Para Não Pensar Em Você

Autora: Michele Judd
Status: Finalizada
Revisada por: Cams J.
Categoria: Harry Fics
Sub-Categoria: ShortFics / Drama
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Tudo aconteceu há um tempo atrás; a gente brigava quase todos os dias sempre pelo mesmo motivo.
- Você não acredita mais em mim? - ele perguntou na maior tranqüilidade.
- Não! Na verdade não! Pô eu tô cansada disso, eu pensei que você ia mudar depois de tudo o que passamos juntos, Harry!
Ele permaneceu calado, encarando o chão; eu tirei a aliança do meu dedo, guardei no bolso e saí para a cozinha; ele veio logo atrás.
- Eu não queria que fosse assim.
- E você acha que isso era o que eu queria? Você não sabe o que é amor!
- E... - ele estava sem palavras. - Você sabe?
- Sei, porque eu nunca vou amar alguém como eu amo você, Harry.
Saí pela porta da cozinha e atravessei a rua, só para ver se ele iria embora. Na verdade eu não queria estar fazendo nada daquilo, eu o amava mais que tudo, o problema é que ele achava que eu estava brincando, que a gente só ficava. Realmente eu estava certa em pensar que Harry não era o cara certo para namorar, levava tudo na brincadeira e quando ele falava que me amava... Era da boca pra fora, enquanto eu dizia aquilo com o coração.
Resolvi sair andando pelas ruas, sem rumo, não ligava para o que ia me acontecer. Passando perto de onde ele trabalhava, um menino de uns dez, onze anos virou para mim e disse assim:
- Levou um pé na bunda do namorado? - e deu risada.
Eu tentei ficar calma, peguei aquele SER minúsculo pela gola da camisa.
-Quem você pensa que é pra falar assim? - dei um pedala nele.
- Me dá cinqüenta centavos para eu comprar pão? - ainda teve a cara de pau de me pedir dinheiro.
- Você vai ver o que eu vou te dar se não sair da minha frente.
- O quê?
- Cala a boca e VAZA!
O menino saiu correndo feito uma raposa. Depois eu comecei a dar risada, vê se pode um pirralho de 11 anos me falar aquilo?! Vai ser folgado lá na...
Enfim... Continuei andando mesmo com a chuva fina e fria que começou a cair.

Quando a saudade doer e a solidão machucar
Para não pensar em você, nem procurar seu olhar
Vou enganar a paixão,
Mentir pro meu coração, que já deixei de te amar


Minutos depois, meu celular tocou. Tirei o aparelho do bolso e olhei no visor, era o número lá de casa, eu sabia que era o Harry, qual seria o motivo da ligação? Iria ele me pedir desculpas? Acho que não.
- O que você quer?
- Me deixa explicar, por favor.
- Não tem nada para explicar!
- onde você está?
O - Não interessa! E não me liga de volta!
Por mais que eu quisesse, não suportava mais ouvir a voz dele e aquilo me deixava com mais raiva dele do que eu já estava, mas no fundo eu queria gritar pro mundo inteiro que eu o amava.
Passei por aquele parque onde a gente se conheceu, foi lá que aconteceu o primeiro beijo; sentei-me em um daqueles bancos de madeira sentindo a chuva cair cada vez mais forte, eu não me importava. Olhei pro lado do banco e tinha um coração desenhado com tinta vermelha; o meu nome e o dele. Deixei uma lágrima insistente cair dos meus olhos – não consegui me conter.
Meses se passaram desde que tudo acabou, era o melhor para nós dois, não havia jeito de continuar daquela forma, um machucando o outro. Durante esse tempo, eu tentava fingir que estava seguindo com a minha vida, mas parecia estar escrito nos meus olhos.

Eu vou fingir que esqueci
Que não chorei nem sofri
Vendo você me deixar


Mais um dia sem aquele sorriso, aquele olhar, sem ao menos ouvir a voz dele. Eu me levantei, tomei um banho frio e fui pro trabalho. No carro quanto mais eu ouvia algumas músicas do Westlife, mais me dava vontade de chorar, não por causa das músicas, mas por que eu me lembrava do Harry.
Assim que cheguei ao meu local de trabalho, deixei o carro no estacionamento, paguei a taxa de R$12,00 pela vaga e fui pra loja onde eu trabalhava. Cheguei lá no shopping e meus amigos na loja me olhavam com aquela cara de 'a gente te avisou'; provavelmente o Harry devia ter comentado alguma coisa, ou sei lá. Enfim... Tentei me concentrar para vender alguma coisa, até que consegui.
Quando meu expediente acabou, fui tirar o carro do estacionamento, mas estava fechado.
- AI QUE ÓDIOOOOO!
Voltei para loja e pedi carona a um dos meus amigos.
- Vamos tomar umas, você vai ficar melhor.
- Ah não , eu... Sempre encontro ele lá.
- Mas você sabe que onde o está, ele nunca está também?
Forcei um sorriso e acompanhei o até uma lanchonete próxima à loja; chegamos lá e o tinha razão, o Harry não estava. Por um momento achei que ele estivesse viajando; me senti melhor ao ver que estavam o e o .
De hora em hora o pedia uma garrafa de cerveja; nem vi quantos copos eu tomei, mas aquilo me confortava de certa forma, aliviava meu estresse, mas mesmo assim não deixei de pensar no Harry.

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’s POV

Tentei fazer com que a esquecesse aquele cara, se ela tivesse aceitado meu pedido, ela nunca iria se arrepender; sei que no fundo ela tem uma queda por mim, e dude... Eu deixaria tudo pra ficar com ela.
Nós passamos horas lá bebendo e dando risada, até que aquele desprovido de categoria chegou lá, achou que tava abafando; ele desceu do carro e veio até a mesa, cumprimentou todo mundo e entrou na lanchonete. Enfim... O Harry voltou para conversar com o , a ao ver aquele cara que ela amou tanto, começou a agir de uma forma estranha.
- – estalei os dedos na frente dela. Nada. Peguei-a pelos ombros e a sacudi. De repente ela começou a tossir sem parar, tinha engasgado com a cerveja que estava tomando e tudo por causa DELE! Ai se eu pudesse... E ela quisesse...
- Calma. – disse, abraçando ela.
- Você acha que eu estou nervosa ?
Na verdade, ela estava.
- Erm... Não.
- Pode falar. - ela encostou a testa contra a minha.
- Na verdade... - eu ia terminar de falar quando o a puxou pela mão fazendo com que ela se levantasse e fosse embora com ele.

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’s POV

- Você não ia ficar com o ia?
- ! Você me tira de lá sem mais nem menos e ainda quer saber o que eu... - ela ficou sem palavras. - Se eu ia ou não, o problema é MEU!
Eu abri a porta do carro e ela entrou; o trajeto até a casa dela foi calmo e silencioso, mas eu sabia que ela estava mal. Minutos depois estávamos na casa dela.
- Obrigada pela carona .
- Me liga se precisar.
- Ok. – ela me deu um beijo no rosto e saiu do carro, assim que ela entrou em casa, eu segui caminho.

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Tentei encontrar as chaves na minha bolsa, mas foi inútil, eu estava bêbada demais para fazer alguma coisa. Com muito custo, achei as chaves no bolso, demorei horas para encontrar o buraco da fechadura e quando consegui, entrei na sala, fechei a porta e escorreguei até o chão. Fiquei sentada lá por horas, só lembrando do Harry.

E se a lembrança insistir
Em procurar por nós dois
Vai encontrar seu adeus
Dizendo "volto depois"
É impossível eu sei
Mentir que nunca te amei
Que foi um sonho e acabou


Levantei-me e fui me sentar no sofá. [ó, que grande percurso!] Olhei as nossas fotos que ficavam em cima da estante, na mesinha do telefone e em tudo quanto é lugar.

Mas tenho que aceitar,
Cuidar de mim e tentar
Me encontrar noutro amor


O telefone tocou novamente, era o querendo saber se eu estava bem, eu o dispensei rapidinho e fui pro meu quarto. Cheguei à porta mas não tive coragem de entrar, apenas abri a porta e fiquei observando, o relógio dele jogado na cama, um resto de perfume em cima do criado-mudo. Tomei coragem e entrei no quarto, apenas me joguei na cama e fechei os olhos.

Mas eu me engano, me desespero
Porque eu te amo, porque eu te quero
E a minha vida é só pensar em você
O tempo todo, o dia inteiro
Sinto seu corpo, sinto seu cheiro
E a minha vida é só pensar em você


Acordei de repente com o maldito do telefone de novo, dessa vez era a minha prima.
- Oie, trabalhou muito hoje? - me perguntou, como se o marido dela não tivesse dito nada.
- Eu tentei.
- Depois você foi tomar umas com os meninos, né?
- Fui, eu estava precisando mesmo.
- Ele estava lá?
Eu sabia que ela ia me perguntar aquilo.
- Quando eu cheguei não, depois ele chegou lá.
-Cumprimentou você?
- Uai, sim, o ia dar na cara dele se ele não me desse um "oi".
- Ele é a fim de você, sabia?
- Quem? O >? Eu sei.
- Por que você não fica com ele?
- Por que... Eu não tô com cabeça pra isso. Tá tudo muito recente ainda.
- Ah, entendo. Mas você não pode ficar assim.
- E como eu vou ficar? – comecei a chorar. - Fingir que eu nunca amei o Harry não dá!
- Ai , eu nem sei o que te falar. Ele também deve tá sofrendo. Se der eu converso com ele.
- Viu.
- O que você vai fazer agora?
- Vou tomar um banho e assistir um filme aqui.
- Então depois a gente se fala. Beijos, tchau.
- Até mais.
Desliguei o telefone e fui arrumar minha roupa. Sentei-me na cama e minha cachorrinha veio pular no meu colo.
- O que eu faço agora hein, ? – como se cachorro falasse. -Queria que ele voltasse.
Um ano se passou e Harry ficava cada vez mais distante de mim, mas eu nunca desisti de tentar reconquistá-lo, tanto que nunca tive coragem de procurá-lo para dizer o quanto ele me fazia falta; um dia talvez, a coragem me ajude a enfrentá-lo, mas, por enquanto, eu só queria sorrir ao lembrar do amor da minha vida.




FIM


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