Teach Me How To Drive... You Crazy

Autora: Juh Claro
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: Comédia, Drama, Romance - LongFic
Comentários:




Uno;



Acordei com minha mãe me chamando da porta, quase inaudível. Pisquei algumas (muitas) vezes e olhei para o relógio do meu celular.
- Putaquepariu. MÃE! JÁ SÃO 20 PRAS 7! - Gritei tentando me desenrolar do edredon, quase caindo da cama e corri para o banheiro.

Tomei o banho mais rápido da história dos banhos, coloquei a primeira roupa que vi na gaveta e vesti. Ouvi minha mãe dizer que estava um pouco frio então peguei uma blusa com cabide e tudo do armário. Escovei meus cabelos muito rapidamente, já que iria ao cabeleireiro mais tarde, não precisava perder tanto tempo ajeitando meu cabelo. Afinal, ficaria 50 minutos dentro de um carro sem ninguém me vendo. A não ser o instrutor. Bem, eu não me importaria com um instrutor qualquer vendo meu cabelo desarrumado ou minha cara de só-dormi-duas-horas. Certo?
Errado.
Peguei uma barrinha de alpiste - tá, uma barrinha nutritiva de cereal e corri pro carro de minha mãe. Ela estava acabada, assim como eu.
- De quem foi a idéia de ir a um show um dia antes da minha primeira aula?
- Quem foi que marcou a primeira aula em um sábado às sete da manhã?
- Hum... Tá, você venceu. - Liguei o rádio em alguma estação que estivesse tocando uma música pra me acordar. Sem sucesso, é claro.

Boy I hear you in my dreams
I feel you whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard


- Não tinha uma música mais lenta pra eles tocarem à essa hora?
- Estou me fazendo a mesma pergunta, mãe. - Rodei todas as estações que estavam gravadas no rádio e bufei, desistindo. Coloquei no CD. - Hm, acho que é o melhor que conseGámos.
- Não cansou de ouvir isso ontem até às três da manhã? - Balancei a cabeça negativamente e tentei acordar.

Na verdade eu estava um tanto quanto nervosa. Era minha primeira aula prática na auto escola e eu tinha dormido só 2 horas na noite anterior. Eu estava péssima! Em todos os sentidos. Tinha encontrado meu ex no show de ontem e o pouco que dormi, sonhei com ele. Tentei afastar meus pensamentos assim que minha mãe entrou na rua da auto escola.
- Será que é ele ali? - Minha mãe apontou para um cara que estava encostado na parede da auto escola.
- Bem, a mocinha disse que só teria um professor às 7 horas. Realmente espero que seja ele, né! Tchau mãe! - Dei um beijo em sua bochecha e respondi um "aham" quando ela me pediu para ligar assim que a aula terminasse.

Caminhei até o suposto professor e sorri amarelo pra ele.
- ?
- Isso... ?
- Eu mesmo. Bem, vamos lá dentro pra você colocar sua digital e aí saímos pra aula, tá bem?
- Ok.

Pera aí. Cadê aquela história em que os instrutores são homens velhos que não têm mais o que fazer da vida e viram instrutores ou aqueles homens que precisam desesperadamente de dinheiro pra terminar de construir a sua casa? Mamãe do céu, se isso aí era um homem que precisava terminar de construir a casa, eu queria que ele fosse contruir a minha!
, recomponha-se.
Entramos na recepção, ele colocou sua digital em um negocinho lá e depois pediu pra eu colocar o meu dedo indicador. Deu enter no teclado do computador e sorriu pra mim:
- Vamos? - Balancei a cabeça afirmamente ao invés de tentar procurar por alguma palavra na minha cabeça.

Então ótimo. Eu estava em meu pior estado, sem lavar o cabelo, com uma roupa qualquer - não que a roupa estivesse amassada, rasgada ou suja, mas eu poderia estar melhor -, com a cara péssima e sem maquiagem. E claro, tremendo de medo por ser minha primeira aula de direção. E pra ajudar um pouquinho, meu instrutor era maravilhoso. Lindo. Lindo mesmo. Será que ao invés de eu pagar a carta, eu podia fechar um trato com ele?
Ok, parei! Eu nem ao menos sabia quantos anos ele tinha, se namorava, se era casado, viúvo... Ou pior, se era gay. Hm, não queria acreditar nessa última possibilidade.
Entramos no carro e fomos conversando pelo caminho.
Perguntas do tipo "quantos anos você tem?", "já dirigiu alguma vez?", "vai tirar só carta de carro ou moto também?", etc etc etc... Nada que me interessasse saber naquele momento. Mas eu precisava me concentrar na aula.
Ele me passou algumas instruções básicas de reconhecimento do carro. "Esse é o câmbio", "esse é o pedal da embreagem", "seta pra cima é seta pra direita e pra baixo é pra esquerda"... Blablabla. E foi quando ele foi mexer no retrovisor esquerdo que eu tive que respirar duas vezes. Que perfume era aquele? Ok, o que ele tinha de errado? Não tinha aliança na mão direita. E nem na esquerda. Tinha um cheiro ótimo. Era simpático, lindo, tinha um corpo até que bem definido... Ah, sim, ele era um simples instrutor de auto escola. Eu ainda ia descobrir o porquê dele estar acabando com a sua vida dando aulas de direção de segunda à sábado.
Eu ia descobrir muito mais. E fica a dica.

- Pronta? - Ele me acordou dos meus pensamentos e eu o olhei assustada. - Vamos, liga aí o carro!
- T-tá... - Gaguejei ao ver minha mão tremendo ao girar a chave na ignição.
- Com calma, pisa até o final da embreagem, engata a primeira, dá seta pra esquerda pra poder sair e solta o freio de mão. - 1, 2, 3, 4... É muita coisa pra minha cabeça! Mas vamos lá... - Isso, agora vai soltando o pé devagarinho da embreagem e vai acelerando aos poucos.
- Hum, não é assim tão difícil.
- Por enquanto - Ele sacaneou e eu o olhei mostrando a língua. Oh shit, eu já estava mostrando a língua pra ele? Ele riu e me mandou olhar pra frente.

A primeira aula passou bem rápido - mais do que eu queria, devo dizer -, só demos algumas voltas por um bairro quase sem movimento e ele levou o carro de volta à auto escola. Colocamos as digitais no sistema lá e liguei pra minha mãe. Como ela não atendeu, resolvi voltar de ônibus mesmo. A auto escola já estava aberta e o próximo aluno dele já tinha chegado. Me despedi com um "até segunda-feira" e fui embora.
Chegando em casa vi minha mãe dormindo e fui acordá-la. Ela perguntou como tinha sido minha aula e eu pensei em contar em como meu instrutor era ótimo em tudo, menos em me fazer me concentrar na aula. Mas achei melhor não. Disse que foi legal e etc etc etc e ela foi logo tomar banho para podermos sair.

O final de semana passou relativamente rápido. Como eu estava de férias, nem fazia tanta diferença um final de semana ou não. Bem, tirando o fato que eu só teria aula de direção na segunda-feira. E duas aulas, pra me ajudar! Prometi a mim mesma que me arrumaria dessa vez, já que teria a manhã inteira e metade da tarde pra me dedicar a isso.
Almocei e fui fazer qualquer coisa na internet.
Twitter!
Meu salvador de tédios!
Será que o meu bonitinho tinha uma conta no Twitter?

Tweet note: lembrar de perguntar ao instrutor se ele tem Twitter.

Às vezes eu escrevia coisas inúteis no twitter.
Tá bom, quase sempre. Pelo menos eu não esqueceria de perguntar a ele.

Minha mãe me ligou dizendo que já estava chegando. Dei uma última olhada no espelho e sorri ao ver o resultado. 200% melhor que no sábado! Tranquei a casa e fui ao encontro de minha mãe.
Não demorou muito e logo chegamos à auto escola. Dei tchau e pedi para dessa vez ela me buscar. Não me agradava muito ficar andando de ônibus à noite.
Cumprimentei os alunos que estavam na recepção e o procurei por todas as partes.
- Ele já deve estar terminando a outra aula e já chega. - , minha xará, a mocinha da recepção, me informou.
- Ah, obrigada.

Me sentei no único lugar vago dos banquinhos e esperei o relógio dar 5 horas, a hora que minha aula começaria e muito provavelmente meu instrutor chegaria.
- Oi , tudo bem? - Senti uma mão gelada em meu ombro e sem me conter, dei um pulo. O choque de sua mão fria contra meu ombro quente me fez estremecer da cabeça aos pés. Dos pés à cabeça. Da cabeça aos pés. Dos pés... Chega. E então voltei a respirar e sorri torto. - Coloca sua digital lá que nós já vamos sair. - foi beber água e eu fiz o que ele pediu.

Novamente, balancei a cabeça afirmamente e fui esperá-lo no estacionamento da auto escola, onde todos os carros ficavam. Agradeci pelo meu ser um dos mais gracinhas.
Instrutor lindo, carro lindo, dia lindo... Do que mais eu precisava?
Vou te dizer o que!

Dos;


Entramos no carro e ele deu a partida pra sair do estacionamento. Durante o caminho até o bairro que treinávamos, fomos conversando.
- E aí, contou pra sua mãe da sua primeira aula?
- Sim... Disse que você falou que mesmo eu estando cansada do dia anterior, eu fui até que bem.
- E ela acreditou? - Pude ver que ele estava segurando um riso. Idiota. Hm, idiotinha lindo.
- Claro que não. - Ri e ele riu junto. Uau, paralisei ali. Analisei seus traços, seus dentes, seu nariz... Só não pude ver seus olhos, já que ele estava usando óculos escuros. Wayfarer. Típico de cara hot, dá licença?
- E como foi o dia hoje?
- Normal, to de férias ainda, né, então nem tem muita coisa pra fazer... A não ser ficar no Twitter. - Me lembrei que precisava perguntar se ele tinha. - Aliás...
- Ah, você tem Twitter? Me fala depois que eu te sigo lá. - Ok, pergunta respondida.
- Legal! - Legal nada, eu ia ter que me conter e não fazer comentários aleatórios sobre as minhas aulas.

Ele parou o carro e pediu pra eu ir sentar no banco do motorista. Me relembrou de algumas instruções básicas da aula do sábado e em um passe de mágica eu estava dirigindo novamente.
A aula não foi muito diferente da outra, só que deu pra eu andar um pouco mais, já que ele não precisou ficar explicando o que significava cada coisa no painel, onde abaixava o vidro e etc. Outra coisa: hoje eram duas aulas. 1 hora e 40 minutos dentro daquele carro. Não, não estou reclamando. Muito pelo contrário.
- E aí, , quer falar sobre o que?
- Sobre parecer que você tá me dando bronca quando fala comigo? - Queria olhar pra ele pra fazê-lo rir, mas não queria me distrair (mais) e fazer alguma besteira. Não que eu tivesse precisado olhar pra ele pra ele rir, já que ele já estava fazendo isso.
- Por quê?
- ? Por favor, né. Nem meus professores me chamam assim!
- Ok, quer que eu te chame do quê?
- . - Parei o carro antes de fazer um cruzamento e aproveitei pra olhar pra ele. Vi que ele estava me olhando de um jeito estranho, mas infelizmente não conseGá decifrar sua expressão, já que ele não tirava aquela porra de óculos-atrai-meninas.
- Então tá bom, será. Hm, e aí , do que você quer falar? - Ele fazia uma cara engraçada quando pronunciava "" e eu estava achando uma gracinha.
Sobre você, gato. Conta aí sua vida pra mim! - Não sei... Do que você fala com seus alunos?
- Ahn, depende... Se é um aluno menino, futebol, bebidas e mulheres... Se é com gays, tento não falar - Ele parou pra rir e eu não pude evitar sorrir de canto -, não, é mentira! Não sou preconceituoso.
- Sei. - Debochei.
- É sério. Na verdade eles são os mais engraçados, os que mais me animam. Claro, tirando algumas meninas, como você. - Engoli em seco e sorri involuntariamente.
- Pera aí. Como assim meninas como eu? Me explica, .
- ? Por favor, , me chame de , né! - Hm, será, gato.
- Tá bem ... Enfim, me explica.
- Ué, meninas como você, sorridentes, felizes, que têm vontade de conversar... Tem algumas que entram aqui, falam oi e pedem pra eu ficar quieto. Sabe como é, pra não se distrairem e se apaixonarem por mim.
- HAHAHAHAHAHAHA Tá bem , agora você se achou um pouquinho, né? - Ok, era verdade. Era impossível ouvi-lo falando e não querer olhar pra ele.
- To brincando zinha. É que tem algumas que acham que não vão se concentrar se estiverem conversando. Isso acontece também com o pessoal que demora mais de meses pra ligar o rádio do carro pela primeira vez.
- Ah, fala sério. Como você vai dirigir sem escutar música? E se a gente não treinar aqui, conversando com você, como vai ser quando a gente for dar carona pra alguém? Vai ficar quieta daqui até o lugar que quer ir?
- É exatamente o que eu sempre falo. Falando nisso, to pensando em colocar um rádio aqui nesse carro, o que você acha?
- Pode?
- Não... Mas e daí?
- ! Você é louco.
- Ah, as aulas seriam mais divertidas! - Ele tirou os óculos, uma vez que o sol já tinha ido embora e eu paralisei. Os olhos dele eram lindos, e intensos. Tentei voltar minha atenção pro que eu tava fazendo.
- Isso é verdade. Então coloca. Assim eu não preciso falar tanto com você, terei outra distração. E quem sabe não dou sorte de estar tocando alguma música de algum cantor gostoso que eu goste? - Acho que eu já estava falando coisas demais pra ele.
- Mais gostoso que eu?

Tá bem. Agora ele provocou. Dei um sorrisinho de canto e tentei pensar em algo pra falar. Tudo era pervertido demais pra falar pra alguém que eu conheci há 2 dias.
- Hein?
- Hein o quê?
- Mais gostoso que eu? - Porra, onde ele queria chegar com esse assunto? Eu não ia falar que era quase impossível alguém ser mais gostoso que ele. Ia encher demais a bola dele.
- Hm... Talvez.
- Ah, sua sem graça. Não vou colocar rádio nenhum.
- E a sem graça sou eu?
- Claro que é. Qual vai ser a graça de te dar aula sem poder conversar com você, que vai estar pensando em outros enquanto eu falo?
- Ué, vai ser normal. Eu vou tentar me distrair com algo não-concreto e tão perto de mim. - Fechei a boca e balancei a cabeça desaprovando minhas próprias palavras. Por que eu tinha falado aquilo? Muito bem , muito bem!

De repente um silêncio tomou conta do carro e ele ficou sério. Mas logo depois começou a rir e pediu pra eu encostar o carro, já que a aula já estava acabando e ele tinha que levar o carro de volta pra auto escola. Saí do carro e fui pro banco do passageiro. Ele estava segurando a porta aberta pra mim. Tentei não olhar pra ele quando fui entrar no carro, mas ele segurou meu braço. De novo aquele choque que recebi mais cedo voltou ao meu corpo. Era incrível a energia que nossos corpos compartilhavam.
- Qual o problema em se distrair comigo? - Ele ainda segurava meu braço e eu tentei, juro que tentei, mas não conseGá evitar olhar nos seus olhos.
- Hm, posso bater o carro?
- O seguro paga, gata. - Gata? Gata? Vou admitir que certas "cantadas" ficam uma gracinha quando faladas por pessoas tipo ele... Juro.
- Tá bem, ... Não é melhor a gente voltar?
- Então tá, . - Ele esperou eu entrar pra poder fechar a porta e deu a volta no carro pra poder sentar no lugar do motorista. Deu a partida no carro e foi mudo e calado até chegarmos na auto escola.

Ele cumprimentou quem estava lá esperando dar o horário pra começar a aula e quem estava esperando dar o horário pra poder colocar a digital e ir embora. O relógio marcou 6:40 e logo me chamou pra colocar a digital e fechar a aula. Deu um beijo demorado no meu rosto e sussurrou um "até amanhã" doce no meu ouvido. Gaguejei ao responder, já que minhas pernas haviam amolecido e vi o carro da minha mãe já me esperando lá na rua.
Não falei quase nada no caminho de volta pra casa. Contei que a aula tinha sido legal, que eu já estava deixando o carro morrer menos vezes e blablabla. Mas aquela "conversa" com no carro, o jeito que ele segurou meu braço, seus olhos grandes e profundos me encarando e, claro, seu sussurro no meu ouvido estavam tomando conta da minha mente. Eu realmente achava que as aulas de direção seriam um porre, mas por enquanto estou adorando a idéia de ter 20 aulas com o .
Ah, qual é. Vai dizer que você não gostaria de passar quase 2 horas dentro de um carro com um cara gato desses?
Não minta!

Cheguei em casa, tomei um banho rápido e, como sempre, fui pro computador. Minha página inicial era o Twitter, então não pude evitar de entrar e ver o que estava acontecendo no mundo.
Nada de interessante.
Jantei, fiquei conversando com algumas pessoas aleatórias no MSN, editei algumas fotos e entrei novamente no Twitter. Fui ver se tinha algum reply interessante.

@ oi , to te seGándo! até amanhã, gata. hahahaha

Abri a boca e sem querer (ou não) dei um sorriso. Ele disse que ia começar a me seGár e cumpriu com a palavra. Será que ele gostaria de prometer que ia começar a me pegar e cumprir a promessa? Seria um tanto quanto legal.
E pervertido, eu sei, eu sei.
Entrei no perfil dele pra dar uma olhada em alguns tweets e ri com a maioria deles. Em quase todos ele reclamava das aulas que tinha dado durante o dia. Bem, até chegar os tweets de Sábado.

hm, interessante. acho que agora as aulas ficarão boas. bom final de semana pra todo mundo!
é estranho demais querer que segunda chegue logo? preciso dar aulas!
@heishim depois te conto, cara. mas eu sei que eu só reclamava. finalmente esse trabalho tá servindo pra alguma coisa. flw!
to indo dormir! amanhã tem mais. pelo menos vai ser mais legal, o único problema é esperar dar 5 horas. fui.

5 horas, segunda-feira... Era a aula que ele dava pra mim. E sábado foi o dia da minha primeira aula. Ok, isso já estava estranho demais. Sério.

@ ah, to te seGándo também! haha até amanhã.

É, até amanhã...

Tres;


Acordei já na hora de almoçar. Gertrudes havia feito minha comida preferida e preparou um suco natural de maracujá. Sentei pra comer na mesa da cozinha e ficamos conversando. Contei pra ela das minhas aulas, de como estava sendo legal e... Bem, contei do pra ela. Sabe, eu a considerava como uma grande amiga, principalmente agora que eu estava de férias e não via minhas amigas todos os dias. E ah, ela não contava nada pra ninguém. Hm, pelo menos pra minha mãe ela não contava e isso era ótimo. Quantas vezes Gê (meu apelido carinhoso pra ela) não me viu chorando por ex's desgraçados - olha, se ex fosse bom, não existiria, não me criminem -, me ajudou a esconder alguma coisa "errada" que eu fiz, me deu conselhos, comprou chocolate escondido da minha mãe quando tentávamos entrar em dieta... Vou te dizer, não dá pra contar quantas vezes, não!
Ela ficou encantada quando eu disse que ele era lindo, que seus olhos ficavam mais lindos ainda quando ele olhava fundo nos meus, quão ele era cheiroso. Ah, tudo! Ela até brincou que iria tirar carta também, apesar de não ter condições pra ter um carro; mas adoraria perder um dinheirinho com um professor desses.
- Sai daí, Gê. Ele é meu, nem vem!
- Uau menina, já tá possessiva assim? Cuidado, hein. - Ela ria enquanto lavava meu prato. - Que horas é sua aula hoje?
- Quatro e dez. Mas vou começar a me arrumar lá pelas duas e meia. Vou ter que ir de ônibus, então preciso sair cedo.
- Aham, sei bem que é por isso que você vai sair mais cedo. To até vendo onde essa troca de olhares vai dar. - Dei um soquinho no braço dela e fui pra sala assistir qualquer coisa na televisão.

Não que a essa hora da tarde passasse algo decente, mas sempre tinha algum episódio de Friends ou Two and Half Men engraçado. Sorri ao lembrar do que Gertrudes disse. Seria ótimo se essa troca de olhares fosse mais pra frente. Seria mais que ótimo, na verdade.
Fazia um certo tempo que eu não saía com alguém interessante. Depois do meu ex, aquele ridículo que eu encontrei no show de sexta-feira com aquela vadia da Stacy, não tive grandes relacionamentos. Só aqueles rolinhos, sabe? Tava sentindo falta de sair com alguém que me fizesse rir, que me pagasse uma bebida, que me levasse pra casa dele e que eu só voltasse pra minha casa dois, três dias depois.
Eu gostava da minha casa, mas respirar outros ares faz bem.
Você devia tentar também!
Fiquei olhando o relógio até o cuco sair da sua casinha uma vez, indicando que já eram duas e meia. Fui tomar banho e demorei pra me arrumar decentemente.
Abri minha gaveta de blusinhas depois de ver pela janela que estava relativamente calor e escolhi uma bonitinha. Nada muito "oi, só vou beijar seu rosto depois do décimo encontro" e nada tão "vem, me come". Ah, era uma blusinha normal.
Whatever.
Sequei meu cabelo, passei meu melhor perfume, arrumei minha bolsa e olhei pro relógio. Três e meia. Merda!
Dei tchau pra Gertrudes, que me desejou "boa aula" com um sorriso safado na cara e saí correndo de casa. Mentalizei que o ônibus chegaria rápido e deu certo. Cheguei às quatro e cinco na auto escola, cumprimentei todos e já estava lá. Colocamos nossas digitais no sistema e fomos pro carro.
- Não deu a aula anterior?
- Não, meu aluno não pôde vir. Até achei que você ia chegar mais cedo, a gente teria mais dez minutinhos extras. - Ele me olhou de cima a baixo e mordeu o lábio inferior, balançando a cabeça pros lados. - Sabe, pra poder fazer mais que uma baliza.
- Baliza? , é minha quarta aula, eu não to preparada. - Só de pensar em ter que dar ré naquele carro, sentia um arrepio percorrer meu corpo.
- , tem gente que faz baliza na primeira aula. Tá mais do que na hora de você ir lá treinar.

Como eu não podia contrariá-lo, abaixei a cabeça e deixei que ele levasse o carro até a rua que trocávamos de lugar pra que eu pudesse dirigir.
Demos algumas voltas no bairro e chegamos até a tão temida "fila da baliza". Tinha mais uns três carros lá. Um fazendo a baliza e dois na fila, esperando a vez. Parei atrás desse último e desliguei o carro, como pediu. Enquanto esperávamos, ele ia me dando dicas de como fazer a baliza. Marcou alguns pontos no retrovisor, no vidro traseiro, o jeito de segurar o pé na embreagem, nunca esquecer a seta... Tudo. Quando chegou minha vez, ele disse pra eu ficar calma e colocou sua mão em meu ombro. Adivinha? Aham, aquele choque novamente. Respirei fundo e engatei a ré. Fiz tudo o que ele tinha mandado fazer e parei o carro dentro dos 3 pauzinhos que demarcavam a "vaga" da baliza. Ele abriu a porta do seu lado e me mostrou o chão, dizendo que estava "perfeito". Não tinha ficado longe e nem perto demais da Gáa. Tirei o carro dali e voltei pra fila. Disse ele que ainda dava tempo de fazer mais uma. Agora a fila tinha aumentado e eu era a sétima, mas eu tinha duas aulas. Desliguei o carro e ele pegou um jornal. Começou a ler as notícias em voz alta.
Não que eu estivesse prestando atenção, já que eu só olhava para seu rosto, sem ouvir sua voz. Tinha ido de óculos de sol hoje, sabe como é, pra ele não perceber que eu o olhava tanto. Andei com o carro um pouco e o desliguei novamente.
- Ah, obrigada por ter me adicionado lá no Twitter, eu vi seu reply.
- Eu disse que ia fazer isso, não disse? Eu sempre cumpro com a minha palavra. - Ele dobrou o jornal e colocou de volta no porta-luvas. Se virou pra mim. - Assim como eu vou cumprir a minha palavra em fazer de você uma bela motorista. - Sorriu e continuou me olhando. Vi que agora ele olhava para minhas pernas. Ótima idéia vir de shorts, . Não estou sendo irônica! O que é bom, é pra se mostrar. Não é mesmo?
- Espero que sim, . Afinal, estou te pagando pra isso! - Ri e ele riu junto.
- Não é pelo dinheiro, é porque eu quero te ensinar direitinho mesmo. Afinal, será uma delícia te dar 20 aulas.
- 16 agora.
- Tanto faz. Me diz uma coisa, você vai ter duas aulas todos os dias?
- Hm, aham, pra acabar mais rápido. - Ele fechou a cara e finalmente olhou pra mim. Quer dizer, pro meu rosto, porque ele já estava olhando pra mim, né. E foi aí que eu entendi o que ele quis dizer. Se eu tivesse só uma aula por dia, passaríamos mais dias juntos. Eu realmente queria acabar com essas aulas logo, assim que eu as marquei, mas depois de conhecer meu instrutor, hm... Eu queria fazer o triplo das aulas. - Ah... Dá pra mudar, não dá?
- É só conversar lá na recepção. E tenta marcar a última aula do dia. Sabe como é, você pode falar que não pode vir à tarde, só à noite. Aí elas mudam pra você.
- Vou falar assim que a gente voltar pra lá, pode ser? - Ele fez que sim com a cabeça. - Mas não vai ficar muito tarde? Não sei se minha mãe vai gostar que eu venha pra cá no escuro e volte tão tarde pra casa sozinha.
- Eu te levo, se for preciso.

Ah, agora sim. Tudo bem, eu faria as últimas aulas. Uma aula só por dia. Seria legal ele me dar carona pra casa, talvez pudêssemos sair um pouco dessa relação "aluna-professor" das aulas.
Fui mais pra frente com o carro e fiz a segunda baliza do dia (e da minha vida) e recebi elogios dele, novamente. Tirei o carro dali e encostei pra podermos trocar de lugar. levou o carro de volta pra auto escola e piscou pra mim quando entramos na recepção. Falei com uma das meninas sobre trocar as aulas e ela fez cara feia pra .
Foi aí que eu parei pra pensar: será que ele fazia isso com todas suas alunas? Tentava se aproveitar delas, pedindo pra que elas prolongassem as aulas pra poder passar mais tempo com elas e etc? A expressão da recepcionista foi quase essa, olhando pra mim, pra e depois balançando a cabeça negativamente.
Bem, entrei no barco, agora vou navegar. Foda-se.
Me despedi de e fui pra casa.
O caminho inteiro fiquei pensando nessa possibilidade. Eu estava meio afim dele, não tinha como negar, e realmente achava que ele também queria alguma coisa comigo, mas pensar que ele poderia fazer isso com todas as meninas não me deixava muito feliz. Eu estava em uma fase "pegue-e-não-se-apegue", mas pegar um instrutor e ser apenas "peguei mais uma aluna" pra ele, não estava nos meus planos.

cheguei da auto escola. meio confusa com algumas coisas... vou ver se me distraio por aí, depois eu volto.

Entrei nas minhas "DMs", coisa que não fazia com muita frequência, só quando me avisam que tinham mandado algo. Não sei se foi por querer que tivesse alguma coisa de lá pra mim, mas bem, me decepcionei ao ver que não tinha nada.
Fui assistir TV com a minha mãe e depois de jantarmos, voltei pro computador. Ainda estava na minha página de DMs e eu resolvi dar um F5.

oi gata. queria te pedir desculpa pelo comportamento da outra lá da recepção. acontece que ela é minha ex e fica com ciúmes quando..
vê que eu to me dando bem com algum aluno. principalmente se esse aluno for menina. e uma menina linda como você, né
desculpa mesmo, até amanhã. boa noite!

Certo, aquilo realmente me surpreendeu. Não o fato da ser a ex dele e sim o fato dele ter me mandado DMs se desculpando. Ele podia esperar até amanhã pra me contar isso, não precisava falar no Twitter. Não que eu esteja reclamando, aquilo me alivou um pouco. Mas só um pouco.

Vi que já era quase uma hora da manhã e resolvi ir dormir. Dei tchau pra todos no MSN e me lembrei de que tinha que perguntar pro se ele tinha um MSN pra poder adicioná-lo. Twitter é legal, mas não é tão instantâneo, não é mesmo?
Fui mandar uma DM pra ele perguntando isso, mas assim que atualizei a página, ele tinha mandado outra:

aliás, , me passa seu msn? é chato ficar conversando só por twitter. agora to indo mesmo, aula amanhã cedo. boa noite

E então quer dizer que ele lê meus pensamentos?
Vou tentar pensar no que eu quero que ele faça quando estivermos na aula. Quem sabe não funciona? Apesar de eu achar que ele quer a mesma coisa que eu, mas... Nunca se sabe!

Acordei com um sorriso idiota no rosto, havia sonhado com e nossas aulas. Bem, de aula mesmo não teve nada. Mas não vou contar, sonhos não se realizam se outras pessoas ficarem sabendo deles!
Pode me chamar de criança, nem ligo.
Minha mãe me pediu pra fazer compras junto com a Gertrudes e lá fomos nós. Fui conversando com ela sobre o dia anterior (já que ela insistiu em saber de todos os detalhes - curiosa pouco!) e ela disse que achava que ele não fazia isso com todas não. Segundo ela, ele não teria falado daquele jeito no Twitter, sobre o emprego finalmente estar servindo pra alguma coisa, se ele fizesse isso com todas as alunas.
Ah, sim, Gertrudes sabia o que era Twitter. Ela até tinha feito uma conta uma vez, mas minha mãe brigou com a gente quando descobriu que ela ficava meia horinha no computador de casa. Coitada, ela tinha direito de descansar das tarefas um pouquinho.
Quis acreditar no que ela disse e tentei espantar meus pensamentos ruins sobre . Voltamos pra casa e resolvemos fazer um bolo. Nos sujamos inteiras, pra variar um pouco e deixamos o bolo assando no forno.
Fui pra sala assistir qualquer coisa na TV e acabei dormindo. Acordei com Gê segurando um pratinho com um pedaço enorme de bolo na minha frente e me sentei pra comer.
- Hm, nada como um bolo de chocolate!
- Depois que terminar de comer, vai tomar banho. Já são cinco horas.

Falei um "aham" com a boca cheia e fui me arrastando pro banheiro. Precisava acabar com aquela cara amassada de sono. Tomei um banho demorado, deixando a água escorrer pelo meu corpo e massageando bem meus cabelos depois de passar shampoo e condicionador. Me sequei e fui escolher minha roupa. Ainda fazia calor, então coloquei novamente um shorts jeans um pouco curto e uma blusinha regata. Passei uma maquiagem bem leve (só pra esconder uma outra espinha, se é que você me entende) e fui pegar minhas coisas. Seis horas. Daria tempo certinho pra chegar no horário.
Gertrudes foi até o ponto de ônibus comigo, já que já era hora dela ir embora e meu ônibus chegou primeiro. Nos despedimos, ela disse algo como "depois me conta tudo!" e eu entrei no ônibus rindo.
Cheguei na auto escola seis e meia, ainda tinha dez minutos extras. Aproveitei pra ir ao banheiro pentear novamente meu cabelo e dar uma última olhada no espelho.
Desculpe a modéstia, mas eu estava linda.
Saí de lá e pedi desculpa ao trombar com alguém. . Mas que ironia.
- Tome mais cuidado por onde anda, .
- Desculpe, não te vi mesmo.
- Sem problemas... - E aí ele abaixou a voz, chegando perto do meu ouvido. - Pode esbarrar em mim quantas vezes quiser. - Ri nervosa e o encarei. Ele ainda estava com sua mão em meu ombro, passando aquela energia incrível pro meu corpo quando uma das mocinhas da recepção avisou que as aulas já poderiam ser fechadas no sistema.

Antes de sair de perto de mim, piscou e sorriu, analisando meu corpo. É agora que eu fico pensando duas vezes se deveria ou não ter colocado essa roupa? Ah tá.
Abrimos nossa aula e fomos pro estacionamento. ligou o carro e fomos novamente para mais um dia de aula.
- Vamos fazer uma baliza e depois fazemos um percurso. Se a gente chegar lá agora, pode ser que não tenha muita fila. Afinal, você escolheu ter uma aula por dia, não dá tempo de fazer nada.
- Ei, pera aí! Quem disse pra eu mudar minhas aulas foi você, , nem vem!
- Eu sei bobinha, to brincando. - E rindo da minha cara ele levou o carro até a fila da baliza. Com sorte, só tinha dois carros lá.

Trocamos de lugar e ele pegou seu celular, colocando uma música que eu devia ter ouvido uma vez ou outra, mas não tinha realmente prestado atenção na letra... Até que era bonitinha.

She said let's change our luck
This night is all we've got
Drive fast until we crAshley this dead end life
Sweet dreams that won't come true

I'd leave it all for you
Brick walls are closing in
Let's make a run tonight

Blinded by the lights
Hold you through forever
Never let you go

'Cause if you jump i will jump too
We will fall together
From the building's ledge
Never looking back at what we've done
We'll say it was love
'Cause I would die for you
On skyway avenue


- Gosta? - Ele me perguntou quando o refrão terminou.
- É legal, de quem é?
- We The Kings.
- Hm, gostei bastante. Vou tentar lembrar de baixar depois. - Ele apontou pra frente, dizendo que era minha vez de fazer a baliza.
- Eu achei que combinava com você. - Ele sorriu pra mim e saiu do carro. Fiquei assustada. - Vai, você vai fazer sozinha hoje.

Engoli em seco e engatei a ré. Para minha surpresa fiz a baliza direitinho. Apesar de eu estar meio nervosa e minha mente só ecoar a música que ele tinha me mostrado, dizendo que combinava comigo. Ele bateu palmas e entrou no carro, sorrindo.
- Sabia que a música ia te incentivar.

Cuatro;


Saímos da rua da baliza e demos mais algumas voltas pelo bairro. Olhamos no relógio e já eram 7 e 35. Hora de voltar pra auto escola.
pediu pra eu encostar em uma rua qualquer pra podermos trocar de lugar. Ele saiu do carro e ficou segurando a porta, mas eu troquei de banco por dentro do carro mesmo. Ele fechou a porta e veio se sentar ao meu lado.
- Que sem graça você! - Ele foi ligando o carro e pegando o caminho de volta pra auto escola.
- Ué, eu só facilitei a minha vida. - Ri enquanto ele imitava o que eu tinha acabado de dizer - E você não disse que ia me levar pra casa?
- Eu vou, mas a gente tem que colocar a digital lá e tal, lembra?

Voltamos em um silêncio constrangedor e agradeci quando vi o portão da auto escola. estacionou o carro e entramos pra colocar as digitais. Encontramos com três professores já indo embora e ficou encarregado de fechar a escola. Depois de ajudá-lo a fechar todas as janelas e portas, fomos para o seu carro e eu dei as coordenadas de como chegar na minha casa.
Ele ligou o rádio e eu não pude segurar minha risada por conta do CD que estava tocando.
- Que foi, ? - Ele me olhou rindo de mim.
- Não acredito que você ouve esse tipo de música.
- Olha, às vezes pode ser bem legal, tá? - Ele fechou a cara e continuou dirigindo, parando de me olhar.
- Ai , eu to brincando! Você ouve o que você quiser. Mas depois de você ter me mostrado aquela música tão bonitinha, eu entro aqui e você fica ouvindo... pagode?
- Shiu...

Ele colocou o dedo indicador na frente da minha boca e aumentou o volume do rádio.

Ficou mais difícil de dizer que não me quer
Quando eu te peguei olhando pra mim
Com cara de desejo, cara de quem quer beijo
Minha mente viajando só pensando em nós
Imagine quando estivermos a sós
Entre quatro paredes, sacia a minha sede

Não provoca não
Não me chame a atenção
Eu não tenho a intenção de te magoar

Não, não brinque assim
Ao chegar perto de mim
Sabe qual vai ser o fim se eu começo a te beijar


Chegamos na rua de casa e eu já fui pegando minha bolsa e meu celular pra me preparar para sair. parou um pouco antes do portão e manobrou o carro. Ele estava estacionando, mas não precisava fazer isso. Era só encostar o carro, eu podia sair e ele ir embora. Olhei pra ele confusa e quando fui me virar pra abrir a porta, murmurando um "obrigada", ele segurou meu outro braço.
Ui, aquele choque novamente. Mas dessa vez eu estava gelada e realmente nervosa, só não sabia porquê.
- Acha que você pode sair do meu carro assim? Dizendo um "obrigada" quase inaudível?
- Ern... Acho? - Perguntei confusa olhando pra ele, sua mão, meu braço e depois voltando a olhar em seus olhos. Tão e tão provocantes.
- Se enganou, . Você não sai antes de agradecer decentemente. - Ele ainda segurava meu braço, mas agora estava com o corpo virado totalmente pra mim. Soltei a mão da porta e olhei pra ele, entendendo o que ele queria, mas fingindo que não.
- Hm, obrigada . - Beijei sua bochecha e ele só balançou a cabeça negativamente. Sorri percebendo que ele queria a mesma coisa que eu. Queria sair de vez dessa relação "aluna-professor" que ele mesmo mencionou no dia anterior.
- Você chama isso de decente? - Ele passou a mão pelos meus cabelos e sussurrou em meu ouvido esquerdo, cantando junto com a música - com cara de desejo, cara de quem quer beijo... - Ri nervosa e senti um arrepio maior quando ele passou a mão pelo meu pescoço, delicadamente.
Mordi meu lábio inferior e olhei fundo nos olhos dele. Ficamos trocando aquele olhar de "olhos, boca - boca, olhos e boca de novo" e suspirei baixinho. O que eu tinha a perder? era realmente bonito, legal e estava ali, implorando por um beijo meu. Então eu fechei os olhos e cedi.
Nosso beijo foi calmo, brincava com a sua língua dentro da minha boca e eu estava achando totalmente divertido. Ele me puxava pra mais perto dele com a mão na minha nuca e eu tentava ir, mas estávamos em bancos diferentes, com um câmbio e um freio de mão entre nós e isso dificultava um pouco. Ele partiu o beijo, mas falou quase que dentro da minha boca:
- Larga sua bolsa, pelo amor.
Ri baixinho e coloquei minha bolsa no chão junto com o meu celular. Ele estava sentado do mesmo jeito que antes, com o corpo todo virado pra mim e com os olhos eu entendi que era pra eu fazer a mesma coisa, assim ficaríamos de frente um para o outro. Ele puxou de volta e dessa vez o beijo foi um pouco mais intenso e nervoso. Nossas línguas brincavam de 'pega-pega' e nossas mãos descobriam cada traço do rosto/pescoço/nuca do outro. Enquanto experimentávamos o gosto do outro, conseGá ouvir pelo menos cinco músicas diferentes tocarem no rádio. Fiz uma conta rápida na minha cabeça e presumi que isso daria mais ou menos quinze minutos. Quinze minutos sem nos separmos, sem parar para respirar, falar alguma coisa ou se preocupar com a posição nada confortável em que estávamos.
E então meu celular tocou.
balançou a cabeça negativamente ainda com a sua boca grudada à minha. Eu também não queria parar, mas provavelmente era minha mãe, perguntando onde eu estava. Dei um selinho rápido nele e pedi um segundo, sem sair palavra alguma da minha boca, já que eu não tinha fôlego nem para falar. Olhei no visor "casa". Peguei um pouco de ar para colocar em meus pulmões e atendi.
- Acabei de chegar na nossa rua mãe. É que tivemos que fechar a auto escola e isso levou um tempinho. - ainda me olhava e passava sua mão pelo meu braço. E eu me arrepiava cada vez mais - Tá, tchau mãe. - Desliguei o celular e virei os olhos.
- Você podia ter falado que ainda tava na auto escola, teríamos mais tempo, né - me deu um selinho e sorriu.
- Hm, acho que ela iria até lá pra me buscar. - riu e me deu outro selinho - Sério, melhor eu ir, antes que a gente se empolgue e ela ligue de novo.
- Sé é assim que você quer...
- Ai, tontinho... Não é isso. Só não quero que minha mãe fique me enchendo o saco, senão ela vai dizer que vai poder me buscar todos os dias. Você quer isso? - Provoquei passando a mão em sua perna - Quer que seja só isso?
- Não! - Ele falou um pouco alto e eu olhei espantanda para ele - Quer dizer, não. - Ele diminuiu o tom de voz, rindo - Então vai lá. Até amanhã, zinha. - Nos beijamos uma última vez e eu peguei minhas coisas pra sair do carro, um pouco desnorteada.

wow.

Era a única coisa que eu conseGáa escrever naquele momento. Ainda mais no Twitter, sabendo que ele iria ler.
O que foi tudo aquilo? Nunca me senti assim com ninguém. Desnorteada, sufocada mas no bom sentido, estremecendo por dentro, adorando cada segundo que me teve em sua boca. E aí eu parei pra pensar em como seriam as aulas daqui pra frente. Como a gente iria aguentar ficar dentro do mesmo carro tendo aula? Dei um F5 na página e lá estava ele.

RT @: wow.

Ri e vi uma janelinha subir no MSN.
Hm. Quem seria?
Haha.

Cinco;


Mas não era ele.

diz:
Psiu, gatinha!
diz:
Hm, oi
Tudo bem?
diz:
Tudo e aí?
diz:
Aham.
Algo novo pra contar?
diz:
Acho que nada

E então, silêncio.
Porra, por que as pessoas vem te chamar no msn pra não falar nada? Ainda mais ... Não que eu não morresse de amores por ele, mas ele me trocou por uma qualquerzinha de esquina e tinha sumido por quase três meses. Eu realmente queria que tivesse me chamado no msn pra rirmos do que aconteceu há algumas horas e não que achasse que podia voltar a falar comigo assim, do nada, depois do que havia feito.
Homens, nunca serão diferentes.
E eu continuo os achando fantásticos.
Incrível!

diz:
?
Olha, eu entendo se você não quiser mais olhar na minha cara. Eu sei que o que eu fiz foi errado, mas eu tenho uma explicação! Se você me ouvisse, ou lesse o que eu tenho pra te falar, ia significar muito pra mim.
? Por favor, fala alguma coisa, mulher!
diz:
Fala , to lendo.
diz:
Tá... SeGánte, eu tava muito apaixonado por você e eu percebi que você não tava sentindo a mesma coisa, então resolvi me afastar. Não queria me magoar, mais do que eu já tinha me magoado. Sai em turnê com os meninos durante um mês e conheci uma menina que ficava sempre me dando mole depois dos shows. Mas percebi que não era ela que eu queria. Eu não estava feliz ao lado dela nem nada do tipo. Toda hora eu pensava em você. E você sabe como é horrível você sair com alguém com a cabeça estando em outra.
diz:
E o que você quer? Que eu diga que te amo, te perdoo e que podemos ficar juntos?
diz:
Não , eu sei que você não me ama mais. Eu sei que a gente não pode ficar junto. Eu só queria voltar com a nossa amizade... Poxa, eu sinto a sua falta!
diz:
Pensasse nisso quando me largou sozinha, na sua cama.
Olha , eu já passei dessa fase de perdoar todo mundo.
Mas tá assim porque ela te largou, não é?
diz:
Na verdade fui eu que terminei.
E eu sei que não vai ser fácil você me perdoar, mas vamos tentar, por favor? Não precisamos passar da amizade, se você não quiser.
Por favor, ...

Parei pra pensar um pouco.
Tudo bem, ele tinha me abandonado depois de uma das melhores noites da minha vida. Ele me trocou por aquela magrela, sem peito, sem bunda, sem corte de cabelo decente e com um nariz horrível. Mas ele estava vindo atrás de mim, se desculpando. E eu sentia falta dele.
Nossa amizade era legal e nosso namoro tinha sido bom também. Acontece que eu e nos conhecemos na escola de inglês...

FlAshleyback

Entrei naquela sala tão conhecida, mas agora com uma turma diferente e um professor gracinha. Passei o olho pelas pessoas novas e parei o olhar em alguém em especial.
Hm, era bonito sim. Parecia ser bem legal também.
A única cosia que o estragava, era aquela coisinha redonda brilhando no seu dedo anelar direito.
Bem, pelo menos era no direito, menos mal.
Haha.
O professor pediu para que nós nos apresentássemos, em inglês, obviously. Estávamos no último ano dos "teens", era meio que obrigatório sabermos falar inglês.
- Ahn... My name's but you can call me and I'm new in town. I have a band, but it's not a big project, yet. And... I don't know, I think that's all.
(Meu nome é , mas vocês podem me chamar de e eu sou novo na cidade. Eu tenho uma banda, mas não é um grande projeto, ainda. E... Eu não sei, eu acho que isso é tudo.)

Então ele tinha uma banda. Isso era interessante. E talvez explicasse o anel no dedo.
Fala sério, não é tão fácil assim encontrar caras de banda solteiros.
O resto da sala se apresentou e por fim o teacher ficou falando sobre suas experiências fora do país e etc, etc, etc.
Bateu o sinal para nosso break de 15 minutinhos e eu subi para comer alguma coisinha na cantina.
veio atrás.
- Ern, o que você me indica pra eu comer?
- Isso depende da fome que você tá e do que você gosta. - Ele pareceu se divertir.
- Qualquer coisa que não tenha muito queijo.
- Hmm... Acho que aquela esfiha de carne é ótima pra você. - Ele pediu para a mocinha da cantina a tal esfiha.
- Se importa se eu me sentar com você? - Fiz que 'não' com a cabeça, uma vez que minha boca estava cheia.
Fomos para o lado de fora procurar um lugar e tivemos que sentar em um dos sofázinhos mesmo. Conversamos um pouco da vida dele e da minha. Ele me contou porque tinha vindo pra cá, sobre o projeto da banda, sobre o colégio que ia estudar no ano que vem e... Sobre a namorada.
Argh, me embrulha o estômago só de lembrar. "Blablabla, ela é perfeita. Blablabla, ela faz tudo pra mim. Blablabla, ela é toda linda...". Ponto negativo pra você, senhor ! Não se fala de ex namoradas no primeiro encontro!
Não que ela fosse ex e nem que isso fosse um encontro.
Mas eu bem que queria...

Para a minha felicidade, o sinal tocou e tivemos que voltar pra aula. Não que eu não estivesse gostando da companhia de , mas ouvir sobre seus momentos com a sua namoradinha caipira, não era tão legal assim.
A aula voou e logo eu já estava me despedindo de todos. Estava indo para a recepção esperar minha mãe chegar quando segurou meu braço.
- É muito legal saber que tem alguém que eu possa conversar aqui. Pelo menos as minhas noites no inglês não serão tão chatas. Até depos de amanhã, .
- Até, . - Dei um beijo na bochecha dele e juro que senti ele apertar até demais minha cintura com um abraço. Ele me soltou depois de o que pareceu uma eternidade e foi embora.
Demorei um pouco pra me recuperar.
- Bonitinho ele, hein ? - A mocinha da recepção falou entre alguns telefonemas. - Você não perde tempo!
- Ah, nem vem, Hayley. - Ri da cara que ela fez e depois me despedi com um aceno. Mamãe havia chegado.

Alguns meses se passaram e já estávamos na metade do curso. Nada tinha mudado, só a minha amizade e a de que tinha crescido bastante.
Sempre que tinha atividade em dupla, ficávamos eu e ele; trabalhos e todas essas coisas. Íamos um à casa do outro. Conversávamos até altas horas no MSN... Cheguei até a conhecer a namorada dele. Um amorzinho de pessoa, mas era muito ciumenta e irritante às vezes.
Até um tal dia...

não chegava de jeito nenhum. Ele nunca se atrasava pra aula e sempre me avisava quando tinha que faltar. Olhei meu celular procurando pela hora, mas na verdade estava esperando uma mensagem dele. Já eram sete e meia... Meia hora de aula e nada dele. Tentei me concentrar nos exercícios que o professor estava passando e pulei da cadeira quando o sinal para o intervalo tocou.
Subi pro terraço do lado da cantina pra ligar pra ele, mas não precisei, já que ele estava lá no sofá. Vi que ele não estava muito bem, já que estava de cabeça baixa.
- ? O que aconteceu? Por que você não entrou na aula?
- Acabou... - Esperei ele falar mais alguma coisa, mas isso não aconteceu. Continuei olhando pra ele. - Terminou. Ela. Terminou. Comigo. - Ele falava pausadamente e, pelo o que minha mente pôde processar, a namoradinha tinha terminado com ele. Hm, o que fazer agora? Eu nunca sei se é bom falar "relaxa, você vai encontrar alguém melhor". Ou "ela não te merecia". Ou "não fica assim, ela vai voltar". Então, esperei ele falar mais alguma coisa. - Eu to arrasado, . Eu não imaginei que isso ia acontecer. Não agora, pelo menos... Por isso eu não entrei na aula, não to com pique pra nada. Nada. - Eu continuei parada no meu lugar, pensando em algo pra dizer e confortá-lo, mas a única coisa que eu queria, era me sentar ao lado dele e dizer que ele podia contar comigo pra qualquer coisa. Até pra descontar a raiva que ele devia estar dela, fazendo algo comigo. Mas que não me machucasse, obviamente. - Porra, o que mais eu preciso dizer pra você me dar um abraço?
Acordei dos meus pensamentos e em um salto me sentei ao lado dele, abraçando-o, como ele havia pedido.
- ... Não fica assim, amor. Por favor. - Sussurrei no ouvido dele enquanto o abraçava e sentia seu coração bater descompassado. E aí vi que ele estava chorando. O afastei um pouco de mim e encarei seus olhos encharcados. - Ah não, . Ela não merece uma gota das suas lágrimas. Pode parando com isso.
- M-mas... ... Você não entende! Eu amo aquela filha da puta!
- E? Ela te largou, não é? Foda-se ela, quem tá perdendo não é você e sim ela. Você tem mais é que aproveitar sua vida de solteiro agora e deixar que ela aproveite a dela.
- Mas eu não vivo sem ela...
- Puta que pariu, . Você nasceu com ela? - Ele fez que não com a cabeça. - Cresceu todos esses anos com ela? - Não novamente. - E não vai precisar dela pra morrer. Então pára de drama, vai até o banheiro, seca esse rosto, toma uma água e vamos embora. Depois falo pro teacher que não deu pra gente ficar pra segunda aula. Vai, te espero lá fora.
- O-obrigado, . Te amo, pequena. - Ele me abraçou mais uma vez e beijou minha testa. Fez o que eu mandei e depois de dez minutos já estava lá fora, como combinado.
Tinha pedido pra minha mãe nos buscar pra podermos ir pra casa, pedir uma pizza e ficar de boas, só pra desviar a atenção do . Como minha mãe querida adorava o , concordou sem reclamar e já estava lá quando chegou pra me encontrar.
Pedimos a nossa pizza favorita e ficamos assistindo qualquer coisa na televisão enquanto ela não chegava. Mamãe foi buscar na portaria do prédio enquanto eu e ficamos para arrumar a mesa. Comemos, conversamos e conseGámos tirar algumas risadas de .
Minha mãe teve que sair pra ir comprar seiláoque e já tinha pedido à sua mãe para ir buscá-lo lá pelas 11 horas. Ainda eram 9.

- E aí, o que você quer fazer? - Perguntei depois de lavar o último prato, tirando as luvas e jogando-as no lixo.
- Hm, a casa é sua, você quem sabe.
- Você é a visita, você escolhe. - estava sentado ao lado da pia, me ajudando a secar a louça e me fazendo rir enquanto lavavamos tudo. Olhei pra ele e aquela cara de mais cedo já havia sumido. Pelo menos a missão estava cumprida.
- A gente podia assistir algum dvd de show que eu vi que você tem um monte.
- Ah, ok. Vamos lá na sala pra você escolher então.

Escolhemos um dvd qualquer e ficamos assistindo até a mãe dele ligar dizendo que já estava lá embaixo. Nos despedimos com um "até depois de amanhã" e eu já fui me arrumar pra dormir.

Passamos muitos dias fazendo isso. Quando não tínhamos aula de inglês, ele vinha em casa pra gente não fazer absolutamente nada. É melhor fazer nada junto com alguém do que sozinho, huh?
Nossa amizade só ia aumentando e a cada dia nos apaixonávamos mais um pelo outro. Não, não nesse sentido de se apaixonar. No sentido de amigos mesmo. Não conseGáa ficar um dia sem falar com ele e brigas estavam fora do nosso caminho, o que só melhorava a nossa relação.

Já estávamos terminando nosso curso de inglês e continuávamos os mesmos. Até um certo dia que tivémos que ficar até um pouco mais tarde na escola pra terminar o trabalho de conclusão de curso, que seria apresentado no final do ano. Daqui a exatamente três meses.
Sim, era muito trabalho e nós pretendíamos arrasar (palavras dele!). Afinal, a melhor dupla ganharia dois meses de curso fora do país!
A coordenadora nos deu uma sala que muito provavelmente não era usada há meses. Ela ficava no final do corredor e uma das luzes não estava funcionando. Bem, quanto mais silêncio, melhor.
abriu seu laptop na mesa e eu peguei nossos milhões de papéis de anotações para fazer mais ainda. Tínhamos que fazer um trabalho sobre os animais marinhos e as ameaças que o aquecimento global estava causando às vidas deles.
Já passava das 9 horas e nós estávamos com os olhos tortos por estarmos fazendo aquilo já há duas horas. Fui pegar um café pra nós dois e quando voltei estava com uma página do MySpace aberto. Perguntei de quem era e ele disse que finalmente tinha ficado tudo pronto pra divulgar a banda.
Eu já tinha ido a uns quatro shows deles (dos seis que eles já fizeram) e adorava. As músicas eram super legais, combinavam com o meu estilo musical e além disso eu ajudava a divulgar do jeito que conseGáa. E os outros integrantes também eram gatinhos, cá entre nós.
Ouvi as duas músicas que eles tinham disponilibizado na página do MySpace e analisei todo o design dela. Tinha ficado bem legal.
Foi então que abriu uma música no seu iTunes que eu ainda não tinha ouvido antes. Tinha só um violão de fundo e duas vozes cantando.
- Presta atenção nessa.

Ouvi a música e achei linda. Linda demais e meio familiar. Não talvez a melodia ou a letra, mas sim a história que ela contava. Olhei pra ele e olhou fundo nos meus olhos. Sussurrou perigosamente perto de mim:
- Eu fiz pra você.
E foi aí que tudo começou. Nos amassamos ali mesmo e só paramos quando ouvimos passos pelo corredor. Já passava das 10 e nós precisávamos ir embora.
E isso foi se repetindo todas as vezes que precisávamos ficar mais tempo na escola pra fazer o 'trabalho'.

Chegando o final do ano, apresentamos nosso trabalho e... Bem, não ganhamos o curso, mas ficamos em segundo lugar, ganhando bolsa na universidade e essas coisas. Além da banda do ter conseGádo a oportunidade de tocar no festival que acontecia todo final de ano.
Nosso namorinho continuou. Não era nada sério, mas eu adorava. Nos víamos quando queríamos e ficávamos todas essas vezes. Minha mãe sabia de tudo, então preferia que ficássemos em casa do que em qualquer lugar pela rua. Os finais de semana eram dividos em 'um na casa dele, um na minha' e foi assim até o natal. Cada um passou na sua casa, mas acabamos juntando as duas famílias para passarmos o reveillon juntos.
O ano seGánte foi muito bom para nós e para a banda, que ficava cada vez mais famosa e ia ganhando credibilidade. Com isso, menininhas surtando a cada suspiro e passo do meu namor... Ern, do meu melhor amigo, começavam a me irritar. Brigamos várias vezes por isso, nossas primeiras brigas de verdade e sempre jogava na minha cara que eu não era nada de mais, era só a melhor amiga colorida dele.
Ou melhor, a melhor amiga arco íris dele.
Sempre nos mandávamos para aquele lugar que eu já sabia o caminho de cor.
Mas isso não atrapalhava tanto, porque sempre ligávamos pro outro pedindo desculpa e acabávamos nos vendo no próprio dia pra fazer as pazes. E foi assim que descobrimos que aquela "lenda" de "sexo para fazer as pazes é bom", era verdade.
Estávamos para completar um ano juntos. Já tinha acontecido o tal pedido de namoro e as brigas não eram tão frequentes, só quando a gente queria transar e ter uma desculpa pra fazer isso. Por pura diversão, na verdade. Mas dessa vez nós queríamos fazer amor. Amor de verdade.
me levou para jantar e depois me levou pra sua casa. Ele já estava morando sozinho, já que seus pais tiveram que voltar pra cidade deles e pediu para ficar, por causa da banda e de mim (eu acho). Mal entramos no apartamento dele e nós já estávamos cansados de tanto nos beijar. Mas isso não foi o suficiente para nos parar. Como se eu já não soubesse o caminho de cor, fez questão de me Gáar até seu quarto. Ele tinha trocado o lençol e arrumado tudo. Parei de beijá-lo e dei uma boa olhada no local, quase irreconhecível.
- Uau!
- É tudo pra você.
Ele voltou a me beijar e me jogou na cama, ficando por cima. Com uma velocidade incrível, ele tirou minha roupa e eu não fiquei pra trás. Fiquei de sutiã e calcinha ao mesmo tempo que ele ficou só de boxers. Enquanto ele distribuia beijos pelo meu pescoço, eu tentava alcançar a boxer dele pra tirá-la logo dele. Ele foi descendo os beijos até alcançar a alcinha do meu sutiã e passou a mão pelas minhas costas, chegando no feiche para tirá-lo. Depois de conseGár o que ele queria, ele foi descendo até chegar no meu umbigo fazendo cócegas com o lábio. Achei que ele tiraria a calcinha devagar, já que estávamos fazendo tudo muito calmamente e com amor, mas não. Ele tirou tão rapidamente que eu tive que tirar minhas unhas das suas costas para ele chegar aos meus pés, atirando aquela peça na parede. Vi seu sorriso vitorioso, apontando pro meu corpo totalmente nu e depois pro dele, que ainda era coberto pela boxer. Não pude deixar de abrir um sorriso de canto por ver o volume já grande debaixo daquilo e estava mais louca do que nunca para vê-lo sem nada na frente. Fiquei ajoelhada na cama indo em direção a ele e segurei no elástico da boxer. Olhei safada pra ele mordendo meu lábio inferior e abaixei a boxer em questão de milésimos, sem ele mesmo perceber tal ato. Ele riu e veio me beijar, me deitando novamente na cama. Antes que ele pensasse em colocar aquela coisa em qualquer lugar, sussurrei em seu ouvido:
- Camisinha.
Ele então levantou minha cabeça do travesseiro e pegou a embalagem da tal que estava debaixo dele.
- Você guarda uma camisinha debaixo do travesseiro? - Eu ri e ele se emburrou.
- Foi só pra agilizar pra você.
Ele pediu para que eu a colocasse, então fiquei por cima dessa vez e após estar totalmente preservada, me encaixei no seu quadril, fazendo com que ele me penetrasse.

Posso dizer que talvez aquela tenha sido uma das minhas melhores noites. Dormimos abraçados, cansados e suados. Mas ainda assim, apaixonados. Ele sussurrava "te amo" o tempo todo e eu até que estranhei um pouco todo esse carinho. Mas relevei, tamanha era minha felicidade que eu queria que aquilo durasse pra sempre. E eu tinha certeza que o teria quando eu quisesse, até quando eu quisesse.
Mas eu estava errada.
E eu me dei conta disso quando acordei no dia seGánte, sozinha. Não havia roupas no armário dele. A chave do carro (e o próprio) não estava lá. Nem um mísero bilhete. Percebi que meu sutiã também não estava em lugar algum.
Meu ato foi de desespero: comecei a chorar. Sai correndo de lá e desabei quando cheguei no meu quarto. Me sentindo segura.
Passei dois meses tentando entrar em contato com ele, mas como não conseGá, acabei desistindo e esquecendo que ele existia...

End FlAshleyback

diz:
Ok, me pega amanhã aqui em casa. Lá pelas 9 da noite, porque eu tenho auto escola mais cedo.

Seis;


Já estava atrasada pra ir pra auto escola, então peguei o primeiro ônibus que passou, mesmo que estivesse totalmente lotado e eu não coubesse lá dentro. Desci no ponto ao lado da escola e corri pra lá. já estava me esperando, batendo o pé no chão, parecendo impaciente. Dei um "oi geral" e finalmente levantou a cabeça para me olhar. Sorriu. Colocamos nossa digital para marcar a entrada da aula e fomos até o carro. Só quando viramos a esquina e paramos no farol vermelho que me deu um oi "decente". Passou a mão no meu cabelo e me deu um beijo rápido.
- Oi, zinha - riu e eu dei um selinho rápido nele.
- Oi - apontei pra frente, já que o farol já tinha aberto e ele ainda me olhava.
- Dormiu bem?
- Sim, sim e você?
- Uhum... Preparada pra aula de hoje? - Fiz que sim com a cabeça e logo estávamos trocando de lugar.
Fizemos o mesmo percurso de sempre e umas duas balizas. Voltamos pra auto escola para colocar as digitais no sistema e fechá-la. Entramos no carro de e já fomos em direção à minha casa. Ele deixou o rádio em uma estação qualquer, bem baixinho, em um volume que desse pra conversamos sem precisar ficar elevando a voz.
- E aí, ... Vai fazer alguma coisa amanhã?
- Hm, vou ter aula de direção - virei os olhos, entendiada; só pra provocá-lo.
- Nossa, seu ânimo me contagia! - Ele riu e parou o carro no farol vermelho. - É sério, quer... Sei lá, sair depois da aula? É sexta feira!
- Hmm, eu vou ter que ver se minha mãe não marcou nada pra gente fazer. Se não tiver nada, podemos sair sim. Tá pensando em ir aonde?
- Ahn, surpresa - ele piscou e voltou a dirigir.
- Adoro surpresas - sussurrei no ouvido dele esquanto passava a minha mão pela sua nuca, fazendo com que ele se arrepiasse.

Chegando perto de casa, ele encostou o carro na esquina e desligou o motor. Virou-se pra mim e sorriu safado; sorri junto. Ele tirou o cinto (de segurança, han!) e veio pra mais perto de mim, segurando meu rosto com suas mãos. Me puxou pra mais perto dele, deixando nossas respirações conversarem. Fechei os olhos me arrepiando só com o ar quente que saía da sua boca e ele finalmente acabou com a minha angústia, me beijando. Foi diferente de ontem, talvez por já conhecermos o jeito de beijar do outro, mas não foi ruim não, muito pelo contrário. fazia carinho nas minhas bochechas enquanto eu bagunçava seu cabelo. Ele foi descendo uma das mãos e parou no meu ombro, começando a deslizar pelas minhas costas. Senti um arrepio assim que ele alcançou a barra da minha blusinha e pensei em impedi-lo, mas minha boca estava ocupada demais para emitir qualquer som. Ele desceu com a outra mão pela minha barriga e ficou brincando com a barra da parte da frente da minha blusa. Sem nos separarmos, ele me fez ficar mais ofegante quando começou a correr os dedos pelas minhas costas por debaixo da minha roupa. Quando finalmente paramos nosso beijo para pegar um pouco de ar, antes de voltar a deixá-lo colar sua boca na minha, desci meus lábios até seu pescoço, dando uma leve chupada ali. Senti o corpo todo dele arrepiar e sorri vitoriosa. Ele me puxou pelos cabelos para poder beijá-lo novamente e me abraçou pra mais perto ainda. Ele começou a passar sua mão pelo meu umbigo e eu me arrepiei mais ainda. Não acho que estava preparada para fazer algo a mais com ele ali, no carro dele na esquina de casa.
Salva pelo telefone.
- Não atende! - Ele sussurrou quase dentro da minha boca.
- Pode ser minha mãe - falei ainda em êxtase com toda aquela situação.
- Foda-se - afastei um pouco meu rosto do dele e o encarei. - Tá, atende.
- Alô?
- ? Oi, é o ... Já chegou em casa?
- To chegando... A gente não tinha combinado 9 horas? Por que tá me ligando agora?
- É que eu tive que sair pra resolver umas coisas da banda e to na rua... Se quiser, passo aí em 20 minutos - olhei no relógio e já eram 8 e 20.
- Hm, tá, tudo bem. Te espero então.
- Tá bem, beijo .
- Vai sair, é? - me perguntou assim que eu desliguei o celular.
- Vou, não posso?
- Com quem?
- Com um amigo.
- Sei...
- Ah, , não começa!
- Não to falando nada... Acho melhor você subir então. Até amanhã - não pude deixar de reparar que ele estava tentando falar aquelas palavras seriamente, mas no fundo não estava tão contente assim por eu sair com alguém. Bem, eu não devia satisfação nenhuma a ele, certo?
- Tá bem, tchau. Obrigada pela carona - dei um selinho rápido nele. - Até amanhã - passei a mão pelos cabelos de tentando arrumar um pouco e vi que ele fechou os olhos enquanto eu fazia carinho, gostando do que eu estava fazendo.
- Até, .

Saí do carro e mandei um beijo para ele antes de fechar a porta. Impressão minha ou quando ele falou "até, '' foi em um tom de ciúmes?
Subi para casa e tomei um banho hiper rápido, só para tirar o cheiro de de mim, por mais que eu não quisesse. Tentei colocar uma roupa não muito básica e nada muito atirado. Afinal, eu sabia que o adorava algumas roupas minhas (mais espeficamente: decotes) e eu não queria que ele viesse com papinho de "vamos dar só uns pegas".
Estava terminando de me maquinar quando meu celular tocou.
- Já to descendo - respondi antes mesmo dele falar alguma coisa. Dei um beijo na bochecha da minha mãe e desci para encontrá-lo.
Vi o carro dele parado na frente da portaria e só então me liguei que essa era a primeira vez que eu o estava vendo depois de três meses. Respirei fundo e desci até o carro dele. Abri a porta do passsageiro e entrei. Ele sorria.
- Oi - sorri também. Não podia negar, apesar de tudo, eu sentia falta dele.
- Oi - demos um abraço "mais ou menos" por ser difícil fazer isso dentro do carro e ele finalmente deu a partida. - Onde vamos?
- Segredo - ele sorriu mais uma vez e olhou nos meus olhos. - Você tá linda.
- Não começa - falei rindo após dar um tapinha no braço dele. - Hm... Andou malhando?
- Eu sempre fui forte e gostoso desse jeito - eu ri de novo e ele se juntou a mim.
ligou o rádio e por ironia estava tocando nossa música. Quer dizer, nossa antiga música. Virei os olhos e quando fui trocar de estação, ele segurou minha mão.
- Vai trocar por quê? É a nossa música.
- Exatamente por isso.
- , não faz isso, você disse que a gente podia sair pra conversar.
- Isso não muda o que você fez.

Ele finalmente soltou minha mão e voltou a prestar atenção na rua. Continuamos em silêncio até ele deixar o carro com o manobrista do restaurante. Olhei para a entrada e reconheci onde estávamos. Abri minha boca para protestar alguma coisa, mas colocou seu dedo indicador nos meus lábios me impedindo de falar.
- Eles reformaram esses dias. Me ligaram me convidando para ver como ficou e de propósito quis vir aqui, pra gente poder reformar a nossa amizade também.
Não falei nada. Aquilo poderia terminar bem no final das contas e ainda me devia uma explicação. Além disso, a comida daquele lugar era uma delícia!
Reservaram uma mesa para nós e logo que entramos já fomos até ela. Fizemos nossos pedidos e assim que o garçom levou os cardápios embora, tomei um gole de água e respirei fundo.
- E então? - me olhou por alguns segundos e finalmente falou alguma coisa.
- Eu sei que devo mil explicações e que eu precisaria de anos pra você me desculpar. Mas eu queria resolver tudo essa noite...
- Aham, to ouvindo.
- Olha, ... Eu tava apaixonado por você e você... Bem, você só gostava de mim. Pra evitar ficar sofrendo e me magoar depois, resolvi dar uma sumida - ameacei falar alguma coisa, mas ele me impediu. - Eu sei que sair com outra não explica isso e nem teria resolvido meu problema, mas foi a única maneira que eu achei pra me destrair... Saí sim com a Melanie e, pra falar a verdade, não me arrependo. Mas eu não queria ter saído com ela só pra te esquecer, o que, sério, não adiantou nada.
- E você demorou três meses pra perceber isso?
- Não... ! Não é assim tão fácil.
- Claro que é fácil! A gente tava namorando, a gente se amava, a gente teve a melhor noite... Quer dizer, pelo menos foi a minha melhor noite com você e aí eu acordo querendo te abraçar e dizer que eu te amava mais que tudo no mundo... Mas não, você não tava mais lá! Nem a porcaria de um bilhete você quis deixar, com alguma explicação ou sei lá. Você não tem a menor ideia de como eu fiquei, !
- Eu sei, ... Eu sei! Eu também te amo... amava - ele corrigiu rapidamente, mas eu sabia que ele queria dizer no presente mesmo. - Mas eu não sabia que você sentia o mesmo por mim. Já disse isso. E vou te falar, não senti nada pela Melanie todo esse tempo, porque eu pensava em você toda vez que a via. Sabe o que é você ir pra cama com uma pessoa e imaginar a outra ali? Não conseGár repetir mais de duas vezes por ela não conseGár me excitar o suficiente pra eu aguentar? Sabe, eu levei uma coisa sua comigo...
- Meu sutiã.
- Er... Também, mas não era isso que eu ia falar - ele ficou um pouco vermelho, mas logo continuou. - Eu levei a sua amizade e o seu amor. Nós sempre fomos amigos, desde aquele meu primeiro dia de aula no inglês, que por causa de um salgado na cantina, eu comecei a ver como você era maravilhosa. Claro que primeiramente eu pensava só em amizade, já que eu namorava... Mas você foi criando um espaço enorme no meu coração e, de repente, como se fosse coisa do destino, quando eu mais estava apaixonado por você, ela terminou comigo. E a gente acabou ficando. E namorando. E indo pra cama. E tendo as melhores noites que eu já tive em toda a minha vida. Eu não to pedindo pra você voltar pra mim ou pra gente voltar a passar noites em claro só abraçados numa cama...
- Que bom, porque nós não vamos.
- Tá. , eu só to pedindo pra você me perdoar, pra podermos voltar com a nossa amizade. Eu sinto falta, de verdade.
Olhei fundo nos olhos dele. Dava pra ver que, se eu quisesse, ele ajoelharia ali mesmo para implorar pelo meu perdão. E então eu parei para pensar um pouco.
Nós realmente nos amávamos. Tanto pelo fato de sermos namorados quanto pela amizade. Eu pensava nele quando não tinha nada mais pra me distrair e isso meio que me incomodava. Eu nunca mais tivera um amigo como ele, que eu pudesse contar tudo, ligar às quatro horas da manhã pra falar só 'oi', tomar sorvete direto do pote em um frio de 2ºC no chão da sala e muito menos um amigo bom de cama daquele jeito. Vendo os prós e contras e, claro, olhando para aquele rostinho com cara de cachorro com fome, eu cedi.
- Tá - ele ficou esperando eu dizer mais alguma coisa, mas eu só dei um sorrisinho e repeti. - Tá.
- Tá, o quê? Tá, vamos começar tudo de novo ou tá, tanto faz?
- Vamos começar de novo.
Acho que o sorriso que ele abriu naquela hora fora o maior que eu já vi em seu rosto. Ele ia falar alguma coisa, mas o garçom tinha acabado de chegar com os nossos pratos. Comemos nos entreolhando o tempo todo, mas sempre em silêncio. Assim que terminamos, pediu o cardápio para escolhermos uma sobremesa.

pagou a conta e foi pedir o carro para o manobrista. Enquanto esperávamos, ficamos conversando um pouco sobre o que tinha acontecido nesses meses que não nos falamos e tudo mais. Entramos no carro e assim que ele ligou o rádio, nossa música estava lá, de novo. Rimos juntos e eu senti um choque estranho, diferente do choque que eu sentia com o , quando tocou na minha mão. Parei de rir quase que imediatamente e olhei séria pra ele. Estávamos parados no farol vermelho e mesmo quando ficou verde, não acelerou. Ele só me olhava e eu só olhava para ele. Acho que ele deve ter sentido o mesmo choque que eu. Só acordamos quando um cara buzinou atrás da gente. Ri nervosa e olhei pra baixo, esperando avançar com o carro.
Ficamos em silêncio o resto do caminho, nos olhando algumas vezes. Eu ameaçava tocar na mão dele toda vez que ele a colocava no câmbio para mudar de marcha, mas fechava a minha mão e colocava ela em cima da minha perna. Comecei a olhar pra fora do carro, evitando qualquer pensamento de querer tocá-lo novamente.

Acordei assustada com fazendo carinho no meu cabelo e sussurrando "" perto do meu ouvido. Olhei para os lados e só percebi que estava em uma garagem depois de muitas piscadas.
- Onde a gente tá?
- Na minha casa...
- Por quê? , eu quero ir pra minha casa!
- A gente foi, tentei te acordar e você só resmungou. Liguei pra sua mãe e ela disse que não estava lá e que ia demorar um pouco pra chegar, então ela disse que ou passava aqui pra te pegar mais tarde ou você podia dormir em casa.
- Tá, tanto faz.
- ... Não faz assim. Odeio quando você fala com esse ar de desprezo.
- Você sabe que eu acordo mal humorada.
Ele virou os olhos e saiu do carro. Peguei minha bolsa e fiz o mesmo. Subimos as escadas e um sentimento de saudade daquele lugarzinho que tantas vezes foi visitado por mim, de repente bateu em cheio em mim. Respirei fundo tentando pegar o cheiro da casa e as lembranças vieram à tona. me chamou pra subir as escadas e mostrou o quarto que eu poderia dormir, o de hóspedes. Ele ainda tinha o camisetão que ele sempre me emprestava quando eu passava a noite lá, então fui ao banheiro para me trocar e escovar meus dentes. Surpresa: minha escova também estava lá ainda. Quando saí de lá, estava arrumando a cama pra mim; só de boxers. Pra que se comportar quando podemos provocar, né? Balancei a cabeça em desaprovação e fui até ele. Encostei em sua cintura e senti ele se arrepiar. Caminhei minhas mãos pelas costas dele até chegar em seus ombros e virá-lo pra mim. mantinha seus olhos fechados, meio que sentindo cada toque de meus dedos. Dei um sorriso de canto por saber que eu ainda causava esse efeito nele; e ele em mim, claro.
Ele passou uma das mãos pela minha cintura e me puxou para mais perto, agora olhando em meus olhos, cheios de desejo. Passou a mão pelo meu cabelo que estava preso em um rabo de cavalo e parou na minha nuca. Encostou nossas testas fechando os olhos e quando senti sua respiração entrar em meus lábios, disse roucamente:
- Não - ele me olhou incrédulo e tentou chegar perto mais uma vez. Apertei minhas unhas nas costas dele e sussurrei novamente. - Não.
- Então tá. Boa noite, pequena - beijou minha testa e foi em direção à porta. - Amanhã preciso trabalhar, então eu deixo uma chave na porta pra você trancar depois.
- Hm... Tá, obrigada - ele sorriu torto e saiu do quarto. - ! - "! O que você tá fazendo? O que você tá pensando? Não, não, não! Você disse que não ia fazer nada com ele. Fica quieta!" Mas eu fui mais fraca que a voz dentro da minha mente. Ele logo apareceu na porta novamente. - Posso... er... Dormir com você? Sabe, aquele lance de ficar abraçados e só?
- Vem - ele estendeu a mão e eu fui toda contente pegá-la. sorriu e me levou até seu quarto. Deitamos na cama e nos cobrimos com o edredom.
- Só pra deixar claro que nós não vamos fazer nada além de dormir, ok?
- Uhum.
Mas não adiantou falar.

Siete;


Ouvi o 'uhum' dele muito próximo ao meu ouvido e quando fui abrir minha boca para falar alguma coisa, me calou com seus lábios. No começo eu pensei em rejeitá-los, mas logo todas as lembranças de nosso passado vieram à tona e eu finalmente me deixei levar. Começamos devagar, querendo lembrar como era bom ter uma boca encostada na outra. Ele passava sua língua pelos meus lábios e aquilo estava me irritando profundamente.
- Vai logo, porra - disse sem me preocupar em dizer palavrões em um momento tão melosinho quanto aquele. não demorou muito para pedir passagem e fazer com que meus lábios abrissem, permitindo que nossas línguas se reencontrassem, depois de três longos meses. Enquanto sua língua fazia carinho na minha, ele passeava com sua mão pela minha cintura, por dentro do meu camisetão. Não demorou muito para que ele chegasse aos meus seios, que não estavam cobertos por nada. Afinal, eu iria dormir, pra quê usar sutiã?
Logo senti sua mão grande e macia apertar meu seio esquerdo e me fazer gemer ainda dentro de sua boca. Ele simplesmente deu um sorrisinho e apertou com mais força. Parei de beijá-lo para poder ficar por cima, ao invés de nos matarmos para nos beijarmos um ao lado do outro. Abri minhas pernas para colocar uma de cada lado de seu corpo e comecei a beijar sua barriga, começando no umbigo e só terminando ao chegar no cantinho de sua boca. Vendo que ele sorria continuei distribuindo beijos indo da sua boca até sua orelha. Beijei o lóbulo esquerdo dele e sussurrei:
- Tava com saudade? - Ele apertou minha bunda e eu ri - Ok, acho que é um sim.
- Vai, . Vai logo, porra - ele imitou minha fala de minutos atrás e eu continuei rindo. Voltei a ficar ajoelhada e enquanto ele segurava minha cintura, eu tirava meu camisetão, jogando-o para longe. A cara que fez ao me ver nua em sua frente novamente foi impagável. Se pudesse tirar uma foto daquilo, eu tiraria, só pra rir depois. Era uma mistura de desejo, saudade e desespero. Logo ele foi subindo suas mãos pela minha barriga e alcançou meus seios novamente, brincando com eles. Senti alguma coisa roçar entre minhas pernas e percebi que ele já estava ficando excitado demais para deixar tudo guardado dentro de uma boxer. Fui deitando sobre ele até chegar com a minha mão debaixo do travesseiro. Encontrei o que procurava e voltei para olhá-lo.
- Você não muda, né?
- Só faço isso com você.
Rimos e logo abri a camisinha com cuidado e não com os dentes como muitos fazem, correndo o risco de furá-la e essas coisas. Bem, eu não pretendo ficar grávida tão cedo!
Fui deslizando até o quadril dele, passei a mão em seu membro já enrijecido e segurei a barra de sua boxer. Olhei para ele e vi que ele já estava inebriado demais para manter os olhos abertos. Não demorei a jogar sua boxer para o outro lado do quarto e segurei seu pênis com a minha mão, fazendo movimentos rápidos e devagares ao mesmo tempo. uirrava de prazer e com a voz rouca me disse para acabar logo com aquilo. Coloquei a camisinha em seu pênis e quando ia tirar minha calcinha, se virou ficando por cima de mim. Me jogou no travesseiro e foi descendo seus lábios pelo meu corpo todo, rápido demais para me fazer pensar em que lugar ele estava. Parou somente quando encontrou a barra da minha calcinha e logo a tirou, com os dentes. Deslizou pelas minhas pernas e finalmente jogou a calcinha junto à sua boxer. Beijando minha perna direita até chegar na minha virilha, minha perna esquerda era amaciada pela sua mão que me apertava cada vez mais, mas de um jeito gostoso. ameaçou começar um sexo oral ali quando eu o chamei com a cabeça para vir perto do meu rosto.
- Que foi? - perguntou sem entender o motivo de eu pedir para ele parar.
- Não to afim disso hoje - respondi sorrindo.
- Ok, , você quem sabe - ele mordeu meu lábio inferior e logo encaixou suas pernas entre as minhas, finalmente me penetrando. Gemi alto quando ele o fez e agarrei o lençol com as duas mãos conforme ele dava suas investidas. Uma, duas, cinco, dez, vinte, trinta, quarenta... Ele não parava e eu já estava chegando ao clímax e vi que ele também. Com a pouca força que me restava, rolei nossos corpos pela cama, ficando em cima dele novamente. Ele apertava minha bunda com uma mão e com a outra o meu quadril, enquanto eu tentava me segurar em seu peito (muito bem) definido. Enquanto ele investia, eu gemia e tentava olhar para ele, que mantinha seus olhos bem abertos olhando cada traço do meu corpo. Finalmente chegamos ao final de tudo e percebi que ele gozou ao mesmo tempo que eu.
Ainda bem que ele estava com camisinha, porque eu juro que poderia ficar grávida de quadrigêmeos com a quantidade de esperma que ele liberou.
Haha, eu sei que isso não funciona assim, mas você entendeu...
Vencidos pelo cansaço, larguei meu corpo em cima do dele e ele beijou minha testa suada. Pediu um minuto para ir ao banheiro jogar a camisinha no lixo e aproveitou para jogar um pouco de água no rosto. Assim que ele voltou, eu já estava no meu travesseiro, coberta com o lençol e ele parou no meio do caminho para pegar sua boxer. Deitou-se ao meu lado e sussurrou no meu ouvido:
- Boa noite, pequena - Me abraçou me puxando para mais perto dele.

Acordei com o meu celular tocando e atendi antes mesmo de ver quem era.
- , oi, é a mamãe. Ainda tá na casa do ?
- Oi mãe, to sim! Quer que eu vá pra aí?
- Não precisa se não quiser... Eu vou dar uma saidinha, mas vou deixar a chave lá na portaria, tá bem?
- Ok, não vou demorar!
- Só não esquece da sua aula na auto escola!
Como se desse para esquecer... - Tá bem! Beijo.

Olhei para o lado e me olhava com os olhos meio fechados, sorrindo. Dei um sorriso para ele e ele continuou me olhando. Me deitei ao seu lado e ele ficou passando a mão no meu braço e ombro. Chegou bem perto da minha boca e sussurrou rouco:
- Bom dia, minha pequena.
- Nem vem com essa coisa de minha.
- Venho sim, você é só minha mesmo. Sempre foi e sempre vai ser.
- Aham, nos seus sonhos, - Me virei para o outro lado dando as costas para ele e virando os olhos. Por que eu tinha deixado tudo aquilo acontecer na noite anterior mesmo? Ah, é, porque eu sou uma idiota.
- ...

Tava demorando... SeGánte: eu simplesmente amava quando ele me chamava assim. Ele fazia muito isso quando eu ficava de birra, de braços cruzados, encostada na porta do carro, bem longe dele, ele me chamava e passava a mão na minha perna. Um completo filho da puta, eu sei.
Mas eu gostava.

- , foi só isso. Não vai rolar nada mais sério entre a gente. Agora, se você me der licença, eu vou pra minha casa. Você conseGáu o que queria e até mais. Nós vamos voltar a ser amigos e pronto, você tá perdoado e bla bla bla. Então, se você quiser continuar com esse crédito todo, me deixa ir - Ele me abraçava por debaixo do edredon e eu tentava me soltar, sem sucesso.
- Mas ... eu te amo!
- Mas não vai dar, . Desculpa. Eu... eu... Eu to vendo outra pessoa - Não era inteiramente mentira. E então ele ficou mudo, talvez tentando processar o que eu tinha acabado de falar. - É, eu to saindo com outro cara, o que só me deixa mais mal por ter passado essa noite aqui.
- ... Quem é?
- Você não conhece e também não sei se é nada sério. Você vai conhecê-lo quando for a hora certa - E dizendo isso, ele finalmente me soltou. Dei meu melhor sorriso e fui ao banheiro ver meu estado.
- , você sabe que pode me contar.
- Eu sei, , mas é que eu não quero. Não por enquanto... Pera aí – Fechei a porta e fiz minha higiene matinal. Saí de lá outra pessoa, com o cabelo preso em um coque.

Senti cheiro de café e desci as escadas indo diretamente para a cozinha. estava preparando um café com pães na chapa para nós dois. Me sentei na bancada e apoiei minha cabeça nas mãos, colocando os cotovelos no balcão. Fiquei olhando para ele por um bom tempo, analisando seu corpo. Ele vestia a bermuda que eu tinha dado a ele de aniversário de 10 meses de namoro. Lembro bem, eu era apaixonada por aquela bermuda.
É, ele só estava com a bermuda.
Uma tentação, eu sei.
- Vai ficar me secando muito? – Ele riu e me entregou uma xícara de café.
- Não posso?
- Acho que seu peguetezinho não iria gostar muito, né – Ele se sentou de frente para mim e me passou um pão quentinho.
- Acho que você deveria ficar bem quieto e lembrar de que o que ninguém vai gostar é do que aconteceu essa noite.
- Eu gostei.
- Eu também.
- Pronto, não somos ninguém – Rimos juntos e finalmente comemos, minha barriga estava roncando demais.

Depois de ajudá-lo a lavar a louça e nos molharmos inteiros, fomos para a sala assistir qualquer coisa na televisão. Era bom ficar ao lado dele só fazendo gracinha e tudo mais, sem segundas intenções. Eu sentia falta da nossa amizade, sentia mesmo. Mas sentia mais falta de ter alguém como ele para dormir abraçada, para fazer café da manhã e para dar uns pegas... ah, qual é, ninguém é de ferro!
Ficamos rindo com Friends e Two and a Half Men a manhã inteira. Pedimos comida chinesa e comemos na sala mesmo, ainda assistindo séries que nos faziam lembrar de situações que passamos juntos. Estava tudo muito divertido. Divertido até demais, talvez. Olhei para o relógio e já eram quatro horas. Precisava ir para casa para poder tomar um banho e me arrumar para a aula de direção. Depois da auto escola, disse que me levaria para algum lugar surpresa. Incrível como não fiquei ansiosa ou nervosa pensando nisso, enquanto passei o dia inteiro ao lado do , esquecendo de todos os meus problemas e afins.

- , preciso ir. Tenho auto escola hoje.
- Quer que eu te leve?
- Não, não precisa – Apesar da cena de me vendo com ter se formado na minha mente de um jeito bem engraçado e vingativo, achei melhor não colocá-los nessa situação. Por enquanto.
- Ok, então. , obrigada por ter ficado comigo aqui. Eu tava com saudade, de verdade. Você viu como podemos voltar a sermos amigos, não é mesmo? – Íamos caminhando até a porta e segurava nos meus ombros falando tudo isso baixo demais para ser escutado muito longe do meu ouvido. Portanto...
- Eu sei, . Eu disse que a gente ia tentar! Mas da próxima vez, nada de me levar pra cama, ouviu? – Ele riu e abriu a porta para eu poder sair.
- Até mais, .
- Até, – Nos abraçamos e logo fui para o ponto de ônibus que não ficava muito longe dali. Fui o caminho todo pensando no que tinha feito. E só agora tinha caído a ficha de que eu passaria a noite com outro cara. Com o meu instrutor-delícia-.
Me fodi.

Ocho;


Cheguei na auto escola e pediu para eu colocar minha digital para iniciarmos logo a aula. Ele deu a partida no carro e seGámos até o local onde trocaríamos de lugar para eu poder começar a aula. Virando a primeira esquina, estranhei seu silêncio e sua falta de atitude para me beijar. Fiquei olhando para ele enquanto estávamos parados no farol e ele só batucava os dedos no volante conforme a música que soava pelos alto falantes. Nem olhou para mim.
- ?
- Ah, achei que você não ia falar comigo - me olhou sério, mas não fez mais nada.
- Ué, tava esperando você me dar um oi decentemente.
- Com esse carro aí do lado? - Olhei para o meu lado e tinha um outro carro da nossa auto escola. Sorri para o outro instrutor que nos olhava desconfiado e voltei a olhar para frente.
- Ah...
- A gente tem que tomar cuidado, zinha. Ninguém pode ficar sabendo disso, senão eu serei despedido - concordei com a cabeça e comecei a prestar atenção na música que batucava tão animado.

I want you,
I want you so bad
It's driving me mad, it's driving me mad.


- Quem é, ?
- Beatles, I Want You. Nunca ouviu? - ele me olhou indignado.
- Claro que já, só queria ouvir você falando isso pra mim - ele me olhou desesperado e sorriu envergonhado.
- I want you, babe - ele fez carinho na minha bochecha com o seu dedo e eu me arrepiei. Era incrível o que um simples toque dele trazia ao meu corpo. - Vai, sua vez. - Ele me deu um selinho rápido, trocamos de lugar e logo dei a partida. me elogiou por não ter deixado o carro morrer na saída da subida e foi me Gáando até chegarmos na fila da baliza. Fizemos uma vez só porque tinha muita gente. Ele me disse que de sexta feira o pessoal fazia duas aulas seGádas só pra ficar fazendo baliza e poder treinar pra prova, que normalmente era na semana seGánte. Não reclamei de fazer uma vez só não, aquilo era muito chato. Não difícil, mas chato. Ficamos dando algumas voltas pelo bairro super calmo e quando deu quinze pras oito, ele pediu pra eu levar o carro de volta pra auto escola. Pegamos um trânsito de leve, mas foi bom para eu ir treinando para o dia a dia.
Paramos no portão e pediu para eu deixá-lo guardar o carro, já que a entrada da garagem era super apertada.
Entramos para colocar nossas digitais para poder fechar a aula e esperei fechar a auto escola toda. Ajudei a apagar as luzes e deixou somente a da garagem acesa, quase levei um tombo por causa da escuridão.
- ? ? - Não sabia onde ele tinha se metido e não estava enxergando nada. - ! - Senti uma mão gelada tampar meus olhos e ri. - Cabeção, eu já não to enxergando nada mesmo, pra que fazer isso? - O escutei rir baixinho e logo senti algo ser colocado na minha mão.
- Olha só - abri a sacola e encontrei um vestido. Fui até a garagem para poder vê-lo melhor. Era maravilhoso. Preto, com um decote delicado, frente única, não muito curto e nem muito comprido e com uma faixa prateada na cintura, com um lacinho do lado.
- O que é isso, ?
- Pra você vestir agora, pra gente sair.
- Mas eu me arrumei pra gente sair. Não estou bem? - Dei uma voltinha e senti que ele me secava mesmo quando eu já estava de frente para ele novamente. - ?
- Não, está ótima! Mas é um presentinho. Eu vi na vitrine da loja e te imaginei nele. Vai, por mim? - Virei os olhos e assenti com a cabeça. Não era muito cedo para ficar me dando presentinhos?

Aproveitei para me maquiar um pouco, escovar meus cabelos e depois saí do banheiro. estava parado na porta olhando para a garagem. Coloquei minhas mãos no seu ombro e sussurrei em seu ouvido, fazendo com que ele se arrepiasse:
- Vê se agora tá melhor - pegou uma das minhas mãos e me levou para a garagem, onde poderíamos enxergar melhor.
- U... au - ele me girou para conferir tudo e me puxou para perto dele. Inevitavelmente tive que colocar minhas mãos em seu tórax. E que tórax.
- Gostou, né?
- Você gostou?
- Adorei, .
- ? Desde quando você me chama assim?
- Desde quando eu acho que é mais sexy - e dizendo isso ele segurou na minha cintura com uma das mãos e com a outra puxou meu pescoço para mais perto dele, fazendo nossos lábios se tocarem.

Depois de um longo tempo nos beijando e estragando o meu "penteado", decidimos ir para o tal lugar surpresa que ele me levaria. Saímos da auto escola e fomos até um restaurante não muito longe dali. Não lembro de ter passado na frente dele alguma vez. deixou o carro com o manobrista e fomos até a recepção; já tinha uma mesa esperando por nós.
Reparei no local e agradeci mentalmente por ter dado o vestido para mim. Todo mundo muito bem vestido lá. estava, digamos, normal. Calça jeans, um sapato e uma camisa xadrez. Lindo.
Ai, ai.
pediu a carta de vinhos para o garçom e junto com ela, veio o cardápio. Perguntei o que ele iria comer e acabamos pedindo um prato cada um para podermos provar um do outro. Ele escolheu um vinho português e ficamos esperando o garçom trazê-lo para aprovarmos. cheirou, mexeu e tomou um golinho do pouco que o garçom colocou em sua taça. Assentiu e disse que estava ótimo. As duas taças foram preenchidas pelo vinho tinto e brindamos antes de beber.
Sabe como é, né. Beber sem brindar, sete anos sem...
É.
- E então, do que vamos falar? - Perguntei vendo que não parava de me olhar, mas sempre em silêncio.
- De você - respondeu sorrindo.
- Ok, o que de mim?
- Tudo! Quero conhecer bem minha aluna - ri e me acompanhou na risada. Olhei desconfiada. - Vai , a gente tem que se conhecer.
- Tá bem, me fala o que você quer saber que eu te respondo!

Fizemos um jogo de "perguntas e respostas" um com o outro e rimos demais com os comentários que fazíamos. Nossa comida chegou e fizemos exatamente o que tínhamos combinado; trocamos os pratos para provar a comida do outro. Estava me divertindo muito ao lado dele.
E finalmente descobri o porquê dele ser instrutor de auto escola.
- ...sabe, é muito fácil pegar meninas sendo professor - fuzilei com os olhos e ele quase engasgou com o macarrão que estava em sua boca, rindo. - Eu to brincando, ! Calma.
- Tá, sei. Então me fala, o que te fez querer ser instrutor?
- Minha ex namorada morreu em um acidente de carro - ele parou de dar tanta risada e abaixou a cabeça.
- Mas sua ex não é a lá da recep...
- A antes dela. Essa aí foi uma coisa superficial. Agora, a foi a menina que eu mais amei na minha vida - olhei para ele com pena. Esperei que ele continuasse a falar. - Ela estava voltando do trabalho em uma sexta feira à noite, tinha ficado até mais tarde porque tinha que finalizar uma matéria para entregar ao editor da redação no sábado bem cedinho. Íamos nos encontrar em um restaurante perto da casa dela, já que era nosso aniversário de três anos de namoro. Ela me ligou assim que saiu de lá então fui me arrumar pra poder chegar lá e guardar uma mesa. Ela demoraria no máximo meia hora, a redação não era assim tão longe. Cheguei lá no restaurante e fiquei esperando chegar. Ouvi um barulho de carro derrapando e imaginei ser algum bêbado querendo fazer gracinha. Pedi uma água para o garçom, esperei mais de vinte minutos e nada. Liguei pra ela três vezes e dava caixa postal direto. De repente eu ouvi o som de uma ambulância parando muito perto dali e vi o pessoal do restaurante levantando a cabeça para ver o que era. Resolvi levantar também e foi aí que eu vi. O carro dela estava parado bem na frente do restaurante, todo acabado. A parte mais amassada era a da porta do motorista, no caso, a porta dela. Saí de lá desesperado e fui me enfiando no meio do círculo que as pessoas fizeram em volta dela para ver se enxergava alguma coisa. E aí eu a vi - deixou uma lágrima escorrer. Eu segurei sua mão quase chorando também e deixei que ele continuasse. - Ela estava esticada no chão, coberta de sangue. Os médicos estavam analisando as feridas para poder pegá-la com cuidado e colocá-la na maca. Ela ainda respirava. Dei um passo à frente do pessoal do círculo e um guarda veio pedir pra eu voltar pra trás. Disse que era o namorado dela e ele me permitiu chegar mais perto. Os médicos levantaram a maca e ela ficou mais próxima de mim. Seus olhos estavam fechados e todo o seu lado esquerdo estava machucado. Feridas profundas. Ela foi colocada na ambulância e eles permitiram que eu fosse junto ao hospital. Sentei desesperadamente ao lado da cabeça dela e fiz carinho em sua testa, sem ligar para todo o sangue ou os ferimentos. Ela abriu um pouco o olho direito e tentou sorrir pra mim. Cheguei mais perto e segurei sua mão.

FlAshleyback

- ...
- Oi , oi meu amor. Eu to aqui, vou ficar aqui ao seu lado. Vai ficar tudo bem!
- Ai amor, me desculpa. Se eu não tivesse ficado até mais tarde no trabalho, nada disso teria acontecido.
- Tudo bem, meu amor, vai dar tudo certo. Os médicos vão cuidar de você.
- Eu... Eu não sei . Eu to sentindo aquilo, sabe? To vendo minha vida como um filme na minha cabeça. Eu acho que chegou a minha hora.
- NÃO ! Não fala uma coisa dessas. A única hora aqui é a nossa. O nosso aniversário de namoro. Nós já estamos chegando no hospital, você vai ficar bem, você vai ver.
- ...
- Fala amor...
- Eu te amo muito, tá?
- Eu sei, eu sei... eu também!
- Promete me amar pra sempre?
- Claro que sim, ! Eu te amo pra toda a eternidade.
- Promete ser feliz mesmo sem mim? Promete que vai procurar alguém melhor que eu pra você?
- O que? Você tá louca, ? Não tem ninguém melhor que você! E eu serei feliz pra sempre ao seu lado!
- , só promete...
- Mas , eu...
- Promete, .
- Eu prometo.

End FlAshleyback

- ...e ela sorriu pra mim e fechou o olho. Senti a mão dela escorregar na minha, soltando dos meus dedos. Olhei desesperadamente pra ela e comecei a chamá-la, sem resposta. Dois paramédicos vieram para o meu lado e pediram pra eu me afastar. Tentaram reanimá-la, mas ela não se mexia. Chegamos no hospital e a levaram pra ala da UTI direto, tentando fazer alguma coisa. Fiquei sentado no corredor esperando notícias, totalmente nervoso. Fiquei olhando pra minha mão e lembrando do que ela tinha dito lá na ambulância. Ela tava sentindo que ia embora, mas eu não quis acreditar, logicamente. Eis que o médico aparece e diz que eles tentaram, mas não adiantou muita coisa, ela já tinha falecido quando chegaram no hospital. Fiquei desesperado, não sabia o que fazer. Eles me deixaram entrar no quarto para me despedir e pegar as coisas dela que ficaram dentro do carro.
- ... isso é horrível. Eu... eu sinto muito.
- Tudo bem, . Eu... acho que nunca contei pra ninguém, acho que eu precisava disso. Desculpa ter escolhido você pra ser essa pessoa - ele viu que meus olhos estavam cheios d'água também e fez carinho na minha mão.
- Mas afinal, descobriu o que aconteceu? Digo, o acidente e tal.
- Sim, ela estava parando o carro lá na frente do restaurante pra deixar com o motorista e um cara bêbado não conseGáu fazer a curva direito na rua do lado e bateu com tudo na lateral do carro dela. Deu ré e foi embora cantando pneu.
- Que filho da puta! Como alguém pode ser tão frio a ponto de fazer isso?
- Não sei, . Mas sei que ele tá preso hoje. Naquela mesma noite ele bateu em mais três carros, sendo que o último era de polícia.
- Ah, que bom! Merece mesmo. Mas... então, você é instrutor por isso?
- Ah , eu quero ensinar o pessoal a dirigir direito, ter consciência que não dá pra dirigir quando se bebe e pensar também nos outros que estão na rua. Olha, pra você ter uma ideia, eu não dou aula pra ninguém que vem com o pensamento de comprar a carta e nem pra aqueles que já dirigem mesmo sem habilitação. Eu me recuso, porque o cara que matou a , tinha só 16 anos.
- O que? , que ridículo! Nossa... não sei nem o que te falar.
- Tudo bem, só de ter te contado, já foi muito bom pra mim - dei um sorriso para ele e pedimons a conta para poder ir embora. pagou tudo depois de eu implorar para dividirmos. Fomos pedir o carro para o manobrista e fiquei abraçada com até ele chegar. Ainda estava digerindo tudo o que ele tinha me contado naquela noite. Imaginei como ele deveria sofrer até hoje por isso, mas se for pensar por outro lado, é bem legal da parte dele ser instrutor para ensinar o pessoal a ter consciência.
- Onde vamos agora? - Perguntei assim que entramos no carro.
- Hm, quer ir lá pra casa?
- Ai ... não sei.
- Você quem sabe, . Não vou te forçar a nada. Tanto que nem tenho porque fazer isso.
- Eu só acho que a gente tá indo rápido demais com isso. Sabe, você me dar um presente, me levar pra jantar e pagar a conta sozinho, me contar um segredo tão grande seu... queria que fôssemos mais devagar. Afinal, temos muitas aulas pela frente ainda.
- Tudo bem, quer que eu te leve pra casa então?
- Acho que a gente pode dar umas voltinhas de carro e parar em algum lugar - sorri para e ele logo entendeu o que eu estava propondo.

Demos uma volta pela cidade e todo farol que pegávamos fechado, me provocava e vice-versa, passando a mão pela minha perna, pelo meu rosto... Uma hora nos empolgamos e começamos a nos beijar. Só paramos quando ouvimos mil e uma buzinas vindo dos carros que estavam atrás. Rimos e saiu cantando pneu. Desconhecia o caminho que ele estava fazendo, mas acho que tinha certa confiança nele para deixar com que ele me levasse aonde bem entendesse. Menos à sua casa, claro.
Fomos chegando a um bairro com ruas pouco iluminadas e percebi que ele ia diminuindo a velocidade do carro. Do lado direito de uma rua praticamente sem luz havia vários carros estacionados em 45º. parou ali, desligou o carro, tirou o cinto e se virou pra mim. Fiquei olhando pra ele meio desesperada, sem saber o que fazer. Na verdade eu sabia, mas eu não queria. Acho eu. Ele ficou me olhando e sorrindo, brincando de olhar para os meus olhos e minha boca. Eu ri, tirei o cinto e me virei pra ele, mas encostei na porta.
- Vai ficar aí mesmo?
- Aham - ele riu e passou a mão pela minha perna. E então veio todo um flAshleyback na minha cabeça. Com era exatamente assim. Toda vez que nós saíamos de carro e parávamos em algum lugar, era isso. Balancei a cabeça tentando afastar o pensamento, mas cuidou dessa parte se jogando em cima de mim e colando nossos lábios em uma rapidez incrível.

O beijo foi como os outros, calmo, gostoso e harmonioso. Era engraçado sentir tudo que eu estava sentindo com um professor. E a gente só se conhecia há... 1 semana? Poxa , você não era assim!
Fomos intensificando os nossos atos e já estava com a mão passeando pela minha barriga, querendo chegar mais pra cima. Ri abafado ainda com a boca encostada na dele. Sua mão já estava nas minhas costas, procurando pelo fecho do meu sutiã, mas eu não estava usando um. Digamos que o freio de mão e o câmbio estavam atrapalhando um pouco, então tratou de vir pro meu banco, deitando o máximo que podia, quase reclinando totalmente; e então estávamos deitados.
não parava de me beijar e eu já estava ficando um pouco sem fôlego, mas também não me afastei. Passei minhas mãos pelas suas costas por debaixo de sua camiseta, arranhando de leve e senti seus músculos se contraírem. Quando ele parou um pouco de me beijar, aproveitei para puxá-lo para mais perto, pelo pescoço, para poder beijar ali. Distribui beijos por todo o seu pescoço e ele gemia em meu ouvido a cada toque meu. Sorri vitoriosa e sem perceber desci minha mão para a barra da sua camiseta. Ele olhou para mim e se apoiou em seus braços, para poder desgrudar seu corpo do meu, permitindo que eu tirasse sua camiseta. Sorri ao ver sua ótima forma física e antes que pudesse comentar alguma coisa, ele já estava me beijando novamente. Passou sua mão pela minha barriga novamente, mas dessa vez chegou ao seu destino com sucesso. Ele agarrou meu seio esquerdo e ficou acariciando, sem me deixar soltar da sua boca para respirar um pouco e demonstrar como eu estava gostando. Ele desceu para segurar a barra do meu vestido e foi subindo distribuindo beijos pela minha perna, barriga e seios. Levantei os braços para que ele pudesse tirar tudo logo e minha primeira reação foi ficar com vergonha, já que agora eu só estava de calcinha. Ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou pedindo para irmos para o banco de trás. Disse para ele ir primeiro. Era minha vez de ficar por cima. Ele se deitou e eu coloquei uma perna minha para cada lado de seu corpo, curvando as costas, porque o teto era baixo demais. Segurei seu cinto com uma das minhas mãos e com a outra eu fazia um caminho aleatório com o dedo pela sua barriga e tórax. Já disse como ele era gostoso? Ok.
Comecei a soltar seu cinto e ele fechou os olhos, fui abaixando sua calça com calma passando minha mão pela parte de dentro da sua perna, fazendo com que ele se arrepiasse e o volume da cueca aumentasse. me ajudou com a própria perna a tirar a calça e logo me puxou para cima dele, beijando todo o meu rosto e terminando na minha boca. Suas mãos percorriam desesperadas pelo meu corpo enquanto respirávamos descompassados perto do rosto do outro. Fui descendo devagar até chegar com as mãos na sua cueca e fiquei acariciando seu membro enquanto ele fechava os olhos e demonstrava que estava adorando. Fui descendo o único pano de roupa que não o deixava nu por completo e o joguei no chão com o resto das roupas. Seu pênis já estava bem enrijecido e não demorei muito a pegá-lo com a minha mão e começar a masturbá-lo. uirrava de prazer e eu mais ainda, por ver como ele estava gostando do que eu estava fazendo. Ele de repente se levantou um pouco e, não sei como, pelo lugar ser tão apertado, trocou de lugar comigo, tirando rapidamente a minha calcinha e me penetrando com o dedo indicador e o médio, fazendo movimentos fortes e devagares ao mesmo tempo, me deixando completamente inebriada. Quando já estava no meu limite, o puxei para perto do meu rosto e o beijei sem dó, dando várias mordidinhas em seu lábio inferior. Senti seu membro passar pela minha intimidade e me afastei um pouco dele, falando meio rouca para ele não se atrever a fazer isso sem camisinha.
disse que não seria louco e apenas ficou um pouco de lado, evitando o contato dos nossos membros inferiores. Continuamos nos beijando e nos acariciando até ver uma luz refletindo no vidro. Paramos e olhamos desesperadamente para fora. Foi difícil identificar algo, já que os vidros estavam todos embaçados, mas sentimos que aquilo não era luz vindo de algum farol de carro e sim de uma lanterna.

Nueve;


Olhei assustada para ele, sem saber o que fazer. A luz foi desviada, mas antes de ficarmos aliviados, ouvimos duas batidinhas no vidro.
- , faz alguma coisa, pelo amor! - Ele me olhou também desesperado e tentou pensar em alguma coisa para fazer.
- Fica abaixada e quieta que não vão perceber que estamos aqui.
- Ah, ideia brilhante, realmente! Vai, se veste! - Peguei meu vestido e o coloquei de qualquer jeito, procurando a cueca e a calça dele. Não foi muito fácil se trocar ali, já que era bem apertado, mas conseGámos e logo passou a mão no vidro para desembassá-lo e ver o que ou quem estava batendo no vidro.
- Eu vou sair - ele deu um beijo rápido na minha testa e abriu a porta. - Pois não? - Eu tentava ouvir de dentro do carro, tentando não aparecer no vidro.
- O senhor estava fazendo o que no banco de trás?
- Eu acabei de sair de uma festa e acho que exagerei um pouco na bebida, sabe como é, né? E aí resolvi parar o carro pra dormir um pouco para poder voltar pra casa depois.
- Aham, claro. E o senhor estava dormindo com mais alguém?
- É claro que não! Eu sei o quão perigoso é estacionar o carro em uma rua escura para fazer qualquer coisa dentro do carro. É por isso que temos o Drive In! - riu nervoso e a outra voz o acompanhou. - Me desculpe, policial. Eu sou instrutor de auto escola e nunca dirigiria por aí bêbado. A festa foi ali na outra esquina, por isso resolvi parar aqui um pouco mais pra frente, pra não ter problema com o pessoal de lá. Agora já estou melhor, posso ir pra casa se o senhor quiser.
- Se você estiver realmente bem, pode ir. Cuidado onde estaciona o carro, sério. Esse bairro aqui anda bem perigoso.
- Tá bem, valeu aí, cara - deu a volta no carro e entrou pela porta da frente. Olhou pra mim e fez sinal para que eu continuasse em silêncio e me abaixasse um pouco mais. - Tchau!

Assim que viramos a esquina, entrou no estacionamento de um supermercado e parou o carro, pedindo para eu voltar para o banco da frente.
- Você é um ótimo mentiroso! - Ri dando um selinho rápido.
- A gente podia ser preso ou sei lá. Tive que inventar alguma coisa! Mas eu me saí bem, diz aí - virei os olhos e assenti com a cabeça. - Acho melhor te levar pra casa, né? Chega de aventuras por hoje.
- Realmente. E amanhã de manhã ainda temos aula.
- Ainda bem - ele sorriu enquanto passava a mão pela minha coxa. Sorri amarelo pra ele e liguei o rádio.

You know that I want you
And you know that I need you
I want it bad, your bad romance

I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
I want your love and
All your lover's revenge
You and me could write a bad romance



Tinha avisado minha mãe que eu iria de ônibus para a aula no dia seGánte, assim ela não precisaria acordar às 7 da manhã de um sábado. Então quando acordei tentei fazer o mínimo de barulho possível. Saí de casa e fui em direção ao ponto de ônibus. As ruas estavam desertas, como já era de se esperar. Ônibus vazio e quase sem parar nos pontos. Cheguei em tempo recorde à auto escola.
estava me esperando do lado de fora encostado na parede. Me permiti encará-lo de cima a baixo reparando em cada detalhe de sua roupa e corpo. Era incrível como ele conseGáa ser tão gostoso. Caralho viu. Se aquele homem não fosse "meu", eu juro que estaria roendo as unhas de raiva e desespero pra poder tocá-lo.
E perdida nos meus pensamentos senti uma boca quente encostar na minha.
- Bom dia.
- Hm... - Foi o que saiu da minha boca. riu e me puxou pela mão pra dentro da escola.

Colocamos nossas digitais e fomos pro carro. levou o carro até a ruazinha que eu pego na direção. Trocamos de lugar, não sem antes nos beijarmos, e dei a partida. Estava tão feliz com tudo que estava acontecendo que fiz tudo certo. Baliza, saída na subida, troca de marcha... Tudo! estava com um sorriso tão idiota no rosto que eu não conseGáa parar de rir. Ele deixou que eu levasse o carro de volta à auto escola e logo estávamos colocando as digitais no sistema pra fechar a aula.
Fui ao banheiro rapidinho e assim que dei descarga, ouvi alguém bater. Pedi para esperar e logo em seGáda ouvi a voz de pedindo pra eu abrir. Ri por dentro e abri um pouco a porta. Ele entrou rapidamente olhando pra trás pra ver se ninguém percebeu nada.
- Era só pra me despedir - e me puxou pelos cabelos para me beijar de um jeito que parecia que ele nunca mais me veria. Depois de ele quase arrancar um pedaço da minha boca, se afastou e me deu um último selinho. Ofeguei olhando desesperada pra ele. - Que foi?
- Que foi? Olha, não to reclamando, esse beijo foi muito bom, mas, , precisava de tudo isso? Agora minha boca tá doendo! - Ele riu e eu cruzei os braços, brava.
- Oun, desculpa minha linda, não era a minha intenção. É que deu vontade!
- Sei - virei os olhos.
- Fica assim não! Onde vamos hoje?
- Ai, , acho que vou ficar em casa. Meus primos vão lá e não quero deixar minha mãe sozinha. Tudo bem?
- Tudo, tudo. Oh, vai ter um churrasco lá em casa amanhã. Vão só uns amigos meus, nada muito grande. Se quiser ir... Me liga que eu te passo o endereço e tudo mais.
- Tá bem, vou ver de ir sim.
- ? Seu aluno já chegou! Vem abrir a sua aula. !
- Essa é um saco! - Ele virou os olhos e me deu um último beijo. - Até amanhã então.
- Até, - sorriu uma última vez e saiu do banheiro.
- O que você tava fazendo no banheiro feminino?
- Me olhando no espelho.
- Ri da desculpa dele e esperei um pouco pra poder sair de lá.

Fui pra casa pensativa e quase perdi o ponto que deveria descer pra ir pra casa. Minha mãe ainda estava dormindo (é) e eu resolvi preparar um café da manhã pra nós duas, já que só tinha comido uma torradinha antes de ir pra aula. Fiz umas coisas bem difíceis como colocar o pó de café na cafeteira e passar manteiga no pão e tacar na frigideira. Sou quase uma chef, dá licença?
Coloquei tudo em uma bandeja e levei até o quarto da minha mãe. Ela tinha aquelas mesinhas que eram exatamente pra tomar café na cama, mas nunca usava. Aproveitei o momento para colocá-la no encaixe dela e a empurrei até a altura da cintura da minha mãe. Passei a mão no braço dela para acordá-la e ela deu um sorriso enorme quando viu a surpresa. Se espreGáçou um pouco e se ajeitou na cama. Empurrei a mesinha mais pra cima e me sentei ao lado dela. Comemos, mamãe agradeceu e eu fui levar tudo para a cozinha e lavei a louça. Eu sou uma ótima filha, diz aí!
Voltei para o quarto para ajudá-la a arrumar a cama, mas não precisei. Estava saindo do quarto para ir à sala assistir qualquer coisa na TV quando minha mãe me chamou.
- O que você quer, querida?
- Por que, mãe?
- Tá muito boazinha! - Sabia que ela ia acabar falando isso.
- Na verdade eu nem ia te pedir agora, só fiz isso porque me deu vontade. Mas já que você tocou no assunto... Amanhã tem um churrasco com o pessoal da auto escola - não é total mentira! - e eu queria saber se podia ir.
- Onde vai ser?
- É na casa do meu instrutor. Ele disse que ia me mandar o endereço certinho depois. A única coisa que eu sei é que aqui na cidade mesmo.
- Tudo bem. Pode ir sim. Só me passa tudo certinho depois.
- Obrigada mãe. Te amo! - Dei um abraço nela e fui até a sala para finalmente me jogar no sofá e assistir a qualquer canal.

O dia passou super devagar e eu fiquei em casa o tempo todo. Eu e minha mãe nos revezamos em assistir TV, filme, ouvir música, ver dvd de shows e ficar na internet. Pedimos uma pizza à noite e abrimos um vinho para acompanhar.
Ela foi dormir logo e eu ainda fiquei mais um tempinho na internet.
Fui dar uma olhada no twitter e não tinha nada de interessante. Difícil as pessoas que eu sigo ficarem em casa em um sábado à noite.
Então, MSN...

@ diz:
Oi!
diz:
Oi !
Tudo bem?
@ diz:
Aham e aí?
diz:
Tudo!
Ah, me passa o endereço da sua casa :)
@ diz:
Hm, então você vem, é?
diz:
Sim. Minha mãe deixou, então eu vou, né!
@ diz:
Legal, você vai adorar o pessoal.
Oh, tá aqui:

Anotei o endereço e a explicação que ele me deu de como chegar lá. Fui procurar no Google só para me certificar de onde era e arregalei os olhos na hora que vi que era em um condomínio fechado. Dos mais chiques daqui. Wow, desculpa, né.

diz:
Anotado!
Que horas devo chegar aí?
@ diz:
Pode vir mais cedo se quiser... Mas eu combinei com o pessoal uma da tarde.
diz:
Hm, até que horas?
@ diz:
Ah, meu amor, sem hora pra festa acabar! Qualquer coisa te levo pra casa depois, sem problemas.
diz:
Tá bem, vou falar pra minha mãe e eu vou sim.
@ diz:
Ok, vou te esperar.
diz:
Pode deixar que eu apareço, haha.
Vou sair agora, .
Nos vemos amanhã.
Beijo.
@ diz:
Até!
Beijo gatinha.

Já estava fechando a janela do MSN pra poder desligar o computador, quando quem eu meio que tinha esquecido, me chamou.

diz:
Oii .

Pensei duas vezes em simplesmente fechar a janela e fingir que não vi, mas não o fiz. Não poderia fazer isso com ele.

diz:
Oi .
Tudo bem?
diz:
Tudo e você?
diz:
Aham!
diz:
Hm, o que fez hoje?
diz:
Auto escola... e passei o resto do dia em casa com a minha mãe.
E aí?
diz:
Ah, fui dar umas voltas com meu primo, nada demais.
Tá afim de sair?
diz:
Agora?
diz:
É. Ainda é meia noite e hoje é sábado! Imagino que você não tenha nada de tão importante pra fazer amanhã... vamos?
diz:
Ai, , eu já tava até desligando o computador pra ir dormir. Amanhã tenho uma festa pra ir e queria descansar.
Pode ficar pra outro dia?
diz:
Tudo bem...
Vai lá então.
diz:
Ok. Boa noite, beijo.
diz:
Beijo.
AH! ! Só queria te falar que eu gostei muito de você ter vindo aqui e tal... eu tava com saudade da gente.
diz:
Uhum. Foi bom mesmo!
Podemos repetir depois!
diz:
Com certeza!
diz:
Beijo.

E só agora que eu parei para pensar em como eu estava sendo puta.
Vi o depois de 3 meses, que ele me largou, não conseGá me controlar e fui pra cama com ele. Ok, até aí nada de novidade porque nós já namoramos e tudo mais. Mas no dia seGánte eu tive a cara de pau de quase dar pro também. O que tá acontecendo? Eu nunca fui assim. Não teria coragem de contar pro sobre o e muito menos ao contrário. Continuar com os dois eu não poderia, mas também não sei se conseGária me livrar de um dos dois assim tão rápido.
Acabei caindo no sono por estar tão perdida nos meus pensamentos. No dia seGánte teria um churrasco com o e conheceria seus amigos. Quem sabe eu não me enturmava com eles e pudesse passar mais tempo com ele do que só nas aulas?

Diez;


Minha mãe me levou até o condomínio do e abriu a boca quando viu a portaria, me perguntando o porquê de ele ser um instrutor se morava em um lugar daqueles. Disse que depois eu contava a história toda e saí do carro. Combinamos que iria me levar pra casa depois.
O porteiro me perguntou em qual casa eu iria e pediu meu RG para poder registrar. Abriu o portão para eu poder entrar e me ensinou o caminho até a casa de . Assim que coloquei os olhos dentro do condomínio, sorri involuntariamente. Parecia aquelas coisas de filme. Crianças andando de bicicleta nas ruas, casas sem portões, aquele gramado verde, carros maravilhosos nas garagens... E então fez o favor de me acordar do meu sonho me agarrando pela cintura.
- Te assustei?
- Magina! Eu nem tava destraída mesmo... - virei os olhos e ele riu, me dando um selinho logo em seGáda.
- Bem vinda!
- Nossa, muito obrigada. Isso aqui é lindo! Mas por que você não me esperou na sua casa? O porteiro me ensinou o caminho.
- Porque eu sabia que você ia demorar quarenta horas pra parar de olhar pra tudo aqui e chegar até lá - concordei com a cabeça e ele riu de novo. - Bem, vamos.

Uma casa de esquina me chamou atenção por ser extremamente gigante e linda. Me perguntei se era de , mas ele passou reto por ela, me deixando um pouco desapontada. Quer dizer, até a hora que chegamos à sua casa.
Não era a maior casa do condomínio, mas era maravilhosa. Tinha um tamanho ideal. Se morava sozinho então, o tamanho era mais do que perfeito. Ela era branca e tinha textura em algumas paredes pintadas de verde limão. Como as outras casas, a dele também não tinha muro ou portão em volta, só um portãozinho do lado direito dela que, pelo o que eu conseGáa ver de onde eu estava, era para deixar o cachorro dele preso. Ele tinha um rottweiler muito lindo e gordo. A porta de entrada era gigante e linda. Mas não pude deixar de reparar na garagem e nos três carros que estavam estacionados lá. Um eu reconheci sendo o que ele ia pra auto escola, um carro não muito chamativo. O outro era um New Beetle que parecia estar parado ali há meses e, mais no fundo da garagem, quase ofuscando minha visão, tinha um Porsche. Um Porsche amarelo, maravilhoso.
viu que eu mantinha minha boca aberta enquanto analisava a casa e seus carros e logo deu um tapa de leve no meu rosto, fazendo com que eu voltasse à realidade.
- Tudo bem, ?
- Er... Sim, sim. Só to admirando tudo aqui...
- Não imaginava que eu tinha tudo isso, não é? Que bom, é exatamente isso que eu quero que as pessoas pensem de mim. Só meus amigos mais próximos sabem que eu herdei uma boa herança da antiga empresa da minha família e que eu tenho um segundo emprego que me mantem meio que vivo, porque o salário da auto escola só dá pra pagar o adestramento do Max, meu cachorro - apontou pro Rotweiller babão atrás do portão. - É, ele ainda precisa melhorar muito - riu.
- É mansinho?
- Aham, quer ir lá brincar com ele? - Afirmei com a cabeça e me levou até Max.

Fiquei brincando um pouco com ele de jogar a bolinha e fazer com que ele me trouxesse de volta, mas ele logo cansou e ficou devorando a bola na sua cama. me chamou para conhecer o resto da casa e eu logo o seGá pelos cômodos.
Começamos pelo quintal, onde tinha uma churraqueira e um forno de pizza e um churrasqueiro já preparando as carnes para o churrasco.
- Achei que você fosse ser o churrasqueiro - sussurrei no ouvido dele.
- Nunca! - Ele riu e me puxou para o outro lado do quintal. Uma piscina.
- Ainda bem que eu troxe biquini.
- Esqueci de te avisar isso, né? Mas nem sei se é uma boa entrar, normalmente quem cai aí são os bêbados - olhei assustada pra ele. - É sério. Continuando...

Entramos na casa e logo me deparei com uma sala de três ambientes. Sala de TV, sala só com dois sofás e sala de jantar. Tudo em tamanho exagerado. Olhamos a cozinha da porta porque tinha duas cozinheiras preparando a comida pro churrasco. Um barzinho ficava ao lado da sala só com os sofás e uma escada nos levava para o andar dos quartos. Cinco suítes. Agora é a parte que eu me pergunto pra quê tanto quarto se ele mora sozinho? Ah, ok.
- Quando meus primos vêm me visitar, eles gostam de ter quartos separados, porque normalmente as namoradas e namorados vêm juntos. E sempre sobra um ou dois quartos, que normalmente são praqueles que caem na piscina bêbados e não têm condições de voltar pra casa - ele ia falando enquanto abria as portas dos quartos pra eu ver por dentro. - Fala aí, sou um cara muito bom.
- Realmente, eu nunca pensaria em ter um quarto para bêbados, deixaria que eles ficassem onde caíssem - riu.
- Ah, aqui é a TV que o pessoal fica assistindo futebol quando tem mais de um jogo passando. Aqui ficam os mais agressivos e os que sabem assistir um jogo decentemente, ficam na sala debaixo. Bem, sobe aí - ele apontou para uma escada que ficava entre seu quarto e um banheiro. Fiquei me perguntando o que faltava naquela casa pra precisar ter mais um andar.

E então eu vi uma vista maravilhosa dali. Era um terraço enorme, com plantas, um banquinho, um rádio e um lago de fundo. No final do condomínio tinha um lago com pedalinhos e um parquinho que as crianças se divertiam logo ao lado. O terraço era a melhor parte da casa, com certeza. Flores das mais diferentes possíveis, um rádio em formato de vitrola, mas que tocava CD normalmente e uma coleção de músicas extraordinária. sentou-se no banco esperando que eu terminasse de olhar para todos os detalhes daquele lugar e me chamou para sentar ao lado.
Assim que o fiz, virou meu rosto pra ele e começou a massagear meu cabelo. Virou seu corpo pra mim e fiz o mesmo. Ficou olhando fundo nos meus olhos por um tempo e logo colocou uma das mãos na minha nuca para me levar até ele e fazer com que nossos lábios se encontrassem novamente.
Uma música começou a tocar de fundo e eu levei um susto, fazendo com que risse no meio do nosso beijo. Tentei me concentrar pra voltar a fazer o que estava fazendo, mas prestando atenção na música.

And I wish you would
Oh oh oh
Come over here and show me something good
You got me thinking about, thinking about
How you look, oh, hot damn
You must have wrote the book
Oh, that girl is so fine
She must of wrote the book

And every second is electric
Like a thousand volts
Not to mention, my intentions
Only natural, and your affection
Is the question I have
Yet to close and I'm close

You keep giving me looks
When you come my way
The way you're shaking me up
It's like an earthquake
You keep giving me looks
That I can't escape
You make my pulse race
With the A.O.A.


Parei de prestar atenção na música e voltei ao beijo. E eu juro que durou a música inteira e um pouco mais e só paramos porque escutou o interfone tocar. Era o porteiro dizendo que alguns dos amigos dele já tinham chegado. Sorte que tem um interfone no terraço, senão ele ia demorar dez anos pra chegar até o que tinha na cozinha. Ele me olhou e estendeu a mão para que eu me levantasse.
- Tudo bem se eles te verem comigo? Porque, er, a gente não tem nada sério e tal...
- Não tem problema não, - sorri pra ele e ele retribuiu, me beijando mais uma vez.
- Vamos lá te apresentar pra eles então. Você vai gostar deles, são gente boa - soriu novamente e me Gáou até a porta de entrada.

Ficamos esperando os meninos chegarem lá na rua mesmo. Quando um deles viu , saiu correndo para pular no colo dele. Os dois quase cairam no chão de tanto que riam. Essas crianças, viu...
Eles eram em oito e eu me perguntei se chegaria mais alguém, porque me disse que seria algo pequeno e assim que eu vi o churrasqueiro e as duas cozinheiras logo imaginei que viria muita gente.
- Dude, essa aqui é a , uma aluna minha lá da auto escola - foi me apresentando pra cada um deles que me deram um beijo na bochecha e me abraçaram muito, muito forte. Engraçado, mas senti que quase todos estavam tentando se aproveitar desse abraço, mesmo com ali do lado. - Vamos entrando pra deixar essa cerveja gelando! - empurrou os meninos pra dentro de casa. Só agora que tinha percebido que eles carregavam uma caixa com 24 latinhas de cerveja. Cada um.

Fomos todos pra parte da piscina e ficamos conversando, bebendo e comendo amendoim. mal desligava o interfone, ele tocava de novo. E as pessoas foram chegando. Meninos, meninos, meninos e mais meninos. Queria saber se eu seria a única menina no meio de tantos homens.
Não que isso fosse ruim.
me apresentou a todos e sempre vinha me dar um selinho quando saía da mesa que eu estava para falar com outras pessoas.
E eu não conseGá contar, mas tinha pelo menos uns quarenta moleques.
E ainda era 2 horas da tarde.

Carne, linGáça, frango, pão, cerveja, cerveja, cerveja, cerveja... Era só isso. E de repente começou a festa na piscina.
Um empurrava o outro, faziam "balança caixão" e qualquer outra coisa pra jogar uns aos outros lá dentro. E sim, todos bêbados, como disse.
O relógio que ficava em cima da churrasqueira, em que garrafas de cerveja representavam os números, marcava 5 horas. O tempo estava passando muito rápido e eu não conseGáa parar de rir. O pessoal era bem legal mesmo e bem engraçado; além de me tratarem super bem. Continuava sendo a única menina ali, mas nem ligava mais.
Quando os três meninos que estavam na minha mesa decidiram ir pra piscina, apareceu do meu lado.
- Você não vai pra piscina não? - Perguntei.
- Não to bêbado o suficiente pra isso - ele riu.
- Ah não? Duvido. Você bebeu mais de quinze latinhas.
- Tá me controlando, é?
- De jeito nenhum - ele riu de novo e me deu um selinho, que deveria ter se intensificado e virado um beijo decente, até Roger puxá-lo com tudo e jogá-lo na piscina antes mesmo de se dar conta do que estava acontecendo.

E foi aí que eu percebi que só eu estava fora da piscina e todos me olhavam. Olhei pros lados pra me certificar de que era a única mesmo e eles começaram a rir e a gritar '! ! ! ENTRA! ENTRA! ENTRAAAAA!', no coro mais bêbado que você possa imaginar.
Eu fazia não com a cabeça, mas eles continuavam gritando. Me recusei a entrar, mas sabia que de nada adiantaria. Vieram cinco deles me tirar da cadeira e me jogar lá.
- VOCÊS VÃO VER SÓ! - Gritei dando um tapa de leve no braço de todos eles. veio me abraçar.
- Ah, pequena, relaxa! A gente tava precisando de uma menina aqui, né!
- SIIIIIIM - todos falaram e olhou feio pra cara de cada um.
- Mas ninguém vai encostar em você, NÃO É, SEUS GARANHÕES? - Eles riram e continuaram fazendo o que estavam fazendo antes: nada. - Vem cá - ele sussurrou e me puxou pra um canto, pasme, vazio da piscina. - Bem melhor - e me abraçou.
- Seus amigos são legais. Mesmo. Dei ótimas risadas com eles.
- Eu sei escolher quem eu quero por perto, né - falou perto demais da minha boca e eu só senti cheiro de cerveja misturado com cerveja. - Tipo você - e me deu um beijo desesperado.

me beijava com força e apertava minhas costas com as duas mãos. Descia a boca pelo meu queixo, pescoço e ombros. Não o parei, talvez por estar na mesma situação que ele. Sussurrei um 'eu to bêbada' e ele deu de ombros.
Ouvimos alguns "get a room", típico de fala para casais que estão quase se comendo na frente dos outros. parou de me beijar e olhou fundo nos meus olhos. Os lindos olhos dele estavam vermelhos agora, mas continuavam lindos. Ele chegou perto do meu ouvido e disse:
- Vamos?
Como não estava mais respondendo aos meus atos, deixei com que ele me Gáasse pra fora da piscina. Subimos as escadas correndo e fomos pro terraço. me jogou em uma das paredes e continuou fazendo o que estava fazendo antes na piscina, só que com mais facilidade, já que não estávamos na água.
Puxou minha camiseta pra cima e eu não liguei, já que ela estava totalmente molhada e eu estava com biquini por baixo. Como ele já se encontrava só de bermuda, não fiz nada.
Ele começou a descer as mãos pela minha cintura e finalmente alcançou minha bunda. Segurou nas minhas pernas e as colocou em volta do seu corpo. Segurei forte na sua nuca e continuei a beijá-lo. Ele foi andando comigo em seu colo até o banco que mais cedo estávamos sentados e se sentou, sem deixar que eu tirasse as minhas pernas do seu quadril.
Em um passe de mágica ele tirou a parte de cima do meu biquini e eu nem percebi como. Parei de beijá-lo e o olhei assustada.
Ele me olhou de volta e me puxou pelos cabelos pra me beijar novamente.
Não iria fazer o que eu quase tinha feito há duas noites em seu carro. Era cedo demais pra me entregar a ele desse jeito.
Deixei que ele me beijasse o quanto ele quisesse, mas ele cansou desse joGánho e se levantou novamente, ainda me carregando. Me colocou de pé e foi me dando beijos por todo o meu corpo. Quando chegou no meu umbigo, segurou o zíper do meu sorts e o abriu, puxando a peça toda para baixo. Continuei não ligando, já que estava de biquini ali. E ele já tinha me visto sem nada...
Minha dor de cabeça começou a aumentar e eu já não aguentava mais tudo aquilo. Enquanto beijava meu pescoço, me sentei no banco e fiz com que ele parasse um pouco.
- Que foi?
- Dor de cabeça... Acho melhor a gente parar aqui.
- Ah, não. Não mesmo - ele me pegou no colo e me levou escada abaixo.
Entramos no seu quarto e ele me colocou gentilmente na cama. Colocou as mãos do lado do meu corpo e voltou a me beijar. Continuei correspondendo ao beijo, mas toda vez que fechava os olhos, me perdia em pensamentos e saía de órbita. Não sabia mais se estava sonhando com aquilo ou se ainda estava acordada o suficiente para beijá-lo mais.
Até que abriu a gaveta do criado mudo que ficava do lado direito de sua cama e pegou alguma coisa. Eu já estava tão perdida com tudo que não vi o que era, mas senti...


Eleven;


Acordei com a luz do sol que tocava meu rosto. Abri um pouco meu olho para tentar lembrar de onde eu estava, mas a dor de cabeça era muito pra conseGár levantar um pouco e analisar o local. Senti uma mão na minha cintura e me virei devagar para o outro lado. dormia profundamente e de repente eu me lembrei. Olhei debaixo do lençol pro meu corpo, desejando não estar certa sobre o que eu achava que sabia que tinha acontecido. É.
Estava certa.
Eu estava completamente nua, assim como . Então flAshleyes vieram à minha mente.
Churrasco. Cerveja. Piscina. Terraço. Cama. Gaveta. Penetração.
- Por que, ? Por quê? - Eu repetia baixinho pra mim, quase chorando. não tirava a mão da minha cintura, então eu não conseGáa me mexer pra sair dali.
Cutuquei o ombro dele na esperança que ele acordasse, mas ele só se mexeu um pouco. Pelo menos tirou a mão de mim. Minha mãe devia estar desesperada atrás de mim. Saí da cama pegando meu biquini no chão, assim como as outras peças da minha roupa do dia anterior. Meu celular estava no criado mudo ao lado de e fui pegá-lo.
19 chamadas não atendidas.
15 mensagens de voz.
3 mensagens não lidas.


Respirei fundo e saí do quarto pra poder ligar pra minha mãe.
- ! ONDE VOCÊ TÁ? FILHA, TÁ LOUCA? TO TENTANDO TE LIGAR DESDE ONTEM À NOITE. ONDE VOCÊ TÁ? CADÊ O ? ELE NÃO DISSE QUE IA TE TRAZER DE VOLTA?
- Pára de gritar, mãe, por favor. Eu to aqui na casa dele. Vem me buscar? Te conto no caminho...
- Vai indo pra portaria que eu já to perto daí!
- Tá bom...

Desliguei e fiquei pensando no que eu faria. Passei pelos outros quartos e vários dos meninos estavam desmaiados nas camas. Desci as escadas em silêncio e pedi para uma mocinha que parecia ser da limpeza para que ela abrisse a porta pra mim, que estava trancada. Agradeci e fui para a portaria, reclamando do sol que penetrava meus olhos. Estava perdida nos meus pensamentos, tentando decidir se eu contava pra minha mãe sobre tudo ou se falava que eu tinha bebido demais e acabei dormindo por lá mesmo, pra não preocupá-la quando chegasse em casa, nenhuma das duas opções eram boas e... De repente trombei com alguém.
- Ai, desculpa - continuei a andar, sem nem ao olhar para a pessoa.
- ?
- ? - Forcei minha vista para reconhecer o rosto. - O que você tá fazendo aqui?
- Meu primo mora aqui, nessa casa - ele apontou pra casa que no dia anterior eu tinha achado maravilhosa. - E você? Por que está com essa cara? Parece que tomou um porre.
- E tomei. Tava num churrasco aí, mas minha mãe já tá aí, preciso encontrá-la.
- Eu te levo até a portaria.
- Não precisa, sério - tentava tirar as mãos dele dos meus ombros que tentavam me Gáar até a saída, inutilmente, claro. - , me solta!
- , fica quieta. Você tá tropeçando nos seus próprios pés, quer fazer o favor de abrir esses olhos?
- Apaga esse sol que eu abro!
- Você é teimosa demais, caralho. Pronto, chegamos - acenou pra minha mãe que já estava lá na frente e, não contente, me levou até o carro. - Bom dia.
- Bom dia . Como você está, meu querido?
- Bem e a senhora?
- Um pouco brava com a sua amiga aí, mas to bem. Você também tava no churrasco? - Fui entrando no carro enquanto os dois tinham esse diálogo adorável.
- Não, não. Tava na casa do meu primo e encontrei a no meio do caminho. Bem, ela está entregue agora, preciso voltar pra lá. Se cuida, . Tchau, tia - ele deu um beijo na bochecha dela e voltou pra dentro do condomínio. Procurei meus óculos de sol no porta luvas e, graças, eles estavam lá. Os coloquei e encostei minha cabeça na janela, desejando que minha mãe não começasse a gritar no meu ouvido sobre como eu era irreponsável, como ela quase foi na polícia para me procurar, que eu ficaria dez mil anos de castigo e blablabla. E seria só eu pedir desculpa e dizer que isso não aconteceria de novo, que ela retiraria tudo que ela tivesse falado.
- , filhota, não faz isso comigo, tá? Eu fiquei preocupada! Eu sei que você já é maior e tudo mais, mas não é razão pra deixar sua mãe te esperando chegar em casa. Você podia ter me ligado pra avisar que ficaria aí a noite toda, eu não teria dito não - Estranhei o ato dela, mas fiquei feliz em saber que ela tinha parado com toda essa frescura.
- Tá bom, mãe, desculpa mesmo. É que todo mundo tava se divertindo tanto que eu nem me dei conta do horário e quando vi, já tava dormindo. Quer dizer, só percebi que tinha dormido lá quando eu acordei hoje. Desculpa mesmo, não vai acontecer de novo, tá?
- Tudo bem... Quer ir pra casa?
- Por favor.

Chegamos em casa e logo fui pra debaixo do chuveiro. Tomei um banho bem demorado e bem quente. Aquela dor de cabeça tinha que passar logo. Me deitei um pouco e logo peguei no sono. Acordei com minha mãe me chamando para almoçar e logo desci até a cozinha. Ela perguntou se eu estava melhor e me lembrou do que eu estava quase esquecendo.
- Vai querer que eu te leve até a auto escola hoje?
"Não mãe, eu não quero nem ir!" - Se você puder...
- Tá bem. Eu vou até o mercado e às 5 e meia te pego aqui, ok?
- Tá bom mãe, obrigada - ela me deu um beijo na testa e saiu com o carro para o mercado.

Fui até o computador, já que não tinha nada melhor pra fazer, e resolvi entrar no twitter, que eu tinha abandonado um pouco.
Abri direto nos replies e respondi minhas amigas. Depois fui para as DMs...

, desculpa por ontem/hoje. mesmo. mas não precisava ir embora escondida! 6 hours ago
cadê você? você tá bem, né? não fui hoje de manhã na auto escola, mas vou no final da tarde. temos aula, hein! 3 hours ago
já que você não aparece, to indo pra lá. nos vemos daqui a pouco, gatinha. 2 hours ago

Abri o twitter dele pra ver se ele tinha comentado sobre algo do churrasco. Só uma coisa:

churrasco ontem foi foda! mas preciso aprender a me controlar com algumas coisas, posso ter magoado alguém. enfim...

muito bom saber que as pessoas às vezes se tocam.

Claro que eu não posso colocar toda a culpa nele, afinal, pra fazer alguma coisa como o que fizemos ontem, precisa de duas pessoas. Mas ele agiu errado de me levar até a sua cama e fazer sexo estando bêbado e sabendo que eu também estava.
Certeza que ele ia pedir pra me levar de volta pra casa depois da aula; no meio do caminho iríamos conversar.
Fiquei deitada esperando a hora passar e logo comecei a me arrumar, já que mamãe chegaria em casa pra me levar à aula.

Esperei aparecer para colocar nossa digital no sistema e logo fomos pro carro. Viramos a esquina e ele ainda não tinha falado nada. Nem eu. Eu fui o caminho inteiro olhando para a rua, com o rosto virado pra janela, sem olhá-lo. Percebi que ele tinha passado do ponto em que trocávamos de lugar para eu poder dirigir e prestei atenção onde ele estava indo. Paramos perto de uma praça que não tinha muito movimento nem de pessoas e nem de carros. Ele desligou o carro e senti que se virou pra mim.
O ouvi suspirar e batucar os dedos no volante. Ainda não olhava pra ele.
- E então?
- O que?
- Não vai olhar pra mim? - Balancei a cabeça negativamente. - zinha... Você não viu as DMs que eu te mandei? Eu pedi desculpa, não queria ter feito aquilo... Quer dizer, não daquele jeito e nem naquela situação. Mas aconteceu. E você também quis, porque você não me parou em momento algum. E, quer saber? Eu não me arrependo totalmente, porque, afinal, foi bom. Apesar de eu não lembrar exatamente de tudo, eu sei que foi bom, porque foi com você. ? Caralho, fala alguma coisa! Você não pode ficar aí com a cara virada pra sempre. Você também participou disso!
- Tá, porra! Eu sei! - Finalmente me virei pra ele. - Eu não gostei de ter feito isso, . Não gostei nem um pouco, mas, como você disse, aconteceu. Eu só não achei certo você ter se aproveitado da situação, entende? Você podia muito bem ter parado na hora que eu pedi pra você parar. Mas nããão... Homens, né? Não conseguem fazer isso!
- Não começa a falar desse jeito... Eu já pedi desculpa! O que mais você quer que eu faça?
- É só não repetir isso e parar de ser tão apressado pra fazer sexo em todos os lugares.
- Não é bem assim! Mas tá, não vai se repetir.

Ele falava fazendo carinho no meu cabelo e conseGáu fazer com que eu derretesse e aceitasse o que tinha acontecido. Demos um beijo leve e delicado; ele parecia estar segurando uma boneca de porcelana nas mãos, tamanho cuidado que segurava meu rosto. Respiramos fundo e fomos dar uma volta. Eu não estava com cabeça para digirir e ele entendeu, então ficamos o tempo das aulas passeando pelas ruas, conversando e cantando.
Como minha mãe havia pedido pra ir me buscar hoje, quando chegamos na auto escola ela já estava lá. Só entramos para fechar o sistema com as digitais e nos despedimos com um beijo igual ao que demos no carro. Talvez esse fosse o estilo de beijo mais gostoso de . Apesar do "selvagem" e desesperado também ser uma delícia.
- Nos falamos mais tarde - ele deu um último selinho e foi fechar a auto escola.

Voltei pra casa com minha mãe e chegando lá fomos jantar. Depois cada uma foi para o seu quarto e aproveitei para entrar um pouco na internet. ainda não estava online no msn, então fiquei fuçando em sites aleatórios.
Janelinha piscando.

diz:
Melhorou, cachaceira?

Li a mensagem dele e virei os olhos. Como estava com o status Ocupado, não me dei ao luxo de responder.

diz:
Com quem você tava lá? Fala a verdade, . Eu não conheço nenhum amigo seu que more lá.
E eu acho que você deveria falar logo comigo!
diz:
Oi

Seca mesmo, nem ligo!

diz:
Ah! Sabia que você tava aí. E aí, tá melhor?
diz:
To.
diz:
E com quem você tava lá, hein?
diz:
Era festa da auto escola.
diz:
Nossa, bem certo todo mundo encher a cara enquanto tá aprendendo a dirigir.
Teve aula hoje?
diz:
Teve.
diz:
E como foi?
diz:
Normal.
diz:
Pera aí já volto.

Eu queria poder contar tudo pra ele. Afinal, ainda era meu melhor amigo. Mas eu estava ficando com ele. Não podia contar que tinha outro na história, não é? Desejei que ele demorasse muito para voltar, assim eu conseGária me segurar.
Pensei errado. Janelinha piscando.
Ou não.

@ diz:
oi gatinha!

Twelve;


Fiquei olhando pra tela do computador durante alguns minutos. me chamou novamente perguntando se eu estava lá; eu estava?
Já tinha lido uma vez uma história parecida com tudo que estava acontecendo. A menina ficava com um menino e tinha um casinho um tanto quanto físico com outro. Mas nessa história o casinho sabia do ficantezinho e talvez continuasse com ela por pura safadeza; e no meu caso nenhum dos dois sabia da existência do outro. Não que isso fosse tão bom assim, mas diminuiria os problemas.
Mas pra quê ficar nesse joGánho? Eu gostava muito do ... gostava não, ainda gosto! Mas não sei se isso vai pra frente; já não foi uma vez, o que indica que agora vai ser diferente? E o ... bem, na verdade nosso caso é mais físico mesmo... ele é meu instrutor de auto escola! Ai.
E se eu passasse a conhecer o melhor? Confesso que me senti muito bem no churrasco ontem, antes de tudo que aconteceu ter acontecido... ou não. Eu estaria mentindo se dissesse que eu me arrependo completamente, porque na verdade eu sabia que isso ia acabar acontecendo uma hora ou outra. Eu só queria que nós dois estivéssemos sóbrios e eu lembrasse de tudo, só tinha alguns flAshleyes na mente. Mas e se o fizesse isso com todas as alunas dele? Se ele já deu um vestido maravilhoso pra várias delas e contou a história da ex dele pra ficarem emocionadas e acabarem cedendo tudo e mais um pouco? Mas ainda tem o lado que talvez ele possa gostar de mim. Ele não me chamaria pra um churrasco com mil meninos se eu fosse só "mais uma aluna". Teria que contar pra ele a real.
E ia ser agora.

diz:
Oii
Tudo bem?
@ diz:
Tudo e você?
diz:
Tudo sim
@ diz:
E aí o que me conta de bom?
diz:
Olha, eu não sei se é assim tão bom, mas eu queria falar com você.
@ diz:
Quer que eu passe aí?
diz:
... São onze da noite.
@ diz:
E daí?
diz:
Tá, vem que a gente fica no hall conversando então.
@ diz:
Te dou um toque quando estiver chegando
Beijo gatinha

Talvez assim fosse melhor. Conversar sobre essas coisas no MSN não é muito legal. Fui colocar um blusão por cima do meu "pijama" e fiquei esperando ligar. Não demorou muito e meu celular já estava vibrando. Desci até o hall e pedi pro porteiro liberar o portão pra que ele entrasse.
Me deu um beijo profundo, massageando meu cabelo e perguntou como eu estava e por que eu estava com aquela cara. Fui até os sofazinhos que ficavam no hall em um canto um pouco escuro e pedi pra ele ouvir tudo o que eu tinha pra falar e depois ele falava o que quisesse. Ele concordou então logo comecei; de nada adiantaria enrolar.
- ... Eu preciso te contar uma coisa - tentava olhar em seus olhos, mas não conseGáa. Estava com vergonha de mim mesma. - Eu tenho outro.
- Como assim, voc-
- Eu disse que eu ia falar tudo e depois você falava, certo? Certo. É uma história longa e complicada, mas eu vou te resumir dizendo que eu voltei a ver o meu ex. Não que nós estejamos juntos, mas nós nos vimos algumas vezes, depois de eu ter te conhecido. Eu não sei se isso vai levar à alguma coisa, assim como eu não sei se isso aqui vai levar a algo - apontei pra mim e pra ele -, por isso que eu resolvi ter essa conversa com você. Eu to muito confusa, de verdade. E sei lá, quero ser sincera com você, porque eu to me divertindo, apesar de achar que tá tudo indo muito rápido, tá sendo legal. Mas eu preciso saber do seu lado, porque eu já pensei em mil possibilidades e em pensamentos que você deve ter, mas quero ouvir de você - ele não falou nada, ficou apenas me olhando. - ?
- Terminou? - fiz que sim com a cabeça. - Ok. Bem, depois da , eu não me apaixonei por nenhuma outra menina, ou talvez não me deixei me apaixonar. E por conta disso nunca me envolvi com alguém realmente me importando com ela, entende? Peguei muitas meninas sim, mas quase nenhuma, ou nenhuma mesmo, eu me apeguei ou sei lá. E com você foi diferente. Eu me sinto muito bem ao seu lado, de verdade; sei que é cedo pra falar essas coisas, mas eu também to achando legal do jeito que tá. Agora, se você quiser parar por aqui e voltar com o seu ex, eu não vou te impedir, tanto que eu não tenho o menor direito de fazer isso. Mas se você quer saber se isso aqui pode ir pra frente, a minha resposta é que pelo meu lado sim, com certeza - fiquei olhando pra ele por um tempo, compreendendo cada palavra que ele tinha acabado de dizer.
- Acho que eu quero tentar. Com você. Mas com calma. Sem bebidas nos levando pra cama e tudo mais - ele sorriu de canto.
- Tudo bem, sem bebidas. Mas e o seu ex?
- Eu vou conversar com ele ainda, não vai nos impedir de nada, só vou terminar essa história de uma vez por todas - sabia que não ia ser nada fácil, mas eu não poderia ficar com dois meninos ao mesmo tempo pra sempre, certo?

sorriu e começou a acariciar meu rosto, me puxando pra mais perto dele e tocando seus lábios nos meus com a maior calma do mundo. Respirei fundo enquanto estávamos desse jeito e depois me deixei levar. Ele me deu mais alguns selinhos e depois começou a pedir espaço para a sua língua encontrar a minha. Cedi devagar, aproveitando o momento e nosso beijo foi o melhor de todos que já tínhamos dado desde a primeira vez. Uma mistura de calma, prazer, felicidade e alívio.
- Acho que eu já vou indo, . Tem aula amanhã de manhã e você também deveria voltar pra sua casa, né? - olhei no meu relógio.
- Uma hora da manhã? Mas eu nem percebi passando o tempo e...
- Nem eu. Viu como é bom? - ele sorriu e deu um selinho rápido. - To indo gatinha. Até amanhã.
- Até , cuidado - demos mais um beijo e o acompanhei até o portão, pedindo pro porteiro abrir para poder sair. Acenei pra ele assim que ele passou com o carro na frente do prédio e voltei pro meu apartamento. Desliguei o computador e fui dormir. Conversaria com depois.

Thirteen;


Acordei tarde demais e Gê já estava preparando o almoço. Bocejei um 'bom dia' para ela e fui tomar um banho para tirar a "nhaca" de mim. Contei para ela sobre o que tinha acontecido no final de semana já que não estava com vontade de falar sobre o assunto no dia anterior.
- Acho que agora você tem que falar com o . Não adianta falar com só um lado da história, certo? Mas acho que você fez a coisa certa.
- Eu vou falar sim, Gê, pode deixar. Vou lá ver TV, se eu dormir, umas 5 horas você me acorda?
- Dormir mais, menina? - Ela ria enquanto tirava a mesa.
- Vai saber...

Assisti a qualquer coisa na televisão esperando ansiosamente o relógio do meu celular virar 17h.
Fui passar uma água no corpo de leve e coloquei uma roupa "normal".
Sai às seis horas junto com a Gê e fui até a auto escola. Peguei um leve trânsito, mas conseGá chegar a tempo de começar a aula. Coloquei minha digital no sistema após colocar a dele e seGámos para o carro. Ao virarmos a esquina olhamos para os lados para ver se não tinha nenhum carro da auto escola por ali e nos cumprimentamos com alguns selinhos.
- Dormiu bem, gatinha?
- Uhum e você?
- Muito. Sabe, fiquei pensando a noite toda no que conversamos ontem na sua casa...
- Ah é? E aí? - Passava a minha mão na perna direita dele enquanto conversávamos.

Ele parou o carro uma rua depois da que trocávamos de lugar no carro e se virou para mim. Segurou meu rosto com suas mãos e beijou meus lábios delicadamente.
- Eu quero muito que isso dê certo - sorri verdadeiramente e sussurrei um 'eu também'. - Aula agora?
- Aaaah... Tá bem, tá bem, não faz essa cara pra mim! - Ele riu e saiu do carro para podermos trocar de lugar.

A aula foi a mesma coisa de sempre e a volta pra casa também. Ficamos alguns minutinhos nos beijando e antes que minha mãe pensasse em me ligar perguntando onde eu estava, resolvi me despedir de e ir pra casa. Agradeci a carona e falei com um sorriso no rosto um 'até amanhã'.
Cheguei ainda sorrindo em casa e minha mãe logo percebeu. Perguntou o que tinha acontecido e só disse que estava indo muito bem nas aulas e me dando muito bem com o instrutor - e como!
Jantei com mamãe enquanto assistíamos pela milésima vez a um episódio de Friends e logo ela começou a bocejar de sono. Me desejou boa noite e disse para eu não ir dormir muito tarde - o que ela falava todo dia. Fui até o computador e assim que entrei no msn, apareceu uma mensagem offline.

diz:
?
Ainda não voltou?
Bem, você deve ter ido dormir... Só queria saber porque você tá me evitando... Nem quis falar direito comigo ontem quando te encontrei lá no condomínio.
Você primeiro diz que podemos voltar a ser amigos e repetir o que fizemos aquela noite e agora fica aí, me ignorando no msn e tudo mais.
Se quiser conversar sobre qualquer coisa, você sabe que pode falar. Sempre fui seu melhor amigo, posso te ouvir sempre que você quiser/precisar.
Eu to indo dormir agora, amanhã conversamos.
Beijo, eu te amo.

"Eu te amo". Li aquela frase muitas vezes. Muitas mesmo. Ele disse que ainda me amava no dia que fomos jantar, mas isso ainda não tinha entrado na minha cabeça. Ou melhor, eu não queria que entrasse. Não queria cair na besteira de voltar com ele e me decepcionar novamente. Por mais que ele tenha voltado "pra mim", não queria dizer que ele havia mudado e que faria isso dar certo. E também tinha , que me fazia extremamente feliz e que eu sentia que queria que isso desse certo entre nós. Eu estava curtindo o que tínhamos. Não era um compromisso sério, ainda estávamos nos conhecendo e tudo mais, mas eu sabia que, de alguma forma, nossa relação iria para frente se os dois se empenhassem nisso. Bem, eu precisava contar para o , ele merecia saber a verdade, mas era um tanto quanto difícil pra mim...
Fiquei online no msn e alguns segundos depois entrou também. Com certeza ele estava "invisível" até eu entrar, mas ok. Fui logo falar com ele.

diz:
Oi !
diz:
Oi , tudo bom?
diz:
Tudo sim e você?
diz:
Aham.
Leu minhas mensagens pra você?
diz:
Li sim, era sobre isso que eu queria falar.
diz:
Hm, pois bem, então fale.
diz:
Bem... Eu tenho uma coisa pra te contar. Queria na verdade que fosse pessoalmente, mas eu não posso mais esperar, então vou falar por aqui mesmo.
Lembra que eu tinha te falado que estava saindo com outra pessoa? É, ainda estou com ele e ontem eu contei de você pra ele e tudo mais. O que eu queria te dizer é que eu estou junto com ele e acho que vai pra frente, então acho que deveríamos nos controlar agora e realmente sermos só amigos.
Eu só queria te contar logo pra você não ficar se iludindo e tudo mais em relação a nós dois.
diz:
Tudo bem ... não vou te prender e nem nada disso, você já é bem grandinha e sabe o que é melhor pra você. Só de ter a sua amizade, é o suficiente pra mim, você sabe.
Mas me diz, quem é?
diz:
É claro que você terá a minha amizade. Sempre, !
Hm... É o meu instrutor da auto escola :x
diz:
O QUE? Meu Deus, você é louca? , se pegam vocês dois, ele pode ser despedido!
diz:
Eu sei , mas foi tudo muito natural. E nós estamos tomando o maior cuidado do mundo. E também, ele tem outro emprego, não precisa tanto desse.
diz:
Ele é boa gente? Te trata bem e tudo mais?
diz:
Sim sim, , ele é muito amorzinho e a razão dele ser instrutor é linda. Acho que foi isso que fez com que eu começasse a gostar dele...
diz:
Ah é? Me conta.

Contei pra ele tudo que o me contara sobre a aquela noite que estávamos no restaurante e também contei sobre a casa dele e o dia do churrasco. também achou muito legal a intenção dele em ser instrutor e me perguntou qual era o outro emprego dele.

diz:
Hm... boa pergunta ! HAHA Acabei de perceber que eu não perguntei isso pra ele.
diz:
... cuidado amor! Vai que ele é traficante e por isso tem todo esse dinheiro.
diz:
! Que horror. É claro que não. Eu vou perguntar pra ele e depois te conto, ok?
diz:
Pergunte mesmo, quero ninguém te fazendo mal, hein. Se eu não posso te ter, quero que você tenha pelo menos alguém decente ao seu lado.

Toda vez que ele falava algo de não me ter, que ter a minha amizade era suficiente e tudo mais, eu sentia meu coração apertar. Sabe, ele sabia que eu não queria mais nada com ele e a única coisa com que ele se preocupava era com o meu bem. Se o cara que eu estava junto me faria bem. Tem como não perceber que ele realmente gostava de mim? Mesmo que fosse só como amiga, mas eu achava isso muito lindo. Eu não sei se seria capaz de agir desse jeito se alguém que eu gostasse preferia ficar com outra pessoa e tudo mais.
sempre foi esse amor de pessoa.
E isso ainda me deixava dúvidas de se o era realmente a minha decisão certa.
Bem, quem não arrisca não petisca, certo?

diz:
Eu vou perguntar, . E, também... Bem, não sei se é uma boa ideia, mas se você quiser, posso marcar algo pra vocês se conhecerem... Mas só se você quiser!
diz:
Primeiro você vê se ele é do bem que aí tudo bem! Brincadeirinha... Mas sem problemas , quero conhecê-lo mesmo!
diz:
Certo, combinado então!

Fiquei mais um tempinho conversando e rindo com o e já que o não apareceu, resolvi dormir. Não queria acordar tão tarde de novo no dia seGánte. Precisava começar a fazer alguma coisa nessas férias ao invés de ficar só na frente do computador. Isso acabaria me fazendo mal. Ia engordar e ficar sedentária e tudo mais e isso não era nada bom!
Talvez começar a ler um livro seria uma boa pedida.
Tanto faz, decidiria na hora que acordasse.

, to indo dormir, tá? não sei se você ainda vai aparecer por aqui hoje, mas acho melhor eu ir deitar. até amanhã :*

Fourteen;


Quarta feira. Mais um dia de auto escola. Seria a mesma coisa de sempre, não que eu estivesse reclamando dessa rotina, longe disso, mas esperar dar 5 horas pra sair de casa e ficar o dia todo sem fazer nada era um saco.
Peguei um livro que há um tempo queria ler e quando me dei por mim, já eram 4 da tarde e eu tinha que me arrumar. Minha mãe tinha falado que ia me levar até a auto escola, então resolvi passar um tempo no computador.

esperando minha mãe chegar pra me levar na auto escola :)

Olhei minhas dms pra ver se o tinha respondido algo e lá estava:

oi gatinha, desculpa por ontem, a internet em casa não tava funcionando. nos vemos mais tarde? :*

Sorri involuntariamente e acordei dos meus pensamentos quando meu celular tocou, minha mãe havia chegado.
Chegando a auto escola, o mesmo de sempre. Digitais, carro, esquina, cumprimentos, troca de lugar, baliza, volta à escola, digitais, apagar as luzes, fechar tudo e pegar carona com .
- Viu o que eu te mandei no twitter de manhã?
- Vi sim, imaginei que tivesse acontecido algo assim ou que você estava cansado. Ah, falei com o ontem...
- Ah é? E aí? Vamos continuar juntos ou vou ter que te devolver pra ele? - falava rindo.
- Er, para de ser besta! É claro que vamos continuar juntos! - Dei um tapa de leve no braço dele e ri junto. - Inclusive, precisamos marcar um dia pra sairmos todos juntos porque ele quer te conhecer.
- Sério? Ele não vai querer sair na porrada comigo não, né? Porque sabe, né, eu sou faixa preta! - fez um "golpe" no ar, demonstrando sua (pouca) habilidade.
- HAHAHA É, realmente, deve ser bem faixa preta mesmo! Claro que não, é só pra ele ver se você é do bem!
- E você não poderia falar pra ele que eu sou do bem?
- É que na verdade eu ainda não sei se você é... - Ele me olhou confuso. - Sabe, ontem, quando eu estava conversando com o , comentei que você tinha um outro emprego e aí me toquei que você nunca me disse qual era e ele já imaginou que você podia ser um traficante, sei lá, não que eu ache isso e... ! Você não é, né? - Ele fez uma cara de "mafioso" enquanto eu falava que realmente me assustou. Ele logo começou a gargalhar e eu dei vários tapinhas em seu braço. - Idiota! Quase caí nessa.
- Eu sei, sua cara foi muito engraçada! - Ele continuava rindo e eu mandei ele se ligar no trânsito já que o semáforo já estava aberto. - Mas então, eu sou fotógrafo, meu amor, nada de tráfico não!
- Hum... Que horas?
- Finais de semana.
- E o que você fotografa?
- Eu trabalho em uma agência de eventos, então quando tem casamento, festa de quinze anos e etc etc etc, eu vou para os mais luxuosos.
- Uau, desculpa aí, hein. E só isso?
- Eu trabalho só com isso. O salário da auto escola eu uso pra pagar as despesas do Max, como eu te disse lá em casa, e ainda tem a herança que meus pais deixaram pra mim e um pouco de dinheiro da , já que ela não tinha irmãos e o pai dela também faleceu. É, dá pra me sustentar.
- E como, né - olhei sorrindo pra ele. Ele sabia administrar o dinheiro, era isso, porque era quase impossível ter tudo o que ele tinha mesmo com todas essas explicações.
- Tá com menos medo de mim agora? - ele falou rindo e eu dei um tapa de leve em sua bochecha.
- Foi meu amigo que fez eu ter medo, nem vem!
- Sei... - Ele estacionou o carro na frente de casa e desligou o motor. Virou para mim e antes que eu pudesse ao menos piscar, já estávamos com uma boca colada na outra.

Clichê demais eu ainda achar maravilhosa a corrente eletrizante que passava de um corpo para outro?
O ar já estava quente demais quando meu celular tocou. Provavelmente minha mãe. Olhei rapidamente para o relógio, sem desgrudar minha boca da de e percebi que já estava ali há um tempo razoável para minha mãe se preocupar. Dei uma mordidinha de leve no seu lábio inferior e separei nossos lábios, encarando-o. Seu rosto tinha estampado um sorriso bobo e eu me juntei a ele, passando as mãos em suas bochechas. Dei alguns selinhos nele de despedida e logo subi pra casa.
Minha mãe resolveu perguntar como estavam indo as aulas e eu tinha uma certa confiança que eu estava indo muito bem. Não tinha mais deixado o carro morrer, fazia balizas perfeitas... Só errava um pouco na hora de freiar, mas nada que as próximas aulas me ajudassem a melhorar. Ela ficou feliz e, enfim, veio a pergunta que eu mais temia:
- E o ? Legal ele? Achei ele super gatinho! Andam se dando bem?
- er... Ele é legal sim, mãe. Me sinto bem confortável com ele ao meu lado.
- E rola algo a mais? - Arregalei os olhos para ela. Sempre ouvi falar que as mães tem um sexto sentido em relação aos seus filhos, mas ela deveria estar jogando verde. Nunca deixei nenhum vestígio que eu poderia estar tendo um caso com o meu instrutor...
- Mãe, ele pode ser mandado embora se "rolar" - fiz aspas com as mãos - algo a mais - dei o assunto por encerrado.
- Até aí... Na empresa em que eu trabalhei com o seu pai, era proibido ter relacionamentos e nós conseGámos esconder muito bem.
- Whatever mãe... Não rola nada, ok?
- Tudo bem, não tá mais aqui quem falou. Lava a louça hoje?
- Que? Não mesmo. A Gê chega amanhã de manhã, não vou lavar a louça agora - virei os olhos e só coloquei os pratos na pia. Vi minha mãe assistindo TV na sala e fui para o meu quarto. Tomaria um banho e depois ficaria fazendo nada na internet. Só pra variar...


- Oi gatinha - selou nossos lábios ali, na recepção, na frente dos outros alunos, dos outros funcionários... E ele parecia não ligar. - Tudo bem?
- Tudo e você, amor? - Me ouvi dizer ali, na recepção, na frente dos outros alunos, dos outros funcionários... E eu parecia não ligar.
- Tudo ótimo. Vamos?

Pensei que iríamos colocar nossas digitais no sistema, mas não, fomos direto pro carro. Pro New Bettle, no caso. Entramos nele, eu no banco do motorista e ele no passageiro. ligou o rádio e eu dei a partida. Desconhecia o caminho que eu estava fazendo, mas parecia que sabia bem para onde estava indo. Paramos na portaria do condomínio fechado de e o porteiro acenou para gente, levantando a cancela. Fomos até sua casa e eu estacionei o New Bettle ao lado do Porsche amarelo. Entramos em casa e logo Max pulou em cima de mim, lançando sua baba por todo o meu rosto. Dei um beijinho na testa dele e sussurrei "Quem é o filhotinho mais lindo da mamãe?" e jurei ter visto ele sorrindo pra mim, balançando o rabo sem parar.
entrou atrás de mim e me segurou pela cintura. Chegou perto do meu ouvido e soltou seu ar quente dizendo "Eu sou o filhotinho da mamãe" e deu uma mordida ali. Me virei pra ele e sorri abobalhada. Ele me pegou no colo e logo entrelacei minhas pernas em sua cintura enquanto ele tirava o meu cabelo do rosto, fazendo carinho em minhas bochechas e, finalmente, me beijando.
Conforme o beijo ia aumentando a sua velocidade, ia andando pela casa até chegarmos ao seu quarto. Me jogou na cama e começou a destribuir beijos por todo o meu corpo enquanto eu sorria deliciosamente, aproveitando aquele momento. Tiramos a roupa um do outro ao mesmo tempo e logo estávamos com nossos corpos grudados, nos beijando cada mais calorosamente. desceu sua mão direita pelo contorno do meu corpo chegando à minha intimidade e mordendo meu lábio milésimos antes de me penetrar com seus dedos. Em movimentos intercalados entre rápidos e devagares, ele ia me levando à loucura, fazendo com que eu apertasse cada vez mais seus cabelos entre meus dedos. Ele gritava "Vai, , goza pra mim", e eu estava me esforçando cada segundo mais, até que conseGá e relaxei meu corpo sobre a cama, abrindo os olhos e encarando-o. "Agora é minha vez", falei sorrindo pra ele e ficando por cima dele, distribuindo beijos por seu peito, tórax, abdomên e barriga bem definidos até encontrar seu membro enrijecido entre suas pernas. Logo o segurei entre minha mão direita e comecei a masturbá-lo. Fiz movimentos rápidos, massageando as partes em que ele era mais sensível e mordia os lábios enquanto falava pra eu continuar. Diminui o ritmo e logo lambi a lateral de seu pênis, antes de abocanhá-lo por completo. Quando o senti pulsando dentro de minha boca, parei e fui engatinhando até perto de seu rosto, mordendo sua orelha e sussurando "Vai, , goza pra mim" e em menos de um segundo ele estava correndo para o banheiro. Deitei na cama rindo e me cobri com o lençol. Afundei minha cabeça no travesseiro e assim que fechei os olhos, passou a mão pelo meu braço...


- ? Acorda, menina! Já passou do meio dia - abri meus olhos devagar e encontrei Gertrudes me encarando. - Sonhou algo bom? Você não tira esse sorriso da cara! - Ri do que acabara de acontecer e me sentei para me espreGáçar.
- É, até pareceu real. Ai, Gê, esse ainda acaba comigo.
- Nossa, o que eu perdi?
- Nada, nada. Vou tomar um banho. Você já fez o almoço?
- Não, queria ver o que você queria, né.
- Frita uns nuggets, sei lá, pode fazer o que tiver - mandei um beijo pra ela já da porta do banheiro e logo estava debaixo do chuveiro, deixando a água cair por todo o meu corpo me fazendo acordar do ótimo sonho dessa noite. Um sonho estranho, mas muito bom. Acho que isso veio assim pelo fato de eu e não termos feito nada ainda (conscientes) e pelo jeito que nos beijamos quando ele me deixou em casa no dia anterior. Teria que pensar em alguma coisa para tocar nesse assunto com , sem dar uma de desesperada ou de oferecida. Quem sabe chamá-lo para vir em casa no final de semana, já que minha mãe estaria em curso em outra cidade? É, talvez seja uma opção.

Fifteen;


Não teria aula de direção no sábado de manhã porque era feriado, então assim que minha mãe virou a esquina a caminho do Plaza para ter seu lindo curso, já estava lá, estacionando o Porsche na minha garagem. Oi, tem um Porsche amarelo na vaga onde futuramente estará meu carro e ele é do meu peguete, mil beijos.
Apresentei meu apartamento para ele e ele logo avisou que quando casássemos, moraríamos em uma casa, porque ele não suportava cômodos muito próximos, disse que isso era coisa de preGáçoso. Ok, só porque ele morava em uma mansão, não quer dizer que meu apartamento seja assim tão pequeno. Era o suficiente para mim e para a minha mãe. E ainda sobrava uma suíte e um quarto que transformamos em escritório (e agora era ocupado pela Gê), mas eu não reclamaria de morar em uma casa. Claro que não.
Mostrei meu quarto para ele e quando ele olhou para as paredes, soltou uma risadinha.
- Que foi?
- Você não tá bem crescidinha pra colar pôsteres nas paredes de bandinhas? - Ele foi chegando perto de um pôster da minha banda favorita. O mais lindo de todos que eu tinha colado ali.
- O quarto é meu e eu colo o que eu quiser na parede. Aposto que se fosse mulheres peladas você não ia falar nada - revirei os olhos e logo senti sua mão na minha bochecha. - Quê? - Perguntei indiferente.
- Desculpa emburradinha, eu tava só brincando - suspirei debochada. - Vem cá.
- Não - cruzei os braços e fiz bico. Claro que eu estava só brincando, não tinha ficado realmente brava só por causa disso, mas tinha que começar meu plano de provocação uma hora ou outra.
- Vem - ele me puxou para mais perto e logo passou as mãos pela lateral do meu corpo, apertando minha cintura e quase colando nossos corpos, que eram separados pelos meus braços cruzados na frente do meu busto. Ele deu um selinho de leve e lambeu meu lábio inferior. Virei meu rosto tentando recuperar meu fôlego e me desvencilhei de seus braços, saindo do meu quarto e chamando-o com o dedo para a sala. - Sem graça - ele sussurrou no meu ouvido, como se houvesse mais alguém ali e não pudessem ouvir.
- Você vai ver a graça mais tarde - puxei sua mão para que ele sentasse ao meu lado no sofá e liguei a TV.

Enquanto ele brincava com o meu cabelo, eu fazia desenhos aleatórios nos seus joelhos, já que estava deitada em seu colo. Assistíamos a qualquer filme na TV e o silêncio entre nós dois estava ficando insuportável.
- Quer comer alguma coisa?
- Pode ser - ele olhou no relógio e eu vi que já eram duas da tarde e nada do que eu havia planejado tinha acontecido. Ainda.
- Vamos ver o que temos - me levantei e o levei comigo até a cozinha.

Abrimos o freezer e encontramos uma lasanha quatro queijos nos implorando para abri-la e esquentá-la. Olhamos um para o outro e concordamos que aquilo seria o nosso almoço. Depois de bem alimentados, me ajudou a lavar a pouca louça e a guardar tudo, sempre perguntando onde colocava cada coisa. Enquanto guardava o último prato dentro do armário, me encostei no balcão que ficava no centro da cozinha observando-o.
- Falta mais alguma coisa? - Ele perguntou olhando para a pia, logo vendo que já tínhamos terminado tudo. Depois me encarou. - Que foi? - Ele arqueou a sobrancelha e me olhou de cima a baixo, enquanto eu só fazia contato com seus olhos e sua boca através de um olhar um tanto quanto provocante. Tirei o avental que estava na minha cintura em um ato meio sexy e o joguei para trás. engoliu em seco. - Nossa - ele sorriu e me olhou pervertido.
- Vou te mostrar o que falta, vem cá - segurei as pontas do cabelo dele e o puxei para mais perto do meu rosto, encostando nossos narizes. Ele me olhou desesperado e em menos de um milésimo, já estava com a sua língua dentro da minha boca. Não foi um beijo calmo, não foi um beijo romântico, mas foi um dos melhores beijos que ele já tinha me dado. Uma mistura de vontade, necessidade e obrigação. Conforme íamos intensificando o beijo, meus dedos apertavam mais ainda os cabelos de e ele segurava minha cintura cada vez mais forte. Quando ele tentava separar nossas bocas para tomar fôlego, eu o puxava de volta pra mim e balançava a cabeça negativamente, o beijava novamente e ele apenas cedia.
Já estava em cima do balcão quando o ar que dividíamos ficava cada vez mais quente e pedia para avançarmos um passo.
Então foi o que fizemos.
Entrelacei minhas pernas em volta da cintura de e segurei minhas mãos atrás de seu pescoço, descendo de vez em quando uma delas por suas costas e fazendo com que ele se arrepiasse. Enquanto nos beijávamos, passava a mão dele por debaixo da minha blusa, fazendo círculos em volta do meu umbigo e subindo de vez em quando, chegando a encostar no meu sutiã. Eu estremecia cada vez que ele desenhava a linha da parte debaixo do meu sutiã, subindo com um dedo até o meu peito. Comecei a puxar a camiseta dele para cima pelas costas, sem desencostar nossos lábios - faria isso quando chegasse na hora de jogá-la no chão. Tentamos tirar a camiseta dele sem nos soltar, mas rimos ao ver que era uma tentativa inútil. Nos separamos por milésimos que pareceram horas e logo estávamos nos beijando novamente. Talvez esses tivessem sido os beijos mais selvagens que eu já tivesse dado/recebido em/de alguém, mas eram maravilhosos, apesar de eu preferir beijos calmos e intensos, esses faziam como que eu sentisse algo que nunca havia sentido antes. E que eu não sei te explicar o que era. A única coisa que eu queria no momento era que o ritmo continuasse do mesmo jeito.
Não demorou muito para finalmente passar a mão por debaixo do meu sutiã e fazer com que eu parasse por um momento de beijá-lo para respirar, já que ele apertava o bico do meu peito com vontade e me olhando um tanto quanto pervertidamente. Ele tirou a outra mão da minha cintura e foi aos poucos levantando a minha blusinhas para chegar ao outro peito, finalmente levantando meu sutiã para ter um melhor acesso ao par da coisa mais desejada pelos homens. Sinceramente não sei o que eles veem de mais nisso, eles também tem! Ok, eu sei qual é a graça, eles adoram ver as nossas expressões enquanto eles se divertem apertando e... resolveu começar a sugar meu peito de direito e a modiscar meu bico, fazendo com que eu puxasse seu cabelo para trás, achando aquela sensação maravilhosa.
Claro que com eu tive esses momentos, essas preliminares e tudo mais, mas parecia ser muito mais experiente e conseGáa fazer com que eu sentisse prazer apenas me tocando daquele jeito. E eu estava adorando. Até que me cansei de só ele se divertir e puxei a cabeça dele até conseGár encostar nossos narizes e voltar a beijá-lo, dando leves mordidas em seu lábio inferior.
- Ai! - reclamou passando o dedo bem onde eu havia mordido. Ok, talvez eu não tenha mordido assim tão leve. - Carnívora - ele riu e antes que voltasse a me beijar, aproveitou para tirar a minha blusinha, jogando em cima da sua camiseta.
De uma forma um tanto quanto rápido, ele abriu o fecho do meu sutiã e passou as alças pelos meus braços, logo jogando-o para qualquer canto da cozinha que eu não pude ver já que estava me deitando sobre o balcão, ficando em cima de mim. Finalmente descobri pra que servia aquele balcão no meio da cozinha (além de usá-lo para tomar um café rápido). foi distribuindo beijos da minha boca até a o final da minha barriga e levou suas mãos com ele para poder desabotoar o meu shorts. Assim que conseGáu, começou a descê-lo pelas minhas pernas até fazer com que eu o jogasse para qualquer lado com o meu pé. Passou a mão levemente pela minha intimidade ainda coberta pela minha calcinha e começou a beijar as minhas coxas, apertando de vez em quando com a mão esquerda enquanto a direita brincava com a minha vontade de mandá-lo parar de frescura e demora e acabar logo com aquilo. Não foi preciso dizer nada, ele simplesmente olhou para o meu rosto enquanto eu mordia meu lábio inferior e logo abaixou a minha calcinha também, finalmente me deixando totalmente nua. Ele deu uma passeada com os olhos por todo o meu corpo e sorriu maliciosamente. Abaixou a cabeça de novo e logo estava entre as minhas pernas, com a sua língua dentro da minha intimidade, fazendo com que eu enlouquecesse de vez. Quando já não estava aguentando mais, o puxei pelos cabelos para cima de mim e beijando-o ferozmente, sentindo o gosto do meu prazer enquanto ele girava a sua língua dentro da minha boca. Estava tão perdida no nosso beijo que nem percebi que ele descia sua mão direita em direção à minha intimidade, só me dei conta na hora que ele penetrou seu dedo indicador e o do meio fazendo movimentos super rápidos, me levando a gozar em questão de segundos, já que eu já estava a ponto de fazer isso desde que começamos toda a brincadeira. Cansada de toda a palhaçada de só ele aproveitar o momento, puxei-o para cima e segurei em seus ombros, me ajoelhando no balcão.
- Minha vez - falei e troquei de lugar com ele, ficando por cima dessa vez.

De repente lembrei daquele sonho que tive há alguns dias e percebi que a realidade era muito melhor, apesar de ser praticamente idêntica ao que eu tinha imaginado.
Comecei dando beijinhos por todo o tórax e abdômen dele e fui descendo SeGándo o "caminho da felicidade". E que felicidade. Tirei o cinto dele, desabotoei a calça jeans e abri o zíper passando o dedo pelo seu membro totalmente enrijecido e soltei um risinho de prazer. Deslizei a calça pelas coxas dele e me ajoelhei entre suas pernas, empurrando a calça para fora do corpo dele com os meus pés e fazendo com que ela caísse no chão. Segurei o membro dele por cima da cueca e comecei a "brincar", assim como ele tinha feito comigo. Antes que ele me matasse apenas com o olhar, puxei a cueca dele para baixo e ele mesmo se deu ao trabalho de tirá-la de suas pernas. Segurei seu membro novamente e comecei a masturbá-lo, intercalando movimentos rápidos e devagares, assistindo as expressões de prazer dele, o que só me motivavam a continuar. Parecia que ele estava tentando pegar fôlego de algum lugar, de tão rápido que respirava, de olhos fechados e mordendo o lábio inferior. Assim que percebi que ele não me olhava, resolvi descer minha mão e começar a outra etapa. Abocanhei o Junior sem dó e dei uma espiada de canto de olho para ver seu rosto. Sorri internamente e continuei, prestando atenção no que fazia. Ele se levantou um pouco, quase ficando sentado, só para segurar meus cabelos para trás, e gemia de vez em quando colocando a cabeça para trás. Parei quando percebi que ele estava prestes a gozar e estava muito bem sem precisar engolir nada. Me levantei e fiquei ajoelhada de frente para ele, que tentava recuperar o ar. Passei a mão nos seus cabelos, desci pela bochecha e encostei meu dedo indicador na sua boca, dando um selinho em seGáda, Ele finalmente abriu os olhos e sorriu pra mim.
- Meu... Deus... , O que foi isso?
- Só estava me e te divertindo.
- Vou querer brincar disso sempre! - Ele disse rindo e me deu um selinho.
- Então vamos continuar - sorri maliciosamente para ele e antes que pudesse pensar em alguma coisa, ele me virou e me deixou deitada de costas no balcão, ficando novamente por cima de mim. - Camisinha! - Eu praticamente gritei quando ele estava prestes a separar as minhas pernas e ficar entre elas. Ele me encarou e desceu do balcão, procurando pela calça, bolso, carteira, camisinha. Bingo! Rasgou a embalagem com a mão e ele mesmo a colocou em seu pênis. Subiu novamente em cima de mim e quando estava prestes a voltar para o que estava fazendo...
DING DONG

Sixteen;


"DING-DONG?", pensei, tentando recuperar meu fôlego e voltar à vida real. Não deveria ouvir um "ring" do interfone antes de ouvir a porcaria da campainha? Ou era algum vizinho idiota ou a Gertrudes ou...
- - pensei alto olhando para , que sorria pra mim, meio desesperado.
- Seu ex? - balancei a cabeça positivamente. - E como ele entra aqui sem tocar o interfone?
- Todos os porteiros o conhecem, nem avisam mais quando ele chega. Mas a questão é O QUE ele tá fazendo aqui! - enquanto ia falando, ia colocando minhas roupas de volta de qualquer jeito e jogando as de pra ele se vestir também.
DING DONG
- Acho bom você ir lá descobrir - estava só de calça, reclamando que estava muito calor pra colocar a camisa. - Onde quer que eu fique?
- Melhor ficar aqui na cozinha mesmo. Vou tentar fazer com que ele não entre, ok? - dei um selinho rápido nele e fui até a porta.
- !
- Oi - respondi com indiferença.
- Que foi? Não tá feliz em me ver? Que cara é essa?
- Tava dormindo.
- Sei. Não vai me chamar pra entrar?
- Não - ele ficou me olhando com cara de interrogação e tentou olhar pra dentro do apartamento sobre o meu ombro.
- Tem alguém aí?
- E se tiver?
- Quem é?
- Olha, , eu tenho visita em casa, não quero que você entre. Odeio quando você chega aqui já batendo na porta. Por que não ligou antes de vir?
- Porque eu nunca fiz isso, por que faria agora?
- Porque as coisas mudaram, ! Você não é mais meu namorado nem nada do tipo, não pode chegar aqui tocando a campainha e pensar que eu vou deixá-lo entrar.
- Tudo bem, eu vou embora.
- Ótimo!
- ÓTIMO! - Ele gritou e bateu a porta, andando de volta ao elevador.

Voltei pra cozinha respirando fundo e tomei um copo d'água com gelo pra ver se conseGáa me acalmar. Logo senti as mãos de massagearem a minha cintura e os lábios quentes dele percorrerem meu pescoço. Sorri e me virei pra ele, que ainda estava sem camisa e me fez esquecer o que acabara de acontecer. Fiquei na pontinha dos pés e dei um selinho demorado nele, tentando afastar toda a raiva que tinha me dominado segundos atrás. Ele deu um sorrisinho enquanto nossos lábios continuavam grudados e me abraçou forte, me puxando para mais perto dele. Larguei o copo em cima da bancada e me separei dele, encarando-o.
- E então?
- O que?
- O que o queria?
- Encher o saco, como sempre - virei os olhos e riu.
- Disse que eu estava aqui?
- Disse que tinha visita, mas não quem era. Ele não precisa saber de nada. E para de rir de mim! - Ele abriu um sorriso mais largo ainda e me puxou de volta pra perto dele, fazendo com que minhas mãos espalmassem seu peito.
- Você fica fofa irritadinha.
E aí nem deu tempo de eu pensar. Ele me pegou no colo e começou a me beijar enquanto andava até algum lugar que eu não sabia qual. Era a primeira vez dele no meu apartamento e ele já conseGáa andar por aí sem nem olhar para onde estava indo?
Ele começou a me abaixar e senti uma superfície macia sob as minhas costas. Abri um dos olhos rapidamente e vi que estava no meu quarto. Continuei beijando-o e o puxei para cima de mim, fazendo com que ele se deitasse sobre mim.
- Podemos continuar o que estávamos fazendo antes da campainha tocar? - Balancei a cabeça positivamente e o puxei pela nuca para continuarmos nos beijando.
foi descendo seus lábios por todo meu corpo e, novamente, começou a brincar com a barra da minha blusa, fazendo com que eu me arrepiasse enquanto seus dedos subiam cada vez mais. Me curvei para cima para poder tirar a blusa e ver o sorriso bobo de ao perceber que eu já estava sem sutiã. Sorri de volta e o puxei para beijá-lo mais uma vez. Isso era uma coisa viciante, nossa!
Logo estávamos sem nenhuma roupa, com a camisinha no lugar que ela foi destinada a ficar e nos olhando mordendo os lábios, ansiosos pelo momento que se seGária. Ele me colocou delicadamente de costas no colchão e abriu os braços, colocando um de cada lado do meu corpo. Abriu minhas pernas com um de seus pés e se aproximou um pouco mais. Respirei fundo e comecei a senti-lo. Penetrando devagarinho em mim, com todo o cuidado do mundo para não me machucar e porque também não tínhamos pressa nenhuma. Quando senti o pênis inteiro dentro de mim, arqueei as costas um pouco e soltei um gemidinho de prazer. sorriu. Enquanto dava investidas rápidas, me fazia gemer cada vez mais alto e querer cada vez mais. Ele abaixava para me dar um beijo ou outro e continuava com o seu trabalho. intercalava agora com investidas rápidas e lentas, me fazendo gozar cada vez mais. Já tinha gozado uma, duas, três, quatro... Sei lá quantas vezes! Aquilo estava bom demais e eu não conseGáa pedir para ele parar, e nem queria. Mas uma hora ele teria que jogar todo o prazer dele para fora e foi o que ele fez exatamente ao mesmo tempo que eu gozei pela última vez. Ele desabou sobre mim e me beijou rapidamente, sorrindo, assim como eu estava. Ficou mais um tempinho dentro de mim, recuperando o ar, antes de se levantar e ir ao banheiro jogar a camisinha fora e lavar as mãos. Aproveitei para ir ao banheiro também.
Voltamos para a cama e me deitei sobre o tórax dele, enquanto ele fazia carinho no meu braço e puxava o lençol para nos cobrir. Eu sorria que nem idiota, passando os dedos na barriga dele.
- Foi bom pra você? - Ele sussurrou passando a mão no meu cabelo.
- Uhum - sussurrei de volta, sorrindo ainda mais. Olhei para ele. - E pra você?
- Foi ótimo - ele abaixou um pouco para beijar a minha testa.
E aí senti uma coisa estranha. Meu coração bateu um pouquinho mais depressa. Nada super fora do normal, mas chegou a passar pela minha cabeça uma possível causa disso. Será?
- ?
- Oi?
- Podemos dormir um pouquinho?
- Claro que sim, vem aqui - saí de cima dele e arrumei o travesseiro para deitarmos direito. Ficamos de conchinha e logo caímos no sono.

Acordei com um vento gelado que vinha da janela do meu quarto e me virei para ver se ainda estava dormindo. Como um anjinho. Dei um beijo em sua testa e me levantei para colocar uma roupa, escovar os dentes e passar um pente no cabelo.
Liguei o computador enquanto fazia tudo isso e entrei no Twitter para ver se tinha alguma novidade no mundo. Nada de interessante.

tendo um dia maravilhoso!

Fui até a cozinha preparar alguma coisa para comermos quando acordasse, ainda eram seis horas da tarde. Resolvi dar uma de cozinheira e fiz um bolo de chocolate. Deixei assando no forno e fui ver se meu professor resolvera acordar.
A cama estava feita e ouvi a descarga vindo do meu banheiro. "Uau, ele arrumou a cama", não era uma coisa que o fazia com frequência, nem quando eu pedia. Ponto!
- Oi, gatinha - ele sorriu e me abraçou pela cintura, de novo.
- Oi dorminhoco, dormiu bem? - Ele balançou a cabeça positivamente.
- E você? - Fiz que sim com a cabeça também. - To com fome...
- Tem um bolo de chocolate no forno no exato momento - Os olhos dele se arregalaram e eu ri.
- Que foi? Eu sou apaixonado por bolo de chocolate!
- E quem não é?
Fomos para a cozinha ver como estava o bolo enquanto tomávamos qualquer coisa. Assim que ele esvaziou o copo, colocou-o na bancada e deu a volta nela para chegar até mim. Me virei para ele com a sobrancelha arqueada sem entender a expressão no rosto dele. Ele me prensou contra a bancada e começou a beijar meu pescoço, fazendo com que eu largasse o copo e o abraçasse pela nuca.
- Se você deixar algo marcado aí, vou te matar - ele deu uma risadinha e começou a subir os beijos até chegar no canto da minha boca. Deu um selinho "na trave" e saiu andando para a sala. Fiquei parada por um momento processando o que ele tinha feito. Ele realmente tinha me provocado e me largado ali sem mais nem menos. Tudo bem. Ele ia ver só.
Esperei o bolo ficar pronto, desenformei e deixei em cima da bancada para esfriar um pouco. Só depois fui até a sala ver o que estava fazendo: assistindo e rindo com Two And A Half Men. Ponto de novo!
Sem que ele me visse, cheguei por trás do sofá e dei um beijo na sua nuca, fazendo com que ele levasse um susto e se arrepiasse ao mesmo tempo. Sorri. Quando ele se virou para falar comigo, eu já estava voltando para a cozinha e só ouvi um "folgada".
Peguei dois pratinhos para nos servir e voltei pra sala, entregando um pro e prestando atenção em como ele ria com a série. Que sorriso lindo, minha nossa. Quando ele percebeu que eu estava olhando para ele, deu um sorriso de boca cheia e me fez rir.
- QUE NOJO, !
- Esse... Bolo tá... Uma delícia! - Ele disse ainda de boca cheia - Quer? - Mostrou a língua pra mim ainda cheia de bolo.
- Eu tenho o meu, muito obrigada.
- Certeza? O meu tá bem mais gostoso.
- Como se é do mesmo bolo?
- Porque esse tem vestígios meus, oras. Vem cá, vem - ele me puxou para mais perto ainda dele e colou nossos lábios mais uma vez naquele dia. Com bolo e tudo.

Seventeen;


Acabamos adormecendo no sofá e acordei no meio da madrugada sorrindo ao ver que estava praticamente babando, mas continuava me abraçando. Levantei devagar e fui até o quarto pegar um travesseiro e um edredom pra tentar deixá-lo um pouco confortável no sofá. Voltei para o meu quarto para dormir na minha cama, que ainda estava com o cheiro do e desarrumada por causa do acontecimento de mais cedo. Me perdi nos meus pensamentos e peguei no sono.
Sonhei com .

- Não gostei do jeito que você me tratou mais cedo. Quem tava na sua casa? - falava comigo ao telefone.
- Não te interessa.
- Ah sim, interessa sim. Sou seu melhor amigo, tenho o direito de saber. Algum moleque, né?
- E se fosse?
- Quem?
- Não te interessa - repeti.
- , desembucha logo - rolei os olhos.
- Meu instrutor da auto escola.
- Seu O QUÊ?
- NÃO PRECISA GRITAR, já que o surdo é você. Meu instrutor da auto escola. O cara que dá aulas práticas. Que ensina a dirigir. A trocar de marcha, dar seta, fazer baliza...
- Eu sei o que é um instrutor, - ele me interrompeu. - Só não acredito que você estava com o seu dentro da sua casa sozinha.
- Eu sou maior de idade, caso você não saiba. Posso ficar sozinha com quem eu quiser dentro da minha casa. Não sou uma menininha e ele não é um estranho também. Não é a primeira vez que ficamos juntos e sozinhos em algum lugar.
- Você é muito idiota. Ele tá se aproveitando de você.
- Assim como você fez comigo? Acho que não, ...
- Como? Quê? Me dá dois minutos que eu preciso falar ao vivo com você.
- Não quero que você ven... - Já tinha desligado o telefone. Bufei e fui me vestir, já que tinha acabado de sair do banho. Coloquei uma roupa qualquer. Afinal, era o
que estava vindo para a minha casa.

Dois minutos depois a campainha tocou. Maldito porteiro que deixa esse moleque subir sem interfonar. Precisava ter uma conversinha com ele, avisar que eu não tinha mais nada com o e que ele estava proibido de subir sem a minha permissão.
- Você tá maluca, né?
- Vai dar uma de melhor amigo protetor agora? - Deixei que ele entrasse em casa e ele passou por mim sem ao menos olhar na minha cara. Começou a olhar todos os cômodos do apartamento sem falar nada. - Ele não tá aqui, .
- Ótimo. , me escuta. Eu conheço esse tipinho de instrutor, professor, médico, que seja; eles só querem sexo pelo tempo que você ficar tendo aulas, consultas, com eles, enquanto vão pra cama com as outras alunas e pacientes. É só pra passar o tempo, não é nada sério.
- E quem disse que eu não sei disso? Quem disse que eu não quero só curtir também? - O olhei incrédula. Por que isso agora?
- Você querendo um sexo casual? - Ele riu - Isso não é nada você.
- Pois fique sabendo que eu mudei e já fiz muito disso.
- Não minta para mim , te conheço há tempo suficiente para saber quando você está falando a verdade ou tentando ser orgulhosa e mentir para mim. Eu só estou querendo te alertar do que você está fazendo. Você sabe que esse cara vai te dispensar assim que você fizer sua prova prática e parar de ir à auto escola, não sabe?
- Ele é diferente...
- Vai dizer que ele é instrutor por hobby?
- Não...
- É pra pagar as contas e dar pensão à ex mulher que vive com dois filhos pequenos dele?
- ELE NÃO É NEM PAI, ! CALA A BOCA! Você não sabe de nada e eu
não devo satisfações a você. Você mal é meu amigo! Não é minha mãe, meu irmão, meu parente... NADA! VOCÊ NÃO É NADA. Entendeu? Agora sai da minha casa e deixa que eu me viro com a minha vida! - À essa altura eu já estava empurrando pra perto da porta para ele sair dali. Ele estava maluco?
- Não vou sair daqui até você prometer que não vai mais sair com esse cara e vai pedir pra trocar de instrutor na auto escola - ele cruzou os braços e me olhou sério. Olhei para ele incrédula. Quem ele era pra pensar que poderia me proibir de alguma coisa?
Continuei empurrando-o para perto da porta e quando cheguei lá, segurei a maçaneta e tentei abri-la, mas ele se encostou nela e me impediu. Comecei a gritar e bater em seu peito, não conseGáa controlar a raiva que eu estava sentindo. Estava tudo tão bem entre mim e o ... O que poderia saber sobre a nossa relação ou sobre quem era ? Ele não sabia de nada! Estava fazendo isso porque... Porque...
- Peraí um minutinho... - parei de bater nele e o encarei. - Você não tá fazendo tudo isso porque quer voltar comigo, né? Isso não pode sequer ter
passado pela sua cabeça de vento - abaixou a cabeça pela primeira vez ali. Me olhou dos pés à cabeça e respirou fundo. - Aimeudeus! , você sabe que a gente não tem mais nada, não vamos voltar a ter, e não vai dar certo. Get over, filho!
- Não consigo ... Eu já tentei de tudo. Já me envolvi com outras garotas, já caí na bebedeira, já pensei em usar drogas... Mas não consigo te esquecer! Depois daquela nossa conversa e nossa última vez na cama... Percebi que não sei viver sem você, não aguento ficar sem olhar para você, tocar você... - Ele começou a passar o dedo indicador pela minha bochecha, chegando até minha boca - Beijar voc...
- Não, , sai - me desviei dos lábios dele antes que pudessem tocar os meus. - Não vou mudar de opinião.
- Mas eu mudei, , você sabe disso. Dá uma chance pra gente, por favor - seus olhos aclamavam pelo perdão, mas eu não iria perder a pose.
- Não. Agradeço a tentativa de me proteger e me querer de volta, mas eu to bem do jeito que eu to e é isso. Tchau, .
- ... - Virei de costas para ele bufando. No fundo eu sabia que estava resistindo às tentações que me assombravam desde que partiu sem dar respostas, mas eu não poderia dar uma chance a alguém que me machucou tanto, logo agora que eu estava adorando ficar ao lado de . Eu não ia ceder, eu não ia ceder. Eu não ia ce...
me abraçou e começou a beijar toda extensão da minha nuca, pescoço, queixo, e deu um beijo demorando no canto da minha boca. Fechei os olhos sentindo meu corpo todo estremecer. Odiava quando meu corpo correspondia a essas situações quando no fundo eu queria fugir. deu um meio sorriso e me beijou com mais vontade, agora na minha boca, logo pedindo passagem para sua língua encontrar a minha. Resisti no começo, mas assim que ele entrelaçou seus dedos nos meus cabelos e deu uma leve puxada, me vi obrigada a passar os braços em volta de seu pescoço e arranhar levemente sua nuca, sentindo os pelinhos daquela região se arrepiarem com o meu toque.
Minutos se passaram e eu já estava colada na parede com me prensando cada vez mais, movendo suas mãos por todo o meu corpo e sem desgrudar a boca da minha um segundo sequer. Quando o ar que respirávamos estava tão quente que parecia estar parado, ele se afastou por um momento para me deixar respirar. Ou pra começar a tirar a minha roupa. Tentei impedi-lo, mas era tarde demais quando ele já estava ajoelhado de frente para mim e descendo minha calcinha até os meus tornozelos. Estremeci. Ele passou levemente seu dedo indicador por toda a minha intimidade e quando achei que ele iria penetrá-lo, senti algo mais quente: sua língua.
não parava de me sugar e eu já não tinha mais onde segurar, não tinha como não aproveitar. Eu amava quando ele fazia essas coisas por espontânea vontade, e ele sabia disso. Estava sentindo que gozaria dali a segundos e o chamei para cima, pedindo para que fôssemos para outro lugar. Ele me pegou no colo e foi em direção ao quarto. Me deitou na cama e começou a tirar sua bermuda para se posicionar entre minhas pernas. Me olhou pervertido e começou a sussurrar meu nome:
- , ...


Acordei assustada e senti uma mão no meu braço.
- ? - me chamava suavemente, fazendo carinho no meu braço e começando a passar o dedo pelo meu rosto. - Acabei pegando no sono lá no sofá, né? Desculpa. E desculpa te acordar, é que eu acho que já estou indo... Tudo bem? - Fiz cara de manhosa e concordei com a cabeça, ainda meio atordoada com o sonho que acabara de ter.
- Que horas são?
- São 11 horas... Não sei que horas sua mãe volta, mas acho melhor já ir pra casa. O Max deve estar choramingando de saudade e ainda tenho que preparar umas fotos e... - Coloquei meu dedo na frente da sua boca em sinal de 'silêncio'.
- Tudo bem , vou ajeitar a casa e fazer umas coisas também. Você já fez bastante em ficar essa noite comigo, imagino como o Max está.
- Tá bem então. Nos vemos amanhã, certo?
- Não precisa me lembrar que ainda tenho que fazer aulas... Mesmo que seja com você! - Acrescentei assim que vi a cara de decepção dele. - , adoro você, mas você não deixa de ser um professor, né? E todo mundo odeia professores quando eles estão sendo professores.
- Não, vou lembrar disso da próxima vez que você me agarrar dentro do carro, ... - Levantei a mão em sinal de protesto, mas antes que pudesse abrir minha boca para emitir algum som, colou seus lábios nos meus e se deitou sobre mim na cama. Não dei a tal passagem que ele queria para sua língua entrar na minha boca e lutei o máximo que pude, até que ele desistiu, se afastou de mim e me olhou sem entender.
- Quê? Não sou tão fácil assim não! Você fala que eu que te agarro dentro do carro, né? Sei bem quem agarra quem aqui e quem odiaria se eu trocasse de instrutor e...
- Você? Com certeza, você odiaria se afastar de mim!
- Você é muito pretensioso, senhor . Pode baixando sua bola!
- Tarde demais - ele riu e olhou para suas partes íntimas. Comecei a rir junto com ele e o tirei de cima de mim, empurrando-o para o outro lado da cama.
- Nem vem, eu to exausta já! Você acabou comigo ontem - ele sorriu vitorioso e deu um selinho rápido.
- Acho que já vou indo então, já que meus serviços não te interessam mais e... - Ele foi saindo da cama e eu o puxei de volta, retornando a beijá-lo.

Minha mãe chegou por volta das 16h e ficamos na sala conversando sobre o curso dela. Ela perguntou o que eu tinha feito e menti dizendo que só tinha ido no cinema assistir a algum filme tão chato que eu mal lembrava o nome e fiquei o resto do tempo dormindo. Ela caiu nessa e eu não precisei me preocupar em dar explicações sobre o sorriso bobo e a expressão algumas vezes confusa que eu tinha no rosto.
Tinha adorado o final de semana com , mas ainda lembrava do sonho com da noite anterior e aquilo me deixava pensando no assunto. Afinal, o que eu tinha com ? Era só um sexo casual ou rolava algo a mais? Já estávamos juntos há 2 semanas e minhas aulas estavam chegando ao fim... Será que ele realmente me "dispensaria" assim que eu parasse de frequentar a auto escola?
Aquilo ficou rodando na minha mente enquanto minha mãe falava qualquer coisa sobre o Extreme Makeover Home Edition que estávamos assistindo. Respondi um 'uhum' e disse que precisava de um banho, só para fugir dali.
Entrei embaixo do chuveiro e deixei que a água quente escorresse por toda a extensão do meu corpo e massageasse minha cabeça. 'Foi só um sonho, não dá para ficar pensando nessas coisas. Ainda mais vindo do ', falei para mim mesma. Não tinha motivos para ficar refletindo sobre sonhos inúteis. E também, e daí se o me dispensasse? Não estava apaixonada por ele e nem nada do tipo, só estava curtindo o momento, me divertindo com ele, adorando os momentos que passávamos juntos e contando as horas para vê-lo de novo... É... Talvez eu iria ligar se ele me dispensasse sem mais nem menos. É isso que dá se apegar antes de ter certeza sobre o que está acontecendo...

Eighteen;


Já estava me preparando para sair para a auto escola quando meu celular me despertou dos meus pensamentos e vi "" piscando na tela. Virei os olhos e acabei decidindo por deixar tocar. Claro que ele ligaria novamente, mas não custava dar uma leve ignorada.
Após quatro ligações perdidas, resolvi colocar o celular no silencioso e me despedi de Gê agradecendo pelos cookies que ela tinha feito para eu comer no caminho.
Durante todo o caminho eu sentia meu celular vibrar dentro da bolsa mais de cinco vezes. Ele não desistiria tão fácil, né? Decidi que assim que a aula terminasse, se ele tornasse a ligar, eu atenderia.
Nem precisei pensar de novo sobre isso...
Assim que desci do ônibus e fui caminhando até a auto escola, vi um carro muito familiar na entrada. Não podia ser, como ele descobriu em qual auto escola eu estava tendo aula? Entrei na recepção e nada de ou . Cumprimentei minha xará nada simpática e fiquei esperando aparecer. Ainda faltava 10 minutos para a aula e ele poderia estar um pouco atrasado.
Peguei uma das revistas da sala e folheei sem prestar atenção em nada que eu via, só conseGáa pensar no carro estacionado na entrada da auto escola. Não precisei pensar muito, logo apareceu na porta de entrada, rindo e, para minha surpresa, vinha logo atrás, rindo também. Não entendi nada. já tinha carta, já tinha carro... Não tinha porque estar ali rindo com um professor...
- , já venho aqui pra começar a aula - sorriu para mim e voltou sua atenção ao que, ao ouvir meu nome, se virou para ver quem era. Surpresa, !
- ? O que você tá fazendo aqui? - E agora? já sabia que eu estava saindo com o meu instrutor, mas nunca disse nada... Se morava no mesmo condomínio que o primo do e ele tinha me visto saindo um dia depois do churrasco de lá, por que não perguntou se era o cara que eu estava saindo? E o que os dois estavam fazendo rindo juntos?
- Er... Eu faço aula aqui, . O que você tá fazendo aqui? - Ele olhou pra mim e depois pro . Depois pra mim de novo. Provavelmente ele já tinha sacado tudo e, quando foi abrir a boca pra protestar algo, levantei do sofá para abraçá-lo e falar em seu ouvido: - Não vá falar nada que está na sua cabeça na recepção da auto escola! - Ele engoliu em seco e retribuiu o abraço, cheirando meu cabelo. Dei um tapinha em seu braço e estava me afastando quando ele respondeu de volta:
- Lá fora. Agora.

tinha ido ao banheiro e eu aproveitei pra sair com o pra ver o que ele queria. Com certeza ele daria um chilique, igual ao do meu sonho, falando várias pra mim, dizendo que instrutor e médico é tudo igual, só faltava falar de novo que me queria de volta também...
- Você tá louca? Como assim você tá saindo com o ?
- De onde você conhece ele?
- Perguntei primeiro - ele me olhou sério, como se fosse aquele melhor amigo que eu tive uns anos atrás.
- Ué, ele é o meu instrutor e eu já tinha te falado que eu estava saindo com o meu instrutor... Bem, é o meu instrutor e eu to saindo com ele porque eu quero - falei como se não me importasse com a sua opinião sobre isso. Quer dizer, eu não me importo com a opinião dele sobre isso e nem sobre nada. - Sua vez.
- Eu fiz aula com ele aqui também, vim aqui hoje pra renovar a minha carta... Não, eu não acredito que aquele cachorro conseGáu te fisgar! , ele é um puto, de verdade. Quando eu estava na aula com ele, ele ficava contando sobre as alunas que ele dava em cima, das que ele convencia a comprar a carta pra ganhar uma comissão, da recepcionista que até hoje é apaixonada por ele, mas que ele só dá uns pegas de vez em quando... - ia falando e eu tentando engolir tudo aquilo, tentando compreender se era verdade ou não o que ele estava falando - Não creio que você também caiu nessa! É de você que ele tava falando pra mim antes de você chegar! Ele contou que conseGáu mais uma pra lista dele e que ele tava se divertindo muito... E essa mais uma é você!

Parei um pouco para pensar. tinha uma história tão linda sobre ser instrutor, tinha me tratado tão bem nas duas semanas que estávamos "juntos", dormiu em casa e tudo mais... Não podia ser verdade o que estava me dizendo, não estava brincando comigo e não parecia ser desse jeito que estava descrevendo... E, se igual ao meu sonho, ele estivesse falando todas essas coisas para fazer com que eu não quisesse mais nada com e voltasse pra ele?
- Não, , ele não é assim! Eu tenho certeza. Você ta falando tudo isso só porque me quer de volta. Você vai ver, vou falar com o e você vai ver como é menti...
- Falar o que comigo? - apareceu atrás de nós com a chave do nosso carro na mão. Ele continou olhando para mim enquanto eu olhava para , ainda pensando. - Hein? E como vocês se conhecem?
- É verdade, ? Tudo que o acabou de me contar? - Senti um nó se formando na minha garganta. Eu não poderia chorar, afinal, eu não estava apaixonada pelo , mas eu não gostaria que alguém brincasse assim comigo enquanto eu achava que tudo estava indo muito bem. não poderia ser assim, ele era fofo, estava sendo meu amigo e eu estava curtindo muito o que estava rolando nas últimas duas semanas, ele não poderia simplesmente chegar e falar para o meu ex que eu era mais uma que ele tinha conseGádo sexo por ser tão idiota! me olhava sem entender, já que não ouvira o que tinha me perguntado. Eu não conseGáa falar nada e o mal me olhava, fazendo cara de nojo. Por que ele não estava brigando com o agora, já que ele me queria de volta? Eu faria isso se fosse ele, perguntaria quem ele pensava que era pra me chamar de mais uma, mas ele não fez nada. Nada!
- ? Sua aula vai começar, se você não quiser falar logo, vamos para o carro - encostou no meu ombro e eu me afastei, cruzando os braços. Olhei para e respirei fundo, se eu não falasse ali, na frente de , pra ele ouvir a verdade, eu não conseGária falar depois.
- O acabou de me contar que você foi professor dele... - Ele afirmou com a cabeça - Que o maior papo de vocês era sobre as alunas que você pegava e que agora você acabou de contar pra ele que tem mais uma na lista e, acredito eu, essa mais uma sou EU! - Eu tentei não falar muito alto para ninguém dentro da auto escola ouvir, mas o "eu" eu tive que gritar e, em seGáda, lágrimas quentes de raiva caíram dos meus olhos. Eu esfreguei o rosto e voltei a olhar para e quase que fumaças saíram das minhas orelhas. Mas ainda precisava ouvir sua resposta. Ao invés de falar comigo, foi em direção ao e apontou o dedo na cara dele:
- Ela é a sua ex, não é? Pois fique sabendo que ela já me conhece para saber que o que você falou é mentira. Você sempre teve inveja por eu ter ficado com a Ashley e sempre tentou fazer com que eu terminasse com ela, mas isso não vai acontecer agora. Eu estou com a agora, não você, e você não vai nem tentar fazer com que a gente se separe, entendeu? Seu plano deu errado, , de novo! Você acha que ela não iria me perguntar sobre isso? Não acha que ela acreditaria mais em mim do que em você, que é só um ex? - Ótimo. Agora eu não sabia em quem acreditar... estava dizendo tudo isso para não perder o sexo casual que tinha conseGádo ou realmente dissera que me queria de volta para ele e estava tentando fazer com que parássemos de sair juntos? Acho que eu acredito mais na segunda opção...
- - tirei da frente dele e puxei seu rosto para perto de mim -, me conta a verdade. Agora! Você quer ser meu amigo depois de tudo o que aconteceu com a gente, mas como vou ser amiga de alguém que mente? Vai, desembucha! - Apertei as bochechas dele, esperando por uma resposta. Ele tirou minhas mãos do rosto dele e abaixou a cabeça. Pronto, não precisava falar mais nada.

Ao invés de discutir com ali, olhei para e me virei a caminho do carro que teria aula. não merecia mais nada de mim depois daquilo, até que ele pudesse se desculpar à altura do que fez. Por um momento me senti um lixo, senti como se estivesse sendo enganada e traída, sem nem ao menos ter algo sério e concreto com o . Se ele quisesse se divertir comigo, que avisasse logo no primeiro beijo que me deu, eu talvez até aceitaria! Mas não, era tudo ladainha do por besteira, por querer algo que não vai voltar, nunca vai voltar. Quando será que isso vai entrar na cabeça dele?
me seGáu até o carro e dirigiu até o ponto em que começávamos a aula. Estacionou e desligou o carro, ao invés de sair e trocar de lugar comigo. Eu estava com a cabeça sei lá onde e não tinha trocado uma palavra com ele até aquele minuto, quando ele passou a mão no meu cabelo e me puxou para perto do peito dele, fazendo carinho em mim e dando um beijo em minha testa. Perguntou se eu queria conversar e eu só resmunguei um "hum hum" e tirei o cinto, para poder abraçá-lo. Ele perguntou se eu queria deixar de fazer aula e ir pra casa e resmunguei um "uhum". ligou novamente o carro e pediu para eu voltar para o meu banco e colocar o cinto. Dirigiu até uma rua qualquer e estacionou lá, dizendo que teria pelo menos que esperar a aula acabar para voltar à escola e trocar os carros para me levar pra casa. Fiquei deitada no colo dele o tempo todo, só sentindo sua mão fazer carinho no meu cabelo e bochechas e de vez em quando sentia seus lábios tocarem minha testa, me fazendo sorrir um pouco. Quase perto da hora de voltarmos, resolvi que precisava falar alguma coisa.
- Hum... Quer me explicar o que aconteceu lá? - Falei sem olhar para ele ou me mexer. continuou fazendo carinho em mim.
- Acho que você que deveria falar algo antes... Não sei o que te falar, só quero que você acredite em mim e não nele. Qualquer pergunta que você quiser fazer, eu vou te responder - ele deu mais um beijo na minha testa e espero que eu falasse. Me levantei do colo dele e sentei direito no banco.
- Tá... Hum, o é meu ex, como você possivelmente já sabe. Ele ainda quer voltar comigo, apesar de dizer que só ter a minha amizade já basta. Faz uns quatro meses que a gente terminou... Quer dizer, que ele me deixou sem mais nem menos, e desde que ele resolveu voltar, que foi ironicamente na mesma semana que eu comecei a fazer as aulas com você, está tentando fazer com que eu o perdoe, mas isso eu já fiz. No segundo dia que você me deixou em casa, era ele que tinha me ligado e foi com ele que eu saí. Não era pra ter acontecido nada, mas acabou rolando, mas foi só aquilo. Mas não adianta falar, ele continua forçando, me querendo de volta e... Ai, eu não consigo acreditar que ele possa ser tão cachorro assim a ponto de mentir sobre você e achar que assim me teria de volta e...
- Ei, ei, vai com calma! Eu entendo o e entendo você também. Ele quer voltar com você porque você é linda, ele se arrependeu do que fez e não aguenta ficar só na amizade. Ele falava muito de você quando tinha aula comigo, acho que foi quando vocês ainda faziam aula de inglês juntos, não é? Mas ele dizia que algo o impedia de ficar com você, mas que ainda te conquistaria. Ele com certeza ainda gosta muito de você e é por isso que quer voltar. Quer me contar o que aconteceu pra ele te deixar?
- Ele simplesmente me deu a melhor noite da minha vida e foi embora na manhã seGánte, levando roupas, carro e tudo mais. Sem bilhetes, telefonemas ou explicações. E o que o impedia de ter ficado comigo antes, que eu saiba, era porque ele namorava. Nós começamos a ficar mais amigos quando ele terminou e veio chorar pra mim.
- Não acredito que ele teve coragem de fazer isso! Sempre me dizendo que queria te conquistar, que não tinha feito antes por saber que você não o queria e você dizendo que ele namorava? Ele nunca me disse nada sobre essa versão da história.
- Namorava sim, usava até aliança. Era uma tal de sei lá o que, não suportava ouvir ele falando de... - Parei e pensei um pouco. Seria muito coincidência a ex dele se chamar e o amor da vida do também e nunca ter falado que namorava pra ele e... Coloquei a mão na boca em sinal de espanto e fitei desesperadamente. Ele estava com o olhar fixo em um ponto qualquer, provavelmente fazendo todas as ligações possíveis e tentando acreditar que não era o que ele achava que era. Sei disso porque estava pensando a mesma coisa.

não se mexia. Eu falava com ele e parecia que estava tentando falar com um fantasma. Passei a mão na frente do rosto dele e nada. Precisava sair da rua para voltar à auto escola e ir pra minha casa depois, mas eu não podia fazer nada enquanto não reagisse. Ameacei ligar para a ambulância porque achei que ele tinha tido um piripaque ali, mas quando estava começando a digitar o número, ele tocou a minha mão. Senti um choque porque ele estava muito gelado e nem frio estava. Seguei a mão dele com a minha outra e esperei que ele dissesse algo. Ele simplesmente abriu a porta e veio até o meu lado para abrir a minha, resmungou um "vai dirigindo" e voltou pro carro. Pronto, e agora? Só tinha voltado dirigindo pra auto escola uma vez, nem o caminho eu tinha decorado ainda e o daquele jeito não me ajudaria em nada. Respirei fundo e fui tentando lembrar o caminho que fizemos na ida, sorte que não era longe. Chegamos e estacionei o carro. Não sabia se eu ligava para minha mãe me buscar ou se eu esperava se recompor e pegar carona com ele.
saiu do carro assim que eu estacionei e entrou na escola me puxando pela mão. Colocou nossas digitais no sistema, pegou as chaves para fechar tudo e foi pegar suas coisas. Entramos no seu carro e ele me puxou para perto de si quando eu estava colocando meu cinto. Ele passou o polegar pela minha bochecha e deu um beijo no topo da minha cabeça. Deu a partida no carro e saiu em direção à minha casa. Não falou nada o caminho inteiro, não ligou o rádio e não tirou os olhos da rua um segundo sequer. Parou na frente de casa, me deu um selinho, pediu desculpa e sussurrou um "até amanhã", que eu não ouviria se não estivesse a dez centímentros dele. E só. Saí do carro e fui pra casa totalmente atordoada.
Tomei um banho e liguei o notebook quando já estava na cama. estava online, mas preferi não falar com ele. também estava lá, mas não falaria com ele de jeito nenhum. Naveguei em alguns sites e quando estava para sair, uma janela piscou.

@ diz:
Oi gatinha... Queria me desculpar de hoje. Fiquei muito confuso com tudo que conversamos e ainda estou em estado de choque, mas imagino a situação que te deixei, você deve ter entrado em desespero... Desculpa não ter respondido quando você me chamou e tudo mais, é que... Caralho, não consigo pensar em nada pra falar, eu nem tenho o que falar!
diz:
Oi ... Tudo bem, eu te entendo. Eu também fiquei pensando em tudo, mas não entrei em estado de choque, você realmente me deixou preocupada.
Mas acho que você não deve tomar decisões preciptadas, afinal não sabemos o que realmente aconteceu, né?
@ diz:
, é muita coincidência pra não ser nada do que eu pensei...
Eu... Eu vou matar esse filho da puta! To falando muito sério, eu não sei se aguento encontrar com ele e me segurar pra não voar no pescoço!
Não acredito que ele conseGáu a , eu sei que ele tentava nos separar porque eles já tinham ficado uma vez antes da gente namorar, mas não depois! Eu fiquei três anos com ela, ! TRÊS ANOS, pra saber depois que ela morreu, depois que tiraram ela de mim, que ela nunca foi realmente minha?
Não, eu to te falando, ele vai pagar por essa!
E agora ainda quer tirar você de mim! ELE PENSA QUE ELE É O QUE?

Eu não conseGáa respondê-lo. Eu entendia perfeitamente o que ele estava sentido, ele tinha sido traído pela mulher que ele amava e achava ser recíproco, e aconteceu quase o mesmo comigo - claro que eu colecionava muitos chifres do começo do relacionamento com , já que não tínhamos nada sério, mas quando ele me deixou e foi para os braços de outra, me senti como estava se sentindo agora. E eu entenderia se aparecesse morto no dia seGánte... Não! Claro que não, eu não poderia permitir que isso acontecesse, porque iria preso. Não estou nem aí para o morrer, porque é o que ele realmente está precisando agora, mas não poderia ficar longe de mim na prisão.
continou falando várias, bolando planos para cortar a cabeça do fora e tudo mais e eu não respondia nada, achei que era melhor ele desabafar mesmo.
Quando ele parou de xingar e planejar a morte do , pediu desculpa e disse que me deixaria ir dormir e não me obrigaria a ouvir mais besteiras vindas dele. Mandou um beijo e um "até amanhã" e disse que conversaríamos melhor pessoalmente.
Eu queria conversar com alguém sobre tudo que estava acontecendo... Até pensei em chamar o para perguntar que merda toda era aquela que tinha acontecido há dois anos e o que tinha acontecido há algumas horas, mas resolvi que era melhor dormir e esperar o próximo dia. provavelmente já estaria mais calmo e poderíamos conversar civilizadamente.
Caí no sono rapidamente e só sonhei com o cachorro do rindo pelas costas de , abraçado com e segurando uma foto rasgada na outra mão... Uma foto nossa.

Nineteen;


Gertrudes me acordou da forma mais delicada possível, abrindo as cortinas e a minha janela para o sol se encontrar com o meu rosto de uma vez só, sem dó. Puxei o edredom para cobrir meu rosto, mas Gê puxou ele pra baixo, resmungando que era dia de lavar as roupas de cama e se não começasse isso logo, não daria tempo de pendurá-las no varal. E o que eu tinha a ver com isso? Virei pro lado da parede da minha cama e coloquei o travesseiro no rosto, já que foi o que sobrou na cama.
- Eu preciso disso aí também, . Vamos, vamos, levanta daí agora. Já passou da uma da tarde, menina! - Gê puxava meu travesseiro sem parar e eu acabei cedendo. Como assim uma hora da tarde? Queria ver como ia fazer pra acordar no horário normal quando voltasse de férias.
- Pronto, pronto, toma esse travesseiro idiota!
- Pirralha... O almoço tá quase pronto - Dizendo isso ela foi embora com todas as roupas de cama nas mãos.

Fui ao banheiro fazer a minha higiene matinal, mas continuei de pijama, estava numa preguiça impossível e me sentia acabada. Flashes do meu sonhos começaram a aparecer na minha mente e aí revivi parte da minha noite agitada por conta de . Balancei a cabeça sem querer pensar mais nisso e liguei o computador enquanto ajeitava algumas coisas no quarto... Quando que passou um furacão por ali que eu não lembro?
Desci para almoçar quando a Gê gritou lá de baixo, assisti um pouco de TV e voltei para o meu quarto ao lembrar que tinha deixado o computador ligado. Ele entrou automaticamente no msn, mas ninguém tinha me chamado. Fucei no Twitter e nada de muito interessante... Entrei no perfil do , mas ele não tinha postado nada. Fui tomar banho pra me trocar para a aula na auto escola e quando saí vi meu celular piscando, dizendo que tinha uma mensagem de texto.

Gatinha, cancelei todas as minhas aulas de hoje, inclusive a nossa. Posso passar aí e ficar ou aí ou te trazer pra casa? Queria conversar com você ou simplesmente ficar junto...

Respondi que tudo bem pensando no que minha mãe diria... Ela acharia que eu estava na auto escola, então não teria problema algum. foi me buscar assim que Gê foi embora e fomos pra casa dele. Fui super bem recebida pelo Max quando saí do carro. Dei um abraço nele e logo peguei um dos ossinhos de brinquedo para jogar longe e me livrar daquele babão. Ao entrar na casa de , as lembranças do dia do churrasco vieram à tona. Eu não imaginaria que voltaria lá tão cedo, tanta coisa tinha mudado em tão pouco tempo... me viu parada na porta e perguntou se havia algo errado. Me desculpei e entrei para ele poder fechar a porta. Fomos até a cozinha onde ele me ofereceu uma taça de sorvete feito pela cozinheira dele. Tomamos, lavamos as taças e fomos para o terraço, o lugar que eu mais tinha gostado da casa quando entrei pela primeira vez... Onde nos beijamos de um jeito inesquecível. sentou no banco de madeira e pediu para que eu deitasse minha cabeça em seu colo. Fiz exatamente o que ele pediu e olhei para o céu que deveria estar estrelado, mas com a poluição da cidade só dava para ver cinco ou seis estrelas brilhando forte. Fechei os olhos involuntariamente quando ele começou a massagear meus cabelos. Uma música tocava ao fundo bem baixinha e aí percebi que havia algumas caixinhas de som espalhadas por todo o terraço, daí que tinha vindo aquela música na outra vez. Dessa vez era uma mais calma, combinando com o momento, uma música que eu conhecia.

I bet you didn't expect that
She made me change my ways
With eyes like sunsets, baby
And legs that went on for days

I'm falling in love
But it's falling apart
I need to find my way back to the start
When we were in love
Things were better than they are
Let me back into...
Into your arms
Into your arms


- The Maine, ? Não sabia que você gostava.
- Essa era a minha música com a ...
- Que coincidência, era a que eu mais escutava com o ... - Suspirei querendo não lembrar mais daqueles dias com e pediu licença para se levantar. Foi trocar de música - Bem melhor - sorri para ele quando ouviu Beatles saindo das caixinhas.

voltou a se sentar no banco, mas não me deitei novamente nele, apenas cruzei as pernas e me virei pra ele, analisando suas feições. Ele ainda não estava nada bem e eu precisava fazer algo para que ele melhorasse.
Fiz um carinho de leve com o dedo no braço dele esperando ele olhar pra mim. Assim que o fez, percebi que seus olhos estavam cheio d'água e provavelmente ele estava fazendo um esforço enorme para não chorar perto de mim. Eu não ligaria, mas não queria vê-lo assim. Poxa, eu estava ali para ajudá-lo e ele ainda triste pelo que tinha descoberto?
Dei um sorriso pra ele e cheguei mais perto, me ajeitando no banco. Apertei sua mão e ele fechou os olhos, fazendo com que algumas gotículas caíssem. Passei o polegar nas bochechas dele e puxei seu queixo para cima, para eu poder beijá-lo na boca. Dei um selinho demorado, esperando que ele fizesse algo. apertou minha mão de volta e com a outra segurou na minha cintura, chegando mais perto de mim, sem quebrar o beijo, apenas pressionando seus lábios contra os meus ainda mais. Soltou a mão que segurava a minha e girou o corpo para ficar de frente pra mim. Soltou-se do beijo e eu quis puxá-lo de volta, já com a minha mão em sua nuca, mas ele colocou o dedo indicador na frente da minha boca, sussurrando um "shiu". Arqueei a sobrancelha e fiz bico, riu, ponto pra mim! Ele se levantou e estendeu a mão pra mim, pedindo que eu me levantasse e logo o fiz. Fez uma reverência um tanto quanto exagerada e me puxou para perto dele, colocando a outra mão na minha cintura, colando nossos corpos. Continuei com a expressão de quem não estava entendendo nada e ele novamente sussurrou um "shiu", dessa vez apontando com a cabeça para uma caixinha de som. Fiz um grande esforço para ouvir a música que tocava no volume quase mínimo.

Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It dosen't matter much to me

Let me take you down
'Cause I'm going to Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever


Ficamos balançando pra lá e pra cá enquanto nossos músicos favoritos tocavam pra nós. Não que a música fosse perfeita para uma quase valsa, mas não importava, estávamos juntos, colados um no outro, deixando que a letra de Strawberry Fields entrasse em nossos ouvidos e se infiltrasse no que estávamos sentindo. Deixaria me levar aos campos de morangos se ele quisesse... Deixaria ele me levar para qualquer lugar! Sentia-me bem com ele ali do meu lado, segura e protegida, apesar do que acontecera ontem, do que ele estava sentindo e de não estarmos há tanto tempo juntos, eu já podia dizer que era uma ótima companhia.
Enquanto pensava sobre a vida e provavelmente também, a música foi chegando ao fim e dando lugar a outra que nos fez sorrir de imediato. logo soltou a minha cintura e abriu um espaço entre nós para podermos dançar adequadamente.

Well, shake it up baby now
Shake it up baby
Twist and shout
Twist and shout
Come on, come on, come, come on baby now
Come on baby
Come on and work it on out
Work it on out


Formaríamos um belo casal nos bailes dos anos 60, dançávamos muito bem e imitava John Travolta o tempo todo. Quando disse pra ele que John Travolta era dos anos 70, ele ficou decepcionado, mas disse que não estava nem aí, quem estava dançando era ele e Travolta teria muita inveja.
Ok!
Quando a música estava chegando ao fim e nossos passos estavam diminuindo de ritmo, me puxou, tirou meu cabelo do meu rostou e me curvou para baixo, me segurando nas costas, para me beijar daquele jeito cinematograficamente exagerado. Eu ri e entrelacei meus braços em volta de seu pescoço, retribuindo o beijo.
ficou animado de repente e eu fiquei muito feliz por isso. Descemos do terraço e fomos para a cozinha beber um pouco de água, estávamos suados da dança e rindo demais, como se nada tivesse acontecido no dia anterior e como se fôssemos namorados há anos, rindo de uma piada íntima. Me senti extremamente bem naquele momento.
Mas chegou a hora de conversarmos sobre o que tinha acontecido, não poderíamos rir e simplesmente esquecer o que tínhamos descoberto de e . Deixamos os copos na pia e fomos para a sala. pediu para eu me sentar no sofá e depois se juntou a mim. Parou de sorrir por um momento e ficou sério, pigarreou e me olhou com o mesmo olhar de mais cedo, triste.
- Obrigado, .
- Por...?
- Por ter me divertido hoje, foi ótimo. Mas nós ainda temos que conversar, porque na hora que você for embora eu vou me pegar pensando em tudo de novo, então prefiro conversar de uma vez só - acenei a cabeça positivamente e pedi para que ele continuasse a falar. - Bem, fiquei pensando ontem e, sabe, descobrir que o amor da sua vida te traiu a vida inteira não foi nada legal, ainda mais depois que ela morreu e eu fiquei totalmente desamparado, peguei o meu emprego de instrutor e levei a sério... Eu não gosto tanto assim do que eu faço, sabe? No começo era para poder comprar todos os meus equipamentos de fotografia sem precisar pedir dinheiro para o meu pai, mas depois que aquele bêbado idiota matou a eu... Eu achei que era minha obrigação continuar nesse emprego e instruir as pessoas direito. Agora, saber que eu formei o amante da e que eu tenha sido amigo dele e que ele é seu ex e que... Que ele estragou mais da metade da minha vida... Eu quero sair daquele lugar, acho que vou ficar bem melhor se fizer isso. O que você acha? - Pensei por um minuto.
- Pode ser depois que nossas aulas acabarem? Odiaria ter que fazer aula com outro professor a não ser você.
- Tudo bem, eu espero você fazer a sua prova prática e tudo mais e aí eu saio de lá. Eu te espero sim, gatinha - ele sorriu e me deu um selinho rápido. - Ok, isso é uma coisa boa. A próxima coisa que eu farei será vender o New Beetle, já que era dela e me traz muitas lembranças que não quero mais.
- Certo - concordei.
- Depois eu vou quebrar a cara do ...
- Não, , você não vai. Você vai deixar que eu me resolva com ele ou que pelo menos me leve junto quando for encontrá-lo para tirar satisfações, tá bom? Apesar de achar que merece uma bela porrada, as coisas podem começar a complicar pro seu lado.
- Ta, ta bom, você vai comigo. Mas se ele começar a me provocar, eu não vou conseguir me segurar!
- Ele não vai fazer nada demais porque eu estarei junto, ele já perdeu todo o meu respeito e amizade, não vai fazer nada pra piorar a situação.
- Tudo bem, no final de semana nós faremos uma visitinha na casa dele - me olhou esfregando as mãos como se estivesse tramando algo. Balancei a cabeça em sinal de desaprovação e ele riu, me puxando pra cima dele, deitando no sofa. - Agora vem aqui!




CONTINUA



N/A: Que eu demorei vocês não podem reclamar, e nem que esse capítulo não foi fofo! Acalmem-se, logo as cenas hots estão de voltas. Fics hots não se sustentam só com cenas hots, ok? Espero que tenham gostado.
Eu mudei novamente os nomes dos meus personagens (coloquei meu namorado no meio de novo porque assim é mais fácil pra escrever) e talvez alguma parte eu posso ter trocado um nome com o outro, então me avisem se tiver algo errado!

Visitem: http://juhclaro.popfics.com :)
Beijos, amores.

Músicas:
Lucky - Jason Mraz & Colbie Caillat
Skyway Avenue - We The Kings
Valeu - Exaltasamba
I Want You - The Beatles
Bad Romance - Lady Gaga
It's Only Natural - The Higher
Into Your Arms - The Maine

xx @juhclaro.

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