Almost 10 Feet Above The Sky

Autora: Vii Kate do Judd
Status: Em Andamento
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Romance - LongFic
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Capítulo 1

has the nicest butt” era o que estava pichado em uma ponte qualquer em uma cidade dos arredores de Londres. Logo embaixo da ponte, um farol. Na frente do farol, tinha uma praça. Nesta praça tinha uma escultura dentro de uma fonte. Sentado nos degraus da fonte estava ele. Um garoto lindo com a idade entre 16 e 19 anos. , alto, com os olhos , vestindo uma calça preta, uma camiseta branca e seu casaco de couro preferido; na boca um Malboro, na cabeça seu Ray-Ban clássico. Tinha uma cara de durão, mesmo não precisando, e um sorriso lindo, do qual poucas pessoas puderam desfrutar.
O farol estava verde e os carros passavam tranquilamente. Um Punto, um New Beatle, um Micra e um Cinquecento. O garoto jogou o cigarro, já acabado, no chão e subiu em sua Honda azul VF 750 Custom. Uma Mercedes 200 seguiu o percurso. Dedos finos com as unhas perfeitamente pintadas colocavam um CD no rádio do carro. O som de uma banda de rock começou a tomar conta do espaço. Ela se perguntava “Where’s the love? Será que existe mesmo?”. O garoto já estava na moto, se sentia maravilhado por estar entre vários carros.
O sol estava saindo. Milagre. Pelo visto seria um dia de sol. Ela estava indo para a escola, ele ainda não dormira. Um dia comum, tirando o fato do sol e de que os dois se encontraram no semáforo.
Vermelho.
O Mercedes parou e o Honda também. Ele a olhou. Dedos batiam na janela no ritmo de Falling For You, uma cabeça de cabelos -claros estava apoiada no encosto do banco, e a garota cantarolava a música. A outra mão surgiu e passou por seu pescoço macio arrumando os cabelos que ali se encontravam. Uma calma o atingiu.
- Ehi!
Ela se virou na sua direção, surpresa. Ele deu um sorriso, parado perto dela, sobre aquela moto, com os ombros grandes cobertos por aquele casaco de couro, as mãos já pálidas por causa da estação do ano.
- Não quer dar uma voltinha comigo? – ele perguntou.
- Não, ‘tô indo para a escola.
- Não vá. Mate aula – ele disse sorrindo – Te pego ali na frente.
- Desculpa – ela dá um sorriso forçado e falso – Eu errei a resposta, eu não quero dar uma voltinha com você.
- Olha que comigo você vai se divertir.
- Duvido.
- Vou resolver seus problemas.
- Não tenho problemas.
- Dessa vez sou eu quem duvido.
Verde.
A Mercedes 200 engatou e saiu andando, seguindo seu curso normal. Ela observou o sorriso seguro do garoto pelo retrovisor.
- Mas quem é ele? Um amigo seu? – perguntou o pai.
- Não papy. Era só um retardado.
Segundos depois o Honda alcançou o carro da garota de novo. Ele veio em alta velocidade e bateu na janela.
- O que este inconsciente faz? É retardado o garoto ou o quê? – o pai perguntou um pouco irritado.
- Calma pai, pode deixar que eu me livro dele.
Ela virou o rosto na direção do garoto.
- Olha cara, você não tem nada melhor para fazer não?
- Não.
- Bem, então se vira! Procure o que fazer.
- Já achei alguma coisa que eu gosto.
- Ou seja... – a garota respondeu por impulso, já se arrependendo por ter aberto a boca.
- Dar uma voltinha com você. Vamos, eu te levo pela Olimpic, a gente pega velocidade com a moto, depois te ofereço um café da manhã especial e te levo para a escola antes do término das aulas. Te juro.
- Acho que seus juramentos valem bem pouco.
- É verdade – mostrou um sorriso – Viu, você já conhece várias coisas sobre mim. Fala sério, você já ‘tá afim de mim né?
Ela sorriu e balançou a cabeça.
- Bem, agora chega vai – a garota abriu um livro que tirara de sua bolsa Nike – Tenho que pensar em meu verdadeiro e único problema.
- Ou seja?
- Interrogação de latim.
- Achava que era o sexo. – dessa vez a garota olhou para ele e fechou o vidro. No último instante o garoto tirou a mão da janela e sussurrou – A gente se vê.

Capítulo 2

A garota, ainda irritada, encostou a cabeça no descanso do banco do carro. Bufou e decidiu que deveria fazer alguma coisa produtiva. Abriu o livro e começou a repassar a III Coniugazione.
- Mas você sabe quem era aquele? – a cabeça de sua irmã apareceu improvisadamente ao seu lado.
- Não... – ela respondeu, mas foi cortada.
- O chamam de ‘Virgilio do 2000’.(n/a: Públio Virgílio Marão, também conhecido como Vergílio ou Virgílio foi um poeta romano clássico, mais conhecido por três obras principais, as Éclogas (ou Bucólicas), as Geórgicas e Eneida; o usei nesse caso pois na principal obra leteraria de Dante Alighieri ele é enviado por Beatriz, para guiar Dante pelo Inferno, Purgatorio e o leva ao Paraíso. Daí a "pegadinha". O que eu quiz dizer com Virgilio do 2000 é: Aquele que te leva ao Paraíso)
- Por quê?
- Porque dizem que ele te leva ao paraíso. – a garota respondeu com um sorriso malicioso no canto dos lábios. O pai a repreendeu com um olhar e ela fechou a cara no mesmo instante.
- Bem, para mim, ele é apenas um idiota mesmo.

- E aí? Como foi na prova, gata?
- Bem, e você ?
- Nem sei. Você sabe que eu sou uma merda na escola – a garota ruiva com os olhos pretos riu da cara que sua amiga fez. – Mas eu sempre dou um jeito.
- Verdade – a garota riu – Vi de novo a lembrança da sua bunda na ponte.
- Ah – as duas se entreolharam e caíram na gargalhada – Eu não gosto muito de me gabar, mas realmente o Step não é o único que pensa assim – as duas riram.
Ambas foram em direção ao pátio da escola para passar o break. Chegando ao último degrau, apenas desceu, continuou lá.
- , o que você ‘tá esperando ? A morte da Andreotti?
- Bem que poderia ser né? – as três se entreolharam – Ai credo garota. ‘Tava brincando. – ela riu e sorriu falsamente – Ah, eu só falei que podia ser porque aí, quem sabe, um professor gatão a substituiria, aí eu teria como ter uma nota mais alta – as duas riram e a puxou pela mão para o lugar de sempre.
- Principessa – falou um garoto passando a mão pela cintura da garota de olhos . Ela o olhou e deu um sorriso falso – Dopo de ontem, você vai vir na festa da Jess com me?
Ela o olhou e respondeu com um sorriso no rosto.
– Claro que não bellino. – O menino fez uma cara de pasmo e suas amigas, que sentavam na mesma mesa, prenderam o riso. Todos que estavam no pátio riram da resposta da garota. – Adesso amore mio, me deixe e vá estudar um pouco mais de italiano, porque eu sei que esse “principessa” é o máximo que você consegue.
O menino sorriu, dando um selinho demorado na garota e sugando seu lábio inferior, indo embora sorrindo.
Vaffanculo! – foi a única coisa que a garota conseguiu responder antes de cair na gargalhada.
- Então – falou Ashley parando de rir, só que ainda com um sorriso no rosto – Você não vai mesmo nos contar o que aconteceu ontem?
- Não – respondeu a outra garota morena.
- Andiamo chica bella – falou a ruiva rindo.
- OMG! antes aprenda a diferenciar o italiano do espanhol e aí venha falar comigo – ela respondeu rindo e se levantou – Sorry dears tenho que ir. – ela disse mandando beijinhos para o ar.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, o garoto da moto ainda dormia. Acordou assim que escutou um barulho forte em seu quarto.
- , seu filho da puta! – o garoto gritou e o de olhos riu.
- Também te amo gato – ele disse com uma voz de gay e os dois riram.
- Cara, você ‘tá me traindo, tem pasta de dente sabor morango no banheiro, e ‘tá dormindo até essa hora?! – falou entrando no quarto – Nem te reconheço mais, dude!
- Porra dude. – o garoto da moto reclamou se levantando e foi em direção ao banheiro – Cheguei não faz nem 3 horas. To com um puta sono. – ele disse entrando no banheiro e trancando a porta para fazer sua higiene matinal.
- Dudes, tenho uma novidade meia boca para vocês – disse entrando no quarto – Cadê o Virgilio? – ele disse rindo e fazendo gestos com a mão.
- Tomando banho. – respondeu sentando na cama.
- Vamos esperar a Bela Adormecida sair do banho para saber da novidade? – perguntou recebendo um sinal afirmativo com a cabeça dos outros dois.
O garoto da moto saiu do banheiro e entrou no closet para se trocar. Colocou uma bermuda jeans e uma camiseta do Star Wars roxa, seus tênis Nike extremamente brancos, e bagunçou ainda mais os cabelos. Saiu do closet e viu seus amigos deitados em sua cama fumando.
- Dudes, já falei que não é para fumar no meu quarto! – o garoto falou arrancando o cigarro dos três e jogando pela janela.
- Porra, você também é fumante – reclamou .
- Só que eu não fumo no meu quarto. Não gosto de dormir com cheiro de cigarro-que-passou-na-boca-dos-viados-que-dizem-ser-meus-amigos.
- Tá bom mariquinha – disse – posso contar agora a novidade meia boca? – todos concordaram com a cabeça e o garoto de olhos começou a explicar.

15h35min. O último sinal acabara de tocar na St. Ives High School. e saíam da sala-de-aula e iam em direção aos armários. Conversavam sobre um assunto qualquer quando um garoto qualquer passou e parou em frente a elas.
- , você vai na festa da Jessica?
- Humm – ela entreolhou a amiga e a viu afirmando com a cabeça – Não sei.
- Ah – respondeu o garoto – Isso está mais para um “sim” ou “não”?
- Humm – ela olhou a amiga novamente – Está mais para um “sim”...
- Ah, ok, muito obrigado. Te vejo lá então – deu uma piscadela e saiu.
- ...se essa palavra tivesse trocado de significado – ela continuou a frase cochichando, mas com uma raiva aparente – Porra, ‘to ficando cheia disso! – ela reclamou.
- Calma mina, vai se acostumando...
As duas amigas foram andando em direção ao pátio de entrada para encontrar os pais/caronas para irem para casa. Conversaram. Quando deram exatamente 15h55min, a garota com os olhos claros levantou-se e foi em direção à rua. Chegando lá, entrou no carro da sua mãe.

Capítulo 3

Em um canto da cidade, algumas pessoas na rua conversam. Outras apenas faziam o seu caminho, com um pouco mais de pressa. Uma pizzaria. Uma floricultura falida. Um estúdio de tatuagem que só abria durante a noite. Lojas fechadas. E algumas casas.
Na beira da calçada, havia uma garota loira com os olhos azuis, outra morena com os olhos azuis também e uma morena com os olhos castanhos.
- Ai Lucy, nem vem! Vai ver não é assim – a loira de olhos azuis disse.
- Mas eu quero vê-lo! – a morena com os olhos escuros retrucou. – Simples!
- Ah, mas você sabe como ele é, mesmo se vocês ficaram não quer dizer que vocês tem uma historia de amor.
Sentadas, agora na calçada, fumavam e deixavam a fumaça escapar das suas bocas enquanto falavam.
- Mas então por que ele me ligaria?
- Vai ver errou de número.
- Duas vezes?
Sorriu, feliz em ter feito a amiga calar a boca com uma simples resposta. Mas, mesmo assim, a outra garota não se calou.
- Bem, nos amigos dele a gente nem pode confiar – ela disse com a voz mais baixa – Já deu uma olhada na cara deles?
No outro lado da rua, ao lado de um estacionamento falido, sentados em suas motos tão potentes quanto seus músculos, estavam , , , James, Matt, Sean e muitos outros. Nomes não conhecidos com boa fama. Não tinham trabalho fixo e muito menos muito dinheiro nos bolsos; mas mesmo assim se divertiam e eram amigos. E isso era suficiente. Como bis, amavam brigar, e isso nunca faltava.
Sentados lá, na Praça Lila, sobre as suas Harleys, ou 350 Four dos modelos velhos, talvez os mais antigos, originais; ou até aquela 4x4 com o som do motor mais potente. Enfim um sonho conquistado. Claro, com muito esforço; os meses de trabalho dos pais; ou até, talvez, graças às preces; ou mais possivelmente, com o sacrifício do bolso azarado de um jovem qualquer que deixara sua carteira em uma gaveta de qualquer Scarabeo, ou no bolso interno de um Henri Lloyd.
Umas garotas riam silenciosamente, possivelmente haviam escapado de casa, inventando de ir estudar na casa de alguma amiga.
Uma moto preta chegou fazendo o maior barulho. Todos olharam, mas, na verdade, nem precisavam olhar para saber quem era. Como sempre, com o Ray-Ban e com o cabelo bagunçado, o garoto desceu da moto arrancando suspiros das garotas presentes.
- Hey – todos o cumprimentaram.
- Hey – ele respondeu – , quando é?
- Daqui a pouco – ele respondeu – vamos para sua casa antes?
- Nah – o outro não fez caso – Espere um pouco, quero esfriar a cabeça.
Todos concordaram e continuaram a conversar. foi em direção a para perguntar o que houve. - Nada não. – ele suspirou – Apenas acabei de quebrar a cara do filho da puta do Mark.
- Jowles? – ele perguntou. O outro garoto afirmou com a cabeça e deixou escapar um sorriso no canto dos lábios – Não acredito! – o garoto de olhos levou as mãos à boca e começa a rir. – Onde?
- O peguei na saída do apartamento de sua namorada – ele falou – Que, por sinal, é bem boazinha, mas isso não vem ao caso – ele riu novamente – O fiz pagar pelo meu chapéu.
- Você sabe muito bem que eu não sou contra a violência nem nada do tipo – o disse – mas, você não acha que...
o encarou com cara de poucos amigos.
- ...Que você fez bem até demais? – o outro continuou, arrancando uma risada calma do seu amigo e uma escandalosa de si mesmo – Sério dude, sou seu fã.
- Hey, hey, eu sei que você me ama , mas chega vai – o disse subindo novamente na moto. – , – ele chamou o outro amigo – vamos? Não quero me atrasar, ainda não almocei.

Capítulo 4

Chegada em casa, foi tomar banho. Acabado isso, foi ao seu closet e começou a preparar a roupa que iria usar.
- , como essa saia linda ficou assim? - perguntou , sua irmã.
- Assim como? - responderam as duas outras garotas.
mostrou a saia. Ela estava esticada na altura da cintura.
- Ah, isso - respondeu fazendo as duas outras garotas a olharem com ar de interrogação - foi o Lucca.
- Como? - as outras duas perguntaram em coro.
- Sabe quando a gente foi no cinema? - nem esperou as outras responderem e já continuou falando - Bem, nós vimos um filme e, durante o filme, ele passou o braço em volta do meu ombro. Em seguida ele foi descendo e descendo até que, bem, ele chegou à altura um pouco abaixo da minha cintura, onde a saia se encontrava. - a menina nem pensou em olhar as amigas, não queria lembrar-se daquela história e, muito menos, saber a reação dos outros ao saberem do acontecido - Aí ele pegou a minha mão e colocou sobre a sua coxa. Quando ele começou a “invadir” a minha saia, eu me levantei e joguei o sorvete que estava tomando bem onde ele queria que eu colocasse a minha mão. - a menina acabou de contar e sentou-se na cama.
- WOW - foi a única coisa que as outras responderam.
- Bem, vamos nos arrumar para a festa da Jess?

Com um vestido rodado claro, um sapato de salto preto e levemente maquiada, estava pronta.
- Como estou? – perguntou saindo do banheiro e recebendo como resposta assovios das amigas. Ela estava com um vestido tomara-que-caia preto e com um salto alto. A garota adorava andar de salto e estava com o cabelo preso em um rabo-de-cavalo deixando a franja cair na frente. – Ai gente, assim vou achar que vocês são lésbicas e ‘tão afim de mim. – disse rindo.
As outras duas garotas se entreolharam e foram em direção à amiga e a agarraram pela cintura dando beijinhos em seus ombros e pescoço. Só que não aguentaram por muito tempo e caíram na gargalhada. As três.
- Bem, agora eu quero saber como eu estou – falou se levantando e ajeitando a saia escura que usava. Ela estava com uma camiseta de uma banda qualquer. Mas o que chamava a atenção não era isso e, sim, o sapato de salto rosa fluorescente que a garota usava, descartando o visual de despojada.
- Gata – as duas responderam ao mesmo tempo.
- Bem, vamos? – perguntou a ruiva.
- Vamos.
- Arriba! – gritou fazendo as outras duas rirem.

- Cara, você vai assim? – perguntou olhando para o amigo.
- Dude, vai se foder. – respondeu irritado – Só porque você que deu a informação você acha que pode? Que nada, fui eu que peguei a mina, não você. E, além de tudo, eu ainda sou o chefe dessa porra aqui.

Capítulo 5

- Dear, o que você tomou antes de vir para cá? – perguntou uma garota qualquer com uma bebida na mão para a garota de olhos – ‘Tá todo o mundo de olho em você. Cuidado que, assim, a Jess vai te expulsar.
A garota riu e respondeu.
- Ela não faria isso. Ela sabe muito bem que as pessoas vieram aqui só para me ver – e pegou outra bebida do bar. – Dá licença que eu vou me divertir um pouco.
A garota foi para o meio da sala, onde tinha sido montada uma pista de dança e observou as pessoas. Garotos gostosos do time de rugby bebendo e dançando agarrados a algumas garotas. Essas mesmas praticamente dando na pista de dança. Garotos menos populares no bar, outros pegando outras garotas menos populares no sofá. Garotas populares pegando garotos populares. Suas amigas pegando irmãos gêmeos. E aqueles intrusos pegando as garotas populares. Era ridículo. Não que ela não gostasse de intrusos, às vezes até pegara alguns, mas aqueles eram ridículos.
- Parabéns Jess – ela disse dando um beijo na bochecha da menina que viera a seu encontro.
- Brigada amor – ela respondeu sorrindo – Obrigada pelo presente.
- Ah, eu não te dei presente – ela disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. – Agora se você quiser considerar minha presença como um presente, por mim, tudo ótimo. – Ela sorriu falsamente e recebeu um sorriso falso em resposta. – Agora me dê licença que eu vou dançar. – ela disse e foi em direção a pista de dança.
A garota dançava ao som de uma música americana qualquer, enquanto alguns garotos ficavam à sua volta a olhando e dançando junto com ela. Jéssica estava eufórica por fazer 18 anos e que sua festa estava sendo muito boa.
- Eu atendo – ela disse indo em direção à cozinha.
- Oie, a Mary ‘tá aí, não? – falou um garoto do outro lado da linha do interfone.
- Que Mary?
- Coorny. Aquela loira – ele respondeu.
- Ah sim. O que você quer que eu diga?
- Nada. Se você permitir, eu quero subir. Sou o irmão dela.
Jéssica liberou a entrada dele no prédio.
- Mary, seu irmão ‘tá subindo. – ela disse se virando na direção da garota e colocou o interfone no gancho.
- Ah... – foi a única coisa que a outra conseguiu responder – Obrigada.
Depois de falar, Mary continuou com a boca aberta e o seu acompanhante notou a diferença de comportamento da garota e a segurar pelos ombros.
- O que tem de errado Mary? – ele perguntou calmamente fazendo carinho nos ombros da garota.
- Nada. Não tem nada de errado – ela disse ainda assustada – A não ser o fato de que eu sou filha única.

- Pronto. 14º andar: apartamento 141. – falou sorrindo. – Chegamos galera.
- Mary, não?
tocou a campainha. A porta se abriu quase no mesmo instante. Jéssica ficou parada na frente da porta olhando os quatro garotos musculosos. Estavam com uma roupa casual, que ficava perfeitamente bem neles.
- A que posso servir?
- To procurando a Mary, sou o irmão dela – falou sorrindo.
Como um feitiço, Mary apareceu na porta.
- Pronto M, seu irmão – falou Jéssica voltando para a festa e Mary continuou à porta.
- E quem seria meu irmão?
- Eu! – falou rindo, só que logo percebeu que também tinha levantado a mão. – Nós somos gêmeos que nem no filme do Schwarzenegger. Ele é o idiota. – todos riram.
Mary pegou o garoto de olhos e pelo braço e puxou-o.
- Como você teve coragem de vir com tanta gente aqui? – sorriu. O resultado era sempre a mesma merda quando eles apareciam de penetra.
- Ah M, não fica putinha não, vai – ele disse rindo e forçando sua voz – essa festa ‘tá mais parecendo um enterro.
- E quem ‘tá puta? Vai, vão embora.
- Ai dude, ‘to de saco cheio. Dá licença – disse empurrando o garoto e pedindo licença para Mary, entrando na casa.
Começou a tocar “You Gotta Fight For Your Righ (To Party)” dos Beastie Boys. Era realmente o momento perfeito para os garotos entrarem. Logo eles se viram no meio dos verdadeiros convidados e Mary, mais uma vez, decidiu impedi-los.
- Vai gato, vão embora. – ela disse para o garoto da moto – Vocês não podem entrar.
- Licença, licença, licença – disseram um depois do outro indo em direção à pista de dança. – E, além disso, o que você tem a ver com essa porra? No final, é tudo culpa do seu “irmão” que trouxe toda essa gente junto. – e depois, como se estivesse preocupado que algum penetra entrasse, ele fechou a porta.
e foram em direção à mesa de sanduíches e acabaram com todos de salame, sem sentir o gosto, apenas engolindo-os. Era como se fosse um campeonato. Comendo, não só sanduíches, mas também chocolates e biscoitos que haviam por perto. No final, ficou cheio e bateu cada vez mais forte nas suas costas até que, de tanta força, começou a tossir e cuspir pequenos resíduos em cima do buffet que restara. Os convidados que estavam por perto, começaram a sair e o garoto da moto começou a rir como um desesperado. Mary começou a ficar cada vez mais preocupada.
Matt deu uma volta pelo salão. Parecia um dono de antiquário, pegando pequenos objetos, os observando atentamente, olhando todos os detalhes, confirmando se eram de prata, e os colocando no bolso. , como um bom perfeccionista, encontrou o dormitório dos pais da garota. Bingo. O quarto estava devidamente fechado à chave, mas a chave estava na própria fechadura. “Ingênuos”. Ele abriu a porta. As bolsas das convidadas estavam todas em cima da cama, organizadamente. Começou a abri-las, uma depois da outra, sem pressa alguma.
As carteiras estavam quase todas cheias. “Que bela festa”, ele pensou. Sem pressa alguma, guardou todas as notas de libras, euros e dólares que encontrou em seu bolso. No corredor, James estava incomodando uma amiga de . Um garoto um pouco mais “corajoso” começava a discutir com James em defesa da garota. Ele não suportava as cutucadas, seu pai era advogado, então adorava formar um barraco. Esse começou a discutir com o garoto. , talvez com a intenção de fugir um pouco do caos, encontrou sua amiga no corredor e disse:
- Borrei o rímel, vou ao banheiro refazer a maquiagem – a proposta seria muito mais bem-vinda ao garoto da discussão que saiu puxando a sua amiga pelas mãos com a marca dos cinco dedos de James na cara.
jogou no chão a última bolsa.
- Porra, você veio a uma festa de patricinhas do gênero com essa bolsa valendo uma fortuna e só trouxe 10 libras na carteira? Que porra!
Andando em direção à porta notou que, em cima da televisão, havia um casaco de couro legítimo marrom. Conseguiu visualizar a alça da bolsa. Foi até lá e a pegou. Abrindo a bolsa se chocou com o que estava vendo. Maquiagem, outra maquiagem, espelho, outra maquiagem, uma coisa estranha, “acho que isso também é maquiagem”, pensou e, finalmente, a carteira. Toda de couro e presa com apenas um botão e um laço vermelho. “Deve ter grana se ‘tá assim escondida”, pensou novamente. Quando começou a abri-la, a porta se abriu. Uma garota ruiva com os olhos pretos, escuros, entrou. O garoto escondeu a bolsa atrás de si. Quando a garota notou a presença de mais alguém no quarto, parou.
- Feche a porta.
obedeceu. No mesmo instante, recomeçou a revirar a bolsa. fez uma cara de choque e o garoto, ao notar a expressão da garota, parou.
- Então... – ele disse. – o que você quer?
- A minha bolsa.
- Então pegue – o respondeu indicando com o braço a cama cheia de bolsas.
- Não posso – o garoto a olhou confuso – Um idiota está mexendo nela.
pegou a carteira e lançou a bolsa em direção à garota.
- Bastava pedir – ele respondeu.
começou a revirar a bolsa, em busca de alguma coisa, enquanto ele ainda revirava a carteira.
- Sabe... – ela disse chamando a atenção do garoto – sua mãe nunca te falou que não é legal, e falta de educação, ficar mexendo nas coisas dos outros? E muito menos roubar das ladies?

- Nunca falei com a minha mãe – ele respondeu calmamente – Bem, você deveria falar com a sua.
- Por quê?
- Como ela pôde te deixar vir para uma festa desse gênero com apenas £50?
- É a minha semanada.
- Era.
- Isso significa que não vou mais comer. – ela respondeu com a cara um pouco emburrada.
- Estou te fazendo um favor. – ele disse com um sorriso no canto do rosto.
- Imbecil.
jogou a bolsa na direção de e ele a pegou.
- Ah, quando você acabar, por favor, coloque tudo no lugar. Obrigada. – e deu as costas.
- Hey – ela o olhou – sabe, como você agora está em dieta, talvez amanhã eu possa te levar para almoçar uma pizza.
- Não, obrigada. Quando sou eu quem pago gostaria de, no mínimo, escolher com quem irei comer. – e deu as costas novamente.
- Hey – ela se virou pela segunda vez – o que você pegou?
- Nada – ela disse escondendo a mão atrás das costas. – Nada que te interesse.
a bloqueou.
- Deixa que eu decido se me interessa ou não.
A garota não lhe mostrou o que escondia e continuou com a mão fechada. puxou o seu braço e a encarou, a intimidando a abrir a mão.
- Por favor, me deixe em paz – a garota disse.
- Apenas se você me mostrar o que pegou.
- Você já pegou o dinheiro, por favor, me solte. – ela falou com os olhos um pouco marejados – Senão eu grito.
- E eu te encho de porrada.
- Por favor – ela disse com a voz mais baixa. Pouco a pouco ela começou a desistir. puxou seus dedos com certa força e apertou seu pulso até que, no final, a mão se abriu.
Na mão de apareceu a explicação daqueles pontos vermelhos no rosto e dos seios mais fartos. Aquele motivo que, uma vez ao mês, pegava cada garota e que, quando não chegava as deixava ainda mais nervosas ou as faziam virar mães. ficou paralisada na frente de . Silêncio.
fora humilhada. começou a rir escandalosamente e se jogou na cama, ainda rindo.
- Ok – ele disse – então não amanhã, senão o que nós vamos fazer depois? Contar piadas? – ele ainda ria.
- Tenho certeza de que, se eu contasse as coisas mais ridículas, como de 1 a 10, você não entenderia.
- Hey, shush!
- Bem, de qualquer jeito, tenho certeza que já te diverti até demais.
- Por quê?
- Bem, você conseguiu o que queria né? – ele a olhou confuso – Não apenas a parte do dinheiro, como também a de me machucar.
- Fique tranquila, nem fiz com tanta força. Daqui a pouco passa. – ele disse dando de ombros.
- Não estava falando sobre a mão – ela disse e, antes que começasse a chorar, saiu do quarto e fechou a porta.
não sabia o que fazer. Devolveu a carteira à bolsa da menina, mas decidiu olhar a sua agenda. Ficou pensando no que faria. Era óbvio que não devolveria o dinheiro.

Do outro lado da festa, um DJ moderno tocava músicas modernas. Poucas pessoas dançavam. observava atentamente o lugar. Escutava vagamente as conversas típicas de garotas de dezoito anos. A nova roupa caríssima da moda, que viram na vitrine de certa loja; os motorini que os pais não compraram; namoros impossíveis; maquiagem e outras futilidades; traições as quais levariam com certeza; e aspirações frustradas.
Na varanda, alguém tentava abrir a porta. Não conseguia. Tentou novamente. Abriu. Entrou e fechou a porta. Conseguiu ver a silhueta de uma garota rindo da pequena dificuldade do garoto. O vento parecia um pouco forte. O garoto era o típico mauricinho. O vestido da garota levantou-se acidentalmente por causa do vento, mas ela não percebeu. A luz da lua estava clara, fazendo o tecido do vestido parecer transparente.
apenas observava. O cabelo da garota balançava lentamente. Ela estava rindo. Virou a cabeça e o viu. Sorriu com os dentes brancos e perfeitos, os olhos e a pele mais branca por causa da luz da lua. Conseguia-se perceber a tranquilidade da garota. Logo ele se lembrava dela. Eles já se conheciam. Se é que dava para falar que se conheciam. O encontro dos dois não fora há muito tempo. Os dois falavam alguma coisa. A garota concordou e foram à mesa das bebidas.
De repente também sentiu sede. Lucca andava com as mãos nos ombros de . Essa cumprimentava alguns colegas que haviam chegado enquanto ela estava na varanda. Chegando à mesa das bebidas alguém a bloqueou. .
- Bem, vejo que você me deu ouvidos – ele disse olhando intensamente nos olhos da garota a qual pareceu confusa – ‘Tá tentando resolver todos seus problemas. – pausa. - Bem, tenho certeza de que essa é apenas uma primeira tentativa. Quando você se cansar dele – ele disse olhando dessa vez para Rossi – você sabe que eu te darei uma chance.
A garota o olhou confusa.
- Desculpa, nós nos conhecemos?
- Claro. Te levei para a escola de manhã, há alguns dias.
- Impossível! Vou sempre com meu pai.
- Ok, você ‘tá certa – ele disse. – vamos dizer que eu tentei te acompanhar. - A garota ainda fazia cara de confusa. – Eu estava do lado do seu carro... na moto. Cara, você tem uma memória meio ruim sabe?
lembrou-se do garoto. Teve a leve impressão de que ele não fora simpático com ela. Leve impressão não, certeza absoluta.
- Ah, me perdoe, mas é que eu não perco o meu tempo tentando me lembrar de gente que não é importante. – ela falou tentando passar.
- Mas você se lembrou de mim. – ele disse com um sorriso no canto dos lábios a bloqueando novamente.
- Vagamente. Era você aquele idiota que ficava falando merda? Você não mudou hein?
- E por que deveria? Sou perfeito desse jeito – ele disse levantando os braços e mostrando seu tipo físico.
pensou por um instante que, por aquele lado, ele realmente não deveria mudar. Estava perfeito. Do jeito que ela gostava. Mas o resto...
- Viu? Você não falou que não!
- Nem vou te responder.
- , ele ‘tá te incomodando? – Lucca Rossi perguntou, tentando fazer-se de corajoso.
- Não Lucca. ‘Tá tudo bem.
- Viu? Se não estou te incomodando estou te dando prazer – disse sorrindo.
- Cara, você não me dá prazer. Você é indiferente. Mas um indiferente tão indiferente que faz os indiferentes serem diferentes.
- Quer beber alguma coisa? – Rossi perguntou à garota.
- Sim. – respondeu. – Uma Coca-Cola, por favor.
- Quer alguma coisa? – Rossi perguntou novamente para .
- Sim! Já te falei, uma Coca-Cola. – respondeu novamente. Lucca apenas o olhou com um copo na mão. – É retardado também? Cara, já falei! Quero uma Coca-Cola!
- Esquece Lucca – disse – Eu faço.
- Viu? Você é muito melhor quando é simpática. – disse para a garota.
A garota pegou a garrafa de Coca-Cola e encheu um copo.
- Toma – ela disse – cuidado para não derramar. – Quando acabou a frase, a garota despejou todo o conteúdo na cara de . Lucca começou a rir e os convidados começaram a olhar – Porra, eu te falei para tomar cuidado! Mas você é realmente uma criança com problemas né?
apenas a olhou e disse:
- Tem razão. – ela o olhou, confusa – Sou uma criança e me sinto sujo. Preciso de um banho. Como primeiro, foi você que fez isso e, segundo, sou uma criancinha retardada, você vai tomar banho junto comigo. – Dizendo isso, pegou no colo e a levou consigo para dentro da casa. Nenhum dos convidados se manifestou.
se contorcia toda e pedia (a.k.a. mandava) a para soltá-la. Esse não fez o que a garota o mandava fazer.
- Hey – disse para uma garota no corredor – onde é o banheiro?
- Segunda porta à direita. Perto do final do corredor. – a mesma respondeu já nem mais dando bola se tinha muita bagunça ou não pela casa, ela ficaria de castigo de qualquer jeito, e continuou andando em direção à sala.
Chegando lá, Lucca foi a seu encontro.
- Onde é o telefone? – A garota apontou para a cozinha. – Obrigado.

abriu a porta indicada pela garota do corredor. Entrou lá e colocou no chão. A garota tentou escapar, mas não conseguiu. a pegou no colo e a levou em direção ao box do chuveiro.
- Me solta desgraçado! Quero sair! – a garota gritava ainda se contorcendo.
- Nananinanão!
Dessa vez a garota pareceu mudar de tática e começou a ser simpática.
- Vaiii, me deixa ir. Por favor...
- Por favor? – disse – Agora você vem com “por favor”? As pessoas que falam “por favor” não jogam Coca-Cola na cara de alguém!
- Desculpa, eu sei que errei.
- Está aceita a sua desculpa, mas agora o dano já foi feito. Eu preciso tomar pelo menos um banho, senão você vai falar que eu estou grudento.
- Que nada.
- Ah sim, você vai. – Naquele momento, já estava com em seu colo debaixo do chuveiro. Ele ligou o registro para o azul. Fria. A garota gritou.
- Idiota! Cretino! Imbecil! Retardado! Desliga essa porra!
- Não. Você sabe que faz bem para a saúde tomar banho frio-quente-frio? – Nesse momento ele girou o registro vermelho. Quente. Começava a sair fumaça da água.
- Caralho ‘tá quente pra porra! Desliga, desliga! Por favor! – a garota implorava, e o garoto girou o registro azul novamente.
- Faz bem para a pele. Estou te falando. Abre os poros, deixa a pele mais limpa.
- Idiota! Cretino! Retardado! – a garota começou a xingá-lo.
entrou no banheiro naquele momento sobressaltado.
- Vamos , alguém ligou para a polícia!

Capítulo 6

- Mas por qual estúpido motivo você sabe disso? - perguntou não dando bola.
- Eu escutei - respondeu - Matt tacou um ovo na minha cara e, quando fui limpar na cozinha, escutei um mauricinho ao telefone. No começo não dei bola, pois deveria estar falando alguma merda, como sempre, mas depois prestei mais atenção e notei que ele estava falando com a polícia. No mesmo momento, coloquei o telefone no gancho.
desligou o chuveiro e colocou no chão. decidiu roubar mais alguma coisa. Começou a abrir as gavetas em busca de algo que valesse a pena. Aneis. Maquiagem. Bijouteria. Pegou as bijouterias e um relógio que ali se encontrava e colocou tudo no bolso, e saiu. tirou sua camiseta deixando à mostra seu peitoral definido, ombros grandes e musculosos. Algumas gotas de água escorriam nos perfeitos "degraus" de seu abdômen. apenas o observava. Ele pegou uma toalha de rosto que estava próxima e começou a se enxugar. Olhou a menina e riu.
- É melhor você começar a se enxugar se não quer pegar um resfriado - ele disse.
- Tomar no cu - ela respondeu.
- Nossa! - ele disse fazendo drama e colocando a mão direita sobre a boca - Como uma garota certinha como você diz essas palavras feias? - eles apenas se encaravam - Me lembre da próxima vez que nós tomarmos banho juntos, que eu tenho que lavar bem sua boa com sabão. Okay?
Ele torceu a camiseta em cima da pia. Como se aquilo não molhasse mais o banheiro, a jogou sobre o ombro e foi embora, fechando a porta. , num ataque de raiva, pegou o frasco de condicionador que estava ao seu lado e o arremessou em direção à porta. Escutando o barulho, entrou novamente no banheiro e observou o frasco no chão.
- Ah - ele disse como se fosse óbvio - Você está com esse mau humor, pois eu me esqueci de lavar o seu cabelo - disse se aproximando.
- Não! Por favor! - a garota disse indo para dentro do box e fechando a porta de vidro - Vá embora!
A roupa dela, agora, estava toda molhada. A camiseta estava molhada e colada ao corpo e, mesmo sendo cinza, acabou deixando transparecer o sutiã da garota, por ser mais escuro. Talvez preto, azul marinho ou até roxo. Possivelmente seria um conjunto com a calcinha. O garoto a observou e foi embora.
Na sala estava aquela gritaria. Bastou a palavra "polícia" ser ouvida que os malandros desapareceram. , , , , Matt e James saíram como um furacão da festa jogando qualquer um no chão, nem se importando se se machucariam ou não, apenas aflitos para chegarem à garagem.

Capítulo 7

Do portão 6 saiu um grupo de convidados. Todos comentando sobre o acontecido. Um garoto que não dizia nada, possivelmente tinha muito mais para dizer. Seguramente tinha razão, do ponto de vista de seu lábio roxo e inchado. Depois de uma série de inúteis, estúpidas e ridículas perguntas, a polícia saiu da casa de Jessica. A única que sabia ao certo de alguma coisa era Mary, a qual, quando começou a notar a alteração dos convidados, foi embora junto com a sua bolsa vazia e com os nomes dos culpados.
No meio do caos, Rodrigo e Kandy fugiram. estava toda molhada e perdeu sua irmã. Em compensação Jessica lhe emprestou roupas. Um mini-short e um moletom comprido de seu irmão.
- Você deveria se vestir mais assim.
- Você acha que estamos no momento para você fazer piadinhas, Lucca? - respondeu um pouco grossamente - Eu estou toda molhada, perdi a minha irmã e ainda molhei minha roupa nova! E se a minha mãe vir que eu estou com o cabelo molhado quando chegar em casa, eu me ferrei legal! Você ainda acha que nós podemos fazer piadinhas agora? - a garota olhou intensamente para ele. A manga do moletom agora cobria a delicada e pequena mão da garota, a mesma, já irritada, a puxava até a altura dos cotovelos.
- É aquele ali! - de trás da lata de lixo, apontou para Rossi. o olhou.
- Tem certeza? - perguntou o de olhos apenas os observando.
- Sim! Escutei com minhas próprias orelhas - respondeu. apenas observou Lucca Rossi e . Reconheceu a garota na hora, mesmo que estivesse com uma roupa totalmente diferente. Sabe como é... era difícil de esquecer alguém que insistira tanto para tomar banho com você.
- Okay - respondeu - vamos avisar os outros.
e Lucca continuam andando.
- Então - começou - porque você não interviu quando aquele idiota me levou para o banheiro e me colocou debaixo do chuveiro?
- Mas como eu ia saber? Naquele momento eu fui em outro cômodo chamar a polícia.
- Ah, então foi você?
- Sim, eu precisei. - ele respondeu - Estava tudo já descontrolado. Pessoas se ameaçando. Umas batendo nas outras. Um horror. - ele fez uma pausa. - Você viu como ficou o rosto do Drake Spoot?
- Vi sim, tadinho.
- Tadinho? Eu conheço o Drake como conheço meu bolso. Imagina a cena que ele vai fazer: era ele contra todos, o herói da festa. Já imagino. Pronto, é aquela.
Nesse momento Lucca destravou o carro. Uma BMW diferente. O modelo mais novo, mais caro e mais raro de se encontrar pela rua.
apenas observou e entrou no carro.
- Gostou?
- Muito.
- Que bom. - Lucca respondeu com um sorriso - Peguei para você. No final eu sabia que eu acabaria te levando para casa.
- E como você sabia? - ela disse rindo calmamente.
- Sabe os malandros que entraram? - ele perguntou e ela afirmou com a cabeça - então... eu que contratei eles. Apenas para fazer uma confusão e eu passar um tempo com você.
- Aaaah - ela exclamou rindo - Bem, pelo menos a parte do chuveiro você poderia ter deixado de lado né?
Lucca engatou e saíram do prédio. Começaram a conversar sobre qualquer assunto. Um barulho alto os assustou.
- O que aconteceu? - perguntou Rossi olhando pelo retrovisor. Avistou Matt na moto, o qual ria escandalosamente. Atrás dele, estava apoiado apenas em uma roda da moto. Ele sorriu e deu outro chute no carro. - São aqueles imbecis! Eu vou acelerar: se segure! - Lucca falou e acelerou com o carro.
As motos, leves, pegaram velocidade mais facilmente e continuaram praticamente em cima do carro. decidiu virar-se para trás para ver como estava a situação: estavam todos lá. , , Matt, James, , Sean. E no meio estava ele: . O ar entrou no casaco de couro, o abrindo, mostrando seu peitoral. sorriu para ela. voltou a olhar para frente.
- Vai Lucca! Corre o mais rápido possível cara! Vamos! Tô com medo!
Lucca não respondeu. Apenas acelerou ainda mais na descida da Vernon St, no frio da noite. Mas as motos estavam ali, praticamente coladas no carro. Matt acelerou, estendeu a perna e com um chute quebrou o farol dianteiro. deu um chute na porta esquerda, amassando-a toda. As motos fizeram a curva com toda a velocidade, se afastando e aproximando-se do automóvel, o acertando em cheio. Barulhos escandalosos, altíssimos e sem pena alguma chegaram aos ouvidos de Lucca.
- Esses viados estão destruindo o meu carro! - exclamou Lucca.
- Lucca não ouse parar, porque senão eles vão te destruir também.
- Não, mas eu posso falar alguma coisa - Lucca apertou o botão da janela elétrica e a abaixou pela metade - Escutem gente - ele gritava enquanto tentava manter a calma e principalmente a atenção na estrada - Esse carro é do meu pai e se... - um cuspe o atingiu no meio da cara. Em cheio.
- YUUUPPY, acertei, cem pontos! - montou na moto atrás de , com os braços para cima em sinal de vitória.
Lucca limpou sua cara com um pano qualquer que encontrou, possivelmente mais caro do que o das luvas de . o olhou assustada e decidiu fechar a janela antes que, com a mira de , entrasse alguma outra coisa.
- Tente chegar até a praça principal no centro, talvez encontremos a polícia.
Lucca jogou para trás o pano e continuou a dirigir. Ouviam-se barulhos de todos os tipos: farois sendo quebrados, lataria amassada, chutes em pneus, etc. Lucca começou a imaginar que cada barulho daquele seria transformado em centenas de libras para o conserto e brigas contínuas com seu pai. E com uma raiva repentina, começou a rir. Ria como um louco. Quase perdendo a consciência.
- Eles querem guerra é? Ah, então é o que terão. Vou matar todos! Todos! Vou pisoteá-los como ratos!
Com um movimento brusco no volante, o carro virou à direita, e depois, no meio do nada, à esquerda. grudou com tudo na porta, morrendo de medo. e todos os outros, vendo que o automóvel estava vindo, frearam com tudo.
Lucca olhou pelo retrovisor e viu todo o grupo atrás de si, sempre muito perto.
- Bem, vocês tem medo é? Bom, agora tomem isso - e freou. O A.B.S. do carro entrou em ação. Os que estavam na moto caíram no chão.
, que estava bem no meio, tentou frear a moto, mas não conseguiu e acabou batendo com tudo no pára-choque. caiu no chão. Lucca acelerou o carro a toda velocidade. Os motoqueiros, que escorregaram até a lateral do carro se protegeram com medo de serem atropelados. Enquanto os outros pararam e foram socorrer o amigo.
- Que filho da puta! - se levantou com a calça toda rasgada na altura dos joelhos - Olhem aqui.
- Você vai entender que, com a queda que você teve, está até muito bem. Só ‘tá com um joelho esburacado.
- Mas que porra eu ligo para o joelho!? Esse imbecil estragou meu Levi's que comprei antes de ontem.
Todos riram, divertidos e aliviados pelo amigo, que não só não perdeu a vida, mas continuou com a vontade de brincar.
Chegando ao final da ladeira, Lucca começou a festejar:
- Sou foda, fodi com eles todos! - olhou pelo retrovisor: apenas um carro, muito longe. Não tinha mais ninguém. - Consegui, consegui! - Depois lembrou-se de ao seu lado - Como você ‘tá? - falou sério, olhando-a preocupado.
- Melhor, obrigada. - se ajeitou no banco - Agora eu gostaria de ir para casa, por favor.
- Sim, claro - ele falou - Te levo agora.
Lucca parou no sinal vermelho, em seguida continuou seu caminho pela Middlesex Av. A olhou novamente: cabelos molhados, os olhos olhando para frente ainda um pouco amedrontados.
- Me desculpa pelo o que aconteceu. Você se assustou?
- Muito.
- Quer beber alguma coisa?
- Não, obrigada.
- Bem, mas eu preciso parar um minuto.
- Como quiser.
Lucca fez uma volta. Parou perto da Igreja, na frente da fonte. Desceu do carro e foi até essa. Molhou seu rosto, tirando qualquer vestígio da saliva de . Em seguida abriu seus olhos para a realidade: o seu carro, ou melhor, o carro de seu pai. - Puta que pariu - sussurrou para si mesmo. Fez uma cara forçada de indiferença e deu uma volta ao redor do carro para ver os danos. Cerca £2000,00, pensou. Voltou e sorriu para - Só tem algumas coisas para arrum...
Não teve tempo de acabar a frase. Uma moto azul-marinho com os faróis desligados o seguira até ali, parou a um passo de distância. Lucca não conseguiu se virar, tomou um soco na nuca, o fazendo cair no chão. acabava com tudo: com o carro e com o garoto. O chutava na cara, na boca e na coluna.
Os lábios começaram no mesmo momento a sangrar.
- Ajuda! Ajuda!
- Assim da próxima vez você aprende a ficar com o bico calado, verme, imbecil, pezzo di merda! - e assim ele continuou a bater em Lucca, cada vez mais forte. Batia a cabeça do menino contra a lataria do carro. Agora, além do mecânico, o pai deveria pagar também um dentista.
desceu do carro e, cheia de raiva, começou a bater em . O socava e o chutava, batendo na cabeça a sacola plástica com o vestido dentro.
- Deixe-o em paz, cretino! Deixa!
se virou e a afastou com um empurrão. foi para trás, tropeçou com a calçada e caiu ao chão. continuou a observá-la por um momento. Lucca aproveitou isso e tentou entrar no carro. Mas foi mais rápido.
O jogou no chão, o bloqueando pelo peito. Lucca gritou de dor. começou a bater nele muito forte. se levantou do chão dolorosamente. Começou a gritar também, em busca de ajuda. Naquele mesmo momento passou um carro. Eram os Roberts.
- Carl, olhe! O que está acontecendo? Mas aquela é a , a filha da Raffaella!
Carl freou o carro com tudo e desceu do mesmo, deixando a porta aberta. correu em seu encontro gritando:
- Por favor, separem-nos! Rápido! Estão se matando!
Carl se jogou em o bloqueando por trás.
- Quieto, deixe-o em paz! - O abraçou por trás, tirando-o de perto da porta do automóvel. Lucca, finalmente livre daquela situação, massageou-se o peito doloroso, e depois, aterrorizado, subiu no carro e fugiu com toda a velocidade.
, tentando de se liberar do Sr. Roberts, se inclinou para frente e lançou com tudo sua cabeça para trás. O golpeou com toda a força na face. Seus óculos se estraçalharam, assim como seu nariz que começou a sangrar. Carl foi para trás e, míope novamente, sem saber para onde ir, caiu ao chão com tudo, com as mãos no nariz. Vanessa, sua mulher, correu para ajudar o marido.
- Delinquente, desgraçado! Não se aproxime, não ouse tocá-lo!
apenas olhou silenciosamente para aquela mulher que gritava.
- Entendeu imbecil? Mas isso não vai acabar por aqui! - Vanessa ajudou o marido a se levantar e entrar no carro, depois entrando no lado do motorista e foram embora.
se levantou e ficou parada na frente de .




CONTINUA



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