PRADA is What She Wears!
Autora: Leticia Bizzi
Status: Em Andamento
Revisada por: Babi Lorentz
Categoria: Free Fics
Sub-Categoria: SongFic e LongFic - Romance
Comentários:
Capítulo 1
’s POV
De fato o dia 3 de Julho foi um dos melhores atrás daquele balcão. Eu estava no meio do meu turno na Starbucks quando a vi chegando incrivelmente linda. Ela estava com um vestido vermelho, uma sandália preta de salto alto e seus cabelos estavam em um coque frouxo. Na verdade, eu não sei se eu poderia, em meio ao meu trabalho, conhecer a garota quem eu julguei a mais linda que já vi. Porém só pela marca da bolsa percebi que aquela garota poderia ao ter alguns costumes que eu não tinha, afinal, enquanto ela tinha uma bolsa da Prada, eu tinha um boné da Starbucks em minha cabeça. Cutuquei para o meu amigo que estava ao meu lado lavando xícaras.
- Viu a garota que entrou? – perguntei, ainda olhando pra ela se sentar em uma das poltroninhas e se arrumar.
- Vi, cara, vai lá atendê-la porque já percebi sua cara de bobo na hora que ela entrou – disse rindo e secando o que acabara de lavar.
É, fui lá atendê-la.
- Er... Boa tarde – tossi, segurando o bloco pra notar o pedido, e olhei pra ela – Vai pedir algo? – percebi que seus olhos estavam vermelhos como alguém que acabara de chorar.
- Oi, quero um café clássico e um pão de queijo, por favor – ela respondeu sorrindo amarelo e eu me pus a anotar.
- Ok! Mais alguma coisa? – olhei pra ela e vi que estava com o rosto entre as mãos – Senhorita, não sei se devia perguntar, mas está tudo bem?
- Não, mais nada, obrigada. Na verdade não está tudo bem, acabei de brigar com meu namorado de 2 anos e a gente terminou – vi uma lágrima escorrer no seu rosto.
Olhei pro relógio e depois para fora do café e percebi que o moço que trabalhava depois que acabava meu horário tinha chegado.
- Olha, vou levar seu pedido lá e tirar o boné e o avental, porque meu horário acabou e volto aqui, é claro, se a senhorita permitir – sorri de lado.
- Pode me chamar de , ou , se preferir. Ok, preciso conversar com alguém mesmo, é... – ela olhou pra mim e deduzi que ela queria saber meu nome.
- – sorri – Já volto, .
Corri até o balcão e entreguei o pedido ao menino que tinha chegado. Fui até ao fundo do café onde deixei o meu avental e o boné.
- , pode ir, cara, vou conversar com ela. Ela parece estar triste.
- Rápido você, heim? – ele me deu um tapa nas costas que devolvi com um tapa na cabeça e saí rindo.
Olhei para a poltroninha e ela ainda estava lá, agora tomando o café. Me despedi de e fui até lá.
- Voltei. – eu disse, tentando parecer simpático.
- Ahh, oi! – respondeu parecendo sair de seus pensamentos.
- Olha, se não quiser conversar comigo, por você nunca ter me visto na vida ou sei lá, tudo bem, ok? – eu disse rindo – mas também eu não sou perigoso!
Ela riu.
- Tá tudo bem, você foi legal e está sendo muito simpático em querer conversar com uma chorona. Mas, então... Eu tive que terminar. Não tava dando mais certo o fato de ele querer um relacionamento aberto, não dá sabe? Eu fiquei por 2 anos tentando engolir esse fato e fingir que estava tudo normal, mas não estava durante esse tempo todo – começaram a escorrer lágrimas rapidamente de seus olhos – Hoje eu o vi na rua, e ele tava com uma menina e eu explodi, não vou agüentar mais isso. Eu terminei com ele pelo simples fato de ele não querer ter só a mim e sim a outras. Mesmo ele dizendo ser eu a oficial, a única que ele amava de verdade. Ele sempre me fazia aceitar relacionamentos abertos, mas agora acabou, eu odeio isso.
- Olha, vou opinar. Sou totalmente contra esses ‘relacionamentos abertos’. Pra mim não existe isso. Não existe um relacionamento, um namoro quando você fica com mais de uma pessoa. E, cara, só machuca coisas assim e percebo isso por você que está aqui chorando – limpei uma lágrima que escorria de seu rosto – Eu acho que você fez a coisa certa, . Se só te fazia sofrer e ele nem ligava pra isso, é porque realmente não te merecia.
- É, você tem razão. Acho que ele não merece meu choro. Mas é difícil, 2 anos. Eu ia ficar com ele hoje e tal... – ela disse olhando pra mesa.
- Imagino como deve ser, mas, olhe, nem chore, com certeza ele não te merece mesmo e você é muito bonita pra chorar – Sorri e ela olhou pra mim corando.
- Não me deixe sem graça, ! Obrigada. – ela riu e olhou pro relógio – eu tenho que ir, minha mãe quer que eu prove um vestido que mandei fazer. Posso pegar o seu número?
- Claro! – ditei o número pra ela e marquei o número dela no meu celular.
- Você é muito fofo, ! Obrigada pela conversa, me sinto mais leve – ela sorriu me dando um beijo na bochecha e nos despedimos indo cada um para um lado.
Segui andando com cara de bobo pra o metrô onde voltaria pro apartamento que dividia com , mas antes dei uma parada e olhei pro celular onde havia marcado o número dela, ... minha garota ‘Prada’.
Capítulo 2
’s POV
Cansei de chorar por alguém que não me dava valor NENHUM, cansei de me jogar na cama e encharcar meu travesseiro. Acordei, fui ao banheiro, escovei os dentes e por um momento me olhei no espelho... Argh, eu estava horrível, minhas olheiras estavam escuras demais. Precisava sair dali, me divertir, dançar... Sei lá, algo que me fizesse sentir viva novamente.
Coloquei uma roupa apropriada para o clima lá fora e uma sandália que eu adorava. Fui em direção à cozinha, passando pela sala e vendo minha mãe sentada no sofá com o notebook de trabalho no colo.
- Bom dia mãe! – dei um beijo em sua bochecha.
- Uau, apareceu a margarida, então? Bom dia – ela sorriu.
- É, preciso ir por ai um pouco.
- E precisa comer também, porque não quero te ver doente e esses dias não vi você comendo nada – ela falava, olhando o computador.
- Tá bom, mãe, também te amo. Casa de quem? – sentei ao seu lado olhando os móveis que ela pesquisava.
- Da família Deyckar, sabe? Eles querem as coisas bem moderninhas e estou quase terminando - ela mexeu nos óculos.
- Hum, bem bonitos os móveis. Bom, vou comer e sair, tchau – dei-lhe outro beijo na bochecha e fui pra cozinha.
Minha mãe era decoradora de imóveis, ela ganhava um bom dinheiro pra gente com isso, porque era bastante gente que a contratava. Até alguns famosos.
Meu pai era dono da empresa de produtos de cosméticos que eram vendidos pelo mundo, é, isso era o que bancava nossa família. Ele passava a maior parte do tempo na empresa e chegava quando o sol está se pondo.
Fui até a cozinha onde vi Mergi preparando o café da manhã.
- Huuuum, o cheiro está muito bom, Mergi – peguei um croissant e coloquei o suco de laranja em um copo.
Mergi era nossa ‘empregada’, ela me viu nascer e estava na minha casa esse tempo todo. Terminei de comer, peguei meus óculos escuros e minha bolsa e fui andar pela cidade. Resolvi ir pro shopping, talvez eu fosse ao cinema dar um espiada em que filme estava passando, mas nada de interessante. Fui ao Mcdonalds, peguei aquele sorvete tradicional que não deixo de tomar nenhuma vez em que passo ali e continuei andando. Meu celular vibrou no bolso do meu sobretudo, o peguei e era uma mensagem... .
“ ACORDA, SUA DORMINHOCA E FEDIDA! Sai dessa casa now! Estou sendo obrigada a ficar olhando minha irmã se arrumar pra uma festa a fantasia ok? Bye, cometerei suicídio. xx”
Ri sozinha da loucura da minha melhor amiga, 8 anos de amizade não é mesmo pouca coisa, sabe? Ela me agüenta, eu a agüento, então somos gatas, fim.
Fuçando em meu celular me deparei com um número que me chamou atenção e uma pontada de ansiedade e vontade cutucou meu peito. Olhei para os lados e li novamente. . Pensei um pouco e por que não? Cliquei no verde, isto é, vamos lá... Oi, , tudo bom? Ok, espera, .
- Hey, ! Aqui é a , chorona que interrompe o seu trabalho – ri.
- Hey! Já conheço bem sua voz, e ai, como vai? – fiquei pensativa sobre o que ele falou.
- Tá tudo bem aqui, estou me sentindo nova e é por essa razão que decidi sair de casa, o que está fazendo? Que xereta eu, desculpe – o ouvi gargalhar do outro lado.
- Eu to no shopping Alohy Kutj (N/A: KKKK, 0 pra mim), resolvi sair de casa um pouco, aproveitar que to de folga.
- NÃO ACREDITO! ONDE VOCÊ TÁ? Ops, abaixando minha voz – rimos juntos.
- Perto da academia, sabe? Peraí, você tá aqui também?
- Aham, pera, TÔ TE VENDO, AAAAAAA! – eu o vi rindo, sorri, desliguei o celular e continuei andando pra encontrá-lo.
Sem pensar em nada o abracei forte:
- ! – ele ainda ria e me abraçava.
- ! – me imitou e eu ri dessa vez.
- Que bom te encontrar aqui, não tava legal ficar vagando por esse shopping sem uma boa companhia – fiz bico.
- Percebo que a sorte está comigo hoje e com você também, .
Ri e corei.
- Quer sorvete?
- Não, obrigada – sorriu, uau – Então tá aqui pra andar mesmo?
- Sim, chega de ficar em casa, vou grudar na cama daqui uns dias, Gosh! VAMOS ANDAR DE ELEVADOR? DIZ QUE SIM! EU AMO.
- Meu Deus, você nunca anda de elevador, não? – olhou pra mim assustado.
- Ando, ok? Sempre, mas eu amo, são tão legais, dão frio na barriga – ele gargalhou.
- Ok, senhorita, vamos.
Corei imediatamente no momento em que ele puxou minha mão e me levou até o elevador, tão fofo... ok, , foco, não caia na laia dos homens e é um amigo, nada mais, pense nisso.
’s POV
Peguei na mão dela e a levei para o elevador, não entendi, ela parecia uma pessoa tão bem vestida, rica, com certeza, e gostava de andar de elevador? Eu mal a conhecia e me surpreendeu. De todas as pessoas ricas que conheci na vida, todas pisavam em você, ou rebolavam e se achavam as donas do mundo, mas ela era diferente, ela era... Alegre, humilde em alma, entende? Conseguia agir naturalmente, sem ligar para o que a pessoa aparentava ser, trabalhar e coisas do gênero.
Eu já disse como ela estava incrivelmente linda hoje? E como seu cabelo cheirava morango? Sim, eu conseguia sentir de longe. Quer dizer, só hoje não... Desde que a vi, ou sempre, né? Entramos no elevador e sorria muito, ri olhando pra ela bater palmas e olhar a mulher que controlava os botõezinhos.
Encostamos na parte de vidro que dava pra ver todo o shopping de 4 andares. Quando chegou no terceiro, ela me puxou pra fora, me assustei.
- Você é a pessoa mais maluca que já conheci – confessei.
- Ah, , não me ofenda você também, sou quieta, ok? Do céu – ela olhava uma vitrine onde estavam a venda produtos de beleza, cosméticos – Fala se essa cor não ficou linda... – ela apontava pra um azul escuro, quase marinho.
- Sim, é uma cor bonita – olhei-a, sem entender.
- Fui eu quem escolhi – ela sorria abobalhada olhando pra vitrine.
- Você? – fiquei mais confuso.
- Sim. É uma das lojas da empresa de cosméticos do meu pai, ele tava em dúvida entre um verde musgo e vermelho chamativo, dei essa opção pra ele e ficou tão bonito, aw.
- Uau, isso é do seu pai? Cara, eu não sabia! – fiquei surpreso.
- É sim – ela me olhou, sorrindo fraco – nem por isso eu só uso essas coisas, ok? – ela riu, ri também.
Continuamos andando e fiquei sabendo que fazia faculdade de arquitetura e estava no primeiro ano, que o pai trabalhava sempre e tinha pouco tempo, mas que nem por isso era uma garota revoltada. Contei a que já morei em São Paulo e que agora morava ali no Rio e ela me disse que também é paulista, mas que ama aquilo ali, que já morou em Nova York também, mas seu pai teve de voltar pro Brasil.
Paramos em frente a uma daquelas máquinas em que você coloca uma moeda e sai algum brinquedinho e tentou pegar alguma coisa, em vão, não conseguiu.
- Ok, deixa eu tentar – coloquei a moeda e movimentei o controle dos ganchos, peguei uma das bolinhas pretas, que não se via o que tinha lá dentro, entreguei a ela e sorri – Prontinho, senhorita. – Ela, mais que rápido, abriu a bolinha preta e lá dentro tinha um anel, de brinquedo, é claro, mas era, de fato, engraçadinho, com uma pedrinha falsa e uma estrela pendurada, eu ri e, antes de qualquer movimento meu, senti-a me abraçando. Sorri, abertamente.
- AAAW, ! QUE FOFO! OBRIGADA, VOCÊ É FODA! – ela disse, rindo, e fez cara de mau.
- Por nada.
Fiquei sorrindo e nos olhamos em silêncio por um momento. Como o sorriso dela era lindo e seu rosto sem quase nenhuma maquiagem mostrava sua beleza natural, linda, sem dúvida. Ela abaixou a cabeça e pegou o celular.
- Uau, são nove e meia, eu nem vi o tempo passar... Daqui a pouco vão fechar e trancar a gente aqui dentro.
- Não me importo – disse, ainda olhando pra ela, que corou e sorriu.
- Você é um fofo, – apertou minha bochecha e eu ri – vamos, não quero ficar trancada aqui no shopping.
Saímos do shopping e paramos perto a porta.
- Então... Foi bom passar essas horas contigo, não sei como uma pessoa que conheci alguns dias atrás pode me animar como você consegue – ela disse.
- Sempre é bom ter sua companhia, devemos sair mais vezes.
- Sim, pode ter certeza. A gente se vê, ligo pra você depois, ok? – sorriu.
- Tudo bem – a abracei, o cheiro...
- Tchau, , obrigada – bem na hora em que ela ia me dar um beijo na bochecha, eu virei o rosto sem querer e pegou no canto da minha boca. A vi corando imediatamente.
- Desculpe – eu disse e ri.
- E-erm, tu-tudo bem. Bom, tchau – sorriu fraco e foi em direção a um carro, chique por sinal.
- Tchau, – pisquei.
É, pode ter certeza, a sorte estava comigo, e espero estar com uma força tremenda da próxima vez. Peguei a bolinha preta que ela tinha deixado comigo e olhei. Voltei pra casa rindo sozinho e pensando quando a veria da próxima vez.
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’s POV
De fato o dia 3 de Julho foi um dos melhores atrás daquele balcão. Eu estava no meio do meu turno na Starbucks quando a vi chegando incrivelmente linda. Ela estava com um vestido vermelho, uma sandália preta de salto alto e seus cabelos estavam em um coque frouxo. Na verdade, eu não sei se eu poderia, em meio ao meu trabalho, conhecer a garota quem eu julguei a mais linda que já vi. Porém só pela marca da bolsa percebi que aquela garota poderia ao ter alguns costumes que eu não tinha, afinal, enquanto ela tinha uma bolsa da Prada, eu tinha um boné da Starbucks em minha cabeça. Cutuquei para o meu amigo que estava ao meu lado lavando xícaras.
- Viu a garota que entrou? – perguntei, ainda olhando pra ela se sentar em uma das poltroninhas e se arrumar.
- Vi, cara, vai lá atendê-la porque já percebi sua cara de bobo na hora que ela entrou – disse rindo e secando o que acabara de lavar.
É, fui lá atendê-la.
- Er... Boa tarde – tossi, segurando o bloco pra notar o pedido, e olhei pra ela – Vai pedir algo? – percebi que seus olhos estavam vermelhos como alguém que acabara de chorar.
- Oi, quero um café clássico e um pão de queijo, por favor – ela respondeu sorrindo amarelo e eu me pus a anotar.
- Ok! Mais alguma coisa? – olhei pra ela e vi que estava com o rosto entre as mãos – Senhorita, não sei se devia perguntar, mas está tudo bem?
- Não, mais nada, obrigada. Na verdade não está tudo bem, acabei de brigar com meu namorado de 2 anos e a gente terminou – vi uma lágrima escorrer no seu rosto.
Olhei pro relógio e depois para fora do café e percebi que o moço que trabalhava depois que acabava meu horário tinha chegado.
- Olha, vou levar seu pedido lá e tirar o boné e o avental, porque meu horário acabou e volto aqui, é claro, se a senhorita permitir – sorri de lado.
- Pode me chamar de , ou , se preferir. Ok, preciso conversar com alguém mesmo, é... – ela olhou pra mim e deduzi que ela queria saber meu nome.
- – sorri – Já volto, .
Corri até o balcão e entreguei o pedido ao menino que tinha chegado. Fui até ao fundo do café onde deixei o meu avental e o boné.
- , pode ir, cara, vou conversar com ela. Ela parece estar triste.
- Rápido você, heim? – ele me deu um tapa nas costas que devolvi com um tapa na cabeça e saí rindo.
Olhei para a poltroninha e ela ainda estava lá, agora tomando o café. Me despedi de e fui até lá.
- Voltei. – eu disse, tentando parecer simpático.
- Ahh, oi! – respondeu parecendo sair de seus pensamentos.
- Olha, se não quiser conversar comigo, por você nunca ter me visto na vida ou sei lá, tudo bem, ok? – eu disse rindo – mas também eu não sou perigoso!
Ela riu.
- Tá tudo bem, você foi legal e está sendo muito simpático em querer conversar com uma chorona. Mas, então... Eu tive que terminar. Não tava dando mais certo o fato de ele querer um relacionamento aberto, não dá sabe? Eu fiquei por 2 anos tentando engolir esse fato e fingir que estava tudo normal, mas não estava durante esse tempo todo – começaram a escorrer lágrimas rapidamente de seus olhos – Hoje eu o vi na rua, e ele tava com uma menina e eu explodi, não vou agüentar mais isso. Eu terminei com ele pelo simples fato de ele não querer ter só a mim e sim a outras. Mesmo ele dizendo ser eu a oficial, a única que ele amava de verdade. Ele sempre me fazia aceitar relacionamentos abertos, mas agora acabou, eu odeio isso.
- Olha, vou opinar. Sou totalmente contra esses ‘relacionamentos abertos’. Pra mim não existe isso. Não existe um relacionamento, um namoro quando você fica com mais de uma pessoa. E, cara, só machuca coisas assim e percebo isso por você que está aqui chorando – limpei uma lágrima que escorria de seu rosto – Eu acho que você fez a coisa certa, . Se só te fazia sofrer e ele nem ligava pra isso, é porque realmente não te merecia.
- É, você tem razão. Acho que ele não merece meu choro. Mas é difícil, 2 anos. Eu ia ficar com ele hoje e tal... – ela disse olhando pra mesa.
- Imagino como deve ser, mas, olhe, nem chore, com certeza ele não te merece mesmo e você é muito bonita pra chorar – Sorri e ela olhou pra mim corando.
- Não me deixe sem graça, ! Obrigada. – ela riu e olhou pro relógio – eu tenho que ir, minha mãe quer que eu prove um vestido que mandei fazer. Posso pegar o seu número?
- Claro! – ditei o número pra ela e marquei o número dela no meu celular.
- Você é muito fofo, ! Obrigada pela conversa, me sinto mais leve – ela sorriu me dando um beijo na bochecha e nos despedimos indo cada um para um lado.
Segui andando com cara de bobo pra o metrô onde voltaria pro apartamento que dividia com , mas antes dei uma parada e olhei pro celular onde havia marcado o número dela, ... minha garota ‘Prada’.
Capítulo 2
’s POV
Cansei de chorar por alguém que não me dava valor NENHUM, cansei de me jogar na cama e encharcar meu travesseiro. Acordei, fui ao banheiro, escovei os dentes e por um momento me olhei no espelho... Argh, eu estava horrível, minhas olheiras estavam escuras demais. Precisava sair dali, me divertir, dançar... Sei lá, algo que me fizesse sentir viva novamente.
Coloquei uma roupa apropriada para o clima lá fora e uma sandália que eu adorava. Fui em direção à cozinha, passando pela sala e vendo minha mãe sentada no sofá com o notebook de trabalho no colo.
- Bom dia mãe! – dei um beijo em sua bochecha.
- Uau, apareceu a margarida, então? Bom dia – ela sorriu.
- É, preciso ir por ai um pouco.
- E precisa comer também, porque não quero te ver doente e esses dias não vi você comendo nada – ela falava, olhando o computador.
- Tá bom, mãe, também te amo. Casa de quem? – sentei ao seu lado olhando os móveis que ela pesquisava.
- Da família Deyckar, sabe? Eles querem as coisas bem moderninhas e estou quase terminando - ela mexeu nos óculos.
- Hum, bem bonitos os móveis. Bom, vou comer e sair, tchau – dei-lhe outro beijo na bochecha e fui pra cozinha.
Minha mãe era decoradora de imóveis, ela ganhava um bom dinheiro pra gente com isso, porque era bastante gente que a contratava. Até alguns famosos.
Meu pai era dono da empresa de produtos de cosméticos que eram vendidos pelo mundo, é, isso era o que bancava nossa família. Ele passava a maior parte do tempo na empresa e chegava quando o sol está se pondo.
Fui até a cozinha onde vi Mergi preparando o café da manhã.
- Huuuum, o cheiro está muito bom, Mergi – peguei um croissant e coloquei o suco de laranja em um copo.
Mergi era nossa ‘empregada’, ela me viu nascer e estava na minha casa esse tempo todo. Terminei de comer, peguei meus óculos escuros e minha bolsa e fui andar pela cidade. Resolvi ir pro shopping, talvez eu fosse ao cinema dar um espiada em que filme estava passando, mas nada de interessante. Fui ao Mcdonalds, peguei aquele sorvete tradicional que não deixo de tomar nenhuma vez em que passo ali e continuei andando. Meu celular vibrou no bolso do meu sobretudo, o peguei e era uma mensagem... .
“ ACORDA, SUA DORMINHOCA E FEDIDA! Sai dessa casa now! Estou sendo obrigada a ficar olhando minha irmã se arrumar pra uma festa a fantasia ok? Bye, cometerei suicídio. xx”
Ri sozinha da loucura da minha melhor amiga, 8 anos de amizade não é mesmo pouca coisa, sabe? Ela me agüenta, eu a agüento, então somos gatas, fim.
Fuçando em meu celular me deparei com um número que me chamou atenção e uma pontada de ansiedade e vontade cutucou meu peito. Olhei para os lados e li novamente. . Pensei um pouco e por que não? Cliquei no verde, isto é, vamos lá... Oi, , tudo bom? Ok, espera, .
- Hey, ! Aqui é a , chorona que interrompe o seu trabalho – ri.
- Hey! Já conheço bem sua voz, e ai, como vai? – fiquei pensativa sobre o que ele falou.
- Tá tudo bem aqui, estou me sentindo nova e é por essa razão que decidi sair de casa, o que está fazendo? Que xereta eu, desculpe – o ouvi gargalhar do outro lado.
- Eu to no shopping Alohy Kutj (N/A: KKKK, 0 pra mim), resolvi sair de casa um pouco, aproveitar que to de folga.
- NÃO ACREDITO! ONDE VOCÊ TÁ? Ops, abaixando minha voz – rimos juntos.
- Perto da academia, sabe? Peraí, você tá aqui também?
- Aham, pera, TÔ TE VENDO, AAAAAAA! – eu o vi rindo, sorri, desliguei o celular e continuei andando pra encontrá-lo.
Sem pensar em nada o abracei forte:
- ! – ele ainda ria e me abraçava.
- ! – me imitou e eu ri dessa vez.
- Que bom te encontrar aqui, não tava legal ficar vagando por esse shopping sem uma boa companhia – fiz bico.
- Percebo que a sorte está comigo hoje e com você também, .
Ri e corei.
- Quer sorvete?
- Não, obrigada – sorriu, uau – Então tá aqui pra andar mesmo?
- Sim, chega de ficar em casa, vou grudar na cama daqui uns dias, Gosh! VAMOS ANDAR DE ELEVADOR? DIZ QUE SIM! EU AMO.
- Meu Deus, você nunca anda de elevador, não? – olhou pra mim assustado.
- Ando, ok? Sempre, mas eu amo, são tão legais, dão frio na barriga – ele gargalhou.
- Ok, senhorita, vamos.
Corei imediatamente no momento em que ele puxou minha mão e me levou até o elevador, tão fofo... ok, , foco, não caia na laia dos homens e é um amigo, nada mais, pense nisso.
’s POV
Peguei na mão dela e a levei para o elevador, não entendi, ela parecia uma pessoa tão bem vestida, rica, com certeza, e gostava de andar de elevador? Eu mal a conhecia e me surpreendeu. De todas as pessoas ricas que conheci na vida, todas pisavam em você, ou rebolavam e se achavam as donas do mundo, mas ela era diferente, ela era... Alegre, humilde em alma, entende? Conseguia agir naturalmente, sem ligar para o que a pessoa aparentava ser, trabalhar e coisas do gênero.
Eu já disse como ela estava incrivelmente linda hoje? E como seu cabelo cheirava morango? Sim, eu conseguia sentir de longe. Quer dizer, só hoje não... Desde que a vi, ou sempre, né? Entramos no elevador e sorria muito, ri olhando pra ela bater palmas e olhar a mulher que controlava os botõezinhos.
Encostamos na parte de vidro que dava pra ver todo o shopping de 4 andares. Quando chegou no terceiro, ela me puxou pra fora, me assustei.
- Você é a pessoa mais maluca que já conheci – confessei.
- Ah, , não me ofenda você também, sou quieta, ok? Do céu – ela olhava uma vitrine onde estavam a venda produtos de beleza, cosméticos – Fala se essa cor não ficou linda... – ela apontava pra um azul escuro, quase marinho.
- Sim, é uma cor bonita – olhei-a, sem entender.
- Fui eu quem escolhi – ela sorria abobalhada olhando pra vitrine.
- Você? – fiquei mais confuso.
- Sim. É uma das lojas da empresa de cosméticos do meu pai, ele tava em dúvida entre um verde musgo e vermelho chamativo, dei essa opção pra ele e ficou tão bonito, aw.
- Uau, isso é do seu pai? Cara, eu não sabia! – fiquei surpreso.
- É sim – ela me olhou, sorrindo fraco – nem por isso eu só uso essas coisas, ok? – ela riu, ri também.
Continuamos andando e fiquei sabendo que fazia faculdade de arquitetura e estava no primeiro ano, que o pai trabalhava sempre e tinha pouco tempo, mas que nem por isso era uma garota revoltada. Contei a que já morei em São Paulo e que agora morava ali no Rio e ela me disse que também é paulista, mas que ama aquilo ali, que já morou em Nova York também, mas seu pai teve de voltar pro Brasil.
Paramos em frente a uma daquelas máquinas em que você coloca uma moeda e sai algum brinquedinho e tentou pegar alguma coisa, em vão, não conseguiu.
- Ok, deixa eu tentar – coloquei a moeda e movimentei o controle dos ganchos, peguei uma das bolinhas pretas, que não se via o que tinha lá dentro, entreguei a ela e sorri – Prontinho, senhorita. – Ela, mais que rápido, abriu a bolinha preta e lá dentro tinha um anel, de brinquedo, é claro, mas era, de fato, engraçadinho, com uma pedrinha falsa e uma estrela pendurada, eu ri e, antes de qualquer movimento meu, senti-a me abraçando. Sorri, abertamente.
- AAAW, ! QUE FOFO! OBRIGADA, VOCÊ É FODA! – ela disse, rindo, e fez cara de mau.
- Por nada.
Fiquei sorrindo e nos olhamos em silêncio por um momento. Como o sorriso dela era lindo e seu rosto sem quase nenhuma maquiagem mostrava sua beleza natural, linda, sem dúvida. Ela abaixou a cabeça e pegou o celular.
- Uau, são nove e meia, eu nem vi o tempo passar... Daqui a pouco vão fechar e trancar a gente aqui dentro.
- Não me importo – disse, ainda olhando pra ela, que corou e sorriu.
- Você é um fofo, – apertou minha bochecha e eu ri – vamos, não quero ficar trancada aqui no shopping.
Saímos do shopping e paramos perto a porta.
- Então... Foi bom passar essas horas contigo, não sei como uma pessoa que conheci alguns dias atrás pode me animar como você consegue – ela disse.
- Sempre é bom ter sua companhia, devemos sair mais vezes.
- Sim, pode ter certeza. A gente se vê, ligo pra você depois, ok? – sorriu.
- Tudo bem – a abracei, o cheiro...
- Tchau, , obrigada – bem na hora em que ela ia me dar um beijo na bochecha, eu virei o rosto sem querer e pegou no canto da minha boca. A vi corando imediatamente.
- Desculpe – eu disse e ri.
- E-erm, tu-tudo bem. Bom, tchau – sorriu fraco e foi em direção a um carro, chique por sinal.
- Tchau, – pisquei.
É, pode ter certeza, a sorte estava comigo, e espero estar com uma força tremenda da próxima vez. Peguei a bolinha preta que ela tinha deixado comigo e olhei. Voltei pra casa rindo sozinho e pensando quando a veria da próxima vez.

