One of Those Things You'll Have to Get Over It
Autora: Roberta Poynter
Status: Finalizada
Revisada por: Káh
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: Romantica - ShortFic
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Forever is over
Porque tudo parecia estar dando errado hoje? Tudo que eu não queria que acontecesse simplesmente aconteceu, tudo está se desmoronando.
Hoje, uma sexta feira, como comum, fomos eu, e os nossos amigos até a padaria que tinha perto do colégio para comermos alguma coisa. Eu e de mãos dadas como normal, e eu como sempre com um sorriso na cara. Naqueles últimos dois meses ele tinha feito da minha vida, e dos meus dias mais felizes. Me fazia rir, me amava, me dava carinho, nós dois combinávamos muito, éramos um casal perfeito.
Fomos todos conversando no caminho sobre coisas que não lembro agora, mas sei que foram coisas divertidas, sempre nos fazíamos rir. Chegamos lá, pegamos uma mesa, e alguns foram comprar salgado, e outros apenas ficaram conversando para passar o tempo. Incrível como todos nós conseguíamos ficar um bom tempo sem comer. Depois que o entrou na minha vida, já era rotina ficar sem almoçar antes de fazer meu curso. simplesmente tomava meu horário de almoço inteiro, eu não percebia o tempo passar nem nada mais, não conseguia pensar em nada com ele. Logo, não comi nada, mas ele queria comprar um refrigerante, então entramos juntos na fila depois de um bom tempo de conversas.
E bem, foi aí que meu dia acabou!
tinha a péssima mania de sempre brincar muito, e fingir falar sério, e falava sobre coisas sérias. Então nunca sabia dizer se ele estava brincando muito sério comigo, ou estava falando sério mesmo. Ele vivia fazendo isso.
Sem contar que ele era o tipo de pessoa bipolar irritante, porque de repente ele estava bem e dá um ataque e ficava irritado comigo sem motivos, e simplesmente em questão de segundos, era meio difícil se lidar. Mas eu agüentava.
Estávamos parados na fila, e só havia uma pessoa na nossa frente. Enfim, a pessoa foi sair, só que na hora que daríamos um passo a frente, um amigo do interrompeu.
- hey, desculpa atrapalhar o clima, mas vou passar aqui. – e foi passando a nossa frente.
- Agente não ta mais junto! – ouvi uma voz ao meu lado, falando. Apenas olhei para o lado, incrédula, me perguntando se aquela voz era mesmo do .
Só que após o meu olhar eu virei o rosto, mas, enquanto eu virava o rosto veio em minha direção para me dar um beijo rindo, mostrando que era brincadeira. Mas, com o movimento do meu rosto, o beijo foi parar na minha bochecha.
- Ah é assim é? - Ouvi ele falando surpreso com a minha reação.
- Ué, foi você quem disse que não estávamos mais juntos. – Resolvi entrar na brincadeira, mas, ele simplesmente se irritou.
- Ah então ta, não fala mais comigo – assenti, e fiquei olhando nos olhos dele procurando saber se aquilo era apenas uma simples brincadeira ou se ele realmente tinha se revoltado, então decidi fazer um carinho no seu braço, e ele rejeitou – to falando sério – completou com uma cara séria.
Naquele momento eu não sei nem dizer qual sentimento eu estava presenciando dentro de mim, eram tanto ao mesmo tempo.
Raiva, revolta, tristeza, pânico, medo, dentre outros. Como ele podia ser tão idiota ás vezes. Que ódio !
Continuei ali perto dele, com braços cruzados e com a cara fechada. De vez em quando eu ia e tentava tocar nele, mas ele me rejeitava, então decidi desistir. Estava praticamente estampado na minha cara todos os sentimentos que citei acima, acho que nem o maior piadista do mundo me faria rir naquele momento, nunca havia ficado tão inconformada na minha vida!
Após um tempo atravessamos a rua e fomos no McDonald’s para comprar um sorvete, e não consegui agüentar, eu estava quase chorando, meus olhos não conseguiam esconder qualquer tipo de sentimento. Eu realmente não queria que acabasse, pelo menos não assim, nessa bobeirinha.
E lá, eu fiquei desabafando meus sentimentos e xingamentos com a minha amiga , enquanto estava a ponto de chorar vendo o tão longe e me rejeitando, vendo-me perdê-lo pouco a pouco. Então minha amiga resolveu falar com ele, para dizer como estava me sentindo em relação aquela merda de brincadeira.
Enquanto isso fui recorrer ao meu melhor amigo, quase chorando. Com ele eu simplesmente soltava todos os sentimentos que sentia naqueles momentos, não sei como ele fazia aquilo.
Estava tão furiosa. Até que senti uma presença do meu lado.
- Você ta bolada? Tá bolada comigo? - nossa, estava tão óbvio assim? E ao mesmo tempo que me fazia aquela pergunta estúpida, puxava forte meu cabelo várias vezes consecutivas.
- Óbvio – será que mostrei mais aspereza do que eu queria?
- Iiiih – acho que ele não tinha coragem de falar mais nada que isso.
Após nosso diálogo tão construtivo eu até tentei me acalmar e tentar reatar aquela relação que parecia estar totalmente perdida naquela altura do campeonato. Mas , oque já estava virando rotina naquele dia, me rejeitava. Então, decidi não tentar mais, e ficar comigo na minha angústia.
Passaram alguns minutos, e voltamos para o colégio, e eles foram jogar algum jogo envolvendo cartas, e eu fiquei a uns 10 metros dali, encostada na parede, sentada no chão, prestes à chorar, entrando em colapso. E de vez em quando olhava meio de lado para a direção dele, e ele me olhava com um olhar meio estranho, como se estivesse mal por mim, e as vezes me jogava alguma coisa. E nesse tempo, tinham dois amigos meus e uma amiga ali perto de mim, conversando coisas idiotas que realmente não estava nem a fim de prestar atenção.
Eu não sei como ele não se deixou vencer por seu orgulho idiota, e veio caminhando na minha direção. Em poucos segundos meus amigos não estavam mais ali me deixando a sós com . Me fazendo estremecer com sua presença ali. E por algum motivo que desconheço, minha vontade de chorar aumentou umas 5 vezes mais, me deixando com os olhos cheios d’água.
Ficamos parados ali sem dizer nada cerca de 5 minutos, ele me olhava as vezes, percebendo meu estado, e ficava simplesmente me fitando. As vezes eu abaixava minha cabeça e apoiava-a na minha mão quando meu choro estava insistindo muito em sair, e ele ficava me olhando com mais intensidade curioso em saber se eu estava chorando, meio preocupado. Não queria deixá-lo me ver chorando, por ele ! Era ridículo.
Depois desse tempo de olhares, e quase choros finalmente o gelo foi quebrado.
- , você ta bem? Oque aconteceu? - até parece que ele não tinha idéia do que poderia ter acontecido.
- Nada que você não saiba! – aquilo saiu muito mais alto e frio do que eu tinha intenção. Ele apenas assentiu, e ficou parado. Mas eu não agüentei eu tinha que botar pra fora, por mais que junto com as minhas palavras as lágrimas também caíssem junto. – Mas sabe, o pior é que você sabe que eu gosto de você, eu gosto mesmo de você, eu não consigo mostrar como eu gosto de você , você simplesmente não acredita! E você de repente acabou assim! Sabe, parece que é só eu começar a sentir algo por alguém e ficar feliz, que alguma coisa fala “ ih, a está feliz, vamos acabar com isso”.
O silêncio tomou o ar naquele momento, deixando minhas lágrimas cada vez mais agitadas para sair, meus olhos já transbordando.
- É, é a vida. – ele soltou aquela merda de comentário, olhando pra baixo como se fosse um “se conforme”. Ah, então ta, brigada! Não conseguia ficar mais puta do que eu estava naquele momento, ainda bem que o sinal do começo do meu curso havia tocado, então peguei minha bolsa e disparei.
Como ele poderia ser tão grosso? Tão idiota? Como em tão pouco tempo tudo desabou? Tudo que me fazia feliz!
E eu não estava com a mínima vontade de assistir à merda de aula de geografia que estava por vir, queria ir pro banheiro e ficar chorando até eu ficar seca e enrugada de tanto líquido expelido. Mas era inevitável, então suvi para a aula inconformada, revoltada, e triste. Com o choro pesando minhas pálpebras implorando pra sair.
Subi as escadas rápido, cheguei na sala, atrasada. Mas, consegui o lugar mais escondido e sozinho que poderia arranjar, sentei em um lugar lá no fundo da sala, tentando esconder minhas lágrimas que agora despencavam pelo meu rosto sem parar. Eram naqueles momentos que tudo vinha na minha cabeça, eu ficava tendo flashes do que havia acontecido na minha mente, e me sentindo péssima, sem conseguir entender porque comigo! Logo comigo!
Fiquei chorando os dois tempos de geografias, tentando esconder meus rosto – que agora devia estar inchado e vermelho – de qualquer pessoa que estivesse a minha volta.
Após os dois tempos de aula, descemos para o intervalo, eu apenas me sentei no banco da escola, botei meus fones de ouvido, aumentei a música o máximo que pude e fiquei ali.
não era do tipo que freqüentava às aulas de monitoria, mas hoje, logo hoje ele estava presente. Que merda ! Odiava ficar naquele estado na frente dele. Mas ele saiu da aula junto com a garota que era apaixonada por ele, de mãos dadas, e logo lágrimas que saíam não sei de onde, começaram a querer sair de novo! Mas foi apenas ele notar minha presença que soltou a mão dela, e foi andando mais a frente, e nem falou comigo apenas me olhou e fez uma careta, como se nada tivesse acontecido! Realmente, ele não devia sentir a mínima falta de mim. Que otária eu era.
E a minha tarde foi e estendendo assim, eu triste tentando prestar um pouquinho de atenção que fosse na aula.
Quando o sinal que representa o fim da aula tocou, eu me senti aliviada, e logo me apressei para ir para casa, precisava mais que nunca da minha cama.
Os próximos dias, se passaram vagarosamente e com muitas lágrimas junto. E, acho que foi melhor assim, ele conseguiu enfim se livrar de mim, afinal, ele não devia sentir saudade, ele estava lá com outra garota na próxima semana, e havia perdido total contato comigo depois de tudo isso.
E hoje, 4 meses após o acontecido, continuo a me sentir inconformada com o rumo que aquilo tomou. Não há mais palavras ditas entre nós, muito menos seus abraços reconfortantes, e toda a felicidade que ele me dava. Continuo a não me conformar em tudo ter acabado.

