Love's Not a Competition (But I'm Winning)
Autora: Lola F.
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: Romance - LongFic
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Exigência era algo com o que nos acostumamos a lidar. Isso acontecia especialmente quando você era um ator sortudo, escolhido para representar um vampiro perfeito que amava para sempre. Eu não era um vampiro e muito menos tinha um amor eterno, mas as fãs não entendiam isso. Para elas eu era o homem sedutor e misterioso que Stephenie Meyer descrevia em seus livros. Isso fazia com que muitas de desapontassem após passar uma noite comigo. Eu nunca mais ligava e nem ao menos lembrava o nome delas quando as encontrava na rua. E no fim, elas apenas choravam desesperadamente na minha frente, mas todo aquele teatro não me convencia mais. Eu imaginava que chegaria o dia em que me arrependeria de todos meus erros, só não imaginei que fosse de uma forma tão dolorosa.
1; Eu não entendo porque as melhores garotas sempre estão acompanhadas.
Gotas de suor pingavam pelo meu rosto. A única coisa que queria fazer era arrancar aquele terno quente e ir para a cama. Sozinho. Ou com alguém. Não importava. Eu só queria me livrar daquela roupa sufocante. Kristen me olhou como se lesse meus pensamentos e quisesse a mesma coisa. Ela pegou minha mão e apertou, como um consolo.
Eu gostava de Kristen, mais do que de todas as pessoas que estavam naquele tapete vermelho. Eu sabia que ela podia me entender tanto quanto eu a entendia. A fama era medonha. Ela aparecia do dia para noite e eu me sentia perdido no meio de tantas pessoas desconhecidas gritando meu nome. Assim como ela.
Acenei para algumas pessoas conhecidas e outras que eu não fazia idéia de quem eram, mas gritavam meu nome e choravam como se fossem morrer se eu não as olhasse. Tentei me afastar de todos os homens com câmeras e microfones, como se fosse possível. Eles me perseguiam como um leão atrás de seu jantar. Enrolei alguns que faziam perguntas sobre minha vida amorosa, afirmando que eu estava mesmo com Kristen.
Tínhamos inventado isso para fugir dessas perguntas delicadas. Para Hollywood, um famoso nunca pode estar sozinho, sempre tem que ter um caso com alguém. Tanto que eles inventam várias mentiras para tentar achar um par para as pessoas. Eu e Kristen não tínhamos ninguém, então antes de inventarem boatos, resolvemos ter uma relação falsa.
Quanto mais pessoas me entrevistavam, quanto mais fotos batiam, quando mais o suor caia pela minha face, mais eu sentia uma necessidade imensa de estar sozinho com alguém. Olhei em volta procurando minha vítima para a noite. Ser Edward Cullen tem seus pontos positivos. Qualquer groupie daria tudo para dormir com você.
Mas dessa vez eu tinha me dado mal, não tinha nenhuma menina apresentável naquele lugar, eram apenas garotinhas de quinze anos chorando e com a maquiagem borrada. Nem um pouco excitante. Dessa vez eu teria que apelar para alguma famosa desconhecida. Aquela noite já estava me irritando, como eu poderia não achar uma mísera mulher para passar a noite?
Foi então que eu a vi. A primeira coisa que chamou minha atenção foi seu sapato. Vermelho como sangue, ele encaixava perfeitamente em seus pés pequenos e brancos. Tinha uma tira que amarrava em seu tornozelo, fazendo minha visão subir até encontrar suas pernas. Eu já estava enlouquecendo, mesmo antes de ver seu corpo. Sua silhueta era perfeita. Seu vestido justo, também vermelho, contornava perfeitamente as curvas de seu corpo. O corpo que eu precisava ter essa noite.
E quando eu levantei mais ainda meu olhar para ver seu rosto, me deparei com seus olhos me encarando. Ela tinha percebido meu olhar de desejo sobre seu corpo e eu percebi que fora um pouco indiscreto. Não me importava. Eu queria mesmo que ela me notasse. Ficamos nos olhando por alguns minutos, presos em nossa bolha particular. Foi o olhar mais intenso que eu já tinha recebido de alguém.
- Babando na novata? – Kristen perguntou, balançando a mão na minha frente com intuito de me acordar do pequeno sonho.
- Quem é ela? – Perguntei curioso.
- Na verdade eu só fiquei sabendo que ela fez um filme de adolescente desconhecido há pouco tempo. Começou a carreira agora, com seus 17 anos. – É, eu tinha tesão por mulheres mais velhas, mas aquela garotinha tinha chamado demais a minha atenção. – E... Está com o Taylor Lautner.
Kristen apontou para o garoto com os músculos escondidos por um terno escuro que tinha acabado de segurar a mão da minha garota. Ele deu um selinho de meio segundo nela e os flashes não pararam. Eles deram risada. Flash. Eles andaram um passo. Flash. Ele olhou para ela. Ela retribuiu o olhar. Flash, flash. Eu até poderia ver a matéria das revistas de amanhã. Robert de olho na garota de Taylor. Parece que o filme foi invertido. Muito engraçado, eu ri ironicamente do meu pensamento.
- Qual é o nome dela? – Perguntei para Kristen com os olhos fervendo de raiva.
- Por que você mesmo não vai perguntar? – Ela bufou. Acho que estava cansada de mim sempre tentando fazê-la arranjar meninas para mim. – Ela está com o Lautner, Rob. Não vá arranjar problemas.
- Você acha que eu...
- Acho.
- Então eu vou ficar parado aqui e não vou lá. Você vai ver como eu consigo. – Cruzei os braços e fiquei parado ao lado de Kristen que riu da minha impaciência. Flash, flash.
Mas, como eu previa, eu não precisei correr atrás dela. Todas vinham ao meu encontro. Depois de alguns minutos parado ao lado de Kristen, Taylor e sua namoradinha chegaram para me cumprimentar.
- Robert! – Ele disse alegremente como se fossemos melhores amigos. As crianças sempre acham que só porque conversamos no set de filmagem somos melhores amigos fora dele. Idiotas.
- Olá. – Eu disse secamente e Kristen me deu um soquinho.
- Oi Tay. – Kristen deu um abraço nele, que soltou a mão da garota. Eu fiquei a observando e ela desviou seu olhar de mim.
- Queria apresentar a futura Leah Clearwater para vocês. . – Ele estendeu a mão para ela, como se exibisse um troféu, e ela deu um sorriso sem graça.
- Então, como vocês se conheceram? – Kristen perguntou como se estivesse curiosa, ela sabia fingir melhor do que eu. Era uma ótima atriz.
- Na verdade já nos conhecíamos. – disse com uma voz doce. Cada vez mais eu achava qualidades naquela garota e nenhum defeito aparente. Exceto pelo fato de ter escolhido ficar com o Lautner. Ew. – Éramos amigos de infância, mas só nos reencontramos ontem, quando foram me apresentar para o elenco. Na verdade só me apresentaram para os lobisomens, nada de vampiros. – Ela olhou para mim e sorriu de novo, dessa vez mostrando seus dentes perfeitos.
- Coitada de você, só foi apresentada para os vira latas. – Eu disse um pouco ríspido. Taylor deu risada.
- O filme já acabou, Robert. – Kristen disse enquanto apertava minha mão.
- Vamos, a sessão já vai começar. – O diretor Chris Weitz veio nos apressar e eu fiquei aliviado. Mais alguns momentos com aquela garota me encarando e eu perderia meu controle.
Eu não estava com vontade nenhuma de ver o filme. Afinal, eu estive fazendo ele por muito tempo para ficar ansioso. Eu já sabia do que se tratava, já sabia o final, já sabia que os efeitos especiais não eram reais, e que eu não brilhava. E que toda aquela história era uma baboseira inventada por uma autora que acredita em amor. Coitada. Mas ao invés de tentar perder tempo lá fora, eu corri para dentro e me sentei no fundo do cinema com Kristen.
Para melhorar a minha situação, Taylor sentou com ao meu lado. Senti o sangue pulsar em minhas veias quando ela se sentou ao meu lado e cruzou as pernas. Mordi meu lábio enquanto analisava sua coxa perfeita. Alguém liga o ar condicionado? Está ainda mais quente aqui dentro!
- Eu preciso ir ao banheiro. – Anunciei como se todos precisassem saber disso.
- Er, eu também. Você pode me mostrar o caminho, Robert? – Giovanna disse com um de seus sorrisos perfeitos.
- Claro. – Eu murmurei e me levantei, saindo pelo corredor e sendo seguido por ela.
Ela andava ao meu lado sem falar uma palavra. Eu nunca me incomodei com silêncio, mas esses poderiam ser os únios minutos que eu tinha com aquela garota e eu não estava planejando perdê-los. Então, antes de chegarmos ao banheiro, eu resolvi abrir a boca.
- Você e o Lautner estão...
- Namorando? – Ela deduziu. – Não. Apenas estamos juntos. Você e a Kristen...
- Não, apenas amigos. – Eu dei um sorriso torto e percebi que ele teve um efeito nela, porque a fez corar.
- Então... - Eu disse quando chegamos à porta do banheiro feminino. – Bem vinda ao banheiro.
Antes que eu pudesse me virar e ir ao meu destino, eu senti sua mão tocar levemente a minha. O toque entre elas fez com que um choque elétrico se espalhasse por todo meu corpo. Minha respiração ficou falha e eu me senti como um menino de 15 anos, com os hormônios descontrolados. Os seus dedos se entrelaçaram com os meus e ela me guiou até o banheiro que estava prestes a entrar.
Senti meu sangue arder quando ela me empurrou na parede gelada do banheiro e passou a mão pelo meu ombro, derrubando meu paletó no chão. Porém, o calor não cessou, apenas aumentou. Seu corpo não estava nem a centímetros do meu, eles eram como apenas um.
- Eu não sou uma garotinha boazinha, Robert. – Ela sussurrou no meu ouvido e eu enlouqueci. Passei minha mão pela sua perna e encaixei-a em minha cintura, enquanto ela espalhava beijos e leve mordidas sobre meu pescoço. Passei a mão pela sua coxa, subindo ainda mais seu vestido curto. – Me mostre do que você é capaz.
Ela desabotoava minha camisa com agilidade e sua respiração ofegante fazia com que eu sentisse seu hálito doce soprar em meu rosto. Eu não liguei para a parte de seu corpo que eu estava prestes a atingir, eu queria apenas beijá-la. Segurei seu rosto o mais forte possível, como se ela pudesse sumir a qualquer instante e encostei nossos lábios com urgência.
Era como se eu estivesse brincando com fogo, sua língua na minha não fazia calafrios percorrerem meu corpo, era tudo quente, fervendo. Meu rosto estava escorrendo e eu não via a hora de me ver livre de minha camisa, e minhas calças. Como se lesse meus pensamentos, ela continuou com o trabalho de desabotoar minha camisa.
A cada botão que ela abria, a cada toque de seus dedos em minha pele, mais suado eu ficava, mais ofegante, mais desesperado. Com uma das mãos eu segurei firme seu cabelo, colocando sua cabeça para trás e chupando seu pescoço com vontade. Eu não me importava com a marca que ficaria naquele lugar. Eu queria apenas que aquele momento fosse perfeito. Que se danem as conseqüências de meus atos involuntários.
Alcancei o zíper de seu vestido e o abri, aproveitando todo o caminho que ele percorria, até chegar ao final, e então, abaixei delicadamente a sua alça, dando leves mordidas e beijos em seu ombro. Ela mordeu seu lábio, gemendo fraco quando minhas mãos foram ao encontro de seus seios. Eu os acariciei com desejo e ela passou a mão em volta do meu pescoço, me puxando para mais um de seus beijos sufocantes.
E então eu acordei. O que eu estava fazendo ali? Em um banheiro público, quase transando com uma menina menor de idade, que era quase namorada de um cara que está a alguns metros de distância? Eu não podia fazer isso. Por mais que eu fosse sujo e sem sentimentos, eu não podia me entregar assim. Não era ético.
- Para. – Eu murmurei quando nossos lábios se desencostaram. – Eu não... Posso.
Ela parou instantaneamente, me encarando com dúvida. Eu peguei minha camisa no chão e comecei a abotoar, sem coragem de olhar para ela. Eu sabia que não suportaria a idéia de não fazer o que estávamos prestes a fazer, mas eu tinha que fazer o que era certo. E vestir minha roupa era o primeiro passo.
- Você sabe o caminho de volta. – Eu disse enquanto pegava meu paletó e ia para a porta do banheiro.
- Você sabe que não terá outra chance. – Ela disse com a voz firme.
- Eu sei. – Abaixei a cabeça e continuei meu caminho.
2; Quando tudo parece ir bem, alguém vem atrapalhar.
Acordei sentindo meus pés gelados e percebi que tinha me esquecido de cobri-los. Revirei na cama, procurando uma nova posição para meu sono, mas ele não veio. Resolvi ligar a televisão, estendendo meu braço para pegar o controle remoto que estava na escrivaninha.
O último canal que eu tinha assistido era um de fofocas, pois me avisaram que eu estava nele, mas como sempre, eram só mentiras. Diziam que eu estava morando com Kristen e ela estava grávida. Mas Kristen nunca deixou que nada acontecesse entre nós, isso era frustrante.
Surpreendi-me com o rosto que vi na tela da TV. Não era alguém que eu esperava ver tão cedo. Eu tentava evitá-la ao máximo depois do que tinha (quase) acontecido entre nós. Mas me encarava naquele exato momento. Seus olhos eram hipnotizantes mesmo estando apenas em uma tela.
Eu não prestei atenção no que dizia sobre ela, mas depois me arrependi. Queria saber o que estava acontecendo com ela.
Ela não era minha garota agora, ela nunca seria. O namoro com Taylor fora oficializado, mas eu duvido que ele faça tudo que ela quer quando eles estão sozinhos. Ela precisava de alguém como eu, não ele. Eu ainda tinha esperanças de que um dia ela voltasse atrás e quisesse repetir o que aconteceu naquele banheiro. Eu esperava ansiosamente por isso. E eu era patético.
Levantei da cama e coloquei uma calça de moletom que estava jogada no chão, baguncei ainda mais meu cabelo, do jeito que gostava e abri a porta do meu apartamento, que dava para a porta do apartamento de Kristen. Bati na porta duas vezes e fiquei esperando que ela atendesse.
- O que você quer? – A cabeça dela apareceu na porta. Com certeza estava usando um pijama.
- Kristen, eu já te vi de pijama, abre logo. – Ela me obedeceu e abriu a porta inteira, virando os olhos. – Você sabe o que aconteceu com a ? – Sentei-me no corredor e ela fez o mesmo. Sempre conversávamos no meio do corredor, já que eram os únicos apartamentos do andar.
- Você não disse que tinha esquecido isso? – Kristen era a única que sabia do meu segredinho sobre o que tinha acontecido no banheiro.
- O que você quer que eu fale? Kristen, você está certa. Aquela menina não sai da minha cabeça desde o dia do banheiro. O dia que eu fui um idiota, admito.
- Assim está bom. – Ela deu um sorriso torto. – Ela e o Lautner terminaram. – Kristen pode ver o brilho em meus olhos.
- Ótimo.
- Robert você não...
- Eu vou dar uma festa hoje, no meu apartamento.
- Eu não acho que seja uma boa idéia, Rob. – Kristen fez uma carinha triste que sempre me convencia a fazer a coisa certa. Mas não dessa vez.
- Eu não vou fazer nada que ela não queira, fica tranquila. – Eu peguei na mão dela, que deu um sorriso.
- Você não sossega enquanto não consegue sua garota, não é, Robert?
- Nunca. – Eu pisquei pra ela. – Bom, vou tomar café da manhã e ligar para as pessoas.
- Tudo bem, amor. – Ela se levantou e entrou em seu apartamento. – Quer que eu leve bebida?
- Claro. – Eu sorri.
A noite chegou mais depressa do que eu esperava. A campainha não parava de tocar, as pessoas não paravam de entrar e com certeza tinha o triplo de gente que eu estava esperando em casa. Mas quem eu realmente estava esperando nunca chegava. Cada vez que eu abria a porta, um fluxo de esperança me invadia e acabava quando outra pessoa entrava. Eu já estava perdendo a paciência quando ouvi a campainha soar novamente.
- Olá. – Eu atendi a porta animadamente ao ver parada do outro lado. Ela estava com uma calça jeans skinny e uma blusa listrada, que deixava um de seus ombros à mostra. E em volta da sua cintura... os braços de Taylor Lautner. Meus olhos ferveram ao encontrar novamente aquele cara com a minha garota.
- Oi, Robert. – Lautner disse, com um sorriso no rosto.
- Eu tinha visto na televisão hoje...
- As pessoas não cansam, não é? – Taylor rodou os olhos. – Não é a primeira vez que inventam que eu terminei com minha garota. Como se eu conseguisse ficar longe dela.
Ele deu um beijo estalado em sua bochecha e eu fiquei olhando em seus olhos, decepcionado. Ela me encarava com frieza, mas eu sabia que no fundo ela também estava decepcionada por não poder estar comigo ao invés de ficar com o garoto músculos.
- Bom, entrem. – Eu disse mostrando o caminho. Eles entraram e logo se juntaram com uma turminha que estava discutindo alguma coisa sobre o novo penteado da Lady Gaga. Eu peguei a bebida mais forte que encontrei na mesa e enchi meu copo, virando tudo de uma vez. A única coisa que vai me restar essa noite é a sujeira da festa.
- Não vai beber tudo sem mim. – Kristen chegou ao meu lado com duas garrafas de vodka.
- Kris! – Eu a abracei com apenas um braço, enquanto segurava meu copo com o outro. – Você não vai adivinhar...
- Eu já vi. – Ela apontou para Taylor e trocando selinhos no sofá. – Eles são patéticos. – Ela rodou os olhos.
- Até você concorda comigo. – Eu enchi novamente meu copo e virei de uma vez. Ela fez o mesmo que eu.
Ficamos apenas bebendo e rindo de algumas piadas que Kristen contava. Eu não estava com humor para escutar, mas a bebida fez com que eu me alegrasse um pouco. Mas minha felicidade acabou quando Kristen alegou ser muito tarde e resolveu ir para sua casa dormir. Eu fiquei sozinho no meio da multidão. Restou apenas meu copo e o resto da bebida. Fiquei olhando as pessoas se divertindo e me perguntando por quê eu não estava lá com elas.
Eu vi Taylor e mais alguns meninos jogando pôquer e me perguntei onde estava a namoradinha dele. A garota que, ao invés de animar minha noite monótona, estragou-a. Foi quando eu senti o efeito do álcool que tinha ingerido por tanto tempo, com meu estômago vazio. Corri para o banheiro, abrindo a porta com pressa e despejando tudo que tinha bebido na privada.
- Muito bem, Pattinson. – Uma voz conhecida apareceu atrás de mim. Olhei para trás e vi aqueles olhos intensos envolvidos novamente nos meus. Levantei-me e passei a mão pelo cabelo, arrumando-o (lê-se o bagunçando).
- Engraçado como nós temos essa atração por banheiro. – Eu disse cínico.
- Cala a boca. Eu estava aqui sozinha, até você vir me perturbar.
- A casa é minha, posso atrapalhar quando quiser. – Eu disse com mais grosseria do que devia.
- Fica com a merda do banheiro pra você. – Ela se aproximou da porta, mas eu segurei seu braço.
- Nenhum banheiro é o mesmo sem você. – Eu disse, olhando em seus olhos penetrantes e antes que eu pudesse imaginar, nossos lábios já estavam juntos e nossos corpos eram novamente um só.
Tranquei a porta com rapidez e com a outra mão comecei a acariciar o corpo de dentro de sua blusa. Ela mordeu meu lábio com força e eu soltei um gemido leve.
- Você mudou de idéia sobre a minha chance? – Eu perguntei ofegante, quando nossos lábios se separaram.
- Ainda estou pensando.
- Continue pensando por mais algum tempo, enquanto eu aproveito sua indecisão.
Levantei sua blusa, com intuito de tirá-la e ela permitiu. Beijei todo o caminho de seu pescoço até sua barriga, gastando bastante tempo em seus seios, já livres do sutiã. Tirei minha própria camiseta, sem aguentar o calor que se instalava naquele local.
Ela colocou a mão dentro dos bolsos traseiros de minha calça e me grudou ainda mais nela, enquanto sua boca se ocupava em dar mordidas em minha orelha, lábios e pescoço. Logo depois ela desabotoou minha calça e abriu o zíper, fazendo com que elas caíssem em meus pés.
Senti meu membro ficar ereto e sorriu ao perceber meu olhar de desejo sobre ela. Ela se abaixou lentamente, arranhando minhas costas até ficar de joelhos na minha frente. Percebi o que ela queria fazer quando tirou minha boxer e passou a ponta da língua em volta de meu membro.
Eu mordi o lábio, imaginando exatamente o que viria em seguida. Mas uma voz masculina veio atrapalhar o meu paraíso.
- , querida. Cadê você? – Taylor gritava na porta do banheiro.
- Estou aqui, Tay! – Ela respondeu, se levantando e colocando seu sutiã e sua blusa que eu tive tanto trabalho para tirar. - Não podemos nos ver, Robert. – Ela disse com seriedade, apenas sussurrando. – Mas eu não sou o tipo de garota que segue as regras.
Ela saiu do banheiro com pressa, como se nada tivesse acontecido e eu fiquei lá dentro, escondido. O que Taylor pensaria se me visse saindo do banheiro com sua namorada? Bom, ele pensaria a verdade, sua namorada era uma vadia.
- Onde está Robert? – Ouvi Taylor perguntando para ela.
- Não sei. Deve ter ido lá fora fumar. Vamos embora? Estou com sono.
- Claro, eu te levo para sua casa.
Eu tenho certeza de que, se Taylor soubesse do que a sua namorada era capaz, nunca a levaria para casa, e sim para outro lugar. Mas só eu conhecia aquele lado de . Ou eu esperava que fosse o único. Porque eu não queria dividi-la com ninguém. Eu sei que era um pouco possessivo, já que nem ao menos era o seu namorado, mas despertava um desejo incontrolável em mim.
Eu nunca havia entendido o que Edward queria dizer quando falava que Bella era sua dose de heroína. Agora eu entendia, porque tinha tomado da minha dose. Não sabia onde aquilo ia parar. Se eu tivesse que ficar com ela em segredo, ficaria. A única coisa que não era possível agora era me ver longe dela. Eu não resistiria.
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1; Eu não entendo porque as melhores garotas sempre estão acompanhadas.
Gotas de suor pingavam pelo meu rosto. A única coisa que queria fazer era arrancar aquele terno quente e ir para a cama. Sozinho. Ou com alguém. Não importava. Eu só queria me livrar daquela roupa sufocante. Kristen me olhou como se lesse meus pensamentos e quisesse a mesma coisa. Ela pegou minha mão e apertou, como um consolo.
Eu gostava de Kristen, mais do que de todas as pessoas que estavam naquele tapete vermelho. Eu sabia que ela podia me entender tanto quanto eu a entendia. A fama era medonha. Ela aparecia do dia para noite e eu me sentia perdido no meio de tantas pessoas desconhecidas gritando meu nome. Assim como ela.
Acenei para algumas pessoas conhecidas e outras que eu não fazia idéia de quem eram, mas gritavam meu nome e choravam como se fossem morrer se eu não as olhasse. Tentei me afastar de todos os homens com câmeras e microfones, como se fosse possível. Eles me perseguiam como um leão atrás de seu jantar. Enrolei alguns que faziam perguntas sobre minha vida amorosa, afirmando que eu estava mesmo com Kristen.
Tínhamos inventado isso para fugir dessas perguntas delicadas. Para Hollywood, um famoso nunca pode estar sozinho, sempre tem que ter um caso com alguém. Tanto que eles inventam várias mentiras para tentar achar um par para as pessoas. Eu e Kristen não tínhamos ninguém, então antes de inventarem boatos, resolvemos ter uma relação falsa.
Quanto mais pessoas me entrevistavam, quanto mais fotos batiam, quando mais o suor caia pela minha face, mais eu sentia uma necessidade imensa de estar sozinho com alguém. Olhei em volta procurando minha vítima para a noite. Ser Edward Cullen tem seus pontos positivos. Qualquer groupie daria tudo para dormir com você.
Mas dessa vez eu tinha me dado mal, não tinha nenhuma menina apresentável naquele lugar, eram apenas garotinhas de quinze anos chorando e com a maquiagem borrada. Nem um pouco excitante. Dessa vez eu teria que apelar para alguma famosa desconhecida. Aquela noite já estava me irritando, como eu poderia não achar uma mísera mulher para passar a noite?
Foi então que eu a vi. A primeira coisa que chamou minha atenção foi seu sapato. Vermelho como sangue, ele encaixava perfeitamente em seus pés pequenos e brancos. Tinha uma tira que amarrava em seu tornozelo, fazendo minha visão subir até encontrar suas pernas. Eu já estava enlouquecendo, mesmo antes de ver seu corpo. Sua silhueta era perfeita. Seu vestido justo, também vermelho, contornava perfeitamente as curvas de seu corpo. O corpo que eu precisava ter essa noite.
E quando eu levantei mais ainda meu olhar para ver seu rosto, me deparei com seus olhos me encarando. Ela tinha percebido meu olhar de desejo sobre seu corpo e eu percebi que fora um pouco indiscreto. Não me importava. Eu queria mesmo que ela me notasse. Ficamos nos olhando por alguns minutos, presos em nossa bolha particular. Foi o olhar mais intenso que eu já tinha recebido de alguém.
- Babando na novata? – Kristen perguntou, balançando a mão na minha frente com intuito de me acordar do pequeno sonho.
- Quem é ela? – Perguntei curioso.
- Na verdade eu só fiquei sabendo que ela fez um filme de adolescente desconhecido há pouco tempo. Começou a carreira agora, com seus 17 anos. – É, eu tinha tesão por mulheres mais velhas, mas aquela garotinha tinha chamado demais a minha atenção. – E... Está com o Taylor Lautner.
Kristen apontou para o garoto com os músculos escondidos por um terno escuro que tinha acabado de segurar a mão da minha garota. Ele deu um selinho de meio segundo nela e os flashes não pararam. Eles deram risada. Flash. Eles andaram um passo. Flash. Ele olhou para ela. Ela retribuiu o olhar. Flash, flash. Eu até poderia ver a matéria das revistas de amanhã. Robert de olho na garota de Taylor. Parece que o filme foi invertido. Muito engraçado, eu ri ironicamente do meu pensamento.
- Qual é o nome dela? – Perguntei para Kristen com os olhos fervendo de raiva.
- Por que você mesmo não vai perguntar? – Ela bufou. Acho que estava cansada de mim sempre tentando fazê-la arranjar meninas para mim. – Ela está com o Lautner, Rob. Não vá arranjar problemas.
- Você acha que eu...
- Acho.
- Então eu vou ficar parado aqui e não vou lá. Você vai ver como eu consigo. – Cruzei os braços e fiquei parado ao lado de Kristen que riu da minha impaciência. Flash, flash.
Mas, como eu previa, eu não precisei correr atrás dela. Todas vinham ao meu encontro. Depois de alguns minutos parado ao lado de Kristen, Taylor e sua namoradinha chegaram para me cumprimentar.
- Robert! – Ele disse alegremente como se fossemos melhores amigos. As crianças sempre acham que só porque conversamos no set de filmagem somos melhores amigos fora dele. Idiotas.
- Olá. – Eu disse secamente e Kristen me deu um soquinho.
- Oi Tay. – Kristen deu um abraço nele, que soltou a mão da garota. Eu fiquei a observando e ela desviou seu olhar de mim.
- Queria apresentar a futura Leah Clearwater para vocês. . – Ele estendeu a mão para ela, como se exibisse um troféu, e ela deu um sorriso sem graça.
- Então, como vocês se conheceram? – Kristen perguntou como se estivesse curiosa, ela sabia fingir melhor do que eu. Era uma ótima atriz.
- Na verdade já nos conhecíamos. – disse com uma voz doce. Cada vez mais eu achava qualidades naquela garota e nenhum defeito aparente. Exceto pelo fato de ter escolhido ficar com o Lautner. Ew. – Éramos amigos de infância, mas só nos reencontramos ontem, quando foram me apresentar para o elenco. Na verdade só me apresentaram para os lobisomens, nada de vampiros. – Ela olhou para mim e sorriu de novo, dessa vez mostrando seus dentes perfeitos.
- Coitada de você, só foi apresentada para os vira latas. – Eu disse um pouco ríspido. Taylor deu risada.
- O filme já acabou, Robert. – Kristen disse enquanto apertava minha mão.
- Vamos, a sessão já vai começar. – O diretor Chris Weitz veio nos apressar e eu fiquei aliviado. Mais alguns momentos com aquela garota me encarando e eu perderia meu controle.
Eu não estava com vontade nenhuma de ver o filme. Afinal, eu estive fazendo ele por muito tempo para ficar ansioso. Eu já sabia do que se tratava, já sabia o final, já sabia que os efeitos especiais não eram reais, e que eu não brilhava. E que toda aquela história era uma baboseira inventada por uma autora que acredita em amor. Coitada. Mas ao invés de tentar perder tempo lá fora, eu corri para dentro e me sentei no fundo do cinema com Kristen.
Para melhorar a minha situação, Taylor sentou com ao meu lado. Senti o sangue pulsar em minhas veias quando ela se sentou ao meu lado e cruzou as pernas. Mordi meu lábio enquanto analisava sua coxa perfeita. Alguém liga o ar condicionado? Está ainda mais quente aqui dentro!
- Eu preciso ir ao banheiro. – Anunciei como se todos precisassem saber disso.
- Er, eu também. Você pode me mostrar o caminho, Robert? – Giovanna disse com um de seus sorrisos perfeitos.
- Claro. – Eu murmurei e me levantei, saindo pelo corredor e sendo seguido por ela.
Ela andava ao meu lado sem falar uma palavra. Eu nunca me incomodei com silêncio, mas esses poderiam ser os únios minutos que eu tinha com aquela garota e eu não estava planejando perdê-los. Então, antes de chegarmos ao banheiro, eu resolvi abrir a boca.
- Você e o Lautner estão...
- Namorando? – Ela deduziu. – Não. Apenas estamos juntos. Você e a Kristen...
- Não, apenas amigos. – Eu dei um sorriso torto e percebi que ele teve um efeito nela, porque a fez corar.
- Então... - Eu disse quando chegamos à porta do banheiro feminino. – Bem vinda ao banheiro.
Antes que eu pudesse me virar e ir ao meu destino, eu senti sua mão tocar levemente a minha. O toque entre elas fez com que um choque elétrico se espalhasse por todo meu corpo. Minha respiração ficou falha e eu me senti como um menino de 15 anos, com os hormônios descontrolados. Os seus dedos se entrelaçaram com os meus e ela me guiou até o banheiro que estava prestes a entrar.
Senti meu sangue arder quando ela me empurrou na parede gelada do banheiro e passou a mão pelo meu ombro, derrubando meu paletó no chão. Porém, o calor não cessou, apenas aumentou. Seu corpo não estava nem a centímetros do meu, eles eram como apenas um.
- Eu não sou uma garotinha boazinha, Robert. – Ela sussurrou no meu ouvido e eu enlouqueci. Passei minha mão pela sua perna e encaixei-a em minha cintura, enquanto ela espalhava beijos e leve mordidas sobre meu pescoço. Passei a mão pela sua coxa, subindo ainda mais seu vestido curto. – Me mostre do que você é capaz.
Ela desabotoava minha camisa com agilidade e sua respiração ofegante fazia com que eu sentisse seu hálito doce soprar em meu rosto. Eu não liguei para a parte de seu corpo que eu estava prestes a atingir, eu queria apenas beijá-la. Segurei seu rosto o mais forte possível, como se ela pudesse sumir a qualquer instante e encostei nossos lábios com urgência.
Era como se eu estivesse brincando com fogo, sua língua na minha não fazia calafrios percorrerem meu corpo, era tudo quente, fervendo. Meu rosto estava escorrendo e eu não via a hora de me ver livre de minha camisa, e minhas calças. Como se lesse meus pensamentos, ela continuou com o trabalho de desabotoar minha camisa.
A cada botão que ela abria, a cada toque de seus dedos em minha pele, mais suado eu ficava, mais ofegante, mais desesperado. Com uma das mãos eu segurei firme seu cabelo, colocando sua cabeça para trás e chupando seu pescoço com vontade. Eu não me importava com a marca que ficaria naquele lugar. Eu queria apenas que aquele momento fosse perfeito. Que se danem as conseqüências de meus atos involuntários.
Alcancei o zíper de seu vestido e o abri, aproveitando todo o caminho que ele percorria, até chegar ao final, e então, abaixei delicadamente a sua alça, dando leves mordidas e beijos em seu ombro. Ela mordeu seu lábio, gemendo fraco quando minhas mãos foram ao encontro de seus seios. Eu os acariciei com desejo e ela passou a mão em volta do meu pescoço, me puxando para mais um de seus beijos sufocantes.
E então eu acordei. O que eu estava fazendo ali? Em um banheiro público, quase transando com uma menina menor de idade, que era quase namorada de um cara que está a alguns metros de distância? Eu não podia fazer isso. Por mais que eu fosse sujo e sem sentimentos, eu não podia me entregar assim. Não era ético.
- Para. – Eu murmurei quando nossos lábios se desencostaram. – Eu não... Posso.
Ela parou instantaneamente, me encarando com dúvida. Eu peguei minha camisa no chão e comecei a abotoar, sem coragem de olhar para ela. Eu sabia que não suportaria a idéia de não fazer o que estávamos prestes a fazer, mas eu tinha que fazer o que era certo. E vestir minha roupa era o primeiro passo.
- Você sabe o caminho de volta. – Eu disse enquanto pegava meu paletó e ia para a porta do banheiro.
- Você sabe que não terá outra chance. – Ela disse com a voz firme.
- Eu sei. – Abaixei a cabeça e continuei meu caminho.
2; Quando tudo parece ir bem, alguém vem atrapalhar.
Acordei sentindo meus pés gelados e percebi que tinha me esquecido de cobri-los. Revirei na cama, procurando uma nova posição para meu sono, mas ele não veio. Resolvi ligar a televisão, estendendo meu braço para pegar o controle remoto que estava na escrivaninha.
O último canal que eu tinha assistido era um de fofocas, pois me avisaram que eu estava nele, mas como sempre, eram só mentiras. Diziam que eu estava morando com Kristen e ela estava grávida. Mas Kristen nunca deixou que nada acontecesse entre nós, isso era frustrante.
Surpreendi-me com o rosto que vi na tela da TV. Não era alguém que eu esperava ver tão cedo. Eu tentava evitá-la ao máximo depois do que tinha (quase) acontecido entre nós. Mas me encarava naquele exato momento. Seus olhos eram hipnotizantes mesmo estando apenas em uma tela.
Eu não prestei atenção no que dizia sobre ela, mas depois me arrependi. Queria saber o que estava acontecendo com ela.
Ela não era minha garota agora, ela nunca seria. O namoro com Taylor fora oficializado, mas eu duvido que ele faça tudo que ela quer quando eles estão sozinhos. Ela precisava de alguém como eu, não ele. Eu ainda tinha esperanças de que um dia ela voltasse atrás e quisesse repetir o que aconteceu naquele banheiro. Eu esperava ansiosamente por isso. E eu era patético.
Levantei da cama e coloquei uma calça de moletom que estava jogada no chão, baguncei ainda mais meu cabelo, do jeito que gostava e abri a porta do meu apartamento, que dava para a porta do apartamento de Kristen. Bati na porta duas vezes e fiquei esperando que ela atendesse.
- O que você quer? – A cabeça dela apareceu na porta. Com certeza estava usando um pijama.
- Kristen, eu já te vi de pijama, abre logo. – Ela me obedeceu e abriu a porta inteira, virando os olhos. – Você sabe o que aconteceu com a ? – Sentei-me no corredor e ela fez o mesmo. Sempre conversávamos no meio do corredor, já que eram os únicos apartamentos do andar.
- Você não disse que tinha esquecido isso? – Kristen era a única que sabia do meu segredinho sobre o que tinha acontecido no banheiro.
- O que você quer que eu fale? Kristen, você está certa. Aquela menina não sai da minha cabeça desde o dia do banheiro. O dia que eu fui um idiota, admito.
- Assim está bom. – Ela deu um sorriso torto. – Ela e o Lautner terminaram. – Kristen pode ver o brilho em meus olhos.
- Ótimo.
- Robert você não...
- Eu vou dar uma festa hoje, no meu apartamento.
- Eu não acho que seja uma boa idéia, Rob. – Kristen fez uma carinha triste que sempre me convencia a fazer a coisa certa. Mas não dessa vez.
- Eu não vou fazer nada que ela não queira, fica tranquila. – Eu peguei na mão dela, que deu um sorriso.
- Você não sossega enquanto não consegue sua garota, não é, Robert?
- Nunca. – Eu pisquei pra ela. – Bom, vou tomar café da manhã e ligar para as pessoas.
- Tudo bem, amor. – Ela se levantou e entrou em seu apartamento. – Quer que eu leve bebida?
- Claro. – Eu sorri.
A noite chegou mais depressa do que eu esperava. A campainha não parava de tocar, as pessoas não paravam de entrar e com certeza tinha o triplo de gente que eu estava esperando em casa. Mas quem eu realmente estava esperando nunca chegava. Cada vez que eu abria a porta, um fluxo de esperança me invadia e acabava quando outra pessoa entrava. Eu já estava perdendo a paciência quando ouvi a campainha soar novamente.
- Olá. – Eu atendi a porta animadamente ao ver parada do outro lado. Ela estava com uma calça jeans skinny e uma blusa listrada, que deixava um de seus ombros à mostra. E em volta da sua cintura... os braços de Taylor Lautner. Meus olhos ferveram ao encontrar novamente aquele cara com a minha garota.
- Oi, Robert. – Lautner disse, com um sorriso no rosto.
- Eu tinha visto na televisão hoje...
- As pessoas não cansam, não é? – Taylor rodou os olhos. – Não é a primeira vez que inventam que eu terminei com minha garota. Como se eu conseguisse ficar longe dela.
Ele deu um beijo estalado em sua bochecha e eu fiquei olhando em seus olhos, decepcionado. Ela me encarava com frieza, mas eu sabia que no fundo ela também estava decepcionada por não poder estar comigo ao invés de ficar com o garoto músculos.
- Bom, entrem. – Eu disse mostrando o caminho. Eles entraram e logo se juntaram com uma turminha que estava discutindo alguma coisa sobre o novo penteado da Lady Gaga. Eu peguei a bebida mais forte que encontrei na mesa e enchi meu copo, virando tudo de uma vez. A única coisa que vai me restar essa noite é a sujeira da festa.
- Não vai beber tudo sem mim. – Kristen chegou ao meu lado com duas garrafas de vodka.
- Kris! – Eu a abracei com apenas um braço, enquanto segurava meu copo com o outro. – Você não vai adivinhar...
- Eu já vi. – Ela apontou para Taylor e trocando selinhos no sofá. – Eles são patéticos. – Ela rodou os olhos.
- Até você concorda comigo. – Eu enchi novamente meu copo e virei de uma vez. Ela fez o mesmo que eu.
Ficamos apenas bebendo e rindo de algumas piadas que Kristen contava. Eu não estava com humor para escutar, mas a bebida fez com que eu me alegrasse um pouco. Mas minha felicidade acabou quando Kristen alegou ser muito tarde e resolveu ir para sua casa dormir. Eu fiquei sozinho no meio da multidão. Restou apenas meu copo e o resto da bebida. Fiquei olhando as pessoas se divertindo e me perguntando por quê eu não estava lá com elas.
Eu vi Taylor e mais alguns meninos jogando pôquer e me perguntei onde estava a namoradinha dele. A garota que, ao invés de animar minha noite monótona, estragou-a. Foi quando eu senti o efeito do álcool que tinha ingerido por tanto tempo, com meu estômago vazio. Corri para o banheiro, abrindo a porta com pressa e despejando tudo que tinha bebido na privada.
- Muito bem, Pattinson. – Uma voz conhecida apareceu atrás de mim. Olhei para trás e vi aqueles olhos intensos envolvidos novamente nos meus. Levantei-me e passei a mão pelo cabelo, arrumando-o (lê-se o bagunçando).
- Engraçado como nós temos essa atração por banheiro. – Eu disse cínico.
- Cala a boca. Eu estava aqui sozinha, até você vir me perturbar.
- A casa é minha, posso atrapalhar quando quiser. – Eu disse com mais grosseria do que devia.
- Fica com a merda do banheiro pra você. – Ela se aproximou da porta, mas eu segurei seu braço.
- Nenhum banheiro é o mesmo sem você. – Eu disse, olhando em seus olhos penetrantes e antes que eu pudesse imaginar, nossos lábios já estavam juntos e nossos corpos eram novamente um só.
Tranquei a porta com rapidez e com a outra mão comecei a acariciar o corpo de dentro de sua blusa. Ela mordeu meu lábio com força e eu soltei um gemido leve.
- Você mudou de idéia sobre a minha chance? – Eu perguntei ofegante, quando nossos lábios se separaram.
- Ainda estou pensando.
- Continue pensando por mais algum tempo, enquanto eu aproveito sua indecisão.
Levantei sua blusa, com intuito de tirá-la e ela permitiu. Beijei todo o caminho de seu pescoço até sua barriga, gastando bastante tempo em seus seios, já livres do sutiã. Tirei minha própria camiseta, sem aguentar o calor que se instalava naquele local.
Ela colocou a mão dentro dos bolsos traseiros de minha calça e me grudou ainda mais nela, enquanto sua boca se ocupava em dar mordidas em minha orelha, lábios e pescoço. Logo depois ela desabotoou minha calça e abriu o zíper, fazendo com que elas caíssem em meus pés.
Senti meu membro ficar ereto e sorriu ao perceber meu olhar de desejo sobre ela. Ela se abaixou lentamente, arranhando minhas costas até ficar de joelhos na minha frente. Percebi o que ela queria fazer quando tirou minha boxer e passou a ponta da língua em volta de meu membro.
Eu mordi o lábio, imaginando exatamente o que viria em seguida. Mas uma voz masculina veio atrapalhar o meu paraíso.
- , querida. Cadê você? – Taylor gritava na porta do banheiro.
- Estou aqui, Tay! – Ela respondeu, se levantando e colocando seu sutiã e sua blusa que eu tive tanto trabalho para tirar. - Não podemos nos ver, Robert. – Ela disse com seriedade, apenas sussurrando. – Mas eu não sou o tipo de garota que segue as regras.
Ela saiu do banheiro com pressa, como se nada tivesse acontecido e eu fiquei lá dentro, escondido. O que Taylor pensaria se me visse saindo do banheiro com sua namorada? Bom, ele pensaria a verdade, sua namorada era uma vadia.
- Onde está Robert? – Ouvi Taylor perguntando para ela.
- Não sei. Deve ter ido lá fora fumar. Vamos embora? Estou com sono.
- Claro, eu te levo para sua casa.
Eu tenho certeza de que, se Taylor soubesse do que a sua namorada era capaz, nunca a levaria para casa, e sim para outro lugar. Mas só eu conhecia aquele lado de . Ou eu esperava que fosse o único. Porque eu não queria dividi-la com ninguém. Eu sei que era um pouco possessivo, já que nem ao menos era o seu namorado, mas despertava um desejo incontrolável em mim.
Eu nunca havia entendido o que Edward queria dizer quando falava que Bella era sua dose de heroína. Agora eu entendia, porque tinha tomado da minha dose. Não sabia onde aquilo ia parar. Se eu tivesse que ficar com ela em segredo, ficaria. A única coisa que não era possível agora era me ver longe dela. Eu não resistiria.

