The Guy Who Turned Her Down
Autora: Gabriela Patrício, (Gab's)
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Romance/Drama/Comédia - MediumFic
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01 I’m fake. That’s the way I live.
- Cala a boca panaca! – Falei quando um nerd idiota dirigiu a palavra a mim. Estávamos no corredor do colégio, pegando nossos pertences nos armários para irmos à aula.
- Quem você pensa que é pra falar com a gente? – Ashlee perguntou.
Ash era a líder do nosso grupo, como uma abelha rainha. Eu e Kate éramos apenas suas escuderias. Ash era linda, parecia a Barbie. Loira, olhos azuis que pareciam duas bolas de gude. Magra, com um corpo escultural. Os homens daqui babavam por ela, alguns professores mais tarados e até algumas meninas. As garotas na escola ou a odiavam ou queriam ser como ela. E pode acreditar, 90% se espelhavam no mau exemplo que minha amiga dava. Ash armava planos maquiavélicos pra quem se metesse em seu caminho e na maioria das vezes funcionavam muito bem.
- Dá o fora. – Kate falou o empurrando enquanto ele abria caminho para nós passarmos.
Já Kate era ruiva, mas também muito bonita. Tinha olhos verdes, corpo violão, e era o capacho pessoal de Ash. Qualquer coisa que Ashlee dizia Kate apoiava. Ela não era prá lá de inteligente, muito menos se interessava pelos estudos. Sempre dava um jeito de conseguir nota para os trabalhos usando seu charme. As duas eram podres de ricas. Seus pais, donos de empresas importantes para o mercado comercial. Talvez fosse por isso o motivo de tanta reverência em cima delas.
Ashlee e Kate são minhas melhores amigas. – pelo menos era o que eu achava – Eu não era tão deslumbrante assim. As pessoas diziam que eu era linda. Mais bonita que Ash, mas ninguém no colégio é mais bonita que ela. - em minha opinião - Ou pelo menos mais influente. Meus pais são meros arquitetos que trabalham dia e noite para poderem sustentar uma casa. Minha família não era influente, ou pelo menos rica. Eu era uma adolescente comum. Só que me passava por alguém que eu não era para conquistar aqueles que eu considerava serem meus amigos.
As pessoas do colégio tinham medo da gente. Não porque iríamos bater nelas, mas porque éramos populares e as pessoas do London College queriam ser como nós e pertencer a esse mundo deslumbrante ao qual pertencíamos. O pessoal com que eu andava era legal – no início - Fazia coisas ruins a quem não os obedecesse e fizessem suas vontades. Espalhavam fofocas e calúnias e eu também fazia isso, e não me orgulho. Mas era tudo tão fascinante, as festas, a reverência dos outros alunos do colégio, o glamour da popularidade, que eu nem percebia no que estava me tornando. No monstro que estava moldando.
Sempre que eu fazia algo ruim com alguém eu ficava com a consciência pesada, mas o glamour da popularidade falava mais alto do que os valores de certo e errado. Meus pais não sabiam sobre essa vida clandestina que eu levava. Não sabiam que no colégio eu cometia infrações, era fútil e egoísta. Não queria nem ver quando descobrissem.
- , aquele cara de quadriculado, estranho, não tira os olhos de você. – Ash estava cochichando, pois o garoto estava a duas cadeiras da dela.
Estávamos no meio da aula de história. Sr. Johnson, nosso professor, já tinha certa idade e não havia mais capacidade de trabalhar com uma turma de 3º ano do ensino médio. Ele não impunha respeito e a aula era uma zona, mas às vezes ele se enfurecia e descontava em quem não tinha culpa.
- Quem é ele? – perguntei a Ash, que estava na carteira ao meu lado. Olhei por cima ombro para o garoto. Eu sabia seu nome, Danny>, Danny> Jones>. Ele era lindo, mas não era popular, era o garoto mais bonito que eu já vira em toda minha vida.
- O nome dele é Daniel> Jones>. – Ash falava com desprezo, ainda num sussurro.
- Ele tem uma banda, eu acho – Kate falava sem prestar muita atenção, olhando suas unhas.
Ash deu risada irônica pelo nariz e falou com mais desprezo em sua voz do que antes.
- Quem se importa? Ele é só mais um estranho mesmo. Quantos garotos nessa escola não olham pra nós? – Ash soltou uma risada triunfante. Kate assentiu com a cabeça e mudamos de assunto.
- Jake está me estressando. Não pára de falar na droga do grande jogo. Ele só pensa em futebol, futebol, futebol. – Jake era namorado de Ash, ele era bonito, alto e forte. Mas em minha opinião era um grande panaca, assim como os amigos dele. Eles combinavam, a fútil e o imbecil. Ele olhava as outras garotas na frente dela e ela nem ligava. Ou parecia não ligar.
- A gente tem que terminar logo a coreografia, tá em cima da hora já. – Nós éramos líderes de torcida, Ash era a capitã, eu e Kate éramos suas assistentes.
- Eu sei, eu sei... – ela revirou os olhos - É muita coisa na minha cabeça! – Ash reclamou.
O sinal do almoço bateu. Os alunos correram pra fora da sala.
- Vem, – Kate me chamou enquanto se levantava.
- Já vou, meu celular sumiu. – falei revirando minha bolsa. – Achei.
A sala já estava vazia, a não ser pelo Sr. Johnson que guardava suas coisas, pelas meninas que me esperavam, Danny> e seus três amigos que também o esperavam. Assim que levantei da carteira senti alguém esbarrar em mim e me derrubar. Danny>.
- Olha por onde anda! – Disse com raiva, ainda no chão.
- Desculpe, eu... – ele estendeu a mão para eu me levantar e tentou se desculpar, mas não dei chance.
- Não me importam suas desculpas - Me levantei recusando a mão dele e o vi recuar a mão, sem graça.
- Você deveria ser menos audaciosa. – reclamou enquanto eu me levantava.
- E você deveria ver aonde passa. – retruquei.
- Foi um acidente. – o tom de sua voz aumentava, minhas amigas e os amigos dele assistiam em silêncio.
- , deixa esse idiota pra lá e vem pro almoço. Brad tá te esperando, tenho certeza. - Ash se colocou entre mim e Danny>, ignorando-o.
- O que está acontecendo crianças? - Sr. Johnson interferiu.
- Esse idiota que não consegue enxergar um palmo à sua frente. – falei exasperada.
- Essa patricinha mimada que reclama de tudo.
- Já que os dois não conseguem se entender, eu serei obrigado a dar detenção para ambos.
- O QUÊ? – falamos em coro. Olhei para Ash de relance e a vi arregalar os olhos.
- A gente não fez nada! – Danny> falou indignado.
- Essa tarde, depois da aula. – Sr. Johnson fingiu não ouvir a reclamação de Danny>.
- Olha, eu tenho treino e não posso faltar. O jogo é daqui a duas semanas e...
- E eu tenho ensaio, não posso faltar. Libera aí. – Danny> pediu fazendo uma cara de choro.
- Sr. Johnson, a não pode de maneira alguma perder o treino, ela é essencial para a equipe. – Kate se intrometeu, caminhando até a mesa e jogando todo o seu charme pra cima do velho professor e percebi que um dos amigos de Danny> estava babando por ela. Ele ficou desconsertado, pegou um lencinho e enxugou o suor de sua testa.
- Sinto muito, meus caros. – Sr. Johnson disse deixando a sala e ignorando a provocação de Kate.
- Parabéns, - Ashlee disse em tom de reprovação.
- Nós não fizemos nada. NADA! – Berrei quando o professor já tinha saído.
02 Just my luck
- Como aquele velhote se atreve a fazer isso com você? – Ash disse indignada enquanto nos acomodávamos em nossos lugares no refeitório.
- É, como pode? – Kate repetiu.
- Cala a boca, Kate. – mandou Ash.
- Só sei que eu não posso perder esse treino, ele é muito importante pra toda a equipe e...
- E você é uma das principais na coreografia – Ash me cortou, me fuzilando com seu olhar.
- É – Kate concordou. Tudo o que Ashlee dizia, Kate concordava.
- Oi garotas. – Jake chegou dando um selinho demorado em Ash. Junto com ele vieram seus amigos Brad e Josh.
- E aí meninas? – Josh disse se sentando ao lado de Kate
- Oi, Josh – respondeu melosa e mexendo numa mecha do cabelo.
Eles estavam tendo um casinho e logo começaram a se beijar. Assim como Ash e Jake. Era estranho estar ali ao lado deles, só com Brad. Na verdade estávamos sobrando porque eu queria, pois Brad já me dera mole várias vezes, mas eu sempre fingi não entender suas indiretas. Ele não era um garoto inteligente, nem tão educado, mas as garotas daqui babavam por ele só por causa de sua posição social no colégio e fora dele. Ele era capitão do time de futebol e seus pais donos de uma multinacional muito famosa. Brad não era feio, mas não me interessava.
- , posso me sentar ao seu lado? – perguntou Brad com um sorriso.
- Claro – na verdade eu não queria, mas fazer o que? Dei os ombros e ele se sentou.
Ficamos conversando todo o intervalo e eu não via a hora de bater o sinal para podermos entrar logo na sala de aula e eu me livrar de Brad. Ash e Kate davam força pra eu ficar com ele, elas achavam que fazíamos um casal bonitinho, eu discordava, mas se eu quisesse me manter naquele meio, o Brad era uma boa maneira de eu conseguir o que queria. Finalmente o sinal bateu. Ash e Jake partiram o beijo, assim como Kate e Josh. Enquanto conversava com Brad, vi Danny> e seus amigos, os quais eu não sabia os nomes, passarem. Danny> me fitava. Ele olhou dentro dos meus olhos, corei e desviei o olhar.
- Que foi ? Você ficou vermelha só por que eu disse que eu fico com prisão de ventre quando como maionese? – ele arqueou as sobrancelhas. - Não precisa ter vergonha.
- Hã? Do que você tá falando? – franzi o cenho. Não prestava atenção nele.
- Da minha janta da noite passada;
- Ah, claro – respondi sem emoção fitando o lugar onde Danny> estava.
Fomos para nossas salas. Chegamos atrasadas e a Sra. Mackessy nos deu uma bronca, como de praxe.
- Já é a terceira vez que as três senhoritas se atrasam para minha aula só essa semana. – Enquanto ela discursava nos acomodamos nas carteiras vazias - Não vou mais tolerar isso, ouviram?
- Sim senhora. – respondemos em coro.
Para minha má sorte, tive de me sentar ao lado de Danny>, pois era a única carteira que havia sobrado. Não é que Danny> não seja interessante, porque ele é. Eu percebia que ele me olhava mais do que devia. Isso era estranho, mas eu não podia me interessar por ele, por mais que eu quisesse. Quando me sentei, o olhei feio e ele retribui o olhar.
- Bem, retomando a aula. Nós vamos formar duplas para o trabalho de química que vou passar.
Cassie, uma CDF levantou a mão e Sra. Mackessy lhe concedeu a palavra.
- Sim?
- Nós vamos poder escolher as duplas, certo?
- Infelizmente não Sra. Sandford. As duplas do trabalho serão formadas pela pessoa que está na carteira ao lado.
Quando ela terminou a frase, ouvi sussurros de: Viva! Ah, não. Jesus, por favor, me mata, etc. Eu entrei em pânico, eu não queria fazer o trabalho com o Danny> e logo vi a cara de minhas amigas, que estavam insatisfeitas por fazerem o trabalho juntas. Pois Kate era burrinha e Ash sempre fazia os trabalhos com um nerd que nunca a deixava se intrometer no trabalho.
- É, , tá sem sorte hoje. – Kate falou irônica.
Ash olhou para Danny> enojada, como se ele estivesse fazendo algo estranho, mas ele não estava. Apenas fitava a paisagem do lado de fora da janela.
- É realmente necessário que façamos o trabalho com essas duplas? – perguntei quando Sra. Mackessy se aproximou entregando-nos uma folha.
– Sim – respondeu e eu bufei jogando a cabeça pra trás.
Danny> soltou uma risada pelo nariz pela primeira vez se virando para me olhar.
- Bem – comecei grossa –, já que temos de fazer isso como uma dupla linda e feliz, vai ser do meu jeito. - Ele deu os ombros.
- Como quiser. – respondeu e voltou a olhar pela janela.
A professora nos mandou responder a folha que ela entregara e o fizemos até o final da aula. Aquele era o último tempo e assim que o sino tocou, o Sr. Johnson apareceu na porta da sala chamando a mim e ao Danny>.
- Vejo vocês depois – olhei para as meninas, bufei e me levantei. Fui me arrastando até o velhote e Danny> me seguiu.
03 I’m staring to falling in love.
- São exatamente 14 horas. – Sr. Johnson falava olhando o relógio de pulso que usava. Eu e Danny> olhávamos para ele esperando que nos mandasse logo para a detenção, para poder acabar logo com isso. - Quando o ponteiro do relógio bater 15horas, vocês estarão liberados. Por favor, sigam-me. - O professor fez menção para seguirmos com ele. Danny> andava ao meu lado, mas mantendo certa distância, enquanto o professor caminhava a nossa frente.
- Não acredito que to perdendo meu ensaio – Danny> resmungou quase inaudível, mas por incrível que pareça eu consegui ouvi-lo.
- A culpa é toda sua. – sussurrei para que Sr. Johnson não me ouvisse. Coitado, o velhote era um pouco surdo do ouvido direito, mas nunca se sabe.
- Fica quieta. Filhote de cruz credo - Que ódio me deu daquele infeliz.
- Quem é você pra me mandar ficar quieta? – discutíamos aos sussurros.
- Quem é você pra me culpar? – ele me fuzilava com os olhos - A dona da razão? Você é só uma liderzinha de torcida fútil, mesquinha e egoísta. – Aquilo doeu em mim. Na verdade eu não era assim. Não era fútil, nem mesquinha e muito menos egoísta.
- Você é só um estranho que passa despercebido nos corredores na escola. Com certeza você nunca se envolveu com uma mulher, porque nenhum ser feminino teria coragem de chegar perto de você. – Tá, aquilo era mentira, porque ele não era feio. Mas eu precisava de argumentos.
- Então por que você ficou me olhando hoje na hora do almoço? – Danny> soltou um sorriso triunfante, ignorando parcialmente minhas ofensas. Continuei andando e senti meu rosto corar. Como ele se atrevera a falar isso pra mim?
- E-eu... – Graças ao meu bondoso Deus chagamos à sala da detenção e Sr. Johnson me interrompeu. Soltei um suspiro e Danny> deu um sorriso de lado por ver que eu tinha relaxado.
- Por favor, crianças. – O velho abriu a porta da sala para que nós entrássemos. – Eu preciso buscar uma coisa na sala dos professores e volto logo. Tentem não se matar. – dizia ele desconcertado e aflito por ter que nos deixar a sós por um minuto que fosse. Eu estava encostada no batente da porta.
- Senhor... É realmente necessário... – meu tom era de súplica.
- Desculpe Sra. Bittencourt – ele me cortou -, regras são regras e os senhores as infringiram. - Bufei jogando a cabeça pra trás e Danny> sussurrou em meu ouvido ao entrar na sala:
- Você ainda não respondeu minha pergunta. – Cerrei os olhos, furiosa, e a expressão dele era divertida. Parecia que ele gostava quando eu me irritava. Danny> se sentou na primeira carteira da primeira fileira. Entrei na sala e me sentei longe dele, na outra ponta da sala. Sr. Johnson não estava presente e eu sabia que ouviria gracinhas do Danny>.
- E aí? Por que você ficou me olhando hoje? – ele estava encostado na parede, virado de frente pra mim, com um sorriso triunfante nos lábios.
- Eu não estava te olhando, seu troglodita. – Ah, eu odiava o Danny> Jones>, odiava, odiava, odiava. – Como você ousa me enfrentar? Ninguém aqui me enfrenta. – disse com raiva.
- Não estou te enfrentando, queridinha. Só estou dizendo o que eu vi. – a cada palavra que proferia, seu sorriso aumentava. Fiquei quieta, talvez fosse melhor ignorá-lo. - Por que você está tão nervosa? Por que você está vermelha? – ele se divertia, fato.
- Eu não estou nervosa! – comecei a berrar - Eu não te dei mole! – me levantei da cadeira - Eu não estou vermelha! - berrei mais ainda. Sim, eu estava nervosa e com certeza eu devia estar parecendo um tomate.
Dessa vez ele começou a gargalhar. Voltei a me sentar com raiva. Respirei e inspirei. Comecei a criar um mantra “se controla, , se controla...”
Finalmente ele parou de rir e ficou em silêncio.
- Senhor, por favor, faça com que a hora passe pra eu poder ir para o meu treino. – Dizia olhando pro teto. (lê-se: falando com Deus)
- Além de patricinha é maluca. – ele ria.
- Pra sua informação estou falando com Deus, tá? - disse séria.
- Faça o que quiser – deu ombros.
- Argh – grunhi, jogando minha cabeça pra trás, batendo na pilastra, fazendo Danny> rir de onde estava. - Ai – resmunguei massageando o local que doía.
- Tá doendo? – ele agora se levantava e vinha em minha direção.
- Sai daqui. – disse virando minha cabeça para o lado contrário de onde ele estava.
- Pára de ser turrona, vai, me deixa ver. – ele se sentou na cadeira que estava ao lado da minha.
- Não preciso de você, Daniel>. Não quero sua ajuda – disse me virando pra ele.
- Nem sei por que ainda tento te ajudar. – bufou se afundando na cadeira.
- Ai, tá sangrando. – disse desesperada olhando o sangue em minhas mãos. Não era nada demais, nem havia muito sangue, mas eu devia ter aberto minha cabeça ou sei lá o quê.
- Eu posso ver agora? - Não falei nada. Danny> se levantou segurando minha cabeça e a examinando.
- É, você abriu a cabeça. – disse indiferente.
- Preciso ir à enfermaria. – disse chorosa.
- Não podemos sair daqui. – Danny> se sentava novamente ao meu lado.
- Olha a minha cabeça, cara. Ela está sangrando - disse furiosa. – Ai meu Deus, quantos germes e bactérias devem ter entrado na minha cabecinha linda? – comecei a reclamar.
- Voltei crianças. – Sr. Johnson acabava de entrar pela porta da sala. Faltavam apenas 25 minutos para irmos embora. Nosso professor se sentou na cadeira dos professores, colocou os pés em cima da mesa e enfiou a cara em um jornal de esportes. Não falei nada sobre o incidente, pois ele podia achar que foi o resultado de uma briga. Ficamos em silêncio até a hora de irmos embora. O relógio bateu e ele finalmente nos liberou.
- Podem ir, espero que tenham aprendido a lição e... – nem esperamos ele terminar seu discurso, pegamos nossos pertences e saímos logo da sala.
- Vamos à enfermaria, eu te acompanho. – Danny> falou e sorriu de canto.
- Não quero sua companhia. E agora me deixe em paz. – virei as costas pra ele e saí andando. Ele parecia ignorar meus foras e era cuidadoso comigo.
- Cuidado, se não você quebra – falou rindo. Ele se referia ao meu rebolado. Idiota, abusado. Virei-me e dei o dedo do meio. Danny> riu mais ainda.
04 She was this girl. She looked so fine.
Fui à enfermaria e a Sra. Steward – a enfermeira da escola – me fez um curativo rápido. “Não foi nada demais querida, você só raspou a cabeça na quina na parede” (lê-se quase morri, pois raspei a cabeça na quina da parede).
Estava nos corredores da escola indo em direção à quadra, quando ouvi uma música linda vindo da sala de música.
“I can't believe I found
A girl who turned my life around
She suddenly” >br>
Fiquei parada ao lado de fora da sala ouvindo a melodia que era tocada. O som parou e resolvi entrar pra ver quem estava tocando. Para minha surpresa era Danny> . Ele estava sentando em uma carteira qualquer, com seu violão apoiado no colo e um bloquinho em uma de suas pernas. Meu Deus, eu não sabia que ele tocava violão, e tocava muito bem. E sua voz? Era linda. Assim que entrei na sala ele me olhou curioso.
- O que você quer? – perguntou antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
- E-eu tava ouvindo a música e-e vim ver... – Não consegui terminar a frase, ele me cortou. E por que diabos eu gaguejei?
- Tá, agora que você viu já pode ir embora. - Ele falou colocando o violão ao seu lado.
- E se eu não quiser? – perguntei cruzando os braços audaciosa.
- Se você não for, vou eu – Fiquei quieta e ele caminhou até a porta da sala.
- Hei, espera – ele parou.
- Por quê? Pra você me dar uma enxurrada de foras, dizer o quanto eu sou idiota e estranho? Não, obrigado. – Ele deu mais um passo.
- Eu não vou te insultar, prometo. – Ele caminhou até mim, parando na minha frente.
- O que você quer, hein? – ele semicerrou os olhos.
- Toca aquela música que você tava tocando. – Eu sorri gentilmente me sentando em uma carteira. Ele me fitou por mais alguns segundos, provavelmente pensando se podia confiar mesmo em mim.
- Você realmente gostou da música? – Ele se sentou ao meu lado. Fiz que “sim” com a cabeça.
- É sua? Eu nunca ouvi em nenhum lugar.
- É... – ele riu e coçou a cabeça sem graça – eu não terminei...
Antes que ele pudesse acabar de falar, Kate apareceu na porta da sala. Meu coração parecia que ia saltar pela boca de tão nervosa que eu fiquei por apenas vê-la ali parada.
- , eu te procurei por toda a escola - ela não parecia nada feliz. – Você esqueceu que a gente tá ensaiando?
- Eu já estava indo – me levantei com pressa. – E eu já te falei, Danny>, pára de me perturbar. - Ele me olhava confuso. - Eu não estou interessada na sua música idiota. – Eu gostaria de não tê-lo humilhado, mas Kate estava ali. Era necessário, ela poderia contar à Ash que eu estava me familiarizando com Daniel Jones> e com certeza eu seria banida do grupo.
- É. Ela não está interessada, panaca – Kate disse virando a cara e andando sala afora e eu fui atrás dela. Olhei pra Danny> uma última vez. Seu olhar era de reprovação.
Cheguei em casa depois do treino, exausta, gritei um “oi” para minha mãe que estava na cozinha e subi as escadas correndo. Cheguei em meu quarto e joguei minha mochila na cama e fui tomar um banho. Demorei debaixo do chuveiro e logo meus pensamentos foram inundados pela imagem de Danny> sorrindo pra mim. Assim que pensei nele meu coração acelerou e me deu um frio na barriga. Que brincadeira idiota era essa? O que estava acontecendo comigo?
Sai do banho e me joguei na cama. Não demorou para eu cair no sono.
Acordei na manhã seguinte com o despertador tocando incessantemente. O relógio marcava 06h34. Dei um pulo da cama. Estava atrasada. Peguei a primeira roupa que vi pela frente. Uma calça jeans skinny escura, uma camiseta branca e lilás da Adidas e uma Havaianas branca. Meu cabelo esta horrível,e fui obrigada a prendê-lo num rabo de cavalo frouxo. Peguei um pequeno brinco de pérolas que estava em cima da mesinha de cabeceira e coloquei na orelha. Terminei de arrumar e olhei para o relógio e o ponteiro marcava 06h52. Peguei minha mochila e enfiei nela todos os livros que eu achei. Não havia tempo de separar os livros das aulas de hoje. Fui até o banheiro, escovei os dentes com a maior pressa possível. Desci as escadas correndo. Olhei meu relógio de pulso e ele marcava 07h00.
- Tchau mãe, tchau pai! – gritei e sai batendo a porta.
- , seu café! – A ouvi gritar lá de dentro. Eu estava com fome. Comeria algo quando desse. Liguei o carro e fui dirigindo a 80 km/h, pois fiquei atrás de um murrinha. Eu buzinava constantemente, distribuindo xingamentos a torto e à direita. O motorista lesado pôs a cabeça pra fora do carro e me deu o dedo do meio.
- Aprende a dirigir, seu corno! – berrei e pisei no acelerador desviando do carro dele.
Finalmente cheguei ao estacionamento do colégio. Estacionei o carro de qualquer maneira. Não ficou bom, roubei um pouco da vaga do carro ao lado.
Dane-se. Peguei minha mochila e saí correndo em direção à sala de aula.
Chegando lá, a professora já estava na sala. Aula da Sra. Sullivan. Ela era uma mulher legal. Bati a porta antes de entrar. Ela sorriu. Eu odiava chegar atrasada. Senti os olhares da turma sobre mim, logo hoje que eu estava mal produzida. Caminhei até meu lugar – ao lado de Ash – e vi Danny> – que sentara na frente da minha carteira – meu coração foi a mil. Eu fiquei vermelha e minha barriga gelou. Ele me olhou rápido e desviou o olhar. Sentei e Ash me olhou com reprovação.
- Que. Roupa. É. Essa? – Ela cochichava entre os dentes.
- Eu não tive tempo de me arrumar. – Ela soltou um suspiro e se virou para ouvir o que a professora dizia. Sra. Sullivan nos passou um trabalho e para minha grande sorte eu havia deixado o estojo em casa.
- Parabéns, . – pensei alto, enquanto colocava a mochila de volta ao lugar.
Danny> olhou pra mim por cima do ombro. Eu sorri fraco, mas ele ignorou e se virou pra frente.
- Ash, me empresta um lápis? – sussurrei.
- Não tenho – ela disse grossa. Por que ela estava me tratando assim? Só por causa da droga da minha roupa? Eu nem estava feia. E além do mais eu amava aquela blusa.
Estendi minha mão para cutucar Danny>, não tive coragem e recuei. Larga de ser fraca. Pensei e tomei coragem. O chamei.
- Danny> ? – Ele se virou para me encarar. Fiquei uns segundos o fitando. Ele arqueou as sobrancelhas esperando que eu dissesse algo. Já que estava falando com ele, eu poderia me desculpar do ocorrido de ontem, eu queria me desculpar, eu sabia que estava errada. Não consegui pedir desculpas. - Me empresta um lápis? – falei baixo. Ele estava sério. E eu não tirava a razão dele. Ontem eu sei que fui uma tremenda idiota. Eu não queria mais fingir. Não queria mais essa vida estúpida. Ele nada disse, apenas colocou o lápis na minha mesa com uma força desnecessária e voltou a prestar atenção na aula, sibilei um “obrigada”mas ele já tinha se virado.
A aula da Sra. Sullivan fora um saco. Eu detestava inglês, além do mais, não consegui me concentrar sentindo o cheiro maravilhoso do cabelo de Danny> , vendo cada movimento que ele fazia, ouvindo casa frase que saía de sua boca...
05 There’s no where to run..
O dia no colégio fora um porre. Tudo que eu queria era dormir para ver se eu conseguia espantar a dor que sentia em meu peito. Hoje eu passei o dia inteiro perto de Danny. Ele estava em todas as minhas aulas e eu não consegui me concentrar em nenhuma. Amanhã seria sexta-feira e eu não veria Danny por 2 dias. Não que eu fosse conversar com ele ou coisa do tipo. Mas eu não o veria. Kate e Ash me evitaram o dia inteiro. Assim que cheguei em casa, vi meus pais sentados no sofá da sala assistindo televisão.
- Oi mãe, oi pai – sorri fraco, papai retribuiu e minha mãe percebeu que eu não estava bem.
- Que foi, minha filha? – ela me olhava com ternura.
- Nada, é só cansaço – minha mãe me fitou por mais alguns segundos. Sabia que não a convenceria. Ela deu um sorriso amarelo e eu subi para meu quarto. - Droga de vida – jogava no chão todas as tralhas da minha cama para eu poder deitar. Deitei e abracei meus joelhos. Senti as lágrimas descendo pelo meu rosto. Eu não estava chorando somente por causa de Danny, mas também por causa da mentira que eu vivia. Eu não queria mais aquilo. Mas da mesma maneira era atraente... Era convidativa. E eu já tinha me acostumado com aquele glamour. E eu tinha medo se soubessem que eu era uma farsa. Preferia nunca ter começado essa história.
O dia amanheceu e eu acordei devagar, me arrumei sem a menor pressa, coloquei aquelas roupas de patricinha que eu estava costumada a usar e fui para o colégio.
- – Kate me berrou assim que eu coloquei meus pés no pátio do colégio. Ela estava rodeada por Ash, Jake, Brad, Josh e mais algumas pessoas que eu não falava.
- Que foi mulher? – perguntei assustada me aproximando dela e vi Ash lançar lhe lançar um olhar reprovador. Ela apenas abaixou a cabeça, fazendo menção de desculpa.
- Eu preciso falar com você – Ash me pegou pelo braço e me puxou para longe de todos que ali estavam.
- Que foi Ash? – perguntei assustada. Ela parou na minha frente e me olhou dentro dos olhos.
- Brad. – ela estava séria.
- O que tem ele? – eu definitivamente estava confusa, franzi o cenho.
- Ele está totalmente apaixonado por você. – ela sorria. Eu sabia que ele tinha uma quedinha, mas totalmente apaixonado? Essa era uma forte expressão.
- Eu, não sei o que dizer – disse devagar. E isso era verdade, eu realmente não fazia idéia do que falar.
- Mas sabe o que fazer né? – ela agora sorria maliciosamente.
- N-não, acho que não – que diabos ela estava pensando? Que eu iria ficar com ele?
- Fala sério ! – ela revirou os olhos. – Vai lá, dá mole pra ele, mostra que você tá interessada.
- Mas eu... – antes que eu pudesse terminar a frase, Ash gritou o nome de Brad. – O que você está fazendo?
- Chamando-o pra vocês conversarem. – ela sorriu vitoriosa e me mandou beijinhos no ar enquanto se afastava, deixando-me sozinha à espera de Brad.
- To ferrada. – resmunguei.
- Oi, – ele sorria triunfante.
- Oi... – respondi sem graça dando um sorrisinho amarelo e me encolhendo. Ele veio se aproximando e eu sabia o porquê.
- Eu queria te falar uma coisa... – eu não sabia o que fazer, nem o que falar. Ele foi chegando mais perto e a cada passo que ele dava, eu recuava, até que ele me prensou na parede e não tive mais como fugir. Ele, devagar, encostou os lábios dele nos meus. Foi a pior coisa do mundo. Mas deixei ele me beijar.
Não foi muito longo, pois o sinal da entrada bateu. Agradeci mentalmente. Assim que partimos o beijo ele me olhou fixo, sorriu e pegou minha mão, eu hesitei e ele me olhou confuso. Então o deixei segurar minha mão. Assim que estávamos entrando vi Danny e seus 3 amigos parados no corredor, conversando. Danny me olhou fixamente e eu retribuí o olhar. Para a minha má sorte, Brad parou bem em frente onde Danny e seus amigos estavam.
- Brad, eu preciso falar com Ash. – tentei arrumar uma desculpa para sair dali.
– Amor – amor? Por que diabos ele me chamou assim? –, não precisa ter pressa. - Eu bufei e me encostei na parede, enquanto ele falava com os amigos dele sobre como ele era bom jogador. Eu e Danny ficamos trocando olhares até Brad me puxar pela mão e me carregar com ele.
Brad me deixou na porta da minha sala e se despediu com um selinho – que me pegou de surpresa.
Entrei na sala e me sentei atrás de Danny, como de costume. E também como de costume o perfume dele me intoxicava, como uma droga.
Finalmente chegou a hora do almoço. Como de praxe me sentei com Ash e companhia. Brad assumiu um lugar ao meu lado.
- , eu queria te fazer um pedido. – ele disse em meu ouvido. Não, não, não, não, não. Mil vezes não. Imaginei. - Quer namorar comigo? – engoli seco. Demorei para responder. Se eu dissesse que não, adeus popularidade.
- Sim – forjei um sorriso e ele me beijou. Durante o beijo nossos amigos comemoravam e gritavam. Que ótimo, eu assumira o posto da namorada do cara mais badalado do colégio. Mas eu não o amava. Até quando eu iria conseguir viver nessa fraude?
Quando partimos o beijo ele subiu na mesa do refeitório e anunciou nosso namoro. Eu apenas abaixei a cabeça morrendo de vergonha. Quando voltei a olhar pra cima, vi Danny me encarando do outro lado do refeitório. Seu olhar era triste. Todos os alunos ali presentes comemoravam. Menos Danny, que saiu de lá às pressas. Mordi o lábio inferior, querendo ir atrás dele, abraçá-lo e dizer que o amava. Mas agora eu estava comprometida com outro.
Mais um dia passou. Eu tive que ficar fazendo o papel da namorada feliz. Tudo bem, eu escolhera essa vida pra mim, não posso reclamar. Eu pensava comigo mesma. Cheguei em casa e vi um recado na porta da geladeira: Filha, eu e seu pai saímos, amamos você. xxx . Terminei de ler o recado e logo subi para meu quarto. Tomei um banho. Não estava afim de ficar em casa, então coloquei uma calça jeans skinny, um moletom da Nike branco e amarelo e uma havaianas amarela. – Ninguém do colégio iria me ver mesmo - Peguei minha bolsa, joguei algumas coisas lá dentro e saí.
Poderia ir a qualquer lugar, só para espairecer. Perto de casa tinha um prédio abandonado. Nunca ninguém ia lá e a vista do terraço era maravilhosa, dava pra ver Londres inteira. Era pra lá que eu iria.
Liguei o carro e dei partida, meu celular começou a tocar. Fuxiquei a bolsa com uma mão, mantendo a outra no volante, sem tirar os olhos da estrada. O identificador de chamada dizia: Brad. Eu não estava com paciência para ouvir ele se gabar ou muito menos sobre os problemas intestinais dele. Desliguei o telefone.
Chegando ao prédio, estacionei e subi as escadas que davam onde eu queria. Estava escuro e subi com certa dificuldade, dando vários tropeços e xingando alto. Quase perto da porta eu conseguia ouvir uma música. Uma música conhecida. Abri a porta receosa, já sabendo o que encontraria e Danny estava lá, tocando a música que eu tanto tinha gostado. Ele me fitava com o mesmo olhar da hora do almoço. Triste.
06 I just wanna be at your side.
Fiquei parada retribuindo o seu olhar, até que ele se pronunciou.
- Não sabia que alguém além de mim conhecia esse lugar. – ele estava sentado no chão, com as pernas cruzadas, o violão em seu colo e um bloco com uma caneta presa à espiral.
- Eu achava o mesmo. – demos sorrisos fracos – Desculpa, eu não queria te incomodar, eu... Já vou indo... – me virei para descer as escadas, por mais que eu quisesse ficar lá com ele. Eu estava com vergonha pela maneira que eu o tratara dias antes.
- Você vem sempre aqui? – ele me perguntou, eu me virei e acenei com a cabeça.
- Aqui é meu esconderijo secreto. Eu posso ser quem eu sou. Não preciso fingir. Aqui eu sou só... a . – terminei de falar e suspirei.
- Então é o nosso esconderijo secreto – ele me olhava com um sorriso e eu entendi que era pra eu ficar. Sorri, caminhei até ele me sentei ao seu lado. – Eu venho aqui quando estou triste com alguma coisa ou quando preciso pensar. - Me lembrei do dia em que fui grossa com ele, quando eu tinha prometido não insultá-lo.- Será que não tem problema você estar aqui comigo? Quer dizer... O Brad não ia gostar, nem suas amigas.
- Eu não me importo com eles. – dei os ombros. – Na verdade eu nem gosto deles.
- Por que você anda sempre com aquelas pessoas? – boa pergunta.
- Não é deles que eu gosto e nem com eles que eu me importo. – fui franca com ele.
- Então com quem é? – abri a boca para falar, mas não saiu som algum, não disse nada. Eu não conseguia dizer. Mas antes de qualquer coisa, eu tinha que me desculpar. Tomei ar e comecei.
- Danny... lembra naquele dia em que fomos pra detenção e eu vi você tocando... – não precisei terminar a frase, ele confirmava com a cabeça. – Você me perdoa por ter sido arrogante, quando eu não pretendia? Eu não queria te dizer aquelas coisas.
- Então por que disse? A gente só fala alguma coisa quando a gente quer. – ele me olhava sério.
- Eu fiquei com medo quando eu vi a Kate parada na porta da sala – parecia que meu coração ia sair pela boca. Eu estava nervosa.
- Medo de quê? De ser vista comigo? – ele franziu o cenho. Eu não consegui encará-lo, desviei meu olhar.
- Aquela que você vê na escola não sou eu. É alguém que eu finjo ser. Eu... Eu queria ser popular, queria que a escola inteira me conhecesse. Mas... Depois eu vi que isso era errado, sabe? Eram errados os meios que eu usava pra atingir meus objetivos.
- E você continuou fingindo – aquilo era uma verdade.
- Eu não sei mais como me esquivar dessa situação. – outra verdade.
- Você criou uma capa que você se esconde de segunda à sexta. Eu sei que você é uma pessoa legal, engraçada, atraente... – eu ri sem graça e corei, com certeza – Mas eu te perdôo. - ele deu seu sorriso mais bonito, me olhando nos olhos. Aqueles olhos penetrantes. - Terminei aquela música que você gostou. – ele viu que eu me envergonhei e mudou de assunto.
- Toca aí, vai! – pedi com um sorriso no rosto. – Quando você ficar famoso, eu vou ser a primeira a comprar o seu CD.
- Fã número 1? – ele ria
- Claro! Eu vou ser iguais àquelas fanáticas, com blusas personalizadas, bandanas, bottons, cartazes e toda essa parafernália. – eu dizia animadamente, gesticulando com as mãos e ele gargalhava escandalosamente.
- Ouve, vê se você gosta.
“It hasn't been the best of days,
Since she drove off and left me standing in a haze.
Because I've been so out of order, yes I have babe,
My new found love showed up and
Blew her out the water.
Ele me olhava enquanto cantava. Olhava no fundo dos meus olhos. E a cada nota meu coração batia mais rápido.
And it's so not easy, I know she'll say
I'm sleazy I love the way
You “please” me
Ele riu quando cantou esse trecho.
I can't believe I found,
The girl who turned my life around.
She suddenly came onto me,
Pin me down on the ground.
I could have pushed away,
But I didn't know what she'd say,
But I'm glad I'm not the guy who turned her down
Eu o fitava admirada. Feliz por ele ter me perdoado.
I cut my social life in two,
I quit my city job so I can be here with you.
My friends say I'm a fool in love,
But I'm not baby,
It's worth my while because you're what my dreams are made of.
A música era tão romântica e ele não tirava os olhos dos meus enquanto cantava. Parecia que estava cantando pra mim.
Cos you look like a beauty queen
sucked in by your tractor beam
You know I
I can't believe I found,
The girl who turned my life around.
She suddenly came onto me,
Pin me down on the ground.
I could have pushed away,
But I didn't know what she'd say,
But I'm glad I'm not the guy who turned her down"
Não tirei os olhos dele enquanto a música não acabou. Era tão linda, tão romântica... Ele me olhou esperando que eu dissesse alguma coisa.
- É linda! Linda, linda, linda, linda! – dei meu melhor sorriso e o agarrei em um abraço. Ele ficou sem reação e eu me xinguei mentalmente. - Opa – sorri sem graça e o larguei, ele apenas sorriu tão sem graça quanto eu.
- Que bom que você gostou. – ele me olhava nos olhos – eu fiz para você. - ele corou ao dizer.
OMG! Não sabia o que falar. Meu coração batia muito forte e eu temia que Danny ouvisse as batidas e me achasse uma tola. Meu estômago estava revirado. Calafrios passavam por meu corpo. Eu estava arrepiada, mas não sentia frio, e minhas mãos suavam. Estava pasma e com certeza corada. Abri a boca para tentar falar algo, mas logo em seguida Danny colocou o seu indicador delicadamente em meus lábios e eu a fechei imediatamente.
- Não diga nada – ele dizia quase em um sussurro. – , eu te amo há tanto tempo... Você nunca deu uma chance para eu te mostrar o que sinto por você. Toda a vez que eu falava contigo, só ouvia desaforos. Isso estava me matando por dentro. – eu ouvia atentamente a cada palavra que saia de sua boca – Eu sei que eu não sou popular, nem tão legal quanto seus amigos, e nem... Tão bonito quanto Brad... – Ah, que isso, ele é 10.000 vezes melhor que Brad. Pensei comigo mesma - Mas eu amo tanto você – eu ainda não sabia o que dizer, eu estava estática, assimilando tudo o que eu havia acabado de escutar.
- Eu não amo o Brad. – senti uma lágrima escorrendo por minha bochecha. Disse baixo, quase inaudível. Eu não conseguia encará-lo. Ele disse que me amava. Meu amor era correspondido.
- Eu sei que você não é o que aparenta ser na escola. Todas as noites eu passo em frente à sua casa e você está lá na varanda do seu quarto. Normal, com os cabelos presos em um coque mal feito – quando ele disse isso eu soltei uma risada pelo nariz e ele riu junto comigo e continuou – você não tem que fingir ser quem você não é para as pessoas te amarem ou para ter amizades. Ash e Kate não são suas amigas, . Elas são invejosas. Ash te detesta. – eu arregalei os olhos. Como assim? Ash me detestava? – É verdade. Eu... Eu nem sei por que eu to te falando isso...
- Porque é importante. – agora eu o olhava em seus olhos – Danny, eu te amo e... – Antes que eu pudesse terminar a frase seus lábios tocaram os meus e eu enrijei meu corpo. Meu coração já batia forte antes, e agora eu tinha quase certeza que ele iria parar. Eu não iria agüentar. Danny se aproximou mais, alisando meus cabelos e eu relaxei, deixando o beijo fluir. Ele era doce e gentil, sua boca tinha um gosto bom. Ele riu entre o beijo e eu ri com ele.
Fui colocando minhas mãos em volta de seu pescoço, e ele deslizou suas mãos de meus cabelos para minha cintura, me pressionando contra seu corpo. De repente, o beijo doce e gentil, se tornou intenso, e nossas línguas se entrelaçavam assim como eu entrelacei meus dedos em seus cabelos, puxando seu rosto mais pra perto do meu – se é que era possível – eu já estava sem ar, mas não queria me separar dele. Antes que eu pudesse tomar a iniciativa, ele partiu o beijo, e estávamos ofegantes. Ele colocou sua testa encostada na minha, seus olhos ainda estavam fechados, e eu sorri comigo mesma, fechando meus olhos, selando meus lábios nos dele.
- Quer dizer que você fica me vigiando é? – eu ria e ele abriu os olhos para me encarar e riu sem graça.
- É só pra ver se você não tá fazendo nada de errado. – deixei meu braço cair ao lado do meu corpo. Danny me abraçou e começamos dançar sem música.
- Então não adianta nada sua vigilância, eu só faço coisas erradas – eu cochichava em seu ouvido.
- É tempo de mudanças – ele cochichava no meu ouvido, me fazendo sentir cócegas e arrepios.
Eu afundei meu rosto na dobra de seu pescoço e fiquei sentindo seu perfume, enquanto ele acariciava meus cabelos. Paramos de dançar e eu me sentei no chão – onde estava antes – e ele sentou-se ao meu lado.
- O jogo será quarta que vem não é? – eu confirmei com a cabeça. – Você está nervosa? – ele olhava para frente. Olhava para os prédios ao longe, os parques imensos que pareciam pequenos vendo de onde víamos.
- Na verdade não... – soltei um suspiro. – Fico mais nervosa quando penso em Brad.
- Por quê? – ele continuava olhando para frente. Eu o espiava de canto de olho e o vi franzir o cenho.
- Eu não sei o que fazer – bufei e ele se virou para me olhar.
- Você pode começar fazendo carinho em mim. – ele riu, deitando a cabeça em minhas pernas e eu fiz o que ele pedia.
- Mas é sério – ele fechou os olhos – eu não sei o que fazer... Quer dizer, saber eu sei, mas eu não... eu não sei como fazer. Entende?
- É tão simples, . Você vai até ele e diz o que sente. – sua voz era calma.
- Eu não sei o que eu sinto – sibilei, seu corpo enrijeceu, surpreendentemente ele ouviu e levantou-se para me encarar. Ele me olhou sem dizer nada por poucos segundos.
- , você me ama? – seus olhos eram penetrantes, eu não conseguia me desviar deles.
- Amo – foi só o que conseguir dizer.
- Então qual é a dificuldade? – ele me fitava confuso.
- Brad não vai aceitar que eu termine com ele. Eu sei disso. Ele vai infernizar minha vida.
- Eu não vou deixar. – sorri fraco. Ele pegou gentilmente em meu queixo e eu desviei seu olhar, fitando minhas mãos que pousavam em meu colo. – Vai dar tudo certo. – terminou a frase e me deu um beijo rápido.
- O que faço em relação à Ash e Kate?
- Nada ué. – ele riu.
- Como nada? Elas são minhas amigas. – falei quase indignada.
- Não , elas não são. – sua expressão era rígida.
- Como você sabe disso, Danny?
- Eu já as ouvi falando de você. Ou você acha que eu inventaria isso? – sacudi a cabeça em negação.
- Vou te contar.
Danny’s Flashback.
- Quem aquela garota pensa que é? – Ash conversava com Kate.
- Que garota? – Kate perguntava confusa.
- , sua imbecil. – A voz de Ash era áspera.
"Que será que elas estão falando da ?", sussurrei comigo mesmo, tentando ouvir a conversa, fingindo que não prestava atenção, com a cara enfiada em um livro, as olhando de canto de olho.
- Detesto ela. – Ash grunhiu.
- Por quê? O que a pobre coitada te fez? – Kate perguntou ainda confusa.
- Ela acha que é nossa amiga – Ash tinha em eu rosto um sorriso malicioso – mas é lógico que ela não é. não é quem pensamos que fosse Kate. Ela finge o tempo todo. – Kate ouvia com atenção.
- Finge como?
- Ela não é rica. Não é como nós. Ela é uma estranha qualquer que se passou por gente legal. Entendeu sua anta? – Kate fez que sim com a cabeça.
- Sabe o Brad?
- Quem? O capitão do time de futebol?
- É, esse mesmo. Ele é um tremendo idiota. Jake me disse que ele se interessa pela . Só que ela não vai querer nada com ele... Entãããão – Ash sorria para Kate como se estivesse se divertindo. – faremos de alguma forma com que fique com ele. Depois de uma semana no mínimo, ela vai querer terminar. Como nós sabemos que Brad não aceita levar foras... – agora ela sorria mais ainda – ele humilhará em frente de toda a escola.
- Wow! Você é boa nisso. – Kate sorria como Ash.
- Eu sei – Ash deu um suspiro e saiu andando com Kate em seu encalço.
End Flashback.
- Eu não acredito, – Minhas lágrimas escorriam por meu rosto. – como eu pude ser tão idiota? Como eu pude cair nessa armadilha?
Danny colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha.
- Não adianta você ficar assim. Agora temos que arrumar uma maneira de você terminar com Brad... Se... For isso que você quiser.
- É claro que eu quero. E eu também quero ficar com você. – ele sorriu como uma criança.
- Não chore, vai dar tudo certo. – ele enxugou minhas lágrimas e me abraçou firmemente.
07 Stay with me, nothing else.
- Você vai ficar bem ? – Eu e Danny estávamos parados em frente à minha casa. Ele olhava fixamente em meus olhos.
- Vou, pode deixar – sorri fraco e desviei meu olhar para a copa das árvores que dançavam conforme o vento. Me perdi em pensamentos. Pensamentos esses que assolavam minha cabeça desde a noite passada. Como eu iria terminar com Brad, sem ser humilhada publicamente? Como seria a aceitação dos amigos de Danny? Quero dizer, eles não vão com a minha cara.
- , olha pra mim. – ele me pegou pelo queixo e levantou meu rosto com muita delicadeza, me tirando do meu pequeno transe. – Eu quero que você fique comigo e nada mais. Não importa o que as pessoas do colégio vão dizer. A única coisa que importa é o que eu sinto por você. Eu quero que você entenda uma única coisa – ele tocou meus lábios com delicadeza e não aprofundou o beijo, apenas tocou meus lábios. Seu cheiro me entorpecia e me deixava tonta de tão hipnotizante que era. Ele partiu o beijo e me abraçou com força e sussurrou em meu ouvido – não importa o que aconteça, não importa o que digam, eu vou sempre amar você, tá bem? – Parecia que ele havia lido meus pensamentos. Como uma conexão, uma sintonia que tínhamos um com o outro.
- Eu acredito em você – comecei a cantarolar uma música ao pé do seu ouvido.
I never doubted you at all
The stars collide, will you stand by and watch them fall?
So hold me 'til the sky is clear
And whisper words of love right into my ear
'Cause I've got you to make me feel stronger
When the days are rough and an hour feels much longer
Yeah when I got you
Oh to make me feel better
When the nights are long they'll be easier together
Danny me pegou no colo e me girou, dando vários selinhos.
- Amei sua voz – ele ria abobalhado enquanto me colocava de volta ao chão. - Eu nunca mais canto pra você, ok? Sua voz é mil vezes melhor que a minha. – ele riu sem graça. - Sabe que o que estamos fazendo é errado, não sabe? – sua expressão era séria.
- O que estamos fazendo? – perguntei o fitando confusa.
- Você está... traindo o Brad, . – ele se se encostou à mesma árvore que eu admirava há poucos instante.
- Por que você se importa tanto com isso? Não te entendo, você nem sequer é amigo dele, nem tem um pingo de afeição... – isso realmente me irritou. Que droga. Que se danny *HÁ, brincadeira* o Brad. – agora você quer ser politicamente correto?
- Não é isso , é que eu me coloco no lugar dele. Eu não gostaria de ser corno. – ele disse pacientemente.
- Pois não devia. Ele nunca se pôs em seu lugar. Ele e aqueles amigos idiotas sempre implicam com você e seu grupo. E com certeza ele não se colocava em seu lugar. Agora não venha dar uma de ‘bonzinho’ – fiz aspas no ar - porque não vai colar.
- Me desculpa, vai. Eu só quis ser correto, poxa. - suas mãos me envolveram pela cintura e me puxaram para perto de si.
- Tá desculpado. Mas você é um santo do pau oco, que saco – reclamei envolvendo meus braços em volta de seu pescoço.
- Você é que pensa – ele sorriu malicioso e tocou meus lábios de forma calorosa, pedindo passagem de sua língua para aprofundar o beijo e eu a dei. Com uma mão Danny apertava minha cintura contra seu corpo e com a outra ele acariciava minha nuca. Desci minhas mãos de seu pescoço para dentro de sua blusa. Acariciava suas costas, causando-lhe arrepios. Danny brincava com minha língua e sorria durante o beijo, se divertindo. Ele colocou a mão dentro do bolso traseiro da minha calça jeans e apertou minha bunda. Parti o beijo, distribuindo beijinhos em seu pescoço e mordendo de leve seu lóbulo. A cada toque eu o sentia se contrair.
- Preciso entrar – sussurrei em sua orelha, ainda com as mãos dentro de sua blusa.
- Logo agora? – separei nossos corpos definitivamente e ele passou a mão nos cabelos e deu um suspiro.
- A gente tá no meio da rua, cara, você quer que meus vizinhos vejam essa cena? – sorri maliciosamente.
- A gente pode entrar se você preferir. – ele retribuiu o sorriso.
- Hoje não dá. Daqui a pouco meus pais estão chegando.
- Eu te odeio . – ele disse inconformado e eu gargalhei – Nem dez minutinhos? – eu ri mais ainda.
- Danny, vá pra casa, tome um banho frio e depois a gente se vê, ok? – sorri.
- Fazer o que, né? – ele resmungou e sorri ainda mais.
- Amo você - dei-lhe um selinho demorado.
- Eu também te amo – ele sorriu de canto. Eu já ia me virando pra entrar em casa quando ele me puxou pelo braço, fazendo-me ficar colada em seu corpo. - Mais tarde eu te ligo – ele ria malicioso.
- Estarei esperando – ele me beijou com pressa e me soltou. - Tchau – saiu como um sussurro minha voz. Ele piscou e eu entrei em casa, rindo abobalhada.
08 I’m freaking out.
Cheguei em casa e nenhum sinal de meus pais. Não liguei, apenas fui para meu quarto, estava morrendo de sono, pois passei a noite em claro com Danny. Era engraçado, eu nunca me sentira assim com ninguém. Eu estava feliz, realmente feliz, era o pedaço da minha vida que estava faltando e eu havia acabado de encontrar.
Estava tão cansada que nem fui tomar banho, apenas deitei na cama e deixei meus olhos pesarem.
- , filha, acorda. – abri os olhos devagar por conta da claridade que invadia o quarto – Bom dia, dorminhoca. – minha mãe se postou de pé ao lado de minha cama, ela tinha um sorriso maternal, um sorriso amoroso. Dei um suspiro e sentei na cama.
- Bom dia, – minha voz saiu embolada – que horas são?
- Quatro e meia da tarde – meu Deus – Eu vou lá pra baixo terminar de fazer o jantar, tá bom? – dito isso, ela me deu um beijo na testa e se retirou do quarto. Fui até o banheiro para tomar um banho, eu realmente precisava. Por mais que eu tivesse dormido quase o dia inteiro, o sono da noite é insubstituível e eu ainda estava cansada. Saí do banho e coloquei uma roupa qualquer, um short jeans e uma camiseta qualquer. Sentei-me na cama e comecei a escovar os cabelos.
- , vai atender a porta! – meu pai me berrava do primeiro andar.
- Ai, que saco, será que ninguém pode fazer isso? – sai do quarto resmungando com toalha e escova na mão. Desci as escadas correndo e escancarei a porta. Fiquei estática observando a pessoa em minha frente.
- Oi meu amor – Brad me cumprimentou com um selinho. Dei um sorriso amarelo e pigarreei, pois minha voz não queria sair.
- O que você faz aqui Brad? – Fechei a porta e fui até a calçada com ele.
- Vim te visitar e conhecer os meus sogros – seu sorriso se estendia de orelha a orelha. Ele só podia estar louco. Brad não podia conhecer meus pais, eu ia terminar com ele muito breve.
- Então... – cocei a cabeça com a mão livre, pois a outra eu segurava a escova e a toalha (lê-se: mico). Estava pensando em como eu terminaria com ele e isso tinha que ser logo.
- Fala – por um momento eu fiquei com pena dele, de verdade, ele parecia tão feliz.
- Nada não, era besteira minha – Fraca, fraca, fraca.
- Ah, eu nem te contei, né? – seus olhos brilhavam de felicidade e eu não estava entendendo nada. Sacudi a cabeça em negação. – Eu sou o principal artilheiro do time de futebol do colégio. Não é o máximo? - Fala sério, e eu achando que era algo realmente importante – Sabe meu amor, eu sou o melhor jogador daquele time, digo, o Josh é até aceitável, mas eu sou o melhor, ai , é muito difícil manter um time em suas costas... – enquanto ele se gabava eu me perdi em pensamentos. Toda a minha pena se fora, Brad era totalmente egocêntrico e egoísta.
- Brad, eu tenho que ir – cortei seu discurso.
- Pra onde? Eu vou com você – rolei os olhos.
- Não Brad, vai pra sua casa, descanse, o jogo é na quarta, você precisa relaxar. Até parece que o MAIOR jogador do colégio estaria cansado para o grande jogo do ano né? – tentei parecer que me importava. Acho que funcionou.
- Você tá certa, eu tenho que descansar – ele sorriu e me deu um selinho. Nem o vi ir embora, entrei em casa praticamente correndo.
- Aff, ninguém merece isso – reclamei para mim mesma.
- Quem era aquele rapaz, minha filha? – mamãe me perguntou sem desviar os olhos da televisão.
- Brad – respondi com frieza.
- Brad, quem? – dessa vez ela se virou para me encarar.
- Meu namorado – só faltei vomitar no carpete da sala.
- Seu o que? – meu pai me olhou assustado.
- Namorado, NA-MO-RA-DO. – eu estava realmente irritada. Eu queria o Danny no lugar do ‘Brad eu me amo’.
- Você não nos contou que tinha um namorado, . – rolei os olhos.
- Não sei preocupem, eu vou terminar com ele – comecei a subir as escadas.
- Minha flor, não precisa se não quiser – minha mãe dizia com aquela voz de ‘eu te apoio’.
- É o que eu mais quero – cheguei ao meu quarto e joguei a toalha e a escova em cima da cama. Peguei meu celular e tinha uma mensagem do Danny.
'Passo ai mais tarde pra te pegar. Às sete, ok?
Te amo, pequena
Xx
Danny'
Sorri comigo mesma só de pensar em estar com Danny. Olhei para meu relógio de pulso e já eram cinco da tarde, daqui a uma hora eu começaria a me arrumar. Liguei o computador e abri meus e-mails. Havia um de Ash.
‘Amiga, tudo bem contigo? Espero que sim :D
Teremos ensaio segunda feira após a aula, não falte.
Xx
Ash.'
- É a treva, ninguém merece. Idiota. – Fechei meu e-mail e fiquei olhando fotos antigas que há muito eu não via. Fotos minhas quando mais nova, fotos dos meus pais. Tinha até uma foto da turma da oitava série. Meu Deus, Danny era uma graça. Brad como sempre se achando o máximo, fazendo muque pra foto. Fiquei olhando fotos até dar seis horas. Levantei e fui escolher a roupa que usaria hoje. Não sabia aonde iríamos, resolvi mandar um mensagem pra Danny. Imagine se vamos a algum lugar refinado e eu estou vestindo jeans e um all star?
‘Lindo do meu coração, anode vamos? Não sei que roupa usar.
Xx
Sua ’
Não demorou nem um minuto e recebi a resposta.
‘Surpresa. Mas quero que vá linda, na verdade você já é linda de qualquer forma...
Ah você entendeu, rs’
Xx
Seu Danny'
Abri meu guarda-roupa e bati os olhos no vestido que usaria. Já havia tomado banho, então coloquei o vestido e um sapato preto lindo de salto agulha. Sentei-me na penteadeira e fui arrumar os cabelos, optei por deixá-los soltos, caídos sobre os ombros. Passei uma maquiagem leve e estava pronta. Depois de alguns minutos me olhando no espelho o celular tocou.
- Vai até a varanda – ouvi a voz de Danny e fiz o que ele mandou. Ele estava encostado em seu carro com um buquê de flores na mão. Meu sorriso se estendeu de orelha a orelha. Ele definitivamente me surpreendia. Peguei minha bolsa e desci as escadas.
- Mãe, pai. Como estou? – perguntei dando uma voltinha para que eles me vissem.
- Deslumbrante – os olhos de minha mãe brilhavam.
- Esse vestido está muito curto – meu pai reclamou.
- Deixa a menina. – mamãe disse sorrindo e dando um tapinha no ombro de papai – Vai sair com seu namorado?
- Não – sorri sem graça.
- Se cuida . – meu pai me advertiu – Não quero que chegue em casa tarde.
- Podem deixar. Amo vocês – mandei beijinhos no ar e saí.
Ao avistar Danny parei e deu uma viradinha, igual havia feito com meus pais. Sorri e ele me olhava de cima a baixo.
- Maravilhosa – ele disse quando me aproximei. Dei um selinho rápido, ele me entregou o buquê e abriu a porta do carro para que eu pudesse entrar. Danny usava uma calça social, uma blusa social azul que combinava com seus olhos e um all star.
- Você está lindo – sorri abobalhada. O carro já havia dado partida. – Pra onde a gente vai?
- Surpresa – Ficamos o caminho inteiro em silêncio. Mas não era um silêncio ruim, era apenas silêncio. Danny estacionou o carro e saiu para abrir minha porta. – Chegamos – Olhei em volta e não reconheci o lugar. Não era muito longe de casa.
- O que a gente veio fazer aqui? – continuei olhando em volta. Não havia nada, apenas mato.
- Não é aqui, é ali – ele apontou para um lugar, onde parecia um coreto, todo iluminado. Não dava pra ver direito, pois era longe e minha visão não era das melhores. – Teremos que andar um pouco – Danny me pegou pela mão e foi me conduzindo ao local. Tinha uma ponte para chegar lá, onde um riacho corria embaixo.
- Agora sim, realmente chegamos – Não consegui acreditar. Meu coração disparou. Era a coisa mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida. Meus olhos percorreram por todo o local, eu estava extasiada e boquiaberta.
- Eu não acredito – sussurrei com um sorriso bobo nos lábios.
09 All About You.
- Você só pode estar brincando comigo – falei perplexa, me virando para olhá-lo.
- É pra demonstrar o quanto eu te amo, – ele me puxou para um beijo, um beijo carinhoso, sem pressa, sem segundas intenções. Rompemos o beijo e voltei a olhar o lugar.
Era lindo. Um coreto, com uma mesa ao centro, era um jantar à luz de velas, no meio do nada. Em volta só havia folhagem e dava para ouvir o canto das cigarras.
- Vem – Danny me puxou pela mão e adentramos o coreto. Ele foi cavalheiro e puxou minha cadeira e eu sentei. Danny ligou o som, propositalmente colocado no lugar. Estava tocando ‘Will you still love me tomorrow’ da Amy Whinehouse. Quando a música ecoou no lugar eu sorri comigo mesma. Adoro essa música. Danny sentou-se à mesa e me serviu.
- Você que cozinhou? – perguntei rindo.
- Por quê? Não acredita nos meus dotes culinários? – ele riu junto comigo. Não respondi sua pergunta, apenas o esperei para começar a comer. – Um brinde à nossa vida? – Danny ergueu sua taça e eu fiz o mesmo. Fizemos ‘tim tim’ e começamos a comer. A comida estava péssima, eu não fazia a menor idéia do prato que ele havia preparado, era uma gororoba misturada. Fiquei com receio de dizer que não estava apetitosa e por isso comi assim mesmo. Na verdade eu dava uma garfada de vez ou nunca, procurei não encará-lo e Danny percebeu.
- Que foi? Não gostou da comida? - sorri sem graça e menti, eu tive que mentir, não queria magoá-lo.
- Tá uma delícia – sorri com a cara mais lavada que pude.
- Não tá não, essa comida tá uma droga – ele gargalhou e largou o garfo.
- Bem... err... não tá lá aquelas coisas... mas não tá horríííííííível... – seu olhar era divertido, ele não acreditara em mim.
- Larga isso cara, você vai ficar com infecção intestinal – eu tive que rir. Foi muito engraçado.
- Já que você insiste... – soltei o garfo e dei um gole no vinho. Danny me acompanhou. Começou a tocar You and Me, do Lifehouse. - Dança comigo? – ele se levantou e me estendeu a mão. Me levantei e comecei a dançar com Danny. Nossos corpos estavam colados e afundei minha cabeça na dobra do seu pescoço. Senti seu perfume inebriante.
What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
I can't keep up and I can't back down
I've been losing so much time
Danny cantava a música ao pé do meu ouvido. Sorri ao ouvir sua voz cantando aquela linda letra pra mim.
'Cause it's you and me and all of the people
With Nothing to do, nothing to lose
And it's you and me and all of the people and
I don't know why I can't keep my eyes off of you
Fazíamos o passo costumeiro, ‘dois pra lá, dois pra cá’. Danny não sabia dançar, mas isso não era um empecilho. Era tão bom saber que tinha alguém nesse mundo que realmente se importava com você. Uma pessoa que te amava e te admirava, mesmo você não sendo perfeito, mesmo não sendo uma pessoa correta, como era meu caso.
All of the things that I want to say
Just aren't coming out right
I'm tripping on words, you got my head spinning
I don't know where to go from here
Me lembrei do dia em que nos encontramos no terraço do prédio, ele cantando pra mim a minha música, a música que ele fizera somente para mim. Ele disse que ficaria ao meu lado e que tudo iria dar certo.
'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove
And it's you and me and all of the people and
I don't why I can't keep my eyes off of you
Danny parou de cantar e me olhou nos olhos. Mas seu olhar era intenso, não era um olhar qualquer, não era como das outras vezes que ele me olhara.
Something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right
Paramos de dançar e Danny sorriu pra mim.
- Me promete uma coisa? – sustentei seu olhar.
- O que? – tinha medo que ele pedisse algo que eu não pudesse cumprir.
- Diz que vai mudar?
'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to lose
And it's you and me and all of the people and
I don't know why I can't keep my eyes off of you
- Mudar como? – não entendi seu pedido.
- No colégio. Suas atitudes...
You and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove and
It's you and me and all of the people and
I don't why I can't keep my eyes off of you
- Eu vou tentar – foi tudo o que eu consegui dizer. Tudo o que passou pela minha cabeça. Eu não sei se seria capaz de cumprir a promessa.
- Não , me promete – ele segurou meu rosto em suas mãos.
- Prometo – disse sem um nenhuma convicção. Tinha medo do que poderia acontecer. Danny selou nossos lábios e me senti mal pela promessa que havia feito. Não acho que ele tenha pedido demais. Eu queria mudar, mas eu era tão fraca, me deixava levar pelas pessoas. Não queria isso, não queria mais. Segunda feira seria um desafio pra mim, mas eu iria conseguir. Eu ia fazer valer a pena todo o amor de Danny por mim e vice versa.
What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
N/A: Oi geeeeeeente (: minha primeira fic aqui. Críticas, comentários, elogios, podem fazer, eu não me importo, só sejam boazinhas comigo, tá? T_T sou muito sensível, -nnn
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- Cala a boca panaca! – Falei quando um nerd idiota dirigiu a palavra a mim. Estávamos no corredor do colégio, pegando nossos pertences nos armários para irmos à aula.
- Quem você pensa que é pra falar com a gente? – Ashlee perguntou.
Ash era a líder do nosso grupo, como uma abelha rainha. Eu e Kate éramos apenas suas escuderias. Ash era linda, parecia a Barbie. Loira, olhos azuis que pareciam duas bolas de gude. Magra, com um corpo escultural. Os homens daqui babavam por ela, alguns professores mais tarados e até algumas meninas. As garotas na escola ou a odiavam ou queriam ser como ela. E pode acreditar, 90% se espelhavam no mau exemplo que minha amiga dava. Ash armava planos maquiavélicos pra quem se metesse em seu caminho e na maioria das vezes funcionavam muito bem.
- Dá o fora. – Kate falou o empurrando enquanto ele abria caminho para nós passarmos.
Já Kate era ruiva, mas também muito bonita. Tinha olhos verdes, corpo violão, e era o capacho pessoal de Ash. Qualquer coisa que Ashlee dizia Kate apoiava. Ela não era prá lá de inteligente, muito menos se interessava pelos estudos. Sempre dava um jeito de conseguir nota para os trabalhos usando seu charme. As duas eram podres de ricas. Seus pais, donos de empresas importantes para o mercado comercial. Talvez fosse por isso o motivo de tanta reverência em cima delas.
Ashlee e Kate são minhas melhores amigas. – pelo menos era o que eu achava – Eu não era tão deslumbrante assim. As pessoas diziam que eu era linda. Mais bonita que Ash, mas ninguém no colégio é mais bonita que ela. - em minha opinião - Ou pelo menos mais influente. Meus pais são meros arquitetos que trabalham dia e noite para poderem sustentar uma casa. Minha família não era influente, ou pelo menos rica. Eu era uma adolescente comum. Só que me passava por alguém que eu não era para conquistar aqueles que eu considerava serem meus amigos.
As pessoas do colégio tinham medo da gente. Não porque iríamos bater nelas, mas porque éramos populares e as pessoas do London College queriam ser como nós e pertencer a esse mundo deslumbrante ao qual pertencíamos. O pessoal com que eu andava era legal – no início - Fazia coisas ruins a quem não os obedecesse e fizessem suas vontades. Espalhavam fofocas e calúnias e eu também fazia isso, e não me orgulho. Mas era tudo tão fascinante, as festas, a reverência dos outros alunos do colégio, o glamour da popularidade, que eu nem percebia no que estava me tornando. No monstro que estava moldando.
Sempre que eu fazia algo ruim com alguém eu ficava com a consciência pesada, mas o glamour da popularidade falava mais alto do que os valores de certo e errado. Meus pais não sabiam sobre essa vida clandestina que eu levava. Não sabiam que no colégio eu cometia infrações, era fútil e egoísta. Não queria nem ver quando descobrissem.
- , aquele cara de quadriculado, estranho, não tira os olhos de você. – Ash estava cochichando, pois o garoto estava a duas cadeiras da dela.
Estávamos no meio da aula de história. Sr. Johnson, nosso professor, já tinha certa idade e não havia mais capacidade de trabalhar com uma turma de 3º ano do ensino médio. Ele não impunha respeito e a aula era uma zona, mas às vezes ele se enfurecia e descontava em quem não tinha culpa.
- Quem é ele? – perguntei a Ash, que estava na carteira ao meu lado. Olhei por cima ombro para o garoto. Eu sabia seu nome, Danny>, Danny> Jones>. Ele era lindo, mas não era popular, era o garoto mais bonito que eu já vira em toda minha vida.
- O nome dele é Daniel> Jones>. – Ash falava com desprezo, ainda num sussurro.
- Ele tem uma banda, eu acho – Kate falava sem prestar muita atenção, olhando suas unhas.
Ash deu risada irônica pelo nariz e falou com mais desprezo em sua voz do que antes.
- Quem se importa? Ele é só mais um estranho mesmo. Quantos garotos nessa escola não olham pra nós? – Ash soltou uma risada triunfante. Kate assentiu com a cabeça e mudamos de assunto.
- Jake está me estressando. Não pára de falar na droga do grande jogo. Ele só pensa em futebol, futebol, futebol. – Jake era namorado de Ash, ele era bonito, alto e forte. Mas em minha opinião era um grande panaca, assim como os amigos dele. Eles combinavam, a fútil e o imbecil. Ele olhava as outras garotas na frente dela e ela nem ligava. Ou parecia não ligar.
- A gente tem que terminar logo a coreografia, tá em cima da hora já. – Nós éramos líderes de torcida, Ash era a capitã, eu e Kate éramos suas assistentes.
- Eu sei, eu sei... – ela revirou os olhos - É muita coisa na minha cabeça! – Ash reclamou.
O sinal do almoço bateu. Os alunos correram pra fora da sala.
- Vem, – Kate me chamou enquanto se levantava.
- Já vou, meu celular sumiu. – falei revirando minha bolsa. – Achei.
A sala já estava vazia, a não ser pelo Sr. Johnson que guardava suas coisas, pelas meninas que me esperavam, Danny> e seus três amigos que também o esperavam. Assim que levantei da carteira senti alguém esbarrar em mim e me derrubar. Danny>.
- Olha por onde anda! – Disse com raiva, ainda no chão.
- Desculpe, eu... – ele estendeu a mão para eu me levantar e tentou se desculpar, mas não dei chance.
- Não me importam suas desculpas - Me levantei recusando a mão dele e o vi recuar a mão, sem graça.
- Você deveria ser menos audaciosa. – reclamou enquanto eu me levantava.
- E você deveria ver aonde passa. – retruquei.
- Foi um acidente. – o tom de sua voz aumentava, minhas amigas e os amigos dele assistiam em silêncio.
- , deixa esse idiota pra lá e vem pro almoço. Brad tá te esperando, tenho certeza. - Ash se colocou entre mim e Danny>, ignorando-o.
- O que está acontecendo crianças? - Sr. Johnson interferiu.
- Esse idiota que não consegue enxergar um palmo à sua frente. – falei exasperada.
- Essa patricinha mimada que reclama de tudo.
- Já que os dois não conseguem se entender, eu serei obrigado a dar detenção para ambos.
- O QUÊ? – falamos em coro. Olhei para Ash de relance e a vi arregalar os olhos.
- A gente não fez nada! – Danny> falou indignado.
- Essa tarde, depois da aula. – Sr. Johnson fingiu não ouvir a reclamação de Danny>.
- Olha, eu tenho treino e não posso faltar. O jogo é daqui a duas semanas e...
- E eu tenho ensaio, não posso faltar. Libera aí. – Danny> pediu fazendo uma cara de choro.
- Sr. Johnson, a não pode de maneira alguma perder o treino, ela é essencial para a equipe. – Kate se intrometeu, caminhando até a mesa e jogando todo o seu charme pra cima do velho professor e percebi que um dos amigos de Danny> estava babando por ela. Ele ficou desconsertado, pegou um lencinho e enxugou o suor de sua testa.
- Sinto muito, meus caros. – Sr. Johnson disse deixando a sala e ignorando a provocação de Kate.
- Parabéns, - Ashlee disse em tom de reprovação.
- Nós não fizemos nada. NADA! – Berrei quando o professor já tinha saído.
02 Just my luck
- Como aquele velhote se atreve a fazer isso com você? – Ash disse indignada enquanto nos acomodávamos em nossos lugares no refeitório.
- É, como pode? – Kate repetiu.
- Cala a boca, Kate. – mandou Ash.
- Só sei que eu não posso perder esse treino, ele é muito importante pra toda a equipe e...
- E você é uma das principais na coreografia – Ash me cortou, me fuzilando com seu olhar.
- É – Kate concordou. Tudo o que Ashlee dizia, Kate concordava.
- Oi garotas. – Jake chegou dando um selinho demorado em Ash. Junto com ele vieram seus amigos Brad e Josh.
- E aí meninas? – Josh disse se sentando ao lado de Kate
- Oi, Josh – respondeu melosa e mexendo numa mecha do cabelo.
Eles estavam tendo um casinho e logo começaram a se beijar. Assim como Ash e Jake. Era estranho estar ali ao lado deles, só com Brad. Na verdade estávamos sobrando porque eu queria, pois Brad já me dera mole várias vezes, mas eu sempre fingi não entender suas indiretas. Ele não era um garoto inteligente, nem tão educado, mas as garotas daqui babavam por ele só por causa de sua posição social no colégio e fora dele. Ele era capitão do time de futebol e seus pais donos de uma multinacional muito famosa. Brad não era feio, mas não me interessava.
- , posso me sentar ao seu lado? – perguntou Brad com um sorriso.
- Claro – na verdade eu não queria, mas fazer o que? Dei os ombros e ele se sentou.
Ficamos conversando todo o intervalo e eu não via a hora de bater o sinal para podermos entrar logo na sala de aula e eu me livrar de Brad. Ash e Kate davam força pra eu ficar com ele, elas achavam que fazíamos um casal bonitinho, eu discordava, mas se eu quisesse me manter naquele meio, o Brad era uma boa maneira de eu conseguir o que queria. Finalmente o sinal bateu. Ash e Jake partiram o beijo, assim como Kate e Josh. Enquanto conversava com Brad, vi Danny> e seus amigos, os quais eu não sabia os nomes, passarem. Danny> me fitava. Ele olhou dentro dos meus olhos, corei e desviei o olhar.
- Que foi ? Você ficou vermelha só por que eu disse que eu fico com prisão de ventre quando como maionese? – ele arqueou as sobrancelhas. - Não precisa ter vergonha.
- Hã? Do que você tá falando? – franzi o cenho. Não prestava atenção nele.
- Da minha janta da noite passada;
- Ah, claro – respondi sem emoção fitando o lugar onde Danny> estava.
Fomos para nossas salas. Chegamos atrasadas e a Sra. Mackessy nos deu uma bronca, como de praxe.
- Já é a terceira vez que as três senhoritas se atrasam para minha aula só essa semana. – Enquanto ela discursava nos acomodamos nas carteiras vazias - Não vou mais tolerar isso, ouviram?
- Sim senhora. – respondemos em coro.
Para minha má sorte, tive de me sentar ao lado de Danny>, pois era a única carteira que havia sobrado. Não é que Danny> não seja interessante, porque ele é. Eu percebia que ele me olhava mais do que devia. Isso era estranho, mas eu não podia me interessar por ele, por mais que eu quisesse. Quando me sentei, o olhei feio e ele retribui o olhar.
- Bem, retomando a aula. Nós vamos formar duplas para o trabalho de química que vou passar.
Cassie, uma CDF levantou a mão e Sra. Mackessy lhe concedeu a palavra.
- Sim?
- Nós vamos poder escolher as duplas, certo?
- Infelizmente não Sra. Sandford. As duplas do trabalho serão formadas pela pessoa que está na carteira ao lado.
Quando ela terminou a frase, ouvi sussurros de: Viva! Ah, não. Jesus, por favor, me mata, etc. Eu entrei em pânico, eu não queria fazer o trabalho com o Danny> e logo vi a cara de minhas amigas, que estavam insatisfeitas por fazerem o trabalho juntas. Pois Kate era burrinha e Ash sempre fazia os trabalhos com um nerd que nunca a deixava se intrometer no trabalho.
- É, , tá sem sorte hoje. – Kate falou irônica.
Ash olhou para Danny> enojada, como se ele estivesse fazendo algo estranho, mas ele não estava. Apenas fitava a paisagem do lado de fora da janela.
- É realmente necessário que façamos o trabalho com essas duplas? – perguntei quando Sra. Mackessy se aproximou entregando-nos uma folha.
– Sim – respondeu e eu bufei jogando a cabeça pra trás.
Danny> soltou uma risada pelo nariz pela primeira vez se virando para me olhar.
- Bem – comecei grossa –, já que temos de fazer isso como uma dupla linda e feliz, vai ser do meu jeito. - Ele deu os ombros.
- Como quiser. – respondeu e voltou a olhar pela janela.
A professora nos mandou responder a folha que ela entregara e o fizemos até o final da aula. Aquele era o último tempo e assim que o sino tocou, o Sr. Johnson apareceu na porta da sala chamando a mim e ao Danny>.
- Vejo vocês depois – olhei para as meninas, bufei e me levantei. Fui me arrastando até o velhote e Danny> me seguiu.
03 I’m staring to falling in love.
- São exatamente 14 horas. – Sr. Johnson falava olhando o relógio de pulso que usava. Eu e Danny> olhávamos para ele esperando que nos mandasse logo para a detenção, para poder acabar logo com isso. - Quando o ponteiro do relógio bater 15horas, vocês estarão liberados. Por favor, sigam-me. - O professor fez menção para seguirmos com ele. Danny> andava ao meu lado, mas mantendo certa distância, enquanto o professor caminhava a nossa frente.
- Não acredito que to perdendo meu ensaio – Danny> resmungou quase inaudível, mas por incrível que pareça eu consegui ouvi-lo.
- A culpa é toda sua. – sussurrei para que Sr. Johnson não me ouvisse. Coitado, o velhote era um pouco surdo do ouvido direito, mas nunca se sabe.
- Fica quieta. Filhote de cruz credo - Que ódio me deu daquele infeliz.
- Quem é você pra me mandar ficar quieta? – discutíamos aos sussurros.
- Quem é você pra me culpar? – ele me fuzilava com os olhos - A dona da razão? Você é só uma liderzinha de torcida fútil, mesquinha e egoísta. – Aquilo doeu em mim. Na verdade eu não era assim. Não era fútil, nem mesquinha e muito menos egoísta.
- Você é só um estranho que passa despercebido nos corredores na escola. Com certeza você nunca se envolveu com uma mulher, porque nenhum ser feminino teria coragem de chegar perto de você. – Tá, aquilo era mentira, porque ele não era feio. Mas eu precisava de argumentos.
- Então por que você ficou me olhando hoje na hora do almoço? – Danny> soltou um sorriso triunfante, ignorando parcialmente minhas ofensas. Continuei andando e senti meu rosto corar. Como ele se atrevera a falar isso pra mim?
- E-eu... – Graças ao meu bondoso Deus chagamos à sala da detenção e Sr. Johnson me interrompeu. Soltei um suspiro e Danny> deu um sorriso de lado por ver que eu tinha relaxado.
- Por favor, crianças. – O velho abriu a porta da sala para que nós entrássemos. – Eu preciso buscar uma coisa na sala dos professores e volto logo. Tentem não se matar. – dizia ele desconcertado e aflito por ter que nos deixar a sós por um minuto que fosse. Eu estava encostada no batente da porta.
- Senhor... É realmente necessário... – meu tom era de súplica.
- Desculpe Sra. Bittencourt – ele me cortou -, regras são regras e os senhores as infringiram. - Bufei jogando a cabeça pra trás e Danny> sussurrou em meu ouvido ao entrar na sala:
- Você ainda não respondeu minha pergunta. – Cerrei os olhos, furiosa, e a expressão dele era divertida. Parecia que ele gostava quando eu me irritava. Danny> se sentou na primeira carteira da primeira fileira. Entrei na sala e me sentei longe dele, na outra ponta da sala. Sr. Johnson não estava presente e eu sabia que ouviria gracinhas do Danny>.
- E aí? Por que você ficou me olhando hoje? – ele estava encostado na parede, virado de frente pra mim, com um sorriso triunfante nos lábios.
- Eu não estava te olhando, seu troglodita. – Ah, eu odiava o Danny> Jones>, odiava, odiava, odiava. – Como você ousa me enfrentar? Ninguém aqui me enfrenta. – disse com raiva.
- Não estou te enfrentando, queridinha. Só estou dizendo o que eu vi. – a cada palavra que proferia, seu sorriso aumentava. Fiquei quieta, talvez fosse melhor ignorá-lo. - Por que você está tão nervosa? Por que você está vermelha? – ele se divertia, fato.
- Eu não estou nervosa! – comecei a berrar - Eu não te dei mole! – me levantei da cadeira - Eu não estou vermelha! - berrei mais ainda. Sim, eu estava nervosa e com certeza eu devia estar parecendo um tomate.
Dessa vez ele começou a gargalhar. Voltei a me sentar com raiva. Respirei e inspirei. Comecei a criar um mantra “se controla, , se controla...”
Finalmente ele parou de rir e ficou em silêncio.
- Senhor, por favor, faça com que a hora passe pra eu poder ir para o meu treino. – Dizia olhando pro teto. (lê-se: falando com Deus)
- Além de patricinha é maluca. – ele ria.
- Pra sua informação estou falando com Deus, tá? - disse séria.
- Faça o que quiser – deu ombros.
- Argh – grunhi, jogando minha cabeça pra trás, batendo na pilastra, fazendo Danny> rir de onde estava. - Ai – resmunguei massageando o local que doía.
- Tá doendo? – ele agora se levantava e vinha em minha direção.
- Sai daqui. – disse virando minha cabeça para o lado contrário de onde ele estava.
- Pára de ser turrona, vai, me deixa ver. – ele se sentou na cadeira que estava ao lado da minha.
- Não preciso de você, Daniel>. Não quero sua ajuda – disse me virando pra ele.
- Nem sei por que ainda tento te ajudar. – bufou se afundando na cadeira.
- Ai, tá sangrando. – disse desesperada olhando o sangue em minhas mãos. Não era nada demais, nem havia muito sangue, mas eu devia ter aberto minha cabeça ou sei lá o quê.
- Eu posso ver agora? - Não falei nada. Danny> se levantou segurando minha cabeça e a examinando.
- É, você abriu a cabeça. – disse indiferente.
- Preciso ir à enfermaria. – disse chorosa.
- Não podemos sair daqui. – Danny> se sentava novamente ao meu lado.
- Olha a minha cabeça, cara. Ela está sangrando - disse furiosa. – Ai meu Deus, quantos germes e bactérias devem ter entrado na minha cabecinha linda? – comecei a reclamar.
- Voltei crianças. – Sr. Johnson acabava de entrar pela porta da sala. Faltavam apenas 25 minutos para irmos embora. Nosso professor se sentou na cadeira dos professores, colocou os pés em cima da mesa e enfiou a cara em um jornal de esportes. Não falei nada sobre o incidente, pois ele podia achar que foi o resultado de uma briga. Ficamos em silêncio até a hora de irmos embora. O relógio bateu e ele finalmente nos liberou.
- Podem ir, espero que tenham aprendido a lição e... – nem esperamos ele terminar seu discurso, pegamos nossos pertences e saímos logo da sala.
- Vamos à enfermaria, eu te acompanho. – Danny> falou e sorriu de canto.
- Não quero sua companhia. E agora me deixe em paz. – virei as costas pra ele e saí andando. Ele parecia ignorar meus foras e era cuidadoso comigo.
- Cuidado, se não você quebra – falou rindo. Ele se referia ao meu rebolado. Idiota, abusado. Virei-me e dei o dedo do meio. Danny> riu mais ainda.
04 She was this girl. She looked so fine.
Fui à enfermaria e a Sra. Steward – a enfermeira da escola – me fez um curativo rápido. “Não foi nada demais querida, você só raspou a cabeça na quina na parede” (lê-se quase morri, pois raspei a cabeça na quina da parede).
Estava nos corredores da escola indo em direção à quadra, quando ouvi uma música linda vindo da sala de música.
“I can't believe I found
A girl who turned my life around
She suddenly” >br>
Fiquei parada ao lado de fora da sala ouvindo a melodia que era tocada. O som parou e resolvi entrar pra ver quem estava tocando. Para minha surpresa era Danny> . Ele estava sentando em uma carteira qualquer, com seu violão apoiado no colo e um bloquinho em uma de suas pernas. Meu Deus, eu não sabia que ele tocava violão, e tocava muito bem. E sua voz? Era linda. Assim que entrei na sala ele me olhou curioso.
- O que você quer? – perguntou antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
- E-eu tava ouvindo a música e-e vim ver... – Não consegui terminar a frase, ele me cortou. E por que diabos eu gaguejei?
- Tá, agora que você viu já pode ir embora. - Ele falou colocando o violão ao seu lado.
- E se eu não quiser? – perguntei cruzando os braços audaciosa.
- Se você não for, vou eu – Fiquei quieta e ele caminhou até a porta da sala.
- Hei, espera – ele parou.
- Por quê? Pra você me dar uma enxurrada de foras, dizer o quanto eu sou idiota e estranho? Não, obrigado. – Ele deu mais um passo.
- Eu não vou te insultar, prometo. – Ele caminhou até mim, parando na minha frente.
- O que você quer, hein? – ele semicerrou os olhos.
- Toca aquela música que você tava tocando. – Eu sorri gentilmente me sentando em uma carteira. Ele me fitou por mais alguns segundos, provavelmente pensando se podia confiar mesmo em mim.
- Você realmente gostou da música? – Ele se sentou ao meu lado. Fiz que “sim” com a cabeça.
- É sua? Eu nunca ouvi em nenhum lugar.
- É... – ele riu e coçou a cabeça sem graça – eu não terminei...
Antes que ele pudesse acabar de falar, Kate apareceu na porta da sala. Meu coração parecia que ia saltar pela boca de tão nervosa que eu fiquei por apenas vê-la ali parada.
- , eu te procurei por toda a escola - ela não parecia nada feliz. – Você esqueceu que a gente tá ensaiando?
- Eu já estava indo – me levantei com pressa. – E eu já te falei, Danny>, pára de me perturbar. - Ele me olhava confuso. - Eu não estou interessada na sua música idiota. – Eu gostaria de não tê-lo humilhado, mas Kate estava ali. Era necessário, ela poderia contar à Ash que eu estava me familiarizando com Daniel Jones> e com certeza eu seria banida do grupo.
- É. Ela não está interessada, panaca – Kate disse virando a cara e andando sala afora e eu fui atrás dela. Olhei pra Danny> uma última vez. Seu olhar era de reprovação.
Cheguei em casa depois do treino, exausta, gritei um “oi” para minha mãe que estava na cozinha e subi as escadas correndo. Cheguei em meu quarto e joguei minha mochila na cama e fui tomar um banho. Demorei debaixo do chuveiro e logo meus pensamentos foram inundados pela imagem de Danny> sorrindo pra mim. Assim que pensei nele meu coração acelerou e me deu um frio na barriga. Que brincadeira idiota era essa? O que estava acontecendo comigo?
Sai do banho e me joguei na cama. Não demorou para eu cair no sono.
Acordei na manhã seguinte com o despertador tocando incessantemente. O relógio marcava 06h34. Dei um pulo da cama. Estava atrasada. Peguei a primeira roupa que vi pela frente. Uma calça jeans skinny escura, uma camiseta branca e lilás da Adidas e uma Havaianas branca. Meu cabelo esta horrível,e fui obrigada a prendê-lo num rabo de cavalo frouxo. Peguei um pequeno brinco de pérolas que estava em cima da mesinha de cabeceira e coloquei na orelha. Terminei de arrumar e olhei para o relógio e o ponteiro marcava 06h52. Peguei minha mochila e enfiei nela todos os livros que eu achei. Não havia tempo de separar os livros das aulas de hoje. Fui até o banheiro, escovei os dentes com a maior pressa possível. Desci as escadas correndo. Olhei meu relógio de pulso e ele marcava 07h00.
- Tchau mãe, tchau pai! – gritei e sai batendo a porta.
- , seu café! – A ouvi gritar lá de dentro. Eu estava com fome. Comeria algo quando desse. Liguei o carro e fui dirigindo a 80 km/h, pois fiquei atrás de um murrinha. Eu buzinava constantemente, distribuindo xingamentos a torto e à direita. O motorista lesado pôs a cabeça pra fora do carro e me deu o dedo do meio.
- Aprende a dirigir, seu corno! – berrei e pisei no acelerador desviando do carro dele.
Finalmente cheguei ao estacionamento do colégio. Estacionei o carro de qualquer maneira. Não ficou bom, roubei um pouco da vaga do carro ao lado.
Dane-se. Peguei minha mochila e saí correndo em direção à sala de aula.
Chegando lá, a professora já estava na sala. Aula da Sra. Sullivan. Ela era uma mulher legal. Bati a porta antes de entrar. Ela sorriu. Eu odiava chegar atrasada. Senti os olhares da turma sobre mim, logo hoje que eu estava mal produzida. Caminhei até meu lugar – ao lado de Ash – e vi Danny> – que sentara na frente da minha carteira – meu coração foi a mil. Eu fiquei vermelha e minha barriga gelou. Ele me olhou rápido e desviou o olhar. Sentei e Ash me olhou com reprovação.
- Que. Roupa. É. Essa? – Ela cochichava entre os dentes.
- Eu não tive tempo de me arrumar. – Ela soltou um suspiro e se virou para ouvir o que a professora dizia. Sra. Sullivan nos passou um trabalho e para minha grande sorte eu havia deixado o estojo em casa.
- Parabéns, . – pensei alto, enquanto colocava a mochila de volta ao lugar.
Danny> olhou pra mim por cima do ombro. Eu sorri fraco, mas ele ignorou e se virou pra frente.
- Ash, me empresta um lápis? – sussurrei.
- Não tenho – ela disse grossa. Por que ela estava me tratando assim? Só por causa da droga da minha roupa? Eu nem estava feia. E além do mais eu amava aquela blusa.
Estendi minha mão para cutucar Danny>, não tive coragem e recuei. Larga de ser fraca. Pensei e tomei coragem. O chamei.
- Danny> ? – Ele se virou para me encarar. Fiquei uns segundos o fitando. Ele arqueou as sobrancelhas esperando que eu dissesse algo. Já que estava falando com ele, eu poderia me desculpar do ocorrido de ontem, eu queria me desculpar, eu sabia que estava errada. Não consegui pedir desculpas. - Me empresta um lápis? – falei baixo. Ele estava sério. E eu não tirava a razão dele. Ontem eu sei que fui uma tremenda idiota. Eu não queria mais fingir. Não queria mais essa vida estúpida. Ele nada disse, apenas colocou o lápis na minha mesa com uma força desnecessária e voltou a prestar atenção na aula, sibilei um “obrigada”mas ele já tinha se virado.
A aula da Sra. Sullivan fora um saco. Eu detestava inglês, além do mais, não consegui me concentrar sentindo o cheiro maravilhoso do cabelo de Danny> , vendo cada movimento que ele fazia, ouvindo casa frase que saía de sua boca...
05 There’s no where to run..
O dia no colégio fora um porre. Tudo que eu queria era dormir para ver se eu conseguia espantar a dor que sentia em meu peito. Hoje eu passei o dia inteiro perto de Danny. Ele estava em todas as minhas aulas e eu não consegui me concentrar em nenhuma. Amanhã seria sexta-feira e eu não veria Danny por 2 dias. Não que eu fosse conversar com ele ou coisa do tipo. Mas eu não o veria. Kate e Ash me evitaram o dia inteiro. Assim que cheguei em casa, vi meus pais sentados no sofá da sala assistindo televisão.
- Oi mãe, oi pai – sorri fraco, papai retribuiu e minha mãe percebeu que eu não estava bem.
- Que foi, minha filha? – ela me olhava com ternura.
- Nada, é só cansaço – minha mãe me fitou por mais alguns segundos. Sabia que não a convenceria. Ela deu um sorriso amarelo e eu subi para meu quarto. - Droga de vida – jogava no chão todas as tralhas da minha cama para eu poder deitar. Deitei e abracei meus joelhos. Senti as lágrimas descendo pelo meu rosto. Eu não estava chorando somente por causa de Danny, mas também por causa da mentira que eu vivia. Eu não queria mais aquilo. Mas da mesma maneira era atraente... Era convidativa. E eu já tinha me acostumado com aquele glamour. E eu tinha medo se soubessem que eu era uma farsa. Preferia nunca ter começado essa história.
O dia amanheceu e eu acordei devagar, me arrumei sem a menor pressa, coloquei aquelas roupas de patricinha que eu estava costumada a usar e fui para o colégio.
- – Kate me berrou assim que eu coloquei meus pés no pátio do colégio. Ela estava rodeada por Ash, Jake, Brad, Josh e mais algumas pessoas que eu não falava.
- Que foi mulher? – perguntei assustada me aproximando dela e vi Ash lançar lhe lançar um olhar reprovador. Ela apenas abaixou a cabeça, fazendo menção de desculpa.
- Eu preciso falar com você – Ash me pegou pelo braço e me puxou para longe de todos que ali estavam.
- Que foi Ash? – perguntei assustada. Ela parou na minha frente e me olhou dentro dos olhos.
- Brad. – ela estava séria.
- O que tem ele? – eu definitivamente estava confusa, franzi o cenho.
- Ele está totalmente apaixonado por você. – ela sorria. Eu sabia que ele tinha uma quedinha, mas totalmente apaixonado? Essa era uma forte expressão.
- Eu, não sei o que dizer – disse devagar. E isso era verdade, eu realmente não fazia idéia do que falar.
- Mas sabe o que fazer né? – ela agora sorria maliciosamente.
- N-não, acho que não – que diabos ela estava pensando? Que eu iria ficar com ele?
- Fala sério ! – ela revirou os olhos. – Vai lá, dá mole pra ele, mostra que você tá interessada.
- Mas eu... – antes que eu pudesse terminar a frase, Ash gritou o nome de Brad. – O que você está fazendo?
- Chamando-o pra vocês conversarem. – ela sorriu vitoriosa e me mandou beijinhos no ar enquanto se afastava, deixando-me sozinha à espera de Brad.
- To ferrada. – resmunguei.
- Oi, – ele sorria triunfante.
- Oi... – respondi sem graça dando um sorrisinho amarelo e me encolhendo. Ele veio se aproximando e eu sabia o porquê.
- Eu queria te falar uma coisa... – eu não sabia o que fazer, nem o que falar. Ele foi chegando mais perto e a cada passo que ele dava, eu recuava, até que ele me prensou na parede e não tive mais como fugir. Ele, devagar, encostou os lábios dele nos meus. Foi a pior coisa do mundo. Mas deixei ele me beijar.
Não foi muito longo, pois o sinal da entrada bateu. Agradeci mentalmente. Assim que partimos o beijo ele me olhou fixo, sorriu e pegou minha mão, eu hesitei e ele me olhou confuso. Então o deixei segurar minha mão. Assim que estávamos entrando vi Danny e seus 3 amigos parados no corredor, conversando. Danny me olhou fixamente e eu retribuí o olhar. Para a minha má sorte, Brad parou bem em frente onde Danny e seus amigos estavam.
- Brad, eu preciso falar com Ash. – tentei arrumar uma desculpa para sair dali.
– Amor – amor? Por que diabos ele me chamou assim? –, não precisa ter pressa. - Eu bufei e me encostei na parede, enquanto ele falava com os amigos dele sobre como ele era bom jogador. Eu e Danny ficamos trocando olhares até Brad me puxar pela mão e me carregar com ele.
Brad me deixou na porta da minha sala e se despediu com um selinho – que me pegou de surpresa.
Entrei na sala e me sentei atrás de Danny, como de costume. E também como de costume o perfume dele me intoxicava, como uma droga.
Finalmente chegou a hora do almoço. Como de praxe me sentei com Ash e companhia. Brad assumiu um lugar ao meu lado.
- , eu queria te fazer um pedido. – ele disse em meu ouvido. Não, não, não, não, não. Mil vezes não. Imaginei. - Quer namorar comigo? – engoli seco. Demorei para responder. Se eu dissesse que não, adeus popularidade.
- Sim – forjei um sorriso e ele me beijou. Durante o beijo nossos amigos comemoravam e gritavam. Que ótimo, eu assumira o posto da namorada do cara mais badalado do colégio. Mas eu não o amava. Até quando eu iria conseguir viver nessa fraude?
Quando partimos o beijo ele subiu na mesa do refeitório e anunciou nosso namoro. Eu apenas abaixei a cabeça morrendo de vergonha. Quando voltei a olhar pra cima, vi Danny me encarando do outro lado do refeitório. Seu olhar era triste. Todos os alunos ali presentes comemoravam. Menos Danny, que saiu de lá às pressas. Mordi o lábio inferior, querendo ir atrás dele, abraçá-lo e dizer que o amava. Mas agora eu estava comprometida com outro.
Mais um dia passou. Eu tive que ficar fazendo o papel da namorada feliz. Tudo bem, eu escolhera essa vida pra mim, não posso reclamar. Eu pensava comigo mesma. Cheguei em casa e vi um recado na porta da geladeira: Filha, eu e seu pai saímos, amamos você. xxx . Terminei de ler o recado e logo subi para meu quarto. Tomei um banho. Não estava afim de ficar em casa, então coloquei uma calça jeans skinny, um moletom da Nike branco e amarelo e uma havaianas amarela. – Ninguém do colégio iria me ver mesmo - Peguei minha bolsa, joguei algumas coisas lá dentro e saí.
Poderia ir a qualquer lugar, só para espairecer. Perto de casa tinha um prédio abandonado. Nunca ninguém ia lá e a vista do terraço era maravilhosa, dava pra ver Londres inteira. Era pra lá que eu iria.
Liguei o carro e dei partida, meu celular começou a tocar. Fuxiquei a bolsa com uma mão, mantendo a outra no volante, sem tirar os olhos da estrada. O identificador de chamada dizia: Brad. Eu não estava com paciência para ouvir ele se gabar ou muito menos sobre os problemas intestinais dele. Desliguei o telefone.
Chegando ao prédio, estacionei e subi as escadas que davam onde eu queria. Estava escuro e subi com certa dificuldade, dando vários tropeços e xingando alto. Quase perto da porta eu conseguia ouvir uma música. Uma música conhecida. Abri a porta receosa, já sabendo o que encontraria e Danny estava lá, tocando a música que eu tanto tinha gostado. Ele me fitava com o mesmo olhar da hora do almoço. Triste.
06 I just wanna be at your side.
Fiquei parada retribuindo o seu olhar, até que ele se pronunciou.
- Não sabia que alguém além de mim conhecia esse lugar. – ele estava sentado no chão, com as pernas cruzadas, o violão em seu colo e um bloco com uma caneta presa à espiral.
- Eu achava o mesmo. – demos sorrisos fracos – Desculpa, eu não queria te incomodar, eu... Já vou indo... – me virei para descer as escadas, por mais que eu quisesse ficar lá com ele. Eu estava com vergonha pela maneira que eu o tratara dias antes.
- Você vem sempre aqui? – ele me perguntou, eu me virei e acenei com a cabeça.
- Aqui é meu esconderijo secreto. Eu posso ser quem eu sou. Não preciso fingir. Aqui eu sou só... a . – terminei de falar e suspirei.
- Então é o nosso esconderijo secreto – ele me olhava com um sorriso e eu entendi que era pra eu ficar. Sorri, caminhei até ele me sentei ao seu lado. – Eu venho aqui quando estou triste com alguma coisa ou quando preciso pensar. - Me lembrei do dia em que fui grossa com ele, quando eu tinha prometido não insultá-lo.- Será que não tem problema você estar aqui comigo? Quer dizer... O Brad não ia gostar, nem suas amigas.
- Eu não me importo com eles. – dei os ombros. – Na verdade eu nem gosto deles.
- Por que você anda sempre com aquelas pessoas? – boa pergunta.
- Não é deles que eu gosto e nem com eles que eu me importo. – fui franca com ele.
- Então com quem é? – abri a boca para falar, mas não saiu som algum, não disse nada. Eu não conseguia dizer. Mas antes de qualquer coisa, eu tinha que me desculpar. Tomei ar e comecei.
- Danny... lembra naquele dia em que fomos pra detenção e eu vi você tocando... – não precisei terminar a frase, ele confirmava com a cabeça. – Você me perdoa por ter sido arrogante, quando eu não pretendia? Eu não queria te dizer aquelas coisas.
- Então por que disse? A gente só fala alguma coisa quando a gente quer. – ele me olhava sério.
- Eu fiquei com medo quando eu vi a Kate parada na porta da sala – parecia que meu coração ia sair pela boca. Eu estava nervosa.
- Medo de quê? De ser vista comigo? – ele franziu o cenho. Eu não consegui encará-lo, desviei meu olhar.
- Aquela que você vê na escola não sou eu. É alguém que eu finjo ser. Eu... Eu queria ser popular, queria que a escola inteira me conhecesse. Mas... Depois eu vi que isso era errado, sabe? Eram errados os meios que eu usava pra atingir meus objetivos.
- E você continuou fingindo – aquilo era uma verdade.
- Eu não sei mais como me esquivar dessa situação. – outra verdade.
- Você criou uma capa que você se esconde de segunda à sexta. Eu sei que você é uma pessoa legal, engraçada, atraente... – eu ri sem graça e corei, com certeza – Mas eu te perdôo. - ele deu seu sorriso mais bonito, me olhando nos olhos. Aqueles olhos penetrantes. - Terminei aquela música que você gostou. – ele viu que eu me envergonhei e mudou de assunto.
- Toca aí, vai! – pedi com um sorriso no rosto. – Quando você ficar famoso, eu vou ser a primeira a comprar o seu CD.
- Fã número 1? – ele ria
- Claro! Eu vou ser iguais àquelas fanáticas, com blusas personalizadas, bandanas, bottons, cartazes e toda essa parafernália. – eu dizia animadamente, gesticulando com as mãos e ele gargalhava escandalosamente.
- Ouve, vê se você gosta.
“It hasn't been the best of days,
Since she drove off and left me standing in a haze.
Because I've been so out of order, yes I have babe,
My new found love showed up and
Blew her out the water.
Ele me olhava enquanto cantava. Olhava no fundo dos meus olhos. E a cada nota meu coração batia mais rápido.
And it's so not easy, I know she'll say
I'm sleazy I love the way
You “please” me
Ele riu quando cantou esse trecho.
I can't believe I found,
The girl who turned my life around.
She suddenly came onto me,
Pin me down on the ground.
I could have pushed away,
But I didn't know what she'd say,
But I'm glad I'm not the guy who turned her down
Eu o fitava admirada. Feliz por ele ter me perdoado.
I cut my social life in two,
I quit my city job so I can be here with you.
My friends say I'm a fool in love,
But I'm not baby,
It's worth my while because you're what my dreams are made of.
A música era tão romântica e ele não tirava os olhos dos meus enquanto cantava. Parecia que estava cantando pra mim.
Cos you look like a beauty queen
sucked in by your tractor beam
You know I
I can't believe I found,
The girl who turned my life around.
She suddenly came onto me,
Pin me down on the ground.
I could have pushed away,
But I didn't know what she'd say,
But I'm glad I'm not the guy who turned her down"
Não tirei os olhos dele enquanto a música não acabou. Era tão linda, tão romântica... Ele me olhou esperando que eu dissesse alguma coisa.
- É linda! Linda, linda, linda, linda! – dei meu melhor sorriso e o agarrei em um abraço. Ele ficou sem reação e eu me xinguei mentalmente. - Opa – sorri sem graça e o larguei, ele apenas sorriu tão sem graça quanto eu.
- Que bom que você gostou. – ele me olhava nos olhos – eu fiz para você. - ele corou ao dizer.
OMG! Não sabia o que falar. Meu coração batia muito forte e eu temia que Danny ouvisse as batidas e me achasse uma tola. Meu estômago estava revirado. Calafrios passavam por meu corpo. Eu estava arrepiada, mas não sentia frio, e minhas mãos suavam. Estava pasma e com certeza corada. Abri a boca para tentar falar algo, mas logo em seguida Danny colocou o seu indicador delicadamente em meus lábios e eu a fechei imediatamente.
- Não diga nada – ele dizia quase em um sussurro. – , eu te amo há tanto tempo... Você nunca deu uma chance para eu te mostrar o que sinto por você. Toda a vez que eu falava contigo, só ouvia desaforos. Isso estava me matando por dentro. – eu ouvia atentamente a cada palavra que saia de sua boca – Eu sei que eu não sou popular, nem tão legal quanto seus amigos, e nem... Tão bonito quanto Brad... – Ah, que isso, ele é 10.000 vezes melhor que Brad. Pensei comigo mesma - Mas eu amo tanto você – eu ainda não sabia o que dizer, eu estava estática, assimilando tudo o que eu havia acabado de escutar.
- Eu não amo o Brad. – senti uma lágrima escorrendo por minha bochecha. Disse baixo, quase inaudível. Eu não conseguia encará-lo. Ele disse que me amava. Meu amor era correspondido.
- Eu sei que você não é o que aparenta ser na escola. Todas as noites eu passo em frente à sua casa e você está lá na varanda do seu quarto. Normal, com os cabelos presos em um coque mal feito – quando ele disse isso eu soltei uma risada pelo nariz e ele riu junto comigo e continuou – você não tem que fingir ser quem você não é para as pessoas te amarem ou para ter amizades. Ash e Kate não são suas amigas, . Elas são invejosas. Ash te detesta. – eu arregalei os olhos. Como assim? Ash me detestava? – É verdade. Eu... Eu nem sei por que eu to te falando isso...
- Porque é importante. – agora eu o olhava em seus olhos – Danny, eu te amo e... – Antes que eu pudesse terminar a frase seus lábios tocaram os meus e eu enrijei meu corpo. Meu coração já batia forte antes, e agora eu tinha quase certeza que ele iria parar. Eu não iria agüentar. Danny se aproximou mais, alisando meus cabelos e eu relaxei, deixando o beijo fluir. Ele era doce e gentil, sua boca tinha um gosto bom. Ele riu entre o beijo e eu ri com ele.
Fui colocando minhas mãos em volta de seu pescoço, e ele deslizou suas mãos de meus cabelos para minha cintura, me pressionando contra seu corpo. De repente, o beijo doce e gentil, se tornou intenso, e nossas línguas se entrelaçavam assim como eu entrelacei meus dedos em seus cabelos, puxando seu rosto mais pra perto do meu – se é que era possível – eu já estava sem ar, mas não queria me separar dele. Antes que eu pudesse tomar a iniciativa, ele partiu o beijo, e estávamos ofegantes. Ele colocou sua testa encostada na minha, seus olhos ainda estavam fechados, e eu sorri comigo mesma, fechando meus olhos, selando meus lábios nos dele.
- Quer dizer que você fica me vigiando é? – eu ria e ele abriu os olhos para me encarar e riu sem graça.
- É só pra ver se você não tá fazendo nada de errado. – deixei meu braço cair ao lado do meu corpo. Danny me abraçou e começamos dançar sem música.
- Então não adianta nada sua vigilância, eu só faço coisas erradas – eu cochichava em seu ouvido.
- É tempo de mudanças – ele cochichava no meu ouvido, me fazendo sentir cócegas e arrepios.
Eu afundei meu rosto na dobra de seu pescoço e fiquei sentindo seu perfume, enquanto ele acariciava meus cabelos. Paramos de dançar e eu me sentei no chão – onde estava antes – e ele sentou-se ao meu lado.
- O jogo será quarta que vem não é? – eu confirmei com a cabeça. – Você está nervosa? – ele olhava para frente. Olhava para os prédios ao longe, os parques imensos que pareciam pequenos vendo de onde víamos.
- Na verdade não... – soltei um suspiro. – Fico mais nervosa quando penso em Brad.
- Por quê? – ele continuava olhando para frente. Eu o espiava de canto de olho e o vi franzir o cenho.
- Eu não sei o que fazer – bufei e ele se virou para me olhar.
- Você pode começar fazendo carinho em mim. – ele riu, deitando a cabeça em minhas pernas e eu fiz o que ele pedia.
- Mas é sério – ele fechou os olhos – eu não sei o que fazer... Quer dizer, saber eu sei, mas eu não... eu não sei como fazer. Entende?
- É tão simples, . Você vai até ele e diz o que sente. – sua voz era calma.
- Eu não sei o que eu sinto – sibilei, seu corpo enrijeceu, surpreendentemente ele ouviu e levantou-se para me encarar. Ele me olhou sem dizer nada por poucos segundos.
- , você me ama? – seus olhos eram penetrantes, eu não conseguia me desviar deles.
- Amo – foi só o que conseguir dizer.
- Então qual é a dificuldade? – ele me fitava confuso.
- Brad não vai aceitar que eu termine com ele. Eu sei disso. Ele vai infernizar minha vida.
- Eu não vou deixar. – sorri fraco. Ele pegou gentilmente em meu queixo e eu desviei seu olhar, fitando minhas mãos que pousavam em meu colo. – Vai dar tudo certo. – terminou a frase e me deu um beijo rápido.
- O que faço em relação à Ash e Kate?
- Nada ué. – ele riu.
- Como nada? Elas são minhas amigas. – falei quase indignada.
- Não , elas não são. – sua expressão era rígida.
- Como você sabe disso, Danny?
- Eu já as ouvi falando de você. Ou você acha que eu inventaria isso? – sacudi a cabeça em negação.
- Vou te contar.
Danny’s Flashback.
- Quem aquela garota pensa que é? – Ash conversava com Kate.
- Que garota? – Kate perguntava confusa.
- , sua imbecil. – A voz de Ash era áspera.
"Que será que elas estão falando da ?", sussurrei comigo mesmo, tentando ouvir a conversa, fingindo que não prestava atenção, com a cara enfiada em um livro, as olhando de canto de olho.
- Detesto ela. – Ash grunhiu.
- Por quê? O que a pobre coitada te fez? – Kate perguntou ainda confusa.
- Ela acha que é nossa amiga – Ash tinha em eu rosto um sorriso malicioso – mas é lógico que ela não é. não é quem pensamos que fosse Kate. Ela finge o tempo todo. – Kate ouvia com atenção.
- Finge como?
- Ela não é rica. Não é como nós. Ela é uma estranha qualquer que se passou por gente legal. Entendeu sua anta? – Kate fez que sim com a cabeça.
- Sabe o Brad?
- Quem? O capitão do time de futebol?
- É, esse mesmo. Ele é um tremendo idiota. Jake me disse que ele se interessa pela . Só que ela não vai querer nada com ele... Entãããão – Ash sorria para Kate como se estivesse se divertindo. – faremos de alguma forma com que fique com ele. Depois de uma semana no mínimo, ela vai querer terminar. Como nós sabemos que Brad não aceita levar foras... – agora ela sorria mais ainda – ele humilhará em frente de toda a escola.
- Wow! Você é boa nisso. – Kate sorria como Ash.
- Eu sei – Ash deu um suspiro e saiu andando com Kate em seu encalço.
End Flashback.
- Eu não acredito, – Minhas lágrimas escorriam por meu rosto. – como eu pude ser tão idiota? Como eu pude cair nessa armadilha?
Danny colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha.
- Não adianta você ficar assim. Agora temos que arrumar uma maneira de você terminar com Brad... Se... For isso que você quiser.
- É claro que eu quero. E eu também quero ficar com você. – ele sorriu como uma criança.
- Não chore, vai dar tudo certo. – ele enxugou minhas lágrimas e me abraçou firmemente.
07 Stay with me, nothing else.
- Você vai ficar bem ? – Eu e Danny estávamos parados em frente à minha casa. Ele olhava fixamente em meus olhos.
- Vou, pode deixar – sorri fraco e desviei meu olhar para a copa das árvores que dançavam conforme o vento. Me perdi em pensamentos. Pensamentos esses que assolavam minha cabeça desde a noite passada. Como eu iria terminar com Brad, sem ser humilhada publicamente? Como seria a aceitação dos amigos de Danny? Quero dizer, eles não vão com a minha cara.
- , olha pra mim. – ele me pegou pelo queixo e levantou meu rosto com muita delicadeza, me tirando do meu pequeno transe. – Eu quero que você fique comigo e nada mais. Não importa o que as pessoas do colégio vão dizer. A única coisa que importa é o que eu sinto por você. Eu quero que você entenda uma única coisa – ele tocou meus lábios com delicadeza e não aprofundou o beijo, apenas tocou meus lábios. Seu cheiro me entorpecia e me deixava tonta de tão hipnotizante que era. Ele partiu o beijo e me abraçou com força e sussurrou em meu ouvido – não importa o que aconteça, não importa o que digam, eu vou sempre amar você, tá bem? – Parecia que ele havia lido meus pensamentos. Como uma conexão, uma sintonia que tínhamos um com o outro.
- Eu acredito em você – comecei a cantarolar uma música ao pé do seu ouvido.
I never doubted you at all
The stars collide, will you stand by and watch them fall?
So hold me 'til the sky is clear
And whisper words of love right into my ear
'Cause I've got you to make me feel stronger
When the days are rough and an hour feels much longer
Yeah when I got you
Oh to make me feel better
When the nights are long they'll be easier together
Danny me pegou no colo e me girou, dando vários selinhos.
- Amei sua voz – ele ria abobalhado enquanto me colocava de volta ao chão. - Eu nunca mais canto pra você, ok? Sua voz é mil vezes melhor que a minha. – ele riu sem graça. - Sabe que o que estamos fazendo é errado, não sabe? – sua expressão era séria.
- O que estamos fazendo? – perguntei o fitando confusa.
- Você está... traindo o Brad, . – ele se se encostou à mesma árvore que eu admirava há poucos instante.
- Por que você se importa tanto com isso? Não te entendo, você nem sequer é amigo dele, nem tem um pingo de afeição... – isso realmente me irritou. Que droga. Que se danny *HÁ, brincadeira* o Brad. – agora você quer ser politicamente correto?
- Não é isso , é que eu me coloco no lugar dele. Eu não gostaria de ser corno. – ele disse pacientemente.
- Pois não devia. Ele nunca se pôs em seu lugar. Ele e aqueles amigos idiotas sempre implicam com você e seu grupo. E com certeza ele não se colocava em seu lugar. Agora não venha dar uma de ‘bonzinho’ – fiz aspas no ar - porque não vai colar.
- Me desculpa, vai. Eu só quis ser correto, poxa. - suas mãos me envolveram pela cintura e me puxaram para perto de si.
- Tá desculpado. Mas você é um santo do pau oco, que saco – reclamei envolvendo meus braços em volta de seu pescoço.
- Você é que pensa – ele sorriu malicioso e tocou meus lábios de forma calorosa, pedindo passagem de sua língua para aprofundar o beijo e eu a dei. Com uma mão Danny apertava minha cintura contra seu corpo e com a outra ele acariciava minha nuca. Desci minhas mãos de seu pescoço para dentro de sua blusa. Acariciava suas costas, causando-lhe arrepios. Danny brincava com minha língua e sorria durante o beijo, se divertindo. Ele colocou a mão dentro do bolso traseiro da minha calça jeans e apertou minha bunda. Parti o beijo, distribuindo beijinhos em seu pescoço e mordendo de leve seu lóbulo. A cada toque eu o sentia se contrair.
- Preciso entrar – sussurrei em sua orelha, ainda com as mãos dentro de sua blusa.
- Logo agora? – separei nossos corpos definitivamente e ele passou a mão nos cabelos e deu um suspiro.
- A gente tá no meio da rua, cara, você quer que meus vizinhos vejam essa cena? – sorri maliciosamente.
- A gente pode entrar se você preferir. – ele retribuiu o sorriso.
- Hoje não dá. Daqui a pouco meus pais estão chegando.
- Eu te odeio . – ele disse inconformado e eu gargalhei – Nem dez minutinhos? – eu ri mais ainda.
- Danny, vá pra casa, tome um banho frio e depois a gente se vê, ok? – sorri.
- Fazer o que, né? – ele resmungou e sorri ainda mais.
- Amo você - dei-lhe um selinho demorado.
- Eu também te amo – ele sorriu de canto. Eu já ia me virando pra entrar em casa quando ele me puxou pelo braço, fazendo-me ficar colada em seu corpo. - Mais tarde eu te ligo – ele ria malicioso.
- Estarei esperando – ele me beijou com pressa e me soltou. - Tchau – saiu como um sussurro minha voz. Ele piscou e eu entrei em casa, rindo abobalhada.
08 I’m freaking out.
Cheguei em casa e nenhum sinal de meus pais. Não liguei, apenas fui para meu quarto, estava morrendo de sono, pois passei a noite em claro com Danny. Era engraçado, eu nunca me sentira assim com ninguém. Eu estava feliz, realmente feliz, era o pedaço da minha vida que estava faltando e eu havia acabado de encontrar.
Estava tão cansada que nem fui tomar banho, apenas deitei na cama e deixei meus olhos pesarem.
- , filha, acorda. – abri os olhos devagar por conta da claridade que invadia o quarto – Bom dia, dorminhoca. – minha mãe se postou de pé ao lado de minha cama, ela tinha um sorriso maternal, um sorriso amoroso. Dei um suspiro e sentei na cama.
- Bom dia, – minha voz saiu embolada – que horas são?
- Quatro e meia da tarde – meu Deus – Eu vou lá pra baixo terminar de fazer o jantar, tá bom? – dito isso, ela me deu um beijo na testa e se retirou do quarto. Fui até o banheiro para tomar um banho, eu realmente precisava. Por mais que eu tivesse dormido quase o dia inteiro, o sono da noite é insubstituível e eu ainda estava cansada. Saí do banho e coloquei uma roupa qualquer, um short jeans e uma camiseta qualquer. Sentei-me na cama e comecei a escovar os cabelos.
- , vai atender a porta! – meu pai me berrava do primeiro andar.
- Ai, que saco, será que ninguém pode fazer isso? – sai do quarto resmungando com toalha e escova na mão. Desci as escadas correndo e escancarei a porta. Fiquei estática observando a pessoa em minha frente.
- Oi meu amor – Brad me cumprimentou com um selinho. Dei um sorriso amarelo e pigarreei, pois minha voz não queria sair.
- O que você faz aqui Brad? – Fechei a porta e fui até a calçada com ele.
- Vim te visitar e conhecer os meus sogros – seu sorriso se estendia de orelha a orelha. Ele só podia estar louco. Brad não podia conhecer meus pais, eu ia terminar com ele muito breve.
- Então... – cocei a cabeça com a mão livre, pois a outra eu segurava a escova e a toalha (lê-se: mico). Estava pensando em como eu terminaria com ele e isso tinha que ser logo.
- Fala – por um momento eu fiquei com pena dele, de verdade, ele parecia tão feliz.
- Nada não, era besteira minha – Fraca, fraca, fraca.
- Ah, eu nem te contei, né? – seus olhos brilhavam de felicidade e eu não estava entendendo nada. Sacudi a cabeça em negação. – Eu sou o principal artilheiro do time de futebol do colégio. Não é o máximo? - Fala sério, e eu achando que era algo realmente importante – Sabe meu amor, eu sou o melhor jogador daquele time, digo, o Josh é até aceitável, mas eu sou o melhor, ai , é muito difícil manter um time em suas costas... – enquanto ele se gabava eu me perdi em pensamentos. Toda a minha pena se fora, Brad era totalmente egocêntrico e egoísta.
- Brad, eu tenho que ir – cortei seu discurso.
- Pra onde? Eu vou com você – rolei os olhos.
- Não Brad, vai pra sua casa, descanse, o jogo é na quarta, você precisa relaxar. Até parece que o MAIOR jogador do colégio estaria cansado para o grande jogo do ano né? – tentei parecer que me importava. Acho que funcionou.
- Você tá certa, eu tenho que descansar – ele sorriu e me deu um selinho. Nem o vi ir embora, entrei em casa praticamente correndo.
- Aff, ninguém merece isso – reclamei para mim mesma.
- Quem era aquele rapaz, minha filha? – mamãe me perguntou sem desviar os olhos da televisão.
- Brad – respondi com frieza.
- Brad, quem? – dessa vez ela se virou para me encarar.
- Meu namorado – só faltei vomitar no carpete da sala.
- Seu o que? – meu pai me olhou assustado.
- Namorado, NA-MO-RA-DO. – eu estava realmente irritada. Eu queria o Danny no lugar do ‘Brad eu me amo’.
- Você não nos contou que tinha um namorado, . – rolei os olhos.
- Não sei preocupem, eu vou terminar com ele – comecei a subir as escadas.
- Minha flor, não precisa se não quiser – minha mãe dizia com aquela voz de ‘eu te apoio’.
- É o que eu mais quero – cheguei ao meu quarto e joguei a toalha e a escova em cima da cama. Peguei meu celular e tinha uma mensagem do Danny.
'Passo ai mais tarde pra te pegar. Às sete, ok?
Te amo, pequena
Xx
Danny'
Sorri comigo mesma só de pensar em estar com Danny. Olhei para meu relógio de pulso e já eram cinco da tarde, daqui a uma hora eu começaria a me arrumar. Liguei o computador e abri meus e-mails. Havia um de Ash.
‘Amiga, tudo bem contigo? Espero que sim :D
Teremos ensaio segunda feira após a aula, não falte.
Xx
Ash.'
- É a treva, ninguém merece. Idiota. – Fechei meu e-mail e fiquei olhando fotos antigas que há muito eu não via. Fotos minhas quando mais nova, fotos dos meus pais. Tinha até uma foto da turma da oitava série. Meu Deus, Danny era uma graça. Brad como sempre se achando o máximo, fazendo muque pra foto. Fiquei olhando fotos até dar seis horas. Levantei e fui escolher a roupa que usaria hoje. Não sabia aonde iríamos, resolvi mandar um mensagem pra Danny. Imagine se vamos a algum lugar refinado e eu estou vestindo jeans e um all star?
‘Lindo do meu coração, anode vamos? Não sei que roupa usar.
Xx
Sua ’
Não demorou nem um minuto e recebi a resposta.
‘Surpresa. Mas quero que vá linda, na verdade você já é linda de qualquer forma...
Ah você entendeu, rs’
Xx
Seu Danny'
Abri meu guarda-roupa e bati os olhos no vestido que usaria. Já havia tomado banho, então coloquei o vestido e um sapato preto lindo de salto agulha. Sentei-me na penteadeira e fui arrumar os cabelos, optei por deixá-los soltos, caídos sobre os ombros. Passei uma maquiagem leve e estava pronta. Depois de alguns minutos me olhando no espelho o celular tocou.
- Vai até a varanda – ouvi a voz de Danny e fiz o que ele mandou. Ele estava encostado em seu carro com um buquê de flores na mão. Meu sorriso se estendeu de orelha a orelha. Ele definitivamente me surpreendia. Peguei minha bolsa e desci as escadas.
- Mãe, pai. Como estou? – perguntei dando uma voltinha para que eles me vissem.
- Deslumbrante – os olhos de minha mãe brilhavam.
- Esse vestido está muito curto – meu pai reclamou.
- Deixa a menina. – mamãe disse sorrindo e dando um tapinha no ombro de papai – Vai sair com seu namorado?
- Não – sorri sem graça.
- Se cuida . – meu pai me advertiu – Não quero que chegue em casa tarde.
- Podem deixar. Amo vocês – mandei beijinhos no ar e saí.
Ao avistar Danny parei e deu uma viradinha, igual havia feito com meus pais. Sorri e ele me olhava de cima a baixo.
- Maravilhosa – ele disse quando me aproximei. Dei um selinho rápido, ele me entregou o buquê e abriu a porta do carro para que eu pudesse entrar. Danny usava uma calça social, uma blusa social azul que combinava com seus olhos e um all star.
- Você está lindo – sorri abobalhada. O carro já havia dado partida. – Pra onde a gente vai?
- Surpresa – Ficamos o caminho inteiro em silêncio. Mas não era um silêncio ruim, era apenas silêncio. Danny estacionou o carro e saiu para abrir minha porta. – Chegamos – Olhei em volta e não reconheci o lugar. Não era muito longe de casa.
- O que a gente veio fazer aqui? – continuei olhando em volta. Não havia nada, apenas mato.
- Não é aqui, é ali – ele apontou para um lugar, onde parecia um coreto, todo iluminado. Não dava pra ver direito, pois era longe e minha visão não era das melhores. – Teremos que andar um pouco – Danny me pegou pela mão e foi me conduzindo ao local. Tinha uma ponte para chegar lá, onde um riacho corria embaixo.
- Agora sim, realmente chegamos – Não consegui acreditar. Meu coração disparou. Era a coisa mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida. Meus olhos percorreram por todo o local, eu estava extasiada e boquiaberta.
- Eu não acredito – sussurrei com um sorriso bobo nos lábios.
09 All About You.
- Você só pode estar brincando comigo – falei perplexa, me virando para olhá-lo.
- É pra demonstrar o quanto eu te amo, – ele me puxou para um beijo, um beijo carinhoso, sem pressa, sem segundas intenções. Rompemos o beijo e voltei a olhar o lugar.
Era lindo. Um coreto, com uma mesa ao centro, era um jantar à luz de velas, no meio do nada. Em volta só havia folhagem e dava para ouvir o canto das cigarras.
- Vem – Danny me puxou pela mão e adentramos o coreto. Ele foi cavalheiro e puxou minha cadeira e eu sentei. Danny ligou o som, propositalmente colocado no lugar. Estava tocando ‘Will you still love me tomorrow’ da Amy Whinehouse. Quando a música ecoou no lugar eu sorri comigo mesma. Adoro essa música. Danny sentou-se à mesa e me serviu.
- Você que cozinhou? – perguntei rindo.
- Por quê? Não acredita nos meus dotes culinários? – ele riu junto comigo. Não respondi sua pergunta, apenas o esperei para começar a comer. – Um brinde à nossa vida? – Danny ergueu sua taça e eu fiz o mesmo. Fizemos ‘tim tim’ e começamos a comer. A comida estava péssima, eu não fazia a menor idéia do prato que ele havia preparado, era uma gororoba misturada. Fiquei com receio de dizer que não estava apetitosa e por isso comi assim mesmo. Na verdade eu dava uma garfada de vez ou nunca, procurei não encará-lo e Danny percebeu.
- Que foi? Não gostou da comida? - sorri sem graça e menti, eu tive que mentir, não queria magoá-lo.
- Tá uma delícia – sorri com a cara mais lavada que pude.
- Não tá não, essa comida tá uma droga – ele gargalhou e largou o garfo.
- Bem... err... não tá lá aquelas coisas... mas não tá horríííííííível... – seu olhar era divertido, ele não acreditara em mim.
- Larga isso cara, você vai ficar com infecção intestinal – eu tive que rir. Foi muito engraçado.
- Já que você insiste... – soltei o garfo e dei um gole no vinho. Danny me acompanhou. Começou a tocar You and Me, do Lifehouse. - Dança comigo? – ele se levantou e me estendeu a mão. Me levantei e comecei a dançar com Danny. Nossos corpos estavam colados e afundei minha cabeça na dobra do seu pescoço. Senti seu perfume inebriante.
What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
I can't keep up and I can't back down
I've been losing so much time
Danny cantava a música ao pé do meu ouvido. Sorri ao ouvir sua voz cantando aquela linda letra pra mim.
'Cause it's you and me and all of the people
With Nothing to do, nothing to lose
And it's you and me and all of the people and
I don't know why I can't keep my eyes off of you
Fazíamos o passo costumeiro, ‘dois pra lá, dois pra cá’. Danny não sabia dançar, mas isso não era um empecilho. Era tão bom saber que tinha alguém nesse mundo que realmente se importava com você. Uma pessoa que te amava e te admirava, mesmo você não sendo perfeito, mesmo não sendo uma pessoa correta, como era meu caso.
All of the things that I want to say
Just aren't coming out right
I'm tripping on words, you got my head spinning
I don't know where to go from here
Me lembrei do dia em que nos encontramos no terraço do prédio, ele cantando pra mim a minha música, a música que ele fizera somente para mim. Ele disse que ficaria ao meu lado e que tudo iria dar certo.
'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove
And it's you and me and all of the people and
I don't why I can't keep my eyes off of you
Danny parou de cantar e me olhou nos olhos. Mas seu olhar era intenso, não era um olhar qualquer, não era como das outras vezes que ele me olhara.
Something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right
Paramos de dançar e Danny sorriu pra mim.
- Me promete uma coisa? – sustentei seu olhar.
- O que? – tinha medo que ele pedisse algo que eu não pudesse cumprir.
- Diz que vai mudar?
'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to lose
And it's you and me and all of the people and
I don't know why I can't keep my eyes off of you
- Mudar como? – não entendi seu pedido.
- No colégio. Suas atitudes...
You and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove and
It's you and me and all of the people and
I don't why I can't keep my eyes off of you
- Eu vou tentar – foi tudo o que eu consegui dizer. Tudo o que passou pela minha cabeça. Eu não sei se seria capaz de cumprir a promessa.
- Não , me promete – ele segurou meu rosto em suas mãos.
- Prometo – disse sem um nenhuma convicção. Tinha medo do que poderia acontecer. Danny selou nossos lábios e me senti mal pela promessa que havia feito. Não acho que ele tenha pedido demais. Eu queria mudar, mas eu era tão fraca, me deixava levar pelas pessoas. Não queria isso, não queria mais. Segunda feira seria um desafio pra mim, mas eu iria conseguir. Eu ia fazer valer a pena todo o amor de Danny por mim e vice versa.
What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
CONTINUA
N/A: Oi geeeeeeente (: minha primeira fic aqui. Críticas, comentários, elogios, podem fazer, eu não me importo, só sejam boazinhas comigo, tá? T_T sou muito sensível, -nnn

