Story Of Us

Autora: Marcella Ribeiro
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh Claro
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Romance/Drama/Comédia - Long Fic



Prólogo

- Eu sei que o que eu estou fazendo é errado, eu sei, e eu quero parar! Mas eu não consigo - ele disse, com grande esforço, com os olhos vermelhos e o rosto molhado pelas lágrimas que agora deixava cair. - Você disse que queria me ajudar - ele continuou, pegando a minha mão. - Então me ajuda, por favor? - eu sabia que não tinha como dizer não, mesmo que eu quisesse. Meu Deus, como era horrível vê-lo daquela forma! - Por favor, ! Eu não aguento mais decepcionar a minha mãe, eu não aguento mais essa situação e eu preciso de ajuda, mas eu não sei a quem pedir. Eu preciso de você!
Desistindo de me fazer de forte, passei a mão por aqueles lindos cabelos, agora embaraçados, e me esforcei pra não chorar junto com ele. Coloquei um dedo em seus lábios para impedi-lo de falar novamente. Não precisava ouvir mais nada. Simplesmente não aguentava vê-lo daquela forma. Faria qualquer coisa para colocar de volta aquele lindo sorriso no rosto dele.
Lentamente, me aproximei dele e passei os braços por cima de seus ombros, aproximando os corpos em um primeiro abraço. Um primeiro abraço há muito tempo esperado. Senti as mãos dele em minha cintura, e me senti bem, de um jeito estranho, mas bom.
- Vai ficar tudo bem, . - sussurrei em seu ouvido - Eu vou te ajudar.
- Promete? - o ouvi perguntando, sentindo a respiração quente dele em meu pescoço - Promete que não vai desistir de mim? - Ri de leve, sem humor nenhum.
- Prometo que vou te ajudar - respondi - E não vou sair de perto de você. Só se você não me quiser por perto. - dei um beijo na bochecha dele e me afastei. Peguei-o pela mão, do modo como minha mãe fazia comigo quando era pequena e o tirei dali em silêncio. Ninguém precisava saber o que havia acontecido. Não importa o que pensam nem o que dizem a respeito dele. O que importa era que ele estava ali, ao meu lado, segurando minha mão e querendo a minha ajuda.
- Vai ficar tudo bem. Eu sei que vai. - eu disse baixinho, mais para mim mesma do que para aquele garoto alto andando ao meu lado.

Capítulo 1

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas: finalmente de volta aos longos dias na escola! Não aguentava mais aquele hospital, muito menos meu pai que parecia que ia morrer a cada vez que me via. Uma coisa que eu não gosto: pessoas preocupadas comigo. Quer dizer, às vezes é bom, mas não em exagero, certo?! E também porque eu não morri, morri? Não! E bom... O ajudou um pouco nessa parte, mas eu não morri!
Ah meu Deus, onde está a minha educação?! Meu nome é , tenho 17 anos e estou no último ano da escola. E pra você não ficar meio perdido na história, eu vou resumir o que aconteceu: quase morri. É. E sim, foi ruim. Quer dizer, não é nada legal capotar com o meu carro lindo. Estava chovendo muito, era bem tarde e eu estava muito cansada. Cansada mesmo. Bom, foi nessa parte que apareceu o e me levou para o hospital. Se não fosse ele eu não sei o que teria acontecido. A estrada estava vazia e, sinceramente, ainda não entendi o que ele estava fazendo lá. Acho que eu vou falar com ele quando o vir. Tenho que agradecer. Mas confesso que estou com um pouco de medo porque, bom, sempre que falam dele, não é com elogios.
O nome é . Estudo com ele desde o 6º ano, mas nunca tinha falado com ele. Era do tipo garoto isolado, que não queria a companhia de ninguém, e quando tinha companhia era aquela turminha da pesada e aquelas garotas atiradas que estão na listinha de todo mundo. E eu sou filha do diretor da escola e tinha uma “reputação” a manter. E pelo o que falam dele, ele não deveria querer fazer alguma coisa além de beber, fumar e dormir, então nunca cheguei muito perto. Bom, estou começando a achar que as pessoas possam estar enganadas, afinal, ele me salvou, certo? E é por ele ter feito isso que aqui estou eu, no carro da , minha melhor amiga, junto com o , meu primo e namorado da , porque eles estão me levando pra escola e me paparicando, tipo, um monte. E eu, claro, estou fingindo que estou escutando o que eles dizem e assentindo com a cabeça, porque, afinal, a pode ser pior do que meu pai quando quer.
Eles não estudam comigo, já terminaram a escola há dois anos, mas disseram que iam me trazer no meu primeiríssimo dia de volta à escola, já que meu carro estava acabado, coitado.
Depois de muitas recomendações de como pegar um ônibus (como se eu não soubesse) pra voltar pra casa, eu consegui me livrar deles. É nessas horas que eu agradeço o fato de que minha mãe mora em outra cidade e meu pai sempre está ocupado com os assuntos da escola e só volta pra casa pra dormir. E como eu moro com ele, vou ter a casa só pra mim e ninguém pra me perturbar perguntando se tem algo doendo. Não que não tivesse nada doendo, porque tinha, mas ninguém precisa saber disso.

As aulas se passaram rapidamente, com alguns "bem-vinda de volta" de alguns "amiguinhos" e professores. Não tinha muitos amigos de verdade ali. No intervalo entre as aulas eu procurei pelo , não que eu estivesse muito ansiosa pra falar com ele, mas eu procurei, na intenção de agradecer o que ele havia feito por mim, só que não o encontrei. Existem uns boatos que na hora do intervalo ele saía pra fumar alguma coisa e sempre voltava chapado.
Quando as aulas finalmente chegaram ao fim, dei mais uma olhada por ali e depois no estacionamento, nem sinal dele. Peguei um ônibus e fui pra casa.
Essa rotina continuou pelo resto da semana.
Mas, na sexta, ele apareceu no fim das aulas. Estava parado no estacionamento, falando com um dos colegas. Ou discutindo com um dos colegas, pelo o que parecia. Esperei por ali e quando ele deu as costas ao amigo e foi em direção ao seu carro, corri atrás dele e segurei em seu braço.
- O que você quer agora? Já não falei... Ah, é você. - ele virou-se de volta ao carro logo que viu quem era. Sacudiu o braço, me forçando a soltá-lo. - O que foi? - ele disse, continuando a andar até seu carro.
- Só queria agradecer pela ajuda - eu disse, em uma voz fraquinha. - Obrigada.
- Ótimo, já agradeceu, pode ir agora.
Foi como levar um tapa na cara. "Ótimo, já agradeceu, pode ir agora." Que garoto estúpido!
- Precisa ser tão grosso? - não me contive e falei mais alto do que deveria, chamando a atenção de algumas pessoas em volta. - Só vim agradecer.
Ele se virou lentamente, com o rosto vermelho de raiva, e disse alguma coisa que eu não prestei atenção. Ele estava com o olho esquerdo inchado e um pouco de sangue escorrendo do canto da boca.
- Ah meu Deus, o que aconteceu com você? - falei surpresa, levantando uma mão para tocar em seu rosto. Ele a empurrou para o lado oposto, sem me deixar tocá-lo.
- Isso não é da sua conta. Cuide da sua vida.
abriu a porta do carro, entrou e simplesmente foi embora. E eu fiquei ali, que nem idiota, olhando até o carro desaparecer.

Queria dizer que não, mas passei o fim de semana inteiro criando um milhão de possibilidades pra ele estar naquele estado. É isso que dá ter uma vida social nula e nenhum namorado. Mas decidi que não iria falar com ele na segunda feira. Quer dizer, não nos conhecemos direito e quando eu vou agradecê-lo por salvar a minha vida idiota, ele é grosso comigo daquele jeito e eu ainda vou atrás dele depois? De jeito nenhum! O problema seria conter a minha curiosidade, mas eu iria conseguir.




CONTINUA


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