Pandemonium

Autora: Lelen
Status: Em Andamento
Revisada por: hata
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: Suspense/Drama/Terror
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00. Prólogo

Come to me clouds
Raise any storm was malignant
Made for afflicting them
The cloak of night is witness
the destruction of those who resist
And that does not cause me wrong
What will the blood of many cleanse me
Preserving my beauty forever
...


01. Play

10:30AM, Nova Orleans, Estados Unidos.


se encontrava sentada em um dos bancos montados no terreno do cemitério. Olhava todos a sua volta, estavam com os olhos vermelhos de tanto chorar, e todos a encaravam de volta. Era a única que não derramara nenhuma lágrima até então. Sam era seu melhor amigo, desde o início de sua infância, não havia dúvidas. O rapaz havia morrido na noite anterior. Foi um suicídio, um suicídio bastante macabro, mas foi um suicídio, diziam os legistas, que ao ver de não tinham a menor idéia do que realmente havia acontecido com seu amigo.

- E estamos aqui, reunidos hoje para dar o último adeus a Samuel Hallen, um jovem que teve sua vida tirada precocemente, porém por algum motivo superior do justo... - O padre contratado pelos amigos da família para dizer coisas reconfortantes falava a frente de todos.
- Justo? O que ele tem de justo? - murmurou baixinho.
- Acha que Deus não é justo? - Alguém perguntou se sentando ao seu lado.
- Não , só acho que ele não está sendo justo.
- Talvez no fim, haja algo justo nessa história toda...
- O que? Um cara mata 25 pessoas em menos de um mês, e continua vivo e livre de qualquer pena, uma mulher mata seus filhos, e tudo que recebe é uma visita ao hospício. E o Sam? Ele tinha 21 anos, era um cara legal e correto, e o que acontece com ele? Vai pra de baixo da terra. Me diz onde tem justiça nisso tudo! - se exaltara no fim da frase.
- Eu sei amiga, realmente não é justo, só queria fazer como esse padre, fazer com que você acreditasse que realmente há um sentido na vida e na morte. - murmurou torcendo os lábios frustrada.
- Esse padre é um idiota, só diz besteira porque está sendo pago. - retrucou. - E além do mais... - Ela foi interrompida.
- querida, isso é pra você. - Uma mulher com lágrimas nos olhos se aproximou com algumas mochilas cheias.
- Mas... Essas coisas não são do Sam?
- Sim, mas creio que essas coisas ele iria querer que ficassem com você minha querida. - Srª. Hallen murmurou dando uma última olhada nos pertences do filho, entregando-os para a garota a sua frente.
- Não precisa disso Srª. Hallen, acho que o mais certo seria ficar com a senhora...
- Tudo bem minha querida. Sei que é isso que ele gostaria. - A mulher sorriu deixando as mochilas no chão, dando um abraço apertado em , e logo deu as costas e saiu andando.

pegou as mochilas com ajuda de , e as levou para dentro de seu carro. Resolveram ir ao Mery's, o bar de duas amigas.

- Eu ainda não acredito que o Sam morreu... Isso é... Surreal. - Merydith murmurou depois de uma longa conversa com as amigas.
- É... E, erm... Essas são as coisas dele? - Merydian perguntou já olhando dentro das mochilas.
- É, a mãe dele me entregou, disse que seria o que ele ia querer. - murmurou encarando um álbum de fotos, onde ela e Sam estavam sentados em uma gangorra, brincando juntos.
- Huuum, olha só isso, Stay Alive... Parece ser divertido... Que tal jogarmos?
- Olha Merydian, não acho uma boa idéia... Quer dizer, pode ter coisas bastante macabras aí... Foi a última coisa que o Sam disse que estava fazendo... Jogando esse jogo.
- Ah, até parece que não está acostumada com coisas macabras! Passamos nossa infância toda jogando essas coisas! - Merydith interveio.
- Eu sei, mas...
- Nós vamos jogar, e pronto. Aproveitamos e chamamos os meninos, fica menos assustador. - As duas Merys sorriram.


8:30PM, Rua Brendzel, casa de Merydith e Merydian.


Os seis amigos já se encontravam sentados no chão da sala de TV das irmãs Merys, cada um montando seu 'equipamento' de jogo.

- Por que ainda não começamos? - reclamou enquanto se ajeitava no chão.
- Porque estou esperando mais uma pessoa... - Merydian murmurou sendo interrompida pela campainha. - Deve ser ele, esperem aí.
Depois de alguns segundos, Merydian já estava de volta, acompanhada por um rapaz alto de olhos .
- Pessoal, esse é um amigo meu, . É filho dos amigos de meus pais, e faz faculdade de psicologia, está dando um tempo pela cidade. - A menina apresentou.
- Sabe Dian, não precisava contar a vida inteira do cara... - murmurou tentando não ser grosseiro.
- Se eu não dissesse, vocês iam me encher no meio do jogo. - A garota retorquiu indo se sentar entre os amigos. - Sinta-se a vontade .

O rapaz plugou um dos controles que lhe foram oferecidos no aparelho de games de , que estava na ponta, portanto, mais próxima. O game se inicializou, congelando em um imagem de um diário.

- A oração de Elizabeth Bathory... - Dith murmurou. - Travou, não dá pra mover nada...
- Talvez devêssemos ler essa oração... - sugeriu, vendo todos na sala lhe lançarem olhares curiosos. - Ou talvez não...
- Aah... Venham a mim nuvens... - murmurou no microfone conectado ao aparelho. Todos arregalaram os olhos ao perceberem que as palavras ditas pela garota haviam desaparecido da tela.
- Caramba, ativação por voz... Isso é... Maneiro. - murmurou encarando a tela.
- Tá certo, vamos ler todos juntos então. - Dian exclamou mirando sua tela.

Venham a mim nuvens
Ergam-se em tormenta maligna
Feita para dilacerá-los
Que o manto da noite seja testemunha
da destruição daqueles que resistem
E que não me causem mal
Que o sangue de muitos venha me limpar
Preservando minha beleza eternamente
...


Os sete terminaram de ler, e logo que o fizeram, sentiram um calafrio com o silêncio que reinou. Logo a próxima tela foi carregada, criação de personagens.
Cada pessoa fez seu personagem no jogo o mais parecido com a realidade, músculos, altura, acessórios, etc. Logo já estavam preparados para o início do jogo. Seus personagens estavam parados ao portão de uma gigantesca mansão quando os controles começaram a vibrar.

- Hum, acho que alguma coisa vai acontecer... – murmurou observando atentamente sua tela.

Coisas terríveis aconteceram na fazenda da condessa Bathory, coisas que jamais serão esquecidas. Quando o medo lhe dominar, reze, e ofereça uma rosa àquelas almas perdidas."

- Mas que rosas? – arregalou os olhos ao ver uma garotinha morto-viva andar na direção de seu personagem.
- Sei lá, mas atira! – exclamou agoniado.

mirou na menina, e atirou em sua cabeça, que explodiu. Porém, seu corpo continuou vindo em sua direção.

- Erm...
- ATIRA DE NOVO! – berrou quando a zumbi se preparava para atacar o personagem de sua amiga.

atirou novamente, e a menina se desmanchara em sangue, e no lugar de seu corpo, se encontrava uma rosa vermelha.

- Achamos a tal rosa... – Dith suspirou, voltando a segurar seu controle.
- Cara, esse jogo é muito parado! – Dian reclamou.

Alguns minutos depois...


- UHUUUL, É ASSIM QUE SE FAZ! – Merydian gritou depois de acabar com algumas dezenas de zumbis.
- Cobre o lado esquerdo Dian, vamos tentar entrar na cripta! - Merydith gritou para a irmã.
Os personagens das duas saíram correndo em direção a uma porta de madeira, que logo que as duas entraram se fechou.
- O que é isso, onde vocês estão? - perguntou.
- Sei lá, em algum tipo de porão... - Dith respondeu observando atentamente.
- Joga uma rosa. - alertou.
- Droga, estou sem, Dian, você tem rosas aí?
- Só tenho mais uma e... Aah, que noojo! - A menina gritou, fazendo todos pularem de susto.
- O que foi, garotaa! - resmungou atenta em sua tela.
- Tem meninas mortas nesse lugar... Erm... Completamente dilaceradas. - Merydian resmungou jogando sua última rosa no chão.
- Droga! Acho que vi um vulto! - Dith exclamou.
- Presta atenção, a velha pode estar aqui e... - Dian parou de falar no instante em que algo agarrou seu personagem, e o matou. As luzes se apagaram, e quando a tela retornou, Dith e Dian (personagens), estavam despedaçadas, literalmente.
- Aah cara, que noojo! - gritou, assim que se desligou do jogo.
- Não acredito que as irmãs viciadas em games de terror, perderam! - murmurou também desligando seu aparelho.
- Ah, esse jogo é uma mentira! - Merydian reclamou.
- Certo, certo, vamos embora agora, porque já está ficando tarde. - murmurou já guardando seu 'equipamento' em sua bolsa. - Então, quem vai me dar carona?
- Erm... Eu posso te levar se quiser... - se candidatou um pouco acanhado.
- Own, sempre um cavalheiro! - Merydith murmurou apertando a bochecha do amigo, que acabou corando um pouco.
- Ah, eu aceito! - falou feliz.

Todos saíram da casa das irmãs Merys, e cada um foi para sua casa.
De certa forma, o jogo havia mexido com a imaginação dos sete amigos, que tiveram uma noite turbulenta e cheia de pesadelos.


02. Suspeitos


O dia amanheceu ensolarado, perfeito na opinião de , que sorriu com os primeiros raios de sol que tocaram seu rosto. Tivera certos sonhos estranhos durante a noite, mas nada que realmente lhe tirasse o sono. A menina se levantou, e foi direto ao banheiro, onde lavou o rosto e escovou os dentes. Seria um longo dia sem Sam para diverti-la, como faziam todo final de semana. suspirou. Como a perda do amigo mexia com ela. Apesar de não demonstrar, ela era a que mais sofria com tudo isso, afinal, o amigo era seu porto seguro, seu confidente, seu tudo.

Ainda pensava no ocorrido, quando foi para a cozinha, e encontrou sua secretária eletrônica piscando. Que estranho, ela pensou indo apertar o botão do aparelho.
Você tem sete mensagens em sua caixa postal, aperte 1 para ouvi-las, aperte 0 para sair. A voz eletrônica e irritante falou. apertou a tecla "um", e esperou atentamente. O bip soou, indicando o início da gravação. A garota esperou pacientemente por alguma mensagem, mas tudo que ouviu foram chiados baixos, que duraram cerca de 10 segundos, e então a linha caiu. Ela ergueu uma das sobrancelhas sem entender, e passou para a próxima mensagem. Mais chiados. Todas as outras cinco mensagens restantes eram de chiados, algumas vezes mais altas, outras mais baixas, mais nada.

Estranhando, foi verificar a bina, e sua surpresa foi perceber que as últimas sete ligações foram feitas pelo telefone de Merydith e Merydian. Ela ao encarar o número registrado, começou a se preocupar, e decidiu ligar para as amigas, que em pleno sábado de manhã, com toda a certeza não deveriam estar acordadas. A menina riu. Não tinha por que ficar preocupada, com toda a certeza as duas deveriam estar tentando pregar-lhe alguma peça. Suspirou. Apesar de ter quase total certeza de que era isso, ainda não deixava de sentir uma ponta de preocupação crescer.

Depois de tomar seu café da manhã e ler o jornal, resolveu dar uma caminhada, era o que ela e Sam costumavam fazer em manhãs tediosas. Estava completamente distraída com seu fone de ouvido, que mal prestava atenção em onde andava.

- Olá senhorita... – Alguém tocou seu braço a sobressaltando.
- Ah, ! Que susto você me deu! – exclamou tirando os fones do ouvido.
- Desculpe, eu te chamei do outro lado da rua, e como você não me respondeu, resolvi me aproximar. – Ele explicou envergonhado.
- Ah, tudo bem, preciso mesmo parar de ouvir música tão alto. – Ela riu sendo acompanhada pelo rapaz.
- E então, pra onde está indo?
- Hum... Eu estava apenas caminhando, mas agora que você falou... Acho que vou dar uma passadinha na casa de Merydith e Merydian... – parou de andar com a expressão pensativa.
- Posso te acompanhar? Estou precisando arrumar desculpa pra me divertir ultimamente...
- Claro, vamos. – Os dois começaram a caminhar enquanto conversavam animadamente.


9:27AM, Rua Brendzel.


- Ué, que estranho, elas não costumam demorar tanto para abrir a porta... – murmurou tentando enxergar alguma coisa pelas janelas escuras.
- Talvez ainda estejam dormindo, e não tenham ouvido... – deu de ombros.
- Não, elas geralmente têm o sono leve, até o bater de asas de uma mosca as acordariam. – A menina murmurou apertando novamente a campainha.
- Ou talvez, elas tenham saído...
- Elas? Levantando antes das onze em pleno sábado? Nunca, ! – exclamou enquanto girava a maçaneta. – Nossa, elas deixaram a porta destrancada? – A menina arregalou os olhos, mas sem pensar duas vezes, adentrou a casa.

foi caminhando lentamente em direção a sala, que ficava mais perto da entrada, e fora atrás da garota, apenas acompanhando. Sentiu um cheiro estranho quando chegou ao lugar, mas preferiu não comentar. Gritou pelo nome das amigas, mas não houve resposta alguma, por isso resolveu ir até seus quartos.
Ao abrir a porta vagarosamente, tudo o que pôde fazer foi arregalar os olhos, e reprimir um grito de horror. Ali, a meia luz, pôde enxergar pouca coisa, mas o suficiente para deixá-la aterrorizada. Pedaços. Era tudo o que ela conseguia pensar. Pedaços das duas amigas estavam espalhados por todo o quarto, as paredes brancas, agora tingidas num tom vinho.

- NÃO! – Foi tudo o que conseguiu pronunciar, antes de cair no choro e ser abraçada por um que a arrastou para fora do lugar.


10:15AM, Rua Brendzel


A polícia já havia chegado ao local, assim como os amigos de , que souberam do ocorrido e resolveram ampará-la. Merydith e Merydian eram amigas muito próximas da menina, que simplesmente não pôde acreditar no que seus próprios olhos viram. Aquela cena não saía de jeito nenhum de sua mente. O que poderia ter acontecido aquela noite? Elas teriam ligado para pedir ajuda? Ou simplesmente resolveram se matar de um modo macabro, e ligaram para se despedir? Era mais do que óbvio que havia algo muito errado naquilo tudo. pensava em algumas coisas, quando um dos policiais parou a sua frente, estendendo-lhe um copo de café.

- Você é ? – O homem perguntou depois de entregar o copo à garota.
- Sim... – Ela murmurou sem muito ânimo.
- Merydith e Merydian eram suas amigas, certo?
- Sim. – Respondeu novamente.
- Mora a dez minutos daqui, pelo que me disseram.
- Sim, eu moro. – ergueu as sobrancelhas, tentando encarar o rosto do homem, mas as lágrimas foram tantas, que ainda embaçavam seus olhos, agora vermelhos. A menina ergueu o copo de volta ao policial.
- É para você. – O homem sorriu.
- Eu não quero. – Ela murmurou com certo desprezo. – Acha que sou uma suspeita, por isso veio falar comigo, e por isso trouxe o café. – fez careta, e deixou o copo com o café quente ao seu lado na guia, onde estava sentada desde que ela e saíram da casa.
- Eu não...
- Não tente negar, eu sei que é isso! – Ela exclamou o encarando com os olhos furiosos.
- Parece que sabe bastante sobre os procedimentos da polícia... – O homem a encarou com as sobrancelhas levantadas.
- Meu pai é policial investigativo, sei muito bem como se fazem de amigos para tentar arrancar algo confidencial sobre o caso. Mas aqui vai, eu não tenho nada a esconder. – Ela se levantou em um pulo, e foi para o lado de , que conversava com outro policial.
- É melhor ficarem na cidade para qualquer eventual circunstância. – O homem que falava com murmurou.
- Certo. – Ele respondeu, logo voltando a atenção à , que afundava o rosto em seu peito, o abraçando fortemente. – Tudo bem, , vai ficar tudo bem. – Murmurou dando um beijo no topo da cabeça da amiga.
- Isso foi cruel, . Cruel. – levantou a cabeça para encarar melhor o amigo.

não tinha nada de reconfortante a dizer para a amiga, então apenas a abraçou, torcendo para que fosse o bastante. Não podia saber como se sentia, mas com certeza estava pior do que qualquer outra pessoa ali presente. Dith e Dian praticamente a ajudaram a se manter em Nova Orleans, e agora, estavam mortas.

- Por que, ? Por que elas, por que agora? – A garota soluçava amarrotando a camiseta do amigo.
- Pequena, não tenho resposta pra isso... Simplesmente... Aconteceu.

Todos passaram a tarde em frente a casa das irmãs Mery’s, pois os policiais não permitiram a saída de ninguém da cena do crime. Fizeram interrogatórios, pegaram depoimentos de vizinhos, contataram a família, e advertiram todos os cinco jovens a não saírem da cidade, ou seriam presos por suspeita de homicídios.

Depois de os corpos serem levados para análise, os amigos foram liberados. Muito unidos, todos resolveram dormir juntos, na casa de . Nada mais justo com alguém que viu a cena toda da morte de duas amigas queridas. Para todos o sono chegou rápido, e a noite fora tranqüila, exceto é claro, para . A noite para ela fora excessivamente um terror.





CONTINUA



Nota da autora: Que bom que tem gente gostando, espero que continuem, eu a-do-rei escrever essa história!
Beijinhos, prometo que atualizo mais rápido se quiserem. /hohoho

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