Those Girls

Autora: Amandita B.
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Comédia romântica - LongFic
Comentários:




Capítulo 1

Brasil, São Paulo... 20 de Novembro de 2009, 15:30.
Faculdade de Medicina Veterinária.

- E é isso! Se conseguirmos provar a minha teoria, os golfinhos estarão salvos! Precisamos investigar esses cargueiros e mostrar às autoridades que a quantidade de combustível é altamente prejudicial a esses animais! Obrigado pela atenção! ? todos na sala aplaudem.
- Bom, essa foi a última apresentação... todos foram muito bem! Parabéns a todos! Agora quanto aos projetos escolhidos, serão os de Mariana, Pedro, Marcelo, Paula, Carolina, Vinicius e... Diana! ? anunciou a professora de patologia.
O barulho do sinal invade a sala indicando o término de mais um período, fazendo com que todos os alunos deixem a sala, menos...
- Muito bem pessoal! Até a próxima aula! Lembrem-se que a prova final é daqui a 3 dias! Estudem porque está difícil! ? completou a professora.
- É... professora, desculpe incomodá-la, mas eu gostaria de saber porque o meu projeto não foi escolhido. Todos da sala sabem que eu venho montando ele desde o meio do ano! E nem um... ?Seu trabalho foi ótimo, ! Parabéns!? eu ganhei! ? desabafou indignada.
- ... preste atenção. Você tem razão. Seu trabalho está espetacular! Mas...
- Mas...
- Caia na real, ! Isso é uma faculdade de Veterinária! Não de Direito! Eu lhe pedi um projeto sobre as causas das mortes dos golfinhos da forma patológica de se ver! Você me apresentou um processo completo sobre a quantidade de combustíveis que os cargueiros jogam na água! Você parecia uma advogada irritada apresentando o seu trabalho aqui hoje! Sinto muito, mas não é isso que se faz nessa profissão! Você tem certeza que está fazendo a coisa certa? Pense nisso, querida! Nos vemos amanha. Tchau! - diz a professora deixando a sala logo em seguida.
- Direito? Mais eu odeio tribunal! Meerdaa! ? reclama uma indignada.
Enquanto isso, no núcleo artístico da história...

- Próximo. Vejamos... ! ? chama o professor de história da moda.
- Bom, esses modelos foram inspirados nos filmes do Tim Burton. E aí? O que acharam? ? questiona curiosa.
- ... Eu... Eu acho que você não entendeu direito o que deveria ser feito nesse trabalho.- responde o professor.
- Claro que entendi! Era para criar modelos inspirados em seus ídolos!
- Ídolos da moda, ! Ídolos do mundo fashion! Estilistas famosos! O que você pensa que isso aqui é? Uma faculdade de desenho? Ai, meu deus! Preciso de cafeína! MAAAAARII! Cadê meu café? ? esbraveja o professor deixando a sala.
- Mas eu nem gosto de nenhum estilista famoso! Será que eu deveria ter feito do Clô? Droga! De volta à velha mesa de trabalho!
Do outro lado da cidade...

- Hey, ! Como está seu projeto sobre o eterno acordo entre a Bolívia e o Brasil? ? pergunta o colega de faculdade de , ofegante, por ter corrido atrás da garota.
- Está muito legal! Eu preparei uma forma de convencer os bolivianos de... Hey! Eu não posso te contar! Você pode plagiar! ? disse depois de quase ter levado seu trabalho e semestre pro fundo do poço.
- Relaxa! Já estou com o meu pronto! Bom, eu vou indo! Tenho aula de Estudos Sociais. Até mais tarde e boa sorte com o seu projeto! ? disse o colega já distante de .
- É ! Você e sua grande boca falante! Tenho que aprender a me controlar! Porque na verdade, eu... Eu to falando sozinha? Ah, merda!
E o último, mas não menos importante, núcleo nerd da historia!

- Muito bem, turma! Agora quero que vocês peguem o bisturi e façam um corte médio acima do umbigo do cadáver e retirem o pulmão direito! ? pediu a professora de técnicas cirúrgicas.
- Ai, droga! Eu vou ter que colocar a mão nesse morto? E ainda cortá-lo? Ai... não sei se vou aguentar! Tá... vamos lá. Bisturi... um corte médio acima do umbigo e... sangue? Ai! ? e então, cai dura desmaiada no chão.
- ? Hey, ! Fala comigo! Você está bem? ! Ah, não! Chamem a enfermeira! ? gritou a professora para um dos alunos.

O caso é que, , , e se conhecem desde muiiito tempo. Porém, por razão das circunstâncias da vida (n/a: falei bonito!), pararam de se falar após entrarem pra faculdade. Cada uma com seu curso, sua nova realidade e grupo de amizade. e são as mais velhas, é a do meio e a mais nova. cursa veterinária e é loucamente apaixonada por sua futura profissão. Está terminando o 2°ano. Já , está terminando, também, o 2° ano de moda. Júly, a mais nova, está terminando o 1° ano de relações internacionais e por fim, mas não menos importante, , também a caminho do terceiro ano, ficou com a Medicina. Em alguns dias, fará 2 anos que as 4 não se falam.
No campus da veterinária...

- Hey, ! ! - vinha o amigo de correndo e gritando em sua direção.
- O que é? ? perguntou ríspida e sem parar de andar.
- Uhm... dia ruim? ? arriscou o amigo.
- Péssimo! Agora fala logo, o que você quer?
- Só uma carona!
- Entra logo e não fala nada o caminho todo!
- Tá! Você é quem manda...

Capítulo 2

Já no apartamento de ...
- Merda, merda, merdaaa! Eu preciso pensar. O que eu vou fazer? Ah, mas aquela bruxa me paga! Quem não entende nada de veterinária é ela! Mas isso não vai ficar assi...
- Falando sozinha? ? Matheus, namorado de aparece de repente.
- AHH! O que você está fazendo aqui? ? pergunta um tanto assustada.
- Ué... Vim ver você! Não pode?
- E como você entrou aqui?
- Pela porta!
- Mas, como, idiota?
- Chaves?
- Quais chaves? ? já sem paciência.
- As que estavam debaixo do tapete! ? responde como se fosse óbvio.
- Como você sabe que deixo minhas chaves debaixo do tapete?
- Qualquer idiota deixaria!
- ¬¬! (n/a: simplesmente amooo esses olhinhos!)
- Dia ruim?
- Não quero falar sobre isso. Eu preciso estudar.
- Ah, mas eu tava pensando da gente ir tomar alguma coisa...
- Não vai dar. Eu te ligo depois...
- Tá, né. ? vai se retirando ? Ah! Quase esqueci... Chegou isso pra você hoje - entrega o envelope a ? Me liga! - sai, não sem antes dar um beijo na namorada.
- Valeu ? Matheus deixa o apartamento - Idiota! Agora deu pra mexer nas minhas correspondências! Só era o que me faltava! Não sei o que deu na minha cabeça quando aceitei namorá-lo! Acho que eu devia estar bêbada! Vejamos... o que será que tem nesse envelope? ?Programa de Rifas e Apostas de São Paulo?? Uhm... "Você foi convocada a comparecer à sede do PRASP para receber um prêmio. Dia 30 de novembro às 18h. Esperamos por você!? Ah, tá! Piada, né? Eu nunca ganhei droga nenhuma na minha vida! Não ia ser agora que eu ganharia! Que besteira. Vou estudar que eu ganho mais! ? colocando a carta dentro de uma gaveta.

Já na casa de ...
- MÃE! CHEGUEI! Mãe? MÃE! Legal, estou sozinha! Vou ver se tem alguma coisa pra comer...
DÍN DÓN! (campainha, leitoras, leitoras... campainha!)
- Quem é?
- Correspondência! ? anuncia o porteito.
- Oi! ? abre a porta.
- Oi! Isso chegou pra senhorita hoje...- lhe entrega um envelope.
- Uhm... uma carta pra mim? Que milagre! Será que eu to devendo pra alguém e não sei? Uhm... muito obrigada! ? fechando a porta ? De quem será? ?Programa de Rifas e Apostas de São Paulo?? Quê raio é isso? "Você foi convocada a comparecer à sede do PRASP para receber um prêmio. Dia 30 de novembro às 18h. Esperamos por você!? Prêmio? Deve ser uma caixa de meias! Vou comer que eu ganho mais! ? e sai deixando a carta sobre a mesa.

Na casa da ...
- Onde eu deixei o grampeador? Eu tenho certeza que coloquei aqui! Caramba! Eu preciso dele para grampear meu projeto! AHHHH! Eu vou ficar doida! E olha que é o meu 1° ano de faculdade! ? os pensamentos de são interrompidos por um barulho de carta sendo colocada por debaixo da porta ? Uhm... uma carta! Pra mim! Legal... ?Programa de Rifas e Apostas de São Paulo?? Esse nome não me é estranho... "Você foi convocada a comparecer à sede do PRASP para receber um prêmio. Dia 30 de novembro às 18h. Esperamos por você!? Ebá! Prêmio! Adoro prêmios! Será que é uma TV nova? Ou uma viagem para o Hawai? Adoraria conhecer o Hawai! Agora... onde está aquele bendito grampeador? ? colocando a carta no bolso e voltando a procurar o bendito grampeador!

No apartamento da ...
- Eu preciso cuidar melhor disso... ? lamentava seu desmaio em plena aula de técnicas cirúrgicas.
- , você tem certeza que seu futuro é na Medicina? ? a amiga dela questiona preocupada.
- Claro! Eu estudei muito pra estar aqui hoje! Por quê?
- Bom, porque... porque... ah, se você não aguenta nem ver sangue, como quer ser médica?
- Cindy, foi apenas um mal-estar! Eu já estou bem! Não tenho problemas com sangue! ? tentava convencer mais a si mesma do que à colega.
- Tem certeza?
- Absoluta! Agora vai cuidar da sua vidinha porque eu preciso estudar para a prova de amanha! ? respondeu meio ríspida.
- Tá... Ah, chegou isso pra você hoje. ? entregando uma carta a .
- Uma carta? Deve ser da minha mãe. Valeu! ? Cindy deixa o quarto - ?Programa de Rifas e Apostas de São Paulo?? Onde é isso? "Você foi convocada a comparecer à sede do PRASP para receber um prêmio. Dia 30 de novembro às 18h. Esperamos por você!? Ai, meu deus! Será que é um kit de maquiagem da Victoria Secrets? Ou um vestido Armani? Yes! Hoje é o meu dia de sorte! Agora, de volta aos estudos! ? colando a carta entre os livros.

Capítulo 3

Campus Veterinária, 30 de Novembro, 16:30...
- ! Hey! ! - Matheus corria atrás de ofegante.
- Ah, oi! ? disse ao perceber seu namorado a chamava.
- E aí, acabaram suas provas?
- Sim! E as suas?
- Também! Bom, isso quer dizer que agora a minha namorada tem um tempinho pra mim, né? ? disse abraçando por trás.
- Claro! O que você quer fazer?
- Você escolhe!
- Uhm... cinema?
- Adorei a idéia! ? disse animado.
- Legal... só preciso passar em casa pra trocar de roupa!
- Tudo bem! Faz assim, nos encontramos no shopping em uma hora!
- Certo! Até daqui a pouco! ? se beijam e cada um segue seu caminho.

Já no apartamento de ...
- Brincos... brincos... brincos... onde eu os coloquei? Acho que aqui na gaveta e... - encontra a carta esquecida há poucos dias lá ? Por que será que me mandariam isso? O que será que eu ganhei? ! Seja sensata! Nada de ilusões e... ? dá uma olhada em seu relógio de pulso ? Droga! ? sai correndo de casa.

Na casa da ...
- Mãe! Estou saindo! O pessoal da facul vai comemorar o fim das provas. ? anunciou à sua mãe que estava entretida com algum programa que passava na Tv.
- Tudo bem! Cuidado na estrada! Pode pegar a chave do carro!
- Yes! Valeu! ? disse animada, dando um rápido beijo em sua mãe.
- Ah! Eu achei isso aqui há uns dias. É sua? ? mostrou a famosa carta a .
- É... - disse pegando a carta.
- É de quem? ? quis saber sua mãe curiosa.
- Propaganda! Estou indo... tchau! ? disse deixando o apartamento.

No carro de ...
- Por que isso está me deixando tão curiosa? ? disse olhando a carta ? O que eu faço? ? pega o celular e disca um número já decorado ? Prí? Oi! É a ! Liguei pra avisar que eu vou me atrasar um pouco, tá?

Na casa da ...
- ...aí eu pensei, por que não? Fui lá e fiz! Mas sabe que eu achei interessante? É uma ótima oportunidade e... ? Amor, você está me ouvindo? ? perguntou o namorado de , Bruno, preocupado.
- Eu? Claro! ? respondeu assustada.
- Do que eu estava falando então? ? quis ter certeza da resposta.
- É... desculpa! ? se entregou.
- Tá... o quê que tá pegando? ? perguntou interessado.
- Nada! Eu só estou preocupada com as notas finais. - inventou uma desculpa.
- Sei.- e ele não acreditou!
- Que horas são? ? perguntou de repente.
- Quase cinco. Por quê?
- Eu... eu... tenho dentista! Droga! Tinha esquecido! ? disse desesperada.
- Dentista?
- É! Eu te ligo mais tarde, tá? ? ia dizendo enquanto empurrava Bruno pra fora do apartamento.
- Mas , eu... - tentava falar, em vão.
- Adoro você também! ? dá um beijo no namorado e fecha a porta do apartamento. - Onde eu deixei a carta? ? procurando ? Aqui! Chaves do carro... aqui! E... vamos nessa! ? saindo do apartamento.

No apartamento da ...
- Uhm... Tá se arrumando toda! Quem é o felizardo? ? perguntou a companheira de quarto de .
- Ninguém! ? respondeu simplesmente à amiga.
- Como assim, ninguém? E o Paulo? E o Marcus? Marcelo? ? foi listando os pretendentes da colega nos dedos.
- Dispensei todos! ? responde mais uma vez simplesmente.
- Ah, não! Por quê? ? perguntou inconformada.
- Tenho compromissos! Não me espere para o jantar! Beijos, fofis! ? saindo do apartamento deixando uma colega de boca aberta.
- Umas com tantos e outras com tão pouco! E ainda tem coragem de dispensar! Onde esse mundo vai parar? ? reclamava a colega.

Capítulo 4

São Paulo, Sede do Programa de Rifas e Apostas de São Paulo, 18h...
- Com licença, eu recebi essa carta há duas semanas e eu gostaria de saber o que eu ganhei. ? disse assim que chegou ao SPRASP.
- Uhm, vejamos... é só você? ? questionou a atendente.
- Como assim, só eu? ? meio confusa.
- Sinto muito, senhorita, mas só posso entregar o prêmio quando todas as ganhadoras estiverem presentes. ? informou a garota educadamente.
- Como assim, todas as ganhadoras? Tem mais de uma? E são todas mulheres? Quantas são? ? totalmente confusa.
- Senhorita, só estou seguindo as regras! Me desculpe, mas só poderei entregar o prêmio quando todas estiverem aqui!
- Mas que droga! Eu sabia que isso era furada e... - ia dizendo, até que...
- Com licença, eu ganhei um prêmio e... - disse logo após adentrar o local.
- ? ? disse surpresa.
- ? ? disse no mesmo tom.
- Caramba! O que você está fazendo aqui? ? perguntou .
- Eu ganhei um prêmio! ? respondeu uma animada.
- Eu também! Espera... você disse que todos os ganhadores são garotas? ? questionou refletindo.
- Sim! ? respondeu a atendente.
- Então... - começou .
- Eu, você, e ! ? concluiu animada.
- Isso! São esses os nomes das ganhadoras! ? disse a atendente.
- Oh, meu deus! ? disse uma surpresa.
- Como isso é possível? ? questionou uma ainda um pouco confusa.
- Dezembro de 2007... nós fizemos uma aposta. ? uma quarta voz surgiu no local.
- ?? ? disseram e juntas e surpresas.
- E aí? Caramba! Quanto tempo! ? disse abraçando as amigas.
- Você está linda! ? .
- Vocês também! Senti saudade de vocês! ? exclamou uma emocionada.
- Nós também! Mas... espera... está faltando alguém, né? ? percebeu .
- Quem foi o idiota que estacionou aquela lata velha e horrorosa na vaga pra deficientes físicos, ham? É uma vaga pra DEFICIENTES! ? uma quinta voz surgiu no local.
- E desde quando você se importa com o direito dos outros? ? disse contente ao ver que a amiga não mudou nada.
- Desde quando me atrapalha! ? disse nervosa.
- Mas pelo que eu sei, você não é nem deficiente... - disse .
- Nem idosa! É.... a vaga não é pra você! ? concluiu .
- Que seja! ? disse muito nervosa - Espera... ? ? ? Ai, meu deus! O que vocês estão fazendo aqui? ? disse uma totalmente surpresa.
- Atrasada e lerda como sempre! ? disse divertida.
- Viemos fazer o mesmo que você! ? disse .
- Eu vim receber um prêmio! ? .
- Nós também! ? .
- Tá legal... eu tinha certeza que isso era uma piada! ? disse já sem paciência.
- Não é não! Bom, vocês 4 foram sorteadas... há 2 anos vocês fizeram uma aposta. ? explicava a atendente.
- Fizemos? ? questionou .
- Sim! Vocês apostaram que seriam eternamente amigas! Por isso, agora vocês farão um teste sobre vocês mesmas e, se forem bem, cada uma ganhará 5 milhões de reais! ? finalizou a atendente.
- 5 MILHÕES DE REAIS? ? disseram as 4 em coro.
- É! Era o valor da aposta! 20 milhões! 5 para cada uma!
- Não é possível! ? disse sem acreditar.
- Esqueçam! - disse .
- O quê? ? questionaram as outras 3.
- Já era! Nunca vamos conseguir a grana!
- Por quê? - indagou .
- Ela disse que temos que fazer o teste! Caiam na real! A gente não se vê faz mais de 2 anos! Nunca vamos passar nesse teste! ? concluiu uma cabisbaixa.
- Mas vocês apostaram serem eternas amigas! ? disse a atendente incrédula.
- É, mas sabe como é, né... ? disse uma desanimada.
- A gente cresce, cada uma segue seu próprio rumo e bom... ? .
- Deixamos as amizades para trás! ? concluiu
- É inacreditável! Como vocês fazem uma aposta dessa e não continuam a serem amigas? ? atendente.
- É a vida, querida! O que você quer que a gente faça? Bom, preciso ir. Tenho um compromisso e... ? disse já se preparando pra sair.
- Vocês não querem nem tentar? Às vezes podem ganhar! ? encorajou a atendente.
- Ela tem razão! ? se animou .
- Será? - .
- Não sei não... - disse em dúvida.
- Pode dar certo! Sem contar que até pode ser divertido! ? , também se animou.
- E aí, vocês topam? ? atendente.
- Eu sim! ? disse animada.
- Eu também! ? .
- Ah, tá! ? .
- Eu acho que não...- disse meio receosa.
- Ah, ! Vaaaai! ? insistiu .
- É! Como nos velhos tempos! ? .
- Eu não me lembro de você ter tanto medo de se arriscar assim... ? ameaçou .
- Tá! Eu topo! ? respondeu prontamente .
- Ebá! ? disse animada.
- Bom, então vamos lá! Por ordem de chegada. , você é a primeira! Você responderá algumas perguntas sobre você assim como as outras! Depois, farei essas mesmas perguntas só que alternadamente pra suas amigas e veremos se vocês sabem mesmo alguma coisa uma das outras! ? explicou a atendente.
- Certo! ? disseram todas.

Depois de alguns muitos minutos...
- Bom, acabamos! Todas responderam suas próprias perguntas e as que têm relação com suas amigas e... eu já tenho o resultado! ? disse a atendente.
- E como representante do Programa de Rifas e Apostas de São Paulo, anunciarei o resultado! ? exclamou um senhor baixinho, de bigode e óculos esquisitos ao adentrar o local.
- Daonde esse cara saiu? ? questionou baixo.
- Galera, dá pra acelerar o negócio aí? Eu estou morrendo de fome! ? anunciou .
- Nossa! Cadê a novidade? ? debochou fazendo as outras meninas darem risada, menos, é claro, .
- Meninas! Eu tenho o orgulho de anunciar que vocês acertaram todas, eu disse TODAS as perguntas que foram feitas! Parabéns! Vocês provaram que serão eternas amigas! ? finalmente anunciou o senhor esquisito.
- Isso quer dizer que... - começou .
- Bom, isso quer dizer que agora vocês são milionárias! ? exclamou animadamente o senhor esquisito.
- COMO?! ? perguntaram as 4 em coro, surpresas.
- É isso aí! Podem passar o número da conta de cada uma que o dinheiro será depositado ainda hoje! Meus parabéns às 4! E... não gastem tudo com doces, tá? ? o senhor esquisito dá uma risada escandalosa, porém ninguém acha graça em sua piada, a não ser ele mesmo ? É... boa noite! ? sai meio desconsertado.
- Eu... - .
- Não... ?
- Acredito! ? .
- Estamos ricas! ? berrou .
- Não vou precisar trabalhar nunca mais! ? também berrou .
- Eu vou comprar um carro super potente! ? também berrou .
- E eu vou compra uma casa enoorme com cachorros e uma máquina de coca-cola só minha! ? disse contente.
- É... pensando melhor, por que a gente não usa parte do dinheiro para viajarmos juntas? Para relembrar os velhos tempos! Vai ser o máximo! ? sugeriu .
- Ah, sabe o quê que é, ... viajar gasta muita grana e eu queria construir minha vida com esse dinheiro! ? disse .
- É, eu também! ? .
- Mas gente! É a oportunidade que a gente tem de matar a saudade! Não é, ? ? questionou .
- Eu ia dar toda a grana pros meus pais... - disse meio acanhada.
- Tá! É assim que vai terminar, né? Hoje faz 2 anos que nós enterramos aquelas coisas! Pelo menos isso vocês vão fazer? Vamos desenterrar tudo? ? questionou decepcionada.
- Bom, hoje? Sabe o quê que é... nem vai dar! Marquei de ir jantar com um gatinho mais tarde! ? .
- ? ? .
- Despedida de final de ano com a galera... - .
- ! ? disse já desesperada.
- Meu namorado tá me esperando desde as 6 da tarde no cinema... - .
- Tudo bem, não vou insistir. Depois do resultado do teste hoje, pensei que tínhamos provado para todo mundo que podíamos ser amigas para sempre! Pelo visto, isso não vai passar de uma aposta milionária. Eu vou relembrar os meus bons tempos de amizade. Espero que vocês sejam felizes. Tchau. ? finalizou chorosa.
- Bom, é isso aí. Boa sorte pra vocês! ? .
- Pra você também! ? .
- Espero que um dia a gente se esbarre por aí! ? .
- Então, tchau! ? abraça as duas amigas.
- Tchau! ? finalizam e juntas.

Capítulo 5

As quatro meninas se dirigiram cada uma para sua casa. Contaram a novidade para os pais, que tiveram uma grande surpresa e ficaram super felizes. Afinal, o que são 5 milhões de reais, não é mesmo? Depois da grande novidade e do surto de cada um dos pais, cada uma foi para o seu compromisso. Quer dizer, achavam que iriam...

No carro da ...
- É isso aí, galera! Voltamos com a nossa programação e a partir de agora vocês vão ouvir uma hora de música direto! E, pra começar, temos os britânicos do McFLY com a música you've got a friend, música de James Taylor! ? anuncia o radialista com a voz perfeita e a música começa a tocar.
- Caaaraaaa, quanto tempo não ouço essa música! Quanto tempo eu não ouço essa banda... É, os tempos são outros... será mesmo? ? começa a falar sozinha e a pensar sobre o assunto...

Em algum lugar, em que se pode enterrar coisas sobre amizade...
- Eu não acredito que elas fizeram isso comigo! Tantos anos de amizade jogados fora! Tudo por causa dessa maldita idade! As pessoas crescem, acham que são adultas e esquecem as coisas boas da vida! Mas elas vão ver! Vão se arrepender. Vão ser tão chatas que nem os filhos delas vão agüentar! Droooga de pááá! ? resmungava cavando (ou descavando =S) o buraco.
- Sempre reclamando, né Jones? Deixou o Madden loser no 1° ano, mas continua sendo um loser chato! Só que agora é um loser chato britânico! (n/a: piada interna! =S) ? disse se aproximando.
- ? Mas você... você... - tentou dizer , surpresa pela presença da menina ali.
- Tava voltando pra casa, aí um certo membro da sua família de ingleses poderosos me disse uma coisa... - começou .
- Ele disse que eu só preciso chamar seu nome... ? apareceu de repente.
- E eu sei que onde você estiver... - .
- Você vem correndo, pra me ver de novo... - .
- Inverno, primavera, verão ou outono... ? .
- Tudo que eu tenho que fazer é chamar... ? .
- E você vai estar lá, yeah, yeah, yeah! ? .
- NÓS TEMOS UMA AMIGA! =D ? disseram as 3 juntas.
- Se isso era pra me fazer chorar, vocês conseguiram! ? disse já aos prantos, fazendo com que as outras a abraçassem.
- A gente pode ter tido uma recaída com relação a ser adultas, mas já estamos de volta. ? disse uma animada.
- Essas são as garotas que eu conheço e que amo tanto! ? exclamou uma também animada.
- É, mas chega de papo furado e vamos desenterrar logo essas coisas que eu estou doida pra ver as besteiras que eu coloquei aí dentro! ? .
- Droga!
- O que foi, ? ? .
- Isso vai acabar com as minhas unhas! ? exclamou exageradamente.
E todas se voltaram a rir. Realmente muita coisa não tinha mudado. Depois de muita escavação, muita terra, muitas risadas e discussões sem sentidos, elas resolveram voltar cada uma para sua casa, mas não sem antes...
- Acho que vou indo pra casa... ? disse .
- Já decidiram o que vão fazer com o dinheiro? ? quis saber .
- Soube que tem praias maravilhosas na Austrália! Sem contar os surfistas! ? se empolgou .
- Mas eu quero ver a estátua da liberdade! ? esbravejou .
- E eu o trem bala! ? vez de .
- Qual é?! A gente pode fazer tudo isso! Temos 3 meses! ? concluiu .
- Isso quer dizer que... - ameaçou .
- Ainda não me esqueci daquela aposta! Eu vou falar pro Danny Jones que você é a irmã perdida dele! ? lembrou .
- Além do mais, deve ser linda a virada do ano em Londres! ? disse encantada.
- Eu amo vocês! ? disse correndo e abraçando as amigas.
- Beleza! Então, a gente resolve tudo e domingo embarcamos! ? .
- 1° destino? ? perguntou empolgada.
- Paris! ? .
- Japão! ? .
- Londres! ? .
- EUA! ? .
- EUA? ? exclamaram as outras.
- Mas você não odeia os EUA? ? .
- É! Mas eu preciso entregar uma carta que eu escrevi pro Obama! ? .
- Ah e você já sabe como vai fazer isso? ? .
- Eu tenho um plano! ? com cara maliciosa.
- Tenho medo de você às vezes. Bom, depois estátua da liberdade! - .
- Fechado! ? disseram as outras.
- Nos vemos em 2 dias! ? .

Capítulo 6

2 dias depois, Aeroporto Internacional de São Paulo...
Depois da despedida e das recomendações dos pais...
- TUNDUN! (n/a: tentativa frustrada de fazer um barulhinho de chamada de vôo!) Atenção passageiros do vôo 135 com destino a Nova York, embarque no portão 6...
- TUNDUN. Atenção passageiros do vôo 178 com destino a Londres, embarque no portão 3...
- Acho que chamaram nosso vôo... - .
- Eu ouvi! Portão 3! ? .
- Tem certeza? ? .
- Não sou surda, drr.... ? .
Então, as 4 amigas, sem um jeans viajante (n/a: affff....), embarcam, nessa que pode ser a melhor viagem de suas vidas, ou não...

Algumas horas depois...
- Gente, já não era pra gente ter chego há um tempinho já? ? disse analisando a tv que ficava na poltrona que estava à sua frente com um mapa por onde estavam passando.
- Relaxa, ! Relaxa e curte a paisagem de nuvens! ? .

Mais algumas boas horinhas depois...
- Senhoras e senhores queiram inclinar suas poltronas para a posição original porque já iremos pousar! ? disse o piloto.
- Até que enfim! ? .
- Senhoras e senhores, bem vindos a Londres! ? mais uma vez disse o piloto.
- Caramba, pensei que a gente nunca iria chegar em... ELE DISSE LONDRES? ? disse uma extremamente alterada.
- Deve ser engano... Com licença, moça ? falando com a aeromoça - o piloto não quis dizer, Nova York? ? perguntou .
- NY, EUA? ? aeromoça.
- É! ? .
- Não! Desculpe! Você está em Londres! Grã-Bretanha! ? aeromoça.
- Tipo... Inglaterra? ? foi a vez de .
- É! Big Ben, London Eye, rainha Elizabeth, príncipe Willian e Harry, red bus, Beatles! ? disse a aeromoça como se fosse óbvio.
- Ai, meu deus! ? .
- Não... é... OHHHHH MY GOOOOOD! ? Aeromoça.
- Você disse que sabia onde era o portão, ! - disse uma alterada.
- Eu pensei ter ouvido isso, droga! A culpa é minha agora? ? .
- Calma, galera! Não vamos começar a surtar! Pensem pelo lado positivo! Vamos adiantar nossa ida a Londres! ? tentou acalmar os nervos.
- Tá, né? Então, vamos pegar nossas coisas e ir pra um hotel... ? .
- É... preciso pegar minhas ma... pera aí... se a gente tá em Londres e nossa passagem era pra NY, isso quer dizer que nossas coisas... - .
- AHHHHHHHHHHHHH! EU QUERO AS MINHAS MAAALAAS! ? .

Capítulo 7

Já do lado de fora do aeroporto...
- Eles disseram que não podem fazer nada. Pra poder trazer nossas coisas, só pessoalmente já que não podem provar que as malas são nossas... - disse uma desanimada.
- Então vamos pra lá! Problema resolvido! ? se animou .
- Esqueceu que nossos cartões, e blá, blá, blá, estão nas malas? ? .
- Mas quem teve bendita idéia idiota de colocar nossos cartões com todo nosso dinheiro nas malas? ? .
- ! ? apontaram e desanimadas.
- Eu vi no people and arts, tá? Regras para se viajar bem! ? se defendeu.
- Vamos procurar um lugar pra ficar logo, tá escurecendo ? já começou a andar.
- Nunca pensei que o Big Ben poderia ser tão... chato! ? disse olhando para o grande relógio que estava a poucos metros delas.

Em uma lanchonete...
- Vocês podem dormir no albergue aqui em cima, mas vão ter que trabalhar aqui pra compensar... - disse o dono da lanchonete.
- Fazer o que, né? Uma hora tão ricas e na outra, trabalhando pra pagar uma diária em um albergue! ? disse ainda inconformada.
- Hey, amigo! Por acaso, você não conhece 2 homens que estejam interessados em trabalhar em uma casa de família? ? disse um senhor que aparentava um 50 anos ao chegar na lanchonete, atraindo a atenção das garotas.
- Uhm... que eu me lembre não! Mas te aviso qualquer coisa! ? dono da lanchonete.
- Precisa ser homem, é? ? perguntou interessada.
- É. Bom, se vocês souberem de alguém, entrem em contato comigo! ? finalizou o senhor, entregando um cartão a .
- Vamos dormir, estou cansada. ? disse .

Durante a noite...
- É ISSO! ? gritou .
- O que foi, sua louca? ?.
- Nada! Volta a dormir... amanhã eu explico! ? muito mais animada.

Capítulo 8

No dia seguinte...
- Onde você se meteu, ? Estávamos preocupadas! Você some desde cedo e não dá notícias! ? disse uma alterada.
- Gente, arranjei um outro emprego! ? .
- Como assim? ? .
- No caso, eu e a ... - .
- Já vai me meter em roubada, né? ? .
- É perfeito! Começamos amanhã! ? finalizou uma animada.
- E o que vamos fazer? ?
- Bom, é... precisamos conversar! ? .
- Sabia que coisa boa não era! ?

Na manhã seguinte, às 6:30...
- Ficou bom? ?
- Não é a roupa mais bonita que você já vestiu, mais ficou legal! ? .
- Ainda não acredito que aceitei isso! ? reclamou .
- Vocês vão se dar bem! ? incentivou .
- Tomara! ? .
- Boa sorte, meninas! ? finalizou .

Já na mansão...
- Bom, chegaram no horário! Isso é bom! Pontualidade! ? disse o mesmo senhor da lanchonete.
- Estamos na Inglaterra, não é mesmo? ? .
- Isso mesmo! Bom, senhores...
- Pablo Nasquerano Fabrizio! ? .
- Manuel Da Silva Teixeira! ? .
- Tem certeza que vocês são irmãos?
- Ustedes sabes como és... nuestra mama viaja mucho! ? arriscou .
- Sei, sei... bom, comecem a preparar o café! Daqui a pouco eles estão acordando! Qualquer problema, me liguem! Boa sorte!
- Vamos precisar! ? sussurrou .
- Gostei do seu sotaque casteliano! ? .
- E eu o seu português! São nesses momentos que eu me arrependo de não ter prestado atenção nas aulas de espanhol! Ai, como esse bigode coça! ? disse .
- É... Bom, vamos ao café! ? .

Algum tempo depois...
- Estou quase terminando e... AHHH! ? grita de repente.
- O que foi? ? .
- Tem um negócio verde andando em cima do fogão! ? .
- Negocio verde? Deixa eu ver... um... lagarto? ? .
- Não! Sério? ? ironizou .
- É... já estudei essa espécie. Australiano, tipo doméstico... ? disse analisando o animal.
- Que legal. - fingindo empolgação.
- Exótico! ? .
- Exótico? ?
- É... uma família com um lagarto de estimação...
- Eu diria, incomum... onde vamos colocá-lo?
- É uma garota! ? concluiu .
- Como você sabe?
- Não estou indo pra faculdade só pra assinar presença, !
- Ah, isso eu sei!
- Vem, vou te colocar em um lugar seguro... - disse saindo com o lagarto.

Alguns minutos depois...
As 2 ouvem gritos do andar de cima...
- O que foi isso? ? .
- Tá vindo lá de cima! ? disse já subindo as escadas.
Socooorooo!
- Heey! Você tá bem? ? perguntou à possível vítima seja lá do que for.
ME TIRA DAQUIII!
- O que eu faço? ? disse desesperada.
- Arromba a porta! ? .
- Eu não tenho força! - .
- Ah, tem! Vai! ? disse empurrando a menina.
- Lá vai. Um... dois e... POW! ? consegue arrombar a porta e uma figura sai correndo de dentro do quarto.
- Hahahaha... O que achou do escuro, Poynter? ? disse uma outra figura surgindo no corredor.
- Nunca mais faça isso, entendeu? ? a primeira figura exclamou quase chorando.
- Isso foi por ontem. Da próxima vez vai ser pior! ? ameaçou a segunda figura.
- Tô cansado dessa merda de lugar! ? a primeira dessa as escadas, saindo do corredor.
- Vai correndo pros braços na mamãezinha, seu bebezão! ? gritou a segunda.
- =O ? e .
- E vocês, quem são? ? reparou a segunda que não estava sozinho.
- Nós? Bem... nós... nós... é... ? tentou .
- Eu sou Pablo Nasquerano e esse é meu irmão Manuel Teixeira! ? tentou ajudar a amiga.
- Um mexicano e o outro português?
- Mamãe viajava muito...- explicou .
- Uhm... então, são os novos empregados, certo?
- Isso. - .
- O café está pronto?
- Quase.- pela primeira vez, se manifestou.
- Então, nos avise quando estiver pronto!
- Pode deixar! ? finalizou , vendo a tal pessoa se afastar.
- , você viu quem era? ? disse meio chocada ainda.
- Claro que vi! Era o Danny Jones! ? .
- E o Dougie Poynter! -
- Onde você meteu a gente, ? ? .
- Não sei, mas estou adorando esse emprego! ? se empolgou .
- Só não queria estar nessas vestimentas! - lamentou .
- Eu também! ? .
- Vamos descer logo...

Capítulo 9

Na cozinha da mansão...

- Termina logo o café, antes que... Ah, não...- entra na cozinha e já percebe a presença da figura que até minutos atrás era desconhecida e agora se tornou BEM conhecida.
- Você vai falar com ele? ? sussurrou .
- Se eu não estivesse com essa roupa ridícula e esse bigode brega, sem dúvida! ? respondeu no mesmo tom.
- Preciso terminar o café... - anunciou entrando na cozinha e chamando a atenção da tal figura.
- Droga! ? resmungou baixo, enquanto ia na direção da pessoa que estava sentada na bancada da cozinha de cabeça baixa ? Uhm... posso ajudá-lo? ? arriscou .
- Quem é você? ? questionou intrigado.
- Eu? Bom, yo soy Pablo! ? arriscou .
- Pablo?
- Sí! Yo vim ayudar usted! ? completou já sentindo uma enoooorme falta de sua professora de espanhol do ensino fundamental.
- Tipo... um anjo? ? questionou inocentemente.
- Não, idiota. É, quero dizer... soy el empregado! ? concluiu se arrependendo de ser tão impulsiva e sempre falar o que lhe vem à cabeça, sem antes pensar.
- Ah, saquei. E você é espanhol? ? perguntou interessado.
- Mi bigodón no diz nada? ? tentou .
- Uhm... Viking! ? berrou totalmente empolgado.
- ¬¬! Mexicano! ? desistiu .
- Ah! Tacos! ? manteve a animação.
- Tacos?
- E burritos! Adoro burritos! E... quem é o outro? - questionou interessado.
- Mi Hermano Manuel!
- Português? ? arriscou.
- Inglês é que não é!
- E, assim... tipo... por que você é mexicano e seu irmão português? ? perguntou intrigado.
- Nuestra mama gostava mucho de viajar! ? respondeu tendo um déjà-vu.
- Me deixa adivinhar. Sua mãe era chilena? ? arriscou mais uma vez.
- Não! Brasileira! ? respondeu uma animada.
- BANANAS! ? gritou a figura levantado os braços.
- Hã? ? não entendendo a reação do individuo.
- Soube que tem ótimas bananas no Brasil! ? respondeu simplismente.
- Essa é nova pra mim...
- Bananas e... Prostitutas! ? disse essa última um pouco mais baixo.
- É A SUA MÃE! ? e mais uma demonstração da tentativa frustrada do sistema nervoso de de pensar antes de falar.
- O que disse? ? estranhando.
- O café está na mesa! ? anunciou , o que deixou bem aliviada, diga-se de passagem!
- Não vou comer lá! Vou ficar aqui! ? esbravejou o filho da... digo, a figura.
- Por quê? ? indagou .
- Não quero encontrar o Danny!
- Por que vocês brigaram agora pouco? ? questionou interessada.
- É que... bom, eu... fiquei com a garota que ele queria... e aí ele se vingou, me trancando no quarto escuro. - disse por fim.
- E desde quando isso é vingança?
- Tenho fobia... de escuro, mas não espalha. ? disse num sussurro.
- Não esquenta. Por isso que você chorou?
- Eu não chorei! ? lança-lhe um olhar significativo ? Tá, quase!
- Relaxa! Daqui essa conversa não sai! ? tranqüilizou o garoto.
- Obrigado. Ah, a propósito! Sou Dougie Poynter! Mas me chame de Dougie! Espero que nos demos bem! ? se apresentou, agora a figura com nome, estendendo sua mão.
- Eu também! ? repetiu o ato.
- Bom, vou cuidar do meu lagarto! ? disse se Dougie se levantando.
- Lagarto? Seria um verde do rabo comprido? ? questionou .
- Ele mesmo! Você o viu?
- Sinto decepcioná-lo, mas seu lagarto é fêmea! E está prestes a botar ovos!
- Ah, fala sério! Não pode ser...- disse Dougie dando risada do absurdo que acabara de ouvir.
- Então tá! Continue achando que ele é macho! ? se revoltou , já se retirando da cozinha.
- Espera! Onde ele tá?
- Lá fora...- concluiu já saindo.
- Que cara estranho...- pensou Dougie.

Enquanto isso, na sala de jantar, que agora estava sendo servido o café, então na sala do café, ou... ah, vocês entenderam!

- E você cozinha bacalhau? ? perguntou uma nova figura.
- Da onde você tirou isso, Harry? ? questionou uma outra.
- Portugueses amam bacalhau! ? respondeu como se fosse óbvio.
- Nem todos! Conheci um que amava kibe! ? disse a figura de mais cedo.
- Kibe? ? questionou a segunda figura desconhecida. Ern... nem tanto.
- É! Tipo... árabe! ? disse a responsável pelo conflito pela manhã.
- Eu gosto de kibes! ? disse .
- Viram? ? sorriu vitorioso.
- Do mesmo jeito que você deve gostar de... hum... macarrão? ? tentou .
- É! Tipo... da Itália! E hambúrgueres americanos!
- E os ingleses? Onde entram nessa? ? questionou a primeira figura.
- Com a boca, oras! ? respondeu uma recém chegada.
- Isso soou estranho. - respondeu um dos meninos.
- Pablo, esses são Harry Judd ou Harry ? apontou a primeira figura que acenou sorrindo ? Thomas Fletcher ou Tom ? apontou a segunda figura que abriu um sorriso acompanhado de apenas uma cova, o que fez quase apertar suas bochechas, mas dessa vez, o sistema nervoso da mesma a segurou! ? e Daniel Jones ou Danny! ? finalizou apontando a figura de mais cedo.
- Isso porque era uma família! ? comentou mais para si mesma, pensando no que o senhor que as empregou falou sobre o trabalho.
- Mas nos somos uma família! ? disse Tom.
- Meio estranha, mas somos! ? disse Harry.
- E você é o Pablo, não é? ? disse Tom.
- Isso mesmo, Sr. Fletcher! ? respondeu formalmente, afinal, aquilo ainda era ser emprego.
- Cara, sem senhor... isso é estranho. - disse Tom constrangido.
- Então, como o chamo? ? questionou .
- Tom! É um nome bonito, não? ? disse divertido.
- Sem dúvida! ? respondeu .
- Prefiro Harry, é mais forte! Dá um tom mais superior e tal... - disse um Harry pensante.
- Panacas! Daniel é muito melhor! ? disse Danny.
- Daniel? Você nem gosta quando te chamam assim! ? indagou Tom.
- É que se eu falasse Danny, Harry iria dizer que é infantil! ? explicou.
- O que não deixa de ser! ? disse Harry ? Mas, o lance é, finalmente alguém que cozinha de verdade! Igual a minha mãe! Por falar em mãe... cadê o Dougie? ? perguntou um Harry estranhando a ausência do amigo.
- Dei uma lição nele hoje de manhã! ? disse um Danny com um sorriso malicioso.
- O que você fez? ? perguntou um Tom assustado.
- Cortei a luz do quarto dele e o tranquei lá! ? disse simplesmente.
- Cara, você sabe que ele tem fobia! ? disse um Harry preocupado.
- Mas assim ele aprende a não mexer no que é meu! ? esbravejou Danny.
- Era só uma garota! ? Tom.
- Mas era a minha garota! ? Danny.
- Sua? Ela estava lá pra dormir com qualquer um de nós e depois sairia relatando para as revistas! Você conhece as garotas! São todas iguais! ? Harry se irritou.
- Não são não! ? exclamou com voz de mulher.
- Como? ? perguntou Danny assustado.
- Digo, minha Maria não é assim! ? tentou consertar .
- Então é casado! ? Tom.
- Você tem sorte de ter achado alguém especial! ? comentou Danny.

E de repente se ouve o telefone da casa tocar...

- Alô? Uhm... tá! Entendi... daqui a pouco,a gente está aí! Beleza, tchau! ? Danny desliga o telefone. ? Fletch está nos esperando no estúdio! ? anunciou Danny.
- E o Dougie? ? Harry.
- A gente arranja um outro baixista no meio do caminho! ? Disse Danny já saindo de casa.
- Se vocês o virem, diga para ligar pra companhia de táxi e ir para o estúdio, ok? ? pediu Tom vestindo seu casaco pronto pra sair.
- Pode deixar! ? respondeu .

E os 3 deixam a mansão...

- , cadê o Dougie? ? perguntou à amiga.
- Com o lagarto gay dele! ? disse .
- Lagarto gay? ? indagou .
- É! Não sei porque estou fazendo veterinária! Ninguém acredita nos meus diagnósticos! ? respondeu uma totalmente frustrada.
- Sinceramente... eu também não acreditaria em um cara com um bigode esquisito! ? disse .
- Que seja. - .
- Agora você vai procurar o senhor eu-tenho-medo-de-escuro e avisá-lo que, se ele não correr para o estúdio agora, vão contratar a Britney para tocar baixo no lugar dele! ? .
- A Britney toca baixo? ? questionou pensando.
- Daquela mulher pode se esperar de tudo! Sem contar que ela é muito mais gostosa que o senhor Poynter! ? respondeu , também pensando.
- É, mas eu não vou avisar! ? .
- Ah, fala sério! Você que paga pau para ele! ? indignada.
- Mas eu não vou falar de novo com o senhor meu-lagarto-não-é-fêmea que precisa ir para o estúdio, sem contar que... - já argumentava, quando alguém a interrompe.
- AI MEU DEUS! ? exclamou um Dougie branco (mas do que já é!) entrando na cozinha.
- Algum problema, senhor Poynter? ? disse preocupada.
- Meu lagarto! Quer dizer... lagarta! Botou ovos! ? disse horrorizado.
- Eu disse! Valeu a pena não ter dormido naquelas aulas chatas sobre répteis! ? disse sorrindo.
- Como disse? ? Dougie.
- Você precisa estar no estúdio agora! Eu cuido da lagarta! ? tentou disfarçar .
- É lagarto fêmea! Dã! ? .
- Não quero ir para o estúdio! ? disse um Dougie fazendo bico e cara de criança. (n/a: aaaaaawwwwwwwwnnnnn!)
- É, amigom, quantos anos você tem mesmo? ? .
- 21. Por quê? ? Dougie.
- Eu tenho 50! Mando em você agora! Por isso, some daqui! ? se irritou com a infantilidade do garoto.
- Só minha mãe manda em mim! ? retrucou Dougie.
- Ah, olha só o que eu tenho aqui! ? disse balançando um papelzinho com algo escrito.
- Uhm, me deixa ver... oh! O telefone da senhora Poynter! ? disse uma totalmente cínica. ? Ela iria adorar saber que o filho dela de 21 anos está se comportando como uma criança de 5!
- Você não faria isso! ? disse Dougie assustado.
- Telefone? ? .
- Tá na mão! ? , dando o telefone.
- Já estou saindo! ? bufou Dougie, saindo logo em seguida.
- Não chegue tarde para o jantar! ? gritou antes que o garoto fechasse, leia-se: batesse, a porta.
- , isso não vai dar certo... - desabafou .
- Ah, qual é! Os 4 caíram direitinho! Mais algumas semanas e podemos dar o fora daqui com a grana! E ai... adeus, escravidão, olá férias de verdade! ? disse convencida e animada.
- É, só o que temos que fazer é limpar um pouco a casa e cuidar de 4 crianças de 20 e poucos anos. Simples assim? ? disse meio incerta.
- Simples assim! ? com seu melhor sorriso colgate.

Capítulo 10

Algumas horas depois...

CRAAAAAAAAAAAAAAACHH! (n/a: tentativa frustrada de algo quebrando!)
- Mas que droga! - disse uma correndo.
- O que você fez com a Tv, Danny? ? esbravejou vendo o estado em que a TV se encontrava.
- É hóquei! Quem colocou esse trambolho aqui? ? disse um Danny devidamente equipado com seu uniforme de jogador amador de hóquei.
- Ah, você quer dizer a TV de LCD de 80 polegadas que vocês devem ter gasto algumas mil libras? - totalmente frustrada.
- Não gostava dela mesmo! ? Harry analisando a situação.
- É... muito... digamos, assim... grande? ? Danny.
- Tirou as palavras da minha boca! ? Harry finalizou satisfeito.
- Eu odeio gente rica. ? .
- Espera. Danny... Harry... acho que está faltando alguém, não? ? disse apontando para cada um.
- Alguéns você quer dizer, né? ?
- Alguéns? - disse confusa.

E de repente ouve-se um estrondo, como se fosse uma explosão e gritos vindos da cozinha...

- TOM E DOUGIE! ? disseram e juntas correndo pra cozinha.
- O que... AI MEU DEUS! ? disse desesperada.
- Não foi minha culpa! Eu juro! O Tom! Ele... ele... TÁ PEGANDO FOGO! ? gritou Dougie desesperado.
- Como assim, eu estou pegando fogo? ? Tom começou a se desesperar.
- Merda! , pega o extintor de incêndio! - gritou .
- Ele disse ? ? sussurrou Harry pra Danny.
- Não, dude. Você tá ouvindo coisas... - disse Danny despreocupado.
- Vocês vão ficar assistindo mesmo? O amigo de vocês tá pegando fogo! Onde fica o extintor? ? esbravejou .
- Não temos um extintor. - disse Danny calmamente.
- Como não? Droga! Harry, liga para os bombeiros! - totalmente desesperada.
- Uhm... não! ? disse Harry.
- Por que não? ? entrando em pino já.
- Porque vai atrair a imprensa e talz e... - ia explicando.
- Eu vou quebrar a sua cara! ? revoltada indo pra cima de um Harry dobro da sua altura.
- Eu vou morrer! ? choramingava Tom.
- Pára Pablo! Solta ele! ? Danny tentava segurar de qualquer jeito.
- Tom, desculpa por tudo, dude! Eu não quis te prejudicar quando disse pra sua mãe que você tinha ficado grávido e nem quando disse naquela entrevista que você era gay. E a Gio, ela levou a sério e também daquela vez que... - choramingava Dougie ao lado de Tom.
- Eu vou estourar seu rostinho lindo, seu verme idiota! - ainda tentava alcançar Harry.
- Pára Pablo, você vai terminar me... POW! (n/a: mais uma tentativa frustrada, agora de soco! =D) Ai... -caiu um Danny sangrando pelo nariz.
vendo o caos que se tornou aquilo, resolveu se pronunciar:
- CALEM A BOCA! Vocês são uns idiotas! E isso inclui você também, Pablo! O Tom precisa de ajuda! Dá pra parar de brigar e de ficar chorando pela morte que ainda não aconteceu e tentar resolver o problema? ? estressou .
- Nessa altura, Tom já virou churrasquinho. ? sussurrou Harry.
- Já sei! ? levantou um Dougie animado saindo correndo pela casa e logo depois voltando com um aquário enorme e cheio de... uhm... água! Despejando no pobre coitado churrasqui... quer dizer, Tom. ? Melhor, dude? ? quis saber depois do banho que deu em Tom.
- Muito! Valeu Dougie! Você é meu herói! ? disse um Tom gay.
- Espera... Dougie, onde você pegou esse aquário? ? Harry.
- Na sala! Onde mais? ? Dougie.
- Esse não é o aquário que estava o peixe fresconãoseioquê do Tom que veio de Madagascar, raríssimo e tal... - comentou um Harry pensante.
- Dougie, me diz que você não jogou a água do aquário do Peixoto? ? disse um Tom entrando em desespero.
- Peixoto? Qual é o problema de vocês? ? disse .
- Peraí! Você tem um Freshwater raro na sua casa e não me disse? ? inconformada.
- Era pra salvar sua vida, dude! Pensa que ele morreu pra salvar sua vida! ? tentou um Dougie já vendo sua lápide ?Aqui jaz Dougie Poynter, filho, rico, baixista, amigo e bundão!?
- Mas era meu peixe raro, seu idiota! ? começando ir pra cima de Dougie.
- E lá vamos nós... - Harry desanimado.
E a confusão recomeçou. Tom começou a correr atrás de Dougie, tentava segurar um Tom raivoso, Harry observava tudo, tentava pensar em algo para acabar com tudo aquilo e Danny... bom, Danny ainda tava caído no chão com o nariz sangrando.
- Vai ficar aí o dia todo? ? disse observando um Danny caído no chão.
- Meu nariz dói! ? disse choramingando.
- Toma, coloca isso no lugar que daqui a pouco pára de doer. - disse dando um pacotinho com gelo pra Danny.
- Valeu, Manuel! - disse colocando o saquinho no nariz.
- Olha pra mim! ? disse levantando o queixo de Danny pra ver o estrago, mas se arrependeu no mesmo instante quando aquele par de globos azuis a encarou.
- Tá muito feio? ? disse Danny.
- Ahm? ? exclamou uma meio perdida.
- O nariz, está muito feio? ? Danny
- Você sobrevive. ? responde tentando disfarçar e já se levantando. - Vou ver se os outros estão bem. Sabe como é, né? - disse já saindo.
- Eu, hein? ? Danny.

Enquanto isso, na sala...

- Pára Tom! Você vai machucá-lo! ? disse correndo atrás de Tom.
- Eu vou te socar tanto, Dougie, que nem a sua mãe vai te achar bonitinho mais. ? disse Tom de uma ponta da mesa, enquanto Dougie estava do outro lado.
- E quanto àquela história de meu herói, Tom? Eu te salvei, pow! ? Dougie com muito medo.
- Eu vou te mostrar o herói... - sai correndo pra pegar Dougie, até que...

Ding Dong!

- Campainha, Harry! Atende! ? disse ainda atrás dos dois garotos.
- Tudo eu! Mas que droga! ? disse Harry indo atender a porta.
E depois disso foi tudo muito rápido. Uma quase loira entra na casa, totalmente descontrolada, acompanhada de um encosto que nada falou ao adentrar o recinto, enquanto a primeira se encarregava de tal função.
- Onde é que elas estão? Ahm?? Cadê elas? - gritou a quase loira ao adentrar a sala.
- Elas quem, sua louca? Isso é uma residência particular! Por favor retire-se! ? Disse Harry inconformado.
- Eu sei que elas estão aqui! Cadê? ? Disse a mesma loira.
- Ah, merda. Ferrou. ? sussurrou .
- Que gritaria é ess... ? ? exclamou entrando na sala.
- Eu vou acabar com você! Vocês não ligam, não dão notícias, nem sinal de fogo, nada! Eu pensei que estivessem mortas! Mortas! ? esbravejou .
- Vocês se conhecem? ? quis saber Tom, que até agora não havia se manifestado pois estava muito ocupado observando o par de pernas que se encontrava na sua frente.
- A gente? Bom... é... essas são... é... elas... - começou .
- As filhas do Manuel! ? respondeu .
- Filhas? ? disse Dougie, Tom e Harry ao mesmo tempo.
- Isso! Minhas filhas! Essa é a , futura médica e essa é a , futura arquiteta! ? disse abraçando as duas garotas. ? Meninas, esses são Dougie, Harry e Tom! Eu estou trabalhando pra eles! Tem o Danny também, mas ele tá meio mal e tal. - finalizou depois de apontar cada um dos garotos à sua frente.
- Você não nos disse que era pai! ? disse Harry observando a menina que até então não tinha pronunciado nenhuma palavra, já desconfiando que a mesma era muda.
- Eu conheci vocês hoje! ? disse se defendendo.
- Ah, mais o dia tem 24 horas! Dá pra falar bastante e... ? começou Harry tentando se explicar.
- Vocês me pagam! Eu odeio vocês com todas as minhas entranhas! Sério! ? se manifestou pela primeira vez , retirando a teoria de Harry. ? Eu fico trabalhando em um café, servindo mesa o dia todo enquanto vocês moram com o McFly? Isso é um absurdo! ? reclamou .
- Ótimo. Uma fã... na nossa casa. ? disse Dougie irônico.
- Não trate mal as visitas, babaca. ? Tom ainda hipnotizado pelas pernas da garota à sua frente. Que diabos eram aquelas pernas?
- Dougie, vai ver como está o Danny. Tom, acho que seu celular está tocando lá em cima e... Harry... é... hora de você ir ao banheiro! ? tentou dispensar todos dali.
- Eu tenho hora de ir ao banheiro agora? ? indagou Harry.
- Sim. Sua mãe ligou e pediu pra eu te controlar! ? disse .
- Minhas idas ao banheiro? ? disse Harry inconformado.
- É! Agora some daqui antes que eu resolva ligar pra ela e dizer que você está me desobedecendo! ? .
- Mas que merda... - disse já saindo.

E as quatro ficaram sozinhas na sala...

- Pode nos dizer o que está acontecendo agora? ? começou .
- Eu juro que a gente não sabia que era a casa deles! Quando chegamos aqui ficamos tão surpresas quanto vocês! ? tentou se explicar.
- Vocês sabem que se alguém descobrir vocês estarão imensamente ferradas, né? ? disse , sempre tentando ser racional.
- É um risco que estamos correndo, né? ? disse .
- Por favor, tomem cuidado. Apesar de tudo, eu me preocupo com vocês e tenho medo do que possa acontecer. - disse abraçando as amigas.
- Não se preocupe, . Não temos mais 15 anos, né? ? disse também abraçando.
- É, eu sei.- .
- Alguém tem absorvente pra me emprestar? ? disse Dougie chegando na sala.
- Ai, meu deus! Você ficou menstruado! Isso é tão... tão... esquisito, mas é um momento tão importante na vida de uma pessoa e... ? disse empolgada.
- Não viaja, Pablo! É pro Danny! Colocar no nariz! ? disse Dougie rápido antes que dissesse outra besteira.
- Ah... - .
- Ainda tá sangrando o nariz do Danny? ? .
- Tá parecendo uma cachoeira de catchup, dude! ? disse um Dougie assustado.
- Eu cuido disso! ? se manifestou .
- Mas você não tem pavor de sangue? ? .
- Já é a hora disso terminar! ? disse decidida.

Alguns minutos depois...

- Prontinho! Terminei. Daqui a pouco você não vai sentir mais nada. ? disse terminando seu serviço.
- Caraca Danny. Quem foi o idiota que fez esse estrago na sua cara? ? indagou .
- Quem? Quem você acha, Pablo? Você! Fui tentar separar você e o Harry, olha no que deu! ? disse Danny bravo.
- Se meteu porque quis! Eu sei me defender sozinho! ? disse Harry convencido.
- Meninas, vocês ficam para o jantar? ? disse um Tom simpático.
- Obrigado pelo convite, mas não vai dar. Temos que trabalhar! ? respondeu igualmente simpática e sorridente, fazendo o dono da covinha mais sexy do mundo perder o rumo por uns segundos.
- Por que vocês trabalham em um café se são médica e arquiteta? ? disse um Dougie confuso.
- É que nós não somos formadas! ? disse .
- Uhm... ? Dougie.
- Bom, nós já vamos! Qualquer coisa, nos ligue... papai. - disse , a última palavra com um pouco de ironia.
- Pode deixar, filhinhas! ? disse igualmente.
- Foi um prazer conhecer vocês, meninos! ? sempre sorridente.
- O prazer foi todo nosso! Pode acreditar! ? êêê Tom....
As duas deixam a casa...
- Manuel, posso te dizer uma coisa? Promete que não vai ficar bravo? ? perguntou Harry.
- Fala, Judd...
- Suas filhas são hots! Caracaa, o que é aquilo? Leva elas no nosso próximo show! ? disse Harry descaradamente.
- Seu pervertido! ? disse dando risada.
- E você, Pablo? Não tem filhos? ? quis saber Danny.
- Não. Filhos dão muito trabalho... e gastam muito dinheiro! ? concluiu .
- Falou e disse, Pablo! - concordou Dougie.
- Agora parem de falar besteira e vão jantar, porque depois disso vocês vão limpar a bagunça que fizeram! ? disse .
- Por que a gente? Vocês não são pagos pra isso? ? esbravejou Danny.
- Somos pagos pra cuidar de vocês! Não limpar as besteiras que vocês fazem! ? concluiu .

Depois de alguns minutos e muuuuita arrumação...

- Como está a arrumação? ? perguntou .
- 5 palavras! Eu preciso de outra TV! ? respondeu Danny irritado.
- 4 palavras! Você quebrou, você paga! ? retrucou .
- Eu vou perder o programa de culinária! ? choramingou Tom.
- Pára de ser viado, Fletcher! ? cuspiu Harry.
- Eu ia cozinhar para a minha garota, tá? ? se justificou Tom.
- A... quer dizer, o Manuel pode te ajudar com a cozinha! Ele adora cozinhar! ? disse animada.
- Você faria isso por mim? ? Tom com carinha de gatinho do Sherk.
- Tá... eu te ajudo! ? respondeu não resistindo àquela carinha.
- Legal! ? comemorou Tom.
- Hora de dormir! ? anunciou .
- Ah, não! ? reclamou Harry.
- Ah, sim! Sem a TV vocês têm um excelente motivo pra dormir cedo e acordar cedo! Amanhã o dia vai ser cheio! ? disse .
- Vai? ? questionou Dougie.
- Vocês não perdem por esperar! ? disse com um sorriso malicioso.
- Valeu Danny! ? disse Harry ironicamente.
- Ah, qual é? Ninguém assistia mesmo! ? se defendeu Danny.

Alguns minutos depois, e já estavam se arrumando pra dormir, quando começam a ouvir uma música do andar de cima...

- O que é isso? ? questionou .
- Deve ser os meninos. Agora dorme! ? disse já de olhos fechados.
- Tá brincando, né? O McFly tá no andar de cima tocando e eu vou dormir? Nem pensar! ? disse se caracterizando novamente e já deixando o quarto.
- Por que ela nunca me ouve? ? reclamou já seguindo os passos de .

No andar de cima...

- E agora? ? questionou Tom.
- That Girl! ? gritou Dougie.
- Beleza. E 1, e 2 e... - Danny começo a contagem, mas...
- Olá, garotos! ? disse adentrando o quarto.
- Pablo? Não era pra você estar dormindo? ? disse Harry confuso.
- Com essa cantoria, fica meio difícil, né? ? respondeu .
- Desculpe! Se quiser, podemos parar! ? disse Tom.
- Não! Continuem! ? disse agora chegando no quarto.
- Certo. Vamos fazer o seguinte, nós tocamos e vocês cantam? ? disse Danny.
- A gente? Não! Cantem vocês! ? disse .
- Não, cantem vocês! Alguma música do país de vocês! Isso! - disse Harry animado.
- Alguma música... erm... do nosso país? ? gaguejou .
- Isso! Vai! Adoramos conhecer novas culturas! ? disse um Dougie igualmente animado.
- Certo. Aqui vamos nós. Deixa eu pensar... já sei! ? disse convicta sob os olhos atentos de . ? É mais ou menos assim... Y soy rebelde, cuando no sigo a los demás, si soy rebelde, cuando te quiero hasta rabiar, y soy rebelde, cuando no pienso igual que ayer, y soy rebelde, cuando me juego hasta la piel, si soy rebelde, es que quizás nadie me conoce bien. ? finalizou uma totalmente desafinada, ganhando um olhar arregalado e uma boca totalmente aberta de . ? E aí, gostaram?
- É... legal... eu acho. - disse Tom confuso.
- Sua vez, Manuel! ? disse Danny.
- Eu... mas eu não tenho o dom pra cantar que o Pablo tem e... ? tentou disfarçar.
- Pára de desculpas! Vai, pode cantar! ? disse Harry.
- Tá, deixa eu ver... Maria Albertina deixa que eu te diga... ahh, Maria Albertina deixa que eu te diga... Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas, é cá da terra e tem tem muito encanto. Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas, é cá da terra e tem tem muito encanto. Maria Albertina como foste nessa de chamar Vanessa à tua menina. Maria Albertina como foste nessa de chamar Vanessa à tua meninaaa. Maria Albertina deixa que eu te diga.... (n/a: Pra qm não conhece a música! Sem me matar depois de ver o vídeo, ok? =D) ? finalizou .
- Wouuw! Isso é demais! - disse Danny.
- É mesmo! Cante mais uma! ? disse Harry.
- Mais uma? Eu, bom... ? disse meio desesperada.
- Fui convidado pra uma tal de suruba, Não pude ir, Maria foi no meu lugar. Depois de uma semana ela voltou "pra" casa, Toda arregaçada, não podia nem sentar... - começou estimulando .
- Quando vi aquilo fiquei assustado, Maria chorando começou a me explicar. Daí então eu fiquei aliviado e dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar! ? completou .
- Roda-roda vira, solta a roda e vem, me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém. Roda-roda vira, solta a roda e vem, neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda...
- E ainda não comi ninguém! ? cantaram as duas juntas fazendo a coreografia, enquanto isso os meninos olhavam boquiabertos.
- Ah, Manuel, olha cá como eu estou, tu não imaginas como eu estou sofrendo. Uma "teta" minha um negão arrancou e a outra que sobrou está doendo... ? cantou .
- Ôô Maria, vê se larga de frescura, eu te levo no hospital pela manhã. Tu ficaste tão bonita "monoteta", mais vale um na mão do que dois no sutiã! ? Finalizou .
- Roda-roda vira, solta a roda e vem, Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém. Roda-roda vira, solta a roda e vem. Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda...
- E ainda não comi ninguém! ? Nessa parte até os meninos já sabiam a coreografia e dançavam junto.

E ficaram assim até a hora que cansaram e resolveram ir dormir. Afinal, como disse a , o dia seguinte seria cheio... bem cheio!

Capítulo 11

No dia seguinte...

- Hey! Harry... Harry! Acorda! Vai! Por favor! Não me faça ter que puxar seu pé! Olha o meu tamanho e olha o seu! ? tentava, em vão, acordar o garoto, sacudindo o mesmo - Vai... droga! Acorda! Não vai acordar não? Você quem pediu! ? tampando o nariz do menino - Agora você acorda!
- Ah! Socorrooo! ? disse um Harry praticamente roxo pela falta de ar.
- Viu como não acorda! ? disse satisfeita.
- Você é louco, Pablo? Quer me matar? ? disse Harry desesperado.
- Não, era só pra te acordar! ? disse sorridente.
- O quê? Fala sério! Você fez esse circo todo só pra me acordar? Volta a falar comigo no ano que vem! ? disse se virando na cama e voltando a dormir.
- Não! Harryzinho, acorda vai! Preciso de um favor seu! ? disse voltando a sacudir o menino.
- Tem a ver com garotas? ? disse interessado.
- Não, mas...
- Então, não me interessa! ? volta a se deitar.
- Você pode acordar os outros! ? disse rapidamente.
- O que disse? ? já interessado.
- E eu tenho cornetas! ? mostrando animada os objetos em sua mão.

Alguns minutos depois...

- AHHHHHHHHHHHHHHH! ? gritava um Harry correndo escada a baixo.
- Eu vou te matar, Judd! ? seguia um Danny totalmente nervoso.
- Qual é, Danny! Não fiz porque quis! ? disse Harry se defendendo.
- Ah, não?- Danny confuso.
- Não! Obrigaram-me a fazer! ? se explicou.
- Quem?

Já na sala...

- Pablo! ? adentro o recinto Danny com um ar animado e um tanto quanto irônico (?)
- Danny! ? disse animada.
- Tudo bom? ? ainda mantinha o tom irônico.
- Tudo e você?
- Não muito, sabe... é que uma certa pessoa CONVENCEU O HARRY A ME ACORDAR! ? Danny já se alterando.
- Bom dia, Jones! ? disse assim que adentrou a sala.
- Manuel, o Pablo fez o Harry me acordar cedo! ? disse Danny com carinha de bebê chorão.
- Não foi o Pablo! Fui eu! ? disse orgulhosa.
- Eu só convenci o Harry! ? disse na defensiva.
- Por quê? ? com a mesma carinha de bebê de antes, questionou Danny.
- Não tinha dito que o dia de vocês ia ser longo?

Mais alguns minutos depois...

- Sr. Harold Judd! ? chamou .
- Eu... - respondeu estranhando.
- Sr. Daniel Jones! ? .
- Não está me vendo aqui? ? disse um Danny revoltado.
- Douglas Poynter! ? .
- ...
- Douglas Poynter!
- ...
- Hey, do lagarto gay! ? chamou cutucando o menino.
- AH! Não fui eu! Juro! ? disse Dougie acordando (detalhe... ele estava em pé!).
- Certo... Thomas Fletcher! ? disse ignorando Dougie.
- Aqui! ? como sempre, Thomas Feliz Demais Fletcher respondeu.
- Fletcher... ? disse falando com ninguém em especial.
- Uhm? ? não entendendo.
- Fletcheeeer... ? .
- Algum problema? ? estranhou .
- Não, é só que esse nome é muito legal! Fletcher! ? disse animada.
- Às vezes eu acho que deveria me preocupar em manter a porta do quarto fechada enquanto durmo! ? disse Harry sussurrando pra Dougie.
- Por que, dude? ? disse Dougie estranhando.
- Não sei, esses caras são muito estranhos. ? finalizou Harry com suas famosas sobrancelhas em posição de desconfiança (n/a: Õõ).
- Sério que você gosta? Eu também acho, na verdade ele vem da minha família por parte de... - ia se empolgando Tom, mas...
- Querem parar? ? gritou já estressada. ? Agora, Danny, você fica com a sala de jantar e estar! ? apontou .
- Ótimo! ? usando seu tom irônico mais uma vez.
- Harry, cozinha!
- Bléh! ? fazendo cara de ânsia.
- Tom, jardim e garagem!
- Legal! ? criança feliz...
- E Dougie... banheiros! ? finalizou .
- Por que eu fico com os banheiros? ? disse Dougie inconformado.
- Porque é o menor! ? respondeu como se fosse óbvio.
- Mas eu tenho direitos! ? se revoltou.
- Cala a boca e trabalha, Poynter! ? esbravejou Danny.
- Em 2 horas quero tudo limpo, ok? ? anunciou ? E aí, sorvete? ? virou-se para animada.
- Tô dentro! ? disse igualmente animada.

E mais algumas horas...

TRIM TRIM (n/a: telefone, leitoras, leitoras, telefone! =D)

- Eu atendo! ? disparou Dougie em direção ao objeto com barulho irritante.
- Como eles conseguem convencer a gente a fazer tudo isso? ? disse Harry revoltado.
- Simples! Porque a gente manda e vocês obedecem! ? respondeu adentrando o recinto.
- É! ? concordou também entrando.
- Mas vocês são pagos pra fazer o trabalho duro! Não a gente! ? tentava Danny argumentar.
- Vocês sujam, vocês limpam! ? finalizou .
- É isso aí! ? concordou de novo.
- Quem era, Poynter? ? quis saber Harry, assim que viu o amigo voltando para a sala.
- Do hospital veterinário de Londres, procuravam uma tal de ... - disse Dougie confuso.
- E o que você disse? ? se desesperou .
- Que não tinha ninguém com esse nome aqui! Ou tem e ninguém me disse? ? questionou Dougie.
- Foi engano! Né, Pablo? ? disse dando uma cotovelada na amiga que estava estática até então.
- Preciso ir ao banheiro! ? sai correndo.
- O que deu nele? ? disse Dougie confuso.
- Problemas intestinais! Eu espero... ? essas duas últimas palavras, disse num tom bem mais baixo.

No quarto de e ...

- Alô? É do HOVET de Londres? (n/a: bom, cá estou eu para esclarecimentos! Pra quem não sabe, HOVET é a abreviação de Hospital Veterinário, ok? Então, toda vez que você ler essa sigla, saberá o significado! ;D Those Girls também é cultura e vai formar um monte de vet pela internet! hahaha) Sim, ! Isso! Sério? Eu adoraria! Combinado! Amanhã, estarei aí sem falta! Obrigada! Tchau! ? disse desligando o telefone empolgada.
- , o que foi aquilo? ? entrou no quarto uma super nervosa.
- Eu consegui! Consegui um estágio no Hovet de Londres! ? exclamou super empolgada.
- , você quase colocou tudo em risco lá fora! ? esbravejou .
- Desculpa! É que eu não tinha nenhum telefone pra dar pra eles! ? se defendeu a menina.
- Certo... e quando vai ser? ? se acalmou a revoltada.
- Amanhã! Você pode cuidar dos meninos sozinha só amanhã? ? e carinha do gatinho do Sherk.
- Cuido, né? ? É, ninguém resiste!
- Obrigada! ? disse abraçando a amiga.
- Certo. Agora, vamos colocar as crianças na cama!

Mais tarde, na cozinha....

- Merda... não vejo a hora de tirar esse bigode e essa barriga horrível e... Dougie? ? ia listando seus desejos, até que é surpreendida e se assusta.
- Não sei o que está acontecendo com o Zukie! ? disse cutucando o lagarto verde à sua frente.
- Eu já te disse! Ele é um lagarto fêmea! Acabou de botar ovos, se você ainda duvidava!
- Mas não é possível! O cara da loja me garantiu que ele era... ele! ? disse inconformado.
- Onde você o comprou?
- Numa loja de animais aqui em Londres.
- Está explicado! ? disse com um sorriso vitorioso.
- Ahm? ? Dougie não entendendo nada.
- O lagarto é australiano! - respondeu .
- Como? ? disse Dougie hiper confuso.
- Essa espécie é australiana! O cara deve ter contrabandeado o animal e te vendeu de qualquer jeito! Bem que eu desconfiei que essa espécie não se achava nessa parte do mundo. ? a última frase disse mais para si mesma.
- Como você sabe de tudo isso? ? questionou o menino intrigado.
- Eu? Ah, eu... aprendi muito nessa vida! ? desconversou.
- Ah, tá...- e ele não se convenceu.- e o que eu faço? Não quero perdê-lo... quer dizer, la!
- Leva no Hovet amanhã... eles vão saber o que fazer!
- Isso! Vou fazer isso mesmo! Bom, vou dormir! Valeu Pablo! Boa noite! ? disse já saindo.
- Ai... boa noite! ? suspirando!

Capítulo 12

No dia seguinte...

- Bom dia! ? exclamou com um ótimo humor entrando na cozinha.
- , que roupa é essa? ? disse confusa.
- Hospital, esqueceu? Tenho que ir de branco! Agora, segura as pontas aí, mais tarde eu estou de volta! ? disse pegando uma maçã na fruteira e já se preparando para sair.
- Vai logo antes que um deles te veja assim! ? disse preocupada.
- Fui! ? exclamou antes de sair.

Segundos depois...

- Bom dia! ? disse um Danny feliz adentrando a cozinha.
- Acordou de bom humor, Jones? ? quis saber a menina.
- Claro! Olha lá fora! Está um lindo dia de... inverno, cheio de flo... neve e com um so... frio de lascar! ? disse Danny ficando mais desanimado a cada palavra pronunciada.
- Como eu amo Londres! ? disse não escondendo sua animação.
- Merda de clima que não muda! ? esbravejou o garoto ? Cadê o Pablo? ? disse após perceber a ausência do ?mexicano?.
- Precisou resolver uns probleminhas aí... ? desconversou o ?português?.
- Não é com a polícia, né? Porque se for, Fletch o demite na hora! ? começou a se preocupar.
- Fica frio, não é nada disso. ? tentou acalmá-lo.
- Certo... cadê o rango?
- Quem falou em comida?! ? exclamou Tom totalmente animado e... erm, esfomeado!
- Tá na mesa! ? disse terminando de colocar os ítens para o café da manhã no móvel.
- Tchau pra vocês! ? disse uma sombra pequena (literalmente!) já saindo de casa.
- Peraí, Dougie... onde você vai? ? quis saber Tom.
- Levar meu lagarto, quer dizer, lagarta e os filhotes dela ao veterinário! ? disse simplesmente.
- ONDE? ? gritou assustada.
- No hospital veterinário de Londres! É aqui perto! ? se explicou.
- Você não pode ir lá! ? disse já visivelmente desesperada.
- Por quê? ? indagou o garoto.
- Por quê? Porque... uhm... frio! Está muito frio lá fora! E... você pode pegar um resfriado! É! Isso! ? disse convencida... ahm, nem tanto!
- Não esquenta! Estou bem agasalhado! ? disse mostrando os casacos que o envolvia ? Fui! ? já do lado de fora.
- Espera! Vou com você! ? disse Harry já vestindo seus casacos também.
- O que você vai fazer lá, Judd? ? questionou Dougie ao amigo.
- Ah, vai saber... sempre tem uma enfermeira ou médica gata em hospitais! ? disse com um sorriso malicioso.
- Cara, veterinárias são gordas, velhas e feias! Experiência própria! ? disse com cara de nojo ao amigo.
- Não teria tanta certeza. ? disse um pouco mais baixo, mas não passou despercebido por Danny.
- O que disse?
- Nada! ? desconversou.
- Ah, vai que eu dou sorte! ? insistiu Harry.
- Beleza... você quem sabe! Bom, tchau para todo mundo. ? os dois deixam casa.
- E o que a gente vai fazer? ? disse Tom com a voz entediado.
- Ahm... Manuel, já brincou na neve? ? quis saber Danny.
- Eu? Bom, no meu país não tinha neve, então eu... - ia continuar mais foi interrompido por uma criança extremamente feliz.
- Certo! Tom, se arruma! Vamos brincar na neve! - \o/

Enquanto isso, no HoVet (n/a: já sabem o significado,né?)...

- Então, isso é tudo! Fique a vontade e quando tiver dúvidas, pergunte! Quando algum paciente chegar, chamamos você! ? encerrou o coordenador do hospital a visita pelo mesmo.
- Obrigada pela oportunidade mais uma vez, senhor! ? agradeceu após ouvir atentamente todas as instruções que lhe foram passadas.

Já na recepção do mesmo...

- Nome? ? quis saber a recepcionista.
- Douglas Poynter. ? respondeu o próprio.
- Oi Douglas! Que gracinha de bichinho! ? disse a recepcionista peituda brincando com o lagarto verde a sua frente. ? E o senhor é...
- Não! Zukie! ? corrigiu o proprietário.
- Senhor Zukie de... - quis saber seu sobrenome.
- Não! Zukie é o lagarto! Eu sou Douglas! ? disse já começando a se irritar com a burrice da peituda.
- Ahhh! Certo! Sr. Poynter! Aguarde que já vamos chamá-lo! ? disse com um sorriso de cabide (oO).
- Valeu... ? disse Dougie já indo em direção às cadeiras que se encontravam na recepção.
- É burra, mas é gostosa! ? disse Harry baixo para o amigo.

Em uma das salas do hospital, mais precisamente na sala do diretor do mesmo...

- COMO É QUE É? ? gritou Sr. Hill, diretor do hospital.
- Então, senhor Hill... é que temos um paciente lagarto lá fora e nenhum de nossos médicos estão qualificados para atendê-lo... ? disse a recepcionista peituda um pouco cautelosa.
- Você quer dizer que eles não sabem cuidar de um lagarto, não é? ? disse o diretor que parecia uma panela de pressão pronta para explodir.
- É... mais ou menos... ? disse a peituda medrosa.
- Inferno! ? gritou o homem ? Milhões de libras gastas com os salários desses doutorzinhos e eles não sabem cuidar de um lagarto? MERDA! ? esbravejou ameaçando quebrar tudo. ? Espera... cadê a brasileira?

Segundos depois...

- Como? ? disse confusa.
- Lagartos! Você entende? ? disse o diretor esperançoso.
- Sim, mas... Por quê? ? ainda confusa.
- Bom, seu primeiro paciente a espera! ? disse o homem mais tranqüilo.
- Calminha aí! Eu não sou formada! Não posso cuidar de um animal! ? disse com os olhos arregalados.
- A gente finge que é! ? disse com um sorriso malicioso.
- Mas e a ética? ? com olhos super arregalados.
- Que se dane a ética!
- Como? ? disse uma inconformada.
- Está aqui a ficha! Boa sorte! ? entrega a ficha para a menina e sai deixando- a de boca aberta e sem saber o que fazer.
- Mas... droga!

Enquanto isso, na mansão...

- GUERRA DE NEEEEEEVEE! ? gritou Danny, jogando uma bola em .
- Ah, seu idiota! Você vai ver! ? disse correndo atrás do garoto.
- O que está acontecendo aqui? ? disse uma assustada com os gritos que se ouviam da rua, chegando no jardim.
- ! ? exclamou feliz.
- An... quer dizer, Pai! ? disse com um sorriso amarelo (n/a: se por acaso esse não for o começo do nome de vocês, vamos fingir que é, ok? =D).
- Você veio brincar com a gente? ? quis saber a menina.
- Eu? Bom, é que eu e a ? apontou a menina ao seu lado que ria de Danny após levar um baita tombo ? estamos de folga hoje... aí pensamos se poderíamos passar o dia com vocês! ? terminou com um sorriso grande.
- Mas é claro que podem! Será um prazer tê-las aqui! ?disse um Tom recém chegado ao jardim com um sorriso, também, de dar inveja.
- Obrigada! ? disse um pouco corada.
- Cadê os outros? ? perguntou mais interessada em alguém específico.
- Pablo foi resolver algo que eu não sei e Dougie e Harry foram levar Zukie no veterinário... - explicou Danny à menina.
- Harry não tá aí então? ? disse já decepcionada.
- Erm... não... ? disse já percebendo a decepção da garota.
- Mas você pode ficar até o jantar! Aí ele já vai ter voltado e você pode vê-lo! ? disse Tom ainda animado.
- Eu? Quem disse que eu quero vê-lo? ? disse se recuperando do seu momento decepção e mostrando o orgulho que tinha.
- Mas você perguntou e... ah, esquece! Vamos brincar de guerra de neve! ? disse Danny a princípio confuso, mas depois voltando à animação.
- Vamos dividir os grupos. ? disse Tom.
- Você e ? apontou Danny para os dois ? contra Manuel e . ? finalizou apontando as outras duas.
- Mas e você? ? questionou não entendendo o porquê do menino não ter um grupo, já que ele era o mais animado.
- Eu vou ficar sozinho! Sabe como é, né? Sou bom demais pra precisar de uma dupla. ? disse convencido. E o que ele viu depois disso foi uma imensa bola de neve sendo arremessada na sua direção por Tom. E a partir daí, a guerra realmente começou.

De volta ao hospital...

- Senhor Poynter, a doutora já lhe espera! ? disse a peituda do sorriso de cabide.
- Beleza... vamos Zukie. ? disse já se levantando.
- Doutora! Yes! ? disse Harry mais para si mesmo.

No consultório...

- Bom dia, Sr... Zukie? ? disse entrando na sala e estranhando o nome do proprietário.
- É Poynter! Douglas Poynter! ? disse o garoto sem paciência e virando em direção à voz que o ?chamava?, fazendo com se sobressaltasse ao ver de quem se tratava.
- Bom... é... senhor... é... ? disse nervosa e gaguejando.
- Poynter! ? revirando os olhos.
- Isso! Em que posso ajudá-lo? ? ainda nervosa.
- Eu estou com umas dores nas costas, quem sabe você não passa mais tarde lá em casa, para quem sabe, a gente não... ? começou Harry com seu ar conquistador, mas foi interrompido.
- Dá pra parar, Harry? ? se estressou o dono do animal. ? Bom, doutora,o Zukie... ? ia começar,mais...
- Doutora... doutora... aiai... ? disse mais para si mesmo pensando sobre seu futuro, porém não foi só seu subconsciente que a escutou.
- Algum problema? ? disse Dougie confuso.
- Ahm? ? disse acordando ? Não! Que isso! Imagina! Prossiga... ? já recuperada.
- Então... ele... bom, ela, botou ovos! ? disse o garoto ainda inconformado.
- Deixa eu adivinhar, você comprou o animal pensando ser um macho e tchará... Ele botou ovos! ? disse .
- Isso! Exatamente isso! ? feliz pela médica ter adivinhado exatamente o que aconteceu.
- Certo, senhor Poynter, seu lagarto não é gay, se é isso que te incomoda! ? disse tranqüilizando o garoto ? Mas... ele é uma fêmea!
- Tive um déjà-vu... ? disse mas para si mesmo.
- Eu também... ? disse bem mais baixo ? Bom, o senhor quer ficar com os filhotes?
- Claro! ? disse animado.
- Tem condições e estrutura para ficar com eles? ? perguntou anotando algo na ficha.
- Sim!
- Certo, só vou examiná-los e o senhor já pode ir... ? disse indo em direção dos filhotes.

Minutos depois...

- Está tudo certo, senhor Poynter! Só temos um probleminha... ? começou depois de terminar de examinar os bichinhos.
- Qual?
- Zukie não poderá ser mais Zukie!
- Não tinha pensado nisso. ? disse o garoto coçando a nuca, fato que não passou despercebido por ? Como você se chama? ? perguntou.
- Eu? Eu... bom... eu me chamo ! ? disse por fim.
- ! Lindo nome! Ela vai ser a ! ? disse animado.
- Uaau... um lagarto com o meu nome! ? disse ironicamente, mas não escondendo a felicidade de seu nome ser tão ?útil?.
- Muito obrigado, doutora ! ? disse Dougie apertando a mão da garota.
- Imagina! Cuide bem dela e dos filhotes! ? disse repetindo o ato.
- Pode deixar!
- Erm... doutora, a senhora não tem um telefone que eu... quer dizer, o Dougie possa te ligar se o Zu... quer dizer, a vir a passar mal? ? arriscou Harry com mais um sorriso de tirar o fôlego.
- Se a passar mal, vocês já sabem onde me encontrar! - disse devolvendo o sorriso. É Judd, não deu certo!
- Certo. Até mais então! ? se contentou com um aperto de mão.
- Até! ? novamente, repetiu o ato.
- Tchau, ! Quer dizer, doutora! ? se enrolou, Dougie.
- Tchau Dougie... e Harry! E... ! - finalizou com uma risada por pronunciar seu próprio nome.
- Tchau! ? responderam os dois em juntos já se retirando.

De volta à mansão...

- Aiii... que... friiio! ? disse Danny tremendo.
- Quem é o bom agora, hein Jones? ? disse Tom se gabando.
- Nuuuncaa... maais... briiiiinco... cooom... vocêêê... Thoomas! ? disse ainda tremendo.
- Você quem pediu! ? disse ainda com um sorriso vitorioso e fazendo um Hi-Five com , sua companheira de competição.
- Parem de provocá-lo! ? disse abraçando Danny e passando suas mãos por seus braços, tentando aquecê-lo.
- Obrigado, Manuel! Só você gosta de mim nessa casa! ? disse fazendo bico.
- Para de chorar, Sr. McDrama! ? disse zombando do garoto.
- Quem quer chocolate quente do Tom? ? gritou Tom animado.
- Eu! ? disseram e levantando as mãos.
- Então, vamos! ? já adentrando a casa, deixando apenas Danny e no jardim.
- Mais quente? ? perguntou a garota carinhosamente.
- Erm... tô, mas seria legal você parar de me abraçar agora, sabe como é, né... vai pegar super mau e os caras vão me zoar por toda a eternidade. ? disse o menino meio constrangido pela forma como se sentiu ao ser abraçado por .
- Certo... estou lá dentro se precisar. ? disse com a voz um pouco decepcionada já saindo.
- Caraca, o que foi isso? E esse perfume? Deus, será que eu sou gay? ? disse o garoto totalmente perturbado e desesperado.

Já lá dentro, minutos depois...

- ...aí foi isso! Ela confirmou que o Zukie é uma garota! ? finalizou Dougie bebendo seu chocolate quente do Tom. Estavam todos na mesa tomando seu chocolate: Danny (ainda com muito frio e muitas dúvidas), (ainda decepcionada), (babando em cada palavra que o loiro com uma única cova na bochecha a sua frente falava), (que estava doida pra saber o que Harry, o único que não estava na mesa, fazia no andar de cima), Tom (que a cada vez que virava e via que o par de olhos de estavam o fitando, aumentava seu sorriso) e Dougie (muito feliz por ter certeza que seu lagarto não é gay).
- Dougie, como é que você me compra um lagarto sem saber se é macho ou fêmea? ? disse Tom ainda inconformado com a história que o amigo acabara de contar.
- Já disse! O cara da loja me jurou que era macho! Mas pelo o que o Pablo me disse, ele é australiano e... ? estava explicando, mas foi interrompido.
- O cara da loja? ? questionou intrigado.
- Não, animal! O lagarto! ? disse Dougie.
- Ah, saquei! ? entendendo.
- É, e... hey, cadê o Pablo? ? perguntou assim que percebeu a ausência do empregado.
- Problemas pessoais... Daqui a pouco deve estar chegando. ? disse disfarçando, mas recebendo um olhar de reprovação de .
- Guys, vocês precisam ver a veterinária do Dougie! Quer dizer, do Zukie... não... da ... ah, vocês entenderam! ? comentou Harry assim que entrou no cômodo.
- Hot? ? questionou Tom, com uma sobrancelha erguida.
- Opa! Bota hot nisso! Eu tenho certeza que ela não era britânica. ? disse o menino pensativo.
- Por que diz isso? ? questionou com o medo estampado na sua face.
- Ela não é nem um pouco parecida com as garotas daqui... e sem sotaque! ? finalizou ainda pensativo.
- Como ela chama? ? questionou a menina já entrando em desespero.
- Era algo como Andy, Aybi, Any... ? disse tentando lembrar o nome da médica (n/a: gente se o nome de vcs não for nada parecido com os daí ? o que tenho quase certeza que não é ? finjam que é um nome parecido com o seu, ok? =D )
- ! ? respondeu Dougie revirando os olhos.
- É! Isso! ! ? exclamou Harry.
- Co... co... como? ? disse gaguejando e reparando nos olhares que as amigas trocavam entre si.
- ... muito simpática, atenciosa e... bonita. ? disse um pouco corado.
- Eu... eu... eu já volto! ? gaguejou mais uma vez e saiu correndo em direção à cozinha.
- O que deu nele? ? questionou Tom estranhando a atitude do ?português?.
- Vamos ver o que houve, né ? ? disse se levantando junto com a amiga.
- Esses caras são estranhos, dude... ? comentou Danny.
Trim trim... ( n/a: como vcs já sabem, esse é o McPhone! Hahaha...eu ia colocar o toque do meu cel, mas ia ficar estranho, pq ele fala assim: camarão, camarão, camarão com pão... sabe, tipo aquela musiquinha de corrida? Qm tiver interessada no toque, vou deixar meu MSN lá embaixo, ai eu passo! É bonitinho! =P )

- Alô? Uhm... sei... tá... certo! Já estamos indo... tchau! ? Harry desliga o telefone ? Fletch! Reunião AGORA na gravadora! ? disse já pegando se casaco.
- Dá tempo de um banho? ? disse Danny aflito ainda pelo frio da neve de mais cedo.
- NÃO! ? gritou Tom já do lado de fora.
- Merda! ? exclamou baixo, seguindo os amigos.

Na cozinha...

- Vocês ouviram isso? ? disse ainda desesperada.
- Às vezes não é a que a gente tá pensando! ? disse tentando acalmar a amiga.
- Se eles descobrirem, meu deus, nem sei o que pode acontecer com a gente! ? disse recebendo um abraço da amiga.
- Não esquenta! Vai dar tudo certo! Mesmo se for a nossa , eles não desconfiaram de nada! Isso é um bom sinal! ? disse abraçando a amiga.
- Agora que ela vai surtar quando ficar sabendo que o Harry a achou hot e o Dougie simpática, atenciosa e bonita, ah, isso vai! ? disse descontraindo e fazendo as outras duas caírem na risada.

Capítulo 13

Mais tarde, e já tinham voltado para o albergue e os meninos ainda estavam na gravadora...

- Hey girl! ? exclamou ao entrar na cozinha.
- , o que deu em você? ? já foi atacando à amiga.
- Ahm? ? não entendendo.
- Harry e Dougie chegaram todos empolgadinhos aqui com a veterinária do Zukie que, por coincidência, é você! ? cuspiu tudo de uma vez.
- Não foi minha culpa, ok? O cara do hospital me fez atender o lagarto e... ? estava se explicando até que...
- CHEGAMOS! ? disse um grito vindo da porta de entrada.
- Droga! Vai se trocar logo e vem me ajudar com o jantar! ?sussurrou .
- Tá! ?Já saindo.

E os dias se seguiram. Sr. Hill gostou tanto do trabalho de que fez de tudo para que ela continuasse no Hovet. Ela aceitou, porém não podia deixar sozinha na mansão McFly. Por isso, de dia ela era Pablo e de madrugada, , a aspirante à veterinária. Os meninos seguiam com o trabalho normalmente e na escolha do próximo single. Danny cada dia mais duvidava de sua masculinidade e a cada troca de palavras com o até então Manuel, ele sentia que algo não estava bem. Dougie quando não estava babando em cima de seus lagartos ou produzindo algo no estúdio com os amigos de banda, estava com a sua mais nova pretendente, Frankie. A mulher parecia uma boa pessoa, mas tinha sérios defeitos: Amava mais as suas unhas e roupas do que ficar com o pobre garoto e... era a futura namorada do mesmo, o que a tornava um demônio em pessoa. Harry, que também estava de rolo com uma garota: Izzy, estava começando a sentir um pequeno incômodo com as freqüentes visitas de e à mansão. Ele evitava ficar perto da primeira, mas toda vez que engatavam uma conversa, era uma missão impossível separá-los. já tinha se conformado que nunca iria ganhar mais do que um sorriso bonito e adoráveis chocolates quente de Tom. Esse, que ultimamente vem brigando muito com sua namorada e futura noiva, Gio. Faltavam poucos dias para o aniversário de Harry, o Natal e o tão esperado dia do pagamento de e , que assim que recebessem o dinheiro, iriam para Nova York em busca de suas malas. Plano esse que estavam deixando-as cada vez mais tristes. Porém, nem todo plano dá certo, ainda mais quando estamos falando de 4 garotas sem sorte nenhuma e, ao mesmo tempo, com toda sorte do mundo. O destino estava prestes a se rebelar...

- ...aí eu me joguei com tudo e de repente... POW! Quando eu vi, tinha voado coisa para todo lado e... ? Dougie contava e gesticulava animadamente o seu último sonho a Pablo que...bom...
- ZzZzZzZzZz... ? já começando a demonstrar seu cansaço pelas noites não dormidas.
- Pablo? ? e o garoto percebeu!
- ZzZzZzZzZzZ...
- Hey... PABLO! ? gritou no ouvido do empregado.
- QUÊ? Eu! Não! Foi sem querer! Eu não queria! Só tinha que arranjar uma grana e... ? acordou desesperada.
- Hey, cara... calma! Você dormiu sentado! ? explicou Dougie.
- Dormi, é? ? disse ainda meio confusa.
- É! Onde passou a noite, hein garanhão? ? perguntou Dougie dando cotoveladas na garota e sorrindo maliciosamente.
- Nem te conto... ? disse desviando o olhar do menino.
- Bom, preciso ir! Os caras estão me esperando no estúdio! ? disse já se levantando.
- Grande dia?
- Escolha do próximo single! ? disse animado.
- Algo em mente?
- Uhm... eu queria Transylvania, mas o Tom quer Star Girl...
- Star Girl... Transylvania é a pior música que já ouvi! ? disse fazendo careta. (n/a: primeiro show dos meninos em sp, qm lembra?? o/ =P)
- Hey, foi eu quem escreveu! ? disse inconformado.
- É... eu sei!
- Idiota!

Mais tarde, naquele mesmo dia...

- Bom, , eu vou indo... ? disse já devidamente uniformizada, vulgo de branco, indo em direção à porta.
- , tem certeza que isso vai dar certo? Faz 3 dias que você não dorme! ? disse visivelmente preocupada com a amiga.
- É o único jeito de te ajudar aqui e estagiar no hospital... ? disse com a aparência cansada.
- Mas você não precisa estagiar lá! ? tentou convencer a amiga a largar o estagio.
- Mas eu gosto! Mesmo que de madrugada! ? finalizou com uma careta.
- Você quem sabe... ? desistindo.
- Certo... até amanhã, então? ? disse dando um beijo na bochecha da amiga.
- Até! ? disse soltando todo o ar.

Durante a madrugada...

- Ai minhas costas! Dói tudo! Caraca... preciso de um banho urgente e... ? , que havia acabado de chegar do hospital, estava reclamando da vida ao adentrar a cozinha, ao mesmo tempo em que...
- De quem foi a maldita idéia de apagar todas as luzes, sabendo que tem gente com fobia aqui e... - Dougie e sua insônia foram beber água, mas... ao acender a luz... - AHHH!

Capítulo 14

- Caraca! ? exclamou mais para si mesmo desesperada ? Calma Dougie! Eu posso explicar! Não é o que parece! ? tentou acalmar o menino, que já tinha os olhos saltados para fora.
- Eu só posso estar louco! Estou imaginado a Dra. na minha cozinha! ? disse meio abobalhado.
- É! Isso! É a sua imaginação! - se aproveitou a menina do momento abobado do outro ? Eu não estou aqui! Tudo isso é fruto da sua imaginação e... ? tentava convencer ainda mais o garoto.
- Quem está falando? ? interrompeu o baixista atordoado.
- É a sua consciência! Eu sou sua consciência! ? respondeu a garota meio incerta.
- Sério? Ah... sabe, eu nunca pensei que minha consciência fosse parecida com a Dra. ... ? disse o garoto meio duvidoso.
- Sua consciência pode ser o que você quiser! ? disse com uma voz de Sid Moreira.
- Uaaauu! Legal! Quero que minha consciência seja, agora, a Christina Aguilera nua! ? disse o garoto empolgado.
- Não exagera! ? cortou o barato do outro.
- Certo... depois dessa palhaçada, vai me explicar o que está acontecendo aqui? ? disse o garoto ficando sério.
- Já disse! Sou sua imaginação! ? ainda tentava convencer Dougie.
- Tá! Então, se você é minha imaginação, não vai sentir isso... ? vai até a garota e morde seu braço.
- Hey, idiota! Isso dói! ? reclamou a menina depois de levar uma mordida.
- Viu! Olha, posso ter cara de bobo, mas não sou... essa parte eu deixo para o Danny. Agora, me fala... o que você está fazendo aqui? À essa hora da noite... ? disse checando seu relógio de pulso.
- Certo... quer se sentar? ? disse incerta do que falaria a seguir e oferecendo uma cadeira ao garoto.
- Longa história? ? se sentou o menino.
- Não sabe o quanto... ? sussurrou já certa do que falaria ? Bom, Dougie... agora eu vou te contar a história mais louca que você já ouviu... e eu espero que no final, você não conte para ninguém! Eu estou confiando em você! ? disse meio suplicante.
- Lá vem encrenca... ? disse o garoto desconfiando.
- Promete? - quis se assegurar.
- Você é criminosa? ? perguntou.
- Não...
- Roubou alguma coisa?
- Não...
- Fugiu da prisão?
- Também não... ? disse já incomodada com o questionário.
- Então, eu prometo!
- Certo... tudo começou com um final de ano e 4 garotas doidas enterrando uma caixa de lembranças e...

Flashback On: 2 anos atrás...

- Eu ainda não acredito que aceitei fazer isso! ? reclamou com uma pá em mãos.
- Quer parar de reclamar, ? Eu já disse! É rápido! E além do mais, é nosso último ano juntas! A gente pode não se ver mais para sempre! ? disse exagerada como sempre e já começando a cavar um buraco.
- Ela está brava porque achou que ficaria com o Léo hoje! Mas ele apareceu com aquele projeto de Victoria Beckham na formatura! ? disse em tom de deboche.
- Eu não achei que ficaria com ele! Ele é um idiota! Fato! ? tentou se defender.
- Mas bem que eu vi que você ficou bem brava quando o viu entrando de mãos dadas com a garota! ? cutucou .
- Querem parar de me encher? - exclamou alterada.
Craaaaaaash...
- Ops... acho que rasguei meu vestido... ? disse analisando o estrago.
- , querida... quanto você pagou nesse vestido mesmo? ? questionou .
- Sei lá! Eu disse pra minha mãe que não queria usar longo! Mas ela não me ouve! ? falou a menina irritada e dando um jeito de tirar a parte que estava rasgada do vestido verde-musgo que usava, transformando-o em um vestido mais curto. ? Já disse que odeio verde?
- Uhm... só hoje, pelo menos 20 vezes! ? concluiu .
- Vamos acabar logo com isso, porque daqui a pouco começa o baile... ? disse já jogando terra para todos os lados com sua pá.
- Por que escolhemos o parque de frente para o colégio pra enterrar isso? Não podia ser... sei lá... um cemitério ou algo assim? ? disse pensante.
- Quer calar a boca e começar a cavar, ? ? gritou já com terra em todo os lugares visíveis de seu corpo.

Alguns minutos depois e muita terra também...

- É isso! Quem começa? ? questionou vendo o grande buraco à sua frente.
- Eu! ? disse . ? Bom, eu trouxe para enterrar aqui minha saia, meu tênis e minha fotografia de 8 anos atrás! ? disse já colocando as coisas na caixa.
- Espera ai! O combinado foi enterrar lembranças boas! Que nos lembre momentos legais que passamos juntas! E isso que você está colocando ai, é tudo coisa que você odeia! ? disse indignada.
- Concordo com a ! Devemos colocar coisas que gostamos! E não o contrario. ? expressou .
- Ah, tá bom, vai... ? disse derrotada. ? Deixa eu ver... quero colocar nosso cordão da amizade... ele me lembra os bons momentos que passei com vocês... ? disse a garota já com os olhos marejados ? E... uma foto do Pizinho... Porque apesar dele não me conhecer, eu sou eternamente grata pelas músicas que ele escreveu! ? disse finalizando. (n/a: Pra quem ainda não sacou, o Pizinho é o Pierre Bouvier do Simple Plan... minha amiga era simplesmente doente por ele! Hahaha)
- Minha vez... ? disse ? vou colocar o vídeo da gente dançando Dancing Queen no meu aniversário de 15 anos... aquele dia foi engraçado! ? disse também com lágrimas nos olhos.
- Já não era sem tempo de você se livrar dessa porcaria! Ainda não acredito que paguei aquele mico! ? disse relembrando sua performance no bar onde aconteceu o aniversário de .
- E também quero colocar meu autógrafo do David Desrosiers! Foi muito legal o dia que eu consegui e foi tudo graças a vocês... ? desabafou sem conseguir segurar as lágrimas mais.
- Claro que íamos conseguir! A grita na frente de todas aquelas fãs loucas: GAYVID! É claro que ele ia olhar! Descobriram a identidade secreta dele! ? disse relembrando o acontecimento.
- HAHAHA....foi mesmo! ? disse também lembrando.
- Well... minha vez! Eu vou enterrar nosso cd em que a gente cantou juntas aquela música para o trabalho de geografia. Nós quatro, apesar da não precisar porque era da outra sala. ? disse pegando o cd ? E tem um bônus também! All About You misturado com I Wanna Touch You no aniversário de 17 anos da . ? disse já jogando o cd na caixa ? E um pôster do Billy Martin em tamanho real que eu ganhei naquela promoção da rádio.
- Mas você ama esse pôster idiota! ? exclamou indignada.
- Eu amo vocês também, mas não é porque estou enterrando lembranças nossas que vou esquecê-las! ? finalizou a menina.
- Uau, isso foi bonito... ? disse já prevendo o estrago em sua maquiagem.
- Vou sentir falta de vocês! Principalmente, quando tiver que ir para o colégio e ver que vocês não estão mais lá... ? disse pensando em como seria dali pra frente, sem suas amigas que iriam para a faculdade, enquanto a mesma terminava o ensino médio, já que era a mais nova.
- Vamos deixar para chorar depois? Ainda não disse o que eu vou deixar ai! ? disse . ? Bom, eu escolhi para enterrar nossa primeira foto juntas... há 5 anos atrás. ? disse olhando a foto das 4 juntas sentadas na fonte do colégio em que estudavam.
- Nossa! Como eu estava gorda! Deus me livre! ? disse fazendo as outras 3 gargalharem.
- E quero colocar minha palheta autografada pelo Seb Lefebvre e minha foto do Benji Madden... a última porque não acredito que um dia pude achar essa cara bonito! Credo! Definitivamente, meu passado me condena! ? e as outras riram mais uma vez. - E ah! A receita do suco de melão com uva que eu e a fizemos!
- Suco de melão com uva? ? questionou .
- A leu uma vez numa entrevista do Danny Jones e do Tom Fletcher que seus sucos favoritos eram de melão e uva... só que a cabeçuda achou que eram as duas frutas juntas! E foi fazer o suco para experimentar... só depois que ela descobriu que na verdade, um gostava de melão e o outro de uva! ? explicou .
- Mas até que ficou gostoso! ? completou .
- Bom, alguém quer colocar mais alguma coisa? ? perguntou .
- Ah, a letra de You've Got a Friend! É como se representasse nossa amizade! ? terminou jogando a música na caixa.
- Digam adeus para essas coisas! ? anunciou .

Depois de terem enterrado tudo e ficarem um pouco mais sujas...

- Vamos voltar para o baile? ? questionou .
- Olha esse anúncio... ? disse apontando para um papel que estava grudado no poste a sua frente - ?Programa de Rifas e Apostas de São Paulo? - Hum... ? ?Fazemos rifas e qualquer tipo de aposta para todo o tipo de público. Garantimos altas quantias em dinheiro para os apostadores. Venham nos conhecer!?- terminou de ler a menina.
- Que ridículo! Quem cairia em um golpe desses? ? esbravejou .
- Ah, parece ser legal! - disse .
- Ah, não... vocês não estão pensando em... ? começou .
- Não temos nada a perder mesmo! ? disse animada.
- Fala sério! Ninguém me ouve não? ? reclamou .
- É sua última oportunidade de se meter em furada com a gente! Vamos! Vai ser engraçado! ? tentou convencer a menina.
- O que eu não faço por vocês, né? ? se rendeu a menina, recebendo um abraço coletivo das demais.

E assim, seguiram as 4 para fazer sua, então, futura aposta sobre a amizade... o que futuramente, irá render muita confusão...

Flashback Off...

Depois de muitos minutos e muitas explicações...

- Então... você é o Pablo? ? questionou Dougie depois de ouvir atentamente a história da garota.
- Pois é... ? disse a menina meio encabulada.
- Cara... eu... estou, tipo... cara! Você me viu pelado! ? disse indignado apontando o dedo para a garota a sua frente.
- Não se preocupe! Já apaguei essa imagem da minha memória! ? respondeu a menina, corando um pouco ao lembrar do dia em que entrou no quarto do garoto para lhe entregar o telefone com a mãe do mesmo do outro lado, se esquecendo de bater na porta antes e vendo o que não queria (ou queria muito!) ver.
- Hey! Não é tão ruim assim, é? ? questionou meio intrigado.
- Vamos mudar de assunto? ? à essa altura, já parecia um pimentão que ficou horas debaixo do sol.
- Qual é? Você me viu pelado e é uma garota! Vai ter que me dizer o que achou! ? insistiu no assunto.
- Dougie, eu acabei de te contar que menti para todos vocês esses últimos dias me passando por um cara e você está preocupado com o que e achei de ver você pelado? ? perguntou inconformada.
- Em parte, sim... Mas, isso não tira o fato de você ter nos enganado! Você e o Manuel. ? acusou voltando a si.
- Dougie, por favor! Nós só precisamos de mais alguns dias! Eu pego a grana e saio da sua vida para sempre! Prometo! Você não pode contar para ninguém! ? já estava praticamente implorando.
- Eu não vou contar... ? disse decidido.
- Não? ? duvidou .
- Não... apesar de tudo, você me parece uma boa pessoa... e me ajudou com o Zu... quer dizer, ... ? explicou o menino.
- É... ? disse meio sem graça.
- Mas tem uma condição... ? cantarolou o garoto, sorrindo marotamente para a menina.
- Estava bom demais para ser verdade. Fala.- rendendo-se.
- No fim de semana, minha mãe vai dar um almoço na cidade que eu nasci para comemorar o aniversário do meu tio, esse que acha que eu sou gay... ? começou a explicar.
- E você é? ? interrompeu questionando o garoto.
- Não!!! ? disse um pouco mais alto, recebendo um olhar significativo da menina e já abaixando o tom de voz ? Mas ele pensa que eu sou! Toda vez, são as mesmas piadinhas de mau gosto! Já estou cansado! ? desabafou Dougie.
- E onde eu entro nessa? ? quis saber a menina que ainda não tinha entendido onde o outro queria chegar.
- Vai comigo no almoço e se passa por minha garota! ? disse simplesmente.
- Como? ? dessa vez, foi quem aumentou o tom de voz.
- Você é legal, bonita, tem futuro... tudo o que minha mãe sempre quis! Ela vai ficar orgulhosa e meu tio vai parar de me encher. ? finalizou.
- Mas e a SUA namorada? ? disse se referindo a garota que Dougie vivia andando há alguns dias.
- Vai estar ocupada com a festa de lançamento da nova coleção da Victoria Secret's aqui em Londres e disse que não vai dar pra ir... ? finalizou com uma careta.
- Mas e se ela descobrir?
- Ela não vai descobrir! É um fim de semana! A gente vai, faz o que tem que fazer e volta! Ninguém vai descobrir! ? disse como se explicasse que 1+1=2.
- Mas sua mãe não conhece ela? ? ainda questionava.
- Não... Eu nunca a levei em casa. ? respondeu.
- Sei... ? disse meio atordoada ainda.
- E aí... topa?
- Tenho outra alternativa? ? perguntou suspirando.
- Hum... Não! ? disse com um sorriso brincando em seus lábios.
- Então, eu topo! ? disse decidida por fora, mas nem tanto por dentro.
- Legal! ? comemorou o garoto.

Pelo visto, ainda muita coisa estava prestes a acontecer... muita mesmo!

Capítulo 15

No dia seguinte...

- Bom dia, ! ? exclamou uma muito animada entrando na cozinha.
- É... , querida... Será que a gente pode conversar? ? começou com um tom de voz temeroso e suplicante ao mesmo tempo.
- Não estou gostando do seu tom! ? desconfiou a amiga.
- Vai piorar, acredite em mim! ? disse um pouco mais baixo.
- , o que você... ? ia começar, mas foi interrompida...
- Bom dia, muchachos! Ou diria... muchachas? ? Ironizou Dougie ao adentrar o recinto.
- Espera aí... você disse... ? ia questionar o garoto, mas foi interrompida novamente.
- Então, ... lembra daquela nossa conversa? ? se desesperou e ao mesmo tempo, ignorando o comentário do garoto.
- Você me chamou de na frente dele! ? sussurrou entre os dentes para a menina a sua frente.
- Ele sabe... ? disse a amiga também num sussurro.
- Sabe de quê? ? ainda sussurrava.
- Tudo... ? disse tão baixo que quase teve certeza que não ouvira.
- Tudo? ? Mas ela ouviu. E se desesperou também.
- É... Tudo. ? admitiu.
- Por que você contou? ? exclamou muito desesperada em um tom mais alto.
- Eu não contei! Ele quem descobriu! ? Se desesperou também.
- Descobriu como? ? quis saber.
- Não é todo dia que encontramos uma garota vestida de branco na nossa cozinha! ? respondeu o garoto marotamente, que até então estava calado ouvindo as amigas discutirem.
- Eu sabia que isso não ia dar certo! ? esbravejou , se referindo ao fato de sair todo dia de madrugada para o HoVet.
- Não! Ele jurou! Ele não vai contar para ninguém e... ? se explicava , mas também foi interrompida.
- Cadê as garotas, dude? ? perguntou um Danny altamente animado e recém acordado, ao entrar na cozinha.
- Ah, não... ? exclamou .
- Dougie... ? disse entre os dentes.
- Ah, é... então! Bom... eu... meio que... é... encontrei o Danny ontem de madrugada e... você sabe, né? Eu meio que... contei pra ele e tal... ? tentava explicar Dougie, gaguejando e coçando a nuca.
- Você me prometeu! - acusou . ? Ah, que idiota que eu sou! Como fui acreditar em você? Mas que droga! ? esbravejou , já tirando seu disfarce de mexicano (bigode, sobrancelhas...)
- Calma! É só o Danny! ? tentou acalmar a menina, em vão. ? E ele é meu melhor amigo! Não consigo enganá-lo.
- Ah, melhor amigo? - questionou com ironia, . - Se liga, senhor eu-tenho-pânico-de-escuro! Até semana passada, vocês se odiavam!
- Ah, isso é passado! ? disse Danny com todos os seus dentes perfeitamente tortos a mostra.
- Corno uma vez, corno sempre! ? disse um pouco mais baixo.
- Hey Manuel! ? mas ele ouviu! ? Quer dizer... ? se atrapalhou Danny.
- ! ? disse Dougie.
- Dude, sério... me desculpe, mas eu não consigo imaginar uma garota aí atrás... ? disse Danny analisando .
- Esse é o Pablo! ? apontou Dougie para a garota ao seu lado, que só estava vestida igual ao seu personagem.
- É... fizeram milagre! ? concluiu Danny ainda em choque.
- A questão é... vamos ser demitidas e graças a quem? ? disse de braços cruzados e fuzilando o baixista ao seu lado.
- À crise? ? disse Danny do nada e inocentemente.
- Ahm? ? questionou todos.
- À crise! Tudo o que acontece é culpa da crise! ? explicou o garoto se achando muito inteligente.
- Danny, por favor, dude! ? disse Dougie não se conformando com a lerdeza do amigo.
- Não, Danny! A culpa não é da crise! É do Mr. Brightside aqui! ? apontou para Dougie.
- O que o cara do The Killers tem a ver com isso? ? questionou Danny confuso.
- Cala a boca, Danny! ? disseram os 3 ao mesmo tempo.
- Nossa... ? se espantou o menino.
- A questão é... o Danny não vai abrir a boca. Né, Jones? ? questionou Dougie.
- Então, dude... sabe como é, né... eu meio que... ? disse Danny começando a se explicar, mas...
- Onde estão as garotas? ? questionou Tom ao entrar na cozinha.
- Mas que po... ? ia dizer, mas sua educação falou mais alto.
- Olha o vocabulário! ? alertou Danny.
- Faz as malas, ! Graças a você e sua boca grande, vamos voltar a vender café! ? acusou nervosa.
- Igual a e a ... ? disse com tom chateado na voz.
- Então, quer dizer que e não são suas filhas? ? questionou Danny analisando os fatos.
- É meio que óbvio, né? ? respondeu grosseiramente.
- Bem que eu desconfiei... Elas não eram nada parecidas com o pai... ? disse Danny pensando.
- Espera... quem está expulsando vocês daqui? ? se pronunciou Tom.
- Ah, qual é! Todos vocês descobriram! Pro Fletch descobrir e expulsar a gente daqui são dois pulos! ? concluiu desanimada.
- E quem disse que o Fletch vai descobrir? ? questionou Tom mais uma vez.
- Se vocês descobriram, ele vai descobrir. ? disse como se fosse óbvio.
- E quem vai contar? ? insistiu o menino.
- Ahm... deixa eu pensar... Essa é fácil! O... Dougie! ? exclamou apontando para o garoto.
- Hey! Por que eu? ? questionou Dougie inconformado.
- Por que será? ? ironizou .
- Eu só contei para o Danny! ? ainda inconformado.
- Mas ele contou para o Tom! ? disse quase gritando.
- Que deve ter contado para o Harry! ? exclamou Danny como se tivesse resolvido uma equação super difícil.
- O que tem eu... Dra. ? - ia dizendo o menino, até se assustar com a figura que estava na cozinha, ao chegar na mesma.
- Ele não sabe? ? questionou .
- Não sou fofoqueiro! ? disse Tom.
- Por isso o meu favorito sempre foi o Tom! ? disse sorridente.
- Mas, não era o Dou... ? ia começar , mas...
- Não piore as coisas, amiga! ? disse entre os dentes.
- Tá... eu não estou entendendo nada! ? disse Harry com cara de paisagem. ? Por que a Dra. está aqui e... Manuel, que voz é essa? E o que eu não sei? ? bombardeou o baterista.
- Deixa que eu te explico, é que... ? começou Dougie empolgado.
- ?Não! Eu não sou fofoqueiro!? ? disse tentando imitar a voz de Dougie. ? Você é o cara mais candinha que eu já conheci em toda a minha vida e olha que a lista de caras é extensa!
- Lista de caras extensa, é? ? questionou .
- Fofoqueiros, sim! ? finalizou .
- Ah...
- Tá... e agora? ? quis saber Danny.
- E agora que eu vou pegar minhas coisas, roubar aquele lagarto gay do toquinho de amarrar jegue aqui ? apontando para Dougie. ?, vendê-lo por algumas mil libras na internet e voar direto para a Austrália! Aprender a surfar, pegar um surfista gatinho, salvar a vida de um canguru e pular de bungee jump daquela ponte de Sidney que eu esqueci o nome! ? disse de uma vez, e sem fôlego. ? É isso! ? finalizou, após respirar.
- Uauu... Nunca vi uma pessoa falar tanta coisa em tão pouco tempo, sem respirar! ? exclamou Tom impressionado e de boca aberta.
- É o dom dela! ? explicou .
- Toquinho de amarrar jegue? ? disse Dougie inconformado.
- Você prefere rodapé de casa de anão? ? questionou ironicamente .
- Do que você está falando? Você é mais baixa que eu! ? ainda inconformado.
- Mas sou garota! E... e... consigo pegar caras altos! ? disse tentando parecer superior ao garoto.
- Eu não me interesso por caras altos! ? disse Dougie ficando vermelho.
- Será que não? ? desafiou, vendo que o garoto estava ficando com raiva.
- Chega! Parem vocês dois! ? finalizou Tom a discussão.
- O que está acontecendo aqui? Alguém me explica? ? disse Harry ainda perdido.
- Antes, eu preciso ver o Manuel de ! Ou seria a de Manuel, ou... ? disse Danny começando a se atrapalhar com suas próprias conclusões.
- Eu já entendi, Danny! ? disse se dirigindo para seu quarto.
- Tá... explicação? ? exigiu Harry.
- Bom, é... Harry, meu nome é , sou brasileira, 19 anos, estudante de veterinária do 2° ano recém concluído, no momento estou desempregada e tentando recuperar alguns milhões de reais que foram mandados por engano para Miami... ? resumiu .
- Você quer dizer que o dinheiro foi mandado por engano pra Miami, ou nós fomos mandadas por engano para Londres? ? perguntou , depois de estar devidamente vestida de... !
- Segunda opção... ? disse um pouco mais baixo.
- Vocês são criminosas? Como conseguiram toda essa grana? ? questionou Harry.
- Aposta... ? respondeu .
- Caraca... Você é uma bela garota! ? disse Tom vermelho.
- Valeu, Tom! ? disse igualmente vermelha.
- E qual é a das roupas estranhas? ? ainda questionava Harry.
- Disfarce... Acontece que... ? E começa a contar toda a história, que no dia anterior foi contada a Dougie, para Danny, Tom e Harry.

Depois de alguns minutos...

- E é isso! ? finalizou .
- Então, vocês aceitaram cuidar de nós por grana? ? perguntou Tom.
- Não sabíamos quem vocês eram... ? explicou .
- Vocês são fãs? ? quis saber Harry intrigado.
- Relaxa, não vamos arrancar suas roupas e te agarrar! ? tranqüilizou o menino.
- Não é do nosso feitio! ? reforçou .
- Mas, são fãs? ? voltou a questionar Tom.
- Desde quando Dougie ainda não tinha entrado na puberdade! ? respondeu .
- Mas isso já aconteceu? ? perguntou Danny. ? Ai, dude! ? reclamou depois de levar um tapa na cabeça e perder mais alguns neurônios inúteis.
- Idiota... ? disse Dougie.
- Certo... isso é estranho... ? disse Tom.
- Nem me fale! Ver seus ídolos arrotando e peidando o dia todo não é nada legal! ? disse com cara de nojo.
- Não sabíamos que tínhamos a presença de damas na casa! ? disse Danny tentando se defender.
- Seguinte... vocês podem ficar o tempo que quiserem e nós, digo isso voltado para Dougie e Danny, não vamos contar para o Fletch! ? anunciou Tom. ? Só que tem uma condição...
- Qual? ? quis saber .
- Na frente do Fletch, vocês viram Manuel e Pablo. Mas quando estiver só a gente... sem roupas estranhas, bigodes e barrigas falsas! ? finalizou o garoto.
- Você é quem manda! ? exclamou totalmente sorridente.
- E sem trabalho escravo! ? apontou Harry.
- Não vamos lavar suas cuecas, se é isso que está pensando! ? disse .
- Vocês são pagas para isso! ? esbravejou Harry.
- Não! Somos pagas para impedir que vocês façam besteira, o que é bem difícil, diga-se de passagem! ? disse .
- Tá! Sem cuecas, então! ? disse Tom vencido.
- OBA! ? exclamou Danny abaixando as calças.
- Eu quis dizer que elas não vão lavar nossas cuecas, idiota! Veste suas calças, Danny! Temos garotas agora aqui! ? exclamou Tom.
- Também tenho uma condição! ? levantou a mão, .
- Tá... Fala... ? disse Tom.
- Ninguém fuma nas dependências da casa! ? apontou .
- Concordo! ? apoiou .
- Ah, nem vem! ? esbravejou Harry.
- Meu pulmão não tem culpa que vocês querem morrer cedo! ? reclamou .
- Eu concordo com elas! ? disse Tom, o único não fumante.
- Não vou parar de fumar por causa delas! ? reclamou Danny.
- Nem eu! ? disse Harry.
- É nossa casa! Elas não têm nada que opinar! ? cuspiu Dougie nervoso.
- Ou vocês param de fumar aqui ou alguém troca os lençóis do Dougie, que noite passada teve um pesadelo e... ? ia contando, até sentir um par de mãos tamparem sua boca.
- Concordo com a ... Sem fumar dentro de casa! ? disse Dougie um pouco constrangido.
- Não, dude! ? reclamou Danny.
- São 4 contra 2! Ganhamos! ? disse Tom animado.
- Yes! ? comemorou .
- Mas que merda! ? reclamou também Harry.
- E agora, levantem suas bundas gordas daí e vamos trabalhar! Temos muito o que fazer hoje! ? anunciou Tom já se levantando.
- O que querem para o almoço? ? questionou .
- Pizza! ? responderem os 4 juntos.
- Odeio ingleses! ? reclamou .
- E ah... vocês podem... assim, se quiserem... é...chamar as... suas amigas. e ... ? disse Tom um pouco vermelho.
- Elas vão adorar o convite, Tom! ? disse sorridente ao perceber o garoto sem graça.
- Hey, ! ? chamou Dougie.
- Que é, traidor? ? respondeu nervosa.
- Ah, eu já pedi desculpas! ? disse o garoto.
- Fala logo! ? desistiu...
- Eu queria saber se você ainda vai comigo lá na casa da minha mãe no fim de semana... ? disse baixo e um pouco devagar.
- Não! ? respondeu a menina simplesmente.
- Não? Qual é! Você prometeu! ? disse um pouco mais alto agora.
- E você quebrou sua promessa de não contar para ninguém! Não vou cumprir com a minha parte no acordo se você não cumpriu a sua! ? descarregou .
- Mas eles levaram numa boa! E vocês vão continuar aqui! ? exclamou o menino. ? E eu já disse pra minha mãe que vou levar minha namorada!
- Chama a Frankie! ? disse a menina torcendo o nariz.
- Já disse que ela não pode ir! ? disse já perdendo a paciência.
- Então, se vira! ? disse já dando as costas.
- Por favor! Eu... faço tudo o que você quiser! Juro! ? disse segurando o braço da menina.
- Não...
- Por favor! Você pode pedir o que quiser! Vai... ? insistindo com carinha de cachorro que caiu da mudança.
- Eu vou pensar... Te respondo à noite. ? cedeu... um pouco.
- Valeu! ? disse feliz, abraçando a menina e a tirando do chão.
- Me coloca no chão, duende verde! ? gritou .
- Também te adoro! ? deu um beijo no rosto da menina e saiu.
- O que eu gostaria que Dougie Poynter fizesse pra mim? ? questionou para si mesma.

Já lá fora...

- Harry, você acredita em sexto sentido? ? perguntou Danny.
- Que merda é essa agora, Jones? ? disse Harry intrigado.
- Sabe o que é... tem um tempinho já que eu meio que... estou sentindo coisas, sabe... quando estou perto do Manu... quer dizer, da . Eu não sei se é o perfume ou o tom de voz... ? confessou Danny ao amigo.
- Faz quanto tempo isso, Jones? ? perguntou o amigo desconfiado.
- Desde o dia da neve. Eu senti vontade de beijá-lo e... ? Danny ia contando, mas...
- TOM! Dudeee! O Danny é GAY!

Capítulo 16

Naquele mesmo dia...

- Então, eles não ficaram bravos? – quis saber .
- Não! Disseram que podemos ficar o tempo que precisar! – respondeu .
- Uaau... isso foi legal da parte deles! Eu já tinha colocado vocês pra fora a ponta pé! – confessou .
- Como você é sensível, amiga! – ironizou .
- Mas que droga! – adentrou ao recinto uma muito nervosa.
- O que foi agora, ? – quis saber .
- Aquela porcaria de porco que o Danny chama de cachorro, acabou de cagar na cama que eu acabei de arrumar! – disse com a voz chorosa.
- Como assim? O cachorro do Danny cagou na cama dele? – quis saber .
- Não! Na do Tom! Quando ele ver, vai matar o porco do Danny! – disse já prevendo o estrago.
- O Danny vai morrer? – se desesperou .
- Estou falando do cachorro, gênio! – rolou os olhos .
- Ah, tá! Então, vai limpar, oras! – se tranqüilizou a menina.
- Mas não vou mesmo! Já disse pra ele não deixar o Bruce dentro de casa, mas ele não me ouve! – disse uma muito nervosa. – Já basta aquela porcaria verde de rabo comprido que o Dougie insiste em chamar de filho! Todos os dias eu tenho que ficar procurando o lagarto pela casa toda porque a beleza do Poynter sai e não coloca o bicho de volta no aquário! Deus, esses meninos parecem crianças de 8 anos! – desabafou .
- Isso porque você é a veterinária aqui! – apontou .
- Sou veterinária! Não petsister! – reclamou .
- Você não é veterinária! É um projeto de veterinária! – disse Danny ao entrar na cozinha e pegar o bonde andando.
- Chegou a manada. – disse ao ver os outros 3 entrando no recinto.
- Não vou cuidar do seu cachorro-porco, Jones! Você é um mau proprietário! – esbravejou .
- Por que eu sou um mau proprietário? Eu dou comida, carinho, banho, conforto... – foi listando as coisas que dá para seu Beagle.
- Cerveja, doces, porcarias! Qual é, Danny! Ele é um animal! Não é gente! Você não pode dar tudo o que você come para o cachorro! – explicou .
- Falei que não era pra você levar aquela garota para o seu quarto, Jones! O Bruce não pode comer tudo o que você come! – disse um Harry piadista fazendo todos darem risadas, menos Danny e .
- Cala a merda da boca, Judd! Não estou falando com você! – disse Danny irritado.
- O fato é, Danny querido... Cuide bem do seu animal! Não aguento mais limpar merda dele para todo lado! E o alvo preferido dele é o lugar mais limpo da casa! – disse .
- Você está falando do jardim? – disse Dougie, se pronunciando pela primeira vez.
- Não. O quarto do Tom. – deixou escapar.
- O MEU quarto? Seu cachorro anda cagando no meu quarto? – se estressou Tom.
- Mais precisamente na sua cama! Ele acabou de deixar uma surpresa lá pra você! Do lado do seu travesseiro... No lugar onde a Gio dorme! – disse calmamente.
- Ah, então não vai ter problema! A Gio não dorme lá há séculos! Quero dizer, acho que nenhuma garota dorme lá há séculos! – mais uma vez ataca Harry, o piadista.
- Isso não é problema seu, ok? Aliás, isso não é problema de ninguém! Cuidem das suas vidas e deixem que eu cuido da minha! – disse um Tom muito puto já saindo. – Mais uma coisa, Jones... quero tudo limpo quando voltar! – disse isso saiu batendo a porta.
- Cara, o que deu nele? – estranhou Harry a atitude do amigo.
- Pegou pesado, cara! – disse Dougie.
- Mas eu estava brincando! Ele sabe disso! – disse um Harry arrependido.
- E ele vai ficar sem jantar? – se preocupou .
- Ele volta daqui a pouco. Só precisa esfriar a cabeça. – falou Danny sem muita certeza.
- Certo...vamos comer então! – disse sentindo o clima pesado.

Depois de alguns minutos...

- Odeio silêncio! – sussurrou Harry perto de .
- Você é o grande culpado pelo clima que está aqui, então, se eu fosse você , ficava quieto! – disse entre os dentes.
- Mas eu não disse por mal! Droga, eu amo o Tom! Ele não pode ficar sem falar comigo por causa de uma besteira! – disse Harry com seus grandes olhos azuis, já brilhantes, por culpa das lágrimas que teimavam em querer cair.
- Pra você pode ter sido uma besteira, mas pra ele não foi! Você o magoou. Devia pedir desculpas quando ele voltar. Mas, não fique triste. Ele vai te desculpar! Vocês são BFF, esqueceu? – disse tentando amenizar a situação.
- É... pode ser. – disse de cabeça baixa.

E no momento seguinte, ouve-se a porta da frente batendo e uma sombra subindo as escadas...

- Ele chegou. – disse Danny baixinho.
- Quem vai falar com ele? – disse olhando para todos na mesa.
- Acho que eu, né? – disse Harry já se levantando.
- Não, Harry! Espera... eu vou. Converso com ele, tento amenizar a situação, aí você vai, ok? – disse meio incerta do que estava fazendo.
- Você é quem manda. – disse o garoto já se sentando.
- Certo. Já volto então. – disse a menina meio hesitante.
- Sua amiga é corajosa! – disse Harry pra .
- É... eu sei!

No quarto de Tom, abre a porta e encontra o mesmo deitado em sua cama de costas para a entrada do quarto...

- Tom? Está tudo bem? – quis saber a menina, sem muita coragem para adentrar o recinto.
- Veio tirar uma com a minha cara também, é? Porque se for isso, pode ir saindo agora daqui! Já sei que eu sou um idiota que nem consegue segurar a garota que gosta por muito tempo! Não preciso que ninguém me lembre disso! – cuspiu o menino.
- Não vim aqui tirar uma com a sua cara. Vim saber como você está! Todos estão assustados! Você não é o tipo de pessoa que toma aquela atitude que você tomou com o Harry lá embaixo. Ele só estava brincando! – disparou .
- Toda brincadeira tem um fundo de verdade! Sabe, ouvir da garota que você gostou quase a vida inteira que você é um banana já não é legal. Ainda ter seus melhores amigos te lembrando disso, é pior ainda! – disse já se virando em direção a menina.
- Você quer conversar? – arriscou .
- Você quer ouvir? – arriscou Tom.
- Estou ouvindo! – disse , agora mais confiante e adentrando o quarto.
- Certo... algumas semanas atrás, Gio, minha namorada, quer dizer, ex, veio com um papo de casamento. Sabe, a idéia de casar não me parece ruim, mas, olha pra mim! Eu tenho quase 25 anos, tenho uma banda famosa e sou totalmente irresponsável! – disparou de uma vez o garoto.
- Você é o mais responsável dos quatro! – exclamou .
- Mas não ao ponto de ter uma família! Sabe, desde que eu me entendo por gente, família é mãe, pai e irmãos! Tem também esses bundões lá embaixo, mas isso é agregado. – terminou fazendo uma careta fofa.
- Mas, essa sua nova realidade com a Gio, também se chama família! – disse uma com o coração na mão de estar dizendo aquilo.
- Não me vejo como um marido ou um pai! Não estou pronto pra tamanha responsabilidade, entende? – perguntou fazendo uma outra careta fofa.
- Entendo e acho que você deveria dizer tudo o que me disse agora, para a sua namorada. Eu tenho certeza que ela irá entender. – finalizou num sussurro.
- Aí é que está o problema. Eu disse. E ela me chamou de banana e... covarde. – disse a última palavra bem mais baixo.
- Ela te disse isso? Céus, sua namorada sabe direitinho como machucar alguém, né? – disse inconformada com as palavras da garota.
- Pois é. E... é ex. Ela disse que vai arranjar alguém que seja menos bundão pra passar o resto dos dias de sua vida... – disse um Tom amargurado.
- E o que você está esperando? Vá fazer o mesmo! Sai com seus amigos, faça muitos shows, se divirta! Você é jovem, bonito e rico! Qualquer garota faria de tudo para estar ao seu lado! – disparou de uma vez, só se dando conta do que disse depois e corando por isso.
- Você acha? - perguntou percebendo o rosto da garota à sua frente começar a ficar cada vez mais vermelho.
- Eu... acho. Procure não se importar muito com que os outros acham. Se tiver que beber, beba! Se tiver que dançar, dance! Se tiver que correr pelado pela rua... corra! Mas, me chame por favor, porque o dinheiro que eu irei ganhar na internet com fotos suas correndo pelado pelas ruas de Londres, eu não precisarei trabalhar nunca mais! – disse com um tom divertido.
- Você tem razão! É isso que eu vou fazer! – disse um garoto bem mais animado.
- Correr pelado? Espera, preciso da minha câmera! – disse ainda num tom divertido.
- Não! Estou falando de me divertir! Que se dane meu namoro furado de uma década. Se ela não me quer mais, tem quem queira! E eu vou achar essa pessoa, ah se vou! – disse já bem mais confiante.
- Isso. É assim que se fala! – disse se orgulhando do que acabara de proporcionar ao garoto.
- E quanto às fotos... se você quiser, posso te fazer uma sessão particular! O que acha? Eu, você, velas e... a câmera! – disse numa tentativa de ser sexy e malicioso.
- Erm... Tom, sinto muito. Você não combina com esse jeito sexy e malicioso. Você veio fofo de fábrica. Não tem como mudar! – disse quebrando totalmente o barato do garoto.
- Hahaha... ok! Mesmo assim, obrigado! Você não sabe o quanto me fez bem tudo o que disse! – disse indo até e dando um abraço apertado na mesma.
- Não precisa agradecer! – disse totalmente vermelha e sentindo seus pêlos da nuca se arrepiar assim que sentiu o perfume de Tom e os braços do mesmo em sua cintura. – Agora, vou chamar o Harry pra vocês conversarem. Ele ficou meio assustado com a sua atitude. – disse assim que desfez o abraço.
- Eu não entendo o Harry... ele é tipo, bem maior que eu e tem medo de mim! Ele acabaria comigo em um piscar de olhos! – disse analisando a possibilidade de isso acontecer.
- Ele te ama! Homens quando amam outros homens, não seriam capazes de acabar com os mesmos, entende? – tentou explicar.
- Isso soou bem gay! – disse fazendo mais uma de suas caretas fofas.
- É, eu sei! – disse e depois começou a rir sozinha já se preparando para sair do quarto.
- Hey! ... espera! Eu... é... Será que você não estaria, tipo assim, afim de, sei lá, tomar alguma coisa um dia desses aí comigo? – perguntou meio encabulado.
- Eu? Eu... adoraria! – disse quase se explodindo de tanta felicidade.
- Certo... a gente combina depois, ok?
- Ok! – finalizou com um sorriso de dar inveja e que com certeza foi percebido por Tom.

Já no andar de baixo...

- ...aí ele disse assim, você não pode comprar sapatos, porque você não tem... pé! – e uma explosão de risadas foi o que se ouviu depois disso. – Você não pode comprar sapatos, porque não tem pé! – finalizou sua piada.
- Fala sério, isso não é engraçado. – disse com uma careta.
- Tá brincando? É a piada mais engraçada que eu já ouvi! – disse Danny não se aguentando de tanto rir.
- Espera... Tem mais! Tem aquela do cotoco! O menino que não tinha nem os braços e nem os pernas! É assim... – ia começar mais uma piada, mas...
- Chega, ! Não aguento mais ouvir suas piadas infames! – disse sem paciência.
- Hey! Minhas piadas não são infames! E eles gostam! Olha como riem! – disse a menina apontando os três que ainda riam da piada anterior. – Espera só eu contar a piada da loira e do big ben e do filme de suspense britânico! – disse com uma cara maliciosa.
- Chega de piadas, ! Harry pode subir, o Tom vai falar com você! – disse adentrando o recinto.
- Ok. – disse simplesmente o garoto já saindo.
- O que foi ? Tom enfiou um cabide na sua boca? – disse com um sorriso disfarçado.
- O que quer dizer com isso? – disse já se recompondo.
- Não sei... você está sorrindo para o nada! – disse ainda com o sorrisinho de canto.
- Cuide da sua vida, ok? – rosnou .
- Nossa, não está mais aqui quem falou! – disse levando as mãos na altura dos ombros.

E depois disso, só se ouviu o barulho do telefone tocando...

- Deixa que eu atendo... – disse já na direção do aparelho. – Residência dos McGays... quero dizer, McFly! Uhm... sei... Dougie Poynter? Seria um baixinho, de mais ou menos um metro e meio, loiro, olhos azuis? Ele mesmo? Frankie Stanford? Do grupo The Saturdays? Chamo sim, mas antes queria de falar uma coisa... Up é legal, mais não é das melhores. Forever is Over também. Work é a melhorzinha. O lance é... – ia dizendo mais foi interrompida.
- Com quem você está falando? – quis saber o baixinho, loiro de olhos azuis na sua frente.
- Espera um pouco que eu estou ocupada! – disse para o garoto, se voltando para o telefone. – Como eu ia dizendo, não gemam! Vocês gemem demais! Ninguém aguenta tanta gemeção! Parem de gemer e aí sim, vocês vão para o topo das paradas! O quê? Não, eram só umas dicas! Não fica brava. Ok, eu chamo... Dougie é pra você – disse dando o telefone para o garoto.
- Quem é? – quis saber.
- Sua namorada... cuidado, ela está avançando! – alertou antes de se retirar.

Mais tarde, naquele mesmo dia...

- Fala sério, ela é gostosa, vai...
- Claro que não! Olha esse músculo do tchau dela! Nojento!
- Mas olha a bunda dela! E os peitos!
- Para com isso! Já vi melhores!
- Crianças, estou indo para o HoVet. – disse adentrando a sala e se deparando com Danny e jogados no sofá assistindo um programa inapropriado para crianças. – Eca! Por que estão assistindo essa porcaria?
- Danny quer me convencer que em filmes pornográficos existem mulheres gostosas!
- Não mesmo! Elas não tem dinheiro para serem famosas ou chamar atenção de um cara rico e famoso, por isso fazem pornôs! – explicou sabiamente .
- Vocês tem inveja! Eu transaria com uma garota assim! – disse o garoto atendo a TV.
- Você transaria com qualquer ser de saia, Jones! – disse Dougie chegando devidamente arrumado e perfumado.
- Ui, Poynter... Tá gatão, hein? Onde vai? – quis saber o amigo.
- Imagino o Dougie de saia agora... você transaria com ele, Danny? – disse temendo a resposta.
- Sem dúvida! – disse com um olhar e sorriso malicioso.
- Para de ser nojento, cara! Está assustando a menina! – disse Dougie ao garoto.
- Eu transaria com você também, ! Aliás, quer transar comigo? – perguntou na maior cara lavada.
- Eu... preciso de alguma coisa forte pra beber! – disse a menina se levantando em direção ao bar escondendo seu rosto terrivelmente corado.
- Viram? Algumas doses e terei companhia para essa noite! – disse Danny malicioso (de novo!)
- Não estupre minha amiga, por favor, Danny. – disse calmamente.
- Não vou estuprá-la! Ela que vai me implorar pra dormir com ela... e depois, vai gemer loucamente meu nome no meu ouvido e... – ia relatando sua possível noite, até que... – Outch, baby! Isso doeu! – disse o garoto depois de levar uma colherada na cabeça.
- Cala a merda da sua boca! – disse a menina estupidamente vermelha de raiva, ou vergonha.
- Vocês são nojentos! Estou indo! – avisou .
- Eu também! – avisou Dougie.
- Vai visitar a The Saturdays estressada? – perguntou .
- Não...
- Então, aonde vai?
- Com você no HoVet! – disse simplesmente com um sorriso de dar inveja.
- Como? – não entendeu a garota.
- Quando eu era pequeno, sempre sonhei em ser veterinário! Aí, pensei... "eu poderia acompanhar a no hovet! Quem sabe, eu não me empolgo! Aí, se um dia o McFly não existir mais, eu terei uma profissão" – finalizou o garoto empolgado.
- Você só pode estar brincando. – disse ainda sem acreditar.
- Não estou mesmo! Agora, vamos! Não podemos nos atrasar! Os animais nos esperam! – mais uma vez, disse muito empolgado.
- Essa noite vai ser longa! – disse suspirando.

Capítulo 17

Hospital Veterinário de Londres.

- Boa noite, Nancy! – disse ao adentrar o hospital.
- Hey, ! Como está? Muito cansada hoje? – quis saber a recepcionista simpática.
- Como sempre! Mas, fazer o que, né? Foi o que eu escolhi para a minha vida! Não posso ficar reclamando! – disse a menina sabiamente.
- Ok, e esse garoto atrás de você? Seria... – quis saber a mulher se referindo a Dougie que até então só observava o lugar e as pessoas.
- Ah, esse é... ele é... o... meu... primo! Ele é meu primo! De... oitavo grau! – disse com um sorrisinho amarelo.
- Oitavo grau? Uaau! Nunca tinha visto algo parecido! Ele também é brasileiro? – questionou a mulher cada vez mais curiosa.
- Não! Ele é... da... França! Isso... França! Ele é francês! – disse recebendo um olhar fuzilador do garoto.
- Jura?? Oh, meu deus! Franceses são tão charmosos! Me diz algo em Francês? Por favor, senhor...? – disse a mais velha com os olhos brilhando.
- Poynter! – disse o garoto se pronunciando pela primeira vez.
- Na verdade é Poynté! Francês, sabe... – disse sem jeito.
- Ah, que máximo! Vai! Me diz algo em Francês! – disse empolgada batendo palminhas.
- Uhm... certo. – começou o menino olhando desesperado. – Uomo, mondo, sole, leone, vero, famiglia, amore, punto... – ia listando as palavras normalmente, enquanto os olhos de se arregalavam a cada “parole” pronunciada.
- Isso é italiano, seu idiota! – disse entre os dentes.
- Isso é francês? – a mulher questionou intrigada.
- Sabe o que é... ele saiu da França muito pequeno! Ainda nem falava direito! Aí ele morou um tempo na Itália! Ele é triglota! – disse a menina rapidamente.
- Triglota? O que seria isso? – questionou novamente a mulher.
- Fala três línguas! Inglês, Francês e Italiano! – disse tentando concertar a besteira que acabara de falar.
- Petit Gâteau! – disse Dougie de repente.
- Isso não é hora de ter fome, Dougie! – disse entre os dentes!
- Não! Petit Gâteau é francês! – disse como se tivesse descoberto um novo continente.
- Certo, acho que essa é a hora que a gente se manda. Até mais, Nancy! – disse com um sorriso amarelo.
- Tchau, gente! – disse animadamente a mulher.
- Francês? Eu tenho cara de francês? – questionou o garoto assim que se afastaram da recepção.
- De brasileiro com certeza você não tem. Bom, agora temos que ir ver se chegou algum paciente. – disse a menina e depois se vira para o garoto segurando seus braços. – Dougie, pelo amor que você tem à sua vida e tudo o que você ama, não saia de perto de mim, ok?
- Olha, Dra. dando em cima de mim! Essa noite vai ser uma beleza! – disse Dougie com um sorriso malicioso.
- Para de falar besteira e presta atenção. Isso aqui não é brincadeira! Um passo em falso e tudo o que eu conquistei vai por água a baixo! – disse a menina séria.
- Tá! Já entendi! Relaxa, sweet! – disse o menino despreocupado.
- É bom que tenha entendido mesmo... Vem, vamos ver se há algum animal por aqui, fora você, claro! – disse em tom de brincadeira.
- Engraçadinha você!

Já na mansão...

- Tá, minha vez de perguntar... se você pudesse escolher com quem transaria... Keith Richards ou Iggy Pop?
- Iggy Pop! Sem dúvida! – respondeu a menina com a voz meio embolada.
- Que nojo, dude! Ele é velho! – disse Danny também com a voz embolada.
- Mais o Keith Richards também é! – se defendeu a garota.
- Já chega! Cansei desse jogo! O que quer fazer agora? – questionou o menino.
- Tá tudo girando! Acho que preciso beber mais! – disse dando uma gargalhada em seguida.
- Tenho uma idéia! O Tom tem uma garrafa de Absinto que ele trouxe da nossa última viagem para Amsterdam! Está no armário dele! Vamos pegar? – disse o menino empolgado.
- Legal! Mas se ele pegar a gente a culpa é sua! – disse ainda gargalhando.
- Vem! Para de rir e faz silêncio! – disse o menino rindo.
- Você também!! Shiu! – disse a menina colocando o dedo na frente da boca de Danny, mas ainda assim, rindo muito e seguindo o garoto escada acima.

De volta ao Hovet...

- Temos um paciente. – disse se aproximando do garoto que estava encostado na parede.
- Uhm, e o que seria nosso paciente? – questionou o menino.
- Uma vaca. Mas precisamente, a vaca da rainha! – disse a menina ainda espantada com o animal que iria atender.
- A Betty está aqui? – disse o menino empolgado.
- Não, querido! É a vaca da fazenda da família real! – disse revirando os olhos.
- Ah, saquei... e o que uma vaca faz em Londres? – questionou intrigado.
- Sei lá... vocês ingleses são estranhos. – disse a menina já se direcionando para onde estava o animal. – Certo Dougie, é o seguinte... a vaca está prenha. Precisamos fazer um ultra-som, ok? Eu vou até a sala pegar o aparelho e você fica aqui fora vigiando a vaca. Eu volto em um minuto! Não desgrude os olhos dela, entendeu?
- Aham! - disse sorridente.
- Já volto. – disse já se retirando.

Na mansão...

- Consegui!!! – disse Danny rindo com a garrafa de absinto em mãos.
- Você é meu herói! – disse também rindo.
- O herói merece um beijinho, né? – disse fazendo biquinho.
- Quem sabe, depois que a gente acabar com isso aqui, hein? – disse sorrindo marotamente e apontando para a garrafa.
- Demorou! – disse já abrindo a mesma.

No Hovet...

- “I've got big big plans, and they've got to mean something, more than just once, but I just don't know what I want…”
- Hey! Voltei! – disse e depois de um tempo sem ter resposta, percebeu que o menino estava com os fones do Ipod no ouvido. – Hey, Dougie! – disse tirando os mesmos.
- Ah, você chegou! E aí? Cadê o aparelho?
- Aqui! – disse apontando para o ultra-som. – Agora, é só conter a vaca e... – disse olhando ao redor procurando o animal. – Dougie, querido... cadê a vaca? – disse respirando pesadamente.
- Alí oh... – disse apontando para um lugar que não havia nada, a não ser feno. – Ué, ela tava ali agorinha mesmo! – disse o garoto estranhando.
- Dougie, cadê a merda da vaca? – disse agora aumentando o tom de voz.
- Eu não sei! Acho que ela foi abduzida! , será que tem ETs por aqui? – disse Dougie olhando para todos os lados como se ele fosse o próximo a ser abduzido.
- Não fale besteiras Poynter! – disse já gritando. – Você tem noção do que você fez? Essa vaca era da rainha! E tava prenha! – disse a menina visivelmente desesperada.
- Isso quer dizer que ela teria um bezerro real? – quis saber o menino.
- Isso! Um bezerro real que vale mais do que a sua casa, seu carro e todo o seu patrimônio que você já conquistou e AINDA vai conquistar! Tem noção do que é isso? – disse ainda desesperada.
- Certo, então a vaca é importante... – disse o menino inocentemente.
- MUITO importante! Ai, meu deus! O que eu faço agora? Vão me demitir e me deportar e eu vou ter que trabalhar o resto da vida pra pagar essa vaca maldita! – disse já com voz de choro. – Eu te odeio, Dougie! Você não sabe o quanto! – disse já deixando as lágrimas caírem sobre seu rosto.
- Hey, calma, ! Nós vamos achar a vaca e o bezerro real! – disse o menino abraçando .
- 5 minutos, Dougie! 5 minutos que eu te deixo sozinho e você faz isso! – disse ainda choramingando.
- Eu estou nessa contigo! E se você se ferrar, eu me ferro também, ok? Nem se for preciso lavar os azulejos da cozinha real para o resto de nossas vidas, faremos juntos! – disse olhando profundamente nos olhos de . – Agora, vamos encontrar essa vaca maldita. – disse pegando na mão da menina e a conduzindo para o possível caminho que a vaca fez.

Na mansão...

- Eu estou vendo uma fada! – disse Danny devagar e bobamente.
- Não é uma fada, idiota! É a Tinker Bell! – disse da mesma forma que o garoto.
- Ela está sorrindo pra mim!! – disse agora gargalhando.
- Eu vou tentar pegá-la! – disse tentando subir na mesa.
- Não! Ela vai te machucar! – disse Danny tentando puxá-la de volta.
- Me solta, Danny! Eu vou cair. – disse a menina meio zonza.
- Não vou deixar aquele duende verde te pegar! – disse abraçando forte a menina.
- Você está me esmagando! – disse se livrando do abraço e indo em direção ao sofá e se jogando no mesmo.
- Me espera! Não me deixa sozinho! – disse indo em direção à menina assustado.
- Você tem medo de fadas, Danny? – disse se deitando no sofá.
- Se elas forem verdes e com uma risada igual a essa daí, tenho. – disse o menino se encaixando entre as costas do sofá e o corpo da menina. – Posso dormir com você?
- Mudou a pergunta é, Jones? Antes era “Quer transar comigo?” agora é “Posso dormir com você?” – brincou com o garoto.
- , a gente pode transar amanhã? Hoje eu não me sinto disposto. – disse devagar e já de olhos fechados.
- Okay, Danny. A gente pode transar amanhã. – disse igualmente devagar e de olhos fechados.
- Não me esqueça disso, por favor. Boa Noite, . – disse enterrando seu rosto no pescoço da menina.
- Boa noite, Danny. – finalizou a menina sentindo os braços do outro em torno de sua cintura e sua respiração cada vez mais tranqüila no seu pescoço.

No Hovet...

- Eu desisto! – disse sentando no meio fio da rua em que procuravam a vaca.
- Não! Não desista! Tenho certeza que estamos perto! – disse o menino tentando levantar , em vão.
- Eu estou cansada! Já vou ser presa mesmo! Então, que eu esteja descansada quando isso acontecer! – choramingou a garota.
- Não fale besteira! Não vou deixar que te prendam e... – Dougie ia cuspindo as palavras, mas parou ao avistar algo que prendeu sua atenção. – , a vaca que procuramos por 3 horas, seria branca com manchas pretas? – questionou o garoto.
- Isso... é uma pura sangue holandesa. – disse sem muita animação.
- Uhm, então acho que encontrei. – disse sussurrando.
- Como? – disse alto se levantando e olhando na direção que Dougie olhava. – Hey! É a vaca! HEY VOCÊ! ESSA VACA É MINHA! – disse se aproximando do mendigo que segurava a vaca com uma corda.
- NÃO É NÃO! A Mimosa é minha! Foi eu quem a achou! Eu sou dono dela agora e seu melhor amigo! – disso o velho mal vestido com a voz um pouco embolada.
- Sua o caramba! Ela é minha! – disse uma descontrolada partindo pra cima do mendigo.
- Calminha aí, ! – disse Dougie segurando a menina. – Meu senhor, sinto que algo está errado aqui. Essa vaca não é do senhor! Então, poderia devolvê-la, por gentileza? – disse o garoto educadamente.
- Não vou devolver sem mais nem menos! Quero algo em troca... tipo, esse relógio que está em seu pulso! – disse o velho apontando para o relógio no pulso de Dougie.
- Ah, você só pode estar brincando! Não vou trocar meu relógio de 4 mil libras por uma va... – agora quem se descontrolava era Dougie que foi interrompido por .
- Ele troca! – disse rapidamente.
- O quê? Você só pode estar louca! – gritou o garoto.
- Quer ser preso, McBoy? Quer lavar os azulejos da cozinha da rainha para o resto da vida? Então entrega a porcaria do relógio que eu tenho certeza que amanhã vai ter um igualzinho no seu pulso! – disse em um tom de ordem, mais baixo.
- Você está me devendo uma, okay? – disse o garoto após entregar o relógio e receber a vaca.
- Tchau Mimosa! Foi muito bom te conhecer! – disse o velho acenando para a vaca.
- Vamos terminar logo com isso, porque eu preciso deitar na minha cama e dormir pela eternidade! – disse puxando a vaca.

Alguns minutos depois, de volta à mansão...

- Olha só! Parece que o casal andou se divertindo! – sussurrou para Dougie assim que viu Danny e dormindo juntos no sofá.
- Sorte a deles. Vou para o meu quarto. Boa noite. – disse indo em direção às escadas.
- Dougie, espera! Eu queria te agradecer por hoje. Você foi muito legal dando seu relógio em troca da vaca. – disse sem jeito.
- Já disse que você está me devendo uma, né? – disse com um sorriso maroto se aproximando da menina.
- Lá vem... o que é dessa vez? – disse já no seu tom normal.
- Lembra da visita na casa da minha mãe? – continuou após ver um sinal de afirmação da cabeça da menina. – Pois então, foi cancelado.
- Não diga! Isso é ótimo! – disse tentando mostrar sua satisfação.
- Calminha aí, sweet! Mudaram a reunião para a noite de Natal.
- Ah, mas aí, dá pra você levar a Frankie, né?
- A Frankie vai passar o Natal com a família... Não vai comigo pra Essex. Ao contrário de você! – e mais um sorriso maroto.
- Como é? – disse em choque.
- Simples! Você não tem com quem passar o Natal, fora as suas amigas... o trato continua sendo o mesmo, só que agora, na noite de Natal! Não é fantástico? – disse animado.
- Dougie, isso não está indo longe demais? Se sua namorada descobrir, eu... – ia começando a argumentar.
- Ela não vai descobrir, ok? Não se preocupe! Com a Frankie eu me entendo! O que você deve se preocupar é com a sua mala! Em três dias, embarcamos pra Essex! – finalizou com um sorriso no rosto.
- Onde eu fui me meter? – disse um pouco mais baixo.
- Até amanhã, sweet! – disse dando um beijo na bochecha da menina.
- Até, Dougie. – disse respirando fundo.


Capítulo 18

- Ai minha cabeça! Droga de dor! Mas que... – acordava começando a demonstrar seus sinais de ressaca, até que... – Ai, meu deus! Ai, meu deus, ai meu deus! – disse após perceber Danny roncando ao seu lado e agarrado a sua cintura. – Eu dormi com o Danny? – disse um pouco mais baixo.
- Parece que vocês beberam demais! Agora quanto à parte prática desse seu “dormir com o Danny”, eu já não posso te responder! – disse adentrando a sala com uma garrafa de Absinto em mãos.
- Eu bebi isso? Você só pode estar de brincadeira! – disse inconformada.
- Bom, o Tom não foi, já que ele acordou bem cedo, com uma cara ótima e foi tomar café na Starbucks, já o Harry, acabou de levantar para ir correr e bom, amiga, bêbados de ressaca não correm. Agora, o Dougie, passou a noite comigo, digo... no hospital! Não tem como ele ter bebido isso! Logo, sobram você e o senhor Jones que pelo ronco e a baba que escorre da sua boca nesse exato momento, teve uma noite e tanto! – finalizou a explicação para a garota.
- Eu não acredito que fiz isso! Já pensou se o Fletch entra aqui e pega essa cena? – disse de olhos arregalados.
- Bom, primeiro seria engraçado! Depois, desesperador... Mas, só pelo engraçado já valia a pena! – finalizou com um sorriso maroto.
- Eu preciso de um banho... – disse a menina começando a se levantar, mas sendo impedida por Danny e sua grande mão envolvendo sua cintura. – Droga, Hey Danny! Acorda! Hora de levantar! Vaaii! – disse sacudindo o garoto.
- Mais cinco minutinhos! – disse o menino resmungando.
- Vai dormir no seu quarto! Agora! – disse puxando o garoto que começava a abrir os olhos e se situar.
- , por que a gente dormiu no sofá? – perguntou Danny.
- Por quê? Bom, acho que... é... exageramos na bebida! – disse sem graça.
- E a gente transou? – disse intrigado.
- NÃO! Digo, eu... – se embolou a garota ficando cada vez mais vermelha.
- Ela não se lembra! – disse com um sorriso triunfante.
- Bom, então eu digo que transamos! – disse o menino indo em direção à escada e deixando com os olhos arregalados e de boca aberta.
- Eu falo pra você escolher melhor suas companhias, , mas você não me ouve! – finalizou com um tom debochado.
- Cala a droga da boca, tá legal? – disse a menina indo em direção ao seu quarto e deixando gargalhando na sala.

Alguns minutos mais tarde...

- Hey Tom! – disse ao adentrar a cozinha.
- ! – disse animado ao ver a menina. – , posso te perguntar uma coisa?
- Depende da pergunta. – disse a menina desconfiada.
- Você e a conseguem organizar uma festa?
- Tipo, uma festa ou uma festança? – pergunto estranhando.
- Não! Uma para os amigos mais íntimos, sabe?
- Sei, e o que seria o motivo da comemoração?
- Amanhã é aniversário do Harry!
- Nossa! É mesmo! Tinha esquecido! – disse a menina de olhos arregalados.
- Pois é, e como todos nós viajamos depois de amanhã, não dá pra fazer algo épico, entende? Mas é só pra não transparecer que esquecemos! – disse o garoto.
- Conheço alguém que pode fazer isso, Tom! – disse com uma lâmpada acesa em cima de sua cabeça.
- Serio? Quem? – perguntou Tom curioso.
- Quer me dar uma carona?

Em um albergue qualquer londrino...

- Deixa eu ver se eu entendi... Vocês querem que eu organize a festa surpresa do Harry? – disse depois de ouvir as idéias de Tom e .
- Isso! Seria muito legal se você nos ajudasse! Além do que, Harry gosta de você! – disse Tom normalmente.
- Gosta? – disse a menina um pouco mais alto.
- Claro! Ele diz que você tem um papo ótimo! – disse com um sorriso.
- Sei... e eu tenho que organizar tudo até amanhã? – questionou a menina tentando disfarçar o rubor que seu rosto adquiriu.
- O mais rápido possível. – disse .
- Eu te ajudo! – se manifestou adentrando o quarto.
- Hey ! – disse Tom vermelho.
- Hey Tom... e ! – disse meio sem graça. – Como eu ia dizendo, te ajudo com os preparativos! Só precisamos tirar o Harry da casa durante o dia. – disse a menina analisando a situação.
- Isso deixa comigo! – disse .
- Por quê? – questionou .
- Já sei onde vou levá-lo! – e mais um sorrisinho maroto.

No dia seguinte, bem cedo...

- Por que o Dougie tá indo com a gente mesmo? – disse baixo para Harry.
- Ele pediu pra ir... coitado, ia ficar vendo o TV o dia todo! Deixa ele se distrair um pouco, olhando as bolas de um lado para o outro. – disse Harry concentrado na estrada.
- Hey, eu estou ouvindo! E não vou ficar olhando as bolas de um lado para o outro! Vou jogar com vocês! – disse o menino indignado.
- Isso é o que veremos! – disse o outro o outro com um sorriso enfezado.

Já na mansão...

- Ele deve estar puto! – disse Danny.
- Por quê? – quis saber .
- Porque ninguém o cumprimentou hoje! Deve estar pensando que esquecemos! – disse num tom divertido.
- Mas ele vai gostar da surpresa! – disse sorridente.
- Chega de falatório! Vamos organizar uma festa! – disse animada.

No campo de críquete...

- Isso parece baseball! – disse observando os jogadores em campo.
- É parecido... um pouco mais legal, devo lhe dizer! – disse Harry também assistindo.
- Ele diz isso só porque é campeão dessa coisa! – disse Dougie revoltado.
- Por que você não ficou em casa mesmo? – disse Harry revirando os olhos.
- Porque eu não queria trabalhar naquela porcaria de festa sur... – ele ia falar, mais impediu.
- Hey Dougie, vamos comprar um cachorro quente? – disse alto e empurrando o menino em direção à barraca de cachorro quente. – Quer algo, Harry? – disse já longe.
- Não, obrigado! – disse o menino com as sobrancelhas arqueadas.
- Você pirou, duende verde? – disse mais baixo.
- O que foi, sweet? Não fiz nada! -disse o menino com as mãos na altura dos ombros.
- Você quase dedou a festa pro Harry, seu idiota! Agora ele está desconfiado! – disse nervosa.
- Calma! Eu conheço ele! Ele não desconfia de nada. – disse calmamente.
- Às vezes tenho vontade de torcer seu pescoço igual fazemos com uma galinha quando vamos matá-la! – disse mais para si mesma.
- Seu amor por mim me comove! – disse afetado. – Já está com as malas prontas?
- Quase... Sabe, as meninas não vão gostar dessa história... Tipo, tínhamos combinado de passar o Natal juntas! Pela primeira vez! Isso não vai ser legal. – disse a menina meio cabisbaixa.
- Se você não quiser, não precisa ir. – disse o menino num tom chateado.
- Conversamos depois, ok Dougie? Agora vamos voltar antes que o Harry desconfie de algo. – disse andando e deixando um Dougie sério para trás.

Na mansão, depois de algumas horas...

- Nossa, ficou tudo lindo! – disse com os olhos brilhando.
- Ficou legal mesmo! Ele vai adorar! – comentou Tom.
- Certo, vamos esperar o aviso da e nos escondemos, ok? – disse .

No carro de Harry...

- Você é muito ruim, Dougie! Admite! Harry acabou com você no jogo! – disse rindo.
- O que você tá falando? Ele também te detonou no jogo! – disse o garoto se defendendo.
- Mas eu sou brasileira e iniciante nesse negócio! Você é inglês e veterano! E ah, péssimo! – e começou a rir de novo.
- Me lembre de não falar com você até eu morrer, ok? – disse Dougie nervoso.
- Isso vai ser tarefa difícil! Antes mesmo dele descobrir que você era mulher, já não desgrudava de você, imagine agora! – disse Harry num tom divertido.
- Não precisa me humilhar na frente da garota, Harry! – disse ainda revoltado.
- É mesmo! Você já fez isso no jogo hoje! – acrescentou rindo e digitando uma mensagem no celular.

Na mansão...

- Okay, eles estão chegando! - gritou para todos assim que leu a mensagem de , fazendo com que cada um procurasse um lugar para se esconder.

Do lado de fora...

- Chegamos! – disse animada saltando do carro. – Erm... vai entrando, Harry! Preciso falar uma coisinha com o Dougie! - disse com um sorriso amarelo.
- Okay, só não se agarrem aqui fora, os vizinhos podem se assustar. – disse o menino apontando para os dois.
- Sem graça! – disse Dougie com o nariz franzido.

Lá dentro, Harry abriu a porta e acendeu a luz...

- SURPRESA! – gritaram todos com bexigas e confetes.
- Uma festa? – disse meio bobo. – Mas eu pensei que vocês estivessem esquecido! – disse ainda bobo.
- Você acha que esqueceríamos do dia mais importante do ano para o nosso amigo? – questionou Tom abraçando o garoto.
- Parabéns, dude! - disse Danny repetindo o ato de Tom. – Te comprei um taco de críquete! – disse feliz.
- Uaau, Danny! Isso é muito legal! – disse irônico.
- Hey, eu te comprei um lagarto! – disse Dougie feliz.
- Ah, não! Não, não e não! Eu não vou cuidar de mais um bicho verde do rabo comprido, não! – gritou .
- Vocês dois estavam envolvidos nisso, né? Por isso o jogo hoje! – disse o menino ligando os pontos.
- A parte do jogo foi combinado, agora o chocolate que o Dougie levou, isso não foi combinado! – disse rindo.
- Quer parar de falar disso? – disse o menino ficando bravo de novo.
- De quem foi a idéia? Digo, da festa? – perguntou Harry.
- Da ! – disse Tom rapidamente.
- Minha? – disse confusa.
- É , não precisa ficar com vergonha! Ele ia saber de qualquer jeito. - disse Tom piscando para a menina.
- Nossa, isso foi muito legal da sua parte! Quero dizer, você não me conhece há muito tempo e já me faz uma festa surpresa! Tem pessoas que estão muito mais ligadas a mim e nem se lembraram do meu aniversário. – disse um pouco rancoroso. – Obrigado, de verdade! – disse abraçando a garota.
- De nada... – disse com a voz falha e sentindo suas pernas falharem ao sentir o perfume do garoto.
- Por que ele falou desse jeito, tão...rancoroso? – perguntou a Tom.
- Acho que ele está falando da Izzy, sua atual namorada. Acho que ela ainda não o telefonou. Danny me disse que ligou pra ela ontem à noite pra falar da festa e que ela disse que não poderia vir, porque tinha coisas mais importantes pra resolver. – explicou Tom.
- Está explicado.

Depois de algum tempo, todos já tinham comido e bebido além da conta...

- Eu já disse que não! – gritou Harry!
- Lógico que sim! – rebateu .
- Para com isso! Você está falando besteira! – disse o menino se segurando para não rir.
- Everbody nows, que depois que a Lindsay Lohan beijou o Harry ela virou lésbica! É um fato, meu querido, aceite! – finalizou gargalhando.
- Isso mesmo! Ela virou lésbica e ainda arrumou uma namorada inglesa! – apontou Danny.
- Viu? O problema, Harry querido, não foi o fato de você ter traumatizado a garota por ser inglês, mas sim, por ser homem! – e a sala explodiu em risadas.
- É, porque se ela tivesse pego trauma de ingleses, não arranjaria uma namorada inglesa! – concluiu Tom.
- Viram? O Harry gostosão aqui – apontou o menino. – transformou a menina malvada em... lésbica! Segura essa, Darling! - gritou .
- Ela não deu conta, ok? – tentou se defender, mas tudo o que conseguiu foi mais risadas, já que todos estavam quase bêbados.
- , tome cuidado, senão quiser entrar para o grupo da Lohan! – disse Dougie rindo.
- Não fale besteira, Poynter! - disse entre os dentes.
- Ah, mas tenho certeza que a dá conta! – disse Harry sem pensar.
- Você já testou é, Judd? – se empolgou Danny.
- Não, mas quem sabe, não podemos confirmar minha teoria, hein? – disse Harry com seu olhar sexy para cima da menina.
- Ok, acho que todos beberam demais, né? - disse tentando mudar o rumo da conversa, já que parecia um pimentão.
- Então, vocês viajam amanhã, né? – perguntou .
- Natal em família, né... – disse Danny.
- E vocês, onde vão passar o natal? - perguntou Tom.
- Provavelmente nas margens do rio Tâmisa enchendo a cara! – disse .
- Bom, vocês poderiam viajar conosco! Digo, vamos cada um para uma cidade diferente, mas sei lá... se quiserem ir para Bolton, minha casa está à disposição! – convidou Danny fofo.
- A adoraria ir com você pra Bolton, né amiga? – disse .
- E você, hein dona ? – disse com um olhar fuzilador.
- Ela vai pra Essex comigo! – disse Dougie.
- Ah, vai? E nem nos comunicou? – disse sentida.
- Acordo... sabe como é... eu me meto em cada furada! – disse respirando fundo.
- Bom, então, já que a vai com o Danny para Bolton e a com o Dougie para Essex, , quer ir passar o natal comigo e minha família em Harrow? – questionou Tom vermelhinho (n/a: cuteeeeeeeee!)
- Eu... eu... adoraria. – disse igualmente vermelha. – Mas e a ?
- Vai comigo para Chelmsford. – disse Harry simplesmente.
- Mas, e sua namorada? – questionou .
- Ela não vai se importar, acredite em mim! – disse um pouco amargo.
- Certo, então vamos nos separar no natal? – disse chateada.
- Ah, mas a gente se vê no ano novo! Aqui em Londres! – se empolgou Tom.
- Certo crianças, vamos fazer as malas então! – se empolgou mais ainda .
- Só uma pergunta! – levantou a mão .
- Fala, . – disseram em coro.
- Tem vacas em Corrigham, digo, em Essex no geral? – perguntou.
- Tem, oras! Por quê? – perguntou Dougie.
- Amarrem o Dougie numa cadeira então! As vacas correm perigo! – gritou .

Capítulo 19

- Bom dia, ! – disse animadamente ao adentrar a cozinha e encontrar sua amiga sentada na bancada distraída.
- Hey. – disse a menina desanimada.
- Nossa! Que cara! O que aconteceu? – questionou vendo suspirar.
- Não estou à vontade fazendo isso. – disse a menina de uma vez.
- Não entendi. – disse a menina com cara de interrogação.
- Não quero me passar por namorada do Dougie pra família dele. – disse mais baixo.
- Não? Fala sério, ! Qualquer garota daria tudo para estar no seu lugar! – disse um pouco alterada.
- O problema, querida, é que ele JÁ tem uma namorada! Isso que eu estou fazendo é traição! Tá certo que eu não conheço a Frankie e mesmo assim não gosto dela, mas ELA é a namorada dele, não eu! Isso não está certo! Se alguém descobrir, nem sei o que pode acontecer. – disse tudo de uma vez e soltando outro suspiro no final.
- , tente não se preocupar tanto com as conseqüências! Vá e divirta-se! Quem sabe essa viagem não guarda alguma surpresa, ahm? – disse tentando animar a garota. – Depois que voltarmos, vamos receber o salário e começar nossa viagem! Aí é adeus Inglaterra e olá mundo! – disse a menina animada.
- É... Você pode ter razão. – disse a um pouco mais animada.
- É claro que eu tenho! – disse mais alto.
- O que você tem ? – quis saber Danny ao adentrar a cozinha com cara de sono.
- Certeza que o pai do filho que ela está esperando é você. – disse rapidamente, já saindo da cozinha, mas não sem antes passar por Danny – esse que estava com uma cara extremamente de interrogação – e dar um tapinha em seu ombro. – Parabéns, papai!
- ! – gritou .
- Você está grávida, ? – perguntou Danny.
- Claro que não! – disse ainda em voz alta. – A é louca!
- Escuta, se isso for verdade eu vou te apoiar! Posso não ter cara de um pai responsável, mas eu aprendo! – disse o garoto inocentemente.
- Danny, presta atenção. Eu NÃO estou grávida, ok? Para isso acontecer, nós deveríamos ter transado, e nós NÃO transamos! – disse devagar e estupidamente vermelha.
- Não? – disse ainda com cara de dúvida.
- Por que você não vai lavar esse rosto e desse para tomar café, ahm? – disse a menina já perdendo a paciência.
- Ok. – disse simplesmente.
- Eu mato a .

Algum tempo depois...

- Olá garotas da minha vida! – disse animadamente ao adentrar a cozinha.
- Hey! – respondeu igualmente animada, totalmente ao contrário de que estava olhando o nada com cara de poucos amigos.
- O que aconteceu com ela? – questionou a amiga.
- O de sempre. Ela se mete em furadas e depois se arrepende. – disse um pouco mais baixo.
- Não falem como se eu não estivesse ouvindo! - esbravejou revoltada – Cadê a ? – perguntou olhando em volta.
- Encontramos o Harry na entrada. Ele estava voltando da sua “corrida matinal”. – disse em tom de deboche – Aí já viu, né? Os dois estão no maior papo lá fora! – terminou fazendo uma careta.
- Será que isso é um bom sinal? – questionou pensativa.
- Fala sério! Olha o cara! Ele é alto, forte, olhos azuis, rico, famoso e ah... um gato! Você ainda pergunta se é um bom sinal? – disse inconformada.
- Está falando de mim, sweet? – disse Dougie ao adentrar a cozinha, assustando as garotas.
- Mas é claro, duende verde! Afinal, você se encaixa nas características que eu citei, né? Alto, forte... – disse ironicamente.
- Ela poderia estar falando de qualquer um, Dougie! Menos de você! – disse entre risos.
- Ah, mais a parte dos olhos azuis, rico, famoso e gato eu sou, né? – disse o garoto com seu sorriso de mil dentes.
- Vamos mudar de assunto. Acabei de tomar café. – disse fazendo careta.
- Acho que alguém acordou de bom humor! – disse Dougie ironicamente.
- Você ainda não viu nada! – sussurrou ao garoto.
- Bom dia galera! – exclamou Tom alegremente entrando no recinto.
- Está feliz, Tom! – disse com um sorriso grande.
- Hoje é véspera de Natal! Claro que estou feliz! – disse ainda alegremente.
- , já está pronta? – perguntou Danny ao entrar na cozinha, devidamente arrumado.
- Mas já? – questionou a menina assustada com a rapidez do garoto.
- Sim! Temos uma longa viagem pela frente! – disse sorrindo.
- Ok, vou pegar minhas malas. – falou a menina saindo da cozinha.
- , acho melhor irmos andando também! – falou Tom depois de morder uma maçã.
- Estou pronta! – disse a menina sorrindo.
- Sweet, temos que ir também! O nosso trem sai em uma hora. – pronunciou Dougie olhando o relógio que ficava preso na parede da cozinha.
- Trem? Por que vamos de trem? – perguntou rapidamente.
- Não sei se você sabe, mas eu não dirijo! Então, vamos de trem! – disse simplesmente o menino.
- Eu não acredito. Você tem um Audi novinho na garagem e não usa? – perguntou inconformada.
- É! Não gosto de dirigir. Odeio carros.
- Você é um bundão mimado! Me dá logo a chave desse carroça! EU vou dirigir! – esbravejou irritada se levantando.
- Mas não vai mesmo! O carro é meu e apesar de não usá-lo, gosto dele! Não vou dar pra você dirigir! Nunca te vi na direção! - disse igualmente irritado.
- Mas pelo menos, EU tenho coragem de sair dirigindo por aí! Ao contrário de você, que é medroso! – disse a menina cutucando o peito de Dougie a cada palavra pronunciada.
- , você não... – Dougie ia começar a argumentar, mas...
- Usa o meu! – disse Tom jogando ao chaves de seu carro para .
- Como é que é? Você vai emprestar seu carro pra ela? – exclamou um Dougie revoltado.
- Eu confio nela... sei que não vai fazer nada de errado. – disse o garoto ainda comendo sua maçã.
- Mas, e você? Não vai usar o carro? – perguntou ainda meio chocada com a atitude do garoto.
- Não tenho só um carro. Pode usar esse. Eu vou com outro. – disse o loiro simplesmente.
- Tom, querido, você já viu a dirigindo? – perguntou baixo para que somente Tom escutasse.
- Não. Mas a cara que o Dougie está fazendo é melhor do que qualquer carro meu na garagem! – disse o menino em tom divertido.
- Oh, my god! É uma Land Rover! Hoje é o dia mais feliz da minha vida! – gritou pulando em cima de Tom para abraçá-lo. – Eu prometo que vou cuidar dela como se fosse minha filha! E você sempre foi meu McFly preferido! – disse a menina beijando a bochecha de Tom.
- Você é obcecada por baleias! Claro que o Fletcher é seu preferido! – disse Dougie com raiva na voz.
- Qual é, Poynter? Está com ciúmes? – perguntou Tom lançando-lhe um olhar desafiador.
- Deixa de ser ridículo, Fletcher! Tem carteira, ? – questionou o menino ainda com raiva na voz.
- Mas é claro! Dã! – disse com ar de superior.
- Vamos logo antes que eu desista dessa viagem. – cuspiu Dougie suspirando no final e já deixando a cozinha.
- Isso seria uma ótima idéia. – disse um pouco mais baixo, porém não tão baixo.
- , você não quer ir? – questionou confusa.
- Eu só queria pensar mais antes de fazer as coisas, . – disse a menina suspirando e seguindo o mesmo caminho que Dougie fez segundos atrás.
- Ela está bem? – questionou Tom.
- Eu espero que sim. – disse a menina olhando o caminho que a menina acabara de fazer.

Já do lado de fora...

- E é isso. Você irá conhecer minha mãe, meu pai, minha irmã e meu irmão. Não tem muito mais coisas que você deve saber sobre minha família. Eles são legais. – finalizou Harry depois de contar um pouco sobre o que esperava ao chegarem em Chelmsford.
- Legal. Acho que vou me divertir nesse natal! – disse a menina animadamente.
- Mas é claro que vai! Eu vou estar lá! – disse o menino com suas sobrancelhas arqueadas.
- Engraçadinho. – disse rindo, depois de dar um tapa no braço de Harry.
- Então vamos? – questionou Harry já colocando suas malas no carro.
- Preciso me despedir das meninas. – disse olhando em direção à porta de entrada e vendo Danny saindo com em seu encalço, os dois riam de alguma coisa. Logo atrás, vinha Dougie de cara fechada e olhando um ponto qualquer. e Tom vinham mais atrás, conversando animadamente.
- Woow, suas malas não estavam em Nova York? – questionou Harry apontando para a quantidade de malas que carregava.
- E você acha que eu ficaria todos esses dias sem roupas? – revidou a menina com um olhar desafiador.
- Ok, todos a bordo! – gritou Danny já ligando o carro.
- Bom, é isso! Feliz natal pra vocês! – disse abraçando as amigas.
- Se comportem, ok? Nada de confusão. – alertou dirigindo seu olhar para .
- Não é como se eu fosse matar alguém!- disse a menina torcendo o nariz. – Vou sentir a falta de vocês! – confessou com os olhos cheios de água.
- São apenas 5 dias, . Passa rápido. – disse abraçando a amiga.
- Posso ligar pra vocês todos os dias antes de dormir? – disse a menina ainda com cara de choro.
- Vou ficar ao lado do telefone o tempo inteiro! – disse abraçando a menina.
- Então, vamos? – questionou Tom já abraçando as garotas.
- Feliz Natal, galera! – disse Danny fazendo o mesmo que Tom.

Depois de todos se despedirem, incluindo os garotos, cada um seguiu seu caminho para o Natal mais emocionante de suas vidas.

Capítulo 20

O caminho até a casa dos garotos foi tranqüilo. Cada um procurava contar um pouco sobre sua família às garotas para que as mesmas se sentissem à vontade quando chegassem. Até Dougie que estava emburrado emendou um papo super animado com sobre seus cachorros que estavam na casa da mãe, Flea e Presley. Nessa altura da viagem, ele já não segurava mais no famoso “PQP” e já tinha parado de rezar.

Bolton – Inglaterra

- Chegamos! Está pronta para conhecer os Jones? – questionou Danny ao parar o carro em frente à casa de sua família.
- Acho que sim! – disse respirando fundo e encarando a enorme e linda casa na sua frente.
- Erm... , se você tem algo pra me contar, a hora é agora. – disse Danny olhando bem no fundo dos olhos da garota.
- Eu? Eu... bom... Tá legal! Uma hora você iria descobrir mesmo! – disse a menina com cara de derrota, fazendo o garoto arregalar os olhos. – Fui eu quem rasgou sua cueca da sorte! – disse por fim, mudando a cara de Danny de assustada para confusão. – Foi sem querer, ok? Eu lavei, aí, tinha que colocar no varal pra secar, mas seu cachorro demoníaco não pode ver nada pendurado e balançado, aí ele pegou ela com tudo e saiu rasgando e jogando peças para todos os lados! E eu não consegui fazer nada! – disse tudo de uma vez, sem parar para respirar.
- Então é isso que você tem pra me contar? – perguntou Danny com as sobrancelhas arqueadas.
- É! O que você achou que fosse? – disse a menina perdida.
- Ah, aquela história de você estar grávida e talz... – disse o garoto sem jeito coçando a nuca.
- Danny, você tem que aprender uma coisa. Quase TUDO que a diz, não é verdade. Ela tem essa mania de constranger os outros, entende? Para te falar a verdade, não sei o que aconteceu aquele dia que tomamos o absinto, mas uma coisa eu posso te garantir: eu não estou grávida! – finalizou a menina extremamente vermelha.
- Então, acho que agora está tudo esclarecido! Vamos entrar? – disse o menino já saindo do carro. Ao chegar próximo à porta, Danny tocou a campainha e uma senhora com um avental de natal abriu a porta com um sorriso enorme.
- Daniel, meu filho! – disse a senhora abraçando o menino.
- Mãe! Que saudades! – disse ainda no abraço.
- Como você cresceu! Está cada dia mais bonito! – disse passando a mão pelo rosto do garoto. – E essa garota linda? Não vai me apresentar? – perguntou ainda sorrindo.
- Ah, essa é a ! Aquela minha amiga que te falei! – disse apontando para a menina. – , essa é a minha mãe, Kathy Jones. – finalizou o garoto dando um meio abraço na mãe.
- É um prazer conhecê-la, senhora Jones! – disse estendendo a mão para cumprimentar a mulher.
- O prazer é meu, querida! – disse a senhora repetindo a atitude de . – Vem, vamos entrar, ou todos irão congelar aqui fora! – disse já entrando em casa.

Chelmsford – Inglaterra

- Home, sweet home! – cantarolou Harry ao descer do carro e olhar para a casa dos seus pais que um dia fora sua também.
- Nossa, é bem grande, né? – disse ao observar a casa à sua frente.
- É. Somos em 3 irmãos. Minha mãe sempre dizia que precisávamos de bastante espaço. – disse o menino também observando a casa. – Vamos entrar? – perguntou já levando as malas em direção à porta, mas antes que ele pudesse tocar a capainha, um homem, cuja a aparência denunciava Harry daqui a alguns anos, abriu a porta com um sorriso enorme.
- Harry! Seu pirralho! – gritou o homem dando um típico abraço de irmão mais velho no garoto. – Você continua feio, hein?
- Estou feliz em te ver também, Thomas! – disse o menino ajeitando o cabelo que o irmão havia bagunçado.
- Meu deus, Harry! – gritou agora uma mulher, também mais velha, mas com uma ótima aparência, indo ao encontro do baterista. – Quanto tempo que eu não te vejo! – disse a outra emocionada. – Você está lindo! – pronunciou segurando o rosto de Harry.
- Você também está linda, Kath! – disse o menino com um sorriso enorme. – Gente, essa é a , minha amiga! , esses são Thomas e Katherine, meus irmãos!
- É um prazer conhecê-la! – disse educadamente o mais velho.
- O prazer é todo meu! – disse envergonhada.
- Vamos entrar? Mamãe está louca pra te ver! – disse Kath animada.
- Estou doido para vê-la também! – disse o garoto animado já entrando, mas não sem antes puxar pela mão.

Essex – Inglaterra

- Ok, recapitulando. Nome da minha mãe? – perguntou Dougie quando estacionou o carro de Tom na frente de uma casa linda.
- Sam Poynter. – disse a menina desanimada.
- Minha irmã?
- Jazmine, mas todos a chamam de Jazzie. – respondeu ainda em um tom desanimado.
- Minha comida preferida?
- Grega.
- E?
- Frutos do mar. – disse fazendo uma careta.
- Acho que você está pronta para ser minha namorada por 5 dias! – disse o menino animado.
- É... – disse a menina com um sorriso triste.
- , está tudo bem? – perguntou o garoto estranhando a atitude da menina.
- Eu só não me sinto bem fazendo isso. Tenho medo das conseqüências que isso pode trazer. – finalizou a garota respirando fundo.
- Não vou forçá-la a fazer nada. Não quero que você se sinta mal. Quer saber? Esquece isso. – disse agora o menino em um tom triste. – Vem, vamos entrar. Estou congelando aqui. – terminou já saindo do carro, deixando uma chateada para trás. E assim, os dois pegaram suas malas e se aproximaram da entrada. Dougie tocou a campainha e uma menina linda, com os olhos extremamente azuis, abriu a porta.
- Poynter! – gritou a garota pulando em Dougie.
- Hey, Poynter! – disse o menino abraçando a loirinha. – Você cresceu! – disse analisando de cima a baixo.
- Pena que não posso dizer o mesmo de você, né? – brincou a menina.
- Dougie, querido! Que saudades! – agora era uma senhora extremamente conservada e bonita abraçou o garoto.
- Mãe! Também senti saudades! – disse o garoto a abraçando bem apertado.
- Essa deve ser a ! Que garota linda, meu filho! – disse a senhora analisando a menina.
- Pois é, mãe. Essa é a , minha a... – o garoto ia pronunciando em um tom triste, mas...
- Namorada. Sou a namorada do Dougie! – disse a menina estendendo o braço em direção à mãe de Dougie.
- É um prazer conhecê-la, querida! Eu sou... – ia dizendo, mas...
- Sam Poynter. E você deve ser a Jazzie! – disse apontando para a loira.
- Isso! – disse Jazzie com um sorriso perfeito.
- Venham! Eu fiz cookies e chocolate quente! – disse a senhora já entrando em casa, sendo seguida pela filha.
- Por que você fez isso? – perguntou Dougie ainda chocado com a atitude da menina.
- Tom nunca foi meu McFly preferido. – disse a menina já entrando na casa e deixando um Dougie com sorriso bobo para trás.

Harrow – Inglaterra

- MÃE! – gritou Tom ao ver a mulher abrir a porta.
- Thomas! Filho! Que saudades! – disse a mulher abraçando o garoto. – Você não mudou nada! Só deu uma engordadinha! Você andou comendo besteiras, querido? – disparou a mãe para o garoto.
- Qual é, mãe! Eu aqui feliz em vê-la e a senhora falando de como eu estou gordo? – disse o garoto inconformado.
- Ah, meu filho! É que você come bastante e isso pode prejudicar sua saúde e... – a mulher ia falando , mas fora interrompida pelo marido.
- Grande Thomas Fletcher! Como está, filhão? – disse o pai abraçando o garoto.
- Muito bem, pai! E o senhor? – perguntou interessado.
- Bem também, filho! E essa garota linda que está com você? Quem é? E onde está a Giovanna? – questionou senhor Fletcher tentando achar a última.
- Pai, mãe... essa é a . Ela é uma amiga minha. Quanto a Gio... Nós... terminamos. – disse por fim o menino incomodado com a situação.
- Meu deus! Por quê? - questionou a mãe de Tom horrorizada.
- Longa história. Depois a gente conversa. Onde está Carrie? – tentou mudar de assunto procurando a irmã.
- Deve estar no banho. Daqui a pouco ela desce. Bom, , seja bem vinda ao natal dos Fletchers! Eu sou a Debbie e esse é meu marido Bob! Sinta-se à vontade, ok? – disse a mulher simpática.
- Muito obrigado, senhora Fletcher.

O dia foi normal para todos. Na casa dos Jones, enquanto Kathy preparava o jantar junto com Vicky, irmã de Danny e , Danny e Alan, seu pai, conversavam animadamente sobre os últimos shows da banda. Na casa dos Judds, Katherine contava sobre sua última viagem à França com o marido para a mãe Emma e para , enquanto Harry, seu irmão Thomas e o pai Christopher disputavam uma partida de vídeo game juntos. Nos Poynters, Sam, mãe de Dougie, mostrava animadamente um álbum do filho quando era bebê para , enquanto Jazzie se matava de rir e Dougie só faltava cavar um buraco para se esconder. Já nos Fletchers, ajudava Debbie e Carrie na cozinha, enquanto Tom assistia TV com o pai. Enfim, chegou a hora em que todos se reuniram em volta da mesa para a ceia de Natal. Cada casa com suas características. Uns fizeram uma oração de agradecimentos, outros simplesmente abriram o champagne, brindaram e começaram a comer. E assim se seguiu por toda a noite. Muito falatório, muitas risadas e muito comida gostosa. Nessa altura, as meninas já se sentiam em casa e até arriscavam falar algo durante as conversas das famílias. Até que chegou à hora da entrega dos presentes, hora mais esperada pela maioria.

Casa dos Fletchers

- Meias de novo? – Tom gritou inconformado pelo presente que sua irmã dera.
- Sim, meias de novo! Qual é? O rico e famoso aqui é você! Não eu! – disse a menina com um sorriso sapeca.
- E eu te comprei um iPhone novinho! – disse o menino ainda inconformado.
- Ah, maninho! Não fica triste! Li em um site uma vez que quando você vai dormir com alguma garota, você faz de meias! E eu te dei lindas meias! – disse a menina com uma careta e um tom de deboche ao mesmo tempo.
- Não sou eu! É o Danny! E onde você fica lendo essas porcarias? – disse o menino mais revoltado ainda.
- Crianças, vamos parar de brigar, ok? Então, agora é o meu presente pro Tomzinho! – disse Debbie entregando um embrulho para o garoto. – Feliz Natal, querido!
- Eu não acredito! São ingressos para a pré-estréia de Toy Story 3! Eu amo vocês! – gritou Tom abraçando seus pais logo em seguida.
- Você sabe como é difícil comprar presentes pra você, né Thomas? Você tem tudo! – disse Bob, pai de Tom feliz por ter conseguido agradar o filho.
- Mas eu adorei! De verdade! – disse o menino com um sorriso sincero. – Agora, o meu presente pra vocês. – disse Tom entregando um envelope para os pais. – Feliz Natal!
- Uma viagem para o Caribe? – disse Debbie chocada.
- Eu pensei em vocês fazerem uma segunda lua de mel! – disse o menino sorrindo.
- Obrigada, meu amor! – Debbie abraçou o menino seguida pelo pai.
- , tem algo pra você também! – disse Tom envergonhado.
- O quê? Não, Tom! Não se preocupe! Eu nem comprei nada pra você! É meio injusto e... – a menina ia dizendo tudo rapidamente, mas...
- É de coração! – disse com um sorriso lindo que foi acompanhado por . A menina pegou o embrulho e começou a abri-lo.
- Uma... pulseira. – disse a menina chocada com o que via. Era uma pulseira de prata, com um pingente de coração brilhante. – Eu... não posso aceitar! Isso deve valer uma nota! – disse a menina ainda chocada.
- Claro que você vai aceitar. Como te disse, é de coração! – disse o menino dando um sorriso lindo e apontando o pingente preso na pulseira. – Feliz Natal, ! – disse o garoto dando um beijo no canto da boca de .
- Obrigada Tom. De verdade! – disse a menina sem graça e com um sorriso lindo.

Casa dos Judds

- Calem a boca! Agora eu vou entregar meu presente para vocês! – disse Harry apontando para os pais depois de uma grande confusão que se instalou por causa da boxer de ursinhos que Harry deu para o irmão.
- Adoro presentes! – disse a Sra. Judd animada.
- Feliz Natal, pai e mãe! – desejou o menino entregando-lhes um envelope.
- O que é isso, filho? – disse Emma abrindo o envelope. – Uma casa na praia? – gritou a mãe do menino.
- É... sei que vocês gostam de praia sempre quiseram ter uma casa lá. Aí, eu escolhi o lugar e comprei. – disse o garoto sem graça.
- Eu adotei meu filho! Muito obrigado! – disse Emma abraçando o filho.
- Obrigado mesmo, Harry! – disse Christopher ao filho.
- Não tem que agradecer! – disse o menino envergonhado. Seus pais começaram a se distrair conversando sobre a casa nova, enquanto seus irmãos discutiam algo entre si. Ele aproveitou a deixa para puxar com a mão em direção ao canto da sala. – Meu presente para você! – disse entregando um envelope para .
- Harry, não precisava! Eu nem te comprei nada e... – a menina ia argumentando, mas...
- Abra! Você vai gostar! – disse com um sorriso lindo.
- Uma foto nossa? – disse a menina com os olhos brilhando.
- É... nós tiramos juntos ontem no meu aniversário. Quando fui correr hoje de manhã, pedi pra fazerem dois pôsteres. Um pra mim e outro pra você! O meu já está no meu quarto em Londres! – disse o menino corado.
- Eu adorei! É lindo! – disse a menina abraçando Harry. – Obrigada! Vou guardar pra sempre!
- Eu sei que vai. – disse o menino retribuindo o abraço e aproveitando para enterrar seu rosto no pescoço de , sentindo seu perfume, o que não passou despercebido pela garota que sorria imensamente feliz.

Na casa dos Jones

Danny ainda pulava feliz da vida com o vídeo game que seus pais lhe deram de Natal.

- Obrigado! Vocês são demais!! – disse o menino abraçando Alan e Kathy. – Agora é minha vez, né? Feliz Natal pra vocês. – disse o menino entregando um papel para os pais.
- Um jantar no restaurante mais caro de toda a Inglaterra? - disse Kathy de boca aberta.
- É... sei que a senhora sempre teve vontade de conhecer lá. Falei com uns conhecidos e eles colocaram vocês na lista de ano novo. Vocês vão passar o ano novo com toda a High Society inglesa! – disse o menino sorrindo.
- Ah, obrigada querido! – disse Kathy abraçando o filho, sendo seguido por Alan.
- E pra você, maninha... Feliz Natal! – disse jogando uma chave em direção à garota.
- Isso quer dizer que... – disse a menina começando a sorrir.
- Pode começar a treinar sua direção! Seu carro chega em 2 dias!
- Ahhh, Danny! Você é o melhor irmão do mundo! – disse a garota abraçando Danny.
- Eu sei! – finalizou dando uma risadinha. Depois percebeu que não havia se pronunciado ainda e aproveitou que os pais e a irmã estavam distraídos para levar a menina para conhecer seu quarto. – Ele deve estar arrumado. Minha mãe sempre organizava tudo por aqui! – disse o guitarrista abrindo a porta do seu quarto e constatando que realmente o lugar estava arrumado. – Bem vinda ao meu quarto!
- Parece um quarto de adolescente! – disse a menina olhando os diversos pôsteres pendurados na parede, as fotos de quando Danny era menor, bola de futebol, jogos de vídeo game, entre outras coisas. – Mas eu gostei! – finalizou com um sorriso.
- Eu amava esse lugar. – disse o menino olhando tudo em volta. – Bom, agora é a sua vez de ganhar um presente! – disse o menino com um sorriso malicioso brincando nos lábios.
- Presente pra mim? Mas eu não te comprei nada! – disse a menina confusa.
- Mas esse presente é recíproco. Eu vou te dar, mas você terá que me dar de volta. – disse o menino se aproximando de .
- O que quer dizer com isso, Danny? – disse a menina começando a ficar nervosa e já sentindo a respiração de Danny próxima a si.
- Feliz Natal, ! – sussurrou o menino perto da boca da menina antes de encostar seus lábios nos dela. A princípio a menina se assustou e apenas ficou paralisada. Mas depois de sentir as mãos de Danny em volta de sua cintura, abriu passagem para que o garoto aprofundasse o beijo. E assim ficaram durante alguns minutos, até que Danny quebrou o beijo. – Se você quiser conhecer a minha cama também, terei prazer em apresentá-la a você. Confesso que ela é bem macia! – disse antes de voltar a beijar a menina, que nessa altura estava rindo das besteiras que o outro dizia.

Na casa dos Poynters

Dougie estava observando a cena de sua mãe e irmã felizes pelos presentes que acabaram de ganhar. Ele deu uma casa em Londres para sua mãe para que quando a mesma sentisse a falta dele, pudesse ir para lá sem se preocupar com lugar para ficar. Para a irmã, ele deu a tão sonhada viagem para Nova York. Desde quando a menina colocou esse sonho na cabeça, vinha juntando dinheiro para poder ir. Agora não precisaria mais ficar sem comprar os sapatos novos que saíram na coleção de inverno de qualquer grife famosa. Ele estava satisfeito e feliz. Conseguiu deixar o Natal de sua família ainda melhor. Foi então que percebeu a ausência de uma pessoa. Saiu procurando por toda a casa, até que a avistou da janela da cozinha. Ela estava nos fundos da casa, sentada em um dos bancos, observando algo no céu. Resolveu ir até lá ver o que estava acontecendo.
- Não está com frio? – disse o baixista olhando para a garota ao seu lado.
- Um pouco... – respondeu baixinho.
- Está tudo bem? – disse o menino ainda a observando.
- Uhum. É só que eu nunca tinha passado o Natal fora de casa. Sinto falta dos meus pais, da minha família... – disse com a visão um pouco embaçada.
- Hey, não fica assim! Não quero te ver chorando na noite de Natal. Eu estou aqui, não estou? Apesar de não ser da sua família, já te considero da minha. – disse o menino com um sorriso fofo.
- Valeu, Dougie! De verdade. – disse a menina dando um sorriso sincero. – Eu tenho algo pra você... Feliz Natal. – disse entregando uma caixinha para Dougie.
- Pra mim? – disse o menino surpreso e abrindo o embrulho. – Um relógio?
- É... o relógio igual ao seu que você trocou pela vaca aquele dia. Senti que tinha obrigação de te devolver. – disse ainda sorrindo.
- , não precisava! E onde você conseguiu dinheiro pra comprar isso? – disse Dougie rapidamente.
- Eu fiz uns rolos. Sabe como é, né? Não fico longe de encrenca por muito tempo. – disse a menina num tom divertido.
- Obrigado, sweet! – disse dando um sorriso gigante. – Tenho algo pra você também!
- Não é um lagarto não, né? – disse torcendo o nariz.
- Não... Feliz Natal. – disse dando um papel para a menina. – Na última vez que eu estive na Austrália, um conhecido me deu isso. É um convite para mergulhar com as baleias em toda a costa australiana. Como eu sei que você ama baleias, espero que se divirta. – finalizou dando um sorriso tímido.
- Dougie, eu... eu... muito obrigada! – disse já chorando e abraçando o garoto. – Você é a pessoa mais legal que eu já conheci! – disse dando um beijo estalado na bochecha do menino.
- Você também, . Há tempos não me divertia tanto quanto me diverti nessas últimas semanas. – disse o garoto olhando no fundo dos olhos da menina.
- Sua mãe e sua irmã estão na janela olhando para cá. – disse baixinho.
- Acho que elas estão esperando a gente se beijar. – disse simplesmente.
- E o que a gente faz? – disse a menina ainda baixinho.
- O que já deveríamos ter feito há tempos... – disse ainda olhando nos olhos da garota.
- Do que você está falando? – perguntou temendo a resposta.
- Eu sou mesmo seu McFly preferido? – perguntou o garoto.
- É... por quê?- questionou confusa.
- Você também é minha favorita! – disse se aproximando da garota e selando seus lábios nos dela. No começo, ela não se mexeu e ainda mantinha os olhos arregalados. Só quando Dougie enroscou seus dedos dentro do cabelo da menina e levou sua outra mão para a cintura da mesma, ela sentiu que não teria para onde fugir. Por isso, permitiu que o garoto aprofundasse o beijo, se esquecendo que dentre todas as besteiras que fizera na vida, essa de longe era a pior e a melhor ao mesmo tempo. Dougie a cada segundo aproximava ainda mais seus corpos. E assim ficaram durante um bom tempo. Como se nada nem ninguém pudesse acabar com essa nova sensação que começava a brotar dentro de cada um.





CONTINUA


N/A: Ok, sem mortes doloridas pra Amandita! Hahaha... Volteeei, girls! Pois é... depois de 2 semanas do prazo prometido, estou atualizando Those Girls! Acho que devo explicações, certo? Então vamos lá. Primeiro, eu cheguei no dia 16. Aí, peguei o note no dia 17 pra atualizar a fic. Estava no final do capítulo 19, quando meu note morreu. Meo, que nervoso! Chorei de tanta raiva. Aí, levei no conserto, uma semana pra ficar pronto. Quando chegou, eu ia começar a digitar tudo de novo, minha mãe me chama na cozinha. Quando eu volto pro quarto TODAS as teclas dele estão fora do lugar! Meu anjinho em forma de gente, mais conhecido como irmão mais novo, fez o favor de fazer isso. Mais choro! Hahaha... aí, eu consegui consertar, só que comecei a passar por uma crise de criatividade! Nada fluía na minha cabeça. Até que finalmente consegui! E está ai! Atualização dupla a pedido de todas! =D E as férias de vocês? Como foram? As minhas foram hiper legais, mas meu começo de ano, foi uma droga! Quase peguei uma insolação, roubaram meu celular, quebrei um espelho na noite de ano novo... well, meu ano vai ser uma beleza! Rezem por mim! Hahaha...
Gostaria de agradecer as meninas, que mesmo sem atualizar, me mandaram mensagens pelos comentários! Mãan e Laura, eu volteei! Hahaha... Obrigada por não se esquecerem de mim! Ah, tem a Mandy que pra todo lugar que eu vou, ela está lá comentando! Hahaha...Brigadão Mandy! Tem também a Lu, Jéeh, Emi, Lais... enfim, a todas que SEMPRE estão comigo aqui! Vocês são as melhores das melhores! Hahaha... Aproveitando a boa vontade de vocês, gostaria de indicar meu mais novo bebê!! Um Anjo em Minha Vida! Pois é, fic nova no pedaço! Hahaha... Eu a escrevi nas férias, depois de um sonho muito doido que eu tive! Então, dêem uma conferida! Ela já está aqui no site! Em McFly fics! No começo ela estava com uns probleminhas de script, mas a Juh já resolveu! Vou tentar atualizá-la também essa semana, mas quero ver comentários fofos de vocês lá também! Plix! Hahaha... ;D
Última coisa! Alguém está acompanhando o Danny no reallity? Galera, eu estava total desinformada! Fui saber pelo twitter! Hahaha... Quer dizer que agora senhor Jones resolveu cantar ópera... God, onde este mundo vai parar? E o Dougie pagando viagem pra Frankie pra Disney! Definitivamente, o mundo está perdido! =P Quem quiser me achar até quando minha mãe não me encontra, follow me on twitter! ;D @amanditabarros.
É isso! Vou parar de amolar vocês! Curtiram o capítulo mela-cueca? Super grande pra compensar meu abandono! =D Fic entrando na reta final! Como será que essa história vai terminar, ahm?? Dêem seus palpites! Hahaha... E ah, Mandy! Já consegui adaptar sua idéia! Capítulo 22 total influência de Mandy e Jéeh! Hahaha... Vejo vocês nos comentários e na próxima atualização que vai demorar só um pouquinho, tá? É que semana que vem já começam as aulas! =S Segunda é dia de trote! Bixos e Bixetes, se preparem! Vamos judiar só um pouquinho de vocês! ;D
Beijos e queijos pra vocês e um especial pra Ana que me ajudou com os nomes de todos os parentes dos McBoys! Hahaha...Valeu Ana! ;D
See yaa, girls!
=D


Volte ao topo para comentar!
Fechar a janela para voltar ao POP