Two POV of the same history

Autora: Kêe \o/
Status: Em Andamento
Revisada por: Bee
Categoria: Hot Fics/ Comédia romântica
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Capítulo 1

's POV

Acordei olhando a garota nua em meus braços, não que isso não fosse comum, constantemente acordava tendo essa sensação. Principalmente depois de uma bebedeira como a de ontem, mas sei lá ver essa garota aqui me deixou estranhamente confuso, ela era gostosa, tinha um sorriso encantador, um charme inexplicável que me puxava para perto dela e o melhor estava tão bêbada quanto eu. Lembrei-me subitamente do gosto do beijo da garota e instintivamente a puxei para mais próximo de mim.
Mesmo dormindo ela se aninhou em meus braços. Diferente das outras mulheres que eu costumava passar a noite e que quando acordava logo queria que ela fosse embora. Não sei por que eu queria passar a manhã com essa. Estranho! Eu nem sei o nome dela, se ela me falou eu não lembro, malditas cervejas!! Não, benditas se não fosse elas, talvez ela não estivesse aqui! Afinal eu sou o !
Será que ela estaria? Bem o que importa é que ela está. Mas, por que eu estou me importando com isso, afinal?. Ah! Mas, que saber? Tá tão bom sentir essa garota em meus braços. Se quando ela acordar quiser repetir a dose, eu vou repetir mesmo.
Merda! Essa garota já ta me fazendo passar por cima da minhas próprias regras: a de não comer a mesma garota duas vezes. Aí, o negócio fica sério ela acredita que tem sentimentos. Mas se ela quiser eu vou de novo, ainda mais com essa visão dela, nua deitada ao meu lado com a cabeça apoiada em meu peito. Também, a mulher me levou no céu ontem à noite, nem juntando três faria o que ela fez comigo, é por isso que eu estou tão atordoado, malditas cervejas!! Acorda logo garota. Fui absorto de meus pensamentos com a garota se mexendo e virando para o outro lado. Saí da cama meio que a contra gosto, mas meu estômago já roncava e tinha que tirar esse gosto de guarda-chuva da boca, se ela me beijasse assim ela fugiria!

's POV

Revirei-me na cama sentindo a textura macia dos lençóis, a claridade que entrava da janela, me impedia de abrir meus olhos. PS a mim mesma: NUNCA MAIS BEBER TANTO. Eu não me lembrava de absolutamente nada da noite anterior, a não ser a e eu num Pub, enchendo a cara, fazendo vira-vira. Ai meu Deus!! Por que eu fui misturar absinto, vodca e tequila!!!??? Alguma coisa me diz que esse não é o meu quarto. Cadê a coragem para abrir os olhos? Ai meu Deus o que eu fiz? Abri os olhos lentamente, tirando o lençol que me cobria. Desde quando eu durmo pelada? Caraca eu fiz merda, eu sei que fiz, mas... com quem?
Como um soco no meio da minha cara a memória resolveu voltar me trazendo o olhos , tão me olhando no pub, lembrei da voz envolvente dele sussurrando alguma coisa em meu ouvido, mas o que ele falou mesmo? Merda por que eu não lembro? Porra! Outra porrada no meio da minha fuça me fazendo lembrar. LEGAL e adivinha o que eu lembrei? É isso mesmo que você está pensando: eu totalmente nua sentada em cima dele que fazia caras e bocas que me faziam intensificar ainda mais os movimentos, eu queria deixá-lo louco naquele momento, mas por quê?
Sentei na cama olhando no chão as minhas roupas jogadas, exceto duas coisas com “C” : Camisa e calcinha. Mas, não importava, coloquei minha saia jeans, meu sutiã e catei uma blusa que provavelmente era dele no chão e antes que ele aparecesse novamente saí de fininho pela porta.
Escutei um barulho que provavelmente vinha da cozinha, o que me impulsionou a andar ainda mais rápido, saí da casa sem fazer barulho. Além de sair dando para um cara que eu nem conheço, eu roubei uma blusa. Parabéns, ! Sai do Brasil pra fazer merda em Londres. Eu vou matar a por ter me deixado fazer isso, será que ela dormiu com alguém também? Ah! mas que se dane a fodida aqui sou eu mesmo. DETALHE: Ela está solteira e eu simplesmente, vou me casar daqui a três meses, merda eu tô NOIVA. Eu não podia ter feito isso com o Marcos, ele é tão legal, gosta tanto de mim, eu sei, eu sei , eu não presto. Eu nunca mais vou beber na minha vida, nunca! Embora esteja me dando uma vontade louca de encher a cara pra esquecer a burrada que eu fiz.

's POV

Tive a impressão de ouvir uma porta bater, imaginei se a garota teria saído do quarto a minha procura, estranhamente meu coração acelerou enquanto caminhava até o meu quarto, que merda é essa? Eu estava ansioso? Pára, !
Abri a porta esperando ver novamente a garota deitada, minha pequena visão do paraíso. Mordi o lábio com esse pensamento, mas me deparei com a cama vazia. Nenhuma das roupas dela no chão. Então não era impressão o barulho da porta, só errei de cômodo. Era a da sala. Ela foi embora sem ao menos se despedir. Que garota é essa? Como o mundo é ingrato, eu gostaria que todas as outras que eu durmo fizessem isso, mas ela, logo ela que eu até pensei em passar a manhã, se foi.
Sentei na cama, desanimado, olhando para o chão, foi aí que vi a calcinha dela próxima ao criado mudo, ela havia me deixado de propósito só para me deixar mais louco né? Se essa era a intenção, lamento dizer: Ela conseguiu. Minha vontade é sair correndo atrás dela, mas vou dizer o que? Procurar por quem? Vou na tv?Colocar cartaz na rua dizendo" PROCURA-SE A GAROTA QUE EU DORMI ONTEM CUJO EU NÃO SEI O NOME", como eu sou um idiota! Peguei a calcinha branca na mão olhando-a incrédulo, como a dona deste pedaço de pano pode fazer isso? Ah mas é capaz de um nunca mais vê-la mesmo, então foda-se. Joguei a calcinha dentro da minha gaveta, é claro que eu não ia jogar fora, vai que me dá saudades, e comecei a pegar as roupas que ainda estavam no chão, logo percebi que a camisa que eu estava ontem havia sumido. Então ela levou minha camisa? ÓTIMO, pelo menos vai ter uma recordação minha, ri com a minha idiotice, se ela se importasse não teria sumido sem ao menos me dar um oi pela manhã. Peguei o telefone e disquei para meu melhor amigo, cara eu tinha que falar com alguém, minha experiência da noite passada.
- Que foi dude?- atendeu com uma voz sonolenta, na certa eu tinha o acordado, ele estava comigo ontem no Pub, só não consigo lembrar se ele pegou alguém.
-Cara, sabe aquela morena que eu tava de olho ontem?-
-Claro, você passou a noite toda falando dela, mas e daí? Pegou?- Ele parecia curioso, tenho certeza que se estivesse na minha frente agora faria uma cara de malícia.
-Pois é, peguei. E foi demais!- disse todo convencido, queria mais que ele ficasse com inveja.
- Ela ta ai com você? Cara me conta como foi?- cara como meu amigo é curioso!
-Foi inexplicável dude, sei lá a garota me mandou pro céu e olha que eu tava bêbado pacas, mas consigo me lembrar de tudo, cada centímetro daquele corpo.- mordi o lábio com tal pensamento- Mas ela já foi.
- Como assim já foi, seu idiota?
- Pois é, ela foi embora enquanto eu estava na cozinha, quando voltei ao quarto, cadê a garota? Sumiu!- disse rindo de mim mesmo.
- Que merda, mas por que ela foi embora cara? Pegou o telefone dela pelo menos?
-Porra nenhuma, eu não sei nem o nome dela, se ela disse eu não lembro, que dirá o telefone.
- Cara você não sabe o nome da garota? Tú é muito tapado! E agora?-
- Aqui, o palhaço, se você tivesse beijado aquela boca, você não ia querer perder tempo conversando, tá?- Se ele estivesse no meu lugar ele também faria o mesmo.
- Pode ser, mas ela não teria fugido de mim igual essa ai fugiu de você! Eu sou bom. Cara!- pegou pesado demais, senti meu ego ir no chão. Mas eu não posso deixar assim, eu sou homem!
- E eu não, seu merda? Ta querendo experimentar? -
- Eu não, seu gay! Vai atrás da garota sem nome!
- Eu até queria, mas não sei nem aonde!/ só rindo mesmo da minha desgraça.

's POV

Entrei no meu quarto de hotel já caçando a , eu tinha que contar pra ela e xingá-la, mas antes eu tinha que contar.
Meu coração estava na boca, uma vida inteira de responsabilidade e eu venho pra cá pra fazer merda. Eu vim pra passear com a minha amiga, conhecer a Europa, não os europeus! Já na minha primeira parada eu faço isso, oh! Deus, por que nos deste o livre arbítrio? Olhei para ,que dormia feito um anjo. Por que ela não dormiu com ninguém? Minha esperança era que ela também tivesse feito bobagem, ah é esqueci, sou eu aqui quem não presta. Dei um impulso e me joguei em cima dela, eu adoro dar sustos .
Ela acordou soltando aquele famoso “ahhh” e me olhou, dando um sorrisinho debochado, a gente se comunicava pelo olhar. A cachorra já sabia, não que eu não fosse contar, mas ela sabe de tudo quando o assunto é .
- Pode me contar tudo!- ela disse esfregando os olhos e sentando na cama.-Onde a senhorita dormiu? Ou melhor com quem?- ela falou mordendo o nozinho do dedo indicador.
-, eu fiz uma merda danada, eu dormi com um cara que eu conheci no Pub ontem na hora que você saiu pra ficar com aquele loirinho lá. Eu tava trebada, eu não lembro de muita coisa.- disse levando a mão no rosto. O que eu conseguia me lembrar: Eu no Pub bebendo, o cara me olhando com aquele lindos olhos , eu beijando aquela boca dentro de um carro e por fim eu por cima dele na cama. E eu me lembro que estava gostando, isso eu lembro e como lembro.
-Caraca, mais e aí? Foi bom? -ela estava quase arrancando a pele do dedo de tanto que mordia, o bom da nossa amizade é que a gente sente o que o outro esta sentindo.
-O pouco que eu lembro? Foi maravilhoso... mas, eu não posso pensar nisso, !- eu não podia me dar ao luxo de pensar naquele homem, eu tinha que pensar era em Marcos, que estava no Brasil me esperando pra casar.
- Mas por que não? Tá maluca? Me fala, porra! Eu quero saber de tudo- ela disse botando o dedo na minha cara -TUDO, desde o “Oi” até o “Tchau”, entendeu?
- Não houve “tchau “, eu acordei e ele não estava no quarto, parece que estava na cozinha, saí antes que ele voltasse.- Senti um alivio por ter feito isso, o que eu faria? Eu nunca fiz isso, pra mim é super constrangedor. Ia dizer o que? “Bom dia, desconhecido?”
- Eu vou te matar, sua burra!- ela levou a mão a testa fazendo aquele gesto de “dãaaa” que só ela fazia.- Como assim você fugiu?
-Fugi, porra, eu não sabia o que fazer, o que pensar... e quer sabe? Foi melhor assim.- Eu disse, deitando ao seu lado fitando o teto. Ela deitou em seguida fazendo o mesmo- Ele é tão lindo, .- confessei, eu tava bêbada, mas não estava cega. Se era pra dar pra qualquer um que fosse um qualquer um lindo!
-Como é esse homem que te fez “ pecar” hein?- sua voz saiu em meio a uma risada.
-Ele é claro, uns olhos lindos, alto, tem um corpinho definido- mordi o lábio só de pensar.- olhos ...
-A parte dos olhos eu já entendi, !- me interrompeu, mas o que eu posso fazer se aqueles olhos estavam perseguindo meus pensamentos desde a hora que acordei? -Tá, mas qual é o nome do bonitão?- Foi realmente aí que me dei conta que não sabia o nome dele.
- , eu não sei.- disse assustada- Meu Deus eu dormi com um homem que eu não sei nem o nome! - me olhou com a boca aberta do susto. Menos de meio segundo depois o quarto foi invadido pela estrondosa gargalhada dela. Eu não resisti e soltei a minha também. Como pude ser tão louca? Foi o álcool, só pode! Eu sóbria ia querer pelo menos saber o nome, telefone... número da conta no banco e senha. Ok, brincadeira! Mas, o nome era necessário.
- você não existe, como você dá para um cara que não sabe nem o nome?- ela disse depois que sua crise de riso terminou.
- Ei, eu tava muito bêbada, acho que não saberia nem o meu! Quer saber? Vou tomar um banho! - disse levantando da cama.
- Adorei a camisa! Xadrez está na moda - disse, reparando a camisa que roubei do cara. Eu também adorei, verdade seja dita, ele se vestia bem, embora eu não lembre muito bem desta parte, lembro um pouco mais quando ele já estava sem nada. - mas cadê a sua?
-Não achei!- disse dando um sorrisinho safado e andando para o banheiro- não estava no quarto.
-Meu Deus, como você não achou sua blusa? Ela me fitou de uma forma engraçada.
-Não achei outras coisas- levantei a saia mostrando a bunda para ela que novamente caiu na gargalhada e eu entrei rindo no banheiro.

Capítulo 2

Nossa estada na Inglaterra seguiu por mais uma semana, sempre que visitávamos um lugar eu ficava atenta para ver se encontrava o tal homem de olhos , o que é claro que foi em vão e mesmo se eu o encontrasse, ele certamente nem se lembraria mais de mim.
Aqueles olhos perseguiam meus sonhos desde então, mas fazer o que né? É melhor sonhar com ele do que ter um pesadelo, né? Meu medo era que ele tornasse meu pesadelo.
Da Inglaterra fomos para a França, que lugar maravilhoso! É realmente belo e romântico jantar em um dos restaurantes que tem como vista a Torre Eiffel, será bem mais romântico se você for com seu namorado, noivo ou marido, ao contrário de mim que jantei com a minha amiga.
Nossa amizade era quase que um pacto, éramos mais que amigas, mais que irmãs. Eu não precisava falar para ela saber o que eu estava pensando e ultimamente eu estava pensando muito, mais especificamente em uma coisa. Todos sabem o que é. Nem precisa ser a para adivinhar!
Eu me xinguei mentalmente por não saber nem o nome do filho da puta que roubou meus pensamentos, podia ser qualquer um.. por favor que não seja Marcos, ainda bem que Marcos não é um nome inglês. Meu noivo não merecia isso mas, eu não podia controlar. Eram só pensamentos mesmo, o pior eu já tinha feito e não teria chances de repetir. Condenei-me por ter dito isso!
Próxima parada Espanha, Itália, Alemanha. Já havia passado quase um mês de viagem, a melhor viagem da minha vida. Conhecer lugares lindos com a sua melhor amiga é demais! Lembra que eu havia prometido que não ia mais beber? Pois é descumpri a promessa algumas vezes, mas calma não acordei no quarto de outro estranho, aquele estranho era estranhamente especial. Vai saber por quê!?

Acordei enjoada, não devia ter tomado tanto chope, mas peraí vir na Alemanha e não tomar um é mancada, beira a burrice, mas misturar com lingüiça e chucrute. Arrego pra mim! tá explicado meu enjôo. Mas, tava forte demais, corri para o banheiro, vomitei tudo que tinha direito. A semana seguiu na mesma rotina, enjoando e vomitando. Estava mais uma vez abaixada olhando para o meu mais novo amigo, o vaso sanitário.
O dia quase todo eu tinha que encará-lo. segurava meus cabelos, tanto ela quanto eu já estávamos ficando preocupadas com o meu estado. Sentei ao lado do vaso e ela sentou na minha frente.
- - eu a olhei meio desesperada.- Meu Deus não pode ser, eu fiquei menstruada mês passado, fiz as contas mentalmente e ...-Será?- ela sabia do que eu estava falando.
-Não sei,. Mas parece que sim!- as palavras dela me partiram ao meio. Fiz novamente as contas e o pior me veio a cabeça.
-, você sabe que se eu estiver, não é do Marco, né?- as lágrimas escorreram dos meus olhos, cara como eu fui irresponsável a esse ponto. - O que eu faço?- Ela me abraçou como se quisesse me proteger, mas de quem? De mim mesma?
- Nós vamos dar um jeito .- ela disse, otimista- Vou comprar um teste, assim a gente tem pelo menos certeza, né?- saiu do quarto rapidamente enquanto eu deitei na cama. Eu sabia que aqueles olhos iam virar pesadelo, eu sabia! Agora estou aqui, deitada numa cama no meio da Alemanha, podendo estar lá fora passeando, conhecendo um monte de lugares, gastando o dinheiro da minha família.
Isso tudo por que eu sou uma burra que deu para um cara que eu não sei nem quem é, e agora eu to com o cú na mão, porra eu tô vomitando, minha menstruação ainda não veio. Fudeu, eu devo estar grávida. Menos de vinte minutos depois voltou para o quarto com uma sacola cheia de testes de gravidez.
-Para que tantos? Se eu só preciso de um positivo para fuder com a minha vida?- fomos até o banheiro e fiz todos os procedimentos. Acho que foi o único momento na minha vida em que vi em silêncio em todo nosso tempo de amizade. Ela é tão faladora, tão brincalhona que seu silêncio nesse momento está me assustando.
-Pronto, !- Ah resolveu falar, sua puta, já tava me assustando.-Vamos ver o resultado?- eu sentei no chão e joguei os braços em cima do meu amigo gelado.
- Por favor , vê pra mim e me fala, eu não tenho coragem!- pra falar a verdade eu não queria nem ver e nem ouvir, mas era necessário, fazer o que? foi até a pia que estava os testes visivelmente apreensiva, lembra que eu falei que nós sentíamos os sentimentos da outra, exatamente. Ela olhou cada teste sem olhar para mim, pois eu saberia a resposta pelo seu olhar.
- Eu quero ser a madrinha!- Ela disse estendendo os braços para mim, só ela mesmo pra falar uma merda dessas num momento com esses. Meu único pensamento era BE-LE-ZA AGORA FUDEU! Eu não sabia se chorava, se ria, se xingava, a merda tava feita mesmo.
- , é claro que você vai ser a madrinha! - Fomos para o quarto abraçadas, ela sempre estava ao meu lado em todos os momentos bons ou ruins. Ela sentou na cama e eu apoiei a cabeça em seu colo. Deitando na cama. Decidi não chorar, nem senti tanta vontade assim, minha preocupação tinha um nome só: Marcos, ou melhor dois: Marcos Vinicius, meu noivo. - , o que eu vou fazer com o Marcos?
- Nada, diz que é dele ué?- ela disse simplesmente, como se falasse que ia a padaria. Enquanto me fazia um cafuné
- , eu não vou conseguir.- Ela pegou o controle e ligou a tv num canal qualquer, não me dei ao trabalho de olhar, escutei uma musica linda tocar, reconheci a voz que cantava imediatamente. Virei-me assustada, não pode ser! Olhei para tv e lá estava ele, além de lindo ele canta. - , É ELE , É ELE - Eu gritei, levantando de seu colo e apontando para a TV, na direção dele.
-Ele quem ? - ela falou assustada, abrindo os braços.
- É ele o cara !- ela levou a mão na boca, meu coração parecia sair pela boca de vê-lo mais uma vez mesmo que fosse pela tv. Lembrei-me da noite que passamos juntos quase por completo, o que me fez arrepiar.
-, você está grávida de um McFLY?- ela deu pulinhos no quarto com se tivesse ganhado na loteria. -De qual deles?- eu apontei para TV, mas já tinha acabado. Imediatamente pegamos o notebook, escrevendo McFLY no Google, conforme as milhares de fotos apareciam, minha respiração se tornava mais descompassada. Apontei para a foto dele.
- , meu Deus , como você não reconheceu ele?- ela disse surpresa.
- Eu estava bêbeda, . Mas no fundo eu sabia que ele não era totalmente estranho, não totalmente. - viu? Eu não disse que aquele estranho era especial.
- Eu juro que estou com inveja de você!- ela brincou, me abraçando. Peguei o Notebook e coloquei em meu colo. Em um dos milhares de blog's que entrei, vi que eles tocariam na noite seguinte em Berlim. Meu coração quase saiu pela boca. Eu estava em Berlim.
- Eles vão tocar aqui amanhã, . - Ela fez aquela carinha maquiavélica que só ela sabe e cuspiu as palavras em minha cara.
- E nós vamos até lá.- eu a olhei assustada, não eu não iria.- Você tem que dizer a ele, ele é o pai.- ela estava eufórica, para ela minha gravidez era festa.
- Eu não vou!- bufei.

Adivinha onde estou agora? É isso mesmo estou indo para o show, não para de falar desde ontem nessa merda. Cara como as coisas passam rápido na minha vida, parece até destino que na mesma hora que estou grávida de um desconhecido, eu descubro que ele é super conhecido e está na mesma cidade que eu a menos de um quilômetro do hotel em que estou hospedada. Mas, se ela acha que eu vou fazer a merda que ela está pensando ela está redondamente enganada, vê-lo cantar, tudo bem! Mas, contar a ele que eu to esperando um filho dele, jamais! Eu não sou uma groupie! Eu entrei nessa rabuda sozinha e vou sair sozinha! Ele jamais acreditaria em mim. Eu quero mais é ver aqueles olhos que me enfeitiçaram, escutar aquela voz que agora me parece tão obvia. Instintivamente coloquei a mão em minha barriga ao ver na entrada da casa de shows uma foto enorme de , é isso aí, é o nome dele. Esse é o pai do bebê que estou esperando, que ironia do destino!

Capítulo 3

's POV

Lá vou eu pra mais um show, ainda bem que eu realmente gosto do que eu faço. Eu me sinto feliz e completo, tenho a minha carreira, dinheiro, amigos, às vezes até que bate aquela falta do “amor”, de estar apaixonado por alguém, mas eu resolvo isso com aquele velho ditado: “ Enquanto não aparece a certa eu me divirto com as erradas” e isso vem funcionando para mim. Estranhamente o rosto da garota sem nome, a tal que se foi antes de qualquer apresentação, veio em meus pensamentos e não é a primeira vez. Procurei em outras mulheres um pouco dela, mas tenho que admitir, ela é boa! Muito boa, por sinal, e obviamente não encontrei, ela é única. Bem que eu gostaria de reencontrá-la. Por que eu me sinto estranhamente ligado a ela? Ela é só mais uma das garotas que passaram na minha mão. Eu tenho mesmo é que me concentrar no show que vai começar.
- ! Acorda!
- me deu um tapa no ombro, despertando-me dos pensamentos.
- Aposto que tava pensando na garota sem nome, é o que mais faz!- me encarnou, abrindo a porta já estávamos atrasados, o pior é que ele estava certo. Acho que meu ego ferido está me deixando meio variado.
-Sai dessa, . Nunca te vi perdendo tanto tempo com uma mulher, ainda mais uma que sumiu!- estava certo,ok, eu to meio... chocado, acho que essa é a palavra certa, por eu não saber nem o nome da desgraçada da garota que na noite me leva pro céu e a pela manhã faz minha vida virar um inferno. Porra eu tenho reputação, não posso ficar com cara de otário pensando nela.
Too close for confort, me preparei para entrar na música , concentração , concentração! Olhava os rostos na platéia feminina, sem muito interesse. Cartazes e mais cartazes, fãs chorando e mais ao fundo, achei ter tido uma visão, só poderia ser!! Cara essa garota tá me deixando louco!! Por que eu tinha que beber tanto? Agora, até sóbrio eu tô vendo a mulher!! Meu coração acelerou quando tive certeza que não era uma visão, ela era real, ela estava ali. E sabe o que é melhor? Não parava de me olhar nem por um segundo. E é claro que eu me fiz de gostoso, ela deve estar pensando que é só aparecer que eu vou lhe dar um sorrisão. Tá enganada! Mas vontade de sorrir deu, e eu sorri, mas não para ela. Certamente ela vai me procurar depois do show, eu sou , porra eu não posso ter perdido o jeito com as mulheres!!

's POV

Ver document.write(Apelidodoseufave) as vezes olhava em minha direção. Não seja ridicula ! Eu estou no meio de cinco mil pessoas, como ele me veria aqui? Cara como eu sou trouxa! Nem da minha cara ele deve lembrar mais. Ver aqueles olhos definitivamente não estava me fazendo bem! Eu tinha que sair dalí. Eu queria ver o pai do meu filho mais uma vez? Já vi! Posso ir embora agora! E foi o que fiz. e eu voltamos para o hotel antes mesmo do show terminar e isso eu vou pagar pode ter certeza por ter tirado ela de lá antes do fim, um dia ela vai usar isso. Eu sei! Eu conheço a cobra que tenho como amiga. Naquela noite não dormi direito, a voz de ecoova dentro dos meus pensamentos como se um gravador que estivesse com a tecla de play fudida e apertada e a bateria nunca acabasse. Lembrar das palavras que ele disse em meu ouvido quanto transamos, “ voce é linda”, era uma tortura. Isso o alcool podia ter apagado. Nossa última parada era Portugal, por onde ficamos uma semana. A cada dia que ficava mais próxima a minha volta para o Brasil, maior era o meu desespero, como eu contaria para o Marcos que eu estou grávida e que o filho não e dele. Pior os preparativos para o nosso casamento estavam praticamente finalizados, eu não poderia dar para trás, eu tinha que me casar e seguir o conselho mais infeliz que havia me dado, mas era o jeito.
- , eu vou dizer ao Marcos que estou grávida dele! Eu não posso deixar que uma noite foda tanto minha vida!- eu sei que sou egoísta, eu sei que sou mal caráter de deixar meu noivo pensar que vai ser pai, mas que outra saída eu tenho? Dizer para o homem que me ama, com tudo pronto para o casamento, casa comprada, que eu voltei grávida de um cantor? Sem chance! Eu só vejo essa saída. Em algumas horas eu o veria novamente, já que estava dentro de um avião voltando para o Brasil. Era bom eu começar a colocar pra fora todo o meu lado de atriz!
- Que bom , já que você não quis contar ao pai dessa criança .- achava realmente que se importaria. Saco! Será que ela não entende que pelo menos 50% das garotas que ele come deve fazer isso. Eu não sou assim !
- Ele não vai saber disso nunca!- dei-lhe aquele olhar de “NUNCA !!!!ENTENDEU? E ela também pelo olhar respondeu que sim.

Brasil minha terra querida, que bom voltar, ufa! Mal pisei no aeroporto vi Marcos me esperando, Legal eu já disse que não presto? O cara estava ali me esperando com um buquê de rosas, eu não mereço alguém como ele, é errado! Como a vida é cretina, eu aqui esperando um filho , fruto de um porre e meu noivo me recebendo como se eu fosse uma santa. Se eu o contasse tudo ele jamais me perdoaria, jamais! Definitivamnte eu não podia fazer isso . Contar seria pior para ele. Mentir seria pior para mim. Mas eu já to fudida, eu já vou pro inferno mesmo! Pelo menos não vou faze-lo sofrer. Assim que ele me viu correu em minha direção me abraçando em seguida. Eu o retribui eu poderia até ser uma filha da puta mas eu o amava... ainda. Marcos era um homem bonito, moreno, alto, era o que eu sempre sonhei em ter e tinha até então. Não tive coragem de contar a ele que estava grávida na primeira semana que voltei ao Brasil, queria organizar realmente meus pensamentos, fazer outros exames e ...havia chegado a hora. Contei-lhe aflita assim que cheguei em sua casa, daquele dia não passaria. Seus olhos se enchream de lágrimas, nunca tinha visto tão contente em todo o nosso namoro, foi aí que eu me senti mais podre, mais suja, mas agora já era. Assim que soube do bebê ele tratou de ligar para os pais, avós, tios e afins, era festa para ele, porém para mim...

Então enfim chegou o dia do meu casamento, minha barriga começava a crescer, muito pouco é verdade, mas como eu já tinha falado eu me sinto tão mãe! me ajudava com meu vestido de noiva, estávamos em um dos quartos da enorme casa da fazenda do meu sogro. Eu e Marcos decidimos casar aqui muito antes da minha viagem, muito antes da minha vida revirar do avesso, aqui é grande, bem eu diria enorme! Além de ser o lugar mais lindo que eu já vi. Era para ser um conto de fadas esse dia, mas então por que eu me sinto tão infeliz? Ah! talvez por que eu esteja vivendo em uma mentira. Aqueles malditos olhos me perseguiam, era acordada, era sonhando...o pior mesmo era saber que isso era só o começo, eu estava ligada àquele homem, eu estava carregando um filho dele mesmo que ele não soubesse, bela condenação a minha! Sentei na cama olhando minha amiga com seu vestidinho balonê verde, ela era minha madrinha, ela era minha amiga. Minha confidente. Ela sentou ao meu lado e segurou minha mão, não precisava falar para ela perceber que eu estava apreensiva, confusa e infeliz.
- Vai dar tudo certo, ! Eu sei que vai. O Marcos te ama e você ama ele.- Acho sinceramente que ela estava tentando me convencer disso.
- Eu já nem sei mais, . - coloquei minha mão sobre a barriga, será que eu ainda amava realmente meu noivo? Liguei a tv para me distrair, já era tarde para voltar atrás, e além disso eu não iria. Não mesmo! Fui trocando de canal, meio que ao acaso, tinha que me distrair, mas não conseguia focalizar em nada. Meus olhos bateram num canal de clipes onde uma música romântica e triste tocava. One last cry. Ótimo, é tudo que eu preciso nessa hora! Uma música triste e cheia de sentimentos como essa. Até a tv está tentando me punir! Seria mais fácil eu trocar de canal, mas eu não conseguia, eu precisava fazer isso. As lágrimas escorriam pelo meu rosto a cada palavra da música. Alguma coisa me dizia que eu não estava no caminho certo, que eu iria me arrepender, mas o que eu ia fazer? Apoiei minha cabeça no colo de , que com todo cuidado para não estragar meu cabelo retirou um fio solto da franja de meus olhos. Ah! quer saber foda-se o cabelo, eu realmente precisava de um cafuné da minha amiga. Eu ia ter que retocar a maquiagem mesmo. Como se meu sofrimento não fosse o bastante, como ironia do destino adivinha de quem foi o próximo clipe?
- Essa porra ta me perseguindo, !- eu agorei olhando para tv e levantando bruscamente. Imagine a cena: Eu com um lindo vestido de noiva rodado, com a maquiagem borrada, apontando o dedo para a tv desesperadamente. Eu era quase a noiva cadáver!. cantava com aquele voz de derreter sorvete dentro do freezer, o que me deixou mais puta ainda. Até no dia do meu casamento esse idiota tinha que dar o ar da graça? Arrego! caiu na gargalhada, ela sabia que tanto quanto eu que sempre pode piorar a situação.
- Você tá fodida ! Ele vai te perseguir onde você for! - Seu olhar era sério e o sorriso já não predominava mais em seu rosto. - Tem duas coisas que te impedirão de esquecê-lo- Tá a primeira eu e a torcida do Flamengo já sabemos: o filho. Mas e a segunda?
- Duas?- eu realmente quis saber mesmo que tivesse medo de ouvir a resposta.
- O bebê e...- ela fez aquele pausinha dramática que dá vontade de meter a mão na cara dela. - Você está apaixonada por ele. Eu sei, eu sinto!- ai, que clichê . Essa definitivamente foi péssima. Mas , como é minha amiga que está falando eu tenho que levar a sério. Será que eu estou apaixonada por ele?
- , como eu posso estar apaixonada por ele? Eu nem o conheço? Não sei nada sobre a vida dele.- eu falei tão obviamente balançando a cabeça. Eu falava isso mais pra mim que para ela.
- Nada que o Google não resolva!- Essa era a palhaça da minha amiga, não que eu não fosse, mas caramba não dava pra levar nada a sério. Uma das empregadas da fazenda veio me chamar, estava tudo pronto só faltava noiva. me ajudou a retocar a maquiagem e saí do quarto em direção a uma nova vida, uma vida de mentira.

Ver a alegria estampada na cara da minha família foi meu combustível para seguir em frente, ainda mais depois que uma certa pessoa me disse que eu estou apaixonada por outro. Marcos era encantador, todos os dias eu devo agradecer a Papai do céu por tê-lo colocado em minha vida. Ele estava lindo de noivo, como homem alto fica bem de terno! Tentei pensar somente em coisas bobas e bonitas durante a cerimônia para não cair no choro e pagar um mico. Passamos a noite na fazenda e no dia seguinte embarcamos para o Canadá. Lua de Mel, ué? Por onde ficamos duas semanas. Sabe que durante essa viagem eu realmente consegui esquecer de determinadas coisas? Eu precisava!

Capítulo 4

Minha barriga crescia cada dia mais, agora faltava pouco para que o bebê nascesse, minha ansiedade era tremenda, meu medo também. A única coisa que eu pedia a Deus: Que ele puxe a mim! E o medo dele vir a cara do pai e todos saberem que ele não era filho do meu marido.
AH ! Aliais é um menino, seu nome será . Mas, que ele viesse fisicamente igual ao pai não era o único problema, tinha medo de tudo que a genética mandasse para essa criança. Estar grávida é uma coisa que não deveria ser feita para aflitos e ansiosos como eu. Aqui estava eu , sentada na minha cama com meu notebook enquanto via fotos de .
Não vou mentir isso virou quase um hábito. Eu sentia uma necessidade estranha de saber sobre a vida dele, bobamente falava para meu bebê coisas como: “ seu pai cortou o cabelo”, “ ele ta tão lindo nessa foto”, eu tinha que perder esse hábito, quando ele nascesse eu não poderia dizer mais isso a ele. E a sensação de ouvir a voz dele. Bendito seja o You Tube! Todas as vezes que ouvia uma musica que ele cantava, mexia dentro de mim. A primeira vez fiquei assustada com tal ligação, meu Deus como poderia? Mas ultimamente tenho feito isso com tanta freqüência, eu gosto de saber que meu bebê responde ao ouvir a voz de seu verdadeiro pai. achou isso a coisa mais incrível do mundo, e é de fato.

veio ao mundo enorme, lindo trazendo alegria a minha vida, meu amor por essa criança era incondicional, acho que até mais do que se ele fosse filho de Marcos. Nós tínhamos a nossa historia, só minha e dele. Era impressionante! Eu olhava aquela criaturinha em meus braços com uma paixão que talvez só entenderia, já que ela me conhecia como ninguém. Marcos era todo emoção, um pai super coruja e dedicado, o que me fazia sentir culpada, mas não mais como antes. As coisas passam, sabia? Com o tempo fui aprendendo a lidar com muita coisa. Inclusive com o fato de que meu filho a cada dia que passava ficava mais igual ao verdadeiro pai. O olhar que tanto me perseguia com aqueles olhos , tinha, mas não só o olhar, como a boca , o cabelo exceto pela cor que puxaram aos meus castanhos escuros.. Eu convivia com um mini < na minha vida.

chegou em minha casa ansiosa, colocou sua filha Sophie no quarto de e me puxou até o meu quarto. Parecia querer muito me contar alguma coisa, mas que novidade! Assim como ela foi a primeira saber que eu estava grávida, quando por ironia do destino no primeiro aniversario de ela descobriu que também teria um bebê, ela me contou. Será que ela está grávida novamente? Ela nem está namorando, é depois que ela engravidou de Sophie, ela e o pai da menina tentaram viver juntos , o que durou por quase dois anos, mas tanto ela quanto eu sabíamos que não ia dar certo, ela não era apaixonada por ele, pra falar a verdade eu nunca a vi apaixonada por ninguém. Será que é isso? Ela se apaixonou?
- Ai , que foi de tão importante você tem pra me falar? - sentei na cama, fingindo estar despreocupada.
- Cadê o notebook? Liga ele. - eu a obedeci imediatamente, a cara dela era de espanto, ansiedade, era de tudo junto.
- O que foi ? O que é que tem ai ?- ela digitou uma frase no You Tube e me apareceu um vídeo de . Não que eu nunca tivesse visto um, mas já tinha um tempinho que eu procurava não o ver. - Ah! , o que foi dessa vez? O que o fez de tão importante pra você estar com essa cara? - eu disse debochando de sua cara, ela me olhou séria e eu parei.
- , eu vi esse vídeo ontem- ela deu uma pausa - eu to chocada! Olha só! - eu olhei, o vídeo começou e a cada cena que passava meu coração se apertava. Mordi o nozinho do dedo indicador com tanta força que achei ter tirado um pedaço. Era um vídeo dele criança e eu vi meu filho ali, não só na semelhança física mas em cada gesto, na forma de olhar, no sorriso. Meu Deus se ele fosse criado perto de não seria tão igual. Maldita genética! - fez isso semana passada, ele é igual ao , ! Como pode parecer tanto?- ela disse enquanto mostrava brincando com um violãozinho. Meu filho também tinha aptidão para música, em seu aniversário de quatro anos eu lhe dei um violãozinho e ele surpreendentemente segurou como um adulto, só faltou realmente fazer um solo.
- Eu sei, amiga!. É chocante para mim também! Mas o que eu posso fazer?- ela me olhou solidária.
- Eu sei que é foda! Eu sei.

Capítulo 5

Como em todo início de ano, eu, meu marido, meu filho, e sua filha vamos para algum lugar no mundo, pra passar as férias. Ter uma situação financeira “digamos” privilegiada, contribui muito para esquecer de todo e qualquer problema. Já fomos para Cancun, Dubai, Costa Rica, tudo o que estiver na moda estamos dentro. Decidimos que desta vez seria algo no continente americano mesmo. México foi a opção mais desejada, Cozumel, o lugar é simplesmente lindo, paradisíaco eu diria. Praia de areia branquinha, céu e mar azulzinhos e um hotel que por Deus, era lindo também.
- Amor, esse lugar é lindo mesmo!- Marco constatou enquanto pegava algumas peças de roupas no armário da suíte, estava em seu quarto com Sophie e e nos encontrariamos mais tarde. - Desta vez você se superou na escolha!- ele me envolveu em seus braços, nós já tinhamos sete anos de casados e ainda nos tratavamos como namorados, com carinho e admiração. Verdade seja dita ele jamais percebeu alguma mudança da minha parte, não que ele seje um ótario, longe disso. Eu que fui muito boa atriz, merecia um oscar e tambem com o tempo as coisas se encaixaram, tornaram mais fáceis. E ve-las assim dá a certeza que fiz a escolha certa.
- me ajudou a escolher o destino desta vez, ela já tinha vindo aqui quando criança.- completei não ia querer o mérito só para mim- E além do mais Marcos! Olha o sol que está fazendo lá fora, vamos aproveitar! -Procurei meu biquine dentro do armário, uma sunga para e Marcos. Eu e ele nos vestimos rapidamente e fomos para o quarto de nossa amiga.
- - Marcos chamou o filho assim que passamos pela porta do quarto de , o menino correu até o pai - Vamos pro nosso quarto colocar uma sunga? Sua mãe já esta pronta, só falta a gente!- deu a mão ao pai enquanto eu ficaria no quarto esperando ela se arrumar. - não demorem hein meninas, nós os homens, já estamos quase prontos.- Marco disse fechando a porta.
- Bora, Sophie pra piscina com a dinda?- Sophie pulou em meu colo com um sorriso de orelha a orelha - Bora, olha o sol que está nos esperando! Eu apontei pela janela.
- Mas é claro que eu vou, sua juca! Ou você acha mesmo que eu ia ficar aqui dentro? Eu só não coloquei o biquíni ainda por que eu estava tomando conta do seu filho e da sua afilhada!- Só para constar, é afilhado dela e Sophie sua própria filha. jogou em cima da cama um biquíni para que eu colocasse na menina ao mesmo tempo que se vestia.
Tudo pronto. Descemos até a imensa piscina que nos esperava era tudo tão maravilhoso que parecia que eu estava no céu. Passaríamos o mês todo aqui, nesta filial do Paraíso. Como é vida é triste, né? Passamos a tarde quase toda na piscina, até que teve a brilhante idéia de procurar um Spa. Só para uma massagem, relaxar um pouco. Marcos ficaria com as crianças na piscina enquanto nós mulheres dávamos um trato no corpo.

Danny's POV.

Férias! Uhu! Que maravilha sentado a beira da piscina , tomando uma cerveja com meus amigos, as suas esposas e filhos. Pelo menos as esposas e filhos deles, eu sou um solteirão, quando eu vejo que o negócio vai ficar sério eu pulo fora. Ainda sou novo tenho muito para fazer. Antigamente uma viagem só de amigos não tinha tanta gente, agora é e Laura com seus filhos Henry e Cindy, Harry e Izzy com Rebeka e até o , que tá sem mulher trouxe seu filho Owen. E eu sem mulher, sem filho no meio da galera, não que eu sinta falta, não é bem isso é só que eu já estou com quase trinta e não tive nenhum ainda, né? Talvez se eu realmente gostasse de alguém de verdade eu iria querer ser pai, mas até que isso não aconteça, eu faço muito bem a função de tio. E como faço, eu sou um verdadeiro palhaço nessa creche que o McFLY se transformou e eu não ligo nem um pouco em desempenhar esse papel até que meu próprio filho apareça. Nossa como eu tenho ficado gay, deve ser por estar vendo esse babacas paparicando suas crias. O pior é o , desde que a Naomy o largou deixando o Owem para ele criar, se transformou em uma mãe quase.
- O Que tanto você pensa ai, dude?- Harry me tirou dos pensamentos.- Ou melhor em quem?
- Se deu mal nessa vez, seu otário. Não era em mulher que eu tava pensando, era na creche que está nossa mesa. - uma gargalhada em coro foi dada. Será que eles não tinham se dado conta que tinham 4 crianças, com idade entre seis e três anos, junto a nós?
- Só falta um filho seu, !- sorriu sarcasticamente, ele sabia que eu não tinha e não teria um tão cedo. Virei-me para observar a piscina mas não consegui olhar para ela, antes vi um garotinho estabanado cair bem a minha frente. Levantei num pulo para pega-lo do chão. Todos na mesa fizeram um silêncio absoluto, talvez pelo tamanho do tombo ou talvez pelo susto que eu também levei ao virar o menino de frente. Eu me vi naquele garoto. Fiquei completamente sem reação com o menino em meus braços, que não chorou, muito pelo contrário deu uma gargalhada tão escandalosa como a minha.
- Ele se machucou?- Laura interferiu,retirando o menino de mim e vendo se ele estava ok.
- Não, eu estou bem. Foi só um tombo!- ele riu novamente, olhá-lo era como se eu me olhasse no espelho, só que em uma versão menor, será que eu estava vendo coisas?
-Onde estão seus pais ?- a mamãe quis logo saber.
- Minha mãe foi num spa com a minha dinda e meu pai ta ali- ele apontou para um homem moreno sentado, que lia um jornal. Não estava tão longe de nós. Cara o menino não tinha nada a ver com o pai. Eu, definitivamente, não estava bem.
- , essa criança é sua cara. - me cutucou, falando em meu ouvido. Então ele também percebeu e acredito que não tenha sido só ele devido a cara dos meus amigos que olhavam como eu incrédulos para o garoto.
- Qual o seu nome pequeno?- O menino virou novamente para mim e eu fui atingido por uma onda de dúvidas e contradições. Eu estou tão desesperado assim para ter um filho? Tô me vendo até em um desconhecido.
- e o seu? - nossa que criança falante e simpática.
- O meu é - eu estendi a mão para ele que depositou sua pequena mãozinha na minha. Confesso que senti algo diferente percorrer pelo meu corpo quando minha mão tocou na do menino. Parecia estranhamente que eu o conhecia. Ah! é eu esqueci ele é minha cara, é claro que eu conheço.
- Eu vou ficar com meu pai. Tchau! - ele retirou a mão da minha e correu até onde seu pai estava. Laura levantou-se e o seguiu, conversando com o homem que estava com ele.
- Jesus, dude o menino parece pacas com você! - também tinha percebido, graças a Deus eu não estava vendo coisas.
- É eu também percebi, muito parecido mesmo.- Izzy se pronunciou.
- Também achei, se fosse meu filho não parecia tanto.- eles me olharam meio confusos, pera aí eles achavam o que o garoto era meu filho? Não tem nem como? Se ele fosse eu não saberia? Ah francamente! O garoto era parecido comigo. Fato. Mas daí ter alguma ligação genética aí já era exagero.
- Fui convidar ele e a garotinha que está lá com ele para a festinha que vamos fazer para as crianças no play, hoje a noite. O pai concordou, vai deixá-los lá as sete.
-Que criança adorável ele! - Laura disse sentando novamente, realmente ela tinha razão o menino era adorável. Não consegui mais deixar de olhar para o menino até que ele saísse da piscina com o pai. Eu estava estranhamente curioso para saber quem era a mãe dele. Já que com o pai não se parecia nada. Bem talvez eu soubesse hoje a noite na festinha, quem sabe ela não aparecia por lá.

Fiquei olhando para a porta do play a cada movimentação diferente, queria logo que chegasse com a sua mãe. Mas o que vi mesmo foi o pai dele atravessando a porta com ele e garotinha. Bufei irritado, merda! Cadê a porra da mãe dessa criança? Deve ser um bagulho para passar tanto tempo dentro de um spa. Certamente ela não parecia comigo! Laura o recepcionou e em seguida ele foi embora. As crianças correram em direção a e eu apenas segui com os olhos. Dei um outro gole na cerveja. Precisava limpar a garganta. Isso realmente era estranho.
- Você tá bolado com o mini , não ta?- sempre sabia de tudo, que cara chato! Mini ? O que é isso? Coitado do garoto já recebeu um apelido. Mas eu estava bolado mesmo, e muito.
-Eu tô. Ele é muito parecido comigo, né? Que estranho.!- sabe o que realmente foi estranho? Que pouco tempo depois o garoto veio até a mim, parando ao meu lado ficando na mesma posição que eu.
- Hey, você quer jogar autorama comigo?- ele disse como se me conhecesse desde sempre.- Os meninos não querem!- ele bufou. Neste instante um dos garçons que passava, parou para nos oferecer um salgado. Pegamos juntos com a mão esquerda no mesmo instante.
- Seu filho é muito parecido com você, senhor!- o rapaz desavisado disse enquanto nos servíamos.
- Ele não é meu filho!
- Desculpa, senhor é que parece bastante, até no jeito de pegar as coisas. -ele saiu sem graça e quem ficou sem graça fui eu. Olhei para o menino me sentindo um idiota, tinha alguma coisa errada ali. Eu tinha que descobrir. Seria ele filho do meu pai? Será que esse menino era meu irmão? Eu não sei, mas eu vou descobrir!
- Vamos jogar então, ?- o menino abriu um sorriso e fomos até o autorama. Eu me sentia bem ao lado dele, apesar da pouca idade dele, afinal ele tinha quantos anos? Seis?- Hey, quantos anos você tem?
-Eu tenho sete.- Sete anos? Mas que diferença faz?! O tempo ao lado do garoto foi passando sem que eu percebesse, era como se nos conhecêssemos, era como se ele fosse um dos filhos dos meus amigos.

's POV.

- vamos buscar as crianças lá na festinha no play?- eu sabia que meu filho era simpático mas tão rápido, fazer amizade a ponto de ser convidado para um festinha, é demais. A quem será que ele puxou? - Os nossos filhos estão aproveitando mais que nós.
- Vamos sim, em um minuto estou pronta! -quando ela fala um minuto é que daqui a meia hora ela acaba de se arrumar. Depois da tarde de massagem nada me estressa! Nem mesmo o fato de ter que esperá-la. Ela vestiu um short jeans preto e uma regata branca, quase igual a mim, que usava um short xadrez e uma blusa preta. Nós sempre nos vestimos parecidas, mas cada uma com sua personalidade. Caminhamos calmamente até o play onde buscaríamos as nossas crias. Fomos recepcionadas por uma gentil mulher sorridente.
- Viemos buscar o e a Sophie - a mulher arregalou os olhos em surpresa. Não entendi por que de primeiro momento.
- Você que é a mãe de ? Ele é adorável, Oi meu nome é Laura.
- Sim eu sou a mãe dele , obrigada pelo elogio! Eu sou e essa é minha amiga mãe da Sophie.- senti me cutucar discretamente e só entendi o porquê quando olhei para o restante das pessoas que ali estavam. Eu os conhecia e conhecia bem! Olhei para frente e vi Harry, e , todos bebendo alguma coisa. Meu Deus não pode ser! Não aqui! Meu filho estava no mesmo lugar que o pai. BE-LE-ZA agora já era. Olhei ao fundo e vi a cena que eu não sabia se ria, chorava, gritava minha vontade era sumir dali. e jogando autorama enquanto riam descontroladamente. Eles perto um do outro ainda conseguiam ser mais iguais, cara que castigo! Eu colei chiclete na cruz só pode! Olhando de longe pareciam pai e filho se divertindo, mas peraí eles são pai e filho! Só que não sabem! Não mesmo! - Laura você me dá licença por um segundo? - disse puxando que estava atônita ao meu lado, eu precisava de uma amiga, não de uma estátua.. Vê-lo tão perto novamente me fez lembrar daquela maldita noite em Londres, depois de tantos anos eu achei que ela havia se perdido em minha memória, mas não ela tava aqui, bem viva esse tempo todo. Aqueles olhos, aquela boca... que eu não escute a voz dele. Eu definitivamente preciso beber algo forte. Minhas pernas começaram a tremer, meu coração acelerar, mas eu não sabia o por que exatamente. Peraí eu sabia sim!!! Acho que tinha razão quando falou que eu era apaixonada por ele a sete anos atrás. Eu sempre fui! Como pode ser? Meu Deus me ajude! O que eu faço, . ?
-Não sei amiga, eu não sei. -Ficamos nos olhando tentando achar a resposta nos olhos da outra, e aposto que ela viu nos meus olhos o que eu vi nos dela: NOTHING! NADA.
-, vai você e chama o . - Eu não sei se ele me reconheceria, acho sinceramente que não, mas pra que correr riscos? Eu o reconheci, eu jamais esqueceria dele. Merda! Por que meu coração me traiu dessa forma?

Capítulo 6

's POV

O tempo tava passando e a mãe de não vinha buscá-lo. Eu estava curioso, porra, eu sou humano! Não é sempre que você tira férias em um lugar distante de sua casa, ou melhor longe de seu continente e encontra a sua cópia por aí! me causava arrepios, eu sentia uma ligação com esta criança, não era só pela semelhança dele a minha, era sobrenatural. A resposta viria com a chegada da mãe dele, mas ela não vinha.
- , sua mãe vem te buscar?- o garoto no mesmo momento olhou ao redor do salão apontando na direção da porta.
- Ela está ali . - Antes eu não tivesse olhado, isso que dá ser curioso. Olhei duas mulheres próximo a porta, uma alta e outra mais baixa. Meu coração parecia querer sair pela boca, era ela, a minha garota sem nome! A que me deixou pela manhã sem ao menos se despedir, a que eu fiquei esperando depois do show da Alemanha e não apareceu. Me toquei que isso foi a sete anos atrás, eu não esqueceria disso, infelizmente essa mulher ficou guardada em minha memória como chiclete. tem sete anos! Meu Deus isso não é verdade. Só para constatar eu tinha que perguntara a ele, qual delas ? Eu temia a resposta.
- pequeno, qual delas é a sua mãe? - ele apontou para a mais alta. Senti um misto de ódio e surpresa dentro de mim. Era como somar 2+2, era minha cara, FATO, todos disseram isso, eu havia dormido com ela a sete anos atrás, FATO. O garoto tinha sete anos.!!!!! Um bolo foi criado dentro do meu estômago, meu olhos se fecharam de raiva. Como ela não me contou isso? Eu tinha um filho? Olhei para , que ainda jogava. Isso parecia irreal, eu não tenho filho! Desviei meu olhar para pedindo que ele se aproximasse. Ele veio rapidamente, percebendo pelo meu olhar que tinha algo errado.- Tenho que resolver uma coisa. Fica aqui com o ! Por favor?- Ele balançou a cabeça positivamente e eu saí em disparada na direção da garota me deparando com a outra mulher que estava com ela e que caminhava na direção oposta a minha. Era ela quem estava com a minha garota naquela noite no pub, eu me lembro perfeitamente. A cada passo que dava eu tinha mais certeza. Aproximei-me da mãe de olhando em seus olhos, ela não sustentou o olhar. Parecia assustada, apreensiva ... envergonhada. Segurei discretamente em seu braço e senti que ela se arrepiou. Lembrei que na noite que ficamos ela sentiu a mesma coisa com meu toque. Isso era bom! Mas não tenho tempo para isso! Tenho um bilhão de coisas para resolver. Cada músculo do meu corpo parecia dar nós de tanta raiva que me dominava naquele momento.- Vem comigo agora- Ela me olhou nos olhos e sacudiu a cabeça que sim, com os olhos implorativos.
Ela estava com medo de mim. Eu também teria na situação dela! Cada poro da minha pele transpirava ódio. Eu saí meio que a puxando pelo braço, mas ela não lutou, apenas me acompanhou até um pequeno jardim que ficava atrás do hotel.
- Qual é seu nome, afinal? Por que você fez isso comigo? O que você estava pensando? O que você acha que está fazendo? Por que você escondeu ele de mim?- a bombardeei de perguntas, ainda segurando seus braços fortemente. Ela me olhava estática, abrindo fechando a boca várias vezes, mas sem emitir som, e minha raiva só aumentava, impulsivamente apertei ainda mais seus braços a sacudindo sem o mínimo medo de estar machucando. Saber que você tem um filho sete anos depois, isso sim é dor! - ELE É MEU FILHO NÃO É?- gritei sem saber exatamente o que estava fazendo, ela por sua vez continuava quieta e levou o olhar até o chão. Minha cabeça parecia que ia explodir, era muita informação para mim. Hoje pela manha eu acordei um solteiro irresponsável e iria dormir com a certeza de que era pai. - ME DIZ QUAL É SEU NOME, PORRA!- o silêncio dela me matava, eu queria saber pelo menos o nome dela pra gritar....xingar.
-- disse com a voz falha, seu rosto estava molhado de lágrimas que escorriam de seus olhos, minha mão foi se afrouxando lentamente, sem solta-la. Alguma coisa me dizia que se eu a soltasse, ela fugiria novamente e isso não poderia acontecer, não agora que eu sei de . Então seu nome era ?
Como eu quis saber esse nome, como eu desejei vê-la novamente. Ela me assombrou nos sonhos por meses até que a memória fez seu papel e colocou no fundo. Senti o quanto ela tremia e me senti mal por ela. Talvez para ela não fosse fácil também.
- , fale-me a verdade. Eu tenho o direito de saber- eu falei um pouco mais calmo. Ela me olhou implorando com o olhar que eu parasse. Mas ao invés disso eu senti mais necessidade da resposta, não que eu precisasse. Estava tudo muito claro! - é a minha cara, nem a minha irmã se parece assim comigo! - as lágrimas no rosto dela escorriam com ainda mais intensidade. Ela era linda até chorando! Foco homem, foco!
- , por favor! - ela disse em meio a soluços. Ela sabia meu nome? É claro que saberia, eu sou uma pessoa pública e um idiota!. Fato.

's POV

Eis o dia mais difícil da minha vida, ele descobriu! Tanto lugar no mundo para eu passar as férias e eu tenho que vir para onde o pai do meu filho está. Ele não é burro, é só olhar para o menino para saber. O que eu faço, Meu Deus? As mãos de ainda seguravam meus pulsos com força, nada comparada com minutos atras, ele parece ter ficado mais calmo quando eu disse meu nome. Coitado cara, eu só faço merda! Imagina para ele olhar um garotinho qualquer e se ver estampado nele? Por que tem que ser tão parecido com ele? Por que ele não puxou a mim? Agora estou eu aqui ,novamente, nos braços desse homem, completamente inerte. Sua voz até com ódio consegue me embriagar, deixar-me fora do ar.
- PELA ULTIMA VEZ, FALA! DIZ A VERDADE!- ele voltou a gritar, seu olhar tinha um misto de ódio e desespero. Seu corpo foi me empurrando para trás e eu tive medo dele. Eu merecia isso, eu sei! Mas e se eu tivesse contado na época, ele não acreditaria! Não que um DNA não resolva, mas pra que isso? E eu que achava que ele não se lembrava mais de mim. Minhas costas bateram em uma parede e ele me imprensou com o seu corpo nela.- Eu já estou ficando sem paciência! - suas mãos voltaram a apertar meus braços. Cada parte do meu corpo tremia, não só de medo, mas também em reação ao seu toque. Olhei em seus olhos, eu não tinha escolha, mentir para ele também? Ele jamais acreditaria.
- É, . Ele é seu filho - as palavras saíram cuspidas, quase por conta própria. Ele abriu a boca em surpresa. Percebi que sua respiração tornou-se ofegante. Ele aproximou ainda mais seu corpo no meu e eu pude sentir que seu coração estava acelerado, tanto quanto o meu. Ele soltou um dos braços e passou por trás da minha nuca enquanto eu o olhava incrédula. Ele puxou minha cabeça para próxima da dele não desviando o olhar do meu. Por favor , não faz isso!!! Eu mereço seu ódio eu sei, mas não me tortura desse jeito. Ver esse olho de tão perto, essa boca a poucos centímetros da minha era castigo demais. Minhas pernas não respondiam mais. Pude sentir sua respiração bater em meu rosto e eu fechei os olhos, engoli seco. Fiquei esperando que ele gritasse, me jogasse no chão, que tivesse me aproximado de seu rosto somente para me martirizar.
Mas ao contrario disso, senti seus lábios tocarem nos meus com força e desespero. Não entendi o porquê daquilo. Que ele mexia comigo eu não tinha dúvidas, mas eu mexer com ele, para mim era novidade. Não resisti ao toque de seus lábios abrindo-os para que ele aprofundasse o beijo. Soltei um gemido arfado assim que nossas línguas se tocaram, é impressionante como certas pessoas simplesmente tem o poder sobre a gente. Ele tem e como tem. Lembrei-me do mesmo beijo que ele me deu da ultima vez ,ou melhor da única vez que ficamos juntos. Ele deu um sorrisinho sem descolar nossas bocas que se mexiam em um movimento descontrolado, soltou minha outra mão e eu pude finalmente abraçá-lo, não me dei conta do quanto eu queria fazer isso até fazê-lo. Eu o desejava, ele envolveu minha cintura me puxando ainda mais para seu corpo que estava rígido. Senti seus lábios pararem de se mexer. Abri os olhos e me deparei com os seus me fitando.
- Por que você nunca me procurou para contar? Por que você fez isso comigo?- sua voz estava novamente carregada de raiva, mas desta vez pude sentir tristeza. Minhas mãos tremulas permaneceram em suas costas enquanto ele depositava as dele na minha.
- Você não acreditaria, nós estávamos bêbados, achei que nem se lembraria de mim!- senti um alívio profundo por dizer tais palavras a ele, tão simplesmente. Sem ao menos saber o porquê eu me sentia bem ao seu lado, lhe contando a verdade, o que seria da minha vida agora? - e eu estava...?
- Eu acho que acreditaria sim, mesmo bêbado eu jamais ia esquecer, mas você estava o que?- meu coração acelerou quando ele disse, que jamais me esqueceria. Isso , deixa seu filho órfão, só nessa noite eu já tive essa mesma sensação várias vezes. Temi que ele tivesse percebido as variações dos meus batimentos, já que seu corpo ainda me imprensava na parede.
- Eu estava noiva, de casamento marcado..- ele levantou a sobrancelha confuso, mas não teve tempo para me perguntar alguma coisa, já que ouvimos vozes se aproximando. Ele se soltou de mim e deu três passos para trás colocando as mãos nos bolsos em seguida. Eu descolei as costas da parede, tentando colocar as minhas pernas para funcionar novamente sob os olhares atentos de . Segundos depois , e apareceram.
- Ele esta aqui, dinda!- disse correndo até onde eu estava e para minha surpresa ao invés de se aproximar de mim, ele foi até o pai ( mesmo sem saber que era) parando em sua frente.
olhou para mim e agachou na altura do filho abraçando-o em seguida. Meu coração definitivamente tinha perdido só hoje uns dez anos de vida útil. Era muita emoção ver essa cena, era a coisa mais linda. correspondia ao abraço de uma forma tão especial. se aproximou de mim incrédula.
- Ele sabe?- eu balancei a cabeça que sim, ela levou a mão na boca mordendo o nozinho de seu indicador e pude ver lágrimas em seus olhos. Lágrimas escorriam de meus olhos, de emoção, de alegria, de medo de tudo junto.
- Mãe esse é o , meu amigo- o menino soltou-se do abraço. Pude ver que estava tão emocionado quanto eu assim que ele levantou novamente. levantou as mãos para ele como se perguntasse o que está acontecendo e pude ver responder com um sinal que depois falaria.
-Eu já o conheci, meu amor. Ele me ajudou a encontrar esse jardim. Eu precisava respirar- menti para o meu filho. Não é porque eu me senti bem contando a verdade que eu vou foder o cérebro dele, contando-lhe também.- Bem, vamos então?
- Ah mãe, eu queria brincar mais um pouco com o - ele olhou para o pai que abriu um sorriso deslumbrante - Foi só por isso que eu vim procurar!.-Nossa senhora?! Que ligação é essa?
- Amanhã, filho. Já está tarde!- me deu uma olhada estranha como se quisesse falar algo, mas devido a alguns fatores que se encontrava ali ele não poderia.
- Eu te levo no seu quarto então!- abriu um sorriso e lhe estendeu a mão. Caminharam mais a frente de mãos dadas e se aproximou do amigo. Enquanto eu e assistíamos a cena alguns passos atrás.
- É a coisa mais linda que eu já vi, amiga?-as lágrimas desciam de seu rosto.
- Eu sei, mas tô morrendo de medo. E agora?
- Eu não sei, mas olha para eles juntos. Cara eu nunca vi algo tão forte, eu tô arrepiada!- Só você? Deus me castigaste feio. Não teve nenhuma dó de mim quando mandou não um filho, mas um clone do pai.
- Eu também me arrepio com isso, você nem imagina!- ela deu um sorrisinho debochado.
- Hey, - chamou -Eu tenho que ir buscar a Sophie no play!- Pela expressão que ela fez, eu tenho quase certeza que ela esqueceu que tinha deixado filha lá.
- É mesmo, vamos lá eu te acompanho!-ele se despediu do amigo e veio até a nossa direção.
- Depois nos falamos!- deu aquele olhar que quer dizer “quero saber de tudo” e seguiu para o play. parou para que eu o alcançasse e assim que eu consegui, me lançou um sorrisinho perturbador. PS a mim mesma: NADA SERÁ COMO ANTES!!!!
- O que tanto vocês conversam?- o pequeno me olhou amigavelmente, visivelmente ele se sentia bem com .
- Mãe você sabia que o toca em numa banda?
- Sei sim filho- e como sei. estava de mãos dadas com o pai e eu peguei sua outra mão. Estávamos como uma família, como talvez deveria ter sido. Mas não foi e não era. Meu coração se apertou, como seria a partir de hoje? Chegamos a porta do quarto.
- Hey pequeno, qualquer hora eu toco pra você ver.- ele sorriu bobamente quando viu que o menino ficou animado.
- Pode ser amanhã?- perguntou ansioso .
- Ele adora tudo que é relacionado a música. -e como gosta, desde de bebê adora batucar, tirar ritmo de tudo.- Estou pensando em matricular ele em algum curso quando voltarmos!
- Eu na idade dele também era assim.- passou a mão na cabeça do filho,ele realmente se via na criança. Como pode acontecer tão rápido?
- Mas hein? Pode ser amanha?- o menino estava de braços cruzados olhando para nós dois esperando uma resposta.
- Se sua mãe deixar- me olhou pedindo permissão. Eu assenti e entrou no quarto sorrindo assim que se despediu do pai.
- Bem eu vou entrar!- eu falei mais pra mim do que pra ele dando um passo para a porta. segurou em meu braço me fitando.
- Espera!- ele me puxou alguns passos distantes da porta- Nós temos muito o que conversar ainda, ! Mas pode ser amanhã. - eu engoli a seco, eu sabia que só estava começando.
- Eu sei que temos .
- Amanhã pela manhã você me procura, estou no quarto 1003- suas mãos tocaram levemente em meu rosto - Se você não for eu te acho onde você estiver!- suas palavras pareciam ameaçadoras. Ele abaixou a mão, dando uma piscada e saiu andando pelo corredor. Malditas borboletas no estômago! Elas estão fazendo uma verdadeira rebelião aqui dentro. Entrei no quarto me deparando com Marcos dormindo e deitado ao seu lado. Porra! Como a vida é cretina! Ele estava com seu verdadeiro pai a dois minutos atrás e agora aninhado a Marcos que ele achava ser o pai. Como eu falaria isso a ele? Eu não falaria!!! Não falaria.

Quem disse que eu consegui dormir? Você dormiria sabendo que pela manhã você teria que ter uma conversa daquelas? Fora o fato de lembrar a todo instante do beijo que ele me deu e de como foi maravilhoso. Esse homem me fascina, foi por isso que eu fui pra cama com ele no mesmo dia que nos conhecemos. Se eu estava apaixonada por ele desde então, o sentimento só aumentava a cada momento que o nosso filho crescia e ficava mais semelhante a ele. Mas eu jamais tive sequer o pensamento que o veria novamente, que nos tocaríamos. Que ele descobriria!

Capítulo 7

's POV

Voltei ao play, tinha que falar com o . Ainda não tinha assimilado tanta informação na minha mente. EU ERA PAI!!!!!!!!! Definitivamente eu tinha um filho! Seria um sonho ou um pesadelo? Certas coisas acontecem na nossa vida tão rapidamente que nem dá para acreditar. Senti uma raiva dentro de mim que aumentava e diminua desde o momento em que vi . Como ela pode tirar de mim a oportunidade de ver meu próprio filho crescer, seu nascimento, os primeiros passos, suas primeiras palavras? Ela disse que ele gosta de música, tanto quanto eu. Ele é meu, é parte minha. Tem muito de mim nele, eu pude perceber no momento em que eu o vi. Nossa maior diferença é seu cabelo, que é negro como o da mãe. É impressionante olhar para que eu mal o conheci tendo a certeza de que sou pai dele. Nunca imaginei sentir isso, muito menos passar por uma situação dessas. Nem mesmo quando pensava em ter filhos imaginava que seria tão forte. O garoto me conquistou desde o primeiro segundo. Lembrei-me do beijo em que dei em , ela realmente mexia muito comigo. Talvez pelo fato dela ter sumido simplesmente da minha vida com tanta rapidez quanto entrou. Por mais que eu tenha conhecido muitas outras mulheres e posso dizer melhor do que ninguém “muitas”, depois daquela fatídica noite nenhuma delas chegou nem perto do que eu senti com ela, é como se ela fosse feita sob medida para mim, me fazendo ir diretamente a loucura. Eu sentia raiva dela por ter me escondido um filho, mas a raiva era infinitamente menor do que o desejo que me arrebatava de tê-la novamente, mas desta vez sóbrio.
Assim que entrei no play percebi os olhares vindos em minha direção, todos os meus amigos me olhavam visivelmente curiosos. Eles sabiam que tinha algo de muito errado comigo, pode ser pelo fato de terem visto eu puxando uma mulher pelo braço, que para eles é somente a mãe de .
- O que houve dude?- tinha uma noção maior do que realmente tinha acontecido.
- Vamos para um bar, preciso beber! - Ele deixou Noah aos cuidados de Laura e saímos da festinha a procura de um bar fora do hotel. Entramos no primeiro que vimos e sentamos bem ao fundo do local para que não ficássemos atraindo olhares.
- Uma tequila - ele pediu para o garçom, ele estava interessado tanto quanto eu em encher a cara, isso sim é amigo!
- Duas- falei mostrando o dedo indicador e o médio.
- Agora fala! - ele estava curioso, não sei por que é tão óbvio! Mas ele é lento mesmo. Tomamos nossas bebidas em um único gole.
- Ela é a garota sem nome que me deixou anos atrás - pausei meio que para respirar e ele arregalou os olhos surpreso - é meu filho, fruto daquela noite!- falei antes que ele se refizesse do susto. Ele olhou para o garçom e mandou que trouxesse mais bebidas.
- Caralho , pelo menos agora você sabe o nome dela? - sua cara era puro deboche me deu uma vontade enorme de lhe dar um soco.- Mas ela te falou na lata que você é o pai mesmo?
- É , seu idiota e eu tive que dar umas boas sacudidas nela antes dela confirmar. Ela não podia negar ele é minha cara, você viu!!!
- É impressionante como ele se parece com você, eu pensei mesmo que ele pudesse ser seu, mas aí o cara que eu pensei ser o pai veio, né?- eu te odeio! Tem que me lembrar disso? Eu sou o pai porra, soube disso hoje, mas sou eu!- Mas e se ela sumir novamente, dude?
- Ela não vai! - eu tinha certeza disso, não sei por que mas tinha.
- Ok, mas tirando o fato , como você se sentiu a vendo novamente? - além do meu coração disparar?
- Eu quis tanto reencontrar ela que parecia que o tempo não tinha passado, sabe? - Meu amigo me olhava solidário - Eu a beijei antes de vocês chegarem, queria ver se ainda tinha o mesmo gosto se era aquilo tudo mesmo!
- Dude!!- ele parecia animado com minha revelação- mas e ai?
- Nós nos beijamos, ué! Exatamente igual aquela noite, mas aliás por falar em beijo, é impressão minha ou você e a amiga dela estão próximos? - eu o retruquei e ele riu.
- É o nome dela, ela é a mãe da Sophie a amiga do seu filho! - Ele pausou me olhando seriamente - como é estranho falar “seu filho”- do nada começou a rir desconsoladamente e eu também ri sem vontade, somente para o palhaço não perder o emprego.
- Tá, mas e ai?
- Não fiquei com ela não, só conversamos mesmo! Ela é muito legal- ele deu um sorrisinho- mas quem se deu bem mesmo foi o Noah, que tava cheio de conversa com a Sophie.
- Seu filho é mais homem que você, seu merda!- cai na gargalhada e ele me olhou furioso.
- Pelo menos não fui eu quem tomou um pé no rabo de uma garota que nem sabia o nome e descobriu sete anos depois que tem um filho - eu fechei a cara, ah é guerra, chupa essa!
- Não foi eu que fui trocado por um merda maior que você e ainda tem que criar o filho sozinho! Chupa !!! - ele me lançou um olhar de desprezo que eu caguei para ele. Mas no final da bebedeira estávamos abraçados indo para o Hotel. Poxa, ele é o meu melhor amigo!

's POV

6:30h da manhã, ainda é cedo demais para ir no quarto dele. Eu queria resolver logo isso, mas tinha outro lado meu que queria adiar. Merda! Se eu falar que eu estou com tanta pressa para poder vê-lo novamente é pecado? Saí do quarto deixando e Marcos dormindo. Dei alguns passos e bati na porta com certa violência.
- ? Porra madrugou?- abriu a porta com a cara de sono, ai que saco! Ela com sono é o ânus.
- Nem dormi - entrei no quarto e me esparramei no sofá. Foi aí que ela se deu conta do que tinha acontecido no dia anterior.
- Conta, conta, conta!-ela deu o seu ataque de foquinha coisa que eu ri pacas, ela era uma palhaça quando queria. Eu a puxei pelo braço a fazendo sentar ao meu lado.
- Ele me beijou ontem, um pouco antes de vocês chegarem- ela mordeu o lábio, resistindo levar o dedo a boca. Se ela continuasse com essa mania ela ia acabar ficando sem ele. - e mandou que eu fosse até seu quarto hoje pela manhã, você realmente acha que eu ia conseguir dormir?- um sorriso enorme apareceu em seu rosto - eu estou tão ansiosa, não sei o que fazer!!!
- Você não vai com essa cara! Já se olhou no espelho? Tá parecendo um zumbi- ela riu me puxando par o banheiro.
- Eu já tomei banho!
- Eu vou é fazer uma maquiagem nessa fuça!- é incrível como ela pode ser tão amiga em todas as horas. Ela estava preocupada com a minha aparência para a conversa da minha vida - e faz favor, ! Você se veste bem mas, não pode ir com essa regatinha e essa bermuda não!
- Quer que eu vá de que, de longo? - eu debochei.- é só uma conversa!
- Aqui sua doente! Você pode enganar todo mundo, pode enganar até a si mesma, mas não é uma simples conversa nem aqui nem na casa do cacete! Ele é o homem que você é apaixonada, desde que chegou naquela manhã falando que tinha feito merda. Então cala essa boca e deixa eu te arrumar! - Tá bom, calei. Ela me deu um sermão, falou grosso comigo, mas ela tinha razão em cada palavra que saiu de sua boca. Eu me sentei quieta e ela passou um corretivo em minhas olheiras. Depois uma leve sombra e gloss, não podia também chegar para uma festa. Fomos até o quarto novamente ela me mostrou o vestido que eu usaria. Lindo! Eu estava com ela quando comprou, eu ia comprar pra mim também, mas ficaríamos igual a um par de jarras. O vestido era estampado com alças finas, mas quando chegavam aos ombros se alargavam, seu decote era expressivo e seu comprimento era, digamos : era curto! Vesti-o sob o olhar atento da minha amiga.
- Como estou? - dei uma voltinha para que ela avaliasse.
- Gostosa!- ela zombou - ele vai ficar louco.- Rolei os olhos em desprezo às palavras dela. Arrumei meu cabelo deixando-os estrategicamente soltos sobre os ombros. - vai lá amiga! Arrasa!

Capitulo 8

Já passava das nove da manhã quando saí do quarto de rumo ao quarto do domo dos meus melhores sonhos e piores pesadelos. Meu coração ficava cada minuto mais acelerado. Tentei organizar os pensamentos em minha cabeça, mas a única coisa que vinha era o beijo. Parei em frente a porta do quarto, respirando fundo, arrumando o vestido. Toquei a campainha, alguns segundos depois ele atendeu a porta somente de boxer. Ele só pode estar de sacanagem! Como ele atende assim? E se não fosse eu? Eu estou com ciúmes? Foco ! Assim que me viu parada na porta abriu um sorriso e eu não resisti e fiz o mesmo. Ao olhar meu vestido seu sorriso ficou digamos, malicioso e em seguida mordeu o lábio inferior. Seus olhos passearam pelo meu corpo enquanto eu tentava não olhar para o seu.
- Entra - assim o fiz, ficando parada logo em seguida- eu estava te esperando- ele olhou para baixo e se ligou da falta de algumas peças do vestiário.- acho melhor colocar uma bermuda- disse passando as mãos pelos cabelos levemente bagunçados. Não , não !!!!
- É melhor... sim! - menti para mim mesma. Ver ele assim me fez lembrar de cada segundo da noite que passamos juntos. Ele vestiu a roupa ali mesmo. Cara sem vergonha!
- Senta!- ele parecia nervoso, mais do que eu estava, acho impossível, mas mesmo assim ele chegava bem perto- Já comeu algo? Eu preciso de um café!
- Não eu ainda não comi.- nem dormi, nem parei de pensar em você!
- Então toma o café comigo, enquanto isso nós conversamos! - ele se dirigiu ao telefone e pediu para que trouxessem o café. Não pude nem dizer que sim , nem que não. Alguns minutos depois o café chegou e nós sentamos a mesa.
- E então ...- falei sem saber ao certo o que fazer, não saber exatamente o que ele queria era terrível.
- Onde está o ?
- Deixei com o pai - balancei a cabeça tentando reparar o erro, é o costume, mas pude o ver rolando os olhos - Digo, com o Marcos.
- O seu marido sabe?- sua voz estava fria. Abaixei a cabeça olhando para minhas mãos tremulas, juntando-as para disfarçar meu nervosismo.
- Não, só você sabe! E a minha amiga. Mais ninguém.- ele deu um leve suspiro, visivelmente irritado. Eu permaneci com a cabeça abaixada.
- , por que você não me contou, eu te vi naquele show da Alemanha, eu esperei que você aparecesse. - senti um frio na barriga. Ele me viu no show? Ele me esperou? Cara como eu sou idiota, eu sinceramente não esperava por isso. NOTA MENTAL: I'M A LOSER.
- Medo , você não acreditaria em mim. Eu já disse!
- Eu não estou acreditando agora?- ele me pegou, mas eu tenho um trunfo!
- Você só acredita porque ele é a sua cara e não fui eu quem te procurou! Você uniu os fatos, ! Na época você acharia que eu era uma aproveitadora.
- Não acharia não! Não, vindo de você! - sua expressão parecia tão confusa quanto a minha.- eu perdi sete anos da vida do meu filho garças ao seu achômetro ruim - ele parecia nervoso, seus olhos me descascavam.
- Eu sinto muito - baixei a cabeça novamente - espero que uma hora me entenda. Minha mão estava sobre a mesa e eu pude sentir quando ele colocou a dele por cima, cobrindo a minha.
- Me fala sobre ele, o que eu perdi!- ele pediu com a voz gentil, eu olhei seus olhos que me fitavam. Tremi, é claro. Se ele queria saber eu contaria, tudo que eu lembrasse. Isso era mais do que minha obrigação, eu devia isso a ele. Não queria jamais que ele soubesse, mas se tinha que ser assim que eu encarasse de frente e não me escondesse mais.
- Você não vai acreditar no que eu vou te contar, mas é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Que eu já senti. Eu sabia que um dia iria te encontrar, a ligação dele com você sempre foi muito forte! Eu vou te contar ...- ele abriu um sorriso, sem tirar os olhos dos meus. Sua mão acariciava lentamente a minha me levando ao céu com um simples toque até eu sentir seus dedos querendo se entrelaçar aos meus.O que eu permiti imediatamente, eu queria aquilo.
- O que é? Conta! - ele estava curioso. Eu apenas... sorri .
- Eu não sabia quem você era você até eu descobrir que estava grávida, eu não sabia seu nome, nem nada. Só sua imagem eu tinha comigo. Assim que vi que deu positivo eu entrei no quarto do hotel desesperada, grávida de um cara que eu nem sei o nome! Foi então que minha amiga ligou a tv e eu o vi, te reconheci. No dia seguinte eu fui até o show, mas eu não teria coragem para lhe contar, muito menos depois de saber quem você era. Foi então que fui para o Brasil. Me casei -soltei um pouco de ar neste momento, ainda tinha muito para contar a ele que ouvia em um silêncio mortal como se imaginasse cena que eu narrava. - Mas a partir daí eu comecei a pesquisar sobre você na internet, baixei algumas músicas, via alguns vídeos - confesso eu corei nessa parte - Foi então que eu percebi que todas as vezes que eu ouvia sua musica, mexia ao ouvir sua voz, sempre na sua voz. - lágrimas rolaram dos meus olhos e eu pude ver que ele também estava emocionado, reviver aquilo era lindo, eu me lembrava perfeitamente.
- Nossa que coisa. Como é possível? Eu nunca senti nada!- ele disse envergonhado.
- Eu não sei, mas então ele nasceu e a cada ano que passava ele parecia mais com você, fazia as mesmas coisas que eu vi você fazer nos vídeos que tem no Youtube. Mas tirando isso ele é tranqüilo, simpático. Gosta de música, de jogar video game, futebol... é isso eu acho.- ele continuou a me olhar.
- Depois que ele nasceu você colocou para ele me ouvir?- ele havia ficado impressionado tanto quanto eu e na época.
- Ele me pegou algumas vezes ouvindo suas músicas mas eu tirava em seguida.. Não podia confundi-lo mais, já que ele ficava completamente melancólico quando te ouvia, ficava quieto demais. - ele pareceu entender minha posição.
- O que você acha? Vamos sentar no sofá?- eu assenti me levantando da cadeira, ele me puxou pela mão que ainda estava presa a sua me levando pra próximo de seu corpo. Quando eles se encontraram um choque percorreu minha coluna me deixando um pouco zonza, me envolveu com seus braços me olhando maliciosamente. Deu alguns passos para frente comigo em seus braços parando próximo a cama. - Eu não resisto , eu não resisto! - disse derrotado, antes de colarem seus lábios nos meus que também não resistiriam aos dele. Comecei a acariciar suas costas e uma das mãos foi até seu cabelo segurando firmemente. As mãos dele se embrenharam e meus cabelos puxando minha cabeça para trás e cintura respectivamente.- Você não sabe o quanto eu desejei te ver de novo - eu parei de beijá-lo o olhando curiosamente - Eu fiquei muito triste quando eu voltei para o quarto e você não estava lá!Você não sabe o quanto- senti meus joelhos falharem, minha respiração começar a ficar descompassada.
- Eu me arrependo disso, agora!- confessei colando minha boca na dele novamente.
- Aquela foi a melhor noite da minha vida, sabia?- Só sua ? Para mim também!- Mesmo bêbado igual a um porco!
- Posso dizer o mesmo -sussurrei em seu ouvido vendo que ficou arrepiado com a proximidade da minha boca, eu estava sendo sincera demais com ele, o que ele tem? Algum bloqueador de mentiras?
- Vamos tentar sóbrios dessa vez?- ele estava com um olhar implorando, eu mordi o lábio com sua proposta e ele deu um sorriso vitorioso. Eu poderia até fazer um teatrinho , falar que não, mas era totalmente mentira, eu o queria, sempre quis! Deitou-me lentamente na cama, deitando ao meu lado. Eu virei para olhá-lo, não acreditava que estava de novo com ele, eu estava sonhando, eu estava no céu? Seus lábios começaram a percorrer meu pescoço e ombros lentamente enquanto eu acariciava sua costas nuas. Registrei com o tato cada pedaço de suas costas para ficar gravado em minha memória. Eu poderia ficar ali para sempre. sentou me olhando e eu fiz o mesmo. Ele passou as mãos em meu ombros descendo lentamente meu vestido, seus olhos bateram em meus seios e ele mordeu lábio de desejo. Nada poderia ser mais especial que aquele momento, melhor que a primeira vez pois nós sabíamos de tudo o que estávamos fazendo, nós queríamos aquilo muito mais do que a primeira vez. Eu deitei novamente e meu vestido foi retirado totalmente sendo jogado em um canto qualquer do quarto, ele levantou rapidamente parando em minha frente com os olhos fixos em meu corpo , sua boca levemente aberta, enquanto eu admirava o dele. Ele era lindo, era minha visão do paraíso, como eu queria ser sua, definitivamente, totalmente, completamente sua. Sua bermuda imediatamente foi parar no chão, eu desejava que ele voltasse logo para perto de mim. Cada segundo que passava com ele parado ali na minha frente me deixava aflita. Levantei em um impulso ficando de joelhos na cama em sua frente bem a sua altura, ele abriu a boca em um susto e eu agarrei sua nuca com uma das mãos puxando-o para a cama.
Nossas bocas se encontraram com força e desejo, suas mãos deslizaram minhas costas agarrando minha cintura e me forçando contra seu corpo, pude sentir perfeitamente o estado que ele estava. Dei um sorrisinho de satisfação e ele me olhou envergonhado. Vergonha não , assim você fica ainda mais sexy! Deslizei minha mão até a barra de sua boxer a puxando lentamente para baixo, percebi que sua respiração saiu meio que parada quando minha mãos tocou em sua ereção. Ele me olhou atordoado enquanto eu acariciava lentamente. Suas mãos encontraram a barra da minha calcinha a puxando para baixo e em questão de segundos já não estava mais em meu corpo. Meu peito parecia querer explodir de tanta felicidade e desejo. Ele me deitou novamente e eu pude sentir seus lábios percorrerem do meu pescoço, passando lentamente pelos meu seios, barriga e até chegarem ao interior das minha coxas que, aliás, tremiam descontroladamente. Seus lábios brincavam com destreza em minha intimidade, me fazendo soltar gemidos arfados enquanto agarrava seus cabelos. Ele certamente era bom nisso! Eu sabia de sua fama de galinha, conquistador, mas nesse momento nada importava. Ele voltou a subir os beijos enquanto me olhava convidativamente, enquanto sua boca ficava próxima da minha novamente. Suas mãos passaram pelas minhas coxas como se pedissem permissão para enfim posicioná-las, seu rosto estava carregado de desejo e da mesma forma que eu via isso nele, certamente ele via o que causava em mim.
- , você tem... Preservativo? - Não queria correr o risco de engravidar novamente, ele apenas assentiu e esticou o braço abrindo uma gaveta do criado mudo. Em seguida colocou o preservativo e se ajeitou gentilmente sobre mim enquanto seus lábios não desgrudavam dos meus, me penetrando lentamente como se estivesse reconhecendo e seguiu em frente. Mordi seu lábio assim que o senti definitivamente, totalmente... completamente dentro de mim. Ele gemeu baixo e me beijou com mais intensidade da mesma forma que o movimentos dos nossos corpos aumentavam . Cravei minhas unhas em suas costas a cada investida mais forte, sabia que não duraria por muito mais tempo, nossas respirações exatamente ofegantes, além dos gemidos que ele soltava já denunciavam.
- Como eu desejei te reencontrar, te ter novamente, minha linda! Te fazer minha, novamente - suas palavras saíram em meio a um sussurro próximo ao meu ouvido. Segundos depois ele investiu ainda mais com força me fazendo chegar ao clímax, soltei um gemido que denunciou e ele apenas me olhando se entregou finalmente ao seu, senti o peso de seu corpo contra o meu e em seguida ele deitando ao meu lado. Seus lábios procuraram os meus carinhosamente enquanto suas mãos seguravam minha cintura me puxando para mais próxima dele. - Eu teria ido sem com você!! Afinal.... - Eu entendi bem o que ele falou, foi feito pela falta do preservativo, não que seu estivesse com medo, é só precaução! Mesmo que tardia. Ele me abraçou ainda mais colando nossos corpos totalmente.
- Não poderíamos cometer o mesmo erro, !- beijei sua boca, olhando fixamente em seus olhos . Comecei a acariciar seu cabelo com uma das mãos o fazendo fechar os olhos com meu carinho. Enquanto ele deslizava os dedos nas minhas costas. Nada poderia ser mais perfeito do que aquele momento, nada!!!!
- Eu imaginei por muito tempo como seria...- eu o olhei confusa.
- Como seria o que, ?
- Se você não tivesse fugido, se quando eu voltasse par o quarto ainda estivesse. Será que nós ficaríamos assim, como estamos agora, simplesmente aproveitando o carinho um do outro?
- Talvez não, não tinha sentimento na época!- Pronto fodeu, falei demais! Ótimo, sua bocuda, acabou de dizer que está apaixonada!!! - ele me olhou confuso com um breve sorriso nos lábios - A gente nem se conhecia né? Agora pelo menos sabemos os nossos nomes!! - eu tentei consertar em vão. O que eu queria mesmo era que tivesse um buraco para eu enfiar a cabeça.
- É verdade! Nós mal nos conhecíamos, mas eu gostei de você desde quando te vi naquele Pub .- Não que a gente realmente se conheça agora, mas é diferente estamos ligados. Calmamente seus lábios foram se aproximando dos meus, me beijando carinhosamente, ele realmente era um fofo,era muito mais do que eu merecia. Seu jeito de me olhar me deixava completamente anestesiada. Me fazia perder completamente a noção das coisas.
- que horas são? - eu estava começando a me tocar que estava tempo demais ali. Ele olhou em seu relógio levantando as sobrancelhas.
- Meio dia e vinte, a hora passou rápido!- eu abri a boca, já estava na hora do almoço, o que eu falaria para Marcos? Soltei-me dolorosamente de seu abraço, levantando da cama.
- Eu preciso ir! - minhas palavras saíram mais como em um lamento. Peguei meu vestido no chão e comecei a coloca-lo. Ele levantou da cama com os olhos em mim.
- Ainda é cedo!- com todo seu charme ele posicionou bem atrás de mim, colocando as mãos em meus ombros me fazendo arrepiar com o toque.
- Eu tenho que ir , por favor!- para de me seduzir seu malvado! Gostoso, mas malvado! Eu virei de frente para ele dando-lhe um beijo estalado em seus lábios. Coloquei a calcinha e em seguida a sandália.
- Quero te ver novamente! E ! - eu acenei que sim com a cabeça. Tá eu sei que é errado, mas que se dane, se ele quer me ver novamente eu também quero vê-lo... resistir a esse homem , só se for muito burra! PS a mim mesma: Eu sou apaixonada por ele. PS a mim mesma 2: Ah que novidade! - Quero que ele venha tocar comigo hoje, como nós prometemos ontem! Às cinco no play, está bom para você?
- Pode ser, eu o levarei se é o que você quer - Comecei a caminhar em direção a porta e fui seguida por ele.- Até mais! Às cinco! - sorri meigamente e fui surpreendida com um beijo. Minutos depois ele me soltou, abri a porta e ele voltou e se sentou na cama. - Eu ainda tenho comigo!- ele falou assim fechei a porta me fazendo abri-la novamente deparando com sua expressão maliciosa.
- O que, ? - perguntei curiosa.
- Sua calcinha e sua camisa, está dentro da minha gaveta em casa!- eu abri a boca surpresa. Ele guardou aquele pedaço de pano? Que legal! Me senti lisonjeada. Por dentro eu estava gritando de alegria.
- Também guardei sua camisa xadrez! - dei um sorriso malicioso e fechei a porta novamente.

Capítilo 9

's POV.

Olhei todos os meus amigos no quarto, por um segundo me arrependi de ter feito isso, pedido ajuda a eles, me senti sufocado com eles me olhando dessa maneira. Curiosidade, espanto... passava de tudo naquelas cabeças ocas de merda.
- já sabe o que é !- Harry adivinhou sentando na cama ao lado de , enquanto ficou de pé ao meu lado me olhando.
- É eu já sei mesmo! E daí? - brincou, com um sorrisinho debochado.
- Que ele seria o primeiro a saber todos sabem, mas agora dá pra falar o que é?- levou a mão na boca em sinal de ansiedade. Eu os olhei um a um e respirei fundo.
- É sobre --os olhei novamente e eles não expressaram nenhuma reação. Apenas riu.-Ele é meu filho!- Falei rápido, pude ver a cara de Harry surpreso, enquanto a de permaneceu como estava. Ele já sabia? Desconfiava?
- Eu já imaginava isso! O garoto além de ser a sua cara, é mega estabanado!- deu um sorrisinho.
- Porra, com uma mãe gata daquele jeito, o menino tinha que nascer a sua cara? Coitado!- Harry era um otário, mas ele tinha razão , ela era realmente bonita! Linda, maravilhosa.- Mas afinal quando foi isso? Quem é ela? Eu não me lembro dela!
- Ela é a tal garota que eu falei que se mandou sem me dar um tchau!- Com essa revelação demostrou surpresa, seus olhos se esbugalharam, um sorriso bobo saiu dos meus lábios. Passei o restante da tarde conversando com os garotos, planejando o que fariamos em relação a -, que nem desconfiava em uma coisa dessas. Tinha um encontro com ele e eu estava ansioso. Tão ansioso quanto ver sua mãe novamente. Ela mexia comigo demais, mais do que eu poderia permitir, mas quando estava com ela, eu não mandava nas minhas emoçoes, ela dominava meus sentidos. Combinamos de tocar para -, já que falei que ele gosta de música, também contei o que tinha me falado, de como ele se mexia ao ouvir minha voz. Todos ficaram surpresos, me emocionei ao contar isso, como ser pai é gay! Mas como eu era o mais recente pai ali, embora meu filho seja o mais velho, eles também se emocionaram.

Ver meu filho entrar no salão de mãos dadas com a mãe foi uma das sensações mais loucas da minha vida e por um segundo pude enfim sentir a ligação de que falara. Ele soltou a mão da dela assim que me viu e correu até a mim com os braços abertos, assim que percebi sua intenção imediatamente abri os meus, recebendo a abraço mais cheio de ternura da minha vida. Meus amigos olhavam para a cena emocionados, com um sorriso na boca. se aproximou de enquanto sua filha correu até Noah. chegou até a mim, eu ainda abraçado em nosso filho com um sorriso tão deslumbrante que meu deu vontade de agarra-la ali mesmo, mas não podia! Não ali! Merda, porque ela tem que ser tão atraente e ainda sorrindo desse jeito? - me deu a mão e eu o levei até os instrumentos que já estavam arrumados . Assim que se aproximou da minha guitarra, ( N/A: Poynters, imagina um baixo ok?) a pegou segurando-a firmemente. Ele tinha a manha, saiu algumas poucas notas, ele tinha iniciativa, não tinha medo de errar. Todos olhavam para ele curiosos, inclusive eu como se ele fosse o astro do momento, para mim ele era, eu queria saber de tudo que ele fazia. Em meio a um sorriso ele me entregou a guitarra e pediu que eu tocasse. Harry, , e eu, nos arrumamos e começamos a tocar Too close for Confort para ele que sorria. Olhei para que também sorria, mas seus olhos não estavam virados para mim, seu olhar focava em -. Voltei meu olhar para meu filho e assim que eu entrei na musica, seu sorriso que antes estava contagiante sumiu dando lugar a uma expressão de assustado, uma lágrima desceu do rosto do garoto, o que fez meu coração quase sair pela boca. Parei de tocar e cantar, sendo seguido pelos meninos que tanto quanto eu olhavam preocupados o menino abraçar a mãe. Impulsivamente corri até os dois.
- O que foi -?- minha voz estava aflita. me olhou com um olhar aflito tambem colocando o menino no colo.
- Está tudo bem meu pequeno! - ela falou baixinho no ouvido do menino que me olhou assim que sentei ao seu lado.
- O que foi meu filho?-/ as palavras sairam da minha boca naturalmente e ele sorriu, pulando do colo dela para o meu. -Você não gostou?
- Eu gostei , mas me deu um vontade de chorar - ele disse sorrindo e todos na sala riram aliviados.
- Mas porque?- eu falei olhando seus olhos como os meus.
- Eu acho que eu já ouvi essa musica antes, mas eu não sei aonde!- ele balançou a cabeça- eu quero escutar mais!!! é legal!
- Mas e se você chorar de novo?- eu estava preocupado com ele, não gostei nenhum pouco de vê-lo chorando. Já falei como ser pai pode ser gay?
- Eu sou homem , não vou chorar mais não.- o danado debochou da minha cara e uma gargalhada em coro tomou conta do lugar.
-Então vai lá e pede para o Harry tocar para você ver!- ele fez o que eu disse, caminhando em direção ao meu amigo, me deixando um minuto sozinho com a mãe.
- Era essa musica que eu colocava para ele ouvir! De alguma forma ele se lembrou- o rosto de parecia assustado agora, tanto quanto o meu ficou . Eu queria abraça-la, mas não podia. Não na frente de -, por enquanto! Por enquanto!
- É a coisa mais surpreendente que eu já vi. -Surpreendente mesmo, sobrenatural. Se eu fosse mulherzinha eu ficava até com medo. A cena lamentável de ver - chorando, não se repetiu, também não tocamos mais músicas românticas. A alegria estampada em seu pequeno rosto tornou-se um combustível para tocar mais e vez ou outra, ele pedia para tentar fazer também. Pacientemente, as notas iam saindo enquanto todos olhavam nosso momento. Estava tão entretido em ensinar meu filho alguma coisa que nem me dei conta que não estava mais lá. Um estranha sensação de vazio tomou conta de mim. Olhei para que conversava animadamente com e voltei meu olhar para meu filho, ela tinha saído sem ao menos se despedir! Péssimo hábito esse dela, mas dessa vez eu tinha uma garantia de que ela voltaria. se aproximou de onde eu estava, eu sabia que essa era hora que ela levaria meu filho dali, mas fazer o que? Disfarçadamente perguntei a ela onde estava que disse que ela tinha recebido um telefonema e que teve que sair. Enquanto meu filho se despedia dos meus amigos, ela se afastou pegando alguma coisa na bolsa e vindo em seguida em minha direção. Suas mãos tocaram na minha entregando um pedacinho de papel que eu coloquei imediatamente no bolso.
- É porque eu sempre torci para ela ficar com você - virou as costas chamando as crianças. me olhou com um sorrisinho no canto da boca e se aproximou da garota. Vi quando os dois saíram do play. Alguma coisa me dizia que iria acontecer algo ali, mas como? Tinham duas crianças com eles, isso porque o Noah ficou comigo, senão seriam três. Retirei o papel do bolso e vi que era o numero do celular de . Pensei em ligar, mas o meu orgulho não deixaria. Não nesse minuto! Por que eu tenho isso mesmo? Ah tá, pra não ser um fantoche nas mãos dela, mais do que eu já estava me sentindo. Dez minutos depois vi que meu amigo passava pela porta vindo em minha direção.
- Você a viu?- perguntei tentando não mostrar taaaaaannnnnnttttto interesse.
- Não, ela não está no hotel, - vai ficar com a - eu o olhei meio decepcionado- Na verdade eu só voltei para buscar Noah, vamos colocar um vídeo para as crianças verem e eu vou ficar por lá- ele disse meio esperançoso.
-Sei o filme que você quer ver- debochei dando um tapa em seu ombro. Ele riu confirmando suas intenções.
-Ela é demais dude,-ele deu uma risada- Merda, to parecendo você falando da - tive que rir dele. O que essas mulheres estavam fazendo com a gente?
- Anda, seu merda, pega seu filho e vai ser feliz, porque seu caso é muito mais fácil que o meu - ele deu um sorriso e fez o que eu tinha falado enquanto eu via todos eles com cara de tacho. Caraca como eu nunca reparei que merda que é minha vida. Harry e eram casados, tinham filhos, estava enfim se interessando por alguém e pelo visto era retribuído, mas e eu? Sozinho, sabendo que tenho um filho que acha que o marido da mãe é seu pai, além do fato de sentir isso por , algo estranho, que eu nunca senti, uma necessidade de vê-la, senti-la e como se não fosse o bastante é casada. Merda! É nessas horas que dá vontade de enfiar a cabeça na privada e puxar a descarga. Passei a noite toda nesse monologo, eu só podia estar doente!!!

's POV

Quem disse que eu dormi bem essa noite? Depois de ter que sair as pressas sem ao menos me despedir do homem que faz meus pensamentos só seu nos últimos sete anos, para encontrar Marcos, cujo a noite seria maravilhosa senão tivesse o fator: , eu não conseguia me concentrar em nada. Marcos bonzinho como sempre procurava fazer de tudo. Olha-lo depois do que houve não era fácil, mas eu não conseguia me arrepender, era mais forte que eu, era como um vício. Eu não tinha culpa se estava loucamente apaixonada por um homem que não era meu marido, eu não tinha, tinha? Descemos de mãos dadas para tomar o café da manhã no restaurante do hotel , assim que passamos pela porta a primeira coisa que vi foi sentado ao lado de seus amigos e suas respectivas famílias, exceto . Dei um sorriso e um bom dia ao passar pela mesa e Marcos fez o mesmo. Sentamos algumas mesas depois sob os olhares nada discretos vindos de lá. Minha cabeça parecia querer explodir em estar ali sentada com meu marido, mas com o dono do meu coração em outra mesa. Rolei os olhos com meu pensamento. não parava de me olhar, rezei para que Marcos não reparasse ou melhor fiz de tudo, desviando seu olhar todas as vezes que ele ameaçava olhar para onde ele estava. Comer não foi nada fácil, nada estava sendo fácil desde que chegamos aqui, arregalei os olhos quando vi apontar nada discretamente para onde seriam os banheiros que ficavam nos fundos como se me ordenasse sair dali. Como eu já tinha dito que ele exercia uma poder em mim, não fica difícil você adivinhar o que eu fiz. Inventei uma desculpa de que precisava ir ao banheiro e sai da mesa. Alguns segundos depois vi se levantando sob os olhares de seus amigos vindo em direção ao banheiro. Assim que ficamos fora do alcance dos olhos das pessoas do salão, ouvi seus passos apressados me alcançando até sentir um puxão em meu braço.
- Você precisa parar de me puxar pelo braço.-disse séria olhando para seus olhos cheios de raiva.
- E você de sumir sem ao menos se despedir - rolei os olhos, do que ele estava falando afinal?
- Você sabia que eu não iria longe!- afinal, meu filho estava com ele. Eu teria que voltar pelo menos para buscá-lo, né?
-Não importa-ele me empurrou para dentro do banheiro feminino que graças a Deus estava vazio, nos fechando dentro de uma cabine. Seus lábios procuraram os meus com um certa urgência, nossas línguas se movimentavam apressadamente enquanto suas mãos deslizaram até minha cintura me fazendo ficar ainda mais colada ao seu corpo. começou a beijar meu pescoço de forma intensa e cravei minhas unhas em suas costas.
- Aqui não! - disse ofegante, eu tinha que parar, ali não era lugar, alguém poderia nos pegar ali e já era!!!-Eu preciso voltar para a minha mesa. - ele bufou mostrando uma clara decepção.
-Hoje a noite no meu quarto! -sua expressão era séria, como se fosse uma ordem. Me deu um selinho estalado e saiu do banheiro me deixando completamente estática. Minutos depois eu voltei a minha mesa e pude ver ele novamente me encarando.
- Demorou amor!- Merda! Marcos percebeu! Dei um sorriso sem graça nenhuma.
-É eu sei eu tava tão apertada que parece que não queria sair! (o Numero 1) . -dei outro sorrisinho ridículo e ele riu. Suas mãos tocaram nas minhas, que estavam sobre a mesa entrelaçando nossos dedos. Senti o olhar de me secando, olhei e sua cara era de uma raiva era absurda. Porra! Eu tava com o meu marido! Ele sabia que eu era casada, então não faz essa cara. Como se eu estivesse o traindo. O que ele queria que eu fizesse? Meu coração estava apertado, dilacerado, moído...
- , amor- eu voltei meu olhar ao Marcos. Pronto, fodeu ele me pegou olhando para o ?-sabe por que eu te chamei correndo pra gente jantar e ter uma noite só nossa?
- Não Marcos, por quê?- Ele me olhou com uma cara nada contente.
-Eu vou ter que voltar para casa hoje a noite.- sua voz era triste. Senti um misto de alivio e tristeza. Ok, eu sou podre!
- O que?- eu falei um pouco alto demais! Percebi os olhares e diminui o tom - o que houve?
- Problemas na empresa, houve um “roubo”, algum funcionário passou a mão em uma bolada e eu preciso resolver, papai já está lá, mas precisa de mim.- eu não sabia se ficava muito puta ou se me sentia aliviada. Eu já disse que meu coração esta com outra pessoa? No fundo eu até gostava Marcos, mas queria passar tempo com , seria uma artimanha do destino me deixando sozinha, ou melhor nem tanto aqui. Fiz uma cara de chateada, porque eu realmente estava e ele aproximou sua cadeira até próximo a minha, envolvendo meus ombros com seu braço e me beijando em seguida. Um barulho de algo caindo veio de próximo a minha mesa e eu desviei meu olhar para o lugar. A única coisa que ví foi passando pela porta. Mordi meu lábio inferior, cara como a vida é injusta!!

Capítulo 10

Fomos ao quarto de buscar -, afinal Marcos voltaria para o Brasil. Tocamos a campainha algumas vezes até a porta abrir lentamente.
-?-o olhei assustada e ele arregalou os olhos com a surpresa em me ver, em seguida passou os olhos para Marcos com um sorrisinho sem graça.
- Oi, bom dia!- virou novamente para o meu marido o cumprimentando também.
-Belo dia por sinal! Chama meu bebê pra mim?- fiz uma cara engraçada e ele riu! Eu estranhamente me sentia bem com ele e sabendo que ele estava se “relacionando” com a minha amiga me fazia ter por ele uma simpatia enorme.
- Você não vai querer falar com a ?
-Na verdade não!- fiz uma cara travessa. - Tive uma idéia melhor! Chama a Sophie para passar a tarde com a gente!- dei uma piscada para o Marcos que deu um sorriso malicioso.
- O Noah está aqui com a gente!!- Ele disse completamente sem graça.
- Manda o Noah também! - Imediatamente gritou para as crianças que vieram no segundo seguinte. Assim que - me viu correu e me abraçou enquanto Sophie abraçava o seu padrinho, marcos. Noah ficou tímido ao lado do pai.
- Então você é o Noah! Vamos passear com a gente garotão!- Marcos o convidou e ele olhou para pai que assentiu. Crianças fora do caminho do mais novo casal, só restava eu dizer as palavras que não cabiam em minha boca:
- Aproveitem!!!!- dei uma piscada para , que sorriu envergonhado. Marcos deu uma risada e seguimos pelo corredor . Decidimos ir a praia, onde as crianças adoravam, sentei na areia ao lado de meu marido que brincava coma as crianças de fazer castelinho. A cena era linda de se ver, por um minuto esqueci da confusão que minha vida tinha virado e simplesmente aproveitei. Fui retirada do meu momento de PAZ pelo meu celular que tocava “ Give me a Novaine” desesperadamente, peguei o aparelho e olhei o numero no visor. Não conhecia, atendi com a voz apreensiva.
- Alo?- escutei uma respiração do outro lado da linha.
- ?- reconheci a voz de imediato, eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar ou circunstância.... era ELE! Meu coração pareceu sair pela boca!
-Oi, disse com a voz derretida, me levantando e saindo de perto de Marcos que não notou enquanto brincava com as crianças. - Como você conseguiu meu numero? -ô perguntinha mais idiota! Claro, minha amiginha linda. Ela adiantou meu lado e eu o dela, ela é foda!
- me deu, sabia que ela disse que ela torceu pra mim?-escutei uma risadinha pelo telefone e ri também. -É eu sei. Mas..-eu queria saber o motivo da inesperada ligação.
- Eu estou com saudades, quero ver você!- eu também! como eu queria dizer isso, mas como?
- Não vai dar, eu estou na praia com Marcos e as crianças! Noah também está aqui!
-Noah?- ele perguntou surpreso- o que ele esta fazendo ai?
- Digamos que nós demos o dia para o casal se conhecer melhor.- ele deu uma risada.
- Espero que eles façam isso por nós!- é impresão minha ou ele usou “ nós”.
-Fazem sim, ela não te deu meu telefone?- ele ficou mudo.
-É verdade, mas voltando ao nosso assunto. A noite então!!
- Eu acho que não vai dar a noite também! O Marcos...
- Porra, deixa ele e vem, simples! -Ele falou com a voz evidentemente nervosa me interrompendo de falar qualquer coisa-e aliais eu não gostei do que vi hoje pela manhã! Então dá teu jeito e vem! Senão eu vou atrás de você!- nossa nós tínhamos nos reencontrado a três dias e ele já se sentia meu dono? Esse eu não conhecia! Senti uma raiva dentro de mim pela forma de como ele falou, ele sabia que eu era casada e que estava errada!
- Porra eu ia te falar uma coisa mas você não deixou então agora você vai ficar sem saber! Seu grosso!- desliguei o telefone na cara dele, deixa ele pensar um pouquinho, tá achando o que que eu sou objeto? Nem meu marido, nem meus pais falavam assim, só porque eu sou completamente louca por ele eu deixaria? Não! O telefone tocou mais umas três vezes e parou, voltei a me sentar sentindo minha cabeça latejando. Eu estava realmente com medo dele vir atrás de mim e contar tudo ao meu marido. Aquela merda que se tornou meu dia passou lentamente. Mais a tarde levamos Marcos até o aeroporto. Por um minuto tive vontade de ir com ele, deixar tudo pra trás novamente.
- Aproveita as férias, hein cambada!- Marcos disse para as crianças que riram e abriu os braços para que eles o abraçassem. Em seguida virou para mim e eu caminhei o abraçando também.- aproveita também!- Não fala isso Marcos! Conselho! Eu dei um sorrisinho fraco. -sentirei sua falta.
- Eu também sentirei a sua!-eu falei a verdade. Minha cabeça estava tão confusa!

Meu celular começou a tocar novamente no caminho para o hotel. Olhei pelo visor e vi que era .
-E ai? Aproveitou o dia?- soltei uma risada.
- Nem te conto, eu já te disse que te amo?- pude ouvir a voz do ao lado falando algo- ele disse que também te ama. Mas onde vocês estão e os nossos filhos?
- Estamos a caminho do hotel, fomos levar Marcos no aeroporto.
-Como assim? Marcos foi embora?-sua voz revelava surpresa, pude ouvir repetir a mesma coisa.- porque?
- Problemas na empresa.
- sabe.?- Porque ela sempre tem que falar dele, eu nem lembra mais que ele existia. Putz! Pode falar eu não sei mentir!
- Eu ia falar, mas ele foi estúpido e eu desliguei o telefone na cara dele.
- Você não fez isso? Mas porque ele foi estúpido?
-Fiz! Ele foi grosseiro comigo! Daqui a uns vinte minutos eu chego aí, quer deixar as crianças dormirem comigo? Eu fico numa boa! - Ela ficou em silencio por um segundo enquanto falava algo com ela- porra ta me ouvindo?
- To, merda! Não, traz as crianças para o meu quarto, quero falar com você, né! A gente nem se viu hoje!
- O que eu posso fazer se você estava muito ocupada hoje? Posso ter muitos defeitos, mas estraga prazer não!
Estacionei no hotel, olhando para trás para avisar as crianças que tínhamos chegado. Ótimo! Todos dormindo, um sobre o outro! Olhei desanimada para frente, pegando meu celular, disquei para a mãe de uma delas que necessariamente estava com o pai de um outro.
- , desce até o estacinamento que as crianças capotaram no banco de trás!- ela riu e repetiu para seu mais novo namorado.
-Já vou!- desliguei o telefone saindo do carro e andando até a porta de trás. Encostei nela de braços cruzados esperando que eles viessem. Meu coração deu dois giros de 360 graus dentro peito assim que vi quem acompanhava o mais novo casal. Ele sorria para mim e eu não pude deixar de sorrir também. Meu Deus porque ele tinha que ser tão maravilhoso!!! Seus passos se tornaram rápidos até parar em minha frente olhando nos meus olhos. Suas mãos enlaçaram de surpresa minha cintura me puxando para ele e seus lábios tocaram nos meus. Minhas pernas tremiam, o ar parecia não existir.
- Me desculpa!- ele se limitou a dizer sem desencostar seus lábios dos meus e tudo o que fiz foi movimentar a cabeça dizendo que sim. Segundos depois ele me soltou olhando para dentro do carro. - eu levo o meu filho!- ele deu uma risadinha e eu retribui com cara de idiota apaixonada. e nos olhavam com felicidade estampada na cara, mas mesmo vendo o meu amor pegando nosso filho, eu reparei que ele estavam de mãos dadas. Que lindo! Olhei para ela que entendeu o que eu estava falando pelo olhar. Em seguida pegou Sophie enquanto ela pegava Noah.
- Você não leva nada né mocinha!- estava se saindo muito engraçadinho, mas eu não ligava.
-Eu levo a minha bolsa! - riu da minha palhaçada parado me esperando trancar o carro. Assim que o fiz caminhamos lado a lado enquanto nossos amigos andavam mais na frente.
- Eu já sei que ele foi embora! - eu assenti- Obrigado Deus! -ele olhou para cima em agradecimento, rimos ao mesmo tempo. -Agora você não tem mais desculpa pra não ficar comigo!-seus olhos transbordavam malicia.
- Eu não darei.- chegamos ao quarto de , colocando as crianças na cama e em seguida o casal sentou no sofá enquanto eu e no chão. Senti meu corpo todo arrepiar quando ele envolveu meus ombros com o braço, me trazendo para mais próximo de seu corpo. Nossos olhares se encontraram me fazendo ficar levemente corada. Meu coração estava disparado, ficar ali com ele era tudo o que eu desejava. Eu não sentia culpa, remorso, nada. Tudo se encaixava de uma forma tão egoísta. Mas nada mais importava naquele momento, apenas nos dois.
-Deixa - aqui, amiga. - Então ela queria retribuir a minha ajuda da tarde. olhou para com um sorrisinho no canto da boca.
-Ah é , o mini vai ficar aqui com a gente! Por que você não leva a para jantar , fazer alguma coisa.
- Ta querendo me ensinar como se namora?seu bixa - levantou do meu lado com uma cara divertida, dando um cascudo no amigo que retribuiu lhe dando uma banda. Eu e abrimos a boca de susto ao ver no chão. em seguida, pulando em cima dele, como em golpe de jiu-jitsu. bateu com a mão no chão em sinal de rendição e o amigo levantou.- WINNER!- ele disse em um suspiro cansado apontando para o amigo- Mas vai ter troco!
- Você está bem?-eu me aproximei dele que já se levantava.desviando o olhar para que sorria- Seu truculento!! - disse sorrindo.
- Eu to ótimo, só perdi porque ele me pegou de surpresa.-instintivamente eu o abracei, e pude perceber que ele não esperava por isso. Seu sorriso se alargou me dando um selinho em seguida.- Vamos?
-É. Vão ser felizes!- Minha amiga levantou do sofá sorrindo vindo em nossa direção.- Aproveitem, mas por favor não inventem de fazer outro filho!
- Isso eu não posso prometer!- disse com uma voz sacana e eu o olhei curiosa. Saímos do quarto ao som das risadas deles meio sem rumo, estávamos de mãos dadas pelos corredores, não tinha percebido até que um outro casal passou pela gente nos fazendo soltar nossas mãos e em seguida unirmos novamente. Como pode ser tão natural com ele? Eu estava definitivamente dentro de um sonho!
-Para onde nós vamos? -eu sinceramente já desconfiava, mas perguntar não ofende.
-Primeiro para o meu quarto!-seu sorriso era pura malicia. Sua mão soltou a minha e eu me senti por um segundo vazia, mas logo em seguida ele envolveu meus ombros com os braços me deixando completa novamente.
- , as pessoas podem ver!- meu coração se acelerava. Eu não estava em uma situação digamos correta.
- Foda-se, que olhem!/ pude ver seu olhos me fitando com carinho-Você agora é minha!- meu sorriso se alargou e ele riu vitorioso. Como eu queria que isso fosse realmente verdade. Ele deu um sorrisinho convencido- acho que poderíamos fazer alguma coisa antes de ir pro quarto, o que você acha?
-Eu acho uma boa idéia! Onde você vai me levar?- tudo que saísse daquela boca seria uma ótima idéia, me aconcheguei em seu corpo absorvendo sua falta de preocupação com as coisas.
- Hoje eu pretendo te levar ao céu!- seu rosto era pura malicia. Mordi o lábio só de pensar no que ele estava planejando. Caminhamos até a praia abraçados, olhando o mar que parecia agitado, sentou na areia me puxando para sentar com ele. Posicionei-me no meio de suas pernas viradas de lado, seus braços me envolveram me fazendo ficar mais próxima dele acariciando minha cintura e costas. Como ele era especial, ele me surpreendia com tanto carinho, por um momento pensei como teria sido se eu o procurasse. Fui retirada dos meu pensamentos com ele beijando meu pescoço, me virei lentamente ficando de frente para ele, que passou do pescoço para a boca. Minhas mãos agarraram em seus cabelos suavemente. Podia sentir correntes elétricas passando por todo o meu corpo, ele causava isso, ele dava choque. O toque de sua língua na minha a cada momento ficava ainda melhor, eu poderia beijá-lo para o resto da minha vida. Vez ou outra eu abria os olhos com a esperança de ver seus fascinantes olhos abertos, mas o que conseguia ver era um completamente entregue ao momento.
- Eu acho que quero ir para o céu agora,- ele riu assim que entendeu o meu convite para o quarto. Levantou-se rapidamente me puxando pela mão. Meu coração se acelerava a cada passo mais próximo do quarto. Estar com ele era uma necessidade, um vício, o motivo de eu respirar. Entramos no quarto nos abraçando descontroladamente enquanto sua mão decidia se ficaria ou nas minhas costas ou na minha bunda. Incrivelmente ele optou pela cintura me fazendo ficar ainda mais colada em seu corpo enquanto nossas línguas se movimentavam ferozmente, eu sentia o quanto ele me queria e ele o quanto eu o queria. Comecei a desabotoar sua camisa xadrez enquanto ele dava leves chupões em meu pescoço. Passei a mão nos seus ombros com a intenção de retirar a blusa por completo, olhei seu tórax definido, me desviando para olhar em seus olhos que acompanhavam meus atos. Ele embrenhou suas mãos em meus cabelos e beijou novamente meus lábios. Minhas mãos subiram até os seus cabelos e nuca e pude sentir ele se arrepiar. Sugando meu lábio com força. Meus pensamentos se resumiam em três palavras: - amor -cama. Como se descobrisse o que eu estava pensando ele me empurrou em direção a cama divertidamente, eu cai deitada rindo e ele sentou ao meu lado com os olhos cheios de luxúria. Eu sentei para ficar a sua altura com meus olhos grudados nos dele. Uma de suas mãos acariciou suavemente meu rosto, me fazendo fechar os olhos com o carinho.
- , eu acho que estou...- suas palavras foram interrompidas pelo toque de meu celular- Porra!!!!-ele resmungou, logo em seguida se dando conta de que conhecia a musica- Greenday? ele pareceu não acreditar, me olhando divertido, eu assenti e ele riu- Não atende não!
-Eu só preciso ver quem é, pode ser nosso filho- ele arregalou os olhos entendendo o porque da interrupção.Se afastou um pouco para me dar espaço, olhei o visor do celular e vi que era amiga.- É a , só pode ser alguma coisa com -- ele me olhou apreensivo e eu atendi o celular.- Oi, que foi?
-Amiga, desculpa te atrapalhar, mas é o -- meu coração doeu só de imaginar qualquer coisa com meu filho.- O que tem ele? O que aconteceu, ele está bem?-eu fique tão nervosa que emendei tantas perguntas que ela não consegui responder, se aproximou ao perceber que era relacionado ao nosso filho.
- Ele acordou chorando tem uns dez minutos e não para de chorar, pedindo o - eu não pude acreditar no que eu ouvi. Como assim? Marcos que tinha ido, estava aqui. Essa ligação do meu filho com o pai estava começando a me assustar.
- Chamando quem?- eu olhei para ele que parecia preocupado-- acordou chorando querendo você, acredita?- Primeiro ele arregalou os olhos assustado e depois sorriu.
- O está lá tentando acalmar ele, não demora, não gosto de ver meu afilhadinho chorando.
- Eu estou indo- levantou correndo pegando a camisa que eu tinha acabado de retirar de seu corpo a abotoando-a rapidamente.

Capítulo 11
's POV

Saber que meu filho tinha acordado chorando e me chamando fez com que milhares de pequenas explosões bagunçassem minha cabeça. Olhei para que se levantava da cama para que pudéssemos ir até lá vê-lo. Por mais infeliz que eu estivesse pela interrupção da minha noite com ela pude sentir pela primeira vez a ligação que eu tinha com o garoto, ligação essa que segundo a ele sempre teve por mim.
-Vamos ?-segurei sua mão e a principio fomos em passos largos, mas à medida que se aproximava, meu coração parecia querer explodir, doía, ficava mais forte a dor. Chegamos ao quarto ofegantes pela pequena corrida. , que já estava na porta nos olhou com aquela fatídica cara de “desculpe” e nos entramos encontrando ainda chorando.
-Eu estou aqui meu pequeno- levantou a cabeça que até então estava entre seus braços, me olhando. Vê-lo chorando me deu uma vontade enorme de chorar também. Ele se levantou correndo, dando um impulso e eu o peguei no colo.
-Eu sonhei com você, , que você tinha me deixado pra sempre! Que não ia mais tocar pra mim!-sua voz ainda era chorosa. se aproximou passando a mão no rosto do filho para secar as lágrimas enquanto eu a fitava.
-Eu jamais vou fazer isso, meu filho. -meu coração parecia querer para de bater, me abraçou com força e eu pude ver , e Dougie emocionados. O imprensei mais contra o meu corpo para que ele sentisse segurança em minha palavras. me olhou nos olhos.
-Seu olho é parecido com o meu sabia? -todos levaram susto, será que ele também descobriria? Ele só era uma criança!. me olhou apreensiva.
-Quer vir com a mamãe?-ela tentou mudar de assunto e ele negou com a cabeça, voltando a me abraçar.
-Vou levar -avisei a e Dougie e até mesmo a que me olhou curiosa. -Vamos ?-nos despedimos dos amigos e seguimos até o meu quarto com ele ainda em meu colo.
-Quando a gente chegar ao seu quarto você vai me ensinar a tocar violão?
-É um pouco tarde, mocinho!-sua mãe retrucou.
-Sua mãe tem razão pequeno, amanhã. -ele bufou resignado-está na hora de voceê dormir, isso sim!-baixou um pai dentro de mim que não queria sair mais. Era uma sensação nova e magnífica. Entrei no quarto o colocando em minha cama.-eu vou ficar aqui ao seu lado, então trate de dormir-deitei acariciando levemente seus cabelos.
-Mãe deita aqui-ele pediu e atendeu rapidamente, tanto eu quanto ela queríamos isso mas, não fizemos para não confundir ainda mais ele. E ali estamos os três, pai, filho no meio e a mãe. Meus olhos não desgrudavam dos de que sustentavam seu olhar no meu. Desviávamos somente para olhar para que não demorou a dormir.
-Era pra ter sido sempre assim!-eu disse para . Se ela não tivesse escondido meu filho de mim, não seria a primeira vez que eu o acalentaria. Não seria a primeira vez que eu finalmente me sentiria completo. Tendo a mulher que faz minha vida ter razão e o nosso filho ao meu lado.
-Eu sei...-lágrimas começaram a escorrer dos olhos dela, ela estava sofrendo, ela sabia que tinha errado ao fugir. Passei a mão em seu rosto secando as lágrimas. Uma das mãos dela procurou a minha livre entrelaçando os dedos.-Espero que um dia você me perdoe -sua voz era fraca, eu a olhei soslaio, no fundo eu conseguia entender a posição dela.
-Fica calma, o que importa é que estamos juntos agora!-tentei consola-la, mas por quanto tempo? tínhamos que conversar sobre isso, mas não era a hora, precisava saber que eu era seu pai, mas para isso muita coisa tinha que ser feita antes, como contar a Marcos e isso definitivamente não seria fácil para ela. Provavelmente ele não facilitaria as coisas. Senti meu coração apertando ao imaginar o que ele poderia fazer com ela ou com . Eu nunca tinha me envolvido dessa forma com alguém, eu estava completamente apaixonado por ela, na verdade acho que sempre fui, desde aquela noite e com o passar dos anos me agarrei naquela memória.

's POV

Acordei com o braço doendo, também, tenta passar a noite toda de mão dadas com alguém por cima da cabeça de uma criança.Olhei para e que ainda dormiam exatamente na mesma posição, ambos com a barriga para cima com os braços sobre a cabeça para tapar a claridade. Por que eu ainda me assustava com aquilo? Se eu sempre soube que o meu filho era a cara do pai, tudo dele era , ele era um autentico . Saí de fininho da cama para não acordar nenhum dos dois, peguei meu celular tirando uma foto, queria eternizar aquele momento para sempre. Pela primeira vez na vida me senti completa, tendo os dois homens que amava tão próximos a mim. Estava começando a temer o depois, o que seria da minha vida a partir de agora, tão próxima de .
Minha relação com Marcos não daria mais, não depois de tudo o que havia acontecido aqui, na verdade eu não deveria nem ter me casado com ele, mas o meu medo de magoá-lo me fez chegar até aqui, diante de uma situação em que eu teria que magoa-lo finalmente. Eu largaria Marcos mesmo se não quisesse nada comigo. Uma insegurança repentina me corroeu por dentro, eu não sabia o que sentia por mim, eu achava que ele só queria sexo, pegação... e de como ele demonstrava me desejar, mas sentimentos como eu sinto por ele não. Tentei retirar os pensamentos da minha cabeça. Quer saber, dane-se, enquanto ele me quisesse eu estaria ali , pode falar mandei meu ego pro inferno, mas ele não precisa saber disso. Sai do quarto indo a direção do meu, precisava tomar um banho, trocar de roupa e buscar roupas para também.

's POV

Abri meus olhos me acostumando com a claridade, passei a mão nos lençóis e encontrei a cabecinha de a poucos centímetros de mim. Olhei o meu mini-mim que ainda dormia, com um sorriso maior que a cara mas meio segundo depois o sorriso murchou ao me dar conta de que não estava ali. Deduzi que ela estava no banheiro.
--chamei sem obter resposta, onde ela teria ido afinal? Cara que raiva que essa mulher me dá! Eu teria que mudar isso nela. começou a se virar na cama, fiquei apenas reparando para ver o que ele faria. Como todos os pais falam, babando a cria. Como pode ser tão gay ser pai, desperta na gente sentimentos tão estranhos, hoje eu entendo o retardado do Dougie. abriu os olhos lentamente, tentando reconhecer o ambiente, minha respiração ficou meio travada, estava com medo da reação dele ao se ver sozinho comigo, mas para minha supresa ao me ver ele apenas sorriu, eu o retribui com um sorriso maior ainda e ele passou o braço em meu ombro me abraçando. Senti uma felicidade ir crescendo dentro de mim. Caraca meu filho me trata como se eu fosse pai e ele nem sabe que eu sou. O abracei forte aproveitando cada segundo.
-Bom dia, -ele disse com a voz de sono, me soltando do abraço- você vai tocar comigo hoje não vai?-sua cara era pura travessura.
-Vamos sim, pequeno!-olhei para meu violão que estava próximo a cama e levantei para pegá-lo.
-cadê minha mãe?-ele se deu conta da falta de e eu logo esperei que ele chorasse.
-Não sei, mas deve estar voltando. -ele assentiu sentando a minha frente para me ver tocar. Seus olhos estavam vidrados em minhas mãos, que começaram a tocar. Cantamos algumas músicas, ele sempre com um sorriso esperto no rosto. O que me dava ainda mais vontade de tocar para ele. Um barulho veio da porta e nós dois olhamos na direção. Fica muito ridículo se eu disser que meu coração se acelerou, ao ver entrando no meu quarto toda linda? Ela vestia um vestido xadrez preto e branco com botões abertos até um pouco abaixo de seus seios, que infelizmente e felizmente eram cobertos por uma regata branca. Fiquei olhando com cara de bobão apaixonado, coisa que eu não era! MENTIRA: era sim! E ela retribuiu com o sorrisinho mais encantador do mundo, como ela pode ser tão maravilhosa?
-Bom dia meninos!- se levantou correndo e abraçou a mãe, ela jogou a bolsa que havia trazido em cima da cama e para poder pega-lo no colo.
-O estava tocando para mim, quando eu crescer quero ser igual a ele- riu me lançando um olhar cheio de significados.
-Você vai ser meu amor, e como! -ela respondeu ao menino que não entenderia como eu entendi. voltou para a cama sentando, era minha vez de cumprimenta-la? faz um favor pro papai? Dá uma olhada na janela pra eu agarrar sua mãe rapidinho!!! Na frente dele não dava. Eu pisquei para ela que entendeu e me mandou um beijinho no ar.
-Bom dia, ! -Minha única opção foi falar!
-Bom dia -ela me olhou com uma cara travessa-eu trouxe uma roupa para tomar um banho, esse porquinho deve estar fedendo- na mesma hora ele se cheirou fazendo uma cara revoltada.
-Não to nada! -ele retrucou e nos rimos. Pegou o violão da minha mão como se quisesse tocar algo.
-E mais, que tal sairmos nos três? Passear por ai, um programa família!-ela mordeu o lábio com se tivesse falado demais, mas ela disse tudo o que eu queria ouvir naquele momento, nós não deixávamos de ser uma família, com o pai (eu), a mãe (ela) e o filho. -Eu topo- falei sorrindo e vendo o sorriso estampado no rosto dela.
-Então , vai tomar banho! -ela disse tirando a roupa de dentro da bolsa, ele pegou a roupa e saiu em direção ao banheiro. Ela apontou com a cabeça para que eu fosse junto. Sem entender direito, a olhei curioso.
-você não é o pai?/ela disse sorrindo -vai lá ajudar ele a tomar banho, dar a toalha. Isso se ele quiser ajuda. -Eu a olhei admirado, ela estava pensando em mim naquele momento. De mais uma das cosas que só quem é pai faz. Como já estava no banheiro eu me aproximei dela. Seus olhos estavam fixos em minha boca, parecia querer tanto quanto eu o beijo. A envolvi com meus braços, podendo sentir seu corpo colado no meu e meu coração acelerou novamente. Nossos lábios se tocaram lentamente, até que aprofundamos o beijo, eu queria mais, eu a queria pra mim. Senti suas mãos em meu cabelo me fazendo ficar ainda mais louco por ela. Por que ela me provoca assim? Antes que eu fizesse uma merda e a jogasse na cama tendo o risco de nos pegar, ela me afastou e eu fiz cara de decepção.-Mais tarde, meu lindo -ela disse com uma voz tão sexy que eu não resisti e voltei beija-la. Soltando-a em seguida ao pensar ouvir um barulho no banheiro.
-Vamos vê-lo?-fomos juntos até a porta- Posso entrar ?
-Pode!-entrei e ele já estava tomando banho, ficou na porta observando.
-Quer uma ajuda ai?-ele me olhou curioso
-Pode ser, eu odeio lavar o cabelo!-ele confessou me dando o xampu . Joguei um pouco do conteúdo nas mãos e em seguida passei nos cabelos dele. Lembrei da minha infância, das vezes que meu pai fez isso comigo quando criança quando comecei a esfregar o cabelo do meu filho. Ele me fitou todo o tempo enquanto sua mãos passavam o sabonete no resto de seu corpo. Ele retirou a espuma em baixo do chuveiro enquanto eu o olhava. Banho tomado, peguei uma toalha limpa e o envolvi para que ele não sentisse frio. Me ajoelhei para ficar a sua altura e peguei suas roupas que estava em cima da pia. O vesti calmamente enquanto ele somente me olhava, eu não tinha ganhado um filho e sim um presente.
-Você é bom nisso!- sorria ainda encostada na porta. Minha vontade era falar ele é meu filho, oras eu sei o que fazer, mesmo não sabendo direito se sabia!!!!
-Ele é meu- deixei no ar, mas ela sabia perfeitamente o que eu quis dizer. Penteei os cabelos de de uma forma mais parecida com o que eu estava usando, embora fosse difícil pelo fato de seus cabelos serem mais compridos que o meu e o botei no colo para que ele se olhasse no espelho.-e ai gostou?
-Eu estou a sua cara-ele deu uma risada divertida.
-E isso é bom ou ruim?-juro que fiquei inseguro com a resposta.
-Bom ! -coloquei ele no chão e ele saiu do banheiro.
-Vou tomar meu banho então.
-Vou te esperar no quarto !! Não demora-ela disse de um jeito meigo que fez ainda mais de quatro por ela.
-E você acha que eu vou conseguir ficar muito tempo longe de você?-inesperadamente ela abriu um sorriso maior que e boca, andou até a mim me dando um selinho. Eu a segurei pela cintura para que ficássemos ainda mais próximos- Você é o meu vicio!!! se tornou desde aquela noite. Você é tudo o que eu quero!-pude sentir seu corpo paralisar e por um segundo eu gelei.
-Você não sabe como é bom ouvir isso vindo de você- ela sussurrou colocando uma mão em cada lado do meu rosto-eu achei que só eu me sentia assim-então ela também se sentia assim em relação a mim? Não era só eu que estava apaixonado. Mas algo me incomodava, pelo visto ela não sabia o que eu sentia por ela. Eu não tinha deixado claro?
-, eu sou louco por você, não está claro?-ela abriu a boca e em seguida selou nossos lábios. / eu...
-MÃEEEEE!!- gritou do quarto fazendo que a gente se soltasse rapidamente. Me deu uma ultima olhada e saiu pela porta.

Capítulo 12 's POV Eu estou sonhando! Eu fui pro céu ?Nota Mental: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Ele tinha dito mesmo que e louco por mim? Ai meu Deus vou ter um colapso!! Cara, como eu amo esse cara! Precisava contar isso a ! Que se foda o . Olhei para que assistia à tv e tentava tocar violão.

- Que foi ?- perguntei me aproximando dele e dando-lhe um beijo na testa.
- Tô conseguindo tocar, olha! Igual ao ! – Suas mãos ágeis começaram a travar uma batalha com as cordas do instrumento que mais rangia do que saia algum som, mas no fundo estava até que bom. Apesar do barulho saia alguma coisa. Tentei fazer a minha melhor cara de mãe coruja e ele olhou pra mim com uma cara meio mais ou menos- É, nem tão igual assim né mamãe?.
- Um dia você vai ficar igualzinho meu amor pode ter certeza! – dei um sorriso cheio de significados que só eu mesmo sabia e sai do quarto para poder ligar para e contar a novidade, afinal mulheres são mulheres e quando um homem diz que está louco por ela é motivo de colocar no jornal, mandar para todas as rádios, enfim, contar pra melhor amiga.
< - ? Eu tava pensando em você agora!- + eu = transmissão de pensamentos!
- , eu estou vivendo dentro de um sonho. Wiiiiiiiiiiiiii. - dei um mini ataque. Eu merecia!- O disse que é louco por mim, que eu sou seu vicio! Que eu sou o que ele quer...
- Wiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!- o dela foi mais alto, mais comprido que o meu e mais agudo que o meu, aposto que ela colocou aquele dedo na boca- Eu sabia que ele era apaixonado por você!
- Desde quando?-eu fiquei curiosa com a certeza dela. Tá, ela já disse trocentos milhões de vezes, mas sei lá ouvir mais uma vez é tão bom!?
- Desde que ele te puxou do play! Dá pra ver na cara dele! E na sua também!
- É mesmo?- Como não percebi? Não conseguia enxergar o mesmo que com essa certeza. Ah é porque eu sou a maior interessada. Tá, que seja! Mas e você o ?
- Ai amiga! Ele é demais! é tão bonzinho!- escutei um suspiro apaixonado do outro lado da linha.
-Mas e ai? Como ele é? Na cama!?- não pude deixar de abrir um sorrisinho malicioso. Que é? Só ela podia saber da minha vida sexual?
- Nem te conto, mas e você e o já fizeram né? - Nossa vida esteve tão corrida nos últimos dias que não pudemos conversar sobre esse assunto tão importante.
- Ontem não! Não deu tempo- bufei lamentando- Mas naquele dia do vestido sim! – dei uma risada debochada e ela acompanhou do outro lado- Exatamente como naquela noite, caraça ele é o cara! Eu to desconfiando que esteja apaixonada!- ri da minha própria idiotice.
-E você acha que eu não sei disso a mais ou menos 7 anos!, sua palhaça!-sorri bobamente
- Aqui, não tem esse tempo todo!- menti e menti bonito, nem para mim e nem para ela que sabia tanto quanto eu o quanto eu era louca por ele.
- O que não tem esse tempo todo?- Olhei para trás vendo um todo lindo apoiado no batente da porta com os braços cruzados. Ele estava absurdamente sexy naquela roupa, um jeans escuro e uma malha branca. Que eu obviamente senti vontade de arrancar.

- Você esta lindo!- Fiquei o olhando com cara de idiota apaixonada.
Até que ele veio até a mim.

- Quem está lindo?- perguntou idiotamente.
-Você que não é- riu com minha meiguice com as palavras quando o assunto era .
- Mas é claro, quem mais seria como eu sou JUCA! Desliga esse telefone e vai ser feliz!
-Ok, beijos amore! -Desliguei rapidamente olhando para que ainda estava bem na minha frente. Inconscientemente o puxei pela blusa colando nossos corpos, eu precisava sentir cada pedaço daquele corpo junto ao meu. Seus olhos não desgrudavam dos meus e eu podia sentir cada batimento de seu coração tão acelerado quanto meu devido tamanha proximidade. Uma corrente de eletricidade passeava por minhas veias e eu sentia leves choques enquanto suas mãos acariciavam minhas costas e nuca num movimento sensual.
-Linda está você- Senti seus lábios tocarem na ponta do meu nariz descendo lentamente para meus lábios. Suguei todo o ar necessário para no mínimo não interromper tão cedo o beijo, já que em segui abri passagem para sua língua tocar na minha ferozmente num beijo apaixonado e quase brutal. Minhas mãos se embrenharam sem seus cabelos despenteando totalmente o que ele a pouco tinha penteado enquanto suas mãos começavam a se movimentar em um ritmo frenético indecisas em que parte do meu corpo iriam parar. Senti seus lábios soltarem abruptamente dos meus me deixando um vazio.- Vamos? O pequeno já deve estar nervoso!- ele segurou minha mão, enquanto eu ainda tentava lembrar que para andar eu precisava dar um passo!

Sabe quando estamos com quem gostamos muito e as horas passam voando? Foi exatamente o que aconteceu. Saímos do hotel e passeamos um pouco pela cidade, sempre com agarrado nas mãos do pai. Eu olhava aquilo com meu coração explodindo de felicidade, era perfeito demais não tinha explicação. Almoçamos em um restaurante de comidas locais, em que eu não gostei muito, já que por mim comia em um McDonalds qualquer, mas fui voto vencido quando os ’s optaram pelo local.

Não precisamos andar muito para encontrarmos uma feira de artigos da cidade que nos chamou bastante atenção por lá ficamos por um bom tempo. Assistimos a um teatrinho feito de fantoches infantis muito bobos, porém engraçados e riu mais que , com sua risada contagiante fazendo com que quase todos rissem junto. O menino o olhava sorrir e ria ainda mais.

Depois dos fantoches e com as paredes do meu abdômen dormentes de tanto rir da risada de , entrei um uma loja de bijuterias, cada uma mais linda que a outra, enquanto levou para conhecer alguma outra loja. Comprei alguns anéis e brincos, não que eu estivesse precisando, mas meus impulsos consumistas estavam necessitando e sai da loja me deparando com ele me esperando ao lado do filho que segurava um bichinho de pelúcia. Sorri ao vê-los, me aproximando para ver que bicho era.

-O comprou pra você, mamãe!- me entregou com aquela cara sapeca só dele e eu olhei para encantada. Seu olhar era apreensivo e suas mãos dentro dos bolsos demonstravam certa insegurança. Era um Casalzinho de macaquinhos abraçados. () ( N/A: Fletchers pensem em um casal de ets e s em lagartinhos pode ser? É que essa realmente foi inevitável! Eu amo macacos!) sem pensar em nada, nem mesmo em o abracei.

- Você é perfeito! Obrigada. - disse em seu ouvido.

-Eu lembrei de nós dois quando o vi -ele beijou minha bochecha, mais precisamente no canto dos meus lábios enquanto suas mãos apertavam a minha cintura- Somos nós.
- Você tem idéia da vontade que estou de te beijar agora!- ele apertou ainda mais minha cintura, mordendo seu lábio inferior com desejo transbordando de seus olhos.
- Não fala isso!- tentei me afastar antes de cometer alguma loucura na frente do meu querido e empata-foda filho. Graças a Deus, o telefone de tocou e nos soltamos do abraço. Ele se afastou um pouquinho para atender enquanto eu e entramos na loja em que eu tinha acabado de sair. Quando entrei a primeira vez, vi uma pulseira que era a cara de , mas tive vergonha de comprá-la, como ele tinha me dado os macaquinhos, eu poderia retribuí-lo.
- Vamos comprar uma pulseira para o ?- sorriu e eu peguei em sua mão caminhando até o interior da loja.
- Essa aqui mãe-ele apontou para uma pulseira de tecido, toda trançada que tinha escrito “always and all ways”, eu concordei chamando o vendedor, a pulseira era perfeita. certamente entenderia o significado. - eu também quero uma- Disse decidido enquanto a vendedora entregava em sua mão.
-Me vê três dessa pulseira, por favor- Se e usariam, nada mais natural do que usar também, ainda mais com uma frase dessas. Se meu filho soubesse realmente o que está escrito, entenderia. A vendedora nos deu as pulseiras e eu a coloquei no meu pulso, em seguida no de . entrou na loja nos procurando e o pequeno correu até ele com a pulseira na mão.
- É pra você- pegou a pulseira na mão lendo a frase. Dizer que ele deu um sorriso lindo, maravilhoso, estupendo, fica muito na cara meu amor por ele? Pois é, mas o sorriso dele foi exatamente isso e mais alguma coisa.
- Nós também temos uma!- ele levantou seu bracinho mostrando a dele e com a outra mão apontou para mim que fiz o mesmo mostrando a minha.
-Obrigada, pequeno!- ele lançou seu olhar para mim piscando em seguida. Pude ler em seu olhar que ele tinha entendido o recado. - Era o no celular- eu não perguntei nada, por que ele estava me dando satisfações? Mas é fofo- Ele chamou a gente para passar a noite com eles. Harry e também vão- o olhei desconfiada- e também!

O que eu imaginei festa, na verdade era passar a noite na praia. Só casais, as crianças ficaram com play no hotel com uma recreadora. me envolveu com seus maravilhosos braços me levando até seus amigos. Senti meu rosto pegar fogo, eles pensariam o que de mim? Em um dia toma café com o marido e no outro aparece abraçada em . Que eles já sabiam de era obvio, mas no nosso “relacionamento” nem tanto. Ele se aproximou de meu rosto ficando claramente a intenção de me beijar e eu desviei o deixando confuso.

- e Harry não sabem!- eu retruquei-o que eles vão pensar de mim?-ele olhou para mim com uma expressão debochada.
- A quem queira saber- Todos os amigos e sua esposas, nos olharam, ele ainda me abraçava- Eu e estamos juntos! - eu olhei para o chão. Será que seu começasse a cavar na areia iria dar tempo de enfiar minha cabeça antes que ele falasse mais merda!
- E quem não sabe disso?-Harry disse dando um tapinha no ombro de .
- O marido dela, ou melhor o ex marido, por que agora ela é minha- ÓTIMO. Se ele não fosse tão maravilhoso e depois da merda, tivesse falado algo tão bonito eu metia a mão na cara dele. Eu apenas rolei os olhos resignada.
-Obrigada!- disse claramente puta para ele que apertou minha cintura com força me colando ao seu corpo com um olhar preocupado.

- Fico feliz de você enfim ter se apaixonado!- Laura disse amistosamente e sorriu bobamente.- ainda mais pela mãe de seu filho! -ela riu- é encantador! – Laura me olhava com tanto carinho que eu realmente percebi que não tinha motivos, pelo menos não ali com eles para sentir vergonha. Parecia que ninguém me julgava ou me olhava com aquele olhar repreensor que eu temia.

A noite passava rápida e divertidamente, regada a cerveja e a muita risada. Peguei-me reparando os casais, Harry com Izzie ao seu colo, seus olhares eram tão amorosos, eles definitivamente foram feitos um para o outro. e Laura, lado a lado abraçados, demonstravam cumplicidade. e eram só alegria, pareciam dois adolescentes, de dois em dois minutos estavam se beijando, ele sentado e ela com a cabeça deitada em sua perna. Foi então que eu reparei em mim e . Eu estava sentada entre suas pernas e ele me abraçava envolvendo meu corpo com seu calor enquanto seu queixo repousava em meu ombro. Isso quando ele não beijava meu pescoço ou virava meu rosto para que nos beijássemos. Sua mão passeava em minha pulseira.

- Always and all ways- ele sussurrou em meu ouvido me causando arrepio. Meu coração disparou pela forma que ele disse tais palavras. Eu era completamente encantada por sua voz e assim tão perto era covardia.
-Always and all ways- Repeti passando a mão na pulseira dele e deixando claro que parte de mim estava naquele pedaço de pano. Nunca uma pulseira na história da humanidade poderia expressar tanto sentimento. Senti suas mãos passarem para a minha cintura me virando lentamente, olhei em seus olhos azuis querendo literalmente me afogar neles. O sorriso mais lindo do mundo em sua boca. Nossos lábios se tocaram calmamente, como pode ser um beijo melhor que o outro, essas sensações diferentes como se ele fosse meu. Se tivesse feito sob medida para mim. Suas mãos acariciavam lentamente minhas costas enquanto as minhas seus cabelos. naquele momento era a minha vida!
-Vocês formam um casal tão bonito- Izzie disse do nada nos forçando a olhar para ela.- Eu nunca vi o assim! Tão encantado por uma garota. - foi a vez dele ficar sem graça.
-Harry quer mandar tua mulher parar de contar meus podres - Harry gargalhou e lhe mostrou o dedo do meio ainda meio sem graça.
- É mesmo, ? - perguntei surpresa olhando-o. Ele deu um sorrisinho fofo entortando a cabeça pro lado.< br> - Você é encantadora, sabia... Acho que é uma feiticeira e me lançou um feitiço daqueles- sussurrou em meu ouvido quase cantando. Senti a cabeça rodar escutando aquela voz tão próxima ao meu ouvido e ainda por cima cantando, meu coração queria sair pelo peito e minha respiração queria se tornar falha.
- Não faz isso, , não canta tão próximo do meu ouvido se você não quiser que eu tenha um colapso. Sua voz é sedutora demais para mim.
-Quer dizer que minha voz é sedutora, bom saber! Vou usar isso mais tarde!-ele disse debochadamente -e por falar em mais tarde...- ele olhou para e .- tem como vocês ficarem com o nosso filho essa noite?
- Já esta falando nosso filho!- riu- o que você fez com o ?
- Se é meu e dela, é nosso!- retrucou rindo.
- Eu fico sim!- respondeu a - Ontem não deu muito certo né?- me olhou solidaria, eu retribui seu olhar agradecendo.
-Acho melhor nós irmos, então!- me olhou cheio de más intenções. Nos despedimos do pessoal saindo abraçados do local em direção ao hotel. Fizemos o trajeto até o quarto em silêncio apenas aproveitando a presença um do outro. Suas mãos acariciavam minhas costas lentamente. era tão carinhoso, tão maravilhoso, Que achava que não merecia tanto!! Papai do céu, obrigada! Olhei seus olhos azuis que me fitavam e minha mão foi até seu rosto acariciando suas bochechas, nada que eu fizesse ou falasse expressaria o que eu sentia ao seu lado.
Fui pega de surpresa com um beijo calmo e ao mesmo tempo demonstrava segundas intenções. Entramos no quarto em meio ao beijo que se intensificava a cada segundo escutando apenas um barulho oco da porta sendo fechada atrás de nós. Suas mãos envolviam minha cintura, fazendo que nossos corpos colassem ao máximo, podendo sentir até mesmo as batidas aceleradas de seu coração, o meu respondia com a mesma intensidade. Meu corpo pedia o dele, sabia que só me sentiria completa quando estava com ele. Minhas mãos embrenhavam em seus cabelos enquanto as dele subiam por debaixo do meu vestido me causando arrepios. Interrompemos o beijo somente para que ele pudesse retirar sua blusa, colando nossos lábios novamente num ritmo louco. Senti suas mãos desabotoando meu vestido lentamente como se quisesse aproveitar cada momento e eu desci as mãos até suas calças desabotoando-a apressadamente.

soltou um gemido arfado ao sentir minhas mãos brincando com barra de sua boxer que me deixou ainda mais tentada. Meu vestido foi jogado no chão ao mesmo tempo em que suas calças foram parar em um canto qualquer do quarto. Restando poucas peças de roupa, ele rapidamente colou nossos corpos novamente, me fazendo sentir sua já crescente excitação. Mordi seu lábio, fazendo soltar gemidos mais altos. Sua mão segurava minha nuca com tanta intensidade que senti como se ele quisesse que nossas bocas fossem uma só enquanto a outra passeava pelo meu corpo indecisa. Passei as unhas em suas costas e senti que ele se arrepiou, o que me incentivou a fazer mais. soltou os meus lábios por um segundo me encarando, como se quisesse falar algo. Eu o olhei maliciosamente e retirei a regata que ainda tinha em meu corpo. Seus olhos fixaram em meus seios com desejo e foram seguidos por suas mãos. Relaxei a cabeça para trás com o toque e ele gentilmente passou uma das mãos em minha cintura me empurrando para cama. Deitei na mesma sem retirar meu olhar do seu e ele em seguida se posicionou sobre o meu corpo, beijando meus lábios rapidamente e descendo lentamente para pescoço, colo, parando em meus seios beijando-os lentamente, um gemido arfado saiu de minha garganta. Ele desceu seus beijos pela minha barriga em seguida parando na barra da minha calcinha e retirando-a rapidamente. Senti seus lábios tocarem lentamente no interior das minhas coxas e aos poucos intensificando os movimentos enquanto eu jogava a cabeça para trás completamente entregue ao prazer que ele me causara. Ao perceber que eu tinha chegado ao ápice, ele voltou a me beijar pelo caminho inverso com uma expressão totalmente satisfeita em seu rosto voltando aos meus lábios.
Cravei minhas unhas em suas costas enquanto sugava seu lábio inferior, deixando-o ainda mais ofegante. Sai debaixo dele o deixando com uma cara confusa, era minha vez de lhe proporcionar o prazer que ele causara em mim. Olhei maliciosamente para seu corpo acariciando seu peitoral, descendo para barriga e novamente brincando com a barra de sua boxer e a retirando em seguida. Ele acompanhava meus movimentos com o olhar e mordia os lábios. Fazendo o mesmo caminho que as mãos, fiz uma trilha de beijos que pararam somente quando beijei sua ereção, fazendo-o soltar um gemido alto. Dei um sorrisinho e o envolvi com a minha boca, começando com movimentos lentos e ele segurou carinhosamente meus cabelos me colocando em seu ritmo.

- Amor... Para eu não agüento mais...-Ouvir ele gemer e só me incentivava a dar-lhe mais prazer ainda, naquele momento ele era meu, só meu. Ele me puxou rapidamente para próximo de seu rosto!
Tanto ele quanto eu estávamos ofegantes e desesperados um pelo outro. Ele segurou meus quadris e eu me ajeitei sobre sua ereção, sentindo o penetrar lentamente. Até sentir por completo. E eu estava completa novamente! me olhava com os olhos cheios de luxuria, suas mãos apertavam meus quadris e nádegas, puxando-as para um movimento desesperado. Nossas respirações ofegantes eram interrompidas por gemidos e grunhidos de prazer.
Nossos olhos fixados um no outro, meu coração acelerado parecia que iria sair pela boca. Senti dar uma meia parada e gemer desesperadamente, percebi que ele não agüentaria mais por muito tempo. Intensifiquei ainda mais os movimentos o fazendo chegar ao clímax. Suas mãos forçaram minha cintura como seu quisesse quebrá-la. Mas não parou de se movimentar me fazendo em seguida eu atingir o meu. Deitei-me sobre seu peito, enfiando meu rosto na curvatura de seu pescoço para sentir aquele perfume inebriante. Eu me sentia cansada, maravilhada, feliz, realizada... tudo! Ele me abraçou fortemente, como se não quisesse que eu saísse dali, uma das mãos começou a acariciar minha cabeça e ele deu um beijo longo em minha testa.

- eu acho... eu te amo- sua voz saiu baixa e ainda ofegante. Meu coração disparou e depois parou, achei que ia desmaiar nunca na minha vida me senti tão, tão ...feliz? , era minha vida, havia se tornado a razão da minha existência, do ar que eu respiro, do por que eu vivo e eu pude ter um pouco dele em até então. Mas nesse momento ouvindo tais palavras de sua boca, eu podia sentir o que é estar no paraíso. A verdadeira felicidade forçando meu coração latejar como se quisesse rasgar meu peito.
- Eu te amo desde aquela noite , desde que meus olhos bateram nos seus...- Ele apertou ainda mais o abraço, levantei meu rosto par olhar um que sorria, colando nossos lábios novamente mais um beijo apaixonado.

CONTINUA





N/A: Alguém aqui ainda lembra dessa fic? Caramba essa att demorou né? Mas tenho uma explicação... uma não várias!
1- Falta de tempo porque to trabalhando, fazendo curso de inglês e faculdade de História... por favor não me odeiem... eu sei que ninguém gosta de professoras dessa matéria!...
2- Se eu disser que por um tempo eu desanimei total dessa fic voces acreditam? Pois é, um certo Danny Jones aí me fez dar uma desanimada total, mas agora recuperei o fôlego e vou att mais rápido pra acabar logo com ela.
3- O fdp do meu PC queimou a placa mãe e se não fosse minha revisora Bee, eu teria perdido tudo e ai a 2 pov ia ficar num hiatus eterno! Recuperou ela pra mim e agora eu to cheia de idéias. (Nota da Bee: AEEE salvei o dia!)
Ia mandar uma att dupla pra compensar a demora mas deixei esse capitulo bem grande e cheio de amor pra vcs apreciarem um pouco. Não demorarei att ! Não posso deixar de agradecer as meninas que mesmo escondida lá no T acharam minha fic e leram e melhor deixaram seus recadinhos. Não esqueçam de comentar!!
Beijones e até!

Nota só da Bee: GRANDE parte da demora foi por minha causa, gente desculpa mesmo mas vida de estágio e universidade à noite me mata. Mas tudo bem, capítulo aqui e comentem MUITO pra ficar feliz!



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