My Dream Without A Happy Ending
Autora: Joka
Status: Em Andamento
Revisada por: Isa
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Long Fic - Romance
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Já era noite, e eu fiquei o dia inteiro na frente do computador e tudo que via nos sites de fofocas era: Termina o namoro do integrante com . Nessa segunda-feira e foram fotografados sem aliança. Fontes nos informaram com exclusividade que a moça rompeu o relacionamento por motivos pessoais. Será que ela está se apaixonando por outra pessoa?
Quando vi a notícia, sinceramente fiquei com pena do . Acho que ele nunca tinha se apaixonado tanto por uma pessoa. Ele e eram o casal perfeito. Não era só eu que dizia isso. Todos comentavam, que mesmo depois da fama de o relacionamento continuava firme e forte.
Como já era 2:30 da manhã e confesso que já estava dormindo em cima do teclado do meu computador, resolvi ir dormir.
Nossa, desculpa não ter me apresentado, sou , tenho 17 anos e moro em uma pequena (BEM PEQUENA) cidade de Santa Catarina, sou fã de uma banda britânica chamada McFly. Nunca tive a chance de conhecê-los, mas juro que um dia o meu sonho se realiza.
Sabe aquela fã, que mesmo a TV e a internet falando mal do seu ídolo você fica pensando: isso tudo que inventaram deles é ridículo! Eles nunca fariam isso. ENTÃO eu sou esse tipo de fã. Podem falar mal deles o quanto quiserem, mas você nunca da bola, pois sabe que eles não são aquilo, sabe que eles são apenas o seu sonho particular.
Um telefonema muda tudo
Juro que acordei com vontade de atirar o maldito telefone na parede. Bom, acabei não fazendo isso, pois sabia que minha mãe não compraria outro pra mim. Mas que diabo de pessoa estaria ligando às 07:30 da manhã em pleno sábado?
- Alô? – Falei em português como de costume, o que não foi tão normal. É que falei com voz um pouco brava e embargada.
- Oi – a pessoa do outro lado falou em inglês.
- Com quem quer falar? – respondi em inglês, pela primeira vez tenho que agradecer minha mãe por ter me obrigado a ir aos cursos de inglês.
- Ah, por favor, gostaria de falar com Clarisse , ela está? - apenas gritei para minha mãe atender ao telefone e desliguei.
Agora que estava acordada não adiantava ir dormir; levantei da minha cama, fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Tirei meu pijama e coloquei uma calça jeans e uma baby look do Mickey. Desci as escadas, mas quando estava passando pela sala...
- Bom dia filha, venha aqui que preciso falar com você. – falou minha mãe com um tom de voz sério. Ok, eu já estava ficando com medo. Será que eu tinha feito alguma coisa e ela descobriu?
- Bom dia mãe, o que houve? - falei um pouco nervosa.
- Eu preciso te contar uma coisa... - o que será que ela tinha pra me contar? - Sabe que você tem uma tia que mora em Londres, não sabe?
- Claro que sei. Você fala muito dela! - e era verdade, mamãe vivia falando dela.
- Você sabe que ela tem um filho, certo? - ta, aonde ela queria chegar?
- Sei sim, você já me falou dele também. Mas mãe, aonde você ta querendo chegar com tudo isso? - Ok, meu nervosismo aumentou.
- Eu e sua tia não nos vemos faz tempo, mas no comunicamos pela internet. ... você sabe o sobrenome da sua tia?
- Claro, é Lopees como o nosso, eu acho. - falei um pouco confusa.
- Na verdade, te falei por muito tempo que o sobrenome dela é , mas na verdade é . Eu não queria que você se envolvesse com esse sobrenome, na verdade quem carrega o sobrenome de em nossa família é seu pai mas, quando você nasceu decidimos não colocá-lo em você por segurança.
Eu estava totalmente calada e sem ação, como assim eu tinha parentesco com ’s!?
- , então como estava falando, seu primo ganhou férias do emprego e está vindo pro Brasil. - eu arregalei os meus olhos. Ei, junta tudo!
, tia em Londres, ! MEU DEUS! NÃO PODE SER!
- , eu sei, mas por favor, não entre em desespero ok? E sim, se você está pensando em , ele realmente é seu primo e está vindo pra cá. – na verdade eu comecei a rir, e rir muito, minha mãe estava com cara de quem não estava entendendo nada. Como assim, cara? Um dos caras que eu mais sonhei em conhecer na vida está vindo pra MINHA casa, e ainda por cima é MEU primo. Tá, piadas são boas, mas em horas propícias. Calma, se controla , se controla!
- Mãe pode parar com a piada, ok?- eu disse entre risadas, mas quando eu olhei o rosto dela, ela estava séria e eu parei de rir no mesmo momento. – Ok mãe, você ta falando que um dos MEUS ídolos ta vindo passar as suas férias na minha casa e é MEU primo?
- Sim, só que você não vai poder contar para ninguém filha, ok? – Fiquei pensando... Por que será que ninguém podia saber que ele era meu primo? Quer dizer, eu poderia me gabar para as pessoas do colégio... Mas não, isso seria errado com o . Balancei minha cabeça, tentando me desfazer desses pensamentos.
- Ok! - eu disse com um sorriso no rosto.
E assim as semanas foram se arrastando, pra ser exata três semanas e meia, e a minha rotina continuava a mesma: acordar, escola, voltar pra casa e ficar o dia todo sem fazer nada!
Era quarta-feira e lá estava eu toda sorridente esperando minha mãe chegar com UMA das QUATRO pessoas que mais sonhei conhecer! Escutei o portão da minha casa se abrir e eu estava nervosa, na verdade eu estava suando frio, não conseguia parar de pensar em como seriam as férias dele aqui na minha casa, como será que eu iria me comportar na frente dele? Digo, não quero parecer uma retardada, mas logo meus pensamentos se esvaíram, quando eu escutei a porta principal da minha casa bater e a voz da minha mãe ecoando no espaço.
"Ok , você é uma adolescente forte que sabe controlar seus limites e não vai sair berrando pela casa só porque um dos meninos do McFly está nela. Imagina, só isso, por que iria sair gritando pela casa?" – falava pra mim mesma. Eu estava de costas pra porta com os olhos fechados quando senti a mão de minha mãe em meu ombro, me virei e então vi na minha frente.
FOCO , FOCO!
document.write(Tom), essa é , foi ela que te atendeu o dia que você ligou, ela estava de mau humor porque era muito cedo. – minha querida mãe disse rindo, e eu apenas sorri envergonhada. Não conseguia acreditar que estava realmente na minha frente. Na minha casa.
- Olá, prazer , meu nome é . - disse ele sorrindo. - Prazer, por favor me chame só de . - disse retribuindo o sorriso.
- Bom , vou mostrar a casa ao , você vai acompanhar a gente? - disse ela rindo.
- Claro! – fui andando atrás deles.
- Bom , aqui é a cozinha, ali no lado já é a sala e do outro a sala de jantar, vamos subir quero te mostrar os quartos. - dizia ela toda animada - Aqui é meu quarto, – disse ela apenas abrindo a porta - aqui é o quarto da ... – antes que ela pudesse abrir a porta, eu pulei na frente e fiquei sorrindo – , deixe eu mostrar seu quarto ao seu primo! - ai meus Deus , inventa alguma coisa, pensa, pensa, pensa... aaah já sei!
- Mãe, meu quarto está uma bagunça só, você sabe né! Eduarda, Beatriz e Helena estavam aqui. - dizia sorrindo, e vi rir também. - Ei , quando eu arrumar ele, eu te mostro ok!? - disse piscando pra ele.
- Ok ! - ele disse sorrindo - Agora é só ficar inventando coisas para que ele não entre em meu quarto! Bom você deve ta se perguntando o porquê né, não queria que se deparasse com pôsters do McFly espalhados por todo o quarto.
- Bom , esse é seu quarto! Você deve estar cansado da viagem e também já é tarde, nós vamos deixar você descansar. – dizia minha mãe se virando e indo em direção ao seu quarto.
- É... Bom, acho que também vou deixar você descansar. – sorri um pouco envergonhada.
- Não! É que... eu não estou com sono, na verdade dormi a viagem inteira. - disse ele meio envergonhado.
- Vem, vamos lá na cozinha, minha mãe vai dormir mesmo. - fomos para cozinha. Ele se sentou em um banquinho enquanto eu ia abrindo a geladeira. - , você quer beber alguma coisa ?
- Não, obrigado – peguei um copo e coloquei um pouco de água e me sentei de frente pra ele. Sabe, o silêncio estava me deixando mais nervosa ainda. – Mas então, como é morar aqui no Brasil, sabe, ter uma vida “normal”? - ele disse fazendo aspas com as mãos - Me conta um pouco de você, como é viver aqui, sei lá... Seus sonhos, programas de TV favoritos, músicas, bandas, filmes, essas coisas. - ele riu.
- Então vou me apresentar! – falei rindo e ele riu também – Meu nome é , tenho 17 anos... - olhou sério pra mim, o que eu disse de errado!?
- Quantos anos você tem!? – disse ele assustado.
- 17, por quê?
- É que, bom... não parece sabe, você aparenta ser mais velha, não no sentido de velha de ser velha... No sentido de velha de idade sabe? – onw, ele tava corado eu ri disso – Mas ok, por favor, continue...
- Aaah ok, bom não só a mais popular mas também não sou da turma de fracassados do meu colégio e tenho amigas incríveis, hm... meu passa-tempo mesmo é meu computador e meu violão. – disse sorrindo envergonhada - Não toco violão como você ou como mas dá pra dar umas arranhadas de vez em quando...
- Que isso, você deve tocar muito bem, acho que isso já é de família. – ele riu.
- Calma ai, vou lá em cima no meu quarto pegar um álbum de fotos que tenho pra te mostrar minha amigas. – disse correndo em direção ao meu quarto. Ok eu não estava achando o álbum maldito, na verdade eu comecei a rir sozinha porque quando lembrei eu tinha deixado ele de baixo da minha cama. De repente ouvi alguém rindo também, quando olho, estava encostado na porta do meu quarto.
-Você precisa de ajuda? - disse ele ainda rindo - Ei, seu quarto nem está bagunçado!
-Não já achei, ta aqui, olha! – levantei mostrando o álbum para ele. entrou e se sentou na minha cama, sinceramente eu estava morrendo de vergonha por ele estar vendo que eu não conhecia o McFly apenas como mais uma banda, mais sim ele estava vendo que eu era fã dele e dos outro meninos... ele olhou para os pôsteres e deu um sorriso fraco. Ok, agora ele vai me achar uma completa idiota. Parabéns , parabéns!
- Acho que agora sei porque não queria que viesse aqui. – ele parecia estar envergonhado.
- É, acho que descobriu meu segredo. – ri um pouco e abaixei a cabeça.
- Mas então, você deve ter um favorito na banda, me conta quem é? – ele parecia uma criança de cinco anos falando daquele jeito, e eu comecei a rir.
- Não, na verdade eu não tenho favorito. – menti - Eu adoro todos vocês, pra mim não teria como escolher um.
- AH! Fala! Eu sei que você tem um favorito, todos têm! - disse ele rindo - Até eu tenho! Por exemplo, eu prefiro o do que o , mas não conta pra ninguém viu? – disse ele fazendo cara de medo.
- Ta! Ei, mas e o !? - ele fez uma cara sapeca e disse:
- Aaah o só serve quando o não ta, sabe ... – sério, eu comecei a rir muito do jeito que ele falou – Mas bom acho que vou te deixar ir dormir, amanhã a gente se fala. – ele disse levantando e me dando um beijo na testa.
- Boa noite. – dei um beijo na bochecha dele e ele sorriu e foi em direção ao seu quarto.
Tive que esperar alguns dias para me acostumar que estava mesmo na minha casa, eu acordava toda manhã às 6:30 me arrumava e ia pra escola, sempre estava dormindo quando saía, mas quando chegava em casa, o via assistindo TV na sala e começava a rir sozinha, só que naquela manhã não foi assim.
O despertador começou a gritar no meu ouvido novamente, eu estava agradecendo mentalmente que era sexta-feira, mas senti pena da minha mãe pois teria que comprar mais um despertador para mim pois esse já havia ido para parede do meu quarto e agora estava no chão. Levantei e olhei os pequenos pedaços do despertador no chão, apenas juntei e joguei no lixo do meu quarto. Fiz minha higiene matinal, vesti meu uniforme e desci as escadas para tomar café, estava sentado tomando café da manhã e minha mãe ainda não havia levantado, passei por ele dando um beijo em sua bochecha e me sentei ao seu lado enquanto ia tomando meu café e conversávamos coisas bobas.
- Ei , hoje eu vou te levar para a escola! – disse todo contente, acho que cuspi a metade do meu suco que estava tomando.
- Como assim você vai me levar? Você é louco!? – falei espantada.
- Calma, vai pegar sua mochila e me encontra na garagem. - na mesma hora que disse subi as escadas entrei no meu quarto, peguei minha mochila e fui para a garagem.
- E aí, como estou ? – perguntou com uma voz meio afeminada, ele estava com a sua tão famosa touca verde musgo com um casaco cinza da Hurley, a touca do casaco sobre a cabeça tampando mais ainda seu rosto e também estava usando óculos wayfarer preto. – Dá pra me reconhecer ? – disse ele.
- Pior que não! – disse rindo. Entramos no carro e seguimos até meu colégio, quando cheguei as meninas estavam me esperando no portão principal, dei um beijo na bochecha de e ele me deu um beijinho na testa. – Boa aula . - disse ele sorrindo. Saí do carro e fui em direção a minhas amigas.
- ! Quem te trouxe hein? - disse Eduarda com uma cara sapeca.
- Ai, não me olha com essa cara sua pervertida! Era meu primo. - disse rindo.
- Ele é gato? – era a vez de Beatriz falar.
- Ahaam! MUITO, demais. - pena que elas não imaginam quem é, se elas soubessem quem é.... ah se soubessem, olhei em minha folinha de horários e teria biologia, matemática, matemática, inglês e história... rolei os olhos e segui para minha sala, as aulas passaram devagar, mas já estava mais aliviada que era aula de história e isso significava última aula, por incrível que possa ser essa aula passou rápido e logo o sinal bateu.
Priiiiiiiiiiiiiim (N/A: tentativa fracassada de imitar um sinal de escola)
Saí da escola caminhando devagar até que reconheci ele pelo seu casaco da Hurley cinza e os olhos do meu primo se escondiam pelos óculos, ele estava encostado no carro sorrindo, corri até ele e dei um abraço.
- É, você está mesmo irreconhecível, ninguém saiu correndo atrás de você ainda! - disse rindo e ele riu também. Entramos no carro e seguimos.
- Aah, antes que eu me esqueça , sua mãe pediu para a gente ir no supermercado. – disse ele batendo com a mão na testa, então expliquei onde fica o mercado mas antes que pudesse descer do carro.
- Ei, está frio la fora, você não trouxe nenhum casaco né? - é, realmente estava frio e eu não havia levado nenhum casaco.
- É verdade, esqueci meu casaco em casa. - então ele pegou uma caixa que estava no banco de trás e colocou no meu colo
- É pra você, espero que goste. – disse sorrindo.
- Ah não , eu não posso aceitar. – ele fez uma cara séria
- Vai abre, eu queria te dar alguma coisa pra que você lembrasse de mim quando eu fosse embora. - a verdade era essa então, ele teria que ir embora. Eu só fiquei pensando como seria sem ele todos os dias me animando.
- Obrigada . – disse com uma voz triste e acho que ele reparou.
- Eii, não fica assim ta? Eu vou embora sim mas não quero te ver triste, ok? – ele disse abrindo a porta, abri a caixa e lá dentro vi um casaco vermelho da Hurley escrito em Branco, tirei de dentro da caixa e o vesti, peguei meus óculos wayfarer brancos e sai do carro, saímos do estacionamento, ele pegou um carinho e me mandou sentar dentro dele, enquanto ia sentando ele só ria, ele pegou sua câmera e pediu pra filmar a gente no supermercado.
- Hey , diga um oi para seus amigos excluídos de Londres. – eu disse rindo, enquanto ele me empurrava podia ver algumas pessoas olhando para gente, mas eu não queria nem saber eu apenas queria me divertir com meu primo.
- Hey dudes, estou com saudades de você! -disse ele rindo.
- Vai, aproveita, você está sendo filmado, mande beijos, se declare para seu grande amor. - eu disse rindo mais ainda.
- Ok ok, quero mandar um beijo pra minha mãe, pra minha irmã, pro gay do James e pro amante dele, . – eu ri um pouco e logo parei de sorrir. - Ok, estou cansado de tanta filmagem, agora eu e minha prima. - ele pegou a câmera da minha mão e me filmou - Vamos fazer compras... – ele desligou a câmera e me devolveu, enquanto ele ia pegando as coisas que minha mãe havia escrito em um papel, eu ficava o observando-o, ficava tentando entender se aquilo era um sonho ou realidade, até que ele me tirou dos meus pensamentos.
- Ele é seu preferido né? – ele disse se virando para mim.
- O que? Quem é meu preferido? ? - disse meio sem saber do que ele estava falando.
- É, o , ele é seu preferido, né ? - ele disse sorrindo eu pensei em mentir, mas por que mentiria para o meu primo?
Escolha seu favorito!
- Sim, é ele - disse abaixando a cabeça - Como você sabe ?
- Toda vez que eu falo o nome dele, ou alguma coisa a respeito dele, você fica nervosa, agitada ou algo do tipo... - terminamos de fazer as compras e fomos para casa, chegando lá ajudamos minha mãe a guardar elas e pediu pra falar comigo. - Bom, eu queria falar em particular com você já que com sua mãe eu já falei. - O que ele quis dizer com isso? - Amanhã vou embora... - O que?! Por que ele não me disse!? Eu estava com a cabeça abaixada e com os olhos arregalados.
- Por que você não me disse? – disse ainda com a cabeça baixa.
- Porque queria te fazer um convite - ele sorriu um pouco - Quer ir comigo pra Londres? Sua mãe já deixou, agora só falta sua resposta - ele levantou meu rosto, apenas o abracei, o abracei forte – Acho que isso é um sim - falou rindo.
- CLARO que é um sim! - fui correndo até meu guarda-roupa.
- Bom, vou te deixar arrumar suas coisas – e ele foi saindo do meu quarto, depois de 2 horas arrumando as malas já era tarde e eu apenas queria dormir, tomei um banho quente, coloquei meu pijama e fui me deitar.
- Bom dia - escutei alguém dizendo em meu ouvido, era minha mãe.
- Bom dia mamãe - levantei e dei um beijo em sua bochecha e fui fazer minha higiene matinal, tirei meu pijama, coloquei uma camisa xadrez, calça skinny e um Nike Dunk, me despedi do meu quarto e desci as escadas, e minha mãe me esperavam para nós irmos ao aeroporto, entrei no carro despedindo-me de minha casa e de minha cidade.
Chegamos no aeroporto, demoramos um pouco para nosdespedirmos da minha mãe e agora só faltava 12 horas dentro de um avião, então pela primeira vez m pode tirar os óculos e a sua touca.
- É estranho te ver sem touca e óculos escuros – eu disse rindo.
- Ah é, bobona? – ele disse me dando um abraço; ficamos conversando por um tempo até eu dormir em seu colo, assim as horas foram passando até que chegamos a nossa querida e amada Londres! – , acorde – ele disse com a voz suave, saímos do avião e fomos em direção a saída do aeroporto; ele pegou seu celular e ligou para alguém.
- Vem ! - disse ele pegando na minha mão, até que pude avistar sorrindo. o cumprimentou e veio do meu lado pondo a mão em meus ombros.
– Ei , essa é , minha prima do Brasil!
- Oi ! – disse sorrindo, fui até ele e dei um beijo no rosto e um abraço.
- Prazer , falava muito de você! – ele falou rindo, me fazendo olhar para o rosto de .
- Eeei, vamos logo! - disse rindo, enquanto nós íamos a casa dele eu observava toda cidade com cuidado, não queria perder nem um momento se quer naquela cidade que estava em meus sonhos desde pequena. Quando chegamos na casa de ele me mostrou toda a casa e me deixou sozinha em meu quarto para arrumar minhas coisas, enquanto ele e foram para a cozinha, terminei de arrumar minha coisas no closet e a última coisa que estava faltando era colocar uma foto minha e das minhas amigas no criado-mudo do lado da minha cama. Depois de ver que tudo estava arrumado fui tomar um banho quente, coloquei uma calça jeans um pouco justa que realçava muito bem meu corpo e uma blusa da Hurley verde; desci as escadas e pude escutar vários risos vindo da cozinha.
- ! - disse um pouco alto colocando minha cabeça para dentro da cozinha, ele veio até mim me dando um abraço.
- Eei, você desceu! Achei que você havia ido dormir. – ele sorriu – Mas que bom que você veio, quero te apresentar alguém. – sussurrou – Bom dudes, tirando o que já conheceu ela, – sorriu e ele continuou - essa é caras e , esses são...- ele começou a rir – Bom, você já sabe quem eles são. - eu comecei a rir até que veio e me deu um abraço; em seguida foi a vez de , ele era tão cheiroso, parecia que seu perfume grudou em mim. percebeu que havia algo de errado e me pediu pra ir buscar sua câmera no seu quarto para mostrar os vídeos que havíamos feito enquanto ele estava no Brasil.
’s P.O.V
Ei dude, é impressão minha ou ficou estranho?
- Cara... Ela é bonita mesmo! – foi a vez de falar.
- Ela tem que idade, ? – disse com os olhos focados em alguma coisa ou com os pensamentos em alguém.
- 17 anos. - todos me olharam com cara de espantados – É, eu sei não parece, mas ela tem apenas 17. – comecei a rir.
- Dude, ela é muito linda! – falou num sussurro.
- Ih, acho que o gamou. – zoou.
- Aah pára de falar merda, cara! – deu um pedala em .
- Ei crianças, venham, peguei a câmera – escutei Amanda gritando lá da sala.
’s P.O.V
Conectei a câmera e lá começou os vídeos; o primeiro vídeo era quando eu e fomos na piscina à noite.
- Por que vocês foram na piscina à noite? Não era frio? - falou espantado.
- Pior que não, de noite era mais calor do que de manhã e também íamos de noite porque assim ninguém reconheceria o – enquanto isso passava na TV eu ligando a câmera e colocando o dedo nos lábios fazendo sinal de silêncio enquanto conversava com a minha mãe na beira da piscina; fui atrás dele e fiz o mesmo gesto para minha mãe, até que eu o empurrei para dentro da piscina e no final ele acabou correndo atrás de mim e me jogando também; logo em seguida apareceu eu e no meu quarto apenas com a luz de uma lanterna. - Bom, como vocês podem ver, estamos só com uma lanterna, pois caiu a energia na cidade toda. - apontou a câmera para a cidade onde estava tudo escuro, depois apontou novamente para nossos rostos e nos começamos a fazer caretas... depois desse vídeo veio um que eu nem sabia que ele havia filmado.
’s P.O.V e ‘flash back ON
Me lembro muito bem desse dia, coloquei a câmera em cima da mesa que fica perto da piscina e estava sentada em uma espreguiçadeira olhando o céu, sentei do seu lado e ela olhou para mim.
- Posso te fazer uma pergunta? – eu pedi.
- Claro – ela disse voltando a observar o céu.
- Por que você olha todas as noites para o céu? - todas as noites ela saía e se deitava na mesma espreguiçadeira e ficava observando o céu.
- Porque eu gosto de ficar observando-as e conversando com as estrelas; e sei que lá em cima uma delas gosta de falar comigo, algumas vezes elas me lembram você cantando Star Girl. – ela disse rindo – E também sei que alguém em qualquer lugar está olhando para a mesma estrela que eu. – ela disse levantando-se, dando-me um beijo na bochecha e entrando em casa.
’s P.O.V e ‘flash back Off
Olhei para e apenas sorri; nisso olhei para TV novamente e lá estava ele sentado na minha cama e eu dormindo; aquele dia havia pedido para ele dormir comigo pois estava com medo da tempestade que estava dando.
- Hey dudes, – ele falou sorrindo para a câmera - estou com saudades de vocês caras! E bom, se descobrir que eu estou filmando ela dormindo ela me mata, mas tudo bem, vou correr esse risco. – ele riu - Sei lá, ela está estranha ultimamente, anda calada, triste, eu não gosto de vê-la assim dudes, será que eu fiz alguma coisa que ela não gostou, hein? Mas amanhã ela vai ficar melhor com a surpresa que vou fazer pra ela! Então até depois de amanhã quando estiver ai em Londres. – ele sorriu e desligou a câmera; eu levantei do sofá que estava sentada enquanto todos me olhavam, sorri para eles e apenas subi as escadas, eu precisava ficar sozinha, precisava dormir, o tempo passou e eu me apegava cada vez mais a esses 4 meninos, eu e havíamos nos tornado melhores amigos eu já estava 1 mês e meio em Londres, já havíamos saídos para pub’s, para festas de lançamentos de filmes ou alguma coisa assim. Era de tarde e havia ido para gravadora enquanto eu fiquei em casa sozinha, fiquei a tarde toda na frente da TV até que peguei no sono e dormi lá mesmo no sofá, escutei alguém entrando pela porta da frente fazendo barulho, pelo jeito que conversavam e gritavam pude perceber que eles estavam bêbados, até que as vozes foram chegando mais perto e alguém disse me pegando no colo.
- Calem a boca, ela está dormindo, seus meninos maus! – essa era a voz do , e pude sentir seu perfume se misturando com o cheiro forte de bebida.
- Ei, o apaixonado vai levar sua princesinha para cama! - foi a vez de gritar até que os barulhos e vozes foram ficando cada vez mais fracos e eu pude sentir minha coberta sobre meu corpo.
- Eu sei que você está dormindo, mas é que quando você está acordada eu não consigo te dizer isso, eu não consigo falar o quanto te amo e o quanto preciso de você ao meu lado. Boa noite minha pequena. Eu te amo - ele disse dando-me um beijo na testa e saindo do meu quarto.
Acordei e pude sentir o cheiro de café vindo da cozinha, desci as escadas correndo e lá estava sentado na mesa com uma mão sobre a cabeça e outra segurando seu café.
- Bom dia ! – disse dando um beijo em sua bochecha.
- Bom dia, dormiu bem? – sorriu.
- Aham e você? – disse pegando um pouco de suco.
- É, vamos falar que sim. - ele riu um pouco - Ok, vá para o seu quarto se arrumar que hoje vamos ao shopping.
- Mas hoje você não tem show, ? - disse rindo.
- Tenho sim, mas só preciso ir de tarde para lá. – ele falou. Fui até meu quarto, troquei de roupa e desci; eu estava ansiosa para esse show, seria meu primeiro show do McFly, depois de uma tarde toda de correria no shopping eu e já estávamos indo para o local onde seria o show, chegando lá ele me deixou junto com James, SIM! Era aquele James, depois que nós conversamos, tiramos algumas fotos juntos, até que os meninos apareceram lá no camarote onde estávamos, dei um abraço em todos e fiquei falando um pouco com .
- Ei, eu preciso ir ok, mais eu volto! – ele falou rindo, aquele sorriso que me enlouquecia, o mesmo sorriso que eu nunca pensei que veria um dia pessoalmente - E quando você escutar eu catando , lembre-se que estarei só cantando para você. – nisso, antes que ele pudesse se virar e ir embora segurei o braço dele.
- Eu preciso te mostrar isso – levantei a manga do meu casaco onde lé de baixo se escondia as pequenas letras gravadas em minha pele “?” - ficou olhando para meu pulso um bom tempo até que tirei ele de seus pensamentos – Eu escutei tudo que você falou ontem a noite para mim, eu escutei tudo que sonhava escutar de você, agora você precisa ir – aquele momento era perfeito, eu estava fora de mim e quando vi ele já havia roubado um selinho, o abracei e sorri, ele se virou e sai andando, a cada música que passava eu sabia que aquilo que estava vivendo era real, a cada música eu sabia que eu os amava cada dia mais, e que um dia fui uma daquelas meninas lá em baixo gritando por eles. Depois do show eu e James tivemos que esperar uma meia hora para poder ir ate o camarim deles, enquanto James e eu seguíamos ate o camarim ele ficava me fazendo rir e falando bobagens, James chegou em frente a porta e a abriu e lá eu pude ver os QUATRO meninos que eu mais amava bêbados. sentado enquanto uma prostituta que se falava fã dele sentava em seu colo, o mesmo estava acontecendo com , olhei para lado e vi quase engolindo um ruiva, e do outro lado lá sentado no sofá estava engolindo a loira de farmácia que estava em seu colo. Olhei aquela cena e pude sentir lágrimas escorrendo em minha bochecha, James olhava serio para mim quando percebi que me olhava, virei e comecei a correr; pude escutar gritar meu nome, sai da casa de shows peguei o primeiro táxi que achei e fui para casa.
Abrir os olhos às vezes pode machucar!
’s P.O.V
Olhei para porta e lá vi James. Mas estava chorando, James olhava para ela com cara de quem sentia muito com o que acabara de ver, então levantei correndo jogando a loira que estava sentada em meu colo e fui em direção a , ela saiu correndo e James me segurou, gritei o seu nome mas ela não parou, quando pude perceber os outros caras estavam na porta também. estava com os olhos arregalados e James entrou no camarim enquanto as meninas saiam.
- Acho que agora vocês estão felizes! – James apontou para porta.
Então pela primeira vez vi chorar, eu não sabia o motivo mas eu apenas sabia que ele era totalmente apaixonado por .
- Hey , pare com isso. – disse James bravo - Eu nem sei porque você esta chorando!
- Dude – ele parou um pouco de chorar e levantou seu dedo - Primeiro: eu estou bêbado!
- É, isso eu estou vendo! - James falou rindo.
- Ta, que seja, segundo: eu amo aquela garota – ele disse gritando - terceiro: ela me viu beijando outra!
Depois de um tempo conversando lá no camarim saímos e cada um foi para sua casa, os meninos queriam ir lá na minha casa para ver como estava mas eu não os deixei, abri a porta de casa vendo que tudo estava escuro, passei em frente ao seu quarto e tudo estava em silencio, entrei no meu quarto tomei um banho demorado e fui dormir, amanhã de manhã iria falar com .
’s P.O.V
Chegando em casa, corri para meu quarto e fiquei lá chorando até adormecer e bom, eu já estava decidida no que iria fazer....
’s P.O.V
Acordei, não me dei o trabalho de tomar banho ou ir fazer minha higiene matinal, eu precisava falar com minha prima, saí do meu quarto andando até ao quarto ao lado, bati na porta mas ninguém respondeu, abri a porta e vi sua cama arruma e seu closet aberto, corri até o closet e vi que ele estava vazio, corri até o telefone que tinha eu seu quarto e liguei para os caras, como moramos um do lado do outro eles chegaram rápido aqui em casa, desci as escadas com uma carta nas mãos.
- O que é isso ? - perguntou.
- Uma carta, da - olhei nos olhos de , abri a carta e li em voz alta o que estava escrito:
Olá , se você achou esta carta é porque você me procurou e não me achou, por favor leia isso pra os outros meninos depois ...
Eu agradeço por tudo que passei com vocês! Foi incrível conhecer as pessoas que eu mais amei em toda minha vida!
Sabe, o meu maior erro é me apegar muito fácil as pessoas, principalmente à vocês! Mas agora o que Eu quero falar é não de amor de Prima ou de amiga é sim amor de fã, vocês não sabem como é a vida delas e a minha vida (como ela vai voltar a ser) então vou explicar um pouco como é. Você acorda pensando em seu ídolo e vai dormir pensando nele, você passa horas procurando notícias e quando chega e vê que ele esta com outra menina novamente torna a ilusão a sua melhor amiga, torna-se totalmente dependente dele, você quer o proteger de tudo e algumas vezes de TODOS! E quando você vê alguém falando mal dele ou vê na internet alguma coisa que só pode ser um absurdo, você o protege e acha que isso é maldade, você se contenta com simples ilusões desde histórias de algum site de Fanfics, até mesmo os seus próprios sonhos, você se vê no trabalho de fazer eles felizes mesmo você sabendo que eles nem sabem que você existe... e quando finalmente você os conhece, vê que tudo que você lutou por eles, que tudo que você defendeu eles sobre o que todos falavam, eles provam que tudo que a TV e internet falam é a pura e sincera verdade!
Estou certa que enquanto vocês lêem minha carta eu estarei longe de vocês, nunca se esqueçam “coração de fã é grande, feliz e sorridente, mas se você não o tratar bem ele se torna um coração ferido, esquecido e totalmente QUEBRADO.”
Doloroso é sentir amor por quem não tem coração!
Não pensamos 2 vezes e saímos correndo para o aeroporto e lá estava ela, levantando-se de sua cadeira para seguir para o avião.
- ! – gritou, chegamos perto dela e ela limpou as lágrimas que caiam de seu rosto. tentou aproximar-se dela mas ela se afastou.
- O que vocês estão fazendo aqui? - ela disse com a voz fraca.
- Nós não vamos deixar você ir embora! - eu falei gritando, e então olhei para os caras e eles estavam com os olhos marejados e o mesmo estava acontecendo comigo.
- ... – disse.
- Você não pode fazer isso... - foi a vez de .
- Principalmente com a gente, , nós precisamos de você aqui, desculpa... - eu disse abaixando a cabeça.
- Eu preciso de você , eu preciso de você a cada passo que dou, a cada palavra que falo, a cada música que canto, a cada segundo que respiro... Por favor, nos desculpe e não vá... - ela estava chorando muito, e eu e os caras também estávamos. Tentei me aproximar e ela foi se afastando.
- Desculpar? Desculpar pelo que? São suas vidas e eu não tenho o poder algum sobre elas, eu sou apenas mais uma fã... “Coração de fã é grande, feliz e sorridente mais se você não o tratar bem ele se torna um coração ferido, esquecido e totalmente QUEBRADO” – ela disse a frase que havia escrito na carta com a voz baixa virou-se e foi andando – Tchau meus McGuys.
se encostou na parede e foi escorregando até sentar no chão e lá mesmo começou a chorar, enquanto e iam até ele para tentar acalmá-lo; eu fiquei em pé e imóvel, olhando fixamente pela janela do aeroporto a nossa ir embora.
’s P.O.V
Coloquei meus fones de ouvidos e pela primeira vez a música que escutava não era deles, não era dos meus McGuys.
vem a vida e muda todas as perguntas ...
Luis Fernando Veríssimo

