Teenage Dream in London

Autora: Fê Zampiroli
Status: Em Andamento
Revisada por: Luiza Caminada
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Comédia Romântica / LongFic
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Prólogo

Sonhar é o maior bem que a pessoa pode ter. Muitos dizem que é o amor. Há quem discorde. Se as pessoas entrassem sempre em um bom senso, o mundo não estaria como está hoje.
É muito simples. Juntar sonho com amor pode dar um belo resultado. É assim que penso. Juntar o útil ao agradável. Londres + McFly. O meu sonho é conhecer Londres e morar lá. Alguns podem dizer que isso começou só por causa da minha banda preferida. É idiota quem pensa assim. McFly só coincidiu em estar no lugar que eu desejo estar pelos próximos anos de minha vida. Ou então pelo resto dela.
Essa cidade está nos meus pensamentos há muitos anos, e finalmente vou poder realizá-lo. E claro, sem esquecer os McDivos. Conhecer a minha banda preferida. Eu estou aqui falando, falando e falando...
Vocês devem estar pensando que sou uma retardada Zé Ninguém cujos pais se esqueceram de registrar e dar um nome. Bom, pra acabar com esse pensamento malvado de vocês, e que sem querer estão acabando por me fazer acreditar que eu não tenha um nome e pensar coisas do tipo: “Quem sou? De onde eu vim? Marte?“. Assustador. Eu me chamo , também conhecida por , Bochechas Malhadas ou qualquer outro apelido que você queira me dar. Desde que seja bonitinho. E que isso fique bem claro. Sou brasileira, você já percebeu não é?! E tenho 17 anos. Agora que eu já enrolei o bastante podemos partir para o capítulo 1.

Capítulo 1

Mais um dia nesse país e eu enlouqueço. Não que eu odeie o Brasil, muito pelo contrário. Acontece que nada acontece, nada muda. Sou fã de clichês e adoro rotina, mas tem uma hora que tudo isso cansa e você necessita de mudanças. Fazer sempre as mesmas coisas, estar sempre com as mesmas pessoas, viver as mesmas emoções, que depois nem são mais tão emocionantes assim, mesmo corte de cabelo, mesma vida, tudo do mesmo jeito... Estou surtando e ninguém entende isso! Não vejo a hora de poder morar em Londres. Pelo menos alguém aqui entende que eu estou crescendo e querendo coisas novas. Meu santo pai enxergou tudo isso e finalmente está me mandando pra terra da rainha.
Mesmo com tudo igual e sempre na mesma, eu estou triste por partir. Tudo bem que desde que me entendo por gente quero isso, mas aqui está a minha família, meus amigos, minha casa, meu quartinho querido, meu cachorro... Está tudo aqui! Será que sou uma tola por me cansar disso tudo? Talvez nas primeiras noites eu me sinta arrependida e queira voltar, mas é questão de tempo e adaptação.
, lembre-se: essa experiência vai trazer mais responsabilidades, mostrar para os seus pais que você sabe se virar sozinha e em outro país, mas que ainda necessita de mesada para sobreviver em terras londrinas. Dinheiro, não posso negar. E o mais importante, que é a realização de um sonho. Então respira fundo e não surta!
É com esse pensamento que vou deixar minha família e meus amigos para trás.

Estava sentada na minha linda cama, aproveitando os últimos momentos nela, quando ouço uma louca gritando meu nome. Ah tá, é a minha mãe!
- , desce aqui! Visita! – ela berrou. Que ótimo. Depois dessa gritaria, duvido que tenha ainda alguma visita para a minha bela pessoa. Mas como sou uma criatura muito curiosa, desci para ver quem estava à minha procura. Cheguei lá embaixo e me deparei com três gurias que eu conheço muito bem.
- Oie, o que fazem aqui? – tentei ser o mais simpática possível. Vocês não devem estar entendendo nada. É o seguinte: eu estava chateada com elas porque elas escolheram Nova York para irem nas férias. E não Londres, para me visitar.
- Nossa, quanta simpatia! – disse, e eu preferi ignorar esse comentário. Embora tenha certeza de que ela o fez brincando.
- Desculpa se eu não consigo ser simpática com pessoas traidoras que vão pra Nova York nas férias em vez de irem visitar a amiga que vai morar em outro país sabe-se lá quanto tempo, sendo que vocês tinham essa opção. E ainda manipularam a cabeça da pobre que é louca por Londres. – me estressei.
- Desisto de tentar resolver essa situação. Na verdade, estamos aqui porque temos uma notícia pra dar pra você, mas se você quiser a gente vai embora. Porque somos traidoras o bastante que cancelamos nossa viagem nas férias e fizemos outro pacote para Londres porque queremos visitar nossa melhor amiga mais zoada que vai ficar não sei quantos milênios longe da gente. - não acreditei no que acabei de ouvir. disse isso e eu pensei que elas estavam zombando comigo, como sempre fazem. E eu não sou zoada. Whatever...
- Eu não acredito! Vocês estão falando sério? - eu disse, encarando aquelas três retardadas com sorrisos de orelha a orelha afirmando freneticamente com a cabeça, me deixando tonta, vale ressaltar. – Vocês são as melhores amigas do mundo! Ah, eu amo vocês! – disse, e pulei em cima delas.
- Nós sabemos que somos – se pronunciou pela primeira vez no dia. – Mas é o seguinte... Só vamos se você prometer arranjar três ingleses gostosos pra gente. Do tipo que tem pegada, selvagem. Tá ligada?
- Só se for pra você, né, ? Eu quero um inglês que use camisa pólo e aos domingos jogue golfe. – disse dando um pedala na , que fez cara de esnobe. Mas espera aí! Ela descreveu o meu homem perfeito. Tudo bem, devem existir muitos ingleses assim. Com a graça de Deus.
- E você, ? – eu perguntei pra sonhadora.
- Eu o que? – tonta.
- Que inglês você quer?
- Ah, pra mim desde que seja homem está ótimo. Mas se tiver como, eu gostaria de pedir um Dougie Poynter. – Até parece que é boba.
- Nada boba, você. Mas pode deixar. Eu vou usar meu poder de persuasão e convencê-lo a te pegar. Você até que tem tudo em cima. – mal terminei de falar recebi uma almofada na cara. - Qual o problema de vocês? Querem que eu vá pra terra da rainha sem meus neurônios a la Jones? Pelo amor de Deus.
- Ai ai, do nosso coração... Não tem como você ir pra lá com os neurônios a la Jones, pois você não tem neurônios.
- Como se você tivesse muito mais que eu, né, ? - e de novo mais almofadas.
Mereço.
Ficamos mais algum tempo conversando e fazendo planos pra quando elas forem pra Londres. Eu espero que a família que vá me receber seja muito legal e que gostem de receber amigos. Porque vou adorar levá-las pra lá. E a gente toca o puteiro. Sou mal, eu sei, danadinha...
Logo elas foram embora e eu voltei para o meu futuro-ex-quarto. Dormi ao som de 'I’ll Be Okay' e fiquei refletindo sobre a música.

Acordei cedo e não consegui dormir mais por causa da ansiedade. Eu já estava surtando. Vocês devem ter percebido que vivo surtando. Quem acha que eu devo procurar um psiquiatra levanta a mão! Desci pra tomar o café da manhã e conversar um pouco com os meus pais. Entupi-me de pão de queijo. Vai saber quando que eu vou comer essa maravilha mineira novamente...
Eu embarcarei de noite, já está quase tudo pronto. Falta só tirar algumas fotos aqui em casa pra eu me lembrar e, óbvio, uma última foto no meu quarto. Adoro marcar momentos, e me acho neles, beijos. Depois de horas tirando foto, de ter descansado bastante e ter roído minhas unhas, chegou a hora.
Estava a caminho do aeroporto, atenta a todos os detalhes do caminho, caindo a fixa de que eu estava mesmo indo embora. Indo para outro país. Meu sonho desde sempre. Deixei algumas lágrimas caírem. Apesar de ser tudo o que eu sempre quis, era um momento difícil. Muitos podem pensar que é fácil, mas eu estava deixando para trás minha vida inteira, meus amigos e família. Tudo.
Finalmente chegamos ao aeroporto e meus joelhos fraquejaram assim que saí do carro. Desistir? Jamais. Um pouco antes do embarque comecei a me despedir de todos.
- Mãe e pai, eu agradeço por tudo que vocês estão fazendo por mim e por tudo que estão me proporcionando. Vocês sabem que eu sempre quis isso, então muito obrigada mesmo. - Abracei os dois que, como eu, estavam se debulhando em lágrimas.
- Filha, você não tem que agradecer. Nós é que somos muito gratos pela filha maravilhosa e um pouco rebelde que você é. Nós te amamos muito. – minha mãe disse chorando, e eu não me contive.
- Minha princesa, aproveite ao máximo cada minuto dessa viagem. Pare de pensar no que você está deixando para trás e pense no que você vai construir daqui pra frente. Escolha suas amizades, não se envolva com drogas, não beba todos os dias, não fume, não brigue, não nos desobedeça. Seja você mesma, sempre! - meu pai disse de forma paternal. Abracei-o apertado e chorei. Me despedi dos meus irmãos e lembrei-me de perguntar sobre a família que iria me receber.
- Então, pai, eu me esqueci de perguntar... E a família que vai me receber? Eles vão me buscar no aeroporto? Qual o nome deles? – disparei a perguntar.
- Calma. Eles vão te buscar no aeroporto, provavelmente estarão com uma plaquinha com o seu nome. É a família Fletcher. – quando ele disse o final, eu quase tive um treco. Mas não pode ser, seria muita sorte pra uma pessoa só. Pra uma pobre adolescente brasileira. Isso não está acontecendo comigo. Sempre fui muito azarada... Cadê as câmeras?
- Pera aí, pai... Você disse Fletcher?
- Sim, por quê?
- Nada, é que me ocorreu uma coisa aqui, mas não deve ser. Não seria possível.
- Você está bem? Não estou entendo nada, minha filha... Você está tomando os florais que seu psicólogo mandou? – minha mãe começou a falar e a olhei descrente daquilo.
- Que florais, mãe? Eu já não tomo isso há meses, não preciso mais. Parei de surtar faz tempo. Acontece que a família Fletcher que eu conheço, ouvi falar na verdade, é a família de um dos caras que fazem meu mundo girar.
- Você já arranjou um namorado de lá? Cadê o juízo? – meu pai indagou.
- Não, querido, ela está falando do McFly - minha mãe disse de forma carinhosa.
- Ah sim! Adoro eles... – meu pai fez cara de deboche. Na verdade ele nem deve saber quem são eles.
- Enfim, se for... Nossa eu vou surtar! Vou precisar de todas as combinações florais do mundo pra me acalmar. E mesmo assim ainda vai ser pouco, porque eu não vou me acalmar.
Eu estava ficando histérica e, como vocês já devem imaginar, surtando. Meus pais me olhavam com pena. Com certeza deviam estar pensando que aquelas sessões com o psicólogo não adiantaram nada. Eu não sou louca, só surto de vez em quando. Normal.
Chamada para o vôo 912 com destino a Londres.
Escutei aquela voz mágica. A voz que esperei escutar a vida inteira. Olhei para os meus pais e meus irmãos, me despedi novamente e fui em direção ao avião. Em direção à minha nova vida. Estava mais ansiosa para saber quem seria minha família.
Horas dentro daquele avião se passaram e resolvi dormir. Logo mais a aeromoça anunciou que tínhamos chegado ao destino esperado. Adeus, Brasil! E olá, Inglaterra! God Save the Queen!

Capítulo 2

Desembarquei do avião, fui procurar minha nova família e tive uma surpresa... A melhor de todas. Me deparei com Debbie e Carrie Fletcher segurando uma placa que estava escrito: Welcome, !
OMG! Isso está mesmo acontecendo comigo? Sou eu mesma? Alguém me dopou e estou delirando? Estou drogada? Não, drogada não... Papai disse que drogas não. É, , isso é com você mesmo! Deus, obrigada pela magnífica vida que o senhor me proporcionou e não se esqueça de agradecer a meus pais, coisa que irei fazer mais tarde, por terem escolhido essa família aqui pra mim.
Estava parada de frente para a mãe do meu ídolo. Devia estar com uma cara de retardada-surpresa, pois a Carrie estava se segurando para não rir da minha cara. Saí do meu profundo delírio e surto interno e resolvi falar.
- E-eu sou , a menina que vocês estão esperando. – por que ser tão formal? Deixa pra lá. Debbie sorriu maternal e Carrie pulou em cima de mim em um abraço de urso. Acho que elas gostaram de mim. Sou encantadora. Fato.
- Olá, querida! Seja bem vinda! Aguardávamos ansiosamente a sua chegada. Carrie está adorando a ideia de ter uma irmã. À propósito, eu sou Debbie Fletcher. Pode me chamar de Debbie. Ou mãe. Prefiro mãe. – ela disse, e sorriu. Me senti em casa e totalmente acolhida.
- , eu estava louca pra te conhecer. Nas fotos que recebemos de você, você parecia muito simpática, e pessoalmente parece ainda mais. E seu sorriso é lindo! – ah, mal posso acreditar... Carrie Fletcher dizendo que meu sorriso é lindo. Surtei.
- Ah, pode me chamar de . E obrigada pelos elogios. Espero ser uma ótima irmã pra você, Carrie. E você também tem um sorriso lindo. – ela me deu mais um abraço e nós seguimos para o carro.
- Garotas, vamos para casa. Vou preparar o almoço de vocês. A deve estar com fome. Convenhamos, comida de avião é terrível. – rimos do comentário e eu concordei com ela.
- Estou com muita fome mesmo. Só comi uma salada de frutas que serviram no avião. – eu disse, sorrindo meigamente.
- Você vai adorar a comida da nossa mãe. É ótima, meu irmão vem só pra comer. – Carrie disse. Quando ela disse a palavra irmão eu tremi. Fiquei na dúvida se deveria dizer que sou fã da banda dele. Acho que dizer a verdade é o melhor a se fazer.
- Nossa, mal posso esperar para provar ,então... – disse tentando desviar o assunto.
- Você vai conhecer o meu outro filho, Tom, no sábado. Ele vem almoçar conosco para te conhecer. Você já deve ter ouvido falar dele. Ele tem uma banda: Mcfly. – Debbie disse.
- Ah, sim. Eu conheço. Na verdade, sou muito fã da banda dele, fui aos shows no Brasil... – assim que disse isso, pude sentir minhas bochechas esquentarem – Mas não sou uma fã histérica, fiquem tranquilas. – eu tentei consertar, rapidamente.
- Nós sabemos, querida. A Carrie visitou seu facebook e viu algumas fotos do show e no seu perfil estava escrito que você gostava. No começo ficamos com um pouco de receio. Mas a carta que você escreveu pra gente e que nos enviou junto com as fotos nos fez ter certeza de que seria ótimo recebê-la. – senti meus olhos se encherem de lágrimas.
- Nossa, estou até emocionada. Segurando-me aqui pra não chorar – disse, e elas riram. – Eu não sabia que vocês eram minha família. Na verdade, fiquei sabendo no aeroporto, minutos antes de embarcar, que vocês seriam minha nova família.
- , não precisa se emocionar não. É uma honra ter você conosco. Dude, eu vou ter uma irmã. Isso é o máximo! – Carrie disse olhando pra frente, com cara de quem está deslumbrada com tal possibilidade.
- E eu vou adorar ficar com vocês por esse tempo. Muito obrigada por me darem créditos de confiança, mesmo antes de me conhecerem. – agradeci.
- Imagina, . Não tem que agradecer. Eu falei com sua mãe ao telefone, e pelo o que ela me disse de você... Você parece ser uma ótima filha. – minha nova mãe falou.
- Ah, minha mãe. Saudades já. – eu disse, e sorri sem muito ânimo.
- Bom, chegamos, garotas. – Debbie disse, enquanto estacionava e eu pude ver a casa grande, branca, com janelas enormes. Muito linda. Meu Deus, estou na casa da mãe do Tom Fletcher.
Saí de meus devaneios, saltei do carro e ajudei Debbie com as minhas malas para entrarmos em casa. Um lugar totalmente aconchegante que me lembrava bastante a minha casa. Até o cheiro era parecido.
- Meninas, eu vou preparar o nosso almoço. Enquanto isso, Carrie, acompanhe a até o quarto dela. Mostre a casa também e a ajude com as malas. – Debbie deu as ordens, e fomos em direção ao meu quarto.
- Então, , esse aqui é o meu quarto – Carrie disse apontando pra uma porta do meu lado esquerdo. No final do corredor tinha uma porta que suspeitei ser o meu quarto.
- E aqui vai ser o seu quarto, . Espero que você tenha gostado. Eu ajudei minha mãe a escolher a decoração.
Impossível não gostar daquele quarto. Era lindo, e tinha uma sacada com aquelas janelas enormes que dava pra piscina no quintal da casa. Ao lado se via a sacada da Carrie. Eu estava no paraíso. O quarto tinha as paredes pintadas em tom roxo claro que não chegava a lilás. Na parede onde ficava a cama era roxo mais escuro. A cama era king-size, muito espaçosa por sinal, com uma colcha em um tom prata e almofadas de zebra. Realmente parecido com o meu quarto no Brasil. Nas paredes também tinha um mural para fotos que Carrie disse que era pra eu preenchê-lo com as minhas fotos do Brasil e as de lá que eu tirar. Ela disse que eu poderia customizar o quarto com algumas coisas que eu trouxe do Brasil. Meu banheiro era normal, muito aconchegante. Tinha uma escrivaninha encostada na parede perto da sacada e já tinha algumas coisas. Terminei de observar meu quarto e dei conta de que a Carrie não estava mais lá. Fiquei esperando-a voltar, e vi que ela estava com um embrulho.
- , como nossas aulas começam em duas semanas, eu e minha mãe compramos isso pra você. Espero que goste. – abri o embrulho e vi uma mochila prata, simplesmente linda. Da Jansport, com algumas estrelinhas. E um chaveiro enorme do Paul Frank, que por sinal eu amo, pendurada no zíper. Eu amei.
- Carrie, não precisava. É sério. Eu amei, é muito linda! E eu amo o Paul Frank. Estrelas e Paul. Lindos, perfeitos. Obrigada mesmo.
- Os livros do colégio estão na escrivaninha e os uniformes no armário. Agora é melhor você descansar até o almoço ficar pronto. – Ela disse, e saiu do quarto.
- Meu deus, isso só pode ser um sonho. – dito isso, me joguei na cama. Estava muito cansada. Aproveitei pra relaxar um pouco e tirar um cochilo.

Senti alguém me cutucar de leve. Abri meus olhos com dificuldade e vi que era Carrie me chamando para almoçar.
- Nossa, acho que peguei no sono pesado. – dei uma risada anasalada.
- Agora é bom acordar. Sua barriga deve estar roncando, Bela Adormecida. Vamos logo, estou com fome. – Carrie disse, e saiu correndo pra sala de jantar. Desci logo atrás dela. Debbie estava terminando de colocar a travessa de lasanha na mesa.
- Eu adoro lasanha! Minha mãe faz sempre. – eu disse, me lembrando mais uma vez do Brasil.
- Espero que essa esteja tão boa quanto... – Debbie disse sorrindo, e completou – Fiz com muito carinho, afinal, é a sua primeira refeição aqui.
- Verdade. Vou comer com muito gosto, pode deixar. E tenho certeza que está tão boa quanto a da minha mãe. Senão melhor – eu disse, e rimos.
Comemos e conversamos bastante, e a lasanha da Debbie é realmente uma delícia. Eu e Carrie lavamos a louça. Confesso que eu não estava muito acostumada a fazer essas coisas. Mas alguns meses antes do intercâmbio eu comecei a “treinar” um pouco. Sempre fui muito mimada em casa. Sempre tive empregados que fizessem coisas pra mim. Mas eu precisava fazer isso para o meu processo de independência.
Assim que terminamos, resolvi descansar mais um pouco. Mal tinha chegado e já estava começando a sentir os efeitos do fuso horário. Carrie também descansou um pouco, me chamou para sair, mas eu não estava muito a fim. Hoje não, mas amanhã vou aproveitar. Estou louca pra conhecer os amigos da Carrie. Ela disse que mostrou algumas fotos minhas pra eles. Até agora só sei os nomes: Kim, Claire, Owen, Tyler, Joshua, Chace, e Sean. Mal posso esperar. Devem ser muito gatos! Tomei um banho e resolvi me deitar. Hoje eu nem jantaria, só acordaria no dia seguinte.

Capítulo 3

Acordei assustada no meio da noite. Um pouco desesperada e quase surtando. Meu Deus! Onde estou? Que lugar é esse? O que estou fazendo aqui? Quero a minha mãe!
Fiquei observando o quarto e fui caindo em mim. Finalmente me toquei de onde estava. LONDRES. Talvez eu tenha estranhado a cama. Ela é muito diferente da minha. Ou talvez eu tenha dormido demais. Desde o almoço estou em um sono profundo. Não consegui mais dormir e resolvi ligar meu notebook e ver se tem alguém do Brasil online. Se agora são duas da manhã aqui, no Brasil devem ser umas onze horas, acho. Liguei e já fui logo abrir meu msn.

God Save the Queen acabou de entrar.
I need somebody help acabou de entrar.
A entrou!!!
God Save the Queen says:
* PREEEEEEETAAAAA! Você está online!!! Menina, eu estou adorando aqui!!!
* Preciso te contar tudo...
I need somebody help says:
* Preta é a mãe! Sou da cor do pecado :*
* Fala, minha filha, como estão as coisas aí? Muitos ingleses gatos?
* Conta tudo!
God Save the Queen says:
* Que ingleses, que nada... Mal cheguei... Na verdade, nem tenho muito o que contar :/
* Mas adivinha quem é a minha família daqui?! *SURTA*
* FLETCHEEEEEEEEEERS
I need somebody help says:
* Aham. Conta outra.
God Save the Queen says:
* É sério, descobri no aeroporto... Amiga, surtei quando descobri. Família Fletcher segurando uma plaquinha com o meu nome!!!
I need somebody help says:
* AMIGA, VOCÊ ESTÁ FALANDO SÉRIO MESMO?
* CLARO QUE ESTÁ, NÃO BRINCARIA COM UMA COISA DESSAS!
* AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
* Já conheceu eles?
God Save the Queen says:
* Eles quem?
I need somebody help says:
* O McFly, sua louca!
God Save the Queen says:
* Ah, tá, por que não disse antes?
* Nem os conheci ainda D:
* Na verdade, vou conhecê-los no sábado. O Tom vem jantar aqui!!!
I need somebody help says:
* Você é muito sortuda, dude... Se meus pais deixassem eu iria morar aí com você...
* Mas você sabe como eles são :/
God Save the Queen says:
* Queria que você estivesse aqui... Relaxa, vocês vêm nas férias, né?
I need somebody help says:
* Sim, mal posso esperar! Guarda o Poynter pra mim!
* Amiga, vou saindo. Só entrei pra ver se você estava online.
* Beijos! Te amo, sua gorda! <3
God Save the Queen says:
* Já?? D: Ok, vai lá. A gente se fala. Manda um beijo pras morenas!
* E guardo o Poynter sim... Beijos! Te amo, coisa! s2
I need somebody help está offline.

- Ah, ela saiu mesmo. Não tenho nada pra fazer no msn e já estou começando a ficar com sono. - comecei a falar sozinha. Efeitos do sono. – Bom, vamos dar uma olhada no twitter... Nada de interessante nessa droga de internet!
Entrei no twitter e um vi que tinha um follower novo. Eba!
Era a Carrie...
Imagine Carrie Fletcher te seguindo. Quase chorei de emoção. É só pra quem pode.
Cara, como eu sou convencida... Enfim.
- Carrie me seguindo! Ah, eu já a seguia antes mesmo. Algo de interessante na minha timeline?

@LittleFletcher Gente, acabei de conhecer minha sister. Acabamos de buscá-la no aeroporto. Muito simpática!
Few hours ago via Twitter for iPhone
@LittleFletcher Ah, conversei um pouco com ela e já sinto um grande carinho por ela... Além de simpática e divertida é muito linda também.
Few hours ago via Twitter for iPhone

Opa. Para tudo e chama a NASA! Ela dizendo pra todo o mundo que eu sou linda, simpática e divertida? OH MY GOD!

@tommcfly Hey, @LittleFletcher a garota do Brasil já chegou? Estou ansioso pra conhecê-la. See ya! xoxo
1 hour ago via Twitter for iPhone
@LittleFletcher Sim sim, já está aqui. Dormindo no momento... Você vai adorá-la. Time off to bed... See ya! xoxo!
1 hour ago via Twitter for iPhone

- Meu Deus! Agora estou pirando! Como assim o Tom falando de mim no twitter? – eu olhava incrédula para a tela do notebook, ainda não acreditando naquilo. - Depois dessa, me deu até sono. Vou dormir muito bem... Também estou louca para te conhecer Tom! Adoro conversar sozinha, fato. Mas antes de ir me deitar, vou twittar alguma coisa aqui.

Gente, estou em Londres!!! Não estou conseguindo dormir D: Parece que ainda não caiu a ficha.
Less than 5 seconds ago via web
Tive muitas surpresas... Acho que ainda estou sonhando. Alguém me belisca via twitter?
Less than 5 seconds ago via web

Nem esperei por replies e já desliguei. Quem dera que o McFly visse meus tweets...

Tom’s POV

Cheguei em casa junto com os guys. Gio estava na sala nos esperando junto com Georgia e Frankie.
- Oi, meu amor - Gio veio me cumprimentar. Eu a amo de verdade. Momento cute e gay.
- Tudo bem com você, linda? – lhe dei um selinho, e ela afirmou com a cabeça.
- Hey, guys! – ela falou com os garotos que já estavam esparramados no sofá com suas respectivas namoradas.
- Oi, Gio – eles responderam em coro.
- Oi, garotas – eu cumprimentei as meninas, e elas retribuíram.
Eles começaram a conversar e falar idiotices. Eu fiquei pensando um pouco sobre o almoço no sábado. Eu vou conhecer a garota brasileira que está morando na casa da minha mãe. Espero que ela não seja nenhuma fã louca e queira apertar minha covinha.
Minha covinha. Minhas regras.
Eu nem cheguei a ver fotos dela. Estive cheio com os ensaios e acabei ficando sem tempo. Mas pelo o que a Carrie disse, ela parece ser muito legal. Quero conhecê-la. Fui tirado dos meus pensamentos por uma almofada.
- Tom, seu covudo filho da mãe. Presta atenção – Danny disse. – Explica pra gente quem é essa menina que está na casa da sua mãe.
- Pra que tanta violência? Cruzes! – eu disse, olhando feio pra ele mas rindo em seguida.
- Vai logo, Tom, conta pra gente. Como ela é, quem ela é, de onde veio... – Dougie disparou a falar, e logo Harry deu um pedala nele e ele se acalmou.
- Calma, dude, tá parecendo o Danny falando. Mas vai logo, Tom, estamos curiosos. – Harry se pronunciou.
- Aff, vocês vão falar dessa garota que vocês nem sabem quem é?! Sua mãe não deveria receber desconhecidos, ainda mais estrangeiros. – Georgia, nós até que gostávamos dela. Mas ela era um tanto quanto mesquinha e metida. É só ignorar.
- Eu estive falando com a Carrie. – Gio disse – Eu acho que essa garota deve ser muito legal. A Carrie nem a tinha conhecido ainda e já falava que a menina parecia muito simpática pelas fotos. Ah, e ela disse que é linda. Vi no twitter. – ela completou, e sorriu sapeca. Minha namorada é linda cara.
- Eu também falei com a Carrie no twitter. Ela está muito encantada com a garota. Acho que o nome dela é . Respondendo às suas perguntas Poynter, ela é brasileira, tem a idade da minha irmã, e não sei como ela é, pois ainda não a conheci. E nem vi fotos. – disse, finalizando com o sorriso.
Na verdade eu sabia qual a intenção deles com ela e o porquê das perguntas. Eu conheço meus amigos... Eles não prestam. Mas ela é uma criança, minha nova irmã. Eu não vou deixar esses marmanjões se aproveitarem dela. Dude, sou um irmão ciumento e ainda nem a conheci.
- Ela não tem twitter? – Danny perguntou, e levou um beliscão da Georgia.
- Tem, acho que a Carrie a segue. – eu respondi.
- Ah, tá, entendi. – Danny disse.
- Galera, eu vou indo. Já é muito tarde e eu estou muito cansado. Vamos, amor? – Dougie anunciou sua ida e se dirigiu a Frankie.
- Vamos sim, amor. Tchau, guys. Meninas, amanhã almoçamos juntas? – Frankie perguntou, e elas assentiram.
- Combinado, Frank, vamos fofocar mais sobre a tal garota. – Georgia disse.
- Cuidado pra não morder a língua – Harry disse baixo, mas foi em vão. A cobra, digo, a Georgia escutou.
- Harry, querido, acho que vai ficar sem carona... – ela disse e já foi puxando Danny pra fora da minha casa. As vezes acho que essa coisa de ser loira tem mesmo a ver. O Harry mora na minha rua assim como todos os outros. Carona pra que? Vai entender o que se passa na cabeça dessa garota. Coitado do lesado do Jones.
Todos se despediram e foram embora, sobrando apenas eu e Gio.
- Amor, não esquece o almoço de sábado na casa da minha mãe. – eu disse pra Gio enquanto subíamos as escadas para o quarto.
- Pode deixar, amor, não esqueci não... Sábado estaremos lá. Quero muito conhecer a sua nova irmã - ela disse sorrindo, me fazendo fraquejar.
I’m in love.
- Eu também, linda. Vamos dormir agora. Tive um dia cheio. Mas se preferir nós podemos fazer outra coisa. Você que manda!
- Tentadora sua proposta, covudinho! Mas você mesmo disse que está cansado. Vamos deixar pra amanhã, meu lindo. – ela falou e fez biquinho e eu o mordi... Sou estranho, admito.
- Ok ok... Mulheres. Usam nossa desgraça para dar desculpas.
E assim fui dormir. Amanhã é sexta, depois é SÁBADO e eu vou à casa da minha mãe almoçar e conhecer a minha irmã. Agora me deixa dormir, será um longo dia. Boa noite! Quase bom dia...

Capítulo 4

- Bom dia! – disse alguém, que eu suspeitei ser a Carrie.
- Bom dia! Na verdade acho que não. Porque pra mim o dia só começa depois que eu acordo e eu ainda estou dormindo, Carrie! – eu falei, com a cabeça enterrada no travesseiro.
- Para com isso, maninha... Hoje é sexta-feira! Nós temos que acordar cedo, aproveitar o dia. E hoje você vai conhecer os meus amigos. Vai, , levanta! – ela disse, me cutucando.
- Carrie, você tem sempre esse poder de persuasão? Eu ainda estou dormindo, meu raciocínio é lento. Mas é meu segundo dia nesse lugar e tenho que aproveitar mesmo. – eu falei, me ajoelhando na cama. – E eu estou muito, mas muito ansiosa mesmo pra conhecer seus amigos. Só espero que eles gostem de mim.
- Relaxa, . Eles vão te adorar. Eu já te amo! – ela disse rindo, e eu fiquei feliz com o comentário.
- Claro que você tem que amar, sou sua irmã, tonta! – eu ri e dei um pedala nela.
- Nossa, tão cedo e já mostrando seu lado agressivo. – ela fez cara de afetada mas logo riu.
- Tá, agora deixe eu me arrumar, tomar um banho, escovar os dentes e tomar café. – eu falei, já me levantando e seguindo para o banheiro. Mas antes de fazer qualquer coisa Carrie me puxou pra fora do quarto indo em direção à escada.
- Sua louca! Pra onde você está me levando? – eu perguntei.
- Pra tomar o café, . Depois você sobe e se arruma. Calma! Antes vai escovar os dentes, né?
- Era o que eu ia fazer se a senhora-esfomeada-com-pressa-retardada não tivesse me puxado. – nós duas rimos.
- Ok, senhora-drama-queen! Vai logo. Te espero lá embaixo. E não demora! – ela disse, já descendo.
- Já estou indo – gritei do quarto.
Fiz o que tinha que fazer e logo desci. Chegando lá embaixo, me deparei com Carrie e Debbie sentadas à mesa.
- Bom dia! – eu disse, me dirigindo à Debbie.
- Bom dia, querida! Espero que tenha dormido bem – ela disse em tom maternal.
- Dormi sim. Só acordei no meio da noite um pouco assustada, mas logo voltei a dormir. – Eu disse sorrindo.
- Ah, você poderia ter descido e tomado um copo de leite, não teria problemas. – ela sorriu pra mim e eu retribuí, assentindo. E ela logo completou – Agora sente-se e tome seu café. Fiz panquecas, espero que goste.
- Oba! Adoro panquecas. Estou morrendo de fome – eu disse, e Carrie riu.
- Mãe, vou levar a pra conhecer o pessoal hoje. Eles querem muito conhecê-la. – Carrie disse.
- Eles vão adorá-la. Juízo, mocinhas... – ela disse, e eu e Carrie rimos.
- Pode deixar, mãe – respondemos juntas, rindo logo em seguida.
Nós comemos e logo subimos para nos aprontar. Seria um dia longo. Coloquei uma roupa básica. Ainda acho muito cedo pra ir encontrá-los, mas a Carrie disse que antes vamos passar no shopping e passear por algumas feiras livres. Vou aproveitar que meu cartão é sem limite, papai foi generoso. Vou comprar algumas coisas daqui, do tipo I LOVE London e etc. Vou me acabar! Ai, mãezinha. Estou feita nesse paraíso!
Voltando ao assunto “minha roupa”, como não estava muito frio, coloquei uma saia de cintura alta com uma camiseta branca por baixo escrito 'The Beatles' em preto, um cinto grosso na cintura com algumas taxinhas, muito lindo por sinal, uma camisa de manga comprida por cima que usei com a manga meio que ¾ e meu All Star prata.
Estava muito estilosa e linda. Me acho! Passei uma maquiagem leve, apenas delineador em cima à la Amy Winehouse, só que mais discreto, um blush leve, rímel e um batom meio avermelhado. Prendi meu cabelo em um coque frouxo, mais tarde o soltaria. A Carrie estava muito bonita, com um vestido longo bem soltinho, rasteirinha e jaquetinha curta jeans. Uma maquiagem leve com apenas rímel e gloss.
Nós estávamos arrasando e eu fiquei com medo de estar um pouco exagerada por ser cedo ainda, mas aí lembrei onde estou e que aqui as pessoas se vestem com o que se sentem bem, e se sentir-se bem é ser extravagante, ou ser largada, tanto faz. O que importa é estar bem.
- Vamos, ! Pegaremos um táxi até o shopping. Ele já deve estar chegando. – Carrie disse assim que chegamos à sala.
- Ok, Carrie. Vamos esperar lá fora? – ela assentiu, e saímos.
Logo o táxi chegou e nós seguimos para o shopping. A primeira loja em que paramos foi uma loja de instrumentos. Fiquei encantada com as guitarras que tinham lá. Pensei em comprar uma vermelha que vi, mas achei melhor esperar pra comprar mais pra frente. Na verdade, eu estava precisando de um violão, pois não trouxe o meu. Acho que vou pedir para a minha mãe mandar pra mim. Prefiro o meu que é quase novo e está acostumado à minha pessoa.
- Carrie, vamos almoçar aqui? - perguntei.
- Já está com fome, ? – Carrie devolveu, debochando. Engraçadinha essa minha irmã, hein?!
- Claro que não, né?! É só curiosidade. - eu falei, rindo.
- Hm, senhora curiosa. Vamos sim. Tem a praça de alimentação daqui do shopping. – ela respondeu.
- Ok, maninha. Agora vamos comprar, preciso conhecer bem o comércio londrino. Será meu melhor amigo – eu falei, e nós duas rimos.
- Já vi que você é consumista. Vamos que eu também quero comprar. – ela disse.
- Ah, então somos duas consumistas. – ela riu, e nós fomos em direção às lojas.
Passeamos muito, fiz várias compras. Comprei dois sapatos peep toe, um preto com taxinhas na frente e outro vermelho. Também comprei uma uncle-boot preta muito linda, uma jaquetinha de couro preto bem curtinha, um vestido xadrez que dá pra usar com calça skinny, uma sapatilha da Melissa roxa escura com um laço enorme na ponta dos dedos, dois vestidos com a saia mais alta casuais e algumas t-shirts diferentes. Nem comprei calça e shorts, trouxe muitos do Brasil. Mais pra frente prenso em comprar. Sem contar as maquiagens que eu comprei. Fiz a festa na Mac! Comprei muitos batons, gloss, rímel, delineador, pó compacto e muito mais coisas. Estava cheia de sacolas e meu estômago brigando comigo por comida.
- Carrie, estou morta de fome. Por favor, vamos parar um pouco e comer? - eu disse, mais afirmando do que perguntando.
- Nem me fala. Acho que a vendedora daquela loja de perfumes que estávamos deve ter achado que eu estava com problemas intestinais - ela disse, me fazendo rir. – Meu filho quer comida. Mc Donald’s me salve!
- Mc Donald’s londrino! Sonho, sonho, sonho! Vamos logo. Estou morta de fome e minha boca já está salivando. – ela me olhou de um jeito estranho, talvez pelo fato de tudo o que eu faço ficar feliz por ser londrino.
- Você realmente é muito estranha. – ela disse, saindo na frente e eu ri tentando alcançá-la.
Duas loucas no shopping, sedentas por comida. Tenso, eu sei. Micos londrinos... Adoro!
Comemos muito, muito mesmo. Fiquei surpresa comigo mesma. Preciso de um regime e academia.
Estávamos sentadas ainda na praça de alimentação tomando um frozen yogurt de blueberry com calda de amora, kiwi, uvas e morango. Estava uma delícia, mas não eu aguentava mais. Fiquei enrolando com a colher até perceber que Carrie encarava algo atrás de mim. No início nem liguei, mas ela não parava.
Olhei pra trás e quase morri. Sim, é o que você está pensando. O McFly inteiro em uma mesa e um Tom acenando freneticamente pra gente. Carrie se levantou e me puxou junto e eu quase morri. Não estava preparada para conhecê-los hoje. Meu deus, eu mato alguém hoje. Nossa senhora da bicicletinha que anda torta pela ciclovia do auto da compadecida, ajude-me!
Estou surtando.
Meio que fomos de encontro com eles, porque assim que levantamos, eles também levantaram e vieram em nossa direção. Eu estava totalmente corada sem motivo e toda atrapalhada com as sacolas que insistiam em me fazer tropeçar. Mas por sorte algum anjo me protegeu nessa hora e fez com que eu mantivesse o equilíbrio.
Algumas pessoas já nos olhavam provavelmente por causa do McFly, e das loucas (vulgo e Carrie) que andavam totalmente atrapalhadas. Seria uma situação cômica se não fosse trágica.
Foram os segundos mais lentos da minha vida.
Podia ver na minha frente os quatro caras que fazem meu mundo girar: Tom, Harry, Danny e Dougie.
Pude perceber que eles me encaravam. Acho que eles já sabem da brasileira que está hospedada na casa da Senhora Fletcher.

Danny’s POV

Meu Deus! O que é aquele avião? Eu pensei que fosse uma criança como o Tom disse. Mas desde quando crianças têm aquelas pernas e aquelas curvas? Ela vinha em nossa direção um tanto atrapalhada e parecia não estar querendo crer no que estava vendo. Estava engraçado. Eu nem conseguia disfarçar, estava literalmente babando.
Calma, Danny, é só uma garota de dezessete anos, porém muito gostosa com belas curvas. E brasileira!
Você tem namorada, não se esqueça. E veja só... namorada que é uma Miss. E você tem 23 anos, é quase pedofilia.

Harry’s POV

Dude, essa garota é muito linda! Não imaginava que seria tudo isso. Eu tenho a Izzy, se bem que ela nem me dá confiança mais e nem sei se estamos exatamente juntos.

Dougie’s POV

Frankie, Frankie, Frankie... Minha namorada! Será só eu estou tendo pensamentos impuros com essa menina? Vou fugir para o Brasil. Realmente, brasileiras são muito gostosas.

Tom’s POV

Meu, essa garota é linda mesmo. E parece muito simpática... já posso imaginar os pensamentos impuros que os caras devem estar tendo no momento. Que pernas... Parabéns!

Eles estão me encarando mesmo. Vou desmaiar. Minhas pernas fraquejaram.
- Toooooooom, como vai? – Carrie saiu correndo e o abraçou.
- Vou bem e você? Essa é a , acertei? - ele disse, com um sorriso lindo.
- Sou sim, prazer. Mas pode me chamar de - eu retribuí o sorriso, me apresentando, e ele me puxou para um abraço. Poxa, me avisa antes pra eu poder preparar minhas emoções. Por essa eu não esperava.
- Ah, minha mais nova irmã! Estava ansioso pra te conhecer. Deixa eu me te apresentar os caras. - ele disse – Esse é Danny, Dougie e Harry. Mas acho que você já sabe – ele deu um risinho tímido. Minhas bochechas coraram.
- Deixa de ser lesado, Tom. Eu sei me apresentar, sou um garoto educado - Harry fez biquinho e pose. Uma graça. Todos riram.
- Prazer, linda! Sou Harry – ele beijou minha mão. Palpitação. Agora Doug se aproximou e foi a vez dele de galantear.
- Olá, sou Doug. O mais gato daqui – disse, piscando. Eu ri.
- E eu sou Danny, prazer em conhecê-la. - o meu preferido, o cara dos meus sonhos, meu futuro marido! Ele beijou minha bochecha e, assim que o fez, me olhou nos olho com muita intensidade.
- O-o prazer é todo meu – eu sorri, corando.

Capítulo 5

Nós ficamos lá conversando e eles resolveram perguntar algumas coisas sobre mim.
- Caraca, vocês compraram o shopping inteiro? – Dougie perguntou.
- Somos garotas, temos necessidades, querido Doug – Carrie disso, fazendo cara de esnobe. Rimos.
- Então, , por que você quis vir pra Londres? – Harry perguntou, ignorando os dois.
- Ah, Harry, sempre foi o meu sonho. Desde pequena eu sempre quis, não era desse jeito que eu planejei. Ainda está no começo, vamos ver se eu me acostumo. Pretendo ficar mais de um ano. Quando eu fizer dezoito anos já posso morar sozinha. E minhas amigas provavelmente vão vir morar comigo. – finalizei com um sorriso.
- Mas você vai querer fazer faculdade? – Dougie fez a pergunta.
- Claro! Eu pretendo ingressar na Royal Academy of Music. – e logo, Tom indagou.
- Você toca algum instrumento?
- Aham, e também canto. Toco piano, guitarra e violão. – sorri.
- Você está brincando? Nem eu sabia disso, ! - Carrie disse, incrédula.
- Eu começo os testes este ano. Assim vai ser fácil pro meu ingresso. – durante todo o tempo em que estava falando percebi que Danny estava me observando.
Comecei a ficar um pouco incomodada e minhas bochechas ganharam um tom avermelhado. Olhei de soslaio e, assim que o fiz, ele sorriu. Não me contive e dei um sorriso tímido. Sorriso tímido ? Desde quando? É esse homem que me causa isso.
- Um dia canta pra gente? – Tom perguntou.
- Canto sim! – respondi, com um enorme sorriso.
- E você tinha namorado no Brasil, ? – Doug perguntou, e Danny continuou quieto, apenas se remexendo desconfortavelmente na cadeira.
- Não – respondi rindo, e logo completei – Não tinha tempo pra isso. Na verdade, eu nunca tenho e eu não sou uma boa namorada. – todos me olhavam curiosos.
- Por quê? – Harry e Tom perguntaram ao mesmo tempo, e Danny continuava a me observar cada vez mais intensamente.
- Digamos que eu não respeite muito o rótulo “namorado”. – ainda me observavam sem entender - Tipo, não sei como explicar. Eu não sei lidar muito bem com isso. Acabo machucando a outra pessoa e isso não é legal. Então prefiro ficar sozinha e só curtir. São menos dois corações partidos no mundo – dei uma leve risada, e eles assentiram sorrindo.
- Juro que pensei que você fosse daquelas garotas românticas, que adoram receber flores e chocolate. – Dougie disse.
- Ah, um pouco de romantismo é legal. Mas não sou muito não – ri – Mas gosto de receber flores e chocolates. Toda garota gosta. Mas um dia eu vou namorar. É só criar mais juízo e encontrar a pessoa certa e que me coloque no lugar.
- Nossa, garota veneno. Então a senhorita fazia coisas erradas no Brasil? – Tom perguntou.
- Não, jamais. Mas eu aprontava bastante... Muitas festas acabam nisso – falei com a maior inocência. E eles riram.
- Nós sabemos bem como é isso – Danny disse me olhando de uma forma estranha.
- Eu só apronto, só isso... Não faço nada demais. Só o que adolescentes gostam de fazer. Mas eu tinha juízo. – eu disse rapidamente, arrancando risos de todos. Pronto, agora vão pensar que eu era uma drogada viciada em sexo. Abafa.
- Relaxa, pequena, não estamos achando nada. É engraçado uma garota que não curte namoro e ainda reconhece que não é uma boa namorada. – Tom disse, sorrindo.
- Mas eu estou tentando mudar, gente. É só questão de tempo. – falei e sorri.
- Gente, o papo está muito bom, mas eu e a temos que ir. Eu sei que vocês querem a conhecer mais e perguntar mais sobre o Brasil, mas o povo tá esperando a gente no Domino’s e eles também querem a . – Carrie parou pra respirar – Vão todos almoçar lá em casa no sábado junto com o Tom e podem levar as namoradas. Vou avisar minha mãe. É uma intimação! – ela disse, me puxando e pegando as sacolas.
- Tchau, gente, adorei conhecer vocês! – tentei me despedir de forma decente mas a Carrie estava me puxando.
- O prazer foi nosso, – eles gritaram da mesa. Jones ainda me encarava. Não precisamente a mim, e sim as minhas pernas. Safado. Mas não importa, ele pode.
Sou danadinha.
Saímos apressadas do shopping, pegamos o primeiro táxi que vimos e seguimos para o Domino’s. Dentro do táxi conversamos um pouco.
- Carrie, você é louca! Nem deixou eu me despedir direito dos meninos! – eu disse, fingindo fazer cara de brava.
- Eu? Imagina, sou a calma em pessoa – ela fez cara de inocente.
- Tonta. Olha aqui meu cabelo - ela observou e sorriu - Está bom? Devo prender ou deixá-lo solto?
- Solto, jogado sabe? Bem sexy, gatinha – Carrie disse, e piscou.
- Ui, seduzo horrores? – eu disse, e ela riu.
- Estou até com calor – rimos da nossa idiotice.
Chegamos ao Domino’a e eu já estava nervosa. Espero que eles gostem de mim. Além de serem amigos da Carrie vão estudar no mesmo colégio que eu. Adoro fazer amigos.
- Relaxa, . Eles vão gostar de você. Todos gostam. – Ela disse, como se pudesse ler os meus pensamentos.
- Estou tranquila – dei um sorriso amarelo.
- Percebe-se. - e mais uma vez me puxou. Qual o problema dela? Meu Deus, vou perder meu braço qualquer dia desses.
Entramos no lugar cheias de sacolas ainda pois não passamos em casa. Avistei uma mesa na qual acenavam freneticamente para a Carrie e deduzi serem os amigos dela. Estava cheia de gente, mas o local em si estava vazio.
Nos aproximamos e eles levantaram. Que povo educado. Adorei.
- Gente, essa é a , a minha irmã que tanto falei pra vocês. – Carrie me apresentou.
- Oi, gente, podem me chamar de . – eu disse sorrindo, e todos se apresentaram.
- Eu sou Kim – uma garota loira de olhos claros, muito bonita, falou.
- Eu sou Claire, e esse é meu namorado Tyler – uma outra garota loira se apresentou. Relaxa guria, não quero teu namorado. Esse por sua vez me encarava. Era um garoto forte, bonito. De madeixas escuras e olhos profundos e verdes.
- Oi, prazer – ele sorriu e retribuí.
- Eu sou Joshua, mais conhecido como Josh. – um garoto lindo, alto, também forte, loiro e de olhos azuis se aproximou me dando um beijo no rosto. Acho que gamei. Se controla, .
- Eu sou Sean. – um menino moreno, tímido, uma graça, que estava abraçado à Kim se apresentou também.
- Oi, eu sou Owen. – se apresentou um pouco tímido, porém muito bonito.
O último por fim resolveu se pronunciar.
- Oi, linda, eu sou Chace. – ele disse, beijando minha mão. Derreti. Ele tinha os cabelos em um tom castanho claro, olhos azuis. Um corpo lindo.
- Olá de novo – eu disse, e todos riram.
- Bom, gente, vamos sentar. Estou cansada! – Carrie disse, e todos riram novamente. Que felizes.
- Então, , vai estudar no mesmo colégio que a gente? - Kim perguntou.
- Aham. Vou sim. Vocês vão ter que me aturar bastante ainda. – eu ri, seguida de todos.
- Acredito que não será nenhum esforço – Chace disse, ultra mega plaster galanteador. Ele é lindo. Eu quero.
- Alguém está tentando conquistar a brasileirinha - Owen disse.
- Nem vem, Chace, eu vi primeiro – Josh disse rindo.
- Gente, para, vocês vão traumatizar a garota. Ela vai pensar que somos loucos – Clarie disse, abraçada no pescoço de Tyler.
- Nós somos loucos, Claire – Tyler disse, e todos riram.
- Pelo amor de Deus, eu trago minha irmã pra conhecer meus amigos e ela se depara com um bando de animais loucos brigando por ela. – Carrie disse.
- Relaxa, gente, meus amigos do Brasil não são muito diferentes. Estou acostumada, acreditem. – eu disse rindo, e eles soltaram uma espécie de suspiro de alívio.
Conversei bastante com o Chace e o Josh. Os dois são os mais legais de lá. Já percebi que Josh vai ser tipo o meu melhor amigo e que nas horas vagas vou dar uns pegas.
Amigo com benefícios.
E o Chace, meu Deus. Que homem é esse? Ele fica me encarando com esses olhos azuis que me dão vontade de agarrá-lo. Mas tenho que me controlar!
- Você é muito linda! Quando eu vi suas fotos já fiquei impressionado. - Chace disse, e eu corei.
- Ah, obrigada – eu sorri sem jeito – Eu adoro os seus olhos, são muito lindos.
- Não precisa devolver o elogio – ele riu, passando a mão no meu rosto – Eu só não consigo decifrar os seus. Desde que você chegou tento entendê-los, mas parece impossível.
- Com o tempo você consegue. Mas não vai descobrir muita coisa, eu consigo guardar muito bem as coisas – eu falei sorrindo, e encarando os lábios dele.
- Mas eu posso tentar. – ele falou sorrindo e se afastou.
Qual é a desse garoto? Ele fica seduzindo e depois cai fora? Ou talvez seja porque estamos em uma mesa com um monte de gente que parecia prestar atenção na nossa conversa.
Durante o resto da noite nós apenas trocamos olhares e sorrisos. De vez em quando ele brincava comigo, fazia piadinha, me elogiava. Josh parecia se incomodar, mas ignorei. Já disse, com ele somente a relação “amigo com benefícios”.
- Adorei te conhecer, ! Você é muito simpática, e linda também. – Kim disse, e eu fiquei muito feliz com o comentário.
- Concordo com ela, ! – Claire disse, e eu sorri mais ainda.
- Eu disse que eles iam gostar de você, – Carrie disse.
- Own, gente, eu também amei conhecer vocês. Vocês são muito divertidos. Obrigada por me receberem tão bem! – eu falei, e estranhamente senti uma vontade de chorar. Muito emotiva, fato!
- Agora a gente tem que ir. Beijos pra todos – Carrie saiu se despedindo de todos, e se demorou mais no Owen. Acho que tem mais de um casal no grupo.
Me despedi de todos também e, na hora que fui dar tchau para o Chace gostosão, ele me deu um beijo no canto da boca. Fiquei na vontade, mas tenho que ir com calma. Não posso cometer as mesmas burradas que cometi no Brasil.
Chegamos em casa e fomos para o meu quarto.
- Acho que você gosta do Owen e ele de você – eu falei do nada pra Carrie, e esta me olhou assustada.
- Tá louca, ? Por que você acha isso? – ela perguntou.
- Porque estava na cara. E eu vi vocês dois conversando baixo na hora de se despedirem. Falando no ouvido um do outro. Tá poderosa, hein?! – eu falei rindo, e levei um pedala.
- Você não pode falar nada! Eu vi você e o Chace cheios de clima. Ele está a fim de você desde que eu mostrei suas fotos pra ele. Ele é lindo, muito legal e fofo. Você deveria investir. Eu apoio. - ela disse.
- Calma, conheci ele hoje. Vamos ver o que acontece. Agora me deixa dormir que amanhã vai ser um dia cheio. Seu irmão vem aqui, não é? E os guys e as namoradas também. Tenho que acordar bem disposta. Boa noite, mana, durma bem. Te amo! – eu falei, a expulsando do quarto.
- Nossa, quanto amor. Ok, linda do meu coração. Até amanhã. Te amo também, mana. – ela falou e saiu.
Foi um dia longo e muito legal. Adorei! Preciso falar com o povo do Brasil e contar para as meninas que não vão acreditar nisso. Ai ai... A sorte... Nasci com os glúteos virados pra lua.

Capítulo 6

Chegou o tão esperado dia. Vou conhecer oficialmente o McFly!
Tudo bem que eu os conheci ontem no shopping, mas hoje seria o dia oficial. Um almoço feito especialmente para esse encontro.
Estou mega ansiosa. Preciso estar um arraso e deixar os garotos babando.
Falei como uma vadia agora, fazer o que... Ossos do ofício.
Brincadeirinha.
Eu quero surpreender, tenho que mostrar como a brasileira é. Não vou tentar nada, obviamente. Eles vão trazer as namoradas... Não tenho nada contra elas, até gosto. Mas acontece que sou uma fã e como todas as fãs eu também sou ciumenta.
Já tomei o café junto com Carrie e Debbie, conversamos um pouco, e logo ela pediu pra que subíssemos para nos arrumar, pois os garotos já estavam pra chegar.
Carrie foi para o quarto dela e eu fui para o meu. Tomei um banho e escovei meus dentes.
Agora vem a parte mais difícil. A roupa.
Não faço a mínima ideia do que usar. Talvez use alguma roupa que comprei ontem, ou então alguma que trouxe do Brasil.
Optei por uma coisa mais casual. Seria só um almoço. Aproveitando que estava um pouco calor, coloquei uma roupa fresquinha: um short curto jeans com lavagem um pouco clara, uma camisa xadrez vermelha linda com uma regata cinza por baixo, nos pés coloquei um Vans de couro, usei um colar que tinha uma coroa como pingente e outro com o símbolo da paz e brincos de argolinha bem pequenos, parecendo piercings. Deixei meu cabelo solto, o joguei pra trás para dar movimento e caimento. Minha maquiagem foi bem simples: passei bastante rímel para destacar bem os olhos, blush e um gloss avermelhado e natural.
Estava perfeita.
Casual, apropriada para almoço, e linda. Arrasei quando nasci, cresci arrasando e vou arrasar hoje. Calma, não sou assim tão convencida, mas é bom elevar a auto-estima de vez em quando. Logo alguém bateu na porta.
- , nossa! Você está linda! – Carrie disse, sorrindo – Como alguém consegue ser simples e ao mesmo tempo tão sofisticada? Está perfeita!
- Obrigada, Carrie, você também está linda. E, meu Deus... Que pernas são essas? – eu disse, e ri.
- Para, , nem se comparam às suas. Mas tenho que admitir que estou linda – ela fez pose de convencida, e me mandou um beijo me fazendo rir. Ela usava um vestido curto, bem caseiro e muito lindo, por sinal e uma rasteirinha daquelas que parecem uma botinha.
- Acho que vou sair do quarto, seu ego está me sufocando. – eu falei, e levei um pedala.
- Eu vim aqui te falar que é pra descer. Eles já devem estar por aqui, na verdade. Tom ligou pra mim dizendo que já estava na rua. Então vamos descer e esperar por ele e pelos outros na sala.
- Ah, sim. Calma, só vou passar um perfume – disse, passando meu 212 sexy na minha pessoa sexy – Pronto, vamos descer e arrasar.
- Meninas, que bom que desceram. Tom está por aqui já. Vocês estão lindas! – ela disse sorrindo, e nós retribuímos.
- Depois do almoço, se vocês quiserem, podem ir à piscina. Você trouxe biquíni, ? Se não tiver, a Carrie te empresta algum. – ela falou.
- Ah, não precisa, mãe. Eu trouxe sim. O que eu mais tenho é biquíni! – disse.
Logo a campainha tocou. Devia ser o Tom.
- EU ABRO! – Carrie gritou desnecessariamente, e saiu correndo em direção à porta. Ri do jeito dela.
- Olá, monguinho! – ela disse, abraçando seu irmão. – Oi, Gio! – e logo cumprimentou a cunhada, dando-lhe um abraço.
- Oi, maninha – ele disse, seguido de sua namorada.
Assim que entraram fui cumprimentá-los.
- Oi, Tom – eu falei, sorrindo.
- , como você está?
- Estou bem – respondi, sorrindo, e ele me deu um abraço.
- Ah, essa é minha namorada, Giovanna – ele nos apresentou.
- Olá, prazer. Você é a , certo? – ela perguntou simpática, e eu afirmei – Que bom conhecê-la. – ela finalizou sorrindo e me abraçando. Uau, o povo aqui gosta de um contato físico.
- O prazer é meu. Pode me chamar de , se me deixar te chamar de Gio. – eu disse, fazendo todos rirem.
- Combinado, . – ela disse entre risos.
- Mãe, que saudades! – Tom disse, saindo atrás da Debbie que estava na cozinha, seguido de Gio.
Quando eles voltaram, Debbie perguntou:
- E os garotos, Tom? Onde estão? Eles vêm, não é?
- Vêm sim. Dougie disse que estavam vindo. Eu saí um pouco antes porque a namorada do Danny ficou enrolando. Então os outros ficaram pra esperar o Danny e a Miss Atraso – ele disse, fazendo careta.
- Ah, sim. Então vou servir o almoço logo que chegarem. Por enquanto comam alguma coisa. Tem alguns aperitivos na mesa. – Debbie disse.
- Tudo bem, mãe.
- Bom, vou terminar de preparar o almoço. Fiquem à vontade – disse por fim, e saiu.
Ficamos na sala conversando um pouco e logo mais os outros chegaram. Eles entraram fazendo algazarra, cumprimentaram Carrie e vieram até mim.
Dougie foi o primeiro, junto com sua namorada, Frankie.
- Little brasilian! – me deu um beijo na bochecha e me apresentou à Frankie. – Frankie esta é a .
- Até que enfim estou te conhecendo! – rimos juntas – Prazer, . – ela me abraçou.
Assim que nos soltamos foi a vez de Harry, que estava sozinho.
- Olá, – me deu um beijo, e completou – Então, não vou te apresentar minha namorada hoje porque ela não pôde vir – ele falou meio sem jeito.
- Tudo bem, Harry, outro dia você apresenta. – eu falei sorrindo, e ele retribuiu.
E chegou a vez do que mai me atraía. Danny. E sua namorada, Georgia.
- Oi, linda – ele disse me abraçando, e falando baixo. Acho que era pra Georgia não escutar. Fiquei sorrindo que nem boba.
- Oi, Danny – eu disse, olhando nos olhos dele. Meu Deus, que olhos!
- , essa é a Georgia – ele fez uma espécie de careta discreta ao dizer o nome dela.
- Prazer – eu disse sorrindo, e estendendo a mão. Ela apenas sorriu e pegou minha mão.
- O prazer foi meu. Meu namorado me disse que você é brasileira – ela disse, frisando o “meu”. Relaxa filha, ainda não o quero. AINDA não. Eu sorri e assenti - Esperava mais das brasileiras, dizem que elas são lindas. Mas me baseando por você, acho que as pessoas se enganaram. – ela falou com um sorriso sarcástico na cara e me olhando de cima a baixo. Todos olhavam estranhos pra ela, e Danny parecia repreendê-la com o olhar.
Fiquei sem graça, mas logo respondi à altura.
- Ah, e você foi Miss não é? – perguntei, meio que afirmando, e ela assentiu. – Pensei que precisasse de muito mais pra representar a beleza do país. Esses jurados precisam avaliar mais. – finalizei, com um sorriso vitorioso na cara, fazendo todos rirem. Não mexe comigo querida!
Ela apenas fechou a cara e ficou na dela.
Debbie apareceu e os garotos a cumprimentaram. Eles são muito educados, e LINDOS!
Depois que o clima passou, ficamos na sala conversando até o almoço ficar pronto.
- Mãe – Carrie resolveu falar. – Sabe quem está mega apaixonadinho? - logo que ela disse, imaginei que dali não sairia coisa boa.
- Nem imagino – Debbie disse. Todos encaravam Carrie curiosos, inclusive eu.
- Chace! – ela disse, e eu me afundei na cadeira. – Ele está caidinho pela nossa brasileira.
- Carrie! – eu a repreendi.
- Que foi? Só estou falando a verdade. O que vi. Tom, ontem eles estavam de papinho pra lá risinhos pra cá. Precisava ver – ela falou, rindo.
- Ih, , não era você que não gostava de namorar? – Dougie disse.
- E não gosto, por isso não estou. É coisa da Carrie, só ela viu isso. – eu disse.
Enquanto falava, percebi que alguém me encarava.
Danny.
Ele não parecia muito contente com o que estava acontecendo e ouvindo. Eu não entendi a cara dele. No fundo eu sentia que era algo diferente. Quem sabe amor. Mas impossível, ele me conheceu ontem!
Anyway.
- Chace é um bom garoto, . Você devia investir – Debbie disse entre risos.
- Ah, eu acabei de chegar. Não acho certo me envolver com alguém. Mesmo porque eu não sei por quanto tempo vou ficar aqui. – eu disse, com um meio sorriso.
- Entendo, querida. – Debbie sorriu. – Por que ele não veio almoçar aqui hoje, Carrie?
- Eu o chamei, mãe, mas ele ia fazer alguma coisa que eu não sei. – ela disse, distraída com a comida no seu prato.
- Ele ia jogar golfe com o pai dele e mais alguém que eu não lembro, algo assim. – eu disse, e todos me olharam.
- Viu só?! Você sabe até o que ele está fazendo... Vai dizer que não tá interessada? – Carrie disse, insistente.
- Pelo amor de Deus, não! Melhor esperar e ver o que acontece – eu tentei acabar com o assunto.
- Mas relaxa, . Ele não veio almoçar, mas daqui a pouco está aí pra ir à piscina conosco. – ela disse, sorrindo vitoriosa. Mas eu MATO essa garota. Apenas lancei um meio sorriso.
- , nos conte. Já conhecia o McFly antes? – Frankie perguntou. Queria morrer naquele momento. O que eu iria dizer? Bom, eu já contei pra mãe e pra irmã de um dos integrantes o quão fã eu sou, acho que não terá problema nenhum em contar para eles.
Demorei pra responder e eles me olhavam. Help!

Capítulo 7

- Vai, , não precisa ter vergonha. Pode falar – Harry me encorajou.
- Conhecia. Na verdade, eu sou uma grande fã – disse sorrindo, com as bochechas coradas.
- Sério mesmo? E qual o seu preferido? – Tom perguntou, e Dougie disse antes que eu pudesse responder.
- É óbvio que sou eu! Todas me preferem. – ele disse se achando o tal, arrancando risadas de todos.
- Deixa a garota falar, Dougie. Vai, , pode dizer que sou eu. – Harry disse, e mais uma vez rimos.
- Eu não vou dizer que todos são meus preferidos porque estaria mentindo, toda fã tem um que gosta mais. Mas não é gostar mais que os outros da banda, nem que ache ele melhor que os outros. Acho que é um lance de atração. Eu faço uma divisão... – eu disse, e eles me olhavam esperando continuar. – Tem o que seria meu “melhor amigo”, o meu “amante”, o meu “irmão” e o meu “marido”. Mas não vou dizer quem é quem, suas namoradas estão aqui e se eu disser vão me pegar na esquina. – eu disse, fazendo todos rirem.
- Tudo isso pra não dizer? – Danny perguntou – Por favor, . Elas não vão fazer nada, eu te protejo.
Meu Deus! Assim eu gamo mais, Danny...
- , nós juramos que não iremos fazer nada com você. Estamos acostumadas. Você não sabe o que temos que aguentar. – Frankie disse, e todos riram.
- Fala logo, , eu também não sei. – Carrie disse.
- Não gente, melhor não. Outro dia eu falo.
- Vamos, , fala! – Tom fez cara do gato de botas do Shreck. Não aguentei, tomei coragem e falei.
- Ok! O meu melhor amigo seria o Dougie – vi seu rosto se abrir em um sorriso enorme – O meu amante seria o Harry, e não me perguntem o porquê - ele fez cara de gostosão. Todos riram. - Meu irmão seria o Tom, e isso está acontecendo. – ele sorriu e bateu na minha mão - E por fim, meu marido seria o Danny. – ele sorriu em satisfação e Georgia fechou mais a cara.
- Agora eu vou me levantar e procurar um lugar pra me esconder – eu falei, e eles riram.
- Nossa, nunca imaginei... Amante, ? – Harry perguntou, e eu corei.
- Não me pergunte. – eu disse.
- Ah, . Nem doeu falar. E relaxa, você não corre perigo – Gio disse, e nós rimos. Talvez por você não... Mas pela Georgia, não garanto.
- Por mim, , eu adoraria ser seu melhor amigo – Doug disse, sorrindo. E eu retribuí.
- E estou feliz em ser seu irmão. Eu ganhei uma irmã linda. – Tom disse.
- E eu uma cunhada. – Gio completou, rindo.
- Ah, gente... Isso não é nada. Eu ganhei uma amante - Harry disse, e eu corei violentamente.
- E eu serei o marido chifrudo – Danny disse, arrancando risada de todos – Que coisa feia, .
Precisavam ver a cara da Georgia nessa hora. Coitado do Danny, ela agarrou ainda mais o pescoço dele.
- Desculpa, Danny, mas é o Harry poxa. – eu falei, e todos riram.
- Bom, crianças, vou retirar a mesa. Podem ir pra sala. – Debbie disse.
Oferecemos ajuda, mas ela recusou. Fomos para sala e Carrie disse:
- , vamos subir e trocar de roupa. Vamos entrar na piscina. – eu assenti e logo saímos. Os meninos e suas namoradas não entraram, pois não tinham roupa de banho, mas mesmo assim foram pra área da piscina e ficaram sentados nas cadeiras esperando por mim e Carrie.

Coloquei um biquíni lindo. Calma, nada de fio dental, porém muito sexy. Ele tinha a parte debaixo preta com listras cinza escuras e com certo brilho. Muito lindo! E a parte de cima era igual e realçava bastante meus seios. Coloquei uma camisa de praia rosa clara, muito linda também. Estava perfeita. Peguei uma toalha e fui em direção ao quarto de Carrie esperá-la. Mal entrei e ela saiu de lá com uma camisa também, só que jeans.
- Que gatinha! – eu disse, e ela sorriu.
- Que pernas! – ela disse pra mim, e nós rimos.
- Vamos descer porque minha mãe disse que o Chace está lá embaixo.
Descemos discretamente, a última coisa que eu queria no momento era ser percebida com trajes de banho.
Chegamos à sala e nada de Chace.
- Ele deve estar lá fora com o pessoal. Chace os adora, eles sempre conversam.
Fomos à procura de Chace.
Passamos pela porta de vidro que dava para a piscina e logo sentimos olhos em cima de nós, mas não durou muito. Estávamos bastante cobertas ainda. Nos aproximamos e Chace levantou para nos cumprimentar.
- Oi, Carrie – ele disse dando-lhe um beijo na bochecha.
- Oi, Chace, vai entrar na piscina conosco, não é? – Carrie disse, e ele assentiu.
- Claro que vou. Oi, ! Você está linda! – ele disse, me dando um beijo na bochecha. Mas muito perto da boca. Corei instantaneamente.
- Oi, Chace! E obrigada. – eu disse, recuperando os sentidos. Acho que estou sentindo algo diferente. Com certeza seremos muito mais que amigos.
Danny nos observava de canto de olho. Logo virou e beijou Georgia. Essa doeu. Senti que aquilo foi proposital pra chamar a minha atenção.
Tom disse:
- Garotas, vocês vão entrar mesmo? A água parece estar muito gelada.
- Vamos sim... Não queremos perder esse dia lindo. Vamos aproveitar e tomar um pouco de sol também. – Carrie disse, tirando sua camisa e ficando apenas de biquíni. – , você vai entrar de camisa?
- A n-não... É que, eu acho melhor esperar um pouco. Acabamos de almoçar, não faz bem. – eu tentei inventar uma desculpa. A verdade era que eu estava com muita vergonha de ficar só de biquíni na frente deles. Se eles não ficassem nos encarando seria muito mais fácil.
- Conta outra, . Que papo de avó. Entra logo! Se você estiver com vergonha, desencana. Seu corpo é lindo - Carrie disse, me fazendo corar e se jogando na piscina, seguida de Chace.
- , entra logo. – Harry disse. – E me fala como a água está. Se estiver boa, talvez eu entre.
- Ok, calma, minha gente. Vou entrar, só preciso de coragem. – eu disse, olhando pra cada uma das pessoas que estavam presentes.
- , vem. – Chace me chamou. Não tem mais jeito. E Meu Deus, que corpo é aquele? Que físico... Acho que vou entrar correndo.
Fui tirando a camisa devagar, não estava querendo me insinuar nem nada. Eu estava com vergonha e tentando fazer com que não olhassem pra mim.
Assim que terminei, senti alguns pares de olhos. Pareciam me analisar minuciosamente. E o que mais ardeu foi o de Georgia. Aquela parecia querer me matar.
- Licença, gente – eu disse, saindo e indo em direção à piscina.
Entrei sem titubear e, para minha surpresa, a água estava uma delícia.

Danny’s POV

Georgia fez de tudo para arruinar o almoço de hoje. Primeiro se atrasou, ela ficou horas escolhendo uma roupa, e sem contar o tempo para fazer um rabo de cavalo. Mulheres! Chegamos aqui e ela mal conheceu a garota e já a alfinetou. Sério, eu sinceramente não sei o problema dela com a garota. Mas não importa, já estou pra dar um pé na bunda dessa mulher mesmo...
mal chegou e já está mexendo comigo. Não que eu esteja gostando dela, mas sinto uma atração fora do normal. Fico imaginando o que essa garota adolescente de apenas dezessete anos pode fazer, se é que você me entende. Não é pedofilia, eu acho... Ela tem dezessete e eu vinte e quatro.
Ela me olha de um jeito, pode ser coisa da minha cabeça, mas parece que ela me deseja. Essa garota é simplesmente perfeita: brasileira, linda, gostosa e não gosta de namorar. Tudo o que um cara quer.
Ainda vou descobrir o que é que ela tanto aprontava no Brasil. Parecem esconder algo, olhos cheios de mistérios, quase impossíveis de decifrá-los.
Estou aqui sentado na área da piscina com Georgia pendurada no meu pescoço. Desnecessário...
E quem aparece? Ela. . E, meu Deus, que corpo. Esse biquíni que parece ter sido feito sob medida pra ela, seios fartos, cada curva...
Ela parece estar se divertindo na piscina com o Chace. Está mais do que na cara que ele está muito afim dela.
Outro que parece babar é o Harry. Ah, não... Amigo envolvido é foda.
Bom, vou ficar aqui aproveitando a vista privilegiada. Ainda pego essa garota. Sou safado, beijos.

Danny’s /POV

-Até que enfim, . O Chace não para de me encher esperando que você entre. – assim que Carrie disse isso, Chace jogou água nela. Ele estava corado... Que fofinho!
- Mentira dela, . – ele disse, e eu me desapontei, fazendo bico – NÃO, não é isso... É claro que eu queria que você entrasse, só não estava desesperado como a Carrie disse. – ele disse encabulado, tentando consertar, olhando feio para Carrie que se protegia de um novo ataque.
- Relaxa, Chace, eu entendi. – eu falei rindo, e sua cara tomou uma expressão mais aliviada.
Dito isso saí andando pela água... Pretendia nadar, o que é meio óbvio, pois estou em uma piscina. Quando comecei a me movimentar, pude sentir olhares sobre mim, me deixando um pouco desconfortável. O meu maior medo era que as garotas, namoradas dos meninos, pensassem de que eu estivesse tentando me insinuar para os garotos. Não sou nenhuma santa, mas não preciso disso. E no momento não tenho interesse nenhum neles. Talvez certa atração pelo Danny ou pelo Harry. Quem sabe os dois. Hormônios. São eles os culpados!
Ainda tem o Chace, que a Carrie insiste em dizer que está afim de mim. Ela chegou a dizer que ele está gostando de mim. Mas não acho que chegue a esse ponto, pois ele me conheceu ontem. Mas eventualidades acontecem, e talvez ele possa estar mesmo gostando de mim. E no fundo eu também acho que pode rolar algo a mais entre a gente. Quem sabe?
Fiquei perdida nos meus pensamentos, e só me dei conta de que estava alheia à situação quando me deparei com Chace me encarando.
- Oi. – eu falei, sorrindo divertida.
- Oi, nossa... Muitos problemas, ou só pensamentos insanos com a minha pessoa? – ele disse, fazendo pose de garanhão. Ai se eu te pego!
- Nem um e nem outro – eu disse rindo, e mostrando a língua. Ele fez cara de desapontado.
- Ah, pensei que eu já tivesse dominado sua mente – ele disse, rindo em seguida.
- Falta pouco, só um pouquinho. – eu disse, rindo sedutoramente. Ele ficou com uma cara que, meu Deus, fazia miséria com ele ali.
Disse isso e saí da piscina, mas tinha esquecido minha toalha perto da mesa dos meninos e tive que ir até lá de biquíni. Nem preciso dizer que morri de vergonha. Mas não sei explicar, algo me dominou quando percebi que Danny e Harry me observavam minuciosamente. Senti-me desejada, e isso foi muito bom. De repente a vergonha foi embora, mas não podia deixar transparecer.
Mesmo assim não consegui, e deixei escapar um sorriso de canto de satisfação. Eles retribuíram. Ponto pra você, !
Minha toalha estava bem perto do Jones. Quando eu me aproximei, ele a pegou e me deu. Eu sorri agradecida. Percebi que Georgia deu um tapinha discreto nele e olhou feio pra mim. Não pude evitar rir, discretamente claro. Me sequei e sentei ao lado do Harry.
- Oi, Harry – eu sentei, e falei pra ele.
- Oi, . Quanto tempo – ele disse rindo.
- Pode crer. – eu falei rindo.
- Como estava a água?
- Uma delícia. – eu disse, e sorri.
- Nem deu tempo de entrar, você saiu rápido. – ele disse fazendo bico.
- Ah, nem vem. Eu fiquei um tempão lá... Mas a saudade era muita e resolvi sair e vir falar com você. – eu disse rindo, levando um tapinha dele que riu em seguida.
- Que agressivo! - eu falei pra ele – Já vou logo avisando que esse lance meio selvagem não me grada nenhum pouco. – eu disse, e nesse momento todos prestavam atenção à nossa conversa.
- Ah, . Então me esquece! Pensei que você curtisse essas coisas – ele disse, e eu bati nele.
- O que te faz pensar isso? – eu falei.
- Deixa quieto – ele disse, e nós dois rimos. Bati mais uma vez nele. Coitado, vai sofrer.
- Ah, e, gente... É tudo brincadeira, tá? – eu achei melhor explicar. A cara da Georgia não era das melhores. Essa guria deve estar querendo o Judd também. A brincadeira é com ele, e não com o Jones. Que louca!
- Relaxa, . A gente sabe... Harry jamais faria uma coisa dessas. Ele não é homem o bastante. – Tom disse, e levou um pedala do Harry.
Foi uma ótima tarde, nós conversamos bastante. Adorei conhecer as garotas, digo, Gio e Frankie. E sobre a Georgia? Ridícula!
Todos foram embora, incluindo Chace que mais uma vez me deu um beijo no canto da boca. Ai, que garoto mais... mais... mais... gostoso. Deus, dai-me juízo!

Harry’s POV

Acabei de chegar em casa. Estou morto... Adoraria ter uma namorada.
Ah, é verdade... Eu já tenho uma.
Mas acho que ela não sabe que tem um namorado. Fica dias sem aparecer e depois, quando aparece, finge que está tudo normal, que nada aconteceu, e que podemos continuar sorrindo como se estivéssemos perdidamente apaixonados.
Estou cansado. Mas não quero pensar nisso...
Na verdade, meus pensamentos têm um pé no Brasil. . Que garota!
É impressão minha ou ela estava flertando comigo? Ela disse para todos que era apenas uma brincadeira, mas eu não gostaria que fosse. Tá, parei!
Eu percebi que o Jones está interessado nela, não só ele como o Chace também. Tenho certeza que se Jones ficasse com ela, a magoaria. Tudo bem que ele é o preferido dela. Mas mesmo assim...
Ela é só uma adolescente. O melhor seria que ela ficasse com o Chace.
Acho que além da atração, eu sinto um carinho por ela... Algo de irmão. Gostaria que não passasse disso... E pelas minhas santas baquetas, eu vou me controlar. Sou o Harry e não o Danny.
Bem lembrado!

Harry’s /POV

Capítulo 8

Meu dia foi ótimo. Acho que vocês imaginam o porquê de ter sido tão especial assim. Pra começar, os guys vieram aqui, o que facilitou muito minha aproximação. Acho que realmente gostaram de mim, e isso me deixa muito feliz. Cara, já imaginou os caras da sua banda preferida gostarem de você do mesmo jeito que você gosta deles? Tudo bem, viajei agora. É claro que eles não gostam de mim como eu eu gosto deles. Afinal, eles não me conhecem. Mas aí surge a pergunta: eu realmente os conheço? Não. Pessoalmente não os conhecia. Agora sim.
Estou na casa dos Fletcher's. Mas eu sou fã da banda, então posso dizer que os conheço. Quanto a eles gostarem de mim, é questão de tempo. Ainda surgirão muitas outras oportunidades pra eles me conhecerem.
Continuando o resumo do meu dia, o Chace apareceu. Se eu gostei? É claro que sim. Só que isso está me deixando confusa. Quando fiquei sabendo que eu ficaria na casa do Tom, ou melhor, da família dele, eu logo pensei que seria fácil: encontrar o meu guy preferido e viver uma linda história de amor. Ok, não tão fácil assim. Eu imaginava morrer de amores por ele e sofrer pelos cantos por ele ter namorada e provavelmente não querer uma garota de dezessete anos. Mas eu cheguei e não foi isso o que aconteceu. Não fiquei tão abalada assim por causa do Jones e da Georgia.
Mentira.
Fiquei um pouco sim. Mas nada comparado ao que eu imaginava. Depois eu conheci o Chace que é super legal comigo e muito lindo, e ainda tem o Josh que eu achei muito fofo. Mesmo tendo certeza de que não rolaria nada além de uma grande amizade entre nós. Então eu começo a reparar mais no Harry... Está tudo errado. Era pro Danny ser meu namorado e Harry meu amante. Ok, eu pareço uma vadia falando uma coisa dessas. Mas essa foi a minha divisão. E eu estou confusa, muito confusa. Estou há pouco tempo aqui e olha o que esses garotos já me causaram. Não há coração e nem garota, por mais vaca que seja, que aguente um negócio desses.
Nessas horas de desordem emocional e conflitos amorosos é que bate um arrependimento e uma mega vontade de voltar pra casa. É errado eu pensar assim quando o meu foco aqui seriam os estudos, mas eu não sou de ferro.
Fui interrompida de meus devaneios por Carrie, que entrou no quarto, sem bater na porta, gritando por mim.
- , , onde está você? - ela perguntou, idiotamente.
- Em uma missão em Marte procurando pela star girl do Dougie - eu disse à ela, fazendo cara de deboche.
- Tonta - ela disse, se sentando ao meu lado na cama e logo continuou - Gostou do dia de hoje? - ela perguntou, e adivinha o que eu respondi?
- Tá brincando? Com certeza um dos melhores dias da minha vida. Todos os dias aqui em Londres serão os melhores. - eu disse, abrindo um enorme sorriso.
- Que bom ouvir isso. Mas na verdade eu não vim aqui pra perguntar isso, só que achei conveniente e mais educado. - ela disse com um olhar vago e eu lhe dei um tapa na cabeça de leve seguido de um "Retardada", fazendo com que ela gargalhasse.
- Fala logo então o que você quer saber. - eu disse, me ajeitando melhor na cama.
- Eu vi o que o Chace fez... Segunda vez que ele te vê e segunda vez que ele quase te beija. Tá te querendo como ninguém. - disse, fazendo cara de malícia.
- Pois é, ele está complicando tudo. Só me deixando mais confusa. - eu disse, dando um sorriso sem humor.
- Confusa? - ela perguntou, sem entender o que eu queria dizer com aquilo. Na verdade, ela não sabia como estava meu estado emocional no momento.
- É. Eu vim aqui pra estudar, aí eu conheço um cara muito legal que provavelmente eu adoraria ter algo a mais. Mas isso vai me desviar do meu foco. - disse o que era verdade, mas no momento foi uma mentira. Não queria ter que explicar como estava o estado do meu belo coração.
- Bom, , eu acho que você deveria dar uma chance para ele. Tá mais do que na cara que ele está mega a fim de você. - ela disse.
- Eu juro que vou pensar nisso. Calma, Carrie. - eu disse, rindo. - Vamos esperar e dar tempo ao tempo.
Dito isso, ela sorriu pra mim. Um sorriso compreensivo. Se despediu e foi para seu quarto, dormir. Ótimo, eu queria mesmo ficar sozinha.
Deitei esperando que meu sono chegasse. O que foi em vão, devido ao dia de hoje. Tudo o que eu queria era falar com as meninas, e como sempre o horário que eu consigo é à noite quando estou prestes a dormir.
Peguei meu notebook e o coloquei em cima da cama. Esperei ele ligar e fui direto entrar no msn.

I need somebody help acabou de entrar.
living a daydream acabou de entrar.
you're my everything acabou de entrar.

Entrei offline. Logo que vi as janelinhas das meninas subirem, mudei meus status para online.

God Save the Queen acabou de entrar.
I need somebody help says:
* bochechaaaaaaaaaaaas
God Save the Queen says:
* vaaaaaaaaca hahaha fala menina. como você tá?
* saudades
I need somebody help says:
* nem me fala, morrendo aqui... e aí, me conta as novidades! *-*
God Save the Queen says:
* , adivinha com quem eu almocei hoje!

living a daydream está na conversa

living a daydream says:
* opa, quem comeu quem aí?
God Save the Queen says:
* Oi, ! (: que saudades de você, amiga!
I need somebody help says:
* ninguém comeu ninguém não sua depravada rsrs
living a daydream says:
* Oi, !
* credo , eu só queria saber ¬¬
God Save the Queen says:
* gente, cadê a ?

you're my everything está na conversa

you're my everything says:
* Eu aqui, meu amor! sentindo muito a minha falta aí? ^^
God Save the Queen says:
* não tanto quando você está sentindo a minha ;) haha
* então gente, como eu estava contando antes... hoje eu almocei com o McFly inteiroooo.
living a daydream says:
* não brinca?! amiga, pegou o Jonão?
you're my everything says:
* como o meu Judd estava? falou de mim pra ele?
I need somebody help says:
* calem o dedos, deixem a falar!
God Save the Queen says:
* pra começo de conversa, eles estavam com as namoradas ¬¬ sorry girls!
living a daydream says:
* depois dessa eu até vou sair... beijos tchucas :*

living a daydream saiu da conversa

you're my everything says:
* eu também tenho que ir gente :/ , entra mais vezes, ok?! beijos lindas!
* amo vocês s2
I need somebody help says:
* ai, como elas são langas... será que vou te abandanar também? haha
God Save the Queen says:
* não, eu vou te abandonar antes. beijos... te amo mulatinha s2 see ya

God Save the Queen está offline

Essas garotas são mesmo uma piada. Saí antes da me abandonar. Como sou esperta... Me adimiro. Tá, parei de surtar com o momento "sou foda".
Fiquei um tempão pensando em como eu precisava falar com os meus pais e contar o que estou achando. Apesar do pouco tempo, já tenho muita história. Pensaria nisso no dia seguinte. Eu estava com muito sono.

Danny's POV

- Nossa, Georgia, você é pirada. - eu disse, inconformado. Já perdi a conta de quantas vezes ela implicava com a garota brasileira. Toda hora falando alguma coisa... Estava ficando desagradável.
- Danny, só você não vê. Na verdade, quando tem mulher no meio homem fica cego. - ela disse, enquanto eu me sentava na cama. - Eu tenho certeza de que Gio e Frankie também perceberam.
- Elas não perceberam nada porque a garota NÃO fez nada. - eu disse.
- Não? Vamos ver. Ela é simpática principalmente com vocês. Ama Mcfly... Incrível como ela foi parar bem na casa de um deles. Veio com aquela história de melhor amigo, marido e amante, o que sinceramente eu achei mais uma indireta do tipo "Estou de olho no namorado de vocês!". Todos vocês ficaram super encantados com ela e a garota nem é tudo isso, convenhamos. E tem mais, o que era aquele biquini? Pelo amor de deus. Deve ser costume do país dela andar nua. Amor, estou começando a achar que shows no Brasil não são uma boa ideia. Não é lugar pra você. - ela disse, fazendo gestos com as mãos. Eu estava extremamente irritado.
- Georgia, eu acho que você necessita de tramento psicológico. Primeiro que eu achei super legal ela ser fã do Mcfly, segundo que ela não estava dando indireta nenhuma. E terceiro: o Brasil é uma país maravilhoso, então não fale assim de um lugar que você nem conhece. E ela não estava nua, eu até achei que aquele biquini cobria demais. - eu disse, me levantando pra subir para o quarto, ato que foi impedido pela Horse, quer dizer, Horsley.
- Estou cansada! Ainda vou provar que essa garota não é o que vocês pensam. E você vai ficar aqui, senhor defensor das miúdas vadias. Vai dormir na SALA. - ela disse, enquanto subia as escadas em direção ao quarto. É, o bicho tá seco, tá grosso...

/Danny's POV

- Eu te amo mais que tudo nesse mundo. - Danny disse, segurando meu rosto perto do seu. Nossos lábios quase se tocavam.
- Eu serei sua pra sempre.- eu disse, e selamos o momento com um beijo apaixonadado. Até que...
- NÃO, Daniel. Você não pode. - Georgia apareceu, gritando.
- Você é louca? - ele disse, e eu não sabia o que fazer. Estava sem reação.
- Não, e você sabe disso, meu amor. - ela disse, toda melosa, se aproximando dele. - Mas você só não sabe de uma coisa... - ela pegou a mão dele e colocou em sua barriga.
- O quê? - eu disse baixo.
- Parabéns, papai!


- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO - eu acordei, gritando desesperadamente.
- , minha querida. O que houve? - Debbie entrou no quarto apressada, ato que foi repetido por Carrie.
- E-eu acho que tive um pesadelo... - eu disse, olhando pra ela e torcendo internamente para que ela não perguntasse sobre o que era o sonho. Quero dizer, o pesadelo.
- Deve ter sido bem ruim. Você parece muito assustada. - ela disse, sentando ao meu lado na cama, passando a mão pelo meu rosto.
- Foi péssimo... Mas vocês podem ir dormir, não quero incomodar. Foi só um sonho ruim, já passou. - eu disse.
- Tudo bem, querida, mas vou deixar claro mais uma vez que não me incomodo. Você é minha filha também. - Debbie disse gentil. - Vou voltar para o meu quarto então. Boa noite, meninas.
Debbie saiu deixando eu e Carrie sozinhas. Ela me olhava engraçado.
- Tá, agora corta essa de pesadelo e me conta realmente o que foi. - ela falou, se deitando ao meu lado.
- Carrie, FOI um pesadelo de verdade. Imagina sonhar que o cara que você ama está se declarando para você e quando vocês estão se beijando apaixonadamente a namorada, que na ocasião é a ex, aparece gritando e.. - eu parei um pouco pra respirar e prossegui - e diz que ele não pode ficar com você porque ela está grávida. - eu disse, olhando desnorteada para algum ponto do quarto enquanto Carrie ria descontroladamente.
- Meu Deus, preciso respirar... - ela disse, voltando ao normal. - Isso só acontece com você, . É muito azar mesmo. Mas agora é sério... Você sabia que sonhos sempre querem dizer alguma coisa.
- Credo, cruzes, pepeô, Deus me livre... Você tá louca!? Isso não pode acontecer! Acho que está na hora de começar a colocar em prática meu plano de conquistar o homem da minha vida. - eu disse assustada no começo, e terminei com um olhar totalmente apaixonado.
- , não quero te deixar pior, ainda mais depois desse sonho... Mas você sabe que tem a idade, Georgia e muito mais coisa envolvida nisso tudo, não sabe? - ela perguntou. Eu não estava entendendo o que ela queria dizer com isso.
- Tá, eu sei. Mas o que tem a ver? - eu perguntei.
- Tem a ver que sentimentos não são para brincar. Tudo bem que a Georgia não é flor que se cheire, mas isso não quer dizer que ela seja vazia. - ela disse. - E muito mais importante do que os sentimentos dela, são os seus. Não brinque consigo mesma. Não deixe um amor de fã te levar à loucura e confusão interna, ok? - ela disse, e eu assenti.
- Relaxa, Carrie... Eu não vou brincar com ninguém. Mas de uma coisa eu sei: o que eu sinto pelo Danny é muito mais que amor de fã. Vai além disso, muito além... - eu disse, e senti meu peito cheio ao pronunciar a última parte.
- Eu sei, , eu sei. Não estou duvidando disso... Mas enquanto você suspira por um amor que até então era impossível, tem muito garoto por aí que te daria o mundo só por um beijo seu. - ela falou, rindo no final.
- Que horror... - eu disse, rindo também. - Acho que você tem razão. Eu vou deixar um pouco esse amor meio que platônico e olhar ao meu redor. Vai ver tem um príncipe ao meu lado e eu estou um pouco cega. - eu disse, fazendo uma graça.
- , pelo amor! Ok, eu vou dormir porque estou um pouco cansadinha. Ri demais. - ela disse, se levantando da minha cama e saindo porta a fora em direção ao seu quarto. (N/A.: wow, quanta explicação só pra dizer que ela foi dormir hahaha ignore)
Assim que Carrie saiu eu resolvi dormir também, mas antes enrolei um pouco pensando sobre isso. Talvez eu devesse mesmo procurar alguém que esteja ao meu alcance. Quem sabe Chace ou Josh.

No dia seguinte...

Danny's POV

- É sério, dudes! - eu disse.
- Man, eu sei que é sua namorada... Mas pelo amor de Deus! Falar que a garota tá dando em cima de você é demais. - Dougie disse.
- Ainda mais uma brasileira... Nosso Jones não tem capacidade pra isso. - Harry disse, fazendo todos rirem.
- Muito engraçado, Judd. - eu disse, mostrando o dedo.
- De boa, a Georgia viaja demais. - Tom se pronunciou.
- Eu sei, eu sei. Mas aproveitando que o assunto é esse, aquela garota é de verdade? - eu perguntei, com cara de bobo.
- O pior que é. Ela é linda, vocês a viram na piscina? Que corpo! De boa, eu estou precisando passar um bom tempo no Brasil. - Dougie falou.
- Mas quem ficou de papo com a foi o Judd. Eles trocaram várias indiretas, olhares... - Tom disse.
- Era tudo brincadeira. O que posso fazer se nenhuma mulher resiste ao meu poder de sedução? - Harry disse, fazendo pose de gostoso.
- Cala a boca! - dissemos juntos, e eu dei um pedala nele por fim.

/Danny's POV

- AAAAAAHHHHH! Eu não acredito! - eu falava, pulando no meu quarto.
- Tá tudo bem mesmo? É só o meu irmão, . - Carrie disse da porta do quarto.
- Só o seu irmão? É a London Eye, o Big Ben, o McFly. Tudo junto, em um dia só... Nem posso acreditar. É realmente um sonho! Me belisca? - eu disse abobalhada e com os olhos brilhando. Como era de se esperar, a tonta da Carrie me beliscou.
- Outch, Carry! Foi só modo de dizer. - eu disse com cara de dor, passando a mão no lugar onde ela tinha beliscado.
- Ah, como eu ia saber? Da próxima vez avisa, ok? - ela disse, rindo.
- Tá até parecendo o Jones - eu falei rindo, e ela mandou língua. - Mas agora é sério, como vamos fazer? Eu estou muito ansiosa e curiosa. Você tem certeza que não vamos incomodá-los?
- Relaxa, pequena . Foi o Tom mesmo que se ofereceu. Ele disse que essa é forma de você se enturmar mais com eles. - ela disse.
- Eu pensei que o almoço tivesse sido pra isso.
- E foi. Mas não o bastante, monga. - ela disse, e foi a minha vez de mandar língua - E também não deu pra você conhecer Londres no almoço, obviamente.
- Ok, estou muito feliz com isso. Não sei se meu little heart vai aguentar algo assim. Na verdade, eu nem sei como ainda estou viva aqui. - eu disse, idiotamente. Ué, eu estou feliz...
- Ah, e mais uma coisa... Sem namoradas junto. - ela disse sorrindo, esperando a minha reação.
- Sério? Graças a Deus. Quer dizer, não pela Gio ou a Frankie, mas sim pela Georgia. Depois do que você me disse ontem eu realmente acho que devo parar de pensar nesse amor, sabe? Talvez eu tenha que olhar ao meu redor mesmo. Vai ver que o cara que eu realmente preciso esteja na minha frente e não tenha namorada...
- Ah, , pelo amor de Deus. Não começa com essa fossa de novo, por favor. Aproveite o dia de hoje: Londres, sua banda preferida, sua nova melhor amiga... - ela falou a última parte com um tom convencido.
- Você acertou até a parte de "nova melhor amiga"... - disse, e levei um pedala. Vida maldita... tsc tsc.
- Já sabe o que vestir?
- Não faço a mínima... Está muito frio? - perguntei.
- Não sei exatamente o que é frio pra você. Para nós ingleses acostumados com o frio, está até que calor. - ela disse.
- Hm, então pra mim deve estar frio. Mas acho que não a ponto de colocar trilhões de casacos. - eu disse, me levantando e indo em direção ao meu closet. - Depois eu vejo isso. Vou primeiro tomar um banho pra dar tempo de secar meu cabelo.
- Calma, amiga, você ainda tem bastante tempo. Enquanto isso eu vou me aprontar. Chamei o Josh pra ir conosco. Pensei em chamar o Chace, mas o Josh disse que ele teve uma briga com o pai, que o proibiu de sair até começarem as aulas. - ela disse, com cara de poucos amigos. - Isso parece acontecer com frequencia, depois eu tento falar com o Chace.
- Está tudo bem com ele mesmo assim? - eu perguntei.
- Sim sim. Com o tempo você se acostuma. Basta um pé fora da linha que o pai dele o deixa de castigo. Se bem que não é um castigo daqueles chatos, talvez só pelo fato de não poder sair com os amigos. Ele só tem que acompanhar o pai na empresa, ir às reuniões e esse tipo de coisa. - ela falou, já saindo quarto.
- Ah, sim. Entendi. - disse, mesmo sabendo que ela não escutaria.
Chace deve ter uma educação em casa muito rígida. Mas por que será que ele brigou com o pai? , você mal conhece o garoto e já está curiosa desse jeito por uma coisa que nem tem a ver com você... Fazer o que gente, sou curiosa mesmo.
Estou muito ansiosa! Vou sair com o McFly!
Eu sei que é um mega presente pra mim, minha banda favorita me levando pra conhecer a cidade dos meus sonhos... Mas acontece que eles são famosos.
Então você já pode imaginar, não? Fãs, paparazzis, mais fãs e mais paparazzis... Acho que quanto aos paparazzis não tem muito problema. O maior deles são as fãs. Imagina a balburdia que vai ser quando eles estiverem na London Eye? Aquela roda do milênio vai cair em questão de segundos. Já tenho medo de altura, um negócio daqueles gigante com milhares de garotas gritando pelos meus amores... Tá, viajei. Mas enfim, vai dar tudo certo. Eu tenho mais é que aproveitar essa chance e parar de me preocupar com essas coisas. Então... Carpe Diem!

Capítulo 9

Não sei com que roupa ir. Carrie disse que não está muito frio, mas não sei se devo confiar. Ela está acostumada com esse “calor” daqui. Acho que devo levar em conta as minhas origens, ou seja, de como estou acostumada com o Brasil. Chegando à conclusão, então, de que está frio.
Abri meu armário procurando por algo bonito e descolado, como diz meu pai. Optei por uma calça jeans de lavagem escura, uma blusa de manga comprida, branca, com botões na altura do peito, por cima um sobretudo que ia até a coxa, e nos pés uma bota sem salto, preta. De acessórios, coloquei meu escapulário de ouro branco que ganhei do meu pai, outro colar que tinha um pingente de lacinho, o brinco que acompanha o conjunto e um cachecol vermelho. Passei uma maquiagem leve: apenas blush, rímel e um batom nude. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto, deixando minha franga caída de lado. Estava perfeita para um passeio pela capital inglesa. Peguei minha bolsa e coloquei dentro o meu celular, Ipod, carteira com documentos, dinheiro e cartões, chiclete e uma pequena bolsinha de maquiagem. Pronto, agora é só descer e esperar.
Passei pelo quarto da Carrie. Ela estava terminando de passar a maquiagem e disse que já descia.
Chegando à sala, me deparo com quatro maravilhas sentadas no sofá, conversando com Debbie. Sim, eram Tom, Dougie, Danny e Harry. Eu estava pensando em voltar para o quarto e esperar por Carrie, mas antes que eu desse meia volta Debbie falou comigo:
- Vejo que já está pronta, . – ela disse, sorrindo e batendo no lugar vago ao seu lado, no sofá.
- Fui rápida dessa vez. – eu sorri de volta, me sentando – Oi, garotos!
- Oi, – eles disseram em coro, me fazendo rir.
- Tudo bem com você? – Tom perguntou.
- Tudo sim, e com vocês?
- Estamos bem. – de novo, responderam em coro.
- Vocês combinaram? – perguntei, rindo.
- Não – eles responderam em coro novamente e riram em seguida, me fazendo rir também.
- Então, gatinha, como está sendo aguentar a Carrie? – Tom perguntou.
- É difícil, você sabe... Mas eu tento, fazer o quê?! – entrei na brincadeira, os fazendo rir. – Agora é sério, eu estou adorando. Está sendo muito melhor do que eu imaginava.
- Que bom que esteja gostando. Aguentar a Carrie não é uma tarefa fácil. – Tom disse, rindo, mas teve seu riso cessado por Carrie, que vinha descendo as escadas.
- Muito engraçado, senhor Fletcher. Como se aguentar você fosse diferente, não? – ela disse, passando por Tom e lhe dando um tapinha na cabeça. – Olá, meninos!
- Olá, Carrie! – falaram em coro mais uma vez. Não é possível, eles devem ter combinado.
- Estranhos. – ela disse, nos fazendo rir. – Bom, Josh deve estar chegando. Ele vai conosco.
Dito isso a campainha tocou. Era Josh. Carrie olhou pra mim e eu logo presumi que ela queria que eu atendesse a porta. Fiz cara de desdém e os garotos riram, inclusive ela. Levantei, sem esforço nenhum. Não seria nenhum sacrifício atender a porta, e eu até que gostava de fazer isso. Sou estranha, beijos.
- Oi – eu disse, assim que abri.
- Hey, pequena ! Como está? – ele perguntou, me dando um abraço aconchegante. Meu Deus, como ele é fofo!
- Bem e você? – perguntei, soltando-me do abraço.
- Melhor agora! – ele disse, e piscou. Não soube o que fazer. Fiquei sem reação, mas tinha que disfarçar. Dei um risinho sem graça, fechando a porta, e ele se dirigiu ao pessoal. Perguntei-me se eles haviam escutado. Acho que sim, pois percebi olhares estranhos para mim e Josh. Ignorei, fingindo que nada havia acontecido, e voltei a me sentar, dessa vez no braço do sofá ao lado de Carrie, já que Josh havia sentado no meu lugar.
- Você está linda, . – Harry me elogiou. Nessa hora não sabia o que fazer, senti minhas bochechas quentes e presumi que estariam totalmente rosadas.
- Ah, obrigada, Harry. – disse sorrindo.
- Não precisa agradecer. – ele disse, me mandando uma piscadinha. Todos resolveram me deixar sem graça hoje. Vida injusta, fato.
- É o seguinte, galera... Vamos indo senão vai ficar tarde. – Danny disse, e todos levantaram. Seguimos em direção à porta nos despedindo de Debbie.
Percebi que Dougie estava muito quieto, poderia dizer que ele parecia triste. Alguma coisa tinha acontecido e eu estava curiosa e preocupada. Aproveitei que os outros estavam mais à frente e fui falar com ele.
- Dougie, aconteceu algo? – eu perguntei, com cautela.
- Ah, , não é nada. Problemas com a Frankie, somente isso. – disse, com um meio sorriso, que com certeza não gostaria de estar ali.
- Seja o que for, vocês vão resolver. Agora sorria e aproveite esse dia ao meu lado... Não é pra qualquer um. – eu disse, fazendo graça, e ele riu.
- Consegui te fazer rir, já é uma grande coisa. – disse sorrindo, e ele passou o braço pelo meu ombro em um meio abraço.
- , você realmente é muito especial. – ele disse, antes de entrarmos no carro. Nem preciso dizer que quase desmaiei.
Nos dividimos em dois carros. Eu fui no carro do Tom, junto com Dougie. No carro do Danny foi o Harry, Danny, obviamente, Carry e Josh.
No caminho rimos muito, fizemos palhaçadas, cantamos alto e de vez em quando que parávamos no farol ao lado do carro de Danny, fingíamos apostar corrida. Se o resto do passeio for como a ida, com certeza será muito divertido.

Nossa primeira parada foi o British Museum. Fiquei realmente deslumbrada com tudo o que vi. Se pudesse eu ficaria o dia inteiro apreciando toda aquela arte hospedada ali, mas eu ainda tinha Londres inteira para conhecer, ou parte dela, no dia de hoje. Passamos pela Piccadilly Circus, aquela rua com painéis publicitários de neon. Foi uma rápida passada, pois com certeza seria muito mais interessante andar por ela à noite com as luzes acesas. Seria muito mais deslumbrante, então decidi por não ficar ali hoje. Eu queria muito ir conhecer o Palácio de Buckingham. Para isso, passamos pela The Mall que mais parecia uma passadeira para a rainha. Era uma estrada vermelha que idiotamente me lembrou um tapete vermelho. Tentamos chegar a tempo de ver a troca de guardas, mas foi em vão. Fiquei encantada com toda aquela arquitetura antiga bem conservada e o tradicionalismo inglês. Tirei muitas fotos no Big Ben, junto com os garotos, Carrie e Josh. As fotos certamente ficaram lindas.
Agora o passeio mais esperado de todos: London Eye.
Nem preciso dizer que estava com o coração na boca. Não que eu tenha medo de altura, pois nem tenho tanto assim, mas os caras dos meus sonhos estariam lá comigo, e eu compartilharia esse momento com eles.
Lembra quando eu falei sobre as fãs? Exatamente, esse era meu medo. Brincadeira, eu estava com medo mesmo. Aquilo é muito alto, e olha que nem tínhamos saído ainda do chão. Na nossa cabine tinham só algumas pessoas. Turistas, provavelmente, e com certa idade. Não tinha com o que me preocupar. Fiquei entre Danny e Tom, que conversavam animadamente com Carrie e Josh, enquanto Harry nem se mexia com medo, e Dougie tentava acalmá-lo.
- Está com medo? – Danny perguntou, enquanto eu olhava através da cabine.
- Um pouco. Isso aqui é muito alto. – eu disse com nervosismo presente na voz, o que acarretou uma leve risada dele.
- Não se preocupe. Até o Harry, que é o mais medroso e mal consegue subir uma escada, está aqui. – disse, e gargalhamos juntos.
- Ok, vou tentar relaxar. – eu disse, e logo depois sentimos um tranco. Assustei-me e inconscientemente segurei forte o braço dele.
- Ah, desculpa. – disse sem jeito, me soltando. Mas ele não deixou, me segurando de volta.
- Pode segurar em mim, eu vou te proteger. – Danny disse, em um tom carinhoso, que fez com que minhas pernas falhassem. Ele passou o braço pelos meus ombros e assim ficamos a volta inteira.

Assim que saímos da cabine, Danny ainda estava com o braço em volta do meu ombro. Fiquei um pouco sem graça. Danny parece ter percebido. porque se soltou de mim e sorriu, como quem pede desculpas.
- E aí, , gostou do seu passeio? – Dougie perguntou.
- Tá brincando? Eu amei! Sério, nunca imaginei... Na verdade imaginei, mas não exatamente assim, com a minha banda preferida. – eu disse, com um sorriso enorme, e eles me retribuíram da mesma forma. – Obrigada, gente, de verdade.
- Não precisa agradecer. – Tom disse. – Acho melhor a gente ir pra casa. Eu acabei de falar com a minha mãe e ela fez bolo de chocolate pra gente comer junto com chá.
- Eba, um tea break¹ com o McFLy. – eu dei pulinhos – Vamos logo. – eu passei por eles puxando Dougie comigo. Escutei-os rindo e Harry gritar “Não perde tempo hein, little Poynter”!
Esses garotos...

Na volta, nos separamos da mesma forma que a ida. Fui conversando animadamente com Dougie e Tom. Acabei me aproximando muito de Dougie. Acho que Tom percebeu, pois dava alguns risinhos suspeitos.
- Não...
- Pode acreditar, . Nós ficamos desesperados atrás do Danny, aí quando a gente desistiu de procurar por ele, o infeliz estava no quiosque havaiano dançando com uma havaiana enorme. Estava totalmente bêbado. – Dougie contava, e eu gargalhava descontroladamente.
- E como vocês o chamaram? – eu falei, com dificuldade.
- Não chamamos. A gente disse pra ele que ela queria conversar com ele em particular, aí ele falou “O amor é cego, dude.”, e foi para o quarto com ela. A gente nem ligou, o menino estava “apaixonado”. – ele mal conseguia falar de tanto que ria. - No dia seguinte fomos até o quarto dele, entramos sem fazer barulho e só encontramos a mulher na cama, sentada. Ela disse que ele estava trancado no banheiro e não saía por nada. E ela ficava falando: “Sardentinho, volta pra cama, por favor. Vamos brincar mais um pouco, seus amigos estão aqui. A gente pode chamá-los também!”. Nessa hora a gente pegou o Danny do banheiro, saímos correndo pra outro quarto e ficamos esperando essa mulher ir embora. Foi muito engraçado. – eu já estava com falta de ar de tanto rir.
- Ai ai, coitado do Danny. Eu sempre achei que essa história fosse mentira pra assustar bêbado. – eu falava com dificuldade, e rindo ao mesmo tempo.
- Aconteceu mesmo. E quando nós contávamos isso nas entrevistas ele queria nos matar. Só o faz porque não vive sem a gente – disse, se achando. Eu ri.
- Chegamos! – Tom anunciou, e logo saltamos do carro. Os outros estavam atrás e se juntaram a nós assim que entramos na casa da senhora Fletcher.
Estávamos agitados, não parávamos de comentar do dia de hoje. Claro que para eles não era um passeio tão deslumbrante quanto fora pra mim. Afinal, eles já estavam acostumados com tais paisagens e pontos turísticos da cidade em que viviam. Mas para mim tudo era novo, era um sonho.
- Como foi o passeio, ? – Debbie perguntou-me enquanto nos sentávamos à mesa. Sentei-me entre Harry e Tom, de frente para Josh, que estava entre Carrie e Danny. Debbie e Tom sentaram-se nas extremidades da mesa.
- Foi maravilhoso! – eu dizia, com um sorriso largo - Muito perfeito, o melhor foi a London Eye.
Debbie sorriu, contente com a resposta.
- Isso porque ela estava morrendo de medo por causa da altura – Carrie disse – Por que mudou de ideia, hein, dona ? – maldita Carrie... Ela sabia o porquê. Que bela amiga.
Procurei a perna dela por baixo da mesa para dar um discreto chute de reprovação pela atitude dela, mas dei com os burros n’agua.
- Outch! – Josh exclamou, com cara de dor – O que eu fiz dessa vez?
- Ops... – sorri sem graça – Carrie! – disse, entre dentes. Esta me olhou rindo, deixando-me mais ruborizada, se é possível.
- Pena que Chace não pôde ir com vocês – Debbie disse – Eu adoro aquele garoto!
- A também sente muito – Carrie ataca novamente. É hoje...
- O que foi, Carrie? Pelo amor de Deus, eu não disse nada. – eu disse, desta vez nervosa.
- Relaxa aí, . – ela disse. Preferi ignorar.
- Sabe, , eu estava aqui pensando com os meus botões... – Dougie começou a falar, quando foi interrompido.
- Sua camisa nem tem botões, Dougie – Danny disse distraidamente, enquanto tentava pegar um pedaço de bolo no prato. Todos riram, e Dougie deu um tapa na cabeça dele. (N/A: sabe aquele jeito Jones de ser? Exatamente.)
- Continuando... Então, eu estava aqui pensando com os meus botões – nessa hora, Dougie olhou pra Danny, que estava pronto pra dizer algo sobre os botões, mas percebendo a cara assassina de Dougie, preferiu se calar – Se você já tinha ido a algum show do McFly.
- Eu já fui sim! Quatro vezes – eu disse, e eles me olharam, surpresos – Qual é?! Minha banda preferida vai fazer um show onde eu moro e eu vou deixar de ir? Nas duas últimas vezes que vocês foram, eu fui nos dois dias de show na minha cidade. – disse, com um sorriso gigante.
- Uau! – os quatro disseram ao mesmo tempo.
- Ah, então você não vai querer ir ao nosso próximo show aqui com vista do palco, camarim e todas as regalias. – Tom disse despreocupadamente.
- Espera aí! Isso foi um convite? – eu falei, desacreditando.
- É... Mas se você não quiser não tem problema, . – Harry disse dessa vez.
- Claro que eu quero. Pelo amor de Deus... Londres e shows do McFLy – eu disse com os olhos brilhando, olhando para algum ponto vago da sala, imaginando – Acho que não sobrevivo a um show de vocês aqui. É muito para o meu coração. Mas para quê que existe cardiologista, né?! Eu vou!
- Eu disse que ela ia aceitar – Carrie disse.
- Ainda bem que você aceitou. Já estava imaginando como ficaria sem jeito se você recusasse. – Danny disse.
- Jamais! – falei – Quando vai ser?
- Daqui a três semanas. – respondeu.
- Estarei lá! – disse, dando uma piscadela.




CONTINUA

N/A.: Hey, doidinhas! Como vocês estão? Espero que minha história esteja agradando. Aí está o cap 9 da TDL. Eu sei que está muito parada ainda, sem envolvimento com os McGuys, sem nenhum acontecimento extraordinário... Mas acreditem, é só o começo. Vai vir muita coisa, minha mente criativa está bolando algumas coisas. Prometo começar a ação logo. Não me abandonem, preciso de vocês. É isso gente...
Aproveitem e não deixem de comentar, please *olhinhos do gato de botas*. Ok?! Amo vocês minhas flores. Até a próxima!
xxx
Fê Zampiroli


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