou um último beijo com .
- Até depois. - ela mordeu o lábio inferior sorrindo e fechou a porta.
"Enfim, salva." pensou não podendo conter um suspiro aliviado.
e adentraram o salão de eventos da faculdade da menina e, exatamente como havia lhe dito, todos os olhares se voltavam para eles. Mais especificamente para .
- Eu disse que você arrasaria. - ele sussurrou-lhe no ouvido antes de se separarem para que o mais velho fosse cumprimentar um homem de cabelos grisalhos que acenou para .
A menina sorriu um pouco desconfortável e se dirigiu ao bar. Precisava de uma bebida para encarar os próximos clientes de que se mostrariam mais interessados em seu decote do que no preço que ele cobraria pelos serviços de advogado. Odiava ser usada como isca, mas, bem, era ele quem pagava o seu salário. O que havia de tão ruim nisso?
- Vejam só, - ela ouviu ao seu lado e sua mão apertou o copo de vodca com força. O que ele estava fazendo ali? - você realmente aceitou meu conselho e resolveu vir vestida a caráter, como a putinha do chefe? - a voz dele estava ácida, mas um sorriso debochado brincava em seus lábios.
- Você só está com inveja porque não tem uma dessas. - rebateu ela. - O que foi ? Por que não para de encarar meu decote? - seu riso foi abafado pelo gole que deu.
- Só estou olhando o que você quer mostrar. - ele passou a língua pelos lábios.
- Fácil assim? - perguntou ela entrando na provocação.
- Fácil assim. - concordou ele pigarreando e apoiando um dos braços sobre o bar. olhou para os lados, ninguém os observava naquele momento. Suspirou e pegou a mão de direcionando-a para a lateral de seu seio esquerdo, discretamente.
- Tem certeza de que você não quer isso sob os seus lábios? - fez o contorno de uma ponta à outra o observando ficar desconcertado. - Não quer meus lábios aí embaixo, sugando até você revirar os olhos? - os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso enviesado enquanto subia o olhar do meio das pernas de até seus olhos confusos.
- Não se esqueça de que você já tem um dono. - ele separou-se com a cabeça rodando e pigarreando ao que se aproximava.
- , meu caro, não esperava encontrá-lo por aqui! - apertaram as mãos e o rapaz sorriu amarelo.
- Pois é, foi um convite meio de última hora, sabe... a sua secretária me ligou tarde da noite. - olhou para com a testa franzida.
- Por falar nisso ela receberá um aumento, sei que não foi fácil ligar para tantas pessoas em poucas horas. - ele continuou sem demonstrar o mínimo sinal de constrangimento. A boca de se abriu, inconformada, ele havia armado aquele circo todo?
Afastou-se dos dois pedindo licença e foi até o banheiro, seu sangue fervilhava. Os olhos encararam o reflexo no espelho, agora ela se sentia completamente nua, como uma vadia de esquina. O que estava acontecendo? Por que se sentia tão mal naquela roupa? Não eram os homens de meia idade que a observavam com desejo, nem os jovens que a comiam com os olhos. Sentia-se invadida, uma obra de arte à mostra sem o consentimento do artista.
Aquilo só dava mais um motivo para denegri-la em algo que (talvez) ela não fosse. Respirou fundo e saiu do banheiro com um falso sorriso, para a sua sorte, havia desaparecido. Aproximou-se de novamente e resolveu acompanhá-lo em cada canto do salão, sendo apresentada a cada cliente que perdia os olhos em seu magnífico corpo, deixando-a constrangida. Mas ela levava um ponto a favor: poderia reclamar de cansaço quando quisesse, afinal, estava acompanhando o chefe em tudo o que ele se dispunha a fazer. Quando chegou a hora ela disse:
- eu estou cansada, será que você pode me levar para casa? - perguntou fazendo sua melhor expressão de cansaço, embora fosse fingido.
- É claro minha linda, você foi de grande companhia para mim hoje, vou deixá-la aproveitar o seu dia de folga. - ele beijou-lhe a bochecha e seguiram para a saída.
Em poucos minutos, atravessava a porta da frente e dava de cara com sentada na sala, assistindo a um programa qualquer.
- Você não saiu daí desde ontem? - perguntou horrorizada. A amiga virou a cabeça e deixou seu queixo cair.
- Oh. Meu. Deus. Quem te deu essa roupa? - ela levantou-se rapidamente e ficou de frente para .
- Eu fui com o a um coquetel da faculdade hoje, ele que me deu. - respondeu de má vontade.
- Por que está rabugenta? Essa roupa é linda! A Gisele Bündchen que usou uma vez! - respondeu vislumbrada, mas apenas revirou os olhos. - Deixa pra lá. Que tal irmos até a boate hoje?
- Hoje, ? Mas estamos no meio da semana! Isto não é um sábado à noite. - protestou.
- Eu sei disso tola, só pensei que talvez pudéssemos esvair um pouco, sei lá, agir sem nos preocupar com as consequências. - ergueu os braços no ar e começou a rodopiar sem controle.
- Você andou bebendo? - disse enquanto seguia para o seu quarto para tirar aquela roupa.
- É claro que não, estou me guardando para a noite! - parou na porta, apoiando-se no batente.
- Mas e ? - perguntou tirando o brinco e desabotoando o vestido.
- Ai amiga, eu acho que fiz uma besteira. - suspirou ela e arqueou uma sobrancelha. - Eu transei com o colega dele, o .
- VOCÊ O QUÊ? - a mais nova apoiou-se no espelho dramaticamente, tentando conter o sorriso. - Meu Deus , é só eu passar uma noite fora que você acha que você mesma pode ser a minha substituta?
- , entenda, ele estava bêbado e... - a menina travou. caiu na gargalhada.
- Não, pare, não quero ouvir o resto. Mas pela sua cara realmente desesperada imagino que tenha mentido para o sobre os fatos.
- Isso. - concordou cabisbaixa.
- Ah. Meu. Deus. Você realmente pode se parecer comigo se quiser. - ela abanou o ar ainda rindo enquanto vestia um roupão felpudo. - Está bem , pelo seu sucesso em tentar se parecer comigo, nós vamos até a boate hoje. - a amiga pulou feliz e saiu para encontrar o vestuário perfeito para a noite.
optou por uma saia de couro preta, regata nadador branca, scarpins pretos com salto em tons de azul, uma corrente e brincos de coroa além de uma bolsa preta e dourada. Optou por deixar o cabelo solto, descendo em ondas pelas costas, prendendo apenas a franja que não era muito curta. , por outro lado, optou por um tubinho preto com detalhes em branco, scarpins Pink, uma bolsa Channel preta com alça dourada e na maquiagem deixou os olhos bem delineados e a boca chamativa com um batom da mesma cor que os sapatos.
Chamaram um táxi e seguiram para a boate Nighters, o lugar onde toda a alta classe de Londres frequentava e que só o trabalho de poderia pagar naquela noite. É claro que se sentiu incomodada com isso, mas estava animada demais para deixar este sentimento dominá-la e estragar a diversão. Na pista de dança estava tocando Rude Boy, de Rihanna, e havia um aglomerado de pessoas dançando na pista, mas entre elas avistou uma em especial. tentava se misturar na multidão, mas ficava evidente que ele não sabia dançar.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
- Eu vou ao bar, quer alguma coisa? - perguntou próxima à para que a menina pudesse ouvi-la.
- Não, tenho outras coisas a fazer. - deixando a amiga sem entender nada, ela se dirigiu à pista de dança.
se distraía com uma jovem de vestidinho balonê vermelho que rebolava para qualquer um que quisesse olhar. foi muito mais agressiva ao puxar pela camisa para se grudar ao seu corpo.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
- Come here, Rude boy, boy, Can you get it up, Come here, Rude boy, boy, Is you big enough - cantarolou a menina sarcástica, o desafiando. sorriu entrando em seu jogo e a virou bruscamente, fazendo suas costas encostarem-se a seu peito. Estava mais do que claro que ele não sabia dançar, então decidiu lhe dar uma ajudinha. Mexeu seu quadril lentamente, apoiando-se nos passadores de cinto da calça de para que ele pudesse acompanhá-la no movimento.
Tonight, Im a let you be the captain
Tonight, Im a let you do your thing, yeah
Tonight, Im a let you be a rider
Giddy up, giddy up,
Giddy up, babe
Sentiu um suspiro atravessar seu pescoço e não pode evitar se arrepiar com um sorriso habitando os lábios. Estava funcionando. sentiu se cabelo ser jogado para o lado e a respiração de se aproximou perigosamente, mas ela se afastou quando faltavam milímetros para que a boca do rapaz fosse de encontro à pele de seu pescoço. O clima estava esquentando, porém não poderia perder o controle, não com .
Tonight, Im a let it be fire
Tonight, Im a let you take me higher
Tonight, Baby we can get it on
Yeah we can get it on
Yeah
Virou-se de frente para ele novamente, os rostos extremamente próximos e roçou seus lábios nos dele, que já se encontravam entreabertos, parecendo desesperados. ficou de costas para e deslizou uma das mãos por sua nuca enquanto pegava a mão do rapaz e a colocava em sua cintura, se remexendo com ele novamente. Dessa vez chegou a seus ouvidos um gemido contido, estava se aproximando do ponto que ela queria. Deixar enlouquecido para que pagasse a própria língua.
Do you like it boy
I wa-wa-want
What you wa-wa-want
Give it to me baby
Like boom, boom, boom
What I wa-wa-want
Is what you wa-wa-want
Na, na
Ah, ah
Sentiu o aperto de se estreitar em seu corpo e pode notar o volume crescente dentro de seus jeans. Todos os homens eram iguais, ele não poderia se controlar quanto a isso. Seus lábios novamente seguiam em direção à pele perfumada da menina, mas quando ela se afastou para virar-se de frente, foi segura firmemente pelo pulso. Seus olhos se encontraram e o sorriso sapeca de foi abafado por um beijo urgente.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
As mãos do rapaz deslizavam por seu corpo, eles haviam parado de dançar e estendiam sobre a pista de dança, aquém de todos que estavam à sua volta. separou-se de e o olhou nos olhos, havia algo de diferente. Eles se olhavam não mais com sarcasmo ou provocação, ali era a pura expressão da necessidade, do desejo e de até mesmo da saudade.
sorriu levemente e o pegou pela mão, tirando-os dali. a prensou contra uma parede antes que pudessem dar mais um passo, seus dedos enrolaram-se no cabelo longo de , o bagunçando enquanto ele exigia de seus lábios, os quais já pulsavam.
Come here
Rude boy, boy
Can you get it up
Come here
Rude boy, boy
Is you big enough
Take it, take it
Baby, baby
Take it, take it
Love me
Love me
- Vamos para o meu carro. - sussurrou ele contra os lábios de , ambos ofegantes. Não perderam tempo, atravessando o estacionamento em questão de segundos. Mas antes que pudessem entrar, o prensou contra a porta do seu Nissan Infiniti, procurando por seus lábios enquanto as mãos deslizavam pelas laterais do corpo másculo dele, adentrando os bolsos da calça e finalmente tirando de lá as chaves.
- Eu dirijo. - sorriu enviesada entrando no lado do motorista e deixando que desse a volta para sentar-se no banco do carona. - Espero que seu carro tenha seguro. - ela deu um sorriso sinistro antes de arrancar do estacionamento. afundou no banco, temeroso que aquela maluca os colocasse em um acidente bem no centro de Londres.
Mas ele pode respirar aliviado quando estacionaram de frente para um prédio residencial luxuoso e a menina não hesitou em saltar do banco. Assim que ele saiu, ela o puxou pela mão, passando diretamente pela portaria e seguindo apressadamente pelo elevador. Ele aproveitou a deixa para reascender a chama entre eles enquanto o andar do apartamento não era alcançado.
A porta destrancada e foi empurrado para um quarto no final do corredor, onde havia uma cama espaçosa, deitando-se nela tão rápido quanto já estava por cima de si. Ele sorriu enquanto a segurava pela cintura a impedindo de começar sem antes lhe analisar de cima a baixo. Percebeu as bochechas da menina corarem levemente e finalmente permitiu que ela avançasse contra seus lábios. A noite prometia.
Capítulo 8.
puxou o zíper da blusa de até o final deixando à mostra seu sutiã roxo com um pingente de folha bem entre os seios. Seu sorriso aumentou quando ela tirou a blusa e sentou-se sobre seu colo o trazendo consigo. Segurou o cabelo acima da linha do pescoço e ele aproveitou para traçar um caminho lento de beijos e mordidinhas enquanto a livrava de seu colar. Quando deixou a correntinha na cômoda ao lado da cama desceu a boca para o colo da menina, parando entre seus seios antes de soltar o fecho, que se encontrava na frente, com um movimento rápido dos dentes.
deixou seu cabelo cair novamente pelas costas nuas e desceu suas mãos até a barra da camiseta do rapaz, puxando-a para cima e o obrigando a separar-se de seu corpo por um momento. segurou em uma de suas coxas para inverter as posições e subiu a saia de couro até a cintura enquanto sugava um de seus seios até sentir o bico tornar-se duro entre seus dentes. Passou ao outro enquanto com as mãos descia até a saia da garota, puxando-a para baixo junto com sua lingerie. Ela gemeu em protesto, pois estava em desvantagem, inverteu as posições novamente e livrou-o da calça jeans e das boxers rapidamente. Olhou o membro enrijecido do rapaz e sorriu para ele, envolveu seus seios ao redor do pênis pulsante e inclinou a cabeça até que seus lábios tocassem a glande.
A boca de se abriu, era algo que ele nunca imaginara acontecer com ele. O sonho de todo cara era que a garota lhe fizesse uma espanhola. , apesar de nunca ter feito isso, se mostrava ágil e coordenada para lhe proporcionar prazer até que os olhos revirassem. Ele lhe avisou quando estava por vir e ela parou para a sua surpresa. Subiu por seu corpo e beijou-lhe dos lábios até o pescoço. esticava seu braço em direção à calça a procura de um preservativo, mas negou com a cabeça.
- É mais gostoso sem. - sussurrou com a voz ofegante e falha e o rapaz sorriu enviesado.
- Não tem medo do que possa acontecer? - desafiou ele.
- Não se esqueça de que sou sua advogada , eu sei tudo sobre você. E não, não tenho medo. - concluiu enquanto era dominada pelo rapaz na cama. Seus pulsos eram seguros fortemente na altura de sua cabeça, uma de suas pernas subiu até o quadril de e ele a penetrou sem maiores dificuldades.
O som de suas partes íntimas se chocando misturava-se com os gemidos de prazer que, ora ou outra, deixavam os lábios relutantes de e . Ele se divertia ao ver as expressões de a qual mantinha os olhos fechados, concentrada nas sensações que ele a estava proporcionando. Ele fazia muito bem, até melhor do que , por que havia sido tão rude com ela então? Seus pensamentos foram interrompidos por algo que se aproximava, ela avisou murmurando seu nome com urgência, ele parou de se movimentar fazendo-a gritar abafado, mas seu corpo todo se relaxou quando os lábios de alcançaram sua intimidade.
A língua fazia um excelente trabalho, percorrendo todas as regiões, mas concentrando-se no clitóris, onde aplicava mais pressão. O corpo de começou a tremer, penetrou dois dedos e começou a fazer movimentos frenéticos. Ela se contorcia na cama, estava mais do que próximo. Então ele parou novamente e ela o olhou com raiva. Sentou-se na cama e o puxou para deitar-se ao seu lado.
- Fique calma, acha que só você vai se divertir aqui? - ele ofegou antes de beijá-la nos lábios. ficou por cima e suas intimidades se encaixaram rapidamente. Ela não economizou nos movimentos de ida e volta deixando-o fascinado com sua pressa em finalmente atingir o orgasmo. Ele segurou em sua cintura e passou a controlar os movimentos, não protestou.
Tinha de admitir que seus lentos movimentos lhe davam maior satisfação e deixou, então, que a guiasse para o clímax. Deitou-se sobre ele, ocupando o espaço da cama a seu lado logo em seguida. Não tinha coragem de olhá-lo nos olhos e ele parecia sentir o mesmo.
- Me desculpe por ter lhe dito aquelas coisas no escritório. - ele desabafou encarando o teto. apoiou a cabeça em um dos braços o olhando bem, analisando sua expressão minuciosamente.
- Não posso lhe desculpar agora. - disse ela sem deixar de olhá-lo. - Isso é algo que você vai ganhar com o tempo, , não depois de uma noite de sexo.
- Tudo bem. - sua voz lhe denunciava que estava levemente desapontado, mas ele disse isso olhando nos olhos de .
- Mas pedir desculpas já é um progresso, vou contar isso a seu favor. - ela sorriu e ele também.
pegou no sono primeiro enquanto lhe fazia carinho nos cabelos bagunçados. Ele respirou fundo e encarou o teto, o que estava fazendo? Depois daquele sábado a noite ele nunca mais fora o mesmo. Mal sabia o quanto era grato por não ter transado com ela enquanto estava bêbado, teria sido um grande desperdício não se lembrar de nada no dia seguinte. Mas depois, quando a encontrou no escritório e percebeu que o chefe a tinha na palma da mão, isso o fez ficar extremamente irritado. Como uma garota tão incrível poderia ser suscetível aos caprichos do chefe e não tomar uma posição? Ele disse sem pensar, e só depois foi perceber que a havia machucado com as palavras.
Naquela noite, entretanto, tê-la novamente havia acendido um sentimento novo que ele experimentava. Ele se sentia bem ao saber que ela se sentia bem. Poderia pensar que estava ficando louco, uma paixonite típica de seus tempos de adolescente. Ainda estava pensando sobre a noite quando adormeceu.
"You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough
You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough"
cobriu o rosto com o lençol, estaria ele sonhando? Já havia escutado aquele toque antes e, coincidentemente, depois de uma noite com . Ele sentiu movimentação na cama e se deu conta de que já estava acordado e, não, sonhando.
- Alô? - disse a voz arrastada da garota. Ele descobriu o rosto para olhá-la, estava sentada na cama passando a mão no cabelo enquanto bocejava e conversava em voz sonolenta. O lençol havia escorregado até seu quadril deixando seus seios à mostra. Engoliu em seco, tentando se controlar, mas não pode evitar o sorriso pela bela visão ao acordar. – , são sete e meia da manhã. - ela pegou o relógio da mesinha de cabeceira e o jogou sobre a cama. - Sim, sim, eu estou bem, não se preocupe. - suspirou. - Não precisa, eu vou ficar com a hoje, não estou me sentindo muito bem. Ok, tchau. - ela desligou o celular e esfregou o rosto.
- Já reparou como ele sempre liga depois da gente ter passado a noite juntos? - resmungou olhando para o teto. riu.
- Ele só está preocupado comigo.
- Ou é um grude. - apoiou-se nos cotovelos e a olhou nos olhos antes de descê-los para seu colo dando um sorrisinho sacana. - Sabe, eu não me lembro da última vez que acordei com uma visão tão bela. - cantou ele enquanto sentava-se na cama.
- Certo, - riu. - então a sua bela visão vai tomar um banho e volta já.
- Mas tão cedo? Não vai nem esperar pela rapidinha matinal?
- Garoto, você não consegue pensar em mais nada que não seja sexo? - o segurou pelos ombros enquanto invadia seu pescoço com leves mordidas.
- Faz bem para o meu ego ouvir você gemer o meu nome.
- , eu... - sua voz se perdeu quando ele se colocou atrás dela, colocando seu cabelo para frente enquanto suas mãos deslizavam pelos braços da garota, provocando-lhe arrepios.
- Você não gosta disso? - seus lábios grudaram-se no ouvido de enquanto as mãos desciam até seu tronco nu. - Por que não se senta no meu colo e me deixa desvendar todos os desejos da sua cabeça? - gemeu com a provocação. sorriu e virou-a de frente para si.
- ... - murmurou ela, sentindo um calor crescente vindo de suas partes íntimas, ele a estava enlouquecendo.
- Adoro quando você me chama assim, dá para sentir o tesão na sua voz. - um suspiro trêmulo deixou os lábios de e ela se viu completamente suscetível ao encanto do rapaz.
- Apenas faça. - suplicou ela inclinando a cabeça para trás agarrando os braços fortes e másculos dele que a sustentavam nas costas.
- É mais gostoso sem, certo? - ele recebeu um aceno de cabeça e a trouxe para sentar-se sobre o seu membro já enrijecido. - Deixe-me penetrar mais fundo, na sua consciência. Deixe-me conhecê-la como nenhum outro jamais conseguiu.
- Faça. - segurou em ambos os lados do rosto de e o beijou nos lábios dando início aos movimentos de ida e volta.
- Fazer o quê? - perguntou ele enquanto descia seus lábios para o pescoço da menina em direção aos seios.
- Me possua. - ele a olhou por baixo e sorriu malicioso.
- Com todo o prazer. - as mãos escorregaram até as nádegas de e passou a forçá-la para baixo cada vez que ela investia.
revirou-se na cama ao notar a claridade que tomava conta dos seus olhos. Que horas deveriam ser? Lembrava-se perfeitamente da noite passada, oh, lhe devia uma. Já não era a primeira vez que elas iam para a boate e ela tinha de voltar sozinha para casa. Ok, talvez estivesse sendo um pouco dramática demais, da outra vez ela havia se encontrado com e ele a havia levado para casa. Mas dessa vez ela não escapou de pegar um táxi sozinha, tarde da noite. Pelo menos não estava bêbada demais a ponto de ficar vulnerável.
Em todo caso, ela agora jazia na cama com uma ressaca daquelas, talvez fosse o momento para se levantar, tomar uma ducha fria para afastar o enjôo e seguir para a cozinha a fim de fazer um daqueles famosos sucos. Mas antes de fazer qualquer barulho, seria bom conferir se a amiga estava em casa, odiava pensar que corria o risco de acordá-la. sabia melhor do que ninguém que odiava ser acordada, ainda mais no dia seguinte à balada.
Arrastou-se para fora da cama e deu uma breve olhada no espelho, fazendo com que quase caísse das pernas. Ela estava um trapo, que bom que não havia homem algum ao seu lado naquela manhã ou ele sairia correndo do apartamento e nunca mais voltaria. Mas no que ela estava pensando? Ela não era o tipo de garota que saía transando com qualquer um... bem, pelo menos não até aparecer.
- Ok, já chega . Pro banho. - murmurou para si mesma enquanto estapeava a própria face no intuito de afastar o peso na consciência pelo erro fatal. Entrou no boxe e regulou a temperatura do chuveiro de acordo com a sua necessidade gritante de espantar o mal estar.
Lavou os cabelos e segurou-se uma ou duas vezes devido à tontura. Deixou o cômodo com uma toalha nos cabelos e escolheu por uma roupa confortável, afinal, era o seu dia de folga. O que também significava que teria de arrumar a casa, pôr a roupa para lavar e checar a dispensa para fazer a lista de compras. É, morar sozinha tinha os seus pontos negativos. Não que ela pudesse reclamar, afinal, a ajudava nesses dias. E era isso mesmo com o que ela estava contando quando terminou de secar as madeixas, pousando o secador sobre a pia de mármore.
Abriu a porta do quarto e marchou até o da amiga, batendo levemente antes de abrir a porta.
- você já está...ai meu Deus, me desculpa! - ela tapou os olhos ao dar de cara com um rapaz deitado na cama da amiga, as costas apoiadas na cabeceira e o lençol até sua cintura. - Desculpa, eu não sabia que a tinha companhia. - ela ficou parada com medo de se mexer e tropeçar já que ainda tapava os olhos.
- Está tudo bem, - ela ouviu o rapaz dizer com um riso. - eu sou , por acaso, você deve ser a ? - ele encarava a menina de cima a baixo com diversão.
- Na verdade é , é só meu apelido. - explicou-se, mas então levou um susto. - Espera, você é ? ! Aquele desgraçado que chamou a minha amiga de vagabunda? - ela voltou a olhá-lo e apontou para ele ameaçadoramente.
- Espera, eu já me desculpei com a . - ele estendeu as mãos à frente do peito, pedindo por calma.
- Eu não posso acreditar nisso. - olhou para o teto, irritada. - Como você foi parar na cama dela? Você a drogou ou algo do tipo, porque eu vou chamar a polícia hein?! - continuou dizendo ignorando os pedidos de calma que lhe pedia.
- Olha, eu sinto muito que tenha sido esse o jeito que nos conhecemos, mas foi a que me trouxe aqui.
- Eu não acredito. - disse pausadamente, respirando fundo para não ir atrás da amiga e estapear-lhe o rosto. - Ou a é muito burra ou você deve ser muito bom de cama, porque né... - ela se interrompeu. - Onde ela está? - seus olhos passearam pelo quarto percebendo que, até o momento, não havia escutado nenhum protesto vindo da amiga.
- Ela está tomando banho. - disse dando de ombros ignorando o último comentário de .
- Que seja, quando ela sair, mande-a ir até a cozinha. - ela disse em um rosnado e saiu do quarto pisando duro.
- Foi bom te conhecer ! - acenou e ouviu um urro do lado de fora.
- É ! - gritou em resposta arrancando risos do rapaz.
- Acho que eu irritei a sua amiga. - disse assim que abriu a porta do banheiro.
- A passou por aqui? - arregalou os olhos e foi até a porta. - Ai meu Deus ela deve estar furiosa! - suas mãos foram até o cabelo molhado e ela sentou-se na ponta da cama.
- Pelo quê? Por você ter trazido companhia para casa ou por essa companhia ser o desgraçado que chamou a amiga dela de vagabunda? - disse despreocupado o que deixou a menina ainda mais horrorizada.
- Ela disse isso? - conteve a histeria arrancando risos do rapaz. - Me desculpa, por favor, ela, ela só quer me proteger é que... - parou de repente. Será que deveria contar?
- É que...? - incentivou ele cruzando os braços na altura do peito.
- Depois que você disse aquelas coisas para mim eu fui dispensada do trabalho com a desculpa de que estava passando mal. Eu cheguei aqui e tentei tomar um porre, mas quebrei o copo e ela me achou na cozinha. Ficou me consolando até que eu parasse de chorar e fosse tomar um banho para dormir logo em seguida. Ela realmente ficou preocupada comigo, por isso a irritação com você.
- , eu já disse que sinto muito pelo o que disse, agora, mais do que nunca eu me sinto péssimo por isso. Saber que você ficou assim tão mal só me deixa pior. E eu sei que você não está pronta para me perdoar, mas eu vou me esforçar para fazer jus à sua confiança. - ele engatinhou até ela e segurou sua mão.
- É muita bondade sua, . - ela sorriu meio sem jeito e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha enrolando a ponta em seu dedo indicador. - Por que não vai tomar um banho? Assim você volta para casa se sentindo melhor. E não se preocupe, eu vou conversar com a .
- Tudo bem. - ele sorriu e beijou-lhe os lábios antes de se levantar e fechar a porta do banheiro.
respirou fundo e abriu o guarda-roupa em busca de uma roupa confortável, sabia que os dias de folga das duas significava o tempo de que precisavam para colocar as coisas na casa em dia. Arrumar, limpar, fazer listas, lavar. Esses dias nunca eram os melhores para , pois sempre estava de ressaca ou então recebia um chamado urgente de para suprir suas necessidades sexuais. Por sorte naquele dia ele não a incomodaria mais e ela teria o dia todo para passar com a amiga, coisa que já não faziam há tempos.
- Então, você estava na cama com o cara que te linchou? - disse de costas enquanto fazia a contagem na dispensa assim que colocou os pés na cozinha.
- Me deixa explicar. - pediu ela cerrando os olhos com medo da reação da amiga.
- É melhor você explicar mesmo, porque eu estou ansiosa para ouvir a sua desculpa. - ela levantou-se anotando algumas coisas no bloquinho e em seguida olhou para a menina parada à sua frente.
- , ele pode ter dito aquelas coisas horríveis sobre mim, mas não posso negar que quando ele me toca ou a gente se beija eu sinto alguma coisa diferente. - disse com um sorriso e um olhar lunático, sentando-se na mesinha que havia ali. - Ele é tão delicado e grosso ao mesmo tempo, sempre se preocupa com o que eu quero...
- ...Ok não precisa entrar em detalhes. Amiga, eu só quero que você fique bem e não se machuque. - sentou-se ao lado de e pegou sua mão com o olhar preocupado.
- Ele já me pediu desculpas, mas eu ainda não aceitei. - explicou ela devolvendo o olhar, compreensiva. - Disse que ainda não estou pronta e que o que ele disse me machucou bastante.
- E mesmo assim você transou com ele? Qual é o seu problema ? Não consegue manter as pernas fechadas?
- pare de agir como se fosse a minha mãe. - disse antes que ela continuasse com a lista de broncas. - Você já se esqueceu do que eu disse? Ele é especial, faz eu me sentir especial.
- Então por que ele te tratou daquele jeito? - quis saber colocando as mãos na cintura.
- Eu não sei, talvez ele tenha ficado com raiva por ter que me dividir. - as duas riram. - Eu sei que quem não me trata bem de vez em quando é o , sei lá, ele parece querer me exibir o tempo todo sabe? Isso me incomoda demais. - balançou a cabeça.
- Para que se preocupar com o se você tem o afinal de contas?
- Isso é mais complicado do que você imagina, , bem mais complicado do que isso. - ela suspirou e ouviram passos ecoando pelo corredor.
CONTINUA
n/a: OMG! HAHA Este foi o melhor capítulo que eu já escrevi nessa fic. Sério. Espero que gostem tanto quanto eu e, é claro, comentem! Talvez seja a última atualização, talvez haja outra na semana que vem, ainda não sei. Mas, se não aparecer mais por aqui quero desejar a vocês um Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Que todas sejam felizes em 2011! xx, V
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