Wicked

Autora: Gijoca Z. G.
Status: Em Andamento
Revisada por: Tepy Loyola
Categoria:Hot fic
Sub-Categoria: Romance
Comentários: Gentem sejam bem vindas! Um aviso básico: deixem coments, podem ser bons ou ruins, pois eu sou uma escritora muito carente e preciso de coments para me “abastecer” e eu juro por tudo o que é mais sagrado que, se eu não tiver coments, eu vou apagar e eu falo SÉRIO. Ok chega de terrorismo... rsrsrsrsrs Bom, é isso... BOA LEITURA!




Prólogo – “THAT’S THE GIRL HE CHOSE AND HEAVEN KNOWS... I’M NOT THAT GIRL”(“I’M NOT THAT GIRL” – WICKED)

  Tudo se passava em câmera lenta a sua volta. Seus passos eram lentos e delicados naquele chão podre e sua mão raspava levemente pelas paredes descascadas do prédio onde vivia.
  Mas ela não se importava.
  Um sorriso bobo começava a se formar em seu rosto. Um aperto de felicidade em seu coração estimulou ainda mais o seu sorriso, o alargando consideravelmente. Como será que ele iria reagir ao saber da notícia?
  Afinal, Julliard era realmente tudo o que sempre sonhara conquistar um dia.
  Pela primeira vez em sua vida, as coisas pareciam estar se encaixando em seus devidos lugares. Após a morte dos pais, tudo o que ela sempre viveu pareceu sem importância, inútil. Ah, como conhecia o sentimento de querer sumir, de se achar um nada!
  Ainda bem que ele sempre esteve ao seu lado, para lhe dar força e coragem. Como ele ia ficar orgulhoso!
  O crachá do Mcdonalds, localizado em seu peito para demonstrar que trabalhava ali, parou de balançar no momento em que chegou à porta do apartamento. Mesmo com os pensamentos dispersos, ela ainda conseguiu achar as chaves na bolsa e abrir silenciosamente a porta.
  A casa não era lá grande coisa, mas dava para viver. Continha uma pequena sala de estar conectado com a cozinha, um quarto e um banheiro.
  - ! Tô em casa! – sua voz ecoou pelo apartamento sem resposta alguma. Franzindo o cenho, a garota colocou a bolsa em cima do sofá da sala.
  “Que estranho, ele já devia estar aqui...” pensou enquanto andava em direção ao quarto. Ele poderia estar dormindo, porém essa era uma possibilidade improvável, já que não eram nem 20 horas.
  Mesmo assim, ela não arriscou, abrindo lentamente a porta do quarto.
  A cena não era a que ela estava esperando.
  parou de respirar por breves segundos. Seus olhos se esbugalharam, seu coração parecia que ia explodir de tão forte que batia e tudo o que ela conseguia escutar no momento era um vazio. Suas mãos escorregavam da maçaneta agora por causa do suor e suas pernas fraquejavam pela súbita fraqueza.
  Tudo o que ela queria era desaparecer e nunca mais voltar. Esta realmente era uma idéia tentadora. Afinal, quem saberia do motivo? Tudo o que tinha que fazer era se virar e ir embora. Ninguém nem desconfiaria de que ela tinha visto aquela cena.
  Mas ela não poderia imaginar que a sua pasta ainda estaria em suas mãos e que cairia aos seus pés bem naquele momento.
  Então, o silêncio.
  - , eu posso explicar... – ela fitou bem os olhos do garoto sem dar sinal de que escutara. Ele a olhava com um misto de vergonha e desespero; seu tronco nu virado na direção de enquanto ele se ajoelhava na cama e uma mulher descabelada e nua se dependurava em sua cintura.
  Ela fitou curtamente ao outra moça e percebeu que ela se sentia humilhada e que a mesma não sabia aonde enfiar a cara. deu sinal de um sorriso sarcástico, mas não tinha força para continuá-lo.
  - Não tente. – ela sussurrou antes de se virar para ir embora.
  - Mas... Mas não foi culpa minha! – a garota parou de andar, chocada com a cara de pau do ex – namorado – Foi culpa dela, ela me obrigou!
  escutou o som de um tapa antes de escutar a voz da “amante”: - Você me disse que era solteiro... Idiota. – revoltada, a outra garota pegou rapidamente as roupas e se vestiu. Ainda com o cabelo bagunçado, andou até a porta, suspirando fundo e com os olhos aguados – Me desculpe.
  A garota passou por e foi embora.
  - Você vai acreditar nela? – a atenção dela se voltou ao homem nu em sua cama – Em uma estranha?
  Um riso fraco saiu de sua boca antes de sussurrar com a voz lhe arranhando a garganta:
- O pior é que sim, . E por favor, não diga mais nada. – ela fez sinal de silêncio para o garoto quando este tentou dizer algo - Cada palavra que você fala tentando consertar, nos distancia ainda mais.
Ela saiu da frente da porta e apontou para ela.
- Esta ainda é minha casa. E nela você não vai ficar.
- E depois de tudo que nós passamos juntos, hein? – ele parecia realmente zangado, mas a garota agüentou firme – Vai ignorar isso?
Uma lágrima percorreu seu rosto vermelho, mas ela disse com firmeza:
- Eu sempre vou agradecer a você por todo o apoio. Mas o que você foi não muda o que você é.
- Mas...
- Você só me quer porque está tudo acabado! – ela praticamente berrou com seu corpo tremendo dos pés à cabeça e seu olhar ficando embaçado - Dê valor às coisas enquanto as possui, , pois sentir saudade não é motivo suficiente para tê-las de volta.
Ainda com expressão chocada, o garoto de olhos se vestiu e arrumou sua mala em tempo recorde. Ao passar pela adolescente de coração partido, ele sussurrou em seu ouvido:
- Talvez não seja nessa vida ainda, mas você ainda vai ser a minha vida.
E então ele se foi.


Cap I – “mamma mia, here I go again…” (“mamma mia” – Abba/mamma mia)
- Hoje faz oito anos, não é mesmo? – a psicóloga perguntou com aquele famoso olhar de canto de olho para sua paciente, que parecia meio desconfortável.
- Pois é. – ela sorriu sem graça, mudando um pouco a posição de como estava deitada no grande sofá vermelho de veludo.
- E como você se sente? – desta vez, a velha não disfarçou o seu olhar, fitando avidamente a garota.
 - O que posso dizer que eu já não disse antes? – ela riu sem humor e começou a falar sem pausa para respirar - Sabe quando você vê como as coisas a tua volta realmente são? Sabe quando você percebe que nem tudo são flores, tá isso até você já sabia, mas quando você acha que os espinhos estão longe e de repente vê que eles estão cravados em você? Sabe quando você quer apenas respirar o ar da liberdade de poder ser quem você é, sem vergonha, sem preconceito algum, mas algo impede você, o mundo de pessoas medíocres e fúteis impede você! A inocência de poder viver livremente, longe de toda a hipocrisia, de toda mentira, de toda a maldade criada. E sonhar que as verdadeiras relações bastam para enfrentar todas as ironias pregadas contra nós. A inocência ilusória, que se quebra pelas trapaças da vida, que não são do destino. A inocência que, quando acaba, se torna em melancolia, em rancor, ou até mesmo em coragem, para seguir, seja como for. – ela respirou profundamente quando terminou – É assim que eu me sinto hoje, Selena. Exatamente como todos os anos anteriores.
A psicóloga balançou a cabeça levemente, tirando os óculos estilo secretária dos olhos, algo que raramente fazia.
- Então eu vou falar algo que já falei para você todos esses anos anteriores. – a paciente se sentiu enrubescer – Você, , é uma das garotas mais fortes e corajosas que eu já conheci. Sabe por quê? – a outra continuou em silêncio – Porque covarde não é aquele que chora por amor, minha querida, mas sim aquele que não ama por medo de chorar. Você se arriscou e acabou não dando muito certo, porém se a vida colocou obstáculos no seu caminho, é porque você é capaz de superá-los. – a mulher mais velha aproximou sua cadeira do sofá – Tudo o que acontece é uma lição de vida. E não é por causa disso que desistiremos, não é mesmo? – ela sorriu de lado – A vida não cansa de dar rasteiras. Mas você não pode cansar de se levantar cada vez mais forte. E é nisso que você tem que pensar para seguir em frente.
Enquanto a mais jovem assimilava tudo o que a mais velha dissera, esta perguntou:
- E aquele papel na Broadway? Conseguiu?
A garota se levantou em um pulo.
- AI MEU DEUS, ESTOU ATRASADA! – ela pegou a bolsa e disse desconcertada – Selena, mil perdões, mas eu preciso ir. Hoje é o primeiro ensaio da peça e eu não posso me atrasar mais!
- Tudo bem, divirta-se. – “Nossa, ela se parece tanto com a minha mãe...” a garota pensou tristemente enquanto saia da sala.
entrou no elevador (graças a Deus estava já parado no andar) e batia os pés incessantemente enquanto esperava chegar ao térreo.
Ela olhou para o espelho ao seu lado e sorriu, passando as mãos nos cabelos. Ela nunca se acostumaria com eles desse jeito, mesmo fazendo muito tempo que os tingira. Depois da decepção com o ex, decidiu mudar drasticamente de vida, pintando seu cabelo de e colocando lente nos olhos.
Estava praticamente irreconhecível para aqueles que não a viam há muito tempo.
O térreo finalmente chegou e a garota não perdeu tempo: saiu correndo em direção ao metrô.
Pois é, vida de atriz realmente não é fácil.
“Cause you're hot then you're cold; You're yes then you're no...” o celular tocava impaciente dentro de sua bolsa, mas ela só atendeu a ligação quando estava dentro do trem.
- Não atende mais o celular não? – revirou os olhos com a impaciência da amiga.
- Eu estava na seção de terapia, só para a sua informação...
- Ela disse alguma coisa que você já não sabia? – a voz lhe interrompeu.
- Não. – o trem parou e ela recomeçou a andar.
- Então por que continuar a ir se você já sabe tudo o que ela vai dizer? ria enquanto balançava a cabeça com o jeito da outra.
- Só você mesmo, ... – “Estou quase lá...” pensou tentando se acalmar.
- Mas não foi por isso que eu te liguei... – teve uma pausa e ela soube do que se tratava a conversa – Como você tá?
Respirando fundo, respondeu:
- Tô bem, e você? – escutou a amiga rir ironicamente antes de ela responder.
- Como sempre, né? A culpa parece sempre querer marcar presença nesse dia. – ela sorriu de lado com o peso na consciência de .
- Já não te falei um milhão de vezes que não foi culpa sua? – engoliu em seco antes de continuar – Se não fosse com você, seria com outra, não duvide disso.
As duas ficaram em silêncio com os próprios pensamentos.
Após a traição de , a “amante” havia procurado novamente para lhe pedir desculpas de alguma forma. Relutantemente, a garota concordou em conversar.
E quer saber? As duas até que tinham muito em comum. Ela descobriu que a suposta amante era modelo e que o namorado havia aparecido no estúdio aonde ela trabalhava para buscar um amigo para o almoço.
Já viu aonde isso deu, né?
Essa “amante” era . E elas haviam se tornado melhores amigas tudo por causa de um elemento em comum: .
Loucura? Concordo plenamente.
- Ei, você já não deveria estar no ensaio, atrasadinha? – “Que cara de pau!” a “nova” pensou bufando.
- Só estou atrasada uns cinco minutos. E artista chega sempre atrasado. – ela ouviu a sua melhor amiga gargalhar do outro lado da linha.
- Sempre há uma desculpa. – antes que retrucasse, a outra completou – Bem, eu preciso ir. Tenho uma seção de fotos agora e você sabe que Jorge não gosta que eu me atrase.
- Mas você sempre pode recompensá-lo, você sabe disso... – ela sorriu maliciosa, pensando nas várias noites em que “recompensou” o chefe.
Isso se você entende o significado de “recompensar” no vocabulário da garota...
- Olha, se eu estivesse por perto, juro que te dava um tapa. – as duas riram – Boa sorte e depois me conte tudo sobre as suas futuras presas...
- Pra você também. – ela interrompeu a amiga e desligou o celular. A outra iria brigar tanto com ela depois...
Mas ela não tinha culpa se agora estava em frente a um dos teatros mais famosos do mundo; um lugar que sempre sonhou em fazer parte desde que se entendia por gente:
A Broadway.
Sabe aquele friozinho na barriga que às vezes aparece quando você está apaixonado ou está muito nervoso? Aquele que pode te levar até a passar noites em claro ou vergonha na frente das pessoas erradas?
Era exatamente assim que se sentia.
Porém, não era por estar apaixonada; ela prometera nunca mais se apaixonar. E não era por nervosismo também, apesar de também não estar totalmente serena com seu futuro desempenho.
Era pelo simples fato de não acreditar que tudo aquilo estava acontecendo consigo mesma. Era simplesmente surreal demais para ser verdade.
E mesmo assim... Estava acontecendo.
Uma lágrima percorreu seu rosto antes de secá-la. “É agora.” pensou consigo mesma, respirando bem fundo.
Antes que pudesse dar ao menos um passo, alguém esbarrou nela e a derrubou no chão.
O começo não poderia ter sido mais desastroso.
- Mas o que... – começou a perguntar enquanto tentava descobrir a gravidade de seus ferimentos quando o viu pela primeira vez.
O homem... Não, estava mais para Deus Grego, isso sim! Enfim, ele estava ajoelhado à sua frente, com o cenho franzido e parecendo preocupado. A garota estava simplesmente maravilhada: seus cabelos eram curtos e bagunçados; seus olhos pareciam lhe inspecionar, provavelmente procurando por ferimentos em seu corpo; seu rosto parecia de veludo e estava levemente ruborizado, provavelmente por ter corrido até ali assim como ela; seu corpo, pelo que pôde ver, era simplesmente composto de músculos por todos os lugares, algo que sempre achou sexy em um homem.
Resumindo: o cara era perfeito. Tá bom para você?
- Você tá bem? – no começo, ela não conseguiu processar as palavras em seu cérebro; sua voz era simplesmente angelical. “Como se já não fosse perfeito...” pensou antes de se obrigar a dizer algo.
- Acredito que sim. – deu uma tentativa falha de um sorriso que mais pareceu uma careta. sentiu seu rosto ruborizar quando o suposto anjo riu levemente. O riso era como música para os seus ouvidos...
Como eu disse: o cara era perfeito.
- Não se machucou nem nada, né? – ela só assentiu com a cabeça, evitando que fizesse mais alguma besteira – Desculpe mesmo, eu devia prestar mais atenção aonde vou...
- Qué isso, eu que estava parada que nem uma idiota. – ela riu sem graça, comemorando por dentro por ter dito algo de útil.
“Continue assim.” Se ordenou internamente.
- Ajuda para se levantar? – ele estendeu a mão quando terminou de se levantar. Gisele a aceitou, sentindo a pele do estranho. Tinha textura de pêssego de tão macia que era e o calor que ela emanava fez com que o estômago dela embrulhasse.
De um jeito bom, é claro.
Com o nervosismo, ela se levantou rápido demais, acabando por derrubar o estranho no chão e caindo exatamente em cima dele. Sentindo o corpo escultural embaixo dela, a garota estaria totalmente sem graça se não estivesse com o seu olhar fixado nos olhos do belo homem.
Eles se mantiveram assim por alguns segundos, mas foi o suficiente para que trocassem mensagens secretas pelos olhares.
Quais eram essas mensagens? Nenhum dos dois sabia.
- Desculpe. – os dois disseram ao mesmo tempo e riram logo depois, se levantando ao mesmo tempo.
- Então... – ele limpou a garganta – Para onde está indo mesmo?
- Para dentro do teatro. – os olhos dela brilharam – E você?
- Também. – ele sorriu o sorriso mais perfeito que ela já vira na vida – Pelo menos eu não vou chegar atrasado sozinho. – ela riu com seu comentário – Qual o seu nome? – o estranho perguntou enquanto subiam a escadaria.
- , mas pode me chamar de . – ela sorriu de lado e o estranho parou de andar com os olhos arregalados.
- ? – era a vez dela de arregalar os olhos.
- Eu... Te conheço? – gaguejou levemente com a voz falha.
- Se me conhece? – ele realmente parecia animado – , sou eu! !
- OmG, ? – a garota escancarou a boca e pulou para cima do garoto – Meu Deus, há quanto tempo! Por onde esteve?
- Eu que te pergunto! – os dois se separaram – Eu não te vejo há, o que, dois anos?
sorriu ao se lembrar.
Quando entrou para Julliard, conheceu várias pessoas que a motivaram a seguir em frente apesar do término com o namorado. Uma dessas pessoas foi , que esteve ao lado da garota por todo o tempo em que esteve na universidade, já que também estudava para ser ator.
Não pense que os dois tiveram alguma coisa, não foi nada disso! Desde o começo, foi só amizade mesmo: ela estava machucada demais para sequer pensar em namorar novamente. percebeu isso e se contentou com a amizade.
Nunca passou disso.
- Ainda não consigo acreditar que te reencontrei depois de tanto tempo... – os dois se abraçaram novamente, mas de um jeito mais normal.
Certo...
- Acho melhor irmos andando. – ele sussurrou levemente e a garota só balançou a cabeça, seguindo ao seu lado – Então, a sumida quer me dizer aonde se escondeu por dois anos?
Ela gargalhou. Só conseguia arrancar aquele riso gostoso da atriz.
- Bem, estive tentando arranjar alguns papéis, mas sem sucesso. Agora divido o apartamento com a ... Lembra dela? – ela levantou uma sobrancelha.
- A modelo, né? Lógico que me lembro. Ela sempre te visitava no campus. – ele sorriu largamente e se sentiu enrubescer.
Como ele havia ficado tão lindo deste jeito?
- Mas e você, hein senhor não-apareço-nem-para-dizer-olá! – ele gargalhou com seu comentário.
- Ah, viajei um pouco para Mônaco, tentei papel de modelo também quando estava na “seca” de personagens... – a garota riu levemente – Então meu agente me ligou dizendo para eu vir aqui tentar o papel para “Wicked” e voltei para cá. – seus olhos brilhavam ao se encontrarem com os dela.
- Há quanto tempo esta de volta? – desviou o olhar para que não gaguejasse ao falar com seu “velho” amigo.
- Duas semanas. Tem sido bom voltar para casa... Principalmente agora. – os dois se encararam longamente antes de decidirem prosseguir – E aposto que você conseguiu o papel de Elphaba, não é mesmo?
- Adivinhou. – um orgulho cresceu dentro do peito dela. Afinal: Elphaba era uma das personagens principais.
Talvez a mais importante da peça. De qualquer maneira, era ela quem cantava mais.
- E você? Conseguiu o papel de Fiyero? – seria tão legal se os dois fizessem par romântico!
Não por terem alguma conexão, mas você entendeu o que quis dizer!
- Não, fiquei com o papel de Boq... - ele fez um biquinho e a garota ficou se sentindo mal por ele. Boq era um daqueles personagens secundários, o que queria dizer que era importante, mas ao mesmo tempo não tanto assim.
Tá dando para acompanhar o raciocínio?
- Ah, mas você se dá bem em qualquer papel mesmo. – ela disse tentando melhorar o humor do amigo e acabou lhe arrancando outro sorriso de lado.
- Só você mesmo para me fazer sentir assim, . – o coração da “” se apertou.
Sentir como?
Antes que pudesse perguntá-lo, abriu a porta do teatro e as luzes do palco a cegaram.
Quando se apagaram, ela viu a última pessoa do mundo que não queria ver e que esperava não fazê-lo tão cedo.
- O que foi, ? – a voz do amigo lhe entrou pelos ouvidos, mas ela não conseguiu compreender uma única palavra.
Como era possível aquilo lhe acontecer justo agora?
- Já volto. – ela sussurrou e antes que o outro retrucasse a garota já corria como foguete em direção ao banheiro.
Então as memórias voltaram.
Todos os acontecimentos de oito anos para trás apareceram, fazendo-a se enjoar e se ajoelhar em frente à privada do banheiro feminino enquanto sentia o líquido nojento lhe passar pela boca e garganta. Todo o carinho, decepção e depressão que ela sentira durante todo aquele tempo voltaram como uma explosão de sentimentos e ela não sabia o que fazer quanto a isso.
Afinal, ela não esperava que estivesse ali também.
O rosto se tornava vermelho e molhado de lágrimas à medida que ela praticamente rastejava até a pia para lavar a boca. Uma sensação de desconforto se instalou em seu peito; toda a terapia estava indo por ralo abaixo naquele momento. Literalmente.
- Você tá bem? – era a segunda vez que lhe perguntavam isso, mas as situações eram tão diferentes agora!
A atriz se virou lentamente em direção à voz feminina e encontrou uma mulher com um olhar preocupado e bolsa no ombro.
Não havia jeito dela não se lembrar da mulher. Não agora.
- ? – a outra arregalou os olhos – ?
A outra escancarou a boca também.
- ? – a partir daí somente gritinhos histéricos e abraços desajeitados.
Mas é claro que elas seriam “velhas” amigas! A mulher era a própria prima de !
- Foi aceita para a peça também? – a atriz lhe perguntou curiosa.
- Claro, já que meu primo também foi aceito e... – a mulher parou de falar ao perceber o que tinha feito – Você viu , não?
abaixou levemente a cabeça.
- Infelizmente. – sorriu levemente e sem humor – Não me diga que ele está com o papel de Fiyero, por favor!
abaixou o olhar para os próprios pés.
- Queria não ser aquela a te dar esta notícia, mas... Sim.
A garganta da outra se fechou completamente.
- Espera... Você tá com o papel de...
-... Elphaba, isso mesmo. – completou a frase da antiga amiga e quase-parente.
- Que merda. – ela concordou veemente com a cabeça – Sinto muito. De verdade. Olha, você sabe que eu acho meu primo um completo idiota desde aquele dia, né?
- Eu sei, , relaxa... – sorriu de lado novamente – Mas e você? Ficou com o papel de Glinda?
A mulher só sorriu.
- Ain, parabéns! – as duas se abraçaram mais uma vez – Pelo menos vou ter alguém para sofrer comigo...
- Ai, pára! – a mulher lhe deu um tapão no braço – O que a senhorita tem que fazer é mostrar para o meu primo bobão que já o superou! Entendido?
- Mas...
- Não ouse retrucar e venha. – a partir do momento em que começou a ser arrastada, já começou a rezar por sua vida.
Mas seu cérebro parou completamente de funcionar no momento em que o viu à sua frente.
Imediatamente sua mente esvaziou, suas mãos ficaram suadas e sua boca ficou seca. Seria possível que seu ex estava ainda mais bonito? Seus cabelos estavam ralos e meio bagunçados, do jeito que ela costumava gostar; seu corpo estava musculoso como sempre, demarcado com a camiseta preta que ele usava; seus olhos azuis eram mais intensos do que ela se lembrava.
Ou seja: ela estava perdida.
- , quer vir aqui um segundo? – a prima chamou e a garota queria matá-la somente com a força cerebral.
Ah, se sonhos e desejos pudessem se tornar reais...
- O que foi, ? – o garoto chegou bufando por ter sido interrompido e no momento em que parou na frente delas, ele pareceu inspecionar a atriz melhor. Ela o fitou esperando que ele reagisse, seu coração quase saindo pela boca...
Bem. Não foi exatamente isso que aconteceu.
- Quem é sua amiga, prima? – sorriu largamente, seus olhos brilhando mais ainda – Oi, eu sou . – ele estendeu a mão em sua direção.
não podia acreditar no que estava acontecendo. Como assim ele não a reconheceu? Ela foi assim tão indispensável em sua vida como pensava? “Agora sei o quanto me amou, seu idiota.” Ela o amaldiçoou mentalmente e antes de lhe dizer quem realmente era um pensamento interessante lhe ocorreu:
Talvez esta fosse sua única chance de vingança.
- Primo, está é... – a amiga recomeçou a falar com raiva na voz enquanto a outra pensava agilmente. Esta a interrompeu:
- Zoey. – sorriu largamente, pensando o quão esperta e maldosa era – A seu dispor, queridinho.
Quando apertou a mão do ex, correntes elétricas percorreram por todo o seu corpo. Ela conseguiu manter as aparências quando soltou a mão do outro e este lhe disse com um sorriso sexy de lado:
- Prazer.
“OmG...” ela pensou quando seu coração começou a bombear mais forte.
- O prazer é todo meu. Agora tenho que ir... Negócios a fazer. - com uma piscadinha, ela se virou e começou a andar para longe, fazendo questão de rebolar ao fazê-lo.
- O que pensa que está fazendo? – a amiga conseguiu alcançá-la e se virou com a coragem lhe preenchendo.
- Olha, querendo ou não, seu primo me traiu e me deixou literalmente traumatizada. – sua mão começara a tremer – E agora está chance cai em minhas mãos e eu não estou disposta a largá-la. – ela se virou novamente e recomeçou a caminhar.
- Que chance, ? – o semblante da menina era confuso.
- De enganá-lo, . – ela pausou novamente - De fazê-lo sofrer pelo menos uma pequena porcentagem do que eu sofri. Quero que ele sinta na pele a sensação da dor, de saber como é ser enganado. Ele vai me pagar por tudo que me fez nesses anos, pode apostar nisso. – terminado de falar, mais uma vez ela recomeçou a andar, mas desta vez não olhou para trás.
Ele iria sofrer. E esta era uma promessa que ela fazia questão de cumprir.
Bem, é como dizem: Tudo o que vai volta.
E volta em dobro, pode crer.

Cap ii – “I can read in your face that your feelings are driving you wild…” (Does your mother know – Mamma mia)

já havia dito a todos que a conheciam para a chamarem de Sophie a qualquer custo e, surpreendentemente, ninguém achou estranho, já que artistas costumam ter manias esquisitas na maioria das vezes.
Todos estavam sentados nas cadeiras do teatro, somente o diretor estava no palco, os fitando com seus temíveis óculos meia-lua. Ele tossiu uma, duas vezes e prosseguiu a dizer:
- Primeiro vou contar sobre o que é a peça para todos ficarem a par. – ele tossiu mais uma vez e a atriz revirou os olhos.
“Como se ninguém tivesse lido o roteiro” pensou quietamente e se manteve em silêncio por respeito ao novo “patrão”.
- O musical começa com os cidadãos de Oz celebrando a morte da Bruxa Malvada do Oeste. Esta seria Elphaba. – ele olhou para - Glinda desce do céu e começa a contar a história de vida da Bruxa para o povo de Oz abaixo. Depois conversamos melhor sobre esta parte, .

 “Está implícita que Elphaba sofreu uma infância infeliz, que enfrentou discriminações da população de Oz por causa de sua cor de pele, que é verde, e de ser criada apenas pelo viúvo Frex, que a considera uma vergonha (e não apenas por causa de sua aparência, mas porque coisas estranhas parecem acontecer quando ela está por perto). Sua mãe Melena tinha posteriormente dado à luz a outra menina chamada Nessarose, que nasceu com deficiência física, e que é adorada por Frex. Quando chega a hora de Nessarose frequentar a universidade, Frex envia Elphaba junto com ela, mas apenas para que ela possa cuidar da Nessarose, que usa cadeira de rodas, o que ela, aparentemente, vem fazendo toda a sua vida. Como presente de despedida, Frex apresenta Nessarose com um par de sapatos de jóias.”
 “Na Universidade de Shiz, Elphaba conhece Galinda, uma menina mimada e popular do Planalto Superior. Madame Morrible, a diretora de Shiz, decidiu que, já que Nessarose tem uma condição especial, seria melhor para ela compartilhar de suas acomodações privadas. Nenhum acordo foi feito para Elphaba, e Galinda acidentalmente se oferece para partilhar a sua suíte privada. Elphaba, no entanto, tem dúvidas sobre deixar sua irmã no cuidado de outra pessoa: Frex pode repreendê-la por permitir isso. Quando Morrible tenta levar Nessarose para longe, Elphaba usa seus incontroláveis e sobrenaturais poderes para trazer sua irmã de volta para ela. As irmãs estão mortificadas pelos acontecimentos: as meninas não querem nada mais do que viver uma vida normal como todo mundo. Morrible é a mais impressionada, e observa que a aparente habilidade de Elphaba para a magia pode ser útil para o Mágico de Oz, e promete dar lições de feitiçaria privadas à Elphaba. A mesma acredita que pode muito bem estar no seu caminho para se tornar uma celebridade em Oz, se ela for dada a oportunidade de trabalhar com o Mágico de Oz. Ela sonha com todo o glamour e a glória que pensava impossível, até agora, por causa de sua aparência.”
“Para Galinda não é oferecida um lugar no aclamado Seminário de Feitiços Morrible também, e por isso tem uma aversão imediata à Elphaba. A menina de pele verde tem uma aversão semelhante à outra. Esta antipatia é instigada por seus colegas na Shiz, que, é claro, ficam do lado da garota popular.”
“Poucos dias depois, o Doutor Dillamond, uma cabra que é nesse momento o único animal-professor de Shiz, está a tentar ensinar História. Ele encontra sobre a parte traseira de seu quadro um slogan discriminatório afirmando que "Os animais devem ser vistos e não ouvidos." Ele tem problemas para pronunciar corretamente o nome de Galinda, chamando-lhe de "Glinda". Galinda repetidamente insiste para Doutor Dillamond pronunciar o som “Ga”. Depois de dispensar a classe, o professor claramente incomodado conta à Elphaba que desconfia que algo está fazendo com que os animais de Oz percam seus poderes de fala. Elphaba está certa de que o Mágico de Oz poderia consertar esta crise, se alguém só se aventurasse a lhe pôr a sua atenção. ”
“ Logo depois, Fiyero, um príncipe da Vinkus com reputação, chega a Shiz e imediatamente demonstra sua própria maneira de viver aos outros alunos, despreocupadamente e, assim, organizando uma festa no Ballroom Ozdust. Fiyero e Galinda são imediatamente atraídos um pelo outro, principalmente devido aos seus valores superficiais, ou seja, a beleza. Enquanto se preparava para a festa, Galinda recebe um horrível chapéu preto pontudo de sua avó. Sabendo que o chapéu é feio, ela dá a Elphaba sob o disfarce de um presente. Um garoto de classe média chamado Munchkin Boq, que é apaixonado por Galinda, a convida ao baile, vivendo sob a ilusão de que Galinda acabará por retribuir seu amor. Ela tenta enganá-lo para ele convidar Nessarose para a festa, dizendo o quanto achava este gesto lindo. Nessarose, que nunca foi convidada por um garoto antes, fica animada e pergunta à Elphaba se existe alguma maneira de retribuir o que ela pensa ser a bondade de Galinda. Assim, na dança, Galinda é surpreendida pelo aparecimento de Morrible, que lhe dá uma varinha de formação e diz a ela que Elphaba insistiu para que ela fosse incluída no Seminário de Feitiço (embora Morrible não tenha fé na aptidão de Galinda para magia). A garota popular fica chocada e começa a sentir remorso por seu tratamento em relação à Elphaba, que lhe deu a chance que esperava para estudar magia. Ao mesmo tempo, Nessarose está convencida de que tenha lhe sido dada a oportunidade que esperava de ser romanticamente envolvida com um rapaz Munchkin agradável. Boq insiste que ele a convidou para sair porque ele é atraído por ela, e não porque ele ficou com pena de sua condição, sendo mentira, pois ele só a convidara por causa de Galinda, que neste momento estava com o irresistível Fiyero. ”
“ Elphaba chega ao Ballroom Ozdust vestindo o chapéu que Galinda lhe dera, só para ser ridicularizada depois por isto. Culpada, Galinda se junta a Elphaba na pista de dança, abrindo o caminho para uma nova amizade entre as duas. Logo, todos os presentes na festa juntam-se, seguindo o exemplo. ”
“ Depois da festa, Galinda e Elphaba regressam a suíte de Shiz e começam a conversar. Elphaba revela que Frex a odeia mais do que a todos. Por causa dela, ele tinha forçado Melena a comer flores de leite para evitar que Nessarose nascesse com a mesma pele verde que a irmã mais velha, porém as flores fizeram Nessarose nascer cedo, paralisando-a, e causando a morte prematura de Melena. Frex acredita que nada disso teria acontecido se não fosse pelo nascimento de Elphaba. Movida por um desejo de elevar os espíritos de sua nova amiga, e determinada a se desculpar por seus comportamentos passados, Galinda decide torná-la popular. ”
“ Na cena seguinte, os funcionários do Mágico levam Doutor Dillamond. A nova professora de História chega com um filhote de leão com medo em uma gaiola, revelando que os animais mantidos em gaiolas nunca vão se tornar animais falantes. Indignada, Elphaba lança um feitiço que faz com que todos, exceto Fiyero, entrem em giros involuntários. Juntos, Elphaba e Fiyero roubam o filhote e libertam-no na floresta. O público vê agora que os dois estão atraídos um pelo outro. Fiyero em particular é tomado completamente desprevenido pelos sentimentos românticos para com Elphaba, e sai às pressas no embaraço. Começa a chover, e Elphaba se refugia debaixo de uma ponte, lamentando o fato de que seria impossível para alguém como Fiyero amar alguém como ela. Ela se resigna ao fato de que ela nunca poderá ser igual à Galinda. Apesar de serem amigas, não há como negar o fato de que as duas amam o príncipe. Madame Morrible encontra Elphaba, logo depois, e anuncia que lhe tinha sido concedida uma audiência com o Mágico. Neste ponto, é revelado que a especialidade de Morrible passa a ser o controle sobre o tempo, como ela transforma a chuva em sol, insistindo que Elphaba não deve ficar molhada. ”
“ A cena muda para uma estação ferroviária, onde Elphaba está prestes a partir para a Cidade das Esmeraldas. Galinda e Nessarose estão muito animadas por ela, e Nessarose chega até a dizer que Frex ficará muito orgulhoso dela por ter sido considerada apta para atender o Mágico de Oz pessoalmente. Quando Elphaba interroga sobre se sua irmã mais nova será capaz de se cuidar sem ela, Galinda ri e diz que ela não precisa se preocupar porque Boq vai estar lá. Boq está ao lado de Nessarose neste momento, e o comentário de Galinda obriga-o a perceber que ele não pode continuar com a farsa por mais tempo, começando a sair. Galinda, culpada, tenta regularizar a situação, sugerindo que talvez Boq não seja o caminho certo para a nova Miss Thropp, enquanto Nessarose insiste que é ela própria que não é "certa" e vai embora do palco, tentando convencer a Elphaba e a ela mesma de que vai dar tudo certo e que vai conseguir de alguma forma. Elphaba se sente mal e chama sua irmã mais nova, mas Galinda a aconselha a deixá-la ir. A própria prossegue a queixar-se à amiga que a afeição de Fiyero para com ela parece estar diminuindo. Ela também está preocupada porque ele tem pensado muito nos últimos tempos. Fiyero chega com flores para Elphaba, desejando-lhe boa sorte na Cidade das Esmeraldas, querendo dizer-lhe que ele tem pensado, e é claro neste momento que tudo o que ele tem pensado sobre é o dia em que ele e a garota da pele verde trabalharam em conjunto para libertar o filhote de leão e que ele não pode ignorar mais sua atração por ela. Na tentativa de impressioná-lo, Galinda anuncia que não será mais conhecida como Galinda, mas simplesmente como Glinda, ostensivamente em honra de pronúncia persistente do Doutor Dillamond. Ele faz outra saída precipitada, mal mesmo percebendo Galinda mudar o nome, deixando Galinda que virou Glinda ainda mais chateada. Sentindo-se mal por sua amiga, e talvez até mesmo culpada secretamente por cobiçar seu namorado, Elphaba convida-a para ir com ela para a Cidade das Esmeraldas, o que Glinda está muito ansiosa para fazer, e não apenas porque ela sempre quis ver a capital.”
 “Depois de um dia na Cidade das Esmeraldas, Elphaba e Glinda encontram o Mágico. Imediatamente ele revela seu verdadeiro eu para elas e ele convida Elphaba a acompanhá-lo como seu assistente pessoal. Como prova de seu talento para a magia, ele pede que ela dê ao seu servo macaco, Chistery, a habilidade de voar usando o Livro das Sombras, um antigo livro de feitiços. Elphaba demonstra seu talento e com sucesso dá asas a Chistery. O Mágico revela uma gaiola repleta de macacos, que agora também têm asas por causa da magia de Elphaba, e observa que eles farão bons espiões para denunciar qualquer atividade subversiva de animais falantes. Percebendo que ela tinha sido usada e que o mágico não é um mágico, sem poderes, Elphaba foge com o Livro das Sombras, perseguida pelos guardas do palácio. Livro das Sombras é um livro antigo de uma magia que ninguém havia conseguido ler até agora. ”
“ Elphaba e Glinda correm até a torre mais alta, onde testemunham Morrible, agora a secretária Assistente de imprensa, declarando a todos que Elphaba é uma "Wicked Witch" e que não é confiável. Elphaba encanta um cabo de vassoura para levitar e tenta convencer Glinda a acompanhá-la em sua causa, que é reparar seu erro de dar asas aos macacos e salvar os animais falantes, mas Glinda se recusa. Enquanto os guardas de Oz estouram a porta na tentativa de capturar as duas, Elphaba rapidamente desaparece. Ela de repente reaparece muito furiosa. Deixando para trás a única amiga que ela nunca teve, Elphaba sobe ao céu segurando a vassoura, prometendo lutar contra o Mágico de Oz com toda a sua potência. ”
“Algum tempo se passou, e Elphaba ganhou o título de Bruxa Má do Oeste. Glinda e Madame Morrible realizam uma conferência de imprensa para anunciar o noivado-surpresa de Glinda para Fiyero, e lembrar a história de como Glinda ganhou o título de ‘Glinda, a Boa’. Glinda sabe que com todas as coisas que ela tem, que deve estar feliz, mas ela hesita quando canta sobre como ela está feliz. Fiyero fica irritado com o sentimento do povo de Oz para com a ‘Bruxa Malvada do Oeste’, e tem uma discussão com Glinda, terminando com ‘E se isso vai fazer você feliz, é claro, eu vou casar com você. ’ Glinda pergunta se isso irá fazê-lo feliz também, mas sua resposta é enigmática. ‘Você me conhece, eu sou sempre feliz. ’ “
“ Enquanto isso, Elphaba chega à residência do governador em Munchkin, em busca de refúgio, e pretende pedir a Frex para ajudar. No entanto, Nessarose, agora a governadora de Munchkin, duramente revela que seu pai morreu de vergonha, devido às ações de Elphaba na Cidade das Esmeraldas (o que implica que ele tenha cometido suicídio). Nessarose se recusa a ajudar a esconder uma fugitiva, citando seu status como uma funcionária não eleita, e critica Elphaba por não usar a magia para ajuda-la a superar sua deficiência. Para amenizar os sentimentos de culpa, Elphaba encanta os antigos sapatos de jóias de Nessarose, transformando-os de prata para vermelho rubi, o que lhe permite a caminhar. Nessarose chama Boq para mostrar a ele que ela pode andar, mas quando ele vê isso, ele supõe que ela não precisa mais dele, e revela que ele havia feito tudo aquilo por Glinda e que agora que ela iria se casar com Fiyero, precisava lhe contar tudo o que sentia. Furiosa, Nessarose lança um feitiço do Livro das Sombras erroneamente em Boq, fazendo com que seu coração encolha. Enquanto Elphaba tenta salvá-lo, Nessarose reflete sobre como sua obsessão com Boq a levou a oprimir o povo Munchkin. Elphaba salva Boq transformando-o em o Homem de Lata. Ela vai embora e quando Boq se assusta consigo mesmo e pergunta a irmã mais nova de quem é a culpa, horrorizada Nessarose coloca a culpa sobre a irmã mais velha.”
“Com ninguém a quem recorrer, Elphaba retorna ao palácio do Mágico para libertar o resto dos macacos alados. Ele tenta recuperar sua confiança e concorda em libertá-los. Após a descoberta de Doutor Dillamond, já incapaz de falar, entre os macacos, Elphaba rejeita sua oferta e tenta fugir, correndo em direção a Fiyero, agora capitão da guarda, no processo. Glinda se apressa em dar testemunho sobre Fiyero fugir com Elphaba e percebe que foi traída por aqueles mais próximos a ela quando o Mágico lhe oferece uma bebida a partir de uma pequena garrafa verde: ‘Ele sempre me faz sentir melhor. ’ Glinda recusa a garrafa e, magoada e furiosa com a traição de Elphaba, sugere a Madame Morrible para espalhar um boato de que Nessarose está em risco, uma maneira infalível para seduzir Elphaba em uma armadilha. Madame Morrible concorda, mas, com o apoio do Mágico e sem o conhecimento de Glinda, decide que um boato não será suficiente, criando um ciclone para realmente colocar Nessarose em perigo. ”
“ Em uma floresta escura, Fiyero e Elphaba expressam o seu amor mútuo, mas são interrompidos quando Elphaba sente que sua irmã está em perigo. Pouco depois, ela vê uma casa voando pelo céu, para Munchkin. Ela rapidamente voa para ajudar, mas é tarde demais, chegando logo depois que a casa de Dorothy pousa em Nessarose, matando-a. Após dizer a Dorothy para ir ver o Mágico de Oz e a mesma sair dali, Glinda agora sofre com a morte de Nessa. Elphaba torna-se frustrada e confronta-a por dar os sapatos de Nessarose para Dorothy, e segue luta. Os guardas do palácio chegam para emboscar Elphaba, mas Fiyero intervém e diz-lhes para deixarem-na em paz, permitindo a Elphaba escapar antes de render-se. Os guardas o levam a um milharal próximo para ser torturado até que ele lhes diga para onde Elphaba fugiu. Em um dos castelos de Fiyero, Elphaba tenta lançar um feitiço para salvar a vida do amado, mas, pensando que ela falhou, ela começa a aceitar a sua reputação notória como Wicked.”
“Enquanto isso, o Homem de Lata (antigo Boq) e os cidadãos de Oz preparam uma caça às bruxas, seguindo o amado cão de Dorothy, Toto. Boq afirma que Elphaba o transformou em o Homem de Lata como um ato de maldade, enquanto que o filhote de leão que Elphaba e Fiyero libertaram em Shiz, que também está na reunião, acaba por ser o Leão Covarde, sendo sua covardia culpa de Elphaba também, porque se ela tivesse o deixado lutar suas próprias batalhas, quando ele era jovem, ele não seria hoje um covarde. Vendo a caça às bruxas, Glinda percebe que Madame Morrible estava por trás da morte de Nessarose. Morrible lembra a Glinda de que isto era o que ela queria, em primeiro lugar, e diz para ela ‘sorria, acene e cale a boca! ’. Glinda viaja ao castelo Fiyero para convencer a Elphaba a deixar Dorothy ir, mas a bruxa se recusa. Quando Chistery entra com uma carta, Elphaba o lê e exclama: ‘Nós vimos o seu rosto pela última vez. ’ Glinda pensa que Fiyero morrera. Elphaba faz Glinda prometer não limpar seu nome e assumir a responsabilidade de Oz, e ela dá a Glinda o Livro das Sombras, dizendo: ‘Agora é com você. ’ Glinda concorda, e as duas confirmam sua amizade verdadeira. À medida que a multidão chega ao castelo, Elphaba diz a Glinda para se esconder e ela puxa uma cortina no palco. Glinda segura o Livro das Sombras e assiste impotente como Dorothy joga um balde de água em Elphaba, causando aparentemente seu derretimento. Tudo o que é deixado para Glinda de Elphaba é seu chapéu pontudo e uma garrafa de líquido verde brilhante. ”
“ Glinda entra furiosamente no palácio do Mágico e mostra-lhe a garrafa verde: ‘Eu vi apenas outro como este, e foi nesta sala! ’ ela exclama, e é revelado que o Mágico é realmente pai de Elphaba através de um caso que ele teve com Melena. Glinda ordena o Mágico a deixar Oz, e envia Morrible à prisão, retornando à cena de abertura. Glinda endereça aos cidadãos de Oz, proclamando que ela vai reformar o governo. Enquanto isso, um dos companheiros de Dorothy, o Espantalho, secretamente retorna para o castelo e abre um alçapão, revelando Elphaba estar viva. O Espantalho é revelado ser Fiyero, transformado por magia de Elphaba. Eles falsificaram a morte de Elphaba, que deve ser mantida em segredo até mesmo de Glinda, para protegê-la. Enquanto Glinda lamenta a morte de sua amiga e os cidadãos de Oz comemoram-na, Elphaba Fiyero deixam Oz para sempre para começarem uma nova vida juntos.”

O diretor, no final da longa narrativa, limpou seus óculos, dando a entender que havia começado a chorar de emoção.

- Esta história sempre me deixa mole por dentro. – confessou enquanto tirava um lenço do bolso e assuava o nariz – Mas enfim... – ele disse, se recompondo – Amanhã os ensaios começam de fato. Quero de todos comprometimento com a peça, seus personagens e os horários estabelecidos. Estão dispensados.
Conjunto de vozes e pessoas se movimentando se instalou no estabelecimento.
Suspirando aliviada por ter acabado o longo discurso desnecessário, disse à amiga ao seu lado:
- Agora vou para casa e ver se durmo um pouco...
- Mas ainda não acabou a reunião. – a “nova” se virou para – Todos aqueles que participarão da peça vão para uma balada agora no hotel Hilton. Nós temos que ir. – a outra revirou os olhos como se o caso fosse óbvio.
- Ok, já que será mais uma chance de me vingar do desgraçado do seu primo... – a outra ficou séria com a frase da companheira.
- Você não vai desistir disso, não é? – sorriu.
- Nem morta.
(...)
A balada estava mais agitada do que a garota havia previsto: o som estava alto, as luzes frenéticas balançavam pelo salão e era quase impossível de se arranjar espaço naquela pista lotada.
A atriz mal havia começado a dançar e já chegara até ela, a abraçando por trás e movimentando os dois corpos com o ritmo da música. Ela perdeu o fôlego com isso.
- Você tem cheiro de pêssego. – o garoto passou o nariz levemente por toda a extensão de seu pescoço.
Tentando evitar que seus instintos quase animais a controlassem, se afastou do ex, o fitando brevemente enquanto dizia:
- Não hoje, meu querido.
Ela se afastou com dificuldade por causa da quantidade de pessoas, seus olhos já ficando marejados pela sensação de impotência e fraqueza que sentia naquele momento.
Com certo alívio que chegou ao balcão do bar, pegando com certa urgência a garrafa de bebida alcoólica que estava nas mãos do barman e dando enormes goles na mesma, sem nem mesmo saber do que era, mas sentindo a tranquilizadora ardência percorrer sua garganta.
- Ei! – escutou a voz do barman, que parecia bem distante agora.
- Eu pago depois. – a atriz disse, a voz já arrastada e devagar por causa do álcool. Ela precisava se esquecer daquele dia; se esquecer de quem era e do que havia acontecido com sua vida.
Uma felicidade se instalou em seu corpo no momento em que acabou com a garrafa e bebeu metade de outra. Bêbada a ponto de tropeçar até nos próprios pés, se movimentou de volta a pista de dança, começando a dançar destrambelhadamente ao som de Bad Romance, Lady Gaga.
- Que ironia! – exclamou mesmo sem ter ninguém para ouvi-la; sua mente já nebulada fazendo-a sorrir de alegria por estar naquele estado tão revigorante.
De repente, ela sentiu um corpo se juntar perigosamente ao seu por trás, passando enormes braços musculosos por sua cintura e beijando sua nuca com fortes mordidas, ao mesmo tempo sensuais.
Nenhum som, nenhuma palavra; com a urgência de se satisfazer sexualmente, que se instalara no corpo da garota no mesmo momento em que o estranho chegou, ela se virou em direção ao corpo escultural e beijou sua boca ferozmente enquanto passava a mão calorosamente por seu tórax.
O homem correspondeu ao beijo, pousando a enorme mão na bunda da atriz e dando fortes apertos como incentivo. Ela já imaginava as maravilhas que essas mãos fariam com seu corpo naquela noite...
Antes de completar o pensamento, outro corpo masculino se uniu ao dela, dando a entender que também queria participar da “brincadeira” quando outras mãos pararam em suas coxas já quentes pela excitação.
Os três sabiam muito bem o que queriam. Para que recusar?
(...)
não sabia como os três haviam chegado até aquele quarto de hotel. Mas ela também não se importava.
Eles já estavam ajoelhados na cama, a atriz no meio dos outros dois. Um de seus belos acompanhantes (em um momento para respirar, apesar da bebida, ela pôde observar que ele era loiro de olhos azuis e pele bem clara, além de ter rosto e corpo esculturais), que estava atrás dela, beijava seu pescoço enquanto suas mãos viajavam pelos seus seios já endurecidos. O outro (a mesma também pôde ver que este era moreno de olhos negros e pele bronzeada, seu corpo e rosto esculturais também), que estava de frente, passava as mãos pela parte interna da cocha feminina, deixando rastros de fogo em suas áreas baixas, e beijava sua boca fervorosamente.
Em um dado momento, que não demorou muito para acontecer, as roupas começaram a se tornar pegajosas e pesadas demais: eles precisavam se livrar delas.
O moreno tirou a própria blusa enquanto o loiro tirava a blusa da , deixando a mostra o peitoral angelical do supostamente surfista e o sutiã de onça da Victoria’s Secret que revestia os seios da atriz.
Depois, o loiro tirou a própria blusa enquanto o moreno arrancava com brutalidade o sutiã; tão pouco tirou a peça de roupa, ele abocanhou um dos bicos do seio da mulher, fazendo um gemido sôfrego escapar de sua garganta.
Ela esticou o braço para trás, procurando pelas áreas baixas do loiro; tão logo a achou, abriu o zíper de seus jeans e começou a massagear o local. Isso o fez gemer razoavelmente alto e morder a orelha dela com certa força.
Isso era mais sensual do que aparentava ser.
Ela fez o mesmo com o moreno e obteve o mesmo resultado, mas ao invés de morder a orelha dela, ele mordeu o bico de seu seio, que já estava dolorido pela excitação.
A garota mal percebeu quando o moreno despiu-a de suas calças e calcinha; agora ela estava completamente nua e uma paz se instalou em seu peito por isso.
O loiro virou o rosto dela em direção ao seu segurando os seus longos cabelos, beijando sua boca calorosamente enquanto o moreno tirava o que lhe restava de suas roupas.
Então, sem aviso prévio, o moreno a arrancou do loiro e a deitou, passando uma de suas pernas por seu ombro largo e a invadiu de rompante.
Como esta sensação estava fazendo-a bem... Ele se movimentava agilmente, seu membro a invadindo cada vez com mais força. segurava os cobertores com força, gemidos que mais pareciam gritos escapando de seus lábios.
O loiro, já nu, mordia o lábio inferior enquanto observava a cena e massageava o seu membro de acordo com os movimentos do outro homem. Querendo lhe dar o mesmo prazer que sentia, o puxou, começando ela mesma a massagear o outro com sua mão. Em troca, ela escutava os gemidos dos dois homens se intensificando e isso só a fazia ficar cada vez mais extasiada.
Tão logo ela sentiu o moreno esvair; o líquido pegajoso a invadindo internamente. Porém, ela ainda não estava pronta para ceder.
Era a vez do loiro de arrancá-la dos “braços” do moreno: a posicionando de quatro em sua frente e se ajoelhando atrás dela, o belo homem a invadiu sem dó e a garota gritou por causa disso.
Seus movimentos eram tão perspicazes quanto os do moreno, que agora arfava e tinha seu próprio membro coberto pelas mãos da . Ela tentava ao máximo proporcionar o prazer nos dois ao mesmo tempo em que aproveitava ela mesma; e isso até que estava dando bem certo.
Porém, tudo o que é bom acaba um dia: sem ter mais forças para continuar e sentindo o líquido do homem atrás dela percorrer em seu corpo exausto, a atriz se permitiu esvair de seu líquido também, caindo fortemente contra o colchão da cama depois.
Com um homem ao seu lado e outro por cima dela, teve uma noite sem sonhos. E ela não poderia estar mais agradecida por isso.




CONTINUA


n/G: sim, eu sei, demorei mil anos para postar e eu SINTO MUITO, de verdade!!! T_T ando tão ocupada que não tô tendo tempo nem para respirar!!! Ok, exagero meu, mas vocês entenderam o que quis dizer... Bem, não sei quando vou poder postar de novo, mas vou tentar ao máximo não demorar tanto assim novamente. Se ainda tenho leitoras (o que acho meio improvável, mas espero estar enganada), espero que gostem deste cap hot :P Bjxxx

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