London Waits

Autora: Maria Eduarda Cajueiro
Status: Em Andamento
Revisada por: Hata
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Comédia Romântica - LongFic
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Capítulo 1

- Caramba! É o primeiro dia de aula e eu já vou chegar atrasada no colégio!!
não conseguia achar a bendita saia que as alunas do terceiro colegial são forçadas a usar, confesso que a saia não era de todo o mal, mas poxa, bem que eles podiam variar, né? Terminou de se arrumar e foi tomar café, olhando no relógio viu que passavam de 6:40h da manhã e como morava perto do colégio sua mãe a obrigava a ir a pé. Ela saiu de casa apressadíssima, como de costume pegou seu iPod e saiu caminhando rapidamente. Era um dia bonito e graças a Deus não chovia, mas estava ventando bastante. Colocou “Wannabe – Spice Girls” e foi dançando empolgadamente até perceber que a sua empolgação a fez derrubar o caderno que estava em sua mão, abaixou-se pra pegá-lo e para sua surpresa havia um garoto, que era muito gato por sinal, olhando-a e tentando segurar o riso.
Quando percebeu o motivo das risadas, que além de ser por ter visto sua bela performance de “Mel C.” era porque um pedaço da barra da saia dela estava presa na calcinha. A garota corou e se lembrou que estava usando a calcinha que havia ganhado de aniversário de brincadeira das amigas dela, (uma daquelas calcinhas bem bregas, sabe?) e tratou de arrumar o desastre rapidamente, mas como o ventava forte quando puxou a barra da saia o vento fez com que a saia levantasse inteira fazendo a estampa que era bem no centro da calcinha, um sinal de trânsito com a escrita “STOP!”, aparecesse. Pronto! O garoto soltou tudo o que havia prendido até agora. Se ela havia ficado vermelha antes, agora então... Para sua sorte o colégio era logo ali na frente e ela finalmente se veria livre do garoto. Apressou o passo e quando passou pela entrada da escola pôde ver uma das meninas.
, , e nasceram juntas praticamente, suas famílias eram super amigas e as meninas se davam super bem. Se perguntassem se eram irmãs, nenhuma delas negaria. estava morta de saudade das garotas, afinal todas viajaram nas férias e quase não se viram.
- - saiu correndo em direção à , vendo que a menina fazia o mesmo ao ouvir seu berro.
- , que saudades de você mulher! - Disse enquanto se abraçavam.
- Ai , eu também to morrendo de saudade de você sabia? Aliás, de todas vocês... falando nisso, cadê as gurias? Precisamos nos atualizar das férias, né?
- Verdade, verdade! A ainda não chegou, você sabe como é, né? Ela sempre chega quando o sinal já quase terminou de tocar. E a apontou pra - tá ali sentada com o sono de sempre! – comentou fazendo com que risse.
, olhou para e sorriu marotamente para , que logo entendeu o recado. De fininho foram até abordando-a por trás e se olharam novamente.
- 1, 2, 3.. – contou quase que muda fazendo sinais com as mãos.
- ACOOOOOOOOORDA CABEÇÃÃÃO! - Gritou dando um tapa em , pra que gritasse junto com ela.
- AAAAAAAAH! SUAS IDIOTAS! - Berrou se levantando para correr atrás das duas com a mão levantada e o punho fechado. Ao ver a cena e se entreolharam, só que dessa vez com um certo desespero no olhar.
- COOOOOOOORRE! - Gritaram simultaneamente enquanto corriam e riam descontroladamente.
De repente um ser apareceu na frente de fazendo com que seus corpos se colidissem e caíssem no chão.
- Ow, cuida... – A menina se virou pra xingar o cidadão que se colocou em seu caminho, mas quando se deu conta de que ele era o mesmo menino de hoje mais cedo ficou completamente sem fala, sentiu um frio na espinha. O encarou por um tempo, mas logo saiu do transe, pois o sinal começou a tocar e ela voltou a falar - Cuidado por onde anda.
- Mas foi você quem...
A menina levantou-se sem mesmo deixar o garoto terminar de falar e deu de cara com que chegava naquele instante.
- Amiga, quanto tempo! - disse a abraçando – erm... Está tudo bem com você? Parece que viu um fantasma!
- Ah, está tudo bem sim , eu só não comi direito hoje, afinal você sabe como é, né? Apesar de morar aqui perto eu sempre saio apressada de casa! - Acabou mentindo, com preguiça e meio que vergonha de explicar a história toda.
- Ah sim, entendo. Também tô morrendo de fome! - Disse passando a mão na barriga.
- Mas vamos logo se não chegaremos atrasadas e pegaremos aqueles lugares nerds, tipo a primeira cadeira na frente do professor, credo! - Ambas riram e apressaram o passo.

Chegando na sala viram que e haviam marcado lugares pra elas, sentaram nas últimas cadeiras das fileiras do meio.
Começaram a avaliar a sala, nada de muito diferente, muitas caras conhecidas (afinal, estudavam lá desde que se entendiam por gente!) e uns 2 novatos... A aula começou, mas logo foi interrompida pela porta que abriu de repente e entraram quatro garotos com cara de perdidos na sala. Adivinha quem estava entre eles? Aham, ele mesmo, o garoto dos micos! - Ah, qual é, taquei pedra na Cruz ou o que? - Pensou quando o reconheceu. Revirou os olhos e bufou discretamente, mas não o suficiente para que (que estava na mesa ao lado) não a ouvisse e percebesse seu desconforto, o que fez com que ela olhasse para com uma cara de você-conhece-eles?.
- Daniel Jones, Thomas Fletcher, Harold Judd e Dougie Poynter, certo? - Perguntou o professor de Biologia com a lista de chamada na mão.
Timidamente os garotos assentiram e foram se sentar, havia alguns lugares vagos nas cadeiras na frente dela, cruzou os dedos pra que eles não se sentassem ali, e por vergonha ou querer causar uma boa impressão ao professor eles se sentaram nas cadeiras da frente a ele. Tentando ignorar o fato de que um dos novatos havia visto o seu belo cover de ‘Wannabe’, tinha acabado de ser sua vítima no pátio, e pior ainda, viu sua calcinha super brega hoje um pouco mais cedo, se virou para trás fingindo estar conversando com .
- , já? Mal começou o ano e você já está de tititi? Não permitirei isso de forma alguma, vocês já estão no terceiro ano, TERCEIRO ANO, e não tomaram jeito ainda? Ande, pode se levantar e trocar de lugar com a Thaís S. – Disse o professor apontando um lugar na segunda cadeira, ao lado de QUEM? Da última pessoa que ela queria falar naquele dia.
- Mas professor eu pro... – A garota tentou se redimir, mas não deu certo, o baixinho esticou a mão apontando para o lugar com uma cara de poucos, erm.. quase nenhum amigo.
levantou-se e começou a organizar suas coisas na mesa antes de se sentar. Fingiu estar super concentrada na aula (aham, claro!) ignorando qualquer tentativa de comunicação dos meninos.
- Meus jovens, muitos de vocês sabem que a capacidade de trabalhar e interagir com outras pessoas está sendo cada vez mais cogitada no mercado de trabalho, e como esse é o primeiro dia de aula eu vou propor um trabalho mais descontraído e que será bom para que vocês façam amizade com quem chegou agora na escola! Quero que formem grupos de oito pessoas e conversem sobre o que pretendem fazer na faculdade! – Disse o professor indo em direção à sua mesa.
- Opa! Vou poder sair desse lugar e me juntar com as meninas – pensou . Mas assim que se levantou sentiu uma mão sobre seu ombro.
- Oi! - Disse um garoto com incríveis olhos azuis e um sorriso mais incrível ainda, que quando ela deu por si era o mesmo da calcinha e do tombo no pátio.
- Olá. – Respondeu com um sorriso tímido.
- Será que eu e os meninos podemos nos juntar a vocês? – Ele perguntou apontando para , e que já se encontravam atrás dela.
- Claro que podem! - Respondeu imediatamente com um sorriso, sem dar tempo nem mesmo para pensar em responder.
- Opa! Então vou chamar os bananas aqui, peraê! Disse o garoto se virando e gritando o nome dos amigos.
Logo vieram os outros três e começaram a se apresentar.
- Ah, quase me esqueci... Daniel Jones, prazer. – Ele disse estendendo a mão pra – Mas pode chamar de Danny e você é... ?
- . Mas pode chamar de . – Ignorando a tentativa de aperto de mãos dele, ela disse enquanto arrumava a saia que havia subido um pouco quando se sentou.
Danny riu ao vê-la arrumando sua saia e se aproximou cochichando no ouvido da menina fazendo-a sentir um leve arrepio percorrer o corpo.
- Relaxa, eu não conto pra ninguém, tá?
olhou para o chão com o rosto completamente vermelho, mas respondeu de volta da mesma forma que ele, cochichando em seu ouvido.
- É bom que não conte mesmo, senão.. – ela fez um sinal com as mãos como se fosse uma tesoura cortando algo, fazendo com que o garoto arregalasse os olhos. Olharam um pro outro e começaram a rir.
- Epa, epa, epa! Mas o que que é isso Jones? Tá querendo ficar com a gata só pra você é? Apresenta aí, man! – Disse um dos amigos de Danny convidando os outros pra se aproximarem.
- Mas é claro, vocês ficam aí papeando com as meninas eu é que não vou ficar pra trás! - Disse Danny fazendo todos rirem.
- Gente, eu to aqui! - Disse acenando pros meninos, ainda rindo um pouco.
- Ah, sim! Gente, essa é a... – Danny começou a falar, mas logo foi interrompido por Duda.
- meninos, mas podem chamar de ! – Completou ela com um sorriso deixando Danny intrigado - e vocês são..?
- Esse é o Thomas, mas ele diz pra chamarmos de Tom. – Disse apontando pro garoto.
- E esse é o Dougie, ele também atende por Doug. – Disse dando um leve tapa no braço do rapaz.
- E esse é o Harold, mas ele definitivamente prefere ser chamado de Harry! – Disse olhando pro garoto que havia passado uns 5 minutos dizendo que até hoje se perguntava o que havia passado na cabeça da mãe dele quando escolheu esse nome.
- Então... Tom, Dougie, Harry, e Danny. Certo? – Perguntou meio em dúvida apontando pros garotos enquanto falava seus respectivos nomes.
- Correto! - Responderam em coro.
Danny e as meninas se apresentaram e ao decorrer das aulas começaram todos a conversar.
- DE LONDRES?! – Berraram as quatro simultaneamente quando os garotos disseram sua origem e que estavam no Brasil apenas fazendo intercâmbio, assustando os meninos e a professora de História, que era muito legal e ignorou o acontecimento.
- É sabe... Aquela cidade que por acaso é a capital da Inglaterra...? – Disse Tom como se fosse o ser mais inteligente do mundo.
- Claaaaro que a gente sabe, duuuh! É que o nosso sonho, desde criancinhas é ir pra Londres!– Respondeu dando um pedala em Tom.
- Outch! Não precisava me bater! – Tom revidou o pedala com leve empurrão na garota.
- Ei, ei! Vamos parando aí que a creche fechou! – Harry interrompeu a “briguinha” dos dois.
- Nossa, desculpa aí ô de calças! – Revidou fazendo todos rirem menos que deu um “sutil” soco na amiga.
- Ai, ai, ai! O que foi que eu fiz? - Resmungou fazendo todos rirem mais ainda.
- Crianças... – resmungou – Mas o que a tava dizendo é verdade, nós planejamos ir este ano pra Inglaterra, já que nós terminaremos o colégio e nossos pais já foram convencidos de que será uma boa experiência pra nós. Até já tiramos a passaporte pra não termos problemas! – Ela terminou a frase empolgadamente.
- Ah sim, isso é verdade. Porque o nosso maior medo era de esquecermos de tirar o passaporte por causa da nossa empolgação. Mas já tomamos essa providência, certo girls? – disse se juntando a na empolgação.
- Aham! E a sorte é que eu tenho parentes que moram lá, e eles são muito legais, já conversei com a minha tia sobre a possibilidade de esse ano eu ir pra lá com as garotas e como a casa é grande ela disse que quando nós fossemos era só ligar! – Acrescentou sorridente.
- Ela é uma fofa! Trata a como se fosse filha dela e nós como se fossemos sobrinhas! – elogiou a tia de . - Isso eu tenho que concordar, ela trata muito bem a todas nós. Afinal, ela só tem a e mora num casarão lá, elas estão super empolgadas com a nossa ida à Inglaterra, se bobear elas tão mais empolgadas com a nossa chegada lá do que nós mesmas! Hahaha – Brincou fazendo as meninas rirem.
O sinal do intervalo tocou e todos saíram da sala.


Capítulo 2

- Nossa, eu não sabia que você ficaria ainda mais bonita em alguns meses de férias . – Disse Charlie com uma voz alta de garanhão, fazendo todos se virarem.
- C-charlie! Não esperava te encontrar aqui esse ano, você não ia mudar de escola? – Perguntou a menina timidamente vendo que as outras cochichavam algo.
- E deixar uma menina tão linda como você aqui nesse colégio cheio de marmanjo dando em cima? Negativo! – Charlie disse se aproximando.
- Ah, que isso! Deixa de besteira vai! – deu um passo pra trás vendo que ele estava passando do “limite de proximidade permitido”.
- ! A gente precisa ir à biblioteca pegar o livro que o professor de Gramática recomendou! – disse a primeira coisa que veio a sua cabeça.
- Nossa , é mesmo! Depois a gente conversa Charlie! – disse enquanto saía com agradecendo-a por tirá-la daquela situação.
- Amigas são pra essas coisas, né? - diz com uma piscada. – Mas porque que você tava tão... angustiada?
- Ah, o Charlie é bem legal, e bem gato também, mas eu nunca dei abertura a ele. Ele sabe do James, tá certo, não estamos o casal mais feliz do mundo, mas... aliás, ele anda muito estranho, não era ele que vivia dando indiretas pra ? Falando nela... cadê todo mundo?
- Verdade, mas ele sempre olhou diferente pro nosso grupo, agora já descobrimos pra quem que era, hahaha. Ah, você sabe como a e a são né? Então tá todo mundo na cantina! – Depois de alguns metros e algumas risadas chegaram na cantina.
- Ooooi cats! – Chegou dando uma bundada em que logo revidou da mesma forma.
- Eiiita! Essa alegria toda é o que hein? – Perguntou Harry.
- Essa alegria tem nome e se chama: Charlie Simpson! – Respondeu fazendo as meninas rirem, e os garotos ficarem com cara de perdidos.
- Mas hein? – Manifestou-se Danny.
- Caralho Jones, minha teoria de que você é burro independente do clima, altitude, região, estado físico e emocional, dentre outros casos, é realmente válida, até eu que não sei quem é entendi! – Disse Tom com o seu sempre ar de intelectual londrino fazendo todos rirem do pobre Danny.
- Então explica, ô enciclopédia ambulante! - Danny respondeu todo emburrado.
- Simples, a tá de namorico com um tal de Charlie Simpson, certo? – Todos olham pra ela.
- Erm... na verdade, não. – A meninas respondeu timidamente.
- Ahá! Tá vendo. – Danny gritou todo se achando.
- Eu não gosto do Charlie. – Rebateu rindo do Danny, fazendo com que os presentes fizessem o mesmo.
O sinal que indicava o fim do intervalo tocou e mais algumas aulas se passaram até chegar a hora da saída.
- ATÉ QUE ENFIM! – Berraram as meninas super empolgadas.
- Que isso gente, hoje foi só o primeiro dia e foi bem light. – Disse Dougie assustado com o grito das meninas.
- Não Poynter, é bem mais que isso, certo meninas? – Implicou .
- O que? BEEEM mais! – se junta à brincadeira fazendo com que Dougie fique extremamente curioso.
- E o que é então? – Perguntou Tom todo empolgado.
- Se-gre-do! – respondeu se aproximando cada vez mais do rapaz a cada sílaba e se afastando ao terminar a palavra. Todas começaram a rir quando viram a cara de besta do garoto quando se afastou.
- Vamos meninas, não podemos perder um segundo! – Empolgou-se puxando pela blusa.
- Tchau meninos, até amanhã! – Gritaram quase que em coro enquanto saíam do colégio.
- Tchau garotas!
Os meninos continuaram no colégio por um certo tempo.
- Ô Jones, a gente pode ir pra tua casa? Eu não tô muito a fim de ir pra minha agora não e acho que os meninos também preferem ir pra lá, certo? – Perguntou Tom olhando pros outros dois.
- Verdade, e nossas casas são meio longe daqui, teríamos que pegar um ônibus, mó preguiça! – Concordam os garotos.
- Claro que podem! Lá em casa é meio chato à tarde mesmo... – Diz Danny.
- Beleza então, agora vamos que eu tô com fome! – Falou Tom olhando pra própria barriga.
- Booora! – Concordam os outros.
No caminho Harry avistou semblantes conhecidos.
- Hey guys, aquelas ali não são as meninas lá do colégio?
- Eita, são elas mesmas! Mas o que elas tão fazendo aqui? – Perguntou Dougie.
- Elas devem estar indo pra casa da , ela mora aqui perto. – Comentou Danny calmamente.
- Como você sabe disso Jones? – Pergunta Tom.
- Ela me disse hoje antes de vocês aparecerem com as meninas na aula de Biologia. – Respondeu Danny pensando em como ele realmente soube que ela morava por lá.
- Ela disse onde morava? Uii, e que mais ela te disse? – Perguntou Harry implicando com Danny.
- Hmm... as outras coisas eu não posso contar! – Danny responde deixando os meninos com cara de ui-danny-garanhão.
- Fazer o que, né? Mamãe que me fez gostosão assim! – Ele acrescentou ao ver que os meninos realmente acreditaram. – Tô zoando gente, ela não me falou mais nada não! HAHAHA deviam ver suas caras agora! – Disse Danny rindo.
- Bem que eu imaginei, já ia pergunta pra ela se ela havia caído da escada de cabeça quando era menor ou algo do tipo! – Falou Tom fazendo com que os outros meninos rissem.
- Imbecil! – Chiou Danny olhando pras garotas que sumiam de suas vistas.
- A gente não tem nada pra fazer hoje, não é? Então porque que nós não seguimos as gurias e vemos o que elas vão fazer de TÃÃO especial hoje? – Sugeriu Harry.
- Apoiado! Afinal, elas fizeram tanto mistério que eu quase me enfiei na mochila de uma delas pra ver o que era. – Comentou Dougie.
- Então, todos de acordo. Vamos logo que elas já tão sumindo das nossas vistas!


Capítulo 3

Chegando à casa de as quatro logo foram pro quarto dela, aproveitando que os pais da garota só chegariam do trabalho por volta das 8h da noite, ligaram o som na maior altura e foram tirar aquela roupa brega do colégio.
- , pega aquele short ali pra mim? – pediu enquanto tirava a saia.
- Claro, aproveita e me passa essa camisa que ta aí perto da tua mochila? – Respondeu enquanto jogava o short para que se virava pra pegar a camisa.
- Caralho , você realmente não consegue se vestir enquanto tem música tocando, né? Põe pelo menos uma blusa! - Brincou .
- Nãão! – Respondeu fazendo bico e se empolgando mais ainda dançando com o seu conjunto de calcinha e sutiã, é aquele do “STOP!” de hoje cedo, fazendo as quatro rir.

Enquanto isso do lado de fora da casa...
- Porra Poynter, você pisou no meu olho! – Reclamou Tom. - Foi mal man, mas os barulhos tão vindo daquele quarto, que deve ser o da ! – Se desculpou Dougie.
- O quarto da ? Deixa eu subir aí! – Diz Danny empurrando os meninos que estavam tentando subir em uma muretinha que tinha vista pro quarto onde as meninas estavam.
Quando ele finalmente conseguiu subir deu de cara com as meninas ‘fazendo um cover’ de “Loosen Up my Buttons – Pussycat Dolls” parcialmente vestidas em cima da cama, na maior empolgação.
- Jones, JOOOONES! – Gritou baixo Tom dando um tapa na perna do garoto.
- C-caralho, vocês tem que ver isso aqui. – Disse Danny fazendo um sinal pros meninos subirem. Os quatro subiram e ficaram com a mesma expressão de Danny, babando pelas garotas que se divertiam, e quanto mais elas se empolgavam, mais eles se aproximavam empolgando também e de repente, um “BOOOOM” é ouvido no quarto.

As meninas abaixaram a música e as quatro correram pra olhar pela janela, quando viram os garotos caídos uns por cima dos outros não aguentaram e começaram a rir descontroladamente.
- Oi meninos! – disse tentando parar de rir.
- A que devemos a presença de vocês aqui? – Dizia se debruçando na janela.
- N-nada, não. É que estávamos indo pra casa do Danny, ouvimos uma música alta e viemos ver o que era. – Respondeu Dougie um pouco nervoso.
- A curiosidade matou o gato, sabiam? – Implicou se juntando a .
- E quase matou quatro de uma vez agora! – Disse tentando descontrair o clima e arrancando risadas das meninas e sorrisos tímidos dos garotos, logo estavam as quatro debruçadas na janela (sim, a janela era grande aioeaoei).
- Quer dizer que você me acha gato, é? – Perguntou Danny e seu falso ar confiante fazendo os garotos prestarem atenção querendo saber a resposta.
- Não Jones, eu só disse isso pra deixá-los MAIS sem graça! – Respondeu rindo e pressionando o seu indicador contra ponta do nariz dele.
- Mas eu devo admitir que vocês não são de se jogar fora. – Ela acrescentou quando viu a expressão de decepção dos garotos, porém com os olhos mais voltados pros belos olhos azuis de Danny.
- Isso eu também concordo! – Se intrometeu olhado discretamente pro Tom.
- Todas nós, não é ? – Confirmou olhando para o Dougie enquanto dava um tapinha leva nas costas de que já estava olhando para o Harry há algum tempo.
- Ôôô ! - Concordou sem tirar os olhos do rapaz.
Os oito ficaram na troca de olhares por um tempo.
- Mas então meninos, nós temos que nos vestir, até amanhã de manhã! – Disse se virando pra dentro do quarto vendo que as garotas faziam o mesmo.
- Não tem não! – Retrucaram os meninos com uma cara de não-agora-que-vocês-quase-mataram-a-gente-‘vestidas’-assim fazendo com que elas começassem a rir ainda mais.
- Beijo garotos! – Disse fechando a janela, e a cortina em seguida, na cara dos meninos.
A tarde das garotas foi como todas as outras, conversaram um tempo para atualizar as fofocas das férias, comeram um bando de besteiras e falaram sobre garotos, claro!

Na casa do Danny..
- Aê Harry, pensa que eu não vi a olhando pra você? – Brincou Tom.
- Você fala isso fingindo que eu não vi a troca de olhares de você e da , né? A garota quase te puxou pra dentro com os olhos isso sim! – Rebateu Harry, dando uns tapinhas no ombro do amigo. - Aliás, o Jones e o Poynter não escaparam dos olhares também não! E pelo visto estão presos à eles até gora! – Complementou Harry apontando pros garotos.
- Também, não tinha como não olhar! Vocês viram como elas são gatas cara? – Indagou Dougie.
- É mesmo dude! Mas só uma delas é gata, gata mesmo – Disse Danny lembrando de seu breve dia com .
- Ih, qual é Jones? Já vai amarrar o burro, é? Sai dessa! – Disse Harry dando um pedala no amigo.
- Ah, cala a boca Judd, só comentei que a é a mais gata, não pode? – Se estressou Danny.
Tom, Dougie e Harry se olham.
- Então é a , é? ENTREGOOOOU! – Gritaram em coro dando alguns tapas e socos no rapaz, fazendo Danny começar a rir.
- Merda! Vou ter que aguentar isso o resto do dia agora! – Disse Danny dando um tapa na própria testa.
- O resto do ano, você quis dizer! – Implicou Dougie.
E assim eles continuam até a casa do Danny, onde foram jogar videogame, futebol e fazer campeonatos nojentos, como cuspe à distância sugerido por Dougie, claro.


Capítulo 4

No dia seguinte..
- Hey girls! – entrou na sala dando um beijo nas bochechas de e que já estavam sentadas marcando lugares pras amigas. – Cadê a ?
- Não sei, ela já chegou, mas sumiu por aí. – Respondeu dando de ombros.
- Poynter seu burro, sua camisa ta ao contrário! – Gritou Harry fazendo as meninas olharem pro local do escândalo.
- Tá mesmo? – Disse Dougie procurando o emblema da escola com Tom e Danny rindo atrás dele.
- Hahahaha, se vestiu no escuro foi Doug? – Gritou de seu lugar.
Ignorando o comentário da garota, Dougie tirou a camisa pra poder colocá-la corretamente, deixando de boca aberta.
- Quê? – Ele perguntou como se não estivesse prestado atenção no que ela havia dito.
- Nada não, você já arrumou. – Disse vendo que a amiga não responderia tão cedo a pergunta do rapaz.
- Oi meus amores! Tudo bem com vocês? – entrou na sala com o maior sorriso do mundo.
- Opa! Tudo bem sim, e pelo visto você também, não é? – Respondeu Tom em nome de todos que confirmaram com a cabeça.
- Isso é verdade Fletcher. Tô muito bem! – Confirmou com um sorriso bobo.
- Agora vem cá amiga, porque essa alegria toda ein? Tem algo a ver com o Charlie? – Perguntou .
- Na verdade não, até porque não sou quem ele quer, sabia ? – falou olhando para que estranhou o comentário da amiga.
- Como assim, ‘sabia ’? – Ela perguntou puxando para um canto e receando a resposta.
- Pois é, a gente tava conversando e ele me disse que fingia estar dando em cima de mim pra atingir você! Morri de rir quando ele disse isso, mas ó, cala a boca porque ele pediu pra não espalhar, mas é ÓBVIO que eu iria contar pra você. – Disse piscando pra amiga.
- Meu Deus, o gato do Charlie ta querendo fazer ciúmes em mim? – Disse dando uns pulinhos.
- Ele não especificou o que seria te atingir, só disse que era melhor assim. Não entendi direito também. Mas, é o Charlie, né? Deixa ele com as maluquices dele. – Disse sorrindo pra .
- Mas amiga, e o James? Vocês têm conversado? Tipo, ele volta? – Ela disse passando o braço pela cintura da amiga.
- Ah , não sei. Ele diz que por ele não tinha ido embora, mas eu duvido muito, sabe? - Disse contendo algumas lágrimas.
- Meninas, tá tudo bem aí? – Disse Danny se aproximando delas reparando nas insistentes lágrimas de .
- Tá sim Jones. – se recompôs – Não preocupa não, agora vamos sentar se que a aula já ta começando. – Ela disse puxando Danny e para se juntarem ao restante da turma que já havia se sentado.

A semana correu, e finalmente a sexta-feira chega!
- Meniiiiinas! Não contei pra vocês né? Meus pais vão viajar o fim de semana INTEIRO! E adivinha... A casa é NOSSA! – Disse aos pulos, e logo as meninas se juntam a ela.
- Opa, NOSSA? – Disse Harry se aproximando.
- Se enxerga Judd, NOSSA = minha, da , da e da .
- Deixa de ser egoísta ! Chama os meninos pra irem lá também, aí a gente aproveita e chama o Charlie pra os garotos conhecerem! – Disse empolgadíssima.
- Vou pensar no seu caso, . – Disse vendo que todos a olhavam com cara de “ah-deixa--deixa!” – Mas tem uma condição, eles ficam encarregados dos filmes.
- Aê!! Beleza, vocês gostam de “De Volta Pro Futuro” ou “Ghostbusters”? – Perguntou Tom.
- Porra Fletcher, de novo? A gente já assistiu a esses filmes zilhões de vezes! – Reclamou Dougie.
- Mas nós não. E nós adoramos De Volta Pro Futuro! – Rebateu - Leva os três? [ n/a : os três = De Volta Pro Futuro I, II e III]
- Levo! – Disse Tom empolgado.
- Então o endereço é esse – falou anotando o endereço em um papel e entregando-o a Tom.
- Que horas? – Perguntou Danny.
- Às 7? – Disse olhando pra que assentiu – Às 7!
- Até lá meninos! – Despediram-se as meninas.
- Até! – Disseram os garotos indo embora.

Às 7...
A casa de era bem grande, pois além de seus pais moravam dois irmãos mais velhos e a avó, porém seus irmãos já haviam se formado e cada um estava morando em um país, e a avó havia falecido quando estava no primeiro ano do colegial. Por isso todas as reuniões maiores e festas eram realizadas lá.
- Oi gatas! – recebeu as amigas que combinaram de ir juntas da casa de .
- Oi ! – Disseram as meninas cumprimentando com um beijo.
- Já falamos com nossos pais e eles nos deixaram dormir aqui, pra te fazer compania! – Disse pegando as ‘malas’ dela e das meninas.
- Que ótimo! Vocês já conhecem a casa! Escolham um quarto e deixem suas coisas! – Disse sorridente.
Após um tempo as meninas haviam se organizado. E já havia feito as pipocas e descido com cobertores pra sala de TV. De repente um celular começou a tocar.
- ! Seu celulaaar! – Gritou que estava no andar de cima procurando um travesseiro mais confortável para levar pra sala.
subiu correndo pra atender, quando olhou no visor: Charlie.
- Ai meu Deus! É o Charlie! AAAAAAAAA! – Ela berrou fazendo entrar correndo no quarto.
- Atende, atende, atende! – disse apertando o ‘answer’ no celular da amiga.
- A-alô! – atendeu super nervosa.
- Oi gata! – Disse Charlie do outro lado da linha – Então, sobre hoje a noite, eu não vou poder ir!
- Ah... tudo bem, a gente marca pra outro dia! – Disse um pouco desanimada.
- Na verdade, eu não vou poder nunca mais. – Disse Charlie com uma voz bastante triste.
- C-como assim Charles? – não conseguia acreditar.
- Eu vou me mudar para Londres depois de amanhã, e não terei tempo de te ver até lá. – Charlie parecia realmente abalado falando isso – Mas saiba que desde a 8ª série eu quis te ter pra mim, mas eu sabia que não daria certo, por isso nunca me aproximei de você.
- Como você tem tanta certeza? – perguntou com raiva.
- Eu não contei... Mas... Estou indo morar lá, pra casar com uma inglesa. Você sabe que minha família por parte de pai é britânica e desde pequeno eu fui apaixonado por ela, mas como passei muito tempo no Brasil acabei ficando carente e me desculpa se algum dia eu te iludi.
- Vai embora Charlie, e me faz um favor? Não volta NUNCA MAIS! – desligou o telefone chorando numa mistura de tristeza e ódio, pois ele sempre a iludiu com alguns gestos e falas.
- , que foi? – Perguntou vendo as lágrimas no rosto da amiga.
- O imbecil do Charlie ta indo pra Londres depois de amanhã, pra casar! Só isso! Aff, idiota! – Disse limpando as lágrimas.
- Caralho amiga, que tenso! Por isso que ele tava tão esquisito esses dias... – Disse puxando a amiga para um abraço.
- Agora eu entendo o que ele quis dizer com “me atingir” que raiva dele , que raiva! – Disse abraçando com força.
- A me contou da conversa que ela teve com ele hoje... Não fica assim amor, esquece esse idiota e se concentra no final de semana que a gente vai ter! Agora vamos descer e assistir ao filme, aposto que os meninos já chegaram e bom, acredito que você vá rir muito hoje, certo? – Disse animando a amiga.
- GIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIRLS! OS MENINOS CHEGARAM! VAMOS VER O FILME! – Gritou .
- Você ta certa , tenho que esquecer esse idiota e me divertir com quem gosta de mim de verdade! – Disse sorrindo pra .
As meninas descem como se nada tivesse acontecido, era uma ótima atriz nessas horas.
- Olá garotos! – Disseram as meninas em coro cumprimentando-os com um beijo na bochecha.
- Vamos ver o filme? – Disse com os controles na mão.
- Bora! – Todos concordaram se acomodando pela sala.
No sofá maior (que era exatamente na frente da TV) estavam , e Dougie, no chão Harry (perto dos pés de ), Tom, , Danny e sentados em um colchão que estava encostado no sofá. O filme começou, e todos estavam prestando atenção, menos que estava um pouco cabisbaixa.
- , você ta bem? – Sussurrou Tom no ouvido da garota pra não atrapalhar os outros vendo o filme.
olhou pra ele, com os olhos marejados.
- Ta tudo bem sim Tom.
Tom segurou a mão da menina acariciando-a com o polegar.
- Se você não quer me contar, eu entendo. Mas saiba que se precisar pode contar comigo, tá?
- Obrigada Tom, mesmo. – Disse apertando a mão de Tom e sorrindo pra ele.
- Reparem no caminhão de estrume gente! HAHAHAHAHAHA – Disse Dougie.
- Por que Poynter? – Perguntou sem entender.
- Olha, é agora... – Dougie aponta o caminhão que tem um “D. JONES” enorme na lateral fazendo todos rirem, menos Danny que mostrou o dedo do meio para Dougie.
E assim eles seguiram os três filmes, rindo e fazendo comentários durante o filme todo. Até deu uma grande animada com as besteiras que os garotos falavam.
- Nossa, olha a hora cara! – Disse Harry olhando seu relógio.
- Caralho, já passam de 2:30h da manhã! – Dougie desesperou-se.
- Calma garotos. Vocês podem dormir aqui... se não se incomodarem de se espalhar pela sala... – Disse .
- Tem certeza? – Perguntou Harry.
- Claro! Aqui já tem um colchão, um de vocês dorme nesse sofá, o outro no outro e eu pego um colchão lá em cima pro que ficar sem ‘cama’ – respondeu subindo as escadas pra pegar o colchão, Harry foi atrás dela.
- Quer ajuda? – Disse Harry vendo que colchão a empurrava mais pra dentro do armário do que ela o empurrava pra fora.
- Ai Harry, que susto! – Disse que não havia percebido a presença do garoto até então. – Mas eu aceito a ajuda sim.
- Foi mal – Harry se desculpa rindo.
Tentando tirar o colchão Harry acabou sendo empurrado pra dentro do armário ficando com o corpo grudado no de , os dois se olham por um tempo.
- Tá difícil tirar o colchão, né? – comentou tentando disfarçar o nervosismo e a situação.
- Muito – Harry disse sem tirar os olhos da boca da menina.
Não conseguindo se controlar ele se aproximou dela a puxando para um beijo, não resistiu dando liberdade ao garoto, que envolve sua cintura com as mãos abraçando-a e colando mais seus corpos. por sua vez abraçou o garoto pelo pescoço acariciando sua nuca. O beijo se intensificou, e após alguns minutos eles já estavam ofegantes. Mas foram interrompidos por um berro de fazendo com que eles se separassem imediatamente.
- AMIIIIIIIIGA ANDA LOGO! – Berrou subindo a escada. - Porra , foi fabricar o colchão é?
- Não, só que ta difícil de tirar daqui! – disse arrumando seu cabelo e passando a língua nos lábios.
- Harry! – Falou surpresa pela presença do garoto e vendo que a boca de ambos estava meio avermelhada e eles estavam descabelados – Erm... Eu vou, avisar que vocês já estão descendo... Licença... – Disse envergonhada pela situação, mas com um sorriso de “hm-peguei-no-flagra” deixando Harry e extremamente sem graça no quarto.
- D-desculpa, . Eu não me contive. - Disse Harry tentando amenizar a situação.
- Não tem porque que se desculpar Harry, eu quis também. Se eu não quisesse, não teria continuado certo? – Disse disfarçando a vergonha – Agora vamos logo se não seremos linchados lá embaixo. – disse fazendo Harry rir.
- Vamos – Ele disse dando um selinho nela, que correspondeu e sorriu. Eles desceram com o colchão que estava faltando.
- Boa noite guys! – Disseram , e dando um beijo na bochecha de cada um deles.
- Boa noite meninas! – Responderam os garotos.
- Alguém viu a ? – Perguntou .
- Ela subiu já, parece que o celular dela tava tocando e ela ficou por lá – Respondeu Danny.
- Ah, ta! Então até amanhã! – Ela disse indo com as meninas em direção à escada.

No quarto de ...
- James! – Ela disse atendendo ao telefone empolgadamente.
- Oi ! – Disse James do outro lado da linha.
- Como você tá? Como está aí em Southend? Quando você volta? - encheu o rapaz de perguntas.
- Eu to bem, ta tudo ótimo aqui! Bom, foi por essa última pergunta que eu te liguei.. – Ele disse num tom sério.
- Ai meu Deus, o que aconteceu? – se desesperou.
- Eu não volto. – Ele diz seco.
- C-como assim você não volta James? Você disse que ia voltar! – Disse deixando lágrimas caírem.
- Me desculpe, mas eu estava enganado quando disse que seria pra sempre. Quando eu vim pra cá nas férias eu conheci uma garota, e não me vejo sem ela agora. Eu sei que parece burrice, que nós nos conhecemos desde pequenos e que todos achavam que iríamos casar e tal, mas você mesma sabe que aquele relacionamento estava desgastado há muito tempo. Foi por isso que eu vim pra cá e terminei contigo. – James disse com uma voz triste, como se ele estivesse chorando lá também.
- Eu... eu não acredito nisso! Nosso namoro não estava um mar de rosas, admito. Mas eu achava que era só uma crise, como todos os casais normais têm crise! Eu estava disposta a lutar pelo nosso amor, James! Mas depois do que você me disse, eu sinceramente não faço a menor questão mais! Some da minha vida, e não me liga nunca mais! – disse morrendo de raiva e entre soluços, sentindo o gosto salgado das várias lágrimas que escorriam por seu rosto. Desligou o telefone e deitou-se com a cara afundada no travesseiro – Isso não vai ficar assim mal resolvido, não vai mesmo! – Disse ela decidida.


Capítulo 5

Após desligar o telefone com James, o guardou no bolso do short e foi até a cozinha, precisava beber algo, espairecer um pouco. Passou pela sala fazendo o mínimo de barulho possível, pegou um copo, o encheu de água e foi para o jardim da casa sentando-se na borda da piscina molhando os pés.
- Idiota, idiota, idiota! – Repetia ela olhando para o celular – Ele não podia ter feito isso comigo, não podia!
- ? Ta tudo bem com você? – Disse Danny sentando-se ao lado da garota na piscina.
- Danny, o que você ta fazendo acordado a essa hora? – Perguntou disfarçando o choro em vão.
- Eu tenho o sono super leve, até uma pena caindo do meu lado me acorda e quando eu ouvi passos eu decidi vir... – Danny olhou para - Meu Deus , o que aconteceu? – Perguntou Danny ao ver o estado da garota.
- Eu não sei se consigo falar sobre isso Jones, volte a dormir... Amanhã eu estarei melhor, tá bom? – Ela disse se fazendo de forte.
- , olha pra mim – Disse Danny segurando o rosto da garota com uma das mãos enquanto a outra estava apoiada no chão sustentando seu corpo – Você acha que eu, em sã consciência, a deixaria aqui, sozinha às 4 da manhã nesse estado? Nunca! – Disse o Danny se aproximando dela enquanto descia a mão que estava em seu rosto até a cintura da menina abraçando-a forte – Você pode não me contar o que aconteceu, mas eu vou ficar aqui contigo até você se sentir melhor.
- Ah Danny, brigada, viu? – Disse a garota deitando sua cabeça no ombro do rapaz e após uns segundos em silêncio ela soltou – É o James...
- Quem? – Pergunta Danny pondo uma das mãos sobre o braço da garota que estava de fora, pois seu ‘pijama’ era apenas uma blusa cinza sem manga e um micro short preto. – Nossa! Você deve ta morrendo de frio! – Ele disse tirando o casaco que estava vestido e colocando-o em .
- Ele é meu ex, morava aqui no Brasil – disse ela ajeitando o casaco em seu corpo - mas foi passar as férias em Southend com a família materna dele. Nós namorávamos há muito tempo sabe? Desde pequenos sempre tivemos uma relação além da amizade, e isso foi crescendo à medida que os anos passavam, mas já estava bastante desgastada, sabe? E bom, hoje quando eu subi... – a garota respirou fundo - Meu celular tocou, era ele – disse fazendo com que as lágrimas voltassem a cair na mesma intensidade que caíam antes de Danny chegar – Ele disse que está muito feliz lá, que não volta mais, e que... – ela parou de falar.
- Calma . Vem cá – Danny levantou a cabeça da menina dando um beijo em sua testa – Não fic...
- E que estava enganado quando disse que me amava! – disse isso abraçando o garoto com toda sua força. Deixando o copo cair na piscina – Merda!
- Shh... Esquece o copo, esquece o celular, esquece o James... – Danny enxugou as lágrimas de , encostando a testa dos dois, eles ficam ali por um tempo, se olhando. – Não pensa em nada agora, tá vendo como você fica mais bonita ainda sem as lágrimas escorrendo pelo rosto? – Ele disse fazendo a garota sorrir – Opa! Assim é golpe baixo! Com um sorriso eu apaixono! – Ambos riram e a garota aproximou o rosto do dele.
- Obrigada Danny, de verdade, você está sendo um anjo pra mim agora. – Ela disse fechando os olhos e encostando seus narizes.
- Eu sei que uma semana é muito pouco, mas desde a primeira vez que eu te vi alguma coisa em você mexeu comigo. E eu não quero te ver chorando de maneira alguma. De hoje em diante, sempre que você precisar eu estarei aqui, certo? – Ele disse fechando os olhos e selando os lábios nos dela.
- Meu anjo – disse beijando o rapaz em seguida.
Eles permanecem ali por mais um tempo abraçados e conversando sobre a vida deles, Danny fazia de tudo para que não pensasse em seus problemas e eles se divertissem juntos.
- Danny, acho melhor nós subirmos. Já são quase 4 da manhã, e eu to ficando com sono. – Disse se levantando e esticando a mão para ajudá-lo a se levantar.
- Verdade, e você tem que descansar. – Ele disse enquanto segurava a mão dela pegando impulso para se levantar. Já de pé, ele envolveu a cintura de com um dos braços e os dois foram caminhando pra dentro da casa novamente. Vendo que o celular estava na outra mão da garota, Danny o pegou e ligou pro seu próprio número, com a intenção de gravar o celular dela no seu, quem sabe um dia ele não criaria coragem e a chamaria pra sair?
estava tão distraída que não notou o que Danny fez, só se deu conta de que seu celular estava na mão dele quando ele se manifestou.
- Ei, vai deixar isso comigo mesmo, é? – Danny disse estendendo o celular para a garota.
- Nossa, nem lembrava mais dele! Eu te entreguei foi? Que folga a minha!– Ela disse rindo fazendo com que ele risse também.
- Não sei muito bem, mas ele está aqui, certo? Então, acho melhor a gente ir dormir, estou morrendo de sono e você precisa descansar.
- Danny, espera. – A garota disse parando Danny.
- Que foi ? Ta tudo bem? – Ele perguntou preocupado.
- Eu só queria te agradecer por perder uma madrugada de sono e ficar conversando comigo na piscina. – Disse a menina sorrindo meigamente.
- Foi um prazer! – Responde Danny dando um selinho na menina e passando seu polegar na bochecha dela.
- Bom dia – Disse subindo pro quarto que havia escolhido.
- Bom dia – Responde Danny voltando ao seu colchão.


Capítulo 6

O tempo passa e por volta de 8 da manhã Dougie acordou. Vendo que seus amigos ainda estavam dormindo, ele se levantou e foi ao banheiro fazendo o mínimo de barulho possível.
- Poynter? – Perguntou uma voz que vinha da cozinha.
- Eu! – O rapaz respondeu assustado, pois não esperava ver alguém acordado essa hora.
- Bom dia! – Disse aparecendo na porta.
- Ah, é você! Haha! Bom dia! – Ele respondeu sorrindo aliviado pra garota.
- Claro que sou! Esperava mais alguém é? A casa da não é motel não, viu? – Implicou fazendo o garoto rir.
- Que isso! Até parece que eu ia marcar algo assim tão cedo, mas se você quiser... – Disse Dougie se aproximando da garota com uma voz de garanhão de filme dublado da Rede Globo. - Tá maluco Poynter? Se enxerga! – Respondeu recuando e rindo – Se bem que... – Ela foi voltando devagar passando o indicador pela barriga até o peitoral do rapaz – Já que você convidou, não posso fazer uma desfeita, certo? – Ela disse isso deixando o rapaz completamente nervoso e sem reação.
- T-tá falando sério? – Ele perguntou assustado, porém esperançoso.
- Hahaha, claro que não né Dougie! Não viu como você é frouxo? Ficou todo nervosinho quando eu me aproximei! Devia ter visto sua cara! - Disse rindo.
- Frouxo? Ah cala a boca garota! Vem cá que eu te mostro o frouxo! – Disse Dougie puxando pela cintura e escorregando as mãos por suas costas até o quadril.
- Opa! Opa! Que abuso é esse? – Disse a menina sem se mover.
- Foi chamar de frouxo, agora agüenta! – Respondeu o garoto puxando-a pra mais perto de si, colando seus corpos e dando-lhe um beijo.
- D-do-dougie, alguém pode entrar! – disse olhando para os lados. - Alguém tipo, eu? – Entrou na cozinha.
Dougie soltou imediatamente, e ambos ficam vermelhos.
- , meu bem, acordou cedo... – comentou tentando disfarçar.
- Relaxa meninos, eu manterei isso em segredo! – Prometeu lembrando-se de que a tinha visto em uma situação parecida, com Harry na noite anterior - Alguém ta com fome?
- Opa! Eu tô! – Disse Dougie abrindo um sorriso.
- Então sentem aí que eu vou fazer suco de laranja, waffles e ovo mexido pra gente! – Disse encaminhando-se pro fogão.
- Pra nós quatro? – Indagou Tom entrando na cozinha.
- Claro! Na verdade, vou fazer pros 8 logo, porque daqui a pouco o povo todo acorda, certo?
- Certo! – Disse Harry se juntando aos demais.
- Só falta a , a e o Danny... – Disse Tom.
- A tá aqui! – Disse entrando na cozinha e sentando-se a mesa.
- Então só faltam a e o Danny. – Harry disse dando uma geral na cozinha enquanto e Tom iam pondo a mesa.
- Bom, eles comem depois! – Dougie diz passando a mão na barriga e arrancando risadas dos presentes.
As risadas logo são interrompidas por .
- Bom dia Jones! – Disse a garota sorrindo pra Danny que logo retribui o sorriso.
- Hmmmm, bom mesmo, já acordar sentindo esse cheiro de waffles e ovo mexido é pra alegrar qualquer dia! – Disse Danny olhando a mesa com cara de eu-vou-comer-tudo-antes-mesmo-de-vocês-pensarem-em-abrir-suas-bocas fazendo com que todo mundo risse.
- Podem se servir gente! Danny meu bem, tem certeza que você acordou?– Disse reparando na cara de eu-só-dormi-três-horas-mas-eu-tô-legal de Danny enquanto sentava-se à mesa e enchia o copo de suco.
Lá pelo meio do café eles notam que alguém ainda não havia acordado.
- Galera, cadê a ? – Perguntou .
- Ontem ela não estava muito bem, parece que um tal de James, ligou pra ela... – Disse Danny como se não soubesse muita coisa.
- O JAMES? – Gritaram as três meninas levantando subitamente – Licença meninos – Elas disseram enquanto se encaminhavam pras escadas.
Chegando lá em cima, foram correndo para o quarto onde havia dormido e verificando que a cama estava arrumada e sua “mala” não estava mais lá, mas que em cima do travesseiro se encontrava um bilhete.

“Girls, eu sei que vocês vão me matar e blábláblá, eu sei que quando lerem esse bilhete eu já estarei no avião (peguei o vôo as 4:30h e devo estar chegando lá perto de meio dia), mas eu precisava fazer isso. Não se preocupem comigo, eu volto no Domingo! Até porque, só estou indo pra Southend pra pôr um fim definitivo nessa história com o James! Beijo .”

- Geeeeeeeente! Ela pirou de vez! – Disse que segurava o bilhete perplexamente olhando para as meninas que estavam com a mesma cara, menos , que estava com um sorriso no rosto.
- Pirou nada! Certa ela que foi se resolver com o James, coisa que eu devia ter feito com o Charlie! – Exclamou .
- Ah, não inventa não , já basta uma maluca fugindo do país pra ir atrás de homem aff! – se intrometeu na conversa.
- O QUE? – As garotas são interrompidas por um grito desesperado de Danny. – Como assim fugir do país?
- Calma Danny, ela não morreu não, só foi atrás do James em Southend. – Disse tentando tranqüilizar o garoto – E ela volta domingo gente, relaxa!
- , ainda não caiu a ficha de que sua amiga FUGIU pra Inglaterra? E que pelo visto ela não está em boas condições emocionais? – Perguntou ironicamente.
- Meu Deus! Ela foi mesmo a trás do tal do James? – Perguntou Danny ainda sem acreditar.
- Quem foi aonde? – Se intrometeram os outros meninos vendo o clima de tensão no quarto.
- A foi atrás do James em Southend. – Respondeu Danny sentando-se na cama intacta de .
- Caralho, lá em Southend? Mas fazer o que? Quando ela volta? Ela é maluca? E os pais dela gente? – Tom bombardeou as meninas de perguntas.
- Cacete, os pais dela! Eles vão matá-la quando descobrirem! – finalmente entra em pânico.
- E agora gente? O que a gente faz? – sentou-se ao lado de Danny que logo se levantou.
- Vamos atrás dela, claro! – Danny disse como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo, fazendo com que todos os presentes arregalassem os olhos para ele.
- Ta maluco moleque? Como é que a gente vai atrás dela? Ela ta na I-N-G-L-E-T-E-R-R-A, got it? – Harry questionou Danny dando um pedala no amigo.
- Eu sei, né Harry? Mas nós temos como ir pra lá livremente, ou você já esqueceu que é de lá imbecil? – Respondeu Danny dando um tapa na testa to amigo.
- Mas e as garotas? Parece que não pensa! – Respondeu Harry.
- Vamos parar com a troca de elogios aí, e pensar em algo sensato a se fazer. – disse interrompendo a “briga” dos garotos.
- Mas o Danny já deu uma solução ! Vamos atrás dela, os nossos passaportes ainda valem, eles valem até o final do ano que vem, vocês lembram? Ou você acha que a foi à nado pra lá? Esse é o nosso sonho girls, c’mon! E é óbvio que ela foi pra casa da tia dela! – Disse com cara de cachorro sem dono.
Um silêncio tomou conta do quarto, mas logo foi quebrado por .
- Que se foda! Arrumem as malas, nós vamos pra Londres! – disse empolgando-se no final, fazendo a alegria dos meninos e de .
parecia estar ainda com o pé atrás, mas acabou concordando em ir.
- Liga pra tia Stella e avisa que nós estamos indo pra Londres, de lá nós nos viramos! – pegou a agenda telefônica e a passou para discar o número.
- Então nós vamos pegar nossas coisas e nos encontramos com vocês no aeroporto, certo? – Harry avisou as garotas enquanto os outros já se encaminhavam para suas respectivas casas para se organizarem.


Capítulo 7

Como as meninas já tinham suas malas prontas e não era de se demorar, por volta das 10 horas da manhã, todos estavam no aeroporto prontos para o embarque.
- Passagens em mãos? – perguntou pras meninas que levantaram seus papéis.
- Santa Internet! – disse com os olhinhos brilhando.
- Meninos? – olhou arqueando uma das sobrancelhas com cara de se-vocês-não-estivere-com-elas-em-mãos-vocês-vão-ficar.
- Aqui! – Eles levantaram as passagens e todos se encaminharam pra sala de embarque.
- Já falei com a tia Stella e ela disse que estará nos aguardando no aeroporto! Perguntei sobre a , e a tia disse que ela está para chegar lá daqui umas 2 horas, como previsto, e a está super ansiosa com a chegada, ela até perguntou por quê a foi sozinha, mas eu disse que isso explicamos quando chegarmos lá. – Comentou aliviando a todos.
- A ? Caraca, quanto tempo que não a vejo! Será que ela ainda fala português? – perguntou a ninguém em especial.
- Claro que fala né , a tia Stella só foi morar em Londres no fim do ano retrasado! Exatamente pra poder terminar pelo menos a oitava série aqui no Brasil! – Respondeu .
era prima de , cresceu junto com as garotas também. Mas sua mãe havia conseguido um ótimo emprego lá e não pensou duas vezes antes de aceitá-lo. Mesmo com a distância elas mantinham algum contato, mas era pouco devido aos horários e às novas amizades que havia feito.
- E essa é gata, é? – Perguntou Harry interessado.
- Ela é bonita sim Harold, mas não é pro teu bico. – Respondeu .
- Calma , sem estresse aqui! E se enxerga Harry! – disse fazendo todos rirem.
- Meninos, o que vocês falaram pra suas famílias? Digo... Vocês não falaram “mãe estou voltando pra casa pra buscar uma amiga minha que fugiu do Brasil.”, né? – Perguntou .
- Não, não – Danny respondeu rindo – nós nem falamos com elas.
- O QUE? – perguntou assustada arregalando os olhos – E vocês vão ficar aonde? Não querendo expulsar, mas a casa da tia Stella não é tão grande assim e...
- Relaxa menina, nós temos amigos lá também. – Respondeu Tom com um sorriso.
- Vamos ficar na casa do Matt. – Danny acalmou as garotas – Ele é brother e já concordou, até porque não ficaremos muito tempo lá, só vamos buscar a e ir embora, certo? – Danny terminou a frase com uma incerteza perceptível.
- Sim, sim claro. – respondeu aliviando o rapaz.
O vôo deles foi anunciado e eles se encaminharam para dentro do avião. Fizeram uma viagem tranqüila, conversaram um pouco, pois os meninos queriam saber porque havia fugido, quem era James e toda a história até o tempo recente. Depois disso, Tom como sempre dormiu boa parte do caminho, tendo seu sono algumas vezes interrompido por Dougie e Danny que não paravam quietos um segundo. Harry foi conversando o resto percurso inteiro com e , enquanto lia um livro tranqüilamente, esquecendo seus problemas. Após uma longa viajem finalmente eles chegaram à Inglaterra. Era noite e eles já estavam exaustos, afinal mais de 10 horas de vôo não é pra qualquer um.
- , , ! – Eles ouviram uma voz conhecida pelas meninas.
- Tia Stella! – As garotas gritam em unissono correndo para abraçá-la.
- Como vocês estão crescidas, já estão umas mocinhas! – Tia Stella disse, naquele típico jeito de tia-que-aperta-as-bochechas, abraçando apertado cada uma delas.
- Pois é né tia, algum dia nós teríamos que crescer, só a que não descobriu isso ainda! Hahaha – brincou com por ela ser baixinha.
- Ah, cala a boca ! – Emburrou-se .
- Sem brigas meninas, sem brigas! – Tia Stella disse com toda a calma do mundo - E esses belos rapazes, quem são? - A tia diSSE arrancando tímidos sorrisos dos garotos.
- Eita, é mesmo! Empolgamos tanto que até nos esquecemos de apresentar os meninos! – Disse virando-se para eles.
- Bom, este é o Harry, aquele o Dougie, o rosinha é o Tom, e por último o Danny. – Disse apontando cada um enquanto dizia seus nomes. - Oi tia! – Eles respondem em coro arrancando risadas de Stella.
- Céus, uns marmanjos desses me chamando de tia, é mole? – Ela riu deixando os meninos sem graça, mas continou a falar – Não se acanhem meninos, podem chamar de tia mesmo! – Sorrindo tia Stella abraçOU cada um dos meninos tentando repetir seus nomes.
Após uma longa conversa até o caminho de casa, os meninos se apresentando melhor, falando suas origens, as meninas contando as novidades do Brasil, enfim, conversa estilo acabei-de-chegar-e-tenho-muito-a-contar-e-perguntar como qualquer outra.
Chegando em casa as meninas logo avistam conversando com na sala.
- Meniiiiiinas! – disse se levantando e correndo em direção delas.
- Amiiiiiiiiiiiiga! – As três fizeram o mesmo e acabam em um abraço quíntuplo, pois havia se enfiado no meio delas.
- Que saudade! – Elas berram e abraçam individualmente.
- Caraca como vocês tão diferentes girls! – disse analisando cada uma delas.
- E você! Meu Deus, tá outra pessoa! – disse e as meninas concordaram.
- Temos que colocar TODAS as fofocas em dia hein! – disse empolgadamente.
- Temos sim, mas antes nós precisamos falar com a , dessa bronca ela não escapa! - falou procurando por toda a casa. – Cadê ela?
- Aqui! – apareceu com os garotos que traziam as malas das meninas.
- Venha cá AGORA! – disse alterando o tom de voz na última palavra.
arregalou os olhos, mas obedeceu a amiga.
- Antes deixa eu apresentar os meninos pra poxa! – disse fazendo cara de por-favor--olha-minha-cara-de-cachorro-sem-dono com direito a biquinho e tudo.
arqueou uma sobrancelha, mas concordou.
apresentou os meninos e subiu com as outras três garotas pro quarto em que estavam, deixando na sala conversando com eles.
- , pelo amor de Deus, o que te deu pra você vir até aqui atrás daquele idiota do James? – disse indo direto ao assunto.
- Ah, então... Vocês sabem que nossa relação já estava desgastadíssima há muito tempo, certo? E bom, não é de hoje que nós nos sentimos magoados um em relação ao outro, mas nós nunca havíamos sentado e conversado sobre essas coisas, eu tinha vários assuntos, várias perguntas entaladas na garganta e ele também. Depois que ele me ligou e disse que iria ficar aqui por tempo indeterminado eu senti necessidade de resolver tudo, entendem? – explicou calmamente.
- Hmm... entendo, mas e agora? – indagou.
- Agora está tudo resolvido, eu acho. Terminamos de vez, sem chance de volta, mas sabem... no fundo, no fundo eu ainda gosto dele. – falou deixando uma lágrima escorrer.
- Owwwn minha flor, não fica assim. Você vai superar isso, até porque isso foi extremamente recente, com o tempo você vai achar alguém que te faça feliz e esquecerá logo o James, certo meninas? – disse consolando a amiga.
- Certíssimo! – As quatro se juntaram num abraço.
- Nossa , eu queria ter tua coragem às vezes, acho que não contei à vocês, só a que me ouviu no telefone com ele, mas o Charlie me ligou e disse que estava vindo pra Londres se casar, eu não contei nada à vocês porque já estavam com problemas demais e eu estava decidida a esquecer aquele idiota de vez – Disse segurando algumas lágrimas deixando e perplexas.
- , você devia ter nos contado, você sabe que pode contar conosco pra TUDO, não fica assim florzinha, ele não merece você! – ainda abraçada a ela.
- Ou ter fugido e deixado um bilhete, tendo a certeza de que nunca seria abandonada por quem te ama. – complementou o comentário de com cara de né-gente?
- Mas agora vocês sabem, tá tudo bem e é isso que importa, voltando ao assunto... E seus pais? Eles tão pensando que você está num fim de semana com as amigas na casa da também? – se preocupou.
- Ah, eu contei toda a história pra tia Stella quando cheguei e ela concordou em manter a minha ‘fuga’ em segredo, desde que eu não faça nenhuma besteira e fique bem! Ah, como a tem sorte de ter uma mãe que nem ela! – disse e as meninas assentiram.
- Hey, que horas são? – perguntou sorridente.
- Quase meia noite, por quê? – perguntou com uma cara de o-que-você-está-aprontando-mocinha?
- Porque nós vamos à Starbucks. – disse simplesmente.
- Tá maluca? São quase meia noite ! – Disse não acreditando na proposta.
- Não, né? Eu sei que são quase meia noite, mas eu tô com fome e um café agora também não ia mal! – disse olhando para que estava com os olhinhos brilhando.
- Vamos, vamos, vamos! – e começaram a pular em cima da cama feito duas crianças.
- Haha, vamos então! – concordou e as quatro vão até a sala.
- Hey guys e ... – chegou interrompendo o assunto deles – então prontos pra ir até a Starbucks?
- Mas já são quase meia noite! – Harry disse olhando no relógio.
- Vocês realmente se merecem! – Disse arrancando risadas de e e levando um tapa de .
- Hã? – Harry ficou sem entender a piada.
- Nada não Judd, nada não. – disse dando um beliscão em que provavelmente irar fazer um comentário do tipo ‘nada não, eu só disse que você e a nasceram um pro outro!’.
- Então ta, né? – Ele concordou meio desconfiado – Mas então, têm certeza que querem ir a Starbucks agora?
- Claaaaaro! E vamos logo! – disse empurrando todos pra fora.
- Mãe, nós vamos a Starbucks com os garotos, tá? – avisou à tia Stella.
- Certo filha, divirtam-se! E não voltem muito tarde! – Como sempre Tia Stella deixou as ‘crianças’ se divertirem.


Capítulo 8

- Chegamos! – disse sorridente. - Nossa, até que isso aqui tá bem cheio pro horário, né? – comentou com , que analisou o local concordando em seguida.
olhava estaticamente pra um ponto, seus olhos se encheram de lágrimas, porém os outros estavam tão distraídos olhando o recinto que não notaram o que ela havia visto, a não ser por Tom, que não desgrudou os olhos da garota nenhum segundo desde que saíram.
Ele se aproximou dela discretamente.
- , o que você viu? – Tom perguntou carinhosamente enquanto olhava para o mesmo ponto que ela, identificando um garoto que estava abraçado com uma loira em uma das mesas mais escondidas da lanchonete.
- É ele Tom, o Charlie! – disse baixinho deixando escorrer uma lágrima.
- Foi ele quem e te fez chorar quando dormimos na casa da ? – Tom perguntou enquanto pôs um dos braços em volta do quadril de puxando-a para um abraço.
- Uhum, foi ele sim. – falou afundando a testa no peito de Tom tentando esconder as lágrimas.
Enquanto isso os outros foram pegar mesas e escolher o que iriam comer deixando os dois sozinhos sem perceberem.
- Vai lá com eles Tom, eu vou ao banheiro e já volto, não quero estragar o clima de alegria deles. – disse se desprendendo do abraço de Tom.
- Não – Ele a reprimiu, puxando-a de volta – nós vamos dar uma volta. Depois a gente explica pra eles o que aconteceu. – Vendo que Charlie também havia notado a presença de no local e estava perplexo e sem graça com a situação, Tom abraçou a garota mais forte e a levou para fora da lanchonete.
- Não vou deixar aquele cara estragar mais a tua noite. – Ele disse isso dando um beijo na testa de , que abriu um tímido sorriso. – Não querendo me intrometer, mas o que aconteceu entre vocês pra que você chore apenas ao vê-lo ? - Tom perguntou preocupado.
- Bom, vou resumir bastante a história até porque eu não quero ficar me lembrando das coisas. Mas foi mais ou menos assim: ele e o James, o James da , eram muito amigos, e conseqüentemente ele acabou virando nosso amigo também. Nós sempre fomos meio que afim um do outro, mas nunca tivemos nada oficial. Só que eu acabei me apaixonando por ele, sem querer. E o imbecil sempre me iludia, mas nunca tomava uma atitude. Até o dia em que nós fomos dormir na casa da e ele me ligou. – foi interrompida pelas lágrimas, que já queriam escorrer há tempos. Tom enxugou as lágrimas dela com o polegar, delicadamente, passando a mão pelos cabelos de e colocando-os atrás das orelhas dela.
- E o que ele disse? – Tom perguntou interessado, com cara de como-assim-no-melhor-capítulo-da-novela-você-pára?
- E aí que ele disse que gostava de mim, mas que já estava praticamente de casamento marcado desde que nasceu com uma garota daqui de Londres. E eu sempre acreditando nele, aff. – Já era, ela não conseguia mais se controlar, respirou fundo afundou o rosto no peitoral de Tom enxugando as lágrimas no casaco do garoto que a abraçou mais forte.
- Quer dizer que ele te enrolou todo esse tempo? – Tom disse não acreditando no que ouvia.
- É Tom, não precisa me lembrar que eu sou idiota de acreditar que alguém quisesse ter algum tipo de relacionamento além da amizade comigo um dia. – disse olhando pro chão.
- Mas você não é idiota, aposto que tem milhões de caras super afim de você, devem tá fazendo fila até! – Tom disse tentando animá-la.
olhou para trás.
- Nossa Fletcher você tem razão, olha o tamanho da fila atrás de mim! – Ela disse irônica.
- Já pensou em olhar pra frente? – Ele disse levando uma mão ao rosto de e virando-o pra frente, enquanto a outra se encontrava na cintura dela.
- Tom, eu não... Você? – Ela disse fazendo com que o garoto corasse, mas sorrisse em seguida pondo uma das mãos na nuca do rapaz.
Tom entendeu o gesto dela e uniu suas bocas em um beijo. cortou o beijo com um sorriso, e abraçou Tom com força, deitando a cabeça no ombro dele que logo ergueu uma a mão que estava na cintura da menina até os cabelos dela afagando-os.
- Eu não sei o que dizer Tom. – diz meio sem jeito.
- Apenas diga que eu consegui te ajudar, nem que seja um pouquinho só, porquê te ver triste do jeito que você esteve desde o dia em que aquele cara ligou e principalmente agora há pouco, estava me deixando triste também. Eu gosto muito de você , nessas duas semanas eu andei reparando em como você é especial. – Tom disse sorrindo levemente.
- Ah, pára com isso Tom, assim eu fico sem graça. – olhou pro rapaz com as bochechas coradas e um sorriso meigo no rosto.
- Mas é verdade. Enfim, vamos voltar antes que eles achem que fomos raptados ou algo do tipo. – Tom disse soltando a menina e começando andar. riu um pouco, porém logo começou a falar.
- Mas Tom... – Ela o parou.
Tom virou-se pra ela.
- Diga , aconteceu alguma coisa? – Ele perguntou preocupado.
- Eu só queria te agradecer. – Ela respondeu segurando a mão do rapaz. - Que iss... – Tom tentou dizer algo, mas foi interrompido por um beijo de .
- Agora vamos, senão eles mandarão a polícia atrás de nós. – Ela disse rindo como se fosse a coisa mais comum do mundo surpreender o Tom com um beijo. Acho que ele também não se incomodou por ter um beijo roubado de , pois ambos caminhavam sorrindo feito bobos, de mãos dadas até a Starbucks.


Capítulo 9

- Gente, cadê o Tom e a ? – Após algum tempo notou que os dois haviam sumido.
- Erm... Não sei. – Dougie disse após dar uma olhada geral pela lanchonete.
- Servem aqueles ali? – Danny apontou pra porta onde os dois estavam chegando.
Tom, como sempre, não conseguia esconder o que sentia, principalmente porque sua covinha entregava seu sorriso bobo. Já era mais imparcial, não demonstrava muito seus sentimentos, fazendo com que os presentes ficassem na dúvida em relação a se aconteceu algo a mais.
- Oi gente! - chegou sentando à mesa. Tom apenas acenou para os presentes e se sentou do lado de . Harry, , , Dougie, , e Danny olharam para os dois com um certo ar de desconfiança.
- Demoraram, hein? – Comentou Harry vendo que não era o único curioso.
- Ah, nem foi tanto assim. Só fomos dar uma volta, porque... – Tom disse com uma certa dúvida se contava o verdadeiro motivo de terem saído. Percebendo isso se manifestou.
- Porque o Charlie estava aqui, com uma piranha oxigenada e eu não estava NENHUM POUCO a fim de ficar olhando pra ele. – Complementou Carol com raiva na voz.
- O CHARLIE? – As meninas disseram assustadas e em coro.
- Como assim, o que esse imbecil tá fazendo aqui? – perguntou a ninguém em especial.
- Tanto lugar pra ele ir ele vem logo aqui, aff! – comentou mau humorada.
- Foda-se o Charlie, e você florzinha como é que tá? – perguntou preocupada.
- Foi difícil vê-lo aqui com a ridícula lá, mas agora eu to bem, de verdade. – disse calmamente enquanto pegava a mão de Tom por debaixo da mesa como quem diz graças-a-você-Tom.
- Ah que bom gatinha. – Disse fazendo com que todos rissem. – Que foi? Nem foi brega, tá? – Ela disse dando língua pra que a olhava segurando o riso.
- Caramba gente! Quase duas da manhã, precisamos voltar pra casa da tia Stella! – disse enquanto olhava no relógio.
- Já? – Todos perguntaram em uníssono, pois não perceberam o tempo passar.
- Pois é gente, temos que ir se não a mamãe ficará preocupada! - Disse se levantando. Vendo isso todos se levantaram e foram em direção à casa da tia Stella.
Chegando lá, os rapazes se despediram das meninas e tomaram o caminho pra casa de Matt.

No quarto deles..
- Aê Thomas, se deu bem essa noite, hein! – Harry provocou Tom, que tenta segurar um grande sorriso.
- Opa, como é que é a história aí, o Tom finalmente saiu do sufoco? – Matt comentou fazendo com que os quatro caíssem na risada, menos o Tom, claro.
- Ah, qual é? Vão pegar no meu pé agora é? Só porque eu peguei a e vocês ficaram aí chupando dedo? – Tom disse se achando.
- Eita! Então é verdade! Mas não vá cantando vitória não, eu peguei a antes, beleza? – Dougie disse assustando os outros.
- Que isso! Quando? – Tom perguntou à Dougie.
- Ah, na noite que dormimos na casa da ! Quer dizer, dia... ah, sei lá! – Dougie ficou nervoso e se atrapalhou fazendo com que os meninos rissem.
- Ah, já que é assim eu não quero ficar pra trás, eu também beijei alguém. – Harry disse orgulhoso.
- Quem? – Danny logo pergunta temendo a resposta.
- A . Por que o susto Daniel tem algo a nos contar também? – Harry indagou curioso, e Tom e Dougie olharam para Danny.
- Ah... eu beijei a . – Danny disse com cara de não-olhem-com-essa-cara-pois-todo-mundo-aqui-beijou-alguém.
- Aê moleque! – Harry disse enquanto Tom e Dougie pularam em cima do Danny fazendo um montinho.
Eles ficaram lá se batendo por um tempo. Voltando à sua cama Danny, se lembrou da noite em que ele e se beijaram e que ele havia salvado o número dela em seu celular, com a saudade ele acabou criando coragem e enviando uma mensagem pra ela dizendo assim: “Que saudade da minha pequena fugitiva! Ganha um beijo se acertar quem é! Uma dica? Seu anjo tá contando os segundos pra te ver de novo”.

No quarto delas..
- Conta a verdade aí , até parece que você e o Tom ficaram só caminhando aquele tempo todo! – provocou que acaba corando. - Não disse? Tá rosinha! Tá rosinha! Anda, fala logo! – complementou e todas caem na risada, menos que estava meio sem jeito.
- Ai, ta bom! Eu e o Tom nos beijamos, pronto falei! – Ela disse ficando extremamente vermelha.
- Own que bonitinho! – As meninas disseram em coro, e começaram a rir de delas mesmas depois.
- Ah gente, pára com isso! – disse tacando um travesseiro em , que revidou, mas acaou errando e tacando o travesseiro na .
- Opa! Eu não tenho nada a ver com isso hein! – disse rindo – Mas já que vocês começaram... – Ela continuou a falar com um sorriso de quem iria aprontar uma no rosto – Eu vou terminar! Hahahaha! – tacou um travesseiro em e outro em , logo as meninas já estavam fazendo guerra de travesseiros e rindo descontroladamente. Até que...
- Caralho ! Controla a força aí, suas “lutas” com o Dougie tão te deixando forte demais ein! – esqueceu que era a única que sabia sobre o beijo dos dois e acabou deixando escapar.
- COMO É QUE É? – Todas pararam a guerra e sentaram-se olhando pra que pôs as mãos no rosto como quem diz desculpa-pela-merda-eu-realmente-não-pensei-antes-de-falar.
- Valeu ein . – lançou um olhar mortal pra amiga – Mas quer saber, eu vou contar.
- Contar o que? – perguntou interessada.
- Contar que eu e o Dougie também nos beijamos! – disse isso escondendo o rosto no travesseiro.
- Não creio! – e gritaram.
- Pois é, mas eu e a não fomos as únicas... – disse olhando pra que abaixou a cabeça – não é ? – Ela olhou pra com cara de achou-que-eu-ia-deixar-por-aquilo-mesmo-né?
- Você também ? Isso ta ficando quente! – disse arregalando os olhos pra .
- Eu também! Beijei o Harry! – disse sorridente.
Após a declaração de , as meninas escutam um barulho de mensagem e correm pra ver seus celulares. Adivinha quem foi a sortuda!
- Foi o meu gente! – disse apertando a opção “ler” em seu celular e olhando pras meninas que vinha correndo em sua direção ler a mensagem junto com ela. – Credo gente, dá um espaço aí! Eu leio em voz alta.
- Tá bom! – As meninas voltam aos seus devidos lugares, mas sem tirar os olhos de que ficou com os olhos brilhando a medida que leu a mensagem mentalmente corando de leve.
- Anda lê logo isso! – ficou impaciente pegando o celular da mão da pra ler com as meninas.
- Eiiiiiiiiita! Quem é esse hein ? – perguntou curiosa.
- Ah gente... – ficou extremamente vermelha – é o Danny! Eu beijei ele numa noite. – Ao revelar o nome do garoto as meninas soltam um “ooooonw! Que gracinha ele” fazendo com que sorrisse.
pegou de volta seu celular e salvou o número de Danny.
- Quando isso? Nós mal vimos você com ele! – perguntou.
- Bom, eu acho que você deveria contar sua história primeiro, quero saber de TODOS OS DETALHES! - respondeu se aproximando de .
- Ta certo, mas só se vocês contarem as de vocês depois! – chamou as meninas, que concordaram com a proposta, acenando com as mãos e elas formam um círculo pra contar suas histórias. Conversando por um tempo, finalmente o sono bateu e em ambas as casas todos foram dormir. Afinal eles tinham que voltar ao Brasil daqui algumas horas, certo?


Capítulo 10

- Meniiiiiinas acoooordem! – entrou aos berros no quarto em que as meninas estavam. – Vocês vão perder o vôo!
- Ai não , nem brinca! – disse enquanto se levantava num pulo, cutucando que tinha um sono pesado e era lerdíssima pra acordar.
- Ai, ai, ai! Eu ouvi poxa! – disse se levantando e pondo a mão na frente do rosto pra tampar a luz que vinha diretamente nele, havia se levantado rapidamente e aberto a janela ao ouvir o berro de .
- ! Acorda, cara! – berrava no ouvido de que insistia em dormir com travesseiros no rosto pra se proteger da luz e abafar o som da conversa das meninas.
- Ah não, me deixa dormir! – reclamava se virando na cama.
- Nada disso, anda, de pé! – puxou a coberta de que decidiu acordar.
- Tá, eu levanto, mas EU vou ao banheiro primeiro. – pegou suas coisas e foi até o banheiro de mau humor.
- Teremos um ótimo dia com a , meninas! – disse ironicamente fazendo todas rirem e ouvirem um “ah, cala a boca !” vindo do banheiro.
- Gente, e os meninos? – se manifestou enquanto termina de fechar as malas.
- Ai meu Deus, os meninos! – se desesperou saindo do banheiro, que logo foi ocupado por .
- Calma gente, eu ligo pro Danny! – pegou sorridente o celular e ligou para ele.
- Tanãnãnãnã. Tanãnãnãnã! – A meninas fazem um corinho deixando Duda vermelha e começam a rir em seguida.
- Shhh, tá chamando! – diz nervosa batendo no ar.
Na casa do Matt um celular toca acordando todos os garotos. Tom deu um pulo da cama, caindo no chão. Harry acordou com o barulho do tombo e logo começou a rir. Dougie simplesmente abriu os olhos e observou a cena. Enquanto Danny num pulo arregalou os olhos quando viu quem o ligava.
- Cala a boca aí ow! – Danny gritou para Harry que estava rindo do Tom resmungando do tombo. – A-alô? – Ele disse receoso.
- Bom dia Daniel. – dizia numa voz sexy tentando disfarçar o nervosismo.
- Bom dia . – Danny respondeu da mesma forma.
- Por acaso vocês já acordaram? – Ela perguntou certa de que a resposta seria negativa.
- Erm – Danny deu uma olhada pelo quarto, vendo que os meninos se encontravam estirados em suas camas, porém de olhos abertos - Acordamos sim, por quê? – Ele disse na maior calma.
- Porque nós já estamos indo ao aeroporto, ou vocês esqueceram que nosso vôo é dentro de 2 horas? – disse segurando o riso.
- DUAS HORAS? – Danny não conseguiu controlar o desespero e deu um berro. Os meninos logo se lembraram do vôo e começaram a se arrumar rapidamente. - Estaremos lá então!
- Certo, não se atrasem. Até logo Daniel. – Ela disse indiferente.
- Até logo, . – Ele respondeu meio triste, acreditando que ela não havia sentido nada ao ler a mensagem.

Todos estavam prontos pra ir, e Matt iriam deixá-los no aeroporto. Chegaram praticamente juntos, apresentaram ao Matt e foram correndo pra fazer o check in, só que logo foram informados de que...
- Perdemos o vôo? Como assim? Não é possível isso! – resmungava indignada.
- Tanta correria pra NADA! – Dougie disse enquanto se sentava no chão do aeroporto.
- Gente, más notícias... – Matt havia ido ao balcão de informações, e estava vindo com um papel na mão – Perguntei para o atendente quando teriam mais vôos para o Brasil e ele disse que só na semana que vem, eles só fazem dois vôos para o Brasil por semana, e bom, o último vocês acabaram de perder.
- Mentira! – bufou indignada sentando-se ao lado de Dougie.
- E agora? A gente tem aula amanhã, cara! – Harry manifestou-se preocupado.
- E você acha que nós não sabemos disso, HAROLD? – perguntou estressada.
- Ah não, não comecem a brigar de novo! – se intrometeu.
- Qual é gente, é só uma semana! Tem o resto do ano ainda, e é só a gente pedir pra tia Stella ligar pras nossas famílias que eles irão entender, claro que quando chegarmos seremos mortas pelos nossos pais, mas agora não adianta chorar. – Disse tranqüilamente.
- É galera, a tem razão. Não adianta ficar chorando pelo vôo perdido, e se a explicar direitinho o que aconteceu, e que vocês estão na casa da tia Stella, eles ficarão mais tranqüilos, certo? – Danny juntou-se à política tá-na-chuva-se-molha de .
- Fazer o que né? Vamos pra casa da ti Stella… – levantou-se pegando suas coisas.
- Meninos, vocês sabem que podem ficar lá em casa o tempo que quiserem, certo? Estava mesmo com saudade de ter vocês por perto! – Matt disse aos rapazes, que assentiram.
- Valeu cara! – Tom disse em nome de todos.
- A mamãe também vai adorar ter vocês por lá mais uma semana, e eu, nem preciso comentar, né? – disse abraçando e que estavam mais próximas dela.
- Então, tá, vamos melhorar essas caras e resolver logo isso. Mas vem cá, vocês acham que nossos pais vão realmente acreditar que a fugiu e que nós viemos atrás dela? – indagou a ninguém especial.
- Mas foi o que aconteceu... Ou você tem uma idéia melhor? – perguntou sabendo que havia pesado em algo mais convincente.
- Bom… A faz aniversário é na sexta-feira, certo? E serão os 17 anos dela, e ela nos pediu de presente de aniversário a nossa presença, só que eles só vendem passagens nos finais de semana, e... – estava no meio de seu plano, mas logo foi interrompida do ...
- Opa, opa, opa! Vocês vão colocar a culpa toda em cima de mim, é? - Claro que não , nós vamos dizer que você pediu, mas que nós decidimos vir antes por causa das passagens, se não perderíamos seu aniversário, entende? – continuou a explicar seu plano. – Aí eles ficarão meio putos com a gente, mas com conversando jeitinho nós amenizamos a situação. Topam?
- Melhor do que dizer que eu fugi, é. Gostei da idéia, e ainda passaremos seu aniversário contigo ! – disse empolgada.
- Então, combinado! Pode deixar que eu explico o plano pra mamãe! – disse aceitando o plano de - Agora vamos logo que eu estou com fome, com essa correria toda nem tomamos café da manhã!
- Por sorte não será preciso falar com nossas mães, afinal, só falamos com elas uma vez por mês. Então, sem problemas pra nós também – Harry disse enquanto puxava Dougie que ainda estava sentado no chão.


Capítulo 11

- Então vamos logo comer que eu estou MORTA de fome! - disse enquanto caminhava em direção ao carro junto com os outros.
- Ai , vocês tem tanta sorte! Quem me dera poder dirigir! Ter que esperar até 18 é um saco, altos lugares que eu quero ir e não posso porque não tem quem leve ou busque, aff. - disse entrando no carro.
- Nossa, deve ser um saco mesmo, não sei o que seria de mim sem o carro, viu? - dizia enquanto ligava o carro.
que estava sentada ao lado de abriu o vidro para perguntar aos garotos pra onde eles queriam ir. Como estavam todos cansados e não queriam dar trabalho à tia Stella, decidiram ir à casa de Matt e fazer algo por lá mesmo, depois contariam toda a história e ligariam pras suas respectivas famílias. As meninas deixaram as malas no carro e seguiram os rapazes até a sala onde todos se jogaram no sofá enquanto pensavam em algo pra comer.
- Tom, faz aqueles bolinhos pra gente? - Dougie pediu a Tom que fizesse sua especialidade: brownie com cobertura de chocolate.
- Aqueles bolinhos têm nome cabeção, são brownies! - Tom respondeu com seu clássico ar de superioridade.
- Que seja. Faz aqueles brownies - Dougie disse imitando toscamente Tom - pra gente? - Arrancando risada de todos ao terminar de falar.
- Muito engraçado, Doug. - Tom disse estressado. - Como eu sou um cara prevenido, e na última viagem as barrinhas de cereais eram umas merdas, a gente já paga uma nota pra viajar naquelas cadeiras minúsculas da classe econômica e eles ainda oferecem barrinhas de cereal ruim? - Disso o garoto indignado - Não mesmo! Eu tive que fazer uns brownies pra levarmos hoje. Tão dentro da mochila em uma bolsa térmica. - Tom disse apontando pra mochila.
- Sério? Quando você fez? - Danny arregalou os olhos e foi correndo pegar a mochila.
- Sério, ué. Eu fiz ontem enquanto vocês tomavam banho. - Tom respondeu calmamente.
- Aí Matt, tem refrigerante aí? - Harry perguntou.
- Suco! - As meninas gritaram em uníssono.
- Tem sim, na geladeira. Calma meninas, tem suco também, mas só de laranja. - Matt respondeu levantando e indo pegar os copos.
- Opa! Tá ótimo! - falou por todas.
Após alguns minutos todos já se encontravam na cozinha arrumando a mesa e sentando.
- Nossa Tom, que delícia! - comentou enquanto comia um pedaço de brownie.
- Ah, que isso! - Tom respondeu sorrindo.
- Verdade, você cozinha muito bem. - complementou.
- Eu sei fazer miojo! - Dougie se manifestou.
- Ah, cala a boca Doug! - Tom deu um pedala em Dougie fazendo com que todos rissem.
- Isso até a sabe! - comentou fazendo todos rirem ainda mais e olhar feio pra ela.
- Gente, tava muito bom, mas nós temos que voltar pra casa da tia Stella, temos coisas a fazer lá! - relembrou as meninas.
- Nossa, é verdade! Ela deve estar surtando atrás de mim! - disse lembrando que havia esquecido seu celular em casa.
- Estava muito bom aqui meninos, mas nós temos que ir! - disse levantando-se e levando sua louça para a pia. Danny levantou-se e foi até ela fazendo o mesmo.
- Eu queria falar com você antes de vocês irem, posso? - Danny sussurrou discretamente no ouvido de .
- Claro. - disse indiferente, mas morrendo de ansiedade e arrepios por dentro.
- Vou lá ao quarto pegar minhas coisas, loves. Aproveito e pego a bolsa de vocês também. - disse as garotas.
- Pode deixar que eu te ajudo. - Danny disse indo atrás da menina.

No quarto Danny fechou a porta e sentou-se na cama.
- , você recebeu minha mensagem, certo? - Danny perguntou inseguro.
- Recebi sim, aliás, foi bom você ter mandado graças a ela eu consegui achar vocês hoje! - disse sorridente juntando as bolsas das amigas e amontoando-as nos ombros.
- Quer dizer que nada do que estava escrito lá fez diferença pra você? - Danny disse meio decepcionado.
Vendo a reação do menino, se aproximou dele e o abraçou pelo pescoço.
- Claro que não meu anjo, eu amei receber a mensagem, mas é que eu sou meio tímida pra essas coisas, ainda mais com você, que eu me apaixonei em tão pouco tempo. - Ela disse dando um selinho no rapaz que sorriu satisfeito.
- Não precisa disso , eu tava achando que você não tinha ligado pro nosso beijo, sabia? - Danny disse envolvendo sua cintura com os braços e puxando a garota mais pra perto.
- E você acha que eu não ligaria? Eu pensei nisso desde o momento em que me despedi de você Danny. Falando nisso, como você conseguiu meu telefone, mocinho? - perguntou selando os lábios no dele.
- Digamos que eu sou um menino esperto, principalmente quando o assunto é você. - Danny sussurrou no ouvido da garota fazendo com que ela derrubasse as bolsas das meninas no chão e puxando-a pra um beijo intenso.

Enquanto isso na cozinha...
Os presentes tentaram disfarçar, mas quando os dois saíram logo deram sorrisinhos desconfiados.
- Ah, qual é gente?! Todo mundo sabe que vai rolar alguma coisa. - Comentou "lendo a mente" de todos. - As meninas já sabem Tom, isso cabe a você Harry e a você também Dougie. - continuou a falar.
- Os meninos também. - Tom disse aliviado.
Todos ficaram sem graça por um tempo (menos e Matt, eles estavam se divertindo ao ver os amigos assim), mas logo começaram a rir e o clima melhorou.
- Então, o que vocês acham de pegar os pombinhos de surpresa? - Dougie disse fazendo cara de criança que vai aprontar.
- Vamos! - concordou de imediato, assim como todos concordaram depois e se levantaram rapidamente. - Mas sem avacalhar, né gente?! - Disse Harry reclamando do barulho que fizeram ao levantar.
Eles foram até a porta do quarto de Matt, onde estavam e Danny e Dougie abriu a porta subitamente pegando o beijo dos dois.
- D-dougie! - Danny exclamou assustado.
Todos, até mesmo , começaram a rir do menino.
- Relaxa dude, elas já sabem, sobre todos nós também! - Dougie exclamou aliviando Danny.
- Porra, que susto que vocês me deram! - Danny disse ainda se recuperando.
- Calma Danny. - disse ainda abraçada ao rapaz dando-lhe um selinho demorado - Até parece que você não conhece seus amigos!
- Own, que fofinhos vocês! - exclamou olhando pros dois.
- Eu ainda prefiro a gente. - Dougie disse abraçando a menina por trás e dando um beijo em seu pescoço.
Harry e já estavam abraçados, e Tom de mãos dadas com .
- Ah gente, muito gracinha isso! - exclamou olhando os casais.
Tom deu um beijo em , e vendo isso Dougie, Harry e Danny fizeram o mesmo com suas respectivas 'namoradas', tipo quando um boceja e derepente tá todo mundo bocejando também.
Mari e Matt olharam sem jeito pros lados, torcendo pra que o clima romântico acabasse logo pra que eles pudessem ficar mais à vontade.
- Então gente, temos que ir, né? - apressou as meninas vendo o desconforto de e recebendo um olhar agradecido da mesma.
- Verdade, já são quase meio dia! - disse pegando suas coisas do chão, já que havia derrubado ao abraçar Danny.
- Desculpa meninas! - Disse pegando as bolsas e entregando as suas donas. - Até mais tarde Dougie - se despediu do menino com um selinho.
- Até mais tarde pequena. - Disse Dougie sorridente despedindo-se de .
Assim fizeram Harry, Tom e Danny.


Capítulo 12

Depois das despedidas as meninas foram até a casa da tia Stella.
- Meninas! Não era pra vocês estarem no avião? – Tia Stella disse preocupada.
- Nós perdemos o vôo tia, e o próximo só sai semana que vem! – Disse . - Meu Deus, e agora? Vocês terão que falar com seus pais! – tia Stella rebateu de imediato. – E eu não farei isso por vocês!
- Ah tia, por favor! – As meninas olharam pra tia Stella com cara de cadelinhas perdidas pediram em coro.
- Nós já temos um plano tia! – disse tentando persuadir tia Stella. – É simples, a vai nos ajudar, já falamos com ela. – Tia Stella olhou pra sua filha que acenou freneticamente pra ela – Calma tia será até melhor, pois poderemos passar o aniversário dela aqui! E claro que nossos pais irão entender. Diremos que foi um pedido dela, mas que só havia passagens pra uma semana antes e como não queríamos perder tempo decidimos vir antes. – terminou o plano sorridente.
- Devo confessar que é uma boa saída, mas isso não amenizará a situação de vocês. – Disse tia Stella.
- É aí que você entra! – continuou – Você poderia dizer que está tudo bem e que nós ficaremos aqui e tal. – abraçou a tia fazendo cara de criança pidona.
- É mãe, vai ser tão divertido ter as meninas por perto, ainda mais agora que tá chegando meu aniversário! – se juntou à .
- Ai, eu preciso aprender a dizer não! – tia Stella disse docemente – Está bem meninas, eu falo com os pais de vocês! – Ela completou.
- EBAAAAAA! – as meninas se juntaram a e abraçando tia Stella e enchendo-a de beijos.
- Então vamos ligar logo, antes que eles se desesperem! – disse enquanto pegava o telefone.
As garotas ligaram para seus respectivos pais, que ficaram furiosos de início, mas como previsto, após conversarem com tia Stella ficaram mais tranqüilos.
- UMA SEMANA EM LONDRES GIRLS! – Gritou empolgadamente.
- UHUUUUL! – as meninas “responderam” na mesma empolgação.
- E o que nós faremos hoje? – perguntou.
- Vocês se comportarão direitinho e não me darão trabalho! – Disse tia Stela às meninas, que riram. – E essa empolgação toda aí crianças, tem algo a ver com os belos brotos que estavam com vocês na chegada? Por onde eles andam, afinal? – tia Stella perguntou.
- Brotos! – reforçou a fala de tia Stella fazendo as meninas rirem.
- Eles são os namoradinhos delas mãe! – Dedurou .
- ! – gritou inconformada.
- Mas não são? – disse rindo.
- Bom, não tem nada definido mais digamos que nós temos uma queda por eles e eles pela gente. – tentou explicar a situação.
- Eu hein, esses jovens de hoje são tão soltos! – tia Stella comentou fazendo com que as meninas rissem.
- É complicado tia, é complicado, mas te manteremos informada! – disse sabendo que poderiam contar com a tia caso algo acontecesse em relação aos meninos, já que por muitas vezes ela havia a ajudado com James.
Elas passaram a tarde inteira conversando com tia Stella, contando sobre os meninos, como elas os conheceram, o mico que havia pagado com Danny, os beijos escondidos, os meninos as espionando da janela... enfim, tudo que eles haviam passado até hoje.
- Está certo então, eles são bons rapazes pelo pouco que pude conhecer já percebi e eu confio em vocês meninas. – Disse tia Stella com seu jeito meigo e simpático que encantava as meninas.
- Own tia! Nós te amamos, sabia? – Disseram todas. De repente as meninas escutam um “IIIII FEEEEL GOOOOOD” assustando a todas.
- Olha, se você não mudar esse toque eu juro que um dia ainda morro do coração ! – Disse enquanto respirava ofegante se recuperando do susto.
- Ah que isso, ele é tão divertido, só não mais do que cara de vocês quando ele toca! Agora me deixa atender! – disse levando um tapa das meninas enquanto atendia o telefone.
- Anjo! – exclamou enquanto ia até o quarto falar com Danny.
- Meu Deus, eles não param! – bufou.
- Deixa de ser ciumenta ! É tão bonitinho o Danny ligar pra ela, só porque o Dougie não te liga você fica com essa cara de quem comeu e não gostou! – implicou.
- Ele só não me liga porque não tem meu número, tá? – disse fazendo bico.
- Vamos fechar a creche aí? – interrompeu a briga das meninas.
voltou do quarto sorridente.
- Girls, nós vamos pra nossa primeira festa britânica! Sabem aquelas que a gente sempre via nos filmes, no quintal de desconhecidos e com muitos gatos? – Disse .
- SÉÉÉRIO? – Empolgou-se .
- Seriíssimo, será na casa de um amigo deles, o Danny disse que não tem problema nós irmos e que a tia Stella não tem com o que se preocupar, pois eles estarão com conosco o tempo todo, um fofo, né? – disse apaixonadamente.
- Ai meu Deus, já tá assim é? – disse surpresa.
- Assim como? – se fez de desentendida.
- Não se faça de besta! – rebateu.
- Ah! – ficou corada. – Mas então meninas, eles passarão aqui às 21:00, e o Matt disse pra levarmos a olhou pra amiga com cara de sua-vez-de-ficar-com-vergonha, e foi exatamente o que aconteceu - Já está escuro, que horas são? – perguntou.
- Shit! 19:00! Eles acham que somos o que, ninjas? – reclamou vendo que faltavam apenas duas horas para os garotos as pegarem.

Todas correram para se arrumar, por sorte na casa da tia Stella tinham 3 banheiros e elas puderam reduzir o tempo do banho. Passado um tempo elas estavam prontas. vestia uma calça jeans preta com um all star vermelho, um casaco preto com detalhes vermelhos, uma blusa preta dos Beatles com mangas curtas. vestia uma calça jeans azul, uma blusa branca com detalhes amarelos e seu all star amarelo banana. vestia uma saia jeans azul uma blusa lilás, um adidas branco com listras lilás. estava com sua calça jeans preta, uma blusa azul do Blink 182, um casaco preto e um vans azul e branco. E estava com uma calça jeans preta com um detalhe de oncinha na etiqueta da calça que ficava aparecendo, uma blusa laranja com detalhes pretos e um tênis DC marrom com laranja. Mesmo com roupas simples elas estavam lindas, o estilo caía muito bem nelas, e como a festa não era nem um pouco formal elas decidiram ir daquele jeito.
- Meninas, tem uns gatinhos aqui embaixo esperando por vocês! – Tia Stella gritou para as garotas que estavam no andar de cima terminando de ser arrumar arrancando sorrisos tímidos dos rapazes que se acomodavam no sofá.
- Cara, minha mãe me faz pagar mico até com visita internacional em casa, nunca vi! – Bufou descendo as escadas com o restante das meninas.
- Relaxa amiga, os meninos devem se divertir com os comentários dela, assim como nós! – disse tentando acalmar a amiga.
- UAU! É com você que eu vou sair? Cadê a ? – Disse Dougie dando uma cantada de caminhoneiro em .
corou e sorriu timidamente.
- Ela disse que pra sair com um cara tão gato quanto você deveria ter alguém a altura, aí ela decidiu que eu viria. – Ela respondeu dando uma cantada mais brega ainda e piscando pro rapaz, fazendo com que Dougie a beijasse.
- Ai que melação! – disse colocando o dedo indicador na boca como se fosse forçar vômito.
- Ê mau humor ! – Disse .
- Podem deixar que com isso eu acabo! – Disse Tom se aproximando de e roubando-lhe um beijo.
- E o meu hein? – Danny se aproximou de olhando-a com cara de cachorrinho sem dono.
- Seu o que? – se fez de desentendida.
- Isso. – Danny a puxou pela cintura e a beijou.
- Erm... Oi Matt. – disse meio sem jeito.
- . – Matt a cumprimentou de uma maneira sexy que só ele sabia como fazer dando-lhe um beijo “na trave” fazendo a menina corar.
- Então, vamos? A festa do Chuck deve estar bombando já. – Disse Harry olhando no relógio.





CONTINUA

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