Uma Grande Surpresa
Autora: Priscila S.
Status: Finalizada
Revisada por: Juh
Categoria: McFly Fics
Sub-Categoria: Romance - ShortFic
Comentários:
Era Junho, numa sexta-feira. Um dia frio e nublado se formava em São Paulo, no Brasil. Um jovem casal passeava pelo parque do Ibirapuera, mas eles pareciam meio atrapalhados..
- Anda logo, Charles! - dizia , uma garota que parecia impaciente naquele momento - Vamos, vamos!
- É Charles, vai logo! - seu marido, , ia atrás empurrando o carrinho.
Eles haviam se casado fazia pouco tempo, por causa da gravidez de . Eles eram namorados, se amavam, e acabaram passando dos limites. Mas como se gostavam muito, e namoravam há muito tempo, concordaram com a idéia de formar uma família. Só que alguns probleminhas estavam ocorrendo.
- , você pegou o ursinho de pelúcia do nosso filho? - segurava Charles no colo e agora andava ao lado de seu marido.
- Tá aqui - ele mostrava o urso dentro do carrinho - Tá muito frio aqui, a gente vai pra onde agora?
- Vamos pro shopping, amor! Esqueceu que no outro o dia dos pais está chegando? O que você quer dar pro seu pai?
- É mesmo! Humm - coçava a cabeça - Não sei ainda.. Ele já tem tanta coisa. Queria dar algo diferente pra ele.
- Realmente, é difícil dar um presente para alguém que já tem tudo - dizia - E por falar nisso, o que VOCÊ quer de presente?
parou o carrinho. Olhou para os lados como se estivesse imaginando alguma coisa. Voltou para sua esposa e disse:
- Uma noite com você.
sorriu e o beijou. Por poucos segundos, claro, pois Charles logo começou a chorar. Logo depois, a família voltava a caminhar até chegar ao carro, enquanto a mamãe distraía seu filho de três anos, mostrando coisas simples - que o deixava fascinado.
Entraram no carro e foram para o shopping. Ao chegarem, encontraram uma multidão de pessoas que entravam e saíam desesperadas em todas as lojas, com cada vez mais e mais sacolas.
- A gente tinha que vir hoje?! - olhava para o shopping, impaciente - Olha só como tá lotado!
- Tem razão... - olhava, triste. - Mas a gente tem que decidir logo, não pode demorar muito! Senão já já não vai sobrar nada.
Voltaram ao carro e foram para casa. Ao chegarem, Charles estava dormindo. ajeitou seu filho na cama e foi se encontrar com Tom, que estava lendo jornal no sofá da sala.
- Amor..
- O que é, linda? - parou de ler e olhou para ela.
- Eu ainda não sei o que fazer para você..
- Eu sei - rapidamente chegou perto dela e começou a beijá-la. Instantaneamente os dois começaram a se beijar sem parar, e foram intensificando o beijo. sussurava um "te amo" enquanto beijava seu pescoço. Não conseguiam parar com aquilo, há tempos que não o faziam. Foram para o quarto e, enquanto se beijavam e trocavam carinhos, iam arrancando as peças de roupa, até que ele a deitou na cama e se tornaram um só novamente. Há quanto tempo não sentiam isso! Ambos se amavam muito.
No dia seguinte, preparou um café-da-manhã especial para seu marido.
- Nossa, mas nem é dia dos pais ainda! - ele dizia, com um sorriso no rosto - É pra agradecer por ontem?
- Também - ela ria - Mas é pra fazer uma semana especial pra você.
- Olha que já já eu acostumo!.- piscou para sua mulher, que o beijou.
Ainda era meio difícil acreditar que eles estavam casados. se orgulhava de pensar que ela era "sua", e de mais ninguém. E que seria assim para sempre.
- Olha quem veio dar um abraço no paizããão! - trazia Charles, que sorriu ao ver seu pai.
- Filhão! - o pegou no colo e começou a brincar com ele. Na brincadeira, Charles sem querer esbarrou no botão do controle remoto que se encontrava em cima da cama, e ligou a televisão. O canal que apareceu falava sobre venda de presentes com promoções para o Dia dos Pais.
"Você não sabe o que dar para o seu pai? Veja agora a belíssima televisão de plasma que temos aqui! (...)"
- Amor! O que você acha disso? - assistia à TV, entretida - Bonita, não?
- Muito! Mas a nossa TV ainda vale mais a pena - dizia , assistindo - E também não posso dar pro meu pai, ele não gosta dessas coisas. Você sabe como ele é das antigas.
- Sei sim, e como!
"Também temos aqui uma exclusiva novidade! Um relógio de ouro puro, com promoções incríveis!"
Ambos se olharam.
- Acho que não - falaram juntos, e riram logo em seguida.
- Como é difícil arranjar um presente! - colocava as mãos na cabeça.
- Vamos esperar, quem sabe vem alguma coisa.
- Do que seu pai gosta? - , desistindo, desligava a TV enquanto perguntava. Charles brincava com o braço do pai.
- Ah... Não sei. Ele gosta de música, odeia esportes, adora antigüidades e seu maior sonho é viajar pra Londres..
parou e olhou para ele com um ar de felicidade. percebeu e sorriu também.
- Pronto! Decidido - ela pegou Charles no colo, que olhava com ar de quem não entendia nada - Seu pai vai pra Londres!
- Mas como a gente vai pagar isso?? Custa caro - dizia, cabisbaixo.
- Não se preocupe! Minha mãe me ligou há umas semanas dizendo que precisava de ajuda na loja dela, só que eu não podia ir porque tinha que cuidar do Charles. Mas eu posso deixá-lo na escola e ir trabalhar, nem que seja por poucas horas!
- Hum, tá... Eu vou tentar ver alguma coisa no meu trabalho também. - Acabou de comer e levou as coisas para a cozinha.
Um mês se passou. Numa manhã de Julho (exatamente numa segunda-feira), acordou e saiu correndo. acordou com o barulho e, assustado, gritou:
- AMOOOR!! TUDO BEM??
- Nããão! - ela respondia, - Não tô nada bem...
- O que que você tem? - Ele seguia a voz dela. Chegou ao banheiro e parou na porta.
- Acho que foi alguma coisa que eu comi...Será que foi o macarrão?
- Não pode ser, tava uma delícia! - colocava a mão na barriga com uma cara de "quero mais".
Um tempo depois, ela saiu do banheiro. estava cuidando de Charles - que tinha acabado de acordar - e a viu.
- Melhorou?
- Uhum - dizia com uma voz fraca.
- Descansa um pouco, amor - dizia , arrumando as coisas - Deixa que eu levo nosso filho pra escola e vou pro trabalho. Se cuida tá?
- Obrigada, amor.. - disse e o beijou.
Horas se passaram. havia deixado Charles na escola e estava terminando seu expediente no trabalho. Era diretor de uma empresa de Marketing, mas para ajudar a pagar a viagem do pai, estava fazendo uns shows com sua guitarra (bem velha, por sinal) em barzinhos para garantir uma grana extra. Ao terminar, pegou Charles e foram "conversando" enquanto iam para casa. ria e ensinava seu filho a falar palavras que este desconhecia, e não conseguia pronunciar. Foi uma volta divertida.
Quando chegaram em casa, um silêncio. colocou suas coisas em cima da mesa e levou seu filho até o quarto.
- Amor? Cheguei!! - dizia animado.
Nada.
- Amor?? - tentou de novo, sem resposta. Já estava preocupado.
Entrou no quarto e se deparou com sua esposa, caída no chão. Entrou em desespero.
- ?? FALA COMIGO AMOR!!! ACORDA!!!
- Hm...Hmm...? - Ela pronunciava, com a voz bem fraca, quase sumindo. ligou para o médico (pois não podia ir até um hospital e deixar o filho sozinho), que com sorte estava livre e veio correndo.
Horas depois, o médico saiu do quarto. andava pra lá e pra cá, preocupadíssimo. Seu filho, que desde então estava na sala, ficava observando o pai sem entender o motivo.
- ? - o médico chamava.
- Tô aqui, tô aqui! - saiu correndo para o quarto.
- Calma, calma. Tá tudo bem com ela. - o médico tentava o acalmar, mas não adiantava.
- O que aconteceu? O que ela tem? - Ela teve uma queda na pressão, mas já está bem melhor. É só cuidar para que ela se alimente bem.
Ao terminar, o médico saíra, com um sorriso. desconfiou por um momento, mas logo entrou no quarto e viu sua mulher deitada na cama.
- Amor!!! - beijou-a profundamente. Ficaram assim por um momento, até que ele olhou para ela e disse: - Tá melhor?
- Agora, tô sim. - ela sorria. Parecia diferente.
- O que você tem? Tá feliz...Pra quem passou mal. - fazia uma cara de desconfiança. Ela ria.
- Nada, nada amor! É você que me deixa feliz. Se beijaram por um longo tempo. Ele beijou seu pescoço, fazendo com que ela ficasse arrepiada.
- E o Charles, cadê? - olhava para os lados.
- CHARLES! - Ele gritou e saiu correndo em direção à sala. Felizmente ele estava bem, admirando (e mordendo) a almofada do sofá.
subiu com ele e o levou até a mãe.
- Own, amoor! - sorrindo, pegou-o no colo - Vem com a mamãe, vem!
o encheu de beijos. Amava tanto seu filho.
- Ei! Assim eu fico com ciúmes - olhou e deitou ao lado dela. Os passaram um longo tempo se divertindo e brincando.
E assim ficaram. Por vários dias, passava mal e tinha desmaios. Não podia trabalhar, e sobrava para o coitado do . Mas ele fazia isso com muito amor, pois queria garantir o presente de seu pai. Um mês se passou - Charles já havia aprendido a palavra "mamãe" e "papai" sem pronunciar errado - deixando os pais muito orguhosos.
Já era Agosto, quarta-feira. Faltava poucos dias para o Dia dos Pais tão esperado. e felizmente haviam conseguido um dinheiro suficiente para comprar a passagem para o pai dele e estavam animados com isso. Ele não via a hora de dar o tão esperado presente para o pai.
- Amor! Faltam quatro dias para o grande dia, e eu ainda não comprei nada pra você! - dizia, desanimada.
- Ah amor, não é sua culpa... Você passou mal né.. Mas eu não quero nada, juro! Minha felicidade é ter você aqui comigo.. - ele sorria e a beijava, mas logo foi interrompido por um "papai", dito por Charles. continou -Ah, e ter você também é uma alegria, filho! - Todos sorriram.
olhou para ele. Como ela o amava! Ela tinha algo a dizer para ele. Algo que a deixava muito feliz e orgulhosa. Mas tinha que esperar o momento certo. Ele a olhou, e ela o abraçou.
- ... Me diz, o que você quer? Eu não quero que você fique sem presente!
- Ah amor, sei lá... Já tenho muita coisa! Eu não quero nada não, sério.
- Tá. Mas eu vou pensar em alguma coisa.
- Você e sua teimosia, hein! - fazia caretas, fazendo Charles e rirem por alguns minutos.
Sábado de manhã. acordou bem cedinho e fez o mínimo de barulho possível, para que e Charles não acordassem. Se arrumou, pegou a bolsa e foi para o shopping. Chegando lá, passou de loja em loja olhando produto por produto, pensando, ficando indecisa, até que decidiu o presente que iria dar a seu marido.
- Eu quero esse daqui, por favor! - ela dizia, feliz por sua decisão.
- Este mesmo? OK, só um minuto - o atendente falou.
Poucos segundos depois, ele voltou.
- Que cor vai querer a guitarra?
- Ahh... Vermelha, por favor!
Isso mesmo. Uma guitarra! Já que a dele estava tão velha, seria uma coisa boa a dar a ele. Mas melhor ainda seria a notícia que ela iria dar logo depois.
Voltou com a sacola enorme para casa. Abriu e correu para o armário, onde escondeu o presente. Olhou no quarto e continuava dormindo. Ela sentou ao lado dele.
- Amoor... - beijou-o suavemente. Ele não acordou. - Amor, como você dorme hein?? - ela disse meio alto, fazendo com que ele acordasse num pulo - Ops, desculpa..
- Ai, , que susto! - dizia com cara de sono.
- É amanhã, o GRANDE dia!! - dizia ela, animadíssima.
- É... Mas até amanhã, eu tenho muuuuuito tempo pra dormir - disse isso e caiu de volta na cama.
- Ah, qual é ! Vamos aproveitar, o dia tá lindo!
- Como você sabe? Você saiu? - ele a olhava.
- Err - percebeu que havia feito uma besteira. - Não, claro que não. Eu vi pela janela. Olha, até me arrumei pra gente levar nosso filho pra passear!
- Tá, tá, vamos sair então.
Quando todos estavam finalmente prontos, entraram no carro e foram até o parque Vila-Lobos. O dia estava maravilhoso - céu azul, sem nuvens e com um sol muito brilhante. Um calor se formava, até que no passeio pararam para comer um sorvete.
- Do que você quer, ? - a olhava de longe. Ela estava sentada num banco segurando Charles, que se agitara com a grande movimentação.
- Chocolate, amor! Tô com uma vontade... - ela sorria e continuava cuidando de seu filho.
- Tá. - se virou para a mulher da sorveteria - Eu quero dois de chocolate, por favor.
Pagou e levou o sorvete até o banco onde os dois estavam sentados. Eles se abraçaram e ficaram assim por um longo tempo - lembravam os tempos de quando namoravam. Muitas pessoas olhavam aquela família e sorriam - era uma cena bonita de se ver.
Já havia escurecido quando voltaram para casa. Charles já estava dormindo e estava já na cama, deitada ao lado de seu marido.
- Te amo, tá? - ela dizia com uma voz doce.
- Eu também te amo. E como!
Se beijaram intensamente, e dormiram abraçados. Realmente, eram o casal perfeito.
Domingo. O tão esperado grande dia. acordou Charles e em seguida o levou para acordar o pai.
- FELIZ DIA DOS PAAAIS! - ela dizia enquanto Charles batia palminhas.
- Ohh, muito obrigado! - ele acordou sorrindo e pegou Charles no colo, enquanto beijava sua esposa.
- Peraí um minutinho - ela saiu. olhou para o filho com ar de desconfiança, e o filho retribuia o olhar com sinal positivo. Ela chegou com um embrulho enorme e pesado. Com dificuldade, ia empurrando o grande pacote e o colocou encostado na parede.
- Pra você, amor! Feliz Dia dos Pais!!!
- Amor, não precisava. Eu falei pra você que eu não queria nada. - ele olhava para o pacote com os olhos brilhando de emoção e alegria.
- Abre, abre! - ela dizia.
Ele abriu. Um silêncio se formou dentro do quarto - ele olhava espantado. Não podia ser!!! Era inacreditável. A guitarra que tanto sonhou! Estava ali, dentro daquele enorme embrulho.
- Eu... Eu... Amor, eu te amo!!! Nem sei como agradecer, - ele a abraçou e a segurou no ar, de tamanha felicidade.
- Que bom que você gostou! - ela dizia, emocionada. - Eu sabia que você queria, então não resisti..
- Te amo. Você é o único amor da minha vida. Eu não sei o que faria sem você!
Ele pegou a guitarra e começou a cantar e dançar pro filho e pra mamãe, que cantavam e riam com as caretas que ele fazia. Foi um Dia dos Pais inesquecível.
- Amor, você já avisou seu pai do presente?!
- Já, amor. Ele mora longe, você sabe - eu tive que enviar as passagens por correspondência. Já chegou lá, ele ficou super contente. Mandou um beijo pra você e pro Charles.
- Ah, obrigada! - ela disse. - Gostou de hoje?
- Gostei? Não, AMEI! - dizia, quase pulando de alegria.
Ela o olhou nos olhos profundamente, em silêncio. Ele a olhava. Não resistiu e perguntou:
- ? Que foi?
- ... - ela dizia, meio nervosa - Eu acho que já é a hora de eu te dar uma notícia.
- O que é? Fala logo, eu fico preocupado - ele a abraçou.
- É que...
Um silêncio ficou por alguns instantes.
- É que...? Fala! - ele já estava impaciente.
- Amor... Eu... Eu to grávida!
arregalou os olhos.
- Quê??
- Isso mesmo, grávida... Grávida! Amor, eu tô grávida de outro filho seu!
Um sorriso enorme, que ela nunca vira antes, surgiu na boca de .
- Eu não acredito. AMOR, TE AMO!
- Quando o médico veio aqui, ele me deu a notícia. Mas eu pedi pra ele guardar segredo..
- Bem que eu desconfiava! - fez cara de metido. riu.
Ele a abraçou e a beijou. Depois beijou a barriga dela sem parar, fazendo-a rir de tantas cócegas que fazia. Sentaram no sofá junto com Charles e ficaram assim, juntinhos. Por muuuito tempo. E sabiam que seria assim para sempre.
a olhou nos olhos. Depois, sussurrou, com uma voz firme:
- Com certeza, esse é o melhor Dia dos Pais que eu já tive!
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- Anda logo, Charles! - dizia , uma garota que parecia impaciente naquele momento - Vamos, vamos!
- É Charles, vai logo! - seu marido, , ia atrás empurrando o carrinho.
Eles haviam se casado fazia pouco tempo, por causa da gravidez de . Eles eram namorados, se amavam, e acabaram passando dos limites. Mas como se gostavam muito, e namoravam há muito tempo, concordaram com a idéia de formar uma família. Só que alguns probleminhas estavam ocorrendo.
- , você pegou o ursinho de pelúcia do nosso filho? - segurava Charles no colo e agora andava ao lado de seu marido.
- Tá aqui - ele mostrava o urso dentro do carrinho - Tá muito frio aqui, a gente vai pra onde agora?
- Vamos pro shopping, amor! Esqueceu que no outro o dia dos pais está chegando? O que você quer dar pro seu pai?
- É mesmo! Humm - coçava a cabeça - Não sei ainda.. Ele já tem tanta coisa. Queria dar algo diferente pra ele.
- Realmente, é difícil dar um presente para alguém que já tem tudo - dizia - E por falar nisso, o que VOCÊ quer de presente?
parou o carrinho. Olhou para os lados como se estivesse imaginando alguma coisa. Voltou para sua esposa e disse:
- Uma noite com você.
sorriu e o beijou. Por poucos segundos, claro, pois Charles logo começou a chorar. Logo depois, a família voltava a caminhar até chegar ao carro, enquanto a mamãe distraía seu filho de três anos, mostrando coisas simples - que o deixava fascinado.
Entraram no carro e foram para o shopping. Ao chegarem, encontraram uma multidão de pessoas que entravam e saíam desesperadas em todas as lojas, com cada vez mais e mais sacolas.
- A gente tinha que vir hoje?! - olhava para o shopping, impaciente - Olha só como tá lotado!
- Tem razão... - olhava, triste. - Mas a gente tem que decidir logo, não pode demorar muito! Senão já já não vai sobrar nada.
Voltaram ao carro e foram para casa. Ao chegarem, Charles estava dormindo. ajeitou seu filho na cama e foi se encontrar com Tom, que estava lendo jornal no sofá da sala.
- Amor..
- O que é, linda? - parou de ler e olhou para ela.
- Eu ainda não sei o que fazer para você..
- Eu sei - rapidamente chegou perto dela e começou a beijá-la. Instantaneamente os dois começaram a se beijar sem parar, e foram intensificando o beijo. sussurava um "te amo" enquanto beijava seu pescoço. Não conseguiam parar com aquilo, há tempos que não o faziam. Foram para o quarto e, enquanto se beijavam e trocavam carinhos, iam arrancando as peças de roupa, até que ele a deitou na cama e se tornaram um só novamente. Há quanto tempo não sentiam isso! Ambos se amavam muito.
No dia seguinte, preparou um café-da-manhã especial para seu marido.
- Nossa, mas nem é dia dos pais ainda! - ele dizia, com um sorriso no rosto - É pra agradecer por ontem?
- Também - ela ria - Mas é pra fazer uma semana especial pra você.
- Olha que já já eu acostumo!.- piscou para sua mulher, que o beijou.
Ainda era meio difícil acreditar que eles estavam casados. se orgulhava de pensar que ela era "sua", e de mais ninguém. E que seria assim para sempre.
- Olha quem veio dar um abraço no paizããão! - trazia Charles, que sorriu ao ver seu pai.
- Filhão! - o pegou no colo e começou a brincar com ele. Na brincadeira, Charles sem querer esbarrou no botão do controle remoto que se encontrava em cima da cama, e ligou a televisão. O canal que apareceu falava sobre venda de presentes com promoções para o Dia dos Pais.
"Você não sabe o que dar para o seu pai? Veja agora a belíssima televisão de plasma que temos aqui! (...)"
- Amor! O que você acha disso? - assistia à TV, entretida - Bonita, não?
- Muito! Mas a nossa TV ainda vale mais a pena - dizia , assistindo - E também não posso dar pro meu pai, ele não gosta dessas coisas. Você sabe como ele é das antigas.
- Sei sim, e como!
"Também temos aqui uma exclusiva novidade! Um relógio de ouro puro, com promoções incríveis!"
Ambos se olharam.
- Acho que não - falaram juntos, e riram logo em seguida.
- Como é difícil arranjar um presente! - colocava as mãos na cabeça.
- Vamos esperar, quem sabe vem alguma coisa.
- Do que seu pai gosta? - , desistindo, desligava a TV enquanto perguntava. Charles brincava com o braço do pai.
- Ah... Não sei. Ele gosta de música, odeia esportes, adora antigüidades e seu maior sonho é viajar pra Londres..
parou e olhou para ele com um ar de felicidade. percebeu e sorriu também.
- Pronto! Decidido - ela pegou Charles no colo, que olhava com ar de quem não entendia nada - Seu pai vai pra Londres!
- Mas como a gente vai pagar isso?? Custa caro - dizia, cabisbaixo.
- Não se preocupe! Minha mãe me ligou há umas semanas dizendo que precisava de ajuda na loja dela, só que eu não podia ir porque tinha que cuidar do Charles. Mas eu posso deixá-lo na escola e ir trabalhar, nem que seja por poucas horas!
- Hum, tá... Eu vou tentar ver alguma coisa no meu trabalho também. - Acabou de comer e levou as coisas para a cozinha.
Um mês se passou. Numa manhã de Julho (exatamente numa segunda-feira), acordou e saiu correndo. acordou com o barulho e, assustado, gritou:
- AMOOOR!! TUDO BEM??
- Nããão! - ela respondia, - Não tô nada bem...
- O que que você tem? - Ele seguia a voz dela. Chegou ao banheiro e parou na porta.
- Acho que foi alguma coisa que eu comi...Será que foi o macarrão?
- Não pode ser, tava uma delícia! - colocava a mão na barriga com uma cara de "quero mais".
Um tempo depois, ela saiu do banheiro. estava cuidando de Charles - que tinha acabado de acordar - e a viu.
- Melhorou?
- Uhum - dizia com uma voz fraca.
- Descansa um pouco, amor - dizia , arrumando as coisas - Deixa que eu levo nosso filho pra escola e vou pro trabalho. Se cuida tá?
- Obrigada, amor.. - disse e o beijou.
Horas se passaram. havia deixado Charles na escola e estava terminando seu expediente no trabalho. Era diretor de uma empresa de Marketing, mas para ajudar a pagar a viagem do pai, estava fazendo uns shows com sua guitarra (bem velha, por sinal) em barzinhos para garantir uma grana extra. Ao terminar, pegou Charles e foram "conversando" enquanto iam para casa. ria e ensinava seu filho a falar palavras que este desconhecia, e não conseguia pronunciar. Foi uma volta divertida.
Quando chegaram em casa, um silêncio. colocou suas coisas em cima da mesa e levou seu filho até o quarto.
- Amor? Cheguei!! - dizia animado.
Nada.
- Amor?? - tentou de novo, sem resposta. Já estava preocupado.
Entrou no quarto e se deparou com sua esposa, caída no chão. Entrou em desespero.
- ?? FALA COMIGO AMOR!!! ACORDA!!!
- Hm...Hmm...? - Ela pronunciava, com a voz bem fraca, quase sumindo. ligou para o médico (pois não podia ir até um hospital e deixar o filho sozinho), que com sorte estava livre e veio correndo.
Horas depois, o médico saiu do quarto. andava pra lá e pra cá, preocupadíssimo. Seu filho, que desde então estava na sala, ficava observando o pai sem entender o motivo.
- ? - o médico chamava.
- Tô aqui, tô aqui! - saiu correndo para o quarto.
- Calma, calma. Tá tudo bem com ela. - o médico tentava o acalmar, mas não adiantava.
- O que aconteceu? O que ela tem? - Ela teve uma queda na pressão, mas já está bem melhor. É só cuidar para que ela se alimente bem.
Ao terminar, o médico saíra, com um sorriso. desconfiou por um momento, mas logo entrou no quarto e viu sua mulher deitada na cama.
- Amor!!! - beijou-a profundamente. Ficaram assim por um momento, até que ele olhou para ela e disse: - Tá melhor?
- Agora, tô sim. - ela sorria. Parecia diferente.
- O que você tem? Tá feliz...Pra quem passou mal. - fazia uma cara de desconfiança. Ela ria.
- Nada, nada amor! É você que me deixa feliz. Se beijaram por um longo tempo. Ele beijou seu pescoço, fazendo com que ela ficasse arrepiada.
- E o Charles, cadê? - olhava para os lados.
- CHARLES! - Ele gritou e saiu correndo em direção à sala. Felizmente ele estava bem, admirando (e mordendo) a almofada do sofá.
subiu com ele e o levou até a mãe.
- Own, amoor! - sorrindo, pegou-o no colo - Vem com a mamãe, vem!
o encheu de beijos. Amava tanto seu filho.
- Ei! Assim eu fico com ciúmes - olhou e deitou ao lado dela. Os passaram um longo tempo se divertindo e brincando.
E assim ficaram. Por vários dias, passava mal e tinha desmaios. Não podia trabalhar, e sobrava para o coitado do . Mas ele fazia isso com muito amor, pois queria garantir o presente de seu pai. Um mês se passou - Charles já havia aprendido a palavra "mamãe" e "papai" sem pronunciar errado - deixando os pais muito orguhosos.
Já era Agosto, quarta-feira. Faltava poucos dias para o Dia dos Pais tão esperado. e felizmente haviam conseguido um dinheiro suficiente para comprar a passagem para o pai dele e estavam animados com isso. Ele não via a hora de dar o tão esperado presente para o pai.
- Amor! Faltam quatro dias para o grande dia, e eu ainda não comprei nada pra você! - dizia, desanimada.
- Ah amor, não é sua culpa... Você passou mal né.. Mas eu não quero nada, juro! Minha felicidade é ter você aqui comigo.. - ele sorria e a beijava, mas logo foi interrompido por um "papai", dito por Charles. continou -Ah, e ter você também é uma alegria, filho! - Todos sorriram.
olhou para ele. Como ela o amava! Ela tinha algo a dizer para ele. Algo que a deixava muito feliz e orgulhosa. Mas tinha que esperar o momento certo. Ele a olhou, e ela o abraçou.
- ... Me diz, o que você quer? Eu não quero que você fique sem presente!
- Ah amor, sei lá... Já tenho muita coisa! Eu não quero nada não, sério.
- Tá. Mas eu vou pensar em alguma coisa.
- Você e sua teimosia, hein! - fazia caretas, fazendo Charles e rirem por alguns minutos.
Sábado de manhã. acordou bem cedinho e fez o mínimo de barulho possível, para que e Charles não acordassem. Se arrumou, pegou a bolsa e foi para o shopping. Chegando lá, passou de loja em loja olhando produto por produto, pensando, ficando indecisa, até que decidiu o presente que iria dar a seu marido.
- Eu quero esse daqui, por favor! - ela dizia, feliz por sua decisão.
- Este mesmo? OK, só um minuto - o atendente falou.
Poucos segundos depois, ele voltou.
- Que cor vai querer a guitarra?
- Ahh... Vermelha, por favor!
Isso mesmo. Uma guitarra! Já que a dele estava tão velha, seria uma coisa boa a dar a ele. Mas melhor ainda seria a notícia que ela iria dar logo depois.
Voltou com a sacola enorme para casa. Abriu e correu para o armário, onde escondeu o presente. Olhou no quarto e continuava dormindo. Ela sentou ao lado dele.
- Amoor... - beijou-o suavemente. Ele não acordou. - Amor, como você dorme hein?? - ela disse meio alto, fazendo com que ele acordasse num pulo - Ops, desculpa..
- Ai, , que susto! - dizia com cara de sono.
- É amanhã, o GRANDE dia!! - dizia ela, animadíssima.
- É... Mas até amanhã, eu tenho muuuuuito tempo pra dormir - disse isso e caiu de volta na cama.
- Ah, qual é ! Vamos aproveitar, o dia tá lindo!
- Como você sabe? Você saiu? - ele a olhava.
- Err - percebeu que havia feito uma besteira. - Não, claro que não. Eu vi pela janela. Olha, até me arrumei pra gente levar nosso filho pra passear!
- Tá, tá, vamos sair então.
Quando todos estavam finalmente prontos, entraram no carro e foram até o parque Vila-Lobos. O dia estava maravilhoso - céu azul, sem nuvens e com um sol muito brilhante. Um calor se formava, até que no passeio pararam para comer um sorvete.
- Do que você quer, ? - a olhava de longe. Ela estava sentada num banco segurando Charles, que se agitara com a grande movimentação.
- Chocolate, amor! Tô com uma vontade... - ela sorria e continuava cuidando de seu filho.
- Tá. - se virou para a mulher da sorveteria - Eu quero dois de chocolate, por favor.
Pagou e levou o sorvete até o banco onde os dois estavam sentados. Eles se abraçaram e ficaram assim por um longo tempo - lembravam os tempos de quando namoravam. Muitas pessoas olhavam aquela família e sorriam - era uma cena bonita de se ver.
Já havia escurecido quando voltaram para casa. Charles já estava dormindo e estava já na cama, deitada ao lado de seu marido.
- Te amo, tá? - ela dizia com uma voz doce.
- Eu também te amo. E como!
Se beijaram intensamente, e dormiram abraçados. Realmente, eram o casal perfeito.
Domingo. O tão esperado grande dia. acordou Charles e em seguida o levou para acordar o pai.
- FELIZ DIA DOS PAAAIS! - ela dizia enquanto Charles batia palminhas.
- Ohh, muito obrigado! - ele acordou sorrindo e pegou Charles no colo, enquanto beijava sua esposa.
- Peraí um minutinho - ela saiu. olhou para o filho com ar de desconfiança, e o filho retribuia o olhar com sinal positivo. Ela chegou com um embrulho enorme e pesado. Com dificuldade, ia empurrando o grande pacote e o colocou encostado na parede.
- Pra você, amor! Feliz Dia dos Pais!!!
- Amor, não precisava. Eu falei pra você que eu não queria nada. - ele olhava para o pacote com os olhos brilhando de emoção e alegria.
- Abre, abre! - ela dizia.
Ele abriu. Um silêncio se formou dentro do quarto - ele olhava espantado. Não podia ser!!! Era inacreditável. A guitarra que tanto sonhou! Estava ali, dentro daquele enorme embrulho.
- Eu... Eu... Amor, eu te amo!!! Nem sei como agradecer, - ele a abraçou e a segurou no ar, de tamanha felicidade.
- Que bom que você gostou! - ela dizia, emocionada. - Eu sabia que você queria, então não resisti..
- Te amo. Você é o único amor da minha vida. Eu não sei o que faria sem você!
Ele pegou a guitarra e começou a cantar e dançar pro filho e pra mamãe, que cantavam e riam com as caretas que ele fazia. Foi um Dia dos Pais inesquecível.
- Amor, você já avisou seu pai do presente?!
- Já, amor. Ele mora longe, você sabe - eu tive que enviar as passagens por correspondência. Já chegou lá, ele ficou super contente. Mandou um beijo pra você e pro Charles.
- Ah, obrigada! - ela disse. - Gostou de hoje?
- Gostei? Não, AMEI! - dizia, quase pulando de alegria.
Ela o olhou nos olhos profundamente, em silêncio. Ele a olhava. Não resistiu e perguntou:
- ? Que foi?
- ... - ela dizia, meio nervosa - Eu acho que já é a hora de eu te dar uma notícia.
- O que é? Fala logo, eu fico preocupado - ele a abraçou.
- É que...
Um silêncio ficou por alguns instantes.
- É que...? Fala! - ele já estava impaciente.
- Amor... Eu... Eu to grávida!
arregalou os olhos.
- Quê??
- Isso mesmo, grávida... Grávida! Amor, eu tô grávida de outro filho seu!
Um sorriso enorme, que ela nunca vira antes, surgiu na boca de .
- Eu não acredito. AMOR, TE AMO!
- Quando o médico veio aqui, ele me deu a notícia. Mas eu pedi pra ele guardar segredo..
- Bem que eu desconfiava! - fez cara de metido. riu.
Ele a abraçou e a beijou. Depois beijou a barriga dela sem parar, fazendo-a rir de tantas cócegas que fazia. Sentaram no sofá junto com Charles e ficaram assim, juntinhos. Por muuuito tempo. E sabiam que seria assim para sempre.
a olhou nos olhos. Depois, sussurrou, com uma voz firme:
- Com certeza, esse é o melhor Dia dos Pais que eu já tive!

