My Girlfriend's Young Sister
Autora: Cams J.
Status: Finalizada
Revisada por: Cams J.
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: MediumFics / Romance
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one.
Dirigir para casa depois do expediente em dia de sexta feira poderia ser no mínimo irritante, se não fosse pelo fato de ser sexta feira, é claro. Já havia afrouxado a gravata e tirado o paletó antes mesmo de sair da garagem do edifício quando Kate ligou avisando que teríamos visitas, e não havia nada que me irritasse mais do que receber visitas em uma sexta feira, quando tudo o que eu queria mesmo era jantar, tomar um banho e transar por pelo menos duas horas, quando Kate finalmente viraria para o outro lado e dormiria, alegando estar com uma dor de cabeça terrível. Era sempre assim.
As luzes estavam todas acesas quando estacionei o carro e saí batendo a porta, dando a volta para então poder pegar a torta holandesa no banco do carona. Kate abominava doces, então supus que a visita deveria ser realmente importante quando a ouvi implorar para que eu me desviasse de meu caminho para casa a fim de ir buscar a torta do outro lado da cidade.
Acionando o alarme e fazendo malabarismos para carregar a imensa torta, meu paletó, a pasta de trabalho e alguns papéis que havia trazido para casa, toquei a campainha, impossibilitado de abrir a porta com minhas próprias mãos. O som de risadas preencheu o ar assim que vi a porta ser aberta, e aqueles olhos e muito brilhantes fitaram-me, parecendo muito interessados.
- ! – ela sorriu, dando espaço para que eu pudesse entrar. Sorri de volta, largando a pasta e os papéis sobre a pequena poltrona ao lado da porta. Tive de encará-la por alguns segundos antes de finalmente reconhecê-la. Seus cabelos curtos estavam agora muito compridos e cacheados, seus olhos contornados em preto, a boca pintada em um tom de rosa muito claro. Seu corpo havia ganhado curvas surpreendentes, e as roupas haviam mudado de longos e largos vestidos para jeans skinny e blusinhas coladas ao corpo, deixando levemente a mostra o seu sutiã preto com estampa de oncinha.
- , ual! – arqueei as sobrancelhas, fazendo-a sorrir abertamente e colocar as mãos na cintura, dando uma voltinha. – O que está fazendo aqui?
- , isso lá é coisa que se pergunte pra alguém? – Kate perguntou, saindo da cozinha. riu, concordando, e respondeu:
- Estava com saudades da minha irmãzinha querida! – abraçou Kate, que revirou os olhos. – E fui suspensa da escola, mamãe ficou uma fera, então achei melhor deixá-la respirar por algum tempo, claro! – riu, dando de ombros. – Você não se importa de eu passar o final de semana aqui, não é?! – com isso, piscou, mordendo os lábios e sorrindo para mim. Tossi, me sentindo estranho, e então Kate arqueou as sobrancelhas, dando leves tapinhas em minhas costas.
- Espero que isso tenha sido um sim! – sorriu, pegando a torta de minha mão e indo para a cozinha. Observei-a com o canto dos olhos, ouvindo o som dos saltos de suas botas ecoarem.
- Está tudo bem para você, não é, amor?! São só por dois dias! – Kate sorriu, apertando levemente meus ombros. Sorri de volta, sem motivos para recusar, e no final das contas poderia até ser divertido, afinal, não via há realmente muito tempo, desde a última vez em que havia ido até Bristol com Kate.
- Claro que sim! – dei de ombros. – Vou tomar um banho, desço daqui a pouco!
Com os dedos já enrugados, desliguei o chuveiro, sentindo os músculos relaxados por conta da água quente. Enrolei a toalha na cintura e passei as mãos pelos cabelos, desgrudando-os de minha testa. Olhei-me rapidamente no espelho e virei as costas para meu reflexo, abrindo a porta e tomando um susto ao ver sentada sobre a cama, de pernas cruzadas e enrolando os cabelos nos dedos de modo distraído. Ela sorriu, me analisando de modo descarado e malicioso.
- O que está fazendo aqui? – perguntei, apertando os dedos sobre as têmporas um tanto sem graça de ser visto praticamente nu e ser analisado de uma maneira nada sutil. – Onde está Kate?
- Ela está lá em baixo! – se levantou, dando um passo em minha direção. – Pediu para que eu viesse te chamar para jantar, mas como você estava no banheiro, achei melhor ficar esperando! – ainda sorrindo, colocou as mãos na cintura. – E ual, ainda bem que eu sou uma menina obediente, pois não perderia isso por nada! – piscando, mordeu os lábios e suspirou.
Com a garganta apertada e sem querer entender o que ela estava dizendo, resmunguei alguma coisa e gesticulei em direção à porta, esperando que ela saísse para então fechá-la. Ouvi-a gargalhar e sacudi a cabeça, estranhamente ansioso.
~
Já sem fome, empurrei o prato para o lado, sentindo o estômago pesado e cheio. Peguei o resto da cerveja sobre a mesa e bebi-a com apenas um gole, tentando me distrair do fato de que o pé de , sentada ao meu lado direito, estava em minha coxa, por debaixo da mesa. Havia tentado afastá-la, confuso e com o estômago revirado, mas não havia conseguido fazê-la tirar o pé dali sem que Kate pudesse perceber, e o simples pensamento sobre esse fato me fez suar frio.
Não me lembrava de ter conhecido esse outro lado de quando eu e Kate ainda namorávamos, em Bristol. Talvez fosse pelo fato de que isso havia ocorrido há pelo menos seis anos atrás, quando ainda deveria ter dez ou onze anos, e tudo o que sabia fazer era correr de um lado para o outro carregando suas bonecas em pequenos carrinhos de bebê improvisados.
- , você está surdo ou algo do gênero? – Kate perguntou, estalando os dedos em meus ouvidos. – Vá buscar a torta, anda! – empurrou-me levemente, fazendo gargalhar e então tirar discretamente o pé de minha coxa, para que eu pudesse me levantar.
Subitamente irritado e frustrado, abri a geladeira com certa violência e retirei a torta de lá, sem vontade de comê-la, e levei-a de volta à mesa, onde Kate e ainda riam. Revirei os olhos e fui para a sala, sem paciência para risinhos debochados e conversinhas femininas sem nenhuma utilidade.
- Acho que ele ficou nervoso! – ouvi a voz de e revirei os olhos, ligando a TV e aumentando o volume, a fim de abafar o som de suas vozes com a sétima rodada do Campeonato Inglês de futebol, onde Manchester United empatava em zero a zero com o Arsenal.
two.
Passava os canais sem estar realmente interessado em assistir qualquer coisa. Não estava com sono, apesar de ter acordado às seis e meia da manhã no dia anterior, e já estar passando das duas horas da madrugada.
Kate havia ido para a cama depois de lavar toda a louça do jantar com a ajuda da irmã, que a havia seguido para o andar de cima alegando querer tomar um banho e também ir para a cama. A minha noite de sexta feira havia sido realmente chata, a começar pela parte de ter substituído o sexo por futebol e cerveja, além de impaciência e frustração.
Estiquei-me ainda mais sobre o sofá, com preguiça de subir para a cama e sem vontade de observar o teto até conseguir finalmente adormecer. Larguei o controle sobre a mesinha de centro, assistindo um episódio repetido de Friends em algum canal qualquer.
- Adoro Friends, o Joe é tão engraçado! – entrou na sala, assustando-me, e comecei a me perguntar se ela estaria me perseguindo. Olhei em sua direção, observando suas longas pernas descobertas. Usava uma calcinha preta e uma blusinha cinza de manga comprida com caveirinhas também pretas desenhadas. Seus cabelos ondulados estavam soltos, caídos por cima de seus ombros, cobrindo-lhes os seios; a franja jogada para o lado. Um sorriso enviesado cintilava em seus lábios, e seus olhos brilhavam com malícia.
veio em minha direção, e então me empurrou levemente para o lado, sentando-se à minha frente; suas costas de encontro à minha barriga. Sentindo meu corpo esquentar e formigar de modo irracional, pensei em me levantar, mas antes que pudesse me mover, colocou as mãos espalmadas sobre meu peitoral, impedindo-me de levantar.
- O que você está fazendo? – perguntei, lutando para a manter a voz firme.
- Estou sentada, oras! – deu de ombros, sorrindo. – Awn, Chandler e Monica são tão lindos juntos, você não acha? – encarou-me nos olhos, parecendo se divertir em me deixar sem graça, enquanto eu podia sentir meu sangue borbulhar por baixo de minha pele. – Mas sei lá, às vezes ele me parece meio gay! – fazendo careta, aproximou seu rosto lentamente, acariciando desde meus ombros até o abdômen.
- Já é tarde, vá dormir ! – segurando-a pelos pulsos, afastei suas mãos de mim, enfim sentando-me e desligando a televisão.
- Ora, , nem a minha própria mãe manda em mim! – estava escuro, mas pude vê-la voltar a se aproximar. Sentia sua respiração quente contra meus lábios. – Não vai me dar um beijinho de boa noite? – perguntou, encostando os lábios nos meus. Pensei em me afastar, mas não me movi. – Você costumava fazer isso quando eu era pequena, não se lembra? – obstinada, mordeu meu lábio inferior, colocando as mãos em minhas coxas, subindo-as lentamente. Prendi a respiração ao senti-la acariciar-me por sobre a calça, controlando-me para não colocar minhas mãos sobres as dela e pressioná-las com força.
- Você era apenas uma criança, garota! – afastei-a novamente. – O que está fazendo? – levantei-me, passando as mãos pelos cabelos nervosamente. Ela se levantou e gargalhou baixo.
- Não estou fazendo nada, , apenas dando-lhe um beijo de boa noite! – apertou meu queixo com as pontas dos dedos e riu outra vez. – Durma bem! – soprando um beijo no ar, passou as mãos pelos cabelos, subindo as escadas.
Eu estava realmente perplexo, arfando levemente e sentindo minha cabeça latejar de maneira assustadora. Tentava não entender aonde é que gostaria de chegar com aquilo tudo. Não queria entender, mas suas intenções eram obviamente claras. Sacudi a cabeça, passando as mãos pelo rosto e pressionando os dedos nas têmporas. Ela estava brincando, mexendo comigo de maneiras ligeiramente devastadoras e perigosas.
Espantei-me ao me imaginar tocando sua pele quente, ouvindo-a gemer e arfar enquanto percorria minha língua por seu corpo. Fechei os olhos, desconfortável, e pensei em Kate, no andar de cima, deitada na cama de maneira inocente. Sentindo-me culpado, subi as escadas e me deitei ao seu lado, puxando-a para mais perto de mim e beijando seu pescoço, percorrendo seu corpo com mãos ávidas e cheias de desejo. Levantei sua camisola, tocando sua intimidade. Kate gemeu e abriu os olhos, levando os lábios de encontro aos meus e mordendo-os com força antes de entrelaçar a língua contra a minha.
~
- Amor, vou ter que sair! – ouvi Kate me chamar, cutucando-me. – Cirurgia de ultima hora, desculpa! – abri os olhos com certa relutância, encarando seu rosto bem próximo ao meu. – Devo voltar lá pelas seis ou sete horas, você não se importa de ficar com a , não é?!
- O que?! – perguntei, ainda sonolento demais para assimilar qualquer coisa. Kate riu, beijando minha bochecha.
- Vou ter de passar o dia na clínica, tenho uma cirurgia de emergência! – seu olhar se tornou turvo e triste. – Um cãozinho foi atropelado e eu já estou atrasada! – suspirou. – Desculpa. Volto mais tarde e trago uma pizza, certo? – concordei, vendo-a abrir a porta do quarto. – Te amo! – sorriu levemente antes de fechar a porta e correr escada abaixo. Às vezes o trabalho de Kate realmente me irritava.
Tentei voltar a dormir, mas como já havia acordado, dificilmente teria algum sucesso. Levantei-me e encarei o relógio, franzindo o cenho ao constatar que ainda nem passava das nove.
Não me lembrava de ter nenhum compromisso naquele dia, mas não agüentaria ficar o dia inteiro trancado em casa. Muito menos ficar trancado em casa com . Suspirei, tentando localizar meu celular, e encontrando-o no bolso do jeans que estava usando na noite anterior, antes de vir para a cama.
- Droga, , não acredito que você está me ligando a essa hora! – ouvi reclamar e sorri, feliz por poder deixar mais alguém miserável como eu mesmo estava me sentindo.
- Bom dia para você também! – ri, indo para o banheiro e levantando a tampa da privada.
- Que seja!– resmungou. – Você já conseguiu me acordar, o que quer?
- Você é realmente muito simpático pela manhã, alguém já te disse isso? – zombei, fazendo-o bufar de irritação.
- Cara cale essa boca e fala logo o que você quer!
- Espera, é pra calar ou é pra falar? – gargalhei. – Você está me deixando confuso! – apertei a descarga, subindo a boxer com a mão livre.
- Isso foi uma descarga? – perguntou, parecendo perplexo. – Você não está cagando enquanto fala comigo, está? – revirei os olhos, abrindo a torneira.
- O que vai fazer hoje? – ignorei-o, já secando a mão.
- Você é nojento! – resmungou. – Vou sair com a Kelly, por quê?
- Tenho que ficar de babá! – tive vontade de rir, mas me lembrei da noite anterior e minhas mãos suaram. – Pensei que a Kelly estivesse saindo com o ! – arqueei a sobrancelha, mudando de assunto.
- Pois é, estava! – riu. – Agora ele está saindo com aquela ruiva do pub, desde a semana passada! Em que planeta você vive? – dei de ombros, sentindo que aquela conversa já havia tomado um rumo estranho demais.
- Preciso desligar! – suspirei, já abrindo a porta do quarto e indo para as escadas. – Bom encontro pra você!
- Pode apostar que vai ser ótimo! – respondeu, e podia imaginá-lo esfregando as mãos uma contra a outra de maneira frenética.
- Poupe-me dos detalhes sórdidos! – fiz careta, parando no último degrau da escada quando avistei sentada sobre o sofá. – A gente se fala depois! – desliguei, sem esperar por sua resposta. Ela olhou em minha direção, lançando-me um sorriso caloroso.
Acenei com a cabeça em sua direção e fui para a cozinha, arrependido de não ter vestido alguma roupa antes de descer. Podia senti-la vibrando do outro lado da parede, sentada no sofá de maneira maliciosa. Arrepie-me em pensar no que estaria se passando por sua cabeça.
three.
Já havia tomado café da manhã e terminado de tomar banho, e não havia nada mais para fazer. não havia falado comigo, então achei melhor manter o silêncio, afinal, agora estávamos sozinhos e eu não queria nem imaginar o que poderia acontecer se ela resolvesse repetir a cena da noite passada. Recusava-me a pensar sobre isso.
Entediado, peguei o violão e sentei-me à beira da piscina, dedilhando músicas quaisquer. Estava sol e meu rosto já começava a arder quando ouvi o barulho da porta correr pelos trilhos e ser aberta.
- Lindo dia, não é? – saiu de casa e parou ao meu lado. Usava um biquíni preto tomara que caia com o bojo retorcido e a calcinha fio dental. Seus cabelos estavam presos no alto de sua cabeça, e sua franja segura por uma pequena presilha prateada. – O que você está tocando? – perguntou, indo em direção a borda oposta da piscina, preparando-se para mergulhar.
- Nada especificamente! – dei de ombros, observando seus movimentos precisos, antes de vê-la sorrir e mergulhar, espirrando água para os lados. Agradeci mentalmente por não ter molhado o violão. A vi emergir a minha frente, novamente sorrindo.
- Não vai entrar? – perguntou, fazendo um biquinho extremamente sexy para o seu próprio bem.
- Não, acho que não! – com cuidado, coloquei o violão sobre a espreguiçadeira mais próxima.
- Vem, a água está uma delícia! – aproximou-se ainda mais, passando a mão por minhas panturrilhas. – Tenho certeza de que você vai gostar! – pude entender um segundo significado por trás dessa simples declaração, mas dei de ombros, fingindo não notar suas intenções. – Qual é , eu posso ver nos seus olhos tudo o que você tenta esconder! – suas mãos subiam preguiçosamente por minhas pernas, arranhando-me levemente.
- Não tenho nada para esconder, ao contrário de você, é claro! – rebati, irritado, porém um pouco excitado.
- É claro! – concordou, gargalhando. – Você não quer mesmo que eu conte para a Kate, quer? – arregalei os olhos, engasgando. – Claro que não, não é! – sorriu, maldosa. – Você sabe o quanto eu adoro a minha irmã, não sabe?! E eu sei que sentir inveja é algo totalmente deplorável, mas sabe, não consigo evitar! – sussurrou, apertando suas unhas contra minha coxa. – Ouvi vocês dois transarem ontem à noite! – suas mãos subiram para o cós de minha calça, brincando com o zíper de maneira atrevida. – Confesso que eu mesma quase tive um orgasmo, me imaginando lá, no lugar dela!
Tive vontade de mandá-la parar, vontade de empurrá-la para longe e sair correndo dali, mas meus músculos não pareciam querer colaborar, mantendo-me ali sentado, à mercê de suas mãos molhadas, porém quentes. Não conseguia ao menos falar, a fim de mandá-la parar com tudo aquilo e ir para o quarto.
Antes mesmo que eu pudesse pensar, já estava segurando suas mãos assim que a observei abrir a braguilha de minha bermuda. Ela sorriu triunfante e cheia de malícia, abaixando minha boxer. Acariciava meu membro com mãos cálidas e firmes, sabendo exatamente o que fazer. Imaginei aonde é que ela havia aprendido tudo aquilo.
Meu membro já pulsava quando ela finalmente abocanhou-o, lambendo-o e mordiscando-o a certos intervalos de tempo, aumentando e diminuindo a intensidade de seus movimentos. Gemi baixo, sem conseguir me conter, e cravou suas unhas em minha virilha, sorrindo. Era deliciosa a sensação de sua boca em minha pele; sua saliva quente, sua língua subindo e descendo por toda a extensão de meu membro.
- Não precisa se segurar, ! – disse, com a voz rouca, abocanhando-me uma ultima vez antes que eu me derramasse em sua boca.
Cansado e um pouco tonto, acariciei seus cabelos como forma de agradecimento, antes de sentir a culpa lancinante me atingir outra vez.
- Não! – resfoleguei. – Nunca mais faça isso! – levantei-me, encarando seus olhos, cegos em desapontamento. – O que há de errado com você, afinal? – fechando a braguilha às pressas, entrei em casa e fui para o quarto, batendo a porta e jogando-me na cama.
Deus, o que foi que eu fiz? O que foi que eu fiz?
four.
Minha cabeça doía tanto que achei que fosse explodir a qualquer momento. Estava com fome, mas me recusava a sair do quarto, receoso por esbarrar com em algum lugar da casa. Perguntava-me o que ela deveria estar pensando ou fazendo naquele momento, e então a raiva reaparecia, juntamente com a culpa.
Já se passavam das seis, e Kate deveria estar voltando para casa em alguns minutos. Esperava que ao menos se mantivesse calada e guardasse aquele pequeno e sujo segredo para si, assim como eu pretendia manter.
O celular tocou, assustando-me.
- Queijo com peperoni? – Kate perguntou assim que atendi.
- O que?
- A pizza, ! – ela riu. – Em que planeta você vive, querido?
- Queijo com peperoni está ótimo! – respondi automaticamente, levantando-me e indo para o banheiro. Abri o chuveiro. – Kate, estou no meio do banho, podemos nos falar quando você chegar? – menti.
- Claro, nos vemos daqui a pouco! – riu e desligou. Com culpa ou sem culpa, não estava com vontade de conversar naquele momento. Joguei o celular sobre a cama, e logo depois as roupas ganharam o mesmo destino. Entrei debaixo do chuveiro, deixando a água extremamente quente massagear meus ombros.
- Nossa! Você ainda está aí? – com as mãos na cintura, Kate me observava através da fumaça espessa que preenchia o banheiro. – Já faz mais ou menos quarenta minutos que eu te liguei, vamos, saia desse chuveiro!
Odiava quando Kate começava a dar ordens, mas a obedeci, pois meus dedos já estavam tão enrugados quanto papel amassado; e minha pele já ardia, extremamente vermelha.
- A me disse que você não estava se sentindo muito bem, o que houve? – dei de ombros, com a garganta apertada.
- Apenas dor de cabeça, não se preocupe! – saí do banheiro, procurando por algo para vestir dentro do guarda-roupa.
- Ela me disse que você passou o dia inteiro no quarto! – arqueou as sobrancelhas, colocando as mãos na cintura. – Não acredito que você a deixou sozinha o dia inteiro, !
- Tenho certeza de que ela não se importou! – dei de ombros, vestindo a calça jeans e sentando-me na cama para calçar os tênis.
- Aonde você vai? – aproximou-se, entregando-me o frasco de desodorante.
- Sair! – lancei-lhe um sorriso torto, não tão sínico quanto pretendia.
- E aonde é que você vai? – repetiu.
- Na casa do , preciso levar uns papéis pra ele assinar! – bufei, irritado com o interrogatório.
- E tem que ser agora? Você não vê a há quantos anos? Cinco? – resmungou. – Você se encontra com o todos os dias, , droga!
- É importante, e faz parte do meu trabalho, agora, por favor, eu não quero brigar! – vesti a camisa e fui até o espelho, ajeitando o cabelo e passando um pouco de perfume. – Volto mais tarde, boa pizza! – beijei-a na testa e saí do quarto, descendo as escadas rapidamente.
Encontrei a meio caminho da porta, saindo da cozinha. Olhei rapidamente em sua direção e acenei com a cabeça, vendo-a me encarar de uma maneira estranha. Peguei alguns papéis sobre a poltrona ao lado da porta, no mesmo lugar aonde os havia deixado na noite passada, e saí de casa batendo a porta, já desativando o alarme do carro.
- Porra, o que é que você está fazendo aqui? – perguntou, parecendo extremamente aborrecido, assim que abriu a porta. – A Kelly está lá dentro, de fio dental e com os peitos de fora! – sorriu levemente, bagunçando ainda mais os cabelos já bagunçados. Estava apenas de boxer e camiseta.
- Esqueci que você estava com visita! – dei de ombros, empurrando a porta e entrando. – Mas eu realmente não queria ficar em casa. – suspirei. – O e o não estavam então você foi o infeliz escolhido para me receber! – ri. – E não, eu não vou dar o fora daqui! – deixando os papéis sobre a mesa da cozinha, fui até a geladeira pegar uma cerveja.
- Porra, ! – esbravejou. – Eu ia me dar bem, cara!
- Vá em frente, eu não vou te atrapalhar! – indo até a sala, liguei o videogame e me esparramei sobre o sofá.
- Puta que pariu! – bufou, me fazendo rir. – Está bem, mas não quero te ver perto daquele quarto. – apertando os dedos sobre as têmporas, voltou para o quarto, e antes de ouvir a porta ser fechada, pude ouvir uma risadinha feminina um tanto depravada. Fiz careta para a possível imagem de e Kelly se comendo atrás da porta no final do corredor.
~
Mais entediado do que o esperado, larguei o controle do videogame no chão e olhei para o lado, observando distraidamente as onze garrafas de cerveja sobre a mesinha de centro. Podia sentir minha cabeça mais leve e um sorriso bobo nos lábios. Meus pensamentos totalmente bagunçados estavam focados em e na maneira como ela havia me feito sentir aquela tarde, com sua boca quente sobre minha pele e suas mãos molhadas apertando e arranhando minhas coxas.
Mesmo bêbado, pude sentir uma ponta de culpa, que por sua vez, não era páreo para o desejo que queimava por baixo de minha pele, ardendo em minha garganta e formigando em minhas mãos. Eu precisava senti-la novamente; precisava enterrar meus dentes em sua carne, sentir seu corpo contra o meu, o seu suor em minha pele. Precisava ouvir o seu gemido sôfrego ser sussurrado em meu ouvido.
Um soluço brotou de minha garganta, dando-me impulso para levantar, um pouco tonto e ofegante, e ir em direção banheiro. Com a luz ainda apagada, apoiei-me na pia e vomitei, sentindo um alivio quase que imediato em meu estomago. Abri a torneira, deixando a água lavar o líquido amarelado da cerveja envolta em bile, e antes de fechá-la novamente, lavei o rosto, voltando para a sala e deitando-me sobre o grosso e felpudo tapete de , apagando poucos segundos depois, com a imagem daqueles olhos e brilhantes em minha cabeça.
five.
- Ele me parece bem, talvez esteja só um pouco cansado! – podia ouvir alguém sussurrar ali bem perto.
- Eu não sei. Ele me parece um pouco verde, não acha? – outro alguém perguntou, parecendo nervoso.
- Claro que não, deixe de ser bobo pelo amor de Deus! – riu.
- É, talvez não, mas vou ligar para a casa dele! – o silêncio voltou a tomar conta, a não ser pelos passos e alguma voz distante que eu não podia distinguir de onde vinha. Senti um par de mãos apertar levemente a minha testa, fazendo minha cabeça doer ainda mais do que já doía. Eu tinha a leve impressão de que estava de ressaca.
- , acorda! Você está bem? – ela parecia divertida, mas levemente preocupada. Abri os olhos com certa dificuldade, gemendo e fechando-os novamente por conta da claridade, mas antes pude ver o rosto de Kelly quase colado ao meu.
- Eu estou bem! – resmunguei, meio grogue. – Fecha essa droga de cortina! – abanei o ar. Kelly riu e se levantou, me obedecendo.
- Acho que você bebeu um pouco demais, não é?! – levantando minha cabeça, Kelly enfiou uma almofada ali, fazendo-me sorrir em agradecimento.
- Cara, você está um lixo! – riu de algum lugar do cômodo. Dei de ombros, sonolento. – Já liguei para a sua casa, mas a Kate teve de sair para o trabalho, então expliquei o endereço para uma tal de vir te buscar!
- Porra, qual é o problema de eu ficar aqui? – resmunguei, e meu estômago pareceu grudar em minhas costelas.
- Problema nenhum, mas achei que você gostaria de ir pra casa, tomar um banho e ficar devidamente apresentável antes de Kate chegar em casa! – ele divertia-se com aquilo tudo, e eu jurei para mim mesmo que da próxima vez em que ele estivesse no meu lugar, deitado no tapete da sala, parecendo um pedaço de lixo, eu iria rir de sua cara e te dizer exatamente as mesmas coisas que ele havia dito. – Você sabe como ela é chata, digo, sem querer ofender, lógico! – completou.
- É. Chata, eu sei! – com um tremendo esforço, sentei-me e apoiei as mãos nos joelhos.
- Quer uma aspirina, ? – Kelly ofereceu, entregando-me alguns comprimidos e um copo d’água. Tomei-os com um gole só, levantando-me.
- Obrigado! – sorri para ela e minha cabeça latejou. Naquele instante, a campainha tocou, e eu fui rapidamente para a cozinha, pegando os papéis sobre a mesa e uma caneta, afinal, o propósito de tudo havia sido levá-los para assinar. Bom, pelo menos de quase tudo.
- Você deve ser a ! – cumprimentou-a, chamando-a para entrar.
- Eu mesma! – ela pareceu sorrir. Fui até a porta antes que a conversa pudesse se prolongar e entreguei os papéis à , juntamente com a caneta.
- Precisa assinar! – expliquei, quando o vi fazer cara de desentendimento. Já estava do lado de fora quando ele voltou a me entregar os papéis e fechou a porta.
- Não precisava ter vindo até aqui, eu estou bem! – resmunguei, mas mesmo assim lhe entreguei as chaves do carro. – Você sabe dirigir, não sabe?!
- Claro que não precisava, você está realmente me parecendo muito bem! – revirou os olhos, parecendo tão irritada quanto eu. – E sim, eu sei dirigir! – entrou do lado do motorista e bateu a porta, dando a partida. Entrei no carro e me recostei, fechando os olhos e apertando os dedos nas têmporas, que ainda latejavam, embora as aspirinas já começassem a fazer efeito.
Os poucos segundos de silêncio pareceram torturantes, mas por fim, tamborilou os dedos no volante e começou a falar.
- Sabe, a Kate ficou realmente chateada com você ontem à noite! – sua voz soava estranhamente petulante. – Ficou se perguntando o que foi que fez de errado para você sair de casa e passar a noite fora! – os nós de seus dedos ficaram brancos quando ela apertou as mãos ao redor do volante. – Foi tudo muito chato se você quer saber! Realmente tedioso. – deu de ombros e sorriu. – Você sabe o quanto eu realmente amo a minha irmã, mas eu não suporto o fato de que você está com ela! Sabe, isso é uma das poucas coisas que me tiram do sério sobre tudo isso!
- Te tiram do sério? – perguntei, sem propositalmente conseguir conter o sarcasmo em minha voz. – E o que é que você tem a ver com isso, garota? – esbravejei, encarando-a de perfil.
- Eu não tenho nada a ver com isso, mas convenhamos, se você realmente gostasse dela já a teria pedido em casamento. – riu, debochada. – Qual é, vocês namoram há quanto tempo? Oito anos? Talvez nove? – mordeu os lábios, olhando em meus olhos. – Desencana, !
Bufei, sem saber o que dizer em resposta e irritado o suficiente por encarar as verdades por trás de suas palavras. Tudo aquilo poderia ser verdade, eu nunca havia pedido Kate em casamento e até mesmo eu não sabia o motivo disso. Mas eu sabia que a amava, do contrário, qual seria o propósito de desperdiçar oito anos de minha vida namorando a mesma mulher? Eu procurava desesperadamente pela resposta dessa pergunta.
O carro finalmente parou, e quando me dei conta, já estávamos na porta de casa, e já saía, jogando-me a chave. Ela entrou em casa e bateu a porta, parecendo sinceramente irritada. E eu estava sinceramente confuso, afinal, eu não devia explicações alguma a ela.
Mas por que motivo então eu me sentia angustiado? Aflito para poder cuspir algumas verdades em sua cara, assim como ela havia feito comigo? não era nada, apenas uma criança birrenta e cheia de si, alegando coisas como se fossem a pura verdade. Afinal, por que eu me importava tanto com isso?
Irritado e com a cabeça girando, saí do carro e ativei o alarme, subindo para o quarto a fim de tomar um banho. Encontrei um bilhete pregado no espelho.
“ Vou sair com algumas amigas e devo voltar tarde. Não me espere para o jantar e, por favor, não deixe a o tempo inteiro sozinha, ou é capaz de ela não querer voltar mais aqui por contar dos seus excelentes bons modos, não é?!
Com amor,
Kate. “
Amassei o pequeno papel e abri o chuveiro, livrando-me de minhas roupas o mais rápido possível, perguntando-me o porquê de meu final de semana ter se resumido estranhamente a isso: tomar banho para espantar as frustrações.
six.
- O que vai querer para o jantar? – bati à porta do quarto de hóspedes, onde estava, jogada preguiçosamente sobre a cama, assistindo a televisão. Usava uma blusinha de alcinha preta e um short jeans muito curto, com um longo casaco de tricô marrom aquecendo-lhe o tronco.
- Ual, ele fala! – ela riu, debochada. Revirei os olhos, tentando não encará-la por muito tempo, mas suas pernas descobertas eram completamente irresistíveis.
- O que vai querer? – repeti, ignorando-a.
- Que tal pizza? – sentou-se, e o casaco caiu, deixando seu ombro à mostra. Ela era realmente linda.
- Outra vez? – coloquei as mãos nos bolsos, encostando o corpo no batente.
- Sempre! – ela riu, virando-se de frente para mim e abrindo as pernas mais do que o necessário. Engasguei, fazendo-a gargalhar.
- Qual é o problema com você, afinal? – suspirei. – Por que faz isso?
- Faço o que? – mordeu os lábios, acariciando as próprias pernas e sorrindo de forma tarada.
- Quando é que você vai embora, garota? – perguntei, fazendo careta. Ela gargalhou outra vez.
- Amanhã de manhã. – sorriu. – E creio que você vai ter de me dar uma carona, sabe?! – levantou-se e deu dois passos para perto de mim. – Disse à Kate que pediria carona para você, já que ela só vai para o trabalho depois do almoço, e puxa vida, eu não posso chegar em casa muito tarde, não é?! Mamãe ficaria uma fera! – piscou, gargalhando.
- Você é tão sínica, me pergunto o que foi que aconteceu com aquela garotinha normal que eu conheci há nove anos atrás. – afastei-me, embora minha vontade fosse de agarrá-la.
- A garotinha cresceu , e ela tem um apetite insaciável! – olhando-me nos olhos, gargalhou mais uma vez. Arrepie-me com aquele comentário, mas não fiz questão de rebater. – Espero que a pizza chegue logo!
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Eu não estava realmente com fome, mas fiquei ali sentado, forçando um pedaço da pizza de queijo com peperoni garganta abaixo apenas para observá-la comer, lambendo os dedos sujos de óleo de uma maneira extremamente pervertida, olhando para mim.
Começava a ficar excitado, então me levantei, deixando o prato na pia e indo para a sala. O clima estava agradável, mas eu sentia calor, por isso abri a janela, deixando a brisa noturna entrar. Não demorou muito para que logo viesse atrás de mim, insistindo em suas malditas perversões. Estiquei os pés sobre a mesinha de centro e cruzei os braços, olhando para a televisão. se sentou ao meu lado e pegou o controle, começando a zapear pelos canais.
- Perfeito! – disse, parando em um algum filme pornô de um dos canais adultos.
- O que você está fazendo, ? – arfei, procurando pelo controle. – Mude dessa porcaria. – olhei para a TV, onde um jovem casal se acariciava de maneira quente e sensual, seminus. – Qual é o seu problema?
- querido, essa frase já está começando a me tirar do sério, por favor, vire o disco, sim?! – revirou os olhos, olhando para a televisão e sorrindo. – Isso não é sexy?
- Não, não é, e você não tem idade para ver essas coisas! – tentava alcançar o controle, que estava ao seu lado, então me aproximei, passando os braços por cima de seu colo.
- Não tenho, mas isso nunca me impediu! – riu, divertida com tudo aquilo. Eu podia sentir o cheiro de flores que emanava de seus cabelos; sua respiração quente batia suavemente em meu braço. Em um movimento rápido, pegou o controle e desligou a televisão, colando seus lábios nos meus em um ímpeto. Tentei afastá-la, mas suas mãos já estavam em meu pescoço, apertando-me contra ela. Eu não queria ceder, não queria que tudo se repetisse, mas ao mesmo tempo eu queria mais, muito mais do que apenas um beijo e um orgasmo rápido.
Puxei-a para mais perto, sentando-a em meu colo. arranhava minha nuca com suas unhas afiadas enquanto eu apertava sua cintura. Ofegantes, separamos nossas bocas, já muito vermelhas, a procura de um pouco de ar. Ela sorriu e seus olhos brilharam enquanto ela jogava seu casaco para o lado, parecendo triunfante.
Desci minhas mãos para suas coxas e apertei-as com força, ouvindo-a gemer baixo em meu ouvido. Beijei seu pescoço, lambendo-o e dando pequenas mordidas. pressionava seu sexo contra o meu, me deixando ainda mais excitado e necessitando de despi-la rapidamente. Subi as mãos para a barra de sua blusa, subindo-a um pouco mais, enquanto beijava-lhe o colo e apertava-lhe o seio com uma das mãos.
- Então isso é tudo o que você pode fazer? – sussurrei em seu ouvido, com a voz rouca, em um ato impensado, fazendo-a resfolegar enquanto beijava meu pescoço. Suas mãos desceram de meus ombros para a barra de minha camiseta, puxando-a para cima. Levantei os braços para facilitar-lhe o trabalho, já totalmente envolto no que estava fazendo e sem a intenção de parar.
Com mãos ágeis, abri a braguilha de seu short, para em seguida e afastá-la, deitando-a sobre o sofá, a fim de tirar a peça. Previsivelmente, estava sem calcinha, o que me fez rir enquanto abaixava o corpo, beijando-lhe a parte interna das coxas. Ela sorriu com certa dificuldade e deixou um gemido escapar-lhe pela garganta. Acariciou os meus cabelos e agarrou-os com certa força ao sentir-me passar a ponta dos dedos sobre sua intimidade, para em seguida lambê-la e então me afastar, subindo os beijos por sua barriga até alcançar-lhe a boca.
Sua língua quente contra a minha fazia-me arrepiar, e suas mãos sobre meu corpo pareciam experientes no que faziam. Tirei sua blusa, beijando-lhe os seios e mordiscando-os levemente, para então apertá-los com um pouco mais de força com as mãos livres. Ela já estava completamente nua quando finalmente parei para observar seu corpo, fazendo-a corar de prazer e vergonha.
- Vamos lá , não pare agora! – arranhou meu abdômen, fazendo-me gemer baixo, e então suas mãos desceram para o cós de minha calça, abrindo a braguilha com tanta rapidez quanto no dia anterior, e então, com as mãos quentes, acariciou meu membro, já rijo, e arranhou-o suavemente. Mordei seus lábios, descendo os beijos para seu pescoço, lambendo-o. me empurrou para trás, descendo minha calça juntamente com a boxer, fazendo-me sentar novamente, ofegante. Engatinhou em minha direção, acariciando meu pescoço. Mordeu o lóbulo de minha orelha e sentou-se em meu colo, fazendo-me penetrá-la de uma só vez. Gememos em coro, e eu olhei para seu rosto, levemente contorcido de prazer. Como que ouvindo meus pensamentos, abriu os olhos, encarando os meus. Com movimentos perfeitamente sincronizados, gemíamos nos encarando. Seus olhos pareciam vidrados e eu imaginei que os meus não estariam muito diferentes.
Deitei-a novamente, apertando suas coxas e empurrando suas pernas para trás pelos joelhos, penetrando-a ainda mais fundo enquanto ela gemia mais uma vez. Eu podia sentir o suor escorrendo por minhas costas enquanto o desejo crescia ainda mais, aproximando-se lentamente do momento do clímax. Apertei sua cintura uma ultima vez e pude sentir seus músculos se retesarem ao meu redor e um gemido escapar de seus lábios, anunciando que ela já havia chegado lá. Penetrando-a uma ultima vez, larguei-me sobre ela depois de minha própria satisfação, tomando o cuidado de apoiar-me sobre os cotovelos para não soltar todo o peso de meu corpo sobre o seu.
Seus lábios tocaram os meus mais uma vez, mas agora com carinho e cuidado, enquanto seus braços apertavam-se em volta de meu pescoço.
- Obrigada! – sussurrou, com a voz falha. – Esse foi o melhor orgasmo de toda a minha vida! – não pude deixar de rir, um tanto curioso para saber quantos outros ela já tivera, mas receoso o bastante para não perguntar.
seven.
Já estávamos vestidos quando Kate chegou, infelizmente não tão tarde quanto havia dito que chegaria, em seu bilhete. , que estava deitada com a cabeça apoiada em meu colo, se levantou rapidamente, sentando-se o mais distante possível de mim que o sofá permitisse, lançando-me um sorriso discreto, porém cheio de malícia.
- Ainda estão acordados? – Kate perguntou, olhando de mim para e depois de volta para mim. – O que fizeram hoje?
- Comemos! – respondeu, divertida. Eu quis revirar os olhos, mas achei melhor apenas dar de ombros. – Estava uma delícia! – mordeu os lábios discretamente.
- Ual, espero que tenha sobrado um pouco para mim então! – Kate sorriu, fazendo gargalhar alto.
- Claro, a pizza está dentro do forno e ainda tem torta na geladeira! – respondi, lançando um olhar de súplica à , para que ela parasse com suas indiretas.
- Ótimo! – Kate deu de ombros, mas ao invés de ir para a cozinha, subiu as escadas.
Ainda rindo, se levantou, e antes de também subir as escadas, beijou meus lábios mais uma vez. – Boa noite, ! – com um suspiro, desliguei a televisão e passei as mãos pelos cabelos, também indo para quarto.
Kate tomava banho e, sem vontade de ter a provável conversa sobre o porquê de ter eu ter passado a noite fora, deitei-me na cama e fechei os olhos, fingindo dormir. As imagens de surgiram em minha mente, fazendo-me afundar ainda mais a cabeça sobre o travesseiro.
Havíamos transado mais de uma vez sobre o sofá, nunca satisfeitos até que o cansaço realmente tomasse conta e nossas respirações não passassem de suspiros entrecortados e arfantes. Eu ainda podia sentir o seu gosto em minha boca, levemente salgado por conta do suor resultante do sexo. Ainda podia ouvir os seus gemidos em meus ouvidos, e sorri com isso, desejando-a novamente, embora a culpa sempre ressurgisse, causando-me náuseas e me fazendo suar frio, embora não pudesse mais controlar o meu desejo de possuí-la mais uma vez, e depois outra. Contemplando seus olhos em minhas lembranças, adormeci, desejando que isso não virasse um costume.
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Acordei com o despertador tocando, avisando que já eram seis horas. Levantei-me, com preguiça, e tomei um banho rápido. Vesti o terno e a gravata e ajeitei os cabelos, dando uma rápida olhada em direção a cama, onde Kate ainda dormia.
Em silêncio, saí do quarto, fechando a porta. Precisaria levar até o aeroporto, e suspirei ao pensar nisso, exasperado. A porta de seu quarto já estava aberta, então supus que já me esperava no andar de baixo. Desci as escadas rapidamente, encontrando-a sentada sobre o sofá, com uma xícara de café em mãos.
- Bom dia! – ela sorriu, levantando-se e vindo em minha direção, entregando-me o café. – Suponho que você não quer que eu acorde Kate, não é?! – dei ombros, embora quisesse pedir para que ela não o fizesse. – Ótimo então, pois eu também não estou muito a fim fazer isso! – riu, fazendo-me arquear as sobrancelhas, imaginando qual seria o real sentimento de por sua irmã. Dei um gole no café, observando-a. Vestia um jeans skinny vermelho, uma camiseta branca colada ao corpo e tênis All Star. Seus cabelos caíam, ondulados, por sobre seus ombros, e sua franja penteada para o lado. Linda. Completamente linda!
Deixando a xícara sobre a mesa, peguei minha pasta, juntamente com as minhas chaves, e saí de casa, com ao encalço. Entramos no carro em um silêncio torturante e completamente irritante, mas por falta do que dizer preferi ficar calado. Era constrangedor o fato de ter cedido às suas provocações, e ainda mais embaraçoso o fato de que havia completado dezessete anos há apenas alguns dias.
O trânsito estava lento, como era de se esperar em uma segunda feira de manhã, e eu tamborilava os dedos no volante quando senti a mão de em minha perna, acariciando-me, subindo cada vez mais. Mordi o lábio, observando-a com o canto dos olhos. Ela sorria de maneira sacana, me olhando de maneira divertida e cheia de malícia.
- Você não cansa nunca? – perguntei com a voz falha, ao que a senti apertar levemente meu membro por sobre a calça. A gravata parecia apertar minha garganta mais do que o normal. simplesmente riu em resposta, abrindo a braguilha e enfiando a mão por dentro de minha boxer.
- Puxa, Calvin Klein! – ela riu. – Isso é tão sexy, aposto como a sua secretária também deve adorar. – engasguei, fazendo-a gargalhar, abaixando o corpo lentamente.
- Do que você está falando? – eu já começava a suar frio, sentindo meu membro começar a latejar. Olhei para os lados, com medo de que alguém pudesse ver, mas relaxei com um suspiro ao me lembrar de que os vidros escurecidos não deixavam que olhares curiosos pudessem nos observar
- Eu estava só brincando, é claro, mas se não é verdade, para que tanto nervosismo? – riu de minha cara provavelmente perplexa, e então me arranhou, fazendo-me soltar um gemido de prazer e dor.
Levando em consideração o fato de o calor ali dentro já parecer extremamente sufocante, liguei o ar condicionado e afrouxei a gravata. suspirou, e então sua boca quente me envolveu. Entrelacei meus dedos em seus cabelos, acariciando-os, enquanto lambia toda a extensão de meu membro, mordiscando-o levemente, ao mesmo tempo em que me masturbava com uma das mãos, enquanto a outra ocupava-se em apertar minha coxa. Acelerei, movendo o carro alguns poucos metros para a frente.
Eu queria poder fazê-la se sentar em meu colo do modo como havia feito no dia anterior. Queria poder senti-la novamente junto a mim, mas tudo o que pude fazer foi apertar sua nuca e acariciar-lhe as costas, gemendo baixo, até finalmente me derramar em sua boca sorridente.
Puxei-a para cima e beijei-lhe os lábios, mordendo-os com força, para então entrelaçar nossas línguas em um beijo quente e ao mesmo tempo suave.
- Alguém já te falou que você é, realmente, delicioso, ? – sorriu ao quebrar o beijo. Ri sem jeito e revirei os olhos, apenas pela força do hábito. gargalhou, passando as mãos por meus cabelos e apertando o nó de minha gravata. Sorri em agradecimento, vendo-a recostar-se no banco do carona e recolocar o cinto de segurança, ao que o transito finalmente pareceu se mover.
epilogue.
- Bem, obrigada pela carona, ! – sorriu, saindo do carro. Eu iria chegar atrasado no trabalho se demorasse ainda mais, mas em um impulso, saí do carro e ativei o alarme, seguindo-a.
- Te levo até dentro! – peguei a mochila de sua mão e passei uma alça sobre o ombro. riu, piscando em minha direção. Com uma mão na base de suas costas, guiei-a até o portão de embarque.
- Acho que você deveria ir até Bristol mais vezes, ! – mordeu os lábios. – Convença Kate a ir até lá no mês que vem, para o aniversário de mamãe! – arqueei a sobrancelha, considerando momentaneamente o pedido, mesmo sabendo o real motivo por trás dele, sabendo o quão errado o mesmo era. Dei de ombros.
- Onde está o seu celular? – sorriu, estendendo a mão em minha direção.
- Para que? – perguntei desconfiado, mas entreguei-o a ela mesmo assim. gargalhou, também pegando o seu celular. Colocou-os lado a lado por um instante, parecendo bastante concentrada, e então, fechando o flip de meu celular, devolveu-o para mim. – O que você fez?
- Nada de mais! – deu de ombros, mas seus olhos brilhavam de excitação. – É apenas uma lembrancinha! – ouvindo a ultima chamada para embarque de seu voo, se aproximou, umedecendo os lábios. – O final de semana foi realmente prazeroso. Vou sentir saudades! – colocando as mãos em minha nuca, encostou a boca na minha, sorrindo. Sem conseguir me conter, enlacei-a pela cintura, beijando-a com força até sentir que nossos lábios latejavam.
- Boa viagem! – empurrei-a em direção ao portão, vendo-a rir e acenar, soprando um beijo no ar. Olhei para os lados, rezando para não encontrar nenhum conhecido por ali, e suspirei satisfeito ao notar que apenas um casal de desconhecidos me encarava, de cara feia.
Encolhendo os ombros, achei melhor sair dali logo de uma vez, antes que me atrasasse ainda mais. Abri o celular, engasgando ao encontrar uma foto de nua, deitada em cima de mim e sorrindo. Achando graça e ao mesmo tempo sentindo meu estômago voltar a revirar com a culpa, passei a mão livre pelos cabelos, me perguntando como não a havia visto tirar aquela foto, e finalmente me permitindo pensar no que faria agora que o estrago já estava feito.

