No Sleep Tonight
Autoras: Jéssica A. e Ayla
Status: Finalizada
Revisada por: Juh
Categoria: Dougie Fics
Sub-Categoria: Romance/Humor/Suspense - ShortFic
Comentários:
Noite de sábado, dia 29 de Novembro. As luzes foram apagadas e ele reclamou. Perguntei qual era o problema e ele respondeu que eu deveria saber a resposta. Dei de ombros e continuei esperando. Ele respondeu e eu ri.
- Eu tenho vergonha, você sabe disso.
- Qual o problema?! Hoje é meu aniversário! – Ele reclamou fazendo um biquinho que o deixava com aquele ar infantil que eu amava.
- Na verdade, hoje é quase seu aniversário – Eu ri apenas encostando a porta atrás de mim, ainda sem acender as luzes.
Dougie estava deitado na grande cama de casal posta no centro do cômodo. Eu conseguia enxergar seus grandes globos azuis os quais me encaravam com firmeza, iluminados pela luz fraca da lua cheia, presente no céu aquela noite. Dei um passo para frente e senti o piso de madeira ranger ao tocar meu pé direito no chão. Dougie deu uma pequena gargalhada de um jeito maroto que eu amo e eu o acompanhei, sorri de soslaio tentando esconder meu nervosismo.
- Mesmo assim, eu mereço um presente por ter sido um garoto tão legal o ano todo.
- Eu não sou Papai Noel, Poynter – Eu mordi o canto da boca colocando uma das minhas mãos sobre o pequeno som e apertando “play”, assim que a música começou a tocar. Dougie se posicionou na cama, sentando-se mais ereto. Uma melodia com pequenas batidas soou pelo quarto enquanto eu, sem tirar os olhos dos de Dougie, colocava as duas no cós do meu pequeno short jeans. A batida da música ficou mais forte e uma voz começou a cantar. Eu me movia com ela, mexendo meu quadril e aos poucos abrindo o botão do short. Fiquei de costas para Dougie, com ajuda de minhas mãos, desci rebolando até o chão, deixando meu short por lá. Toquei a parte interna de minha coxa ficando ereta novamente, tornando minha cabeça para trás a fim de ver a reação dele.
Dougie mordia o lábio inferior e me olhava com atenção. Me senti mais confiante, naquele ponto eu não poderia mais voltar atrás. Sorri e caminhei até onde ele estava para que pudesse ver a lingerie. Ele pareceu surpreso mas não tirava os olhos de mim. Ao ver que eu me aproximava ele tentou me apalpar, porém rapidamente eu me afastei dali ficando na ponta da cama. Sorri maliciosamente enquanto com as minhas mãos sobre a minha camiseta branca de botões, abria um por um. Porém no segundo, eu parei.
- Ah não! – Ele pediu manhoso – Só mais alguns.
- Acho que vou tornar as coisas mais interessantes – Eu peguei a garrafa de água que estava sobre o criado mudo e me aproximei de uma das enormes janelas do aposento, onde a lua pudesse me iluminar. Dougie me olhava atento a cada movimento que eu fazia passando a mão pelos cabelos constantemente. Abri a garrafa d’água calmamente e logo em seguida derramei o conteúdo sobre o meu colo, molhando toda a minha blusa branca. Dougie estava boquiaberto na cama e parecia que a qualquer momento pularia dali para me atacar. Fiquei com pena, mas queria torturá-lo mais um pouco. Senti todo aquele líquido gelado e logo o formato de meus seios e o meu abdome ficaram visíveis.
- Vem aqui – Ele pediu. Na verdade ele suplicou.
- Não – Eu dei um risinho. Junto com a música que tocava alguns latidos começaram a ser ouvidos.
- Por favor – Dougie pediu ignorando o barulho que vinha do andar de baixo.
- Não era isso que você queria? Pois bem, é o que eu estou fazendo – Eu caminhei para a ponta da cama. Coloquei as minhas mãos sobre a minha camiseta branca de botões, fui abrindo um por um. Os latidos foram aumentando à medida que eu continuava a dançar. A porta do quarto se abriu com um estrondo e Flea, o labrador de Dougie adentrou no quarto. O cachorro parecia extremamente agitado e assustado. Parei de dançar e fechei rapidamente a minha blusa.
- Ei! – Dougie protestou vendo minha aproximação ao cachorro.
- O que foi Flea? – Eu perguntei com a voz fina enquanto eu acariciava sua cabeça.
- ! Continua! – Dougie pediu.
- Dougie! O Flea cortou completamente o clima! – Eu respondi – Olha como ele está assustado!
- Não tá não, continua, por favor.
- Não, agora eu não vou mais fazer – Eu falei aquelas palavras sem olhar para o rosto de Dougie. Quando levantei a cabeça ele tinha entrado embaixo do edredom e o colocava contra o rosto.
- Eu não acredito! – Ele gritou com a voz abafada pelo edredom.
- Dougie! Pára de resmungar e vai ver o que assustou o Flea! - eu falei, abaixada ao lado do cachorro.
- Você está preocupada com ele? E eu?! - Ele me olhou, incrédulo - Com certeza não foi nada. O Flea tem medo até da sombra dele. Aliás, eu tenho uma teoria melhor: ele fez isso por ciúmes! Tá louco porque eu disse que hoje íamos dormir só eu e você aqui no quarto. - Dougie sentou-se na cama com o dedo em riste, tirando o cobertor do rosto, achando que tinha tirado uma conclusão perfeita.
- Claro que não! Você precisa ir lá. - Eu segui para o banheiro com a intenção de trocar aquela roupa molhada.
- , volta aqui! V-você não pode me deixar a... assim!
- Assim? - Eu apareci na porta do banheiro usando uma toalha para enxugar meu corpo - Assim como? - Eu me fiz de desentendida. Adorava ver o olhar alucinado que ele me dava sempre que o deixava daquele jeito.
- Assim! - Dougie levantou-se da cama, indignado.
- Eu não estou vendo nada de errado. Agora você pode, por favor, fazer algo pra evitar que um maníaco da floresta me ataque? Porque nós estamos numa casa antiga bem longe de toda e qualquer civilização, Poynter - Eu fechei a porta bruscamente, deixando escapar um barulho alto. Adoro finais dramáticos!
Dougie ficou parado junto à cama olhando aquele animal e tentando entender o que tinha acontecido.
- Flea, vem aqui. - ele foi se aproximando, com o rabo entre as pernas.
- Olha, isso não se faz. Quero dizer, não se faz MESMO! Estou muito decepcionado. Por um acaso eu cheguei correndo quando você estava com a Lilly, aquela cadelinha da vizinha? Não, eu não fiz isso. Você sabe como eu fico quando estou com a , não gosto de ser atrapalhado, então pode ficar certo: nada de biscoitinhos de carne pra você por uma semana. E nem adianta me olhar desse jeito.
Certo, eu confesso, fiquei escutando atrás da porta. Não tenho culpa se o Dougie me faz querer prestar atenção nele a todo momento. E acredite, ele sempre consegue me surpreender com reações bobas como esta. Deixei escapar uma risadinha e peguei novamente a toalha e um secador pra acabar o que eu tinha começado. Abri um pequeno armário onde mais cedo eu tinha colocado algumas roupas e troquei a que eu estava por uma seca. Fui me aproximando da janelinha do banheiro analisando todo aquele bosque gigantesco que rodeava a casa, quando a coisa mais estranha até aquele momento aconteceu. Eu posso jurar que vi! Lá embaixo, a alguns metros da estrada, dois grandes globos brilhavam e alguns vultos estavam próximo deles. Senti um frio percorrer minha espinha, afinal, eu mesma tinha feito questão de alugar a casa no lugar o mais afastado possível. Joguei o secador de qualquer jeito e corri de volta para o quarto.
- DOUGIE! Tem alguma coisa lá embaixo! - Ele me olhou assustado. Provavelmente continuara discutindo os casos antigos do seu cachorro.
- , você ainda está pensando nisso? Eu já disse que foi só birra do Flea.
- Não! Eu realmente vi algo lá embaixo! - minha voz tremia levemente. - Vai lá embaixo checar!
- Tá louca?! Eu ainda quero viver até o meu próximo aniversário!
- Como é que é? Mas que espécie de namorado é Você? Você não disse que "foi birra do Flea"
- Não, , é que... errr... Eu não quis dizer aquilo. É só que eu ainda tenho muitas iguanas pra comprar.
- Você está preocupado com IGUANAS? - Eu dei volta pelo quarto enquanto pensava em alguma coisa. - Já sei, desce por aquela escadinha lateral que ninguém vai ver você.
- Eu tenho uma idéia melhor. Por que você não acaba o que começou? Ou então vem só se deitar aqui comigo que eu te protejo.
- É mais fácil eu te proteger, Poynter. Quer saber? Eu vou lá. - Foi a minha cartada final. Todo e qualquer homem que se preze se sentiria ofendido ao ver que uma mulher estava tomando a dianteira.
- Ok, mas cuidado com o quinto degrau da escada, ele range - É, todos menos Dougie Poynter.
- Eu deveria ter suspeitado! Mas você nem imagina o que eu ia fazer lá embaixo se você fosse comigo. - A gente precisa jogar baixo, às vezes.
- Não imagino, é? E o que você pretendia? - Pude ver quando ele mordeu o lábio inferior. Sua mente era a coisas mais hiperativa que ele tinha e eu sabia muito bem disso.
- Hãn, talvez terminar uma coisa... Mas não tem problema, já que você não liga pra minha segurança eu também não posso fazer uma surpresinha pra você. - Eu fiz bico virando de costas enquanto esperava o efeito das minhas palavras. Dei dois passos e virei novamente então pude ver que ele já estava de pé bem atrás de mim.
- Eu vou na frente. - Meu corpo foi resguardado pelo dele e eu o abracei.
Fomos pé ante pé até a escada. Eu tentava me lembrar da posição exata de onde eu tinha visto aqueles círculos brilhantes mas só conseguia ter uma vaga noção. Abraçada daquele jeito e sentindo o perfume que seu corpo desprendia, o incidente parecia algo remoto e nem eu mesma acreditava que algo de errado pudesse estar acontecendo. Aliás, nós estávamos ali para comemorar o aniversário dele e eu tinha que fazer algo para que aquele dia fosse realmente bom. Apertei um botão lateral em meu relógio de pulso e vi que faltava uma hora e trinta minutos para a meia-noite. Chegamos ao último degrau e ele virou pra mim.
- Aonde você quer olhar? Ou já desistiu da idéia de que tem mais alguém aqui? - Dougie botou as mãos em minha cintura.
- Eu pensei em algo pra fazer antes de procurarmos. - Eu passei os braços pelo seu pescoço acariciando os fios de cabelo de Dougie, bagunçando-os. Suas mãos me apertaram levemente e senti minha blusa sendo levantada. Aproximei meu corpo do dele. Dougie encostou sua boca na minha. Eu abri levemente dando passagem para sua língua que fazia movimentos em sincronia com a minha. Senti que ele sorria enquanto massageava minha cintura. Eu mordi o lábio inferior de Dougie e finalizei o beijo com um selinho - Fica sentadinho ali enquanto eu vou na cozinha.
- Cozinha? Opa que o negócio vai ser bom - Um sorriso safado despontou em seus lábios. Meio a contra gosto eu me desvencilhei dos seus braços e fui até a cozinha. Tentei me lembrar de todas as dicas que eu tinha conseguido com as minhas melhores amigas, , e , enquanto arrumava algo para comermos. Tirei um bolo de morango de dentro da geladeira, cortei e arrumei os pedaços em pratinhos. Quem visse até diria que eu era uma excelente dona de casa, mas eu realmente fiquei surpresa de não ter cortado meu dedo junto com o bolo. Eu tinha tudo planejado, sairia dali, sentaria com o Dougie pra assistirmos algum filme e depois... Anh, depois a coisa fluiria. Peguei o lanche e fui pra sala.
Analisei o sofá duas vezes antes de sentar. Dougie ao contrário já tinha se jogado, esparramado e colocado as pernas sobre a mesinha de centro. Sentei ao seu lado equilibrando os pratos com o bolo nas minhas pernas.
Dougie parecia procurar por alguma coisa e logo percebeu meus olhares sobre ele.
- Eu estou procurando o controle remoto – Ele se explicou apalpando cada lado do sofá.
- Essa televisão não tem controle remoto – Eu respondi simplesmente andando até o móvel onde ela estava localizada e ligando-a logo em seguida – Prontinho.
- O sinal tá uma droga – Dougie comentou com uma careta, enquanto eu, pacientemente voltava para o lado da televisão tentando mexer na antena – Ah esquece, essa velharia não pega mais sinal de nada.
- Bom, essa foi a melhor imagem que conseguimos – Eu dei um longo suspiro ao ouvir o comentário dele. Calma , siga o conselho da , conte até dez. Engraçado, eu já tinha contado até vinte e o meu stress não tinha passado – E então, o que está achando do bolo?
- Ah, está... – Dougie parou no meio da frase assim que ouviu um barulho na sala – O QUE FOI ISSO?
- Eu acho que foi a televisão – Eu respondi rezando para estar certa. Porém o barulho continuou. Olhei rapidamente pela janela e me dei conta que o barulho se tratava de uma chuva que havia começado.
- Ótimo! Nada melhor do que uma chuva pra tornar esse lugar menos apavorante! – Dougie comentou sarcasticamente. Eu tenho que dizer que na maioria das vezes eu adoro esses comentários, mas naquele momento, aquilo era a última coisa que eu precisava ouvir – A única coisa que falta pra tornar esse momento mais perfeito ainda é... – Mais uma vez Dougie foi interrompido, porém dessa vez o estrondo foi ainda maior, um relâmpago iluminou o céu lá fora, assim como o aposento, assustando-nos. Eu dei um grito pulando nos braços de Dougie.
- Ai meu Deus! Ai meu Deus! – Eu repetia sem parar – Dougie! Não fala mais nada! – Assim que eu terminei a frase outro estrondo ocorreu e dessa vez a única coisa que eu consegui ver foi o nada. Todas as luzes da casa se apagaram.
- Ótimo! Perfeito! – Dougie bateu palmas. Ele realmente perde o controle quando está com medo – Tudo o que eu sonhei, passar o meu aniversário, nesse fim de mundo, sem televisão, sem luz e sem sexo!
- Dougie! Por que você tem que ser tão ignorante? – Eu dei um leve empurrão nele, afastando meu corpo do dele e sentando na outra extremidade do sofá.
- Ignorante? , não sei se você percebeu, mas nós estamos meio que... Ferrados! Sério! Barulhos por essa casa toda! Também, velha do jeito que é, não sei onde eu estava com a cabeça na hora de vir pra cá.
- Você não tem um pingo de consideração pelo que eu fiz não é? – Eu perguntei ofendida – Eu aluguei esse lugar idiota, longe de tudo e de todos sabe pra que? Pra nós termos um tempo só nosso! Mas eu acho que nem isso importa mais pra você já que bastam relâmpagos e escadas rangendo pra você reclamar de tudo!
- Tempo só nosso? Bom, me desculpe, mas até agora eu não tive tempo nenhum com você! – Dougie rolou os olhos – Muito pelo contrário!
- Nós ouvimos barulhos do lado de fora! O que você queria que eu fizesse? Continuasse com aquilo do mesmo jeito? – Dougie não respondeu apenas me encarava sério – Nós vamos ter muito tempo aqui e...
- , eu não sei se você percebeu, mas esse lugar é uma merda! Tá tudo caindo aos pedaços! Até esse bolo velho aqui, a mulher do caseiro tem que aprender a cozinhar!
Ok. Ele podia ter dito qualquer coisa. Sério, qualquer coisa, menos sobre o bolo.
- Como é que é? – Eu gritei levantando-me do sofá – Dougie! Eu fiz o bolo ok? EU!
- Eu... Não...
- Me desculpe se não ficou do jeito que você gosta, mas sabe, eu me esforcei, fiz com todo o amor e carinho, mas nem isso você reconhece! – Eu o interrompi. Agora eu iria falar tudo o que eu queria e bom, ele teria que ouvir - Tudo, tudo o que está dando errado hoje, por incrível que pareça deu muito trabalho para eu conseguir! Essa droga de bolo só saiu depois que eu errei outras três vezes e essa casa foi o único lugar que eu achei para nós ficarmos juntos. Você sabe que eu odeio organizar festas e surpresas, eu simplesmente não tenho talento para isso como a , a e a ! Mas eu me esforço! Eu até pedi ajuda dos meninos pra comprar aquele baixo idiota que você tanto queria! Eu tive que mandar fazer um já que a cor que você queria não era produzida!
Naquele ponto eu já sentia minhas mãos tremendo, minha voz estava falhando. Dougie me olhava um pouco incrédulo e assustado, por alguns segundos eu fiquei com pena, mas a minha raiva e orgulho eram grandes demais pra voltar atrás. Assim que parei de falar senti meus olhos marejados.
- Er... Desculpa – Ele disse simplesmente. Dougie me olhou com os olhos de culpa, parecia uma criança que acabara de fazer algo errado.
Eu não respondi. Por mais que ele tivesse aquela carinha de bebê lindinha e encantadora nem morta que eu ia dar o braço a torcer tão cedo. Eu estou puta e ponto final.
- Gente! Isso, não vai dar certo! – cochichou enquanto Harry tentava puxar a escada da saída de incêndio da casa.
- Dude, me dá uma mãozinha aqui – Harry pediu para Tom que se encontrava abraçado em baixo do guarda-chuva com .
- Pequeno, toma cuidado – pediu para o namorado que apenas lhe lançou um beijo.
- Porra Danny para de namorico aí e vem ajudar – Tom pediu tentando levantar Harry.
- Ai meu Deus! Quem teve essa idéia idiota? – resmungou.
- O seu namorado – deu uma gargalhada apontando para Tom.
- Consegui! – Harry puxou a escada com um estrondo, quase caindo no chão.
- CARALHO! – Dougie pulou no sofá – O que foi isso?
- Eu não sei... – Eu respondi com a voz falhando. Nós dois ficamos em silêncio com os ouvidos atentos a qualquer tipo de barulho que viesse do lado de fora.
- Vocês estão querendo arrombar? Gente! Vamos entrar pela porta da frente! – falava enquanto assistia os meninos subindo a escada de incêndio que dava para o segundo andar.
- Para de ser chata – rolou os olhos – É uma surpresa!
- Vai ser mesmo! Eles devem estar morrendo de medo – deu um riso.
- Se eu bem conheço o Poynter, ele está com a calça borrada – Danny pegou a mão de ajudando-a a subir.
- Vamos animar um pouco as coisas lá dentro? – Harry lançou um olhar malicioso para Tom que respondeu com um aceno positivo.
Harry viu que havia um ferro solto sobre a escada. Ele pegou e analisou o objeto. Depois disso olhou para baixo. A altura essa relativamente boa para fazer um barulho bem alto e que provavelmente deixaria Dougie apavorado.
- Ops! - Harry soltou a barra que fez um estardalhaço ao tocar o chão.
- VOCÊ OUVIU ISSO? – Dougie gritou preocupado me agarrando pela cintura.
- Me solta Poynter! – Eu disse desvencilhando-me dos braços dele.
- ! Eu não sei se você percebeu, mas essa casa está a ponto de desmoronar! Só falta o teto cair na nossa cabeça, sério, é melhor a gente dar o fora daqui! – Dougie sugeriu.
- Ir embora? Agora? No meio dessa chuva? Você está querendo morrer antes de completar vinte e um anos? – Eu rolei os olhos. Não, eu definitivamente não iria embora dali. Quer dizer, eu preparei tudo, paguei uma nota pra não passar nem um dia? NO WAY! Novamente outro estrondo aconteceu dessa vez mais forte. Bom... Talvez eu tenha mudado minha idéia a respeito de ir embora – Tudo bem, vamos embora.
- Finalmente você me ouviu! – Dougie suspirou pegando a minha mão. Eu a soltei facilmente, colocando-a no bolso da minha calça caminhando atrás dele em direção ao quarto.
- Dude! Vamos entrar logo eu não quero ficar pegando chuva – Danny reclamou.
- Calma, eu to tentando abrir a janela – Harry forçava a entrada enquanto os outros, já em cima da escada, esperavam.
- Tenta empurrar – Tom sugeriu aproximando-se do amigo. Os dois começaram a dar pequenos empurrões na janela.
- Você ta ouvindo isso? – parou de caminhar no meio da escada.
- Tá vindo do nosso quarto – Dougie comentou – Eu não vou entrar lá nem pelo caralho.
- Dougie! A gente tem que acabar de vez com isso – Eu falei tirando o pingo de coragem que ainda restava no meu corpo.
- e se... Se for alguém?
- Nós somos dois, acho que a gente ganha em uma briga não? – Eu dei um sorriso com o canto da boca.
- Eu acho que você ganharia sozinha – Dougie sorriu para mim.
- Acho que não. Sabe, eu preciso de alguém tão medroso ou mais ainda do que eu pra me sentir forte.
- É, mas os medrosos fazem coisas idiotas... Eu... Er... Me desculpa pelo que eu disse. É só que quando eu estou com medo eu...
- Você perde a cabeça, eu sei...
- Pois é... Eu não queria ter dit... – Dougie parou no meio da frase quando ouviu mais uma vez um barulho. Ele vinha de dentro do quarto. O chão de madeira rangia de tempos em tempos, algumas vezes mais fortes outras mais fracas.
- É agora ou nunca – Eu suspirei sentindo minhas mãos tremerem. Dougie pegou em uma delas massageando-a rapidamente, me puxando para trás dele, colocando-se na frente.
- Esse quarto é gigante! – comentou.
- A gente podia passar o final de semana aqui qualquer dia – Danny disse encarando a namorada.
- Olha o Flea! - acariciou a cabeça do cachorro que se aproximou da garota abanando o rabo alegremente.
- Gente e essa cama! – sentou dando alguns pulinhos – Nossa! Muito boa!
- Caralho, ela é mesmo! – Tom sentou-se ao lado dela.
- Dude! Levanta dessa cama! Você não sabe o que o Dougie e a andaram fazendo por aí! – Harry cochichou rapidamente.
- Pequeno, pára de falar besteira! – deu um tapinha no ombro do namorado.
- Vocês ouviram isso? – falou rapidamente encarando a porta do quarto.
- Eu ouvi – Danny disse logo sem seguida, ouvindo o ranger de algumas tábuas. Flea começou a latir encarando a porta do quarto.
- Calma Flea - pediu fazendo carinho no topo da cabeça do cachorro.
- Ai meu Deus! Eu tô com medo – disse assustada agarrando o braço do namorado.
- Amor, o Dougie e a têm que estar com medo e não a gente – Tom a consolou.
- Gente... Eu to ouvindo vozes lá fora do quarto! – disse com o ouvido na porta.
- Não podem ser eles, afinal, eles estavam na sala. – Harry disse.
- S-será que... Nós não estamos sozinhos? – Danny comentou.
- Pára! Nada de história de fantasmas! – e falaram juntas.
- Calma, eu vou ver o que é... – Harry se aproximou da porta colocando a mão em direção a maçaneta.
- , eu vou abrir a porta no três... – Dougie disse baixinho com a mão sobre a maçaneta.
- Ok.
- Um... Dois... Três – Dougie empurrou a porta rapidamente. Ele conseguiu ver vários vultos e um bem grande a sua frente, este fora afastado pela porta que pelo visto havia batido em seu rosto. O mesmo vulto soltou um grito forte, que encadeou outros vindo tanto das pessoas que estavam no quarto quanto de mim e do Doug.
Foi uma gritaria só. Eu vi as sombras correndo de um lado para outro no instante após a porta ter sido aberta, mas foi só o que eu consegui ver já que logo em seguida o Poynter estava se jogando em meus braços.
- AAAAAAAai, eu não quero morrer! Eu não posso morrer! , me perdoa por tudo! Eu fui um babaca. Você é a garota mais foda do mundo e eu não te trato como você merece. Vamos fugir daqui e depois eu faço tudo que você quiser - As palavras saiam de sua boca umas por cima das outras e eu não conseguia entender quase nada, só que meu namorado é um bebê chorão - Eu confesso que deixo a toalha molhada em cima da cama mas é que você fica muito linda irritada. - Os vultos de dentro do quarto começaram a se acalmar e agora a gritaria tinha cessado. - Você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. - Mas é o bebê chorão mais fofo do mundo.
- Ouuuun! - Ouvimos um coro e Dougie virou-se.
- Tá apaixonadinho! - Conseguimos distinguir as formas do dono da voz, um homem com cabelos cacheados.
O choque foi tão grande pra nós dois que só conseguimos ficar parados, sem entender.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Ele finalmente falou, provavelmente recapitulando tudo que tinha acontecido naquela noite.
- SURPREEESAAA! - Uma garota pulou com um sorriso enorme na cara e o silêncio predominou por aproximadamente 5 segundos até que todos disseram em coro:
- Duuuuuuuuuuh! Ótima hora pra se falar isso, - Essa é a minha querida amiga. Aonde eu encontro essas pessoas tão estranhas?! Nem eu mesma sei.
- Oh, amor, você teve boas intenções. - Tom a abraçou e o rosto dela ficou completamente vermelho.
- Aaah, não, de apaixonadinho basta o Poynter!
- Tá apaixonado, mas eu ainda preciso dar um chute na sua bunda. Dude, você acabou com o meu nariz!
- Eu não tenho culpa se você tem esse nariz gigante! E também, como eu ia adivinhar que era você?
- Não fala do nariz do meu pequeno! Ele é lindo do jeito que é! - falou irritadinha.
- Tá bom, tá bom, chega de confusão por hoje!
- Verdade. Afinal, nós viemos aqui pra comemorar o aniversário do nosso melhor baixista.
- É isso aí. Agora que tudo já se resolveu, vamos descer e fazer a festa. - sugeriu.
Todos concordaram com a sugestão de e então nós descemos em direção a sala e logo a minha curiosidade falou mais alto. Afinal, quem tinha bolado todo aquele plano de aparecer naquela casa assim do nada, sem me avisar? MEU DEUS! Ainda bem que a Flea entrou no quarto! Flea eu te amo, sério! Imagina a cena que o pessoal veria se eu tivesse continuado o que estava fazendo antes da Flea entrar? Todos me veriam... Ai meu Deus!
- Então vamos comemorar! - Danny, como sempre festeiro, pulou do terceiro degrau para o chão.
- Eu não sei como nós vamos fazer isso sem luz - Dougie comentou. Assim que terminou de fazer o comentário a luz voltou, iluminando toda a sala. Fala que eu vou ser linda assim pra sempre, Dougie. Mas que boca!
- Agora isso não é mais problema - Harry caminhou até a cozinha procurando algo que nós pudéssemos comer.
- Eu vou cuidar do som! - tinha trazido o seu próprio som e o tinha em mãos. a acompanhou até onde a televisão estava ligada, tentando achar uma tomada.
Eu fiquei parada na sala enquanto assistia os meus amigos preparando toda a festa em poucos minutos. Danny tinha ido até o carro buscar algumas cervejas junto com que tinha trazido salgadinhos e doces. conseguiu ligar o som e a música tinha começado a tocar: Blink 182, a banda preferida de Doguie. Acordei do transe em que eu estava assim que senti um abraço forte por trás. O perfume de Dougie chegou até minhas narinas me deixando um pouco sem ar. Ele apoiou o queixo sobre meus ombros sem dizer nada.
- E então? O que está achando da festa? - Eu perguntei colocando as minhas mãos sobre as dele.
- Agora que eu sei de onde vieram os barulhos ela está bem melhor. Acredite, eu nunca vou esquecer isso.
- Que bom, essa era minha intenção, eu só não esperava que tanta coisa desse errado - Eu tinha que fazer um doce básico.
- O que importa é que no final tudo deu certo - Ele falou de um jeito fofo, quase infantil - Obrigado.
- BEER! - Danny entrou na casa gritando quebrando completamente o clima.
A festa foi rolando e como sempre nós nos divertimos muito. Aliás, é praticamente impossível juntar esses 4 casais e não ser perfeito.
- Ei, ei, tá na hora, contagem regressiva pessoal. - Tom, que acabara de olhar o relógio, falou - Dez!...
- Nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, Três, Dois...
- Uuuuum! FELIZ ANIVERSÁRIO! - Todos nós gritamos juntos. Ainda bem que estávamos no meio do nada senão a vizinhança com certeza chamaria a polícia. - Montinho no Poynteeeeer! - Nós pulamos em cima dele. E pensando bem, sete pessoas em cima de outra deve doer. Coitadinho do meu namorado.
- Harry, o que é essa coisa melecada?
- Anh, é lama - ele falou simplesmente.
- E VOCÊ TÁ EM CIMA DE MIM CHEIO DE LAMA?
- A culpa não é minha se essa estrada não presta e nós tivemos que empurrar o carro que atolou.
- Haha, as meninas empurrando um carro? Essa eu queria ver - Falei tentando imaginar a cena. - Opa, agora eu liguei os fatos.
- Foi ESSA luz que eu vi lá do banheiro! Do farol do carro de vocês. E vocês eram os vultos!
- Agora tá tudo explicado.
Nós continuamos nos divertindo por mais uma hora e então nossos casais preferidos resolveram nos deixar a sós.
Entramos no quarto abraçados e enquanto o Dougie se deitava. Ele estava cansado de tanta algazarra, mas eu não me canso tão fácil assim.
- Dougie? - Chamei manhosa.
- Oi? - Ele agora estava encostado na cabeceira da cama.
- Sabe que dia é hoje? - Mordi meu lábio inferior.
- Claro. Dia 30 de novembro, meu aniversário. - Ele me olhou imaginando onde eu queria chegar.
- E o que você acha de acabar o seu presente? - Com a cara mais safada possível cheguei perto do aparelho de som e liguei-o novamente enquanto começava a dançar.
- Esse definitivamente vai ser o meu melhor presente. - Own, imagina. O presente é meu por estar ao seu lado.
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- Eu tenho vergonha, você sabe disso.
- Qual o problema?! Hoje é meu aniversário! – Ele reclamou fazendo um biquinho que o deixava com aquele ar infantil que eu amava.
- Na verdade, hoje é quase seu aniversário – Eu ri apenas encostando a porta atrás de mim, ainda sem acender as luzes.
Dougie estava deitado na grande cama de casal posta no centro do cômodo. Eu conseguia enxergar seus grandes globos azuis os quais me encaravam com firmeza, iluminados pela luz fraca da lua cheia, presente no céu aquela noite. Dei um passo para frente e senti o piso de madeira ranger ao tocar meu pé direito no chão. Dougie deu uma pequena gargalhada de um jeito maroto que eu amo e eu o acompanhei, sorri de soslaio tentando esconder meu nervosismo.
- Mesmo assim, eu mereço um presente por ter sido um garoto tão legal o ano todo.
- Eu não sou Papai Noel, Poynter – Eu mordi o canto da boca colocando uma das minhas mãos sobre o pequeno som e apertando “play”, assim que a música começou a tocar. Dougie se posicionou na cama, sentando-se mais ereto. Uma melodia com pequenas batidas soou pelo quarto enquanto eu, sem tirar os olhos dos de Dougie, colocava as duas no cós do meu pequeno short jeans. A batida da música ficou mais forte e uma voz começou a cantar. Eu me movia com ela, mexendo meu quadril e aos poucos abrindo o botão do short. Fiquei de costas para Dougie, com ajuda de minhas mãos, desci rebolando até o chão, deixando meu short por lá. Toquei a parte interna de minha coxa ficando ereta novamente, tornando minha cabeça para trás a fim de ver a reação dele.
Dougie mordia o lábio inferior e me olhava com atenção. Me senti mais confiante, naquele ponto eu não poderia mais voltar atrás. Sorri e caminhei até onde ele estava para que pudesse ver a lingerie. Ele pareceu surpreso mas não tirava os olhos de mim. Ao ver que eu me aproximava ele tentou me apalpar, porém rapidamente eu me afastei dali ficando na ponta da cama. Sorri maliciosamente enquanto com as minhas mãos sobre a minha camiseta branca de botões, abria um por um. Porém no segundo, eu parei.
- Ah não! – Ele pediu manhoso – Só mais alguns.
- Acho que vou tornar as coisas mais interessantes – Eu peguei a garrafa de água que estava sobre o criado mudo e me aproximei de uma das enormes janelas do aposento, onde a lua pudesse me iluminar. Dougie me olhava atento a cada movimento que eu fazia passando a mão pelos cabelos constantemente. Abri a garrafa d’água calmamente e logo em seguida derramei o conteúdo sobre o meu colo, molhando toda a minha blusa branca. Dougie estava boquiaberto na cama e parecia que a qualquer momento pularia dali para me atacar. Fiquei com pena, mas queria torturá-lo mais um pouco. Senti todo aquele líquido gelado e logo o formato de meus seios e o meu abdome ficaram visíveis.
- Vem aqui – Ele pediu. Na verdade ele suplicou.
- Não – Eu dei um risinho. Junto com a música que tocava alguns latidos começaram a ser ouvidos.
- Por favor – Dougie pediu ignorando o barulho que vinha do andar de baixo.
- Não era isso que você queria? Pois bem, é o que eu estou fazendo – Eu caminhei para a ponta da cama. Coloquei as minhas mãos sobre a minha camiseta branca de botões, fui abrindo um por um. Os latidos foram aumentando à medida que eu continuava a dançar. A porta do quarto se abriu com um estrondo e Flea, o labrador de Dougie adentrou no quarto. O cachorro parecia extremamente agitado e assustado. Parei de dançar e fechei rapidamente a minha blusa.
- Ei! – Dougie protestou vendo minha aproximação ao cachorro.
- O que foi Flea? – Eu perguntei com a voz fina enquanto eu acariciava sua cabeça.
- ! Continua! – Dougie pediu.
- Dougie! O Flea cortou completamente o clima! – Eu respondi – Olha como ele está assustado!
- Não tá não, continua, por favor.
- Não, agora eu não vou mais fazer – Eu falei aquelas palavras sem olhar para o rosto de Dougie. Quando levantei a cabeça ele tinha entrado embaixo do edredom e o colocava contra o rosto.
- Eu não acredito! – Ele gritou com a voz abafada pelo edredom.
- Dougie! Pára de resmungar e vai ver o que assustou o Flea! - eu falei, abaixada ao lado do cachorro.
- Você está preocupada com ele? E eu?! - Ele me olhou, incrédulo - Com certeza não foi nada. O Flea tem medo até da sombra dele. Aliás, eu tenho uma teoria melhor: ele fez isso por ciúmes! Tá louco porque eu disse que hoje íamos dormir só eu e você aqui no quarto. - Dougie sentou-se na cama com o dedo em riste, tirando o cobertor do rosto, achando que tinha tirado uma conclusão perfeita.
- Claro que não! Você precisa ir lá. - Eu segui para o banheiro com a intenção de trocar aquela roupa molhada.
- , volta aqui! V-você não pode me deixar a... assim!
- Assim? - Eu apareci na porta do banheiro usando uma toalha para enxugar meu corpo - Assim como? - Eu me fiz de desentendida. Adorava ver o olhar alucinado que ele me dava sempre que o deixava daquele jeito.
- Assim! - Dougie levantou-se da cama, indignado.
- Eu não estou vendo nada de errado. Agora você pode, por favor, fazer algo pra evitar que um maníaco da floresta me ataque? Porque nós estamos numa casa antiga bem longe de toda e qualquer civilização, Poynter - Eu fechei a porta bruscamente, deixando escapar um barulho alto. Adoro finais dramáticos!
Dougie ficou parado junto à cama olhando aquele animal e tentando entender o que tinha acontecido.
- Flea, vem aqui. - ele foi se aproximando, com o rabo entre as pernas.
- Olha, isso não se faz. Quero dizer, não se faz MESMO! Estou muito decepcionado. Por um acaso eu cheguei correndo quando você estava com a Lilly, aquela cadelinha da vizinha? Não, eu não fiz isso. Você sabe como eu fico quando estou com a , não gosto de ser atrapalhado, então pode ficar certo: nada de biscoitinhos de carne pra você por uma semana. E nem adianta me olhar desse jeito.
Certo, eu confesso, fiquei escutando atrás da porta. Não tenho culpa se o Dougie me faz querer prestar atenção nele a todo momento. E acredite, ele sempre consegue me surpreender com reações bobas como esta. Deixei escapar uma risadinha e peguei novamente a toalha e um secador pra acabar o que eu tinha começado. Abri um pequeno armário onde mais cedo eu tinha colocado algumas roupas e troquei a que eu estava por uma seca. Fui me aproximando da janelinha do banheiro analisando todo aquele bosque gigantesco que rodeava a casa, quando a coisa mais estranha até aquele momento aconteceu. Eu posso jurar que vi! Lá embaixo, a alguns metros da estrada, dois grandes globos brilhavam e alguns vultos estavam próximo deles. Senti um frio percorrer minha espinha, afinal, eu mesma tinha feito questão de alugar a casa no lugar o mais afastado possível. Joguei o secador de qualquer jeito e corri de volta para o quarto.
- DOUGIE! Tem alguma coisa lá embaixo! - Ele me olhou assustado. Provavelmente continuara discutindo os casos antigos do seu cachorro.
- , você ainda está pensando nisso? Eu já disse que foi só birra do Flea.
- Não! Eu realmente vi algo lá embaixo! - minha voz tremia levemente. - Vai lá embaixo checar!
- Tá louca?! Eu ainda quero viver até o meu próximo aniversário!
- Como é que é? Mas que espécie de namorado é Você? Você não disse que "foi birra do Flea"
- Não, , é que... errr... Eu não quis dizer aquilo. É só que eu ainda tenho muitas iguanas pra comprar.
- Você está preocupado com IGUANAS? - Eu dei volta pelo quarto enquanto pensava em alguma coisa. - Já sei, desce por aquela escadinha lateral que ninguém vai ver você.
- Eu tenho uma idéia melhor. Por que você não acaba o que começou? Ou então vem só se deitar aqui comigo que eu te protejo.
- É mais fácil eu te proteger, Poynter. Quer saber? Eu vou lá. - Foi a minha cartada final. Todo e qualquer homem que se preze se sentiria ofendido ao ver que uma mulher estava tomando a dianteira.
- Ok, mas cuidado com o quinto degrau da escada, ele range - É, todos menos Dougie Poynter.
- Eu deveria ter suspeitado! Mas você nem imagina o que eu ia fazer lá embaixo se você fosse comigo. - A gente precisa jogar baixo, às vezes.
- Não imagino, é? E o que você pretendia? - Pude ver quando ele mordeu o lábio inferior. Sua mente era a coisas mais hiperativa que ele tinha e eu sabia muito bem disso.
- Hãn, talvez terminar uma coisa... Mas não tem problema, já que você não liga pra minha segurança eu também não posso fazer uma surpresinha pra você. - Eu fiz bico virando de costas enquanto esperava o efeito das minhas palavras. Dei dois passos e virei novamente então pude ver que ele já estava de pé bem atrás de mim.
- Eu vou na frente. - Meu corpo foi resguardado pelo dele e eu o abracei.
Fomos pé ante pé até a escada. Eu tentava me lembrar da posição exata de onde eu tinha visto aqueles círculos brilhantes mas só conseguia ter uma vaga noção. Abraçada daquele jeito e sentindo o perfume que seu corpo desprendia, o incidente parecia algo remoto e nem eu mesma acreditava que algo de errado pudesse estar acontecendo. Aliás, nós estávamos ali para comemorar o aniversário dele e eu tinha que fazer algo para que aquele dia fosse realmente bom. Apertei um botão lateral em meu relógio de pulso e vi que faltava uma hora e trinta minutos para a meia-noite. Chegamos ao último degrau e ele virou pra mim.
- Aonde você quer olhar? Ou já desistiu da idéia de que tem mais alguém aqui? - Dougie botou as mãos em minha cintura.
- Eu pensei em algo pra fazer antes de procurarmos. - Eu passei os braços pelo seu pescoço acariciando os fios de cabelo de Dougie, bagunçando-os. Suas mãos me apertaram levemente e senti minha blusa sendo levantada. Aproximei meu corpo do dele. Dougie encostou sua boca na minha. Eu abri levemente dando passagem para sua língua que fazia movimentos em sincronia com a minha. Senti que ele sorria enquanto massageava minha cintura. Eu mordi o lábio inferior de Dougie e finalizei o beijo com um selinho - Fica sentadinho ali enquanto eu vou na cozinha.
- Cozinha? Opa que o negócio vai ser bom - Um sorriso safado despontou em seus lábios. Meio a contra gosto eu me desvencilhei dos seus braços e fui até a cozinha. Tentei me lembrar de todas as dicas que eu tinha conseguido com as minhas melhores amigas, , e , enquanto arrumava algo para comermos. Tirei um bolo de morango de dentro da geladeira, cortei e arrumei os pedaços em pratinhos. Quem visse até diria que eu era uma excelente dona de casa, mas eu realmente fiquei surpresa de não ter cortado meu dedo junto com o bolo. Eu tinha tudo planejado, sairia dali, sentaria com o Dougie pra assistirmos algum filme e depois... Anh, depois a coisa fluiria. Peguei o lanche e fui pra sala.
Analisei o sofá duas vezes antes de sentar. Dougie ao contrário já tinha se jogado, esparramado e colocado as pernas sobre a mesinha de centro. Sentei ao seu lado equilibrando os pratos com o bolo nas minhas pernas.
Dougie parecia procurar por alguma coisa e logo percebeu meus olhares sobre ele.
- Eu estou procurando o controle remoto – Ele se explicou apalpando cada lado do sofá.
- Essa televisão não tem controle remoto – Eu respondi simplesmente andando até o móvel onde ela estava localizada e ligando-a logo em seguida – Prontinho.
- O sinal tá uma droga – Dougie comentou com uma careta, enquanto eu, pacientemente voltava para o lado da televisão tentando mexer na antena – Ah esquece, essa velharia não pega mais sinal de nada.
- Bom, essa foi a melhor imagem que conseguimos – Eu dei um longo suspiro ao ouvir o comentário dele. Calma , siga o conselho da , conte até dez. Engraçado, eu já tinha contado até vinte e o meu stress não tinha passado – E então, o que está achando do bolo?
- Ah, está... – Dougie parou no meio da frase assim que ouviu um barulho na sala – O QUE FOI ISSO?
- Eu acho que foi a televisão – Eu respondi rezando para estar certa. Porém o barulho continuou. Olhei rapidamente pela janela e me dei conta que o barulho se tratava de uma chuva que havia começado.
- Ótimo! Nada melhor do que uma chuva pra tornar esse lugar menos apavorante! – Dougie comentou sarcasticamente. Eu tenho que dizer que na maioria das vezes eu adoro esses comentários, mas naquele momento, aquilo era a última coisa que eu precisava ouvir – A única coisa que falta pra tornar esse momento mais perfeito ainda é... – Mais uma vez Dougie foi interrompido, porém dessa vez o estrondo foi ainda maior, um relâmpago iluminou o céu lá fora, assim como o aposento, assustando-nos. Eu dei um grito pulando nos braços de Dougie.
- Ai meu Deus! Ai meu Deus! – Eu repetia sem parar – Dougie! Não fala mais nada! – Assim que eu terminei a frase outro estrondo ocorreu e dessa vez a única coisa que eu consegui ver foi o nada. Todas as luzes da casa se apagaram.
- Ótimo! Perfeito! – Dougie bateu palmas. Ele realmente perde o controle quando está com medo – Tudo o que eu sonhei, passar o meu aniversário, nesse fim de mundo, sem televisão, sem luz e sem sexo!
- Dougie! Por que você tem que ser tão ignorante? – Eu dei um leve empurrão nele, afastando meu corpo do dele e sentando na outra extremidade do sofá.
- Ignorante? , não sei se você percebeu, mas nós estamos meio que... Ferrados! Sério! Barulhos por essa casa toda! Também, velha do jeito que é, não sei onde eu estava com a cabeça na hora de vir pra cá.
- Você não tem um pingo de consideração pelo que eu fiz não é? – Eu perguntei ofendida – Eu aluguei esse lugar idiota, longe de tudo e de todos sabe pra que? Pra nós termos um tempo só nosso! Mas eu acho que nem isso importa mais pra você já que bastam relâmpagos e escadas rangendo pra você reclamar de tudo!
- Tempo só nosso? Bom, me desculpe, mas até agora eu não tive tempo nenhum com você! – Dougie rolou os olhos – Muito pelo contrário!
- Nós ouvimos barulhos do lado de fora! O que você queria que eu fizesse? Continuasse com aquilo do mesmo jeito? – Dougie não respondeu apenas me encarava sério – Nós vamos ter muito tempo aqui e...
- , eu não sei se você percebeu, mas esse lugar é uma merda! Tá tudo caindo aos pedaços! Até esse bolo velho aqui, a mulher do caseiro tem que aprender a cozinhar!
Ok. Ele podia ter dito qualquer coisa. Sério, qualquer coisa, menos sobre o bolo.
- Como é que é? – Eu gritei levantando-me do sofá – Dougie! Eu fiz o bolo ok? EU!
- Eu... Não...
- Me desculpe se não ficou do jeito que você gosta, mas sabe, eu me esforcei, fiz com todo o amor e carinho, mas nem isso você reconhece! – Eu o interrompi. Agora eu iria falar tudo o que eu queria e bom, ele teria que ouvir - Tudo, tudo o que está dando errado hoje, por incrível que pareça deu muito trabalho para eu conseguir! Essa droga de bolo só saiu depois que eu errei outras três vezes e essa casa foi o único lugar que eu achei para nós ficarmos juntos. Você sabe que eu odeio organizar festas e surpresas, eu simplesmente não tenho talento para isso como a , a e a ! Mas eu me esforço! Eu até pedi ajuda dos meninos pra comprar aquele baixo idiota que você tanto queria! Eu tive que mandar fazer um já que a cor que você queria não era produzida!
Naquele ponto eu já sentia minhas mãos tremendo, minha voz estava falhando. Dougie me olhava um pouco incrédulo e assustado, por alguns segundos eu fiquei com pena, mas a minha raiva e orgulho eram grandes demais pra voltar atrás. Assim que parei de falar senti meus olhos marejados.
- Er... Desculpa – Ele disse simplesmente. Dougie me olhou com os olhos de culpa, parecia uma criança que acabara de fazer algo errado.
Eu não respondi. Por mais que ele tivesse aquela carinha de bebê lindinha e encantadora nem morta que eu ia dar o braço a torcer tão cedo. Eu estou puta e ponto final.
- Gente! Isso, não vai dar certo! – cochichou enquanto Harry tentava puxar a escada da saída de incêndio da casa.
- Dude, me dá uma mãozinha aqui – Harry pediu para Tom que se encontrava abraçado em baixo do guarda-chuva com .
- Pequeno, toma cuidado – pediu para o namorado que apenas lhe lançou um beijo.
- Porra Danny para de namorico aí e vem ajudar – Tom pediu tentando levantar Harry.
- Ai meu Deus! Quem teve essa idéia idiota? – resmungou.
- O seu namorado – deu uma gargalhada apontando para Tom.
- Consegui! – Harry puxou a escada com um estrondo, quase caindo no chão.
- CARALHO! – Dougie pulou no sofá – O que foi isso?
- Eu não sei... – Eu respondi com a voz falhando. Nós dois ficamos em silêncio com os ouvidos atentos a qualquer tipo de barulho que viesse do lado de fora.
- Vocês estão querendo arrombar? Gente! Vamos entrar pela porta da frente! – falava enquanto assistia os meninos subindo a escada de incêndio que dava para o segundo andar.
- Para de ser chata – rolou os olhos – É uma surpresa!
- Vai ser mesmo! Eles devem estar morrendo de medo – deu um riso.
- Se eu bem conheço o Poynter, ele está com a calça borrada – Danny pegou a mão de ajudando-a a subir.
- Vamos animar um pouco as coisas lá dentro? – Harry lançou um olhar malicioso para Tom que respondeu com um aceno positivo.
Harry viu que havia um ferro solto sobre a escada. Ele pegou e analisou o objeto. Depois disso olhou para baixo. A altura essa relativamente boa para fazer um barulho bem alto e que provavelmente deixaria Dougie apavorado.
- Ops! - Harry soltou a barra que fez um estardalhaço ao tocar o chão.
- VOCÊ OUVIU ISSO? – Dougie gritou preocupado me agarrando pela cintura.
- Me solta Poynter! – Eu disse desvencilhando-me dos braços dele.
- ! Eu não sei se você percebeu, mas essa casa está a ponto de desmoronar! Só falta o teto cair na nossa cabeça, sério, é melhor a gente dar o fora daqui! – Dougie sugeriu.
- Ir embora? Agora? No meio dessa chuva? Você está querendo morrer antes de completar vinte e um anos? – Eu rolei os olhos. Não, eu definitivamente não iria embora dali. Quer dizer, eu preparei tudo, paguei uma nota pra não passar nem um dia? NO WAY! Novamente outro estrondo aconteceu dessa vez mais forte. Bom... Talvez eu tenha mudado minha idéia a respeito de ir embora – Tudo bem, vamos embora.
- Finalmente você me ouviu! – Dougie suspirou pegando a minha mão. Eu a soltei facilmente, colocando-a no bolso da minha calça caminhando atrás dele em direção ao quarto.
- Dude! Vamos entrar logo eu não quero ficar pegando chuva – Danny reclamou.
- Calma, eu to tentando abrir a janela – Harry forçava a entrada enquanto os outros, já em cima da escada, esperavam.
- Tenta empurrar – Tom sugeriu aproximando-se do amigo. Os dois começaram a dar pequenos empurrões na janela.
- Você ta ouvindo isso? – parou de caminhar no meio da escada.
- Tá vindo do nosso quarto – Dougie comentou – Eu não vou entrar lá nem pelo caralho.
- Dougie! A gente tem que acabar de vez com isso – Eu falei tirando o pingo de coragem que ainda restava no meu corpo.
- e se... Se for alguém?
- Nós somos dois, acho que a gente ganha em uma briga não? – Eu dei um sorriso com o canto da boca.
- Eu acho que você ganharia sozinha – Dougie sorriu para mim.
- Acho que não. Sabe, eu preciso de alguém tão medroso ou mais ainda do que eu pra me sentir forte.
- É, mas os medrosos fazem coisas idiotas... Eu... Er... Me desculpa pelo que eu disse. É só que quando eu estou com medo eu...
- Você perde a cabeça, eu sei...
- Pois é... Eu não queria ter dit... – Dougie parou no meio da frase quando ouviu mais uma vez um barulho. Ele vinha de dentro do quarto. O chão de madeira rangia de tempos em tempos, algumas vezes mais fortes outras mais fracas.
- É agora ou nunca – Eu suspirei sentindo minhas mãos tremerem. Dougie pegou em uma delas massageando-a rapidamente, me puxando para trás dele, colocando-se na frente.
- Esse quarto é gigante! – comentou.
- A gente podia passar o final de semana aqui qualquer dia – Danny disse encarando a namorada.
- Olha o Flea! - acariciou a cabeça do cachorro que se aproximou da garota abanando o rabo alegremente.
- Gente e essa cama! – sentou dando alguns pulinhos – Nossa! Muito boa!
- Caralho, ela é mesmo! – Tom sentou-se ao lado dela.
- Dude! Levanta dessa cama! Você não sabe o que o Dougie e a andaram fazendo por aí! – Harry cochichou rapidamente.
- Pequeno, pára de falar besteira! – deu um tapinha no ombro do namorado.
- Vocês ouviram isso? – falou rapidamente encarando a porta do quarto.
- Eu ouvi – Danny disse logo sem seguida, ouvindo o ranger de algumas tábuas. Flea começou a latir encarando a porta do quarto.
- Calma Flea - pediu fazendo carinho no topo da cabeça do cachorro.
- Ai meu Deus! Eu tô com medo – disse assustada agarrando o braço do namorado.
- Amor, o Dougie e a têm que estar com medo e não a gente – Tom a consolou.
- Gente... Eu to ouvindo vozes lá fora do quarto! – disse com o ouvido na porta.
- Não podem ser eles, afinal, eles estavam na sala. – Harry disse.
- S-será que... Nós não estamos sozinhos? – Danny comentou.
- Pára! Nada de história de fantasmas! – e falaram juntas.
- Calma, eu vou ver o que é... – Harry se aproximou da porta colocando a mão em direção a maçaneta.
- , eu vou abrir a porta no três... – Dougie disse baixinho com a mão sobre a maçaneta.
- Ok.
- Um... Dois... Três – Dougie empurrou a porta rapidamente. Ele conseguiu ver vários vultos e um bem grande a sua frente, este fora afastado pela porta que pelo visto havia batido em seu rosto. O mesmo vulto soltou um grito forte, que encadeou outros vindo tanto das pessoas que estavam no quarto quanto de mim e do Doug.
Foi uma gritaria só. Eu vi as sombras correndo de um lado para outro no instante após a porta ter sido aberta, mas foi só o que eu consegui ver já que logo em seguida o Poynter estava se jogando em meus braços.
- AAAAAAAai, eu não quero morrer! Eu não posso morrer! , me perdoa por tudo! Eu fui um babaca. Você é a garota mais foda do mundo e eu não te trato como você merece. Vamos fugir daqui e depois eu faço tudo que você quiser - As palavras saiam de sua boca umas por cima das outras e eu não conseguia entender quase nada, só que meu namorado é um bebê chorão - Eu confesso que deixo a toalha molhada em cima da cama mas é que você fica muito linda irritada. - Os vultos de dentro do quarto começaram a se acalmar e agora a gritaria tinha cessado. - Você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. - Mas é o bebê chorão mais fofo do mundo.
- Ouuuun! - Ouvimos um coro e Dougie virou-se.
- Tá apaixonadinho! - Conseguimos distinguir as formas do dono da voz, um homem com cabelos cacheados.
O choque foi tão grande pra nós dois que só conseguimos ficar parados, sem entender.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Ele finalmente falou, provavelmente recapitulando tudo que tinha acontecido naquela noite.
- SURPREEESAAA! - Uma garota pulou com um sorriso enorme na cara e o silêncio predominou por aproximadamente 5 segundos até que todos disseram em coro:
- Duuuuuuuuuuh! Ótima hora pra se falar isso, - Essa é a minha querida amiga. Aonde eu encontro essas pessoas tão estranhas?! Nem eu mesma sei.
- Oh, amor, você teve boas intenções. - Tom a abraçou e o rosto dela ficou completamente vermelho.
- Aaah, não, de apaixonadinho basta o Poynter!
- Tá apaixonado, mas eu ainda preciso dar um chute na sua bunda. Dude, você acabou com o meu nariz!
- Eu não tenho culpa se você tem esse nariz gigante! E também, como eu ia adivinhar que era você?
- Não fala do nariz do meu pequeno! Ele é lindo do jeito que é! - falou irritadinha.
- Tá bom, tá bom, chega de confusão por hoje!
- Verdade. Afinal, nós viemos aqui pra comemorar o aniversário do nosso melhor baixista.
- É isso aí. Agora que tudo já se resolveu, vamos descer e fazer a festa. - sugeriu.
Todos concordaram com a sugestão de e então nós descemos em direção a sala e logo a minha curiosidade falou mais alto. Afinal, quem tinha bolado todo aquele plano de aparecer naquela casa assim do nada, sem me avisar? MEU DEUS! Ainda bem que a Flea entrou no quarto! Flea eu te amo, sério! Imagina a cena que o pessoal veria se eu tivesse continuado o que estava fazendo antes da Flea entrar? Todos me veriam... Ai meu Deus!
- Então vamos comemorar! - Danny, como sempre festeiro, pulou do terceiro degrau para o chão.
- Eu não sei como nós vamos fazer isso sem luz - Dougie comentou. Assim que terminou de fazer o comentário a luz voltou, iluminando toda a sala. Fala que eu vou ser linda assim pra sempre, Dougie. Mas que boca!
- Agora isso não é mais problema - Harry caminhou até a cozinha procurando algo que nós pudéssemos comer.
- Eu vou cuidar do som! - tinha trazido o seu próprio som e o tinha em mãos. a acompanhou até onde a televisão estava ligada, tentando achar uma tomada.
Eu fiquei parada na sala enquanto assistia os meus amigos preparando toda a festa em poucos minutos. Danny tinha ido até o carro buscar algumas cervejas junto com que tinha trazido salgadinhos e doces. conseguiu ligar o som e a música tinha começado a tocar: Blink 182, a banda preferida de Doguie. Acordei do transe em que eu estava assim que senti um abraço forte por trás. O perfume de Dougie chegou até minhas narinas me deixando um pouco sem ar. Ele apoiou o queixo sobre meus ombros sem dizer nada.
- E então? O que está achando da festa? - Eu perguntei colocando as minhas mãos sobre as dele.
- Agora que eu sei de onde vieram os barulhos ela está bem melhor. Acredite, eu nunca vou esquecer isso.
- Que bom, essa era minha intenção, eu só não esperava que tanta coisa desse errado - Eu tinha que fazer um doce básico.
- O que importa é que no final tudo deu certo - Ele falou de um jeito fofo, quase infantil - Obrigado.
- BEER! - Danny entrou na casa gritando quebrando completamente o clima.
A festa foi rolando e como sempre nós nos divertimos muito. Aliás, é praticamente impossível juntar esses 4 casais e não ser perfeito.
- Ei, ei, tá na hora, contagem regressiva pessoal. - Tom, que acabara de olhar o relógio, falou - Dez!...
- Nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, Três, Dois...
- Uuuuum! FELIZ ANIVERSÁRIO! - Todos nós gritamos juntos. Ainda bem que estávamos no meio do nada senão a vizinhança com certeza chamaria a polícia. - Montinho no Poynteeeeer! - Nós pulamos em cima dele. E pensando bem, sete pessoas em cima de outra deve doer. Coitadinho do meu namorado.
- Harry, o que é essa coisa melecada?
- Anh, é lama - ele falou simplesmente.
- E VOCÊ TÁ EM CIMA DE MIM CHEIO DE LAMA?
- A culpa não é minha se essa estrada não presta e nós tivemos que empurrar o carro que atolou.
- Haha, as meninas empurrando um carro? Essa eu queria ver - Falei tentando imaginar a cena. - Opa, agora eu liguei os fatos.
- Foi ESSA luz que eu vi lá do banheiro! Do farol do carro de vocês. E vocês eram os vultos!
- Agora tá tudo explicado.
Nós continuamos nos divertindo por mais uma hora e então nossos casais preferidos resolveram nos deixar a sós.
Entramos no quarto abraçados e enquanto o Dougie se deitava. Ele estava cansado de tanta algazarra, mas eu não me canso tão fácil assim.
- Dougie? - Chamei manhosa.
- Oi? - Ele agora estava encostado na cabeceira da cama.
- Sabe que dia é hoje? - Mordi meu lábio inferior.
- Claro. Dia 30 de novembro, meu aniversário. - Ele me olhou imaginando onde eu queria chegar.
- E o que você acha de acabar o seu presente? - Com a cara mais safada possível cheguei perto do aparelho de som e liguei-o novamente enquanto começava a dançar.
- Esse definitivamente vai ser o meu melhor presente. - Own, imagina. O presente é meu por estar ao seu lado.

