Remembering Sunday
Autora: Anny Jones
Status: Em Andamento
Revisada por: Faah Rodrigues
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: MédiumFic, Comédia, Romance, Drama.
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Prólogo.
Vou tentar resumir a história mais doida, insana, irreal, idiota e assustadora da minha vida.
Era manhã de domingo. Eu e as minhas melhores amigas: , e entrávamos pela portaria do hotel onde a banda dos nossos sonhos estava hospedada. Correr atrás de um sonho? É o que todos devem fazer, era o que estávamos fazendo.
Era quase sete da noite quando descemos para o bar do hotel. E vimos eles lá. Os quatro, conversando e rindo, como se estivessem ali apenas porque deveriam estar, sem ligar pra muita coisa lá fora. Caminhamos lentamente até eles e logo sacaram que éramos fãs. Foram os mais simpáticos possíveis. Assim como eu, com meu preferido, o . Fizemos uma pequena amizade, um pouco estranha entre fã e ídolo, as meninas também falavam com os seus preferidos como se já se conhecessem há um bom tempo.
Bebemos, conversamos, rimos. Eu e ? Bebemos, bebemos, bebemos e bebemos.
Eu, pouco fora do normal, pedi para me mostrar seu instrumento. Foi a coisa mais idiota que eu falei em toda minha vida.
Ele, pouco fora do normal, também, topou na hora.
Antes mesmo de sair do elevado já nos beijávamos intensamente, como se um precisasse do outro. Como o sol precisava do céu, como o peixe precisa do mar, como nós precisamos de ar. Tá, agora chega dessas metáforas idiotas.
No dia seguinte, acordei sem roupa alguma, nos braços de . Pequenos e borrados flashes se passavam na minha mente sobre a noite anterior. Comecei a chorar desesperadamente, não entendia bem o motivo do choro.
Eu tinha dormido com aquele cara que anos atrás eu tinha ralado apenas para conseguir um autógrafo.
Vesti-me e deixei meu número de telefone salvo no celular dele, após isso, desci para meu andar e contei para as meninas o que acontecera, ou o que eu me lembrava vagamente.
Elas ficaram felizes por eu ser tão sortuda.
Sorte? Não sei aonde.
Quatro dias depois, estávamos no Vip do show do McFLY. Graças a , que conseguiu uma amizade bem íntima com , que gentilmente deu ingressos Vips para nós. Após o show, todos conversavam e me puxou de canto. Quase me ofereceu dinheiro pra eu esquecer o que acontecera na noite de domingo. Senti vontade de vomitar na cara dele. Eu tinha perdido meu chão. A raiva tomava conta de mim, por inteira. Tomada pela raiva, olhei bem no fundo dos olhos dele e falei sem medo "Não sou que nem as vadias que você come toda noite". Saí do show cuspindo fogo pelas orelhas (?) e tomei o táxi de volta pra casa.
3 meses depois, já tinha quase esquecido daquela noite, de domingo.
Mas o mal estar me deixava tonta, e enjoava. Vomitava por tudo. Não, eu não poderia estar grávida de um cara que quase me pagou pra eu esquecer a melhor noite da minha vida.
7 meses depois, o McFLY voltou para o Brasil. Não fiz questão nenhuma de procurá-los. E as meninas ficaram surpresas quando eles ligaram pra elas, pedindo para irem encontrar com eles no aeroporto.
Ligaram-me, avisando que estava indo atrás de mim. Quis matar pela sua língua grande, e "sem querer" ter falado meu endereço para .
Minha campanhia tocou e eu já sabia quem era antes mesmo de abrir completamente a porta, já entrou perguntando sobre seu filho.
Fizemos um teste de DNA - idéia idiota de . - Que comprovou o que todos já sabiam: que o filho era mesmo de .
Ele levou de mim, deixando apenas o dinheiro pra ir pra Londres quando eu pudesse. É claro que fui o mais rápido que pude.
Um mês e meio depois, aqui estou eu, num avião, rumo a Londres.
E agora? Eu tenho 19 anos, sou mãe, e vou morar com o canalha, cachorro, hipócrita... Do amor da minha vida.
Sorte? Acho que não é a palavra certa para usar.
Azar? Não, sem chance.
Quem sabe... Destino?
Capítulo dois
desceu do avião e o táxi a espereva no aeroporto, assim como prometera. O táxi a levou direto para a casa de . A menina, ao descer do táxi, caminhou até a porta de , observando tudo em volta. Bateu e esperou alguns segundos, até abrir só de boxes.
- Olá, .- falou, puxando-a pra dentro e a ajudando com as malas.
- Oi, . Você é louco? Tá nevando lá fora e você de boxes. - Disse , sorrindo pra ele.
- Aqui dentro é quente. - Murmurou .
Assim que entrou, avistou um pequeno bercinho ao lado do sofá maior. Correu até ele e pegou no colo, que dormia tranquilo.
e desciam as escadas. sentiu as pernas moles ao ver o menino só de boxe, perto dela. "Controle-se, você já viu ele com menas roupas que isso" - Pensava ela recolocando no bercinho. "Quê isso, pára com esses pensamentos impuros. Você tá andando muito com a ". Ela praticamente conversava consigo mesma, por pensamento. Mas esse incrível e idiota diálogo foi interrompido por um simpático "Oi" de .
- Olá, . - sorriu o mais simpática possível, observando o menino se jogar no sofá.
- Oi. - falou abrindo aquele sorriso que fazia qualquer um tremer.
- Oi. - Respondeu a menina corando.
apareceu na porta, que dava acesso da sala à cozinha e vice-versa. sorriu, correndo até ele.
- HARRY! - berrou, abraçando ele.
- Porque só o ganha abraço? - fez biquinho.
- Porque ele é bonito e vocês são feios. - deu a língua pra .
- Ouviu né? Morra depois dessa, anão. - riu, abraçando . Os dois caminharam até o sofá pequeno e se sentaram.
- Então... Como as meninas estão? - Perguntou caminhando até o rack. Pegou um CD que estava solto, sem capa, em cima do aparelho DVD e abriu o mesmo, colocando o Cd la dentro e ligando a tv.
- Ótimas! Mandaram beijos pra todos. E, ah, elas vão chegar daqui há uns dias, estavam se despedindo das famílias e etc... - fez uma pausa e respirou fundo, suspirando em seguida. - Vamos morar aqui perto.
- Sem o , é claro. - Murmurou . o lançou um olhar de quem queria arrancar o couro e jogar para os porcos (?).
- Como assim? - Perguntou ela, furiosa.
- Claro, não vou deixar meu filho longe de mim. - comentou, olhando para a TV, onde o filme de começara há alguns minutos.
- Batman - O retorno? - perguntou, rindo. - Recuso a assistir. - Se levantou do sofá em seguida.
- Qual é. - ria. - É um filme maneiro.
- Claro, pra quem não tem um filho pra cuidar. - caminhou até o berço de e o pegou no colo novamente.
- , me mostra onde é o quarto? O fuso horário tá me matando. - Murmurou , fazendo de tudo para não olhar para o menino, que agora caminhava até as malas dela. - E se trouxer todas, agradeço. - Falou ela em um tom de desprezo e esperou subir as escadas primeiro.
Ao andarem um pouco pelo corredor, pôde ver uma portinha azul. Quando abriu, ficou, de fato, encantada. Olhou todos os detalhes do grande quarto. Tinha um berço na parede esquerda, ao lado do berço uma cadeira de balançar. No Chão, perto da porta, um pequeno cesto com brinquedos para bebes lá dentro, um tapete em formato de guitarra, o que fez rir. E no canto esquerdo do quarto, uma cama de casal. E na parede da porta, tinha um guarda-roupas e uma cômoda um pouco encostada na parede do lado esquerdo. Perto da cama, a porta que dava acesso ao banheiro.
foi até o berço e colocou com cuidado.
- Você leva jeito pra isso. - Murmurou colocando as malas dela um pouco perto da cama, caminhou novamente em direção a porta.
- Obrigada. Você não tá se saindo mal, também. - sorriu, olhando pra ele.
- Ok, qualquer coisa, chame. - Ele se virou e saiu, fechando a porta atrás de si.
suspirou. Checou se estava dormindo e entrou em um banho rápido. Após isso, pegou o pequeno no colo e o deitou na cama, ao lado da parede. Se deitou ao seu lado e adormeceu.
não conseguiu dormir muito, a acordou chorando muito alto. Pegou no colo e desceu as escadas. Assim que chegou na sala, viu correndo com uma mamadeira na mão.
- Pra quê isso? - Perguntou ela, caminhando até a porta da cozinha.
- Ele ta com fome. - Exclamou .
- Do leite da mãe e... Meu Deus, o que passou pela cozinha? - Perguntou ela ao entrar no cômodo e ver que estava um completo caus.
- Maus, hehe. - riu sem graça. - Eu deixei o liquidificador aberto quando fui bater o leite.
- Também, quem manda ser burro? - Murmurou entrando na cozinha.
- Cale a boca. - rolou os olhos. já dava de mamar para , com uma fraldinha até seu pescoço.
- Dude... - falou entrando na cozinha. pronunciou um murmuro de que estava ouvindo. - Já vamos.
- Já? - secou as mãos com um pano e caminhou até .
- É, James ligou pro meu celular e pediu pra irmos ajudá-lo em um música. - Disse entrando na cozinha.
- E porque não me chamou também? - olhou para .
- Porque você tem um filho pra cuidar. - falou com cara de "Não é obvio?".
- Eu levo ele. - falou. soltou uma gargalhada alta e irônica.
- Com esse frio? Nem-a-pau. - Ela parou de rir e encarou , séria.
- Se eu quiser, eu levo. O filho também é meu. - observava se levantar das cadeiras sem tirar os olhos dele.
foi até a sala, seguida por todos os meninos que pararam na porta. Menos que a seguiu até a escada.
- Quem você pensa que é? - Perguntou subindo um degrau atrás dela.
- , mãe de , prazer. - Murmurou ela, cínica.
- Odeio essa cara de cínica que você faz. - fuzilou ela com os olhos.
- Você nem me conhece direito pra falar que odeia algo em mim. - rolou os olhos.
- O filho também é meu, e eu vou levá-lo. - subiu atrás dela.
- NÃO! Você não tem responsabilidade! só vai, se eu for junto. - falou e arregalou os olhos, olhando para os meninos com cara de "Socorro". Os meninos deram ombros e riram. voltou a olhar com cara de derrotado.
- Esteja pronta em 10 minutos. - Murmurou ele, descendo novamente. sorriu vitoriosa e subiu para o quarto.
- Tá ferrado, dude! - comentou, dando tapinhas nas costas de , que socava a cabeça na parede.
- Odeio ela. - Murmurou ele, socando mais uma vez a cabeça na parede.
Capítulo 3 - Olha quem chegou! - A porta se abriu revelando um James sorrindo feliz.
- E aí, Jimmy! - Harry tocou na mão dele e logo o abraçou. Assim como todos os outros meninos.
- E aí, dudes! - Dougie cumprimentou todos que estavam jogados pela sala.
- Como tá o pequeno? - James caminhou até , que sorriu.
- Pequeno. - Ela riu alto da cara que James fez, mas ele logo sorriu também.
- Você deve ser... - Dave caminhou até ela e lançou um olhar de dúvida para Danny, que piscou os olhos lentamente. - , right? - Perguntou ele pegando na mão livre dela.
- Me sinto honrada de ser conhecida pelos Dorks. - abriu seu melhor sorriso. Após as devidas apresentações todos estavam espalhados pela sala. Dave estava sentado ao lado de que tinha o pequeno no colo.
- Ele me lembra os pais. - Murmurou Dave olhando para o pequeno nos braços de .
- O importante é ter saúde. - Steve falou alto e todos riram.
- Ele tem os olhos do pai. - Dave falou novamente.
- E o cabelo do pai... - Murmurou , rolando os olhos.
- A boca e o nariz são da mãe... - Danny sorriu encarando , que corou.
- Bom, como eu já disse... - Steve começou falar, todos o olharam. - O importante é ter saúde. - E todos caíram na risada novamente.
- Então, por que nos convocaram para virmos à humilde residência de vocês? - Perguntou Tom, recebendo várias sobrancelhas erguidas em sua direção. - Hey, queria ser o mais formal possível, temos damas presentes no recinto. - Tom emburrou, fazendo biquinho.
- Own, tadinho dele. - Ele pode ouvir um breve coro, de pelo menos 7 pessoas presentes no local, e logo após os comentários "Como ele é bicha!", "Como posso ser amigo disso?". Tom apenas ria e mandava o dedo do meio para os seres que faziam os comentários idiotas ao seu respeito.
- Bem lembrado, Tom. Chamei vocês aqui... - James se levantou e caminhou até três suportes de violão e pegou um dos instrumentos do suporte do meio. - Para me ajudar com a música. - Ele sorriu, voltando para o lugar onde estava, fez um pouco de esforço para alcançar a mesinha de centro, onde tinha uma folha amassada em cima. Harry riu, indo ajudá-lo. Após isso, voltou a se sentar no chão, entre Hall e Danny.
Os Flyers olhavam atentamente para James que lia o papel e tocava e cantava no violão. Já os Dorks olhavam cada um para um canto da sala, tentando inultilmente não ouvir a música que foram obrigados a ouvir o dia inteiro ontem. Algumas partes da música não rimavam, o que faziam alguns rir. Outros riam pela incrível capacidade que James tinha de aumentar o ritmo da letra e continuar com o mesmo ritmo no violão, o que fez rir muito.
conversava animadamente com Steve, Hall e Harry, que estavam sentados com ela no sofá, enquanto o resto se matava para terminar a música. , estava em sua "caminha movél" - Era tipo aquelas cestinhas de colocar os bebês, sabe? - ao lado do sofá grande. Ao perceber que os meninos que estavam se matando na música, pararam e se encararam sorrindo, percebeu que a música estava pronta.
- Quero ouvir, cantem pra mim. - Falou ela animada, dando pulinhos no sofá, o que fez os meninos rirem.
James, Danny e Tom começaram com os violões e começaram cantar uma música que pelas suspeitas de se chamava "Everybody Knows". Pois a palavra se repetia várias vezes na música. Após terminarem de tocar, olharam para , que não tinha nenhuma expressão no rosto.
- Hm, o que achou? - Dougie se arriscou a perguntar.
- Que o acordou. - Ela riu, pegando o pequeno no colo, que chorava.
- Deixa eu ficar com ele? - Perguntou Dave correndo até ela.
- Claro, mas cuidado! - Ela avisou, entregando, com o máximo cuidado, o pequeno para Dave.
- Bom a música é ótima! - se virou para eles sorrindo, finalmente respondendo a pergunta de todos, mas que só Dougie pronunciou. A resposta da garota fez todos suspirarem aliviados. voltava a se sentar onde estava, enquando Steve ia até Dave.
- Que bom que gostou. - James comentou, caminhando até o suporte e colocando o violão de volta onde estava.
- Eu e Hall somos os únicos que não ajudamos nessas composições musicais... - Harry falou, deixando o resto da frase para Hall.
- ... Porque não entendemos nada de violão... - Hall falou mas foi mais rápida em terminar a frase.
- ... Mas no final, a música depende da gente. - falou sorrindo. Hall e Harry ergeram a sobrancelha. - Era baterista de uma banda.
- Sério? - Pelo menos todos os meninos presentes fizeram essa pergunta. corou.
- Sim... - Ela sorriu sem graça, colocando a franja atrás da orelha.
- Como se chamava? - Perguntou Danny.
- Ghostbusters. - Ela falou rindo. Tom não entendeu o motivo do riso.
- Eu gostei. - Comentou o menino rapidamente.
- Convenhamos Tom, é um nome meio bizarro. - falou fazendo uma careta. Alguns meninos concordaram.
- E porque a banda acabou? - Foi a vez de Chris perguntar.
- Bom, nós - eu e minhas amigas, , e - paramos de pagar o estudio onde ensaiávamos. - fez biquinho. Antes do som que sabia que ia sair da boca de James, que fizera cara de indignação quando ela respondera sua pergunta antes mesmo dela ser feita. - ... Porque não queríamos mais ensaiar... - Murmurou ela, sorrindo para James, que logo desfez a antiga expressão e mostrou seu sorriso. encarou Hall, que abriu a boca também para perguntar algo que ela já sabia. Hall imitou a cara de James quando respondeu antes mesmo dele perguntar. O que rancou algumas risadinhas dos meninos. - ... Vendemos tudo. Nossos instrumentos, que demoramos tanto tempo para comprar. As minhas baquetas autografadas por Joe Jordison, baterista do Slipknot. A guitarra da . O baixo amarelo brilhante de . Enfim, tudo. - suspirou alto e fexou os olhos e como sabia que outro ser abriria a boca para soltar outro "Porque", ela abriu os olhos e viu que todos a olhava, sem se atrever de perguntar, sabendo que ela iria responder mesmo. se sentia uma professora de jardim da infancia naquele momento. Pois todos os meninos estavam sentados a encarando, prestando o maximo de atenção possivel. - Para pagar as diárias do Hilton, sabe? Pra conhecer... O McFLY. - suspirou novamente, jogando a cabeça para trás, apoiando nas costas do sofá. Os meninos se entreolharam, sem saber o que falar. Uma pequena ponta de culpa invadia os Flyers. Danny se sentiu culpado, mas de que mesmo? Ele nunca pedira para ela ser fã dele. Ele nunca quis que ela estivesse lá, naquele dia, naquela hora, naquele domingo. A culpa era dela, não dele. Na verdade, a culpa era dos dois, por serem tão irresponsáveis. Danny correu os olhos pela sala até parar em , agora no colo de Steve. Não conseguia se arrepender do que fez naquele domingo, aquilo o trouxe .
- E valeu a pena? - Perguntou Steve. também correu os olhos para o pequeno , no colo do menino. Ela sorriu.
- Muito a pena. - Murmurou ela. Danny se surpreendeu sobre o pensamento dela ser igual ao dele. Tinham algumas coisas parecidas e... Espera! Porque Danny estava pensando assim? Ela era só uma a mais pra ele, nada mais que isso. Mas... Eles tinham um filho juntos. E essa "uma a mais" era a mãe do filho dele. O que faria que Danny a visse pelo resto da vida. É, parece que ele teria que se acostumar com a presença - muitas vezes irritante - de .
Mas até que não era tão ruim assim.
Danny não conteve o sorriso ao ouvir a gargalhada gostosa que a menina deu, de alguma coisa inútil que Dougie falou.
Capítulo 4
No dia seguinte, acordou com o choro de . Olhou no relogio e ainda era 6:15 da manhã. Se levantou e foi até o berço de , pegou o menino no colo e deu de mamar a ele. Sentou-se na cama e ficou pensando em sua vida.
Ela tinha 19 anos e já era mãe! Morava com um cara, que nem conhecer ela, conhecia direito. Sentia falta de suas amigas, de seu país e de sua familia. Desistiu de sua faculdade de direito para cuidar de seu filho.
Estava completamente ferrada.
Será que ela aguentaria essa surra que o mundo estava lhe dando?
Era quase 7:00 quando conseguiu fazer dormir. Seu sono já tinha ido embora então desceu e fez seu café da manhã. Após o café se jogou no sofá e ficou encarando a TV desligada.
Danny acordou lá para as 11:30, se levantou e foi constar se e ainda dormiam. Abriu a porta do quarto sem fazer barulho nenhum. Viu que dormia tranquilamente, mas não estava ali. Desceu as escadas e viu no sofá.
- Bom dia. - Falou ele com uma voz rouca, de quem acabou de acordar.
- Bom dia. - Ela respondeu pouco animada. - Fiz café. - E sorriu para o menino que agora estava parado em frente ao sofá, a encarando. Se sentou no sofá menor, agora olhando para o teto.
- Obrigada, mas não estou com fome. - Respondeu ele. - Que me conta? - Perguntou.
- Minha vida é um saco. - bufou.
- Saco? - Danny deu uma risada sarcastica. - Existem tantas pessoas que dariam tudo pra estar no seu lugar.
- Acha que eu ligo pra isso? - perguntou, nervosa. - E eu daria tudo pra voltar no tempo e não me hospedar naquele maldito hotel. - rolou os olhos, ouvindo novamente o choro de . Ela quase deu um berro de nervoso, Danny a olhou e se levantou do sofá antes dela.
- Deixa que eu vou. - Ele falou subindo as escadas correndo.
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- Harry !!! - gritou correndo para porta onde o menino acabara de passar. Ele sorriu igual no clipe I'll Be Ok, quando eles estão na mesa e a agua para de cair. sentiu vontade de pular nele.
- Oi, ! - Ele falou. - Como está meu bebê? - Perguntou ele se infiltrando mais pela sala.
- Bem, obrigada. - Danny apareceu na escada com no colo.
- Você não, animal, o . - Harry falou e riu alto. - E você, anãzinha, tá rindo de quê? - Perguntou ele, olhando para que se raxava no sofá.
- Do idiota do Danny! - Ela recuperava o fôlego.
- Porque sempre me xingam? - Danny fez beicinho.
- Porque você merece! - Falaram e Harry juntos, Danny aumentou o beicinho, colocando no bercinho.
- Você tá merecendo!!!! - Danny falou correndo até e pulando nela, que estava no sofá.
- NÃÃÃÃO, SOCORRO!!! - berrava, dramática, mas Danny ainda pulava em cima dela. - Harry! - Ela lançou um olhar de "me salve" para ele.
Mas ele parou em sua frente.
- , me perdoe, mas eu... - Antes de terminar a frase ele se jogou em cima de Danny, que estava em cima de , que estava em cima do sofá berrando e tentando inutilmente sair. - PAREM, SEUS GORDOOOOOOOOOOOS!!!!
- Falando de mim logo cedo? - Perguntou Tom entrando na casa de Danny sem ao menos bater. - OPA, MONTINHOOOOOOO!!! - Ele correu e pulou em Harry que ainda estava em cima de Danny, que estava em cima de , que estava em cima do sofá, berrando, quase sem ar.
- Não sabe bater na porta não, inútil? - Danny tentava inutilmente tirar Tom de cima de Harry com pontapés, mas não foi uma tentativa bem sucedida. - HEY, EU ESTOU AQUI EM BAIXO SEUS... ANÕES DE JARDIM!!! - Gritou Danny. Dougie entrou na casa na hora.
- Falando de mim? - Perguntou ele e caminhou até o meio da sala e parou pra olhar aquela cena tosca. - Montinho? - perguntou ele ainda parado. - Vai pular ou não? - Tom estava tão confortável deitado nas costas de Harry que até esqueceu que estava em um montinho.
- CLARO! - Ele deu um berro gay, bem animado e pulou com as pernas abertas no colo de Tom, que urrou de dor, Dougie começou fazer gestos obcenos no colo de Tom.
- Gente, estou sentindo falta de alguém... - Comentou Harry.
- Eu também... Uma voz, que se calou de repente... - Tom parou de dar soquinhos no braço de Dougie.
- Meu Deus, a !!! - berrou Danny incrivelmente empurrando todos para o chão, que caíram em cima de Dougie. estava roxa no sofá, de olhos fexados.
- CÉUS, MATEI A MENINA!!! - Dougie berrou assim que saiu de baixo dos meninos. ainda estava de olhos fexados, no sofá, e respirava muito lentamente.
- !!! Acorde! - Danny a sacudia.
- Você vai acabar de mata-lá Danny. Saia da frente. - Harry empurrou Danny, desesperando e se ajoelhou ao lado do sofá. Ele se aproximou do rosto dela.
- HEY!!! - Danny o empurrou. - Tá pensando o que? - Tom e Dougie riram da reação de Danny.
- Eu ia fazer respiração boca a boca. - Harry fez beicinho.
- Que boca a boca no meu pau!! - Danny deu um pedala nele, começou a rir.
- Ahhhh, sua puta! Tava fingindo, e a gente aqui desesperado.- Harry deu um leve soquinho na perna de que se raxava com Dougie e Tom. - Eu não aguentei, mano!! - ria muito.
- Ah, vão se ferrar vocês, viu! - Danny jogou os braços pro ar se levantando e caindo no sofá pequeno.
- Own, tadinho do Dannyzinho!!! - Harry pulou em cima dele.
- MONTINHOOOOO!! - Berrou e todos se jogaram em cima de Danny.
Passaram uma boa parte do dia rindo e bebendo, até que o assunto acabou e ligaram a tv. Começaram passar os canais e pararam em um. "E a proxima letra e clipe é... McFLY - All about you. E falando nos gatinhos... há umas semanas atrás eles estavam no Brasil, onde Danny Jones foi flagrado no aeroporto ao lado de um garota, com um bebê no colo. É isso aê, será que Danny Jones anda aprontando, hein?" - Ouviram a apresentadora anunciando e logo após o começo de All About You.
- WHAT THE FUCK?! - Berrou Danny junto com .
- Malditos paparazzis. Será que eles não nos deixam em paz NUNCA? - Tom jogava as mãos para o alto em sinal de clemência.
- Gente, que horror! - Dougie falou, meio gay. - Mas vocês não iam conseguir esconder isso por muito tempo.
James e os outros Dorks entraram na casa.
- Não sabem bater não? - Danny perguntou rindo, enquanto cumprimentava Chris.
- E aí, mano! - Tom tocou na mão de Dave que sorriu, respondendo o toque.
- Viu um fantasma, ? - James perguntou ao se sentar no chão, apoiado no bercinho de .
- Não. Passaram uma foto na tv minha e do Danny... Com o . - Murmurou ela, encostando a cabeça nas costas do sofá. Os Dorks se entreolharam.
- E isso é ruim? - Perguntou Steve.
- Não. - Danny respondeu rapidamente. sorriu.
Todos ficaram em silêncio.
- Tô com fome! - Murmurou Dougie. Alguns riram e todos falaram juntos:
- Novidade.
- Agora temos a pra cozinhar. Não precisamos comer as gororobas do Danny. - Falou Harry rindo.
- Hei, não fale mal da minha comida!!! - Danny fez beicinho.
- É... Não fale mal da comida dele! - Dougie o defendeu, Danny mandou beijinhos pra ele. - O miojo dele é bom! - Completou e depois riu, como todos os outros - menos Danny.
- Pode deixar que eu cozinho. - se levantou, feliz. - Só que quero fazer comida brasileira.
- Ok, amigos, foi ótimo conhecer vocês... - Hall se levantou e o fuzilou com os olhos. Alguns riram. E Hall voltou a se sentar.
- Só que eu tenho que comprar as coisas... - fez cara de pensativa.
- Pode deixar, eu te levo. - James se levantou tirando a chave do carro do bolso.
- Sabe onde tem? - Perguntou ela o encarando.
- Sim, perto do metrô tem uma rua só de especiarias de outros países, deve ter do Brasil. - Falou ele. Todos se entreolhavam.
- Ok, vou me arrumar. Estou pronta em 20 minutos. - sorriu, foi até o bercinho de e o arrumou um pouco, pois chegou a conclusão que ele não estava tão confortável. Olhou para Danny. - Cuida dele! - Falou e correu até a escada subindo correndo.
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- Que bom que hoje não tem tanto trânsito! - Comentou olhando curiosa janela a fora. Tudo bem, ela morava em Londres, mas o único lugar que ela via do país era a casa onde morava com Danny.
James e foram conversando animadamente pelo caminho. Conversaram sobre amigos, relacionamentos, fãs, show... Espera, falando em fãs...
- Puts, eu esqueci!!! - bateu na testa.
- O quê? - James se assustou com o surto repentino da garota.
- Minha amiga , ela mora aqui sabe. E ela pediu pra eu ligar quando chegar e eu... esqueci completamente. - revirava a bolsa desesperada atrás do celular.
- Espero que o não puxe a lerdeza de você e do Danny. Imagine? Tadinho do garoto! - James comentou rindo, riu também, colocando o aparelho na orelha e ouvindo chamar.
- Oi, vadia! - atendeu o telefone feliz.
- Oi, nossa que amor! - riu, falando em português. James expressou uma careta que fez a menina rir.
- NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ MESMO EM LONDRES AMIGA!!!! - berrava no telefone, James olhou assustado.
- ESTOU! - respondeu na mesma animação.
- E aí? Onde posso te encontrar? - Perguntou animada. passou o endereço da casa de Danny pra ela.
- Tenho novidades e surpresas pra você! - Disse .
- FALA A SURPRESA QUE EU QUERO SABER! - estava desesperada.
- James Bourne está do meu lado e você vai conhecer ele, beijos, e vá para o almoço. - desligou o telefone antes que surtasse mais ainda. James riu e balançou a cabeça negativamente, estacionando o carro.
Após comprarem tudo, foram para a casa, novamente conversando, felizes. Ao chegar, todos estavam pela sala, jogando Guitar Hero, que pelo jeito Harry tinha se saído muito bem, porque todos o olhava com cara de mal. Uns 40 minutos depois, a campanhia tocou, já sabia quem era, então largou o pano de prato que usava para enxugar a mão, em cima da mesa e correu até a porta.
- ! - Ela falou a abraçando. As amigas surtaram um pouco entre elas. Leia: Surtaram UM POUCO. Mas esse 'um pouco' se tornou "Muito" tipo, MUITO mesmo, quando viu os outros na sala. Deu seu surto fã louca mode on e logo estava na cozinha ajudando com a comida.
- Isso é um sonho!!! - sussurrou em português para .
- , porque você fala o português baixo? Eles não entendem! - respondeu, também em português. a encarou.
- Er... - Ela não sabia o que responder. deu um pedala nela, retribuiu.
- Senti sua falta! - falou entre risos.
- Eu também! - a abraçou. Ouviram o choro e e um pequeno aglomeramento entre os meninos, para ver quem o pegaria no bercinho. Mas a festa acabou assim que Danny tomou o pequeno do colo de Steve, que não gostou muito.
- Bom pessoal, isso não é bem brasileiro, só que... Eu fiz com muito amor e carinho então... Enjoy! - mal terminou a frase e os meninos ja comiam desesperados a lasanha ainda quente. e riram da cena. Comeram e conversaram até umas 2:00 da tarde. foi embora, porque já estava atrasada para voltar para o trabalho. cuidou da cozinha com Dave, que fez a gentileza de ajudar. Os dorks até que foram embora cedo, em compensação aos outros dias. foi para a sala, e viu Danny brincando com o pequeno , que só pensava em dormir. Pensou em um motivo pelo qual ela reclamava tanto de sua propria vida... Nada.
Capítulo 5
- Diz... Papai. - segurava no colo e tentava inultimente fazê-lo falar. Já , estava em um estado meio acordado e meio dormindo.
- , ele não tem nem um ano, está longe de falar. - riu da cara que fez. O pequeno dormiu no braço do pai, que o colocou no bercinho.
- Queria ser um bebê, iria dormir o dia todo. - falou bocejando.
- Primeiro, você já dorme o dia todo e nem é um bebê. E segundo, sinta-se feliz, porque o tamanho de vocês não é tão diferente. - falou, rindo.
- Nossa, que engraçado! Dormiu com o bozo foi? - tacou uma almofada em .
- Não, com o , mesmo. - Falou . Todos se entreolharam. Porque não tinha se defendido, mesmo?
Olharam para o chão e viram dormindo de boca aberta com a cabeça apoiada em uma almofada. Todos riram baixinho.
- Pega a câmera. - Sussurrou , caminhando até a estante e pegando uma caneta de autógrafos.
- Hihi. - riu animado, correndo até uma das gavetas da estante e pegando a câmera de . ria baixinho enquanto tentava levantar a camiseta de .
- O que vai fazer? - sussurrou, tentando não olhar para o peitoral nu do garoto.
- , você filma. - entregou a câmera pra ela, que começou a filmar, focando a câmera em e depois em , que agora tinha um bigode no rosto e algumas coisas escritas no peitoral. E uma setinha na barriga dele, que apontava para baixo e em cima da setinha estava escrito "Ganha pão" e outras frases bem gays como 'Pode ser seu, baby'. ria baixo a cada frase idiota que escrevia. Com a ajuda dos meninos, tiraram toda a roupa de , deixando o menino só com boxes. Riscaram cada parte do corpo dele, com letras de músicas gays e desenhos idiotas. Na bocheca de , desenhou um pinto de lado, que ia até a boca dele. Quando não aguentaram mais, todos cairam na gargalhada o mais alto possível e abriu os olhos. Sentiu um frio anormal, porque estava sem roupa? Quando olhou pra baixo e viu o que seu corpo tinha virado, ele levantou correndo e pulou em , dando soquinhos, ainda filmava e ria com a cena. Os meninos começaram uma pequena guerrinha e ria muuuuito com a câmera na mão.
- SHIT! Agora vou ter que tomar banho. - reclamou pegando suas roupas no chão e indo para o andar de cima, onde iria tomar banho.
- Tive uma idéia! - Falou .
- Conte-nos. - desligou a câmera e olhou para . começou contar a idéia, arregalou os olhos e e se entreolharam com cara de feliz.
- Ele ja quer matar a gente, se fizermos isso, ele nos mata de vez. - se jogou no sofá.
- Ok, posições. , vá para a caixa de luz. , pegue a água gelada. E e eu vamos para a porta do banheiro. , leve a água rápido. E , assim que apagar a luz, corra para o banheiro de cima para filmar. - bateu as mãos animados e todos seguiram as instruções dos amigos.
- FILHOS DA PUTA!!! - Ouviram o berro de assim que a casa inteira ficou um breu. Com a luz da lanterna, correu para cima e saía correndo do banheiro, sem roupa alguma, com as mãos nas partes íntimas. riu e começou a filmar. e tacaram a agua fria nele e todos começaram rir muito alto.
- AAAAH, EU ODEIO VOCÊS! - Ele gritou, segurando o riso e entrando no banheiro novamente. Os outros desceram rindo demais, e foi acender novamente a luz da casa inteira.
- Ah, isso foi muito hilário. - Falou se jogando no sofá.
- Tive uma ideia... - falou.
- Eita! - arregalou os olhos. - Não... Não é idiotice. Agente pode gravar um clipe cover e colocar trechos dos nossos videos caseiros idiotas. - sorria feliz.
- Taí. Gostei. Falamos com hoje e amanhã ligamos para o Fletch. - concordou e todos se entreolharam, riram de novo. Após descer, conversaram mais um pouco, até os meninos irem embora e sobrar, como sempre... Apenas , e o pequeno .
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- Ai, meu Deus, , segura o menino direito. - Falou desesperada, correndo até e . Os Dorks, os Flyers e riram muito.
- E aí, aonde vamos? - Perguntou Steve.
- Er, nenhum lugar. - Murmurou . - Como sempre.
- Ah, mano, hoje a noite vai estrear uma boate no sul de Londres, vamos? - Hall falou, sorrindo.
- Não posso, Hall, eu tenho um filho. - Disse .
- Oh, , pode ir, eu cuido de . - falou, sem graça.
- Ah, e deixar você aqui sozinha? - Perguntou o menino a encarando. - Vocês vão e eu e a ficamos.
- Não... Tenho uma idéia melhor... - falou.
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- Tem certeza que não vai encomodá-la? - Perguntou , humildimente.
- Claro que não! - Carrie respondeu sorrindo.
- Olha, é só essa noite, prometemos! - falou olhando para a garota. sorriu para ele.
- Não, deixem o Little aqui quando quiserem! Adoro crianças. - Carrie pegou o bebê do colo da mãe.
- Ok, então... Tem tudo na mochila, ok? Se ele chorar, pegue o macaquinho de pelúcia dele, ele adora! E caso ele não a deixe dormir, cante She falls Asleep pra ele, ele adora. - deu um beijinho na testa do filho, já no colo da garota.
- Ele gosta de McFLY? - e perguntaram juntos.
- Sim, ele adora quando eu canto Not Alone pra ele. - respondeu, rindo da reação dos dois.
- Esse é o meu garotão! - deu um beijinho na testa de , que se remexeu um pouco no colo de Carrie.
- Temos que ir agora! - falou. - Valeu maninha! - Se despediu de Carrie e saiu junto com os outros.
Após chegarem na casa de , ficaram conversando um pouco.
Os dorks foram para a casa se arrumar para a boate de a noite e os Flyers ficavam sempre na mesma.
- Deve ser a . - Anunciou quando a campanhia tocou.
- Claro, ela é a unica que toca campanhia! - Murmurou , indo abrir a porta.
sorriu. Ela ainda não tinha se acostumado a tocar uma campainha e abrir a porta para ela.
- Oi. - sorriu.
- Olá. - foi simpática e entrou correndo para perto de . - Que me conta?
- Vamos em uma boate hoje à noite e você vai com a gente. - anunciou para . A menina riu.
- E o ? - Perguntou ela.
- Está com Carrie. - Foi a vez de responder.
- E cadê o ? - Perguntou olhando em volta e vendo que o garoto não estava lá.
- Tá dormindo... Vê se pode? - rolou os olhos.
- Vou acordar ele, estou com saudades. - murmurou se levantando. apareceu na escada.
- O que falavam de mim? - Perguntou ele com cara de sono. sorriu.
- disse que estava com saudades. - apontou para o menino.
- Que lindo, também estava com saudades! - correu até e pulou em cima dele.
- Que gays! - Murmurou .
- E você não? - Defendeu .
- Claro, sou eu que tenho um vídeo no youtube casando com o com o de padre! - riu e as meninas gargalharam.
- Tá, chega... Vamos, , vem me ajudar a me arrumar. - sorriu, puxando com ela para o andar de cima.
- Eita, que louca. - observou as duas subirem as escadas.
- Mulheres. - Murmuraram os meninos.
- Cara, já é quase oito horas. James vai matar a gente! - murmurava correndo de um lado para o outro da sala.
- Calma, , você acabou de descer, deixa as outras mulheres se arrumarem. - foi até ele e o guiou para o sofá.
- O que você quis dizer com "as outras mulheres"? - Perguntou fuzilando com os olhos.
Do canto da sala, deu uma risadinha baixa.
- Cala boca você, bailarina de caixa de música. - mandou o dedo do meio para ele.
- Ele só está estressado porque a não chegou do Brasil ainda. - Sussurrou . Mesmo assim, todos ouviram.
- Ela vai chegar logo. - Ouviram a voz de da escada. Todos os meninos se inclinaram para olhar.
e desciam com o maior cuidado possível, mas não tiravam os olhos dos meninos.
- Vocês... - começou, mas deixou a frase no ar.
- Estão... - comepletou.
- Muito... - babava em .
- Gostosas. - finalizou. Os meninos arregalaram os olhos, as meninas riram alto. - Ops, escapou.
- Tudo bem, nós sabemos. - sorriu dando um tapinha de leve na cabeça de .
e já estavam saindo porta a fora, com na frente deles. foi atrás de com .
- Ai! - Sussurrou após um pedala de .
riu baixinho e entrou no carro com todos os outros.
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- Pensei que não viriam! - Gritou Steve - por causa da música alta - para todos que chegavam.
- Não íamos deixar vocês na mão, cara. - falou comprimentando todos.
Aos poucos todos foram se arrumando na mesa.
comprimentou todos com um beijo no rosto e caminhou saltitante até a cadeira vaga ao lado de Dave.
- E aí, loiro aguado. - o comprimentou sorrindo.
- Oi, linda, gostaria de me fazer compania nessa noite solitária? - Dave riu da cara que a menina fez.
- Faço compania todas as noites se quiser, gatinho. - Ela entrou no jogo fazendo uma cara de sedução, o que a fiz rir mais ainda.
- Isso aqui tá bombando! - Falou .
- Pode crer! - James concordou, tomando um gole de sua bebida.
e Dave riam de alguma coisa que Chris falava. e observavam tudo em silêncio. bebia e conversava com Steve e . E engatou um papo animado com Hall.
- Bom, minha gata me chama. - falou se levantando e indo até uma morena peituda que estava 'dando mole' desde a hora que ele havia chegado.
- Que doido! - murmurou. Se virou para ver o resto da boate e parou os olhos em uma senhora de no minimo uns 50 anos, que olhava para ele com cara de tarada. balançou a cabeça para ver se estava mesmo vendo aquilo, e quase pulou da cadeira de susto quando a velhinha deu uma piscada pra ele. Ele se voltou na posição anterior com os olhos arregalados.
- Ih, , se deu bem. - James falou batendo a mão nas costas dele.
- Cala a boca. - revirou os olhos.
- Eita, ela tá vindo pra cá. - falou segurando o riso.
- Oi, gatinho. - A senhora chegou colocando as mãos no ombro dele.
- Oi. - Ele falou seco.
- Quer dançar? - Ela perguntou se abaixando para ficar na autura dele. Deu uma pequena mordida no lóbulo da orelha dele, e ele fez uma cara de nojo. fez uma careta engraçada e lançou um olhar de "Help" para os amigos, que quase fingiam que iam espirrar de tanto segurar o riso. Steve que estava ao seu lado, passou o braço em volta do ombro de .
- Eu sou gay. - afeminou a voz ao ver Steve colocar uma das pernas em cima da dele.
- Hm, que pena. - A senhora tirou um cartão da bolsa. - Eu posso fazer você mudar de idéia, é só me ligar. - Ela entregou o cartão pra ele e saiu rebolando.
Todos na mesa começaram rir. Mas riram tanto, que o pessoal que passava perto achavam que já estavam bêbados. Quando ninguém mais conseguiu rir, tomou fôlego e falou:
- Caaaara, olha esse cartão "Estou nua na cama te esperando, me ligue" - Após ler o cartão, o ataque de riso voltou. E passaram metade da noite assim. Quando voltou, perguntando porque estavam rindo tanto. e Dave narraram a história pra ele, que também riu.
saiu correndo da mesa alegando que se risse mais uma vez, faria xixi no vestido (?).
Quando saiu do banheiro, trombou James.
- Jimmy. - falou sorrindo.
- . - Ele sorriu também. - Como tão as coisas?
- James, agente se viu há três minutos... - respondeu com uma cara de "não é obvio?"
- Não, ! - Ele levantou a mão em sinal de 'stop'. - Eu sei que você sentiu minha falta. - Ele falou rindo. rolou os olhos e voltou a mesa.
O resto da noite foi legal. Todos dançaram, beberam pelo menos a maior parte do tempo.
- E aí! - falou para assim que ele acabou de chegar do banheiro.
- E aí. - respondeu. A mesa estava vazia. A não ser pelos dois.
Hall e dançavam juntos. James e também. Steve, , , Chris e apostavam quem pegaria mais meninas. E se surpreenderam por não querer brincar.
- Porque não quis brincar com os meninos? - Perguntou e fez uma careta depois. riu, pois sabia que ele fez a careta porque a ultima frase que ele falou parecia que estavam no jardim de infancia.
- Por que não, dude! - falou parando de rir e cerrando os olhos.
olhou para a direção que era fuzilada pelos olhos de .
- Você devia falar com ela. - Propôs o menino.
- , eu moro com ela. - olhou com cara de mal para .
- Sei lá cara, você tem um filho com ela e vocês nem se falam direito! - bebeu um gole de sua cerveja.
- Ah, sei lá. - deu ombros.
- Eu sei que você gosta dela... - começou falar mas levantou a mão para ele parar.
- Me poupe! - Ele rolou os olhos.
- Tudo bem, deixe o tempo falar por vocês. - riu baixinho.
voltou a encarar aquela garota. Ela era perfeita. Pelo menos para o olhos dele. nunca poderia desejar alguem melhor para ser a mãe de seu filho. Mas o problema é que: Ele nunca será bom o bastante para ela. Espera, porque estava pensando isso mesmo? Ela era só a mãe de . Só isso e mais nada.
Por enquanto...
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Vou tentar resumir a história mais doida, insana, irreal, idiota e assustadora da minha vida.
Era manhã de domingo. Eu e as minhas melhores amigas: , e entrávamos pela portaria do hotel onde a banda dos nossos sonhos estava hospedada. Correr atrás de um sonho? É o que todos devem fazer, era o que estávamos fazendo.
Era quase sete da noite quando descemos para o bar do hotel. E vimos eles lá. Os quatro, conversando e rindo, como se estivessem ali apenas porque deveriam estar, sem ligar pra muita coisa lá fora. Caminhamos lentamente até eles e logo sacaram que éramos fãs. Foram os mais simpáticos possíveis. Assim como eu, com meu preferido, o . Fizemos uma pequena amizade, um pouco estranha entre fã e ídolo, as meninas também falavam com os seus preferidos como se já se conhecessem há um bom tempo.
Bebemos, conversamos, rimos. Eu e ? Bebemos, bebemos, bebemos e bebemos.
Eu, pouco fora do normal, pedi para me mostrar seu instrumento. Foi a coisa mais idiota que eu falei em toda minha vida.
Ele, pouco fora do normal, também, topou na hora.
Antes mesmo de sair do elevado já nos beijávamos intensamente, como se um precisasse do outro. Como o sol precisava do céu, como o peixe precisa do mar, como nós precisamos de ar. Tá, agora chega dessas metáforas idiotas.
No dia seguinte, acordei sem roupa alguma, nos braços de . Pequenos e borrados flashes se passavam na minha mente sobre a noite anterior. Comecei a chorar desesperadamente, não entendia bem o motivo do choro.
Eu tinha dormido com aquele cara que anos atrás eu tinha ralado apenas para conseguir um autógrafo.
Vesti-me e deixei meu número de telefone salvo no celular dele, após isso, desci para meu andar e contei para as meninas o que acontecera, ou o que eu me lembrava vagamente.
Elas ficaram felizes por eu ser tão sortuda.
Sorte? Não sei aonde.
Quatro dias depois, estávamos no Vip do show do McFLY. Graças a , que conseguiu uma amizade bem íntima com , que gentilmente deu ingressos Vips para nós. Após o show, todos conversavam e me puxou de canto. Quase me ofereceu dinheiro pra eu esquecer o que acontecera na noite de domingo. Senti vontade de vomitar na cara dele. Eu tinha perdido meu chão. A raiva tomava conta de mim, por inteira. Tomada pela raiva, olhei bem no fundo dos olhos dele e falei sem medo "Não sou que nem as vadias que você come toda noite". Saí do show cuspindo fogo pelas orelhas (?) e tomei o táxi de volta pra casa.
3 meses depois, já tinha quase esquecido daquela noite, de domingo.
Mas o mal estar me deixava tonta, e enjoava. Vomitava por tudo. Não, eu não poderia estar grávida de um cara que quase me pagou pra eu esquecer a melhor noite da minha vida.
7 meses depois, o McFLY voltou para o Brasil. Não fiz questão nenhuma de procurá-los. E as meninas ficaram surpresas quando eles ligaram pra elas, pedindo para irem encontrar com eles no aeroporto.
Ligaram-me, avisando que estava indo atrás de mim. Quis matar pela sua língua grande, e "sem querer" ter falado meu endereço para .
Minha campanhia tocou e eu já sabia quem era antes mesmo de abrir completamente a porta, já entrou perguntando sobre seu filho.
Fizemos um teste de DNA - idéia idiota de . - Que comprovou o que todos já sabiam: que o filho era mesmo de .
Ele levou de mim, deixando apenas o dinheiro pra ir pra Londres quando eu pudesse. É claro que fui o mais rápido que pude.
Um mês e meio depois, aqui estou eu, num avião, rumo a Londres.
E agora? Eu tenho 19 anos, sou mãe, e vou morar com o canalha, cachorro, hipócrita... Do amor da minha vida.
Sorte? Acho que não é a palavra certa para usar.
Azar? Não, sem chance.
Quem sabe... Destino?
Capítulo dois
desceu do avião e o táxi a espereva no aeroporto, assim como prometera. O táxi a levou direto para a casa de . A menina, ao descer do táxi, caminhou até a porta de , observando tudo em volta. Bateu e esperou alguns segundos, até abrir só de boxes.
- Olá, .- falou, puxando-a pra dentro e a ajudando com as malas.
- Oi, . Você é louco? Tá nevando lá fora e você de boxes. - Disse , sorrindo pra ele.
- Aqui dentro é quente. - Murmurou .
Assim que entrou, avistou um pequeno bercinho ao lado do sofá maior. Correu até ele e pegou no colo, que dormia tranquilo.
e desciam as escadas. sentiu as pernas moles ao ver o menino só de boxe, perto dela. "Controle-se, você já viu ele com menas roupas que isso" - Pensava ela recolocando no bercinho. "Quê isso, pára com esses pensamentos impuros. Você tá andando muito com a ". Ela praticamente conversava consigo mesma, por pensamento. Mas esse incrível e idiota diálogo foi interrompido por um simpático "Oi" de .
- Olá, . - sorriu o mais simpática possível, observando o menino se jogar no sofá.
- Oi. - falou abrindo aquele sorriso que fazia qualquer um tremer.
- Oi. - Respondeu a menina corando.
apareceu na porta, que dava acesso da sala à cozinha e vice-versa. sorriu, correndo até ele.
- HARRY! - berrou, abraçando ele.
- Porque só o ganha abraço? - fez biquinho.
- Porque ele é bonito e vocês são feios. - deu a língua pra .
- Ouviu né? Morra depois dessa, anão. - riu, abraçando . Os dois caminharam até o sofá pequeno e se sentaram.
- Então... Como as meninas estão? - Perguntou caminhando até o rack. Pegou um CD que estava solto, sem capa, em cima do aparelho DVD e abriu o mesmo, colocando o Cd la dentro e ligando a tv.
- Ótimas! Mandaram beijos pra todos. E, ah, elas vão chegar daqui há uns dias, estavam se despedindo das famílias e etc... - fez uma pausa e respirou fundo, suspirando em seguida. - Vamos morar aqui perto.
- Sem o , é claro. - Murmurou . o lançou um olhar de quem queria arrancar o couro e jogar para os porcos (?).
- Como assim? - Perguntou ela, furiosa.
- Claro, não vou deixar meu filho longe de mim. - comentou, olhando para a TV, onde o filme de começara há alguns minutos.
- Batman - O retorno? - perguntou, rindo. - Recuso a assistir. - Se levantou do sofá em seguida.
- Qual é. - ria. - É um filme maneiro.
- Claro, pra quem não tem um filho pra cuidar. - caminhou até o berço de e o pegou no colo novamente.
- , me mostra onde é o quarto? O fuso horário tá me matando. - Murmurou , fazendo de tudo para não olhar para o menino, que agora caminhava até as malas dela. - E se trouxer todas, agradeço. - Falou ela em um tom de desprezo e esperou subir as escadas primeiro.
Ao andarem um pouco pelo corredor, pôde ver uma portinha azul. Quando abriu, ficou, de fato, encantada. Olhou todos os detalhes do grande quarto. Tinha um berço na parede esquerda, ao lado do berço uma cadeira de balançar. No Chão, perto da porta, um pequeno cesto com brinquedos para bebes lá dentro, um tapete em formato de guitarra, o que fez rir. E no canto esquerdo do quarto, uma cama de casal. E na parede da porta, tinha um guarda-roupas e uma cômoda um pouco encostada na parede do lado esquerdo. Perto da cama, a porta que dava acesso ao banheiro.
foi até o berço e colocou com cuidado.
- Você leva jeito pra isso. - Murmurou colocando as malas dela um pouco perto da cama, caminhou novamente em direção a porta.
- Obrigada. Você não tá se saindo mal, também. - sorriu, olhando pra ele.
- Ok, qualquer coisa, chame. - Ele se virou e saiu, fechando a porta atrás de si.
suspirou. Checou se estava dormindo e entrou em um banho rápido. Após isso, pegou o pequeno no colo e o deitou na cama, ao lado da parede. Se deitou ao seu lado e adormeceu.
não conseguiu dormir muito, a acordou chorando muito alto. Pegou no colo e desceu as escadas. Assim que chegou na sala, viu correndo com uma mamadeira na mão.
- Pra quê isso? - Perguntou ela, caminhando até a porta da cozinha.
- Ele ta com fome. - Exclamou .
- Do leite da mãe e... Meu Deus, o que passou pela cozinha? - Perguntou ela ao entrar no cômodo e ver que estava um completo caus.
- Maus, hehe. - riu sem graça. - Eu deixei o liquidificador aberto quando fui bater o leite.
- Também, quem manda ser burro? - Murmurou entrando na cozinha.
- Cale a boca. - rolou os olhos. já dava de mamar para , com uma fraldinha até seu pescoço.
- Dude... - falou entrando na cozinha. pronunciou um murmuro de que estava ouvindo. - Já vamos.
- Já? - secou as mãos com um pano e caminhou até .
- É, James ligou pro meu celular e pediu pra irmos ajudá-lo em um música. - Disse entrando na cozinha.
- E porque não me chamou também? - olhou para .
- Porque você tem um filho pra cuidar. - falou com cara de "Não é obvio?".
- Eu levo ele. - falou. soltou uma gargalhada alta e irônica.
- Com esse frio? Nem-a-pau. - Ela parou de rir e encarou , séria.
- Se eu quiser, eu levo. O filho também é meu. - observava se levantar das cadeiras sem tirar os olhos dele.
foi até a sala, seguida por todos os meninos que pararam na porta. Menos que a seguiu até a escada.
- Quem você pensa que é? - Perguntou subindo um degrau atrás dela.
- , mãe de , prazer. - Murmurou ela, cínica.
- Odeio essa cara de cínica que você faz. - fuzilou ela com os olhos.
- Você nem me conhece direito pra falar que odeia algo em mim. - rolou os olhos.
- O filho também é meu, e eu vou levá-lo. - subiu atrás dela.
- NÃO! Você não tem responsabilidade! só vai, se eu for junto. - falou e arregalou os olhos, olhando para os meninos com cara de "Socorro". Os meninos deram ombros e riram. voltou a olhar com cara de derrotado.
- Esteja pronta em 10 minutos. - Murmurou ele, descendo novamente. sorriu vitoriosa e subiu para o quarto.
- Tá ferrado, dude! - comentou, dando tapinhas nas costas de , que socava a cabeça na parede.
- Odeio ela. - Murmurou ele, socando mais uma vez a cabeça na parede.
Capítulo 3 - Olha quem chegou! - A porta se abriu revelando um James sorrindo feliz.
- E aí, Jimmy! - Harry tocou na mão dele e logo o abraçou. Assim como todos os outros meninos.
- E aí, dudes! - Dougie cumprimentou todos que estavam jogados pela sala.
- Como tá o pequeno? - James caminhou até , que sorriu.
- Pequeno. - Ela riu alto da cara que James fez, mas ele logo sorriu também.
- Você deve ser... - Dave caminhou até ela e lançou um olhar de dúvida para Danny, que piscou os olhos lentamente. - , right? - Perguntou ele pegando na mão livre dela.
- Me sinto honrada de ser conhecida pelos Dorks. - abriu seu melhor sorriso. Após as devidas apresentações todos estavam espalhados pela sala. Dave estava sentado ao lado de que tinha o pequeno no colo.
- Ele me lembra os pais. - Murmurou Dave olhando para o pequeno nos braços de .
- O importante é ter saúde. - Steve falou alto e todos riram.
- Ele tem os olhos do pai. - Dave falou novamente.
- E o cabelo do pai... - Murmurou , rolando os olhos.
- A boca e o nariz são da mãe... - Danny sorriu encarando , que corou.
- Bom, como eu já disse... - Steve começou falar, todos o olharam. - O importante é ter saúde. - E todos caíram na risada novamente.
- Então, por que nos convocaram para virmos à humilde residência de vocês? - Perguntou Tom, recebendo várias sobrancelhas erguidas em sua direção. - Hey, queria ser o mais formal possível, temos damas presentes no recinto. - Tom emburrou, fazendo biquinho.
- Own, tadinho dele. - Ele pode ouvir um breve coro, de pelo menos 7 pessoas presentes no local, e logo após os comentários "Como ele é bicha!", "Como posso ser amigo disso?". Tom apenas ria e mandava o dedo do meio para os seres que faziam os comentários idiotas ao seu respeito.
- Bem lembrado, Tom. Chamei vocês aqui... - James se levantou e caminhou até três suportes de violão e pegou um dos instrumentos do suporte do meio. - Para me ajudar com a música. - Ele sorriu, voltando para o lugar onde estava, fez um pouco de esforço para alcançar a mesinha de centro, onde tinha uma folha amassada em cima. Harry riu, indo ajudá-lo. Após isso, voltou a se sentar no chão, entre Hall e Danny.
Os Flyers olhavam atentamente para James que lia o papel e tocava e cantava no violão. Já os Dorks olhavam cada um para um canto da sala, tentando inultilmente não ouvir a música que foram obrigados a ouvir o dia inteiro ontem. Algumas partes da música não rimavam, o que faziam alguns rir. Outros riam pela incrível capacidade que James tinha de aumentar o ritmo da letra e continuar com o mesmo ritmo no violão, o que fez rir muito.
conversava animadamente com Steve, Hall e Harry, que estavam sentados com ela no sofá, enquanto o resto se matava para terminar a música. , estava em sua "caminha movél" - Era tipo aquelas cestinhas de colocar os bebês, sabe? - ao lado do sofá grande. Ao perceber que os meninos que estavam se matando na música, pararam e se encararam sorrindo, percebeu que a música estava pronta.
- Quero ouvir, cantem pra mim. - Falou ela animada, dando pulinhos no sofá, o que fez os meninos rirem.
James, Danny e Tom começaram com os violões e começaram cantar uma música que pelas suspeitas de se chamava "Everybody Knows". Pois a palavra se repetia várias vezes na música. Após terminarem de tocar, olharam para , que não tinha nenhuma expressão no rosto.
- Hm, o que achou? - Dougie se arriscou a perguntar.
- Que o acordou. - Ela riu, pegando o pequeno no colo, que chorava.
- Deixa eu ficar com ele? - Perguntou Dave correndo até ela.
- Claro, mas cuidado! - Ela avisou, entregando, com o máximo cuidado, o pequeno para Dave.
- Bom a música é ótima! - se virou para eles sorrindo, finalmente respondendo a pergunta de todos, mas que só Dougie pronunciou. A resposta da garota fez todos suspirarem aliviados. voltava a se sentar onde estava, enquando Steve ia até Dave.
- Que bom que gostou. - James comentou, caminhando até o suporte e colocando o violão de volta onde estava.
- Eu e Hall somos os únicos que não ajudamos nessas composições musicais... - Harry falou, deixando o resto da frase para Hall.
- ... Porque não entendemos nada de violão... - Hall falou mas foi mais rápida em terminar a frase.
- ... Mas no final, a música depende da gente. - falou sorrindo. Hall e Harry ergeram a sobrancelha. - Era baterista de uma banda.
- Sério? - Pelo menos todos os meninos presentes fizeram essa pergunta. corou.
- Sim... - Ela sorriu sem graça, colocando a franja atrás da orelha.
- Como se chamava? - Perguntou Danny.
- Ghostbusters. - Ela falou rindo. Tom não entendeu o motivo do riso.
- Eu gostei. - Comentou o menino rapidamente.
- Convenhamos Tom, é um nome meio bizarro. - falou fazendo uma careta. Alguns meninos concordaram.
- E porque a banda acabou? - Foi a vez de Chris perguntar.
- Bom, nós - eu e minhas amigas, , e - paramos de pagar o estudio onde ensaiávamos. - fez biquinho. Antes do som que sabia que ia sair da boca de James, que fizera cara de indignação quando ela respondera sua pergunta antes mesmo dela ser feita. - ... Porque não queríamos mais ensaiar... - Murmurou ela, sorrindo para James, que logo desfez a antiga expressão e mostrou seu sorriso. encarou Hall, que abriu a boca também para perguntar algo que ela já sabia. Hall imitou a cara de James quando respondeu antes mesmo dele perguntar. O que rancou algumas risadinhas dos meninos. - ... Vendemos tudo. Nossos instrumentos, que demoramos tanto tempo para comprar. As minhas baquetas autografadas por Joe Jordison, baterista do Slipknot. A guitarra da . O baixo amarelo brilhante de . Enfim, tudo. - suspirou alto e fexou os olhos e como sabia que outro ser abriria a boca para soltar outro "Porque", ela abriu os olhos e viu que todos a olhava, sem se atrever de perguntar, sabendo que ela iria responder mesmo. se sentia uma professora de jardim da infancia naquele momento. Pois todos os meninos estavam sentados a encarando, prestando o maximo de atenção possivel. - Para pagar as diárias do Hilton, sabe? Pra conhecer... O McFLY. - suspirou novamente, jogando a cabeça para trás, apoiando nas costas do sofá. Os meninos se entreolharam, sem saber o que falar. Uma pequena ponta de culpa invadia os Flyers. Danny se sentiu culpado, mas de que mesmo? Ele nunca pedira para ela ser fã dele. Ele nunca quis que ela estivesse lá, naquele dia, naquela hora, naquele domingo. A culpa era dela, não dele. Na verdade, a culpa era dos dois, por serem tão irresponsáveis. Danny correu os olhos pela sala até parar em , agora no colo de Steve. Não conseguia se arrepender do que fez naquele domingo, aquilo o trouxe .
- E valeu a pena? - Perguntou Steve. também correu os olhos para o pequeno , no colo do menino. Ela sorriu.
- Muito a pena. - Murmurou ela. Danny se surpreendeu sobre o pensamento dela ser igual ao dele. Tinham algumas coisas parecidas e... Espera! Porque Danny estava pensando assim? Ela era só uma a mais pra ele, nada mais que isso. Mas... Eles tinham um filho juntos. E essa "uma a mais" era a mãe do filho dele. O que faria que Danny a visse pelo resto da vida. É, parece que ele teria que se acostumar com a presença - muitas vezes irritante - de .
Mas até que não era tão ruim assim.
Danny não conteve o sorriso ao ouvir a gargalhada gostosa que a menina deu, de alguma coisa inútil que Dougie falou.
Capítulo 4
No dia seguinte, acordou com o choro de . Olhou no relogio e ainda era 6:15 da manhã. Se levantou e foi até o berço de , pegou o menino no colo e deu de mamar a ele. Sentou-se na cama e ficou pensando em sua vida.
Ela tinha 19 anos e já era mãe! Morava com um cara, que nem conhecer ela, conhecia direito. Sentia falta de suas amigas, de seu país e de sua familia. Desistiu de sua faculdade de direito para cuidar de seu filho.
Estava completamente ferrada.
Será que ela aguentaria essa surra que o mundo estava lhe dando?
Era quase 7:00 quando conseguiu fazer dormir. Seu sono já tinha ido embora então desceu e fez seu café da manhã. Após o café se jogou no sofá e ficou encarando a TV desligada.
Danny acordou lá para as 11:30, se levantou e foi constar se e ainda dormiam. Abriu a porta do quarto sem fazer barulho nenhum. Viu que dormia tranquilamente, mas não estava ali. Desceu as escadas e viu no sofá.
- Bom dia. - Falou ele com uma voz rouca, de quem acabou de acordar.
- Bom dia. - Ela respondeu pouco animada. - Fiz café. - E sorriu para o menino que agora estava parado em frente ao sofá, a encarando. Se sentou no sofá menor, agora olhando para o teto.
- Obrigada, mas não estou com fome. - Respondeu ele. - Que me conta? - Perguntou.
- Minha vida é um saco. - bufou.
- Saco? - Danny deu uma risada sarcastica. - Existem tantas pessoas que dariam tudo pra estar no seu lugar.
- Acha que eu ligo pra isso? - perguntou, nervosa. - E eu daria tudo pra voltar no tempo e não me hospedar naquele maldito hotel. - rolou os olhos, ouvindo novamente o choro de . Ela quase deu um berro de nervoso, Danny a olhou e se levantou do sofá antes dela.
- Deixa que eu vou. - Ele falou subindo as escadas correndo.
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- Harry !!! - gritou correndo para porta onde o menino acabara de passar. Ele sorriu igual no clipe I'll Be Ok, quando eles estão na mesa e a agua para de cair. sentiu vontade de pular nele.
- Oi, ! - Ele falou. - Como está meu bebê? - Perguntou ele se infiltrando mais pela sala.
- Bem, obrigada. - Danny apareceu na escada com no colo.
- Você não, animal, o . - Harry falou e riu alto. - E você, anãzinha, tá rindo de quê? - Perguntou ele, olhando para que se raxava no sofá.
- Do idiota do Danny! - Ela recuperava o fôlego.
- Porque sempre me xingam? - Danny fez beicinho.
- Porque você merece! - Falaram e Harry juntos, Danny aumentou o beicinho, colocando no bercinho.
- Você tá merecendo!!!! - Danny falou correndo até e pulando nela, que estava no sofá.
- NÃÃÃÃO, SOCORRO!!! - berrava, dramática, mas Danny ainda pulava em cima dela. - Harry! - Ela lançou um olhar de "me salve" para ele.
Mas ele parou em sua frente.
- , me perdoe, mas eu... - Antes de terminar a frase ele se jogou em cima de Danny, que estava em cima de , que estava em cima do sofá berrando e tentando inutilmente sair. - PAREM, SEUS GORDOOOOOOOOOOOS!!!!
- Falando de mim logo cedo? - Perguntou Tom entrando na casa de Danny sem ao menos bater. - OPA, MONTINHOOOOOOO!!! - Ele correu e pulou em Harry que ainda estava em cima de Danny, que estava em cima de , que estava em cima do sofá, berrando, quase sem ar.
- Não sabe bater na porta não, inútil? - Danny tentava inutilmente tirar Tom de cima de Harry com pontapés, mas não foi uma tentativa bem sucedida. - HEY, EU ESTOU AQUI EM BAIXO SEUS... ANÕES DE JARDIM!!! - Gritou Danny. Dougie entrou na casa na hora.
- Falando de mim? - Perguntou ele e caminhou até o meio da sala e parou pra olhar aquela cena tosca. - Montinho? - perguntou ele ainda parado. - Vai pular ou não? - Tom estava tão confortável deitado nas costas de Harry que até esqueceu que estava em um montinho.
- CLARO! - Ele deu um berro gay, bem animado e pulou com as pernas abertas no colo de Tom, que urrou de dor, Dougie começou fazer gestos obcenos no colo de Tom.
- Gente, estou sentindo falta de alguém... - Comentou Harry.
- Eu também... Uma voz, que se calou de repente... - Tom parou de dar soquinhos no braço de Dougie.
- Meu Deus, a !!! - berrou Danny incrivelmente empurrando todos para o chão, que caíram em cima de Dougie. estava roxa no sofá, de olhos fexados.
- CÉUS, MATEI A MENINA!!! - Dougie berrou assim que saiu de baixo dos meninos. ainda estava de olhos fexados, no sofá, e respirava muito lentamente.
- !!! Acorde! - Danny a sacudia.
- Você vai acabar de mata-lá Danny. Saia da frente. - Harry empurrou Danny, desesperando e se ajoelhou ao lado do sofá. Ele se aproximou do rosto dela.
- HEY!!! - Danny o empurrou. - Tá pensando o que? - Tom e Dougie riram da reação de Danny.
- Eu ia fazer respiração boca a boca. - Harry fez beicinho.
- Que boca a boca no meu pau!! - Danny deu um pedala nele, começou a rir.
- Ahhhh, sua puta! Tava fingindo, e a gente aqui desesperado.- Harry deu um leve soquinho na perna de que se raxava com Dougie e Tom. - Eu não aguentei, mano!! - ria muito.
- Ah, vão se ferrar vocês, viu! - Danny jogou os braços pro ar se levantando e caindo no sofá pequeno.
- Own, tadinho do Dannyzinho!!! - Harry pulou em cima dele.
- MONTINHOOOOO!! - Berrou e todos se jogaram em cima de Danny.
Passaram uma boa parte do dia rindo e bebendo, até que o assunto acabou e ligaram a tv. Começaram passar os canais e pararam em um. "E a proxima letra e clipe é... McFLY - All about you. E falando nos gatinhos... há umas semanas atrás eles estavam no Brasil, onde Danny Jones foi flagrado no aeroporto ao lado de um garota, com um bebê no colo. É isso aê, será que Danny Jones anda aprontando, hein?" - Ouviram a apresentadora anunciando e logo após o começo de All About You.
- WHAT THE FUCK?! - Berrou Danny junto com .
- Malditos paparazzis. Será que eles não nos deixam em paz NUNCA? - Tom jogava as mãos para o alto em sinal de clemência.
- Gente, que horror! - Dougie falou, meio gay. - Mas vocês não iam conseguir esconder isso por muito tempo.
James e os outros Dorks entraram na casa.
- Não sabem bater não? - Danny perguntou rindo, enquanto cumprimentava Chris.
- E aí, mano! - Tom tocou na mão de Dave que sorriu, respondendo o toque.
- Viu um fantasma, ? - James perguntou ao se sentar no chão, apoiado no bercinho de .
- Não. Passaram uma foto na tv minha e do Danny... Com o . - Murmurou ela, encostando a cabeça nas costas do sofá. Os Dorks se entreolharam.
- E isso é ruim? - Perguntou Steve.
- Não. - Danny respondeu rapidamente. sorriu.
Todos ficaram em silêncio.
- Tô com fome! - Murmurou Dougie. Alguns riram e todos falaram juntos:
- Novidade.
- Agora temos a pra cozinhar. Não precisamos comer as gororobas do Danny. - Falou Harry rindo.
- Hei, não fale mal da minha comida!!! - Danny fez beicinho.
- É... Não fale mal da comida dele! - Dougie o defendeu, Danny mandou beijinhos pra ele. - O miojo dele é bom! - Completou e depois riu, como todos os outros - menos Danny.
- Pode deixar que eu cozinho. - se levantou, feliz. - Só que quero fazer comida brasileira.
- Ok, amigos, foi ótimo conhecer vocês... - Hall se levantou e o fuzilou com os olhos. Alguns riram. E Hall voltou a se sentar.
- Só que eu tenho que comprar as coisas... - fez cara de pensativa.
- Pode deixar, eu te levo. - James se levantou tirando a chave do carro do bolso.
- Sabe onde tem? - Perguntou ela o encarando.
- Sim, perto do metrô tem uma rua só de especiarias de outros países, deve ter do Brasil. - Falou ele. Todos se entreolhavam.
- Ok, vou me arrumar. Estou pronta em 20 minutos. - sorriu, foi até o bercinho de e o arrumou um pouco, pois chegou a conclusão que ele não estava tão confortável. Olhou para Danny. - Cuida dele! - Falou e correu até a escada subindo correndo.
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- Que bom que hoje não tem tanto trânsito! - Comentou olhando curiosa janela a fora. Tudo bem, ela morava em Londres, mas o único lugar que ela via do país era a casa onde morava com Danny.
James e foram conversando animadamente pelo caminho. Conversaram sobre amigos, relacionamentos, fãs, show... Espera, falando em fãs...
- Puts, eu esqueci!!! - bateu na testa.
- O quê? - James se assustou com o surto repentino da garota.
- Minha amiga , ela mora aqui sabe. E ela pediu pra eu ligar quando chegar e eu... esqueci completamente. - revirava a bolsa desesperada atrás do celular.
- Espero que o não puxe a lerdeza de você e do Danny. Imagine? Tadinho do garoto! - James comentou rindo, riu também, colocando o aparelho na orelha e ouvindo chamar.
- Oi, vadia! - atendeu o telefone feliz.
- Oi, nossa que amor! - riu, falando em português. James expressou uma careta que fez a menina rir.
- NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ MESMO EM LONDRES AMIGA!!!! - berrava no telefone, James olhou assustado.
- ESTOU! - respondeu na mesma animação.
- E aí? Onde posso te encontrar? - Perguntou animada. passou o endereço da casa de Danny pra ela.
- Tenho novidades e surpresas pra você! - Disse .
- FALA A SURPRESA QUE EU QUERO SABER! - estava desesperada.
- James Bourne está do meu lado e você vai conhecer ele, beijos, e vá para o almoço. - desligou o telefone antes que surtasse mais ainda. James riu e balançou a cabeça negativamente, estacionando o carro.
Após comprarem tudo, foram para a casa, novamente conversando, felizes. Ao chegar, todos estavam pela sala, jogando Guitar Hero, que pelo jeito Harry tinha se saído muito bem, porque todos o olhava com cara de mal. Uns 40 minutos depois, a campanhia tocou, já sabia quem era, então largou o pano de prato que usava para enxugar a mão, em cima da mesa e correu até a porta.
- ! - Ela falou a abraçando. As amigas surtaram um pouco entre elas. Leia: Surtaram UM POUCO. Mas esse 'um pouco' se tornou "Muito" tipo, MUITO mesmo, quando viu os outros na sala. Deu seu surto fã louca mode on e logo estava na cozinha ajudando com a comida.
- Isso é um sonho!!! - sussurrou em português para .
- , porque você fala o português baixo? Eles não entendem! - respondeu, também em português. a encarou.
- Er... - Ela não sabia o que responder. deu um pedala nela, retribuiu.
- Senti sua falta! - falou entre risos.
- Eu também! - a abraçou. Ouviram o choro e e um pequeno aglomeramento entre os meninos, para ver quem o pegaria no bercinho. Mas a festa acabou assim que Danny tomou o pequeno do colo de Steve, que não gostou muito.
- Bom pessoal, isso não é bem brasileiro, só que... Eu fiz com muito amor e carinho então... Enjoy! - mal terminou a frase e os meninos ja comiam desesperados a lasanha ainda quente. e riram da cena. Comeram e conversaram até umas 2:00 da tarde. foi embora, porque já estava atrasada para voltar para o trabalho. cuidou da cozinha com Dave, que fez a gentileza de ajudar. Os dorks até que foram embora cedo, em compensação aos outros dias. foi para a sala, e viu Danny brincando com o pequeno , que só pensava em dormir. Pensou em um motivo pelo qual ela reclamava tanto de sua propria vida... Nada.
Capítulo 5
- Diz... Papai. - segurava no colo e tentava inultimente fazê-lo falar. Já , estava em um estado meio acordado e meio dormindo.
- , ele não tem nem um ano, está longe de falar. - riu da cara que fez. O pequeno dormiu no braço do pai, que o colocou no bercinho.
- Queria ser um bebê, iria dormir o dia todo. - falou bocejando.
- Primeiro, você já dorme o dia todo e nem é um bebê. E segundo, sinta-se feliz, porque o tamanho de vocês não é tão diferente. - falou, rindo.
- Nossa, que engraçado! Dormiu com o bozo foi? - tacou uma almofada em .
- Não, com o , mesmo. - Falou . Todos se entreolharam. Porque não tinha se defendido, mesmo?
Olharam para o chão e viram dormindo de boca aberta com a cabeça apoiada em uma almofada. Todos riram baixinho.
- Pega a câmera. - Sussurrou , caminhando até a estante e pegando uma caneta de autógrafos.
- Hihi. - riu animado, correndo até uma das gavetas da estante e pegando a câmera de . ria baixinho enquanto tentava levantar a camiseta de .
- O que vai fazer? - sussurrou, tentando não olhar para o peitoral nu do garoto.
- , você filma. - entregou a câmera pra ela, que começou a filmar, focando a câmera em e depois em , que agora tinha um bigode no rosto e algumas coisas escritas no peitoral. E uma setinha na barriga dele, que apontava para baixo e em cima da setinha estava escrito "Ganha pão" e outras frases bem gays como 'Pode ser seu, baby'. ria baixo a cada frase idiota que escrevia. Com a ajuda dos meninos, tiraram toda a roupa de , deixando o menino só com boxes. Riscaram cada parte do corpo dele, com letras de músicas gays e desenhos idiotas. Na bocheca de , desenhou um pinto de lado, que ia até a boca dele. Quando não aguentaram mais, todos cairam na gargalhada o mais alto possível e abriu os olhos. Sentiu um frio anormal, porque estava sem roupa? Quando olhou pra baixo e viu o que seu corpo tinha virado, ele levantou correndo e pulou em , dando soquinhos, ainda filmava e ria com a cena. Os meninos começaram uma pequena guerrinha e ria muuuuito com a câmera na mão.
- SHIT! Agora vou ter que tomar banho. - reclamou pegando suas roupas no chão e indo para o andar de cima, onde iria tomar banho.
- Tive uma idéia! - Falou .
- Conte-nos. - desligou a câmera e olhou para . começou contar a idéia, arregalou os olhos e e se entreolharam com cara de feliz.
- Ele ja quer matar a gente, se fizermos isso, ele nos mata de vez. - se jogou no sofá.
- Ok, posições. , vá para a caixa de luz. , pegue a água gelada. E e eu vamos para a porta do banheiro. , leve a água rápido. E , assim que apagar a luz, corra para o banheiro de cima para filmar. - bateu as mãos animados e todos seguiram as instruções dos amigos.
- FILHOS DA PUTA!!! - Ouviram o berro de assim que a casa inteira ficou um breu. Com a luz da lanterna, correu para cima e saía correndo do banheiro, sem roupa alguma, com as mãos nas partes íntimas. riu e começou a filmar. e tacaram a agua fria nele e todos começaram rir muito alto.
- AAAAH, EU ODEIO VOCÊS! - Ele gritou, segurando o riso e entrando no banheiro novamente. Os outros desceram rindo demais, e foi acender novamente a luz da casa inteira.
- Ah, isso foi muito hilário. - Falou se jogando no sofá.
- Tive uma ideia... - falou.
- Eita! - arregalou os olhos. - Não... Não é idiotice. Agente pode gravar um clipe cover e colocar trechos dos nossos videos caseiros idiotas. - sorria feliz.
- Taí. Gostei. Falamos com hoje e amanhã ligamos para o Fletch. - concordou e todos se entreolharam, riram de novo. Após descer, conversaram mais um pouco, até os meninos irem embora e sobrar, como sempre... Apenas , e o pequeno .
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- Ai, meu Deus, , segura o menino direito. - Falou desesperada, correndo até e . Os Dorks, os Flyers e riram muito.
- E aí, aonde vamos? - Perguntou Steve.
- Er, nenhum lugar. - Murmurou . - Como sempre.
- Ah, mano, hoje a noite vai estrear uma boate no sul de Londres, vamos? - Hall falou, sorrindo.
- Não posso, Hall, eu tenho um filho. - Disse .
- Oh, , pode ir, eu cuido de . - falou, sem graça.
- Ah, e deixar você aqui sozinha? - Perguntou o menino a encarando. - Vocês vão e eu e a ficamos.
- Não... Tenho uma idéia melhor... - falou.
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- Tem certeza que não vai encomodá-la? - Perguntou , humildimente.
- Claro que não! - Carrie respondeu sorrindo.
- Olha, é só essa noite, prometemos! - falou olhando para a garota. sorriu para ele.
- Não, deixem o Little aqui quando quiserem! Adoro crianças. - Carrie pegou o bebê do colo da mãe.
- Ok, então... Tem tudo na mochila, ok? Se ele chorar, pegue o macaquinho de pelúcia dele, ele adora! E caso ele não a deixe dormir, cante She falls Asleep pra ele, ele adora. - deu um beijinho na testa do filho, já no colo da garota.
- Ele gosta de McFLY? - e perguntaram juntos.
- Sim, ele adora quando eu canto Not Alone pra ele. - respondeu, rindo da reação dos dois.
- Esse é o meu garotão! - deu um beijinho na testa de , que se remexeu um pouco no colo de Carrie.
- Temos que ir agora! - falou. - Valeu maninha! - Se despediu de Carrie e saiu junto com os outros.
Após chegarem na casa de , ficaram conversando um pouco.
Os dorks foram para a casa se arrumar para a boate de a noite e os Flyers ficavam sempre na mesma.
- Deve ser a . - Anunciou quando a campanhia tocou.
- Claro, ela é a unica que toca campanhia! - Murmurou , indo abrir a porta.
sorriu. Ela ainda não tinha se acostumado a tocar uma campainha e abrir a porta para ela.
- Oi. - sorriu.
- Olá. - foi simpática e entrou correndo para perto de . - Que me conta?
- Vamos em uma boate hoje à noite e você vai com a gente. - anunciou para . A menina riu.
- E o ? - Perguntou ela.
- Está com Carrie. - Foi a vez de responder.
- E cadê o ? - Perguntou olhando em volta e vendo que o garoto não estava lá.
- Tá dormindo... Vê se pode? - rolou os olhos.
- Vou acordar ele, estou com saudades. - murmurou se levantando. apareceu na escada.
- O que falavam de mim? - Perguntou ele com cara de sono. sorriu.
- disse que estava com saudades. - apontou para o menino.
- Que lindo, também estava com saudades! - correu até e pulou em cima dele.
- Que gays! - Murmurou .
- E você não? - Defendeu .
- Claro, sou eu que tenho um vídeo no youtube casando com o com o de padre! - riu e as meninas gargalharam.
- Tá, chega... Vamos, , vem me ajudar a me arrumar. - sorriu, puxando com ela para o andar de cima.
- Eita, que louca. - observou as duas subirem as escadas.
- Mulheres. - Murmuraram os meninos.
- Cara, já é quase oito horas. James vai matar a gente! - murmurava correndo de um lado para o outro da sala.
- Calma, , você acabou de descer, deixa as outras mulheres se arrumarem. - foi até ele e o guiou para o sofá.
- O que você quis dizer com "as outras mulheres"? - Perguntou fuzilando com os olhos.
Do canto da sala, deu uma risadinha baixa.
- Cala boca você, bailarina de caixa de música. - mandou o dedo do meio para ele.
- Ele só está estressado porque a não chegou do Brasil ainda. - Sussurrou . Mesmo assim, todos ouviram.
- Ela vai chegar logo. - Ouviram a voz de da escada. Todos os meninos se inclinaram para olhar.
e desciam com o maior cuidado possível, mas não tiravam os olhos dos meninos.
- Vocês... - começou, mas deixou a frase no ar.
- Estão... - comepletou.
- Muito... - babava em .
- Gostosas. - finalizou. Os meninos arregalaram os olhos, as meninas riram alto. - Ops, escapou.
- Tudo bem, nós sabemos. - sorriu dando um tapinha de leve na cabeça de .
e já estavam saindo porta a fora, com na frente deles. foi atrás de com .
- Ai! - Sussurrou após um pedala de .
riu baixinho e entrou no carro com todos os outros.
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- Pensei que não viriam! - Gritou Steve - por causa da música alta - para todos que chegavam.
- Não íamos deixar vocês na mão, cara. - falou comprimentando todos.
Aos poucos todos foram se arrumando na mesa.
comprimentou todos com um beijo no rosto e caminhou saltitante até a cadeira vaga ao lado de Dave.
- E aí, loiro aguado. - o comprimentou sorrindo.
- Oi, linda, gostaria de me fazer compania nessa noite solitária? - Dave riu da cara que a menina fez.
- Faço compania todas as noites se quiser, gatinho. - Ela entrou no jogo fazendo uma cara de sedução, o que a fiz rir mais ainda.
- Isso aqui tá bombando! - Falou .
- Pode crer! - James concordou, tomando um gole de sua bebida.
e Dave riam de alguma coisa que Chris falava. e observavam tudo em silêncio. bebia e conversava com Steve e . E engatou um papo animado com Hall.
- Bom, minha gata me chama. - falou se levantando e indo até uma morena peituda que estava 'dando mole' desde a hora que ele havia chegado.
- Que doido! - murmurou. Se virou para ver o resto da boate e parou os olhos em uma senhora de no minimo uns 50 anos, que olhava para ele com cara de tarada. balançou a cabeça para ver se estava mesmo vendo aquilo, e quase pulou da cadeira de susto quando a velhinha deu uma piscada pra ele. Ele se voltou na posição anterior com os olhos arregalados.
- Ih, , se deu bem. - James falou batendo a mão nas costas dele.
- Cala a boca. - revirou os olhos.
- Eita, ela tá vindo pra cá. - falou segurando o riso.
- Oi, gatinho. - A senhora chegou colocando as mãos no ombro dele.
- Oi. - Ele falou seco.
- Quer dançar? - Ela perguntou se abaixando para ficar na autura dele. Deu uma pequena mordida no lóbulo da orelha dele, e ele fez uma cara de nojo. fez uma careta engraçada e lançou um olhar de "Help" para os amigos, que quase fingiam que iam espirrar de tanto segurar o riso. Steve que estava ao seu lado, passou o braço em volta do ombro de .
- Eu sou gay. - afeminou a voz ao ver Steve colocar uma das pernas em cima da dele.
- Hm, que pena. - A senhora tirou um cartão da bolsa. - Eu posso fazer você mudar de idéia, é só me ligar. - Ela entregou o cartão pra ele e saiu rebolando.
Todos na mesa começaram rir. Mas riram tanto, que o pessoal que passava perto achavam que já estavam bêbados. Quando ninguém mais conseguiu rir, tomou fôlego e falou:
- Caaaara, olha esse cartão "Estou nua na cama te esperando, me ligue" - Após ler o cartão, o ataque de riso voltou. E passaram metade da noite assim. Quando voltou, perguntando porque estavam rindo tanto. e Dave narraram a história pra ele, que também riu.
saiu correndo da mesa alegando que se risse mais uma vez, faria xixi no vestido (?).
Quando saiu do banheiro, trombou James.
- Jimmy. - falou sorrindo.
- . - Ele sorriu também. - Como tão as coisas?
- James, agente se viu há três minutos... - respondeu com uma cara de "não é obvio?"
- Não, ! - Ele levantou a mão em sinal de 'stop'. - Eu sei que você sentiu minha falta. - Ele falou rindo. rolou os olhos e voltou a mesa.
O resto da noite foi legal. Todos dançaram, beberam pelo menos a maior parte do tempo.
- E aí! - falou para assim que ele acabou de chegar do banheiro.
- E aí. - respondeu. A mesa estava vazia. A não ser pelos dois.
Hall e dançavam juntos. James e também. Steve, , , Chris e apostavam quem pegaria mais meninas. E se surpreenderam por não querer brincar.
- Porque não quis brincar com os meninos? - Perguntou e fez uma careta depois. riu, pois sabia que ele fez a careta porque a ultima frase que ele falou parecia que estavam no jardim de infancia.
- Por que não, dude! - falou parando de rir e cerrando os olhos.
olhou para a direção que era fuzilada pelos olhos de .
- Você devia falar com ela. - Propôs o menino.
- , eu moro com ela. - olhou com cara de mal para .
- Sei lá cara, você tem um filho com ela e vocês nem se falam direito! - bebeu um gole de sua cerveja.
- Ah, sei lá. - deu ombros.
- Eu sei que você gosta dela... - começou falar mas levantou a mão para ele parar.
- Me poupe! - Ele rolou os olhos.
- Tudo bem, deixe o tempo falar por vocês. - riu baixinho.
voltou a encarar aquela garota. Ela era perfeita. Pelo menos para o olhos dele. nunca poderia desejar alguem melhor para ser a mãe de seu filho. Mas o problema é que: Ele nunca será bom o bastante para ela. Espera, porque estava pensando isso mesmo? Ela era só a mãe de . Só isso e mais nada.
Por enquanto...

