Non Pensavo

Autora: Minush
Status: Em Andamento
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Romance - SongFic/LongFic
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Capitolo uno


Non pensavo che sarebbe stato poi
Eu não pensava que teria sido
Così facile dirti ciao (dirti ciao)
Tão fácil te dizer adeus (te dizer adeus)
Non pensavo che rivedendoti per strada
Eu não pensava te vendo de novo pela rua
Avrei ridetto poi facilmente ciao* (facilmente ciao)
Eu teria dito, de novo, facilmente oi (facilmente oi)

*A palavra ciao é usada pelos italianos seja como adeus/tchau que oi*

Era um dia normal de sábado.
Eu acordei cedo, apesar de ter dormido tarde e do cansaço da semana inteira acumulado. Jurei que não acordaria antes das dez, mas não consegui, pra variar. Abri os olhos e confirmei o que eu já suspeitava: ainda eram oito e meia da manhã. Bufei, frustrado por nunca conseguir acordar mais tarde. Recusei-me a levantar da cama àquela hora, mesmo sabendo que não conseguiria dormir de novo por já ter acordado. Peguei o controle da televisão que estava no chão ao lado da minha cama e fiquei assistindo um programa qualquer.

Eram nove horas quando eu resolvi levantar e escovar os dentes. Tomei um banho gelado, para ajudar a despertar. Peguei uma bermuda e uma camiseta que estavam bem na frente na gaveta, era sempre assim, eu sempre pegava as roupas que estavam em cima; era mais rápido. costumava pegar as roupas que estavam embaixo e pôr em cima, de modo que eu as pegasse. Segundo ela, as pessoas achariam que eu só tinha aquelas mesmas roupas. , minha ex... de vez em quando eu me pegava pensando nela. Minha ex. Isso soava tão estranho.
Afastei esses pensamentos da minha mente e logo depois fui à padaria comprar pão como todo sábado de manhã. Eu gostava da minha rotina.

Eu já estava na metade do caminho; meus dedos brincavam distraidamente com as chaves, quando a vi andando na direção contrária à minha. Céus, ela estava linda. Os cabelos estavam soltos, do jeito que eu gostava, e ela falava ao telefone e mostrava seu sorriso contagiante aos passantes. Com certeza estava falando com a . Ela estava concentrada em sua conversa e eu tinha certeza que ela ainda não tinha me visto. Pensei em voltar por onde tinha vindo e dar a volta no quarteirão; era o caminho mais longo, porém eu não tinha certeza se queria que ela me visse.

Fazia o quê? Um mês que a gente tinha terminado? Aliás, que ela terminara comigo. Ela era a mulher da minha vida; isso é muito gay, mas eu me imaginava envelhecendo ao lado dela. Como eu fui deixar um ciúme bobo acabar com o nosso relacionamento de quatro anos?
Eu estava tão preso pelos meus pensamentos que ela me viu e acenou para mim antes de eu me decidir se mudaria meu trajeto e fingiria que não a tinha visto. Agora não havia mais jeito.
Dei o meu melhor sorriso Dona Florinda ("Que milagre o senhor por aqui") e acenei de volta enquanto me aproximava dela que parou a poucos passos de mim. No meu caso, era realmente um milagre vê-la por aquelas partes.

- Quanto tempo! - ela exclamou com um sorriso assim que parei em frente a ela. - Vejo que você continua o mesmo.
- Claro. Você achou que em um mês eu me tornaria um gordo barbudo? - disse brincando e ela riu.
- Claro que não, seu besta.
- Como você ousa me chamar de besta? - me fiz de ofendido com direito a uma cara afetada. Que gay.
- Você sempre foi e continua sendo um grande besta, .
- Você nunca reclamou, dona , muito pelo contrário, sempre pareceu gostar. - eu disse sem pensar e me amaldiçoei logo depois.
- Continuo gostando, . - ela disse com aquele sorriso lindo e eu não entendi nada.
- Ainda gosta? - Arqueei a sobrancelha e franzi o cenho. Ela pareceu perceber o que falou porque corou muito. - Erm... mas o que você faz por esses lados? - disse tentando cortar o clima chato.
- Vim visitar uma amiga, a .
- Ah, sim.
- E você?
- Eu moro aqui, esqueceu? Estava indo comprar pão.
- Sim, claro! Que pergunta a minha! - ela exclamou, batendo na própria testa - Eu tenho que ir, a já deve estar me esperando.
- Tudo bem, e eu vou comprar meu pão. - ela sorriu e eu cocei a cabeça.
- Foi bom te ver, .
- Foi maravilhoso te ver, . - dei um sorriso galanteador que só aumentou ao vê-la corar novamente.

Nos despedimos e ela continuou andando na direção oposta; dei poucos passos e olhei para trás. Ela estava ao telefone de novo - , aposto - enquanto andava daquele jeito sexy dela. Tudo nela era sexy. Fiquei parado lá com um sorriso besta no rosto até ela virar a esquina e eu não poder vê-la mais. Andei mais um pouco até a padaria quando tive uma idéia. Um sorriso desenhou os meus lábios e eu peguei o telefone.

- Dá "bum dia" pra mim. - eu disse dando meia volta, andando em direção à minha casa de novo.
- Você que ligou, você que tem que dar a bundinha. - disse e eu ri.
- Vai sair, dude? Queria dar uma passada aí.
- Pode vir.
- Deixa eu falar com a rapidinho? - pedi e pouco depois ouvi a voz da .
- Fala, zinho!
- , eu acabei de encontrar com ela. - sorriso besta de novo. Vira macho, !
- Você parece uma menina falando desse jeito, . - e ela riu da minha cara. Toma, ! É para você deixar de ser fofoqueiro. E gay. - Mas enfim, ela me disse, acabou de desligar o telefone. - Eu não disse? Sabia que ela ia ligar para lá. Conheço a minha garota.
- Você acha que ela ainda gosta de mim? - perguntei, com medo da resposta. Que patético; só porque eu a vi eu fiquei mais gay que o normal. O que um cara apaixonado não faz...
- Se eu acho? Eu tenho certeza!
- , tem pão aí?
- Tem, por quê? - ela pareceu não entender.
- É que eu não tomei café ainda; daqui a pouco eu estou chegando para a gente conversar.
- Beleza. vai falar contigo.
- Fala, dude.
- Você vem mesmo, mané?
- Vou. O que é que você quer? - disse enquanto abria a porta e entrava em casa.
- Cerveja. - era de se esperar - E o FIFA 2009.
- Caralho , compra o seu.
- Pra quê se eu posso pegar o teu emprestado?
- Não vou levar; da última vez você demorou três meses para devolver. - disse sério. Claro que eu ia levar. - Até mais. - bufou e começou a rir em seguida.
- Até.

Peguei o bendito jogo e tirei as chaves do bolso. Tranquei a casa e desativei o alarme do carro. Joguei o FIFA 2009 no banco do carona e liguei o rádio, logo reconhecendo a música e cantarolando. Parei no Sainsbury's e comprei algumas - muitas - latinhas de Foster's e algumas coisas para comer.
Voltei para o carro ansioso; faltava pouco para chegar à casa de e . Voltei minha atenção para a estrada, para aquele caminho que fora percorrido por mim milhões de vezes. Com certeza ia saber me dizer o que fazer em relação a ; ela era a melhor amiga dela. Engraçado pensar que a , melhor amiga da desde que eram pirralhas, namorava e morava com o , um dos meus melhores amigos, há alguns anos. Não sei se era destino ou pura coincidência.

Perdido nos meus pensamentos aleatórios, cheguei à casa dos pombinhos.

Capitolo Due


Non pensavo che sarebbe stato poi
Eu não pensava que teria sido
Così semplice lasciarti indietro (lasciarti indietro)
Tão simples te deixar para trás
Non pensavo che le nostre confidenze
Eu não pensava que as nossas confidências
Sarebbero andate perse (andate perse)
Seriam perdidas (perdidas)


Eu estava estranhamente nervoso e meu estômago roncava, denunciando que eu não havia comido nada desde que acordara. Apertei a campainha e logo uma sorridente abriu a porta.

- ! - ela me abraçou. - Quanto tempo que você não aparece, garoto. Nunca vem visitar os amigos, a gente que tem que ir atrás de ti.
- Oi, , bom dia para você também. - eu disse rindo enquanto fechava a porta atrás de mim. Fomos até a cozinha e eu encontrei a mesa posta com tudo que tinha direito.
- Já disse o quanto eu te amo, ? - me sentei. Estava prestes a perguntar pelo quando o próprio apareceu.
- E aí, cara? - sorriu e pegou um pãozinho conseguindo desviar do tapa que eu ia dar na mão nele. Qual é, a botou a mesa para mim. - Trouxe o que eu te pedi? - fiz um sinal positivo com a cabeça já que estava com a boca cheia. era pior do que minha mãe, me mataria se eu falasse com a boca cheia.
- Trouxe a australiana. - disse apontando para as sacolas encostadas na parede.
- Foster's. Boa escolha. - ele foi pôr as cervejas na geladeira enquanto eu continuava matando a minha fome. que, até então eu não tinha reparado que tinha saído da cozinha, voltou e sentou-se à minha frente.
- Tá bom aí, esfomeado?
- Delícia! Valeu, .
- Nada, amore. Mas me diz, o que você queria conversar? - como se ela não soubesse. Assim que ouviu isso se levantou.
- Vocês vão ficar sentimentais demais e eu tenho mais o que fazer. - pegou o jogo que estava no balcão, deu um selinho na e foi para a sala. Eu o seguiria se a conversa não fosse importante. Eu respirei fundo e não disse nada. Mesmo com meus olhos ocupados demais com a limpeza do chão - como aquilo poderia brilhar tanto? -, pude perceber que ela me olhava com pena.
- Eu sinto falta dela. - disse por fim.
- Eu sinto falta de nós quatro em um restaurante. O bêbado e ela dizendo um bando de besteiras junto com ele e zoando dele. - ela fechou os olhos por um instante e riu. Um riso que logo se transformou em um sorriso fraco. - Olha, , eu não sei como você vai encarar isso, mas tem algo que eu quero te dizer. - Me ajeitei na cadeira, de modo que pudesse olhá-la nos olhos; seu semblante era triste. - Ela te ama, eu tenho certeza, mas... - o início da frase me dava conforto, mas a última palavra me intrigou - Eu... eu estraguei tudo! Eu disse que ela tinha que esquecer a briga de vocês, no sentido de te perdoar e voltar para você. - ela olhou para mim apreensiva, como se tivesse medo da minha reação. - Acontece que ela entendeu tudo errado! - ela começou a falar rápido e em tom de desespero. - Ela estava frágil, carente, e sabe aquele cara do estúdio?
- Adam Stockford! - neste ponto meu punho já estava cerrado e eu o bati na mesa ao dizer o nome daquele infeliz que estava de olho na minha garota. - Desculpa, , continua.
- Pode expressar tua raiva, , eu também odeio ele. Enfim, você lembra que ele ficava meio que dando em cima dela e ela dizendo que eles eram só amigos?
- Claro! Por causa daquele desgraçado que ela terminou comigo.
- Eu vivia dizendo para ela dar um fora nele e ela me chamava de neurótica. - ela rolou os olhos - Ele chamou ela para sair, e ela foi. Só que ele chamou de novo e agora ela ‘tá meio que sem graça de dar um chega pra lá nele, porque ele é fofo e blá blá blá. Ah, se eu pego aquele moleque! - ela disse com raiva e eu ri.
- , eu quem deveria estar dizendo isso.
- Nah. - ela fez um som estranho, que eu entendi como sinal de indiferença. - Tudo bem, você deveria dar uma bela surra nele, mas bem que eu gostaria de ajudar. - rimos.
- Eu vou ver o que eu vou fazer pra conquistá-la de novo. E a senhorita vai me ajudar!
- Com certeza. - ela prestou continência. - Soldado aos seus comandos, capitão.

Ainda me lembrava das palavras dela. Tão frias. "Me procura quando tiver crescido, ".

- , você está bêbado. - ela disse rindo enquanto tirava os scarpins.
- E por acaso você não está? - gargalhei junto com ela. - Vem cá. - disse batendo na cama do meu lado quando ela terminou de tirar o sapato. Ela deitou-se ao meu lado, me abraçando.
- Feliz aniversário de quatro anos. - me deu um selinho.
- Já é a quarta vez que você me diz isso, - eu ri. - mas feliz aniversário de quatro anos para você também.
- Quarta? - ela riu. Fiz que sim com a cabeça.
- Quando eu liguei de manhã, já que eu saí mais cedo que você; quando nós fomos almoçar juntos; quando a gente brindou com o pessoal no bar; - eu enumerava nos dedos - e agora. - completei.
- Eu sou realmente muito chata. - ela riu.
- Sim, você é a minha chatinha. Só minha. - a beijei.
- Chatinha? Você me disse que eu era a tua sexy lady. - ela riu.
- Você é a minha sexy lady chatinha. Agora vem aqui me dar um beijo, vem.

O jogo acabava e me vencia novamente.

- Tá mal hoje, hein dude? - zoou.
- Sábado que vem a gente se acerta. Você vai implorar para eu te deixar ganhar. - disse com um ar superior e ele me mandou o dedo do meio, me fazendo rir. Já tinha bebido um número razoável de latinhas e até almoçado. Ia dizer que estava indo embora, já que precisava dormir um pouco antes de ir ao jantar em família que a minha mãe tinha organizado porque algum parente meu ia se casar. O celular da tocou e eu resolvi esperar mais um pouco.
- Oi. - ela sorria. - Hum, e o que você disse? Claro que tem, esse cara é um chato! - Agora eu tinha certeza de que era ela. Afinal, chato só podia ser o Stockford. - Não, não faz! E você não tem que esquecer, tem que perdoar. - com a apoiando-a a me perdoar e eu tentando reconquistá-la, ela tinha que voltar para mim. Estou ficando louco. - Ok, não falo mais nada, mas você sabe o que eu penso. Love ya. - bufou quando desligou o telefone e se virou para mim. - Ele a chamou para sair de novo e ela disse que quer dar uma chance para ele porque ele a faz bem. - ela revirou os olhos. - , faz alguma coisa logo porque ela é muito burra.
- , eu tenho que ir; vou dormir um pouco antes do jantar, mas pode deixar comigo.
- Certo, vê se age logo em relação à .
- Calma, . - ri.
- É que eu não aguento ver tamanha burrice. Não sei por que ela não pára de besteira logo.

Eu também não, eu também não.
Acordei e uma enorme dor de cabeça tomou conta de mim antes mesmo de eu abrir os olhos. Isso tinha nome: ressaca. O sol batia no meu rosto, incomodando, como se dissesse "acorda, vagabundo". Ele que se dane. Dei as costas para o sol - sou rebelde - e tateei o criado mudo em busca do celular. Finalmente abri os olhos e constatei que eram mais de meio dia. Flashes da noite anterior se passaram pela minha cabeça.

Cerveja. Comida. Risadas. Cerveja. Prima. Noivo. Criança chata. Mais cerveja ainda. Pouco sal no arroz. Vinho. Chelsea. Cerveja de novo. Beijos. Opa. OPA. FODEU.

Parece que nessa hora a dor de cabeça resolveu aumentar. Virei de novo ficando de barriga para cima e o sol voltou a bater no meu rosto, mesmo eu tendo certeza de que lá fora o tempo não estava nada perto de quente. Minha reação foi fechar os olhos imediata e involuntariamente e imaginar que até o sol estava rindo de mim enquanto uma voz ecoava na minha mente.
Tá vendo? Você beijou a Chelsea, veio parar aqui com ela, não lembra se transou, se usou camisinha, se foi bom... Vai que depois ela aparece grávida aqui? Adeus planos de reconquistar a . Tu ‘tá fodido, meu amigo, pra deixar de ser besta.

Sabe aquele ditado que diz que o corno é o último a saber? Eu me sentia como um corno, sem saber de nada. Fui fazer minha higiene matinal e logo depois fui à sala, a qual estava vazia. Tinha um bilhete "colado" com um imã na geladeira: "Me liga, Chelsea xxx".
Eu não. Nem sabia o que havia acontecido ontem ainda, e no momento isso era prioridade.

Essa idéia de não saber o que acontecera me aterrorizou pelo resto da semana. Pouco me lixei e mandei flores para do mesmo jeito. Mentira, não mandei. Não sou cafajeste e sou covarde, precisava saber o que tinha acontecido primeiro. acabou voltando ao Brasil, terra natal dela, a negócios por dois meses.

Os piores dois meses da minha vida. O bom é que eu finalmente havia descoberto o que acontecera naquela noite.

Capitolo Tre


Ma un altra opportunità me la vuoi dare?
Mas você quer me dar uma outra oportunidade?
Me la vuoi dare?
Quer dá-la?

Mais uma vez me amaldiçoei por acordar cedo demais num sábado. A banda estava de férias então não tinha motivo para acordar cedo.
Ia fazer uma semana que a estava no Brasil e eu resolvi ligar para a Chelsea. Logo me dei conta de que eu era o único maluco acordado às sete – SETE! EM UM SÁBADO! Incrível – e que todos deveriam estar de ressaca, inclusive Chelsea. Desliguei e fui à padaria, como sempre.

Pus duas fatias de pão na torradeira e estava arrumando a mesa e fazendo café quando meu celular tocou. Eu estava tão concentrado no meu café que até me assustei quando isso aconteceu.

- Fala. - disse sem olhar no visor.
- Hey. Você finalmente ligou depois de duas semanas.
- Chelsea, é que... bem, podemos conversar?
- Claro, pode falar. - nesse momento a torradeira apitou e minhas torradas subiram. Como gosto delas bem crocantes e, se eu aumentasse a temperatura elas iriam queimar, liguei a torradeira de novo e as torradas desapareceram parcialmente.
- Não tem como você me encontrar no Nando's à uma da tarde? A gente almoça e conversa mais a vontade. Pode ser?
- Pode. - ela disse depois de alguns segundos, como se estivesse pensando. - É tão importante assim?
- Hm, para mim é. - Desliguei a torradeira fazendo minhas torradas - agora do jeito que eu gostava - saltarem antes do tempo. As pus num prato, o qual eu coloquei na mesa.
- Tudo bem, então. No Nando's perto da minha casa?
- Sim, ótimo. Te vejo lá então.

Depois dessa breve conversa eu pude sentar e tomar meu café da manhã em paz. Não. Depois da primeira mordida meu celular tocou novamente. Quando eu terminei de tomar café meu celular tinha tocado quatro vezes excluindo a ligação da Chelsea. Estava muito requisitado hoje. E eu pensando que era o único acordado. Amarga ilusão.

. Primeiro ligou perguntando se eu queria jogar futebol, logo após me ligou perguntando se eu ia e depois foi a vez de . Disse que sim e desliguei na cara dos últimos dois após dizer que queria tomar café em paz com uma risada gostosa.
Eles não podiam simplesmente ligar para o Danny e perguntar se eu iria? É, esses eram meus companheiros de banda: idiotas. A quarta ligação foi a .

Jogamos duas ou três partidas e eu fiz quatro gols. Sou o máximo. Preciso dizer que uma das primas do não era feia como ele e sim muito gostosa. E ainda tinha um bom gosto porque deu mole para mim. Quase a peguei, mas depois que a Laura quase me puxou pela orelha e me fez ouvir um sermão mais longo que duas viagens de ida e volta até Marte, eu não arrisquei nem olhar para nenhuma garota mais e me apressei para ir em casa tomar banho antes do almoço com a Chelsea.

Ela era realmente muito pontual. Eu estava esperando do lado de fora do restaurante havia apenas uns cinco minutos quando ela chegou. E não, eu não fui insensível em não buscar ela. Ela morava praticamente do lado do restaurante e era só um almoço entre amigos, não um encontro.
Nos cumprimentamos e eu abri a porta para ela entrar. Rá, continuo um cavalheiro. Esperamos o garçom vir até nós e pedi uma mesa para dois. Esperamos mais um pouco e o garçom nós levou até a nossa mesa. Como o Nando’s era um restaurante em que a comida era só frango com contornos e pimenta à gosto, optamos, de comum acordo, em pedir um frango inteiro – cortado em quatro pedaços – e duas porções de batata frita como contorno e não tão apimentado. Que foi? Eu comia muito, ok? Tinha que me alimentar direito para poder tocar bem.

Depois que o pedido fora feito e as nossas cervejas chegaram, eu ia puxar o assunto quando ela se pronunciou:

- Como tem ido a vida, ?
- Bem louca, eu diria. – sorri. – E você?
- Posso dizer o mesmo. Suponho que você queira saber o que aconteceu naquela noite. – Ótimo, ela foi direto ao ponto.
- Sim, mas não me importo se você não quiser falar sobre isso agora. – frisei o agora. Me importava sim. Chelsea era linda, mas a minha era melhor.
- O problema não é você se importar ou não. O problema é se eu quero te contar ou não. – isso doeu como um tapa na cara. Não acreditei no que ouvi! Será que ela vai me chantagear? E ela parecia tão inocente...
- E você quer me dizer, certo? – forcei um sorriso amarelo.
- Talvez, , talvez. Você demorou tanto para querer se informar, não foi? Acho que se importasse tanto você teria procurado saber antes. – ela só podia estar de brincadeira. Ela só podia estar de brincadeira. Ela só podia estar de brincadeira. PORRA, É CLARO QUE IMPORTAVA!
- Muito pelo contrário, é claro que importa. Eu só estava meio confuso e precisei de um tempo para pensar antes de te procurar. – afirmei tentando manter a calma. O garçom chegou com a nossa comida e nós nos calamos por um minuto; assim que ele saiu, ela voltou a falar.
- Você a ama, ?
- A ? Claro, eu sou completamente apaixonado por aquela mulher.
- Não, eu te perguntei se você a ama, não se é apaixonado por ela. – ela deu um sorriso cínico.
- Temo ter escolhido mal as minhas palavras então. Sim, eu a amo e não vivo sem ela.
- Eu já imaginava. – ela sorriu. Não entendi nada. Já estava acostumado com esse sentimento de não saber ou entender.
- , você deveria ser mais seguro de si mesmo se você a ama tanto. Eu te conheço há tanto tempo e acho que você me conhece bem o suficiente para saber que eu te contaria o que aconteceu, né? Mas foi só eu mencionar que talvez não contaria e você ficou aterrorizado. Você deveria ter visto a sua cara. – ela ‘tava rindo. De mim. Eu não estava achando nada engraçado.
- Vai, ri mais um pouquinho. – falei, visivelmente puto.
- Calma, calma. – ela ainda não tinha parado de rir completamente. – Ok, quer saber o que aconteceu? Tudo bem. Você estava bêbado e eu um pouco mais sóbria. Nós fomos para o teu apartamento depois de nos beijarmos na frente da tua mãe por algum tempo. Então é melhor você ligar e explicar a situação para ela, você sabe muito bem como você ficou e como ela ama a . Enfim, nós estávamos ficando empolgados – fez aspas no ar ao contar que estávamos empolgados. Pronto! Confirmou o que eu já suspeitava. Como fui meter-me naquela situação? – quando você chamou o nome dela. Por mais que eu sempre tenha tido um tombo por ti, para você eu sempre serei a melhor amiga da tua prima pelo fato de você amá-la. Transar contigo teria sido ótimo, mas seria como me aproveitar do teu estado de embriaguês. Então eu pus você na cama depois de muita resistência da tua parte, e peguei um táxi. – confesso que isso foi tudo que eu queria ouvir embora nem tenha se passado pela minha cabeça.

No final conversamos numa boa, já que nos conhecíamos há muito tempo. Em meio a risadas, ela me aconselhou a correr atrás da e ligar para minha mãe. E foi isso que eu fiz depois do nosso almoço; liguei para minha mãe avisando que passaria lá.
Dirigi quase meia hora por causa do engarrafamento para chegar à minha segunda casa. Minha mãe me recebeu com um grande abraço. Ela estava fervendo água para fazer chá, então pedi que me fizesse um café. Chá e café prontos, nos sentamos na sala.

- Acho que te devo umas explicações, mãe.
- Pelo quê, ? - quando chamava de era porque estava errado. - Passar uma semana aqui quando a minha nora terminou justamente com você, - é, minha mãe ainda chamava a de nora. Segundo ela era para deixar claro para as amiguinhas da minha irmã que ninguém roubaria o lugar dela. – só pegar no sono comigo te fazendo carinho, chegar a chorar e depois se agarrar com aquela oferecida? – wow, falando assim soava muito pior.


Capitolo Quattro

Ma un’altra opportunità la potrei avere?
Mas eu poderia ter outra oportunidade?
Me la vuoi dare?
Quer me dar?
Non avrei detto mai che per me sarebbe stato facile
Nunca teria dito que para mim seria fácil
Amore così semplice, amore così bello
Amor tão simples, amor tão lindo
Sapere che....un’altra opportunità
Saber que... uma outra oportunidade
Me la vuoi dare?
Quer me dar?
La potrei avere?
Eu poderia ter?

[Capítulo contado por ela.]

- Não esquece de ligar para o cliente, ok? – disse a minha secretária e me encaminhei para o elevador, pronta para tentar achar um hotel, estando em Dublin, longe de qualquer bairro cheio de hotéis. As portas do elevador se abriram e a primeira pessoa que eu vi foi ele. Pisquei incrédula antes de ir até ele.
- O que você está fazendo aqui? – quis saber.
- Vim te ver. – ele sorriu.
- O que você quer dizer com “vim te ever”?
- Que eu vim aqui só para te ver.
- Por quê? – ele deu de ombros.
- Senti vontade de ver você. Como você está?
- Cansada. Cheguei hoje de manhã e ainda não tenho um hotel. – apontei para a mala. Ele pegou a mala e puxou-a para perto de si. – Mas não mude de assunto. Como sabia que eu estava aqui?
- . – falamos juntos.
- Vamos achar um hotel então. – ele disse e saiu carregando a minha mala.

Caminhamos por alguns minutos. Estava tremendo de frio e ele pôs o casaco dele por cima do meu sobretudo. Não pude deixar de reparar que ele estava com frio depois disso. Nos encolhemos e entramos os dois debaixo do casaco fofo dele.

Caminhamos mais um pouco. Chegamos a uma rua que me lembrava muito Margareth Street.

- Dez anos atrás, quando eu vim fazer faculdade, eu morava numa rua como essa, perto da Oxford Street.
- Qual rua? Wells? – neguei.
- Quase; Margareth. Dez anos atrás os aluguéis eram tão mais baratos.
- Mas agora você é uma arquiteta e decoradora de sucesso e não precisa mais pagar aluguel. – vi um hotel no fim da rua.
- Um hotel. – apontei.
- Vamos ver quem chega primeiro? – começou a correr. Saí correndo atrás dele para não ficar para trás.
- Não, , não! Óbvio que você vai ganhar.
- Qual é, eu estou arrastando tua mala, é um peso a mais. E você não estava com frio? Uma corridinha vai te esquentar. – ele, claro, estava na frente e gritava para que eu pudesse ouvir. Eu não me importava com o fato de ser mais de oito da noite e nós estarmos correndo como duas crianças e gritando. Tentei correr mais rápido, mas ele chegou primeiro. Nem para me deixar ganhar ele servia!

- ? – chamei assim que cheguei em casa.
- Na cozinha. – fui até a cozinha e o achei abrindo a geladeira. O abracei por trás, surpreendendo-o.
- Chegou cedo. – me deu um selinho.
- Não era uma entrevista. – anunciei.
- Não?
- Não. A revista de arquitetura que queria me “entrevistar”, – fiz aspas com os dedos - na verdade queria me oferecer uma coluna mensal e publicar fotos das casas. – disse sorridente.


Entrei e nem sinal do . Quem sabe ele já tinha um hotel, pegou um táxi e fora para o hotel dele? Mas e a minha mala? Não, ele não tinha um hotel.

- Boa noite. Algum quarto disponível? – perguntei mesmo sabendo que tinha. Era um daqueles hotéis onde as chaves ficavam em uma espécie de armário com portas de vidro. Havia uma única chave pendurada ali.
- Desculpe. Estamos cheios.
- Então por que eu vejo uma chave ali? – apontei para a chave. Ele não parecia esperar por essa.
- É que o senhor acabou de... –
- Vejo que você conheceu a minha mulher. – era a voz dele. Pôs o braço envolta de minha cintura e sorriu. Eu e o recepcionista o olhamos em dúvida.
- Ela veio para a cidade primeiro e ficou na casa de uma amiga. Combinamos de nos encontrar aqui. – explicou e voltou a sorrir.

Pegamos a chave e estávamos subindo as escadas quando eu comecei a rir.

- Que foi? – ele me olhou com um sorriso nos lábios.
- Desde quando eu sou sua esposa?
- Desde quando eu decidi que você é.
- E por que você decidiu isso?
- Se eu não tivesse decidido que você é minha esposa, teria que procurar outro hotel, e aposto que você não sabe onde é.
- Muito gentil da sua parte. – ri enquanto ele abria a porta.

Era uma suíte bem decorada. Ele pôs minha mala num canto e eu fui procurar meu pijama e uma toalha para tomar banho, enquanto ele se esparramava na cama. Gritei de dentro do banheiro informando-o que ele dormiria no carpete e que eu quase havia esquecido. Ele riu e disse “como se eu nunca tivesse dormido com você”. Rebati dizendo que era exatamente esse o problema. tomou banho depois de mim e logo estávamos os dois deitados na cama brigando pelo controle. Decidimos assistir O Curioso Caso de Benjamin Button e de vez em quando fazíamos comentários.

O meu comentário sobre como Benjamin viajara bastante rendeu bastante debate e nós voltamos a falar sobre quando eu tinha 18 anos e tinha acabado de chegar à Inglaterra com a no meu encalce.

- Eu gostaria de ter te conhecido dez anos atrás.
- Conheceu há seis, quase dez. – rolei os olhos.
- Sério, seria legal. Você não tinha preocupação além da faculdade. Eu já tinha a banda, mas também não me importava com muita coisa. Eu iria me apaixonar por você do mesmo jeito e nós provavelmente não estaríamos aqui agora.
- Onde estaríamos então?
- Não sei.

Ele realmente não sabia. Até que Daisy disse ao Benjamin que estava grávida. Eu sorria para a televisão, principalmente para o Brad Lindo Pitt. Eu prestava atenção no filme. Ben estava com medo por ficar mais novo a cada ano. Daisy apontou o dedo para ele e disse algo como “você será pai até quando conseguir, o que importa é que eu te amo”. Nesse momento eu ouvi a voz do .

- Já sei onde nós estaríamos.
- Onde? – estava curiosa para saber o que ele havia pensado, mesmo já tendo uma idéia. - Eu te pediria em casamento e te daria uma casa. Você a decoraria e trocaria o piso. – ele riu. – Quando a casa estivesse pronta nos casaríamos e provavelmente teríamos filhos.
- E a banda? – indaguei.
- A banda faria o mesmo sucesso que faz hoje. E você seria uma arquiteta de sucesso assim como hoje.
- Você realmente acha que seria um jovem rockstar casado e com filhos? – ele confirmou com a cabeça. – Será que eu entendi tudo isso? Você disse que casaria comigo e teria filhos? – a ficha ainda não tinha caído.
- Sim. Realmente gostaria de ter te conhecido dez anos atrás e tudo que te falei.
- , você ‘tá bem?
- Claro. – respondeu.
- Cala a boca e dorme, acho que é o melhor que você faz. Você bebeu? – perguntei mesmo sabendo que ele não havia ingerido nada alcoólico.
- Não. – respondeu, visivelmente chateado. Esse não era o que eu conhecia.

Quinze minutos depois estávamos deitados de lado; um de costas para o outro. A televisão estava desligava.

- ?
- Sim.
- Você disse aquilo só por causa do filme?
- Não.
- Ótimo. – sorri para o nada. – Pode dormir agora, mas, se roncar, vai dormir no banheiro. – ele riu. Um pouco depois me virei e pude ver as costas nuas dele, que dormia apenas de boxers. Toquei suas costas rapidamente antes de recuar e voltar à posição inicial.

Pude ouvi-lo se mexer segundos antes de sentir suas mãos nas minhas costas. Senti seus dedos sobre minha pele e me arrepiei com o seu toque. Ele pôs a mão no meu ombro e foi deslizando-a devagar, num carinho cuidadoso, até chegar a minha cintura. Me virei, ficando de frente para ele. A luz da lua entrava pela janela – já que a cortina estava aberta – me permitindo enxergar seu rosto e seus olhos que tinham aquele brilho especial. Roçou seus lábios nos meus e logo afastou minimamente o rosto, dando um largo sorriso. E me beijou. Depois de meses longe dele eu senti todas as sensações do primeiro beijo: nervosismo, ansiedade, um zoológico inteiro no estômago e, de repente, éramos velhos amantes de novo e tudo correu tão normal.

- Voltou a fumar, ? – perguntei quando o vi fumando encostado ao parapeito da janela. Eram mais de duas da manhã e nós não havíamos dormido. Eu estava sentada na cama.
- Acabei voltando ao vício nos últimos meses. – ele, sabendo que eu não suportava nem o cheiro do cigarro, o apagou. – Desculpa.
- Hoje não tem problema. – disse andando até ele. – Só hoje. – o abracei por trás. – Vamos dormir. É bom acordar cedo.
- Não, não é. – respondeu feito uma criança.
- Chato.
- Mandona. – ele fechou a cortina e fomos andando devagar até a cama com ele me abraçando por trás.
- Você, quando tiver sessenta anos, vai ser um velho rabugento.
- Você, quando tiver sessenta anos, vai ser uma velha mandona.
- Você realmente só consegue falar desse meu defeito? – deitamos na cama, um virado para outro, mas sem realmente nos vermos por causa da escuridão que tomara conta do quarto desde que a cortina fora fechada.
- Por quê? Quantos defeitos meus você consegue listar?
- Você é chato, rabugento, linguarudo, tapado e convencido.
- Tsc, tsc. Você não sabe nada sobre mim, namorada. Não sou nada disso.
- Namorada?
- Você não é minha namorada?
- Há algumas horas eu era sua esposa.
- Você é minha esposa, minha namorada, minha amiga, minha amante. Tudo.

Capitolo Cinque


Non pensavo che sarei potuto
Eu não pensava que poderia
Ritornar da te per provare
Voltar pra você pra tentar
Non pensavo che sarebbe stato strano
Eu não pensava que teria sido estranho
Guardarti da così lontano
Te olhar de tão longe

Acordei antes do , que estava todo esparramado na cama, quase me fazendo cair. Fui até a janela e abri a cortina minimamente, me preocupando com a possibilidade do sol bater no rosto de , mas me deparei com uma chuva enorme. Senti minhas pernas quentes e só então percebi que o aquecedor estava ligado. Olhei para dormindo tranquilamente; sua boxer preta sendo a única peça de roupa a cobrir seu corpo. Sorri abobalhadamente enquanto flashes da noite anterior me atingiram.

- ? - chamou ofegante, separando as nossas bocas por um tempo.
- Diga, . - não que eu estivesse num estado melhor que o dele.
- Senti sua falta. - disse com um sorriso.
- E eu quase enlouqueci de saudades de você.


Meu sorriso mal cabia no meu rosto. Mesmo com o aquecedor ligado, ainda estava um friozinho então depois de fazer minha higiene matinal e arrumar o cabelo, voltei para debaixo das cobertas com meu notebook. Aproveitei para entrar no MSN e em alguns sites de notícia para me manter informada. Mal entrei no MSN e uma janelinha piscou.

diz:
CHUCHU!

diz:
Sua traíra! Foi dizer para o onde eu estava.

diz:
Tudo em prol da sua felicidade, mal agradecida. Falando em ...

diz:
Ele está aqui do meu lado, se é isso que a senhorita quer saber.

diz:
Deixa eu falar com ele.

diz:
Tá dormindo. Só de boxers.

diz:
A noite foi boa então.

diz:
Ele sempre dorme só de boxers. Mas, sim, a noite foi boa.

diz:
Viu? Te proporcionou uma noite boa e você ainda é mal agradecida.

diz:
Você sabe que eu te amo! Vou sair, acho que o acordou.

diz:
Ok. Quero detalhes depois.

acordou e ficamos num clima de romance até o porquinho decidir ir tomar banho. Eu voltei a me sentar e fui checar as notícias em diversos sites diferentes. Uma em particular capturou a minha atenção. Uma delas tinha uma foto do com a Chelsea em um restaurante. Coisa da Meriel! Se tinha um parente do que eu não gostava, era a prima dele! Se eu falasse para o que não era para ele ter comprado o leite desnatado, mas sim o integral na frente dela, a primeira coisa que ela fazia era dizer, na minha frente mesmo, que se ele estivesse com a Chelsea, ela não reclamaria do leite. Argh! Não a suportava. Nem a Chelsea.
tinha me dito antes que ele se encontraria com ela, porém não quis me dizer o porquê dele ter se encontrado com a Chelsea. Apenas afirmou que tinha uma razão lógica para isso e que se eu quisesse saber mais, que fosse falar com ele. chata. Por outro lado, ela não escondia que contava todos os meus passos para ele. traíra. fofoqueira. Pensando bem... Puta merda, agora que eu estava pensando nisso, ele deveria saber que eu saíra com o Adam.

Quando saiu do banheiro, pedi para que ele se sentasse na cama a fim de conversarmos.

- Primeiro de tudo, estava morrendo de saudades de você. - disse e ele abriu um sorriso automaticamente, eu acabei sorrindo junto. - Bom, foi ótimo você ter vindo atrás de mim e acabado com essa briga besta, mas eu acho que você deveria voltar para Londres e resolver sua vida... - apontei com a cabeça para o computador, que ainda estava ligado e a página da notícia do e da Chelsea ainda aparecia. Ele abriu a boca para falar alguma coisa quando viu a foto, mas eu o impedi. - Enquanto eu resolvo a minha.
- O Stockford, não é? - não afirmei, mas também não neguei. Tinha certeza de que ele sabia sobre o Adam.
- Dentro de duas semanas e meia eu vou estar em Londres de novo, então a gente senta e conversa.
- Achei que já estivéssemos resolvidos.
- Sim, mas precisamos conversar direito depois.
- Você quer que eu saia para você poder decidir se eu sou melhor que ele né?
- Não é isso.
- Eu sei que é, ! Sei que você ‘tá saindo com ele. Afinal ele conseguiu o que queria.
- Não fala assim, .
- Mas é verdade, . Ele sempre deu em cima de você e agora você não ‘tá conseguindo dar um pé na bunda dele.
- !
- Estou mentindo? Não! Você também nunca quis demiti-lo.
- Você viu como foi difícil arrumar um fotógrafo competente.
- Cara, você não precisa disso!
- Preciso. É o meu trabalho e você sabe disso.
- Também sei que você não precisava dessa merda de trabalho.
- , não começa! Você não mudou nada, continua querendo que eu desista do meu trabalho, da minha vida, do que eu gosto de fazer, por você.

- Ele não vai sossegar até conseguir acabar com o nosso namoro.
- , dá um tempo.
- E você nem para demiti-lo.
- Não posso! Adam é um ótimo profissional. Acabaria me processando.
- Que processe!
- , tente entender.
- Pelo visto ele já até acabou com o nosso namoro, você prefere ele a mim.
- É isso que você pensa, ? - ele confimou com a cabeça. - Pois bem, agora eu vou te dar um motivo para ter mais certeza ainda. Acabou. - fui até a porta da sala e a abri. Pude notar que ele me olhava atônito. Ele que se exploda. - Me procura quando tiver crescido, .


- Foi por isso que eu terminei contigo. Você tem que aprender a dar espaço e não só exigir.
- Eu... -
- Você nada! Eu já escutei demais. Você sempre acusa, mas não admite os próprios erros. Temo que nem vamos sentar e conversar mais; você conseguiu me decepcionar mais ainda.




CONTINUA




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