Maybe a Trip Changes Things
Autora: Isabella M.
Status: Em Andamento
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Comédia, Romance, Drama - LongFic
Comentários:
Capítulo 1
- . - era de noite quando ouvi minha mãe me acordar no meio de um sono no avião da American Airlines, indo de Nova York, a cidade em que morávamos, com destino a Paris, França. Meus pais adoravam viagens em família, a cada ano escolhíamos um lugar diferente. Meus pais já haviam ido a Paris duas vezes, já para mim e minha irmã era a primeira vez. Minha irmã tinha dez anos e eu tinha 16. Eu também adorava uma viagem, especialmente para lugares bonitos como Paris.
Ficaríamos lá por um mês, meu pai alugara um mini apartamento para nós. Não éramos da elite de Nova York, éramos classe média, morávamos em um bairro legal e tudo, mas não era aquele luxo de Manhattan.
Eu trabalhara meio turno na Barney’s, por quatro meses, para economizar dinheiro para gastar nesta viagem. Mas a melhor coisa de se trabalhar na Barney’s, era que havia desconto para funcionários! Eu nunca fui muito de comprar coisas desnecessariamente, mas, de vez em quando, uma roupa nova caía bem, ainda mais quando se ia para uma cidade cheia de garotos lindos.
- Filha, acorda! - ouvi minha mãe me alertar de novo. Perguntei:
- O que foi? Nós já chegamos? - ela balançou a cabeça positivamente. Eu estava meio tonta, já que havia sido recém acordada. Faltava apenas quinze minutos para aterrissarmos no aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, e de lá pegaríamos um táxi para nos levar ao apartamento.
E lá estávamos nós, na frente do edifício. Subimos pelo elevador até o sexto andar, e abrimos a porta. O apartamento tinha uma sala com um sofá de três lugares bege e uma poltrona marrom, uma televisão de 36 polegadas, a cozinha tinha móveis brancos e uma mesa no canto para fazermos as refeições, logo adiante tinha um corredor que dava para os quartos e o banheiro. Eu e minha irmã teríamos que dividir o quarto, mas havia espaço suficiente para nós duas. O apartamento era muito legal, mas eu mal podia esperar para sair dali e passear por Paris e hoje à noite iríamos a um restaurante chamado L´Arpège.
Chegamos ao restaurante, eram 21h00min. Sentamos em uma mesa perto da janela, pois a vista era linda. Pedimos a comida, e conversamos enquanto a esperávamos chegar. Já havia se passado meia hora, quando minha irmã começou a reclamar da demora então fui até o balcão perguntar se iria demorar muito, e então ouvi alguém me chamar. Virei para trás e vi um garoto que estava vindo em minha direção, mas eu não o reconhecia.
- ! – disse ele animado.
Eu não sabia o que fazer, porque não fazia a mínima idéia de onde eu o conhecia.
- , há quanto tempo! – disse ele, por enquanto, me abraçando.
- Oi. – falei meio em dúvida e acho que ele percebeu, pois em seguida disse:
- Lembra-se de mim? Estudávamos juntos! – falou ele erguendo a sobrancelha.
De repente me lembrei de quem ele era, seu nome era , mas todo mundo o chamava de . Nunca mais o vira depois da quarta série, não sabia se ele teria se mudado de cidade, ou apenas de escola...
- , agora me lembro de você! Nossa como você mudou! – Falei.
- Você também ‘tá um pouco diferente, ‘tá linda! – Ele falou piscando o olho direito.
- Obrigada, você também está ótimo! – falei com um sorriso sem graça.
- ,.. Posso te chamar assim? – perguntou passando a mão no cabelo.
- Claro. – falei sorrindo. Ele tinha um sorriso realmente lindo.
- Você já ouviu falar daquele bar que inaugurou há uma semana na Rue de Charenton ? - Ele perguntou brincando com suas chaves na bancada, logo depois olhou para mim e ergueu as sobrancelhas.
- Não, acabei de chegar hoje, e você já foi lá? - perguntei.
- Na verdade não, vou lá esta sexta para tocar algumas músicas.
- Você toca? – perguntei surpresa.
- Aham, eu e meus irmãos, aqueles caras que estão sentados na mesma mesa que eu. – falou, apontando a mesa onde ele estava sentado.
- Vocês tocam que tipo de música? – perguntei curiosa.
- Pop, Rock, eu e o somos vocalistas e o é guitarrista. – disse.
- Hum... Você só canta? – perguntei.
- Não, não... – disse ele sorrindo, depois ele continuou. - eu toco guitarra, piano e bateria também. – quando terminou fez uma carinha fofa.
- Que legal! - eu disse sorrindo.
- E você, toca alguma coisa? – perguntou ele.
- Sim, guitarra e piano. – falei sorrindo.
- Maneiro! – disse ele imitando meu gesto.
Eu sorri também, pois era impossível de se resistir aquele sorriso lindo.
- Eu ‘tava pensando...Você quer ver a gente tocar na sexta? – Ele perguntou olhando bem nos meus olhos.
- Uhum. Eu adoraria. – falei sorrindo.
- Ótimo, onde eu te pego? – ele perguntou.
Então dei o endereço do apartamento onde eu estava e em seguida minha irmã foi até mim, para me avisar que o jantar estava servido. Despedi-me de dando um beijo em sua bochecha e fui para nossa mesa jantar. Durante a janta tive que ouvir uns:
- Quem era aquele garoto? – ou:
– Você conhecia aquele menino? – ou até:
– O que vocês conversaram? -... Mas fazer o quê?
Já era sexta-feira à tarde quando decidi finalmente perguntar aos meus pais se eu poderia sair com . A semana havia passado rápido desde o dia que nos vimos, pois passamos todo o tempo visitando pontos turísticos e fazendo alguns passeios.
Estava na hora, respirei fundo e entrei na sala de estar encontrando meus pais assistindo televisão e minha irmã lendo um livro. Eu sabia que mesmo se eu começasse com um bom discurso, eu sabia que iria vacilar, pois nunca fora boa em ser convincente.
Ainda estava parada na porta, mas ninguém me olhava, todos estavam prestando a atenção em suas devidas atividades. Pensei um pouco e finalmente falei:
- Pai, mãe... Não se irritem ou falem qualquer coisa antes de eu terminar, ok? – falei tentando acalmá-los e a mim mesma também.
- Fala. - disse meu pai concentrado em mim e na TV ao mesmo tempo.
- OK. - Respirei fundo e continuei. – O me chamou para sair! – falei aliviada.
- E... – Minha mãe falou, me fazendo continuar.
- E eu quero saber se eu posso ir. – falei nervosa.
- Mas eu nem sei quem ele é direito, , não posso deixar minha filha sair com um garoto que ela mal conhece. – disse minha mãe, fazendo escândalo.
- Mas eu o conheço, nós estudávamos juntos, depois ele se mudou eu acho, sei lá. Não o vi mais, mas só sei que se o motivo é não conhecer, eu o conheço. - falei meio irritada, e por dentro implorando para que eles me liberassem.
- Nem sabemos nada sobre o garoto,... - ela ia continuar mas eu a interrompi.
- Vamos sair para nos conhecermos melhor! – eu disse quase tendo um ataque.
- Tá, eu desisto, mas só se nós o conhecermos primeiro! – meu pai falou derrotado.
- Ótimo. – eu disse sorrindo me sentindo quase vitoriosa.
Nesse meio tempo, nós escutamos a campainha tocar...
- Eu atendo. – disse animada.
Quando abri a porta vi parado na solteira, sorrindo.
- Oi . – Disse ele ainda sorrindo.
- Entra. – falei o cumprimentando.
- , muito prazer, eu sou o pai da . – Falou ele estendendo a mão, mas não muito empolgado.
- Prazer, Senhor . – Falou apertando a mão do meu pai.
- Então... Aonde você vai levar minha filha? – ele perguntou curioso.
- Vamos a um bar porque eu e meus irmãos vamos tocar...Mas o senhor pode ter certeza, eu vou cuidar muito bem dela. – disse tentando passar confiança ao meu pai e pareceu ter dado certo.
- Então ta, eu vou deixar, mas lembrem-se, sem bebidas, cigarro, ou qualquer coisa do tipo. - disse meu pai.
- Pode deixar, até mais tarde. – disse .
- Tchau pai. - disse, implorando que nós fossemos embora logo antes que ele nos parasse para fazer mais um comunicado idiota.
estacionou seu carro em uma vaga mais ou menos a duas quadras de distância do bar, pois não havia como ser mais perto. Saiu do carro, fez a volta e abriu a porta para mim e fomos caminhando em direção ao bar. Quando chegamos perto do bar, um homem abriu a porta e fez um gesto para nós entrarmos.
- , créditos a mim por ter conseguido esse show. – disse ele animado, quase gritando.
- Pois é, obrigado cara, mas eu ‘to meio nervoso. – disse não muito animado.
- Mas algum dia vocês teriam que se apresentar ao vivo. – disse o empresário.
- É o primeiro show de vocês? – perguntei.
- Sim, espero que você goste, porque com certeza vamos tentar fazer o máximo, mas tenho certeza de que a ansiedade vai vencer e vamos fazer alguma bobagem.– disse ele olhando para o chão.
- Claro que não, fiquem tranquilos!- Falei tentando encorajá-lo.
- A propósito, eu sou o Jake, muito prazer. – Disse ele estendendo a mão.
- Eu sou , prazer. – disse o cumprimentando.
- Vamos lá, entrem, o e o já estão lá dentro esperando por vocês. - disse Jake.
- Vamos. – disse ainda não muito animado.
- ! - gritou super animado.
- E aí cara! – disse apertando a mão de .
- Fala brother. – disse cumprimentando , depois ele continuou - ... Essa é a , minha namorada. – disse ele para mim.
- Prazer, eu sou a . – Eu disse a cumprimentando.
- Prazer. – disse.
- Vai se trocar cara! Não se preocupa, a gente fica aqui com a sua “amiga”. – fez ênfase em “amiga” e fez uma careta e foi se trocar.
Minutos depois os meninos estavam passando o som e eu e comentando sobre a banda, nós duas concordávamos que eles realmente tinham muito talento.
Após o Show ficamos sentados no bar conversando todos juntos e falamos sobre como eles haviam se saído no show, e começamos a viajar, ratear falando de sucesso mundial e outras coisas, mas eles realmente eram bons, não duvido que fariam muito sucesso.
Quando menos percebi se levantou e estendeu a mão me convidando para sentarmos em outro lugar, segurei sua mão e fomos até uma mesa do lado de fora onde havia menos barulho.
- Então... Por que viemos até aqui? – perguntei.
- Para nós conversarmos melhor. - Ele disse puxando a cadeira para eu me sentar.
- Hum... Fazia tempo que a gente não se falava, você se mudou de cidade? – perguntei.
- Não, só mudei de escola.
- Hum...
- Bom... É que nos mudamos da nossa casa para um apartamento, e ia ficar muito longe do meu antigo colégio, então tive que trocar.
- E essa escola é boa?
- É, mas eu ainda prefiro a de antes...
- Por quê?
- Tem uma estrutura melhor, eu também tinha bem mais amigos lá...
- Hum...
- Então, você gostou mesmo do show?
- Claro! Eu adorei, vocês são muito talentosos, mesmo.
- Obrigado... - ele fez uma pausa como se estivesse pensando e logo continuou. – Amanhã você quer ir ao Museu de Louvre comigo? Os meus irmãos não estão muito a fim de ir, porque eles já foram da última vez que eles vieram aqui, mas eu não fui.
- Claro! Será legal, eu também já fui lá, na verdade fui lá semana passada, mas é muito legal, eu adoraria ir de novo.
- Que bom, eu gosto muito da sua companhia. – disse ele sorrindo.
- Eu também gosto da sua. – falei sorrindo junto com ele.
Nos divertimos muito, conversamos, sorrimos, ele era muito engraçado às vezes. Ficamos por volta de uma hora e meia conversando e depois ficou tarde e me levou em casa, senão meu pai teria um ataque. A noite fora realmente maravilhosa, mas fiquei um pouco triste, pois não havia rolado nada de especial entre eu e o , e ficava me perguntando se ele tinha realmente gostado de mim!
Amanhecera no dia seguinte, mal podia esperar para me encontrar com o , eu não queria admitir nem para mim mesma, mas eu estava gostando muito dele.
Saí do meu quarto, fui me arrastando até a cozinha, pois eu estava muito cansada. Tomei meu café da manhã e depois fui para o banho, pois eu e minha família iríamos almoçar fora. Coloquei uma roupa não muito arrumada, pois não íamos a nenhum restaurante chique, e fiquei na sala assistindo TV enquanto os esperava se aprontarem.
Chegamos ao apartamento de novo por volta de 14h00min, não tínhamos demorado muito lá, e eu também não queria perder meu tempo parada lá conversando, enquanto eu poderia estar me arrumando para sair com o às quatro horas para o museu. Quando chegamos ao apartamento fui direto para o meu quarto me arrumar, desta vez eu já tinha pedido permissão para sair com o com antecedência, eu não podia ter um “não” como resposta, mas meus pais haviam gostado do . O fato de eu não voltar bêbada para casa ajudou muito.
Entrei no meu quarto e separei uma roupa para ir ao museu. Já eram 15h30min, e eu já estava pronta, meia hora depois apareceu lá em casa para me buscar e fomos ao museu. Eu estava muito animada, eu adorava sair com ele, e ficava triste quando pensava que daqui a três semanas eu iria embora e não sei se o veria tão freqüentemente. Chegamos ao museu, entramos e começamos a olhar as coisas, acho que tínhamos conversado tanto ontem que eu não sabia mais o que falar, mas para a minha sorte ele começou a conversar.
- Novidades?
- Não, e você?
- Tudo velho.
- Hum...Como vão as coisas com a banda?
- Tudo ótimo, e escreveram uma música para a banda hoje de manhã, só me sinto um pouco mal porque eu acho que eu ‘to tendo um bloqueio criativo.
- Desde quando?
- Um mês, eu acho.
- Ah, daqui a pouco você já tem uma ideia incrível para outra música, igual aquela que vocês tocaram de abertura.
- Como você sabe que fui eu que escrevi?
- A me disse.
- E você gostou?
- Amei, foi, com certeza, a melhor de todas.
Ele sorriu.
Ficamos falando sobre as artes que tinham no museu por várias horas, eram oito da noite quando saímos de lá, e me convidou para tomar um sorvete na Berthillon, e eu aceitei. Fomos até lá de carro.
- Que sorvete você vai querer? – perguntou enquanto abria a carteira.
- Ah não, de jeito nenhum, eu pago o meu! - falei.
- Nem pensar, , deixa comigo. – disse ele olhando para mim.
- Não , eu trouxe dinheiro. - falei insistindo, mas sabia que eu perderia.
- Eu insisto. - disse ele fazendo uma cara séria, mas fofa e eu não resisti.
- Ta bem. – eu falei derrotada.
- Qual você quer? – perguntou olhando para o cartaz onde tinham os sabores.
- Chocolate! - falei fazendo cara de criança.
- Eu também. - ele disse fazendo a mesma carinha, e nós dois rimos.
Comemos o sorvete e foi me levar em casa, me despedi dele, e fui para a cama, pois eu estava muito cansada. Dormi pensando que não o veria mais, pois não havíamos combinado de nos encontrarmos novamente, mas estava tão cansada que nem deu tempo de pensar muito que já havia caído no sono.
Capítulo 2
Já havia se passado quatro dias e nem sinal do , eu estava visitando a catedral de Notre-Dame quando ouvi meu celular vibrar em meu bolso.
- Alô? – Falei sem saber quem era.
- Oi ! - Disse do outro lado da linha.
- , oi, tudo bem? – perguntei.
- Tudo ótimo, e contigo?
- Tudo bem!
- Faz um tempinho que a gente não se fala...
- Pois é!
- Eu não tive muito tempo porque estamos ensaiando muito para o próximo show!
- Hum,... - Eu ia continuar, mas ele falou, me interrompendo.
- Quer ir ao Champs-Elysées amanhã à noite?
- Claro! – falei pulando de alegria.
- Ótimo, te pego às sete, até mais.
- Ok, beijo, tchau.
- Tchau.
Desliguei o telefone e soltei um gritinho de alegria. Estava muito feliz, assim eu sabia que nossa relação não tinha acabado, mesmo que nunca tivesse uma relação realmente.
Era sexta-feira de manhã, acordei por volta de oito horas, pois iríamos cedo para o Museu d’Orsay, para podermos visitá-lo antes do almoço. Lá foi muito legal, mas eu não podia negar que eu estava o tempo todo pensando em como seria meu encontro com hoje à noite, não sei bem se seria um “encontro”, mas esperava que acabasse sendo.
Almoçamos e passeamos por Paris durante a tarde, e quando eram seis horas chegamos novamente ao apartamento.
Arrumei-me e fiquei esperando na sala enquanto lia o livro Crepúsculo.
me deu um toque no celular para eu descer, pois ele estava me esperando lá em baixo. Desci super animada, quando cheguei lá em baixo havia apenas e uma garota que estava junto com ele, mas eu não tinha visto e . Que droga, pensei que seria um encontro. Forcei o sorriso e cumprimentei todos, depois entramos no carro e durante a ida perguntei onde estavam e e disse que eles haviam ido jantar fora. e (O nome da garota que acompanhava ) estavam sentados na frente e eu e estávamos no banco de trás, quando percebi, ele estava com o braço por trás de mim, e eu deitei no ombro dele. estava com uma mão no volante e outra segurando a mão de .
Conversamos durante a ida, e começou a nos contar como havia conhecido , eles já estavam juntos há um ano, e ela tinha ido viajar com ele; também me contaram que a ida a Paris era só para eles terem prática de palco, pois eles realmente iniciariam a carreira quando chegassem à Nova York. Eu sorri comigo mesma aliviada, ou seja, eu não teria que me despedir de , continuaríamos a nos falar. Eu me empolguei e perguntei quanto tempo mais eles esperavam ficar em Paris e disse que daqui a um mês e meio eles já estariam de volta. Então, na verdade, eu só ficaria um mês sem vê-lo, porque eu ainda ficaria meio mês em Paris. Interrompendo meus cálculos, falou:
- Chegamos ao Champs-Elysées! – disse ele com sotaque francês e eu ri.
Saímos do carro, e quando entramos, disse:
- Eu e a vamos tomar alguma coisa vocês querem ir junto? - perguntou pegando na mão de .
- Não, eu e a vamos por ali, a gente se encontra daqui a duas horas aqui pode ser? – disse pegando na minha mão.
- Então ta, até mais. – disse indo para a esquerda.
Enquanto caminhávamos começamos a conversar sobre o colégio...
- E aí, como estão as coisas no colégio em Nova York? – Perguntou ele olhando para nossas mãos entrelaçadas.
- ‘Tá tudo ótimo, e você, anda estudando? – perguntei o olhando nos olhos.
- Uhum, mas não durante esse período, eu expliquei tudo ao colégio, mas mesmo assim eu estou perdendo matéria... Quando eu voltar vou fazer aulas particulares para recuperar tudo isso. Falou ele olhando para mim, depois continuou. – Você... tira notas altas? - Falou tentando puxar algum assunto.
- Sim! - respondi pensando em um assunto para falar depois, mas não precisou, pois em seguida paramos de caminhar e ele se virou para mim. Estávamos a uns 2 metros da porta de entrada de uma grande loja de roupas femininas. Ele se virou para mim e segurou as minhas duas mãos, enquanto as acariciava e disse:
- , tem sido ótimos esses dias que estamos passando juntos,e eu vou sentir muito a sua falta nesse mês que vamos ficar afastados. – disse ele olhando nos meus olhos. - Eu também vou sentir saudades! – falei olhando para ele.
- Alguém já te disse que você é muito bonita? – disse ele colocando meu cabelo atrás da orelha. Eu sorri sem graça. Ele piscou o olho direito para mim e depois foi chegando mais perto...
Ele colocou uma mão na minha cintura e a outra na lateral do meu rosto, e se aproximou mais, eu podia até sentir sua respiração, eu estava com as mãos em volta de seu pescoço, e a outra brincando com seu cabelo, ele foi me puxando para mais perto até nossos lábios se colarem. Ficamos um tempo assim, somente com os lábios encostados, e de repente, pediu passagem com sua língua, sua mão que estava na lateral do meu rosto foi indo até chegar a minha nuca, puxando um pouco meu cabelo e a mão que estava na minha cintura me apertava e puxava para mais perto dele. A cada segundo ele apertava um pouco mais me fazendo soltar um gemido baixo. Depois de uns 2 minutos desci minha mão até seu peito o empurrando de leve, partindo o beijo. Nossos narizes ficaram encostados e nós dois sorríamos e nos olhávamos nos olhos, em seguida ele olhou de volta para minha boca e fez menção de que ia voltar a me beijar, quando ouvimos nos chamar:
- , , nós vamos jantar, você querem ir junto? - perguntou com uma cara de descupla-interromper-mas-só-agora-que-eu-me-liguei.
- Vamos. - respondi sorrindo tentando disfarçar a vontade que eu tinha de matar o .
Jantamos, caminhamos um pouco e logo fomos embora, primeiro deixaram no hotel onde ela estava ficando, pois era mais perto, depois de uns quinze minutos chegamos ao meu apartamento, me despedi de dando um beijo em sua bochecha, saiu do carro para me deixar na porta do apartamento e subimos até o meu andar.
- Então ta, tchau . – disse me abraçando.
- Até mais. – falei enquanto ele me soltava. Mas ele não tirou a mão direita da minha cintura, me puxando para perto dele me dando um selinho demorado. Em seguida seu rosto estava bem perto do meu, eu sentia sua respiração batendo no meu rosto, íamos nos beijar novamente, mas achei melhor interromper.
- , é melhor eu ir. - falei o empurrando levemente pelo ombro.
- Ok! Até mais. - disse ele me dando um beijo na bochecha e entrando no elevador.
- Até! - respondi, mas acho que ele não ouviu, pois a porta do elevador já havia fechado.
Apertei a campainha.
- Filha, tudo bem? - minha mãe disse enquanto abria a porta.
- Oi mãe! Tudo e contigo? - respondi a abraçando.
- Tudo ótimo! Não faz muito barulho porque sua irmã já está dormindo. - Ok, eu também já vou dormir.
Dei boa noite aos meus pais, coloquei meu pijama e me deitei. Demorei um pouco a pegar no sono, pois estava muito feliz e animada com tudo aquilo, eu realmente gostava do .
Era domingo e meu aniversário. Acordei por volta de 9 da manhã, meus pais sabiam que eu amava dormir até tarde, então já que era meu aniversário eles nem haviam me acordado,mas de repente ouvi meu celular tocar, que droga, eu com certeza odiava que me acordassem de manhã...
- Alô?! – falei desanimada.
- Oi !– disse animado, pausou e depois continuou. – Te acordei dorminhoca? – disse ele, e eu soltei um “uhum” e sorri de leve. - Desculpa. – disse ele com uma voz fofa.
- Tudo bem, eu ia ter que acordar algum dia mesmo. – pensei, que resposta idiota, mas e daí, eu não tinha nada a dizer mesmo. Ele sorriu também.
- Ta a fim de ir à torre Eiffel hoje às quatro da tarde?
- Aham!
- Ok, passo aí hoje às três.
- Então ta. – falei.
- Até mais tarde, beijo, Tchau.
- Beijo.Tchau.
Depois que encerramos a ligação voltei a dormir, não estava tão preocupada por esquecer do meu aniversário, pois não lembrava exatamente se chegara a dizer para ele quando era, e mesmo assim acho que ele não se lembraria. Acabei acordando apenas às onze horas. Fui de pijamas até a sala de estar e só ouvi meus pais e minha irmã gritarem – Feliz Aniversário! - tão alto que quase estourou meus tímpanos. Vesti-me e fomos almoçar fora, e digamos que meus pais não “amaram” a idéia de passar meu aniversário com o quase o dia inteiro, mas eles não podiam dizer que não, eles não queriam me deixar triste logo hoje. Diverti-me com minha família até as 15h, quando me ligou dizendo que ele estava lá embaixo, me despedi da minha família e desci super feliz. Cheguei lá em baixo e vi seu carro estacionado e ele nele encostado com as mãos no bolso, me esperando.
- Oi . - eu disse lhe cumprimentando.
- E aí, ? – Disse ele.
- Tudo ótimo e contigo?
- Tudo bem.
Entramos no carro, ele foi dirigindo e eu fui no banco ao lado.
- Então, já voltou a escrever músicas?
- Ainda não...
- Hum...
- Hm...A gente ‘tá agendando um novo show nessa sexta-feira.
- Que ótimo!
- Você vai né? – disse ele.
- Se você quiser.
- Então eu quero.
Nós dois rimos.
- Chegamos.- disse ele enquanto abria a porta do carro.
Subimos até o último andar da torre Eiffel, tiramos muitas fotos juntos, comprei uma lembrança numa lojinha no primeiro andar da torre e quando saímos de lá já era noite. me convidou para darmos uma caminhada na praça que havia ali do lado...
- Você ‘tá com frio? – ele perguntou olhando para mim, enquanto eu tentava me aquecer, a temperatura estava fria, tinha esfriado muito em relação a como estava de tarde. Balancei a cabeça de um lado para o outro, querendo dizer mais ou menos. estava de manga curta e sem casaco. Uns segundos depois da minha resposta ele me puxou para perto dele e me abraçou enquanto caminhávamos, e fazia carinho no meu braço.
- Já ‘tá ficando tarde, é melhor a gente ir. - disse eu.
- Ta, vamos pegar o carro que eu te levo em casa.
Estávamos dentro do carro, quando eu me liguei que já deveríamos ter chegado em casa, eu me lembrava mais ou menos quantos minutos demorava, e perguntei:
- A gente já não deveria ter chegado em casa?
- A... - falou ele enquanto tirava sua mão direita do volante e pegava minha mão, depois continuou: - Tem razão, eu esqueci de te falar, tenho que passar no apartamento onde está para pegar uma coisa que ela pegou emprestado.
- Hum... - disse.
Descemos do carro e perguntamos à recepcionista qual era o andar dela, subimos até lá, apertamos a campainha, e abriu a porta.
- Por que ‘tá tudo escuro? – perguntou .
- Eu ‘tava dormindo, venham aqui que eu vou pegar o livro.- disse .
Ligando a porta à sala tinha um pequeno corredor. foi na frente seguida de e logo atrás eu, quando saí do pequeno corredor para a sala, as luzes se acederam e , e praticamente pularam em cima de mim gritando feliz aniversário.
Levei um baita susto na hora, mas logo me esqueci de tudo à minha volta quando vi abrindo os braços e dizendo: ‘Vem aqui.’, e me deu um abraço enquanto dizia feliz aniversário. Em seguida abracei todos os outros, e depois ficamos conversando e rindo...
Ficamos algum tempo conversando todos juntos, mas logo se separam garotas conversando de um lado e garotos do outro, estávamos conversando sobre roupas, marcas, perfumes de Paris, e eles... Bom, eles, eu não fazia idéia sobre o que conversavam.
Uma meia hora depois, senti alguém me cutucar nas costas, me virei para trás...
- , eu tenho uma coisa para você! – falou ele com aquele sorriso perfeito.
Ele tirou a mão de trás das costas e me entregou uma caixinha. Eu abri e era uma pulseira de ouro branco.
- , que linda, não precisava. – falei o abraçando. - Obrigada. - continuei.
- De nada. - disse ele.
e vieram até nós para se despedirem, pois já estava ficando tarde...
chamou para irem para a sacada, e fecharam a porta de vidro, deixando e eu sozinhos na sala. Estávamos sentados no sofá, e se sentou mais perto de mim.
- Pensei que você esqueceria o meu aniversário.
Ele sorriu, depois disse:
- Claro que eu não esqueci, eu prestei atenção quando você disse isso, naquele dia do show. – disse ele se virando mais para mim me encurralando no canto do sofá.
Sorri desviando o olhar de seus olhos. Seu cotovelo esquerdo estava encostado no sofá e sua mão apoiando sua cabeça, sua mão direita que estava na sua perna passou para a minha perna, uns segundos depois ele disse:
- Vou lá ver se o e a estão bem! - disse ele se levantando. - Óbvio que eles estão bem! – disse surpresa por ele pensar que eles estariam mal.
Ele riu. Abriu a porta em silêncio e gritou: ‘Sai cara!’. riu e fechou a porta.
- Estão bem. – disse ele se sentando mais perto de mim do que ele estava antes. - Como o tempo passa rápido, parece que foi ontem que eu te vi naquele restaurante e você nem se lembrava de mim. – disse ele colocando a mão na minha coxa e sorrindo olhando para o chão.
- Ei, não é justo, você nem me deu dez minutos para lembrar. – disse. Ele sorriu e foi chegando mais perto, nossos narizes se encostaram, e ele sorriu olhando para a minha boca e depois nossos lábios se encostaram. Ele mordeu meu lábio inferior de leve. Ficamos uns quatro minutos ali, mas nos interrompeu quando gritou:
- , para de beijar ela, a gente tem que ir.
- Está nos interrompendo. - disse olhando para bravo. - E você não nos interrompeu?
riu, e eu também, era muito engraçado, até riu um pouco.
- Vamos embora. - disse .
se levantou e estendeu a mão para mim. Levantei-me, mas ele não largou da minha mão, se despediu de lhe dando um selinho.
Fomos caminhando até o carro de mão dadas, foi dirigindo e eu e fomos atrás.
Desta vez, não subiu, me despedi de , e me deu um selinho.
Entrei em casa, e fui recebida com uma careta do meu pai, não tão agradável.
- Está atrasada. - Disse ele sem ao menos me dar um “oi”.
- Desculpa, eu não sabia que eles iam fazer uma festa surpresa para mim. - disse com uma carinha de inocente.
- , estávamos preocupados, você nem ao menos ligou para avisar, pensamos que não voltaria para casa.- Disse ele colocando a mão na cabeça se lamentando.
- Desculpa pai, cadê a mãe e a mana?- disse.
- Foram dormir, sua mãe estava preocupada, mas eu disse para ela dormir, e se você não chegasse eu iria a acordar.
- Ah.
- Não tem “Ah”, está de castigo, não vai mais sair com esses garotos aqui em Paris, só quando voltarmos à Nova York.
- Pai! - falei indignada, louca para gritar.
- Vá dormir .
Com uma cara triste, torcendo para que ele tivesse pena de mim e me tirasse o castigo, me virei e fui para o quarto. Mas não adiantou, ele não retirou meu castigo, que droga! Coloquei meu pijama e fui dormir.
Capítulo 3
Sexta-feira à tarde ouvi meu celular tocar, olhei na tela e aparecia um número desconhecido, já sabia que não era .
- Alô?!
- Oi ! – Disse do outro lado da linha.
- Oi, tudo bem?
- Sim e contigo?
- Tudo, menos pelo fato de eu estar de castigo, sem sair com o até acabar nossa viagem em Paris.
- Pois é, o está bem triste porque você não vai hoje!
Sorri.
- , tive uma idéia, teu pai disse que tu não podia sair com os meninos, mas comigo...
- Entendi, ótima idéia, vou falar que vou ao shopping hoje contigo, ele vai deixar.
- Ah não, não estou muito a fim de shopping! Vamos lá em casa!
- Então ta! Beijos, tchau.
- Beijo, tchau.
- Chegamos. - Disse quando entramos no seu apartamento.
- Vamos conversar aqui na sacada, aproveitar seus últimos dias em Paris!
- Está bem.
- , me espera ai que eu vou no banheiro, já volto.– disse ela enquanto saía da sacada.
Virei-me de frente para a rua e fiquei admirando a vista, já que o apartamento dela era bem alto, e tinha uma ótima vista da cidade. De repente senti alguém me abraçar por trás e me dar um beijo no pescoço:
- Oi. – disse .
- Oi. - Falei.
Ficamos um tempo parados ali, depois ele continuou beijando meu pescoço e em seguida me deu um beijo na bochecha...
- Senti saudades. - Disse ele enquanto me virava.
- Eu também... , hum... eu não posso te ver lembra?
- Então feche os olhos. - Disse ele enquanto se aproximava de mim para me beijar, colocou a mão atrás de minha cabeça me pressionando contra ele e uns 5 segundos depois chegou para avisar que sairia com .
- ! Falei que eu não podia sair com o ! - Falei.
- Ah, mas ele estava com saudades! - disse ela fazendo voz de criança.
Revirei os olhos.
- Ta eu já vou, quando saírem, e se saírem, fechem a porta. - Disse ela saindo da sacada , e logo ouvimos o barulho da porta batendo.
- E ai? Vamos dar uma volta?- perguntou ele enquanto pegava minha mão.
- Vamos! - Falei animada.
Saímos do apartamento e fomos caminhar numa praça que havia perto do apartamento de . Caminhamos durante uma hora enquanto conversávamos...
Estávamos parados na frente de meu apartamento.
- Então, até Nova York! - Falei com um ar de tristeza.
- Você não vai ao nosso show?
- Não posso, ‘to de castigo! Ainda bem que hoje pude te ver para nós nos despedirmos.
- Que pena! - Falou ele pegando minhas duas mãos e me empurrando para a parede.
- É!
- Então, até Nova York ! - falou ele se aproximando.
- Uhum, até! - Fiz menção de sair de dentro de seus braços para subir, mas ele não deixou, me segurou pela cintura e me deu um selinho demorado. Coloquei a mão em seu cabelo, ele me beijava como se nunca mais fôssemos nos ver de novo, me puxou para mais peto dele e mordeu meu lábio com um pouco de força que chegou a doer um pouquinho. Um tempo depois me soltou.
- Até mais! - falei triste, forçando um sorriso.
- Tchau. - Falou ele acenando.
Subi as escadas até chegar ao hall de entrada do apartamento, e depois peguei o elevador até meu andar.
O tempo passou muito devagar até o dia de irmos embora, a viagem até Nova York foi demorada e chata, a primeira viagem de avião até que era legal, mas depois a gente começa a se cansar. Chegamos ao aeroporto de Nova York eram 2 da madrugada, eu estava louca para dormir, e fazer o tempo voar até o voltar para cá.
Eu tinha apenas mais duas semanas de férias, depois eu voltaria para a escola, estava torcendo para que conseguisse trocar para minha escola, não tinha certeza se daria certo, mas esperava que seus pais o deixassem trocar de escola no meio do ano.
Já havia se passado uma semana, passou rápido até, combinei de ir ao shopping com algumas amigas, cinema e outras coisas, para me esquecer um pouco do e para o tempo passar mais rápido. Já era quarta-feira da última semana que eu passaria sem ver .
Estava voltando da minha aula de piano, na qual eu já havia voltado às aulas. Eu estava voltando a pé, quando começou a chuviscar. Comecei a apertar o passo, pois a chuva cada vez mais piorava, ouvi uma buzina e de repente levei um susto ao ver um táxi parar no acostamento da calçada. A porta de trás se abriu e chequei nos meus bolsos se havia dinheiro, e ao entrar vi ali dentro.
- Entra , vai pegar um resfriado. - falou ele pegando no meu braço e me puxando para dentro enquanto eu fechava a porta. Ele deu meu endereço ao taxista e mandou que me deixasse lá.
- , pensei que você só iria voltar de Paris na sexta.- falei.
- Voltamos ontem à noite por que não conseguimos agendar mais nenhum show.
- Que pena!
- Ta tudo bem! Já ensaiamos bastante, agora é tudo ou nada! - Disse , eu sorri.
- Obrigada por me tirar da chuva.
- Imagina! Como eu ia deixar você se molhar toda?!
Eu sorri. Ele colocou o braço em volta de mim e me puxou para perto dele, colocando a cabeça em seu ombro.
- Chegamos!- Disse o taxista.
Depois de me convencer a deixá-lo pagar o táxi, abri a porta para sair.
- Quer subir? - perguntei rezando por um sim, estava com muitas saudades.
- Não dá, tenho que compor uma música, vamos tentar gravar um CD, já temos seis músicas boas, umas quatro ruins a gente jogou fora. - falou ele aparentando estar triste por não poder ficar.
- Hum... Você pode compor aqui, meus pais não estão em casa agora, minha irmã ‘tá no colégio e... eu tenho um piano e um violão se você quiser! - falei cheia de esperança por dentro.
- Então ta, se eu não for te atrapalhar. - Falou ele enquanto saía do taxi.
Eu morava em um prédio de sete andares, com dois apartamentos por andar, o meu era no último andar, tinha uma cobertura, com uma piscina.
- , os instrumentos estão aqui. - falei após abrir a porta e apontei para a sala onde ficavam os instrumentos.
- Ok! - falou ele indo em direção a sala.
- Senta aí! - falei. Ele se sentou no sofá e pegou o violão.
- E então, o bloqueio acabou? - perguntei interessada.
- Na verdade espero que sim, pelo menos para uma música. Eu tive idéias para uma música nova durante o vôo de volta para cá. - falou ele sorrindo.
- Que bom! - falei realmente contente por ele. - Vou pegar um caderno para você anotar. - falei indo em direção ao meu quarto. - Aqui! - o entreguei o caderno. - , eu acabei de me lembrar que eu tenho que ler um livro para o início das aulas, mas você fica aqui, que eu vou ler aqui também, mas quando você acabar a música me mostra, ta? - falei.
- Ta bom, ah... e falando em escola, meus pais me deixaram voltar para a sua escola. - falou animado.
- Que ótimo! - falei abrindo um sorrisão.
Meia hora se passou sem nenhuma palavra, mas não era um silêncio desconfortável, pois cada um de nós estava ocupado com alguma coisa.
- Acabei! - falou sorrindo. - Vem cá ouvir!- bateu no espaço vazio do sofá ao seu lado. Levantei-me e sentei ao seu lado, ele me olhou e sorriu para mim, e depois voltou seus olhos para o violão e começou a tocar.
3 minutos depois...
- E ai o que você achou? – perguntou ele se aproximando de mim.
- É linda! - falei. Nossos narizes estavam encostados, colocou rapidamente o violão ao lado sem tirar seu rosto de perto do meu.
- Sabe como eu me inspirei para escrever essa música? - perguntou ele se aproximando mais e fechando os olhos. – Em você. - Após dizer isso ele se aproximou mais me dando um beijo, colocou sua mão na lateral do meu rosto, e foi intensificando o beijo aos poucos, depois de algum tempo nos separamos, sorrimos um para o outro e ficamos uns segundos nos olhando em silêncio.
- Meu telefone ‘ta tocando, só um segundo.
- Ok! - pensei que ele fosse sair dali para falar, mas ele continuou sentado.
- Alô. - Disse no telefone. – Ta bem, já to indo, ah, compus uma música nova! - disse ele animado no telefone. Depois disso ouvi a pessoa que estava do outro lado da linha gritar alguma coisa que não consegui identificar o que era. - Ok, tchau. - depois de dizer isso desligou o telefone. - Era o , ele quer que eu vá para casa agora porque eles conseguiram uma entrevista para ver se conseguimos fazer um contrato com a Hollywood Records! - Falou ele sorrindo, animado.
- Que ótimo! -Falei o abraçando. Quando eu ia largá-lo, ele falou: – Espera aí! Fica mais um pouquinho.
Sorri.
Nos levantamos e o levei até a porta.
- Boa sorte com a entrevista! - falei desejando que tudo desse certo.
- Obrigado, boa sorte com o livro! - Nós dois rimos.
- Até mais. - falei.
- Tchau.
Ele me deu um selinho e pegou o elevador. Fechei a porta e voltei a ler meu livro, quanto mais cedo eu acabasse, melhor! Eu gostava muito de ler, mas apenas livros interessantes, e geralmente esses que o colégio nos mandava ler não eram nada bons!
- Alô?! - atendi meu telefone enquanto almoçava.
- , celular na hora do almoço não! -Falou meu pai irritado.
- É importante, por favor! - falei implorando, pois já sabia que era .
- Não , fala que você liga mais tarde! - falou minha mãe para complementar o meu pai, como sempre.
- É rapidinho. - saí voando da mesa e fui para o meu quarto.
- Oi ! Desculpa, meus pais não queriam que eu atendesse no meio do almoço.
- Não, imagina! Desculpa eu te interromper no meio do almoço!
- Não, sem problema!
- , meus pais vão passar a tarde fora hoje, e e vão sair, e e eu estávamos pensando em convidar você e a para virem aqui em casa tomar banho de piscina, quer vir?
- Claro!
- Pode ser às 15h?
- Aham, ótimo, agora tenho que ir senão meus pais me matam! – ri comigo mesma.
- Então ta, beijo, tchau.
- Beijos, até mais!
Almocei, separei uma roupa para pôr após o banho de piscina e um biquíni. Fui de táxi até a casa do , pois era um pouco longe, e meus pais não poderiam me levar porque estavam trabalhando.
Apertei a campainha.
- Oi ! - Falou me abraçando, ele já estava só de calção.
- Oi! - falei.
- Entra aí! - falou ele estendendo a mão.
Ele abriu a porta de vidro que levava a um grande pátio com uma piscina no meio.
- Oi ! - falou já dentro da piscina com .
- E aí ! A gente sentiu saudade. - falou ele rindo.
- Também senti saudade de vocês! - falei. - Eu vou me trocar. - falei indo em direção ao banheiro. Abri a porta do banheiro e caminhei em direção a piscina.
- , onde eu deixo minhas roupas? - perguntei olhando para ele.
Ele ficou parado me analisando.
- , aqui em cima! - falei balançando a mão na frente de seu rosto.
Ele sorriu.
– Uau!- disse ele arqueando as sobrancelhas e me analisando de novo.
- Para ! - falei rindo.
De repente ele me pegou no colo tão rápido que pensei que fosse cair, então coloquei os braços em volta de seu pescoço e ele correu e pulou na piscina comigo junto e a única coisa que consegui fazer foi soltar um grito alto.
- ! - falei rindo. - A água está gelada!- falei ainda com os braços em volta dele.
riu. Tirei os braços de volta dele e o joguei água...
- Isso é por me atirar na piscina! - falei rindo, e atirei mais água nele.
- E isso é por você estar tão linda!- depois de dizer isso ele colocou a mão na minha nuca e outra na minha cintura e me puxou contra ele, me beijando, coloquei de volta os braços em volta do seu pescoço. Mas, para interromper, nos jogou água, muita água, enquanto dizia:
- Ei, a gente ‘tá aqui! - e ria fazendo rir também.
Depois de meia hora na piscina eu e fomos tomar banho de sol nas cadeiras ao lado...
- Olha lá , elas tão se bronzeando para ficarem bonitas para nós! - disse rindo. adorava fazer piadas e fazer todos rirem e por mais que fossem sem graça a gente ria, mas dessa vez não rimos.
- Cala a boca ! - disse sorrindo.
- Ah, , mas a não tem que se bronzear para ficar bonita para mim, ela já sabe que ela estará sempre linda! - falou ele enquanto saía da piscina e subia em cima de mim na cadeira, se sentando em cima de mim e virado para mim. Ele sempre me elogiava quando queria alguma coisa.
- , vamos sair, já ‘to meio cansado, eu vou tomar um banho no banheiro lá de cima ta? - disse estendendo a mão para se levantar.
- Ta, eu vou tomar aqui embaixo! - falou ela enquanto se levantava da cadeira.
E os dois saíram, estava com o braço em volta dela, e no meio do caminho a puxou e deu-lhe um selinho.
em seguida se aproximou de mim e me beijou colocando uma de suas mãos na minha cintura e outra no meu pescoço. Depois de um tempo beijando minha boca, ele me deu uns beijos no pescoço e outros no ombro, depois voltou a me beijar na boca, foi intensificando o beijo e deu uma mordida no meu lábio inferior, enquanto eu brincava com o seu cabelo e estava com outra mão no seu peito.
Um tempo depois fui tomar banho e também, depois fomos a uma sorveteria perto da casa deles, mais tarde fui para casa, dormi sabendo que no outro dia, infelizmente, começariam as aulas, mas a única coisa boa disso era que eu veria todos os dia.
Capítulo 4
Acordei às sete da manhã para me arrumar para a escola, eu era muito demorada de manhã. Coloquei meu uniforme, o qual era infelizmente obrigatório, menos na sexta-feira. O uniforme para as meninas era rígido e igual para todas, saia, meia-calça, sapatos pretos, blusa com o símbolo do colégio, blazer feminino se estivesse frio, o que não era o caso, pois estávamos voltando de um verão muito quente.
Me vesti, peguei o ônibus e cheguei ao colégio. Fui direto pegar meu horário, e mal podia esperar para ver se ficara em alguma aula com o . Fui até meu armário pegar meu material de matemática, nada como começar o dia com uma matéria cansativa.
Peguei meu material só por pegar mesmo, pois sabia que a primeira aula do ano era só para conhecer a professora, e falar sobre regras do colégio e outras coisas que eu não prestava a atenção. Cheguei à aula e me sentei na quarta carteira, eu não gostava de me sentar muito no fundo e nem muito na frente. Ainda não estava cheia a sala de aula, havia apenas uns 15 alunos. Uns cinco minutos depois a sala estava quase toda completa, só tinham algumas carteiras sobrando, uma atrás de mim e outras duas lá na frente.
Quando a professora ia fechar a porta para iniciar a aula, apareceu batendo na porta, um pouco suado, acho que deveria ter vindo correndo.
- Está atrasado! - falou a professora que ainda não havia se apresentado à turma.
- Desculpe! - falou de um jeito tão fofo que eu o perdoaria na mesma hora, ainda mais por uma coisa tão boba como chegar uns segundos atrasado, mas parecia que não funcionara tão bem com a professora.
- E quem é você? - ela perguntou. Que droga! Pensava comigo mesma, por que logo a professora de matemática tinha que ser brava, a professora que eu mais veria na semana? Estava com vontade de gritar um ‘NÃO’ bem alto e longo. me viu e piscou pra mim.
- Hein? - falou ela insistindo por uma resposta.
- . - falou ele sério novamente.
- Um prazer! - disse sarcástica.
- O prazer é meu! - disse . Ninguém na aula prestava atenção neles, todo estavam conversando baixo. Ela assentiu.
- Agora que já nos apresentamos, vá se sentar! – falou a professora enquanto fechava a porta da sala.
foi em direção à carteira que estava atrás de mim, e, ao passar por mim, piscou o olho de novo e eu sorri.
- Bem vindos! Eu sou a professora Joslaine Maxwell, mais conhecida por vocês por Srta. Maxwell. - Ela fez uma pausa. Quando ela falou ‘Joslaine’ todos se controlaram para não rir, e eu tive que me controlar muito, pois quando começava a rir não conseguia mais parar. -Vou lecionar a vocês a disciplina de matemática... - após dizer isso, falou sobre os conteúdos que iríamos aprender e outras coisas que não prestei muito atenção. Eu olhava no relógio a cada segundo e parecia que o tempo não passava, havia se passado meia hora de aula, ou seja, ainda faltavam vinte demorados e chatos minutos.
- Ai! - falei baixinho ao sentir puxar meu cabelo. – Ai! - falei ao senti-lo puxar de novo.
- ! Pare com isso!
- Não vou parar enquanto você não virar para trás para falar comigo! - falou no meu ouvido. Quando acabou de falar, ele se esticou e me de um beijo na bochecha, ainda bem que Joslaine estava virada de costas para nós.
- O que foi? - perguntei ao me virar para trás.
- Vamos ver em quais aulas ficamos juntos, pegue seus horários, rápido antes que a Joslaine vire. - rimos. Olhamos para os papeis comparando-os. - Isso aí! Cinco aulas juntos. - vibrou um pouco alto demais, e a Srta. Maxwell ficou procurando de onde vinha o barulho, mas como me virei para frente rápido ela nem percebeu. Ufa!
- É, matemática, biologia, química, geografia e inglês! - falei animada e sorridente.
A aula não demorou tanto a passar, por um milagre enorme, consegui prestar a atenção na senhorita Maxwell, e até que foi rápido.
Já estávamos no quarto dia de aula e nada de me encontrar com a não ser na escola, e na escola nem nos falávamos tanto, só às vezes que ele ia ao meu armário, só rolara uns dois ou três selinhos, mas nada especial.
Havia começado o terceiro horário, que era a aula de biologia, ou seja, aula com o ! Nas aulas de biologia, se sentava na minha frente e eu adorava, claro! já estava sentado quando eu cheguei, acenei e ele retribuiu com um ‘oi’ baixinho e um sorriso perfeito. No meio da aula de biologia ele se virou para trás para falar comigo.
- E aí ?
- To bem e você?
- Tudo ótimo!
- Então, tinha me esquecido de perguntar, conseguiram o contrato?
- Que contrato?
- Com a Hollywood Records!
- Eu não te contei? Eles falaram que não vão lançar nosso CD agora. Eles falaram que para lançarmos o CD já temos que ter um pequeno público, é para nós irmos nos apresentando em bares... E depois organizamos um pequeno show que eles irão nos avaliar, e talvez lançar o CD. - Falou meio triste.
- Que pena! - falei triste também.
- Mas... Eles disseram que acham que temos futuro! - falou ele sorrindo novamente.
- Que ótimo! - falei feliz também.
- E como andam as músicas?
- Vão bem, eu acho, temos nove agora!
- E eu ainda sou a sua inspiração?
- Sempre! - disse ele abrindo um sorriso fofo e piscou para mim enquanto pegava minha mão que estava em cima da mesa, e eu sorri também.
- Sr., vire-se para frente imediatamente! - disse a professora de biologia, Srta. Bristow, ela era bem legal perto da de matemática, mas me irritara ao interromper o meu momento mais fofo do dia.
Após eu chegar em casa fui assistir TV, terminar de ler o livro Crepúsculo que havia começado a ler na França. Jantei, fui ao computador, tomei banho e fui me deitar. Sexta-feira eu acordei cedo de novo, era o quinto dia de aula e eu não aguentava mais acordar cedo. Hoje eu só teria uma aula com , o horário da “querida”, “delicada” e “calma” da Joslaine, ou melhor, Srta. Maxwell.
Durante a aula me passou um bilhetinho e nele estava escrito:
, to com saudades de sair contigo, não deu para combinar essa semana porque minha mãe queria que todos nós ajudássemos na limpeza da casa! :( Mas por sorte acabamos ontem :) Vamos combinar um encontro duplo hoje? Eu e você, o e a e a e o ?:)
Finalmente íamos sair de novo, mal podia esperar, não escrevi nada só quando virei fiz que sim com a cabeça. Antes de me virar ele me entregou outro bilhetinho:
O filme pode ser ‘A proposta’? Eu ouvi falar que é muito bom, com a Sandra Bullock e o Ryan Reynolds, é comedia romântica! Vamos?
Peguei minha caneta que estava sobre a mesa e escrevi:
OK, vamos a que seção?
Ele respondeu:
Vamos às 19h30min, passo para te pegar às 19h.;)
Virei para trás e assenti.
Eram 18h30min quando comecei a me arrumar, coloquei uma mini saia, uma blusa de um ombro só, uma sapatilha, pequei também minha bolsa, e fiquei esperando .
Chegamos ao cinema às 19h15min compramos os ingressos e sentamos seis fileiras de trás para frente, mas o cinema tinha mais umas 17 fileiras à nossa frente.
- O filme vai começar! - falei para o que estava levantando o descanso de braço e me abraçando.
- Olha lá, o a se sentaram lá no fundo! - falou rindo, eu ri também, e e haviam se sentado lá na frente. O filme começou. Se passaram uns quinze minutos e começou a beijar meu pescoço...
- , para! - falei. - Vamos ver o filme!
- Ah não, você sabe que eu não te trouxe para cá para vermos o filme! - falou ele erguendo as sobrancelhas. - Olha lá atrás, bem que eles fazem, ah , para de ver esse filme! - falou ele apontando para e que estavam se agarrando lá atrás. -Vamos ! - falou ele no meu ouvido. Eu sorri.
- ! Assiste ao filme! - falei com uma voz fofa.
- Não dá! Como se esse filme fosse mais interessante que você! - ele falou no meu ouvido. E eu sorri sem graça de novo. -Ah , vai me dizer que esse filme é melhor que eu? - falou ele com uma carinha triste e muito fofa. Virei-me e dei um selinho nele. - Deu? – perguntei já sabendo a resposta.
–Não. - ele falou virando meu rosto para ele. Aproximou-se rápido até nossos lábios se colarem. Foi intensificando o beijo aos poucos, mordi seu lábio inferior, ele colocou a mão na minha cintura embaixo da minha blusa, e eu coloquei a mão nas suas costas por debaixo da blusa, ele foi me beijando no pescoço até chegar ao meu ombro nu, e colocou a mão nas minhas costas tentando abrir o feixe do meu sutiã.
– Ei, ! Aqui. - falei tirando sua mão de baixo da minha blusa e colocando-a na lateral de meu rosto.
– Ah! - falou triste. Eu ri e o beijei de novo.
- Ei, acabou o filme! - Ouvi falar para nós, mas não me largava.
- EI! - gritou bem alto.
- Ta, calma, já estamos indo! - falei rindo. se levantou e pegou minha mão e me levantei junto.
– E aí? O que acharam do filme? - perguntou para todos nós.
- Eu achei muito bom, e engraçado. - Disse .
– Claro que acharam! Vocês foram os únicos que viram o filme! - disse debochado e todos rimos. Entramos no carro de sete lugares, e foram na frente, logo , , eu e fomos atrás para conversarmos.
-Vamos combinar de irmos ao shopping amanhã? Assim a gente põe os assuntos em dia! - falou .
- Claro! - falei animada.
- Ótimo!
Eu e estávamos sentadas em uma cafeteria no segundo andar do shopping.
- Então... Como vão as coisas? – perguntei.
- Vão bem, ou melhor, ótimas! - disse empolgada.
- E esse ‘ótimo’ tem a ver com o ? - falei erguendo as sobrancelhas.
- Aham! Ele me pediu em namoro! - falou ela super animada.
- Ah! - falei sorrindo, me sentindo feliz por ela. - Mas eu pensei que vocês já estavam namorando sério há tempos, pois ele até te levou para Paris e... - fiz uma pausa para pensar no que falar, mas me interrompeu.
- É, eu sei, só que o não é muito de se comprometer sabe?
- Hum... Mas enfim, quando ele te pediu em namoro?
- Ontem, depois do cinema, a gente foi até um restaurante lembra? Foi lá!
- Que lindo! Parabéns! - Falei abraçando-a.
- É, mas chega de falar de mim, como vão as coisas entre você e o ?
- Tudo na mesma!
- Não combinaram mais nada?
- Ah, sim, amanhã à noite eu vou tomar banho de piscina na casa dele!
- E os pais dele não vão estar lá?
Balancei a cabeça negativamente.
– Eles e o vão jantar na casa da eu não sei! - continuei.
- Eu sei! O vai sair com a namorada dele! - disse ela cantando apontando para si mesma. E eu ri. - E o que nós estamos fazendo paradas aqui? - falou ela do nada.
- Hã? - perguntei em dúvida.
- Vamos comprar um biquíni lindo para amanhã!- disse ela se levantando da cadeira.
Pagamos o café e saímos da pequena cafeteria em direção á Macy’s, entramos, e ficamos uma hora e meia hora lá dentro escolhendo o biquíni perfeito para o dia seguinte e já aproveitou para escolher uma roupa linda para seu jantar com .
Já era domingo, estava na casa de , após colocar meu biquíni novo abri a grande porta de vidro que levava a piscina e saí correndo e pulei na piscina bem perto de onde estava, ele ainda não tinha entrado e fiz isso só para molhá-lo todo, de troco por aquele dia ele ter me atirado junto com ele.
- Acho que não era para você ter me atirado na piscina naquele dia! - falei brincando e rindo nadando de costas para o outro lado.
Ele abriu um sorriso lindo e depois se jogou na água.
- Ei! Vem cá, não foge, hein, ! - disse nadando em minha direção.
Parei na borda da piscina, pois não havia mais para onde ir, ele me encurralou com seus braços em volta do meu corpo, e se aproximou para me beijar...
- , já estamos indo! - disse sua mãe, mas parece que não ouviu, pois continuava com os lábios colados nos meus.
- ! - gritou ela.
- Que foi? Ah ta, até mais! - falou ele nem se virando direito para falar com ela.
- Tchau. - falou seu pai.
- ATÉ! - Gritou lá de trás, abrindo a porta.
Quando seus pais viraram as costas e os olhava e abanava se despedindo, aproveitei e saí da piscina subindo pela borda. Quando se virou eu estava quase em cima, mas ele segurou meu pé.
- solta, eu vou cair! - falei sacudindo o pé.
- Ta! Te pego ai em cima! - falou com uma cara de safado e eu ri saindo correndo, cuidando para não escorregar.
Ele saiu da piscina pela borda, eu corria rindo igual a uma criança, e ele corria atrás de mim.
- Te peguei! - disse ele me abraçando por trás e eu não conseguia parar de rir. Segundos depois: - Droga! Telefone. - falou me soltando para me deixar atender meu celular.
- Alô?!... Hum... Ta bom... Claro, às dez horas eu chego aí!... Ok!... Tchau. - desliguei o telefone. – Era a minha mãe, meus pais decidiram sair para jantar hoje à noite, vou ter que ficar em casa com a minha irmã porque ela não gosta de ficar sozinha em casa. - fiz uma careta.
Ele riu.
- Então...A gente só tem mais meia hora! - disse ele e eu fiz que sim com a cabeça.
- Vou juntar as minhas coisas, para dar tempo de dar mais um mergulho. - falei indo em direção à minha bolsa que estava em uma cadeira, ou pelo menos onde eu pretendia ir até sentir me puxar pela parte de baixo do meu biquíni.
- ! Me solta! - falei tentando tirar sua mão que ainda estava na calcinha de meu biquíni.
- Se você não vier aqui eu vou abaixar! - ameaçou ele fazendo uma carinha de safado e fofa ao mesmo tempo, então cedi e fui até ele.
- Nem pense nisso! - falei e ele riu. – Ta, estou aqui, pode soltar! - disse.
- Ta. - disse ele tirando a mão da parte de baixo do meu biquíni e me puxando pela cintura para perto dele e se aproximando. Podia sentir seu nariz tocando o meu quando...
- CHEGAMOS! - Gritou após abrir a porta.
- Droga! - disse ainda com o rosto perto de mim. Eu ri.
e estavam caminhando de mãos dadas em direção a nós...
- Oi gente! - disse .
- Oi! - falei tentando parecer animada, ao contrário de .
- O que vocês estão fazendo aqui? - falou ele secamente.
- É minha casa! - disse naturalmente vindo nos cumprimentar.
- E é minha ! - disse olhando me abraçar.
- Eu sei! E, ao contrário de vocês, eu sou comprometido! - disse caminhando até com os braços levantados bem abertos como se fosse abraçá-la. - Ah e, além disso, eu tenho a melhor namorada do mundo! - falou beijando a cabeça de , e eu e ríamos dele. Com certeza aquilo havia sido uma indireta para o , ficamos em silêncio por alguns poucos segundos, mas eu decidi cortá-lo.
- Bom, eu tenho que ir! - falei andando até minha bolsa novamente.
- Ah, não! Só por que nós chegamos, se vocês quiserem a gente fica lá em cima e nem volta mais aqui! - disse apontando com o dedão e a mão fechada de costas para o segundo andar da casa.
- Não, não é por vocês, meus pais vão sair hoje à noite e eu tenho que ficar lá com a minha irmã.
- Bom a gente ia ficar lá em cima mesmo, mas... que pena não é ? - disse com uma cara debochada olhando para o irmão que ria. Sequei-me e vesti minha calça jeans e a blusa sem mesmo tomar um banho, não podia demorar para chegar em casa.
- , se você quiser o pode ficar lá com você, e ele não se importa se eles voltarem só às 4h ou 5h! - disse olhando para mim e depois olhou para e perguntou: - Não é?
- Cala a boca, !- disse me levando para a porta. E foi logo atrás...
- Que foi cara? Eu ‘to te ajudando, vai que da sorte deles passarem a noite fora.
- Rá rá! - ri ironicamente.
- Então ta, se você não quer minha ajuda eu e a vamos lá para cima.
- Ok! - disse . e subiram.
- Então, até mais. - falei e depois dei um selinho nele.
- Ainda não, não vou deixar você ir a pé até em casa sozinha a essa hora.
- Eu ia chamar um táxi. - falei sorrindo pensando “que fofo, ta preocupado comigo!”.
- Deixa que eu te levo! - disse ele pegando as chaves do carro e fechando a porta da casa.
– Ok! - disse. Entramos no carro, ligou o som e ficamos apenas ouvindo música até chegarmos ao meu apartamento, mas o silêncio que ficamos não era um silêncio constrangedor ou chato, estávamos apenas curtindo o momento.
- Chegamos. - disse ele ao estacionar na frente de meu apartamento.
Descemos do carro e foi comigo até a porta do elevador.
- Tem certeza de que não quer que eu fique aí? - disse erguendo as sobrancelhas.
Sorri
- Você sabe que não dá, tenho que dar atenção para a minha irmã. - falei.
- Mas... - disse ele procurando algum motivo, mas o interrompi.
– Só para ela! - falei dando ênfase na palavra ‘só’ e ele riu.
- Então ta. Até amanhã! - disse e logo em seguida me deu um beijo e foi embora.
- Até mais! - disse entrando no elevador. - Cheguei! - exclamei quando abri a porta do apartamento.
- Oi mana! Aluguei um DVD para assistirmos. - disse ela.
- Que DVD? - perguntei rezando para não ser nenhum que eu morresse de tédio tipo princesas alguma coisa, ou Barbie...
- Encantada! - ela disse animada.
- Ta, eu vou tomar um banho, vai colocando aí. - disse indo ao banheiro. Ah, até que Encantada era legalzinho, pelo menos era em pessoa, e eu já havia visto o filme.
Acabamos de ver o filme por volta de meia noite, jogamos um jogo que minha irmã insistiu demais para eu jogar com ela e uma da manhã nossos pais chegaram, e fui me deitar na cama, logo caindo no sono.
Estava na aula de matemática, quando a professora Maxwell anunciou que iria entregar os trabalhos avaliados que tínhamos feito na aula passada.
- Parabéns! - disse ela ao passar na minha carteira. Olhei minha prova e vi um dez. Fiquei muito feliz, pois ano passado não havia tirado nenhum dez em matemática. Mas tudo tinha um porém.
Ao sair da aula vi conversando com uma garota loira. Ela colocava a mão em seu ombro enquanto falava, e o ciúme começou a martelar, mas tentei ficar tranquila. Passei reto por eles para ir até a aula de inglês, e logo foi atrás de mim e colocou seu braço por trás e me beijou na bochecha.
- E aí, pronta para a aula de inglês? - disse ele.
- Sei lá! - respondi forçando o sorriso, a verdade era que eu estava com ciúmes, sim, daquela garota, ela era bonita e estava dando mole para o . E se ele caísse? O que eu mais queria naquela hora era perguntar quem era ela, mas não podia, não podia deixá-lo pensar que eu era muito ciumenta.
- Não ‘tá muito a fim de aula? - disse ele.
- Não ‘to não... - disse ainda não muito animada.
- Se anima , odeio te ver assim, quero ver você sorrindo. - disse ele quando se virou para mim antes de entrarmos na aula de inglês. Forcei o sorriso, eu ainda estava triste com a história da loira... - Ah não, eu quero aquele sorrindo lindo que você sempre dá e que eu amo. - disse ele se aproximando de mim. Ele estava chegando mais perto, podia sentir sua respiração, quando me lembrei da garota, ta, eu tinha que admitir que eu era um pouco ciumenta sim. Ta, na realidade até um pouco demais e decidi dizer:
- Para , agora não! - falei o empurrando de leve. – Vamos entrar, a aula já vai começar. - falei entrando na sala de aula quase cheia sobrando apenas duas carteiras lá no fundo. Sentei-me na da frente e se sentou na de trás, tentei aturar a aula numa boa, mas demorou muito a passar. Ao sair da sala ele veio me perguntar:
- , está tudo bem? - disse ele preocupado.
- Aham. - disse não muito convincente.
- Tem certeza? - perguntou com uma voz fofa.
- Tenho. - disse me despedindo dele e indo em direção a biblioteca para devolver o livro que havia pegado nas férias.
Quando estava indo para a aula de espanhol vi encostado num armário segurando a mão da garota loira e ainda por cima fazendo carinho em seu rosto, que descobri que se chamava Michele, como se estivesse pedindo alguma coisa, ou melhor, implorando. Ao se despedir dela deu um beijo em sua bochecha. Sim, foi ele quem deu. Passei a aula de espanhol inteira me perguntando quem era ela e se seria tão idiota a ponto de estar com nós duas ao mesmo tempo, mas no fundo mesmo, eu só estava completamente triste, magoada, enfim, arrasada.
Capítulo 5
Estava a caminho da aula de geografia e encontrei com na porta, fui me sentar e ele se sentou à minha frente; ficava me perguntado ‘Será que ele pensa que eu sou idiota?!’. Quando o professor Brandon, ou seja, o Sr. Stewart se virou para o quadro para escrever o dever de casa se virou para falar comigo.
- Tudo bem, minha princesa? - disse ao piscar o olho direito para mim. Ta legal, tinha que admitir que com essa eu tive que sorrir. Droga! Estava estragando meu plano de dar um gelo nele. Ele ficou me olhando por algum tempo e eu perguntei:
- O que foi?
- Nada... - disse ele.
- , vira para frente, tenho que prestar atenção na matéria! - falei delicadamente.
- Ta bom. - disse ao se virar de costas para mim.
Ao sair da aula, disse que queria dar uma volta comigo para conversamos, e eu acho que sabia sobre o que, ou quem era. Nos sentamos em um banco embaixo de uma árvore, estava muito sol naquele dia, o pátio não estava muito cheio e assim era melhor, pois com muita gente não me sentia à vontade para conversar.
- , eu sei que você não ‘ta bem comigo, mas eu não sei o que eu fiz, da para você me explicar? - disse ele segurando minha mão. Pensei ‘ainda bem que era isso, imagina se ele fosse terminar comigo por causa da Michele? Mas eu não sabia se falava sobre ela ou não, pois era este o motivo para eu estar brava com ele. Michele era o nome da garota loira que estava falando com ele, ou melhor, se jogando para cima dele.
- Ta, eu não queria te falar, mas... - eu ia continuar, mas ele me interrompeu.
- Está gostando de outra pessoa? - disse ele triste olhando para nossas mãos.
- Não, mas eu acho que você ‘tá! - disse olhando-o nos olhos.
- Eu não! - disse ele.
- , eu não sou idiota, eu vi você com a Michele! - falei ainda com o tom de voz normal.
- , pare com isso, me deixe ao menos explicar! - disse.
- Eu vi. Ninguém me contou, ou você vai me dizer que não era você ali com ela? - disse segurando algumas lágrimas que insistiam em sair.
- A Michele, ela é líder do grupo de estudos, e eu ‘to me saindo muito mal em química, e então fui falar com ela para ver se tinha uma vaga para mim no grupo! – disse ele.
- É que eu te vi falar com ela, eu vi, mas vi também você segurando a mão dela e fazendo carinho em seu rosto! - falei me controlando.
- , não é nada disso. - disse ele fazendo carinho na minha mão.
- Então o que é? - disse perplexa por ele ainda insistir em mentir para mim.
- , você tem que confiar em mim! - disse ele um pouco bravo.
- Eu confiava, mas até onde eu sei, para entrar em um grupo de estudos não precisa dar em cima da líder! - disse deixando uma lágrima escapar.
- , você não sabe o que está falando! - falou ele bravo.
- Pare , eu não quero saber! - falei me levantando do banco.
- , espera! - disse ele me puxando pela mão.
- , para de mentir para mim! Ou você vai dizer que não estava dando em cima dela? - falei puxando minha mão e ele ficou parado olhando para o chão calado. - Foi o que eu pensei! - falei saindo.
- , deixa eu te explicar!- falou, mas eu já estava meio longe e o que eu menos queria era me chatear mais. Eu ainda tinha a aula de biologia para enfrentar, mas, dessa vez, não se sentou na minha frente, acho que assim era melhor. Segurei o choro durante toda a aula, mas, na volta à minha casa que, por milagre, minha mãe fora me buscar, já que havia ligado para ela no intervalo pedindo-a, pois estava muito triste. Óbvio que não dissera a ela o porquê.
Dentro do carro decidi me sentar atrás, pois não sabia se ia aguentar o choro e não queria que ela me visse chorando, e não aguentei mesmo, comecei a chorar quando começou a tocar a musica da Ashley Tisdale na radio.
[Unlove you – Ashley Tisdale]
I fell in a perfect way
[Eu caí de uma forma perfeita]
Never had a choice to make
[Nunca tive uma escolha a fazer]
Crashed into your tidal wave
[Quebrei na sua tsunami]
I didn't even struggle
[Eu nem sequer lutei]
Sailed right through your atmosphere
[Naveguei na sua atmosfera]
Closed my eyes and landed here
[Fechei meus olhos e aterrissei aqui]
I didn't see the trouble
[Não vi nenhum problema]
And I didn't care
[E não liguei]
I can’t unlove you
[Eu não posso deixar de amar você]
Can’t do that
[Não posso fazer isso]
No matter how I try I’ll never turn my back on someone Who loves me too
[Não importa o quanto eu tente eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também]
I can do almost anything I have to
[Eu posso fazer quase tudo o que tenho que fazer]
But this one thing I cannot change
[But this one thing I cannot change]
I almost kind of like the pain
[Eu meio que gosto da dor]
Wear your tattoo like a stain
[Uso sua tatuagem como uma mancha]
It’ll take forever
[Isso vai levar uma eternidade]
To fade away
[Para desaparecer]
I can’t unlove you
[Eu não posso deixar de amar você]
Can’t do that
[Não posso fazer isso]
No matter how I try
[Não importa o quanto eu tente]
I’ll never turn my back on someone Who loves me too
[Eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também]
I can do almost anything I have to
[Eu posso fazer quase tudo o que tenho que fazer]
I can't unlove you
[Não posso deixar de amar você]
No, why would i want to oh
[Não, Por que eu iria querer isso?]
I can't unlove you
[Não posso deixar de amar você]
Can't do that
[Não posso fazer isso]
I'll never get through that
[Eu nunca passarei por isso]
Why would i want to
[Por que eu iria querer isso?]
There's always time for other dreams
[Há sempre tempo para outros sonhos]
Why must we erase these things
[Por que devemos apagar essas coisas?]
I can't unlove you
[Não posso deixar de amar você]
Can't do that
[Não posso fazer isso]
No matter how I try
[Não importa o quanto eu tente]
I'll never turn my back on someone who loves me tôo
[Eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também] But I can't unlove you
[Mas eu não posso deixar de amar você]
Get through that
[Passar por isso]
No matter how I try
[Não importa o quanto eu tente]
I'll never turn my back on someone who loved me too
[Eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também]
I can do almost anything I have to
[Eu posso fazer quase tudo o que tenho que fazer]
But I can't unlove you
[Mas eu não posso deixar de amar você]
Cada vez eu chorava mais. Quando cheguei em casa decidi chorar até não aguentar mais, ou seja, chorei por uns 15 minutos e logo me cansei. Fui assistir televisão, mas qualquer coisa que eu via me lembrava o , então troquei de canal e estava passando um filme interessante até eu perceber que se passava em Paris, então troquei de canal de novo, até que parei na Warner Channel onde estava dando uma maratona de Friends.
Haviam se passado duas semanas que eu não falava com o , tentava de tudo para esquecê-lo, passara a semana programando coisas com minhas amigas, um dia com cada, e mesmo assim achava que já estavam enjoadas de mim, às vezes até saía com , ela era quem me entendia melhor, pois conhecia mais o , e eu adorava quando ela me contava o que o falava para o , que contava tudo para ela.
Mas naquele dia, eu sabia que não haveria escapatória, não teria nada para me distrair além de estudar química para o dia seguinte, então peguei meu livro e me joguei em cima da cama para lê-lo, mas logo me levantei, pois ouvi meu celular tocar. Fui até a escrivaninha onde ele estava e, ao ver o nome no visor, não acreditei, achei que estava com tantas saudades que estava ficando louca, mas atendi para verificar.
- Alô?! - disse meio em dúvida.
- Oi ! Olha, antes que você desligue o telefone na minha cara me escuta só um minutinho... - disse ele nervoso. – Eu preciso muito da sua ajuda, obrigado por atender ao telefone! - falou.
- Sem problemas, fala... - disse seca.
- Me ajuda a estudar química? Por favor, eu sei que você ‘tá chateada comigo, mesmo eu não tendo tido nem a chance de me explicar, mas agora você pode esquecer e me ajudar? - disse ele fazendo voz de criança.
- Eu não sei. - falei pensando.
- Por favor, não posso rodar nessa prova, se não eu rodo de trimestre, prometo que no próximo eu estudo mais! - falou ele.
- ‘Tá bom! - concordei indicando que não gostava da idéia.
- Obrigado mesmo , ‘to chegando ai, tchau! - disse.
- Até! - falei desligando o telefone.
15 minutos depois ele chegou, mesmo parecendo odiar a idéia, eu estava realmente adorando! Estava com muitas saudades dele.
- Oi! - disse ele entrando e me cumprimentando.
- Oi. - falei.
Entramos no meu quarto e fui pegar meu livro e meu caderno.
- Desculpa te incomodar, eu não teria pedido se não fosse extremamente necessário! - disse ele.
- Tudo bem, eu teria que estudar mesmo. Senta aí! - falei apontando para a cadeira da escrivaninha. Peguei outra cadeira e coloquei ao lado, expliquei a matéria para ele, e após uns quinze minutos explicando a primeira parte, falei: – Eu já volto. Vai fazendo esses exercícios. - apontei os três primeiros exercícios da página no livro de química e ele concordou. Fui até o banheiro e voltei ao meu quarto quando abri a porta estava falando no telefone.
- Eu sei... não, agora não da mais... Olha, tenho que desligar, tchau. - falou fechando seu celular.
- Fez os exercícios? - falei já sabendo a resposta.
- Só o primeiro e o segundo, o me ligou para incomodar, como sempre. - disse ele rindo.
- ‘Tá, então faz o terceiro, mas você está entendendo tudo? - falei esperando por um sim.
- ‘To, obrigado.
- Quantas vezes você vai agradecer? - sorri.
- Até você saber que você está, literalmente, salvando a minha vida. - falou e depois riu. Sorri.
– Só vou saber depois que você acabar os exercícios. - falei, ele sorriu e se virou, para continuar. - Ué, cadê a outra cadeira?! - falei erguendo as sobrancelhas.
- Ah, a sua mãe passou aqui e disse que ia precisar! - falou ele não muito convincente.
- , minha mãe nem ‘tá em casa! - falei e depois ri.
- Então a sua irmã? - perguntou e eu ri indo até a porta para pegar de novo a cadeira mas ele me puxou com um braço e me colocou no seu colo.
- , me deixa ir lá! - falei tentando me levantar.
- Ah não, assim é até melhor para você me explicar. – continuou. - E eu não tive todo o trabalho de levar a cadeira até o outro quarto para nada!
- Ta bom, mas acaba os exercícios! - falei por fim.
- Ta. - disse pegando meu iPod e colocando na rádio.
- , sem música! - falei.
- Mas isso me concentra. - disse com uma carinha fofa e desisti.
[You got nothing on me – Demi lovato]
(You got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
(you got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
(you got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
(you got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
Summer came and took me by surprise
[O verão veio e me pegou de surpresa]
The California sunshine in my eyes
[O sol da Califórnia nos meus olhos]
Driving with the top down
[Dirigindo com a parte superior para baixo]
We sing along
[Nós cantamos juntos]
To our favorite song
[A nossa música favorita]
Nothing could go wrong
[Nada poderia dar errado]
Laughing as we gazed under the moon
[Feliz como nós olhamos sob a lua]
You kissed me and it never felt too soon
[Você me beijou e nunca senti isso muito verdadeiro]
Hard to believe that anything
[Difícil de acreditar que alguma coisa]
Could tear us apart
[Poderia nos fazer chorar separadamente]
Then you break my heart
[Até você quebrar meu coração]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye (goodbye)
[Isso é um adeus (adeus)]
Caught you from the corner of my eye
[Vi você pelo canto de olho]
You smiled at a girl while passing by
[Você sorriu para uma garota enquanto passávamos]
Thought you had me fooled but you were wrong
[Pensou que tivesse me enganado, mas você estava errado]
I know what's going on
[Eu sei o que se passa,]
And it didn't take me long
[E não levou muito tempo]
It wasn't hard to read between the lines
[Não foi difícil ler nas entrelinhas]
The necklace in your car that wasn't mine
[O colar que estava no seu carro não era meu]
Nothing left for you to do or say
[Não há nada mais para você fazer ou dizer]
So I find my way
[Então eu encontro o meu caminho]
Now its too late
[Agora é tarde demais]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye
[Isso é um adeus]
Bye to broken promises
[Adeus às promessas quebradas]
Time to face your carelessness
[Hora de encara sua falta de cuidado]
Don’t bore me with apologies
[Não me aborreça com desculpas]
And come back crawling back on your knees
[E volte se arrastando nos seus joelhos]
You got nothin on me
[Você não tem nada sobre mim]
You got nothing on me
[Você não tem nada sobre mim]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye
[Isso é um adeus]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye
[Isso é um adeus]
Era meio estranho ouvirmos aquela música, pois tinha muito a ver conosco.
- Acabou? - perguntei a ele.
- Er... Não, ‘tava prestando atenção na música! - falou com cara de culpado.
- Viu, vamos desligar! - sem sair do colo dele peguei meu iPod e desliguei.
- Ta bom! - disse.
- Agora se concentra. - falei.
Ele acabou de fazer os exercícios, só havia errado o número um. Ensinei o resto da matéria e ele aprendeu tudinho. Era umas seis horas e estávamos sentados na cama, eu lia uma fórmula para ele decorar. Eu falei, e ele repetiu e logo disse:
- ‘Tá ficando tarde acho que eu já vou indo. - falou se levantando.
- ‘Tá bom, entendeu tudo? - falei para confirmar.
- Aham, você é a melhor professora do mundo! - falou ele sorrindo, e rindo também. - E a mais linda! - falou piscando e eu sorri de novo, droga! Não podia me deixar levar. Logo ele colocou a mão na minha cintura me puxando contra ele e se aproximou, mas eu virei o rosto para baixo.
- , não da mais ta?! Não quero brigar com você de novo. - falei calma ainda perto dele.
- Ta bom. - disse ele se afastando.
- Tchau. - falei.
- Até amanhã. - Após ele sair, fechei a porta e fui contar para o que havia acontecido.
No outro dia não falei com ele, nem no outro, e assim se passou mais uma semana tediosa. Ou nem tanto, já que tentava sempre estar atarefada com minhas amigas para não pensar nele, mas o motivo para eu não tê-lo esquecido ainda era que eu realmente gostava dele.
Quando estava saindo da aula de Química, no dia que havíamos recebido a prova, na qual eu havia tirado 9,7, veio e me abraçou pelas costas e falou em meu ouvido.
- , você é demais! - e eu sorri. Peguei suas mãos e tentei tirá-las do meu corpo, mas ele as pegou e me levantou e eu soltei um gritinho pelo susto. - , muito obrigada! - falou de frente para mim.
- Parece que alguém passou na prova! - falei sorrindo.
- Não, eu não só passei, tirei 9,5! – disse ele me abraçando de novo.
- Que ótimo! - disse.
- E você, quanto tirou?
- 9,7! - falei sorrindo, ele também sorriu.
- Ta, e agora, o que eu posso fazer para te recompensar? - perguntou.
- Não precisa fazer nada. - falei delicada.
- Precisa sim, você não faz idéia de como você me ajudou. - disse ele ainda com um sorriso no rosto.
- Ta, então... Faz o dever de biologia para mim? - perguntei esperançosa.
- Qualquer coisa para a minha princesa! - falou ele me abraçando de novo, e eu sorri.
- Ta bom então, até mais. – Me despedi.
- Ta, tchau. - falou indo para sua próxima aula que não era comigo.
Capítulo 6
- Oi , trouxe o dever de biologia! - falou me entregando duas folhas.
- Obrigada. - falei o abraçando.
- Mas, me diz uma coisa, você não gosta de biologia? - falou caminhando ao meu lado.
- Eu gosto, só que me estressa fazer esses temas. - falei, nós rimos. - , eu tenho que encontrar minhas amigas, até mais. - falei dobrando no corredor à direita.
- Ta, tchau! - disse ele seguindo reto.
Hoje era sábado, fazia um mês que eu não estava mais com , estava meio deprimida nesse dia, mas e falaram que iriam lá em casa porque tinham alguma coisa importante para falar comigo. Arrumei um pouco meu quarto, pois estava uma bagunça, me vesti, já que ainda estava de pijama, e já eram 2 da tarde. Eles já estavam perto de chegar.
Então escutei o toque da campainha.
- Oi, entrem! - os cumprimentei e fomos para o meu quarto.
- Temos coisas importantes para falar contigo! - disse com uma cara muito séria, mas depois riu.
- Sentem! - falei. se sentou na cadeira e, e eu, nos sentamos na cama.
- Ta, , eu sei que você não quer falar sobre isso, mas tem muita coisa que a gente não quer e tem que escutar. - disse .
- Deixe-me adivinhar? É sobre o ? - ironizei.
- É! - disse .
- Só escuta, o disse que tentou te explicar, mas você não queria ouvir então pensamos que se nós viéssemos você escutaria, então olha... O só ‘tava dando em cima da Michele porque ela não queria deixá-lo entrar no grupo, e ele precisava muito, e você sabe que às vezes ele é meio idiota! - disse . Eu ri.
- Vai me dizer agora também que não tem nenhum outro grupo de estudos para química naquele colégio?
- Na verdade não, eles se juntaram em um só grupo, o da Michele.
- Ta, mas ele poderia ter me avisado! - falei.
- Como eu disse, ele é idiota às vezes! - disse .
- Perdoa ele, por favor! - disse .
- Acho que não. - disse indecisa.
- Ah , ele ‘tá com muita saudade de você. - falou.
- Vou pensar! - falei.
- Bom, espero que você já tenha pensado até a festa da Beyoncé! - disse animada.
- O que tem essa festa? - perguntei.
- Tem que nós fomos convidados e vamos te levar junto, o vai também!
- Vocês foram convidados? - falei perplexa.
- Na verdade, meio que insistimos um pouco. - falou.
- Bom, é que a banda que tocaria lá cancelou na última hora, e a festa é amanhã, meio difícil arranjar outra, então nos oferecemos. Fizemos um teste lá e ela gostou das nossas músicas! - disse vibrando, e eu abri um sorriso enorme de felicidade por eles.
- Que ótimo! - falei animada.
- É! Você tem que ir! - disse .
- Acho que eu vou! Não perderia uma festa da Beyoncé! - falei animada.
- Então ta, a gente passa aqui às sete, amanhã! - falou .
Depois que acabou nossa conversa “séria” eles foram embora e eu fui ao shopping com duas amigas minhas para comprar um vestido para a festa. Entramos em várias lojas até encontrar um vestido perfeito, ficamos por volta de três horas só experimentando roupas.
O tempo passara rápido, já era domingo. Comecei a me arrumar às seis horas, quando eles chegaram me telefonaram e eu desci. Mas quando entrei no carro vi e na frente, e no segundo banco e lá atrás.
- Oi gente! - falei meio que forçando o sorriso.
- , senta ali atrás! - disse . Deu-me muita raiva dele nessa hora, mas me mantive tranquila e fui me sentar ao lado de , ou seja, lá atrás.
- Oi! - falei ao me sentar.
- Oi , ‘tava com saudades! - falou ele colocando o braço em volta de mim.
- É, eu também! - falei tirando seu braço de trás de mim.
- Então... ‘Tá ansiosa para a festa? - perguntou puxando um assunto.
- Claro! Meu Deus, vocês são muito sortudos! - falei.
- Por quê? - perguntou e depois continuou. - Ah, eu sei, é porque eu tenho a . - disse ele animado e pegou a mão dela, e todos nós rimos e corou.
- Ta, o que você ia dizer ? - perguntou .
- Porque vocês conseguiram ir à festa da Beyoncé! - disse super animada.
- Você também! - disse .
- É, a propósito, muito obrigada por me convidarem gente! - disse.
- Gente nada! - falou meio alto e eu o olhei com uma cara de dúvida.
- Por quê? - perguntei.
- Porque a idéia de te convidar foi minha. - falou e eu o olhei, espantada.
- Não, quem me convidou foi o e a . - rebati.
- E quem você acha que pediu para eles te convidarem? - falou e eu apenas ri e continuei:
- Er... Obrigada ! - falei sorrindo.
- De nada, agora quem me deve uma?! - falou e piscou o olho para mim, eu amava quando ele fazia isso.
- Eu! - falei revirando os olhos e ele riu.
Chegamos à festa e os garotos foram direto para o camarim se trocarem, e eu, e fomos nos sentar em uma mesa. Chegando à mesa:
- Então, qual é o nome da banda? - perguntei.
- McFly. - falou .
- Legal! - disse.
- Eles vão tocar dez músicas e depois são só nossos! - disse animada, e eu e rimos.
- Ou melhor, só de vocês. - corrigi.
- Nada a ver, até parece que o ainda não é caidinho por você. - disse e eu ri.
Durante a apresentação algumas lágrimas insistiam em cair quando eles tocaram a música que compôs para mim. Eles fecharam o pequeno show com uma música que eu não sabia o nome.
Quando eles chegaram à mesa e foram dançar assim como a , deixando e eu sozinhos.
- Er... Parabéns pelo show! - disse sincera.
- Obrigado. - falou. Mas não tive que me preocupar em puxar muito assunto, pois em seguida um garoto bonito veio me convidar para dançar.
- Convida uma gatinha para dançar! - falei sincera para , assim não me sentiria mal por ir dançar com aquele garoto. concordou e eu me levantei.
- Qual seu nome? - perguntou o garoto enquanto íamos para a pista de dança.
- , mas pode me chamar de . - falei.
- Prazer, eu sou o Jason. - disse.
- Prazer. - falei.
Dançamos durante várias músicas, mas por volta de meia noite ele falou:
- , eu vou ter que ir, tenho uma audiência amanhã às sete horas. - falou.
- Ok, boa sorte. - falei. Ele me deu um selinho e foi embora. Estava me direcionando para a mesa mesmo sabendo que ninguém estaria lá, quando senti alguém me cutucar no meio da pista de dança onde havia vários casais dançando. Hoje realmente era meu dia de sorte! Mas quando me virei para trás vi que era apenas , não que eu não quisesse dançar com ele, só não queria me magoar de novo.
- Quer dançar? - perguntou ele estendendo a mão para mim. Segurei a mão dele.
- O que você ta fazendo? - perguntei, enquanto ele me puxava para mais perto. Que estranho, eu podia jurar que ele já estava se divertindo com alguma garota por aí.
- ‘To convidando uma gatinha para dançar! - disse ele e abriu um sorriso lindo enquanto eu sorria sem graça.
- Er... Quando eu disse para você convidar uma gatinha para dançar eu não ‘tava me referindo a mim. - falei enquanto dançávamos.
- Eu sei, mas você é a única gatinha para mim. - falou ele.
Sorri sem graça.
- Eu te acho muito linda quando você fica sem graça. - disse ele no meu ouvido e eu sorri de novo. Eu amava quando era fofo comigo! A música acabou, mas continuamos dançando, pois começara a tocar:
[We’ll be a dream – We, The Kings ft. Demi Lovato]
Do you remember the nights we
[Você se lembra das noites que nós]
Stayed up, just laughing
[Ficavamos acordados, apenas rindo]
Smiling for hours at anything?
[Sorrindo durante horas por qualquer coisa?]
Remember the nights we
[Se lembra das noites que nós]
Drove around crazy in love?
[Dirigíamos pela cidade loucos de amor?]
When the lights go out
[Quando as luzes se apagarem]
We'll be safe and sound
[Nós estaremos salvos e seguros]
We'll take control of the world
[Nós tomaremos controle do mundo]
Like it’s all we have to hold onto
[Como se fosse tudo que nós temos pra nos segurarmos]
And we'll be a dream
[E nós seremos um sonho]
- Então, quem era aquele idiota que te deu um beijo? - falou ele não olhando diretamente nos meus olhos.
- O Jason... Por que, ‘tá com ciúmes?
- Não, agora que não estamos mais juntos, você pode ficar com quem quiser.
- É. - Falei.
Do you remember the nights we
[Você se lembra das noites que nós]
Made our way dreaming
[Fazíamos nossos caminhos sonhando]
Hoping of being someone big?
[Esperando sermos algum grande?]
We were so young then
[Nós éramos tão jovens]
We were too crazy in love
[Estávamos apaixonados demais]
When the lights go out
[Quando as luzes se apagarem]
We'll be safe and sound
[Nós estaremos salvos e seguros]
We'll take control of the world
[Nós tomaremos controle do mundo]
Like it’s all we have to hold onto
[Como se fosse tudo que nós temos pra nos segurarmos]
And we'll be a dream
[E nós seremos um sonho]
- Ta, eu fiquei com ciúmes. - confessou ele.
Eu sorri.
- Não precisa ficar, eu não ‘to gostando dele, quer dizer, eu nem o conheço direito. - falei.
Ele respirou fundo, mas não disse nada.
When the lights go out
[Quando as luzes se apagarem]
We'll be safe and sound
[Nós estaremos salvos e seguros]
We'll take control of the world
[Nós tomaremos controle do mundo]
Like it’s all we have to hold onto
[Como se fosse tudo que nós temos pra nos segurarmos]
And we'll be a dream
[E nós seremos um sonho]
- Bom, mas ele tem mais chance do que eu. - falou depois que a música acabou.
- Quem te disse? - falei e ele sorriu.
Fomos nos sentar e conversamos enquanto tocava a música ‘We Belong Together - Mariah Carey’:
- , eu sei que você não quer falar sobre isso, mas eu não consigo te esquecer! - disse ele.
- Não precisa, o me contou tudo.
- Então, você me perdoa?
- Claro, eu sei que não foi por mal.
Ele sorriu e foi se aproximando de mim, senti meu coração bater mais forte, pois sabia o quanto eu sentia falta dele, ele foi chegando mais perto e me beijou delicadamente e depois parou a uns dois centímetros da minha boca, ainda com a testa encostada na minha e sussurrou:
- Senti saudades.
- Eu também. - falei sorrindo, mas quando ele ia se aproximar para me beijar de novo, uma voz conhecida dizendo ‘oi’ nos interrompeu.
- Oi. -disse ao se levantar me puxando pela mão para eu me levantar também. Eu simplesmente não estava acreditando... Aquela era a Beyoncé!
- Qual seu nome? - perguntou a .
- , prazer. - disse.
- E você? - perguntou a mim.
- , muito prazer. - respondi.
- Prazer, bom eu só vim para parabenizá-los pelo show, não achei os outros integrante da banda, vocês avisam a eles?
- Claro, obrigado, isso significa muito. - disse .
- Que nada, ah… desculpe interromper.
- Imagina. - falei.
- Até mais. - disse ela.
- Tchau. - dissemos eu e enquanto ela desaparecia na multidão.
- A gente falou com a Beyoncé! - falei histérica abraçando , ele riu do meu entusiasmo.
Após uns cinco minutos , , e chegaram e falamos para eles do elogio da Beyoncé e todos ficaram muito felizes. Lá encontramos um amigo de que pediu carona, ainda bem que estávamos na camionete de sete lugares. O garoto se apresentou, ele se chamava Mike, nos colocamos nos seguintes lugares: foi dirigindo com ao seu lado, Mike ocupou um banco, insistiu para ir em seu colo, pois não haveria outro banco então ela acabou aceitando e e eu como sempre fomos lá atrás.
A viagem era meio longa, então encostei a cabeça para trás e dormi, quando acordei eu estava deitada no colo de , seu paletó preto estava sobre meus ombros, e ele acariciava meu braço. Vi que Mike já não estava mais lá, estava acordando , pois estava na hora dela descer.
- Acordou? - perguntou enquanto fazia carinho na minha cabeça e mexia em meu cabelo.
- Uhum. -fiz eu.
Levantei-me e encostei a cabeça em seu ombro, ele estava com uma mão atrás de mim. Uns cinco minutos depois eles me largaram em casa.
- Tchau . - disseram e .
- Até mais. - disse me beijando na bochecha.
- Até. - falei saindo do carro. Entrei no prédio, subi de elevador, abri a porta de casa, arrumei meu material para o dia seguinte e fui me deitar.
Capítulo 7
Após a escola combinamos de sair eu, , e em um bar no shopping...
- Pronta? – perguntou.
- Claro! – falei animada.
pigarreou.
- Que foi cara? – perguntou. - Nós também estamos prontos se ainda te interessa saber! - falou dando ênfase no ‘também’.
- Na verdade não me interessa tanto assim, mas vou dizer que sim para não complicar as coisas. – disse e todos nós rimos.
Chegando lá nos sentamos em uma mesa para quatro, de forma retangular, me sentei ao lado de e ao lado de .
- E aí? Contem as novidades, faz um tempinho que não saímos. – Falei tentando desembuchar de que ele havia pedido em namoro.
- Bom, nós compusemos umas músicas novas, e... Ah, eu tenho outra novidade. - falou , mas quando pensamos que ele falaria a novidade ele apenas soltou. – Quer dizer, eu e o .
Eu ia abrir a boca para falar “Conta!”, estava louca para ouvir nos contar sobre ele e , mas ela foi mais rápida.
- É boa ou ruim? - Perguntou ela.
- É ruim, mas não vamos contar agora. – disse fazendo suspense.
- Por quê? – Falei indignada.
- A gente conta outra hora, ta? Não queremos chatear o passeio. – Falou me dando um beijo na bochecha.
- Ok. – Falei.
- Ok, nada! – Falou nervosa.
- Calma, amor, eu te falo depois. - Disse .
- Ah não, fala agora, por favor! – Insistiu ela com uma carinha triste.
- Não, prometo que depois eu te falo. - Insistiu ele.
- Ah, então eu também tenho uma coisa para te falar, mas depois eu te falo. - falou ela.
- Não é terminar, é? - disse com um susto fingido.
- Cala a boca, ! Óbvio que não, eu nem tenho nada para falar. Só queria que você dissesse. - disse manhosa.
- Para tudo! - interrompeu.
- Que foi? - Os dois falaram juntos e eu ri.
- Amor, terminar?! - Falou . E todos nós rimos.
- A gente ‘tá namorando. - disse com a maior tranquilidade do mundo.
- E ninguém me conta mais nada agora? – Reclamou .
- A gente tenta, mas você nunca quer ouvir, a não ser que seja alguma coisa da . - Disse brincalhão como sempre.
- Cala a boca, cara! - falou .
- Então, o que vocês vão pedir? – perguntei tentando cortar o clima meio desagradável que se instalou.
- Ah... Eu quero milkshake de chocolate. – Disse fazendo cara de criança.
- Eu vou querer um café. - Falei.
- Dois. – Pediu .
- Para mim pode ser um... Ah, pode ser Milkshake também. – disse .
- Ok, já estarei de volta com os pedidos. – Disse o garçom educadamente.
Alguns minutos depois...
- Aqui está. - Falou o garçom.
- Obrigada. - Falei com um sorriso, e o garçom respondeu “de nada ” com um sorriso no rosto, e me olhou sério. Ah, eu me esqueci de mencionar que o garçom era lindo? Pois é, ele tinha cabelo curto, preto, olhos azuis, e deveria ter mais ou menos uns 20 anos, por aí...
- O que foi? - Perguntei a ele com uma vozinha inocente.
- O que foi!? Aquele idiota ‘tava te secando e você me pergunta o que foi? - Disse como se fosse óbvio.
- Ele só sorriu para mim. - Falei tentando me livrar daquela discussão idiota.
- Ah, é claro! - Ironizou.
- Bom a gente vai dar uma olhada naquela loja, vem ! - se apressou.
- Mas o que eu quero com aquela loja? - perguntou demonstrando sua pouca vontade de ir à loja.
- Vamos. - ordenou e ele acabou concordando.
Após eles saírem eu e ficamos quietos por alguns segundos.
- Ah , fala sério, não quero discutir por causa disso. - Me rendi.
- Ta, mas só se você admitir que ele ‘tava meio afim de você! - disse.
- Ele não ‘tava, ele só sorriu para mim! - Me defendi.
- É, só sorriu enquanto você ‘tava olhando. - continuou insistindo.
- Ai , que coisa ridícula! - Exclamei.
- Não é nada. Mas deveria saber que você não iria acreditar em mim. - Disse .
- Sério, para com isso, que ciúmes idiota! - Falei um pouco mais alto, mas com certeza não estávamos fazendo escândalo na cafeteria.
- Ciúmes? Não acredito que você acha que eu estou com ciúmes daquele cara! - Ele disse apontando para ele.
- Não aponte ! - Corrigi-o. – E, fala sério, vai dizer agora que não esta com ciúmes dele? - Falei como se fosse a pergunta mais óbvia do mundo.
- É. - Ele respondeu curto e seco.
- E por que todo esse escândalo? - Perguntei confusa.
- Não ‘to fazendo escândalo! - Ele se explicou.
- ‘Tá sim. - Falei me levantando.
- Onde você vai? - Perguntou.
- Vou embora, não quero ficar aqui discutindo. - Falei e saí andando até parar no balcão para pagar.
- Os seus outros dois amigos já pagaram a parte deles. - Disse o garçom bonitinho.
- Ah, ok. Aqui está a minha. - Falei colocando o dinheiro na bancada.
- , deixa que eu pago. - Falou atrás de mim.
- Que mudança de humor hein? - Brinquei, me devolveu o dinheiro e entregou o seu ao garçom.
- Obrigada. - Agradeci, e só se virou de costas e foi andando ao meu lado.
- Aonde você vai? - Perguntou.
- Para casa. - respondi secamente.
- Ah, qual é, ? Para de me tratar assim. - Falou.
- Eu? Agora a culpa é minha? É você que fica todo paranóico quando algum cara sorri para mim. – Falei e, quando terminei, uma garota loira se aproximou de nós.
- Oi , tudo bem? - Disse ela dando um beijo em sua bochecha.
- Tudo e contigo... Amy? - Ele perguntou, e eu só fiquei parada olhando.
- Tudo sim, escuta, me liga num dia desses ‘tá? Assim a gente pode se divertir de novo. - Falou ela flertando com ele. De novo?! Não acredito que o ficou com ela e nem me disse, ta, ta certo que a gente não namora e... ai, sei lá, só sei que eu ‘tava com ciúmes, mas pior ainda, não deve fazer tanto tempo que eles ficaram, e com certeza eu já conhecia o , já o conhecia há meses.
- É, eu to meio ocupado agora... - Disse ele enquanto eu vibrava mentalmente.
- Ah, tudo bem, então quando tiver um tempinho me liga. - Disse ela se despedindo. Ela nem olhou na minha cara, nem um segundo da curta conversa com o meu “namorado”.
- Olha, , eu tenho mesmo que ir, tchau. - falei.
- , espera aí. - Falou ele.
- O que foi? - Perguntei tentando esconder a tristeza e segurar as lágrimas.
- Não é o que você está pensando, juro. - Ele tentou se explicar fazendo gestos com as mãos.
- É sim, bom, mas não importa, a gente nem ‘tá junto para valer mesmo, então.. Vou lá. - Falei e saí andando até a porta da cafeteria e ele não foi atrás de mim.
Demorei um pouco a dormir nesse dia, sempre demorava quando estava triste, então coloquei os fones do meu iPod no ouvido e escutei uma música para me acalmar. Escutei “Breathe – Taylor Swift”, “Bubbly – Colbie Caillat” e caí no sono.
Cheguei à escola outro dia e nem sinal de . Assisti a todas as aulas, torcendo para que o tempo acabasse logo, mas parecia que cada vez mais os ponteiros no relógio pendurado na sala se moviam mais devagar. Fiquei pensando no que havia dito que teria que me contar, daí pensei se seria a história com a tal garota, mas então percebi que disse que também queria contar e contaria a e etc.. Então realmente achei que não era isso, mas não fazia diferença, não saberia mesmo...
Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto fazer os deveres de casa e essas coisas que – nós alunos - somos obrigados a fazer. Quando acabei resolvi ligar a televisão e ver o que estava passando. Fiquei uma hora e meia na frente da TV vendo Friends e vi a primeira parte do Gossip Girl e depois me cansei e fui ao computador um pouco ver quem tava online.
* MSN on *
_ diz:
E aí, ? O que acabou acontecendo aquele dia na cafeteria? ¬¬
_ diz:
Não aconteceu nada.
_ diz:
NADA, COMO ASSIM?! Ele se desculpou?
_ diz:
Não... :/
_ diz:
E como vocês estão?
_ diz:
Mal, acho que acabamos. ?
_ diz:
NÃO! É só uma fase de turbulências.
_ diz:
Não é não, eu não vou mais perdoá-lo.
_ diz:
Por que, o que ele fez?
_ diz:
Ele ficou com outra guria enquanto ele ‘tava COMIGO!
_ diz:
O QUE?! Mas vocês ‘tavam namorando sério?
_ diz:
Não... Mas ele fica todo bravinho quando qualquer cara sorri para mim, e eu não posso dizer nada se uma garota dá em cima dele?!
_ diz:
Eu sei, eu sei, vai ficar tudo bem. Ele ficou com ciúmes só isso.
_ diz:
Segundo ele, ele não ficou.
_ diz:
E você acha que ele vai admitir?
_ diz:
Ele já admitiu uma vez, naquela festa da Beyoncé.
_ diz:
Ah é, você me contou... Mas vai dar tudo certo...
_ diz:
Não vai não, ele é muito ciumento, , não dá para aguentar assim, quer dizer que ele pode e eu não? Ah, fala sério!
_ diz:
Sinto muito...
_ diz:
Ta, tudo bem... Vou ter que sair. Até mais !
_ diz:
Ok, beijos, tchau.
* MSN off *
Desliguei o computador, jantei, fiz mais algumas coisinhas e me deitei, para outro dia de aula na manhã seguinte, cedinho. Acordei e fui para o colégio e de novo nada de ver o ... É, e isso se repetiu pelos próximos três dias, não sabia o que estava acontecendo, só sabia que eu sentia falta dele, e muita. Não falara com nenhum daqueles dias, pois o celular dela não pegava, acabei saindo com minhas amigas pelo shopping e comprei umas roupinhas novas lá, fazia tempo que eu não comprava nada.
No outro dia pensei que veria no colégio de novo, mas ele ainda não estava lá, não sabia o que estava acontecendo, e estava muito curiosa, será que ele havia se mudado de escola, ou será que havia se mudado de cidade, ou pior, de estado? Esperava que não, mesmo tentando definir na minha cabeça o status da minha relação com , que estava em: acabados, não conseguia imaginar minha vida sem ele, quer dizer, ele não podia surgir assim de repente e desaparecer do nada, ele tinha me dizer se ele iria se mudar ou não?
Aliás, pensei que éramos amigos também... Quando cheguei em casa, estava esgotada de tantas dúvidas, já era o quarto dia que não aparecia na escola. Então entrei no meu quarto, fechei a porta, peguei meu celular, e decidi ligar para o e saber onde ele estava e se estava com , e se não estava doente nem nada, e, ah... Se ele iria voltar.
Capítulo 8
Selecionei a agenda do meu telefone e vi o número de , pensei um pouco e achei melhor ligar para ele do que para , sei lá, só para ver se ele estava bem e essas coisas... O celular chamava, chamava e não atendia, até que eu ouvi uma voz feminina do outro lado dizer:
– Oi.
- Alô? Quem é?
- Aqui é a Jennifer, quer falar com o ?
- Aham, pode passar para ele?
- É... Ele está um pouco ocupado agora, pode ligar mais tarde?
- Na verdade, esquece, mas obrigada mesmo assim. Tchau.
- Ok, tchau.
Desliguei o telefone me sentindo pior do que quando tinha ligado segundos atrás. Agora acho que foi muito idiota minha idéia de ligar para o ao invés de . Além disso, eu poderia ligar para o , ele era meu amigo, e esperava que ainda fosse...
Então, resolvi ligar para o .
- Alô?
- Oi ! Tudo bem?
- Oi , ‘tá tudo bem e aí?
- Tudo. Então, queria falar comigo?
- É, eu queria saber se o ‘tá bem, quer dizer, ele não ‘tá indo a aula, sei lá, ele podia estar doente, mas espero que não, e aonde você está?
- Ah, não, não, ‘tá tudo bem aqui, é que não deu tempo de te contar... Lembra? O que a gente ia te contar na cafeteria...
- Aham, o que tem?
- Bom, a nossa tia ‘tá doente e a gente veio passar uns dois meses aqui com ela em Honolulu, no Hawai, sabe?
- Ah, meu Deus, coitada!
- É, e a gente ‘tá num colégio aqui, por sinal, muito chato...
- E por que aqui em Nova York vocês não estudavam no mesmo colégio que eu e o ?
- Ah, a gente já estava adaptado lá e tudo mais, e o só foi para lá por causa de você e...
- Não foi nada, ele disse que era porque o ensino era melhor, tinha uma melhor estrutura e etc.
- Desculpa, mas isso não tem nada a ver...
- Tem sim... Então quando vocês voltarem para cá o vai continuar no colégio?
- É, ele não vai sair agora só porque vocês estão numa fase ruim!
- Não é fase ruim, , acabou!
- Ah é, então por que você ‘tá preocupada ligando para mim porque ele não foi à aula, hein?
- Hum... Porque… Porque.. Ah, é...
- Viu, ‘tá preocupada! - Disse ele e riu.
- Cala a boca, !
- Não, porque é verdade...
- Não, e mesmo se fosse ele ‘tá todo ocupado com uma Jennifer lá...
riu mais ainda.
- O que é que tem?
- Nada, ... - Disse ele, mas não completou, pois em seguida ouvi a voz de do outro lado da linha.
- Oi ! - Ele gritou.
- Oi ! – Gritei e em seguida ouvi um barulho de passos descendo as escadas.
- A ‘tá ai? - Falou no fundo.
- ‘Tá, da oi para ela! - Disse .
- Ela não quer falar comigo, muito menos eu com ela... Vou lá comer...
- Guloso! - Disse .
- Ah e , sobe e põe uma roupa, se a mamãe te ver só de cueca ela vai te matar, ainda mais aqui! - Gritou .
- Cala a boca, cara! - disse .
- Oi! Eu ainda ‘to aqui! - Falei.
- A gente sabe… - Disse .
- E aí, vocês tem alguma novidade? - Perguntei.
- É, mais ou menos, a gente conheceu um cara aqui, ele é de Nova York, e bom, a gente ‘tava precisando de um guitarrista e ele vai entrar na banda. - disse animado.
- Cara, vem me ajudar a pintar os cartazes da Mandy, ela ‘tá me matando. - Disse .
- Por que o não vai? Eu ‘to falando com a ! - perguntou.
- Porque ele ‘tá irritado, e ocupado... - explicou.
- ‘Tá, vou lá, , minha priminha de oito aninhos tem um trabalho escolar e quer que a gente ajude ela a pintar.
- Ok, até mais. - Falei.
- Tchau, ‘to com saudades. - disse.
- Também ‘to, beijos, tchau. - me despedi.
- Tchau. - se despediu e desligou o telefone.
Desliguei o telefone e me concentrei em fazer o dever de casa, após um longo tempo fazendo contas, peguei minha guitarra e comecei a me divertir... Após bastante tempo rateando, tomei um banho, jantei, assisti um pouco de televisão e fui dormir. Seria um longo mês, ou melhor, seriam dois longos meses...
Passou-se uma semana, quero dizer, uma longa, muito longa semana, não aguentava mais, eu precisava falar com , mas não podia simplesmente ligar para ele, eu tinha que me segurar, já tinha ligado para o semana passada, não podia ficar ligando toda hora, eu pareceria uma chata.
Então, decidi que iria ligar para alguma amiga, para sairmos, sei lá, irmos ao cinema, qualquer coisa que me detraísse. Fomos ao shopping, comprei uma blusinha linda, e tomamos um café na Starbucks na volta, depois ela seguiu para sua casa e eu para a minha. O outro dia de aula foi chato igual ao anterior, muitas matérias novas, deveres de casa e coisas que ninguém gostava, e nem tive aula da minha matéria favorita! Esse troço de ir à aula sem o estava cada vez mais chato.
Tinha prova de Geografia no dia seguinte, então me sentei, abri meu livro e comecei a estudar, ainda bem que eu adorava essa matéria, senão seria um inferno, passei meia hora estudando e depois me cansei e fui assistir a um filme que tinha alugado para me distrair, o nome do filme era Picture this. Era um filme bem legal. Após ver a esse filme me deitei e li meu livro It girl 5 - já havia lido o primeiro, segundo, terceiro e o quarto, eu amava aquele livro – após uns 3 capítulos caí no sono.
E mais uma semana se passou...
É, só faltava um mês e duas semanas para o voltar, mas mesmo que voltasse, será que nós iríamos. Voltar, quer dizer. Bom, pelo menos ele estaria aqui...
Já estava cansada da minha rotina monótona, então resolvi sair com a , liguei para ela e combinamos de ver algum filme no cinema com a também, já que nenhuma delas viajara com os garotos. Fomos ver Valentine’s Day.
- Então, vocês acham que esse filme é bom? - Perguntou meio em dúvida.
- Acho que sim, vimos a sinopse na internet... - Falei pretendendo falar a sinopse, mas foi mais rápida.
- Ah, você descobre quando ver o filme! - Disse .
- Tá, mas diz algo sobre o filme. - insistiu.
- Ok. Hum... É com a Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Jessica Alba, Taylor Lautner...- Eu ia continuar mas disse:
- Ok, deve ser bom! - E seguimos na fila para comprar os ingressos. Comprei uma pipoca pequena e um guaraná, tá, e um chocolate também, mas e daí? Precisava durar todo o filme! As garotas também compraram mais ou menos a mesma coisa.
- Então, onde nos sentamos? - perguntou enquanto passávamos pela porta do cinema.
- Bom, já que os garotos não estão aqui, vamos sentar do meio para frente! - Disse .
- Eu ia sentar do meio para frente de qualquer jeito! - Falei dando de ombros.
- Ah, desculpa , eu tinha esquecido... - Disse .
- Tudo bem, vamos. - Falei e fomos em direção as cadeiras do meio. Então começaram aqueles comerciais chatos do início, alguns trailers até que eram bons, até motivava para vê-los, mas hoje não ‘tava com saco para ver nenhum, queria logo que o filme começasse.
Depois de muitos e muitos trailers o filme finalmente começou, queria prestar atenção, mas não dava! Eu não parava de pensar no , e isso já estava me irritando, eu só queria esquecer logo ele e ver o filme, mas eu não conseguia. Depois de uns 10 minutos tentando eu finalmente consegui me desligar total da vida e ver o filme, que por sinal, era lindo.
Ao sairmos do cinema perguntei às gurias.
- E aí? Gostaram do filme? - Perguntei.
- Foi perfeito! - disse sorrindo.
- Achei muito bom mesmo! - disse animada.
- E você? - quis saber.
- Eu amei! - Falei com entusiasmo.
- Vocês querem dar uma volta no shopping, e... talvez me ajudarem a escolher a roupa para o dia que o chegar? - disse super sorridente.
- Ok, nós ajudamos! - Disse.
- Então vamos às compras! - exclamou.
Entramos em várias lojas, mas para nada parecia ser perfeito o bastante – ou servir perfeitamente o bastante – para a chegada de , até que entramos na Victoria’s Secret e encontramos uma saia e uma blusinha perfeitas, segundo ela. também comprou um vestidinho para o mesmo evento, e eu, bom, eu comprei uma saia e uma blusa lindas, mas claro que não era pelo mesmo motivo, eu iria usá-las no aniversário do meu pai que estava chegando, e iríamos viajar para Punta Del Este, meu pai amava esse lugar, ficava no Uruguai, e era extremamente lindo. A temperatura era quente de dia e esfriava normalmente à noite, o que requeria um casaquinho, que eu também comprei.
Certo, eu era um pouco fraca nesse negócio de comprar roupas, mas o que tem? Eu só comprava quando achava que era preciso, e, na maioria das vezes, eu precisava sim. Mas não era de comprar qualquer coisa que eu não gostasse porque talvez eu pudesse precisar, eu só comprava o que eu realmente gostava. O que eu imaginava no meu guarda-roupa e me imaginava usando.
E elas não eram muito diferentes... ainda era mais preservada, ela não comprava tanta coisa, não que ela não pudesse, é que ela não curtia tanto isso de ficar em lojas o dia todo comprando coisas e mais coisas. Já eu e amávamos uma loja, um shopping e tudo que tivesse roupas, e coisas novas e diferentes, também gostava de lojas de instrumentos musicais e CDs e DVDs. Amava música e adorava ver as novidades nessas lojas, sempre tinha algum CD bom a venda ou algum lançamento em DVD.
- Vamos? - Perguntou .
- Ah, não. Vamos naquela outra loja ali, quero ver uns sapatos. - Disse .
- Ok, vamos então. - Concordei.
bufou, olhamos para ela e ela riu, dizendo:
- Ah gente! Vocês me conhecem, não curto tanto isso. - Falou.
- Ok, só mais essa e vamos embora, ok? - perguntou.
- Tá bom, mas andem logo! - cedeu.
Entramos na loja e comprou os pares que vira na vitrine e colocara na cabeça que precisava ter, e após isso pegamos um táxi na porta do shopping e fomos para casa. A primeira a ser largada em casa foi , pois sua casa era a mais perto do shopping, a seguir seria minha vez.
- Então, alguma novidade? - perguntou.
- Não, e você?
- Também não. Ei, o me disse que você ligou para ele.
- É, eu ‘tava com saudades. - Falei,
- Pois é, eu também estou, mas por que o , quero dizer, pensei que você sentiria mais saudades do ! - disse.
- E sinto. Mas eu liguei para o antes, e uma tal de Jennifer atendeu e disse que ele ‘tava ocupado, provavelmente ele disse para ela que não queria falar e ela deu uma desculpa, só para não pensar no pior. - Falei desanimada.
- Ah , fala sério! Você acha que ele ‘tava com ela?
- Óbvio! - Exclamei.
- Não ‘tava nada, ele ainda gosta de você, tenho certeza! - disse.
- Eu não teria tanta. - Falei. – Cheguei, até mais . - Falei saindo do táxi.
- Ok, te espero no dia que eles chegarem, você vai, não é? - perguntou.
- Até parece! - Falei e saí. – Até mais! - Me despedi. E ela acenou para mim de dentro do táxi e eu entrei no apartamento.
Ao chegar em casa me deparei com minha mãe a minha frente.
- Filha, um garoto te ligou, eu disse que era para ele te ligar mais tarde que você tinha saído com as suas amigas. - Minha mãe me disse. Fiquei super animada, logo pensei que poderia ser o , será que aquela Jennifer disse para ele que eu tinha ligado?
- Qual era o nome mãe? - Perguntei.
- , acho. - Disse minha mãe e eu quase dei um pulo.
- E o que exatamente ele disse? - perguntei tentando não demonstrar a animação crescendo dentro de mim.
- Ele pediu para falar contigo e eu disse que você havia saído então ele disse: Ok, eu ligo mais tarde. E eu disse Ok e me despedi.
- Ok, obrigada, vou para o meu quarto. - Falei.
- Não, não vai, a tua irmã alugou um filme, e ela quer que assistamos ao filme juntos! - Minha mãe explicou, falei que não era uma idéia tão boa assim pois eu já havia assistido a um filme hoje e poderia ser cansativo e tudo mais, mas ela insistiu e assistimos o filme assim que meu pai chegou em casa.
Eu não estava nem um pouco a fim de assistir a nada, mas tive que aguentar, quando o filme acabou fomos jantar, após o jantar subi para o meu quarto, para terminar meu dever de história. Abri meu caderno e comecei por onde havia parado, quando acabei era por volta de nove e meia da noite e eu ia dormir.
Eu estava cansada e teria aula no outro dia pela manhã. Fui ao banheiro fazer a higiene e tudo o mais, decidi tomar um banho antes de me deitar, pois amanhã queria dormir mais então queria acordar praticamente pronta. Após o banho, vesti o pijama, foi quando minha irmã bateu na porta.
- Que foi? - Falei.
- Só queria saber se você gostou do filme. - Perguntou.
- Sim, foi uma ótima escolha. - respondi sorrindo.
- Obrigada, er... Vou lá pôr o pijama. Boa noite. - Disse ao se virar de costas para mim e sair.
- Boa noite. - Falei ao vê-la saindo do quarto.
Eram quase dez horas, estava pronta para dormir, acho que nem pegaria o iPod hoje. Deitei-me na cama e ia dormir. Quando uma coisa aconteceu que me fez sorrir idiotamente.
Meu telefone tocou, só esperava que fosse quem eu pensava que era.
Capítulo 9
Peguei o celular e, de acordo como o nome na telinha, era o . Droga! Não que eu não quisesse falar com ele, não era isso. É que eu realmente precisava falar com , mesmo não fazendo idéia do que eu diria após o “oi, tudo bem” inicial.
- Alô? - Perguntei.
- Oi . - disse do outro lado da linha.
- Oi, ‘tá tudo bem aí?
- Tudo, tirando o fato de que tive que levar minha prima na pracinha hoje. - Eu ri.
- Não pode ter sido tão ruim assim! - Falei.
- Nem imagina. Ainda mais porque cada um de nós ‘tá meio que responsável em entreter uma prima, e o é o mais folgado.
- Por quê?
- Porque ele sempre diz que ‘tá ocupado escrevendo uma música e a gente tem que o deixar compor senão adeus as novas músicas, e quando ele não ‘tá escrevendo, ele sai, vai dar uma volta, e a gente se ferra.
- Coitadinho de vocês! Mandem-no trabalhar também!
- A gente tenta, mas ele sempre da uma desculpa e nos enrola.
- Hum...
- Então... a ‘tá bem?
- ‘Tá, por quê? Não está conseguindo falar com ela?
- Não, da última vez que a gente se falou ela disse que o celular dela tinha quebrado e eu só podia ligar pelo telefone, mas ela nunca ‘tá em casa, diz para ela que eu estou com saudades?
- Pode deixar!
- Ok, obrigado . Quer que eu também dê um recado para o ?
- Não.
- Tá, calma, não precisa ficar brava.
- Ok, até mais.
- Tá, vou dizer que você está com saudades dele, ok?
- Cala a boca, não vai dizer nada, senão eu não digo nada para a !
- Certo, vou ficar quieto, mas diz para ela, hein!
- Já falei que vou. Beijo, tchau.
- Tchau.
Então ele desligou o telefone. E lá se foram todas minhas expectativas de fazer as pazes com , porque de uma coisa eu sabia: eu não iria ligar para ele. Esperaria, até ele decidir me ligar e esquecer a tal de Jennifer. E tentando resolver meus problemas mentalmente, dormi.
Até que o tempo passou, mesmo parecendo passar cada vez mais devagar. Faltavam três semanas para eles chegarem, e eu ainda não fazia idéia do porque estava tão ansiosa se eu nem iria recebê-los ou ao menos falar com na escola no dia seguinte. Mas só queria vê-lo e abraçá-lo. Talvez. Mas provavelmente não.
Eu não entendia, por que ainda não havia me ligado desde aquele dia? Será que havia desistido? Ou simplesmente pensado que a resposta da minha mãe fora apenas uma desculpa para eu não atender? Será que ele ligaria de novo? Ou eu teria que ligar? Com certeza eu não ligaria. Nem pensar.
Estava entediada e decidi entrar no computador e ver quem estava online.
*MSN on*
_ diz:
Oi gente! E aí?
_ diz:
Tudo beleza e com você?
_ diz:
Comigo ‘tá tudo ótimo, então, novidades?
_ diz:
‘To bem, oi . Sim, tenho novidades para você!
_ diz:
Conta, conta...
_ diz:
Alguém mandou dizer que está com saudades e ‘tá de cara porque não consegue falar contigo!
_ diz:
Ahhhhhhhh! Quem?
_ diz:
Idiota, até eu sei quem é!
_ diz:
O !
_ diz:
Own *----* Que fofo! Diz que eu também estou?
_ diz:
Se ele me ligar de novo eu digo.
_ diz:
Haha... Liga você.
_ diz:
‘Tá com medo que ele atenda?
_ diz:
Não, mas...
_Maruqes diz:
Mas nada, liga para ele e diz o que a disse e já fala para o meu que eu ‘to com saudades dele.
_ diz:
Há! Eu sabia que tinha um motivo oculto! Por que você não liga para ele?
_ diz:
Porque não, eu quero que você ligue!
_ diz:
Liga, ! =)
_ diz:
NÃO!
_ diz:
LIGA!
_ diz:
NEM PENSAR, E SEM MAS...
_:
SIM! Por favor, eu fico te devendo uma.
_ diz:
O quê?
_ diz:
Eu... eu... eu posso...
_Maruqes diz:
Pode...
_ diz:
Espera, ‘to pensando.
_ diz:
‘Tá, esquece, eu ligo, mas não hoje, amanhã.
_ diz:
Ok, obrigada *-*
_ diz:
Muito obrigada !
- diz:
De nada. Mas se o atender... Eu juro que mato vocês ;)
_ diz:
Será até melhor se ele atender.
_ diz:
Aham...
_ diz:
‘Tá, eu duvido, se ele atender eu vou desligar na hora.
_ diz:
Vai nada! :D
_ diz:
Com certeza! Não faz isso!
_ diz:
‘Tá, chega de insistência por hoje, tenho que ir, beijos, bye.
_ diz:
Ok, beijos, até mais.
_Delease diz:
Beijo, tchau .
*MSN off*
Então desliguei o computador, e fiquei pensando se ligaria mesmo para o ... Não fazia idéia do que eu faria amanhã. Talvez eu ligasse para ele, quer dizer, para o , ou ... Ou se eu ligasse, talvez ele nem atendesse ao telefone. Pensando nisso fui dormir.
Acordei tarde demais no outro dia de manhã. Perdi o primeiro horário, e logo fui perguntar para minha amiga o que havia acontecido na aula. Ela disse que o professor havia marcado uma prova para amanhã, prova de química. Que saco! Aguentei os outros horários, mal podendo esperar a hora de chegar a casa, tomar um banho e... Estudar, fazer o quê?!
Após longas e cansativas horas de estudo fechei meu livro e organizei meu material para o dia seguinte. E resolvi ligar para o para avisar o que a havia pedido. Com um pouco de receio peguei o telefone e disquei o numero que havia usado para me ligar. Não sabia qual era o celular dele. Torcendo para que o não atendesse, apertei no botão ligar.
- Alô? - Perguntei.
- Oi, quem fala? - Perguntou a voz que eu menos queria ouvir naquele momento.
- , sou eu, a , eu posso falar como ?
- Er... Ah, oi , tudo bem?
- Tudo, e aí?
- Tudo bem, er... O ‘tá ocupado ajudando nossa priminha com o desenho de artes para o colégio, é importante?
- Er... Para a é...
- Eu posso dizer para ele, ou...
- Não, não, pode sim, diz para o que a também ‘tá com saudades e que a ‘tá com saudades do .
- Digo que a ‘tá com saudades do para o ? - Ele riu e eu também.
- Não, isso você diz para o ! - Falei ainda rindo.
- Ok, vou falar, mais alguma coisa?
- Er...Não, tenho que desligar, até mais.
- Tá bom, até mais.
Desliguei o telefone sentindo tipo um alívio, porque por mais que eu o evitasse eu queria muito mesmo falar com ele. E na verdade eu queria ter dito: , fala comigo, eu ‘to com saudades!
Estava se tornando horrível ter que evitá-lo, pois eu queria demais estar com ele, mas parece que tudo colaborava para não dar certo, estava muito difícil, e eu não estava aguentando mais isso. Eu queria muito abrir o jogo, mas acho que isso não adiantaria nada. Porque daí ele poderia pensar que ele podia andar com quem ele quisesse e que eu não ligava, contanto que ele estivesse comigo.
E eu ligava, quer dizer, não queria estar com ele sabendo que sempre que eu não estivesse do lado dele, outra garota poderia estar. Eu sei que eu tinha de confiar nele, mas acho que ele deveria me dar motivos para isso. Porque era difícil para mim, quer dizer, acho que nenhuma garota gostaria disso, eu tinha de me impor. Se ele quisesse ficar comigo, ele teria de ser honesto e confiável, e me contar a verdade sobre essa história da Amy.
Mas se eu pedisse para ele me contar ou dissesse a ele que eu estava com saudades, eu estaria me rendendo, e a culpa foi dele de ter ficado com uma garota enquanto estávamos juntos, não que fosse para valer, eu sei que não estávamos exatamente namorando, mas eu considerava como se estivéssemos, será que ele também considerava assim?
Pelo visto, não. Eu gostaria muito que ele pensasse assim, mas acho que ele nunca pensara. Mas se ele ficava bravo quando eu estava com outros garotos eu também tinha o direito, não é?
Capítulo 12
- Oi ! - Exclamei ao ver abrir a porta com um sorriso no rosto.
- ! ‘Tava com saudades! - Falou me abraçando forte.
- Eu também. - Falei o abraçando também.
- Oi gente! Já começou o ensaio? - perguntei ao entrar.
- Já, senta aí . - Falou .
- Oi ! - Disse ao tirar os olhos de sua guitarra.
- Oi ! - Falei simpática.
- Eu não sei se já o apresentamos para você, mas esse aqui é o . - Falou indicando o garoto ao seu lado.
- Prazer! - me levantei e fui em direção a ele, ele esticou a mão e eu a segurei cumprimentando-o.
- Prazer . - Falou.
- E aí, ! - Disse aparecendo de repente, acho que ele deveria estar no pátio antes de eu chegar. Ele chegou perto de mim e me abraçou.
- Oi . - Falei retribuindo o abraço.
- Que bom que você veio. - Falou ao me largar.
- É, ‘to louca para ver o ensaio... Vão começar? - Perguntei indo me sentar junto a e .
- Ok, , ‘tá com a música nova? - perguntou subindo no pequeno palco que havia na garagem e pegando o microfone central.
- Er... Não deu tempo de acabar, sorry dude.
- Tá, vamos ter que ensaiar com as velhas, ok? 1, 2, 3... - Ele disse, contou e começou a cantar. , que estava perdido ainda lá embaixo, subiu rapidamente e pegou seu microfone e começou a tocar sua guitarra.
- PARA TUDO! - Gritou lá de trás.
- O que foi agora? - Perguntou irritado.
- Calma cara, é só que eu tenho que ligar a guitarra. - Explicou .
- Por que o ‘tá tão irritadinho hoje? - Perguntei discretamente para .
- É a terceira vez que mandam parar a musica, e óbvio que o não aguenta mais. - Falou e eu ri da irritação do meu amigo.
- Vamos de novo? - perguntou .
- Ok, vamos ver se agora alguém não se esquece de ligar a guitarra, não é? - falou dando ênfase em alguém.
começou a cantar olhando diretamente para .
You should know what I feel
[Você deveria saber o que eu sinto]
Baby, I can tell you,
[Querida, eu posso te contar]
It’s so real.
[Isso é tão real]
Don’t have to be afraid
[Não sinta medo]
‘Cause no matter what we’re going through
[Porque não importa pelo que estejamos passando]
I’ll be there for you…
[Eu estarei lá por você]
Então e começaram a cantar o refrão juntos:
Just take my hand
[Apenas pegue minha mão]
And I’ll show you what I feel
[E eu vou te mostrar o que eu sinto]
Just forget about everything wrong I did
[Apenas esqueça todas as coisas erradas que eu fiz]
Please forgive me
[Por favor me perdoe]
‘Cause now,
[Porque agora,]
I promise I won’t lie
[Eu prometo que não vou mentir]
I knew it took me so long to realize
[Eu sei que levou muito tempo para eu perceber]
That I just wanna you to be mine
[Que eu só quero que você seja minha]
No segundo verso, cantou sozinho, ele olhava meio que para o chão e para sua guitarra e se concentrava na troca de acordes ao longo do segundo verso.
I know that I was such a fool,
[Eu sei que eu fui um idiota]
But girl, I can’t live without you…
[Mas garota eu não consigo viver sem você]
Don’t say you’ve forgotten me,
[Não me diga que você me esqueceu]
Don’t say you want it turn out like this
[Não me diga que você quer que isso tudo acabe assim]
‘Cause I know you still love me.
[Porque eu sei que você ainda me ama]
Ao cantar “Don’t say you want it to turn out like this” deu uma rápida olhada para mim, mas logo abaixou o olhar para sua guitarra, pois viu que eu o olhava cantando, a seguir e cantaram, juntos o refrão de novo:
Just take my hand
[Apenas pegue minha mão]
And I’ll show you what I feel
[E eu vou te mostrar o que eu sinto]
Just forget about everything wrong I did
[Apenas esqueça todas as coisas erradas que eu fiz]
Please forgive me
[Por favor me perdoe]
‘Cause now,
[Porque agora,]
I promise I won’t lie
[Eu prometo que não vou mentir]
I knew it took me so long to realize
[Eu sei que levou muito tempo para eu perceber]
That I just wanna you to be mine
[Que eu só quero que você seja minha]
Então cantou a bridge:
You say you’ll not forgive me,
[Você diz que você não irá me perdoar]
But I know you’ll do.
[Mas eu sei que você vai]
You say you don’t need me,
[Você diz que você não precisa de mim]
But you still love me too.
[Mas você ainda me ama também]
Just say the truth. Yeah, yeah...
[Apenas diga a verdade]
E então se juntou a ele e cantaram o ultimo refrão.
Just take my hand
[Apenas pegue minha mão]
And I’ll show you what I feel
[E eu vou te mostrar o que eu sinto]
Just forget about everything wrong I did
[Apenas esqueça todas as coisas erradas que eu fiz]
Please forgive me
[Por favor me perdoe]
‘Cause now,
[Porque agora,]
I promise I won’t lie
[Eu prometo que não vou mentir]
I knew it took me so long to realize
[Eu sei que levou muito tempo para eu perceber]
That I just wanna you to be mine
[Que eu só quero que você seja minha]
E, por fim, o final da música:
:
Don’t say you don’t need me,
[Não diga que você não precisa de mim]
Say the truth.
[Diga a verdade]
:
‘Cause baby, I’m still in love with you.
[Porque querida, Eu ainda sou apaixonado por você]
Ao acabarem de cantar disse:
- Isso! Ficou demais, o que acharam, lindas? – Falou olhando para nós, mas mais para .
- Eu gostei. Muito linda a música. - Disse .
- Amei demais, foi você que escreveu ? - Perguntou , já pensando que ele teria escrito para ela.
- Er... Não, mas quando eu toco penso em você. - Disse ao piscar o olho esquerdo à sua namorada, a qual sorriu.
- E você ? - perguntou atrás de .
- Eu gostei, achei fofa. - comentei.
- Foi o que escreveu! - Empurrou .
- É, lá na casa da nossa tia, no Havaí. - Falou .
- Bom, ficou ótima mesmo... - Falei.
- Obrigado. - Disse olhando para mim.
- E aí, vamos à outra? - Perguntou .
- Vamos, a gente ‘tá te devendo . - disse.
- É, próxima eu escrevo, pode deixar... - Disse .
- Sem problemas, vamos começar. - Disse . Pelo diálogo subentendi que ele havia composto essa também.
começou cantando de novo...
I know, It’s been hard,
[Eu sei, isso tem sido difícil]
But we can’t just start all over again,
[Mas nós não podemos apenas começar tudo de novo]
I won’t pretend,
[Eu não vou fingir]
That I still want you,
[Que eu ainda te quero]
But I gotta say, that I need a break,
[Mas eu tenho que dizer que preciso de um tempo]
To say to myself to do not stay
[Para dizer para mim mesmo que não vou ficar]
cantou o refrão sozinho desta vez:
If only you said you could trust me,
[Se apenas você pudesse confiar em mim]
I’d never say another dumb thing,
[Eu não diria nenhuma outra coisa idiota]
I’d be honest all the time,
[Eu seria honesto todo o tempo]
There wouldn’t be lies
[Não existiriam mentiras]
But now, I just realized,
[Mas agora, eu acabei de perceber]
What I should’ve seen,
[O que eu deveria ter visto]
Since the beginning,
[Desde o início]
That we’re not meant to be…
[Que nós não fomos destinados para ser]
começou o segundo verso e fez backing vocal...
I also know,
[Eu também sei]
That I can’t make you be mine,
[Que você não pode ser minha]
When we’re surrounded with problems all the time.
[Quando estamos rodeados de problemas todo o tempo]
I won’t apologize anymore,
[Eu não irei me desculpar mais]
If you don’t want me, get outta my life,
[Se você não me quer, saia da minha vida]
I forget what we’ve got.
[E esqueça tudo que tivemos]
‘Cause with this relationship,
[Pois com essa relação]
I won’t stand anymore.
[Eu não irei aguentar mais]
Comecei a pensar se alguma música havia sido para mim, se fosse, esperava que tenha sido a primeira, a segunda não era lá tão linda, quer dizer, não falava bem de alguém...
Então cantou o refrão de novo. Após eles cantarem a bridge houve outro refrão e o final que dizia:
:
It’s the end, I didn’t want it to be like this, but you chose, so it’s your turn to regret everything.
[É o fim, eu não queria que isso fosse assim, mas você que escolheu, então é sua vez de lamentar tudo.]
Acabou a música, e eu me levantei do sofá e fui diretamente ao banheiro.
- , aonde você vai? - perguntou ao descer do pequeno palco de ensaio.
- Vou ao banheiro, já volto. - Falei indiferente.
- Ok. - disse ele.
Então caminhei em direção ao banheiro e fechei a porta. Queria um tempo para pensar sozinha. Pensar no que havia acabado de ouvir. Será que não me queria mais? Não podia ser, quer dizer, há um dia ele estava pedindo para me explicar tudo. Eu não sabia o que sentir.
- Então, aonde vamos agora? - Perguntou .
- Não sei, acho que a gente poderia ir ao cinema... - disse .
- Pode ser. - Concordou .
- Vamos? - disse se levantando do sofá.
- Aham. - e eu concordamos ao nos levantarmos também.
Fomos todos no mesmo carro, mas antes de eu entrar disse que tinha que ir ao banheiro rapidinho, fui. E quando voltei falou que eu teria que ir atrás, fiz uma careta para ele e me sentei lá.
foi dirigindo com no banco ao seu lado.
- E agora? - Perguntou .
- Pois é, somos em cinco para ir em um banco para três. - Falei.
- Er, eu sei! A vai no meu colo! - Disse feliz.
- Tá, e a gente aperta. - disse .
- Ok. - Concordou .
entrou primeiro e sentou em seu colo e eu, e nos esprememos no carro.
- Todo mundo confortável? - Zoou antes de dar a partida.
- Não! - Respondemos eu, e .
- Eu ‘to! - Disse e riu.
- Só perguntei por perguntar mesmo, vamos lá? - falou.
- Rá, rá, óbvio, para você está bom aí, com o banco sobrando espaço. - Falei a .
- Não reclama , tem alguém me esmagando aqui! - Disse .
- Ah é?! - Falou .
- Não, eu ‘to brincando, meu amor. - Disse e rimos.
- Acho bom. - Falou .
- Vamos logo! – Falei.
- Vamos então. - Falou .
Andamos durante uns quinze segundos até eu saltar no banco.
- Ai! Sério, próxima vez eu vou em outro carro! - Falei.
- Calma , vem cá. - Disse me pegando e me colocando em cima de seu colo. -Pronto agora fica quietinha aí. - falou e colocou os braços em volta de mim.
- Bom, pelo menos agora eu tenho cinto de segurança. - Falei.
Após uns quatro minutos chegamos ao cinema.
- E aí, que filmes estão em cartaz agora? - perguntou , enquanto examinava a parede cheia de filmes em cartaz.
- Er... “Bastardos Inglórios” e “Julie e Julia”. - Falei.
- Ah, beleza, vamos no “Bastardos Inglórios”, claro! - Falou .
- Uau! Jurei que vocês iriam querer “Julie e Julia.” - Falou . E eu ri. - O que foi? - Perguntou.
- É que “Bastardos Inglórios” é com o Brad Pitt. - Falei.
- Não acredito! - Disse cruzando os braços.
- É melhor acreditar! - Disse .
- Vamos ao “Julie e Julia” então. - Disse com animação forçada.
- Por quê? - Perguntamos juntas.
- Eu não quero ficar ouvindo sobre o Brad Pitt depois do filme. - disse mal-humorado.
- Ah, fala sério . - Falou .
- Só para constar, vocês sabem que é filme de guerra e etc, não é? - Perguntou .
- Er, eu não sabia. - disse.
- Eu sabia, mas detesto esse tipo de filme. - Falei.
- Então por que você vai ver? - perguntou , depois se ligou e disse: - Ah é, tinha esquecido. - Ri da cara que ele fez.
- E aí? Qual vai ser? - Perguntou .
- Er... Eu acho que eu ainda prefiro “Julie e Julia”... - Falei meio indecisa.
- Ah, dispensando o Brad Pitt. - mexeu .
- Ah é, se o Brad Pitt fosse assistir a esse filme também eu já ‘tava lá, mas como não sou muito de filmes de guerra, quem vai comigo no “Julie e Julia”? - perguntei.
- Eu vou! - Disse .
- Er, eu acho que vou com as garotas... - disse.
- Oh, que dúvida! - Ironizou e todos nós rimos.
- Er, onde você vai ? - perguntou .
- Eu quero ir com as garotas e o ver “Julie e Julia”.
- Ok, vou também. - Falou .
- Er, então acho que a gente vai com vocês, não é? - Disse .
- Pois é, vamos lá. Além disso, vocês não poderiam ver “Bastardos Inglórios”, pois a censura é 18 anos!- Completou e riu. E todos soltamos um ‘Ah, tem razão.’ Ou ‘Ah é...’
Entramos na sala de cinema, e foram lá para trás, junto a e que se sentaram na última fileira, ou seja, uma atrás de e . Já eu, e , nos sentamos na décima fileira, pois o cinema era realmente bem grande, e queríamos nos sentar mais perto. Sentei entre os dois.
No meio do filme, quando me virei para o lado para ver como estavam os garotos, estava super concentrado no filme, e estava com a cabeça para trás dormindo. Será que ele tava achando o filme tão chato assim? Resolvi acordá-lo para perguntar.
- , acorda. - Falei meio baixo mexendo no ombro dele e nada, resolvi tentar de novo. - Acorda , a gente ‘tá no cinema! - Falei um pouco mais alto.
- Que foi? - Perguntou meio irritado.
- Desculpa, é que a gente ‘tá no cinema e você estava dormindo. O filme é tão chato assim? Se você quisesse eu poderia ter ido ao outro com você...
- Er, não, é que eu dormir mal mesmo essa noite, mas se eu soubesse que você iria comigo no outro se eu não quisesse vir aqui, por que a gente não ‘tá lá mesmo? - Disse e eu ri.
- Olha, desculpa te acordar, pode voltar a dormir se você quiser. - Falei.
- Não, sem problema mesmo.
- Ok. - Falei.
- E você, gostando do filme? - Ele perguntou.
- É legal, acho que você também gostaria se prestasse atenção. - Falei e ele sorriu.
- É, acho que sim. - Falou.
Após mai uns quinze minutos de filme, fui colocar meu braço no braço da cadeira. Ao colocar senti uma coisa lá.
- Ai, desculpa. - Falei ao sentir o braço de sobre o braço da cadeira.
- Quer pôr? - perguntou tirando seu braço de lá.
- Não, não precisa. - Falei.
- Olha, assim dá para os dois. - disse ele ao pegar minha mão e pôr meu braço em cima do dele.
- É... - Falei meio sem graça e voltei a prestar atenção no filme.
Após acabar o filme soltou minha mão e nos levantamos junto com e fomos à espera de , , e na saída do cinema.
Conversamos um pouco sobre o filme, depois fomos tomar um sorvete. Após tudo isso, entramos no carro de novo. Dessa vez me deixou ir na frente, enquanto dirigia, foi no colo de , assim como no de e foi ao lado deles.
Fui a primeira que eles largaram em casa, quando saí do carro, foi para o banco da frente. Acenei para eles. , , e acenaram para mim, e e gritaram “Tchau !”
Entrei em casa e meu pai me perguntou se eu já havia decidido se iria a Long Island com eles jogar golfe, mas a verdade é que eu havia me esquecido completamente disso, então falei que ainda estava pensando e ele pediu para eu decidir isso amanhã, pois sairíamos depois de amanhã.
N/a: Espero que estejam gostando *-*
Volte ao topo para comentar!
Fechar a janela para voltar ao POP
- . - era de noite quando ouvi minha mãe me acordar no meio de um sono no avião da American Airlines, indo de Nova York, a cidade em que morávamos, com destino a Paris, França. Meus pais adoravam viagens em família, a cada ano escolhíamos um lugar diferente. Meus pais já haviam ido a Paris duas vezes, já para mim e minha irmã era a primeira vez. Minha irmã tinha dez anos e eu tinha 16. Eu também adorava uma viagem, especialmente para lugares bonitos como Paris.
Ficaríamos lá por um mês, meu pai alugara um mini apartamento para nós. Não éramos da elite de Nova York, éramos classe média, morávamos em um bairro legal e tudo, mas não era aquele luxo de Manhattan.
Eu trabalhara meio turno na Barney’s, por quatro meses, para economizar dinheiro para gastar nesta viagem. Mas a melhor coisa de se trabalhar na Barney’s, era que havia desconto para funcionários! Eu nunca fui muito de comprar coisas desnecessariamente, mas, de vez em quando, uma roupa nova caía bem, ainda mais quando se ia para uma cidade cheia de garotos lindos.
- Filha, acorda! - ouvi minha mãe me alertar de novo. Perguntei:
- O que foi? Nós já chegamos? - ela balançou a cabeça positivamente. Eu estava meio tonta, já que havia sido recém acordada. Faltava apenas quinze minutos para aterrissarmos no aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, e de lá pegaríamos um táxi para nos levar ao apartamento.
E lá estávamos nós, na frente do edifício. Subimos pelo elevador até o sexto andar, e abrimos a porta. O apartamento tinha uma sala com um sofá de três lugares bege e uma poltrona marrom, uma televisão de 36 polegadas, a cozinha tinha móveis brancos e uma mesa no canto para fazermos as refeições, logo adiante tinha um corredor que dava para os quartos e o banheiro. Eu e minha irmã teríamos que dividir o quarto, mas havia espaço suficiente para nós duas. O apartamento era muito legal, mas eu mal podia esperar para sair dali e passear por Paris e hoje à noite iríamos a um restaurante chamado L´Arpège.
Chegamos ao restaurante, eram 21h00min. Sentamos em uma mesa perto da janela, pois a vista era linda. Pedimos a comida, e conversamos enquanto a esperávamos chegar. Já havia se passado meia hora, quando minha irmã começou a reclamar da demora então fui até o balcão perguntar se iria demorar muito, e então ouvi alguém me chamar. Virei para trás e vi um garoto que estava vindo em minha direção, mas eu não o reconhecia.
- ! – disse ele animado.
Eu não sabia o que fazer, porque não fazia a mínima idéia de onde eu o conhecia.
- , há quanto tempo! – disse ele, por enquanto, me abraçando.
- Oi. – falei meio em dúvida e acho que ele percebeu, pois em seguida disse:
- Lembra-se de mim? Estudávamos juntos! – falou ele erguendo a sobrancelha.
De repente me lembrei de quem ele era, seu nome era , mas todo mundo o chamava de . Nunca mais o vira depois da quarta série, não sabia se ele teria se mudado de cidade, ou apenas de escola...
- , agora me lembro de você! Nossa como você mudou! – Falei.
- Você também ‘tá um pouco diferente, ‘tá linda! – Ele falou piscando o olho direito.
- Obrigada, você também está ótimo! – falei com um sorriso sem graça.
- ,.. Posso te chamar assim? – perguntou passando a mão no cabelo.
- Claro. – falei sorrindo. Ele tinha um sorriso realmente lindo.
- Você já ouviu falar daquele bar que inaugurou há uma semana na Rue de Charenton ? - Ele perguntou brincando com suas chaves na bancada, logo depois olhou para mim e ergueu as sobrancelhas.
- Não, acabei de chegar hoje, e você já foi lá? - perguntei.
- Na verdade não, vou lá esta sexta para tocar algumas músicas.
- Você toca? – perguntei surpresa.
- Aham, eu e meus irmãos, aqueles caras que estão sentados na mesma mesa que eu. – falou, apontando a mesa onde ele estava sentado.
- Vocês tocam que tipo de música? – perguntei curiosa.
- Pop, Rock, eu e o somos vocalistas e o é guitarrista. – disse.
- Hum... Você só canta? – perguntei.
- Não, não... – disse ele sorrindo, depois ele continuou. - eu toco guitarra, piano e bateria também. – quando terminou fez uma carinha fofa.
- Que legal! - eu disse sorrindo.
- E você, toca alguma coisa? – perguntou ele.
- Sim, guitarra e piano. – falei sorrindo.
- Maneiro! – disse ele imitando meu gesto.
Eu sorri também, pois era impossível de se resistir aquele sorriso lindo.
- Eu ‘tava pensando...Você quer ver a gente tocar na sexta? – Ele perguntou olhando bem nos meus olhos.
- Uhum. Eu adoraria. – falei sorrindo.
- Ótimo, onde eu te pego? – ele perguntou.
Então dei o endereço do apartamento onde eu estava e em seguida minha irmã foi até mim, para me avisar que o jantar estava servido. Despedi-me de dando um beijo em sua bochecha e fui para nossa mesa jantar. Durante a janta tive que ouvir uns:
- Quem era aquele garoto? – ou:
– Você conhecia aquele menino? – ou até:
– O que vocês conversaram? -... Mas fazer o quê?
Já era sexta-feira à tarde quando decidi finalmente perguntar aos meus pais se eu poderia sair com . A semana havia passado rápido desde o dia que nos vimos, pois passamos todo o tempo visitando pontos turísticos e fazendo alguns passeios.
Estava na hora, respirei fundo e entrei na sala de estar encontrando meus pais assistindo televisão e minha irmã lendo um livro. Eu sabia que mesmo se eu começasse com um bom discurso, eu sabia que iria vacilar, pois nunca fora boa em ser convincente.
Ainda estava parada na porta, mas ninguém me olhava, todos estavam prestando a atenção em suas devidas atividades. Pensei um pouco e finalmente falei:
- Pai, mãe... Não se irritem ou falem qualquer coisa antes de eu terminar, ok? – falei tentando acalmá-los e a mim mesma também.
- Fala. - disse meu pai concentrado em mim e na TV ao mesmo tempo.
- OK. - Respirei fundo e continuei. – O me chamou para sair! – falei aliviada.
- E... – Minha mãe falou, me fazendo continuar.
- E eu quero saber se eu posso ir. – falei nervosa.
- Mas eu nem sei quem ele é direito, , não posso deixar minha filha sair com um garoto que ela mal conhece. – disse minha mãe, fazendo escândalo.
- Mas eu o conheço, nós estudávamos juntos, depois ele se mudou eu acho, sei lá. Não o vi mais, mas só sei que se o motivo é não conhecer, eu o conheço. - falei meio irritada, e por dentro implorando para que eles me liberassem.
- Nem sabemos nada sobre o garoto,... - ela ia continuar mas eu a interrompi.
- Vamos sair para nos conhecermos melhor! – eu disse quase tendo um ataque.
- Tá, eu desisto, mas só se nós o conhecermos primeiro! – meu pai falou derrotado.
- Ótimo. – eu disse sorrindo me sentindo quase vitoriosa.
Nesse meio tempo, nós escutamos a campainha tocar...
- Eu atendo. – disse animada.
Quando abri a porta vi parado na solteira, sorrindo.
- Oi . – Disse ele ainda sorrindo.
- Entra. – falei o cumprimentando.
- , muito prazer, eu sou o pai da . – Falou ele estendendo a mão, mas não muito empolgado.
- Prazer, Senhor . – Falou apertando a mão do meu pai.
- Então... Aonde você vai levar minha filha? – ele perguntou curioso.
- Vamos a um bar porque eu e meus irmãos vamos tocar...Mas o senhor pode ter certeza, eu vou cuidar muito bem dela. – disse tentando passar confiança ao meu pai e pareceu ter dado certo.
- Então ta, eu vou deixar, mas lembrem-se, sem bebidas, cigarro, ou qualquer coisa do tipo. - disse meu pai.
- Pode deixar, até mais tarde. – disse .
- Tchau pai. - disse, implorando que nós fossemos embora logo antes que ele nos parasse para fazer mais um comunicado idiota.
estacionou seu carro em uma vaga mais ou menos a duas quadras de distância do bar, pois não havia como ser mais perto. Saiu do carro, fez a volta e abriu a porta para mim e fomos caminhando em direção ao bar. Quando chegamos perto do bar, um homem abriu a porta e fez um gesto para nós entrarmos.
- , créditos a mim por ter conseguido esse show. – disse ele animado, quase gritando.
- Pois é, obrigado cara, mas eu ‘to meio nervoso. – disse não muito animado.
- Mas algum dia vocês teriam que se apresentar ao vivo. – disse o empresário.
- É o primeiro show de vocês? – perguntei.
- Sim, espero que você goste, porque com certeza vamos tentar fazer o máximo, mas tenho certeza de que a ansiedade vai vencer e vamos fazer alguma bobagem.– disse ele olhando para o chão.
- Claro que não, fiquem tranquilos!- Falei tentando encorajá-lo.
- A propósito, eu sou o Jake, muito prazer. – Disse ele estendendo a mão.
- Eu sou , prazer. – disse o cumprimentando.
- Vamos lá, entrem, o e o já estão lá dentro esperando por vocês. - disse Jake.
- Vamos. – disse ainda não muito animado.
- ! - gritou super animado.
- E aí cara! – disse apertando a mão de .
- Fala brother. – disse cumprimentando , depois ele continuou - ... Essa é a , minha namorada. – disse ele para mim.
- Prazer, eu sou a . – Eu disse a cumprimentando.
- Prazer. – disse.
- Vai se trocar cara! Não se preocupa, a gente fica aqui com a sua “amiga”. – fez ênfase em “amiga” e fez uma careta e foi se trocar.
Minutos depois os meninos estavam passando o som e eu e comentando sobre a banda, nós duas concordávamos que eles realmente tinham muito talento.
Após o Show ficamos sentados no bar conversando todos juntos e falamos sobre como eles haviam se saído no show, e começamos a viajar, ratear falando de sucesso mundial e outras coisas, mas eles realmente eram bons, não duvido que fariam muito sucesso.
Quando menos percebi se levantou e estendeu a mão me convidando para sentarmos em outro lugar, segurei sua mão e fomos até uma mesa do lado de fora onde havia menos barulho.
- Então... Por que viemos até aqui? – perguntei.
- Para nós conversarmos melhor. - Ele disse puxando a cadeira para eu me sentar.
- Hum... Fazia tempo que a gente não se falava, você se mudou de cidade? – perguntei.
- Não, só mudei de escola.
- Hum...
- Bom... É que nos mudamos da nossa casa para um apartamento, e ia ficar muito longe do meu antigo colégio, então tive que trocar.
- E essa escola é boa?
- É, mas eu ainda prefiro a de antes...
- Por quê?
- Tem uma estrutura melhor, eu também tinha bem mais amigos lá...
- Hum...
- Então, você gostou mesmo do show?
- Claro! Eu adorei, vocês são muito talentosos, mesmo.
- Obrigado... - ele fez uma pausa como se estivesse pensando e logo continuou. – Amanhã você quer ir ao Museu de Louvre comigo? Os meus irmãos não estão muito a fim de ir, porque eles já foram da última vez que eles vieram aqui, mas eu não fui.
- Claro! Será legal, eu também já fui lá, na verdade fui lá semana passada, mas é muito legal, eu adoraria ir de novo.
- Que bom, eu gosto muito da sua companhia. – disse ele sorrindo.
- Eu também gosto da sua. – falei sorrindo junto com ele.
Nos divertimos muito, conversamos, sorrimos, ele era muito engraçado às vezes. Ficamos por volta de uma hora e meia conversando e depois ficou tarde e me levou em casa, senão meu pai teria um ataque. A noite fora realmente maravilhosa, mas fiquei um pouco triste, pois não havia rolado nada de especial entre eu e o , e ficava me perguntando se ele tinha realmente gostado de mim!
Amanhecera no dia seguinte, mal podia esperar para me encontrar com o , eu não queria admitir nem para mim mesma, mas eu estava gostando muito dele.
Saí do meu quarto, fui me arrastando até a cozinha, pois eu estava muito cansada. Tomei meu café da manhã e depois fui para o banho, pois eu e minha família iríamos almoçar fora. Coloquei uma roupa não muito arrumada, pois não íamos a nenhum restaurante chique, e fiquei na sala assistindo TV enquanto os esperava se aprontarem.
Chegamos ao apartamento de novo por volta de 14h00min, não tínhamos demorado muito lá, e eu também não queria perder meu tempo parada lá conversando, enquanto eu poderia estar me arrumando para sair com o às quatro horas para o museu. Quando chegamos ao apartamento fui direto para o meu quarto me arrumar, desta vez eu já tinha pedido permissão para sair com o com antecedência, eu não podia ter um “não” como resposta, mas meus pais haviam gostado do . O fato de eu não voltar bêbada para casa ajudou muito.
Entrei no meu quarto e separei uma roupa para ir ao museu. Já eram 15h30min, e eu já estava pronta, meia hora depois apareceu lá em casa para me buscar e fomos ao museu. Eu estava muito animada, eu adorava sair com ele, e ficava triste quando pensava que daqui a três semanas eu iria embora e não sei se o veria tão freqüentemente. Chegamos ao museu, entramos e começamos a olhar as coisas, acho que tínhamos conversado tanto ontem que eu não sabia mais o que falar, mas para a minha sorte ele começou a conversar.
- Novidades?
- Não, e você?
- Tudo velho.
- Hum...Como vão as coisas com a banda?
- Tudo ótimo, e escreveram uma música para a banda hoje de manhã, só me sinto um pouco mal porque eu acho que eu ‘to tendo um bloqueio criativo.
- Desde quando?
- Um mês, eu acho.
- Ah, daqui a pouco você já tem uma ideia incrível para outra música, igual aquela que vocês tocaram de abertura.
- Como você sabe que fui eu que escrevi?
- A me disse.
- E você gostou?
- Amei, foi, com certeza, a melhor de todas.
Ele sorriu.
Ficamos falando sobre as artes que tinham no museu por várias horas, eram oito da noite quando saímos de lá, e me convidou para tomar um sorvete na Berthillon, e eu aceitei. Fomos até lá de carro.
- Que sorvete você vai querer? – perguntou enquanto abria a carteira.
- Ah não, de jeito nenhum, eu pago o meu! - falei.
- Nem pensar, , deixa comigo. – disse ele olhando para mim.
- Não , eu trouxe dinheiro. - falei insistindo, mas sabia que eu perderia.
- Eu insisto. - disse ele fazendo uma cara séria, mas fofa e eu não resisti.
- Ta bem. – eu falei derrotada.
- Qual você quer? – perguntou olhando para o cartaz onde tinham os sabores.
- Chocolate! - falei fazendo cara de criança.
- Eu também. - ele disse fazendo a mesma carinha, e nós dois rimos.
Comemos o sorvete e foi me levar em casa, me despedi dele, e fui para a cama, pois eu estava muito cansada. Dormi pensando que não o veria mais, pois não havíamos combinado de nos encontrarmos novamente, mas estava tão cansada que nem deu tempo de pensar muito que já havia caído no sono.
Capítulo 2
Já havia se passado quatro dias e nem sinal do , eu estava visitando a catedral de Notre-Dame quando ouvi meu celular vibrar em meu bolso.
- Alô? – Falei sem saber quem era.
- Oi ! - Disse do outro lado da linha.
- , oi, tudo bem? – perguntei.
- Tudo ótimo, e contigo?
- Tudo bem!
- Faz um tempinho que a gente não se fala...
- Pois é!
- Eu não tive muito tempo porque estamos ensaiando muito para o próximo show!
- Hum,... - Eu ia continuar, mas ele falou, me interrompendo.
- Quer ir ao Champs-Elysées amanhã à noite?
- Claro! – falei pulando de alegria.
- Ótimo, te pego às sete, até mais.
- Ok, beijo, tchau.
- Tchau.
Desliguei o telefone e soltei um gritinho de alegria. Estava muito feliz, assim eu sabia que nossa relação não tinha acabado, mesmo que nunca tivesse uma relação realmente.
Era sexta-feira de manhã, acordei por volta de oito horas, pois iríamos cedo para o Museu d’Orsay, para podermos visitá-lo antes do almoço. Lá foi muito legal, mas eu não podia negar que eu estava o tempo todo pensando em como seria meu encontro com hoje à noite, não sei bem se seria um “encontro”, mas esperava que acabasse sendo.
Almoçamos e passeamos por Paris durante a tarde, e quando eram seis horas chegamos novamente ao apartamento.
Arrumei-me e fiquei esperando na sala enquanto lia o livro Crepúsculo.
me deu um toque no celular para eu descer, pois ele estava me esperando lá em baixo. Desci super animada, quando cheguei lá em baixo havia apenas e uma garota que estava junto com ele, mas eu não tinha visto e . Que droga, pensei que seria um encontro. Forcei o sorriso e cumprimentei todos, depois entramos no carro e durante a ida perguntei onde estavam e e disse que eles haviam ido jantar fora. e (O nome da garota que acompanhava ) estavam sentados na frente e eu e estávamos no banco de trás, quando percebi, ele estava com o braço por trás de mim, e eu deitei no ombro dele. estava com uma mão no volante e outra segurando a mão de .
Conversamos durante a ida, e começou a nos contar como havia conhecido , eles já estavam juntos há um ano, e ela tinha ido viajar com ele; também me contaram que a ida a Paris era só para eles terem prática de palco, pois eles realmente iniciariam a carreira quando chegassem à Nova York. Eu sorri comigo mesma aliviada, ou seja, eu não teria que me despedir de , continuaríamos a nos falar. Eu me empolguei e perguntei quanto tempo mais eles esperavam ficar em Paris e disse que daqui a um mês e meio eles já estariam de volta. Então, na verdade, eu só ficaria um mês sem vê-lo, porque eu ainda ficaria meio mês em Paris. Interrompendo meus cálculos, falou:
- Chegamos ao Champs-Elysées! – disse ele com sotaque francês e eu ri.
Saímos do carro, e quando entramos, disse:
- Eu e a vamos tomar alguma coisa vocês querem ir junto? - perguntou pegando na mão de .
- Não, eu e a vamos por ali, a gente se encontra daqui a duas horas aqui pode ser? – disse pegando na minha mão.
- Então ta, até mais. – disse indo para a esquerda.
Enquanto caminhávamos começamos a conversar sobre o colégio...
- E aí, como estão as coisas no colégio em Nova York? – Perguntou ele olhando para nossas mãos entrelaçadas.
- ‘Tá tudo ótimo, e você, anda estudando? – perguntei o olhando nos olhos.
- Uhum, mas não durante esse período, eu expliquei tudo ao colégio, mas mesmo assim eu estou perdendo matéria... Quando eu voltar vou fazer aulas particulares para recuperar tudo isso. Falou ele olhando para mim, depois continuou. – Você... tira notas altas? - Falou tentando puxar algum assunto.
- Sim! - respondi pensando em um assunto para falar depois, mas não precisou, pois em seguida paramos de caminhar e ele se virou para mim. Estávamos a uns 2 metros da porta de entrada de uma grande loja de roupas femininas. Ele se virou para mim e segurou as minhas duas mãos, enquanto as acariciava e disse:
- , tem sido ótimos esses dias que estamos passando juntos,e eu vou sentir muito a sua falta nesse mês que vamos ficar afastados. – disse ele olhando nos meus olhos. - Eu também vou sentir saudades! – falei olhando para ele.
- Alguém já te disse que você é muito bonita? – disse ele colocando meu cabelo atrás da orelha. Eu sorri sem graça. Ele piscou o olho direito para mim e depois foi chegando mais perto...
Ele colocou uma mão na minha cintura e a outra na lateral do meu rosto, e se aproximou mais, eu podia até sentir sua respiração, eu estava com as mãos em volta de seu pescoço, e a outra brincando com seu cabelo, ele foi me puxando para mais perto até nossos lábios se colarem. Ficamos um tempo assim, somente com os lábios encostados, e de repente, pediu passagem com sua língua, sua mão que estava na lateral do meu rosto foi indo até chegar a minha nuca, puxando um pouco meu cabelo e a mão que estava na minha cintura me apertava e puxava para mais perto dele. A cada segundo ele apertava um pouco mais me fazendo soltar um gemido baixo. Depois de uns 2 minutos desci minha mão até seu peito o empurrando de leve, partindo o beijo. Nossos narizes ficaram encostados e nós dois sorríamos e nos olhávamos nos olhos, em seguida ele olhou de volta para minha boca e fez menção de que ia voltar a me beijar, quando ouvimos nos chamar:
- , , nós vamos jantar, você querem ir junto? - perguntou com uma cara de descupla-interromper-mas-só-agora-que-eu-me-liguei.
- Vamos. - respondi sorrindo tentando disfarçar a vontade que eu tinha de matar o .
Jantamos, caminhamos um pouco e logo fomos embora, primeiro deixaram no hotel onde ela estava ficando, pois era mais perto, depois de uns quinze minutos chegamos ao meu apartamento, me despedi de dando um beijo em sua bochecha, saiu do carro para me deixar na porta do apartamento e subimos até o meu andar.
- Então ta, tchau . – disse me abraçando.
- Até mais. – falei enquanto ele me soltava. Mas ele não tirou a mão direita da minha cintura, me puxando para perto dele me dando um selinho demorado. Em seguida seu rosto estava bem perto do meu, eu sentia sua respiração batendo no meu rosto, íamos nos beijar novamente, mas achei melhor interromper.
- , é melhor eu ir. - falei o empurrando levemente pelo ombro.
- Ok! Até mais. - disse ele me dando um beijo na bochecha e entrando no elevador.
- Até! - respondi, mas acho que ele não ouviu, pois a porta do elevador já havia fechado.
Apertei a campainha.
- Filha, tudo bem? - minha mãe disse enquanto abria a porta.
- Oi mãe! Tudo e contigo? - respondi a abraçando.
- Tudo ótimo! Não faz muito barulho porque sua irmã já está dormindo. - Ok, eu também já vou dormir.
Dei boa noite aos meus pais, coloquei meu pijama e me deitei. Demorei um pouco a pegar no sono, pois estava muito feliz e animada com tudo aquilo, eu realmente gostava do .
Era domingo e meu aniversário. Acordei por volta de 9 da manhã, meus pais sabiam que eu amava dormir até tarde, então já que era meu aniversário eles nem haviam me acordado,mas de repente ouvi meu celular tocar, que droga, eu com certeza odiava que me acordassem de manhã...
- Alô?! – falei desanimada.
- Oi !– disse animado, pausou e depois continuou. – Te acordei dorminhoca? – disse ele, e eu soltei um “uhum” e sorri de leve. - Desculpa. – disse ele com uma voz fofa.
- Tudo bem, eu ia ter que acordar algum dia mesmo. – pensei, que resposta idiota, mas e daí, eu não tinha nada a dizer mesmo. Ele sorriu também.
- Ta a fim de ir à torre Eiffel hoje às quatro da tarde?
- Aham!
- Ok, passo aí hoje às três.
- Então ta. – falei.
- Até mais tarde, beijo, Tchau.
- Beijo.Tchau.
Depois que encerramos a ligação voltei a dormir, não estava tão preocupada por esquecer do meu aniversário, pois não lembrava exatamente se chegara a dizer para ele quando era, e mesmo assim acho que ele não se lembraria. Acabei acordando apenas às onze horas. Fui de pijamas até a sala de estar e só ouvi meus pais e minha irmã gritarem – Feliz Aniversário! - tão alto que quase estourou meus tímpanos. Vesti-me e fomos almoçar fora, e digamos que meus pais não “amaram” a idéia de passar meu aniversário com o quase o dia inteiro, mas eles não podiam dizer que não, eles não queriam me deixar triste logo hoje. Diverti-me com minha família até as 15h, quando me ligou dizendo que ele estava lá embaixo, me despedi da minha família e desci super feliz. Cheguei lá em baixo e vi seu carro estacionado e ele nele encostado com as mãos no bolso, me esperando.
- Oi . - eu disse lhe cumprimentando.
- E aí, ? – Disse ele.
- Tudo ótimo e contigo?
- Tudo bem.
Entramos no carro, ele foi dirigindo e eu fui no banco ao lado.
- Então, já voltou a escrever músicas?
- Ainda não...
- Hum...
- Hm...A gente ‘tá agendando um novo show nessa sexta-feira.
- Que ótimo!
- Você vai né? – disse ele.
- Se você quiser.
- Então eu quero.
Nós dois rimos.
- Chegamos.- disse ele enquanto abria a porta do carro.
Subimos até o último andar da torre Eiffel, tiramos muitas fotos juntos, comprei uma lembrança numa lojinha no primeiro andar da torre e quando saímos de lá já era noite. me convidou para darmos uma caminhada na praça que havia ali do lado...
- Você ‘tá com frio? – ele perguntou olhando para mim, enquanto eu tentava me aquecer, a temperatura estava fria, tinha esfriado muito em relação a como estava de tarde. Balancei a cabeça de um lado para o outro, querendo dizer mais ou menos. estava de manga curta e sem casaco. Uns segundos depois da minha resposta ele me puxou para perto dele e me abraçou enquanto caminhávamos, e fazia carinho no meu braço.
- Já ‘tá ficando tarde, é melhor a gente ir. - disse eu.
- Ta, vamos pegar o carro que eu te levo em casa.
Estávamos dentro do carro, quando eu me liguei que já deveríamos ter chegado em casa, eu me lembrava mais ou menos quantos minutos demorava, e perguntei:
- A gente já não deveria ter chegado em casa?
- A... - falou ele enquanto tirava sua mão direita do volante e pegava minha mão, depois continuou: - Tem razão, eu esqueci de te falar, tenho que passar no apartamento onde está para pegar uma coisa que ela pegou emprestado.
- Hum... - disse.
Descemos do carro e perguntamos à recepcionista qual era o andar dela, subimos até lá, apertamos a campainha, e abriu a porta.
- Por que ‘tá tudo escuro? – perguntou .
- Eu ‘tava dormindo, venham aqui que eu vou pegar o livro.- disse .
Ligando a porta à sala tinha um pequeno corredor. foi na frente seguida de e logo atrás eu, quando saí do pequeno corredor para a sala, as luzes se acederam e , e praticamente pularam em cima de mim gritando feliz aniversário.
Levei um baita susto na hora, mas logo me esqueci de tudo à minha volta quando vi abrindo os braços e dizendo: ‘Vem aqui.’, e me deu um abraço enquanto dizia feliz aniversário. Em seguida abracei todos os outros, e depois ficamos conversando e rindo...
Ficamos algum tempo conversando todos juntos, mas logo se separam garotas conversando de um lado e garotos do outro, estávamos conversando sobre roupas, marcas, perfumes de Paris, e eles... Bom, eles, eu não fazia idéia sobre o que conversavam.
Uma meia hora depois, senti alguém me cutucar nas costas, me virei para trás...
- , eu tenho uma coisa para você! – falou ele com aquele sorriso perfeito.
Ele tirou a mão de trás das costas e me entregou uma caixinha. Eu abri e era uma pulseira de ouro branco.
- , que linda, não precisava. – falei o abraçando. - Obrigada. - continuei.
- De nada. - disse ele.
e vieram até nós para se despedirem, pois já estava ficando tarde...
chamou para irem para a sacada, e fecharam a porta de vidro, deixando e eu sozinhos na sala. Estávamos sentados no sofá, e se sentou mais perto de mim.
- Pensei que você esqueceria o meu aniversário.
Ele sorriu, depois disse:
- Claro que eu não esqueci, eu prestei atenção quando você disse isso, naquele dia do show. – disse ele se virando mais para mim me encurralando no canto do sofá.
Sorri desviando o olhar de seus olhos. Seu cotovelo esquerdo estava encostado no sofá e sua mão apoiando sua cabeça, sua mão direita que estava na sua perna passou para a minha perna, uns segundos depois ele disse:
- Vou lá ver se o e a estão bem! - disse ele se levantando. - Óbvio que eles estão bem! – disse surpresa por ele pensar que eles estariam mal.
Ele riu. Abriu a porta em silêncio e gritou: ‘Sai cara!’. riu e fechou a porta.
- Estão bem. – disse ele se sentando mais perto de mim do que ele estava antes. - Como o tempo passa rápido, parece que foi ontem que eu te vi naquele restaurante e você nem se lembrava de mim. – disse ele colocando a mão na minha coxa e sorrindo olhando para o chão.
- Ei, não é justo, você nem me deu dez minutos para lembrar. – disse. Ele sorriu e foi chegando mais perto, nossos narizes se encostaram, e ele sorriu olhando para a minha boca e depois nossos lábios se encostaram. Ele mordeu meu lábio inferior de leve. Ficamos uns quatro minutos ali, mas nos interrompeu quando gritou:
- , para de beijar ela, a gente tem que ir.
- Está nos interrompendo. - disse olhando para bravo. - E você não nos interrompeu?
riu, e eu também, era muito engraçado, até riu um pouco.
- Vamos embora. - disse .
se levantou e estendeu a mão para mim. Levantei-me, mas ele não largou da minha mão, se despediu de lhe dando um selinho.
Fomos caminhando até o carro de mão dadas, foi dirigindo e eu e fomos atrás.
Desta vez, não subiu, me despedi de , e me deu um selinho.
Entrei em casa, e fui recebida com uma careta do meu pai, não tão agradável.
- Está atrasada. - Disse ele sem ao menos me dar um “oi”.
- Desculpa, eu não sabia que eles iam fazer uma festa surpresa para mim. - disse com uma carinha de inocente.
- , estávamos preocupados, você nem ao menos ligou para avisar, pensamos que não voltaria para casa.- Disse ele colocando a mão na cabeça se lamentando.
- Desculpa pai, cadê a mãe e a mana?- disse.
- Foram dormir, sua mãe estava preocupada, mas eu disse para ela dormir, e se você não chegasse eu iria a acordar.
- Ah.
- Não tem “Ah”, está de castigo, não vai mais sair com esses garotos aqui em Paris, só quando voltarmos à Nova York.
- Pai! - falei indignada, louca para gritar.
- Vá dormir .
Com uma cara triste, torcendo para que ele tivesse pena de mim e me tirasse o castigo, me virei e fui para o quarto. Mas não adiantou, ele não retirou meu castigo, que droga! Coloquei meu pijama e fui dormir.
Capítulo 3
Sexta-feira à tarde ouvi meu celular tocar, olhei na tela e aparecia um número desconhecido, já sabia que não era .
- Alô?!
- Oi ! – Disse do outro lado da linha.
- Oi, tudo bem?
- Sim e contigo?
- Tudo, menos pelo fato de eu estar de castigo, sem sair com o até acabar nossa viagem em Paris.
- Pois é, o está bem triste porque você não vai hoje!
Sorri.
- , tive uma idéia, teu pai disse que tu não podia sair com os meninos, mas comigo...
- Entendi, ótima idéia, vou falar que vou ao shopping hoje contigo, ele vai deixar.
- Ah não, não estou muito a fim de shopping! Vamos lá em casa!
- Então ta! Beijos, tchau.
- Beijo, tchau.
- Chegamos. - Disse quando entramos no seu apartamento.
- Vamos conversar aqui na sacada, aproveitar seus últimos dias em Paris!
- Está bem.
- , me espera ai que eu vou no banheiro, já volto.– disse ela enquanto saía da sacada.
Virei-me de frente para a rua e fiquei admirando a vista, já que o apartamento dela era bem alto, e tinha uma ótima vista da cidade. De repente senti alguém me abraçar por trás e me dar um beijo no pescoço:
- Oi. – disse .
- Oi. - Falei.
Ficamos um tempo parados ali, depois ele continuou beijando meu pescoço e em seguida me deu um beijo na bochecha...
- Senti saudades. - Disse ele enquanto me virava.
- Eu também... , hum... eu não posso te ver lembra?
- Então feche os olhos. - Disse ele enquanto se aproximava de mim para me beijar, colocou a mão atrás de minha cabeça me pressionando contra ele e uns 5 segundos depois chegou para avisar que sairia com .
- ! Falei que eu não podia sair com o ! - Falei.
- Ah, mas ele estava com saudades! - disse ela fazendo voz de criança.
Revirei os olhos.
- Ta eu já vou, quando saírem, e se saírem, fechem a porta. - Disse ela saindo da sacada , e logo ouvimos o barulho da porta batendo.
- E ai? Vamos dar uma volta?- perguntou ele enquanto pegava minha mão.
- Vamos! - Falei animada.
Saímos do apartamento e fomos caminhar numa praça que havia perto do apartamento de . Caminhamos durante uma hora enquanto conversávamos...
Estávamos parados na frente de meu apartamento.
- Então, até Nova York! - Falei com um ar de tristeza.
- Você não vai ao nosso show?
- Não posso, ‘to de castigo! Ainda bem que hoje pude te ver para nós nos despedirmos.
- Que pena! - Falou ele pegando minhas duas mãos e me empurrando para a parede.
- É!
- Então, até Nova York ! - falou ele se aproximando.
- Uhum, até! - Fiz menção de sair de dentro de seus braços para subir, mas ele não deixou, me segurou pela cintura e me deu um selinho demorado. Coloquei a mão em seu cabelo, ele me beijava como se nunca mais fôssemos nos ver de novo, me puxou para mais peto dele e mordeu meu lábio com um pouco de força que chegou a doer um pouquinho. Um tempo depois me soltou.
- Até mais! - falei triste, forçando um sorriso.
- Tchau. - Falou ele acenando.
Subi as escadas até chegar ao hall de entrada do apartamento, e depois peguei o elevador até meu andar.
O tempo passou muito devagar até o dia de irmos embora, a viagem até Nova York foi demorada e chata, a primeira viagem de avião até que era legal, mas depois a gente começa a se cansar. Chegamos ao aeroporto de Nova York eram 2 da madrugada, eu estava louca para dormir, e fazer o tempo voar até o voltar para cá.
Eu tinha apenas mais duas semanas de férias, depois eu voltaria para a escola, estava torcendo para que conseguisse trocar para minha escola, não tinha certeza se daria certo, mas esperava que seus pais o deixassem trocar de escola no meio do ano.
Já havia se passado uma semana, passou rápido até, combinei de ir ao shopping com algumas amigas, cinema e outras coisas, para me esquecer um pouco do e para o tempo passar mais rápido. Já era quarta-feira da última semana que eu passaria sem ver .
Estava voltando da minha aula de piano, na qual eu já havia voltado às aulas. Eu estava voltando a pé, quando começou a chuviscar. Comecei a apertar o passo, pois a chuva cada vez mais piorava, ouvi uma buzina e de repente levei um susto ao ver um táxi parar no acostamento da calçada. A porta de trás se abriu e chequei nos meus bolsos se havia dinheiro, e ao entrar vi ali dentro.
- Entra , vai pegar um resfriado. - falou ele pegando no meu braço e me puxando para dentro enquanto eu fechava a porta. Ele deu meu endereço ao taxista e mandou que me deixasse lá.
- , pensei que você só iria voltar de Paris na sexta.- falei.
- Voltamos ontem à noite por que não conseguimos agendar mais nenhum show.
- Que pena!
- Ta tudo bem! Já ensaiamos bastante, agora é tudo ou nada! - Disse , eu sorri.
- Obrigada por me tirar da chuva.
- Imagina! Como eu ia deixar você se molhar toda?!
Eu sorri. Ele colocou o braço em volta de mim e me puxou para perto dele, colocando a cabeça em seu ombro.
- Chegamos!- Disse o taxista.
Depois de me convencer a deixá-lo pagar o táxi, abri a porta para sair.
- Quer subir? - perguntei rezando por um sim, estava com muitas saudades.
- Não dá, tenho que compor uma música, vamos tentar gravar um CD, já temos seis músicas boas, umas quatro ruins a gente jogou fora. - falou ele aparentando estar triste por não poder ficar.
- Hum... Você pode compor aqui, meus pais não estão em casa agora, minha irmã ‘tá no colégio e... eu tenho um piano e um violão se você quiser! - falei cheia de esperança por dentro.
- Então ta, se eu não for te atrapalhar. - Falou ele enquanto saía do taxi.
Eu morava em um prédio de sete andares, com dois apartamentos por andar, o meu era no último andar, tinha uma cobertura, com uma piscina.
- , os instrumentos estão aqui. - falei após abrir a porta e apontei para a sala onde ficavam os instrumentos.
- Ok! - falou ele indo em direção a sala.
- Senta aí! - falei. Ele se sentou no sofá e pegou o violão.
- E então, o bloqueio acabou? - perguntei interessada.
- Na verdade espero que sim, pelo menos para uma música. Eu tive idéias para uma música nova durante o vôo de volta para cá. - falou ele sorrindo.
- Que bom! - falei realmente contente por ele. - Vou pegar um caderno para você anotar. - falei indo em direção ao meu quarto. - Aqui! - o entreguei o caderno. - , eu acabei de me lembrar que eu tenho que ler um livro para o início das aulas, mas você fica aqui, que eu vou ler aqui também, mas quando você acabar a música me mostra, ta? - falei.
- Ta bom, ah... e falando em escola, meus pais me deixaram voltar para a sua escola. - falou animado.
- Que ótimo! - falei abrindo um sorrisão.
Meia hora se passou sem nenhuma palavra, mas não era um silêncio desconfortável, pois cada um de nós estava ocupado com alguma coisa.
- Acabei! - falou sorrindo. - Vem cá ouvir!- bateu no espaço vazio do sofá ao seu lado. Levantei-me e sentei ao seu lado, ele me olhou e sorriu para mim, e depois voltou seus olhos para o violão e começou a tocar.
3 minutos depois...
- E ai o que você achou? – perguntou ele se aproximando de mim.
- É linda! - falei. Nossos narizes estavam encostados, colocou rapidamente o violão ao lado sem tirar seu rosto de perto do meu.
- Sabe como eu me inspirei para escrever essa música? - perguntou ele se aproximando mais e fechando os olhos. – Em você. - Após dizer isso ele se aproximou mais me dando um beijo, colocou sua mão na lateral do meu rosto, e foi intensificando o beijo aos poucos, depois de algum tempo nos separamos, sorrimos um para o outro e ficamos uns segundos nos olhando em silêncio.
- Meu telefone ‘ta tocando, só um segundo.
- Ok! - pensei que ele fosse sair dali para falar, mas ele continuou sentado.
- Alô. - Disse no telefone. – Ta bem, já to indo, ah, compus uma música nova! - disse ele animado no telefone. Depois disso ouvi a pessoa que estava do outro lado da linha gritar alguma coisa que não consegui identificar o que era. - Ok, tchau. - depois de dizer isso desligou o telefone. - Era o , ele quer que eu vá para casa agora porque eles conseguiram uma entrevista para ver se conseguimos fazer um contrato com a Hollywood Records! - Falou ele sorrindo, animado.
- Que ótimo! -Falei o abraçando. Quando eu ia largá-lo, ele falou: – Espera aí! Fica mais um pouquinho.
Sorri.
Nos levantamos e o levei até a porta.
- Boa sorte com a entrevista! - falei desejando que tudo desse certo.
- Obrigado, boa sorte com o livro! - Nós dois rimos.
- Até mais. - falei.
- Tchau.
Ele me deu um selinho e pegou o elevador. Fechei a porta e voltei a ler meu livro, quanto mais cedo eu acabasse, melhor! Eu gostava muito de ler, mas apenas livros interessantes, e geralmente esses que o colégio nos mandava ler não eram nada bons!
- Alô?! - atendi meu telefone enquanto almoçava.
- , celular na hora do almoço não! -Falou meu pai irritado.
- É importante, por favor! - falei implorando, pois já sabia que era .
- Não , fala que você liga mais tarde! - falou minha mãe para complementar o meu pai, como sempre.
- É rapidinho. - saí voando da mesa e fui para o meu quarto.
- Oi ! Desculpa, meus pais não queriam que eu atendesse no meio do almoço.
- Não, imagina! Desculpa eu te interromper no meio do almoço!
- Não, sem problema!
- , meus pais vão passar a tarde fora hoje, e e vão sair, e e eu estávamos pensando em convidar você e a para virem aqui em casa tomar banho de piscina, quer vir?
- Claro!
- Pode ser às 15h?
- Aham, ótimo, agora tenho que ir senão meus pais me matam! – ri comigo mesma.
- Então ta, beijo, tchau.
- Beijos, até mais!
Almocei, separei uma roupa para pôr após o banho de piscina e um biquíni. Fui de táxi até a casa do , pois era um pouco longe, e meus pais não poderiam me levar porque estavam trabalhando.
Apertei a campainha.
- Oi ! - Falou me abraçando, ele já estava só de calção.
- Oi! - falei.
- Entra aí! - falou ele estendendo a mão.
Ele abriu a porta de vidro que levava a um grande pátio com uma piscina no meio.
- Oi ! - falou já dentro da piscina com .
- E aí ! A gente sentiu saudade. - falou ele rindo.
- Também senti saudade de vocês! - falei. - Eu vou me trocar. - falei indo em direção ao banheiro. Abri a porta do banheiro e caminhei em direção a piscina.
- , onde eu deixo minhas roupas? - perguntei olhando para ele.
Ele ficou parado me analisando.
- , aqui em cima! - falei balançando a mão na frente de seu rosto.
Ele sorriu.
– Uau!- disse ele arqueando as sobrancelhas e me analisando de novo.
- Para ! - falei rindo.
De repente ele me pegou no colo tão rápido que pensei que fosse cair, então coloquei os braços em volta de seu pescoço e ele correu e pulou na piscina comigo junto e a única coisa que consegui fazer foi soltar um grito alto.
- ! - falei rindo. - A água está gelada!- falei ainda com os braços em volta dele.
riu. Tirei os braços de volta dele e o joguei água...
- Isso é por me atirar na piscina! - falei rindo, e atirei mais água nele.
- E isso é por você estar tão linda!- depois de dizer isso ele colocou a mão na minha nuca e outra na minha cintura e me puxou contra ele, me beijando, coloquei de volta os braços em volta do seu pescoço. Mas, para interromper, nos jogou água, muita água, enquanto dizia:
- Ei, a gente ‘tá aqui! - e ria fazendo rir também.
Depois de meia hora na piscina eu e fomos tomar banho de sol nas cadeiras ao lado...
- Olha lá , elas tão se bronzeando para ficarem bonitas para nós! - disse rindo. adorava fazer piadas e fazer todos rirem e por mais que fossem sem graça a gente ria, mas dessa vez não rimos.
- Cala a boca ! - disse sorrindo.
- Ah, , mas a não tem que se bronzear para ficar bonita para mim, ela já sabe que ela estará sempre linda! - falou ele enquanto saía da piscina e subia em cima de mim na cadeira, se sentando em cima de mim e virado para mim. Ele sempre me elogiava quando queria alguma coisa.
- , vamos sair, já ‘to meio cansado, eu vou tomar um banho no banheiro lá de cima ta? - disse estendendo a mão para se levantar.
- Ta, eu vou tomar aqui embaixo! - falou ela enquanto se levantava da cadeira.
E os dois saíram, estava com o braço em volta dela, e no meio do caminho a puxou e deu-lhe um selinho.
em seguida se aproximou de mim e me beijou colocando uma de suas mãos na minha cintura e outra no meu pescoço. Depois de um tempo beijando minha boca, ele me deu uns beijos no pescoço e outros no ombro, depois voltou a me beijar na boca, foi intensificando o beijo e deu uma mordida no meu lábio inferior, enquanto eu brincava com o seu cabelo e estava com outra mão no seu peito.
Um tempo depois fui tomar banho e também, depois fomos a uma sorveteria perto da casa deles, mais tarde fui para casa, dormi sabendo que no outro dia, infelizmente, começariam as aulas, mas a única coisa boa disso era que eu veria todos os dia.
Capítulo 4
Acordei às sete da manhã para me arrumar para a escola, eu era muito demorada de manhã. Coloquei meu uniforme, o qual era infelizmente obrigatório, menos na sexta-feira. O uniforme para as meninas era rígido e igual para todas, saia, meia-calça, sapatos pretos, blusa com o símbolo do colégio, blazer feminino se estivesse frio, o que não era o caso, pois estávamos voltando de um verão muito quente.
Me vesti, peguei o ônibus e cheguei ao colégio. Fui direto pegar meu horário, e mal podia esperar para ver se ficara em alguma aula com o . Fui até meu armário pegar meu material de matemática, nada como começar o dia com uma matéria cansativa.
Peguei meu material só por pegar mesmo, pois sabia que a primeira aula do ano era só para conhecer a professora, e falar sobre regras do colégio e outras coisas que eu não prestava a atenção. Cheguei à aula e me sentei na quarta carteira, eu não gostava de me sentar muito no fundo e nem muito na frente. Ainda não estava cheia a sala de aula, havia apenas uns 15 alunos. Uns cinco minutos depois a sala estava quase toda completa, só tinham algumas carteiras sobrando, uma atrás de mim e outras duas lá na frente.
Quando a professora ia fechar a porta para iniciar a aula, apareceu batendo na porta, um pouco suado, acho que deveria ter vindo correndo.
- Está atrasado! - falou a professora que ainda não havia se apresentado à turma.
- Desculpe! - falou de um jeito tão fofo que eu o perdoaria na mesma hora, ainda mais por uma coisa tão boba como chegar uns segundos atrasado, mas parecia que não funcionara tão bem com a professora.
- E quem é você? - ela perguntou. Que droga! Pensava comigo mesma, por que logo a professora de matemática tinha que ser brava, a professora que eu mais veria na semana? Estava com vontade de gritar um ‘NÃO’ bem alto e longo. me viu e piscou pra mim.
- Hein? - falou ela insistindo por uma resposta.
- . - falou ele sério novamente.
- Um prazer! - disse sarcástica.
- O prazer é meu! - disse . Ninguém na aula prestava atenção neles, todo estavam conversando baixo. Ela assentiu.
- Agora que já nos apresentamos, vá se sentar! – falou a professora enquanto fechava a porta da sala.
foi em direção à carteira que estava atrás de mim, e, ao passar por mim, piscou o olho de novo e eu sorri.
- Bem vindos! Eu sou a professora Joslaine Maxwell, mais conhecida por vocês por Srta. Maxwell. - Ela fez uma pausa. Quando ela falou ‘Joslaine’ todos se controlaram para não rir, e eu tive que me controlar muito, pois quando começava a rir não conseguia mais parar. -Vou lecionar a vocês a disciplina de matemática... - após dizer isso, falou sobre os conteúdos que iríamos aprender e outras coisas que não prestei muito atenção. Eu olhava no relógio a cada segundo e parecia que o tempo não passava, havia se passado meia hora de aula, ou seja, ainda faltavam vinte demorados e chatos minutos.
- Ai! - falei baixinho ao sentir puxar meu cabelo. – Ai! - falei ao senti-lo puxar de novo.
- ! Pare com isso!
- Não vou parar enquanto você não virar para trás para falar comigo! - falou no meu ouvido. Quando acabou de falar, ele se esticou e me de um beijo na bochecha, ainda bem que Joslaine estava virada de costas para nós.
- O que foi? - perguntei ao me virar para trás.
- Vamos ver em quais aulas ficamos juntos, pegue seus horários, rápido antes que a Joslaine vire. - rimos. Olhamos para os papeis comparando-os. - Isso aí! Cinco aulas juntos. - vibrou um pouco alto demais, e a Srta. Maxwell ficou procurando de onde vinha o barulho, mas como me virei para frente rápido ela nem percebeu. Ufa!
- É, matemática, biologia, química, geografia e inglês! - falei animada e sorridente.
A aula não demorou tanto a passar, por um milagre enorme, consegui prestar a atenção na senhorita Maxwell, e até que foi rápido.
Já estávamos no quarto dia de aula e nada de me encontrar com a não ser na escola, e na escola nem nos falávamos tanto, só às vezes que ele ia ao meu armário, só rolara uns dois ou três selinhos, mas nada especial.
Havia começado o terceiro horário, que era a aula de biologia, ou seja, aula com o ! Nas aulas de biologia, se sentava na minha frente e eu adorava, claro! já estava sentado quando eu cheguei, acenei e ele retribuiu com um ‘oi’ baixinho e um sorriso perfeito. No meio da aula de biologia ele se virou para trás para falar comigo.
- E aí ?
- To bem e você?
- Tudo ótimo!
- Então, tinha me esquecido de perguntar, conseguiram o contrato?
- Que contrato?
- Com a Hollywood Records!
- Eu não te contei? Eles falaram que não vão lançar nosso CD agora. Eles falaram que para lançarmos o CD já temos que ter um pequeno público, é para nós irmos nos apresentando em bares... E depois organizamos um pequeno show que eles irão nos avaliar, e talvez lançar o CD. - Falou meio triste.
- Que pena! - falei triste também.
- Mas... Eles disseram que acham que temos futuro! - falou ele sorrindo novamente.
- Que ótimo! - falei feliz também.
- E como andam as músicas?
- Vão bem, eu acho, temos nove agora!
- E eu ainda sou a sua inspiração?
- Sempre! - disse ele abrindo um sorriso fofo e piscou para mim enquanto pegava minha mão que estava em cima da mesa, e eu sorri também.
- Sr., vire-se para frente imediatamente! - disse a professora de biologia, Srta. Bristow, ela era bem legal perto da de matemática, mas me irritara ao interromper o meu momento mais fofo do dia.
Após eu chegar em casa fui assistir TV, terminar de ler o livro Crepúsculo que havia começado a ler na França. Jantei, fui ao computador, tomei banho e fui me deitar. Sexta-feira eu acordei cedo de novo, era o quinto dia de aula e eu não aguentava mais acordar cedo. Hoje eu só teria uma aula com , o horário da “querida”, “delicada” e “calma” da Joslaine, ou melhor, Srta. Maxwell.
Durante a aula me passou um bilhetinho e nele estava escrito:
, to com saudades de sair contigo, não deu para combinar essa semana porque minha mãe queria que todos nós ajudássemos na limpeza da casa! :( Mas por sorte acabamos ontem :) Vamos combinar um encontro duplo hoje? Eu e você, o e a e a e o ?:)
Finalmente íamos sair de novo, mal podia esperar, não escrevi nada só quando virei fiz que sim com a cabeça. Antes de me virar ele me entregou outro bilhetinho:
O filme pode ser ‘A proposta’? Eu ouvi falar que é muito bom, com a Sandra Bullock e o Ryan Reynolds, é comedia romântica! Vamos?
Peguei minha caneta que estava sobre a mesa e escrevi:
Ele respondeu:
Virei para trás e assenti.
Eram 18h30min quando comecei a me arrumar, coloquei uma mini saia, uma blusa de um ombro só, uma sapatilha, pequei também minha bolsa, e fiquei esperando .
Chegamos ao cinema às 19h15min compramos os ingressos e sentamos seis fileiras de trás para frente, mas o cinema tinha mais umas 17 fileiras à nossa frente.
- O filme vai começar! - falei para o que estava levantando o descanso de braço e me abraçando.
- Olha lá, o a se sentaram lá no fundo! - falou rindo, eu ri também, e e haviam se sentado lá na frente. O filme começou. Se passaram uns quinze minutos e começou a beijar meu pescoço...
- , para! - falei. - Vamos ver o filme!
- Ah não, você sabe que eu não te trouxe para cá para vermos o filme! - falou ele erguendo as sobrancelhas. - Olha lá atrás, bem que eles fazem, ah , para de ver esse filme! - falou ele apontando para e que estavam se agarrando lá atrás. -Vamos ! - falou ele no meu ouvido. Eu sorri.
- ! Assiste ao filme! - falei com uma voz fofa.
- Não dá! Como se esse filme fosse mais interessante que você! - ele falou no meu ouvido. E eu sorri sem graça de novo. -Ah , vai me dizer que esse filme é melhor que eu? - falou ele com uma carinha triste e muito fofa. Virei-me e dei um selinho nele. - Deu? – perguntei já sabendo a resposta.
–Não. - ele falou virando meu rosto para ele. Aproximou-se rápido até nossos lábios se colarem. Foi intensificando o beijo aos poucos, mordi seu lábio inferior, ele colocou a mão na minha cintura embaixo da minha blusa, e eu coloquei a mão nas suas costas por debaixo da blusa, ele foi me beijando no pescoço até chegar ao meu ombro nu, e colocou a mão nas minhas costas tentando abrir o feixe do meu sutiã.
– Ei, ! Aqui. - falei tirando sua mão de baixo da minha blusa e colocando-a na lateral de meu rosto.
– Ah! - falou triste. Eu ri e o beijei de novo.
- Ei, acabou o filme! - Ouvi falar para nós, mas não me largava.
- EI! - gritou bem alto.
- Ta, calma, já estamos indo! - falei rindo. se levantou e pegou minha mão e me levantei junto.
– E aí? O que acharam do filme? - perguntou para todos nós.
- Eu achei muito bom, e engraçado. - Disse .
– Claro que acharam! Vocês foram os únicos que viram o filme! - disse debochado e todos rimos. Entramos no carro de sete lugares, e foram na frente, logo , , eu e fomos atrás para conversarmos.
-Vamos combinar de irmos ao shopping amanhã? Assim a gente põe os assuntos em dia! - falou .
- Claro! - falei animada.
- Ótimo!
Eu e estávamos sentadas em uma cafeteria no segundo andar do shopping.
- Então... Como vão as coisas? – perguntei.
- Vão bem, ou melhor, ótimas! - disse empolgada.
- E esse ‘ótimo’ tem a ver com o ? - falei erguendo as sobrancelhas.
- Aham! Ele me pediu em namoro! - falou ela super animada.
- Ah! - falei sorrindo, me sentindo feliz por ela. - Mas eu pensei que vocês já estavam namorando sério há tempos, pois ele até te levou para Paris e... - fiz uma pausa para pensar no que falar, mas me interrompeu.
- É, eu sei, só que o não é muito de se comprometer sabe?
- Hum... Mas enfim, quando ele te pediu em namoro?
- Ontem, depois do cinema, a gente foi até um restaurante lembra? Foi lá!
- Que lindo! Parabéns! - Falei abraçando-a.
- É, mas chega de falar de mim, como vão as coisas entre você e o ?
- Tudo na mesma!
- Não combinaram mais nada?
- Ah, sim, amanhã à noite eu vou tomar banho de piscina na casa dele!
- E os pais dele não vão estar lá?
Balancei a cabeça negativamente.
– Eles e o vão jantar na casa da eu não sei! - continuei.
- Eu sei! O vai sair com a namorada dele! - disse ela cantando apontando para si mesma. E eu ri. - E o que nós estamos fazendo paradas aqui? - falou ela do nada.
- Hã? - perguntei em dúvida.
- Vamos comprar um biquíni lindo para amanhã!- disse ela se levantando da cadeira.
Pagamos o café e saímos da pequena cafeteria em direção á Macy’s, entramos, e ficamos uma hora e meia hora lá dentro escolhendo o biquíni perfeito para o dia seguinte e já aproveitou para escolher uma roupa linda para seu jantar com .
Já era domingo, estava na casa de , após colocar meu biquíni novo abri a grande porta de vidro que levava a piscina e saí correndo e pulei na piscina bem perto de onde estava, ele ainda não tinha entrado e fiz isso só para molhá-lo todo, de troco por aquele dia ele ter me atirado junto com ele.
- Acho que não era para você ter me atirado na piscina naquele dia! - falei brincando e rindo nadando de costas para o outro lado.
Ele abriu um sorriso lindo e depois se jogou na água.
- Ei! Vem cá, não foge, hein, ! - disse nadando em minha direção.
Parei na borda da piscina, pois não havia mais para onde ir, ele me encurralou com seus braços em volta do meu corpo, e se aproximou para me beijar...
- , já estamos indo! - disse sua mãe, mas parece que não ouviu, pois continuava com os lábios colados nos meus.
- ! - gritou ela.
- Que foi? Ah ta, até mais! - falou ele nem se virando direito para falar com ela.
- Tchau. - falou seu pai.
- ATÉ! - Gritou lá de trás, abrindo a porta.
Quando seus pais viraram as costas e os olhava e abanava se despedindo, aproveitei e saí da piscina subindo pela borda. Quando se virou eu estava quase em cima, mas ele segurou meu pé.
- solta, eu vou cair! - falei sacudindo o pé.
- Ta! Te pego ai em cima! - falou com uma cara de safado e eu ri saindo correndo, cuidando para não escorregar.
Ele saiu da piscina pela borda, eu corria rindo igual a uma criança, e ele corria atrás de mim.
- Te peguei! - disse ele me abraçando por trás e eu não conseguia parar de rir. Segundos depois: - Droga! Telefone. - falou me soltando para me deixar atender meu celular.
- Alô?!... Hum... Ta bom... Claro, às dez horas eu chego aí!... Ok!... Tchau. - desliguei o telefone. – Era a minha mãe, meus pais decidiram sair para jantar hoje à noite, vou ter que ficar em casa com a minha irmã porque ela não gosta de ficar sozinha em casa. - fiz uma careta.
Ele riu.
- Então...A gente só tem mais meia hora! - disse ele e eu fiz que sim com a cabeça.
- Vou juntar as minhas coisas, para dar tempo de dar mais um mergulho. - falei indo em direção à minha bolsa que estava em uma cadeira, ou pelo menos onde eu pretendia ir até sentir me puxar pela parte de baixo do meu biquíni.
- ! Me solta! - falei tentando tirar sua mão que ainda estava na calcinha de meu biquíni.
- Se você não vier aqui eu vou abaixar! - ameaçou ele fazendo uma carinha de safado e fofa ao mesmo tempo, então cedi e fui até ele.
- Nem pense nisso! - falei e ele riu. – Ta, estou aqui, pode soltar! - disse.
- Ta. - disse ele tirando a mão da parte de baixo do meu biquíni e me puxando pela cintura para perto dele e se aproximando. Podia sentir seu nariz tocando o meu quando...
- CHEGAMOS! - Gritou após abrir a porta.
- Droga! - disse ainda com o rosto perto de mim. Eu ri.
e estavam caminhando de mãos dadas em direção a nós...
- Oi gente! - disse .
- Oi! - falei tentando parecer animada, ao contrário de .
- O que vocês estão fazendo aqui? - falou ele secamente.
- É minha casa! - disse naturalmente vindo nos cumprimentar.
- E é minha ! - disse olhando me abraçar.
- Eu sei! E, ao contrário de vocês, eu sou comprometido! - disse caminhando até com os braços levantados bem abertos como se fosse abraçá-la. - Ah e, além disso, eu tenho a melhor namorada do mundo! - falou beijando a cabeça de , e eu e ríamos dele. Com certeza aquilo havia sido uma indireta para o , ficamos em silêncio por alguns poucos segundos, mas eu decidi cortá-lo.
- Bom, eu tenho que ir! - falei andando até minha bolsa novamente.
- Ah, não! Só por que nós chegamos, se vocês quiserem a gente fica lá em cima e nem volta mais aqui! - disse apontando com o dedão e a mão fechada de costas para o segundo andar da casa.
- Não, não é por vocês, meus pais vão sair hoje à noite e eu tenho que ficar lá com a minha irmã.
- Bom a gente ia ficar lá em cima mesmo, mas... que pena não é ? - disse com uma cara debochada olhando para o irmão que ria. Sequei-me e vesti minha calça jeans e a blusa sem mesmo tomar um banho, não podia demorar para chegar em casa.
- , se você quiser o pode ficar lá com você, e ele não se importa se eles voltarem só às 4h ou 5h! - disse olhando para mim e depois olhou para e perguntou: - Não é?
- Cala a boca, !- disse me levando para a porta. E foi logo atrás...
- Que foi cara? Eu ‘to te ajudando, vai que da sorte deles passarem a noite fora.
- Rá rá! - ri ironicamente.
- Então ta, se você não quer minha ajuda eu e a vamos lá para cima.
- Ok! - disse . e subiram.
- Então, até mais. - falei e depois dei um selinho nele.
- Ainda não, não vou deixar você ir a pé até em casa sozinha a essa hora.
- Eu ia chamar um táxi. - falei sorrindo pensando “que fofo, ta preocupado comigo!”.
- Deixa que eu te levo! - disse ele pegando as chaves do carro e fechando a porta da casa.
– Ok! - disse. Entramos no carro, ligou o som e ficamos apenas ouvindo música até chegarmos ao meu apartamento, mas o silêncio que ficamos não era um silêncio constrangedor ou chato, estávamos apenas curtindo o momento.
- Chegamos. - disse ele ao estacionar na frente de meu apartamento.
Descemos do carro e foi comigo até a porta do elevador.
- Tem certeza de que não quer que eu fique aí? - disse erguendo as sobrancelhas.
Sorri
- Você sabe que não dá, tenho que dar atenção para a minha irmã. - falei.
- Mas... - disse ele procurando algum motivo, mas o interrompi.
– Só para ela! - falei dando ênfase na palavra ‘só’ e ele riu.
- Então ta. Até amanhã! - disse e logo em seguida me deu um beijo e foi embora.
- Até mais! - disse entrando no elevador. - Cheguei! - exclamei quando abri a porta do apartamento.
- Oi mana! Aluguei um DVD para assistirmos. - disse ela.
- Que DVD? - perguntei rezando para não ser nenhum que eu morresse de tédio tipo princesas alguma coisa, ou Barbie...
- Encantada! - ela disse animada.
- Ta, eu vou tomar um banho, vai colocando aí. - disse indo ao banheiro. Ah, até que Encantada era legalzinho, pelo menos era em pessoa, e eu já havia visto o filme.
Acabamos de ver o filme por volta de meia noite, jogamos um jogo que minha irmã insistiu demais para eu jogar com ela e uma da manhã nossos pais chegaram, e fui me deitar na cama, logo caindo no sono.
Estava na aula de matemática, quando a professora Maxwell anunciou que iria entregar os trabalhos avaliados que tínhamos feito na aula passada.
- Parabéns! - disse ela ao passar na minha carteira. Olhei minha prova e vi um dez. Fiquei muito feliz, pois ano passado não havia tirado nenhum dez em matemática. Mas tudo tinha um porém.
Ao sair da aula vi conversando com uma garota loira. Ela colocava a mão em seu ombro enquanto falava, e o ciúme começou a martelar, mas tentei ficar tranquila. Passei reto por eles para ir até a aula de inglês, e logo foi atrás de mim e colocou seu braço por trás e me beijou na bochecha.
- E aí, pronta para a aula de inglês? - disse ele.
- Sei lá! - respondi forçando o sorriso, a verdade era que eu estava com ciúmes, sim, daquela garota, ela era bonita e estava dando mole para o . E se ele caísse? O que eu mais queria naquela hora era perguntar quem era ela, mas não podia, não podia deixá-lo pensar que eu era muito ciumenta.
- Não ‘tá muito a fim de aula? - disse ele.
- Não ‘to não... - disse ainda não muito animada.
- Se anima , odeio te ver assim, quero ver você sorrindo. - disse ele quando se virou para mim antes de entrarmos na aula de inglês. Forcei o sorriso, eu ainda estava triste com a história da loira... - Ah não, eu quero aquele sorrindo lindo que você sempre dá e que eu amo. - disse ele se aproximando de mim. Ele estava chegando mais perto, podia sentir sua respiração, quando me lembrei da garota, ta, eu tinha que admitir que eu era um pouco ciumenta sim. Ta, na realidade até um pouco demais e decidi dizer:
- Para , agora não! - falei o empurrando de leve. – Vamos entrar, a aula já vai começar. - falei entrando na sala de aula quase cheia sobrando apenas duas carteiras lá no fundo. Sentei-me na da frente e se sentou na de trás, tentei aturar a aula numa boa, mas demorou muito a passar. Ao sair da sala ele veio me perguntar:
- , está tudo bem? - disse ele preocupado.
- Aham. - disse não muito convincente.
- Tem certeza? - perguntou com uma voz fofa.
- Tenho. - disse me despedindo dele e indo em direção a biblioteca para devolver o livro que havia pegado nas férias.
Quando estava indo para a aula de espanhol vi encostado num armário segurando a mão da garota loira e ainda por cima fazendo carinho em seu rosto, que descobri que se chamava Michele, como se estivesse pedindo alguma coisa, ou melhor, implorando. Ao se despedir dela deu um beijo em sua bochecha. Sim, foi ele quem deu. Passei a aula de espanhol inteira me perguntando quem era ela e se seria tão idiota a ponto de estar com nós duas ao mesmo tempo, mas no fundo mesmo, eu só estava completamente triste, magoada, enfim, arrasada.
Capítulo 5
Estava a caminho da aula de geografia e encontrei com na porta, fui me sentar e ele se sentou à minha frente; ficava me perguntado ‘Será que ele pensa que eu sou idiota?!’. Quando o professor Brandon, ou seja, o Sr. Stewart se virou para o quadro para escrever o dever de casa se virou para falar comigo.
- Tudo bem, minha princesa? - disse ao piscar o olho direito para mim. Ta legal, tinha que admitir que com essa eu tive que sorrir. Droga! Estava estragando meu plano de dar um gelo nele. Ele ficou me olhando por algum tempo e eu perguntei:
- O que foi?
- Nada... - disse ele.
- , vira para frente, tenho que prestar atenção na matéria! - falei delicadamente.
- Ta bom. - disse ao se virar de costas para mim.
Ao sair da aula, disse que queria dar uma volta comigo para conversamos, e eu acho que sabia sobre o que, ou quem era. Nos sentamos em um banco embaixo de uma árvore, estava muito sol naquele dia, o pátio não estava muito cheio e assim era melhor, pois com muita gente não me sentia à vontade para conversar.
- , eu sei que você não ‘ta bem comigo, mas eu não sei o que eu fiz, da para você me explicar? - disse ele segurando minha mão. Pensei ‘ainda bem que era isso, imagina se ele fosse terminar comigo por causa da Michele? Mas eu não sabia se falava sobre ela ou não, pois era este o motivo para eu estar brava com ele. Michele era o nome da garota loira que estava falando com ele, ou melhor, se jogando para cima dele.
- Ta, eu não queria te falar, mas... - eu ia continuar, mas ele me interrompeu.
- Está gostando de outra pessoa? - disse ele triste olhando para nossas mãos.
- Não, mas eu acho que você ‘tá! - disse olhando-o nos olhos.
- Eu não! - disse ele.
- , eu não sou idiota, eu vi você com a Michele! - falei ainda com o tom de voz normal.
- , pare com isso, me deixe ao menos explicar! - disse.
- Eu vi. Ninguém me contou, ou você vai me dizer que não era você ali com ela? - disse segurando algumas lágrimas que insistiam em sair.
- A Michele, ela é líder do grupo de estudos, e eu ‘to me saindo muito mal em química, e então fui falar com ela para ver se tinha uma vaga para mim no grupo! – disse ele.
- É que eu te vi falar com ela, eu vi, mas vi também você segurando a mão dela e fazendo carinho em seu rosto! - falei me controlando.
- , não é nada disso. - disse ele fazendo carinho na minha mão.
- Então o que é? - disse perplexa por ele ainda insistir em mentir para mim.
- , você tem que confiar em mim! - disse ele um pouco bravo.
- Eu confiava, mas até onde eu sei, para entrar em um grupo de estudos não precisa dar em cima da líder! - disse deixando uma lágrima escapar.
- , você não sabe o que está falando! - falou ele bravo.
- Pare , eu não quero saber! - falei me levantando do banco.
- , espera! - disse ele me puxando pela mão.
- , para de mentir para mim! Ou você vai dizer que não estava dando em cima dela? - falei puxando minha mão e ele ficou parado olhando para o chão calado. - Foi o que eu pensei! - falei saindo.
- , deixa eu te explicar!- falou, mas eu já estava meio longe e o que eu menos queria era me chatear mais. Eu ainda tinha a aula de biologia para enfrentar, mas, dessa vez, não se sentou na minha frente, acho que assim era melhor. Segurei o choro durante toda a aula, mas, na volta à minha casa que, por milagre, minha mãe fora me buscar, já que havia ligado para ela no intervalo pedindo-a, pois estava muito triste. Óbvio que não dissera a ela o porquê.
Dentro do carro decidi me sentar atrás, pois não sabia se ia aguentar o choro e não queria que ela me visse chorando, e não aguentei mesmo, comecei a chorar quando começou a tocar a musica da Ashley Tisdale na radio.
[Unlove you – Ashley Tisdale]
I fell in a perfect way
[Eu caí de uma forma perfeita]
Never had a choice to make
[Nunca tive uma escolha a fazer]
Crashed into your tidal wave
[Quebrei na sua tsunami]
I didn't even struggle
[Eu nem sequer lutei]
Sailed right through your atmosphere
[Naveguei na sua atmosfera]
Closed my eyes and landed here
[Fechei meus olhos e aterrissei aqui]
I didn't see the trouble
[Não vi nenhum problema]
And I didn't care
[E não liguei]
I can’t unlove you
[Eu não posso deixar de amar você]
Can’t do that
[Não posso fazer isso]
No matter how I try I’ll never turn my back on someone Who loves me too
[Não importa o quanto eu tente eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também]
I can do almost anything I have to
[Eu posso fazer quase tudo o que tenho que fazer]
But this one thing I cannot change
[But this one thing I cannot change]
I almost kind of like the pain
[Eu meio que gosto da dor]
Wear your tattoo like a stain
[Uso sua tatuagem como uma mancha]
It’ll take forever
[Isso vai levar uma eternidade]
To fade away
[Para desaparecer]
I can’t unlove you
[Eu não posso deixar de amar você]
Can’t do that
[Não posso fazer isso]
No matter how I try
[Não importa o quanto eu tente]
I’ll never turn my back on someone Who loves me too
[Eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também]
I can do almost anything I have to
[Eu posso fazer quase tudo o que tenho que fazer]
I can't unlove you
[Não posso deixar de amar você]
No, why would i want to oh
[Não, Por que eu iria querer isso?]
I can't unlove you
[Não posso deixar de amar você]
Can't do that
[Não posso fazer isso]
I'll never get through that
[Eu nunca passarei por isso]
Why would i want to
[Por que eu iria querer isso?]
There's always time for other dreams
[Há sempre tempo para outros sonhos]
Why must we erase these things
[Por que devemos apagar essas coisas?]
I can't unlove you
[Não posso deixar de amar você]
Can't do that
[Não posso fazer isso]
No matter how I try
[Não importa o quanto eu tente]
I'll never turn my back on someone who loves me tôo
[Eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também] But I can't unlove you
[Mas eu não posso deixar de amar você]
Get through that
[Passar por isso]
No matter how I try
[Não importa o quanto eu tente]
I'll never turn my back on someone who loved me too
[Eu nunca vou dar as costas para alguém que me ama também]
I can do almost anything I have to
[Eu posso fazer quase tudo o que tenho que fazer]
But I can't unlove you
[Mas eu não posso deixar de amar você]
Cada vez eu chorava mais. Quando cheguei em casa decidi chorar até não aguentar mais, ou seja, chorei por uns 15 minutos e logo me cansei. Fui assistir televisão, mas qualquer coisa que eu via me lembrava o , então troquei de canal e estava passando um filme interessante até eu perceber que se passava em Paris, então troquei de canal de novo, até que parei na Warner Channel onde estava dando uma maratona de Friends.
Haviam se passado duas semanas que eu não falava com o , tentava de tudo para esquecê-lo, passara a semana programando coisas com minhas amigas, um dia com cada, e mesmo assim achava que já estavam enjoadas de mim, às vezes até saía com , ela era quem me entendia melhor, pois conhecia mais o , e eu adorava quando ela me contava o que o falava para o , que contava tudo para ela.
Mas naquele dia, eu sabia que não haveria escapatória, não teria nada para me distrair além de estudar química para o dia seguinte, então peguei meu livro e me joguei em cima da cama para lê-lo, mas logo me levantei, pois ouvi meu celular tocar. Fui até a escrivaninha onde ele estava e, ao ver o nome no visor, não acreditei, achei que estava com tantas saudades que estava ficando louca, mas atendi para verificar.
- Alô?! - disse meio em dúvida.
- Oi ! Olha, antes que você desligue o telefone na minha cara me escuta só um minutinho... - disse ele nervoso. – Eu preciso muito da sua ajuda, obrigado por atender ao telefone! - falou.
- Sem problemas, fala... - disse seca.
- Me ajuda a estudar química? Por favor, eu sei que você ‘tá chateada comigo, mesmo eu não tendo tido nem a chance de me explicar, mas agora você pode esquecer e me ajudar? - disse ele fazendo voz de criança.
- Eu não sei. - falei pensando.
- Por favor, não posso rodar nessa prova, se não eu rodo de trimestre, prometo que no próximo eu estudo mais! - falou ele.
- ‘Tá bom! - concordei indicando que não gostava da idéia.
- Obrigado mesmo , ‘to chegando ai, tchau! - disse.
- Até! - falei desligando o telefone.
15 minutos depois ele chegou, mesmo parecendo odiar a idéia, eu estava realmente adorando! Estava com muitas saudades dele.
- Oi! - disse ele entrando e me cumprimentando.
- Oi. - falei.
Entramos no meu quarto e fui pegar meu livro e meu caderno.
- Desculpa te incomodar, eu não teria pedido se não fosse extremamente necessário! - disse ele.
- Tudo bem, eu teria que estudar mesmo. Senta aí! - falei apontando para a cadeira da escrivaninha. Peguei outra cadeira e coloquei ao lado, expliquei a matéria para ele, e após uns quinze minutos explicando a primeira parte, falei: – Eu já volto. Vai fazendo esses exercícios. - apontei os três primeiros exercícios da página no livro de química e ele concordou. Fui até o banheiro e voltei ao meu quarto quando abri a porta estava falando no telefone.
- Eu sei... não, agora não da mais... Olha, tenho que desligar, tchau. - falou fechando seu celular.
- Fez os exercícios? - falei já sabendo a resposta.
- Só o primeiro e o segundo, o me ligou para incomodar, como sempre. - disse ele rindo.
- ‘Tá, então faz o terceiro, mas você está entendendo tudo? - falei esperando por um sim.
- ‘To, obrigado.
- Quantas vezes você vai agradecer? - sorri.
- Até você saber que você está, literalmente, salvando a minha vida. - falou e depois riu. Sorri.
– Só vou saber depois que você acabar os exercícios. - falei, ele sorriu e se virou, para continuar. - Ué, cadê a outra cadeira?! - falei erguendo as sobrancelhas.
- Ah, a sua mãe passou aqui e disse que ia precisar! - falou ele não muito convincente.
- , minha mãe nem ‘tá em casa! - falei e depois ri.
- Então a sua irmã? - perguntou e eu ri indo até a porta para pegar de novo a cadeira mas ele me puxou com um braço e me colocou no seu colo.
- , me deixa ir lá! - falei tentando me levantar.
- Ah não, assim é até melhor para você me explicar. – continuou. - E eu não tive todo o trabalho de levar a cadeira até o outro quarto para nada!
- Ta bom, mas acaba os exercícios! - falei por fim.
- Ta. - disse pegando meu iPod e colocando na rádio.
- , sem música! - falei.
- Mas isso me concentra. - disse com uma carinha fofa e desisti.
[You got nothing on me – Demi lovato]
(You got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
(you got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
(you got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
(you got nothing on me)
[Você não tem nada sobre mim!]
Summer came and took me by surprise
[O verão veio e me pegou de surpresa]
The California sunshine in my eyes
[O sol da Califórnia nos meus olhos]
Driving with the top down
[Dirigindo com a parte superior para baixo]
We sing along
[Nós cantamos juntos]
To our favorite song
[A nossa música favorita]
Nothing could go wrong
[Nada poderia dar errado]
Laughing as we gazed under the moon
[Feliz como nós olhamos sob a lua]
You kissed me and it never felt too soon
[Você me beijou e nunca senti isso muito verdadeiro]
Hard to believe that anything
[Difícil de acreditar que alguma coisa]
Could tear us apart
[Poderia nos fazer chorar separadamente]
Then you break my heart
[Até você quebrar meu coração]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye (goodbye)
[Isso é um adeus (adeus)]
Caught you from the corner of my eye
[Vi você pelo canto de olho]
You smiled at a girl while passing by
[Você sorriu para uma garota enquanto passávamos]
Thought you had me fooled but you were wrong
[Pensou que tivesse me enganado, mas você estava errado]
I know what's going on
[Eu sei o que se passa,]
And it didn't take me long
[E não levou muito tempo]
It wasn't hard to read between the lines
[Não foi difícil ler nas entrelinhas]
The necklace in your car that wasn't mine
[O colar que estava no seu carro não era meu]
Nothing left for you to do or say
[Não há nada mais para você fazer ou dizer]
So I find my way
[Então eu encontro o meu caminho]
Now its too late
[Agora é tarde demais]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye
[Isso é um adeus]
Bye to broken promises
[Adeus às promessas quebradas]
Time to face your carelessness
[Hora de encara sua falta de cuidado]
Don’t bore me with apologies
[Não me aborreça com desculpas]
And come back crawling back on your knees
[E volte se arrastando nos seus joelhos]
You got nothin on me
[Você não tem nada sobre mim]
You got nothing on me
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye
[Isso é um adeus]
Now I know who you are
[Agora eu seu quem você é]
U Got Nothing On Me
[Você não tem nada sobre mim]
I see I should have known it from the start
[Eu vejo que eu devia ter sabido disso desde o início]
You can't tell me lies
[Você não pode me contar mentiras]
Don't even try ‘cause
[Nem mesmo tente pois]
This is goodbye
[Isso é um adeus]
Era meio estranho ouvirmos aquela música, pois tinha muito a ver conosco.
- Acabou? - perguntei a ele.
- Er... Não, ‘tava prestando atenção na música! - falou com cara de culpado.
- Viu, vamos desligar! - sem sair do colo dele peguei meu iPod e desliguei.
- Ta bom! - disse.
- Agora se concentra. - falei.
Ele acabou de fazer os exercícios, só havia errado o número um. Ensinei o resto da matéria e ele aprendeu tudinho. Era umas seis horas e estávamos sentados na cama, eu lia uma fórmula para ele decorar. Eu falei, e ele repetiu e logo disse:
- ‘Tá ficando tarde acho que eu já vou indo. - falou se levantando.
- ‘Tá bom, entendeu tudo? - falei para confirmar.
- Aham, você é a melhor professora do mundo! - falou ele sorrindo, e rindo também. - E a mais linda! - falou piscando e eu sorri de novo, droga! Não podia me deixar levar. Logo ele colocou a mão na minha cintura me puxando contra ele e se aproximou, mas eu virei o rosto para baixo.
- , não da mais ta?! Não quero brigar com você de novo. - falei calma ainda perto dele.
- Ta bom. - disse ele se afastando.
- Tchau. - falei.
- Até amanhã. - Após ele sair, fechei a porta e fui contar para o que havia acontecido.
No outro dia não falei com ele, nem no outro, e assim se passou mais uma semana tediosa. Ou nem tanto, já que tentava sempre estar atarefada com minhas amigas para não pensar nele, mas o motivo para eu não tê-lo esquecido ainda era que eu realmente gostava dele.
Quando estava saindo da aula de Química, no dia que havíamos recebido a prova, na qual eu havia tirado 9,7, veio e me abraçou pelas costas e falou em meu ouvido.
- , você é demais! - e eu sorri. Peguei suas mãos e tentei tirá-las do meu corpo, mas ele as pegou e me levantou e eu soltei um gritinho pelo susto. - , muito obrigada! - falou de frente para mim.
- Parece que alguém passou na prova! - falei sorrindo.
- Não, eu não só passei, tirei 9,5! – disse ele me abraçando de novo.
- Que ótimo! - disse.
- E você, quanto tirou?
- 9,7! - falei sorrindo, ele também sorriu.
- Ta, e agora, o que eu posso fazer para te recompensar? - perguntou.
- Não precisa fazer nada. - falei delicada.
- Precisa sim, você não faz idéia de como você me ajudou. - disse ele ainda com um sorriso no rosto.
- Ta, então... Faz o dever de biologia para mim? - perguntei esperançosa.
- Qualquer coisa para a minha princesa! - falou ele me abraçando de novo, e eu sorri.
- Ta bom então, até mais. – Me despedi.
- Ta, tchau. - falou indo para sua próxima aula que não era comigo.
Capítulo 6
- Oi , trouxe o dever de biologia! - falou me entregando duas folhas.
- Obrigada. - falei o abraçando.
- Mas, me diz uma coisa, você não gosta de biologia? - falou caminhando ao meu lado.
- Eu gosto, só que me estressa fazer esses temas. - falei, nós rimos. - , eu tenho que encontrar minhas amigas, até mais. - falei dobrando no corredor à direita.
- Ta, tchau! - disse ele seguindo reto.
Hoje era sábado, fazia um mês que eu não estava mais com , estava meio deprimida nesse dia, mas e falaram que iriam lá em casa porque tinham alguma coisa importante para falar comigo. Arrumei um pouco meu quarto, pois estava uma bagunça, me vesti, já que ainda estava de pijama, e já eram 2 da tarde. Eles já estavam perto de chegar.
Então escutei o toque da campainha.
- Oi, entrem! - os cumprimentei e fomos para o meu quarto.
- Temos coisas importantes para falar contigo! - disse com uma cara muito séria, mas depois riu.
- Sentem! - falei. se sentou na cadeira e, e eu, nos sentamos na cama.
- Ta, , eu sei que você não quer falar sobre isso, mas tem muita coisa que a gente não quer e tem que escutar. - disse .
- Deixe-me adivinhar? É sobre o ? - ironizei.
- É! - disse .
- Só escuta, o disse que tentou te explicar, mas você não queria ouvir então pensamos que se nós viéssemos você escutaria, então olha... O só ‘tava dando em cima da Michele porque ela não queria deixá-lo entrar no grupo, e ele precisava muito, e você sabe que às vezes ele é meio idiota! - disse . Eu ri.
- Vai me dizer agora também que não tem nenhum outro grupo de estudos para química naquele colégio?
- Na verdade não, eles se juntaram em um só grupo, o da Michele.
- Ta, mas ele poderia ter me avisado! - falei.
- Como eu disse, ele é idiota às vezes! - disse .
- Perdoa ele, por favor! - disse .
- Acho que não. - disse indecisa.
- Ah , ele ‘tá com muita saudade de você. - falou.
- Vou pensar! - falei.
- Bom, espero que você já tenha pensado até a festa da Beyoncé! - disse animada.
- O que tem essa festa? - perguntei.
- Tem que nós fomos convidados e vamos te levar junto, o vai também!
- Vocês foram convidados? - falei perplexa.
- Na verdade, meio que insistimos um pouco. - falou.
- Bom, é que a banda que tocaria lá cancelou na última hora, e a festa é amanhã, meio difícil arranjar outra, então nos oferecemos. Fizemos um teste lá e ela gostou das nossas músicas! - disse vibrando, e eu abri um sorriso enorme de felicidade por eles.
- Que ótimo! - falei animada.
- É! Você tem que ir! - disse .
- Acho que eu vou! Não perderia uma festa da Beyoncé! - falei animada.
- Então ta, a gente passa aqui às sete, amanhã! - falou .
Depois que acabou nossa conversa “séria” eles foram embora e eu fui ao shopping com duas amigas minhas para comprar um vestido para a festa. Entramos em várias lojas até encontrar um vestido perfeito, ficamos por volta de três horas só experimentando roupas.
O tempo passara rápido, já era domingo. Comecei a me arrumar às seis horas, quando eles chegaram me telefonaram e eu desci. Mas quando entrei no carro vi e na frente, e no segundo banco e lá atrás.
- Oi gente! - falei meio que forçando o sorriso.
- , senta ali atrás! - disse . Deu-me muita raiva dele nessa hora, mas me mantive tranquila e fui me sentar ao lado de , ou seja, lá atrás.
- Oi! - falei ao me sentar.
- Oi , ‘tava com saudades! - falou ele colocando o braço em volta de mim.
- É, eu também! - falei tirando seu braço de trás de mim.
- Então... ‘Tá ansiosa para a festa? - perguntou puxando um assunto.
- Claro! Meu Deus, vocês são muito sortudos! - falei.
- Por quê? - perguntou e depois continuou. - Ah, eu sei, é porque eu tenho a . - disse ele animado e pegou a mão dela, e todos nós rimos e corou.
- Ta, o que você ia dizer ? - perguntou .
- Porque vocês conseguiram ir à festa da Beyoncé! - disse super animada.
- Você também! - disse .
- É, a propósito, muito obrigada por me convidarem gente! - disse.
- Gente nada! - falou meio alto e eu o olhei com uma cara de dúvida.
- Por quê? - perguntei.
- Porque a idéia de te convidar foi minha. - falou e eu o olhei, espantada.
- Não, quem me convidou foi o e a . - rebati.
- E quem você acha que pediu para eles te convidarem? - falou e eu apenas ri e continuei:
- Er... Obrigada ! - falei sorrindo.
- De nada, agora quem me deve uma?! - falou e piscou o olho para mim, eu amava quando ele fazia isso.
- Eu! - falei revirando os olhos e ele riu.
Chegamos à festa e os garotos foram direto para o camarim se trocarem, e eu, e fomos nos sentar em uma mesa. Chegando à mesa:
- Então, qual é o nome da banda? - perguntei.
- McFly. - falou .
- Legal! - disse.
- Eles vão tocar dez músicas e depois são só nossos! - disse animada, e eu e rimos.
- Ou melhor, só de vocês. - corrigi.
- Nada a ver, até parece que o ainda não é caidinho por você. - disse e eu ri.
Durante a apresentação algumas lágrimas insistiam em cair quando eles tocaram a música que compôs para mim. Eles fecharam o pequeno show com uma música que eu não sabia o nome.
Quando eles chegaram à mesa e foram dançar assim como a , deixando e eu sozinhos.
- Er... Parabéns pelo show! - disse sincera.
- Obrigado. - falou. Mas não tive que me preocupar em puxar muito assunto, pois em seguida um garoto bonito veio me convidar para dançar.
- Convida uma gatinha para dançar! - falei sincera para , assim não me sentiria mal por ir dançar com aquele garoto. concordou e eu me levantei.
- Qual seu nome? - perguntou o garoto enquanto íamos para a pista de dança.
- , mas pode me chamar de . - falei.
- Prazer, eu sou o Jason. - disse.
- Prazer. - falei.
Dançamos durante várias músicas, mas por volta de meia noite ele falou:
- , eu vou ter que ir, tenho uma audiência amanhã às sete horas. - falou.
- Ok, boa sorte. - falei. Ele me deu um selinho e foi embora. Estava me direcionando para a mesa mesmo sabendo que ninguém estaria lá, quando senti alguém me cutucar no meio da pista de dança onde havia vários casais dançando. Hoje realmente era meu dia de sorte! Mas quando me virei para trás vi que era apenas , não que eu não quisesse dançar com ele, só não queria me magoar de novo.
- Quer dançar? - perguntou ele estendendo a mão para mim. Segurei a mão dele.
- O que você ta fazendo? - perguntei, enquanto ele me puxava para mais perto. Que estranho, eu podia jurar que ele já estava se divertindo com alguma garota por aí.
- ‘To convidando uma gatinha para dançar! - disse ele e abriu um sorriso lindo enquanto eu sorria sem graça.
- Er... Quando eu disse para você convidar uma gatinha para dançar eu não ‘tava me referindo a mim. - falei enquanto dançávamos.
- Eu sei, mas você é a única gatinha para mim. - falou ele.
Sorri sem graça.
- Eu te acho muito linda quando você fica sem graça. - disse ele no meu ouvido e eu sorri de novo. Eu amava quando era fofo comigo! A música acabou, mas continuamos dançando, pois começara a tocar:
[We’ll be a dream – We, The Kings ft. Demi Lovato]
Do you remember the nights we
[Você se lembra das noites que nós]
Stayed up, just laughing
[Ficavamos acordados, apenas rindo]
Smiling for hours at anything?
[Sorrindo durante horas por qualquer coisa?]
Remember the nights we
[Se lembra das noites que nós]
Drove around crazy in love?
[Dirigíamos pela cidade loucos de amor?]
When the lights go out
[Quando as luzes se apagarem]
We'll be safe and sound
[Nós estaremos salvos e seguros]
We'll take control of the world
[Nós tomaremos controle do mundo]
Like it’s all we have to hold onto
[Como se fosse tudo que nós temos pra nos segurarmos]
And we'll be a dream
[E nós seremos um sonho]
- Então, quem era aquele idiota que te deu um beijo? - falou ele não olhando diretamente nos meus olhos.
- O Jason... Por que, ‘tá com ciúmes?
- Não, agora que não estamos mais juntos, você pode ficar com quem quiser.
- É. - Falei.
Do you remember the nights we
[Você se lembra das noites que nós]
Made our way dreaming
[Fazíamos nossos caminhos sonhando]
Hoping of being someone big?
[Esperando sermos algum grande?]
We were so young then
[Nós éramos tão jovens]
We were too crazy in love
[Estávamos apaixonados demais]
When the lights go out
[Quando as luzes se apagarem]
We'll be safe and sound
[Nós estaremos salvos e seguros]
We'll take control of the world
[Nós tomaremos controle do mundo]
Like it’s all we have to hold onto
[Como se fosse tudo que nós temos pra nos segurarmos]
And we'll be a dream
[E nós seremos um sonho]
- Ta, eu fiquei com ciúmes. - confessou ele.
Eu sorri.
- Não precisa ficar, eu não ‘to gostando dele, quer dizer, eu nem o conheço direito. - falei.
Ele respirou fundo, mas não disse nada.
When the lights go out
[Quando as luzes se apagarem]
We'll be safe and sound
[Nós estaremos salvos e seguros]
We'll take control of the world
[Nós tomaremos controle do mundo]
Like it’s all we have to hold onto
[Como se fosse tudo que nós temos pra nos segurarmos]
And we'll be a dream
[E nós seremos um sonho]
- Bom, mas ele tem mais chance do que eu. - falou depois que a música acabou.
- Quem te disse? - falei e ele sorriu.
Fomos nos sentar e conversamos enquanto tocava a música ‘We Belong Together - Mariah Carey’:
- , eu sei que você não quer falar sobre isso, mas eu não consigo te esquecer! - disse ele.
- Não precisa, o me contou tudo.
- Então, você me perdoa?
- Claro, eu sei que não foi por mal.
Ele sorriu e foi se aproximando de mim, senti meu coração bater mais forte, pois sabia o quanto eu sentia falta dele, ele foi chegando mais perto e me beijou delicadamente e depois parou a uns dois centímetros da minha boca, ainda com a testa encostada na minha e sussurrou:
- Senti saudades.
- Eu também. - falei sorrindo, mas quando ele ia se aproximar para me beijar de novo, uma voz conhecida dizendo ‘oi’ nos interrompeu.
- Oi. -disse ao se levantar me puxando pela mão para eu me levantar também. Eu simplesmente não estava acreditando... Aquela era a Beyoncé!
- Qual seu nome? - perguntou a .
- , prazer. - disse.
- E você? - perguntou a mim.
- , muito prazer. - respondi.
- Prazer, bom eu só vim para parabenizá-los pelo show, não achei os outros integrante da banda, vocês avisam a eles?
- Claro, obrigado, isso significa muito. - disse .
- Que nada, ah… desculpe interromper.
- Imagina. - falei.
- Até mais. - disse ela.
- Tchau. - dissemos eu e enquanto ela desaparecia na multidão.
- A gente falou com a Beyoncé! - falei histérica abraçando , ele riu do meu entusiasmo.
Após uns cinco minutos , , e chegaram e falamos para eles do elogio da Beyoncé e todos ficaram muito felizes. Lá encontramos um amigo de que pediu carona, ainda bem que estávamos na camionete de sete lugares. O garoto se apresentou, ele se chamava Mike, nos colocamos nos seguintes lugares: foi dirigindo com ao seu lado, Mike ocupou um banco, insistiu para ir em seu colo, pois não haveria outro banco então ela acabou aceitando e e eu como sempre fomos lá atrás.
A viagem era meio longa, então encostei a cabeça para trás e dormi, quando acordei eu estava deitada no colo de , seu paletó preto estava sobre meus ombros, e ele acariciava meu braço. Vi que Mike já não estava mais lá, estava acordando , pois estava na hora dela descer.
- Acordou? - perguntou enquanto fazia carinho na minha cabeça e mexia em meu cabelo.
- Uhum. -fiz eu.
Levantei-me e encostei a cabeça em seu ombro, ele estava com uma mão atrás de mim. Uns cinco minutos depois eles me largaram em casa.
- Tchau . - disseram e .
- Até mais. - disse me beijando na bochecha.
- Até. - falei saindo do carro. Entrei no prédio, subi de elevador, abri a porta de casa, arrumei meu material para o dia seguinte e fui me deitar.
Capítulo 7
Após a escola combinamos de sair eu, , e em um bar no shopping...
- Pronta? – perguntou.
- Claro! – falei animada.
pigarreou.
- Que foi cara? – perguntou. - Nós também estamos prontos se ainda te interessa saber! - falou dando ênfase no ‘também’.
- Na verdade não me interessa tanto assim, mas vou dizer que sim para não complicar as coisas. – disse e todos nós rimos.
Chegando lá nos sentamos em uma mesa para quatro, de forma retangular, me sentei ao lado de e ao lado de .
- E aí? Contem as novidades, faz um tempinho que não saímos. – Falei tentando desembuchar de que ele havia pedido em namoro.
- Bom, nós compusemos umas músicas novas, e... Ah, eu tenho outra novidade. - falou , mas quando pensamos que ele falaria a novidade ele apenas soltou. – Quer dizer, eu e o .
Eu ia abrir a boca para falar “Conta!”, estava louca para ouvir nos contar sobre ele e , mas ela foi mais rápida.
- É boa ou ruim? - Perguntou ela.
- É ruim, mas não vamos contar agora. – disse fazendo suspense.
- Por quê? – Falei indignada.
- A gente conta outra hora, ta? Não queremos chatear o passeio. – Falou me dando um beijo na bochecha.
- Ok. – Falei.
- Ok, nada! – Falou nervosa.
- Calma, amor, eu te falo depois. - Disse .
- Ah não, fala agora, por favor! – Insistiu ela com uma carinha triste.
- Não, prometo que depois eu te falo. - Insistiu ele.
- Ah, então eu também tenho uma coisa para te falar, mas depois eu te falo. - falou ela.
- Não é terminar, é? - disse com um susto fingido.
- Cala a boca, ! Óbvio que não, eu nem tenho nada para falar. Só queria que você dissesse. - disse manhosa.
- Para tudo! - interrompeu.
- Que foi? - Os dois falaram juntos e eu ri.
- Amor, terminar?! - Falou . E todos nós rimos.
- A gente ‘tá namorando. - disse com a maior tranquilidade do mundo.
- E ninguém me conta mais nada agora? – Reclamou .
- A gente tenta, mas você nunca quer ouvir, a não ser que seja alguma coisa da . - Disse brincalhão como sempre.
- Cala a boca, cara! - falou .
- Então, o que vocês vão pedir? – perguntei tentando cortar o clima meio desagradável que se instalou.
- Ah... Eu quero milkshake de chocolate. – Disse fazendo cara de criança.
- Eu vou querer um café. - Falei.
- Dois. – Pediu .
- Para mim pode ser um... Ah, pode ser Milkshake também. – disse .
- Ok, já estarei de volta com os pedidos. – Disse o garçom educadamente.
Alguns minutos depois...
- Aqui está. - Falou o garçom.
- Obrigada. - Falei com um sorriso, e o garçom respondeu “de nada ” com um sorriso no rosto, e me olhou sério. Ah, eu me esqueci de mencionar que o garçom era lindo? Pois é, ele tinha cabelo curto, preto, olhos azuis, e deveria ter mais ou menos uns 20 anos, por aí...
- O que foi? - Perguntei a ele com uma vozinha inocente.
- O que foi!? Aquele idiota ‘tava te secando e você me pergunta o que foi? - Disse como se fosse óbvio.
- Ele só sorriu para mim. - Falei tentando me livrar daquela discussão idiota.
- Ah, é claro! - Ironizou.
- Bom a gente vai dar uma olhada naquela loja, vem ! - se apressou.
- Mas o que eu quero com aquela loja? - perguntou demonstrando sua pouca vontade de ir à loja.
- Vamos. - ordenou e ele acabou concordando.
Após eles saírem eu e ficamos quietos por alguns segundos.
- Ah , fala sério, não quero discutir por causa disso. - Me rendi.
- Ta, mas só se você admitir que ele ‘tava meio afim de você! - disse.
- Ele não ‘tava, ele só sorriu para mim! - Me defendi.
- É, só sorriu enquanto você ‘tava olhando. - continuou insistindo.
- Ai , que coisa ridícula! - Exclamei.
- Não é nada. Mas deveria saber que você não iria acreditar em mim. - Disse .
- Sério, para com isso, que ciúmes idiota! - Falei um pouco mais alto, mas com certeza não estávamos fazendo escândalo na cafeteria.
- Ciúmes? Não acredito que você acha que eu estou com ciúmes daquele cara! - Ele disse apontando para ele.
- Não aponte ! - Corrigi-o. – E, fala sério, vai dizer agora que não esta com ciúmes dele? - Falei como se fosse a pergunta mais óbvia do mundo.
- É. - Ele respondeu curto e seco.
- E por que todo esse escândalo? - Perguntei confusa.
- Não ‘to fazendo escândalo! - Ele se explicou.
- ‘Tá sim. - Falei me levantando.
- Onde você vai? - Perguntou.
- Vou embora, não quero ficar aqui discutindo. - Falei e saí andando até parar no balcão para pagar.
- Os seus outros dois amigos já pagaram a parte deles. - Disse o garçom bonitinho.
- Ah, ok. Aqui está a minha. - Falei colocando o dinheiro na bancada.
- , deixa que eu pago. - Falou atrás de mim.
- Que mudança de humor hein? - Brinquei, me devolveu o dinheiro e entregou o seu ao garçom.
- Obrigada. - Agradeci, e só se virou de costas e foi andando ao meu lado.
- Aonde você vai? - Perguntou.
- Para casa. - respondi secamente.
- Ah, qual é, ? Para de me tratar assim. - Falou.
- Eu? Agora a culpa é minha? É você que fica todo paranóico quando algum cara sorri para mim. – Falei e, quando terminei, uma garota loira se aproximou de nós.
- Oi , tudo bem? - Disse ela dando um beijo em sua bochecha.
- Tudo e contigo... Amy? - Ele perguntou, e eu só fiquei parada olhando.
- Tudo sim, escuta, me liga num dia desses ‘tá? Assim a gente pode se divertir de novo. - Falou ela flertando com ele. De novo?! Não acredito que o ficou com ela e nem me disse, ta, ta certo que a gente não namora e... ai, sei lá, só sei que eu ‘tava com ciúmes, mas pior ainda, não deve fazer tanto tempo que eles ficaram, e com certeza eu já conhecia o , já o conhecia há meses.
- É, eu to meio ocupado agora... - Disse ele enquanto eu vibrava mentalmente.
- Ah, tudo bem, então quando tiver um tempinho me liga. - Disse ela se despedindo. Ela nem olhou na minha cara, nem um segundo da curta conversa com o meu “namorado”.
- Olha, , eu tenho mesmo que ir, tchau. - falei.
- , espera aí. - Falou ele.
- O que foi? - Perguntei tentando esconder a tristeza e segurar as lágrimas.
- Não é o que você está pensando, juro. - Ele tentou se explicar fazendo gestos com as mãos.
- É sim, bom, mas não importa, a gente nem ‘tá junto para valer mesmo, então.. Vou lá. - Falei e saí andando até a porta da cafeteria e ele não foi atrás de mim.
Demorei um pouco a dormir nesse dia, sempre demorava quando estava triste, então coloquei os fones do meu iPod no ouvido e escutei uma música para me acalmar. Escutei “Breathe – Taylor Swift”, “Bubbly – Colbie Caillat” e caí no sono.
Cheguei à escola outro dia e nem sinal de . Assisti a todas as aulas, torcendo para que o tempo acabasse logo, mas parecia que cada vez mais os ponteiros no relógio pendurado na sala se moviam mais devagar. Fiquei pensando no que havia dito que teria que me contar, daí pensei se seria a história com a tal garota, mas então percebi que disse que também queria contar e contaria a e etc.. Então realmente achei que não era isso, mas não fazia diferença, não saberia mesmo...
Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto fazer os deveres de casa e essas coisas que – nós alunos - somos obrigados a fazer. Quando acabei resolvi ligar a televisão e ver o que estava passando. Fiquei uma hora e meia na frente da TV vendo Friends e vi a primeira parte do Gossip Girl e depois me cansei e fui ao computador um pouco ver quem tava online.
* MSN on *
_ diz:
E aí, ? O que acabou acontecendo aquele dia na cafeteria? ¬¬
_ diz:
Não aconteceu nada.
_ diz:
NADA, COMO ASSIM?! Ele se desculpou?
_ diz:
Não... :/
_ diz:
E como vocês estão?
_ diz:
Mal, acho que acabamos. ?
_ diz:
NÃO! É só uma fase de turbulências.
_ diz:
Não é não, eu não vou mais perdoá-lo.
_ diz:
Por que, o que ele fez?
_ diz:
Ele ficou com outra guria enquanto ele ‘tava COMIGO!
_ diz:
O QUE?! Mas vocês ‘tavam namorando sério?
_ diz:
Não... Mas ele fica todo bravinho quando qualquer cara sorri para mim, e eu não posso dizer nada se uma garota dá em cima dele?!
_ diz:
Eu sei, eu sei, vai ficar tudo bem. Ele ficou com ciúmes só isso.
_ diz:
Segundo ele, ele não ficou.
_ diz:
E você acha que ele vai admitir?
_ diz:
Ele já admitiu uma vez, naquela festa da Beyoncé.
_ diz:
Ah é, você me contou... Mas vai dar tudo certo...
_ diz:
Não vai não, ele é muito ciumento, , não dá para aguentar assim, quer dizer que ele pode e eu não? Ah, fala sério!
_ diz:
Sinto muito...
_ diz:
Ta, tudo bem... Vou ter que sair. Até mais !
_ diz:
Ok, beijos, tchau.
* MSN off *
Desliguei o computador, jantei, fiz mais algumas coisinhas e me deitei, para outro dia de aula na manhã seguinte, cedinho. Acordei e fui para o colégio e de novo nada de ver o ... É, e isso se repetiu pelos próximos três dias, não sabia o que estava acontecendo, só sabia que eu sentia falta dele, e muita. Não falara com nenhum daqueles dias, pois o celular dela não pegava, acabei saindo com minhas amigas pelo shopping e comprei umas roupinhas novas lá, fazia tempo que eu não comprava nada.
No outro dia pensei que veria no colégio de novo, mas ele ainda não estava lá, não sabia o que estava acontecendo, e estava muito curiosa, será que ele havia se mudado de escola, ou será que havia se mudado de cidade, ou pior, de estado? Esperava que não, mesmo tentando definir na minha cabeça o status da minha relação com , que estava em: acabados, não conseguia imaginar minha vida sem ele, quer dizer, ele não podia surgir assim de repente e desaparecer do nada, ele tinha me dizer se ele iria se mudar ou não?
Aliás, pensei que éramos amigos também... Quando cheguei em casa, estava esgotada de tantas dúvidas, já era o quarto dia que não aparecia na escola. Então entrei no meu quarto, fechei a porta, peguei meu celular, e decidi ligar para o e saber onde ele estava e se estava com , e se não estava doente nem nada, e, ah... Se ele iria voltar.
Capítulo 8
Selecionei a agenda do meu telefone e vi o número de , pensei um pouco e achei melhor ligar para ele do que para , sei lá, só para ver se ele estava bem e essas coisas... O celular chamava, chamava e não atendia, até que eu ouvi uma voz feminina do outro lado dizer:
– Oi.
- Alô? Quem é?
- Aqui é a Jennifer, quer falar com o ?
- Aham, pode passar para ele?
- É... Ele está um pouco ocupado agora, pode ligar mais tarde?
- Na verdade, esquece, mas obrigada mesmo assim. Tchau.
- Ok, tchau.
Desliguei o telefone me sentindo pior do que quando tinha ligado segundos atrás. Agora acho que foi muito idiota minha idéia de ligar para o ao invés de . Além disso, eu poderia ligar para o , ele era meu amigo, e esperava que ainda fosse...
Então, resolvi ligar para o .
- Alô?
- Oi ! Tudo bem?
- Oi , ‘tá tudo bem e aí?
- Tudo. Então, queria falar comigo?
- É, eu queria saber se o ‘tá bem, quer dizer, ele não ‘tá indo a aula, sei lá, ele podia estar doente, mas espero que não, e aonde você está?
- Ah, não, não, ‘tá tudo bem aqui, é que não deu tempo de te contar... Lembra? O que a gente ia te contar na cafeteria...
- Aham, o que tem?
- Bom, a nossa tia ‘tá doente e a gente veio passar uns dois meses aqui com ela em Honolulu, no Hawai, sabe?
- Ah, meu Deus, coitada!
- É, e a gente ‘tá num colégio aqui, por sinal, muito chato...
- E por que aqui em Nova York vocês não estudavam no mesmo colégio que eu e o ?
- Ah, a gente já estava adaptado lá e tudo mais, e o só foi para lá por causa de você e...
- Não foi nada, ele disse que era porque o ensino era melhor, tinha uma melhor estrutura e etc.
- Desculpa, mas isso não tem nada a ver...
- Tem sim... Então quando vocês voltarem para cá o vai continuar no colégio?
- É, ele não vai sair agora só porque vocês estão numa fase ruim!
- Não é fase ruim, , acabou!
- Ah é, então por que você ‘tá preocupada ligando para mim porque ele não foi à aula, hein?
- Hum... Porque… Porque.. Ah, é...
- Viu, ‘tá preocupada! - Disse ele e riu.
- Cala a boca, !
- Não, porque é verdade...
- Não, e mesmo se fosse ele ‘tá todo ocupado com uma Jennifer lá...
riu mais ainda.
- O que é que tem?
- Nada, ... - Disse ele, mas não completou, pois em seguida ouvi a voz de do outro lado da linha.
- Oi ! - Ele gritou.
- Oi ! – Gritei e em seguida ouvi um barulho de passos descendo as escadas.
- A ‘tá ai? - Falou no fundo.
- ‘Tá, da oi para ela! - Disse .
- Ela não quer falar comigo, muito menos eu com ela... Vou lá comer...
- Guloso! - Disse .
- Ah e , sobe e põe uma roupa, se a mamãe te ver só de cueca ela vai te matar, ainda mais aqui! - Gritou .
- Cala a boca, cara! - disse .
- Oi! Eu ainda ‘to aqui! - Falei.
- A gente sabe… - Disse .
- E aí, vocês tem alguma novidade? - Perguntei.
- É, mais ou menos, a gente conheceu um cara aqui, ele é de Nova York, e bom, a gente ‘tava precisando de um guitarrista e ele vai entrar na banda. - disse animado.
- Cara, vem me ajudar a pintar os cartazes da Mandy, ela ‘tá me matando. - Disse .
- Por que o não vai? Eu ‘to falando com a ! - perguntou.
- Porque ele ‘tá irritado, e ocupado... - explicou.
- ‘Tá, vou lá, , minha priminha de oito aninhos tem um trabalho escolar e quer que a gente ajude ela a pintar.
- Ok, até mais. - Falei.
- Tchau, ‘to com saudades. - disse.
- Também ‘to, beijos, tchau. - me despedi.
- Tchau. - se despediu e desligou o telefone.
Desliguei o telefone e me concentrei em fazer o dever de casa, após um longo tempo fazendo contas, peguei minha guitarra e comecei a me divertir... Após bastante tempo rateando, tomei um banho, jantei, assisti um pouco de televisão e fui dormir. Seria um longo mês, ou melhor, seriam dois longos meses...
Passou-se uma semana, quero dizer, uma longa, muito longa semana, não aguentava mais, eu precisava falar com , mas não podia simplesmente ligar para ele, eu tinha que me segurar, já tinha ligado para o semana passada, não podia ficar ligando toda hora, eu pareceria uma chata.
Então, decidi que iria ligar para alguma amiga, para sairmos, sei lá, irmos ao cinema, qualquer coisa que me detraísse. Fomos ao shopping, comprei uma blusinha linda, e tomamos um café na Starbucks na volta, depois ela seguiu para sua casa e eu para a minha. O outro dia de aula foi chato igual ao anterior, muitas matérias novas, deveres de casa e coisas que ninguém gostava, e nem tive aula da minha matéria favorita! Esse troço de ir à aula sem o estava cada vez mais chato.
Tinha prova de Geografia no dia seguinte, então me sentei, abri meu livro e comecei a estudar, ainda bem que eu adorava essa matéria, senão seria um inferno, passei meia hora estudando e depois me cansei e fui assistir a um filme que tinha alugado para me distrair, o nome do filme era Picture this. Era um filme bem legal. Após ver a esse filme me deitei e li meu livro It girl 5 - já havia lido o primeiro, segundo, terceiro e o quarto, eu amava aquele livro – após uns 3 capítulos caí no sono.
E mais uma semana se passou...
É, só faltava um mês e duas semanas para o voltar, mas mesmo que voltasse, será que nós iríamos. Voltar, quer dizer. Bom, pelo menos ele estaria aqui...
Já estava cansada da minha rotina monótona, então resolvi sair com a , liguei para ela e combinamos de ver algum filme no cinema com a também, já que nenhuma delas viajara com os garotos. Fomos ver Valentine’s Day.
- Então, vocês acham que esse filme é bom? - Perguntou meio em dúvida.
- Acho que sim, vimos a sinopse na internet... - Falei pretendendo falar a sinopse, mas foi mais rápida.
- Ah, você descobre quando ver o filme! - Disse .
- Tá, mas diz algo sobre o filme. - insistiu.
- Ok. Hum... É com a Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Jessica Alba, Taylor Lautner...- Eu ia continuar mas disse:
- Ok, deve ser bom! - E seguimos na fila para comprar os ingressos. Comprei uma pipoca pequena e um guaraná, tá, e um chocolate também, mas e daí? Precisava durar todo o filme! As garotas também compraram mais ou menos a mesma coisa.
- Então, onde nos sentamos? - perguntou enquanto passávamos pela porta do cinema.
- Bom, já que os garotos não estão aqui, vamos sentar do meio para frente! - Disse .
- Eu ia sentar do meio para frente de qualquer jeito! - Falei dando de ombros.
- Ah, desculpa , eu tinha esquecido... - Disse .
- Tudo bem, vamos. - Falei e fomos em direção as cadeiras do meio. Então começaram aqueles comerciais chatos do início, alguns trailers até que eram bons, até motivava para vê-los, mas hoje não ‘tava com saco para ver nenhum, queria logo que o filme começasse.
Depois de muitos e muitos trailers o filme finalmente começou, queria prestar atenção, mas não dava! Eu não parava de pensar no , e isso já estava me irritando, eu só queria esquecer logo ele e ver o filme, mas eu não conseguia. Depois de uns 10 minutos tentando eu finalmente consegui me desligar total da vida e ver o filme, que por sinal, era lindo.
Ao sairmos do cinema perguntei às gurias.
- E aí? Gostaram do filme? - Perguntei.
- Foi perfeito! - disse sorrindo.
- Achei muito bom mesmo! - disse animada.
- E você? - quis saber.
- Eu amei! - Falei com entusiasmo.
- Vocês querem dar uma volta no shopping, e... talvez me ajudarem a escolher a roupa para o dia que o chegar? - disse super sorridente.
- Ok, nós ajudamos! - Disse.
- Então vamos às compras! - exclamou.
Entramos em várias lojas, mas para nada parecia ser perfeito o bastante – ou servir perfeitamente o bastante – para a chegada de , até que entramos na Victoria’s Secret e encontramos uma saia e uma blusinha perfeitas, segundo ela. também comprou um vestidinho para o mesmo evento, e eu, bom, eu comprei uma saia e uma blusa lindas, mas claro que não era pelo mesmo motivo, eu iria usá-las no aniversário do meu pai que estava chegando, e iríamos viajar para Punta Del Este, meu pai amava esse lugar, ficava no Uruguai, e era extremamente lindo. A temperatura era quente de dia e esfriava normalmente à noite, o que requeria um casaquinho, que eu também comprei.
Certo, eu era um pouco fraca nesse negócio de comprar roupas, mas o que tem? Eu só comprava quando achava que era preciso, e, na maioria das vezes, eu precisava sim. Mas não era de comprar qualquer coisa que eu não gostasse porque talvez eu pudesse precisar, eu só comprava o que eu realmente gostava. O que eu imaginava no meu guarda-roupa e me imaginava usando.
E elas não eram muito diferentes... ainda era mais preservada, ela não comprava tanta coisa, não que ela não pudesse, é que ela não curtia tanto isso de ficar em lojas o dia todo comprando coisas e mais coisas. Já eu e amávamos uma loja, um shopping e tudo que tivesse roupas, e coisas novas e diferentes, também gostava de lojas de instrumentos musicais e CDs e DVDs. Amava música e adorava ver as novidades nessas lojas, sempre tinha algum CD bom a venda ou algum lançamento em DVD.
- Vamos? - Perguntou .
- Ah, não. Vamos naquela outra loja ali, quero ver uns sapatos. - Disse .
- Ok, vamos então. - Concordei.
bufou, olhamos para ela e ela riu, dizendo:
- Ah gente! Vocês me conhecem, não curto tanto isso. - Falou.
- Ok, só mais essa e vamos embora, ok? - perguntou.
- Tá bom, mas andem logo! - cedeu.
Entramos na loja e comprou os pares que vira na vitrine e colocara na cabeça que precisava ter, e após isso pegamos um táxi na porta do shopping e fomos para casa. A primeira a ser largada em casa foi , pois sua casa era a mais perto do shopping, a seguir seria minha vez.
- Então, alguma novidade? - perguntou.
- Não, e você?
- Também não. Ei, o me disse que você ligou para ele.
- É, eu ‘tava com saudades. - Falei,
- Pois é, eu também estou, mas por que o , quero dizer, pensei que você sentiria mais saudades do ! - disse.
- E sinto. Mas eu liguei para o antes, e uma tal de Jennifer atendeu e disse que ele ‘tava ocupado, provavelmente ele disse para ela que não queria falar e ela deu uma desculpa, só para não pensar no pior. - Falei desanimada.
- Ah , fala sério! Você acha que ele ‘tava com ela?
- Óbvio! - Exclamei.
- Não ‘tava nada, ele ainda gosta de você, tenho certeza! - disse.
- Eu não teria tanta. - Falei. – Cheguei, até mais . - Falei saindo do táxi.
- Ok, te espero no dia que eles chegarem, você vai, não é? - perguntou.
- Até parece! - Falei e saí. – Até mais! - Me despedi. E ela acenou para mim de dentro do táxi e eu entrei no apartamento.
Ao chegar em casa me deparei com minha mãe a minha frente.
- Filha, um garoto te ligou, eu disse que era para ele te ligar mais tarde que você tinha saído com as suas amigas. - Minha mãe me disse. Fiquei super animada, logo pensei que poderia ser o , será que aquela Jennifer disse para ele que eu tinha ligado?
- Qual era o nome mãe? - Perguntei.
- , acho. - Disse minha mãe e eu quase dei um pulo.
- E o que exatamente ele disse? - perguntei tentando não demonstrar a animação crescendo dentro de mim.
- Ele pediu para falar contigo e eu disse que você havia saído então ele disse: Ok, eu ligo mais tarde. E eu disse Ok e me despedi.
- Ok, obrigada, vou para o meu quarto. - Falei.
- Não, não vai, a tua irmã alugou um filme, e ela quer que assistamos ao filme juntos! - Minha mãe explicou, falei que não era uma idéia tão boa assim pois eu já havia assistido a um filme hoje e poderia ser cansativo e tudo mais, mas ela insistiu e assistimos o filme assim que meu pai chegou em casa.
Eu não estava nem um pouco a fim de assistir a nada, mas tive que aguentar, quando o filme acabou fomos jantar, após o jantar subi para o meu quarto, para terminar meu dever de história. Abri meu caderno e comecei por onde havia parado, quando acabei era por volta de nove e meia da noite e eu ia dormir.
Eu estava cansada e teria aula no outro dia pela manhã. Fui ao banheiro fazer a higiene e tudo o mais, decidi tomar um banho antes de me deitar, pois amanhã queria dormir mais então queria acordar praticamente pronta. Após o banho, vesti o pijama, foi quando minha irmã bateu na porta.
- Que foi? - Falei.
- Só queria saber se você gostou do filme. - Perguntou.
- Sim, foi uma ótima escolha. - respondi sorrindo.
- Obrigada, er... Vou lá pôr o pijama. Boa noite. - Disse ao se virar de costas para mim e sair.
- Boa noite. - Falei ao vê-la saindo do quarto.
Eram quase dez horas, estava pronta para dormir, acho que nem pegaria o iPod hoje. Deitei-me na cama e ia dormir. Quando uma coisa aconteceu que me fez sorrir idiotamente.
Meu telefone tocou, só esperava que fosse quem eu pensava que era.
Capítulo 9
Peguei o celular e, de acordo como o nome na telinha, era o . Droga! Não que eu não quisesse falar com ele, não era isso. É que eu realmente precisava falar com , mesmo não fazendo idéia do que eu diria após o “oi, tudo bem” inicial.
- Alô? - Perguntei.
- Oi . - disse do outro lado da linha.
- Oi, ‘tá tudo bem aí?
- Tudo, tirando o fato de que tive que levar minha prima na pracinha hoje. - Eu ri.
- Não pode ter sido tão ruim assim! - Falei.
- Nem imagina. Ainda mais porque cada um de nós ‘tá meio que responsável em entreter uma prima, e o é o mais folgado.
- Por quê?
- Porque ele sempre diz que ‘tá ocupado escrevendo uma música e a gente tem que o deixar compor senão adeus as novas músicas, e quando ele não ‘tá escrevendo, ele sai, vai dar uma volta, e a gente se ferra.
- Coitadinho de vocês! Mandem-no trabalhar também!
- A gente tenta, mas ele sempre da uma desculpa e nos enrola.
- Hum...
- Então... a ‘tá bem?
- ‘Tá, por quê? Não está conseguindo falar com ela?
- Não, da última vez que a gente se falou ela disse que o celular dela tinha quebrado e eu só podia ligar pelo telefone, mas ela nunca ‘tá em casa, diz para ela que eu estou com saudades?
- Pode deixar!
- Ok, obrigado . Quer que eu também dê um recado para o ?
- Não.
- Tá, calma, não precisa ficar brava.
- Ok, até mais.
- Tá, vou dizer que você está com saudades dele, ok?
- Cala a boca, não vai dizer nada, senão eu não digo nada para a !
- Certo, vou ficar quieto, mas diz para ela, hein!
- Já falei que vou. Beijo, tchau.
- Tchau.
Então ele desligou o telefone. E lá se foram todas minhas expectativas de fazer as pazes com , porque de uma coisa eu sabia: eu não iria ligar para ele. Esperaria, até ele decidir me ligar e esquecer a tal de Jennifer. E tentando resolver meus problemas mentalmente, dormi.
Até que o tempo passou, mesmo parecendo passar cada vez mais devagar. Faltavam três semanas para eles chegarem, e eu ainda não fazia idéia do porque estava tão ansiosa se eu nem iria recebê-los ou ao menos falar com na escola no dia seguinte. Mas só queria vê-lo e abraçá-lo. Talvez. Mas provavelmente não.
Eu não entendia, por que ainda não havia me ligado desde aquele dia? Será que havia desistido? Ou simplesmente pensado que a resposta da minha mãe fora apenas uma desculpa para eu não atender? Será que ele ligaria de novo? Ou eu teria que ligar? Com certeza eu não ligaria. Nem pensar.
Estava entediada e decidi entrar no computador e ver quem estava online.
*MSN on*
_ diz:
Oi gente! E aí?
_ diz:
Tudo beleza e com você?
_ diz:
Comigo ‘tá tudo ótimo, então, novidades?
_ diz:
‘To bem, oi . Sim, tenho novidades para você!
_ diz:
Conta, conta...
_ diz:
Alguém mandou dizer que está com saudades e ‘tá de cara porque não consegue falar contigo!
_ diz:
Ahhhhhhhh! Quem?
_ diz:
Idiota, até eu sei quem é!
_ diz:
O !
_ diz:
Own *----* Que fofo! Diz que eu também estou?
_ diz:
Se ele me ligar de novo eu digo.
_ diz:
Haha... Liga você.
_ diz:
‘Tá com medo que ele atenda?
_ diz:
Não, mas...
_Maruqes diz:
Mas nada, liga para ele e diz o que a disse e já fala para o meu que eu ‘to com saudades dele.
_ diz:
Há! Eu sabia que tinha um motivo oculto! Por que você não liga para ele?
_ diz:
Porque não, eu quero que você ligue!
_ diz:
Liga, ! =)
_ diz:
NÃO!
_ diz:
LIGA!
_ diz:
NEM PENSAR, E SEM MAS...
_:
SIM! Por favor, eu fico te devendo uma.
_ diz:
O quê?
_ diz:
Eu... eu... eu posso...
_Maruqes diz:
Pode...
_ diz:
Espera, ‘to pensando.
_ diz:
‘Tá, esquece, eu ligo, mas não hoje, amanhã.
_ diz:
Ok, obrigada *-*
_ diz:
Muito obrigada !
- diz:
De nada. Mas se o atender... Eu juro que mato vocês ;)
_ diz:
Será até melhor se ele atender.
_ diz:
Aham...
_ diz:
‘Tá, eu duvido, se ele atender eu vou desligar na hora.
_ diz:
Vai nada! :D
_ diz:
Com certeza! Não faz isso!
_ diz:
‘Tá, chega de insistência por hoje, tenho que ir, beijos, bye.
_ diz:
Ok, beijos, até mais.
_Delease diz:
Beijo, tchau .
*MSN off*
Então desliguei o computador, e fiquei pensando se ligaria mesmo para o ... Não fazia idéia do que eu faria amanhã. Talvez eu ligasse para ele, quer dizer, para o , ou ... Ou se eu ligasse, talvez ele nem atendesse ao telefone. Pensando nisso fui dormir.
Acordei tarde demais no outro dia de manhã. Perdi o primeiro horário, e logo fui perguntar para minha amiga o que havia acontecido na aula. Ela disse que o professor havia marcado uma prova para amanhã, prova de química. Que saco! Aguentei os outros horários, mal podendo esperar a hora de chegar a casa, tomar um banho e... Estudar, fazer o quê?!
Após longas e cansativas horas de estudo fechei meu livro e organizei meu material para o dia seguinte. E resolvi ligar para o para avisar o que a havia pedido. Com um pouco de receio peguei o telefone e disquei o numero que havia usado para me ligar. Não sabia qual era o celular dele. Torcendo para que o não atendesse, apertei no botão ligar.
- Alô? - Perguntei.
- Oi, quem fala? - Perguntou a voz que eu menos queria ouvir naquele momento.
- , sou eu, a , eu posso falar como ?
- Er... Ah, oi , tudo bem?
- Tudo, e aí?
- Tudo bem, er... O ‘tá ocupado ajudando nossa priminha com o desenho de artes para o colégio, é importante?
- Er... Para a é...
- Eu posso dizer para ele, ou...
- Não, não, pode sim, diz para o que a também ‘tá com saudades e que a ‘tá com saudades do .
- Digo que a ‘tá com saudades do para o ? - Ele riu e eu também.
- Não, isso você diz para o ! - Falei ainda rindo.
- Ok, vou falar, mais alguma coisa?
- Er...Não, tenho que desligar, até mais.
- Tá bom, até mais.
Desliguei o telefone sentindo tipo um alívio, porque por mais que eu o evitasse eu queria muito mesmo falar com ele. E na verdade eu queria ter dito: , fala comigo, eu ‘to com saudades!
Estava se tornando horrível ter que evitá-lo, pois eu queria demais estar com ele, mas parece que tudo colaborava para não dar certo, estava muito difícil, e eu não estava aguentando mais isso. Eu queria muito abrir o jogo, mas acho que isso não adiantaria nada. Porque daí ele poderia pensar que ele podia andar com quem ele quisesse e que eu não ligava, contanto que ele estivesse comigo.
E eu ligava, quer dizer, não queria estar com ele sabendo que sempre que eu não estivesse do lado dele, outra garota poderia estar. Eu sei que eu tinha de confiar nele, mas acho que ele deveria me dar motivos para isso. Porque era difícil para mim, quer dizer, acho que nenhuma garota gostaria disso, eu tinha de me impor. Se ele quisesse ficar comigo, ele teria de ser honesto e confiável, e me contar a verdade sobre essa história da Amy.
Mas se eu pedisse para ele me contar ou dissesse a ele que eu estava com saudades, eu estaria me rendendo, e a culpa foi dele de ter ficado com uma garota enquanto estávamos juntos, não que fosse para valer, eu sei que não estávamos exatamente namorando, mas eu considerava como se estivéssemos, será que ele também considerava assim?
Pelo visto, não. Eu gostaria muito que ele pensasse assim, mas acho que ele nunca pensara. Mas se ele ficava bravo quando eu estava com outros garotos eu também tinha o direito, não é?
Capítulo 12
- Oi ! - Exclamei ao ver abrir a porta com um sorriso no rosto.
- ! ‘Tava com saudades! - Falou me abraçando forte.
- Eu também. - Falei o abraçando também.
- Oi gente! Já começou o ensaio? - perguntei ao entrar.
- Já, senta aí . - Falou .
- Oi ! - Disse ao tirar os olhos de sua guitarra.
- Oi ! - Falei simpática.
- Eu não sei se já o apresentamos para você, mas esse aqui é o . - Falou indicando o garoto ao seu lado.
- Prazer! - me levantei e fui em direção a ele, ele esticou a mão e eu a segurei cumprimentando-o.
- Prazer . - Falou.
- E aí, ! - Disse aparecendo de repente, acho que ele deveria estar no pátio antes de eu chegar. Ele chegou perto de mim e me abraçou.
- Oi . - Falei retribuindo o abraço.
- Que bom que você veio. - Falou ao me largar.
- É, ‘to louca para ver o ensaio... Vão começar? - Perguntei indo me sentar junto a e .
- Ok, , ‘tá com a música nova? - perguntou subindo no pequeno palco que havia na garagem e pegando o microfone central.
- Er... Não deu tempo de acabar, sorry dude.
- Tá, vamos ter que ensaiar com as velhas, ok? 1, 2, 3... - Ele disse, contou e começou a cantar. , que estava perdido ainda lá embaixo, subiu rapidamente e pegou seu microfone e começou a tocar sua guitarra.
- PARA TUDO! - Gritou lá de trás.
- O que foi agora? - Perguntou irritado.
- Calma cara, é só que eu tenho que ligar a guitarra. - Explicou .
- Por que o ‘tá tão irritadinho hoje? - Perguntei discretamente para .
- É a terceira vez que mandam parar a musica, e óbvio que o não aguenta mais. - Falou e eu ri da irritação do meu amigo.
- Vamos de novo? - perguntou .
- Ok, vamos ver se agora alguém não se esquece de ligar a guitarra, não é? - falou dando ênfase em alguém.
começou a cantar olhando diretamente para .
You should know what I feel
[Você deveria saber o que eu sinto]
Baby, I can tell you,
[Querida, eu posso te contar]
It’s so real.
[Isso é tão real]
Don’t have to be afraid
[Não sinta medo]
‘Cause no matter what we’re going through
[Porque não importa pelo que estejamos passando]
I’ll be there for you…
[Eu estarei lá por você]
Então e começaram a cantar o refrão juntos:
Just take my hand
[Apenas pegue minha mão]
And I’ll show you what I feel
[E eu vou te mostrar o que eu sinto]
Just forget about everything wrong I did
[Apenas esqueça todas as coisas erradas que eu fiz]
Please forgive me
[Por favor me perdoe]
‘Cause now,
[Porque agora,]
I promise I won’t lie
[Eu prometo que não vou mentir]
I knew it took me so long to realize
[Eu sei que levou muito tempo para eu perceber]
That I just wanna you to be mine
[Que eu só quero que você seja minha]
No segundo verso, cantou sozinho, ele olhava meio que para o chão e para sua guitarra e se concentrava na troca de acordes ao longo do segundo verso.
I know that I was such a fool,
[Eu sei que eu fui um idiota]
But girl, I can’t live without you…
[Mas garota eu não consigo viver sem você]
Don’t say you’ve forgotten me,
[Não me diga que você me esqueceu]
Don’t say you want it turn out like this
[Não me diga que você quer que isso tudo acabe assim]
‘Cause I know you still love me.
[Porque eu sei que você ainda me ama]
Ao cantar “Don’t say you want it to turn out like this” deu uma rápida olhada para mim, mas logo abaixou o olhar para sua guitarra, pois viu que eu o olhava cantando, a seguir e cantaram, juntos o refrão de novo:
Just take my hand
[Apenas pegue minha mão]
And I’ll show you what I feel
[E eu vou te mostrar o que eu sinto]
Just forget about everything wrong I did
[Apenas esqueça todas as coisas erradas que eu fiz]
Please forgive me
[Por favor me perdoe]
‘Cause now,
[Porque agora,]
I promise I won’t lie
[Eu prometo que não vou mentir]
I knew it took me so long to realize
[Eu sei que levou muito tempo para eu perceber]
That I just wanna you to be mine
[Que eu só quero que você seja minha]
Então cantou a bridge:
You say you’ll not forgive me,
[Você diz que você não irá me perdoar]
But I know you’ll do.
[Mas eu sei que você vai]
You say you don’t need me,
[Você diz que você não precisa de mim]
But you still love me too.
[Mas você ainda me ama também]
Just say the truth. Yeah, yeah...
[Apenas diga a verdade]
E então se juntou a ele e cantaram o ultimo refrão.
Just take my hand
[Apenas pegue minha mão]
And I’ll show you what I feel
[E eu vou te mostrar o que eu sinto]
Just forget about everything wrong I did
[Apenas esqueça todas as coisas erradas que eu fiz]
Please forgive me
[Por favor me perdoe]
‘Cause now,
[Porque agora,]
I promise I won’t lie
[Eu prometo que não vou mentir]
I knew it took me so long to realize
[Eu sei que levou muito tempo para eu perceber]
That I just wanna you to be mine
[Que eu só quero que você seja minha]
E, por fim, o final da música:
:
Don’t say you don’t need me,
[Não diga que você não precisa de mim]
Say the truth.
[Diga a verdade]
:
‘Cause baby, I’m still in love with you.
[Porque querida, Eu ainda sou apaixonado por você]
Ao acabarem de cantar disse:
- Isso! Ficou demais, o que acharam, lindas? – Falou olhando para nós, mas mais para .
- Eu gostei. Muito linda a música. - Disse .
- Amei demais, foi você que escreveu ? - Perguntou , já pensando que ele teria escrito para ela.
- Er... Não, mas quando eu toco penso em você. - Disse ao piscar o olho esquerdo à sua namorada, a qual sorriu.
- E você ? - perguntou atrás de .
- Eu gostei, achei fofa. - comentei.
- Foi o que escreveu! - Empurrou .
- É, lá na casa da nossa tia, no Havaí. - Falou .
- Bom, ficou ótima mesmo... - Falei.
- Obrigado. - Disse olhando para mim.
- E aí, vamos à outra? - Perguntou .
- Vamos, a gente ‘tá te devendo . - disse.
- É, próxima eu escrevo, pode deixar... - Disse .
- Sem problemas, vamos começar. - Disse . Pelo diálogo subentendi que ele havia composto essa também.
começou cantando de novo...
I know, It’s been hard,
[Eu sei, isso tem sido difícil]
But we can’t just start all over again,
[Mas nós não podemos apenas começar tudo de novo]
I won’t pretend,
[Eu não vou fingir]
That I still want you,
[Que eu ainda te quero]
But I gotta say, that I need a break,
[Mas eu tenho que dizer que preciso de um tempo]
To say to myself to do not stay
[Para dizer para mim mesmo que não vou ficar]
cantou o refrão sozinho desta vez:
If only you said you could trust me,
[Se apenas você pudesse confiar em mim]
I’d never say another dumb thing,
[Eu não diria nenhuma outra coisa idiota]
I’d be honest all the time,
[Eu seria honesto todo o tempo]
There wouldn’t be lies
[Não existiriam mentiras]
But now, I just realized,
[Mas agora, eu acabei de perceber]
What I should’ve seen,
[O que eu deveria ter visto]
Since the beginning,
[Desde o início]
That we’re not meant to be…
[Que nós não fomos destinados para ser]
começou o segundo verso e fez backing vocal...
I also know,
[Eu também sei]
That I can’t make you be mine,
[Que você não pode ser minha]
When we’re surrounded with problems all the time.
[Quando estamos rodeados de problemas todo o tempo]
I won’t apologize anymore,
[Eu não irei me desculpar mais]
If you don’t want me, get outta my life,
[Se você não me quer, saia da minha vida]
I forget what we’ve got.
[E esqueça tudo que tivemos]
‘Cause with this relationship,
[Pois com essa relação]
I won’t stand anymore.
[Eu não irei aguentar mais]
Comecei a pensar se alguma música havia sido para mim, se fosse, esperava que tenha sido a primeira, a segunda não era lá tão linda, quer dizer, não falava bem de alguém...
Então cantou o refrão de novo. Após eles cantarem a bridge houve outro refrão e o final que dizia:
:
It’s the end, I didn’t want it to be like this, but you chose, so it’s your turn to regret everything.
[É o fim, eu não queria que isso fosse assim, mas você que escolheu, então é sua vez de lamentar tudo.]
Acabou a música, e eu me levantei do sofá e fui diretamente ao banheiro.
- , aonde você vai? - perguntou ao descer do pequeno palco de ensaio.
- Vou ao banheiro, já volto. - Falei indiferente.
- Ok. - disse ele.
Então caminhei em direção ao banheiro e fechei a porta. Queria um tempo para pensar sozinha. Pensar no que havia acabado de ouvir. Será que não me queria mais? Não podia ser, quer dizer, há um dia ele estava pedindo para me explicar tudo. Eu não sabia o que sentir.
- Então, aonde vamos agora? - Perguntou .
- Não sei, acho que a gente poderia ir ao cinema... - disse .
- Pode ser. - Concordou .
- Vamos? - disse se levantando do sofá.
- Aham. - e eu concordamos ao nos levantarmos também.
Fomos todos no mesmo carro, mas antes de eu entrar disse que tinha que ir ao banheiro rapidinho, fui. E quando voltei falou que eu teria que ir atrás, fiz uma careta para ele e me sentei lá.
foi dirigindo com no banco ao seu lado.
- E agora? - Perguntou .
- Pois é, somos em cinco para ir em um banco para três. - Falei.
- Er, eu sei! A vai no meu colo! - Disse feliz.
- Tá, e a gente aperta. - disse .
- Ok. - Concordou .
entrou primeiro e sentou em seu colo e eu, e nos esprememos no carro.
- Todo mundo confortável? - Zoou antes de dar a partida.
- Não! - Respondemos eu, e .
- Eu ‘to! - Disse e riu.
- Só perguntei por perguntar mesmo, vamos lá? - falou.
- Rá, rá, óbvio, para você está bom aí, com o banco sobrando espaço. - Falei a .
- Não reclama , tem alguém me esmagando aqui! - Disse .
- Ah é?! - Falou .
- Não, eu ‘to brincando, meu amor. - Disse e rimos.
- Acho bom. - Falou .
- Vamos logo! – Falei.
- Vamos então. - Falou .
Andamos durante uns quinze segundos até eu saltar no banco.
- Ai! Sério, próxima vez eu vou em outro carro! - Falei.
- Calma , vem cá. - Disse me pegando e me colocando em cima de seu colo. -Pronto agora fica quietinha aí. - falou e colocou os braços em volta de mim.
- Bom, pelo menos agora eu tenho cinto de segurança. - Falei.
Após uns quatro minutos chegamos ao cinema.
- E aí, que filmes estão em cartaz agora? - perguntou , enquanto examinava a parede cheia de filmes em cartaz.
- Er... “Bastardos Inglórios” e “Julie e Julia”. - Falei.
- Ah, beleza, vamos no “Bastardos Inglórios”, claro! - Falou .
- Uau! Jurei que vocês iriam querer “Julie e Julia.” - Falou . E eu ri. - O que foi? - Perguntou.
- É que “Bastardos Inglórios” é com o Brad Pitt. - Falei.
- Não acredito! - Disse cruzando os braços.
- É melhor acreditar! - Disse .
- Vamos ao “Julie e Julia” então. - Disse com animação forçada.
- Por quê? - Perguntamos juntas.
- Eu não quero ficar ouvindo sobre o Brad Pitt depois do filme. - disse mal-humorado.
- Ah, fala sério . - Falou .
- Só para constar, vocês sabem que é filme de guerra e etc, não é? - Perguntou .
- Er, eu não sabia. - disse.
- Eu sabia, mas detesto esse tipo de filme. - Falei.
- Então por que você vai ver? - perguntou , depois se ligou e disse: - Ah é, tinha esquecido. - Ri da cara que ele fez.
- E aí? Qual vai ser? - Perguntou .
- Er... Eu acho que eu ainda prefiro “Julie e Julia”... - Falei meio indecisa.
- Ah, dispensando o Brad Pitt. - mexeu .
- Ah é, se o Brad Pitt fosse assistir a esse filme também eu já ‘tava lá, mas como não sou muito de filmes de guerra, quem vai comigo no “Julie e Julia”? - perguntei.
- Eu vou! - Disse .
- Er, eu acho que vou com as garotas... - disse.
- Oh, que dúvida! - Ironizou e todos nós rimos.
- Er, onde você vai ? - perguntou .
- Eu quero ir com as garotas e o ver “Julie e Julia”.
- Ok, vou também. - Falou .
- Er, então acho que a gente vai com vocês, não é? - Disse .
- Pois é, vamos lá. Além disso, vocês não poderiam ver “Bastardos Inglórios”, pois a censura é 18 anos!- Completou e riu. E todos soltamos um ‘Ah, tem razão.’ Ou ‘Ah é...’
Entramos na sala de cinema, e foram lá para trás, junto a e que se sentaram na última fileira, ou seja, uma atrás de e . Já eu, e , nos sentamos na décima fileira, pois o cinema era realmente bem grande, e queríamos nos sentar mais perto. Sentei entre os dois.
No meio do filme, quando me virei para o lado para ver como estavam os garotos, estava super concentrado no filme, e estava com a cabeça para trás dormindo. Será que ele tava achando o filme tão chato assim? Resolvi acordá-lo para perguntar.
- , acorda. - Falei meio baixo mexendo no ombro dele e nada, resolvi tentar de novo. - Acorda , a gente ‘tá no cinema! - Falei um pouco mais alto.
- Que foi? - Perguntou meio irritado.
- Desculpa, é que a gente ‘tá no cinema e você estava dormindo. O filme é tão chato assim? Se você quisesse eu poderia ter ido ao outro com você...
- Er, não, é que eu dormir mal mesmo essa noite, mas se eu soubesse que você iria comigo no outro se eu não quisesse vir aqui, por que a gente não ‘tá lá mesmo? - Disse e eu ri.
- Olha, desculpa te acordar, pode voltar a dormir se você quiser. - Falei.
- Não, sem problema mesmo.
- Ok. - Falei.
- E você, gostando do filme? - Ele perguntou.
- É legal, acho que você também gostaria se prestasse atenção. - Falei e ele sorriu.
- É, acho que sim. - Falou.
Após mai uns quinze minutos de filme, fui colocar meu braço no braço da cadeira. Ao colocar senti uma coisa lá.
- Ai, desculpa. - Falei ao sentir o braço de sobre o braço da cadeira.
- Quer pôr? - perguntou tirando seu braço de lá.
- Não, não precisa. - Falei.
- Olha, assim dá para os dois. - disse ele ao pegar minha mão e pôr meu braço em cima do dele.
- É... - Falei meio sem graça e voltei a prestar atenção no filme.
Após acabar o filme soltou minha mão e nos levantamos junto com e fomos à espera de , , e na saída do cinema.
Conversamos um pouco sobre o filme, depois fomos tomar um sorvete. Após tudo isso, entramos no carro de novo. Dessa vez me deixou ir na frente, enquanto dirigia, foi no colo de , assim como no de e foi ao lado deles.
Fui a primeira que eles largaram em casa, quando saí do carro, foi para o banco da frente. Acenei para eles. , , e acenaram para mim, e e gritaram “Tchau !”
Entrei em casa e meu pai me perguntou se eu já havia decidido se iria a Long Island com eles jogar golfe, mas a verdade é que eu havia me esquecido completamente disso, então falei que ainda estava pensando e ele pediu para eu decidir isso amanhã, pois sairíamos depois de amanhã.
CONTINUA
N/a: Espero que estejam gostando *-*

