Three Words For You
Autora: Mylla Martiniano e Natasha Pereira
Status: Em Andamento
Revisada por: Cáa Pardine
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: LongFic
Comentários:
" Todas as noites quando eu vou para minha cama, com esperança de que talvez eu tenha a chance de te ver. Quando fecho meus olhos, estou fora de mim. Perdida num conto de fadas. Você pode segurar minhas mãos e ser meu guia?
Nuvens cheias de estrelas cobrem seu céu. E eu espero que chova. Você é a canção de ninar perfeita. Em que tipo de sonho eu estou?
Você pode ser um sonho doce, ou um lindo pesadelo. De qualquer jeito, eu não quero acordar de você. Doce sonho, ou um lindo pesadelo. Alguém me belisque, seu amor é muito bom pra ser verdade. Meu prazer culpado... Eu não vou a lugar nenhum, enquanto você estiver aqui eu estarei flutuando no ar porque você é meu. Você pode ser meu doce sonho, ou um lindo pesadelo. De qualquer jeito, eu não quero acordar de você.
Eu falo de você em minhas rezas. Eu tenho você em todos os meus pensamentos. Rapaz, você me deixa "alta". Eu desejo que você esteja lá quando eu acordar, para que você me abrace de verdade e me diga que ficará ao meu lado...
Tatuar seu nome em meu coração.Desde que você foi feito nem a morte pode nos separar. Que tipo de sonho é esse? "
Capítulo 1.
“Tudo pronto.”
Foi tudo o que pensou olhando satisfeita para sua sala enfeitada com muitas daquelas bolas coloridas de aniversário - que ela e ficaram enchendo a tarde inteira - e um grande cartaz escrito “seja bem-vinda” em letras de forma.
- Hey, minha pequena é um gênio. Uma festa para duas comemorações! - disse empurrando a porta do loft com a bunda e carregando uma caixa de cervejas com mãos.
- Duas festas? - fez uma cara de confusa e assustada ao vê-lo, dando espaço para o rapaz, que veio com , passar.
- Sim, esse é . - Ele respondeu colocando a caixa em cima da mesa de jantar, ignorando um jarro de flores que quase foi jogado no chão e bateu com uma das mãos nas costas do loiro. - Ele vai substituir o James.
- Oi .– falou timidamente, também segurando uma caixa de bebidas. – Onde posso colocar essa caixa?
- Pode colocar lá na cozinha, vai ajudar você. – Ela indicou o caminho da cozinha com a cabeça, ajeitando o vazo de flores. - Tenho pena dele, aturar você não é nada fácil. – sorriu cinicamente para quando saiu de vista.
- Se você consegue aturar o seu namoradinho, qualquer um consegue me aturar. – riu da careta que fez.
- Você não deixa passar uma, não é? – Ela revirou os olhos, divertida quando o outro negou com a cabeça. - Tenho que começar a ignorar as merdas que saem dessa boca. Vou tomar um banho, daqui a pouco todo mundo chega. Aproveite e escolha alguns CDs legais.
- E eu vou começar a ignorar que você tem um namorado. – falou para si vendo subir as escadas.
– Você vai adorar, é muito gostoso, prova! – tentava persuadir a provar uma sobremesa. – Confia em mim.
- Isso não está com uma cara muito boa. – Ele fazia careta e afastou o prato. – É nojento! Tem certeza que só tem queijo aí?
- Nem chegue perto disso, , é veneno! – se intrometeu na conversa, chegando perto de e lhe dando um beijo na bochecha. – Ela adora cozinhar essas comidas estranhas quando tem festas. Vocês Irlandeses tem um gosto muito estranho para comida, sabia?
- Vai , prova logo! – ignorou e empurrou o prato para . – É pudim de queijo!
- Quem sabe mais tarde. – Pareceu que a menção do prato o fez ter enjoos. Novamente afastou o prato e fez uma cara de desculpas. – Não estou com muita fome.
- Tudo bem. – A ruiva respondeu olhando de cara feia para os dois caras. – Vamos terminar tudo aqui antes que o pessoal chegue.
O som alto e agitado fazia o ambiente ficar bastante animado. A essa altura já haviam chegado quase todos os convidados. – Ou pelo menos essa era a ideia, já que a sala estava completamente tomada. – Todos bebiam, dançavam e alguns se beijavam pelos cantos mais discretos. olhou para o relógio e bufou. Ainda faltavam algumas horas para a festa acabar e ela desejava dar mais uma lida na matéria para prova de amanhã. Sua tarde foi comprometida e ela se sentia culpada. Todos pareciam se divertir, menos ela. Sem dúvidas nenhuma, era a única que pensava no livro de história da arte que deixara em cima da escrivaninha ontem, de repente se sentiu descolada. Não que isso fosse um sentimento estranho, afinal de contas, ela estava num lugar completamente diferente de onde foi criada, com pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ou seja, pessoas que não se apareciam em nada com ela. Por que tinha que preparar uma festa logo hoje? Ah, a resposta veio logo em sua cabeça “, você precisa se divertir mais! Vive trancafiada nesse loft! Nem parece que mora em Londres”. Sempre era a mesma conversa.
parecia não entender sua necessidade de provar para os seus pais que eles não teriam motivos para se arrepender de ter deixado a filha mais nova sair do Condado de Clare para morar em Londres apenas para estudar Artes, a grande paixão de sua vida. Levou muito tempo para convencê-los! Seu pai tão tradicional não conseguia acertar a ideia de ter a filha “solta pelo mundo”. Bom, mas parando para pensar, em certo ponto a amiga estava certa. Já estava na cidade há 2 meses e quase não conhecia nada. Seria até vergonhoso dizer as outras pessoas que nunca chegou a ver a gloriosa estrutura do London Eye à noite, iluminada por milhões de luzes e ela havia prometido a si mesma que isso seria uma das suas prioridades quando chegasse. Que nada! Sua rotina era de casa para a faculdade, da faculdade para casa. Estudar, estudar, estudar era o verbo que mais falava e nunca, jamais, aceitou um convite das outras garotas para sair. Ok, para não ser “tão dura” ela havia aceitado sim (depois de muita insistência) ir ao pub ver uma apresentação dos meninos, e como gostou do som deles! Tão animado, e as letras tocavam seu coração tão profundamente que quase chorou. Não! Pensar em McFLY é a mesma coisa que pensar nele. . Os seus pensamentos não deveriam tomar esse rumo, ela prometeu para si mesma! é errado, proibido e perigoso. Ele poderia fazê-la desviar seu foco com um piscar de olhos e ela não deixaria de forma nenhuma isso acontecer. Nunca aceitou nenhuma das suas investidas e nem poderia. Ela tem um noivo. Um noivo que a ama e está esperando seu retorno para finalmente se casarem. E sem dúvidas, Tony faria de tudo para fazê-la feliz. Um lindo irlandês de olhos acinzentados de família tão tradicional quanto a sua. Mas por que ela está pensando nele mesmo? E voltamos para a estaca zero. Os planos de alguém não deram certo pelo visto..
- ! – Ela ouviu seu nome sendo gritado, fazendo-a voltar à realidade. atravessava a sala com uma taça de champanhe na mão. Aquilo já se tornara praticamente um assessório dela. Mesmo vestida um vestido tão curto, estava incrivelmente linda e nada vulgar. – Todos estão procurando por você e você ai sentada na escada sozinha! Venha aqui e me dê um abraço bem apertado! – Ela puxou com tanta rapidez que deixou um pouco da bebida cair na blusa da ruiva. – Ai que saudade! Há quanto tempo não nos vemos?
- Uns 3 dias, eu acho. – tentava inutilmente secar a mancha com a mão.
- Ops, desculpe! – Só agora a ruiva pode perceber que estava alterada por causa do álcool. – Logo daremos um jeitinho nisso. Venha, Fred e já estão se bicando! e estão sendo impedidos por de comerem todas as sobremesas, vamos ajudá-la.
- está aí? – Ela perguntou quando foi puxada através das pessoas. – Calma , assim eu vou cair, não estou acostumada a usar saltos! Desculpe! – Ela pediu a um homem a quem acabara de acotovelar sem querer.
- Pronto, achei a nossa irlandesa! – A morena levantou o braço que segurava de como se ela fosse um prêmio valiosíssimo, fazendo todos os olhares da cozinha se voltar para elas.
sorriu quando seus olhos cruzaram com os dela. satisfeita com o feito largou a amiga, imediatamente e se jogou nos braços de lhe dando um beijo nada discreto.
- Pensamos que você tivesse sido raptada. – deu uma cotovelada em e logo emendou. – Bom... Eu vou procurar o meu namorado antes que ele seja raptado também, com licença.
- Oi. – chegou perto colocando as mãos no bolso com um leve ar sem graça. – Você sumiu.
- É... – Ela evitava de todos os jeitos olhá-lo. – Eu ando estudando muito, com todas as provas, você sabe. – pegou uma mexa de cabelo de começou a enrolá-la. Típica característica de gente nervosa. “Ótimo , continue assim e ele vai perceber” pensou.
- É, sei... Mas quem sabe você arranje um tempinho para mim, quero dizer, um tempinho para passar lá no pub e ver mais uma apresentação. O pessoal está realmente gostando da gente! – Ela não o encarava, mas sabia que seus olhos brilhavam de animação e orgulho ao mesmo tempo.
- me contou, fico feliz por vocês. – Ela o encarava agora. Queria que ele visse que estava falando a verdade.
- Só falta você lá. – não pode deixar de conter um sorriso. – Promete que vai arranjar um jeito que ir lá novamente?
- Prometo! – se aproximou antes que ela percebesse e lhe deu um beijo demorado na bochecha. Ela se sentiu quente e podia jurar que a causa de suas bochechas estarem tão vermelhas não vinham somente do blush.
- Ei, eu quero passar! – gritou quando começou a dançar bem na sua frente, impedindo sua passagem. O som estava alto demais e ele não escutou. A luz estava apagada e não dava para ela procurar outro caminho. – ! – Ela batia nas costas dele agora. Ele se virou deixando seu rosto a centímetros do dela. - Me deixe passar, está chegando! – gritou no ouvido dele por causa do barulho.
- Não deixo você passar antes de falar direito comigo. – Ele abriu os braços e continuou dançando.
- Eu já falei com você! – Ela gritou de volta. – Anda, sai da frente!
- Venha aqui logo. – Ele envolvendo o corpo dela de forma que seus braços ficassem impossibilitados de se movimentar e aproveitou isso para lhe tascar beijo demorado e estalado na bochecha. Ambos sentiram um forte frio na barriga. – Sua vez, me dê um beijo! – Não havia mais necessidade de gritar, seus corpos estavam muito colados.
- ! – tentou se soltar, ignorando qualquer reação que ele a fazia sentir, mesmo sabendo que era inútil. – Me solta vai, se Fred ver isso...
- Quero que o Fred se foda! Você é muito mais minha que dele! – Ele apertava mais ainda o abraço juntando as mãos nas costas dela. – Anda, me dá um beijo! – virou o rosto, enchendo um lado da bochecha.
- Está bem! – Ela fingiu estar sendo contraria e bufou. Sempre fazia o que ele pedia e agora não seria diferente. Aproximou o rosto e tascou-lhe um beijo na bochecha do mesmo jeito que ele. Eles se encararam e abriu um enorme sorriso sapeca. O sorriso dela.
- Você está tão linda hoje. – Ele continuou olhando-a nos olhos. – Não, me enganei. Você é linda, . Pode ir agora, está liberada. – Antes que ela pudesse dizer algo, ele afrouxou o abraço e virou para dançar com uma loira. ficou estática durante um tempo observando o momento que tivera com , até sentir os braços de Fred a abraçar pela cintura.
- Eu não gosto quando ele te abraça desse jeito. – Fred fez bico. – Você é a minha namorada!
- Fred, eu conheço o desde... Desde sempre. E vocês têm que párar com essa briguinha sem sentido. - disse apertando o nariz do namorado.
- Ele quem sempre começa – O moreno recebeu um olhar de reprovação da namorada. – Ok, assunto encerrado. Vamos dançar?
- Primeiro eu tenho que resolver algumas coisas, acabou de ligar avisando que está chegando. – Ela lhe deu um beijo rápido e saiu em direção da cozinha.
Passou por , que enchia a taça com mais champanhe e sentiu pena de por tentar – inutilmente – tirar a mesma da mão de sua namorada. sabia o quão difícil era pra ele aturar esse tipo de comportamento de . Sua amiga não era assim, mas parece que ela queria chamar atenção dele de qualquer jeito, e escolheu a pior delas: beber. odiava aquilo, odiava mulher bêbada, falando alto e chamando atenção. Ele nunca gostou muito de ser o centro das atenções e isso se estendia para a sua namorada também.
Desde que os meninos resolveram que o Mcfly seria definitivamente a vida deles, e que não queriam ser mais nada além de “Rock stars ricos, bonitos e charmosos” – segundo o próprio – eles ensaiavam duro, todos os dias. Sempre que pintava um show em algum pub, eles topavam sem nem hesitar. Além de uma grana que eles levantavam, ganhavam credibilidade – se o público gostasse, e sempre gostavam – ficando como uma banda fixa no local como agora era em 3 pubs. Com os shows, mais ausentes ficavam, mais mulheres os rodeavam depois das apresentações e isso afetou principalmente , que acabou sendo deixada de lado de certa forma. Ela havia mudado muito desde que começara realmente a se focar mais na banda, a ensaiar com os meninos sempre que desse, tocar quase todos os finais de semana. Passou a usar roupas mais ousadas, a sair quase todos os dias, chegando ao ponto de muitas vezes sair carregada dos lugares e nem lembrar o que havia acontecido no dia anterior. Isso acarretava brigas sérias entre eles. Todos, principalmente e , haviam tentado conversar com ela, fazê-la voltar a ser como era antes. Mas sempre dizia que era a única maneira de ter se preocupando com ela.
se aproximou deles, se metendo e pegando a taça das mãos de , deixando a outra de cara feia e aliviado.
- Eu fico com isso. – Ela olhou para . – Vou pegar sua namorada emprestada porque está chegando daqui a pouco.
- Eu não quero ir,! – tentava pegar o copo de volta. – Eu e estamos conversando aqui, me dê a taça, por favor?
- Não, você vai comigo. Ela já volta. – lançou um olhar triste para e aproveitou a distração para colocar a taça em um cômodo qualquer. – Você precisa para de beber, já está até falando enrolado! Quantas vezes teremos que conversar sobre isso?
- Ai, você parece até minha mãe! Não enche, quero voltar para o ! – Ela puxava seu braço, mas sem sucesso.
- Depois você fala com ele, . Primeiro vamos avisar ao resto do pessoal que está chegando.
- Ela chegou! – saiu correndo para a sala com o celular na mão e com a outra abanava para desligarem o som. correu para ajudar a apagar as luzes., , , e Fred se posicionaram por alguns lugares como se só estivesse acontecendo uma pequena reunião com somente os caras da banda, enquanto os outros convidados se escondiam. O único visível era , que ficou encarregado de abrir a porta. O silêncio era tão grande que as pessoas podiam escutar as respirações uma das outras por causa da agitação de poucos minutos antes. deu sinal para abrir quando a campainha tocou. Ele deu mais uma olhada para trás para verificar se tudo estava bem e abriu a porta. sorriu deixando-o paralisado. Ele piscou algumas vezes para se lembrar do que estava acontecendo antes.
- Oi. – Ela disse de forma doce. – está aí?
- Sim... Está. – Ele pegou as malas e deu espaço para entrar. – Ela chegou!
Todos saíram dos seus lugares gritando “seja bem-vinda” em uníssono tão alto que todo o prédio poderia ter ouvido. , e correram em direção a para abraçá-la. Depois de tantas frases soltas como “você é uma vaca, estava morrendo de saudade” ou “pensei que nunca mais voltaria” elas se separaram limpando as lágrimas.
- ,como você está lindo! – sorriu abraçando o amigo,recebendo um beijo na bochecha. – Olhou para os outros 2 parados que esperavam um abraço também e emendou. – Mentira, todos vocês estão lindos!, seu safado, não me olhe desse jeito, me abrace logo! – abriu um grande sorriso e fez o que pediu.
- Você também está linda,. – disse passando as mãos pelos cabelos de . – Essa viagem te fez muito bem.
- Ah, esse é o . – os apresentou. – Ele é o o mais novo integrante da banda.
- Já o conheci. – Ela sorriu estendendo a mão. – Seja bem-vindo.
- Valeu. – Eles se encaravam com sorrisos bobos no rosto.
- ! – A voz fina de gralha irritou completamente e logo reconheceu a voz de Megan. A loira dava em cima de todos da banda, incluindo . Ela não conseguia entender porque ainda tinha contado com aquilo. Megan se meteu entre as pessoas agarrando . – Vamos dançar? – Todos olharam para o casal. ignorou a mulher que insistia em puxar-lhe pelo braço. – Vamos !
- Tudo bem. – Ele falou contrariado. – Vamos logo.
- Bom, - estalou os dedos para chamar a atenção de que fuzilava Megan com os olhos. - vamos lá na cozinha, foi para lá com , e eu fiz um pudim que você vai adorar! – Todos fizeram caras feias, incluindo a própria .
- Primeiro eu vou descansar um pouco, essa viagem foi muito cansativa. – respondeu apontando para a grande varanda da sala, o lugar mais reservado daquele loft.
Sentou-se em uma das espreguiçadeiras de madeira – que ela havia escolhido junto com – que davam ao local toda uma paz, uma tranqüilidade que, no momento, era tudo o que mais queria. Aproveitou que o som alto que vinha da sala estava abafado pela porta de vidro e fechou os olhos. Sentiu uma brisa fresca, fazendo-a se encolher um pouco na cadeira.
- Com frio? – colocou a cabeça para fora e sorriu fechando a porta.
- Um pouco – Ela disse sorrindo.
- Posso? – Ele perguntou apontando para cadeira, sentando-se logo depois de balançar a cabeça afirmando. – Está perdendo a festa. – Ele disse tomando um gole de sua bebida.
- Estou descansando um pouco da viagem, daqui a pouco vou para lá. - respondeu distraída, olhando para as estrelas. O céu estava estrelado e era bem visível isso, mesmo com todas as luzes da cidade contrastando com elas.
- Posso te fazer companhia? – perguntou receoso – Digo, aquela Megan não me deixa ir nem ao banheiro sozinho, preciso de ar. – Ele se encostou à cadeira e cerrou os olhos divertida. – Ela não é sua amiga, certo? – Ele corrigiu percebendo a possível mancada que acabara de falar.
- A Cooper? – gargalhou – Não mesmo! - a encarou por alguns minutos, achando o modo como ela sorria lindo, porém seus olhos logo se desviaram para uma direção mais atrativa. O vestido curto preto de , que deixava suas pernas bem torneadas um pouco a mostra.
- Meu rosto ainda é aqui em cima... – Ela riu, deixando um pouco sem graça e se sentindo um adolescente na puberdade que por qualquer motivo corre para o banheiro com uma revista embaixo do braço. – ? – o chamou.
- Desculpe! – Ele levantou passando a mão pelo cabelo num gesto envergonhado. - Eu acho melhor voltar para a festa.
- Eu só estava brincando. - Ela inclinou a cabeça na direção dele. - Não precisa ficar incomodado, além do mais, você prefere ficar aqui comigo ou agüentar a Megan?
- Ficar com você. - fechou as mãos para esconder o nervosismo assim que sentiu um forte frio na barriga. - A Megan é muito chata! E eu não sou do tipo que corre de mulher.
Houve uma pequena pausa. A música Just Dance que tocava no último volume foi interrompida, no lugar dessa, A thousand miles foi posta. e se olharam, rindo.
- ! - Eles falaram juntos e escutaram a tão escandalosa gargalhada do amigo que mesmo com o som alto,não era nem um pouco omitida.
estava encostado na parede com os olhos fechados. Estava tão cansado. Ele e os outros haviam ensaiado o dia inteiro. Definitivamente ele precisava tomar um longo banho quente e deitar em sua cama. Suspirou. insistiu tanto para que ele fosse nessa maltida festa... Seu corpo pedia descanso, aquela posição amenizava um pouco, graças a Deus. Seus olhos cansados não eram mais obrigados a visualizar mais nenhuma imagem. Ao contrário deles, seu cérebro trabalhava freneticamente, deixando-o com uma bela dor de cabeça. Amanhã a banda teria mais um dia de ensaio árduo, o que ele estava fazendo ali ainda? Resolveu procurar por , ela provavelmente estaria bebendo; como de costume. Antes mesmo de abrir os olhos, sentiu a presença de alguém ao seu lado. Não que ele estivesse afastado de todos, até porque isso seria impossível já que todo o loft estava cercado de pessoas. Mas a presença era maior, como se alguém estivesse quase o tocando.
- Olá . - Megan disse tão perto que ele levou um pequeno susto. - O que você está fazendo aí sozinho?
- O que você quer? - Perguntou de má vontade. Sua dor de cabeça ficou duas vezes pior ao escutar a voz dela tão perto do seu ouvido. - Não estou num dia bom.
- Eu só quero saber se você viu o por aí. - Megan colocou a mão sobre o ombro dele para falar melhor. O som estava altíssimo.
- Não, ele sumiu. – Deu de ombros.
- O que você está fazendo aqui com ela, ? - surgiu sem que eles pudessem perceber. Megan olhou para ela com uma cara de desdém e sorriu.
- Não é... - tentou falar, mas foi interrompido por Megan.
- Estamos conversando , algum problema?
- Claro que tem. Eu não quero o meu namorado perto de uma piranha! - disse alto sem perceber por causa do efeito do álcool.
- ... - tentou intervir na briga, mas foi ignorado.
- Eu te conheço muito bem! - agora falava aos gritos, chegando perto de Megan - Mas não se meta com o , com o meu namorado, está me ouvindo? - Ela jogou a taça de champanhe com toda a sua raiva no chão.
- Nem se eu fosse surda. - Megan debochou, deixando a outra falando sozinha. não hesitou em embrenhar sua mão no cabelo loiro de Megan, e o puxar com toda a força que tinha. O som foi desligado com a briga e todos olharam para as duas mulheres.
se assustou ao ver a agressividade de . Megan estava tentando se virar para acertar , e antes que isso acontecesse, ele se apressou e se meteu entre as duas, sendo alvo de vários tapas. Por sorte, chegou e agarrou Megan pela cintura, levando-a para longe. Ambas gritavam xingamentos e insultos uma para a outra.
- Me deixa pegar essa vagabunda,! – se debatia ignorando completamente o esforço de de mantê-la longe.
- , pare com isso agora! – arrastou a namorada para cozinha.
- O que está acontecendo?– apareceu aflita, olhando para os dois esperando uma resposta. e vieram em seu encalço.
- Aquela vagabunda da Megan deu em cima do , mais uma vez!.Ainda acabo com a raça dessa loira oxigenada!
- Não foi nada disso! – gritou. – Você fica bebendo na merda da festa inteira e começa a imaginar coisas! Sempre fazendo papel de ridícula, bebendo até cair, você não cansa? – Ele sabia que estava sendo duro demais, mas não estava mais agüentando as situações em que se colocava. Sua paciência estava no limite.
- ... – Foi a única coisa que conseguiu dizer. A vontade de chorar era tão grande que se formou um nó em sua garganta. Ela abaixou a cabeça e cobriu os olhos.
- Vou falar com os caras,vamos embora agora mesmo. – Seu coração ficou apertado de ver sua namorada assim, mas ele não sabia mais o que fazer para ela mudar.
- , não chore. – agachou na frente da amiga, afagando seu cabelo para consolá-la. – só está um pouco estressado. - Entregou o copo de água com açúcar que enchera.
- Ele sempre está estressado para ficar comigo! Nem queria vir na festa, está sempre cansado. – Ela colocou o copo vazio na mesa, limpou as lágrimas que teimavam em descer sob seu rosto.
- Todos estão estressados... – agachou-se também. – Eles andam ensaiando demais, mas isso vai passar, é só uma fase.
- É! – concordou. – Tenta entender o lado dele, não está sendo fácil.
apareceu na porta da cozinha carregando a bolsa de . Ele não disse uma palavra, apenas acenou com a cabeça para as outras e foi embora. Sentiu as lágrimas rolarem sobre seu rosto mais uma vez e antes mesmo que elas pudessem tomar uma extensão grande, as limpou. A angustia no peito só aumentava ao ver agindo dessa maneira tão fria e distante. Ele já não era mais o mesmo. Levantou despedindo-se das amigas, passou pela sala relativamente cheia, recebendo alguns olhares curiosos e reprovadores. estava parado na porta que havia deixado aberta.
- Não se preocupe, tudo vai ficar bem. – Ele depositou um beijo no topo da sua cabeça, afagando-a levemente. retribuiu o gesto com um pequeno sorriso sem humor. se virou após fechar a porta atrás de si e as pessoas que antes prestavam atenção, agora procuravam algo para fazer. Seus olhos encontraram com os de e ambos sabiam que não havia mais clima para festa. Não depois de verem dois dos seus melhores amigos brigando daquele jeito. Ele sabia que não expulsaria ninguém. A festa já estava quase acabando de qualquer jeito e aquele escândalo só fora mais um empurrão.
- Bom gente, acho que já está na hora de acabarmos com a festa! – avisou abrindo a porta. Relutantemente os convidados foram embora. Fred,, , e ficaram para ajudar e a arrumarem tudo. Eles ficaram encarregados da sala enquanto as outras duas limpavam a cozinha e lavavam a louça.
- Estou morta! – exclamou jogando-se no sofá. – Parece que eu trabalhei o dia inteiro!
- Nossa! Nunca pensei que arrumar uma festa fosse tão cansativo. – encostou-se no batente da porta da cozinha com um pano de prato sobre o ombro. – Ainda falta muita coisa aí? – Ela perguntou para os meninos. Eles negaram com a cabeça jogando-se no sofá também.
- Bom, a cozinha já está totalmente limpa. – avisou empurrando para a sala. – Agora podemos descansar um pouco.
- Eu preciso ir embora, fiquei mais tempo do que planejava. – Fred foi em direção a . – É uma pena que eu não possa ficar. – Ele olhou para a escada que dava para os quartos. não respondeu, não queria que ele ficasse lá naquela noite. - Vejo você amanhã?
- Claro. – Ela sorriu e lhe deu um beijo. – Boa noite.
- Ah, espera Fred, eu vou com você! Estou morto e preciso descansar para amanhã. – levantou despedindo-se de todos. - Espero que não suma dessa vez ou me troque pelos livros. – Ele disse no ouvido de e lhe deu um beijo demorado da bochecha. – Por favor. – Saiu quase como um sussurro. Esse pedido fez corar rapidamente. viu o efeito que causara nela e sorriu. acompanhou os dois até a porta, saindo para se despedir melhor e novamente de Fred.
- Pensei que você fosse embora com ele. – falou mal humorado quando voltou. Ela riu debochada, mas não respondeu, apenas resolveu ignorar. Ele só queria implicar e ela estava cansada demais para entrar numa discussão boba. viu que não adiantaria muita coisa e mudou seu alvo. – E você e o ? Quando vão se acertar?
- Do que está falando? – se fez de desentendida pegando uma almofada para disfarçar o nervosismo.
- Oras , eu já percebi. Todos nós já percebemos – apontou para todos os presentes. – Quando você vai parar de fugir dele?
- Por que você não cala a boca,? – levantou nervosa, mas corada. – Vou subir, preciso dar uma olhada na matéria. Boa noite a todos, e ah, , seja bem vindo mais uma vez. – acentiu com a cabeça.
- Bom, acho que já está na hora de irmos né, ? – disse chamando-o. – Amanhã será um longo dia.
- Tchau , obrigado por me receber. – agradeceu e ela lhe puxou para um abraço.
- Você é um de nós agora, volte quando quiser! – Ela sorriu e ele fez o mesmo. – Tchau implicante. – Ela abraçou . Ele envolveu fortemente a cintura dela e lhe deu um beijo no pescoço por impulso, arrepiando-se dos pés a cabeça ao sentir o perfume dela. afastou-o rapidamente dando lhe um tapa no ombro. – Pare com isso!
- Desculpa! – Ele levantou as mãos. – Mas eu sei que você gosta.
- , leve logo o , ele bebeu demais hoje e está começando a confundir as coisas. – Ela sentou no sofá ignorando a risada de .
- Estou cansada,vai ter que abaixar. – disse puxando pela mão. – Tchau chatinho, tchau . – Ela beijou ambos no rosto. – Vejo vocês outro dia. – Eles acenaram e saíram.
- Eu não entendo vocês dois. – negou com a cabeça.
- Não quero falar sobre isso,. Já conversamos milhares de vezes! – levantou a mão para finalizar a conversa. riu. – Como foi a viagem?
- Foi ótima! Milão tem sempre novidades. Comprei uma bolsa Prada para você maravilhosa, mas está lá em cima, depois eu te entrego. Sabe quem eu encontrei lá? Ou melhor, quem me encontrou.
- Quem?
- Dylan! – revirou os olhos. – Meu pai disse onde eu estava e ele foi atrás. Fiquei tão puta na hora, mas até que não foi tão ruim. Ele é engraçado.
Mesmo cansadas as duas tinham muito que conversar, então resolveram ficar jogadas ali por mais algum tempo. contou como foi a viagem e o que aconteceu nela.
- Eu não acredito que você dormiu com o Dylan. – falou surpresa.
- Qual o espanto? Ele foi gentil. – não entendeu a careta da amiga – E como você mesma disse, é apaixonado por mim. Achei que ele merecia uma chance.
- Nenhum. Apenas não gosto do jeito dele.
- Você nem o conhece direito, mal conversaram. – bufou. – Vamos encerrar o assunto por hoje, está bem? Vem, vamos dormir.
- Mas você não me contou os detalhes! - protestou quando puxou sua mão.
- Vamos dormir , amanhã será um longo dia.
Capítulo 2.
Um barulho ensurdecedor fez acordar num salto. A noite havia sido péssima, aquele colchão era péssimo, nem mesmo com três semanas dormindo naquela cama o faz acostumar-se com ele, certamente pediria para trocá-lo. Desistiu de tentar voltar a dormir. O barulho que vinha da cozinha não iria deixá-lo descansar nem por mais cinco minutos. Foi ao banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e ajeito o cabelo. Seguiu o novo barulho até a cozinha vendo um que ele certamente não iria querer mais ver. Seu amigo vestia apenas boxes e um avental. Parecia a visão do inferno. Parecia não, era a própria.
- Pelo amor de Deus , vista alguma coisa decente! - tapou os olhos com as mãos. - Não preciso ficar vendo isso.
- Sei que sou sexy , as mulheres dizem isso... - lhe mandou o dedo do meio.
- Eu pareço com uma? - levantou a sobrancelha fazendo rir.
- Se parecer, eu espero nunca a encontrar na rua. - riu da própria piada - Quer omelete? - Ele disse mexendo na mistura de ovos e presunto.
serviu o amigo e se sentou na bancada de frente para o mesmo. Os dois comeram em silêncio por alguns minutos. não havia percebido o tamanho da sua fome, acabou repetindo mais 2 vezes.
- ... - Ele pensou em como sua perguntaria poderia sair casual. - A vai hoje ao pub? Quero dizer, as garotas vão hoje lá?
- Provavelmente, elas não aparecem lá desde a festa, isso já faz uma semana. - enchia seu prato de novo e se tocou o que queria saber. - Você está interessado na ?
- Não, claro que não! Quero dizer, ela é linda, gostosa além de simpática... É, talvez eu esteja - Ele disse sem graça.
- Acho que o Dylan deve tomar cuidado. - riu. – Ou você...
- Ela tem namorado?
- Não, mas bem que ele queria ser e o pai dela também queria que ele fosse. Ele trabalha na empresa de advocacia do pai dela. só saiu com ele algumas vezes, mas não é nada sério. Ela nem mesmo gosta quando ele sai com a gente, e digamos que nós também. Dylan é meio arrogante.
abriu a boca várias vezes, mas não disse nada. Ele já deveria imagina que uma mulher como não ficaria sozinha. abaixou a cabeça para disfarçar uma risada, mas inutilmente, já que conseguiu escutá-la e o encarou de cara feia.
- Qual é a graça? Eu já percebi como você olha para a ! - parou de rir, agora foi sua vez de ficar sério.
- Não sei do que você está falando , é minha melhor amiga desde o 6º ano. - Ele pegou os pratos e levou para a pia para disfarçar o incomodo que aquela conversa estava levando.
- Por que você está incomodado então? - desafiou sabendo que ele não iria esconder por muito tempo. - Você dá em cima dela direto.
- Ela é minha amiga há anos, temos certas intimidades, só isso. - fingia lavar a louça. - Vamos mudar de assunto. Você vai convidar para sair?
- Vocês já se beijaram? Quero dizer, e você... Pode me contar, . Pode não parecer para vocês dois, mas não tem como negar que vocês têm uma queda um pelo outro. - queria saber e não deixaria fugir tão fácil. não respondeu, apenas olhou pela janela. - Legal! - sorriu. - Me conta, ela já estava namorando aquele otário do Fred?
- Não. E não foi só uma vez. - virou e encostou-se na pia. estava ainda sentado num dos bancos da bancada. - Mas isso não vem ao caso. Foi um erro para ambas as partes, somos grandes amigos e isso poderia acabar com a nossa amizade. Decidimos esquecer além do mais, não consigo me ver longe de festas e mulheres ao meu redor. Ela poderia se apaixonar e... Eu não sou o tipo de homem que se apaixona, .
- Então por que vocês se beijaram? E mais de uma vez...
- Eu sou homem, ela é mulher, as coisas acontecem. Seria extremamente difícil vê-la sofrer. - suspirou. Ele odiava falar disso, odiava! Ficava irritado e depois acabava pensando no passado. - Ela está feliz com aquele otário, eu estou feliz com a minha vida. Não vou mentir dizendo que não a acho uma mulher atraente, é claro que é isso não tem como negar, mas ela é mais do que isso.
- Você fala como um homem apaixonado, até xinga o namorado dela.
- Ela nunca soube escolher bem seus namorados... – revirou os olhos. Não entendeu o que queria chegar com essa insistência toda. Ele não arrancaria uma declaração de , nem mesmo se ela existisse. - Tire suas próprias conclusões, eu sei o que eu sinto. E por favor, não vamos mais falar sobre isso ok? - jogou o pano de prato que estava sobre seu ombro na mesa.
- Tudo bem. - levantou as mãos em sinal de paz vendo a expressão do rosto do amigo. - Vamos mudar de assunto... - Ele sorriu para tentar amenizar o clima pensado. - Volte a falar da então, você acha que ela aceitaria meu convite para sair?
No chão, o pomposo carpete vermelho impressiona, na parede, fotos que parecem datar 200 anos e que contrastam com a moderna fachada branca e vermelha. Os suntuosos lustres no teto e a fumaça de cigarro pairando no ar não deixam dúvidas de que Dolce London tornou-se um dos pubs mais procurados por toda Londres. Naquela noite a fila ficou muito maior do que normalmente e a segurança tivera que ser dobrada. Tudo teria que correr bem, sem nenhuma falha sequer. Naquela noite a vida dos integrantes do McFLY poderia se tornar diferente. Eles se apresentariam para um grande empresário no ramo da música chamado Fletch. Seria sem dúvidas nenhuma o grande momento deles, tudo poderia dar certo, como errado também.
- Estou um pouco nervoso, acho que nunca vi o pub tão cheio. – confessou apreensivo olhando ao redor. Ele e os outros estavam no bar como de costume, bebendo antes do show, mas parecia que a bebida não estava sendo um relaxante dessa vez. – E se dar alguma coisa errada?
- Nada vai dar errado, . – garantiu batendo no ombro do amigo. – Vamos ser um sucesso!
- Sem dúvida já somos! Olha que belas mulheres tem aqui. – sorriu para um grupo sentado perto do palco. – Hey Paul, nos dê mais uma rodada de cerveja para acalmar os ânimos do nosso querido . – Ele bateu no ombro de que estava quieto desde que chegara. – Você está bem ?
- Estou... Só um pouco nervoso também. – mentiu. Mal tinha tocado no seu copo, a bebida não era nada atrativa naquele momento. Ele estava triste e feliz ao mesmo tempo. Lutara tanto por aquele momento, mas não estava lá para apoiá-lo como fazia das outras vezes. O clima entre eles continuava pesado mesmo depois dos dias decorridos a festa no loft.
- É a não é? – perguntou vendo o olhar vago de . Ele confirmou com a cabeça. – Ela vem, tenho certeza.
- Eu não sei. – E realmente não sabia. Como poderia saber o que se passava na cabeça de ? Cada dia ela o deixava mais confuso. – Mas isso não interessa agora. Hoje a noite é nossa! – Ele sorriu. A banda sempre o animava.
- Elas chegaram! – levantou a mão que segurava o copo de cerveja para que e pudessem vê-los. Pensou em ter visto com elas, mas era uma grande fantasia de sua mente. Mais uma vez ela não viera.
- Desculpem a demora, tentei convencer a vir, mas ela disse que teria que terminar um trabalho para segunda. – falou mais para do que para os outros. Ela se sentiu frustrada por ver o olhar triste dele.
- Como meus meninos estão se sentindo hoje? – perguntou dando beijo na bochecha de todos.
- está um pouco nervoso, mas ainda bem que vocês chegaram a tempo. – apressou-se em envolver os braços na cintura de e lhe dando um beijo na bochecha. – Não teríamos sorte sem vocês aqui, não é ? – Ele riu vendo o modo que olhava para .
- É. – confirmou desviando olhar, ou pelo menos tentou, já que aquele sorriso estampado no rosto dela era extremamente lindo. – Não teríamos mesmo.
- Ótimo saber que eu trago sorte para a banda. – brincou fazendo pose. – Está vendo , sou a nova querida deles!
- Não seja tão apressada amiga, eu ainda sou a número um, não sou ?
- Não me coloquem nessa disputa! – levantou as mãos e riu. – Nós podemos ter muitas fãs, mas vocês serão sempre as melhores.
- Cinco minutos pessoal. - Will, o gerente, avisou apressado mostrando seu relógio. – Hora de subirem. Ah, olá meninas. - Elas nem tiveram tempo de acenarem, ele já havia entrado na cozinha.
- Boa sorte meninos! Vamos ficar torcendo aqui. – se sentou em um dos bancos onde eles estavam. – Acho que aquele ali é o tal de Fletch, não é?
- Acho que sim, ele está olhando para nós. – deu um tapa na nuca de . – Vamos checar os instrumentos. Vem com a gente, ?
- Sim. Você vai ficar aí, ?
- Não, vou ao banheiro, me espera ?
- Claro. – respondeu vendo os outros se afastarem. – Hey, não fique nervoso, tenho certeza que você vai se sair muito bem! – Ela disse depois de observar soltar um suspiro fraco.
- Você acha? – Ele mordeu o lábio inferior ansioso. confirmou com a cabeça. – Mas você nunca me viu tocando...
- Se você está na banda é porque é bom. – Ela sorriu e tocou na mão dele num gesto de mostrar que estava certa. – Não tenho dúvidas disso. – se sentiu relaxado com o apoio dela e sorriu também. quase soltou um suspiro ao ver o belo sorriso dele. É claro que ela já notara o quanto era lindo, mas depois desse sorriso alguma coisa a fez ter vontade de chegar mais perto dele. Talvez beijá-lo?
- Não pensei que você fosse tão legal, . – Ele se sentiu nervoso. A mão dela ainda estava sob a sua e ele podia sentir o quão macia era. pensou se seria a oportunidade perfeita para chamá-la para sair como havia dito. – Então... – Ele começou a falar quando viu um homem se aproximar deles. – Eu queri...
- Hey! – falou mais alto do que o normal. O homem cobriu seus olhos com as mãos e sorria. Parecia não ter notado . – Quem é?
- Sou eu, amorzinho. – tirou as mãos dele e olhou parar trás. – Você está tão linda hoje.
- Dylan, o que você está fazendo aqui? – Ela perguntou num tom grosseiro, mas Dylan não pareceu notar isso também.
- Vim te ver, estava com saudade. – Dylan sorriu, dessa vez mostrando todos os seus dentes perfeitamente brancos. teve vontade de surrá-lo. – Não gostou?
- Não é isso... – o encarava confusa. Como ele sabia que ela estava ali? – Estou surpresa.
- Eu sei que você adora surpresas. – Dylan passou a mão levemente sobre o rosto dela, mas imediatamente afastou-a e olhou para os lados, não queria que ninguém visse aquilo e pensasse que estivessem tendo alguma coisa. revirou os olhos e bufou. a pouco estava conversando com ele, quase sendo convidada para sair e agora nem parecia se lembrar que ele estava ali, sentado ao seu lado. Agora se encontrava de costas, conversando com outro.
sentiu o sentimento de frustração crescer dentro de si. Ele queria sair dali e logo o fez. Bebeu sua cerveja que estava na metade em um gole só e se levantou para se juntar aos amigos. O show não seria feito sozinho.
Tudo ocorreu muito bem durante o show. e estavam felizes e não escondiam isso enquanto tocavam a cantavam. até arriscou alguns pulos no pequeno palco, esquecendo-se por alguns minutos do desapontamento de não ver ali, fazendo o público vibrar, junto de alguns gritos femininos. era acompanhado por que sabia tanto quanto ele todas as letras, fazendo-o seu sorriso alarga mais. Poucas vezes se arriscou a olhar para o público, mas nessas poucas vezes, seu olhar sempre cruzava com os de . Dylan ainda estava ao seu lado, ele tagarelava sem parar e ela respondia, mas sem olhá-lo uma única vez. Na verdade ela não estava dando atenção, só respondia sim ou não, jogando a mão no ar. Seus olhos não desgrudavam de , e do jeito tímido que ele tocava com os olhos fechados. Ele estava maravilhoso naquele palco, teve que admitir e por pouco não sorria sozinha por causa desse pensamento.
sentia-se muito feliz por dentro, mas por algum motivo não conseguia colocar essa felicidade para fora, contentou-se em tocar com toda a gana que tinha, sempre olhando para a porta na esperança de ver entrar.
Depois do show, Fletch chamou-os para que conversassem. não desgrudou os olhos da mesa onde eles estavam. Seu coração estava acelerado enquanto batucava os dedos no balcão de madeira do bar. contrariada, levou Dylan até o carro e agradeceu mentalmente quando ele avisou que teria que ir mais cedo porque no dia seguinte teria uma reunião com alguns clientes. Dylan avisou que lhe procuraria em breve e pediu desculpas por ter que ir embora. Mal sabia ele que estava quase levantando as mãos para o céu. Quando voltou os meninos ainda estavam conversando com Fletch. Encontrou terminando de beber a terceira taça de vinho, de tão ansiosa que estava.
- Acho que vou pedir mais uma, essa demora está me matando! - disse quando sua amiga se sentou.
- Você parece mais ansiosa que eles. - disse rindo, vendo a amiga pedir mais uma taça de vinho. - Acho que por hoje chega, não é? - Ela pegou a taça antes que a amiga começasse a beber.
- ... - choramingou fazendo cara de cachorro que cai da mudança, pedindo a taça de volta, mas não entregou.
- Veja, eles acabaram! Eu acho que o não vai gostar de te ver assim. - quase foi derrubada por que levantou rápido e se dirigiu até .
- E então... ? - fez um cara triste e deu de ombros. gemeu colocando as mãos no rosto. - Não me diz que ele não gostou, , isso é impossível!
- Ele não gostou. – negou com a cabeça e logo abrindo um enorme sorriso bobo. – Ele adorou e nos chamou para uma reunião, e se tudo correr bem nós podemos fazer um demo!
- AH, NÃO ACREDITO! – gritou, pulando em cima de , agarrando-o pelo pescoço. – MEU DEUS! – Ela gritou de novo chamando a atenção de algumas pessoas.
- Eu juro que não vou gritar, mas posso dar um abraço em vocês? – sorria, puxando e em um abraço apertado. – Estou dizendo que dou sorte para vocês!
observava um pouco afastado os cinco comemorarem. Estava tão feliz que poderia ir até a lua num pulo só. Pediu mais um pouco de cerveja, divertindo-se em ver dando ataques de alegria e pendurando-se em a cada dois segundos. era mais discreta. Ela abraçava amigavelmente enquanto apertava as bochechas de , fazendo-o gargalhar. ficou olhando para ela durante bastante tempo sem perceber. De repente desviou sua atenção, procurando por algo ou alguém. revirou os olhos imaginando que ela estaria se perguntando onde Dylan estava, mas pareceu que estava enganado quando pareceu aliviada quando o avistou. Sorriu, afastando-se dos amigos. ajeitou-se no banco ficando uma posição mais ereta e ele deduziu, mais confiante.
- Hey! - Ela parou em frente a ele, colocando as mãos na cintura fingindo estar irritada. - Por que não está comemorando conosco?
- Achei melhor não atrapalhar sabe, vocês são amigos há mais tempo, não queria parecer inconveniente ou algo do tipo. - sorriu sem graça, passando as mãos desajeitadamente pelos cabelos.
- Deixa de ser bobo, você faz parte da família agora.
- Obrigado, . - desviou sua atenção para o copo que segurava. o fitava de um jeito estranho, parecia que estava querendo dizer algo, mas não sabia exatamente o que. Ela mordeu o lábio inferior, nervosa. Encostou-se no balcão, observando as pessoas a sua volta. ainda falava com os outros, fazia carinho em sua cabeça enquanto conversavam. sorriu consigo mesma achando engraçada a relação deles. Às vezes pareciam namorados apaixonados, outras vezes pareciam melhores amigos, mas definitivamente eles eram perfeitos um para o outro, pena que nenhum admitia isso.
Todo esse tempo em que ela ficou perdida em seus pensamentos, ambos permaneceram em silêncio. se perguntou por que não puxava um assunto, logo depois veio a palavra "ignorado" bem na sua cara. Será que ele estava chateado? "É claro que sim, sua idiota" ela pensou. Ninguém gosta de ser ignorado, ainda mais quando se está numa conversa. E ele tinha todo o direito de estar, isso ninguém poderia negar.
- ... - Só em escutar seu nome, voltou sua atenção para ela. Ele estava doido para que continuasse a conversa. - Eu queria te pedir desculpas por mais cedo, quando estávamos conversando e... Bem, eu ignorei completamente você. - Falar aquilo era mais estranho do que ela havia pensado que seria. - Você ficou chateado, não ficou?
- Na verdade fiquei, mas já está tudo bem. - Ele tomou um grande gole da sua bebida para não ter que dizer mais nada.
- Desculpa. - apertava com força, sem que ele percebesse, sua bolsa. Estava se sentindo uma completa idiota e ainda estava ali por que então? - Eu vou voltar, com licença.
- Espera. – Num impulso, segurou delicadamente seu braço quando a viu se afastar. - Bem, eu ia te perguntar mais cedo, mas infelizmente não consegui... Queria saber se você aceitaria sair comigo um dia desses. A gente pode comer alguma coisa, sair para dançar ou apenas conversar. - sorriu de um jeito fofo. ficou calada por um tempo observando aquele sorriso, era realmente lindo. - Mas se você não quiser tudo bem. - Ele continuou vendo que ela não imitia nenhum som.
- Claro que eu gostaria, seria bem divertido. - sorriu enchendo o coração de com esperanças. Estranhamente os corações de ambos ficaram acelerados, pareciam que tinham voltado aos 17 anos. - Que tal semana que vem, na quarta à noite?
- Quarta? - Ele fez uma careta. - Não poderia ser na sexta ou no sábado? É que vamos ter uma apresentação na quarta.
- Ah, tudo bem. Eu vou te dar o meu telefone e você me avisa quando puder, ok? - Ela pediu um papel e uma caneta ao barman para anotar os números da sua casa e do seu celular. - Aqui, pode ligar a qualquer hora. Vou ter que ir mesmo, tchau. - Acenou indo em direção a .
chegou perto do grupo de amigos, e se despediu de todos. Perguntou a se ela poderia levá-la em casa, mas a amiga se desculpou dizendo que ainda havia muito que comemorar com os meninos. que já iria embora também se ofereceu para levá-la.
- Por que você não fica mais tempo com os meninos? – perguntou quando fez a curva numa esquina.
- Estou muito cansado. – limitou-se em apenas responder isso. Ele não estava nem um pouco a fim de ter uma conversa, sua cabeça estava em outro lugar... Em outra pessoa. – Você tem visto a ? – Ambos perceberam que aquela pergunta havia saído não apenas como uma simples pergunta, ia muito além disso.
- Tenho. Ela também perguntou por você, disse que estava com saudade... – se sentiu mal pelo amigo. Estava na cara que ele queria fala com , só que o orgulho falava mais alto. – Por que você não liga pra ela?
- Eu... Eu não sei. – estacionou em frente ao prédio de . – É difícil... A não é mais a mesma.
- Ela diz a mesma coisa sobre você. Vocês precisam ter uma conversa séria.
- É, vou pensar nisso. – Queria mudar de assunto, aquela conversa tirou todo o ânimo que tinha quando saiu do pub. – Você vai sair com o ?
- Você já sabe? – olhou surpresa para , mas ele não precisou responder, é claro que ele já sabia. Não só ele como todos da banda. – Sim, acho que sim. Ele parece ser legal.
- É, ele um bom amigo, toca bem e é bonito. Não tanto quanto eu, mas é... E, acho que ele serve pra você. – sorriu e recebeu levemente um tapa no braço.
- Você anda muito engraçadinho. – revirou os olhos, divertida. – Vou indo, estou morrendo de sono. Tchau.
- Tchau . – Ele esperou ela entrar e acelerou.
Durante o caminho, quase mudou de ideia e voltou ao pub. Quando chegasse em casa, ela estaria escura e vazia, então por que voltaria? não estaria lá para lhe preparar um daqueles deliciosos sanduíches de última hora e muito menos para dormirem agarrados depois de fazerem amor. Ele sentia saudade dela, assim como ela dele. Essa era a verdade. Mas o que poderia fazer se a mulher por que ele se apaixonou há 4 anos atrás estava completamente diferente? Ele sentia saudade sim, admitia isso. Saudade da carinhosa, divertida e bem humorada. Não dessa festeira, que só sabia fazer vexame, carente e chata que havia se tornado desde que ele começou a dividir seu tempo entre ela e a banda. Sempre reclamando de tudo e dizendo que ele havia mudado. agora era um homem com 22 anos, com uma banda começando a estourar, não podia mais ser aquele menino de 18, que tinha todo o tempo do mundo e fazia todos os desejos da namorada. Agora haviam responsabilidades em cima das suas costas, será que não entendia isso? Não, o pior de tudo era que ela não entendia, ou não queria entender. Ele e os outros trabalharam duro para conseguir tudo o que conseguiram por seus próprios meios e não pelo dinheiro dos seus pais. mesmo havia negado o patrocínio do pai. Tudo isso acabava sempre em brigas feias, palavras proferidas de um jeito horrível que até ele mesmo se espantava em dizer. Mais uma vez a angustia invadiu seu peito. Ele queria tanto que estivesse hoje no pub feliz por ele e com ele. sabia que fora muito duro com ela. Ele estava cansado, tão cansado de tudo isso. Se não fosse por todo o amor que sentia por , o medo de não tê-la consigo todos os dias... Lá estava ele travando mais umas das suas milhares de guerras internas. No dia seguinte ligaria para e conversaria com ela. Uma conversa definitiva, ela precisava entender.
Passou pelos apartamentos dos amigos e abriu a porta do seu, constatando a escuridão que havia lá, a sala fracamente iluminada pela luz da lua. Tomou um pequeno susto quando viu um vulto se mexendo no sofá. Acendeu o abajur mais próximo, revelando . Ela dormia profundamente abraçada ao travesseiro de . Na mesma hora o ar pareceu voltar aos pulmões de , como se antes ele conseguisse viver sem ele. Ele deu um sorriso fraco agachando-se perto dela para acordá-la, vendo seu rosto molhado... Por lágrimas. Logo percebeu que seu travesseiro também estava um pouco molhado na região em que o rosto de estava apoiado.
- ... - sussurrou fazendo carinho no rosto dela. - Hey, acorde.
Ela se mexeu um pouco, falando alguma coisa incompreensível, mas não acordou. sentou-se no chão e ficou olhando-a dormir. As lágrimas ainda estavam lá. Ele não gostou disso, se sentiu mal por ver que ela havia chorado.
- ... - Ele disse novamente e no mesmo instante ela abriu os olhos como se só estivesse esperando ele chamá-la novamente. o encarava ainda deitada, ficou com medo da reação dele. Ele a expulsaria dali? - Você está bem? - A voz dele saiu calma e baixa. Ela não precisava ter medo.
- Uhum. - Ela confirmou com a cabeça sentando-se lentamente no sofá, sendo acompanhada pelo olhar dele. - Desculpa por aparecer assim, eu precisava ver você.
- Eu também precisava ver você, ainda bem que te encontrei aqui. - sorriu chegando mais perto, ficando de joelhos na frente dela. - Estava com saudade.
- Eu... Eu também. - respirou fundo, seus olhos começavam a arder novamente. Ela não queria chorar, estava ali, estava tudo bem agora. - E como foi lá no pub? O agente gostou?
- Sim, foi incrível. - Finalmente a euforia estava começando a dominá-lo. - Queria que você estivesse lá.
- Eu estava. Vi você e os meninos, vi tudo do fundo. - Ela relevou sorrindo. - Mas pensei que seria melhor esperar por você aqui, não queria atrapalhar, nem nada, afinal hoje era tudo ou nada.
- Você nunca atrapalha. Nunca. - limpou os poucos vestígios de lágrimas. Seu coração batia tão acelerado, suas mãos tremiam levemente. Ele amava aquela sensação que só o fazia sentir. - Eu amo você.
- Eu também amo você. Muito. - segurou o rosto dele com as mãos. Seu coração batia tanto quanto o dele. Era uma perfeita sincronia. - Desculpe por tudo.
- Não vamos falar sobre isso agora. Vamos esquecer isso por enquanto. - Ela confirmou com a cabeça e inclinou para beijá-lo. Sabia que sentia falta dela, mas não percebeu que era tanta até suas bocas se encontrarem.
A língua quente e macia de passou por seus lábios sem que mostrasse nenhuma resistência, tornando o beijo cada vez mais íntimo. As mentes deles não trabalhavam mais, as únicas coisas que pareciam importar eram mãos dele, que a seguravam possessivamente pela cintura e as dela, agarrando ferozmente os cabelos dele. inclinou para trás, fazendo-a se deitar no sofá. Ele levantou, tirando a própria blusa e depois a ajudando a tirar a dela, voltando logo a beijá-la novamente em pouco tempo. sentiu as mãos ágeis de em seu corpo, causando arrepios dos pés a cabeça. Ele ouviu gemer baixinho quando suas mãos vagavam pelo tronco dela até chega a um dos seios, fazendo-o praticamente perder todo o controle. Não existiam mais desentendimentos, brigas, ciúmes naquele momento, eram apenas eles e o amor que sentiam um pelo outro. reprimiu mais uma vez a vontade de chorar. Era tão bom ter daquela forma, não conseguia mais se imaginar sem ele em sua vida. Prometera a si mesma que não daria mais motivos para brigarem, queria voltar a ser a mesma de antes, a garota dele. Suas mãos foram para o zíper da calça de , abrindo-a lentamente, deliciando-se com o gemido rouco que ele deixou escapar quando roçou sua mão pelo membro dele, de propósito. ajeitou-se para tirar a sua calça e num movimento rápido a de também, sem que ela percebesse. Ele sorriu maliciosamente ao vê-la extremamente sexy somente de lingerie, com a boca corada e os cabelos desajeitados. Direcionou uma das mãos para as coxas dela, apertando-a com força o suficiente para excitá-la ainda mais e outra foi para o feixo frontal do sutiã dela, para abri-lo. se inclinou um pouco para frente, puxando pela nuca. Não queria desgrudar sua boca da dele mais, já tinham ficado longe tempo suficiente... desceu lentamente, beijando carinhosamente os seios já desnudos de , eriçando ainda mais os mamilos. Ela gemeu mais alto agora, erguendo o tronco e jogando a cabeça para trás quando desceu dando pequenos beijos por todo o seu tronco, chegando até a virilha, parando com as mãos em seu quadril, arrancando sua calcinha com a boca lentamente. pensou que teria um orgasmo ali mesmo, fechando os olhos para se deliciar com aquela sensação maravilhosa, quando abriu suas pernas e introduziu um dedo dentro de sua intimidade. Ela arfou jogando os braços para trás e segurando num dos braços do sofá. levantou a cabeça para ver a reação de , o prazer estava estampado em seu rosto. Os gemidos começaram a ficar mais constantes quando ele introduziu mais um dedo, aumentando mais o ritmo. sentiu que estava prestes a ter um orgasmo, e logo ele veio. Ela soltou um longo gemido e mais alto do que os outros, se é que era possível ficou mais excitado, ele sentia seu membro pulsando violentamente. o puxou para cima, beijando-o na boca, um beijo muito mais rápido, mais urgente do que os outros, ela queria mostrar o prazer que ele acabara de lhe dar. o virou violentamente, ficando por cima, agora era sua vez de proporcionar prazer ele. Rapidamente suas mãos de direcionaram para a cueca dele, fazendo movimentos sob o membro pulsante de . Meu Deus, ele precisava tê-la! Mas repeliu qualquer tipo de toque dele, fazendo um vai e vem com as mãos espalmadas sobre o peitoral definido dele, chegando na borda da boxers, puxando e sorrindo para ele. Um sorriso carregado de malícia e luxúria. se posicionou sentando em cima do seu membro e alisou o peitoral mais uma vez. mordeu o lábio inferior segurando os seios dela com as mãos enquanto ela fazia os movimentos, rebolando de vez em quando, fazendo soltar pequenas lamúrias, e depois voltando ao mesmo movimento. Com os olhos fixos um no outro, eles começaram a gemer repetidamente, descendo uma mão pelo corpo de , parando na cintura e apertando-a pedindo silenciosamente para que ela aumentasse o ritmo, e assim ela fez. inclinou o corpo para beijá-lo e impedí-lo de gemer alto quando ambos chegaram ao orgasmo. Ela deixou de beijá-lo e colocou a cabeça entre o vão do pescoço e o ombro para descansar. O turbilhão de sensações ainda estava dominando-os intensamente.
- Eu te amo demais. – falou quando conseguiu recuperar o fôlego.
- Desculpa. – Ela disse ainda ofegante. Queria pedir desculpas, precisava fazer aquilo. - Eu estava realmente com saudade. - deu uma risada nasalada e fez carinho na cabeça dela.
- Shiii... – Ele sussurrou. – Vamos dormir agora.
Capítulo 3.
levou as mãos à boca assoprando um jato de ar quente para aquecê-las. O frio parecia querer castigar todos os londrinos nesse inverno, mas ela pouco se importava, estava feliz demais para ligar para pequenos detalhes como esse. Estava sorrindo sozinha enquanto caminhava pela rua, mas quem ligava? Sentiu pequenas gotas de chuva molharem seu sobretudo e seu rosto e apertou o passo entrando no Starbucks mais próximo. Dirigiu-se ao balcão, sorrindo para o atende simpático. Fez seu pedido e depois se acomodou numa mesa perto da porta, tirando o casaco. Abriu a pasta roxa transparente sorrindo novamente. Ela poderia estar parecendo uma boba aos olhos das pessoas que estavam ali, afinal sorria como uma idiota, mas novamente veio a ideia de que ninguém sabia o que tinha acontecido há pouco tempo. tinha conseguido o seu tão sonhado estágio numa das galerias mais famosas de Londres. Sentia-se radiante com aquilo e tinha certeza que qualquer um estaria assim no seu lugar. Relia pela talvez sexta vez os resultados das suas provas de escultura, pintura e desenho. Graças aos dez em todas as matérias foi chamada para o estágio. Guardou as provas ao ouvir seu nome, o pedido estava pronto. Levantou para pegar o Mocha Café, adicionando chocolate e açúcar, voltando ao seu lugar. Pouco tempo depois a porta foi aberta, mas ela não olhou para a pessoa que acabara de entrar, estava pela primeira vez na vida, pensando em fazer uma festa no loft para comemorar.
- Obrigado. – Sua atenção foi totalmente voltada para a voz que acabara de ouvir. Olhou ao redor procurando pela pessoa, depositando seu olhar em . Ele estava apoiado no balcão e lia um jornal. Sorriu. Estava realmente louca para contar a novidade para alguém e ele seria a pessoa ideal.
- ! – o chamou esticando um braço para que ele pudesse ver quem acabara de gritar seu nome. – Vem aqui! – Ela agitou a mão do braço esticado, com o tom da voz normal.
- Olá. – cumprimentou num tom evasivo chegando perto da mesa segurando o seu Frappuccino de Caramelo. reparou o semblante fechado dele, com certeza havia acontecido alguma coisa.
- Senta aqui comigo. – Ela pediu e pareceu não gostar muito da ideia, mas acabou sentando. – Você não imagina o que aconteceu! – sorriu pegando a pasta. continuou olhando para ela sem dizer nada, apenas tomando seu café. – O que aconteceu? – Ela perguntou juntando levemente as sobrancelhas. – Você parece um pouco... irritado.
- Por que eu estaria irritado, ? – Ele ironizou e ela percebeu, não sabendo direito a razão daquilo.
- Eu não sei. – Respondeu confusa. – Você está estranho.
- Você. – disse como se aquilo fosse revelar o motivo. Ele enrolou o jornal e o apertou querendo, inutilmente, reprimir a irritação que crescia dentro de si.
- Eu? O que eu tenho com isso? – largou a pasta em cima da mesa não sabendo direito o que fazer. Sua expressão era totalmente confusa.
- Qual foi a última coisa que eu te pedi? – arregalou levemente os olhos em sinal de entendimento. Mas continuou quando ela abriu a boca para falar. – Você prometeu que iria ao pub, que iria ao show com as meninas!
- Desculpe, eu tive que ficar em casa estudando, mas você sabe o quanto eu fiquei feliz por saber que vocês conseguiram uma reunião com o agente. - fechou os olhos e bufou. Até quando ela ficaria arranjando desculpas para não ficar perto dele?
- Realmente ficou feliz por nós? – Agora ele não queria mais esconder o quanto estava irritado. – Você nem ao menos telefonou!
- Eu sinto muito, estive ocupada com algumas coisas... Acabei esquecendo. – falou a última frase em tom baixo. Estava se sentindo péssima por não ter dado os parabéns, mas realmente havia ficado feliz quando chegou em casa contando a novidade. Sentiu seus olhos queimarem quando viu o jeito que a fitava. Reprimindo a vontade de chorar, olhou para a rua tentando desviar sua atenção, ela não iria chorar por um motivo bobo daqueles. Não iria.
- Eu pensei que você gostasse de mim, que se importasse comigo. – A voz dele era tão fria, tão sem emoção quanto o tempo chuvoso. – Realmente acreditava nisso.
- Você está sendo infantil! – Ela disse ainda olhando para a rua. Sabia que se olhasse para , não agüentaria. – É claro que eu me importo com você.
- Não é o que parece. Você sabe muito bem o quanto era importante aquela apresentação, sabia exatamente, mas mesmo assim não mandou nem um recado, nada. Já se passaram dias e eu não recebi nada, nem a porra de um telefonema! – esbravejou chamando atenção de um casal que estava sentado perto da mesa deles. Estava tão irritado. Irritado com por ela não ter dado notícias e irritado consigo porque ainda esperar uma coisa dela que não teria retorno nunca, pelo menos era isso que ele pensava.
- Eu sinto muito. – Foi tudo que ela conseguiu dizer, afinal, o que ela poderia falar para se redimir? Sabia exatamente a importância do show para , sabia que havia vacilado feio com ele. Ela não poderia pedir para ele não ficar irritado, ele estava certo.
- Deixa pra lá. – Foi a primeira vez naquela conversa que deixou transparecer a mágoa através da sua voz. – Eu preciso ir. – Se levantou depressa pegando seu jornal, tentando não ligar para o brilho nos olhos de quando ela voltou a olhá-lo.
fechou os olhos, deixando as lágrimas descerem e molharem seu rosto, borrando talvez, o rímel que usava quando viu saindo. Toda aquela felicidade que estava dentro dela poucos minutos antes havia sumido de uma forma tão rápida que ela pensou ter imaginado aquele sentimento. Se odiou por ter decepcionado . Se fosse outra pessoa qualquer, ela não estaria nem ai, mas era ele que estava triste.
Ao chegar na portaria do prédio, jogou fora o jornal que usara para se proteger da chuva que ainda insistia em cair em Londres. Aquele tempo em nada estava ajudando no seu humor e tudo o que ele mais queria era beber algo bem forte e falar sobre qualquer besteira com os amigos, quem sabe até compor algumas músicas – eles precisariam de músicas novas para apresentar ao agente - “Não sairia nada que preste com o bêbado.” riu com o próprio pensamento. Então era isso, ele precisava beber e conversar com os amigos, por mais gay que isso soasse, não ligou.
Apertou o botão e esperou pacientemente que o elevador parasse no 8° andar. Ao abrir as portas se deparou com o corredor não muito longo com duas portas de cada lado. Três daquelas quatro portas ele conhecia muito bem, as duas do lado esquerdo eram do apartamento de e , a do lado direito era seu próprio apartamento e a outra era de uma vizinha bem gostosa na qual só o conhecia bem. Desistiu de passar em casa e bateu direto na porta da casa do amigo e foi atendido por um sem camisa.
- Você não deveria atender a porta assim – disse fazendo uma careta. – É traumatizante.
- Meu corpo é 100% atração sexual, dude – deu um tapinha nas costas de , dando espaço para ele entrar no apartamento.
- E esse apartamento precisa ser arrumado. – Constatou quando viu algumas camisas, calças, casacos e cuecas espalhadas por todo o cômodo.
- está se arrumando para sair. – apontou para o corredor onde ficavam os quartos. – Parece uma mulher, não decide o que vai usar. – Ele riu e pegou duas cervejas na geladeira entregando uma a e depois se sentou na cadeira da mesa de jantar.
- Eu ouvi isso! - A voz de fez os amigos na sala rirem – Essa ou essa? – Ele perguntou já na sala, segurando duas camisas uma preta e uma quadriculada. – É, a quadriculada é melhor. - Respondeu sem esperar a opinião dos outros.
- Ele já fez isso com a bermuda, o tênis...
- Só espero que não tenha feito com a cueca. – interrompeu não querendo mais ouvir quantas vezes trocara de roupa.
ignorou as piadas dos amigos e voltou ao quarto para terminar de se arrumar, dobrou a manga da blusa até metade do braço, calçou seu tênis branco, deu um jeito no cabelo e passou perfume, estava pronto e nervoso! Isso era uma característica nova para . Ele não ficava nervoso com encontros.
- Acho que agora ele acabou. – se virou encarando o amigo e dando um gole na cerveja.
- Com o vidro de perfume né , só se for! – balançava as mãos para tentar afastar o cheiro do perfume masculino.
- Está tão forte assim? – fez uma cara de preocupado começando a se cheirar e riu.
- Não, estou apenas tirando com a sua cara. – lhe mandou o dedo do meio – Você está realmente empenhado em conquistar essa hein!
- Quem disse que é uma mulher? – tentou desconversar e jogou um sorriso de lado.
- É um homem? – praticamente cuspiu a cerveja.
- Claro que não,. E eu estou atrasado – olhou no relógio no seu pulso. – E você também né ?
- Ué, vai sair também, ? - perguntou olhando de cima a baixo, só agora percebendo que ele também estava bastante arrumado para ficar em casa.
- Sim, ele tem um encontro com a ,lembra? Falou disso o dia inteiro. - não perdeu a oportunidade de debochar de .
- Então eu vou indo... - sorriu tristonho indo em direção a porta. - Bom encontro para vocês.
Sua sexta-feira seria chata e solitária, assistindo algum filme chato na TV a cabo. Fechou a porta quando os amigos acenaram levemente com a cabeça, antes de correr para se olhar novamente no espelho.
estacionou o carro em frente ao condomínio de luxo com oito andares de . Respirou fundo tentando controlar a ansiedade que tinha quando saiu do carro, indo em direção ao interfone que ligava ao porteiro escondido entre um enorme vidro fumê. Pediu para que o mesmo avisasse , encostando-se em seu carro para esperá-la quando foi avisado que ela já estava descendo. Suas mãos estavam inquietas, passando a todo o momento entre o cabelo, desarrumando-o e a lataria do carro, onde tamborilava rápido, voltando a repetir a mesma operação de antes. Finalmente depois de algum tempo, desistiu e enfiou as mãos dentro do moletom azul favorito da Hurley. Na rua haviam poucas pessoas por causa do frio cortante, mas ele nem ligava, a verdade era que estava elétrico demais para perceber a temperatura da cidade, olhou para o céu constatando a bela noite que fazia, mesmo com aquele tempo. Seu coração quase saiu pela boca quando voltou a olhar para condomínio vendo abrir o portão transparente cumprimentando um casal com uma menina ruiva de mais ou menos três anos. Ela se agachou para fazer cosquinhas na menina que gargalhava alto. Olhou para a direção de , sorrindo para ele e depois deu um beijo na bochecha da menina, despedindo-se do casal. Atravessou em passos rápidos o caminho até ele, usando sandálias caramelo escuro de salto muito fino combinando com uma média bolsa da mesma cor, calça skinny escura, blusa preta com alguns detalhes discretos e um lindo sobretudo preto grosso. Seu comprido cabelo solto e levemente ondulado nas pontas era balançado pela brisa gélida. Quase não usava maquiagem, o que fez sorrir sozinho com o pensamento de que ela não precisava de nada para ficar linda, já era naturalmente atraente. As mãos dentro do moletom estavam estranhamente suadas.
- Olá! - Ela cumprimentou animada sorrindo de orelha a orelha. soltou o ar aos poucos vendo aquela imagem. - Desculpe a demora, estava no telefone com a .
- Tudo bem, não esperei por muito tempo. - Sorriu nervosamente, mordendo o lábio inferior em um típico ataque de timidez. Abriu a porta para que entrasse no veículo e deu a volta, sentando-se ao lado dela.
- Então... - Ela começou quando ele ligou o carro. - Para onde exatamente vamos?
- Tenho dois ingressos para o show da banda de um amigo do , nunca ouvi o som deles, mas pelo que parece eles são bons, mas se você não quiser, a gente pode ir em outro lugar, depois podemos comer alguma coisa.
- Parece ótimo. - ajeitou a bolsa no colo, tentando disfarçar o frio na barriga que estava sentindo desde que saíra do elevador. parecia tão seguro de si enquanto lhe encarava... Isso a deixava mais nervosa ainda. - Gostei do casaco. - Falou depois se arrependendo pelo comentário idiota e desnecessário, teve vontade de sair correndo dali, o que pensaria dela?
- Ele é o meu favorito. - Comentou escondendo novamente um sorriso bobo que brotara em seus lábios. Ele era um babaca ou o quê?
O trajeto não era muito longo, entre 15 ou 20 minutos. parou perto de um clube abandonado, mas muito bem decorado com pichações em forma de partituras coloridas bem desenhadas que, com certeza, tinham sido feitas por um pintor profissional, e algumas palavras soltas pelo muro, provavelmente letras de músicas. O lugar parecia um local apenas para shows pequenos, onde novos artistas cheios de gás para mostrarem seus talentos se apresentavam.
Entraram sem nem esperar na fila já que os ingressos eram Vips. Se por fora o clube dava a impressão de agitação, por dentro era totalmente diferente, mas ainda carregava uma característica nova. Havia pequenas mesas de bares por todo o local, as luzes eram gradualmente baixas, o som era calmo e um médio palco era bem no centro de tudo, podia-se dizer sem nenhuma dúvida que ali era um lugar de música boa, nova e agradável. Algumas pessoas conversavam em pé, outras já sentadas em seus lugares. adorou tudo aquilo, olhou de esgueira para , mas ele estava ocupado procurando pela mesa deles.
- Adorei esse lugar. - comentou quando se acomodaram numa mesa bem perto do palco. - Você já veio aqui?
- Não, é a primeira vez. Fiquei preocupado em saber se você ia ou não gostar. - mantinha as mãos dentro do moletom sem saber exatamente o que deveria fazer com elas. Parecia extremamente idiota para ele colocá-las sobre a mesa.
- Eu realmente gostei. - Ela repetiu a frase querendo deixar bem claro que o lugar era agradável.
- Você está linda hoje, quero dizer... - Ele balançou a cabeça, confuso, vendo olhá-lo intensamente. - Você é linda. - Fechou os olhos brevemente fazendo uma careta se xingando mentalmente pela idiotice que tinha acabado de falar. "Vamos lá , diga algo inteligente!"
- Você também é. - corou ao dizer isso, se sentindo um tanto quanto incomodada pelo jeito que ele começava a mexer com ela. Não era familiar para essa reação ao elogiar alguém, nem mesmo um homem.
deu um sorriso tímido, desviando sua atenção procurando um objeto mais interessante logo desistindo, como ele já imaginava, não existia nada melhor do que ficar observando .
Aos poucos o nervosismo deles foi indo embora, deixando entrar o encantamento pelo que o outro falava. A conversa começou com contando como conhecera , e através de , estendendo à , que contava como tinha entrado na banda por causa de um anúncio em um dos pubs que os outros tocavam. Contou também o quanto ficou ansioso e como o ajudou a controlar o nervosismo. O jeito como gesticulava e mexia no cabelo enquanto falava fez ficar totalmente vidrado, parecia que nem estavam prestes a ficarem brevemente surdos com as caixas de sons relativamente perto. Mas ele nem ligava para isso contando que pudesse continuar olhando e babando por ela.
estava longe de estar diferente. A cada sorriso de , seu estômago se movimentava de um jeito tão estranho, mas ao mesmo tempo gostoso. Não podia negar que estava adorando aquela sensação.
Estava se sentindo ótima ao lado de . Em nenhum momento deixavam que o silêncio se estalasse a partir do momento que começaram a conversar. parecia compreender tudo o que ela dizia e até dava suas opiniões quando necessárias, ao contrário da maioria dos homens que apenas sorriam e bebiam sua cerveja enquanto ela falava.
O show começou e o sorriso que até então estava estampado em seu rosto, se desmanchou. A barulheira estava insuportável, a música incompreensível, os gritos e cuspes do vocalista não ajudavam em nada. Por um momento pensou que ficaria surda e chegaria em casa molhada. olhou de relance para ela, vendo um esboço de um sorriso e uma careta muito mal disfarçada, mostrando que estava odiando aquele show tanto quanto ele. Sem nem avisar, se levantou indo em direção ao bar e voltando logo em seguida, indicando a saída com uma das mãos. Sem questionar nada, ela pegou seu casaco e sua bolsa, acompanhando-o até o carro.
fez o mesmo movimento de antes, abriu a porta de primeiro, dando a volta depois sentando-se ao seu lado. Ela se acomodou no banco não sabendo direito o que falar, por um momento perguntou-se mentalmente se ele havia ficado chateado com alguma coisa, e como se ele lesse seus pensamentos, olhou para ela sorrindo enquanto parava num sinal vermelho e disse:
- Eu sei que na noite não está das melhores, mas gostaria de te levar ao meu lugar favorito da cidade, tudo bem?
- Claro! – respondeu tendo que se controlar para não pular no banco parecendo uma adolescente. A ideia de compartilhar e levá-la a um lugar que ele gostasse deixava-a boba.
Eles passaram por um Starbucks fechado por causa do horário tardio. Em plena sexta-feira as ruas de Londres estavam desertas por causa do frio. Um som alto chamou a atenção de que olhou para sua frente vendo a boate Amika mais lotada do que nunca. Talvez a população londrina estivesse um pouco afim de contato humano para se esquentar. viu um casal se beijando na varanda e os invejou pelo jeito que o homem abraçava a mulher. Mesmo assim agradeceu mentalmente por não estacionar e levá-la até lá. Hoje ela só queria ter uma boa conversa em um lugar calmo e apreciar a companhia dele.
virou a esquina, estacionando numa rua deserta e bem iluminada. Abriu a porta de recebendo um sorriso de agradecimento e um olhar questionador. Ela não tinha a mínima ideia de onde poderiam ir àquela hora, ainda mais num lugar desses. Ficou com medo de acabarem indo parar num clube ilegal ou alguma coisa assim. Mesmo com a dúvida martelando em sua cabeça, continuou conversando e caminhando ao lado dele, viraram numa esquina e a visão da Tower Bridge iluminado tomou conta dos seus olhos, deixando-a espantada com tanta beleza. Aquela parte da cidade não estava tão deserta, alguns turistas empacotados arriscavam-se a ficarem gripados, tirando fotos, outros conversavam animadamente e até mesmo se beijavam calorosamente com aquela imagem tão perfeita e romântica.
Atravessaram a rua, caminhando pela calçada em direção a ponte, sentindo um vento gostoso levar uma pequena quantidade dos cabelos deles.
enterrou as mãos nos bolsos do moletom, olhando para o chão, pensando no que deveria dizer a . Estava com medo de receber um “não” se lhe perguntasse se ela havia gostado ou não. Pareceu burrice levá-la até ali, afinal, ela era uma Londrina e com certeza já havia visto a paisagens milhares de vezes... Com milhares de homens, quem sabe.
- Nunca vim aqui à noite, acredita? – pareceu ler seus pensamentos, olhando para a ponte hipnotizada, enterrando também sua mãos no bolso do sobretudo. – É engraçado como nós não conhecemos tão bem nossa cidade como os estrangeiros.
- Por que você nunca veio? – Seus olhos estavam na ponte como os dela. já havia visto a ponte iluminada por tantas vezes, mas sempre parecia ser a primeira vez.
- Não sei... Talvez eu estivesse ocupada demais indo a boates. – Ela deu de ombros, passando por um casal. A mulher olhou de cima a baixo para ela e depois sorriu virando-se para o homem apontando e discretamente, mas ainda assim perceptível. Eles riram achando graça da reação do cara que arregalou ligeiramente os olhos sorrindo como a mulher.
- Que tal pararmos aqui? – sugeriu apoiando os braços no parapeito, no ponto mais próximo da ponte.
se juntou ao seu lado, encolhendo-se por causa de outro vento que tocou o seu rosto. Ela ainda continuava a olhar para a ponte, sentindo os olhos de cravados em si. Um calor anormal tomou conta de seu corpo. Reprimiu o impulso de rir sozinha, encarando-o de volta. estava sério, mas de um jeito relaxado. As luzes coloridas refletiam em seu rosto, deixando-o incrivelmente lindo. Seus olhos brilhavam sem a timidez de antes, agora outra coisa estava refletida neles, mas não conseguiu identificar exatamente o que.
- Acho que não tem coisa mais inglesa que isso, tem? – brincou, voltando a olhar para a ponte. – Tirando o fato da troca da guarda do Palácio, é claro.
- Não. – sorriu fazendo o mesmo. Suas mãos suavam por dentro do casaco, ele se perguntou onde estava todo aquele frio que o fez quase mudar de ideia há poucos minutos atrás. Não conseguia para de olhar , o jeito dela era tão espontâneo, tão incomum. Tinha certeza que muitas mulheres o teriam deixado andando sozinha depois daquele show horrível. Anotou mentalmente que deveria socar assim o que encontrasse. – Você quer ir embora?
- Você ainda não percebeu que eu estou boba por vir aqui? – perguntou fazendo o possível para a pergunta não sair irônica. – Eu realmente gostei. – Por alguns minutos ambos ficaram sem silêncio absorvendo o ambiente, falando consigo mesmos e perguntando-se se o outro estava ou não gostando daquilo.
- Então... – resolveu falar. – Você ainda não me disse por que aqui é seu lugar favorito.
- Meu pai costumava me trazer aqui quando era pequeno, ele sempre me contava a história dele e da minha mãe. O primeiro beijo deles foi aqui.
- Você já fez isso? – olhou para não entendo direito a pergunta. Ela riu reformulando a pergunta. - Você já beijou alguém aqui?
- Não. – Ele respondeu ainda olhando pra ela.
- Por falta de oportunidade ou por que não encontrou a pessoa certa? – A curiosidade tomou conta de de um jeito estranho. Ela imaginou se estava sendo fofoqueira demais perguntando uma coisa daquelas, mas não se importou muito.
- Eu nunca deixo uma oportunidade passar, . – sorriu sedutoramente de lado, fazendo ficar sem graça, mas não deixando o contato dos seus olhos quebrarem com os dele, não percebendo a proximidade de seus rostos e braços que até então estavam pertos e agora encostados um no outro. tinha uma mania de nunca desviar seus olhos dos dela, nem mesmo para fazer uma parada em seus lábios levemente entreabertos.
sorriu, abaixando a cabeça não agüentando a intensidade do olhar dele. Ela fechou os olhos por um instante tentando entender se aquela frase era ou não alguma indireta.
Um casal se aproximou, chamando a atenção deles, deixando um frustrado por quebrarem o clima e uma voltar à realidade. Nos momentos anteriores pareciam só existir somente ela e . Eles viram que era o mesmo casal ao qual eles passaram enquanto caminhavam. A mulher pediu educadamente com um sotaque estranho, se atrapalhando com algumas palavras, para que tirasse uma foto dela e do marido. Depois da foto tirada, o homem contou rapidamente que estavam em lua-de-mel e eram brasileiros, mas estavam adorando o frio e a cidade.
- Brasileiros... – repetiu mais para si mesmo do que para quando o casal de afastou. – Legal. Era totalmente percebível que eles eram turistas, mas não brasileiros.
- Por quê? – ainda ria por causa da palavra trocada da mulher.
- Bem, brasileiras são... – fez um gesto com as mãos no ar, fazendo um corpo cheio de curvas e depois uma bunda grande. – E ela não tinha. - Na cabeça dele aquilo saiu como um comentário inocente, mas pareceu não gostar, pois logo parou de rir.
- Você reparou na bunda dela? – Ela fez uma careta acusando-o como se ele fosse seu namorado e que o pegara no flagra olhando para outra. – , francamente! – Ela nunca imaginou que ele falaria aquilo bem na sua cara e daquela maneira como se estivesse conversando com algum dos amigos.
- Não! – Ele negou balançando a cabeça, atrapalhado. – Foi só um comentário... Nada mais. – A careta dela não se desfez e ele teve vontade de se jogar no rio Tâmisa.
- Eu não sou o exemplo de mulher inglesa, se você não reparou. – Ela continuou ignorando o que ele havia falado.
- É claro que eu reparei. – deixou escapar a frase que estava em sua cabeça e olhou para ele com as sobrancelhas levantadas, de um jeito divertido. - Foi indelicadeza da minha parte falar aquilo, desculpe.
- Tudo bem. – percebeu que ele não havia feito aquilo por mal. Resolveu mudar de assunto, deixando aquele clima chato de lado. – Qual é o seu maior sonho?
achou engraçado o jeito como ela encerrou a “discussão” e fez o mesmo. Ele sabia muito bem qual era o seu maior sonho, por várias vezes ele achava que estava quase sendo realizado.
- Queria muito tocar no estádio de Wembley. Eu e os caras sonhamos com isso desde que entrei para a banda, tirando o fato do CD. Na verdade eles já sonham com isso há mais tempo, isso acabou me contagiando também. – olhou para o céu imaginando se um dia realmente aquilo aconteceria, depois voltando a olhar para . Ela viu os olhos dele brilharem de excitação, ficando encantada pelo jeito fofo e sonhador que ele falava.
- E logo terão outro sonho para realizar porque esse está perto de acontecer, tenho certeza. Vocês são realmente bons e eu não digo isso porque são meus amigos. – Ela acrescentou quando ele fez menção de falar algo. – Todos os 90.000 lugares estarão lotados. Meninas histéricas cantarão as músicas e irão chorar quando você se aproximar delas.
- Isso é meio surreal, não acha? – A imaginação de voou longe com as palavras de .
- Não, não acho. – Ela riu vendo a cara dele, tendo completa certeza do que falava. – Vocês vão ser um sucesso!
- É, quem sabe. – Ele afirmou com a cabeça olhando para o rio. – E você, qual é o seu sonho?
- Eu não sei. Não sou o tipo de mulher que faz planos, apenas deixo as coisas acontecerem.
- E isso é bom? – ficou inseguro de fazer aquela pergunta com medo de se ofender de alguma maneira.
- Às vezes sim, outras não. – fez uma careta ao ouvir seu estômago resmungar de fome. – Você escutou? – Perguntou colocando a mão sobre a região.
- Escutei. – riu. - O meu não está diferente, não comemos a noite toda.
- E nem vamos. – olhou para o relógio no pulso vendo-o marcar 02h30min da manhã. – Não tem nada aberto a essa hora,.
- Vamos dar um jeito, vem. – Ele puxou levemente pedindo que ela o seguisse.
- Tudo bem, mas acho difícil. – Sem mais nem menos, ela agarrou o braço esquerdo dele, enlaçando-o com os seus. tomou um susto e olhou para ela. sorria ao mesmo tempo em que o obrigava a andar. – Vamos logo!
Eles caminharam por mais ou menos dez minutos, até acharem uma barraquinha de cachorro-quente com um típico vendedor uniformizado de branco, a diferença era que ele estava usando um casaco grosso, como todos. praticamente implorou para que eles comessem ali mesmo. Relutante, aceitou, depois de muita insistência da outra. Ele não queria que tivesse a lembrança de comer um lanche qualquer logo no primeiro encontro deles. Era sua segunda bola fora naquela noite, pelo menos era isso que tinha em sua cabeça.
Compraram o lanche, duas latinhas de coca-cola diet e foram se sentar num banquinho de cimento perto do carro estacionado de .
- Hm... – mordeu um pedaço do cachorro-quente, quase revirando os olhos de tão delicioso. – Acho que nunca comi um cachorro-quente tão bom!
- Nem eu. – Ele não pode deixar de afirmar aquilo, ainda com a boca cheia. – Desculpe.
- Ok! – Ela riu pegando um pedaço de guardanapo e limpando o canto da boca dele que estava sujo de ketchup. – Você parece uma criança comendo. Já é a terceira vez que te limpo.
- Você não fica atrás. – virou o rosto fingindo estar ofendido, fazendo o sorriso de se alargar.
- Eu só estava um pouco atrapalhada no começo, nada demais.
- Terminei. – Ele enfiou o último pedaço na boca e bebeu sua coca.
- Eu também. – Ela se levantou pegando o lixo e jogando na lixeira mais próxima. – Acho melhor irmos.
- É, vamos. – disse desanimado, sentindo enlaçar seu braço novamente.
O trajeto de volta foi tranqüilo. ligou o rádio, colocando em sua estação favorita, ouvindo a música Look After You do The Fray chegando ao final. ainda cantarolou o refrão, olhando a paisagem pela janela, que passava rapidamente sobre seus olhos.
O carro parou em frente ao prédio, como mais cedo. abaixou o volume do rádio, vendo tirar o cinto de segurança. Ela permaneceu imóvel, apenas mexendo na alça de sua bolsa, não sabendo se deveria agradecer pela noite ou dizer algo a mais. mantinha suas mão no volante, com medo de se aproximar demais e assustá-la, arriscando alguns olhares em sua direção. Mais uma vez o nervosismo tomou conta do ambiente, a tensão pairava visivelmente no ar como uma fumaça.
- Obrigada pela noite, . – finalmente falou, soltando um pouco o ar para tentar se acalmar. – Há tempos não fazia um programa tão bom.
- Fico feliz em saber que você gostou. – E aliviado também, falou mentalmente. – Gostei da sua companhia. – Eles se olharam e deu um sorrisinho fechado.
- Eu também. Você é engraçado. – “Ah, grande elogio , agora ele vai pensar que você o acha um palhaço” ela disse pra si mesma. - Quero dizer, divertido.
- Acho que isso significa que podemos sair de novo? – Perguntou receoso, vendo a expressão dela se abrir mais.
- Podemos, contanto que termine naquela barraquinha de novo. – Ela brincou e soltou um suspiro. – Acho que foi a melhor parte, acredite.
- Prometo que da próxima vez que te levo em um restaurante legal. – coçou a nuca fazendo uma careta engraçada.
- Ainda prefiro a barraquinha. Agora preciso subir, já está muito tarde e nós precisamos dormir. – se aproximou dele, lhe dando um beijo rápido na bochecha. Ele, surpreso, arregalou os olhos a tempo de vê-la bater a porta e caminhar lentamente até a portaria. Observou desaparecer prédio a dentro, colocando sua mão sobre a bochecha beijada, sorrindo sozinho. Lentamente colocou a mesma mão sobre o coração, sentindo seus batimentos cardíacos se acelerarem. Olhou novamente para o prédio, tentando inutilmente adivinhar qual poderia ser o apartamento dela. Balançou a cabeça achando a ideia idiota. Aumentou o volume do som, ouvindo uma música lenta tocar, mas não prestou atenção quem cantava. Estava pensando em outra coisa, em outra pessoa. Acelerou o carro desejando chegar em casa e dormir sonhando com ela.
Capítulo 4.
acordou tarde na segunda-feira. Chegara tarde em casa no dia anterior exausto e ao mesmo tempo feliz por conseguir passar o final de semana com sem interrupções ou brigas. Na quinta, conversando com e , resolvera que precisava sair para comemorar, pegou a namorada depois de uma reunião para levá-la até a um hotel fazenda, com um chalé aconchegante, milhares de garrafas de vinho e uma lareira extremamente quente, sem contar na grande cama a qual eles usavam inúmeras vezes nesses três dias, bêbados ou não. O clima romântico os fez voltar ao começo do relacionamento, há 3 anos, deixando para trás o desentendimento agonizante, que o deixava triste e desfocado de tudo.
Era sempre assim mesmo que fosse apenas uma discussãozinha boba. Seu humor mudava, a sua quietude parecia triplicar e isso acabava afetando de um jeito ou de outro sua relação com as outras pessoas, menos com seus melhores amigos, que o entendiam mesmo que as vezes o aconselhassem a chutar o pau da barraca. Eles gostavam de . Não poderia existir um ser que a conhecesse e não sentisse pelo menos uma simpatia grande, o problema era que eles não suportavam o fato de vê-lo de maneiras, que por vezes, nem pareciam ser ele e de volta agradecia a preocupação deles.
Saiu de casa com dificuldade, pois não o deixava sair da cama de jeito algum, arrumando qualquer desculpa para que ele ficasse mais alguns minutos em casa, e atendendo ao seu pedido acabou conseguindo atrasá-lo quase uma hora e meia. Sorriu ao ver a rua completamente molhada por causa da chuva e um forte vento gelado bater no capuz do casaco que protegia sua cabeça na pequena distância entre a casa de e seu carro, estacionado do outro lado, lembrando das últimas palavras num tom manhoso típico de dela ao desgrudarem suas bocas e bater a porta do quarto, deixando-a enrolada no edredom grosso: “Acredite em mim, sou muito mais interessante que essa reunião com os meninos”. sabia disso muito bem, não precisava ser um gênio para saber disso. Que homem em sã consciência escolheria sair com os amigos ao em vez de ficar debaixo das cobertas ao lado da mulher que ama? Nenhum. Mas o fato era que hoje ele precisava voltar ao mundo real, onde havia responsabilidades e a principal delas era a banda a qual era integrante. Olhou para o relógio no pulso direito, constatando que estava realmente atrasado. Ele e os meninos combinaram na sexta que pensariam em um tema para uma música nova para apresentar na quarta, dia em que eles encontrariam Fletch. nunca fora bom em compor, mas gostava de ajudar nem que fosse em alguma frase.
Chegou ao pub sob uma forte chuva, arriscou o palpite de que deveria voltar para casa, e logo viu Jason, um dos garçons, limpar o grande vidro da fachada, no lugar de uma parede. Entrou tendo a visão dos amigos sentados no meio do palco, segurava um caderno e um lápis, ao seu lado verificava as letras das músicas em folhas soltas enquanto fazia sons com a boca.
- Até que enfim. – A atenção de se direcionou para o barulho da porta sendo aberta. Ele voltou a falar ignorando alguns resmungos de . – Pensei que estivesse esquecido de nós.
- Nunca. – bateu no ombro do amigo, sentando-se ao lado de . – Só me atrasei um pouco...
- Uma hora e meia para ser exato. – escrevia freneticamente no caderno, rabiscando algumas palavras, substituindo-as por outras. Sua expressão estava dura, de longe dava para perceber seu mau humor. – , pode terminar o refrão enquanto eu vou pegar uma cerveja?
- Ok. – pegou o caderno e o lápis, olhando de para e de para . – Ele está chateado, não esquenta. – Falou antes que pudesse perguntar algo. – Ele e brigaram.
- Ah... – abriu a boca tentando entender. – Por quê?
- Porque ela não ligou pra ele nem nada desde sei lá... Semana retrasada? – arriscou o palpite, olhando para no bar. – Foi difícil aguentar aquela cara fechada, ele chega a ser pior que você,.
- Cala a boca,. – empurrou levemente , fazendo-o se desequilibrar um pouco e rir. – Posso ver a música?
- Ainda falta um pouco, mas acho que está ficando boa. – entregou o caderno, mostrando os vários rabiscos. – pensou em colocá-la com uma batida forte no começo, o que você acha?
- Better run for cover, you're a hurricane full of lies and the way you're heading, no one's getting out alive. – leu, passando rapidamente os olhos pela letra. – Nossa, está ótima, é sério! Quem teve ideia para ela?
- Todos nós. – respondeu com olhando brevemente para o bar, verificando se estava voltando. Ele continuava sentado, bebendo um corpo de cerveja e olhando distraidamente para rua. – Só estava faltando você. Como foi a viagem?
- Ótima, não poderia ter sido melhor. adorou tudo. – sorriu marotamente estalando os dedos de um jeito convencido. – E como foi o encontro com a , ?
- Bom... Foi bom! – desviou o olhar dos amigos. ria sem disfarçar, deixando-o envergonhado. – Ok, foi mais do que bom, foi maravilhoso, divertido e...
- Eles se falam todo o dia pelo telefone. – interrompeu. - Ele está apaixonado,! está apaixonado pela ! Só falta aquele “desliga você, amor” – e ele começaram a gargalhar por causa dos xingamentos que dizia sem parar.
- E você, ? Você também fala o tempo inteiro com a tal de Kimberly. – retrucou rindo também. mudou um pouco o semblante, deixando o ar risonho para trás.
- Quem é Kimberly? – perguntou surpreso. – Parece que fiquei fora por tempo demais.
- É uma amiga. Uma pessoa incrível, acho que vocês vão gostar dela.
- E quando vamos conhecê-la? – e perguntaram juntos. Ao perceberem o que tinham acabado de fazer, olharam-se.
- Todos conhecerão no tempo certo. – voltou a dar atenção ao caderno.
- Até a... – tentou perguntar, mas levantou a cabeça como se o desafiasse a terminar a frase.
- Todos,. – Ele deu ênfase na primeira palavra. - Agora vamos mudar de assunto e terminar o refrão antes que o chegue e bata em todos nós?
- Ficou ótimo, . – Fred colocou as dezenas de folhas de fichário solta que a namorada lhe entregara para que ele lesse sobre seu trabalho para a faculdade. Ajeitou seu travesseiro ainda sentado na cama. – Vai tirar uma nota muito boa.
- Tomara, o Sr Baker é muito exigente. – Ele ouviu reclamar antes de sair do banheiro escovando os cabelos enrolada numa toalha salmão. – Fiquei a semana toda preparando essa palestra.
- Eu sei, você nem me deu atenção direito. - Fred fez bico, cruzando os braços na altura do peito. sorriu sentado na beirada da cama e beijando-o levemente na boca. - Ainda bem que tudo terminou e agora eu tenho você todinha para mim. - Ele colocou a mão na nuca dela, juntando mais os lábios, entreabrindo-os um pouco.
fez o mesmo, colocando uma das mãos no peito nu dele, deixando a toalha um pouco solta. Num impulso, Fred lhe puxou para a cama, deitando-a e jogando o pano que cobria o corpo de , no chão. Ele olhou bem no fundo dos olhos dela, sorrindo. Ela sentiu a excitação chegar rapidamente ao ver a forma como os olhos azuis de Fred pareciam esquadrinhar cada detalhe do seu rosto, do seu corpo. Ele a amava incondicionalmente, ela sabia disso.
Não poderia existir outra mulher para Fred a não ser . Ela era amada de um jeito que as pessoas só pensavam ter em filmes. Aquele tipo de homem que toda mulher sonha em ter e toda mãe agradece por fazer sua filha feliz, mesmo que no caso de , a coisa fosse diferente. Ela agradecia todos os dias por ter um homem como aquele, mesmo sabendo que seu coração pertencia e sempre iria pertencer a outro. Nunca poderia amar Fred do jeito que era merecido, mas fazia o possível para fazê-lo feliz do mesmo jeito que ele a fazia. Podia não ser amor, mas um carinho extremamente forte acolhia seu coração, não deixando ninguém atrapalhar nada, nem mesmo . Eles eram um casal feliz, isso era o que importava. O resto era só resto.
- Eu te amo tanto,. - Fred sussurrou perto do ouvido dela, passando lentamente seu nariz na região da orelha e o pescoço, deixando arrepiada.
- Eu também. - segurou o rosto dele bem perto do seu, sentindo o hálito fresco batendo em seu rosto.
Fred sorriu selando os lábios. Moveu-se na cama ficando de lado, apoiando um dos braços no colchão e o outro desceu para a barriga dela, fazendo movimentos circulares. Eles continuaram se olhando por um tempo, até o celular de sob a mesa de cabeceira,tocar. Ela virou o corpo inclinando-se para apanhar o aparelho, vendo o nome de na chamada.
- Oi . – Ignorou as fungadas que o namorado deu, pegando a toalha do chão e sentando-se na cama. – Como estão as coisas?
- Ótimas agora que estou falando com você. - Ele riu, falando melosamente e depois mudou o tom de voz, quando escutou dizer alguma coisa do outro lado. - Ele está ai? Esse cara não larga do teu pé, não é? Que inferno, !
- Sim, , ele esta aqui e te mandou abraço. – Fred olhou de cara feia para ela como se aquilo fosse um insulto, e recebeu uma travesseirada na cara. – Bom, mas tenho certeza que você não me ligou para isso.
- É claro que não. – respondeu irritado, bufando. – Quero te chamar para almoçar comigo e os caras, acho que chamou também, talvez até a apareça. Vamos mostrar a música nova para vocês.
- Finalmente! – Ela quase gritou de excitação, novamente ignorando mais alguns protestos de Fred. – leu a letra e disse que está ótima. Estou louca para escutá-la. Aonde e que horas vamos comer?
- Na casa do , daqui a pouco. Ele mesmo vai cozinhar, infelizmente. Já estão me esperando lá, só falta você e a . Vem logo! – Ele fez uma pausa, respirando fundo, sentindo seu coração apertado daquela forma tão estranha, mas ao mesmo tempo tão conhecida. - Estou com muita saudade. Não estou te vejo há 2 dias. – Disse da mais forma simples e sincera que podia. Já era para ter se acostumado depois de tantos anos, mas não, aquele aperto sempre vinha quando estava longe de ou quando brigavam.
- Eu também estou com saudade. – concordou baixinho, somente para escutar. Fechou os olhos, sorrindo sozinha. – Logo estarei ai, beijo. – Desligou e continuou sentada, só agora percebendo que Fred já não estava mais na cama. – Ei, não demore, preciso me arrumar rápido. – Ela gritou para a porta do banheiro fechada.
Chegou rapidamente ao prédio dos amigos, passando pelo porteiro de meia idade, cumprimentando-o sem precisar se identificar. Ele já estava cansado de vê-la entrando e saindo dali, sozinha ou acompanhada. Era quase uma rotina. O tempo todo estava passando para pegar ou entregar alguma coisa. Saiu do elevador, ignorando seu celular tocando. Provavelmente era Fred querendo saber que horas iria chegar em casa, se iria demorar, etc.
- ! – saldou quando abriu a porta. Estava com um enorme sorriso no rosto.
- Hey ! – Ela lhe deu um beijo na bochecha e jogou sua bolsa no sofá de três lugares. apareceu vindo da cozinha carregando alguns pratos, seguida de que levava os copos. – Você chegou cedo. – se adiantou para falar com a amiga, abraçando-a.
- passou lá em casa para me apanhar logo de manhã. – sorriu, dando uma olhada em . Ele estava atrás de , mas ela não precisou encará-lo para saber que estava sem graça.
- Hm... Interessante. – estalou a língua no céu da boca, indicando que estava pensando em algo. – Falo com a senhorita depois. Onde estão os outros que não vieram me receber?
- Nós estamos aqui. – apareceu gargalhando com segurando sua cintura. Eles pareciam aquele antigo casal apaixonado. Isso quase fez suspirar. – está trazendo a comida e está no quarto há séculos. Disse que não quer interrupções.
- Ótimo. Preciso mesmo falar com vocês sem ele por perto. ,você pode chamar o ?
- Já estou aqui, . – colocou um enorme prato no centro da mesa. – Vamos, diga o que o idiota do não pode escutar.
- Bom, o aniversário do está chegando e eu pensei em fazermos uma festa surpresa lá em casa, o que vocês acham?
- Eu acho ótimo! – se pronunciou primeiro. – Mas o é péssimo para guardar segredos...
- Não sou nada. – fez uma careta, negando o que dissera. – Sou um túmulo!
- Amor, você não sabe esconder não. – sorriu, dando um beijo na bochecha do namorado, ignorando a careta que ele fez. – Quero dizer, você não sabe enganar as pessoas, não tem talento! Só isso.
- Eu não vou comentar nada com ele, gente. Podem deixar! – falou querendo convencer todos de que tinha razão.
- E quando vai ser, ? – perguntou, antes que mais alguém abrisse a boca.
- O aniversário dele vai cair na quinta. – olhou no calendário perto da mesa. – Podemos fazer a festa na sexta.
- Sexta não, eu tenho que estudar para sábado. Vou ter um simulado. – disse baixinho, se negando a olhar para enquanto falava.
- Tudo bem, fazemos no sábado. – deu de ombros, sorrindo para a amiga de um jeito encorajador. – Tudo bem para você? – sorriu de volta, concordando com a cabeça.
- Então tá combinado. – deu a volta na mesa e se sentou. – Agora podemos comer? Estou louca para experimentar essa macarronada.
foi até o corredor que dava para os quartos, avisando a que a comida já estava servida, mas não ouve resposta. Todos se sentaram, comendo e conversando animadamente enquanto os servia. Ele trocou algumas palavras com quando lhe foi perguntado como havia ficado a música, testando se ele ia ou não ignorá-la. Felizmente não foi, mas era óbvio que ainda existia um clima tenso no ar.
implicou com , dizendo que a amiga estava comendo demais. entrando na brincadeira, disse que a namorada estava com o corpo mais redondo do que o normal, levantando a hipótese de que ela poderia estar grávida. não deixou barato, jogando uma piadinha perguntando a se ele havia reparado no corpo da amiga. arregalou os olhos, encarando de um jeito totalmente assassino, recuperando a pose logo depois, dizendo a pare ele ignorar tal comentário. Como imaginava, ele ficou quieto mastigando quase metade da sua comida que anormalmente foi colocada dentro da boca. engasgou precisando tomar uma grande quantidade de vinho para melhorar.
Não houve nenhum sinal de até então. o tempo todo olhava para o corredor, imaginando o que ele poderia estar fazendo trancado no quarto. Pensou por um instante que ele estaria dormindo... Mas depois se lembrou que não tinha o costume de dormir de dia, a não ser se ele estivesse realmente cansado...
- ? – a voz de lhe despertou. Ela olhou para os lados vendo que mais ninguém estava sentado. Focou sua atenção novamente no amigo a sua frente, vendo que ele estava com a mão estendida. Ela se perguntou o que ele queria. – Você está bem? Te chamei umas 2 vezes e você parecia não gostar do que estava pensado.
- Não, não , estou bem. – Ela sorriu fracamente, tomando o resto do seu vinho. – O que você queria?
- Seu prato. Posso levá-lo para a cozinha? – Ele apontou para o prato quadrado que ainda continha um pouco de comida.
- Uhum. – levantou, colocando a cadeira no lugar e direcionou sua atenção para outro lugar. – saiu do quarto? – Ela ainda olhava para a porta fechada com tanta atenção como se tivesse super poderes e pudesse ver através da madeira.
- Não. – respondeu como se aquilo fosse óbvio. – Eu estou achando estranho porque ele adora a comida do . Por que você não vai chamá-lo?
- Bom, ele disse que não queria ser incomodado né, acho melhor não perturbá-lo. Talvez esteja descansando de ontem. – Aquela frase havia sido proferida erradamente. não gostou de ter saído da sua própria boca que estava perturbando em algum momento, mas logo esse pensamento se esvaiu com o que lhe disse:
- Acho que você é a única pessoa por quem não se importa de ser perturbado. Na verdade acho que você nem chega a fazer isso.
- Nossa! – sorriu bobamente enrolando seu dedo na ponta de um cacho, não escondendo que aquilo lhe agradou. – Você exagerou dessa vez, mas ok, eu vou lá, daqui a pouco ajudo vocês na cozinha.
Encostou o ouvido perto da porta, ouvindo logo em seguida a risada de . se afastou rapidamente olhando para a porta como se ela fosse o objeto mais estranho que já vira na vida. Sem precisar fazer mais esforço para ouvir, outra risada foi dada. Uma risada bem forte, sincera, daquelas que você dá quando ouve algo realmente engraçado, mas com o volume controlado. levantou o cenho desejando saber do que tanto ria. Ele poderia estar vendo algum filme, um vídeo no Youtube ou... Drogado. Drogado? Ela se perguntou achando aquilo ridículo. Desde quando usava drogas? Ele nem mesmo precisava disso para gargalhar daquela maneira, era naturalmente assim. Pausa e mais Pausa. Um silêncio se abateu ali, deixando preocupada. Numa hora ele ria, na outra o silêncio dominava tudo. Pensou em voltar para a cozinha, mas a curiosidade falava mais alto. Girou a maçaneta agradecendo pela porta não estar trancada. A imagem de em frente a janela, admirando a rua a fez relaxar os ombros. Deduziu que ele estava rindo de alguém lá de baixo, afinal, em Londres é capaz de se ver tudo. Mas assim que se aproximou dele, percebeu que ele falava ao telefone e com certeza a conversa parecia bem animada.
- Você é tão engraçada, mas gostei do jeito que você disse que quer me ver. – Ele exclamou rindo de novo. – Eu também quero.
paralisou. Sua mente começou a trabalhar num ritmo frenético, colocando a frase que ele acabara de falar, bem na sua frente como uma charada e fosse obrigada a ser desvendado o segredo por detrás dela para passar para o próximo nível. Primeiro ele riu, dizendo que a pessoa era engraçada e que havia gostado da maneira que ela disse que queria encontrá-lo, logo depois o próprio disse que também queria. Aquilo era para ter sido só para agradar ou ele realmente queria encontrar com a pessoa da outra linha? E além de tudo, quem era a tal pessoa? Um homem não poderia ser, nem passava por sua cabeça tal hipótese. Então só poderia ser uma mulher. Mas que mulher? Qual era o seu nome? De onde eles se conheciam? Por que queria encontrar com ela? Era por isso que ele não foi almoçar? Por que estava ao telefone com uma mulher? continuava parada, deixando seu cérebro solucionar todas aquelas perguntas que para muitos não havia nenhum significado, mas para ela...
- Kim... – virou ainda rindo, percebendo a presença de alguém. Logo que viu , ele mudou de expressão, parando de falar, deixando a frase perdida e o nome da dita cuja bem compreensível. olhava para ele de um jeito questionador e ao mesmo tempo havia alguma coisa dentro de seus olhos... Mas não chegou a entender. - Eu ligo para você mais tarde, tenho que desligar agora, tchau. - Ele guardou o celular no bolso da calça jeans e olhou para . Ela parecia uma bela estátua mal humorada. Seus olhos estavam semicerrados, mas ainda sim estava incrivelmente linda como sempre, disse para si.
- Desculpe, não queria ter atrapalhado. - A voz dela saiu fraca. parecia ter feito um grande esforço para abrir a boca e percebeu isso. - Acho melhor falar com você depois.
- Ora , você nunca me atrapalhada, sabe disso. - se aproximou, colocando as mãos sobre as laterais dos braços dela. pareceu não perceber o toque. - O pessoal já comeu? - Tentou mudar de assunto, mas pelo que ele pôde ver, não estava ajudando em nada.
- Já. Há muito tempo. Todos te chamaram, mas você não escutou porque estava com a porta fechada e rindo com sua amiga. - Ela mexia na boca, fazendo-a ir para lá e para cá, claramente num gesto irritado.
- Bom... - Ele ia argumentar, mas estava sem jeito demais. Optou por tentar novamente mudar de assunto. - Eu estava com tanta saudade! - Ele riu, baixando as mãos para a cintura dela, apertando fortemente a região.
- Você anda com saudade de muita gente. - ironizou, fechando os olhos não querendo encará-lo mais. - O que houve? Está carente?
- Não, . Atenção nunca foi o meu problema, você sabe disso. - suspirou, tirando as mãos dela e indo sentar na cama. - O meu problema é outro. - SCRIPT>document.write(Rachel) abriu os olhos, pensando não ter escutado bem. realmente havia falado aquilo?
- O nome dela é Kim? Quem ela é? - Perguntou de forma agressiva. Estava ficando incomodado com o jeito que falava.
- Não, é Kimberly. Ela é uma amiga minha. - cruzou os braços, sabendo que muitas perguntas ainda iriam surgir daquela conversa. Não queria se estressar, mas pelo jeito não ia ser fácil.
- Por que você não me falou dessa mulher? Vocês estão saindo há quanto tempo? Eu já a vi em algum lugar? Ela já foi no pub te ver? - Ela não iria descansar até saber tudo. Uma raiva anormal começou a crescer dentro de si.
- Para começar, não a chame de "essa mulher", está bem? Kimberly é uma ótima pessoa. Só saímos algumas vezes, não é nada demais e eu não te falei porque você não é minha babá, não preciso dizer com quem estou saindo.
abriu a boca, mas não saiu nada. Não gostou da maneira que estava agindo, mas não iria dizer nada. Não daria oportunidade para ele ser mais grosseiro do que já estava sendo. Eles ficaram se encarando por um breve momento. sustentava seu olhar o tempo inteiro, queria mostrá-lo que não se sentia intimidada.
- Você já transou com ela. - Ela disse de repente. Aquilo saiu como uma afirmação e revirou os olhos.
- , não seja ridícula. Vai controlar com quantas mulheres eu já dormi também? Eu não fico perguntando sobre suas intimidades com aquele idiota do seu namorado. - E nunca nem quero saber, disse para si.
- Eu não perguntei, . Eu afirmei, se você não percebeu. Você vai sair com ela hoje? - Ela quis saber, vendo uma roupa limpa dobrada sob a cama.
- Vou. - olhou para os pés descalços, apoiando um cotovelo na perna, deixando a mão pendente. - Vamos parar com isso, ok? Eu não quero brigar com você, por favor.
Silêncio. Mais uma vez silêncio. odiava quando ficava quieta depois de uma discussão. Ela fechava a cara e não falava mais com ele até a raiva passar e isso podiam durar dias... Para sua surpresa, agachou-se na sua frente, ficando de joelhos, colocando as mãos nas coxas dele. relaxou com o toque dela, deixando que uma corrente quente percorresse sobre seu corpo.
- ... - o chamou baixinho e ele levantou a cabeça, deixando seus rostos muito próximos. Perigosamente próximos. - Me desculpa? - Ela fez uma carinha fofa, mordendo o lábio inferior.
Aquilo na visão de era a coisa mais tentadora do mundo e num impulso, segurou o rosto dela com as duas mãos e lhe depositou um selinho demorado. Conseguiu sentir o gosto fraco do vinho que ela havia tomado no almoço. Só nisso, ele podia se dizer bêbado. A vontade de fazer sua língua pedir passagem era muito grande, mas se controlou. Afastou as bocas, ouvindo um gemido indignado vindo de . Colou sua testa com a dela, observando a respiração dela ficar rápida.
- Você sabe o quanto é importante na minha vida, não sabe? - Ele olhava no fundo os olhos dela, querendo beijá-la de novo. Ela sorriu confirmando com a cabeça. - Eu odeio brigar com você,. Você sabe disso mais do que ninguém.
Tocá-la era tão fácil, uma necessidade da sua mente, do seu corpo e da sua alma, isso nunca iria passar, ele já deveria ter se conformado há anos. colocou os braços ao redor do pescoço dele, puxando-o para um forte abraço.
- Eu te amo muito. - fechou novamente os olhos, apertando ainda mais o abraço não ligando se estava ou não o machucando. - Você também é muito importante na minha vida. Sempre foi, . E sempre será. - Ela sussurrou no ouvido dele. Sentiu os braços dele apertarem ainda mais sua cintura e como sempre acontecia, se sentiu segura.
- Será que vocês não podem se agarrar em outro lugar? – bufou, divertida, achando graça da cena a sua frente.
Ela se encontrava sentada na sala da casa de , encarando e abraçados, beijando-se como se não existisse mais ninguém ali além deles de um lado do sofá,e do outro fingia prestar atenção no jogo do Tottenham contra o Chelsea na fase final do campeonato inglês. De vez em quando dava rápidas olhadas em que estava sentada numa poltrona um pouco afastada, com cara de tédio.
- Não , não podemos. – tentou dizer mais alguma coisa, mas estava ocupada demais com a boca de na sua.
- Legal. – Bufou de novo, assoprando sua mecha de cabelo. – Vocês querem alguma coisa? – Se levantou, dirigindo a pergunta a e . – Ótimo, fiquem ai. – Ela saiu a passos largos para o corredor não dando tempo de resposta.
Parou no batente, vendo a imagem mais bela de todas, em sua opinião. estava de costas usando um avental branco grande. Ele cantarolava alguma música lenta enquanto lavava as louças do almoço. podia jurar que ele sorria.
Pensou em voltar para a sala, mas na verdade queria ficar ali mesmo, não se importando com nada. Apenas queria observar como sempre fez desde que o conhecera. Calculou se deveria ou não anunciar sua chegada, provavelmente ele pararia de cantar, fecharia a cara e evitaria ficar ali por muito tempo. Ela iria arriscar. Precisava fazer aquilo de qualquer jeito, estava bravo e ela sabia que ele tinha razão. Prometera e não cumpriu a promessa que fizera, agora tinha que arcar com as conseqüências.
Evitou ao máximo fazer barulho enquanto se aproximava da pia. Ficou bem atrás dele, quase chegando a abraçá-lo, mas mudou de ideia. Não era certo fazer aquilo, mesmo que a vontade fosse grande. Seus olhos percorreram toda a extensão das costas dele. A blusa de malha preta marcava os ombros largos de um jeito bem masculino. Ela adorava o corpo dele. Não era aquela coisa bruta, que exalava a palavra "homem". Era delicado como o dono. Definido, com tudo na medida certa, no lugar certo. Por tantas vezes se imaginou tocando nele...
coçou a nuca, despreocupado, deixando um pouco de espuma ali. resistiu a vontade de limpar, e depois fazer carinho. Fechou os olhos rapidamente, respirando fundo, deixando o ar sair aos poucos. Uma imagem de arrepiando-se com seu toque, fechando os olhos e pedindo mais... Contou até 10 tentando tirar aquilo da cabeça.
Era engraçado como mexia com ela. Ele a encantava como nenhum homem, dizendo palavras tão doces, sinceras, e ao mesmo tempo tão significativas. Aquele jeitinho tão de ser, de agir, de se comunicar com o mundo. É claro que como sempre, ela fingia não sentir nada. Fingia para o seu próprio bem, o dele e de sua família.
- Você vai ficar parada aí por muito tempo ou vai dizer alguma coisa? - A voz de surgiu do nada. olhou para os lados pensando ter ouvido mal, mas percebeu que ele realmente falava com ela.
- Desculpe. Eu acho que estou sobrando lá na sala. - Encostou-se na pia, olhando para ele que continuava com a cabeça baixa olhando para os pratos. - Quer que eu saia daqui?
Ele demorou a responder. Demorou tanto que achou que a resposta era sim. Quando fez menção de se afastar, ele se mexeu.
- Não, pode ficar aqui. - Deu de ombros ainda dando atenção a louça.
- Hm... - colocou uma mecha atrás da orelha, procurando algo para dizer. Ela sabia muito bem que não falaria nada por espontânea vontade. - Posso te fazer uma pergunta?
Ele não respondeu, não houve objeção, então resolveu continuar.
- Eu te decepcionei tanto assim? - sabia que não precisava dessa pergunta para obter a resposta. Aquilo era a coisa mais óbvia do mundo!
- Sabe ... - desligou a bica, olhando no fundo dos olhos dela. O coração de quase parou de bater quando ela ouviu chamando-a pelo apelido depois de tantos dias com a cara fechada. - Quando a gente gosta de alguém, queremos compartilhar tudo com ela, podem ser coisas idiotas, mas é assim com todo mundo e comigo não é diferente. Você sabia que era muito, muito importante e não teve nem a consideração de me ligar, mandar uma mensagem, nem nada. Eu não quero que você largue seus estudos, sei o quanto tudo isso é importante para você, mas eu realmente esperava mais de você. Principalmente de você.
sentiu seu estômago afundar. Ela queria sair dali correndo, mas suas pernas não lhe obedeciam, seus pés estavam grudados no piso da cozinha como se tivessem sido grudados com cola. A decepção estava estampada nos olhos dele, nos olhos do seu . Aqueles olhos pelos quais ela amava e aquilo doía tanto. Como sempre, ele havia sido sincero, mesmo que as palavras não fossem as mais agradáveis possíveis, estava dizendo o que pensava e ela agradecia por isso. Por ele ter dito tudo de uma vez e não fugido. Nem era mesmo do feitio dele fugir.
- Dizer que eu sinto muito não vai mudar o passado. - Ela abaixou a cabeça, envergonhada. - Não queria que isso tivesse acontecido, juro. É que eu me sinto na obrigação de prova aos meus pais que eles estavam errados, preciso me esforçar ao máximo e acabo magoando as pessoas que eu gosto e gostam de mim. Isso não vai mais acontecer, não com você.
- Não? - levantou delicadamente o rosto dela com uma mão. recuou um pouco, dando um sorrisinho. - Por que você me evita tanto?
- Eu não te evito. - Ela negou, sabendo que era uma tremenda mentira. - Eu só não quero que você confunda as coisas. Eu sei o que você sente por mim, mas eu não posso corresponder a esse sentimento.
- Não? – se aproximou, quase colando seu corpo ao dela de propósito. – Você tem certeza disso, ? Porque seus olhos te entregam. – Ele olhou no fundo dos olhos dela, sentindo a mesma sensação de sempre. A mesma sensação que eles lhe proporcionavam desde a primeira vez que encontraram com os seus, no pub. sentia que poderia olhar sua alma se quisesse. Aquele jeito doce, sincero e marcante.
não conseguiu responder, abrindo a boca várias vezes e fechando-a em seguida. Ele a olhava intensamente e isso estava ficando realmente perigoso para eles. Ela engoliu em seco quando fitou seus lábios avermelhados e convidativos. Ambas as respirações estavam desacelerando. queria beijá-la, queria provar o gosto dela, sentir o seu perfume mais de perto, enterrar as mãos nos seu cabelo, chamá-la de sua... Mas de alguma forma se negava a isso, e ele nem fazia a ideia do por quê. precisava sair dali rápido antes que fizesse alguma besteira. Quando fez menção de sair de perto, agarrou sua mão fortemente e se aproximou mais, os corpos estavam colados, não o bastante, ele constatou.
A mecha que estava atrás da orelha caiu em seu rosto por causa do movimento e antes que pudesse se conter, levou a mão ao rosto dela, colocando a mecha para trás novamente, fazendo sua mão tocar-lhe o rosto. fechou os olhos sentindo um arrepio muito gostoso vindo do baixo ventre que tomou seu corpo por inteiro, ela estava tão quente quanto à mão dele. sorriu, atrevendo-se com os dedos pelos lábios dela, sentindo a textura macia deles, constatando que sua teoria estava certa. não aparenta ser macia, ela realmente era macia.
Ao abrir seus olhos, se afastou rapidamente e pareceu encabulada. ainda sorria, admirado com tal momento.
- Não tenho pressa... Vou esperar você, o tempo que for.
Capítulo 5.
Apesar do tempo do lado de fora não estar chuvoso, nem nada, o clima continuava frio e nenhum pouco agradável para uma pessoa ficar andando de shortinho e blusa larga pela casa - mesmo tendo um aquecedor que derreteria o Pólo Norte - Porém não se importava com isso. Era exatamente assim que ela gostava de dormir e ficar transitando pela casa depois de acordar. Não teria problema caso alguém a encontrasse vestida daquele jeito, já que a única que poderia seria Susan ou Sue, como a chamava.
Susan era governanta da casa dos desde quando a mãe de , Elizabeth, morrera no parto. Ela era encarregada de cuidar de quando seu pai, Charlie, estava viajando a negócios ao lado de Jason , pai de . Susan passou a ser como parte da família, além de mãe e era assim que a considerava. Quando decidiu que queria ter sua própria casa para morar, convenceu Susan a ir com ela. Ficou resolvido que a governanta não deixaria de trabalhar na mansão da família, mas que passaria a ir pelo menos três vezes por semana ao apartamento duplex para ajeitar as coisas.
Sophie entrou na cozinha e viu um bilhete preso na geladeira:
" querida, fiz aquele bolo de chocolate que você tanto gosta, está dentro do forno. Alimente-se direito. Segunda-feira estarei de volta.
Com amor, Sue"
A jovem olhou para o papel e sorriu. Susan parecia não querer aceitar que ela não era mais uma criança. Mas não podia deixar de gostar de todo aquele mimo. Abriu a porta do forno sentindo o cheirinho de chocolate fresco, pegando um pedaço com a própria mão. Era o melhor bolo do mundo. Quando estava terminando o segundo pedaço, ouviu o telefone tocar, imaginando ser . Saiu correndo para atender, jogando-se no sofá ao lado da mesinha do aparelho.
- Bom dia! - Disse excitada, enrolando o dedo na ponta da almofada.
- Nossa, que animação toda é essa logo de manhã, ? - A voz era masculina, mas nada parecida com a de Dougie. O sorriso estampado no rosto fraquejou.
- Er... Oi Dylan. - Tentou transparecer que sua animação não estava abalada, mesmo sentindo que o esforço fosse inútil.
- Parece que não falo com você há semanas! Esteve ocupada?
- Hm, acho que sim. - Resolveu apenas dizer isso. – Como você está?
- Ótimo agora que tenho notícias suas. – Houve uma pausa na ligação. Dylan pensou que teria alguma resposta, mas ela não veio, então resolveu continuar. - Eu estava pensando se você gostaria de almoçar comigo hoje, ou você está ocupada?
- Não, não. Posso almoçar com você sim, como você mesmo disse, tem tempos que não conversamos direito, mas eu não vou poder demorar muito porque tenho que ir para a casa da . – Mesmo que não estivesse tão animada, não queria que parecesse que estava evitando-o ou sendo rude. Ainda mais depois da viagem.
- Legal! - Qualquer pessoa que estivesse na linha poderia jurar que Dylan tinha pulado para comemorar. - Quero dizer, tudo bem. Passo na sua casa meio dia em ponto e te deixo lá depois, tudo bem?
- Vou estar esperando. Tchau, Dylan.
Como sempre, Dylan chegou pontualmente no prédio. Estava ansioso demais para rever . Desde a noite que passara no pub, não tiveram mais contado, e as poucas notícias que tivera vieram do pai dela, com quem trabalhava.
Logo avistou chegando perto do carro e como um cavalheiro, abriu a porta do passageiro com um enorme sorriso no rosto, esperando um abraço, mas o máximo que fez, foi lhe dar um beijo na bochecha.
Seguiram o caminho para um dos restaurantes favoritos dela, Bel & the Dragon. A reserva já havia sido feita e logo estavam numa mesa reservada, fazendo o pedido.
- Obrigada. – Dylan entregou o cardápio para o garçom e olhou para que estava mexendo no celular pela milésima vez desde que chegaram ao local. – Está tudo bem?
- Sim, está. – Ela confirmou com a cabeça, colocando o aparelho no modo vibratório e depois o guardou na bolsa de couro. – É que a está me ligando. – Mentiu.
- Ainda namora aquele bancário? – Ele não estava com a menor vontade de saber isso, mas para a conversa chegar onde pretendia, deveria deixar fluir naturalmente ou ela fugiria como sempre.
- Uhum. – Tomou um gole de vinho não querendo mais falar sobre isso. Dylan estava planejando alguma coisa, ela sentia isso. Ele nunca foi de querer saber a vida pessoal das suas amigas. – E como vão as coisas na empresa? – Desconversou.
- Ótimas como sempre. Seu pai ganhou mais uma causa e olha que era quase impossível. Talvez ele já tenha te contado.
- Contou. Está muito feliz e disse que quer fazer um jantar lá em casa para comemorar, só não disse quando. – ajeitou-se na cadeira para que o garçom a servisse. – Obrigada.
- Ele me disse que você pretende ficar em Londres por um bom tempo...
A frase ficou solta no ar. O garçom foi embora e o casal se olhou demoradamente. Ambos sabiam o que aquilo significava e o que iria vir depois. Dylan voltaria com o mesmo papo de sempre, mas não poderia reclamar, deixou uma brecha para que isso acontecesse. Ela não se pronunciou, tendo a ilusão de que Dylan havia entendido seu silêncio.
- E eu estive pensando se poderíamos sair como antigamente. – Não, ele não entendeu. Ou simplesmente quis ignorar os sinais mais do que claros. Aquilo seria mais difícil do que pensava. – Aquela noite em Milão... – Ele fez uma pausa, fechando os olhos deixando as imagens surgirem na sua cabeça e depois reabriu os olhos. – Aquilo foi inesquecível, eu nunca pensei que voltaria a acontecer depois de tanto tempo insistindo e não tendo resultado.
- Dylan... – suspirou. Ele não iria deixar uma oportunidade passar, ela já imaginava. – Nós já conversamos sobre isso. Não há mais o que falar. Por favor, não insista em algo que não vai acontecer. - não queria que as coisas terminassem daquele jeito, mas era necessário.
- Você estava tão linda usando o vestido que eu comprei. – Ele colocou as mãos sobre as dela que estavam depositadas em cima da mesa e a encarava intensamente com seus olhos acinzentados, como se as imagens que rondavam sua cabeça pudessem ser passadas pelo toque. Queria que ela pudesse sentir o que ele sentia. – O jeito como você beijava... Eu fico excitado só de lembrar.
- Pelo amor de Deus, Dylan, pare com isso! – recolheu as mãos, colocando-as no colo, olhando para os lados. Teve medo de que as pessoas pudessem escutar a conversa. – Foi um erro ter atendido o seu telefonema, o convite para o jantar e todo o resto. Você não tinha que ter ido atrás de mim, perguntado onde eu estava para o meu pai. Foi um grande erro! Já terminamos...
- Mas podemos recomeçar. Eu quero uma nova chance! – Dylan interrompeu. O tom da sua voz foi quase uma súplica. Tentou chegar perto dela, mas a mesa era um obstáculo. – Eu sei que já conversamos muito sobre isso, mas eu prometo que vai ser diferente dessa vez.
- Não. Eu não posso. Estou me envolvendo com outra pessoa. - Deus, a moça estava se odiando. Estava se sentindo a pior das criaturas por ter dito aquilo. – E estou gostando dela.
Dylan ficou sem expressão. Olhava para ela com a boca levemente aberta tentando ver se ela estava mentindo e para aumentar sua decepção, estava falando a verdade.
- Sophie, nós temos uma história juntos! Fui seu primeiro namorado, o primeiro homem a te tocar... A te fazer ter um orgasmo! E você me diz que está gostando de outro?! – Agressiva era a melhor maneira de explicar a maneira como Dylan falou. Cerrou os punhos com as mãos ainda sobre a mesa, fazendo algumas pessoas olharem para eles.
não se moveu. Continuou encarando Dylan. Já conhecia esse teatrinho dele.
- Você foi e continua sendo importante na minha vida. Crescemos juntos e como você mesmo disse, foi o meu primeiro homem, mas Dylan, eu sempre deixei as coisas bem claras entre nós. Você sempre soube que eu nunca fui apaixonada por você. – Ela sabia que suas palavras estavam sendo duras demais, mas já perdera as contas de quantas vezes tiveram essa conversa. Será que ele não entendia que só poderiam ser amigos? A consideração que tinha por Dylan era enorme, mas não ficaria presa a ele. Não o amava para isso, ainda mais com em jogo.
- Quem é ele? – A voz voltou ao normal, os punhos afrouxaram. Num surto Dylan voltara ao normal. – Não era a que estava te ligando, não é? Era ele o tempo inteiro! – Agora estava acusando-a como se um crime havia sido cometido perante seus olhos. começava a se irritar.
- Vamos embora, por favor. – Levantou, deixando Dylan falando sozinho.
Esperou por ele perto do carro e assim que o viu destrancando o automóvel, entrou, aguardando no banco do carona.
Não trocaram uma só palavra até o apartamento de . evitava olhar para algo dentro do carro, sentindo raiva de si mesma e de Dylan. Errou em ter dormido com ele e errou mais ainda em ter aceitado o convite do almoço. Nem reparou que seu celular vibrava sem parar dentro da bolsa.
Quando chegaram, tirou o cinto depressa, pegou sua bolsa e saiu do carro, batendo a porta sem olhar para trás. Dylan pensou por um segundo, também saindo do carro e gritando por ela.
- Eu não quero mais discutir. – virou-se de má vontade.
- Eu também não. – Ele pegou a mão dela e fez carinho. – Eu só queria ter dizer que eu amo você e não há outro homem que vá te amar tanto quanto eu.
- Você é um grande amigo meu. – sorriu, fazendo carinho na mão dele também. – E eu quero o seu bem. Por favor, não vamos mais insistir, ok?
- Tudo bem. – Dylan soltou a mão dela. Ele amava e esse fato convivia com ele durante todos esses anos. Não desistiria agora. Dylan Adams nunca desistia, apenas fingia estar conformado. – Posso te abraçar pelo menos?
iria recusar, mas Dylan se apressou, envolvendo-a. O abraço demorou mais do que o necessário e ela se desvencilhou.
- Tenho que subir. deve estar louca atrás de mim.
- É, eu também preciso ir. Tchau, . – Deu a volta e deu partida no carro. ficou parada na calçada como se quisesse ter certeza que ele não voltaria.
Passou pela portaria do prédio sem olhar para cima e ver que assistia tudo da varanda.
Entrou no loft tendo a visão de muitas bolas coloridas espalhadas por todos os lugares que seus olhos podiam alcançar. Uma grande faixa escrito "Feliz Aniversário !" em letras de forma estava estendida perto da escada, assim como outros enfeites para as paredes.
Entre tantas bolas espalhadas para todos os lados, encontrou sentado displicentemente no chão, descalço, com as pernas cruzada em forma de chinês. Ele parecia uma criança dentro de uma piscina de bolinhas de plástico e estivesse prestes a se “afogar”.
Ele cantarolava baixinho alguma música lenta, da forma mais distraída possível enquanto dava nó em uma bola, jogando-a para um canto logo em seguida, repetindo o mesmo ato de encher outra.
Usava uma bermuda jeans relativamente larga e velha, uma camisa vermelha simples que realçava ainda mais o tom da sua pele com a cor dos cabelos, que cobriam um pouco seus olhos.
se perguntou em qual momento não parecia atraente.
Em todo o tempo que ela o observava, ele fingiu não sentir a presença de mais ninguém no recinto, nem mesmo depois de escutar a porta sendo aberta e fechada. Continuou em seu lugar, assoprando com toda força e raiva que crescia dentro do seu corpo, como se estivesse ocupado, sendo que na verdade sua cabeça estava na pessoa que o observava.
Era estranho dizer de onde toda aquela raiva havia saído. Algo não estava certo, só que não sabia o motivo, apenas que essa sensação veio depois de ter visto com o outro homem na calçada e estranhamente ele lhe era familiar. Por um instante pensou que fosse engano seu e que o sentimento logo iria embora do mesmo jeito que veio, mas ele ainda estava lá, batendo em seu peito, zunindo sua cabeça não o deixando pensar direito, como se alguma coisa ou alguém estivesse falando em seu ouvido, tentando fazê-lo explodir e quebrar qualquer coisa que estivesse ao seu alcance. Sentia-se o cara mais idiota no mundo. Como é que tinha se deixando enganar? Ela estava saindo com dois caras ao mesmo tempo.
continuou parada, olhando-o fixamente, querendo chamar a atenção dele para si, deixando sem mais pretextos para ignorá-la.
Desistiu, encarando-a da forma mais séria que pôde. Foi breve, pois se seus olhos encontrassem com os dela por muito tempo, certamente não ficaria bravo e esqueceria de todo o resto, mesmo tendo a certeza que não era errado estar daquele jeito.
Ela estava com um sorriso doce no canto da boca. O mesmo sorriso que ele vira quando se conheceram e que lhe causava efeitos como nenhum outro, o deixava completamente zonzo, mesmo estando bravo. E como já imaginava, se esqueceu por que sentia tanta vontade de brigar.
- Oi ! - o cumprimentou, animada, mesmo com a expressão fechada dele. - Onde estão as meninas? - Olhou ao redor não vendo mais ninguém.
Ele abaixou a cabeça, mexendo no saco de bolas para ganhar tempo antes de responder quando o motivo voltou a martelar na sua cabeça. Teve a impressão que se ela não estivesse de tão bom humor, a raiva já teria passado ou estaria mais moderada. Mas não. teve que abrir a boca, esfregando sua felicidade, não fazendo a menor cerimônia em disfarçar que estava com outro.
- A e saíram para comprar umas coisas e o resto ainda não chegou. - Falou contrariado, num tom mais natural que conseguiu. A resposta havia saído mais estendida do que ele imaginara que seria.
- Bom, então somos nós dois para encher todas essas bolas! - Ela brincou, aproximando-se com dificuldade, abaixando-se para lhe dar um beijo bem estalado na bochecha. Tirou os sapatos e sentou ao lado dele. Esperou que dissesse algo, ou lhe beijasse também, mas nada veio em resposta. Tinha acontecido alguma coisa, sem dúvida nenhuma. Talvez estivesse aborrecido com alguma coisa que aconteceu no ensaio ou estivesse cansado demais, pensou. - Parece que você passou a manhã inteira fazendo isso. - Tentou puxar um assunto, queria fazê-lo conversar.
deu de ombros, fechando os olhos rapidamente, sentindo sua bochecha ainda quente por causa do contato que sua pele teve com a boca de . A pele parecia arder. Aquela sensação era tão gostosa, ele não queria que ela fosse embora. Queria que ela fosse maior do que a raiva e por um instante, jurava que era.
Ninguém mais disse nada. Ficaram em silêncio, conversando com seus próprios pensamentos.
se perguntava o porquê daquele jeito tão calado de . Ele geralmente adorava conversar, e escutá-la falar também, mesmo que fossem assuntos banais. Sempre arranjava um jeito de tocá-la e até agora nada. Nenhuma tentativa sequer.
Queria perguntar o que estava acontecendo, mas se não comentou nada, provavelmente não queria tocar no assunto, quem sabe mais tarde ele quisesse conversar.
Já ele, procurava respostas paras as milhares de perguntas que rondavam sua cabeça: Por que estava com raiva? Era raiva que realmente estava sentindo? Não, não era só isso. Havia outra coisa lá, um sentimento amargo, que deixava seu coração apertado... Mas qual era o nome dele afinal de contas? queria questionar , saber quem era aquele homem e por que estava com ele. Sua cabeça deu um estalo; A raiva o tinha deixado de uma maneira tão área a detalhes que ele nem havia percebido que era Dylan, o ex-namorado de adolescência que estava no pub dias atrás. A cena de o ignorando para dar atenção ao outro homem surgiu na sua cabeça de uma forma tão clara como se estivesse acontecendo de novo naquele momento. Sentiu a raiva triplicar e nem percebeu que estava apertando a bola com toda sua força, fazendo-a estourar, e fazer um barulho razoavelmente grande, chamando a atenção de .
- Cuidado, . Você pode se machucar. – Ela advertiu, olhando com uma sobrancelha arqueada, colocando a mão sobre o ombro dele.
- Estava distraído. – Fugindo do toque dela, se levantou depressa, indo em direção a cozinha, não sabendo exatamente o que faria ali, apenas queria distância.
ficou estática vendo o caminho que fizera. Olhou para a bola estourada jogada no chão. Entrou na cozinha, devagar, observando-o. Ele estava com a cabeça baixa, encostado na pia segurando um copo vazio, parecendo estar passando mal.
- Você está passando mal? Está sentindo alguma coisa? – Sua expressão era de pura preocupação. Pegou o copo na mão dele e colocou na pia, tentando puxá-lo para si, mas não se mexeu.
- Eu estou bem, . – Ele falou num tom levemente irritado, ainda fitando os próprios pés. Por que ela tinha que estar ali, perturbando-o daquela maneira?
- É claro que você não está bem. O que está acontecendo? Pode me dizer! – Ela queria tanto que lhe encarasse, talvez ela pudesse ver algo nos olhos dele.
- Você já viu as chamadas do seu celular hoje? – O tom da voz saiu mais alto do que o normal. cruzou os braços na altura do peito e olhou para ela.
- Como assim? – Ela inclinou um pouco a cabeça, colocando uma mão num dos braços dele, apertando-o delicadamente querendo uma pergunta mais clara.
- Estou perguntando se você viu ou não as chamadas do seu celular. Não é uma pergunta difícil. – A forma rude como proferiu as palavras fez recuar um pouco. Ela ficou olhando pra ele por alguns segundos antes de responder.
- Mais ou menos, eu estava meio ocupada hoje de manhã... – Os olhos dela estavam paralisados, já entendendo o que ele queria dizer. – Vi algumas chamadas suas, mas não pude atender.
- Você não podia ou não queria? Porque pelo que eu andei vendo, você não queria. Eu te liguei a manhã inteira querendo falar com você, mas você recusava todas as ligações!
- , me desculpe, mas realmente não dava para atender. – tentava se explicar, quebrando o último espaço que existia entre eles.
- Se você não sabe, não sou eu que vou dizer. - Ele disse, só agora percebendo o quanto estavam perto um do outro. Se fosse em outra ocasião, certamente já teriam se beijado.
Escutaram um barulho da porta sendo aberta, seguida das vozes animadas de e . se afastou, olhando em direção da porta tendo a visão de uma sorridente carregando duas sacolas pesadas de compras.
- Achei o , . E ele está acompanhado. – deu uma piscadela para os dois, pensando que tinha atrapalhado alguma coisa, mas depois percebeu que o clima estava bastante pesado.
- Nossa, que caras são essas? – entrou também, espantada com as caras amarradas do casal e a de sem ação de .
- Não é nada, . – sorriu para ela, mudando totalmente a fisionomia do seu rosto como se a poucos segundos atrás não estivesse trocando farpas com . – Já terminei de encher as bolas como me pediu. Agora preciso ir, os outros já devem estar chegando. Vejo vocês mais tarde.
Passou em disparada pela sala, pegando suas coisas e bateu a porta. se escorou num armário, jogando a cabeça para trás, fazendo-a bater na porta, sentindo uma dor instalar em sua cabeça.
- Caralho, que merda! - Resmungou, pensando em como a viu com Dylan. - Só pode ser isso. - Disse para si mesma.
- Isso o que? - quis saber, dando um olhar significativo para . - não estava com a melhor das caras quando entrei. Pode contar para gente o que aconteceu?
- Eu faço tudo errado, tudo! - olhou para as amigas, irritada. - Acho que ele me viu com Dylan, só não sei como.
Capítulo 6.
- Dá pra você parar de beber um pouco? – repreendeu quando viu a amiga pegar mais um copo de Whisky e virar em duas coladas. – Daqui a pouco o vai chegar.
- É, mas ele ainda não chegou. – começou a andar, querendo sair de perto de e seus sermões, mas foi impedida de continuar ao sentir a mão da amiga segurar fortemente seu braço. – O que foi agora? – Revirou os olhos.
- Você já está começando a ficar tonta. Eu não vou ficar tomando conta de você a noite toda, . Você já está bem grandinha para isso. Sabe que está sem paciência para seus ataques de bebedeira.
- Eu sei cuidar de mim, ! Não preciso que ninguém fique regulando a quantidade de álcool que eu tomo, sei me controlar, ok? Não vou ficar bêbada e estragar a festa! – contrapôs, irritada. Odiava quando as pessoas ficavam regulando quantos copos tomava. Ela sabia se controlar. É claro que às vezes extrapolava, mas não ia fazer isso dessa vez. Prometera a que pararia de beber. Ela nem mesmo bebia todo dia.
- Faça o que você quiser, então. Mas não venha chorar depois; como da última vez. – se afastou, indo em direção a e que estavam conversando com algumas pessoas. Ela falou algo no ouvido delas e as três encararam , sérias.
virou o rosto, achando ridícula a atitude das amigas. Ela nem mesmo estava tonta, estava enganada como sempre. Por que tinham que se preocupar tanto? Só queria se divertir um pouco, não havia nada demais nisso.
Um garçom passou com uma bandeja de bebidas e ela pegou um copo, não prestando atenção qual era o líquido da vez. Tomou uma quantidade satisfatória de álcool, sentindo-o queimar em sua garganta. Começou a rebolar, dançando ao som da Mariah Carey cantando Obessed. Fechou os olhos, deixando a batida dominar seu corpo por inteiro. Ela amava dançar desde pequena. Dançava em qualquer lugar, com qualquer ritmo e sempre fora muito boa. O importante era se sentir livre. A sensação era maravilhosa, melhor mesmo do que a bebida lhe permitia.
Até pouco tempo fazia aulas numa das melhores academias especializadas de Londres. Foi pela dança, em um das milhares de festas que Rachel dava no loft, que conheceu . Ele ficou maravilhado com seus movimentos sensuais e lhe convidou para dançar. Desde então estão juntos. Mas aos poucos, foi deixando a dança de lado, largando até mesmo suas aulas. Queria passar o tempo inteiro perto do namorado porque nem sempre podiam ficar juntos. A banda sempre fora muito importante para ele e às vezes precisava se ausentar para shows em outras cidades. A gota d’água foi quando os garotos receberam uma proposta de fazerem um CD demo com uma grande gravadora. Foram para a Califórnia e não tiveram sucesso. Mas foram chamados para um festival de verão e ficaram por quase um mês. Nesse tempo, se sentiu abandonada sem ter seu apoio por perto. e sempre estavam com ela, mas não era a mesma coisa. A saudade era grande demais, e não podia ir encontrá-lo por causa da escola. Seus pais não permitiram que ela deixasse as aulas e fosse para outro país.
O prazer estava com , e não só sexualmente, emocionalmente também. entrou na sua vida cedo, foi seu primeiro namorado, seu primeiro homem. Não era só uma paixão de um casal de dezessete anos. Aos poucos a relação começou a ficar tão séria que sua vida passou a depender dele e quando não estava perto, precisava preencher o vazio que gritava dentro de si e aí vinham as doses e mais doses de bebidas, as incansáveis festas até altas horas. tentava substituir a dependência que tinha dele. E isso era claro para qualquer pessoa que a conhecesse melhor.
Mas também não era segredo para ninguém que sempre fora delicada e quebrável como uma boneca de porcelana e quando não estava ali, sempre lhe dando um beijo de boa noite, dizendo que tudo ficaria bem, a carência batia.
Ninguém parecia entender seus motivos para se tornar a pessoa de hoje. Ela entendia e também, de certo modo.
Entendia que Chloe estava acostumada com atenção e não agüentava ter que dividi-la com mais ninguém, no caso, a música, mas o que ele poderia fazer? A música era sua vida, não conseguia se ver fazendo outra coisa pelo resto da vida. E, ao mesmo tempo, era com quem queria construir uma vida, uma casa, uma família.
Agora as coisas pareciam estar bem. Depois de tanta dor de cabeça.
Sentiu os braços de alguém envolver sua cintura por trás, grudando os corpos, fazendo o mesmo movimento que ela fazia. fechou os olhos, sentindo o cheiro de invadir seus pulmões. Aquele arrepio gostoso passou dos pés até a raiz dos cabelos, excitando-a. Girou o corpo, ficando de frente para ele. As luzes coloridas da pista brincavam no rosto de , misturadas com o lindo sorriso que ele tinha em seus lábios.
- Há séculos você não dança pra mim. – Ele choramingou com sua boca perto da dela, antes de beijá-la. Seu lábio superior se encaixou perfeitamente entre os dela, deixando o lábio inferior dela entre os seus, num beijo doce e rápido. Sentiu o gosto forte da bebida, deixando-o chateado. – Não acredito que você já bebeu.
- Foi só pra relaxar enquanto você não chegava, mas agora você está aqui comigo. – sorriu, envolvendo a cintura dele, apertando com força, deixando os rostos ainda mais perto um do outro. – E sobre dançar... – Ela puxou o lábio dele gentilmente com os dentes. -... Nós podemos resolver esse probleminha lá em cima, no quarto de hóspedes, o que você acha?
- Eu acho uma ótima idéia. – sorriu maliciosamente, passando uma mão pela extensão das costas dela. – Mas não aqui. Não quero correr o risco de ser interrompido.
- Sua idéia é ótima. – passou a língua pelo próprio lábio superior, numa demonstração de desejo.
sorriu, beijando-a mais uma vez. Sua língua invadiu a boca dela sem nenhuma objeção, tocando a dela do jeito que ele sabia que ela gostava. soltou a cintura dele, subindo as mãos para o peito, espalmando-a sobre o tecido leve da blusa, deixando excitado. Ele apertou o corpo dela ainda mais contra si para que ela sentisse que por mais que o toque fosse pequeno, o resultado era enorme, literalmente.
- Ei, será que vocês não podem se comportar um pouco? – brincou, batendo no ombro de . – Não esqueçam que estamos numa festa de família.
- Obrigado por avisar, cara. – suspirou, fingindo estar aliviado com o aviso. – Agora dá pra cair fora? Estávamos em um belo trabalho aqui.
- Que tal vocês continuarem depois? acabou de ligar avisando que está subindo. – apontou para trás de si. e deslocaram a cabeça um pouco para o lado a tempo de ver as outras garotas e correndo para ajudar os convidados a se esconderem. – Vamos logo, está uma pilha de nervos. – virou, indo em direção aos outros.
- É... Acho que essa festa vai ser bem interessante. – falou baixinho, no ouvido de antes de puxá-la para ir de encontro aos outros. olhou para ele confusa, mas não disse nada.
- Isso é tão estranho. – comentou assim que saíram do elevador.
- O que é estranho, docinho? – Kimberly perguntou, apertando a mão que estava enlaçada na dele.
- me pediu para ligar quando estivesse subindo. Eu nunca faço isso, nunca fiz.
Seu coração deu um solavanco quando a enorme porta do loft tomou sua visão. Era agora ou nada. Hoje Kimberly iria conhecer seus melhores amigos, incluindo . Enquanto se aproximava da entrada, se lembrou da reação dela ao saber que ele estava saindo com alguém. Um palpite grande cresceu dentro dele: Ele e brigariam, na certa.
Um cara como não apresentava qualquer mulher para sua turma e disso significava algo a mais na relação. Disso ele não tinha dúvidas.
Tocou a campainha quase automaticamente. Não estava prestando muita atenção no que acontecia ao seu redor. Uma súbita vontade de largar a mão de Kimberly gritou, mas era tarde demais.
- , PELO AMOR DE DEUS, ABAIXE ESSE SOM! – gritou, correndo até a porta para dar uma olhada no olho-mágico. ainda não tinha saído do elevador, que alívio. – , você já pegou os confetes?
- Já, . – mostrou o saco aberto de confetes coloridos. – Mas por que vamos jogar isso nele?
- Porque é legal. – se postou ao lado dele, pegando alguns confetes como desculpa para se aproximar. – Não esquenta, ela fica assim todo ano. – Disse baixinho, quase no ouvido dele.
- Ele está chegando! – avisou, quase sendo derrubado por que passou correndo para chegar na porta.
- Todos estão prontos? – sussurrou, olhando para trás verificando se a faixa de aniversário estava bem estendida. – Ótimo!
A campainha tocou e ela abriu com um enorme sorriso no rosto. tomou toda a sua visão. O sorriso dele estava fechado de um jeito fofo. pulou em cima dele, empolgada, enlaçando seus braços ao redor do pescoço de , não olhando para a pessoa que estava ao lado dele. Simplesmente queria abraçá-lo, sentir seu cheiro e ser a primeira a lhe dar os parabéns.
- Feliz aniversário, meu amor! – Sussurrou no ouvido dele, dando um beijo na região.
suspirou, postando uma mão nas costas dela de um jeito desajeitado, tenso, como se ele não quisesse aquilo. Percebendo isso, se afastou, encarando-o curiosa, ainda sorrindo.
- Obrigado, . - Ele agradeceu passando a mão livre pelo cabelo, claramente sem graça.
desceu o olhar, indo para a outra mão, que ainda estava ocupada. Seu sorriso murchou completamente ao ver a mão dele entrelaçada com a de outra mulher. O único caminho que seus olhos faziam era das mãos ao rosto dele, não se atrevendo a olhar para a outra.
viu a reação que já esperava. Sentiu uma pontada forte no peito ao ver a expressão dela. Seus olhares se encontraram e ele só conseguiu ver tristeza e decepção ali. Talvez tivesse visto que os olhos dela estavam mais brilhantes, mas resolveu não pensar nisso. Respirou fundo, tentando impedir a vontade de chegar perto e dizer que nada, nem ninguém no mundo jamais seria mais especial que ela.
- Essa aqui é a Kim.. - Abaixou a cabeça após ver o rosto de se transformar numa careta. E num sussurro completou - Minha namorada.
Ela não disse nada, não porque não queria, mas sim porque sentia que sua voz não sairia. Mudou o foco de visão para Kimberly. tinha que admitir, ela era realmente linda com os cabelos compridos extremamente lisos e escuros, olhos amendoados, corpo esguio e um sorriso extremamente atraente. Teve raiva. Por que ela tinha que ser tão perfeita? Por que ela não podia parecer... Normal, e não a encarnação de Afrodite? Por que não podia parecer a Britney careca com cara de maníaca quando bateu nos paparazzi com um guarda chuva? Pelo amor de Deus, até a porra do nariz dela era lindo e combinava perfeitamente com o resto do rosto. A vontade que tinha era não deixá-lo mais tão lindo assim... Talvez com um defeitinho básico, meio torto para um lado... riu com o próprio pensamento. Sabia que Kimberly não tinha culpa dos sentimentos que a estavam dominando, pelo menos não propositalmente, mas precisava descontar a raiva.
- Então você é a famosa . Finalmente nos conhecemos! - Kimberly estendeu a mão para apertar a de , abrindo ainda mais o sorriso.
- Não posso dizer o mesmo de você. - Subitamente sua voz voltou fria e irônica. Cruzou os braços, deixando claro que não queria o toque da outra. - Nem sabia que estava com uma namorada nova, mas não é uma surpresa, é claro. Toda hora aparece com uma mulher nova.
Ela não queria ser simpática, não fazia nenhuma questão e nem ligou quando viu pelos cantos dos olhos, a expressão de perplexidade de . Sorrindo por dentro ao ver o sorriso de Kimberly fraquejar, entrou no loft deixando-os na porta.
entrou puxando Kimberly pela mão. A luz foi acessa relevando todos os seus amigos. Um sorriso maroto surgiu em seus lábios, deixando-se esquecer o acontecimento de poucos minutos antes. Definitivamente não existia, enganando-o direitinho, não só ela, como o resto dos seus amigos. iria se ver com ele.
“É só um encontro normal, Danny, você está mais acostumado com essas festinhas da do que eu”.
Mas que inocente de sua parte pensar que ela iria esquecer-se do seu aniversário. Justamente o seu.
Anos atrás, quando eram adolescentes e ele ficou de castigo por ter sido suspenso por uma semana do colégio, seus pais o proibiram de fazer uma festa em casa. Então pediu para que ele fosse visitá-la, com a desculpa de que não o deixaria ficar sozinho, trancado e com uma cara de bunda maior do que o mundo. Quando abriu a porta do quarto dela, deparou-se com milhares de bolas coloridas que tomavam a cama, o chão, à cômoda... Foi meio claustrofóbico e difícil para entrar, porém nada mais perfeito do que encontrar parada com um mini bolo – daqueles bem pequenos mesmo, para só uma pessoa comer. – sendo enfeitado por uma única vela acesa nas mãos. O sorriso que ela lhe deu o fez esquecer todos os problemas que estava tendo.
Depois de assoprarem a vela, riram por causa do tamanho do bolo, dividindo-o e deitaram na cama, encarando o teto, aproveitando a companhia um do outro sem palavras para estragar o momento, adormecendo juntos. Poderia ter sido a melhor noite que passaram juntos, se não houvesse outra. Foi naquela época que tudo começou...
Acordou do seu devaneio quando uma quantidade considerável de papel picado foi em direção ao seu rosto. Ao abrir os olhos de novo, viu a imagem de , revelando que fora ele o culpado. ao seu lado gargalhava, indo até para abraçá-lo e recomendando mais juízo do que no ano anterior. Depois vieram , , e .
olhou ao redor. Algumas pessoas que estavam ali ele nem falava mais. Não porque não queria, simplesmente acabou perdendo contato com o passar dos anos. Tinha até mesmo ex-colegas do tempo do colegial. Ficou perdido entre tanta gente. Nunca imaginou que reencontraria aquelas pessoas. Pelo menos não daquele jeito e muito menos de uma vez só. Gostou.
Gostou de poder ver todas as pessoas que fizeram, mesmo que por um dia, parte da sua vida. Durante um bom tempo ficou conversando num grupinho de colegas com quem estudou no primeiro período da faculdade de direito, antes de trancar para se dedicar a banda.
- Não sei como você agüenta ficar trancado num escritório o dia inteiro. – lamentou pelo ex-colega de faculdade, Mark, que agora trabalhava como contador. Não chegaram a fazer o mesmo curso, mas sempre saiam juntos.
- Sorte a sua não ter que agüentar o chefe mal humorado todos os dias. – Mark riu, tomando o resto de cerveja. - Eu vou pegar mais bebida, já volto.
ficou parado no mesmo lugar, observando as pessoas. Logo viu se aproximando com dois copos de cerveja na mão.
- Valeu, cara. – Danny agradeceu pegando um dos copos. - Você viu a Kim por aí?
- Está na cozinha conversando com a . – fez uma pausa, olhando as pessoas como fizera segundos antes. – Ela é bem bonita.
- É. – Limitou-se a dizer isso. – Você acha que eu fiz errado em trazê-la?
- Mais ou menos. Ninguém pensou que você fosse aparecer com ela aqui, do nada. – Ele e se olharam entendendo o significado da frase. – Mas pelo menos todos já foram devidamente apresentados. E já que ela está aqui, que tal dar um pouco de atenção a ela pra que eu possa ter um momento a sós com a ?
- É, vou fazer isso.
Acenou discretamente em agradecimento quando algumas pessoas passavam por ele lhe desejando parabéns com leves tapinhas nas costas. Antes de entrar na cozinha, viu pelo canto do olho puxando para uma parte escondida da sala.
e Kimberly conversavam animadamente perto da pia. Ambas riram de algo engraçado que havia falado. Ela olhou para , ainda rindo. Kimberly olhou para trás, procurando para quem ou o que olhava. Seu sorriso alargou mais ainda, sentindo enlaçá-la pela cintura.
- Posso saber do que vocês estão rindo? – Perguntou curioso, vendo as duas se entreolharem.
- Estamos nos conhecendo, não é ? E além do mais, é coisa de mulher, meu amor, você não vai entender. – Kimberly lhe deu um beijo rápido e depois tapou a própria boca com a mão como se estivesse guardando um segredo. – E você, onde estava? Pensei que tinha me esquecido.
- Claro que não. O que é um chato e fica puxando papo comigo. – deu uma piscadela para , que sorriu sem graça. – Onde estão os outros?
- Não vejo o desde que você chegou. – fez uma careta e ficou séria, dando um olhar significativo para o amigo. – E bem... subiu com a , devem ter ido retocar a maquiagem. Você sabe o quanto elas são vaidosas e tudo mais...
- É, eu sei. – Ele coçou a nuca com a mão livre. – Ainda nem falei com elas direito, acho que vou subir. Tudo bem por você, Kim?
- Claro. – Ela deu um sorrido fechado, soltando-o. – Eu e ainda temos muito que conversar. E diga a que eu quero falar com ela depois.
- Tudo bem. Juro que não vou demorar. – De novo, deu um beijo em Kimberly, mas agora um pouco mais demorado e saiu a passos largos até a escada.
- Vamos logo, , deixa de ser teimosa uma vez na vida, por favor? – colocou a mão na cintura, batendo o pé no chão. - Me deixa em paz, porra! – sentou na cama, cruzando as pernas, e tirou os sapatos jogando-os perto do closet. Ela se controlava para não começar a gritar. – Não vou ficar dando uma de boa anfitriã, estou cansada.
- É isso mesmo ou você simplesmente não gostou de saber que o tem uma namorada? Você realmente passou dias planejando essa festa e agora não quer participar dela? Fala sério!
- O que você quis dizer com isso, ? – A garota franziu a testa, claramente irritada.
- Que você está morrendo, se roendo por dentro, se contorcendo de puro ciúme do , como sempre! – cruzou os braços, andando de um lado para o outro na frente da cama. – E não me venha dizer que estou imaginando coisas, te conheço tempo o suficiente para saber que não estou.
- Ela é tão bonita, não é? – falou tristonha, olhando para os detalhes vermelhos da colcha branca perto da sua perna. Sua voz estava pastosa e fraca, fazendo olhá-la. Ela parecia uma criança que acabara de levar uma bronca. - É realmente muito bonita. – Continuou, ainda olhando para baixo.
mordeu o lábio, e por um momento, ficou em dúvida do que faria. raramente demonstrava algum tipo de emoção daquele tipo, ainda mais quando se dirigia a . Descruzou os braços, sentando perto da amiga.
- Você também é muito bonita. – Ela colocou a mão sobre a de , que levantou a cabeça, mostrando seus olhos vermelhos e algumas lágrimas caiam sobre seu rosto, borrando o rímel.
- Falei pro Fred não vir aqui hoje porque não queria estragar a festa e olha que bela surpresa eu tenho. – Fungou, colocando algumas as mechas de cabelo atrás da orelha. - Eu não devo culpar o , mas é tão difícil, dói tanto... Você, mais do que ninguém, sabe há quanto tempo eu amo aquele idiota, sabe há quanto tempo eu choro, sofro por ele. E pá, do nada ele parece com uma mulher linda, simpática, dizendo-se namorada dele, assim, do nada? Você viu a minha cara de babaca, não viu? – Apontou para o próprio peito e mais lágrimas foram liberadas. - Fiquei sem reação nenhuma, só conseguia sentir raiva e vontade de socá-los até cansar.
- Sei disso tudo e vi também. Não só eu como todos. Ninguém pensou que ele fosse trazer alguém.
- Mas trouxe. E quer saber? Eu não me importo, eu não quero me importar - disse passando a mão pelo rosto com o intuito de limpar a maquiagem borrada, mas a única coisa que conseguiu foi piorar a situação. - Não tenho nada a ver com o que ele faz ou deixa de fazer. Somos apenas amigos.
- São. Você sabe o que eu penso a respeito disso, ou melhor, vocês dois. Já deveriam ter tido uma conversa há muito tempo, mas não, são cabeças duras demais e ficam empurrando as coisas com a barriga.
- O que você quer que eu fale? "Sabe , eu sou apaixonada por você desde que me entendo por gente, mas sabe, como você não me dá bola, então eu, como uma trouxa que sou, tenho que ficar me contentando com apenas suas amizade e ainda tenho que ficar aturando essas suas namoradinhas ridículas e..."
- É o Fred. - pegou o celular na mesa de cabeceira e entregou a . - Pelo amor de Deus, respira fundo antes de atender. Vou lá em baixo rapidinho ver como estão as coisas e já volto, tá? E quando terminar aproveita para lavar esse rosto!
assentiu com a cabeça, fazendo o que pediu. Respirou fundo, contou até três e atendeu ao namorado com a voz mais natural possível.
- Oi Fred...
Olhou para o corredor comprido, escuro e vazio da parte de cima do loft. À distância nem era tão grande, mas ele só conseguia ouvir o som abafado que saía do som lá embaixo. Quase acendeu a luz, como se aquilo ajudasse a encontrar o quarto da , mas não era preciso. Ele já conhecia o caminho de cor. Quando estava chegando perto da porta, a mesma foi aberta, revelando . Ela parou de supetão, levando um susto.
- Você quer me matar? – Revirou os olhos, saindo do quarto, fazendo a porta abrir o mínimo possível, só permitindo que seu corpo passasse, não deixando que pudesse ver lá dentro.
- está aí dentro? – mexia a cabeça de um lado pro outro, tentando inutilmente, vê-la pela porta semi fechada.
- Sim. Está falando com o Fred no telefone. – Terminou de fechar a porta, puxando a mão de em direção oposta. – Por que você não desce comigo e me faz companhia enquanto isso?
- Tudo bem. – Concordou, mas continuou parado em frente à porta. Pensou por alguns segundos, livrando-se delicadamente da mão de . – Não, vou ficar. Preciso conversar a sós com ela.
- Mas , ela está ocupada, e você...
- Eu espero, não tem problema nenhum. – Interrompeu abrindo a porta. – Não avisa pra ninguém que estamos aqui, tá?
- Hm... Tá. - concordou contrariada, perguntando-se se era certo deixá-los sozinhos com naquele estado. Seguiu o caminho até as escadas, olhando para trás até perder o outro de vista.
Capítulo 07.
fechou a porta o mais devagar que pôde. Não queria anunciar sua chegada assim, tão de repente. O quarto parecia vazio, exceto pela voz feminina que vinha de dentro do banheiro.
- Preciso descer agora. Te ligo quando a festa terminar. - Houve o som de uma torneira sendo aberta, e teve dúvida se estava ou não vestida. Seu coração disparou.
- ? - Andou devagar pelo quarto, tendo o cuidado de ficar longe da porta de onde vinha o barulho. - , você...
- O que você está fazendo aqui? - Ela apareceu segurando uma toalha de rosto. Não estava mais com lágrimas nos olhos e muito menos aparentava ter chorado, mas continha ainda a voz fraca. - Aconteceu alguma coisa?
- É isso que eu vim saber... Você sumiu.
- Ah, você reparou? - Perguntou irônica. levantou uma sobrancelha estranhando a reação dela. - Eu já vou descer. Pode ir ficar com a... Kimberly? - Virou de costas, voltando ao banheiro, pegando o lápis de olhos que estava em cima da pia. foi atrás dela, parando na divisória do quarto.
- Bom... - Ele colocou as mãos dentro dos bolsos da calça jeans e encostou-se no lado do batente. - Na verdade eu subi aqui por causa disso, queria conversar com você sobre ela. - não disse nada, e interpretou isso como um pedido silencioso para que continuasse. - Eu acho que deveria ter avisado que traria ela aqui, mas é que foi tão de repente... Ela apareceu lá em casa do nada e não tive coragem de dispensá-la, afinal, ela sabe que hoje é meu aniversário e tudo mais...
- É claro que não há problema nenhum nisso, ela é sua namorada, não é? - Olhou para pelo reflexo que o espelho fazia dele atrás de si. - Ela parece ser bem legal, além de ser bonita.
- É... Ela é... - falou inconscientemente, dando mais atenção ao movimento que fazia para ajeitar o cabelo. Depois balançou a cabeça pensando no que acabar de falar, não gostando do caminho que a conversa estava indo. Não lhe parecia normal falar esses tipos de coisas com .
- Não se preocupe com isso, . - Ela guardou toda a maquiagem, virou-se, ficando de frente pra ele. Eles se encararam em silêncio e sorriu. Aquilo aqueceu o coração de de tal forma que ela não quis mais fazer o joguinho de ofendida. Tudo estava com deveria ser e ela não poderia mudar aquilo, tinha que aceitar de uma maneira ou de outra e, teria que aprender a conviver com isso. Um sorriso malicioso brotou em seus próprios lábios quando uma ideia passou por sua cabeça, e começou a praticamente obrigá-la a executá-la, ainda mais vendo sorrindo para ela daquele jeito.
- , vem cá... – Falou manhosa. - Eu ainda não te dei seu presente de aniversário.
- Opa, presente! Só estava faltando isso mesmo. - Ele bateu uma mão na outra, abrindo mais o sorriso, como uma criança espera um presente muito desejado. - O que vou ganhar?
- O que você quer?
- Não sei... - Coçou a cabeça, mostrando dúvida. – O que você tem em mente?
- Acho melhor mostrar do que dizer. - chegou o mais perto dele possível, sem tocá-lo. arregalou os olhos levemente, sentindo seu coração disparar novamente. Seus olhos percorriam o rosto de mostrando claramente que estava confuso. Ela mordeu o próprio lábio inferior e depois depositou um beijo no canto da boca dele. recuou lentamente, sorrindo.
- E então, gostou?
Sem responder, ou perceber o que estava fazendo, colocou as mãos na cintura dela, colando os corpos de ambos. Automaticamente enlaçou o pescoço dele deixando que os lábios encontrassem com os seus. Foi da forma mais leve que pode sentir. Ou talvez seu coração estivesse tão acelerado e a mente vazia que não conseguia perceber nada. Quando pensou que fosse se afastar, sentiu que ele a empurrava para trás e logo seu corpo entrou em contato com a pia fria. Sem mais nenhuma distância entre eles, ela começou a morder levemente o lábio inferior dele, que pediu passagem com a língua. Um gemido abafado saiu pela sua garganta ao perceber que queria aprofundar mais o beijo. Tudo veio à tona naquele momento. Tantos anos querendo que aquilo tornasse a acontecer e lá estavam eles, como anos atrás, como dois adolescentes. Aquilo só fez apertar mais os braços ao redor dele e, em resposta, pressionou-a mais contra a pia e lhe deu um apertão na região da cintura, mostrando o desejo que tinha por ela. gemeu satisfeita quando sentiu a ereção de Danny roçando em seu corpo, deixando-o louco. Era incrível como o mínimo de contato com ela o deixava com tanto tesão. Já estava sentindo o incomodo da sua calça apertando seu membro, quase como se o sufocasse... Queria poder tocar na pele quente dela, mas se encontrava de vestido, ele não poderia subi-lo, não ali, não daquela maneira. Contentou-se então em fazer com que sua mão descesse e subisse pelas costas dela, que estavam descobertas, arrancando mais dois gemidos baixos.
As mãos dela também passavam por todo o seu corpo, e ao contrário dele, ela conseguiu contato com a pele por de baixo da camisa azul que usava. Arranhou-o na lateral do corpo, causando arrepios fortes. Ele não conseguiu se conter e acabou mordendo o lábio dela com mais força do que deveria, ao mesmo tempo que gemeu mais alto do que o recomendado. sorriu, gostando da reação dele, gostando da reação que exercia sobre ele. A cada momento eles pareciam mais próximos, com os corpos mais e mais colados, se possível. Em certos momentos, era mais agressivo, mas com medo de machucá-la, diminuía a pressão que seu corpo fazia sobre o dela. A mão dele subiu, enquanto a dela descia sobre o corpo dele. Sua mão parou sobre o ombro dela, puxando a alça do vestido, fazendo-a descer, deixando a região livre e com mais contato. Teve vontade de para e olhar para a região, para contar as milhares de sardas, mas em hipótese alguma iria separar sua boca da dela, não mesmo.
sentiu um arrepio vindo do pé até a raiz dos cabelos, e postou a mão que estava dentro da camisa, para fora e desceu mais, chegando até a calça de . Ela queria aquilo e não estava se importando em demonstrar. Abriu o botão, mas a mão dele foi posta bruscamente sobre a sua quando ameaçou tocar no zíper.
- O que... O que estamos fazendo? - gaguejou, olhando para a imagem de com a boca vermelha. Ela o encarava sem demonstrar expressão alguma, ainda com os braços envolvendo seu pescoço.
- Eu acho que estamos nos beijando... - Ela inclinou a cabeça para um lado do corpo, fazendo uma cara óbvia. poderia ter rido se estivesse em outra situação.
- Eu... Nossa... Mas... Nossa! - Ele olhou para os lados, tentando achar uma resposta. Mas ele já sabia qual era. Apenas não queria admitir. - Eu vou descer, já fiquei tempo demais aqui. – Delicadamente, mas de uma forma ligeira, se desvencilhou dela.
Saiu em disparada, nem se dando ao trabalho de fechar a porta do quarto.
Pediu silenciosamente que seu coração parasse de bater tão freneticamente e sua respiração voltasse ao normal antes que encontrasse alguém.
continuou onde estava, olhando para onde tinha acabado de sair. Colocou uma mão sobre a própria boca, sentindo que a mesma ainda estava quente por causa da pressão que fora exercida.
- , estou me sentindo um pouco... Feliz demais. – entornou mais uma dose de tequila goela abaixo. O nível de álcool no seu cérebro já começava a fazer efeito e já nem sentia a ardência do líquido na garganta, parecia que estava bebendo água.
- Sabe qual é o nome disso? – questionou com o tom de voz mais grave. Não era por causa da bebida, mas sim por causa do som alto que saia das caixas de som. – Isso se chama diversão!
- Definitivamente tequila é minha bebida predileta. – levantou o copo vazio como se anunciasse uma coisa realmente importante. - Essa música não é ótima?!
- Siiiiiiiiiiiiiiim! – concordou fechando olhos, dançando no ritmo da música ainda segurando o seu copo. Seu estômago deu uma reviravolta, deixando-a enjoada. – Mas acho que vou parar um pouco.
- Você quer ajuda? – perguntou preocupada, vendo a amiga com uma expressão estranha.
- Não, está tudo bem, só estou um pouco enjoada por causa da bebida, nada demais. – Se afastou procurando um lugar para se sentar.
Parecia que estava cada mais vez mais perto de vomitar. Suas pernas agradeceram quando puderam descansar. Sua cabeça rodava e o enjôo ainda não tinha passado, mas pelo menos estava quietinha em seu canto.
Olhou para que ainda dançava e viu se aproximar dela, também dançando de um jeito engraçado. Ela se virou, rindo do jeito dele. Com certeza estava bêbado também.
- Esses dois... – Riu sozinha, percebendo que seus olhos começavam a ficar desfocados, por isso preferiu fechá-los por alguns segundos, talvez conseguisse se sentir melhor.
- Você está bem? – Ouviu uma voz longe e logo a reconheceu. Continuou de olhos fechados, percebendo que o enjôo estava passando.
- Estou. – Respondeu com a voz fraca, mas já melhor do que antes. – Ou pelo menos estou começando a ficar.
- O que andou bebendo? – Sentiu o lugar ao seu lado ser ocupado.
- Um pouco de diversão, talvez. – Falou de um jeito retardado, respirando fundo e logo o cheiro dele tomou conta de suas narinas. Aquele cheio a fez se sentir mil vezes melhor.
- Você vai acordar com uma ressaca daquelas.
- Cala a boca. - Levantou a mão, batendo no ar. - Vou acordar como sempre acordo. Ótima e linda. – Limpou os olhos, tentando focá-los na pessoa ao seu lado. – Não te vi a noite toda, onde estava?
- Fazendo a mesma coisa que você, mas com moderação. – sorriu amigavelmente.
ficou olhando para ele por algum tempo, ou pelo menos tentava, já que abria e fechava os olhos a todo o momento. Quando viu que ele segurava uma garrafa de cerveja, seu estômago deu mais uma volta, voltando a deixá-la enjoada.
- Pelo amor de Deus, tire isso de perto de mim! – Apontou para a garrafa, fechando os olhos com nojo. - Quer que eu piore?
- Desculpe. – se livrou da garrafa, colocando-a num canto qualquer. – Tem certeza que está bem?
- Você é um idiota... - Resmungou, negado com a cabeça. - É claro que não estou me sentindo bem, ! Estou tonta, enjoada, não consigo nem enxergar direito!
- Vem, . – Dougie levantou o braço dela, colocando ao redor do seu pescoço e um braço envolver sua cintura. A proximidade dos seus rostos era tão grande que a boca dele roçava perto do ouvido dela. conseguia ouvir a respiração dele começar a ficar mais acelerada do que o normal e concluiu que a sua não estava longe de estar diferente.
Ainda de olhos fechados, sentiu seu corpo ser guiado por e aquilo não pareceu ser uma má ideia. Nem parecia que estava andando normalmente, parecia que estava sob nuvens, caminhando de uma forma lenta... lhe agarrou com mais firmeza, mas, ao mesmo tempo, tão delicadamente e ela soube que se suas pernas falhassem, não cairia. Sentiu sua pele arrepiar toda com o toque dele cada vez que puxava-a para si. Não entendia nem como sentia tudo aquilo já que sua mente estava vazia, oca, complemente branca.
De repente tudo ficou em um completo silêncio. Estava zonza demais e não conseguia perceber o ambiente ao seu redor. , de forma gentil, depositou seu corpo sobre uma superfície macia. Estava no carro dele.
- Você não consegue abrir os olhos? – A voz de estava pertinho do seu ouvido. Não tão perto quanto antes, mas ainda assim estava.
Ela não respondeu, não viu motivo para fazer aquilo. Apoiou a cabeça no encosto, sentindo o movimento do carro agora.
De alguma forma o enjôo foi passando, mas a tontura ainda era forte. Apoiou a cabeça no banco, jogando-a de um lado para o outro.
- Idiota, idiota... - Repetia sem parar, rindo debilmente, nem sabendo direito qual era o significado daquela palavra.
Resmungou mais algumas palavras incompreensíveis, querendo estabelecer uma conversa com o homem ao seu lado. Inútil, era totalmente inútil.
- Fique quieta, logo vamos chegar a sua casa e você poderá descansar. - colocou uma mão sobre a dela, querendo confortá-la, mas sabia que ela não estava percebendo nada ao seu redor.
cochilou nos poucos minutos que estavam dentro do carro, deixando com seus próprios pensamentos. Mesmo ele não querendo, ainda existia um clima chato por causa da pequena discussão mais cedo. Não conseguiram resolver e ele não conseguia enxergar como iria fazer aquilo, como tudo iria acabar... Se é que havia alguma coisa entre eles antes.
ainda estava bravo, mas depois de conversar com e , viu que ficar de cara amarrada não iria adiantar e nem mesmo era atitude de um cara com vinte e dois anos. Mentalmente, resolveu que falaria com , mas não naquele momento. Esperaria até... Bem, ele mesmo não sabia até quando, mas não dava para ele iniciar uma conversa logo agora e mesmo que ela estivesse sóbria, ainda não tinha pensado como iria começar.
Será mesmo que ele tinha que falar alguma coisa? e ele não estavam namorando, apenas saindo... E, diga-se de passagem, saíram muitas vezes. Aquilo poderia ser chamado de relacionamento? Compartilharam pensamentos, ideias, experiências... Enfim, tudo o que amigos fazem apenas se divertiam na companhia um do outro, nada mais, nem mesmo chegaram a se beijar. Bem que ele quis, mas travava na hora, era a maldita timidez. Uma timidez que antes não existia! Era só aparecer para que ele ficasse daquele jeito... Sem graça, envergonhado, sem saber direito o que falar ou fazer... Sua mente voltou para o estágio inicial. Ele tinha direito de cobrar alguma coisa dela? Aquilo era uma forma de cobrança? Nem percebeu e já estava em frente ao prédio dela. Suspirou. Não queria deixá-la daquela forma.
- Ei, , acorda. - Ele tirou o cinto de segurança dela e a sacudiu freneticamente. - Vamos, você precisa subir.
- Eu... - Ela abriu os olhos, tomando um baque forte. A tontura havia passado um pouco, mas ainda zunia sua cabeça. Ela encarou e sorriu. - Olá, príncipe!
- Eu não sou príncipe - Ele riu, dando a volta no carro para ajudá-la a sair. -, mas a mocinha aqui precisa dormir um pouco.
- Me deixa... - Empurrou sem força alguma, mas ele se afastou para que ela passasse. - Posso andar sozinha, .
Saiu devagar, colocando um pé de cada vez, olhando para os lados. Deus, o maldito álcool ainda dominava seus movimentos, deixando-os mais lentos. Ela riu, achando graça daquilo. O salto que usava era gigantesco, deixando receoso, testando a forma como andava. Ela caminhava sozinha, mas ele estava logo atrás para que pudesse ampará-la caso suas pernas falhassem.
já percebia melhor as coisas ao seu redor, e olhou para trás, vendo que ele ainda estava ali, prestando atenção em si. Ela deu um sorriso sem humor e voltou a andar. Logo que deu o passo, suas pernas vacilaram, fazendo-a quase cair, mas seu peso foi aliviado com a ajuda de . Mais uma vez ele estava ali, segurando-a pela cintura.
- Vamos, eu te levo. - Começaram a andar e agradeceu por ele estar ali. Já não tinha mais medo de cair. definitivamente era um cavalheiro. - Eu te levo até o seu apartamento.
Mais uma vez, deixou-se ser guiada. Aquilo realmente era bom, concluiu. Não a incomodava ter lhe ajudando a andar ou segurando sua cintura.
Seu corpo foi encostado na parede para que conseguisse abrir a porta. Assim que o fez, pegou pela mão para levá-la para dentro.
- Pronto, está entregue. - Mal acabou de falar e lhe agarrou pelo pescoço com força, resmungando.
Ela começou a beijar-lhe o pescoço, fazendo um caminho até a orelha dele, mordendo a região, causando-lhe arrepios fortes. tentou se soltar dos braços dela, mas ao mesmo tempo não queria fazer aquilo. Cada vez mais colava o corpo no dele, mal o deixando pensar direito.
- Você não vai embora, não desse jeito. - Sussurrou no ouvido dele. - Você vai ficar comigo hoje.
- Você fica meio agressiva quando está bêbada... - fechou os olhos, tentando se livrar de , mais uma vez, querendo ignorar o efeito que a frase e o carinho lhe proporcionaram.
- Não... - Ela soltou uma risada, esfregando a ponta do seu nariz na bochecha dele. - Só com você.
Era fácil racionalmente, mas seu corpo pedia para que se rendesse.
- ... – Ela gemeu, procurando pela boca dele. Seus lábios roçaram nos dele levemente, mas a excitação de ambos foi enorme. Foi apenas um selinho, e o suficiente para que cedesse.
- Você tem certeza disso? - Ele perguntou, abrindo os olhos, envolvendo a cintura de . - Eu não sei se consigo parar se continuarmos... - Ele olhava bem no fundo dos olhos dela, procurando a resposta.
- E quem disse que eu quero que você pare? - Ela falou baixinho, ao pé do ouvido dele. prendeu os cabelos dela com uma mão, levantando a cabeça de , tendo mais acesso ao seu pescoço.
Capítulo 08.
Enquanto beijava toda a extensão do pescoço dela, passava a mão por dentro da camisa dele, tocando-o de leve com as pontas dos dedos, como se desenhasse sobre a pele, fazendo arfar. Ela sorria sozinha, com os olhos fechados, a mente vazia, sentindo a língua dele, trilhar um caminho em sua pele, lhe causando uma sensação deliciosa. procurou pela boca dela, ansioso para beijá-la de novo. Assim que suas línguas se tocaram, ambos sentiram a excitação triplicar, e o calor começar a sufocá-los. O beijo foi ganhando mais intensidade, mais urgência, tirando o pouco de oxigênio que ainda tinham em seus pulmões.
Ele pôs as mãos na cintura dela, e aos poucos, começou a levantar o vestido curto, deixando que sua boca se separasse da dela por um breve momento, o suficiente para que conseguisse tirar a peça de roupa, deixando-a apenas com uma lingerie preta delicada. Apertou a bunda dela com vontade, demonstrando o quão estava excitado, ao mesmo tempo em que puxou o lábio inferior dela.
soltou um gemido abafado, sentindo seu corpo mole de desejo. Direcionou uma mão para abrir a calça de , enquanto a outra explorava cada músculo no tórax que dele, indo até suas entradinhas. Ele aumentou a intensidade do beijo, sentindo sua pele ficar toda arrepiada com o toque de dela. Ela desceu o zíper, empurrando a calça para baixo, deixando a boxer branca dele amostra. movimentou as pernas, dando um passo para frente, terminando de se desfazer da calça, dos tênis, das meias e automaticamente deu um passo para trás, chocando-se contra a estante de livros, com certo desequilíbrio. grudou mais seus corpos, pressionando-a mais no móvel, subindo as mãos para cobrir os seios dela, tocando-os levemente, apenas para senti-los, ainda cobertos pelo sutiã. separou as bocas, mesmo contra sua vontade, para recuperar o fôlego, grudando sua bochecha na de , puxando o ar com força, deixando que ele escutasse sua respiração decadente. Ele fechou os olhos, sentindo sua ereção roçar no corpo dela, e ela de propósito, às vezes passava a perna entre as suas.
- Caralho... – Ele xingou, pressionando o corpo dela mais na estante.
- Eu sei... - Ela riu sabendo o que ele estava falando, beijou o ombro de , passando as unhas pela sua nuca, fazendo-o revirar os olhos. - Eu consigo sentir muito bem, .
- Onde é seu quarto? - Ele quase xingou de novo sentindo a mão de acariciar seu membro de leve, colocando a mão por dentro da sua cueca, fechando a mão nele, acariciando toda a extensão. - Pelo amor de Deus, , onde é seu quarto? - Suplicou, tentando se focar no fecho do sutiã dela.
Ela o empurrou com delicadeza, antes que ele conseguisse abri-lo. olhou para ela e sorriu quase a agarrando de novo, vendo-a colocar as mãos para trás, fazendo seu trabalho. Ela jogou o sutiã em algum lugar da sala, e avançou nele, beijando-o com muito mais vontade que antes, querendo engoli-lo. Eles andaram as cegas, embarrando em alguns móveis, rindo entre o beijo urgente, confiando apenas na intuição dela, que os levava para o quarto.
Ela foi puxando pela nuca e pelo lábio inferior, tateando a maçaneta da porta, abrindo-a, trazendo ele consigo, sem se preocupar em ligar a luz. Suas pernas dobraram quando chegou ao limite da cama e ela sentiu o peso do corpo dele sobre o seu, gostando daquilo. Ele se ajeitou, tirando sua blusa, ficando de joelhos no chão, puxando para si, abrindo as pernas dela o máximo que pôde, fazendo com o que o pé dela ficasse no chão. Segurou a cintura dela com firmeza, roçando seu membro ainda protegido pela boxer em sua intimidade, ainda com a calcinha. sentiu a pressão do membro de em si, deixando escapar o ar deu peito.
Ele começou a se movimentar como se já estivesse dentro dela, movimentos lentos, e depois rápidos, atingindo toda a extensão de . Ela gemeu, revirando os olhos, e começou a se movimentar também puxando mais ar, totalmente excitada. Ele deixou a boca dela, descendo para o queixo, mandíbula e pescoço, ficando no último por mais tempo dando chupões, puxando com o dente a pele sensível. Tirou a mão da cintura dela, colocando-a sobre os seios agora sem nenhuma proteção, sentindo a textura macia e delicada deles. Houve um choque e ambos sentiram uma corrente elétrica passando pelo toque indiscreto. acariciou os mamilos endurecidos, apertando-os e logo cobriu um seio todo com a boca, sugando-o com força, passando a língua ao redor, indo para o outro seio e fazendo o mesmo. se debatia embaixo dele, gemendo algumas vezes, desejando que fosse penetrada de uma vez só. Ela passava as mãos nos cabelos dele, bagunçando, puxando-os com força. Enterrou as unhas nos ombros dele, quando sentiu que descia os beijos para sua barriga, e automaticamente seus músculos se contraíram. Ela mordeu o lábio inferior, contendo outro gemido, fechando os olhos, querendo apenas sentir o carinho dele. A língua de percorria todo o tronco dela, até chegar ao umbigo, onde mordeu ao redor e lambeu ao mesmo tempo em que descia a calcinha dela lentamente. Quando terminou de tirá-la, todo o seu corpo pulsou, fazendo-o sentir dor. acariciou a partes interna das coxas dela com as mãos, ansioso, percorrendo até a sua parte sensível. Os dedos dele roçaram na entrada de sua feminilidade, e arqueou o corpo, segurando um seio. Gemeu mais alto do que pretendia quando começou a estimulá-la com seus dedos que tocavam o clitóris dela, depois com a boca, começando a chupá-la com vontade. Ele sorriu quando seus olhos se encontraram com os semicerrados dela, vendo-a abrir a boca mais uma vez para soltar um som estrangulado. Ele usou dois dedos para penetrá-la com lentidão, enquanto o dedão ainda a estimulava.
- ... - Ela gemeu, perdendo seus sentidos. Sua boca estava seca e ela não conseguia pensar em outra coisa a não ser nos dedos e na boca dele.
Respirou fundo, reunindo controle o suficiente para se esticar até o outro lado da cabeceira, pegando uma camisinha e jogando para ele. acelerou os movimentos, beijando as coxas dela. Ele estava se controlando o máximo que podia tentando não aumentar os movimentos com os dedos de forma bruta para não machucá-la. Antes que o orgasmo a atingisse, suas bocas se encontraram, e colocou o preservativo, penetrando de uma vez com força. Ambos gemeram, deixando o som abafado, as bocas ainda grudadas. intensificou os momentos, agarrando a cintura dela, estocando com mais força e mais rápido, aumentando os movimentos a cada segundo, enquanto o puxava pela nuca, acariciando a região, aprofundando ainda mais o beijo, desesperada de tanto prazer.
segurou os dois seios dela, apertando-os, soltando gemidos contidos. Sophie contraia os músculos da sua vagina de propósito, apertando ainda mais o membro dele entro de si. Ele enterrou a cabeça no ombro dela, diminuindo o ritmo, voltando a acelerar depois.
não conseguia mais se conter, soltando gemidos um atrás do outro, longos e altos. Ela agarrou o lençol da cama, querendo rasgá-lo, sentindo cada vez mais fundo dentro de si. Ele lambeu o suor que brotava do pescoço dela, sentindo um arrepio na espinha.
Olhou para o rosto dela, observando-a com os olhos fechados, gemendo, soltando palavras sem sentido. Aquilo era muito mais do que ele poderia imaginar. Ter daquele jeito era melhor do que pensava. Saber que ela gemia por sua causa, satisfazia-o imensamente, sem ter como descrever. Naquele momento não existia mais nada, apenas os dois, seus corpos suados e seus corações acelerados mais do que o normal.
deu estocadas longas e firmes quando começou a sentir seu orgasmo vindo. Ele queria que ela gozasse primeiro, não demorando muito para que isso acontecesse. Logo a sensação conhecida veio, e ela soltou um gemido alto, sentindo seu corpo relaxar, deixando-a zonza, sorrindo debilmente, enquanto seu peito descia e subia de forma frenética.
chegou ao ápice, caindo sobre o corpo dela, deixando seu líquido derramar-se por completo. Estava exausto, mas ao mesmo tempo feliz. Nem havia percebido o quanto sua respiração estava precária. Sugou todo o ar que podia ainda com o rosto escondido no pescoço dela e logo o cheiro dela tomou seus pulmões completamente.
- Nossa... - Ele falou pesadamente, de forma risonha. Várias coisas rondavam sua cabeça e ele não conseguia se concentrar em uma só.
não disse nada, não tinha forças para fazê-lo. Apenas continuou sorrindo. Uma sensação gostosa dominava seu corpo e ela poderia jurar que sentia o mesmo. Ou talvez a bebida ainda estivesse fazendo efeito... Só queria ficar naquela posição pelo resto da noite, com ele ainda dentro de si. Antes que pudesse falar alguma coisa, se levantou, indo até o banheiro para jogar a camisinha fora.
se sentiu estranha por causa daquilo como se estivesse sendo abandonada depois que ela o satisfez. Engolindo um nó que se apoderou de sua garganta, ela se ajeitou melhor na cama, colocando a cabeça no travesseiro, cobrindo-se com o edredom. Seu corpo estava quente, mas ela não queria ficar mais exposta ao olhar dele. Fechou os olhos, deixando que o cansaço a tomasse.
voltou ao quarto, parando perto dela. estava coberta dos pés a cabeça, de olhos fechados. Ele se sentiu frustrado, desejando que ela ainda estivesse acordada. Deitou na cama ao seu lado, encarando o teto. Sua respiração começava a voltar ao normal gradativamente, e aos poucos, o sono foi chegando.
Espreguiçou-se, jogando metade das pernas, inconscientemente, para fora da cama e puxou o edredom para si, sentindo sua pele exposta ficar arrepiada com a brisa gélida da manhã. Mais uma vez se moveu, rolando com o corpo para a beirada da cama, o suficiente para...
- Merda! - Xingou, colocando a mão no braço quando bateu com o corpo no chão duro de madeira. Sua cabeça estava rodando e os olhos desfocados por não esta acostumado com a claridade.
- Ei, você está bem? - A voz rouca e sonolenta de a fez levantar a cabeça, assustada. Ele estava apoiado em um cotovelo, deixando a parte do seu tronco definido visível. Quando seus olhos se encontraram com os dela, sentiu suas bochechas esquentarem por só agora perceber que a coberta havia ficado na cama, o que significava que seu corpo nu estava exposto aos olhos dele.
- Acho que sim. - Ela sentou no chão, colocando as pernas e os braços na frente do corpo.
continuou a olhá-la e lhe deu um sorriso torto sabendo que ela estava envergonhada, o que o deixou ainda mais encantado.
- Nós transamos? - Mal terminou a frase e uma luz na sua mente acendeu mostrando que a pergunta fora desnecessária. É claro que haviam transado, ela sabia que sim, não tinha como esquecer aquela noite anterior com ele, e além de tudo, ambos estavam nus. Ela ficou sem se mexer, olhando-o, observando sua expressão passar de curiosidade para frustração.
desmanchou o sorriso, ficando um pouco sério. Ele ainda olhava para , confuso. Como assim ela não estava lembrada daquilo? Não era possível, ela nem estava bêbada o suficiente para não lembrar. Ou estava? Só podia ser brincadeira, na certa. Mas se não fosse? ficou irritado consigo mesmo e por toda a situação. Levantou não se importando se estava ou não com roupa, a única coisa que queria era reunir suas coisas e ir embora.
- Aonde você vai? – Ela levantou depressa, pegando o edredom para cobrir o corpo e o seguiu até a sala. - Para de brincadeira, .
- Aonde você acha que eu vou ? - Ele terminou de colocar a calça, e olhou para ela, irritado. - Olha pra minha cara e vê se eu estou brincando?
Estava claro que ele não estava brincando. suspirou, tirando algumas mechas do cabelo do seu rosto. Viu sentar no sofá de três lugares e começar a colocar as meias, ela tinha fazer ou falar alguma coisa, não podia simplesmente deixá-lo ir embora desse jeito, era agora ou nunca, afinal.
- Eu fiz tudo errado. – Ela segurou mais firme o edredom que lhe cobria, sem saber direito o que falar. parou o que fazia e ficou imóvel, com o olhar fixo no chão, ouvindo o que ela dizia. Tudo o que ele menos queria era que ela falasse que a noite passada havia sido um erro e que deveria ser esquecida. – Não devia ter bebido tanto... – Ela continuou a falar, nunca desviando seus olhos do rosto dele.
colocou os cotovelos no joelho e apoiou a cabeça nas mãos. Ele sabia que ir para cama com naquele estado era burrice, mas como poderia resistir? Ela estava tão linda, tão sedutora e todos aqueles toques dela... achou melhor suprimir toda aquela lembrança antes que fizesse alguma besteira... De novo.
- Eu sei, , e você não precisa dizer mais nada. - Ele terminava de colocar as meias de um jeito desengonçado, nervoso por estar numa situação dessas. - Fui um idiota na noite passada, você não estava em condições de andar, quanto mais de decidir com quem iria para cama, você não precisa explicar nada, eu quem deveria ter evitado tudo.
- Você entendeu tudo errado, seu idiota. – Ela bateu na própria testa e riu, caminhando até o sofá e agachando-se entre as pernas dele. – O álcool não foi o responsável pela noite de ontem, ele foi um colaborador, um um grande colaborador, aliás. Se não fosse por ele, eu não teria coragem de falar e fazer tudo aquilo. – corou ao falar isso, e logo depois olhou séria para . – Não foi um erro dormir com você, eu apenas fui afobada demais e, er... Não gostaria de cometer o mesmo, então...
segurou o rosto dela com as mãos, não deixando que continuasse. Ela paralisou, sentindo todos os pêlos do seu corpo ficarem arrepiados, dando uma sensação mesclada com excitação e surpresa. Ela deixou que ele chegasse mais perto, roçando os lábios nos seus, tocando-os com carinho e rapidez. Seus olhos estavam tão perto dos dele quando tornou a reabri-los, que ela poderia ver seu reflexo neles.
- Se você tornar a perguntar se nós transamos outra vez, eu te jogo pela janela. - Ambos sorriram com a brincadeira, trocando as atenções entre os lábios inclinados num sorriso e os olhos. passou a língua pelo próprio lábio inferior inconscientemente, ansioso para que a pequena distância entre eles fosse quebrada.
- Eu não vou. - Ela respirou fundo, fechando os olhos, ainda sorrindo. - E por que você colocou a roupa mesmo?
Largou o lençol, deixando seu corpo descoberto e dessa vez sem vergonha nenhuma. abriu a boca para dizer algo, mas não foi possível, mal conseguia raciocinar direito, quanto mais falar. Seu sangue já começava a esquentar por ver daquela maneira. Baixou os olhos para o corpo dela, vendo o que a pressa da noite anterior não deixara. Os seios médios dela pareciam brilhar de tão lindos e macios, os mamilos eriçados que ele podia jurar que conseguia senti-los em seus dedos masculinos, as pernas grossas e definidas, a barriga lisinha pronta para ser tocada... Um corpo curvíneo, firme e com proporções certas.
ficou monitorando cada movimento dela enquanto a mesma tirava suas meias e depois abria sua calça, puxando sua cueca junto. Ele ajudou com as roupas, levantando um pouco o corpo do sofá. Antes de jogar as peças num canto qualquer, ela mexeu nos bolsos, pegando a carteira dele a procura de um preservativo. Quando o encontrou, o colocou em cima do sofá, e alisou demoradamente as coxas de já descobertas, vendo visivelmente o quão excitado estava. Ela sorriu, olhando para ele de um jeito malicioso, e retribuiu o sorriso, acariciando as mãos dela ainda sobre suas coxas. Sentia sua masculinidade pulsar de desejo por , mas queria ver o que ela faria em seguida. Ela envolveu seu membro com uma das mãos, enquanto a outra continuava a acariciá-lo. Lambeu toda a sua extensão por algumas vezes, torturando-o, até alcançar de uma vez sua glande, passando a língua lentamente ali, fazendo gemer fervorosamente. O tomou na boca, começando a chupá-lo, fazendo os movimentos certos para satisfazê-lo, colocando-o todo na boca em seguida. soltou um palavrão, jogando a cabeça para trás, agradecendo mentalmente por aquele carinho. Quantas e quantas noites ele se pegou imaginando como seria ter a boca de em si... Como ela fazia gostoso...
Depois de um tempo estimulando-o, levantou, acomodando suas pernas em cada lado do corpo dele, sem fazer com que fosse penetrada. não quebrou o contato com seus olhos um só momento, vendo o mesmo sorriso ainda no rosto dela. colocou uma mão na nuca dele, embrenhando seus dedos nos cabelos curtos, trazendo seu rosto para mais perto.
- Eu me lembro de cada detalhe da noite passada, e quero mais. - Ela sussurrou pouco antes de beijá-lo. O beijo de nada doce tinha. Era cheio de desejo, urgência e tesão. Puro tesão. A língua de brincava com a dela numa sincrônica perfeita, excitando-os mais.
postou as mãos na parte de trás das coxas dela, beirando a bunda, apertando com força, sem ter medo de machucá-la e chupou a língua dela. gemeu gostando daquilo, arranhando-o nos ombros, descendo as mãos pelo peito, também arranhando o local, fazendo cada músculo de relaxar instantaneamente. Ela desceu mais, envolvendo o membro dele, passando a mão por toda sua extensão antes de começar a masturbá-lo lentamente, aumentando o ritmo gradualmente, acariciando a glande com o dedo, e em resposta, soltou um gemido prolongado, perdendo um pouco a concentração durante o beijo. continuou a masturbá-lo aumentando ainda mais o toque, o suficiente para não conseguir mais continuar com sua boca grudada na dela. Ele colocou a testa apoiada no ombro dela, tendo uma visão privilegiada do seu tronco, inclinou o corpo dela um pouco para trás para ter acesso aos seios, abocanhando um deles, chupando-o, mordendo-o de leve, brincando devagar com a o mamilo. mordia o lábio inferior, sentindo-se inchada de tão excitada, e foi às estrelas quando uma das mãos de se dirigiu para sua intimidade, roçando os dedos em sua entrada, e depois masturbando-a também, penetrando dois dedos lentamente, enquanto ainda brincava com seu seio. Ela gemia num tom mais alto do que o normal, apertando o membro dele com certa força, diminuindo o ritmo ali. soltou um gemido frustrado e ela riu, entendendo que ele queria que ela fosse mais enérgica. Ele tirou seus dedos de dentro dela, deslizando sua mão por toda a extensão da parte sensível, apertando-a de leve, e depois mexendo com os grandes lábios, levando ao paraíso, e fazendo-a soltar um gritinho estrangulado de prazer. Tateou pelo preservativo, rasgando a sua embalagem com os dentes, desesperado, e parou de movimentar a mão para que ele pudesse colocá-lo. Ajeitou-se melhor em cima dele, logo soltando lamúrias quando foi penetrada completamente, começando a se movimentar sobre ele, parando às vezes para rebolar, arrancando gemidos altos de , deixando-o fora de si, descendo as mãos novamente para sua bunda, apertando-a com gana, pedindo silenciosamente para que ela continuasse. jogou a cabeça para trás, segurando os ombros de , deixando os lábios semi abertos, e ele aproveitou a oportunidade para dar mais atenção ao pescoço dela, chupando-o e mordiscando, lambendo o suor que começava a brotar dali. Com os olhos fortemente fechados, ela já não conseguia mais respirar apenas pelo nariz e viu-se obrigada a puxar o ar pela boca para preencher seus pobres pulmões que já estavam com o estoque de oxigênio quase no fim.
Suas bocas se encontrando sedentas de tantas sensações maravilhosas que sentiam e por causa disso, mal conseguiam reunir forças para ficarem grudadas por muito tempo, apenas se encostando uma na outra, e em algumas vezes puxava o lábio dela, depois grudando suas testas, as respirações pesadas e descompassadas batendo na pele de ambos. envolveu seus braços ao redor de , abraçando-o, apertando-o contra si. Ele fez o mesmo com a cintura dela, colocando as mãos em suas costas quentes e suadas. Ambos conseguiam sentir o coração um do outro batendo forte, bombeando mais e mais sangue a cada segundo.
- ... - Ela abriu os olhos, encontrando com os dele tão perto dos seus que a deixou perdida por algum tempo. Ela respirou fundo, tentando falar. - Eu não estou me agüentando...
- Não precisa. - Ele falou pausadamente, sabendo que também não agüentaria muito mais tempo que ela. - Goza pra mim, .
Ela apertou os ombros dele, deixando que acontecesse... O prazer tomando conta do seu corpo de um jeito alucinante, deixando-a mole e tonta. soltou um gemido alto chegando ao ápice quando ouviu o último gemido de prazer dela, tendo a sensação de plenitude.
Uma mão dela foi para a nuca dele, fazendo um carinho gostoso na região, arrepiando-o. Permaneceram em silêncio, esperando que suas respirações voltassem ao normal. Eles se olharam, e viu que tinha um brilho intenso nos olhos, deixando-os mais claros. Ou talvez ainda estivesse sobre efeito do orgasmo.
- O que foi? - Ele perguntou quando ela lhe deu um sorriso fechado, cheio de doçura.
- Fazemos um belo casal, não acha? - Entortou um pouco a cabeça, aumentando o sorriso, mostrando os dentes brancos. Sua expressão estava iluminada, viva e ela se sentia maravilhosamente bem por ter ele ali. Uma sensação engraçada, mas ao mesmo tempo boa se instalou em seu coração.
- Sim, eu acho. - Ele concordou, beijando a mandíbula dela. - Achei desde a primeira vez que eu te vi. - Ambos sorriram, cheios de si, selando aquelas palavras mais do que significativas com um beijo calmo.
- Aê, ele chegou! – Um levemente sorridente exclamou, vendo através dos seus olhos já um tanto desfocados por causa do álcool, um na mesma situação, que se aproximava segurando precariamente, entre a multidão, uma bandeja contendo nove copos cheios de cerveja.
- Puta merda, como esse pub tá cheio hoje! – reclamou, se jogando em sua cadeira entre Kimberly e . Ele olhou ao redor, vendo todos da mesa na mesma situação que ele. Totalmente bêbados. – Nós já tomamos quantos copos?
- Não sei... – respondeu, pegando um copo para ele e , que retribuiu com um selinho. – Talvez uns sete ou nove... Quem liga? Amanhã é sábado mesmo.
- Quem vai ser o próximo a pegar bebida? – apontou para o copo vazio, sentindo sua cabeça rodar com a rapidez que tomara a cerveja. – Preciso de mais uma rodada, definitivamente.
- , você está caindo pelas tabelas, quer beber mais pra quê? – perguntou para o amigo ao seu lado. – Mas você está certo, quero mais uma rodada também. Você quer ?
- Não, acho que vou parar por hoje. – A ruiva respondeu fazendo cara de enjoada. – Não vou mais aguentar mais nada por hoje.
- Ótimo, pois eu vou continuar enchendo a cara para esquecer certas coisas! – disse significativamente, despejando todo o conteúdo da bebida que sobrara do seu copo e mais do da amiga. olhou para ela, entendo sua reação. Eles não tinham conversado sobre o amasso no banheiro em sua festa de aniversário há alguns dias.
Ele estava odiando aquela situação, mas não sabia como lidar com ela. Não sabia como lidar com . Era tão complexa sua relação com ela, por que tinha que ser daquela maneira? Queria tanto que as coisas fossem fáceis, queria tanto ter evitado aquele contato tão intenso entre eles, mas como poderia negar uma coisa que sentia necessidade? estava magoada com sua reação tipicamente indiferente, mas ela mal sabia o quanto ele se corroia por dentro com tudo aquilo. Com os olhares vazios e decepcionados que lhe eram enviados através dos olhos da pessoa mais importante da sua vida.
Deus, ela o amava, ele sabia disso. Sabia não porque ela ou os amigos falavam. sabia simplesmente porque era recíproco e ele não fazia ideia de como lidar com isso. Parecia tão mais fácil se ele simplesmente se declarasse e aceitasse os fatos, mas não era assim que as coisas funcionavam. Não entre eles. Não depois de tantos anos em que ele negou tudo que sentia apenas para ter várias mulheres em sua cama.
Um egoísta maldito e filho da puta, pensou.
Ele se atreveu a olhá-la discretamente, aproveitando que todos riam de alguma coisa engraçada que contava. estava linda usando uma blusa branca em decote em V colada ao corpo, marcando seus seios generosos, deixando a mostra o sutiã preto que os sustentava. A calça jeans clara não estava no seu campo de visão, mas ele sabia que a lavagem clara e o sapato de salto alto a deixava ainda mais feminina, marcando suas curvas. Ele sorriu internamente, desviando os olhos do busto para que não tivesse uma ereção ali mesmo, observando quando ela levantara o braço esquerdo, a pulseira de prata que ele lhe dera em seu aniversário de dezoito anos, alguns anos atrás. Era uma das poucas jóias que ela usava frequentemente, além do colar idiota e de mau gosto, presente de Fred.
ria, jogando o cabelo para os lados, enquanto tomava mais um gole de outro copo cheio de cerveja que nem fazia ideia de onde tinha surgido. Ela estava bêbada, o que a deixava extremamente atraente, até mais do que o normal, por causa do jeito desinibido. Seus lábios se curvaram num sorriso besta, e ele se viu tentado em acabar com a distância e beijá-la ali, na frente de todos, não se importando nem mesmo com Kimberly.
Kimberly.
Ele era tão filho da puta que tinha colocado outra pessoa na sua vida, sem nem ao menos pensar no que estava fazendo. Ou melhor, ele achava que estava quando se viu diante de Kimberly. Ela era uma mulher bonita, inteligente, gostosa, boa de cama e uma das poucas qualidades nos dias de hoje, fiel. Ele gostava dela sim, mas era muito diferente do sentimento que nutria por . E mesmo assim, ele se arriscou, colocando-a na roda dos seus amigos, apresentando-a aos outros como sua namorada.
Ele olhou ao redor, vendo com um braço passado nos ombros de , sussurrando alguma coisa em seu ouvido e era recompensado com um sorriso tímido e um beijo apaixonado. e agora pareciam ter se ajeitado de uma vez por todas, cheios de carícias, beijos e agarramentos a cada minuto. ao lado de fazia como ele, lançando olhares a que retribuía com a mesma intensidade nos olhos, e de vez em quando desviava para voltar a encará-lo. Eles não estavam mais no nível de “amigos”. Havia algo mais ali e estava bem claro em suas expressões. sabia que não era por causa de que as coisas não estavam mais avançadas e não entendia o motivo de fugir a qualquer custo de alguma aproximação a mais. Só que mal ela percebera que essa aproximação já estava acontecendo há tempos. E então seus olhos voltaram novamente para revezando sua atenção com Kimberly. Definitivamente ele estava numa encruzilhada. O que faria dali para frente?
Que merda você está fazendo com sua vida amorosa, ?
- , eu quero que você seja minha mulher! – se sobressaltou tentando ficar sério, com um modo ligeiramente enrolado por causa da bebida, chamando a atenção de todos na mesa. – E que ao chegar das turnês que logo o McFly começará a fazer, porque nós sabemos que isso vai acontecer sim, eu quero ver nossos trinta filhos correndo pelo jardim da frente, que você esteja na cozinha preparando um maravilhoso jantar e que ao me ver chegando, largue tudo e me agarre como se eu fosse o ultimo Oásis do mundo! Eu te amo pra caralho! Quer casar comigo?
Todos continuaram olhando para ele por alguns segundos e depois caíram na gargalhada, enquanto ficava sem reação, olhando para o namorado.
- Ai meu Deus, eu não conhecia esse seu lado bêbado-romântico, cara! – ironizou quase passando mal de tanto rir.
- Ah, ele foi romântico sim! – disse querendo ficar séria, mas não conseguia. Seus olhos começaram a lacrimejar e ela não conseguia evitar.
- Pelo menos ele foi criativo, não é? – comentou entre uma gargalhada e outra. Seus ombros se movimentavam, fazendo-a gargalhar mais ainda. – Precisávamos ter gravado isso, dica!
- E então , qual é a resposta? – perguntou, finalmente conseguindo se controlar. – Vai casar ou não?
- Gente, pelo amor de Deus, vocês estão me deixando com vergonha! – abaixou a cabeça, rindo sem saber o que dizer, com as bochechas rubras. – Eu e vamos conversar isso quando chegarmos em casa.
- É? – levantou uma sobrancelha, risonho com a possibilidade. – Vamos mesmo? – lhe lançou um olhar pidão e ele entendeu. – Ok, pessoal, parem de rir, minha noiva está envergonhada.
- Ei, ela não te respondeu ainda. – falou querendo melar a expectativa do amigo, mas não conseguiu.
- , - aproveitou a distração dos outros e mordiscou a nódulo da orelha de , sussurrando depois – a gente bem que podia ir por seu apartamento agora, né? – Ele colocou a mão livre em cima de uma das coxas dela, acariciando a região desnuda por causa da saia curta. – Eu tô com saudade, a gente não faz nada desde manhã…
- , seu pervertido, você tem dormido lá em casa desde semana passada. – Ela o repreendeu baixinho, fingindo indignação, tentando se controlar com a mão dele subindo ainda mais, trazendo o pano fino junto e uma onda de calor se apoderar do seu corpo instantaneamente. – Para com isso, estamos num lugar público.
- E você acha que eu ligo? – Ele falou pervertivamente, beijando o canto da boca dela, enquanto a mesma olhava para os lados, caso alguém escutasse. – Eu transaria com você em qualquer lugar, já te falei isso, mas se você não quer, vamos embora, por favor, eu realmente preciso tirar essa maldita saia que você tá usando.
- Só a saia? – Ela retrucou no mesmo tom, sorrindo de lado.
- Não… - Ele deu mais um beijo no canto da boca dela, fazendo a mão que estava na coxa escorregar para a parte interna da mesma. congelou, suspirando pesadamente, deixando a excitação crescer. – Claro que não. Eu quero tirar tudo e fazer muitas coisas que estou imaginando aqui.
- Ok, você me convenceu. – Ela tirou a mão dele de onde estava, agradecendo por ninguém aparentemente ter visto aquilo. gargalhou com sua reação. – Gente, estamos indo.
- Hm, eu também acho que vou. – se levantou, pegando a bolsa e o casaco. – Você vem, ?
- Não, o Fred tá vindo me buscar, vou dormir lá hoje. – respondeu guardando o celular na bolsa, não percebendo o olhar nada amigável que lhe lançara. A noite para ele tinha acabado definitivamente.
- Ok, então vou pegar um táxi. Tchau gente.
- ! – se levantou bruscamente, colocando seu copo em cima da mesa. – Deixa que eu te levo no meu carro.
- Não precisa. – Ela negou, mesmo sabendo que não adiantaria. – Eu pego um táxi aqui na porta.
- Você realmente acha que eu vou te deixar pegar um táxi? – Ele sorriu, pegando a mão dela para levá-la para o carro antes que ela inventasse alguma desculpa. – Vem, eu te deixo na porta.
estacionou o carro na porta do loft. Deu a volta para abrir a porta para , que sorriu agradecida. Ele ficou adiante dela, com aquele olhar intenso e doce. Não era justo, ela pensou. Não era justo tratá-la daquela forma tão fofa e maravilhosa. Ele não sabia que ela era noiva, ninguém sabia, exceto . Só que ao mesmo que era injusto com ele, era injusto com ela mesma. Sentia uma coisa muito forte por ele e ao mesmo tempo em que tentava evitá-lo, não conseguia se imaginar sem toda aquela ternura. Tony, seu noivo, era doce, mas não tanto quanto . A verdade é que nenhum outro homem era igual a ele. E estava cada vez mais envolvida, isso era muito consciente de sua parte. Todos os encontros eram sempre mais surpreendentes. Eles estavam tão próximos um do outro... odiava ser covarde ao ponto de não contar a verdade, de terminar com todas as esperanças dele, de fazê-lo entender que nada além de amizade, poderia surgir naquele relacionamento. se sentia culpada. Quando achava que tinha coragem o suficiente, lá vinha quebrar tudo com seus olhares, seus toques rápidos, suas frases sinceras, que expressavam tudo o que passava dentro dele.
E mais uma vez eles estavam ali, um diante do outro, os olhares fixos um no outro, como se estivessem acabado de ter um encontro daqueles de filmes em que o principal deixa sua amada na porta de casa e se despede com um beijo delicado.
Seus semblantes sérios enquanto se encaravam em silêncio, querendo dar uma brecha para o romantismo da situação, um romantismo que não era permitido, não por .
- Obrigada pela carona. – Ela agradeceu, fechando a porta do carro, passando por para continuar sua caminhada até o portão do prédio.
- Ei, espera. – Ele segurou em seu pulso com força, mas sem machucá-la, apenas para fazê-la parar de andar. – Não precisa ter medo de mim, .
- Que bobagem, , não estou com medo de você. – Ela olhou para seu pulso que ainda estava em contato com a mão de dele. Aquela região parecia formigar deliciosamente. – Você é a última pessoa do mundo que eu teria medo.
- Fico contente por escutar isso. – Ele sorriu de lado, começando a puxá-la lentamente para si. – Medo não é um sentimento que eu desejo despertar em você.
- , acho melhor eu subir, está tarde. – Ela disse dando alguns passos na direção dele, involuntariamente. Não de verdade, é claro. não a puxava com força, ela poderia se desvencilhar a qualquer momento, ele sempre lhe dava essa opção: recuar; só que ela não queria isso e fingia não saber.
- Você disse que não sente medo de mim, então não recue. Eu não vou te machucar, você sabe disso. – Ele deixou sua mão deslizar para a mão dela, entrelaçando seus dedos. Ela estava quente. Quente como representava seus cabelos ruivos. aproveitou a aproximação e pegou na outra mão dela. Seus corpos não colidiram e nem demonstravam que iriam, as únicas partes que estavam sendo tocadas eram as mãos.
- Por que você faz isso comigo? – perguntou suplicante, os olhos marejados, procurando saber o motivo de tanta tortura em seu autocontrole.
- Porque eu gosto de você e não consigo evitar. – Sussurrou com sua boa a centímetros da dela. – Você mexe comigo, . Eu nunca escondi isso nem de você, nem de ninguém.
- ... – Por um momento ela quase se deixou ser levada pelo momento, mas um estalo em sua cabeça a fez desviar rapidamente antes que os lábios dele tocassem os seus. Em vez disso, Tom lhe beijou o canto da boca. Um efeito bom, de qualquer forma. Bom e excitante. Aquilo foi a gota d’água. Sem conseguir reprimi-las mais, duas lágrimas desceram pelos seus olhos quando piscou.
- Eu não entendo você. – Ele falou observando as lágrimas desceram pelas bochechas rosadas dela. – Você sofre tanto quanto eu.
- Não tente entender. – recolheu suas mãos, antes de lançar um último olhar para ele. – Fique longe de mim, . É a última vez que eu te peço isso.
Virou-se não esperando uma resposta. Não sensata pelo menos. Sem nem ao menos perceber, adentrou o prédio correndo, enquanto mais lágrimas lavavam seu rosto.
Finalmente ela conseguira dizer com todas as palavras para ficar longe. Estava tudo definitivamente acabado, sem nem ao menos começar. Um ponto final. Era isso. Mas por que então não se sentia feliz por isso? Perguntou-se olhando para o próprio reflexo no espelho do elevador.
empurrou fracamente para dentro do apartamento dela, fechando a porta com um chute sem se importar com o barulho que causara àquela hora da madrugada. Sua única preocupação naquele momento era em desfazer o nó do vestido frente única que ela usava. Quando finalmente conseguiu, se vangloriou, aumentando a urgência do beijo, deslizando as duas mãos apressadas e enérgicas em direção aos seios dela, tocando os mamilos duros. Ele amava a sensação dos seus dedos sobre a pele dela. Amava quando deixava pequenos gemidos escaparem quando ele lhe explorava em todos os cantos do seu corpo. continuou a empurrá-la até encostarem-se à mesa do jantar e com um impulso só, a fez sentar sobre o móvel, as pernas abertas o suficiente para que ele pudesse ficar elas. Fez uma trilha de beijos da boca dela, até o pescoço, aspirando seu perfume delicioso feito de alecrim e sálvia. Beijou a região, dando algumas mordidas fortes, mas não o bastante para machucar, enquanto uma das suas mãos abandonava um seio para a parte de baixo do vestido. agarrou-se ainda mais em , bagunçando os cabelos dele de todas as formas possíveis, desabotoando desesperadamente a camisa social dele, fazendo-a escorregar pelos ombros e braços, até que ela estivesse no chão. Sentindo a mão de começar a brincar com a sua calcinha, ela deixou uma lamúria rouca escapar da sua garganta.
- Vamos para o quarto. - Ela sussurrou, revirando os olhos, sentindo a excitação clara de sobre sua pélvis.
Com certa dificuldade, ele se afastou, deixando que ela ficasse de pé e o vestido escorregasse pelo seu corpo. Os olhos de percorreram todo o corpo seminu dela, e seu sangue pareceu estar em chamas. Ele a enlaçou pela cintura, voltando a grudar seu corpo ao dela, e começou a guiá-la cegamente pelo apartamento, através do beijo sensual e erótico. Antes que chegassem ao quarto, ele a prensou contra a parede do corredor, e meteu a mão dentro da calcinha dela, sem pudor nenhum. fechou os olhos, deixando a boca entreaberta, sentindo os dedos dele brincarem com o seu clitóris, ameaçando penetrá-la. Ela apertou os ombros dele com força e gemeu baixinho, quando ele lhe invadiu com dois dedos e começou a fazer movimentos de vai e vem.
- Você está tão excitada... - Ele disse ao pé do ouvido dela, deixando uma rajada de ar quente bater em sua pele. - Eu fico maluco quando você fica assim.
- Você me faz ficar assim... – Ela falou em resposta, mordendo o próprio lábio, desejando que ele continuasse a tocá-la. Seu coração batia freneticamente contra o peito, piorando sua respiração precária.
Ele tirou a mão de dentro dela quando sentiu que ela estava quase chegando lá, e voltou a conduzi-la para o quarto. Ele a deitou na cama com calma, ficando por cima, voltando a beijá-la na boca, cheio de gana. Estava excitadíssimo, mas ainda não era hora de relaxar. Primeiro ele queria amá-la da melhor forma que conseguia pensar naquele momento. Puxou o lábio inferior dela, e desceu os beijos pelo queixo e pescoço, até chegar aos seios. Firmes, do tamanho certo, como ele sempre amou. Ela era feita para ele, moldada da forma mais perfeita que uma mulher poderia ser para um homem. Ela pertencia a ele, não tinha dúvidas, assim como ele pertencia a ela, desde o começo.
Enquanto segurava firmemente um seio com a mão e seus dedos faziam carinho circular com o dedo indicador em um mamilo, chupava e mordiscava com o mamilo do outro, e vice versa. Os gemidos de começaram a ser ouvidos regularmente, e ele queria mais. Queria que ela gritasse e chamasse pelo seu nome.
sentia o corpo mole, a única coisa que conseguia ter noção, era que estava com um dos seus seios na boca, sugando-o enquanto os dedos dele apertavam com uma força prazerosa o outro. A mão do seio desceu, e sem aviso, dois dedos a invadiram, iniciando uma brincadeira nada inocente. aumentava o ritmo de vez ou outra, e depois voltava diminuir, sorrindo ao escutar os gemidos de indignação dela. estava prestes a desmaiar com a falta de oxigênio em seus pulmões, mas pouco se importava enquanto continuava com os carinhos. Ela já sentia um mamilo latejar um pouco por causa dos chupões fortes que ele começava a dar, mas ela queria que ele continuasse, poderia sentir dor contanto que o causador fosse . Agarrou os cabelos da nuca dele, e mordeu o próprio lábio, reprimindo um grito. parou sua tarefa, e encarou com uma expressão de total entrega no rosto, os olhos semicerrados esperando pelo próximo passo. Eles sorriam quando seus olhos se encontraram, quebrando o contato quando suas línguas se enlaçavam, encaixou-se perfeitamente. Ele lhe beijou o queixo, arrastando a ponta da língua pelo seu corpo, deixando um rastro de queimação na pele dela, até alcançar a barra da calcinha. Instintivamente ela abriu as pernas, deixando que ele beijasse a parte interna das suas coxas, e depois depositou um beijo sobre a intimidade dela, ainda coberta pelo pano delicado. Puxando a única peça de roupa que vestia, passou a sua língua pelo clitóris, fazendo ela se contorcer e gemer, guiando seu quadril em direção a boca dele. Ele pôs as mãos nas coxas dela, abrindo completamente as pernas de . Sem hesitar, ele beijou novamente a região, sugando-a, fazendo gemer alto, agarrada ao lençol.
- ... – Ela o chamou precariamente com a boca seca, fechando os olhos com força. Precisava dele agora, mas ele não se moveu, continuou a chupá-la, penetrando sua língua até o orgasmo lhe atingisse. Ela sentiu aquela forte sensação de relaxamento e gemeu demoradamente, chamando novamente .
Ela nem se recuperou direito e ele já estava sobre ela, lhe beijando de forma branda e carinhosa, excitando-a de novo. gemeu, rolando os olhos e beijou a bochecha dela, sentindo os arrepios fortes e deliciosos percorrerem seu corpo por causa dos beijos e mordidas fracas que dava no nódulo da sua orelha.
- Eu te amo. - Ele a ouviu dizer, aos sussurros, e os lábios dele se curvaram num sorriso grande e satisfeito.
Ele voltou a olhá-la, estudando cada parte do rosto de . Beijou os lábios dela, passando a língua sobre o inferior, querendo intensificar o beijo. Sentia seu membro latejar de tanto desejo, e aumentou o ritmo do beijo, sendo correspondido da mesma forma. Eles sorriram durante o beijo, quando às cegas, pegou um travesseiro e pôs por baixo dela, fazendo-a abrir mais as pernas. Ele ficou de joelhos, e passou sua glande sobre a entrada dela, e sentiu um arrepio sabendo que poderia gozar daquela maneira, olhando-o no fundo dos olhos, sentindo ser penetrada de uma vez só. segurou o quadril dela, aumentando o ritmo sem delicadeza, querendo ir além. Fechou os olhos, colocando o rosto para cima, como se estivesse encarando o teto e mordeu o próprio lábio. Ele gemia junto com , agarrando-a com mais firmeza, investindo com mais força, sentindo seu corpo pedindo por mais e mais, até que os músculos de ambos se contraíram e relaxaram no mesmo instante. Caiu por cima dela, as respirações falhadas e misturadas, sentindo-se satisfeitos.
- Eu também te amo. - Disse no ouvido dela, antes de beijá-la mais uma vez.
N/a: Sabe o que eu mais odeio? Falta de comprometimento. Isso é uma coisa que me tira extremamente do sério! Desculpem pela demora na atualização, A CULPA NÃO É MIM, OK? Não quero entrar em detalhes, mas eu prometo que isso não vai mais acontecer! Esse capítulo já estava pronto há séculos, mas eu acrescentei algumas coisinhas ali&aqui. Ele tá enorme, né? (11 páginas no Word!). Fiz isso para compensar vocês *-* gostaram? Cah deve ter olhado pra pro arquivo e pensando “vou matar essa garota” HAIUHAIUAHAUI eu tenho que dizer que amei demais escrevê-lo (L) Foi muito fácil, as cenas estavam na minha cabeça nitidamente! Tivemos três cenas de sexo, QUE ISSO HEIN! Uma pseudo-amasso em público e ainda uma suuuuuper romântica da terceira amiga :@ super amo escrever esse romance não-posso-ficar-com-você-porque-tenho-um-noivo-e-você-não-sabe HAUIAHAUIHAUI muito sofrida ela, não? Espero realmente que vocês gostem do capítulo e comentem, né? Senão a att vai demorar mais u.u Beijos Mylla
Another Life [Restrita em Andamento.]
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Nuvens cheias de estrelas cobrem seu céu. E eu espero que chova. Você é a canção de ninar perfeita. Em que tipo de sonho eu estou?
Você pode ser um sonho doce, ou um lindo pesadelo. De qualquer jeito, eu não quero acordar de você. Doce sonho, ou um lindo pesadelo. Alguém me belisque, seu amor é muito bom pra ser verdade. Meu prazer culpado... Eu não vou a lugar nenhum, enquanto você estiver aqui eu estarei flutuando no ar porque você é meu. Você pode ser meu doce sonho, ou um lindo pesadelo. De qualquer jeito, eu não quero acordar de você.
Eu falo de você em minhas rezas. Eu tenho você em todos os meus pensamentos. Rapaz, você me deixa "alta". Eu desejo que você esteja lá quando eu acordar, para que você me abrace de verdade e me diga que ficará ao meu lado...
Tatuar seu nome em meu coração.Desde que você foi feito nem a morte pode nos separar. Que tipo de sonho é esse? "
Capítulo 1.
“Tudo pronto.”
Foi tudo o que pensou olhando satisfeita para sua sala enfeitada com muitas daquelas bolas coloridas de aniversário - que ela e ficaram enchendo a tarde inteira - e um grande cartaz escrito “seja bem-vinda” em letras de forma.
- Hey, minha pequena é um gênio. Uma festa para duas comemorações! - disse empurrando a porta do loft com a bunda e carregando uma caixa de cervejas com mãos.
- Duas festas? - fez uma cara de confusa e assustada ao vê-lo, dando espaço para o rapaz, que veio com , passar.
- Sim, esse é . - Ele respondeu colocando a caixa em cima da mesa de jantar, ignorando um jarro de flores que quase foi jogado no chão e bateu com uma das mãos nas costas do loiro. - Ele vai substituir o James.
- Oi .– falou timidamente, também segurando uma caixa de bebidas. – Onde posso colocar essa caixa?
- Pode colocar lá na cozinha, vai ajudar você. – Ela indicou o caminho da cozinha com a cabeça, ajeitando o vazo de flores. - Tenho pena dele, aturar você não é nada fácil. – sorriu cinicamente para quando saiu de vista.
- Se você consegue aturar o seu namoradinho, qualquer um consegue me aturar. – riu da careta que fez.
- Você não deixa passar uma, não é? – Ela revirou os olhos, divertida quando o outro negou com a cabeça. - Tenho que começar a ignorar as merdas que saem dessa boca. Vou tomar um banho, daqui a pouco todo mundo chega. Aproveite e escolha alguns CDs legais.
- E eu vou começar a ignorar que você tem um namorado. – falou para si vendo subir as escadas.
– Você vai adorar, é muito gostoso, prova! – tentava persuadir a provar uma sobremesa. – Confia em mim.
- Isso não está com uma cara muito boa. – Ele fazia careta e afastou o prato. – É nojento! Tem certeza que só tem queijo aí?
- Nem chegue perto disso, , é veneno! – se intrometeu na conversa, chegando perto de e lhe dando um beijo na bochecha. – Ela adora cozinhar essas comidas estranhas quando tem festas. Vocês Irlandeses tem um gosto muito estranho para comida, sabia?
- Vai , prova logo! – ignorou e empurrou o prato para . – É pudim de queijo!
- Quem sabe mais tarde. – Pareceu que a menção do prato o fez ter enjoos. Novamente afastou o prato e fez uma cara de desculpas. – Não estou com muita fome.
- Tudo bem. – A ruiva respondeu olhando de cara feia para os dois caras. – Vamos terminar tudo aqui antes que o pessoal chegue.
O som alto e agitado fazia o ambiente ficar bastante animado. A essa altura já haviam chegado quase todos os convidados. – Ou pelo menos essa era a ideia, já que a sala estava completamente tomada. – Todos bebiam, dançavam e alguns se beijavam pelos cantos mais discretos. olhou para o relógio e bufou. Ainda faltavam algumas horas para a festa acabar e ela desejava dar mais uma lida na matéria para prova de amanhã. Sua tarde foi comprometida e ela se sentia culpada. Todos pareciam se divertir, menos ela. Sem dúvidas nenhuma, era a única que pensava no livro de história da arte que deixara em cima da escrivaninha ontem, de repente se sentiu descolada. Não que isso fosse um sentimento estranho, afinal de contas, ela estava num lugar completamente diferente de onde foi criada, com pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ou seja, pessoas que não se apareciam em nada com ela. Por que tinha que preparar uma festa logo hoje? Ah, a resposta veio logo em sua cabeça “, você precisa se divertir mais! Vive trancafiada nesse loft! Nem parece que mora em Londres”. Sempre era a mesma conversa.
parecia não entender sua necessidade de provar para os seus pais que eles não teriam motivos para se arrepender de ter deixado a filha mais nova sair do Condado de Clare para morar em Londres apenas para estudar Artes, a grande paixão de sua vida. Levou muito tempo para convencê-los! Seu pai tão tradicional não conseguia acertar a ideia de ter a filha “solta pelo mundo”. Bom, mas parando para pensar, em certo ponto a amiga estava certa. Já estava na cidade há 2 meses e quase não conhecia nada. Seria até vergonhoso dizer as outras pessoas que nunca chegou a ver a gloriosa estrutura do London Eye à noite, iluminada por milhões de luzes e ela havia prometido a si mesma que isso seria uma das suas prioridades quando chegasse. Que nada! Sua rotina era de casa para a faculdade, da faculdade para casa. Estudar, estudar, estudar era o verbo que mais falava e nunca, jamais, aceitou um convite das outras garotas para sair. Ok, para não ser “tão dura” ela havia aceitado sim (depois de muita insistência) ir ao pub ver uma apresentação dos meninos, e como gostou do som deles! Tão animado, e as letras tocavam seu coração tão profundamente que quase chorou. Não! Pensar em McFLY é a mesma coisa que pensar nele. . Os seus pensamentos não deveriam tomar esse rumo, ela prometeu para si mesma! é errado, proibido e perigoso. Ele poderia fazê-la desviar seu foco com um piscar de olhos e ela não deixaria de forma nenhuma isso acontecer. Nunca aceitou nenhuma das suas investidas e nem poderia. Ela tem um noivo. Um noivo que a ama e está esperando seu retorno para finalmente se casarem. E sem dúvidas, Tony faria de tudo para fazê-la feliz. Um lindo irlandês de olhos acinzentados de família tão tradicional quanto a sua. Mas por que ela está pensando nele mesmo? E voltamos para a estaca zero. Os planos de alguém não deram certo pelo visto..
- ! – Ela ouviu seu nome sendo gritado, fazendo-a voltar à realidade. atravessava a sala com uma taça de champanhe na mão. Aquilo já se tornara praticamente um assessório dela. Mesmo vestida um vestido tão curto, estava incrivelmente linda e nada vulgar. – Todos estão procurando por você e você ai sentada na escada sozinha! Venha aqui e me dê um abraço bem apertado! – Ela puxou com tanta rapidez que deixou um pouco da bebida cair na blusa da ruiva. – Ai que saudade! Há quanto tempo não nos vemos?
- Uns 3 dias, eu acho. – tentava inutilmente secar a mancha com a mão.
- Ops, desculpe! – Só agora a ruiva pode perceber que estava alterada por causa do álcool. – Logo daremos um jeitinho nisso. Venha, Fred e já estão se bicando! e estão sendo impedidos por de comerem todas as sobremesas, vamos ajudá-la.
- está aí? – Ela perguntou quando foi puxada através das pessoas. – Calma , assim eu vou cair, não estou acostumada a usar saltos! Desculpe! – Ela pediu a um homem a quem acabara de acotovelar sem querer.
- Pronto, achei a nossa irlandesa! – A morena levantou o braço que segurava de como se ela fosse um prêmio valiosíssimo, fazendo todos os olhares da cozinha se voltar para elas.
sorriu quando seus olhos cruzaram com os dela. satisfeita com o feito largou a amiga, imediatamente e se jogou nos braços de lhe dando um beijo nada discreto.
- Pensamos que você tivesse sido raptada. – deu uma cotovelada em e logo emendou. – Bom... Eu vou procurar o meu namorado antes que ele seja raptado também, com licença.
- Oi. – chegou perto colocando as mãos no bolso com um leve ar sem graça. – Você sumiu.
- É... – Ela evitava de todos os jeitos olhá-lo. – Eu ando estudando muito, com todas as provas, você sabe. – pegou uma mexa de cabelo de começou a enrolá-la. Típica característica de gente nervosa. “Ótimo , continue assim e ele vai perceber” pensou.
- É, sei... Mas quem sabe você arranje um tempinho para mim, quero dizer, um tempinho para passar lá no pub e ver mais uma apresentação. O pessoal está realmente gostando da gente! – Ela não o encarava, mas sabia que seus olhos brilhavam de animação e orgulho ao mesmo tempo.
- me contou, fico feliz por vocês. – Ela o encarava agora. Queria que ele visse que estava falando a verdade.
- Só falta você lá. – não pode deixar de conter um sorriso. – Promete que vai arranjar um jeito que ir lá novamente?
- Prometo! – se aproximou antes que ela percebesse e lhe deu um beijo demorado na bochecha. Ela se sentiu quente e podia jurar que a causa de suas bochechas estarem tão vermelhas não vinham somente do blush.
- Ei, eu quero passar! – gritou quando começou a dançar bem na sua frente, impedindo sua passagem. O som estava alto demais e ele não escutou. A luz estava apagada e não dava para ela procurar outro caminho. – ! – Ela batia nas costas dele agora. Ele se virou deixando seu rosto a centímetros do dela. - Me deixe passar, está chegando! – gritou no ouvido dele por causa do barulho.
- Não deixo você passar antes de falar direito comigo. – Ele abriu os braços e continuou dançando.
- Eu já falei com você! – Ela gritou de volta. – Anda, sai da frente!
- Venha aqui logo. – Ele envolvendo o corpo dela de forma que seus braços ficassem impossibilitados de se movimentar e aproveitou isso para lhe tascar beijo demorado e estalado na bochecha. Ambos sentiram um forte frio na barriga. – Sua vez, me dê um beijo! – Não havia mais necessidade de gritar, seus corpos estavam muito colados.
- ! – tentou se soltar, ignorando qualquer reação que ele a fazia sentir, mesmo sabendo que era inútil. – Me solta vai, se Fred ver isso...
- Quero que o Fred se foda! Você é muito mais minha que dele! – Ele apertava mais ainda o abraço juntando as mãos nas costas dela. – Anda, me dá um beijo! – virou o rosto, enchendo um lado da bochecha.
- Está bem! – Ela fingiu estar sendo contraria e bufou. Sempre fazia o que ele pedia e agora não seria diferente. Aproximou o rosto e tascou-lhe um beijo na bochecha do mesmo jeito que ele. Eles se encararam e abriu um enorme sorriso sapeca. O sorriso dela.
- Você está tão linda hoje. – Ele continuou olhando-a nos olhos. – Não, me enganei. Você é linda, . Pode ir agora, está liberada. – Antes que ela pudesse dizer algo, ele afrouxou o abraço e virou para dançar com uma loira. ficou estática durante um tempo observando o momento que tivera com , até sentir os braços de Fred a abraçar pela cintura.
- Eu não gosto quando ele te abraça desse jeito. – Fred fez bico. – Você é a minha namorada!
- Fred, eu conheço o desde... Desde sempre. E vocês têm que párar com essa briguinha sem sentido. - disse apertando o nariz do namorado.
- Ele quem sempre começa – O moreno recebeu um olhar de reprovação da namorada. – Ok, assunto encerrado. Vamos dançar?
- Primeiro eu tenho que resolver algumas coisas, acabou de ligar avisando que está chegando. – Ela lhe deu um beijo rápido e saiu em direção da cozinha.
Passou por , que enchia a taça com mais champanhe e sentiu pena de por tentar – inutilmente – tirar a mesma da mão de sua namorada. sabia o quão difícil era pra ele aturar esse tipo de comportamento de . Sua amiga não era assim, mas parece que ela queria chamar atenção dele de qualquer jeito, e escolheu a pior delas: beber. odiava aquilo, odiava mulher bêbada, falando alto e chamando atenção. Ele nunca gostou muito de ser o centro das atenções e isso se estendia para a sua namorada também.
Desde que os meninos resolveram que o Mcfly seria definitivamente a vida deles, e que não queriam ser mais nada além de “Rock stars ricos, bonitos e charmosos” – segundo o próprio – eles ensaiavam duro, todos os dias. Sempre que pintava um show em algum pub, eles topavam sem nem hesitar. Além de uma grana que eles levantavam, ganhavam credibilidade – se o público gostasse, e sempre gostavam – ficando como uma banda fixa no local como agora era em 3 pubs. Com os shows, mais ausentes ficavam, mais mulheres os rodeavam depois das apresentações e isso afetou principalmente , que acabou sendo deixada de lado de certa forma. Ela havia mudado muito desde que começara realmente a se focar mais na banda, a ensaiar com os meninos sempre que desse, tocar quase todos os finais de semana. Passou a usar roupas mais ousadas, a sair quase todos os dias, chegando ao ponto de muitas vezes sair carregada dos lugares e nem lembrar o que havia acontecido no dia anterior. Isso acarretava brigas sérias entre eles. Todos, principalmente e , haviam tentado conversar com ela, fazê-la voltar a ser como era antes. Mas sempre dizia que era a única maneira de ter se preocupando com ela.
se aproximou deles, se metendo e pegando a taça das mãos de , deixando a outra de cara feia e aliviado.
- Eu fico com isso. – Ela olhou para . – Vou pegar sua namorada emprestada porque está chegando daqui a pouco.
- Eu não quero ir,! – tentava pegar o copo de volta. – Eu e estamos conversando aqui, me dê a taça, por favor?
- Não, você vai comigo. Ela já volta. – lançou um olhar triste para e aproveitou a distração para colocar a taça em um cômodo qualquer. – Você precisa para de beber, já está até falando enrolado! Quantas vezes teremos que conversar sobre isso?
- Ai, você parece até minha mãe! Não enche, quero voltar para o ! – Ela puxava seu braço, mas sem sucesso.
- Depois você fala com ele, . Primeiro vamos avisar ao resto do pessoal que está chegando.
- Ela chegou! – saiu correndo para a sala com o celular na mão e com a outra abanava para desligarem o som. correu para ajudar a apagar as luzes., , , e Fred se posicionaram por alguns lugares como se só estivesse acontecendo uma pequena reunião com somente os caras da banda, enquanto os outros convidados se escondiam. O único visível era , que ficou encarregado de abrir a porta. O silêncio era tão grande que as pessoas podiam escutar as respirações uma das outras por causa da agitação de poucos minutos antes. deu sinal para abrir quando a campainha tocou. Ele deu mais uma olhada para trás para verificar se tudo estava bem e abriu a porta. sorriu deixando-o paralisado. Ele piscou algumas vezes para se lembrar do que estava acontecendo antes.
- Oi. – Ela disse de forma doce. – está aí?
- Sim... Está. – Ele pegou as malas e deu espaço para entrar. – Ela chegou!
Todos saíram dos seus lugares gritando “seja bem-vinda” em uníssono tão alto que todo o prédio poderia ter ouvido. , e correram em direção a para abraçá-la. Depois de tantas frases soltas como “você é uma vaca, estava morrendo de saudade” ou “pensei que nunca mais voltaria” elas se separaram limpando as lágrimas.
- ,como você está lindo! – sorriu abraçando o amigo,recebendo um beijo na bochecha. – Olhou para os outros 2 parados que esperavam um abraço também e emendou. – Mentira, todos vocês estão lindos!, seu safado, não me olhe desse jeito, me abrace logo! – abriu um grande sorriso e fez o que pediu.
- Você também está linda,. – disse passando as mãos pelos cabelos de . – Essa viagem te fez muito bem.
- Ah, esse é o . – os apresentou. – Ele é o o mais novo integrante da banda.
- Já o conheci. – Ela sorriu estendendo a mão. – Seja bem-vindo.
- Valeu. – Eles se encaravam com sorrisos bobos no rosto.
- ! – A voz fina de gralha irritou completamente e logo reconheceu a voz de Megan. A loira dava em cima de todos da banda, incluindo . Ela não conseguia entender porque ainda tinha contado com aquilo. Megan se meteu entre as pessoas agarrando . – Vamos dançar? – Todos olharam para o casal. ignorou a mulher que insistia em puxar-lhe pelo braço. – Vamos !
- Tudo bem. – Ele falou contrariado. – Vamos logo.
- Bom, - estalou os dedos para chamar a atenção de que fuzilava Megan com os olhos. - vamos lá na cozinha, foi para lá com , e eu fiz um pudim que você vai adorar! – Todos fizeram caras feias, incluindo a própria .
- Primeiro eu vou descansar um pouco, essa viagem foi muito cansativa. – respondeu apontando para a grande varanda da sala, o lugar mais reservado daquele loft.
Sentou-se em uma das espreguiçadeiras de madeira – que ela havia escolhido junto com – que davam ao local toda uma paz, uma tranqüilidade que, no momento, era tudo o que mais queria. Aproveitou que o som alto que vinha da sala estava abafado pela porta de vidro e fechou os olhos. Sentiu uma brisa fresca, fazendo-a se encolher um pouco na cadeira.
- Com frio? – colocou a cabeça para fora e sorriu fechando a porta.
- Um pouco – Ela disse sorrindo.
- Posso? – Ele perguntou apontando para cadeira, sentando-se logo depois de balançar a cabeça afirmando. – Está perdendo a festa. – Ele disse tomando um gole de sua bebida.
- Estou descansando um pouco da viagem, daqui a pouco vou para lá. - respondeu distraída, olhando para as estrelas. O céu estava estrelado e era bem visível isso, mesmo com todas as luzes da cidade contrastando com elas.
- Posso te fazer companhia? – perguntou receoso – Digo, aquela Megan não me deixa ir nem ao banheiro sozinho, preciso de ar. – Ele se encostou à cadeira e cerrou os olhos divertida. – Ela não é sua amiga, certo? – Ele corrigiu percebendo a possível mancada que acabara de falar.
- A Cooper? – gargalhou – Não mesmo! - a encarou por alguns minutos, achando o modo como ela sorria lindo, porém seus olhos logo se desviaram para uma direção mais atrativa. O vestido curto preto de , que deixava suas pernas bem torneadas um pouco a mostra.
- Meu rosto ainda é aqui em cima... – Ela riu, deixando um pouco sem graça e se sentindo um adolescente na puberdade que por qualquer motivo corre para o banheiro com uma revista embaixo do braço. – ? – o chamou.
- Desculpe! – Ele levantou passando a mão pelo cabelo num gesto envergonhado. - Eu acho melhor voltar para a festa.
- Eu só estava brincando. - Ela inclinou a cabeça na direção dele. - Não precisa ficar incomodado, além do mais, você prefere ficar aqui comigo ou agüentar a Megan?
- Ficar com você. - fechou as mãos para esconder o nervosismo assim que sentiu um forte frio na barriga. - A Megan é muito chata! E eu não sou do tipo que corre de mulher.
Houve uma pequena pausa. A música Just Dance que tocava no último volume foi interrompida, no lugar dessa, A thousand miles foi posta. e se olharam, rindo.
- ! - Eles falaram juntos e escutaram a tão escandalosa gargalhada do amigo que mesmo com o som alto,não era nem um pouco omitida.
estava encostado na parede com os olhos fechados. Estava tão cansado. Ele e os outros haviam ensaiado o dia inteiro. Definitivamente ele precisava tomar um longo banho quente e deitar em sua cama. Suspirou. insistiu tanto para que ele fosse nessa maltida festa... Seu corpo pedia descanso, aquela posição amenizava um pouco, graças a Deus. Seus olhos cansados não eram mais obrigados a visualizar mais nenhuma imagem. Ao contrário deles, seu cérebro trabalhava freneticamente, deixando-o com uma bela dor de cabeça. Amanhã a banda teria mais um dia de ensaio árduo, o que ele estava fazendo ali ainda? Resolveu procurar por , ela provavelmente estaria bebendo; como de costume. Antes mesmo de abrir os olhos, sentiu a presença de alguém ao seu lado. Não que ele estivesse afastado de todos, até porque isso seria impossível já que todo o loft estava cercado de pessoas. Mas a presença era maior, como se alguém estivesse quase o tocando.
- Olá . - Megan disse tão perto que ele levou um pequeno susto. - O que você está fazendo aí sozinho?
- O que você quer? - Perguntou de má vontade. Sua dor de cabeça ficou duas vezes pior ao escutar a voz dela tão perto do seu ouvido. - Não estou num dia bom.
- Eu só quero saber se você viu o por aí. - Megan colocou a mão sobre o ombro dele para falar melhor. O som estava altíssimo.
- Não, ele sumiu. – Deu de ombros.
- O que você está fazendo aqui com ela, ? - surgiu sem que eles pudessem perceber. Megan olhou para ela com uma cara de desdém e sorriu.
- Não é... - tentou falar, mas foi interrompido por Megan.
- Estamos conversando , algum problema?
- Claro que tem. Eu não quero o meu namorado perto de uma piranha! - disse alto sem perceber por causa do efeito do álcool.
- ... - tentou intervir na briga, mas foi ignorado.
- Eu te conheço muito bem! - agora falava aos gritos, chegando perto de Megan - Mas não se meta com o , com o meu namorado, está me ouvindo? - Ela jogou a taça de champanhe com toda a sua raiva no chão.
- Nem se eu fosse surda. - Megan debochou, deixando a outra falando sozinha. não hesitou em embrenhar sua mão no cabelo loiro de Megan, e o puxar com toda a força que tinha. O som foi desligado com a briga e todos olharam para as duas mulheres.
se assustou ao ver a agressividade de . Megan estava tentando se virar para acertar , e antes que isso acontecesse, ele se apressou e se meteu entre as duas, sendo alvo de vários tapas. Por sorte, chegou e agarrou Megan pela cintura, levando-a para longe. Ambas gritavam xingamentos e insultos uma para a outra.
- Me deixa pegar essa vagabunda,! – se debatia ignorando completamente o esforço de de mantê-la longe.
- , pare com isso agora! – arrastou a namorada para cozinha.
- O que está acontecendo?– apareceu aflita, olhando para os dois esperando uma resposta. e vieram em seu encalço.
- Aquela vagabunda da Megan deu em cima do , mais uma vez!.Ainda acabo com a raça dessa loira oxigenada!
- Não foi nada disso! – gritou. – Você fica bebendo na merda da festa inteira e começa a imaginar coisas! Sempre fazendo papel de ridícula, bebendo até cair, você não cansa? – Ele sabia que estava sendo duro demais, mas não estava mais agüentando as situações em que se colocava. Sua paciência estava no limite.
- ... – Foi a única coisa que conseguiu dizer. A vontade de chorar era tão grande que se formou um nó em sua garganta. Ela abaixou a cabeça e cobriu os olhos.
- Vou falar com os caras,vamos embora agora mesmo. – Seu coração ficou apertado de ver sua namorada assim, mas ele não sabia mais o que fazer para ela mudar.
- , não chore. – agachou na frente da amiga, afagando seu cabelo para consolá-la. – só está um pouco estressado. - Entregou o copo de água com açúcar que enchera.
- Ele sempre está estressado para ficar comigo! Nem queria vir na festa, está sempre cansado. – Ela colocou o copo vazio na mesa, limpou as lágrimas que teimavam em descer sob seu rosto.
- Todos estão estressados... – agachou-se também. – Eles andam ensaiando demais, mas isso vai passar, é só uma fase.
- É! – concordou. – Tenta entender o lado dele, não está sendo fácil.
apareceu na porta da cozinha carregando a bolsa de . Ele não disse uma palavra, apenas acenou com a cabeça para as outras e foi embora. Sentiu as lágrimas rolarem sobre seu rosto mais uma vez e antes mesmo que elas pudessem tomar uma extensão grande, as limpou. A angustia no peito só aumentava ao ver agindo dessa maneira tão fria e distante. Ele já não era mais o mesmo. Levantou despedindo-se das amigas, passou pela sala relativamente cheia, recebendo alguns olhares curiosos e reprovadores. estava parado na porta que havia deixado aberta.
- Não se preocupe, tudo vai ficar bem. – Ele depositou um beijo no topo da sua cabeça, afagando-a levemente. retribuiu o gesto com um pequeno sorriso sem humor. se virou após fechar a porta atrás de si e as pessoas que antes prestavam atenção, agora procuravam algo para fazer. Seus olhos encontraram com os de e ambos sabiam que não havia mais clima para festa. Não depois de verem dois dos seus melhores amigos brigando daquele jeito. Ele sabia que não expulsaria ninguém. A festa já estava quase acabando de qualquer jeito e aquele escândalo só fora mais um empurrão.
- Bom gente, acho que já está na hora de acabarmos com a festa! – avisou abrindo a porta. Relutantemente os convidados foram embora. Fred,, , e ficaram para ajudar e a arrumarem tudo. Eles ficaram encarregados da sala enquanto as outras duas limpavam a cozinha e lavavam a louça.
- Estou morta! – exclamou jogando-se no sofá. – Parece que eu trabalhei o dia inteiro!
- Nossa! Nunca pensei que arrumar uma festa fosse tão cansativo. – encostou-se no batente da porta da cozinha com um pano de prato sobre o ombro. – Ainda falta muita coisa aí? – Ela perguntou para os meninos. Eles negaram com a cabeça jogando-se no sofá também.
- Bom, a cozinha já está totalmente limpa. – avisou empurrando para a sala. – Agora podemos descansar um pouco.
- Eu preciso ir embora, fiquei mais tempo do que planejava. – Fred foi em direção a . – É uma pena que eu não possa ficar. – Ele olhou para a escada que dava para os quartos. não respondeu, não queria que ele ficasse lá naquela noite. - Vejo você amanhã?
- Claro. – Ela sorriu e lhe deu um beijo. – Boa noite.
- Ah, espera Fred, eu vou com você! Estou morto e preciso descansar para amanhã. – levantou despedindo-se de todos. - Espero que não suma dessa vez ou me troque pelos livros. – Ele disse no ouvido de e lhe deu um beijo demorado da bochecha. – Por favor. – Saiu quase como um sussurro. Esse pedido fez corar rapidamente. viu o efeito que causara nela e sorriu. acompanhou os dois até a porta, saindo para se despedir melhor e novamente de Fred.
- Pensei que você fosse embora com ele. – falou mal humorado quando voltou. Ela riu debochada, mas não respondeu, apenas resolveu ignorar. Ele só queria implicar e ela estava cansada demais para entrar numa discussão boba. viu que não adiantaria muita coisa e mudou seu alvo. – E você e o ? Quando vão se acertar?
- Do que está falando? – se fez de desentendida pegando uma almofada para disfarçar o nervosismo.
- Oras , eu já percebi. Todos nós já percebemos – apontou para todos os presentes. – Quando você vai parar de fugir dele?
- Por que você não cala a boca,? – levantou nervosa, mas corada. – Vou subir, preciso dar uma olhada na matéria. Boa noite a todos, e ah, , seja bem vindo mais uma vez. – acentiu com a cabeça.
- Bom, acho que já está na hora de irmos né, ? – disse chamando-o. – Amanhã será um longo dia.
- Tchau , obrigado por me receber. – agradeceu e ela lhe puxou para um abraço.
- Você é um de nós agora, volte quando quiser! – Ela sorriu e ele fez o mesmo. – Tchau implicante. – Ela abraçou . Ele envolveu fortemente a cintura dela e lhe deu um beijo no pescoço por impulso, arrepiando-se dos pés a cabeça ao sentir o perfume dela. afastou-o rapidamente dando lhe um tapa no ombro. – Pare com isso!
- Desculpa! – Ele levantou as mãos. – Mas eu sei que você gosta.
- , leve logo o , ele bebeu demais hoje e está começando a confundir as coisas. – Ela sentou no sofá ignorando a risada de .
- Estou cansada,vai ter que abaixar. – disse puxando pela mão. – Tchau chatinho, tchau . – Ela beijou ambos no rosto. – Vejo vocês outro dia. – Eles acenaram e saíram.
- Eu não entendo vocês dois. – negou com a cabeça.
- Não quero falar sobre isso,. Já conversamos milhares de vezes! – levantou a mão para finalizar a conversa. riu. – Como foi a viagem?
- Foi ótima! Milão tem sempre novidades. Comprei uma bolsa Prada para você maravilhosa, mas está lá em cima, depois eu te entrego. Sabe quem eu encontrei lá? Ou melhor, quem me encontrou.
- Quem?
- Dylan! – revirou os olhos. – Meu pai disse onde eu estava e ele foi atrás. Fiquei tão puta na hora, mas até que não foi tão ruim. Ele é engraçado.
Mesmo cansadas as duas tinham muito que conversar, então resolveram ficar jogadas ali por mais algum tempo. contou como foi a viagem e o que aconteceu nela.
- Eu não acredito que você dormiu com o Dylan. – falou surpresa.
- Qual o espanto? Ele foi gentil. – não entendeu a careta da amiga – E como você mesma disse, é apaixonado por mim. Achei que ele merecia uma chance.
- Nenhum. Apenas não gosto do jeito dele.
- Você nem o conhece direito, mal conversaram. – bufou. – Vamos encerrar o assunto por hoje, está bem? Vem, vamos dormir.
- Mas você não me contou os detalhes! - protestou quando puxou sua mão.
- Vamos dormir , amanhã será um longo dia.
Capítulo 2.
Um barulho ensurdecedor fez acordar num salto. A noite havia sido péssima, aquele colchão era péssimo, nem mesmo com três semanas dormindo naquela cama o faz acostumar-se com ele, certamente pediria para trocá-lo. Desistiu de tentar voltar a dormir. O barulho que vinha da cozinha não iria deixá-lo descansar nem por mais cinco minutos. Foi ao banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e ajeito o cabelo. Seguiu o novo barulho até a cozinha vendo um que ele certamente não iria querer mais ver. Seu amigo vestia apenas boxes e um avental. Parecia a visão do inferno. Parecia não, era a própria.
- Pelo amor de Deus , vista alguma coisa decente! - tapou os olhos com as mãos. - Não preciso ficar vendo isso.
- Sei que sou sexy , as mulheres dizem isso... - lhe mandou o dedo do meio.
- Eu pareço com uma? - levantou a sobrancelha fazendo rir.
- Se parecer, eu espero nunca a encontrar na rua. - riu da própria piada - Quer omelete? - Ele disse mexendo na mistura de ovos e presunto.
serviu o amigo e se sentou na bancada de frente para o mesmo. Os dois comeram em silêncio por alguns minutos. não havia percebido o tamanho da sua fome, acabou repetindo mais 2 vezes.
- ... - Ele pensou em como sua perguntaria poderia sair casual. - A vai hoje ao pub? Quero dizer, as garotas vão hoje lá?
- Provavelmente, elas não aparecem lá desde a festa, isso já faz uma semana. - enchia seu prato de novo e se tocou o que queria saber. - Você está interessado na ?
- Não, claro que não! Quero dizer, ela é linda, gostosa além de simpática... É, talvez eu esteja - Ele disse sem graça.
- Acho que o Dylan deve tomar cuidado. - riu. – Ou você...
- Ela tem namorado?
- Não, mas bem que ele queria ser e o pai dela também queria que ele fosse. Ele trabalha na empresa de advocacia do pai dela. só saiu com ele algumas vezes, mas não é nada sério. Ela nem mesmo gosta quando ele sai com a gente, e digamos que nós também. Dylan é meio arrogante.
abriu a boca várias vezes, mas não disse nada. Ele já deveria imagina que uma mulher como não ficaria sozinha. abaixou a cabeça para disfarçar uma risada, mas inutilmente, já que conseguiu escutá-la e o encarou de cara feia.
- Qual é a graça? Eu já percebi como você olha para a ! - parou de rir, agora foi sua vez de ficar sério.
- Não sei do que você está falando , é minha melhor amiga desde o 6º ano. - Ele pegou os pratos e levou para a pia para disfarçar o incomodo que aquela conversa estava levando.
- Por que você está incomodado então? - desafiou sabendo que ele não iria esconder por muito tempo. - Você dá em cima dela direto.
- Ela é minha amiga há anos, temos certas intimidades, só isso. - fingia lavar a louça. - Vamos mudar de assunto. Você vai convidar para sair?
- Vocês já se beijaram? Quero dizer, e você... Pode me contar, . Pode não parecer para vocês dois, mas não tem como negar que vocês têm uma queda um pelo outro. - queria saber e não deixaria fugir tão fácil. não respondeu, apenas olhou pela janela. - Legal! - sorriu. - Me conta, ela já estava namorando aquele otário do Fred?
- Não. E não foi só uma vez. - virou e encostou-se na pia. estava ainda sentado num dos bancos da bancada. - Mas isso não vem ao caso. Foi um erro para ambas as partes, somos grandes amigos e isso poderia acabar com a nossa amizade. Decidimos esquecer além do mais, não consigo me ver longe de festas e mulheres ao meu redor. Ela poderia se apaixonar e... Eu não sou o tipo de homem que se apaixona, .
- Então por que vocês se beijaram? E mais de uma vez...
- Eu sou homem, ela é mulher, as coisas acontecem. Seria extremamente difícil vê-la sofrer. - suspirou. Ele odiava falar disso, odiava! Ficava irritado e depois acabava pensando no passado. - Ela está feliz com aquele otário, eu estou feliz com a minha vida. Não vou mentir dizendo que não a acho uma mulher atraente, é claro que é isso não tem como negar, mas ela é mais do que isso.
- Você fala como um homem apaixonado, até xinga o namorado dela.
- Ela nunca soube escolher bem seus namorados... – revirou os olhos. Não entendeu o que queria chegar com essa insistência toda. Ele não arrancaria uma declaração de , nem mesmo se ela existisse. - Tire suas próprias conclusões, eu sei o que eu sinto. E por favor, não vamos mais falar sobre isso ok? - jogou o pano de prato que estava sobre seu ombro na mesa.
- Tudo bem. - levantou as mãos em sinal de paz vendo a expressão do rosto do amigo. - Vamos mudar de assunto... - Ele sorriu para tentar amenizar o clima pensado. - Volte a falar da então, você acha que ela aceitaria meu convite para sair?
No chão, o pomposo carpete vermelho impressiona, na parede, fotos que parecem datar 200 anos e que contrastam com a moderna fachada branca e vermelha. Os suntuosos lustres no teto e a fumaça de cigarro pairando no ar não deixam dúvidas de que Dolce London tornou-se um dos pubs mais procurados por toda Londres. Naquela noite a fila ficou muito maior do que normalmente e a segurança tivera que ser dobrada. Tudo teria que correr bem, sem nenhuma falha sequer. Naquela noite a vida dos integrantes do McFLY poderia se tornar diferente. Eles se apresentariam para um grande empresário no ramo da música chamado Fletch. Seria sem dúvidas nenhuma o grande momento deles, tudo poderia dar certo, como errado também.
- Estou um pouco nervoso, acho que nunca vi o pub tão cheio. – confessou apreensivo olhando ao redor. Ele e os outros estavam no bar como de costume, bebendo antes do show, mas parecia que a bebida não estava sendo um relaxante dessa vez. – E se dar alguma coisa errada?
- Nada vai dar errado, . – garantiu batendo no ombro do amigo. – Vamos ser um sucesso!
- Sem dúvida já somos! Olha que belas mulheres tem aqui. – sorriu para um grupo sentado perto do palco. – Hey Paul, nos dê mais uma rodada de cerveja para acalmar os ânimos do nosso querido . – Ele bateu no ombro de que estava quieto desde que chegara. – Você está bem ?
- Estou... Só um pouco nervoso também. – mentiu. Mal tinha tocado no seu copo, a bebida não era nada atrativa naquele momento. Ele estava triste e feliz ao mesmo tempo. Lutara tanto por aquele momento, mas não estava lá para apoiá-lo como fazia das outras vezes. O clima entre eles continuava pesado mesmo depois dos dias decorridos a festa no loft.
- É a não é? – perguntou vendo o olhar vago de . Ele confirmou com a cabeça. – Ela vem, tenho certeza.
- Eu não sei. – E realmente não sabia. Como poderia saber o que se passava na cabeça de ? Cada dia ela o deixava mais confuso. – Mas isso não interessa agora. Hoje a noite é nossa! – Ele sorriu. A banda sempre o animava.
- Elas chegaram! – levantou a mão que segurava o copo de cerveja para que e pudessem vê-los. Pensou em ter visto com elas, mas era uma grande fantasia de sua mente. Mais uma vez ela não viera.
- Desculpem a demora, tentei convencer a vir, mas ela disse que teria que terminar um trabalho para segunda. – falou mais para do que para os outros. Ela se sentiu frustrada por ver o olhar triste dele.
- Como meus meninos estão se sentindo hoje? – perguntou dando beijo na bochecha de todos.
- está um pouco nervoso, mas ainda bem que vocês chegaram a tempo. – apressou-se em envolver os braços na cintura de e lhe dando um beijo na bochecha. – Não teríamos sorte sem vocês aqui, não é ? – Ele riu vendo o modo que olhava para .
- É. – confirmou desviando olhar, ou pelo menos tentou, já que aquele sorriso estampado no rosto dela era extremamente lindo. – Não teríamos mesmo.
- Ótimo saber que eu trago sorte para a banda. – brincou fazendo pose. – Está vendo , sou a nova querida deles!
- Não seja tão apressada amiga, eu ainda sou a número um, não sou ?
- Não me coloquem nessa disputa! – levantou as mãos e riu. – Nós podemos ter muitas fãs, mas vocês serão sempre as melhores.
- Cinco minutos pessoal. - Will, o gerente, avisou apressado mostrando seu relógio. – Hora de subirem. Ah, olá meninas. - Elas nem tiveram tempo de acenarem, ele já havia entrado na cozinha.
- Boa sorte meninos! Vamos ficar torcendo aqui. – se sentou em um dos bancos onde eles estavam. – Acho que aquele ali é o tal de Fletch, não é?
- Acho que sim, ele está olhando para nós. – deu um tapa na nuca de . – Vamos checar os instrumentos. Vem com a gente, ?
- Sim. Você vai ficar aí, ?
- Não, vou ao banheiro, me espera ?
- Claro. – respondeu vendo os outros se afastarem. – Hey, não fique nervoso, tenho certeza que você vai se sair muito bem! – Ela disse depois de observar soltar um suspiro fraco.
- Você acha? – Ele mordeu o lábio inferior ansioso. confirmou com a cabeça. – Mas você nunca me viu tocando...
- Se você está na banda é porque é bom. – Ela sorriu e tocou na mão dele num gesto de mostrar que estava certa. – Não tenho dúvidas disso. – se sentiu relaxado com o apoio dela e sorriu também. quase soltou um suspiro ao ver o belo sorriso dele. É claro que ela já notara o quanto era lindo, mas depois desse sorriso alguma coisa a fez ter vontade de chegar mais perto dele. Talvez beijá-lo?
- Não pensei que você fosse tão legal, . – Ele se sentiu nervoso. A mão dela ainda estava sob a sua e ele podia sentir o quão macia era. pensou se seria a oportunidade perfeita para chamá-la para sair como havia dito. – Então... – Ele começou a falar quando viu um homem se aproximar deles. – Eu queri...
- Hey! – falou mais alto do que o normal. O homem cobriu seus olhos com as mãos e sorria. Parecia não ter notado . – Quem é?
- Sou eu, amorzinho. – tirou as mãos dele e olhou parar trás. – Você está tão linda hoje.
- Dylan, o que você está fazendo aqui? – Ela perguntou num tom grosseiro, mas Dylan não pareceu notar isso também.
- Vim te ver, estava com saudade. – Dylan sorriu, dessa vez mostrando todos os seus dentes perfeitamente brancos. teve vontade de surrá-lo. – Não gostou?
- Não é isso... – o encarava confusa. Como ele sabia que ela estava ali? – Estou surpresa.
- Eu sei que você adora surpresas. – Dylan passou a mão levemente sobre o rosto dela, mas imediatamente afastou-a e olhou para os lados, não queria que ninguém visse aquilo e pensasse que estivessem tendo alguma coisa. revirou os olhos e bufou. a pouco estava conversando com ele, quase sendo convidada para sair e agora nem parecia se lembrar que ele estava ali, sentado ao seu lado. Agora se encontrava de costas, conversando com outro.
sentiu o sentimento de frustração crescer dentro de si. Ele queria sair dali e logo o fez. Bebeu sua cerveja que estava na metade em um gole só e se levantou para se juntar aos amigos. O show não seria feito sozinho.
Tudo ocorreu muito bem durante o show. e estavam felizes e não escondiam isso enquanto tocavam a cantavam. até arriscou alguns pulos no pequeno palco, esquecendo-se por alguns minutos do desapontamento de não ver ali, fazendo o público vibrar, junto de alguns gritos femininos. era acompanhado por que sabia tanto quanto ele todas as letras, fazendo-o seu sorriso alarga mais. Poucas vezes se arriscou a olhar para o público, mas nessas poucas vezes, seu olhar sempre cruzava com os de . Dylan ainda estava ao seu lado, ele tagarelava sem parar e ela respondia, mas sem olhá-lo uma única vez. Na verdade ela não estava dando atenção, só respondia sim ou não, jogando a mão no ar. Seus olhos não desgrudavam de , e do jeito tímido que ele tocava com os olhos fechados. Ele estava maravilhoso naquele palco, teve que admitir e por pouco não sorria sozinha por causa desse pensamento.
sentia-se muito feliz por dentro, mas por algum motivo não conseguia colocar essa felicidade para fora, contentou-se em tocar com toda a gana que tinha, sempre olhando para a porta na esperança de ver entrar.
Depois do show, Fletch chamou-os para que conversassem. não desgrudou os olhos da mesa onde eles estavam. Seu coração estava acelerado enquanto batucava os dedos no balcão de madeira do bar. contrariada, levou Dylan até o carro e agradeceu mentalmente quando ele avisou que teria que ir mais cedo porque no dia seguinte teria uma reunião com alguns clientes. Dylan avisou que lhe procuraria em breve e pediu desculpas por ter que ir embora. Mal sabia ele que estava quase levantando as mãos para o céu. Quando voltou os meninos ainda estavam conversando com Fletch. Encontrou terminando de beber a terceira taça de vinho, de tão ansiosa que estava.
- Acho que vou pedir mais uma, essa demora está me matando! - disse quando sua amiga se sentou.
- Você parece mais ansiosa que eles. - disse rindo, vendo a amiga pedir mais uma taça de vinho. - Acho que por hoje chega, não é? - Ela pegou a taça antes que a amiga começasse a beber.
- ... - choramingou fazendo cara de cachorro que cai da mudança, pedindo a taça de volta, mas não entregou.
- Veja, eles acabaram! Eu acho que o não vai gostar de te ver assim. - quase foi derrubada por que levantou rápido e se dirigiu até .
- E então... ? - fez um cara triste e deu de ombros. gemeu colocando as mãos no rosto. - Não me diz que ele não gostou, , isso é impossível!
- Ele não gostou. – negou com a cabeça e logo abrindo um enorme sorriso bobo. – Ele adorou e nos chamou para uma reunião, e se tudo correr bem nós podemos fazer um demo!
- AH, NÃO ACREDITO! – gritou, pulando em cima de , agarrando-o pelo pescoço. – MEU DEUS! – Ela gritou de novo chamando a atenção de algumas pessoas.
- Eu juro que não vou gritar, mas posso dar um abraço em vocês? – sorria, puxando e em um abraço apertado. – Estou dizendo que dou sorte para vocês!
observava um pouco afastado os cinco comemorarem. Estava tão feliz que poderia ir até a lua num pulo só. Pediu mais um pouco de cerveja, divertindo-se em ver dando ataques de alegria e pendurando-se em a cada dois segundos. era mais discreta. Ela abraçava amigavelmente enquanto apertava as bochechas de , fazendo-o gargalhar. ficou olhando para ela durante bastante tempo sem perceber. De repente desviou sua atenção, procurando por algo ou alguém. revirou os olhos imaginando que ela estaria se perguntando onde Dylan estava, mas pareceu que estava enganado quando pareceu aliviada quando o avistou. Sorriu, afastando-se dos amigos. ajeitou-se no banco ficando uma posição mais ereta e ele deduziu, mais confiante.
- Hey! - Ela parou em frente a ele, colocando as mãos na cintura fingindo estar irritada. - Por que não está comemorando conosco?
- Achei melhor não atrapalhar sabe, vocês são amigos há mais tempo, não queria parecer inconveniente ou algo do tipo. - sorriu sem graça, passando as mãos desajeitadamente pelos cabelos.
- Deixa de ser bobo, você faz parte da família agora.
- Obrigado, . - desviou sua atenção para o copo que segurava. o fitava de um jeito estranho, parecia que estava querendo dizer algo, mas não sabia exatamente o que. Ela mordeu o lábio inferior, nervosa. Encostou-se no balcão, observando as pessoas a sua volta. ainda falava com os outros, fazia carinho em sua cabeça enquanto conversavam. sorriu consigo mesma achando engraçada a relação deles. Às vezes pareciam namorados apaixonados, outras vezes pareciam melhores amigos, mas definitivamente eles eram perfeitos um para o outro, pena que nenhum admitia isso.
Todo esse tempo em que ela ficou perdida em seus pensamentos, ambos permaneceram em silêncio. se perguntou por que não puxava um assunto, logo depois veio a palavra "ignorado" bem na sua cara. Será que ele estava chateado? "É claro que sim, sua idiota" ela pensou. Ninguém gosta de ser ignorado, ainda mais quando se está numa conversa. E ele tinha todo o direito de estar, isso ninguém poderia negar.
- ... - Só em escutar seu nome, voltou sua atenção para ela. Ele estava doido para que continuasse a conversa. - Eu queria te pedir desculpas por mais cedo, quando estávamos conversando e... Bem, eu ignorei completamente você. - Falar aquilo era mais estranho do que ela havia pensado que seria. - Você ficou chateado, não ficou?
- Na verdade fiquei, mas já está tudo bem. - Ele tomou um grande gole da sua bebida para não ter que dizer mais nada.
- Desculpa. - apertava com força, sem que ele percebesse, sua bolsa. Estava se sentindo uma completa idiota e ainda estava ali por que então? - Eu vou voltar, com licença.
- Espera. – Num impulso, segurou delicadamente seu braço quando a viu se afastar. - Bem, eu ia te perguntar mais cedo, mas infelizmente não consegui... Queria saber se você aceitaria sair comigo um dia desses. A gente pode comer alguma coisa, sair para dançar ou apenas conversar. - sorriu de um jeito fofo. ficou calada por um tempo observando aquele sorriso, era realmente lindo. - Mas se você não quiser tudo bem. - Ele continuou vendo que ela não imitia nenhum som.
- Claro que eu gostaria, seria bem divertido. - sorriu enchendo o coração de com esperanças. Estranhamente os corações de ambos ficaram acelerados, pareciam que tinham voltado aos 17 anos. - Que tal semana que vem, na quarta à noite?
- Quarta? - Ele fez uma careta. - Não poderia ser na sexta ou no sábado? É que vamos ter uma apresentação na quarta.
- Ah, tudo bem. Eu vou te dar o meu telefone e você me avisa quando puder, ok? - Ela pediu um papel e uma caneta ao barman para anotar os números da sua casa e do seu celular. - Aqui, pode ligar a qualquer hora. Vou ter que ir mesmo, tchau. - Acenou indo em direção a .
chegou perto do grupo de amigos, e se despediu de todos. Perguntou a se ela poderia levá-la em casa, mas a amiga se desculpou dizendo que ainda havia muito que comemorar com os meninos. que já iria embora também se ofereceu para levá-la.
- Por que você não fica mais tempo com os meninos? – perguntou quando fez a curva numa esquina.
- Estou muito cansado. – limitou-se em apenas responder isso. Ele não estava nem um pouco a fim de ter uma conversa, sua cabeça estava em outro lugar... Em outra pessoa. – Você tem visto a ? – Ambos perceberam que aquela pergunta havia saído não apenas como uma simples pergunta, ia muito além disso.
- Tenho. Ela também perguntou por você, disse que estava com saudade... – se sentiu mal pelo amigo. Estava na cara que ele queria fala com , só que o orgulho falava mais alto. – Por que você não liga pra ela?
- Eu... Eu não sei. – estacionou em frente ao prédio de . – É difícil... A não é mais a mesma.
- Ela diz a mesma coisa sobre você. Vocês precisam ter uma conversa séria.
- É, vou pensar nisso. – Queria mudar de assunto, aquela conversa tirou todo o ânimo que tinha quando saiu do pub. – Você vai sair com o ?
- Você já sabe? – olhou surpresa para , mas ele não precisou responder, é claro que ele já sabia. Não só ele como todos da banda. – Sim, acho que sim. Ele parece ser legal.
- É, ele um bom amigo, toca bem e é bonito. Não tanto quanto eu, mas é... E, acho que ele serve pra você. – sorriu e recebeu levemente um tapa no braço.
- Você anda muito engraçadinho. – revirou os olhos, divertida. – Vou indo, estou morrendo de sono. Tchau.
- Tchau . – Ele esperou ela entrar e acelerou.
Durante o caminho, quase mudou de ideia e voltou ao pub. Quando chegasse em casa, ela estaria escura e vazia, então por que voltaria? não estaria lá para lhe preparar um daqueles deliciosos sanduíches de última hora e muito menos para dormirem agarrados depois de fazerem amor. Ele sentia saudade dela, assim como ela dele. Essa era a verdade. Mas o que poderia fazer se a mulher por que ele se apaixonou há 4 anos atrás estava completamente diferente? Ele sentia saudade sim, admitia isso. Saudade da carinhosa, divertida e bem humorada. Não dessa festeira, que só sabia fazer vexame, carente e chata que havia se tornado desde que ele começou a dividir seu tempo entre ela e a banda. Sempre reclamando de tudo e dizendo que ele havia mudado. agora era um homem com 22 anos, com uma banda começando a estourar, não podia mais ser aquele menino de 18, que tinha todo o tempo do mundo e fazia todos os desejos da namorada. Agora haviam responsabilidades em cima das suas costas, será que não entendia isso? Não, o pior de tudo era que ela não entendia, ou não queria entender. Ele e os outros trabalharam duro para conseguir tudo o que conseguiram por seus próprios meios e não pelo dinheiro dos seus pais. mesmo havia negado o patrocínio do pai. Tudo isso acabava sempre em brigas feias, palavras proferidas de um jeito horrível que até ele mesmo se espantava em dizer. Mais uma vez a angustia invadiu seu peito. Ele queria tanto que estivesse hoje no pub feliz por ele e com ele. sabia que fora muito duro com ela. Ele estava cansado, tão cansado de tudo isso. Se não fosse por todo o amor que sentia por , o medo de não tê-la consigo todos os dias... Lá estava ele travando mais umas das suas milhares de guerras internas. No dia seguinte ligaria para e conversaria com ela. Uma conversa definitiva, ela precisava entender.
Passou pelos apartamentos dos amigos e abriu a porta do seu, constatando a escuridão que havia lá, a sala fracamente iluminada pela luz da lua. Tomou um pequeno susto quando viu um vulto se mexendo no sofá. Acendeu o abajur mais próximo, revelando . Ela dormia profundamente abraçada ao travesseiro de . Na mesma hora o ar pareceu voltar aos pulmões de , como se antes ele conseguisse viver sem ele. Ele deu um sorriso fraco agachando-se perto dela para acordá-la, vendo seu rosto molhado... Por lágrimas. Logo percebeu que seu travesseiro também estava um pouco molhado na região em que o rosto de estava apoiado.
- ... - sussurrou fazendo carinho no rosto dela. - Hey, acorde.
Ela se mexeu um pouco, falando alguma coisa incompreensível, mas não acordou. sentou-se no chão e ficou olhando-a dormir. As lágrimas ainda estavam lá. Ele não gostou disso, se sentiu mal por ver que ela havia chorado.
- ... - Ele disse novamente e no mesmo instante ela abriu os olhos como se só estivesse esperando ele chamá-la novamente. o encarava ainda deitada, ficou com medo da reação dele. Ele a expulsaria dali? - Você está bem? - A voz dele saiu calma e baixa. Ela não precisava ter medo.
- Uhum. - Ela confirmou com a cabeça sentando-se lentamente no sofá, sendo acompanhada pelo olhar dele. - Desculpa por aparecer assim, eu precisava ver você.
- Eu também precisava ver você, ainda bem que te encontrei aqui. - sorriu chegando mais perto, ficando de joelhos na frente dela. - Estava com saudade.
- Eu... Eu também. - respirou fundo, seus olhos começavam a arder novamente. Ela não queria chorar, estava ali, estava tudo bem agora. - E como foi lá no pub? O agente gostou?
- Sim, foi incrível. - Finalmente a euforia estava começando a dominá-lo. - Queria que você estivesse lá.
- Eu estava. Vi você e os meninos, vi tudo do fundo. - Ela relevou sorrindo. - Mas pensei que seria melhor esperar por você aqui, não queria atrapalhar, nem nada, afinal hoje era tudo ou nada.
- Você nunca atrapalha. Nunca. - limpou os poucos vestígios de lágrimas. Seu coração batia tão acelerado, suas mãos tremiam levemente. Ele amava aquela sensação que só o fazia sentir. - Eu amo você.
- Eu também amo você. Muito. - segurou o rosto dele com as mãos. Seu coração batia tanto quanto o dele. Era uma perfeita sincronia. - Desculpe por tudo.
- Não vamos falar sobre isso agora. Vamos esquecer isso por enquanto. - Ela confirmou com a cabeça e inclinou para beijá-lo. Sabia que sentia falta dela, mas não percebeu que era tanta até suas bocas se encontrarem.
A língua quente e macia de passou por seus lábios sem que mostrasse nenhuma resistência, tornando o beijo cada vez mais íntimo. As mentes deles não trabalhavam mais, as únicas coisas que pareciam importar eram mãos dele, que a seguravam possessivamente pela cintura e as dela, agarrando ferozmente os cabelos dele. inclinou para trás, fazendo-a se deitar no sofá. Ele levantou, tirando a própria blusa e depois a ajudando a tirar a dela, voltando logo a beijá-la novamente em pouco tempo. sentiu as mãos ágeis de em seu corpo, causando arrepios dos pés a cabeça. Ele ouviu gemer baixinho quando suas mãos vagavam pelo tronco dela até chega a um dos seios, fazendo-o praticamente perder todo o controle. Não existiam mais desentendimentos, brigas, ciúmes naquele momento, eram apenas eles e o amor que sentiam um pelo outro. reprimiu mais uma vez a vontade de chorar. Era tão bom ter daquela forma, não conseguia mais se imaginar sem ele em sua vida. Prometera a si mesma que não daria mais motivos para brigarem, queria voltar a ser a mesma de antes, a garota dele. Suas mãos foram para o zíper da calça de , abrindo-a lentamente, deliciando-se com o gemido rouco que ele deixou escapar quando roçou sua mão pelo membro dele, de propósito. ajeitou-se para tirar a sua calça e num movimento rápido a de também, sem que ela percebesse. Ele sorriu maliciosamente ao vê-la extremamente sexy somente de lingerie, com a boca corada e os cabelos desajeitados. Direcionou uma das mãos para as coxas dela, apertando-a com força o suficiente para excitá-la ainda mais e outra foi para o feixo frontal do sutiã dela, para abri-lo. se inclinou um pouco para frente, puxando pela nuca. Não queria desgrudar sua boca da dele mais, já tinham ficado longe tempo suficiente... desceu lentamente, beijando carinhosamente os seios já desnudos de , eriçando ainda mais os mamilos. Ela gemeu mais alto agora, erguendo o tronco e jogando a cabeça para trás quando desceu dando pequenos beijos por todo o seu tronco, chegando até a virilha, parando com as mãos em seu quadril, arrancando sua calcinha com a boca lentamente. pensou que teria um orgasmo ali mesmo, fechando os olhos para se deliciar com aquela sensação maravilhosa, quando abriu suas pernas e introduziu um dedo dentro de sua intimidade. Ela arfou jogando os braços para trás e segurando num dos braços do sofá. levantou a cabeça para ver a reação de , o prazer estava estampado em seu rosto. Os gemidos começaram a ficar mais constantes quando ele introduziu mais um dedo, aumentando mais o ritmo. sentiu que estava prestes a ter um orgasmo, e logo ele veio. Ela soltou um longo gemido e mais alto do que os outros, se é que era possível ficou mais excitado, ele sentia seu membro pulsando violentamente. o puxou para cima, beijando-o na boca, um beijo muito mais rápido, mais urgente do que os outros, ela queria mostrar o prazer que ele acabara de lhe dar. o virou violentamente, ficando por cima, agora era sua vez de proporcionar prazer ele. Rapidamente suas mãos de direcionaram para a cueca dele, fazendo movimentos sob o membro pulsante de . Meu Deus, ele precisava tê-la! Mas repeliu qualquer tipo de toque dele, fazendo um vai e vem com as mãos espalmadas sobre o peitoral definido dele, chegando na borda da boxers, puxando e sorrindo para ele. Um sorriso carregado de malícia e luxúria. se posicionou sentando em cima do seu membro e alisou o peitoral mais uma vez. mordeu o lábio inferior segurando os seios dela com as mãos enquanto ela fazia os movimentos, rebolando de vez em quando, fazendo soltar pequenas lamúrias, e depois voltando ao mesmo movimento. Com os olhos fixos um no outro, eles começaram a gemer repetidamente, descendo uma mão pelo corpo de , parando na cintura e apertando-a pedindo silenciosamente para que ela aumentasse o ritmo, e assim ela fez. inclinou o corpo para beijá-lo e impedí-lo de gemer alto quando ambos chegaram ao orgasmo. Ela deixou de beijá-lo e colocou a cabeça entre o vão do pescoço e o ombro para descansar. O turbilhão de sensações ainda estava dominando-os intensamente.
- Eu te amo demais. – falou quando conseguiu recuperar o fôlego.
- Desculpa. – Ela disse ainda ofegante. Queria pedir desculpas, precisava fazer aquilo. - Eu estava realmente com saudade. - deu uma risada nasalada e fez carinho na cabeça dela.
- Shiii... – Ele sussurrou. – Vamos dormir agora.
Capítulo 3.
levou as mãos à boca assoprando um jato de ar quente para aquecê-las. O frio parecia querer castigar todos os londrinos nesse inverno, mas ela pouco se importava, estava feliz demais para ligar para pequenos detalhes como esse. Estava sorrindo sozinha enquanto caminhava pela rua, mas quem ligava? Sentiu pequenas gotas de chuva molharem seu sobretudo e seu rosto e apertou o passo entrando no Starbucks mais próximo. Dirigiu-se ao balcão, sorrindo para o atende simpático. Fez seu pedido e depois se acomodou numa mesa perto da porta, tirando o casaco. Abriu a pasta roxa transparente sorrindo novamente. Ela poderia estar parecendo uma boba aos olhos das pessoas que estavam ali, afinal sorria como uma idiota, mas novamente veio a ideia de que ninguém sabia o que tinha acontecido há pouco tempo. tinha conseguido o seu tão sonhado estágio numa das galerias mais famosas de Londres. Sentia-se radiante com aquilo e tinha certeza que qualquer um estaria assim no seu lugar. Relia pela talvez sexta vez os resultados das suas provas de escultura, pintura e desenho. Graças aos dez em todas as matérias foi chamada para o estágio. Guardou as provas ao ouvir seu nome, o pedido estava pronto. Levantou para pegar o Mocha Café, adicionando chocolate e açúcar, voltando ao seu lugar. Pouco tempo depois a porta foi aberta, mas ela não olhou para a pessoa que acabara de entrar, estava pela primeira vez na vida, pensando em fazer uma festa no loft para comemorar.
- Obrigado. – Sua atenção foi totalmente voltada para a voz que acabara de ouvir. Olhou ao redor procurando pela pessoa, depositando seu olhar em . Ele estava apoiado no balcão e lia um jornal. Sorriu. Estava realmente louca para contar a novidade para alguém e ele seria a pessoa ideal.
- ! – o chamou esticando um braço para que ele pudesse ver quem acabara de gritar seu nome. – Vem aqui! – Ela agitou a mão do braço esticado, com o tom da voz normal.
- Olá. – cumprimentou num tom evasivo chegando perto da mesa segurando o seu Frappuccino de Caramelo. reparou o semblante fechado dele, com certeza havia acontecido alguma coisa.
- Senta aqui comigo. – Ela pediu e pareceu não gostar muito da ideia, mas acabou sentando. – Você não imagina o que aconteceu! – sorriu pegando a pasta. continuou olhando para ela sem dizer nada, apenas tomando seu café. – O que aconteceu? – Ela perguntou juntando levemente as sobrancelhas. – Você parece um pouco... irritado.
- Por que eu estaria irritado, ? – Ele ironizou e ela percebeu, não sabendo direito a razão daquilo.
- Eu não sei. – Respondeu confusa. – Você está estranho.
- Você. – disse como se aquilo fosse revelar o motivo. Ele enrolou o jornal e o apertou querendo, inutilmente, reprimir a irritação que crescia dentro de si.
- Eu? O que eu tenho com isso? – largou a pasta em cima da mesa não sabendo direito o que fazer. Sua expressão era totalmente confusa.
- Qual foi a última coisa que eu te pedi? – arregalou levemente os olhos em sinal de entendimento. Mas continuou quando ela abriu a boca para falar. – Você prometeu que iria ao pub, que iria ao show com as meninas!
- Desculpe, eu tive que ficar em casa estudando, mas você sabe o quanto eu fiquei feliz por saber que vocês conseguiram uma reunião com o agente. - fechou os olhos e bufou. Até quando ela ficaria arranjando desculpas para não ficar perto dele?
- Realmente ficou feliz por nós? – Agora ele não queria mais esconder o quanto estava irritado. – Você nem ao menos telefonou!
- Eu sinto muito, estive ocupada com algumas coisas... Acabei esquecendo. – falou a última frase em tom baixo. Estava se sentindo péssima por não ter dado os parabéns, mas realmente havia ficado feliz quando chegou em casa contando a novidade. Sentiu seus olhos queimarem quando viu o jeito que a fitava. Reprimindo a vontade de chorar, olhou para a rua tentando desviar sua atenção, ela não iria chorar por um motivo bobo daqueles. Não iria.
- Eu pensei que você gostasse de mim, que se importasse comigo. – A voz dele era tão fria, tão sem emoção quanto o tempo chuvoso. – Realmente acreditava nisso.
- Você está sendo infantil! – Ela disse ainda olhando para a rua. Sabia que se olhasse para , não agüentaria. – É claro que eu me importo com você.
- Não é o que parece. Você sabe muito bem o quanto era importante aquela apresentação, sabia exatamente, mas mesmo assim não mandou nem um recado, nada. Já se passaram dias e eu não recebi nada, nem a porra de um telefonema! – esbravejou chamando atenção de um casal que estava sentado perto da mesa deles. Estava tão irritado. Irritado com por ela não ter dado notícias e irritado consigo porque ainda esperar uma coisa dela que não teria retorno nunca, pelo menos era isso que ele pensava.
- Eu sinto muito. – Foi tudo que ela conseguiu dizer, afinal, o que ela poderia falar para se redimir? Sabia exatamente a importância do show para , sabia que havia vacilado feio com ele. Ela não poderia pedir para ele não ficar irritado, ele estava certo.
- Deixa pra lá. – Foi a primeira vez naquela conversa que deixou transparecer a mágoa através da sua voz. – Eu preciso ir. – Se levantou depressa pegando seu jornal, tentando não ligar para o brilho nos olhos de quando ela voltou a olhá-lo.
fechou os olhos, deixando as lágrimas descerem e molharem seu rosto, borrando talvez, o rímel que usava quando viu saindo. Toda aquela felicidade que estava dentro dela poucos minutos antes havia sumido de uma forma tão rápida que ela pensou ter imaginado aquele sentimento. Se odiou por ter decepcionado . Se fosse outra pessoa qualquer, ela não estaria nem ai, mas era ele que estava triste.
Ao chegar na portaria do prédio, jogou fora o jornal que usara para se proteger da chuva que ainda insistia em cair em Londres. Aquele tempo em nada estava ajudando no seu humor e tudo o que ele mais queria era beber algo bem forte e falar sobre qualquer besteira com os amigos, quem sabe até compor algumas músicas – eles precisariam de músicas novas para apresentar ao agente - “Não sairia nada que preste com o bêbado.” riu com o próprio pensamento. Então era isso, ele precisava beber e conversar com os amigos, por mais gay que isso soasse, não ligou.
Apertou o botão e esperou pacientemente que o elevador parasse no 8° andar. Ao abrir as portas se deparou com o corredor não muito longo com duas portas de cada lado. Três daquelas quatro portas ele conhecia muito bem, as duas do lado esquerdo eram do apartamento de e , a do lado direito era seu próprio apartamento e a outra era de uma vizinha bem gostosa na qual só o conhecia bem. Desistiu de passar em casa e bateu direto na porta da casa do amigo e foi atendido por um sem camisa.
- Você não deveria atender a porta assim – disse fazendo uma careta. – É traumatizante.
- Meu corpo é 100% atração sexual, dude – deu um tapinha nas costas de , dando espaço para ele entrar no apartamento.
- E esse apartamento precisa ser arrumado. – Constatou quando viu algumas camisas, calças, casacos e cuecas espalhadas por todo o cômodo.
- está se arrumando para sair. – apontou para o corredor onde ficavam os quartos. – Parece uma mulher, não decide o que vai usar. – Ele riu e pegou duas cervejas na geladeira entregando uma a e depois se sentou na cadeira da mesa de jantar.
- Eu ouvi isso! - A voz de fez os amigos na sala rirem – Essa ou essa? – Ele perguntou já na sala, segurando duas camisas uma preta e uma quadriculada. – É, a quadriculada é melhor. - Respondeu sem esperar a opinião dos outros.
- Ele já fez isso com a bermuda, o tênis...
- Só espero que não tenha feito com a cueca. – interrompeu não querendo mais ouvir quantas vezes trocara de roupa.
ignorou as piadas dos amigos e voltou ao quarto para terminar de se arrumar, dobrou a manga da blusa até metade do braço, calçou seu tênis branco, deu um jeito no cabelo e passou perfume, estava pronto e nervoso! Isso era uma característica nova para . Ele não ficava nervoso com encontros.
- Acho que agora ele acabou. – se virou encarando o amigo e dando um gole na cerveja.
- Com o vidro de perfume né , só se for! – balançava as mãos para tentar afastar o cheiro do perfume masculino.
- Está tão forte assim? – fez uma cara de preocupado começando a se cheirar e riu.
- Não, estou apenas tirando com a sua cara. – lhe mandou o dedo do meio – Você está realmente empenhado em conquistar essa hein!
- Quem disse que é uma mulher? – tentou desconversar e jogou um sorriso de lado.
- É um homem? – praticamente cuspiu a cerveja.
- Claro que não,. E eu estou atrasado – olhou no relógio no seu pulso. – E você também né ?
- Ué, vai sair também, ? - perguntou olhando de cima a baixo, só agora percebendo que ele também estava bastante arrumado para ficar em casa.
- Sim, ele tem um encontro com a ,lembra? Falou disso o dia inteiro. - não perdeu a oportunidade de debochar de .
- Então eu vou indo... - sorriu tristonho indo em direção a porta. - Bom encontro para vocês.
Sua sexta-feira seria chata e solitária, assistindo algum filme chato na TV a cabo. Fechou a porta quando os amigos acenaram levemente com a cabeça, antes de correr para se olhar novamente no espelho.
estacionou o carro em frente ao condomínio de luxo com oito andares de . Respirou fundo tentando controlar a ansiedade que tinha quando saiu do carro, indo em direção ao interfone que ligava ao porteiro escondido entre um enorme vidro fumê. Pediu para que o mesmo avisasse , encostando-se em seu carro para esperá-la quando foi avisado que ela já estava descendo. Suas mãos estavam inquietas, passando a todo o momento entre o cabelo, desarrumando-o e a lataria do carro, onde tamborilava rápido, voltando a repetir a mesma operação de antes. Finalmente depois de algum tempo, desistiu e enfiou as mãos dentro do moletom azul favorito da Hurley. Na rua haviam poucas pessoas por causa do frio cortante, mas ele nem ligava, a verdade era que estava elétrico demais para perceber a temperatura da cidade, olhou para o céu constatando a bela noite que fazia, mesmo com aquele tempo. Seu coração quase saiu pela boca quando voltou a olhar para condomínio vendo abrir o portão transparente cumprimentando um casal com uma menina ruiva de mais ou menos três anos. Ela se agachou para fazer cosquinhas na menina que gargalhava alto. Olhou para a direção de , sorrindo para ele e depois deu um beijo na bochecha da menina, despedindo-se do casal. Atravessou em passos rápidos o caminho até ele, usando sandálias caramelo escuro de salto muito fino combinando com uma média bolsa da mesma cor, calça skinny escura, blusa preta com alguns detalhes discretos e um lindo sobretudo preto grosso. Seu comprido cabelo solto e levemente ondulado nas pontas era balançado pela brisa gélida. Quase não usava maquiagem, o que fez sorrir sozinho com o pensamento de que ela não precisava de nada para ficar linda, já era naturalmente atraente. As mãos dentro do moletom estavam estranhamente suadas.
- Olá! - Ela cumprimentou animada sorrindo de orelha a orelha. soltou o ar aos poucos vendo aquela imagem. - Desculpe a demora, estava no telefone com a .
- Tudo bem, não esperei por muito tempo. - Sorriu nervosamente, mordendo o lábio inferior em um típico ataque de timidez. Abriu a porta para que entrasse no veículo e deu a volta, sentando-se ao lado dela.
- Então... - Ela começou quando ele ligou o carro. - Para onde exatamente vamos?
- Tenho dois ingressos para o show da banda de um amigo do , nunca ouvi o som deles, mas pelo que parece eles são bons, mas se você não quiser, a gente pode ir em outro lugar, depois podemos comer alguma coisa.
- Parece ótimo. - ajeitou a bolsa no colo, tentando disfarçar o frio na barriga que estava sentindo desde que saíra do elevador. parecia tão seguro de si enquanto lhe encarava... Isso a deixava mais nervosa ainda. - Gostei do casaco. - Falou depois se arrependendo pelo comentário idiota e desnecessário, teve vontade de sair correndo dali, o que pensaria dela?
- Ele é o meu favorito. - Comentou escondendo novamente um sorriso bobo que brotara em seus lábios. Ele era um babaca ou o quê?
O trajeto não era muito longo, entre 15 ou 20 minutos. parou perto de um clube abandonado, mas muito bem decorado com pichações em forma de partituras coloridas bem desenhadas que, com certeza, tinham sido feitas por um pintor profissional, e algumas palavras soltas pelo muro, provavelmente letras de músicas. O lugar parecia um local apenas para shows pequenos, onde novos artistas cheios de gás para mostrarem seus talentos se apresentavam.
Entraram sem nem esperar na fila já que os ingressos eram Vips. Se por fora o clube dava a impressão de agitação, por dentro era totalmente diferente, mas ainda carregava uma característica nova. Havia pequenas mesas de bares por todo o local, as luzes eram gradualmente baixas, o som era calmo e um médio palco era bem no centro de tudo, podia-se dizer sem nenhuma dúvida que ali era um lugar de música boa, nova e agradável. Algumas pessoas conversavam em pé, outras já sentadas em seus lugares. adorou tudo aquilo, olhou de esgueira para , mas ele estava ocupado procurando pela mesa deles.
- Adorei esse lugar. - comentou quando se acomodaram numa mesa bem perto do palco. - Você já veio aqui?
- Não, é a primeira vez. Fiquei preocupado em saber se você ia ou não gostar. - mantinha as mãos dentro do moletom sem saber exatamente o que deveria fazer com elas. Parecia extremamente idiota para ele colocá-las sobre a mesa.
- Eu realmente gostei. - Ela repetiu a frase querendo deixar bem claro que o lugar era agradável.
- Você está linda hoje, quero dizer... - Ele balançou a cabeça, confuso, vendo olhá-lo intensamente. - Você é linda. - Fechou os olhos brevemente fazendo uma careta se xingando mentalmente pela idiotice que tinha acabado de falar. "Vamos lá , diga algo inteligente!"
- Você também é. - corou ao dizer isso, se sentindo um tanto quanto incomodada pelo jeito que ele começava a mexer com ela. Não era familiar para essa reação ao elogiar alguém, nem mesmo um homem.
deu um sorriso tímido, desviando sua atenção procurando um objeto mais interessante logo desistindo, como ele já imaginava, não existia nada melhor do que ficar observando .
Aos poucos o nervosismo deles foi indo embora, deixando entrar o encantamento pelo que o outro falava. A conversa começou com contando como conhecera , e através de , estendendo à , que contava como tinha entrado na banda por causa de um anúncio em um dos pubs que os outros tocavam. Contou também o quanto ficou ansioso e como o ajudou a controlar o nervosismo. O jeito como gesticulava e mexia no cabelo enquanto falava fez ficar totalmente vidrado, parecia que nem estavam prestes a ficarem brevemente surdos com as caixas de sons relativamente perto. Mas ele nem ligava para isso contando que pudesse continuar olhando e babando por ela.
estava longe de estar diferente. A cada sorriso de , seu estômago se movimentava de um jeito tão estranho, mas ao mesmo tempo gostoso. Não podia negar que estava adorando aquela sensação.
Estava se sentindo ótima ao lado de . Em nenhum momento deixavam que o silêncio se estalasse a partir do momento que começaram a conversar. parecia compreender tudo o que ela dizia e até dava suas opiniões quando necessárias, ao contrário da maioria dos homens que apenas sorriam e bebiam sua cerveja enquanto ela falava.
O show começou e o sorriso que até então estava estampado em seu rosto, se desmanchou. A barulheira estava insuportável, a música incompreensível, os gritos e cuspes do vocalista não ajudavam em nada. Por um momento pensou que ficaria surda e chegaria em casa molhada. olhou de relance para ela, vendo um esboço de um sorriso e uma careta muito mal disfarçada, mostrando que estava odiando aquele show tanto quanto ele. Sem nem avisar, se levantou indo em direção ao bar e voltando logo em seguida, indicando a saída com uma das mãos. Sem questionar nada, ela pegou seu casaco e sua bolsa, acompanhando-o até o carro.
fez o mesmo movimento de antes, abriu a porta de primeiro, dando a volta depois sentando-se ao seu lado. Ela se acomodou no banco não sabendo direito o que falar, por um momento perguntou-se mentalmente se ele havia ficado chateado com alguma coisa, e como se ele lesse seus pensamentos, olhou para ela sorrindo enquanto parava num sinal vermelho e disse:
- Eu sei que na noite não está das melhores, mas gostaria de te levar ao meu lugar favorito da cidade, tudo bem?
- Claro! – respondeu tendo que se controlar para não pular no banco parecendo uma adolescente. A ideia de compartilhar e levá-la a um lugar que ele gostasse deixava-a boba.
Eles passaram por um Starbucks fechado por causa do horário tardio. Em plena sexta-feira as ruas de Londres estavam desertas por causa do frio. Um som alto chamou a atenção de que olhou para sua frente vendo a boate Amika mais lotada do que nunca. Talvez a população londrina estivesse um pouco afim de contato humano para se esquentar. viu um casal se beijando na varanda e os invejou pelo jeito que o homem abraçava a mulher. Mesmo assim agradeceu mentalmente por não estacionar e levá-la até lá. Hoje ela só queria ter uma boa conversa em um lugar calmo e apreciar a companhia dele.
virou a esquina, estacionando numa rua deserta e bem iluminada. Abriu a porta de recebendo um sorriso de agradecimento e um olhar questionador. Ela não tinha a mínima ideia de onde poderiam ir àquela hora, ainda mais num lugar desses. Ficou com medo de acabarem indo parar num clube ilegal ou alguma coisa assim. Mesmo com a dúvida martelando em sua cabeça, continuou conversando e caminhando ao lado dele, viraram numa esquina e a visão da Tower Bridge iluminado tomou conta dos seus olhos, deixando-a espantada com tanta beleza. Aquela parte da cidade não estava tão deserta, alguns turistas empacotados arriscavam-se a ficarem gripados, tirando fotos, outros conversavam animadamente e até mesmo se beijavam calorosamente com aquela imagem tão perfeita e romântica.
Atravessaram a rua, caminhando pela calçada em direção a ponte, sentindo um vento gostoso levar uma pequena quantidade dos cabelos deles.
enterrou as mãos nos bolsos do moletom, olhando para o chão, pensando no que deveria dizer a . Estava com medo de receber um “não” se lhe perguntasse se ela havia gostado ou não. Pareceu burrice levá-la até ali, afinal, ela era uma Londrina e com certeza já havia visto a paisagens milhares de vezes... Com milhares de homens, quem sabe.
- Nunca vim aqui à noite, acredita? – pareceu ler seus pensamentos, olhando para a ponte hipnotizada, enterrando também sua mãos no bolso do sobretudo. – É engraçado como nós não conhecemos tão bem nossa cidade como os estrangeiros.
- Por que você nunca veio? – Seus olhos estavam na ponte como os dela. já havia visto a ponte iluminada por tantas vezes, mas sempre parecia ser a primeira vez.
- Não sei... Talvez eu estivesse ocupada demais indo a boates. – Ela deu de ombros, passando por um casal. A mulher olhou de cima a baixo para ela e depois sorriu virando-se para o homem apontando e discretamente, mas ainda assim perceptível. Eles riram achando graça da reação do cara que arregalou ligeiramente os olhos sorrindo como a mulher.
- Que tal pararmos aqui? – sugeriu apoiando os braços no parapeito, no ponto mais próximo da ponte.
se juntou ao seu lado, encolhendo-se por causa de outro vento que tocou o seu rosto. Ela ainda continuava a olhar para a ponte, sentindo os olhos de cravados em si. Um calor anormal tomou conta de seu corpo. Reprimiu o impulso de rir sozinha, encarando-o de volta. estava sério, mas de um jeito relaxado. As luzes coloridas refletiam em seu rosto, deixando-o incrivelmente lindo. Seus olhos brilhavam sem a timidez de antes, agora outra coisa estava refletida neles, mas não conseguiu identificar exatamente o que.
- Acho que não tem coisa mais inglesa que isso, tem? – brincou, voltando a olhar para a ponte. – Tirando o fato da troca da guarda do Palácio, é claro.
- Não. – sorriu fazendo o mesmo. Suas mãos suavam por dentro do casaco, ele se perguntou onde estava todo aquele frio que o fez quase mudar de ideia há poucos minutos atrás. Não conseguia para de olhar , o jeito dela era tão espontâneo, tão incomum. Tinha certeza que muitas mulheres o teriam deixado andando sozinha depois daquele show horrível. Anotou mentalmente que deveria socar assim o que encontrasse. – Você quer ir embora?
- Você ainda não percebeu que eu estou boba por vir aqui? – perguntou fazendo o possível para a pergunta não sair irônica. – Eu realmente gostei. – Por alguns minutos ambos ficaram sem silêncio absorvendo o ambiente, falando consigo mesmos e perguntando-se se o outro estava ou não gostando daquilo.
- Então... – resolveu falar. – Você ainda não me disse por que aqui é seu lugar favorito.
- Meu pai costumava me trazer aqui quando era pequeno, ele sempre me contava a história dele e da minha mãe. O primeiro beijo deles foi aqui.
- Você já fez isso? – olhou para não entendo direito a pergunta. Ela riu reformulando a pergunta. - Você já beijou alguém aqui?
- Não. – Ele respondeu ainda olhando pra ela.
- Por falta de oportunidade ou por que não encontrou a pessoa certa? – A curiosidade tomou conta de de um jeito estranho. Ela imaginou se estava sendo fofoqueira demais perguntando uma coisa daquelas, mas não se importou muito.
- Eu nunca deixo uma oportunidade passar, . – sorriu sedutoramente de lado, fazendo ficar sem graça, mas não deixando o contato dos seus olhos quebrarem com os dele, não percebendo a proximidade de seus rostos e braços que até então estavam pertos e agora encostados um no outro. tinha uma mania de nunca desviar seus olhos dos dela, nem mesmo para fazer uma parada em seus lábios levemente entreabertos.
sorriu, abaixando a cabeça não agüentando a intensidade do olhar dele. Ela fechou os olhos por um instante tentando entender se aquela frase era ou não alguma indireta.
Um casal se aproximou, chamando a atenção deles, deixando um frustrado por quebrarem o clima e uma voltar à realidade. Nos momentos anteriores pareciam só existir somente ela e . Eles viram que era o mesmo casal ao qual eles passaram enquanto caminhavam. A mulher pediu educadamente com um sotaque estranho, se atrapalhando com algumas palavras, para que tirasse uma foto dela e do marido. Depois da foto tirada, o homem contou rapidamente que estavam em lua-de-mel e eram brasileiros, mas estavam adorando o frio e a cidade.
- Brasileiros... – repetiu mais para si mesmo do que para quando o casal de afastou. – Legal. Era totalmente percebível que eles eram turistas, mas não brasileiros.
- Por quê? – ainda ria por causa da palavra trocada da mulher.
- Bem, brasileiras são... – fez um gesto com as mãos no ar, fazendo um corpo cheio de curvas e depois uma bunda grande. – E ela não tinha. - Na cabeça dele aquilo saiu como um comentário inocente, mas pareceu não gostar, pois logo parou de rir.
- Você reparou na bunda dela? – Ela fez uma careta acusando-o como se ele fosse seu namorado e que o pegara no flagra olhando para outra. – , francamente! – Ela nunca imaginou que ele falaria aquilo bem na sua cara e daquela maneira como se estivesse conversando com algum dos amigos.
- Não! – Ele negou balançando a cabeça, atrapalhado. – Foi só um comentário... Nada mais. – A careta dela não se desfez e ele teve vontade de se jogar no rio Tâmisa.
- Eu não sou o exemplo de mulher inglesa, se você não reparou. – Ela continuou ignorando o que ele havia falado.
- É claro que eu reparei. – deixou escapar a frase que estava em sua cabeça e olhou para ele com as sobrancelhas levantadas, de um jeito divertido. - Foi indelicadeza da minha parte falar aquilo, desculpe.
- Tudo bem. – percebeu que ele não havia feito aquilo por mal. Resolveu mudar de assunto, deixando aquele clima chato de lado. – Qual é o seu maior sonho?
achou engraçado o jeito como ela encerrou a “discussão” e fez o mesmo. Ele sabia muito bem qual era o seu maior sonho, por várias vezes ele achava que estava quase sendo realizado.
- Queria muito tocar no estádio de Wembley. Eu e os caras sonhamos com isso desde que entrei para a banda, tirando o fato do CD. Na verdade eles já sonham com isso há mais tempo, isso acabou me contagiando também. – olhou para o céu imaginando se um dia realmente aquilo aconteceria, depois voltando a olhar para . Ela viu os olhos dele brilharem de excitação, ficando encantada pelo jeito fofo e sonhador que ele falava.
- E logo terão outro sonho para realizar porque esse está perto de acontecer, tenho certeza. Vocês são realmente bons e eu não digo isso porque são meus amigos. – Ela acrescentou quando ele fez menção de falar algo. – Todos os 90.000 lugares estarão lotados. Meninas histéricas cantarão as músicas e irão chorar quando você se aproximar delas.
- Isso é meio surreal, não acha? – A imaginação de voou longe com as palavras de .
- Não, não acho. – Ela riu vendo a cara dele, tendo completa certeza do que falava. – Vocês vão ser um sucesso!
- É, quem sabe. – Ele afirmou com a cabeça olhando para o rio. – E você, qual é o seu sonho?
- Eu não sei. Não sou o tipo de mulher que faz planos, apenas deixo as coisas acontecerem.
- E isso é bom? – ficou inseguro de fazer aquela pergunta com medo de se ofender de alguma maneira.
- Às vezes sim, outras não. – fez uma careta ao ouvir seu estômago resmungar de fome. – Você escutou? – Perguntou colocando a mão sobre a região.
- Escutei. – riu. - O meu não está diferente, não comemos a noite toda.
- E nem vamos. – olhou para o relógio no pulso vendo-o marcar 02h30min da manhã. – Não tem nada aberto a essa hora,.
- Vamos dar um jeito, vem. – Ele puxou levemente pedindo que ela o seguisse.
- Tudo bem, mas acho difícil. – Sem mais nem menos, ela agarrou o braço esquerdo dele, enlaçando-o com os seus. tomou um susto e olhou para ela. sorria ao mesmo tempo em que o obrigava a andar. – Vamos logo!
Eles caminharam por mais ou menos dez minutos, até acharem uma barraquinha de cachorro-quente com um típico vendedor uniformizado de branco, a diferença era que ele estava usando um casaco grosso, como todos. praticamente implorou para que eles comessem ali mesmo. Relutante, aceitou, depois de muita insistência da outra. Ele não queria que tivesse a lembrança de comer um lanche qualquer logo no primeiro encontro deles. Era sua segunda bola fora naquela noite, pelo menos era isso que tinha em sua cabeça.
Compraram o lanche, duas latinhas de coca-cola diet e foram se sentar num banquinho de cimento perto do carro estacionado de .
- Hm... – mordeu um pedaço do cachorro-quente, quase revirando os olhos de tão delicioso. – Acho que nunca comi um cachorro-quente tão bom!
- Nem eu. – Ele não pode deixar de afirmar aquilo, ainda com a boca cheia. – Desculpe.
- Ok! – Ela riu pegando um pedaço de guardanapo e limpando o canto da boca dele que estava sujo de ketchup. – Você parece uma criança comendo. Já é a terceira vez que te limpo.
- Você não fica atrás. – virou o rosto fingindo estar ofendido, fazendo o sorriso de se alargar.
- Eu só estava um pouco atrapalhada no começo, nada demais.
- Terminei. – Ele enfiou o último pedaço na boca e bebeu sua coca.
- Eu também. – Ela se levantou pegando o lixo e jogando na lixeira mais próxima. – Acho melhor irmos.
- É, vamos. – disse desanimado, sentindo enlaçar seu braço novamente.
O trajeto de volta foi tranqüilo. ligou o rádio, colocando em sua estação favorita, ouvindo a música Look After You do The Fray chegando ao final. ainda cantarolou o refrão, olhando a paisagem pela janela, que passava rapidamente sobre seus olhos.
O carro parou em frente ao prédio, como mais cedo. abaixou o volume do rádio, vendo tirar o cinto de segurança. Ela permaneceu imóvel, apenas mexendo na alça de sua bolsa, não sabendo se deveria agradecer pela noite ou dizer algo a mais. mantinha suas mão no volante, com medo de se aproximar demais e assustá-la, arriscando alguns olhares em sua direção. Mais uma vez o nervosismo tomou conta do ambiente, a tensão pairava visivelmente no ar como uma fumaça.
- Obrigada pela noite, . – finalmente falou, soltando um pouco o ar para tentar se acalmar. – Há tempos não fazia um programa tão bom.
- Fico feliz em saber que você gostou. – E aliviado também, falou mentalmente. – Gostei da sua companhia. – Eles se olharam e deu um sorrisinho fechado.
- Eu também. Você é engraçado. – “Ah, grande elogio , agora ele vai pensar que você o acha um palhaço” ela disse pra si mesma. - Quero dizer, divertido.
- Acho que isso significa que podemos sair de novo? – Perguntou receoso, vendo a expressão dela se abrir mais.
- Podemos, contanto que termine naquela barraquinha de novo. – Ela brincou e soltou um suspiro. – Acho que foi a melhor parte, acredite.
- Prometo que da próxima vez que te levo em um restaurante legal. – coçou a nuca fazendo uma careta engraçada.
- Ainda prefiro a barraquinha. Agora preciso subir, já está muito tarde e nós precisamos dormir. – se aproximou dele, lhe dando um beijo rápido na bochecha. Ele, surpreso, arregalou os olhos a tempo de vê-la bater a porta e caminhar lentamente até a portaria. Observou desaparecer prédio a dentro, colocando sua mão sobre a bochecha beijada, sorrindo sozinho. Lentamente colocou a mesma mão sobre o coração, sentindo seus batimentos cardíacos se acelerarem. Olhou novamente para o prédio, tentando inutilmente adivinhar qual poderia ser o apartamento dela. Balançou a cabeça achando a ideia idiota. Aumentou o volume do som, ouvindo uma música lenta tocar, mas não prestou atenção quem cantava. Estava pensando em outra coisa, em outra pessoa. Acelerou o carro desejando chegar em casa e dormir sonhando com ela.
Capítulo 4.
acordou tarde na segunda-feira. Chegara tarde em casa no dia anterior exausto e ao mesmo tempo feliz por conseguir passar o final de semana com sem interrupções ou brigas. Na quinta, conversando com e , resolvera que precisava sair para comemorar, pegou a namorada depois de uma reunião para levá-la até a um hotel fazenda, com um chalé aconchegante, milhares de garrafas de vinho e uma lareira extremamente quente, sem contar na grande cama a qual eles usavam inúmeras vezes nesses três dias, bêbados ou não. O clima romântico os fez voltar ao começo do relacionamento, há 3 anos, deixando para trás o desentendimento agonizante, que o deixava triste e desfocado de tudo.
Era sempre assim mesmo que fosse apenas uma discussãozinha boba. Seu humor mudava, a sua quietude parecia triplicar e isso acabava afetando de um jeito ou de outro sua relação com as outras pessoas, menos com seus melhores amigos, que o entendiam mesmo que as vezes o aconselhassem a chutar o pau da barraca. Eles gostavam de . Não poderia existir um ser que a conhecesse e não sentisse pelo menos uma simpatia grande, o problema era que eles não suportavam o fato de vê-lo de maneiras, que por vezes, nem pareciam ser ele e de volta agradecia a preocupação deles.
Saiu de casa com dificuldade, pois não o deixava sair da cama de jeito algum, arrumando qualquer desculpa para que ele ficasse mais alguns minutos em casa, e atendendo ao seu pedido acabou conseguindo atrasá-lo quase uma hora e meia. Sorriu ao ver a rua completamente molhada por causa da chuva e um forte vento gelado bater no capuz do casaco que protegia sua cabeça na pequena distância entre a casa de e seu carro, estacionado do outro lado, lembrando das últimas palavras num tom manhoso típico de dela ao desgrudarem suas bocas e bater a porta do quarto, deixando-a enrolada no edredom grosso: “Acredite em mim, sou muito mais interessante que essa reunião com os meninos”. sabia disso muito bem, não precisava ser um gênio para saber disso. Que homem em sã consciência escolheria sair com os amigos ao em vez de ficar debaixo das cobertas ao lado da mulher que ama? Nenhum. Mas o fato era que hoje ele precisava voltar ao mundo real, onde havia responsabilidades e a principal delas era a banda a qual era integrante. Olhou para o relógio no pulso direito, constatando que estava realmente atrasado. Ele e os meninos combinaram na sexta que pensariam em um tema para uma música nova para apresentar na quarta, dia em que eles encontrariam Fletch. nunca fora bom em compor, mas gostava de ajudar nem que fosse em alguma frase.
Chegou ao pub sob uma forte chuva, arriscou o palpite de que deveria voltar para casa, e logo viu Jason, um dos garçons, limpar o grande vidro da fachada, no lugar de uma parede. Entrou tendo a visão dos amigos sentados no meio do palco, segurava um caderno e um lápis, ao seu lado verificava as letras das músicas em folhas soltas enquanto fazia sons com a boca.
- Até que enfim. – A atenção de se direcionou para o barulho da porta sendo aberta. Ele voltou a falar ignorando alguns resmungos de . – Pensei que estivesse esquecido de nós.
- Nunca. – bateu no ombro do amigo, sentando-se ao lado de . – Só me atrasei um pouco...
- Uma hora e meia para ser exato. – escrevia freneticamente no caderno, rabiscando algumas palavras, substituindo-as por outras. Sua expressão estava dura, de longe dava para perceber seu mau humor. – , pode terminar o refrão enquanto eu vou pegar uma cerveja?
- Ok. – pegou o caderno e o lápis, olhando de para e de para . – Ele está chateado, não esquenta. – Falou antes que pudesse perguntar algo. – Ele e brigaram.
- Ah... – abriu a boca tentando entender. – Por quê?
- Porque ela não ligou pra ele nem nada desde sei lá... Semana retrasada? – arriscou o palpite, olhando para no bar. – Foi difícil aguentar aquela cara fechada, ele chega a ser pior que você,.
- Cala a boca,. – empurrou levemente , fazendo-o se desequilibrar um pouco e rir. – Posso ver a música?
- Ainda falta um pouco, mas acho que está ficando boa. – entregou o caderno, mostrando os vários rabiscos. – pensou em colocá-la com uma batida forte no começo, o que você acha?
- Better run for cover, you're a hurricane full of lies and the way you're heading, no one's getting out alive. – leu, passando rapidamente os olhos pela letra. – Nossa, está ótima, é sério! Quem teve ideia para ela?
- Todos nós. – respondeu com olhando brevemente para o bar, verificando se estava voltando. Ele continuava sentado, bebendo um corpo de cerveja e olhando distraidamente para rua. – Só estava faltando você. Como foi a viagem?
- Ótima, não poderia ter sido melhor. adorou tudo. – sorriu marotamente estalando os dedos de um jeito convencido. – E como foi o encontro com a , ?
- Bom... Foi bom! – desviou o olhar dos amigos. ria sem disfarçar, deixando-o envergonhado. – Ok, foi mais do que bom, foi maravilhoso, divertido e...
- Eles se falam todo o dia pelo telefone. – interrompeu. - Ele está apaixonado,! está apaixonado pela ! Só falta aquele “desliga você, amor” – e ele começaram a gargalhar por causa dos xingamentos que dizia sem parar.
- E você, ? Você também fala o tempo inteiro com a tal de Kimberly. – retrucou rindo também. mudou um pouco o semblante, deixando o ar risonho para trás.
- Quem é Kimberly? – perguntou surpreso. – Parece que fiquei fora por tempo demais.
- É uma amiga. Uma pessoa incrível, acho que vocês vão gostar dela.
- E quando vamos conhecê-la? – e perguntaram juntos. Ao perceberem o que tinham acabado de fazer, olharam-se.
- Todos conhecerão no tempo certo. – voltou a dar atenção ao caderno.
- Até a... – tentou perguntar, mas levantou a cabeça como se o desafiasse a terminar a frase.
- Todos,. – Ele deu ênfase na primeira palavra. - Agora vamos mudar de assunto e terminar o refrão antes que o chegue e bata em todos nós?
- Ficou ótimo, . – Fred colocou as dezenas de folhas de fichário solta que a namorada lhe entregara para que ele lesse sobre seu trabalho para a faculdade. Ajeitou seu travesseiro ainda sentado na cama. – Vai tirar uma nota muito boa.
- Tomara, o Sr Baker é muito exigente. – Ele ouviu reclamar antes de sair do banheiro escovando os cabelos enrolada numa toalha salmão. – Fiquei a semana toda preparando essa palestra.
- Eu sei, você nem me deu atenção direito. - Fred fez bico, cruzando os braços na altura do peito. sorriu sentado na beirada da cama e beijando-o levemente na boca. - Ainda bem que tudo terminou e agora eu tenho você todinha para mim. - Ele colocou a mão na nuca dela, juntando mais os lábios, entreabrindo-os um pouco.
fez o mesmo, colocando uma das mãos no peito nu dele, deixando a toalha um pouco solta. Num impulso, Fred lhe puxou para a cama, deitando-a e jogando o pano que cobria o corpo de , no chão. Ele olhou bem no fundo dos olhos dela, sorrindo. Ela sentiu a excitação chegar rapidamente ao ver a forma como os olhos azuis de Fred pareciam esquadrinhar cada detalhe do seu rosto, do seu corpo. Ele a amava incondicionalmente, ela sabia disso.
Não poderia existir outra mulher para Fred a não ser . Ela era amada de um jeito que as pessoas só pensavam ter em filmes. Aquele tipo de homem que toda mulher sonha em ter e toda mãe agradece por fazer sua filha feliz, mesmo que no caso de , a coisa fosse diferente. Ela agradecia todos os dias por ter um homem como aquele, mesmo sabendo que seu coração pertencia e sempre iria pertencer a outro. Nunca poderia amar Fred do jeito que era merecido, mas fazia o possível para fazê-lo feliz do mesmo jeito que ele a fazia. Podia não ser amor, mas um carinho extremamente forte acolhia seu coração, não deixando ninguém atrapalhar nada, nem mesmo . Eles eram um casal feliz, isso era o que importava. O resto era só resto.
- Eu te amo tanto,. - Fred sussurrou perto do ouvido dela, passando lentamente seu nariz na região da orelha e o pescoço, deixando arrepiada.
- Eu também. - segurou o rosto dele bem perto do seu, sentindo o hálito fresco batendo em seu rosto.
Fred sorriu selando os lábios. Moveu-se na cama ficando de lado, apoiando um dos braços no colchão e o outro desceu para a barriga dela, fazendo movimentos circulares. Eles continuaram se olhando por um tempo, até o celular de sob a mesa de cabeceira,tocar. Ela virou o corpo inclinando-se para apanhar o aparelho, vendo o nome de na chamada.
- Oi . – Ignorou as fungadas que o namorado deu, pegando a toalha do chão e sentando-se na cama. – Como estão as coisas?
- Ótimas agora que estou falando com você. - Ele riu, falando melosamente e depois mudou o tom de voz, quando escutou dizer alguma coisa do outro lado. - Ele está ai? Esse cara não larga do teu pé, não é? Que inferno, !
- Sim, , ele esta aqui e te mandou abraço. – Fred olhou de cara feia para ela como se aquilo fosse um insulto, e recebeu uma travesseirada na cara. – Bom, mas tenho certeza que você não me ligou para isso.
- É claro que não. – respondeu irritado, bufando. – Quero te chamar para almoçar comigo e os caras, acho que chamou também, talvez até a apareça. Vamos mostrar a música nova para vocês.
- Finalmente! – Ela quase gritou de excitação, novamente ignorando mais alguns protestos de Fred. – leu a letra e disse que está ótima. Estou louca para escutá-la. Aonde e que horas vamos comer?
- Na casa do , daqui a pouco. Ele mesmo vai cozinhar, infelizmente. Já estão me esperando lá, só falta você e a . Vem logo! – Ele fez uma pausa, respirando fundo, sentindo seu coração apertado daquela forma tão estranha, mas ao mesmo tempo tão conhecida. - Estou com muita saudade. Não estou te vejo há 2 dias. – Disse da mais forma simples e sincera que podia. Já era para ter se acostumado depois de tantos anos, mas não, aquele aperto sempre vinha quando estava longe de ou quando brigavam.
- Eu também estou com saudade. – concordou baixinho, somente para escutar. Fechou os olhos, sorrindo sozinha. – Logo estarei ai, beijo. – Desligou e continuou sentada, só agora percebendo que Fred já não estava mais na cama. – Ei, não demore, preciso me arrumar rápido. – Ela gritou para a porta do banheiro fechada.
Chegou rapidamente ao prédio dos amigos, passando pelo porteiro de meia idade, cumprimentando-o sem precisar se identificar. Ele já estava cansado de vê-la entrando e saindo dali, sozinha ou acompanhada. Era quase uma rotina. O tempo todo estava passando para pegar ou entregar alguma coisa. Saiu do elevador, ignorando seu celular tocando. Provavelmente era Fred querendo saber que horas iria chegar em casa, se iria demorar, etc.
- ! – saldou quando abriu a porta. Estava com um enorme sorriso no rosto.
- Hey ! – Ela lhe deu um beijo na bochecha e jogou sua bolsa no sofá de três lugares. apareceu vindo da cozinha carregando alguns pratos, seguida de que levava os copos. – Você chegou cedo. – se adiantou para falar com a amiga, abraçando-a.
- passou lá em casa para me apanhar logo de manhã. – sorriu, dando uma olhada em . Ele estava atrás de , mas ela não precisou encará-lo para saber que estava sem graça.
- Hm... Interessante. – estalou a língua no céu da boca, indicando que estava pensando em algo. – Falo com a senhorita depois. Onde estão os outros que não vieram me receber?
- Nós estamos aqui. – apareceu gargalhando com segurando sua cintura. Eles pareciam aquele antigo casal apaixonado. Isso quase fez suspirar. – está trazendo a comida e está no quarto há séculos. Disse que não quer interrupções.
- Ótimo. Preciso mesmo falar com vocês sem ele por perto. ,você pode chamar o ?
- Já estou aqui, . – colocou um enorme prato no centro da mesa. – Vamos, diga o que o idiota do não pode escutar.
- Bom, o aniversário do está chegando e eu pensei em fazermos uma festa surpresa lá em casa, o que vocês acham?
- Eu acho ótimo! – se pronunciou primeiro. – Mas o é péssimo para guardar segredos...
- Não sou nada. – fez uma careta, negando o que dissera. – Sou um túmulo!
- Amor, você não sabe esconder não. – sorriu, dando um beijo na bochecha do namorado, ignorando a careta que ele fez. – Quero dizer, você não sabe enganar as pessoas, não tem talento! Só isso.
- Eu não vou comentar nada com ele, gente. Podem deixar! – falou querendo convencer todos de que tinha razão.
- E quando vai ser, ? – perguntou, antes que mais alguém abrisse a boca.
- O aniversário dele vai cair na quinta. – olhou no calendário perto da mesa. – Podemos fazer a festa na sexta.
- Sexta não, eu tenho que estudar para sábado. Vou ter um simulado. – disse baixinho, se negando a olhar para enquanto falava.
- Tudo bem, fazemos no sábado. – deu de ombros, sorrindo para a amiga de um jeito encorajador. – Tudo bem para você? – sorriu de volta, concordando com a cabeça.
- Então tá combinado. – deu a volta na mesa e se sentou. – Agora podemos comer? Estou louca para experimentar essa macarronada.
foi até o corredor que dava para os quartos, avisando a que a comida já estava servida, mas não ouve resposta. Todos se sentaram, comendo e conversando animadamente enquanto os servia. Ele trocou algumas palavras com quando lhe foi perguntado como havia ficado a música, testando se ele ia ou não ignorá-la. Felizmente não foi, mas era óbvio que ainda existia um clima tenso no ar.
implicou com , dizendo que a amiga estava comendo demais. entrando na brincadeira, disse que a namorada estava com o corpo mais redondo do que o normal, levantando a hipótese de que ela poderia estar grávida. não deixou barato, jogando uma piadinha perguntando a se ele havia reparado no corpo da amiga. arregalou os olhos, encarando de um jeito totalmente assassino, recuperando a pose logo depois, dizendo a pare ele ignorar tal comentário. Como imaginava, ele ficou quieto mastigando quase metade da sua comida que anormalmente foi colocada dentro da boca. engasgou precisando tomar uma grande quantidade de vinho para melhorar.
Não houve nenhum sinal de até então. o tempo todo olhava para o corredor, imaginando o que ele poderia estar fazendo trancado no quarto. Pensou por um instante que ele estaria dormindo... Mas depois se lembrou que não tinha o costume de dormir de dia, a não ser se ele estivesse realmente cansado...
- ? – a voz de lhe despertou. Ela olhou para os lados vendo que mais ninguém estava sentado. Focou sua atenção novamente no amigo a sua frente, vendo que ele estava com a mão estendida. Ela se perguntou o que ele queria. – Você está bem? Te chamei umas 2 vezes e você parecia não gostar do que estava pensado.
- Não, não , estou bem. – Ela sorriu fracamente, tomando o resto do seu vinho. – O que você queria?
- Seu prato. Posso levá-lo para a cozinha? – Ele apontou para o prato quadrado que ainda continha um pouco de comida.
- Uhum. – levantou, colocando a cadeira no lugar e direcionou sua atenção para outro lugar. – saiu do quarto? – Ela ainda olhava para a porta fechada com tanta atenção como se tivesse super poderes e pudesse ver através da madeira.
- Não. – respondeu como se aquilo fosse óbvio. – Eu estou achando estranho porque ele adora a comida do . Por que você não vai chamá-lo?
- Bom, ele disse que não queria ser incomodado né, acho melhor não perturbá-lo. Talvez esteja descansando de ontem. – Aquela frase havia sido proferida erradamente. não gostou de ter saído da sua própria boca que estava perturbando em algum momento, mas logo esse pensamento se esvaiu com o que lhe disse:
- Acho que você é a única pessoa por quem não se importa de ser perturbado. Na verdade acho que você nem chega a fazer isso.
- Nossa! – sorriu bobamente enrolando seu dedo na ponta de um cacho, não escondendo que aquilo lhe agradou. – Você exagerou dessa vez, mas ok, eu vou lá, daqui a pouco ajudo vocês na cozinha.
Encostou o ouvido perto da porta, ouvindo logo em seguida a risada de . se afastou rapidamente olhando para a porta como se ela fosse o objeto mais estranho que já vira na vida. Sem precisar fazer mais esforço para ouvir, outra risada foi dada. Uma risada bem forte, sincera, daquelas que você dá quando ouve algo realmente engraçado, mas com o volume controlado. levantou o cenho desejando saber do que tanto ria. Ele poderia estar vendo algum filme, um vídeo no Youtube ou... Drogado. Drogado? Ela se perguntou achando aquilo ridículo. Desde quando usava drogas? Ele nem mesmo precisava disso para gargalhar daquela maneira, era naturalmente assim. Pausa e mais Pausa. Um silêncio se abateu ali, deixando preocupada. Numa hora ele ria, na outra o silêncio dominava tudo. Pensou em voltar para a cozinha, mas a curiosidade falava mais alto. Girou a maçaneta agradecendo pela porta não estar trancada. A imagem de em frente a janela, admirando a rua a fez relaxar os ombros. Deduziu que ele estava rindo de alguém lá de baixo, afinal, em Londres é capaz de se ver tudo. Mas assim que se aproximou dele, percebeu que ele falava ao telefone e com certeza a conversa parecia bem animada.
- Você é tão engraçada, mas gostei do jeito que você disse que quer me ver. – Ele exclamou rindo de novo. – Eu também quero.
paralisou. Sua mente começou a trabalhar num ritmo frenético, colocando a frase que ele acabara de falar, bem na sua frente como uma charada e fosse obrigada a ser desvendado o segredo por detrás dela para passar para o próximo nível. Primeiro ele riu, dizendo que a pessoa era engraçada e que havia gostado da maneira que ela disse que queria encontrá-lo, logo depois o próprio disse que também queria. Aquilo era para ter sido só para agradar ou ele realmente queria encontrar com a pessoa da outra linha? E além de tudo, quem era a tal pessoa? Um homem não poderia ser, nem passava por sua cabeça tal hipótese. Então só poderia ser uma mulher. Mas que mulher? Qual era o seu nome? De onde eles se conheciam? Por que queria encontrar com ela? Era por isso que ele não foi almoçar? Por que estava ao telefone com uma mulher? continuava parada, deixando seu cérebro solucionar todas aquelas perguntas que para muitos não havia nenhum significado, mas para ela...
- Kim... – virou ainda rindo, percebendo a presença de alguém. Logo que viu , ele mudou de expressão, parando de falar, deixando a frase perdida e o nome da dita cuja bem compreensível. olhava para ele de um jeito questionador e ao mesmo tempo havia alguma coisa dentro de seus olhos... Mas não chegou a entender. - Eu ligo para você mais tarde, tenho que desligar agora, tchau. - Ele guardou o celular no bolso da calça jeans e olhou para . Ela parecia uma bela estátua mal humorada. Seus olhos estavam semicerrados, mas ainda sim estava incrivelmente linda como sempre, disse para si.
- Desculpe, não queria ter atrapalhado. - A voz dela saiu fraca. parecia ter feito um grande esforço para abrir a boca e percebeu isso. - Acho melhor falar com você depois.
- Ora , você nunca me atrapalhada, sabe disso. - se aproximou, colocando as mãos sobre as laterais dos braços dela. pareceu não perceber o toque. - O pessoal já comeu? - Tentou mudar de assunto, mas pelo que ele pôde ver, não estava ajudando em nada.
- Já. Há muito tempo. Todos te chamaram, mas você não escutou porque estava com a porta fechada e rindo com sua amiga. - Ela mexia na boca, fazendo-a ir para lá e para cá, claramente num gesto irritado.
- Bom... - Ele ia argumentar, mas estava sem jeito demais. Optou por tentar novamente mudar de assunto. - Eu estava com tanta saudade! - Ele riu, baixando as mãos para a cintura dela, apertando fortemente a região.
- Você anda com saudade de muita gente. - ironizou, fechando os olhos não querendo encará-lo mais. - O que houve? Está carente?
- Não, . Atenção nunca foi o meu problema, você sabe disso. - suspirou, tirando as mãos dela e indo sentar na cama. - O meu problema é outro. - SCRIPT>document.write(Rachel) abriu os olhos, pensando não ter escutado bem. realmente havia falado aquilo?
- O nome dela é Kim? Quem ela é? - Perguntou de forma agressiva. Estava ficando incomodado com o jeito que falava.
- Não, é Kimberly. Ela é uma amiga minha. - cruzou os braços, sabendo que muitas perguntas ainda iriam surgir daquela conversa. Não queria se estressar, mas pelo jeito não ia ser fácil.
- Por que você não me falou dessa mulher? Vocês estão saindo há quanto tempo? Eu já a vi em algum lugar? Ela já foi no pub te ver? - Ela não iria descansar até saber tudo. Uma raiva anormal começou a crescer dentro de si.
- Para começar, não a chame de "essa mulher", está bem? Kimberly é uma ótima pessoa. Só saímos algumas vezes, não é nada demais e eu não te falei porque você não é minha babá, não preciso dizer com quem estou saindo.
abriu a boca, mas não saiu nada. Não gostou da maneira que estava agindo, mas não iria dizer nada. Não daria oportunidade para ele ser mais grosseiro do que já estava sendo. Eles ficaram se encarando por um breve momento. sustentava seu olhar o tempo inteiro, queria mostrá-lo que não se sentia intimidada.
- Você já transou com ela. - Ela disse de repente. Aquilo saiu como uma afirmação e revirou os olhos.
- , não seja ridícula. Vai controlar com quantas mulheres eu já dormi também? Eu não fico perguntando sobre suas intimidades com aquele idiota do seu namorado. - E nunca nem quero saber, disse para si.
- Eu não perguntei, . Eu afirmei, se você não percebeu. Você vai sair com ela hoje? - Ela quis saber, vendo uma roupa limpa dobrada sob a cama.
- Vou. - olhou para os pés descalços, apoiando um cotovelo na perna, deixando a mão pendente. - Vamos parar com isso, ok? Eu não quero brigar com você, por favor.
Silêncio. Mais uma vez silêncio. odiava quando ficava quieta depois de uma discussão. Ela fechava a cara e não falava mais com ele até a raiva passar e isso podiam durar dias... Para sua surpresa, agachou-se na sua frente, ficando de joelhos, colocando as mãos nas coxas dele. relaxou com o toque dela, deixando que uma corrente quente percorresse sobre seu corpo.
- ... - o chamou baixinho e ele levantou a cabeça, deixando seus rostos muito próximos. Perigosamente próximos. - Me desculpa? - Ela fez uma carinha fofa, mordendo o lábio inferior.
Aquilo na visão de era a coisa mais tentadora do mundo e num impulso, segurou o rosto dela com as duas mãos e lhe depositou um selinho demorado. Conseguiu sentir o gosto fraco do vinho que ela havia tomado no almoço. Só nisso, ele podia se dizer bêbado. A vontade de fazer sua língua pedir passagem era muito grande, mas se controlou. Afastou as bocas, ouvindo um gemido indignado vindo de . Colou sua testa com a dela, observando a respiração dela ficar rápida.
- Você sabe o quanto é importante na minha vida, não sabe? - Ele olhava no fundo os olhos dela, querendo beijá-la de novo. Ela sorriu confirmando com a cabeça. - Eu odeio brigar com você,. Você sabe disso mais do que ninguém.
Tocá-la era tão fácil, uma necessidade da sua mente, do seu corpo e da sua alma, isso nunca iria passar, ele já deveria ter se conformado há anos. colocou os braços ao redor do pescoço dele, puxando-o para um forte abraço.
- Eu te amo muito. - fechou novamente os olhos, apertando ainda mais o abraço não ligando se estava ou não o machucando. - Você também é muito importante na minha vida. Sempre foi, . E sempre será. - Ela sussurrou no ouvido dele. Sentiu os braços dele apertarem ainda mais sua cintura e como sempre acontecia, se sentiu segura.
- Será que vocês não podem se agarrar em outro lugar? – bufou, divertida, achando graça da cena a sua frente.
Ela se encontrava sentada na sala da casa de , encarando e abraçados, beijando-se como se não existisse mais ninguém ali além deles de um lado do sofá,e do outro fingia prestar atenção no jogo do Tottenham contra o Chelsea na fase final do campeonato inglês. De vez em quando dava rápidas olhadas em que estava sentada numa poltrona um pouco afastada, com cara de tédio.
- Não , não podemos. – tentou dizer mais alguma coisa, mas estava ocupada demais com a boca de na sua.
- Legal. – Bufou de novo, assoprando sua mecha de cabelo. – Vocês querem alguma coisa? – Se levantou, dirigindo a pergunta a e . – Ótimo, fiquem ai. – Ela saiu a passos largos para o corredor não dando tempo de resposta.
Parou no batente, vendo a imagem mais bela de todas, em sua opinião. estava de costas usando um avental branco grande. Ele cantarolava alguma música lenta enquanto lavava as louças do almoço. podia jurar que ele sorria.
Pensou em voltar para a sala, mas na verdade queria ficar ali mesmo, não se importando com nada. Apenas queria observar como sempre fez desde que o conhecera. Calculou se deveria ou não anunciar sua chegada, provavelmente ele pararia de cantar, fecharia a cara e evitaria ficar ali por muito tempo. Ela iria arriscar. Precisava fazer aquilo de qualquer jeito, estava bravo e ela sabia que ele tinha razão. Prometera e não cumpriu a promessa que fizera, agora tinha que arcar com as conseqüências.
Evitou ao máximo fazer barulho enquanto se aproximava da pia. Ficou bem atrás dele, quase chegando a abraçá-lo, mas mudou de ideia. Não era certo fazer aquilo, mesmo que a vontade fosse grande. Seus olhos percorreram toda a extensão das costas dele. A blusa de malha preta marcava os ombros largos de um jeito bem masculino. Ela adorava o corpo dele. Não era aquela coisa bruta, que exalava a palavra "homem". Era delicado como o dono. Definido, com tudo na medida certa, no lugar certo. Por tantas vezes se imaginou tocando nele...
coçou a nuca, despreocupado, deixando um pouco de espuma ali. resistiu a vontade de limpar, e depois fazer carinho. Fechou os olhos rapidamente, respirando fundo, deixando o ar sair aos poucos. Uma imagem de arrepiando-se com seu toque, fechando os olhos e pedindo mais... Contou até 10 tentando tirar aquilo da cabeça.
Era engraçado como mexia com ela. Ele a encantava como nenhum homem, dizendo palavras tão doces, sinceras, e ao mesmo tempo tão significativas. Aquele jeitinho tão de ser, de agir, de se comunicar com o mundo. É claro que como sempre, ela fingia não sentir nada. Fingia para o seu próprio bem, o dele e de sua família.
- Você vai ficar parada aí por muito tempo ou vai dizer alguma coisa? - A voz de surgiu do nada. olhou para os lados pensando ter ouvido mal, mas percebeu que ele realmente falava com ela.
- Desculpe. Eu acho que estou sobrando lá na sala. - Encostou-se na pia, olhando para ele que continuava com a cabeça baixa olhando para os pratos. - Quer que eu saia daqui?
Ele demorou a responder. Demorou tanto que achou que a resposta era sim. Quando fez menção de se afastar, ele se mexeu.
- Não, pode ficar aqui. - Deu de ombros ainda dando atenção a louça.
- Hm... - colocou uma mecha atrás da orelha, procurando algo para dizer. Ela sabia muito bem que não falaria nada por espontânea vontade. - Posso te fazer uma pergunta?
Ele não respondeu, não houve objeção, então resolveu continuar.
- Eu te decepcionei tanto assim? - sabia que não precisava dessa pergunta para obter a resposta. Aquilo era a coisa mais óbvia do mundo!
- Sabe ... - desligou a bica, olhando no fundo dos olhos dela. O coração de quase parou de bater quando ela ouviu chamando-a pelo apelido depois de tantos dias com a cara fechada. - Quando a gente gosta de alguém, queremos compartilhar tudo com ela, podem ser coisas idiotas, mas é assim com todo mundo e comigo não é diferente. Você sabia que era muito, muito importante e não teve nem a consideração de me ligar, mandar uma mensagem, nem nada. Eu não quero que você largue seus estudos, sei o quanto tudo isso é importante para você, mas eu realmente esperava mais de você. Principalmente de você.
sentiu seu estômago afundar. Ela queria sair dali correndo, mas suas pernas não lhe obedeciam, seus pés estavam grudados no piso da cozinha como se tivessem sido grudados com cola. A decepção estava estampada nos olhos dele, nos olhos do seu . Aqueles olhos pelos quais ela amava e aquilo doía tanto. Como sempre, ele havia sido sincero, mesmo que as palavras não fossem as mais agradáveis possíveis, estava dizendo o que pensava e ela agradecia por isso. Por ele ter dito tudo de uma vez e não fugido. Nem era mesmo do feitio dele fugir.
- Dizer que eu sinto muito não vai mudar o passado. - Ela abaixou a cabeça, envergonhada. - Não queria que isso tivesse acontecido, juro. É que eu me sinto na obrigação de prova aos meus pais que eles estavam errados, preciso me esforçar ao máximo e acabo magoando as pessoas que eu gosto e gostam de mim. Isso não vai mais acontecer, não com você.
- Não? - levantou delicadamente o rosto dela com uma mão. recuou um pouco, dando um sorrisinho. - Por que você me evita tanto?
- Eu não te evito. - Ela negou, sabendo que era uma tremenda mentira. - Eu só não quero que você confunda as coisas. Eu sei o que você sente por mim, mas eu não posso corresponder a esse sentimento.
- Não? – se aproximou, quase colando seu corpo ao dela de propósito. – Você tem certeza disso, ? Porque seus olhos te entregam. – Ele olhou no fundo dos olhos dela, sentindo a mesma sensação de sempre. A mesma sensação que eles lhe proporcionavam desde a primeira vez que encontraram com os seus, no pub. sentia que poderia olhar sua alma se quisesse. Aquele jeito doce, sincero e marcante.
não conseguiu responder, abrindo a boca várias vezes e fechando-a em seguida. Ele a olhava intensamente e isso estava ficando realmente perigoso para eles. Ela engoliu em seco quando fitou seus lábios avermelhados e convidativos. Ambas as respirações estavam desacelerando. queria beijá-la, queria provar o gosto dela, sentir o seu perfume mais de perto, enterrar as mãos nos seu cabelo, chamá-la de sua... Mas de alguma forma se negava a isso, e ele nem fazia a ideia do por quê. precisava sair dali rápido antes que fizesse alguma besteira. Quando fez menção de sair de perto, agarrou sua mão fortemente e se aproximou mais, os corpos estavam colados, não o bastante, ele constatou.
A mecha que estava atrás da orelha caiu em seu rosto por causa do movimento e antes que pudesse se conter, levou a mão ao rosto dela, colocando a mecha para trás novamente, fazendo sua mão tocar-lhe o rosto. fechou os olhos sentindo um arrepio muito gostoso vindo do baixo ventre que tomou seu corpo por inteiro, ela estava tão quente quanto à mão dele. sorriu, atrevendo-se com os dedos pelos lábios dela, sentindo a textura macia deles, constatando que sua teoria estava certa. não aparenta ser macia, ela realmente era macia.
Ao abrir seus olhos, se afastou rapidamente e pareceu encabulada. ainda sorria, admirado com tal momento.
- Não tenho pressa... Vou esperar você, o tempo que for.
Capítulo 5.
Apesar do tempo do lado de fora não estar chuvoso, nem nada, o clima continuava frio e nenhum pouco agradável para uma pessoa ficar andando de shortinho e blusa larga pela casa - mesmo tendo um aquecedor que derreteria o Pólo Norte - Porém não se importava com isso. Era exatamente assim que ela gostava de dormir e ficar transitando pela casa depois de acordar. Não teria problema caso alguém a encontrasse vestida daquele jeito, já que a única que poderia seria Susan ou Sue, como a chamava.
Susan era governanta da casa dos desde quando a mãe de , Elizabeth, morrera no parto. Ela era encarregada de cuidar de quando seu pai, Charlie, estava viajando a negócios ao lado de Jason , pai de . Susan passou a ser como parte da família, além de mãe e era assim que a considerava. Quando decidiu que queria ter sua própria casa para morar, convenceu Susan a ir com ela. Ficou resolvido que a governanta não deixaria de trabalhar na mansão da família, mas que passaria a ir pelo menos três vezes por semana ao apartamento duplex para ajeitar as coisas.
Sophie entrou na cozinha e viu um bilhete preso na geladeira:
" querida, fiz aquele bolo de chocolate que você tanto gosta, está dentro do forno. Alimente-se direito. Segunda-feira estarei de volta.
Com amor, Sue"
A jovem olhou para o papel e sorriu. Susan parecia não querer aceitar que ela não era mais uma criança. Mas não podia deixar de gostar de todo aquele mimo. Abriu a porta do forno sentindo o cheirinho de chocolate fresco, pegando um pedaço com a própria mão. Era o melhor bolo do mundo. Quando estava terminando o segundo pedaço, ouviu o telefone tocar, imaginando ser . Saiu correndo para atender, jogando-se no sofá ao lado da mesinha do aparelho.
- Bom dia! - Disse excitada, enrolando o dedo na ponta da almofada.
- Nossa, que animação toda é essa logo de manhã, ? - A voz era masculina, mas nada parecida com a de Dougie. O sorriso estampado no rosto fraquejou.
- Er... Oi Dylan. - Tentou transparecer que sua animação não estava abalada, mesmo sentindo que o esforço fosse inútil.
- Parece que não falo com você há semanas! Esteve ocupada?
- Hm, acho que sim. - Resolveu apenas dizer isso. – Como você está?
- Ótimo agora que tenho notícias suas. – Houve uma pausa na ligação. Dylan pensou que teria alguma resposta, mas ela não veio, então resolveu continuar. - Eu estava pensando se você gostaria de almoçar comigo hoje, ou você está ocupada?
- Não, não. Posso almoçar com você sim, como você mesmo disse, tem tempos que não conversamos direito, mas eu não vou poder demorar muito porque tenho que ir para a casa da . – Mesmo que não estivesse tão animada, não queria que parecesse que estava evitando-o ou sendo rude. Ainda mais depois da viagem.
- Legal! - Qualquer pessoa que estivesse na linha poderia jurar que Dylan tinha pulado para comemorar. - Quero dizer, tudo bem. Passo na sua casa meio dia em ponto e te deixo lá depois, tudo bem?
- Vou estar esperando. Tchau, Dylan.
Como sempre, Dylan chegou pontualmente no prédio. Estava ansioso demais para rever . Desde a noite que passara no pub, não tiveram mais contado, e as poucas notícias que tivera vieram do pai dela, com quem trabalhava.
Logo avistou chegando perto do carro e como um cavalheiro, abriu a porta do passageiro com um enorme sorriso no rosto, esperando um abraço, mas o máximo que fez, foi lhe dar um beijo na bochecha.
Seguiram o caminho para um dos restaurantes favoritos dela, Bel & the Dragon. A reserva já havia sido feita e logo estavam numa mesa reservada, fazendo o pedido.
- Obrigada. – Dylan entregou o cardápio para o garçom e olhou para que estava mexendo no celular pela milésima vez desde que chegaram ao local. – Está tudo bem?
- Sim, está. – Ela confirmou com a cabeça, colocando o aparelho no modo vibratório e depois o guardou na bolsa de couro. – É que a está me ligando. – Mentiu.
- Ainda namora aquele bancário? – Ele não estava com a menor vontade de saber isso, mas para a conversa chegar onde pretendia, deveria deixar fluir naturalmente ou ela fugiria como sempre.
- Uhum. – Tomou um gole de vinho não querendo mais falar sobre isso. Dylan estava planejando alguma coisa, ela sentia isso. Ele nunca foi de querer saber a vida pessoal das suas amigas. – E como vão as coisas na empresa? – Desconversou.
- Ótimas como sempre. Seu pai ganhou mais uma causa e olha que era quase impossível. Talvez ele já tenha te contado.
- Contou. Está muito feliz e disse que quer fazer um jantar lá em casa para comemorar, só não disse quando. – ajeitou-se na cadeira para que o garçom a servisse. – Obrigada.
- Ele me disse que você pretende ficar em Londres por um bom tempo...
A frase ficou solta no ar. O garçom foi embora e o casal se olhou demoradamente. Ambos sabiam o que aquilo significava e o que iria vir depois. Dylan voltaria com o mesmo papo de sempre, mas não poderia reclamar, deixou uma brecha para que isso acontecesse. Ela não se pronunciou, tendo a ilusão de que Dylan havia entendido seu silêncio.
- E eu estive pensando se poderíamos sair como antigamente. – Não, ele não entendeu. Ou simplesmente quis ignorar os sinais mais do que claros. Aquilo seria mais difícil do que pensava. – Aquela noite em Milão... – Ele fez uma pausa, fechando os olhos deixando as imagens surgirem na sua cabeça e depois reabriu os olhos. – Aquilo foi inesquecível, eu nunca pensei que voltaria a acontecer depois de tanto tempo insistindo e não tendo resultado.
- Dylan... – suspirou. Ele não iria deixar uma oportunidade passar, ela já imaginava. – Nós já conversamos sobre isso. Não há mais o que falar. Por favor, não insista em algo que não vai acontecer. - não queria que as coisas terminassem daquele jeito, mas era necessário.
- Você estava tão linda usando o vestido que eu comprei. – Ele colocou as mãos sobre as dela que estavam depositadas em cima da mesa e a encarava intensamente com seus olhos acinzentados, como se as imagens que rondavam sua cabeça pudessem ser passadas pelo toque. Queria que ela pudesse sentir o que ele sentia. – O jeito como você beijava... Eu fico excitado só de lembrar.
- Pelo amor de Deus, Dylan, pare com isso! – recolheu as mãos, colocando-as no colo, olhando para os lados. Teve medo de que as pessoas pudessem escutar a conversa. – Foi um erro ter atendido o seu telefonema, o convite para o jantar e todo o resto. Você não tinha que ter ido atrás de mim, perguntado onde eu estava para o meu pai. Foi um grande erro! Já terminamos...
- Mas podemos recomeçar. Eu quero uma nova chance! – Dylan interrompeu. O tom da sua voz foi quase uma súplica. Tentou chegar perto dela, mas a mesa era um obstáculo. – Eu sei que já conversamos muito sobre isso, mas eu prometo que vai ser diferente dessa vez.
- Não. Eu não posso. Estou me envolvendo com outra pessoa. - Deus, a moça estava se odiando. Estava se sentindo a pior das criaturas por ter dito aquilo. – E estou gostando dela.
Dylan ficou sem expressão. Olhava para ela com a boca levemente aberta tentando ver se ela estava mentindo e para aumentar sua decepção, estava falando a verdade.
- Sophie, nós temos uma história juntos! Fui seu primeiro namorado, o primeiro homem a te tocar... A te fazer ter um orgasmo! E você me diz que está gostando de outro?! – Agressiva era a melhor maneira de explicar a maneira como Dylan falou. Cerrou os punhos com as mãos ainda sobre a mesa, fazendo algumas pessoas olharem para eles.
não se moveu. Continuou encarando Dylan. Já conhecia esse teatrinho dele.
- Você foi e continua sendo importante na minha vida. Crescemos juntos e como você mesmo disse, foi o meu primeiro homem, mas Dylan, eu sempre deixei as coisas bem claras entre nós. Você sempre soube que eu nunca fui apaixonada por você. – Ela sabia que suas palavras estavam sendo duras demais, mas já perdera as contas de quantas vezes tiveram essa conversa. Será que ele não entendia que só poderiam ser amigos? A consideração que tinha por Dylan era enorme, mas não ficaria presa a ele. Não o amava para isso, ainda mais com em jogo.
- Quem é ele? – A voz voltou ao normal, os punhos afrouxaram. Num surto Dylan voltara ao normal. – Não era a que estava te ligando, não é? Era ele o tempo inteiro! – Agora estava acusando-a como se um crime havia sido cometido perante seus olhos. começava a se irritar.
- Vamos embora, por favor. – Levantou, deixando Dylan falando sozinho.
Esperou por ele perto do carro e assim que o viu destrancando o automóvel, entrou, aguardando no banco do carona.
Não trocaram uma só palavra até o apartamento de . evitava olhar para algo dentro do carro, sentindo raiva de si mesma e de Dylan. Errou em ter dormido com ele e errou mais ainda em ter aceitado o convite do almoço. Nem reparou que seu celular vibrava sem parar dentro da bolsa.
Quando chegaram, tirou o cinto depressa, pegou sua bolsa e saiu do carro, batendo a porta sem olhar para trás. Dylan pensou por um segundo, também saindo do carro e gritando por ela.
- Eu não quero mais discutir. – virou-se de má vontade.
- Eu também não. – Ele pegou a mão dela e fez carinho. – Eu só queria ter dizer que eu amo você e não há outro homem que vá te amar tanto quanto eu.
- Você é um grande amigo meu. – sorriu, fazendo carinho na mão dele também. – E eu quero o seu bem. Por favor, não vamos mais insistir, ok?
- Tudo bem. – Dylan soltou a mão dela. Ele amava e esse fato convivia com ele durante todos esses anos. Não desistiria agora. Dylan Adams nunca desistia, apenas fingia estar conformado. – Posso te abraçar pelo menos?
iria recusar, mas Dylan se apressou, envolvendo-a. O abraço demorou mais do que o necessário e ela se desvencilhou.
- Tenho que subir. deve estar louca atrás de mim.
- É, eu também preciso ir. Tchau, . – Deu a volta e deu partida no carro. ficou parada na calçada como se quisesse ter certeza que ele não voltaria.
Passou pela portaria do prédio sem olhar para cima e ver que assistia tudo da varanda.
Entrou no loft tendo a visão de muitas bolas coloridas espalhadas por todos os lugares que seus olhos podiam alcançar. Uma grande faixa escrito "Feliz Aniversário !" em letras de forma estava estendida perto da escada, assim como outros enfeites para as paredes.
Entre tantas bolas espalhadas para todos os lados, encontrou sentado displicentemente no chão, descalço, com as pernas cruzada em forma de chinês. Ele parecia uma criança dentro de uma piscina de bolinhas de plástico e estivesse prestes a se “afogar”.
Ele cantarolava baixinho alguma música lenta, da forma mais distraída possível enquanto dava nó em uma bola, jogando-a para um canto logo em seguida, repetindo o mesmo ato de encher outra.
Usava uma bermuda jeans relativamente larga e velha, uma camisa vermelha simples que realçava ainda mais o tom da sua pele com a cor dos cabelos, que cobriam um pouco seus olhos.
se perguntou em qual momento não parecia atraente.
Em todo o tempo que ela o observava, ele fingiu não sentir a presença de mais ninguém no recinto, nem mesmo depois de escutar a porta sendo aberta e fechada. Continuou em seu lugar, assoprando com toda força e raiva que crescia dentro do seu corpo, como se estivesse ocupado, sendo que na verdade sua cabeça estava na pessoa que o observava.
Era estranho dizer de onde toda aquela raiva havia saído. Algo não estava certo, só que não sabia o motivo, apenas que essa sensação veio depois de ter visto com o outro homem na calçada e estranhamente ele lhe era familiar. Por um instante pensou que fosse engano seu e que o sentimento logo iria embora do mesmo jeito que veio, mas ele ainda estava lá, batendo em seu peito, zunindo sua cabeça não o deixando pensar direito, como se alguma coisa ou alguém estivesse falando em seu ouvido, tentando fazê-lo explodir e quebrar qualquer coisa que estivesse ao seu alcance. Sentia-se o cara mais idiota no mundo. Como é que tinha se deixando enganar? Ela estava saindo com dois caras ao mesmo tempo.
continuou parada, olhando-o fixamente, querendo chamar a atenção dele para si, deixando sem mais pretextos para ignorá-la.
Desistiu, encarando-a da forma mais séria que pôde. Foi breve, pois se seus olhos encontrassem com os dela por muito tempo, certamente não ficaria bravo e esqueceria de todo o resto, mesmo tendo a certeza que não era errado estar daquele jeito.
Ela estava com um sorriso doce no canto da boca. O mesmo sorriso que ele vira quando se conheceram e que lhe causava efeitos como nenhum outro, o deixava completamente zonzo, mesmo estando bravo. E como já imaginava, se esqueceu por que sentia tanta vontade de brigar.
- Oi ! - o cumprimentou, animada, mesmo com a expressão fechada dele. - Onde estão as meninas? - Olhou ao redor não vendo mais ninguém.
Ele abaixou a cabeça, mexendo no saco de bolas para ganhar tempo antes de responder quando o motivo voltou a martelar na sua cabeça. Teve a impressão que se ela não estivesse de tão bom humor, a raiva já teria passado ou estaria mais moderada. Mas não. teve que abrir a boca, esfregando sua felicidade, não fazendo a menor cerimônia em disfarçar que estava com outro.
- A e saíram para comprar umas coisas e o resto ainda não chegou. - Falou contrariado, num tom mais natural que conseguiu. A resposta havia saído mais estendida do que ele imaginara que seria.
- Bom, então somos nós dois para encher todas essas bolas! - Ela brincou, aproximando-se com dificuldade, abaixando-se para lhe dar um beijo bem estalado na bochecha. Tirou os sapatos e sentou ao lado dele. Esperou que dissesse algo, ou lhe beijasse também, mas nada veio em resposta. Tinha acontecido alguma coisa, sem dúvida nenhuma. Talvez estivesse aborrecido com alguma coisa que aconteceu no ensaio ou estivesse cansado demais, pensou. - Parece que você passou a manhã inteira fazendo isso. - Tentou puxar um assunto, queria fazê-lo conversar.
deu de ombros, fechando os olhos rapidamente, sentindo sua bochecha ainda quente por causa do contato que sua pele teve com a boca de . A pele parecia arder. Aquela sensação era tão gostosa, ele não queria que ela fosse embora. Queria que ela fosse maior do que a raiva e por um instante, jurava que era.
Ninguém mais disse nada. Ficaram em silêncio, conversando com seus próprios pensamentos.
se perguntava o porquê daquele jeito tão calado de . Ele geralmente adorava conversar, e escutá-la falar também, mesmo que fossem assuntos banais. Sempre arranjava um jeito de tocá-la e até agora nada. Nenhuma tentativa sequer.
Queria perguntar o que estava acontecendo, mas se não comentou nada, provavelmente não queria tocar no assunto, quem sabe mais tarde ele quisesse conversar.
Já ele, procurava respostas paras as milhares de perguntas que rondavam sua cabeça: Por que estava com raiva? Era raiva que realmente estava sentindo? Não, não era só isso. Havia outra coisa lá, um sentimento amargo, que deixava seu coração apertado... Mas qual era o nome dele afinal de contas? queria questionar , saber quem era aquele homem e por que estava com ele. Sua cabeça deu um estalo; A raiva o tinha deixado de uma maneira tão área a detalhes que ele nem havia percebido que era Dylan, o ex-namorado de adolescência que estava no pub dias atrás. A cena de o ignorando para dar atenção ao outro homem surgiu na sua cabeça de uma forma tão clara como se estivesse acontecendo de novo naquele momento. Sentiu a raiva triplicar e nem percebeu que estava apertando a bola com toda sua força, fazendo-a estourar, e fazer um barulho razoavelmente grande, chamando a atenção de .
- Cuidado, . Você pode se machucar. – Ela advertiu, olhando com uma sobrancelha arqueada, colocando a mão sobre o ombro dele.
- Estava distraído. – Fugindo do toque dela, se levantou depressa, indo em direção a cozinha, não sabendo exatamente o que faria ali, apenas queria distância.
ficou estática vendo o caminho que fizera. Olhou para a bola estourada jogada no chão. Entrou na cozinha, devagar, observando-o. Ele estava com a cabeça baixa, encostado na pia segurando um copo vazio, parecendo estar passando mal.
- Você está passando mal? Está sentindo alguma coisa? – Sua expressão era de pura preocupação. Pegou o copo na mão dele e colocou na pia, tentando puxá-lo para si, mas não se mexeu.
- Eu estou bem, . – Ele falou num tom levemente irritado, ainda fitando os próprios pés. Por que ela tinha que estar ali, perturbando-o daquela maneira?
- É claro que você não está bem. O que está acontecendo? Pode me dizer! – Ela queria tanto que lhe encarasse, talvez ela pudesse ver algo nos olhos dele.
- Você já viu as chamadas do seu celular hoje? – O tom da voz saiu mais alto do que o normal. cruzou os braços na altura do peito e olhou para ela.
- Como assim? – Ela inclinou um pouco a cabeça, colocando uma mão num dos braços dele, apertando-o delicadamente querendo uma pergunta mais clara.
- Estou perguntando se você viu ou não as chamadas do seu celular. Não é uma pergunta difícil. – A forma rude como proferiu as palavras fez recuar um pouco. Ela ficou olhando pra ele por alguns segundos antes de responder.
- Mais ou menos, eu estava meio ocupada hoje de manhã... – Os olhos dela estavam paralisados, já entendendo o que ele queria dizer. – Vi algumas chamadas suas, mas não pude atender.
- Você não podia ou não queria? Porque pelo que eu andei vendo, você não queria. Eu te liguei a manhã inteira querendo falar com você, mas você recusava todas as ligações!
- , me desculpe, mas realmente não dava para atender. – tentava se explicar, quebrando o último espaço que existia entre eles.
- Se você não sabe, não sou eu que vou dizer. - Ele disse, só agora percebendo o quanto estavam perto um do outro. Se fosse em outra ocasião, certamente já teriam se beijado.
Escutaram um barulho da porta sendo aberta, seguida das vozes animadas de e . se afastou, olhando em direção da porta tendo a visão de uma sorridente carregando duas sacolas pesadas de compras.
- Achei o , . E ele está acompanhado. – deu uma piscadela para os dois, pensando que tinha atrapalhado alguma coisa, mas depois percebeu que o clima estava bastante pesado.
- Nossa, que caras são essas? – entrou também, espantada com as caras amarradas do casal e a de sem ação de .
- Não é nada, . – sorriu para ela, mudando totalmente a fisionomia do seu rosto como se a poucos segundos atrás não estivesse trocando farpas com . – Já terminei de encher as bolas como me pediu. Agora preciso ir, os outros já devem estar chegando. Vejo vocês mais tarde.
Passou em disparada pela sala, pegando suas coisas e bateu a porta. se escorou num armário, jogando a cabeça para trás, fazendo-a bater na porta, sentindo uma dor instalar em sua cabeça.
- Caralho, que merda! - Resmungou, pensando em como a viu com Dylan. - Só pode ser isso. - Disse para si mesma.
- Isso o que? - quis saber, dando um olhar significativo para . - não estava com a melhor das caras quando entrei. Pode contar para gente o que aconteceu?
- Eu faço tudo errado, tudo! - olhou para as amigas, irritada. - Acho que ele me viu com Dylan, só não sei como.
Capítulo 6.
- Dá pra você parar de beber um pouco? – repreendeu quando viu a amiga pegar mais um copo de Whisky e virar em duas coladas. – Daqui a pouco o vai chegar.
- É, mas ele ainda não chegou. – começou a andar, querendo sair de perto de e seus sermões, mas foi impedida de continuar ao sentir a mão da amiga segurar fortemente seu braço. – O que foi agora? – Revirou os olhos.
- Você já está começando a ficar tonta. Eu não vou ficar tomando conta de você a noite toda, . Você já está bem grandinha para isso. Sabe que está sem paciência para seus ataques de bebedeira.
- Eu sei cuidar de mim, ! Não preciso que ninguém fique regulando a quantidade de álcool que eu tomo, sei me controlar, ok? Não vou ficar bêbada e estragar a festa! – contrapôs, irritada. Odiava quando as pessoas ficavam regulando quantos copos tomava. Ela sabia se controlar. É claro que às vezes extrapolava, mas não ia fazer isso dessa vez. Prometera a que pararia de beber. Ela nem mesmo bebia todo dia.
- Faça o que você quiser, então. Mas não venha chorar depois; como da última vez. – se afastou, indo em direção a e que estavam conversando com algumas pessoas. Ela falou algo no ouvido delas e as três encararam , sérias.
virou o rosto, achando ridícula a atitude das amigas. Ela nem mesmo estava tonta, estava enganada como sempre. Por que tinham que se preocupar tanto? Só queria se divertir um pouco, não havia nada demais nisso.
Um garçom passou com uma bandeja de bebidas e ela pegou um copo, não prestando atenção qual era o líquido da vez. Tomou uma quantidade satisfatória de álcool, sentindo-o queimar em sua garganta. Começou a rebolar, dançando ao som da Mariah Carey cantando Obessed. Fechou os olhos, deixando a batida dominar seu corpo por inteiro. Ela amava dançar desde pequena. Dançava em qualquer lugar, com qualquer ritmo e sempre fora muito boa. O importante era se sentir livre. A sensação era maravilhosa, melhor mesmo do que a bebida lhe permitia.
Até pouco tempo fazia aulas numa das melhores academias especializadas de Londres. Foi pela dança, em um das milhares de festas que Rachel dava no loft, que conheceu . Ele ficou maravilhado com seus movimentos sensuais e lhe convidou para dançar. Desde então estão juntos. Mas aos poucos, foi deixando a dança de lado, largando até mesmo suas aulas. Queria passar o tempo inteiro perto do namorado porque nem sempre podiam ficar juntos. A banda sempre fora muito importante para ele e às vezes precisava se ausentar para shows em outras cidades. A gota d’água foi quando os garotos receberam uma proposta de fazerem um CD demo com uma grande gravadora. Foram para a Califórnia e não tiveram sucesso. Mas foram chamados para um festival de verão e ficaram por quase um mês. Nesse tempo, se sentiu abandonada sem ter seu apoio por perto. e sempre estavam com ela, mas não era a mesma coisa. A saudade era grande demais, e não podia ir encontrá-lo por causa da escola. Seus pais não permitiram que ela deixasse as aulas e fosse para outro país.
O prazer estava com , e não só sexualmente, emocionalmente também. entrou na sua vida cedo, foi seu primeiro namorado, seu primeiro homem. Não era só uma paixão de um casal de dezessete anos. Aos poucos a relação começou a ficar tão séria que sua vida passou a depender dele e quando não estava perto, precisava preencher o vazio que gritava dentro de si e aí vinham as doses e mais doses de bebidas, as incansáveis festas até altas horas. tentava substituir a dependência que tinha dele. E isso era claro para qualquer pessoa que a conhecesse melhor.
Mas também não era segredo para ninguém que sempre fora delicada e quebrável como uma boneca de porcelana e quando não estava ali, sempre lhe dando um beijo de boa noite, dizendo que tudo ficaria bem, a carência batia.
Ninguém parecia entender seus motivos para se tornar a pessoa de hoje. Ela entendia e também, de certo modo.
Entendia que Chloe estava acostumada com atenção e não agüentava ter que dividi-la com mais ninguém, no caso, a música, mas o que ele poderia fazer? A música era sua vida, não conseguia se ver fazendo outra coisa pelo resto da vida. E, ao mesmo tempo, era com quem queria construir uma vida, uma casa, uma família.
Agora as coisas pareciam estar bem. Depois de tanta dor de cabeça.
Sentiu os braços de alguém envolver sua cintura por trás, grudando os corpos, fazendo o mesmo movimento que ela fazia. fechou os olhos, sentindo o cheiro de invadir seus pulmões. Aquele arrepio gostoso passou dos pés até a raiz dos cabelos, excitando-a. Girou o corpo, ficando de frente para ele. As luzes coloridas da pista brincavam no rosto de , misturadas com o lindo sorriso que ele tinha em seus lábios.
- Há séculos você não dança pra mim. – Ele choramingou com sua boca perto da dela, antes de beijá-la. Seu lábio superior se encaixou perfeitamente entre os dela, deixando o lábio inferior dela entre os seus, num beijo doce e rápido. Sentiu o gosto forte da bebida, deixando-o chateado. – Não acredito que você já bebeu.
- Foi só pra relaxar enquanto você não chegava, mas agora você está aqui comigo. – sorriu, envolvendo a cintura dele, apertando com força, deixando os rostos ainda mais perto um do outro. – E sobre dançar... – Ela puxou o lábio dele gentilmente com os dentes. -... Nós podemos resolver esse probleminha lá em cima, no quarto de hóspedes, o que você acha?
- Eu acho uma ótima idéia. – sorriu maliciosamente, passando uma mão pela extensão das costas dela. – Mas não aqui. Não quero correr o risco de ser interrompido.
- Sua idéia é ótima. – passou a língua pelo próprio lábio superior, numa demonstração de desejo.
sorriu, beijando-a mais uma vez. Sua língua invadiu a boca dela sem nenhuma objeção, tocando a dela do jeito que ele sabia que ela gostava. soltou a cintura dele, subindo as mãos para o peito, espalmando-a sobre o tecido leve da blusa, deixando excitado. Ele apertou o corpo dela ainda mais contra si para que ela sentisse que por mais que o toque fosse pequeno, o resultado era enorme, literalmente.
- Ei, será que vocês não podem se comportar um pouco? – brincou, batendo no ombro de . – Não esqueçam que estamos numa festa de família.
- Obrigado por avisar, cara. – suspirou, fingindo estar aliviado com o aviso. – Agora dá pra cair fora? Estávamos em um belo trabalho aqui.
- Que tal vocês continuarem depois? acabou de ligar avisando que está subindo. – apontou para trás de si. e deslocaram a cabeça um pouco para o lado a tempo de ver as outras garotas e correndo para ajudar os convidados a se esconderem. – Vamos logo, está uma pilha de nervos. – virou, indo em direção aos outros.
- É... Acho que essa festa vai ser bem interessante. – falou baixinho, no ouvido de antes de puxá-la para ir de encontro aos outros. olhou para ele confusa, mas não disse nada.
- Isso é tão estranho. – comentou assim que saíram do elevador.
- O que é estranho, docinho? – Kimberly perguntou, apertando a mão que estava enlaçada na dele.
- me pediu para ligar quando estivesse subindo. Eu nunca faço isso, nunca fiz.
Seu coração deu um solavanco quando a enorme porta do loft tomou sua visão. Era agora ou nada. Hoje Kimberly iria conhecer seus melhores amigos, incluindo . Enquanto se aproximava da entrada, se lembrou da reação dela ao saber que ele estava saindo com alguém. Um palpite grande cresceu dentro dele: Ele e brigariam, na certa.
Um cara como não apresentava qualquer mulher para sua turma e disso significava algo a mais na relação. Disso ele não tinha dúvidas.
Tocou a campainha quase automaticamente. Não estava prestando muita atenção no que acontecia ao seu redor. Uma súbita vontade de largar a mão de Kimberly gritou, mas era tarde demais.
- , PELO AMOR DE DEUS, ABAIXE ESSE SOM! – gritou, correndo até a porta para dar uma olhada no olho-mágico. ainda não tinha saído do elevador, que alívio. – , você já pegou os confetes?
- Já, . – mostrou o saco aberto de confetes coloridos. – Mas por que vamos jogar isso nele?
- Porque é legal. – se postou ao lado dele, pegando alguns confetes como desculpa para se aproximar. – Não esquenta, ela fica assim todo ano. – Disse baixinho, quase no ouvido dele.
- Ele está chegando! – avisou, quase sendo derrubado por que passou correndo para chegar na porta.
- Todos estão prontos? – sussurrou, olhando para trás verificando se a faixa de aniversário estava bem estendida. – Ótimo!
A campainha tocou e ela abriu com um enorme sorriso no rosto. tomou toda a sua visão. O sorriso dele estava fechado de um jeito fofo. pulou em cima dele, empolgada, enlaçando seus braços ao redor do pescoço de , não olhando para a pessoa que estava ao lado dele. Simplesmente queria abraçá-lo, sentir seu cheiro e ser a primeira a lhe dar os parabéns.
- Feliz aniversário, meu amor! – Sussurrou no ouvido dele, dando um beijo na região.
suspirou, postando uma mão nas costas dela de um jeito desajeitado, tenso, como se ele não quisesse aquilo. Percebendo isso, se afastou, encarando-o curiosa, ainda sorrindo.
- Obrigado, . - Ele agradeceu passando a mão livre pelo cabelo, claramente sem graça.
desceu o olhar, indo para a outra mão, que ainda estava ocupada. Seu sorriso murchou completamente ao ver a mão dele entrelaçada com a de outra mulher. O único caminho que seus olhos faziam era das mãos ao rosto dele, não se atrevendo a olhar para a outra.
viu a reação que já esperava. Sentiu uma pontada forte no peito ao ver a expressão dela. Seus olhares se encontraram e ele só conseguiu ver tristeza e decepção ali. Talvez tivesse visto que os olhos dela estavam mais brilhantes, mas resolveu não pensar nisso. Respirou fundo, tentando impedir a vontade de chegar perto e dizer que nada, nem ninguém no mundo jamais seria mais especial que ela.
- Essa aqui é a Kim.. - Abaixou a cabeça após ver o rosto de se transformar numa careta. E num sussurro completou - Minha namorada.
Ela não disse nada, não porque não queria, mas sim porque sentia que sua voz não sairia. Mudou o foco de visão para Kimberly. tinha que admitir, ela era realmente linda com os cabelos compridos extremamente lisos e escuros, olhos amendoados, corpo esguio e um sorriso extremamente atraente. Teve raiva. Por que ela tinha que ser tão perfeita? Por que ela não podia parecer... Normal, e não a encarnação de Afrodite? Por que não podia parecer a Britney careca com cara de maníaca quando bateu nos paparazzi com um guarda chuva? Pelo amor de Deus, até a porra do nariz dela era lindo e combinava perfeitamente com o resto do rosto. A vontade que tinha era não deixá-lo mais tão lindo assim... Talvez com um defeitinho básico, meio torto para um lado... riu com o próprio pensamento. Sabia que Kimberly não tinha culpa dos sentimentos que a estavam dominando, pelo menos não propositalmente, mas precisava descontar a raiva.
- Então você é a famosa . Finalmente nos conhecemos! - Kimberly estendeu a mão para apertar a de , abrindo ainda mais o sorriso.
- Não posso dizer o mesmo de você. - Subitamente sua voz voltou fria e irônica. Cruzou os braços, deixando claro que não queria o toque da outra. - Nem sabia que estava com uma namorada nova, mas não é uma surpresa, é claro. Toda hora aparece com uma mulher nova.
Ela não queria ser simpática, não fazia nenhuma questão e nem ligou quando viu pelos cantos dos olhos, a expressão de perplexidade de . Sorrindo por dentro ao ver o sorriso de Kimberly fraquejar, entrou no loft deixando-os na porta.
entrou puxando Kimberly pela mão. A luz foi acessa relevando todos os seus amigos. Um sorriso maroto surgiu em seus lábios, deixando-se esquecer o acontecimento de poucos minutos antes. Definitivamente não existia, enganando-o direitinho, não só ela, como o resto dos seus amigos. iria se ver com ele.
“É só um encontro normal, Danny, você está mais acostumado com essas festinhas da do que eu”.
Mas que inocente de sua parte pensar que ela iria esquecer-se do seu aniversário. Justamente o seu.
Anos atrás, quando eram adolescentes e ele ficou de castigo por ter sido suspenso por uma semana do colégio, seus pais o proibiram de fazer uma festa em casa. Então pediu para que ele fosse visitá-la, com a desculpa de que não o deixaria ficar sozinho, trancado e com uma cara de bunda maior do que o mundo. Quando abriu a porta do quarto dela, deparou-se com milhares de bolas coloridas que tomavam a cama, o chão, à cômoda... Foi meio claustrofóbico e difícil para entrar, porém nada mais perfeito do que encontrar parada com um mini bolo – daqueles bem pequenos mesmo, para só uma pessoa comer. – sendo enfeitado por uma única vela acesa nas mãos. O sorriso que ela lhe deu o fez esquecer todos os problemas que estava tendo.
Depois de assoprarem a vela, riram por causa do tamanho do bolo, dividindo-o e deitaram na cama, encarando o teto, aproveitando a companhia um do outro sem palavras para estragar o momento, adormecendo juntos. Poderia ter sido a melhor noite que passaram juntos, se não houvesse outra. Foi naquela época que tudo começou...
Acordou do seu devaneio quando uma quantidade considerável de papel picado foi em direção ao seu rosto. Ao abrir os olhos de novo, viu a imagem de , revelando que fora ele o culpado. ao seu lado gargalhava, indo até para abraçá-lo e recomendando mais juízo do que no ano anterior. Depois vieram , , e .
olhou ao redor. Algumas pessoas que estavam ali ele nem falava mais. Não porque não queria, simplesmente acabou perdendo contato com o passar dos anos. Tinha até mesmo ex-colegas do tempo do colegial. Ficou perdido entre tanta gente. Nunca imaginou que reencontraria aquelas pessoas. Pelo menos não daquele jeito e muito menos de uma vez só. Gostou.
Gostou de poder ver todas as pessoas que fizeram, mesmo que por um dia, parte da sua vida. Durante um bom tempo ficou conversando num grupinho de colegas com quem estudou no primeiro período da faculdade de direito, antes de trancar para se dedicar a banda.
- Não sei como você agüenta ficar trancado num escritório o dia inteiro. – lamentou pelo ex-colega de faculdade, Mark, que agora trabalhava como contador. Não chegaram a fazer o mesmo curso, mas sempre saiam juntos.
- Sorte a sua não ter que agüentar o chefe mal humorado todos os dias. – Mark riu, tomando o resto de cerveja. - Eu vou pegar mais bebida, já volto.
ficou parado no mesmo lugar, observando as pessoas. Logo viu se aproximando com dois copos de cerveja na mão.
- Valeu, cara. – Danny agradeceu pegando um dos copos. - Você viu a Kim por aí?
- Está na cozinha conversando com a . – fez uma pausa, olhando as pessoas como fizera segundos antes. – Ela é bem bonita.
- É. – Limitou-se a dizer isso. – Você acha que eu fiz errado em trazê-la?
- Mais ou menos. Ninguém pensou que você fosse aparecer com ela aqui, do nada. – Ele e se olharam entendendo o significado da frase. – Mas pelo menos todos já foram devidamente apresentados. E já que ela está aqui, que tal dar um pouco de atenção a ela pra que eu possa ter um momento a sós com a ?
- É, vou fazer isso.
Acenou discretamente em agradecimento quando algumas pessoas passavam por ele lhe desejando parabéns com leves tapinhas nas costas. Antes de entrar na cozinha, viu pelo canto do olho puxando para uma parte escondida da sala.
e Kimberly conversavam animadamente perto da pia. Ambas riram de algo engraçado que havia falado. Ela olhou para , ainda rindo. Kimberly olhou para trás, procurando para quem ou o que olhava. Seu sorriso alargou mais ainda, sentindo enlaçá-la pela cintura.
- Posso saber do que vocês estão rindo? – Perguntou curioso, vendo as duas se entreolharem.
- Estamos nos conhecendo, não é ? E além do mais, é coisa de mulher, meu amor, você não vai entender. – Kimberly lhe deu um beijo rápido e depois tapou a própria boca com a mão como se estivesse guardando um segredo. – E você, onde estava? Pensei que tinha me esquecido.
- Claro que não. O que é um chato e fica puxando papo comigo. – deu uma piscadela para , que sorriu sem graça. – Onde estão os outros?
- Não vejo o desde que você chegou. – fez uma careta e ficou séria, dando um olhar significativo para o amigo. – E bem... subiu com a , devem ter ido retocar a maquiagem. Você sabe o quanto elas são vaidosas e tudo mais...
- É, eu sei. – Ele coçou a nuca com a mão livre. – Ainda nem falei com elas direito, acho que vou subir. Tudo bem por você, Kim?
- Claro. – Ela deu um sorrido fechado, soltando-o. – Eu e ainda temos muito que conversar. E diga a que eu quero falar com ela depois.
- Tudo bem. Juro que não vou demorar. – De novo, deu um beijo em Kimberly, mas agora um pouco mais demorado e saiu a passos largos até a escada.
- Vamos logo, , deixa de ser teimosa uma vez na vida, por favor? – colocou a mão na cintura, batendo o pé no chão. - Me deixa em paz, porra! – sentou na cama, cruzando as pernas, e tirou os sapatos jogando-os perto do closet. Ela se controlava para não começar a gritar. – Não vou ficar dando uma de boa anfitriã, estou cansada.
- É isso mesmo ou você simplesmente não gostou de saber que o tem uma namorada? Você realmente passou dias planejando essa festa e agora não quer participar dela? Fala sério!
- O que você quis dizer com isso, ? – A garota franziu a testa, claramente irritada.
- Que você está morrendo, se roendo por dentro, se contorcendo de puro ciúme do , como sempre! – cruzou os braços, andando de um lado para o outro na frente da cama. – E não me venha dizer que estou imaginando coisas, te conheço tempo o suficiente para saber que não estou.
- Ela é tão bonita, não é? – falou tristonha, olhando para os detalhes vermelhos da colcha branca perto da sua perna. Sua voz estava pastosa e fraca, fazendo olhá-la. Ela parecia uma criança que acabara de levar uma bronca. - É realmente muito bonita. – Continuou, ainda olhando para baixo.
mordeu o lábio, e por um momento, ficou em dúvida do que faria. raramente demonstrava algum tipo de emoção daquele tipo, ainda mais quando se dirigia a . Descruzou os braços, sentando perto da amiga.
- Você também é muito bonita. – Ela colocou a mão sobre a de , que levantou a cabeça, mostrando seus olhos vermelhos e algumas lágrimas caiam sobre seu rosto, borrando o rímel.
- Falei pro Fred não vir aqui hoje porque não queria estragar a festa e olha que bela surpresa eu tenho. – Fungou, colocando algumas as mechas de cabelo atrás da orelha. - Eu não devo culpar o , mas é tão difícil, dói tanto... Você, mais do que ninguém, sabe há quanto tempo eu amo aquele idiota, sabe há quanto tempo eu choro, sofro por ele. E pá, do nada ele parece com uma mulher linda, simpática, dizendo-se namorada dele, assim, do nada? Você viu a minha cara de babaca, não viu? – Apontou para o próprio peito e mais lágrimas foram liberadas. - Fiquei sem reação nenhuma, só conseguia sentir raiva e vontade de socá-los até cansar.
- Sei disso tudo e vi também. Não só eu como todos. Ninguém pensou que ele fosse trazer alguém.
- Mas trouxe. E quer saber? Eu não me importo, eu não quero me importar - disse passando a mão pelo rosto com o intuito de limpar a maquiagem borrada, mas a única coisa que conseguiu foi piorar a situação. - Não tenho nada a ver com o que ele faz ou deixa de fazer. Somos apenas amigos.
- São. Você sabe o que eu penso a respeito disso, ou melhor, vocês dois. Já deveriam ter tido uma conversa há muito tempo, mas não, são cabeças duras demais e ficam empurrando as coisas com a barriga.
- O que você quer que eu fale? "Sabe , eu sou apaixonada por você desde que me entendo por gente, mas sabe, como você não me dá bola, então eu, como uma trouxa que sou, tenho que ficar me contentando com apenas suas amizade e ainda tenho que ficar aturando essas suas namoradinhas ridículas e..."
- É o Fred. - pegou o celular na mesa de cabeceira e entregou a . - Pelo amor de Deus, respira fundo antes de atender. Vou lá em baixo rapidinho ver como estão as coisas e já volto, tá? E quando terminar aproveita para lavar esse rosto!
assentiu com a cabeça, fazendo o que pediu. Respirou fundo, contou até três e atendeu ao namorado com a voz mais natural possível.
- Oi Fred...
Olhou para o corredor comprido, escuro e vazio da parte de cima do loft. À distância nem era tão grande, mas ele só conseguia ouvir o som abafado que saía do som lá embaixo. Quase acendeu a luz, como se aquilo ajudasse a encontrar o quarto da , mas não era preciso. Ele já conhecia o caminho de cor. Quando estava chegando perto da porta, a mesma foi aberta, revelando . Ela parou de supetão, levando um susto.
- Você quer me matar? – Revirou os olhos, saindo do quarto, fazendo a porta abrir o mínimo possível, só permitindo que seu corpo passasse, não deixando que pudesse ver lá dentro.
- está aí dentro? – mexia a cabeça de um lado pro outro, tentando inutilmente, vê-la pela porta semi fechada.
- Sim. Está falando com o Fred no telefone. – Terminou de fechar a porta, puxando a mão de em direção oposta. – Por que você não desce comigo e me faz companhia enquanto isso?
- Tudo bem. – Concordou, mas continuou parado em frente à porta. Pensou por alguns segundos, livrando-se delicadamente da mão de . – Não, vou ficar. Preciso conversar a sós com ela.
- Mas , ela está ocupada, e você...
- Eu espero, não tem problema nenhum. – Interrompeu abrindo a porta. – Não avisa pra ninguém que estamos aqui, tá?
- Hm... Tá. - concordou contrariada, perguntando-se se era certo deixá-los sozinhos com naquele estado. Seguiu o caminho até as escadas, olhando para trás até perder o outro de vista.
Capítulo 07.
fechou a porta o mais devagar que pôde. Não queria anunciar sua chegada assim, tão de repente. O quarto parecia vazio, exceto pela voz feminina que vinha de dentro do banheiro.
- Preciso descer agora. Te ligo quando a festa terminar. - Houve o som de uma torneira sendo aberta, e teve dúvida se estava ou não vestida. Seu coração disparou.
- ? - Andou devagar pelo quarto, tendo o cuidado de ficar longe da porta de onde vinha o barulho. - , você...
- O que você está fazendo aqui? - Ela apareceu segurando uma toalha de rosto. Não estava mais com lágrimas nos olhos e muito menos aparentava ter chorado, mas continha ainda a voz fraca. - Aconteceu alguma coisa?
- É isso que eu vim saber... Você sumiu.
- Ah, você reparou? - Perguntou irônica. levantou uma sobrancelha estranhando a reação dela. - Eu já vou descer. Pode ir ficar com a... Kimberly? - Virou de costas, voltando ao banheiro, pegando o lápis de olhos que estava em cima da pia. foi atrás dela, parando na divisória do quarto.
- Bom... - Ele colocou as mãos dentro dos bolsos da calça jeans e encostou-se no lado do batente. - Na verdade eu subi aqui por causa disso, queria conversar com você sobre ela. - não disse nada, e interpretou isso como um pedido silencioso para que continuasse. - Eu acho que deveria ter avisado que traria ela aqui, mas é que foi tão de repente... Ela apareceu lá em casa do nada e não tive coragem de dispensá-la, afinal, ela sabe que hoje é meu aniversário e tudo mais...
- É claro que não há problema nenhum nisso, ela é sua namorada, não é? - Olhou para pelo reflexo que o espelho fazia dele atrás de si. - Ela parece ser bem legal, além de ser bonita.
- É... Ela é... - falou inconscientemente, dando mais atenção ao movimento que fazia para ajeitar o cabelo. Depois balançou a cabeça pensando no que acabar de falar, não gostando do caminho que a conversa estava indo. Não lhe parecia normal falar esses tipos de coisas com .
- Não se preocupe com isso, . - Ela guardou toda a maquiagem, virou-se, ficando de frente pra ele. Eles se encararam em silêncio e sorriu. Aquilo aqueceu o coração de de tal forma que ela não quis mais fazer o joguinho de ofendida. Tudo estava com deveria ser e ela não poderia mudar aquilo, tinha que aceitar de uma maneira ou de outra e, teria que aprender a conviver com isso. Um sorriso malicioso brotou em seus próprios lábios quando uma ideia passou por sua cabeça, e começou a praticamente obrigá-la a executá-la, ainda mais vendo sorrindo para ela daquele jeito.
- , vem cá... – Falou manhosa. - Eu ainda não te dei seu presente de aniversário.
- Opa, presente! Só estava faltando isso mesmo. - Ele bateu uma mão na outra, abrindo mais o sorriso, como uma criança espera um presente muito desejado. - O que vou ganhar?
- O que você quer?
- Não sei... - Coçou a cabeça, mostrando dúvida. – O que você tem em mente?
- Acho melhor mostrar do que dizer. - chegou o mais perto dele possível, sem tocá-lo. arregalou os olhos levemente, sentindo seu coração disparar novamente. Seus olhos percorriam o rosto de mostrando claramente que estava confuso. Ela mordeu o próprio lábio inferior e depois depositou um beijo no canto da boca dele. recuou lentamente, sorrindo.
- E então, gostou?
Sem responder, ou perceber o que estava fazendo, colocou as mãos na cintura dela, colando os corpos de ambos. Automaticamente enlaçou o pescoço dele deixando que os lábios encontrassem com os seus. Foi da forma mais leve que pode sentir. Ou talvez seu coração estivesse tão acelerado e a mente vazia que não conseguia perceber nada. Quando pensou que fosse se afastar, sentiu que ele a empurrava para trás e logo seu corpo entrou em contato com a pia fria. Sem mais nenhuma distância entre eles, ela começou a morder levemente o lábio inferior dele, que pediu passagem com a língua. Um gemido abafado saiu pela sua garganta ao perceber que queria aprofundar mais o beijo. Tudo veio à tona naquele momento. Tantos anos querendo que aquilo tornasse a acontecer e lá estavam eles, como anos atrás, como dois adolescentes. Aquilo só fez apertar mais os braços ao redor dele e, em resposta, pressionou-a mais contra a pia e lhe deu um apertão na região da cintura, mostrando o desejo que tinha por ela. gemeu satisfeita quando sentiu a ereção de Danny roçando em seu corpo, deixando-o louco. Era incrível como o mínimo de contato com ela o deixava com tanto tesão. Já estava sentindo o incomodo da sua calça apertando seu membro, quase como se o sufocasse... Queria poder tocar na pele quente dela, mas se encontrava de vestido, ele não poderia subi-lo, não ali, não daquela maneira. Contentou-se então em fazer com que sua mão descesse e subisse pelas costas dela, que estavam descobertas, arrancando mais dois gemidos baixos.
As mãos dela também passavam por todo o seu corpo, e ao contrário dele, ela conseguiu contato com a pele por de baixo da camisa azul que usava. Arranhou-o na lateral do corpo, causando arrepios fortes. Ele não conseguiu se conter e acabou mordendo o lábio dela com mais força do que deveria, ao mesmo tempo que gemeu mais alto do que o recomendado. sorriu, gostando da reação dele, gostando da reação que exercia sobre ele. A cada momento eles pareciam mais próximos, com os corpos mais e mais colados, se possível. Em certos momentos, era mais agressivo, mas com medo de machucá-la, diminuía a pressão que seu corpo fazia sobre o dela. A mão dele subiu, enquanto a dela descia sobre o corpo dele. Sua mão parou sobre o ombro dela, puxando a alça do vestido, fazendo-a descer, deixando a região livre e com mais contato. Teve vontade de para e olhar para a região, para contar as milhares de sardas, mas em hipótese alguma iria separar sua boca da dela, não mesmo.
sentiu um arrepio vindo do pé até a raiz dos cabelos, e postou a mão que estava dentro da camisa, para fora e desceu mais, chegando até a calça de . Ela queria aquilo e não estava se importando em demonstrar. Abriu o botão, mas a mão dele foi posta bruscamente sobre a sua quando ameaçou tocar no zíper.
- O que... O que estamos fazendo? - gaguejou, olhando para a imagem de com a boca vermelha. Ela o encarava sem demonstrar expressão alguma, ainda com os braços envolvendo seu pescoço.
- Eu acho que estamos nos beijando... - Ela inclinou a cabeça para um lado do corpo, fazendo uma cara óbvia. poderia ter rido se estivesse em outra situação.
- Eu... Nossa... Mas... Nossa! - Ele olhou para os lados, tentando achar uma resposta. Mas ele já sabia qual era. Apenas não queria admitir. - Eu vou descer, já fiquei tempo demais aqui. – Delicadamente, mas de uma forma ligeira, se desvencilhou dela.
Saiu em disparada, nem se dando ao trabalho de fechar a porta do quarto.
Pediu silenciosamente que seu coração parasse de bater tão freneticamente e sua respiração voltasse ao normal antes que encontrasse alguém.
continuou onde estava, olhando para onde tinha acabado de sair. Colocou uma mão sobre a própria boca, sentindo que a mesma ainda estava quente por causa da pressão que fora exercida.
- , estou me sentindo um pouco... Feliz demais. – entornou mais uma dose de tequila goela abaixo. O nível de álcool no seu cérebro já começava a fazer efeito e já nem sentia a ardência do líquido na garganta, parecia que estava bebendo água.
- Sabe qual é o nome disso? – questionou com o tom de voz mais grave. Não era por causa da bebida, mas sim por causa do som alto que saia das caixas de som. – Isso se chama diversão!
- Definitivamente tequila é minha bebida predileta. – levantou o copo vazio como se anunciasse uma coisa realmente importante. - Essa música não é ótima?!
- Siiiiiiiiiiiiiiim! – concordou fechando olhos, dançando no ritmo da música ainda segurando o seu copo. Seu estômago deu uma reviravolta, deixando-a enjoada. – Mas acho que vou parar um pouco.
- Você quer ajuda? – perguntou preocupada, vendo a amiga com uma expressão estranha.
- Não, está tudo bem, só estou um pouco enjoada por causa da bebida, nada demais. – Se afastou procurando um lugar para se sentar.
Parecia que estava cada mais vez mais perto de vomitar. Suas pernas agradeceram quando puderam descansar. Sua cabeça rodava e o enjôo ainda não tinha passado, mas pelo menos estava quietinha em seu canto.
Olhou para que ainda dançava e viu se aproximar dela, também dançando de um jeito engraçado. Ela se virou, rindo do jeito dele. Com certeza estava bêbado também.
- Esses dois... – Riu sozinha, percebendo que seus olhos começavam a ficar desfocados, por isso preferiu fechá-los por alguns segundos, talvez conseguisse se sentir melhor.
- Você está bem? – Ouviu uma voz longe e logo a reconheceu. Continuou de olhos fechados, percebendo que o enjôo estava passando.
- Estou. – Respondeu com a voz fraca, mas já melhor do que antes. – Ou pelo menos estou começando a ficar.
- O que andou bebendo? – Sentiu o lugar ao seu lado ser ocupado.
- Um pouco de diversão, talvez. – Falou de um jeito retardado, respirando fundo e logo o cheiro dele tomou conta de suas narinas. Aquele cheio a fez se sentir mil vezes melhor.
- Você vai acordar com uma ressaca daquelas.
- Cala a boca. - Levantou a mão, batendo no ar. - Vou acordar como sempre acordo. Ótima e linda. – Limpou os olhos, tentando focá-los na pessoa ao seu lado. – Não te vi a noite toda, onde estava?
- Fazendo a mesma coisa que você, mas com moderação. – sorriu amigavelmente.
ficou olhando para ele por algum tempo, ou pelo menos tentava, já que abria e fechava os olhos a todo o momento. Quando viu que ele segurava uma garrafa de cerveja, seu estômago deu mais uma volta, voltando a deixá-la enjoada.
- Pelo amor de Deus, tire isso de perto de mim! – Apontou para a garrafa, fechando os olhos com nojo. - Quer que eu piore?
- Desculpe. – se livrou da garrafa, colocando-a num canto qualquer. – Tem certeza que está bem?
- Você é um idiota... - Resmungou, negado com a cabeça. - É claro que não estou me sentindo bem, ! Estou tonta, enjoada, não consigo nem enxergar direito!
- Vem, . – Dougie levantou o braço dela, colocando ao redor do seu pescoço e um braço envolver sua cintura. A proximidade dos seus rostos era tão grande que a boca dele roçava perto do ouvido dela. conseguia ouvir a respiração dele começar a ficar mais acelerada do que o normal e concluiu que a sua não estava longe de estar diferente.
Ainda de olhos fechados, sentiu seu corpo ser guiado por e aquilo não pareceu ser uma má ideia. Nem parecia que estava andando normalmente, parecia que estava sob nuvens, caminhando de uma forma lenta... lhe agarrou com mais firmeza, mas, ao mesmo tempo, tão delicadamente e ela soube que se suas pernas falhassem, não cairia. Sentiu sua pele arrepiar toda com o toque dele cada vez que puxava-a para si. Não entendia nem como sentia tudo aquilo já que sua mente estava vazia, oca, complemente branca.
De repente tudo ficou em um completo silêncio. Estava zonza demais e não conseguia perceber o ambiente ao seu redor. , de forma gentil, depositou seu corpo sobre uma superfície macia. Estava no carro dele.
- Você não consegue abrir os olhos? – A voz de estava pertinho do seu ouvido. Não tão perto quanto antes, mas ainda assim estava.
Ela não respondeu, não viu motivo para fazer aquilo. Apoiou a cabeça no encosto, sentindo o movimento do carro agora.
De alguma forma o enjôo foi passando, mas a tontura ainda era forte. Apoiou a cabeça no banco, jogando-a de um lado para o outro.
- Idiota, idiota... - Repetia sem parar, rindo debilmente, nem sabendo direito qual era o significado daquela palavra.
Resmungou mais algumas palavras incompreensíveis, querendo estabelecer uma conversa com o homem ao seu lado. Inútil, era totalmente inútil.
- Fique quieta, logo vamos chegar a sua casa e você poderá descansar. - colocou uma mão sobre a dela, querendo confortá-la, mas sabia que ela não estava percebendo nada ao seu redor.
cochilou nos poucos minutos que estavam dentro do carro, deixando com seus próprios pensamentos. Mesmo ele não querendo, ainda existia um clima chato por causa da pequena discussão mais cedo. Não conseguiram resolver e ele não conseguia enxergar como iria fazer aquilo, como tudo iria acabar... Se é que havia alguma coisa entre eles antes.
ainda estava bravo, mas depois de conversar com e , viu que ficar de cara amarrada não iria adiantar e nem mesmo era atitude de um cara com vinte e dois anos. Mentalmente, resolveu que falaria com , mas não naquele momento. Esperaria até... Bem, ele mesmo não sabia até quando, mas não dava para ele iniciar uma conversa logo agora e mesmo que ela estivesse sóbria, ainda não tinha pensado como iria começar.
Será mesmo que ele tinha que falar alguma coisa? e ele não estavam namorando, apenas saindo... E, diga-se de passagem, saíram muitas vezes. Aquilo poderia ser chamado de relacionamento? Compartilharam pensamentos, ideias, experiências... Enfim, tudo o que amigos fazem apenas se divertiam na companhia um do outro, nada mais, nem mesmo chegaram a se beijar. Bem que ele quis, mas travava na hora, era a maldita timidez. Uma timidez que antes não existia! Era só aparecer para que ele ficasse daquele jeito... Sem graça, envergonhado, sem saber direito o que falar ou fazer... Sua mente voltou para o estágio inicial. Ele tinha direito de cobrar alguma coisa dela? Aquilo era uma forma de cobrança? Nem percebeu e já estava em frente ao prédio dela. Suspirou. Não queria deixá-la daquela forma.
- Ei, , acorda. - Ele tirou o cinto de segurança dela e a sacudiu freneticamente. - Vamos, você precisa subir.
- Eu... - Ela abriu os olhos, tomando um baque forte. A tontura havia passado um pouco, mas ainda zunia sua cabeça. Ela encarou e sorriu. - Olá, príncipe!
- Eu não sou príncipe - Ele riu, dando a volta no carro para ajudá-la a sair. -, mas a mocinha aqui precisa dormir um pouco.
- Me deixa... - Empurrou sem força alguma, mas ele se afastou para que ela passasse. - Posso andar sozinha, .
Saiu devagar, colocando um pé de cada vez, olhando para os lados. Deus, o maldito álcool ainda dominava seus movimentos, deixando-os mais lentos. Ela riu, achando graça daquilo. O salto que usava era gigantesco, deixando receoso, testando a forma como andava. Ela caminhava sozinha, mas ele estava logo atrás para que pudesse ampará-la caso suas pernas falhassem.
já percebia melhor as coisas ao seu redor, e olhou para trás, vendo que ele ainda estava ali, prestando atenção em si. Ela deu um sorriso sem humor e voltou a andar. Logo que deu o passo, suas pernas vacilaram, fazendo-a quase cair, mas seu peso foi aliviado com a ajuda de . Mais uma vez ele estava ali, segurando-a pela cintura.
- Vamos, eu te levo. - Começaram a andar e agradeceu por ele estar ali. Já não tinha mais medo de cair. definitivamente era um cavalheiro. - Eu te levo até o seu apartamento.
Mais uma vez, deixou-se ser guiada. Aquilo realmente era bom, concluiu. Não a incomodava ter lhe ajudando a andar ou segurando sua cintura.
Seu corpo foi encostado na parede para que conseguisse abrir a porta. Assim que o fez, pegou pela mão para levá-la para dentro.
- Pronto, está entregue. - Mal acabou de falar e lhe agarrou pelo pescoço com força, resmungando.
Ela começou a beijar-lhe o pescoço, fazendo um caminho até a orelha dele, mordendo a região, causando-lhe arrepios fortes. tentou se soltar dos braços dela, mas ao mesmo tempo não queria fazer aquilo. Cada vez mais colava o corpo no dele, mal o deixando pensar direito.
- Você não vai embora, não desse jeito. - Sussurrou no ouvido dele. - Você vai ficar comigo hoje.
- Você fica meio agressiva quando está bêbada... - fechou os olhos, tentando se livrar de , mais uma vez, querendo ignorar o efeito que a frase e o carinho lhe proporcionaram.
- Não... - Ela soltou uma risada, esfregando a ponta do seu nariz na bochecha dele. - Só com você.
Era fácil racionalmente, mas seu corpo pedia para que se rendesse.
- ... – Ela gemeu, procurando pela boca dele. Seus lábios roçaram nos dele levemente, mas a excitação de ambos foi enorme. Foi apenas um selinho, e o suficiente para que cedesse.
- Você tem certeza disso? - Ele perguntou, abrindo os olhos, envolvendo a cintura de . - Eu não sei se consigo parar se continuarmos... - Ele olhava bem no fundo dos olhos dela, procurando a resposta.
- E quem disse que eu quero que você pare? - Ela falou baixinho, ao pé do ouvido dele. prendeu os cabelos dela com uma mão, levantando a cabeça de , tendo mais acesso ao seu pescoço.
Capítulo 08.
Enquanto beijava toda a extensão do pescoço dela, passava a mão por dentro da camisa dele, tocando-o de leve com as pontas dos dedos, como se desenhasse sobre a pele, fazendo arfar. Ela sorria sozinha, com os olhos fechados, a mente vazia, sentindo a língua dele, trilhar um caminho em sua pele, lhe causando uma sensação deliciosa. procurou pela boca dela, ansioso para beijá-la de novo. Assim que suas línguas se tocaram, ambos sentiram a excitação triplicar, e o calor começar a sufocá-los. O beijo foi ganhando mais intensidade, mais urgência, tirando o pouco de oxigênio que ainda tinham em seus pulmões.
Ele pôs as mãos na cintura dela, e aos poucos, começou a levantar o vestido curto, deixando que sua boca se separasse da dela por um breve momento, o suficiente para que conseguisse tirar a peça de roupa, deixando-a apenas com uma lingerie preta delicada. Apertou a bunda dela com vontade, demonstrando o quão estava excitado, ao mesmo tempo em que puxou o lábio inferior dela.
soltou um gemido abafado, sentindo seu corpo mole de desejo. Direcionou uma mão para abrir a calça de , enquanto a outra explorava cada músculo no tórax que dele, indo até suas entradinhas. Ele aumentou a intensidade do beijo, sentindo sua pele ficar toda arrepiada com o toque de dela. Ela desceu o zíper, empurrando a calça para baixo, deixando a boxer branca dele amostra. movimentou as pernas, dando um passo para frente, terminando de se desfazer da calça, dos tênis, das meias e automaticamente deu um passo para trás, chocando-se contra a estante de livros, com certo desequilíbrio. grudou mais seus corpos, pressionando-a mais no móvel, subindo as mãos para cobrir os seios dela, tocando-os levemente, apenas para senti-los, ainda cobertos pelo sutiã. separou as bocas, mesmo contra sua vontade, para recuperar o fôlego, grudando sua bochecha na de , puxando o ar com força, deixando que ele escutasse sua respiração decadente. Ele fechou os olhos, sentindo sua ereção roçar no corpo dela, e ela de propósito, às vezes passava a perna entre as suas.
- Caralho... – Ele xingou, pressionando o corpo dela mais na estante.
- Eu sei... - Ela riu sabendo o que ele estava falando, beijou o ombro de , passando as unhas pela sua nuca, fazendo-o revirar os olhos. - Eu consigo sentir muito bem, .
- Onde é seu quarto? - Ele quase xingou de novo sentindo a mão de acariciar seu membro de leve, colocando a mão por dentro da sua cueca, fechando a mão nele, acariciando toda a extensão. - Pelo amor de Deus, , onde é seu quarto? - Suplicou, tentando se focar no fecho do sutiã dela.
Ela o empurrou com delicadeza, antes que ele conseguisse abri-lo. olhou para ela e sorriu quase a agarrando de novo, vendo-a colocar as mãos para trás, fazendo seu trabalho. Ela jogou o sutiã em algum lugar da sala, e avançou nele, beijando-o com muito mais vontade que antes, querendo engoli-lo. Eles andaram as cegas, embarrando em alguns móveis, rindo entre o beijo urgente, confiando apenas na intuição dela, que os levava para o quarto.
Ela foi puxando pela nuca e pelo lábio inferior, tateando a maçaneta da porta, abrindo-a, trazendo ele consigo, sem se preocupar em ligar a luz. Suas pernas dobraram quando chegou ao limite da cama e ela sentiu o peso do corpo dele sobre o seu, gostando daquilo. Ele se ajeitou, tirando sua blusa, ficando de joelhos no chão, puxando para si, abrindo as pernas dela o máximo que pôde, fazendo com o que o pé dela ficasse no chão. Segurou a cintura dela com firmeza, roçando seu membro ainda protegido pela boxer em sua intimidade, ainda com a calcinha. sentiu a pressão do membro de em si, deixando escapar o ar deu peito.
Ele começou a se movimentar como se já estivesse dentro dela, movimentos lentos, e depois rápidos, atingindo toda a extensão de . Ela gemeu, revirando os olhos, e começou a se movimentar também puxando mais ar, totalmente excitada. Ele deixou a boca dela, descendo para o queixo, mandíbula e pescoço, ficando no último por mais tempo dando chupões, puxando com o dente a pele sensível. Tirou a mão da cintura dela, colocando-a sobre os seios agora sem nenhuma proteção, sentindo a textura macia e delicada deles. Houve um choque e ambos sentiram uma corrente elétrica passando pelo toque indiscreto. acariciou os mamilos endurecidos, apertando-os e logo cobriu um seio todo com a boca, sugando-o com força, passando a língua ao redor, indo para o outro seio e fazendo o mesmo. se debatia embaixo dele, gemendo algumas vezes, desejando que fosse penetrada de uma vez só. Ela passava as mãos nos cabelos dele, bagunçando, puxando-os com força. Enterrou as unhas nos ombros dele, quando sentiu que descia os beijos para sua barriga, e automaticamente seus músculos se contraíram. Ela mordeu o lábio inferior, contendo outro gemido, fechando os olhos, querendo apenas sentir o carinho dele. A língua de percorria todo o tronco dela, até chegar ao umbigo, onde mordeu ao redor e lambeu ao mesmo tempo em que descia a calcinha dela lentamente. Quando terminou de tirá-la, todo o seu corpo pulsou, fazendo-o sentir dor. acariciou a partes interna das coxas dela com as mãos, ansioso, percorrendo até a sua parte sensível. Os dedos dele roçaram na entrada de sua feminilidade, e arqueou o corpo, segurando um seio. Gemeu mais alto do que pretendia quando começou a estimulá-la com seus dedos que tocavam o clitóris dela, depois com a boca, começando a chupá-la com vontade. Ele sorriu quando seus olhos se encontraram com os semicerrados dela, vendo-a abrir a boca mais uma vez para soltar um som estrangulado. Ele usou dois dedos para penetrá-la com lentidão, enquanto o dedão ainda a estimulava.
- ... - Ela gemeu, perdendo seus sentidos. Sua boca estava seca e ela não conseguia pensar em outra coisa a não ser nos dedos e na boca dele.
Respirou fundo, reunindo controle o suficiente para se esticar até o outro lado da cabeceira, pegando uma camisinha e jogando para ele. acelerou os movimentos, beijando as coxas dela. Ele estava se controlando o máximo que podia tentando não aumentar os movimentos com os dedos de forma bruta para não machucá-la. Antes que o orgasmo a atingisse, suas bocas se encontraram, e colocou o preservativo, penetrando de uma vez com força. Ambos gemeram, deixando o som abafado, as bocas ainda grudadas. intensificou os momentos, agarrando a cintura dela, estocando com mais força e mais rápido, aumentando os movimentos a cada segundo, enquanto o puxava pela nuca, acariciando a região, aprofundando ainda mais o beijo, desesperada de tanto prazer.
segurou os dois seios dela, apertando-os, soltando gemidos contidos. Sophie contraia os músculos da sua vagina de propósito, apertando ainda mais o membro dele entro de si. Ele enterrou a cabeça no ombro dela, diminuindo o ritmo, voltando a acelerar depois.
não conseguia mais se conter, soltando gemidos um atrás do outro, longos e altos. Ela agarrou o lençol da cama, querendo rasgá-lo, sentindo cada vez mais fundo dentro de si. Ele lambeu o suor que brotava do pescoço dela, sentindo um arrepio na espinha.
Olhou para o rosto dela, observando-a com os olhos fechados, gemendo, soltando palavras sem sentido. Aquilo era muito mais do que ele poderia imaginar. Ter daquele jeito era melhor do que pensava. Saber que ela gemia por sua causa, satisfazia-o imensamente, sem ter como descrever. Naquele momento não existia mais nada, apenas os dois, seus corpos suados e seus corações acelerados mais do que o normal.
deu estocadas longas e firmes quando começou a sentir seu orgasmo vindo. Ele queria que ela gozasse primeiro, não demorando muito para que isso acontecesse. Logo a sensação conhecida veio, e ela soltou um gemido alto, sentindo seu corpo relaxar, deixando-a zonza, sorrindo debilmente, enquanto seu peito descia e subia de forma frenética.
chegou ao ápice, caindo sobre o corpo dela, deixando seu líquido derramar-se por completo. Estava exausto, mas ao mesmo tempo feliz. Nem havia percebido o quanto sua respiração estava precária. Sugou todo o ar que podia ainda com o rosto escondido no pescoço dela e logo o cheiro dela tomou seus pulmões completamente.
- Nossa... - Ele falou pesadamente, de forma risonha. Várias coisas rondavam sua cabeça e ele não conseguia se concentrar em uma só.
não disse nada, não tinha forças para fazê-lo. Apenas continuou sorrindo. Uma sensação gostosa dominava seu corpo e ela poderia jurar que sentia o mesmo. Ou talvez a bebida ainda estivesse fazendo efeito... Só queria ficar naquela posição pelo resto da noite, com ele ainda dentro de si. Antes que pudesse falar alguma coisa, se levantou, indo até o banheiro para jogar a camisinha fora.
se sentiu estranha por causa daquilo como se estivesse sendo abandonada depois que ela o satisfez. Engolindo um nó que se apoderou de sua garganta, ela se ajeitou melhor na cama, colocando a cabeça no travesseiro, cobrindo-se com o edredom. Seu corpo estava quente, mas ela não queria ficar mais exposta ao olhar dele. Fechou os olhos, deixando que o cansaço a tomasse.
voltou ao quarto, parando perto dela. estava coberta dos pés a cabeça, de olhos fechados. Ele se sentiu frustrado, desejando que ela ainda estivesse acordada. Deitou na cama ao seu lado, encarando o teto. Sua respiração começava a voltar ao normal gradativamente, e aos poucos, o sono foi chegando.
Espreguiçou-se, jogando metade das pernas, inconscientemente, para fora da cama e puxou o edredom para si, sentindo sua pele exposta ficar arrepiada com a brisa gélida da manhã. Mais uma vez se moveu, rolando com o corpo para a beirada da cama, o suficiente para...
- Merda! - Xingou, colocando a mão no braço quando bateu com o corpo no chão duro de madeira. Sua cabeça estava rodando e os olhos desfocados por não esta acostumado com a claridade.
- Ei, você está bem? - A voz rouca e sonolenta de a fez levantar a cabeça, assustada. Ele estava apoiado em um cotovelo, deixando a parte do seu tronco definido visível. Quando seus olhos se encontraram com os dela, sentiu suas bochechas esquentarem por só agora perceber que a coberta havia ficado na cama, o que significava que seu corpo nu estava exposto aos olhos dele.
- Acho que sim. - Ela sentou no chão, colocando as pernas e os braços na frente do corpo.
continuou a olhá-la e lhe deu um sorriso torto sabendo que ela estava envergonhada, o que o deixou ainda mais encantado.
- Nós transamos? - Mal terminou a frase e uma luz na sua mente acendeu mostrando que a pergunta fora desnecessária. É claro que haviam transado, ela sabia que sim, não tinha como esquecer aquela noite anterior com ele, e além de tudo, ambos estavam nus. Ela ficou sem se mexer, olhando-o, observando sua expressão passar de curiosidade para frustração.
desmanchou o sorriso, ficando um pouco sério. Ele ainda olhava para , confuso. Como assim ela não estava lembrada daquilo? Não era possível, ela nem estava bêbada o suficiente para não lembrar. Ou estava? Só podia ser brincadeira, na certa. Mas se não fosse? ficou irritado consigo mesmo e por toda a situação. Levantou não se importando se estava ou não com roupa, a única coisa que queria era reunir suas coisas e ir embora.
- Aonde você vai? – Ela levantou depressa, pegando o edredom para cobrir o corpo e o seguiu até a sala. - Para de brincadeira, .
- Aonde você acha que eu vou ? - Ele terminou de colocar a calça, e olhou para ela, irritado. - Olha pra minha cara e vê se eu estou brincando?
Estava claro que ele não estava brincando. suspirou, tirando algumas mechas do cabelo do seu rosto. Viu sentar no sofá de três lugares e começar a colocar as meias, ela tinha fazer ou falar alguma coisa, não podia simplesmente deixá-lo ir embora desse jeito, era agora ou nunca, afinal.
- Eu fiz tudo errado. – Ela segurou mais firme o edredom que lhe cobria, sem saber direito o que falar. parou o que fazia e ficou imóvel, com o olhar fixo no chão, ouvindo o que ela dizia. Tudo o que ele menos queria era que ela falasse que a noite passada havia sido um erro e que deveria ser esquecida. – Não devia ter bebido tanto... – Ela continuou a falar, nunca desviando seus olhos do rosto dele.
colocou os cotovelos no joelho e apoiou a cabeça nas mãos. Ele sabia que ir para cama com naquele estado era burrice, mas como poderia resistir? Ela estava tão linda, tão sedutora e todos aqueles toques dela... achou melhor suprimir toda aquela lembrança antes que fizesse alguma besteira... De novo.
- Eu sei, , e você não precisa dizer mais nada. - Ele terminava de colocar as meias de um jeito desengonçado, nervoso por estar numa situação dessas. - Fui um idiota na noite passada, você não estava em condições de andar, quanto mais de decidir com quem iria para cama, você não precisa explicar nada, eu quem deveria ter evitado tudo.
- Você entendeu tudo errado, seu idiota. – Ela bateu na própria testa e riu, caminhando até o sofá e agachando-se entre as pernas dele. – O álcool não foi o responsável pela noite de ontem, ele foi um colaborador, um um grande colaborador, aliás. Se não fosse por ele, eu não teria coragem de falar e fazer tudo aquilo. – corou ao falar isso, e logo depois olhou séria para . – Não foi um erro dormir com você, eu apenas fui afobada demais e, er... Não gostaria de cometer o mesmo, então...
segurou o rosto dela com as mãos, não deixando que continuasse. Ela paralisou, sentindo todos os pêlos do seu corpo ficarem arrepiados, dando uma sensação mesclada com excitação e surpresa. Ela deixou que ele chegasse mais perto, roçando os lábios nos seus, tocando-os com carinho e rapidez. Seus olhos estavam tão perto dos dele quando tornou a reabri-los, que ela poderia ver seu reflexo neles.
- Se você tornar a perguntar se nós transamos outra vez, eu te jogo pela janela. - Ambos sorriram com a brincadeira, trocando as atenções entre os lábios inclinados num sorriso e os olhos. passou a língua pelo próprio lábio inferior inconscientemente, ansioso para que a pequena distância entre eles fosse quebrada.
- Eu não vou. - Ela respirou fundo, fechando os olhos, ainda sorrindo. - E por que você colocou a roupa mesmo?
Largou o lençol, deixando seu corpo descoberto e dessa vez sem vergonha nenhuma. abriu a boca para dizer algo, mas não foi possível, mal conseguia raciocinar direito, quanto mais falar. Seu sangue já começava a esquentar por ver daquela maneira. Baixou os olhos para o corpo dela, vendo o que a pressa da noite anterior não deixara. Os seios médios dela pareciam brilhar de tão lindos e macios, os mamilos eriçados que ele podia jurar que conseguia senti-los em seus dedos masculinos, as pernas grossas e definidas, a barriga lisinha pronta para ser tocada... Um corpo curvíneo, firme e com proporções certas.
ficou monitorando cada movimento dela enquanto a mesma tirava suas meias e depois abria sua calça, puxando sua cueca junto. Ele ajudou com as roupas, levantando um pouco o corpo do sofá. Antes de jogar as peças num canto qualquer, ela mexeu nos bolsos, pegando a carteira dele a procura de um preservativo. Quando o encontrou, o colocou em cima do sofá, e alisou demoradamente as coxas de já descobertas, vendo visivelmente o quão excitado estava. Ela sorriu, olhando para ele de um jeito malicioso, e retribuiu o sorriso, acariciando as mãos dela ainda sobre suas coxas. Sentia sua masculinidade pulsar de desejo por , mas queria ver o que ela faria em seguida. Ela envolveu seu membro com uma das mãos, enquanto a outra continuava a acariciá-lo. Lambeu toda a sua extensão por algumas vezes, torturando-o, até alcançar de uma vez sua glande, passando a língua lentamente ali, fazendo gemer fervorosamente. O tomou na boca, começando a chupá-lo, fazendo os movimentos certos para satisfazê-lo, colocando-o todo na boca em seguida. soltou um palavrão, jogando a cabeça para trás, agradecendo mentalmente por aquele carinho. Quantas e quantas noites ele se pegou imaginando como seria ter a boca de em si... Como ela fazia gostoso...
Depois de um tempo estimulando-o, levantou, acomodando suas pernas em cada lado do corpo dele, sem fazer com que fosse penetrada. não quebrou o contato com seus olhos um só momento, vendo o mesmo sorriso ainda no rosto dela. colocou uma mão na nuca dele, embrenhando seus dedos nos cabelos curtos, trazendo seu rosto para mais perto.
- Eu me lembro de cada detalhe da noite passada, e quero mais. - Ela sussurrou pouco antes de beijá-lo. O beijo de nada doce tinha. Era cheio de desejo, urgência e tesão. Puro tesão. A língua de brincava com a dela numa sincrônica perfeita, excitando-os mais.
postou as mãos na parte de trás das coxas dela, beirando a bunda, apertando com força, sem ter medo de machucá-la e chupou a língua dela. gemeu gostando daquilo, arranhando-o nos ombros, descendo as mãos pelo peito, também arranhando o local, fazendo cada músculo de relaxar instantaneamente. Ela desceu mais, envolvendo o membro dele, passando a mão por toda sua extensão antes de começar a masturbá-lo lentamente, aumentando o ritmo gradualmente, acariciando a glande com o dedo, e em resposta, soltou um gemido prolongado, perdendo um pouco a concentração durante o beijo. continuou a masturbá-lo aumentando ainda mais o toque, o suficiente para não conseguir mais continuar com sua boca grudada na dela. Ele colocou a testa apoiada no ombro dela, tendo uma visão privilegiada do seu tronco, inclinou o corpo dela um pouco para trás para ter acesso aos seios, abocanhando um deles, chupando-o, mordendo-o de leve, brincando devagar com a o mamilo. mordia o lábio inferior, sentindo-se inchada de tão excitada, e foi às estrelas quando uma das mãos de se dirigiu para sua intimidade, roçando os dedos em sua entrada, e depois masturbando-a também, penetrando dois dedos lentamente, enquanto ainda brincava com seu seio. Ela gemia num tom mais alto do que o normal, apertando o membro dele com certa força, diminuindo o ritmo ali. soltou um gemido frustrado e ela riu, entendendo que ele queria que ela fosse mais enérgica. Ele tirou seus dedos de dentro dela, deslizando sua mão por toda a extensão da parte sensível, apertando-a de leve, e depois mexendo com os grandes lábios, levando ao paraíso, e fazendo-a soltar um gritinho estrangulado de prazer. Tateou pelo preservativo, rasgando a sua embalagem com os dentes, desesperado, e parou de movimentar a mão para que ele pudesse colocá-lo. Ajeitou-se melhor em cima dele, logo soltando lamúrias quando foi penetrada completamente, começando a se movimentar sobre ele, parando às vezes para rebolar, arrancando gemidos altos de , deixando-o fora de si, descendo as mãos novamente para sua bunda, apertando-a com gana, pedindo silenciosamente para que ela continuasse. jogou a cabeça para trás, segurando os ombros de , deixando os lábios semi abertos, e ele aproveitou a oportunidade para dar mais atenção ao pescoço dela, chupando-o e mordiscando, lambendo o suor que começava a brotar dali. Com os olhos fortemente fechados, ela já não conseguia mais respirar apenas pelo nariz e viu-se obrigada a puxar o ar pela boca para preencher seus pobres pulmões que já estavam com o estoque de oxigênio quase no fim.
Suas bocas se encontrando sedentas de tantas sensações maravilhosas que sentiam e por causa disso, mal conseguiam reunir forças para ficarem grudadas por muito tempo, apenas se encostando uma na outra, e em algumas vezes puxava o lábio dela, depois grudando suas testas, as respirações pesadas e descompassadas batendo na pele de ambos. envolveu seus braços ao redor de , abraçando-o, apertando-o contra si. Ele fez o mesmo com a cintura dela, colocando as mãos em suas costas quentes e suadas. Ambos conseguiam sentir o coração um do outro batendo forte, bombeando mais e mais sangue a cada segundo.
- ... - Ela abriu os olhos, encontrando com os dele tão perto dos seus que a deixou perdida por algum tempo. Ela respirou fundo, tentando falar. - Eu não estou me agüentando...
- Não precisa. - Ele falou pausadamente, sabendo que também não agüentaria muito mais tempo que ela. - Goza pra mim, .
Ela apertou os ombros dele, deixando que acontecesse... O prazer tomando conta do seu corpo de um jeito alucinante, deixando-a mole e tonta. soltou um gemido alto chegando ao ápice quando ouviu o último gemido de prazer dela, tendo a sensação de plenitude.
Uma mão dela foi para a nuca dele, fazendo um carinho gostoso na região, arrepiando-o. Permaneceram em silêncio, esperando que suas respirações voltassem ao normal. Eles se olharam, e viu que tinha um brilho intenso nos olhos, deixando-os mais claros. Ou talvez ainda estivesse sobre efeito do orgasmo.
- O que foi? - Ele perguntou quando ela lhe deu um sorriso fechado, cheio de doçura.
- Fazemos um belo casal, não acha? - Entortou um pouco a cabeça, aumentando o sorriso, mostrando os dentes brancos. Sua expressão estava iluminada, viva e ela se sentia maravilhosamente bem por ter ele ali. Uma sensação engraçada, mas ao mesmo tempo boa se instalou em seu coração.
- Sim, eu acho. - Ele concordou, beijando a mandíbula dela. - Achei desde a primeira vez que eu te vi. - Ambos sorriram, cheios de si, selando aquelas palavras mais do que significativas com um beijo calmo.
- Aê, ele chegou! – Um levemente sorridente exclamou, vendo através dos seus olhos já um tanto desfocados por causa do álcool, um na mesma situação, que se aproximava segurando precariamente, entre a multidão, uma bandeja contendo nove copos cheios de cerveja.
- Puta merda, como esse pub tá cheio hoje! – reclamou, se jogando em sua cadeira entre Kimberly e . Ele olhou ao redor, vendo todos da mesa na mesma situação que ele. Totalmente bêbados. – Nós já tomamos quantos copos?
- Não sei... – respondeu, pegando um copo para ele e , que retribuiu com um selinho. – Talvez uns sete ou nove... Quem liga? Amanhã é sábado mesmo.
- Quem vai ser o próximo a pegar bebida? – apontou para o copo vazio, sentindo sua cabeça rodar com a rapidez que tomara a cerveja. – Preciso de mais uma rodada, definitivamente.
- , você está caindo pelas tabelas, quer beber mais pra quê? – perguntou para o amigo ao seu lado. – Mas você está certo, quero mais uma rodada também. Você quer ?
- Não, acho que vou parar por hoje. – A ruiva respondeu fazendo cara de enjoada. – Não vou mais aguentar mais nada por hoje.
- Ótimo, pois eu vou continuar enchendo a cara para esquecer certas coisas! – disse significativamente, despejando todo o conteúdo da bebida que sobrara do seu copo e mais do da amiga. olhou para ela, entendo sua reação. Eles não tinham conversado sobre o amasso no banheiro em sua festa de aniversário há alguns dias.
Ele estava odiando aquela situação, mas não sabia como lidar com ela. Não sabia como lidar com . Era tão complexa sua relação com ela, por que tinha que ser daquela maneira? Queria tanto que as coisas fossem fáceis, queria tanto ter evitado aquele contato tão intenso entre eles, mas como poderia negar uma coisa que sentia necessidade? estava magoada com sua reação tipicamente indiferente, mas ela mal sabia o quanto ele se corroia por dentro com tudo aquilo. Com os olhares vazios e decepcionados que lhe eram enviados através dos olhos da pessoa mais importante da sua vida.
Deus, ela o amava, ele sabia disso. Sabia não porque ela ou os amigos falavam. sabia simplesmente porque era recíproco e ele não fazia ideia de como lidar com isso. Parecia tão mais fácil se ele simplesmente se declarasse e aceitasse os fatos, mas não era assim que as coisas funcionavam. Não entre eles. Não depois de tantos anos em que ele negou tudo que sentia apenas para ter várias mulheres em sua cama.
Um egoísta maldito e filho da puta, pensou.
Ele se atreveu a olhá-la discretamente, aproveitando que todos riam de alguma coisa engraçada que contava. estava linda usando uma blusa branca em decote em V colada ao corpo, marcando seus seios generosos, deixando a mostra o sutiã preto que os sustentava. A calça jeans clara não estava no seu campo de visão, mas ele sabia que a lavagem clara e o sapato de salto alto a deixava ainda mais feminina, marcando suas curvas. Ele sorriu internamente, desviando os olhos do busto para que não tivesse uma ereção ali mesmo, observando quando ela levantara o braço esquerdo, a pulseira de prata que ele lhe dera em seu aniversário de dezoito anos, alguns anos atrás. Era uma das poucas jóias que ela usava frequentemente, além do colar idiota e de mau gosto, presente de Fred.
ria, jogando o cabelo para os lados, enquanto tomava mais um gole de outro copo cheio de cerveja que nem fazia ideia de onde tinha surgido. Ela estava bêbada, o que a deixava extremamente atraente, até mais do que o normal, por causa do jeito desinibido. Seus lábios se curvaram num sorriso besta, e ele se viu tentado em acabar com a distância e beijá-la ali, na frente de todos, não se importando nem mesmo com Kimberly.
Kimberly.
Ele era tão filho da puta que tinha colocado outra pessoa na sua vida, sem nem ao menos pensar no que estava fazendo. Ou melhor, ele achava que estava quando se viu diante de Kimberly. Ela era uma mulher bonita, inteligente, gostosa, boa de cama e uma das poucas qualidades nos dias de hoje, fiel. Ele gostava dela sim, mas era muito diferente do sentimento que nutria por . E mesmo assim, ele se arriscou, colocando-a na roda dos seus amigos, apresentando-a aos outros como sua namorada.
Ele olhou ao redor, vendo com um braço passado nos ombros de , sussurrando alguma coisa em seu ouvido e era recompensado com um sorriso tímido e um beijo apaixonado. e agora pareciam ter se ajeitado de uma vez por todas, cheios de carícias, beijos e agarramentos a cada minuto. ao lado de fazia como ele, lançando olhares a que retribuía com a mesma intensidade nos olhos, e de vez em quando desviava para voltar a encará-lo. Eles não estavam mais no nível de “amigos”. Havia algo mais ali e estava bem claro em suas expressões. sabia que não era por causa de que as coisas não estavam mais avançadas e não entendia o motivo de fugir a qualquer custo de alguma aproximação a mais. Só que mal ela percebera que essa aproximação já estava acontecendo há tempos. E então seus olhos voltaram novamente para revezando sua atenção com Kimberly. Definitivamente ele estava numa encruzilhada. O que faria dali para frente?
Que merda você está fazendo com sua vida amorosa, ?
- , eu quero que você seja minha mulher! – se sobressaltou tentando ficar sério, com um modo ligeiramente enrolado por causa da bebida, chamando a atenção de todos na mesa. – E que ao chegar das turnês que logo o McFly começará a fazer, porque nós sabemos que isso vai acontecer sim, eu quero ver nossos trinta filhos correndo pelo jardim da frente, que você esteja na cozinha preparando um maravilhoso jantar e que ao me ver chegando, largue tudo e me agarre como se eu fosse o ultimo Oásis do mundo! Eu te amo pra caralho! Quer casar comigo?
Todos continuaram olhando para ele por alguns segundos e depois caíram na gargalhada, enquanto ficava sem reação, olhando para o namorado.
- Ai meu Deus, eu não conhecia esse seu lado bêbado-romântico, cara! – ironizou quase passando mal de tanto rir.
- Ah, ele foi romântico sim! – disse querendo ficar séria, mas não conseguia. Seus olhos começaram a lacrimejar e ela não conseguia evitar.
- Pelo menos ele foi criativo, não é? – comentou entre uma gargalhada e outra. Seus ombros se movimentavam, fazendo-a gargalhar mais ainda. – Precisávamos ter gravado isso, dica!
- E então , qual é a resposta? – perguntou, finalmente conseguindo se controlar. – Vai casar ou não?
- Gente, pelo amor de Deus, vocês estão me deixando com vergonha! – abaixou a cabeça, rindo sem saber o que dizer, com as bochechas rubras. – Eu e vamos conversar isso quando chegarmos em casa.
- É? – levantou uma sobrancelha, risonho com a possibilidade. – Vamos mesmo? – lhe lançou um olhar pidão e ele entendeu. – Ok, pessoal, parem de rir, minha noiva está envergonhada.
- Ei, ela não te respondeu ainda. – falou querendo melar a expectativa do amigo, mas não conseguiu.
- , - aproveitou a distração dos outros e mordiscou a nódulo da orelha de , sussurrando depois – a gente bem que podia ir por seu apartamento agora, né? – Ele colocou a mão livre em cima de uma das coxas dela, acariciando a região desnuda por causa da saia curta. – Eu tô com saudade, a gente não faz nada desde manhã…
- , seu pervertido, você tem dormido lá em casa desde semana passada. – Ela o repreendeu baixinho, fingindo indignação, tentando se controlar com a mão dele subindo ainda mais, trazendo o pano fino junto e uma onda de calor se apoderar do seu corpo instantaneamente. – Para com isso, estamos num lugar público.
- E você acha que eu ligo? – Ele falou pervertivamente, beijando o canto da boca dela, enquanto a mesma olhava para os lados, caso alguém escutasse. – Eu transaria com você em qualquer lugar, já te falei isso, mas se você não quer, vamos embora, por favor, eu realmente preciso tirar essa maldita saia que você tá usando.
- Só a saia? – Ela retrucou no mesmo tom, sorrindo de lado.
- Não… - Ele deu mais um beijo no canto da boca dela, fazendo a mão que estava na coxa escorregar para a parte interna da mesma. congelou, suspirando pesadamente, deixando a excitação crescer. – Claro que não. Eu quero tirar tudo e fazer muitas coisas que estou imaginando aqui.
- Ok, você me convenceu. – Ela tirou a mão dele de onde estava, agradecendo por ninguém aparentemente ter visto aquilo. gargalhou com sua reação. – Gente, estamos indo.
- Hm, eu também acho que vou. – se levantou, pegando a bolsa e o casaco. – Você vem, ?
- Não, o Fred tá vindo me buscar, vou dormir lá hoje. – respondeu guardando o celular na bolsa, não percebendo o olhar nada amigável que lhe lançara. A noite para ele tinha acabado definitivamente.
- Ok, então vou pegar um táxi. Tchau gente.
- ! – se levantou bruscamente, colocando seu copo em cima da mesa. – Deixa que eu te levo no meu carro.
- Não precisa. – Ela negou, mesmo sabendo que não adiantaria. – Eu pego um táxi aqui na porta.
- Você realmente acha que eu vou te deixar pegar um táxi? – Ele sorriu, pegando a mão dela para levá-la para o carro antes que ela inventasse alguma desculpa. – Vem, eu te deixo na porta.
estacionou o carro na porta do loft. Deu a volta para abrir a porta para , que sorriu agradecida. Ele ficou adiante dela, com aquele olhar intenso e doce. Não era justo, ela pensou. Não era justo tratá-la daquela forma tão fofa e maravilhosa. Ele não sabia que ela era noiva, ninguém sabia, exceto . Só que ao mesmo que era injusto com ele, era injusto com ela mesma. Sentia uma coisa muito forte por ele e ao mesmo tempo em que tentava evitá-lo, não conseguia se imaginar sem toda aquela ternura. Tony, seu noivo, era doce, mas não tanto quanto . A verdade é que nenhum outro homem era igual a ele. E estava cada vez mais envolvida, isso era muito consciente de sua parte. Todos os encontros eram sempre mais surpreendentes. Eles estavam tão próximos um do outro... odiava ser covarde ao ponto de não contar a verdade, de terminar com todas as esperanças dele, de fazê-lo entender que nada além de amizade, poderia surgir naquele relacionamento. se sentia culpada. Quando achava que tinha coragem o suficiente, lá vinha quebrar tudo com seus olhares, seus toques rápidos, suas frases sinceras, que expressavam tudo o que passava dentro dele.
E mais uma vez eles estavam ali, um diante do outro, os olhares fixos um no outro, como se estivessem acabado de ter um encontro daqueles de filmes em que o principal deixa sua amada na porta de casa e se despede com um beijo delicado.
Seus semblantes sérios enquanto se encaravam em silêncio, querendo dar uma brecha para o romantismo da situação, um romantismo que não era permitido, não por .
- Obrigada pela carona. – Ela agradeceu, fechando a porta do carro, passando por para continuar sua caminhada até o portão do prédio.
- Ei, espera. – Ele segurou em seu pulso com força, mas sem machucá-la, apenas para fazê-la parar de andar. – Não precisa ter medo de mim, .
- Que bobagem, , não estou com medo de você. – Ela olhou para seu pulso que ainda estava em contato com a mão de dele. Aquela região parecia formigar deliciosamente. – Você é a última pessoa do mundo que eu teria medo.
- Fico contente por escutar isso. – Ele sorriu de lado, começando a puxá-la lentamente para si. – Medo não é um sentimento que eu desejo despertar em você.
- , acho melhor eu subir, está tarde. – Ela disse dando alguns passos na direção dele, involuntariamente. Não de verdade, é claro. não a puxava com força, ela poderia se desvencilhar a qualquer momento, ele sempre lhe dava essa opção: recuar; só que ela não queria isso e fingia não saber.
- Você disse que não sente medo de mim, então não recue. Eu não vou te machucar, você sabe disso. – Ele deixou sua mão deslizar para a mão dela, entrelaçando seus dedos. Ela estava quente. Quente como representava seus cabelos ruivos. aproveitou a aproximação e pegou na outra mão dela. Seus corpos não colidiram e nem demonstravam que iriam, as únicas partes que estavam sendo tocadas eram as mãos.
- Por que você faz isso comigo? – perguntou suplicante, os olhos marejados, procurando saber o motivo de tanta tortura em seu autocontrole.
- Porque eu gosto de você e não consigo evitar. – Sussurrou com sua boa a centímetros da dela. – Você mexe comigo, . Eu nunca escondi isso nem de você, nem de ninguém.
- ... – Por um momento ela quase se deixou ser levada pelo momento, mas um estalo em sua cabeça a fez desviar rapidamente antes que os lábios dele tocassem os seus. Em vez disso, Tom lhe beijou o canto da boca. Um efeito bom, de qualquer forma. Bom e excitante. Aquilo foi a gota d’água. Sem conseguir reprimi-las mais, duas lágrimas desceram pelos seus olhos quando piscou.
- Eu não entendo você. – Ele falou observando as lágrimas desceram pelas bochechas rosadas dela. – Você sofre tanto quanto eu.
- Não tente entender. – recolheu suas mãos, antes de lançar um último olhar para ele. – Fique longe de mim, . É a última vez que eu te peço isso.
Virou-se não esperando uma resposta. Não sensata pelo menos. Sem nem ao menos perceber, adentrou o prédio correndo, enquanto mais lágrimas lavavam seu rosto.
Finalmente ela conseguira dizer com todas as palavras para ficar longe. Estava tudo definitivamente acabado, sem nem ao menos começar. Um ponto final. Era isso. Mas por que então não se sentia feliz por isso? Perguntou-se olhando para o próprio reflexo no espelho do elevador.
empurrou fracamente para dentro do apartamento dela, fechando a porta com um chute sem se importar com o barulho que causara àquela hora da madrugada. Sua única preocupação naquele momento era em desfazer o nó do vestido frente única que ela usava. Quando finalmente conseguiu, se vangloriou, aumentando a urgência do beijo, deslizando as duas mãos apressadas e enérgicas em direção aos seios dela, tocando os mamilos duros. Ele amava a sensação dos seus dedos sobre a pele dela. Amava quando deixava pequenos gemidos escaparem quando ele lhe explorava em todos os cantos do seu corpo. continuou a empurrá-la até encostarem-se à mesa do jantar e com um impulso só, a fez sentar sobre o móvel, as pernas abertas o suficiente para que ele pudesse ficar elas. Fez uma trilha de beijos da boca dela, até o pescoço, aspirando seu perfume delicioso feito de alecrim e sálvia. Beijou a região, dando algumas mordidas fortes, mas não o bastante para machucar, enquanto uma das suas mãos abandonava um seio para a parte de baixo do vestido. agarrou-se ainda mais em , bagunçando os cabelos dele de todas as formas possíveis, desabotoando desesperadamente a camisa social dele, fazendo-a escorregar pelos ombros e braços, até que ela estivesse no chão. Sentindo a mão de começar a brincar com a sua calcinha, ela deixou uma lamúria rouca escapar da sua garganta.
- Vamos para o quarto. - Ela sussurrou, revirando os olhos, sentindo a excitação clara de sobre sua pélvis.
Com certa dificuldade, ele se afastou, deixando que ela ficasse de pé e o vestido escorregasse pelo seu corpo. Os olhos de percorreram todo o corpo seminu dela, e seu sangue pareceu estar em chamas. Ele a enlaçou pela cintura, voltando a grudar seu corpo ao dela, e começou a guiá-la cegamente pelo apartamento, através do beijo sensual e erótico. Antes que chegassem ao quarto, ele a prensou contra a parede do corredor, e meteu a mão dentro da calcinha dela, sem pudor nenhum. fechou os olhos, deixando a boca entreaberta, sentindo os dedos dele brincarem com o seu clitóris, ameaçando penetrá-la. Ela apertou os ombros dele com força e gemeu baixinho, quando ele lhe invadiu com dois dedos e começou a fazer movimentos de vai e vem.
- Você está tão excitada... - Ele disse ao pé do ouvido dela, deixando uma rajada de ar quente bater em sua pele. - Eu fico maluco quando você fica assim.
- Você me faz ficar assim... – Ela falou em resposta, mordendo o próprio lábio, desejando que ele continuasse a tocá-la. Seu coração batia freneticamente contra o peito, piorando sua respiração precária.
Ele tirou a mão de dentro dela quando sentiu que ela estava quase chegando lá, e voltou a conduzi-la para o quarto. Ele a deitou na cama com calma, ficando por cima, voltando a beijá-la na boca, cheio de gana. Estava excitadíssimo, mas ainda não era hora de relaxar. Primeiro ele queria amá-la da melhor forma que conseguia pensar naquele momento. Puxou o lábio inferior dela, e desceu os beijos pelo queixo e pescoço, até chegar aos seios. Firmes, do tamanho certo, como ele sempre amou. Ela era feita para ele, moldada da forma mais perfeita que uma mulher poderia ser para um homem. Ela pertencia a ele, não tinha dúvidas, assim como ele pertencia a ela, desde o começo.
Enquanto segurava firmemente um seio com a mão e seus dedos faziam carinho circular com o dedo indicador em um mamilo, chupava e mordiscava com o mamilo do outro, e vice versa. Os gemidos de começaram a ser ouvidos regularmente, e ele queria mais. Queria que ela gritasse e chamasse pelo seu nome.
sentia o corpo mole, a única coisa que conseguia ter noção, era que estava com um dos seus seios na boca, sugando-o enquanto os dedos dele apertavam com uma força prazerosa o outro. A mão do seio desceu, e sem aviso, dois dedos a invadiram, iniciando uma brincadeira nada inocente. aumentava o ritmo de vez ou outra, e depois voltava diminuir, sorrindo ao escutar os gemidos de indignação dela. estava prestes a desmaiar com a falta de oxigênio em seus pulmões, mas pouco se importava enquanto continuava com os carinhos. Ela já sentia um mamilo latejar um pouco por causa dos chupões fortes que ele começava a dar, mas ela queria que ele continuasse, poderia sentir dor contanto que o causador fosse . Agarrou os cabelos da nuca dele, e mordeu o próprio lábio, reprimindo um grito. parou sua tarefa, e encarou com uma expressão de total entrega no rosto, os olhos semicerrados esperando pelo próximo passo. Eles sorriam quando seus olhos se encontraram, quebrando o contato quando suas línguas se enlaçavam, encaixou-se perfeitamente. Ele lhe beijou o queixo, arrastando a ponta da língua pelo seu corpo, deixando um rastro de queimação na pele dela, até alcançar a barra da calcinha. Instintivamente ela abriu as pernas, deixando que ele beijasse a parte interna das suas coxas, e depois depositou um beijo sobre a intimidade dela, ainda coberta pelo pano delicado. Puxando a única peça de roupa que vestia, passou a sua língua pelo clitóris, fazendo ela se contorcer e gemer, guiando seu quadril em direção a boca dele. Ele pôs as mãos nas coxas dela, abrindo completamente as pernas de . Sem hesitar, ele beijou novamente a região, sugando-a, fazendo gemer alto, agarrada ao lençol.
- ... – Ela o chamou precariamente com a boca seca, fechando os olhos com força. Precisava dele agora, mas ele não se moveu, continuou a chupá-la, penetrando sua língua até o orgasmo lhe atingisse. Ela sentiu aquela forte sensação de relaxamento e gemeu demoradamente, chamando novamente .
Ela nem se recuperou direito e ele já estava sobre ela, lhe beijando de forma branda e carinhosa, excitando-a de novo. gemeu, rolando os olhos e beijou a bochecha dela, sentindo os arrepios fortes e deliciosos percorrerem seu corpo por causa dos beijos e mordidas fracas que dava no nódulo da sua orelha.
- Eu te amo. - Ele a ouviu dizer, aos sussurros, e os lábios dele se curvaram num sorriso grande e satisfeito.
Ele voltou a olhá-la, estudando cada parte do rosto de . Beijou os lábios dela, passando a língua sobre o inferior, querendo intensificar o beijo. Sentia seu membro latejar de tanto desejo, e aumentou o ritmo do beijo, sendo correspondido da mesma forma. Eles sorriram durante o beijo, quando às cegas, pegou um travesseiro e pôs por baixo dela, fazendo-a abrir mais as pernas. Ele ficou de joelhos, e passou sua glande sobre a entrada dela, e sentiu um arrepio sabendo que poderia gozar daquela maneira, olhando-o no fundo dos olhos, sentindo ser penetrada de uma vez só. segurou o quadril dela, aumentando o ritmo sem delicadeza, querendo ir além. Fechou os olhos, colocando o rosto para cima, como se estivesse encarando o teto e mordeu o próprio lábio. Ele gemia junto com , agarrando-a com mais firmeza, investindo com mais força, sentindo seu corpo pedindo por mais e mais, até que os músculos de ambos se contraíram e relaxaram no mesmo instante. Caiu por cima dela, as respirações falhadas e misturadas, sentindo-se satisfeitos.
- Eu também te amo. - Disse no ouvido dela, antes de beijá-la mais uma vez.
CONTINUA
N/a: Sabe o que eu mais odeio? Falta de comprometimento. Isso é uma coisa que me tira extremamente do sério! Desculpem pela demora na atualização, A CULPA NÃO É MIM, OK? Não quero entrar em detalhes, mas eu prometo que isso não vai mais acontecer! Esse capítulo já estava pronto há séculos, mas eu acrescentei algumas coisinhas ali&aqui. Ele tá enorme, né? (11 páginas no Word!). Fiz isso para compensar vocês *-* gostaram? Cah deve ter olhado pra pro arquivo e pensando “vou matar essa garota” HAIUHAIUAHAUI eu tenho que dizer que amei demais escrevê-lo (L) Foi muito fácil, as cenas estavam na minha cabeça nitidamente! Tivemos três cenas de sexo, QUE ISSO HEIN! Uma pseudo-amasso em público e ainda uma suuuuuper romântica da terceira amiga :@ super amo escrever esse romance não-posso-ficar-com-você-porque-tenho-um-noivo-e-você-não-sabe HAUIAHAUIHAUI muito sofrida ela, não? Espero realmente que vocês gostem do capítulo e comentem, né? Senão a att vai demorar mais u.u Beijos Mylla
Another Life [Restrita em Andamento.]

