You Belong With Me

Autora: Mari Gouvêa
Status: Em Andamento
Revisada por: Juh
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Comédia Romântica - PartFic
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Capítulo 1

Condomínio St. Louis. O condomínio. Composto por cinco casas, o condomínio St. Louis é perfeito pra adolescentes. Com três piscinas (uma sendo coberta e aquecida), uma quadra de tênis e com as casas uma do lado da outra. era uma menina que morava lá desde o início do condomínio. Estudava no colégio St. Pauls e, não, ela não era uma líder de torcida, como você deve imaginar, na verdade fazia parte da banda da escola, ela ia aos jogos de futebol, mas como membro da banda. Nesse mesmo condomínio, nessa mesma escola, tinha . . Na escola, ele era o capitão do time de futebol e no condomínio, morava na casa da frente da de . Os dois eram vizinhos de janela. namorava a menina mais bem cotada da escola, Stacy Daniels, a capitã das líderes de torcida. Casal perfeito, né?
via por sua janela andando pelo quarto, com o telefone no ouvido, parecia gritar. Pegou um caderno e uma caneta de ponta grossa e quando desligou o telefone, ela mostrou a mensagem.
“Você está bem?”
abriu um sorriso, e respondeu.
“Cansei dessa vida dramática”
fez uma cara de conformada e respondeu.
“Sinto muito...”
balançou a cabeça e fechou as cortinas. suspirou e foi estudar. Era muito difícil consolar , já que ela o amava. Amava DE VERDADE. Não era que nem Stacy, que namorava por causa de sua popularidade ou qualquer outra coisa do gênero. o amava antes de entrar na escola, desde quando os dois se mudaram para o condomínio St. Louis. Ela conhecia o sensível, simpático, e tudo mais. Pena que não pensava que nem ela.

Capítulo 2

Tinha um grande jogo naquela noite. Importantíssimo, era a final, contra o time inimigo do St. Pauls. tinha que ir, mas não aguentava mais ver Stacy grudada em , não iria conseguir tocar direito. Por isso, ligou para seus colegas de banda, colocou uma camiseta qualquer, um jeans qualquer, e seu allstar. Chegando lá, sentou-se em um lugar qualquer e começou a assistir ao jogo. E lá estava Stacy, com sua mini-saia, sendo jogada para o alto e gritando: “VAMOS LÁ ST. PAULS!”. E todos gritando de volta “WHOOP WHOOP!”. De repente, entra o time. Entre eles, um completamente nervoso. Por estar sentada bem em frente ao campo, na primeira fileira, ouve tudo o que é dito.
- Iuhu, xuxu, vem cá! – Ouve a voz irritante de Stacy dizer.
- O que foi?
- Ai seu estúpido, essa não é a forma correta de falar com a sua namorada.
- Obrigado pela “Boa Sorte”. – sorriu para si mesma e passou a ver o jogo com os olhos bem abertos.
Início do jogo: zero a zero. Estava tudo muito tenso, as cheerleaders gritando, os caras jogando e ... Bem, ela estava lendo seu livro. Depois de certo tempo, GOL DO ST PAULS! Quem havia feito? . não conseguiu ver nada, pois estava sentada e todos gritavam pulando. Apenas balançou a cabeça no ritmo da música que começara a tocar. Logo depois, voltou a ler seu livro. E foi assim o jogo inteiro, gols para os dois lados, todos gritando e ela lá, lendo. Logo que acabou o jogo, voltou para casa sozinha, até chegar à porta do condomínio.
- EI, VOCÊ!
- ?
- Oi ! Fiquei gritando seu nome praticamente o caminho inteiro, mas você, pra variar, não me ouviu – riu envergonhada. – Viu o jogo?
- Vi sim! Parabéns Senhor Atleta! – riu.
- Obrigado, mas tenho certeza que ficou lendo pra variar e nem viu os gols que eu fiz pra você.
- Pra... mim? A Stacy deve ter morrido de ciúmes. E desculpa não ter visto você, sabe que eu não consigo me divertir muito nesses jogos quando eu vou só pra assistir. – Nisso, já haviam chegado na porta da casa de .
- Me senti ofendido. Poxa, dei mó duro pra você nem reparar? – fez bico e começou a rir.
- Ok, da próxima vez eu não levarei nenhum livro. Boa noite deu um beijo na bochecha do menino. – A gente se vê na escola.
- Boa noite, pequena.
subiu pelas escadas sonhando. Sonhando com o dia em que chutaria Stacy na frente de todos do colégio e a beijaria depois. Ah, se na vida os sonhos existissem...
Chegou ao quarto e ligou o rádio. Estava tocando uma música realmente animada e o que queria mais que tudo naquela hora era dançar. Ainda era cedo demais, então pegou sua escova de cabelo e começou a usá-la como microfone. Cantava e dançava de acordo com a música e quando olhou a primeira vez pela janela, viu um rindo muito com uma placa na mão:
“Sou seu fã número 1”
Desligou o rádio, vermelha de vergonha, e respondeu:
“Ah, obrigada. Quer um autógrafo?”
Ele riu e afirmou com a cabeça:
“Com certeza”
Ela fez pose ao responder:
“Sua obsessão por mim cansa minha beleza. Adeus”
fez cara de ofendido, mas riu logo depois e fechou as cortinas ao responder:
“Boa noite, pequena.”

Capítulo 3

- Hum... Não me lembro muito bem. E você? – e conversavam com os pés na água da piscina aquecida do condomínio. perguntara à menina o que ela havia sonhado, mas ela havia respondido que não sabia. Que mentira. Óbvio que ela sabia. Era sobre o grande dia em que sempre sonhava.
- Não me lembro também – disse honesto rindo – Mas teve um sonho que eu nunca me esqueceria. Um dia em que eu sonhei que eu havia voltado à minha infância e eu vi nós dois rindo e brincando de pega-pega. Sinto falta daqueles dias. – deixou uma lágrima cair – Ei, o que houve?
- Nada demais. É que eu estava pensando, nós somos amigos há muito tempo, né?
- Sim, desde o começo de todo esse condomínio. Por quê?
- Não, nada de mais. É que eu também sinto muita falta daqueles dias, antes de nós dois entrarmos no St. Pauls. E aí, cadê os meninos?
- Chegamos! – Naquele momento, três meninos se aproximaram. Eram , e , amigos de e do condomínio.
- Falando no diabo... – riu quando deu de língua para ela.
- Você nos ama , isso é fato.
- Hum, talvez não. Talvez só finja, porque sou uma Maria-Palheta sem sentimentos que gosta de dar em cima de meninos que possuem banda. – Disse com cara de cínica, fazendo os quatro meninos rirem e abraçá-la por trás.
- É por isso que a gente te ama, pequena!
- Bom meus amores, preciso ir estudar. Tenho prova depois de amanhã e preciso concluir meus estudos! , você nem começou, aposto.
- Não mesmo! – estufou o peito.
- Eu não me orgulharia disso, machão – Disse se levantando e arrancando risadas dos meninos. – Bom, tchauzinho, MSN às oito?
- Com certeza nerd!
subiu e estudou, como sempre. Ela amava sua vida. Tinha ótimos quatro amigos, ia bem na escola e ainda por cima cantava e tocava violão. Teria vida mais deliciosa que essa? Logo depois que acabou de estudar, olhou no relógio e viu que eram oito e meia. Pegou seu notebook e ligou o MSN.

Nerdy: Ooooi meus amores, desculpem o atraso!
: Não. adeus.
: Por mim tudo bem!
: Não. Adeus 2
: Olá nerd! Como foram os estudos?
Nerdy: e vcs me amam. Foram ótimos, to afiadíssima pra prova! E você ? Sabendo tudo já?
: É lógico. Sempre soube pequena.
Nerdy: E como vai a banda dos senhores?
: Vai ótima, ontem o compôs umas mil músicas, ensaiamos muito, o me bateu, o riu da minha cara e a minha prima gostosa chega semana que vem!
: O compôs uma música, o bateu no , ele chorou, e O QUÊ? SUA PRIMA CHEGA SEMANA QUE VEM?
: QUE DIA, QUE HORA, ONDE ELA VAI FICAR? Por mim tudo bem ela ficar em casa. E sim, eu te amo , hihi.
: viado. EXPLICA ESSA HISTÓRIA DE PRIMA GOSTOSA DIREITO AÍ
! Nerdy: Ai que saco, vão falar de garotas agora? Adeus, seus tarados.
Nerdy saiu da conversa e está offline neste momento.


Logo que saiu do MSN, olhou para janela e viu o recado:
“Você sabe que essa mina não vale nada”
Olhou furiosa para o papel e escreveu de qualquer forma.
“É, to vendo bem. Não tenho paciência pra isso.”
ia responder, mas viu as cortinas de fechadas.

Capítulo 4

'BAILE DE FORMATURA ST PAULS

Vocês estão convidados para o baile de formatura do colégio St. Pauls. Os meninos escolhem seus pares e as meninas esperam por seus ‘príncipes’. Contamos com vocês lá!

Dia 15 de novembro, 22 horas, no ginásio.

Atenciosamente,
A Direção.'

observou o panfleto em sua mesa. Baile de formatura? Que coisa mais careta. O colégio conseguia ter as piores ideias. nunca foi fã de festas. Achava ridículo ver todas as cheerleaders se amassando com os jogadores do time do colégio em qualquer canto, principalmente Stacy e . Doía demais para ela. E outra, ninguém ia chamá-la para ir à festa, ela praticamente não existia naquele colégio, como sempre foi.
- Vai ao baile?
- Não sei , eu acho que não.
- Por quê?
- Sei lá. – saiu andando. Ainda estava muito brava por ser trocada pelos seus melhores amigos por causa de uma menina que nem bonita era. Estava se levantando quando Stacy foi falar com ele. abriu bem os ouvidos, pois eram sussurros.
- O que você estava falando com a otária da ? – Quase foi brigar com Stacy, mas não. Ouviu a resposta de .
- Sei lá, alguma coisa sobre o trabalho de química. – Aquelas palavras doeram. sentiu como se um milhão de facas acertasse seu corpo e que nada havia sobrado. Começou a chorar e saiu correndo, sem nem perceber o erro que tinha cometido. foi ao banheiro e se trancou em uma cabine. Ela nunca havia matado nenhuma aula, mas não conseguiria continuar tendo aulas na classe de , não conseguia continuar tendo alguma coisa a ver com . Pegou sua mochila e saiu correndo para casa, até chegar ao condomínio e se deparar com .
- ? O que está fazendo aqui? – disse, mas não ouviu e continuou correndo.

“você sabe o que houve com a ? .”

travou quando leu a mensagem de . Precisava ir ao banheiro e ligar para o amigo.
- Alô?
- O QUE ACONTECEU?
- Não sei! Por isso que eu te perguntei. Acabei de ver a , ela estava com os olhos vermelhos e não me ouviu quando eu chamei por ela, saiu correndo e eu não a vi mais.
- Puta. Que. Pariu. To indo aí.
não queria saber de mais nada. Saiu correndo feito um condenado, sabia que estava daquele jeito por causa dele. Ela com certeza ouvira o que ele dissera à Stacy. Sentia-se o pior amigo do mundo naquele momento.
- A-alô?
- do céu, O QUE HOUVE?
- Oi, .
- Não me ouviu? O que aconteceu?
- O , o , ele... Ele...
- ELE O QUÊ?
- Ele é um otário, eu nunca mais quero ver ele na minha frente.
- O QUE ELE FEZ?
- Se você parasse de gritar, eu agradeceria.
- Desculpa. O que ele fez?
- Ele tem vergonha de mim. Só por eu ser “nerd”, ele esconde pros amigos e pra namorada que ele é meu amigo e enquanto ele fala comigo, ele finge pros outros que é sobre “trabalho escolar”.
- Ele tá vindo pra cá.
- EU NÃO QUERO FALAR COM ELE NUNCA MAIS. – desligou o celular na cara de e começou a chorar encostada em seu travesseiro. Ela abominava .

Capítulo 5

saiu correndo o mais rápido que pôde. Ele não queria que isso acontecesse, mas ele tinha uma reputação a zelar. Chegou ao condomínio e, quando viu que estava na portaria, foi mais rápido e passou reto por ele, que gritava seu nome. com certeza iria ficar dando sermão e brigando com ele e ele não tinha tempo pra isso. Foi direto para a casa de .
*TOC TOC* Alguém bateu na porta da menina. Ela estava quase adormecendo, até ouvir uma voz que sabia muito bem de quem era. Saiu correndo e encostou-se à porta, sem abri-la.
- abre, por favor, preciso falar com você - ela ouviu a voz de do outro lado da porta, sua respiração estava acelerada e ele falava entre pausas.
- To ocupada - disse , não queria falar com ninguém, quem quer que fosse.
- POR FAVOR, EU PRECISO ME EXPLICAR. – berrava, enquanto tampava os ouvidos com as mãos.
- EU JÁ DISSE QUE ESTOU OCUPADA. – Falou no mesmo .
- , abre essa porta. Para de ser medrosa, a gente precisa conversar e você sabe disso. – pensou um pouco e abriu, revelando um rosto completamente vermelho de tanto chorar.
- Você tem 30 segundos.
- Aquilo que você ouviu... – passava a mão pelo cabelo - eu não sei explicar o que houve.
- Ah é? Pois eu sei. Você tem vergonha de mim , isso está claro. Seu falso. Faz um favor? ME ESQUECE. Esquece a minha presença nessa porcaria de condomínio, esquece a minha presença no colégio... – Ela riu cínica – ah é, você já esqueceu. Mas também esquece a minha presença na sua vida. – E fechou a porta na cara de . Voltou a chorar e foi correndo para seu quarto, precisava dormir urgentemente. ficou encostado por um tempo na porta da amiga, mesmo sabendo que ela já não estava do outro lado. Não sabia por que agia assim, mas simplesmente agia. Deu-se conta de que ele tinha duas vidas completamente paralelas. Não gostava de ser o jogador de futebol, que namorava a menina mais popular da escola. Claro, ser popular, ter muitos amigos, era legal, mas ele sabia que os melhores momentos não eram esses. Ele só era o de verdade quando estava com seus amigos de verdade, quando estava com ela, . Sentia-se péssimo. Como ele pudera fazer uma coisa dessas? Com ela, a menina mais especial de todas, que sempre esteve lá quando ele precisou, sua melhor amiga. Sua pequena, que sabia a vida dele mais do ele mesmo. A que, com apenas um olhar, já expressava o que estava sentindo. Em quem ele confiava mais do que ninguém. Pensou em falar com , o amigo com certeza o entenderia, mas não sentia vontade de nada, só queria se deitar, e não pensar em nada.
*TOC TOC* ouviu batidas em sua porta e se levantou rapidamente, havia caído no sono.
- - sussurrou e foi correndo até a porta.
Mas não era . Era .
- Ah, oi , entra - falou desanimado. Estava feliz por estar ali, mas ainda se sentia um lixo pensando na .
- Eu soube o que aconteceu, cara. Essa foi tensa.
- É, eu sei.
- Você não devia ter feito aquilo.
- É, eu sei.
- Tá na cara que a gosta de você.
- É, eu sei. O QUÊ?
- É cara, parece que isso tá escrito na testa dela.
- Não fala isso NEM BRINCANDO. A é minha amiga e pára por aí.
- Tem certeza? Se você pensar, agora nem isso, né?
- , xuxu... SAI DAQUI.

Capítulo 6

No dia seguinte, foi praticamente arrastada por seu corpo até a escola. Não queria ver nunca mais, mas infelizmente era preciso. Ela estava completamente arrasada.
- Oi. – levou um susto, andava olhando para o nada, pensando no que faria com na escola. Não era preciso, já que aquele “oi” era do próprio.
- Cuidado, podem ver você falando comigo.
- Eu não me importo.
- Ah é. É só um trabalho de química, né? O que você quer de mim ?
- Que você fale comigo.
- Espera aí – parou e começou a rir cínica novamente – VOCÊ finge que fala de trabalho de química comigo, VOCÊ me ignora na escola, VOCÊ que só nota minha presença no condomínio e EU que não quero falar com você? Me poupe . – saiu correndo furiosa. Precisava ir à escola logo, pra tudo passar logo, pro passar logo da vida dela.
Chegando à escola foi direto para sua classe sentar em seu lugar de sempre. E sentou-se ao seu lado.
- ... – Mas a menina nem pensou duas vezes. Saiu de seu lugar costumeiro e foi sentar-se no fundão mesmo. Quando foi mudar de novo, o sinal tocou e ele teve que ficar no lugar onde estava.
Logo que acabaram as aulas, foi um alívio para os dois. saiu correndo, não conseguiria suportar ficar mais um minuto olhando na cara de . Por outro lado, ia atrás de , mas desistiu. Simplesmente teve um plano.

*TOC TOC TOC TOC TOC TOC TOC TOC*

- , ABRE ESSA PORTA, eu preciso falar com você.
- O que foi ? – atendeu a porta de samba-canção e com o cabelo todo bagunçado.
- Eu tenho um plano.
- Plano? Pra quê?
- Pra voltar a falar comigo.
- E como eu entro nessa história? – pensou com as mãos na cabeça.
- Humm... Na verdade não entra, mas é que eu precisava contar pra alguém. – Abriu seu maior sorriso, mas recebeu um tapa.
- E me acordou por isso? Idiota. – fechou a porta na cara de que seguiu para sua casa, pensativo. É, ele definitivamente tinha um plano.

Capítulo 7

Quando chegou à escola foi direto para seu armário pegar seu material necessário para sua próxima aula. Quando abriu-o, caiu um envelope. Estranho, pensou a menina. Abriu por curiosidade. Tinha uma carta dobrada na metade. Leu e, de cara, reconheceu a letra.
,
Antes de tudo, eu quero te avisar que eu sou péssimo nessas coisas de carta, bilhetinhos e essas boiolices, mas você já deve saber, já que me conhece mais do que a minha mãe. Enfim, eu quero pedir desculpas. Eu realmente não sei o que me deu na cabeça quando eu disse aquilo à Stacy. Ok, eu sabia. Mas eu quero que você entenda que... Eu sou o pior amigo do mundo e eu sei disso. E eu vou entender (eu acho) se você não quiser mais falar comigo. Eu não falaria. Mas isso sou eu. Bom, faz o que você quiser. O fato é: você vai ser SEMPRE a número um na minha vida, aquela que me viu no começo de tudo, antes de toda essa escola existir nas nossas vidas e etc. Eu amo você , você vai ser sempre, sempre, a minha melhor amiga. Acho que é isso.
Beijos,

PS: Vai junto aí uma foto nossa quando a gente tinha uns 8 anos. Te amo.”


, chorando muito, pegou a foto que estava anexada à carta e a observou. Era uma foto realmente engraçada. estava nas costas de e o menino estava caindo. Ela dava risada, quase caindo também. A menina lembrou-se do dia na mesma hora.
Observando a foto, foi andando até a classe, mas no caminho esbarrou em alguém, deixando seus livros caírem no chão, juntamente com seus óculos. Desceu para pegar os livros, mas quando colocou seus óculos, viu que seus livros já estavam recolhidos e ela viu duas pernas vestidas numa calça jeans.
- Nossa, me desculpe, mesmo, eu... – Foi levantando e se desculpando, e viu que era um menino lindo, deixando-a vermelha – Sou...
- Nah, eu que sou assim, distraído. Josh, prazer, qual seu nome?
- . Você é novo aqui?
- Na verdade não, estou aqui desde o ginásio.
- Bom, desculpa mesmo, eu não queria esbarrar em você.
- Mas ainda bem que fez isso, senão eu não te conheceria. – A menina corou e riu levemente. – Bom, a gente se esbarra por aí novamente algum dia. Rezarei pra isso acontecer.
- Tchau... – continuou andando para sua classe toda vermelha. Sentou-se em seu lugar costumeiro e viu entrar e ir direto falar com ela.
- ... – A menina nem o deixou continuar. Deu um mega-abraço nele, chorando. Mas logo separou.
- Nossa, desculpa , mesmo. Eu não deveria ter te abraçado, não aqui.
- Vem cá sua tonta. – puxou-a para outro abraço, até Stacy chegar.
- , O QUE SIGNIFICA ISSO?
- Ela é minha amiga, Stacy.
- O QUÊ?
- É. Minha melhor amiga. – Stacy saiu com o nariz empinado enquanto olhava-o sem entender.
- O que foi isso, ?
- Algo que eu deveria ter feito há MUITO tempo. Vamos pra casa, nerdy? – cruzou seu braço no de , que afirmou rindo. No caminho, e andavam juntos. contando suas piadas e rindo sem parar.
- , você não saaaaaabe!
- O que foi, nerdy?
- Eu fui fechar meu armário pra ir pra aula, quando eu sem querer esbarrei em alguém e derrubei todos os meus livros, aí...
- Como sempre.
- Há-há. Continuando, aí quando eu consegui achar meus óculos, vi que não tinha mais nada no chão e que tinha alguém olhando pra mim. Quando eu me levantei, vi que era um dos caras mais bonitos que eu já vi em toda a minha vida! Ele tava com os meus livros em mãos e rindo. Eu fiquei totalmente envergonhada, né. Aí a gente conversou e ele disse que quer que um dia a gente se esbarre de novo! – contava a história com os olhos brilhando, já não ouvia da mesma maneira.
- Hum. E qual é o nome do príncipe encantando?
- Josh. Nunca tinha ouvido falar dele, mas...
- JOSH? JOSH STIFLER?
- Sei lá , só sei que o nome dele é Josh.
- É um moreno, alto, com o cabelo jogado pro lado?
- Acho que sim, por quê?
- , ele é o cara mais galinha da escola. Não se mete com ele, eu não deixo.
- Fale por si mesmo. E outra, você não é o meu pai. – Com essa resposta, seguiu sozinha o caminho até sua casa.

Capítulo 8

: Lindinhaa
Nerdy: Oiii
: Tudo bom?
Nerdy: Ah, mais ou menos, na verdade. Eu tenho brigado muito com o esses dias..
. : É, eu soube... Tenso.
Nerdy: Muito. Porque na verdade eu só tenho vocês quatro de amigos e perder um de vocês é como perder um pedacinho de mim, porque a gente é amigo há muito tempo, mesmo.
: Fofinha :) Saiba que eu to aqui pra tudo o que der e vier, ok?
Nerdy: Brigada, mesmo. É o que eu to precisando nesse momento. Quando é que a sua prima chega mesmo? Eu to precisando de uma amiga fêmea de vez em quando.
: Hahahaha. Ela chega essa semana ainda, eu apresento vocês duas, ela é demais
! Nerdy: Bom, preciso estudar. Bjbj, te amo muuuuuiito!
: Boa noite pequena, eu te amo muito e sempre vai ser assim!
Nerdy está offline.


No dia seguinte, chegou na escola mais cedo, precisava resolver algum assunto da banda. No caminho, esbarrou no menino que havia esbarrado no dia anterior.
- Parece que está virando costume esbarrar em mim, hein gatinha?
- Gatinha? Que coisa mais careta! – Os dois riram. – E desculpe, eu ando muito distraída esses dias. Não que eu não seja, mas essa semana eu me superei!
- Ah, eu também. Mas e aí, por que está na escola tão cedo?
- Pra resolver uns problemas... E você?
- Entregar a matrícula do meu irmão mais novo. Ele quer muito entrar nessa escola. E como um bom irmão mais velho, fiz questão de ser o primeiro a entregar a matrícula.
- E quantos anos têm seu irmão?
- Ele tem seis, vai entrar no segundo ano.
- Que muito fofo. – Quando se deu conta, havia perdido a reunião com a banda por ter conversado demais com Josh. Mas pelo menos trocou telefone e MSN com ele. Ela finalmente sentia-se mais feliz e quando estava com Josh esquecia-se completamente de . Era assim que tinha que ser. Falando em , e ele nunca mais conversaram sobre nada. Trocavam um ‘oi’ de vez em quando, mas nada muito animador. Por conta disso, as aulas se arrastaram. Todo o tempo passava mais devagar quando havia um conflito na amizade dos dois. chegou em casa animada por conta de toda a conversa com Josh, abriu a janela de seu quarto quando sentiu seu celular vibrar.
“Vê se não esbarra em mim amanhã, hein? rs. Xx Josh”
riu consigo mesma, quando viu na janela à sua frente. Ignorando-o, sentou-se no parapeito da janela e logo escreveu a resposta.
“Isso eu não garanto! Do jeito que eu sou desastrada...”
“Haha, faz sentido. Mas tudo bem, não estou reclamando de nada. Foi realmente ótimo conversar com você hoje.”

Quando ia digitar a resposta, viu uma placa nas mãos de escrito:
“Desde quando você usa seu celular?”
Furiosa, escreveu com uma letra não muito bonita em seu braço e mostrou:
“Josh.”
Ao ler a resposta, fechou suas cortinas. continuou a conversar com Josh por mensagem, até que decidiu entrar no MSN.

Josh_stifler: !
Nerdy: Hey!
Josh_stifler: Tudo bom?
Nerdy: Tudo bem e você?
Josh_stifler: Tudo bem... Escuta, você já tem... Sabe como é... Par pro baile?
Nerdy: Haha, não tenho não.
Josh_stifler: Eu sei que tá meio cedo demais, a gente nem se conhece direito nem nada, mas... Você gostaria de ir comigo?
Nerdy: Claro! Quer dizer, eu planejava não ir ao baile, mas tudo bem, eu vou sim!
Josh_stifler: Por que não ir ao baile?
Nerdy: Ah, sei lá, não sou muito chegada em festas onde estão os mais populares com as líderes de torcida e tudo mais. Mas pra você eu abro uma exceção e vou!
Josh_stifler: Ah, muito obrigado mesmo! Foi realmente ótimo te conhecer , você não é que nem aquelas líderes de torcida. Você é autêntica. Bom, preciso ir. Beijos, a gente se esbarra amanhã?
Nerdy: Com certeza! Beijo.


- Alô?
- , posso passar aí na sua casa?
- P-pode. – só chamava de ‘’ quando alguma coisa havia acontecido. E de muito errada. Cinco minutos mais tarde, estava tocando a campainha e abriu a porta.
- O que aconteceu com você? – perguntou assim que abriu a porta.
- O que aconteceu COMIGO? O que exatamente aconteceu com VOCÊ! Qual é a de ficar falando com esse idiota o tempo todo?
- Esse idiota tem nome e é Josh.
- FODA-SE! Ele é um idiota e você não percebe isso.
- VOCÊ é um idiota e não percebe isso. O Josh é simpático, lindo e conversa comigo como gente em todos os lugares, inclusive na escola – deu ênfase em suas últimas palavras, que fizeram abaixar a cabeça – Aliás, falando em escola, eu vou ao baile com ele.
- Ué. Você não disse uns dias atrás que não ia?
- Pois é, mudei de idéia. Engraçado, né? Bom, veio falar comigo sobre o que mesmo?
- , eu sinto a sua falta.
- Jura? Parece que não.
- É sério ! Meus dias não são mais os mesmos sem você do meu lado pra me ajudar, me apoiar sempre que for preciso, pra rir comigo, pra gritar comigo, pra tudo. Sério, você é insubstituível na minha vida e eu quero muito que você saiba disso, apesar de ser óbvio. Desculpa por tudo o que eu te fiz, eu to sendo chato e ciumento pelo seu bem! Esse cara não vale nada e a última coisa que eu quero é ver você triste e chorando. – abraçou , que respirou aliviada com tudo isso. O seu estava de volta e pra sempre.
- Peraí, ciumento? – A menina dizia rindo.
- Lógico! Você me trocou por esse idiota! Queria meu espaço de volta!
- Hey, ...
- Fala.
- Você SEMPRE vai ter seu espaço comigo, não importa quantos caras eu fale na minha vida! E eu vou continuar indo ao baile com o Josh, sinto muito. Comigo ele é ótimo e obrigada pelos conselhos. Preciso ir estudar. – A menina abraçou , deu-lhe um beijo na bochecha e fechou a porta. Como queria falar que Josh a fazia bem na verdade por fazê-la esquecer dele por um minuto.

Capítulo 9

O dia do baile havia chegado finalmente. Todas as meninas já estavam com um par, inclusive , que estava nervosíssima, afinal, nunca havia beijado ninguém e aquela noite poderia ser a noite de seu primeiro beijo de verdade. Já havia dado selinhos nos meninos, mas beijo, BEIJO? Nunca.
anotava tudo o que a professora falava, mas foi interrompida com seu celular vibrando.

“Nervosa pra hoje? Xx Josh”
“Na verdade muito. E vc?”
“Idem. Eu realmente gosto de vc e essa noite vai ser a noite que eu vou te provar isso.”


começou a tremer lendo a mensagem e desligou seu celular, sorrindo largo.
- Ei, Sussurrava – O que aconteceu pra você estar assim, tão sorridente?
- Nada –
sussurrou de volta – Nada que te interesse. – Bateu o sinal e os dois voltaram juntos para casa, conversando sobre nada no decorrer do caminho.
passou o dia inteiro se arrumando para o baile. Estava cansada de não ser notada por ninguém. Por isso, trocou seus óculos por lentes de contato, alugou um vestido maravilhoso, fez uma maquiagem perfeita, deixou seus cabelos lisos soltos com babyliss na ponta... Enfim, estava perfeita. Seu par era perfeito. Aquela noite seria perfeita. Deu dez e meia, sua campainha tocou. Era Josh, perfeitamente arrumado.
- Uau – Foi o que ouviu da boca do menino. Ela riu. – Você está... Maravilhosa.
- Obrigada – ela disse corada –, você também está muito bonito.
- Vamos?
- Vamos. – foi de mãos dadas com Josh até o carro dele. No caminho, viu que alguém a olhava da janela. Esse alguém não parecia muito contente com o que via.
- , tudo bem se passarmos na casa de um amigo antes? Sabe como é, pra dar um esquenta antes de ir ao baile.
- Ah, claro, tudo bem.
Chegando na casa desse tal amigo, cumprimentou-os e sentou-se em um sofá, com Josh ao seu lado, que já pegara um copo com vodca.
- Não vai beber nada, ?
- Não, obrigada.
- Ah, bebe só esse copinho vai...
- Não quero mesmo Josh, obrigada.
- Por mim?
- Ai, tá bom. – bebeu. A vodca descia queimando pela garganta de , o que a deixou meio tonta, mas era bom. Estranhamente bom. Josh pegara outro copo e bebera inteiro em um gole. E assim foi, até e Josh beberem uns 5 copos e ficarem completamente bêbados, antes de ir à festa. Tudo à volta da menina girava e a fazia rir, e todos na casa estavam daquele jeito. Eles foram de táxi para o baile e entraram cambaleando.
- ? – vira a menina quase caindo. Ela não respondeu. Continuou rindo sem parar, deixando irritadíssimo. – O QUE VOCÊ FEZ? – Pegou Josh pelo colarinho, que também estava rindo.
- Ei cara, o que foi? Eu não fiz nada! A que quis ficar assim. Ela é muito gostosa, cara. – Josh se soltou de e levou para um canto.
- Tchau, ! - A menina mandou beijos para o garoto, que ficou furioso. começou a passar mal, toda aquela bebida começou a dar um efeito horrível. Ela começou a sentir nojo de si mesma e de Josh, por tê-la feito beber tudo aquilo. Quando chegaram no canto, ele a empurrou contra a parede e tentou beijá-la, sem resultados, pois puxou-o pelas costas.
- Qual é, cara? Você de novo?
- Isso é por não ter respeito com a deu-lhe um soco na cara e puxou . Josh caiu inconsciente, enquanto chorava. puxou pelo braço e saiu do ginásio da escola, colocando-a sentada em um banco.
- POR QUE FEZ AQUILO? – gritava chorando.
- VOCÊ ESTÁ BEBADA E IA FAZER COISAS QUE IA SE ARREPENDER DEPOIS.
- NÃO IA NÃO. EU IA BEIJAR O JOSH E VOCÊ ATRAPALHOU O MELHOR MOMENTO DA MINHA VIDA.
- NÃO IA NÃO, EU TE CONHEÇO, IA FICAR CHORANDO PRA MIM FALANDO QUE SE ARREPENDEU.
- EU TE ODEIO – A menina saiu correndo e foi logo atrás – PARA DE ME SEGUIR. – Ela parou, fazendo-o parar também.
- , você vai comigo pra casa. – foi puxando até seu carro.
- , por quê?
- Por que... O que?
- Por que você tem que ser tão protetor?
- Porque eu me importo com você e não quero ver você mal.
- Eu não vou cair e quebrar, , eu sei me virar sozinha.
- Você não sabia o que você estava fazendo . Isso ia estragar o seu ano. Desculpa , mas aquele cara REALMENTE está abusando de você. Seu primeiro beijo não pode ser com ele.
- Já que você é o dono da verdade, com quem deve ser então? – não conseguiu ouvir a resposta. Sentiu seu lábio pressionado por outro, enquanto os dois estavam encostados no carro dele.

Capítulo 10

nem conseguia pensar direito. Primeiro por causa da bebida, segundo por causa do momento que tava REALMENTE acontecendo. Não era mais nenhum sonho, ela estava mesmo beijando ! Assim que eles se separaram ela sorriu e disse meio abobada:
- Por que você fez isso ? – passou a mão pelos cabelos e, olhando pro chão, respondeu:
- Eu... Não sei bem por quê. Eu acho que fiz isso muito sem pensar. Desculpa pequena.
- Obrigada , você conseguiu estragar minha noite duas vezes. Vou pra casa. – E assim, virou de costas, pegou um táxi e voltou pra casa.
No dia seguinte, o celular de estava vibrando. Ela pegou pra ver o que era.
, desculpa por ontem. XX Josh”.
A menina fechou o celular com raiva e o arremessou longe. Parou pra pensar na noite anterior, a que deveria ter sido perfeita. Ela nunca havia bebido, nunca havia beijado ninguém, e ela matara dois coelhos numa cajadada só. Pobres dois coelhos. Resolveu entrar no msn.

: , tá aí?
Nerdy: ...
: , posso ir aí na sua casa? Eu preciso conversar com você.
Nerdy: tanto faz.
está offline


5 minutos mais tarde, ouviu o batido da porta. Quando atendeu, encontrou um acabado. Estava com olheiras fundas, as roupas do dia anterior completamente amassadas e o cabelo completamente bagunçado.
- Entra – ela murmurou. entrou de cabeça baixa e sentou-se no sofá.
- , o que aconteceu ontem...
- Eu já entendi, foi um erro, foi sem querer. Era isso que você tinha pra falar comigo?
- Não, você entendeu tudo errado. O que eu quis dizer foi que eu REALMENTE fiz sem pensar, mas foi algo que se eu não fizesse, com certeza eu ia me arrepender por não ter feito o que eu fiz.
- Então por que pediu desculpas?
- Porque... Bem, eu não achava que você conseguiria beijar alguém como eu.
- Eu sempre imaginei o momento que a gente ia se beijar – A menina corou, rindo – e te garanto que foi diferente do que realmente aconteceu. – Ela viu chegando cada vez mais perto dela e começou a entrar em pânico. – , você tem namorada.
- Quem? A Stacy? Ela não é minha namorada. A gente sai às vezes, mas só por imagem. Chefe das líderes de torcida com o capitão do time de futebol.
- Lá vem a historia da imagem de novo...
- , se eu saí com ela duas vezes foi muito. A gente só se passa por namorados na escola. Nem o telefone dela eu tenho! – Ele percebeu o que disse e começou a rir – Cara, eu sou patético.
- É, você é patético mesmo. – disse rindo da cara que fazia. – Agora vaza, eu tenho que estudar.
- Ok... – deu um selinho rápido em e saiu correndo. A menina ficou estática, com a mão nos lábios e observando o menino ir embora.





CONTINUA


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