The Cousin Party
Autora: Kika Machado
Status: Em Andamento
Revisada por: Gabi Gleriani
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Comédia Romântica - LongFic
Comentários:
- Não tenho tempo pra isso! Você tem noção do que acabou de falar, mãe? – perguntei com os olhos arregalados e ficando mais vermelha.
- O que tem? – ela perguntou com certo desdém.
- Mãe, pensa! – falei segurando o rosto dela.
Não sei como ela conseguiu esconder isso de mim esses longos 17 anos da minha vida, e agora, no momento mais importante dela, ficar nessa calma toda. Juro que não entendo.
Você deve estar me achando maluca, mas vai mudar de ideia, aposto.
Tudo começou em um dia normal de quinta-feira, e eu estava à noite em casa mexendo tranquilamente em meu computador tão querido.
Ah, meu nome é , tenho muitas amigas, moro em , mas, desde que me entendo por gente, sonho em ir para Londres. É o lugar que eu mais amo na terra, e que sonho o tempo inteiro, mas isso tudo não importa agora. O mais importante no momento é: Sou viciada em McFly, minha banda preferida, meus ídolos, razões do meu viver. Ok, sem exageros... Mas sim, sou muito fã deles!
Eu estava abrindo meu Twitter, quando senti que alguém havia entrado no meu quarto.
Quando a pessoa se aproximou, ele já estava aberto e com vários tweets da Debbie, e de mais alguém falando alguma coisa com o nome “Debbie Fletcher”.
- Debbie Fletcher? Você a conhece da onde ? – minha mãe perguntou logo atrás de mim
- Como assim “Debbie Fletcher”? – perguntei ainda olhando pra tela do computador
- Ué, , a Debbie! – minha mãe respondeu lendo o que ela havia postado
- Mãe, que historia é essa de “ué , é a Debbie” e principalmente nessa tranquilidade! Você bebeu? – perguntei agora virada pra ela. Eu estava realmente preocupada, minha mãe devia ter fumado ou bebido horrores pra falar isso pra mim.
- , nos somos primas. Muito distantes, mas temos certo parentesco, mas, além disso, somos muito amigas, desde que ela se mudou pra Londres, claro, mas continuamos nos falando por e-mail e muito raramente por telefone – minha mãe falou, indo em direção a minha cama e se sentou. Acho que ia ser uma conversa longa essa.
- VOCE È MALUCA? – perguntei, ou melhor, gritei.
- Filha, desculpa, mas eu não podia contar! – minha mãe falou.
- Como você esconde de mim que a Debbie Fletcher é minha tia, sei lá, isso quer dizer, ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus! – falei. Quando parei pra pensar, não saiam outras palavras da minha boca. Não era possível, tinha alguma coisa errada nisso tudo. Eu, , era prima de Tom Fletcher?
- Respira e passa uma água no rosto, você ta vermelha. – minha mão avisou. Esqueci de falar que fico vermelha quando estou nervosa, ou com frio, calor, vergonha... Ou seja, fico vermelha com tudo. E acho um charme, já que eu sou morena, com cabelos longos, lisos e pretos, muito pretos. Acaba chamando atenção!
- Não tenho tempo pra isso! Você tem noção do que acabou de falar, mãe? – perguntei com os olhos arregalados e ficando mais vermelha.
- O que tem? – ela perguntou com certo desdém.
- Mãe, pensa! – falei segurando o rosto dela – A Debbie tem filhos, certo?
- Aham! O Thomas e a Carrie – ela falou
- Repete o primeiro nome e coloca o sobrenome nele – falei calmamente, respirando mais fundo, se não eu ia ter um ataque do coração.
- Thomas Fletcher – ela repetiu
- Isso te lembra alguma coisa? - Perguntei ironicamente
- Mentira que é o Tom do McFly! – ela falou abrindo a boca.
- Aeee! Finalmente ein! – falei levantando as mãos para comemorar! – Como você escondeu isso mãe! Tem noção do que acabou de acontecer?
- Então filha, eu acho que a gente tem bastante coisa pra conversar! – minha mãe disse
- Você acha mesmo? – perguntei ironicamente e ri em seguida balançando a cabeça negativamente
- É sério, ! Você vai gostar da noticia! – ela disse
- Há, vai dizer que to casada com o ? – falei sendo repreendida pela minha mãe pelo olhar. O olhar dela é assustador de vez em quando, sério...
- To brincando, mãe! – falei rindo da cara que ela fez. – Ok, vamos conversar.
Pulei na cama ao lado dela
- Começa do inicio ta mãe... – falei
- Então... Eu e a Debbie somos primas muito distantes, e antes que você pergunte “por que eu não tenho Fletcher no meu sobrenome? Eu gosto desse sobrenome”, é porque é distante, e eu achei melhor “afastar” você, pelo menos em quanto eu pudesse.
- Cara, não tem sentido isso! O que tem demais eu saber que meu primo é mundialmente famoso e mora na cidade dos meus sonhos? – perguntei como se fosse à coisa mais normal do mundo.
- Exatamente por isso. , além de você ter vontade de ir pra Londres sua vida inteira, você ia surtar se soubesse que seu primo é um dos seus ídolos.
- Tá, nisso eu tenho que confessar que você tava certa, ate porque quando você sair desse quarto eu vou surtar mais ainda.
- Eu tenho certeza disso... – minha mãe falou
- Mãe, não é possível! – falei colocando as mãos no rosto – Pelo menos agora eu tenho motivo pra ir pra Londres!
- Ainda falta a segunda parte da minha explicação. – ela disse
- Continue então, madame! – falei rindo
- Então, o aniversário da Carrie é logo na primeira semana das suas férias, ou seja, na semana que vem, e amanhã já é sexta, e como é um aniversário importante e vai ter um festão, a Debbie mandou passagens pra gente e nós iremos a Londres. – minha mãe terminou de falar e ficou olhando pra mim, que estava paralisada. Minha ficha não tinha caído. Como assim eu ia pra Londres, pro aniversário da Carrie Fletcher que era minha PRIMA, e ia conhecer o McFly inteiro assim, tão facilmente. Meu deus! Nasci com a bunda virada pra lua mesmo!
- Eu te amo! – respondi abraçando a minha mãe
Não conseguia acreditar, era impossível! Meu deus, eu tava no céu. Ou sonhando e esqueceram de me acordar! (R/A: isso foi péssimo, enfim).
- Depois digo quando vamos e tudo mais, acho melhor esperar porque você vai surtar agora, né... – ela disse se levantando e saindo do meu quarto.
Quando minha mãe fechou a porta eu não aguentei e comecei a pular em cima da minha cama.
- AAAAAAH! TOM FLETHCER É MEU PRIMOOOO ! NAAAO ACREDIIITOOO! AAAAAAAAH MEU DEUUUUUUUUUUUUSS ! VOU PRA LONDREEEEEEEES! VOU VER MEU FUTURO NAMORADO! AAAAAAAAAH ! – gritei e pulei ate pisar errado e cair da cama
- MERDA! – gritei de novo e comecei a rir sozinha, me levantando depois e indo pro computador ver se a e a estavam on-line.
A propósito, e eram minhas duas amigas, que como eu, eram fascinadas por eles.
era a mais nova do grupo, a mais baixinha também e era louca por . Ela tinha olhos castanhos e cabelo castanho claro e muito longo.
era a segunda mais velha (já que eu era a mais velha), os cabelos longos e muito lisos castanhos escuros, assim como seus olhos. E a era louquinha pelo gostosão.
E eu era mais velha, e não preciso dizer que sou louca pelo !
=) diz : AAAH! GRAÇAS A DEUS VOCES TAO AQUI!
diz: O que houve ? Oo
- diz: Conta logo o que houve !! Que desespero!
=) diz : Vocês não vão acreditar gente!
- diz: Conta looogoo!
=) diz : Não sei como contar isso por msn! Aaaaaah!
diz: To ficando preocupada!
- diz: Duas!
=) diz : Se preparem! Vou começar! Eu sou prima do Tom Fletcher! :O
diz: COMO ASSIM PRIMA DO TOM?
- diz: NÃO BRINCA COM ISSO! O QUE VOCE TA FALANDO?
Comecei a explicar tudo que minha mãe havia me contado, e como eu, elas surtaram! Falei também da festa e que eu ia pra Londres. Esse era nosso sonho, ir juntas para Londres, e infelizmente ele ia ter mudanças já que elas não iam poder ir comigo. Droga!
Não sabia o que fazer. Como eu ia conhecer todo mundo e sozinha? E se eles não gostarem de mim? E se me ignorarem? Ai meu deus, to nervosa. Não tinha parado pra pensar nisso ainda, e ia ser frustrante se isso acontecesse. Perder meu maior sonho assim... Mas ta, respira , vai dar tudo certo! Foco, meu bem, foco!
Depois de ficar exausta pensando nisso tudo, fui dormir, até porque no dia seguinte eu tinha aula.
PII PIII PII PII PII
- Chega de pi, porra! – reclamei desligando o despertador. Finalmente era sexta-feira.
Me levantei com AQUELA preguiça diária, e fui me arrastando pro banho. Logo me lembrei de tudo e nasceu um sorriso gigante em meu rosto e eu tinha certeza que não ia sumir nem tão cedo.
Depois de ter colocado o uniforme, desci já com meu material e encontrei meus pais sentados na mesa, tomando café da manha.
- Bom dia amores da minha vida! – falei dando um beijo em cada um.
- Nem imagino o porquê da felicidade toda! – meu pai disse rindo.
- Muito menos eu! – Minha mãe disse ironicamente.
- É, sem motivo, claro! – falei rindo também.
- Mãe, viu meu tênis? – meu irmão perguntou.
- Anda logo pirralho que a gente vai se atrasar! – falei. Eu não precisava ser simpática com meu irmão também. Já era querer demais.
- É lógico que nem tudo é perfeito! – minha mãe disse balançando a cabeça negativamente.
- Não pode querer tudo de primeira, mãe! – falei.
- Vamos? Eu vou levar vocês pra escola hoje! – meu pai disse levantando-se da mesa.
- Vamos! – engoli meu Nescau, voei pro quarto, escovei os dentes e fui pra escola.
Na escola era sempre a mesma coisa. A típica escola brasileira.
Mas é lógico que dessa vez, mesmo eu sendo a pessoa mais feliz da escola, que ri atoa e tudo mais, todos notaram que eu tava mais feliz do que o normal e todos me perguntavam o motivo disso, mas eu sempre inventava alguma história para contar, até porque, além de não acreditarem em mim, não queria que começassem a gostar de mim por causa do meu “primo”.
Nota mental: é estranho falar que Tom Fletcher é meu primo!
Tive os três primeiros tempos de física, historia e biologia, e pra variar vegetei durante a aula. Não conseguia pensar em mais nada além da minha futura viagem.
- Falta pouco! Falta pouco! – falei baixinho, sozinha enquanto meu professor de biologia terminava de explicar sobre as mitocôndrias.
TRIIIIIIIIIII
Finalmente o sinal tinha tocado. Sai quase correndo pro recreio para encontrar meu melhor amigo.
- ! – pulei no pescoço dele
- Ooi bonitinha! Nossa! O que houve que ta com um humor melhor do que o normal hoje, ein? – ele perguntou olhando pra mim.
- Precisamos conversar! – falei sorrindo e puxando ele para o jardim da escola, onde tinha menos gente.
Comecei a contar tudo pra ele desesperadamente, até estava começando a me faltar ar!
E ele só me olhava com cara de impressionado. Ele não era fã de McFly nem nada, mas sempre me apoiou em tudo.
- Não acredito! – ele falou boquiaberto.
- Acredite, meu amor! Sua melhor amiga é de uma família famosa! – falei dando tapinhas nas costas dele.
- Que bom que eu sou seu melhor amigo! – ele falou me abraçando de lado.
- Interesseiro! Se continuar assim vai ser substituído! – falei empurrando ele.
- Não brinca assim! Você sabe que eu te amo! – ele falou – Mas então, vai pra Londres quando?
- É... Claro. – respondi.
- Responde direito, retardada! – ele falou me dando um pedala.
- Provavelmente no primeiro dia de férias, ou seja... – falei.
- Daqui a uma semana! – ele completou minha frase sorrindo mais ainda.
- Eu não acredito! O vai ta lá! O , , meu primo! Em Londres! – falei sonhadora.
- Você vai realizar tudo que sempre quis! – ele disse.
- Vou! – falei sorrindo e o abracei.
- Vou sentir sua falta! – ele disse no meu ouvido.
- Relaxa amor, é por pouco tempo! – eu disse.
- Mas imagina se você me troca por algum inglês, ou algum McFly e eu perco minha melhor amiga, e imagina se você decide morar lá, e não volta e... – ele disparou falando sem dar nem tempo de pensar.
- Hei! Isso nunca vai acontecer! VOCÊ é meu melhor amigo! Só você! E você acha que minha mãe vai me deixar morar lá? – fiz uma careta – Fala serio né...
- É bom mesmo! – ele falou – E vamos, o sinal acabou de bater.
- Aula pra que? – perguntei revirando os olhos.
- Uma semana, ! – Ele disse.
- Vamos pra aula! – falei puxando ele que riu.
Hoje era sexta! Finalmente! A semana parecia estar sendo arrastada, tinha demorado demais para passar.
Ou era pelo meu excesso de ansiosidade... Mas hoje é sexta!
Quinta feira já, nem acredito! Amanhã eu to indo pra Londres!
Parece sonho, só pode.
- , vai arrumar sua mala – minha mãe disse.
- Pode deixar! Vou começar – respondi.
- Ah, faz uma mala maior, tá? - ela disse antes de fechar a porta do quarto
- Ué, por quê? – perguntei. Achei estranho... Minha mãe falando isso? Era realmente estranho.
- Só faz! – ela disse sorrindo e fechou a porta do meu quarto.
- Você que manda! – falei baixinho e ri.
Como meu computador já estava ligado, aproveitei pra entrar rapidinho no twitter e ver as novidades.
- OH MY GOD! – falei assustada.
Tommcfly Festa da Carrie ta chegando! E minha prima vem pra Londres! Estou bem animado para conhecê-la. xx
- Tom Fletcher ta animado pra me conhecer! Ai meu deus! – falei pulando – Tá, vou fazer minha mala logo!
Parei de pular que nem uma maluca e abri o iTunes, e apertei play.
Comecei a arrumar minha mala ao som de The heart never lies, que é minha musica preferida.
Peguei duas malas gigantes e comecei a separar minhas roupas. Ainda não sabia por que minha mãe tinha dito para colocar mais roupas, mas tudo bem...
Quando terminei de arrumar minha mala, já era quase 1 hora da manha, então fui dormir, até porque meu vôo era às 2 horas da tarde no dia seguinte, mas eu teria que acordar cedo para me arrumar e ir para o aeroporto.
Acordei antes de o meu despertador tocar. Vi que marcavam 10 horas da manha, mas mesmo assim resolvi me levantar. Ia ser inútil tentar dormir com a ansiedade que eu estava.
Caminhei até o banheiro e liguei a água quente, assim iria esquentando enquanto eu pegava a roupa que eu ia viajar.
Abri meu armário e comecei a olhar minhas roupas, e não fazia a menor idéia do que usar, então resolvi deixar isso pra depois e fui para o banho.
Deixei a água quente batendo em minhas costas, isso era perfeito para relaxar um pouco.
Demorei no mínimo uma meia hora no banho e sai enrolada na toalha, e fui direto para meu armário, que continuava aberto, para escolher alguma roupa.
Acabei escolhendo uma blusa de manga comprida amarela, listrada de um tom mais fraco de amarelo, uma calça jeans escura, meu all star cinza clarinho, e para completar, uma bolsa branca da Roxy para colocar passaporte, ipod, maquina, essas coisas...
Olhei para o relógio de novo e vi que já era meio dia, e estava na hora de ir.
- Mãe! Vocês tão prontos? Já é meio dia! – gritei do meu quarto.
- Já filha! Já comeu alguma coisa? – minha mãe perguntou.
- Não to com fome não! Eu vou comer no avião mesmo! – falei.
- Tudo bem então, pega suas malas e vem! - minha mãe disse pegando a mala dela e indo para o carro.
Peguei minhas duas malas gigantes e fui para o carro, pedi pro meu pai colocar na mala do carro, já que eu não aguentava porque estava muito pesado.
Sentei no banco de trás do lado do meu irmão e coloquei meu ipod no último volume e para variar estava tocando Mcfly.
Chegamos ao aeroporto bem rápido, já que não tinha transito a essa hora. Faltavam agora uma hora e meia para o nosso voo.
- Vamos fazer logo o check-in? – perguntei a minha mãe.
- Vamos. É bom que a gente fique livre logo disso, para podermos ir ao freeshop!- ela respondeu animada.
Fizemos o check-in e fomos para uma lanchonete antes de ir ao free-shop, para que eu pudesse tomar alguma coisa.
Chegando a lanchonete, vi três pessoas muito conhecidas:
- Eu não acredito! – falei arregalando os olhos – Espera. Juntos?
Sai correndo e pulei primeiro no , que estava de costas para mim, virado para o balcão da lanchonete.
- Eu não acredito! - disse abraçando-o por trás – Eu não acredito!
- Oi pra você também! – disse virando-se para ficar de frente para mim.
- Vocês três juntos? Como? – perguntei soltando ele e indo em direção a , que estava ao seu lado.
- Então, seus pais falaram com a gente! – disse me abraçando.
- Com os três? – perguntei indo agora em direção a .
- Com os três! – me respondeu.
- Mas... – comecei a falar e fui interrompida pela .
- Foi assim! Eu explico! – ela começou a gesticular com as mãos – Seu pai falou comigo e com a , e pelo que eu entendi sua mãe falou com o ! Como nós já tínhamos comentado sobre essa idéia, eles nos avisaram a hora do embarque, e aqui estamos nós!
- Mas como vocês se conheceram? – perguntei virando pro .
- Tecnologia, baby! – ele falou de um jeito galanteador, fazendo nós três rirmos.
- É claro! – eu falei balançando a cabeça – Eu to tão feliz de ver vocês! – falei abraçando os três.
- Nos também! Estava com saudades, ! – falou sorrindo.
- E eu não sei como vou passar tanto tempo longe da minha melhor amiga! – disse olhando para os pés.
- Relaxa, vai passar rapidinho! – eu disse apertando as bochechas dele.
- Pra você... – respondera os três em coro.
Ficamos conversando. O tempo parecia que tinha voado, e logo percebi que faltavam 20 minutos para meu voo. Então, me despedi de meus amigos, e fui em direção ao avião. Seria uma longa viagem, e eu teria bastante tempo para me preparar psicologicamente e dormir bastante, para chegar com uma cara ótima para conhecer a parte famosa da família.
- Preparada? – minha mãe que estava sentada do meu lado, na poltrona do meio, já que eu estava na janela, perguntou.
- Não sei! – respondi ainda olhando para a janela.
- Com medo de conhecer eles? – ela perguntou.
- Aham. Imagina se nenhum deles gosta de mim, mãe? – Perguntei virando-me para ela – Eu ia ficar frustrada – falei fazendo uma careta.
- É claro que eles vão gostar de você, filha! – minha mãe disse confiante.
- Não sei como você consegue ter tanta certeza disso... - respondi vagamente, olhando para baixo.
- É só ser você! – minha mãe respondeu sorridente enquanto segurava em meu queixo, levantando minha cabeça. Tentei dar um sorriso convincente, mas estava bastante difícil, mas mesmo assim, um sorriso fraco surgiu em meu rosto, fazendo minha mãe sorrir de volta.
Eram 12 longas e cansativas horas de viagem, e eu as passei muito bem, pensando, lendo, aumentando minha cultura. Ok, mentira. Eu dormi o tempo todo.
- ? Acorda! Chegamos! – meu pai disse me sacudindo.
- Acorda logo sua retardada! A gente tá em Londres – meu irmão delicado falou.
- Grosso! – respondi ainda meio sonolenta – LONDRES! – Dei um berro, quando me dei conta de onde eu estava.
- Levanta e pega sua bolsa, filha! A Debbie já deve estar esperando pela gente!
- Debbie... - repeti sorrindo. - Que ironia do destino! – falei sonhadora.
Peguei minha bolsa e segui meus pais pelo avião. Descemos à escada, pegamos nossas malas e fomos à procura da MINHA TIA! Como é bom falar isso, enfim, estávamos andando com nossas malas, procurando por ela, até avistarmos, mas precisamente, até o idiota do meu irmão avistar, minha tia com uma placa escrita “Família ”.
- Debbie! – minha mãe andou mais rápido para abraçá-la – Que saudade que eu estava de você, amiga!
- Que saudade, amiga! – Debbie disse ainda abraçada com a minha mãe – Como você esta diferente! Faz tanto tempo que a gente não se vê
- Nem me fale! Você faz muita falta – minha mãe disse agora soltando Debbie. Dava pra ver que mesmo com a distância, as duas eram muito amigas.
- Meu deus, ? – minha tia virou-se para mim com os olhos arregalados e a mão na boca, mostrando que estava muito impressionada.
- Oi, tia! – Eu disse abraçando-a. Apesar de não conhecê-la de verdade, eu me sentia confortável ao lado dela.
- Meu deus, como você esta grande ! – minha tia ainda dizia segurando a minha mão, e visivelmente impressionada – Está com quantos anos, querida?
- Fiz 17! – falei sorrindo ainda segurando a mão dela.
- É, estou mesmo ficando velha! – ela disse virando-se para meu irmão
- E você Gabriel, está com quantos anos? – ela perguntou sorrindo e abraçando meu irmão também.
- 14, tia! – ele respondeu, parecendo até educadinho.
- Vocês crescem rápido demais – ela disse observando meu irmão e rindo em seguida.
Depois de a minha tia falar com meu pai, pegamos nossas malas e fomos para o carro, estamos indo agora para a casa dos Fletcher’s.
Fui observando Londres com um sorriso no rosto. Não conseguia acreditar em tudo isso ainda, e acreditar que estava no lugar que eu mais sonhava no mundo. Eu estava em Londres.
- Você não parou de sorrir ainda, ! – minha tia disse, me observando.
- Ah tia, é que eu amo Londres! – falei me virando para ela e sorrindo – Eu sempre sonhei em vir pra cá, e não acredito que estou aqui agora!
- Sério querida? – ela disse – Que bom! Fico feliz em saber disso, quem sabe um dia você não vem morar comigo?
- Não oferece se não ela vem mesmo, Debbie! – meu pai falou nos fazendo rir.
- O convite esta de pé! – minha tia disse piscando em seguida.
- Morar em Londres... – falei baixinho voltando a olhar pela janela do carro que nos levava até a casa dos Fletcher.
Levamos mais alguns minutos para chegar. Minhas mãos estavam suando e meu coração completamente acelerado.
Quando o carro parou, fiquei ainda mais aflita e não conseguia tirar os olhos da casa amarela que estava a minha frente.
- Vamos ? – escutei minha mãe falando enquanto cutucava meu ombro
- Han? Oi? – perguntei meio zonza.
- Chegamos filha! – minha mãe disse em um tom calmo – Vem, vamos! – segurou minha mão e me puxou para fora do carro.
- Vamos! – disse me levantando e seguindo minha mãe.
Quando passei pela porta vi que minhas malas já estavam lá, provavelmente meu pai e meu irmão levaram pra dentro. Olhei pra frente e vi uma Carrie sorridente.
- Oi! – ela disse sorrindo e com as bochechas rosadas, no mesmo estado que as minhas.
- Oi! – eu disse sorrindo também – meu nome é ! – falei indo abraçá-la
- Prazer prima, eu sou a Carrie! – ela disse me abraçando de volta.
- É engraçado conhecer um primo agora! – falei rindo.
- Concordo com você! – ela disse – Fiquei impressionada quando minha mãe contou essa história toda, nunca soube de nada!
- Ih, prima, somos duas então! – falei – Fiquei chocada!
- Parece que vocês duas se conhecem há anos! – Debbie disse para nós
- Verdade, – Carrie falou – nunca fiquei tão a vontade assim com ninguém antes.
- É mesmo. – Debbie concordou com a filha – A Carrie é a pessoa mais tímida que eu conheço, e não começa a falar que nem uma matraca com quem ela não conhece há muito tempo, mas com você tá o oposto ! – ela falou me abraçando.
- A não é muito diferente disso. – minha mãe começou a dizer agora – Nunca fala com ninguém que não seja um amigo de tempos.
- Fico feliz com isso! – Debbie disse olhando pra mim e para Carrie – E com a futura aproximação das duas e do Thomas – ela sorriu
- Falando nele – minha mãe disse – Aonde ele esta Debbie? Estou com saudades!
- Ah, ele teve que ir para a casa do , um amigo dele da banda, porque o produtor deles cismou que eles tem que gravar uma música para amanhã. – tia Debbie disse. Quando ela falou o nome do senti que meu coração ia sair do peito. Pude perceber que fiquei estática e não acho que só eu tenha percebido isso.
- Você os conhece, prima? – Carrie me perguntou.
- É, conheço sim, prima! – respondi ficando envergonhada. Eu estava falando com a irmã de um dos meus ídolos, não era tão fácil assim, mesmo sabendo que eles são meus primos.
- E gosta deles, acertei? – Carrie perguntou sorrindo
- É a banda preferida dela. – minha mãe respondeu por mim, me fazendo corar.
- É... – respondi monossilabicamente.
- Ah! Que bom isso, querida! – minha tia disse alegremente – Tom vai gostar de saber disso, e com certeza os meninos também! – ela terminou de falar e eu sorri fraco, pois ainda estava sem graça.
- Pena que provavelmente vocês só vão se conhecer depois de amanhã – Carrie falou sinceramente.
- É, vamos ficar bem atarefados nesses dias, temos que te ajudar com a festa! – minha mãe disse.
- Ah que isso, não precisa se incomodar! Vocês são visitas! – Debbie disse.
- Nós fazemos questão de ajudar, Debbie! – minha mãe falou seriamente, fazendo com que minha tia fosse praticamente obrigada a concordar com isso, o que gerou várias risadas minhas, da Carrie, do meu pai e do meu irmão.
- Bom, acho melhor vocês descansarem. Devem estar exaustos. – Debbie disse para nós – O quarto de vocês está arrumado já e , você vai dormir no quarto da Carrie, pode ser?
- Claro, tia! – respondi
Subimos as escadas atrás da minha tia, e fomos para “nossos” quartos.
Vi que minha cama no quarto da Carrie já estava arrumada, então, tomei um banho rápido e quente e deitei.
Peguei no sono logo, e só acordei no dia seguinte.
Abri os olhos lentamente, a claridade estava batendo em meu rosto, e pude sentir o típico sol da manhã, fraquinho e agradável. Passei a mão pelos cabelos, e esfreguei meus olhos lentamente.
Olhei para o lado, e vi que Carrie já tinha se levantado, então me levantei e fui para o banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.
Por incrível que pareça, meu cabelo acordava normal, então não me dei ao trabalho de penteá-lo.
Desci as escadas lentamente, pois ainda estava cambaleando por causa do sono, mesmo tendo dormido por tanto tempo.
Estava escutando as vozes vindas da cozinha, e deduzi que estavam todos tomando café da manhã, então, fui me juntar a eles.
Observei que todos ainda estavam de pijama, e eu não estava diferente. Estava com um short não muito curto de sapos coloridos e uma blusa preta de manga curta.
- Bom dia, gente. – falei.
- Bom dia . – responderam em coro.
- Sente-se querida! – minha tia disse.
- Quer panquecas filha? – meu pai perguntou pegando meu prato antes que eu respondesse.
- Aham – respondi.
Terminamos o café e ficamos conversando na mesa em quanto minha mãe e tia Debbie tinham resolvido fazer um bolo para mais tarde.
“DIIIN DOOOOOON”
- Tia, a campainha tocou! – falei.
- Tem como você atender para mim, ? – ela perguntou com as mãos ocupadas, mostrando que não poderia atender, e claro, nessa hora a Carrie tinha que estar no banheiro, para sobrar pra mim que morria de vergonha.
- Tudo bem, tia! – respondi indo em direção a porta.
Respirei fundo e destranquei a porta, que estava com a chave na fechadura.
- Esqueci a chave de novo, mãe! Nunca lembro de trazer a chave da sua casa! – Tom falou olhando para trás e se despedindo de alguém no carro que estava visivelmente olhando para mim, o que me deixou muito constrangida.
- Erm... Oi? – falei sem graça quando ele virou para mim.
- Ah, oi! Desculpa – ele disse colocando a mão na cabeça.
- Ah, não liga! Não tem problema nenhum! – falei sorrindo – Prazer, eu sou a , mas me chama de – disse.
- Prazer , eu sou o Tom – ele falou me dando dois beijinhos.
- Então, é você a minha prima? – ele perguntou.
- Eu mesma! – sorri.
- Você não é gordinha e bochechuda como na foto! – ele disse rindo.
- Ah, que bom né... Acabei com aquela minha época obscura! – eu disse fazendo Tom gargalhar.
- Tão fazendo bolo? – ele perguntou.
- Cenoura com calda de chocolate! – respondi.
- Opa! – ele falou me puxando em direção a cozinha.
Tom falou com meus pais e meu irmão, ficamos conversando mais um pouco, depois fomos ver tv.
Carrie e Debbie tinham saído para resolver algumas coisas, e estávamos todos na TV ainda, então resolvi subir e ligar meu laptop para ver se alguém estava on-line no MSN, mesmo sem saber a hora do Brasil.
Vi que o Thiago estava on, então fui logo falar com ele e torcer muito para as meninas entrarem logo.
diz: , amor da minha vida!
diz: ! Que saudade de você! Como você está? Como foi a viagem? Conheceu o McFly?
diz: Ai calma! To ótima, com saudades também! Foi boa, dormi o tempo todo e não, só conheci o meu primo! =)
diz: Ih, quero só ver quando conhecer o ! Hahaha
diz: nem me fale! Fico nervosa só de pensar! =S
diz: Relaxa! E como é Londres?
diz: PERFEITA! Eu não quero ir embora nunca! Nunquinha!
diz: Não brinca assim!
Não demorou muito e o Tom bateu na porta do quarto.
- Posso entrar, ? – ele perguntou.
- Claro, primo! – respondi alto por causa da porta fechada
- Então , quer ir ao shopping comigo? – ele perguntou – Preciso arranjar um presente pra Carrie, e bom, você é menina e é minha prima e eu sei que no fundo você quer me ajudar! – ele falou rindo.
- Claro que eu quero, Tom! – falei levantando da cama e saltitando – Eu estou louca pra conhecer o shopping daqui!
- Então se arruma e vamos! – ele falou saindo do quarto
- Ok !- falei. diz: Amor, vou para o shopping com o Tom, eu tento entrar depois!
diz: Já ta assim é?
diz: Que bom que ta assim! A gente se deu bem!
diz: Vai lá amor! Aproveita! Beijos. Te amo!
diz: Beijos. Te amo!
Corri para o banho, e peguei uma roupa normal para usar, uma calça jeans clara, uma blusa baby-look rosa e um casaco branco e claro, meu all star branco.
- Tom? – perguntei no corredor.
- To no quarto, prima! – ele gritou.
- Posso entrar? – perguntei atrás da porta.
- Pode! – ele respondeu.
- Estou pronta! – sorri.
- Vamos então! – ele falou me puxando pela escada. Percebi que o Tom tem a mania de me puxar, é a segunda vez só hoje!
- Tio, tia, eu e a vamos ao shopping, tá? – Tom perguntou a meus pais.
- Claro, Tom! – meu pai disse.
- Divirtam-se – minha mãe falou ainda olhando para a televisão.
- Que bom que eles tão se dando bem. – ouvi minha mãe dizendo baixo para meu pai.
Saímos de casa e Tom pegou seu New Beetle amarelo e fomos para o shopping.
- Posso ligar o radio, primo? – perguntei já ligando o radio.
- Você já tá ligando mesmo. – ele falou rindo.
- VOCÊS! – berrei quando ouvi “Falling in Love” começar a tocar.
- Tá mais do que na cara que você conhece a gente! – Tom afirmou.
- Vocês são minha banda preferida. – falei cantando baixinho.
- Jura, prima? – ele falou com um tom de voz espantado. Pelo jeito ele não esperava.
- Juro! Vocês são meus ídolos! – falei sentindo minhas bochechas queimarem.
- E quem é seu preferido? – ele perguntou – Todo mundo tem um preferido!
- Ah, primo! Não falo! – eu disse colocando as mãos em minhas bochechas para garantir que ainda estavam ali de tanto que estavam queimando.
- Por favor, prima! – ele pediu com uma voz fofa – Eu não conto, prometo!
- Ah... Mas... – eu tentei enrolar, mas não deu jeito.
- Não te apresento aos guys se você não me disser! – ele falou – Vou começar a te chantagear!
- Hey, isso não vale! – eu disse indignada.
- Então me diz. – ele falou.
- Chegamos! – eu disse empolgada. O shopping era enorme, maior do que os que eu já tinha visto pelo menos, e era lindo, maravilhoso, inacreditável.
- Anda logo ! – ele falou rindo agora.
Por sorte fui salva pelo guardador de carros que falou com o Tom.
“All I can see is these walls, and I never wanna see another shopping mall”
Nunca tinha visto um shopping tão maravilhoso. Ele era lindo, era um Barra Shopping mil vezes melhorado. Era branco, com pisos brancos também, o teto era de vidro e sempre mostrava aquele tempo fechado. Todos os cantos possíveis ele tinha espelhos e vidros, passando muito luxo. Lojas de A-Z, como toda menina sonha. É , bem vinda ao Westfield London , ou melhor, bem vinda ao shopping dos seus sonhos. Era inevitável que meus olhos brilhassem a cada loja que passássemos, e que eu babasse a cada vitrine que olhava.
- O que eu posso comprar pra ela, prima? – Tom perguntou me tirando do transe.
- Então... Eu conheço a Carrie há dois dias... Mas vamos pensar – falei colocando a mão no queixo.
- Ih, é verdade! – ele falou colocando a mão na cabeça – Não tinha pensado nisso!
- Dá pra ver pela sua cara de pânico! – falei rindo e dando um tapa em sua cabeça.
- Não sou saco de porrada não tá, prima! – ele disse passando a mão aonde eu tinha batido.
- Relaxa, acostuma depois! – falei.
- Prima, o que você gostaria de ganhar? – ele perguntou exatamente na hora que estávamos passando por uma loja com vestidos maravilhosos.
- Olha aqueles vestidos! – falei puxando ele pela mão e entrando na loja.
- Respondido. – ele falou sendo puxado por mim e rindo.
Parei na vitrine da loja e fiquei admirando todos os vestidos. Nunca vi vestidos tão maravilhosos em toda minha vida.
- Vem, vamos entrar. – Tom disse sendo seguido por mim, que ainda estava hipnotizada e sequer lembrei de respondê-lo.
- Olha. Para. Esses. Vestidos. – falei pausadamente olhando a quantidade de vestidos em minha volta.
- Escolhe alguns e me mostra e a gente vê! – Tom disse indo para o canto da loja onde eu não estava e começou a olhar os vestidos também.
Em meia hora eu estava com aproximadamente 10 vestidos na mão.
- Nossa! – ele falou espantado
- O que? – perguntei com naturalidade.
- Olha a quantidade de vestidos aí! – ele disse. Parecia que nunca tinha saído com uma mulher. Somos assim, é de nossa natureza. – Faz assim, vai experimentar, seu corpo lembra um pouco o da Carrie, assim fica mais fácil.
- Ok! – saí carregando os vestidos às cabines de prova – Você manda, priminho!
Depois de algum tempo, e analisar atentamente cada vestido que eu experimentei antes de sair da cabine para Tom ver, achei um, apenas um, que tinha ficado perfeito. Ele era roxo, tomara que caia com uma faixa embaixo do busto. Era apertado na cintura e abria ao descer, ficando balonê. Simplesmente lindo e ficou perfeito em meu corpo, e claro, eu tinha a sandália perfeita para ele.
- Nossa ! – Tom falou admirado – Ficou incrível!
- Ah, obrigada Tom! – falei com as bochechas ardendo. Eu era muito tímida, principalmente quando recebia elogios. Não que eu não gostasse, lógico que como toda pessoa normal, eu adorava, mas sempre ficava com as bochechas vermelhas.
- Só não sei se é a cor da Carrie... – ele falou pensativo, ainda me olhando – Acho que ela combina mais com um rosa claro, não sei. Você pode ver para mim? Eu coloco esse vestido de volta no lugar.
- Claro! – respondi – Deixa só eu me trocar – fechei a porta da cabine.
Ao terminar, entreguei o vestido a Tom e fui em direção a área de vestidos rosas, onde tinham os vestidos rosas que realmente combinavam mais com o jeito angelical da minha prima.
- Tom! – gritei – Vê esse! É lindo e combina com ela – mostrei um vestido que batia nos joelhos. Era um pano suave e fino, rosa bebê, tomara que caia e meio soltinho, com uma flor discreta ao lado. Era lindo.
- Dude! Você tem bom gosto mesmo! – ele disse animado – A Carrie com certeza vai gostar. Ah , tem como você ir à porta, só para ter certeza que não tem nenhuma fã lá. Nunca se sabe... – ele disse se dirigindo à caixa para pagar o vestido.
- Ok, primo! – fui andando lentamente.
- E aí? – ele perguntou atrás de mim.
- Barra limpa! – falei rindo – Podemos ir agora Senhor Fletcher.
- Muito bem agente 001. – ele disse entrando na brincadeira e rindo em seguida.
- Vamos então, chefe. – falei fingindo ter uma arma na mão.
- Prima, – ele disse estendendo uma sacola para mim, me deixando com um olhar confuso sobre ela – presente de boas vindas. – ele sorriu.
- Não Tom! Não acredito! Você não fez isso – falei impressionada, segurando a sacola e abrindo-a.
- Ah prima, queria te dar um presente de boas vindas e te agradecer por vir comigo hoje e sei lá, a gente se conheceu agora, não tem nada demais. – ele falou enquanto eu abria a caixa do vestido, ficando completamente maravilhada com ele.
- Tom, esse vestido foi muito caro, eu não acredito que você fez isso! – falei sorrindo abobalhadamente e o abraçando muito forte – Muito obrigada, primo! Não sei como te agradecer!
- Não precisa agradecer ! – ele sorriu – Está com fome?
- Há, que pergunta! – falei rindo e passando a mão na barriga.
- McDonald’s? – ele perguntou.
- Com certeza! – saímos em direção à praça de alimentação. Éramos dois poços sem fundo.
Enquanto comíamos nosso lanche, Tom deu alguns autógrafos para fãs, e nós respondemos a algumas perguntas como: “Quem é ela?” ou “ Você trocou a Gio por essa aí?”. É, faz parte da vida. Queríamos deixar isso em segredo por enquanto, mas devido ao lugar em que estávamos e as perguntas feitas, não tínhamos como não falar a verdade.
- , me diz como é o Brasil? – Tom me perguntou enquanto voltava a comer seu hambúrguer, que já estava frio devido às interrupções.
- Hum, Brsuilébuitpobom. – falei com a boca cheia.
- Engole e fala sua troglodita! – Tom falou divertindo-se.
- O Brasil é ótimo! – falei rindo com a resposta obvia que tinha acabado de dar.
- Isso eu sei, mas como é onde você mora? E seus amigos? Escola? Vida? – ele foi fazendo um questionário.
- Ui, calma. – falei respirando – Eu moro em , o clima pra mim é quente demais, amo o clima Londrino, faz sol o tempo todo e a praia é a melhor maneira de acabar com esse calor insuportável. Meus amigos são os melhores. Você viu quando eu tava conversando no MSN antes de vir para cá? – perguntei e ele assentiu com a cabeça – Ele é o melhor amigo do mundo, e tem a e a também! Cara! São os melhores, estão comigo sempre, independente de qualquer coisa, e claro, tem os outros também, lá da escola, que são meu grupo de nights, vamos sempre pras boates, praia e afins juntos.
- Continua! Sou fascinado pelo Brasil, ainda não tive a oportunidade de ir para lá... – ele disse prestando atenção em mim.
- Erm... Minha escola é a típica escola brasileira, não sei nem descrever. Mas, posso dizer que apronto nela, e bom, não sei por que, mas as pessoas se identificam bastante comigo, sempre falam comigo e tentam ser minhas amigas, é incrível isso... – falei vagamente – E minha vida é ótima. Tenho os melhores pais do mundo, meu irmão implicante, insuportável e irritante, meus melhores amigos, minha cachorra e meus primos maravilhosos recém descobertos. – terminei de falar rindo por causa dos últimos comentários, o que fez Tom rir também.
- Uma vida bem interessante a sua! – ele falou sorrindo – E você nem é como uma patricinha, é tão normal.
- Às vezes por isso chamei atenção... Sempre tive meu estilo. – falei dando os ombros e comendo as batatas que se encontravam na minha frente.
- Faz bastante tempo que não aproveito a vida assim – ele falou mostrando saudade.
- Primo, – chamei-o – sua vida é o que eu sempre sonhei. Você tem os melhores amigos, Aqueles mais engraçados, legais, divertidos, realmente amigos, assim como os meus, sem querer me gabar. – ri – Tem fama, é amado pelo mundo inteiro, tem milhões de privilégios, muitas pessoas te tem como um ícone e se visam em você. Isso é maravilhoso, fora o fato de você fazer o que mais gosta.
- Isso é bom mesmo, mas chega uma hora que a falta de privacidade cansa, prima. – ele disse dando outra mordida em seu hambúrguer frio.
- Mas pensa na quantidade de pessoas que você faz feliz. – eu disse ficando com a bochecha ligeiramente corada – Eu sou uma delas.
Imediatamente sua atenção se voltou a mim, me deixando mais corada ainda. E então, um sorriso verdadeiro nasce em seu rosto, me fazendo sorrir junto.
Ficamos conversando sobre coisas aleatórias até acabarmos de comer. Então, como já estava escurecendo e como já havíamos encontrados mais fãs, resolvemos voltar para casa para ver alguns filmes e passar o tempo.
Chegamos em casa e a luz da casa estava apagada. Onde será que meus pais foram?
Olhei para Tom confusa, que percebeu abrindo a porta de casa rapidamente, deparando-se com um bilhete:
“Thomas e , fomos ajudar a Debbie e a Carrie com os preparativos de amanhã. Não sei que horas voltaremos. Muito juízo!”
- Estamos sozinhos. – ele falou.
- Que filme vamos ver? – perguntei me dirigindo aos inúmeros filmes que estavam ao lado da televisão.
- Qualquer um. – Tom respondeu deixando seu casaco em cima do sofá.
- Ajudou tanto assim, primo. – falei ironicamente, enquanto procurava algum filme legal para assistirmos.
- Ah, não brinca! – gritei – Tem A Era do Gelo aqui! – falei pulando com os dvd’s na mão.
- Tem, criança! – ele disse rindo da minha atitude exagerada. Mas eu amava esse filme. Era tão engraçado e fofo.
- Vamos ver, Tom? Por favooor! Por favooor! – pedi a ele (lê-se: supliquei a ele).
- Vamos! Vou realizar o sonho da criança! – ele me zoou.
- A gente podia comer brigadeiro ou pipoca, ou os dois! O que você acha? – perguntei entregando os dvd’s a ele, já que eu não sabia mexer em nada lá.
- Bri... O que é isso? – ele pareceu confuso.
- Chocolate brasileiro altamente melhorado e com um toque de nele fica melhor ainda! – falei convencida.
- Faz isso! Parece ser bom, apesar do nome esquisito! – ele falou fazendo careta, e rindo em seguida da própria careta, mostrando sua covinha linda. – E enquanto isso vou ligar pra minha mãe e avisar que já chegamos e que vou dormir aqui hoje!
- Pode deixar! – falei fazendo posição se sentido, como os militares, e me virando em direção a cozinha.
Da cozinha consegui escutar a conversa de Tom com a minha tia. Não que fosse importante, mas eu escutei, e escutei alguma coisa de mim.
Passaram-se alguns minutos, e então voltei à sala com um pote de pipoca e outro de brigadeiro, colocando-os em cima da mesa baixinha que havia em frente ao sofá, entre ele e a televisão.
Entreguei uma colher pra ele, e imediatamente peguei um pouco de brigadeiro, e cara, estava ótimo como sempre (sem querer me gabar, claro) e Tom seguiu meus atos e fez o mesmo.
- Dude! Isso é MUITO bom! – ele disse dando ênfase no ‘muito’ e pegando outra colher do brigadeiro.
- Eu disse, – falei fazendo o mesmo – nada como um toque da .
- Convencida. – ele disse.
- Eu sei que você pensa igual, mesmo. – disse dando os ombros – Da play no filme e me diz o que vocês falaram de mim no telefone?
- Curiosa também, prima? – ele falou sem resposta.
- Fala logo Tomzinho, se não vou começar a te ameaçar. – falei seriamente, mesmo estando brincando.
- Ui! Perigosa você. – ele disse de uma forma um tanto homossexual, me fazendo desatar a rir.
- Gay, me fala logo! – pedi mais uma vez – Ou eu mordo sua covinha! E eu sempre quis fazer isso, então, se eu fosse você não arriscaria.
- Se você for um décimo das fãs malucas que mordem minha covinha, eu não vou mesmo arriscar. – ele disse preocupado e tapando sua covinha com uma das mãos – Minha mãe falou que tudo bem, que legal, que tudo ótimo, e que amanha você poderia ir pra minha casa a tarde pra se arrumar e irmos juntos à festa, já que eles todos terão que chegar mais cedo e eu nunca chego cedo assim.
- Ah sim, claro! Por mim tudo bem, é legal que eu ainda conheço sua casa. – sorri largamente.
- Vou dar play, prima.
- Tom... – falei chamando ele – Ainda quero morder sua covinha. – sorri maliciosamente.
- Nem vem, canibal! – ele colocou agora sua outra mão em cima da covinha também – Afasta!
- Hahahaha, da play logo, vai! – disse pra ele, me ajeitando novamente no sofá.
Assistimos a Era do Gelo 1 e 2, e no final do filme, acabamos pegando no sono no sofá mesmo. Nossos pais ainda não tinham voltado, e eu não faço a menor idéia da hora que chegaram em casa, mas tenho certeza que se depararam com a cena de nós dois dormindo, um apoiado no outro.
Havia dormido muito bem na noite anterior, e acordei com alguém gritando “GOL”. Olhei para o lado e vi que Tom ainda estava dormindo e eu estava apoiada nele com uma coberta cobrindo nós dois. Ou seja, dormimos ali mesmo.
Me levantei silenciosamente para não acordá-lo, e segui o som da casa. Cheguei ao quarto de Carrie e vi meu pai com meu irmão, sentados assistindo a um jogo de futebol na televisão.
- Bom dia. – falei baixo. Não gostava de falar de manhã, ou assim que acordava.
- Bom dia? – meu irmão perguntou – Você não faz idéia de que horas são, ?
- Virei adivinha agora, pirralho? – falei ignorantemente. Meu irmão tem o dom de me irritar, principalmente quando acordo.
- Filha, já são quase 4 horas da tarde. – meu pai falou calmamente, ainda olhando para a televisão, vidrado no jogo que passava.
- QUATRO HORAS? – gritei, me assustando com o horário. Daqui a algumas horas era a festa e eu tinha que me arrumar, e COMO eu iria me arrumar em tão pouco tempo?
- Sim. – ele me disse, agora se virando para olhar para mim.
- Como eu dormi tanto? Meu deus! – falei coçando a cabeça.
- Você devia estar cansada da viagem ainda, não sei... Mas enfim, eu e seu irmão estaremos saindo daqui a aproximadamente meia hora e não me pergunte onde vamos, porque eu não faço idéia, mas iremos direto para a festa depois. – meu pai disse e eu prestava atenção atentamente.
- Tá, tá... Então eu vou acordar o Tom e...- fui falando até ser interrompida.
- E eu to aqui já. – Tom disse esfregando os olhos – Bom dia para todos.
- Primo, são quase 4 horas da tarde. – falei com um tom de voz preocupante, o que o deixou aflito, acho que ele também deveria ter coisas para fazer, não sei.
- QUATRO HORAS? – ele gritou, tendo a mesma reação que eu, nos fazendo rir.
- Falei a mesma coisa! - Temos que ir então, você ainda tem que se arrumar e eu tenho que falar com os guys. Eles vão me matar! E com o Fletch! – ele disse ficando nervoso e colocando as mãos na cabeça, mostrando mais ainda seu nervosismo.
- É, vou arrumar minhas coisas rapidinho, primo. – disse começando a separar tudo. Peguei o vestido que Tom havia me dado, que ficaria perfeito com uma das sandálias que eu havia levado. Coloquei-a na bolsa e fui direto para minhas maquiagens. Como eu não consegui optar por nenhuma, resolvi levar todas. Escovei os dentes e coloquei minha escova na bolsa também, peguei a chapinha, e bom, acho que estava pronta.
Troquei de roupa, colocando um short, já que por incrível que pareça, estava fazendo calor, uma camiseta branca, simples, e um chinelo.
- Estou pronta, mas estou com fome. - disse escutando minha barriga roncar.
- A gente pode passar no Starbucks se você quiser. – ele opinou.
- AH! – dei um gritinho empolgado.
- Que foi maluca? – ele perguntou.
- Eu e as meninas sempre quisemos ir a um Starbucks, tomar um capuccino e comer brownie! – falei com os olhos brilhando.
- Vou realizar outro sonho da criança então. – ele riu – Vamos?
- Sim! Sim! Sim! – disse dando pulinhos – Beijos pai, tchau criatura que eu chamo de irmão.
Me despedi deles e fui com Tom para o carro. Coloquei minha bolsa na mala, junto com a sacola do meu vestido, e fui para o banco da frente com ele, ligando quase imediatamente o rádio.
- Já ta íntima mesmo, não é? – ele falou ligando o carro.
- Totalmente. – falei mudando a estação de rádio, até achar alguma música que eu gostasse.
- BLINK! – gritei e comecei a cantar baixo. Era meio ridículo cantar quando se tem Tom Fletcher ao seu lado... Minha voz não era feia, mas não era como a dele e isso era mais um motivo pra eu não querer que ninguém a escutasse.
- Você me surpreende a cada dia, prima! – ele disse olhando para frente, sem desviar sua atenção da rua – Começa pelo fato de eu descobrir uma prima legal, depois dela ser nossa fã, e agora de gostar do mesmo estilo de música que eu.
- Deve ser de família... – falei olhando pelo vidro do carro. Não fazia idéia de onde Tom morava, e isso me fez observar mais ainda por onde passávamos. Eu ainda não acreditava que tudo isso estava acontecendo comigo. Londres, meu sonho desde criança, e agora eu estava aqui, junto com meu primo, indo pra casa que eu sempre quis estar.
Passamos no Starbucks rapidamente, pedindo dois capuccinos e dois brownies para viagem e fomos para a casa dele. Estava ansiosa para chegar lá, e com mil pensamentos que foram interrompidos por uma sensação estranha, que acabou fazendo borboletas em meu estomago surgirem. Estávamos nos aproximando da casa, já que a velocidade do carro estava se reduzindo cada vez mais, e isso me fez pensar que os guys moram na mesma rua que ele, ou seja, em três casas dessas estão , e , as pessoas que eu sempre sonhei em abraçar e falar, e agora estariam ali, a alguns metros de mim.
- Chegamos prima. – Tom disse acabando com meu transe – O que houve que você ficou pálida? – ele perguntou demonstrando preocupação.
- Ah, éé... Na... Nada não, Tom – falei enquanto sacudia a cabeça, e sai do carro, me deparando com uma casa perfeita.
- Tudo bem então. – ele disse indo pegar minhas coisas na mala do carro, já que eu estava estática na frente da casa, observando cara detalhe maravilhada.
- Baba não! – ele falou rindo de mim e me dando um empurrão no ombro.
- Tom. Sua. Casa. É. Perfeita. – falei pausadamente.
- Normal, , olha em sua volta. São todas parecidas. – ele disse olhando em volta também.
- Aquela da direita é linda! Muito linda! – eu falei babando mais ainda pela outra casa.
- Ah, é a do . – ele falou simplesmente e no mesmo instante eu congelei. Fiquei completamente sem reação.
- Volta a respirar e vamos entrar. – ele disse sorrindo maliciosamente para mim e indo pelo caminho de pedrinhas que dava para a porta da casa, passando por todo o jardim, com flores e luminárias. Era um jardim lindo.
Chegamos à porta branca e ele destrancou e entrou primeiro, colocando as coisas no sofá preto que ficava no canto da sala, de frente para uma televisão de plasma. Entrei logo depois e me deparei com uma casa organizada e muito bem decorada. Tinha uma lareira que ficava na parede, próxima ao sofá e a tv, mais a frente a cozinha, e uma varanda de inverno. Subindo as escadas, três quartos e três banheiros, e duas varandas. Era uma graça. E como a casa do Danny, tinha muitas janelas de vidro, grandes, que permitiam uma iluminação mais intensa da casa, mostrando bem a parede amarelinha da sala.
- Vai tomar banho , porque eu sei que você vai demorar muito pra se arrumar, e faltam só 3 horas pra festa. – Tom disse subindo as escadas comigo e me mostrando onde ficava o quarto de hóspedes.
- Obrigada, primo!
- Disponha. E tem toalha no banheiro, pode usar se quiser. – ele disse saindo do quarto.
- Sabia que tava esquecendo alguma coisa. – falei dando um tapa em minha própria perna.
Tom fechou a porta e eu fui direto para o banheiro, que ficava no quarto, e liguei a água quente. Tirei minhas roupas e entrei no chuveiro, sentindo a água quente em minhas costas. Tomei um banho relaxante e sai com a toalha enrolada.
Antes de colocar o vestido, fui fazer a chapinha, para não amassá-lo.
Sentei na cama e fiquei algumas horas fazendo a chapinha. Ao terminar, coloquei meu vestido roxo, que Tom havia me dado, junto com a sandália prata, amarrada na canela, com uma fileira de brilhos na frente, que eu trouxe do Brasil.
Tirei todas minhas maquiagens da bolsa, para ver qual eu usaria. Fui para frente do espelho e comecei a fazer caretas e me divertir comigo mesma. Olhei pra baixo, e vi que minha maquiagem me chamava, então, peguei um lápis preto e fiz o contorno de meus olhos, coloquei uma sombra prata com purpurina. Estava simples, mas bonito.
Olhei meu celular e vi que já eram quase 08h30min. A festa já havia começado e daqui a pouco Tom estaria na minha porta.
Passei um batom rosa, e não demorou muito para baterem na porta.
- Prima, você tá pronta? – Tom perguntou do outro lado da porta.
- Acabei de ficar pronta nesse exato instante! – disse guardando as coisas e indo abri-la.
- WOW! Você esta maravilhosa. – ele disse me olhando de cima a baixo, me fazendo ficar constrangida e com as bochechas ligeiramente vermelhas.
- Você não esta nada mal também, primo! – falei observando-o – Um gato!
- Obrigado. – ele olhou para baixo, tentando se ver, e voltou o olhar para mim – Esse vestido ficou lindo em você mesmo. Não tinha como não ser seu.
- Você é o melhor, Tom – eu disse abraçando ele que sorriu mostrando sua covinha. Foi mais forte que eu, então a mordi.
- Canibal! – ele reclamou passando a mão aonde eu tinha mordido.
- Eu avisei que ainda queria morder sua covinha – falei dando os ombros e começando a descer as escadas.
Entramos no carro e fomos para a festa.
O lugar da festa era lindo. Como em um conto de fadas. Não preciso dizer que eu estava maravilhada, não é?
Na frente, tinha um jardim muito grande, com flores de todos os tipos rodeadas por ele, com um caminho onde era iluminado por postes de luz, simples e bonitos, com enfeites rosa, provavelmente a gosto da Carrie. Na porta do salão tinham quatro seguranças e uma pessoa que cuidava da lista. Quando viram Tom comigo, nem falaram nada, apenas ‘boa noite’ e ‘aproveitem a festa’.
Fiquei encantada com a decoração do salão. Ele era muito grande, com um piso claro e paredes brancas. Tinha muitas mesas espalhadas, com decoração rosa e arranjos de flores em cada um. Tecidos brancos estavam no teto, dando um acabamento lindo na festa. Luzes em todos os lugares, e um DJ no canto do salão, com a pista de dança e luzes coloridas, alegrando o ambiente.
- Temos que achar nossos pais e Carrie. – disse a Tom.
- Vamos lá. – ele disse pegando em minha mão e andando pela festa.
Por sorte encontramos logo nossos pais, que estavam em pé, de frente para uma mesa, com taças de champagne na mão.
- Queridos! – Tia Debbie veio em nossa direção assim que nos avistou, nos abraçando.
- Oi tia, Oi mãe – eu e Tom dissemos juntos.
- Vocês estão lindos. – ela elogiou nos olhando.
- Oi filha! Oi Thomas! – minha mãe nos abraçou também, seguida pelos cumprimentos de meu pai e meu irmão. – Estão lindos!
- Obrigada. – agradeci primeiro, sendo seguida por Tom.
- Tom, você tem que apresentar a família para a – Debbie disse a Tom. Imediatamente olhei para minha mãe que fez uma careta para mim. Ela sabia que eu era muito tímida, e isso de apresentação iria me torturar. Principalmente quando você é da família e as pessoas descobrem depois de 17 anos!
- Irei, mas tenho que achar minha irmã primeiro. – Tom respondeu apertando minha mão – E falando nisso, não que tenha alguma coisa a ver, mas tia, a pode dormir lá em casa depois daqui?
- Erm... Claro Tom! – minha mãe respondeu olhando para mim, que estava surpresa com o pedido – Sem problemas, querido.
- Obrigado, tia. – ele disse sorrindo pra mim – Vamos procurar a Carrie?
- Claro. – falei saindo de lá com ele, ainda de mãos dadas.
Escutamos nosso pais comentando “eles ficam uma graça juntos” e “que bom que estão se dando tão bem“
Andamos um pouco e vimos Carrie conversando com dois meninos. E nossa, eram muito gatos. Um era loiro com olhos verdes e o outro moreno de olhos azuis. Ambos com a franja jogada no olho.
- CARRIEEE! – gritei e corri para abraçá-la. – Você esta linda, prima!
- Você também está muito bonita, ! – ela me elogiou – Oi Tom!
- Você tá linda, Carrie. – Tom disse abraçando a irmã.
- , deixa eu te apresentar; – ela me puxou em direção aos dois meninos bonitos – Esses são meus amigos, Kevin e Josh – ela disse apontando primeiro para o loiro depois para o moreno, que estavam quase me secando, mas eu ia fingir que nada aconteceu.
- Olá meninos. – disse dando dois beijinhos em cada um.
- Oi!- responderam em coro.
- Então, você é a prima brasileira da Carrie? – Josh perguntou.
- A própria. – sorri.
- Bom, o papo esta ótimo, mas tem coisa pra fazer. – Tom disse ligeiramente irritado, e me puxou pela cintura – Vamos !
- Ok, Tom. – eu assenti com a cabeça. Não iria discordar dele. – Beijo meninos.
- Tchau . – eles responderam em coro outra vez. Enquanto saímos de perto deles, pude sentir os olhares sobre mim, ficando com vergonha. Pensei que isso tinha passado despercebido, mas pensei errado.
- Não gostei daqueles dois te olhando. – Tom disse serio.
- Não foi nada, Tom. – falei calmamente.
- Não, ? – estávamos parados agora, de frente um para o outro por causa do ataque de ciúmes – Eles dois estavam quase te comendo com os olhos e você diz que não é nada?
- Tom, eu acho lindo seu ataque de ciúme e querer me proteger, mas relaxa. Não quero brigar, principalmente aqui, e olha, eles são dois idiotas por fazerem isso. Às vezes não esperavam por uma brasileira, sei lá... Não tem nada demais, esquece isso e vamos logo que eu quero conhecer sua família.
- Nossa família, – ele me corrigiu – e me desculpe. Eu me sinto na obrigação de te proteger, você é minha priminha e mesmo nesse pouco tempo, eu te vejo como uma outra irmã mais nova entende?
- Ah Tom, eu amo você! – abracei ele.
- Também te amo, prima. – ele disse – Agora vamos lá. – ele falou me puxando outra vez e começando a me apresentar a toda família.
Ficamos uma hora nas apresentações. Nunca vi tanta família junta, e todos ficavam impressionados com a minha humilde existência. Acho que isso atrasou um pouco toda apresentação.
- Ih, acho que é o ali. – Tom falou fixando seu olhar em uma pessoa e forçando sua visão. No mesmo instante minha respiração falhou e eu fiquei corada e com as pernas bambas.
- Bom, os guys com certeza estão com ele. – Tom disse – Vou te apresentar, prima!
Estávamos no meio do caminho quando eu parei de repente:
- Tom, espera! – falei suplicante – E...E se eles não gostarem de mim? E se eu não for legal ou eles me verem só como uma fã? E se... – fui interrompida por Tom.
- O vai gostar de você, ! Fica tranquila. – ele disse suavemente, mudando minha expressão de preocupação para desespero. Como ele sabia?
- Tom... Do que... Do que você esta falando? – perguntei gaguejando.
- Toda vez que eu falo o nome , sua respiração falha . É lógico que ele é seu preferido. – ele disse.
- É... Tá, confesso... Ele é meu preferido. - falei soltando a respiração – E você fica quieto em relação a isso, ok?
- Pode deixar, madame. – Ele fez ‘sim’ com a cabeça – Agora vamos!
Fomos andando em direção e eles, e eu já conseguia ver os outros garotos, inclusive James Bourne, ao redor de , que estava de costas para onde estávamos.
Parecia que estávamos em câmera lenta, e a cada passo que dávamos meu coração acelerava mais e mais. Não sei se já estava preparada para esse encontro. O encontro que esperei por uma boa parte da minha vida e que aconteceu em meus sonhos mais loucos, e que agora, estava prestes a se realizar.
- Hey, guys! – Tom disse animado apertando a mão de cada um deles – Quero apresentar uma pessoa a vocês. – ele falou me puxando e colocando ao lado dele, que sorri fraco sentindo todos os olhares voltados a mim.
- Essa é minha prima , – ele disse – e eles são , , e James.
- Oi, gente. – eu disse indo falar com cara um, do mesmo jeito que tinha falado com os amigos de Carrie. Por último foi o , ele estava em certo tipo de transe, olhando fixamente em meus olhos. Cheguei perto dele, senti minhas bochechas arderem como nunca, senti seu perfume passando por minhas narinas e se fixando nelas. Eu não conseguia desviar daqueles olhos azuis hipnotizantes, eles me faziam querer aproximar cada vez mais.
- Erm... Oi. – eu falei completamente sem graça e o cumprimentei do mesmo jeito que os outros.
- Oi. – ele falou corando também. Espera! corando por causa de mim? Tá, estou viajando! Só pode.
- Mas então, vocês chegaram agora? – Tom perguntou fazendo com que eu e Danny olhássemos para ele, e acabássemos com nossa ligação entre os olhares. Muito obrigada primo.
- Não, chegamos agora pouco. – respondeu.
- Vamos sentar em algum lugar? – perguntou James olhando pela festa, procurando alguma mesa vaga.
- Achei a Carrie! – disse empolgado – Vamos lá falar com ela, depois nos sentamos. – todos concordaram e fomos falar com ela. Minha prima cumprimentou todos os meninos, depois se virou pra mim:
- To vendo que vocês já se conhecem! – ela disse com um sorriso malicioso no rosto.
- É, acabamos de nos conhecer, Carrie. – falei repreendendo-a com o olhar.
- Sei... Que bom, prima. – ela falou rindo – Então guys, aproveitem a festa! – ela disse enquanto era chamada por algumas amigas que cochichavam enquanto olhavam para nós.
- Não tem mesa vazia, dude. – falou procurando.
- Tem uns banquinhos ali no canto. – eu disse apontando para um canto, onde tinham bancos e doces, e muitos poofs.
- Aquilo é canto de pegação, – disse levantando uma das sobrancelhas – mas quem liga, quero sentar.
Fomos para o canto da pegação e nos sentamos. Que bom que alguma alma boa havia colocado muitos bancos naquele lugar, e bom, pegamos uma boa parte deles.
Eu me sentei na ponta de um, com ao meu lado e do lado dele. Tom e James estavam na minha frente, sentados em outro banco, e estava na poltrona ao lado.
- Então ... – começou a falar.
- – o corrigi.
- Ok, então ... – ele voltou à pergunta – Você veio morar na Inglaterra?
- Não, não... Eu vim passar um tempinho só, por causa da festa da Carrie. – eu disse – Inclusive, eu descobri tudo isso tem pouco tempo. – ri pensando na situação.
- Você não sabia que era prima do Thominhas? – perguntou impressionado, franzindo as sobrancelhas.
- Que coisa mais gay, dude. – disse – Mas, você não sabia?
- Não! Minha mãe não queria me contar dos Fletcher porque tinha medo de eu vir morar em Londres, já que sempre foi meu sonho. – eu disse olhando para , como se tivesse medo, ou vergonha para encarar .
- Isso quer dizer então – disse pensativo – que sua mãe tá ferrada!
- Você é retardado, dude. – James falou – Por que ela estaria ferrada?
- Porque pensem bem... – disse se explicando
- Coisa que você não faz. – Tom falou rindo fazendo com que olhasse irritado para ele – Mas continue.
- Enfim, antes dessa bicha me atrapalhar... – falou gesticulando com as mãos – A morava no Brasil porque não sabia da gente... – disse fazendo com que todos olhassem para ele com uma expressão confusa, pelo uso do ‘a gente’ – Ela... Ela não sabia dos Fletcher, e sempre quis vir pra cá... Agora que ela sabe, e esta aqui, não tem nada que a impeça de vir morar aqui. – ele terminou sua explicação esbanjando um sorriso, o que me fez sorrir involuntariamente também.
- Nunca me imaginei dizendo isso, mas... – disse encarando – Ele tem razão. - todos concordaram, até eu. Tinha sentido... E agora que eu sabia de tudo, nada me impedia de vir pra Londres, fazer faculdade aqui, como eu sempre quis. Não tinha parado pra pensar assim antes, mas agora que tinha falado, eu tinha muito que planejar e contar a e .
- Quer saber de uma coisa, eu gostei muito da idéia. – Tom disse sorrindo para mim – Você pode vir morar comigo, prima!
- Não oferece que eu não resisto à tentação, primo. – eu falei já pensando nas minúsculas possibilidades de meus pais permitirem isso.
- Eu to falando sério. – ele falou sério, mostrando que não estava brincando e se empolgando cada vez mais com a idéia brilhante de . – Vem morar comigo! Eu coloco você em uma faculdade boa aqui, e arranjo o que você precisar!
- Tom, você sabe que eu quero muito vir morar aqui! Sempre quis... – falei dando ênfase no ‘muito’ – Mas isso não depende só de mim, e não sei se meus pais iriam me deixar morar com você, e eu tenho duas amigas que poderiam vir e... – fui interrompida por .
- A gente conversa com seus pais, . – ele disse calmamente – E nós poderíamos comprar uma casa pra vocês três na nossa rua, e vocês três moravam aqui!
- Gente, vocês enlouqueceram! – eu falei aumentando o tom de minha voz – Eu não vou deixar vocês gastarem dinheiro comigo, ainda mais comprando uma casa!
- Mas a gente quer isso! – disse apoiando as ampliações de sua idéia.
- E faríamos isso com o maior prazer, para ter você aqui perto de nós, . – James disse sorrindo maliciosamente para mim, enquanto olhava para minhas pernas descobertas.
- Acho que vamos ter uma longa conversa com meus pais mais tarde... – eu disse me dando por vencida. Sabia que nenhum de meus argumentos seriam bons o suficiente para dizer que eu não iria morar em Londres perto deles, até porque eu queria isso mais do que qualquer coisa.
Ficamos algumas horas conversando, sobre tudo. Me sentia em casa com eles, super a vontade, como se todos ali fossem meus amigos de infância.
- AH! NÃO ACREDITO! – gritei de repente quando uma música começou a tocar. Todos se assustaram com meu grito e olharam para mim esperando qualquer tipo de explicação.
- É uma música do Brasil! – eu disse me levantando e começando a dançar discretamente e cantarolar a música, que era um funk – Quem vai dançar comigo?
- Eu vou! – disse, se levantando e fazendo com que todos tirassem o olhar de mim e pusessem nele. – Eu quero pegar alguma coisa pra beber depois mesmo. – ele disse dando os ombros e indo (lê-se: sendo arrastado comigo) para a pista de dança.
- Vou mostrar o que as brasileiras sabem fazer. – disse baixinho e rindo do meu próprio comentário.
Começamos a dançar, e como era funk eu ia até o chão, e Dougie não estava muito atrás. Acho que ele estava empolgado com a minha empolgação e acabava seguindo meus passos. Sempre que olhava para os lados tinham meninos me olhando, principalmente os dois amigos que Carrie me apresentou, e muitas garotas fazendo cara feia para nós, não sei se por inveja de eu estar dançando com Dougie Poynter ou inveja por não dançarem tão bem como eu (sim, sei que sou muito modesta). Vi que os garotos do McFly me olhavam abobalhadamente, principalmente James e que todos os momentos que reparei ambos estavam com seus olhos fixados em mim. Eu não gostava de ser o centro das atenções, mas hoje isso estava fora de meu alcance. Membro novo na família, brasileira, com o McFly, dançando diferente de todos ali...
- , vamos pegar alguma coisa para beber? – perguntou depois de três músicas, que eram brasileiras e eu fazia questão de dançar para mostrar meu potencial a essas inglesas invejosas.
- Vamos sim, . – respondi, seguindo-o até o balcão do mini bar que tinha na festa.
- O que você vai querer? – ele perguntou a mim.
- Ah, uma água mesmo, meus pais tão aqui, complica minha situação. – eu disse brincando.
- Vou te acompanhar então. – ele falou – Não posso dar mau exemplo.
Pegamos nossas águas e nos sentamos nos bancos que tinham ali do lado, antes de voltar para onde os meninos estavam.
- Achei engraçado o jeito que e James olhavam pra você, – ele começou a puxar um assunto, um tanto perigoso – estavam babando. – ele riu.
- Ah, que isso . – falei começando a sentir minhas preciosas bochechas queimarem – É claro que não...
- , você sabe que eles estavam olhando pra você. – afirmou.
- Não sei ... Não acho que fosse pra mim, sabe... – eu falei sem graça.
- Tinha mais alguém naquela pista dançando maravilhosamente bem como você? – ele falou de uma maneira engraçada – Por que se tinha, eu não vi! – mandei língua para ele e bebi um ele de minha água.
- Não gosto de ser o centro das atenções. – falei dando outro gole.
- Não parece mesmo. – ele concordou - Mas então, quer dizer que você é nossa fã?
- O Tom te disse isso? – perguntei meio desesperada, e ele concordou com a cabeça – Eu não acredito! Eu mato meu primo. – falei séria.
- Por quê? – perguntou confuso.
- Porque eu não quero que vocês me vejam como fã, não quero ser isso. Quero ser amiga de vocês do jeito que sou com o meu primo. – falei sendo meio grossa com ele.
- Não , claro que não! Nós nunca te vimos assim! Por favor, não pense isso! – ele falou rapidamente, parecendo nervoso com a situação.
- Calma! – eu ri – Tudo bem, . Eu espero que não me vejam assim mesmo...
- Com certeza não. – ele falou mais calmo agora – Mas, uma pergunta... Como VOCE vê a gente? – ele deu ênfase no ‘você’.
- Hum... – coloquei a mão no queixo – Sempre te vi como meu melhor amigo, o Tom como um irmão mais velho, como um amigo super protetor e o ... – parei de falar. Como eu ia dizer para o melhor amigo do meu McGuy preferido que o amava?
- O ...? – ele perguntou erguendo a sobrancelha.
- É... – respondi vagamente.
- Ele é o seu preferido! Que ótimo! – disse empolgado.
- , por favor, não conta a ele. Não quero que ele saiba! – falei desesperada, quase suplicando a ele.
- Hey, não vou estragar a confiança da minha futura melhor amiga. – ele disse piscando e se levantando do banco onde estávamos. – Vamos?
Sorri largamente pegando em sua mão para me levantar e o acompanhei de volta a onde estávamos antes.
Quando estávamos próximos já, Josh puxou meu braço:
- Posso falar com você, ? – ele perguntou ainda segurando meu braço, fazendo com que , que estava ao meu lado, parasse também.
- Ah, olha Josh, não acho uma boa hora... – eu falava tentando arrumar uma desculpa convincente para que pudesse sair logo dali. Olhei para o lado e vi que nos olhava com raiva e Tom também.
- Josh, né? – perguntou segurando em minha cintura.
- Isso mesmo. – ele respondeu secamente.
- A tem coisas pra fazer agora, acho melhor a conversa de vocês ficar para depois. – ele disse.
- Erm... Tá bem então... – ele falou finalmente me largando – Então, te vejo depois. – ele terminou de dizer saindo de perto de nós.
- Obrigada, . – agradeci suspirando pesadamente.
- Não tem de que. – ele respondeu soltando minha cintura – Eu vi que e Tom não gostaram muito desse garoto falando com você, e eu também não gostei muito pra falar a verdade. Você podia me explicar o motivo disso, não acha?
- Ah, não é nada demais... – comecei a falar com desdém – É só que a Carrie me apresentou à ele e um amigo, e eles ficaram me olhando muito e o Tom ficou morrendo de ciúmes, e cismou agora que não gosta deles. – falei dando os ombros.
- E o ? – ele perguntou curioso.
- Como EU vou saber ? – falei.
- Interessante... – ele falou sorridente na hora em que chegamos ao canto da pegação.
Senti os olhares de raiva em cima de mim, mesmo sabendo que eu não tinha culpa alguma, não me contive em perguntar o porquê deles.
- O que houve gente? – perguntei sabendo a resposta que viria logo a seguir.
- O que aquele moleque queria com você? – perguntou sério.
- Ele só queria conversar com ela, nada mais. – respondeu, aliviando minha tensão pós pergunta do .
- O que ele queria falar com você? – Tom perguntou.
- Não sei, primo... Não fiquei para falar com ele. – respondi olhando para Dougie, esperando que ele falasse alguma coisa que acalmasse os dois.
- Gente, independente do que seja a não foi e ela está com a gente aqui, – ele respondeu, me deixando aliviada – será que tem como os dois se acalmarem e esquecerem isso?
- Eu só fiquei curioso. – disse virando-se para falar com .
- E eu não gosto dele. – Tom disse me encarando – Você sabe que ele ficou te secando hoje mais cedo, .
- Como se a culpa fosse minha. – respondi no mesmo volume que ele.
- Eu sei que não é... Só não quero que você dê papo a ele. – ele disse.
- Tudo bem Tom, relaxa ok? – falei me sentando em uma das duas cadeiras vagas, já que e James haviam passado para o sofá em que eu e estávamos sentados antes da música. Dougie sentou do meu lado, e ficamos todos conversando como antes. Tom e já tinham até desestressado, para minha felicidade.
- Oi, posso tirar uma foto do McFly com James Bourne? – uma fotógrafa perguntou a eles, me ignorando completamente.
- Sim, claro. – Tom respondeu educadamente, como sempre. Todos se levantaram e eu continuei sentada, olhando para eles.
- Espera! – disse antes de ela bater a foto. – Você vem também. – ele falou pegando minha mão, fazendo com que eu me levantasse e fosse até eles, tirar foto também.
- E você é...? – A fotógrafa me perguntou.
- , prima do Tom e nossa amiga. – respondeu antes que eu pudesse começar a falar.
- Isso. – confirmei.
- Ah... Ok então, preparem-se. – ela disse posicionando a câmera.
Nesse instante, segurou firme em minha cintura, sorrindo. Desisti de ficar com vergonha, e olhei para a câmera sorrindo também.
- Ficou ótima. – ela falou vendo a foto – Será que posso tirar uma foto do Tom e da prima?
- Por mim... – falei.
- Claro, sem problemas. – Tom disse indo para meu lado.
Depois dessa “sessão de fotos”, voltamos a nos sentar.
- Vocês vão dormir lá em casa mesmo, não é? – Tom disse. Me virei no mesmo instante para olhá-lo. Por essa eu não esperava, todos iam dormir lá.
- Yep! – disse animado.
- Eu não vou poder ir. – James falou cabisbaixo – Tenho coisas pra fazer amanhã...
- Uuuuuuuuuuuuuuuuuuh – todos zoaram James em coro.
- Seus idiotas, não é nada disso. – ele falou se defendendo – Eu tenho que encontrar o Steve para ver algumas coisas sobre MÚSICA – falou rindo e dando ênfase no motivo do encontro.
- Tirando o James, vai todo mundo? – eu perguntei olhando para no canto do olho, tentando disfarçar o máximo possível para que meu primo e Dougie não desconfiassem mais do que já desconfiavam.
- Isso mesmo! – respondeu olhando para mim – Você vai?
- Para a felicidade de todos vocês, sim. – disse rindo, escutando comentários dos meninos como “coitada” ou “convencida”, o que me fez rir ainda mais.
- Sabe o que eu acho? – falou.
- Até aonde eu sei, não consigo ler mentes, ! – Dougie disse apertando os lábios.
- Vou te ignorar, . – falou – Mas ein, já que não bebemos aqui e tal, o que vocês acham de comprarmos algumas garrafas de vodka antes de ir pra casa do Tom?
- Adorei! – falou com os olhos brilhando, é claro.
- Você bebe, ? – Tom me perguntou me fazendo soltar um risinho.
- Acho que isso responde sua pergunta, Tom. – James disse.
- Por mim tá feito então. – ele disse se animando.
- Vamos dançar então? – falei sugestiva – Para aproveitarmos mais a festa! – sorri fraco.
- Vamos. – eles disseram se levantando.
Ficamos dançando por um tempo, todos juntos em uma roda, e claro, que uma hora ou outra eles paravam para ME olhar dançando, e como eu não via - porque me desligo do mundo enquanto danço e fico a maior parte do tempo de olhos fechados - eles continuavam, e quando eu abria os olhos de repente, estavam todos vidrados me olhando. Era uma situação um tanto quanto constrangedora.
Paramos de dançar na hora do Parabéns, que foi mais tarde do que o normal, estranho isso... Enfim, depois disso, ficamos conversando mais um tempo, e decidimos ir embora quando eram aproximadamente 5 horas da manhã. Nos despedimos de todos, dos meus pais, Carrie, tia Debbie e da família e fomos para os carros.
- Vocês vieram no carro de quem? – Tom perguntou rodando suas chaves da mão.
- James. – responderam os três juntos.
- Então vamos. – ele disse abrindo as portas do carro. Corri pra sentar no banco da frente, pra evitar mais um momento tenso, já que eu ia passar a noite com os guys e o , então não precisaria passar mais o tempo de ida à casa de Tom com vergonha dele ou algo do gênero.
- Passa no bar perto de casa e a compra pra gente as vodkas. – disse encostando-se no banco do motorista.
- Hei, por que eu? – perguntei indignada. Iria começar a falar que era trabalho escravo, por ser menor de idade daqui a pouco, e outra, eu estava na Inglaterra, nunca iriam vender bebida pra mim.
- Por que somos famosos, espertinha! – ele falou como se fosse óbvio – E você ainda não. - Como assim ‘ainda’? Não tinha pensado nisso... Quando as fotos fossem divulgadas, o mundo saberia de mais uma nova Fletcher na família e eu ia ser bem conhecida por ai. Isso seria bem interessante!
- Mas ela naquele bar cheio de homens e... – começou a falar descontroladamente.
- Para de ser paranóico, dude! – interferiu rindo do amigo – Ela só vai comprar as bebidas e sair, e quem sabe conseguir um desconto pra gente.
- Não to paranóico, só estou dizendo o que o Fletcher ia falar mais tarde. – falou.
- Na verdade, eu não tinha pensado em nada disso. – Tom disse fazendo ficar totalmente sem graça e com as bochechas vermelhas, se escondendo no banco do carro.
- Vai lá, ! Arrasa! – disse quando Tom estacionou o carro na frente do bar que ficava uma quadra antes da rua que os guys moravam.
- Respira, . – falei para mim mesma enquanto andava desengonçadamente, por minhas sandálias estarem machucando meus pés há horas, para o bar.
- Boa noite, vocês tem vodka? – perguntei ao balconista enquanto mexia em meus cabelos.
- Quantas você quer? – ele perguntou olhando indiscretamente para mim.
- Eu... Eu quero duas, por favor. – falei. Ele virou-se e pegou duas garrafas para mim.
- 30 libras. – ele respondeu olhando para minhas pernas agora.
- Aqui está. – entreguei o dinheiro a ele e sai andando rápido de lá.
Entrei no carro e coloquei a sacola com as duas garrafas no colo.
- E ai, como foi prima? – Tom perguntou enquanto virava a chave para ligar o carro.
- Tirando o fato daquele cara nojento não para de me olhar ou olhar pras minhas pernas, tranquilo. – disse ligeiramente irritada.
- Ele ficou te olhando tanto assim? – perguntou parecendo se irritar também.
- Ficou, . – respondi abaixando meu vestido que subira um pouco quando me sentei.
- Da próxima vez ela não vai comprar bebida alguma. – ele disse com certeza.
- Concordo. – disse.
“It's where we started...”
Não demorou muito para chegarmos à casa de Tom. Logo estávamos os três parados na frente da porta, esperando Tom achar a chave de casa.
- Caipirinha, o que vocês acham? – perguntei de repente.
- Uma idéia fantástica. – disse empolgado. Sabia que ele amava caipirinha e eu não iria perder a chance de agradá-lo.
- Você tem 17 anos e sabe fazer caipirinha? – Tom me perguntou dando um de primo protetor.
- Fala sério Tom, sempre saia pra festas assim com meus amigos, e acabou que eu aprendi ué – disse normalmente.
- Sorte sua que eu não te conhecia antes. – ele falou.
- E você ia fazer o que? – perguntei em um tom irônico.
- Qualquer coisa pra não deixar você entrar nesse mundo da perdição tão cedo. – ele respondeu.
- Não adianta, vocês iriam me levar a ele quando eu viesse pra cá. – respondi vitoriosa, deixando meu primo quieto.
- Direto para a cozinha. – falou pegando as garrafas de minha mão. Tirei as sandálias e coloquei ao lado do sofá. Finalmente meus pés estavam tocando o chão. Aquelas sandálias estavam me massacrando.
Fui para a cozinha e junto com os garotos fiz um jarro grande de caipirinha forte. Pegamos alguns copos e fomos pra sala. Afastamos a mesa de centro que tinha e nos sentamos em uma roda.
- Dude, são quase seis da manhã. – falou impressionado.
- Vamos beber antes de amanhecer, então. – eu disse pegando o primeiro copo e colocando caipirinha nele.
- Te acompanho. – disse fazendo o mesmo que eu.
Depois de pelo menos cada um virar três copos cheios, estávamos relativamente felizes, ou completamente bêbados. Depende de sua interpretação.
- Tá amanhecendo, – falei – vamos à piscina?
- Vamos!
- Foto! Foto! Foto! – dizia repetidamente pegando a maquina de Tom que havíamos levado para a sala antes de chegarmos a esse estado.
- Prepara aí, zinho. – falei cambaleando até a piscina.
- MERDA! – gritou colocando a mão no rosto. Ele tinha acabado de bater no vidro da porta que dava ao jardim dos fundos. Todos rimos muito dele que ainda reclamava com a mão no rosto por causa do pequeno acidente.
- Preparem-se pra pular! – Tom disse tirando a blusa sendo imitado pelos outros. Eu que estava de vestido, não iria tirar nada, apenas fiquei observando a paisagem em minha frente, e meu Deus, o que era aquilo? Aqueles corpos sarados e barrigas definidinhas, principalmente do . Ui, eu ia ter um ataque do coração. Respira , FOCO!
- Acho que a devia tirar o vestido. – cuspiu as palavras fazendo olhar de cara feia e eu também.
- Tira o cavalinho da chuva, . Não é porque eu to bêbada que eu ia ser idiota a esse ponto. – respondi grosseiramente e me embolando em minhas próprias palavras.
- não ia gostar que a gente visse também. – falou rindo. Ótimo, a bebida entra e as verdades saem? Isso quer dizer...
- Cala a boca, . – respondeu antes que eu pudesse concluir meu pensamento.
- Ele tem ciúme da . – Tom disse brincando e indo me abraçar.
- E tá afim dela. – agora foi à vez de
- E eles vão se pegar no escurinho. – falou. mandou um “vai tomar...” para os três e abaixou a cabeça. Eu estava completamente sem reação. Ia fazer o que nessa hora? Falar: “, você é meu sonho de consumo?”. Com certeza não...
- Erm... Vamos pra piscina? – mudei de assunto.
- Piscina, isso! – falou se animando novamente.
- O sol tá nascendo, dude. – falou parecendo um gay.
- Bicha! – dissemos todos juntos.
- Prepara a máquina, . – disse indo para a beira da piscina.
- Preparar! Apontar! Fogo! – falou apertando o botão e saiu correndo, e claro, acabou escorregando e batendo em que caiu antes na piscina, me levando junto, que estava ao seu lado. Enquanto isso Tom e ficaram na beirada rindo de nós desesperadamente.
Depois dessa cena linda, puxamos Tom e pra dentro também e ficamos lá jogando água um no outro, afundando, e brincando de briga de galo, que eu perdi todas às vezes.
Ficamos lá durante horas. Quando saímos (sim, ninguém se afogou) estávamos todos bem melhores e conscientes.
- Tom, vou tomar banho. Me empresta uma roupa? – pedi a ele.
- Claro, prima, vamos lá. – ele falou pegando minha mão e subindo a escada.
Tomei um banho quente e coloquei as roupas de Tom. Uma blusa de manga comprida branca e uma boxer quadriculada.
Desci já pronta para encontrar os meninos que estavam na cozinha. Fui para lá e vi que procuravam alguma coisa pra comer.
- To com fome! – disse me sentando na bancada.
- E a gente não? – disse. Mandei língua para ele e falei de novo.
- Que tal pedir pizza? – disse sugestiva.
- São onze horas da manhã, . – falou.
- E daí? Ficamos na piscina até agora. – disse.
- Tem sentido. – falou me ajudando.
- Você não conta. – disse batendo na cabeça dele.
- Quem vai ligar? – Tom falou rendido olhando para mim que sorri.
- Me dá isso aí. – disse pegando o telefone da mão dele e discando o número da Domino’s.
- Vídeo game enquanto isso? – me perguntou.
- Vou acabar com você. – disse com um sorriso no canto da boca e pulando da bancada.
- É o que veremos! – ele disse indo à sala.
ligou o vídeo game, e começamos a jogar Winning Eleven. É claro que ele era viciado nisso e eu uma completa negação, e pra minha sorte, a pizza chegou antes de eu ser completamente humilhada.
Comemos na sala e emendamos em uma competição de vídeo game. Perdi todas às vezes. Tom foi o campeão, com em segundo lugar seguido por e .
Quando vi, eram quase duas horas da tarde e eu estava caindo de sono. E pelas caras, não só eu.
Estava passando Friends na TV, meu seriado preferido. Eu estava deitada no sofá, com a cabeça apoiada no colo de , que fazia carinho nela. Tom estava sentado no chão com , ambos apoiados no sofá, e ao lado de .
Não demorou muito para eu pegar no sono e não ver mais nada.
“Then just look into my eyes, 'cause the heart never lies”
Escutei um barulho alto de alguma coisa (ou alguém) caindo, e rapidamente abri os olhos. Havia levado um susto com o estrondo que tinha feito.
Me deparei com um sentado massageando sua bunda, fazendo cara de dor.
- Não me pergunte nada. – ele disse quando viu que eu havia acordado.
- Não ia perguntar. – respondi baixo. Olhei para cima e percebi que estava na mesma posição em que dormira. Deitada no sofá, com a cabeça apoiada no colo de , que agora dormia com a cabeça jogada e boca aberta.
Me levantei calmamente, fazendo o máximo possível para não acordar , que apesar de estar dormindo completamente estranho, ficava lindo. E eu não queria acordá-lo.
Fui pra cozinha onde estava conversando com .
- Bom dia, amores de mi vida. – falei bocejando.
- Bom dia, . – disseram em coro.
- Que horas são? – perguntei confusa. Havíamos ido dormir 2 horas da tarde no dia anterior, depois da bebida, piscina, vídeo game, pizza, Friends. Foi um dia bem interessante aquele.
- São nove horas da manhã. – disse vendo em seu relógio de pulso – E sim, dormimos o dia e a noite toda.
- Dude, acho que não durmo assim nem quando to de ressaca. – falou brincalhão.
- Me superei dessa vez. – disse puxando uma cadeira da mesa.
- O que faremos hoje? – perguntou a nós.
- Não sei, Pink! – falei rindo da cara que os dois fizeram.
- O que? – perguntaram juntos.
- Nada não, é um desenho, Cérebro. – disse continuando a brincadeira, sabendo que nenhum dos dois ia entender.
- Enfim... – começou, desistindo de esperar por uma explicação melhor - O que vamos fazer? Está chovendo e tá muito frio.
- Não to com frio. – respondi sentindo o ambiente. Não estava frio. não devia ter se recuperado ainda, só pode.
- É claro, “Cérebro”, – ele disse fazendo aspas com as mãos e imitando minha voz – nós ligamos o aquecedor.
- É claro... – falei.
- Podemos tomar chocolate quente, ligar a lareira e ficar a toa com violões. – Tom disse entrando pela porta, fazendo nós três darmos pulos de onde estávamos de susto por não esperar que alguém aparecesse pela porta, muito menos responder a pergunta da NOSSA conversa.
- Dude! Não mata a gente de susto. – disse com a mão no peito.
- Porra, Tom! – eu e falamos juntos. com a respiração mais pesada e eu com os olhos arregalados.
- Desculpa, dudes. – ele disse pegando um copo – Mas o que acham?
- Eu amei! – respondi fazendo meus olhos voltarem ao normal – Um show particular do McFly! Tudo que pedi a deus – ri.
- Você ganhou bem mais que isso, . – disse – Você é prima do Tom e é nossa amiga.
- É verdade. – disse pensativa – Mas eu ainda não tive um show particular, e falta o strip e...
- Strip? – perguntou – Você vai participar?
- Cala a boca, . – falei mandando o dedo do meio para ele.
- É, cala a boca, ! – disse me defendendo.
- Então não é só o que morre de ciúme da ? – disse levantando uma de suas sobrancelhas e abrindo um sorriso no canto da boca.
- É claro! – ele disse como se fosse óbvio.
- Vai rolar fight pela dama! – não se conteve e começou a rir.
- Fica quieto, , é sério! – eu falei rindo junto.
- Você é tarado, – Tom falou – e você acha MESMO que eu vou deixar a minha prima fazer strip perto de você, taradão? Vai sonhando!
- Assim que se fala primo! – falei batendo palmas.
- Bom dia. – apareceu na porta da cozinha coçando os olhos, que estavam vermelhos.
- Bom dia, . – eu disse me levantando da cadeira e dando um beijo estalado em sua bochecha.
- Bom dia, . – ele respondeu sorridente me abraçando de lado. Olhei para os guys, sem graça e vi que os três reviravam os olhos.
- Bom dia pra você também, . – falou já que tinha esquecido que havia outras pessoas na cozinha e não só eu.
- Ah, vocês... – ele falou ainda sonolento – Bom dia!
- Olha como você fala com a gente, dude. – respondeu fingindo estar ofendido. Eu acho que ele estava fingindo, pelo menos.
- Agora só quer saber da ... – disse olhando maliciosamente para , que entendeu o recado da brincadeira e logo cutucou Tom, que estava parado ao seu lado.
- E esqueceu da gente... – Tom completou.
- E... – tentou dizer alguma coisa – E... E acho que está apaixonado!
- Pensei que vocês só eram insuportáveis quando estavam bêbados. – eu disse séria.
- Pode ter certeza que não, . – disse.
Ficamos conversando, todos na cozinha enquanto Tom preparava chocolate quente para todos. Depois de um tempo, já que eles todos eram o desastre em forma humana, estava tudo pronto, então, com os violões, fomos todos para a sala e sentamos em uma roda no chão, depois de acendermos a lareira.
- Já que a é a convidada, nada mais justo que ela escolha uma música. – Dougie disse fazendo com que todos concordassem.
- Qual você quer, ? – perguntou com o violão no colo.
- The heart never lies. – falei com os olhos brilhando – É minha musica preferida!
- Então tá. – Tom disse começando a tocar as primeiras notas.
Tom começou a cantar, como sempre, com aquela voz linda dele, melodiosa e perfeita para um dia como esse.
Some people laugh
Some people cry
Some people live
Some people die
Some people run
Right into the fire
Some people hide
Their every desire
But we are the lovers
If you don't believe me
Then just look into my eyes
'cause the heart never lies
Então, começou a cantar. Sim, ele estava ali, na minha frente cantando a minha musica preferida, com a voz que eu era totalmente apaixonada. Enquanto cantava, seus olhos eram fixos em um lugar, nos meus olhos. A conexão era impressionante, e nada iria interromper aquilo.
Some people fight
Some people fall
Others pretend
They don't care at all
If you want to fight
I'll stand right beside you
The day that you fall
I'll be right behind you
To pick up the pieces
If you don't believe me
Just look into my eyes
'cause the heart never lies
Whoa
Tom voltou a cantar, e havia abaixado os olhos por um pequeno intervalo de tempo, por causa dos acordes de seu violão, mas antes que eu pudesse notar, ele já estava me olhando de novo, e eu não conseguia evitar, não conseguia tirar meus olhos dos dele e muito menos começar a sorrir. Não só pelo momento que estava perfeito, mas por toda situação, por estar alí, olhando fixamente para mim enquanto cantava a MINHA música.
Another year over
And we're still together
It's not always easy
But I'm here forever
Yeah we are the lovers
I know you believe me
When you look into my eyes
Because the heart never lies
'cause the heart never lies
Because the heart never lies
Eles terminaram de cantar e olharam pra mim, e claro que se depararam com uma chorona, que não agüentou e começou a chorar no final da música.
- , você tá bem? – perguntou preocupado.
- To sim! – respondi enxugando as lágrimas que caiam dos meus olhos – É que eu amo essa música e to feliz!
- Hei! Você pode ter isso sempre agora. – disse reconfortante.
- Nem acredito que isso tudo ta acontecendo comigo. – falei sorrindo.
- Era destino poder te encontrar, . – disse colocando o violão de lado e indo sentar ao meu lado e me abraçando.
- A gente precisava de alguma amiga de verdade e você foi a melhor coisa que nos aconteceu. – disse sorrindo e limpando minhas lágrimas.
- É verdade prima, você apareceu na hora certa. – Tom falou sorrindo também.
- Vou chorar mais, droga! – eu disse rindo.
- Não chora. – pediu dando um beijo em minha testa.
- Vou tentar. – falei respirando fundo e ficando vermelha depois de perceber que era que estava ali abraçado comigo.
- Gente, mudando de assunto, – começou – o que vocês acham de levar a à um dos famosos pubs de Londres?
- Idéia genial, meu caro . – respondi.
- Tenho que concordar, – Tom falou – você precisa conhecer os pubs daqui, prima! Londres tem a melhor night do mundo.
- Tenho certeza disso. – falei sorrindo – Sempre quis ir pra algum pub daqui!
- Vamos em qual? – perguntou.
- Vamos ao de sempre. – disse dando os ombros – É o melhor que tem por aqui.
- É verdade, – concordou – e a tem que conhecer o melhor!
TRIIIINN (n/a : ignorem o barulhinho lindo do telefone)
- Atende aí, dude – Tom pediu a que estava próximo ao telefone.
- Folgado. – ele respondeu.
- Alô? – falou desanimadamente no telefone.
- Oi !
- Hey, Carrie! Vou passar pro Tom.
- Levanta essa bunda gorda daí e atende ao telefone!
- Fala, Carrie. – Tom disse já no telefone.
- Eu vou pra um pub hoje, quer ir?
- Em qual você vai?
- No de sempre, Tom! No Mustard!
- Nossa! Que coincidência! Vamos levar a lá hoje! – Tom disse empolgado.
- Que ótimo! – Carrie se animou também – Que horas vocês vão?
- Umas nove horas.
- Estarei lá! Beijos Tom.
- See ya!
- Acreditam que a Carrie vai ao Mustard também? – Tom perguntou ainda surpreso.
- Ah, que ótimo! – disse batendo palmas – Vou ter companhia!
- Qual foi, ? – perguntou ofendido.
- Ah meninos, é que é sempre bom ter uma companhia feminina, sabe... – falei tentando me explicar.
- A gente não vai pegar ninguém, muito menos te deixar sozinha, – disse.
- Tá bom que se uma inglesa dessas peitudas te agarrar, você não vai ficar com ela. – falei imaginando a situação. Não era nada legal!
- Eu não as quero, . – ele disse fitando a parede que se encontrava atrás de mim.
- Então, que horas nós vamos? – disse mudando de assunto, sabendo que não devia faltar muito para minhas bochechas começarem a arder e ficarem vermelhas.
Agradeci mentalmente por ele já me conhecer bem, mesmo sendo em tão pouco tempo.
- Às nove. – Tom respondeu.
- E que horas são? – perguntou ajeitando o cabelo.
- Sei lá, umas sete horas? – disse virando a cabeça para olhar a janela.
- Dude, passou muito rápido! – disse pasmo – Preciso ir pra casa me arrumar.
- Você mora aqui na frente, . – Tom falou, zoando o amigo.
- Mesmo assim, ué. – Ele rebateu.
- Ele é viado, demora muito tempo pra se arrumar, Tom. – falou.
- Até parece que você não sabia disso. – falou. Comecei a rir da conversa deles. Amava esses ataques gays e me divertia demais, pelo menos nos vídeos que via.
- Eu vou também, pra não nos atrasarmos. – falou levantando.
- Você é o pior aqui! – Tom disse sacudindo a cabeça e fazendo mandar o dedo do meio a ele.
- Tchau, . – disse dando um beijo em minha bochecha esquerda, e acenando para os guys que continuavam parados na sala.
- Tão educado. – disse assim que fechou a porta de casa.
- Ele é educado com uma pessoa só! – começou – Acho que gasta toda sua capacidade de educação com ela sabe... – ele terminou de falar olhando pra mim e sendo acompanhado pelos outros dois.
- Pode ir parando por aí. – repreendi os três.
- Você gosta dele? – Tom perguntou.
- Cara, eu conheço ele há alguns dias! – falei rápido, e disfarçando qualquer tipo de sentimento.
- Você não me engana, . – falou sorrindo.
- Vou tomar banho. – eu falei saindo rapidamente da sala e subindo as escadas até chegar ao quarto.
“Just dance, spin that record babe”
- Como você é lerda, prima. – Tom gritou do andar de baixo.
- Vai se acostumando. – gritei também.
Me olhei no espelho pela última vez para poder dar os toques finais. Não que esperasse muita coisa dessa noite, talvez um pouco... Ia ao melhor pub de Londres, e estaria lá, então não custava nada se arrumar um pouco mais.
Ajeitei meu vestido, que era azul petróleo, tomara que caia e acabava na metade de minhas coxas, deixando assim, minhas pernas expostas.
Retoquei a maquiagem pela milésima vez e passei meu gloss.
- Finalmente pronta. – disse a mim mesma.
Desci as escadas devagar, por causa do salto que usava. E assim que cheguei à sala vi Tom impaciente, batucando a almofada do sofá.
- Estou pronta, primo. – falei sorrindo e ajeitando o cabelo.
- Finalmente – ele começou a responder e virando-se lentamente – e... Wooow. Valeu à pena a espera! Tenho um amigo que vai gostar mais ainda disso. – ele disse maliciosamente.
- Cala a boca, Tom! – disse ficando envergonhada.
- Eles já estão lá esperando pela gente, vamos? – ele perguntou erguendo a mão para mim.
- Sim senhor. – respondi pegando em sua mão e o acompanhando até o lado de fora de casa, onde o carro estava.
O pub não era longe de casa, então chegamos rápido lá. Tom entregou seu carro ao manobrista e logo avistamos os garotos na porta, esperando por nós.
Estavam conversando animadamente, rodeados por seguranças do local e aos gritos ensurdecedores de fãs histéricas que aguardavam na fila.
Assim que meus olhos encontraram com os de , ambos sorrimos, como se esquecêssemos do resto do mundo, e até dos gritos ao lado.
- Fica perto de mim, . – Tom disse preocupado – Você é a nova sensação!
- Eu? – perguntei confusa.
- A nova Fletcher, amiga do McFly, te diz alguma coisa? – perguntou ironicamente, imitando a voz de algum repórter.
- Sem graça. – falei rindo e envolvendo meu braço ao dele, para que não houvesse risco de me separar na multidão de fãs e seguranças.
Quando nos aproximamos de onde eles estavam, alguns seguranças já nos acompanhavam até a porta e rapidamente entramos na área VIP do pub.
Lá dentro era exatamente como imaginava. Mesas redondas e grandes, para uns 12 lugares, com bancos acolchoados em volta. Luzes fluorescentes em todos os lados e almofadas roxas espalhadas em pequenos sofás pela área vip, que fazia um contraste perfeito com o verde limão das mesas. Completamente exótico!
- Jameees! – gritou e saiu correndo em direção a uma mesa, onde James estava.
- Meu amor! – James disse pulando em .
- Não mostre nosso carinho a todos, amor. – disse com uma voz afetada, fazendo todos rirem.
- Hey, dudes. – James cumprimentou os guys – E oi, . – ele falou chegando perto de mim e dando um beijo perigosamente perto da minha boca, arrancando uma cara séria de , que estava ao meu lado exatamente nessa hora.
- Oi, James. – falei sem graça.
- Vem, peguei uma mesa para nós. – ele falou para todos e me puxou pela mão, fazendo-me sentar ao seu lado.
Ficamos algum tempo conversando. Contamos piadas e histórias antigas. Até minhas histórias brasileiras, que nunca eram tão engraçadas como as deles, conseguiram nos divertir. estava sério o tempo todo, depois do acontecimento com o James... Não ia comentar isso com ninguém, não tinham nem por que... Mas isso me incomodava.
- Vou pegar uma bebida, – disse me levantando da mesa – alguém quer alguma coisa?
- Traz alguma coisa com vodka pra mim, ? – pediu.
- Sim, alcoólatra! – respondi – Mais alguém?
- Corona. – e Tom responderam juntos.
- E eu vou ao banheiro. – disse levantando-se também e saindo em direção ao banheiro, sem ao menos olhar em minha cara.
- Bom... Vou lá. – falei cabisbaixa.
Desci a pequena escada da área vip e passei, com muita dificuldade, pela multidão de gente que se encontrava lá. Cheguei ao bar e fiz os pedidos e como era eu, Fletcher, não demorou nem 10 minutos para chegarem.
Com as coisas na mão, quase caindo, me virei para voltar à mesa e tive a pior sensação da minha vida.
estava a poucos metros de mim se agarrando com uma piranha ruiva. Eles estavam quase se engolindo no canto da pista de dança, sem se importar com o fato que era um local público.
Andei com passos pesados até a mesa e com uma cara completamente fechada, entreguei os respectivos pedidos e virei meu copo de vodka pura.
- Quer dançar, James? – perguntei a ele esperançosa. não tinha ficado irritado no início e agora estava com a piranha ruiva? Então eu podia também!
- Claro, linda. – James respondeu sorrindo largamente e envolvendo seu braço em minha cintura para me conduzir a pista de dança. Dei uma última olhada à mesa e vi que os três faziam caras sérias, reprovando minha atitude. Mas provavelmente nenhum deles havia visto o que eu vi, então depois eu explicaria e ficaria tudo bem.
Começamos a dançar animadamente, com nossos corpos bem próximos e sincronizados com a música que tocava, que eu nem ao menos havia identificado.
Ao olhar para frente avistei Carrie dançando na pista com dois alguéns que eu não tinha reconhecido ainda.
- Priiimaa. – cheguei gritando e abraçando ela.
- Priima! – ela disse feliz em me ver.
- Não sabia que você já estava aqui! – disse a ela sem nem olhar para ver quem eram os outros que estavam dançando.
- Cheguei há pouco tempo. – ela respondeu – Passei na mesa dos guys e eles disseram que você estava por aí com o James, aí vim dançar. – ela terminou com as sobrancelhas erguidas, mostrando curiosidade.
- Depois te explico. – falei no ouvido dela enquanto a abraçava de novo.
- Ok. – ela disse baixo – Você conhece meus amigos, não é? – ela perguntou me soltando e apontando para os meninos ao seu lado, que estavam parados juntos a James nos olhando. E bom, eram os mesmos da festa, ou seja, isso não ia dar certo!
- Erm... Claro! – falei sem graça, tentando não encará-los – Oi Josh, oi Kevin. – falei indo cumprimentar os dois.
- Oi . – responderam em coro. - Finalmente estou te vendo de novo. – Josh falou se aproximando de mim – Podemos terminar a conversa que não deixaram acontecer, já que não tem nenhum deles aqui. - ele se aproximava cada vez mais e sua mão já estava em minha cintura. Carrie havia chegado para trás para nos dar espaço e muito rapidamente James se pronunciou.
- Hey, hey, ela está comigo. – ele disse tirando as mãos de Josh de minha cintura e dando um empurrão em seu ombro.
- Você não falou nada e nem fez, e pelo que me parece, ela não está com ninguém. – ele falou sério se aproximando de James.
- Eu não preciso provar nada a você, pirralho, muito menos estar com ela o tempo inteiro. – ele falou fechando os punhos.
- Então não deveria deixar ela sozinha. Alguém pode querer tirar de você. – ele disse provocando-o.
- É o que você pensa... – ele falou se virando rapidamente e me puxando pela cintura, e finalmente colando nossos corpos e nossas bocas.
Ele me beijava forte, como se estivesse fazendo isso depois de tanto tempo. Como se estivesse precisando de mim.
Nossos corpos estavam cada vez mais grudados, e eu passava a mão em seu rosto, enquanto ele apertava cada vez mais minha cintura.
Por causa de toda essa pressa, não demorou muito para que nossas bocas se afastassem, e pudéssemos pegar um pouco de ar.
Imediatamente olhamos para o lado, e vimos Josh paralisado, assim como Carrie que estava ao seu lado e nos olhava de boca aberta. Ri baixinho e olhei para James, que já estava me olhando com um sorriso nos lábios.
- O que foi? – perguntei inocente vendo seu sorriso.
- To feliz. – ele disse me olhando nos olhos.
- Algum motivo especial? – brinquei.
- Ah, especial não... – ele falou fazendo uma careta – Eu só estou com a garota mais incrível que conheci, e estou vivendo o momento que mais desejo há exatamente três dias.
- Uma menina de sorte essa, – falei – mas se quer saber, eu não vejo nada demais nela! – dei os ombros.
- Você pode não ver, mas eu sei que ela é incrível. – ele disse me dando um selinho. Não esperava que James Bourne fosse tão fofo, e sim, ele poderia estar me conquistando, mesmo estando tudo muito confuso.
Ele me puxou pela mão, e passamos pelo meio da multidão para chegar até a mesa.
continuava sumido, provavelmente comendo aquela ruiva, e não estava lá também, e sinceramente, não queria saber onde ele estava.
e Tom estavam conversando animadamente e bebendo. Acho até que a parte do animadamente era efeito da bebida, pois tinham alguns copos vazios na mesa.
- Mãos dadas? – Tom disse atropelando as palavras.
- EU SABIA! – gritou dando um pulo da mesa e derrubando o copo que estava em sua mão.
- Sabia o que, sua bicha? – James perguntou rindo do estado que estava.
- Que vocês estavam juntos, oras. – ele disse se sentando de novo e analisando o copo, agora vazio, de sua mão.
- Quem está junto? – chegou pelo nosso lado, junto da ruiva e olhou diretamente para minha mão que estava entrelaçada na de James e imediatamente franzindo a testa e ficando sério.
- Você e ela. – Tom disse apontando para os dois.
- Ah, é... Claro... – ele falou ainda me olhando.
- Não vai apresentar, ? – James perguntou me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
- Porque você quer que apresente? – perguntou grosseiramente a ele.
- Pra você fingir que é educado uma vez na vida, . – falou.
- Ah, ok. – falou bufando e desviando o olhar de mim – Essa é a Rosali, e Rosali, esses são os caras da minha banda, a , prima do Fletcher e o James.
- Muito prazer. – ela disse tímida. Só faltava agora isso, eu queria voar nessa garota e ela estava ali, tímida e provavelmente iria ganhar o coração dos MEUS amigos.
- Prazer, Rosali .– responderam juntos.
- Oi. – disse secamente.
- Pega uma cadeira. – Tom disse simpático.
- Ah, claro! – ela disse empolgada – Obrigada.
- Senta ai, . – falou batendo no espaço do banco ao seu lado. Me sentei ali ao lado de e James, e de frente para a ruiva e .
James estava com a mão sobre minha coxa, arrancando olhares irritados de , que via tudo, e me fazendo sorrir vitoriosamente cada vez mais.
A cada intervalo de conversa, nos beijávamos. Não por iniciativa minha na maioria das vezes.
não ficava muito atrás, toda hora beijava a ruiva. E infelizmente, nos tempos vagos, ela estava se dando muito bem com os guys. Ela era simpática, divertida e ria de todas as piadinhas que eles faziam, e claro, me deixava mais irritada a cada minuto que passava.
Algum tempo depois voltou à mesa com uma garota loira, e sim, essa era bem simpática. Ficamos conversando animadamente enquanto os garotos falavam sobre próximos shows e a ruiva nojenta prestava atenção.
Como eu, ela não tinha gostado da tal Rosali. Alguém estava a meu favor nessa história!
- Gente, eu acho que podemos ir, não acham? - disse fechando os olhos.
- Que horas são? - perguntei a James.
- Quase 5:30 da manhã! - ele respondeu olhando em seu relógio prata e gigante.
- Pode ser, prima? - Tom perguntou.
- Claro, primo! - respondi - Eu vou dormir na sua casa?
- MEU DEUS. - ele falou dando um pulo da cadeira, assustado - Não falamos nada com seus pais hoje! Eles vão matar a gente! - ele disse com a mão na cabeça.
- AHH! Eles vão matar a gente. - tive a mesma reação de desespero.
- Não adianta ligar pra eles agora, gente. - falou - Vão ter que esperar até amanhã mesmo...
- E , eles sabem que você tá com o Tom. - James disse.
- Como se fosse grande coisa. - falei mordendo o lábio. Estava nervosa.
- Muito obrigado pelo voto de confiança, prima querida. - Tom disse ofendido com meu comentário.
- To brincando, priminho. - falei indo até ele e abraçando-o - Eles confiam em você, até porque, se não confiassem já teriam rodado Londres inteira pra me procurar.
- Imagino... - ele disse rindo.
- Vou com você, Tom. - falou levantando.
- Não sabia que ia embora agora, mas enfim... - Tom disse levantando-se também.
- Então vamos. - falei.
- Mais alguém vai com a gente? - Tom perguntou.
- Eu vou com o - disse.
- Me cabe no seu carro? - James perguntou a Tom.
- Nem vem, vou deitado no banco de trás. - disse pegando as chaves na mesa.
- Vou com você, . - James disse decepcionado.
- Então vamos. - falou deixando o dinheiro em cima da mesa, pela conta, e indo em direção a porta.
Fomos andando até a porta, sem dificuldade, já que a boate já havia esvaziado bastante.
Paramos na frente do carro de Tom para podermos nos despedir. Os meninos se cumprimentaram e eu fui me despedir logo em seguida, falando primeiro com , depois abraçando fortemente e por ultimo James, que me puxou pela cintura e me beijou, como um beijo de despedida.
- Dá pra parar? - Tom resmungou.
- Desculpa, primo. - disse.
- Então, dá pra gente ir? - perguntou irritado, encarando a janela do carro de Tom.
- Sim, sim. - respondi mais uma vez, dando um último selinho em James e entrando no carro.
“I don't wanna finish this dance alone”
- Então, a senhorita e o James... - foi falando no banco de trás do carro.
- É, ... - respondi olhando pela janela do carro, com a cabeça apoiada em minha mão. Não sei se havia feito uma besteira, ou se estava feliz com toda essa situação. James não era o , mas era uma ótima pessoa, e eu sabia que ele se importava comigo.
- O que te levou a ficar com ele, ? - Tom perguntou sem desviar sua atenção da rua.
- Ah Tom, não sei... - respondi - Ele já parecia interessado em mim, não sei.
- Eu sei que não foi só isso. - se adiantou - Conta logo pra gente, .
- Tava mais do que na cara que era do que você estava afim, . - Tom completou o pensamento de .
- Ok, - bufei - eu fiz besteira. - me dei por vencida.
- Por que você ficou com ele? - perguntou, pedindo uma explicação, já que o meu comentário tinha sido inútil.
- Quando eu fui ao bar, vi o com aquela ruiva nojenta... - falei.
- Eu sabia! - disse alto.
- Não sei por que o ficou com ela. - Tom falou - Estava na cara que ele também estava gostando de você.
- Ele não tá gostando de mim, e nem eu dele, Tom. - falei irritada com o comentário. Eu não estou nem vou gostar de .
- É claro que não. - disse ironicamente, fazendo Tom rir.
- Eu não to brincando. - disse grosseiramente, ficando cada vez mais irritada.
- Tá escrito na sua testa que você é louca por ele. - Tom disse - E na dele que está louco por você. E você sabe disso. - ele afirmou.
- Não sei de nada, não. - falei.
- Ele só morre de ciúme de você, te olha o tempo todo, não gosta de ficar longe, só fala com você, e tem vontade de matar o James e aquele amigo da Carrie quando estão perto de você. - contou os fatos - É, não dá mesmo pra perceber que ele é louco por você.
- Coisa da cabeça de vocês, isso sim. - falei mostrando a língua para os dois.
Fomos o resto do caminho em silêncio, e no meu caso, pensando. Sabia que tinha dito a verdade, mas não podia me iludir, nem me entregar completamente. Ele era , mulherengo, e eu não ia sofrer por causa dele. Não ia admitir que era louca por ele, de jeito nenhum.
- Então dude, passo lá amanhã pra gente ir pra gravadora. - disse quebrando o silêncio assim que o carro parou no portão da casa de Tom.
- 3 horas? - Tom perguntou.
- Isso mesmo. - ele disse abrindo a porta do carro - Até mais dude, beijo . - ele deu um beijo na minha cabeça e saltou do carro, fechando a porta em seguida e indo em direção a sua casa, que era na frente da de Tom.
- O que vocês têm na gravadora amanhã? - perguntei curiosa.
- Ensaio e reunião. - Tom respondeu abrindo a porta de casa.
- Hum. – disse apenas.
- Você vai com a gente, estou só avisando. - ele riu.
- Já que você insiste. - dei os ombros rindo também.
- Espera. - ele parou de repente - Não é amanhã que você vai embora?
- Ai não! - falei sentindo meus olhos pesarem. Não queria ir embora, principalmente agora. Mal tinha conhecido meu primo, e o McFly, e nem Londres eu havia conhecido.
- Calma, calma. - Tom disse nervoso - Vamos pensar em alguma coisa! Você não pode ir embora agora! Não vou deixar, não!
- Ah primo! Você é lindo. - pulei no pescoço dele e o abracei forte.
- É sério! - ele falou.
- Primo, seu telefone pisca. - falei com os olhos brilhando. Adoro coisas que piscam e brilham!
- Ah, deve ser mensagem de voz. - ele falou observando o telefone. - Da play ai!
- Ok. - respondi apertando o botão verde.
"Oi, Tom! É só pra avisar que precisamos conversar com a ! Tem como vocês virem aqui na casa da Debbie amanhã, já que vocês dois desapareceram? Beijo, da sua tia!"
- Pelo menos ela não brigou pelo nosso desaparecimento! - disse aliviada.
- Sorte a minha. - Tom falou.
- Por quê? - perguntei confusa. Não tinha entendido o comentário.
- Eu sou responsável por você, ué. - ele falou como se fosse óbvio - E eu preciso ser ainda mais responsável agora pra poder pedir que você fique comigo. - um sorriso enorme surgiu em meu rosto. Adorei pensar que poderia ter mais um tempo em Londres, com meu primo e meus amigos.
- Bom, acho melhor dormimos. - falei bocejando.
- Vamos ter que acordar cedo amanhã pra passar lá antes de ir pra gravadora. - Tom falou indo em direção as escadas.
- Ui. - falei seguindo-o - Boa noite, primo.
- Boa noite, prima.
Fomos para nossos quartos, coloquei a roupa dele que já tinha usado da ultima fez, e dormi pesadamente.
“Às vezes precisamos lutar e, às vezes conseguimos aquilo que a gente quer”
- Prima, acorda! São 11 horas já. – Tom disse mexendo de leve em meus ombros, para me acordar.
- Não. – falei colocando o travesseiro em cima do rosto.
- Vamos prima, você tem que conversar com seus pais. – ele disse tentando tirar o travesseiro – E que horas é o vôo?
- DROGA! – disse alto largando o travesseiro e levantando rapidamente, ficando sentada na cama.
- Eu tava quase falando que o tava aqui. – ele disse sorrindo de lado.
- Muito engraçadinho você, primo. – falei sarcástica.
- Toma logo um banho e se arruma pra irmos pra casa da minha mãe. – ele disse me dando a mão para me levantar da cama.
- Ok. – eu falei pegando umas roupas minhas que estavam ali, que Tom tinha pegado na casa da Debbie outro dia e levado pra lá.
- E pega um casaco meu que tá frio lá fora. – ele falou saindo do quarto.
- Tá bom, primo. – respondi indo tomar banho.
Tomei banho extremamente rápido, e quando eram 11:30 eu já estava pronta, no andar de baixo, com um moletom amarelo gigante da Hurley.
- To pronta, Tom. – falei colocando as coisas na bolsa e indo destrancar a porta.
Quando abri a porta dei de cara com , com a mão posicionada para bater nela.
- ? – falou surpreso ao me ver abrindo a porta – Eu nem tinha batido ainda!
- Ah, oi , – falei sem graça – é que eu e o Tom estamos de saída.
- Vão pra onde? – ele perguntou.
- Pra casa da Debbie. – falei olhando para a casa de trás, acho que de , sem conseguir encará-lo – Talvez eu vá embora hoje...
- O QUE? – ele gritou, com uma expressão completamente nervosa.
- Meu vôo é hoje, mas minha mãe pediu pra irmos lá, que ela queria conversar comigo, mas eu não sei o que houve ainda. – falei, explicando a situação pra ver se poderia deixá-lo menos nervoso.
- Não, pára! – ele disse ainda nervoso, colocando as mãos na cabeça e bagunçando os cabelos – Você não pode ir!
- Não quero ir. – disse apenas.
- Eu vou com vocês pra casa da Debbie – ele disse convicto.
- ... – eu tentei argumentar que não precisava, mas acho que não ia conseguir mudar a opinião dele.
- Eu vou. – ele repetiu.
- Tudo bem então. – falei.
- Tom! Anda logo. – gritou da porta de casa.
- Eu ia entender se a tivesse me apressando, mas você? – ele falou sem entender.
- Eu vou junto! – disse.
- Com que motivo, dude? – Tom perguntou. Ele sabia bem o que tinha acontecido ontem, e eu estava um pouco magoada, mesmo sabendo que não podia, pois não tinha nada com , mas não gostava de pensar que ele estava com alguém que não fosse eu.
- Eu não vou deixar a ir embora agora. – ele disse sério.
- Tudo bem então. – Tom disse soltando a respiração e nem tentando falar alguma coisa, já que ele não ia mesmo mudar de idéia – Vamos então!
Fomos para o carro. Eu estava no banco da frente com Tom e atrás. Fomos o curto caminho sem falar uma palavra. Eu não queria conversar com ninguém, não sabia o que ia acontecer, e não parava de pensar no pior, que era ir embora hoje de Londres.
Quando Tom estacionou o carro senti meu estomago girar. Ficava mais nervosa a cada passo que dava em direção a porta da casa.
- Vai dar tudo certo. – Tom disse baixinho passando o braço em volta de meu ombro – Eu não vou deixar você ir agora.
- Eu to com medo, Tom. – disse segurando sua mão. – Eu não quero ir embora, não agora!
- Eu já disse que não vou deixar, – ele falou pegando a chave do bolso – não agora que te encontrei.
- Brigada, primo! – agradeci e olhei para o lado, onde estava parado, olhando fixamente para as chaves que giravam agora.
Assim que Tom abriu a porta passou nossa frente e entrou na casa. Nos dois continuamos parados e assustados com sua reação, e nosso susto aumentou ainda mais assim que ele começou a falar no meio da sala, onde estavam todos sentados.
- Vocês não podem levar a agora! – ele foi falando nervoso e apressadamente – Não agora! Ela acabou de nos descobrir, e nem conheceu Londres ainda! Não teve tempo pra praticamente nada, e não é justo com a gente, principalmente o Tom que acabou de descobrir a prima, e estão se dando super bem! – ele continuava a falar sem intervalos e sem interrupções, já que estavam todos pasmos olhando para ele – E o , ele já considera a praticamente como melhor amiga, e vai virar meio dependente dela! O também, ele não vai deixar ela ir embora! – ele parou um pouco – E eu... Eu não posso imaginar a Inglaterra sem a ! Mesmo sendo pouco tempo, eu não fiquei perto dela o bastante pra me separar agora. – quando ele terminou de falar todos permaneceram em silêncio. Ninguém, principalmente eu, esperávamos esse discurso todo.
- querido, sente-se. – Debbie falou apontando um lugar a ele no sofá – Tom, , vocês também. – ela nos chamou e voltou a se sentar.
Obedecemos e fomos andando até o sofá, e sentamos ao lado de .
- Filha, a gente precisa conversar. – minha mãe começou.
- Eu não quero ir embora, mãe. – falei com uma voz alterada devido as lágrimas que caiam desde o discurso de .
- Não chora, . – falou me abraçando de lado.
- Por favor, tia, ela não pode ir. – Tom pediu dessa vez.
- Calma filha, não chora. – minha mãe começou – Tom, , eu queria fazer uma proposta para ela.
- É o seguinte, – meu pai começou pegando as falas de minha mãe – nós vamos hoje como vocês já sabem, mas queríamos saber se a quer ficar até o final das férias.
- Ela sempre amou Londres e essa é uma oportunidade e tanto pra conhecer a cultura daqui a treinar o inglês, fora que ela vai estar com vocês. – minha mãe continuou sem dar tempo de responder.
- SIM! – disse desesperadamente e levantando e correndo para abraçá-los.
- Ela vai ficar, dude! Não acredito. – falou empolgado pra Tom.
- Mas calma, temos que pensar em um jeito de não dar trabalho pra sua tia. – minha mãe disse.
- Eu já disse que ela não vai dar trabalho nenhum. – tia Debbie falou.
- Ela fica na minha casa. – e Tom falaram juntos fazendo todos rirem.
- Tá disputada ein, . – Debbie disse rindo.
- Não quero nem ver. – meu pai falou colocando a mão na testa.
- , nem vem. – Tom disse me puxando pelo braço – Ela fica comigo! Ela é minha prima.
- Qual foi Tom, deixa ela ficar comigo, a gente mora um do lado do outro, dude. – falou me pegando pelo outro braço.
- NÃO. – Tom gritou.
- SIM. – gritou de volta.
- Não acredito que vocês estão discutindo. – tia Debbie disse olhando assustada e entretida para nós.
- Gente, pára! – falei me soltando dos dois – Acho que vou ficar aqui, tia.
- Pode ficar, minha querida. – ela disse calmamente e rindo dos dois que estavam com caras passadas.
- Você está brincando, né? – Tom perguntou confuso.
- Olha essa briguinha idiota de vocês dois. – falei sem responder sua pergunta.
- Não fica aqui! É longe demais. – falou fazendo um biquinho irresistível – Tá, fica na casa do Tom! Só não fica longe demais da gente. – ele disse dando por vencido.
- Não seria longe de qualquer forma, . – falei abraçando-o – Mas ok, então! Eu ainda vou estar do seu lado. – dei um beijo estalado em sua bochecha, o que o fez corar levemente e sorrir pra mim, atraindo olhares alheios.
- Mas então, filha. – minha mãe começou – Nós vamos sair daqui agora, que o nosso vôo é daqui à uma hora e meia, e temos que fazer check-in e tudo mais.
- Ah! – suspirei – Tudo bem então, mãe. Vou sentir a falta de vocês! – sorri fraco. Ia ser perfeito estar em Londres só com os guys, mas eu estaria mais três semanas sem vê-los.
- Também vamos sentir saudades. – minha mãe falou.
- Está na hora, moçada. – meu pai disse levantando-se.
- Vamos, então. – me levantei também, seguida de e Tom que se levantaram praticamente ao mesmo tempo.
- Pega logo a sua mala pra deixar no carro do Tom, . – minha mãe falou pegando a bolsa que estava na mesa da sala.
- Sim senhora, madame! – falei batendo continência e puxando Tom para pegar minhas malas.
- Folgada. – Tom disse.
- Também te amo, primo. – ri.
- Porra! – Tom exclamou quando viu duas malas gigantes no quarto. – ! – ele gritou.
- Fala, dude. – gritou de longe.
- Vem aqui! – Tom chamou, esperando parado, olhando pras malas a sua frente por uns 2 minutos.
- O que foi, dude? – perguntou sem ver as malas ainda.
- Ajuda a gente? – perguntei e sorri em seguida.
- Claro, . – ele disse sorrindo de volta.
- Se eu pedisse aposto que você ia falar que não. – Tom falou franzindo a testa.
- Ela é mais importante que você, Tomzinho. – falou colocando a mão na cintura – Desculpe amor, mas você foi substituído!
- Você está há dias aqui e levou meu amor embora, ? – Tom disse com uma voz mais fina do que o normal e colocando a mão no peito, como se estivesse ofendido, me fazendo cair na gargalhada.
- Desculpa meu amor, – eu disse olhando ele de cima a baixo – mas eu sou muito melhor que você, baranga! – falei mexendo em meu cabelo.
- Concordo Tom, você está ultrapassado. – disse me puxando pela cintura para perto dele, e claro, me fazendo perder o ar!
- Dois idiotas. – Tom disse depois de eu ter dado um beijo estalado na bochecha de – Vamos logo que a gente precisa ir pro aeroporto!
- Vamos. – respondi pegando minha bolsa, já que os dois iam levar as malas.
- Prontos? – minha mãe perguntou enquanto colocávamos a segunda mala no carro.
- Sim! – respondemos juntos.
- Então vamos. – ela sorriu e foi em direção ao carro da Debbie, que estava na garagem.
e eu entramos no carro, e fomos todos para o aeroporto.
“I believe I can fly”
Chegamos ao aeroporto, e com muita dificuldade passamos por algumas fãs que estavam na porta bem na hora que chegamos e resolveram tirar fotos e pedir autógrafos.
Fomos diretos para o check-in, já que não iria demorar muito para que eles embarcassem.
- Vou sentir saudades, filha. – minha mãe disse me abraçando forte.
- Calma mãe, vai ser só até o final do mês. – disse tentando acalmá-la.
- Ai meu deus! Meu bebe sozinho aqui. – ela disse deixando escapar algumas lágrimas – Como eu fui deixar você fazer essa loucura?
- O Tom vai tá aqui, mãe. – eu falei dando tapinhas em suas costas – E o , , e todo mundo.
- Não sei o que me deixa mais preocupada. – ela disse finalmente me largando e limpando o rosto com a mão.
- Pai, me ajuda. – pedi a ele enquanto ia abraçá-lo.
- Você sabe que ela não tem jeito, filha. – ele falou brincalhão – Caso perdido.
- Ai deus, vai me ligar de 5 em 5 minutos, to até vendo. – rimos.
- Acho melhor entrarmos logo, está quase saindo. – minha mãe disse pegando as passagens da bolsa.
- Tchau, pirralho. – dei um soquinho no ombro do meu irmão depois que falei com meu pai.
- Tchau, idiota. – ele respondeu dando outro soquinho.
- Boa viagem, – disse abraçando mais uma vez minha mãe – e dá um jeito de avisar quando vocês chegarem ao Brasil!
- Pode deixar, filha. – meu pai respondeu, já que minha mãe estava ocupada demais chorando.
- E, por favor, pára de chorar mãe! São só mais 4 semanas. – eu falei limpando algumas de suas lágrimas, que não paravam de cair.
- E... E-Eu v... Vou ten...tar. – ela disse entre soluços.
Meus pais se despediram da minha tia, Carrie, Tom e . E fizeram aquele ritual todo de agradecimento pela estadia e por estarem comigo. Principalmente com tia Debbie, e Tom, que escutou vários tipos de recomendações, já que ia ser meu “responsável” até o mês que vem.
- É a nossa deixa. – meu pai disse a mim.
- Beijos, filha. – minha mãe disse – Se cuida!
- Pode deixar, mãe. – falei.
- Vou tomar conta dela, tia. – Tom disse me abraçando de lado.
- E eu vou ser praticamente o segurança dela. – falou sorrindo.
- É mais provável eu ser a sua. – disse mandando língua à ele, que começou a gargalhar com uma risada bem irônica.
- Veremos. – ele disse baixinho em meu ouvido, fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem.
Ficamos ali parados até o avião decolar. E foi nesse momento, enquanto eu via meus pais voltando pro Brasil, que minha ficha caiu e eu percebi de verdade que eu estava começando todo o meu sonho, com as pessoas que eu mais queria que estivessem comigo.
- Eu to em Londres. – falei sonhadora fazendo sorrir pra mim voltando sua atenção pra frente logo em seguida.
“So here's another song for the radio”
Primeiro dia em Londres de verdade. Primeiro dia estando completamente livre, junto com meus ídolos, que claro, iam ser obrigados a me levar pra conhecer todos os cantos de Londres.
- Bom dia, prima! – um Tom sorridente abriu a porta, se deparando comigo deitada na cama de casal que ficava no quarto de hóspedes, ou melhor, no meu quarto, olhando compenetrada pra janela.
- Bom dia, primo. – respondi ainda virando lentamente para olhá-lo.
- Tenho uma surpresa pra você! – ele falou fazendo um sinal com a mão, enquanto eu me sentava ainda na cama.
- Já? Começamos cedo hoje, ein! – falei rindo em seguida.
- Bom dia, . - entrou pela porta, indo em minha direção.
- ! - falei surpresa.
- Que sem graça, – Tom falou – pensei que você ia ficar mais nervosa.
- Idiota. – respondi a Tom e mandei um belo dedo do meio – Tudo bem, ?
- Tudo ótimo, , e com você? – ele disse me abraçando.
- Melhor impossível. – respondi sorrindo.
- ! – e vinham correndo e pulando em mim.
- Ah, to esmagada. – falei com dificuldade já que estava sendo massacrada pelos dois.
- Eu não acredito que você ia embora. – falou enquanto saia de cima de , que estava em cima de mim.
- Se você tivesse ido, eu ia até o Brasil pra te buscar. – ele falou se sentando ao meu lado e me dando um abraço apertado.
- Ohn, lindinhos! – falei sorrindo e abraçando – Fico feliz de escutar isso, me sinto tão importante!
- Você é! – disse.
- Então... – comecei a falar arrancando olhares curiosos – Eu acho que vocês podiam me levar pra um tour por Londres!
- Sabia que ia pedir alguma coisa. – Tom disse.
- Quando mulher começa com esses “então” é por que vai pedir, dude. – falou arrancando risos dos garotos.
- E vocês pra variar, fazem tudo que essas mulheres pidonas querem, e vão me levar! – falei.
- Nisso você tá certa. – disse dando os ombros – Vai tomar banho e se arrumar.
- To fedendo, ? – perguntei cheirando meu cabelo
- Claro que não, idiota! – riu – Vai logo se não nós não te levamos!
- Ah! To indo, to indo! – falei levantando rapidamente indo correndo para o banheiro - É bom nenhum de vocês estarem aqui quando eu sair e fechem à porta! – gritei lá de dentro.
- Sim, senhora. – Tom falou.
Tomei banho muito rápido, e antes de sair sequei meu cabelo molhado.
Sai do banheiro enrolada na toalha, torcendo pra que nenhum deles estivesse lá, e pra minha sorte, realmente não estavam.
Abri minha mala ainda no chão, e procurei por alguma coisa descente e quentinha, porque estava frio. Não aqueles horríveis que vemos em filmes, mas um friozinho agradável.
Acabei optando pela minha blusa de lã branca com uma gola grande e caída, uma calça jeans normal e meu querido all star preto. Peguei à mesma bolsa da Roxy que eu usei na viagem de vinda e coloquei direto minha maquina fotográfica.
- Meninos? – perguntei descendo a escada.
- Sala. – responderam em coro.
- To pronta! – falei sorridente. Finalmente ia conhecer Londres.
- Vamos então? – foi o primeiro a se levantar, sendo seguido pelos outros.
Ele foi em minha direção e me abraçou de lado, me conduzindo até a porta.
- Que cavalheiro. – falei piscando quando ele abriu a porta pra mim e fez uma pequena reverência.
- Não viu nada ainda. – ele disse simplesmente fechando a porta na cara de .
- Seu animal. – escutamos uma voz abafada vindo de trás da porta, e começamos a rir escandalosamente, pra variar um pouco.
- Tá, eu sou assim só com quem merece. – ele disse.
abriu a porta furioso, e atrás vinha e Tom rindo da situação.
- Eu sei que você quer ser ótimo com sua futura namorada, mas não precisa fechar a porta na cara dos outros, idiota! – disse quase voando no pescoço de .
- Foi mau ai, dude, foi sem pensar. – respondeu calmamente, sem ter reparado a parte do “futura namorada” que havia mencionado.
- Você nunca pensa! – Tom falou rindo.
- Engraçadão, você! – riu sarcasticamente.
- Quero conhecer Londres. – uma alma sem graça que gosta de acabar com as conversas alheias, vulgo , disse parecendo uma criança.
- Vamos! Vamos! – se apressou.
- No carro de quem? – perguntou.
- Podemos ir no meu pra dar uma variada – se ofereceu.
- Acho uma boa, assim você gasta a gasolina, já que sou sempre eu! – Tom falou indo pra casa ao lado, que era de .
Fiquei paralisada ao ver o carro de . Era simplesmente um Lamborghini preto. Era praticamente o carro dos sonhos de qualquer ser humano.
- Juntei muito dinheiro e meus pais ajudaram. – falou de repente.
- O que? - perguntei sem entender o motivo do comentário.
- Não sei, achei que você estava se perguntando como eu tinha um carro desses. – ele falou apertando o botão da chave para destrancar o carro – Tava com uma cara de impressionada.
- Ah! – falei – Talvez tenha passado alguma coisa pela minha cabeça.
- Vem na frente comigo. – disse abrindo a porta dele.
- Hei! Fui trocado tão descaradamente? – perguntou com um tom afetado.
- Ela não ia atrás com esse bando de trogloditas! – apertou a bunda dele.
- Eu sou mais sensível. – disse fazendo biquinho.
- Você supera. – disse se sentando.
“Tam, tam tam tam tam tam taam”
- Star Wars? – perguntei confusa com essa musiquinha tão familiar no meio do nada.
- Tom. – responderam todos.
- Shit! – Tom deu um tapa em sua cabeça quando olhou o visor do celular em sua mão – O Fletch vai matar a gente!
- Por quê? – perguntou.
- A gente tinha reunião ontem! – ele falou ficando cada vez mais nervoso.
- Ai, meu deus! – disse tendo a mesma reação, que foi repetida pelos outros dois.
- Mas é claro que ele vai entender que nós fomos obrigados a comemorar o fato de que a não ia voltar pro Brasil – falou voltando sua atenção para a pista.
- É claro... – Tom disse simplesmente – E qual a desculpa de vocês dois? – ele perguntou a e .
- Nós queríamos ter ido, claro, mas a máquina de lavar roupa lá de casa começou a transbordar e alagou minha casa inteira. – falou.
- Você não vai falar isso, né, ? – perguntei rindo da resposta idiota que ele havia dado.
- Achei bem convincente. – disse – Tirando pelo fato que você não lava roupa em casa, claro.
- O Fletch não tem que saber desse detalhe. – ele falou.
- E você, ? – perguntei. Agora estava curiosa pra saber se a resposta dele ia ser tão idiota quando a de .
- Meu cachorro engoliu meu celular. – ok, não sabia qual era a pior.
- É, ele vai matar vocês! – falei.
- Droga, tá ligando de novo! Vou ter que atender dessa vez. – Tom falou apreensivo.
- Fletch, desculpa! Nós temos explicação! – Tom falou sem pausa antes de qualquer coisa.
- Venham pra cá agora. – Fletch disse apenas e desligou o telefone.
- Ele tá muito bravo, dude! – Tom disse guardando o telefone no bolso da bermuda.
- Seu passeio pode ficar pra amanhã? – me perguntou.
- Claro, ! – falei – O caso de vocês é mais importante, e outra, eu tenho as férias todas pra conhecer Londres.
- Próxima parada: Estúdio! – disse.
“You gotta know the truth that we're not in this for the cash but it helps”
estacionava o carro, e eu conseguia sentir a tensão entre os garotos. Eles mexiam as mãos e pernas sem parar, e o tempo inteiro olhavam para a janela com menção de abrir a porta a qualquer segundo e sair correndo para o encontro do Fletch.
- Vamos rápido, dudes, ele vai matar a gente. – Tom disse mexendo agitadamente no cabelo.
- Corre. – falou dando um salto pela porta do carro que havia acabado de abrir.
Fomos todos andando muito rápido. Entramos pela porta de vidro do prédio e fomos direto para o elevador, logo ali na frente.
- 7º andar! – Tom disse aflito – Por que tinha que ser tão longe?
- Vai elevador lerdo! – disse.
- Calma gente! Não adianta vocês ficarem tão nervosos agora! – eu falei tentando acalmá-los – Vocês têm que fingir pelo menos que estão calmos e se concentrarem nas desculpas.
- A tá certa! – Tom falou. – Pensem logo nas desculpas.
- Eu já disse... – começou a falar sendo interrompido por mim.
- Desculpas convincentes, . – disse vendo a cara dele de desapontamento.
Finalmente a porta se abriu, e logo fomos saindo dela. Fui seguindo os guys pelo corredor, até chegar a última sala que estava fechada. que estava na frente bateu na porta que rapidamente foi aberta por uma mulher de pele morena e cabelos curtos.
- Entrem. – ela disse educadamente.
- Obrigado. – agradecemos e entramos na sala. Eu mais escondida atrás deles já que estava ali como uma intrusa e completamente sem graça.
- Sentem-se. – Fletch disse e imediatamente nos sentamos nas cadeiras que estavam envolta da grande mesa, que parecia ser de reuniões – Espero que tenham boas desculpas para me dar.
- Fletch nós queremos pedir desculpas. – Tom começou.
- Quem é ela? – Fletch o interrompeu e se dirigiu a mim.
- Prima do Tom. – respondeu por mim.
- Ah sim, claro. – Fletch disse – Prazer e desculpe por hoje, estou um pouco irritado com eles.
- Ah, sem problemas. – respondi o mais calmamente e educadamente possível para que ele pudesse ter uma boa impressão de mim – E o prazer é todo meu. – sorri.
- Continue. – ele disse virando-se novamente para Tom.
- Como eu ia dizendo, – Tom voltou a falar – eu e o descobrimos que a ia embora ontem e fomos juntos para a casa da minha mãe conversar com os pais dela para que ela pudesse ficar aqui, e acabamos levando o dia inteiro. – Tom terminou e balançava a cabeça concordando com o que ele havia dito.
- Tá... Uma desculpa aceitável. – ele falou mais calmo – E vocês dois? – virou-se para e que se mostravam mais nervosos a cada minuto.
- Eu... Eu... – gaguejava – Eu tive problemas... – ele falou olhando pra mim, que o olhava seriamente e torcia para que ele não falasse a besteira de antes - Tive problemas no carro e acabei perdendo a hora. – , para minha felicidade, disse.
- E você, ? – Fletch perguntou.
- Eu tava com o . – ele respondeu prendendo o riso.
- Ok, eu vou fingir que acredito nos dois e vou ignorar isso tudo em consideração à . – ele falou mexendo nos papéis a sua frente – E vamos começar logo com isso, temos coisas a resolver.
- Claro, diga Fletch. – disse.
- Shows! Temos que decidir isso. – ele disse pegando especificamente um papel pardo – Wembley, Manchester, Oxford, e futuramente uma tour pelo Brasil.
- Não brinca? – disse empolgada.
- Você é brasileira? – ele me perguntou.
- Sou! – falei sorridente – Ah! Nem acredito nisso!
- Vamos pra sua terrinha. – disse me dando um tapinha no ombro.
- Tenho que me preparar já pra tapar os olhos de vocês, se não vou ser substituída. – falei empurrando .
- Não te substituiria, . – falou ficando corado.
- OOOOOHHNNN – todos fizeram em coro deixando ele mais corado ainda e me deixando com vontade de sumir.
- Não sabia que já estava apaixonado, meu caro . – Fletch disse entrando na brincadeira dos garotos. Mais um ninguém merece.
- Continua com os shows, Fletch. – ele falou tentando cortar o assunto.
- A ta frenética! – falou – James também foi dominado, Fletch.
- Ih , veio pra abalar então. – ele riu.
- Que palavra antiga, dude. – falou.
- Fica quieto se não eu acabo com seu contrato. – Fletch ameaçou me fazendo rir.
- Voltem para os shows. – falei finalmente quando reparei que havia ficado sério. Cutuquei , que estava do meu outro lado, e acho que ele entendeu na hora o que eu queria dizer, porque ele imediatamente olhou para .
- Fica calma. – ele falou esbanjando um sorriso encorajador.
Bufei. Não queria que o clima ficasse ruim toda vez que tocassem no nome do James. Até porque, eles são amigos.
- Mas então, acho que daqui a duas semanas vocês podem começar com o show de Wembley. – meus pensamentos foram interrompidos com a voz de Fletch, que ecoava pela sala.
- Tudo bem. – disse – Mas a vai com a gente, né?
- Eu?
- Não, tem várias s por aqui! – respondeu.
- Idiota! – mandei língua pra ele.
- Claro que ela pode ir. – Fletch disse e involuntariamente meus olhos começaram a brilhar.
- Que. Máximo. – falei pausadamente, pra poder respirar pra garantir que não estava delirando, entre uma palavra e outra.
“Where's the party? All I Wanna do is have some fun”
Passaram-se algumas horas desde a melhor notícia que eu recebi. Não sabia há quanto tempo estávamos sentados naquelas cadeiras, escutando detalhes dos próximos shows, e de algum tempinho pra cá eu não entendia mais nada. Minha cabeça estava fazendo planos aleatórios dos meus futuros dias com os meninos, e era tudo involuntário, ou seja, estava completamente desligada.
- ? ? ? – chamou – ? Tá me escutando?
- Hã? Oi, . – respondi depois de algum tempo de espera.
- Ê, lunática! – disse levantando as mãos – Finalmente ein! – ri.
- Ah, desculpa , mas eu não agüentei prestar atenção em tudo. – falei olhando pro lado, procurando as pessoas.
- Acabaram de sair da sala. – respondeu quando viu que eu estava ficando meio nervosa por não achar ninguém.
- Ah claro... – respondi me levantando – Que horas são, ?
- Tarde... Já escureceu faz tempo. – ele disse olhando pela janela no fundo da sala.
- E o que faremos agora? – perguntei esperançosa que eles fossem me levar a algum lugar, ou que fossemos sair.
- Vamos passar em casa, trocar de roupa e ir a uma festa. – disse parecendo animado para a tal festa.
- De quem? – perguntei curiosa, já que eles não haviam mencionado nenhum tipo de festa durante o dia.
- Casa do Steve. – disse – Ele ligou pro um pouco antes deles saírem e nos chamou. A propósito, estão todos nos esperando lá embaixo.
- Eu fui convidada? – perguntei fazendo cara de criança carente.
- , pra tudo que nós somos chamados você está automaticamente incluída. – ele disse calmamente, com uma voz suave, que, se ele não fosse meu melhor amigo, ou quase melhor amigo, estaria sendo agarrado nesse exato momento – Você faz parte da gente, como se nós cinco fossemos um!
- Você sabia que é a pessoa mais linda desse mundo? – perguntei indo abraçá-lo imediatamente – Brigada, .
- Eu que agradeço por estar com a gente. – ele respondeu me levantando no abraço.
- Lindo. – beijei a bochecha dele – Agora vamos que o Tom deve estar tendo um ataque pela nossa demora.
- Incrível como em alguns dias você já conhece seu primo tão bem. – riu e puxou minha mão para fora da sala, onde iríamos fazer o mesmo caminho que fizemos mais cedo, de volta á recepção, no térreo, onde os meninos estavam.
Chegamos à recepção rindo, já que estávamos fazendo simples comentários maldosos sobre as roupas que as recepcionistas do lugar usavam, e com isso atraímos todos os olhares concentrados dos garotos.
- Do que estão rindo tanto? – perguntou curioso.
- Nada não. – respondemos em conjunto.
- Claro. – Tom disse voltando à atenção para Fletch que parecia estar terminando de explicar alguma coisa – Então está decido não é?
- Sim. – Fletch respondeu – Entro em contato com vocês daqui a alguns dias para decidirmos os detalhes finais.
- Tudo bem então Fletch. – respondeu estendendo o braço para apertar a mão de Fletch – Temos que ir agora então, Steve nos chamou para uma festa.
- Tudo bem então, meninos. – Fletch apertou a mão de e repetiu o ato com os outros garotos, mudando apenas comigo, que recebi um beijo na bochecha – Falo com vocês daqui a alguns dias.
- Tchau Fletch. – dissemos em coro e saímos pela porta, entrando rapidamente no carro de .
Fomos o caminho todo cantando Beatles, que era o cd que estava no som do carro. estacionou o carro em sua garagem e rapidamente fomos para nossas respectivas casas (sim, a casa do Tom já era minha casa) para nos trocarmos, já que todos já havíamos tomado banho antes de sair.
- Que tipo de roupa eu vou? – perguntei ao Tom. Eu não sabia o que usar nesse tipo de festa, ou social, que eles faziam.
- Não são muito chiques não, . – Tom disse fechando a porta de casa – Pode ir com uma roupa normal.
- Tá, vou pensar em alguma coisa. – disse subindo a escada, já pensando no que eu poderia usar.
Abri minha mala e peguei direto a roupa que havia planejado no percurso do início da escada até a mala, uma blusa de manga comprida, meio soltinha na parte da barriga, resumindo, uma bata, vermelha, minha querida calça jeans escura e um sapato alto, estilo boneca, preto. Não era arrumado demais para o desfile de modas que é Londres, mas com uma maquiagem escura, que eu ia fazer, ia ficar pelo menos apresentável.
Fiz uma chapinha bem rápida, a maquiagem e estava pronta.
Como de regra, dei minha última olhada no espelho, passei as mãos por meus cabelos escorridos e fui ao encontro de Tom, que por incrível que pareça ainda estava no quarto.
- Tom? – bati na porta do quarto dele.
- Pode entrar, . – ele respondeu.
Abri a porta lentamente, e primeiro coloquei a cabeça para dentro do quarto, para assegurar que podia mesmo entrar. Vi que ele estava devidamente vestido, mesmo só de calça, e entrei por completo.
- Dúvida pra escolher a blusa? – perguntei ficando de frente para as duas opções que estavam esticadas na cama de casal de seu quarto.
- Muita dúvida. – ele falou com a mão no queixo, as olhando também.
- Acho que você pode ir com essa blusa verde. – disse pegando a blusa e colocando na frente de Tom para poder analisar devidamente.
- Você acha mesmo? – ele perguntou olhando pra baixo.
- Acho! – disse entregando a blusa a ele – Ela é linda! Uma blusa pólo, verde água, bem delicada e ainda combina com seus tênis que tem um detalhe verde! Fica perfeito, primo! – disse animada.
- Tudo bem, então. – ele respondeu vestindo a blusa – Falta só o perfume agora. – virou-se e foi para o banheiro colocar seu perfume.
- Cheiroso. – disse quando Tom saiu do banheiro.
- Obrigado. – sorriu – Vamos então?
- Sim senhor. – falei saindo primeiro que ele.
Saímos de casa e logo vi parado na calçada de Tom, nos esperando.
- Vamos com quem? – perguntou ajeitando o casaco que acabará de colocar.
- Vocês que sabem. – Tom respondeu dando os ombros.
- Vamos com , então. – disse indo a casa ao lado, que era de , para chamá-lo.
- Hey , vamos com . – disse depois que abriu a porta.
- Ok. – ele respondeu trancando a casa e acompanhando que já atravessava a rua para ir pra casa de .
- Toca a campainha ai, Tom. – disse.
- Com certeza. – Tom disse dando um sorriso maquiavélico e apertando o botão da campainha.
Apertou umas cinco vezes seguidas.
- Já vai. – gritou.
Apertou mais algumas vezes sem descanso.
- Espera, porra! – disse alterando a voz, mostrando-se irritado já.
Apertou mais algumas vezes...
- Vocês tão de sacanagem, né? – disse abrindo a porta irritado. – Fala logo.
- Vamos com você. – Tom respondeu feliz.
- Podia esperar pra me comunicar isso, dude. – ele falou fechando a porta e indo pra garagem, seguido por todos nós.
tinha um Audi TT prata, lindo!
- Vou na frente. – comuniquei aos outros.
- Conheceu a gente há poucos dias e já esta tão folgada. – falou indo para o banco de trás sem discutir comigo.
- Sou vip, querido. – disse me posicionando em frente à porta do carona.
- Ela tá certa... – disse me defendendo.
- Você não conta. – falou tentando criar argumentos para se defender – Nenhum de vocês pra falar a verdade. O Tom é primo dela, já considera essa mala como melhor amiga e gosta dela! Não tenho chances mesmo.
- Ah , sabe, apesar de tudo, eu também até gosto um pouquinho de você. – falei rindo.
- É, eu também vou com sua cara. – ele respondeu rindo também.
Entramos no carro e fomos em direção a casa do Steve, para minha próxima festa.
“We are the crowd, we're co-coming out”
Ao chegar à rua, já tínhamos escutado a música alta. Chegamos à porta e estacionamos o carro. Pelo que parecia, a festa estava animada. Tinham algumas pessoas na porta conversando e pela janela dava pra ver bastante gente dançando.
Fomos andando pela trilhazinha de pedras que ia em direção a porta. Entramos na casa e nos deparamos com muita gente, muito mais do que eu, pelo menos, esperava encontrar. E claro, eu não conhecia ninguém.
Fomos andando, passamos pela sala, onde muitos estavam dançando e outros se pegando nos cantos, ou sentados nos sofás, passamos pela cozinha, onde tinha o fornecimento de bebidas alcoólicas, e fomos para o jardim, que tinha uma enorme piscina mais atrás e varias mesinhas com cadeiras na frente, perto da porta de vidro que ficava no fim da cozinha.
Assim que pisamos no jardim, vi James com algumas pessoas em uma das mesas, e ele me avistou bem rapidamente também, porque imediatamente se levantou, abriu um enorme sorriso e foi em nossa direção, me olhando o tempo todo.
- ! – James disse me abraçando forte – Que bom que você veio! Eu pensei nisso o tempo inteiro, e estava super ansioso pra vocês chegarem.
- Oi, James! – falei sem graça retribuindo o abraço – É... Então... – não sabia o que responder.
- Fala, dude. – os meninos disseram animados ao vê-lo, ou quase todos. fechou a cara após ver essa cena de carinho e o cumprimentou friamente, mas James que parecia mais interessado em mim, nem percebeu a mudança repentina.
- Vem cá , vou te apresentar aos caras. – James disse me segurando pela cintura e me conduzindo até a mesa onde ele estava sentado antes.
- Claro! – respondi animada.
- Esses são o Steve, Chris e o Matt. – ele falou os nomes apontando para seus respectivos donos – E guys, essa é a .
- Então você é a famosa que roubou o coração do nosso garoto? – Steve perguntou se levantando pra ir me cumprimentar, como os dois outros estavam fazendo.
- Sou a , agora famosa e ladra de corações eu já não sei. – respondi fazendo os três rirem.
- Senta aqui com a gente e sinta-se em casa. – Chris disse puxando uma cadeira.
- Claro meninos, – falei me sentando – obrigada.
- Quer alguma coisa pra beber, ? – James perguntou.
- O que tem? – perguntei. Não queria ficar bêbada nem nada, mas não iria embora sem me divertir um pouquinho.
- Vodka, vodka, vodka e cerveja! – James falou rindo – Brincadeira tem sex on the beach também!
- Pode ser isso então. – respondi com um sorriso.
- Sim senhora. – ele falou indo em direção a multidão.
- Então , o James falou bastante de você. – Matt começou a falar.
- Espero que tenha falado bem. – continuei a conversa olhando para o lado, e vendo os guys, ou metade deles, já que só , que estava conversando com uma loira e que estava com uma morena, estavam ali, e me olhavam o tempo inteiro.
- Bem demais, pode apostar. – Chris disse me animando.
- E o que ele falou? – perguntei curiosa.
- Que você é linda, super legal, que é brasileira, que gostou muito de ficar com você... essas coisas. – Steve disse me fazendo ficar mais vermelha a cada elogio que falava.
- Ah, bondade dele. – falei.
- Ele estava certo e também está apaixonado – Chris disse.
- Brigada. – agradeci pelo elogio – E não está apaixonado, a gente se conhece há alguns dias só.
- Amor à primeira vista então, . – Steve disse – Ele está apaixonado.
- Chega que ele tá chegando, – Matt falou cortando o assunto. – mas então , você é prima do , não é?
- Sou sim! – respondi me integrando no novo assunto – E por isso vim passar algum tempo aqui.
- Então quer dizer que você não veio definitivamente? – Steve perguntou fazendo uma careta.
- Não... – falei meio cabisbaixa – Vou voltar ao Brasil no fim das férias.
- Que droga, ! – Matt disse – Mas por que você não vem morar aqui?
- Sua bebida, . – James disse me entregando a bebida e se sentando ao meu lado.
- Brigada, James. – agradeci a ele e dei o primeiro gole, e estava uma delícia – E Matt, eu ainda tenho que terminar a escola lá, mas os meninos já fizeram essa proposta e eu vou ver isso direitinho ainda.
- Isso, vem mesmo! – ele disse animado – Ia ser ótimo você morando por aqui perto da gente.
- Ia mesmo, ! – Chris e Steve falaram.
Continuamos uma conversa animada. Nesse meio tempo não tive sinal do nem do , e de vez em quando conseguia ver que era e se atracando com as duas garotas.
- Quer dar uma volta? – James susurrou em meu ouvido.
- Claro. – respondi com um sorriso. Nos levantamos e saímos de fininho enquanto os garotos discutiam alguma coisa de times de futebol.
- Pra onde vamos? – perguntei a ele quando vi que estávamos nos afastando das mesinhas, mas não para o lado da multidão e sim para o lado quieto da casa.
- Um lugar, aqui dentro mesmo, que acho que não deve ter ninguém. – ele respondeu ainda me puxando.
Chegamos a uma pequena fonte, que ficava atrás da casa e por incrível que pareça estava mesmo vazia.
- Simples e bonito, não acha? – James perguntou me abraçando por trás.
- Lindo. – respondi observando a fonte.
- Perfeito para o momento. – ele falou baixinho, me causando arrepios. Me virei de frente pra ele, e o encarei, bem próxima de seu rosto. - Você é linda. – ele disse e me beijou.
Não foi como o primeiro beijo, que parecia mais uma disputa por causa do amigo da Carrie. Esse era calmo, e ia se intensificando aos poucos. Ele me abraçada pela cintura, e eu estava com a mão em seu rosto, fazendo pequenos carinhos com meu polegar.
A cada momento que o beijo era intensificado, ele apertava mais minha cintura, e dava pequenos passos para trás, até que parou. Suponho que tenha encostado na parede da casa.
Com um beijo um pouco mais intenso, mais rápido e sincronizado, James foi abaixando a mão, até chegar à minha bunda. No momento fiquei meio desconfortável, mas acabei permitindo, não ia tirar nenhum pedaço de mim, pelo menos isso era o que eu achava até...
- ? – ouvi uma voz vindo de perto, e como estava me chamando parei o que estava fazendo e me virei para procurá-la.
- Hey... Hey, . – falei completamente sem graça - Você quer falar comigo?
- Quero sim. – ele respondeu sério. Sai de perto de James e fui falar com que tinha andado um pouco mais, até sair da visão de James.
- Diga... – falei quebrando o silencio que estava.
- Você mal fica com ele, mal o conhece e já está assim? – ele falou me repreendendo – Indo pra lugares mais escondidos, escuros e com ele passando a mão em você!
- Não, , claro que não! – falei me defendendo – Não aconteceu nada, fala sério.
- Não, ? Eu vi onde a mão dele estava. – disse ficando irritado cada vez mais, e com certeza a bebida, que já tinha alterado-o estava ajudando – E quer saber? Eu vou lá falar com ele.
- , por favor, você não tem nada a ver com isso! – falei segurando seu braço, para tentar impedi-lo de ir falar com James. Mas foi inútil.
- James? – falou alto.
- Sim, . – James respondeu educadamente.
- Não quero você fazendo nada que possa magoar a , ta me entendendo? – falava com o dedo na cara de James – Se você fizer qualquer coisa com ela, eu acabo com você.
- Eu não vou fazer nada com ela, ! – James respondeu abaixando o dedo dele.
- Pro seu próprio bem, é melhor mesmo! – ele falou sério – A gente se vê depois .
- Ok, . – respondi voltando pra perto de James.
- Você tá legal? – ele me perguntou vendo que eu estava um pouco desanimada.
- To sim, James. – forcei um sorriso.
- Vem cá. – ele me abraçou, o que me fez sorrir de verdade. – Não gosto de te ver tristinha não, isso acaba comigo.
- Você é um fofo. – falei abraçando-o mais forte.
Quando ele me soltou, sorriu verdadeiramente pra mim e me deu um selinho demorado em seguida.
- Vamos voltar pra lá, James? – perguntei passado algum tempo.
- Claro, . – James respondeu pegando minha mão e me levando de volta a onde nós estávamos mais cedo.
- AE! Finalmente resolveram aparecer. – Chris completamente alterado veio cambaleando até nós – Estavam no matinho?
- Fica quieto, Chris. – James respondeu tirando o braço de Chris que estava envolta de seu pescoço – E não estávamos em matinho nenhum.
- Porque você não se senta um pouco e bebe uma coca, Chris? – perguntei a ele.
- Coca é pros fracos. – ele disse rindo escandalosamente de suas próprias palavras.
- Vamos ver se os outros estão no mesmo estado. – falei pra James, me preocupando com os meninos.
- Vamos! – James falou – Até porque, se estiver todo mundo assim, nós estamos ferrados. – ri.
Entramos pela cozinha, e logo vimos àquela multidão de gente dançando, mas não achamos quem procurávamos que eram os meninos Ex-SOD e os Mcguys.
- Que ótimo, não enxergo ninguém. – falei decepcionada por não encontrá-los.
- Não liga, , eu também não achei ninguém! – James disse tentando me consolar – Vamos pegar uma bebida?
- Você faz questão que eu vá? – falei fazendo uma careta. Não sei quem eu estava tentando enganar Estava aflita para saber onde estava. Claro que estava preocupada com os outros também, mas pelo estado de mais cedo, eu ficava mais nervosa pensando que ele poderia estar com uma qualquer que só queira se aproveitar dele, até porque ele é meu amigo, certo? – Faz assim, você pega a bebida, enquanto isso eu procuro os meninos!
- Tudo bem, então. – James falou me dando um selinho – Boa sorte e se comporta que eu já te encontro!
- Pode deixar, James. – falei dando um outro selinho rápido e saindo em direção a multidão que estava na sala.
Andei com dificuldade pelas pessoas que estavam, em sua maioria, alteradas pela bebida e dançando animadamente. Cheguei praticamente ao meio da sala, e ainda não havia encontrado nenhum dos garotos.
- Não acredito! – falei sozinha quando ouvi o inicio de Paparazzi, da Lady Gaga – Eu amo essa música!
Comecei a dançar, mesmo que sozinha. Não iria perder essa musica.
Cantava animadamente, com os olhos fechados, esquecendo de qualquer um a minha volta que pudesse me achar uma maluca.
We are the crowd, we're co-coming out,
got my flash on, it's true
need that picture of you
it's so magical, we'd be so fantastical.
Leather and jeans, garage glamorous,
not sure what it means,
but this photo of us it don't have a price,
ready for those flashing lights,
'Cause you know that baby, I...
Quando finalmente chegou o refrão, em que eu me identificava um pouco, comecei a cantar cada vez mais alto.
I'm your biggest fan I'll follow you until you love me
papa-paparazzi,
baby there's no other superstar, you know that I'll be your
papa-paparazzi
promise I'll be kind, but I won't stop until that boy is mine
baby you'll be famous chase you down until you love me
papa-paparazzi
Senti que alguém havia se aproximado de mim, devido à respiração que eu comecei a sentir perto do meu ouvido. Não me importei muito porque já havia se passado um tempo desde que James havia ido pegar uma bebida, então eu pensei que fosse ele.
I'll be your girl backstage at your show,
velvet ropes and guitars,
Yeah cause you're my rock star in between the sets,
eyeliner and cigarettes
A pessoa começou a cantar no meu ouvido, e me segurou pela cintura, me deixando de costas para ele.
Era praticamente impossível não reconhecer sua voz perfeita. E essa pessoa não era o James.
Shadow is burnt, yellow dance and we turn
my lashes are dry, purple teardrops I cry
It don't have a price, loving you is cherry pie
cause you know that baby, I...
I'm your biggest fan I'll follow you until you love me
papa-paparazzi,
baby there's no other superstar you know that I'll be your
papa-paparazzi
promise I'll be kind, but i won't stop until that boy is mine
baby you'll be famous chase you down until you love me
papa-paparazzi
real good (we dance in the studio)
snap snap (that shit on the radio)
don't stop (for anyone)
we're plastic but we ' still have fun'!
estava dançando no mesmo ritmo que eu. Nossos corpos estavam completamente sincronizados, e mesmo quando a música foi trocada, continuávamos dançando sincronizadamente, como se não importasse música alguma, só a presença do outro.
- Você é uma pessoa incrível, . – sussurrou em meu ouvido, e em seguida deu um beijo em meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada. – E é uma das garotas mais lindas que eu já encontrei. – ele repetiu o gesto, subindo um pouco o beijo, que agora se aproximava da minha orelha. – E está me enlouquecendo. – ele disse e mordeu o lóbulo da minha orelha.
Eu estava estática, não tive nenhuma reação. Pensei por um momento que ele estivesse fazendo isso porque estava bêbado, e infelizmente essa foi à única conclusão que eu fui capaz de chegar antes dele me virar de frente a ele.
- Você não sabe o que ta fazendo, . – disse sem pensar.
- Sei sim. – ele disse olhando nos meus olhos fixamente – Não consigo aceitar que você tá ficando com o James.
- Você também ficou com outra na boate. – falei secamente esperando que ele entendesse o motivo de eu estar com o James.
- Ela foi pra cima de mim, . – ele falou segurando mais forte na minha cintura, e me trazendo pra mais perto de seu corpo – E eu achei que você e o James, sei lá... Já estavam tão próximos.
- Mas a gente não estava junto, . – respondi tentando me afastar um pouco.
- E eu queria que continuassem separados. – ele falou colocando uma de suas mãos em meu rosto – , eu... – e então, James apareceu.
- O que você pensa que está fazendo, ? – James perguntou irritado, me arrancando de .
- Ele não tava fazendo nada, James. – falei nervosa, com medo de uma futura briga.
- Só estava cuidando dela pra você, Bourne. – respondeu, olhando pra mim em seguida.
- Pode deixar que eu cuido dela. – James furioso, respondeu – Não preciso de você nem dessa troca de carinho.
- Então fica perto, pra que eu não seja obrigado a me aproximar dela e te deixar irritadinho. – respondeu saindo de perto da gente e sumindo na multidão.
- ... – tentei chamá-lo, mesmo sabendo que isso deixaria James ainda mais irritado.
- Olha, eu sei que vocês têm, ou tinham, sei lá, alguma coisa. – James dizia rápido, embolando suas próprias palavras – Mas eu gosto de você, , por que você não pode ao menos tentar gostar de mim? O não é cara de ficar com uma só e...
Foi a partir dessa frase que eu não consegui escutar mais nada. “O não é cara de ficar com uma só”. James podia estar certo, e eu seria mais uma pro , ou uma de muitas. Mas por que eu insistia em pensar que comigo poderia ser diferente? Que ele poderia ter falado aquelas coisas antes, porque realmente sentia isso...
- , você tá me ouvindo? – James perguntou e me deu um selinho, que me acordou.
- Ahn, sim James... – respondi. Pra minha sorte apareceu e começou a falar comigo.
- ! Você precisa vir comigo agora! – dizia, parecendo nervoso.
- O que houve, ? – perguntei ficando nervosa também.
- O tá passando mal e não escuta nenhum de nós, temos que ir pra casa! – ele dizia me puxando em direção ao jardim, onde estava deitado em duas cadeiras, que estavam juntas, com , Matt, Chris e Tom ao lado cuidando dele.
- , meu amor. – fiquei abaixada ao seu lado – Levanta daí pra gente poder ir pra casa e você descansar.
- ! – ele disse animado e me abraçando de lado. – Tava tão preocupado com você, você tinha sumido e eu não sabia o que fazer. – ele dizia arrastado.
- Eu tava bem, . – levantei e peguei em seu braço, para tentar levantá-lo – Agora levanta daí pra gente poder ir pra casa?
- Mas , eu não quero. – ele falou parecendo uma criança emburrada.
- Vamos, ! Por favor. – perguntei tentando puxá-lo de novo – Eu vou pra sua casa também, pra ficar com você!
- Jura? – ele perguntou começando a se levantar.
- Juro! Mas pra isso você tem que levantar daí. – falei ajudando-o a se levantar, e como ele estava “repsondendo” os guys se moveram para ajudá-lo.
Saímos todos pelo lado de fora da casa, onde teria menos gente. Eu estava de um lado com se apoiando em mim, e Tom estava do outro. E como eu não seria capaz de carregar assim, e estavam atrás, segurando também.
Entramos todos no carro dele, e Tom foi dirigindo, já que ele era o que estava mais sóbrio depois de mim, que não podia dirigir, e fomos pra casa.
“And I'm just one drink away, and I'm back in Wonderland like it was yesterday”
Pareceu um longo caminho, já que por ele todo eu fui segurando que insistia em deitar no meu ombro para dormir.
- Chegamos, . – falei empurrando a cabeça dele pela milésima vez – Me ajuda aqui alguém!
- Vem, . – o puxou, tirando-o do carro.
- Não quero ir pra casa. – reclamava enquanto era conduzido até em casa.
- Eu vou ficar aqui com você, . – eu disse pra ele enquanto abria a porta da casa e dava passagem a ele e ao .
- Vai mesmo? – , e Tom perguntaram juntos.
- Vou, ué. – eu disse – Já tinha te dito isso!
- Por isso eu te amo, . – disse se arrastando para me abraçar.
- Eu também te amo, . – falei abraçando ele forte, para não cair.
- Vou ficar aqui também, então. – disse para o espanto de todos – O ta péssimo, não posso deixar ela cuidar dele sozinha!
- Claro que é só por isso. – falou lançando um sorriso pervertido para mim.
- Você. É. Um. Idiota. . – falei pausadamente.
- Então acho melhor nós irmos. – Tom se adiantou – Vocês vão ter trabalho hoje.
- Por que você diz isso? – perguntei de um jeito irônico.
- Seu melhor amigo tá esparramado no sofá. – ele apontou pra , que estava babando no sofá - Boa sorte! – e foi saindo de casa, seguido por .
- Até amanha e boa sorte ai.
Quando eles saíram e fecharam à porta, olhei para , que estava me olhando confuso. O clima estava meio pesado na sala, provavelmente pelo acontecimento da festa.
- Bom, acho melhor darmos um banho frio nele. – sugeri a que só assentiu com a cabeça, sem emitir nenhum som.
Pegamos e levamos para o banheiro mais próximo. Tiramos a roupa dele deixando-o apenas de boxer e o colocamos na água fria.
- PORRA! – berrou quando a água fria finalmente o tocou.
- Desculpa, , mas vai ser bom pra você. – falei com a minha voz mais calma.
- Vem, . – disse grosseiramente tirando ele de lá e dando uma toalha.
se enxugou, com a ajuda de e se vestiu.
- Vem cá, . – o chamei para se deitar.
- Não vai embora. – ele me pediu enquanto se deitava na cama de casal do seu quarto.
- Não vou, , pode ficar tranqüilo. – falei segurando em sua cama e dando um beijo em sua testa.
- Te amo, . – ele disse já com os olhos fechados. Com certeza não demoraria muito para pegar no sono.
- Preciso comer alguma coisa. – falei pra que ainda estava completamente serio.
- Vai na cozinha. – ele respondeu secamente.
- Você pode me explicar o porquê de tanta grosseria? – perguntei irritada, começando a alterar meu tom de voz – Eu não fiz nada pra você, .
“Hey, I'm looking up for my star girl”
- Belo toque. – disse sarcasticamente.
- Obrigada. – agradeci no mesmo tom.
Abri meu celular rapidamente para que pudesse parar de tocar.
- Alô? – perguntei curiosa por causa do numero desconhecido.
- ? É o James
- Oi, James! – falei alto para que pudesse ouvir. – Não imaginava que você ia me ligar.
- É, desculpa a hora! É que foi tudo tão corrido na festa, não consegui nem me despedir.
- Ah, que isso, não tem problema! E bom, a culpa não foi sua, eu que tenho que pedir desculpas.
- Não linda! Claro que não. – ele disse todo fofo – Mas, o que você acha da gente arrumar isso, saindo amanhã?
- Ah, claro James, seria ótimo. – forcei uma animação.
- Então, que tal eu passar ai umas 6 horas pra irmos ao cinema, depois podemos comer alguma coisa!
- Tá ótimo pra mim...
- Então, até amanhã, minha linda! – ele disse parecendo animado – Boa noite!
- Boa noite James. – respondi e fechei o celular em seguida, agindo como se nada tivesse acontecido.
- Vai sair com ele amanhã? – perguntou curioso.
- Sim, vou. – respondi secamente.
- Não entendo porque você faz isso, . – ele falou parecendo mesmo inconformado – Tá na cara que você não gosta dele do mesmo jeito que ele gosta de você.
- E quem é que eu tenho que gostar assim? De você? – falei. Confesso que estava sendo meio ignorante, mas ele me provocou antes de tudo.
- Seria tudo muito mais fácil pelo menos. – dizia visivelmente irritado pelos meus ataques de grosseria.
- Seria mais fácil pra quem, ? – falei me aproximando dele. Acho até que estava ficando vermelha – Só se for pra você, que aí você podia aproveitar a oportunidade e me trair com alguma inglesa peituda dessas!
- Eu nunca faria isso se estivesse com você, . – ele falou se aproximando de mim como eu estava fazendo com ele. Paramos no meio da cozinha e, claro, continuamos discutindo.
- É óbvio que não! Você estragaria tudo antes de poder estar comigo. – falei começando a me afastar, com medo de tanta proximidade entre a gente.
- Você acha que eu sou o que? – ele perguntou. Fez besteira, , você não vai querer saber a resposta.
- Um cafajeste, talvez? – respondi com outra pergunta.
- Por causa das coisas que você lê em revistas? – ele respondeu passando a mão pelo cabelo e se aproximando novamente de mim – Tudo marketing, você deveria saber.
- Porque eu deveria saber? – perguntei.
- Porque eu achei que você fosse mais esperta que as outras. – ele disse saindo da cozinha em seguida, indo para a porta mais próxima, que eu acreditava ser um quarto.
- Idiota. – murmurei indo para o quarto do , já que eu não queria dormir no sofá e a cama dele estava bem atrativa.
Deitei-me ao seu lado e pensei na pequena discussão com e todos os acontecimentos da noite, até que peguei no sono.
“Showed me how good my life could be. How could this happen to me? ”
Parecia ser bem cedo ainda quando eu acordei. O sol fraquinho entrava pela janela, iluminando o quarto. Ainda ouvia o ronco baixinho de ao meu lado.
Resolvi me levantar e arranjar alguma coisa pra me distrair, e também encher meu estomago que estava reclamando, já que eu não cheguei a comer nada na noite passada, antes que eu começasse a pensar de novo nas coisas de ontem.
Fui pra cozinha e abri a geladeira. Tá que não tinha nada que eu gostasse muito, então resolvi investigar!
- Não é possível não ter biscoito nessa casa. – falei sozinha abrindo o terceiro armário da cozinha. – Ae! Finalmente! – comemorei quando encontrei um pacote de biscoito perdido no quarto armário.
Fui pra sala em seguida, com meu precioso biscoito, e liguei a TV pra ver o que poderia estar passando de bom. E pra minha sorte estava passando Friends, meu seriado preferido.
- Que dor de cabeça. – escutei uma voz vinda de trás do sofá.
- Senta aqui, , vou pegar remédio pra você! – disse me levantando e indo pra cozinha, que era onde eu tinha visto uma caixinha de remédios.
- Obrigado, . – ele agradeceu se sentando.
- Toma aqui – estendi pra ele o comprimido e um copo com água –, não deve demorar pra melhorar.
- Você é uma anja! Apareceu na hora certinha mesmo. – ele disse todo fofinho tomando o remédio.
- Você é um amor. – dei um abraço nele em resposta.
- Bom dia. – disse chegando à sala.
- ? – perguntou confuso.
- Ele veio dormir aqui pra poder me ajudar a cuidar de você. – eu respondi.
- Eu tava tão mal assim, dude? – ele perguntou parecendo não se lembrar da noite passada.
- Você não faz idéia. – respondeu fazendo uma careta - E só a conseguia fazer você se mexer, já que você nos ignorava.
- Prazer, Salvadora da pátria! – estendi a mão para cumprimentá-lo, arrancando risada dos dois.
- Convencida. – disse .
- E então, o que mais aconteceu ontem? – perguntou e imediatamente olhei para que também me olhou. Não iria contar agora o que houve entre a gente, seria no mínimo constrangedor.
- Bom... – comecei a responder.
- O James ligou pra chamando ela pra sair. – disse friamente.
- É... Isso aconteceu. – falei desanimada.
- E você vai? – perguntou a mim.
- Vai. – respondeu em meu lugar.
Passamos bastante tempo vendo Friends, já que estava tendo uma maratona em um desses canais britânicos, e nós três amávamos. A única coisa que se escutava naquela sala, além da televisão, eram nossas risadas, e agora o temporal que caia lá fora.
- , posso usar seu computador? – perguntei a ele ainda assistindo o episódio.
- Claro, , ta lá no meu quarto. – ele falou sem tirar os olhos da TV também.
- Brigada, amorzinho. – beijei seu rosto e sai da sala.
Liguei o computador dele e entrei rapidamente no MSN, já que estava super ansiosa para ver se conseguia conversar com algum dos meus amigos. Estava morrendo de saudade deles.
diz: Ah! Não acredito que vocês estão on-line!
- diz: ! Que saudade!
diz: Muitas! Como tão as coisas ai? Conta tudo!
diz: Perfeitas, girls! Várias festas e novidades! Hahaha
diz: Começa a contar então!
diz: Bom, no momento estou na casa do com o , a gente tava vendo Friends, mas a saudade foi mais forte.
diz: E eu fiquei com o James esses dias sabe...
- diz: Ta falando sério?
- diz: VOCÊ TA NA CASA DO MEU BEBE?
diz: Hahaha ! To sim, doente! O uma vez disse que eu sou a melhor amiga dele!
diz: Do ? Vou surtar aqui!
diz: Do !
diz: E você ficou com o James? você é a pessoa mais sortuda desse mundo!
diz: Que nada amiga! Briguei com o ontem! Acabou com a minha sorte!
diz: Tinha que ser!
- diz: Temos que contar uma coisa não muito boa !
diz: O que houve?
diz: A devia deixar de ser tão apressadinha... Mas enfim...
diz: Conta logo!
- diz: É que nós escutamos ontem as meninas falando que viram você na capa da Capricho, numa foto com os Mcguys e o James, numa festa...
diz: Deve ter sido a festa da Carrie, foi a única foto que eu tirei com todos eles.
diz: E elas estavam falando que iam fazer de tudo agora pra se aproximarem mais de você... E bom, conseguir chegar perto dos guys, pra ter a fama que você ta tendo e um deles pelo menos aos pés...
diz: Elas o que? Não consigo acreditar nisso!
- diz: E iam começar pelo
- diz: Desculpa amiga! Não queria contar por aqui, mas não quero que elas façam isso com você quando você estiver de volta!
diz: , diz alguma coisa por favor!
- acabou de chamar a atenção.
acabou de chamar a atenção.
Depois que elas disseram isso, saí do computador, deixando tudo ligado. Estava uma chuva horrível do lado de fora, mas mesmo assim, isso foi incapaz de me segurar dentro daquela casa. Não acreditava no que havia lido.
Passei correndo pela sala, onde e continuavam assistindo televisão e rápido passei pela porta da entrada, indo para a rua.
Fui andando rapidamente pela rua, com os grossos pingos da chuva batendo em meu corpo e meu rosto, minha roupa já grudada no corpo e meus olhos quase cegos de tanta água que recebia e lágrimas que insistiam em cair.
- ! – alguém me chamou. Ignorei o chamado e continuei andando, chorando cada vez mais – ! Por favor! – finalmente tinha me alcançado, segurado meu braço e me virado depressa.
- ... - falei baixo ainda chorando e não consegui não abraçá-lo.
- O que houve, ? – ele perguntou preocupado, retribuindo o abraço.
- Já sei como vocês se sentem com tanta gente falsa ao redor. – falei chorando cada vez mais, e afundando meu rosto em seu peito.
- O que te fizeram? – ele perguntou mexendo em meus cabelos.
- Minhas amigas só querem se aproximar mais de mim por causa de vocês. – falei sem olhá-lo. – Não gostam de mim, gostam do que eu posso oferecer.
- – ele me chamou –, olha pra mim. – segurou meu rosto com suas duas mãos, me fazendo olhar pra ele. – Eu já disse ontem e sei que você não levou a sério, mas você é mesmo uma das pessoas mais incríveis que eu conheci! É linda, amiga, engraçada, consegue animar qualquer pessoa – ele dizia olhando no fundo dos meus olhos – e você foi a melhor coisa que me aconteceu nesses anos! Nunca pensei que fosse finalmente encontrar alguém que valesse a pena e fosse ser nossa amiga de verdade, e além de tudo isso, que fosse me fazer ter borboletas no estômago de novo. – ele terminou de dizer a frase arrancando um sorriso meu, que foi seguido pelo dele. – E apesar de tudo que essas garotas falaram, eu sei que você é muito mais do que isso! Os guys sabem, e seus amigos de verdade sabem!
- ... – tentei falar alguma coisa, mas nada seria comparado ao que ele acabava de dizer.
- E além do mais – ele continuava falando –, eu não esperava que fosse me apaixonar tão perdidamente pela priminha de bochechas rosadas do Tom. – ele terminou de falar se aproximando de mim. Conseguia sentir sua respiração e nossos narizes que já se tocavam. E finalmente os lábios dele encontraram os meus. Começou com um selinho, que logo depois foi substituído pela língua dele que tentava encontrar a minha. Abri rapidamente minha boca, e nossas línguas se encontraram. O beijo era quente, apesar da chuva fria que continuava batendo na gente, e era o encaixe perfeito. segurava em meu rosto ainda e o acariciava.
Ele cortou o beijo me dando um selinho demorado de novo.
- To querendo fazer isso há um tempo já. – ele disse baixinho me dando outro selinho – Você não tem idéia de como eu invejei o James por conseguir antes que eu.
- Te garanto que não foi tão bom quanto agora. – falei sorrindo verdadeiramente para .
- Vamos sair dessa chuva antes que a gente pegue um resfriado. – ele disse pegando minha mão e indo atravessar a rua, em direção a sua casa.
“You gotta fight, for your right, to paaaaaaaaaarty”
Pela primeira vez desde que estava em Londres entrei na casa de . Era linda! Por fora era branca, com várias janelas e portas de vidro, contornadas de marrom. Era uma casa de inverno misturada com uma de praia, na minha opinião. Do lado de dentro eu estava vendo a minha casa dos sonhos.
Assim como a casa de Tom, a sala de era branca , tinham dois sofás pretos no canto da sala, onde tinha uma TV de plasma gigante e um PlayStation 3 a sua frente. No outro canto da sala, havia um sofá branco, que ficava de frente para uma lareira também branca.
Tinham alguns quadros espalhados pela sala, e todos eram ligados a música.
- Você precisa de um banho. – disse me conduzindo até as escadas. Subimos para o segundo andar. Andamos pelo corredor até chegar a última porta. entrou primeiro em seu quarto e eu o segui. Era simplesmente lindo.
Era pintado de um tom de cinza bem claro, com a cama de casal arrumadinha no centro, e uma mesinha, com porta retratos, de cada lado. Tinha uma TV de plasma menor à frente, e mais para o fundo do quarto uma varanda muito grande. Em uma das paredes uma coleção de guitarras, e do lado delas um pôster da banda. E do outro lado uma porta que dava para o banheiro e outra para o closet.
- Seu quarto é incrível, . – falei admirando os detalhes do quarto.
- Brigado, . – ele disse passando a mão pelo cabelo.
- Olha essa coleção de guitarras. – falei de boca aberta, parada à frente das guitarras, admirando uma por uma.
- Você gosta de guitarras é? – ele perguntou surpreso.
- Acho que é de família, sabe. – ri com a minha resposta, então me virei pra ele. – Nunca me imaginei aqui sabia...
- E por que não? – ele perguntou confuso agora. Acho que não chegaram a contar pra ele que eu era fã de McFly, que bom, vou estragar tudo – O que tem demais, ?
- Ah... Nada... – falei dando um risinho forçado e me adiantando para o banho – Então, acho melhor eu tomar banho antes de pegar um resfriado, né... Hoje tá meio frio.
- Ah, claro! – ele disse me puxando para o banheiro – Aqui tem toalha, e eu vou separar uma roupa e deixar em cima da cama enquanto eu vou para o outro banheiro.
- Obrigada, . – disse dando um selinho nele e indo ligar o chuveiro.
- De nada. – ele respondeu saindo do banheiro e fechando a porta dele.
Abri o chuveiro e deixei a água quente tocar meu corpo. Sentia pequenos choques devido à diferença de temperatura. Fiquei algum tempo tomando banho, aproveitando aquela água quente, que estava em contraste com a temperatura lá fora, já que estava bastante frio, e aproveitei pra pensar um pouco em tudo que havia acontecido até agora.
- Que irônico. – falei sozinha – Sou prima de um dos meus ídolos, vim pra Londres, fiquei com James Bourne, que eu sempre achei lindo, e acabo de ficar com meu maior ídolo, sendo que agora estou tomando banho na casa dele. – terminei a frase desligando chuveiro, já que eu já estava ali há bastante tempo. Peguei a toalha branca que havia pego pra mim, e me enrolei, saindo do banheiro em seguida.
Vi que tinha mesmo separado uma roupa dele pra mim, e estava esticada em cima da cama. Uma boxer azul marinho e uma blusa de manga comprida de abotoar, xadrez, branca com azul. Vesti a roupa e sai à procura dele.
- ? – falei quando cheguei à sala.
- To aqui na cozinha, . – ele respondeu de longe.
- Hey. – falei meio tímida quando cheguei á cozinha. estava de costas pra mim mexendo em alguma coisa.
- Chocolate quente? – ele perguntou me entregando um copo.
- Oba! – peguei o copo e sorri – Um desses vai ser ótimo agora.
- Merecemos um chocolate quente. – ele disse dando o primeiro gole – MERDA! Queimei minha boca. – disse alto, colocando a língua pra fora da boca e claro, me fazendo rir da cena.
- Coitadinho! – disse entre risos – Vem cá. – coloquei meu copo em cima da mesa e fui em sua direção – Será que isso passa? – perguntei dando um selinho nele.
- Ainda não passou não. – ele reclamou fazendo biquinho.
- E assim? – dei dois selinhos demorados nele.
- Ainda dói! – ele respondeu.
- E desse jeito? – perguntei dando outro beijo, mas dessa vez um beijo direito, que foi logo intensificado por , que me puxou para mais perto dele, segurando meu rosto.
Passei o braços por seu pescoço e logo após cortei o beijo.
- Se eu falar que não passou você me beija de novo? – ele disse rindo e me dando um selinho.
“DIIIIN DOOOOOOOON”
- Campainha? – perguntei curiosa tirando os braços de seu pescoço.
- Vou lá atender. – disse me dando outro selinho e indo atender a porta.
- É... Oi. – não fui ver quem era na porta, mas vi que a reação de não tinha sido das melhores – , você pode vir aqui rapidinho? – ele me chamou.
- Claro, . – fui encontrá-lo. Ao chegar à sala vi que era James na porta. Droga, eu tinha esquecido completamente que nós íamos sair hoje.
- James? – falei surpresa e nervosa ao mesmo tempo.
- O que você esta fazendo aqui, na casa dele e com as roupas dele, ? – ele perguntou extremamente nervoso.
- James... Eu... Eu posso explicar. – eu comecei a gaguejar, ficando mais nervosa do que já estava e com medo da reação dele.
- Você acha o que, ? Que eu sou um joguinho, que vou estar sempre atrás de você? – ele ficava mais nervoso a cada minuto e agora havia entrado na casa indo em minha direção.
- Não James, claro que não. – não conseguia tomar alguma iniciativa concreta, pelo menos para terminar logo com tudo isso.
- Relaxa, dude. – falou calmamente – Ela estava toda molhada e eu a trouxe para tomar um banho e trocar de roupa.
- E você quer que eu acredite que não rolou nada com os dois nesse meio tempo? – ele falou irônico, virando rapidamente para , só para olhá-lo e voltando-se para mim.
- James... Eu acho melhor a gente conversar. – falei rapidamente, antes que ele pudesse fazer alguma coisa, ou até pensar nisso.
- Eu sabia! Tinha certeza. – ele falou com um tom mais alto de voz – Vocês ficaram hoje e agora você quer terminar!
- Você tá enlouquecendo, James. – eu falei colocando minha voz no mesmo tom que a dele. Estava começando a ficar irritada com essa situação.
- Não, eu não to. – ele disse – Agora vai correndo para os braços do seu amor, vai.
- Eu quero terminar e sim, eu vou. – eu disse séria e indo em direção ao .
- Eu... Eu não acredito. – ele falou indo na minha direção – O que você está fazendo? – ele segurou em meus braços.
- Solta ela agora, dude. – disse nervoso, e empurrando ele para tirá-lo de perto de mim.
- Isso, defende sua namoradinha, sendo que até ontem ela estava comigo. – James disse se afastando da gente, pela ameaça de , que agora estava na minha frente.
- Vai embora, dude. – disse cada vez mais irritado. – Agora!
James sem responder nada saiu da casa, batendo a porta atrás dele.
- O que foi isso? – perguntei ainda confusa com todos os acontecimentos – Ele não é assim normalmente.
- Não mesmo . – disse me abraçando – Eu acho que ele bebeu... Ele não faria isso.
- É uma boa opção. – respondi o abraçando – E como ele me achou?
- Bela pergunta. – respondeu
- Brigada, . – agradeci dando um selinho nele – Eu fiquei com medo do que ele poderia fazer, e agora to com medo de ter estragado a amizade de vocês, me desculpa.
- Hey... Não tem porque se desculpar. – falou segurando meu rosto com as duas mãos e fazendo um leve carinho com seu polegar – O James que enlouqueceu e outra, se nossa amizade for mesmo amizade, a gente vai se entender depois, como sempre. Mas no momento, eu quero mais é te ver feliz, . – ele sorriu, com aquele sorriso lindo de sempre, me fazendo sorrir em seguida.
- Brigada, . – falei ainda sorrindo e dei um selinho nele.
“DIIIIN DOOOOOOOON”
- Meu deus, to procurado hoje, ein. – ele disse bufando e indo novamente em direção á porta.
- Ta pop, ! – falei rindo.
- Sou pop, meu bem. – ele disse fazendo um biquinho e rindo em seguida.
- Fala, dudes. – ele disse abrindo a porta pra Tom e entrarem.
- O que houve aqui? – Tom perguntou confuso – Escutei uma gritaria.
- Cadê a ? – perguntou nervoso, olhando pra todos os cantos da sala me procurando, sendo que eu estava a poucos metros dele – ! Você tá bem? Como você tá? Ele não fez nada, né? – me abraçou e me encheu de perguntas.
- Calma, . – tentei acalmá-lo um pouco – Eu estou ótima!
- Alguém me conta o que aconteceu? – Tom falou de novo.
- Oi pra você também primo. – disse rindo.
- Senta ai gente. – disse indo pro sofá. O segui, e fui seguida por , que não ia desgrudar de mim nem tão cedo, e logo depois Tom fez o mesmo.
- Conta! – eles disseram em coro.
- Ok... O James... – comecei a falar e fui interrompida por .
- Não, começa do começo. – ele falou sorrindo maliciosamente.
- To começando, . – disse. Odiava ser interrompida.
- Não tá. – ele falou sorrindo cada vez mais abertamente.
- Que começo você quer? – perguntei pensando no que ele poderia estar falando.
- No começo que você e o ficaram e o motivo de você ter saído daquele jeito. – ele disse sorrindo pra mim e olhando para Tom em seguida, que estava com os olhos arregalados. Olhei seria para , repreendendo-o.
- Vocês dois o que? – Tom perguntou ainda com os olhos arregalados.
- Então... – comecei a contar a historia de novo, acabando com a possibilidade de Tom falar mais, antes que ele tivesse algum tipo de ataque – Duas amigas minhas do Brasil me contaram que minhas “amigas” – fiz as aspas quando falei amigas, já que as coisas iam mudar agora – querem se aproximar mais de mim por que eu to com vocês...
- Como elas sabem? – perguntou curioso.
- A nossa foto da festa da Carrie saiu em uma revista de lá e elas viram. – respondi – E provavelmente algumas outras fotos de alguma saída, festa... Não sei.
- Continua. – Tom disse prestando atenção em mim.
- Claro. – falei olhando para minhas mãos. Não gostava muito de encarar as pessoas, principalmente em partes que me deixavam constrangidas, como a que vinha daqui a pouco – Então eu sai correndo de casa e o me seguiu, e bom... – parei de falar.
- Então eu beijei ela depois. – disse me deixando completamente vermelha.
- Não precisa ficar vermelha não, . – falou rindo de mim. A ele me paga!
- Cala a boca, , se não eu não continuo! – falei em tom de ameaça.
- Desculpa, pimentinha. – ele falou arrancando risadas dos garotos e uma cara séria minha – Continue...
- Só porque eu sou extremamente legal. – falei – Então nós viemos pra cá porque estávamos encharcados, ai depois de tomar banho e tal o James apareceu...
- E a gente ainda não faz idéia de como. – disse coçando a cabeça.
- Isso eu respondo. – falou mordendo o lábio, demonstrando total aflição – Ele ligou pro celular da e eu atendi, ai ele perguntou onde ela estava e eu disse que não sabia, que ela havia saído de casa correndo e o a seguiu, mas que depois disso eu não sabia pra onde vocês tinham ido... – ele passou a mão no rosto e continuou – Já que vocês estariam juntos, o mais óbvio seria na sua casa... Ele deve ter deduzido isso!
- Boa, ! – falou ironicamente.
- Desculpa. – ele disse sincero.
- Não liga, . – sorri e o abracei. – Então, continuando! Ele veio aqui, acho que ele estava bêbado, e ele começou a falar um monte de coisas pra mim.
- E depois pegou ela pelo braço e começou a falar, parecia que ia bater nela! Fiquei nervoso. – disse complementando minha explicação.
- E aí o entrou na minha frente e me defendeu e mandou James ir embora... – falei terminando – E ele foi embora e vocês apareceram.
- E nós fomos interrompidos de novo! – complementou – Fim!
- Wow! – foi só o que Tom conseguiu falar depois de tudo isso – Os dias ficaram tão interessantes depois que você veio pra cá, !
- Ah, obrigada Tom, fico feliz em fazer sua vida uma vida mais feliz e cheia de histórias pra ouvir. – falei rindo, fazendo-o rir em seguida.
- Cadê o ? – perguntou depois de muito tempo.
- Parece até que você não sabe onde ele tá. – falou levantando uma sobrancelha e dando um sorriso maroto.
- Onde? – perguntei sem entender a brincadeira.
- Na casa de alguma fã que caiu nas garras de . – Tom respondeu fazendo “gr” como um tigre.
- Ah é claro. – falei revirando os olhos. – Vocês não prestam!
- Ei, não me inclui nisso. – disse parecendo ofendido.
- Não, ? – falei levantando as sobrancelhas.
- Eu ERA assim – ele disse enfatizando o ‘era’ –, mas agora eu mudei, pode confiar.
- Eu confio. – sorri e dei um selinho demorado nele.
- Não quero ver esse tipo de coisa com a minha prima, não. – Tom falou separando a gente.
- Nem vem, Tom. – me puxou grudando nossas bocas por um tempo.
- Acabei de falar que não quero ver isso, surdos! – Tom falou de novo.
- O que vamos fazer hoje? – cortou o assunto.
- Acho que não tem mais nada pra fazer, né? – falei olhando para a janela, e vi que continuava chovendo bastante, assim como quando eu saí correndo.
- Pizza? – sugeriu.
- Filme? – foi a minha vez.
- Vídeo game? – falou meio receoso.
- E. han... – Tom disse pensando em algo – Bebida?
- Alcoólatra! – falei rindo.
- Eu não tinha mais nada pra falar, ué. – ele tentou se defender.
- Podia ter falado um suco de leve, chocolate quente – falei rindo cada vez mais –, não vem com essa, primo!
- É Tom, se ferrou, dude! – falou dando tapinhas em suas costas.
- Quieto. – Tom falou sério.
- Mas então, o que faremos? – perguntei.
- De volta pro futuro e Domino’s . – Tom disse dando um pulo do sofá e indo pegar o telefone para ligar pro Domino’s. – Querem pizza de que?
- Mussarela. – disse.
- Calabresa. – eu e respondemos juntos.
- Vou botando o filme. – se levantou indo pegar o filme. Nesse meio tempo que estávamos sozinhos, me beijou. Ele me puxou pela cintura me fazendo ficar sentada em seu colo, me beijando ferozmente.
- Dá pra vocês pararem? – Tom falou alto.
- Desculpa primo, nos empolgamos. – falei completamente sem graça.
- Se você não falasse eu nem ia perceber, prima. – ele disse irônico.
- Olá, galera. – chegou falando alto e nos assustando.
- ! – falei animada e sai correndo para abraçá-lo.
- Oi, minha linda. – ele respondeu meu abraço e me deu um beijo na testa. – Como foi o dia de vocês?
- Há, você não tem a menor noção de como foi tumultuado. – Tom disse olhando para mim e para .
- O que houve? – perguntou olhando para mim. Fiz um resumo rápido de toda a história. – Eu não acredito que ele fez isso! – falou colocando a mão na boca.
- Acredite. – falei rindo da cara dele.
- , você é meu herói! – ele correu e pulou o sofá para abraçar .
- Também te amo, amor. – colocou uma de suas pernas nele, que segurou, e o agarrou pelo pescoço.
- Fiquei com um viadinho. – falei sacudindo a cabeça negativamente.
- Você o que? – perguntou agora mais surpreso do que antes.
- Oi? – falei tentando não responder de imediato.
- Vocês se pegaram? – ele falou sorrindo – Eu não acredito! Tava na hora, dude!
- Brigado, . – falou corando.
- Acho que a pizza chegou. – disse ao ver a moto estacionada na frente da casa. – Vou lá.
Ele voltou com as pizzas, cada um pegou o primeiro pedaço e foi para o sofá. Nos sentamos e começamos a assistir De volta para o futuro.
Algum tempo se passou. Já havíamos comido todas as pizzas e o filme tinha acabado. Ficamos um tempo olhando para a televisão que passava os créditos do filme, até quebrar o silêncio.
- Ainda tá cedo... Topam um jogo? – ele perguntou.
- Que jogo? – pareceu se interessar.
- Sei lá, pergunta e resposta... Tipo, verdade ou desafio, mas não rola sem bebida, então melhor só pergunta e resposta! – ele disse.
- Topo. – respondemos em coro.
Nos sentamos em roda no chão, eu do lado de , ambos apoiados no sofá, estava do meu outro lado, de perna cruzada como uma criança e ao seu lado estava Tom, que segurava a garrafa que íamos girar, e ao lado de , com um refrigerante na mão.
- pergunta pra . – Tom disse depois da primeira girada na garrafa. Que ótimo, estou estreando o jogo!
- É verdade que você é nossa fã? – ele perguntou rapidamente, sem nem pensar muito nisso.
- É – bufei –, mas agora vejo vocês como meus amigos, meus melhores amigos. – completei minha resposta.
- Que linda, minha melhor amiga. – falou parecendo meio gay e me mandou um beijo. Giramos a garrafa de novo.
- Tom pergunta para . – foi minha vez de falar.
- É verdade que você nunca sentiu nada por ninguém comparado ao que você sente pela ? – ele perguntou sorrindo maliciosamente.
- Eu mato você. – respondeu primeiramente com um olhar fuzilante – E é verdade... Não sei por que, mas você consegue me dar borboletas no estômago o tempo todo e quando chega perto, minhas pernas ficam moles involuntariamente e meu coração acelera muito. – ele disse olhando dentro dos meus olhos. Não consegui me conter e pulei em seu pescoço, o enchendo de pequenos beijinhos.
- Dá pra gente continuar? – perguntou já segurando a garrafa.
- De novo, ! – Tom falou rindo de mim – Pergunta .
- Quem é seu McGuy preferido, melhor amiga? – perguntou sorrindo como uma criança – E eu te amo, ! – ele sabia que eu ia querer matar ele depois disso e meu olhar dizia tudo.
- Pulo! – falei seria.
- Não pode! O jogo se chama perguntas e respostas! – falou – Isso não é resposta!
- , nós vamos conversar depois. – falei olhando pra ele e me dando por vencida. Comecei a fitar minhas mãos, que mexiam na barra da blusa de – Meu McGuy preferido é o ... – olhei para o lado e vi que ele estava com um sorriso que parecia que não ia caber em seu rosto, e eu ficava cada vez mais vermelha. Ele acabou não dizendo nada e nós continuamos a brincadeira por mais algum tempo...
- Estou cansado. – Tom disse deitando no chão.
- Meu dia foi longo hoje, preciso dormir. – falei apoiando a cabeça no ombro de .
- Vamos pra casa, prima? Amanhã a gente faz alguma coisa. – Tom disse me olhando de baixo.
- Vamos. – respondi levantando a cabeça.
- Vou também. – respondeu e apenas acenou com a cabeça concordando com ele.
- E eu fico aqui. – disse rindo.
Nos levantamos e cada um se despediu dos outros e foi para sua respectiva casa.
- ! – me puxou pelo braço quando eu estava andando pelo gramado da frente da sua casa.
- Oi, . – falei parando imediatamente e olhando para ele.
- Sobre o que você disse do McGuy preferido – ele começou a olhar pro chão enquanto falava –, eu só queria dizer que fiquei muito feliz em saber que era eu. – ele finalmente olhou pra mim e eu rapidamente o beijei. Diferente dos outros beijos do dia, ou pelo menos da maioria deles, esse foi longo, e bem calmo para nos aproveitarmos.
- Mas... Me responde – ele cortou o beijo e agora perguntou me olhando nos olhos –, por que eu?
- Porque – parei pra pensar em que qualidade usaria primeiro – você sempre foi incrível, os outros também são, mas você tem um jeito diferente, engraçado de ver as coisas e aproveitar a vida sempre da maneira mais intensa possível, achando graça em tudo que te acontece, sem falar que sua voz é linda e você é uma das pessoas mais talentosas que eu conheço. – falei sorrindo para ele, que sorria abertamente. – E só mais um detalhe: seu sorriso e seus olhos me enlouquecem!
- Você – ele me deu um selinho – é – outro – linda – e mais um – demais – e finalmente um beijo longo.
Ficamos um tempinho nos beijando, quando eu tive que cortar o beijo, mesmo que contra minha vontade.
- Tenho que ir pra casa. – falei dando outro selinho – Até amanhã, .
Andei até o outro lado da rua, onde ficava a casa de Tom. Entrei e fui dormir direto, com a roupa de , e com seu cheiro.
“Welcome to the land of fame excess”
Acordei cedo no dia seguinte com uma música alta que vinha do quarto de Tom. Abri os olhos rapidamente, pois havia acabado de levar o susto, e logo reconheci a música. Estava tocando ‘All My Loving’ dos Beatles, e eu amava essa música. Sorri ligeiramente e peguei meu roupão, que ainda estava na mala, no canto do quarto.
- Bom dia, primo. – falei educadamente na porta do quarto dele, que estava aberta.
- Bom dia, prima. – ele respondeu animado – Acho que te acordei, né.
- É acordou. – falei meio mal humorada. Odiava ser acordada – Mas a sua sorte é que eu amo essa música e nem vou falar nada.
- Escolhi bem então. – ele riu. Provavelmente da minha cara de sono ou do meu cabelo bagunçado – Aproveita e vai tomar um banho pra acordar e se arruma que nós vamos sair, e enquanto isso farei o café!
- Vamos aonde? – perguntei curiosa enrolando meu roupão para ver se me esquentava um pouco.
- Surpresa. – ele disse pegando uma blusa de seu armário e esticando na cama – Vou fazer café a Lá Tom Fletcher!
- Que delícia. – falei passando a língua pelos lábios – Vou tomar banho!
Voltei para o meu quarto e tomei um banho rápido. Peguei uma blusa de manga comprida cinza, com bolas grandes pretas, caída no ombro, uma calça jeans clara, meu All star branco. Peguei minha bolsa da Gucci, preta, e coloquei a máquina e alguns pertences femininos. Não sabia pra onde íamos, e registrar os momentos nunca seria demais! Passei um lápis básico nos olhos e um gloss rosa e desci.
- Cheirinho bom. – falei quando cheguei à cozinha.
- Especial da casa. – Tom falou pegando um dos pratos que estavam na bancada e colocando na minha frente – Espero que você goste, prima.
- Panquecas! – falei animada – Amo!
‘DIIIIIIIIN DOOOOOOON’
- Campainha. – falei com a boca cheia.
- Vou lá. – Tom colocou mais um pedaço de sua panqueca na boca e se levantou.
- Hey dude, entra. – escutei Tom falando com alguém – Sim, ela só está terminando de comer. – ele falou voltando para a cozinha.
- Bom dia, . – falou me dando um beijo na bochecha.
- Bom dia, ! – respondi sem parar de comer.
- Faminta, anda logo ai que os guys já estão vindo. – ele falou apoiando-se em uma das cadeiras vagas.
- Aonde nós vamos? – perguntei de novo na esperança de ele me responder, ao contrário de Tom.
- Surpresa. – ele falou – Você já, já vai saber!
- Vocês têm as mesmas respostas, que droga! – reclamei e comi o ultimo pedaço da panqueca.
- Vou escovar os dentes rapidinho e volto. – disse levantando da cadeira e indo correndo escovar os dentes.
Voltei logo depois. Fui tão ágil como nunca fui em toda minha vida, cheguei a ficar impressionada comigo mesma.
- Pronto! Vamos? – falei pegando minha bolsa e indo para a porta.
- Vamos. – responderam juntos.
- Temos que passar no pra chamá-los. – avisou.
- E o ? – perguntei como quem não quer nada.
- Sabia que você ia perguntar, estava só testando! – riu – Ó amor é lindo mesmo!
- Fica quieto e me responde. – falei agressivamente.
- Tá com o . – ele respondeu enquanto digitava no celular, provavelmente ligando para um deles. Como se precisasse, já que a gente morava na mesma rua.
- Vem logo. – ele disse apenas e desligou o telefone. – Acho melhor irmos no seu carro, Tom, ele é mais discreto que os outros.
- Ok! – Tom falou indo para o carro, sendo seguido por nós dois, já que os garotos ainda não haviam aparecido.
Tom ligou o carro e o tirou da vaga, parando em frente à casa de , que logo saiu acompanhado de e entrou no carro. Como eu entrei antes, estava no banco da frente, e no de trás, como sempre.
Estávamos indo para algum lugar desconhecido por mim, já que eu só sabia onde era o caminho da casa do Steve, da tia Debbie e da gravadora, então qualquer lugar sem ser os três era completamente novo para mim.
Não demorou muito para chegarmos a um dos lugares que eu mais queria conhecer.
Tom parou o carro em um estacionamento privado e saímos. Logo ao sair do carro fui puxada por .
- Ainda não tinha te cumprimentado direito. – ele disse me dando um selinho.
- Bem melhor agora. – falei abraçando-o.
Estávamos andando nas ruas, e eles ainda não tinham sido parados por fãs, apenas atraiam olhares curiosos, ou será que esses olhares eram pelo fato de eu estar andando de mãos dadas com ?
- Ai meu deus. – falei com os olhos brilhando e um sorriso cada vez maior – O Big Ben!
- Demoramos pra começar seu tour por Londres – disse sorrindo por vez minha cara de felicidade – Mas nós prometemos!
- Vocês são os melhores. – disse ainda sem acreditar.
- Fotos! Fotos! – falei animada tirando minha câmera da bolsa.
- Oi, será que você poderia tirar uma foto nossa? – perguntou educadamente a uma jovem britânica que passava ao nosso lado.
- Claro. – ela respondeu.
Tiramos nossa primeira foto junto. Eu estava na frente, com ao meu lado, segurando minha mão, e do outro, com a cabeça apoiada da minha. Tom estava ao lado de fazendo um joínha com a mão direita e ao seu lado, sorrindo apenas, e ao fundo, o Big Ben.
- Vem, vamos mais perto. – Tom me puxou.
Andamos um pouco mais pela calçada, até chegarmos em frente ao Big Ben. Atravessamos a rua, e agora sim, estávamos literalmente na frente do Big Ben! A paisagem era linda, como eu sempre imaginei. Tinham algumas arvores com folhas bem verdes na beira da calçada que complementavam ainda mais o cenário. E logo atrás tinha um portão, que nos levava até lá, mas claro, estava fechado, sendo guardado pelos guardas britânicos que eu cismava em dizer que eram pessoas estranhas, por serem tão sérios.
- Aqui é lindo. – falei abraçando de lado – Como eu sempre imaginei!
- Você gosta mesmo de Londres, ein . – falou olhando para o Big Ben, assim como eu.
- Sempre sonhei com Londres, minha vida toda – disse sorrindo –, ainda não consigo acreditar que estou aqui.
- Você está. – disse dando um beijo no topo da minha cabeça.
- Vem, quero tirar uma foto só com a minha melhor amiga. – disse me puxando dos braços de e se preparando para uma foto – Mas quero uma foto diferente, !
- Diferente como, ? – perguntei sem entender.
- Sobe nas minhas costas. – ele disse se agachando um pouco para eu pular em suas costas. Pulei nas costas dele, sorri e fez o mesmo. Atrás de nos estava o Big Ben.
- Prontinho. – falou depois de tirar a foto.
- Ficou linda! – falei com os olhos brilhando, depois de ter pulado das costas de e ido ver a foto.
- Adorei. – ele falou me dando um beijo na cabeça.
- Agora eu quero também. – falou entregando a máquina fotográfica para e me puxando para tirar foto.
- Não sei ser tão inovador como o . – ele falou desapontado – Mas pensei em alguma coisa. – ele terminou de falar, me pegando no colo, como se fossemos recém casados. Agarrei o pescoço dele, levantei uma das minhas pernas e fiz um biquinho e apenas sorria com isso.
Tiramos à foto, e antes de poder olhar foi à vez de Tom:
- Quero foto com a minha prima também. – ele disse indo para o lugar de . – a minha vai ser mais original. – Ele mordeu minha pequena covinha, do mesmo jeito que eu dizia que gostava de morder a dele. Foi inevitável fazer uma careta, e isso deixou a foto ainda mais legal. Além da mordida, ele me abraçava pelo lado e dava pra ver um sorriso em sua expressão.
- Sua vez, . – Tom disse quando largou minha bochecha – Foi o troco prima. – ele riu. Enquanto isso passava a mão no lugar que ele havia mordido.
- Doeu animalzinho. – falei ainda passando a mão, como se tentasse fazer parar de formigar.
- É de família! – ambos rimos. se aproximou de mim.
- Minha foto não vai ser tão diferente. – ele disse bagunçando seus cabelos.
- Não se preocupe com isso. – respondi. Estava visível que nós dois estávamos com vergonha, mesmo sem motivo.
Ele foi um pouco para trás de mim e me abraçou pela cintura. Minhas mãos encontraram as dele, e as seguraram. encaixou sua cabeça me meu ombro e sorriu com aquele sorriso que eu tanto amava, e eu fiz o mesmo.
Vimos o primeiro flash, e demoramos um pouco mais para mudar de posição.
me soltou, e me virou de frente pra ele, colocou minha mexa de cabelo para trás da orelha, e me beijou. Pude sentir flashes em cima da gente. Opa tem alguma cosia errada, eu disse flashes do plural, isso quer dizer...
- ! ! – escutamos uma gritaria quando finalmente separamos nossas bocas.
- Erm... Oi, gente. – cumprimentou as fãs educadamente.
- Essa é a ? – uma delas perguntou.
- Sim, sou eu. – respondi sorrindo para causar uma boa impressão.
- Vocês tão namorando? – outra garota perguntou.
- Bom, ainda não. – respondeu lentamente, e olhou pra mim, que encarava o com curiosidade.
- A gente pode tirar fotos com vocês? – uma outra perguntou. Então começou a sessão de fotos com o McFly, e até comigo.
Depois de praticamente todos tirarem fotos conjuntas e individuais, pudemos dar continuidade ao nosso tour por Londres.
- Vamos para o próximo passeio? – Tom disse – estamos ficando atrasados.
- Aonde vamos? – perguntei sabendo que ninguém me responderia.
- Você já vai saber. – disse – Mas vamos logo se não você não vai saber.
- Corre gente! – apresei todos eles. pegou minha mão e fomos andando todos rapidamente para o próximo lugar.
Andamos um pouco até chegar a uma espécie de passarela, do lado oposto do London Eye, que nos levava para um deck, onde havia um barco parado.
- Rio Tamisa? – perguntei prendendo a respiração em seguida.
- Acertou! – falaram em coro.
- Boa tarde, senhores. – um homem disse enquanto nos ajudava a subir no barco branco com vermelho, chamado City Cruises. Em cima ele era aberto, e embaixo havia uma parte fechada, com bancos acolchoados da cor azul escura.
- Vamos lá pra cima, . – disse indo para a escada, que ficava na parte de trás do barco.
Chegamos ao segundo andar, ficamos nas últimas cadeiras, onde não teria o local do comandante na frente para atrapalhar a visão. Nos posicionamos, sentando nos bancos gigantes do barco, que coube nós cinco. Ficamos apenas rindo e falando besteiras antes do barco encher totalmente para dar a partida. O lado de cima não estava cheio como de baixo, o que nos fez ficar aliviados, por ter menos chance de encontrar fãs.
Comecei a tirar fotos assim que saímos do deck. Tirei foto com os guys, colocando a máquina do timer, com o London Eye de plano de fundo, e ficou linda por sinal, vimos o Big Ben de longe, e finalmente estávamos passando pela London Bridge. Não parei de tirar fotos um segundo sequer. Tirava da ponte sozinha e com ela de fundo, sempre com todos os guys, e a cada foto, nós fazíamos mais caretas e posições engraçadas.
O barco deu a volta, e voltamos para o deck.
- Foi incrível, gente. – falei empolgada olhando as milhões de fotos – Eu amei! Muito obrigada!
- Você merece, . – falou. – E por isso ainda falta coisa.
- Jura? – perguntei como uma criança. Cada vez mais animada.
- Sim. – respondeu – Vamos para nossa próxima parada!
- Esse é mais longe que os outros, teremos que pegar o carro. – Tom falou nos guiando até o estacionamento em que havíamos deixado o carro.
- Animada? – perguntou quando já havíamos entrado no carro e estávamos indo para o próximo lugar.
- Impossível ficar mais animada do que eu já estou. – falei sorrindo.
- Que bom, . – ele falou me dando um beijo na bochecha – Gosto de te ver feliz!
- Todos gostamos! – disse se metendo na conversa.
Vi a placa da rua: Baker Street. Era bem familiar, já que eu vivia em sites de Londres, olhando pontos turísticos e fotos de intercambiários, torcendo para conseguir cada vez mais dicas para quando eu finalmente fosse para lá.
Então, de longe avistei uma meia lua gigante, coberta com um tipo de revestimento verde claro, e abaixo o tão famoso nome: Madame Tussaud’s.
- Não. Acredito. – falei pausadamente, sem acreditar no museu que estava na minha frente.
- Pra variar você conhece, acertei? – Tom perguntou.
- Claro! – falei rindo – Eu sou louca por esse lugar!
- Acertamos mais uma vez. – disse se gabando.
- Com certeza. – falei sem conseguir desfazer o sorriso que estava no meu rosto – Vocês são os melhores!
- Nós sabemos. – disse.
- E você, querido, é o mais modesto de todos. – disse com um sorrisinho debochado.
Como sempre, Tom entregou o carro para um guardador, e assim seguimos para o museu.
- Seu ticket, prima. – Tom disse estendendo a mão com meu ingresso nela.
- Obrigada. – murmurei.
Enquanto esperávamos na pequena fila que havia se formado na entrada, algumas fotos foram tiradas, mas dessa vez não por mim, e sim por umas fãs que estavam atrás de nós.
Não nos importamos e continuamos parados, conversando até podermos entrar.
Assim que entramos, fomos para a principal parte: The Beatles.
Os quatro bonecos de cera estavam todos sentados em um grande sofá vermelho. Os dois da ponta com as pernas para fora. Nos ajeitamos para encaixarmos lá e tirar a foto.
Eu e nos sentamos no chão, fazendo jóinha com a mão, Tom e ficaram em lados opostos, onde tinham as pernas saindo do banco, e ficou atrás do sofá, bem no meio, com os braços erguidos.
Essa foi nossa primeira foto, e após observar alguns outros bonecos ao redor e tirar mais fotos, vimos a seqüência dos cantores, que se iniciava com Michael Jackson, que fazia a pose “principal” dele, com uma blusa branca e chapéu preto com uma tira vermelha, e suas mãos, uma apoiada em seu peito e a outra esticada, com apenas um dedo apontando para a direita. Fiquei aonde o dedo apontava, e fiz à mesma pose, com um de meus dedos apontando para ele, e piscando um olho, e ficou ao seu lado, com a mão no chapéu e uma cara de sonso.
- Beyonce é tão hot. – disse levando um tapa na cabeça de mim.
- Também acho, dude. – os garotos disseram em coro, me fazendo revirar os olhos.
Eles insistiram em tirar uma foto com ela, e claro que todos faziam gestos obscenos.
Vimos o Bob Marley, e claro paramos todos para tirar uma foto, com todos os cinco com as mãos, em formato de concha, no ouvido fingindo ser um fone, do mesmo jeito que ele estava.
- Ah! – gritei – Jim Carey! Gosto tanto dele. – falei indo para o lado dele, para me posicionar para a foto.
Ele estava com as duas mãos viradas para a direita, com um dedo em cada uma delas apontados, e um sorriso enorme no rosto, e claro que eu o imitei, fazendo os garotos rirem, já que eu havia tirado essa foto sozinha e estavam todos prestando atenção.
- Prefiro o Adam Sandler. – falou quando saímos para a próxima sessão de bonecos.
- Eu também. – concordei – Mas não posso negar que amo o Jim.
- Ele também é fantástico. – afirmou.
- Hey, meu nome é Bond, James Bond. – falou quando viu o boneco de James Bond. Fomos para lá e todos ficamos de lado, fingindo ter uma arma com a mão, e completamente sérios, coisa que não acontecia com freqüência.
- Wow! – falei ao ver o boneco do Johnny Depp – Existem mais de sete maravilhas do mundo.
- Como assim? – Tom perguntou sem reparar que eu estava babando pelo boneco.
- Johnny Depp é pelo menos a oitava maravilha do mundo. – respondi sua pergunta, vendo depois os garotos fingindo que estavam vomitando – Melhor que eu tiro a foto sozinha. Fiquei ao seu lado, com os pés levantados, fingindo que estava dando um beijo em sua bochecha.
Ficamos mais um bom tempo no museu para poder olhar todos os bonecos de cera. E a cada boneco que víamos, ficava mais impressionada com tanta perfeição em suas réplicas, e claro, cada vez me divertia mais com as brincadeiras que os meninos faziam.
Quando saímos do museu já havia escurecido, e estávamos todos com fome, devido a varias horas sem nenhum lanchinho.
- E aí, , gostou do tour? – perguntou.
- Tá brincando? – falei pulando em seu pescoço – Foi o melhor tour do mundo! Vocês não fazem idéia de como eu to feliz!
- Que bom, ! – eles falaram dando um abraço em conjunto em mim.
“Tam, tam tam tam tam tam taam”
- Seu celular esta tocando, primo. – falei ao escutar a musica do Star Wars.
- Ih – ele disse distraído, pegando o celular do bolso rapidamente, antes que parasse de tocar – Alô?
- Oi filho!
- Mãe! – ele disse empolgado – Como você está? Faz tempo que não nos falamos.
- Verdade, meu filho e minha sobrinha me abandonaram...
- Nunca! – ele disse – Então, o que houve?
- Queria chamar vocês pra jantarem aqui em casa hoje. – ela falou – Seus primos e tios de Paris vem pra cá também, já que estão na cidade, e eu queria que eles conhecessem a !
- Claro mãe, ótima idéia. – Tom disse sorrindo. – Mas posso levar os guys também? Estamos todos juntos.
- Lógico Thomas! Não precisava nem perguntar.
- Ok, então. – ele disse – Só uma coisa, que roupa é pra usar? – Tom perguntou e todos olhamos confusos pra ele.
- Por que a pergunta? Você esta sempre igual mesmo.
- É pra , ela fica sempre confusa com esse tipo de evento.
- Ah claro – tia Debbie disse – Bom, você sabe que seus primos e tios são pessoas bem finas... Então devem vir arrumados, mas nada exagerado como se fosse pra uma festa.
- Tudo bem então, nós vamos tomar banho e estamos indo para aí. – Tom disse desligando o celular. Ficamos olhando ele, esperando por uma explicação do que faríamos.
- Vamos jantar na casa da minha mãe? Alguns tios e primos de Paris estão na cidade e vão pra lá, então ela nos convidou. – Tom disse guardando o celular em um dos bolsos de sua calça jeans.
- Vamos. – respondemos em coro.
Fomos para casa, para nos arrumar para o jantar.
“Luz que banha a noite e faz o sol adormecer, mostra como eu amo você.”
Tomamos um banho rápido para não demorarmos a chegar. Vesti minha saia azul, transpassada ao lado, que ficava abaixo do peito e bem acima dos joelhos, com uma blusa tomara que caia branca, bem colada. Coloquei um salto branco, fechado, que tinha um pequeno laço na frente.
Coloquei uma maquiagem básica, um lápis bem fraquinho e uma sombra branca. Um gloss transparente que apenas dava um brilho á minha boca, e dei uma secada rápida no cabelo, só para dar um jeito.
- Tom! – gritei do meu quarto – Estou pronta!
- Vamos então? – ele apareceu na porta.
- Como você tá cheiroso, primo! – elogiei-o.
- E você tá linda, prima. – ele sorriu pra mim. Já estava acostumada com os elogios dele, não tinha nem ficado vermelha dessa vez.
Saímos de casa e fomos para a casa de , provavelmente eles haviam combinado que iríamos com o carro dele hoje.
Quando chegamos já estavam todos do lado de fora, nos esperando.
- Como são rápidos. – falei dando um abraço em cada um e por último um selinho em . Estavam todos lindos. Cada um com uma blusa social de cor diferente e uma calça jeans com o fiel tênis de skatista.
- Você tá linda. – sussurrou em meu ouvido.
- Você tá lindo. – fiz à mesma coisa que ele e dei um beijo de leve, já que os três impacientes já estavam entrando no carro de .
Entramos todos apertados no carro, e fomos em direção a casa da Tia Debbie.
Paramos na porta e vimos que já haviam alguns carros estacionados. Fomos até a porta e , que estava na frente, tocou a campainha.
Tia Debbie, com aquele sorriso calmo e maternal de sempre veio nos atender.
- Tia! – passei a frente dos outros para abraçá-la.
- Que saudade querida. – ela falou me abraçando – Como tem sido seus dias?
- Ah tia, não tem como ser melhor! – falei sorrindo para ela.
- Que bom . – ela sorriu de volta – Fico feliz que esteja gostando!
- Pode apostar que estou. – disse e entrei na casa, para dar espaço aos outros. Fiquei parada perto para poder esperar por eles, já que eu não conhecia ninguém.
- Prima! – ouvi Carrie gritar antes de pular em mim, me desequilibrando por causa do salto.
- Prima! – falei feliz ao vê-la.
- Como você está? – ela perguntou segurando minhas mãos.
- Ótima, prima! – respondi sorrindo – Meus dias estão sendo perfeitos. Preciso te contar tudo depois.
- Tem mesmo! – ela falou concordando também com a cabeça – Precisamos colocar todo o papo em dia!
- Temos. – falei abraçando-a de novo – Estava com saudades, prima!
- Eu também! – ela disse. Quem nos visse agora diria que éramos amigas de infância. Aquelas inseparáveis que contam absolutamente tudo uma pra outra.
- Vamos lá meninos. – Tia Debbie disse indo à frente para a mesa, que já estava com bastante gente sentada – Vou apresentar vocês. – pegou minha mão enquanto caminhávamos, e isso atraiu o olhar curioso de Carrie – Bom gente, esses são Matthew – ela disse apontando para o garoto loiro, de olhos castanhos, assim como Tom, e com um sorriso encantador, tenho que admitir –, Alex. – um garoto moreno, de olhos muito verdes, bem galanteador – e Adam – outro loiro, só que de olhos verdes, assim como Alex , e algumas sardinhas espalhadas pela região do nariz e maçãs do rosto. – E esses são meus primos, Lucy e Jack. – ela apontou para o casal típico inglês, loiros de olhos azuis, com rostos de bonecos, mostrando ser muito simpáticos e adoráveis.
- Prazer, sou . – disse ao pé da mesa, junto aos outros e ainda com a mão sendo segurada por . Percebi que atrai olhares, principalmente dos garotos, em especial de Alex, mas antes que meu primo e tivessem ataques de ciúmes, focalizei meu olhar em Lucy e Jack, ignorando os garotos.
- Essa é minha sobrinha, de quem tanto falei. – Tia Debbie disse sorrindo orgulhosamente.
- Ela é mesmo encantadora, como você descreveu. – Lucy disse, me fazendo corar.
- Esses são , e , e meu filho Tom, que vocês conhecem. – ela disse apontando para cada um quando falava seus nomes, e eles sorriam a cada vez que isso acontecia. – São todos amigos de Tom.
- Muito prazer. – eles disseram em conjunto.
- Bom, sentem-se que o jantar já será servido. – Tia Debbie disse, em pé – Carrie, pode me dar uma ajuda?
- Quer que eu vá também, tia? – perguntei.
- Não, . – ela disse sendo acompanhada por Carrie – Fique ai e conheça seus familiares.
- Tudo bem então. – me sentei em uma das cadeiras do meio, já que as outras haviam sido ocupadas por e respectivamente. Me sentei ao lado de , com ao meu lado e Tom ao lado dele.
- Então, – Jack começou um assunto, quebrando o silêncio que havia se instalado à mesa –, você é brasileira, não é?
- Sim, sou. – respondi com um sorriso.
- E veio morar aqui? – Matthew perguntou parecendo estar interessado no assunto.
- Na verdade vim apenas passar as férias. – respondi apenas.
- Que pena. – Alex se pronunciou na conversa, e com tal comentário atraiu um olhar ciumento dos quatro garotos – Ia ser legal te conhecer melhor.
- Mas você vem mais vezes, não? – Lucy perguntou com uma voz meiga.
- Sim. – respondi ignorando o comentário de Alex – Pretendo vir mais vezes e quem sabe no futuro morar aqui. – falei olhando para ela – Acho que meu primo não viveria muito tempo sem mim.
- Pode apostar que não. – ele falou rindo.
- Nem eu. – , e falaram juntos, fazendo todos rirem.
- Vocês já se conheciam antes? – Adam perguntou.
- Não exatamente. – respondeu.
- Ela nos conhecia, mas nós não a conhecíamos. – disse, fazendo todos o olharem mais, esperando uma resposta mais explicativa – Ela era nossa fã e nós só descobrimos que ela era prima do Tom a o que?, uma semana e meia?
- Por ai. – respondi. Estava sem idéia dos dias que se passavam, já que todos passavam voando.
- Nossa que interessante. – Jack disse – Não imaginava uma coisa dessas.
- Nem nós pensamos nisso um dia. – disse. – Nunca imaginei que uma fã seria minha melhor amiga, nem namorada do – antes dele terminar a frase, eu, e Alex o olhamos assustados – e a prima do Tom e quase uma irmã pro . – ele continuou a falar como se nada tivesse acontecido, e nossos rostos surpresos fossem normais.
- Vocês estão namorando? – Alex perguntou, parecendo ansioso com a resposta.
- Não. – respondemos juntos, e então, quase imediatamente um sorriso surgiu nos lábios de Alex, o que fez ficar pensativo, devido a sua cara mais séria que o normal.
- Na verdade, ainda não. – disse, diminuindo um pouco o sorriso de Alex e fazendo meu rosto ter uma expressão cada vez mais assustada, mas, dessa vez, foi inevitável abrir um pequeno sorriso.
Neste momento Tia Debbie e Carrie apareceram com algumas vasilhas nas mãos. Imediatamente nos levantamos para ajudá-las a trazer tudo para a mesa, o que levou bem menos tempo do que se apenas elas tivessem feito isso.
- O jantar está servido. – Tia Debbie disse antes de se sentar á cabeceira da mesa – Espero que gostem. É um bradwurst, que fica divino com o molho de mostarda, e como acompanhamento temos batatas, salada, arroz, e molhos diversos. – ela terminou se sentando à mesa.
- Está com uma cara ótima, tia. – falei observando.
- Posso me servir? – Tom perguntou já com o prato na mão.
- Esfomeado. – falei rindo da cena.
- Claro, filho. – ela disse tirando uma das tampas da vasilha.
Todos nos servimos, depois da estreia de Tom, e comemos praticamente em silêncio, que era interrompido com algum comentário de como estava delicioso o jantar, ou alguma curiosidade a ser tirada em relação ao McFly.
Quando acabamos, eu as ajudei a recolher a mesa e lavar e levar tudo para a cozinha.
- Prima. – Carrie chamou quando estávamos terminando de levar as coisas para dentro e as pessoas já estavam sentadas na sala, conversando.
- Diga, prima. – falei observando o caminho.
- O que acha de fazer compras amanhã? – ela perguntou – Precisamos mesmo colocar o assunto em dia, não acha? – ela disse levantando as sobrancelhas. Sabia que estaria se referindo ao e os acontecimentos recentes.
- Preciso mesmo renovar meu guarda roupa. – falei sorrindo.
- Combinado. – ela disse – Peça pro Tom passar aqui amanhã de manhã e levar a gente lá.
- Ele vai matar a gente. – falei pensando no mau humor que seria para acordar de manhã só para nos levar ao shopping.
- Ele vai entender. – ela falou rindo, me fazendo rir junto.
- Voltamos. – falei ao chegar á sala, e sentar no braço do sofá, ao lado de .
- Oi. – disse sorrindo como uma criança.
- Oi! – respondi animada, jogando meu peso para o lado e caindo em cima dele.
- Você. É. Pesada – ele disse dando uma pausa entre uma palavra e outra, fingindo que estava sem ar, ou ele realmente estava.
- Deixa de ser inconveniente, . – falei jogando ainda mais meu peso para cima dele.
- Também te amo, gordinha. – ele falou fazendo cócegas para que eu saísse de cima dele. Ponto fraco.
- Magrelo. – falei voltando ao meu lugar de antes.
- Peso pesado. – ele rebateu rindo da minha cara de quem não havia gostado do apelido.
- Vou te bater se você continuar com isso. – disse ameaçando-o.
- Parei, gordinha linda. – ele disse apertando minha barriga.
- Então – Alex disse olhando diretamente para mim –, vocês vão fazer alguma coisa amanhã?
- Não sabemos ainda. – respondeu secamente.
- Podíamos sair à noite para algum pub, não acham? – Alex perguntou.
- É pode ser. – Tom respondeu.
- Você vai né, ? – ele perguntou, fazendo todos à sala se voltarem a mim, esperando por uma resposta.
- Por que você quer saber se ela vai? – perguntou um pouco alterado.
- Calma, dude. – ele falou levantando as mãos, como quando jogadores fazem falta levantam – Só curiosidade. Ela é uma pessoa divertida, quero que ela vá.
- Não vai fazer diferença pra você. – entrou no jogo de , e começou a responder também – Ela vai ficar com a gente e com o o tempo todo.
- E a gente não desgruda dela. – foi à vez de responder.
- Então se você tinha qualquer tipo de intenção – Tom pausou antes de terminar a frase –, esqueça!
- Nossa – Carrie disse com um meio sorriso e as sobrancelhas franzidas –, eles nunca fariam esse escândalo se fosse comigo. – imediatamente os garotos a olharam com expressões sérias, repreendendo-a – Desculpa. – ela disse se encolhendo na poltrona depois de ver as caras que eles faziam.
- Você é meio submissa então, não é ? – Alex voltou à conversa.
- O que você tá falando? – perguntei com as sobrancelhas franzidas. Eu não pretendia entrar nessa conversa, mesmo ela sendo sobre mim, para não causar mais problemas do que já estava causando, mas com esse comentário dele eu não consegui me conter.
- Pelo que me pareceu eles te defendem e tomam conta de você. – ele continuou falando. Parecia que estava testando minha paciência.
- Pra sua informação – me levantei do braço do sofá. –, não sou submissa a ninguém, eles me defendem e estão comigo porque são meus amigos e porque eu quero. – trinquei os dentes – Coisa que eu não aconteceria com você, por exemplo, porque você é o tipo de gente que me dá repulsão! – houve um silêncio momentâneo na sala. Pude sentir a tensão que estava no ar, e todos me olhavam. Alex não havia respondido nada, e continuava sentado, imobilizado, em seu lugar, apenas me olhando com espanto. – Vamos embora, Tom?
- Vamos. – ele disse se levantando rapidamente, sendo acompanhado pelos outros três.
- – Carrie me chamou –, não esquece que vamos ao shopping amanhã.
- Pode deixar, prima. – falei mandando beijinhos no ar para ela e indo pra a varanda, onde meus tios estavam para poder me despedir.
- Mãe – Tom falou –, nós vamos embora. Estamos meio cansados e a vai sair com a Carrie amanhã... Acho melhor descansarmos.
- Claro, filho. – ela disse harmoniosamente, como sempre – Obrigada por terem vindo.
Nos despedimos deles e fomos em silêncio para o carro de .
- O que foi aquilo? – perguntou rindo assim que entramos no carro.
- O que? – perguntei ligando o rádio, como de costume.
- Você! – ele disse chegando para frente, para poder ficar perto de mim, que estava no banco da frente com – Foi maravilhosa, ! Deu a ele o que ele merecia!
- Ah... – falei coçando a cabeça – Obrigada, eu acho!
- Foi ótima, . – disse sorrindo – Nunca imaginei que veria essa cena um dia!
- Brigada gente. – eu falei colocando os pés em cima do banco – Ele era muito abusado, me irritou.
- Imagina agora como ele me irritou. – disse enfatizando o “me”.
- Eu queria dar um socão nele. – disse apertando o volante.
- Vocês são lindos. – eu falei dando um beijo na bochecha de .
- Hei! – reclamou lá de trás – Eu também mereço!
- Eu sei, . – falei rindo dele – É que está um pouco difícil de te dar um beijo agora.
- Vai me compensar quando chegarmos em casa. – ele disse.
- Olha lá o que você ta querendo dizer com isso, . – Tom falou. Às vezes achava que ele era meu pai, ou irmão mais velho ao invés de primo, de tão super protetor que ele era. – Te deixo sem o mini se tiver uma segunda intenção nisso!
- Calma, dude. – ele falou coçando o nariz – Só quis dizer que quando o carro parar, ela pode me dar um beijo, depois ela vai pra sua casa dormir e eu pra minha e nós nos vemos no dia seguinte. – ele terminou sorrindo como uma criança.
- Acho bom mesmo. – Tom falou virando-se para a janela do carro.
Continuamos o caminho apenas escutando as músicas da rádio, e na maioria das vezes cantando-as, ou gritando-as, de um jeito que fizesse as pessoas que passavam pela rua nos olhassem assustados.
- Enfim, chegamos. – foi o primeiro do carro e rapidamente foi para o meu lado, abrindo a porta para mim.
- Que cavalheiro. – falei saltando do carro.
- Ao seu dispor! – ele disse fazendo uma reverência e esticando a mão para que eu pudesse me apoiar ao sair. Peguei em sua mão e logo fui puxada para fora, ficando na frente dele, que colocou suas mãos em volta da minha cintura e me deu um beijo.
- Boa noite, gente. – Tom disse – e vamos . – cortei o beijo e dei um selinho, seguindo Tom até em casa.
- Desculpa ser estraga prazeres – ele se desculpou assim que fechamos a porta –, mas é que eu tenho só um pouco de ciúmes.
- Só um pouco... – eu ri – Essa é boa Tom!
- Desculpa. – ele me abraçou.
- Relaxa, primo. – falei dando um beijo em sua bochecha – Também sinto ciúmes de vocês! – sorri para ele, que sorriu de volta – Mas, olha... Eu gosto do . Gosto mesmo, então... Fica tranqüilo! – tentei conforta-lo.
- E ele te trata bem. – ele mesmo disse – É... Tenho que me acostumar a isso.
- Eu sei que você consegue. – eu disse piscando o olho pra ele e voltando para um abraço. – Boa noite primo, e amanhã você pode me dar uma carona? - Pra onde? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha.
- Eu e a Carrie vamos fazer compras. – falei sorrindo – Preciso renovar meu guarda roupa.
- Claro, claro. – ele disse sacudindo a cabeça.
- Brigada! – falei indo em direção as escadas – Você é o melhor!
Subi para meu quarto. Fechei a porta e fui direto para o armário, já que eu tinha desfeito a mala e colocado todas as roupas lá, peguei um short curtinho, de sapos coloridos, e uma camiseta branca. Escovei meus dentes e me joguei na cama, me preparando para dormir. Não demorou muito para eu adormecer, já que estava bem cansada.
Toc
Toc
Acordei escutando umas batidinhas na janela. Preferi ignorar, já que devia ser o vento, amigo fiel de Londres.
Toc
Toc
- Ok, isso não pode ser vento. – falei para mim mesma. Fui até a janela do quarto, que dava para a rua. Ao contrário da de Tom, que era virada para a parte de trás da casa. Abri a janela devagar e olhei para baixo.
- ! – sussurrei de uma forma audível, para não correr risco de Tom ouvir. Ele ficaria uma fera com .
- Oi, . – ele disse sorrindo e tacando as pequenas pedrinhas que estavam em sua mão no chão.
- O que você tá fazendo aqui? – perguntei.
- Vim te ver. – ele respondeu inocentemente, com uma desculpa que eu com certeza cairia.
- Claro, , até porque nós passamos o dia inteiro juntos. – ri.
- Se você descer aqui eu te conto porque vim. – ele falou sorrindo marotamente, sabendo que eu como sou curiosa não iria resistir ao suborno e iria descer.
- Você sabe que se o Tom me pegar aí fora agora ele me mata e te mata depois, não sabe? – perguntei rindo da careta que ele havia feito.
- Eu corro esse risco por você. – ele disse me fazendo derreter por dentro.
- Vou trocar de roupa e desço. – falei.
- Se quiser pode descer assim, eu não me importo. – ele falou sorrindo maliciosamente analisando minha camiseta e meu short.
- Se eu descer assim o Tom te mata e te mata mais uma vez depois de ter te matado! – falei rindo.
- É, vai trocar de roupa. – ele acabou desistindo – Não quero morrer duas vezes. - fechei a janela e fui pegar a primeira calça jeans e o primeiro casaco, que coincidentemente era o amarelo da Hurley de Tom, para descer.
- . – o chamei.
- Oi. – ele respondeu
- Como vou descer? – perguntei a ele enquanto analisava a altura em que estava.
- Não considere essa possibilidade. – ele disse quando me viu olhando para o chão em alguns ângulos diferentes. Parei de analisar e o olhei – O que você acha da porta?
- Bem pensado. – fechei a janela e sai de fininho do quarto, tomando o maior cuidado possível para que Tom não me escutasse.
Peguei a chave que estava na mesinha, perto da porta. Destranquei a casa e sai, colocando a chave em meu bolso, junto do celular. Fui correndo abaixada pelo jardim até uma pequena moita que ficava na parte lateral da casa, onde estava escondido.
- Hey. – pulei em seu pescoço dando um selinho de leve.
- Oi. – ele sorriu me abraçando e me tirando do chão. – O que quer fazer?
- Eu esperava que você já tivesse alguma idéia. – falei rindo o observando.
- Quer passear? – ele perguntou me colocando de volta ao chão.
- Claro! – respondi animada. – Aonde vamos?
- Você verá! – ele respondeu, aumentando ainda mais minha curiosidade.
Andamos por alguns minutos até chegar a um parque. Não era como o Hyde Park, esse era bem menor, mas tão bonito quanto.
Era rodeado de árvores, e tinha um lago mais no fundo, cheio de flores em volta e uma ponte que o atravessava. Dava pra ver como as flores e árvores estavam vivas e lindas, mesmo com a iluminação precária dos postes de luz.
- Holland Park. – falei o observando maravilhadamente. – É lindo, . – abracei-o de lado.
- Até desse parque você sabe o nome? – me perguntou surpreso.
- Na verdade não. – respondi rindo de sua reação exagerada – Eu acabei de ver a placa com o nome.
- Ah tá! – ele falou – Eu não sabia onde te trazer, até porque não tem tantos lugares abertos há essa hora.
- Aqui é ótimo. – falei olhando para o lago.
- Vem cá. – ele me puxou pela mão, me conduzindo até a ponta que eu tanto olhei.
Paramos no meio da ponte. Me encostei na borda, onde pudesse observar a noite e o lago, e me abraçou por trás, apoiando sua cabeça em meu ombro. Ficamos um tempo em silêncio, apenas observando o reflexo da lua na água.
- Sorria, . – disse pegando meu celular do bolso. Encostei minha cabeça á dele e sorri junto.
- Ficou ótima. – ele disse vendo a foto que acabávamos de tirar.
- Adoro nossas fotos. – sorri, guardando o celular. Logo após ter guardado-o me virou rapidamente, me imprensando na parede da ponte e colocando suas duas mãos em meu rosto, acariciando minhas bochechas com seus dedos e fazendo com que eu fechasse meus olhos quase instintivamente com seu toque. Pude sentir que sua respiração estava mais próxima à minha, e seu nariz já tocava o meu, e claro, não demorou muito para poder sentir seus lábios encontrando os meus. Sua língua logo pedia permissão de passagem, que foi cedida com muita rapidez. Começamos um beijo lento. Coloquei uma de minhas mãos em seu rosto, assim como ele tinha feito, e a outra em sua nuca, segurando seus cabelos. À medida que o beijo se intensificava, ele colocava as mãos em minha cintura, e se aventurava, com uma das mãos descendo e a outra presa no cós da minha calça, me fazendo soltar pequenos gemidos entre os curtos segundo que estávamos com nossas bocas afastadas.
- Obrigado. – ele disse ao cortar o beijo, para poder pegar algum fôlego depois de tanto tempo.
- Pelo que? – perguntei confusa.
- Por hoje. – ele disse olhando diretamente em meus olhos – E por tudo desde que você chegou!
- Eu que tenho que te agradecer por estar tornando meus sonhos mais loucos em realidade. – disse pegando em sua mão, e dando beijinhos em seu rosto.
Repetimos o momento anterior até sermos interrompidos por um barulho que vinha do início do parque. Afastamos nossos rostos rapidamente para olhar o motivo do barulho.
- Acho que tiveram a mesma idéia que a gente. – falou divertido olhando para o casal que chegava no início do parque, de mãos dadas.
- Devem estar fugindo de um primo ciumento. – falei os observando também.
- Acho melhor voltarmos. – disse jogando seu peso contra mim, que estava apoiada na ponte – Não quero mesmo que o Tom me mate duas vezes. – rimos.
- Não acho que eu deixaria. – falei baixinho. Ele me deu mais um beijo, segurando minhas mãos junto com as dele.
- Acho melhor irmos, se colocou em minha frente, na porta de casa –, eu te vejo amanhã?
- Vamos combinar alguma coisa. – pisquei pra ele – Agora deixa eu ir que eu preciso me concentrar pra não fazer nenhum tipo de barulho perigoso.
- Boa sorte. – ele me deu um selinho – Boa noite. – outro selinho – E até amanhã. – ele se virou para ir em direção a sua casa, mas eu o puxei, fazendo-o ficar virado para mim, como antes. E quando vi que ele me olhava um pouco confuso, o abracei, passando meus braços por seu pescoço.
- Obrigada por hoje. – sussurrei em seu ouvido, sentindo que ele havia se arrepiado – E por tudo. – sorri para ele e fui para a porta, vendo que ele ainda estava parado no mesmo lugar, apenas me observando e sorrindo para mim.
Dei uma última olhada e fechei a porta.
“And smile real wide for the pa-pa-pa-pa-parazzi everywhere”
“Hey, I'm looking up for my star girl”
Acordei com o toque do meu celular. Odiava ser acordada por qualquer coisa, mas hoje não consegui esconder o sorriso que surgia no meu rosto por causa da noite anterior.
- Alô? – atendi com uma voz arrastada.
- “Bom dia prima.” – Carrie disse alegremente do outro lado – “Desculpa por te acordar!”
- Minha voz esta tão ruim assim pra você notar que eu tava dormindo? – perguntei a ela.
- “Bastante” – ela riu. – “, mas então, vai tomar um banho e se arrumar pra começarmos nossa maratona de compras.”
- Sua sorte é que a palavra compras sempre melhora meu sono e humor. – falei rindo, mesmo sabendo que meu ótimo humor não tinha as comprar como motivo. – Vou pro banho.
- “Me liga quando estiver pronta.”
- Ok!
Fui para o banheiro e liguei o chuveiro. Tomei um banho rápido e relaxante, e bem quente devido ao frio mais intenso que fazia.
Sai do banheiro enrolada na toalha e fui para o armário, para que pudesse escolher minha roupa, que teria que ser mais simples e confortável, pois sabia que iria andar o dia todo. Optei por uma calça jeans, um casaco de moletom rosa bebê fechado da GAP e meu tão querido all star branco, e claro, pra dar uma disfarçada no visual, meu Wayfarer branco.
- Primo? – sentei ao lado de Tom que estava assistindo algum tipo de novela na tv – Você pode me levar no shopping com a Carrie?
- Levo sim. – ele respondeu procurando o controle, que estava ao seu lado. – Tá pronta?
- Prontíssima! – pulei do sofá, pegando minha bolsa em seguida.
Passamos na casa dos Fletcher para pegar Carrie e fomos para o shopping. O mesmo que eu havia ido para comprar os vestidos.
- Muito obrigada Tom. – Carrie agradeceu – Nos vemos mais tarde.
- Ok mocinhas. – ele disse abrindo o vidro do carro, já que havíamos saído já – Boas compras.
- Obrigada primo. – agradeci – Se você falar com os guys me avisa depois, pra fazermos alguma coisa hoje.
- Vulgo se eu falar com um tal de . – ele riu.
- Como é engraçado você. – falei ironicamente – É serio!
- Pode deixar prima. – Tom disse virando a chave do carro - Até mais tarde!
- Até. – acenei.
Começamos nossa jornada de compras. Passamos o dia nas melhores lojas, comprando tudo da melhor qualidade, claro. Não pergunte do dinheiro, até porque o Tom deu uma grande ajuda nessa parte, dando um bom dinheiro para nós como “presente por eu estar aqui” dessa vez.
Quando estávamos passando da loja da Abercrombie para a próxima, vimos Alex com uma garota de longe. Lógico que a primeira coisa que eu vi foi erguer as sacolas de compras que estavam em minhas mãos para tapar meu rosto e passar despercebida, mas infelizmente foi inútil, ele me viu.
- . – o ouvi falar alto e se aproximar de nós.
- Legal que ele é meu primo há mais tempo e nem sequer lembra de mim. – ouvi Carrie sussurrar.
- Todo seu. – falei colocando as sacolas para baixo, fazendo-a rir.
- Oi, Alex. – Carrie tomou a iniciativa de falar com ele. – Que coincidência te encontrar aqui.
- Oi, meninas. – ele falou sorridente – É, eu estava apenas passeando com a Jessica.
- Prazer. – disse Carrie indo cumprimentar Jessica. Fiz o mesmo depois.
- – Alex falou segurando na cintura de Jéssica –, queria te pedir desculpas por ontem, não sabia que você estava namorando nem nada e eu realmente não tinha tantas segundas intenções, estava apenas te conhecendo.
- Não estou namorando. – disse com rapidez – E eu aceito suas desculpas. - sorri.
- Fico feliz com isso. – ele sorriu de volta – Para me redimir quero oferecer minha casa de Paris para você, sempre que quiser será muito bem vinda!
- Ah – mexi em meu cabelo –, obrigada Alex!
- Disponha. – ele lançou um sorriso maroto – Bom, vou indo que tenho coisas para resolver. Foi ótimo encontrar com vocês.
- Igualmente. – disse puxando Carrie assim que ele se afastou um pouco de nós. - Ufa – ela falou aliviada –, pensei que ele ia no mínimo dar em cima de você de novo, e dessa vez não teríamos os meninos para te defender.
- Nem brinca com isso. – soltei o ar.
- Quer tomar um sorvete? – ela perguntou – Preciso descansar um pouco, e meus braços estão me matando com todas essas sacolas.
- Boa idéia, se não daqui a pouco minhas mãos caem! – levantei as sacolas para mostrar a quantidade.
- ? – perguntei meio em choque quando o vi na barraquinha do sorvete, com óculos escuros, um gorro marrom, de bermuda bege xadrez e uma blusa branca. – Não sabia que ia vir pra cá hoje!
- Oi, . – ele sorriu para mim, ignorando o caixa da barraquinha do sorvete que estava tentando entregar o troco e indo me dar um beijo. – Resolvemos fazer uma surpresa!
- Que ótimo! – disse animada soltando as sacolas no chão e o abraçando – Adorei a surpresa!
- Que bom. – me deu um selinho – Que tal irmos ao cinema?
- Acho uma boa idéia. – falei fazendo um biquinho.
- Vem cá. – ele me puxou para o lado – Vai querer o que?
- Corneto crocante. – pedi.
- Meu preferido! – ele falou surpreso.
- Meu também! – ri da reação dele e peguei meu sorvete – Obrigada, ! – agradeci quando ele pagou meu sorvete com o troco do dele, que era igual ao meu.
Peguei as sacolas de roupas, com ajuda do que pegou mais da metade e fomos para a fila do cinema, onde os garotos já estavam esperando por nós com Carrie, que eu não sei como os achou.
- Finalmente apareceu, dude. – riu –Jjá estava ficando preocupado pensando que alguma fã havia te atacado!
- E atacou. – falou piscando para mim.
- Engraçados vocês. – forcei uma gargalhada que fez todos rirem – Primo, você não ia me ligar?
- Eu ia, mas assim ia estragar a surpresa. – ele disse.
- Então, o que vamos ver? – Carrie perguntou pegando um dos ingressos da mão de .
- Avatar. – pude ver os olhos de Tom brilhar ao dizer o filme. Meu primo amava mesmo essas coisas futurísticas e cheias de fantasia.
- É bom que temos muito tempo. – sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar, como sempre.
- Vem, vamos sentar aqui – chamou quando viu exatos seis lugares vagos no andar de cima do cinema – A vista é melhor.
Sentei na ponta com e posso dizer que às duas horas e quarenta minutos de filme foram muito produtivas, principalmente nas horas de beijo quente, beijos no pescoço, sussurros e carícias.
- O que achou do filme, ? – perguntou marotamente – E você ?
- Ótimo. – respondemos em coro.
- Eu não to lembrando de uma parte – falou –, será que vocês podem fazer um resumo do filme pra mim, pra ver se eu lembro?
- Eles eram azuis. – começou, prendendo o riso.
- E tinham pássaros voadores que nem dragões. – complementei.
- E a árvore tinha poder. – me olhou esperando que eu continuasse falando.
- Continua aí, . – disse rindo. Não sabia mais nada do filme, essas tinham sido as poucas vezes que olhei para o telão.
- Era pra você continuar. – ele falou – Eu não lembro mais – coçou a cabeça.
- Desculpa, . – ri da cara que ele fazia – Mas eu não sei mais nada do filme!
- Aproveitaram mesmo. – Carrie me cutucou com o cotovelo.
- A gente podia ir pra um pub hoje, né?- perguntou enquanto andávamos sem rumo pelo shopping.
- Acho uma boa. – falei animada.
- Vamos pra casa então. – Tom disse – Você demora um século pra se arrumar.
- Eu a levo. – se pronunciou rodando a chave do carro no dedo.
- Nos vemos em casa então. – Tom disse me olhando fixamente.
Durante todo o caminho até a rua dos guys, fomos conversando, rindo das músicas que cantávamos, e nos beijando nos intervalos de tempo entre o sinal vermelho e o verde.
- Está entregue, minha linda. – disse carinhosamente me dando um selinho.
- Obrigada, bonitinho! – passei as mãos em seu cabelo bagunçando-o - Nos vemos daqui a pouco. – sorri.
- Contarei os segundos. – ele disse indo para casa.
Fui correndo pra casa pra tomar um banho rápido e estrear minhas roupas novas.
Terminei o banho e coloquei meu vestido de manga comprida e um sapato rosa, uma maquiagem básica, puxada para o rosa, e estava pronta.
- Primo! – gritei abrindo a porta da frente de casa – Vou na casa do e te encontro daqui a pouco.
- Não demora que eu tô saindo. – gritou de volta.
Toquei a campainha de , e fui recebida por um galanteador de camisa gola V branca e calça jeans escura, e com um perfume maravilhoso.
- Uau. – falei observando-o dos pés a cabeça – Você ta lindo! Vou ter que tomar cuidado pra não te perder hoje naquele pub.
- Não se preocupa. – ele falou me fazendo dar uma voltinha para mostrar meu look – Não pretendo desgrudar de você, se não algum inglês desses pode te roubar de mim!
- Fala sério – disse –, eles não chegam aos pés do seu estilo.
- Linda. – ele me deu um selinho – Vem, entra!
- O Tom já tá vindo, . – falei tentando trazê-lo pra fora.
- Um minutinho só. – ele fez um biquinho irresistível – Esperei 1800 segundos pra te ver!
- Você contou? – perguntei impressionada.
- Fiz a conta mais ou menos. – riu. – Mereço que você entre, não acha?
- Só porque eu quero sentar no seu sofá confortável! – falei entrando e indo para o sofá.
- Sentou num lugar estratégico. – sorriu malicioso – Você sabe né?
- Nem vem com suas perversões não, . – ri de seu entusiasmo.
- Nunca pensaria besteira, . – fez uma careta, sentindo que eu havia cortado toda sua felicidade – Mas podemos aproveitar de vários jeitos sabe... – ele sentou do meu lado, colocando uma de suas mãos em meu cabelo, me aproximando dele, e a outra mão em minha cintura, me descendo até ficar deitada no sofá. Cedi completamente ás tentações, e passado alguns segundos senti seus lábios ferozmente grudados nos meus, com sua língua pedindo permissão de passagem, que foi cedida imediatamente.
O beijo tomava velocidade e ferocidade cada vez mais, e tomava liberdade de explorar minhas costas e coxas, começando a levantar meu vestido.
- Hey, dude. – Tom gritou do lado de fora da casa.
- É o Tom. – dei um pulo, cortando totalmente o clima.
- Calma – tentou me acalmar – , ele não viu nada e nós já vamos. – nos ajeitamos e fomos para fora, ao encontro deles que já estavam nos esperando.
- Vamos? – perguntou, e concordamos imediatamente.
Fomos para o mesmo pub da última vez. E como antes, passamos à fila e fomos para a área vip, depois de uma pequena gritaria e algumas fotos, pelo menos teríamos um pouco de paz agora.
- Quero beber alguma coisa. – falei brincando com o saleiro da mesa redonda em que estávamos – Já volto gente. – me levantei da mesa, atraindo o olhar de todos eles que pararam de conversar assim que levantei. Esperava que alguém dissesse alguma coisa, ou pelo menos que fosse comigo, mas ninguém disse nada, então continuei entrando pela multidão na pista de dança logo depois.
Esbarrei em algumas pessoas para poder passar e finalmente chegar ao bar. Pedi um mojitos, que quase não demorou a chegar. Estava sentada em um dos banquinhos do bar, tomando minha bebida, quando meus pensamentos foram interrompidos.
- ? – escutei alguém do lado me chamar, e reconheci sua voz.
- Ja-James? – gaguejei.
- Que bom te ver. – ele me abraçou.
- É. – disse monossilabicamente.
- – ficou serio de repente, tirando todo o sorriso que antes estava estampado em seu rosto –, olha... Eu não lembro direito o que aconteceu naquele dia que fui à casa do – James havia parado de fitar suas mãos e olhava diretamente em meus olhos. Dava pra ver o arrependimento em suas palavras –, mas de qualquer forma, quero pedir desculpas, por tudo. Eu realmente gosto de você, e esse é um dos motivos que eu não quero te perder, nem me afastar de você...
- James... – tentei falar alguma coisa, pelo menos que eu aceitava as desculpas, ou que entendia, mas nada saia da minha boca.
- Me desculpa, por favor. – senti que ele se aproximava de mim. Suas mãos agora estavam em meus braços, e eu tremi com seu toque. Não por ter gostado, mas por receio do que ele poderia fazer. De repente o vi se aproximar de mim, e por sorte me virei a tempo, fazendo com que ele desse um beijo bem na trave.
- James! – gritei pulando da cadeira em que estava e me afastando dele – O que você pensa que está fazendo?
- A mesma coisa que fazia há um tempo atrás! – ele se defendeu.
- Você tá maluco? – perguntei bufando – Eu e o estamos juntos.
- Vocês o que? – vi os olhos de James se arregalarem com o que eu havia acabado de dizer, ele realmente não lembrava de muita coisa.
- Nós estamos juntos. – repeti.
- Desde quando? – ele passava as mãos pelo rosto, mostrando nervosismo.
- James, não importa. – tentei contorná-lo para não dizer que ficamos a primeira vez no dia em que íamos sair juntos – Só importa que agora estamos juntos.
- – engoliu –, me diz que é brincadeira. Me diz que eu não te perdi.
- Desculpa. – olhei para baixo. Achei melhor sair de perto dele e evitar um problema mais tarde, e foi o que fiz. Peguei meu mojitos, que estava em cima do balcão do bar e sai pela multidão, até a mesa em que estava, sem olhar para trás.
- Você demorou. – me fitou assim que cheguei com meio copo de mojitos tomado.
- É, acabei me distraindo vendo as pessoas dançarem. – forcei um sorriso e me sentei ao seu lado. Preferi omitir o que tinha acontecido com o James. Não precisava estressar à toa.
- Só porque as brasileiras dançam melhor – disse rindo – não precisa esnobar nossa os frutos da nossa terra!
- Nossa, – ri de seu comentário –, que poético.
- Sou assim desde que nasci! – fez joínha.
- Você só nunca mostrou isso pra gente, né? – falou Tom, fazendo o olhar de cara feia.
- Não quero deixar vocês com inveja. – deu os ombros.
- Querem dançar? – perguntei a eles quando uma musica boa começava a tocar.
- Pode ser. – responderam se levantando.
Fomos juntos para a pista de dança, e dançávamos em rodinha, e claro, algumas vezes eu e fechávamos a rodinha dançando juntos.
- . – Tom o cutucou – Aquela não é a Karen?
- Quem? – perguntou confuso.
- Karen, . – ele repetiu lançando um olhar sério.
- Droga. – disse virando-se pra mim e me abraçando.
- Hey, garotos. – ouvi uma voz feminina, estridente. – Oi, .
- Fala, Karen. – respondeu, segurando em minha cintura e me puxando cada vez para mais perto, mesmo isso sendo quase impossível vendo como já estávamos.
- Oi, Karen. – disseram os garotos em conjunto.
- Quanto tempo não vejo vocês. – ela parecia animada ao vê-los. – Principalmente você , não retornou mais minhas ligações.
- É – respondeu seco –, não tenho motivos pra te retornar.
- Não, ? – ela falou sarcasticamente, se aproximando da gente – Depois de tudo que passamos?
- Que frase pronta, Karen. – ele falou ríspido. – Me esquece, essa fase passou já.
- Você ta com essa aí? – ela apontou pra mim com a cabeça, me olhando de cima a baixo.
- Olha como você fala com ela. – ele me apertou. Dava pra perceber como estava se irritando com essa tal de Karen, que eu continuava sem saber quem é.
- Não fala assim dela. – os garotos me defenderam junto.
- Não sabe falar não, queridinha? – ela perguntou diretamente para mim, que continuei muda. – Caso você não saiba, sou a ex-namorada do . – riu como se estivesse vitoriosa com alguma coisa.
- Sempre soube que ele tinha mau gosto. – falei sorrindo com o canto da boca e fazendo o mesmo que ela, a olhando de cima a baixo.
- Você esta incluída nisso, queridinha. – ela falou debochada – É a namorada do momento.
- Não sou namorada, queridinha. – a imitei.
- E ela não é do momento. – se meteu – Não trocaria ela por uma qualquer como você.
- Você não dizia isso na cama, amorzinho. – ela falou.
- Cala a boca! – gritei fazendo algumas pessoas ao nosso redor da pista de dança me olharem.
- Não se rebaixa ,. – murmurou.
- Ficou nervosa? – ela parecia gostar cada vez mais da intriga – Peguei no ponto fraco foi?
- Me recuso a te responder qualquer coisa. – falei – Nunca vou ser tão baixa com você, sou superior, como toda brasileira.
- Coitada – ela disse –, é por isso que vocês sonham em vir pra cá? Pra serem baixas como nós, ou pra dormir com o famoso, que nós temos perto?
- Vadia! – falei dando alguns passos pra frente, sendo agarrada por , que me trouxe de volta ao seu lado.
- Nunca mais fala dela. – apontou o dedo na casa dela, vermelho já de raiva – Nunca mais!
- Vem,. – Tom e nos puxaram – Vamos sair daqui.
- Nem pense em vir atrás. - ameaçou.
- Acho melhor irmos embora. – sugeriu – Já está tarde mesmo.
- Vamos. – concordou.
- Tom – chamei-o quando chegamos na porta de casa –, já vou entrar.
- Tudo bem, prima. – ele respondeu sem contestar, depois de olhar a cara que estava.
- Boa noite, gente. – desejei a todos eles que se dirigiam à suas casas – ?
- Oi, . – respondeu cabisbaixo.
- Não fica assim. – levantei sua cabeça, fazendo-o olhar para mim – Odeio te ver triste, sempre odiei!
- To péssimo pelo que a Karen disse a você. Você não merece isso, . – franziu os lábios.
- – o chamei de novo –, ela só disse isso porque queria estar no meu lugar. Não ligo pro que ela falou, sei que se eu não fosse diferente dela não estaria com você do jeito que tô agora. – sorri – Na verdade, acho que foi até bom, porque isso só me mostrou o quanto eu posso tentar fazer as coisas terem um destino melhor do que tiveram quando você tava com ela.
- Você não existe, . – ele finalmente sorriu e me beijou. Foi um beijo rápido, e ficamos abraçados um bom tempo. – Sou o cara mais sortudo do mundo.
- Eu que sou. – falei mordendo o lóbulo de sua orelha.
- Eu gosto muito de você. – ele disse. Abri um sorriso que parecia não caber em meu rosto.
- E eu de você. – dei um beijinho.
- Bom – ele disse – vamos dormir, amanhã é um novo dia!
- Vamos. – falei – Boa noite, .
- Boa noite, . – ele me deu um último selinho e foi para casa.
“This is all so crazy , everybody seems so famous ”
“TOC TOC TOC TOC“
- Acorda, droga. – Acordei com alguém gritando do lado de fora.
- Tom? – chamei-o ainda sem muita consciência.
- O que tá acontecendo? – ele apareceu na porta do quarto com a cara ainda amassada, mostrando visivelmente que tinha acabado de acordar.
- TOM! – gritaram.
- Acho que é o . – falei jogando as cobertas para o lado e indo até a janela – Na mosca!
- O que você quer, dude? – perguntou Tom da janela em que estávamos.
- Abre a porta, dude! – gritou de volta – Preciso dar um aviso.
- Já vou. – respondeu saindo da janela. O segui até a sala e sentei no sofá, esperando por .
- Dude – disse assim que entrou na casa –, vão arrumar as malas.
- O que? – perguntei sem entender.
- Fletch acabou de ligar dizendo que estaremos em um ônibus indo para Oxford daqui a exatamente uma hora.
- A turnê começa hoje? – Tom parecia aflito. – Como não nos lembramos?
- O dia de ontem foi bem agitado. – ele falou – Vão logo arrumar as malas.
- Isso me inclui? – perguntei me apoiando no encosto do sofá.
- Lógico! – ele respondeu como se fosse óbvio – Agora anda logo, eu vejo vocês aqui fora em uma hora.
- Corre! Corre! – falei e sai correndo para o andar de cima para me arrumar.
Peguei uma mala pequena de Tom e coloquei algumas roupas novas e algumas velhas. Roupas mais formais, caso fôssemos sair, confortáveis, e bonitinhas para os shows.
Tomei um banho rápido e me vesti com uma roupa simples. Uma blusa de manga comprida verde, calça jeans escura e all star branco.
Coloquei meus pertences inseparáveis na bolsa de mão e levei tudo para a sala, onde Tom já estava me esperando para sairmos.
- O ônibus já está aqui. – ele falou calmamente.
- Já? – perguntei assustada.
- Eles são bem pontuais e nós estamos atrasados.
Levamos as coisas pra fora e entramos no ônibus, deixando o motorista guardar as malas.
O ônibus era o típico de turnê que vimos em documentários. Era mais espaçoso que o normal. No corredor havia umas seis camas grudadas na parede, atrás da porta um pequeno banheiro, com chuveiro e privada, e no fundo um grande sofá azul escuro, que ia de um lado ao outro do ônibus, com uma mesa de centro, alguns pôsteres espalhados no fundo e dois violões no canto.
- Que legal. – falei observando cada detalhe do ônibus que era tão normal pra eles.
- Bem vinda ao nosso ônibus. – falou se jogando em um canto do sofá.
- Boa tarde, gente. – chegou animado trazendo sacolas de alguma coisa – Boa tarde, !
- Boa tarde? – perguntei – Que horas são?
- Quase três. – ele respondeu colocando as sacolas na mesa de centro e tirando as coisas de dentro dela – Você deve estar com fome – concordei com a cabeça sentindo meu estomago roncar – então eu passei no Starbucks e trouxe alguns capuccinos e brownies para todos.
- Brigada, . – meus olhos brilhavam – Meus preferidos! Acertou em cheio!
- Jura? – ele parecia contente com a escolha.
- Sim! – respondi pegando um capuccino.
O ônibus saiu imediatamente depois que estávamos todos lá dentro. Passamos algumas horas sentados naquele sofá, conversando e cantando algumas músicas para passar o tempo.
- Vai, – insistia –, conta logo um segredo seu! É o jogo, tem que contar!
- Irritante. – falei – Vejamos... – coloquei o dedo no queixo, pensativa – Morro de medo de aranhas.
- Ui. – disse afeminado.
- Te defendo delas. – sussurrou em meu ouvido, beijando-o em seguida, me arrepiando.
- Lindo. – falei baixinho em seu ouvido.
- Sua vez, Tom. – falei piscando.
- Já tive um amor platônico por uma brasileira que me mandou um tweet. – ele corou ao falar.
- Sério, dude? – perguntou.
- É... – ele concordou – o nome dela.
- Que coincidência... – ergui as sobrancelhas – É o nome de uma das minhas melhores amigas.
- Quem sabe ela não te satisfaz pelo nome, Fletcher. – riu.
- Claro... – respondeu revirando os olhos.
Ficamos mais algum tempo conversando até eu pegar no sono no colo de .
Abri os olhos lentamente. Estava em uma das camas do corredor. Me levantei e vi que ainda estavam todos dormindo. Aproveitei para pegar meu laptop e ver se tinha alguém do Brasil acordado.
- Vamos tentar a sorte. – me sentei no meio do sofá azul e liguei o laptop em meu colo. Entrei no MSN, Twitter e Orkut, como de lei – Será que posso postar algumas fotos? – perguntei a mim mesma enquanto passava as fotos da maquina para o laptop.
Coloquei algumas fotos de Londres no Orkut, e algumas em que estava com eles, como no nosso passeio e umas nas casas deles, no dia do verdade ou desafio, filme e antes de ir para o pub.
- Agora Twitter! – disse animada ao entrar no meu Twitter depois de tanto tempo.
inlondon Olá gente! Estou com os guys agora indo pra Oxford! O máximo isso aqui e to amando Londres!
Quase imediatamente recebi milhões de replies de fãs. Muitas com admiração por eu ser prima do Tom, algumas me invejando e sempre umas que me odiavam pelas fotos com o .
Entrei no MSN como ocupada, sem ver quem estava on-line por estar lendo os tweets.
- e diz: ! Que saudade!
- diz: Meninas! Não acredito que estão aqui!
- e diz: Como você ta? Aonde? Com os guys? Conta tudo!
- diz: Nossa ultima conversa foi há um século! To ótima, estou com o , literalmente falando, e com todos os guys dormindo aqui no ônibus indo para Oxford, pro primeiro show da turnê!
- e diz: AI MEU DEUS! sua safada! Rs
- diz: Acredite se quiser! !
- e diz: Que linda minha amiga! Liga a web cam!
- diz: Pronto!
Ligamos a web cam.
- e diz: Como tem sido os dias?
- diz: Meninas! Uma loucura só! Encontrei o James ontem, mas o não sabe disso ainda, e ele quase me beijou, e teve o primo do Tom que gerou uma bela discussão por causa de mim também!
- e diz: arrasando! Mas por que eles discutiram?
- diz: O garoto falou de sair e perguntou se eu ia, ai aquele bando de ciumentos começaram a brigar com ele.
- e diz: Então nem foi só o ?
- diz: Pior que não! Hahaha! O bom disso tudo é que ele ofereceu a casa de Paris, pra poder se redimir! Já temos o que fazer quando vocês vierem pra cá, meninas!
- e diz: Opa! Paris, adoro!
- diz: Gente! Preciso dividir isso com alguém!
- e diz: Lá vem!
- diz: Engraçadinhas!
- diz: Então... Outro dia o tacou pedrinhas na minha janela...
- e diz: To sentindo que vai ser uma história melosa de Romeu e Julieta!
- e diz: Ou Rapunzel!
- diz: Enfim... Ai eu desci PELA PORTA e nós fomos a um parque aqui perto! Foi tão legal, como filme mesmo sabe... Só que ai chegou mais um casal apaixonado e nós saímos de lá.
- e diz: ta apaixonada!
- diz: Ah gente, ele é super legal, vocês tem que ver!
- Já há essa hora, ? – escutei um sonolento falando.
- Bom dia, ! – sorri para ele.
- Boa dia querida da minha vida. – ele respondeu.
- e diz: Com quem você ta falando?
- diz: !
- e diz: OMG! Ele ta sem camisa?
- diz: Sem camisa e com cara de sono!
- Com quem você tá falando? – ele perguntou se jogando no sofá ao meu lado.
- Minhas amigas brasileiras. – respondi virando meu laptop para ele vê-las pela web.
- Oi. – ele disse acenando para elas que quase morreram de enfarte ao ver e depois de alguns longos segundos fizeram o mesmo, acenando para ele.
- diz: Só não morram! Preciso das minhas amigas e vocês ainda nem os conhecem!
- e diz: Não pede esse tipo de coisa difícil pra gente!
- diz: Isso porque ainda nem viram o Tom e o né...
- e diz: E o !
- diz: Tirem o olho, ele é meu!
- Não entendo nada que vocês falam ai! – reclamou.
- Claro amorzinho – ri –, você não pode ler esse tipo de conversa!
- E por que não? – levantou uma de suas sobrancelhas, sorrindo maliciosamente.
- Porque é proibida para McGuys – dei os ombros.
- Quanta injustiça, . – resmungou – Só porque não entendo português!
- Bem feito. – ri dele.
- Bom dia, dudes. – Tom disse enquanto coçava os olhos.
- Bom dia, primo! – falei.
- Bom dia, Tom. – disse.
- Primo – chamei-o –, vem aqui rapidinho dar um “oi” pras minhas amigas brasileiras que provavelmente vem comigo quando eu voltar pra cá!
- Claro! – respondeu sorridente.
- diz: Prepara o coração ai !
- Olá, meninas. – Tom acenou para elas. olhou imediatamente para , que estava paralisada e não conseguia responder. acenou primeiro, e cutucou para que fizesse o mesmo, que ainda sem muita reação o fez.
- Tom – disse com os olhos fixados na tela do computador.
- e diz: Como você não me avisou disso ?
- diz: De surpresa é bem mais interessante.
- e diz: Sua sorte é que você esta a um oceano de distancia, se não eu te matava!
- diz: Até parece que não gostou da surpresa!
- e diz: Amei, mas ainda estou em estado de choque.
- diz: , se eu fosse você parava de rir, porque o ainda não acordou!
- e diz: Você não seria capaz...
- diz: Veremos!
- Bom dia, dude. – Tom falou me fazendo olhar para frente e ver só de boxers, com o cabelo desgrenhado.
- Bom dia. – ele respondeu piscando o olho forte.
- Bom dia, . – disse sorrindo, fazendo-o sorrir também.
- Bom dia, . – ele respondeu, sentando do meu lado, já que havia dado um espaço entre a gente para ele poder se sentar, e me dando um beijo estalado na boca. – Tá fazendo o que?
- Conversando com as amigas brasileiras que vem pra cá quando ela voltar. – Tom respondeu por mim.
- Obrigada. – agradeci por ele me poupar de responder a mesma coisa pela terceira vez.
- e diz: Que gracinhas vocês dois!
- diz: Brigada gente!
- Já estamos chegando a Oxford, não? – perguntou .
- Bom dia. – disse antes que pudessem responder .
- Bom dia, melhor amigo. – disse sorridente.
- Bom dia, melhor amiga. – ele respondeu indo correndo pular em mim. que via tudo pelo computador ficou mais paralisada que quando viu a cena de pulando em cima de mim. Não pelo fato de eu estar sendo esmagada debaixo dele, mas sim por ser .
- Ai, . – reclamei tentando puxar o ar pela boca. – Você pesa!
- Já acorda de mau humor, essa menina. – ele disse saindo de cima de mim e se ajeitando no meu colo.
- Engraçadinho! – mandei língua para ele – Não to de mau humor, to ótima por sinal, ok? – lancei um meio sorriso – Agora da “oi” pras minhas amigas brasileiras, vai!
- Oi, amigas brasileiras. – ele disse sorridente para a web.
- diz: Da Oi pro garoto, !
- e diz: Você me paga !
- diz: Haha, vocês me amam que eu sei!
As duas acenaram para ele. não conseguia tirar o sorriso do rosto enquanto olhava para que estava sentado no meu colo, e não parava de olhar para Tom que estava do meu outro lado.
- Acho que chegamos. – disse depois de um tempo de conversa fiada que tivemos enquanto não chegávamos a Oxford.
- Oba! – disse animada.
- diz: Meninas acabamos de chegar aqui! Tenho que desligar, mas depois falo com vocês, quando estivermos indo para Manchester!
- e diz: Que vidinha monótona que você está tendo por ai, !
- diz: Claro, um tédio só! (ironia)
- e diz: Aproveita, tira muitas fotos e conta todas as novidades mais tarde, amor! Nós amamos você, beijos.
- diz: Farei tudo isso! Beijos, amo vocês! E se falarem com o contem as novidades! Xx
- está Offline e pode não responder.
- Bem vinda a Oxford, . – disse tirando minha bolsa do ônibus.
- Ou ao estádio de Oxford. – Tom completou.
- É muito legal – falei olhando para o estádio onde seria o show –, não é tão grande como o Maracanã, mas é bem legal!
- Maracanã é o estádio gigante do Brasil não é? – perguntou pegando seu baixo azul no ônibus.
- É sim! – respondi com orgulho.
“AH! Eles chegaram!“
“O Mcfly ta aqui! Meu deus”.
“! ! Tom! !”
“Olha! Fletcher tá com eles!”
Escutamos os gritos de fãs que estavam atrás das grades que separavam os fundos do estádio da rua. Vi os garotos acenando e fiz o mesmo depois que escutei meu nome.
Entramos rápido pelos fundos do estádio. Subimos algumas escadas e chegamos ao camarim. Tinha alguns sofás espalhados, uma mesa com comidas: frutas, doces, pão, biscoitos, e claro, bebidas como cerveja, energético, água... Um espelho gigante no fundo da sala, que ocupava toda extensão da parede.
- Camarim... – falei com os olhos brilhando – As meninas bem que podiam estar aqui comigo! Sempre foi nosso sonho entrar no camarim de vocês um dia...
- Você tem mais que isso. – disse passando o braço pelo meu ombro.
- É, eu sei. – sorri pra ele – Mas ainda assim tenho que realizar todos os sonhos sabe... Ver o show, estar no camarim, mesmo tendo passado não sei quantas horas no mesmo ônibus que vocês, considerar vocês todos como se fossem minha família e estar passando as férias ao lado de vocês o tempo inteiro!
- Temos que fazer a passagem de som – Tom falou pegando sua guitarra. –, o show é daqui a algumas horas e eu tô com fome.
- A gente pode passar num Starbucks aqui perto antes. – sugeriu depois que sua barriga roncou – Tô faminto, dude.
- Acho melhor, também. – disse – Olha como sua prima ta magrinha, ela precisa se alimentar. – ele pegou minha bochecha e puxou.
- Ok – Tom concordou quando sua barriga fez um barulho terrível –, venceram!
Saímos todos de fininho por uma das portas do lado do estádio, para não sermos percebidos pelos fãs. Andamos até a Starbucks mais próxima, que por sorte era a um quarteirão de distância, fizemos os pedidos e voltamos para o estádio, para comermos em paz. Eu sabia que não poderia conhecer Oxford com eles, seria no mínimo um tumulto bem grande, mas só de estar lá eu já me sentia bem.
- Agora vamos passar o som? – Tom perguntou enquanto jogava a caixa que veio seu capuccino no lixo.
- Vamos. – respondeu fazendo o mesmo.
- Quero tirar fotos. – falei me levantando e indo pegar minha máquina na bolsa – Fala sério gente, não iria perder um momento desses.
- querida – disse –, se você quiser tirar foto do palco você pode. Se quiser tirar foto com a gente a qualquer hora, pode também...
- Obrigada, . – agradeci – Mas isso é meio que coisa de fã entende.
- Claro. – balançou a cabeça – Isso porque você tá quase namorando seu ídolo.
- Mesmo assim. – falei ligando minha câmera e posicionando na mesa para tirar uma foto no camarim.
- Agora vamos? – perguntou saindo do camarim. O seguimos e chegamos rapidamente à parte de trás do palco, onde os detalhes do show estavam sendo montados. Os instrumentos já estavam posicionados, então cada um foi para o seu e eles começaram a tocar Transylvania.
Tirei várias fotos no palco, com eles no fundo, e muitas deles sozinhos também. Me divertia tanto quando estava com eles que o tempos sempre voava, e dessa vez não foi nada diferente, quando olhamos a hora, estava na hora do show.
Voltamos para o camarim, eles se arrumaram e beberam uma água.
- Prontos? – perguntei a eles cada vez mais animada. Seria meu primeiro show deles.
- Nascemos prontos, priminha. – Tom respondeu convencido.
- Convencido. – disse.
- Mas é só porque temos você aqui, . – disse me abraçando.
- Seu lindo. – o abracei de volta e dei um beijo estalado em sua bochecha.
- Pessoal – um homem de barbicha preta abriu a porta do camarim e disse –, cinco minutos.
- Já vamos, Paul. – respondeu pegando sua palheta, que ele chamava de palheta da sorte.
- Boa sorte, meninos. – desejei a todos por alto – Boa sorte, – agarrei em seu pescoço, dando-lhe um selinho.
- Mais sorte do que eu já to tendo? – ele perguntou, e eu corei na mesma hora – É, to no paraíso! – dei outro selinho nele – Tenho que ir lá. – ele soltou minha cintura e me puxou pela mão até o lado do palco, onde eu ficaria para assistir o show.
Olhei de relance para a multidão que ocupava o estádio e confesso que fiquei com borboletas no estômago por eles, mesmo sabendo que estavam tranquilos como sempre.
McFly! McFly! McFly! McFly!
A multidão gritava. De repente as luzes se apagaram. já estava posicionado no escuro, sem que pudessem vê-lo, e de repente Tom entrou pulando, indo direto para seu microfone e começando o show:
- Here’s another song for the radio…
O show foi animadíssimo. Tocaram as musicas novas do Radio:Active e algumas mais antigas como 5 colors in her hair, All about you, That girl e Not alone, que foi cantada por , que me olhava o tempo inteiro, fazendo meus olhos ficarem cheio de água a música inteira e os garotos rirem de mim por isso.
A última música como de lei foi 5 colors in her hair, e para a tristeza das fãs, o show acabou.
- Foi perfeito! – gritei pulando no pescoço suado de – Eu amei!
- Que bom, . – ele me rodou no ar – Fico muito feliz em saber disso.
- E aí prima – Tom disse jogando seus cabelos para o lado. –, gostou?
- Amei, primo! – o abracei também.
- Pirralha querida – chegou me tirando dos braços de Tom e limpando todo suor em meu rosto –, gostou de me ver no palco?
- Você é tão humilde. – falei limpando meu rosto.
- Eu sei! – sorriu.
- Vai dizer que eu não sou a pessoa mais sexy que você já viu, . – disse ao parar do meu lado.
- É claro, meu amigo delicious. – zombei dele. - Gostei do apelido. – ele falou limpando o suor com a blusa.
- Parem de tentar confundir minha garota pra atrair pra vocês. – riu me puxando pelo braço até seu peito.
- Como se isso fosse possível. – revirou os olhos – Ela só tem olhos pra você!
- Verdade. – concordou – Nem se a gente quisesse, dude!
- Bom saber. – sorriu e me deu um beijo na testa.
- Vamos pro ônibus? – sugeriu – Daqui a pouco vamos pra Manchester e eu preciso de um banho.
- Concordo. – falei – Vocês praticamente se limparam em mim.
- Você até que nem ta fedendo muito. – falou.
- Tô fedendo? – perguntei me cheirando.
- Não que eu tenha sentido. – falou cheirando meu pescoço.
- Vamos então. – disse pegando suas coisas e descendo as escadas. Fizemos o mesmo até chegar à porta que daria para o lado de fora, a mesma que entramos, e como antes, encontramos mais fãs parados na grade gritando. Mas dessa vez os garotos resolveram de socializar um pouco mais e foram lá dar alguns autógrafos, e claro, me puxaram junto.
- Vocês tão namorando? – uma garota perguntou gritando quando viu que se aproximava segurando minha mão.
- Ainda não. – ele respondeu calmamente pegando o papel e a caneta que estavam em sua mão e assinando-o.
- – a mesma garota chamou –, você pode me dar um autógrafo também?
- Erm... – tentei dizer – Claro. – não sabia o que escrever, então fiz o mesmo que , coloquei minhas iniciais.
- Obrigada, Fletcher. – ela agradeceu ao olhar meu autógrafo.
- De nada. – respondi educadamente. – Como é estranho ser chamada de Fletcher. – murmurei para que riu.
- Vai acostumar. – ele disse em meu ouvido – Você é uma Fletcher.
Demos mais alguns autógrafos, inclusive eu, e tiramos algumas fotos. Voltamos ao ônibus, que foi seguido por algumas fãs durante um pequeno trajeto.
Todos tomamos banho e logo depois caímos no sono, sem nem dar tempo de conversar nem nada do tipo. Estávamos todos exaustos demais pra isso.
Os dias em Manchester, Liverpool e Newcastle foram como o dia em Oxford. Fãs, passagens de som e mais um show inesquecível.
- Vamos para um lugar diferente agora. – Tom falou.
- Pra onde? – perguntei curiosa pegando uma batata da mão de .
- Surpresa, . – disse sorrindo, visivelmente bem feliz com a surpresa.
Demorou mais algum tempo de viagem, e então chegamos a uma cidade simples e bem acolhedora. Não sabia onde era e sequer reparei nas placas pelo caminho, mas me sentia bem aqui.
- É uma graçinha esse lugar. – falei olhando as casas todas organizadas, branquinhas, com quintais grandes e paisagem tranqüila. Paramos em frente a uma casa, em uma rua aparentemente deserta.
- Chegamos. – se levantou pegando minha mão para me ajudar.
- Chegamos aonde? – perguntei sem identificar a casinha branca que paramos na frente.
- Você já vai ver! – sorriu pra mim.
Saltamos do ônibus e fomos pelo jardim até chegar à porta cinza clara da casa que era rodeada por arvores amareladas, dando uma impressão de outono no lugar.
- , querido! – uma mulher loira de olhos muito azuis, como os do filho, apareceu na porta abrindo os braços e indo em direção a . Na mesma hora congelei e entrei em certo estado de pânico. Essa era a mãe do e eu estava em sua casa. – Que saudade de você! Fiquei muito feliz quando disse que vinha me visitar!
- Também estava com saudades, mãe. – ele disse dando um beijo nela – Quero te apresentar uma pessoa. – ele me puxou pela cintura até ficar de frente pra ela. – Essa é a – ele me olhou sorridente – E , essa é minha mãe Meggie. - Prazer, Meggie. – fui cumprimentá-la com dois beijinhos, como era de costume do Brasil, e fui recebida com um abraço acolhedor.
- O prazer é todo meu, querida. – ela sorriu pra mim. – Fico contente em finalmente conhecer a pessoa que faz meu filho tão feliz. – ela disse sorrindo cada vez mais e me deixando cada vez mais vermelha. Reparei que seu sorriso também era muito semelhante ao de , resumindo: lindo.
- Olá, meninos. – ela cumprimentou os garotos depois. – Entrem e fiquem a vontade!
- Obrigada. – agradecemos. Nos sentamos nos sofás da sala, de frente para a televisão. Meggie serviu alguns biscoitos amanteigados e ficamos conversando enquanto comíamos.
- Mas então, – ela virou-se para mim, que estava com os braços de em volta –, como vocês se conheceram?
- Eu sou prima do Tom e acabei vindo pra festa da Carrie. – falei olhando para eles, que me incentivavam a cada palavra – E acabei conhecendo todos eles.
- Que ótimo, querida. – ela sorriu – Não sabia que você tinha uma prima brasileira, Thomas.
- Nem eu sabia! – ele falou rindo.
- Mas você veio pra ficar? – ela nos olhou novamente.
- Infelizmente não. – fitei as mãos de , que seguravam as minhas por cima de meu ombro. – Volto pro Brasil no fim do mês.
- Ah – ela suspirou –, e como vocês vão fazer? – perguntou preocupada – Você volta pra cá, não é?
- Volta! – respondeu por mim – Nem que eu tenha que ir lá pro Brasil buscar você! – sorri instantaneamente, e percebi que não tinha sido a única, Meggie sorria também, e estava com os olhos brilhando, provavelmente com algumas lágrimas que ela insistia que não caíssem.
- Dou o maior apoio a vocês. – ela disse respirando fundo.
- Obrigada. – agradeci sinceramente e dei um beijinho no rosto de .
Passamos mais algumas horas conversando, eles contavam historias da infância e adolescência, e Meggie mostrava várias fotos deles mais jovens.
- Nossa! – ela exclamou quando viu a hora – Já passa de meia noite, acho melhor irmos dormir.
- Estou exausto mesmo, mãe. – bocejou.
- Venham. – ela nos chamou – Vamos arrumar as coisas e os quartos.
Dividimos os quartos, eu dormi com e , e e Tom ficaram no outro quarto.
- Boa noite, meninos. – falei me virando de frente para , já que estávamos em uma cama de casal, e me aconchegar em seu peito quente.
- Boa noite, . – disseram em coro.
- Boa noite – ele sussurrou em meu ouvi, me abraçando – e obrigado por hoje.
- Eu é que agradeço por ter me trazido pra conhecer sua família. – agradeci dando um beijo em seu queixo e pegando no sono logo depois.
“The single joys that you can take and send”
- Acorda dorminhoca. – senti me cutucar.
- O que você quer, ? – perguntei virando meu rosto e afundando-o no travesseiro.
- Quero que você levante – ele puxou meu cobertor –, lave o rosto – me empurrou para ficar de barriga para cima –, troque de roupa, desça, tome café da manhã e saia com a gente para te mostrarmos a cidade.
- Tá cedo, . – reclamei mais uma vez abrindo os olhos lentamente, dando de cara com ele praticamente com o rosto colado no meu.
- Dez horas. – ele se afastou, se ajoelhando ao meu lado – Tá na hora de acordar!
- Tá. – bufei – Você venceu!
- Sempre venço amor. – ele sorriu vitorioso.
- Onde tá o ? – perguntei olhando para os lados. - Tomando café. – ele respondeu dobrando meu cobertor e botando na beira da cama.
Fui para o banheiro, e fiz exatamente o que havia dito.
- Pronta? – perguntou sentado na cama depois que sai do banheiro com uma cara apresentável e roupa trocada.
- Sim. – esfreguei os olhos ainda vermelhos de sono.
- Vem. – ele me puxou em direção a cozinha, onde estavam todos sentados em volta a mesa redonda com Meggie servindo panquecas muito apetitosas para os trogloditas que comiam sem parar.
- Bom dia, gente. – falei dando um beijinho na cabeça de cada um e um abraço em Meggie.
- Bom dia, querida. – ela disse – Sente-se! Vou fazer panquecas quentinhas pra você!
- Obrigada, Meggie. – agradeci sentando na cadeira vazia ao lado de Tom.
Comemos tranqüilamente, e não é porque ela é minha sogra, mas ela fez umas panquecas divinas! Depois do café da manhã ficamos mais algum tempo à mesa, conversando sobre assuntos variados, e depois, como já estava quase na hora do almoço, resolvemos nos arrumar para fazer uma pequena visita pela cidade, para depois ir à algum lugar com Meggie.
- Qual a primeira parada? – perguntei a , que assim como eu estava esperando os outros terminarem de se arrumar.
- Não sei – ele respondeu -, devemos ir ao parque.
- É como lá em Londres? – lembrei do parque que havia me levado no meio da noite.
- Você já foi a algum parque lá? – se virou pra mim. Esqueci que eles não tinham me levado exatamente a parques lá enquanto conhecia a cidade.
-Erm... – pensei no que responder – Não... Eu só lembro dos que passamos, é isso!
- Sei. – riu. não era bobo, tinha certeza de que ele suspeitava de alguma coisa – Não lembra nem do que o te levou naquela noite? – ele perguntou. Prendi a respiração no mesmo instante. Minhas suspeitas haviam se concretizado, sabia mesmo de alguma coisa.
- Como você sabe disso? – perguntei ainda assustada.
- No dia seguinte eu também passei na casa dele – se ajeitou no sofá – e eu nunca vi o acordando de tão bom humor como naquele dia, então eu perguntei o motivo e fui sondando ele, já que ele não queria me falar, e acabei descobrindo!
- Até que você nem é tão burro, . – ri dele.
- Quando eu digo isso ninguém me leva a sério – riu comigo – e eu sei que você deve estar pensando “não conte pro Tom”, então pode ficar tranqüila, não vou contar nada a ele.
- Obrigada – agradeci –, você sabe como ele é...
- Ele ia surtar se descobrisse alguma coisa do tipo. – deu os ombros. Realmente meu primo ia surtar se descobrisse que sai no meio da noite com para um lugar deserto.
- Todos prontos? – Meggie perguntou animada.
- Sim. – respondemos em coro, já em pé na sala, prontos para sair.
- – ela o chamou –, pode ficar com o carro que eu vou de táxi.
- Obrigado. – ele agradeceu pegando as chaves do carro – Nós não vamos demorar, só quero mostrar aquele lugar pra .
- Pode ficar o tempo que quiser filho – ela sorriu – e , aposto que você vai amar. – sorri de volta pra ela.
- Então – ela disse abraçando cada um de nós –, vou indo e espero vocês lá.
- Tchau. – dissemos em coro.
Pegamos o EcoSport prata que estava na garagem e fomos para o tal lugar que queria me levar.
Não era tão longe como as coisas em Londres, já que a cidade em que estávamos era bem pequena, com poucos habitantes, ou seja, sem trânsito algum no caminho... Uma típica cidade do interior.
Estávamos agora em um lugar afastado da cidade, um dos lugares mais tranqüilos que já vi, cheio de árvores e um rio que seguia por toda extensão que passávamos.
parou o carro no acostamento e saímos dele, indo para perto do rio.
- – falei hipnotizada –, aqui é perfeito!
- Gostou? – ele me abraçou por trás – Era meu lugar secreto, mesmo não tendo nada de secreto, eu sempre vinha pra cá.
- Eu amei. – meus olhos brilhavam. O lugar era um dos mais lindos que já tinha visto.
- Que bom, . – me abraçou mais forte dando um beijo em minha bochecha – Queria dividir com meu amor não secreto também. – ele deu um beijo estalado no meu ouvido e me puxou pela mão. Andamos algum tempo à margem do rio, calmamente, apenas observando o lugar e aproveitando a presença um do outro. Não tive a oportunidade de responder pelo que ele tinha dito do “amor não secreto”, mas o meu sorriso ainda não tinha saído do rosto, isso era fato.
- Vamos? – perguntou apoiado no capo do carro – Sua mãe deve estar nos esperando.
- Já tinha me esquecido disso, dude. – disse batendo a mão na cabeça.
- Aonde vamos? – perguntei curiosa.
- A um almoço – respondeu – que não deve ser mais almoço, já que esta no meio da tarde.
- Você não conhece a família dele. – Tom riu – Ficam horas colocando a conversa em dia.
- Verdade – pegou a chave do carro, abrindo-o –, só tem maluco.
- Você se encaixa bem, dude. – disse indo para o banco de trás do carro.
- Valeu. – agradeceu.
Não demorou muito para chegarmos a uma casa de cor amarelo bem claro. Era maior do que a de Meggie, com um jardim gigante na frente e muitos carros estacionados á porta.
- Chegamos! – pareceu animado ao parar o carro um pouco depois do portão.
- Eu espero vocês no carro. – disse abaixando o pino da minha porta, trancando-a.
- Enlouqueceu? – perguntou levantando o pino, destrancando o carro.
- Dude – eu disse fazendo todos olharem pra mim espantados –, é o convívio, não repara, mas enfim, a família toda dele ta lá e eu sou novata nisso!
- Todos vão amar você, . – tentou me acalmar – Eu tenho certeza disso!
- Olha só como você conquistou a gente. – segurou minhas mãos ao falar – Por que seria diferente com eles?
- A relação é outra. – apertei a mão dele – Você não tá ficando com alguém da família.
- Mas se o alguém da família gosta dessa pessoa – sorriu tímido – é mais um motivo pra gostarem de você, fora todos os outros que você vai dar para isso acontecer. – corei imediatamente, assim como ele, e com essas palavras acabei desistindo e saindo do carro indo para o lado de Tom que estava mais a frente que os outros.
- Pronta? – perguntou entrelaçando suas mão na minha.
- Na verdade não – soltei o ar –, mas vamos lá...
- Vai dar tudo certo. – deu um beijo na palma da minha mão – Você vai ver.
Entramos atrás de Tom, e . Meu coração acelerava cada vez mais à medida que íamos nos aproximando da família de . Aos poucos ia vendo todos reunidos mais nos fundos da casa, sentados em volta da piscina e da mesa gigante na varanda.
- – Meggie veio feliz me cumprimentar –, finalmente vocês chegaram!
- Oi, Meggie. – dei dois beijinhos nela. Depois de falar comigo ela cumprimentou e os guys e me puxou pela mão, que estava agarrada na de , puxando-o comigo.
- Gente – Meggie disse fazendo todos me olharem –, essa é minha nora .
- Olá. – falei com as bochechas tão quentes que pareciam que iam explodir. Não demorou nada para todos se levantarem e irem me cumprimentar, falando o que eram de e dando um longo abraço nele.
- Minha irmã não tá aqui? – perguntou à mãe.
- Ela vai viajar por algum tempo – ela disse – e não tem previsão de volta ainda.
- Ah... – disse apenas.
- Venha, . – ela me chamou – Vou te apresentar aos primos e tias de .
- Claro – sorri –, estou indo.
- Vai dar tudo certo. – tentou me acalmar – Não precisa ficar vermelha nem tremer. – riu.
- É porque não é com você. – revidei – Só quero ver quando você conhecer toda minha família!
- Aí a coisa muda de figura, . – ele falou parecendo mais nervoso com a situação. – vai lá que daqui a pouco minha mãe te arranca de mim. – me deu um selinho, que foi seguido por alguns “ooohn” das mulheres da família - Tô aqui te esperando.
- Tudo bem. – respirei fundo e me virei indo ao encontro de Meggie.
- – ela disse segurando em meu ombro, de frente para a grande mesa –, essas são as tias Judity, Annie, Becky, Beverly, Betty .– ela apontou para cada uma – Os primos Casey, Anthony, Chandler, Ellen, Kerry, Garret e Wade. – fez o mesmo como com as tias. Cada um deles parecia ser da minha idade, ou pouco mais velho que eu, tirando Ellen e Wade que eram crianças loirinhas com olhos muito azuis.
- É um prazer conhecer vocês. – falei sorrindo.
- O prazer é nosso, . – Annie foi a primeira a falar, seguida pelos outros.
- Finalmente alguém que faz tão bem ao . – Becky disse – Ele quase nunca tem tempo de nos visitar, ou porque tá com alguma namorada metida ou porque tá envolvido com a banda.
- E finalmente alguém foi motivo de visita. – Kerry riu – nunca deve ter nos apresentado alguém assim, por livre e espontânea vontade.
- Ele gosta mesmo de você. – Casey, uma menina morena, de cabelos enrolados nas pontas e olhos azuis disse simpaticamente.
- Fico feliz em escutar isso. – disse, mesmo sendo visível pela minha reação.
- Você é brasileira não é? – Garret me perguntou.
- Sou sim. – respondi.
- E como é lá? – perguntou – Sempre soubemos muitas coisas, mas nunca fomos...
- Bom... – pensei no que dizer – Acho que é como vocês pensam mesmo, futebol o tempo todo, mulheres bonitas, praias magníficas e samba!
- Sem macacos andando nas ruas, certo? – ele riu.
- Certo! – ri junto – O Brasil nem é tão amazônico assim sabe... O Rio, São Paulo e outros lugares são bem industrializados.
- Eu disse pra alguns amigos, que não acreditaram em mim. – ele falou erguendo as sobrancelhas – Queria que você desse uma palestra falando isso pra eles, porque quando eu falar que meu primo arrumou uma namorada brasileira que contou a verdade, eles vão achar que eu estou de brincadeira.
- Olha depois algumas fotos – recomendei –, não tem como se enganar!
- Vou mostrar a eles. – riu.
- Então, . – Annie me chamou – Você vai ficar aqui até quando, querida?
- Eu volto pro Brasil no fim do mês. – respirei fundo – Tenho que terminar o último ano da escola e depois vou tentar fazer de tudo pra fazer minha faculdade aqui.
- Que bom, querida. – ela sorriu – não ia gostar nada de ficar muito tempo sem você aqui, ele está com uma melhora de humor e aparência notável!
- Ele disse que se ela não voltar ele vai até o Brasil para trazê-la de volta. – Meggie disse com orgulho do filho.
- Que gracinha esse meu sobrinho. – Judity disse tão orgulhosa quanto Meggie.
- Meu primo tá crescendo. – Casey falou.
- Com licença, senhoras. – chegou me abraçando por trás e apoiando sua cabeça em meu ombro.
- Diga, jovem senhor. – Casey entrou na brincadeira.
- Gostaria de roubar a de vocês um pouco. – deu um beijo em minha bochecha.
- Tá tão educado, . – ela riu dele, que forçou um sorriso, voltando a sua posição inicial, com cabeça erguida apenas e ainda me abraçando.
- Mudei, . – ele respondeu do mesmo jeito.
- Sei bem o porquê. – ela piscou para mim que sorri.
- Chega de pra vocês. – ele saiu de trás de mim, me puxando pela mão para o outro lado da casa.
- Tão educadinho me tirando de lá. – ri dele que ainda me puxava.
- Te salvei, isso sim. – de repente ele parou. Estávamos do outro lado da casa, e ali tinha apenas algumas árvores e uma rede presa a elas. Fomos até a rede e nos sentamos. –Aposto que te bombardearam de perguntas.
- Nada demais, . – dei os ombros – Perguntaram sobre o Brasil e falaram um pouco de você. Mas sabe, nem deu tempo de conversar tanto, me roubaram antes.
- Depois eles iam perguntar sobre toda história da sua vida, aposto. – ele riu balançando a cabeça negativamente.
- Ia ser meio constrangedor, mas nada que eu não pudesse falar. – fiz uma careta, pensando no que eu teria de tão estranho que tivesse que ser omitido.
- Você não tem nada pra esconder? – ele perguntou visivelmente curioso.
- Não que eu me lembre agora. – falei. Tirando o fato de que James Bourne quase me beijou e você não sabe, mas isso é detalhe... E sobre o Brasil, só alguns namorados, festas com bastante bebida, algumas vezes bêbada... Mas nada que uma adolescente não fizesse e que ele precisasse saber.
- Namorados? – perguntou franzindo a testa.
- Alguns. – falei – Nada que eu me orgulhe.
- Você gostava de alguém antes de vir pra Londres? – ele perguntou. Pronto, pegou no ponto fraco...
- Sim. – respondi mordendo o lábio inferior – O nome dele é Vinicius, mas isso é passado, ... Depois que eu realmente te conheci e aconteceu tudo isso, não tem nem como lembrar do Vinicius.
- Não gostei. – disse aflito – Não quero você voltando pro Brasil, ele tá lá! Você pode voltar a gostar dele. Vocês já ficaram?
- Já... – abaixei a cabeça – Mas tem tempo, .
- Mesmo assim. – ele falou se mexendo na rede – Não vou deixar você ir!
- Imagina se eu pensasse assim das suas namoradas britânicas, também? – falei colocando minhas mãos em cada lado de seu rosto – Eu ia ter que te seqüestrar pro Brasil comigo. – fui me aproximando até sentir sua respiração – Coisa que eu já quero fazer a bastante tempo. – encostei nosso narizes e dei uma leve mordida em seu lábio inferior – Confia em mim do mesmo jeito que eu confio em você. – fiquei parada, provocando-o o máximo possível, ate que ele deu um impulso da onde estava e finalmente grudou nossos lábios. Com a intensidade do beijo fui para trás até ficar deitada na rede, com do tronco para cima em cima de mim. Segurei forte em sua nuca, apertando-a cada vez mais contra meu rosto, e ele puxando minha cintura para mais próxima de seu corpo, para nos juntar ainda mais.
- ? – o chamei assim depois de um tempo de silêncio.
- Oi. – ele disse levantando a cabeça, que agora estava apoiada em minha barriga.
- Por que você ficou com aquela ruiva no Mustard? – perguntei, mesmo com um pouco de medo da resposta.
- Han? – ele parecia não se lembrar.
- Na primeira vez que vocês me levaram ao pub... – tentei o fazer lembrar.
- Ah – pareceu desanimado ao lembrar –, eu realmente achei que você fosse ficar com o James... Que você queria ficar com ele.
- Por que você achou isso? – perguntei sem entender o porquê de tal pensamento.
- Não sei, . – ele parecia nervoso – Antes disso o não parava de dizer em como você era linda e que estava na cara que tinha se interessado por mim, e eu achei ótimo e me planejei de tentar ficar com você lá... Só que quando chegamos, eu vi James olhando fascinado pra você e logo ele deu um jeito de ficar grudado, e você parecia tão bem com ele que eu pensei que você quisesse ficar com ele mais do que comigo... Por isso com uma das conversas de vocês, que você não parava de rir e sorrir para ele então eu resolvi sair um pouco de lá e ir ao banheiro...
- E depois? – perguntei.
- No meio do caminho essa tal garota me parou e pediu uma foto, e quando fomos tirar a foto ela me beijou... – torceu o nariz ao terminar a história.
- E você continuou... – afirmei.
- Não ia atrás de você no mesmo dia – ele disse – sendo que eu ainda achava que você queria o James.
- Entendo. – falei tentando bloquear minhas lembranças para não ver essa cena de novo – E por esse motivo eu fiquei com o James.
- O que? – perguntou em tom mais alto.
- Vai dizer que você achava mesmo que eu tinha ficado com o James porque queria? – torci o nariz.
- Acabei de te falar mil vezes que achava. – ele, mesmo nervoso, riu do comentário.
- Mas eu só fiquei com ele porque vi você ficando com aquela ruiva nojenta. – fiz uma careta.
- Diz que não tá falando sério! – ele colocou a mão na testa com agressividade, me olhando horrorizado.
- Lógico que eu tô falando sério, ! – ri dele, acho que mais de nervoso do que graça – Eu queria o tempo todo ficar com você, não com o James! Mas quando eu te vi com ela resolvi ficar com ele, que tava mostrando que queria ficar comigo!
- Não acredito que podia estar com você antes e nem passar por tudo que passamos com o James. – ele continuou no mesmo estado de choque.
- Podia – dei os ombros –, mas se quer saber, temos uma historia interessante pra contar agora e ela não seria assim se tudo isso não tivesse acontecido.
- Isso é. – concordou comigo.
- Mas confesso que odeio aquela ruiva. – rimos juntos. Na época tinha sido péssimo, mesmo nos não nos gostando nem nada, mas agora era engraçado lembrar.
- Bom, mãe – abraçou Meggie –, temos mesmo que ir agora. Já está bem tarde e temos que viajar amanhã o dia todo para fazer o show no outro dia à noite.
- Vêm me visitar mais vezes pelo menos – ela deixava escapar algumas lágrimas – e traga a com você!
- Eu o obrigo a vir, Meggie. – disse abraçando-a em seguida.
- Obrigada, . – ela me deu um beijo no rosto – Eu amei te conhecer, querida! Continue fazendo meu filho feliz!
- Vou fazer sempre o máximo possível pra isso. – sorri pra ela.
Nos despedimos dos outros familiares e voltamos para o ônibus da turnê, com próxima parada: Wembley.

