McHate.com
Autora: Lú Jones e Vê Inamonico
Status: Em Andamento
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: LongFic - Comédia romântica, Aventura
Comentários:
Capítulo 1.
(Dinamarca)
- Filhinha? - era hora do jantar para a família . levantou seus olhos de seu prato, cuidadosamente decorado pelo chef da família, e os mirou do outro lado da mesa, onde o pai se sentava, sozinho. Fazia anos que sua mãe havia os deixado e ainda assim era estranho para ela ter alguém faltando naquela enorme mesa.
- Sim? - sua voz ecoou pelo salão de jantar. Ela encolheu-se, sem perder a postura.
- Ahm, papai quer conversar com você, sim? - a menina concordou e esperou pelo pai terminar seu jantar. Os dois se levantaram em silêncio e seguiram para a sala da lareira.
Os criados já haviam se recolhido o que Edward, pai de , achava melhor. Ele sentou-se, não sem antes servir-se de um pouco de conhaque, enquanto a filha acomodou-se na poltrona onde a mãe costumava sentar-se e olhava entediada suas unhas recém-pintadas naquela tarde.
- Então, o senhor queria me dizer...? - por mais paciente que fosse, notava que o pai parecia evitar o assunto o quanto conseguia.
- Ah sim, - ele bebeu um gole do líquido marrom em sua taça. - lembra-se daquela viagem que eu fiz há pouco tempo para a Inglaterra?
- Sim, perfeitamente. - ela sorriu, seu pai havia lhe trazido presentes maravilhosos de Londres.
- Pois bem, papai conheceu uma mulher por lá e... - Edward parou, fingindo tomar fôlego. - nos apaixonamos. Vamos nos casar no fim do mês. - ele olhou a filha que de repente ficou estática na poltrona. Sua filha era muito imprevisível, não sabia o que estava por vir, por isso esperou calmamente que a pequena digerisse as informações recém lançadas.
- C-como é? - piscava diversas vezes e o pai reconhecia aquele comportamento, algo de muito ruim estava por vir. - COMO PÔDE PAPAI? DEPOIS DE TUDO O QUE PASSAMOS, QUANDO VANESSA NOS DEIXOU, O SENHOR ACHOU MESMO QUE PODERIA SE APAIXONAR EM UM DIA E CASAR-SE NO OUTRO? - gritou cada palavra, engolindo com muito esforço os nós que se formavam em sua garganta.
- Não foi tão de repente assim, minha querida. Viemos nos contatando por telefone e e-mails. Papai realmente gostou da moça.
- C-como p-pôde? - a mais nova cobriu sua boca com a mão, sentindo as lágrimas lhe percorrerem o rosto.
- Eu achei que seria, - Edward gaguejava, sem saber como continuar. - bom para nós dois. Ela tem dois filhos, você não ficaria mais tão sozinha e eu também não. - ele sorriu paterno para a menina que fez bico.
- Eu vou ter que dividir minhas coisas agora é? - ela se irritou rapidamente.
- Não minha preciosa, vamos nos mudar e...
- MUDAR? PARA LONDRES? - ela agarrou os braços da poltrona e soluçou ruidosamente. - Papai... - ela voltou a cair em lágrimas.
- Minha querida, nós manteremos nossa casa por aqui, poderá vir aqui quando quiser. Eu e temos dinheiro suficiente para comprarmos uma casa tão grande quanto essa ou até maior. - um brilho passou rapidamente pelos olhos da menina com a palavra "maior".
- Então agora o nome dela é ? - perguntou em seguida, retorcendo seu rosto em desdém.
- Sim. E os filhos se chamam e .
- Tão original de ingleses. - desdenhou a mais nova.
- Preciosa, você vai gostar, confie em mim. - Edward bateu em seu colo e rapidamente levantou-se em um salto e sentou-se no colo do pai. - Amanhã vamos a Londres para você conhecer sua nova família, todos são muito gentis, posso lhe garantir. - continuou fazendo bico. - Ora, não se desanime, estamos indo para a terra da Rainha! - ele bateu nas coxas da filha, fazendo-a rir.
- Mas aqui nós também temos uma. - ela mexeu nos botões de sua camiseta Pierre Cardin.
- Não importa, você não sentirá muitas diferenças.
- Promete? - olhou o pai envolvendo seus braços no pescoço do mais velho.
- Eu prometo. - ele beijou os braços da filha e ela levantou-se.
- Certo então, boa noite. - beijou a testa de Edward e subiu, não sem antes ouvir.
- Já pedi para Bárbara preparar sua mala. - virou-se e fez um joinha para o pai, subindo em seguida. - Ufa. - suspirou o homem, já sozinho na sala.
Foi só sumir da vista do pai que subiu as escadas da enorme mansão pisando duro.
- Ele não poderia ter feito isso comigo! Agora vou ter que dividir sua atenção com uma qualquer. - resmungava a garota. Quando entrou em seu quarto, Alice estava sentada em sua cama já pronta. - Ah babá, - ela foi correndo para os braços da velha senhora que cuidava dela desde pequena. - papai já te contou?
- Já sim, meu amor. Não se preocupe, tudo dará certo. - Alice afagava os cabelos da menina ouvindo seus soluços abafados. - Eu estarei aqui sempre de braços abertos para te receber de volta, saiba disso.
- Obrigada. - fungou e sorriu para a babá.
- Agora vá lavar esse rosto, escovar os dentes e já para a cama mocinha, amanhã vocês viajam cedo. - Alice sorriu para a menina que pulou da cama e foi em direção ao banheiro.
- Babá, - colocou a cabeça para fora da porta. - pode se deitar eu vou demorar aqui. - ela sorriu timidamente.
- Sem problemas, boa noite meu amor. - Alice desligou a televisão e se retirou do quarto.
deu um sorriso falso e foi em direção ao seu laptop, ligando-o e de imediato entrando no messenger. Por sorte sua amiga estava online.
s2 Danish_Princess s2 acabou de entrar no messenger.
London-Eye-Girl diz:
Nossa, até que enfim, achei que teria que ficar a noite toda te esperando.
s2 Danish_Princess s2 diz:
Não seja ridícula, meu pai me segurou depois do jantar...
London-Eye-Girl diz:
Bronca ou outro presente?
s2 Danish_Princess s2 diz:
Presente. Mas dessa vez saiu bem caro. Ele vai se casar.
London-Eye-Girl diz:
O_o" Com quem?
s2 Danish_Princess s2 diz:
Uma mulher que ele achou aí em Londres.
London-Eye-Girl diz:
OMG! Quer dizer que você vem para cá? *-*
s2 Danish_Princess s2 diz:
É, mas sem muita animação. ¬¬ Vou por pouco tempo, a princípio. Anyway, alguma novidade dos McLosers hoje?
London-Eye-Girl diz:
Sim, parece que eles vão começar a gravar outro disco, ficaram a tarde inteira trancados com o empresário, parece que é segredo de Estado. Hahahahahaha
s2 Danish_Princess s2 diz:
Hum...interessante. Acho que as fãs gostariam de saber não é mesmo? (66)
London-Eye-Girl diz:
Com toda a certeza. Você posta?
s2 Danish_Princess s2 diz:
Tá bom, tá bom. Vai dormir seu urso.
London-Eye-Girl diz:
To indo mesmo. Bye!
London-Eye-Girl está offline.
revirou os olhos. Desde que conhecera em um chat as duas haviam virado grandes amigas, mas em uma coisa elas concordavam: azucrinar o McFly, banda do primo de segundo grau de , , era muito engraçado! Era por causa dos pais que havia ido parar na gravadora da banda, com a desculpa de querer um emprego para pagar as despesas da faculdade. , por outro lado era só uma riquinha que procurava onça para cutucar com vara curta.
Ela e , insatisfeitas com suas vidinhas pacatas resolveram criar um blog dedicado aos fãs da banda McFly. No começo o blog foi um estouro, fãs, críticos e até mesmo fãs de outros países procuravam saber tudo em primeira mão da banda inglesa. Até os integrantes descobrirem por meio de alguma grouppie que o blog publicava tudo antes mesmo deles declararem oficialmente.
Foi então que os problemas começaram. Ou pelo menos tentaram. Tentaram fechar o blog, mas através de um programa, o blog fingia expirar e a banda sossegava. Logo depois voltava, pedindo aos fãs que não dissessem nada a nenhum integrante da banda. E assim o blog foi pegando cada vez mais espaço na web e era um dos blogs mais visitados por dia. Terminado o post, pôde finalmente dormir com um sorriso satisfeito no rosto, pelo menos alguma coisa havia fluído naquele dia.
Capítulo 2.
(Londres)
- Oh baby you, got nothing to prove, but if we decide to go doesn't mean he's gotta know - dançava e cantava apenas de lingerie preta pela sala da casa de seu TÃO amado priminho. - Oh baby you, got nothing to lose. And we're better off...
- ...when daddy's not around. - surgiu, cantando e sorrindo maliciosamente. - Ela deveria cantar na banda. - mordeu o lábio. - E vestida assim.
- Calado ! - jogou as chaves no amigo. O que sua prima estava pensando?
- Oi amor da minha vida! - a menina mandou um beijo no ar, rindo feito menina sapeca.
- Olha aqui , não começa. - o menino disse ríspido. - Você pode ficar aqui em casa, já que seu apartamento está com infiltração. Mas será que dá pra você usar roupas decentes?
- Por que dude? Ela 'tá bem assim... - a analisou de cima a baixo. odiava o comportamento de sua prima.
- Por que? Porque ela fez nós quatro perdermos as namoradas, porque sempre espanta as meninas que eu trago pra cá dizendo "Hoje é de três, amor?" - ele fez uma voz afeminada, tentando imitar . - e porque vocês ficam parecendo uns macacos peludos babões.
- Acabou com o discurso de "eu-sou-um-desastre-na-sua-vida"? - a menina sorriu divertida, passando as mãos pela cintura.
- !
- Meu nome! - sorriu. a olhou bufando, igual a um irmão mais velho de saco cheio das travessuras da caçula.
- Vamos ensaiar gente. - se virou e começou a andar, mas percebeu que ia sozinho. - Gente? - tentou novamente e nada. - GENTE! - a jugular "saltou" de seu pescoço, assim que ele explodiu sua raiva no grito.
- Hein? - acordou do transe meio perdido.
- Nosso mini estúdio, AGORA! E, , suma daqui.
- Oh baby you, got nothing to prove... - sorriu vitoriosa. -boy estava bravinho. Missão cumprida!
estava predestinada a infernizar . Por motivo até então desconhecido, a garota o atormentava vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Chegou até mesmo a provocar uma infiltração no próprio apartamento para poder ser como uma pedra, cada vez maior, no sapato de .
Durante a manhã, passava o tempo na faculdade de foto-jornalismo. Gostava muito do que estudava e precisava pagar os estudos, por conta disso, à tarde, ela trabalhava na gravadora do McFly, banda de . A Super Records não era como a Universal, mas o primo a arrastara com ele com a mudança.
Por mais que odiasse , tinha que admitir que a menina era um gênio. Além de dar uma força com melodias e letras, ela sabia mais do que o próprio menino. Para ter o emprego que tinha, era preciso conhecer bem o estilo da banda e os gostos pessoais de cada integrante. Isso ela tirava de letra, conhecendo desde o número de telefone, até números de roupas, nomes das famílias e todos os trabalhos já gravados. Também conseguia ótimos negócios para eles. Era simplesmente...indispensável.
E toda vez que ela aprontava e ameaçava se livrar dela, eles eram lembrados por Fletch, seu empresário, o quão importante ela era. Passara a participar de reuniões que, no começo, ela só assistia do lado de fora da sala. Mas nunca havia deixado de pentelhar.
- Atende... - ela tentava, inutilmente, ligar para o empresário da banda. Precisava dizer a ele que havia uma entrevista pendente com para uma revista australiana que não parava de ligar. Resolveu falar com o próprio garoto para tentar agilizar e saber se ele tinha algum dia disponível. Foi enquanto caminhava até o estúdio que escutou uma conversa muito interessante.
- Como assim a sua mãe vai casar? - a voz de tinha dúvida, mas certo deboche também.
- Ué, simplesmente vai. Dona vai se casar. Disse que conheceu um cara dinamarquês e se... apaixonaram. - franziu o nariz numa expressão de nojo.
- Simples assim? - perguntou, mexendo nas cordas de seu instrumento.
- É. Fim do mês é o casamento. E ela disse que, como ele tem uma filha, ela quer todo mundo interagindo com a "filhinha do papai". - os meninos o olharam sem entender e bufou, olhando para cima. - Morar em casa suas bichas. Morar com a mamãe, padrastro e irmãzinhas. - sorriu sarcástico. Poderia estar feliz pela mãe, mas não engolia a história de ter que voltar a morar com em família.
, ainda prestando atenção na conversa, apertou o roupão que havia vestido no caminho para o mini estúdio. Por que será que aquela história se encaixava tão bem com a de sua fiel amiga?
- O nome do cara é Edward. E a filha dele, é , eu acho.
Ouviu-se um barulho do lado de fora do estúdio e os meninos correram para ver o que era. Encontraram com a faixa de seu roupão na mão e o mesmo aberto, mostrando novamente sua lingerie preta.
- Ops. - encarou a tira de pano em sua mão.
- Ulalá - , e entortaram a cabeça, observando-a.
- Parem de olhar para ela assim seus idiotas. - revirou os olhos. - E o que você está fazendo aqui?
- Ahm, , eu preciso saber quando você pode dar uma entrevista para uma revista australiana. - ignorando o primo como sempre, fechou o roupão para a infelicidade dos três patetas.
- Eu...tenho que ver. - piscou. Sacou seu Iphone do bolso da calça e checou sua agenda eletrônica. - Semana que vem, às três, ok baby?
- Sim, claro querido. Vou avisar à redação da revista. - sorriu e saiu andando. Parou no meio do corredor e mandou um beijo no ar, que os três pegaram e guardaram no bolso.
- Panacas... - pôde ouvir resmungar.
estava certa de que a amiga iria gostar da nova mãe, afinal, ela poderia infernizar de perto, seu novo meio-irmão.
"s2 Danish_Princess s2,
parece que você será uma irmã muito legal para . xx, London-Eye-Girl"
Apertou "Send" e pronto. Logo que a amiga saísse do vôo veria que sua viagem a Londres não seria perda de tempo. Missão cumprida, parte 2.
(Aeroporto de Londres)
Depois de uma longa e cansativa viagem até Londres, havia se arrumado no apertado banheiro de seu jato particular e agora caminhava ao lado de seu pai para a saída. Estava preparada para o frio de Londres, se equipara com uma bota marrom de cano alto até as coxas da Channel, um casaco preto com franjas nas pontas, por baixo uma blusa em decote "V" com lantejoulas, um colar dourado que davam várias voltas em seu pescoço branco e os cabelos soltos. Ligou urgentemente seu celular e sentiu-o vibrar em sua mão. Abriu o flip e viu uma nova mensagem:
"s2 Danish_Princess s2,
parece que você será uma irmã muito legal para . xx, London-Eye-Girl"
Sorriu satisfeita e olhou para frente colocando seus óculos escuros. Acompanhou seu pai que já a chamava um tanto impaciente. Seguiram para a porta do aeroporto atraindo todos os olhares para os dois. Entraram em uma limusine e não conseguia parar de pensar em como sua vinda até a capital inglesa seria de bom proveito.
O que ela não sabia, entretanto, é que um fã, já sabendo do próximo casamento da mãe de ( se encarregara de postar no site logo depois de mandar a mensagem para a amiga) havia tirado uma foto sua quando ela apontara para fora do jato. Ele a enviou para o celular de que começou a apitar.
- Olhem isso! - disse, estavam ela e os quatro garotos na cozinha de . - Parece ser sua nova irmã, . - Mostrou a foto que havia acabado de receber.
- Como você a conseguiu? - perguntou olhando torto para que sorriu sem graça.
- Bom, eu trabalho na gravadora e algum fotógrafo deve ter pego essa foto. - disse ela, mas nenhum dos quatro ouviu.
- Nossa, olha isso, sua irmãzinha é muito gostosa! - foi o primeiro a comentar. - Eu pegava. - levou um peteleco na cabeça.
- Pára com isso, a garota é mimada. - disse emburrado.
- Mas que ela é bonita você não pode negar. - comentou, para a surpresa de . Então ele havia gostado da amiga? Ótimo começo.
- E você , tem uma gostosa na sua casa e nem pega, nem vem falar da riquinha mimada. - rebateu e teve de segurar o riso.
- Cala a boca. - deu um soco no braço do amigo.
- Estou indo pra casa da mamãe receber essa gostosura. - disse numa voz gay e mandou beijos no ar para os amigos.
Capítulo 3.
(Casa dos )
- Onde está seu irmão que até agora não deu o ar da graça? - andava de um lado para o outro da casa, arrumando os mínimos detalhes enquanto estava deitada no sofá encarando as unhas, entediada.
- Sei lá, deve estar ensaiando, daqui a pouco ele aparece.
- Daqui a pouco eles chegam e nem a família eu tenho pra apresentar. - suspirou.
- Relaxa mãe, se o cara te ama mesmo, não vai se importar com isso.
- O problema não é ele, ele mesmo disse que não tinha problema se não os conhecesse hoje, o problema é a filha dele.
- Ah, a tal de não é? - fez uma careta.
- Sim, a , espero que você e seu irmão sejam educados porque eu tenho certeza que ela deve ser uma menina de classe. - fez gestos para a filha se levantar do sofá. - Leve para fora, não o quero pulando em cima da menina quando ela chegar.
- Isso seria incrível. - disse e recebeu um olhar torto da mãe. - Ok, já estou levando.
Um ronco de motor foi ouvido do lado de fora na rua e sentiu uma tremedeira percorrer seu corpo.
- ELES ESTÃO AQUI! - gritou para que em segundos estava ao seu lado. abriu a porta e viu dois seguranças parados ao lado da limusine que levava duas bandeiras da Dinamarca no capô. A porta do carro foi aberta e um homem muito elegante apontou saindo do mesmo.
- É ele? - perguntou, mas ficou no ar, já que sua mãe não tirava os olhos dele. Edward se aproximava sorrindo e beijou a mão da noiva logo em seguida virando para observar sua filha seguir em direção a porta do carro.
recebeu ajuda do segurança para sair do carro e teve que colocar os óculos nos olhos pelo forte sol que a atingia. Londres era famosa pelo seu tempo instável, mas por que o sol resolvera aparecer naquele dia? Olhou para a porta onde seu pai a esperava ao lado da mulher que ela já conhecia. Lá dentro, entretanto estaria sua mais nova irmã; bufou discretamente ainda não acreditava que teria de dividir seu pai com outras duas mulheres.
- Sejam bem vindos. - falou estendendo o braço para também envolver pelos ombros, assim como Edward, mas a garota revidou friamente. - Vamos entrando? - ela continuou sorrindo e Edward retribuiu abraçando sua filha e em seguida soltando-a. Entraram na casa, aproveitou seus últimos momentos de óculos escuros e observou toda a casa, analisando-a nos mínimos detalhes. Por último chegou na imagem de que a olhava de baixo a cima, com os braços cruzados.
Tirou seus óculos Dolce&Gabanna deixando e maravilhadas com seus olhos verde-esmeralda. Deu um sorrisinho cínico e olhou o pai, esperando alguma manifestação e também notando a falta de outra peça chave naquela família.
estacionou o carro de qualquer jeito no gramado de sua casa. Teve poucos segundos para olhar o belo carro parado em frente à casa de sua mãe até correr para os fundos.
- Hey garotão! - , ao abrir o portão deparou-se com , agitado. - Te deixaram pra fora foi? - ele pegou o cachorro e adentrou a casa. - Pronto mãe, já terminei o que havia me pedido. - apareceu no hall, levando , cada vez mais agitado. o olhou de olhos arregalados e começou a balançar a cabeça negativamente.
- , leve lá para fora agora. - disse ela entredentes.
- Pra que mãe, acho que ele também tem que conhecer os seus convidados. - sorriu perversamente olhando que demonstrava tranquilidade quanto a proximidade desastrada do cachorro.
se aproximava incontrolável até que deu uma volta ao redor de e sentou-se ao lado dela.
- Bom menino. - ela acariciou com certo nojo a cabeça do animal e sorriu para arqueando a sobrancelha. suspirou aliviada e deu um beliscão discreto no filho.
- Imagino que estes devem ser e . - Edward pronunciou-se, quebrando o silêncio que se instalara.
- Sim, prazer em conhecê-lo. - estendeu a mão e apertou forte a mão de Edward sorrindo graciosamente.
- É um prazer conhecê-lo. - seguiu os gestos do irmão e sorriu. deu o braço a Edward.
- , está tudo pronto para nossa mudança? - ele perguntou baixinho enquanto continuava observando e com superioridade e desdém.
- Eu acho que não, receio que vão ter de ficar aqui por um tempo.
- O QUÊ?! - ouviu-se o grito histérico de .
(Casa do )
Na cozinha de , pensava silenciosamente em como unir os meninos, ela e na mesma casa. Como?
Sentou-se de frente para e que brigavam por umas panquecas que ela havia feito. Lembrou-se então da viagem a Austrália, e lutando por um resto de cookie, aquilo havia sido deprimente.
E então tudo que precisava ser conectado se ligou em alguns segundos. Como, era a pergunta e Portugal, era a reposta. Mandou um beijo no ar para e , passou por que estava na sala com o violão e correu para seu quarto. Pegou o celular e ligou para Fletch, o tão amado e querido empresário.
- Oi razão da minha vida! - tentou soar de maneira melódica.
- Fala minha gênia! O que queres de mim? - a menina riu. O único que sabia quando ela iria abusar da amizade era Fletch. Deveria ser porque ele era o único que prestava atenção ao modo como ela falava. Assim como , não queria ser enganado pela santa do pau oco, .
- Bom, - começou a menina - eu tive uma idéia genial!
- Adoro suas idéias. - disse rindo - Diga.
- Ahm, eu estive pensando... Os meninos se deram bem nessa nova fase, mas precisamos que não seja só bem, seja excelente! Então, juntei a minha idéia de melhoria com idéias antigas e me lembrei da Austrália. Só que lá, de certa forma, tinham muitas fãs, então pensei em um lugar calmo onde eles pudessem trabalhar, eu e você descansarmos e unir à nova irmã. A menina parece tão introvertida... Eu estou matando vários problemas de uma vez só. E o melhor de tudo, eu sei o lugar perfeito para isso! - ela tinha que convencer Fletch que seria um plano sem erros - A antiga casa dos meus pais. Grande e luxuosa, em um pico em Portugal onde quase ninguém vai. Vamos em segredo, ficamos um mês e voltamos, que tal?
- Okay, quanta informação! Mas eu gostei da idéia. Convença os meninos, compre as passagens para amanhã cedo e te vejo no aeroporto. - um enorme sorriso surgiu em seus lábios. Perfeito.
Convencer e seria fácil. Era questão de fazer um charminho. ela já sabia como, só precisava saber o que fazer com , o primo mala.
Em seu celular apareceu no visor o nome: Danish Girl, bingo!
- Eu preciso da sua ajuda hoje mais à noite!
- Oi pra você também coisa fofa! - respondeu ironicamente. - Eu 'to bem e você? Ah, a viagem foi ótima!
- , deixa de ser estraga-prazeres! Eu tenho um plano, mas preciso que você me dê duas ajudinhas! - respirou fundo, ajeitando o celular no ombro, enquanto trocava de roupa, para convencer os meninos precisava estar muito bem arrumada. - Bom, quando o precisar sair, ajude-o. E quando ele falar de uma viagem, diga que topa. Okay?
- Por quê? - por enquanto seria segredo para a menina , mas quando chegassem em Portugal na linda casa, ela amaria o planinho.
- Eu juro que você não vai se arrepender!
- Se você diz...
- Obrigada, luz da minha vida! Beijos! - desligou o telefone e correu para a sala.
- UOW! - o coro de e fez a menina sentir as bochechas levemente.
- OMFG! - não iria fazer aquilo ficar fácil para eles, não mesmo.
Capítulo 4.
Estava vestida com um baby doll, rosa claro, quase transparente e um conjunto por baixo, de mesmo tom, composto por um sutiã e uma calcinha, estilo shortinhos. Era ou não era de matar?
- Oi meninos... - disse de maneira calma, suave e, ao mesmo tempo, sexy. Tinha algo mais gostoso do que fazer dois britânicos, de tirar o fôlego, pirarem por você? - Um de vocês poderia passar creme na minha perna? Eu acabei de fazer as unhas. - a desculpa fora péssima, mas com um corpo daqueles, usando um baby doll e, ainda por cima, pedindo para passar creme nas pernas nuas, que homem no mundo iria se importar com o que ela falava?
- E... eu! - logo voou para cima dela, pegando o creme e espalhando lentamente sobre as pernas da menina que, sentada no sofá, jogou as mesmas no colo do garoto.
- Que tal uma massagem? - sorriu com as palavras de . Ela não precisava nem pedir que tudo estava à mão, poderia ter uma vida dessas para sempre.
- Eu aceito sim, . - acariciou o rosto de , que se sentou atrás dela e começou a massagear seus ombros, dando alguns beijos em sua nuca. - Sabe meninos, eu andei falado com o Fletch, e propus que nós viajássemos, como nós fizemos ao ir para Austrália, o que vocês acham?
- Quem iria nessa viagem? - perguntou, sem tirar os olhos das coxas de .
- Eu, vocês, Fletch e pensei em convidar a nova irmã do , a . Que tal? Acho que ela precisa conhecer melhor o irmão que vai ganhar e eu terei a companhia de uma moça que vai adorar o destino da viagem.
- E para onde iríamos? - perguntou , já se imaginando no mesmo quarto que e a tal menina dinamarquesa. 'Nada mal, não ?'
- Portugal. - os meninos sorriram, nunca haviam ido a Portugal, e se a patricinha dinamarquesa iria gostar, quem disse que eles não iriam?
- Quando partimos? - sorriso de vitória nos lábios de .
- Amanha de manhã. Só faltava convencer o ...
- Deixa isso com a gente! - Bingo, tudo certo e agora só faltava .
Levantou-se dando um beijo na bochecha de cada menino e voltou para seu quarto. Pegou o celular e, ação!
'Pequeno, 'to com uma saudade de você... Estou tão sozinha aqui... Quando der quero te ver. xx, .'
Joganda a isca, só faltava o peixe pega-lá.
(Casa dos )
- Filha, eu disse que viríamos para Londres. - Edward ficou sem jeito em frente à noiva.
- Disse, mas não falou que nos mudaríamos, ah, como posso dizer? IMEDIATAMENTE! - estava vermelha de raiva. Não, pior. Estava vermelha de ódio.
Todos ficaram em silêncio e o celular de apitou uma música dos Backstreet Boys. o olhou com um sorriso sarcástico e ele tratou de fazer a música parar.
- Ahm...er...é...hum...o ! - ele disse depois de ler a mensagem de . Precisava sair dali.
- Ótimo, filho será que não poderia levar para conhecer os garotos? - disse sorrindo para que ainda encarava como que o desafiando.
- Claro mãe. - revirou os olhos e levou outro beliscão da mãe. - Vamos. - virou-se para e saiu na frente, batendo a porta com força. - Olha aqui, - pegou apertado no braço da menina enquanto caminhavam para o seu carro. - eu não estou nada feliz com tudo isso então será que pode, ao menos, não estragar tudo? - ele abriu a porta do carro e jogou lá dentro, rapidamente seguindo para o lado do motorista.
estava sentada de pernas cruzadas e olhando as unhas. Desviou seu olhar após suspirar.
- Pode deixar... - deu uma curta pausa. a olhou. - Depois da introdução que você acabou de me dar sobre o irmão que terei, eu vou fazer da sua vida um inferno. - ela sorriu enigmática e deu a partida, não se atrevendo a olhar para aqueles olhos verdes hipnotizantes.
chegou à casa de em poucos minutos, desceu do carro e sequer esperou por , precisava encontrar .
- Oi , chegou cedo. - disse desviando a atenção da revista que lia.
- É...hum, onde 'tá a ?
- Estou aqui e... - parou ao pé da escada. Ainda não havia tirado o baby doll. - oh my gosh! - ela sorriu terminando de descer, só que passando reto por . - Você deve ser ! - ela abraçou a menina que franziu o rosto ao ser esmagada por . Precisava parecer que elas não se conheciam.
- É. - disse piscando, tentando se soltar. abafou o riso recebendo um olhar fulminante da garota. - Pode me soltar? - disse ela e a soltou sorrindo.
- Olhem meninos, a nova irmã do ! - ela apresentou animada, e vieram hipnotizados até que sorriu cínica.
- É um prazer conhecê-los. - disse de braços cruzados. Ouviram-se passos vindos do andar de cima e uma figura apontava, pronta para descer.
- Voltou mais cedo. - disse ele.
- É-é... - disse, o que iria dizer agora?
- Ele disse que recebeu uma mensagem sua. - disse com uma pitada de ironia na voz. começou a suar frio. encarou a amiga incrédula, ela era realmente má.
- Não mandei mensagem nenhuma. - disse observando a nova garota dos pés a cabeça.
- Então por que estamos aqui ? - dirigiu-se ao menino que estava paralisado. - Achei que realmente quisesse ensaiar e não apenas se livrar de mim. - fez-se de vítima. , e olharam feio para o amigo.
- E-eu mandei a mensagem do celular do , desculpe. - pronunciou-se antes que a situação piorasse. - , gostaria de ir ao meu quarto? Tenho certeza que vai gostar de me ajudar a escolher algumas roupas. - puxou a menina pela mão e elas subiram as escadas, mas não antes de analisar bem diante dos próprios olhos do menino sorrindo de lado e o deixando bobo ao pé da escada.
- Seu idiota. - deu um pedala em e os meninos dirigiram-se à cozinha.
(Quarto de )
- Você pirou ou o quê? - perguntou, após fechar a porta atrás de si. - , ferrar o tudo bem. Mas me ferrar também?
- Desculpe, não resisti! - sorriu maldosamente. - Qual é! Confesse que a cara do foi hilária.
- De certa forma, sim. - abafou um risinho. - Mas preciso dele para completar meu plano. Agora seja uma boa menina, desça e peça pro subir. Preciso falar com ele, mas diga que é sobre uma música. Faz isso por mim? Por mim? - a menina fez cara de pidona. E se entregando a isso, sem ao menos saber da idéia, recuou.
- Mas que fique claro que é por você! - a menina, com seus lindos olhos verdes, sorriu levemente, indo até a porta. Mas ao encostar na maçaneta, girou o corpo, correndo até e a abraçando fortemente. Ali sozinhas, elas podiam se conhecer. Elas podiam se abraçar. - Amei poder te conhecer! - sorriu a dinamarquesa.
- Eu também. - riu, a olhando nos olhos, e depois a abraçando novamente. - Agora vai meu anjo!
, dessa vez desceu, com cara de poucos amigos.
- Não gostou da , peste? - agiu da forma rude. Odiara o que a nova irmãzinha fizera com ele.
- Na verdade, eu a amei! Poderia me acostumar com ela. - sorriu, hipnotizando . 'Perfeito!' riu, vendo a cara do primo na parte superior da escada. - Er, , ela precisa falar contigo em particular. Algo sobre uma música... - disse com desdém. Agora sim! Tudo seguindo os conformes.
- Filho da Mãe!
- Sortudo! - e resmungavam. - Se bem que... - ele voltou seu olhar para a nova irmã de . - Gostei até... - levantou a sobrancelhas sugestivamente, enquanto ainda pensava em como seria essa mini reunião de com ...
Capítulo 5.
(Quarto de )
subiu as escadas um pouco nervoso. Ela iria agarrá-lo? Iria fazer loucuras com ele? Será que teriam algemas? A pequena cabeça dele se perdeu em pensamentos, que nem percebera que já estava na porta do quarto da menina. Suava frio agora. Mãos trêmulas. Por que tudo isso para, apenas, ver ? Deveria ser porque ela mexia com ele. Ele sempre conseguia quem ele queria sem pedir. E logo essa, que ele tinha certeza de que era apenas questão de segundos, esta levando meses. Ele tinha que acabar com aquilo. Abriu a porta do quarto, ainda nervoso. Colocou-se para dentro, fechando a porta, de costas para o quarto. As luzes se apagaram. O que estava acontecendo?
- ? - a voz um pouco aveludada, que o fazia perder o controle, surgiu na escuridão. Apagão. Vale tudo?
- , o que que houve? Onde você 'tá? - o pequeno sentiu medo. Precisava dela ainda mais.
- Aqui . - se aproximou dele, segurando-o pelo braço. Isso não estava em seus planos.
- O que a gente faz? - a cabeça dela girou com essa pergunta. Como se aproveitar desse medinho? Sorriu, mesmo sem que ele pudesse ver. Pegou as mãos dele e envolveu em seu corpo.
- Me protege. - o coração dele acelerou. Medo ou ? ou Medo? O que seria mais forte?
(Sala)
olhava entediada para a janela, mesmo que estivesse com a cortina "blackout" fechada. Um apagão era o que lhe faltava para completar seu dia infeliz. Estava ela na casa de um famoso, com ele e mais dois malucos, sozinha... Não havia mais ninguém lá, não que isso fosse um problema, ela não precisava de ninguém para se defender.
Ouviu passos. O piso era de madeira, ela ouvia a transferência de peso e ia se aproximando dela. Pela respiração pesada não tinha dúvidas, o perfume também não deixava enganar.
- é melhor se afastar se algum dia quiser reproduzir. - ela virou-se, a expressão vazia e os profundos olhos verdes encarando o rosto do garoto sem ação. - Estou avisando. - arqueou uma sobrancelha e andou na direção do garoto, mas passou reto por ele. suspirou, tão imprevisível quanto .
- Quer alguma coisa... , não é? - perguntou, inquieto. O fato de ter e em um quarto sem luz estava enlouquecendo-o. Por um momento quis ser , para poder tê-la tão perto dele; mas queria era mesmo ser uma mosca para descobrir o que ela tanto queria tratar com . Ele nem era tão importante assim na banda!
- Não, obrigada. - sentou-se no sofá da casa de com a expressão enojada. , que estava parado de frente para a janela como a menina fazia há pouco, puxou a cortina e deixou a claridade tomar conta da sala.
Virou-se e pôde ver a menina com uma das mãos tapando a claridade que lhe atingiam os olhos. Assim que se acostumou, olhou seriamente para , piscando seus doces e perversos olhos verdes. O garoto sentiu seus joelhos vacilarem e apoiou-se à lareira, encarando alguns porta-retratos que ali estavam sem realmente vê-los.
- Então, ... - começou, olhou para que tentava subir as escadas no escuro corredor. - comentou sobre a viagem que estamos prestes a fazer? - não conseguiu segurar a ansiedade e recebeu um olhar torto do amigo. Pigarreou. - Vamos para Portugal!
- O quê?! - e falaram juntos, mas fingiu não perceber.
- Estamos decolando amanhã de manhã! - quase pulava de alegria, só ele e sabiam quem estaria lá.
- Não, o que?! O que está dizendo , bateu com a cabeça foi? Desde quando nos diz para onde e quando vamos? - cuspiu ignorando, por um momento, a presença de no cômodo. "Ela faz muito mais do que isso sem vocês se darem conta" pensou a menina enquanto olhava as unhas.
- Ela já conversou com Fletch e ele pediu a ela que comprasse as passagens... - foi murchando enquanto olhava para os pés. pareceu pensar por breves segundos.
- Está bem. Mas que fique bem claro que ela não manda na gente e se nem todos concordarem nós não vamos, entendeu? - disse e concordou, desviando seus olhos para ver se conseguira chegar ao topo da escada. Mas deparou-se com o amigo agarrado ao corrimão no meio desta. Abafou um risinho e foi sentar-se ao lado de .
- Então... gostou da nova família? - ele puxou assunto e percebeu a atenção de voltada para ele e a menina. Aquilo seria interessante, exatamente como dissera.
(Quarto de )
- Por que 'tá tão escuro? Não é meio dia? - agora estava assustado. Será que era uma bruxa de Salém? Sua cabeça tentava pensar em como se livrar de vampiros no escuro.
- , não sei se você percebeu, mas... - ela pegou as mãos dele, passando por seu corpo. - Eu 'to de baby doll, ainda. - terminou tirando o sobretudo que havia colocado há pouco. A pouca claridade do quarto permitiu o rapaz de ver o conjunto que ela usava. Deixou seu queixo cair levemente. Ela estava abusando do fraco coração dele. - Eu acordei não faz muito tempo.
- Mas você 'tava com a gente... na cozinha... com um blusão... um roupão... - ele falava pausadamente, tentando recuperar o fôlego.
- 'Tava... Por baixo? - ela respondeu meio irônica.
Ele não aguentaria muito tempo. A respiração dela, tão próxima de seu rosto... Ele não conseguia ver direito, o "pacote" completo, mas o pouco de luz que entrava, naquele momento de apagão em Londres, no quarto, tornou a cor avermelhada de seu conjunto uma atração para seus olhos. Sentiu um arrepio em seu corpo. Sorrindo de canto, deslocou uma das mãos, que se situava na cintura de , para as costas da menina, debaixo do baby doll.
- ... ... ... - riu, segurando o rosto dele entre as mãos. Olhos nos olhos dele, aproximando seus rostos. - Você nunca aprende?
- Enquanto você não me ensinar... - ele tentou beija-lá, mas desviou seu rosto, encostando os lábios no pé de seu ouvido.
- Antes, me diz. - ela mordeu a ponta da orelha dele. - Vamos a Portugal? - ele afastou-a, olhando torto. - Calma. - sorriu. - Os meninos, , e Fletch toparam. Embarcaremos amanhã de manhã. Só preciso que você diga sim, por que o vai ser por conta dos meninos. Diz que vai. - ela passou o dedo indicador, pelos traços do rosto do garoto. - Imagina... Eu e você... Na casa onde eu cresci... Onde eu conheço todos os lugares... - mordeu o lábio, rindo por dentro. Será que ele toparia?
- Não sei , e a filhinha do papai? - perguntou, acariciando o rosto da menina. - Ela teria que ir.
- Isso é um problema? - ela riu, aproximando novamente a boca de seu ouvido. - Ela não vai nos atrapalhar. Eu te prometo. - ela cochichou, dando um beijo em seu pescoço. não estava se aguentando. - Como você está tenso. - continuou, passando as mãos no peitoral dele. Ele não podia resistir. Ele não iria resistir.
- Olá Portugal! - ele sorriu, abraçando-a pela cintura. Seu rosto colou no dela, os lábios se selaram. não podia se entregar para , não mesmo. Não por enquanto. Pressionou o corpo dele na parede do quarto, beijando-lhe o pescoço, subindo e descendo pelo mesmo. Ele apertou-lhe mais a cintura, até que as luzes voltaram.
- Acho melhor você descer. - respondeu ofegante, dando agora pequenas mordidas em sua nuca. - Eu já desço. Vou me trocar. - ele sorriu, respirando fundo o aroma adocicado de .
Deixou o quarto, após se olhar no espelho. não podia acreditar na sua sorte. Ele realmente estava na palma de sua mão. Agora, mais do que nunca.
Capítulo 6.
(Sala)
- Não sei, - começou enquanto brincava com seu colar de diamantes, atraindo o olhar de . - passei muito pouco tempo com aquelas pessoas. - ela sorriu um tanto cínica.
- Você vai gostar, tem amigos engraçados. - por mais ridículo que aquilo pudesse parecer, estava falando deles mesmos.
- É, pode ser. - ela preferia manter o silêncio, poderia ser muito mais proveitoso assim. Quando reparou que o tronco de se aproximava de si, levantou-se lentamente do sofá, indo em direção a lareira. - McFly, certo? - perguntou, seguindo na direção de , mas curiosamente, como da última vez, desviou-se da "rota" no último segundo.
- Lá na Dinamarca vocês nos conhecem? - sorriu com o interesse de em sua conversa com . Seu sorriso era enigmático, apenas ela sabia o que se passava em sua cabeça para que fosse forçada a sorrir.
Virou-se bruscamente de frente para que se apoiava na lareira, mais ainda, depois de surpreender-se com o movimento da menina.
- Acredito que não muito, meu professor de música é que falava de seu estilo musical. - era mentira. Ela sabia que era. No colégio não se falava de outra coisa, uma moda que se atribuíra graças a ela, e seu site de fofocas.
- Oh, então você toca algum instrumento? - perguntou e apontou na sala, sentando-se no sofá. Segundos depois surgia com cara de assustado, misturado com cara de bravo.
- Piano, violoncelo e flauta transversal. - começou a menina e vendo o sorriso sarcástico de , pigarreou e acrescentou. - Mas também toco baixo e guitarra. - sorriu para o garoto que arqueou a sobrancelha.
- Por que não toca um pouco para nós? - a olhou com um sorriso maldoso. sabia que ele queria testá-la; estava pronta para o desafio, isso ela não negava, mas preferia deixar a humilhação para outro momento.
- Quem sabe um outro dia, - disse ela arqueando uma das sobrancelhas. - tenho certeza de que adoraria fazer um pequeno recital.
- Vamos cobrar. - disse, cruzando os braços.
- E então, o que queria? - virou-se para .
- Provavelmente agarrá-lo, quem subiu com a camisa certinha e voltou com ela amassada e dois botões abertos realmente ficou entorpecido com o que aconteceu lá em cima. - disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. , e a olharam assustados e cerrou os punhos. - Não é mesmo, maninho?
"Essa garota é perversa." pensou enquanto a analisava de cima a baixo. apareceu logo em seguida de jeans skinny e uma bata cinza. Todos os olhares voltaram-se para ela que corou. sorriu irônica e percebeu que havia algo errado.
- Ahm...vou fazer o almoço. - coçou a nuca e se retirou da sala rapidamente. O que havia acontecido com aqueles quatro? Por que a encarava como se estivesse por trás daquela reação? A menina seguia para a cozinha confusa.
- , acho melhor voltarmos para casa. - disse com os dentes trincados. Estava com puro ódio daquela garota, era impossível se conter por mais tempo.
- É, realmente uma ótima idéia. - disse a menina, agora de braços cruzados, começando a caminhar em direção ao garoto.
- Já voltamos, para o almoço, eu espero. - disse enquanto abria a porta da frente e já saía para o sol de fora. Assim que a porta bateu, se colocou em uma das janelas ao lado da porta. Foi o suficiente para que visse agarrando a menina pelo braço, visivelmente irritado.
- A minha vida você pode arruinar, mas nem pense em meter meus amigos nisso, entendeu? - urrou ele de raiva. o ouvia calmamente e desviou seus olhos para a janela dando de cara com . Agiu naturalmente, como se já esperasse e voltou a olhar para o garoto a sua frente.
apertou mais o braço da menina e acabou levando um pisão no pé.
- Não encosta em mim moleque. - apesar de ser mais nova do que ele, sabia que sua idade mental não poderia nem ser comparada com a do novo irmão. Saiu andando em direção ao carro e a seguiu mancando, quase gritando de tanto ódio e dor.
(Casa dos )
O caminho de volta à casa foi tenso, queria dispersar o caminho e deixar em qualquer lugar bem longe da casa de sua família, mas como sua sorte não estava muito em alta, preferiu seguir o caminho certo. Chegaram e encontraram seus pais sentados no sofá.
- Já almoçaram? - perguntou, procurando manter a maior distância possível de .
- Não, estávamos esperando por vocês. - Edward virou-se e sorriu, não sendo correspondido.
- Ótimo. vai fazer o almoço, vamos para a casa do . - ele passou reto por que fez bico.
- , mostre à seu novo quarto. - disse em tom de reprovação.
- Perdão?! - assustou-se e encarou .
- Vamos passar uns dias aqui querida, até que a nova casa esteja comprada. - Edward sorriu e bufou.
- Não se preocupe , você terá um quarto só para você.
- O quê?! - gritou e sorriu.
- vai dormir no seu quarto querido, mas é por pouco tempo. - sorriu delicada.
- MAS POR QUE ELA NÃO DORME COM ELA? - apontou para .
- Eu decidi e é assim que vai ser, não discuta. - 3, 0. - Agora, por favor, mostre à seu novo quarto.
- Claro, por aqui irmãzinha. - ele estendeu os braços na direção da escada e virou-se o olhando vitoriosa. - Você está ferrada comigo. - sussurrou assim que a menina passou ao seu lado. virou-se e piscou, subindo à sua frente.
Chegaram ao corredor do andar de cima e corria de um lado para o outro, tirando suas coisas do quarto e colocando no outro.
- Só mais algumas coisinhas e já estará liberado. - disse como se se desculpasse.
- Não sei porque você se desculpa com essa daqui. - disse atrás de que simplesmente o ignorou.
- Muito obrigada, , é muita gentileza sua. - sorriu para a menina que retribuiu, mostrando a língua para o irmão em seguida.
- Cobra. - sussurrou. virou-se e aproximou-se de , ficando próxima ao seu ouvido.
- Você sequer provou do meu veneno, ainda. - ela sorriu enquanto soltou o ar pesadamente próximo ao ouvido do menino, vendo sua pele eriçar-se. Afastou-se a tempo de surgir novamente, trocando de quartos. continuou estático e olhou a menina de cima a baixo enquanto ela virava de costas.
(Cozinha do )
- Então , agarrar o ? Não sabia que era tão vadia assim. - seu sangue ferveu. Como podia dizer uma coisa dessas?
- Vadia é a sua ex, e eu não agarrei o . Ele trocou uma lâmpada para mim. Se duvida, olha ali a lâmpada queimada. - ela apontou para uma lâmpada queimada em cima da bancada. pensara em tudo. - Que é? Vai falar que ele não fez um esforço?! A escada aqui de casa não é muito boa. Eu deixei no meu quarto e aproveitei que precisava falar com ele sobre o que o Fletch me disse e pedi para ele trocar. Mas a luz não voltava, tivemos que esperar. Nisso ele caiu, por que 'tava escuro meu quarto, janela fechada. - ela suspirou, sentando na frente de um balcão na cozinha. - Duvida ainda de mim?
- Na verdade, não. Eu passei no seu quarto ontem, para checar se estava tudo bem com você, 'tava com um ataque de tosse... - parou, pensando. tinha planejado tudo nos mínimos detalhes.
- Você preocupado com a sua tão odiada prima? - riu, entrando na cozinha e na conversa.
- Imagine se a mamãe sabe que eu deixei minha prima morrer de tuberculose! - entrou rindo, aliviado com a resposta da menina. Ele tinha que fazer algo logo para ter .
- Mas, , o que o Fletch disse?
Capítulo 7.
- Não vamos para Portugal amanhã. - ela disse picando os ingredientes para fazer o seu molho que os meninos tanto gostavam. - Acontece, que ele falou com a , e ela recomendou que nós esperássemos pela casa da . O pai dela disse que é coisa rápida. Quem tem dinheiro pode. - ela sorriu de canto. - 'Tá bom?
fez que sim com a cabeça, saindo da cozinha com uma garrafa de cerveja e também. , ao invés de sair, encostou a porta. olhou para ele, não entendendo ao certo o que ele queria.
- , - começou ele. - eu amo seu macarrão sabia? - ela sorriu, colocando os ingredientes picados no molho de tomate com carne moída, dentro da panela no fogo. - Mas uma coisa mais gostosa, você ainda não fez.
- , eu sempre faço o que vocês pedem. - ela sorriu novamente, não entendendo.
- Sabe... - ele se aproximou, ao lado dela. colocou a panela no fogão, aquecendo a água. Ele, ao lado dela, pegou o macarrão no armário. Esperou em silêncio, com os olhos dela atentos sobre ele. O que queria? Após o silêncio, colocou o macarrão na água, com olhando-o nos olhos.
- O que ?
- Você nunca me deixou experimentar isso. - ele pegou-a pela cintura com um braço e com a outra mão segurou a sua nuca. Ele estava mesmo fazendo aquilo?
- O que você pensa que 'tá fazendo ? - ela disse em um fio de voz. sorriu de canto, selando seus lábios nos dela. E, ao contrário do que ele e ela pensavam, ela entrelaçou seus braços nele, intensificando o beijo.
Seus corações aceleraram, batendo em um ritmo único. lembrou-se que o beijo de não era igual. Ela beijou-o como se fosse um beijo técnico, um trabalho. Mas beijar , era como sentir-se ligada a ele, era sentir seu corpo amolecer, seu sangue ferver, seu mundo perder o eixo, seu chão não existir. Era... mágico. Como aquilo era possível?
(Casa do )
- Vou precisar de um banho. - suspirou já em seu novo quarto enquanto ainda observava o cômodo, mesmo já tendo decorado todos os mínimos detalhes. Pegou toalha, sabonete (ela era alérgica a alguns tipos), xampu, uma nova roupa e saiu para o corredor. Ouviu e discutindo no novo quarto e riu consigo mesma.
- Vai se trocar, querida? - a voz de surgiu no topo da escada assustando um pouco que não deixou transparecer.
- Vou tomar um banho, espero que não tenha problema. - disse arqueando a sobrancelha.
- É claro que não, deve estar exausta da viagem. Pode ir, eu sei que seu pai vai querer também. - a última frase fez com que pensasse em cenas que ela não gostaria de perder seu tempo pensando. Sacudiu levemente a cabeça e acenou com a mesma para antes de seguir para o banheiro. suspirou e entrou no quarto dos filhos sem rodeios.
- Eu quero os dois prontos antes da uma e meia, entendido? - disse ela.
- Mas mãe... - apontou para .
- Sem "mas", vocês vão dividir o quarto até conseguirmos uma nova casa. Andem. - e saiu.
despiu-se lentamente e arrumou tudo sobre a pia de mármore. Pegou sua toalha e a pendurou ao lado do boxe. Abriu o registro e estranhou a água não sair quente daquele chuveiro. Olhou para cima e viu que o chuveiro estava desligado. Era pequena demais para trocar a temperatura, por isso enrolou-se na toalha, pois já estava ficando com frio.
Pensou em chamar seu pai, mas provavelmente viria antes dele com o intuito de que ele não se incomodasse. Pensou em alguém que viria sem ser passado para trás por outro daquela família.
- , é claro. - concluiu ela por si mesma. Estava com os cabelos presos em um coque, seu colo estava bem à mostra e as pernas torneadas também devido à minúscula toalha. Era ele mesmo que ela deveria chamar. - ! - chamou com a voz aflita.
Esperou alguns segundos até o rapaz girar a maçaneta e entrar, teve que esperar (entediada) recuperar-se da visão que tinha da própria menina encostada à parede, segurando a toalha na altura dos seios.
- O que? - ao invés de sair em tom de desprezo saiu em tom mole.
- A temperatura está errada, você pode mudá-la para mim, por favor? - ela apontou para o chuveiro, mordendo o lábio inferior em seguida.
- Claro. - ele esgueirou-se entre a menina e o box, sentindo suas pernas cobertas pela calça jeans (e amaldiçoando-as por estarem assim) roçarem nas nuas dela. Trocou rapidamente a temperatura e saiu, sem tempo de ouvi-la dizer um "obrigado". Ele estava confuso.
Um banho era tudo o que ela precisava. Passou creme Victoria's Secret nas pernas, vestiu sua saia de couro caramelo, uma frente única branca bordada, desembaraçou e secou os cabelos, colocou seus scarpins Channel e saiu do banheiro, deixando o vapor para trás. Deixou as roupas sujas em seu quarto, dobradas, e desceu as escadas passando gloss para dar o toque final.
- Está linda, meu amor. - o pai dela levantou-se do sofá.
- Já estão todos prontos? - perguntou.
- Só faltam e , é que você estava usando o banheiro e... - ele sorriu, desculpando-se com .
- Não há problema nenhum, eles não demoram a se arrumar. - sorriu e olhou para cima, suspirando por desejar que fosse verdade.
- Na nova casa quero um banheiro só para mim, papai. - segredou ao pai que concordou como se recebesse uma ordem.
- Todos terão um banheiro para si, preciosa. - sorriu satisfeita. - Está gostando daqui? - ele colocou o braço envolto nos ombros da filha e a encaminhou para sentar-se ao lado de .
- Adorando, tem amigos bem simpáticos. - sorriu ela, cínica.
- Que bom! Já deve ter ficado amiga de , eu suponho. - disse colocando a mão sobre o joelho da menina e sorriu maternalmente. sacudiu a cabeça ao lembrar-se de sua mãe e olhou para baixo por um instante. Edward reparou na reação da filha e entortou a boca.
- É, gosta muito de falar, quase não tive chance com ela! - sorriu fraco e continuou a encarar o chão.
- Bem, vou ver se consigo apressá-los. - levantou-se do sofá recebendo acenos de cabeça de pai e filha.
- Filha, olha, eu sei que é difícil para você... - Edward ajoelhou-se em frente à . - mas...
- Eu estou bem pai. - a menina o encarou séria e se levantou, saindo da casa e esperando na calçada. Ela não daria o braço a torcer, precisava se concentrar.
(Casa do )
- ... O que foi isso? - afastou o menino, o que foi inútil já que o mesmo voltou para perto dela, alternando em beijos e mordidas em seu pescoço.
- Um ponto alto da minha loucura. - disse, segurando a menina ainda mais perto.
- O que você quer comigo? - ela teve um tanto de receio ao perguntar isso. queria mais, mais do que um beijo quente. Finalmente algo de divertido em trabalhar com o McFly, alguém bom o suficiente para passar o tempo.
- Quero brincar com você... - respondeu recebendo risadas dela em resposta. - Eu quero poder fazer isso... - focalizou-a novamente nos olhos. A cor intensa deles passava uma serenidade muito grande e, ao mesmo tempo, paixão. Beijou-a novamente, desta vez com a mesma calma dos olhos.
- Por quê? - ela o interrompeu, mesmo não querendo.
- Porque eu quero. - pegou uma mecha de cabelo, colocando atrás da orelha. - Mas se você não quiser...
- Não! - não iria perder essa, não mesmo. Tinha algo nele que a fazia querer mais e mais. - Eu quero. - sorriu de forma atrevida, puxando-o pela gola da blusa. Ele a sentou no balcão central da cozinha, ficando entre as pernas dela. E quando iam novamente se beijar...
Capítulo 8.
- ! - a voz de foi ouvida, indo em direção a cozinha. a desceu do balcão, selando seus lábios rapidamente. Ele parou na frente da geladeira, com a porta aberta, ajeitando a blusa, enquanto ela prendeu os cabelos e pegou a colher, mexendo o molho.
- Oi ! - ela respondeu, experimentado um pouco do molho. - 'Tá quase pronto!
- Como você sabe? - ele entrou na cozinha, com um largo sorriso.
- Até parece que eu não te conheço! Sentiu o cheiro e veio atrás da comida! , pega a vasilha transparente ali em cima? - apontou para o armário sobre a pia da cozinha. - Por favor?
- Claro! - disse sorrindo, fechando a geladeira e deixando quatro garrafas de cerveja sobre a mesa. Foi até o armário, pegou a vasilha e deu para . A menina sorriu, agradecendo mentalmente por ter algum juízo na cabeça e não ter feito algo mais complicado com . Colocou o macarrão na vasilha, colocando o famoso molho sobre o mesmo.
- Está pronto! põe a mesa? - sorriu novamente, abrindo a garrafa de cerveja, dando um gole.
- Sim senhora, capitã! - respondeu como se fosse uma criança. ia atrás do garoto que caminhou para a sala de jantar com a toalha em mãos, quando o pegou pelo braço, encostando-o na parede.
- De noite, no meu quarto. - ela não sabia o que estava acontecendo consigo mesma, mas a sensação de fazer algo errado, como uma adolescente, era incrível. Não iria perder essa aventura. - Não se esqueça de colocar mais pratos na mesa, ! - gritou , em seguida. Eles teriam convidados especiais para o almoço.
(Casa dos s)
- Vamos, vamos, já estamos quase atrasados! - apressava-se abrindo a porta. virou-se, já que estava encostada no pilar da varanda e tratou de descer as escadas da frente. Tirou seus óculos Dolce&Gabanna da pequena bolsa que carregava e os colocou.
Edward insistiu para que fossem de limusine e assim seguiram para a casa de . e bisbilhotaram em cada canto do veículo enquanto os olhava com desdém e chamava a atenção deles de dois em dois minutos. Chegaram à casa de e praticamente pulou do carro, colocando uma das mãos na cintura e seguindo em largas passadas em direção à porta da casa.
- Olha como essa garota anda, parece até uma modelo! - cochichou para o irmão que, ao invés de reparar na caminhada da nova irmã, focalizou seus olhos no bumbum da menina que se destacava na justa saia.
- Ela tem classe. - disse em um tom brincalhão e todos seguiram para a porta, onde esperava batendo seus scarpins, impaciente. Seus óculos já estavam prendendo parte de seu cabelo, como uma tiara, e seus olhos verdes ganhavam destaque. passou na sua frente e deu-lhe uma piscadela antes de abrir a porta.
- Chegamos! - ele gritou e entrou, dando de cara com saindo da sala e o fazendo quase tropeçar ao olhar para ela.
- 'Tá na mesa! - gritou de volta e veio receber os convidados. - e , há quanto tempo! - ela abraçou as duas sorrindo.
- Faz tempo mesmo , - sorriu. - quero te apresentar meu noivo e pai da , Edward.
- É um prazer conhecer a senhorita. - Edward pegou a mão da menina e beijou as costas da mesma, deixando maravilhada.
- O prazer é todo meu senhor. - ela sorriu para que apenas a olhou sem emoção. - Vamos? - apontou para a sala de jantar.
e Edward sentaram-se ao lado de que tinha do seu outro lado. Em uma das pontas estava e na outra, . sentou-se entre e , o qual não parava de olhar para suas pernas.
- Então, quando vocês pretendem mudar-se? - puxou assunto depois de longos minutos onde só se ouviam os talheres tilintarem nos pratos.
- Droga. - deixou a colher, com a qual enrolava o macarrão no garfo, cair.
- Aqui, pegue a minha. - ofereceu antes que a menina pudesse se mexer. encarou o talher, não usado ainda, e o pegou dando um sorriso tímido para .
- Obrigada. - murmurou ela, depois se dando conta de que a mesa inteira olhava para os dois.
- Esperamos que o mais breve possível, - Edward disse enquanto tomava um gole de vinho. - precisará se adaptar ao novo colégio e transferir as atividades extracurriculares dela para cá.
- Isso não será difícil, Londres tem ótimas escolas! - sorriu para Edward. - Agora, , comentou com você sobre a viagem que faremos a Portugal?
- Não! - encantou-se. - , você não me conta mais nada, filho! - fez drama o que gerou risos na mesa.
- Pois é, - sorriu para . - e eu estava pensando se Edward deixaria vir conosco. - encarou , aquilo era golpe baixo, sabia que o pai não recusaria tal pedido e cabia à ela concordar com aquela loucura também.
- Não há nenhum problema, ela pode se divertir enquanto cuido das coisas chatas da mudança. - Edward sorriu para a filha que entortou a boca.
- E não se preocupe, vamos ficar na casa onde eu cresci, temos quatorze quartos lá, academia completa, piscina com churrasqueira e mais outros entretenimentos. Ela não ficará entediada. - sorriu para que arqueou a sobrancelha, esboçando um pequeno sorriso no canto dos lábios.
- Sendo assim, não vejo problema em aproveitar enquanto não volto às aulas. - sorriu a menina sem graça.
- Será muito bom para você filha, - Edward virou-se para o resto da mesa. - costumávamos ir a Portugal quando a mã...
- ...quando minha avó ainda era viva. Sempre me divertia por lá com meus primos. - interrompeu o pai, sabendo o que vinha pela frente. Todos ficaram em silêncio e ela afastou sua cadeira da mesa. - Se me dão licença, preciso ir ao banheiro. - levantou-se ainda com o silêncio mórbido que se instalara.
- Final do corredor, à direita. - disse embasbacada com a situação que acabara de presenciar. Então tinha uma mãe?
A situação na mesa do almoço estava meio estranha. Depois das palavras de , Edward tentou se levantar, mas foi barrado por .
- Dê tempo ao tempo. Sim?
Todos na sala permaneceram em silêncio, sendo quebrado por um arroto de .
- Desculpe. - disse sem jeito, causando risos em todos ali presentes.
- Vamos continuar comendo? - quebrou o gelo após as risadas, pegando um pouco mais de macarrão com o garfo. O que dera em para não querer falar da mãe com eles? Para não falar da mãe com a provável melhor amiga? Ouvia-se o som dos talheres batendo nos pratos e até mesmo as respirações dos ali presentes.
- Mas então, eu estava pensando, quando vocês querem viajar? Posso adiantar a obra... - Edward puxou assunto sem jeito ainda com a situação.
E antes que respondesse, Fletch ligou.
- Com licença, trabalho me ligando. - sorriu sem graça, o que Fletch queria agora? - Oi meu amado Fletch, que queres de sua serva desta vez?
- , acho que vocês tem que viajar logo. Eu fui ver umas coisas da banda e depois desse estouro do casamento da , o não terá paz. Sem contar que estão falando do fim de namoro do ... Você tem que sumir com eles, senão não terão paz, nem eu e nem ninguém. - as palavras de Fletch foram digeridas rapidamente pela menina.
- Partimos assim que possível Fletch. Hoje mesmo se eu conseguir.
- "Se"? Não, meu anjo, você vai conseguir. Pela primeira vez isto é uma ordem. - ela engoliu seco. Apenas desligou e voou para a sala. Viu que não estava lá ainda.
- Meninos, preciso roubar vocês um pouco, tudo bem visitas? - sorriu de maneira artificial, sabiam que havia algo de errado, os McGuys a conheciam muito bem. - Amores, temos que ir urgentemente para Portugal, ordens do chefe.
- Mas e as passagens ? - perguntou, coçando a nuca. Se era urgente não tinha discussão.
- Eu dou um jeito. leve sua família para casa e diga que vai viajar. Todos façam as malas e estejam aqui às três horas.
- E a ? - lembrou-se da meia irmã, mas ao olhar para , lembrou-se do que houvera antes da irmãzinha... As imagens se misturaram... ', pare de pensar nisso!' se reeprendeu.
- Eu falo com ela, vão! - eles correram cada um para suas atividades. Mas ao chegar na sala estava lá. A viu saindo com o pai, , e . Pegou o telefone, discando primeiramente para a companhia aérea, confirmando o vôo das cinco horas. E logo em seguida para .
- Atende... Atende... - mordeu o próprio lábio. Será que ela não queria falar com ?
Capítulo 9.
(Limusine a caminho da casa dos )
sentara-se encolhida em um dos bancos do veículo e observava todas as paisagens passarem borradas pelos seus olhos, ela não se permitiria chorar. Viu que seu celular vibrava incansavelmente em sua bolsa, mas não estava afim de atendê-lo, pelo menos não na frente da nova família. Chegaram à casa dos e ela subiu para arrumar sua mala sem dar satisfação a ninguém.
- O que você quer? - atendeu o celular bruscamente assim que ele ousou vibrar, já em seu novo quarto.
- Você está bem? - perguntou receosa do outro lado.
- E isso lhe importa? - dizia andando de um lado para o outro pegando suas coisas. - É só por isso que ligou?
- Erm...bem, sabe que estamos saindo daqui às 15hrs não é? - ela sabia onde queria chegar, mas não lhe daria aquela deixa.
- Sei, mais alguma coisa? - dobrava tudo e acabava por jogar as peças de roupa na mala, irritada.
- Ahm, acho que não.
- Ok então, tchau. - e jogou o celular na cama. Foi até o espelho que havia ao lado do guarda-roupa e olhou seus olhos: vermelhos. Deu de ombros e passou uma camada de rímel antes de jogar a nécessaire na mala e fechá-la com violência. Não sairia do quarto enquanto não a chamasse, não queria correr o risco de ser pega pelo seu pai e suas possíveis desculpas esfarrapadas.
- , você vem ou não? - bateu a sua porta e imediatamente acordou de seu momento de transe, percebendo que já haviam se passado 40 minutos desde que ficara pronta.
- Estou descendo. - disse ela, mantendo o tom de desdém habitual.
Levou as malas sozinha escada abaixo e agradeceu por seu pai não estar ali. Saiu o mais rápido que pôde e fechou a porta do carro de , esperando pelo garoto.
- Nossa, você realmente está com pressa de ir. - ele comentou enquanto tirava o carro da garagem. deu de ombros.
(Casa de )
Na casa de a correria era imensa, malas e malas acumulavam-se na entrada à medida que os meninos iam chegando. Por fim só faltava e .
- , posso falar com você? - perguntou para a menina, que passava lápis na parte superior e inferior dos olhos, terminando de se arrumar. Ela abriu a porta do quarto, fazendo sinal para ele entrar. Ele fechou a porta atrás de si e sentou-se na cama da prima. - Er, eu queria te pedir um favor. - o olhou, boquiaberta.
- Você pedindo um favor para sua prima vadia? Uow, o negócio 'tá feio! Precisa de camisinha e 'tá com vergonha? Você pedia para eu comprar, lembra? - ela desatou a falar, rindo e lembrando-se da época onde eles ainda sabiam conversar sem terminar gritando ou nem ao menos começavam um diálogo.
- , não começa... - o menino jogou uma almofada nas costas dela, que jogou de volta a mesma. - Será que você poderia me deixar sentar ao lado da , no avião? - não pode conter um sorriso. Ele estava interessado pela pessoa certa, na hora certa.
- Por que não? - sorriu, dando um beijo estalado na testa do garoto, deixando a mesma marcada de rosa claro.
Desceu as escadas, vendo que não estava ali.
- Eles chegaram? - perguntou no ouvido de , que estava sentado no sofá da sala, de costas para a escada.
O menino arrepiou-se com sua presença, levantando de maneira rápida. Virou-se para , deixando o queixo cair levemente. Ela usava uma saia rosa bebê que caía até os joelhos, deixando metade das pernas de fora. Sapatos não muito altos, pretos e de bicos um tanto finos. Ele ousou subir o olhar acompanhando cada curva. Avistou um blazer fechado em um botão apenas, que se localizava abaixo dos seios. E por baixo uma blusa com decote em V, bem delicada com um pouco de renda. Como era possível ela ficar mais sexy a cada instante? E seu aroma, oh que aroma. Doce, forte, inesquecível.
- Ahm... Er... Você... - se enroscou com as palavras, fazendo-a rir. Ele parecia um adolescente. - Onde você vai com essa roupa?
- Ver meu lar? Viajar a negócios com a banda que eu tomo conta? Hello? , você precisa entender que eu trabalho pra vocês. - ela sorriu gentilmente, pegando o batom dentro da bolsa que carregava. Foi até um espelho perto da porta de entrada, repassando o mesmo. - Eles não chegaram né? - perguntou novamente.
Mas ao invés de responder, ele se aproximou dela, ficando por trás. Levantou os cabelos que estavam nas costas, podendo ver o pescoço que ele mais gostava no momento. Beijou de leve sua nuca, e deu uma mordida.
- ... - ela respondeu, fazendo-o se afastar. Por que raios ele fazia isso? Como ele fazia isso? Hipnotizá-la com uma palavra, um gesto. Precisava dar a volta por cima. Quem ditava as regras era ela e não ele.
Virou-se de frente para ele, depositando um beijo em sua bochecha.
- Depois... - sussurrou em seu ouvido, passando suas mãos, que estavam na cintura dele, por sua virilha, o que o fez se arrepiar.
- Vamos? - entrou sorridente na casa, com uma se observando no espelho e um muito perdido em pensamentos, olhando para a TV.
- Sim , estou pronta. - ela sorriu, depositando um beijo na bochecha do menino , sussurrando: 'Você 'tá muito sexy hoje'. O menino usava uma calça jeans dois números maior, presa com um cinto grosso e preto. Uma camisa de botões azul clara meio amassada, uma gravata azul escuro quase preta meio frouxa e um sobretudo preto, para manter-se aquecido. E ao invés de tênis, sapato social. Apresentável. sorriu, ao observar que havia ficado rubro por conta dela passar seus olhos pelo corpo dele. - Er, e chegaram? - perguntou para o outro.
- Chegaram, estão no carro esperando. Fletch me ligou e disse que está a caminho do aeroporto. Cadê o ?
- Aqui! - descia com uma mochila nas costas e a mala dele. - 'Tava terminando a mala. Podemos ir já. - ele seguiu para fora, jogando as malas no carro. pegou a mochila do laptop e, seguido de , desceu. A menina por fim ajeitou a bolsa grande no ombro direito. Desligou as luzes, observou a casa por um instante e fechou a porta. Hora de visitar um lugar que ela conhecia melhor do que eles.
No carro de , foram ele mesmo com ao seu lado; e atrás; e no outro carro e a Srta. .
- Portugal que nos aguarde! - sorriu radiante. Estava na hora de conhecer o lugar mais sombrio da vida de .
(Carro do )
- Você está quieta desde o almoço, o que aconteceu? - respirou fundo antes de abrir a boca. Iria tentar se dar bem com , apesar de tudo.
- Nada. - a voz da menina saiu em um tom diferente do que ele já havia escutado até então. Não era firme, não era arrogante... a olhou de esguelha e percebeu que ela mantinha as duas mãos fechadas em punho agarrando o cinto de segurança enquanto ela observava a paisagem urbana ir se distanciando cada vez mais.
- Você está bem? - ele tirou uma das mãos do volante e, driblando a atenção, encostou levemente na perna da menina.
- Estou. - sua voz saiu em um sussurro enquanto ela acenou com a cabeça que estava bem.
- Olha, você não precisa ir a Portugal se não quiser... - ele tentou. Seria, ainda, uma ótima decisão que só cabia a tomar. A menina abaixou os óculos escuros, que até então prendiam seus cabelos, e virou para .
- Eu sei o que está tentando e vou deixar claro: você não vai se livrar de mim tão fácil. - ela sorriu cínica e deu um peteleco na mão de que ainda permanecia em sua coxa. - Esse carro está muito monótono. - ela resmungou ligando o rádio e surpreendendo-se com Green Day.
Seus pés começaram a bater no ritmo de "Know Your Enemy" e a olhou rapidamente.
- Então gosta de Green Day? - perguntou sarcástico.
- Se a sua sugestão era que Madonna estivesse entre as minhas divas, errou feio querido. - ela estalava os dedos também e balançava a cabeça.
- Bom saber. - sussurrou consigo mesmo e continuaram o caminho curtindo o CD, cada um a sua maneira.
Capítulo 10.
Chegaram ao aeroporto e para a surpresa dos meninos não havia fã alguma esperando por eles.
- Ótimo momento para aquele blog idiota postar que estaríamos saindo de Londres. - disse irritado. - São uns amadores mesmo. - e se entreolharam.
Era a primeira vez que viajaria de avião comercial então ela se sentou em um dos bancos de espera enquanto fazia o check-in. Seus olhos percorriam o aeroporto, todas aquelas pessoas ali com um único propósito: viajar. Por qualquer motivo, que ela preferia ignorar, seus olhos estavam assustados e sem perceber ela segurava sua mala, com medo como se sua bagagem fosse sair andando.
- Se ajuda, as chances de um avião cair é de uma em centenas. - ela virou o rosto rapidamente e sentava-se ao seu lado, de touca e óculos escuros, mas ainda sim sorrindo. Era a segunda vez naquele dia que ele a surpreendia.
- Não...não tenho medo. - ela franziu o cenho e ajeitou-se na poltrona, não havia notado que estava escorregando. - É só, é só a minha bagagem. Não a quero extraviada. - disse olhando para a mala preta a sua frente.
- Não se preocupe, as chances dela ser extraviada são mínimas. - sentava-se do seu outro lado, do mesmo jeito que , com touca e óculos. Ela olhou para frente, na direção do balcão de check-in. arrumava a touca de e estava logo atrás deles.
- Próximos? - sorriu ela, mas sem animação alguma.
levantou-se, não sabia o que fazer, ela nunca havia precisado de nada parecido. Sentia falta de sua privacidade já que, por um momento, sentia-se tão...pública.
- Ahn, eu vou com você. - entortou a boca ao ver a expressão confusa e perdida da amiga.
- Obrigada. - disse a menina e colocou o braço em seus ombros, guiando-a para o balcão onde estivera há poucos minutos.
Feito o check-in eles seguiram para o portão de embarque, as malas já haviam sido despachadas e agora era só entrar no avião e aguardar. Nenhuma fã apontara no aeroporto durante o pouco tempo que eles ficaram por lá, deixando os garotos um pouco decepcionados. percebeu que seu assento era ao lado da janela e tratou de sentar-se logo e ficar encarando a janela, tentando esquecer que estava em um vôo público e não particular como havia sido acostumada.
- Opa! Meu assento é aqui. - colocou sua mochila no bagageiro e sentou-se sorridente ao lado de . Aquela sem dúvida seria a melhor viagem de todas. o olhou com a mesma expressão confusa de antes, ainda no aeroporto. - Tem alguma coisa te incomodando? - ele olhou ao seu redor. - Quer trocar de lugar comigo?
- Não, aqui está bom é... - ela fechou os olhos, tentando se concentrar. - eu só estou um pouco cansada. Até agora não consegui descansar da viagem da Dinamarca até Londres. - sorriu amarelo.
- Ah, mas agora você conseguirá. - ele sorriu e aconchegou-se na poltrona dando um chute na poltrona da frente e ouvindo resmungar em seguida fazendo-o rir.
apoiou sua cabeça ao lado da janela do avião, algo lhe dizia que aquela viagem não lhe faria bem algum. Ela só desejava nunca ter saído da Dinamarca. Enquanto tentava tirar um cochilo, se preocupava em não agarrar . Atrás de si, reclamava com o fato de não terem ido de primeira classe.
- Poderíamos ter ido, ué! Ficaríamos lá, teríamos uma viagem magnífica e então... Sairíamos sem ninguém notar! - reclamou, cruzando os braços.
- Er, ... Já parou para pensar que era isso ou um monte de gente te atormentando em Londres? - respondeu, dando um tapinha na testa do amigo.
riu imaginando a confusão que seria. Fora tanta coisa que não conseguira tempo para postar no blog. Percebeu que estava concentrado vendo pela última vez, em um mês, Londres. Mas só tentaria ir ao banheiro postar algo pelo seu Iphone...
- Onde você pensa que vai? - pelo braço, a puxou de volta para seu assento. Aproximou o corpo da menina do seu e cochichou em seu ouvido. - Daqui você não sai mocinha...
- Eu preciso falar com o Fletch... - respondeu em um fio de voz. Estava ficando amolecida pelo menino rápido demais. O que ele tinha que a fazia ficar assim?
- Chega de trabalhar . se senta e relaxa. Você já 'tá fazendo muito pela gente... - continuou aos sussurros, dando uma mordida na orelha dela. "A situação já está ficando fora de controle" pensou a menina, logo planejando como se esquivar.
Relaxou todos os seus músculos, sentou-se direito na poltrona e encostou sua cabeça no ombro de . Virou seu rosto um pouco, dando um beijinho em seu pescoço.
- Pode deixar... - respondeu no mesmo tom que ele usara com ela, tentando voltar ao controle. Será que isso seria sempre assim? Um eterno jogo de liderança? Por incrível que parecesse, na cabeça de ambos, aquilo não era, e nunca seria apenas um jogo. Aquilo teria começo, meio e se possível, sem fim.
A viagem seguiu sem mais delongas. adormeceu assim que o avião saiu do chão. Sem mesmo perceber, sua cabeça se encostou no ombro de , que estremeceu. Sentir o aroma da garota tão perto de si era algo tão... aconchegante. E dormindo, ela parecia tão... inofensiva. Aos olhos do garoto, estava uma menina linda em sono profundo. Não a mimada, cheia de não me toques. olhava o abdômen de subir e descer tranquilamente. Pela primeira vez em muito tempo ele acreditava que aquela seria uma viagem da qual ele poderia aproveitar ao máximo...mesmo que estivesse junto para poder infernizá-lo no que fosse preciso...ele só tinha que conquistar , era a única coisa que lhe importava naquele momento.
por sua vez, estava segurando seus desejos dentro de si. Sua relação, que estava apenas começando, com era quente... ele até conseguia sentir que tudo aquilo iria aumentar cada dia mais. Mas seu coração não sentia apenas seu desejo por aquela 'mulher' tão maravilhosa. Ele pedia por algo mais... algo que talvez ele nunca conseguisse: amor. , por mais que nunca houvesse admitido, sempre tivera uma atração por . O jeito dele, o sorriso dele, o charme... Até mesmo a risada e o choro dele eram sexys, por mais estranho que fosse. Sua vontade era de agarrá-lo, principalmente desde aquele beijo na cozinha. E já havia acontecido uma vez.
*flashback*
- Droga! Por que você não pára de me encher Lyla? Já não entendeu que foi só uma noite? - gritava com a menina no quintal da casa de . Estavam todos lá, comemorando o sucesso do CD Motion In The Ocean, e as coisas entre e mulheres estava meio... transtornadas. Lyla havia sido apenas um beijo que se rendera, mas ele não queria nada com a mesma. Já a loira, queria muito dele.
- Ah ! Diz que não gamou no meu beijo vai? O que eu preciso fazer pra te conquistar? - ela se atirava para cima dele, enquanto ele caminhava para trás. Seus passos não podiam mais continuar por que algo o impedia. Virou-se, e deu de cara com . A menina apenas sorriu, puxou-o pelo colarinho e lhe deu um beijo que, para ambas as partes, seria inesquecível. Vontade, desejo, e ao mesmo tempo, felicidade.
, após muito custo, se soltou de , envolvendo seu braço no corpo da menina, e lhe dando um beijo nos lábios vermelhos.
- Amor, ela 'tá te irritando? - perguntou com um biquinho.
- Ah bebê, sabe como é. Ela é como as outras, acha que estou solteiro.
- Lyla, querida, entenda... está noivo. Ontem foi a despedida de solteiro dele! Agora... loira falsa, vê se vai se ferrar. - sorriu, mandando o dedo para ela, abraçando o menino de lado.
Viram a menina se afastar, bufando e pisando duro.
- Obrigada ... - o garoto sorriu, passando a ponta dos dedos de leve no braço dela.
- Apenas estava te protegendo de uma golpista. Escolhe melhor quem você pega . - sorriu, e voltou para dentro da casa.
se sentou na beirada de piscina, e ficou pensando. sim era a melhor escolha.
*end of the flashback*
Seus olhos intensos focaram-se na menina, que estava com a cabeça longe. Ela estava cada dia mais bonita, ou era só impressão? Ajeitou uma mecha de cabelo dela, que sorriu um pouco envergonhada.
- Você de óculos e gorro fica quase irreconhecível. - comentou , olhando agora nos olhos dele.
- Tanto faz... - ele respondeu com desdém, aproximando-se dela, encostando novamente os lábios na orelha dela. - O que importa é que você 'tá aqui comigo. - ela arrepiou-se com essas palavras. Fechou os olhos e lhe deu um selinho rápido. Deitou sua cabeça no ombro dele, e os dois acabaram dormindo. Respirando o aroma, um do outro.
e passaram a viagem assistindo 'Um Faz De Conta Que Acontece', que passava no avião, rindo muitas vezes e acordando alguns passageiros.
Ao pousar em Portugal, , , e acordaram. Todos os sete, incluindo o empresário Fletch, saíram do avião e os olhos da menina lacrimejaram. Avistou as ruas da cidade portuguesa, não deixando se levar pela emoção. Estar de volta, depois de seis anos, ao lugar onde foi muito feliz e ao mesmo tempo muito triste, era inexplicável. Os aromas, o clima, as pessoas... Tudo exatamente como ela se lembrava.
Fizeram tudo o que precisavam no aeroporto e alugaram um carro grande, parecia uma van. pegou o volante e seguiu até a grande mansão que se localizava no meio do nada.
- Bem Vindos à mansão dos Martins .
Capítulo 11.
Todos os olhares focalizaram a imensa mansão. não havia exagerado com o tamanho da mesma, parecia que uma cidade poderia morar ali dentro. Boquiabertos, entraram pela enorme porta de madeira, agora admirando o interior da casa, rico em detalhes e muito moderna apesar da aparência colonial na parte de fora. Havia belíssimos quadros e o hall era do tamanho da sala de , que era bem grande.
- Bem, à esquerda temos a sala de jantar e depois dela, a cozinha. E à direita temos a sala de estar e ao lado a saída para o quintal, mas vamos para lá depois. Que tal vermos lá em cima? - apontou para uma imensa escada que havia em sua frente, no meio do hall.
Parecia que estavam em um daqueles filmes de casas assombradas, mas belíssimas e invejáveis. Admirando a mesma, todos começaram a subir. Todos, menos .
- Gente? Sabiam que inventaram o elevador? - ela sorriu simpática.
- Pára tudo! Tem elevador? - abriu a boca e deixou os braços ao lado do corpo, apenas olhando para sem piscar os olhos. A menina não pôde deixar de rir da cara de .
- Vocês ainda não viram nada! Vamos! - andou até a sala de jantar e parou em frente a uma parte da parede que se abriu. O elevador era escondido! Tudo estava ficando cada vez mais interessante.
Todos entraram no enorme elevador e subiram um andar. No instante que a porta se abriu, uma senhora passava pelo corredor e paralisou ao ver .
- MINHA MENINA! - a velha senhora abraçou que havia corrido para seus braços. - Como você está linda! Mais do que nunca! - apertavam-se, como se fossem matar as saudades. Era uma cena linda.
- Meninos, , essa é a governanta e babá dessa casa. Cuidou de mim como se fosse uma mãe. Ela e o senhor John. Como está Madeline? - voltou-se para a velha, sorrindo de maneira muito doce.
- Sentindo saudades! Até mesmo o meu Nick sente sua falta! Diz que era bom ter você aqui mocinha! E eu concordo com ele.
- Quem é Nick? - se intrometeu no papo das duas, curioso com o tal menino. Será que ele queria algo com ? Ou talvez com sua nova irmã? Isso não vinha ao caso, para ele poderia se envolver com qualquer um, desde que não lhe causasse problemas. Pensando bem, seria melhor mantê-la longe de problemas, concluiu o rapaz, ainda aguardando a resposta.
Não foi preciso esperar por muito mais, o suposto Nick apontou atrás de sua mãe, bem melhor do que se recordava. Seus cabelos loiros estavam mais compridos e, portanto, mais cacheados, os olhos pareciam mais verdes que o normal, quase do mesmo tom que os de .
- ! - Nick disse surpreso. - Há quanto tempo! - deu duas largas passadas e alcançou a menina abraçando-a com força. fechou o punho involuntariamente e aproximou-se de .
- Saudades! - disse a menina enquanto o abraçava e sentia seu perfume, o mesmo durante todos aqueles anos. - Quero apresentar alguns amigos. Esses são , , e o vocês já conhecem. - ela sorriu apontando para cada um conforme os apresentava. - Ah sim, - bateu levemente em sua testa ao perceber a olhando de braços cruzados e uma das sobrancelhas arqueadas.- esta é , nova meia irmã do .
- É um prazer conhecê-la. - Nick sorriu para a menina que retribuiu.
- Bom, vou continuar mostrando a casa para eles, depois quero saber de tudo hein?! - sorriu. - Venham.
deu uma leve piscadela para o rapaz antes de ser empurrada por , Nick aproximou-se a tempo de segurar a menina pela cintura antes que ela caísse.
- Obrigada. - disse sorrindo e se levantando rapidamente. Assim que retomaram a caminhada, abraçou pela cintura e olhou para trás encarando Nick com o cenho franzido. Foi só virarem o corredor que ela se desvencilhou do abraço de e encarou-o com desprezo.
- Você não tem o direito de fazer isso, principalmente na frente de um desconhecido. - e continuou andando em direção a .
- Se ferrou. - disse com um sorriso sarcástico e recebeu o dedo do meio do amigo.
continuou mostrando a casa, que era cada vez mais surpreendente aos olhos dos meninos. Até mesmo que morava em uma mansão, estava impressionada. Era realmente grande e aconchegante.
No segundo andar, à esquerda havia três salas: uma de TV (que mais parecia um cinema), uma biblioteca e uma sala cheia de DVDs, VHS e até mesmo vinis. À direita, um banheiro com uma banheira de hidromassagem e uma sala de jogos.
O terceiro andar possuía quartos com temas diferentes, o que maravilhou as visitas. - fica no quarto ?Austrália?, no quarto ?Paris?, nos ?Estados Unidos?, pode ficar no ?Irlanda? e no quarto ?Dinamarca?.
- Por que eu fico em ?Paris?? - perguntou curiosa.
- Você vai amar, é um dos meus favoritos. - sorriu de ponta a ponta. A menina definitivamente amaria, principalmente o lindo closet que ele continha. - Bom, as malas já, já sobem e estarão aqui no corredor. O penúltimo andar não é permitido para ninguém. O último é um estúdio, com vários instrumentos diferentes. Se quiserem terão que pegar o elevador. A parte de baixo, o nosso quintal, tem academia, spa, piscina, quadras e outros. Podem fazer o que quiserem, menos ir ao quarto andar. O resto é liberado. - com essas palavras, estendeu a mão e todos correram para conhecer os novos quartos onde ficariam um mês inteirinho.
, assim como os meninos correu para seu quarto e quando voltou, no lugar de , ele viu malas e mais malas. Pegou as suas e colocou no quarto. Observou cada canto, agora com mais atenção ao mesmo. O tema irlandês agradara ao menino. Era um quarto bem vivo e bonito... Com uma cama muito legal, por sinal... Aliás, era cama de casal! Será que queria dizer algo com aquilo?
Abriu as portas do guarda-roupa e se deparou com uma portinha dentro do mesmo. Encostou a ponta do dedo e pôde ver uma passagem secreta ali. Para onde levaria? Pegou o celular e foi iluminando o caminho, passando por várias portinhas iguais às dele. Deveria ser algum plano de fuga ou sei lá. A casa, apesar de moderna, era muito velha de estrutura e com certeza cheia de histórias guardadas.
À medida que andava via algumas coisas escritas nas paredes e parou para ler uma que lhe chamou a atenção. Era meio colorido e grande. Iluminou a antiga escrita e logo descobriu onde estava. Estava no andar proibido na frente da porta do quarto de .
"Para que a minha princesa saiba voltar para seu quarto depois de brincar, essa plaquinha para se lembrar do caminho de volta e do papai."
Sorriu involuntariamente e não pensou duas vezes ao entrar.
Capítulo 12.
abriu a porta de seu mais novo quarto e percebeu que talvez não tivesse errado em sua escolha. O quarto em si tinha a cor vermelha contrastando com móveis rústicos, mas ainda sim nobres. A cama era redonda e enorme e logo acima dela havia um espelho, a garota não pôde deixar de rir ao notar um pequeno poste dourado que centralizava um pequeno palco mais ao fundo do quarto, cercado por poltronas e um aparelho de som logo depois, acompanhado de uma coleção generosa de CDs. Sem perder mais tempo seguiu até lá, olhando as imagens que decoravam as paredes, fotos da torre Eiffel e o espaço Moulin Rouge, o arco do Triunfo entre outros.
Deu uma breve olhada na seleção de CDs e percebeu que havia um enorme closet com todas as portas de espelhos, um banheiro com pastilhas vermelhas e brancas e uma banheira de hidromassagem. Sentou-se na cama olhando para o teto, tendo sua imagem refletida. Aquele quarto estava perfeito para ela; sorriu satisfeita e levantou-se rapidamente, pretendendo bisbilhotar seu novo "hotel" pelos próximos meses.
Reparou na quantidade de malas que se amontoavam no hall que dava acesso a todos os quartos. Reparou que tentava tirar suas malas de lá, mas as suas, rosa e roxa, o impediam. Seguiu até ele com um sorriso depravado e o empurrou pelo peitoral antes que o menino conseguisse dizer qualquer coisa. Pegou suas duas malas com facilidade da enorme pilha e seguiu de volta para o quarto, largando-as na entrada e fechando a porta em seguida, carregando sua pequena frasqueira Louis Vuitton. Deu uma última analisada em antes de soltar um risinho e descer pelas escadas.
Na sala de TV deparou-se com observando a coleção de DVDs da família de e praticamente babando na televisão de plasma do cômodo. A menina balançou a cabeça e continuou descendo; estava no térreo, saindo da cozinha com um prato e um enorme sanduíche sendo equilibrado enquanto ele tentava andar e comer.
- Quer um pedaço? - ele perguntou, chupando alguns dos dedos sujos de molho. o olhou divertida, arqueando a sobrancelha.
- Não obrigada, prefiro esperar pelo jantar. - e passou direto, sem ao menos esperar que ele respondesse. Ora essa, o jantar ainda demoraria um bocado, mas ela não se importava, queria explorar os confortos e mimos que aquela casa poderia lhe oferecer.
Saindo para o pátio externo, deparou-se com uma piscina de dimensões olímpicas ao lado de um campo de futebol, que ficava mais abaixo. Ao fundo da área de lazer estava uma sala toda envidraçada com aparelhos para musculação e exercícios diversos. À esquerda uma enorme área com churrasqueira e bancos rústicos. À direita a construção chamou a atenção da menina, era colossal, mas indefinida dado um primeiro momento.
seguiu curiosa para a instalação e quando abriu a imensa e pesada porta de metal deparou-se com um ginásio, equipado com área para ginástica olímpica e diversas camas elásticas. Então tinha seu próprio treinador?
Seus olhos brilhavam ao analisar cada detalhe do lugar, ela não ficaria parada em momento algum daquela viagem. Provavelmente teriam muitas coisas a se fazer. Juntou as mãos na altura do peito, ainda maravilhada e deu meia volta pronta para sair quando ouviu movimentação.
- ? - uma voz conhecida ecoou e ela sorriu marota, ainda de costas.
- Nick! - virou-se e assustou-se com a vestimenta do rapaz. Equipado com um macacão branco, uma espada de ponta circular e máscara com uma tela que cobria seu rosto, Nick sorria para ela de maneira inocente. - Você pratica? - referiu-se à espada na mão do rapaz.
- Sim, mas não participo de grandes competições. - disse envergonhado e deu alguns passos em sua direção.
- Se importa de mostrar alguns movimentos que sabe? - olhou-o com carinha de coitada, como se pedisse do fundo do coração, mas ela sabia que tudo aquilo não passava de uma maneira para aproximar-se dele.
- Claro. - ele colocou o capacete e começou a mostrar alguns movimentos.
ainda caminhava em direção à sala de TV com a imagem de em sua cabeça. Quando chegou já havia terminado seu sanduíche o que o fez soltar um gemido de reprovação.
- Já escolheu, ? - perguntou ao amigo, entediado.
- Hum, hum. - o amigo fez um barulho estranho com a boca, negando.
- Acho que vou buscar mais um sanduíche. - olhou o prato vazio.
- Vou com você! - apareceu do nada, fazendo com que desse um pulo de susto.
- Meu Deus, de onde você saiu?! - estava de olhos arregalados.
- Do elevador? - disse em tom de deboche. - Anda, vamos até a cozinha.
- Eu vou também. - pronunciou-se, ainda sem tirar os olhos da estante.
- Então vem. - disse impaciente, na verdade, queria ver onde havia ido.
Os três desceram as escadas em silêncio, na verdade, apostavam corrida para ver quem chegava primeiro. , é claro, chegou primeiro.
- Ahm, vamos dar uma olhada na casa? - sugeriu ele antes que os amigos pensassem em seguir para a cozinha.
- Pode ser. - disse arqueando a sobrancelha.
Por algum motivo, assim que os meninos apontaram para o lado de fora, tudo o que eles mais quiseram foi pular na piscina. Mas tinha que se conter, precisava focar-se em seu objetivo. Começou a andar e como sabia que seus amigos também seriam vencidos pela curiosidade, deixou que acontecesse naturalmente. Com um sorriso de canto seguia para a única instalação fechada, onde ele ?sentia?, não se sabia como, que estava ali.
Abriu a porta do que parecia ser um ginásio e encontrou apenas duas pessoas. Embora estivessem vestidas iguais, sabia que se tratavam de pessoas diferentes, apesar de saber que nenhuma delas poderia ser . "Ela deve estar assistindo", pensou o garoto e procurou com os olhos o lugar todo sem encontrar nenhum sinal da menina. Deveria ter ido ao banheiro.
Sentou-se ao lado de e , que observavam extasiados as duas pessoas em uma acirrada luta de esgrima. A pessoa da direita estava exausta pelo que se podia notar, mas não iria desistir tão cedo. A luta seguiu por longos dez minutos até que o desafiante da esquerda não conseguiu defender um golpe e caiu de costas no tatame.
- Nada mal. - disse, tirando o capacete. Os meninos ficaram boquiabertos, então Nick lutava esgrima? Mas quem seria aquela outra pessoa que ainda apontava a espada para ele, deixando claro a vitória?
- Obrigada. - a pessoa retirou o capacete, deixando seus cabelos tomarem-lhe boa parte das costas. O queixo dos três guys chegou perto do chão.
Aquela era...
- ? - , e disseram em uníssono e a menina desviou sua atenção de Nick para observá-los. Deu um sorrisinho vitorioso e voltou-se para Nick, ajudando-o a se levantar.
- Tricampeã mundial, posso te ensinar alguns truques se quiser. - dizia a menina enquanto caminhava ao lado de Nick em direção aos três garotos ainda embasbacados.
- Seria muito bom. - o garoto sorriu e pararam diante dos espectadores.
- Parece que viram um fantasma! - disse em tom de deboche. - Hello? - estalou os dedos na frente dos três, estáticos.
- Devem estar surpreendidos, como eu fiquei. - disse Nick, galanteador.
- É, acho que não esperavam muita coisa de mim. - fez cara de coitadinha.
- Faça-me o favor. - disse irritado. - Você é uma patricinha, mimada e cheia de 'não-me-toque's. Duvido que tenha ganhado tudo isso mesmo. - cuspiu o menino, sem se importar se estava sendo rude ou não. Nick ficou chocado e não se afetou.
- Quer apostar? - sorriu enviesada, não tinha nada a perder, afinal.
- Pára dude, ela não mentiria sobre isso. - disse apoiando a mão no ombro do amigo.
- Não vou apostar, mas ainda sim não acredito. - recuou e abafou um risinho.
- Querem fazer um lanchinho? Acho que minha mãe deve estar preparando o lanche da tarde. - Nick apontou para a porta.
- Claro, estou faminta. Achei que esperaria até o jantar, mas com esse convite, fica inevitável. - ela abraçou a cintura de Nick e foram todos para a cozinha, com e bufando atrás e interessado demais em analisar os lugares que passavam.
Até agora tudo seguia como havia planejado...
Capítulo 13.
Aquele quarto era o lugar mais incrível no qual já havia estado. Parecia que um conjunto de sentimentos invadia seu peito e sentia-se como se fosse uma criança admirando o quão belo era o mundo. Quer dizer, não era todo dia que se entrava em um quarto tão mágico assim.
As paredes pintadas de diversas cores, uma coleção invejável de guitarras expostas na parede, uma coleção pessoal de livros, CDs, DVDs e discos, um closet de fazer qualquer um - até mesmo - babar, prêmios de várias atividades físicas e culturais e muitos pôsteres autografados ou não.
O quarto de era, sem dúvida, algo inédito. Ela, com certeza, não havia sido uma daquelas meninas que foram criadas a base de bichinhos de pelúcia, barbies e coisas cor-de-rosa. Ela teve opção e soube escolher bem.
Dentro daquele quarto dos sonhos, passava os curiosos olhos por todo lugar, até que encontrou algo muito divertido. O diário de .
Abriu, cuidadosamente em uma página qualquer, repleta de desenhos e coisas coladas.
"16 de Junho de 2001.
Querido Diário,
fico feliz em dizer que nada ruim aconteceu. Mamãe e Papai fizeram desse o melhor aniversário de 15 anos que eu poderia ter! Meu príncipe foi o , claro! Quem melhor para eu confiar esse cargo do que meu melhor amigo e primo? Eu sei que ele nunca irá me deixar sozinha. Ah, Mamãe me deu um lindo colar de família e Papai me deu uma passagem, para passar uns dias com a família em Londres. E disse que vou poder comprar aqueles CDs que faltam para minha coleção.
Finalmente todos os CDs dos The Beatles depois de 8 anos! Mas agora preciso ir! Tenho que correr para não perder meu trem! O 'ta me esperando lá embaixo!
xx, ."
O menino não pôde deixar de sorrir. Que menina mais fofa era! Só que algo ali lhe soou estranho. e eram amigos?
Correu as páginas mais para o fim. Abriu no dia 30 de Setembro de 2007. Percebeu que ali haviam poucas palavras e que a escrita havia sido feita com mais força e agressividade...
"30 de Setembro de 2007.
Para que dizer "oi" se "adeus" está tão próximo? Para que se confiar nas pessoas se elas não estão aqui quando precisamos? Pois é, sabe que dia é hoje diário? Dia dos meus pais pegarem o vôo que se despedaçou no ar devido à falta de pressurização!
Por quê? Por quê? POR QUÊ?"
Raiva, angústia, desamparo, tristeza, cansaço... Tudo isso estava ali. Tudo isso estava marcado bem ali. prestou atenção na data e se pôs a pensar... Ele já conhecia nessa época. E precisava de alguém e ele não estava lá. Então, onde estava?
Mas seus pensamentos não conseguiram continuar, estava escutando passos: estava chegando. Fechou o diário, colocando-o no lugar onde estava. Olhou para todos os cantos do quarto, pensando em onde se esconder. Se ela o pegasse ali, aquilo não iria dar certo. Correu então para debaixo da cama, esperando que a menina não quisesse, de repente, olhar embaixo da mesma.
Seu coração, que batia acelerado com medo que ela o pegasse ali, acelerou os batimentos quando a porta finalmente se abriu. Escutou os passos cansados de pelo piso de madeira. Ela andou até a cama, onde se jogou, bufando em seguida.
- sua burra! Por que diabos tinha que vir pra cá? Ah sim! Você prefere trabalhar para aqueles quatro a cuidar dos seus sentimentos! Que ódio! Vir pra cá foi uma péssima ideia! - a menina brigava consigo mesma, o que causou pequenos risos que teve que segurar. - Agora você vai ter que olhar para tudo na sua própria casa e não querer se matar! E que coisa mais linda, você está falando sozinha! - se calou logo em seguida, apenas sendo possível ouvir sua respiração. não sabia se ela apenas se calara ou se havia dormido. O que ele deveria fazer? Aliás, o que mesmo ele tinha que fazer no quarto dela?
Após 10 minutos de silêncio e de dúvida se se levantava ou não, deu sinal de vida, levantando da cama rapidamente. focou nos pés da menina que, ao lado da cama, se despia. Peça por peça caía ao seu lado no chão. O menino então notou que ela estava nua, e novamente uma dúvida cruel de ficar ali ou agarrá-la.
Seus pés andaram a caminho de uma porta, cuja julgou ser o banheiro ao ouvir o barulho de água caindo. O menino aproveitou para sair do quarto sem que ela o visse. Mas quem disse que sua curiosidade era menor que seu senso, errou. Deitou-se no chão, perto da porta do banheiro, onde olhou sutilmente a água cair pelo corpo da menina . Claro que existia um lindo box de vidro em um modelo esfumaçado, onde o máximo que ele conseguia ver era a sua silhueta. Nada era, de fato, perfeito.
Após algum tempo a observando, percebeu que ela estava acabando o banho e era hora de sair do quarto dela.
desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e saiu do banheiro. Mas todos os seus movimentos pararam quando viu parado na sua frente. E por mais uma vez, ela se deixou enfraquecer.
- Vo... Você?! O que você está fazendo aqui ? 'Ta maluco da cabeça é? - suas maçãs do rosto tomaram uma coloração mais avermelhada, enquanto segurava com as duas mãos a ponta da toalha que fazia com que ainda não estivesse nua por completo, receosa com o que aconteceria.
- Vim te ver... - sorriu um maroto, se aproximando dela. Acariciou o braço da menina, que estremeceu e imediatamente largou-se da toalha, agarrando o braço dele. Por sorte uma mão ainda a segurava. - Algum problema nisso? - ele acariciou seu rosto, o que fez com que utilizasse a outra mão para segurar a dele. Ops...
Acho que desta vez estava no controle, não era? Porque... Não era ele que vestia a toalha que estava, agora, no chão.
A cozinha estava repleta de pessoas que, àquela hora, decidiam o jantar. Nick entrou e deu um beijo na testa da mãe que acenou para e os meninos. Embora Nick e ainda estivessem com os trajes de esgrima, não parava de olhá-la com a testa franzida, assim como que bufava de tempos em tempos.
- Então, o que vão querer? - Nick havia vestido um avental e prendido um lenço em seu cabelo. ficou encarando-o tempo demais, talvez o imaginasse sem camisa e de avental...certamente aquilo lhe seria útil.
Capítulo 14.
- O que você tiver para mandar, nós comemos. - , o mais faminto, respondeu.
- Sabe, estive conversando com e acho que seria uma ótima ideia andarmos pela casa à noite... ela disse que há muitas coisas para se procurar. - pronunciou-se e Nick ergueu a cabeça o suficiente para poder olhá-la. Seus olhos estavam confusos.
- É, aqui de noite fica maravilhoso, uma espécie de caça ao tesouro seria incrível! - pronunciou-se animado.
- Undskyld mig? (Como disse?) - disse horrorizada. , e ficaram com cara de paisagem. O que havia sido aquilo que ela dissera? - Desculpem-me.
- Han og plejede at være venner. (Ele e costumavam ser amigos.) - Nick pronunciou-se para o espanto de todos. A única coisa que os meninos haviam compreendido fora o nome de . Então ele falava a mesma língua alienígena que ? A menina arqueou a sobrancelha, a cada minuto Nick ficava mais interessante.
- Insteressant... (Interessante...) - ela sorriu agradecida a Nick e o silêncio voltou a prevalecer.
- Nick og jeg er fra Danmark, Miss . (Nick e eu viemos da Dinamarca, srta. .) - Madeline se pronunciou sorrindo à menina e colocando a mão no ombro do filho.
- Men hvad en stor overraskelse! (Mas que surpresa maravilhosa!) - bateu as mãos na altura do peito sorrindo animada. - Du ved, er der ikke længere tvunget til at lære sproget, men fascineret mig en masse! (Sabe, lá não se é mais obrigado a aprender a língua, mas me fascinou muito!) - explicou-se.
- I sure hope so! (Tenho certeza que sim!) - sorriu a senhora e afastou-se.
- For hvad disse fyre? (Pra que essas caras?) - riu a menina.
- Você pode nos explicar que língua alienígena era essa que estavam falando?! - arregalou os olhos fazendo Nick rir.
- Dinamarquês, é claro. - deu de ombros.
- Eu e minha mãe somos da Dinamarca. - Nick desculpou-se.
- Ah. - e disseram sem emoção. A troca de informações entre e Nick não os havia agradado nem um pouco.
Aquele lanche fora o mais rápido de todos e logo e os meninos seguiam para o andar dos quartos.
- Bom, vou me trocar, vejo vocês por aí. - disse a menina, também seguiu para o quarto, assim como e .
O quarto Paris era, sem dúvida, muito interessante. arrumava suas roupas no closet quando notou uma parte escondida dentro dele que tinha uma trava. Girou-a até escutar a porta se abrir, o que estava lá eram...figurinos de cabaré? Seus olhos brilharam. Cintas acetinadas, meias rastão, saias curtas, espartilhos... aquilo era seu sonho de consumo!
Vestiu um espartilho vermelho com detalhes em preto, amarrou-o, colocou meias sete oitavos e as prendeu com as cintas, vestiu um de seus scarpins, luvas pretas e colocou uma pequena flor no cabelo. Servira perfeitamente. Talvez devesse checar o que pensava daquela roupa. Seguiu até o quarto do meio irmão e bateu à porta.
- Entra. - disse o garoto. Conseguia ouvir-se que ele estava assistindo televisão, mas ele pararia logo, logo.
- Hey , eu queria saber o que você acha. - deu dois passos para dentro do cômodo e fechou a porta. O estrondo do controle remoto caindo foi o mínimo que poderia esperar do garoto, afinal ele focou sua atenção inteiramente nela deixando seu queixo cair. - E então? - ela virou-se de lado, empinando o bumbum precariamente coberto por uma sainha de seda, deixando a mostra sua tanguinha vermelho paixão.
- Nossa... - foi tudo o que ele conseguiu dizer. passou as mãos pelo chicote que segurava (também o havia pegado no guarda-roupa), tornando a virar-se de frente.
- Hey , você viu... - entrou sem avisar no quarto do garoto, fazendo com que apenas virasse a cabeça para encará-lo com um sorriso enviesado. - ah desculpe, não sabia que você estava ocupado.
- Junte-se a nós , sabe, eu queria que o avaliasse, mas já que você apareceu também quero saber sua opinião. - virou-se de frente para , inclinando o quadril para o lado enquanto deixava-se ser avaliada. olhou para que fez uma cara safada e um joinha para o amigo.
- Está muito bom, - ele disse e pigarreou. - mas onde você conseguiu isso?
- Bom, segredo. - mordeu o lábio arqueando a sobrancelha. - Agora que vocês já viram, vou terminar de arrumar minhas coisas. Até mais. - e saiu. Encostou-se à porta do lado de fora e começou a abafar a gargalhada que parecia iminente.
- Dude, o que ela ‘tava fazendo aqui? - aproximou-se da cama. - E por que você está nesses trajes? - referiu-se a boxer e as meias do amigo, únicas peças que ele vestia. - Vocês estavam...? - olhou para a porta depois para .
- , não inventa. - jogou uma almofada nele que a agarrou ainda no ar. - Eu estava aqui assistindo TV quando, do nada, essa maluca entra aqui toda gostosona.
- Então você admite que gostou?! - devolveu a almofada no amigo que foi acertado no rosto.
- Ah qual é, eu sou homem acima de tudo. - defendeu-se e os dois caíram na gargalhada. - E você? Não gostou, sua bicha?
- Claro que eu gostei, achei que tivesse interrompido uma espécie de pole dance entre vocês. - continuava rindo, mas havia parado.
- No dia que essa doida fizer pole dance pra mim eu jogo tudo pro alto e a pego de jeito. - sorriu malicioso.
- Vai sonhando dude. - rebateu com uma pontinha de ciúmes. - Voltando ao que eu tinha pra falar, você viu o por aí? Ele ‘tá sumido desde que fomos para os quartos.
- Ihh cara, nem vi. Vai ver ele 'tá com a , eu também não a vi por aí. - naquele momento sentiu um estalo. e ? Não, aquilo só podia ser coincidência. - Sabe como é né, o se perde fácil nos lugares onde ele não está acostumado. - sorriu o menino sem graça.
continuava a arrumar suas coisas, lembrando-se da cara de e e rindo. Então seria ainda mais divertido se eles realmente fizessem a caça ao tesouro à noite. Muitas coisas poderiam rolar e verdades poderiam escapar. Aquilo sem dúvida seria melhor do que Verdade ou Desafio.
", a caça ao tesouro noturna está de pé. Pronta para brincar? xx, Danish Girl"
Capítulo 15.
Enquanto todos estavam aprontando pela casa, , deitada em sua cama, pensava em tudo que já lhe acontecera. O que fizera com ela era inexplicável, e, como eles haviam concordado, ninguém saberia de nada. Pegou seu celular e respondeu à SMS de .
"Hey baby! Fala pra todo mundo se encontrar na entrada da casa às oito. Eu providencio tudo, ok? xx London-Eye-Girl."
Levantou-se, trocando o jeans surrado e a camiseta velha, por uma calça skinny escura, um par de all star azul claro e uma camiseta xadrez de botões. Desceu até o primeiro piso onde, junto com Madeline, arranjou lanternas para todos.
No horário combinado todos já estavam lá, inclusive .
- Dude, onde você 'tava? - perguntou para o amigo até então sumido. - Achei que tinham te matado!
- Eu me perdi na casa. - sorriu sem jeito.
- Ahá! Eu te disse ! Esse daí se perde até no próprio quarto! - sorriu orgulhoso de si mesmo. - E você ? Onde 'tava?
- No meu quarto, arrumando minhas coisas e organizando a caça ao tesouro! Aliás, vamos lá? Como já 'tá meio tarde, eu fiz uns sanduíches com a Maddie, quem quiser comer, pode pegar! Talvez isso demore muito. Aqui há lanternas para todos! Fiquem a vontade e peguem cada um a sua! - sorriu gentilmente, mostrando onde estava cada coisa, enquanto falava. - Ah sim! Quase me esqueci! A primeira pista esta do lado da piscina, todos deverão ir até lá, leiam as instruções e comecem a procurar o prêmio final! Boa sorte para todos! E só para avisar, quem escondeu as coisas foi o Nick, não me culpem de nada, ok?
Todos riram e se separaram. passou pela cozinha e arrastou Nick consigo pelo braço.
- Hey, nem queira trapacear, não vou abrir a boca. - disse o garoto rindo, enquanto andava com .
- Só quero companhia, - ela fez bico. - além do mais, eu sei me virar sozinha. - lançou-lhe um olhar superior e continuou puxando-o para a piscina.
- 'Tá boooom. - ele continuou rindo e a acompanhando.
- Posso me juntar a você? - sussurrou ao pé do ouvido de que se virou surpresa.
- Seria uma honra. - ela fez uma reverência engraçada e os dois saíram.
- É, parece que sobramos. - disse com o típico olhar de “nerd recusado na véspera do baile de formatura”.
- Vamos lá mostrar quem são os bons. - estufou o peito e os três foram correndo.
- Ah Nick vaaaaamos, você está muito lento hoje. - o puxava pela mão rindo, assim como o garoto.
- Você vai ter que me dar uma motivação porque eu já estou ficando cansado. - Nick parou e cruzou os braços. virou-se para ele, talvez aquilo funcionasse.
- Precisa de motivação é? - dizia a menina enquanto se aproximava cada vez mais dele. - Eu tenho o que você precisa. - sussurrou muito próxima a seu rosto. - Vem me pegar! - gritou ela em tom divertido antes de sair correndo.
- Ah você me paga! - ele disse antes de sair correndo atrás dela.
entrou na mansão, onde acharia a próxima pista, virava os primeiros corredores que achava, ainda ouvindo Nick gritando que iria pegá-la, até que ela parou, já cansada e não ouvindo mais nada. Estava diante de um corredor envidraçado onde era mal iluminado pela luz da lua por conta de seus vidros serem jateados.
- Nick? - chamou, mas tudo que ouviu foi o eco de sua voz. - NICK? - começou a correr quando ouviu barulhos como se alguém estivesse se aproximando lentamente para assustá-la. - AHHHHHH! - gritou estridente quando seu pé falhou e ela se espatifou no chão, vendo sua lanterna ser arremessada para longe. - Droga. - murmurou sentindo seu pé pulsar. - , sua idiota. - encolheu-se com a dor latejante. - E agora?! - murmurava irritada consigo mesma.
- ? - ouviu.
- Aqui! Eu...eu torci meu pé, não consigo levantar. - ela disse atropelando as palavras, temendo quem poderia ser.
- Vem, eu te ajudo. - viu a sombra passar por sua lanterna e chegar nela, a assustando quanto tocou. - Desculpe, não quis assustá-la. - Aquele era...
- ? - perguntou e não conseguiu evitar a arrogância em sua voz.
- Eu! - respondeu o garoto sorrindo. - Calma que eu já te levo pro seu quarto.
- Mas, espera, você sabe onde estamos? - estava confusa, talvez brincar no escuro não fosse sua praia mesmo.
- Claro! Vim na cozinha pegar pilhas pra minha lanterna e escutei seu grito. - ele ajeitou em seus braços e a levantou do chão, não sem antes colocar a lanterna na boca para fazer isso.
- Deixa, eu pego pra você. - ela tirou o objeto da boca de , sem querer tocando nos lábios do menino e arrepiando-se inteira, assim como ele.
- Quer ir para a cozinha pegar um pouco de gelo?
- Não, não! - ela respondeu, como um reflexo. - Só me leve para o meu quarto ok? Eu vou ficar bem. - encolheu-se e concordou antes de começar a andar.
Para deixar a casa mais sombria, todas as luzes haviam sido desligadas, inclusive o elevador, portanto teve que carregar por 2 andares. Ao entrar no quarto de , perdeu-se um pouco observando a decoração que, naquele momento estava em tom avermelhado devido às luzes de emergência acesas. Deitou na cama e percebeu que havia um espelho no teto que os refletia.
- O que aconteceu? te deixou no motel? - ele perguntou segurando a risada.
- Sem graça. - bateu no ombro do garoto e só então pôde sentir o quanto ele era musculoso. Olhou-o nos olhos e percebeu que ele a encarava estranho. - O quê?
- Seus olhos... - engoliu em seco e começou a suar. Sua boca abriu e o ar começou a entrar e sair de maneira apressada. - o que aconteceu?
- Você está em cima do meu pé. - ela fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás.
- Oh, me desculpe. - levantou-se entorpecido. - O que eu posso fazer para aliviar?
- Só coloque alguns travesseiros embaixo e já é o suficiente. - a menina pegou sua máscara para dormir na cômoda ao lado, colocando-a. - Ao sair feche a porta, sim? Boa noite. - e deitou-se bruscamente. - E, ah, - sentou-se mesmo não conseguindo enxergar nada. - obrigada. - sorriu levemente e voltou a deitar-se.
Droga de garoto observador, a partir daquele momento teria que ser mais cuidadosa. ficou sentindo seu pé latejar até que o cansaço a vencesse e fizesse com que ela esquecesse tudo o que havia acontecido. Pelo menos até a manhã seguinte.
fechou a porta com cuidado e seguiu para seu quarto pensativo. Talvez houvesse muito de que ele precisasse descobrir ainda.
Capítulo 16.
Amanhecera na mansão dos e parecia que aquela brincadeira noturna não havia dado em nada. e haviam sumido, e também. Nick, e foram os únicos que haviam continuado, mesmo sem desconfiar da falta de concorrência. demorara a pegar no sono e quase não dormira, e , bem... alguns beijinhos e fora tudo.
A hora do café da manhã era rigorosamente cumprida às oito horas da manhã, todos estavam presentes, a não ser por que, convencida de que todos os indivíduos haviam se esquecido dela ou não sabiam de seu paradeiro, haviam a deixado em seu quarto, sem qualquer auxílio. Para mostrar que não precisava de ajuda, fez questão de descer pelas escadas principais. Entretanto, ao chegar aos últimos degraus, ouviu a campainha tocando bem em frente de si.
- Eu atendo! - gritou, já que a sala onde se faziam as refeições não estava muito longe. Ao abrir a porta, no entanto, sentiu como se uma explosão a jogasse para trás, fazendo com que batesse as costas no corrimão da escada e soltasse um grito assustado.
- Oi. - disse o garoto do outro lado da porta com as mãos no bolso e seu típico olhar petulante.
- , o que aconteceu? - Nick chegou correndo e passou um dos braços da menina em volta de seu pescoço, ajudando-a a se reerguer. Mas não desgrudava seus olhos do garoto que estava na porta até que Nick acompanhou seu olhar e sorriu. - Damon! Entre cara. - o garoto finalmente entrou sorrindo pelo canto da boca e cumprimentou o aparente conhecido.
- É bom estar aqui. - disse olhando a casa. - Uau, então é aqui que você trabalha? - voltou a encarar Nick que sustentava pelo ombro.
- É sim, agora entre, estamos tomando café. - Nick chamou com a mão.
- Oh, deixa que eu te ajudo. - Damon fechou a porta e quando ajudaria com , ela se encolheu.
- Não precisa, estou bem. - disse entre dentes, irritada.
- Nossa, você está bem mais irritada desde a última vez que te vi, . - sorriu ele petulante novamente. detestava aquela expressão, fazia com que parecesse que ele estava no comando da situação.
- Eu mudei muito desde a última vez. - voltou a ficar em pé. - Obrigada Nick. - e saiu andando mancando.
- Então você a conhece? - Nick perguntou afobado.
- É, a Dinamarca não é tão grande quanto parece. - Damon deu um abraço no amigo. - Obrigado pelo convite.
ouviu tudo ir se distanciando e não podia acreditar. Será que sua vida não teria sossego um momento apenas?
- , me desculpe, eu deveria ter ido te ajudar. - se levantou da mesa, mas ergueu a mão como sinal para que parasse de falar.
- Você está bem? - sussurrou assim que a menina sentou-se ao seu lado.
- Já estive melhor. - sorriu a menina sarcástica e em seguida Nick e Damon se aproximaram.
- Pessoal esse é o Damon. - Nick chegou conversando alegremente com o garoto. se levantou de súbito, iria dizer algo para Nick, mas deixou isso para depois e sorriu para o novo garoto.
- É um prazer conhecê-lo Damon, eu sou , dona dessa casa. - estendeu a mão ao garoto. - Esses são , , , e acho que a você já deve ter visto.
- Claro. - ele voltou com o mesmo sorriso manipulador.
- Gostaria de se juntar a nós, Damon? - apontou para a mesa.
- Se não for atrapalhar, seria uma honra. - ele disse e foi para o outro canto da mesa, de onde poderia observar todos os outros presentes, inclusive .
Nick e Damon conversavam paralelamente e para a sorte de , Damon não lhe dirigiu a palavra, pelo menos até o término do café da manhã.
- Quer ajuda? - se ofereceu, assim que todos se levantaram da mesa, prontos para fazer alguma outra coisa.
- Não, obrigada. - levantou-se e saiu cambaleando em direção ao elevador. trocou olhares com e finalmente pôde perceber que ele se preocupava com . A menina entrou no elevador, virando-se para fora e tendo seu olhar de encontro com o de Damon que parou com as mãos no bolso e arqueou a sobrancelha. desviou seus olhos e então a porta se fechou.
Seguiu para o seu quarto completamente entorpecida, parecia que seu jeito de agir só exemplificava a maneira como sua vida seguia. Deitou-se em sua cama e ficou observando o teto, esquecendo-se da vida por um instante.
- , preciso falar com você. - disse ainda na sala da família e os dois subiram ao terceiro andar. sabia que a coisa deveria ser séria, pois não entrava naquela parte da casa desde...bem, desde que seus tios ainda estavam vivos.
só tinha uma coisa a fazer. E ela não deixaria aquela oportunidade passar batido.
- Por favor, sente-se. - apontou para a poltrona que ficava ao canto, próxima de sua escrivaninha, lembrava que era a preferida do primo. Sentou-se em sua cama espaçosa e o olhou por um instante. analisava cada detalhe embora já conhecesse aquele quarto de cor e salteado. - ... - começou a menina o olhando. Era agora ou nunca, teria a sua chance para deixar as coisas do jeito que ela sempre sonhara que tivessem sido. precisava saber e ela também precisava saber. O que havia acontecido desde o acidente?
Capítulo 17.
Por cerca de 10 minutos, nenhum dos dois se permitiu falar. estava concentrada arranjando forças para começar aquela conversa na qual ela apenas acreditava ter um lado: o dela. Desde o falecimento de seus pais, a menina nunca mais fora a mesma, o que causava em uma angústia por não poder compreendê-la e ajudá-la.
Ele acrediatava que um dia, depois dela conseguir se recuperar, talvez ele pudesse voltar a ter sua melhor amiga a quem sempre confiou e amou.
- , eu preciso te perguntar uma coisa. - finalmente começou, obtendo como resposta apenas um aceno de cabeça do menino. - Onde você estava quando... Quando meus pais sofreram o acidente? - perguntou com os olhos já cheios d'água. Ele havia esperado tanto tempo para se entender com a prima, que chegou a acreditar que nunca se acertariam.
- , quando aconteceu tudo eu... - ele parou um instante, se levantando da poltrona e sentando-se ao lado dela. - Eu na mesma hora decidi correr até aqui e poder cuidar de você, te dar apoio. Mas eu não pude. - observou que ela olhava para as mãos que apertavam com toda força a roupa de cama. Depositou, então, suas mãos sobre as dela, o que ela não recusou. - Eu tentei, mas não consegui. Londres estava um caos, graças a um temporal, e eu precisava ficar na gravadora para poder terminar de fechar negócio. tentou me arranjar algum meio de chegar até você, mas estava tudo parado. E depois, quando eu finalmente cheguei na sua casa, a Maddie disse que você tinha ido viajar. Você ficou tanto tempo fora e quando voltou estava tão... brava comigo! Eu te escrevia e mandava e-mails, que começaram a voltar. Eu não te achava! Aí mamãe me disse que você viria morar comigo eu fiquei super feliz. Então você começou a estragar a minha vida! - a essa altura, não aguentava mais segurar. Deixou que suas emoções fluíssem e foi quando percebeu estava aos prantos. abraçou-a com carinho, depositando um beijo em sua testa. - Ei, fica calma...
- Sabe... eu... achava que... você não queria... me ajudar! Eu esperei por... dias... e você não... apareceu... Eu... só queria... sumir... e de alguma maneira... estúpida... descontei... minha raiva... em você! - ela falava entre soluços com a voz abafada. Respirou fundo e o encarou nos olhos. - Sabe, eu... Não recebia notícias suas desde quando você tinha me visitado no meu aniversário. Depois você sumiu e... Quando aconteceu tudo eu não sabia a quem recorrer. Ninguém me falou onde você estava e eu fiquei com tanta raiva de você não estar aqui quando eu precisava... Desculpa ... - ela esboçou um biquinho, que fez sorrir. Ele apertou o nariz dela, como fazia quando eram crianças, e ela sorriu então, aliviada.
Após um tempo, onde ambos haviam se recuperado e estavam se entendendo de novo, a pergunta que não queria calar na cabeça de saiu de seus lábios.
- Só uma coisa, por que diabos você veio falar comigo hoje assim? Do nada? - ela mordeu o lábio e sorriu de canto.
- Sabe , acho que eu posso te contar... Foi o . - ela sorriu abobalhada, jogando seu corpo na cama. O menino se deitou ao lado dela, boquiaberto.
- O ? Mas o que que...
- Ahm, , agora não. Mas a gente precisava resolver uma coisa. Eu conversei com você por dois motivos. Um: não aguentava mais essa chata que só queria o pior para você. E Dois: Para eu poder, depois de resolver a minha vida, resolver a da . - virou o rosto para olhar o primo.
- Você também achou aquele tal de Damon... suspeito?
- Suspeito? Dude, ele tem culpa no cartório. Você viu como ele assustou a ? Ele tem alguma coisa com ela... - parou pensativa então focou o primo.
- , odeio quando você me olha assim. Dá medo....
- Ah , admite! Você 'tá super afim da ! - começou a fazer cócegas no primo, que apenas gargalhava.
- ... - segurou as mãos da prima. - Isso não importa agora... Precisamos ver o que aquele cara fez para ela. Acho que podemos espionar! - o menino disse com os olhos brilhando, fazendo lhe dar um tapa na nuca.
- Besta. A gente pode perguntar para ela, que tal?
- Você sempre quer ir pelo caminho menos divertido... - ele revirou os olhos, a fazendo rir. Definitivamente e haviam se entendido e se unido. Agora só faltava resolver um problema: o que diabos acontecia com ?
Enquanto isso, na sala de jogos, , e jogavam Rockband dos Beatles e conversavam.
- Sabe, eu acho que entre as duas meninas disponíveis na casa, a deve ser mais fácil. A tem um gene tão forte... - comentava, tentando se ajustar na função de baixista do jogo.
- E quem te garante que ela 'tá disponivel? - , na bateria, perguntou nervoso. Os dois pararam o jogo e o olharam desconfiados. - O quê? Vocês não acham que... Ela dá muito charme pra gente mas não confessa mesmo... nada?
- É verdade... - os dois retornaram a jogar, pensativos. Ao encerrar a música, abandonou a guitarrinha ao lado de uma poltrona na qual se jogou. - Ei, mas como não há certeza... Eu acho que vou tentar algo com ela;
- Olha o ... Achando que é gente e que pode... Cara, é de mim que ela gosta, pode desistir.
- E quem disse que ela gosta de vocês? Ela já demosntrou algo por vocês? Acho que não...
- Ui, 'tá ficando nervoso. Qual é dude, ela também nunca mostrou nada por você.
- É o que você pensa ...
- Oi? - o menino virou-se para , curioso.
- Nada. Mas o que vocês pretendem fazer?
- Ué, tentar algo com ela. - disse com desdém. - E enquanto isso, gravar o CD que a gente veio gravar, né?
- É... - e nem sabiam o quanto essa conversa havia deixado estressado. Ele finalmente conseguira só para si e agora os amigos haviam decidido tentar algo com ela? Se dependesse de , eles não conseguiriam.
continuava encarando o teto, perdida em memórias. Ao ouvir a porta de seu quarto abrir, não pensou duas vezes antes de...
- Vai embora. - disse sem emoção e sentiu a cama afundar.
- Hey, você está bem? - ouviu a voz de baixa, como se estivesse cautelosa.
- É só isso que quer? - apoiou-se nos cotovelos e arqueou a sobrancelha, petulante.
- Ah não me venha com essa. - se levantou bruscamente e andou até o guarda-roupa olhando-se no espelho. - Desde o momento que você atendeu a porta você está esquisita. O que aquele Damon tem?
- Nada. - sentou-se, o peito esmagado. - Me deixa. - disse friamente.
- Ok, mas saiba que se quiser conversar, eu estarei aqui. - disse mandando beijos no ar para a menina que jogou-se na cama, parecendo entediada.
A casa estava silenciosa, exceto pela sala onde os meninos e disputavam o video game. Damon havia se juntado a eles, assim como Nick e, embora fosse muito educado, não conseguira ganhar a simpatia de . continuava deitada na cama até decidir ir até seu closet. Pegou um biquíni, toalha, protetor solar e foi se preparar. Não era agora que ela deveria parar de viver.
Sua movimentação passou despercebida por todos e então ela pôde descer livremente para a piscina. O sol já estava se pondo e a água estava na temperatura perfeita, mas é claro que a piscina era aquecida. Deu algumas braçadas e saiu para se secar. Estava secando suas pernas quando sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se bruscamente e conteve-se para não gritar.
- Já estava ficando com saudades. - Damon acariciou a bochecha de que o olhou assustada. - Por que você foi tão estranha comigo hoje? - desceu sua mão para a nuca da menina e se aproximou.
- Você não me conhece, Damon. - rugiu ela entredentes.
- Ah por favor. - ele revirou os olhos, torcendo a boca para o lado. - Eu sei como você gosta disso... - e encostou seus lábios nos dela, logo pedindo passagem com sua língua, do jeito que gostava... ou pelo menos era assim que ele se lembrava.
impulsionava suas mãos contra o peito do menino que a forçava cada vez mais; chegava à piscina para saber do paradeiro de quando deparou-se com a cena. Por um momento ele não quis acreditar, afinal, havia se assustado com a repentina presença de Damon. Mas, com um tempo maior de observação, reparou que a menina o empurrava com toda a força que tinha.
Retirou-se para contar a última à , sem perceber que no momento em que pôs os pés para dentro da casa, conseguiu se livrar de Damon.
- Não me venha com as suas gracinhas Damon, eu já te superei. - disse a menina irritada e saiu mancando com a toalha enrolada no corpo. Estava conturbada, milhares de lembranças a bombardeavam. Tanto que não reparou quando passou por , entrando direto no elevador. O garoto a ficou observando atentamente, estava pálida, a expressão assustada. A porta do elevador se fechou e subiu as escadas afobado.
- ! - gritou ele ao chegar e o elevador se abriu.
Capítulo 18. [colocar para carregar este vídeo, vocês vão precisar dele mais para frente ;) ]
A sala estava em silêncio, todos esperando pelo elevador que havia acabado de abrir sua porta. havia prendido a respiração e intercalava o olhar entre o primo e o elevador, esperando que ele tivesse um bom motivo para ter gritado. Felizmente, de dentro saía uma enrolada na toalha, assobiando uma música qualquer.
- Estão perdendo a piscina, está realmente gostosa. - disse ela sorrindo cínica e seguiu para seu quarto. deu largas passadas até e o pegou pelo braço.
- Se importaria de me explicar o que foi aquilo que você fez? - cochichou irritada com ele.
- , sério, a não estava assim quando eu a vi entrar no elevador. - olhava para a porta fechada, por onde havia passado há pouco. - O Damon... ele estava beijando a e ela queria se soltar dele... - o menino respirou, pois ainda se recuperava da rápida subida. - ela entrou no elevador completamente pálida e assustada. - terminou seu pequeno relato e se sentou no puff que havia atrás dele.
- Ela não quer que a gente saiba, mas está cada vez mais difícil esconder. - pensou e sentou-se ao lado do primo.
- Você precisa conversar com o Nick, Damon está fazendo mal a , isso vai arruinar nossas férias. - entrelaçou os dedos em seu cabelo, aparentando desesperado.
- E eu vou dizer o que?! 'Tá na cara que ele convidou Damon muito antes de pensarmos em aparecer aqui, não posso fazer isso! - continuava pensando, se a sala ainda estivesse em silêncio, provavelmente seria possível ouvir suas engrenagens funcionando.
- Então vamos ter que protegê-la.
- Ai , deixa de ser tonto garoto, a é bem grandinha e sabe se cuidar, não viu o jeito que agiu há pouco? É óbvio que não precisa de nossa ajuda. - riu batendo no ombro do primo que permaneceu sério.
- Não estou gostando disso. - murmurou e riu mais ainda.
- Relaxa, você não conhece a , ela sempre tem um truque na manga. - os olhos de brilharam, como se admirasse a amiga por um momento. - Mas pra isso, vamos ter que jogar o jogo dela. - sua expressão murchou.
- Jogo?
- Logo você entenderá. - e ela levantou-se seguindo de volta para perto dos meninos que jogavam freneticamente.
Do outro lado da porta, no entanto, estava tomando banho, tentando se livrar das memórias que a perseguiam, jogando-as pelo ralo... como se assim funcionasse. Saiu do banho e ligou seu notebook, estava na hora de colocar as garras de fora.
"Olá blogueiros, sou eu, Demetria.
É, segundo fontes, nossos guys encontram-se enclausurados em uma honorável mansão, mas não posso lhes dizer onde. É claroooo, eles precisam de um tempo, pois estarão produzindo o novo CD, então relaxem! Logo eles darão notícias, mas eu não podia deixar de avisá-los. Agora aproveitem a curiosidade e logo trarei fotos exclusivas. Cheers, xx"
Fechou a janela e deitou-se na cama, estava recuperada e agora nada iria pará-la. O jantar também possuía horário e era servido às 19:30, é claro que ninguém gostaria de perdê-lo. desceu com uma calça skinny, botas de bico fino, uma blusa com babados na gola em "V" e várias pulseiras que espalhavam pelos cômodos o barulho conforme ela caminhava. Até que, quando faltavam apenas alguns passos para ela chegar à sala de jantar, Damon entrou em sua frente. Para variar, ela era a única que faltava à mesa.
- Undskyld mig, du er på min vej. (Com licença, você está na minha frente) - Reclamou a menina encarando Damon dos pés a cabeça.
- Må ikke foregive, at du er en god pige, jeg kender alle dine beskidte hemmeligheder. (Não finja que você é a mocinha, eu conheço todos os seus segredos.) - Damon sorriu. olhou em volta, por sorte Nick não estava por perto.
- Ah não, dinamarquês de novo não! - ouviu-se bater com a cabeça na mesa.
- Det er her du tager fejl. (Aí é que você se engana.) - sorriu a menina. Damon arqueou a sobrancelha, não se lembrava de sua daquela maneira. - Nu exit! (Agora, saia!) - e foi se sentar.
- Então, o que teremos? - , o mais faminto como sempre, pronunciou-se.
- Tudo o que você imaginar e mais um pouco. - sorriu e voltou a olhar a amiga que estava sentada na ponta da mesa, com o queixo apoiado em uma das mãos e o sorriso maquiavélico que ela conhecia muito bem.
- Já viram? Aquele blog tem um novo post. - comentou.
- Até que enfim, já fazia tempo que eu não me irritava com aquele blog, estava com saudades. - disse sarcástico.
- O que diz? - perguntou interessado.
- Diz onde estamos, mas não o lugar, e o que estamos fazendo. Ela ou ele disse que trará fotos inéditas o mais rápido possível.
- Quero só ver. - riu já atacando o banquete. , por outro lado, não se afetou, já ...
- Vamos comer. - disse com o sorriso trêmulo.
- Então... como Damon e se conheceram? - Nick pronunciou-se após um longo tempo de tilintar de talheres.
- Na verdade, foi uma situação inusitada. - Damon sorriu de canto e olhou para que o olhou, ácida. - O Sr. estava dando uma festa de Halloween na mansão e, por obséquio, eu fui convidado, assim como minha família.
- Entretanto ele demorou a reparar em mim, na época eu só tinha treze anos e estava vestida de vampira, ele dava em cima de todas as meninas da festa...
- ... mas isso era para chamar a sua atenção, fofinha. - ele apoiou um de seus braços no braço da cadeira e inclinou o corpo para o lado, na típica pose de galã.
- Claro. - revirou os olhos. - Foi para chamar a minha atenção que Damon me chamou para dançar e me assediou no meio de todo mundo.
- E você gostou. - Damon completou convencido e já se ouviam os risinhos contidos na mesa.
- Basta. - irritou-se, levantando. - Não venha bancar o gostoso Damon porque você e eu sabemos que não foi desse jeito. Foi por isso que meu pai te expulsou da minha casa, você não tinha juízo e duvido muito que tenha criado algum. - voltou a se sentar, já mais calma.
- Uau. - murmurou rindo.
- Tem algo a dizer ? - voltou a atenção da mesa para o meio irmão.
- Nada. Desculpe.
- Resposta certa. - e voltou a sorrir, já mais calma.
- Seu pé está legal? - perguntou assim que todos já haviam se levantado da mesa.
- Melhorando. - a menina sorriu com a boca fechada.
- , vamos fazer uma sessão de filmes? - chamou a amiga que seguia para a área externa da casa.
- Claro, uma ótima ideia! - ela sorriu e voltou a entrar na casa.
- Posso ir também? - apareceu todo empolgado.
- Não não, just for girls! - sorriu debochada e ela e seguiram para a sala no piso superior.
Capítulo 19.
Filme após filme, elas choravam, riam, gritavam, protestavam, se divertiam. O último a ser exibido era "As Panteras Detonando", a cena em que Drew Barrymore, Lucy Liu e Cameron Diaz faziam no bar próximo ao porto chamou a atenção de que passava por ali naquele momento, acompanhado dos outros três guys, todos voltando da academia.
- Duvido que vocês consigam ser tão sexies quanto elas. Ou até mais. - desafiou o menino. entortou o pescoço para trás assim como .
- Quer apostar? - respondeu para a surpresa de todos.
- Nos dê um dia, e mostraremos do que somos capazes. - rebateu sorrindo vitoriosa.
- Claro, amanhã. - arqueou a sobrancelha e as meninas voltaram a assistir o filme e os meninos, por sua vez, foram tomar banho.
e decidiram os detalhes da apresentação logo após o jantar e foram dormir, afinal, o dia seguinte seria o grande dia.
Ele se movia cauteloso pelos corredores, sempre a espreita de qualquer movimentação que o denunciaria. Pegou levemente na maçaneta e a girou, tomando cuidado para que a porta não rangesse. Avistou sua pequena estirada na cama, dormindo tranquilamente e se aproximou, pé ante pé. Tocou sua testa, escorregando os dedos levemente até seu cabelo e aproximou seus lábios dos dela, beijando-a lentamente.
se assustou com o toque e abriu os olhos, afastando-se rapidamente, mas sua nuca permaneceu presa às mãos do garoto que ela não conseguia enxergar. A proximidade a atiçava cada vez mais e quando o misterioso garoto voltou a beijá-la, então ela se rendeu. Seu perfume era irreconhecível, mas seus lábios e sua língua a deixava de pensamentos bagunçados.
Sentindo a mão puxando-a pela cintura, ela sentou-se no colo do misterioso rapaz, apertando seus braços musculosos. A imagem de veio-lhe imediatamente na cabeça e ela pensou em se afastar, mas foi puxada para mais perto, com as mãos o rapaz descendo-lhe as costas. Arfando, ela abandonou seus lábios para descer ao pescoço ouvindo um grunhido baixo de reprovação, para agradá-lo escorregou suas mãos para debaixo da camisa e a levantou lentamente.
O garoto a deitou na cama e terminou de tirar a camisa por conta própria antes que o puxasse de volta, arranhando todo seu peitoral. Ela ofegou em seu ouvido antes de voltar a beijá-lo, podendo sentir, posteriormente sua excitação. A temperatura aumentava enquanto os dois se enrolavam cada vez mais com beijos quentes e mordidas. As mãos passeavam sem nenhum limite, os corpos se esfregavam lentamente e era impossível não perder a respiração. Aos poucos eles se soltavam, diminuíam o ritmo de seus toques e a intensidade dos beijos até que o puxou para deitar-se ao seu lado. Ela não o viu partir assim que pegou no sono, o rapaz vestiu a camisa, arrumou o cinto da calça que havia sido aberto e foi-se do mesmo jeito que havia vindo.
acordou radiante, nunca havia dormido tão bem. Tomou banho e arrumou-se de maneira alegre, desceu as escadas cantarolando e sentou-se à mesa. Dessa vez, havia sido a primeira a chegar. Não se incomodou com a aparente solidão e começou a comer.
- Acordou cedo. - chegou sorrindo e sentou-se ao seu lado.
- É, a noite foi boa. - mordeu um morango olhando pelo canto dos olhos. - E você , sua noite foi boa?
- Ótima, nunca dormi tão bem. - ele espreguiçou-se e pegou algumas torradas. apoiou os braços na mesa e inclinou-se na direção de .
- Algum motivo especial para ter dormido tão bem? - apoiou o queixo em uma mão. - Por exemplo, alguma fantasia realizada?
riu e abriu um sorriso.
- Do que você está falando? Eu, , e ficamos jogando video game até altas horas e depois desmaiei na cama, foi por isso que dormi tão bem, tinha exterminado o crime. - ele sorriu orgulhoso de si. voltou a se sentar na cadeira conturbada. Então quem havia entrado em seu quarto na noite passada? Ainda sobravam cinco opções, mas a que ela melhor aceitaria estava descartada.
Seu pensamento esvaiu-se pelo resto do café da manhã, mal prestava atenção no que os outros conversavam na mesa até que se levantaram e a puxou pelo braço, pelo pouco que havia escutado, estava na hora do ensaio. Então ela se lembrou que a apresentação da cena inspirada no filme das Panteras era hoje e procurou se concentrar, mesmo que fosse a última coisa que ela conseguiria fazer.
- 'Tá tudo bem? - perguntou um pouco confusa. A amiga mantinha uma expressão estranha no rosto, mas apenas sorriu e acenou que sim com a cabeça. - Ok.
As duas sumiram da mesa do café, não apareceram para almoçar e quando já havia dado 18hrs no relógio, Nicholas apareceu na sala de jogos com uma cara engraçada.
- Que houve Nick? - perguntou, concentrado no jogo do Mário Cart.
- Ahm, recebemos um convite. A mandou minha mãe chamar vocês todos para ir para o quarto dela. - todos se entreolharam, achando esquisito, mas apenas se levantaram e foram para o quarto parisiense.
Quando entraram no quarto estava tudo escuro. Eles, com dificuldade, foram até a cama de , sentando-se na mesma. Então... [n/a: hora de ligar a música! tanãnãnãnãnãnã...] o som da música Stripper do Soho Dolls começou a soar em todo o ambiente e algumas luzes se acenderam. Os meninos, boquiabertos, focalizaram o rebolado das duas, sobre o pequeno palco no quarto.
passou lentamente as mãos pelas pernas que estavam cobertas por uma meia 7/8 até a coxa. Usava uma calcinha cheia de babados completamente vermelha, um corpete tomara-que-caia vermelho e preto todo bordado que se fechava na frente com um zíper. Os pés calçavam um alto par de saltos finos e pretos. Seu cabelo estava meio cacheado meio solto, sem contar a cara sexy que fazia. E um detalhes que os meninos não deixaram passar, a liga vermelha em sua coxa direita.
Enquanto isso, usava apenas um sutiã rosa bebê que destacava os seios, já que tinha uma linha vermelha contornando o mesmo, o sutiã ligava-se a uma calcinha que possuía uma espécie de sainha por cima da mesma cor que a parte de cima, uma meia também 7/8 de mesmo tom, que se ligava com a calcinha. O cabelo estava preso num rabo de cavalo apenas com alguns fios soltos.
estava de frente para eles, encostada na barra à sua frente, olhando fixamente para , que se controlava sentado na cama. Já estava de costas para um poste.
- Uni-duni-tê... - comentou, olhando de uma para a outra, mas parando em que estava caminhando lentamente até o canto da sala onde ele, e estavam.
também virou os olhos de para , o que levou a irmã a querer chamar sua atenção. A menina então parou de rebolar e começou a "falar sério". Começou a fazer pole dance, levando o menino voltar a olhá-la. Lembrou-se, então, o que havia dito a , e teve de fechar os olhos. E apenas os abria quando olhava para . A menina estava se sentando no colo de , de frente para ele, lentamente, como se quisesse encaixar-se nele. Deixou então que seus seios chegassem bem perto do rosto de , fazendo o menino ficar completamente paralisado. Ela então levantou-se, indo atrás de , o qual ela lambeu de leve a bochecha, mordendo a orelha em seguida.
- Na na ni na não... Irmão meu não pode ver essas coisas... - cochichou na orelha dele por trás, vendando-o em seguida. Depois abriu as pernas do menino, apenas passando as mãos em suas coxas e saindo, o deixando sem ver nada.
Caminhou até então, onde passou a mão no rosto do mesmo, descendo pelo pescoço e abrindo a camisa dele que era de botões.
O menino estava se aguentando por conta do pequeno respeito que tinha por , mas à medida que a menina se aproximava mais de seu corpo e ela tirava a camisa dele, esse respeito diminuía. Quando ela não existia mais, tentou beija-lá, mas a menina apenas roçou os lábios nos dele e se afastou. Pegou então um chicote que estava perto da barra. Estalou-o aos pés de Nick e Damon, que apenas assistia a cena com cara pervertida. então pegou uma corda e amarrou as mãos de Damon, chicoteando-o bem perto das coxas. Passou por Nick, indo para atrás dele. Passou as mãos em seus ombros, depositando depois um beijo em seu pescoço. Chegou na frente de novamente e o beijou ferozmente. Mordeu o próprio lábio em seguida, olhando de forma sexy para .
Enquanto essa sequência de coisas acontecia, havia saído de perto de e deixou algumas marcas de beijo no pescoço de o que levou-o a tentar agarrá-la, sem sucesso. então voltou-se para e o puxou pela camisa, o jogando em uma cadeira mais separado de todos, e bem na frente do palco, onde a menina começou a dançar de forma muito sexy. Ele então não se aguentou e a puxou pela cintura, começando a beija-lá de forma enlouquecida. logo percebera: já não estava mais tão solteira. Era mais do que óbvio que o jeito que os dois estavam não era coisa de hoje. Ele então voltou a olhar .
Agora todos a observavam, já que a menina estava de novo fazendo pole dance. A música chegava ao final, e ela então teve uma ideia. Saiu da barra, indo novamente até . Puxou-o para ficar de pé, olhou de canto para Damon, depois retornou para os olhos de , e o beijou finalmente.
A princípio, estava parado, com as mãos para baixo, apenas aceitando aquele tão esperado beijo. Mas logo agarrou a cintura da menina com uma mão e segurou seus cabelos com a outra. Encostou com ela em uma parede e começou a se agarrar com ela. Mas algo estava errado... não era o mesmo beijo da noite passada e ela podia sentir isso claramente. Empurrou pelo ombro e olhou para Damon que tinha os braços cruzados na altura do peito.
- Foi você... - ela caminhou até o garoto com a expressão cheia de desgosto. - você invadiu o meu quarto e me agarrou a noite passada. Eu não acredito como pude ser tão burra. - ela olhou para cima antes de voltar a encará-lo. Se sentia suja, usada e irritada. - Passou dos limites Damon. - e saiu do quarto pisando duro.
olhou o garoto de olhos azuis não se afetar e franziu a testa. Teria aquilo sido verdade? Cerrou os punhos, mas antes de qualquer coisa Nick o barrou pelo peito e puxou Damon para fora do quarto. por sua vez, tirou a venda de que ficou perplexo. e ?
- O que aconteceu enquanto eu não via nada? - ele perguntou espantado.
- Muita coisa ... Muita coisa.
Capítulo 20.
- Vamos sair daqui. - disse desamarrando e empurrando levemente o ombro de , pois ele estava paralisado focando a porta.
- O que aconteceu? Cadê a ? - disparou as perguntas.
- Damon armou para ela. - disse, focando o vazio.
- O QUÊ? - cerrou os dentes e as mãos se fecharam.
- É, parece que ele entrou no quarto dela noite passada e a agarrou. - sentou-se no sofá da sala. - A ficou arrasada.
- Eu ouvi a voz dela, é a mesma quando... quando ela está muito triste. - concluiu. Já ouvira aquele tom de voz antes.
- Vou procurá-la. - levantou o pé para começar a caminhar, mas foi seguro por e .
- Agora não dude, dá um tempo para ela se acalmar. - disse. recuou e eles ligaram a televisão, colocando em um canal qualquer.
(Quarto dos Empregados)
- Ficou louco cara? - Nick largou o braço de Damon quando os dois estavam no quarto que dividiam. - O que deu em você? Por que fez aquilo?
- Calma Nick, relaxa. - Damon deitou-se na cama. - Ela precisava de uma boa lição.
- Que história é essa Damon? - Nick cruzou os braços.
- Uma longa, longa história. - Damon sorriu e continuou a encarar o teto em silêncio com o sorriso petulante, fazendo Nick bufar e bater a porta.
(Galpão)
havia se fechado no grande galpão, pouco se importava que estivesse apenas de lingerie, ela só queria distância. Ela deveria tê-lo reconhecido, mas o beijara há tanto tempo e não havia como se lembrar. Mas, também, não podia negar que tinha a pegada forte e determinada, quando ele a beijara não se comparava nem um pouco à pegada de Damon, totalmente ardente, mas sem aprofundamento nenhum.
- ... - ela ouviu ao fundo. Enxugou o rosto e então olhou ao seu redor. Mal percebera que já havia anoitecido e não sabia há quanto tempo estava fechada lá.
- Ele fez tudo de novo. - ela murmurou com a voz rouca.
ficou parado onde ele estava, deixaria que ela falasse se isso a fizesse se sentir melhor e ele descobrisse um pouco mais da garota que estava tomando conta de seu coração.
- Me fez sentir usada. - ela riu amargamente. - Sabe, na festa de Halloween que meu pai deu, ele não estava pegando todas as meninas da festa... estava combinando com elas o melhor momento... - ela respirou fundo. - Então quando ele chegou perto de mim eu fiquei tão feliz em poder dançar com o garoto mais bonito da festa, ele sorria para mim e eu para ele. Até que, - um soluço lhe escapou. - até que ele me agarrou e eu ouvi ao fundo todos gritando, assobiando e dando risada. Vários flashes iluminavam meu rosto e eu não entendia o porque de tudo aqui até que eu abri os olhos e percebi que ele havia pegado... - três soluços dessa vez a fizeram ficar sem ar. - Ele havia pego o coração que minha mãe havia me dado quando ganhara aquela fantasia, ela dizia que traria sorte no amor. - fungou e continuou a encarar o nada. - Damon mostrou a todos o coração e disse que era um amuleto de bruxa. Todo o mundo começou a rir de mim e eu me escondi no meu quarto. Não falei com ninguém por uma semana e quando desci, soube que minha mãe havia nos abandonado. - seu peito parecia ficar livre de um peso enorme, cada vez que ela completava a história.
continuava em silêncio sentindo-se mal por tê-la julgado daquela maneira. Ali ela parecia tão indefesa, parecia aquela criança de 13 anos que havia sido ridicularizada na frente de amigos e colegas pelo seu paquera logo depois de um beijo. O qual era para ser o mais importante de sua vida.
- Depois disso eu deixei a escola, meu pai pagava professores particulares, tudo o que eu precisava. Mal saía da mansão e foi assim ano após ano. - já estava mais calma, sentia-se muito bem, como não se sentia há anos. teve certeza de que ela não falaria mais nada e caminhou lentamente até ela. Passou um de seus braços por debaixo dos joelhos dobrados de e o outro colocou em suas costas, olhando-a nos olhos e erguendo-a do chão gelado.
entrelaçou os braços no pescoço de e apoiou a cabeça no peito do garoto, sentindo suas batidas enquanto ele caminhava com ela em direção à casa. não sabia se e ainda continuavam no quarto de e, por via das dúvidas, levou a menina ao seu quarto. O quarto Dinamarca era exatamente como a terra de onde havia vindo, várias imagens estampavam as paredes com casinhas magníficas e coloridas dando vivacidade para o quarto. a deitou em sua cama, a qual era quadrada, king size e de cabeceira entalhada a mão. Ela o olhava intensamente, diretamente nos olhos, deixando-o um pouco desconfortável. nunca havia se sentido tão atraída por aqueles olhos quanto estava naquele momento.
deu a volta na cama e se sentou ao seu lado, bem próximo para confortá-la. o olhou dos pés a cabeça, demorando mais em seu rosto, principalmente em sua boca. Havia algo para se terminar ali. Ajeitou-se na cama de modo que ficasse na mesma altura que e aproximou-se bem de seu rosto, sempre o olhando nos olhos e então deixou que a emoção a guiasse juntando seus lábios em um beijo profundo. apoiou a mão no ombro da menina, logo deslizando por seu braço e enfim chegando a cintura, onde a trouxe para mais perto de si. pediu passagem com a língua a qual o menino aceitou sem hesitar, inclinou-se um pouco sobre para que pudesse aproveitar mais daquele beijo e deslizou suas mãos até a coxa direita da menina, por onde dedilhava calmamente enquanto com o outro braço apoiava seu peso.
Ela, por sua vez, enroscava seus dedos no cabelo já muito bagunçado do menino e com a outra o puxava pelo ombro para que se encostasse ainda mais nela. Sem dúvida não havia comparação com a agarração da noite anterior, aquilo era muito mais cheio de...carinho, paixão, tanto que podia sentir seu corpo queimar conforme a língua de explorava cada canto de sua boca, depois descendo para o seu pescoço e parando em seu colo. Aquela boca quente em atrito com seu corpo frio estava deixando-a amolecida, fazendo com que ela procurasse pela fonte maior daquele calor todo, os lábios de .
Os braços de desceram e pararam na barra da camiseta do menino, subindo enquanto os botões eram forçados a abrir, vários por vez. O tecido escorregou sobre os ombros largos e definidos de e a menina pôde senti-lo mais próximo do que nunca. O toque de sua pele na dele a enlouquecia em silêncio, era tão bom tê-lo por perto. Com os pequenos dedos abriu o botão da bermuda de e a deslizou por seu corpo com os pés até tirá-la completamente e sentir o tecido da boxer raspando em suas coxas. desistiu de ficar de lado, puxando-a para ficar sobre si, colocou-a sentada em sua cintura, puxando-a para se deitar através de mordidas que dava no lábio inferior da menina.
Assim que inclinou seu corpo sobre o de , ele não perdeu tempo em deslizar suas mãos pelas costas da garota, chegando ao fecho de seu sutiã. Neste momento, seguiu para o pescoço do menino, dando mordidas enquanto deslizava as mãos para seu abdômen. , então, se sentiu atiçado a abrir aquele fecho e acabou por fazê-lo sem cerimônia. A menina, por outro lado, pouco se importou, percebia que estava gostando dos seus beijos e então deixou que ele tirasse seu sutiã, desprendendo-o da calcinha.
se levantou ficando na mesma altura que e deitou-se por cima da garota, depois de virá-la, certificou-se de que ela estava confortável com a cabeça em uma das diversas almofadas que havia na cama e a beijou com vontade, descendo rapidamente para seu pescoço onde passou a explorá-lo ferozmente até descer ao colo e depois para cada um dos seios da menina. mantinha os olhos fechados, não conseguia acreditar no que estava acontecendo, no que estava sentindo. Deixava que as mãos de a acariciassem e que sua boca quente a fizesse se sentir bem. Ótima, na verdade.
estava em seu quarto, ela e já haviam terminado a pegação no quarto de e agora ela estava a procura do que fazer. Com a toalha enrolada na cabeça para não deixar os cabelos pingando, ela zapeava por entre os canais da televisão, atenta a qualquer coisa que lhe chamasse atenção...até que essa "coisa" apareceu. O canal de câmeras de segurança. Nos primeiros quartos não havia nada, os meninos estavam na sala, Maddie na cozinha junto com Nick, a piscina estava limpa, o galpão e a sala de ginástica também, sobrava o...
- Quarto do ? - estranhou a menina selecionando a câmera para dar um zoom. E então ela não acreditou no que viu, e se beijando ferozmente sobre a cama do menino. voltou o video alguns minutos e viu tudo desde o começo. - Isso vai dar o que falar. - pausou no momento que puxa para o lado, onde só dá para ver o rosto parcial do primo. - Perfeito. - transferiu a imagem para o laptop e estralou os dedinhos para começar sua tarefa.
"E aí pessoal, dessa vez é a Letty falando aqui.
Bom, eu sei que minha amiga havia prometido fotos exclusivas da casa onde nossos guys estão enclausurados então aqui vai a primeira delas. Está meio apagada porque veio ah, vocês devem saber de onde veio. E então, conseguem descobrir que é essa que está tomando conta do coraçãozinho de ? Por hoje é isso, xoxo"
Era hora de ver o circo pegar fogo, mas ela queria saber: O que fazia no quarto do primo?
Capítulo 21.
Deitada na cama, se permitiu refletir sobre tudo o que estava acontecendo: fizera as pazes com o primo, estava prestes a descobrir a verdadeira e estava se deixando levar por um certo menino muito... incrível. Tirou a toalha que prendia os cabelos, soltando os mesmo sobre a cama, fechou os olhos e no outro instante estava dormindo. Em sua cabeça várias cenas se misturavam, mas parecia que apenas uma lhe chamava atenção. Bem Vinda ao mundo dos sonhos, .
*flashback*
- ... A gente ‘tá no quarto da ... - ela tentava dizer para . O rapaz estava muito ocupado para prestar atenção no que ela havia dito. Uma de suas mãos deslizava pela lateral do corpo de , enquanto a outra estava parada na nuca dela. Seus olhos estavam abertos olhando cada detalhe da menina. Era tão bom estar com ela. - ... - sussurou no ouvido dele, quando ele parou de encara-lá e estava explorando sua nuca com beijos e mordidas.
*end of the flashback*
se levantou rapidamente da cama, com um olhar assustado. Estava até mesmo sonhando com o que acontecera entre ela e .
Levantou-se, colocou uma regata sobre o sutiã e ficou de calcinha mesmo. Pegou um casaco mais largo e comprido que tinha e foi rumo ao quarto dele pela passagem secreta, a mesma que o levara até ela naquele dia tão... inesquecível.
Chegando ao quarto de , o mesmo dormia completamente jogado na cama, com um sorriso bobo no rosto e só de samba canção. não pode deixar de sorrir quando ele sussurou o nome dela. Tirou seu casaco e se deitou de frente para ele. Ficou ali observando cada detalhe de seu rosto, até que adormeceu novamente.
*flashback*
- Eu te amo. - movimentou os lábios sem emitir qualquer som, fazendo sorrir abobada. Ela estava por cima dele, sentada em sua cintura, passando as mãos em seu peitoral e ele paralisado analisando os traços dela com uma mão em cada coxa.
Ela mordeu o lábio inferior, deitando-se sobre e beijando a ponta de seu nariz. Sentou-se novamente, para que ele pudesse abrir seu corpete finalmente.
*end of the flashback*
acordou novamente, abrindo os olhos e encontrando os de .
- Oi.
- Oi... - ela respondeu de volta.
- Vem cá... - passou os dois braços ao redor do corpo dela, jogando-a para cima de si.
- Eu não disse antes... Mas também de amo. - envergonhada, ela mordeu o lábio novamente.
- Você fica tão linda assim... Indefesa. - ele beijou o topo da cabela dela. Após um tempo nessa posição, os dois voltaram à terra dos sonhos.
*flashback*
Com as pernas entrelaçadas, dois corpos assumindo uma forma só, duas respirações numa mesma sintônia e dois corações batendo simuntâneamente. O que ambos sentiam não era algo como apenas prazer barato, era algo mais forte e mais intenso. Parecia que quanto mais eles avançavam na espécie de relação que eles mantinham, mais próximos eles ficavam. O único segredo entre os dois agora era o blog, que uma hora ou outra descobriria. Ela só esperava que fosse da melhor maneira.
- Quer morar comigo? - ele sussurou em seu ouvido, antes de cair exausto ao seu lado.
*end of the flashback*
Desta vez ela acordou sozinha, deu um selinho em , e saiu de cima dele. Ficou alguns minutos sentada na cama, observando-o dormir. Como todos já sabiam que ela e estavam juntos, ela nem se preocupou em sair para tomar café pelo quarto de .
- Bom dia ! - gritou de sua porta, que ficava um pouquinho longe. - Então, você e o é? - sua voz soara um tanto quanto desapontada.
- Eu... Gosto dele, . De verdade. - ela nem olhou direito para o menino , apenas encarou os pés e desceu as escadas seguida pelo menino.
- VOCÊS VIRAM ISSO? - gritou estressado, sentando na cozinha. - Alguém conseguiu uma foto do ontem! E não acho que ela é das melhores... - nem prestou atenção e foi para a geladeira, pegar coisas para fazer uma bandeja de café para . Pegou para si um copo de leite.
- ESSA FOTO FOI FEITA AQUI NA CASA! - com o grito de , fez de conta que se esgasgara com o leite. Ela correu até o menino e pegou a foto dele.
- É no quarto do ! E essa aqui é a...
- ?????? EU VOU MATAR O ! - aumentou o tom de voz, sendo seguro por .
- Respira! Eu vou ligar para uma empresa de segurança e mandar eles ficarem de olho, ok? E se acalma, 'tá? Vou leva café para o , vocês dois comam também. - a melhor parte de tudo aquilo era que quem estava no controle dele, da casa, da segurança e do blog era ela.
ainda dormia quando se levantou, olhou-a semi nua deitada de bruços e lembrou-se da noite passada. Nossa, quanta coisa vinha acontecendo. Tomou um banho demorado e relaxante, se arrumou e desceu para o café, tinha que salvar alguma coisa para . Encontrou-se no meio do caminho com Damon e segurou-se para não esmurrá-lo ali mesmo, apenas respondeu ao seu cínico "bom dia". Por sorte, estava lá embaixo, junto com e os garotos, todos olharam torto para quando ele chegou.
- Bom dia. - ele sorriu indeciso. Os olhares eram para ele ou para Damon, afinal de contas?
- , você pode me explicar o que é isso? - estendeu a foto impressa para o amigo, cerrou os dentes e abaixou a cabeça.
- Uhhh, parece que alguém já se aproveitou da pequena indefesa. - Damon soltou e só não foi espancado porque eles ainda aguardavam a resposta de .
- É uma foto. - disse sem emoção. Na verdade estava confuso, como haviam conseguido aquela foto? Justo aquela? A sorte é que o rosto de não estava nítido e ela não estava nua... - Olha, eu não sei como isso foi parar no site e...
- Não! A pergunta não é como foi parar lá, - disse assustadoramente calmo. - a pergunta é o que vocês estavam fazendo. - o olhar de era tão penetrante que seria capaz de furar se ele continuasse olhando.
- Eu acho que a já é bem grandinha para tomar suas próprias decisões e eu também não lhes devo satisfação alguma sobre isso. - se irritou e retirou-se, mas não sem antes pegar um potinho de salada de frutas na geladeira. Era melhor que não aparecesse tão cedo. - Hey, . - ele sussurrou bem próximo ao ouvido da menina que ainda dormia, o que a fez acordar com um sorriso. - Trouxe para você. - ele sorriu desajeitado.
- Por que não me acordou antes? Eu teria descido com você para o café. - sentou-se, mantendo o lençol na altura do colo.
- Ahm... acho melhor você não descer tão já. - disse, ajeitando-se na cama, franziu a testa. - É que, sabe aquele blog? - a menina concordou. - Então, eu não sei como, mas publicaram uma foto nossa no quarto ontem a noite. - ele abaixou a cabeça esperando a explosão surtada de . Mas ela só começou a comer a salada, então deu de ombros e fez companhia a ela.
Ela saiu do quarto de e seguiu para o seu, tomou um banho e ligou o laptop. O blog estava bombando em comentários, mas isso não ficaria assim, não mesmo. Olhou detalhadamente a foto e viu que ela vinha de uma das câmeras de segurança. Como toda casa tecnológia, as câmeras deveriam ter um canal comum na televisão, por isso ligou a sua e saiu em busca do tal canal. Até que o achou e escolheu a câmera de seu quarto, era hora da revanche.
Voltou até o momento da pole dance e começou a rodar o vídeo, até parar na parte que queria. Sorriu e transferiu a imagem para o laptop, era uma imagem mostrando e ao canto de seu quarto, os dois se beijando com ela no colo dele e mãos em lugares inapropriados. Mal conseguia acreditar na sorte que tivera.
"É, parece que Letty se empolgou demais com a minha proposta e passou a perna em mim. Mas... como promessa é dívida, aqui está a minha foto da casa, a qual logo será a mais vigiada de todo o país. que o diga. Enjoy, xx"
Olho por olho, dente por dente.
Capítulo 22.
colocou uma calça de tactel bem folgada, deixando aparecer um pedaço da calcinha que possuía elástico branco e estava escrito "LOVER" ao redor; colocou uma regata branca bem levinha e entrou no elevador, apertando o botão que dizia "Sótão". não havia comentado nada sobre aquela parte da casa, então ela resolveu seguir até lá e verificar por si mesma. Abriu a porta do quartinho depois de um pequeno corredor que tinha suas paredes inclinadas, seguindo o telhado da mansão. Lá dentro havia todos os tipos de aparelhos eletrônicos que se pudesse imaginar. Máquinas de dança, karaokê, pinball entre outras, aquilo era um paraíso de jogos eletrônicos. Seguiu até o karaokê e começou a escolher uma música, era hora de causar naquela mansão, se é que vocês me entendem.
- Chato, chato, chato, brega, chato, não, não, de jeito nenhum... - ela dizia enquanto deslizava pela lista de músicas. - ... perfeito! - ela pressionou 'Ok' e começou a bater o pé, calçados com caríssimos tênis de corrida feitos sob medida, no ritmo da batida. - Oh-oh-oh-oh-oooh! / Oh-oh-oooh-oh-oh! / Caught in a bad romance ...
O barulho da música chamou a atenção dos meninos que estavam no estúdio do andar de baixo.
- Lady Gaga? Quem é o louco que está ouvindo isso? - resmungou.
- Acho melhor dizer quem é a louca que está cantando! - disse prestando mais atenção.
- Vai lá . - empurrou o amigo.
- Por que eu? - o menino se fez de ofendido.
- Porque você foi o último a falar. - os outros três riram dele e ele saiu da sala emburrado.
- I want your love / Love-love-love / I want your love ...
- Eu mereço. - resmungava enquanto esperava o elevador abrir as portas. - Nossa, será que a pessoa é surda? - tapou os ouvidos devido à altura da música. Abriu a porta e seu queixo caiu, estava cantando? E desde quando ela tinha a voz tão afinada assim? Fechou a porta atrás de si, tentando lidar com o alto volume e ao mesmo tempo se concentrando no comportamento da menina. segurava o microfone em uma das mãos enquanto inventava coreografias e se agachava, apoiando-se no pedestal do microfone.
- Rah-rah-ah-ah-ah! / Roma-roma-ma! / Ga-ga-ooh-la-la! / Want your bad romance. - deixou o microfone como um pêndulo depois que a música acabou. - Vamos ver... - pegou novamente o controle e vagou pela lista de músicas disponíveis. permanecia em silêncio, já que não havia sido notado. - Ótimo!
- Ooouuh ohhh / When I`m with you baby, I go out of my head / (I just can`t get enough, I just can`t get enough) - O garoto paralisou, ela tinha a voz exatamente como a de uma de suas ex...
A maneira como ela se movimentava conforme seguia com a música deixou , por um momento, abalado. havia acabado com seu namoro, era verdade, mas isso não dava o direito de criar antipatias com . Pelo menos era assim que sua confusa cabeça pensava naquele momento, havia lhe contado durante o ensaio tudo o que soubera sobre , deixando os guys mobilizados. Por esse motivo, não conseguia mais ver aquela menina fútil à qual ele fora apresentado algumas semanas atrás, ele só via a garotinha reprimida que havia achado um jeito de devolver na mesma moeda coisas que, às vezes, as pessoas nem haviam feito a ela.
- Just can`t get enough / I just can`t get enough / I just can`t get enough - riu quando terminou e deixou que o aparelho escolhesse por ela, já que havia alcançado a pontuação máxima pela segunda vez consecutiva. ainda continuava parado no mesmo lugar, suas pernas já começavam a doer, mas assim que ouviu a introdução da música, sabia que naquela teria que cantar. - You have so many relationships in this life / Only one or two will last / You go through all the pain and strife / Then you turn your back and they're gone so fast - durante sua juventude havia escutado aqueles três irmãos que faziam sua irmã delirar. Ele gostava daquela música e, pelo jeito de dançar, também era uma de suas preferidas. Deu dois passos em direção ao outro microfone, mas parou, será que ela desistiria de cantar ou inventaria um motivo para ridicularizá-lo? Só saberia se tentasse. Deu mais um passo e travou novamente. Ele só sabia cantar o refrão. Esperou mais um pouco, quando tinha certeza de que o refrão se aproximava, deu os passos que faltavam e segurou no microfone com força, era agora ou nunca.
- Mmmbop, ba duba dop / Ba du bop, ba duba dop / Ba du bop, ba duba dop / Ba du - A voz dos dois se misturou de tal forma que o olhou de canto e tudo o que fez foi sorrir, para o alívio de .
O garoto tropeçava na letra o que provocava risos, às vezes fazia coreografias exageradas, mas aos poucos eles se sincronizavam, deixando que a diversão fluísse durante a música. Quem diria que, algum dia, e estariam cantando Hanson e rindo juntos? Pois é, aquele dia havia chegado.
- Também é fã de Hanson? - sentou-se em um dos puffs atrás da máquina de karaokê.
- Não, mas minha irmã gostava e eu acabei decorando algumas músicas à força. - riu o garoto e ficou encarando-a. - Sabe , a gente não teve um tempo pra poder se conhecer e muito do que eu sei acabou por vir de outras pessoas e não de você mesma. - ele sentou-se de frente para a menina que mantinha um sorriso sereno. - me contou o que disse a ele.
- Não quero que se preocupe comigo, eu sei como me vingar...
- ...é esse o problema! - a interrompeu. - Você vive para se vingar das pessoas que sabem um pouco mais sobre você.
- Isso não é verdade. - franziu as sobrancelhas.
- É, é verdade sim, você deve deixar as pessoas te conhecerem e não deixá-las com rancor pelo o que você faz.
- Não é assim que funciona! - ela protestou. - E eu não quero ter essa conversa, sabe, está tudo muito ruim na minha vida e eu não quero que ela fique pior, por favor. - se aproximou, sem perceber, de .
- Tudo bem, - ele sorriu. - mas quero saber de tudo quando estiver pronta. - beijou a testa da menina que sorriu.
- Pode deixar maninho. - os dois riram. Mas é claro que, antes de assinar um "acordo de paz" com o McFly ela tinha mais uma coisa a fazer. E, para isso, teria que jogar com a confiança de , mas ela sabia que era uma emergência... das bem grandes.
Reparou que havia uma pequena mesa de centro no meio da sala de estar que ficava ao lado da sala de jantar. Naquela sala não havia televisão, portanto, ninguém a incomodaria, a não ser alguém que ela realmente quisesse. Pegou uma garrafa geladinha de vodca e dois copos, um balde de gelo para mantê-la gelada e sentou-se em uma das pontas da mesa, preparou as duas doses, deixando uma de frente para si e a outra no lado oposto. Cruzou as pernas, sentada no chão e se permitiu esperar até ouvir os primeiros passos que fizeram com que um sorriso estampasse seu rosto.
- Olá Damon. - ela disse sorrindo olhando para o garoto que arqueara a sobrancelha interessado.
Capítulo 23.
- . - ele disse sorrindo, inclinando o corpo levemente para trás enquanto colocava as mãos no bolso. Estava com a jaqueta de couro que a menina, por muito tempo, achava uma graça.
- Não quer beber comigo? - ela disse virando uma dose e depois batendo o copo na mesa. Piscou fortemente e sorriu.
- E como poderia recusar? - tirou a jaqueta, ficando apenas de camiseta preta com decote em "V", estava tudo seguindo como havia planejado.
- Sabia que eu adoro você de preto? - ela apoiou a cabeça em uma das mãos, sorrindo.
- Bom saber. - deu uma piscadela e virou a primeira dose que esperava por ele. - Muito bem, o que será? - lambeu os lábios e pegou a garrafa, servindo mais uma dose para cada um.
- Verdade ou desafio. - disse entornando outra dose.
- Só com duas pessoas? É meio sem graça. - Damon fez cara de tédio, entortando a boca e acompanhando na segunda dose.
- Garanto que não. - ela ergueu o copo pedindo por mais. Damon não hesitou em atendê-la.
Uma...duas...três...quatro doses viradas e já as sentia como água. Damon estava um pouco alterado e trocava algumas letras, provocando risos em que havia tirado o tênis, as meias e a calça, ficando apenas de regata e calcinha. Damon estava sentado ao lado de e os dois riam como bobos, continuando com o “verdade ou desafio”. Ele mantinha uma das mãos sobre a coxa da menina, alisando-a com o polegar. sorria para ele, virando outra dose de vodca, a garrafa já estava no fim, mas a conversa estava muito boa para ser interrompida. Por incrível que pareça, não se sentia nem um pouco bêbada já que havia comido antes de se sentar na mesa. Porém, ela tinha um plano, e ele estava funcionando até agora.
Quando Damon ameaçou pegar a garrafa de vodca para entornar mais uma dose ela segurou fortemente sua mão, o que o fez olhá-la espantado. sorriu enviesada e puxou a mão do garoto para o seu colo, bem próximo à sua cintura. Mantendo seu rosto bem próximo ao dele, sentou-se sobre Damon, guiando as mãos do garoto por seu corpo.
- Sabe Damon, - ela disse na voz rouca e manhosa que fazia quando queria conseguir o que planejava. - eu estou precisando de um homem pra me satisfazer. - ela segurava o riso enquanto aproximava os lábios da orelha de Damon. O menino estava tão alterado que todos os seus sentidos estavam mais fortes, logo, não foi preciso muito tempo para que suas mãos trouxessem para mais perto e seus lábios gelados grudassem nos quentes da menina. Não se demorou ali, desviando logo para o pescoço, uma área onde poderia explorar melhor. encenava pequenos gemidos, agarrando-se aos fios de cabelo do garoto enquanto sorria satisfeita por seu plano estar dando certo.
estava à procura de pela casa, já havia procurado no sótão, nos quartos, no galpão... quando voltava para o interior da mansão ouviu alguns barulhos vindos da sala de estar, aproximou-se lentamente para que não fosse visto e que não interrompesse o que quer que fosse. Quando percebeu que estava ali, de olhos fechados e sorrindo enquanto alguém, que não era ele, estava beijando-lhe o pescoço, seu sangue ferveu. Então, tomou conhecimento de que a pessoa sobre a qual estava sentada era Damon, sentiu seu sangue ferver ainda mais, pois ele estava puxando a calcinha da menina para baixo enquanto a beijava no pescoço.
Saiu de fininho, entrando no elevador, e apertou o terceiro andar da casa, iria ajudá-lo. Entrou no quarto sem bater na porta, pouco se importava se a prima estaria com ou não, chutou-a para fechar e o olhou da cama onde estava deitada.
- Então você já viu. - disse ela sem emoção comendo alguns marshmallows.
- Como ela pôde? Eu achei que tivéssemos uma ligação depois do desabafo dela e do amasso de ontem, mas não! - ele disse sem olhar para a prima, andando de um lado para o outro.
- Hey, , - engatinhou até a borda, onde conseguiu segurar a mão do primo. - bem-vindo ao jogo. - foi o que disse.
- Perdão? - franziu o cenho, sacudindo a cabeça.
- Eu te avisei , a sabe se virar, mas tem que ser do jeito dela. - o acompanhava com os olhos.
- E como eu sei que ela não voltou atrás com ele? - perguntou com uma voz diferente, parecia magoada, realmente atingida.
- , - se levantou, parando de frente para o primo. - é vingativa e não burra! Quem lhe fez tamanho mal não cai tão fácil assim nas graças dela, confie em mim!
- Qual será o próximo passo então? - olhou que se afastou e colocou no canal de segurança, selecionando o zoom da sala de estar.
- Humilhação pública, ela sabe que estão sendo filmados. - sorriu a garota perversa.
- Garotas, quem as entende. - riu sem graça, fazendo companhia para a prima na cama enquanto dividiam os marshmallows.
No estúdio, dedilhava notas de uma música que não lhe saía da cabeça.
- "I will write you a song, that's how you'll know that my love is still strong. I will write you a song, and you'll know from this song that I just can't go on without you." - sorriu ao terminar de cantar o refrão, vendo que estava ficando bom o cover do Plain White T's. Mirou então uma bateria escondida no canto do estúdio, e foi até ela. Passou os dedos de leve nos pratos, observando quão linda era sua cor.
- Sabe que a nos mandou não ir aí. - interrompeu , que só então percebeu que havia passado pela porta que havia dito como 'pessoal'. - Se bem que para ver uma beleza dessas aí é tão raro que acho que não tem problema.
- Raro? Por que ? - o menino perguntou curioso.
- Você não sabe? Essa bateria era do Ringo Star. Beatles, do you know? Ali do lado, é a do Phill Collins e atrás de você , a do Travis Baker. O papai tinha uma filha bem carinha. - ele riu.
- Como você sabe que são deles? - perguntou ainda mais curioso.
- Um: já tinha ouvido falar que a família possuía valiosas peças do mundo da música. Dois: 'tá autografado, . - apontou para as assinaturas nos bumbos. - Mas o que você 'tá fazendo aqui ? A gente já terminou os ensaios por hoje.
- Eu 'tava trabalhando numa coisa pra .
- Uhh... Vocês 'tão assim, firmes mesmo? - perguntou, de certa forma decepcionado, mas feliz pelo amigo.
- Não sei, vamos descobrir.
Capítulo 24.
Naquela manhã, uma energia muito boa rodeava a casa, algo que era completamente inexplicável, mas que estava para afetar a emoção de todos. acordou empolgado com uma melodia nova na cabeça. estava de excelente humor, sorrindo até para o nada. fora acordado por , que o fizera levantar ao som de Blink 182, só para animá-lo. E a mesma acordara cedo, fizera uma leve caminhada rindo e cantando sozinha, também de humor mais do que ótimo. e haviam passado a noite juntos vendo filmes e comendo pizzas e mais pizzas, ele fizera questão de acordá-la com beijos na nuca. Ambos levantaram sorrindo de ponta a ponta. Damon e Nick? Haviam saído às quatro da manhã para passar o final de semana pescando. Até mesmo a amiga e governanta estava inspirada e fizera um café da manhã invejável. Estava tudo tão bem...
- Bom dia meus amigos tão amados! - entrou na sala, com nas suas costas de cavalinho, rindo alto.
- Bom dia twins! Quando nasceram colados que eu não vi? - riu de si mesmo, fazendo todos o olharem com dúvida, mas depois rirem também. Enquanto continuava sem expressão.
- Então, já que o dia está assim, maravilhoso, que tal uma festinha na piscina? - sorriu com todos os dentes, esperando um 'sim' como resposta.
- Claro, por que não? - sorriu , um pouco malicioso.
- ! Você já viu essa daí como veio ao mundo e ainda assim fica animado em vê-la seminua? - fez uma voz gay, causando risadas até no tão quieto .
- Vai ver se eu 'to na esquina ! - revirou os olhos, jogando em seguida um pãozinho na cabeça de .
- Por quê? Se você estiver, vai trair a comigo? - mordeu o dedo, fazendo uma pose engraçada, imitando um modelo-gay, o que causou mais risos em todos.
Após o café, todos se vestiram e foram aos poucos para a piscina. Os meninos estavam todos de bermuda apenas, cada um de uma cor. de azul, de verde, de laranja e de vermelho. Já estava com um modelo de biquíni que era uma espécie de shortinhos bem curto e uma parte de cima normal com bojo {n/a: gente, lembrete idiotas mas... BOJO não é enchimento! É o que deixa o biquíni/sutiã durinho, tá? .-.}. E usava um modelo de maiô com decote nas costas, ele seguia em formato meio circular, deixando as laterais do corpo completamente expostas, cobrindo apenas a linha do umbigo, de cima até embaixo onde ficaria a calcinha do biquíni.
Todos entraram na água para "brincar" com a grande bola de plástico na piscina. Quando os 'grupos' foram separados, acabou ficando do mesmo lado de e , mas preferiu ficar fora da piscina, apenas tocando um pouco o seu violão já que estava com uma melodia na cabeça.
- Ok então... Somos eu e desse lado contra a , e ! Força dos irmãos! - gritou, fazendo um hi-five com o irmão e apenas revirou os olhos, bufando em seguida. "Rídiculos..." pensou o menino.
E assim começou o jogo que e haviam inventado. Era basicamente jogar a bola um para o outro com o objetivo de ver quem espirrava mais água.
A brincadeira levou praticamente a manhã toda, então todos começaram a beber um pouco e não comer nada. Logo, estavam todos com fome. Um pouco antes da brincadeira parar para comerem a enorme lasanha que Madeleine havia preparado, ocorreu que, quando foi jogar a bola para , quis tentar pega-lá, dando um impulso com os pés e um grande susto em todos. A menina acabou escorregando após agarrá-la, batendo a nuca na borda da piscina. engoliu um pouco de água, e por uns 10 segundos todos ficaram imóveis sem saber o que fazer. estranhou o silêncio repentino e o barulho de algo caindo na água.
Desviou os olhos do violão para a direção que que olhava... em baixo d’ água. No mesmo segundo ele levantou desesperado, mas levantou-se inteira e sorrindo.
- Peguei! - disse ela, normalmente. Mas mesmo assim todos ainda estavam paralisados.
- Você... ‘Tá bem? - quebrou seu 'voto de silêncio', causando espanto em .
- Sim, só doeu um pouco, mais nada. - sorriu fracamente, sem olhar para . - Vamos almoçar? - perguntou a todos.
- Claro! - demorou a responder, mas, por fim, o disse. Deu uns petelecos em e para ambos saírem da água.
Era só impressão de ou todos haviam prestado total atenção nela sem que precisasse falar algo? Algumas ideias malucas pulsaram sua cabeça, mas nada fez. Apenas balançou a cabeça, como se isso fizesse tais pensamentos saírem de sua mente e foi almoçar na belíssima mesa do lado de fora da casa, com todos.
- Maddie, pegue um pouco de gelo, por favor? - sorriu para a amiga que era abraçada pelos ombros por mantendo a toalha em volta do corpo de .
- Eu já disse que estou bem. - insistiu.
- Só para garantir que não fique inchado, ok? - disse tirando uma mecha do pesado cabelo da menina que pingava.
- Ok. - fez bico, mas em seguida riu.
Após o almoço, puxou pelo braço, ao invés de deixá-la voltar para a piscina.
- Tenho uma coisa para você. - ele sussurrou em seu ouvido, tapando seus olhos. Conduziu-a até atrás do ginásio de esportes, onde havia um pequeno e charmoso quiosque que o mesmo havia enfeitado com flores, com a ajuda de Maddie. - O que você acha disso? - tirou as mãos os olhos de , fazendo-a abrir os olhos e se deparar com um pequeno conto de fadas. Aquilo era realmente verdade?
- ! - ela sentia tantas emoções ao mesmo tempo, que não sabia mais o que dizer, além de repetir seu nome. - ...
se perdeu observando tudo atenta. Desde as flores em todo o lugar até a pequena mesinha com uma caixinha em cima. Olhou curiosa para frente, foi quando se virou para atrás de si, com um violão nas mãos.
- Mas o que...? - no mesmo momento ele encostou os dedos nos lábios dela, apontando em seguida a cadeira para ela se sentar. Ele se sentou em um pequeno banquinho e começou a dedilhar as primeiras notas de "Write You A Song", fazendo a menina começar a lacrimejar de leve. - ...
"I don't know how to make lots of money
I got debts that I'm trying to pay
I can't buy you nice things, like big diamond rings
But that don't mean much anyway."
Cada palavra que ele cantava soava tão docemente. não parava de sorrir como uma boba apaixonada, que era exatamente como ela era. Com uma rosa que pegara, com a boca, da mesa, levou a mesma até , que tirou-a e o abraçou delicadamente.
"I can't give you the house you've been dreaming
If I could I would build it alone
I'd be out there all day, just hammering away
Make us a place of our own."
Conforme ele cantava, mais parecia que ela se envolvia com a letra. Plain White T's sempre a emocionava, mas nunca pensara que um cara como iria cantar assim tão romanticamente para ela. Era simplesmente um sonho.
"I will write you a song
That's how you'll know that my love is still strong
I will write you a song
And you'll know from this song that I just can't go on without you."
Nessa última frase, ele deu uma paradinha e beijou a mão de , gentilmente, fazendo-a corar involuntariamente.
"I don't know that I'd make a good soldier
I don't believe in being violent and cruel
I don't know how to fight, but I'll draw blood tonight
If somebody tries hurting you."
fez uma carinha triste e imitou-se chorando de brincadeira na primeira estrofe. Então uma cara de indignação, seguida de uma pose como se estivesse se apresentando no exército e depois cara dramática, interpretando o que ele cantava.
"I will write you a song
That's how you'll know that my love is still strong
I will write you a song
And you'll know from this song that I just can't go on without you."
Nesse segundo refrão, deixou algumas lágrimas caírem, se deixando levar cada vez mais pela emoção. se aproximou, sem parar de tocar, e beijou o topo de sua cabeça.
- Agora você canta a segunda voz, sem chorar viu? - sorriu e ela concordou com a cabeça.
"Now that it's out on the table (it's out on the table)
Both of us knew all along (knew all along)
I've got your loving and you've got my song."
Ele permaneceu nessa parte, após cantá-la com , parado olhando a menina, a qual havia roubado seu coração desde sempre. Aquele jeito único de quem não se importava com os outros, quem tomava atitudes sempre, escondera essa menina frágil que estava esperando alguém para ajudá-la a se libertar às vezes.
"I don't know how to make lots of money
I don't know all the right things to do
I can't say where we'll go, but the one thing I know
Is how to be a good girl to you
Until I die that's what I'll do."
Então antes que ele pudesse abrir a boca para cantar, enxugou as lágrimas e cantou essa parte, olhando diretamente para ele, de pé. Ele sorriu, mordendo o lábio em seguida. Ela sempre o surpreendia, não?
"I will write you a song
That's how you'll know that my love is still strong
I will write you a song
And you'll know from this song that I just can't go on without. "
Então, cantou junto dela o refrão, e assim se seguiu até o final da música, ambos sorrindo.
"I will write you a song (I will write you a song)
That's how you'll know that my love is still strong (love is still strong)
I will write you a song
And you know from this song that I just can't go on without you."
, então, virou o violão para trás, e assim ficando corpo a corpo com , beijando-a delicadamente. Puxou-a, sem desgrudar os lábios, um pouco para trás. Quando ela chegou à mesinha, ele se separou dela, pegando a caixinha e ajoelhou-se.
então arregalou os olhos, e logo previu o que estava por vir.
- , quer namorar comigo? - ele sorriu, abrindo a caixinha que possuía duas alianças de prata. Ela sorriu de ponta a ponta, e fez depois cara de pensativa.
- Uhm... Claro que sim! - ela disse abaixando-se na altura dele, beijando-o sem ao menos precisar pensar ou se esforçar. Aquilo era tão saudável e bom!
Ele colocou a aliança nela, e ela, nele. Quando se levantaram, tinha os olhos brilhando como uma criança conhecendo a praia pela primeira vez. Então pulou sobre , que a rodou no ar. O amor era lindo não?
Capítulo 25.
, e haviam voltado para a piscina sob os protestos de Maddie, pois ela achava que não teriam uma boa digestão. voltou para o seu violão e tentou ignorar a preocupação que ainda fazia seu coração palpitar.
- , afaste-se da borda. - disse enquanto pegava a bola e entrava novamente na piscina.
- Ok, ok. - ela foi mais para o meio.
- Então, o que faremos agora? - perguntou com cara de entediado.
- Guerrinha de água. - deu um caldo no garoto que assustou-se e acabou aspirando um pouco da água, fazendo-o tossir.
- Ah é? - ele ajeitou-se na piscina e foi para trás de . encheu as mãos de água e pegou um desavisado.
- Mas que diabos... - disse o garoto atordoado enquanto e riam sem parar. - Agora vocês vão ver. - a menina saiu gritando enquanto aumentava a gargalhada. Por outro lado, parecia submerso em um mundo só dele, bem, só dele até que um caldo o encharcou por completo, molhando seu violão e parte de seu caderno de letras. Ele levantou-se de súbito, procurando pelo autor daquela infantilidade.
- Desculpe. - se pronunciou afastando-se para poder encará-lo sem a interferência do sol batendo em seus olhos. O garoto nada disse, mas seu olhar frio e penetrante foi o suficiente para que quisesse se afogar ali mesmo, saiu pisando duro e bufante.
- Não liga pra ele, - se aproximou da menina vendo sua expressão chateada. - fica pior que mulher de TPM quando ‘tá compondo. - caiu na gargalhada e não demorou para que ele e fizessem o mesmo.
*Flashback**
- É uma pena... - disse, ainda sobre Damon, puxando os cabelos do garoto para trás. - que você tenha mudado tão pouco em tanto tempo. - suspirou a menina revirando os olhos. - Mas não se preocupe, - sorriu de canto. - é isso que acontece com pessoas como você, Damon, ansiam tanto para acabar com a vida alheia que se esquecem de olhar para a própria. - mordeu o próprio lábio ao ver que o garoto estava inconsciente de tão bêbado. Saiu de cima dele e pegou sua roupa, vestindo-a rapidamente. Sentia-se suja, mas com a sensação de dever cumprido.
Entrou no elevador e encostou-se em uma das paredes, depois de apertar o andar dos quartos, com os braços cruzados. Não se sentia feliz, mas ao menos se sentia aliviada. Ter Damon longe de seu pé significava lacrar seu passado obscuro de uma vez por todas.
*End of the Flashback**
- Quer ir ao estúdio? - ouviu perguntar depois de seu leve mergulho ao dia anterior.
- Claro, por que não? - sorriu a menina apoiando as mãos na borda da piscina para impulsar sua saída da mesma. Enrolou a toalha no corpo e vestiu os chinelos para que não escorregasse.
Seguiu e para o elevador e encostou-se da mesma maneira que o havia feito na noite anterior.
*Flashback**
Parou de frente à porta a qual ela sabia que daria para o quarto de , mas não se permitiu bater. Simplesmente ficou encarando a madeira envernizada a sua frente e suspirou, ele algum dia a perdoaria? Sim, ela sabia que estava a vendo, quem não saberia? Andou algumas portas a frente e bateu duas vezes antes de abrir.
- ? - olhou estirado na cama enquanto assistia a qualquer canal na televisão.
Mordeu o lábio sentindo um nó forte no estômago levar sua voz embora. Piscou diversas vezes, mas tudo o que via estava se embaçando, gradativamente. Deu passos incertos em direção à cama onde a tateou antes de se sentar. Olhou para baixo, mexendo sem jeito no lençol e piscou mais uma vez, dessa vez deixando que algo caísse, solitário. O silêncio pairava, mas ela sabia que estava à espera do momento certo para abrir a boca. Num movimento brusco levantou a cabeça e abraçou o garoto fortemente, soltando um soluço esganiçado, talvez fosse essa a hora de deixar tudo de lado.
*End of the Flashback**
- Vamos pegar alguns violões e fazer improvisos. - disse animado enquanto abria a porta do estúdio. , por outro lado, ia e voltava de seus devaneios sem ao menos perceber o que acontecia a sua volta. Aceitou o violão que estendeu e pegou uma palheta que havia em cima de uma mesinha de centro, a qual cercava duas poltronas e um puff largo. Sentou-se ao lado de no puff e dedilhou um pequeno solo, como se estivesse testando o instrumento.
- Você sabe tocar? - perguntou boquiaberto.
- Acho que você não estava na sala quando eu disse isso, - olhou para que pareceu parar e tentar lembrar-se do momento assim como ela. - toco baixo e guitarra, além de alguns instrumentos clássicos. Então, é, eu sei tocar violão. - sorriu.
- Toca aí então. - disse sorrindo e olhou para , talvez tentando adivinhar qual seria a música que a menina tocaria.
- Go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ go on, go on, go on... - deu a introdução no violão enquanto fechava seus olhos e tomava uma longa inspiração. – I've been doing this my way, your way, our way/ I can't make it work/ When all I have is not enough. - e quase não respiravam para prestar atenção em cantando. Era algo doce, mas que emanava verdade por entre os versos que ela pronunciava com uma voz maravilhosa. - I've been doing all I can, my plan, your plan/ And all I get is hurt/ This game we're playing has to stop. - talvez ela não estivesse só cantando, não, ela estava interpretando a música.
*Flashback**
- O que houve? - passou sua mão levemente sobre o cabelo de que havia aninhado em seu peito.
- Está tudo acabado agora, , ele nunca mais vai me perturbar. - disse a menina com a voz abafada e chorosa.
- Quem, ? - ele ficou confuso por um momento.
- Meu passado. - soltou-se dele para olhá-lo, mesmo com os olhos vermelhos e inchados. - Ele nunca mais vai me machucar. - sorriu fraco, mas não conseguia parar de chorar. Na verdade, aquelas eram lágrimas de alegria e de alívio. - Mas... - ela voltou a olhar para baixo, dessa vez sentindo seu estômago revirar.
- Mas? - perguntou atento.
- Acho que perdi o . - soluçou repetidas vezes até conseguir retomar o fôlego.
- Você não o perdeu. - segurou as mãos da meia irmã, solidário. - Garanto que ele vai te ouvir se explicar tudo o que aconteceu. - sorriu.
- Eu acho que não, , ele viu tudo... deve estar muito puto comigo agora. - fungou a menina.
- Vai dar tudo certo, nós vamos começar de novo, não é mesmo? - se aproximou dela.
- É. - sorriu fraco e voltou a abraçá-lo.
*End of the Flashback**
- I got you stuck in my head/ And all you do is breaking me/ I can't continue taking this/ I tried my best to understand/ But I cannot make sense of you/ I've got to take a stand now baby. - Os olhos de lentamente se enchiam de lágrimas, mas sua voz permanecia lá... inalterável. - I don't want to waste another day/ I don't want to live my life this way/ I'm tired/ I Just want to lay back down and/ I don't want to waste another night/ I don't want to keep on chasing lights/ So go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ Bye Bye.
Do lado de fora, havia acabado de sair do elevador e se dirigia ao estúdio para fazer uma pequena demo de sua nova música, entretanto, parou ao ouvir a doce voz que saía de lá de dentro e resolveu escutá-la com mais atenção.
- I remember I met you/ Let you get your way in everything/ You took complete control of me/ I remember you lying/ Crying, trying to get away with it/ But now I know cause now I see. - continuava tocando o violão enquanto lutava para que sua voz permanecesse intacta e o vinha fazendo muito bem. Talvez aquele fosse o momento em que a música Chasing Lights das The Saturdays finalmente deixaria de ter um significado triste para ela para, então, ser apenas mais uma música. - I believed all that you said/ I never questioned any lies/ I never opened up my eyes/ All your words got me mislead/ Now I am standing/ I'm alive/ I never had you on my side/ Oh. - olhava pela fresta da porta, embora enxergasse apenas as costas e o cabelo de , podia sentir tudo o que ela sentia naquele momento, enquanto aliviava sua voz nas notas tristes que tocava. - I don't want to waste another day/ I don't want to live my life this way/ I'm tired/ I Just want to lay back down and/ I don't want to waste another night/ I don't want to keep on chasing lights/ So go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ Bye Bye. - a música já apresentava leves traços da voz falha de , mas ela estava determinada a seguir até o final, até a última nota.
*Flashback**
O menino estava tão alterado que todos os seus sentidos estavam mais fortes, logo, não foi preciso muito tempo para que suas mãos trouxessem para mais perto e seus lábios gelados grudassem nos quentes da menina. Não se demorou ali, desviando logo para o pescoço, uma área onde poderia explorar melhor. encenava pequenos gemidos, agarrando-se aos fios de cabelo do garoto enquanto sorria satisfeita por seu plano estar dando certo.
- Então, Damon, - começou ainda de olhos fechados, o sorriso vitorioso iminente. - eu tenho uma coisa para você. - disse separando o garoto de seu pescoço para que pudesse encará-lo melhor.
- O que é? - perguntou ele, os olhos brilhando.
- Isso. - pegou do bolso de sua calça um pequeno pingente em forma de uma cruz celta pendurado em uma correntinha de prata. Damon arregalou os olhos e tentou pegá-lo. - Na-não, - ela sorriu afastando a correntinha do alcance do garoto. - pelo visto você quer de volta. - viu Damon concordar, extremamente desconfortável. - Pois não é isso que vou fazer. - arremessou a correntinha para longe dos dois.
- É da minha mãe, , devolva. - disse sério, os olhos cerrados.
- Mas que coincidência Damon! - disse a menina em falso tom de surpresa. - Porque aquele pingente que você pegou de mim no baile também era da minha mãe e adivinha só, - ela se aproximou de seu rosto, puxando fortemente os cabelos do menino para trás. - você não me devolveu. - disse com os dentes trincados.
- Ah por favor, vai me dizer que ainda guarda rancor daquela época? Eu era um pirralho, não media as consequências. - Damon rebateu, começando a ficar inquieto.
- Não, Damon, eu não guardo rancor, eu apenas dou o troco. - aproximou bem seu rosto do garoto. - Achei que todo mundo iria adorar saber que o garanhão do Damon guarda uma correntinha de moleque entre seus pertences. Lembro-me bem quando sua mãe te deu, eu estava lá e olha só, também era para te dar sorte! - a encenação de estava a destruindo por dentro, mas ela não via outra maneira. - Então, querido, é melhor tomar cuidado da próxima vez que for fazer algo a alguém, porque a vingança pode ser inevitável.
*End of the Flashback**
Lágrimas escorriam pelo violão no que fora o retorno mais doloroso ao dia anterior. Mas ela não seria mais aquela pessoa, não mesmo.
- I've been doing this my way, your way, our way/ It doesn't work. - Suas mãos tremiam e suavam, mas a música já chegava ao fim e, ao menos, ela se sentia mais aliviada. e estavam sem palavras, mal piscavam diante da pequena apresentação que lhes era fornecida naquele momento. Ver frágil daquele jeito era algo muito, muito estranho, mas ao mesmo tempo era incrível. - I don't want to waste another day/ I don't want to live my life this way/ I'm tired/ I Just want to lay back down and/ I don't want to waste another night/ I don't want to keep on chasing lights/ So go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ Bye Bye... - ela finalizava de olhos fechados enquanto segurava o violão que ainda mantinha suas cordas vibrando. Ao som de pequenos aplausos ela ousou abrir seus olhos vermelhos e marejados e sorriu agradecida.
, do lado de fora, havia colocado seu violão no chão e acompanhado tudo de perto. Ele estava com o coração na mão quando viu que havia se levantado para abraçar , seus olhos foram direto para o rosto vermelho da menina e nele ele pôde ver. Uma nova estava para nascer.
Capítulo 26.
havia descido para a cozinha para se recompor. Estava com um pouco de fome e talvez Maddie preparasse algo especial para ela. Entretanto, ao chegar à porta da cozinha deparou-se com vasculhando a geladeira, não pôde deixar de notar a circunferência prateada ofuscante que circundava o dedo anelar da mão direita da amiga, com a qual ela segurava a porta da geladeira.
- Hummmm, temos uma compromissada nessa casa. - disse a menina assustando enquanto se sentava na bancada. - Desde quando essa jóia ofuscante brinca no seu dedo que eu não estou sabendo? - cruzou os braços fazendo cara de ofendida.
- É recente, eu juro. - riu boba. - Ai , ele é tão fofo! - saltitou para o lado da amiga e mordiscou uma cereja que havia tirado do potinho que tinha em mãos.
- Estou vendo. - sorriu revirando os olhos. - Depois você me conta tudo hein? Agora vai pra lá que eu vou assaltar a geladeira. - empurrou pelos ombros para fora da cozinha e fechou a porta. Talvez "assaltar" não fosse o termo correto, já que ela precisava anunciar algo antes. E isso não poderia esperar. Pegou o celular que estava na sala depois de sair pela outra porta que havia na cozinha e abriu o flip deixando à mostra o teclado. Fez o login e começou um breve post:
"SPOTTED!
e acabam de firmar compromisso, com direito a aliança e tudo! Nossas saudações ao novo casal, só esperamos que ele dure mais do que os antigos a que se submeteu.
Beijinhos, Demetria"
Desligou o celular e sorriu, agora sim ela poderia se empanturrar de guloseimas.
foi direto para a sala de jogos, onde os meninos, , e , jogavam Rock Band dos Beatles no Wii.
-“ I am the egg man! They are the egg men! I am the warlus!” - cantava, empolgado, enquanto estava no baixo e na bateria. se sentou ao lado de , e depois começou a cantar junto com .
- Eu sempre esqueço o quanto é legal cantar "I am The Walrus" com você, ! - riu ao terminar a música, bagunçando os cabelos da menina, que fez careta.
- Eu sou uma ótima Paul McCartney, ok? - ela sorriu, e se jogou no sofá ao lado de . - Que tal um pouco de... “Here Comes The Sun”? - levantou as sobrancelhas, como o menino ao seu lado fazia, causando risos nos outros dois.
- Hey! Não é assim que eu faço! É bem mais sexy, sabe? - então levantou as sobrancelhas. - É assim que se faz!
- Ok ok... Deixando isso de lado, coloca aí "Here Comes the Sun", oh Mr. Sexy. - jogou uma das baquetas na cabeça de , fazendo-o reclamar, mas selecionar a música. conectou o outro microfone, e, antes que pudesse começar o solo inicial de guitarra, seu celular apitou.
Pegou seu Blackberry na mão, estranhando, e viu então a notícia. Por uns instantes, não acreditava que tivesse feito aquilo. Jogou seu celular no colo de e marchou até o elevador.
Ele, sem entender, pegou o celular e viu o blog aberto. Após ler a notícia, pegou o aparelho, pediu licença aos meninos e foi atrás de .
- Ei! Qual o problema? Acha que o Fletch vai te demitir? - corria pelo corredor, para chegar ao elevador antes que ele se fechasse.
Quando a porta estava se fechando, ele colocou a mão na pequena abertura, conseguindo, então, entrar.
- , eu te amo. - ela resmungou, cabisbaixa. - Mas não queria que as pessoas soubessem da gente, assim, do nada! - fez um pequeno bico. Ela tinha que disfarçar sua raiva excessiva, senão ele poderia desconfiar de que ela sabia de algo mais.
- ... - ele começou, apertando o botão para travar o elevador. - Eu não me importo de como a mídia vai saber. O que eu quero é que as pessoas saibam que eu estou com você! Porque eu também te amo! Aliás, amo MUITO! E quanto mais cedo, melhor. Quando voltarmos, com o CD novo, todos já estarão sabendo do por que ele saiu tão bom assim. Porque eu tinha, aliás, tenho, você para mim. Eu sou seu, para sempre. E o que a gente sente é o que importa, não o que os outros pensam. Além do mais, - ele segurou em seu queixo, levantando-o. - não tem como alguém não gostar de você! Minha família te adora! Você é perfeita para mim, como eu espero ser para você. - ela então deixou uma lágrima rolar, abraçando-o fortemente.
- Você é mais do que perfeito. Você, agora, é meu. E eu sou sua. - de repente ele conseguiu, mais uma vez, fazer com que tudo fosse perfeito. A raiva? A irritação? A preocupação? Haviam sumido. Naquele momento, só existia os dois.
entrou na cozinha distraído, mal notando a presença de que fez questão de ignorá-lo. Aproveitou que ele se escondera atrás da porta da geladeira e caminhou silenciosamente ficando atrás do garoto. Quando ele virou-se, por pouco não deixou cair a bandeja que segurava.
- Então, Sr. , algum motivo em particular para estar me ignorando? - o olhou sorrindo petulante. a encarou sem palavras, o que a fez se sentar na alta bancada de mármore.
- Não é nada. - ele balançou a cabeça colocando a bandeja sobre o mármore que cercava a pia.
- Faça-me rir. - murmurou ela pegando uma cereja do potinho que havia pegado mais cedo. - Ninguém me trata mal sem ter um motivo específico. Se o faz, eu o obrigo a achar um. - ela continuou despreocupada.
- Me deixa em paz. - ele saiu em direção à porta, mas já tinha a resposta na ponta da língua.
- Ótimo, vá embora, mas quero deixar claro que, o que acontecer a mim daqui para frente será total e inteiramente culpa sua, fui clara? - ela virou o rosto em direção ao garoto que permaneceu de costas para ela. , entretanto, nada disse, seguindo em frente e saindo da cozinha em silêncio. sorriu triste e sentiu um arrepio na espinha, mal sabia ela que estava confuso demais e tudo o que ele mais queria era perdoá-la e abraçá-la, tendo-a junto de si para o resto de sua vida.
Será que as coisas estavam longe de se acertarem de uma vez por todas?
Capítulo 27.
- Don't tell me that you're done as far as we go, you need to have a sit down with your ego - era o que cantarolava toda vez que passava próxima a , deixando-o furioso e chateado ao mesmo tempo.
Foram todos dormir rapidamente naquele dia, pois no dia seguinte teriam que começar a treinar as novas músicas e gravar pequenas “demos” para Fletch. Damon e Nick haviam voltado tarde da noite e haviam ido direto para a cama. No dia seguinte, o sol nasceu brilhando e o aroma de bolo de chocolate havia despertado todos naquela casa. Desceram rapidamente para o café e, em seguida, os meninos seguiram para o estúdio, voltava para seu quarto, seguia para a piscina e Damon e Nick ajudariam Madeleine com as louças.
estava desatento enquanto dedilhava seu violão, tanto que não conseguia se concentrar no que seus companheiros de banda diziam. estava encarando, da janela de seu quarto, a amiga que cantarolava sozinha na borda de piscina, de costas para ela. Embora ela e seu primo ainda não tivessem se entendido, ela acreditava que isso não se demoraria muito, tinha quase certeza de que o primo amava sua melhor amiga e só poderia torcer para que tudo desse certo. Suspirou e foi se deitar para assistir a qualquer programa matutino, sua cama estava tão aconchegante.
perdia seu olhar na paisagem enquanto olhava para a grande piscina de vez em quando, sem parar de murmurar vários versos de músicas. Para ela, não estava fazendo nada bem aquele jogo de provocações com , queria que ele viesse logo falar com ela, queria que tudo se acertasse. Viu uma flor cair na piscina, desprendendo-se de uma das árvores que havia ao redor. Era uma linda flor púrpura, deu alguns passos sem deixar de olhá-la, mas, quando estava prestes a se abaixar, sentiu duas mãos se espalmarem em suas costas, na linha dos ombros, e a empurrar com toda a força para frente, não dando tempo para que ela amortecesse a queda e, assim, batesse a cabeça na quina da piscina, caindo desacordada na mesma. A pessoa que estava atrás de se assustou, não esperava que ela caísse tão próxima à piscina. Saiu correndo sem olhar para trás e se escondeu na casa.
disse aos companheiros de banda que daria uma volta, o fato era que não aguentava mais, precisava falar com . Seguiu para o quarto da menina, mas nada encontrou, desceu e procurou no andar de baixo, também nada. Chegou no hall e ainda não havia sinal de , então lembrou-se de que havia a visto seguir para a piscina e foi procurá-la lá. Ao fechar a porta de vidro, entretanto, deparou-se com uma cena horrível. Caminhou apressadamente até a borda onde, minutos antes, se encontrava em pé.
tirou os chinelos que calçava e pulou rapidamente na piscina. estava boiando um pouco distante da borda, com um filete de sangue a rodeando. O menino a deitou rapidamente no chão de tábuas de madeira, deixando que a água de seu corpo pingasse sobre o inerte de , seus lábios estavam roxos e na testa havia um corte profundo. Massageou o peito da menina três vezes antes de tocar seus lábios gélidos, assoprando todo o oxigênio que sua respiração falha permitia. Repetiu o ato quatro vezes até que a menina começasse a cuspir enormes quantidades de água. Seus lábios estavam pouco arroxeados, mas a palidez e inconsciência haviam voltado depois do refluxo de água.
Ele, então, carregou nos braços, e seguiu com as pernas bambas para o interior da casa.
- UM MÉDICO! - gritou com a voz rouca. Seguiu até a parede ao lado do interfone onde havia um botão de pânico, o qual ele sabia que acionaria a ambulância.
e apareceram no topo da escada, dando de cara com um , de costas, ajoelhado no chão gelado do hall de entrada com um corpo pálido sobre seu colo.
- Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem... - repetia o garoto enquanto mantinha a cabeça de erguida e balançava seu corpo para frente e para trás.
- ? - e disseram em coro, assustados.
- Eu já chamei a ambulância. - murmurou ao que ouviu as sirenes se aproximando. A porta da mansão foi escancarada e se levantou de prontidão. Colocaram na maca e a guiaram até o veículo com em seu encalço. e o seguiram ainda sem entender nada. - Avise a , a gente se encontra no hospital. - disse enquanto fechava a porta do carro com cara de assustado.
O carro saiu em disparada e os dois garotos só conseguiram se encarar, totalmente confusos. Adentraram a mansão, ainda calados, e subiram para contar a macabra novidade, seria o mais sensato para falar com .
- Pressão despencando, mais oxigênio. - um dos paramédicos dizia enquanto a sirene deixava todos apreensivos na rua.
observava enrolada em uma manta térmica, sendo examinada pelos médicos; de repente, ele sentiu como se fosse um carinho em seu joelho desnudo por conta da bermuda, pensou ser apenas a maca esfregando-se nele conforme os sacolejos da ambulância que seguia a toda velocidade. Entretanto, ao olhar para baixo, para tentar parar com a carícia incômoda, tudo o que viu foram dedos pálidos e enrugados esgueirando-se por entre as grades da maca para tocá-lo. Seus olhos se arregalaram e ele se concentrou no rosto de , que tinha seus olhos cerrados.
- Ela está consciente. - um dos médicos anunciou pegando uma pequena caneta com luz e examinando os olhos inexpressivos de ; sorriu involuntariamente e segurou na mão da menina que retribuiu, mesmo que fracamente, seu aperto, antes de soltá-la completamente. Foi quando percebeu que algo estava errado, um zumbido o incomodava e então decidiu focalizar-se novamente no rosto da menina.
- Parada cardíaca, desfibrilador, rápido! - gritou o médico para o outro. - Carregando... - disse enquanto Verôncia era descoberta. - afastem-se. - e o corpo da menina curvou-se alguns centímetros diante do choque.
- Tenho pulso. - murmurou o outro médico.
- Estamos de volta. - disse, voltando a cobri-la com a manta.
, em seu quarto, havia estranhado o barulho de ambulância rondando sua casa; ligou no canal de segurança e conseguiu ver o desespero do primo ao colocar... no carro? Ajeitou-se na cama e selecionou a câmera da piscina, onde havia visto a amiga pela última vez. Seu coração estava apertado, o que havia acontecido?
Observou tudo voltando, com no colo, a ressuscitação, o corpo da amiga boiando na piscina e parou quando sumiu do quadro. Seus olhos lacrimejavam e o nó na garganta apertava dolorosamente. Ela tinha medo de voltar a fita ainda mais e descobrir o que havia acontecido, na verdade, parte dela dizia que aquele momento era propício para um post em McHate.com, mas não, ela não poderia fazer aquilo com a amiga e, principalmente, com o primo. Mas uma pontada a incomodava, algo que sua emoção seria incapaz de superar. Sentindo-se a pior pessoa do mundo, ela selecionou duas imagens das câmeras de segurança, uma de boiando na piscina inconsciente e outra focada no rosto assustado de antes de fechar a porta da ambulância, colocou as fotos lado a lado e as editou em escala de cinza.
Soluçando e com lágrimas lhe escorrendo pelos olhos começou um novo post.
"Nunca confie no Cel. Mostarda...
Olá leitores, adivinhem a bomba que acaba de explodir na casa onde o McFly está hospedado?! Pelas fotos que recebi, algo de muito estranho aconteceu na piscina da mansão deixando um corpo boiando no meio dela. Ao lado, uma foto do assustado enquanto levava a aparente amada para o hospital. Peguem suas lupas, detetives, os dados foram lançados.
xoxo, Letty."
Fechou o laptop empurrando-o longe enquanto se permitia chorar inconsolavelmente, não sabia o por que, mas não queria mais aquele tipo de vida para ela. Que espécie de pessoa tirava proveito da desgraça alheia para conseguir atenção? O tipo perdedora pensou ela. Agarrou-se a uma das muitas almofadas presentes em sua cama e se encolheu, chorando enquanto pensava na amiga.
- ! - entrou de supetão no quarto do amigo.
- Deus do céu, o que houve? - ele se levantou da escrivaninha, onde mantinha os pés apoiados.
- A-A , foi pro hospital. - gaguejou pálido.
- Você precisa falar com a , eu não...eu não consigo! - disse com a expressão suplicante.
- Ok, ok, vão preparar o carro que nós já vamos, rápido! - bateu palmas para fazer os amigos se mexerem. Andou em largas passadas até o elevador e apertou o botão do andar "proibido". Caminhou pelo pequeno corredor, nervoso, e bateu algumas vezes na porta. Como não obteve resposta, abriu-a devagar. - ? - chamou.
- Entra . - ela sorriu em meio às lágrimas.
sentia-se como se estivesse submerso em uma grande piscina, concentrado em focar o vazio, ele deixava que sua audição não captasse nada além do silêncio de seu transe. As lágrimas pingavam em direção ao chão, enquanto ele mantinha sua cabeça baixa. O que ele passara há alguns minutos atrás (ou teriam sido horas?) só descarregava sobre ele naquele momento. Quando braços o envolveram pelos ombros, tudo o que conseguiu fazer foi retribuir, sabia que a prima compartilhava da mesma dor que ele e não havia ninguém melhor para abraçar naquele momento.
- Eles vão perguntar como ela está. - disse a voz da menina abafada, enquanto lágrimas quentes a atingiam no ombro, onde o rosto de se apoiava.
- Eu nunca deveria tê-la deixado. - murmurou o garoto com a voz abafada e mole, seu corpo parecia ter se desligado de sua cabeça.
- ? , fica comigo ok? - agachou-se na altura do rosto do primo que tinha os olhos semi-abertos. - , me escuta, você não pode fazer isso agora, fica comigo, ! - ela dizia impaciente enquanto o garoto curvava-se para encostar-se à cadeira, ainda chorando.
- A recepcionista disse que a está na ala de trauma, provavelmente deixando a cirurgia, fica do outro lado do prédio, vamos. - aproximou-se afobado.
- Me ajudem com o . - suplicou, a abraçou e tentava ampará-la enquanto e carregavam um muito grogue pelos corredores.
Chegaram à outra sala de espera mais vazia, colocaram sentado em uma das poltronas enquanto escorregou para outra, atordoado, e aproximou-se de uma clara-bóia onde havia algumas plantas e uma pequena mureta de mármore, na qual havia se sentado. Cinco minutos se passaram parecendo horas e o toque dos cinco celulares presentes os despertou de seus próprios mundos. Abriram os aparelhos e não havia nada de diferente, a não ser um post do blog. começou a chorar, soluçando, bufou irritado, fechou o celular com violência, não disse nada, apenas contorceu a face em dor. Já ...
- Eu vou processar a porra desse blog! Onde já se viu? Ninguém se aproveita da minha irmã pra armar barraco, elas vão se arrepender! - disse o garoto tentando controlar o tom de sua voz para que não incomodasse os demais.
sentiu sua visão escurecer e seu corpo ficou pesado, a segurou antes que caísse no chão. Agora tudo desmoronaria de uma só vez?
Capítulo 28.
- ? - murmurou enquanto piscava os olhos para se acostumar à claridade.
- Hey. - sorriu. - Está bem? - ele a ajudou a se sentar.
- Acho que sim, o que aconteceu? - passou a mão por seu cabelo o arrumando.
- Você desmaiou. - sorriu acariciando a bochecha de .
- Onde estão os outros? - perguntou ainda com a voz meio grogue.
- está ao lado da porta da UTI, está com ele e foi pegar alguma coisa para comermos.
- E a ? - ela já havia se levantado da maca onde estava e seguia para fora da salinha com a ajuda de .
- Na UTI. - suspirou. - Ela precisa ficar um tempo lá. está pagando por um leito particular.
- Mas... - o olhou, pronta para protestar.
- Não o confronte, ele se sentiu um pouco melhor fazendo isso. - sussurrou visto que já se aproximavam dos meninos.
- Hey, peguei isso para você. - estendeu um copo de frapuccino para sorrindo.
- Obrigada. - observou e sorrindo com pena. Ambos estavam em silêncio, abalados.
Mais algumas horas se seguiram, estava encostado em uma das paredes com entre suas pernas e a abraçava, beijando o topo de sua cabeça de tempos em tempos. Um médico saiu da ala da UTI chamando a atenção dos cincos jovens.
- Srta. , é bom vê-la por aqui. - ele sorriu, lembrando-se da última vez que a vira, no funeral de seus pais. - Vamos removê-la para um quarto e vocês estão autorizados a ficar com ela. - se permitiu sorrir, mesmo que fracamente. - Por favor, me acompanhem. - ele estendeu o braço na direção do corredor e os jovens o seguiram em silêncio.
Para a surpresa de todos, já se encontrava no quarto, com um respirador e a cabeça enfaixada. correu para ficar ao seu lado e passou levemente a mão trêmula no rosto desacordado da menina.
- Descansem, ela terá de ficar alguns dias aqui no hospital. - o médico disse otimista e pediu licença para se retirar. caminhou até e segurou sua mão livre, entrelaçando os dedos.
- Vá dormir um pouco meu amor. - ela passou a mão no cabelo do primo que, novamente, deixava as lágrimas escorrer. - Ela não vai a lugar algum e eu prometo tomar conta dela. - ela sorriu esfregando as mãos nos braços do primo, reconfortante. Ele nada disse, apenas concordou e seguiu para um sofá que havia no canto do quarto. Não demorou muito até que ele pegasse no sono. caminhava de um lado para o outro do quarto até perceber que o primo finalmente havia dormido, seguiu até um dos armários que havia lá, à procura de uma coberta. Cobriu-o e voltou-se na direção de que a acompanhava com o olhar.
estava sentado com as pernas abertas na ponta de outro sofá, alerta. estava ao seu lado, mexendo em algo no celular. seguiu até que a puxou para sentar-se em seu colo.
- Eu te amo, sabia? - ele sussurrou em seu ouvido, fazendo-a sorrir, boba.
- Sabia, porque eu também te amo. - ela envolveu seus braços ao redor do pescoço de tocando seus lábios levemente.
As horas passavam, ou melhor, se arrastavam, principalmente madrugada adentro. Estava próximo à hora do almoço, já no dia seguinte, quando o médico voltou a aparecer na sala, ainda dormia, para a surpresa de todos, se mantinha na mesma posição, já , e conversavam baixinho.
- Queiram me acompanhar, por favor. - ele sorriu e os guiou para uma pequena sala, que julgaram ser a do próprio médico. - A partir da tarde, nós vamos acordar . - ele sentou-se, depois que os meninos já estavam acomodados.
- O que você quer dizer com acordar? - se pronunciou confuso.
- Ela está em coma induzido, para passar o pior da dor e se recuperar da cirurgia. - ele explicou, levantando-se e seguindo para um painel de luz, onde fixou duas radiografias. - Quando chegou aqui ela estava com um corte bem profundo na parte frontal da testa, o suficiente para ter atingido o crânio, na região do lobo frontal. Tivemos de fazer uma pequena incisão para que o sangue não se acumulasse no cérebro. Ela levou alguns pontos e ficou um tempo na UTI, para se estabilizar.
Todos o escutavam atenciosamente, esperavam que no final das contas ele tivesse uma solução.
- Ainda não podemos saber os efeitos colaterais da pancada e com a parada cardíaca a caminho do hospital temos de ser cautelosos, por isso vamos acordá-la. E é por essa causa que eu os chamei aqui. - ele voltou a se sentar, entrelaçando as mãos sobre a mesa. - Quando a despertarmos, precisaremos que o quarto esteja vazio, para que ela não se agite. Vamos fazer alguns exames e então, dependendo do resultado, a sua estadia aqui poderá diminuir ou aumentar. Mas estamos otimistas. - ele sorriu.
- Quais são os efeitos que vocês estão esperando? - se viu perguntando, ela apertava a mão de , tentando controlar seu nervosismo, em vão.
- Pela região que foi atingida estamos esperando mudanças de humor e personalidade, até perdas de memória. - o médico disse. - Mas não se preocupe, ela também pode não ter sequelas. - sorriu. - Agora estão liberados, apenas deixem o quarto na hora do almoço e tudo ficará bem! - ele garantiu os guiando até a porta.
- Duro vai ser tirar o de lá. - concluiu.
- Vamos fazer de tudo, a não pode se agitar. - disse.
- Nós vamos conseguir. - disse determinada e voltaram para o quarto.
Eles chegaram ao quarto em silêncio, onde só havia uma enfermeira que sorriu e se retirou. andou até e sorriu com pena ao ver o rosto sereno do primo, os olhos inchados. Lembrou-se de como ele sempre a protegia... agora estava na hora de retribuir. Quando o ponteiro apontou meio-dia o médico passou do lado de fora fazendo sinal afirmativo e eles se levantaram.
- ? ? - mexeu levemente no primo que despertou lentamente. - Hey, vamos almoçar?
- Eu não estou com fome. - ele olhou diretamente para .
- Então só nos faça companhia. - ela sorriu agachando-se para ficar na mesma altura que seu rosto.
- Não quero deixá-la. - ele se sentou coçando os olhos ainda um pouco inchados.
- Vai te fazer bem , uma enfermeira vai estar aqui e vai nos avisar de qualquer novidade, vamos! - ela puxou o menino pelas mãos que se viu sem outra opção. Mal eles deixaram o quarto, seguindo para a lanchonete, os médicos adentraram.
(Lanchonete)
- Boa tarde, o que vão querer? - a atendente sorriu. havia sido o primeiro da fila, mesmo contra a vontade.
- Olá, ele vai querer um X-salada com refrigerante e batatinhas. - sorriu aparecendo ao lado de , ignorando a cara de reprovação do primo. Fizeram seus pedidos indo sentar-se à mesa.
- Não se preocupe dude, o cheiro está tão bom que você não vai resistir. - disse já atacando seu sanduíche. sorriu fraco e desembrulhou seu X-salada. Ficou olhando para o lanche perdido em pensamentos.
não estava muito diferente, ele intercalava os olhos entre sua bandeja e a expressão de . Por que ele não havia lhe contado que havia...bem, havia morrido, mesmo que por alguns segundos? Sua mente trabalhava rapidamente, ela não havia morrido, só desmaiado, convenceu-se balançando a cabeça e voltando a comer. Às vezes sua imaginação poderia ser nauseante.
(Quarto)
- Pode injetar, todos atentos. - o médico deu sinal afirmativo e ficou atento aos movimentos da enfermeira que injetou no cateter do soro de a substância que a faria acordar. A garota mexeu levemente a cabeça de um lado para o outro, apertando os olhos ainda fechados. Quando ela finalmente abriu os olhos começou a tossir por causa do tubo em sua garganta. - Acalme-se , é normal você sufocar, está respirando por conta própria. – o médico aproximou-se para remover o tubo de sua garganta e ela passou a língua nos lábios. - Por favor, siga meu dedo sem mexer a cabeça. - ele esticou o dedo indicador e movimentou-o de um lado para o outro, sendo acompanhado pelos olhos recém-despertos de . - Como se sente? Sabe em que ano estamos?
- 2011. - ela murmurou levantando a mão para tocar o curativo.
- Oh, não, não. - o médico a impediu. - Não toque, certo? - anotou algumas coisas em sua prancheta. - Sabe o que aconteceu com você?
- Eu estava na piscina da casa da e aí alguém me empurrou, depois eu estava em uma ambulância eu vi o ... - ela parou. - eles sabem onde eu estou? - ela voltou a olhar o médico.
- Sabem, foram comer alguma coisa. Vamos fazer alguns exames para ver como você está ok? - a menina concordou e suspirou. Ao menos estava viva.
Capítulo 29.
Fizeram uma tomografia, exames de sangue, além de alguns testes de reflexos, apenas para ter certeza de que estava tudo em ordem. Devolveram a menina ao quarto a tempo dos meninos voltarem para ele.
- ! - disse sorrindo abertamente seguindo para o lado da cama. - Como se sente?
- Bem, obrigada. - ela disse e olhou para o médico.
- Eu volto mais tarde com o resultado dos exames, com licença.
- Exames? - perguntou confuso.
- É, . - sorriu para o primo. - O que importa é que está bem, não é mesmo? - ela sorriu e todos concordaram.
se aconchegou na cama hospitalar, todos se aglomeraram ao seu redor, pegou uma cadeira e sentou-se sem largar a mão da amiga, sentou-se na borda da cama, e ficaram em pé ao pé da cama e se apoderou da outra mão livre de , precisava sentir o toque da menina, mesmo sem saber por quê.
- Então, o que aconteceu com você? - não pôde segurar as lágrimas, apressou-se em passar os dedos levemente sob os olhos para secá-las antes que caíssem.
- Alguém me empurrou na piscina. - disse, a voz baixa, porém calma. - Eu não consegui parar a queda com as mãos porque foi muito rápido e aí eu apaguei. Depois eu só me lembro de estar na ambulância, - ela encarou que tinha a cabeça baixa. - uma dor horrível na cabeça e o do meu lado, todo molhado, mas preocupado. - ela sorriu, seus olhos enchiam-se lentamente de lágrimas. - Então eu senti como se, sei lá, tivesse sido puxada de algum lugar, eu fechei os olhos e não senti mais nada. - ela fungou baixinho, já soluçava ao seu lado, a mão livre na boca, abafando os soluços.
- Você teve uma parada cardíaca. - murmurou baixinho.
- Eu tinha morrido? - franziu as sobrancelhas, os olhos cheios d'água.
- Sim, mas você voltou pra gente. - sorriu, também emocionado.
Embora o clima estivesse triste e pesado no quarto, não havia mais motivo para se chorar. , tendo esse pensamento em mente, enxugou rapidamente as lágrimas e beijou a testa da amiga, sussurrando um "Eu te amo, tá?" e depois se afastou, indo abraçar que não hesitou em confortá-la. ainda mantinha sua mão atada à de , fazendo-lhe carinho com o polegar, quem olhasse para ela agora, jamais poderia imaginar a menina que ele conhecera. Ela estava tão, sincera, serena, tão... humilde, pensou ele. Agora que estava acordada, sentia receio de se aproximar dela, talvez fosse porque ele se ressentia das provocações que ela havia lhe feito poucas horas antes de sofrer o acidente, mas isso não seria motivo para afastá-lo dela, não. Ele havia salvado sua vida e havia provado a si mesmo que, não importava o que houvesse, habitava seu coração naquele momento e tudo o que ele mais queria era seu bem, sua proteção.
beijou as costas da mão da meia irmã quando viu uma bandeja enorme de comida chegar ao quarto e ser colocada de frente para a menina. A deixaria comer em paz. Os outros se esparramaram pelo quarto enquanto assistiam com alegria a mais nova se alimentar sorrindo, vendo que tudo o que havia lá era de seu gosto. sorria de canto, estava mais calmo agora, embora ainda precisasse conversar com ela, colocar o preto no branco.
Algumas horas se passaram e se aproximava do pôr-do-sol quando o médico adentrou o quarto carregando uma prancheta e alguns envelopes. Todos se levantaram ansiosos, sem saber se eram boas ou más notícias.
- Muito bem, - disse ele parando ao lado de que o olhava atentamente. - estou com os resultados dos exames, devo dizer que você teve muita sorte, mocinha. - ele sorriu e respirou fundo, aliviada. - Passará mais essa noite aqui no hospital e pela manhã repetiremos os exames e então você estará liberada. - todos festejaram e sorriram largamente. - Bom, acho que é só isso, qualquer problema é só me chamar, ficarei de plantão hoje. - ele sorriu e se retirou. abraçou e as duas riram, felizes, beijou a bochecha da menina sorrindo delicado e piscando para ela, voltando a se sentar no seu já tão conhecido sofá. e fizeram um hi-5 em cada uma das mãos de deixando a menina rindo sozinha e por fim havia sobrado .
Ele olhou para ela, ela olhou para ele, ali não seria uma boa hora, então apenas sorriu e se afastou fazendo com que desmanchasse o sorriso e virasse o rosto na direção oposta, sorrindo fraco para o irmão que tentou reconfortá-la com o olhar, sem muito sucesso. A menina logo adormeceu, estranhava o fato de não conseguir se concentrar muito em uma coisa, estava cansada demais e sua mente pedia paz. Enquanto todos seguiam os mesmos passos de , adormecendo aos poucos, mantinha-se acordado, ele a havia decepcionado naquela tarde.
Aproveitou que estava virada de costas para ele e se aproximou lentamente, depois de se certificar de que todos ali dormiam, subiu cautelosamente na cama, ficando de frente para as costas da menina. É claro que ela havia percebido e se virou lentamente para ver o que era. Franziu o cenho quando viu ao seu lado, mas deixou a confusão de lado quando ele sorriu e disse:
- Hey. - ele sussurrou sorrindo, deixou que ele passasse o braço por debaixo de seu pescoço e se aconchegou de frente para ela.
- Nós precisamos conversar. - ela sussurrou o olhando intensamente nos olhos. Ah, como aqueles olhos acalmavam , vê-los abertos e tranquilos ainda mais.
- Eu sei, mas não agora, não aqui. Eu só quero dizer que te amo. - ele tocou-lhe o rosto, fazendo-a fechar os olhos.
- Eu também. - ela sorriu e voltou a encostar a cabeça, só que dessa vez no ombro de onde os dois finalmente puderam adormecer tranquilamente.
Várias coisas passaram pela cabeça de naquela noite, tudo rodava como um filme intermitente, era o centro na maioria deles, provocando agitação no garoto. Ele, várias vezes, havia acordado e checado para ver se estava bem e ela, de fato, estava, não havia se mexido nem um pouco e o monitor continuava a mostrar seus sinais vitais completamente normais. Então ele sorria e voltava a se aconchegar para entrar novamente no mundo dos sonhos. Às vezes se perguntava por que estava demorando tanto para a noite terminar, queria que as coisas se acertassem entre ele e , queria poder tê-la em seus braços e beijá-la como fizeram na noite do pole dance.
Os primeiros raios de sol apontavam na janela do imenso quarto, os meninos acordavam aos poucos, deparavam-se com e juntos e sorriam involuntariamente; tinham esperanças de que agora tudo se encaixasse de vez. O café da manhã chegou para logo após a bateria de exames a que foi submetida pela segunda vez. Não reclamou, afinal, aquilo indicava a sua saída direto para o conforto da casa de e, também, a conversa definitiva com . Todos haviam saído para comer e, antes de voltarem, foram surpreendidos pelo médico que os chamou para a sala, alegando ter os resultados dos exames.
No quarto, estava entediada, olhou para a mesinha que havia ao lado de sua cama e sorriu ao ver que deixara o celular. Abriu-o e entrou no blog se assustando com a quantidade de comentários que lá haviam. Exatos 2011 comentários, isso sem contar as 112 pessoas online naquele momento. Era um recorde! Mas aí ela se concentrou no último blog e sua expressão se fechou, ela era o motivo de todo aquele bafafá. Gostava de ser o centro das atenções, isso ela não negava, mas que fosse para uma coisa boa e não pela tragédia pela qual passara. Ignorando completamente o último post, apressou-se em escrever um novo, afinal, não sabia quando os meninos e voltariam.
"Olá pessoal, Demetria no comando!
Depois dessa incrível bomba que estourou na 'Mansão McFly' venho informar que a acidentada, , está bem. Ela bateu forte com a cabeça, segundo fontes, e corre o risco de até perder a memória! D: Pobre , deve ter ficado chocado com a notícia, se bem que, ele nunca foi com a cara da nova meia-irmã mesmo. Agora, esse acidente unificará os moradores daquela casa ou os separará definitivamente? Os dados ainda estão rolando...
E mais uma coisa, está de rolinho com a , sim, agora só resta saber se a cara de assustado foi por causa de alguma besteira que ele fez ou se foi pela chance de perder a namoradinha.
Até a próxima."
Capítulo 30.
Era o post perfeito. Com junto aos meninos e no hospital ninguém poderia suspeitar delas. Ainda mais com o tom maquiavélico e sarcástico contido no post, era infalível. Deixou o celular do mesmo jeito que encontrara e voltou a encarar o nada. Dentro de alguns minutos os celulares dos meninos estariam alertando sobre a nova fofoca no blog. Não havia mais nada a se fazer a não ser esperar.
- Então doutor, ela vai para casa? - perguntou inquieto com o silêncio que acabara de se instalar no consultório.
- Vai sim, sr. , mas deverá ficar sob rigorosa vigilância. - o médico colocou uma radiografia no quadro de luz. - Estão vendo esta área aqui? - ele circulou uma pequena área na parte frontal do cérebro de . - Essa foi a área da pancada, notam como ela está levemente inchada? - ele comparou com uma outra imagem que estava ao lado. - Pois bem, essa é a área emocional o que significa que ela pode ter mudanças significativas de humor. Eu vou receitar um remédio para desinflamar. - ele voltou a se sentar depois de ter desligado o quadro de luz.
- E isso vai afetar em algo mais sério doutor? - se ajeitou na poltrona, a mão de repousava confortável em seu ombro.
- Não, não, ela só ficará mais sensível. Em um momento pode estar feliz e no seguinte completamente triste. Terão de ser pacientes com ela. - ele sorriu e puxou um bloquinho começando a escrever. - Aqui está, estão preparando para sair, vocês estão liberados. - ele apertou a mão de cada um, finalizando com um beijo na testa de e um abraço.
- Obrigada doutor. - ela disse antes de fechar a porta e suspirou ao lado dos garotos.
- Para casa, finalmente. - disse animado e antes que virassem o corredor, apareceu empurrada numa cadeira de rodas por uma enfermeira.
- Esqueceu isso no quarto. - ela balançou o celular sorrindo para e sentiu o mesmo vibrar, assim como os outros celulares que apitavam.
- O que...? - desbloqueou seu iPhone e abriu a nova mensagem que havia acabado de receber, sendo seguido pelos outros garotos. Todos murmuraram palavras incompreensíveis, menos para que sabia o texto.
- , - ajoelhou-se para ficar na mesma altura que a irmã que permanecia com a expressão confusa. - não é verdade ok? Eu me importo e muito com você tá? - ele a abraçou e depois se levantou. Todos escondiam o horror e a raiva por terem lido o último post do blog, mas sabia, e muito bem, o que eles sentiam e tudo o que conseguia era sorrir por dentro. Ela estava de volta.
O caminho de volta para a casa de foi silencioso, apesar de um ou outro comentário sobre a paisagem portuguesa; mantinha próxima ao seu corpo enquanto estava sentado de seu outro lado. De lado um ia e do outro, e conversavam baixinho. A limusine estacionou de frente para a casa e todos desceram, pegou a cadeira de rodas do porta-malas enquanto tirava do carro sob os protestos da menina de que estava bem.
Assim que atravessou a porta de entrada, lá estavam Madeleine e Nick, esperando sorridentes por que sorriu em resposta, agradecida pela preocupação. Mas ela reparou que havia outras pessoas na sala, pessoas com as quais e conversavam.
- Pai? - sentiu seu coração subir até a boca e depois voltar a seu peito. Da última vez que o vira, estava irritada demais, tanto que sequer havia se despedido dele antes de embarcar para Portugal. O homem olhou em sua direção e ela deu um leve sorriso. - PAPAI! - ela disse animada e Edward deu alguns passos, ajoelhando-se para abraçar a filha. - Eu senti tanto a sua falta. - disse, começando a chorar.
- Eu também minha princesa, eu também. - ele disse calmamente abraçando a filha apertado. Estava feliz por ela estar feliz em vê-lo, achava que ela o rejeitaria, que não gostaria de falar com ele.
- Me-me desculpe. - ela soluçou, ainda com a cabeça escondida no ombro do pai. pediu licença a e e se aproximou de e Edward, começando a fazer carinho no cabelo da menina que não o recusou.
- Está tudo bem, filha. - o homem disse no mesmo tom de voz tentando acalmar a menina que ainda chorava, inconsolável.
- O que o médico disse? - se aproximou de , , , e que observavam a cena em silêncio.
- Ela bateu bem forte com a cabeça, está com uma parte inflamada. - começou baixo para que não ouvisse.
- Ela estará mais sensível por esses dias porque afetou a região emocional, mas com o remédio logo, logo vai ficar boa. - completou sorrindo serena e olhando a amiga.
- E... - a menina se aproximou ainda mais, sendo acompanhada pelos garotos e . - já sabem quem foi o autor? - disse em voz quase inaudível.
- Não, eu estou subindo agora mesmo para verificar as gravações das câmeras. - disse e olhou para que apenas concordou com a cabeça, entendendo o pedido silencioso de companhia.
- Como, como souberam do acidente? - cruzou os braços. engoliu seco.
- Eu sei que você não gosta e que eu deveria fazer o mesmo, mas vocês não ligavam e...
- Onde, ? - ele disse, praticamente já sabendo da resposta.
- McHate.com - ela olhou para baixo e abafou o riso. Então aquela era sua fonte de notícias? Bem plausível.
- Hum. - fez um barulho estranho com a boca.
- Eu também vi sobre a e o , mas eu não mostrei nada ao Edward. - ela disse ao que viu perder a cor da face.
- Eu fico com vocês enquanto e vão ver as gravações e leva para o quarto, ok? - abraçou a irmã pelos ombros e olhou confiante para que concordou.
- Eu também! - disse feliz indo falar com . já estava mais calma e agora conversava baixinho com o pai.
- Vá descansar um pouco minha filha, estarei aqui quando acordar. - Edward disse assim que viu sorrir para ele enquanto pegava nas costas da cadeira de rodas.
- Eu te amo, pai. - ela disse enquanto era empurrada em direção ao elevador.
- Eu também, minha filha. - ele acenou e a porta se fechou. Dentro do elevador, começou a enxugar as lágrimas e permaneceu em silêncio. Manteve-se assim ao entrar no quarto e ao deitar a menina na cama. Empurrou a cadeira para longe, colocando-a em um canto do quarto.
- Your climbing the stairs unaware that she's hurting/ Bad and lying very still on the floor by the door... - cantarolou e parou na metade do caminho a encarando assustado. - Nunca pensou que uma de suas músicas se concretizaria um dia, não é mesmo? - ela mexia nos botões de sua blusa sorrindo fraco.
- É. - foi tudo o que ele conseguiu dizer ao se sentar na borda da cama. - Você sabe quem foi, não sabe?
- Tenho minhas suspeitas. - ela desviou seu olhar para ainda mantendo o sorriso. - Mas o que eu não suspeito é de como você começou a me odiar da noite para o dia. - seu sorriso se transformou em um único traço nude.
- Você sabe o porquê. - rebateu .
- , me escute, Damon não tinha o direito de acabar com a minha vida daquele jeito. Eu precisava me vingar. Colocar o preto no branco. - ela se ajoelhou na cama para tentar alcançar o menino que havia se levantado e andado para o meio do quarto.
- Desde que ele pôs os pés aqui você não tirou os olhos dele. - murmurou de costas para .
- Eu, eu não tive escolha. , eu te amo, por que mentiria para você? - ela engatinhou mais um pouco para, finalmente, poder encostar-se a um dos braços do menino.
- Por que você não pôde simplesmente deixar pra lá? - questionou o garoto virando-se de frente. estremeceu quando viu seus olhos, estavam transparentes de sinceridade e fúria.
- Não é assim que eu penso . - disse chorosa. - Já passou, já se foi, por que não podemos esquecer disso e seguir em frente? - as lágrimas apontavam no canto de seus olhos. permaneceu em silêncio, talvez passar a história a limpo não tivesse sido uma boa ideia. Os olhos de eram serenos, embora apresentassem certa dose de mágoa. Ela finalmente estava pronta para ser dele, para ser a sua .
"...and she's calling, about a broken heart
And I don't know what I should say 'coz she's crying..."
Capítulo 31.
Ao entrarem no quarto, e se jogaram na cama da menina, suspirando em seguida. Havia sido uma aventura e tanto tudo o que ocorrera em menos de 48 horas.
- Nem acredito que tudo isso aconteceu com a gente. - disse de olhos fechados. - Nem parece que somos as mesmas pessoas que éramos, meses atrás!
- O que, na verdade, é ótimo, já que agora eu tenho você só para mim. - ele virou a cabeça para poder olhar que sorriu, ainda de olhos fechados. - E agora... De volta à vida real. Hora de ver essas gravações!
- Ahhh ! - se sentou na cama, fazendo bico. - A gente tem que relaxar um pouquinho... - ele a fitou, mas voltou a observar o computador na escrivaninha da menina.
- Eu preciso ver as gravações, lembra? - ele disse, já longe da cama.
apenas murmurou algo e voltou a se deitar. Ficou parada escutando o menino resmungando com o computador que não colaborava com ele.
Após algum tempo, ela se levantou da cama ao escutar o grito do namorado.
- Que diabos ? - ela perguntou assustada.
- Achei! - ele sorriu satisfeito, enquanto ela revirava os olhos se levantando da cama.
- E eu achando que você tinha cansado de fazer isso e atenderia ao meu pedido...
- E que pedido seria esse?
- Ahm... - ela começou, mordendo o lábio - Você sabe, tomar um banho...
- Ué, vai!
- ! Eu queria que você fosse comigo. - ela fez cara de pidona - Qual é?! Você já achou a cena, não? Deixa tudo aí, vamos para o banho, relaxamos um pouco e depois a gente assiste, que tal? - falando isso, passou as mãos delicadamente pelas pernas nuas, já que usava um vestido que ia até a altura dos joelhos.
- Eu acho melhor... - pena que o menino não conseguiu terminar a frase. estava retirando o vestido lentamente, sentada na cama de pernas cruzadas. Jogou a peça ao lado da cama e se levantou.
- Bom, eu vou para o banho... - ela parou na porta do cômodo, retirou a parte de baixo, deixando-a no chão. - Me ajuda aqui ? - ela apontou para o sutiã, fazendo-o se contorcer.
O menino se levantou com dificuldade, andando até ela, mas quando removeu o sutiã, seu corpo inteiro estremeceu e ele sentiu a necessidade de agarrá-la. E assim o fez. Caminharam esbarrando até a banheira enorme de seu banheiro, deixando uma trilha com as roupas de .
Ao retornarem do banho, o casal se sentou na cama de , meio apreensivos para ver as imagens. então tomou a iniciativa e foi pegar o laptop, mas parou de frente para o aparelho e ficou olhando. A lateral onde se colocava os discos estava aberta e não havia DVD algum lá.
- Baby, temos só um probleminha. Onde 'ta?
- Como assim? Deixei aí dentro! - ele respondeu, se levantando e indo até . O laptop ainda estava conectado à televisão, mas não mais no mesmo lugar.
- Se era para estar aí e não está, quem entrou no quarto e pegou? - eles se entreolharam. Lá vinha mais um mistério para a coleção.
- Dudes, temos um problema! - desceu as escadas com uma bem preocupada. - O DVD sumiu! A e eu, nós... Nos distraímos e aí PUFT!
- Que PUFT ? - , que estava com e na sala, perguntou.
- Er... Sumiu. - suspirou pesado, cabisbaixa.
- COMO VOCÊS DEIXARAM ISSO ACONTECER? - levantou a voz para e a defendeu.
- , todos estamos cansados com tudo o que vem acontecendo. Pegamos no sono enquanto o DVD voltava para hoje de manhã. - mentiu o menino. - Qualquer um pode ter entrado lá!
- eu não sou tão burro assim, voltar um DVD não leva nem dez segundos! - pressionou a têmpora e a irmã o abraçou.
- Ow, , não tem câmera no seu quarto não? - perguntou, ao lado de , tentando acalmar o irmão.
- Tem sim! Façamos assim, eu vou sozinha ver o que as minhas câmeras pegaram e vocês tentem saber onde todos estavam nos últimos 20 minutos! - e todos assim o fizeram.
Enquanto isso, Edward e estavam descansando em um quarto da casa e e no quarto dela. O casal estava em silêncio, havia alegado dor de cabeça e estava com a cabeça debaixo do travesseiro. De vez em quando seu corpo se mexia, indicando que ela havia pegado no sono e estava sonhando. Então, a acordava com leves toques e ela voltava a deitar-se normalmente o encarando em silêncio.
Estavam de poucas palavras, mas os olhares os entregava, eram olhares ressentidos e tristes, às vezes até surgia um pouco mais amigável, mas isso era até a cabeça da menina latejar e ela voltar a resmungar.
- Quer que eu pegue uma aspirina? - se ofereceu, deveria ser pelo menos a décima vez que gemia de dor, impaciente sobre a cama. Tocou os ombros da menina com as mãos quentes, mas percebeu que ela estava ainda mais quente. - Você está bem? - preocupado, colocou as costas da mão sobre a testa da menina e esta o observou.
- Fora a dor lacerante, acho que sim. - disse em um muxoxo enquanto a dor fazia com que os olhos se mantivessem fechados.
- Você está com febre, . - disse com uma voz rouca.
- Deve ser impressão sua. - murmurou a garota com uma leve pontada de desdém.
- pare de me tratar assim. - disse firme embora lá no fundo doesse. - Você não está passando bem e eu só quero te ajudar.
- Tá bom, tá bom. - disse bufando em seguida. - Tem um termômetro no banheiro.
levantou-se rapidamente e seguiu para o banheiro da suíte não se demorando muito para voltar com a caixinha que continha o termômetro.
- Levante o braço. - ele disse enquanto sacudia o pequeno instrumento de vidro.
- Está brincando? Não pode colocar por cima de minha blusa, vai dar diferença. - riu sarcástica levantando a blusa em seguida, engoliu seco ao se deparar com o sutiã preto rodeado por rendas de . - Vai, agora sim. - apontou com a cabeça para a axila e o menino pigarreou colocando ali o termômetro. Quando tirou sua mão, entretanto, não pôde evitar tocar um de seus seios o que a fez suspirar.
- Por que está fazendo isso? - perguntou ela enquanto ainda esperavam pelo termômetro.
- Porque eu gosto de você. - disse um pouco tímido.
- Acho que já deu o tempo. - desconversou levantando o braço. pegou o termômetro e o olhou com cuidado.
- 38º, é, você está com febre. Vou buscar alguma coisa, não se mexa. - disse com a voz um pouco triste e deixou o quarto. suspirou.
, em seu quarto, olhava a câmera atentamente até que chegou à cena que tanto queria. Apenas alguns minutos depois de ela e terem entrado no chuveiro, um homem de gorro entrou em seu quarto, pegou o DVD do laptop e saiu. Ela, antes de analisar todos os passos do tal homem, tirou uma cópia da imagem e publicou no blog:
"Olá meninas!
Faz poucas horas desde que o acidente aconteceu, mas digamos que está tudo bem. Os pais de e chegaram à mansão, acompanhados de . Estão todos atrás do culpado. E nós não ficaríamos de fora das investigações. Então, aí vai uma foto exclusiva do provável culpado roubando a gravação onde ele tentava matar a . Quem será? O professor Black ou a Srta. Rosa?
xx, Letty."
Acabado o post, continuou acompanhando os passos do ladrão e quando finalmente viu sua face congelou. Precisava falar com , mais do que nunca.
Capítulo 32.
- ! Graças a Deus! - ergueu os braços ao que, saindo de seu quarto, encontrou o primo fazendo o mesmo do quarto de . O garoto parecia assustado e triste, mas o que ela tinha a dizer era tão escandaloso que preferiu ignorar sua expressão confusa. - Eu sei quem foi!
- Quem foi o que? - perguntou o menino não entendendo nada. - Olha , a ‘tá com febre, se importa de irmos andando? Preciso pegar uma aspirina para ela. - disse com a voz levemente triste e a prima concordou apreensiva.
- Roubaram o DVD do dia do crime, mas eu já sei quem foi. - comemorou a garota enquanto desciam a escada. - Sabe, eu posso ligar imediatamente para a polícia e pedir a interceptação dele, mas quero que todos saibam antes que eu tome alguma providência.
- E, enquanto isso, o cara tem tempo de destruir o DVD. - disse frio e o olhou com uma das sobrancelhas arqueadas.
- Ele não vai destruir, é muito orgulhoso para isso. Quer ter uma prova do circo que armou. - suspirou a menina passando a mão pela nuca e erguendo os cabelos que a estavam incomodando naquele momento. - Ela está instável, não está? - perguntou com cautela enquanto via se debruçar sobre o armário de remédios. Ouviu o garoto bufar e fechar a porta de vidro com duas cartelas de comprimido nas mãos.
- Você não faz ideia do quanto. - disse simplesmente voltando a subir com a menina em seu encalço.
- Pare de se torturar desse jeito , não vale a pena. - o segurou pelo braço no meio da escada.
- Não faz ideia de como foi pra mim, vê-la naquele estado, . - suspirou o garoto, a voz falhando.
- Eu sei , eu sei. Mas dê um tempo a ela, antes que você enlouqueça. Você sabe que a não está fazendo de propósito. - ao dizer isso, já haviam chegado à porta do quarto parisiense. Sem dizer nada em resposta, entrou seguido da garota. estava dormindo, talvez finalmente tivesse pegado no sono.
- , acorda, eu te trouxe o remédio. - cutucou a menina levemente, mas ela não acordou. - , hora de tomar remédio, acorda. - insistiu, dessa vez um pouco mais forte. Aproximou-se de seu rosto sereno e pôde ver gotículas de suor acumuladas em sua testa. Contorcendo a expressão, colocou as costas de sua mão sobre a testa suada da menina e quase teve um baque. Estava fervendo. - ? - sacudiu levemente que ainda não respondia. - , vai até o banheiro e enche a banheira de água, rápido. - disse ele, a voz e as mãos trêmulas tentavam, em vão, acordar a menina que parecia em sono profundo.
Ao ouvir a água escorrer, corrente, de dentro do banheiro, não pensou duas vezes antes de arrancar todas as peças de roupa que vestia, deixando-a apenas de calcinha e sutiã. Pegou-a no colo, seu corpo todo estava queimando e andou apressado até o banheiro. Lá, abria todas as torneiras possíveis para que a banheira enchesse mais rápido, estava tão assustada quanto o primo. Sem que houvesse tempo para verificar a temperatura, assim que a água atingiu um bom nível, colocou imediatamente na banheira fazendo com que parte da água transbordasse para fora. Entretanto, ele não a segurou de imediato, fazendo com que seu corpo afundasse e, quase que imediatamente, a fizesse se debater de dentro da água.
deu um sobressalto e correu para o armário em busca de toalhas, debruçou-se sobre a banheira e retirou rapidamente, trazendo-a para seu colo, assim que ele se jogou no chão. Seus olhares se encontraram e tudo pareceu congelar ao seu redor. Os olhos assustados de enquanto ela ainda desengasgava da água que havia engolido, o olhar protetor de pairava sobre ela, dando-lhe uma sensação boa. Ela, então, abraçou-o pelo pescoço, colocando o queixo trêmulo apoiado sobre o largo ombro do garoto. também a abraçou de volta, encostando o rosto em seu cabelo molhado e fechando os olhos. envolveu a amiga com toalhas, ajudando-a a se aquecer novamente.
No silêncio do banheiro, tudo o que se ouvia eram os soluços baixos de por cima do ombro esquerdo de que a apertava instintivamente contra si. Havia levado um pouco de tempo para que percebesse o que havia perturbado tanto sua amiga. A água. Estar imersa na água a havia deixado desesperada, como da outra vez. A diferença era que, na primeira, ela fora perdendo a consciência lentamente, ao contrário do que acabara de acontecer. Era como se tivessem jogado um balde sobre seu rosto.
sentiu as lágrimas quentes rolarem por seu rosto e prensou o dedo indicador e o polegar sobre o canto de seus olhos, próximo ao canal lacrimal. Estava emocionalmente exausto e só se dava conta naquele momento. desencostou-se da borda da banheira e ficou na mesma altura que o rosto do primo, enxugou-lhe o rosto com um sorriso reconfortante. Talvez fosse melhor não contar para nenhum dos dois quem havia feito tudo aquilo, era bom deixá-los descansar e se recuperar.
- Vem, eu te ajudo a se vestir. - tocou nos ombros da amiga com a voz suave para não assustá-la. a soltou devagar e antes de qualquer coisa, os dois se olharam nos olhos e trocaram um selinho demorado. O garoto, então, acenou com a cabeça para que, aceitando a ajuda de , ficou em pé, com as toalhas cobrindo suas costas. Elas saíram do banheiro em silêncio e o garoto se recompôs rapidamente para também poder trocar de roupa.
Deixou o quarto sem olhar para os lados para dar um pouco de privacidade à e seguiu para o seu dinamarquês desejando não encontrar ninguém no caminho. E parecia que suas preces haviam sido atendidas. Conseguiu entrar e trocar de roupa, mas antes de sair, deitou-se rapidamente na cama, onde adormeceu inesperadamente.
- Prontinho, esse é para a dor de cabeça e o outro é para a febre. - estendeu os dois comprimidos para a amiga junto com um copo d'água e a garota os engoliu de uma só vez. Estava novamente na cama, só que dessa vez com um pijama confortável.
- , - a menina chamou e a amiga se virou de imediato, sorrindo serena. - já sabe quem foi? - a olhou com pena, estava na ponta de sua língua a resposta, mas simplesmente não poderia perturbá-la com mais essa.
- Não, meu anjo, ainda não consegui ver as gravações. - ela sentou-se na borda da cama olhando para a amiga que suspirou. - Mas eu prometo que assim que descobrir eu te falo, ok? - a menina concordou, então a menina deu-lhe um beijo na testa e deixou o quarto carregando os comprimidos. - Onde estão os outros? - perguntou ao se deparar com andando sozinho no corredor.
- e foram chamar e Edward, está vendo a gravação e o eu não sei. - disse o garoto bagunçando os cabelos. - Como está a ?
- Ela vai ficar bem. - limitou-se a dizer. - Só não quero que ela e saibam quem foi, eles estão muito abalados com isso tudo. - o garoto concordou e juntos desceram para a sala de TV onde , , Edward, e já se encontravam.
- Então, como está? - perguntou levantando-se ao que se aproximou.
- Acabei de dar a ela comprimidos para dor de cabeça e febre, deve ficar boa logo. - ela sorriu e todos suspiraram aliviados.
- Por que você está molhada? - a analisou de cima a baixo, fazendo-a corar levemente.
- Um pequeno incidente, nada demais. - disse apenas.
- Então , descobriu quem foi? - Edward perguntou, parecia inquieto. A menina concordou e todos os olhares estavam voltados para ela.
- Antes de qualquer coisa, não quero que vocês contem a ou ao , não quero que eles se machuquem ainda mais.
- Está bem. - concordaram baixinho. O silêncio parecia impenetrável, respirou fundo e finalmente acabou com o suspense.
- Foi o Damon.
Capítulo 33.
- E o que vamos fazer agora?
- Não sei não, . Eu só sei que eu vou matar aquele Damon. - fechou as mãos em punho, com os olhos semicerrados.
- , acho que não é hora de liberar toda a sua raiva. Vamos nos concentrar em pegá-lo. - começou. - Edward, acho melhor você ligar para a polícia.
- Já estou ligando. - disse o mais velho, com o celular na mão.
- , você 'tá bem? - puxou a namorada no canto.
- Estou sim. Só estou decepcionada comigo mesma. Como pude deixar entrar em minha casa alguém assim?
- Gente, e o ?
- Ah , ele 'tava bem cansado e foi dormir um pouco. Muita emoção para um dia só!
- E a ? - perguntou preocupada.
- Dormindo. - respondeu novamente.
- Ok, muito obrigado, vou estar esperando. - Edward desligou o celular e a atenção da sala virou-se para ele.
- E então? - pronunciou-se, inquieta.
- Estão preparando uma equipe para esperá-lo quando ele sair do avião, não tem como Damon escapar. - sorriu de canto e todos suspiraram aliviados.
acordou e só então percebeu que havia dormido sentada. Checou sua temperatura e estava consideravelmente mais baixa. A dor de cabeça também havia ido embora. Sorriu aliviada e se levantou, procurando por uma roupa confortável para vestir. Abriu a porta de seu quarto e seguiu para o elevador apertando o térreo em seguida. Não encontrou ninguém.
Mas ela sabia do que precisava, o que queria fazer. Abriu a porta que dava para a área externa da casa e seguiu com passos lentos através da piscina. O sol estava se pondo no horizonte e a temperatura dali estava agradável. Deitou-se em uma das espreguiçadeiras e deixou que seu olhar vazio divagasse pela casa, depois pela piscina...perdendo a noção do tempo.
- ? Está tudo bem, sou eu. - sentiu seu corpo ser levemente cutucado e então abriu os olhos. Estava escuro e alguns holofotes ao redor da piscina estavam acesos. Nem havia percebido que caíra no sono. À sua frente, a olhava preocupado. - Como veio parar aqui? - a respiração de ainda estava acelerada, já que tomara um susto com o cutucão do meio irmão.
- Eu vim andando. - disse engolindo seco.
- Você está bem? Aconteceu alguma coisa? - mas a garota nada disse, apenas o abraçou, chorando. Ah, as mudanças repentinas de humor, como isso atrapalhava. - Venha, vamos entrar, está ficando frio. - ele a pegou no colo e contornou com cautela a espreguiçadeira.
- O que é isso? - viu algo passar como um borrão ao lado dela e de e agarrou-se ao pescoço do garoto. - É um bicho. É UM BICHO, TIRA ELE DAQUI! - ela começou a espernear, mexendo-se compulsivamente sobre o colo do meio irmão, assustada. Ele não conseguia mantê-la assim como não conseguia acalmá-la. Sem que percebesse, estava dando passos para trás a fim de estabilizar a meia irmã em seu colo, mas percebeu tarde demais, quando os dois caíram com tudo na piscina ao som dos gritos estridentes de .
Ela não suportava a ideia de estar embaixo d'água mais uma vez, mexeu os braços inquieta até que conseguiu alcançar a superfície e nadou até a borda desesperada. Enquanto tossia a pequena quantidade de água que havia engolido, apoiou-se para sair de uma vez por todas daquele lugar. Não demorou muito para que também saísse e se ajoelhasse à frente dela.
- , eu sinto muito. Você está bem? - toda a água que escorria de caía, em parte, sobre . Ela apenas concordou com a cabeça, ainda assustada e então ouviu-se a porta que dava acesso à casa ser aberta. , , , , Edward, e saíram como um batalhão, aproximando-se dos dois. se pôs de pé, já esperando pela bronca. , Edward, , e pararam diante dele, as caras eram nada amigáveis. e foram acudir .
- O que deu em você? - para a surpresa de todos, estava esbravejando diante do filho mais velho.
- Mãe, foi um acidente, eu juro que tentei evitar. - tentou se explicar.
- Do jeito que ela estava gritando? Isso está me soando como mais uma de suas brincadeirinhas sem graça. Você podia tê-la machucado. - a mulher estava furiosa, nenhum dos outros ali próximos ousaria abrir a boca.
- Ela está bem. - disse, mas pareceu ser ignorada. - , olhe para mim, está tudo bem não está? - resolveu checar a menina antes que viesse tirar satisfações com ela. apenas concordou e elas ouviram um estalo. e se viraram para ver com a mão na bochecha esquerda, a qual estava extremamente vermelha. bufava, mas agora era amparada por Edward e os dois entraram na casa.
- Uau. - disse chocado e foi repreendido pelos amigos. - Não se preocupe dude, mães sempre se arrependem. - ele deu um tapinha no ombro de e todos voltaram para dentro da casa.
- . - assim que recebeu uma toalha de Maddie para se secar, ela foi atrás da mais velha para tentar se explicar. Seu pai estava com ela, ouvindo seus lamentos. Ele sorriu terno para a filha e levantou-se, deixando as duas sozinhas, embora estivessem na sala, onde todos os outros estavam. - Foi minha culpa, só estava tentando me levar para dentro, só que eu me assustei com um inseto e o fiz perder o equilíbrio. - explicou rapidamente.
- Está tudo bem querida. - a mulher se levantou e passou a mão sobre os cabelos molhados de , beijando sua testa em seguida. - Está tudo bem agora. - sorriu e seguiu para a cozinha junto com Maddie. , no canto do cômodo pareceu indignado. Então ele apanhava enquanto a meia irmã recebia um sorrisinho? Até onde se lembrava ELE era o filho e ELA a intrusa.
- Acho que vou ter que ficar dodói também para ganhar beijinho da mamãe. - disse em tom afetado. revirou os olhos segurando o riso enquanto , e jogavam almofadas nele. Algumas delas, por estarem rasgadas, soltaram o forro, o que fez o garoto ficar cheio de espuma e penas, já que seu corpo ainda estava molhado. Todos na sala riram e pareceram relaxar. As coisas teriam que se acomodar.
Capítulo 34.
- Vem, vamos para o quarto, você precisa se trocar. - aproximou-se discretamente de , colocando seu braço ao redor dos ombros da menina que concordou em silêncio. Ambos seguiram para o elevador sem que ninguém notasse ou que assim fingissem. Chegaram ao andar dos quartos em segundos e, ainda calados, pararam diante da porta do quarto parisiense. girou a maçaneta e deu um passo adentro, mas percebeu que ficou.
- Não vai entrar? - virou-se para o garoto que estava com as mãos entrelaçadas nas costas.
- Não, vou deixar você se trocar. - disse ele evitando um pouco os olhos intensos da menina.
Em um movimento quase que involuntário, agarrou-lhe a camisa branca que vestia e o puxou de encontro a si, acabando com a distância entre seus corpos e, consequentemente, entre seus lábios. viu-se paralisado, os lábios quentes da garota sobre os seus, era como se uma corrente elétrica percorresse cada milímetro de seu corpo. Instintivamente colocou sua mão direita na nuca da menina, servindo-lhe de apoio e empurrou-a para entrarem em seu quarto, fechando a porta em seguida. Tirou a toalha que ainda envolvia o corpo de e foram se direcionando para a cama da menina.
Caíram deitados sobre a bagunça de tecidos que ali estava, mas eles não se importaram. A única coisa era que seus lábios não poderiam se separar. Nunca. A sensação era ardente e excitante, sustentava seu peso com um dos braços enquanto com o outro ia descendo pela lateral do corpo de . A menina havia se entregado, e até agora não havia do que se arrepender. Puxou-lhe a camisa, já úmida, para cima, tirando-a rapidamente. Grudaram suas testas olhando para baixo, as respirações ofegantes, arranhou-lhe o peito chegando ao cós de sua calça. O garoto protestou em um murmúrio. Puxou a blusa que a garota vestia de uma só vez e desceu os beijos para o seu pescoço.
voltou a fechar os olhos e entrelaçou os dedos no cabelo do garoto, puxando-o delicadamente conforme ele descia cada vez mais. Seu ar chegou a faltar quanto tocou-lhe o cós do short que vestia, abrindo-o e jogando-o em qualquer parte do quarto. Então eles se separaram, o garoto sentou-se, abrindo a calça e livrando-se dela em seguida. Sorriu voltando a sentir sua pele queimar ao se encostar com a de e acariciou-lhe o rosto, juntando seus lábios.
- Estão com ele, pegaram Damon, ligue o laptop na televisão, vão transmitir o interrogatório para nós. - Edward entrou de supetão na sala de televisão, onde todos estavam, distraídos. Com o celular equilibrado em um dos ombros, ele sentou-se no sofá e tratou de correr pegar seu laptop. Entregou-o ao Sr. e, enquanto ele entrava onde a pessoa do outro lado da linha o instruía, tratava de conectar os cabos à TV de plasma.
- DESGRAÇADO, VOCÊ QUASE MATOU A MINHA IRMÃ! - foi a primeira coisa que se ouviu na sala quando a imagem de Damon apareceu na tela.
- , filho, comporte-se. - o segurou pelos ombros, massageando-os levemente. Todos encaravam a TV aflitos.
- Tem permissão para começar. - Edward disse ao celular e, por fim, o desligou, focando-se única e exclusivamente à televisão.
abaixou a boxer de lentamente enquanto ele tentava desabotoar seu sutiã. A temperatura do quarto e de seus corpos estava quase que insuportável, gotículas de suor se acumulavam em seus rostos, mas eles não conseguiam parar. Não. Tinham que ir até o final, era isso o que eles queriam, desde o começo...
- Estamos colocando a fita que estava em poder de Damon. - um dos homens que o acompanhava disse. - Alguma coisa que queira dizer antes de colocarmos? Talvez uma confissão? - perguntou à Damon.
- Não, acredite, tudo o que vocês precisam está aí. - Damon sorriu sarcástico e manteve-se em silêncio.
finalmente pôde passear seus lábios livremente por todo o colo de , a mais nova já agarrava o lençol que estava ao alcance de sua mão livre enquanto ele se dirigia para a última peça restante entre os dois: a calcinha de .
A webcam foi direcionada para um pequeno televisor da sala, onde a gravação da casa de passou a ser transmitida. O silêncio era mórbido em ambas as salas, todos estavam nervosos para saber o que viria a seguir. Finalmente, avistaram a silhueta de caminhar em direção à piscina e ali parar. inclinou a cabeça para o lado, tentando entender o que acontecia com a amiga para ficar parada ali. Passaram-se longos segundos de filmagem, até que, rapidamente, alguém apareceu enquanto ela se abaixava para pegar uma flor que caíra na piscina, e a empurrou em direção à borda, fazendo com que batesse a cabeça. O corpo de , Edward e tremeu com o impacto da mais nova sobre a piscina. A tensão era indiscutível no cômodo, assim como do outro lado da webcam. Damon, apesar de tudo, estava com a expressão relaxada.
- Você pode voltar isso para mim, por favor? - Edward pareceu acordar de um longo transe e recebeu uma afirmação do outro lado. O vídeo foi voltado lentamente para o momento em que a segunda pessoa chegavam. - Dê um close. - pediu mais uma vez o homem e assim foi feito.
- Esse não é o...
esticou seu braço direito em direção à cômoda ao lado da cama, abrindo a primeira gaveta e buscando impaciente por algo lá. Quando finalmente tirou, ergueu seu rosto, que estava traçando uma trilha de beijos próximo à virilha da menina e sorriu malicioso. A garota o chamou com o dedo e ele se sentou na cama ao seu lado. rasgou o pacote de preservativo e colocou-o no garoto lentamente, provocando gemidos de protesto. Ele, então, a puxou delicadamente pelas costas e eles voltaram a se deitar, novamente com ele por cima.
- NICK! - gritou descendo as escadas pisando duro. Dava para ver nitidamente o garoto naquela fita. Ele havia empurrado na piscina! , e a seguiam, igualmente furiosos. e Edward haviam ficado no andar de cima, acompanhando o resto do interrogatório.
- Srta. , algum problema? - Madeleine apareceu assustada enxugando suas mãos no avental da roupa de governanta.
- Tem sim, Maddie, onde está Nicholas? - estava quase vermelha de tanta raiva e a empregada pôde perceber isso, apontando para o quarto do filho sem hesitar.
Deixou que sua cabeça pendesse para trás e um suspiro de prazer se desprendesse de sua garganta quando seus corpos se uniram. manteve-se no pescoço de enquanto começava com os movimentos de ida e volta. Ela agarrava-se a tudo que conseguia alcançar, as sensações que estava tendo pareciam muito mais do que ela podia suportar, então, abraçou pelos ombros e fez seus lábios encontrarem-se com os dele para que ele soubesse o que ela estava sentindo.
- Oi , algum problema? - Nick estava sentado em uma das camas, lendo um mangá. Ele sorriu ao vê-la, mas rapidamente o desfez quando viu logo atrás dela.
- Como você pôde? - os olhos de se encheram d'água.
- Eu não estou te entendendo... - ele franziu as sobrancelhas e deixou o livrinho de lado.
- Você nem a conhece, que direito você tinha? - ela continuou, dando passos em direção ao garoto, pronta para explodir. - VOCÊ QUASE A MATOU! - gritou a plenos pulmões e o garoto finalmente pareceu entender. - Bastardo. - ela levantou a mão, pronta para lhe estapear em cheio a face quando ele foi mais rápido e pegou seu pulso, girando-a e prendendo-a contra seu corpo através de uma chave de braço. Antes que pudesse pensar em pisar na direção aos dois, ele tirou um canivete suíço de seu bolso, apontando-o contra o pescoço de .
- Um passo e eu corto a garganta dela. - ameaçou ele.
Capítulo 35.
- Nick, o que está fazendo? Perdeu a cabeça? - Maddie parou na porta do quarto com a mão sobre o peito, estupefata.
- Não mamãe, estou evitando que a senhora seja ainda mais humilhada.
- Do que está falando, filho?
- Você é boa demais para trabalhar para essa gente. - ele ralhou ainda mantendo próxima a seu corpo.
- Eles são boa gente, Nick, pare com isso.
- Por que quis matar ? - perguntou.
- Ela é só mais uma mesquinha como vocês que acham que nós, criados, estamos na última categoria. - Nick pressionou um pouco o canivete. Maddie recuou sem que o filho percebesse e correu até a cozinha, onde, sob a bancada de mármore havia um botão de alarme silencioso.
e estavam deitados na cama trocando carinhos enquanto ainda normalizavam as respirações. Não tinham ideia de quanto tempo havia se passado, mas sabiam que não poderiam demorar muito. levantou-se para tomar uma breve ducha e, quando saiu, já estava de banho tomado e vestido. Desceram juntos para a sala, não encontrando ninguém. Surpreendentemente já estava amanhecendo, o que explicava que eles haviam passado a madrugada toda ali. Entretanto, sentiram uma agitação vinda da cozinha e apertaram o passo.
- O que aconteceu? - cutucou que estava mais atrás, embora tenso.
- Nick surtou, ele, e estão lá dentro, está fazendo a de refém.
- Mas por quê? - perguntou confusa. suspirou.
- Pegaram Damon e assistimos a fita, foi o Nick que tentou te matar. - rapidamente o punho de se fechou e ele ameaçou entrar no quarto.
- Está louco? Ele pode machucar a ! - o barrou. - Eu vou entrar lá.
- Agora a louca é você, não faça isso, Maddie já chamou a polícia.
- Quem disse que eu vou entrar pela porta? - a garota perguntou como se fosse óbvio.
- Não posso permitir que você faça isso. - a segurou pelo braço e a menina sorriu acariciando-lhe o rosto.
- Está falando com a campeã mundial de esgrima, lembra? Eu sei como acabar com isso, confie em mim. - e ela dirigiu-se à porta dos fundos, dando a volta pela parte externa da casa até chegar à janela do quarto de Nick.
Felizmente o garoto se encontrava de costas para a janela e a mesma estava aberta. fez sinal de silêncio para e e ela finalmente entrou no quarto leve como uma pluma. Posicionou-se atrás de Nick, embora fosse um pouco menor, sabia que conseguiria. E então, como se tivesse dois pratos orquestrais nas mãos, espalmou as duas contra as orelhas de Nick, deixando-o desnorteado e fazendo-o cair ao chão.
- Venha . - a chamou com a mão e ela correu em sua direção, fazendo pressão com os dedos no pequeno corte que havia em seu pescoço.
- Eu sinceramente acho melhor você ficar no chão, colega. - sentou-se sobre as costas de Nick, imobilizando-o.
- Tire a máscara, vadia. Eu sei muito bem do que você é capaz. - murmurou o garoto.
- O que foi? Eu não ouvi. - ironizou a menina.
- Ou você pensa que eu não sei que você e a são as donas do McHate.com? - olhou para . - Opa, acho que era segredo. - foi a vez do garoto ironizar.
- E que provas você tem? - manteve a pose, mas o clima já estava muito balançado naquele quarto. , , e haviam entrado assim que imobilizara Nick.
- Cômoda à direita, primeira gaveta. Todo o histórico do computador de que eu pedi ao Damon para checar. Está tudo aí, todas as suas entradas para postar no blog. foi até lá e pegou um maço de folhas de papel, folheou-os rapidamente, passando para e com o olhar incrédulo sobre e .
- Sabe Nick, você está se mostrando um perfeito marginalzinho, me diga, com quem aprendeu tudo isso? - disse, mas então se separou dela para ver a pilha de papeis.
- Sempre alerta. Foi assim que eu aprendi. - ele disse com um sorriso enviesado.
- Isso tudo é verdade? - perguntou acusador.
- E por que você acreditaria nele? - tentou disfarçar o nervosismo, mas a interrompeu.
- É, é verdade sim. E o que vão fazer agora? Nos prender? Não fizemos nada de errado! - ela levantou-se, mas não sem antes amarrar Nick com o lençol da cama. - Tudo o que postamos naquele blog foi a mais pura verdade e vocês sabem disso, só ficavam irritados porque mexíamos demais com a vida pessoal de vocês, novidade: tablóides são piores.
- Vocês não tinham direito algum de fazer isso. - tomou a frente, extremamente irritado.
- Qualquer fã poderia fazer isso. - rebateu . - Não está feliz que não mentimos sobre nada?
- Feliz? Nos apunhalou pelas costas, - gritou. - eu quero ir embora daqui. - deu as costas, voltando à sala.
- Vem , eu cuido disso para você. - se prontificou, abraçando a amiga pelos ombros.
- O que deu em você? Confessou o blog na frente dos meninos! Agora, eles nunca mais vão olhar na nossa cara. - a garota esperou chegar ao seu quarto para se desmanchar em lágrimas. - Eu não tive escolha. - também estava chorando. - O blog foi descoberto, seria pior se não contássemos. Foi com dignidade que o blog acabou e é com essa dignidade que ficamos. Ainda temos uma à outra. - se aproximou e a amiga correu abraçá-la.
- O que vai ser de nós agora? - disse abafado pelo ombro de .
- Não sei, , não sei. Mas olha, não vamos deixá-los nos entristecer. Eu sei que meu pai e vão nos entender, nós só precisamos, só precisamos de uma boa base. - ela disse e a amiga concordou. - Vai ficar tudo bem. - voltou a abraçá-la.
Mais tarde, e seguiram para a sala de reunião, chamando Edward e para que se juntassem a elas. Ao que parecia, os meninos estavam vendo com Fletch as passagens de volta à Inglaterra. Nick havia sido preso naquela manhã sob a acusação de dupla tentativa de homicídio.
- Acho que vocês já devem conhecer o blog McHate.com que fala sobre o McFLY. - disse se sentando na cadeira próxima à ponta da mesa.
- Sim, o blog que e vivem reclamando. O que tem ele? - estava sentada ao lado de Edward, ambos atenciosos.
- Somos as donas. - se pronunciou olhando janela afora.
- E agora os meninos não olham mais na nossa cara. - engoliu o nó na garganta que havia se formado.
- O fato é que, papai, , - virou-se para eles, apoiando ambas as mãos na mesa de vidro. - o blog não diz nada além da verdade. Nós não mentimos em nada, sabemos que era errado falar sobre a vida pessoal, mas nós também nos incluímos no blog.
- Os fãs gostam de notícias e nós as tínhamos. Não foi por maldade. - disse.
- Papai, o senhor me conhece, sabe que eu não fiz por mal, eu só queria dar às fãs de McFLY, assim como eu, mais informações e... - ela foi interrompida pela mão de Edward que subiu na altura do peito, indicando que ela parasse.
- Está tudo bem, princesa, já entendemos. Eu e já entramos no blog e a única coisa que achamos de ruim foi a acidez dos posts, nada mais. Vocês não tinham a intenção e dá para perceber isso no rosto de vocês.
- Agora, queridas, nós não podemos intervir nos meninos. Eles foram os mais afetados nessa história e também acho que eles não nos escutariam. - sorriu terna. - Mas não se preocupem, uma hora vocês conversarão e tudo se resolverá.
- Espero que assim seja. - disse, mais aliviada agora. - Obrigada por tudo. - abraçou o pai e a madrasta.
- Obrigada Sr. , Sra. . - os abraçou e então elas saíram, sentindo-se bem mais aliviadas.
- Eu não disse que tudo ficaria bem? - abraçou a amiga de lado e as duas foram sorridentes para os quartos arrumarem as malas. Poderia ser uma forma de fazer com que a amizade delas ficasse ainda mais forte.
Capítulo 36.
Todos no avião. e em poltronas lado a lado e, três fileiras atrás, os garotos todos juntos. Edward e haviam ficado para resolver o caso de Nick e Damon e seguiriam para a Inglaterra o mais rápido possível. Como imaginado, o McFLY vinha ignorando e como se ignorava a morte. Mas elas não se importavam, tinham uma a outra e o certo já estava feito. Depois da reunião com e Edward, elas haviam feito seu último post no blog:
"Caros leitores,
É com pesar que venho dizer que o blog está sendo fechado. Com os últimos acontecimentos, a situação saiu de controle e o McFLY descobriu quem nós éramos. Então, para evitar maiores problemas, McHate.com está, a partir de hoje, fechado.
Obrigada a todos os fãs e todo o apoio e informações que vocês nos deram. Realmente sem vocês o blog não seria do tamanho que é hoje. Então... a gente se vê por aí.
Caso tenha ficado a dúvida sobre quem nós somos, aqui estão duas fotos. Sim, nós somos e . Desculpe se nós os desapontamos."
E então elas não haviam visto mais nada relacionado ao blog. havia terminado com , e não se falavam, o mesmo se repetia com . Embora a relação da garota continuasse normal com , notava-se que a convivência naquela casa ainda estava longe de ser pacífica.
Uma semana depois...
- Princesa, temos uma coisa para lhe mostrar. - Edward entrou no quarto que dividia com . Ele e haviam decidido por adiar o casamento em alguns meses. Mas a procura pela nova casa continuava.
- O que é papai? - a menina levantou-se da cama de prontidão.
- Venha comigo. - Edward acenou sorrindo e entrelaçou a mão com a da filha, tapando em seus olhos em seguida.
- Ah pai, não tem graça. - protestou a pequena, mas o mais velho apenas riu. Longos minutos se passaram dentro do carro que seguia para onde a menina não fazia ideia.
- Espero que goste. - depois de um longo passeio de elevador e uma chave na maçaneta, Edward colocou as mãos sobre os ombros da filha e retirou-lhe a venda que havia colocado pouco antes de entrarem no carro.
- Oh meu Deus, papai, é lindo! - sorriu largo para o novo apartamento. Era um duplex enorme, assim como sempre quisera.
- Venha, vou lhe mostrar os cômodos. - o pai puxou a filha pela mão pelo apartamento. - Essa é a sala. - branca e bem clara, a sala tinha uma enorme TV de plasma; havia dois sofás brancos, um de cada lado do cômodo e uma mesinha de vidro no centro, as janelas eram cobertas por delicadas persianas e o ambiente era confortável. Andaram mais um pouco e chegaram à cozinha. De armários brancos e mármore preto, a cozinha era espaçosa, mas com certeza, um lugar que evitaria ficar. Próxima parada foi seu quarto, o tão esperado quarto. Ele era enorme e com uma sacada de ponta a ponta. Havia uma cama de casal bem no meio do cômodo, com uma parede aberta logo atrás de onde vinha o closet.
- Gostou? - Edward sorriu. girou seu corpo para que pudesse olhar cada canto do quarto e sorriu maravilhada.
- É lindo, obrigada! - ela pulou no colo do pai, rindo, divertida, mas foi interrompida pelo seu celular. - Ahm, papai, pode me dar licença? - ela apontou para o aparelho gritante e o mais velho assentiu. - Oi, o que aconteceu?
- Ele descobriu....
- Descobriu o que, mulher? - sentou-se na cama ao ouvir a voz de , chorosa.
- Do meu antigo caso com o . - ela fungou.
- Você estava tendo um caso com ? - franziu o cenho.
- Longa história, coisa de chantagem. - explicou ela rapidamente. - disse que nunca mais vai olhar na minha cara.
- Calma, vai ficar tudo bem. Ele vai se arrepender disso.
- Eu acho que não. - ofegou e bufou.
- , relaxa ok? Se você quiser eu falo com ele.
- Não! Está louca? Estamos pior do que no filme "A Morte Pede Carona" - ela murmurou e riu.
- Acalme-se, tudo vai se resolver ok? E, hey, se quiser diversão pode vir para o meu novo apartamento, papai acabou de me apresentá-lo, você vai amar!
- Posso mesmo? - pela voz, sabia que os olhos da amiga brilhavam.
- Mas é claro. Agora preciso desligar e não chore ok? Te vejo mais tarde. - e desligaram. suspirou. As coisas realmente estavam longe de ficar bem, era como se uma conspiração houvesse formado ao redor delas e, embora ainda tivesse pessoas com as quais elas pudessem falar, aquelas que carregavam seus corações estavam frias como mármore.
Os dias que ia à gravadora fazer companhia para eram extremamente tensos. Tirando a secretária e Fletch, ninguém falava ou dirigia o olhar a elas. McHate.com estava fechado, ninguém mais falava nele e muito menos em suas proprietárias, as novas músicas já estavam sendo trabalhadas, todos estavam seguindo em frente. Mas eles não podiam dizer que estava sendo fácil.
Havia dias em que não conseguia dormir, passava horas a fio com seu caderno de letras aberto ou então só olhando pela janela de sua casa. Ele simplesmente não conseguia ignorar , partia seu coração tê-lo que fazer, tanto com ela como a prima; os meses que ele passara brigado com não poderiam se repetir.
Já , parecia um zumbi ambulante. Não dormia direito sequer uma noite e não estava mais falando com . Desde que descobrira que ele e haviam se envolvido, aquilo havia o abalado ainda mais. Basicamente, as conversas com eram uma das poucas coisas que o mantinham focado na banda. Estava cada vez mais difícil ignorar na gravadora sem aquele desejo massacrante de abraçá-la e beijá-la, perguntar como ela estava e dizer que a amava.
McFLY estava em crise, o coração de seus integrantes estava em crise. Restava muito pouco a se fazer, mas ninguém poderia desistir...ou seria o fim.
Capítulo 37.
[Coloque para carregar Leiam com a música, é muito importante!]
Dois meses se passaram. O CD estava em seus toques finais e a correria era tremenda. estava seguindo para a gravadora, a pedido de , entregar um recado a . Ela sabia que seria difícil, mas precisava tentar.
- Olá Rose, pode chamar o para mim, por favor? - a menina sorriu delicada para a secretária que acenou com a cabeça e pegou o telefone, pedindo por na recepção.
- O que quer? - ele apareceu e disse ríspido.
- Não me trate assim, eu vim porque sua mãe pediu. - disse calma, já havia percebido que brigar e gritar com sobre suas grosserias só o faria pior.
- Minha mãe? Arranje outra mentira, ande, não tenho muito tempo. - um nó se formou na garganta de , mas ela forçou-o garganta abaixo.
- Ela só queria que eu te dissesse para... - então ela travou. O que havia lhe dito mesmo? Ela não conseguia se lembrar de maneira alguma e o olhar acusador de sobre si não ajudava em nada.
- Seu tempo acabou, vá para casa e não volte, eu ligo para minha mãe depois. - disse ele e a menina concordou em silêncio. Sorriu fraco para a secretária e saiu com as mãos no bolso do casaco. Voltou a colocar os fones do iPod.
[Coloque para tocar]
Caminhou até o elevador e apertou o térreo, deixando que uma solitária lágrima deixasse seus olhos.
Everybody sees it's you
[Todo mundo vê que é você]
I'm the one that lost the view
[Eu sou quem perdeu a visão]
Everybody says we're through
[Todo mundo diz que é o fim]
I hope you haven't said it too
[Espero que você não tenha dito isso também]
Chris Brown tocava enquanto as luzes indicando os andares se moviam lentamente. Seu peito mais fundo não poderia ficar, estava sem ninguém para ampará-la e isso só fazia da ferida ainda pior.
So where do we go from here
[Então pra onde a gente vai daqui]
With all this fear in our eyes
[Com todo esse medo em nossos olhos?]
And where can love take us now
[E aonde o amor pode nos levar agora?]
We've been so far down
[Nós estivemos profundamente distantes]
Deixou o crachá na portaria e saiu por afora. estava próximo à entrada do local, falando ao celular. preferiu evitar vê-lo para não piorar seu mal-estar, então apenas abaixou a cabeça e continuou a andar. Mas ele a notou. Sabia que seguia para o outro lado, onde o carro de seu pai a esperava, pronta para levá-la para casa.
We can still touch the sky
[Nós ainda podemos tocar o céu]
If we crawl
[Se nós rastejarmos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
A rua em que a gravadora ficava era relativamente calma, então não havia semáforos. Bastava uma olhada e você poderia atravessar tranquilamente. Mas não naquela tarde. olhou para a rua e viu que estava livre, mas não . Ele continuou olhando e reparou quando um carro virou a esquina em alta velocidade. Ele não iria parar, não parecia.
De repente a voz da pessoa do outro lado da linha pareceu sumir; só havia ela.
- , cuidado! - ele gritou, mas ela não o ouviu. É claro que não. Com aqueles fones, quem ouviria?
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So lets crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
Dedos fortes apertaram seu braço com força e seu corpo deu um solavanco para trás um milésimo de segundo antes do carro atravessar logo a sua frente em alta velocidade. Com o movimento, seu iPod caiu.
Why did I change the pace?
[Porque eu mudei o ritmo?]
Hearts were never meant to race
[Corações nunca foram feitos pra correr]
I always felt the need for space
[Eu sempre precisei de espaço]
But now I can't reach your face
[E agora não posso alcançar seu rosto]
So where are you standing now
[Então onde você está agora?]
Are you in the crowd of my fault
[Você está na platéia do meu apoio?]
Love, can't you see my hand?
[Amor, você consegue ver minha mão?]
I need one more chance
[Eu preciso de mais uma chance]
- ... - a virou para si, mas a garota não deu-lhe tempo para olhá-la nos olhos. Agarrou seu pescoço desatando a chorar, assustada. - Shhhh, vai ficar tudo bem. - ele acariciou-lhe o cabelo. sentiu as pernas fraquejarem e apertou ainda mais envolta do pescoço do garoto que a sustentou com os braços. - Vem, vamos entrar.
We can still have it all
[Nós ainda podemos ter tudo]
So we'll crawl
[Se nós rastejarmos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So lets crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
- Rose, um copo de água com açúcar rápido. - entrou na gravadora com apoiada sobre os ombros. - Sente-se aqui, pronto. - Colocou a menina sentada em um dos sofás da recepção e agachou-se à sua frente. - Shhhhh, está tudo bem agora, calma, calma. - ele segurou o rosto de enquanto ela ainda chorava copiosamente.
- Aqui está senhor . - Rose estendeu-lhe um copo d'água o qual ele pegou e entregou à . Sentou-se ao seu lado segurando sua mão esquerda enquanto com a outra ela segurava o copo trêmula.
- Obrigado. - ele virou-se para a mulher que sorriu calma. - Vamos, beba. - acariciou uma das bochechas de , tirando o rastro de lágrimas que ali havia.
Everybody see's it's you
[Todo mundo vê que é você]
Well I never wanna lose that view
[Bem, eu nunca quero perder esse ponto de vista]
So we'll crawl
[Se nós rastejarmos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
- O que houve? - apareceu, seguido de e .
- Ela quase foi atropelada. - murmurou.
- Ela está bem? - aproximou-se dos dois.
- Assustada, mas bem. Consegui pegá-la a tempo. - sorriu para a menina a sua frente que ainda tentava beber a água sem tremer o copo.
- Leve-a para casa. - disse frio.
- Como pode dizer isso, ela é sua irmã e você não quer nem saber se ela está bem? - virou sua cabeça na direção do garoto.
- Tanto faz. - disse ele e o soluço de colocou todos em silêncio.
- Shhhh, está tudo bem. - trouxe sua cabeça para descansar em seu ombro. - Shhhhh, vai ficar tudo bem.
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So lets crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
So we'll crawl
[Então nós rastejaremos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
desceu com até a garagem onde ambos entraram em seu carro e seguiram para a casa de menina. A cada semáforo em que eram obrigados a parar, tirava uma das mãos do volante para segurar a de que ainda tremia.
Pela primeira vez em muito tempo sentiu seu peito se aquecer e um sorriso brotar de seus lábios, ainda que tímido. Ele ligou o rádio para quebrar um pouco do silêncio. Chris Brown estava no final de sua música Crawl o que fez estremecer, pois era exatamente essa música que ela ouvia antes de tudo acontecer.
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So let's crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
Back to Love
[De volta pro amor]
- Está tudo bem, eu estou aqui com você. - disse segurando sua mão mais uma vez e então não a largando mais pelo resto do trajeto. permaneceu em silêncio, mas mais calma, fechou os olhos. Seu coração batia aquecido pela primeira vez em meses...
Capítulo 38.
- Olá ... oh não, o que houve? - abriu a porta da casa. - , você está pálida! - olhou para o rosto da garota, embora estivesse quase escondido no ombro de .
- Ela quase foi atropelada, - explicou. - tem algum lugar que eu possa levá-la? - a mulher concordou e apontou para o andar de cima. - Venha. - ele abraçou e ambos subiram para o seu quarto.
- Obrigada, . - ela disse assim que estava sentada sobre sua cama, confortável.
- Não há de que, você está bem? - ele ajoelhou-se diante da menina, segurando seu rosto para que pudesse olhá-la.
- Eu não...eu não sei. - ela piscou várias vezes. - Mas obrigada de qualquer jeito, vou ficar bem.
- Cuide-se. - o garoto beijou-lhe a testa e ia seguindo em direção à porta.
- ? - olhou-o, esperando que ele se virasse e assim o fez. - Eu sinto sua falta. - ela mordeu o lábio tentando segurar o choro. Ele sorriu fraco.
- Eu também linda, muito. - ainda segurava a maçaneta, mas a verdade era que não queria ir embora. Queria ficar ali, com ela, protegê-la e nada mais.
- Sinto muito. - sussurrou ela abaixando o olhar. Algo em seu corpo tremia, e não eram as mãos. Concentrando-se melhor no silêncio do cômodo, percebeu que era seu coração palpitando dentro do peito, inquieto. Instintivamente ela colocou a mão sobre o peito, como se quisesse aquietá-lo.
- Eu também. - sussurrou de volta e então deixou o quarto. Desceu as escadas passando por e se despedindo. O que havia sido aquilo?
- Prontinho, querida, um chá para você se acalmar. - sentou-se ao lado de que estava deitada encolhida na cama.
- Eu não consegui entregar o recado para o , ele não quis me ouvir. - ela disse ainda deitada.
- Está tudo bem, . Depois eu falo com ele. Agora tome isso, vai melhorar.
- Obrigada. - pegou a xícara e bebeu todo o chá de camomila que havia. Deitou-se e, quase em seguida, caiu no sono.
- Como ela está? - perguntou assim que chegou à gravadora.
- Melhor, está cuidando dela. - disse, mas não desgrudou os olhos de . - E você, trate de melhorar seu relacionamento com a .
- Olha quem fala. - retrucou o garoto, fingindo estar extremamente entretido com o instrumento que limpava.
- Não sou eu que fez a garota sair chorando do prédio e ficar tão perturbada que quase foi atropelada.
- Está dizendo que a culpa foi minha por ela não ter olhado a rua? – deixou o instrumento de lado e andou até , encarando-o raivoso.
- Não , estou dizendo que você maltratá-la a está deixando machucada. Pensa que tudo o que ela chorou ali foi por causa do susto?
- E não foi? - arqueou a sobrancelha, confuso.
- É claro que não! Foi só o causador dessa reação em cadeia. Acho que ela estava tão arrasada que se viu no momento certo para descarregar. E não a culpo. - deu as costas e foi para o outro canto da sala.
- Ok, então o que você quer que eu faça? - abriu os braços, se rendendo.
- Você ainda tem tempo de fazer as coisas certas, , então faça. - ele disse de costas e a sala voltou a ficar em silêncio.
Aquela rua estava deserta. Ela olhou de um lado e depois do outro, estava livre para caminhar. Quando pisou na faixa, entretanto, viu que um carro se aproximava e parou, esperando que ele passasse. Assim que o veículo estava prestes a passar pela faixa, alguém a empurrou fortemente pelas costas, jogando-a na frente do mesmo. Rapidamente ela abriu os olhos, se sentou na cama, gritando de susto e de encontro a algo macio.
- Pronto, te peguei. - ela ouviu um sussurro enquanto começava a chorar. Braços fortes a envolveram e passaram a fazer carinho em suas costas. - Shhhh, está tudo bem , calma. - ela reconheceu que era .
- Ele, ele me empurrou. - ela soluçou abraçando-o com força enquanto descansava seu rosto sobre o ombro direito do mais velho.
- Quem ? Quem te empurrou? - ele a separou de si, segurando eu seu rosto, tentando acalmá-la.
- O Nick. - fungou, comprimindo as pálpebras para que sua visão ficasse mais nítida. - , ele quer me matar.
- Ele não pode te machucar , eu estou aqui para te proteger ok? - voltou a abraçá-la segurando sua cabeça e acariciando seu cabelo. - Eu estou aqui, shhhhh.
- , não me deixa. - pediu ela.
- Eu não vou. Vem. - ele a puxou para se deitar com ele, colocando-a sobre seu peito. - Agora ninguém mais pode te machucar. - ficou lhe fazendo carinho até que ela caísse no sono.
- E então, o que aconteceu? - Edward, que havia acordado com o grito de , perguntou assim que voltou ao quarto.
- Um pesadelo, está lá com ela agora.
- ? Achei que estivessem brigados. - o homem franziu o cenho e sorriu sentando-se ao lado dele na cama.
- Eu sei, mas depois do que aconteceu hoje...desde que chegou não saiu do quarto de . Foi como se previsse aquilo. - ela perdeu o olhar sorrindo orgulhosa. - Nunca vou me perdoar por tê-la mandado à gravadora, ela poderia ter se ferido.
- Está tudo bem, , foi o anjo dela hoje. - Edward a puxou para abraçá-lo.
- Acho que as coisas se resolveram entre eles também. - riu a mulher. - Ele até a trouxe para casa e a levou para o quarto.
- é um bom garoto, ele faz bem à . Agora vamos dormir. - ele beijou-a nos lábios e apagaram a luz.
- Bom dia , , . Em que posso ajudá-los? - Edward atendeu à porta logo de manhã apertando a mão dos meninos.
- Olá senhor , estamos procurando pelo . Ele não apareceu no ensaio de hoje. - explicou.
- Oh sim, por favor, entrem. - ele abriu espaço para que os meninos entrassem. - Fiquem à vontade, ele deve descer a qualquer momento.
- Espere, ele ainda não acordou? - franziu a testa.
- Não, passou a noite com . Talvez não queira deixá-la sozinha. - Edward disse pensativo.
- Ela está bem? - perguntou e todos puderam notar o desespero em sua voz.
- Teve uma noite difícil, mas está bem. - o homem sorriu. - Por favor, sentem-se, eu vou dar uma espiada nos dois e venho lhes dizer.
- Certo. - disse jogando-se no sofá, totalmente relaxado.
Edward subiu calmamente para o andar de cima do apartamento e seguiu para o quarto da filha, batendo levemente na porta e entrando em seguida. Como pensava, estava acordado, mas com ainda adormecida sobre ele.
- , seus amigos estão aqui. - ele sussurrou se aproximando da cama.
- Será que pode pedir a eles para terem paciência? Eu não quero deixá-la. - ele passou a mão sobre o cabelo um pouco bagunçado de e Edward sorriu.
- Claro, não se preocupe. - ele bateu levemente sobre o ombro do rapaz e beijou a cabeça da filha, saindo em seguida. - Ele já acordou, mas vai esperar pela . Pediu para vocês terem paciência.
- Ok. Ahm...será que podemos assistir TV, sabe, para passar o tempo?! - arriscou e recebeu um aceno afirmativo de Edward.
- Rock Band? - sugeriu e eles pegaram os instrumentos, começando a jogar para passar o tempo.
Capítulo 39.
- Bom dia, dorminhoca. - sorriu ao ver a meia irmã se mexendo sobre si.
- Oi . - ela olhou para cima e deitou ao seu lado. - Te atrapalhei muito?
- De jeito nenhum, acho que você até dormiu melhor. - gabou-se ele e a menina riu.
- Estou com fome. - cogitou, pensativa.
- Eu te faço o café. - o garoto ofereceu.
- , temos uma cozinheira só para isso.
- Eu se fosse você não desperdiçaria essa chance. Não é sempre que eu preparo café da manhã para as minhas irmãs. - brincou ele.
- Tá booooom, você sabe do que eu gosto. Agora xô! - ela empurrou o garoto que saiu rindo de seu quarto. Mas antes foi até o banheiro escovar os dentes e arrumar o cabelo. Por sorte o fez, já que descendo as escadas, deu de cara com os meninos jogando Rock Band.
- O que eu perdi? - perguntou ele franzindo a sobrancelha.
- Como ela 'tá? – perguntou, largando as baquetas do Rock Band. Estava mais do que evidente que o menino estava inquieto para ver de novo.
- Ela 'tá bem. Só teve um pesadelo com o Nick. – ao ouvir as palavras de , sentiu um arrepio na espinha. Esse nome lhe trazia tantas lembranças.
- Você fez as pazes com a , ? – perguntou inseguro sobre a resposta dele. Será que teriam de conviver com as meninas de novo? Será que ele teria de olhar para e falar com ela?
Mas antes que ele respondesse, a campainha tocou. atendeu a porta e, por ela entrou uma pessoa encapuzada soluçando.
- A... está? – foi tudo que a pessoa conseguiu dizer. Tirou o sobretudo e o gorro, mostrando sua face corada pelo frio. tinha os olhos inchados, cansados e os cabelos pareciam sem vida. – Des... Desculpa atrapalhar. – continuou ela para , sem ver que os meninos a olhavam abismados.
Aquela era a mesma que chamava a atenção de todos os caras, em todos os lugares? Aquela que sempre estava de bem com a vida? Pois diante dos olhos de todos, aquela não era ela e, sim, uma completa estranha.
- , minha querida, está tudo bem? - perguntou cautelosa, desviando de leve o olhar para os meninos. então os notou e sentiu as bochechas enrubrecerem mais ao ver a encarando com cara de dúvida.
- Er... Sim. A , por favor? – ela perguntou de novo com certa urgência, os ignorando. Era melhor assim.
- Ela está dormindo. – respondeu para a prima, querendo que ela o olhasse. E quando ela o fez, perguntou-se se aquela seria a mesma dos dias após o acidente dos seus tios.
- Ah. Eu... Vou indo então. – abaixou a cabeça. Colocou seu sobretudo de volta, aproveitou e colocou os óculos escuros para esconder os olhos e a touca. Precisava sair de lá o quanto o antes. Aquele clima a estava sufocando.
- ? – a voz de ecoou na sala, e todos olharam para a menina. – Está tudo bem?
apenas olhou para a mais nova e acenou que sim com a cabeça. Sorriu fraco e caminhou até a amiga.
- Depois eu volto, tá? Agora não é uma boa hora. – sussurrou, querendo que os meninos não a ouvissem.
- Você é da casa querida, fique a vontade. – respondeu, saindo da sala em seguida.
- Sobe lá para o meu quarto, já estou indo. - disse olhando para o irmão ainda paralisado na sala. Por isso ele estava demorando tanto com seu café da manhã.
- Tem... Certeza? – agarrou as mangas do sobretudo e mordeu o lábio inferior. Estava ficando nervosa com aquela situação.
- Absoluta. – a mais nova sorriu, tirando os óculos e o gorro da amiga para que pudesse olhá-la diretamente nos olhos.
subiu as escadas, enquanto os meninos a observavam.
- Ela não pode ficar aqui, . – se aproximou da irmã, cochichando para a mesma.
- Por que não? Dê-me um bom motivo, . – ela esperou, e o menino não lhe respondeu. - Eu vou subir e ver o que a quer. - mas antes que ela se virasse novamente para subir a escada, deu largas passadas em sua direção e a abraçou com força. fechou os olhos respirando fundo e retribuiu o gesto timidamente, sorrindo antes de voltar ao andar superior da casa.
- Eu não fico mais aqui. Até mais tarde. – que, até então estava mudo, apenas observando, abriu a porta e saiu do apartamento. Precisava respirar novos ares.
- , você 'tá bem? – entrou no quarto, vendo a amiga em pé, de frente para a janela. Aproximou-se dela e viu o que a outra observava: .
- Ele me odeia. – disse baixo, quase sussurrando.
- Eu acho que não, senão ele não teria ficado te encarando o tempo todo. – foi até sua cama onde sentou-se, pensativa. – A maneira como ele te olhou hoje foi praticamente a mesma com a qual ele te olhava antes.
- , o 'tava falando com você? – a menina mudou de assunto, mas continuou olhando para a janela, observando entrar e sair do carro várias vezes. O que ele estava fazendo?
- Voltamos a nos falar. me salvou de um quase atropelamento e acho que ele conversou com o . Pelo menos é a unica coisa que me veio à cabeça para aquele cabeçudo do meu irmão falar comigo por livre e expontânea vontade.
- Deve ser... – finalmente se voltou para a amiga, já que finalmente resolvera entrar no carro e ir embora. – Ahm, andei pensando. Acho melhor sair da gravadora. Não aguento mais eles fingirem que não me conhecem.
- Logo isso vai passar. Precisa passar. Senão eles mesmos vão enlouquecer. – a mais nova riu, abrindo os braços para receber em um abraço reconfortante. – Vai dar tudo certo.
- Espero que sim...
- Se você quiser, eu posso te acompanhar todos os dias na gravadora. - disse depois de um tempo em silêncio.
- Não sei se é uma boa ideia.
- E por que não? É uma boa opção para eu continuar a trabalhar nessa reaproximação e começar com a sua. - a garota se levantou da cama, seguindo até a janela.
- Acha mesmo que isso vai acontecer? - disse descrente.
- É claro que vai! Você precisa acreditar nisso!
- Certo, então... eu aceito! - a menina sorriu fraco e ouviram alguém bater à porta.
- Entre.
- Trouxe seu café. - apareceu com uma bandeja lotada de frutas, uma jarra de suco e pãezinhos.
- Oh, obrigada . - a menina sorriu.
- Tenho que ir para a gravadora ok? Volto mais tarde, tchau . - ele deixou a bandeja na cama e beijou a cabeça da irmã, seguindo até a porta.
- Ahm, ? - o chamou com uma das sobrancelhas arqueadas. O garoto virou-se, já com a mão na maçaneta. - também está no quarto. - cruzou os braços e o garoto engoliu seco.
- Desculpe, tchau . - ele disse e acenou para a irmã que imediatamente voltou a sorrir.
- Até logo . - acenou mesmo de costas para o garoto.
- Estamos no caminho certo. – concluiu sorrindo e passou a dividir seu café da manhã com . Precisava animar a amiga e, por isso, convidou-a a passar a manhã toda consigo em casa. Nada melhor do que uma boa sessão de filmes e muitas guloseimas para levantar o astral.
Capítulo 40.
acabou por aceitar o convite de e almoçou na companhia de , ao menos agora estava mais calma e sorria por conta do último filme que haviam assistido. É claro que alguns minutos depois ela já estaria de volta ao normal, mas não queria ficar assim.
- Vamos lá? Estou levando alguns marshmallows para mergulharmos no chocolate. - disse animada abraçando o saco de marshmallows que emanavam um cheiro delicioso.
- Ahm, desculpa , mas acho que vou indo. Eu preciso dar as caras na gravadora.
- Quer que eu vá com você? - fez menção de subir as escadas, mas foi impedida por .
- Pode deixar, eu vou ficar bem.
- Ok então. Mas qualquer coisa me liga hein? - sorriu abraçando a amiga, junto com os marshmallows o que a fez rir.
- Claro, até mais. Tchau , obrigada pelo almoço.
- Até logo querida. - a acompanhou até a porta e fechou-a em seguida suspirando.
- Marshmallow? - ofereceu sorrindo.
- Só se vier acompanhado de algum clássico. - sorriu de volta e as duas seguiram para a sala, começando uma nova maratona de filmes.
- Boa tarde, Rose. – disse , entrando mais uma vez naquele lugar que a causava enjoo. Ela sempre chegava antes de todos os meninos, um jeito de não ter que cumprimentá-los, e sempre saía depois que eles já haviam partido. Mas não precisava fazer isso naquele dia. Os meninos haviam saído para o almoço e provavelmente voltariam quando ela já tivesse partido.
A caminho de sua sala, foi parada. John, o rapaz que trabalhava na área de gravações, chamou-a e pediu por sua ajuda.
- , acontece que o ia passar aqui depois do almoço para me ajudar. Eu estou ajustando meus programas, por causa do probleminha que deu semana passada. Mas ele não atende ao celular. Será que você... Poderia cantar alguma coisa para mim? - a menina sorriu sem jeito.
- Eu? Tem certeza John? Não quero te causar dor de ouvido. - sabia que tinha certo talento vocálico, mas tinha um pouco de vergonha.
- Eu duvido disso. Vamos lá! Escolha uma música que eu baixo o playback. - ele sorriu para ela.
A menina mordiscou o lábio, pensando em algo que a motivasse a cantar. Seu coração apertou ao lembrar-se de Remembering Sunday, do All Time Low. Uma música que a refletia por completo no momento. Escolheu a mesma, acreditando que a canção a ajudaria, talvez, a aliviar um pouco todo aquele stress.
- Procura um tom acima, eu não consigo cantar no tom original. - comentou, deixando a bolsa em uma cadeira do lado de fora da sala de som. Entrou, posicionando-se à frente do microfone.
Em minutos, a melodia que ela sabia de cor começou a tocar. Ajeitou uma mecha atrás do cabelo, olhando seu reflexo no vidro que dividia o lugar.
- He woke up from dreaming and put on his shoes/ Started making his way past/ Two in the morning/ He hasn't been sober for days. Leaning now into the breeze/ Remembering Sunday, he falls to his knees/ They had breakfast together/ But two eggs don't last/ Like the feeling of what he needs. - com os olhos fechados, em sua mente uma mistura de lembranças a deixava confusa. A ideia de que sua vida vazia e amargurada havia conseguido ter algum sentido com e, por causa de suas escolhas erradas e impensadas, ela perdera tudo, fazia sentir-se só.
- Now this place seems familiar to him/ She pulled on his hand with a devilish grin/ She led him upstair/ She led him upstairs/ Left him dying to get in. - respirou fundo e abriu os olhos. A letra da música refletia o que ela sabia que estava acontecendo a . Ela queria ajudá-lo e que ele olhasse em seus olhos. Essa seria a única maneira de ambos estarem completos e felizes. Mas aqueles sentimentos negativos que passara sobre si para ele talvez nunca passariam.
- Forgive me, I'm trying to find my calling/ I'm calling at night/ I don't mean to be a bother/ But have you seen this girl?/ She's been running through my dreams/ And it's driving me crazy, it seems/ I'm gonna ask her to marry me. - o reflexo mostrava para os olhos de , uma pessoa que lhe dava nojo: ela mesma. Seus pais sofreriam em ver essa pessoa em que sua filha havia se tornado. 'Eu mudei', ela repetia para si mesma. E de fato, ela mudara. Se fosse como era antes, nada do que aconteceu teria feito ela se sentir mal.
- Josh! Desculpe o atraso eu... - entrara correndo no estúdio. Havia se esquecido do que combinara com o amigo. Mas sua voz se calou, ao ver quem estava ali com ele. não podia vê-lo, nem ouvi-lo.
- Even though she doesn't believe in love/ He's determined to call her bluff/ Who could deny these butterflies?/ They're filling his gut. Waking the neighbors, unfamiliar faces/ He pleads though he tries/ But he's only denied/ Now he's dying to get inside. - ele sentia falta dela. Falta de poder olhá-la, falta de ouvi-la. Por mais que doesse, ele não conseguia não admirá-la. Ele queria ficar ali, a observando. Ela parecia mais angelical, mais dócil. Como ele nunca de fato vira.
- Forgive me, I'm trying to find my calling/ I'm calling at night/ I don't mean to be a bother/ But have you seen this girl?/ She's been running through my dreams/ And it's driving me crazy, it seems/ I'm gonna ask her to marry me. - ele então prestou atenção na letra. Notou que de fato conhecia. Era uma daquelas músicas que ele ouvia e lembrava-se dela. Ele se sentia como o 'personagem' dela. Começou de leve a cantarolar junto com ela. Era tão bom fazê-lo, pois estava fazendo com ela.
- The neighbors said she moved away/ Funny how it rained all day/ I didn't think much of it then/ But it's starting to all make sense/ Oh, I can see now that all of these clouds/ Are following me in my desperate endeavor/ To find my whoever, wherever she may be. - a voz de foi sumindo, e percebeu que havia outra voz, bem baixinha cantando. Josh havia deixado o microfone externo ligado, fazendo com que escutasse, no fundo, a voz de . Ele a estava observando?
- I'm not coming back/ I've done something so terrible/ I'm terrified to speak/ But you'd expect that from me/ I'm mixed up, I'll be blunt/ Now the rain is just washing you out of my hair/ And out of my mind/ Keeping an eye on the world/ From so many thousands of feet off the ground/ I'm over you now/ I'm at home in the clouds, towering over your head. - ao notar que ele havia parado de cantar, cantou com todo o seu coração essa parte. Ela dizia exatamente como se sentia. Mas ela queria voltar. Ela não se esqueceria dele. Ela nunca colocaria um fim na história deles, pois ela não se arrependia nem um minuto do que passara com ele.
- I guess I'll go home now/ I guess I'll go home now/ I guess I'll go home now/ I guess I'll go home. - com lágrimas nos olhos, olhou para baixo, mordiscando o lábio. Respirou fundo e saiu do estúdio. Sem olhar para o ex, pegou sua bolsa.
- Como me saí? - perguntou inqueita.
- Muito bem. - respondeu. Ela levantou o rosto e encarou aqueles olhos que ela tanto sentia falta. Ele estava de fato falando com ela? - Você sabe que tem uma belíssima voz.
- Ahm, depois nos falamos Josh. Adeus, Sr. . - disse rapidamente, saindo correndo para sua sala.
encostou-se na parede do estúdio e respirou fundo. 'O que deu em mim para falar com ela?', se perguntou. Mas a resposta era mais óbvia do que ele imaginava: ele precisava dela, por mais que ele não quisesse admitir isso.
Capítulo 41.
chegou às pressas em casa. Largou o casaco em qualquer lugar e seguiu em largas passadas até a sala. O dia na gravadora havia sido agitado, embora curto, mas mesmo assim queria checar como a irmã estava.
- Mãe! - beijou a bochecha de , mas esta fez um gesto de silêncio. - O que aconteceu? - olhou para baixo e viu deitada, a cabeça no colo de sua mãe.
- Ela tomou remédio para dor de cabeça e não faz muito tempo que pegou no sono, não a acorde. - sorriu a mulher voltando a fazer carinho nos longos cabelos da enteada.
- Posso levá-la para o quarto? - sorriu e recebeu o aceno afirmativo da mãe.
- Ah, mais uma coisa. - ela segurou o filho pelo braço, antes mesmo de alcançar . - Ela chamou pelo umas duas vezes enquanto dormia.
- É mesmo? Acha que ela está sonhando com o que aconteceu ontem? - ajeitou um dos braços de ao redor de seu pescoço.
- Não sei, mas se quiser passar a noite com ela de novo, acho que não faria mal algum. - sorriu beijando o filho na testa e depois a bochecha de , despedindo-se dos dois enquanto seguiam escada acima.
subia cautelosamente, observando cada degrau com cuidado enquanto também olhava para , certificando-se de que ela não acordaria. Por fim chegou ao seu quarto. Não estava mais cheio de tigelas e doces, como estava naquela manhã, a faxineira já havia limpado tudo, o que facilitou em andar e deixar a meia-irmã delicadamente sobre a cama. Enquanto a ajeitava, puxando a coberta para cima dela, ouviu-a virar-se, sonolenta, e murmurar.
- ... - logo em seguida ela voltou a afundar o rosto no macio travesseiro. mordeu o lábio, será que ele era a pessoa certa a passar a noite com a irmã? Sacou o celular e apostou na discagem rápida.
- ? Hey dude, escuta, quer passar a noite aqui em casa? - ele virou-se de costas e caminhou para fora do quarto para que pudesse falar. Acreditava estar fazendo a coisa certa tanto para o seu amigo quanto para sua irmã.
revirou-se pela centésima vez naquela noite, só que foi de encontro a algo macio e quente, que não era seu edredon.
- ? - balbuciou, sabia que havia pegado no sono antes que seu irmão chegasse em casa, mas não sabia que ele estava dormindo com ela novamente.
A resposta, entretanto, foi inesperada. Lábios quentes e carnudos foram de encontro aos seus, pegando-a de surpresa. Seu corpo foi jogado para o lado, permitindo que o rapaz ficasse por cima. Suas mãos subiram pelos braços nus do garoto e pararam na nuca, enquanto uma de suas mãos acariciava seu cabelo, logo percebeu de quem se tratava: . O que ele fazia em sua cama?
Ela não queria saber, era como se fosse o fim do mundo ou como soubesse que algo de ruim fosse acontecer, a beijava com vontade, aliviando a tensão que havia passado todos os meses longe da garota por quem seu coração batia diferente. Ter seu corpo sob suas mãos, deslizando sob seus dedos, seus lábios de encontro aos seus, aquele perfume que sempre emanava dela. Era uma sensação incrível.
se perguntava naquele momento como é que conseguira viver sem todo aquele tempo, porque agora que estavam ali, se beijando, todo esse tempo parecia impossível de ter sido vivido. atreveu-se a desprender da nuca de e desceu por seu tronco, descobrindo que ele estava sem camisa. Mais uma dúvida que a deixava inquieta: o que ele estava fazendo seminu?
separou-se de para poder encará-la sob a fraca luz da lua que atravessava a janela do quarto. desenhou todo o contorno do rosto dele com a ponta dos dedos, finalmente acreditando que era realmente .
- Me diz que isso não é um sonho. - sussurrou ela o olhando e deixando uma pequena lágrima escapar pelo canto dos olhos.
- Hey, hey, o que foi? - sentou-se na cama trazendo-a para perto de si.
- Desculpe, é que... - soluçou abafado, enxugando os olhos. - Passei tanto tempo sonhando com isso, mas depois... cada vez que você me olhava torto, doía tanto. - seu rosto escondeu-se na curva entre o pescoço e o ombro de que fechou os olhos, almadiçoando-se mentalmente. - Então eu me restringi aos meus sonhos...
- Esteja certa de que isso é real, porque eu não vou a lugar algum. Pelo menos, não sem você. - beijou-lhe a cabeça.
- Me perdoa , eu não consigo mais viver com essa culpa me assombrando. - voltou a olhá-lo, o garoto acariciou-lhe o rosto.
- Está acabado, , isso é passado. Você é outra pessoa e posso ver claramente. Agora fique calma, eu estou aqui. - trouxe o corpo de para que se deitasse sobre o dele. Enquanto a menina ficava fazendo desenhos aleatórios sobre o peito do rapaz, ele a observava com calma.
, em seu quarto, sorriu de canto. Sabia que havia ajudado a ficar ainda melhor. Sentou-se na cama, sem sono. Algo o atormentava. Ligou o laptop, aproveitando para limpar alguns arquivos que estavam pesando e encontrou um vídeo que ele havia gravado com os meninos, quando estava se mudando para o apartamento de .
*Flashback **
- ! ! Para de correr! - ria e corria atrás do primo.
- , acho que teremos que atacar a ! – a voz de , que segurava a câmera, soou, com um tom de ironia.
- Sargento , hora de atacar! – gritou, pegando no colo. Jogou-a no sofá, fazendo cócegas, na companhia dos outros.
*End Flashback **
As gargalhadas de fizeram rir. Ele sentia saudades daquele jeito infantil dela. Assistir a um daqueles pequenos momentos de paz entre eles era de se fazer pensar em como eles seriam agora. Com e amigos seria muito mais fácil momentos como aquele se repetirem. E não seria um pequeno erro que ameaçaria esses outros momentos.
Na hora soube qual era o próximo passo. Sabia que sua mais nova missão era tentar ajudar seus amigos que pareciam completamente perdidos.
- ? Sou eu. Sei que 'tá meio tarde, mas preciso da sua ajuda. – nada como alguém que enxergasse a luz na escuridão. Será que ele conseguiria ajudar e como ajudara e ?
O dia amanheceu ensolarado, dando a todos a inspiração para acordarem sorrindo. e tomaram café juntos, trocando carinhos, brincava com enquanto as deliciosas panquecas sumiam aos poucos da grande mesa dos e . Assim que terminaram, e saíram para a gravadora, saiu para o trabalho e restaram apenas e que se distrairiam arrumando a casa. subiu e pôs-se a arrumar seu quarto, que não estava lá aquelas coisas.
- , seu celular está tocando! - disse do andar de baixo e riu.
- Já vou atender , obrigada. - ela pegou o aparelho na mão e franziu o cenho ao ver um número desconhecido no visor. Apertou o botão para atendê-lo.
- Olá, filha.
Capítulo 42.
Edward andou apressado para fora do elevador em direção à porta envidraçada da gravadora. Passou pela secretária sem ao menos responder à sua saudação.
- , arrume suas coisas e venha, rápido. - ele abriu a porta onde saberia que o garoto estaria.
- Certo. - o garoto pensou em perguntar o que estava acontecendo, mas pela cara do padrasto coisa boa não deveria ser.
- Mas, Sr. , era nossa carona para casa. - disse como se desculpando.
- Venham todos, tem espaço no carro. - o homem disse andando de um lado para o outro. Além de inquieto parecia extremamente desconfortável. Rapidamente os garotos se arrumaram e desceram todos no elevador em silêncio. Entraram no carro de Edward, no banco do passageiro e, diante do silêncio que ficaria ele resolveu tirar suas dúvidas.
- O que aconteceu, Edward? - ele já previa o pior, mas talvez as palavras do homem o acalmassem.
- ligou, saiu do controle. - os garotos se olharam de sobrancelhas franzidas. Que parte da história eles haviam perdido? estava bem há dois dias, é claro que estava triste pela amiga e pelo quase acidente, mas nada que realmente indicasse um limite prestes a ser ultrapassado.
O caminho seguiu em silêncio e isso só fez com que a tensão e a curiosidade de todos no carro aumentasse ainda mais. Apressaram-se em descer do carro e seguiram para a recepção, onde uma moça um pouco nova demais para estar ali, os atendeu.
- Posso ajudá-los? - sorriu.
- Oi, eu queria saber o quarto de , por favor. - Edward aproximou-se do balcão. , , e já estavam nervosos demais, eles não sabiam o que estava acontecendo e o fato de estarem em um hospital só diminuía suas espectativas.
- Segundo andar, quarto 14. - a moça olhou em uma prancheta e todos seguiam para o elevador, quando os parou.
- Espera, você tem certeza? - sua expressão foi a pior possível e resolveu perguntar.
- O que foi?
- Segundo andar é a ala psiquiátrica. - disse o garoto com uma expressão sombria no rosto.
- É isso mesmo, segundo andar. - a moça conferiu mais uma vez para ter certeza.
- Minha nossa, vamos logo. - Edward praticamente implorou enquanto segurava o enorme elevador para os meninos entrarem. Ao virarem à esquerda, já no segundo andar, estava sentada mais à frente, conversando com uma enfermeira.
- Mãe! - chamou correndo até ela.
- Onde está ? - observou ao ver que a menina não estava ali com ela.
- Lá dentro. - ela apontou com a cabeça através da janela envidraçada, a qual estava ao seu lado. Dentro do quarto, havia apenas uma maca solitária com alguns monitores e .
- Por que ela está amarrada? - franziu o cenho e pôde reparar melhor.
- Os médicos quiseram previnir, não sabem o que pode acontecer quando ela acordar. - suspirou triste.
- Estão a tratando como um animal! - protestou apontando para dentro enfurecido.
- Querido, ela agiu como um. - a mulher disse calmamente, ansiando pela reação do mais novo.
- O que exatamente aconteceu? - Edward, agora mais calmo por ver que sua filha ao menos estava bem, resolveu saber.
- Oh Edward, eu não sei por onde começar! - passou as mãos pelo cabelo e sentou-se em uma cadeira que havia ali. - Antes que eu me esqueça, - ela revirou os bolsos da calça e tirou algo de lá. - isso foi o que sobrou. - entregou a Edward o aparelho celular de .
- O que sobrou? - repetiu horrorizado.
- Ela destruiu o quarto todo. - a mulher lamentou-se.
- Comece do começo, por favor. - Edward sacudiu as mãos, tentando ordenar seus pensamentos.
- Bem, estávamos arrumando a casa, estava no quarto dela. Depois de um tempo o celular tocou, eu me lembro de ter dito a ela para que atendesse.
- E então o que aconteceu? - estava inquieto, ele também queria entender o que estava acontecendo.
- Passaram-se uns dez minutos e eu ouvi a primeira coisa quebrar. Achei que tivesse sido um acidente, mas aí mais coisas começaram a se quebrar e ela começou a gritar de um jeito enraivecido, em uma língua estranha. Então fui checar o que estava acontecendo. - perdeu seu olhar, parecia estar voltando para o momento. - Quando abri a porta o quarto estava todo virado de cabeça para baixo, tudo o que era vidro estava quebrado, as coisas todas jogadas no chão e ainda assim gritava. Eu tentei dizer a ela que se acalmasse, mas ela simplesmente jogou um dos vasos na porta.
- Você se machucou? - Edward tocou-lhe o ombro.
- Só alguns arranhões, nada demais. - ela sorriu fraco olhando o noivo. - Eu decidi chamar socorro, porque eu sei que ninguém conseguiria tranquilizá-la. Alguns minutos depois eles chegaram. Foi um sufoco segurá-la, foi horrível. A pobrezinha não parava de se debater e gritar, tiveram que sedá-la e a trouxeram para cá. Nunca havia visto uma coisa assim.
- Ela ficava gritando alguma coisa, te disse alguma coisa? - o Sr. indagou tentando juntar as peças, mas nada fazia sentido.
- Não. Ela ficou assim depois de atender o celular.
- Deve estar aqui então. - Edward abriu o slide do celular e procurou pelas últimas chamadas recebidas. Dentre os tantos números conhecidos, havia um não identificado que chamou sua atenção. Apertou para discar e esperou com os braços cruzados.
- , é você? - uma voz de mulher, do outro lado da linha, o fez franzir a expressão. Ele reconhecia aquela voz.
- Vanessa. - disse sério e todos o olharam. Quem era Vanessa?
- Oh Edward, o que aconteceu com ? Ela está com você? Está bem? - ele esperava que ninguém dali o estivesse ouvindo.
- Você ligou para a nossa filha? - disse entre dentes, extremamente irritado. Ora, mas que ousadia!
- Eu precisava falar com ela. - justificou-se com uma voz calma. - Sinto a sua falta.
- Não era isso que parecia quando você nos deixou há alguns anos. - aquela conversa o estava deixando desconfortável. - De qualquer maneira, fique longe de minha filha. Eu vou mudar o número e você não tente nos procurar de novo, entendeu? - e desligou.
- O que aconteceu? - quis saber e o homem engoliu seco.
- A mãe de que ligou. Agora eu entendo a sua reação.
- São os pais de ? - foram interrompidos pelo médico, que se aproximou, muito simpático.
- Sim, e o senhor é? - Edward abriu espaço para que os meninos também o olhassem.
- Meu nome é George Huang, sou psiquiatra. - ele apertou as mãos de e Edward. Parecia bem humorado e tranquilo, todos gostaram de cara dele.
- O senhor tem alguma notícia dela? - quis saber.
- Na verdade, eu vim aqui para saber melhor de seu paradeiro, parece que, - ele analisou sua prancheta. - a Sra. era a única com a paciente no local, certo?
- Sim.
- Alguma ideia do que pode ter causado isso? Ela tem algum histórico? - a voz do médico conseguia acalmar a todos, o que era bem melhor para que eles pensassem.
- Não, ela nunca teve nenhum episódio parecido. Ela recebeu uma ligação da mãe hoje; faz alguns anos que ela nos deixou e acho que desde então vem suprindo ódio por ela. - Edward explicou com os braços cruzados enquanto teimava em transferir o peso de um pé ao outro, impaciente.
- Certo. - Huang anotou em sua prancheta. - O senhor já conversou sobre isso com ela?
- Ela nunca quis tocar no assunto, sempre foi uma concha quanto aos sentimentos. - ele lamentou-se.
- Interessante.
- Então, o doutor sabe o que aconteceu? - interferiu. George sorriu.
- Só vou saber melhor quando ela acordar, mas pode demorar um pouco. Foi preciso muito sedativo para que ela pudesse descansar. Talvez ainda durma por algum tempo. Em todo caso, se ela acordar, mande me chamar imediatamente, mas não entrem no quarto ok? - todos concordaram e ele se retirou.
- Gostei dele. - declarou com um sorriso tímido.
- Eu também, me passou tranquilidade. - encostou-se à cadeira.
- Deveríamos comer alguma coisa, ele disse que vai demorar. - observou, enquanto encarava o quarto e, posteriormente, .
- Eu vou ficar. - disse determinado.
- Mas ele disse para ninguém entrar no quarto. - contrapôs.
- Ela não corre o risco de acordar, por favor. - virou-se para e Edward que se entreolharam.
- Tudo bem , mas se ela acordar, saia imediatamente, ok?
- Certo. - o rapaz concordou e entrou no quarto, aproximando-se da cama. Seu coração estava apertado. Ver a garota amarrada à cama era como a cena de um filme de terror.
Chegando mais perto, notou os pequenos arranhões que cobriam seus braços e sentou-se ao seu lado, em uma cadeira. Atravessou os dedos pela grade da maca e tocou sua mão, segurando-a e deixando que seus pensamentos se perdessem.
Capítulo 43.
- Você está bem mãe? - perguntou ao notar que não havia tocado em seu lanche.
- Eu só não me conformo. - disse a mulher batendo na mesa, indignada. - Estão a tratando como louca!
- É para o próprio bem dela, . - Edward a abraçou pelos ombros.
- Eu deveria ter atendido para ela. - passou a mão pelo rosto, visivelmente exausta.
- Você não sabia quem estava ligando, não foi sua culpa. - se intrometeu, recebendo acenos afirmativos dos outros presentes na mesa.
- O que importa é que está bem. - concluiu e todos passaram a comer em silêncio.
Vinte minutos depois e todos voltavam ao corredor onde estava, ao repararem que estava do lado de fora, presumiram que a menina havia acordado.
- O sedativo não fez efeito pelo tempo esperado, já chamei o Dr. Huang. - justificou-se o garoto ao ver as expressões confusas dos amigos.
Todos, então, passaram a olhar através do vidro, esperando e observando enquanto e o Dr. Huang conversavam.
- Olá , sou o doutor George Huang, sou psiquiatra. - ele disse enquanto puxava uma cadeira para se sentar ao lado da menina. - Como está se sentindo?
- Um pouco dolorida, será que podem tirar as amarras? - ergueu levemente os braços, já que ambos doíam.
- Infelizmente não, querida, é para a sua própria segurança. Ok? - sua voz novamente era de bom impacto sobre a menina que, calmamente, aceitou ficar presa. - Então, me fale sobre o que aconteceu.
- Eu não me lembro direito. - desconversou.
- Vamos, deve ter algo de que se lembra. - ele gentilmente pressionou.
- A voz da minha mãe. - a jovem disse amargurada.
- E como essa voz a faz se sentir? - Huang sorriu, estavam fazendo algum progresso.
- Com nojo, raiva. - a voz de choro era iminente. Ela se lembrava perfeitamente antes de desmaiar com a medicação. Seu quarto...
- O que sua mãe fez a você?
- Ela abandonou a mim e ao meu pai. - sua voz rapidamente tornou-se rude, trincada.
- Como você se sentiu sobre isso?
- Horrível, parecia que eu havia feito algo de errado e jamais pudesse consertar.
- Você entendia o que estava acontecendo na época?
- Entendia, eu sentia meu sangue borbulhando.
- Você se sente culpada pelo o que aconteceu na sua casa antes de vir para cá? - Huang fez mais algumas anotações.
- O que? Ter destruído o meu quarto? Era para eu me sentir culpada? - agitou-se.
- Não, não, não foi isso o que eu quis dizer. - o Doutor se adiantou. voltou a encostar sua cabeça sobre o travesseiro e pressionou os olhos com força.
- Você pode segurar a minha mão? - pediu ela inesperadamente.
- Faz com que você se sinta melhor? - Huang deu um sorrisinho interessado.
- Sim. Por favor? - ela o olhou com sinceridade.
- É claro. - ele tirou uma das mãos da prancheta e segurou a amarrada de . - Agora, , como é sua relação com seu pai?
- É tranquila, eu acho. Ele sempre faz tudo o que eu peço, me dá as coisas que eu quero. Ele sempre procura me fazer feliz.
- E você acha que o magoou quando quebrou as coisas de seu quarto?
- Eu... - franziu o cenho. - eu não sei. - ela olhou para a janela, onde conseguia ter uma boa visão do pai.
- Está tudo bem , eu tenho certeza de que ele vai entender.
- Posso ficar com o meu irmão agora? - perguntou ela e Huang ergueu uma sobrancelha.
- Pode sim. Mas, antes, só mais uma pergunta está bem?
- É claro. - aconchegou-se melhor na maca, tentando ignorar as amarras que a incomodavam.
- Você se sente mais leve agora que descarregou a raiva de sua mãe? - ele deu um sorriso de canto, tentando confortá-la.
- Nossa, foi como se tivesse tirado um peso das minhas costas. Melhor do que qualquer sessão de massagem ou esgrima. - sorriu .
- Muito bem, eu volto mais tarde está bem? Cuide-se.
- Ok, obrigada Dr. Huang. - ela sorriu vendo-o se distanciar e voltou seu olhar para a família.
- E então, doutor, como ela está? - apressou-se em perguntar.
- Pela experiência que eu tive há pouco ela aparenta estar um pouco confusa. Ela teve algum acidente recentemente?
- Há alguns meses. - Edward começou.
- Ela bateu a cabeça na borda da piscina. - continuou, sentindo um calafrio percorrer seu corpo.
- Certo. - Huang anotou em sua prancheta. - apresentou desequilíbrio emocional ou perda significativa de memória?
- Apenas nas duas primeiras semanas o humor dela ficou instável, o médico disse que seria normal, pois o lobo frontal estava um pouco inchado. - lembrou-se.
- Entendi. Bem, eu vou pedir uma tomografia apenas para me certificar de que tudo esteja certo. Em todo caso, devo receitar um psicotrópico para controlar o humor, só por precaução.
- Ok, muito obrigado doutor. - Edward despediu-se do médico e, quando ele começou a andar, virou-se novamente.
- Ah sim, , ela quer vê-lo. - sorriu.
- Obrigado. - o garoto murmurou entrando rapidamente no quarto. - Hey, como você está? - andou rapidamente até a cama.
- Acho que bem, essas amarras que são incômodas. - resmungou, mas depois sorriu. - Como vieram parar aqui? - ela referiu-se aos meninos do lado de fora.
- Seu pai foi me buscar na gravadora depois que minha mãe ligou, e eles resolveram vir junto.
- Já estou há tanto tempo assim aqui? - gemeu inconformada.
- Algumas horas, sim. - sentou-se ao seu lado.
- Me dá um abraço? - pediu a menina assustando-o.
- Mas você... ok. - ele levantou-se e a abraçou cuidadosamente. ainda tentou estender os braços, mas estes foram impedidos de se erguerem. - Por que você não descansa? Aproveite que você está livre de qualquer responsabilidade. - brincou o garoto.
- Vai estar aqui quando eu acordar?
- Pode contar com isso, pequena. - ele beijou-lhe a testa e voltou a sentar-se ao seu lado.
- Canta para mim?
- Claro, meu amor. - acariciou o cabelo de olhando-a com um sorriso fraco. E começou a cantarolar baixinho Bigger, dos Backstreet Boys. - First off I cant keep a promise / I'm no one to count on at all / Add on that I'm a coward / To scared to return your calls / But you don't care / You keep sticking around / While I'm acting a clown / You're bigger / Lalala / Cuz you're still here / Your feet stuck to the ground / Despite how silly it sounds / You're bigger / Than me / Lalala
beijou a testa da irmã e deixou o quarto sorrindo tranquilo. Ela ficaria bem.
Capítulo 44.
Sentado do lado de fora do quarto de , e tentavam confortar . Mesmo sabendo que a menina ficaria bem, todos ainda estavam meio tensos com a situação.
- , vem cá um pouco. – chamou o amigo no canto, deixando com e Edward. – Você não acha que seria bom para o e para a chamar...
- ...A ? Seria ótimo. Você não se incomoda, né? – completou, pegando seu celular. deu de ombros, com um sorriso de felicidade, por saber que iria vê-la, escondido.
- ? – a voz de soou estranha para os ouvidos de .
- Ahm, oi Sr. . Em que posso ajudá-lo? – ela imaginou que a ligação fosse a trabalho. Por que razão mais ele ligaria para ela?
- Para com isso, baixinha. Olha só, preciso que você me encontre naquele café que fica ao lado do hospital.
- O hospital? Aquele na rua da casa da ? O que aconteceu ? – seu coração apertou com medo de que algo tivesse acontecido com ou .
- Só venha para cá, ok?
- Ok. Em dez minutos chego aí. – desligou o celular. – Táxi! – assoviou. – Hospital Van Der Hooks, por favor.
E em exatos dez minutos, entrava correndo no local onde havia combinado com o amigo. Ele fez sinal para a mesma, sentado em uma das mesas.
- Ahm, oi. – disse meio tímida.
- Olha , eu já falei. Para com isso. – ele sorriu de canto. – Você me conhece, não gosto de brigar com ninguém. Muito menos contigo. Aliás, eu acho que entendo o que você fez. Sei lá... – coçou a cabeça, levantando e segurando a amiga pelos braços.
- Me dá um abraço, ? – sorriu, agradecendo por ter alguém em quem confiar, de novo. – Saudades de você, grandão.
- E eu de você, baixinha. – ele riu, abraçando-a. – Mas o que eu tenho para te falar é sério. – a sua expressão mudou, sentando-se novamente na cadeira.
sentou-se também, pedindo antes uma água para ela e para ele.
- A recebeu uma ligação da mãe dela e surtou. Quebrou o quarto todo e nos deixou muito preocupados. – disse , tomando em seguida um gole da água.
- Ai meu Deus! Mas como ela 'tá agora? – , com os olhos arregalados, perguntou, quase pulando da cadeira e correndo ao encontro da amiga.
- Mais calma. Colocaram-na presa em uma maca. Dá muita pena vê-la assim, mas o médico falou que era melhor.
- Eu... Preciso vê-la. Eu só vou passar no banheiro antes. Pode ir indo lá. Só me diga o quarto.
- Quarto 14, segundo andar. – ele sorriu, levantando-se. Depositou um beijo na testa da menina, e seguiu de encontro aos amigos.
- Cadê ela? – , ansioso, perguntou a que riu na hora.
- Abaixa esse rabinho aí . Ela foi ao banheiro e já vem. Se quiser ir lá falar com ela...
- Acho que não tem problema eu esperá-la... Né? – o amigo sorriu, vendo o outro correr em direção ao banheiro perto da lanchonete. Mas seu sorriso sumiu ao ver que a menina estava acompanhada.
- Dr. Lestrange, muito prazer. – o médico alto e bonito se apresentou a ela, antes que ela tivesse a chance de entrar no toalete.
- . – sorriu de leve, já querendo se livrar do rapaz.
- O que uma belíssima senhorita faz aqui? – perguntou galanteador. Enquanto isso, , ao notar a feição de , resolveu ficar e assistir a cena que o divertia.
- Tratamento. Estou na ala psiquiátrica. Sou uma serial killer. – sorriu a menina, friamente. – Eu faço caras se apaixonarem por mim, depois os corto vivos em pedaços e dou para os meus cães famintos. – os olhos do médico se arregalaram, e ele apenas se afastou.
Pelo menos ler e assistir ao seriado Dexter havia lhe dado um instinto assassino bom para despistar maus partidos.
- Impressionante... Você nunca tentou me matar. – sorriu, chegando por trás, sem a menina ver.
- Acho que não tive a chance. – respondeu, ainda sem olhá-lo. – Com licença, preciso ir ao banheiro.
- Sem pressa, estarei te esperando. – estar com ela fazia esquecer tudo que ele sofrera. Sentia que o motivo da separação deles não era maior do que o que ele sentia por ela.
Após um tempo, a menina saiu do banheiro e, acompanhada pelo ex, chegou até onde os outros estavam.
agora dormia, e estava do lado de fora, com os outros.
- Gente... – chamou a atenção de todos, que ficaram felizes ao ver ali.
- Eu não sabia ao certo se iria atrapalhar... Se preferirem, eu me vou.
- Não! – levantou-se, falando um pouco mais alto. – Fique, por favor. – ele olhou nos olhos da prima, o que a fez derramar algumas lágrimas. O primo havia sofrido tanto de uns tempos para cá. Ele correu até sua direção, e ela o envolveu com seus braços.
sorriu satisfeito. Havia feito o que era correto. e se entre olharam. O plano deles até que estava funcionando bem. Quando as coisas se acalmassem com , ele seria o próximo a falar com . Precisava da amiga de volta, tanto quanto os outros. E precisava uni-la a , até porque a pessoa que fora mais contra em voltar a falar com as meninas, havia sido ele.
- Precisamos conversar ainda. - afirmou, sentando-se com o primo em um sofá da sala. - Mas hoje não é o dia, nem a hora, ok? - sorriu, afirmando com a cabeça. - Qual o estado atual dela?
- Agora a está descansando, bem mais calma. Mas o doutor ainda não sabe exatamente. - respondeu, ainda se sentindo um pouco culpada pela reação explosiva da mais nova.
- Apenas sei que precisamos de ajuda para arrumar o caos que ficou o quarto dela. - completou. - Devo imaginar que o estrago foi grande, não? - concordou. - Eu vou mais tarde lá, alguém se habilita a ir comigo? - olhou para , esperando que ela pegasse a deixa dele.
- Eu adoraria lhe ajudar, . - pediu, sem pensar duas vezes. Sentia que era o correto a fazer.
- E nós ficamos aqui, com a . - se pronunciou. - Qualquer coisa, ligamos. A casa fica aqui na rua mesmo.
Por um tempo, ficaram todos sentados, conversando às vezes e comentando coisas alheias. estava em sono profundo e não havia nada para se fazer por enquanto. A presença de causava certo conforto em todos, já que na maior parte das vezes, desde quando ela começara a trabalhar para eles, ela sempre resolvia tudo. Claro que dificultando quando o assunto era . Mas muito prestativa com os outros.
- Obrigado por estar aqui. - cochichou no ouvido da menina. estava sentada em um sofá, onde dormia em seu colo e , do outro lado, em seu ombro.
- De nada. - respondeu ela, um tanto quanto envergonhada. - Você sabe que eu faria qualquer coisa para vê-los bem. - sorriu, olhando de canto para , que estava atrás dela. Não queria mover o pescoço para não acordar .
- , depois que você ajudar o e que a estiver em casa, você deixa eu te ligar? - ele se sentiu bobo por falar aquilo, mas sentia que devia a ela algo que não sabia explicar. Devia uma chance a ela de se redimir.
- Eu creio que sim. - ele sorriu com a resposta. Ia beijar-lhe a cabeça, mas achou melhor se segurar. Apenas sentou-se no outro sofá, com . Estavam todos começando a se sentir leves novamente. Só precisavam, agora, que a amiga, que dormia na sala ao lado, acordasse bem.
Capítulo 45.
Estar amarrada não era pior do que sentir-se impotente. E era assim que se sentia. Estava em uma galeria, escura, mas iluminada pela luz da lua. Havia música vindo de uma das várias portas. Ela foi até uma delas, mesmo não sentindo seus braços e pernas livres para isso. Duas grandes portas brancas se abriram, dando para um enorme salão. Várias mesas aconchegavam pessoas que ela não conhecia, mas chegando mais perto, pôde notar que sua família estava ao centro do salão. Todos estavam virados em uma única direção; quando ela se aproximou finalmente, percebeu o olhar assustado com que todos olhavam para um ponto fixo.
Seguindo-o, deu de cara com sua mãe em pé, em um palco, ela segurava um microfone e olhava para ela fixamente. Não conseguia ouvir o que ela falava, mas boa coisa não deveria ser. Quando voltou a olhar a sua volta, estava sozinha e o lugar, escuro. A sensação era absurdamente fria e triste, ela chamou por seu pai, por , por , mas ninguém respondeu. Então ela começou a gritar, estava quente, as amarras cada vez pressionando mais seus pulsos e tornozelos. piscou mais uma vez e conseguiu enxergar o quarto de hospital. Ao redor dela estavam , , seu pai, e , os olhares perturbados e cansados.
- , está tudo bem. - pronunciou-se, tocando-a no ombro.
- Eu acho que tem alguma coisa errada com o meu pulso. - gemeu ela olhando para o pulso direito.
- Vou pedir por uma enfermeira. - Edward anunciou, saindo do quarto.
- Foi um pesadelo, não foi? - acariciou seu cabelo, desgrudando alguns fios de sua testa suada.
- Eu... acho que sim. Mas parecia tão real.
- Qualquer que tenha sido, estamos aqui para você agora, não se preocupe. - sorriu, mas podia notar seus olhos inchados de cansaço.
- Acordei vocês não foi? - perguntou ela em tom de culpa.
- Que é isso , estávamos aqui te esperando de qualquer forma. - sorriu apreensivo.
- Voltem a dormir eu vou ficar bem. - disse em tom de desacaso sorrindo.
- Nem pensar, precisamos ver o que esse pulso tem. - Dr. Huang irrompeu no quarto, aproximando-se com uma enfermeira. - Vamos soltar a amarra bem devagar ok?
- Ok. - respirou fundo. Foi tortuoso e lento o processo de soltura do pulso.
- Eu vou pedir uma radiografia, mas acho que você deslocou o pulso. Chega de amarras por agora, está bem? - George analisou e olhou bem para que apenas concordou.
Antes de ser levada para a sala de radiografia, pediu a para que fosse descansar; embora o garoto tenha recusado veemente, logo que ela estava de volta, ele havia caído no sono. Como Huang havia dito, era só um deslocamento, mas não foi fácil colocá-lo no lugar. ficou com o braço imobilizado e, não conseguindo dormir por medo dos pesadelos, tratou de observar todos que estavam à sua volta e se preocupavam com ela. Tinha medo de estar ficando louca.
A caminho da casa dos -, caminhava silenciosa. pensava no que iria dizer, mas as palavras estavam fugindo de sua mente. Então, mais uma vez, ela o surpreendeu.
- Eu sei que vocês não fizeram por mal. – começou, andando agora cabisbaixa. – Mas eu também não fiz. Sei que parece idiotisse, mas se você pensar bem, a única coisa que eu fazia era adiantar as notícias. Deixar as fãs mais ligadas a vocês do que o normal das bandas. A gente às vezes criticava, mas qualquer um pode criticar vocês. Eu e a conseguíamos algo maior do que isso. Atenção para a banda. – ela parou e respirou. – Notou que o site só aumentava suas vendas? Suas fãs? – parou de andar, olhando para o horizonte. Ela tinha razão.
O problema de tudo era que ele só estava olhando para o lado negativo da coisa que, perto do positivo, era quase nada. Muitas de suas fãs que nem gostavam da banda antes, aprenderam a ouvi-la com as críticas das meninas. Elas, na verdade, os havia ajudado.
- Você sabe que eu odeio isso, mas você ‘tá sempre certa, né ? – ele sorriu de canto, abraçando a amiga e entraram no prédio.
- Espero que goste srta. . - a enfermeira sorriu colocando uma bandeja de comida em frente à .
- Obrigada. - ela sorriu e esperou a mulher deixar o quarto para suspirar. Pegou o potinho de gelatina vermelha e começou a comer devagar; se havia uma coisa de que ela gostava, era gelatina!
- Como está se sentindo ? - ela ouviu pronunciar com a voz rouca enquanto se levantava de um dos sofás do quarto esfregando o rosto.
- Metade funcional. - ela ergueu o braço enfaixado por conta do pulso. - Mas pelo menos ainda consigo comer gelatina. - ela raspou o potinho colocando a última colherada na boca. Colocou o potinho na bandeja e a empurrou de lado.
- Não vai comer? - ele havia se sentado na borda da cama e a olhava, agora, mais desperto.
- Ah não, eu não sou muito fã de comida de hospital. Mesmo lá em Portugal, eu só comi a gelatina. - sorriu a menina. riu levemente e olhou em volta percebendo que todos ainda dormiam. Foi desperto de seus devaneios pela mão de que pousava em seu joelho. - Eu já passei por tanta coisa, . - dizia ela enquanto subia lentamente os dedos pela coxa esquerda de olhando para a mesma, evitando os olhos profundos do rapaz.
- Eu sei , no seu lugar eu já não teria aguentado. - carinhoso, ele colocou sua mão sobre a dela, cobrindo-a quase totalmente. A menina sorriu.
- Mas eu nunca me senti próxima o bastante de você. Ou do . - continuou ela, parecendo ignorar o comentário anterior de . - Eu não sei se a já contou, mas um dos motivos para começarmos o blog foi o de nós sermos grandes fãs da banda. E eu sempre amei vocês quatro, embora eu tenha mentido quando nos encontramos na casa do , lembra?
- Lembro. - riu baixinho voltando no tempo. havia mudado tanto com eles. Antes ela era só uma riquinha mimada, grosseira e metida a dona da verdade, agora ela era apenas...ela.
- Vocês sempre foram a minha banda preferida, - olhava o nada, perdida em pensamentos. - e quando eu descobri que meu pai se casaria com a mãe do , eu não consegui me conter de felicidade. - seus olhos brilhavam. - Ainda me lembro de quando estávamos na casa do e você tentou se aproximar de mim. - ela finalmente fixou seus olhos, antes verdes-esmeralda por causa das lentes de contato, e agora apenas da cor que eles eram, nos de .
- Eu estava encantado por você. - lambeu os lábios também se lembrando. Sua mão soltou a de e ela se sentiu livre para continuar subindo, cada vez mais próxima à virilha do rapaz. - E estou de novo... - Seria tão fácil assim? Pensou o olhando intensamente. Ela se sentou mais próxima a ele, continuou subindo a mão, chegando ao cós da calça.
Ela não está com o , não há quem trair. Pensava ele enquanto olhava da delicada mão de para o seu rosto. adentrou sua camisa e começou a inclinar a cabeça na direção da dela. Eles se olhavam, as respirações entrando em sincronia; quando chegou ao tórax de , ele se permitiu encostar seus lábios nos dela. O beijo tinha gosto de gelatina de morango, fazendo querer sorrir, mas o deixava sem concentração. Principalmente enquanto ela arranhava de leve seu peitoral por debaixo da camisa, fazendo-o querer intensificar o beijo.
Uma de suas mãos seguiu para a cintura de enquanto eles movimentavam as cabeças sincronizadamente, as línguas deslizando sobre a extensão uma da outra. tocou uma das bochechas da garota, deslizando os dedos para o longo cabelo dela, enquanto puxava seu rosto para mais perto do seu. sorriu enquanto descia tortuosamente o indicador lentamente pelo tronco de , logo atingindo o botão da calça que usava e, agilmente, o abrindo. Desceu o zíper lentamente e deslizou os dedos por dentro, circundando o elástico da boxer que ele vestia.
Desviou-se dos lábios carnudos do rapaz e seguiu para o seu pescoço, não demorou até que ouvisse a respiração descompassada e falha dele, controlando-se para não gemer, pelo o que supunha.
- ... - ele a segurou pelos ombros levemente a afastando de seu pescoço. Sua testa estava levemente brilhante e os lábios estavam secos. - Vamos nos acalmar ok? - arqueou uma sobrancelha, voltando atrás tão rápido? - Eu te quero, muito, mas vamos esperar você receber alta do hospital, certo? Assim eu fico mais tranquilo.
- Ok, como quiser. - ela sorriu dando-lhe um último selinho. Ele assentiu para o nada e se levantou, seguindo para o banheiro. encostou-se à maca novamente, também normalizando sua respiração. E então uma onda de culpa a acometeu.
Capítulo 46.
deixou o banheiro e notou que havia voltado a dormir. Coçou a nuca um pouco confuso, o que diabos havia acontecido entre os dois? Ele a queria, não podia negar, mas também se perguntava se estava sendo justo com e . Mas aí se lembrava de que e nunca haviam ficado juntos oficialmente e que era seu amigo, ele entenderia se, mais tarde, resolvesse contar. Era tudo uma questão de tempo.
estava conversando com e no quarto quando, de repente, o Dr. Huang apareceu, chamando sua atenção.
- , tem uma visita para você. - embora a voz calma e suave a expressão do médico era séria.
Logo atrás dele, surgiu a pessoa que ela menos queria ver. Sua mãe.
- Jamais deixem o quarto. - sussurrou ela para e que concordaram, quase tão tensos quanto ela. - Hvad laver du her? (O que você está fazendo aqui?) - perguntou ela em dinamarquês, o desdém aparente em sua voz. Huang deixou o quarto em silêncio.
- Er ikke dine venner gonna ferie? (Seus amigos não vão sair, não?) - Vanessa se aproximou lentamente da cama. Era isso que a garota mais odiava em ser parecida com a mãe: petulância.
- De er min kæreste OG min halvbror, er de ingen steder. (São meu namorado E meu meio-irmão, eles não vão a lugar algum.) - deu uma breve olhada para os dois que estavam parados cada um de um lado da cama.
- Hvad nu? De er din personlige værger? (O quê agora? Eles são seus tutores?)
- Hvad vil du? (O que você quer?) - interrompeu a menina, com raiva.
- Jeg vil gerne snakke. (Eu quero conversar.)
- Der er intet at snakke om. Er det alt? (Não há nada para se conversar. Isso é tudo?) - revirou os olhos entediada.
- Du har ingen idé om, hvor meget ondt at se min baby i dette hospital, sindssyg. (Você não faz ideia do quanto dói ver minha filha no hospital, louca.)
- Hold kæft, du ved ikke, hvad der sker her! (Cala a boca, você não sabe o que está acontecendo!) - ergueu o tom de voz.
- Må jeg ikke? (Não sei?) - Vanessa riu sem humor. - Er jeg den eneste grund til du står her? (Eu sou mesmo a única razão pela qual você está aqui?)
- Ja, og du bør aldrig kom op her. (Sim e você nunca deveria ter vindo aqui)
- Jeg er din mor ... (Eu sou a sua mãe...)
- Du var min mor. er min mor nu, og jeg elsker hende så meget som jeg elsker min bror og søster. (Você ERA minha mãe. é minha mãe agora e eu a amo tanto quanto amo meu irmão e minha irmã.)
- Du behøver kun elsker dem, fordi de er berømte, en ting du aldrig være. (Você só os ama porque são famosos, algo que você nunca será.)
- SHUT UP! Forsøg ikke at lære mig, hvad er kærlighed, fordi du ikke på det, ok?Kan du ikke se vi lykkeligere uden dig? Bare lad os alene, er den bedste ting at gøre. (CALA A BOCA! Não tente me ensinar o que é amor porque você já falhou, ok? Não percebe que estamos mais felizes sem você? Apenas nos deixe em paz, é o melhor a se fazer.)
- Hvorfor gør du det for mig? (Por que está fazendo isso comigo?) - Vanessa colocou a mão sobre o peito, o olhar baixo.
- Nej, spørgsmålet er: Hvorfor gjorde du det for os? Du troede, jeg ville glemme, ikke? Men jeg plejer, vil jeg aldrig glemme det. Nu kan du, lad mig være i fred. Jeg er glad, hvor jeg er, med de mennesker, jeg er med. (Não, a pergunta é: Por que está fazendo isso conosco? Você pensou que eu esqueceria, não é? Mas eu não vou, eu nunca me esquecerei disso. Agora, por favor, me deixe em paz. Estou feliz onde estou e com as pessoas com quem estou.)
- Jeg ville bare dig til at tilgive mig. (Eu só queria que você me perdoasse.) - Vanessa deu mais um passo, olhando de esguelha para .
- Jeg vil aldrig tilgive dig Vanessa, du ikke og du aldrig var min mor. (Eu nunca vou te perdoar Vanessa, você não é e nunca foi a minha mãe.) - dito isso começou a chorar, mesmo que timidamente.
- Please, datter, tilgiv mig. (Por favor, filha, me perdoe.) - a mulher disse em um tom mais alto, meio desesperado.
- Bare at komme ud af her. (Apenas saia daqui.) - encostou a cabeça no travesseiro e comprimiu a expressão de choro.
- Acho melhor você sair. - disse sério. - Por favor.
- Jeg elsker dig baby. (Eu te amo bebê.) - ela sussurrou antes de se retirar do quarto.
- Shhhhh, acabou, 'tá tudo bem. - colocou-se na frente de .
- O que ela queria com você? - , que até então encarava a porta certificando-se de que Vanessa sairia, perguntou olhando para a irmã.
- Queria o meu perdão. - passou uma das mãos no rosto, estava sem a tala. Achou estranho. - Eu não dei.
- Você teve os seus motivos, ninguém está te culpando.
- Eu, eu preciso dormir. - murmurou entre um soluço e outro.
- Claro, meu amor, descanse. - beijou-lhe a cabeça e trouxe-a para se apoiar em seu peito.
abriu os olhos e encarou cinco pares de olhos preocupados e pálidos sobre si.
- Ela acordou, ah querida você está bem? - perguntou, os olhos estavam vermelhos e lacrimejando.
- O que aconteceu? - passeava os olhos confusos pelos familiares sem entender.
- O Dr. Huang trouxe Vanessa para conversar com você. - Edward começou, a expressão de choro evidente. - Depois que ela saiu e você dormiu, nós fomos comer alguma coisa... - ele parou, pressionando os olhos com força.
- Quando voltamos ela estava saindo do seu quarto, deixando uma seringa na bandeja do lado de fora, ela disse... - , que havia continuado para seu pai também parou, parecendo perdido em pensamentos.
- Disse que se ela não podia ser perdoada pela filha, então ela não deveria viver. - respirou fundo. - Assim que ela terminou você entrou em colapso dentro do quarto. - então ele não conseguia continuar.
- As pessoas começaram a correr de um lado para o outro, médicos tentando te reanimar, seguranças pegando Vanessa, nós sem saber o que fazer. - apoiou-se em Edward. - Foi horrível.
- Eu não entendo, eu só dormi. - disse a menina provocando risos fracos.
- Ela te deu um coquetel de tranquilizantes, você não sentiu nada. - Edward sorriu.
- Pelo menos você está viva. - pela primeira vez se pronunciou. - Oh maninha, eu nunca deveria ter deixado o quarto.
- Não foi sua culpa. - sorriu. - Vai ficar tudo bem agora.
- Vai sim. - concordou beijando-a na testa.
piscou fortemente e gritou, encolhendo-se na cama ao ver que todos haviam sumido, exceto por , que estavam de um lado da maca.
- O que aconteceu? - ela se ouviu perguntar com a voz rouca.
- Você dormiu. - disse naturalmennte sorrindo de leve.
- Então minha mãe não... - ela se interrompeu. Ele fez-lhe carinho na cabeça.
- Não , seu pai a mandou ficar longe de você ainda por celular. - O que você sonhou pequena? - olhou preocupado para . Então ela se viu contando, aos prantos, tudo o que se passara em seu subconsciente. Desde a conversa com a mãe, depois o cochilo e quando acordou e acabava de ter saído de uma tentativa de assassinato arquitetada pela própria mãe.
- Eu deveria saber que era um sonho, mesmo quando vocês disseram que eu havia entrado em colapso, eu conseguia me ver através do vidro, como se observasse tudo de fora.
- não se preocupe ok? Não vou deixar ninguém te ferir. - fungou concordando. Tudo ficaria bem, ela não estava enlouquecendo, definitivamente não.
Capítulo 47.
Entraram na casa e deixaram os casacos na sala, seguindo para o andar superior. abriu a porta lilás e delicada do quarto da irmã, e se deparou com uma devastação. Sua mãe havia dito que o quarto estava destruído, mas nem ele ou sabiam que ela fora generosa na descrição. Havia pedaços de vidro pelo quarto todo. A cama havia sido completamente revirada e as fotos, que antes estavam nas paredes, estavam rasgadas. O quarto parecia uma arte rebelde (bem rebelde) e sem sentido nenhum.
- Babe, vamos ter um trabalho e tanto! – o menino coçou a nuca, olhando para que tinha os olhos bem arregalados, ele só não sabia se eram de pânico ou terror. – Ahm... Primeiro passo?
- Traga uma cesta de lixo tamanho família, sacos de sanito e vassouras. Eu vou ver o que pode ser resgatado aqui. – “O que, por acaso, deve ser nada.” Completou em pensamento.
Enquanto conversavam assuntos aleatórios, um bom tempo se passou recolhendo tudo o que seria jogado fora.
- Restou apenas o colchão, o laptop, as roupas e algumas fotos que saíram ilesas. Acho que já é alguma coisa.
- Posso te fazer uma pergunta? – se pronunciou, mudando o rumo da conversa.
- Acho que sim, se eu puder responder. – a menina sorriu de leve.
- Você ainda gosta do , não é? – gelou por um momento. Temia por essa pergunta às vezes, porque gostar não era exatamente o que ela sentia por . Na verdade...
- Gostar chega a ser pouco. Eu definiria mais como um amor que, cada vez mais, preenche meu coração, por mais clichê e brega que isso soe. – continuou seus pensamentos em voz alta, fazendo soltar um risinho baixo, mas não o bastante para ela não ouvir. – What?
- Você consegue soar menos melosa do que ele. – ela se espantou com . “Como assim?” – Ele meio que escreveu umas poesias sobre você. E algumas músicas... Sem tirar as mil e uma fotos que ele tem de você no celular e as caras que ele faz toda vez que ele te vê ou quando fala de você.
- Uau. – foi a única coisa que ela deixou escapar.
- Na boa, meu conselho? Eu o vi falando com você no hospital. Você deveria sair com ele logo. Deixe esse rolo com a , comigo, está bem? – ele sorriu. Caminhou até a amiga, dando-lhe um abraço. – Vamos acabar isso aqui e depois você ligue para ele. Marque com ele na sua casa, na dele, não sei.
- Sabe o que mais? – sorriu, pegando o celular no bolso traseiro da calça jeans. – ? Você vai se encontrar comigo daqui a uma hora na minha casa. Não aceito ‘não’ como resposta, está certo? – o menino do outro lado da linha apenas sorriu e respondeu que sim.
- Essa é a por quem eu e os meninos brigávamos para ter como nossa. – sorriu, bagunçando os cabelos da amiga. Nada como um empurrãozinho, não?
chegou em casa meia hora antes do combinado com . Sentou-se no sofá, pensando sobre o que realmente aconteceria ali. Não fazia ideia do que falar ou fazer perto dele.
Certamente falaria sobre o caos que acabara causando e que sentia muito. Isso bastava.
Tinha mais outro pedaço mal resolvido. A parte sobre amá-lo. sentia que não era correto cair em seus braços assim, sem mais nem menos. Então sabia que isso era mais um tópico na lista de assuntos a serem discutidos.
Deixou o corpo cair de lado no sofá, e respirou fundo. O que faria até ele chegar? "Um banho, seria uma boa." pensou. Caminhou até o banheiro, despiu-se e, dentro do box, deixou que a água passasse em todos os cantos de seu corpo. Enxaguou os cabelos e ensaboou-se. Saiu do chuveiro, se enrolando na toalha, e parou de frente para o espelho do banheiro. Respirou fundo e repetiu para si mesma que conseguiria fazer aquilo.
Foi até seu quarto onde se secou e trocou de roupa. Sua escolha foi uma camiseta de gola em "V" azul marinho, seus jeans rasgados, e uma sapatilha preta, lisa. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, e passou nos lábios apenas a manteiga de cacau. Pensou em trocar seu conjunto íntimo de corações fofos por uma lingerie, mas trocou foi de ideia. Ele teria que gostar do que ela estava oferecendo. Simplesmente ela.
- ? - percebeu que ele estava tocando a campainha e batendo à porta. Sua voz soou doce e baixa para ela que estava no quarto. Correu até a porta e a abriu. Ele havia mudado de roupa também. Usava uma camisa branca lisa, uma jaqueta de couro, jeans meio justo e um sapato social.
- D-Desculpa a demora. Estava no quarto. - ela mordeu o canto do lábio inferior, abrindo mais a porta. passou ao seu lado com um sorriso escondido. Sentou-se no sofá e ao lado dele.
- Eu devo falar ou deixar você falar? - perguntou sério.
- Eu queria pedir desculpas. Eu sei que o que fiz foi errado. Mas é como eu disse para o hoje, eu queria afetar o por causa daquela coisa toda dos meus pais. O site não era de todo ruim, vocês vendiam mais CDs depois que o site falava mal da banda do que quando o site não existia. - ela parou e respirou fundo. - E eu te amo . Mais do que eu gostaria, confesso. Sei que vai demorar a sermos um casal novamente, mas... - os fortes braços de a envolveram num forte abraço.
- Como senti falta dos seus ataques. Quase me esqueci do quanto você fala. - ele cochichou em seu ouvido. Ela deixou que um sorriso de felicidade e alívio se formasse em seus lábios e retribuiu o abraço. - Eu te desculpo . Mais do que óbvio isso. Além disso, tenho uma ideia. - ela se soltou dele e o observou pensativa.
- Que ideia?
- Vamos começar de novo. - ele sorriu. Estendeu-lhe a mão com um sorriso adorável. - Oi, eu sou , amigo do seu primo, . E você? - ela soltou uma risada alegre e brincalhona.
- . Mas pode me chamar de . - sorriu. Parecia que tudo voltava lentamente ao normal.
- O que acha de jantarmos? Nos conhecermos melhor?
- Com algumas condições.
- Como assim? - ele fez uma pausa, olhando-a engraçado. Ela sorriu de ponta a ponta. - Tudo bem. Quais?
- Eu vou trocar de roupa antes de sairmos. O restaurante você escolhe. E nada de 'quer entrar?' na porta da casa de nenhum dos dois. - ele fez biquinho.
- Acho que posso me controlar.
- Oi, cheguei! - apontou com a cabeça para dentro do quarto de fazendo a menina sorrir de imediato. - Sentiu minha falta? - ele entregou à irmã uma rosa branca o que a fez suspirar, envergonhada.
- Muita. - reforçou ao balançar a cabeça e o puxou para um abraço. - Tive sonhos ruins, . - se separaram e o garoto torceu a boca, sem jeito.
- Quer me contar sobre eles? - ela negou veemente. - Quem sabe outra hora não é? - sorriu agradecida.
- E aí dude, como foi lá? - chegou seguido de , ambos com copos de café fumegante nas mãos.
- Cansativo, mas conseguimos deixar tudo pronto. Agora só falta ele voltar a ser habitado. - ele piscou para .
- Não sobrou muita coisa, não é? - lamentou-se a garota.
- Isso não é problema, podemos voltar a enchê-lo rapidinho! - disse animado. - Do que você gosta? Bichos de pelúcia? - sentou-se na borda da cama, sendo acompanhado pelos outros amigos.
- Eu amo bichos de pelúcia! - sorriu .
- Vou comprar um montão deles para você! - riu sendo seguido por e que também se prontificaram a comprar os bichinhos.
- A não veio me ver ainda? - perguntou ela de repente. Eles já estavam se acostumando com suas mudanças repentinas.
- Claro que veio meu amor, só que você estava dormindo! - disse calmo.
- Vocês não a trataram mal, não é? - receosa, cruzou os braços, temendo pela resposta.
- De jeito nenhum! Ela até me ajudou a arrumar seu quarto, pequena!
- Que bom! - ela sorriu, sentindo-se mais calma.
- Vamos ver como está a nossa garota? - Dr. Huang adentrou o quarto sorridente. - Vou fazer uma tomografia e se tudo estiver certo, você sai daqui ainda hoje! - os quatro pularam de alegria. - Se nos derem licença. - ele destravou as rodinhas da maca de e ela foi levada para a sala de exames.
- Alô? - pegou o celular do bolso ao senti-lo vibrar e franziu o cenho quando viu o nome no visor. - Pai? O que aconteceu?
Capítulo 48.
Com as mãos na cintura de , a conduziu até uma mesa do Burger King. A menina riu, sentando-se à mesa.
- Acho que é por isso que eu vou me casar com você. - ele a olhou, curioso, não entendendo. - Só sabe que eu não quero um restaurante chique. Só ele sabe que eu adoro um bom cheeseburguer com bacon do BK.
- Nosso segredo, baby. - ele piscou de canto, segurando sua mão e acariciando-a suavemente. - Vamos pedir?
Após algum tempo, ambos haviam lanchado e se olhavam um tanto quanto sem assunto. brincava com o sunday que havia pedido e ele a admirava. A risada de escapou por entre seus lábios, causando reação de espanto na menina.
- Pois não? - perguntou, indignada por ele rir, assim, dela.
- Você se sujou toda, pequena. - ele amenizou o riso, passando o dedo em seu rosto, mostrando o dedo com calda de chocolate. - Viu?
A menina riu, correndo até o banheiro. Observou seu reflexo no espelho e riu um pouco mais. Jogou água em seu rosto, limpando-se, e abriu a porta do toalete.
O silêncio predominava no quarto, depois que voltara rindo do "passeio de maca" como ela gostava de chamar, seu sorriso rapidamente murchou ao ver a palidez de , que andava de um lado a outro no cômodo.
- ? - a despertou de seus devaneios quando a tocou de leve no braço. Ela piscou rapidamente e o olhou tranquilamente. Já fazia algum tempo que esperavam ansiosos pelos resultados dos exames em silêncio. - Eu queria falar uma coisa a você. - Isso não soava bem aos ouvidos de , o que poderia dar errado quando faltavam apenas algumas horas para ela ser liberada do hospital?
- Claro, o que foi? - ela sorriu trêmula com medo do que viria a seguir.
- É que eu vou ter que passar alguns dias no interior, sabe, problemas de família. - Ah, que bonitinho, pensou , ele estava se justificando! - Desculpe por não conseguir ficar mais tempo e te ajudar.
- Está tudo bem , vá tranquilo. vai cuidar bem de mim! - ela sorriu pegando em sua mão. estava sentado no canto do quarto, os observando.
- Eu vou só esperar a sua alta e já vou para lá. - ele a beijou na testa, em seguida a abraçando. retribuiu o abraço sorrindo de olhos fechados, estava quente e gostoso, não queria soltá-lo.
- Não vai dirigindo não é? - perguntou ela preocupada. - Você está muito nervoso, não quero que se machuque. - voltou a olhá-lo nos olhos e sorriu fraco.
- Eu vou de trem, e a vai comigo. Pode ficar tranquila. - acariciou o cabelo de e beijou-lhe os lábios. A expectativa e ansiedade voltaram a dominar o quarto.
Do lado de fora, a esperava. No momento que ela tentou abrir a boca para falar, ele a empurrou de volta para o banheiro, entrando em uma das cabines. Beijou-lhe os lábios ferozmente enquanto pressionava sua cintura contra a parede. , contra seu corpo que pedia por mais daquele toque, se separou dele por um instante.
- ... - ela começou. Ele olhou confuso para ela, que não o olhava nos olhos. A menina levou uma das mãos até a tranca da porta, travando-a. Ele sorriu de lado, e deixou ser agarrado para perto dela. - Menos barulho. - disse, mordendo o lábio dele, que estremeceu. Definitivamente, ela continuava a mesma.
deslizou as mãos pela lateral do corpo da menina, parando com uma na coxa esquerda da mesma e a outra no fecho do sutiã de . Ela, por sua vez, puxava os cabelos do rapaz e arranhava suas costas, sem desgrudar de seus lábios por um segundo sequer.
Por sorte, era uma noite muito parada na lanchonete, liberando o banheiro para a maior privacidade do casal, que já havia se esquecido um pouco da ideia de pouco barulho. soltava gemidos enquanto ele passava as mãos embaixo de sua camiseta. Inevitável era não se sentir completamente em casa com aquela sensação de que compartilhavam.
- Uuuh, olá amiguinho. - a menina soltou quando sentiu algo vibrar. Para sua infelicidade, não era apenas ''. - , se isso não for importante eu juro que te castro! - disse ela entre dentes, com um muito desgostoso a encarando.
- Desliga logo! - ele sibilou, enquanto passava as mãos nas costas da menina indo até a barriga e depois até o cós de sua saia. - O quê? A gente tem que ir hoje? Não pode ser, sei lá... Amanhã? - perguntou indignada, recebendo um olhar torto do ex-futuro. - Ok , estou indo para casa.
- Como é? - ele não podia acreditar.
- Babe, a minha tia passou muito mal e está no hospital. Preciso ir com o para o interior...agora.
- Hey pequena, já está pronta para dormir? - abriu a porta do quarto de logo após dar uma leve batida.
- Claro, mas... será que você pode passar a noite comigo? - colocou de lado o livro que observava fechado.
- Ahm... - o garoto hesitou e depois olhou para trás.
- Quem está aí com você? - ela inclinou-se para a esquerda, tentando ver quem estava logo atrás do irmão.
- Sou eu! - ouviu uma voz familiar e, em seguida, apontou na porta.
- Ah, oi ! - ela sorriu animada, talvez desse certo. - Por que vocês dois não passam a noite comigo? Um de cada lado, venham, tem espaço para todo o mundo aqui. - ela bateu ao seu lado na cama. arqueou a sobrancelha dando um sorrisinho de canto.
- Tudo bem para você, dude? - , surpreendentemente, virou-se para o amigo que deu de ombros. sorriu e se ajeitou na cama.
- Outch , você está gelado! - ela gemeu em protesto quando sentiu o irmão aconchegar-se às suas costas, completamente frio em relação à ela, que estava debaixo das cobertas.
- Não reclama. - ele se ajeitou abraçando-a pelas costas e colocando sua cabeça entre o ombro e o pescoço de . - Boa noite maninha. - ele a beijou na bochecha e logo voltou a se ajeitar.
Não foi preciso nem dez minutos para que se ouvisse o primeiro ronco de ; , por outro lado, continuava a encarar o teto do quarto enquanto seus dedos alisavam a borda do lençol que o cobria. o observava pela fraca iluminação que vinha da rua enquanto seus olhos ainda se acostumavam com a escuridão. Sabia que não demoraria até que desistisse de abraçá-la e virasse para o lado oposto, mas não poderia demorar tanto, afinal, ela não poderia deixar que pegasse no sono. Não mesmo.
Então ela resolveu agir, esticou seu braço levemente até encontrar com a camiseta de e o sentiu virar a cabeça levemente. Como eles estavam muito próximos, logo sentiram a respiração um do outro bater em seus rostos. parou de brincar com o lençol e tocou o rosto dela com a ponta dos dedos. finalmente afrouxava seu braço ao redor de , agora eles podiam se aproximar. A menina puxou sua camisa para cima enquanto colocava-se sentada sobre o quadril de , roçando seu baby-doll preto com bordado na barra em seu tórax já nu. Ele escorregou as mãos até chegarem às coxas da menina e adentrou o baby-doll enquanto ela beijava seu peito lentamente, provocando-lhe vertigens.
mordeu o lábio tentando controlar um suspiro alto e se aproximou de seu rosto, mordendo o lábio inferior do garoto e o puxando para perto dela, depois desceu para o pescoço. não se controlou, pegou fortemente na nuca de e a puxou de encontro a seus lábios, ambos sentando-se na cama. ajeitou-se sobre o colo do mais velho, fazendo-o murmurar ainda com os lábios grudados.
- ... - ele sussurrou ofegante, separando seus lábios. - ... a gente não pode continuar aqui. - revirou os olhos, outra vez refreada não poderia ser!
- E onde você quer fazer isso ? O não vai acordar nem se uma bomba atômica explodir. - ela apontou para o garoto encolhido no outro lado da cama de casal. Mas o que ela não sabia é que ele estava acordado. Bem acordado.
- Na gravadora amanhã? Só eu e você? - ele a puxou novamente para perto de si, já que ela havia se separado para poder olhá-lo.
- Por que na gravadora? - ela sorriu desafiadora.
- Não tem tara por escritórios? - percebeu que ele também sorria enquanto beijava seus lábios e desabotoava o baby-doll, descendo as alcinhas.
- Eu tenho tara por tudo, desde que você esteja incluído. - ela sussurrou e sorriu. Beijou-lhe os ombros despidos enquanto eles se sentavam na cama.
- Então combinado. Amanhã, eu e você na gravadora, às dez da noite. - ele intercalava as palavras com beijos que seguiam pelo ombro até o pescoço da menina que afundava as unhas nas costas de . - Adorei o baby-doll. - ele murmurou e a garota deu um risinho baixo, puxando-o para outro beijo. não pôde se conter e avançou, sentindo seu sangue borbulhar de prazer cada vez mais. Ela sorria entre os beijos, sentindo o garoto lutar para se controlar, mas como isso seria possível se nem ela mesma estava conseguindo se policiar?
soltou um gemido abafado enquanto ajeitava-se novamente sobre o colo de , dessa vez sentindo sua excitação. não tinha coragem de se virar, mas ouvia a conversa, um tanto quanto embasbacado.
- Eu vou te fazer gemer muito, muito alto. - sussurrou provocante ao pé do ouvido da menina o que a fez rir.
- Anda assistindo muitos filmes pornôs . - ela o repreendeu brincando e sentiu as grandes mãos do rapaz deslizarem sobre sua virilha, ainda por debaixo do baby-doll, enfim raspando sua intimidade por cima da lingerie. De imediato, ela mordeu o próprio lábio e inclinou a cabeça para trás, cravando as unhas nos ombros despidos de e o ouviu rir.
- Duvida da minha capacidade? - ele sussurrou com a voz rouca e ela voltou a olhá-lo. estava em um dilema: os surpreenderia, ou não? Optou por ficar escutando. Como assim estava de gracinhas com ?
- Talvez um pouco, , mas eu preciso senti-la. - ela deslizou a mão direita por entre as pernas, chegando ao volume que havia sob a calça folgada de pijama de . - Por que não me deixa aliviá-lo para você? - sussurrou de forma sexy, saindo de cima de seu colo e abaixando a calça junto com a boxer, lentamente. Voltou a sentar-se sobre o colo de e empurrou a lingerie para o lado agilmente enquanto sentava-se sobre a ereção do mais velho. Ambos fecharam os olhos, a sensação era uma loucura completa em seus corpos.
- Acho melhor continuarmos isso aqui e agora. - ele segurou fortemente nas coxas de , mas ela inclinou a cabeça para trás, soltando um risinho.
- Nem pensar. Primeiro porque eu não transo com garotos sem camisinha, - ela apoiou os braços sobre os ombros másculos de . - segundo, eu prometo que você pode pegar pesado comigo amanhã, - ela desenhou um círculo imaginário sobre o peito dele. - e terceiro, bom, eu não quero acordar o . - ela inclinou a cabeça na direção do irmão que ficou tenso. Será que ela havia reparado? Não, não poderia ser.
- Por mim tudo bem, - ele sorriu sacana. - contanto que você esteja apertadinha como eu te sinto agora. - seus corpos se grudaram e o empurrou pelos ombros, com uma cara esquisita.
- Menos pornografia , não se esqueça que eu não sou tão fácil assim. - ela ajeitou-se na cama, virando-se de frente para ele. ainda mantinha o sorriso cafajeste no rosto.
- Você é quem manda, . - disse colocando os pés para fora da cama.
- Aonde vai? - ela franziu o cenho, com medo de ter dito algo que o magoara.
- Aliviar a pressão a que você me submeteu. - ele apontou para o meio das pernas, fazendo-a soltar um risinho sapeca.
- Quer ajuda?
- É melhor não, . - disse rapidamente. - Pode acordar o e acho que não seria a melhor cena para ele assistir. - os dois riram. - Fique tranquila que eu vou ao banheiro e prometo não fazer nenhum barulho. - seus lábios estalaram ao encontro e seguiu para o banheiro da suíte, tendo a visão de um sorriso safado da mais nova antes de fechar a porta.
deslizou para o lado de , que estava de costas para ela. Tirou-lhe algumas mechas do cabelo que caíam desajeitadamente em sua testa e sorriu. Beijou-lhe a bochecha delicadamente e passou seu braço esquerdo por debaixo do dele, que descansava sobre a lateral do corpo, abraçando-o por trás. Arrumou um espaço em seu travesseiro e deixou que o rosto descansasse logo atrás do cabelo de , os lábios tocando levemente a nuca do irmão mais velho. Adormeceu...
E enquanto isso voltava a pensar em tudo o que havia escutado. Será que a mais nova estava realmente disposta a trair com um de seus melhores amigos?
Capítulo 49.
Era um castelo, frio e escuro, as paredes rústicas dos corredores pareciam de altura interminável. Ao lado dela, caminhava tão cauteloso quanto, mas tudo parecia soar mais alto do que o necessário. Logo a frente, à direita, havia uma porta de madeira maciça e com entalhes a mão, ela a empurrou e deram de cara com apenas um cômodo vazio. A princípio, pelo menos, estava vazio. Depois de varrê-lo com os olhos, havia um espelho bem no meio dele e, logo atrás, o quarto se estendia por metros, parecendo infinito. Não era a ela e que o espelho refletia, mas uma banheira grande e branca, os pés dourados, trabalhados a mão e dentro dela, havia uma moça loira, os cabelos cacheados escorrendo pelas costas.
desviou os olhos, ao contrário de que continuou encarando a peça espelhada, hipnotizado, aproximando-se dela. Ela resolveu olhar para trás, não havia nada além de paredes e a porta, não havia nenhuma loira na banheira.
- ... - tentou segurá-lo pelo braço, mas foi em vão, suas mãos fecharam-se no ar. Uma melodia de piano invadia o cômodo, ecoando por sua extensão.
De repente ela via a si mesma, de um outro ângulo, como se estivesse atrás de uma parede de vidro. Ela via que alguém se aproximava dela, mas não conseguia fazer nada para impedir. E isso a estava deixando inquieta. continuava a caminhar em direção ao espelho e agora ela desaparecera. gritava através da parede de vidro, mas nada acontecia. Ouviu um baque logo atrás de si e se virou, dando de cara com seu corpo, a garganta dilacerada.
levantou-se olhando levemente para trás. não estava mais na cama, mas ainda dormia, os braços esticados à frente abraçando o vazio. Suspirou tirando o cabelo dos olhos, ainda tentava absorver o que havia escutado na noite passada. Simplesmente não era possível.
Seguiu para o seu banheiro do outro lado do corredor e tomou um banho relaxante. Desceu quase que em seguida a , já que o garoto encontrava-se ao pé da escada.
- Bom dia dude. - não pôde deixar de sentir o sangue borbulhar. Quanta cara de pau a do Sr. !
- Bom dia. - ele soltou um sorrisinho forçado.
- Eu já estou indo para casa, obrigado pela noite. - disse tranquilamente, mas não evitou cerrar os punhos.
- Por que não fica até o almoço? Tenho certeza de que ficará feliz. - ele se amaldiçoou logo em seguida por ter feito o convite.
- Ok então, obrigado. - o rapaz sorriu e o outro retribuiu, será que ao menos suspeitava que ele havia escutado toda a conversa?
- , amor, por que não vai para casa descansar um pouco? - remexia no primo adormecido encolhido em um dos sofás do quarto do hospital. A mãe de já estava melhor, mas ainda precisava passar algum tempo em observação. Segundo o médico, havia sido apenas uma intoxicação alimentar, agravada pelo stess.
- Alguém me ligou? - ele acordou assustado, seu rosto estava levemente amassado e avermelhado.
- Só o . - disse pausadamente. - Mas ele queria falar comigo. - sentiu suas bochechas corarem levemente e o garoto suspirou triste. - , não fique assim, vá descansar! - ela o incentivou.
- Eu já descansei. - protestou ele levantando-se e seguindo para o banheiro que havia no quarto. Seu pai não estava lá, mas sua mãe sim, ainda adormecida. não queria assumir, mas estava prestes a explodir. Eram tantas coisas em sua cabeça, tantas coisas que ele queria fazer. E ? Ah , como estaria ela?
Seus olhos se abriram com força junto com o grito de horror que deixou seus lábios. Em seu campo de visão, estava sentado na borda da cama, segurando sua mão. começou a chorar e ele acariciou seu rosto.
- Por que não me conta do sonho? - perguntou ele calmamente.
- Foi horrível... - murmurou ela entre os soluços. Sentou-se trêmula e foi aconchegada no peito do mais velho, viu-se contando sobre todo o pesadelo que tivera.
acariciava os longos e bagunçados cabelos de enquanto ela tremia entre seus braços, ouvindo tudo, os mínimos detalhes e tentando visualizar o que ela havia visto. Era uma cena de horror e ele se perguntava de onde ela havia tirado todos aqueles detalhes. olhava a cena do lado de fora, apoiado no batente da porta, não conseguia acreditar que a mesma provocante do dia anterior era, agora, a frágil e assustada garota que chorava sobre a cama. Talvez fosse melhor eles cancelarem o encontro.
- Vamos descer está bem? Podemos cantar, dançar, comer um monte de porcarias. Eu e o vamos ficar à sua disposição hoje ok? - disse depois de respirar fundo ao que a meia irmã havia terminado de contar seu sonho. se separou dele e enxugou o rosto com as costas das mãos sorrindo de boca fechada. Concordou levemente com a cabeça e desceu da cama, seguindo para o banheiro.
bagunçou os cabelos olhando o lençol sob si. Levantou-se e seguiu para baixo onde encontrou com sentado no sofá, olhando distraído para o lado de fora. Sentou-se ao seu lado e trocou um sorriso simples, permanecendo em silêncio. Logo, se juntava a eles.
encarava o teto sorridente, os braços entrelaçados por detrás da cabeça e as pernas cruzadas o faziam se sentir bem. Não conseguira dormir à noite, em tudo o que pensava acabava nela. . Como aguentara ficar longe daquela menina? Aquela que ele odiara com todas as forças quando ela terminara com seu relacionamento, quando descobriu que era ela quem expunha sua vida pessoal para outras pessoas lerem. Agora? Nada disso fazia sentido. Odiá-la não tinha sentido algum quando o amor que ardia em seu peito era mais forte. Bem mais forte. O momento que eles haviam tido dentro daquela pequena cabine de banheiro dizia por si só: eles estavam voltando.
- Let's get physical, physical, I wanna get/ physical, let's get into physical/ Let me hear your body talk, your body talk, let/ me hear your body talk - e cantavam no meio da sala, fazendo caras e bocas engraçadas enquanto se divertia sentado no sofá. Segundo ele, cantar não estava em seus planos naquele dia.
- Gente, acho melhor eu ir para casa. - pronunciou-se ele depois de e sentarem-se de volta no sofá, rindo e extremamente cansados. Ambos o olharam.
- Ah, que é isso dude, fica mais um pouco! - agitou a mão no ar provocando risos em .
- Não, sério, preciso arrumar algumas coisas lá em casa. Vou aproveitar essa tarde de folga! - levantou-se.
- Se você insiste. - deu de ombros e levantou-se, acompanhando o amigo até a porta.
- Obrigado por tudo dude. Tchau , - ele olhou por cima do ombro de e focalizou a menina em pé, virada em sua direção. - até... - ele fez uma pausa. - mais! Até mais. - sorriu ao que a menina piscou marota em sua direção, entendendo o recado.
- Próxima música? - sorriu animado e pegou o controle na mão, colocando em Vogue, de Madonna.
Capítulo 50.
desceu para a rua e chamou um táxi, não demorou muito até que chegasse à gravadora. O prédio comercial estava praticamente escuro e havia só um segurança na portaria. Já eram quase dez da noite. Enquanto caminhava por lá, assegurou-se de que os flashes dos papparazzi não a incomodassem, usando um óculos escuro de armação branca, que combinavam com seu vestido branco e as sandálias de tiras. É claro que eles estariam lá, havia passado por eles mais cedo.
Tomou o único elevador em funcionamento e seguiu até o andar em que a gravadora dos meninos ficava. A porta da frente estava aberta, mas logo depois que ela passou, trancou-a com a chave. Havia apenas uma luz acesa e era a da sala de reuniões. Seguiu até ela, abrindo a porta e dando de cara com um sentado em uma das pontas da mesa, ao lado, uma garrafa de champanhe.
- Hey. - sorriu encostando a porta, virou-se de frente para ela sorrindo um tanto nervoso. Ela se aproximou dele e o beijou nos lábios. segurou em suas bochechas, desviando de sua boca e traçando um caminho até o pescoço de . Os cabelos da menina desciam em cascata pelas costas enquanto ela inclinava sua cabeça, deixando o pescoço cada vez mais livre para . Soltou um murmúrio de satisfação e o garoto se separou.
- Quer champanhe? É sem álcool porque eu sei que você está tomando remédio. - ele sorriu sem jeito servindo uma taça para .
- Eu aceito sim. - ela pegou a taça e ficou entre e a mesa, sentando-se sobre a grande peça de mogno. - Agora que estamos aqui sozinhos e sem ninguém para nos interromper, que tal...? - o olhou safada. retribuiu tocando-lhe a perna esquerda, que balançava inquieta num movimento de vai e vem pelo vão entre a mesa e o chão. Subiu-a na altura de seu rosto e começou a distribuir leves beijos, começando do tornozelo branco da menina e subindo até o joelho. Desviou seus olhos carregados de luxúria para os de que não estavam muito diferentes e sorriu, a menina brincava com a borda da taça de champanhe, deslizando os lábios de um lado a outro.
levantou-se e a puxou pelo bumbum para ficar mais próxima à borda da mesa, onde seus corpos se tocaram, ele ficando entre suas pernas. Adentrou um pouco o vestido de , fazendo subir até a altura da cintura enquanto eles se beijavam ferozmente. fez pressão com seu corpo fazendo-a se deitar sobre a mesa e a garota achou que era melhor se desfazer da taça de champanhe que ainda mantinha em mãos. desceu para o seu pescoço enquanto desabotoava vestido, deixando seu colo todo à mostra. , por outro lado, desabotoava sua camisa enquanto o mantinha por perto entrelaçando as pernas em seu quadril. Ele afastou-se um pouco da menina para poder puxar sua calcinha para baixo.
Com a inquietação crescendo, a pegou no colo e a prensou contra a parede mais próxima, logo atrás de um armário cheio de arquivos. Não importava que eles estivessem praticamente vestidos, haviam esperado muito por aquele momento e não podiam perder um segundo sequer. Sustentando-se com as pernas envoltas nele, soltou as mãos de , que já estava com o vestido tomara-que-caia mais do que torto e aberto, e abriu a calça. Abaixou a boxer levemente e voltou a beijar com urgência. A blusa, agora desabotoada, escorregava por seus ombros e ele finalmente se desvencilhou dela. Dessa vez ele viera preparado, evitando perder tempo, já havia colocado a camisinha antes que chegasse.
A primeira investida foi prazerosa, os dois soltaram suspiros satisfeitos e subiu suas mãos pelo peito de , entrelaçando-as em sua nuca. Ele investiu mais uma vez, agora mais forte e adquirindo um ritmo. A sensação era extasiante, os dois mantinham-se próximos, ofegando, os lábios para se tocarem. fechou os olhos inclinando a cabeça levemente para trás enquanto descia para o seu pescoço. As grandes mãos do rapaz entrelaçando em seus cabelos, mantendo a cabeça inclinada para que ele tivesse livre trânsito no lado direito de seu pescoço. Os gemidos eram entrecortados, conforme o ar lhe escapava e não conseguia voltar a seu pulmão. O calor na sala estava praticamente insuportável, sentia as gotas de suor lhe escorrer pela nuca, por debaixo do cabelo enquanto aumentava seu prazer, chupando o pescoço.
Faltava pouco, ambos sentiam isso, movimentar-se rapidamente já não era mais o suficiente, eles precisavam de mais. E mais, e mais...
- Eu posso saber o que significa isso? - ouviram uma voz ecoar atrás deles, assustando-os. virou-se de supetão, liberando a visão para de um com irritação contida. a deixou descer de seu colo enquanto ambos corriam para se arrumar.
- ... - começou, mas parou quando o viu pegar a garrafa de champanhe.
- Álcool, ? - ele olhou-o com a testa franzida. - Ela está sob medicação! - puxou pelo braço, colocando-a atrás de si.
- Dude, eu sei disso, por isso é sem álcool. - ele explicou-se rapidamente, ajeitando o cabelo que pingava suor.
- O que vocês dois estão fazendo aqui na gravadora a essa hora? - perguntou ainda sério.
- Nos divertindo? - disse cruzando os braços, desgostosa.
- Não importa, vamos para casa. - ele puxou a irmã pelo braço que acenou para meio sem graça enquanto sibilava um "desculpa" mudo.
Já dentro do elevador o clima ficava denso e silencioso. olhava para o molho de chaves que tinha em mãos, sem saber o que dizer. A verdade era que, por um momento, acreditara que eles não fariam exatamente o que haviam combinado na noite anterior.
- Onde estava com a cabeça ? Isso vai virar notícia! - ele disse em tom de bronca enquanto seguiam para o lobby do edifício. Alguns fotógrafos tentavam burlar o segurança. colocou os óculos escuros e o braço de a envolveu pelo ombro, fazendo-a andar rápido para acompanhar seus passos, para longe dos fotógrafos.
- Não vai, McHate.com não está mais aí para isso. - disse ela em tom desafiador e um tanto quanto emburrada.
- Por que está fazendo isso? Essa não é você. - resolveu quebrar o silêncio no primeiro sinal em que pararam.
- Eu sei que não . - ela disse em tom baixo e o olhou, seus olhos ficaram marejados. - Eu estou perdida dentro de mim, - sua voz vacilou. - não consigo me controlar, está tudo tão confuso. - se abraçou, encolhendo-se no banco enquanto as lágrimas deixavam seus olhos.
- Hey, não chore. Você vai ficar boa, ok? - acariciou a bochecha da meia irmã e os dois seguiram em silêncio de volta para casa.
Festinha particular na gravadora?
Neste sábado flagramos e a mais recente agregada da família , , em um encontro às escondidas na gravadora da própria banda McFly. A festa, pelo o que pareceu, exigia poucas roupas, já que a jovem chegou com um vestido branco e curtinho. Mas não durou muito, pouco tempo depois, seu meio irmão, chegou e, aparentemente, acabou com a festa dos pombinhos, tirando uma vermelha e um pouco desajeitada do prédio. Mas o melhor de tudo ainda não contamos, notaram a marca arroxeada no pescoço branquinho da pequena ? (foto acima) É, meninas, ainda é o garanhão da banda. Quem aqui não gostaria de se enroscar nele não é mesmo?
virou na cama mais uma vez. As imagens de seu sonho não lhe saíam da cabeça. Não estava na gravadora, mas agora no quarto de sua irmã. Ele entrava para ver como ela estava e encontrava sobre ela, os dois nus, os dois suados, os dois gemendo. Seu choque fora tanto que agora sonhava com a cena. havia lhe explicado e ele conseguia enxergar que era verdade. Ela não havia feito por mal. Tudo o que precisava agora era de atenção e carinho e, não, uma bronca!
Levantou-se da cama resolvendo checar a irmã. havia parado de chorar antes mesmo que chegassem em casa, mas ainda assim ele estava preocupado. Caminhou lentamente através do corredor e abriu a porta do quarto de com cautela, não queria acordá-la. Foi se aproximando da cama e notou que havia algo de errado com ela. A face estava distorcida em medo, seu rosto brilhava de suor e as mãos estavam fechadas em garras ao redor do lençol.
sentou-se na borda da cama e tocou-lhe a mão que descansava sobre o peito, embora tensa. acordou em um baque, encolhendo-se um pouco longe de onde estava. franziu o cenho sentindo pena. Outro pesadelo.
- O que aconteceu? - ele perguntou suavemente esperando não assustá-la.
- A mesma música , ela tocava enquanto eu estava em uma sala vazia e escura. Eu sangrava tanto, tanto. - ela balançava a cabeça, tentando se esquivar dos pensamentos.
- Está tudo bem agora, eu estou aqui. - seus olhos piscaram, um pouco pesados pelo cansaço, mas ele se manteve forte.
- Eu não fiz aquilo por mal, . - desculpou-se a menina sentando-se na cama. Ajeitou o cabelo que grudava em seu rosto e pescoço e aproximou-se do meio irmão.
- Tudo bem , eu sei, você me explicou. Acredito em você. - acariciou-lhe o rosto enxugando o suor que havia se acumulado ali. - Vai ficar tudo bem, venha cá. - ele a chamou para deitar em seu colo e assim permaneceram, acordados noite adentro, digerindo tudo o que havia acontecido.
Capítulo 51.
e haviam seguido para a casa dos a fim de descansarem um pouco. Mas não conseguia pegar no sono, enquanto ele olhava a prima calmamente adormecida, seu pensamento voava para longe. não havia ligado para ele. O que estava acontecendo? Será que ela estava bem? Será que todos estavam bem?
Afogado em dúvidas acabou por dormir, nem de longe estava apto a descansar totalmente.
levantou naquele dia decidido a fazer uma visita à família. Talvez ainda fosse demorar um pouco com , e como ele, e não conseguiriam ensaiar, nada melhor do que alguns dias livres. Visitaria sua irmã, já estava com saudades dela. E sua mãe, meu Deus, como sentia falta dela! Pensava o garoto enquanto arrumava uma pequena mochila e deixava a casa logo em seguida. Com sorte, pegaria o próximo trem para o interior. Quem sabe não fosse visitá-lo e ele já poderia apresentá-la formalmente à família?
- Pequena, eu estou indo para a gravadora ok? Fletch me ligou e disse que precisa de mim para ensaiar alguns solos. - apareceu no quarto arrumando a gola da camisa. ainda estava deitada, mas encarava o teto, os olhos despertos, porém com aparência cansada.
- Ok. - respondeu simplesmente continuando a alisar a gola do pijama que vestia.
- Fique bem, ok? - inclinou-se para beijar a testa da irmã que sorriu e se despediram.
- O que ele está fazendo aqui? - disse surpreso, mas sem resquício nenhum de raiva na voz. estava tão assustado quanto ele.
- Eu os chamei aqui por causa disso. - Fletch deslizou um exemplar de uma revista até a ponta oposta da mesa em que e se encontravam. - Podem me explicar o que foi que aconteceu? - sua voz era fria, mas autoritária. Não demonstrava raiva, mas eles sabiam que Fletch queria explicações.
- MENINA, A CORRESPONDÊNCIA CHEGOU! - ouviu a faxineira gritar do andar de baixo e suspirou levantando-se, descendo até a sala onde a mulher segurava um pequeno amontoado de papeis.
- Obrigada Zara. - sorriu ela pegando os vários envelopes. Mas um em especial lhe chamou a atenção. Era a nova edição da “Famosos”, revista fuxiqueira de Londres. Ela e estavam na capa.
Subiu rapidamente até seu quarto, não queria que a empregada ficasse bisbilhotando, finalmente abriu o plástico que envolvia a revista e folheou até a página da matéria. Seus olhos se encheram de lágrimas, eles não tinham o direito de especular daquela maneira! Quem havia liberado a história? Ela estava recebendo algo em troca ao ter sua imagem manchada?
- não pode ver isso, não pode ver isso... - começou a repetir para si mesma arremessando a revista de encontro a uma parede. Seu rosto foi de encontro ao travesseiro, a culpa lhe tomava lenta e dolorosamente.
- Cheguei. - anunciou fechando a porta de entrada, debaixo do braço trazia um exemplar do jornal que, de quebra, estava dando um exemplar da revista “Famosos”. não era muito fã daquela revista, afinal, a banda já sofrera muito em suas mãos. Seguiu até a sala dando de cara com o primo sentado no sofá. O cabelo desarrumado e os olhos fundos indicavam que ele não havia tido uma noite boa.
Sorriu sem graça ao vê-lo encará-la e resolveu se distrair olhando para a revista que estava no meio do jornal. Seus olhos se arregalaram e ela sentiu como se uma bigorna caísse sobre a cabeça, como em um desenho animado. Ela olhou novamente para o primo que agora a estudava, parecendo curioso sobre sua repentina mudança de expressão.
- ... - sua voz morreu logo em seguida ao que deu o primeiro passo em direção à revista, colocando os olhos na capa.
"Maybe it's true that I can't live without you
Maybe two is better than one
There's so much time to figure out the rest of my life
And you've already got me coming undone
And I'm thinking two is better than one
Yeah, yeah"
desligou o aparelho de som, mas ela não se mexeu. Suspirou e caminhou em direção à cama, sentando-se perto de , a qual mantinha o rosto virado para o travesseiro, abafando os soluços. Olhou logo à frente e deparou-se com a revista largada desajeitadamente sobre o rodapé, como se tivesse sido jogada. Ela sabia.
- ... - ele tocou-lhe a cabeça, fazendo carinho.
- Eu o perdi para sempre . Agora não tem mais volta. Não mais. - murmurou ela rapidamente, o choro fazendo com que suas palavras se atropelassem.
- Não vou dizer que eu avisei porque eu sei que não foi por mal, já tivemos essa conversa. - ajeitou-se na cama e cutucou o ombro de para que ela se virasse. Quando ela o fez, seu rosto estava quase roxo de tanto chorar. - O que você precisa agora é pensar em como vai conversar isso com o . Se esforce, eu vou te ajudar. Se ele não quiser te ouvir eu converso com ele, prometo ok?
- Ok. - ela disse num murmúrio e logo em seguida começou a chorar. - Cada vez eu fico mais confusa , eu estou me perdendo. - jogou-se nos braços de chorando copiosamente. O garoto, então, passou a se perguntar se o remédio que a irmã estava tomando estaria fazendo algum efeito. Ela estava extremamente desequilibrada emocionalmente, não era a que ele havia conhecido meses atrás!
- Eu não posso acreditar... - olhava espantado para a revista. Como tinha coragem de fazer aquilo? E ainda por cima se expor de tal forma?
- Você sabe como são essas revistas... Elas sempre mentem... - não sabia o que fazer. Perguntava-se o que falar para ajudar, mas a única coisa que lhe vinha em mente era que a amiga realmente estava maluca, só podia.
- OLHA ISSO! Ela com esse vestido... Saindo da gravadora de madrugada com o e toda vermelha! E essa marca de chupão? O que você acha? Ela estava aprendendo a tocar alguma música nossa? - disse irritado e machucado. - Eu deveria saber que ela me trocaria. Por que ela ficaria comigo? Todo mundo a quer.
- Eu que não posso acreditar! me dizendo que ele não é desejado? PRIMO! Você pode conseguir quem você quiser! Por isso, eu acho que você deveria ir para casa e falar com ela!
- Pode ter milhões de pessoas me desejando, mas a única que me interessa é ela, ! Agora, como você quer que eu volte para casa e converse como se nada tivesse acontecido? - o rapaz olhou a prima. Queria saber de onde ela tirava tanta força. De onde saía tanta bondade. E, o mais importante, por que diabos mesmo ele havia dificultado tudo entre eles?
- Ué, você espera as coisas esfriarem, apenas observe. Quando tiver a chance, fale com ela. Simples assim. - a menina sorriu, abraçando-o de lado. - Então? Vamos para casa ou não?
- Quase me esqueci, - levantou-se da cama, deixando sentada nela, o olhando em dúvida. - te comprei uma coisa. - sorriu ele indo até a escrivaninha da menina de onde pegou um embrulho retangular de papel verde.
- O que é? - a menina sorriu fraco enxugando as lágrimas já quase secas que haviam escorrido durante toda aquela tarde sofrida.
- Por que não abre? Eu vou lhe explicar. - ele a encorajou. - Nesses dois dias que você teve os pesadelos, eu pensei que, talvez, se você escrevesse sobre eles, nem que fosse uma linha ou nos mínimos detalhes, você poderia aliviar esse medo e essa dor que você sente. - sorriu ao ver a reação de felicidade e entusiasmo da irmã.
- Oh, obrigada ! - ela o abraçou e depois segurou o delicado caderno de capa dura e vermelha entre os braços. - Prometo não me esquecer de escrever nele!
- Acho bom mesmo. - ele a puxou para perto de si e por um momento a nostalgia pareceu se afastar deles.
De volta ao hospital, e estavam dentro do quarto de recuperação da Sra. , contando a ela o motivo da volta repentina para Londres.
- Não se preocupem! Voltem em paz. Eu já estou bem melhor, e ver vocês dois se entendendo novamente me deixa mais tranquila. - a mais velha sorriu, e os primos se abraçaram. Uma família que estava em crise, agora se resolvia.
- Uh, preciso atender essa mãe. Já volto. - correu para fora, estranhando o porquê de ligar em seu celular. já estava com o celular carregado e ligado. - Fala cara.
- Eu preciso da sua ajuda! A 'tá por perto? - a voz do companheiro de banda era quase inaudível, de tão baixa.
- Não, pode falar.
- Vou fazer uma surpresa para ela. Vai me ajudar? - fez sua melhor voz de pobre coitado, recebendo uma risadinha de volta.
- Qualquer coisa que faça minha prima feliz, eu 'to dentro.
- Vamos ? - saiu do quarto da tia, tocando o ombro do primo.
- Vamos! Então Fletch, me manda um e-mail, tá? Tchau! - desligou, completando em pensamento: "Espero que o tenha entendido."
n/a: Awn, mil desculpas pela falta de att sexta! Mas é que a Lú não conseguiu terminar o capítulo a tempo e se eu esperasse mais um pouco a att sairia muito tarde. Enfim, novo capítulo, novos comentários (assim espero). O que acharam? Até sexta!!! xxx Twitter// Msn: doyaloveme@hotmail.co.uk
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(Dinamarca)
- Filhinha? - era hora do jantar para a família . levantou seus olhos de seu prato, cuidadosamente decorado pelo chef da família, e os mirou do outro lado da mesa, onde o pai se sentava, sozinho. Fazia anos que sua mãe havia os deixado e ainda assim era estranho para ela ter alguém faltando naquela enorme mesa.
- Sim? - sua voz ecoou pelo salão de jantar. Ela encolheu-se, sem perder a postura.
- Ahm, papai quer conversar com você, sim? - a menina concordou e esperou pelo pai terminar seu jantar. Os dois se levantaram em silêncio e seguiram para a sala da lareira.
Os criados já haviam se recolhido o que Edward, pai de , achava melhor. Ele sentou-se, não sem antes servir-se de um pouco de conhaque, enquanto a filha acomodou-se na poltrona onde a mãe costumava sentar-se e olhava entediada suas unhas recém-pintadas naquela tarde.
- Então, o senhor queria me dizer...? - por mais paciente que fosse, notava que o pai parecia evitar o assunto o quanto conseguia.
- Ah sim, - ele bebeu um gole do líquido marrom em sua taça. - lembra-se daquela viagem que eu fiz há pouco tempo para a Inglaterra?
- Sim, perfeitamente. - ela sorriu, seu pai havia lhe trazido presentes maravilhosos de Londres.
- Pois bem, papai conheceu uma mulher por lá e... - Edward parou, fingindo tomar fôlego. - nos apaixonamos. Vamos nos casar no fim do mês. - ele olhou a filha que de repente ficou estática na poltrona. Sua filha era muito imprevisível, não sabia o que estava por vir, por isso esperou calmamente que a pequena digerisse as informações recém lançadas.
- C-como é? - piscava diversas vezes e o pai reconhecia aquele comportamento, algo de muito ruim estava por vir. - COMO PÔDE PAPAI? DEPOIS DE TUDO O QUE PASSAMOS, QUANDO VANESSA NOS DEIXOU, O SENHOR ACHOU MESMO QUE PODERIA SE APAIXONAR EM UM DIA E CASAR-SE NO OUTRO? - gritou cada palavra, engolindo com muito esforço os nós que se formavam em sua garganta.
- Não foi tão de repente assim, minha querida. Viemos nos contatando por telefone e e-mails. Papai realmente gostou da moça.
- C-como p-pôde? - a mais nova cobriu sua boca com a mão, sentindo as lágrimas lhe percorrerem o rosto.
- Eu achei que seria, - Edward gaguejava, sem saber como continuar. - bom para nós dois. Ela tem dois filhos, você não ficaria mais tão sozinha e eu também não. - ele sorriu paterno para a menina que fez bico.
- Eu vou ter que dividir minhas coisas agora é? - ela se irritou rapidamente.
- Não minha preciosa, vamos nos mudar e...
- MUDAR? PARA LONDRES? - ela agarrou os braços da poltrona e soluçou ruidosamente. - Papai... - ela voltou a cair em lágrimas.
- Minha querida, nós manteremos nossa casa por aqui, poderá vir aqui quando quiser. Eu e temos dinheiro suficiente para comprarmos uma casa tão grande quanto essa ou até maior. - um brilho passou rapidamente pelos olhos da menina com a palavra "maior".
- Então agora o nome dela é ? - perguntou em seguida, retorcendo seu rosto em desdém.
- Sim. E os filhos se chamam e .
- Tão original de ingleses. - desdenhou a mais nova.
- Preciosa, você vai gostar, confie em mim. - Edward bateu em seu colo e rapidamente levantou-se em um salto e sentou-se no colo do pai. - Amanhã vamos a Londres para você conhecer sua nova família, todos são muito gentis, posso lhe garantir. - continuou fazendo bico. - Ora, não se desanime, estamos indo para a terra da Rainha! - ele bateu nas coxas da filha, fazendo-a rir.
- Mas aqui nós também temos uma. - ela mexeu nos botões de sua camiseta Pierre Cardin.
- Não importa, você não sentirá muitas diferenças.
- Promete? - olhou o pai envolvendo seus braços no pescoço do mais velho.
- Eu prometo. - ele beijou os braços da filha e ela levantou-se.
- Certo então, boa noite. - beijou a testa de Edward e subiu, não sem antes ouvir.
- Já pedi para Bárbara preparar sua mala. - virou-se e fez um joinha para o pai, subindo em seguida. - Ufa. - suspirou o homem, já sozinho na sala.
Foi só sumir da vista do pai que subiu as escadas da enorme mansão pisando duro.
- Ele não poderia ter feito isso comigo! Agora vou ter que dividir sua atenção com uma qualquer. - resmungava a garota. Quando entrou em seu quarto, Alice estava sentada em sua cama já pronta. - Ah babá, - ela foi correndo para os braços da velha senhora que cuidava dela desde pequena. - papai já te contou?
- Já sim, meu amor. Não se preocupe, tudo dará certo. - Alice afagava os cabelos da menina ouvindo seus soluços abafados. - Eu estarei aqui sempre de braços abertos para te receber de volta, saiba disso.
- Obrigada. - fungou e sorriu para a babá.
- Agora vá lavar esse rosto, escovar os dentes e já para a cama mocinha, amanhã vocês viajam cedo. - Alice sorriu para a menina que pulou da cama e foi em direção ao banheiro.
- Babá, - colocou a cabeça para fora da porta. - pode se deitar eu vou demorar aqui. - ela sorriu timidamente.
- Sem problemas, boa noite meu amor. - Alice desligou a televisão e se retirou do quarto.
deu um sorriso falso e foi em direção ao seu laptop, ligando-o e de imediato entrando no messenger. Por sorte sua amiga estava online.
s2 Danish_Princess s2 acabou de entrar no messenger.
London-Eye-Girl diz:
Nossa, até que enfim, achei que teria que ficar a noite toda te esperando.
s2 Danish_Princess s2 diz:
Não seja ridícula, meu pai me segurou depois do jantar...
London-Eye-Girl diz:
Bronca ou outro presente?
s2 Danish_Princess s2 diz:
Presente. Mas dessa vez saiu bem caro. Ele vai se casar.
London-Eye-Girl diz:
O_o" Com quem?
s2 Danish_Princess s2 diz:
Uma mulher que ele achou aí em Londres.
London-Eye-Girl diz:
OMG! Quer dizer que você vem para cá? *-*
s2 Danish_Princess s2 diz:
É, mas sem muita animação. ¬¬ Vou por pouco tempo, a princípio. Anyway, alguma novidade dos McLosers hoje?
London-Eye-Girl diz:
Sim, parece que eles vão começar a gravar outro disco, ficaram a tarde inteira trancados com o empresário, parece que é segredo de Estado. Hahahahahaha
s2 Danish_Princess s2 diz:
Hum...interessante. Acho que as fãs gostariam de saber não é mesmo? (66)
London-Eye-Girl diz:
Com toda a certeza. Você posta?
s2 Danish_Princess s2 diz:
Tá bom, tá bom. Vai dormir seu urso.
London-Eye-Girl diz:
To indo mesmo. Bye!
London-Eye-Girl está offline.
revirou os olhos. Desde que conhecera em um chat as duas haviam virado grandes amigas, mas em uma coisa elas concordavam: azucrinar o McFly, banda do primo de segundo grau de , , era muito engraçado! Era por causa dos pais que havia ido parar na gravadora da banda, com a desculpa de querer um emprego para pagar as despesas da faculdade. , por outro lado era só uma riquinha que procurava onça para cutucar com vara curta.
Ela e , insatisfeitas com suas vidinhas pacatas resolveram criar um blog dedicado aos fãs da banda McFly. No começo o blog foi um estouro, fãs, críticos e até mesmo fãs de outros países procuravam saber tudo em primeira mão da banda inglesa. Até os integrantes descobrirem por meio de alguma grouppie que o blog publicava tudo antes mesmo deles declararem oficialmente.
Foi então que os problemas começaram. Ou pelo menos tentaram. Tentaram fechar o blog, mas através de um programa, o blog fingia expirar e a banda sossegava. Logo depois voltava, pedindo aos fãs que não dissessem nada a nenhum integrante da banda. E assim o blog foi pegando cada vez mais espaço na web e era um dos blogs mais visitados por dia. Terminado o post, pôde finalmente dormir com um sorriso satisfeito no rosto, pelo menos alguma coisa havia fluído naquele dia.
Capítulo 2.
(Londres)
- Oh baby you, got nothing to prove, but if we decide to go doesn't mean he's gotta know - dançava e cantava apenas de lingerie preta pela sala da casa de seu TÃO amado priminho. - Oh baby you, got nothing to lose. And we're better off...
- ...when daddy's not around. - surgiu, cantando e sorrindo maliciosamente. - Ela deveria cantar na banda. - mordeu o lábio. - E vestida assim.
- Calado ! - jogou as chaves no amigo. O que sua prima estava pensando?
- Oi amor da minha vida! - a menina mandou um beijo no ar, rindo feito menina sapeca.
- Olha aqui , não começa. - o menino disse ríspido. - Você pode ficar aqui em casa, já que seu apartamento está com infiltração. Mas será que dá pra você usar roupas decentes?
- Por que dude? Ela 'tá bem assim... - a analisou de cima a baixo. odiava o comportamento de sua prima.
- Por que? Porque ela fez nós quatro perdermos as namoradas, porque sempre espanta as meninas que eu trago pra cá dizendo "Hoje é de três, amor?" - ele fez uma voz afeminada, tentando imitar . - e porque vocês ficam parecendo uns macacos peludos babões.
- Acabou com o discurso de "eu-sou-um-desastre-na-sua-vida"? - a menina sorriu divertida, passando as mãos pela cintura.
- !
- Meu nome! - sorriu. a olhou bufando, igual a um irmão mais velho de saco cheio das travessuras da caçula.
- Vamos ensaiar gente. - se virou e começou a andar, mas percebeu que ia sozinho. - Gente? - tentou novamente e nada. - GENTE! - a jugular "saltou" de seu pescoço, assim que ele explodiu sua raiva no grito.
- Hein? - acordou do transe meio perdido.
- Nosso mini estúdio, AGORA! E, , suma daqui.
- Oh baby you, got nothing to prove... - sorriu vitoriosa. -boy estava bravinho. Missão cumprida!
estava predestinada a infernizar . Por motivo até então desconhecido, a garota o atormentava vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Chegou até mesmo a provocar uma infiltração no próprio apartamento para poder ser como uma pedra, cada vez maior, no sapato de .
Durante a manhã, passava o tempo na faculdade de foto-jornalismo. Gostava muito do que estudava e precisava pagar os estudos, por conta disso, à tarde, ela trabalhava na gravadora do McFly, banda de . A Super Records não era como a Universal, mas o primo a arrastara com ele com a mudança.
Por mais que odiasse , tinha que admitir que a menina era um gênio. Além de dar uma força com melodias e letras, ela sabia mais do que o próprio menino. Para ter o emprego que tinha, era preciso conhecer bem o estilo da banda e os gostos pessoais de cada integrante. Isso ela tirava de letra, conhecendo desde o número de telefone, até números de roupas, nomes das famílias e todos os trabalhos já gravados. Também conseguia ótimos negócios para eles. Era simplesmente...indispensável.
E toda vez que ela aprontava e ameaçava se livrar dela, eles eram lembrados por Fletch, seu empresário, o quão importante ela era. Passara a participar de reuniões que, no começo, ela só assistia do lado de fora da sala. Mas nunca havia deixado de pentelhar.
- Atende... - ela tentava, inutilmente, ligar para o empresário da banda. Precisava dizer a ele que havia uma entrevista pendente com para uma revista australiana que não parava de ligar. Resolveu falar com o próprio garoto para tentar agilizar e saber se ele tinha algum dia disponível. Foi enquanto caminhava até o estúdio que escutou uma conversa muito interessante.
- Como assim a sua mãe vai casar? - a voz de tinha dúvida, mas certo deboche também.
- Ué, simplesmente vai. Dona vai se casar. Disse que conheceu um cara dinamarquês e se... apaixonaram. - franziu o nariz numa expressão de nojo.
- Simples assim? - perguntou, mexendo nas cordas de seu instrumento.
- É. Fim do mês é o casamento. E ela disse que, como ele tem uma filha, ela quer todo mundo interagindo com a "filhinha do papai". - os meninos o olharam sem entender e bufou, olhando para cima. - Morar em casa suas bichas. Morar com a mamãe, padrastro e irmãzinhas. - sorriu sarcástico. Poderia estar feliz pela mãe, mas não engolia a história de ter que voltar a morar com em família.
, ainda prestando atenção na conversa, apertou o roupão que havia vestido no caminho para o mini estúdio. Por que será que aquela história se encaixava tão bem com a de sua fiel amiga?
- O nome do cara é Edward. E a filha dele, é , eu acho.
Ouviu-se um barulho do lado de fora do estúdio e os meninos correram para ver o que era. Encontraram com a faixa de seu roupão na mão e o mesmo aberto, mostrando novamente sua lingerie preta.
- Ops. - encarou a tira de pano em sua mão.
- Ulalá - , e entortaram a cabeça, observando-a.
- Parem de olhar para ela assim seus idiotas. - revirou os olhos. - E o que você está fazendo aqui?
- Ahm, , eu preciso saber quando você pode dar uma entrevista para uma revista australiana. - ignorando o primo como sempre, fechou o roupão para a infelicidade dos três patetas.
- Eu...tenho que ver. - piscou. Sacou seu Iphone do bolso da calça e checou sua agenda eletrônica. - Semana que vem, às três, ok baby?
- Sim, claro querido. Vou avisar à redação da revista. - sorriu e saiu andando. Parou no meio do corredor e mandou um beijo no ar, que os três pegaram e guardaram no bolso.
- Panacas... - pôde ouvir resmungar.
estava certa de que a amiga iria gostar da nova mãe, afinal, ela poderia infernizar de perto, seu novo meio-irmão.
"s2 Danish_Princess s2,
parece que você será uma irmã muito legal para . xx, London-Eye-Girl"
Apertou "Send" e pronto. Logo que a amiga saísse do vôo veria que sua viagem a Londres não seria perda de tempo. Missão cumprida, parte 2.
(Aeroporto de Londres)
Depois de uma longa e cansativa viagem até Londres, havia se arrumado no apertado banheiro de seu jato particular e agora caminhava ao lado de seu pai para a saída. Estava preparada para o frio de Londres, se equipara com uma bota marrom de cano alto até as coxas da Channel, um casaco preto com franjas nas pontas, por baixo uma blusa em decote "V" com lantejoulas, um colar dourado que davam várias voltas em seu pescoço branco e os cabelos soltos. Ligou urgentemente seu celular e sentiu-o vibrar em sua mão. Abriu o flip e viu uma nova mensagem:
"s2 Danish_Princess s2,
parece que você será uma irmã muito legal para . xx, London-Eye-Girl"
Sorriu satisfeita e olhou para frente colocando seus óculos escuros. Acompanhou seu pai que já a chamava um tanto impaciente. Seguiram para a porta do aeroporto atraindo todos os olhares para os dois. Entraram em uma limusine e não conseguia parar de pensar em como sua vinda até a capital inglesa seria de bom proveito.
O que ela não sabia, entretanto, é que um fã, já sabendo do próximo casamento da mãe de ( se encarregara de postar no site logo depois de mandar a mensagem para a amiga) havia tirado uma foto sua quando ela apontara para fora do jato. Ele a enviou para o celular de que começou a apitar.
- Olhem isso! - disse, estavam ela e os quatro garotos na cozinha de . - Parece ser sua nova irmã, . - Mostrou a foto que havia acabado de receber.
- Como você a conseguiu? - perguntou olhando torto para que sorriu sem graça.
- Bom, eu trabalho na gravadora e algum fotógrafo deve ter pego essa foto. - disse ela, mas nenhum dos quatro ouviu.
- Nossa, olha isso, sua irmãzinha é muito gostosa! - foi o primeiro a comentar. - Eu pegava. - levou um peteleco na cabeça.
- Pára com isso, a garota é mimada. - disse emburrado.
- Mas que ela é bonita você não pode negar. - comentou, para a surpresa de . Então ele havia gostado da amiga? Ótimo começo.
- E você , tem uma gostosa na sua casa e nem pega, nem vem falar da riquinha mimada. - rebateu e teve de segurar o riso.
- Cala a boca. - deu um soco no braço do amigo.
- Estou indo pra casa da mamãe receber essa gostosura. - disse numa voz gay e mandou beijos no ar para os amigos.
Capítulo 3.
(Casa dos )
- Onde está seu irmão que até agora não deu o ar da graça? - andava de um lado para o outro da casa, arrumando os mínimos detalhes enquanto estava deitada no sofá encarando as unhas, entediada.
- Sei lá, deve estar ensaiando, daqui a pouco ele aparece.
- Daqui a pouco eles chegam e nem a família eu tenho pra apresentar. - suspirou.
- Relaxa mãe, se o cara te ama mesmo, não vai se importar com isso.
- O problema não é ele, ele mesmo disse que não tinha problema se não os conhecesse hoje, o problema é a filha dele.
- Ah, a tal de não é? - fez uma careta.
- Sim, a , espero que você e seu irmão sejam educados porque eu tenho certeza que ela deve ser uma menina de classe. - fez gestos para a filha se levantar do sofá. - Leve para fora, não o quero pulando em cima da menina quando ela chegar.
- Isso seria incrível. - disse e recebeu um olhar torto da mãe. - Ok, já estou levando.
Um ronco de motor foi ouvido do lado de fora na rua e sentiu uma tremedeira percorrer seu corpo.
- ELES ESTÃO AQUI! - gritou para que em segundos estava ao seu lado. abriu a porta e viu dois seguranças parados ao lado da limusine que levava duas bandeiras da Dinamarca no capô. A porta do carro foi aberta e um homem muito elegante apontou saindo do mesmo.
- É ele? - perguntou, mas ficou no ar, já que sua mãe não tirava os olhos dele. Edward se aproximava sorrindo e beijou a mão da noiva logo em seguida virando para observar sua filha seguir em direção a porta do carro.
recebeu ajuda do segurança para sair do carro e teve que colocar os óculos nos olhos pelo forte sol que a atingia. Londres era famosa pelo seu tempo instável, mas por que o sol resolvera aparecer naquele dia? Olhou para a porta onde seu pai a esperava ao lado da mulher que ela já conhecia. Lá dentro, entretanto estaria sua mais nova irmã; bufou discretamente ainda não acreditava que teria de dividir seu pai com outras duas mulheres.
- Sejam bem vindos. - falou estendendo o braço para também envolver pelos ombros, assim como Edward, mas a garota revidou friamente. - Vamos entrando? - ela continuou sorrindo e Edward retribuiu abraçando sua filha e em seguida soltando-a. Entraram na casa, aproveitou seus últimos momentos de óculos escuros e observou toda a casa, analisando-a nos mínimos detalhes. Por último chegou na imagem de que a olhava de baixo a cima, com os braços cruzados.
Tirou seus óculos Dolce&Gabanna deixando e maravilhadas com seus olhos verde-esmeralda. Deu um sorrisinho cínico e olhou o pai, esperando alguma manifestação e também notando a falta de outra peça chave naquela família.
estacionou o carro de qualquer jeito no gramado de sua casa. Teve poucos segundos para olhar o belo carro parado em frente à casa de sua mãe até correr para os fundos.
- Hey garotão! - , ao abrir o portão deparou-se com , agitado. - Te deixaram pra fora foi? - ele pegou o cachorro e adentrou a casa. - Pronto mãe, já terminei o que havia me pedido. - apareceu no hall, levando , cada vez mais agitado. o olhou de olhos arregalados e começou a balançar a cabeça negativamente.
- , leve lá para fora agora. - disse ela entredentes.
- Pra que mãe, acho que ele também tem que conhecer os seus convidados. - sorriu perversamente olhando que demonstrava tranquilidade quanto a proximidade desastrada do cachorro.
se aproximava incontrolável até que deu uma volta ao redor de e sentou-se ao lado dela.
- Bom menino. - ela acariciou com certo nojo a cabeça do animal e sorriu para arqueando a sobrancelha. suspirou aliviada e deu um beliscão discreto no filho.
- Imagino que estes devem ser e . - Edward pronunciou-se, quebrando o silêncio que se instalara.
- Sim, prazer em conhecê-lo. - estendeu a mão e apertou forte a mão de Edward sorrindo graciosamente.
- É um prazer conhecê-lo. - seguiu os gestos do irmão e sorriu. deu o braço a Edward.
- , está tudo pronto para nossa mudança? - ele perguntou baixinho enquanto continuava observando e com superioridade e desdém.
- Eu acho que não, receio que vão ter de ficar aqui por um tempo.
- O QUÊ?! - ouviu-se o grito histérico de .
(Casa do )
Na cozinha de , pensava silenciosamente em como unir os meninos, ela e na mesma casa. Como?
Sentou-se de frente para e que brigavam por umas panquecas que ela havia feito. Lembrou-se então da viagem a Austrália, e lutando por um resto de cookie, aquilo havia sido deprimente.
E então tudo que precisava ser conectado se ligou em alguns segundos. Como, era a pergunta e Portugal, era a reposta. Mandou um beijo no ar para e , passou por que estava na sala com o violão e correu para seu quarto. Pegou o celular e ligou para Fletch, o tão amado e querido empresário.
- Oi razão da minha vida! - tentou soar de maneira melódica.
- Fala minha gênia! O que queres de mim? - a menina riu. O único que sabia quando ela iria abusar da amizade era Fletch. Deveria ser porque ele era o único que prestava atenção ao modo como ela falava. Assim como , não queria ser enganado pela santa do pau oco, .
- Bom, - começou a menina - eu tive uma idéia genial!
- Adoro suas idéias. - disse rindo - Diga.
- Ahm, eu estive pensando... Os meninos se deram bem nessa nova fase, mas precisamos que não seja só bem, seja excelente! Então, juntei a minha idéia de melhoria com idéias antigas e me lembrei da Austrália. Só que lá, de certa forma, tinham muitas fãs, então pensei em um lugar calmo onde eles pudessem trabalhar, eu e você descansarmos e unir à nova irmã. A menina parece tão introvertida... Eu estou matando vários problemas de uma vez só. E o melhor de tudo, eu sei o lugar perfeito para isso! - ela tinha que convencer Fletch que seria um plano sem erros - A antiga casa dos meus pais. Grande e luxuosa, em um pico em Portugal onde quase ninguém vai. Vamos em segredo, ficamos um mês e voltamos, que tal?
- Okay, quanta informação! Mas eu gostei da idéia. Convença os meninos, compre as passagens para amanhã cedo e te vejo no aeroporto. - um enorme sorriso surgiu em seus lábios. Perfeito.
Convencer e seria fácil. Era questão de fazer um charminho. ela já sabia como, só precisava saber o que fazer com , o primo mala.
Em seu celular apareceu no visor o nome: Danish Girl, bingo!
- Eu preciso da sua ajuda hoje mais à noite!
- Oi pra você também coisa fofa! - respondeu ironicamente. - Eu 'to bem e você? Ah, a viagem foi ótima!
- , deixa de ser estraga-prazeres! Eu tenho um plano, mas preciso que você me dê duas ajudinhas! - respirou fundo, ajeitando o celular no ombro, enquanto trocava de roupa, para convencer os meninos precisava estar muito bem arrumada. - Bom, quando o precisar sair, ajude-o. E quando ele falar de uma viagem, diga que topa. Okay?
- Por quê? - por enquanto seria segredo para a menina , mas quando chegassem em Portugal na linda casa, ela amaria o planinho.
- Eu juro que você não vai se arrepender!
- Se você diz...
- Obrigada, luz da minha vida! Beijos! - desligou o telefone e correu para a sala.
- UOW! - o coro de e fez a menina sentir as bochechas levemente.
- OMFG! - não iria fazer aquilo ficar fácil para eles, não mesmo.
Capítulo 4.
Estava vestida com um baby doll, rosa claro, quase transparente e um conjunto por baixo, de mesmo tom, composto por um sutiã e uma calcinha, estilo shortinhos. Era ou não era de matar?
- Oi meninos... - disse de maneira calma, suave e, ao mesmo tempo, sexy. Tinha algo mais gostoso do que fazer dois britânicos, de tirar o fôlego, pirarem por você? - Um de vocês poderia passar creme na minha perna? Eu acabei de fazer as unhas. - a desculpa fora péssima, mas com um corpo daqueles, usando um baby doll e, ainda por cima, pedindo para passar creme nas pernas nuas, que homem no mundo iria se importar com o que ela falava?
- E... eu! - logo voou para cima dela, pegando o creme e espalhando lentamente sobre as pernas da menina que, sentada no sofá, jogou as mesmas no colo do garoto.
- Que tal uma massagem? - sorriu com as palavras de . Ela não precisava nem pedir que tudo estava à mão, poderia ter uma vida dessas para sempre.
- Eu aceito sim, . - acariciou o rosto de , que se sentou atrás dela e começou a massagear seus ombros, dando alguns beijos em sua nuca. - Sabe meninos, eu andei falado com o Fletch, e propus que nós viajássemos, como nós fizemos ao ir para Austrália, o que vocês acham?
- Quem iria nessa viagem? - perguntou, sem tirar os olhos das coxas de .
- Eu, vocês, Fletch e pensei em convidar a nova irmã do , a . Que tal? Acho que ela precisa conhecer melhor o irmão que vai ganhar e eu terei a companhia de uma moça que vai adorar o destino da viagem.
- E para onde iríamos? - perguntou , já se imaginando no mesmo quarto que e a tal menina dinamarquesa. 'Nada mal, não ?'
- Portugal. - os meninos sorriram, nunca haviam ido a Portugal, e se a patricinha dinamarquesa iria gostar, quem disse que eles não iriam?
- Quando partimos? - sorriso de vitória nos lábios de .
- Amanha de manhã. Só faltava convencer o ...
- Deixa isso com a gente! - Bingo, tudo certo e agora só faltava .
Levantou-se dando um beijo na bochecha de cada menino e voltou para seu quarto. Pegou o celular e, ação!
'Pequeno, 'to com uma saudade de você... Estou tão sozinha aqui... Quando der quero te ver. xx, .'
Joganda a isca, só faltava o peixe pega-lá.
(Casa dos )
- Filha, eu disse que viríamos para Londres. - Edward ficou sem jeito em frente à noiva.
- Disse, mas não falou que nos mudaríamos, ah, como posso dizer? IMEDIATAMENTE! - estava vermelha de raiva. Não, pior. Estava vermelha de ódio.
Todos ficaram em silêncio e o celular de apitou uma música dos Backstreet Boys. o olhou com um sorriso sarcástico e ele tratou de fazer a música parar.
- Ahm...er...é...hum...o ! - ele disse depois de ler a mensagem de . Precisava sair dali.
- Ótimo, filho será que não poderia levar para conhecer os garotos? - disse sorrindo para que ainda encarava como que o desafiando.
- Claro mãe. - revirou os olhos e levou outro beliscão da mãe. - Vamos. - virou-se para e saiu na frente, batendo a porta com força. - Olha aqui, - pegou apertado no braço da menina enquanto caminhavam para o seu carro. - eu não estou nada feliz com tudo isso então será que pode, ao menos, não estragar tudo? - ele abriu a porta do carro e jogou lá dentro, rapidamente seguindo para o lado do motorista.
estava sentada de pernas cruzadas e olhando as unhas. Desviou seu olhar após suspirar.
- Pode deixar... - deu uma curta pausa. a olhou. - Depois da introdução que você acabou de me dar sobre o irmão que terei, eu vou fazer da sua vida um inferno. - ela sorriu enigmática e deu a partida, não se atrevendo a olhar para aqueles olhos verdes hipnotizantes.
chegou à casa de em poucos minutos, desceu do carro e sequer esperou por , precisava encontrar .
- Oi , chegou cedo. - disse desviando a atenção da revista que lia.
- É...hum, onde 'tá a ?
- Estou aqui e... - parou ao pé da escada. Ainda não havia tirado o baby doll. - oh my gosh! - ela sorriu terminando de descer, só que passando reto por . - Você deve ser ! - ela abraçou a menina que franziu o rosto ao ser esmagada por . Precisava parecer que elas não se conheciam.
- É. - disse piscando, tentando se soltar. abafou o riso recebendo um olhar fulminante da garota. - Pode me soltar? - disse ela e a soltou sorrindo.
- Olhem meninos, a nova irmã do ! - ela apresentou animada, e vieram hipnotizados até que sorriu cínica.
- É um prazer conhecê-los. - disse de braços cruzados. Ouviram-se passos vindos do andar de cima e uma figura apontava, pronta para descer.
- Voltou mais cedo. - disse ele.
- É-é... - disse, o que iria dizer agora?
- Ele disse que recebeu uma mensagem sua. - disse com uma pitada de ironia na voz. começou a suar frio. encarou a amiga incrédula, ela era realmente má.
- Não mandei mensagem nenhuma. - disse observando a nova garota dos pés a cabeça.
- Então por que estamos aqui ? - dirigiu-se ao menino que estava paralisado. - Achei que realmente quisesse ensaiar e não apenas se livrar de mim. - fez-se de vítima. , e olharam feio para o amigo.
- E-eu mandei a mensagem do celular do , desculpe. - pronunciou-se antes que a situação piorasse. - , gostaria de ir ao meu quarto? Tenho certeza que vai gostar de me ajudar a escolher algumas roupas. - puxou a menina pela mão e elas subiram as escadas, mas não antes de analisar bem diante dos próprios olhos do menino sorrindo de lado e o deixando bobo ao pé da escada.
- Seu idiota. - deu um pedala em e os meninos dirigiram-se à cozinha.
(Quarto de )
- Você pirou ou o quê? - perguntou, após fechar a porta atrás de si. - , ferrar o tudo bem. Mas me ferrar também?
- Desculpe, não resisti! - sorriu maldosamente. - Qual é! Confesse que a cara do foi hilária.
- De certa forma, sim. - abafou um risinho. - Mas preciso dele para completar meu plano. Agora seja uma boa menina, desça e peça pro subir. Preciso falar com ele, mas diga que é sobre uma música. Faz isso por mim? Por mim? - a menina fez cara de pidona. E se entregando a isso, sem ao menos saber da idéia, recuou.
- Mas que fique claro que é por você! - a menina, com seus lindos olhos verdes, sorriu levemente, indo até a porta. Mas ao encostar na maçaneta, girou o corpo, correndo até e a abraçando fortemente. Ali sozinhas, elas podiam se conhecer. Elas podiam se abraçar. - Amei poder te conhecer! - sorriu a dinamarquesa.
- Eu também. - riu, a olhando nos olhos, e depois a abraçando novamente. - Agora vai meu anjo!
, dessa vez desceu, com cara de poucos amigos.
- Não gostou da , peste? - agiu da forma rude. Odiara o que a nova irmãzinha fizera com ele.
- Na verdade, eu a amei! Poderia me acostumar com ela. - sorriu, hipnotizando . 'Perfeito!' riu, vendo a cara do primo na parte superior da escada. - Er, , ela precisa falar contigo em particular. Algo sobre uma música... - disse com desdém. Agora sim! Tudo seguindo os conformes.
- Filho da Mãe!
- Sortudo! - e resmungavam. - Se bem que... - ele voltou seu olhar para a nova irmã de . - Gostei até... - levantou a sobrancelhas sugestivamente, enquanto ainda pensava em como seria essa mini reunião de com ...
Capítulo 5.
(Quarto de )
subiu as escadas um pouco nervoso. Ela iria agarrá-lo? Iria fazer loucuras com ele? Será que teriam algemas? A pequena cabeça dele se perdeu em pensamentos, que nem percebera que já estava na porta do quarto da menina. Suava frio agora. Mãos trêmulas. Por que tudo isso para, apenas, ver ? Deveria ser porque ela mexia com ele. Ele sempre conseguia quem ele queria sem pedir. E logo essa, que ele tinha certeza de que era apenas questão de segundos, esta levando meses. Ele tinha que acabar com aquilo. Abriu a porta do quarto, ainda nervoso. Colocou-se para dentro, fechando a porta, de costas para o quarto. As luzes se apagaram. O que estava acontecendo?
- ? - a voz um pouco aveludada, que o fazia perder o controle, surgiu na escuridão. Apagão. Vale tudo?
- , o que que houve? Onde você 'tá? - o pequeno sentiu medo. Precisava dela ainda mais.
- Aqui . - se aproximou dele, segurando-o pelo braço. Isso não estava em seus planos.
- O que a gente faz? - a cabeça dela girou com essa pergunta. Como se aproveitar desse medinho? Sorriu, mesmo sem que ele pudesse ver. Pegou as mãos dele e envolveu em seu corpo.
- Me protege. - o coração dele acelerou. Medo ou ? ou Medo? O que seria mais forte?
(Sala)
olhava entediada para a janela, mesmo que estivesse com a cortina "blackout" fechada. Um apagão era o que lhe faltava para completar seu dia infeliz. Estava ela na casa de um famoso, com ele e mais dois malucos, sozinha... Não havia mais ninguém lá, não que isso fosse um problema, ela não precisava de ninguém para se defender.
Ouviu passos. O piso era de madeira, ela ouvia a transferência de peso e ia se aproximando dela. Pela respiração pesada não tinha dúvidas, o perfume também não deixava enganar.
- é melhor se afastar se algum dia quiser reproduzir. - ela virou-se, a expressão vazia e os profundos olhos verdes encarando o rosto do garoto sem ação. - Estou avisando. - arqueou uma sobrancelha e andou na direção do garoto, mas passou reto por ele. suspirou, tão imprevisível quanto .
- Quer alguma coisa... , não é? - perguntou, inquieto. O fato de ter e em um quarto sem luz estava enlouquecendo-o. Por um momento quis ser , para poder tê-la tão perto dele; mas queria era mesmo ser uma mosca para descobrir o que ela tanto queria tratar com . Ele nem era tão importante assim na banda!
- Não, obrigada. - sentou-se no sofá da casa de com a expressão enojada. , que estava parado de frente para a janela como a menina fazia há pouco, puxou a cortina e deixou a claridade tomar conta da sala.
Virou-se e pôde ver a menina com uma das mãos tapando a claridade que lhe atingiam os olhos. Assim que se acostumou, olhou seriamente para , piscando seus doces e perversos olhos verdes. O garoto sentiu seus joelhos vacilarem e apoiou-se à lareira, encarando alguns porta-retratos que ali estavam sem realmente vê-los.
- Então, ... - começou, olhou para que tentava subir as escadas no escuro corredor. - comentou sobre a viagem que estamos prestes a fazer? - não conseguiu segurar a ansiedade e recebeu um olhar torto do amigo. Pigarreou. - Vamos para Portugal!
- O quê?! - e falaram juntos, mas fingiu não perceber.
- Estamos decolando amanhã de manhã! - quase pulava de alegria, só ele e sabiam quem estaria lá.
- Não, o que?! O que está dizendo , bateu com a cabeça foi? Desde quando nos diz para onde e quando vamos? - cuspiu ignorando, por um momento, a presença de no cômodo. "Ela faz muito mais do que isso sem vocês se darem conta" pensou a menina enquanto olhava as unhas.
- Ela já conversou com Fletch e ele pediu a ela que comprasse as passagens... - foi murchando enquanto olhava para os pés. pareceu pensar por breves segundos.
- Está bem. Mas que fique bem claro que ela não manda na gente e se nem todos concordarem nós não vamos, entendeu? - disse e concordou, desviando seus olhos para ver se conseguira chegar ao topo da escada. Mas deparou-se com o amigo agarrado ao corrimão no meio desta. Abafou um risinho e foi sentar-se ao lado de .
- Então... gostou da nova família? - ele puxou assunto e percebeu a atenção de voltada para ele e a menina. Aquilo seria interessante, exatamente como dissera.
(Quarto de )
- Por que 'tá tão escuro? Não é meio dia? - agora estava assustado. Será que era uma bruxa de Salém? Sua cabeça tentava pensar em como se livrar de vampiros no escuro.
- , não sei se você percebeu, mas... - ela pegou as mãos dele, passando por seu corpo. - Eu 'to de baby doll, ainda. - terminou tirando o sobretudo que havia colocado há pouco. A pouca claridade do quarto permitiu o rapaz de ver o conjunto que ela usava. Deixou seu queixo cair levemente. Ela estava abusando do fraco coração dele. - Eu acordei não faz muito tempo.
- Mas você 'tava com a gente... na cozinha... com um blusão... um roupão... - ele falava pausadamente, tentando recuperar o fôlego.
- 'Tava... Por baixo? - ela respondeu meio irônica.
Ele não aguentaria muito tempo. A respiração dela, tão próxima de seu rosto... Ele não conseguia ver direito, o "pacote" completo, mas o pouco de luz que entrava, naquele momento de apagão em Londres, no quarto, tornou a cor avermelhada de seu conjunto uma atração para seus olhos. Sentiu um arrepio em seu corpo. Sorrindo de canto, deslocou uma das mãos, que se situava na cintura de , para as costas da menina, debaixo do baby doll.
- ... ... ... - riu, segurando o rosto dele entre as mãos. Olhos nos olhos dele, aproximando seus rostos. - Você nunca aprende?
- Enquanto você não me ensinar... - ele tentou beija-lá, mas desviou seu rosto, encostando os lábios no pé de seu ouvido.
- Antes, me diz. - ela mordeu a ponta da orelha dele. - Vamos a Portugal? - ele afastou-a, olhando torto. - Calma. - sorriu. - Os meninos, , e Fletch toparam. Embarcaremos amanhã de manhã. Só preciso que você diga sim, por que o vai ser por conta dos meninos. Diz que vai. - ela passou o dedo indicador, pelos traços do rosto do garoto. - Imagina... Eu e você... Na casa onde eu cresci... Onde eu conheço todos os lugares... - mordeu o lábio, rindo por dentro. Será que ele toparia?
- Não sei , e a filhinha do papai? - perguntou, acariciando o rosto da menina. - Ela teria que ir.
- Isso é um problema? - ela riu, aproximando novamente a boca de seu ouvido. - Ela não vai nos atrapalhar. Eu te prometo. - ela cochichou, dando um beijo em seu pescoço. não estava se aguentando. - Como você está tenso. - continuou, passando as mãos no peitoral dele. Ele não podia resistir. Ele não iria resistir.
- Olá Portugal! - ele sorriu, abraçando-a pela cintura. Seu rosto colou no dela, os lábios se selaram. não podia se entregar para , não mesmo. Não por enquanto. Pressionou o corpo dele na parede do quarto, beijando-lhe o pescoço, subindo e descendo pelo mesmo. Ele apertou-lhe mais a cintura, até que as luzes voltaram.
- Acho melhor você descer. - respondeu ofegante, dando agora pequenas mordidas em sua nuca. - Eu já desço. Vou me trocar. - ele sorriu, respirando fundo o aroma adocicado de .
Deixou o quarto, após se olhar no espelho. não podia acreditar na sua sorte. Ele realmente estava na palma de sua mão. Agora, mais do que nunca.
Capítulo 6.
(Sala)
- Não sei, - começou enquanto brincava com seu colar de diamantes, atraindo o olhar de . - passei muito pouco tempo com aquelas pessoas. - ela sorriu um tanto cínica.
- Você vai gostar, tem amigos engraçados. - por mais ridículo que aquilo pudesse parecer, estava falando deles mesmos.
- É, pode ser. - ela preferia manter o silêncio, poderia ser muito mais proveitoso assim. Quando reparou que o tronco de se aproximava de si, levantou-se lentamente do sofá, indo em direção a lareira. - McFly, certo? - perguntou, seguindo na direção de , mas curiosamente, como da última vez, desviou-se da "rota" no último segundo.
- Lá na Dinamarca vocês nos conhecem? - sorriu com o interesse de em sua conversa com . Seu sorriso era enigmático, apenas ela sabia o que se passava em sua cabeça para que fosse forçada a sorrir.
Virou-se bruscamente de frente para que se apoiava na lareira, mais ainda, depois de surpreender-se com o movimento da menina.
- Acredito que não muito, meu professor de música é que falava de seu estilo musical. - era mentira. Ela sabia que era. No colégio não se falava de outra coisa, uma moda que se atribuíra graças a ela, e seu site de fofocas.
- Oh, então você toca algum instrumento? - perguntou e apontou na sala, sentando-se no sofá. Segundos depois surgia com cara de assustado, misturado com cara de bravo.
- Piano, violoncelo e flauta transversal. - começou a menina e vendo o sorriso sarcástico de , pigarreou e acrescentou. - Mas também toco baixo e guitarra. - sorriu para o garoto que arqueou a sobrancelha.
- Por que não toca um pouco para nós? - a olhou com um sorriso maldoso. sabia que ele queria testá-la; estava pronta para o desafio, isso ela não negava, mas preferia deixar a humilhação para outro momento.
- Quem sabe um outro dia, - disse ela arqueando uma das sobrancelhas. - tenho certeza de que adoraria fazer um pequeno recital.
- Vamos cobrar. - disse, cruzando os braços.
- E então, o que queria? - virou-se para .
- Provavelmente agarrá-lo, quem subiu com a camisa certinha e voltou com ela amassada e dois botões abertos realmente ficou entorpecido com o que aconteceu lá em cima. - disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. , e a olharam assustados e cerrou os punhos. - Não é mesmo, maninho?
"Essa garota é perversa." pensou enquanto a analisava de cima a baixo. apareceu logo em seguida de jeans skinny e uma bata cinza. Todos os olhares voltaram-se para ela que corou. sorriu irônica e percebeu que havia algo errado.
- Ahm...vou fazer o almoço. - coçou a nuca e se retirou da sala rapidamente. O que havia acontecido com aqueles quatro? Por que a encarava como se estivesse por trás daquela reação? A menina seguia para a cozinha confusa.
- , acho melhor voltarmos para casa. - disse com os dentes trincados. Estava com puro ódio daquela garota, era impossível se conter por mais tempo.
- É, realmente uma ótima idéia. - disse a menina, agora de braços cruzados, começando a caminhar em direção ao garoto.
- Já voltamos, para o almoço, eu espero. - disse enquanto abria a porta da frente e já saía para o sol de fora. Assim que a porta bateu, se colocou em uma das janelas ao lado da porta. Foi o suficiente para que visse agarrando a menina pelo braço, visivelmente irritado.
- A minha vida você pode arruinar, mas nem pense em meter meus amigos nisso, entendeu? - urrou ele de raiva. o ouvia calmamente e desviou seus olhos para a janela dando de cara com . Agiu naturalmente, como se já esperasse e voltou a olhar para o garoto a sua frente.
apertou mais o braço da menina e acabou levando um pisão no pé.
- Não encosta em mim moleque. - apesar de ser mais nova do que ele, sabia que sua idade mental não poderia nem ser comparada com a do novo irmão. Saiu andando em direção ao carro e a seguiu mancando, quase gritando de tanto ódio e dor.
(Casa dos )
O caminho de volta à casa foi tenso, queria dispersar o caminho e deixar em qualquer lugar bem longe da casa de sua família, mas como sua sorte não estava muito em alta, preferiu seguir o caminho certo. Chegaram e encontraram seus pais sentados no sofá.
- Já almoçaram? - perguntou, procurando manter a maior distância possível de .
- Não, estávamos esperando por vocês. - Edward virou-se e sorriu, não sendo correspondido.
- Ótimo. vai fazer o almoço, vamos para a casa do . - ele passou reto por que fez bico.
- , mostre à seu novo quarto. - disse em tom de reprovação.
- Perdão?! - assustou-se e encarou .
- Vamos passar uns dias aqui querida, até que a nova casa esteja comprada. - Edward sorriu e bufou.
- Não se preocupe , você terá um quarto só para você.
- O quê?! - gritou e sorriu.
- vai dormir no seu quarto querido, mas é por pouco tempo. - sorriu delicada.
- MAS POR QUE ELA NÃO DORME COM ELA? - apontou para .
- Eu decidi e é assim que vai ser, não discuta. - 3, 0. - Agora, por favor, mostre à seu novo quarto.
- Claro, por aqui irmãzinha. - ele estendeu os braços na direção da escada e virou-se o olhando vitoriosa. - Você está ferrada comigo. - sussurrou assim que a menina passou ao seu lado. virou-se e piscou, subindo à sua frente.
Chegaram ao corredor do andar de cima e corria de um lado para o outro, tirando suas coisas do quarto e colocando no outro.
- Só mais algumas coisinhas e já estará liberado. - disse como se se desculpasse.
- Não sei porque você se desculpa com essa daqui. - disse atrás de que simplesmente o ignorou.
- Muito obrigada, , é muita gentileza sua. - sorriu para a menina que retribuiu, mostrando a língua para o irmão em seguida.
- Cobra. - sussurrou. virou-se e aproximou-se de , ficando próxima ao seu ouvido.
- Você sequer provou do meu veneno, ainda. - ela sorriu enquanto soltou o ar pesadamente próximo ao ouvido do menino, vendo sua pele eriçar-se. Afastou-se a tempo de surgir novamente, trocando de quartos. continuou estático e olhou a menina de cima a baixo enquanto ela virava de costas.
(Cozinha do )
- Então , agarrar o ? Não sabia que era tão vadia assim. - seu sangue ferveu. Como podia dizer uma coisa dessas?
- Vadia é a sua ex, e eu não agarrei o . Ele trocou uma lâmpada para mim. Se duvida, olha ali a lâmpada queimada. - ela apontou para uma lâmpada queimada em cima da bancada. pensara em tudo. - Que é? Vai falar que ele não fez um esforço?! A escada aqui de casa não é muito boa. Eu deixei no meu quarto e aproveitei que precisava falar com ele sobre o que o Fletch me disse e pedi para ele trocar. Mas a luz não voltava, tivemos que esperar. Nisso ele caiu, por que 'tava escuro meu quarto, janela fechada. - ela suspirou, sentando na frente de um balcão na cozinha. - Duvida ainda de mim?
- Na verdade, não. Eu passei no seu quarto ontem, para checar se estava tudo bem com você, 'tava com um ataque de tosse... - parou, pensando. tinha planejado tudo nos mínimos detalhes.
- Você preocupado com a sua tão odiada prima? - riu, entrando na cozinha e na conversa.
- Imagine se a mamãe sabe que eu deixei minha prima morrer de tuberculose! - entrou rindo, aliviado com a resposta da menina. Ele tinha que fazer algo logo para ter .
- Mas, , o que o Fletch disse?
Capítulo 7.
- Não vamos para Portugal amanhã. - ela disse picando os ingredientes para fazer o seu molho que os meninos tanto gostavam. - Acontece, que ele falou com a , e ela recomendou que nós esperássemos pela casa da . O pai dela disse que é coisa rápida. Quem tem dinheiro pode. - ela sorriu de canto. - 'Tá bom?
fez que sim com a cabeça, saindo da cozinha com uma garrafa de cerveja e também. , ao invés de sair, encostou a porta. olhou para ele, não entendendo ao certo o que ele queria.
- , - começou ele. - eu amo seu macarrão sabia? - ela sorriu, colocando os ingredientes picados no molho de tomate com carne moída, dentro da panela no fogo. - Mas uma coisa mais gostosa, você ainda não fez.
- , eu sempre faço o que vocês pedem. - ela sorriu novamente, não entendendo.
- Sabe... - ele se aproximou, ao lado dela. colocou a panela no fogão, aquecendo a água. Ele, ao lado dela, pegou o macarrão no armário. Esperou em silêncio, com os olhos dela atentos sobre ele. O que queria? Após o silêncio, colocou o macarrão na água, com olhando-o nos olhos.
- O que ?
- Você nunca me deixou experimentar isso. - ele pegou-a pela cintura com um braço e com a outra mão segurou a sua nuca. Ele estava mesmo fazendo aquilo?
- O que você pensa que 'tá fazendo ? - ela disse em um fio de voz. sorriu de canto, selando seus lábios nos dela. E, ao contrário do que ele e ela pensavam, ela entrelaçou seus braços nele, intensificando o beijo.
Seus corações aceleraram, batendo em um ritmo único. lembrou-se que o beijo de não era igual. Ela beijou-o como se fosse um beijo técnico, um trabalho. Mas beijar , era como sentir-se ligada a ele, era sentir seu corpo amolecer, seu sangue ferver, seu mundo perder o eixo, seu chão não existir. Era... mágico. Como aquilo era possível?
(Casa do )
- Vou precisar de um banho. - suspirou já em seu novo quarto enquanto ainda observava o cômodo, mesmo já tendo decorado todos os mínimos detalhes. Pegou toalha, sabonete (ela era alérgica a alguns tipos), xampu, uma nova roupa e saiu para o corredor. Ouviu e discutindo no novo quarto e riu consigo mesma.
- Vai se trocar, querida? - a voz de surgiu no topo da escada assustando um pouco que não deixou transparecer.
- Vou tomar um banho, espero que não tenha problema. - disse arqueando a sobrancelha.
- É claro que não, deve estar exausta da viagem. Pode ir, eu sei que seu pai vai querer também. - a última frase fez com que pensasse em cenas que ela não gostaria de perder seu tempo pensando. Sacudiu levemente a cabeça e acenou com a mesma para antes de seguir para o banheiro. suspirou e entrou no quarto dos filhos sem rodeios.
- Eu quero os dois prontos antes da uma e meia, entendido? - disse ela.
- Mas mãe... - apontou para .
- Sem "mas", vocês vão dividir o quarto até conseguirmos uma nova casa. Andem. - e saiu.
despiu-se lentamente e arrumou tudo sobre a pia de mármore. Pegou sua toalha e a pendurou ao lado do boxe. Abriu o registro e estranhou a água não sair quente daquele chuveiro. Olhou para cima e viu que o chuveiro estava desligado. Era pequena demais para trocar a temperatura, por isso enrolou-se na toalha, pois já estava ficando com frio.
Pensou em chamar seu pai, mas provavelmente viria antes dele com o intuito de que ele não se incomodasse. Pensou em alguém que viria sem ser passado para trás por outro daquela família.
- , é claro. - concluiu ela por si mesma. Estava com os cabelos presos em um coque, seu colo estava bem à mostra e as pernas torneadas também devido à minúscula toalha. Era ele mesmo que ela deveria chamar. - ! - chamou com a voz aflita.
Esperou alguns segundos até o rapaz girar a maçaneta e entrar, teve que esperar (entediada) recuperar-se da visão que tinha da própria menina encostada à parede, segurando a toalha na altura dos seios.
- O que? - ao invés de sair em tom de desprezo saiu em tom mole.
- A temperatura está errada, você pode mudá-la para mim, por favor? - ela apontou para o chuveiro, mordendo o lábio inferior em seguida.
- Claro. - ele esgueirou-se entre a menina e o box, sentindo suas pernas cobertas pela calça jeans (e amaldiçoando-as por estarem assim) roçarem nas nuas dela. Trocou rapidamente a temperatura e saiu, sem tempo de ouvi-la dizer um "obrigado". Ele estava confuso.
Um banho era tudo o que ela precisava. Passou creme Victoria's Secret nas pernas, vestiu sua saia de couro caramelo, uma frente única branca bordada, desembaraçou e secou os cabelos, colocou seus scarpins Channel e saiu do banheiro, deixando o vapor para trás. Deixou as roupas sujas em seu quarto, dobradas, e desceu as escadas passando gloss para dar o toque final.
- Está linda, meu amor. - o pai dela levantou-se do sofá.
- Já estão todos prontos? - perguntou.
- Só faltam e , é que você estava usando o banheiro e... - ele sorriu, desculpando-se com .
- Não há problema nenhum, eles não demoram a se arrumar. - sorriu e olhou para cima, suspirando por desejar que fosse verdade.
- Na nova casa quero um banheiro só para mim, papai. - segredou ao pai que concordou como se recebesse uma ordem.
- Todos terão um banheiro para si, preciosa. - sorriu satisfeita. - Está gostando daqui? - ele colocou o braço envolto nos ombros da filha e a encaminhou para sentar-se ao lado de .
- Adorando, tem amigos bem simpáticos. - sorriu ela, cínica.
- Que bom! Já deve ter ficado amiga de , eu suponho. - disse colocando a mão sobre o joelho da menina e sorriu maternalmente. sacudiu a cabeça ao lembrar-se de sua mãe e olhou para baixo por um instante. Edward reparou na reação da filha e entortou a boca.
- É, gosta muito de falar, quase não tive chance com ela! - sorriu fraco e continuou a encarar o chão.
- Bem, vou ver se consigo apressá-los. - levantou-se do sofá recebendo acenos de cabeça de pai e filha.
- Filha, olha, eu sei que é difícil para você... - Edward ajoelhou-se em frente à . - mas...
- Eu estou bem pai. - a menina o encarou séria e se levantou, saindo da casa e esperando na calçada. Ela não daria o braço a torcer, precisava se concentrar.
(Casa do )
- ... O que foi isso? - afastou o menino, o que foi inútil já que o mesmo voltou para perto dela, alternando em beijos e mordidas em seu pescoço.
- Um ponto alto da minha loucura. - disse, segurando a menina ainda mais perto.
- O que você quer comigo? - ela teve um tanto de receio ao perguntar isso. queria mais, mais do que um beijo quente. Finalmente algo de divertido em trabalhar com o McFly, alguém bom o suficiente para passar o tempo.
- Quero brincar com você... - respondeu recebendo risadas dela em resposta. - Eu quero poder fazer isso... - focalizou-a novamente nos olhos. A cor intensa deles passava uma serenidade muito grande e, ao mesmo tempo, paixão. Beijou-a novamente, desta vez com a mesma calma dos olhos.
- Por quê? - ela o interrompeu, mesmo não querendo.
- Porque eu quero. - pegou uma mecha de cabelo, colocando atrás da orelha. - Mas se você não quiser...
- Não! - não iria perder essa, não mesmo. Tinha algo nele que a fazia querer mais e mais. - Eu quero. - sorriu de forma atrevida, puxando-o pela gola da blusa. Ele a sentou no balcão central da cozinha, ficando entre as pernas dela. E quando iam novamente se beijar...
Capítulo 8.
- ! - a voz de foi ouvida, indo em direção a cozinha. a desceu do balcão, selando seus lábios rapidamente. Ele parou na frente da geladeira, com a porta aberta, ajeitando a blusa, enquanto ela prendeu os cabelos e pegou a colher, mexendo o molho.
- Oi ! - ela respondeu, experimentado um pouco do molho. - 'Tá quase pronto!
- Como você sabe? - ele entrou na cozinha, com um largo sorriso.
- Até parece que eu não te conheço! Sentiu o cheiro e veio atrás da comida! , pega a vasilha transparente ali em cima? - apontou para o armário sobre a pia da cozinha. - Por favor?
- Claro! - disse sorrindo, fechando a geladeira e deixando quatro garrafas de cerveja sobre a mesa. Foi até o armário, pegou a vasilha e deu para . A menina sorriu, agradecendo mentalmente por ter algum juízo na cabeça e não ter feito algo mais complicado com . Colocou o macarrão na vasilha, colocando o famoso molho sobre o mesmo.
- Está pronto! põe a mesa? - sorriu novamente, abrindo a garrafa de cerveja, dando um gole.
- Sim senhora, capitã! - respondeu como se fosse uma criança. ia atrás do garoto que caminhou para a sala de jantar com a toalha em mãos, quando o pegou pelo braço, encostando-o na parede.
- De noite, no meu quarto. - ela não sabia o que estava acontecendo consigo mesma, mas a sensação de fazer algo errado, como uma adolescente, era incrível. Não iria perder essa aventura. - Não se esqueça de colocar mais pratos na mesa, ! - gritou , em seguida. Eles teriam convidados especiais para o almoço.
(Casa dos s)
- Vamos, vamos, já estamos quase atrasados! - apressava-se abrindo a porta. virou-se, já que estava encostada no pilar da varanda e tratou de descer as escadas da frente. Tirou seus óculos Dolce&Gabanna da pequena bolsa que carregava e os colocou.
Edward insistiu para que fossem de limusine e assim seguiram para a casa de . e bisbilhotaram em cada canto do veículo enquanto os olhava com desdém e chamava a atenção deles de dois em dois minutos. Chegaram à casa de e praticamente pulou do carro, colocando uma das mãos na cintura e seguindo em largas passadas em direção à porta da casa.
- Olha como essa garota anda, parece até uma modelo! - cochichou para o irmão que, ao invés de reparar na caminhada da nova irmã, focalizou seus olhos no bumbum da menina que se destacava na justa saia.
- Ela tem classe. - disse em um tom brincalhão e todos seguiram para a porta, onde esperava batendo seus scarpins, impaciente. Seus óculos já estavam prendendo parte de seu cabelo, como uma tiara, e seus olhos verdes ganhavam destaque. passou na sua frente e deu-lhe uma piscadela antes de abrir a porta.
- Chegamos! - ele gritou e entrou, dando de cara com saindo da sala e o fazendo quase tropeçar ao olhar para ela.
- 'Tá na mesa! - gritou de volta e veio receber os convidados. - e , há quanto tempo! - ela abraçou as duas sorrindo.
- Faz tempo mesmo , - sorriu. - quero te apresentar meu noivo e pai da , Edward.
- É um prazer conhecer a senhorita. - Edward pegou a mão da menina e beijou as costas da mesma, deixando maravilhada.
- O prazer é todo meu senhor. - ela sorriu para que apenas a olhou sem emoção. - Vamos? - apontou para a sala de jantar.
e Edward sentaram-se ao lado de que tinha do seu outro lado. Em uma das pontas estava e na outra, . sentou-se entre e , o qual não parava de olhar para suas pernas.
- Então, quando vocês pretendem mudar-se? - puxou assunto depois de longos minutos onde só se ouviam os talheres tilintarem nos pratos.
- Droga. - deixou a colher, com a qual enrolava o macarrão no garfo, cair.
- Aqui, pegue a minha. - ofereceu antes que a menina pudesse se mexer. encarou o talher, não usado ainda, e o pegou dando um sorriso tímido para .
- Obrigada. - murmurou ela, depois se dando conta de que a mesa inteira olhava para os dois.
- Esperamos que o mais breve possível, - Edward disse enquanto tomava um gole de vinho. - precisará se adaptar ao novo colégio e transferir as atividades extracurriculares dela para cá.
- Isso não será difícil, Londres tem ótimas escolas! - sorriu para Edward. - Agora, , comentou com você sobre a viagem que faremos a Portugal?
- Não! - encantou-se. - , você não me conta mais nada, filho! - fez drama o que gerou risos na mesa.
- Pois é, - sorriu para . - e eu estava pensando se Edward deixaria vir conosco. - encarou , aquilo era golpe baixo, sabia que o pai não recusaria tal pedido e cabia à ela concordar com aquela loucura também.
- Não há nenhum problema, ela pode se divertir enquanto cuido das coisas chatas da mudança. - Edward sorriu para a filha que entortou a boca.
- E não se preocupe, vamos ficar na casa onde eu cresci, temos quatorze quartos lá, academia completa, piscina com churrasqueira e mais outros entretenimentos. Ela não ficará entediada. - sorriu para que arqueou a sobrancelha, esboçando um pequeno sorriso no canto dos lábios.
- Sendo assim, não vejo problema em aproveitar enquanto não volto às aulas. - sorriu a menina sem graça.
- Será muito bom para você filha, - Edward virou-se para o resto da mesa. - costumávamos ir a Portugal quando a mã...
- ...quando minha avó ainda era viva. Sempre me divertia por lá com meus primos. - interrompeu o pai, sabendo o que vinha pela frente. Todos ficaram em silêncio e ela afastou sua cadeira da mesa. - Se me dão licença, preciso ir ao banheiro. - levantou-se ainda com o silêncio mórbido que se instalara.
- Final do corredor, à direita. - disse embasbacada com a situação que acabara de presenciar. Então tinha uma mãe?
A situação na mesa do almoço estava meio estranha. Depois das palavras de , Edward tentou se levantar, mas foi barrado por .
- Dê tempo ao tempo. Sim?
Todos na sala permaneceram em silêncio, sendo quebrado por um arroto de .
- Desculpe. - disse sem jeito, causando risos em todos ali presentes.
- Vamos continuar comendo? - quebrou o gelo após as risadas, pegando um pouco mais de macarrão com o garfo. O que dera em para não querer falar da mãe com eles? Para não falar da mãe com a provável melhor amiga? Ouvia-se o som dos talheres batendo nos pratos e até mesmo as respirações dos ali presentes.
- Mas então, eu estava pensando, quando vocês querem viajar? Posso adiantar a obra... - Edward puxou assunto sem jeito ainda com a situação.
E antes que respondesse, Fletch ligou.
- Com licença, trabalho me ligando. - sorriu sem graça, o que Fletch queria agora? - Oi meu amado Fletch, que queres de sua serva desta vez?
- , acho que vocês tem que viajar logo. Eu fui ver umas coisas da banda e depois desse estouro do casamento da , o não terá paz. Sem contar que estão falando do fim de namoro do ... Você tem que sumir com eles, senão não terão paz, nem eu e nem ninguém. - as palavras de Fletch foram digeridas rapidamente pela menina.
- Partimos assim que possível Fletch. Hoje mesmo se eu conseguir.
- "Se"? Não, meu anjo, você vai conseguir. Pela primeira vez isto é uma ordem. - ela engoliu seco. Apenas desligou e voou para a sala. Viu que não estava lá ainda.
- Meninos, preciso roubar vocês um pouco, tudo bem visitas? - sorriu de maneira artificial, sabiam que havia algo de errado, os McGuys a conheciam muito bem. - Amores, temos que ir urgentemente para Portugal, ordens do chefe.
- Mas e as passagens ? - perguntou, coçando a nuca. Se era urgente não tinha discussão.
- Eu dou um jeito. leve sua família para casa e diga que vai viajar. Todos façam as malas e estejam aqui às três horas.
- E a ? - lembrou-se da meia irmã, mas ao olhar para , lembrou-se do que houvera antes da irmãzinha... As imagens se misturaram... ', pare de pensar nisso!' se reeprendeu.
- Eu falo com ela, vão! - eles correram cada um para suas atividades. Mas ao chegar na sala estava lá. A viu saindo com o pai, , e . Pegou o telefone, discando primeiramente para a companhia aérea, confirmando o vôo das cinco horas. E logo em seguida para .
- Atende... Atende... - mordeu o próprio lábio. Será que ela não queria falar com ?
Capítulo 9.
(Limusine a caminho da casa dos )
sentara-se encolhida em um dos bancos do veículo e observava todas as paisagens passarem borradas pelos seus olhos, ela não se permitiria chorar. Viu que seu celular vibrava incansavelmente em sua bolsa, mas não estava afim de atendê-lo, pelo menos não na frente da nova família. Chegaram à casa dos e ela subiu para arrumar sua mala sem dar satisfação a ninguém.
- O que você quer? - atendeu o celular bruscamente assim que ele ousou vibrar, já em seu novo quarto.
- Você está bem? - perguntou receosa do outro lado.
- E isso lhe importa? - dizia andando de um lado para o outro pegando suas coisas. - É só por isso que ligou?
- Erm...bem, sabe que estamos saindo daqui às 15hrs não é? - ela sabia onde queria chegar, mas não lhe daria aquela deixa.
- Sei, mais alguma coisa? - dobrava tudo e acabava por jogar as peças de roupa na mala, irritada.
- Ahm, acho que não.
- Ok então, tchau. - e jogou o celular na cama. Foi até o espelho que havia ao lado do guarda-roupa e olhou seus olhos: vermelhos. Deu de ombros e passou uma camada de rímel antes de jogar a nécessaire na mala e fechá-la com violência. Não sairia do quarto enquanto não a chamasse, não queria correr o risco de ser pega pelo seu pai e suas possíveis desculpas esfarrapadas.
- , você vem ou não? - bateu a sua porta e imediatamente acordou de seu momento de transe, percebendo que já haviam se passado 40 minutos desde que ficara pronta.
- Estou descendo. - disse ela, mantendo o tom de desdém habitual.
Levou as malas sozinha escada abaixo e agradeceu por seu pai não estar ali. Saiu o mais rápido que pôde e fechou a porta do carro de , esperando pelo garoto.
- Nossa, você realmente está com pressa de ir. - ele comentou enquanto tirava o carro da garagem. deu de ombros.
(Casa de )
Na casa de a correria era imensa, malas e malas acumulavam-se na entrada à medida que os meninos iam chegando. Por fim só faltava e .
- , posso falar com você? - perguntou para a menina, que passava lápis na parte superior e inferior dos olhos, terminando de se arrumar. Ela abriu a porta do quarto, fazendo sinal para ele entrar. Ele fechou a porta atrás de si e sentou-se na cama da prima. - Er, eu queria te pedir um favor. - o olhou, boquiaberta.
- Você pedindo um favor para sua prima vadia? Uow, o negócio 'tá feio! Precisa de camisinha e 'tá com vergonha? Você pedia para eu comprar, lembra? - ela desatou a falar, rindo e lembrando-se da época onde eles ainda sabiam conversar sem terminar gritando ou nem ao menos começavam um diálogo.
- , não começa... - o menino jogou uma almofada nas costas dela, que jogou de volta a mesma. - Será que você poderia me deixar sentar ao lado da , no avião? - não pode conter um sorriso. Ele estava interessado pela pessoa certa, na hora certa.
- Por que não? - sorriu, dando um beijo estalado na testa do garoto, deixando a mesma marcada de rosa claro.
Desceu as escadas, vendo que não estava ali.
- Eles chegaram? - perguntou no ouvido de , que estava sentado no sofá da sala, de costas para a escada.
O menino arrepiou-se com sua presença, levantando de maneira rápida. Virou-se para , deixando o queixo cair levemente. Ela usava uma saia rosa bebê que caía até os joelhos, deixando metade das pernas de fora. Sapatos não muito altos, pretos e de bicos um tanto finos. Ele ousou subir o olhar acompanhando cada curva. Avistou um blazer fechado em um botão apenas, que se localizava abaixo dos seios. E por baixo uma blusa com decote em V, bem delicada com um pouco de renda. Como era possível ela ficar mais sexy a cada instante? E seu aroma, oh que aroma. Doce, forte, inesquecível.
- Ahm... Er... Você... - se enroscou com as palavras, fazendo-a rir. Ele parecia um adolescente. - Onde você vai com essa roupa?
- Ver meu lar? Viajar a negócios com a banda que eu tomo conta? Hello? , você precisa entender que eu trabalho pra vocês. - ela sorriu gentilmente, pegando o batom dentro da bolsa que carregava. Foi até um espelho perto da porta de entrada, repassando o mesmo. - Eles não chegaram né? - perguntou novamente.
Mas ao invés de responder, ele se aproximou dela, ficando por trás. Levantou os cabelos que estavam nas costas, podendo ver o pescoço que ele mais gostava no momento. Beijou de leve sua nuca, e deu uma mordida.
- ... - ela respondeu, fazendo-o se afastar. Por que raios ele fazia isso? Como ele fazia isso? Hipnotizá-la com uma palavra, um gesto. Precisava dar a volta por cima. Quem ditava as regras era ela e não ele.
Virou-se de frente para ele, depositando um beijo em sua bochecha.
- Depois... - sussurrou em seu ouvido, passando suas mãos, que estavam na cintura dele, por sua virilha, o que o fez se arrepiar.
- Vamos? - entrou sorridente na casa, com uma se observando no espelho e um muito perdido em pensamentos, olhando para a TV.
- Sim , estou pronta. - ela sorriu, depositando um beijo na bochecha do menino , sussurrando: 'Você 'tá muito sexy hoje'. O menino usava uma calça jeans dois números maior, presa com um cinto grosso e preto. Uma camisa de botões azul clara meio amassada, uma gravata azul escuro quase preta meio frouxa e um sobretudo preto, para manter-se aquecido. E ao invés de tênis, sapato social. Apresentável. sorriu, ao observar que havia ficado rubro por conta dela passar seus olhos pelo corpo dele. - Er, e chegaram? - perguntou para o outro.
- Chegaram, estão no carro esperando. Fletch me ligou e disse que está a caminho do aeroporto. Cadê o ?
- Aqui! - descia com uma mochila nas costas e a mala dele. - 'Tava terminando a mala. Podemos ir já. - ele seguiu para fora, jogando as malas no carro. pegou a mochila do laptop e, seguido de , desceu. A menina por fim ajeitou a bolsa grande no ombro direito. Desligou as luzes, observou a casa por um instante e fechou a porta. Hora de visitar um lugar que ela conhecia melhor do que eles.
No carro de , foram ele mesmo com ao seu lado; e atrás; e no outro carro e a Srta. .
- Portugal que nos aguarde! - sorriu radiante. Estava na hora de conhecer o lugar mais sombrio da vida de .
(Carro do )
- Você está quieta desde o almoço, o que aconteceu? - respirou fundo antes de abrir a boca. Iria tentar se dar bem com , apesar de tudo.
- Nada. - a voz da menina saiu em um tom diferente do que ele já havia escutado até então. Não era firme, não era arrogante... a olhou de esguelha e percebeu que ela mantinha as duas mãos fechadas em punho agarrando o cinto de segurança enquanto ela observava a paisagem urbana ir se distanciando cada vez mais.
- Você está bem? - ele tirou uma das mãos do volante e, driblando a atenção, encostou levemente na perna da menina.
- Estou. - sua voz saiu em um sussurro enquanto ela acenou com a cabeça que estava bem.
- Olha, você não precisa ir a Portugal se não quiser... - ele tentou. Seria, ainda, uma ótima decisão que só cabia a tomar. A menina abaixou os óculos escuros, que até então prendiam seus cabelos, e virou para .
- Eu sei o que está tentando e vou deixar claro: você não vai se livrar de mim tão fácil. - ela sorriu cínica e deu um peteleco na mão de que ainda permanecia em sua coxa. - Esse carro está muito monótono. - ela resmungou ligando o rádio e surpreendendo-se com Green Day.
Seus pés começaram a bater no ritmo de "Know Your Enemy" e a olhou rapidamente.
- Então gosta de Green Day? - perguntou sarcástico.
- Se a sua sugestão era que Madonna estivesse entre as minhas divas, errou feio querido. - ela estalava os dedos também e balançava a cabeça.
- Bom saber. - sussurrou consigo mesmo e continuaram o caminho curtindo o CD, cada um a sua maneira.
Capítulo 10.
Chegaram ao aeroporto e para a surpresa dos meninos não havia fã alguma esperando por eles.
- Ótimo momento para aquele blog idiota postar que estaríamos saindo de Londres. - disse irritado. - São uns amadores mesmo. - e se entreolharam.
Era a primeira vez que viajaria de avião comercial então ela se sentou em um dos bancos de espera enquanto fazia o check-in. Seus olhos percorriam o aeroporto, todas aquelas pessoas ali com um único propósito: viajar. Por qualquer motivo, que ela preferia ignorar, seus olhos estavam assustados e sem perceber ela segurava sua mala, com medo como se sua bagagem fosse sair andando.
- Se ajuda, as chances de um avião cair é de uma em centenas. - ela virou o rosto rapidamente e sentava-se ao seu lado, de touca e óculos escuros, mas ainda sim sorrindo. Era a segunda vez naquele dia que ele a surpreendia.
- Não...não tenho medo. - ela franziu o cenho e ajeitou-se na poltrona, não havia notado que estava escorregando. - É só, é só a minha bagagem. Não a quero extraviada. - disse olhando para a mala preta a sua frente.
- Não se preocupe, as chances dela ser extraviada são mínimas. - sentava-se do seu outro lado, do mesmo jeito que , com touca e óculos. Ela olhou para frente, na direção do balcão de check-in. arrumava a touca de e estava logo atrás deles.
- Próximos? - sorriu ela, mas sem animação alguma.
levantou-se, não sabia o que fazer, ela nunca havia precisado de nada parecido. Sentia falta de sua privacidade já que, por um momento, sentia-se tão...pública.
- Ahn, eu vou com você. - entortou a boca ao ver a expressão confusa e perdida da amiga.
- Obrigada. - disse a menina e colocou o braço em seus ombros, guiando-a para o balcão onde estivera há poucos minutos.
Feito o check-in eles seguiram para o portão de embarque, as malas já haviam sido despachadas e agora era só entrar no avião e aguardar. Nenhuma fã apontara no aeroporto durante o pouco tempo que eles ficaram por lá, deixando os garotos um pouco decepcionados. percebeu que seu assento era ao lado da janela e tratou de sentar-se logo e ficar encarando a janela, tentando esquecer que estava em um vôo público e não particular como havia sido acostumada.
- Opa! Meu assento é aqui. - colocou sua mochila no bagageiro e sentou-se sorridente ao lado de . Aquela sem dúvida seria a melhor viagem de todas. o olhou com a mesma expressão confusa de antes, ainda no aeroporto. - Tem alguma coisa te incomodando? - ele olhou ao seu redor. - Quer trocar de lugar comigo?
- Não, aqui está bom é... - ela fechou os olhos, tentando se concentrar. - eu só estou um pouco cansada. Até agora não consegui descansar da viagem da Dinamarca até Londres. - sorriu amarelo.
- Ah, mas agora você conseguirá. - ele sorriu e aconchegou-se na poltrona dando um chute na poltrona da frente e ouvindo resmungar em seguida fazendo-o rir.
apoiou sua cabeça ao lado da janela do avião, algo lhe dizia que aquela viagem não lhe faria bem algum. Ela só desejava nunca ter saído da Dinamarca. Enquanto tentava tirar um cochilo, se preocupava em não agarrar . Atrás de si, reclamava com o fato de não terem ido de primeira classe.
- Poderíamos ter ido, ué! Ficaríamos lá, teríamos uma viagem magnífica e então... Sairíamos sem ninguém notar! - reclamou, cruzando os braços.
- Er, ... Já parou para pensar que era isso ou um monte de gente te atormentando em Londres? - respondeu, dando um tapinha na testa do amigo.
riu imaginando a confusão que seria. Fora tanta coisa que não conseguira tempo para postar no blog. Percebeu que estava concentrado vendo pela última vez, em um mês, Londres. Mas só tentaria ir ao banheiro postar algo pelo seu Iphone...
- Onde você pensa que vai? - pelo braço, a puxou de volta para seu assento. Aproximou o corpo da menina do seu e cochichou em seu ouvido. - Daqui você não sai mocinha...
- Eu preciso falar com o Fletch... - respondeu em um fio de voz. Estava ficando amolecida pelo menino rápido demais. O que ele tinha que a fazia ficar assim?
- Chega de trabalhar . se senta e relaxa. Você já 'tá fazendo muito pela gente... - continuou aos sussurros, dando uma mordida na orelha dela. "A situação já está ficando fora de controle" pensou a menina, logo planejando como se esquivar.
Relaxou todos os seus músculos, sentou-se direito na poltrona e encostou sua cabeça no ombro de . Virou seu rosto um pouco, dando um beijinho em seu pescoço.
- Pode deixar... - respondeu no mesmo tom que ele usara com ela, tentando voltar ao controle. Será que isso seria sempre assim? Um eterno jogo de liderança? Por incrível que parecesse, na cabeça de ambos, aquilo não era, e nunca seria apenas um jogo. Aquilo teria começo, meio e se possível, sem fim.
A viagem seguiu sem mais delongas. adormeceu assim que o avião saiu do chão. Sem mesmo perceber, sua cabeça se encostou no ombro de , que estremeceu. Sentir o aroma da garota tão perto de si era algo tão... aconchegante. E dormindo, ela parecia tão... inofensiva. Aos olhos do garoto, estava uma menina linda em sono profundo. Não a mimada, cheia de não me toques. olhava o abdômen de subir e descer tranquilamente. Pela primeira vez em muito tempo ele acreditava que aquela seria uma viagem da qual ele poderia aproveitar ao máximo...mesmo que estivesse junto para poder infernizá-lo no que fosse preciso...ele só tinha que conquistar , era a única coisa que lhe importava naquele momento.
por sua vez, estava segurando seus desejos dentro de si. Sua relação, que estava apenas começando, com era quente... ele até conseguia sentir que tudo aquilo iria aumentar cada dia mais. Mas seu coração não sentia apenas seu desejo por aquela 'mulher' tão maravilhosa. Ele pedia por algo mais... algo que talvez ele nunca conseguisse: amor. , por mais que nunca houvesse admitido, sempre tivera uma atração por . O jeito dele, o sorriso dele, o charme... Até mesmo a risada e o choro dele eram sexys, por mais estranho que fosse. Sua vontade era de agarrá-lo, principalmente desde aquele beijo na cozinha. E já havia acontecido uma vez.
*flashback*
- Droga! Por que você não pára de me encher Lyla? Já não entendeu que foi só uma noite? - gritava com a menina no quintal da casa de . Estavam todos lá, comemorando o sucesso do CD Motion In The Ocean, e as coisas entre e mulheres estava meio... transtornadas. Lyla havia sido apenas um beijo que se rendera, mas ele não queria nada com a mesma. Já a loira, queria muito dele.
- Ah ! Diz que não gamou no meu beijo vai? O que eu preciso fazer pra te conquistar? - ela se atirava para cima dele, enquanto ele caminhava para trás. Seus passos não podiam mais continuar por que algo o impedia. Virou-se, e deu de cara com . A menina apenas sorriu, puxou-o pelo colarinho e lhe deu um beijo que, para ambas as partes, seria inesquecível. Vontade, desejo, e ao mesmo tempo, felicidade.
, após muito custo, se soltou de , envolvendo seu braço no corpo da menina, e lhe dando um beijo nos lábios vermelhos.
- Amor, ela 'tá te irritando? - perguntou com um biquinho.
- Ah bebê, sabe como é. Ela é como as outras, acha que estou solteiro.
- Lyla, querida, entenda... está noivo. Ontem foi a despedida de solteiro dele! Agora... loira falsa, vê se vai se ferrar. - sorriu, mandando o dedo para ela, abraçando o menino de lado.
Viram a menina se afastar, bufando e pisando duro.
- Obrigada ... - o garoto sorriu, passando a ponta dos dedos de leve no braço dela.
- Apenas estava te protegendo de uma golpista. Escolhe melhor quem você pega . - sorriu, e voltou para dentro da casa.
se sentou na beirada de piscina, e ficou pensando. sim era a melhor escolha.
*end of the flashback*
Seus olhos intensos focaram-se na menina, que estava com a cabeça longe. Ela estava cada dia mais bonita, ou era só impressão? Ajeitou uma mecha de cabelo dela, que sorriu um pouco envergonhada.
- Você de óculos e gorro fica quase irreconhecível. - comentou , olhando agora nos olhos dele.
- Tanto faz... - ele respondeu com desdém, aproximando-se dela, encostando novamente os lábios na orelha dela. - O que importa é que você 'tá aqui comigo. - ela arrepiou-se com essas palavras. Fechou os olhos e lhe deu um selinho rápido. Deitou sua cabeça no ombro dele, e os dois acabaram dormindo. Respirando o aroma, um do outro.
e passaram a viagem assistindo 'Um Faz De Conta Que Acontece', que passava no avião, rindo muitas vezes e acordando alguns passageiros.
Ao pousar em Portugal, , , e acordaram. Todos os sete, incluindo o empresário Fletch, saíram do avião e os olhos da menina lacrimejaram. Avistou as ruas da cidade portuguesa, não deixando se levar pela emoção. Estar de volta, depois de seis anos, ao lugar onde foi muito feliz e ao mesmo tempo muito triste, era inexplicável. Os aromas, o clima, as pessoas... Tudo exatamente como ela se lembrava.
Fizeram tudo o que precisavam no aeroporto e alugaram um carro grande, parecia uma van. pegou o volante e seguiu até a grande mansão que se localizava no meio do nada.
- Bem Vindos à mansão dos Martins .
Capítulo 11.
Todos os olhares focalizaram a imensa mansão. não havia exagerado com o tamanho da mesma, parecia que uma cidade poderia morar ali dentro. Boquiabertos, entraram pela enorme porta de madeira, agora admirando o interior da casa, rico em detalhes e muito moderna apesar da aparência colonial na parte de fora. Havia belíssimos quadros e o hall era do tamanho da sala de , que era bem grande.
- Bem, à esquerda temos a sala de jantar e depois dela, a cozinha. E à direita temos a sala de estar e ao lado a saída para o quintal, mas vamos para lá depois. Que tal vermos lá em cima? - apontou para uma imensa escada que havia em sua frente, no meio do hall.
Parecia que estavam em um daqueles filmes de casas assombradas, mas belíssimas e invejáveis. Admirando a mesma, todos começaram a subir. Todos, menos .
- Gente? Sabiam que inventaram o elevador? - ela sorriu simpática.
- Pára tudo! Tem elevador? - abriu a boca e deixou os braços ao lado do corpo, apenas olhando para sem piscar os olhos. A menina não pôde deixar de rir da cara de .
- Vocês ainda não viram nada! Vamos! - andou até a sala de jantar e parou em frente a uma parte da parede que se abriu. O elevador era escondido! Tudo estava ficando cada vez mais interessante.
Todos entraram no enorme elevador e subiram um andar. No instante que a porta se abriu, uma senhora passava pelo corredor e paralisou ao ver .
- MINHA MENINA! - a velha senhora abraçou que havia corrido para seus braços. - Como você está linda! Mais do que nunca! - apertavam-se, como se fossem matar as saudades. Era uma cena linda.
- Meninos, , essa é a governanta e babá dessa casa. Cuidou de mim como se fosse uma mãe. Ela e o senhor John. Como está Madeline? - voltou-se para a velha, sorrindo de maneira muito doce.
- Sentindo saudades! Até mesmo o meu Nick sente sua falta! Diz que era bom ter você aqui mocinha! E eu concordo com ele.
- Quem é Nick? - se intrometeu no papo das duas, curioso com o tal menino. Será que ele queria algo com ? Ou talvez com sua nova irmã? Isso não vinha ao caso, para ele poderia se envolver com qualquer um, desde que não lhe causasse problemas. Pensando bem, seria melhor mantê-la longe de problemas, concluiu o rapaz, ainda aguardando a resposta.
Não foi preciso esperar por muito mais, o suposto Nick apontou atrás de sua mãe, bem melhor do que se recordava. Seus cabelos loiros estavam mais compridos e, portanto, mais cacheados, os olhos pareciam mais verdes que o normal, quase do mesmo tom que os de .
- ! - Nick disse surpreso. - Há quanto tempo! - deu duas largas passadas e alcançou a menina abraçando-a com força. fechou o punho involuntariamente e aproximou-se de .
- Saudades! - disse a menina enquanto o abraçava e sentia seu perfume, o mesmo durante todos aqueles anos. - Quero apresentar alguns amigos. Esses são , , e o vocês já conhecem. - ela sorriu apontando para cada um conforme os apresentava. - Ah sim, - bateu levemente em sua testa ao perceber a olhando de braços cruzados e uma das sobrancelhas arqueadas.- esta é , nova meia irmã do .
- É um prazer conhecê-la. - Nick sorriu para a menina que retribuiu.
- Bom, vou continuar mostrando a casa para eles, depois quero saber de tudo hein?! - sorriu. - Venham.
deu uma leve piscadela para o rapaz antes de ser empurrada por , Nick aproximou-se a tempo de segurar a menina pela cintura antes que ela caísse.
- Obrigada. - disse sorrindo e se levantando rapidamente. Assim que retomaram a caminhada, abraçou pela cintura e olhou para trás encarando Nick com o cenho franzido. Foi só virarem o corredor que ela se desvencilhou do abraço de e encarou-o com desprezo.
- Você não tem o direito de fazer isso, principalmente na frente de um desconhecido. - e continuou andando em direção a .
- Se ferrou. - disse com um sorriso sarcástico e recebeu o dedo do meio do amigo.
continuou mostrando a casa, que era cada vez mais surpreendente aos olhos dos meninos. Até mesmo que morava em uma mansão, estava impressionada. Era realmente grande e aconchegante.
No segundo andar, à esquerda havia três salas: uma de TV (que mais parecia um cinema), uma biblioteca e uma sala cheia de DVDs, VHS e até mesmo vinis. À direita, um banheiro com uma banheira de hidromassagem e uma sala de jogos.
O terceiro andar possuía quartos com temas diferentes, o que maravilhou as visitas. - fica no quarto ?Austrália?, no quarto ?Paris?, nos ?Estados Unidos?, pode ficar no ?Irlanda? e no quarto ?Dinamarca?.
- Por que eu fico em ?Paris?? - perguntou curiosa.
- Você vai amar, é um dos meus favoritos. - sorriu de ponta a ponta. A menina definitivamente amaria, principalmente o lindo closet que ele continha. - Bom, as malas já, já sobem e estarão aqui no corredor. O penúltimo andar não é permitido para ninguém. O último é um estúdio, com vários instrumentos diferentes. Se quiserem terão que pegar o elevador. A parte de baixo, o nosso quintal, tem academia, spa, piscina, quadras e outros. Podem fazer o que quiserem, menos ir ao quarto andar. O resto é liberado. - com essas palavras, estendeu a mão e todos correram para conhecer os novos quartos onde ficariam um mês inteirinho.
, assim como os meninos correu para seu quarto e quando voltou, no lugar de , ele viu malas e mais malas. Pegou as suas e colocou no quarto. Observou cada canto, agora com mais atenção ao mesmo. O tema irlandês agradara ao menino. Era um quarto bem vivo e bonito... Com uma cama muito legal, por sinal... Aliás, era cama de casal! Será que queria dizer algo com aquilo?
Abriu as portas do guarda-roupa e se deparou com uma portinha dentro do mesmo. Encostou a ponta do dedo e pôde ver uma passagem secreta ali. Para onde levaria? Pegou o celular e foi iluminando o caminho, passando por várias portinhas iguais às dele. Deveria ser algum plano de fuga ou sei lá. A casa, apesar de moderna, era muito velha de estrutura e com certeza cheia de histórias guardadas.
À medida que andava via algumas coisas escritas nas paredes e parou para ler uma que lhe chamou a atenção. Era meio colorido e grande. Iluminou a antiga escrita e logo descobriu onde estava. Estava no andar proibido na frente da porta do quarto de .
"Para que a minha princesa saiba voltar para seu quarto depois de brincar, essa plaquinha para se lembrar do caminho de volta e do papai."
Sorriu involuntariamente e não pensou duas vezes ao entrar.
Capítulo 12.
abriu a porta de seu mais novo quarto e percebeu que talvez não tivesse errado em sua escolha. O quarto em si tinha a cor vermelha contrastando com móveis rústicos, mas ainda sim nobres. A cama era redonda e enorme e logo acima dela havia um espelho, a garota não pôde deixar de rir ao notar um pequeno poste dourado que centralizava um pequeno palco mais ao fundo do quarto, cercado por poltronas e um aparelho de som logo depois, acompanhado de uma coleção generosa de CDs. Sem perder mais tempo seguiu até lá, olhando as imagens que decoravam as paredes, fotos da torre Eiffel e o espaço Moulin Rouge, o arco do Triunfo entre outros.
Deu uma breve olhada na seleção de CDs e percebeu que havia um enorme closet com todas as portas de espelhos, um banheiro com pastilhas vermelhas e brancas e uma banheira de hidromassagem. Sentou-se na cama olhando para o teto, tendo sua imagem refletida. Aquele quarto estava perfeito para ela; sorriu satisfeita e levantou-se rapidamente, pretendendo bisbilhotar seu novo "hotel" pelos próximos meses.
Reparou na quantidade de malas que se amontoavam no hall que dava acesso a todos os quartos. Reparou que tentava tirar suas malas de lá, mas as suas, rosa e roxa, o impediam. Seguiu até ele com um sorriso depravado e o empurrou pelo peitoral antes que o menino conseguisse dizer qualquer coisa. Pegou suas duas malas com facilidade da enorme pilha e seguiu de volta para o quarto, largando-as na entrada e fechando a porta em seguida, carregando sua pequena frasqueira Louis Vuitton. Deu uma última analisada em antes de soltar um risinho e descer pelas escadas.
Na sala de TV deparou-se com observando a coleção de DVDs da família de e praticamente babando na televisão de plasma do cômodo. A menina balançou a cabeça e continuou descendo; estava no térreo, saindo da cozinha com um prato e um enorme sanduíche sendo equilibrado enquanto ele tentava andar e comer.
- Quer um pedaço? - ele perguntou, chupando alguns dos dedos sujos de molho. o olhou divertida, arqueando a sobrancelha.
- Não obrigada, prefiro esperar pelo jantar. - e passou direto, sem ao menos esperar que ele respondesse. Ora essa, o jantar ainda demoraria um bocado, mas ela não se importava, queria explorar os confortos e mimos que aquela casa poderia lhe oferecer.
Saindo para o pátio externo, deparou-se com uma piscina de dimensões olímpicas ao lado de um campo de futebol, que ficava mais abaixo. Ao fundo da área de lazer estava uma sala toda envidraçada com aparelhos para musculação e exercícios diversos. À esquerda uma enorme área com churrasqueira e bancos rústicos. À direita a construção chamou a atenção da menina, era colossal, mas indefinida dado um primeiro momento.
seguiu curiosa para a instalação e quando abriu a imensa e pesada porta de metal deparou-se com um ginásio, equipado com área para ginástica olímpica e diversas camas elásticas. Então tinha seu próprio treinador?
Seus olhos brilhavam ao analisar cada detalhe do lugar, ela não ficaria parada em momento algum daquela viagem. Provavelmente teriam muitas coisas a se fazer. Juntou as mãos na altura do peito, ainda maravilhada e deu meia volta pronta para sair quando ouviu movimentação.
- ? - uma voz conhecida ecoou e ela sorriu marota, ainda de costas.
- Nick! - virou-se e assustou-se com a vestimenta do rapaz. Equipado com um macacão branco, uma espada de ponta circular e máscara com uma tela que cobria seu rosto, Nick sorria para ela de maneira inocente. - Você pratica? - referiu-se à espada na mão do rapaz.
- Sim, mas não participo de grandes competições. - disse envergonhado e deu alguns passos em sua direção.
- Se importa de mostrar alguns movimentos que sabe? - olhou-o com carinha de coitada, como se pedisse do fundo do coração, mas ela sabia que tudo aquilo não passava de uma maneira para aproximar-se dele.
- Claro. - ele colocou o capacete e começou a mostrar alguns movimentos.
ainda caminhava em direção à sala de TV com a imagem de em sua cabeça. Quando chegou já havia terminado seu sanduíche o que o fez soltar um gemido de reprovação.
- Já escolheu, ? - perguntou ao amigo, entediado.
- Hum, hum. - o amigo fez um barulho estranho com a boca, negando.
- Acho que vou buscar mais um sanduíche. - olhou o prato vazio.
- Vou com você! - apareceu do nada, fazendo com que desse um pulo de susto.
- Meu Deus, de onde você saiu?! - estava de olhos arregalados.
- Do elevador? - disse em tom de deboche. - Anda, vamos até a cozinha.
- Eu vou também. - pronunciou-se, ainda sem tirar os olhos da estante.
- Então vem. - disse impaciente, na verdade, queria ver onde havia ido.
Os três desceram as escadas em silêncio, na verdade, apostavam corrida para ver quem chegava primeiro. , é claro, chegou primeiro.
- Ahm, vamos dar uma olhada na casa? - sugeriu ele antes que os amigos pensassem em seguir para a cozinha.
- Pode ser. - disse arqueando a sobrancelha.
Por algum motivo, assim que os meninos apontaram para o lado de fora, tudo o que eles mais quiseram foi pular na piscina. Mas tinha que se conter, precisava focar-se em seu objetivo. Começou a andar e como sabia que seus amigos também seriam vencidos pela curiosidade, deixou que acontecesse naturalmente. Com um sorriso de canto seguia para a única instalação fechada, onde ele ?sentia?, não se sabia como, que estava ali.
Abriu a porta do que parecia ser um ginásio e encontrou apenas duas pessoas. Embora estivessem vestidas iguais, sabia que se tratavam de pessoas diferentes, apesar de saber que nenhuma delas poderia ser . "Ela deve estar assistindo", pensou o garoto e procurou com os olhos o lugar todo sem encontrar nenhum sinal da menina. Deveria ter ido ao banheiro.
Sentou-se ao lado de e , que observavam extasiados as duas pessoas em uma acirrada luta de esgrima. A pessoa da direita estava exausta pelo que se podia notar, mas não iria desistir tão cedo. A luta seguiu por longos dez minutos até que o desafiante da esquerda não conseguiu defender um golpe e caiu de costas no tatame.
- Nada mal. - disse, tirando o capacete. Os meninos ficaram boquiabertos, então Nick lutava esgrima? Mas quem seria aquela outra pessoa que ainda apontava a espada para ele, deixando claro a vitória?
- Obrigada. - a pessoa retirou o capacete, deixando seus cabelos tomarem-lhe boa parte das costas. O queixo dos três guys chegou perto do chão.
Aquela era...
- ? - , e disseram em uníssono e a menina desviou sua atenção de Nick para observá-los. Deu um sorrisinho vitorioso e voltou-se para Nick, ajudando-o a se levantar.
- Tricampeã mundial, posso te ensinar alguns truques se quiser. - dizia a menina enquanto caminhava ao lado de Nick em direção aos três garotos ainda embasbacados.
- Seria muito bom. - o garoto sorriu e pararam diante dos espectadores.
- Parece que viram um fantasma! - disse em tom de deboche. - Hello? - estalou os dedos na frente dos três, estáticos.
- Devem estar surpreendidos, como eu fiquei. - disse Nick, galanteador.
- É, acho que não esperavam muita coisa de mim. - fez cara de coitadinha.
- Faça-me o favor. - disse irritado. - Você é uma patricinha, mimada e cheia de 'não-me-toque's. Duvido que tenha ganhado tudo isso mesmo. - cuspiu o menino, sem se importar se estava sendo rude ou não. Nick ficou chocado e não se afetou.
- Quer apostar? - sorriu enviesada, não tinha nada a perder, afinal.
- Pára dude, ela não mentiria sobre isso. - disse apoiando a mão no ombro do amigo.
- Não vou apostar, mas ainda sim não acredito. - recuou e abafou um risinho.
- Querem fazer um lanchinho? Acho que minha mãe deve estar preparando o lanche da tarde. - Nick apontou para a porta.
- Claro, estou faminta. Achei que esperaria até o jantar, mas com esse convite, fica inevitável. - ela abraçou a cintura de Nick e foram todos para a cozinha, com e bufando atrás e interessado demais em analisar os lugares que passavam.
Até agora tudo seguia como havia planejado...
Capítulo 13.
Aquele quarto era o lugar mais incrível no qual já havia estado. Parecia que um conjunto de sentimentos invadia seu peito e sentia-se como se fosse uma criança admirando o quão belo era o mundo. Quer dizer, não era todo dia que se entrava em um quarto tão mágico assim.
As paredes pintadas de diversas cores, uma coleção invejável de guitarras expostas na parede, uma coleção pessoal de livros, CDs, DVDs e discos, um closet de fazer qualquer um - até mesmo - babar, prêmios de várias atividades físicas e culturais e muitos pôsteres autografados ou não.
O quarto de era, sem dúvida, algo inédito. Ela, com certeza, não havia sido uma daquelas meninas que foram criadas a base de bichinhos de pelúcia, barbies e coisas cor-de-rosa. Ela teve opção e soube escolher bem.
Dentro daquele quarto dos sonhos, passava os curiosos olhos por todo lugar, até que encontrou algo muito divertido. O diário de .
Abriu, cuidadosamente em uma página qualquer, repleta de desenhos e coisas coladas.
Querido Diário,
fico feliz em dizer que nada ruim aconteceu. Mamãe e Papai fizeram desse o melhor aniversário de 15 anos que eu poderia ter! Meu príncipe foi o , claro! Quem melhor para eu confiar esse cargo do que meu melhor amigo e primo? Eu sei que ele nunca irá me deixar sozinha. Ah, Mamãe me deu um lindo colar de família e Papai me deu uma passagem, para passar uns dias com a família em Londres. E disse que vou poder comprar aqueles CDs que faltam para minha coleção.
Finalmente todos os CDs dos The Beatles depois de 8 anos! Mas agora preciso ir! Tenho que correr para não perder meu trem! O 'ta me esperando lá embaixo!
xx, ."
O menino não pôde deixar de sorrir. Que menina mais fofa era! Só que algo ali lhe soou estranho. e eram amigos?
Correu as páginas mais para o fim. Abriu no dia 30 de Setembro de 2007. Percebeu que ali haviam poucas palavras e que a escrita havia sido feita com mais força e agressividade...
Para que dizer "oi" se "adeus" está tão próximo? Para que se confiar nas pessoas se elas não estão aqui quando precisamos? Pois é, sabe que dia é hoje diário? Dia dos meus pais pegarem o vôo que se despedaçou no ar devido à falta de pressurização!
Por quê? Por quê? POR QUÊ?"
Raiva, angústia, desamparo, tristeza, cansaço... Tudo isso estava ali. Tudo isso estava marcado bem ali. prestou atenção na data e se pôs a pensar... Ele já conhecia nessa época. E precisava de alguém e ele não estava lá. Então, onde estava?
Mas seus pensamentos não conseguiram continuar, estava escutando passos: estava chegando. Fechou o diário, colocando-o no lugar onde estava. Olhou para todos os cantos do quarto, pensando em onde se esconder. Se ela o pegasse ali, aquilo não iria dar certo. Correu então para debaixo da cama, esperando que a menina não quisesse, de repente, olhar embaixo da mesma.
Seu coração, que batia acelerado com medo que ela o pegasse ali, acelerou os batimentos quando a porta finalmente se abriu. Escutou os passos cansados de pelo piso de madeira. Ela andou até a cama, onde se jogou, bufando em seguida.
- sua burra! Por que diabos tinha que vir pra cá? Ah sim! Você prefere trabalhar para aqueles quatro a cuidar dos seus sentimentos! Que ódio! Vir pra cá foi uma péssima ideia! - a menina brigava consigo mesma, o que causou pequenos risos que teve que segurar. - Agora você vai ter que olhar para tudo na sua própria casa e não querer se matar! E que coisa mais linda, você está falando sozinha! - se calou logo em seguida, apenas sendo possível ouvir sua respiração. não sabia se ela apenas se calara ou se havia dormido. O que ele deveria fazer? Aliás, o que mesmo ele tinha que fazer no quarto dela?
Após 10 minutos de silêncio e de dúvida se se levantava ou não, deu sinal de vida, levantando da cama rapidamente. focou nos pés da menina que, ao lado da cama, se despia. Peça por peça caía ao seu lado no chão. O menino então notou que ela estava nua, e novamente uma dúvida cruel de ficar ali ou agarrá-la.
Seus pés andaram a caminho de uma porta, cuja julgou ser o banheiro ao ouvir o barulho de água caindo. O menino aproveitou para sair do quarto sem que ela o visse. Mas quem disse que sua curiosidade era menor que seu senso, errou. Deitou-se no chão, perto da porta do banheiro, onde olhou sutilmente a água cair pelo corpo da menina . Claro que existia um lindo box de vidro em um modelo esfumaçado, onde o máximo que ele conseguia ver era a sua silhueta. Nada era, de fato, perfeito.
Após algum tempo a observando, percebeu que ela estava acabando o banho e era hora de sair do quarto dela.
desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e saiu do banheiro. Mas todos os seus movimentos pararam quando viu parado na sua frente. E por mais uma vez, ela se deixou enfraquecer.
- Vo... Você?! O que você está fazendo aqui ? 'Ta maluco da cabeça é? - suas maçãs do rosto tomaram uma coloração mais avermelhada, enquanto segurava com as duas mãos a ponta da toalha que fazia com que ainda não estivesse nua por completo, receosa com o que aconteceria.
- Vim te ver... - sorriu um maroto, se aproximando dela. Acariciou o braço da menina, que estremeceu e imediatamente largou-se da toalha, agarrando o braço dele. Por sorte uma mão ainda a segurava. - Algum problema nisso? - ele acariciou seu rosto, o que fez com que utilizasse a outra mão para segurar a dele. Ops...
Acho que desta vez estava no controle, não era? Porque... Não era ele que vestia a toalha que estava, agora, no chão.
A cozinha estava repleta de pessoas que, àquela hora, decidiam o jantar. Nick entrou e deu um beijo na testa da mãe que acenou para e os meninos. Embora Nick e ainda estivessem com os trajes de esgrima, não parava de olhá-la com a testa franzida, assim como que bufava de tempos em tempos.
- Então, o que vão querer? - Nick havia vestido um avental e prendido um lenço em seu cabelo. ficou encarando-o tempo demais, talvez o imaginasse sem camisa e de avental...certamente aquilo lhe seria útil.
Capítulo 14.
- O que você tiver para mandar, nós comemos. - , o mais faminto, respondeu.
- Sabe, estive conversando com e acho que seria uma ótima ideia andarmos pela casa à noite... ela disse que há muitas coisas para se procurar. - pronunciou-se e Nick ergueu a cabeça o suficiente para poder olhá-la. Seus olhos estavam confusos.
- É, aqui de noite fica maravilhoso, uma espécie de caça ao tesouro seria incrível! - pronunciou-se animado.
- Undskyld mig? (Como disse?) - disse horrorizada. , e ficaram com cara de paisagem. O que havia sido aquilo que ela dissera? - Desculpem-me.
- Han og plejede at være venner. (Ele e costumavam ser amigos.) - Nick pronunciou-se para o espanto de todos. A única coisa que os meninos haviam compreendido fora o nome de . Então ele falava a mesma língua alienígena que ? A menina arqueou a sobrancelha, a cada minuto Nick ficava mais interessante.
- Insteressant... (Interessante...) - ela sorriu agradecida a Nick e o silêncio voltou a prevalecer.
- Nick og jeg er fra Danmark, Miss . (Nick e eu viemos da Dinamarca, srta. .) - Madeline se pronunciou sorrindo à menina e colocando a mão no ombro do filho.
- Men hvad en stor overraskelse! (Mas que surpresa maravilhosa!) - bateu as mãos na altura do peito sorrindo animada. - Du ved, er der ikke længere tvunget til at lære sproget, men fascineret mig en masse! (Sabe, lá não se é mais obrigado a aprender a língua, mas me fascinou muito!) - explicou-se.
- I sure hope so! (Tenho certeza que sim!) - sorriu a senhora e afastou-se.
- For hvad disse fyre? (Pra que essas caras?) - riu a menina.
- Você pode nos explicar que língua alienígena era essa que estavam falando?! - arregalou os olhos fazendo Nick rir.
- Dinamarquês, é claro. - deu de ombros.
- Eu e minha mãe somos da Dinamarca. - Nick desculpou-se.
- Ah. - e disseram sem emoção. A troca de informações entre e Nick não os havia agradado nem um pouco.
Aquele lanche fora o mais rápido de todos e logo e os meninos seguiam para o andar dos quartos.
- Bom, vou me trocar, vejo vocês por aí. - disse a menina, também seguiu para o quarto, assim como e .
O quarto Paris era, sem dúvida, muito interessante. arrumava suas roupas no closet quando notou uma parte escondida dentro dele que tinha uma trava. Girou-a até escutar a porta se abrir, o que estava lá eram...figurinos de cabaré? Seus olhos brilharam. Cintas acetinadas, meias rastão, saias curtas, espartilhos... aquilo era seu sonho de consumo!
Vestiu um espartilho vermelho com detalhes em preto, amarrou-o, colocou meias sete oitavos e as prendeu com as cintas, vestiu um de seus scarpins, luvas pretas e colocou uma pequena flor no cabelo. Servira perfeitamente. Talvez devesse checar o que pensava daquela roupa. Seguiu até o quarto do meio irmão e bateu à porta.
- Entra. - disse o garoto. Conseguia ouvir-se que ele estava assistindo televisão, mas ele pararia logo, logo.
- Hey , eu queria saber o que você acha. - deu dois passos para dentro do cômodo e fechou a porta. O estrondo do controle remoto caindo foi o mínimo que poderia esperar do garoto, afinal ele focou sua atenção inteiramente nela deixando seu queixo cair. - E então? - ela virou-se de lado, empinando o bumbum precariamente coberto por uma sainha de seda, deixando a mostra sua tanguinha vermelho paixão.
- Nossa... - foi tudo o que ele conseguiu dizer. passou as mãos pelo chicote que segurava (também o havia pegado no guarda-roupa), tornando a virar-se de frente.
- Hey , você viu... - entrou sem avisar no quarto do garoto, fazendo com que apenas virasse a cabeça para encará-lo com um sorriso enviesado. - ah desculpe, não sabia que você estava ocupado.
- Junte-se a nós , sabe, eu queria que o avaliasse, mas já que você apareceu também quero saber sua opinião. - virou-se de frente para , inclinando o quadril para o lado enquanto deixava-se ser avaliada. olhou para que fez uma cara safada e um joinha para o amigo.
- Está muito bom, - ele disse e pigarreou. - mas onde você conseguiu isso?
- Bom, segredo. - mordeu o lábio arqueando a sobrancelha. - Agora que vocês já viram, vou terminar de arrumar minhas coisas. Até mais. - e saiu. Encostou-se à porta do lado de fora e começou a abafar a gargalhada que parecia iminente.
- Dude, o que ela ‘tava fazendo aqui? - aproximou-se da cama. - E por que você está nesses trajes? - referiu-se a boxer e as meias do amigo, únicas peças que ele vestia. - Vocês estavam...? - olhou para a porta depois para .
- , não inventa. - jogou uma almofada nele que a agarrou ainda no ar. - Eu estava aqui assistindo TV quando, do nada, essa maluca entra aqui toda gostosona.
- Então você admite que gostou?! - devolveu a almofada no amigo que foi acertado no rosto.
- Ah qual é, eu sou homem acima de tudo. - defendeu-se e os dois caíram na gargalhada. - E você? Não gostou, sua bicha?
- Claro que eu gostei, achei que tivesse interrompido uma espécie de pole dance entre vocês. - continuava rindo, mas havia parado.
- No dia que essa doida fizer pole dance pra mim eu jogo tudo pro alto e a pego de jeito. - sorriu malicioso.
- Vai sonhando dude. - rebateu com uma pontinha de ciúmes. - Voltando ao que eu tinha pra falar, você viu o por aí? Ele ‘tá sumido desde que fomos para os quartos.
- Ihh cara, nem vi. Vai ver ele 'tá com a , eu também não a vi por aí. - naquele momento sentiu um estalo. e ? Não, aquilo só podia ser coincidência. - Sabe como é né, o se perde fácil nos lugares onde ele não está acostumado. - sorriu o menino sem graça.
continuava a arrumar suas coisas, lembrando-se da cara de e e rindo. Então seria ainda mais divertido se eles realmente fizessem a caça ao tesouro à noite. Muitas coisas poderiam rolar e verdades poderiam escapar. Aquilo sem dúvida seria melhor do que Verdade ou Desafio.
", a caça ao tesouro noturna está de pé. Pronta para brincar? xx, Danish Girl"
Capítulo 15.
Enquanto todos estavam aprontando pela casa, , deitada em sua cama, pensava em tudo que já lhe acontecera. O que fizera com ela era inexplicável, e, como eles haviam concordado, ninguém saberia de nada. Pegou seu celular e respondeu à SMS de .
"Hey baby! Fala pra todo mundo se encontrar na entrada da casa às oito. Eu providencio tudo, ok? xx London-Eye-Girl."
Levantou-se, trocando o jeans surrado e a camiseta velha, por uma calça skinny escura, um par de all star azul claro e uma camiseta xadrez de botões. Desceu até o primeiro piso onde, junto com Madeline, arranjou lanternas para todos.
No horário combinado todos já estavam lá, inclusive .
- Dude, onde você 'tava? - perguntou para o amigo até então sumido. - Achei que tinham te matado!
- Eu me perdi na casa. - sorriu sem jeito.
- Ahá! Eu te disse ! Esse daí se perde até no próprio quarto! - sorriu orgulhoso de si mesmo. - E você ? Onde 'tava?
- No meu quarto, arrumando minhas coisas e organizando a caça ao tesouro! Aliás, vamos lá? Como já 'tá meio tarde, eu fiz uns sanduíches com a Maddie, quem quiser comer, pode pegar! Talvez isso demore muito. Aqui há lanternas para todos! Fiquem a vontade e peguem cada um a sua! - sorriu gentilmente, mostrando onde estava cada coisa, enquanto falava. - Ah sim! Quase me esqueci! A primeira pista esta do lado da piscina, todos deverão ir até lá, leiam as instruções e comecem a procurar o prêmio final! Boa sorte para todos! E só para avisar, quem escondeu as coisas foi o Nick, não me culpem de nada, ok?
Todos riram e se separaram. passou pela cozinha e arrastou Nick consigo pelo braço.
- Hey, nem queira trapacear, não vou abrir a boca. - disse o garoto rindo, enquanto andava com .
- Só quero companhia, - ela fez bico. - além do mais, eu sei me virar sozinha. - lançou-lhe um olhar superior e continuou puxando-o para a piscina.
- 'Tá boooom. - ele continuou rindo e a acompanhando.
- Posso me juntar a você? - sussurrou ao pé do ouvido de que se virou surpresa.
- Seria uma honra. - ela fez uma reverência engraçada e os dois saíram.
- É, parece que sobramos. - disse com o típico olhar de “nerd recusado na véspera do baile de formatura”.
- Vamos lá mostrar quem são os bons. - estufou o peito e os três foram correndo.
- Ah Nick vaaaaamos, você está muito lento hoje. - o puxava pela mão rindo, assim como o garoto.
- Você vai ter que me dar uma motivação porque eu já estou ficando cansado. - Nick parou e cruzou os braços. virou-se para ele, talvez aquilo funcionasse.
- Precisa de motivação é? - dizia a menina enquanto se aproximava cada vez mais dele. - Eu tenho o que você precisa. - sussurrou muito próxima a seu rosto. - Vem me pegar! - gritou ela em tom divertido antes de sair correndo.
- Ah você me paga! - ele disse antes de sair correndo atrás dela.
entrou na mansão, onde acharia a próxima pista, virava os primeiros corredores que achava, ainda ouvindo Nick gritando que iria pegá-la, até que ela parou, já cansada e não ouvindo mais nada. Estava diante de um corredor envidraçado onde era mal iluminado pela luz da lua por conta de seus vidros serem jateados.
- Nick? - chamou, mas tudo que ouviu foi o eco de sua voz. - NICK? - começou a correr quando ouviu barulhos como se alguém estivesse se aproximando lentamente para assustá-la. - AHHHHHH! - gritou estridente quando seu pé falhou e ela se espatifou no chão, vendo sua lanterna ser arremessada para longe. - Droga. - murmurou sentindo seu pé pulsar. - , sua idiota. - encolheu-se com a dor latejante. - E agora?! - murmurava irritada consigo mesma.
- ? - ouviu.
- Aqui! Eu...eu torci meu pé, não consigo levantar. - ela disse atropelando as palavras, temendo quem poderia ser.
- Vem, eu te ajudo. - viu a sombra passar por sua lanterna e chegar nela, a assustando quanto tocou. - Desculpe, não quis assustá-la. - Aquele era...
- ? - perguntou e não conseguiu evitar a arrogância em sua voz.
- Eu! - respondeu o garoto sorrindo. - Calma que eu já te levo pro seu quarto.
- Mas, espera, você sabe onde estamos? - estava confusa, talvez brincar no escuro não fosse sua praia mesmo.
- Claro! Vim na cozinha pegar pilhas pra minha lanterna e escutei seu grito. - ele ajeitou em seus braços e a levantou do chão, não sem antes colocar a lanterna na boca para fazer isso.
- Deixa, eu pego pra você. - ela tirou o objeto da boca de , sem querer tocando nos lábios do menino e arrepiando-se inteira, assim como ele.
- Quer ir para a cozinha pegar um pouco de gelo?
- Não, não! - ela respondeu, como um reflexo. - Só me leve para o meu quarto ok? Eu vou ficar bem. - encolheu-se e concordou antes de começar a andar.
Para deixar a casa mais sombria, todas as luzes haviam sido desligadas, inclusive o elevador, portanto teve que carregar por 2 andares. Ao entrar no quarto de , perdeu-se um pouco observando a decoração que, naquele momento estava em tom avermelhado devido às luzes de emergência acesas. Deitou na cama e percebeu que havia um espelho no teto que os refletia.
- O que aconteceu? te deixou no motel? - ele perguntou segurando a risada.
- Sem graça. - bateu no ombro do garoto e só então pôde sentir o quanto ele era musculoso. Olhou-o nos olhos e percebeu que ele a encarava estranho. - O quê?
- Seus olhos... - engoliu em seco e começou a suar. Sua boca abriu e o ar começou a entrar e sair de maneira apressada. - o que aconteceu?
- Você está em cima do meu pé. - ela fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás.
- Oh, me desculpe. - levantou-se entorpecido. - O que eu posso fazer para aliviar?
- Só coloque alguns travesseiros embaixo e já é o suficiente. - a menina pegou sua máscara para dormir na cômoda ao lado, colocando-a. - Ao sair feche a porta, sim? Boa noite. - e deitou-se bruscamente. - E, ah, - sentou-se mesmo não conseguindo enxergar nada. - obrigada. - sorriu levemente e voltou a deitar-se.
Droga de garoto observador, a partir daquele momento teria que ser mais cuidadosa. ficou sentindo seu pé latejar até que o cansaço a vencesse e fizesse com que ela esquecesse tudo o que havia acontecido. Pelo menos até a manhã seguinte.
fechou a porta com cuidado e seguiu para seu quarto pensativo. Talvez houvesse muito de que ele precisasse descobrir ainda.
Capítulo 16.
Amanhecera na mansão dos e parecia que aquela brincadeira noturna não havia dado em nada. e haviam sumido, e também. Nick, e foram os únicos que haviam continuado, mesmo sem desconfiar da falta de concorrência. demorara a pegar no sono e quase não dormira, e , bem... alguns beijinhos e fora tudo.
A hora do café da manhã era rigorosamente cumprida às oito horas da manhã, todos estavam presentes, a não ser por que, convencida de que todos os indivíduos haviam se esquecido dela ou não sabiam de seu paradeiro, haviam a deixado em seu quarto, sem qualquer auxílio. Para mostrar que não precisava de ajuda, fez questão de descer pelas escadas principais. Entretanto, ao chegar aos últimos degraus, ouviu a campainha tocando bem em frente de si.
- Eu atendo! - gritou, já que a sala onde se faziam as refeições não estava muito longe. Ao abrir a porta, no entanto, sentiu como se uma explosão a jogasse para trás, fazendo com que batesse as costas no corrimão da escada e soltasse um grito assustado.
- Oi. - disse o garoto do outro lado da porta com as mãos no bolso e seu típico olhar petulante.
- , o que aconteceu? - Nick chegou correndo e passou um dos braços da menina em volta de seu pescoço, ajudando-a a se reerguer. Mas não desgrudava seus olhos do garoto que estava na porta até que Nick acompanhou seu olhar e sorriu. - Damon! Entre cara. - o garoto finalmente entrou sorrindo pelo canto da boca e cumprimentou o aparente conhecido.
- É bom estar aqui. - disse olhando a casa. - Uau, então é aqui que você trabalha? - voltou a encarar Nick que sustentava pelo ombro.
- É sim, agora entre, estamos tomando café. - Nick chamou com a mão.
- Oh, deixa que eu te ajudo. - Damon fechou a porta e quando ajudaria com , ela se encolheu.
- Não precisa, estou bem. - disse entre dentes, irritada.
- Nossa, você está bem mais irritada desde a última vez que te vi, . - sorriu ele petulante novamente. detestava aquela expressão, fazia com que parecesse que ele estava no comando da situação.
- Eu mudei muito desde a última vez. - voltou a ficar em pé. - Obrigada Nick. - e saiu andando mancando.
- Então você a conhece? - Nick perguntou afobado.
- É, a Dinamarca não é tão grande quanto parece. - Damon deu um abraço no amigo. - Obrigado pelo convite.
ouviu tudo ir se distanciando e não podia acreditar. Será que sua vida não teria sossego um momento apenas?
- , me desculpe, eu deveria ter ido te ajudar. - se levantou da mesa, mas ergueu a mão como sinal para que parasse de falar.
- Você está bem? - sussurrou assim que a menina sentou-se ao seu lado.
- Já estive melhor. - sorriu a menina sarcástica e em seguida Nick e Damon se aproximaram.
- Pessoal esse é o Damon. - Nick chegou conversando alegremente com o garoto. se levantou de súbito, iria dizer algo para Nick, mas deixou isso para depois e sorriu para o novo garoto.
- É um prazer conhecê-lo Damon, eu sou , dona dessa casa. - estendeu a mão ao garoto. - Esses são , , , e acho que a você já deve ter visto.
- Claro. - ele voltou com o mesmo sorriso manipulador.
- Gostaria de se juntar a nós, Damon? - apontou para a mesa.
- Se não for atrapalhar, seria uma honra. - ele disse e foi para o outro canto da mesa, de onde poderia observar todos os outros presentes, inclusive .
Nick e Damon conversavam paralelamente e para a sorte de , Damon não lhe dirigiu a palavra, pelo menos até o término do café da manhã.
- Quer ajuda? - se ofereceu, assim que todos se levantaram da mesa, prontos para fazer alguma outra coisa.
- Não, obrigada. - levantou-se e saiu cambaleando em direção ao elevador. trocou olhares com e finalmente pôde perceber que ele se preocupava com . A menina entrou no elevador, virando-se para fora e tendo seu olhar de encontro com o de Damon que parou com as mãos no bolso e arqueou a sobrancelha. desviou seus olhos e então a porta se fechou.
Seguiu para o seu quarto completamente entorpecida, parecia que seu jeito de agir só exemplificava a maneira como sua vida seguia. Deitou-se em sua cama e ficou observando o teto, esquecendo-se da vida por um instante.
- , preciso falar com você. - disse ainda na sala da família e os dois subiram ao terceiro andar. sabia que a coisa deveria ser séria, pois não entrava naquela parte da casa desde...bem, desde que seus tios ainda estavam vivos.
só tinha uma coisa a fazer. E ela não deixaria aquela oportunidade passar batido.
- Por favor, sente-se. - apontou para a poltrona que ficava ao canto, próxima de sua escrivaninha, lembrava que era a preferida do primo. Sentou-se em sua cama espaçosa e o olhou por um instante. analisava cada detalhe embora já conhecesse aquele quarto de cor e salteado. - ... - começou a menina o olhando. Era agora ou nunca, teria a sua chance para deixar as coisas do jeito que ela sempre sonhara que tivessem sido. precisava saber e ela também precisava saber. O que havia acontecido desde o acidente?
Capítulo 17.
Por cerca de 10 minutos, nenhum dos dois se permitiu falar. estava concentrada arranjando forças para começar aquela conversa na qual ela apenas acreditava ter um lado: o dela. Desde o falecimento de seus pais, a menina nunca mais fora a mesma, o que causava em uma angústia por não poder compreendê-la e ajudá-la.
Ele acrediatava que um dia, depois dela conseguir se recuperar, talvez ele pudesse voltar a ter sua melhor amiga a quem sempre confiou e amou.
- , eu preciso te perguntar uma coisa. - finalmente começou, obtendo como resposta apenas um aceno de cabeça do menino. - Onde você estava quando... Quando meus pais sofreram o acidente? - perguntou com os olhos já cheios d'água. Ele havia esperado tanto tempo para se entender com a prima, que chegou a acreditar que nunca se acertariam.
- , quando aconteceu tudo eu... - ele parou um instante, se levantando da poltrona e sentando-se ao lado dela. - Eu na mesma hora decidi correr até aqui e poder cuidar de você, te dar apoio. Mas eu não pude. - observou que ela olhava para as mãos que apertavam com toda força a roupa de cama. Depositou, então, suas mãos sobre as dela, o que ela não recusou. - Eu tentei, mas não consegui. Londres estava um caos, graças a um temporal, e eu precisava ficar na gravadora para poder terminar de fechar negócio. tentou me arranjar algum meio de chegar até você, mas estava tudo parado. E depois, quando eu finalmente cheguei na sua casa, a Maddie disse que você tinha ido viajar. Você ficou tanto tempo fora e quando voltou estava tão... brava comigo! Eu te escrevia e mandava e-mails, que começaram a voltar. Eu não te achava! Aí mamãe me disse que você viria morar comigo eu fiquei super feliz. Então você começou a estragar a minha vida! - a essa altura, não aguentava mais segurar. Deixou que suas emoções fluíssem e foi quando percebeu estava aos prantos. abraçou-a com carinho, depositando um beijo em sua testa. - Ei, fica calma...
- Sabe... eu... achava que... você não queria... me ajudar! Eu esperei por... dias... e você não... apareceu... Eu... só queria... sumir... e de alguma maneira... estúpida... descontei... minha raiva... em você! - ela falava entre soluços com a voz abafada. Respirou fundo e o encarou nos olhos. - Sabe, eu... Não recebia notícias suas desde quando você tinha me visitado no meu aniversário. Depois você sumiu e... Quando aconteceu tudo eu não sabia a quem recorrer. Ninguém me falou onde você estava e eu fiquei com tanta raiva de você não estar aqui quando eu precisava... Desculpa ... - ela esboçou um biquinho, que fez sorrir. Ele apertou o nariz dela, como fazia quando eram crianças, e ela sorriu então, aliviada.
Após um tempo, onde ambos haviam se recuperado e estavam se entendendo de novo, a pergunta que não queria calar na cabeça de saiu de seus lábios.
- Só uma coisa, por que diabos você veio falar comigo hoje assim? Do nada? - ela mordeu o lábio e sorriu de canto.
- Sabe , acho que eu posso te contar... Foi o . - ela sorriu abobalhada, jogando seu corpo na cama. O menino se deitou ao lado dela, boquiaberto.
- O ? Mas o que que...
- Ahm, , agora não. Mas a gente precisava resolver uma coisa. Eu conversei com você por dois motivos. Um: não aguentava mais essa chata que só queria o pior para você. E Dois: Para eu poder, depois de resolver a minha vida, resolver a da . - virou o rosto para olhar o primo.
- Você também achou aquele tal de Damon... suspeito?
- Suspeito? Dude, ele tem culpa no cartório. Você viu como ele assustou a ? Ele tem alguma coisa com ela... - parou pensativa então focou o primo.
- , odeio quando você me olha assim. Dá medo....
- Ah , admite! Você 'tá super afim da ! - começou a fazer cócegas no primo, que apenas gargalhava.
- ... - segurou as mãos da prima. - Isso não importa agora... Precisamos ver o que aquele cara fez para ela. Acho que podemos espionar! - o menino disse com os olhos brilhando, fazendo lhe dar um tapa na nuca.
- Besta. A gente pode perguntar para ela, que tal?
- Você sempre quer ir pelo caminho menos divertido... - ele revirou os olhos, a fazendo rir. Definitivamente e haviam se entendido e se unido. Agora só faltava resolver um problema: o que diabos acontecia com ?
Enquanto isso, na sala de jogos, , e jogavam Rockband dos Beatles e conversavam.
- Sabe, eu acho que entre as duas meninas disponíveis na casa, a deve ser mais fácil. A tem um gene tão forte... - comentava, tentando se ajustar na função de baixista do jogo.
- E quem te garante que ela 'tá disponivel? - , na bateria, perguntou nervoso. Os dois pararam o jogo e o olharam desconfiados. - O quê? Vocês não acham que... Ela dá muito charme pra gente mas não confessa mesmo... nada?
- É verdade... - os dois retornaram a jogar, pensativos. Ao encerrar a música, abandonou a guitarrinha ao lado de uma poltrona na qual se jogou. - Ei, mas como não há certeza... Eu acho que vou tentar algo com ela;
- Olha o ... Achando que é gente e que pode... Cara, é de mim que ela gosta, pode desistir.
- E quem disse que ela gosta de vocês? Ela já demosntrou algo por vocês? Acho que não...
- Ui, 'tá ficando nervoso. Qual é dude, ela também nunca mostrou nada por você.
- É o que você pensa ...
- Oi? - o menino virou-se para , curioso.
- Nada. Mas o que vocês pretendem fazer?
- Ué, tentar algo com ela. - disse com desdém. - E enquanto isso, gravar o CD que a gente veio gravar, né?
- É... - e nem sabiam o quanto essa conversa havia deixado estressado. Ele finalmente conseguira só para si e agora os amigos haviam decidido tentar algo com ela? Se dependesse de , eles não conseguiriam.
continuava encarando o teto, perdida em memórias. Ao ouvir a porta de seu quarto abrir, não pensou duas vezes antes de...
- Vai embora. - disse sem emoção e sentiu a cama afundar.
- Hey, você está bem? - ouviu a voz de baixa, como se estivesse cautelosa.
- É só isso que quer? - apoiou-se nos cotovelos e arqueou a sobrancelha, petulante.
- Ah não me venha com essa. - se levantou bruscamente e andou até o guarda-roupa olhando-se no espelho. - Desde o momento que você atendeu a porta você está esquisita. O que aquele Damon tem?
- Nada. - sentou-se, o peito esmagado. - Me deixa. - disse friamente.
- Ok, mas saiba que se quiser conversar, eu estarei aqui. - disse mandando beijos no ar para a menina que jogou-se na cama, parecendo entediada.
A casa estava silenciosa, exceto pela sala onde os meninos e disputavam o video game. Damon havia se juntado a eles, assim como Nick e, embora fosse muito educado, não conseguira ganhar a simpatia de . continuava deitada na cama até decidir ir até seu closet. Pegou um biquíni, toalha, protetor solar e foi se preparar. Não era agora que ela deveria parar de viver.
Sua movimentação passou despercebida por todos e então ela pôde descer livremente para a piscina. O sol já estava se pondo e a água estava na temperatura perfeita, mas é claro que a piscina era aquecida. Deu algumas braçadas e saiu para se secar. Estava secando suas pernas quando sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se bruscamente e conteve-se para não gritar.
- Já estava ficando com saudades. - Damon acariciou a bochecha de que o olhou assustada. - Por que você foi tão estranha comigo hoje? - desceu sua mão para a nuca da menina e se aproximou.
- Você não me conhece, Damon. - rugiu ela entredentes.
- Ah por favor. - ele revirou os olhos, torcendo a boca para o lado. - Eu sei como você gosta disso... - e encostou seus lábios nos dela, logo pedindo passagem com sua língua, do jeito que gostava... ou pelo menos era assim que ele se lembrava.
impulsionava suas mãos contra o peito do menino que a forçava cada vez mais; chegava à piscina para saber do paradeiro de quando deparou-se com a cena. Por um momento ele não quis acreditar, afinal, havia se assustado com a repentina presença de Damon. Mas, com um tempo maior de observação, reparou que a menina o empurrava com toda a força que tinha.
Retirou-se para contar a última à , sem perceber que no momento em que pôs os pés para dentro da casa, conseguiu se livrar de Damon.
- Não me venha com as suas gracinhas Damon, eu já te superei. - disse a menina irritada e saiu mancando com a toalha enrolada no corpo. Estava conturbada, milhares de lembranças a bombardeavam. Tanto que não reparou quando passou por , entrando direto no elevador. O garoto a ficou observando atentamente, estava pálida, a expressão assustada. A porta do elevador se fechou e subiu as escadas afobado.
- ! - gritou ele ao chegar e o elevador se abriu.
Capítulo 18. [colocar para carregar este vídeo, vocês vão precisar dele mais para frente ;) ]
A sala estava em silêncio, todos esperando pelo elevador que havia acabado de abrir sua porta. havia prendido a respiração e intercalava o olhar entre o primo e o elevador, esperando que ele tivesse um bom motivo para ter gritado. Felizmente, de dentro saía uma enrolada na toalha, assobiando uma música qualquer.
- Estão perdendo a piscina, está realmente gostosa. - disse ela sorrindo cínica e seguiu para seu quarto. deu largas passadas até e o pegou pelo braço.
- Se importaria de me explicar o que foi aquilo que você fez? - cochichou irritada com ele.
- , sério, a não estava assim quando eu a vi entrar no elevador. - olhava para a porta fechada, por onde havia passado há pouco. - O Damon... ele estava beijando a e ela queria se soltar dele... - o menino respirou, pois ainda se recuperava da rápida subida. - ela entrou no elevador completamente pálida e assustada. - terminou seu pequeno relato e se sentou no puff que havia atrás dele.
- Ela não quer que a gente saiba, mas está cada vez mais difícil esconder. - pensou e sentou-se ao lado do primo.
- Você precisa conversar com o Nick, Damon está fazendo mal a , isso vai arruinar nossas férias. - entrelaçou os dedos em seu cabelo, aparentando desesperado.
- E eu vou dizer o que?! 'Tá na cara que ele convidou Damon muito antes de pensarmos em aparecer aqui, não posso fazer isso! - continuava pensando, se a sala ainda estivesse em silêncio, provavelmente seria possível ouvir suas engrenagens funcionando.
- Então vamos ter que protegê-la.
- Ai , deixa de ser tonto garoto, a é bem grandinha e sabe se cuidar, não viu o jeito que agiu há pouco? É óbvio que não precisa de nossa ajuda. - riu batendo no ombro do primo que permaneceu sério.
- Não estou gostando disso. - murmurou e riu mais ainda.
- Relaxa, você não conhece a , ela sempre tem um truque na manga. - os olhos de brilharam, como se admirasse a amiga por um momento. - Mas pra isso, vamos ter que jogar o jogo dela. - sua expressão murchou.
- Jogo?
- Logo você entenderá. - e ela levantou-se seguindo de volta para perto dos meninos que jogavam freneticamente.
Do outro lado da porta, no entanto, estava tomando banho, tentando se livrar das memórias que a perseguiam, jogando-as pelo ralo... como se assim funcionasse. Saiu do banho e ligou seu notebook, estava na hora de colocar as garras de fora.
"Olá blogueiros, sou eu, Demetria.
É, segundo fontes, nossos guys encontram-se enclausurados em uma honorável mansão, mas não posso lhes dizer onde. É claroooo, eles precisam de um tempo, pois estarão produzindo o novo CD, então relaxem! Logo eles darão notícias, mas eu não podia deixar de avisá-los. Agora aproveitem a curiosidade e logo trarei fotos exclusivas. Cheers, xx"
Fechou a janela e deitou-se na cama, estava recuperada e agora nada iria pará-la. O jantar também possuía horário e era servido às 19:30, é claro que ninguém gostaria de perdê-lo. desceu com uma calça skinny, botas de bico fino, uma blusa com babados na gola em "V" e várias pulseiras que espalhavam pelos cômodos o barulho conforme ela caminhava. Até que, quando faltavam apenas alguns passos para ela chegar à sala de jantar, Damon entrou em sua frente. Para variar, ela era a única que faltava à mesa.
- Undskyld mig, du er på min vej. (Com licença, você está na minha frente) - Reclamou a menina encarando Damon dos pés a cabeça.
- Må ikke foregive, at du er en god pige, jeg kender alle dine beskidte hemmeligheder. (Não finja que você é a mocinha, eu conheço todos os seus segredos.) - Damon sorriu. olhou em volta, por sorte Nick não estava por perto.
- Ah não, dinamarquês de novo não! - ouviu-se bater com a cabeça na mesa.
- Det er her du tager fejl. (Aí é que você se engana.) - sorriu a menina. Damon arqueou a sobrancelha, não se lembrava de sua daquela maneira. - Nu exit! (Agora, saia!) - e foi se sentar.
- Então, o que teremos? - , o mais faminto como sempre, pronunciou-se.
- Tudo o que você imaginar e mais um pouco. - sorriu e voltou a olhar a amiga que estava sentada na ponta da mesa, com o queixo apoiado em uma das mãos e o sorriso maquiavélico que ela conhecia muito bem.
- Já viram? Aquele blog tem um novo post. - comentou.
- Até que enfim, já fazia tempo que eu não me irritava com aquele blog, estava com saudades. - disse sarcástico.
- O que diz? - perguntou interessado.
- Diz onde estamos, mas não o lugar, e o que estamos fazendo. Ela ou ele disse que trará fotos inéditas o mais rápido possível.
- Quero só ver. - riu já atacando o banquete. , por outro lado, não se afetou, já ...
- Vamos comer. - disse com o sorriso trêmulo.
- Então... como Damon e se conheceram? - Nick pronunciou-se após um longo tempo de tilintar de talheres.
- Na verdade, foi uma situação inusitada. - Damon sorriu de canto e olhou para que o olhou, ácida. - O Sr. estava dando uma festa de Halloween na mansão e, por obséquio, eu fui convidado, assim como minha família.
- Entretanto ele demorou a reparar em mim, na época eu só tinha treze anos e estava vestida de vampira, ele dava em cima de todas as meninas da festa...
- ... mas isso era para chamar a sua atenção, fofinha. - ele apoiou um de seus braços no braço da cadeira e inclinou o corpo para o lado, na típica pose de galã.
- Claro. - revirou os olhos. - Foi para chamar a minha atenção que Damon me chamou para dançar e me assediou no meio de todo mundo.
- E você gostou. - Damon completou convencido e já se ouviam os risinhos contidos na mesa.
- Basta. - irritou-se, levantando. - Não venha bancar o gostoso Damon porque você e eu sabemos que não foi desse jeito. Foi por isso que meu pai te expulsou da minha casa, você não tinha juízo e duvido muito que tenha criado algum. - voltou a se sentar, já mais calma.
- Uau. - murmurou rindo.
- Tem algo a dizer ? - voltou a atenção da mesa para o meio irmão.
- Nada. Desculpe.
- Resposta certa. - e voltou a sorrir, já mais calma.
- Seu pé está legal? - perguntou assim que todos já haviam se levantado da mesa.
- Melhorando. - a menina sorriu com a boca fechada.
- , vamos fazer uma sessão de filmes? - chamou a amiga que seguia para a área externa da casa.
- Claro, uma ótima ideia! - ela sorriu e voltou a entrar na casa.
- Posso ir também? - apareceu todo empolgado.
- Não não, just for girls! - sorriu debochada e ela e seguiram para a sala no piso superior.
Capítulo 19.
Filme após filme, elas choravam, riam, gritavam, protestavam, se divertiam. O último a ser exibido era "As Panteras Detonando", a cena em que Drew Barrymore, Lucy Liu e Cameron Diaz faziam no bar próximo ao porto chamou a atenção de que passava por ali naquele momento, acompanhado dos outros três guys, todos voltando da academia.
- Duvido que vocês consigam ser tão sexies quanto elas. Ou até mais. - desafiou o menino. entortou o pescoço para trás assim como .
- Quer apostar? - respondeu para a surpresa de todos.
- Nos dê um dia, e mostraremos do que somos capazes. - rebateu sorrindo vitoriosa.
- Claro, amanhã. - arqueou a sobrancelha e as meninas voltaram a assistir o filme e os meninos, por sua vez, foram tomar banho.
e decidiram os detalhes da apresentação logo após o jantar e foram dormir, afinal, o dia seguinte seria o grande dia.
Ele se movia cauteloso pelos corredores, sempre a espreita de qualquer movimentação que o denunciaria. Pegou levemente na maçaneta e a girou, tomando cuidado para que a porta não rangesse. Avistou sua pequena estirada na cama, dormindo tranquilamente e se aproximou, pé ante pé. Tocou sua testa, escorregando os dedos levemente até seu cabelo e aproximou seus lábios dos dela, beijando-a lentamente.
se assustou com o toque e abriu os olhos, afastando-se rapidamente, mas sua nuca permaneceu presa às mãos do garoto que ela não conseguia enxergar. A proximidade a atiçava cada vez mais e quando o misterioso garoto voltou a beijá-la, então ela se rendeu. Seu perfume era irreconhecível, mas seus lábios e sua língua a deixava de pensamentos bagunçados.
Sentindo a mão puxando-a pela cintura, ela sentou-se no colo do misterioso rapaz, apertando seus braços musculosos. A imagem de veio-lhe imediatamente na cabeça e ela pensou em se afastar, mas foi puxada para mais perto, com as mãos o rapaz descendo-lhe as costas. Arfando, ela abandonou seus lábios para descer ao pescoço ouvindo um grunhido baixo de reprovação, para agradá-lo escorregou suas mãos para debaixo da camisa e a levantou lentamente.
O garoto a deitou na cama e terminou de tirar a camisa por conta própria antes que o puxasse de volta, arranhando todo seu peitoral. Ela ofegou em seu ouvido antes de voltar a beijá-lo, podendo sentir, posteriormente sua excitação. A temperatura aumentava enquanto os dois se enrolavam cada vez mais com beijos quentes e mordidas. As mãos passeavam sem nenhum limite, os corpos se esfregavam lentamente e era impossível não perder a respiração. Aos poucos eles se soltavam, diminuíam o ritmo de seus toques e a intensidade dos beijos até que o puxou para deitar-se ao seu lado. Ela não o viu partir assim que pegou no sono, o rapaz vestiu a camisa, arrumou o cinto da calça que havia sido aberto e foi-se do mesmo jeito que havia vindo.
acordou radiante, nunca havia dormido tão bem. Tomou banho e arrumou-se de maneira alegre, desceu as escadas cantarolando e sentou-se à mesa. Dessa vez, havia sido a primeira a chegar. Não se incomodou com a aparente solidão e começou a comer.
- Acordou cedo. - chegou sorrindo e sentou-se ao seu lado.
- É, a noite foi boa. - mordeu um morango olhando pelo canto dos olhos. - E você , sua noite foi boa?
- Ótima, nunca dormi tão bem. - ele espreguiçou-se e pegou algumas torradas. apoiou os braços na mesa e inclinou-se na direção de .
- Algum motivo especial para ter dormido tão bem? - apoiou o queixo em uma mão. - Por exemplo, alguma fantasia realizada?
riu e abriu um sorriso.
- Do que você está falando? Eu, , e ficamos jogando video game até altas horas e depois desmaiei na cama, foi por isso que dormi tão bem, tinha exterminado o crime. - ele sorriu orgulhoso de si. voltou a se sentar na cadeira conturbada. Então quem havia entrado em seu quarto na noite passada? Ainda sobravam cinco opções, mas a que ela melhor aceitaria estava descartada.
Seu pensamento esvaiu-se pelo resto do café da manhã, mal prestava atenção no que os outros conversavam na mesa até que se levantaram e a puxou pelo braço, pelo pouco que havia escutado, estava na hora do ensaio. Então ela se lembrou que a apresentação da cena inspirada no filme das Panteras era hoje e procurou se concentrar, mesmo que fosse a última coisa que ela conseguiria fazer.
- 'Tá tudo bem? - perguntou um pouco confusa. A amiga mantinha uma expressão estranha no rosto, mas apenas sorriu e acenou que sim com a cabeça. - Ok.
As duas sumiram da mesa do café, não apareceram para almoçar e quando já havia dado 18hrs no relógio, Nicholas apareceu na sala de jogos com uma cara engraçada.
- Que houve Nick? - perguntou, concentrado no jogo do Mário Cart.
- Ahm, recebemos um convite. A mandou minha mãe chamar vocês todos para ir para o quarto dela. - todos se entreolharam, achando esquisito, mas apenas se levantaram e foram para o quarto parisiense.
Quando entraram no quarto estava tudo escuro. Eles, com dificuldade, foram até a cama de , sentando-se na mesma. Então... [n/a: hora de ligar a música! tanãnãnãnãnãnã...] o som da música Stripper do Soho Dolls começou a soar em todo o ambiente e algumas luzes se acenderam. Os meninos, boquiabertos, focalizaram o rebolado das duas, sobre o pequeno palco no quarto.
passou lentamente as mãos pelas pernas que estavam cobertas por uma meia 7/8 até a coxa. Usava uma calcinha cheia de babados completamente vermelha, um corpete tomara-que-caia vermelho e preto todo bordado que se fechava na frente com um zíper. Os pés calçavam um alto par de saltos finos e pretos. Seu cabelo estava meio cacheado meio solto, sem contar a cara sexy que fazia. E um detalhes que os meninos não deixaram passar, a liga vermelha em sua coxa direita.
Enquanto isso, usava apenas um sutiã rosa bebê que destacava os seios, já que tinha uma linha vermelha contornando o mesmo, o sutiã ligava-se a uma calcinha que possuía uma espécie de sainha por cima da mesma cor que a parte de cima, uma meia também 7/8 de mesmo tom, que se ligava com a calcinha. O cabelo estava preso num rabo de cavalo apenas com alguns fios soltos.
estava de frente para eles, encostada na barra à sua frente, olhando fixamente para , que se controlava sentado na cama. Já estava de costas para um poste.
- Uni-duni-tê... - comentou, olhando de uma para a outra, mas parando em que estava caminhando lentamente até o canto da sala onde ele, e estavam.
também virou os olhos de para , o que levou a irmã a querer chamar sua atenção. A menina então parou de rebolar e começou a "falar sério". Começou a fazer pole dance, levando o menino voltar a olhá-la. Lembrou-se, então, o que havia dito a , e teve de fechar os olhos. E apenas os abria quando olhava para . A menina estava se sentando no colo de , de frente para ele, lentamente, como se quisesse encaixar-se nele. Deixou então que seus seios chegassem bem perto do rosto de , fazendo o menino ficar completamente paralisado. Ela então levantou-se, indo atrás de , o qual ela lambeu de leve a bochecha, mordendo a orelha em seguida.
- Na na ni na não... Irmão meu não pode ver essas coisas... - cochichou na orelha dele por trás, vendando-o em seguida. Depois abriu as pernas do menino, apenas passando as mãos em suas coxas e saindo, o deixando sem ver nada.
Caminhou até então, onde passou a mão no rosto do mesmo, descendo pelo pescoço e abrindo a camisa dele que era de botões.
O menino estava se aguentando por conta do pequeno respeito que tinha por , mas à medida que a menina se aproximava mais de seu corpo e ela tirava a camisa dele, esse respeito diminuía. Quando ela não existia mais, tentou beija-lá, mas a menina apenas roçou os lábios nos dele e se afastou. Pegou então um chicote que estava perto da barra. Estalou-o aos pés de Nick e Damon, que apenas assistia a cena com cara pervertida. então pegou uma corda e amarrou as mãos de Damon, chicoteando-o bem perto das coxas. Passou por Nick, indo para atrás dele. Passou as mãos em seus ombros, depositando depois um beijo em seu pescoço. Chegou na frente de novamente e o beijou ferozmente. Mordeu o próprio lábio em seguida, olhando de forma sexy para .
Enquanto essa sequência de coisas acontecia, havia saído de perto de e deixou algumas marcas de beijo no pescoço de o que levou-o a tentar agarrá-la, sem sucesso. então voltou-se para e o puxou pela camisa, o jogando em uma cadeira mais separado de todos, e bem na frente do palco, onde a menina começou a dançar de forma muito sexy. Ele então não se aguentou e a puxou pela cintura, começando a beija-lá de forma enlouquecida. logo percebera: já não estava mais tão solteira. Era mais do que óbvio que o jeito que os dois estavam não era coisa de hoje. Ele então voltou a olhar .
Agora todos a observavam, já que a menina estava de novo fazendo pole dance. A música chegava ao final, e ela então teve uma ideia. Saiu da barra, indo novamente até . Puxou-o para ficar de pé, olhou de canto para Damon, depois retornou para os olhos de , e o beijou finalmente.
A princípio, estava parado, com as mãos para baixo, apenas aceitando aquele tão esperado beijo. Mas logo agarrou a cintura da menina com uma mão e segurou seus cabelos com a outra. Encostou com ela em uma parede e começou a se agarrar com ela. Mas algo estava errado... não era o mesmo beijo da noite passada e ela podia sentir isso claramente. Empurrou pelo ombro e olhou para Damon que tinha os braços cruzados na altura do peito.
- Foi você... - ela caminhou até o garoto com a expressão cheia de desgosto. - você invadiu o meu quarto e me agarrou a noite passada. Eu não acredito como pude ser tão burra. - ela olhou para cima antes de voltar a encará-lo. Se sentia suja, usada e irritada. - Passou dos limites Damon. - e saiu do quarto pisando duro.
olhou o garoto de olhos azuis não se afetar e franziu a testa. Teria aquilo sido verdade? Cerrou os punhos, mas antes de qualquer coisa Nick o barrou pelo peito e puxou Damon para fora do quarto. por sua vez, tirou a venda de que ficou perplexo. e ?
- O que aconteceu enquanto eu não via nada? - ele perguntou espantado.
- Muita coisa ... Muita coisa.
Capítulo 20.
- Vamos sair daqui. - disse desamarrando e empurrando levemente o ombro de , pois ele estava paralisado focando a porta.
- O que aconteceu? Cadê a ? - disparou as perguntas.
- Damon armou para ela. - disse, focando o vazio.
- O QUÊ? - cerrou os dentes e as mãos se fecharam.
- É, parece que ele entrou no quarto dela noite passada e a agarrou. - sentou-se no sofá da sala. - A ficou arrasada.
- Eu ouvi a voz dela, é a mesma quando... quando ela está muito triste. - concluiu. Já ouvira aquele tom de voz antes.
- Vou procurá-la. - levantou o pé para começar a caminhar, mas foi seguro por e .
- Agora não dude, dá um tempo para ela se acalmar. - disse. recuou e eles ligaram a televisão, colocando em um canal qualquer.
(Quarto dos Empregados)
- Ficou louco cara? - Nick largou o braço de Damon quando os dois estavam no quarto que dividiam. - O que deu em você? Por que fez aquilo?
- Calma Nick, relaxa. - Damon deitou-se na cama. - Ela precisava de uma boa lição.
- Que história é essa Damon? - Nick cruzou os braços.
- Uma longa, longa história. - Damon sorriu e continuou a encarar o teto em silêncio com o sorriso petulante, fazendo Nick bufar e bater a porta.
(Galpão)
havia se fechado no grande galpão, pouco se importava que estivesse apenas de lingerie, ela só queria distância. Ela deveria tê-lo reconhecido, mas o beijara há tanto tempo e não havia como se lembrar. Mas, também, não podia negar que tinha a pegada forte e determinada, quando ele a beijara não se comparava nem um pouco à pegada de Damon, totalmente ardente, mas sem aprofundamento nenhum.
- ... - ela ouviu ao fundo. Enxugou o rosto e então olhou ao seu redor. Mal percebera que já havia anoitecido e não sabia há quanto tempo estava fechada lá.
- Ele fez tudo de novo. - ela murmurou com a voz rouca.
ficou parado onde ele estava, deixaria que ela falasse se isso a fizesse se sentir melhor e ele descobrisse um pouco mais da garota que estava tomando conta de seu coração.
- Me fez sentir usada. - ela riu amargamente. - Sabe, na festa de Halloween que meu pai deu, ele não estava pegando todas as meninas da festa... estava combinando com elas o melhor momento... - ela respirou fundo. - Então quando ele chegou perto de mim eu fiquei tão feliz em poder dançar com o garoto mais bonito da festa, ele sorria para mim e eu para ele. Até que, - um soluço lhe escapou. - até que ele me agarrou e eu ouvi ao fundo todos gritando, assobiando e dando risada. Vários flashes iluminavam meu rosto e eu não entendia o porque de tudo aqui até que eu abri os olhos e percebi que ele havia pegado... - três soluços dessa vez a fizeram ficar sem ar. - Ele havia pego o coração que minha mãe havia me dado quando ganhara aquela fantasia, ela dizia que traria sorte no amor. - fungou e continuou a encarar o nada. - Damon mostrou a todos o coração e disse que era um amuleto de bruxa. Todo o mundo começou a rir de mim e eu me escondi no meu quarto. Não falei com ninguém por uma semana e quando desci, soube que minha mãe havia nos abandonado. - seu peito parecia ficar livre de um peso enorme, cada vez que ela completava a história.
continuava em silêncio sentindo-se mal por tê-la julgado daquela maneira. Ali ela parecia tão indefesa, parecia aquela criança de 13 anos que havia sido ridicularizada na frente de amigos e colegas pelo seu paquera logo depois de um beijo. O qual era para ser o mais importante de sua vida.
- Depois disso eu deixei a escola, meu pai pagava professores particulares, tudo o que eu precisava. Mal saía da mansão e foi assim ano após ano. - já estava mais calma, sentia-se muito bem, como não se sentia há anos. teve certeza de que ela não falaria mais nada e caminhou lentamente até ela. Passou um de seus braços por debaixo dos joelhos dobrados de e o outro colocou em suas costas, olhando-a nos olhos e erguendo-a do chão gelado.
entrelaçou os braços no pescoço de e apoiou a cabeça no peito do garoto, sentindo suas batidas enquanto ele caminhava com ela em direção à casa. não sabia se e ainda continuavam no quarto de e, por via das dúvidas, levou a menina ao seu quarto. O quarto Dinamarca era exatamente como a terra de onde havia vindo, várias imagens estampavam as paredes com casinhas magníficas e coloridas dando vivacidade para o quarto. a deitou em sua cama, a qual era quadrada, king size e de cabeceira entalhada a mão. Ela o olhava intensamente, diretamente nos olhos, deixando-o um pouco desconfortável. nunca havia se sentido tão atraída por aqueles olhos quanto estava naquele momento.
deu a volta na cama e se sentou ao seu lado, bem próximo para confortá-la. o olhou dos pés a cabeça, demorando mais em seu rosto, principalmente em sua boca. Havia algo para se terminar ali. Ajeitou-se na cama de modo que ficasse na mesma altura que e aproximou-se bem de seu rosto, sempre o olhando nos olhos e então deixou que a emoção a guiasse juntando seus lábios em um beijo profundo. apoiou a mão no ombro da menina, logo deslizando por seu braço e enfim chegando a cintura, onde a trouxe para mais perto de si. pediu passagem com a língua a qual o menino aceitou sem hesitar, inclinou-se um pouco sobre para que pudesse aproveitar mais daquele beijo e deslizou suas mãos até a coxa direita da menina, por onde dedilhava calmamente enquanto com o outro braço apoiava seu peso.
Ela, por sua vez, enroscava seus dedos no cabelo já muito bagunçado do menino e com a outra o puxava pelo ombro para que se encostasse ainda mais nela. Sem dúvida não havia comparação com a agarração da noite anterior, aquilo era muito mais cheio de...carinho, paixão, tanto que podia sentir seu corpo queimar conforme a língua de explorava cada canto de sua boca, depois descendo para o seu pescoço e parando em seu colo. Aquela boca quente em atrito com seu corpo frio estava deixando-a amolecida, fazendo com que ela procurasse pela fonte maior daquele calor todo, os lábios de .
Os braços de desceram e pararam na barra da camiseta do menino, subindo enquanto os botões eram forçados a abrir, vários por vez. O tecido escorregou sobre os ombros largos e definidos de e a menina pôde senti-lo mais próximo do que nunca. O toque de sua pele na dele a enlouquecia em silêncio, era tão bom tê-lo por perto. Com os pequenos dedos abriu o botão da bermuda de e a deslizou por seu corpo com os pés até tirá-la completamente e sentir o tecido da boxer raspando em suas coxas. desistiu de ficar de lado, puxando-a para ficar sobre si, colocou-a sentada em sua cintura, puxando-a para se deitar através de mordidas que dava no lábio inferior da menina.
Assim que inclinou seu corpo sobre o de , ele não perdeu tempo em deslizar suas mãos pelas costas da garota, chegando ao fecho de seu sutiã. Neste momento, seguiu para o pescoço do menino, dando mordidas enquanto deslizava as mãos para seu abdômen. , então, se sentiu atiçado a abrir aquele fecho e acabou por fazê-lo sem cerimônia. A menina, por outro lado, pouco se importou, percebia que estava gostando dos seus beijos e então deixou que ele tirasse seu sutiã, desprendendo-o da calcinha.
se levantou ficando na mesma altura que e deitou-se por cima da garota, depois de virá-la, certificou-se de que ela estava confortável com a cabeça em uma das diversas almofadas que havia na cama e a beijou com vontade, descendo rapidamente para seu pescoço onde passou a explorá-lo ferozmente até descer ao colo e depois para cada um dos seios da menina. mantinha os olhos fechados, não conseguia acreditar no que estava acontecendo, no que estava sentindo. Deixava que as mãos de a acariciassem e que sua boca quente a fizesse se sentir bem. Ótima, na verdade.
estava em seu quarto, ela e já haviam terminado a pegação no quarto de e agora ela estava a procura do que fazer. Com a toalha enrolada na cabeça para não deixar os cabelos pingando, ela zapeava por entre os canais da televisão, atenta a qualquer coisa que lhe chamasse atenção...até que essa "coisa" apareceu. O canal de câmeras de segurança. Nos primeiros quartos não havia nada, os meninos estavam na sala, Maddie na cozinha junto com Nick, a piscina estava limpa, o galpão e a sala de ginástica também, sobrava o...
- Quarto do ? - estranhou a menina selecionando a câmera para dar um zoom. E então ela não acreditou no que viu, e se beijando ferozmente sobre a cama do menino. voltou o video alguns minutos e viu tudo desde o começo. - Isso vai dar o que falar. - pausou no momento que puxa para o lado, onde só dá para ver o rosto parcial do primo. - Perfeito. - transferiu a imagem para o laptop e estralou os dedinhos para começar sua tarefa.
"E aí pessoal, dessa vez é a Letty falando aqui.
Bom, eu sei que minha amiga havia prometido fotos exclusivas da casa onde nossos guys estão enclausurados então aqui vai a primeira delas. Está meio apagada porque veio ah, vocês devem saber de onde veio. E então, conseguem descobrir que é essa que está tomando conta do coraçãozinho de ? Por hoje é isso, xoxo"
Era hora de ver o circo pegar fogo, mas ela queria saber: O que fazia no quarto do primo?
Capítulo 21.
Deitada na cama, se permitiu refletir sobre tudo o que estava acontecendo: fizera as pazes com o primo, estava prestes a descobrir a verdadeira e estava se deixando levar por um certo menino muito... incrível. Tirou a toalha que prendia os cabelos, soltando os mesmo sobre a cama, fechou os olhos e no outro instante estava dormindo. Em sua cabeça várias cenas se misturavam, mas parecia que apenas uma lhe chamava atenção. Bem Vinda ao mundo dos sonhos, .
*flashback*
- ... A gente ‘tá no quarto da ... - ela tentava dizer para . O rapaz estava muito ocupado para prestar atenção no que ela havia dito. Uma de suas mãos deslizava pela lateral do corpo de , enquanto a outra estava parada na nuca dela. Seus olhos estavam abertos olhando cada detalhe da menina. Era tão bom estar com ela. - ... - sussurou no ouvido dele, quando ele parou de encara-lá e estava explorando sua nuca com beijos e mordidas.
*end of the flashback*
se levantou rapidamente da cama, com um olhar assustado. Estava até mesmo sonhando com o que acontecera entre ela e .
Levantou-se, colocou uma regata sobre o sutiã e ficou de calcinha mesmo. Pegou um casaco mais largo e comprido que tinha e foi rumo ao quarto dele pela passagem secreta, a mesma que o levara até ela naquele dia tão... inesquecível.
Chegando ao quarto de , o mesmo dormia completamente jogado na cama, com um sorriso bobo no rosto e só de samba canção. não pode deixar de sorrir quando ele sussurou o nome dela. Tirou seu casaco e se deitou de frente para ele. Ficou ali observando cada detalhe de seu rosto, até que adormeceu novamente.
*flashback*
- Eu te amo. - movimentou os lábios sem emitir qualquer som, fazendo sorrir abobada. Ela estava por cima dele, sentada em sua cintura, passando as mãos em seu peitoral e ele paralisado analisando os traços dela com uma mão em cada coxa.
Ela mordeu o lábio inferior, deitando-se sobre e beijando a ponta de seu nariz. Sentou-se novamente, para que ele pudesse abrir seu corpete finalmente.
*end of the flashback*
acordou novamente, abrindo os olhos e encontrando os de .
- Oi.
- Oi... - ela respondeu de volta.
- Vem cá... - passou os dois braços ao redor do corpo dela, jogando-a para cima de si.
- Eu não disse antes... Mas também de amo. - envergonhada, ela mordeu o lábio novamente.
- Você fica tão linda assim... Indefesa. - ele beijou o topo da cabela dela. Após um tempo nessa posição, os dois voltaram à terra dos sonhos.
*flashback*
Com as pernas entrelaçadas, dois corpos assumindo uma forma só, duas respirações numa mesma sintônia e dois corações batendo simuntâneamente. O que ambos sentiam não era algo como apenas prazer barato, era algo mais forte e mais intenso. Parecia que quanto mais eles avançavam na espécie de relação que eles mantinham, mais próximos eles ficavam. O único segredo entre os dois agora era o blog, que uma hora ou outra descobriria. Ela só esperava que fosse da melhor maneira.
- Quer morar comigo? - ele sussurou em seu ouvido, antes de cair exausto ao seu lado.
*end of the flashback*
Desta vez ela acordou sozinha, deu um selinho em , e saiu de cima dele. Ficou alguns minutos sentada na cama, observando-o dormir. Como todos já sabiam que ela e estavam juntos, ela nem se preocupou em sair para tomar café pelo quarto de .
- Bom dia ! - gritou de sua porta, que ficava um pouquinho longe. - Então, você e o é? - sua voz soara um tanto quanto desapontada.
- Eu... Gosto dele, . De verdade. - ela nem olhou direito para o menino , apenas encarou os pés e desceu as escadas seguida pelo menino.
- VOCÊS VIRAM ISSO? - gritou estressado, sentando na cozinha. - Alguém conseguiu uma foto do ontem! E não acho que ela é das melhores... - nem prestou atenção e foi para a geladeira, pegar coisas para fazer uma bandeja de café para . Pegou para si um copo de leite.
- ESSA FOTO FOI FEITA AQUI NA CASA! - com o grito de , fez de conta que se esgasgara com o leite. Ela correu até o menino e pegou a foto dele.
- É no quarto do ! E essa aqui é a...
- ?????? EU VOU MATAR O ! - aumentou o tom de voz, sendo seguro por .
- Respira! Eu vou ligar para uma empresa de segurança e mandar eles ficarem de olho, ok? E se acalma, 'tá? Vou leva café para o , vocês dois comam também. - a melhor parte de tudo aquilo era que quem estava no controle dele, da casa, da segurança e do blog era ela.
ainda dormia quando se levantou, olhou-a semi nua deitada de bruços e lembrou-se da noite passada. Nossa, quanta coisa vinha acontecendo. Tomou um banho demorado e relaxante, se arrumou e desceu para o café, tinha que salvar alguma coisa para . Encontrou-se no meio do caminho com Damon e segurou-se para não esmurrá-lo ali mesmo, apenas respondeu ao seu cínico "bom dia". Por sorte, estava lá embaixo, junto com e os garotos, todos olharam torto para quando ele chegou.
- Bom dia. - ele sorriu indeciso. Os olhares eram para ele ou para Damon, afinal de contas?
- , você pode me explicar o que é isso? - estendeu a foto impressa para o amigo, cerrou os dentes e abaixou a cabeça.
- Uhhh, parece que alguém já se aproveitou da pequena indefesa. - Damon soltou e só não foi espancado porque eles ainda aguardavam a resposta de .
- É uma foto. - disse sem emoção. Na verdade estava confuso, como haviam conseguido aquela foto? Justo aquela? A sorte é que o rosto de não estava nítido e ela não estava nua... - Olha, eu não sei como isso foi parar no site e...
- Não! A pergunta não é como foi parar lá, - disse assustadoramente calmo. - a pergunta é o que vocês estavam fazendo. - o olhar de era tão penetrante que seria capaz de furar se ele continuasse olhando.
- Eu acho que a já é bem grandinha para tomar suas próprias decisões e eu também não lhes devo satisfação alguma sobre isso. - se irritou e retirou-se, mas não sem antes pegar um potinho de salada de frutas na geladeira. Era melhor que não aparecesse tão cedo. - Hey, . - ele sussurrou bem próximo ao ouvido da menina que ainda dormia, o que a fez acordar com um sorriso. - Trouxe para você. - ele sorriu desajeitado.
- Por que não me acordou antes? Eu teria descido com você para o café. - sentou-se, mantendo o lençol na altura do colo.
- Ahm... acho melhor você não descer tão já. - disse, ajeitando-se na cama, franziu a testa. - É que, sabe aquele blog? - a menina concordou. - Então, eu não sei como, mas publicaram uma foto nossa no quarto ontem a noite. - ele abaixou a cabeça esperando a explosão surtada de . Mas ela só começou a comer a salada, então deu de ombros e fez companhia a ela.
Ela saiu do quarto de e seguiu para o seu, tomou um banho e ligou o laptop. O blog estava bombando em comentários, mas isso não ficaria assim, não mesmo. Olhou detalhadamente a foto e viu que ela vinha de uma das câmeras de segurança. Como toda casa tecnológia, as câmeras deveriam ter um canal comum na televisão, por isso ligou a sua e saiu em busca do tal canal. Até que o achou e escolheu a câmera de seu quarto, era hora da revanche.
Voltou até o momento da pole dance e começou a rodar o vídeo, até parar na parte que queria. Sorriu e transferiu a imagem para o laptop, era uma imagem mostrando e ao canto de seu quarto, os dois se beijando com ela no colo dele e mãos em lugares inapropriados. Mal conseguia acreditar na sorte que tivera.
"É, parece que Letty se empolgou demais com a minha proposta e passou a perna em mim. Mas... como promessa é dívida, aqui está a minha foto da casa, a qual logo será a mais vigiada de todo o país. que o diga. Enjoy, xx"
Olho por olho, dente por dente.
Capítulo 22.
colocou uma calça de tactel bem folgada, deixando aparecer um pedaço da calcinha que possuía elástico branco e estava escrito "LOVER" ao redor; colocou uma regata branca bem levinha e entrou no elevador, apertando o botão que dizia "Sótão". não havia comentado nada sobre aquela parte da casa, então ela resolveu seguir até lá e verificar por si mesma. Abriu a porta do quartinho depois de um pequeno corredor que tinha suas paredes inclinadas, seguindo o telhado da mansão. Lá dentro havia todos os tipos de aparelhos eletrônicos que se pudesse imaginar. Máquinas de dança, karaokê, pinball entre outras, aquilo era um paraíso de jogos eletrônicos. Seguiu até o karaokê e começou a escolher uma música, era hora de causar naquela mansão, se é que vocês me entendem.
- Chato, chato, chato, brega, chato, não, não, de jeito nenhum... - ela dizia enquanto deslizava pela lista de músicas. - ... perfeito! - ela pressionou 'Ok' e começou a bater o pé, calçados com caríssimos tênis de corrida feitos sob medida, no ritmo da batida. - Oh-oh-oh-oh-oooh! / Oh-oh-oooh-oh-oh! / Caught in a bad romance ...
O barulho da música chamou a atenção dos meninos que estavam no estúdio do andar de baixo.
- Lady Gaga? Quem é o louco que está ouvindo isso? - resmungou.
- Acho melhor dizer quem é a louca que está cantando! - disse prestando mais atenção.
- Vai lá . - empurrou o amigo.
- Por que eu? - o menino se fez de ofendido.
- Porque você foi o último a falar. - os outros três riram dele e ele saiu da sala emburrado.
- I want your love / Love-love-love / I want your love ...
- Eu mereço. - resmungava enquanto esperava o elevador abrir as portas. - Nossa, será que a pessoa é surda? - tapou os ouvidos devido à altura da música. Abriu a porta e seu queixo caiu, estava cantando? E desde quando ela tinha a voz tão afinada assim? Fechou a porta atrás de si, tentando lidar com o alto volume e ao mesmo tempo se concentrando no comportamento da menina. segurava o microfone em uma das mãos enquanto inventava coreografias e se agachava, apoiando-se no pedestal do microfone.
- Rah-rah-ah-ah-ah! / Roma-roma-ma! / Ga-ga-ooh-la-la! / Want your bad romance. - deixou o microfone como um pêndulo depois que a música acabou. - Vamos ver... - pegou novamente o controle e vagou pela lista de músicas disponíveis. permanecia em silêncio, já que não havia sido notado. - Ótimo!
- Ooouuh ohhh / When I`m with you baby, I go out of my head / (I just can`t get enough, I just can`t get enough) - O garoto paralisou, ela tinha a voz exatamente como a de uma de suas ex...
A maneira como ela se movimentava conforme seguia com a música deixou , por um momento, abalado. havia acabado com seu namoro, era verdade, mas isso não dava o direito de criar antipatias com . Pelo menos era assim que sua confusa cabeça pensava naquele momento, havia lhe contado durante o ensaio tudo o que soubera sobre , deixando os guys mobilizados. Por esse motivo, não conseguia mais ver aquela menina fútil à qual ele fora apresentado algumas semanas atrás, ele só via a garotinha reprimida que havia achado um jeito de devolver na mesma moeda coisas que, às vezes, as pessoas nem haviam feito a ela.
- Just can`t get enough / I just can`t get enough / I just can`t get enough - riu quando terminou e deixou que o aparelho escolhesse por ela, já que havia alcançado a pontuação máxima pela segunda vez consecutiva. ainda continuava parado no mesmo lugar, suas pernas já começavam a doer, mas assim que ouviu a introdução da música, sabia que naquela teria que cantar. - You have so many relationships in this life / Only one or two will last / You go through all the pain and strife / Then you turn your back and they're gone so fast - durante sua juventude havia escutado aqueles três irmãos que faziam sua irmã delirar. Ele gostava daquela música e, pelo jeito de dançar, também era uma de suas preferidas. Deu dois passos em direção ao outro microfone, mas parou, será que ela desistiria de cantar ou inventaria um motivo para ridicularizá-lo? Só saberia se tentasse. Deu mais um passo e travou novamente. Ele só sabia cantar o refrão. Esperou mais um pouco, quando tinha certeza de que o refrão se aproximava, deu os passos que faltavam e segurou no microfone com força, era agora ou nunca.
- Mmmbop, ba duba dop / Ba du bop, ba duba dop / Ba du bop, ba duba dop / Ba du - A voz dos dois se misturou de tal forma que o olhou de canto e tudo o que fez foi sorrir, para o alívio de .
O garoto tropeçava na letra o que provocava risos, às vezes fazia coreografias exageradas, mas aos poucos eles se sincronizavam, deixando que a diversão fluísse durante a música. Quem diria que, algum dia, e estariam cantando Hanson e rindo juntos? Pois é, aquele dia havia chegado.
- Também é fã de Hanson? - sentou-se em um dos puffs atrás da máquina de karaokê.
- Não, mas minha irmã gostava e eu acabei decorando algumas músicas à força. - riu o garoto e ficou encarando-a. - Sabe , a gente não teve um tempo pra poder se conhecer e muito do que eu sei acabou por vir de outras pessoas e não de você mesma. - ele sentou-se de frente para a menina que mantinha um sorriso sereno. - me contou o que disse a ele.
- Não quero que se preocupe comigo, eu sei como me vingar...
- ...é esse o problema! - a interrompeu. - Você vive para se vingar das pessoas que sabem um pouco mais sobre você.
- Isso não é verdade. - franziu as sobrancelhas.
- É, é verdade sim, você deve deixar as pessoas te conhecerem e não deixá-las com rancor pelo o que você faz.
- Não é assim que funciona! - ela protestou. - E eu não quero ter essa conversa, sabe, está tudo muito ruim na minha vida e eu não quero que ela fique pior, por favor. - se aproximou, sem perceber, de .
- Tudo bem, - ele sorriu. - mas quero saber de tudo quando estiver pronta. - beijou a testa da menina que sorriu.
- Pode deixar maninho. - os dois riram. Mas é claro que, antes de assinar um "acordo de paz" com o McFly ela tinha mais uma coisa a fazer. E, para isso, teria que jogar com a confiança de , mas ela sabia que era uma emergência... das bem grandes.
Reparou que havia uma pequena mesa de centro no meio da sala de estar que ficava ao lado da sala de jantar. Naquela sala não havia televisão, portanto, ninguém a incomodaria, a não ser alguém que ela realmente quisesse. Pegou uma garrafa geladinha de vodca e dois copos, um balde de gelo para mantê-la gelada e sentou-se em uma das pontas da mesa, preparou as duas doses, deixando uma de frente para si e a outra no lado oposto. Cruzou as pernas, sentada no chão e se permitiu esperar até ouvir os primeiros passos que fizeram com que um sorriso estampasse seu rosto.
- Olá Damon. - ela disse sorrindo olhando para o garoto que arqueara a sobrancelha interessado.
Capítulo 23.
- . - ele disse sorrindo, inclinando o corpo levemente para trás enquanto colocava as mãos no bolso. Estava com a jaqueta de couro que a menina, por muito tempo, achava uma graça.
- Não quer beber comigo? - ela disse virando uma dose e depois batendo o copo na mesa. Piscou fortemente e sorriu.
- E como poderia recusar? - tirou a jaqueta, ficando apenas de camiseta preta com decote em "V", estava tudo seguindo como havia planejado.
- Sabia que eu adoro você de preto? - ela apoiou a cabeça em uma das mãos, sorrindo.
- Bom saber. - deu uma piscadela e virou a primeira dose que esperava por ele. - Muito bem, o que será? - lambeu os lábios e pegou a garrafa, servindo mais uma dose para cada um.
- Verdade ou desafio. - disse entornando outra dose.
- Só com duas pessoas? É meio sem graça. - Damon fez cara de tédio, entortando a boca e acompanhando na segunda dose.
- Garanto que não. - ela ergueu o copo pedindo por mais. Damon não hesitou em atendê-la.
Uma...duas...três...quatro doses viradas e já as sentia como água. Damon estava um pouco alterado e trocava algumas letras, provocando risos em que havia tirado o tênis, as meias e a calça, ficando apenas de regata e calcinha. Damon estava sentado ao lado de e os dois riam como bobos, continuando com o “verdade ou desafio”. Ele mantinha uma das mãos sobre a coxa da menina, alisando-a com o polegar. sorria para ele, virando outra dose de vodca, a garrafa já estava no fim, mas a conversa estava muito boa para ser interrompida. Por incrível que pareça, não se sentia nem um pouco bêbada já que havia comido antes de se sentar na mesa. Porém, ela tinha um plano, e ele estava funcionando até agora.
Quando Damon ameaçou pegar a garrafa de vodca para entornar mais uma dose ela segurou fortemente sua mão, o que o fez olhá-la espantado. sorriu enviesada e puxou a mão do garoto para o seu colo, bem próximo à sua cintura. Mantendo seu rosto bem próximo ao dele, sentou-se sobre Damon, guiando as mãos do garoto por seu corpo.
- Sabe Damon, - ela disse na voz rouca e manhosa que fazia quando queria conseguir o que planejava. - eu estou precisando de um homem pra me satisfazer. - ela segurava o riso enquanto aproximava os lábios da orelha de Damon. O menino estava tão alterado que todos os seus sentidos estavam mais fortes, logo, não foi preciso muito tempo para que suas mãos trouxessem para mais perto e seus lábios gelados grudassem nos quentes da menina. Não se demorou ali, desviando logo para o pescoço, uma área onde poderia explorar melhor. encenava pequenos gemidos, agarrando-se aos fios de cabelo do garoto enquanto sorria satisfeita por seu plano estar dando certo.
estava à procura de pela casa, já havia procurado no sótão, nos quartos, no galpão... quando voltava para o interior da mansão ouviu alguns barulhos vindos da sala de estar, aproximou-se lentamente para que não fosse visto e que não interrompesse o que quer que fosse. Quando percebeu que estava ali, de olhos fechados e sorrindo enquanto alguém, que não era ele, estava beijando-lhe o pescoço, seu sangue ferveu. Então, tomou conhecimento de que a pessoa sobre a qual estava sentada era Damon, sentiu seu sangue ferver ainda mais, pois ele estava puxando a calcinha da menina para baixo enquanto a beijava no pescoço.
Saiu de fininho, entrando no elevador, e apertou o terceiro andar da casa, iria ajudá-lo. Entrou no quarto sem bater na porta, pouco se importava se a prima estaria com ou não, chutou-a para fechar e o olhou da cama onde estava deitada.
- Então você já viu. - disse ela sem emoção comendo alguns marshmallows.
- Como ela pôde? Eu achei que tivéssemos uma ligação depois do desabafo dela e do amasso de ontem, mas não! - ele disse sem olhar para a prima, andando de um lado para o outro.
- Hey, , - engatinhou até a borda, onde conseguiu segurar a mão do primo. - bem-vindo ao jogo. - foi o que disse.
- Perdão? - franziu o cenho, sacudindo a cabeça.
- Eu te avisei , a sabe se virar, mas tem que ser do jeito dela. - o acompanhava com os olhos.
- E como eu sei que ela não voltou atrás com ele? - perguntou com uma voz diferente, parecia magoada, realmente atingida.
- , - se levantou, parando de frente para o primo. - é vingativa e não burra! Quem lhe fez tamanho mal não cai tão fácil assim nas graças dela, confie em mim!
- Qual será o próximo passo então? - olhou que se afastou e colocou no canal de segurança, selecionando o zoom da sala de estar.
- Humilhação pública, ela sabe que estão sendo filmados. - sorriu a garota perversa.
- Garotas, quem as entende. - riu sem graça, fazendo companhia para a prima na cama enquanto dividiam os marshmallows.
No estúdio, dedilhava notas de uma música que não lhe saía da cabeça.
- "I will write you a song, that's how you'll know that my love is still strong. I will write you a song, and you'll know from this song that I just can't go on without you." - sorriu ao terminar de cantar o refrão, vendo que estava ficando bom o cover do Plain White T's. Mirou então uma bateria escondida no canto do estúdio, e foi até ela. Passou os dedos de leve nos pratos, observando quão linda era sua cor.
- Sabe que a nos mandou não ir aí. - interrompeu , que só então percebeu que havia passado pela porta que havia dito como 'pessoal'. - Se bem que para ver uma beleza dessas aí é tão raro que acho que não tem problema.
- Raro? Por que ? - o menino perguntou curioso.
- Você não sabe? Essa bateria era do Ringo Star. Beatles, do you know? Ali do lado, é a do Phill Collins e atrás de você , a do Travis Baker. O papai tinha uma filha bem carinha. - ele riu.
- Como você sabe que são deles? - perguntou ainda mais curioso.
- Um: já tinha ouvido falar que a família possuía valiosas peças do mundo da música. Dois: 'tá autografado, . - apontou para as assinaturas nos bumbos. - Mas o que você 'tá fazendo aqui ? A gente já terminou os ensaios por hoje.
- Eu 'tava trabalhando numa coisa pra .
- Uhh... Vocês 'tão assim, firmes mesmo? - perguntou, de certa forma decepcionado, mas feliz pelo amigo.
- Não sei, vamos descobrir.
Capítulo 24.
Naquela manhã, uma energia muito boa rodeava a casa, algo que era completamente inexplicável, mas que estava para afetar a emoção de todos. acordou empolgado com uma melodia nova na cabeça. estava de excelente humor, sorrindo até para o nada. fora acordado por , que o fizera levantar ao som de Blink 182, só para animá-lo. E a mesma acordara cedo, fizera uma leve caminhada rindo e cantando sozinha, também de humor mais do que ótimo. e haviam passado a noite juntos vendo filmes e comendo pizzas e mais pizzas, ele fizera questão de acordá-la com beijos na nuca. Ambos levantaram sorrindo de ponta a ponta. Damon e Nick? Haviam saído às quatro da manhã para passar o final de semana pescando. Até mesmo a amiga e governanta estava inspirada e fizera um café da manhã invejável. Estava tudo tão bem...
- Bom dia meus amigos tão amados! - entrou na sala, com nas suas costas de cavalinho, rindo alto.
- Bom dia twins! Quando nasceram colados que eu não vi? - riu de si mesmo, fazendo todos o olharem com dúvida, mas depois rirem também. Enquanto continuava sem expressão.
- Então, já que o dia está assim, maravilhoso, que tal uma festinha na piscina? - sorriu com todos os dentes, esperando um 'sim' como resposta.
- Claro, por que não? - sorriu , um pouco malicioso.
- ! Você já viu essa daí como veio ao mundo e ainda assim fica animado em vê-la seminua? - fez uma voz gay, causando risadas até no tão quieto .
- Vai ver se eu 'to na esquina ! - revirou os olhos, jogando em seguida um pãozinho na cabeça de .
- Por quê? Se você estiver, vai trair a comigo? - mordeu o dedo, fazendo uma pose engraçada, imitando um modelo-gay, o que causou mais risos em todos.
Após o café, todos se vestiram e foram aos poucos para a piscina. Os meninos estavam todos de bermuda apenas, cada um de uma cor. de azul, de verde, de laranja e de vermelho. Já estava com um modelo de biquíni que era uma espécie de shortinhos bem curto e uma parte de cima normal com bojo {n/a: gente, lembrete idiotas mas... BOJO não é enchimento! É o que deixa o biquíni/sutiã durinho, tá? .-.}. E usava um modelo de maiô com decote nas costas, ele seguia em formato meio circular, deixando as laterais do corpo completamente expostas, cobrindo apenas a linha do umbigo, de cima até embaixo onde ficaria a calcinha do biquíni.
Todos entraram na água para "brincar" com a grande bola de plástico na piscina. Quando os 'grupos' foram separados, acabou ficando do mesmo lado de e , mas preferiu ficar fora da piscina, apenas tocando um pouco o seu violão já que estava com uma melodia na cabeça.
- Ok então... Somos eu e desse lado contra a , e ! Força dos irmãos! - gritou, fazendo um hi-five com o irmão e apenas revirou os olhos, bufando em seguida. "Rídiculos..." pensou o menino.
E assim começou o jogo que e haviam inventado. Era basicamente jogar a bola um para o outro com o objetivo de ver quem espirrava mais água.
A brincadeira levou praticamente a manhã toda, então todos começaram a beber um pouco e não comer nada. Logo, estavam todos com fome. Um pouco antes da brincadeira parar para comerem a enorme lasanha que Madeleine havia preparado, ocorreu que, quando foi jogar a bola para , quis tentar pega-lá, dando um impulso com os pés e um grande susto em todos. A menina acabou escorregando após agarrá-la, batendo a nuca na borda da piscina. engoliu um pouco de água, e por uns 10 segundos todos ficaram imóveis sem saber o que fazer. estranhou o silêncio repentino e o barulho de algo caindo na água.
Desviou os olhos do violão para a direção que que olhava... em baixo d’ água. No mesmo segundo ele levantou desesperado, mas levantou-se inteira e sorrindo.
- Peguei! - disse ela, normalmente. Mas mesmo assim todos ainda estavam paralisados.
- Você... ‘Tá bem? - quebrou seu 'voto de silêncio', causando espanto em .
- Sim, só doeu um pouco, mais nada. - sorriu fracamente, sem olhar para . - Vamos almoçar? - perguntou a todos.
- Claro! - demorou a responder, mas, por fim, o disse. Deu uns petelecos em e para ambos saírem da água.
Era só impressão de ou todos haviam prestado total atenção nela sem que precisasse falar algo? Algumas ideias malucas pulsaram sua cabeça, mas nada fez. Apenas balançou a cabeça, como se isso fizesse tais pensamentos saírem de sua mente e foi almoçar na belíssima mesa do lado de fora da casa, com todos.
- Maddie, pegue um pouco de gelo, por favor? - sorriu para a amiga que era abraçada pelos ombros por mantendo a toalha em volta do corpo de .
- Eu já disse que estou bem. - insistiu.
- Só para garantir que não fique inchado, ok? - disse tirando uma mecha do pesado cabelo da menina que pingava.
- Ok. - fez bico, mas em seguida riu.
Após o almoço, puxou pelo braço, ao invés de deixá-la voltar para a piscina.
- Tenho uma coisa para você. - ele sussurrou em seu ouvido, tapando seus olhos. Conduziu-a até atrás do ginásio de esportes, onde havia um pequeno e charmoso quiosque que o mesmo havia enfeitado com flores, com a ajuda de Maddie. - O que você acha disso? - tirou as mãos os olhos de , fazendo-a abrir os olhos e se deparar com um pequeno conto de fadas. Aquilo era realmente verdade?
- ! - ela sentia tantas emoções ao mesmo tempo, que não sabia mais o que dizer, além de repetir seu nome. - ...
se perdeu observando tudo atenta. Desde as flores em todo o lugar até a pequena mesinha com uma caixinha em cima. Olhou curiosa para frente, foi quando se virou para atrás de si, com um violão nas mãos.
- Mas o que...? - no mesmo momento ele encostou os dedos nos lábios dela, apontando em seguida a cadeira para ela se sentar. Ele se sentou em um pequeno banquinho e começou a dedilhar as primeiras notas de "Write You A Song", fazendo a menina começar a lacrimejar de leve. - ...
"I don't know how to make lots of money
I got debts that I'm trying to pay
I can't buy you nice things, like big diamond rings
But that don't mean much anyway."
Cada palavra que ele cantava soava tão docemente. não parava de sorrir como uma boba apaixonada, que era exatamente como ela era. Com uma rosa que pegara, com a boca, da mesa, levou a mesma até , que tirou-a e o abraçou delicadamente.
"I can't give you the house you've been dreaming
If I could I would build it alone
I'd be out there all day, just hammering away
Make us a place of our own."
Conforme ele cantava, mais parecia que ela se envolvia com a letra. Plain White T's sempre a emocionava, mas nunca pensara que um cara como iria cantar assim tão romanticamente para ela. Era simplesmente um sonho.
"I will write you a song
That's how you'll know that my love is still strong
I will write you a song
And you'll know from this song that I just can't go on without you."
Nessa última frase, ele deu uma paradinha e beijou a mão de , gentilmente, fazendo-a corar involuntariamente.
"I don't know that I'd make a good soldier
I don't believe in being violent and cruel
I don't know how to fight, but I'll draw blood tonight
If somebody tries hurting you."
fez uma carinha triste e imitou-se chorando de brincadeira na primeira estrofe. Então uma cara de indignação, seguida de uma pose como se estivesse se apresentando no exército e depois cara dramática, interpretando o que ele cantava.
"I will write you a song
That's how you'll know that my love is still strong
I will write you a song
And you'll know from this song that I just can't go on without you."
Nesse segundo refrão, deixou algumas lágrimas caírem, se deixando levar cada vez mais pela emoção. se aproximou, sem parar de tocar, e beijou o topo de sua cabeça.
- Agora você canta a segunda voz, sem chorar viu? - sorriu e ela concordou com a cabeça.
"Now that it's out on the table (it's out on the table)
Both of us knew all along (knew all along)
I've got your loving and you've got my song."
Ele permaneceu nessa parte, após cantá-la com , parado olhando a menina, a qual havia roubado seu coração desde sempre. Aquele jeito único de quem não se importava com os outros, quem tomava atitudes sempre, escondera essa menina frágil que estava esperando alguém para ajudá-la a se libertar às vezes.
"I don't know how to make lots of money
I don't know all the right things to do
I can't say where we'll go, but the one thing I know
Is how to be a good girl to you
Until I die that's what I'll do."
Então antes que ele pudesse abrir a boca para cantar, enxugou as lágrimas e cantou essa parte, olhando diretamente para ele, de pé. Ele sorriu, mordendo o lábio em seguida. Ela sempre o surpreendia, não?
"I will write you a song
That's how you'll know that my love is still strong
I will write you a song
And you'll know from this song that I just can't go on without. "
Então, cantou junto dela o refrão, e assim se seguiu até o final da música, ambos sorrindo.
"I will write you a song (I will write you a song)
That's how you'll know that my love is still strong (love is still strong)
I will write you a song
And you know from this song that I just can't go on without you."
, então, virou o violão para trás, e assim ficando corpo a corpo com , beijando-a delicadamente. Puxou-a, sem desgrudar os lábios, um pouco para trás. Quando ela chegou à mesinha, ele se separou dela, pegando a caixinha e ajoelhou-se.
então arregalou os olhos, e logo previu o que estava por vir.
- , quer namorar comigo? - ele sorriu, abrindo a caixinha que possuía duas alianças de prata. Ela sorriu de ponta a ponta, e fez depois cara de pensativa.
- Uhm... Claro que sim! - ela disse abaixando-se na altura dele, beijando-o sem ao menos precisar pensar ou se esforçar. Aquilo era tão saudável e bom!
Ele colocou a aliança nela, e ela, nele. Quando se levantaram, tinha os olhos brilhando como uma criança conhecendo a praia pela primeira vez. Então pulou sobre , que a rodou no ar. O amor era lindo não?
Capítulo 25.
, e haviam voltado para a piscina sob os protestos de Maddie, pois ela achava que não teriam uma boa digestão. voltou para o seu violão e tentou ignorar a preocupação que ainda fazia seu coração palpitar.
- , afaste-se da borda. - disse enquanto pegava a bola e entrava novamente na piscina.
- Ok, ok. - ela foi mais para o meio.
- Então, o que faremos agora? - perguntou com cara de entediado.
- Guerrinha de água. - deu um caldo no garoto que assustou-se e acabou aspirando um pouco da água, fazendo-o tossir.
- Ah é? - ele ajeitou-se na piscina e foi para trás de . encheu as mãos de água e pegou um desavisado.
- Mas que diabos... - disse o garoto atordoado enquanto e riam sem parar. - Agora vocês vão ver. - a menina saiu gritando enquanto aumentava a gargalhada. Por outro lado, parecia submerso em um mundo só dele, bem, só dele até que um caldo o encharcou por completo, molhando seu violão e parte de seu caderno de letras. Ele levantou-se de súbito, procurando pelo autor daquela infantilidade.
- Desculpe. - se pronunciou afastando-se para poder encará-lo sem a interferência do sol batendo em seus olhos. O garoto nada disse, mas seu olhar frio e penetrante foi o suficiente para que quisesse se afogar ali mesmo, saiu pisando duro e bufante.
- Não liga pra ele, - se aproximou da menina vendo sua expressão chateada. - fica pior que mulher de TPM quando ‘tá compondo. - caiu na gargalhada e não demorou para que ele e fizessem o mesmo.
*Flashback**
- É uma pena... - disse, ainda sobre Damon, puxando os cabelos do garoto para trás. - que você tenha mudado tão pouco em tanto tempo. - suspirou a menina revirando os olhos. - Mas não se preocupe, - sorriu de canto. - é isso que acontece com pessoas como você, Damon, ansiam tanto para acabar com a vida alheia que se esquecem de olhar para a própria. - mordeu o próprio lábio ao ver que o garoto estava inconsciente de tão bêbado. Saiu de cima dele e pegou sua roupa, vestindo-a rapidamente. Sentia-se suja, mas com a sensação de dever cumprido.
Entrou no elevador e encostou-se em uma das paredes, depois de apertar o andar dos quartos, com os braços cruzados. Não se sentia feliz, mas ao menos se sentia aliviada. Ter Damon longe de seu pé significava lacrar seu passado obscuro de uma vez por todas.
*End of the Flashback**
- Quer ir ao estúdio? - ouviu perguntar depois de seu leve mergulho ao dia anterior.
- Claro, por que não? - sorriu a menina apoiando as mãos na borda da piscina para impulsar sua saída da mesma. Enrolou a toalha no corpo e vestiu os chinelos para que não escorregasse.
Seguiu e para o elevador e encostou-se da mesma maneira que o havia feito na noite anterior.
*Flashback**
Parou de frente à porta a qual ela sabia que daria para o quarto de , mas não se permitiu bater. Simplesmente ficou encarando a madeira envernizada a sua frente e suspirou, ele algum dia a perdoaria? Sim, ela sabia que estava a vendo, quem não saberia? Andou algumas portas a frente e bateu duas vezes antes de abrir.
- ? - olhou estirado na cama enquanto assistia a qualquer canal na televisão.
Mordeu o lábio sentindo um nó forte no estômago levar sua voz embora. Piscou diversas vezes, mas tudo o que via estava se embaçando, gradativamente. Deu passos incertos em direção à cama onde a tateou antes de se sentar. Olhou para baixo, mexendo sem jeito no lençol e piscou mais uma vez, dessa vez deixando que algo caísse, solitário. O silêncio pairava, mas ela sabia que estava à espera do momento certo para abrir a boca. Num movimento brusco levantou a cabeça e abraçou o garoto fortemente, soltando um soluço esganiçado, talvez fosse essa a hora de deixar tudo de lado.
*End of the Flashback**
- Vamos pegar alguns violões e fazer improvisos. - disse animado enquanto abria a porta do estúdio. , por outro lado, ia e voltava de seus devaneios sem ao menos perceber o que acontecia a sua volta. Aceitou o violão que estendeu e pegou uma palheta que havia em cima de uma mesinha de centro, a qual cercava duas poltronas e um puff largo. Sentou-se ao lado de no puff e dedilhou um pequeno solo, como se estivesse testando o instrumento.
- Você sabe tocar? - perguntou boquiaberto.
- Acho que você não estava na sala quando eu disse isso, - olhou para que pareceu parar e tentar lembrar-se do momento assim como ela. - toco baixo e guitarra, além de alguns instrumentos clássicos. Então, é, eu sei tocar violão. - sorriu.
- Toca aí então. - disse sorrindo e olhou para , talvez tentando adivinhar qual seria a música que a menina tocaria.
- Go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ go on, go on, go on... - deu a introdução no violão enquanto fechava seus olhos e tomava uma longa inspiração. – I've been doing this my way, your way, our way/ I can't make it work/ When all I have is not enough. - e quase não respiravam para prestar atenção em cantando. Era algo doce, mas que emanava verdade por entre os versos que ela pronunciava com uma voz maravilhosa. - I've been doing all I can, my plan, your plan/ And all I get is hurt/ This game we're playing has to stop. - talvez ela não estivesse só cantando, não, ela estava interpretando a música.
*Flashback**
- O que houve? - passou sua mão levemente sobre o cabelo de que havia aninhado em seu peito.
- Está tudo acabado agora, , ele nunca mais vai me perturbar. - disse a menina com a voz abafada e chorosa.
- Quem, ? - ele ficou confuso por um momento.
- Meu passado. - soltou-se dele para olhá-lo, mesmo com os olhos vermelhos e inchados. - Ele nunca mais vai me machucar. - sorriu fraco, mas não conseguia parar de chorar. Na verdade, aquelas eram lágrimas de alegria e de alívio. - Mas... - ela voltou a olhar para baixo, dessa vez sentindo seu estômago revirar.
- Mas? - perguntou atento.
- Acho que perdi o . - soluçou repetidas vezes até conseguir retomar o fôlego.
- Você não o perdeu. - segurou as mãos da meia irmã, solidário. - Garanto que ele vai te ouvir se explicar tudo o que aconteceu. - sorriu.
- Eu acho que não, , ele viu tudo... deve estar muito puto comigo agora. - fungou a menina.
- Vai dar tudo certo, nós vamos começar de novo, não é mesmo? - se aproximou dela.
- É. - sorriu fraco e voltou a abraçá-lo.
*End of the Flashback**
- I got you stuck in my head/ And all you do is breaking me/ I can't continue taking this/ I tried my best to understand/ But I cannot make sense of you/ I've got to take a stand now baby. - Os olhos de lentamente se enchiam de lágrimas, mas sua voz permanecia lá... inalterável. - I don't want to waste another day/ I don't want to live my life this way/ I'm tired/ I Just want to lay back down and/ I don't want to waste another night/ I don't want to keep on chasing lights/ So go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ Bye Bye.
Do lado de fora, havia acabado de sair do elevador e se dirigia ao estúdio para fazer uma pequena demo de sua nova música, entretanto, parou ao ouvir a doce voz que saía de lá de dentro e resolveu escutá-la com mais atenção.
- I remember I met you/ Let you get your way in everything/ You took complete control of me/ I remember you lying/ Crying, trying to get away with it/ But now I know cause now I see. - continuava tocando o violão enquanto lutava para que sua voz permanecesse intacta e o vinha fazendo muito bem. Talvez aquele fosse o momento em que a música Chasing Lights das The Saturdays finalmente deixaria de ter um significado triste para ela para, então, ser apenas mais uma música. - I believed all that you said/ I never questioned any lies/ I never opened up my eyes/ All your words got me mislead/ Now I am standing/ I'm alive/ I never had you on my side/ Oh. - olhava pela fresta da porta, embora enxergasse apenas as costas e o cabelo de , podia sentir tudo o que ela sentia naquele momento, enquanto aliviava sua voz nas notas tristes que tocava. - I don't want to waste another day/ I don't want to live my life this way/ I'm tired/ I Just want to lay back down and/ I don't want to waste another night/ I don't want to keep on chasing lights/ So go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ Bye Bye. - a música já apresentava leves traços da voz falha de , mas ela estava determinada a seguir até o final, até a última nota.
*Flashback**
O menino estava tão alterado que todos os seus sentidos estavam mais fortes, logo, não foi preciso muito tempo para que suas mãos trouxessem para mais perto e seus lábios gelados grudassem nos quentes da menina. Não se demorou ali, desviando logo para o pescoço, uma área onde poderia explorar melhor. encenava pequenos gemidos, agarrando-se aos fios de cabelo do garoto enquanto sorria satisfeita por seu plano estar dando certo.
- Então, Damon, - começou ainda de olhos fechados, o sorriso vitorioso iminente. - eu tenho uma coisa para você. - disse separando o garoto de seu pescoço para que pudesse encará-lo melhor.
- O que é? - perguntou ele, os olhos brilhando.
- Isso. - pegou do bolso de sua calça um pequeno pingente em forma de uma cruz celta pendurado em uma correntinha de prata. Damon arregalou os olhos e tentou pegá-lo. - Na-não, - ela sorriu afastando a correntinha do alcance do garoto. - pelo visto você quer de volta. - viu Damon concordar, extremamente desconfortável. - Pois não é isso que vou fazer. - arremessou a correntinha para longe dos dois.
- É da minha mãe, , devolva. - disse sério, os olhos cerrados.
- Mas que coincidência Damon! - disse a menina em falso tom de surpresa. - Porque aquele pingente que você pegou de mim no baile também era da minha mãe e adivinha só, - ela se aproximou de seu rosto, puxando fortemente os cabelos do menino para trás. - você não me devolveu. - disse com os dentes trincados.
- Ah por favor, vai me dizer que ainda guarda rancor daquela época? Eu era um pirralho, não media as consequências. - Damon rebateu, começando a ficar inquieto.
- Não, Damon, eu não guardo rancor, eu apenas dou o troco. - aproximou bem seu rosto do garoto. - Achei que todo mundo iria adorar saber que o garanhão do Damon guarda uma correntinha de moleque entre seus pertences. Lembro-me bem quando sua mãe te deu, eu estava lá e olha só, também era para te dar sorte! - a encenação de estava a destruindo por dentro, mas ela não via outra maneira. - Então, querido, é melhor tomar cuidado da próxima vez que for fazer algo a alguém, porque a vingança pode ser inevitável.
*End of the Flashback**
Lágrimas escorriam pelo violão no que fora o retorno mais doloroso ao dia anterior. Mas ela não seria mais aquela pessoa, não mesmo.
- I've been doing this my way, your way, our way/ It doesn't work. - Suas mãos tremiam e suavam, mas a música já chegava ao fim e, ao menos, ela se sentia mais aliviada. e estavam sem palavras, mal piscavam diante da pequena apresentação que lhes era fornecida naquele momento. Ver frágil daquele jeito era algo muito, muito estranho, mas ao mesmo tempo era incrível. - I don't want to waste another day/ I don't want to live my life this way/ I'm tired/ I Just want to lay back down and/ I don't want to waste another night/ I don't want to keep on chasing lights/ So go on, go on, go on/ go on, go on, go on/ Bye Bye... - ela finalizava de olhos fechados enquanto segurava o violão que ainda mantinha suas cordas vibrando. Ao som de pequenos aplausos ela ousou abrir seus olhos vermelhos e marejados e sorriu agradecida.
, do lado de fora, havia colocado seu violão no chão e acompanhado tudo de perto. Ele estava com o coração na mão quando viu que havia se levantado para abraçar , seus olhos foram direto para o rosto vermelho da menina e nele ele pôde ver. Uma nova estava para nascer.
Capítulo 26.
havia descido para a cozinha para se recompor. Estava com um pouco de fome e talvez Maddie preparasse algo especial para ela. Entretanto, ao chegar à porta da cozinha deparou-se com vasculhando a geladeira, não pôde deixar de notar a circunferência prateada ofuscante que circundava o dedo anelar da mão direita da amiga, com a qual ela segurava a porta da geladeira.
- Hummmm, temos uma compromissada nessa casa. - disse a menina assustando enquanto se sentava na bancada. - Desde quando essa jóia ofuscante brinca no seu dedo que eu não estou sabendo? - cruzou os braços fazendo cara de ofendida.
- É recente, eu juro. - riu boba. - Ai , ele é tão fofo! - saltitou para o lado da amiga e mordiscou uma cereja que havia tirado do potinho que tinha em mãos.
- Estou vendo. - sorriu revirando os olhos. - Depois você me conta tudo hein? Agora vai pra lá que eu vou assaltar a geladeira. - empurrou pelos ombros para fora da cozinha e fechou a porta. Talvez "assaltar" não fosse o termo correto, já que ela precisava anunciar algo antes. E isso não poderia esperar. Pegou o celular que estava na sala depois de sair pela outra porta que havia na cozinha e abriu o flip deixando à mostra o teclado. Fez o login e começou um breve post:
"SPOTTED!
e acabam de firmar compromisso, com direito a aliança e tudo! Nossas saudações ao novo casal, só esperamos que ele dure mais do que os antigos a que se submeteu.
Beijinhos, Demetria"
Desligou o celular e sorriu, agora sim ela poderia se empanturrar de guloseimas.
foi direto para a sala de jogos, onde os meninos, , e , jogavam Rock Band dos Beatles no Wii.
-“ I am the egg man! They are the egg men! I am the warlus!” - cantava, empolgado, enquanto estava no baixo e na bateria. se sentou ao lado de , e depois começou a cantar junto com .
- Eu sempre esqueço o quanto é legal cantar "I am The Walrus" com você, ! - riu ao terminar a música, bagunçando os cabelos da menina, que fez careta.
- Eu sou uma ótima Paul McCartney, ok? - ela sorriu, e se jogou no sofá ao lado de . - Que tal um pouco de... “Here Comes The Sun”? - levantou as sobrancelhas, como o menino ao seu lado fazia, causando risos nos outros dois.
- Hey! Não é assim que eu faço! É bem mais sexy, sabe? - então levantou as sobrancelhas. - É assim que se faz!
- Ok ok... Deixando isso de lado, coloca aí "Here Comes the Sun", oh Mr. Sexy. - jogou uma das baquetas na cabeça de , fazendo-o reclamar, mas selecionar a música. conectou o outro microfone, e, antes que pudesse começar o solo inicial de guitarra, seu celular apitou.
Pegou seu Blackberry na mão, estranhando, e viu então a notícia. Por uns instantes, não acreditava que tivesse feito aquilo. Jogou seu celular no colo de e marchou até o elevador.
Ele, sem entender, pegou o celular e viu o blog aberto. Após ler a notícia, pegou o aparelho, pediu licença aos meninos e foi atrás de .
- Ei! Qual o problema? Acha que o Fletch vai te demitir? - corria pelo corredor, para chegar ao elevador antes que ele se fechasse.
Quando a porta estava se fechando, ele colocou a mão na pequena abertura, conseguindo, então, entrar.
- , eu te amo. - ela resmungou, cabisbaixa. - Mas não queria que as pessoas soubessem da gente, assim, do nada! - fez um pequeno bico. Ela tinha que disfarçar sua raiva excessiva, senão ele poderia desconfiar de que ela sabia de algo mais.
- ... - ele começou, apertando o botão para travar o elevador. - Eu não me importo de como a mídia vai saber. O que eu quero é que as pessoas saibam que eu estou com você! Porque eu também te amo! Aliás, amo MUITO! E quanto mais cedo, melhor. Quando voltarmos, com o CD novo, todos já estarão sabendo do por que ele saiu tão bom assim. Porque eu tinha, aliás, tenho, você para mim. Eu sou seu, para sempre. E o que a gente sente é o que importa, não o que os outros pensam. Além do mais, - ele segurou em seu queixo, levantando-o. - não tem como alguém não gostar de você! Minha família te adora! Você é perfeita para mim, como eu espero ser para você. - ela então deixou uma lágrima rolar, abraçando-o fortemente.
- Você é mais do que perfeito. Você, agora, é meu. E eu sou sua. - de repente ele conseguiu, mais uma vez, fazer com que tudo fosse perfeito. A raiva? A irritação? A preocupação? Haviam sumido. Naquele momento, só existia os dois.
entrou na cozinha distraído, mal notando a presença de que fez questão de ignorá-lo. Aproveitou que ele se escondera atrás da porta da geladeira e caminhou silenciosamente ficando atrás do garoto. Quando ele virou-se, por pouco não deixou cair a bandeja que segurava.
- Então, Sr. , algum motivo em particular para estar me ignorando? - o olhou sorrindo petulante. a encarou sem palavras, o que a fez se sentar na alta bancada de mármore.
- Não é nada. - ele balançou a cabeça colocando a bandeja sobre o mármore que cercava a pia.
- Faça-me rir. - murmurou ela pegando uma cereja do potinho que havia pegado mais cedo. - Ninguém me trata mal sem ter um motivo específico. Se o faz, eu o obrigo a achar um. - ela continuou despreocupada.
- Me deixa em paz. - ele saiu em direção à porta, mas já tinha a resposta na ponta da língua.
- Ótimo, vá embora, mas quero deixar claro que, o que acontecer a mim daqui para frente será total e inteiramente culpa sua, fui clara? - ela virou o rosto em direção ao garoto que permaneceu de costas para ela. , entretanto, nada disse, seguindo em frente e saindo da cozinha em silêncio. sorriu triste e sentiu um arrepio na espinha, mal sabia ela que estava confuso demais e tudo o que ele mais queria era perdoá-la e abraçá-la, tendo-a junto de si para o resto de sua vida.
Será que as coisas estavam longe de se acertarem de uma vez por todas?
Capítulo 27.
- Don't tell me that you're done as far as we go, you need to have a sit down with your ego - era o que cantarolava toda vez que passava próxima a , deixando-o furioso e chateado ao mesmo tempo.
Foram todos dormir rapidamente naquele dia, pois no dia seguinte teriam que começar a treinar as novas músicas e gravar pequenas “demos” para Fletch. Damon e Nick haviam voltado tarde da noite e haviam ido direto para a cama. No dia seguinte, o sol nasceu brilhando e o aroma de bolo de chocolate havia despertado todos naquela casa. Desceram rapidamente para o café e, em seguida, os meninos seguiram para o estúdio, voltava para seu quarto, seguia para a piscina e Damon e Nick ajudariam Madeleine com as louças.
estava desatento enquanto dedilhava seu violão, tanto que não conseguia se concentrar no que seus companheiros de banda diziam. estava encarando, da janela de seu quarto, a amiga que cantarolava sozinha na borda de piscina, de costas para ela. Embora ela e seu primo ainda não tivessem se entendido, ela acreditava que isso não se demoraria muito, tinha quase certeza de que o primo amava sua melhor amiga e só poderia torcer para que tudo desse certo. Suspirou e foi se deitar para assistir a qualquer programa matutino, sua cama estava tão aconchegante.
perdia seu olhar na paisagem enquanto olhava para a grande piscina de vez em quando, sem parar de murmurar vários versos de músicas. Para ela, não estava fazendo nada bem aquele jogo de provocações com , queria que ele viesse logo falar com ela, queria que tudo se acertasse. Viu uma flor cair na piscina, desprendendo-se de uma das árvores que havia ao redor. Era uma linda flor púrpura, deu alguns passos sem deixar de olhá-la, mas, quando estava prestes a se abaixar, sentiu duas mãos se espalmarem em suas costas, na linha dos ombros, e a empurrar com toda a força para frente, não dando tempo para que ela amortecesse a queda e, assim, batesse a cabeça na quina da piscina, caindo desacordada na mesma. A pessoa que estava atrás de se assustou, não esperava que ela caísse tão próxima à piscina. Saiu correndo sem olhar para trás e se escondeu na casa.
disse aos companheiros de banda que daria uma volta, o fato era que não aguentava mais, precisava falar com . Seguiu para o quarto da menina, mas nada encontrou, desceu e procurou no andar de baixo, também nada. Chegou no hall e ainda não havia sinal de , então lembrou-se de que havia a visto seguir para a piscina e foi procurá-la lá. Ao fechar a porta de vidro, entretanto, deparou-se com uma cena horrível. Caminhou apressadamente até a borda onde, minutos antes, se encontrava em pé.
tirou os chinelos que calçava e pulou rapidamente na piscina. estava boiando um pouco distante da borda, com um filete de sangue a rodeando. O menino a deitou rapidamente no chão de tábuas de madeira, deixando que a água de seu corpo pingasse sobre o inerte de , seus lábios estavam roxos e na testa havia um corte profundo. Massageou o peito da menina três vezes antes de tocar seus lábios gélidos, assoprando todo o oxigênio que sua respiração falha permitia. Repetiu o ato quatro vezes até que a menina começasse a cuspir enormes quantidades de água. Seus lábios estavam pouco arroxeados, mas a palidez e inconsciência haviam voltado depois do refluxo de água.
Ele, então, carregou nos braços, e seguiu com as pernas bambas para o interior da casa.
- UM MÉDICO! - gritou com a voz rouca. Seguiu até a parede ao lado do interfone onde havia um botão de pânico, o qual ele sabia que acionaria a ambulância.
e apareceram no topo da escada, dando de cara com um , de costas, ajoelhado no chão gelado do hall de entrada com um corpo pálido sobre seu colo.
- Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem... - repetia o garoto enquanto mantinha a cabeça de erguida e balançava seu corpo para frente e para trás.
- ? - e disseram em coro, assustados.
- Eu já chamei a ambulância. - murmurou ao que ouviu as sirenes se aproximando. A porta da mansão foi escancarada e se levantou de prontidão. Colocaram na maca e a guiaram até o veículo com em seu encalço. e o seguiram ainda sem entender nada. - Avise a , a gente se encontra no hospital. - disse enquanto fechava a porta do carro com cara de assustado.
O carro saiu em disparada e os dois garotos só conseguiram se encarar, totalmente confusos. Adentraram a mansão, ainda calados, e subiram para contar a macabra novidade, seria o mais sensato para falar com .
- Pressão despencando, mais oxigênio. - um dos paramédicos dizia enquanto a sirene deixava todos apreensivos na rua.
observava enrolada em uma manta térmica, sendo examinada pelos médicos; de repente, ele sentiu como se fosse um carinho em seu joelho desnudo por conta da bermuda, pensou ser apenas a maca esfregando-se nele conforme os sacolejos da ambulância que seguia a toda velocidade. Entretanto, ao olhar para baixo, para tentar parar com a carícia incômoda, tudo o que viu foram dedos pálidos e enrugados esgueirando-se por entre as grades da maca para tocá-lo. Seus olhos se arregalaram e ele se concentrou no rosto de , que tinha seus olhos cerrados.
- Ela está consciente. - um dos médicos anunciou pegando uma pequena caneta com luz e examinando os olhos inexpressivos de ; sorriu involuntariamente e segurou na mão da menina que retribuiu, mesmo que fracamente, seu aperto, antes de soltá-la completamente. Foi quando percebeu que algo estava errado, um zumbido o incomodava e então decidiu focalizar-se novamente no rosto da menina.
- Parada cardíaca, desfibrilador, rápido! - gritou o médico para o outro. - Carregando... - disse enquanto Verôncia era descoberta. - afastem-se. - e o corpo da menina curvou-se alguns centímetros diante do choque.
- Tenho pulso. - murmurou o outro médico.
- Estamos de volta. - disse, voltando a cobri-la com a manta.
, em seu quarto, havia estranhado o barulho de ambulância rondando sua casa; ligou no canal de segurança e conseguiu ver o desespero do primo ao colocar... no carro? Ajeitou-se na cama e selecionou a câmera da piscina, onde havia visto a amiga pela última vez. Seu coração estava apertado, o que havia acontecido?
Observou tudo voltando, com no colo, a ressuscitação, o corpo da amiga boiando na piscina e parou quando sumiu do quadro. Seus olhos lacrimejavam e o nó na garganta apertava dolorosamente. Ela tinha medo de voltar a fita ainda mais e descobrir o que havia acontecido, na verdade, parte dela dizia que aquele momento era propício para um post em McHate.com, mas não, ela não poderia fazer aquilo com a amiga e, principalmente, com o primo. Mas uma pontada a incomodava, algo que sua emoção seria incapaz de superar. Sentindo-se a pior pessoa do mundo, ela selecionou duas imagens das câmeras de segurança, uma de boiando na piscina inconsciente e outra focada no rosto assustado de antes de fechar a porta da ambulância, colocou as fotos lado a lado e as editou em escala de cinza.
Soluçando e com lágrimas lhe escorrendo pelos olhos começou um novo post.
"Nunca confie no Cel. Mostarda...
Olá leitores, adivinhem a bomba que acaba de explodir na casa onde o McFly está hospedado?! Pelas fotos que recebi, algo de muito estranho aconteceu na piscina da mansão deixando um corpo boiando no meio dela. Ao lado, uma foto do assustado enquanto levava a aparente amada para o hospital. Peguem suas lupas, detetives, os dados foram lançados.
xoxo, Letty."
Fechou o laptop empurrando-o longe enquanto se permitia chorar inconsolavelmente, não sabia o por que, mas não queria mais aquele tipo de vida para ela. Que espécie de pessoa tirava proveito da desgraça alheia para conseguir atenção? O tipo perdedora pensou ela. Agarrou-se a uma das muitas almofadas presentes em sua cama e se encolheu, chorando enquanto pensava na amiga.
- ! - entrou de supetão no quarto do amigo.
- Deus do céu, o que houve? - ele se levantou da escrivaninha, onde mantinha os pés apoiados.
- A-A , foi pro hospital. - gaguejou pálido.
- Você precisa falar com a , eu não...eu não consigo! - disse com a expressão suplicante.
- Ok, ok, vão preparar o carro que nós já vamos, rápido! - bateu palmas para fazer os amigos se mexerem. Andou em largas passadas até o elevador e apertou o botão do andar "proibido". Caminhou pelo pequeno corredor, nervoso, e bateu algumas vezes na porta. Como não obteve resposta, abriu-a devagar. - ? - chamou.
- Entra . - ela sorriu em meio às lágrimas.
sentia-se como se estivesse submerso em uma grande piscina, concentrado em focar o vazio, ele deixava que sua audição não captasse nada além do silêncio de seu transe. As lágrimas pingavam em direção ao chão, enquanto ele mantinha sua cabeça baixa. O que ele passara há alguns minutos atrás (ou teriam sido horas?) só descarregava sobre ele naquele momento. Quando braços o envolveram pelos ombros, tudo o que conseguiu fazer foi retribuir, sabia que a prima compartilhava da mesma dor que ele e não havia ninguém melhor para abraçar naquele momento.
- Eles vão perguntar como ela está. - disse a voz da menina abafada, enquanto lágrimas quentes a atingiam no ombro, onde o rosto de se apoiava.
- Eu nunca deveria tê-la deixado. - murmurou o garoto com a voz abafada e mole, seu corpo parecia ter se desligado de sua cabeça.
- ? , fica comigo ok? - agachou-se na altura do rosto do primo que tinha os olhos semi-abertos. - , me escuta, você não pode fazer isso agora, fica comigo, ! - ela dizia impaciente enquanto o garoto curvava-se para encostar-se à cadeira, ainda chorando.
- A recepcionista disse que a está na ala de trauma, provavelmente deixando a cirurgia, fica do outro lado do prédio, vamos. - aproximou-se afobado.
- Me ajudem com o . - suplicou, a abraçou e tentava ampará-la enquanto e carregavam um muito grogue pelos corredores.
Chegaram à outra sala de espera mais vazia, colocaram sentado em uma das poltronas enquanto escorregou para outra, atordoado, e aproximou-se de uma clara-bóia onde havia algumas plantas e uma pequena mureta de mármore, na qual havia se sentado. Cinco minutos se passaram parecendo horas e o toque dos cinco celulares presentes os despertou de seus próprios mundos. Abriram os aparelhos e não havia nada de diferente, a não ser um post do blog. começou a chorar, soluçando, bufou irritado, fechou o celular com violência, não disse nada, apenas contorceu a face em dor. Já ...
- Eu vou processar a porra desse blog! Onde já se viu? Ninguém se aproveita da minha irmã pra armar barraco, elas vão se arrepender! - disse o garoto tentando controlar o tom de sua voz para que não incomodasse os demais.
sentiu sua visão escurecer e seu corpo ficou pesado, a segurou antes que caísse no chão. Agora tudo desmoronaria de uma só vez?
Capítulo 28.
- ? - murmurou enquanto piscava os olhos para se acostumar à claridade.
- Hey. - sorriu. - Está bem? - ele a ajudou a se sentar.
- Acho que sim, o que aconteceu? - passou a mão por seu cabelo o arrumando.
- Você desmaiou. - sorriu acariciando a bochecha de .
- Onde estão os outros? - perguntou ainda com a voz meio grogue.
- está ao lado da porta da UTI, está com ele e foi pegar alguma coisa para comermos.
- E a ? - ela já havia se levantado da maca onde estava e seguia para fora da salinha com a ajuda de .
- Na UTI. - suspirou. - Ela precisa ficar um tempo lá. está pagando por um leito particular.
- Mas... - o olhou, pronta para protestar.
- Não o confronte, ele se sentiu um pouco melhor fazendo isso. - sussurrou visto que já se aproximavam dos meninos.
- Hey, peguei isso para você. - estendeu um copo de frapuccino para sorrindo.
- Obrigada. - observou e sorrindo com pena. Ambos estavam em silêncio, abalados.
Mais algumas horas se seguiram, estava encostado em uma das paredes com entre suas pernas e a abraçava, beijando o topo de sua cabeça de tempos em tempos. Um médico saiu da ala da UTI chamando a atenção dos cincos jovens.
- Srta. , é bom vê-la por aqui. - ele sorriu, lembrando-se da última vez que a vira, no funeral de seus pais. - Vamos removê-la para um quarto e vocês estão autorizados a ficar com ela. - se permitiu sorrir, mesmo que fracamente. - Por favor, me acompanhem. - ele estendeu o braço na direção do corredor e os jovens o seguiram em silêncio.
Para a surpresa de todos, já se encontrava no quarto, com um respirador e a cabeça enfaixada. correu para ficar ao seu lado e passou levemente a mão trêmula no rosto desacordado da menina.
- Descansem, ela terá de ficar alguns dias aqui no hospital. - o médico disse otimista e pediu licença para se retirar. caminhou até e segurou sua mão livre, entrelaçando os dedos.
- Vá dormir um pouco meu amor. - ela passou a mão no cabelo do primo que, novamente, deixava as lágrimas escorrer. - Ela não vai a lugar algum e eu prometo tomar conta dela. - ela sorriu esfregando as mãos nos braços do primo, reconfortante. Ele nada disse, apenas concordou e seguiu para um sofá que havia no canto do quarto. Não demorou muito até que ele pegasse no sono. caminhava de um lado para o outro do quarto até perceber que o primo finalmente havia dormido, seguiu até um dos armários que havia lá, à procura de uma coberta. Cobriu-o e voltou-se na direção de que a acompanhava com o olhar.
estava sentado com as pernas abertas na ponta de outro sofá, alerta. estava ao seu lado, mexendo em algo no celular. seguiu até que a puxou para sentar-se em seu colo.
- Eu te amo, sabia? - ele sussurrou em seu ouvido, fazendo-a sorrir, boba.
- Sabia, porque eu também te amo. - ela envolveu seus braços ao redor do pescoço de tocando seus lábios levemente.
As horas passavam, ou melhor, se arrastavam, principalmente madrugada adentro. Estava próximo à hora do almoço, já no dia seguinte, quando o médico voltou a aparecer na sala, ainda dormia, para a surpresa de todos, se mantinha na mesma posição, já , e conversavam baixinho.
- Queiram me acompanhar, por favor. - ele sorriu e os guiou para uma pequena sala, que julgaram ser a do próprio médico. - A partir da tarde, nós vamos acordar . - ele sentou-se, depois que os meninos já estavam acomodados.
- O que você quer dizer com acordar? - se pronunciou confuso.
- Ela está em coma induzido, para passar o pior da dor e se recuperar da cirurgia. - ele explicou, levantando-se e seguindo para um painel de luz, onde fixou duas radiografias. - Quando chegou aqui ela estava com um corte bem profundo na parte frontal da testa, o suficiente para ter atingido o crânio, na região do lobo frontal. Tivemos de fazer uma pequena incisão para que o sangue não se acumulasse no cérebro. Ela levou alguns pontos e ficou um tempo na UTI, para se estabilizar.
Todos o escutavam atenciosamente, esperavam que no final das contas ele tivesse uma solução.
- Ainda não podemos saber os efeitos colaterais da pancada e com a parada cardíaca a caminho do hospital temos de ser cautelosos, por isso vamos acordá-la. E é por essa causa que eu os chamei aqui. - ele voltou a se sentar, entrelaçando as mãos sobre a mesa. - Quando a despertarmos, precisaremos que o quarto esteja vazio, para que ela não se agite. Vamos fazer alguns exames e então, dependendo do resultado, a sua estadia aqui poderá diminuir ou aumentar. Mas estamos otimistas. - ele sorriu.
- Quais são os efeitos que vocês estão esperando? - se viu perguntando, ela apertava a mão de , tentando controlar seu nervosismo, em vão.
- Pela região que foi atingida estamos esperando mudanças de humor e personalidade, até perdas de memória. - o médico disse. - Mas não se preocupe, ela também pode não ter sequelas. - sorriu. - Agora estão liberados, apenas deixem o quarto na hora do almoço e tudo ficará bem! - ele garantiu os guiando até a porta.
- Duro vai ser tirar o de lá. - concluiu.
- Vamos fazer de tudo, a não pode se agitar. - disse.
- Nós vamos conseguir. - disse determinada e voltaram para o quarto.
Eles chegaram ao quarto em silêncio, onde só havia uma enfermeira que sorriu e se retirou. andou até e sorriu com pena ao ver o rosto sereno do primo, os olhos inchados. Lembrou-se de como ele sempre a protegia... agora estava na hora de retribuir. Quando o ponteiro apontou meio-dia o médico passou do lado de fora fazendo sinal afirmativo e eles se levantaram.
- ? ? - mexeu levemente no primo que despertou lentamente. - Hey, vamos almoçar?
- Eu não estou com fome. - ele olhou diretamente para .
- Então só nos faça companhia. - ela sorriu agachando-se para ficar na mesma altura que seu rosto.
- Não quero deixá-la. - ele se sentou coçando os olhos ainda um pouco inchados.
- Vai te fazer bem , uma enfermeira vai estar aqui e vai nos avisar de qualquer novidade, vamos! - ela puxou o menino pelas mãos que se viu sem outra opção. Mal eles deixaram o quarto, seguindo para a lanchonete, os médicos adentraram.
(Lanchonete)
- Boa tarde, o que vão querer? - a atendente sorriu. havia sido o primeiro da fila, mesmo contra a vontade.
- Olá, ele vai querer um X-salada com refrigerante e batatinhas. - sorriu aparecendo ao lado de , ignorando a cara de reprovação do primo. Fizeram seus pedidos indo sentar-se à mesa.
- Não se preocupe dude, o cheiro está tão bom que você não vai resistir. - disse já atacando seu sanduíche. sorriu fraco e desembrulhou seu X-salada. Ficou olhando para o lanche perdido em pensamentos.
não estava muito diferente, ele intercalava os olhos entre sua bandeja e a expressão de . Por que ele não havia lhe contado que havia...bem, havia morrido, mesmo que por alguns segundos? Sua mente trabalhava rapidamente, ela não havia morrido, só desmaiado, convenceu-se balançando a cabeça e voltando a comer. Às vezes sua imaginação poderia ser nauseante.
(Quarto)
- Pode injetar, todos atentos. - o médico deu sinal afirmativo e ficou atento aos movimentos da enfermeira que injetou no cateter do soro de a substância que a faria acordar. A garota mexeu levemente a cabeça de um lado para o outro, apertando os olhos ainda fechados. Quando ela finalmente abriu os olhos começou a tossir por causa do tubo em sua garganta. - Acalme-se , é normal você sufocar, está respirando por conta própria. – o médico aproximou-se para remover o tubo de sua garganta e ela passou a língua nos lábios. - Por favor, siga meu dedo sem mexer a cabeça. - ele esticou o dedo indicador e movimentou-o de um lado para o outro, sendo acompanhado pelos olhos recém-despertos de . - Como se sente? Sabe em que ano estamos?
- 2011. - ela murmurou levantando a mão para tocar o curativo.
- Oh, não, não. - o médico a impediu. - Não toque, certo? - anotou algumas coisas em sua prancheta. - Sabe o que aconteceu com você?
- Eu estava na piscina da casa da e aí alguém me empurrou, depois eu estava em uma ambulância eu vi o ... - ela parou. - eles sabem onde eu estou? - ela voltou a olhar o médico.
- Sabem, foram comer alguma coisa. Vamos fazer alguns exames para ver como você está ok? - a menina concordou e suspirou. Ao menos estava viva.
Capítulo 29.
Fizeram uma tomografia, exames de sangue, além de alguns testes de reflexos, apenas para ter certeza de que estava tudo em ordem. Devolveram a menina ao quarto a tempo dos meninos voltarem para ele.
- ! - disse sorrindo abertamente seguindo para o lado da cama. - Como se sente?
- Bem, obrigada. - ela disse e olhou para o médico.
- Eu volto mais tarde com o resultado dos exames, com licença.
- Exames? - perguntou confuso.
- É, . - sorriu para o primo. - O que importa é que está bem, não é mesmo? - ela sorriu e todos concordaram.
se aconchegou na cama hospitalar, todos se aglomeraram ao seu redor, pegou uma cadeira e sentou-se sem largar a mão da amiga, sentou-se na borda da cama, e ficaram em pé ao pé da cama e se apoderou da outra mão livre de , precisava sentir o toque da menina, mesmo sem saber por quê.
- Então, o que aconteceu com você? - não pôde segurar as lágrimas, apressou-se em passar os dedos levemente sob os olhos para secá-las antes que caíssem.
- Alguém me empurrou na piscina. - disse, a voz baixa, porém calma. - Eu não consegui parar a queda com as mãos porque foi muito rápido e aí eu apaguei. Depois eu só me lembro de estar na ambulância, - ela encarou que tinha a cabeça baixa. - uma dor horrível na cabeça e o do meu lado, todo molhado, mas preocupado. - ela sorriu, seus olhos enchiam-se lentamente de lágrimas. - Então eu senti como se, sei lá, tivesse sido puxada de algum lugar, eu fechei os olhos e não senti mais nada. - ela fungou baixinho, já soluçava ao seu lado, a mão livre na boca, abafando os soluços.
- Você teve uma parada cardíaca. - murmurou baixinho.
- Eu tinha morrido? - franziu as sobrancelhas, os olhos cheios d'água.
- Sim, mas você voltou pra gente. - sorriu, também emocionado.
Embora o clima estivesse triste e pesado no quarto, não havia mais motivo para se chorar. , tendo esse pensamento em mente, enxugou rapidamente as lágrimas e beijou a testa da amiga, sussurrando um "Eu te amo, tá?" e depois se afastou, indo abraçar que não hesitou em confortá-la. ainda mantinha sua mão atada à de , fazendo-lhe carinho com o polegar, quem olhasse para ela agora, jamais poderia imaginar a menina que ele conhecera. Ela estava tão, sincera, serena, tão... humilde, pensou ele. Agora que estava acordada, sentia receio de se aproximar dela, talvez fosse porque ele se ressentia das provocações que ela havia lhe feito poucas horas antes de sofrer o acidente, mas isso não seria motivo para afastá-lo dela, não. Ele havia salvado sua vida e havia provado a si mesmo que, não importava o que houvesse, habitava seu coração naquele momento e tudo o que ele mais queria era seu bem, sua proteção.
beijou as costas da mão da meia irmã quando viu uma bandeja enorme de comida chegar ao quarto e ser colocada de frente para a menina. A deixaria comer em paz. Os outros se esparramaram pelo quarto enquanto assistiam com alegria a mais nova se alimentar sorrindo, vendo que tudo o que havia lá era de seu gosto. sorria de canto, estava mais calmo agora, embora ainda precisasse conversar com ela, colocar o preto no branco.
Algumas horas se passaram e se aproximava do pôr-do-sol quando o médico adentrou o quarto carregando uma prancheta e alguns envelopes. Todos se levantaram ansiosos, sem saber se eram boas ou más notícias.
- Muito bem, - disse ele parando ao lado de que o olhava atentamente. - estou com os resultados dos exames, devo dizer que você teve muita sorte, mocinha. - ele sorriu e respirou fundo, aliviada. - Passará mais essa noite aqui no hospital e pela manhã repetiremos os exames e então você estará liberada. - todos festejaram e sorriram largamente. - Bom, acho que é só isso, qualquer problema é só me chamar, ficarei de plantão hoje. - ele sorriu e se retirou. abraçou e as duas riram, felizes, beijou a bochecha da menina sorrindo delicado e piscando para ela, voltando a se sentar no seu já tão conhecido sofá. e fizeram um hi-5 em cada uma das mãos de deixando a menina rindo sozinha e por fim havia sobrado .
Ele olhou para ela, ela olhou para ele, ali não seria uma boa hora, então apenas sorriu e se afastou fazendo com que desmanchasse o sorriso e virasse o rosto na direção oposta, sorrindo fraco para o irmão que tentou reconfortá-la com o olhar, sem muito sucesso. A menina logo adormeceu, estranhava o fato de não conseguir se concentrar muito em uma coisa, estava cansada demais e sua mente pedia paz. Enquanto todos seguiam os mesmos passos de , adormecendo aos poucos, mantinha-se acordado, ele a havia decepcionado naquela tarde.
Aproveitou que estava virada de costas para ele e se aproximou lentamente, depois de se certificar de que todos ali dormiam, subiu cautelosamente na cama, ficando de frente para as costas da menina. É claro que ela havia percebido e se virou lentamente para ver o que era. Franziu o cenho quando viu ao seu lado, mas deixou a confusão de lado quando ele sorriu e disse:
- Hey. - ele sussurrou sorrindo, deixou que ele passasse o braço por debaixo de seu pescoço e se aconchegou de frente para ela.
- Nós precisamos conversar. - ela sussurrou o olhando intensamente nos olhos. Ah, como aqueles olhos acalmavam , vê-los abertos e tranquilos ainda mais.
- Eu sei, mas não agora, não aqui. Eu só quero dizer que te amo. - ele tocou-lhe o rosto, fazendo-a fechar os olhos.
- Eu também. - ela sorriu e voltou a encostar a cabeça, só que dessa vez no ombro de onde os dois finalmente puderam adormecer tranquilamente.
Várias coisas passaram pela cabeça de naquela noite, tudo rodava como um filme intermitente, era o centro na maioria deles, provocando agitação no garoto. Ele, várias vezes, havia acordado e checado para ver se estava bem e ela, de fato, estava, não havia se mexido nem um pouco e o monitor continuava a mostrar seus sinais vitais completamente normais. Então ele sorria e voltava a se aconchegar para entrar novamente no mundo dos sonhos. Às vezes se perguntava por que estava demorando tanto para a noite terminar, queria que as coisas se acertassem entre ele e , queria poder tê-la em seus braços e beijá-la como fizeram na noite do pole dance.
Os primeiros raios de sol apontavam na janela do imenso quarto, os meninos acordavam aos poucos, deparavam-se com e juntos e sorriam involuntariamente; tinham esperanças de que agora tudo se encaixasse de vez. O café da manhã chegou para logo após a bateria de exames a que foi submetida pela segunda vez. Não reclamou, afinal, aquilo indicava a sua saída direto para o conforto da casa de e, também, a conversa definitiva com . Todos haviam saído para comer e, antes de voltarem, foram surpreendidos pelo médico que os chamou para a sala, alegando ter os resultados dos exames.
No quarto, estava entediada, olhou para a mesinha que havia ao lado de sua cama e sorriu ao ver que deixara o celular. Abriu-o e entrou no blog se assustando com a quantidade de comentários que lá haviam. Exatos 2011 comentários, isso sem contar as 112 pessoas online naquele momento. Era um recorde! Mas aí ela se concentrou no último blog e sua expressão se fechou, ela era o motivo de todo aquele bafafá. Gostava de ser o centro das atenções, isso ela não negava, mas que fosse para uma coisa boa e não pela tragédia pela qual passara. Ignorando completamente o último post, apressou-se em escrever um novo, afinal, não sabia quando os meninos e voltariam.
"Olá pessoal, Demetria no comando!
Depois dessa incrível bomba que estourou na 'Mansão McFly' venho informar que a acidentada, , está bem. Ela bateu forte com a cabeça, segundo fontes, e corre o risco de até perder a memória! D: Pobre , deve ter ficado chocado com a notícia, se bem que, ele nunca foi com a cara da nova meia-irmã mesmo. Agora, esse acidente unificará os moradores daquela casa ou os separará definitivamente? Os dados ainda estão rolando...
E mais uma coisa, está de rolinho com a , sim, agora só resta saber se a cara de assustado foi por causa de alguma besteira que ele fez ou se foi pela chance de perder a namoradinha.
Até a próxima."
Capítulo 30.
Era o post perfeito. Com junto aos meninos e no hospital ninguém poderia suspeitar delas. Ainda mais com o tom maquiavélico e sarcástico contido no post, era infalível. Deixou o celular do mesmo jeito que encontrara e voltou a encarar o nada. Dentro de alguns minutos os celulares dos meninos estariam alertando sobre a nova fofoca no blog. Não havia mais nada a se fazer a não ser esperar.
- Então doutor, ela vai para casa? - perguntou inquieto com o silêncio que acabara de se instalar no consultório.
- Vai sim, sr. , mas deverá ficar sob rigorosa vigilância. - o médico colocou uma radiografia no quadro de luz. - Estão vendo esta área aqui? - ele circulou uma pequena área na parte frontal do cérebro de . - Essa foi a área da pancada, notam como ela está levemente inchada? - ele comparou com uma outra imagem que estava ao lado. - Pois bem, essa é a área emocional o que significa que ela pode ter mudanças significativas de humor. Eu vou receitar um remédio para desinflamar. - ele voltou a se sentar depois de ter desligado o quadro de luz.
- E isso vai afetar em algo mais sério doutor? - se ajeitou na poltrona, a mão de repousava confortável em seu ombro.
- Não, não, ela só ficará mais sensível. Em um momento pode estar feliz e no seguinte completamente triste. Terão de ser pacientes com ela. - ele sorriu e puxou um bloquinho começando a escrever. - Aqui está, estão preparando para sair, vocês estão liberados. - ele apertou a mão de cada um, finalizando com um beijo na testa de e um abraço.
- Obrigada doutor. - ela disse antes de fechar a porta e suspirou ao lado dos garotos.
- Para casa, finalmente. - disse animado e antes que virassem o corredor, apareceu empurrada numa cadeira de rodas por uma enfermeira.
- Esqueceu isso no quarto. - ela balançou o celular sorrindo para e sentiu o mesmo vibrar, assim como os outros celulares que apitavam.
- O que...? - desbloqueou seu iPhone e abriu a nova mensagem que havia acabado de receber, sendo seguido pelos outros garotos. Todos murmuraram palavras incompreensíveis, menos para que sabia o texto.
- , - ajoelhou-se para ficar na mesma altura que a irmã que permanecia com a expressão confusa. - não é verdade ok? Eu me importo e muito com você tá? - ele a abraçou e depois se levantou. Todos escondiam o horror e a raiva por terem lido o último post do blog, mas sabia, e muito bem, o que eles sentiam e tudo o que conseguia era sorrir por dentro. Ela estava de volta.
O caminho de volta para a casa de foi silencioso, apesar de um ou outro comentário sobre a paisagem portuguesa; mantinha próxima ao seu corpo enquanto estava sentado de seu outro lado. De lado um ia e do outro, e conversavam baixinho. A limusine estacionou de frente para a casa e todos desceram, pegou a cadeira de rodas do porta-malas enquanto tirava do carro sob os protestos da menina de que estava bem.
Assim que atravessou a porta de entrada, lá estavam Madeleine e Nick, esperando sorridentes por que sorriu em resposta, agradecida pela preocupação. Mas ela reparou que havia outras pessoas na sala, pessoas com as quais e conversavam.
- Pai? - sentiu seu coração subir até a boca e depois voltar a seu peito. Da última vez que o vira, estava irritada demais, tanto que sequer havia se despedido dele antes de embarcar para Portugal. O homem olhou em sua direção e ela deu um leve sorriso. - PAPAI! - ela disse animada e Edward deu alguns passos, ajoelhando-se para abraçar a filha. - Eu senti tanto a sua falta. - disse, começando a chorar.
- Eu também minha princesa, eu também. - ele disse calmamente abraçando a filha apertado. Estava feliz por ela estar feliz em vê-lo, achava que ela o rejeitaria, que não gostaria de falar com ele.
- Me-me desculpe. - ela soluçou, ainda com a cabeça escondida no ombro do pai. pediu licença a e e se aproximou de e Edward, começando a fazer carinho no cabelo da menina que não o recusou.
- Está tudo bem, filha. - o homem disse no mesmo tom de voz tentando acalmar a menina que ainda chorava, inconsolável.
- O que o médico disse? - se aproximou de , , , e que observavam a cena em silêncio.
- Ela bateu bem forte com a cabeça, está com uma parte inflamada. - começou baixo para que não ouvisse.
- Ela estará mais sensível por esses dias porque afetou a região emocional, mas com o remédio logo, logo vai ficar boa. - completou sorrindo serena e olhando a amiga.
- E... - a menina se aproximou ainda mais, sendo acompanhada pelos garotos e . - já sabem quem foi o autor? - disse em voz quase inaudível.
- Não, eu estou subindo agora mesmo para verificar as gravações das câmeras. - disse e olhou para que apenas concordou com a cabeça, entendendo o pedido silencioso de companhia.
- Como, como souberam do acidente? - cruzou os braços. engoliu seco.
- Eu sei que você não gosta e que eu deveria fazer o mesmo, mas vocês não ligavam e...
- Onde, ? - ele disse, praticamente já sabendo da resposta.
- McHate.com - ela olhou para baixo e abafou o riso. Então aquela era sua fonte de notícias? Bem plausível.
- Hum. - fez um barulho estranho com a boca.
- Eu também vi sobre a e o , mas eu não mostrei nada ao Edward. - ela disse ao que viu perder a cor da face.
- Eu fico com vocês enquanto e vão ver as gravações e leva para o quarto, ok? - abraçou a irmã pelos ombros e olhou confiante para que concordou.
- Eu também! - disse feliz indo falar com . já estava mais calma e agora conversava baixinho com o pai.
- Vá descansar um pouco minha filha, estarei aqui quando acordar. - Edward disse assim que viu sorrir para ele enquanto pegava nas costas da cadeira de rodas.
- Eu te amo, pai. - ela disse enquanto era empurrada em direção ao elevador.
- Eu também, minha filha. - ele acenou e a porta se fechou. Dentro do elevador, começou a enxugar as lágrimas e permaneceu em silêncio. Manteve-se assim ao entrar no quarto e ao deitar a menina na cama. Empurrou a cadeira para longe, colocando-a em um canto do quarto.
- Your climbing the stairs unaware that she's hurting/ Bad and lying very still on the floor by the door... - cantarolou e parou na metade do caminho a encarando assustado. - Nunca pensou que uma de suas músicas se concretizaria um dia, não é mesmo? - ela mexia nos botões de sua blusa sorrindo fraco.
- É. - foi tudo o que ele conseguiu dizer ao se sentar na borda da cama. - Você sabe quem foi, não sabe?
- Tenho minhas suspeitas. - ela desviou seu olhar para ainda mantendo o sorriso. - Mas o que eu não suspeito é de como você começou a me odiar da noite para o dia. - seu sorriso se transformou em um único traço nude.
- Você sabe o porquê. - rebateu .
- , me escute, Damon não tinha o direito de acabar com a minha vida daquele jeito. Eu precisava me vingar. Colocar o preto no branco. - ela se ajoelhou na cama para tentar alcançar o menino que havia se levantado e andado para o meio do quarto.
- Desde que ele pôs os pés aqui você não tirou os olhos dele. - murmurou de costas para .
- Eu, eu não tive escolha. , eu te amo, por que mentiria para você? - ela engatinhou mais um pouco para, finalmente, poder encostar-se a um dos braços do menino.
- Por que você não pôde simplesmente deixar pra lá? - questionou o garoto virando-se de frente. estremeceu quando viu seus olhos, estavam transparentes de sinceridade e fúria.
- Não é assim que eu penso . - disse chorosa. - Já passou, já se foi, por que não podemos esquecer disso e seguir em frente? - as lágrimas apontavam no canto de seus olhos. permaneceu em silêncio, talvez passar a história a limpo não tivesse sido uma boa ideia. Os olhos de eram serenos, embora apresentassem certa dose de mágoa. Ela finalmente estava pronta para ser dele, para ser a sua .
"...and she's calling, about a broken heart
And I don't know what I should say 'coz she's crying..."
Capítulo 31.
Ao entrarem no quarto, e se jogaram na cama da menina, suspirando em seguida. Havia sido uma aventura e tanto tudo o que ocorrera em menos de 48 horas.
- Nem acredito que tudo isso aconteceu com a gente. - disse de olhos fechados. - Nem parece que somos as mesmas pessoas que éramos, meses atrás!
- O que, na verdade, é ótimo, já que agora eu tenho você só para mim. - ele virou a cabeça para poder olhar que sorriu, ainda de olhos fechados. - E agora... De volta à vida real. Hora de ver essas gravações!
- Ahhh ! - se sentou na cama, fazendo bico. - A gente tem que relaxar um pouquinho... - ele a fitou, mas voltou a observar o computador na escrivaninha da menina.
- Eu preciso ver as gravações, lembra? - ele disse, já longe da cama.
apenas murmurou algo e voltou a se deitar. Ficou parada escutando o menino resmungando com o computador que não colaborava com ele.
Após algum tempo, ela se levantou da cama ao escutar o grito do namorado.
- Que diabos ? - ela perguntou assustada.
- Achei! - ele sorriu satisfeito, enquanto ela revirava os olhos se levantando da cama.
- E eu achando que você tinha cansado de fazer isso e atenderia ao meu pedido...
- E que pedido seria esse?
- Ahm... - ela começou, mordendo o lábio - Você sabe, tomar um banho...
- Ué, vai!
- ! Eu queria que você fosse comigo. - ela fez cara de pidona - Qual é?! Você já achou a cena, não? Deixa tudo aí, vamos para o banho, relaxamos um pouco e depois a gente assiste, que tal? - falando isso, passou as mãos delicadamente pelas pernas nuas, já que usava um vestido que ia até a altura dos joelhos.
- Eu acho melhor... - pena que o menino não conseguiu terminar a frase. estava retirando o vestido lentamente, sentada na cama de pernas cruzadas. Jogou a peça ao lado da cama e se levantou.
- Bom, eu vou para o banho... - ela parou na porta do cômodo, retirou a parte de baixo, deixando-a no chão. - Me ajuda aqui ? - ela apontou para o sutiã, fazendo-o se contorcer.
O menino se levantou com dificuldade, andando até ela, mas quando removeu o sutiã, seu corpo inteiro estremeceu e ele sentiu a necessidade de agarrá-la. E assim o fez. Caminharam esbarrando até a banheira enorme de seu banheiro, deixando uma trilha com as roupas de .
Ao retornarem do banho, o casal se sentou na cama de , meio apreensivos para ver as imagens. então tomou a iniciativa e foi pegar o laptop, mas parou de frente para o aparelho e ficou olhando. A lateral onde se colocava os discos estava aberta e não havia DVD algum lá.
- Baby, temos só um probleminha. Onde 'ta?
- Como assim? Deixei aí dentro! - ele respondeu, se levantando e indo até . O laptop ainda estava conectado à televisão, mas não mais no mesmo lugar.
- Se era para estar aí e não está, quem entrou no quarto e pegou? - eles se entreolharam. Lá vinha mais um mistério para a coleção.
- Dudes, temos um problema! - desceu as escadas com uma bem preocupada. - O DVD sumiu! A e eu, nós... Nos distraímos e aí PUFT!
- Que PUFT ? - , que estava com e na sala, perguntou.
- Er... Sumiu. - suspirou pesado, cabisbaixa.
- COMO VOCÊS DEIXARAM ISSO ACONTECER? - levantou a voz para e a defendeu.
- , todos estamos cansados com tudo o que vem acontecendo. Pegamos no sono enquanto o DVD voltava para hoje de manhã. - mentiu o menino. - Qualquer um pode ter entrado lá!
- eu não sou tão burro assim, voltar um DVD não leva nem dez segundos! - pressionou a têmpora e a irmã o abraçou.
- Ow, , não tem câmera no seu quarto não? - perguntou, ao lado de , tentando acalmar o irmão.
- Tem sim! Façamos assim, eu vou sozinha ver o que as minhas câmeras pegaram e vocês tentem saber onde todos estavam nos últimos 20 minutos! - e todos assim o fizeram.
Enquanto isso, Edward e estavam descansando em um quarto da casa e e no quarto dela. O casal estava em silêncio, havia alegado dor de cabeça e estava com a cabeça debaixo do travesseiro. De vez em quando seu corpo se mexia, indicando que ela havia pegado no sono e estava sonhando. Então, a acordava com leves toques e ela voltava a deitar-se normalmente o encarando em silêncio.
Estavam de poucas palavras, mas os olhares os entregava, eram olhares ressentidos e tristes, às vezes até surgia um pouco mais amigável, mas isso era até a cabeça da menina latejar e ela voltar a resmungar.
- Quer que eu pegue uma aspirina? - se ofereceu, deveria ser pelo menos a décima vez que gemia de dor, impaciente sobre a cama. Tocou os ombros da menina com as mãos quentes, mas percebeu que ela estava ainda mais quente. - Você está bem? - preocupado, colocou as costas da mão sobre a testa da menina e esta o observou.
- Fora a dor lacerante, acho que sim. - disse em um muxoxo enquanto a dor fazia com que os olhos se mantivessem fechados.
- Você está com febre, . - disse com uma voz rouca.
- Deve ser impressão sua. - murmurou a garota com uma leve pontada de desdém.
- pare de me tratar assim. - disse firme embora lá no fundo doesse. - Você não está passando bem e eu só quero te ajudar.
- Tá bom, tá bom. - disse bufando em seguida. - Tem um termômetro no banheiro.
levantou-se rapidamente e seguiu para o banheiro da suíte não se demorando muito para voltar com a caixinha que continha o termômetro.
- Levante o braço. - ele disse enquanto sacudia o pequeno instrumento de vidro.
- Está brincando? Não pode colocar por cima de minha blusa, vai dar diferença. - riu sarcástica levantando a blusa em seguida, engoliu seco ao se deparar com o sutiã preto rodeado por rendas de . - Vai, agora sim. - apontou com a cabeça para a axila e o menino pigarreou colocando ali o termômetro. Quando tirou sua mão, entretanto, não pôde evitar tocar um de seus seios o que a fez suspirar.
- Por que está fazendo isso? - perguntou ela enquanto ainda esperavam pelo termômetro.
- Porque eu gosto de você. - disse um pouco tímido.
- Acho que já deu o tempo. - desconversou levantando o braço. pegou o termômetro e o olhou com cuidado.
- 38º, é, você está com febre. Vou buscar alguma coisa, não se mexa. - disse com a voz um pouco triste e deixou o quarto. suspirou.
, em seu quarto, olhava a câmera atentamente até que chegou à cena que tanto queria. Apenas alguns minutos depois de ela e terem entrado no chuveiro, um homem de gorro entrou em seu quarto, pegou o DVD do laptop e saiu. Ela, antes de analisar todos os passos do tal homem, tirou uma cópia da imagem e publicou no blog:
"Olá meninas!
Faz poucas horas desde que o acidente aconteceu, mas digamos que está tudo bem. Os pais de e chegaram à mansão, acompanhados de . Estão todos atrás do culpado. E nós não ficaríamos de fora das investigações. Então, aí vai uma foto exclusiva do provável culpado roubando a gravação onde ele tentava matar a . Quem será? O professor Black ou a Srta. Rosa?
xx, Letty."
Acabado o post, continuou acompanhando os passos do ladrão e quando finalmente viu sua face congelou. Precisava falar com , mais do que nunca.
Capítulo 32.
- ! Graças a Deus! - ergueu os braços ao que, saindo de seu quarto, encontrou o primo fazendo o mesmo do quarto de . O garoto parecia assustado e triste, mas o que ela tinha a dizer era tão escandaloso que preferiu ignorar sua expressão confusa. - Eu sei quem foi!
- Quem foi o que? - perguntou o menino não entendendo nada. - Olha , a ‘tá com febre, se importa de irmos andando? Preciso pegar uma aspirina para ela. - disse com a voz levemente triste e a prima concordou apreensiva.
- Roubaram o DVD do dia do crime, mas eu já sei quem foi. - comemorou a garota enquanto desciam a escada. - Sabe, eu posso ligar imediatamente para a polícia e pedir a interceptação dele, mas quero que todos saibam antes que eu tome alguma providência.
- E, enquanto isso, o cara tem tempo de destruir o DVD. - disse frio e o olhou com uma das sobrancelhas arqueadas.
- Ele não vai destruir, é muito orgulhoso para isso. Quer ter uma prova do circo que armou. - suspirou a menina passando a mão pela nuca e erguendo os cabelos que a estavam incomodando naquele momento. - Ela está instável, não está? - perguntou com cautela enquanto via se debruçar sobre o armário de remédios. Ouviu o garoto bufar e fechar a porta de vidro com duas cartelas de comprimido nas mãos.
- Você não faz ideia do quanto. - disse simplesmente voltando a subir com a menina em seu encalço.
- Pare de se torturar desse jeito , não vale a pena. - o segurou pelo braço no meio da escada.
- Não faz ideia de como foi pra mim, vê-la naquele estado, . - suspirou o garoto, a voz falhando.
- Eu sei , eu sei. Mas dê um tempo a ela, antes que você enlouqueça. Você sabe que a não está fazendo de propósito. - ao dizer isso, já haviam chegado à porta do quarto parisiense. Sem dizer nada em resposta, entrou seguido da garota. estava dormindo, talvez finalmente tivesse pegado no sono.
- , acorda, eu te trouxe o remédio. - cutucou a menina levemente, mas ela não acordou. - , hora de tomar remédio, acorda. - insistiu, dessa vez um pouco mais forte. Aproximou-se de seu rosto sereno e pôde ver gotículas de suor acumuladas em sua testa. Contorcendo a expressão, colocou as costas de sua mão sobre a testa suada da menina e quase teve um baque. Estava fervendo. - ? - sacudiu levemente que ainda não respondia. - , vai até o banheiro e enche a banheira de água, rápido. - disse ele, a voz e as mãos trêmulas tentavam, em vão, acordar a menina que parecia em sono profundo.
Ao ouvir a água escorrer, corrente, de dentro do banheiro, não pensou duas vezes antes de arrancar todas as peças de roupa que vestia, deixando-a apenas de calcinha e sutiã. Pegou-a no colo, seu corpo todo estava queimando e andou apressado até o banheiro. Lá, abria todas as torneiras possíveis para que a banheira enchesse mais rápido, estava tão assustada quanto o primo. Sem que houvesse tempo para verificar a temperatura, assim que a água atingiu um bom nível, colocou imediatamente na banheira fazendo com que parte da água transbordasse para fora. Entretanto, ele não a segurou de imediato, fazendo com que seu corpo afundasse e, quase que imediatamente, a fizesse se debater de dentro da água.
deu um sobressalto e correu para o armário em busca de toalhas, debruçou-se sobre a banheira e retirou rapidamente, trazendo-a para seu colo, assim que ele se jogou no chão. Seus olhares se encontraram e tudo pareceu congelar ao seu redor. Os olhos assustados de enquanto ela ainda desengasgava da água que havia engolido, o olhar protetor de pairava sobre ela, dando-lhe uma sensação boa. Ela, então, abraçou-o pelo pescoço, colocando o queixo trêmulo apoiado sobre o largo ombro do garoto. também a abraçou de volta, encostando o rosto em seu cabelo molhado e fechando os olhos. envolveu a amiga com toalhas, ajudando-a a se aquecer novamente.
No silêncio do banheiro, tudo o que se ouvia eram os soluços baixos de por cima do ombro esquerdo de que a apertava instintivamente contra si. Havia levado um pouco de tempo para que percebesse o que havia perturbado tanto sua amiga. A água. Estar imersa na água a havia deixado desesperada, como da outra vez. A diferença era que, na primeira, ela fora perdendo a consciência lentamente, ao contrário do que acabara de acontecer. Era como se tivessem jogado um balde sobre seu rosto.
sentiu as lágrimas quentes rolarem por seu rosto e prensou o dedo indicador e o polegar sobre o canto de seus olhos, próximo ao canal lacrimal. Estava emocionalmente exausto e só se dava conta naquele momento. desencostou-se da borda da banheira e ficou na mesma altura que o rosto do primo, enxugou-lhe o rosto com um sorriso reconfortante. Talvez fosse melhor não contar para nenhum dos dois quem havia feito tudo aquilo, era bom deixá-los descansar e se recuperar.
- Vem, eu te ajudo a se vestir. - tocou nos ombros da amiga com a voz suave para não assustá-la. a soltou devagar e antes de qualquer coisa, os dois se olharam nos olhos e trocaram um selinho demorado. O garoto, então, acenou com a cabeça para que, aceitando a ajuda de , ficou em pé, com as toalhas cobrindo suas costas. Elas saíram do banheiro em silêncio e o garoto se recompôs rapidamente para também poder trocar de roupa.
Deixou o quarto sem olhar para os lados para dar um pouco de privacidade à e seguiu para o seu dinamarquês desejando não encontrar ninguém no caminho. E parecia que suas preces haviam sido atendidas. Conseguiu entrar e trocar de roupa, mas antes de sair, deitou-se rapidamente na cama, onde adormeceu inesperadamente.
- Prontinho, esse é para a dor de cabeça e o outro é para a febre. - estendeu os dois comprimidos para a amiga junto com um copo d'água e a garota os engoliu de uma só vez. Estava novamente na cama, só que dessa vez com um pijama confortável.
- , - a menina chamou e a amiga se virou de imediato, sorrindo serena. - já sabe quem foi? - a olhou com pena, estava na ponta de sua língua a resposta, mas simplesmente não poderia perturbá-la com mais essa.
- Não, meu anjo, ainda não consegui ver as gravações. - ela sentou-se na borda da cama olhando para a amiga que suspirou. - Mas eu prometo que assim que descobrir eu te falo, ok? - a menina concordou, então a menina deu-lhe um beijo na testa e deixou o quarto carregando os comprimidos. - Onde estão os outros? - perguntou ao se deparar com andando sozinho no corredor.
- e foram chamar e Edward, está vendo a gravação e o eu não sei. - disse o garoto bagunçando os cabelos. - Como está a ?
- Ela vai ficar bem. - limitou-se a dizer. - Só não quero que ela e saibam quem foi, eles estão muito abalados com isso tudo. - o garoto concordou e juntos desceram para a sala de TV onde , , Edward, e já se encontravam.
- Então, como está? - perguntou levantando-se ao que se aproximou.
- Acabei de dar a ela comprimidos para dor de cabeça e febre, deve ficar boa logo. - ela sorriu e todos suspiraram aliviados.
- Por que você está molhada? - a analisou de cima a baixo, fazendo-a corar levemente.
- Um pequeno incidente, nada demais. - disse apenas.
- Então , descobriu quem foi? - Edward perguntou, parecia inquieto. A menina concordou e todos os olhares estavam voltados para ela.
- Antes de qualquer coisa, não quero que vocês contem a ou ao , não quero que eles se machuquem ainda mais.
- Está bem. - concordaram baixinho. O silêncio parecia impenetrável, respirou fundo e finalmente acabou com o suspense.
- Foi o Damon.
Capítulo 33.
- E o que vamos fazer agora?
- Não sei não, . Eu só sei que eu vou matar aquele Damon. - fechou as mãos em punho, com os olhos semicerrados.
- , acho que não é hora de liberar toda a sua raiva. Vamos nos concentrar em pegá-lo. - começou. - Edward, acho melhor você ligar para a polícia.
- Já estou ligando. - disse o mais velho, com o celular na mão.
- , você 'tá bem? - puxou a namorada no canto.
- Estou sim. Só estou decepcionada comigo mesma. Como pude deixar entrar em minha casa alguém assim?
- Gente, e o ?
- Ah , ele 'tava bem cansado e foi dormir um pouco. Muita emoção para um dia só!
- E a ? - perguntou preocupada.
- Dormindo. - respondeu novamente.
- Ok, muito obrigado, vou estar esperando. - Edward desligou o celular e a atenção da sala virou-se para ele.
- E então? - pronunciou-se, inquieta.
- Estão preparando uma equipe para esperá-lo quando ele sair do avião, não tem como Damon escapar. - sorriu de canto e todos suspiraram aliviados.
acordou e só então percebeu que havia dormido sentada. Checou sua temperatura e estava consideravelmente mais baixa. A dor de cabeça também havia ido embora. Sorriu aliviada e se levantou, procurando por uma roupa confortável para vestir. Abriu a porta de seu quarto e seguiu para o elevador apertando o térreo em seguida. Não encontrou ninguém.
Mas ela sabia do que precisava, o que queria fazer. Abriu a porta que dava para a área externa da casa e seguiu com passos lentos através da piscina. O sol estava se pondo no horizonte e a temperatura dali estava agradável. Deitou-se em uma das espreguiçadeiras e deixou que seu olhar vazio divagasse pela casa, depois pela piscina...perdendo a noção do tempo.
- ? Está tudo bem, sou eu. - sentiu seu corpo ser levemente cutucado e então abriu os olhos. Estava escuro e alguns holofotes ao redor da piscina estavam acesos. Nem havia percebido que caíra no sono. À sua frente, a olhava preocupado. - Como veio parar aqui? - a respiração de ainda estava acelerada, já que tomara um susto com o cutucão do meio irmão.
- Eu vim andando. - disse engolindo seco.
- Você está bem? Aconteceu alguma coisa? - mas a garota nada disse, apenas o abraçou, chorando. Ah, as mudanças repentinas de humor, como isso atrapalhava. - Venha, vamos entrar, está ficando frio. - ele a pegou no colo e contornou com cautela a espreguiçadeira.
- O que é isso? - viu algo passar como um borrão ao lado dela e de e agarrou-se ao pescoço do garoto. - É um bicho. É UM BICHO, TIRA ELE DAQUI! - ela começou a espernear, mexendo-se compulsivamente sobre o colo do meio irmão, assustada. Ele não conseguia mantê-la assim como não conseguia acalmá-la. Sem que percebesse, estava dando passos para trás a fim de estabilizar a meia irmã em seu colo, mas percebeu tarde demais, quando os dois caíram com tudo na piscina ao som dos gritos estridentes de .
Ela não suportava a ideia de estar embaixo d'água mais uma vez, mexeu os braços inquieta até que conseguiu alcançar a superfície e nadou até a borda desesperada. Enquanto tossia a pequena quantidade de água que havia engolido, apoiou-se para sair de uma vez por todas daquele lugar. Não demorou muito para que também saísse e se ajoelhasse à frente dela.
- , eu sinto muito. Você está bem? - toda a água que escorria de caía, em parte, sobre . Ela apenas concordou com a cabeça, ainda assustada e então ouviu-se a porta que dava acesso à casa ser aberta. , , , , Edward, e saíram como um batalhão, aproximando-se dos dois. se pôs de pé, já esperando pela bronca. , Edward, , e pararam diante dele, as caras eram nada amigáveis. e foram acudir .
- O que deu em você? - para a surpresa de todos, estava esbravejando diante do filho mais velho.
- Mãe, foi um acidente, eu juro que tentei evitar. - tentou se explicar.
- Do jeito que ela estava gritando? Isso está me soando como mais uma de suas brincadeirinhas sem graça. Você podia tê-la machucado. - a mulher estava furiosa, nenhum dos outros ali próximos ousaria abrir a boca.
- Ela está bem. - disse, mas pareceu ser ignorada. - , olhe para mim, está tudo bem não está? - resolveu checar a menina antes que viesse tirar satisfações com ela. apenas concordou e elas ouviram um estalo. e se viraram para ver com a mão na bochecha esquerda, a qual estava extremamente vermelha. bufava, mas agora era amparada por Edward e os dois entraram na casa.
- Uau. - disse chocado e foi repreendido pelos amigos. - Não se preocupe dude, mães sempre se arrependem. - ele deu um tapinha no ombro de e todos voltaram para dentro da casa.
- . - assim que recebeu uma toalha de Maddie para se secar, ela foi atrás da mais velha para tentar se explicar. Seu pai estava com ela, ouvindo seus lamentos. Ele sorriu terno para a filha e levantou-se, deixando as duas sozinhas, embora estivessem na sala, onde todos os outros estavam. - Foi minha culpa, só estava tentando me levar para dentro, só que eu me assustei com um inseto e o fiz perder o equilíbrio. - explicou rapidamente.
- Está tudo bem querida. - a mulher se levantou e passou a mão sobre os cabelos molhados de , beijando sua testa em seguida. - Está tudo bem agora. - sorriu e seguiu para a cozinha junto com Maddie. , no canto do cômodo pareceu indignado. Então ele apanhava enquanto a meia irmã recebia um sorrisinho? Até onde se lembrava ELE era o filho e ELA a intrusa.
- Acho que vou ter que ficar dodói também para ganhar beijinho da mamãe. - disse em tom afetado. revirou os olhos segurando o riso enquanto , e jogavam almofadas nele. Algumas delas, por estarem rasgadas, soltaram o forro, o que fez o garoto ficar cheio de espuma e penas, já que seu corpo ainda estava molhado. Todos na sala riram e pareceram relaxar. As coisas teriam que se acomodar.
Capítulo 34.
- Vem, vamos para o quarto, você precisa se trocar. - aproximou-se discretamente de , colocando seu braço ao redor dos ombros da menina que concordou em silêncio. Ambos seguiram para o elevador sem que ninguém notasse ou que assim fingissem. Chegaram ao andar dos quartos em segundos e, ainda calados, pararam diante da porta do quarto parisiense. girou a maçaneta e deu um passo adentro, mas percebeu que ficou.
- Não vai entrar? - virou-se para o garoto que estava com as mãos entrelaçadas nas costas.
- Não, vou deixar você se trocar. - disse ele evitando um pouco os olhos intensos da menina.
Em um movimento quase que involuntário, agarrou-lhe a camisa branca que vestia e o puxou de encontro a si, acabando com a distância entre seus corpos e, consequentemente, entre seus lábios. viu-se paralisado, os lábios quentes da garota sobre os seus, era como se uma corrente elétrica percorresse cada milímetro de seu corpo. Instintivamente colocou sua mão direita na nuca da menina, servindo-lhe de apoio e empurrou-a para entrarem em seu quarto, fechando a porta em seguida. Tirou a toalha que ainda envolvia o corpo de e foram se direcionando para a cama da menina.
Caíram deitados sobre a bagunça de tecidos que ali estava, mas eles não se importaram. A única coisa era que seus lábios não poderiam se separar. Nunca. A sensação era ardente e excitante, sustentava seu peso com um dos braços enquanto com o outro ia descendo pela lateral do corpo de . A menina havia se entregado, e até agora não havia do que se arrepender. Puxou-lhe a camisa, já úmida, para cima, tirando-a rapidamente. Grudaram suas testas olhando para baixo, as respirações ofegantes, arranhou-lhe o peito chegando ao cós de sua calça. O garoto protestou em um murmúrio. Puxou a blusa que a garota vestia de uma só vez e desceu os beijos para o seu pescoço.
voltou a fechar os olhos e entrelaçou os dedos no cabelo do garoto, puxando-o delicadamente conforme ele descia cada vez mais. Seu ar chegou a faltar quanto tocou-lhe o cós do short que vestia, abrindo-o e jogando-o em qualquer parte do quarto. Então eles se separaram, o garoto sentou-se, abrindo a calça e livrando-se dela em seguida. Sorriu voltando a sentir sua pele queimar ao se encostar com a de e acariciou-lhe o rosto, juntando seus lábios.
- Estão com ele, pegaram Damon, ligue o laptop na televisão, vão transmitir o interrogatório para nós. - Edward entrou de supetão na sala de televisão, onde todos estavam, distraídos. Com o celular equilibrado em um dos ombros, ele sentou-se no sofá e tratou de correr pegar seu laptop. Entregou-o ao Sr. e, enquanto ele entrava onde a pessoa do outro lado da linha o instruía, tratava de conectar os cabos à TV de plasma.
- DESGRAÇADO, VOCÊ QUASE MATOU A MINHA IRMÃ! - foi a primeira coisa que se ouviu na sala quando a imagem de Damon apareceu na tela.
- , filho, comporte-se. - o segurou pelos ombros, massageando-os levemente. Todos encaravam a TV aflitos.
- Tem permissão para começar. - Edward disse ao celular e, por fim, o desligou, focando-se única e exclusivamente à televisão.
abaixou a boxer de lentamente enquanto ele tentava desabotoar seu sutiã. A temperatura do quarto e de seus corpos estava quase que insuportável, gotículas de suor se acumulavam em seus rostos, mas eles não conseguiam parar. Não. Tinham que ir até o final, era isso o que eles queriam, desde o começo...
- Estamos colocando a fita que estava em poder de Damon. - um dos homens que o acompanhava disse. - Alguma coisa que queira dizer antes de colocarmos? Talvez uma confissão? - perguntou à Damon.
- Não, acredite, tudo o que vocês precisam está aí. - Damon sorriu sarcástico e manteve-se em silêncio.
finalmente pôde passear seus lábios livremente por todo o colo de , a mais nova já agarrava o lençol que estava ao alcance de sua mão livre enquanto ele se dirigia para a última peça restante entre os dois: a calcinha de .
A webcam foi direcionada para um pequeno televisor da sala, onde a gravação da casa de passou a ser transmitida. O silêncio era mórbido em ambas as salas, todos estavam nervosos para saber o que viria a seguir. Finalmente, avistaram a silhueta de caminhar em direção à piscina e ali parar. inclinou a cabeça para o lado, tentando entender o que acontecia com a amiga para ficar parada ali. Passaram-se longos segundos de filmagem, até que, rapidamente, alguém apareceu enquanto ela se abaixava para pegar uma flor que caíra na piscina, e a empurrou em direção à borda, fazendo com que batesse a cabeça. O corpo de , Edward e tremeu com o impacto da mais nova sobre a piscina. A tensão era indiscutível no cômodo, assim como do outro lado da webcam. Damon, apesar de tudo, estava com a expressão relaxada.
- Você pode voltar isso para mim, por favor? - Edward pareceu acordar de um longo transe e recebeu uma afirmação do outro lado. O vídeo foi voltado lentamente para o momento em que a segunda pessoa chegavam. - Dê um close. - pediu mais uma vez o homem e assim foi feito.
- Esse não é o...
esticou seu braço direito em direção à cômoda ao lado da cama, abrindo a primeira gaveta e buscando impaciente por algo lá. Quando finalmente tirou, ergueu seu rosto, que estava traçando uma trilha de beijos próximo à virilha da menina e sorriu malicioso. A garota o chamou com o dedo e ele se sentou na cama ao seu lado. rasgou o pacote de preservativo e colocou-o no garoto lentamente, provocando gemidos de protesto. Ele, então, a puxou delicadamente pelas costas e eles voltaram a se deitar, novamente com ele por cima.
- NICK! - gritou descendo as escadas pisando duro. Dava para ver nitidamente o garoto naquela fita. Ele havia empurrado na piscina! , e a seguiam, igualmente furiosos. e Edward haviam ficado no andar de cima, acompanhando o resto do interrogatório.
- Srta. , algum problema? - Madeleine apareceu assustada enxugando suas mãos no avental da roupa de governanta.
- Tem sim, Maddie, onde está Nicholas? - estava quase vermelha de tanta raiva e a empregada pôde perceber isso, apontando para o quarto do filho sem hesitar.
Deixou que sua cabeça pendesse para trás e um suspiro de prazer se desprendesse de sua garganta quando seus corpos se uniram. manteve-se no pescoço de enquanto começava com os movimentos de ida e volta. Ela agarrava-se a tudo que conseguia alcançar, as sensações que estava tendo pareciam muito mais do que ela podia suportar, então, abraçou pelos ombros e fez seus lábios encontrarem-se com os dele para que ele soubesse o que ela estava sentindo.
- Oi , algum problema? - Nick estava sentado em uma das camas, lendo um mangá. Ele sorriu ao vê-la, mas rapidamente o desfez quando viu logo atrás dela.
- Como você pôde? - os olhos de se encheram d'água.
- Eu não estou te entendendo... - ele franziu as sobrancelhas e deixou o livrinho de lado.
- Você nem a conhece, que direito você tinha? - ela continuou, dando passos em direção ao garoto, pronta para explodir. - VOCÊ QUASE A MATOU! - gritou a plenos pulmões e o garoto finalmente pareceu entender. - Bastardo. - ela levantou a mão, pronta para lhe estapear em cheio a face quando ele foi mais rápido e pegou seu pulso, girando-a e prendendo-a contra seu corpo através de uma chave de braço. Antes que pudesse pensar em pisar na direção aos dois, ele tirou um canivete suíço de seu bolso, apontando-o contra o pescoço de .
- Um passo e eu corto a garganta dela. - ameaçou ele.
Capítulo 35.
- Nick, o que está fazendo? Perdeu a cabeça? - Maddie parou na porta do quarto com a mão sobre o peito, estupefata.
- Não mamãe, estou evitando que a senhora seja ainda mais humilhada.
- Do que está falando, filho?
- Você é boa demais para trabalhar para essa gente. - ele ralhou ainda mantendo próxima a seu corpo.
- Eles são boa gente, Nick, pare com isso.
- Por que quis matar ? - perguntou.
- Ela é só mais uma mesquinha como vocês que acham que nós, criados, estamos na última categoria. - Nick pressionou um pouco o canivete. Maddie recuou sem que o filho percebesse e correu até a cozinha, onde, sob a bancada de mármore havia um botão de alarme silencioso.
e estavam deitados na cama trocando carinhos enquanto ainda normalizavam as respirações. Não tinham ideia de quanto tempo havia se passado, mas sabiam que não poderiam demorar muito. levantou-se para tomar uma breve ducha e, quando saiu, já estava de banho tomado e vestido. Desceram juntos para a sala, não encontrando ninguém. Surpreendentemente já estava amanhecendo, o que explicava que eles haviam passado a madrugada toda ali. Entretanto, sentiram uma agitação vinda da cozinha e apertaram o passo.
- O que aconteceu? - cutucou que estava mais atrás, embora tenso.
- Nick surtou, ele, e estão lá dentro, está fazendo a de refém.
- Mas por quê? - perguntou confusa. suspirou.
- Pegaram Damon e assistimos a fita, foi o Nick que tentou te matar. - rapidamente o punho de se fechou e ele ameaçou entrar no quarto.
- Está louco? Ele pode machucar a ! - o barrou. - Eu vou entrar lá.
- Agora a louca é você, não faça isso, Maddie já chamou a polícia.
- Quem disse que eu vou entrar pela porta? - a garota perguntou como se fosse óbvio.
- Não posso permitir que você faça isso. - a segurou pelo braço e a menina sorriu acariciando-lhe o rosto.
- Está falando com a campeã mundial de esgrima, lembra? Eu sei como acabar com isso, confie em mim. - e ela dirigiu-se à porta dos fundos, dando a volta pela parte externa da casa até chegar à janela do quarto de Nick.
Felizmente o garoto se encontrava de costas para a janela e a mesma estava aberta. fez sinal de silêncio para e e ela finalmente entrou no quarto leve como uma pluma. Posicionou-se atrás de Nick, embora fosse um pouco menor, sabia que conseguiria. E então, como se tivesse dois pratos orquestrais nas mãos, espalmou as duas contra as orelhas de Nick, deixando-o desnorteado e fazendo-o cair ao chão.
- Venha . - a chamou com a mão e ela correu em sua direção, fazendo pressão com os dedos no pequeno corte que havia em seu pescoço.
- Eu sinceramente acho melhor você ficar no chão, colega. - sentou-se sobre as costas de Nick, imobilizando-o.
- Tire a máscara, vadia. Eu sei muito bem do que você é capaz. - murmurou o garoto.
- O que foi? Eu não ouvi. - ironizou a menina.
- Ou você pensa que eu não sei que você e a são as donas do McHate.com? - olhou para . - Opa, acho que era segredo. - foi a vez do garoto ironizar.
- E que provas você tem? - manteve a pose, mas o clima já estava muito balançado naquele quarto. , , e haviam entrado assim que imobilizara Nick.
- Cômoda à direita, primeira gaveta. Todo o histórico do computador de que eu pedi ao Damon para checar. Está tudo aí, todas as suas entradas para postar no blog. foi até lá e pegou um maço de folhas de papel, folheou-os rapidamente, passando para e com o olhar incrédulo sobre e .
- Sabe Nick, você está se mostrando um perfeito marginalzinho, me diga, com quem aprendeu tudo isso? - disse, mas então se separou dela para ver a pilha de papeis.
- Sempre alerta. Foi assim que eu aprendi. - ele disse com um sorriso enviesado.
- Isso tudo é verdade? - perguntou acusador.
- E por que você acreditaria nele? - tentou disfarçar o nervosismo, mas a interrompeu.
- É, é verdade sim. E o que vão fazer agora? Nos prender? Não fizemos nada de errado! - ela levantou-se, mas não sem antes amarrar Nick com o lençol da cama. - Tudo o que postamos naquele blog foi a mais pura verdade e vocês sabem disso, só ficavam irritados porque mexíamos demais com a vida pessoal de vocês, novidade: tablóides são piores.
- Vocês não tinham direito algum de fazer isso. - tomou a frente, extremamente irritado.
- Qualquer fã poderia fazer isso. - rebateu . - Não está feliz que não mentimos sobre nada?
- Feliz? Nos apunhalou pelas costas, - gritou. - eu quero ir embora daqui. - deu as costas, voltando à sala.
- Vem , eu cuido disso para você. - se prontificou, abraçando a amiga pelos ombros.
- O que deu em você? Confessou o blog na frente dos meninos! Agora, eles nunca mais vão olhar na nossa cara. - a garota esperou chegar ao seu quarto para se desmanchar em lágrimas. - Eu não tive escolha. - também estava chorando. - O blog foi descoberto, seria pior se não contássemos. Foi com dignidade que o blog acabou e é com essa dignidade que ficamos. Ainda temos uma à outra. - se aproximou e a amiga correu abraçá-la.
- O que vai ser de nós agora? - disse abafado pelo ombro de .
- Não sei, , não sei. Mas olha, não vamos deixá-los nos entristecer. Eu sei que meu pai e vão nos entender, nós só precisamos, só precisamos de uma boa base. - ela disse e a amiga concordou. - Vai ficar tudo bem. - voltou a abraçá-la.
Mais tarde, e seguiram para a sala de reunião, chamando Edward e para que se juntassem a elas. Ao que parecia, os meninos estavam vendo com Fletch as passagens de volta à Inglaterra. Nick havia sido preso naquela manhã sob a acusação de dupla tentativa de homicídio.
- Acho que vocês já devem conhecer o blog McHate.com que fala sobre o McFLY. - disse se sentando na cadeira próxima à ponta da mesa.
- Sim, o blog que e vivem reclamando. O que tem ele? - estava sentada ao lado de Edward, ambos atenciosos.
- Somos as donas. - se pronunciou olhando janela afora.
- E agora os meninos não olham mais na nossa cara. - engoliu o nó na garganta que havia se formado.
- O fato é que, papai, , - virou-se para eles, apoiando ambas as mãos na mesa de vidro. - o blog não diz nada além da verdade. Nós não mentimos em nada, sabemos que era errado falar sobre a vida pessoal, mas nós também nos incluímos no blog.
- Os fãs gostam de notícias e nós as tínhamos. Não foi por maldade. - disse.
- Papai, o senhor me conhece, sabe que eu não fiz por mal, eu só queria dar às fãs de McFLY, assim como eu, mais informações e... - ela foi interrompida pela mão de Edward que subiu na altura do peito, indicando que ela parasse.
- Está tudo bem, princesa, já entendemos. Eu e já entramos no blog e a única coisa que achamos de ruim foi a acidez dos posts, nada mais. Vocês não tinham a intenção e dá para perceber isso no rosto de vocês.
- Agora, queridas, nós não podemos intervir nos meninos. Eles foram os mais afetados nessa história e também acho que eles não nos escutariam. - sorriu terna. - Mas não se preocupem, uma hora vocês conversarão e tudo se resolverá.
- Espero que assim seja. - disse, mais aliviada agora. - Obrigada por tudo. - abraçou o pai e a madrasta.
- Obrigada Sr. , Sra. . - os abraçou e então elas saíram, sentindo-se bem mais aliviadas.
- Eu não disse que tudo ficaria bem? - abraçou a amiga de lado e as duas foram sorridentes para os quartos arrumarem as malas. Poderia ser uma forma de fazer com que a amizade delas ficasse ainda mais forte.
Capítulo 36.
Todos no avião. e em poltronas lado a lado e, três fileiras atrás, os garotos todos juntos. Edward e haviam ficado para resolver o caso de Nick e Damon e seguiriam para a Inglaterra o mais rápido possível. Como imaginado, o McFLY vinha ignorando e como se ignorava a morte. Mas elas não se importavam, tinham uma a outra e o certo já estava feito. Depois da reunião com e Edward, elas haviam feito seu último post no blog:
"Caros leitores,
É com pesar que venho dizer que o blog está sendo fechado. Com os últimos acontecimentos, a situação saiu de controle e o McFLY descobriu quem nós éramos. Então, para evitar maiores problemas, McHate.com está, a partir de hoje, fechado.
Obrigada a todos os fãs e todo o apoio e informações que vocês nos deram. Realmente sem vocês o blog não seria do tamanho que é hoje. Então... a gente se vê por aí.
Caso tenha ficado a dúvida sobre quem nós somos, aqui estão duas fotos. Sim, nós somos e . Desculpe se nós os desapontamos."
E então elas não haviam visto mais nada relacionado ao blog. havia terminado com , e não se falavam, o mesmo se repetia com . Embora a relação da garota continuasse normal com , notava-se que a convivência naquela casa ainda estava longe de ser pacífica.
Uma semana depois...
- Princesa, temos uma coisa para lhe mostrar. - Edward entrou no quarto que dividia com . Ele e haviam decidido por adiar o casamento em alguns meses. Mas a procura pela nova casa continuava.
- O que é papai? - a menina levantou-se da cama de prontidão.
- Venha comigo. - Edward acenou sorrindo e entrelaçou a mão com a da filha, tapando em seus olhos em seguida.
- Ah pai, não tem graça. - protestou a pequena, mas o mais velho apenas riu. Longos minutos se passaram dentro do carro que seguia para onde a menina não fazia ideia.
- Espero que goste. - depois de um longo passeio de elevador e uma chave na maçaneta, Edward colocou as mãos sobre os ombros da filha e retirou-lhe a venda que havia colocado pouco antes de entrarem no carro.
- Oh meu Deus, papai, é lindo! - sorriu largo para o novo apartamento. Era um duplex enorme, assim como sempre quisera.
- Venha, vou lhe mostrar os cômodos. - o pai puxou a filha pela mão pelo apartamento. - Essa é a sala. - branca e bem clara, a sala tinha uma enorme TV de plasma; havia dois sofás brancos, um de cada lado do cômodo e uma mesinha de vidro no centro, as janelas eram cobertas por delicadas persianas e o ambiente era confortável. Andaram mais um pouco e chegaram à cozinha. De armários brancos e mármore preto, a cozinha era espaçosa, mas com certeza, um lugar que evitaria ficar. Próxima parada foi seu quarto, o tão esperado quarto. Ele era enorme e com uma sacada de ponta a ponta. Havia uma cama de casal bem no meio do cômodo, com uma parede aberta logo atrás de onde vinha o closet.
- Gostou? - Edward sorriu. girou seu corpo para que pudesse olhar cada canto do quarto e sorriu maravilhada.
- É lindo, obrigada! - ela pulou no colo do pai, rindo, divertida, mas foi interrompida pelo seu celular. - Ahm, papai, pode me dar licença? - ela apontou para o aparelho gritante e o mais velho assentiu. - Oi, o que aconteceu?
- Ele descobriu....
- Descobriu o que, mulher? - sentou-se na cama ao ouvir a voz de , chorosa.
- Do meu antigo caso com o . - ela fungou.
- Você estava tendo um caso com ? - franziu o cenho.
- Longa história, coisa de chantagem. - explicou ela rapidamente. - disse que nunca mais vai olhar na minha cara.
- Calma, vai ficar tudo bem. Ele vai se arrepender disso.
- Eu acho que não. - ofegou e bufou.
- , relaxa ok? Se você quiser eu falo com ele.
- Não! Está louca? Estamos pior do que no filme "A Morte Pede Carona" - ela murmurou e riu.
- Acalme-se, tudo vai se resolver ok? E, hey, se quiser diversão pode vir para o meu novo apartamento, papai acabou de me apresentá-lo, você vai amar!
- Posso mesmo? - pela voz, sabia que os olhos da amiga brilhavam.
- Mas é claro. Agora preciso desligar e não chore ok? Te vejo mais tarde. - e desligaram. suspirou. As coisas realmente estavam longe de ficar bem, era como se uma conspiração houvesse formado ao redor delas e, embora ainda tivesse pessoas com as quais elas pudessem falar, aquelas que carregavam seus corações estavam frias como mármore.
Os dias que ia à gravadora fazer companhia para eram extremamente tensos. Tirando a secretária e Fletch, ninguém falava ou dirigia o olhar a elas. McHate.com estava fechado, ninguém mais falava nele e muito menos em suas proprietárias, as novas músicas já estavam sendo trabalhadas, todos estavam seguindo em frente. Mas eles não podiam dizer que estava sendo fácil.
Havia dias em que não conseguia dormir, passava horas a fio com seu caderno de letras aberto ou então só olhando pela janela de sua casa. Ele simplesmente não conseguia ignorar , partia seu coração tê-lo que fazer, tanto com ela como a prima; os meses que ele passara brigado com não poderiam se repetir.
Já , parecia um zumbi ambulante. Não dormia direito sequer uma noite e não estava mais falando com . Desde que descobrira que ele e haviam se envolvido, aquilo havia o abalado ainda mais. Basicamente, as conversas com eram uma das poucas coisas que o mantinham focado na banda. Estava cada vez mais difícil ignorar na gravadora sem aquele desejo massacrante de abraçá-la e beijá-la, perguntar como ela estava e dizer que a amava.
McFLY estava em crise, o coração de seus integrantes estava em crise. Restava muito pouco a se fazer, mas ninguém poderia desistir...ou seria o fim.
Capítulo 37.
[Coloque para carregar Leiam com a música, é muito importante!]
Dois meses se passaram. O CD estava em seus toques finais e a correria era tremenda. estava seguindo para a gravadora, a pedido de , entregar um recado a . Ela sabia que seria difícil, mas precisava tentar.
- Olá Rose, pode chamar o para mim, por favor? - a menina sorriu delicada para a secretária que acenou com a cabeça e pegou o telefone, pedindo por na recepção.
- O que quer? - ele apareceu e disse ríspido.
- Não me trate assim, eu vim porque sua mãe pediu. - disse calma, já havia percebido que brigar e gritar com sobre suas grosserias só o faria pior.
- Minha mãe? Arranje outra mentira, ande, não tenho muito tempo. - um nó se formou na garganta de , mas ela forçou-o garganta abaixo.
- Ela só queria que eu te dissesse para... - então ela travou. O que havia lhe dito mesmo? Ela não conseguia se lembrar de maneira alguma e o olhar acusador de sobre si não ajudava em nada.
- Seu tempo acabou, vá para casa e não volte, eu ligo para minha mãe depois. - disse ele e a menina concordou em silêncio. Sorriu fraco para a secretária e saiu com as mãos no bolso do casaco. Voltou a colocar os fones do iPod.
[Coloque para tocar]
Caminhou até o elevador e apertou o térreo, deixando que uma solitária lágrima deixasse seus olhos.
Everybody sees it's you
[Todo mundo vê que é você]
I'm the one that lost the view
[Eu sou quem perdeu a visão]
Everybody says we're through
[Todo mundo diz que é o fim]
I hope you haven't said it too
[Espero que você não tenha dito isso também]
Chris Brown tocava enquanto as luzes indicando os andares se moviam lentamente. Seu peito mais fundo não poderia ficar, estava sem ninguém para ampará-la e isso só fazia da ferida ainda pior.
So where do we go from here
[Então pra onde a gente vai daqui]
With all this fear in our eyes
[Com todo esse medo em nossos olhos?]
And where can love take us now
[E aonde o amor pode nos levar agora?]
We've been so far down
[Nós estivemos profundamente distantes]
Deixou o crachá na portaria e saiu por afora. estava próximo à entrada do local, falando ao celular. preferiu evitar vê-lo para não piorar seu mal-estar, então apenas abaixou a cabeça e continuou a andar. Mas ele a notou. Sabia que seguia para o outro lado, onde o carro de seu pai a esperava, pronta para levá-la para casa.
We can still touch the sky
[Nós ainda podemos tocar o céu]
If we crawl
[Se nós rastejarmos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
A rua em que a gravadora ficava era relativamente calma, então não havia semáforos. Bastava uma olhada e você poderia atravessar tranquilamente. Mas não naquela tarde. olhou para a rua e viu que estava livre, mas não . Ele continuou olhando e reparou quando um carro virou a esquina em alta velocidade. Ele não iria parar, não parecia.
De repente a voz da pessoa do outro lado da linha pareceu sumir; só havia ela.
- , cuidado! - ele gritou, mas ela não o ouviu. É claro que não. Com aqueles fones, quem ouviria?
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So lets crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
Dedos fortes apertaram seu braço com força e seu corpo deu um solavanco para trás um milésimo de segundo antes do carro atravessar logo a sua frente em alta velocidade. Com o movimento, seu iPod caiu.
Why did I change the pace?
[Porque eu mudei o ritmo?]
Hearts were never meant to race
[Corações nunca foram feitos pra correr]
I always felt the need for space
[Eu sempre precisei de espaço]
But now I can't reach your face
[E agora não posso alcançar seu rosto]
So where are you standing now
[Então onde você está agora?]
Are you in the crowd of my fault
[Você está na platéia do meu apoio?]
Love, can't you see my hand?
[Amor, você consegue ver minha mão?]
I need one more chance
[Eu preciso de mais uma chance]
- ... - a virou para si, mas a garota não deu-lhe tempo para olhá-la nos olhos. Agarrou seu pescoço desatando a chorar, assustada. - Shhhh, vai ficar tudo bem. - ele acariciou-lhe o cabelo. sentiu as pernas fraquejarem e apertou ainda mais envolta do pescoço do garoto que a sustentou com os braços. - Vem, vamos entrar.
We can still have it all
[Nós ainda podemos ter tudo]
So we'll crawl
[Se nós rastejarmos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So lets crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
Back to love, yeah
[De volta pro amor, yeah]
- Rose, um copo de água com açúcar rápido. - entrou na gravadora com apoiada sobre os ombros. - Sente-se aqui, pronto. - Colocou a menina sentada em um dos sofás da recepção e agachou-se à sua frente. - Shhhhh, está tudo bem agora, calma, calma. - ele segurou o rosto de enquanto ela ainda chorava copiosamente.
- Aqui está senhor . - Rose estendeu-lhe um copo d'água o qual ele pegou e entregou à . Sentou-se ao seu lado segurando sua mão esquerda enquanto com a outra ela segurava o copo trêmula.
- Obrigado. - ele virou-se para a mulher que sorriu calma. - Vamos, beba. - acariciou uma das bochechas de , tirando o rastro de lágrimas que ali havia.
Everybody see's it's you
[Todo mundo vê que é você]
Well I never wanna lose that view
[Bem, eu nunca quero perder esse ponto de vista]
So we'll crawl
[Se nós rastejarmos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
- O que houve? - apareceu, seguido de e .
- Ela quase foi atropelada. - murmurou.
- Ela está bem? - aproximou-se dos dois.
- Assustada, mas bem. Consegui pegá-la a tempo. - sorriu para a menina a sua frente que ainda tentava beber a água sem tremer o copo.
- Leve-a para casa. - disse frio.
- Como pode dizer isso, ela é sua irmã e você não quer nem saber se ela está bem? - virou sua cabeça na direção do garoto.
- Tanto faz. - disse ele e o soluço de colocou todos em silêncio.
- Shhhh, está tudo bem. - trouxe sua cabeça para descansar em seu ombro. - Shhhhh, vai ficar tudo bem.
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So lets crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
So we'll crawl
[Então nós rastejaremos]
'Till we can walk again
[Até podermos andar de novo]
Then we'll run
[Então vamos correr]
Until we're strong enough to jump
[Até que nós estejamos fortes o suficiente para saltar]
desceu com até a garagem onde ambos entraram em seu carro e seguiram para a casa de menina. A cada semáforo em que eram obrigados a parar, tirava uma das mãos do volante para segurar a de que ainda tremia.
Pela primeira vez em muito tempo sentiu seu peito se aquecer e um sorriso brotar de seus lábios, ainda que tímido. Ele ligou o rádio para quebrar um pouco do silêncio. Chris Brown estava no final de sua música Crawl o que fez estremecer, pois era exatamente essa música que ela ouvia antes de tudo acontecer.
Then we'll fly
[Então vamos voar]
Until there is no wind
[Até não ter mais vento]
So let's crawl
[Portanto vamos rastejar]
Crawl, crawl
[Rastejar, rastejar]
Back to Love
[De volta pro amor]
- Está tudo bem, eu estou aqui com você. - disse segurando sua mão mais uma vez e então não a largando mais pelo resto do trajeto. permaneceu em silêncio, mas mais calma, fechou os olhos. Seu coração batia aquecido pela primeira vez em meses...
Capítulo 38.
- Olá ... oh não, o que houve? - abriu a porta da casa. - , você está pálida! - olhou para o rosto da garota, embora estivesse quase escondido no ombro de .
- Ela quase foi atropelada, - explicou. - tem algum lugar que eu possa levá-la? - a mulher concordou e apontou para o andar de cima. - Venha. - ele abraçou e ambos subiram para o seu quarto.
- Obrigada, . - ela disse assim que estava sentada sobre sua cama, confortável.
- Não há de que, você está bem? - ele ajoelhou-se diante da menina, segurando seu rosto para que pudesse olhá-la.
- Eu não...eu não sei. - ela piscou várias vezes. - Mas obrigada de qualquer jeito, vou ficar bem.
- Cuide-se. - o garoto beijou-lhe a testa e ia seguindo em direção à porta.
- ? - olhou-o, esperando que ele se virasse e assim o fez. - Eu sinto sua falta. - ela mordeu o lábio tentando segurar o choro. Ele sorriu fraco.
- Eu também linda, muito. - ainda segurava a maçaneta, mas a verdade era que não queria ir embora. Queria ficar ali, com ela, protegê-la e nada mais.
- Sinto muito. - sussurrou ela abaixando o olhar. Algo em seu corpo tremia, e não eram as mãos. Concentrando-se melhor no silêncio do cômodo, percebeu que era seu coração palpitando dentro do peito, inquieto. Instintivamente ela colocou a mão sobre o peito, como se quisesse aquietá-lo.
- Eu também. - sussurrou de volta e então deixou o quarto. Desceu as escadas passando por e se despedindo. O que havia sido aquilo?
- Prontinho, querida, um chá para você se acalmar. - sentou-se ao lado de que estava deitada encolhida na cama.
- Eu não consegui entregar o recado para o , ele não quis me ouvir. - ela disse ainda deitada.
- Está tudo bem, . Depois eu falo com ele. Agora tome isso, vai melhorar.
- Obrigada. - pegou a xícara e bebeu todo o chá de camomila que havia. Deitou-se e, quase em seguida, caiu no sono.
- Como ela está? - perguntou assim que chegou à gravadora.
- Melhor, está cuidando dela. - disse, mas não desgrudou os olhos de . - E você, trate de melhorar seu relacionamento com a .
- Olha quem fala. - retrucou o garoto, fingindo estar extremamente entretido com o instrumento que limpava.
- Não sou eu que fez a garota sair chorando do prédio e ficar tão perturbada que quase foi atropelada.
- Está dizendo que a culpa foi minha por ela não ter olhado a rua? – deixou o instrumento de lado e andou até , encarando-o raivoso.
- Não , estou dizendo que você maltratá-la a está deixando machucada. Pensa que tudo o que ela chorou ali foi por causa do susto?
- E não foi? - arqueou a sobrancelha, confuso.
- É claro que não! Foi só o causador dessa reação em cadeia. Acho que ela estava tão arrasada que se viu no momento certo para descarregar. E não a culpo. - deu as costas e foi para o outro canto da sala.
- Ok, então o que você quer que eu faça? - abriu os braços, se rendendo.
- Você ainda tem tempo de fazer as coisas certas, , então faça. - ele disse de costas e a sala voltou a ficar em silêncio.
Aquela rua estava deserta. Ela olhou de um lado e depois do outro, estava livre para caminhar. Quando pisou na faixa, entretanto, viu que um carro se aproximava e parou, esperando que ele passasse. Assim que o veículo estava prestes a passar pela faixa, alguém a empurrou fortemente pelas costas, jogando-a na frente do mesmo. Rapidamente ela abriu os olhos, se sentou na cama, gritando de susto e de encontro a algo macio.
- Pronto, te peguei. - ela ouviu um sussurro enquanto começava a chorar. Braços fortes a envolveram e passaram a fazer carinho em suas costas. - Shhhh, está tudo bem , calma. - ela reconheceu que era .
- Ele, ele me empurrou. - ela soluçou abraçando-o com força enquanto descansava seu rosto sobre o ombro direito do mais velho.
- Quem ? Quem te empurrou? - ele a separou de si, segurando eu seu rosto, tentando acalmá-la.
- O Nick. - fungou, comprimindo as pálpebras para que sua visão ficasse mais nítida. - , ele quer me matar.
- Ele não pode te machucar , eu estou aqui para te proteger ok? - voltou a abraçá-la segurando sua cabeça e acariciando seu cabelo. - Eu estou aqui, shhhhh.
- , não me deixa. - pediu ela.
- Eu não vou. Vem. - ele a puxou para se deitar com ele, colocando-a sobre seu peito. - Agora ninguém mais pode te machucar. - ficou lhe fazendo carinho até que ela caísse no sono.
- E então, o que aconteceu? - Edward, que havia acordado com o grito de , perguntou assim que voltou ao quarto.
- Um pesadelo, está lá com ela agora.
- ? Achei que estivessem brigados. - o homem franziu o cenho e sorriu sentando-se ao lado dele na cama.
- Eu sei, mas depois do que aconteceu hoje...desde que chegou não saiu do quarto de . Foi como se previsse aquilo. - ela perdeu o olhar sorrindo orgulhosa. - Nunca vou me perdoar por tê-la mandado à gravadora, ela poderia ter se ferido.
- Está tudo bem, , foi o anjo dela hoje. - Edward a puxou para abraçá-lo.
- Acho que as coisas se resolveram entre eles também. - riu a mulher. - Ele até a trouxe para casa e a levou para o quarto.
- é um bom garoto, ele faz bem à . Agora vamos dormir. - ele beijou-a nos lábios e apagaram a luz.
- Bom dia , , . Em que posso ajudá-los? - Edward atendeu à porta logo de manhã apertando a mão dos meninos.
- Olá senhor , estamos procurando pelo . Ele não apareceu no ensaio de hoje. - explicou.
- Oh sim, por favor, entrem. - ele abriu espaço para que os meninos entrassem. - Fiquem à vontade, ele deve descer a qualquer momento.
- Espere, ele ainda não acordou? - franziu a testa.
- Não, passou a noite com . Talvez não queira deixá-la sozinha. - Edward disse pensativo.
- Ela está bem? - perguntou e todos puderam notar o desespero em sua voz.
- Teve uma noite difícil, mas está bem. - o homem sorriu. - Por favor, sentem-se, eu vou dar uma espiada nos dois e venho lhes dizer.
- Certo. - disse jogando-se no sofá, totalmente relaxado.
Edward subiu calmamente para o andar de cima do apartamento e seguiu para o quarto da filha, batendo levemente na porta e entrando em seguida. Como pensava, estava acordado, mas com ainda adormecida sobre ele.
- , seus amigos estão aqui. - ele sussurrou se aproximando da cama.
- Será que pode pedir a eles para terem paciência? Eu não quero deixá-la. - ele passou a mão sobre o cabelo um pouco bagunçado de e Edward sorriu.
- Claro, não se preocupe. - ele bateu levemente sobre o ombro do rapaz e beijou a cabeça da filha, saindo em seguida. - Ele já acordou, mas vai esperar pela . Pediu para vocês terem paciência.
- Ok. Ahm...será que podemos assistir TV, sabe, para passar o tempo?! - arriscou e recebeu um aceno afirmativo de Edward.
- Rock Band? - sugeriu e eles pegaram os instrumentos, começando a jogar para passar o tempo.
Capítulo 39.
- Bom dia, dorminhoca. - sorriu ao ver a meia irmã se mexendo sobre si.
- Oi . - ela olhou para cima e deitou ao seu lado. - Te atrapalhei muito?
- De jeito nenhum, acho que você até dormiu melhor. - gabou-se ele e a menina riu.
- Estou com fome. - cogitou, pensativa.
- Eu te faço o café. - o garoto ofereceu.
- , temos uma cozinheira só para isso.
- Eu se fosse você não desperdiçaria essa chance. Não é sempre que eu preparo café da manhã para as minhas irmãs. - brincou ele.
- Tá booooom, você sabe do que eu gosto. Agora xô! - ela empurrou o garoto que saiu rindo de seu quarto. Mas antes foi até o banheiro escovar os dentes e arrumar o cabelo. Por sorte o fez, já que descendo as escadas, deu de cara com os meninos jogando Rock Band.
- O que eu perdi? - perguntou ele franzindo a sobrancelha.
- Como ela 'tá? – perguntou, largando as baquetas do Rock Band. Estava mais do que evidente que o menino estava inquieto para ver de novo.
- Ela 'tá bem. Só teve um pesadelo com o Nick. – ao ouvir as palavras de , sentiu um arrepio na espinha. Esse nome lhe trazia tantas lembranças.
- Você fez as pazes com a , ? – perguntou inseguro sobre a resposta dele. Será que teriam de conviver com as meninas de novo? Será que ele teria de olhar para e falar com ela?
Mas antes que ele respondesse, a campainha tocou. atendeu a porta e, por ela entrou uma pessoa encapuzada soluçando.
- A... está? – foi tudo que a pessoa conseguiu dizer. Tirou o sobretudo e o gorro, mostrando sua face corada pelo frio. tinha os olhos inchados, cansados e os cabelos pareciam sem vida. – Des... Desculpa atrapalhar. – continuou ela para , sem ver que os meninos a olhavam abismados.
Aquela era a mesma que chamava a atenção de todos os caras, em todos os lugares? Aquela que sempre estava de bem com a vida? Pois diante dos olhos de todos, aquela não era ela e, sim, uma completa estranha.
- , minha querida, está tudo bem? - perguntou cautelosa, desviando de leve o olhar para os meninos. então os notou e sentiu as bochechas enrubrecerem mais ao ver a encarando com cara de dúvida.
- Er... Sim. A , por favor? – ela perguntou de novo com certa urgência, os ignorando. Era melhor assim.
- Ela está dormindo. – respondeu para a prima, querendo que ela o olhasse. E quando ela o fez, perguntou-se se aquela seria a mesma dos dias após o acidente dos seus tios.
- Ah. Eu... Vou indo então. – abaixou a cabeça. Colocou seu sobretudo de volta, aproveitou e colocou os óculos escuros para esconder os olhos e a touca. Precisava sair de lá o quanto o antes. Aquele clima a estava sufocando.
- ? – a voz de ecoou na sala, e todos olharam para a menina. – Está tudo bem?
apenas olhou para a mais nova e acenou que sim com a cabeça. Sorriu fraco e caminhou até a amiga.
- Depois eu volto, tá? Agora não é uma boa hora. – sussurrou, querendo que os meninos não a ouvissem.
- Você é da casa querida, fique a vontade. – respondeu, saindo da sala em seguida.
- Sobe lá para o meu quarto, já estou indo. - disse olhando para o irmão ainda paralisado na sala. Por isso ele estava demorando tanto com seu café da manhã.
- Tem... Certeza? – agarrou as mangas do sobretudo e mordeu o lábio inferior. Estava ficando nervosa com aquela situação.
- Absoluta. – a mais nova sorriu, tirando os óculos e o gorro da amiga para que pudesse olhá-la diretamente nos olhos.
subiu as escadas, enquanto os meninos a observavam.
- Ela não pode ficar aqui, . – se aproximou da irmã, cochichando para a mesma.
- Por que não? Dê-me um bom motivo, . – ela esperou, e o menino não lhe respondeu. - Eu vou subir e ver o que a quer. - mas antes que ela se virasse novamente para subir a escada, deu largas passadas em sua direção e a abraçou com força. fechou os olhos respirando fundo e retribuiu o gesto timidamente, sorrindo antes de voltar ao andar superior da casa.
- Eu não fico mais aqui. Até mais tarde. – que, até então estava mudo, apenas observando, abriu a porta e saiu do apartamento. Precisava respirar novos ares.
- , você 'tá bem? – entrou no quarto, vendo a amiga em pé, de frente para a janela. Aproximou-se dela e viu o que a outra observava: .
- Ele me odeia. – disse baixo, quase sussurrando.
- Eu acho que não, senão ele não teria ficado te encarando o tempo todo. – foi até sua cama onde sentou-se, pensativa. – A maneira como ele te olhou hoje foi praticamente a mesma com a qual ele te olhava antes.
- , o 'tava falando com você? – a menina mudou de assunto, mas continuou olhando para a janela, observando entrar e sair do carro várias vezes. O que ele estava fazendo?
- Voltamos a nos falar. me salvou de um quase atropelamento e acho que ele conversou com o . Pelo menos é a unica coisa que me veio à cabeça para aquele cabeçudo do meu irmão falar comigo por livre e expontânea vontade.
- Deve ser... – finalmente se voltou para a amiga, já que finalmente resolvera entrar no carro e ir embora. – Ahm, andei pensando. Acho melhor sair da gravadora. Não aguento mais eles fingirem que não me conhecem.
- Logo isso vai passar. Precisa passar. Senão eles mesmos vão enlouquecer. – a mais nova riu, abrindo os braços para receber em um abraço reconfortante. – Vai dar tudo certo.
- Espero que sim...
- Se você quiser, eu posso te acompanhar todos os dias na gravadora. - disse depois de um tempo em silêncio.
- Não sei se é uma boa ideia.
- E por que não? É uma boa opção para eu continuar a trabalhar nessa reaproximação e começar com a sua. - a garota se levantou da cama, seguindo até a janela.
- Acha mesmo que isso vai acontecer? - disse descrente.
- É claro que vai! Você precisa acreditar nisso!
- Certo, então... eu aceito! - a menina sorriu fraco e ouviram alguém bater à porta.
- Entre.
- Trouxe seu café. - apareceu com uma bandeja lotada de frutas, uma jarra de suco e pãezinhos.
- Oh, obrigada . - a menina sorriu.
- Tenho que ir para a gravadora ok? Volto mais tarde, tchau . - ele deixou a bandeja na cama e beijou a cabeça da irmã, seguindo até a porta.
- Ahm, ? - o chamou com uma das sobrancelhas arqueadas. O garoto virou-se, já com a mão na maçaneta. - também está no quarto. - cruzou os braços e o garoto engoliu seco.
- Desculpe, tchau . - ele disse e acenou para a irmã que imediatamente voltou a sorrir.
- Até logo . - acenou mesmo de costas para o garoto.
- Estamos no caminho certo. – concluiu sorrindo e passou a dividir seu café da manhã com . Precisava animar a amiga e, por isso, convidou-a a passar a manhã toda consigo em casa. Nada melhor do que uma boa sessão de filmes e muitas guloseimas para levantar o astral.
Capítulo 40.
acabou por aceitar o convite de e almoçou na companhia de , ao menos agora estava mais calma e sorria por conta do último filme que haviam assistido. É claro que alguns minutos depois ela já estaria de volta ao normal, mas não queria ficar assim.
- Vamos lá? Estou levando alguns marshmallows para mergulharmos no chocolate. - disse animada abraçando o saco de marshmallows que emanavam um cheiro delicioso.
- Ahm, desculpa , mas acho que vou indo. Eu preciso dar as caras na gravadora.
- Quer que eu vá com você? - fez menção de subir as escadas, mas foi impedida por .
- Pode deixar, eu vou ficar bem.
- Ok então. Mas qualquer coisa me liga hein? - sorriu abraçando a amiga, junto com os marshmallows o que a fez rir.
- Claro, até mais. Tchau , obrigada pelo almoço.
- Até logo querida. - a acompanhou até a porta e fechou-a em seguida suspirando.
- Marshmallow? - ofereceu sorrindo.
- Só se vier acompanhado de algum clássico. - sorriu de volta e as duas seguiram para a sala, começando uma nova maratona de filmes.
- Boa tarde, Rose. – disse , entrando mais uma vez naquele lugar que a causava enjoo. Ela sempre chegava antes de todos os meninos, um jeito de não ter que cumprimentá-los, e sempre saía depois que eles já haviam partido. Mas não precisava fazer isso naquele dia. Os meninos haviam saído para o almoço e provavelmente voltariam quando ela já tivesse partido.
A caminho de sua sala, foi parada. John, o rapaz que trabalhava na área de gravações, chamou-a e pediu por sua ajuda.
- , acontece que o ia passar aqui depois do almoço para me ajudar. Eu estou ajustando meus programas, por causa do probleminha que deu semana passada. Mas ele não atende ao celular. Será que você... Poderia cantar alguma coisa para mim? - a menina sorriu sem jeito.
- Eu? Tem certeza John? Não quero te causar dor de ouvido. - sabia que tinha certo talento vocálico, mas tinha um pouco de vergonha.
- Eu duvido disso. Vamos lá! Escolha uma música que eu baixo o playback. - ele sorriu para ela.
A menina mordiscou o lábio, pensando em algo que a motivasse a cantar. Seu coração apertou ao lembrar-se de Remembering Sunday, do All Time Low. Uma música que a refletia por completo no momento. Escolheu a mesma, acreditando que a canção a ajudaria, talvez, a aliviar um pouco todo aquele stress.
- Procura um tom acima, eu não consigo cantar no tom original. - comentou, deixando a bolsa em uma cadeira do lado de fora da sala de som. Entrou, posicionando-se à frente do microfone.
Em minutos, a melodia que ela sabia de cor começou a tocar. Ajeitou uma mecha atrás do cabelo, olhando seu reflexo no vidro que dividia o lugar.
- He woke up from dreaming and put on his shoes/ Started making his way past/ Two in the morning/ He hasn't been sober for days. Leaning now into the breeze/ Remembering Sunday, he falls to his knees/ They had breakfast together/ But two eggs don't last/ Like the feeling of what he needs. - com os olhos fechados, em sua mente uma mistura de lembranças a deixava confusa. A ideia de que sua vida vazia e amargurada havia conseguido ter algum sentido com e, por causa de suas escolhas erradas e impensadas, ela perdera tudo, fazia sentir-se só.
- Now this place seems familiar to him/ She pulled on his hand with a devilish grin/ She led him upstair/ She led him upstairs/ Left him dying to get in. - respirou fundo e abriu os olhos. A letra da música refletia o que ela sabia que estava acontecendo a . Ela queria ajudá-lo e que ele olhasse em seus olhos. Essa seria a única maneira de ambos estarem completos e felizes. Mas aqueles sentimentos negativos que passara sobre si para ele talvez nunca passariam.
- Forgive me, I'm trying to find my calling/ I'm calling at night/ I don't mean to be a bother/ But have you seen this girl?/ She's been running through my dreams/ And it's driving me crazy, it seems/ I'm gonna ask her to marry me. - o reflexo mostrava para os olhos de , uma pessoa que lhe dava nojo: ela mesma. Seus pais sofreriam em ver essa pessoa em que sua filha havia se tornado. 'Eu mudei', ela repetia para si mesma. E de fato, ela mudara. Se fosse como era antes, nada do que aconteceu teria feito ela se sentir mal.
- Josh! Desculpe o atraso eu... - entrara correndo no estúdio. Havia se esquecido do que combinara com o amigo. Mas sua voz se calou, ao ver quem estava ali com ele. não podia vê-lo, nem ouvi-lo.
- Even though she doesn't believe in love/ He's determined to call her bluff/ Who could deny these butterflies?/ They're filling his gut. Waking the neighbors, unfamiliar faces/ He pleads though he tries/ But he's only denied/ Now he's dying to get inside. - ele sentia falta dela. Falta de poder olhá-la, falta de ouvi-la. Por mais que doesse, ele não conseguia não admirá-la. Ele queria ficar ali, a observando. Ela parecia mais angelical, mais dócil. Como ele nunca de fato vira.
- Forgive me, I'm trying to find my calling/ I'm calling at night/ I don't mean to be a bother/ But have you seen this girl?/ She's been running through my dreams/ And it's driving me crazy, it seems/ I'm gonna ask her to marry me. - ele então prestou atenção na letra. Notou que de fato conhecia. Era uma daquelas músicas que ele ouvia e lembrava-se dela. Ele se sentia como o 'personagem' dela. Começou de leve a cantarolar junto com ela. Era tão bom fazê-lo, pois estava fazendo com ela.
- The neighbors said she moved away/ Funny how it rained all day/ I didn't think much of it then/ But it's starting to all make sense/ Oh, I can see now that all of these clouds/ Are following me in my desperate endeavor/ To find my whoever, wherever she may be. - a voz de foi sumindo, e percebeu que havia outra voz, bem baixinha cantando. Josh havia deixado o microfone externo ligado, fazendo com que escutasse, no fundo, a voz de . Ele a estava observando?
- I'm not coming back/ I've done something so terrible/ I'm terrified to speak/ But you'd expect that from me/ I'm mixed up, I'll be blunt/ Now the rain is just washing you out of my hair/ And out of my mind/ Keeping an eye on the world/ From so many thousands of feet off the ground/ I'm over you now/ I'm at home in the clouds, towering over your head. - ao notar que ele havia parado de cantar, cantou com todo o seu coração essa parte. Ela dizia exatamente como se sentia. Mas ela queria voltar. Ela não se esqueceria dele. Ela nunca colocaria um fim na história deles, pois ela não se arrependia nem um minuto do que passara com ele.
- I guess I'll go home now/ I guess I'll go home now/ I guess I'll go home now/ I guess I'll go home. - com lágrimas nos olhos, olhou para baixo, mordiscando o lábio. Respirou fundo e saiu do estúdio. Sem olhar para o ex, pegou sua bolsa.
- Como me saí? - perguntou inqueita.
- Muito bem. - respondeu. Ela levantou o rosto e encarou aqueles olhos que ela tanto sentia falta. Ele estava de fato falando com ela? - Você sabe que tem uma belíssima voz.
- Ahm, depois nos falamos Josh. Adeus, Sr. . - disse rapidamente, saindo correndo para sua sala.
encostou-se na parede do estúdio e respirou fundo. 'O que deu em mim para falar com ela?', se perguntou. Mas a resposta era mais óbvia do que ele imaginava: ele precisava dela, por mais que ele não quisesse admitir isso.
Capítulo 41.
chegou às pressas em casa. Largou o casaco em qualquer lugar e seguiu em largas passadas até a sala. O dia na gravadora havia sido agitado, embora curto, mas mesmo assim queria checar como a irmã estava.
- Mãe! - beijou a bochecha de , mas esta fez um gesto de silêncio. - O que aconteceu? - olhou para baixo e viu deitada, a cabeça no colo de sua mãe.
- Ela tomou remédio para dor de cabeça e não faz muito tempo que pegou no sono, não a acorde. - sorriu a mulher voltando a fazer carinho nos longos cabelos da enteada.
- Posso levá-la para o quarto? - sorriu e recebeu o aceno afirmativo da mãe.
- Ah, mais uma coisa. - ela segurou o filho pelo braço, antes mesmo de alcançar . - Ela chamou pelo umas duas vezes enquanto dormia.
- É mesmo? Acha que ela está sonhando com o que aconteceu ontem? - ajeitou um dos braços de ao redor de seu pescoço.
- Não sei, mas se quiser passar a noite com ela de novo, acho que não faria mal algum. - sorriu beijando o filho na testa e depois a bochecha de , despedindo-se dos dois enquanto seguiam escada acima.
subia cautelosamente, observando cada degrau com cuidado enquanto também olhava para , certificando-se de que ela não acordaria. Por fim chegou ao seu quarto. Não estava mais cheio de tigelas e doces, como estava naquela manhã, a faxineira já havia limpado tudo, o que facilitou em andar e deixar a meia-irmã delicadamente sobre a cama. Enquanto a ajeitava, puxando a coberta para cima dela, ouviu-a virar-se, sonolenta, e murmurar.
- ... - logo em seguida ela voltou a afundar o rosto no macio travesseiro. mordeu o lábio, será que ele era a pessoa certa a passar a noite com a irmã? Sacou o celular e apostou na discagem rápida.
- ? Hey dude, escuta, quer passar a noite aqui em casa? - ele virou-se de costas e caminhou para fora do quarto para que pudesse falar. Acreditava estar fazendo a coisa certa tanto para o seu amigo quanto para sua irmã.
revirou-se pela centésima vez naquela noite, só que foi de encontro a algo macio e quente, que não era seu edredon.
- ? - balbuciou, sabia que havia pegado no sono antes que seu irmão chegasse em casa, mas não sabia que ele estava dormindo com ela novamente.
A resposta, entretanto, foi inesperada. Lábios quentes e carnudos foram de encontro aos seus, pegando-a de surpresa. Seu corpo foi jogado para o lado, permitindo que o rapaz ficasse por cima. Suas mãos subiram pelos braços nus do garoto e pararam na nuca, enquanto uma de suas mãos acariciava seu cabelo, logo percebeu de quem se tratava: . O que ele fazia em sua cama?
Ela não queria saber, era como se fosse o fim do mundo ou como soubesse que algo de ruim fosse acontecer, a beijava com vontade, aliviando a tensão que havia passado todos os meses longe da garota por quem seu coração batia diferente. Ter seu corpo sob suas mãos, deslizando sob seus dedos, seus lábios de encontro aos seus, aquele perfume que sempre emanava dela. Era uma sensação incrível.
se perguntava naquele momento como é que conseguira viver sem todo aquele tempo, porque agora que estavam ali, se beijando, todo esse tempo parecia impossível de ter sido vivido. atreveu-se a desprender da nuca de e desceu por seu tronco, descobrindo que ele estava sem camisa. Mais uma dúvida que a deixava inquieta: o que ele estava fazendo seminu?
separou-se de para poder encará-la sob a fraca luz da lua que atravessava a janela do quarto. desenhou todo o contorno do rosto dele com a ponta dos dedos, finalmente acreditando que era realmente .
- Me diz que isso não é um sonho. - sussurrou ela o olhando e deixando uma pequena lágrima escapar pelo canto dos olhos.
- Hey, hey, o que foi? - sentou-se na cama trazendo-a para perto de si.
- Desculpe, é que... - soluçou abafado, enxugando os olhos. - Passei tanto tempo sonhando com isso, mas depois... cada vez que você me olhava torto, doía tanto. - seu rosto escondeu-se na curva entre o pescoço e o ombro de que fechou os olhos, almadiçoando-se mentalmente. - Então eu me restringi aos meus sonhos...
- Esteja certa de que isso é real, porque eu não vou a lugar algum. Pelo menos, não sem você. - beijou-lhe a cabeça.
- Me perdoa , eu não consigo mais viver com essa culpa me assombrando. - voltou a olhá-lo, o garoto acariciou-lhe o rosto.
- Está acabado, , isso é passado. Você é outra pessoa e posso ver claramente. Agora fique calma, eu estou aqui. - trouxe o corpo de para que se deitasse sobre o dele. Enquanto a menina ficava fazendo desenhos aleatórios sobre o peito do rapaz, ele a observava com calma.
, em seu quarto, sorriu de canto. Sabia que havia ajudado a ficar ainda melhor. Sentou-se na cama, sem sono. Algo o atormentava. Ligou o laptop, aproveitando para limpar alguns arquivos que estavam pesando e encontrou um vídeo que ele havia gravado com os meninos, quando estava se mudando para o apartamento de .
*Flashback **
- ! ! Para de correr! - ria e corria atrás do primo.
- , acho que teremos que atacar a ! – a voz de , que segurava a câmera, soou, com um tom de ironia.
- Sargento , hora de atacar! – gritou, pegando no colo. Jogou-a no sofá, fazendo cócegas, na companhia dos outros.
*End Flashback **
As gargalhadas de fizeram rir. Ele sentia saudades daquele jeito infantil dela. Assistir a um daqueles pequenos momentos de paz entre eles era de se fazer pensar em como eles seriam agora. Com e amigos seria muito mais fácil momentos como aquele se repetirem. E não seria um pequeno erro que ameaçaria esses outros momentos.
Na hora soube qual era o próximo passo. Sabia que sua mais nova missão era tentar ajudar seus amigos que pareciam completamente perdidos.
- ? Sou eu. Sei que 'tá meio tarde, mas preciso da sua ajuda. – nada como alguém que enxergasse a luz na escuridão. Será que ele conseguiria ajudar e como ajudara e ?
O dia amanheceu ensolarado, dando a todos a inspiração para acordarem sorrindo. e tomaram café juntos, trocando carinhos, brincava com enquanto as deliciosas panquecas sumiam aos poucos da grande mesa dos e . Assim que terminaram, e saíram para a gravadora, saiu para o trabalho e restaram apenas e que se distrairiam arrumando a casa. subiu e pôs-se a arrumar seu quarto, que não estava lá aquelas coisas.
- , seu celular está tocando! - disse do andar de baixo e riu.
- Já vou atender , obrigada. - ela pegou o aparelho na mão e franziu o cenho ao ver um número desconhecido no visor. Apertou o botão para atendê-lo.
- Olá, filha.
Capítulo 42.
Edward andou apressado para fora do elevador em direção à porta envidraçada da gravadora. Passou pela secretária sem ao menos responder à sua saudação.
- , arrume suas coisas e venha, rápido. - ele abriu a porta onde saberia que o garoto estaria.
- Certo. - o garoto pensou em perguntar o que estava acontecendo, mas pela cara do padrasto coisa boa não deveria ser.
- Mas, Sr. , era nossa carona para casa. - disse como se desculpando.
- Venham todos, tem espaço no carro. - o homem disse andando de um lado para o outro. Além de inquieto parecia extremamente desconfortável. Rapidamente os garotos se arrumaram e desceram todos no elevador em silêncio. Entraram no carro de Edward, no banco do passageiro e, diante do silêncio que ficaria ele resolveu tirar suas dúvidas.
- O que aconteceu, Edward? - ele já previa o pior, mas talvez as palavras do homem o acalmassem.
- ligou, saiu do controle. - os garotos se olharam de sobrancelhas franzidas. Que parte da história eles haviam perdido? estava bem há dois dias, é claro que estava triste pela amiga e pelo quase acidente, mas nada que realmente indicasse um limite prestes a ser ultrapassado.
O caminho seguiu em silêncio e isso só fez com que a tensão e a curiosidade de todos no carro aumentasse ainda mais. Apressaram-se em descer do carro e seguiram para a recepção, onde uma moça um pouco nova demais para estar ali, os atendeu.
- Posso ajudá-los? - sorriu.
- Oi, eu queria saber o quarto de , por favor. - Edward aproximou-se do balcão. , , e já estavam nervosos demais, eles não sabiam o que estava acontecendo e o fato de estarem em um hospital só diminuía suas espectativas.
- Segundo andar, quarto 14. - a moça olhou em uma prancheta e todos seguiam para o elevador, quando os parou.
- Espera, você tem certeza? - sua expressão foi a pior possível e resolveu perguntar.
- O que foi?
- Segundo andar é a ala psiquiátrica. - disse o garoto com uma expressão sombria no rosto.
- É isso mesmo, segundo andar. - a moça conferiu mais uma vez para ter certeza.
- Minha nossa, vamos logo. - Edward praticamente implorou enquanto segurava o enorme elevador para os meninos entrarem. Ao virarem à esquerda, já no segundo andar, estava sentada mais à frente, conversando com uma enfermeira.
- Mãe! - chamou correndo até ela.
- Onde está ? - observou ao ver que a menina não estava ali com ela.
- Lá dentro. - ela apontou com a cabeça através da janela envidraçada, a qual estava ao seu lado. Dentro do quarto, havia apenas uma maca solitária com alguns monitores e .
- Por que ela está amarrada? - franziu o cenho e pôde reparar melhor.
- Os médicos quiseram previnir, não sabem o que pode acontecer quando ela acordar. - suspirou triste.
- Estão a tratando como um animal! - protestou apontando para dentro enfurecido.
- Querido, ela agiu como um. - a mulher disse calmamente, ansiando pela reação do mais novo.
- O que exatamente aconteceu? - Edward, agora mais calmo por ver que sua filha ao menos estava bem, resolveu saber.
- Oh Edward, eu não sei por onde começar! - passou as mãos pelo cabelo e sentou-se em uma cadeira que havia ali. - Antes que eu me esqueça, - ela revirou os bolsos da calça e tirou algo de lá. - isso foi o que sobrou. - entregou a Edward o aparelho celular de .
- O que sobrou? - repetiu horrorizado.
- Ela destruiu o quarto todo. - a mulher lamentou-se.
- Comece do começo, por favor. - Edward sacudiu as mãos, tentando ordenar seus pensamentos.
- Bem, estávamos arrumando a casa, estava no quarto dela. Depois de um tempo o celular tocou, eu me lembro de ter dito a ela para que atendesse.
- E então o que aconteceu? - estava inquieto, ele também queria entender o que estava acontecendo.
- Passaram-se uns dez minutos e eu ouvi a primeira coisa quebrar. Achei que tivesse sido um acidente, mas aí mais coisas começaram a se quebrar e ela começou a gritar de um jeito enraivecido, em uma língua estranha. Então fui checar o que estava acontecendo. - perdeu seu olhar, parecia estar voltando para o momento. - Quando abri a porta o quarto estava todo virado de cabeça para baixo, tudo o que era vidro estava quebrado, as coisas todas jogadas no chão e ainda assim gritava. Eu tentei dizer a ela que se acalmasse, mas ela simplesmente jogou um dos vasos na porta.
- Você se machucou? - Edward tocou-lhe o ombro.
- Só alguns arranhões, nada demais. - ela sorriu fraco olhando o noivo. - Eu decidi chamar socorro, porque eu sei que ninguém conseguiria tranquilizá-la. Alguns minutos depois eles chegaram. Foi um sufoco segurá-la, foi horrível. A pobrezinha não parava de se debater e gritar, tiveram que sedá-la e a trouxeram para cá. Nunca havia visto uma coisa assim.
- Ela ficava gritando alguma coisa, te disse alguma coisa? - o Sr. indagou tentando juntar as peças, mas nada fazia sentido.
- Não. Ela ficou assim depois de atender o celular.
- Deve estar aqui então. - Edward abriu o slide do celular e procurou pelas últimas chamadas recebidas. Dentre os tantos números conhecidos, havia um não identificado que chamou sua atenção. Apertou para discar e esperou com os braços cruzados.
- , é você? - uma voz de mulher, do outro lado da linha, o fez franzir a expressão. Ele reconhecia aquela voz.
- Vanessa. - disse sério e todos o olharam. Quem era Vanessa?
- Oh Edward, o que aconteceu com ? Ela está com você? Está bem? - ele esperava que ninguém dali o estivesse ouvindo.
- Você ligou para a nossa filha? - disse entre dentes, extremamente irritado. Ora, mas que ousadia!
- Eu precisava falar com ela. - justificou-se com uma voz calma. - Sinto a sua falta.
- Não era isso que parecia quando você nos deixou há alguns anos. - aquela conversa o estava deixando desconfortável. - De qualquer maneira, fique longe de minha filha. Eu vou mudar o número e você não tente nos procurar de novo, entendeu? - e desligou.
- O que aconteceu? - quis saber e o homem engoliu seco.
- A mãe de que ligou. Agora eu entendo a sua reação.
- São os pais de ? - foram interrompidos pelo médico, que se aproximou, muito simpático.
- Sim, e o senhor é? - Edward abriu espaço para que os meninos também o olhassem.
- Meu nome é George Huang, sou psiquiatra. - ele apertou as mãos de e Edward. Parecia bem humorado e tranquilo, todos gostaram de cara dele.
- O senhor tem alguma notícia dela? - quis saber.
- Na verdade, eu vim aqui para saber melhor de seu paradeiro, parece que, - ele analisou sua prancheta. - a Sra. era a única com a paciente no local, certo?
- Sim.
- Alguma ideia do que pode ter causado isso? Ela tem algum histórico? - a voz do médico conseguia acalmar a todos, o que era bem melhor para que eles pensassem.
- Não, ela nunca teve nenhum episódio parecido. Ela recebeu uma ligação da mãe hoje; faz alguns anos que ela nos deixou e acho que desde então vem suprindo ódio por ela. - Edward explicou com os braços cruzados enquanto teimava em transferir o peso de um pé ao outro, impaciente.
- Certo. - Huang anotou em sua prancheta. - O senhor já conversou sobre isso com ela?
- Ela nunca quis tocar no assunto, sempre foi uma concha quanto aos sentimentos. - ele lamentou-se.
- Interessante.
- Então, o doutor sabe o que aconteceu? - interferiu. George sorriu.
- Só vou saber melhor quando ela acordar, mas pode demorar um pouco. Foi preciso muito sedativo para que ela pudesse descansar. Talvez ainda durma por algum tempo. Em todo caso, se ela acordar, mande me chamar imediatamente, mas não entrem no quarto ok? - todos concordaram e ele se retirou.
- Gostei dele. - declarou com um sorriso tímido.
- Eu também, me passou tranquilidade. - encostou-se à cadeira.
- Deveríamos comer alguma coisa, ele disse que vai demorar. - observou, enquanto encarava o quarto e, posteriormente, .
- Eu vou ficar. - disse determinado.
- Mas ele disse para ninguém entrar no quarto. - contrapôs.
- Ela não corre o risco de acordar, por favor. - virou-se para e Edward que se entreolharam.
- Tudo bem , mas se ela acordar, saia imediatamente, ok?
- Certo. - o rapaz concordou e entrou no quarto, aproximando-se da cama. Seu coração estava apertado. Ver a garota amarrada à cama era como a cena de um filme de terror.
Chegando mais perto, notou os pequenos arranhões que cobriam seus braços e sentou-se ao seu lado, em uma cadeira. Atravessou os dedos pela grade da maca e tocou sua mão, segurando-a e deixando que seus pensamentos se perdessem.
Capítulo 43.
- Você está bem mãe? - perguntou ao notar que não havia tocado em seu lanche.
- Eu só não me conformo. - disse a mulher batendo na mesa, indignada. - Estão a tratando como louca!
- É para o próprio bem dela, . - Edward a abraçou pelos ombros.
- Eu deveria ter atendido para ela. - passou a mão pelo rosto, visivelmente exausta.
- Você não sabia quem estava ligando, não foi sua culpa. - se intrometeu, recebendo acenos afirmativos dos outros presentes na mesa.
- O que importa é que está bem. - concluiu e todos passaram a comer em silêncio.
Vinte minutos depois e todos voltavam ao corredor onde estava, ao repararem que estava do lado de fora, presumiram que a menina havia acordado.
- O sedativo não fez efeito pelo tempo esperado, já chamei o Dr. Huang. - justificou-se o garoto ao ver as expressões confusas dos amigos.
Todos, então, passaram a olhar através do vidro, esperando e observando enquanto e o Dr. Huang conversavam.
- Olá , sou o doutor George Huang, sou psiquiatra. - ele disse enquanto puxava uma cadeira para se sentar ao lado da menina. - Como está se sentindo?
- Um pouco dolorida, será que podem tirar as amarras? - ergueu levemente os braços, já que ambos doíam.
- Infelizmente não, querida, é para a sua própria segurança. Ok? - sua voz novamente era de bom impacto sobre a menina que, calmamente, aceitou ficar presa. - Então, me fale sobre o que aconteceu.
- Eu não me lembro direito. - desconversou.
- Vamos, deve ter algo de que se lembra. - ele gentilmente pressionou.
- A voz da minha mãe. - a jovem disse amargurada.
- E como essa voz a faz se sentir? - Huang sorriu, estavam fazendo algum progresso.
- Com nojo, raiva. - a voz de choro era iminente. Ela se lembrava perfeitamente antes de desmaiar com a medicação. Seu quarto...
- O que sua mãe fez a você?
- Ela abandonou a mim e ao meu pai. - sua voz rapidamente tornou-se rude, trincada.
- Como você se sentiu sobre isso?
- Horrível, parecia que eu havia feito algo de errado e jamais pudesse consertar.
- Você entendia o que estava acontecendo na época?
- Entendia, eu sentia meu sangue borbulhando.
- Você se sente culpada pelo o que aconteceu na sua casa antes de vir para cá? - Huang fez mais algumas anotações.
- O que? Ter destruído o meu quarto? Era para eu me sentir culpada? - agitou-se.
- Não, não, não foi isso o que eu quis dizer. - o Doutor se adiantou. voltou a encostar sua cabeça sobre o travesseiro e pressionou os olhos com força.
- Você pode segurar a minha mão? - pediu ela inesperadamente.
- Faz com que você se sinta melhor? - Huang deu um sorrisinho interessado.
- Sim. Por favor? - ela o olhou com sinceridade.
- É claro. - ele tirou uma das mãos da prancheta e segurou a amarrada de . - Agora, , como é sua relação com seu pai?
- É tranquila, eu acho. Ele sempre faz tudo o que eu peço, me dá as coisas que eu quero. Ele sempre procura me fazer feliz.
- E você acha que o magoou quando quebrou as coisas de seu quarto?
- Eu... - franziu o cenho. - eu não sei. - ela olhou para a janela, onde conseguia ter uma boa visão do pai.
- Está tudo bem , eu tenho certeza de que ele vai entender.
- Posso ficar com o meu irmão agora? - perguntou ela e Huang ergueu uma sobrancelha.
- Pode sim. Mas, antes, só mais uma pergunta está bem?
- É claro. - aconchegou-se melhor na maca, tentando ignorar as amarras que a incomodavam.
- Você se sente mais leve agora que descarregou a raiva de sua mãe? - ele deu um sorriso de canto, tentando confortá-la.
- Nossa, foi como se tivesse tirado um peso das minhas costas. Melhor do que qualquer sessão de massagem ou esgrima. - sorriu .
- Muito bem, eu volto mais tarde está bem? Cuide-se.
- Ok, obrigada Dr. Huang. - ela sorriu vendo-o se distanciar e voltou seu olhar para a família.
- E então, doutor, como ela está? - apressou-se em perguntar.
- Pela experiência que eu tive há pouco ela aparenta estar um pouco confusa. Ela teve algum acidente recentemente?
- Há alguns meses. - Edward começou.
- Ela bateu a cabeça na borda da piscina. - continuou, sentindo um calafrio percorrer seu corpo.
- Certo. - Huang anotou em sua prancheta. - apresentou desequilíbrio emocional ou perda significativa de memória?
- Apenas nas duas primeiras semanas o humor dela ficou instável, o médico disse que seria normal, pois o lobo frontal estava um pouco inchado. - lembrou-se.
- Entendi. Bem, eu vou pedir uma tomografia apenas para me certificar de que tudo esteja certo. Em todo caso, devo receitar um psicotrópico para controlar o humor, só por precaução.
- Ok, muito obrigado doutor. - Edward despediu-se do médico e, quando ele começou a andar, virou-se novamente.
- Ah sim, , ela quer vê-lo. - sorriu.
- Obrigado. - o garoto murmurou entrando rapidamente no quarto. - Hey, como você está? - andou rapidamente até a cama.
- Acho que bem, essas amarras que são incômodas. - resmungou, mas depois sorriu. - Como vieram parar aqui? - ela referiu-se aos meninos do lado de fora.
- Seu pai foi me buscar na gravadora depois que minha mãe ligou, e eles resolveram vir junto.
- Já estou há tanto tempo assim aqui? - gemeu inconformada.
- Algumas horas, sim. - sentou-se ao seu lado.
- Me dá um abraço? - pediu a menina assustando-o.
- Mas você... ok. - ele levantou-se e a abraçou cuidadosamente. ainda tentou estender os braços, mas estes foram impedidos de se erguerem. - Por que você não descansa? Aproveite que você está livre de qualquer responsabilidade. - brincou o garoto.
- Vai estar aqui quando eu acordar?
- Pode contar com isso, pequena. - ele beijou-lhe a testa e voltou a sentar-se ao seu lado.
- Canta para mim?
- Claro, meu amor. - acariciou o cabelo de olhando-a com um sorriso fraco. E começou a cantarolar baixinho Bigger, dos Backstreet Boys. - First off I cant keep a promise / I'm no one to count on at all / Add on that I'm a coward / To scared to return your calls / But you don't care / You keep sticking around / While I'm acting a clown / You're bigger / Lalala / Cuz you're still here / Your feet stuck to the ground / Despite how silly it sounds / You're bigger / Than me / Lalala
beijou a testa da irmã e deixou o quarto sorrindo tranquilo. Ela ficaria bem.
Capítulo 44.
Sentado do lado de fora do quarto de , e tentavam confortar . Mesmo sabendo que a menina ficaria bem, todos ainda estavam meio tensos com a situação.
- , vem cá um pouco. – chamou o amigo no canto, deixando com e Edward. – Você não acha que seria bom para o e para a chamar...
- ...A ? Seria ótimo. Você não se incomoda, né? – completou, pegando seu celular. deu de ombros, com um sorriso de felicidade, por saber que iria vê-la, escondido.
- ? – a voz de soou estranha para os ouvidos de .
- Ahm, oi Sr. . Em que posso ajudá-lo? – ela imaginou que a ligação fosse a trabalho. Por que razão mais ele ligaria para ela?
- Para com isso, baixinha. Olha só, preciso que você me encontre naquele café que fica ao lado do hospital.
- O hospital? Aquele na rua da casa da ? O que aconteceu ? – seu coração apertou com medo de que algo tivesse acontecido com ou .
- Só venha para cá, ok?
- Ok. Em dez minutos chego aí. – desligou o celular. – Táxi! – assoviou. – Hospital Van Der Hooks, por favor.
E em exatos dez minutos, entrava correndo no local onde havia combinado com o amigo. Ele fez sinal para a mesma, sentado em uma das mesas.
- Ahm, oi. – disse meio tímida.
- Olha , eu já falei. Para com isso. – ele sorriu de canto. – Você me conhece, não gosto de brigar com ninguém. Muito menos contigo. Aliás, eu acho que entendo o que você fez. Sei lá... – coçou a cabeça, levantando e segurando a amiga pelos braços.
- Me dá um abraço, ? – sorriu, agradecendo por ter alguém em quem confiar, de novo. – Saudades de você, grandão.
- E eu de você, baixinha. – ele riu, abraçando-a. – Mas o que eu tenho para te falar é sério. – a sua expressão mudou, sentando-se novamente na cadeira.
sentou-se também, pedindo antes uma água para ela e para ele.
- A recebeu uma ligação da mãe dela e surtou. Quebrou o quarto todo e nos deixou muito preocupados. – disse , tomando em seguida um gole da água.
- Ai meu Deus! Mas como ela 'tá agora? – , com os olhos arregalados, perguntou, quase pulando da cadeira e correndo ao encontro da amiga.
- Mais calma. Colocaram-na presa em uma maca. Dá muita pena vê-la assim, mas o médico falou que era melhor.
- Eu... Preciso vê-la. Eu só vou passar no banheiro antes. Pode ir indo lá. Só me diga o quarto.
- Quarto 14, segundo andar. – ele sorriu, levantando-se. Depositou um beijo na testa da menina, e seguiu de encontro aos amigos.
- Cadê ela? – , ansioso, perguntou a que riu na hora.
- Abaixa esse rabinho aí . Ela foi ao banheiro e já vem. Se quiser ir lá falar com ela...
- Acho que não tem problema eu esperá-la... Né? – o amigo sorriu, vendo o outro correr em direção ao banheiro perto da lanchonete. Mas seu sorriso sumiu ao ver que a menina estava acompanhada.
- Dr. Lestrange, muito prazer. – o médico alto e bonito se apresentou a ela, antes que ela tivesse a chance de entrar no toalete.
- . – sorriu de leve, já querendo se livrar do rapaz.
- O que uma belíssima senhorita faz aqui? – perguntou galanteador. Enquanto isso, , ao notar a feição de , resolveu ficar e assistir a cena que o divertia.
- Tratamento. Estou na ala psiquiátrica. Sou uma serial killer. – sorriu a menina, friamente. – Eu faço caras se apaixonarem por mim, depois os corto vivos em pedaços e dou para os meus cães famintos. – os olhos do médico se arregalaram, e ele apenas se afastou.
Pelo menos ler e assistir ao seriado Dexter havia lhe dado um instinto assassino bom para despistar maus partidos.
- Impressionante... Você nunca tentou me matar. – sorriu, chegando por trás, sem a menina ver.
- Acho que não tive a chance. – respondeu, ainda sem olhá-lo. – Com licença, preciso ir ao banheiro.
- Sem pressa, estarei te esperando. – estar com ela fazia esquecer tudo que ele sofrera. Sentia que o motivo da separação deles não era maior do que o que ele sentia por ela.
Após um tempo, a menina saiu do banheiro e, acompanhada pelo ex, chegou até onde os outros estavam.
agora dormia, e estava do lado de fora, com os outros.
- Gente... – chamou a atenção de todos, que ficaram felizes ao ver ali.
- Eu não sabia ao certo se iria atrapalhar... Se preferirem, eu me vou.
- Não! – levantou-se, falando um pouco mais alto. – Fique, por favor. – ele olhou nos olhos da prima, o que a fez derramar algumas lágrimas. O primo havia sofrido tanto de uns tempos para cá. Ele correu até sua direção, e ela o envolveu com seus braços.
sorriu satisfeito. Havia feito o que era correto. e se entre olharam. O plano deles até que estava funcionando bem. Quando as coisas se acalmassem com , ele seria o próximo a falar com . Precisava da amiga de volta, tanto quanto os outros. E precisava uni-la a , até porque a pessoa que fora mais contra em voltar a falar com as meninas, havia sido ele.
- Precisamos conversar ainda. - afirmou, sentando-se com o primo em um sofá da sala. - Mas hoje não é o dia, nem a hora, ok? - sorriu, afirmando com a cabeça. - Qual o estado atual dela?
- Agora a está descansando, bem mais calma. Mas o doutor ainda não sabe exatamente. - respondeu, ainda se sentindo um pouco culpada pela reação explosiva da mais nova.
- Apenas sei que precisamos de ajuda para arrumar o caos que ficou o quarto dela. - completou. - Devo imaginar que o estrago foi grande, não? - concordou. - Eu vou mais tarde lá, alguém se habilita a ir comigo? - olhou para , esperando que ela pegasse a deixa dele.
- Eu adoraria lhe ajudar, . - pediu, sem pensar duas vezes. Sentia que era o correto a fazer.
- E nós ficamos aqui, com a . - se pronunciou. - Qualquer coisa, ligamos. A casa fica aqui na rua mesmo.
Por um tempo, ficaram todos sentados, conversando às vezes e comentando coisas alheias. estava em sono profundo e não havia nada para se fazer por enquanto. A presença de causava certo conforto em todos, já que na maior parte das vezes, desde quando ela começara a trabalhar para eles, ela sempre resolvia tudo. Claro que dificultando quando o assunto era . Mas muito prestativa com os outros.
- Obrigado por estar aqui. - cochichou no ouvido da menina. estava sentada em um sofá, onde dormia em seu colo e , do outro lado, em seu ombro.
- De nada. - respondeu ela, um tanto quanto envergonhada. - Você sabe que eu faria qualquer coisa para vê-los bem. - sorriu, olhando de canto para , que estava atrás dela. Não queria mover o pescoço para não acordar .
- , depois que você ajudar o e que a estiver em casa, você deixa eu te ligar? - ele se sentiu bobo por falar aquilo, mas sentia que devia a ela algo que não sabia explicar. Devia uma chance a ela de se redimir.
- Eu creio que sim. - ele sorriu com a resposta. Ia beijar-lhe a cabeça, mas achou melhor se segurar. Apenas sentou-se no outro sofá, com . Estavam todos começando a se sentir leves novamente. Só precisavam, agora, que a amiga, que dormia na sala ao lado, acordasse bem.
Capítulo 45.
Estar amarrada não era pior do que sentir-se impotente. E era assim que se sentia. Estava em uma galeria, escura, mas iluminada pela luz da lua. Havia música vindo de uma das várias portas. Ela foi até uma delas, mesmo não sentindo seus braços e pernas livres para isso. Duas grandes portas brancas se abriram, dando para um enorme salão. Várias mesas aconchegavam pessoas que ela não conhecia, mas chegando mais perto, pôde notar que sua família estava ao centro do salão. Todos estavam virados em uma única direção; quando ela se aproximou finalmente, percebeu o olhar assustado com que todos olhavam para um ponto fixo.
Seguindo-o, deu de cara com sua mãe em pé, em um palco, ela segurava um microfone e olhava para ela fixamente. Não conseguia ouvir o que ela falava, mas boa coisa não deveria ser. Quando voltou a olhar a sua volta, estava sozinha e o lugar, escuro. A sensação era absurdamente fria e triste, ela chamou por seu pai, por , por , mas ninguém respondeu. Então ela começou a gritar, estava quente, as amarras cada vez pressionando mais seus pulsos e tornozelos. piscou mais uma vez e conseguiu enxergar o quarto de hospital. Ao redor dela estavam , , seu pai, e , os olhares perturbados e cansados.
- , está tudo bem. - pronunciou-se, tocando-a no ombro.
- Eu acho que tem alguma coisa errada com o meu pulso. - gemeu ela olhando para o pulso direito.
- Vou pedir por uma enfermeira. - Edward anunciou, saindo do quarto.
- Foi um pesadelo, não foi? - acariciou seu cabelo, desgrudando alguns fios de sua testa suada.
- Eu... acho que sim. Mas parecia tão real.
- Qualquer que tenha sido, estamos aqui para você agora, não se preocupe. - sorriu, mas podia notar seus olhos inchados de cansaço.
- Acordei vocês não foi? - perguntou ela em tom de culpa.
- Que é isso , estávamos aqui te esperando de qualquer forma. - sorriu apreensivo.
- Voltem a dormir eu vou ficar bem. - disse em tom de desacaso sorrindo.
- Nem pensar, precisamos ver o que esse pulso tem. - Dr. Huang irrompeu no quarto, aproximando-se com uma enfermeira. - Vamos soltar a amarra bem devagar ok?
- Ok. - respirou fundo. Foi tortuoso e lento o processo de soltura do pulso.
- Eu vou pedir uma radiografia, mas acho que você deslocou o pulso. Chega de amarras por agora, está bem? - George analisou e olhou bem para que apenas concordou.
Antes de ser levada para a sala de radiografia, pediu a para que fosse descansar; embora o garoto tenha recusado veemente, logo que ela estava de volta, ele havia caído no sono. Como Huang havia dito, era só um deslocamento, mas não foi fácil colocá-lo no lugar. ficou com o braço imobilizado e, não conseguindo dormir por medo dos pesadelos, tratou de observar todos que estavam à sua volta e se preocupavam com ela. Tinha medo de estar ficando louca.
A caminho da casa dos -, caminhava silenciosa. pensava no que iria dizer, mas as palavras estavam fugindo de sua mente. Então, mais uma vez, ela o surpreendeu.
- Eu sei que vocês não fizeram por mal. – começou, andando agora cabisbaixa. – Mas eu também não fiz. Sei que parece idiotisse, mas se você pensar bem, a única coisa que eu fazia era adiantar as notícias. Deixar as fãs mais ligadas a vocês do que o normal das bandas. A gente às vezes criticava, mas qualquer um pode criticar vocês. Eu e a conseguíamos algo maior do que isso. Atenção para a banda. – ela parou e respirou. – Notou que o site só aumentava suas vendas? Suas fãs? – parou de andar, olhando para o horizonte. Ela tinha razão.
O problema de tudo era que ele só estava olhando para o lado negativo da coisa que, perto do positivo, era quase nada. Muitas de suas fãs que nem gostavam da banda antes, aprenderam a ouvi-la com as críticas das meninas. Elas, na verdade, os havia ajudado.
- Você sabe que eu odeio isso, mas você ‘tá sempre certa, né ? – ele sorriu de canto, abraçando a amiga e entraram no prédio.
- Espero que goste srta. . - a enfermeira sorriu colocando uma bandeja de comida em frente à .
- Obrigada. - ela sorriu e esperou a mulher deixar o quarto para suspirar. Pegou o potinho de gelatina vermelha e começou a comer devagar; se havia uma coisa de que ela gostava, era gelatina!
- Como está se sentindo ? - ela ouviu pronunciar com a voz rouca enquanto se levantava de um dos sofás do quarto esfregando o rosto.
- Metade funcional. - ela ergueu o braço enfaixado por conta do pulso. - Mas pelo menos ainda consigo comer gelatina. - ela raspou o potinho colocando a última colherada na boca. Colocou o potinho na bandeja e a empurrou de lado.
- Não vai comer? - ele havia se sentado na borda da cama e a olhava, agora, mais desperto.
- Ah não, eu não sou muito fã de comida de hospital. Mesmo lá em Portugal, eu só comi a gelatina. - sorriu a menina. riu levemente e olhou em volta percebendo que todos ainda dormiam. Foi desperto de seus devaneios pela mão de que pousava em seu joelho. - Eu já passei por tanta coisa, . - dizia ela enquanto subia lentamente os dedos pela coxa esquerda de olhando para a mesma, evitando os olhos profundos do rapaz.
- Eu sei , no seu lugar eu já não teria aguentado. - carinhoso, ele colocou sua mão sobre a dela, cobrindo-a quase totalmente. A menina sorriu.
- Mas eu nunca me senti próxima o bastante de você. Ou do . - continuou ela, parecendo ignorar o comentário anterior de . - Eu não sei se a já contou, mas um dos motivos para começarmos o blog foi o de nós sermos grandes fãs da banda. E eu sempre amei vocês quatro, embora eu tenha mentido quando nos encontramos na casa do , lembra?
- Lembro. - riu baixinho voltando no tempo. havia mudado tanto com eles. Antes ela era só uma riquinha mimada, grosseira e metida a dona da verdade, agora ela era apenas...ela.
- Vocês sempre foram a minha banda preferida, - olhava o nada, perdida em pensamentos. - e quando eu descobri que meu pai se casaria com a mãe do , eu não consegui me conter de felicidade. - seus olhos brilhavam. - Ainda me lembro de quando estávamos na casa do e você tentou se aproximar de mim. - ela finalmente fixou seus olhos, antes verdes-esmeralda por causa das lentes de contato, e agora apenas da cor que eles eram, nos de .
- Eu estava encantado por você. - lambeu os lábios também se lembrando. Sua mão soltou a de e ela se sentiu livre para continuar subindo, cada vez mais próxima à virilha do rapaz. - E estou de novo... - Seria tão fácil assim? Pensou o olhando intensamente. Ela se sentou mais próxima a ele, continuou subindo a mão, chegando ao cós da calça.
Ela não está com o , não há quem trair. Pensava ele enquanto olhava da delicada mão de para o seu rosto. adentrou sua camisa e começou a inclinar a cabeça na direção da dela. Eles se olhavam, as respirações entrando em sincronia; quando chegou ao tórax de , ele se permitiu encostar seus lábios nos dela. O beijo tinha gosto de gelatina de morango, fazendo querer sorrir, mas o deixava sem concentração. Principalmente enquanto ela arranhava de leve seu peitoral por debaixo da camisa, fazendo-o querer intensificar o beijo.
Uma de suas mãos seguiu para a cintura de enquanto eles movimentavam as cabeças sincronizadamente, as línguas deslizando sobre a extensão uma da outra. tocou uma das bochechas da garota, deslizando os dedos para o longo cabelo dela, enquanto puxava seu rosto para mais perto do seu. sorriu enquanto descia tortuosamente o indicador lentamente pelo tronco de , logo atingindo o botão da calça que usava e, agilmente, o abrindo. Desceu o zíper lentamente e deslizou os dedos por dentro, circundando o elástico da boxer que ele vestia.
Desviou-se dos lábios carnudos do rapaz e seguiu para o seu pescoço, não demorou até que ouvisse a respiração descompassada e falha dele, controlando-se para não gemer, pelo o que supunha.
- ... - ele a segurou pelos ombros levemente a afastando de seu pescoço. Sua testa estava levemente brilhante e os lábios estavam secos. - Vamos nos acalmar ok? - arqueou uma sobrancelha, voltando atrás tão rápido? - Eu te quero, muito, mas vamos esperar você receber alta do hospital, certo? Assim eu fico mais tranquilo.
- Ok, como quiser. - ela sorriu dando-lhe um último selinho. Ele assentiu para o nada e se levantou, seguindo para o banheiro. encostou-se à maca novamente, também normalizando sua respiração. E então uma onda de culpa a acometeu.
Capítulo 46.
deixou o banheiro e notou que havia voltado a dormir. Coçou a nuca um pouco confuso, o que diabos havia acontecido entre os dois? Ele a queria, não podia negar, mas também se perguntava se estava sendo justo com e . Mas aí se lembrava de que e nunca haviam ficado juntos oficialmente e que era seu amigo, ele entenderia se, mais tarde, resolvesse contar. Era tudo uma questão de tempo.
estava conversando com e no quarto quando, de repente, o Dr. Huang apareceu, chamando sua atenção.
- , tem uma visita para você. - embora a voz calma e suave a expressão do médico era séria.
Logo atrás dele, surgiu a pessoa que ela menos queria ver. Sua mãe.
- Jamais deixem o quarto. - sussurrou ela para e que concordaram, quase tão tensos quanto ela. - Hvad laver du her? (O que você está fazendo aqui?) - perguntou ela em dinamarquês, o desdém aparente em sua voz. Huang deixou o quarto em silêncio.
- Er ikke dine venner gonna ferie? (Seus amigos não vão sair, não?) - Vanessa se aproximou lentamente da cama. Era isso que a garota mais odiava em ser parecida com a mãe: petulância.
- De er min kæreste OG min halvbror, er de ingen steder. (São meu namorado E meu meio-irmão, eles não vão a lugar algum.) - deu uma breve olhada para os dois que estavam parados cada um de um lado da cama.
- Hvad nu? De er din personlige værger? (O quê agora? Eles são seus tutores?)
- Hvad vil du? (O que você quer?) - interrompeu a menina, com raiva.
- Jeg vil gerne snakke. (Eu quero conversar.)
- Der er intet at snakke om. Er det alt? (Não há nada para se conversar. Isso é tudo?) - revirou os olhos entediada.
- Du har ingen idé om, hvor meget ondt at se min baby i dette hospital, sindssyg. (Você não faz ideia do quanto dói ver minha filha no hospital, louca.)
- Hold kæft, du ved ikke, hvad der sker her! (Cala a boca, você não sabe o que está acontecendo!) - ergueu o tom de voz.
- Må jeg ikke? (Não sei?) - Vanessa riu sem humor. - Er jeg den eneste grund til du står her? (Eu sou mesmo a única razão pela qual você está aqui?)
- Ja, og du bør aldrig kom op her. (Sim e você nunca deveria ter vindo aqui)
- Jeg er din mor ... (Eu sou a sua mãe...)
- Du var min mor. er min mor nu, og jeg elsker hende så meget som jeg elsker min bror og søster. (Você ERA minha mãe. é minha mãe agora e eu a amo tanto quanto amo meu irmão e minha irmã.)
- Du behøver kun elsker dem, fordi de er berømte, en ting du aldrig være. (Você só os ama porque são famosos, algo que você nunca será.)
- SHUT UP! Forsøg ikke at lære mig, hvad er kærlighed, fordi du ikke på det, ok?Kan du ikke se vi lykkeligere uden dig? Bare lad os alene, er den bedste ting at gøre. (CALA A BOCA! Não tente me ensinar o que é amor porque você já falhou, ok? Não percebe que estamos mais felizes sem você? Apenas nos deixe em paz, é o melhor a se fazer.)
- Hvorfor gør du det for mig? (Por que está fazendo isso comigo?) - Vanessa colocou a mão sobre o peito, o olhar baixo.
- Nej, spørgsmålet er: Hvorfor gjorde du det for os? Du troede, jeg ville glemme, ikke? Men jeg plejer, vil jeg aldrig glemme det. Nu kan du, lad mig være i fred. Jeg er glad, hvor jeg er, med de mennesker, jeg er med. (Não, a pergunta é: Por que está fazendo isso conosco? Você pensou que eu esqueceria, não é? Mas eu não vou, eu nunca me esquecerei disso. Agora, por favor, me deixe em paz. Estou feliz onde estou e com as pessoas com quem estou.)
- Jeg ville bare dig til at tilgive mig. (Eu só queria que você me perdoasse.) - Vanessa deu mais um passo, olhando de esguelha para .
- Jeg vil aldrig tilgive dig Vanessa, du ikke og du aldrig var min mor. (Eu nunca vou te perdoar Vanessa, você não é e nunca foi a minha mãe.) - dito isso começou a chorar, mesmo que timidamente.
- Please, datter, tilgiv mig. (Por favor, filha, me perdoe.) - a mulher disse em um tom mais alto, meio desesperado.
- Bare at komme ud af her. (Apenas saia daqui.) - encostou a cabeça no travesseiro e comprimiu a expressão de choro.
- Acho melhor você sair. - disse sério. - Por favor.
- Jeg elsker dig baby. (Eu te amo bebê.) - ela sussurrou antes de se retirar do quarto.
- Shhhhh, acabou, 'tá tudo bem. - colocou-se na frente de .
- O que ela queria com você? - , que até então encarava a porta certificando-se de que Vanessa sairia, perguntou olhando para a irmã.
- Queria o meu perdão. - passou uma das mãos no rosto, estava sem a tala. Achou estranho. - Eu não dei.
- Você teve os seus motivos, ninguém está te culpando.
- Eu, eu preciso dormir. - murmurou entre um soluço e outro.
- Claro, meu amor, descanse. - beijou-lhe a cabeça e trouxe-a para se apoiar em seu peito.
abriu os olhos e encarou cinco pares de olhos preocupados e pálidos sobre si.
- Ela acordou, ah querida você está bem? - perguntou, os olhos estavam vermelhos e lacrimejando.
- O que aconteceu? - passeava os olhos confusos pelos familiares sem entender.
- O Dr. Huang trouxe Vanessa para conversar com você. - Edward começou, a expressão de choro evidente. - Depois que ela saiu e você dormiu, nós fomos comer alguma coisa... - ele parou, pressionando os olhos com força.
- Quando voltamos ela estava saindo do seu quarto, deixando uma seringa na bandeja do lado de fora, ela disse... - , que havia continuado para seu pai também parou, parecendo perdido em pensamentos.
- Disse que se ela não podia ser perdoada pela filha, então ela não deveria viver. - respirou fundo. - Assim que ela terminou você entrou em colapso dentro do quarto. - então ele não conseguia continuar.
- As pessoas começaram a correr de um lado para o outro, médicos tentando te reanimar, seguranças pegando Vanessa, nós sem saber o que fazer. - apoiou-se em Edward. - Foi horrível.
- Eu não entendo, eu só dormi. - disse a menina provocando risos fracos.
- Ela te deu um coquetel de tranquilizantes, você não sentiu nada. - Edward sorriu.
- Pelo menos você está viva. - pela primeira vez se pronunciou. - Oh maninha, eu nunca deveria ter deixado o quarto.
- Não foi sua culpa. - sorriu. - Vai ficar tudo bem agora.
- Vai sim. - concordou beijando-a na testa.
piscou fortemente e gritou, encolhendo-se na cama ao ver que todos haviam sumido, exceto por , que estavam de um lado da maca.
- O que aconteceu? - ela se ouviu perguntar com a voz rouca.
- Você dormiu. - disse naturalmennte sorrindo de leve.
- Então minha mãe não... - ela se interrompeu. Ele fez-lhe carinho na cabeça.
- Não , seu pai a mandou ficar longe de você ainda por celular. - O que você sonhou pequena? - olhou preocupado para . Então ela se viu contando, aos prantos, tudo o que se passara em seu subconsciente. Desde a conversa com a mãe, depois o cochilo e quando acordou e acabava de ter saído de uma tentativa de assassinato arquitetada pela própria mãe.
- Eu deveria saber que era um sonho, mesmo quando vocês disseram que eu havia entrado em colapso, eu conseguia me ver através do vidro, como se observasse tudo de fora.
- não se preocupe ok? Não vou deixar ninguém te ferir. - fungou concordando. Tudo ficaria bem, ela não estava enlouquecendo, definitivamente não.
Capítulo 47.
Entraram na casa e deixaram os casacos na sala, seguindo para o andar superior. abriu a porta lilás e delicada do quarto da irmã, e se deparou com uma devastação. Sua mãe havia dito que o quarto estava destruído, mas nem ele ou sabiam que ela fora generosa na descrição. Havia pedaços de vidro pelo quarto todo. A cama havia sido completamente revirada e as fotos, que antes estavam nas paredes, estavam rasgadas. O quarto parecia uma arte rebelde (bem rebelde) e sem sentido nenhum.
- Babe, vamos ter um trabalho e tanto! – o menino coçou a nuca, olhando para que tinha os olhos bem arregalados, ele só não sabia se eram de pânico ou terror. – Ahm... Primeiro passo?
- Traga uma cesta de lixo tamanho família, sacos de sanito e vassouras. Eu vou ver o que pode ser resgatado aqui. – “O que, por acaso, deve ser nada.” Completou em pensamento.
Enquanto conversavam assuntos aleatórios, um bom tempo se passou recolhendo tudo o que seria jogado fora.
- Restou apenas o colchão, o laptop, as roupas e algumas fotos que saíram ilesas. Acho que já é alguma coisa.
- Posso te fazer uma pergunta? – se pronunciou, mudando o rumo da conversa.
- Acho que sim, se eu puder responder. – a menina sorriu de leve.
- Você ainda gosta do , não é? – gelou por um momento. Temia por essa pergunta às vezes, porque gostar não era exatamente o que ela sentia por . Na verdade...
- Gostar chega a ser pouco. Eu definiria mais como um amor que, cada vez mais, preenche meu coração, por mais clichê e brega que isso soe. – continuou seus pensamentos em voz alta, fazendo soltar um risinho baixo, mas não o bastante para ela não ouvir. – What?
- Você consegue soar menos melosa do que ele. – ela se espantou com . “Como assim?” – Ele meio que escreveu umas poesias sobre você. E algumas músicas... Sem tirar as mil e uma fotos que ele tem de você no celular e as caras que ele faz toda vez que ele te vê ou quando fala de você.
- Uau. – foi a única coisa que ela deixou escapar.
- Na boa, meu conselho? Eu o vi falando com você no hospital. Você deveria sair com ele logo. Deixe esse rolo com a , comigo, está bem? – ele sorriu. Caminhou até a amiga, dando-lhe um abraço. – Vamos acabar isso aqui e depois você ligue para ele. Marque com ele na sua casa, na dele, não sei.
- Sabe o que mais? – sorriu, pegando o celular no bolso traseiro da calça jeans. – ? Você vai se encontrar comigo daqui a uma hora na minha casa. Não aceito ‘não’ como resposta, está certo? – o menino do outro lado da linha apenas sorriu e respondeu que sim.
- Essa é a por quem eu e os meninos brigávamos para ter como nossa. – sorriu, bagunçando os cabelos da amiga. Nada como um empurrãozinho, não?
chegou em casa meia hora antes do combinado com . Sentou-se no sofá, pensando sobre o que realmente aconteceria ali. Não fazia ideia do que falar ou fazer perto dele.
Certamente falaria sobre o caos que acabara causando e que sentia muito. Isso bastava.
Tinha mais outro pedaço mal resolvido. A parte sobre amá-lo. sentia que não era correto cair em seus braços assim, sem mais nem menos. Então sabia que isso era mais um tópico na lista de assuntos a serem discutidos.
Deixou o corpo cair de lado no sofá, e respirou fundo. O que faria até ele chegar? "Um banho, seria uma boa." pensou. Caminhou até o banheiro, despiu-se e, dentro do box, deixou que a água passasse em todos os cantos de seu corpo. Enxaguou os cabelos e ensaboou-se. Saiu do chuveiro, se enrolando na toalha, e parou de frente para o espelho do banheiro. Respirou fundo e repetiu para si mesma que conseguiria fazer aquilo.
Foi até seu quarto onde se secou e trocou de roupa. Sua escolha foi uma camiseta de gola em "V" azul marinho, seus jeans rasgados, e uma sapatilha preta, lisa. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, e passou nos lábios apenas a manteiga de cacau. Pensou em trocar seu conjunto íntimo de corações fofos por uma lingerie, mas trocou foi de ideia. Ele teria que gostar do que ela estava oferecendo. Simplesmente ela.
- ? - percebeu que ele estava tocando a campainha e batendo à porta. Sua voz soou doce e baixa para ela que estava no quarto. Correu até a porta e a abriu. Ele havia mudado de roupa também. Usava uma camisa branca lisa, uma jaqueta de couro, jeans meio justo e um sapato social.
- D-Desculpa a demora. Estava no quarto. - ela mordeu o canto do lábio inferior, abrindo mais a porta. passou ao seu lado com um sorriso escondido. Sentou-se no sofá e ao lado dele.
- Eu devo falar ou deixar você falar? - perguntou sério.
- Eu queria pedir desculpas. Eu sei que o que fiz foi errado. Mas é como eu disse para o hoje, eu queria afetar o por causa daquela coisa toda dos meus pais. O site não era de todo ruim, vocês vendiam mais CDs depois que o site falava mal da banda do que quando o site não existia. - ela parou e respirou fundo. - E eu te amo . Mais do que eu gostaria, confesso. Sei que vai demorar a sermos um casal novamente, mas... - os fortes braços de a envolveram num forte abraço.
- Como senti falta dos seus ataques. Quase me esqueci do quanto você fala. - ele cochichou em seu ouvido. Ela deixou que um sorriso de felicidade e alívio se formasse em seus lábios e retribuiu o abraço. - Eu te desculpo . Mais do que óbvio isso. Além disso, tenho uma ideia. - ela se soltou dele e o observou pensativa.
- Que ideia?
- Vamos começar de novo. - ele sorriu. Estendeu-lhe a mão com um sorriso adorável. - Oi, eu sou , amigo do seu primo, . E você? - ela soltou uma risada alegre e brincalhona.
- . Mas pode me chamar de . - sorriu. Parecia que tudo voltava lentamente ao normal.
- O que acha de jantarmos? Nos conhecermos melhor?
- Com algumas condições.
- Como assim? - ele fez uma pausa, olhando-a engraçado. Ela sorriu de ponta a ponta. - Tudo bem. Quais?
- Eu vou trocar de roupa antes de sairmos. O restaurante você escolhe. E nada de 'quer entrar?' na porta da casa de nenhum dos dois. - ele fez biquinho.
- Acho que posso me controlar.
- Oi, cheguei! - apontou com a cabeça para dentro do quarto de fazendo a menina sorrir de imediato. - Sentiu minha falta? - ele entregou à irmã uma rosa branca o que a fez suspirar, envergonhada.
- Muita. - reforçou ao balançar a cabeça e o puxou para um abraço. - Tive sonhos ruins, . - se separaram e o garoto torceu a boca, sem jeito.
- Quer me contar sobre eles? - ela negou veemente. - Quem sabe outra hora não é? - sorriu agradecida.
- E aí dude, como foi lá? - chegou seguido de , ambos com copos de café fumegante nas mãos.
- Cansativo, mas conseguimos deixar tudo pronto. Agora só falta ele voltar a ser habitado. - ele piscou para .
- Não sobrou muita coisa, não é? - lamentou-se a garota.
- Isso não é problema, podemos voltar a enchê-lo rapidinho! - disse animado. - Do que você gosta? Bichos de pelúcia? - sentou-se na borda da cama, sendo acompanhado pelos outros amigos.
- Eu amo bichos de pelúcia! - sorriu .
- Vou comprar um montão deles para você! - riu sendo seguido por e que também se prontificaram a comprar os bichinhos.
- A não veio me ver ainda? - perguntou ela de repente. Eles já estavam se acostumando com suas mudanças repentinas.
- Claro que veio meu amor, só que você estava dormindo! - disse calmo.
- Vocês não a trataram mal, não é? - receosa, cruzou os braços, temendo pela resposta.
- De jeito nenhum! Ela até me ajudou a arrumar seu quarto, pequena!
- Que bom! - ela sorriu, sentindo-se mais calma.
- Vamos ver como está a nossa garota? - Dr. Huang adentrou o quarto sorridente. - Vou fazer uma tomografia e se tudo estiver certo, você sai daqui ainda hoje! - os quatro pularam de alegria. - Se nos derem licença. - ele destravou as rodinhas da maca de e ela foi levada para a sala de exames.
- Alô? - pegou o celular do bolso ao senti-lo vibrar e franziu o cenho quando viu o nome no visor. - Pai? O que aconteceu?
Capítulo 48.
Com as mãos na cintura de , a conduziu até uma mesa do Burger King. A menina riu, sentando-se à mesa.
- Acho que é por isso que eu vou me casar com você. - ele a olhou, curioso, não entendendo. - Só sabe que eu não quero um restaurante chique. Só ele sabe que eu adoro um bom cheeseburguer com bacon do BK.
- Nosso segredo, baby. - ele piscou de canto, segurando sua mão e acariciando-a suavemente. - Vamos pedir?
Após algum tempo, ambos haviam lanchado e se olhavam um tanto quanto sem assunto. brincava com o sunday que havia pedido e ele a admirava. A risada de escapou por entre seus lábios, causando reação de espanto na menina.
- Pois não? - perguntou, indignada por ele rir, assim, dela.
- Você se sujou toda, pequena. - ele amenizou o riso, passando o dedo em seu rosto, mostrando o dedo com calda de chocolate. - Viu?
A menina riu, correndo até o banheiro. Observou seu reflexo no espelho e riu um pouco mais. Jogou água em seu rosto, limpando-se, e abriu a porta do toalete.
O silêncio predominava no quarto, depois que voltara rindo do "passeio de maca" como ela gostava de chamar, seu sorriso rapidamente murchou ao ver a palidez de , que andava de um lado a outro no cômodo.
- ? - a despertou de seus devaneios quando a tocou de leve no braço. Ela piscou rapidamente e o olhou tranquilamente. Já fazia algum tempo que esperavam ansiosos pelos resultados dos exames em silêncio. - Eu queria falar uma coisa a você. - Isso não soava bem aos ouvidos de , o que poderia dar errado quando faltavam apenas algumas horas para ela ser liberada do hospital?
- Claro, o que foi? - ela sorriu trêmula com medo do que viria a seguir.
- É que eu vou ter que passar alguns dias no interior, sabe, problemas de família. - Ah, que bonitinho, pensou , ele estava se justificando! - Desculpe por não conseguir ficar mais tempo e te ajudar.
- Está tudo bem , vá tranquilo. vai cuidar bem de mim! - ela sorriu pegando em sua mão. estava sentado no canto do quarto, os observando.
- Eu vou só esperar a sua alta e já vou para lá. - ele a beijou na testa, em seguida a abraçando. retribuiu o abraço sorrindo de olhos fechados, estava quente e gostoso, não queria soltá-lo.
- Não vai dirigindo não é? - perguntou ela preocupada. - Você está muito nervoso, não quero que se machuque. - voltou a olhá-lo nos olhos e sorriu fraco.
- Eu vou de trem, e a vai comigo. Pode ficar tranquila. - acariciou o cabelo de e beijou-lhe os lábios. A expectativa e ansiedade voltaram a dominar o quarto.
Do lado de fora, a esperava. No momento que ela tentou abrir a boca para falar, ele a empurrou de volta para o banheiro, entrando em uma das cabines. Beijou-lhe os lábios ferozmente enquanto pressionava sua cintura contra a parede. , contra seu corpo que pedia por mais daquele toque, se separou dele por um instante.
- ... - ela começou. Ele olhou confuso para ela, que não o olhava nos olhos. A menina levou uma das mãos até a tranca da porta, travando-a. Ele sorriu de lado, e deixou ser agarrado para perto dela. - Menos barulho. - disse, mordendo o lábio dele, que estremeceu. Definitivamente, ela continuava a mesma.
deslizou as mãos pela lateral do corpo da menina, parando com uma na coxa esquerda da mesma e a outra no fecho do sutiã de . Ela, por sua vez, puxava os cabelos do rapaz e arranhava suas costas, sem desgrudar de seus lábios por um segundo sequer.
Por sorte, era uma noite muito parada na lanchonete, liberando o banheiro para a maior privacidade do casal, que já havia se esquecido um pouco da ideia de pouco barulho. soltava gemidos enquanto ele passava as mãos embaixo de sua camiseta. Inevitável era não se sentir completamente em casa com aquela sensação de que compartilhavam.
- Uuuh, olá amiguinho. - a menina soltou quando sentiu algo vibrar. Para sua infelicidade, não era apenas ''. - , se isso não for importante eu juro que te castro! - disse ela entre dentes, com um muito desgostoso a encarando.
- Desliga logo! - ele sibilou, enquanto passava as mãos nas costas da menina indo até a barriga e depois até o cós de sua saia. - O quê? A gente tem que ir hoje? Não pode ser, sei lá... Amanhã? - perguntou indignada, recebendo um olhar torto do ex-futuro. - Ok , estou indo para casa.
- Como é? - ele não podia acreditar.
- Babe, a minha tia passou muito mal e está no hospital. Preciso ir com o para o interior...agora.
- Hey pequena, já está pronta para dormir? - abriu a porta do quarto de logo após dar uma leve batida.
- Claro, mas... será que você pode passar a noite comigo? - colocou de lado o livro que observava fechado.
- Ahm... - o garoto hesitou e depois olhou para trás.
- Quem está aí com você? - ela inclinou-se para a esquerda, tentando ver quem estava logo atrás do irmão.
- Sou eu! - ouviu uma voz familiar e, em seguida, apontou na porta.
- Ah, oi ! - ela sorriu animada, talvez desse certo. - Por que vocês dois não passam a noite comigo? Um de cada lado, venham, tem espaço para todo o mundo aqui. - ela bateu ao seu lado na cama. arqueou a sobrancelha dando um sorrisinho de canto.
- Tudo bem para você, dude? - , surpreendentemente, virou-se para o amigo que deu de ombros. sorriu e se ajeitou na cama.
- Outch , você está gelado! - ela gemeu em protesto quando sentiu o irmão aconchegar-se às suas costas, completamente frio em relação à ela, que estava debaixo das cobertas.
- Não reclama. - ele se ajeitou abraçando-a pelas costas e colocando sua cabeça entre o ombro e o pescoço de . - Boa noite maninha. - ele a beijou na bochecha e logo voltou a se ajeitar.
Não foi preciso nem dez minutos para que se ouvisse o primeiro ronco de ; , por outro lado, continuava a encarar o teto do quarto enquanto seus dedos alisavam a borda do lençol que o cobria. o observava pela fraca iluminação que vinha da rua enquanto seus olhos ainda se acostumavam com a escuridão. Sabia que não demoraria até que desistisse de abraçá-la e virasse para o lado oposto, mas não poderia demorar tanto, afinal, ela não poderia deixar que pegasse no sono. Não mesmo.
Então ela resolveu agir, esticou seu braço levemente até encontrar com a camiseta de e o sentiu virar a cabeça levemente. Como eles estavam muito próximos, logo sentiram a respiração um do outro bater em seus rostos. parou de brincar com o lençol e tocou o rosto dela com a ponta dos dedos. finalmente afrouxava seu braço ao redor de , agora eles podiam se aproximar. A menina puxou sua camisa para cima enquanto colocava-se sentada sobre o quadril de , roçando seu baby-doll preto com bordado na barra em seu tórax já nu. Ele escorregou as mãos até chegarem às coxas da menina e adentrou o baby-doll enquanto ela beijava seu peito lentamente, provocando-lhe vertigens.
mordeu o lábio tentando controlar um suspiro alto e se aproximou de seu rosto, mordendo o lábio inferior do garoto e o puxando para perto dela, depois desceu para o pescoço. não se controlou, pegou fortemente na nuca de e a puxou de encontro a seus lábios, ambos sentando-se na cama. ajeitou-se sobre o colo do mais velho, fazendo-o murmurar ainda com os lábios grudados.
- ... - ele sussurrou ofegante, separando seus lábios. - ... a gente não pode continuar aqui. - revirou os olhos, outra vez refreada não poderia ser!
- E onde você quer fazer isso ? O não vai acordar nem se uma bomba atômica explodir. - ela apontou para o garoto encolhido no outro lado da cama de casal. Mas o que ela não sabia é que ele estava acordado. Bem acordado.
- Na gravadora amanhã? Só eu e você? - ele a puxou novamente para perto de si, já que ela havia se separado para poder olhá-lo.
- Por que na gravadora? - ela sorriu desafiadora.
- Não tem tara por escritórios? - percebeu que ele também sorria enquanto beijava seus lábios e desabotoava o baby-doll, descendo as alcinhas.
- Eu tenho tara por tudo, desde que você esteja incluído. - ela sussurrou e sorriu. Beijou-lhe os ombros despidos enquanto eles se sentavam na cama.
- Então combinado. Amanhã, eu e você na gravadora, às dez da noite. - ele intercalava as palavras com beijos que seguiam pelo ombro até o pescoço da menina que afundava as unhas nas costas de . - Adorei o baby-doll. - ele murmurou e a garota deu um risinho baixo, puxando-o para outro beijo. não pôde se conter e avançou, sentindo seu sangue borbulhar de prazer cada vez mais. Ela sorria entre os beijos, sentindo o garoto lutar para se controlar, mas como isso seria possível se nem ela mesma estava conseguindo se policiar?
soltou um gemido abafado enquanto ajeitava-se novamente sobre o colo de , dessa vez sentindo sua excitação. não tinha coragem de se virar, mas ouvia a conversa, um tanto quanto embasbacado.
- Eu vou te fazer gemer muito, muito alto. - sussurrou provocante ao pé do ouvido da menina o que a fez rir.
- Anda assistindo muitos filmes pornôs . - ela o repreendeu brincando e sentiu as grandes mãos do rapaz deslizarem sobre sua virilha, ainda por debaixo do baby-doll, enfim raspando sua intimidade por cima da lingerie. De imediato, ela mordeu o próprio lábio e inclinou a cabeça para trás, cravando as unhas nos ombros despidos de e o ouviu rir.
- Duvida da minha capacidade? - ele sussurrou com a voz rouca e ela voltou a olhá-lo. estava em um dilema: os surpreenderia, ou não? Optou por ficar escutando. Como assim estava de gracinhas com ?
- Talvez um pouco, , mas eu preciso senti-la. - ela deslizou a mão direita por entre as pernas, chegando ao volume que havia sob a calça folgada de pijama de . - Por que não me deixa aliviá-lo para você? - sussurrou de forma sexy, saindo de cima de seu colo e abaixando a calça junto com a boxer, lentamente. Voltou a sentar-se sobre o colo de e empurrou a lingerie para o lado agilmente enquanto sentava-se sobre a ereção do mais velho. Ambos fecharam os olhos, a sensação era uma loucura completa em seus corpos.
- Acho melhor continuarmos isso aqui e agora. - ele segurou fortemente nas coxas de , mas ela inclinou a cabeça para trás, soltando um risinho.
- Nem pensar. Primeiro porque eu não transo com garotos sem camisinha, - ela apoiou os braços sobre os ombros másculos de . - segundo, eu prometo que você pode pegar pesado comigo amanhã, - ela desenhou um círculo imaginário sobre o peito dele. - e terceiro, bom, eu não quero acordar o . - ela inclinou a cabeça na direção do irmão que ficou tenso. Será que ela havia reparado? Não, não poderia ser.
- Por mim tudo bem, - ele sorriu sacana. - contanto que você esteja apertadinha como eu te sinto agora. - seus corpos se grudaram e o empurrou pelos ombros, com uma cara esquisita.
- Menos pornografia , não se esqueça que eu não sou tão fácil assim. - ela ajeitou-se na cama, virando-se de frente para ele. ainda mantinha o sorriso cafajeste no rosto.
- Você é quem manda, . - disse colocando os pés para fora da cama.
- Aonde vai? - ela franziu o cenho, com medo de ter dito algo que o magoara.
- Aliviar a pressão a que você me submeteu. - ele apontou para o meio das pernas, fazendo-a soltar um risinho sapeca.
- Quer ajuda?
- É melhor não, . - disse rapidamente. - Pode acordar o e acho que não seria a melhor cena para ele assistir. - os dois riram. - Fique tranquila que eu vou ao banheiro e prometo não fazer nenhum barulho. - seus lábios estalaram ao encontro e seguiu para o banheiro da suíte, tendo a visão de um sorriso safado da mais nova antes de fechar a porta.
deslizou para o lado de , que estava de costas para ela. Tirou-lhe algumas mechas do cabelo que caíam desajeitadamente em sua testa e sorriu. Beijou-lhe a bochecha delicadamente e passou seu braço esquerdo por debaixo do dele, que descansava sobre a lateral do corpo, abraçando-o por trás. Arrumou um espaço em seu travesseiro e deixou que o rosto descansasse logo atrás do cabelo de , os lábios tocando levemente a nuca do irmão mais velho. Adormeceu...
E enquanto isso voltava a pensar em tudo o que havia escutado. Será que a mais nova estava realmente disposta a trair com um de seus melhores amigos?
Capítulo 49.
Era um castelo, frio e escuro, as paredes rústicas dos corredores pareciam de altura interminável. Ao lado dela, caminhava tão cauteloso quanto, mas tudo parecia soar mais alto do que o necessário. Logo a frente, à direita, havia uma porta de madeira maciça e com entalhes a mão, ela a empurrou e deram de cara com apenas um cômodo vazio. A princípio, pelo menos, estava vazio. Depois de varrê-lo com os olhos, havia um espelho bem no meio dele e, logo atrás, o quarto se estendia por metros, parecendo infinito. Não era a ela e que o espelho refletia, mas uma banheira grande e branca, os pés dourados, trabalhados a mão e dentro dela, havia uma moça loira, os cabelos cacheados escorrendo pelas costas.
desviou os olhos, ao contrário de que continuou encarando a peça espelhada, hipnotizado, aproximando-se dela. Ela resolveu olhar para trás, não havia nada além de paredes e a porta, não havia nenhuma loira na banheira.
- ... - tentou segurá-lo pelo braço, mas foi em vão, suas mãos fecharam-se no ar. Uma melodia de piano invadia o cômodo, ecoando por sua extensão.
De repente ela via a si mesma, de um outro ângulo, como se estivesse atrás de uma parede de vidro. Ela via que alguém se aproximava dela, mas não conseguia fazer nada para impedir. E isso a estava deixando inquieta. continuava a caminhar em direção ao espelho e agora ela desaparecera. gritava através da parede de vidro, mas nada acontecia. Ouviu um baque logo atrás de si e se virou, dando de cara com seu corpo, a garganta dilacerada.
levantou-se olhando levemente para trás. não estava mais na cama, mas ainda dormia, os braços esticados à frente abraçando o vazio. Suspirou tirando o cabelo dos olhos, ainda tentava absorver o que havia escutado na noite passada. Simplesmente não era possível.
Seguiu para o seu banheiro do outro lado do corredor e tomou um banho relaxante. Desceu quase que em seguida a , já que o garoto encontrava-se ao pé da escada.
- Bom dia dude. - não pôde deixar de sentir o sangue borbulhar. Quanta cara de pau a do Sr. !
- Bom dia. - ele soltou um sorrisinho forçado.
- Eu já estou indo para casa, obrigado pela noite. - disse tranquilamente, mas não evitou cerrar os punhos.
- Por que não fica até o almoço? Tenho certeza de que ficará feliz. - ele se amaldiçoou logo em seguida por ter feito o convite.
- Ok então, obrigado. - o rapaz sorriu e o outro retribuiu, será que ao menos suspeitava que ele havia escutado toda a conversa?
- , amor, por que não vai para casa descansar um pouco? - remexia no primo adormecido encolhido em um dos sofás do quarto do hospital. A mãe de já estava melhor, mas ainda precisava passar algum tempo em observação. Segundo o médico, havia sido apenas uma intoxicação alimentar, agravada pelo stess.
- Alguém me ligou? - ele acordou assustado, seu rosto estava levemente amassado e avermelhado.
- Só o . - disse pausadamente. - Mas ele queria falar comigo. - sentiu suas bochechas corarem levemente e o garoto suspirou triste. - , não fique assim, vá descansar! - ela o incentivou.
- Eu já descansei. - protestou ele levantando-se e seguindo para o banheiro que havia no quarto. Seu pai não estava lá, mas sua mãe sim, ainda adormecida. não queria assumir, mas estava prestes a explodir. Eram tantas coisas em sua cabeça, tantas coisas que ele queria fazer. E ? Ah , como estaria ela?
Seus olhos se abriram com força junto com o grito de horror que deixou seus lábios. Em seu campo de visão, estava sentado na borda da cama, segurando sua mão. começou a chorar e ele acariciou seu rosto.
- Por que não me conta do sonho? - perguntou ele calmamente.
- Foi horrível... - murmurou ela entre os soluços. Sentou-se trêmula e foi aconchegada no peito do mais velho, viu-se contando sobre todo o pesadelo que tivera.
acariciava os longos e bagunçados cabelos de enquanto ela tremia entre seus braços, ouvindo tudo, os mínimos detalhes e tentando visualizar o que ela havia visto. Era uma cena de horror e ele se perguntava de onde ela havia tirado todos aqueles detalhes. olhava a cena do lado de fora, apoiado no batente da porta, não conseguia acreditar que a mesma provocante do dia anterior era, agora, a frágil e assustada garota que chorava sobre a cama. Talvez fosse melhor eles cancelarem o encontro.
- Vamos descer está bem? Podemos cantar, dançar, comer um monte de porcarias. Eu e o vamos ficar à sua disposição hoje ok? - disse depois de respirar fundo ao que a meia irmã havia terminado de contar seu sonho. se separou dele e enxugou o rosto com as costas das mãos sorrindo de boca fechada. Concordou levemente com a cabeça e desceu da cama, seguindo para o banheiro.
bagunçou os cabelos olhando o lençol sob si. Levantou-se e seguiu para baixo onde encontrou com sentado no sofá, olhando distraído para o lado de fora. Sentou-se ao seu lado e trocou um sorriso simples, permanecendo em silêncio. Logo, se juntava a eles.
encarava o teto sorridente, os braços entrelaçados por detrás da cabeça e as pernas cruzadas o faziam se sentir bem. Não conseguira dormir à noite, em tudo o que pensava acabava nela. . Como aguentara ficar longe daquela menina? Aquela que ele odiara com todas as forças quando ela terminara com seu relacionamento, quando descobriu que era ela quem expunha sua vida pessoal para outras pessoas lerem. Agora? Nada disso fazia sentido. Odiá-la não tinha sentido algum quando o amor que ardia em seu peito era mais forte. Bem mais forte. O momento que eles haviam tido dentro daquela pequena cabine de banheiro dizia por si só: eles estavam voltando.
- Let's get physical, physical, I wanna get/ physical, let's get into physical/ Let me hear your body talk, your body talk, let/ me hear your body talk - e cantavam no meio da sala, fazendo caras e bocas engraçadas enquanto se divertia sentado no sofá. Segundo ele, cantar não estava em seus planos naquele dia.
- Gente, acho melhor eu ir para casa. - pronunciou-se ele depois de e sentarem-se de volta no sofá, rindo e extremamente cansados. Ambos o olharam.
- Ah, que é isso dude, fica mais um pouco! - agitou a mão no ar provocando risos em .
- Não, sério, preciso arrumar algumas coisas lá em casa. Vou aproveitar essa tarde de folga! - levantou-se.
- Se você insiste. - deu de ombros e levantou-se, acompanhando o amigo até a porta.
- Obrigado por tudo dude. Tchau , - ele olhou por cima do ombro de e focalizou a menina em pé, virada em sua direção. - até... - ele fez uma pausa. - mais! Até mais. - sorriu ao que a menina piscou marota em sua direção, entendendo o recado.
- Próxima música? - sorriu animado e pegou o controle na mão, colocando em Vogue, de Madonna.
Capítulo 50.
desceu para a rua e chamou um táxi, não demorou muito até que chegasse à gravadora. O prédio comercial estava praticamente escuro e havia só um segurança na portaria. Já eram quase dez da noite. Enquanto caminhava por lá, assegurou-se de que os flashes dos papparazzi não a incomodassem, usando um óculos escuro de armação branca, que combinavam com seu vestido branco e as sandálias de tiras. É claro que eles estariam lá, havia passado por eles mais cedo.
Tomou o único elevador em funcionamento e seguiu até o andar em que a gravadora dos meninos ficava. A porta da frente estava aberta, mas logo depois que ela passou, trancou-a com a chave. Havia apenas uma luz acesa e era a da sala de reuniões. Seguiu até ela, abrindo a porta e dando de cara com um sentado em uma das pontas da mesa, ao lado, uma garrafa de champanhe.
- Hey. - sorriu encostando a porta, virou-se de frente para ela sorrindo um tanto nervoso. Ela se aproximou dele e o beijou nos lábios. segurou em suas bochechas, desviando de sua boca e traçando um caminho até o pescoço de . Os cabelos da menina desciam em cascata pelas costas enquanto ela inclinava sua cabeça, deixando o pescoço cada vez mais livre para . Soltou um murmúrio de satisfação e o garoto se separou.
- Quer champanhe? É sem álcool porque eu sei que você está tomando remédio. - ele sorriu sem jeito servindo uma taça para .
- Eu aceito sim. - ela pegou a taça e ficou entre e a mesa, sentando-se sobre a grande peça de mogno. - Agora que estamos aqui sozinhos e sem ninguém para nos interromper, que tal...? - o olhou safada. retribuiu tocando-lhe a perna esquerda, que balançava inquieta num movimento de vai e vem pelo vão entre a mesa e o chão. Subiu-a na altura de seu rosto e começou a distribuir leves beijos, começando do tornozelo branco da menina e subindo até o joelho. Desviou seus olhos carregados de luxúria para os de que não estavam muito diferentes e sorriu, a menina brincava com a borda da taça de champanhe, deslizando os lábios de um lado a outro.
levantou-se e a puxou pelo bumbum para ficar mais próxima à borda da mesa, onde seus corpos se tocaram, ele ficando entre suas pernas. Adentrou um pouco o vestido de , fazendo subir até a altura da cintura enquanto eles se beijavam ferozmente. fez pressão com seu corpo fazendo-a se deitar sobre a mesa e a garota achou que era melhor se desfazer da taça de champanhe que ainda mantinha em mãos. desceu para o seu pescoço enquanto desabotoava vestido, deixando seu colo todo à mostra. , por outro lado, desabotoava sua camisa enquanto o mantinha por perto entrelaçando as pernas em seu quadril. Ele afastou-se um pouco da menina para poder puxar sua calcinha para baixo.
Com a inquietação crescendo, a pegou no colo e a prensou contra a parede mais próxima, logo atrás de um armário cheio de arquivos. Não importava que eles estivessem praticamente vestidos, haviam esperado muito por aquele momento e não podiam perder um segundo sequer. Sustentando-se com as pernas envoltas nele, soltou as mãos de , que já estava com o vestido tomara-que-caia mais do que torto e aberto, e abriu a calça. Abaixou a boxer levemente e voltou a beijar com urgência. A blusa, agora desabotoada, escorregava por seus ombros e ele finalmente se desvencilhou dela. Dessa vez ele viera preparado, evitando perder tempo, já havia colocado a camisinha antes que chegasse.
A primeira investida foi prazerosa, os dois soltaram suspiros satisfeitos e subiu suas mãos pelo peito de , entrelaçando-as em sua nuca. Ele investiu mais uma vez, agora mais forte e adquirindo um ritmo. A sensação era extasiante, os dois mantinham-se próximos, ofegando, os lábios para se tocarem. fechou os olhos inclinando a cabeça levemente para trás enquanto descia para o seu pescoço. As grandes mãos do rapaz entrelaçando em seus cabelos, mantendo a cabeça inclinada para que ele tivesse livre trânsito no lado direito de seu pescoço. Os gemidos eram entrecortados, conforme o ar lhe escapava e não conseguia voltar a seu pulmão. O calor na sala estava praticamente insuportável, sentia as gotas de suor lhe escorrer pela nuca, por debaixo do cabelo enquanto aumentava seu prazer, chupando o pescoço.
Faltava pouco, ambos sentiam isso, movimentar-se rapidamente já não era mais o suficiente, eles precisavam de mais. E mais, e mais...
- Eu posso saber o que significa isso? - ouviram uma voz ecoar atrás deles, assustando-os. virou-se de supetão, liberando a visão para de um com irritação contida. a deixou descer de seu colo enquanto ambos corriam para se arrumar.
- ... - começou, mas parou quando o viu pegar a garrafa de champanhe.
- Álcool, ? - ele olhou-o com a testa franzida. - Ela está sob medicação! - puxou pelo braço, colocando-a atrás de si.
- Dude, eu sei disso, por isso é sem álcool. - ele explicou-se rapidamente, ajeitando o cabelo que pingava suor.
- O que vocês dois estão fazendo aqui na gravadora a essa hora? - perguntou ainda sério.
- Nos divertindo? - disse cruzando os braços, desgostosa.
- Não importa, vamos para casa. - ele puxou a irmã pelo braço que acenou para meio sem graça enquanto sibilava um "desculpa" mudo.
Já dentro do elevador o clima ficava denso e silencioso. olhava para o molho de chaves que tinha em mãos, sem saber o que dizer. A verdade era que, por um momento, acreditara que eles não fariam exatamente o que haviam combinado na noite anterior.
- Onde estava com a cabeça ? Isso vai virar notícia! - ele disse em tom de bronca enquanto seguiam para o lobby do edifício. Alguns fotógrafos tentavam burlar o segurança. colocou os óculos escuros e o braço de a envolveu pelo ombro, fazendo-a andar rápido para acompanhar seus passos, para longe dos fotógrafos.
- Não vai, McHate.com não está mais aí para isso. - disse ela em tom desafiador e um tanto quanto emburrada.
- Por que está fazendo isso? Essa não é você. - resolveu quebrar o silêncio no primeiro sinal em que pararam.
- Eu sei que não . - ela disse em tom baixo e o olhou, seus olhos ficaram marejados. - Eu estou perdida dentro de mim, - sua voz vacilou. - não consigo me controlar, está tudo tão confuso. - se abraçou, encolhendo-se no banco enquanto as lágrimas deixavam seus olhos.
- Hey, não chore. Você vai ficar boa, ok? - acariciou a bochecha da meia irmã e os dois seguiram em silêncio de volta para casa.
virou na cama mais uma vez. As imagens de seu sonho não lhe saíam da cabeça. Não estava na gravadora, mas agora no quarto de sua irmã. Ele entrava para ver como ela estava e encontrava sobre ela, os dois nus, os dois suados, os dois gemendo. Seu choque fora tanto que agora sonhava com a cena. havia lhe explicado e ele conseguia enxergar que era verdade. Ela não havia feito por mal. Tudo o que precisava agora era de atenção e carinho e, não, uma bronca!
Levantou-se da cama resolvendo checar a irmã. havia parado de chorar antes mesmo que chegassem em casa, mas ainda assim ele estava preocupado. Caminhou lentamente através do corredor e abriu a porta do quarto de com cautela, não queria acordá-la. Foi se aproximando da cama e notou que havia algo de errado com ela. A face estava distorcida em medo, seu rosto brilhava de suor e as mãos estavam fechadas em garras ao redor do lençol.
sentou-se na borda da cama e tocou-lhe a mão que descansava sobre o peito, embora tensa. acordou em um baque, encolhendo-se um pouco longe de onde estava. franziu o cenho sentindo pena. Outro pesadelo.
- O que aconteceu? - ele perguntou suavemente esperando não assustá-la.
- A mesma música , ela tocava enquanto eu estava em uma sala vazia e escura. Eu sangrava tanto, tanto. - ela balançava a cabeça, tentando se esquivar dos pensamentos.
- Está tudo bem agora, eu estou aqui. - seus olhos piscaram, um pouco pesados pelo cansaço, mas ele se manteve forte.
- Eu não fiz aquilo por mal, . - desculpou-se a menina sentando-se na cama. Ajeitou o cabelo que grudava em seu rosto e pescoço e aproximou-se do meio irmão.
- Tudo bem , eu sei, você me explicou. Acredito em você. - acariciou-lhe o rosto enxugando o suor que havia se acumulado ali. - Vai ficar tudo bem, venha cá. - ele a chamou para deitar em seu colo e assim permaneceram, acordados noite adentro, digerindo tudo o que havia acontecido.
Capítulo 51.
e haviam seguido para a casa dos a fim de descansarem um pouco. Mas não conseguia pegar no sono, enquanto ele olhava a prima calmamente adormecida, seu pensamento voava para longe. não havia ligado para ele. O que estava acontecendo? Será que ela estava bem? Será que todos estavam bem?
Afogado em dúvidas acabou por dormir, nem de longe estava apto a descansar totalmente.
levantou naquele dia decidido a fazer uma visita à família. Talvez ainda fosse demorar um pouco com , e como ele, e não conseguiriam ensaiar, nada melhor do que alguns dias livres. Visitaria sua irmã, já estava com saudades dela. E sua mãe, meu Deus, como sentia falta dela! Pensava o garoto enquanto arrumava uma pequena mochila e deixava a casa logo em seguida. Com sorte, pegaria o próximo trem para o interior. Quem sabe não fosse visitá-lo e ele já poderia apresentá-la formalmente à família?
- Pequena, eu estou indo para a gravadora ok? Fletch me ligou e disse que precisa de mim para ensaiar alguns solos. - apareceu no quarto arrumando a gola da camisa. ainda estava deitada, mas encarava o teto, os olhos despertos, porém com aparência cansada.
- Ok. - respondeu simplesmente continuando a alisar a gola do pijama que vestia.
- Fique bem, ok? - inclinou-se para beijar a testa da irmã que sorriu e se despediram.
- O que ele está fazendo aqui? - disse surpreso, mas sem resquício nenhum de raiva na voz. estava tão assustado quanto ele.
- Eu os chamei aqui por causa disso. - Fletch deslizou um exemplar de uma revista até a ponta oposta da mesa em que e se encontravam. - Podem me explicar o que foi que aconteceu? - sua voz era fria, mas autoritária. Não demonstrava raiva, mas eles sabiam que Fletch queria explicações.
- MENINA, A CORRESPONDÊNCIA CHEGOU! - ouviu a faxineira gritar do andar de baixo e suspirou levantando-se, descendo até a sala onde a mulher segurava um pequeno amontoado de papeis.
- Obrigada Zara. - sorriu ela pegando os vários envelopes. Mas um em especial lhe chamou a atenção. Era a nova edição da “Famosos”, revista fuxiqueira de Londres. Ela e estavam na capa.
Subiu rapidamente até seu quarto, não queria que a empregada ficasse bisbilhotando, finalmente abriu o plástico que envolvia a revista e folheou até a página da matéria. Seus olhos se encheram de lágrimas, eles não tinham o direito de especular daquela maneira! Quem havia liberado a história? Ela estava recebendo algo em troca ao ter sua imagem manchada?
- não pode ver isso, não pode ver isso... - começou a repetir para si mesma arremessando a revista de encontro a uma parede. Seu rosto foi de encontro ao travesseiro, a culpa lhe tomava lenta e dolorosamente.
- Cheguei. - anunciou fechando a porta de entrada, debaixo do braço trazia um exemplar do jornal que, de quebra, estava dando um exemplar da revista “Famosos”. não era muito fã daquela revista, afinal, a banda já sofrera muito em suas mãos. Seguiu até a sala dando de cara com o primo sentado no sofá. O cabelo desarrumado e os olhos fundos indicavam que ele não havia tido uma noite boa.
Sorriu sem graça ao vê-lo encará-la e resolveu se distrair olhando para a revista que estava no meio do jornal. Seus olhos se arregalaram e ela sentiu como se uma bigorna caísse sobre a cabeça, como em um desenho animado. Ela olhou novamente para o primo que agora a estudava, parecendo curioso sobre sua repentina mudança de expressão.
- ... - sua voz morreu logo em seguida ao que deu o primeiro passo em direção à revista, colocando os olhos na capa.
"Maybe it's true that I can't live without you
Maybe two is better than one
There's so much time to figure out the rest of my life
And you've already got me coming undone
And I'm thinking two is better than one
Yeah, yeah"
desligou o aparelho de som, mas ela não se mexeu. Suspirou e caminhou em direção à cama, sentando-se perto de , a qual mantinha o rosto virado para o travesseiro, abafando os soluços. Olhou logo à frente e deparou-se com a revista largada desajeitadamente sobre o rodapé, como se tivesse sido jogada. Ela sabia.
- ... - ele tocou-lhe a cabeça, fazendo carinho.
- Eu o perdi para sempre . Agora não tem mais volta. Não mais. - murmurou ela rapidamente, o choro fazendo com que suas palavras se atropelassem.
- Não vou dizer que eu avisei porque eu sei que não foi por mal, já tivemos essa conversa. - ajeitou-se na cama e cutucou o ombro de para que ela se virasse. Quando ela o fez, seu rosto estava quase roxo de tanto chorar. - O que você precisa agora é pensar em como vai conversar isso com o . Se esforce, eu vou te ajudar. Se ele não quiser te ouvir eu converso com ele, prometo ok?
- Ok. - ela disse num murmúrio e logo em seguida começou a chorar. - Cada vez eu fico mais confusa , eu estou me perdendo. - jogou-se nos braços de chorando copiosamente. O garoto, então, passou a se perguntar se o remédio que a irmã estava tomando estaria fazendo algum efeito. Ela estava extremamente desequilibrada emocionalmente, não era a que ele havia conhecido meses atrás!
- Eu não posso acreditar... - olhava espantado para a revista. Como tinha coragem de fazer aquilo? E ainda por cima se expor de tal forma?
- Você sabe como são essas revistas... Elas sempre mentem... - não sabia o que fazer. Perguntava-se o que falar para ajudar, mas a única coisa que lhe vinha em mente era que a amiga realmente estava maluca, só podia.
- OLHA ISSO! Ela com esse vestido... Saindo da gravadora de madrugada com o e toda vermelha! E essa marca de chupão? O que você acha? Ela estava aprendendo a tocar alguma música nossa? - disse irritado e machucado. - Eu deveria saber que ela me trocaria. Por que ela ficaria comigo? Todo mundo a quer.
- Eu que não posso acreditar! me dizendo que ele não é desejado? PRIMO! Você pode conseguir quem você quiser! Por isso, eu acho que você deveria ir para casa e falar com ela!
- Pode ter milhões de pessoas me desejando, mas a única que me interessa é ela, ! Agora, como você quer que eu volte para casa e converse como se nada tivesse acontecido? - o rapaz olhou a prima. Queria saber de onde ela tirava tanta força. De onde saía tanta bondade. E, o mais importante, por que diabos mesmo ele havia dificultado tudo entre eles?
- Ué, você espera as coisas esfriarem, apenas observe. Quando tiver a chance, fale com ela. Simples assim. - a menina sorriu, abraçando-o de lado. - Então? Vamos para casa ou não?
- Quase me esqueci, - levantou-se da cama, deixando sentada nela, o olhando em dúvida. - te comprei uma coisa. - sorriu ele indo até a escrivaninha da menina de onde pegou um embrulho retangular de papel verde.
- O que é? - a menina sorriu fraco enxugando as lágrimas já quase secas que haviam escorrido durante toda aquela tarde sofrida.
- Por que não abre? Eu vou lhe explicar. - ele a encorajou. - Nesses dois dias que você teve os pesadelos, eu pensei que, talvez, se você escrevesse sobre eles, nem que fosse uma linha ou nos mínimos detalhes, você poderia aliviar esse medo e essa dor que você sente. - sorriu ao ver a reação de felicidade e entusiasmo da irmã.
- Oh, obrigada ! - ela o abraçou e depois segurou o delicado caderno de capa dura e vermelha entre os braços. - Prometo não me esquecer de escrever nele!
- Acho bom mesmo. - ele a puxou para perto de si e por um momento a nostalgia pareceu se afastar deles.
De volta ao hospital, e estavam dentro do quarto de recuperação da Sra. , contando a ela o motivo da volta repentina para Londres.
- Não se preocupem! Voltem em paz. Eu já estou bem melhor, e ver vocês dois se entendendo novamente me deixa mais tranquila. - a mais velha sorriu, e os primos se abraçaram. Uma família que estava em crise, agora se resolvia.
- Uh, preciso atender essa mãe. Já volto. - correu para fora, estranhando o porquê de ligar em seu celular. já estava com o celular carregado e ligado. - Fala cara.
- Eu preciso da sua ajuda! A 'tá por perto? - a voz do companheiro de banda era quase inaudível, de tão baixa.
- Não, pode falar.
- Vou fazer uma surpresa para ela. Vai me ajudar? - fez sua melhor voz de pobre coitado, recebendo uma risadinha de volta.
- Qualquer coisa que faça minha prima feliz, eu 'to dentro.
- Vamos ? - saiu do quarto da tia, tocando o ombro do primo.
- Vamos! Então Fletch, me manda um e-mail, tá? Tchau! - desligou, completando em pensamento: "Espero que o tenha entendido."
CONTINUA
n/a: Awn, mil desculpas pela falta de att sexta! Mas é que a Lú não conseguiu terminar o capítulo a tempo e se eu esperasse mais um pouco a att sairia muito tarde. Enfim, novo capítulo, novos comentários (assim espero). O que acharam? Até sexta!!! xxx Twitter// Msn: doyaloveme@hotmail.co.uk

